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“0.11' ASE AWODIM ”

“Olha o poder da pele negra”

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“NKOSISIKELA1’AFJHKA E 0 BRASIL”

“Deus abençoe a Africa e o Brasil”

ÒRÍSÀ* &AFRICAI OS

ÓRGÃO OFICIAL DE DIVULGAÇÃO DO CULTO E DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Ano X - Edição n9 41 - Diretor-Presidente: Adhemar D'Ómolu - Editor Chefe: Nelson N. Neto - Diretora-Administrativa: Rose D'Dangbé

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ABRIL/1997

ORISAS & APRÍCAM-on

Povo de Candomblé volte

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PREÇO DA PASSAGEM R$ 1.400,00 (financiado por cartão de crédito) (inclui a despesa do visto africano)

às suas origens!

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1B- Tirar o seu Passaporte (3 fotos);

2a - Atestado de Vacinação contra Febre amarela;

3B- Preencher um Formulário em 3 vias:

4- - Entrar em contato direto com Omindarewá e a Agência AFRICATUR

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ABRIL/1997

Editorial

CarOs leitores! Há sempre uma razão para enveredarmos por um outro caminho em busca de uma mudanças; quando se pensa em mudar alguma coisa, temos sempre a certeza que será para melhor, pois se assim não fosse, para que então efetuar uma mudança? No mundo da tecnologia informativa, o impor­ tante não é vencer, e sim competir. Em agosto de 1989 ao lançarmos o primeiro número de nosso jor­ nal, o fizemos com muito sacrifício. Mais tarde, tivemos uma parada obrigatória. No limiar de 1992, reiniciamos os nossos trabalhos com a mesma espe­ rança e a mesma garra, embora soubéssemos que iríamos encontrar muitas dificuldades, principal­ mente a financeira. Mas graças a ajuda de inúmeros zeladores e anunciantes, chegamos até o número 33 na cor tradicional que o preto e branco (PB). No final de 1995, realizamos uma outra façanha, que foi editar o nosso jornal em cores (Edição 34); Hoje, estamos buscando uma nova forma e uma

nova maneira de levar até aos senhores, as notícia, cultura e os acontecim entos do C ulto A fro Brasileira em formato de Revista. Para nós, é uma escalada muito grande, pois , estamos realizando uma das mais difíceis tarefas, ■ que é fazer e por em circulação uma Revista volta­ da especialmente para a divulgação do Culto e da Cultura negra. Não somos o primeiro e também não seremos o últim o à realizar este tipo de trabalho, mais o importante de tudo, é realizar uma mudança, m a is l que seja pra melhor, e acreditamos que essa mudan­ ça, alcançará esse objetivo. Para tanto, esperamos continuar a receber a soli­ dariedade irrestrita de nossos Zeladores e de nos­ sos Anunciantes, pois graças a eles, é que de hoje em diante estaremos apresentando aos olhos do mundo este novo visual, este novo Layout de pági­ nas, pois, o que ontem era um modesto jornal, hoje passa a ser uma revista.

Sumário

Povo de Candomblé, volta às suas origens! - P. 1 Disk Santo - P. 03 Osvaldo Mutalê - PP. 04 e 05 Iniciação dentro da Umbanda na T. E. S. Francisco de Assis - PP. 06 e 07 Abassá de Azunsu - P. 09 Danielle de Yemonja - PP. 10, 11 e 12 Nossas Ervas Medicinais - P. 13 Coluna da Mulher - P. 14 Nação Jeje perde seu Guerreiro Branco - PP. 15, 16 e 17 Nossos Deuses Africanos - Exu Elegbará - PP. 18, 19 e 20 Cheif lyalode Ifafunke Motunra-io Olagbaju Yeye Oshun Of Lagos-Land - Lagos Nigéria - PP. 21, 22 23 e 24 A grande festa da Cigana Rainha das Estradas - P 25 Tiãozinho de Oxóssi - PP. 26, 27 e 28 Esoterismo Vamos falar dos Ciganos - P. 29 As velas na mitologia Cigana - P. 29 Aries - O signo do mês - PP. 30, 31 e 32 Aromaterapia - Perfumes - P. 33 No Caderninho da Kriz & Sociais de Rose D’Dangbé PP. 34 e 35 Religião - P. - 36 Vânia de Freqüen recebe obrigação de 3 anos - P. 37 Marina de Oxaguiã tira mais um barco - P. 38 Ebâmi Loiá “Lelê do 40”, recebe obrigação de 21 anos - PP. 39 e 40

