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Os irmãos O'Kelly: Liam

Os irmãos O'Kelly: Liam

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Os irmãos O'Kelly: Liam

Bewertungen:
5/5 (2 Bewertungen)
Länge:
158 Seiten
3 Stunden
Herausgeber:
Freigegeben:
Feb 27, 2020
ISBN:
9786550550240
Format:
Buch

Beschreibung

Liam O'Kelly era um guerreiro irlandês valente, mas não conseguiu impedir o massacre de sua tribo. Em seu último suspiro, sua mãe pede para que ele encontre Rose, sua irmã que conseguiu fugir, e a proteja. Entretanto, Liam é atingido durante a batalha e levado para longe de suas terras.
Ao despertar próximo às ruínas de uma igreja, Liam descobre que a jovem Mabel, supostamente, salvou sua vida. Ela se parece com uma fada, mas esconde um segredo que pode ser fatal.
Herausgeber:
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Feb 27, 2020
ISBN:
9786550550240
Format:
Buch

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Os irmãos O'Kelly - Simone O. Marques

Os irmãos O’Kelly Liam

Família Davon

vol.3

Simone O. Marques

1ª Edição

Rio de Janeiro – Brasil

Copyright © 2020 Ler Editorial

Texto de acordo com as normas do novo acordo ortográfico da língua portuguesa (Decreto Legislativo Nº 54 de 1995).

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio, mecânico ou eletrônico, incluindo fotocópia e gravação, sem a expressa permissão da editora.

Editora – Catia Mourão

Capa – Décio Gomes

Diagramação – Catia Mourão

Revisão – Simone O. Marques e Catia Mourão

ISBN 978-65-5055-024-0

Direitos de edição: Ler Editorial

Capítulo 1

CHOVIA, MAS NÃO ERA suficiente para abafar o som das espadas que se chocavam. A lama fazia as botas pesarem, mas nada daquilo impedia Liam de lutar. Sua tribo estava sob ataque dos homens de Roony e havia poucos guerreiros ali para a defenderem, pois a maioria deles estava no Conselho, que acontecia na zona neutra, perto do povoado dos druidas.

O Conselho dos Reis, como era conhecido, acontecia durante as celebrações do Beltane, época em que os líderes concordavam em manter uma trégua em suas guerras e rixas, para que as tribos celebrassem tão importante festa, na qual comemoravam a colheita, o sol e a abundância. Acordos de casamentos aconteciam e uniões eram firmadas, o que poderia garantir um pouco menos de conflitos. A situação nesse Beltane, entretanto, estava muito tensa, pois Roony MacElmoy queria guerrear, queria terras, queria poder e vinha contestando e desafiando o pai de Liam, Seth O’Kelly, um dos líderes mais respeitados e fortes. Os MacElmoy haviam feito uma aliança com os O’Shee e, ao que se sabia, haveria o casamento de uma das filhas de Roony com o filho do líder O’Shee, Brendan.

Afastadas dos acordos e negociações do Parlamento, as tribos ao norte de Wexford tentavam manter suas propriedades e domínio, enquanto ingleses iam chegando e se espalhando. Condados foram oferecidos para grandes líderes e ainda tentavam esvaziar antigas tribos, como os O’Kelly, os MacElmoy e os O’Shee, favorecendo a luta entre elas. Enquanto eles continuassem lutando entre si e destruindo uns aos outros, os ingleses gastariam menos com tropas e armas para conquistar aquele território.

Havia boatos de que Cory O’Shee iria usar seu ouro para conseguir um condado e, por isso, aquela aliança era tão importante para Roony. Cory abrira as portas de sua vila para o rei inglês. Ele se chamava de rei da Irlanda e, como ele, havia alguns como Seth O’Kelly e mesmo Roony MacElmoy, que eram parte do Conselho dos reis.

Liam era o quarto entre os seis filhos de Seth e Dara. Segundo sua mãe, era o filho que tinha o coração mais afável, principalmente com as mulheres, que o cercavam como abelhas em torno do mel. Ele e Ryan eram famosos pelas suas conquistas, mas, mesmo assim, o pai ainda não firmara acordos de casamento para os dois. Conhecendo o pai, acreditava que fosse uma espécie de lição a ser aprendida e que os deixava fora da lista de acordos propositalmente. Entretanto, nenhum dos dois se importava muito com aquilo.

