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Apenas Mais Uma Aventura

Apenas Mais Uma Aventura

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Apenas Mais Uma Aventura

Länge:
174 Seiten
2 Stunden
Herausgeber:
Freigegeben:
Oct 6, 2016
ISBN:
9788569782452
Format:
Buch

Beschreibung

Pedro é apenas um garoto de quinze anos disposto a resgatar seu amigo desaparecido. Desespero é uma entidade milenar, disposto a conquistar o mundo. Ambos vão se encontrar em Imaginaria, um mundo imaginado por um gnomo ilusionista, mas real o suficiente para lançar ambos em uma jornada épica. Através de montanhas de Nhá Benta, pântanos lodosos e cemitério de árvores, Pedro deve se tornar o Lendário Guerreiro Esperança, antes que Desespero encontre os artefatos que permitem que recupere seu poder. Uma luta clássica entre o bem e o mal em tempos modernos. Apenas mais uma aventura, mas que você não vai conseguir esquecer.
Herausgeber:
Freigegeben:
Oct 6, 2016
ISBN:
9788569782452
Format:
Buch

Über den Autor


Buchvorschau

Apenas Mais Uma Aventura - Lucas Fernandes

Copyright© 2016 Editora PenDragon.

Grafia atualizada segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil em 2009.

Capa

Marcos Santos

Revisão

Neto Arantes

Diagramação

Josué Matos

Editor

Neto Arantes

Catalogação na Fonte do Departamento Nacional do Livro

(Fundação Biblioteca Nacional, Brasil)

Fernandes, Lucas.

1. Literatura Brasileira. 2. Ficção

Vendas: www.editorapendragon.com.br

CDD: 869.93

CDU: 821.134.3(81)

ISBN: 978-85-69782-18-6

Rio de Janeiro – 2016, Rio de Janeiro.

É proibida a cópia do material contido nesse exemplar sem o consentimento da editora. Esse livro é fruto da imaginação do autor e nenhum dos personagens e acontecimentos citados nele tem qualquer equivalente na vida real.

Direitos concedidos a Editora Pendragon. Publicação originalmente em lingua portuguesa. Comercialização em todo território nacional.

Formatos digitais e impressos publicados no Brasil.

Agradecimentos

P

rimeiramente gostaria de agradecer a editora Pendragon e todos seus integrantes, sem os quais não seriam possíveis sequer esses agradecimentos. Vocês confiaram em uma ideia e tudo que uma pessoa precisa é de uma ideia. Gostaria de agradecer também aos meus pais e meu irmão, pois foram meus maiores professores e o esteio de toda minha vida. Não posso deixar de dar os devidos créditos a todos os meus amigos que já passaram por uma mesa de RPG minha, ouvindo e participando das minhas historias. Portanto, obrigado Crystian, Bruno Faria, Belani, Adriano (uh thei), Cebola, Japonês, Bacana, Renne, Inácio, Thiago, Thiago Português, Jeferson, André, Ramiro, Bruno, Baiano, Volpiano, Baldoni, Murilo, Guiminha, Floripa, Caio, Wernner, Norton, Miltão, Gustavo, Elyson, Rafael, se esqueci de alguém peço desculpas, mas também agradeço. Vocês ajudaram a construir este cenário, e muitos outros.

E é claro um agradecimento especial a você leitor. Obrigado por me dar parte do seu precioso tempo para fazer o que mais me dá prazer nesta vida.

Contar uma historia...

Dedicatória

E

ste livro é dedicado a todas as pessoas que gostam de uma boa história imaginada. Afinal de contas algumas das minhas melhores lembranças e lições vieram de histórias imaginadas. Espero que esta possa lhes fornecer memórias fantásticas.

Este livro também é dedicado à pessoa mais real da minha vida. Sem ela, nada disso teria importância.

Minha esposa, Leticia.

Eu tenho milhares de personagens na cabeça meu amor.

E todos estão apaixonados por você.

Capítulo 1

P

edro ficou olhando o policial que conversava com seu pai no pórtico de entrada. Escondia-se atrás de uma estante procurando ouvir o que eles diziam. Era assunto de adultos, mas o assunto em questão atendia pelo nome de Ricardo, seu amigo desaparecido há duas semanas, então lhe dizia respeito, ainda que o detetive do caso achasse que não.

A conversa foi breve e o pai bateu a porta, cabisbaixo. Não se tratavam de boas notícias.

– Estou te vendo aí, Pedro. Pode sair.

