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Ao lado de João Paulo II: O que dizem seus amigos e colaboradores

Ao lado de João Paulo II: O que dizem seus amigos e colaboradores

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Ao lado de João Paulo II: O que dizem seus amigos e colaboradores

Länge:
227 Seiten
3 Stunden
Freigegeben:
Oct 13, 2015
ISBN:
9788578211592
Format:
Buch

Beschreibung

João Paulo II foi uma das personalidades mais marcantes do século XX e início do século XXI. Em seu longo pontificado, ele destacou-se como líder religioso e também líder civil.
Em seu anseio de ir ao encontro das pessoas, visitou praticamente todos os países do mundo. Foi um perspicaz intérprete do homem da crize da modernidade, insuflando-lhe esperança e confiança. A Igreja Católica o propôs como exemplo, reconhecendo-o como santo.
Ao Lado de Jõao Paulo II reúne entrevistas de quem viveu etrabalhou a seu lado, deixando transparecer os traços marcantes de um grande líder e episódios do seu cotidiano, revelando um homem culto, inteligente, afetuoso, humilde, místico, bem-humorado e atentíssimo aos problemas do ser humano, dos povos e do Planeta.
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Oct 13, 2015
ISBN:
9788578211592
Format:
Buch

Über den Autor


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Ao lado de João Paulo II - Wlodzimierz Redzioch

Título do original: Accanto a Giovanni Paolo ii

© Edizioni Ares – Milano – 2014

Homilia de Sua Santidade Bento

xvi

pronunciada por ocasião da beatificação do servo de Deus João Paulo

ii

:

© Libreria Editrice Vaticana – Vaticano – 2014

Esta edição brasileira foi realizada graças à intermediação de: Silvia Vassena

Tradução:

Irami B. Silva

© Editora Cidade Nova – São Paulo – 2014

Revisões:

Adelmo Galindo

Heliomar Andrade Ferreira

Ignez Maria Bordin

Klaus Brüschke

Projeto gráfico, capa e diagramação:

Claritas Comunicação

Foto da capa:

© Serviço Fotográfico Osservatore Romano

ISBN: 978-85-7821-159-2

(Original: 978-88-8155-594-9)

Todos os direitos estão reservados

Editora Cidade Nova

Rua José Ernesto Tozzi, 198

Vargem Grande Paulista – São Paulo – Brasil

CEP 06730-000 – Telefax: (11) 4158-8890

www.cidadenova.org.br

editoria@cidadenova.org.br

vendas@cidadenova.org.br

Sumário

Agradecimento

João Paulo II

Wlodzimierz Redzioch

I. A lembranca do Pontifice emerito

II. No apartamento do Papa

Emery Kabongo

Mieczyslaw Mokrzycki

III. Os amigos de sempre

Stanislaw Grygiel

Stanislaw Nagy

Wanda Poltawska

IV. Os colaboradores no Vaticano

Pawel Ptasznik

Camillo Ruini

Angelo Sodano

V. Cuidados com o Papa

Renato Buzzonetti

Arturo Mari

VI. Testemunhas

Javier Echevarria

Gianfranco Svidercoschi

VII. Rumo à glória dos altares

Marie Simon Pierre Normand

Florybeth Mora Diaz

Slawomir Oder

VIII. Finalmente Beato

O organizador

Agradecimentos

O Autor agradece com profunda emoção Sua Santidade, o papa emérito Bento XVI, que dedicou também nestas páginas tempo, atenção e cuidado à memória de seu santo predecessor. E, com igual sentimento de gratidão, deseja dirigir-se a todos os entrevistados, pela plena colaboração e a sensibilidade demonstradas, que permitiram prestar a são João Paulo II um tributo realmente único e, ao mesmo tempo, variegado e concorde. Agradecimentos cordiais também ao Editor [do original italiano] pela atenção e as ideias profusas na realização deste livro.

Finalmente, Autor e Editor exprimem reconhecimento unânime ao Osservatore Romano, à agência de imprensa Zenit e ao semanal polonês Nidziela, que, no curso dos últimos anos, albergaram no primeiro esboço algumas das entrevistas, depois revistas e atualizadas, para o presente projeto, com o consentimento dos entrevistados.

Sem distinção de raça, classe, cultura ou idade,

difundi na sociedade a consciência de que

todos nós somos chamados para a santidade.

Esforçai-vos para serdes santos vós mesmos em primeiro lugar,

nutrindo um estilo evangélico de humildade e serviço,

de abandono à Providência

e de constante escuta da voz do Espírito.

Assim sendo, sereis o sal da terra

e resplandecerá "a vossa luz diante dos homens,

para que, vendo vossas boas obras,

eles glorifiquem vosso Pai que está nos Céus".