0 R15AS £• AFRICANO

Jornal Òrisàs & Africanos - Artes Gráficas e Editora Ltda - ME

Diretores Responsáveis: Rose D'Danc)bé & Adhemar Costa ÒRISÀS & AFRICANOS - “OJU ASE AWO DÚDU” Órgão Oficial de Divulqação do Culto e da Cultura Afro-Brasileira

O ESPAÇO

Fundado no dia 16 de agosto de 1986, por Adhemar B. da Costa Registrado no INRI, sob o ns 100542945, em 07 de maio de 1987 EDITOR CHEFE: Nelson Noronha Netto DIRETORA ADMINISTRATIVA - Rose D’Dangbé EDITOR E REPÓRTER FOTOGRÁFICO - Adhemar D’Omolu Administração, Redação e Circulação Rua do Governo, 408 S/202 - Realengo - RJ - CEP. 21770/100

338-0173

Os textos, fotografias e demais criações intelectuais publicadas neste exemplar, não podem ser utilizados, reproduzidos, apropriados ou estocados em sistema de banco de dados ou processo similar, em qualquer forma ou meio-mecânico, eletrônico, microfilmagem, fotocópia, gravação etc. Sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais. Produção Gráfica: Editora SAVIR - Telefax: 627-4269 Todos os direitos sobre matéria, reportagem e fotos desta edição, são reservados à:

Jornal Òrisàs & Africanos - Artes Gráficas e Editora Ltda - ME

ABRIL/1997

OlifEAf. f:- fim c p .im

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Osvaldo Mutalê recebe obrigação de 14 anos

O A b a ssá de

O xóssi M u­

talê, que fica

lo ca liza d a à Rua

A lexandre Am aral,

160 - Jd. Terra Firme - Santíssimo - CEP 23098-120, vi­ veu nos dias 08 e 15 de dezem b ro , m o­

mentos de rara beleza

e esplendor, pois o

Babalorixá Osvaldo Mutalê pode realizar

o seu grande sonho,

que foi fe ste ja r a obrigação de seu 14

anos, dada pelo seu zelador Odé Taió. Com o sabem os

m uito bem , receber

uma obrigação atual­ mente, está sendo uma coisa m uito d ifícil, levando-se em consi­ deração que, a atual falta de numerário por parte de quem quer que seja, está levando muitos filhos-de-santo a adiarem a realização

da m esm a, por esse motivo, mesmo tendo já seus 21 anos de santo raspado, pode

somente naquela data,

o zelador receber a de 14 anos.

DAS GRANDES PRESENÇAS

Foi uma festa mui­

to concorrida, tanto a

realizad a no dia 08 quanto a no dia 15, que contou com o comparecimento de vários irmãos-de- santo, de todos os seus fdhos, e ami­ gos, que foram participar da grande festividade em louvor a Oxóssi e a Oxum, entre elas estavam: Nenen de

de

Oyá, Ekédi Adilceia da Oxun, Josilene

Nanã, Ekédi M ariza de Ewá, Jô

de Iansã, Arlindo de Xangô, Coquinho de Oxóssi, Waldo de Oxóssi, Sônia de Xangô, M ônica de Ogun, Dayse de Yemanja, Marcley de Logun, Geraldo de Onira, Elair dos Santos, Gelson G uim arães, R oberto do Ogun, Juvenal, Nininha de Oxalá, M aria do

Socorro, Ekédi De- nize de O baluaiê, Fomo Regina de Ian­ sã, Fomotinho D ani­ el de Oxaguiã, Sal­ vador, D ofonitinha Ja n a in a da O xun, Alvanir, R enata da Oxun, Margana, M í­ riam , A na C ristina da Oxun, Maria A pa­ recida de X angô, Serginho da Oxun, Ana Lúcia da Nanã, Serginho de Ogunté, L ázaro de Xangô, Ogã Acarajé, Sandra, Zélia, Fátim a da Oxun, Sônia, Izabel, Vilma da Oxun, Nil- céia de Nanã, Maria do Carmo, Valter de Oxalá, Conceição de Oxalá, Alex de Oxós­ si, N euza de Iansã, Sueli de Iansã, Diogo Sérgio, Ana Lúcia, O lindina Santana,

Angélica, Sueli, Alice, Alice de Xangô, Ekédi Valéria de O xóssi, Maria Rosa, Sônia de Iansã e Ogã César de Oxóssi; dos filhos da casa: Conceição de Xangô, Diná de Oxa­ lá, A drien e (M uta- kevi de Iansã); Nor­ m a (M u ta c o ssu n de O ssâ im ); B er- n a d ete (M utaloxun da Oxun); Fábio (Mu- tairá de Xangô); Dir-

ce

(Muta O dé A roci

de Oxóssi); Fabiano (M uta O dé Gongo- birô de Oxóssi); Ro­ n aldo de O gum , A cy de Ia n sã , M arco de Ogum, Wilson de Iansã, Sérgio de Xangô, Ana de Ogum, Ricardo de Oxumarê, Sandoval de Oxóssi, Wanderley de Xangô, Wal- lace de O xóssi, V inícius e M ar- quinho do Ogun.