O som da madeira se partindo e o calor que se espalhou próximo a ele o fizeram saltar para o lado, em tempo de ver a casa virar uma enorme pira.

O homem de Roony estava morto aos seus pés e Liam chutou a espada dele para longe, porque um homem que ataca uma tribo em tempo de trégua não merece morrer com honra.

Liam olhou em volta, à procura de sua mãe e de sua irmã, Rose. As casas pegavam fogo e nem mesmo a chuva era capaz de impedir a destruição. Havia muitos mortos no chão, homens, mulheres, crianças... Viu Ryan, que lutava com dois inimigos. Os filhos de Seth O’Kelly eram muito hábeis com as espadas, mas se demoraram um pouco para perceber que eram atacados. Correu para perto do irmão para ajudá-lo, enquanto Ryan acabava de cortar um dos homens.

— Ajude a mãe! — Ryan gritou, quando viu Liam se aproximando.

Quando Liam olhou na direção em que Ryan apontava, ouviu o sibilar de uma flecha que passou por ele. Ela quase o acertou, mas ele nem se virou, porque sua mãe estava junto do bosque e, diante dela, havia um dos homens de Roony. Ela estendia a espada diante do corpo, enquanto ele avançava. O cabelo meio escuro, meio prateado dela estava encharcado e sua trança, sempre impecável, estava desfeita.

Liam correu no meio da lama e um inimigo apareceu à sua frente, impedindo-o de continuar sem lutar. Tentando não perder a mãe de vista, lançou-se contra o oponente, que atirou uma faca em sua perna. Entretanto, aquilo não era suficiente para detê-lo.

Liam avançou com fúria e decepou a cabeça do homem, que despencou na lama. Arrancou a faca que se enfiara em sua perna e passou por cima do corpo do homem, então, avistou sua mãe, que acabara de ser transpassada pela espada de seu oponente.

Dara era uma mulher pequena, mas forte. Sabia usar uma espada, mas não resistira àquele ataque.

Liam gritou e correu na direção dela, enquanto ela e o homem que a atingira caíam no chão.

Liam agarrou o corpo do homem, que estava grudado ao de mãe e viu que a espada dela estava cravada no pescoço do inimigo, de baixo para cima. Ele estava morto.

Liam separou a mãe daquele desgraçado e viu que se tratava de um dos irmãos de Roony. Maldito! Pensou, enquanto, delicadamente, liberava o corpo da mãe da lâmina que a espertara.

Ele se abaixou, segurando-a com cuidado, mas o ferimento era mortal e o sangue saiu em profusão, misturando-se à água da chuva. Sangue saía dos lábios dela, quando ela disse em uma voz sussurrante:

— Rose fugiu... Não a deixe ficar só. Encontre-a, Liam...

— Eu vou encontrar, mãe, juro — ele falou, sentindo as lágrimas quentes descerem pelo rosto.

— Eu sei — ela disse e, então, ele a perdeu.

O corpo de Liam enrijeceu, ele apertou os lábios e trincou os dentes. Iria matar todos os MacElmoy.

Deitou o corpo da mãe no chão enlameado e a cobriu com a capa dela. Depois ele lhe daria um funeral à altura, mas agora precisava matar os invasores, antes que destruíssem tudo, então, sairia à procura de sua irmã, que, felizmente, conseguira fugir.

Com dificuldade, ergueu-se e apertou a mão no punho da espada. Olhou para o corpo da mãe, mas, antes que desse um passo sequer, sentiu um forte tranco nas costas, que o fez dar dois passos para frente.

Algo o atingira. Virou-se, procurando o atirador inimigo, mas viu apenas uma sombra escondida numa capa, perto do cocho dos cavalos.

Um dos cavalos ainda estava preso ali e se agitava com medo do fogo. Liam foi na direção dele. Sentia a flecha em suas costas, a haste que balançava e a seta que feria, mas não havia se afundado muito na carne.

Ele viu a capa do inimigo se afastar rapidamente para o bosque. Será que ele teria visto Rose e agora ia atrás dela?

Pensando nisso, Liam pegou na rédea do cavalo. Iria perseguir aquele covarde. Entretanto, assim que montou, alguma coisa o fez oscilar e sua vista escureceu por um momento. Ele piscou com força e passou a mão nos olhos. O local onde a seta ainda estava enfiada ficou amortecido e aquela sensação começou a se espalhar pelo braço, pelas costas... Veneno! Claro! Ele pensou, furioso. Um ataque sem honra.