(João Paulo II)

Wlodzimierz Redzioch

mudou também a minha vida

Eu estava em Paris quando Karol Wojtyla se tornou papa. Eu estava na praça de São Pedro quando Ali Agca tentou matar o papa que estava mudando o mundo. Vivi perto de João Paulo II durante todo o seu pontificado.

No começo, mesmo sendo um fato extraordinário que um polonês se sentasse na Cátedra de Pedro, eu não imaginava aonde a grandeza humana e espiritual de Wojtyla poderia chegar. Mas, estando ao lado dele e dos seus colaboradores, num determinado momento percebi que ele era um santo.

Quanto mais descobria essa realidade, menos falava nela; tinha a impressão de violar um segredo. Mas agora, quando também a Igreja reconheceu o que muitos havíamos entendido, tive coragem de contar a história do santo João Paulo II, fazendo uso das vozes dos seus colaboradores.

Depois que me formei em engenharia na Escola Politécnica de Czestochowa e estudei africanística na Universidade de Varsóvia, fui a Paris. Pensava em ser missionário leigo no Continente Negro.

Jamais imaginaria que a eleição do primeiro pontífice polonês mudaria também a minha vida. A notícia de Karol Wojtyla papa parecia um sonho impossível; no entanto, acontecera. O filho da Polônia semper fidelis subira à Cátedra de Pedro. Ninguém podia nem imaginar que o Papa mudaria a história da Polônia, da Igreja e do mundo!

Após os dias de festejos, voltei à normalidade, ao estudo e ao trabalho, até que dois amigos sacerdotes, padre Casimiro Przydatek, sj, e padre Ksavery Sokolowski, foram encarregados de organizar um centro para os peregrinos poloneses em Roma.

Padre Sokolowski me pôs a par do projeto e fez uma proposta: Por que você não vem nos ajudar? Precisamos de pessoas preparadas que falem idiomas. E acrescentou: Não se esqueça de que agora a história da Polônia acontece aqui!

Fiquei na dúvida: ir para Roma significava renunciar aos estudos e à carreira profissional, para abraçar um futuro incerto e desconhecido. Mas, já na ocasião, o Papa havia aberto uma brecha em muitos corações, inclusive no meu; depois de alguns meses de hesitação, troquei a capital francesa pela italiana.

Durante muitíssimo tempo, acompanhei os peregrinos que eram recebidos por João Paulo II.

Passei mais de trinta anos nos escritórios do jornal Osservatore Romano e convivi com inúmeros membros da Cúria, prefeitos e presidentes dos dicastérios, arcebispos e cardeais, colaboradores dos três últimos pontífices.

Com este livro, procuro tornar Karol Wojtyla conhecido – o homem, o sacerdote e o papa – mediante depoimentos de pessoas que o serviram, que estiveram ao seu lado, que o ajudaram a escrever a história da Igreja e do mundo.

Em vinte e sete anos, João Paulo II realizou 146 viagens apostólicas na Itália e 104 ao exterior, visitando 129 países; foram 822 dias em viagem. Nas 147 cerimônias de beatificação, proclamou beatos 1338 servos de Deus e, nas 51 cerimônias de canonização, proclamou 482 santos. Escreveu 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições, 45 cartas apostólicas, acrescentando-se a elas as mensagens anuais para a Jornada Mundial da Paz, para a Jornada Mundial do Enfermo, para a Jornada Mundial da Juventude e para a Jornada Mundial das Comunicações Sociais.

Nesses vinte e sete anos, o Papa polonês mudou o mundo. Fez isso não graças a estratégias políticas sofisticadas, mas, sobretudo, porque conseguiu tocar e mudar o coração das pessoas. As mudanças verdadeiras e duradouras não são possíveis se não nascem no coração das pessoas.

No livro que os leitores estão prestes a ler, as pessoas que entrevistei falam do encontro delas com Karol Wojtyla, em alguns casos antes mesmo que ele se tornasse papa, na alegria e no sofrimento, na dúvida e na certeza, na saúde e na doença. Descobrirão muitas histórias e muitos episódios inéditos, terão a possibilidade de conhecer o grande coração com que Karol Wojtyla amou a Deus e a humanidade.

I A lembrança do Pontífice emérito

Sua Santidade Bento XVI

Para mim, tornou-se cada vez mais claro que João Paulo II era um santo

Por ocasião da canonização de João Paulo II , o Santo Padre emérito Bento XVI , nascido Joseph Ratzinger, aceitou dar sua colaboração para o presente volume, oferecendo uma lembrança pessoal do Papa santo, seu predecessor.