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{:■ AriifCANOí

ABRIL/1997

As entradas triunfais de Oxóssi e de Oxum

T anto no dia 08 quanto no dia 15, o que os convidados pude­ ram presenciar foi um espetá­

culo m aravilho. Odé Taió sem pre prestativo, fez tudo o que poderia fazer para que o brilhantismo do ritual não fosse empanado, e isso ele conse­ guiu, graças a seu esforço como tam­ bém, de seus filhos e netos, que deram tudo de si.

No dia 08, depois das apresenta­ ções habituais, chegou o grande momento do Orixá patrono adentrar ao barracão devidamente paramenta­ do, a fim de tomar o tradicional rum,

Oxum Rainha de Oyó, Deusa das águas doces, rios, lagos, cachoeiras e também da riqueza e da beleza

e quando isso ocorreu, o Orixá rece­ beu uma grande ovação por parte de todos os presentes. Osvaldo teve o prazer de dar a seu pai O xóssi Mutalê, uma vestimenta riquíssima, em reconhecimento a obrigação de 14 anos recebida. No dia 15, quando foi comemorado os 7 dias de sua obrigação, foram ren­ didas as justas e merecidas honrarias sua mãe Oxum, e a mesma ganhou uma indumentária digna do seu título - Não só de Rainha de Oyó, como tam­ bém, de Deusa das águas doces - rios, lagos, cachoeiras - bem com o da riqueza e da beleza. E mais uma vez os assistentes prestaram-lhe as devidas homenagens, e em altas vozes grita­ vam a sua saudação Ora ieiê ôôô - Eri ieiê ôôô. E ela m ostrou toda a sua beleza e seu fascínio, dançando e fazendo os seus atos característico, - como se estivesse banhando-se, pen- teando-se, perfumando-se e colocando as suas ricas jóias. E para mostrar todo o seu carinho e respeito, os seus filhos jogaram pétalas de flores e per­ fume no Orixá. Depois de toda essa

saudação, a mesma iniciou a sua des­ pedida, deixando nas mentes de todos os convidados presentes, a doce e meiga lembrança de sua presença, e a essência do perfum e que exalava ainda no ar Em ambas as festas, o Babalorixá Osvaldo Mutalê, fez questão de ofe­ recer aos seus convivas, um jantar digno de um rei e de uma rainha,

onde os mesmos se deliciaram com uma farta e sofisticada qualidades de iguarias, que foi acompanhado com vinho, refrigerante e cerveja. Essa festa em homenagem a obriga­ ção de 14 anos do Babalorixá O s­

ficará arquivada e

valdo M utalê,

entrará na história das grandes festivi­ dade de candom blé realizadas no

Estado do Rio de Janeiro. ■

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O [USAS í' AFRICANOS

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Nação Jeje M ahi perde o seu Guerreiro Branco

M uitos ainda não estão

acreditando, mas o

fato ocorreu, e foi

um choque para todos que compareceram ao Ilê de São Bento a fim de comprovarem se era ou não verdade, e ao chegarem lá, puderam consta­ tar a triste e dolorosa perda,

morreu Luiz D’Jagun.

QUEM FOI

ESTE HOMEM?

Luiz nasceu às 15 horas do dia 24 de fevereiro de 1947, numa segunda feira de carna­ val, na Beneficência Espanho­ la, na rua do Riachuelo; Mais tarde os seus pais foram morar na Ilha do Governador; na Tijuca e de lá mudaram para a Rua Belisário Pena, na Penha, onde o mesmo passou a maior parte de sua infância e de sua juventude. Luiz foi empresário; Cria­ dor do primeiro Vídeo de Can­ domblé no Brasil; Foi enredo de Escola de Samba; Imor­ talizado no Museu da Imagem e do Som; Criador de vários eventos; Produtor Carnavales­ co; Radialista - apresentador do mais antigo programa do Culto Afro “Despertar do Candom­ blé”, iniciado na Rádio Continental e levado ao ar atualmente pela Rádio Tamoio - e Escritor.