Apertou a espada na mão, mas já não via o inimigo, sua vista estava escura. Sentiu o corpo do cavalo sob o seu, mas tudo ficou amortecido e, mesmo lutando para não perder os sentidos, a escuridão o tragou.

Liam abriu os olhos e gemeu, quando a flecha foi arrancada de suas costas. Alguém tocava em seu ferimento. Queria falar, mas não conseguiu. Seria sua mãe, ou Rose?

Alguma erva amarga foi enfiada em sua boca como se ele fosse um bebê. Liam resmungou, mas logo tudo apagou novamente.

Era como se estivesse em um sonho confuso. Ele ouvia uma voz suave e sentia o toque frio em sua pele. Sentiu seu corpo ser erguido. Ele sabia que era um homem grande e não seria qualquer um a conseguir carregá-lo.

Tentou falar e sua voz saiu enrolada.

— O quê...?

— Ajude-me, Liam, só mais um pouco. — Era voz de mulher, sem dúvida, e sabia seu nome. — Consegue mexer as pernas?

Tudo estava muito confuso. Ele tentou ajudá-la e fez um esforço para que seu peso não caísse sobre os ombros dela, que estavam na altura de seu peito. Era uma mulher pequena.

Sua mãe era pequena, e forte, mas... ele a vira morrer. Rose não era tão pequena quanto a mãe, mesmo assim, sentiu uma esperança.

— Rose? — balbuciou.

Ela o ignorou e continuou a dar ordens.

— Coloque o pé aqui... — Tocou na perna ferida dele e Liam gemeu. — Vai doer um pouquinho, mas já estamos quase lá.

— Quase lá... onde? — ele balbuciou, sentindo-se como se tivesse bebido muito, mas tinha dores se espalhando por todo o corpo.

— Lá. — A voz respondeu, simplesmente.

— Tenho que proteger a tribo...

Liam sentiu o apoio sair de debaixo de seu braço e despencou. Caiu de lado e o braço bateu em algo duro, então, tudo à sua volta balançou como se estivesse em um bote.

Ele abriu bem os olhos, tentando focalizar a figura que o arrastava para algum lugar estranho, mas viu apenas uma pele clara escondida nas sombras de uma capa.

— Tome. Para dor — ela falou e enfiou mais daquele musgo amargo em sua boca. — Não, não cuspa. — Os dedos delicados o impediram de cuspir aquela gosma.

Liam queria praguejar, perguntar quem ela pensava que era para tratá-lo como se fosse um bebê, dizer que ele era um guerreiro, um O’Kelly, mas tudo estava envolto em uma névoa meio esverdeada.

— Quem... é você? Uma... fada? — ele perguntou, sentindo aquele torpor voltar.

— Sim, uma fada. — A voz respondeu e Liam caiu na inconsciência novamente.

O corpo de Mabel doía a ponto de parecer que estava amarrada a cavalos e esticada em diferentes direções. Os músculos de seus braços tremiam, conforme ela tentava controlar a balsa, para que o curso do rio Sláine os levasse até Wexford, onde havia um porto e, de lá, cruzassem o mar. Entretanto, faltavam forças, porque seu corpo estava esgotado. Até piscar doía, mas precisavam se afastar de suas tribos, do contrário, de nada teria adiantado o que fizera para salvar a vida de Liam.

Olhou para o homem grande, desacordado e deitado de qualquer jeito dentro da pequena embarcação. Ele estava ferido e ela fizera o que podia na pressa de fugir. A prioridade agora era se afastarem pelo rio.

Quando sentiu a correnteza os levar, Mabel deixou um pouco a vara, respirando com força várias vezes. A correnteza preguiçosa os movimentou.

— Coloque-nos em segurança — ela pediu ao rio e deixou que as águas decidissem onde iriam parar, rezando para que fosse nos bancos de areia de Wexford.

Esgotada, com as botas cheias de lama, o vestido e a capa encharcados, ela verificou se o ferimento nas costas de Liam não estava sangrando muito. Felizmente, ela não acertara muito fundo. Na verdade, tremia tanto quando atirou nele, que temeu acertá-lo em algum lugar vital, ou mesmo, errar novamente.

Ela havia mirado nele uma primeira vez, quando o viu se afastando de um

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