Santidade, os nomes de Karol Wojtyla e Joseph Ratzinger estão ligados, por vários motivos, ao Concílio Vaticano II. Os senhores se conheceram durante o Concílio?

O primeiro encontro de que tenho ciência entre mim e o cardeal Wojtyla aconteceu somente no conclave em que João Paulo I foi eleito.

Durante o Concílio, nós dois tínhamos colaborado na Constituição sobre a Igreja no mundo atual, embora em seções diferentes, de modo que não nos encontramos. Em setembro de 1978, por ocasião da visita dos bispos poloneses à Alemanha, eu estava no Equador, como representante pessoal de João Paulo I. A Igreja de Munique e Freising está ligada à Igreja equatoriana por um acordo de Igrejas-irmãs realizado entre o arcebispo Echevarría Ruiz (Guayaquil) e o cardeal Döpfner. Assim, para minha enorme lástima, perdi a ocasião de conhecer pessoalmente o arcebispo de Cracóvia. Naturalmente, tinha ouvido falar de sua obra de filósofo e de pastor, e desejava conhecê-lo havia muito tempo.

Por sua vez, Wojtyla havia lido minha Introdução ao Cristianismo, inclusive citando-a nos exercícios espirituais que pregara a Paulo VI e à Cúria, na Quaresma de 1976. Portanto, é como se, no íntimo, ambos esperássemos nos encontrar.

Desde o início, senti grande veneração e simpatia cordial pelo metropolita de Cracóvia. No pré-conclave de 1978, ele fez para nós, de modo brilhante, uma análise da natureza do marxismo. Mas, sobretudo, logo percebi fortemente o fascínio humano que emanava dele e, pelo modo com que rezava, compreendi quão profundamente estivesse unido a Deus.

O que sentiu quando o Santo Padre João Paulo II o chamou para lhe confiar a direção da Congregação para a Doutrina da Fé?

João Paulo II tinha-me chamado em 1979 para me nomear prefeito da Congregação para a Educação Católica.

Haviam-se passado apenas dois anos de minha consagração episcopal em Munique, e eu considerava impossível deixar tão cedo a sede de são Corbiniano. De algum modo, a consagração episcopal representava uma promessa de fidelidade à diocese à qual pertencia. Pedi então ao Papa que desistisse daquela nomeação; e ele chamou o cardeal Baum, de Washington, para aquela incumbência, mas já prevenindo-me de que mais tarde voltaria a se dirigir a mim para outra função.

Foi durante o ano de 1980 que ele me disse que desejava me nomear, em fins de 1981, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, como sucessor do cardeal Seper.

Como eu continuava a sentir-me comprometido com a diocese à qual pertencia, para aceitar o cargo, permiti-me pôr uma condição que, por outro lado, considerava irrealizável. Disse que sentia o dever de continuar publicando trabalhos teológicos. Só poderia responder afirmativamente se isso fosse compatível com a função de prefeito. O Papa, que foi sempre muito benévolo e compreensivo comigo, disse-me que se informaria a respeito dessa questão para ter uma ideia. Quando fui novamente visitá-lo, ele me explicou que publicações teológicas são compatíveis com a tarefa de prefeito; disse que também o cardeal Garrone publicara trabalhos teológicos enquanto era prefeito da Congregação para a Educação Católica.

Assim, aceitei a função, bem consciente da seriedade da tarefa, mas sabendo também que a obediência ao Papa agora exigia de mim um sim.

Poderia contar-nos como era a colaboração entre os senhores?

A colaboração com o Santo Padre sempre foi caracterizada pela amizade e pelo afeto. Ela se desenvolveu, sobretudo, em dois planos: o oficial e o privado.

Todas as sextas-feiras, às seis horas da tarde, o Papa recebe em audiência o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o qual submete à sua decisão os problemas levantados. Naturalmente, os problemas doutrinais têm prioridade, aos quais se acrescentam questões de caráter disciplinar – a redução ao estado laical de sacerdotes que o solicitaram, a concessão do privilégio paulino para aqueles matrimônios em que um dos cônjuges não é cristão, e assim por diante. Mais tarde, acrescentou-se também o trabalho em curso para a redação do Catecismo da Igreja Católica.

A cada vez, o Santo Padre recebia com antecedência a documentação essencial e, portanto, sabia antecipadamente as questões que seriam tratadas. Sendo assim, sempre pudemos conversar com produtividade sobre problemas teológicos. O Papa era também muito versado na literatura alemã contemporânea, e era sempre gratificante – para ambos – encontrarmos juntos a decisão apropriada para todos esses assuntos.

Ao lado desses encontros oficiais propriamente ditos, havia diversos tipos de encontros oficiosos ou não oficiais.