Ele saiu, se recusando a adotar uma postura submissa. Ninguém lhe dizia nada. Em verdade nada era dito para quem quer que fosse. Ricardo possuía muitos amigos e todos ansiavam pelo seu retorno. O que realmente estava sendo feito nesta investigação? Teria algum resultado?

– Eu quero saber o que está acontecendo. – exigiu. – Já tenho idade para isso.

Sim ele tinha. Com quinze anos frequentava o colegial e como todo bom adolescente lidava com situações de grande responsabilidade como drogas, bebidas e namoros. Podia lidar com um sequestro.

– Filho, esse sigilo todo foi uma opção da polícia. Boatos podem atrapalhar as investigações e Deus sabe que esse bairro fala demais.

Moravam em cidade pequena, no interior de Minas Gerais, e nesses municípios as fofocas costumavam correr como água no leito dos rios.

– Mas eles têm alguma novidade sobre o Ricardo?

O pai bufou visivelmente cansado.

– Sinto muito, mas eles não têm, Pedro. Seu amigo simplesmente desapareceu no ar. Não há sequer um suspeito e depois de duas semanas, nenhum pedido de resgate. Eles estão querendo parar com as investigações.

– O quê? Eles não podem fazer isso! Eles têm que achar o Ricardo!

– Eu sei, filho. Todas as famílias da rua estão insistindo para que as investigações continuem. O detetive que saiu daqui foi na casa dos pais do Ricardo conversar com eles. Não há nada que possamos fazer por enquanto, ok?

Contrariado, Pedro concordou e foi para o seu quarto. Estava triste, o que não correspondia com seu estado de humor no geral, sempre rindo e fazendo piadas. Não por outro motivo era considerado o palhaço da turma.

Ricardo era o líder. Não importava o problema. Brigas no pátio da escola, professores ranzinzas ou provas impossíveis. O melhor amigo sempre estava por perto com conselhos e atitudes perfeitas.

Entrou no quarto e viu seu reflexo no espelho pendurado na parede. Cabelos pretos desgrenhados, olhos muitos juntos, nariz pequeno e bochechas engolidas. A camisa branca e o short preto dançavam soltos em seu corpo esguio, como se as roupas não fossem suas. A mãe vivia lhe enchendo para que comesse mais e talvez ela tivesse razão.

Deixou-se cair sobre a cama, pensando no mistério do desaparecimento do melhor amigo. Rezou para Deus, qualquer Deus, para que trouxesse o amigo de volta. Prometeu que se conseguisse encontrar Ricardo, onde quer que fosse, não faria piadas por um ano inteiro.

Adormeceu com essa promessa nos lábios.

Capítulo 2

A

Torre da Aversão fora construída com sombras e pedras em todos os seus nove andares. Não havia porta de entrada ou sequer janela. Ninguém era bem-vindo ali. Seus visitantes costumam deslizar pelas paredes, para alcançar os aposentos internos. Sua estrutura retorcida como um vórtice congelado aterrorizava os transeuntes, que passavam ao largo.

Desespero caminhou por entre os andares convocando seus três principais asseclas. Eles o acompanharam ao topo, ansiosos. O momento havia chegado. Ordens seriam dadas. Teria início a terceira e última batalha entre Desespero e Esperança. O fim chegaria em breve e o medo não encontraria mais fronteiras.

No cume da torre, Desespero observava os altares vazios e o gigantesco Espelho Negro, capaz de devolver-lhe o restante de seu poder. Trajava um poncho negro a altura do peito que pouco fazia para cobrir sua armadura de igual tom, adornada com espinhos nas manoplas e nas grevas. O capuz, no entanto, cobria completamente seu rosto. Na coxa esquerda, repousava de forma indolente Desperatio, seu gládio forjado em obsidiana responsável pela destruição de milhares de inimigos.

Agora só precisaria derrotar mais um.

– O Escolhido já chegou, Mestre? – perguntou o assecla de dedos finos e longos.

– Ele está vindo. Eu posso sentir. – Desespero podia até experimentar o cheiro da bondade. – o novo Esperança está vindo. Devo ir em busca das Orbes novamente.

– O que devemos fazer, meu senhor? – o assecla de cabelos desgrenhados era sempre o mais prestativo. – Quer ajuda em sua busca?

– Não. Como sempre, devo proceder à busca sozinho.

– Mas as Orbes estão completamente perdidas. – lembrou o assecla de postura ameaçadora. O único que ousava não bajular Desespero. – Elas se escondem melhor cada vez que são encontradas e você já as encontrou duas vezes.  Poderá encontrá-las uma terceira vez?

– Preciso me adiantar ao Esperança ou do contrário ele terá vantagem na luta final. Dessa vez eu terei ajuda sim, mas não de vocês. A sua missão é recepcionar nosso convidado em sua busca. Atrasem ele. Quebrem seu espírito. São meus melhores asseclas. Sei que posso confiar em vocês.

Os vultos fizeram mesuras respeitosas e partiram, voejando como sombras noturnas. Desespero tocou no cabo de sua espada e observou o sol que se punha no horizonte de Imaginaria. Logo não haveria qualquer luz ou sentimento bom.

As trevas nunca estiveram tão escuras como naquele dia, em que o Lorde do Medo, iniciou sua busca.

Capítulo 3

O

garoto acordou na relva rasteira, com o orvalho da manhã, ainda salpicando a ponta da grama. Um cogumelo vermelho estava parado próximo a sua cabeça, como se o observasse. De um sobressalto, Pedro levantou. Ao seu redor, casas redondas feitas de cerâmica e palha. Todas idênticas. Umas maiores outras menores. Um tapete verde se estendia por todo o local, que lembrava uma vila medieval, não fosse pelo formato estranho das residências. Avançou na direção de uma delas, mas se deteve ao ouvir uma voz miúda e estridente.

– Seja bem-vindo a Imaginaria – disse a voz.

Pedro procurou, mas não encontrou o dono dela.

– Cadê você?

– Aqui!

– Aqui onde, peste?

Sentiu um toque na canela e percebeu que não estava com sua roupa de dormir. Trajava uma cota de malha azul clara e uma bermuda negra. Identificou uma ombreira no ombro esquerdo e se perguntou, por que o ombro direito não merecia semelhante proteção. O que mais lhe chamou atenção, entretanto, foi que o dono da voz era o cogumelo.

– Você demorou. – reparando bem, não era um cogumelo comum. Possuía pernas e braços, embora ambos não tivessem dedos. – Temos muitos Fiapos percorrendo o mundo. Precisa se apressar.

Fiapos? O que raios eram fiapos?

– Aguenta aí, o Fungo. Você disse que eu estou aonde mesmo?

– Imaginária!

Imaginária? Pedro respirou fundo e olhou ao redor. O horizonte reluzia com o sol ofuscando sua vista a distância. Sentiu cheiros. Não havia cheiro em sonhos. Nada indicava que dormia. Tudo parecia muito real. Tátil. Sempre lera muitos livros de ficção e jogara jogos de videogame. Ao que parecia, finalmente fora afetado.

– Certo. Devo estar louco, quem sabe dormindo? – podia realmente descartar essa possibilidade. Abaixou-se, colhendo parte da terra entre as mãos, deixando os grãos escorrerem por entre os dedos. Assustadoramente real. – Melhor estar dormindo... – disse mesmo assim. – Menos remédios, sabe? Só preciso acordar e você vai desaparecer.

O Cogumelo não tinha olhos ou boca, mas Pedro teve a impressão que fazia uma expressão de zangado. Teve certeza quando o fungo lhe chutou a canela.

– Ai! Por que você fez isso?

– Você está com a mesma conversa do outro. Um chute resolveu antes e deve resolver agora. – o cogumelo começou a se afastar na direção das cabanas. Quando andava, fazia um barulho engraçado, algo como puim puim. – Vou chamar o líder da vila.

O fungo saiu batendo de porta em porta e logo, todo o campo ficou tomado por cogumelos, que andavam fazendo barulho, como um desenho animado. Um deles carregava um cajado encimado por um gancho e Pedro desconfiou que fosse o líder. Sua cabeça era mais bulbosa que as dos demais e seu vermelho, mais intenso.

– E aí, cabeção? Você pode me fornecer respostas?

– O povo Cogumelo tem o dever de fornecer toda informação existente ao Escolhido.

– De novo essa história. Que papo é esse de escolhido?

– O Escolhido é aquele que deverá se tornar o novo Esperança. – o fungo apontou à estátua de um homem que só agora, Pedro percebera. Era feita de alabastro e mostrava um guerreiro de armadura e cabelos longos, apontado uma espada na direção do céu. – Você precisa deter Desespero.

Esperança devia deter Desespero. De uma forma simplista fazia sentido, quase como um conto de fadas infantil.

– Quem é esse tal de Desespero?

– É a encarnação de tudo que há de ruim. Ele pretende juntar as três Orbes

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