Eu chamaria de oficiosas as audiências em que, toda terça-feira de manhã, em vários anos, as catequeses das quartas-feiras eram discutidas com grupos compostos, a cada vez, de modo diferente.

Mediante as catequeses, o Papa decidira oferecer, com o passar do tempo, um catecismo. Ele sugeria os temas e mandava elaborar breves considerações preliminares a serem desenvolvidas em seguida. Visto que estavam sempre presentes representantes de diversas disciplinas, aquelas conversações eram sempre muito bonitas e instrutivas; lembro-me delas com satisfação. Também aqui a competência teológica do Papa vinha à tona. Ao mesmo tempo, admirei sua disponibilidade em aprender.

Finalmente, era costume do Papa convidar para o almoço os bispos em visita ad limina¹, bem como grupos de bispos e sacerdotes em composições diversificadas, conforme as circunstâncias. Quase sempre eram almoços de trabalho, em que muitas vezes se propunha um tema teológico.

Nos primeiros tempos, houve uma série de almoços em que se discutia o novo Código [do Direito Canônico] passo a passo. Havia uma versão semidefinitiva, na qual trabalhamos durante aqueles almoços, elaborando assim a redação definitiva. Mais tarde, discutiam-se os mais variados temas.

O grande número de presentes tornava a conversa sempre diferente e abrangente. No entanto, havia sempre lugar também para o bom humor. O Papa ria com satisfação e, assim, aqueles almoços de trabalho, apesar da seriedade que se impunha, eram de fato igualmente ocasiões para estar em agradável companhia.

Durante o seu mandato na Congregação para a Doutrina da fé, quais foram os desafios doutrinais que enfrentaram juntos?

O primeiro grande desafio que enfrentamos foi a Teologia da Libertação, que se difundia na América Latina. Tanto na Europa quanto na América do Norte, era opinião comum que se tratava de um amparo aos pobres e, portanto, de uma causa que, sem dúvida, devia ser aprovada. Mas era um erro.

A Teologia da Libertação certamente tinha como tema a pobreza e os pobres, entretanto numa perspectiva muito específica. As formas de ajuda imediata aos pobres e as reformas que melhoravam sua condição eram condenadas como reformismo, que produz o efeito de consolidar o sistema: aplacavam – afirmava-se – a raiva e a indignação que, no entanto, eram necessárias para a transformação revolucionária do sistema. Não era questão de ajudas e de reformas – dizia-se –, mas da grande reviravolta da qual devia brotar um mundo novo. A fé cristã servia como motor desse movimento revolucionário, transformando-a assim numa força de cunho político. As tradições religiosas da fé eram postas a serviço da ação política. Desse modo, a fé era profundamente desviada de si mesma e, assim, enfraquecia-se também o verdadeiro amor pelos pobres.

Naturalmente, essas ideias se apresentavam com diversas variantes e nem sempre se mostravam com precisão absoluta, mas, no conjunto, era essa a direção. Era necessário opor-se a tal falsificação da fé cristã, inclusive por amor aos pobres e em prol do serviço que lhes deve ser prestado.

Baseado nas experiências feitas em sua pátria polonesa, o papa João Paulo II facultou-nos os esclarecimentos essenciais. De um lado, ele vivera a escravização operada pela ideologia marxista, que servia de madrinha da Teologia da Libertação. Com base em sua dolorosa experiência, resultava claro para ele que era necessário contrapor-se àquele tipo de libertação. Por outro lado, justamente a situação da sua pátria lhe havia mostrado que a Igreja deve realmente agir pela liberdade e pela libertação não de modo político, mas despertando nos homens, por meio da fé, as forças da libertação autêntica. O Papa orientou-nos a tratar ambos os aspectos: de um lado, a desmascarar uma falsa ideia de libertação; de outro, a expor a vocação autêntica da Igreja para a libertação do homem.

É o que tentamos dizer nas duas Instruções sobre a Teologia da Libertação, que estão no início do meu trabalho na Congregação para a Doutrina da Fé.

Nos anos em que fui prefeito, um dos principais problemas do nosso trabalho foi o esforço para alcançar uma compreensão correta do ecumenismo.

Também nesse caso, trata-se de uma questão que tem duplo aspecto: de um lado, deve-se afirmar, com toda a sua urgência, a tarefa de trabalhar pela unidade e abrir caminhos que conduzam a ela; de outro, é preciso rejeitar concepções falsas da unidade, que pretenderiam alcançar a unidade da fé por meio do atalho mais curto da atenuação da fé.

Nesse contexto, surgiram os documentos sobre os diversos aspectos do ecumenismo. Entre eles, o que suscitou as maiores reações foi a

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