INÍCIO DE SUA VIDA ESPIRITUAL

Sua vida espiritual iniciou-se aos 9 anos de idade no Terreiro de Umbanda de Dona Ercília, da Vovó Maria Baiana, que ficava localizado nos fundos de sua residência. Mas a sua via espiritual ficou mais aguçada, foi quando aos 4 anos de idade, pode acompanhar os seus pais em uma viagem à Portugal, e ao chegar lá, teve o privilégio de colocar as suas pequeninas mãos no túmulo de São Bento. Quando já estava com seus treze anos de idade, Luiz sentiu a necessida­ de de cuidar de sua parte espiritual, mas

Dona Ercília, achou por bem, não mexer em seu Orixá, embora soubesse que o mesmo era filho de Obaluaiê. Aos 15 anos de idade, Dona Ercília encaminhou-o à Casa do Caboclo Roxo, que ficava situado na Praça Seca, a partir daí, o mesmo passou a freqüentar o Terreiro, que era de Umbanda, - Omo- locô -, passando então a receber os seus Guias espirituais, Exu da Pedra e Caboclo da Lua Alta. Quando tinha seus 18 anos, Luiz pas­ sou a freqüentar algumas casas de can­ domblé, mas os seus Orixás ainda não haviam se m anifestado, em bora o mesmo sentisse influência de Oxumarê, Obaluaiê e Oxalá, e foi nesse estado que ele chegou até à casa de Ilber de Azauani, e tomou o seu primeiro Bori. Nessa oportunidade estavam presente o já falecido Jorge D’Yemanjá que ajuda­ va muito o Ilber e a Ekédi Tereza. Luiz

permaneceu nove anos em casa de Ilber mas não raspou o seu santo com ele, isso foi m otivado por causa do seu Exu, tendo no entanto, assen­ tado o seu santo, e com o seu centro de Umbanda que ficava localizado à Rua Coimbra n° 450, onde ele cuidava de mais de setenta médiuns.

NASCE O “MITO LUIZ DE JAGUN”

Em 18 de maio de 1974, Luiz foi raspado por seu Zezinho da Boa Viagem, e continuou a cuidar se seus (70) filhos e transferiu-se do número 354 para o número 450 da mesma Rua Coimbra, onde inaugurou a sua primeira casa de Candomblé, pois o espaço era maior.

AS GRANDES FRASES DITAS COM ORGULHO

- Sou filho de Zezinho da

Boa Viagem; neto de Antônio Pinto “Tata Fomutinho”, que vem ser do Kwê Cejà Undê, sou bisneto de Gaikú “Maria Angorense”.

- Na claridade há sempre

uma sombra, eu sou a luz com certeza! - Hei! Menino me chama o Machado!

FAZER O SANTO

Doutra feita, ao ser perguntado como

ele se sentiu após fazer o seu santo, Luiz enfatizou:

- Fazer Santo para mim, foi um novo

horizonte; as mãos de meu zelador foram leves, e eu consegui não só um amigo, mais sim, um pai. O mundo do Santo, prosseguiu Luiz, me trouxe novas amizades; e ao abrir a minha casa, eu fui privilegiado pêlos Orixás, pois, ao recolher os meus pri­ meiros barcos, eu pude contar com a presença de meu zelador. Tanto assim, que no convite de minha feitura, fiz questão de colocar essa peque­ nina frase muito significativa: - “Nada se modifica, tudo se Transforma”. a»

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A prim eira homenagem

E m 1975, na segunda edição do

Jornal Ritual e Magia, do fina­

do José Dias Roxo, Luiz foi

eleito como:

- “A maior revelação jovem de 75 no Candomblé do Rio de Janeiro.

• A CRIAÇÃO DO “ILÊ DE SÃO

BENTO” - Ao completar um ano de santo ele conversou com o seu zelador e decidiram recolher o seu prim eiro barco, sendo Humberto de Oxóssi o seu Rumbono, depois deste, mais vinte e um barcos foram recolhidos, e das setenta pessoas que o acompanha­ va, sessenta e três lhe esperaram e fizeram santo com ele. Como o espaço físico tornou-se pequeno, Luiz resolveu comprar - sem dinheiro - um o sítio localiza­ do na Estrada do Quafá 678, em Santíssimo, com aproximadamente 5.000 metros quadrados. Os seus amigos acharam aquilo uma loucu­ ra, pois o terreno era uma mata fechada e ele estava sem dinheiro. Mas mesmo assim ele topou a briga e durante muito tempo, com­ prando com sacrifício, material de demolição, ele conseguiu construir

a Casa de Jagun, surgindo assim

o Ilê de São Bento, onde ele con­ seguiu uma grande façanha, ras­ pando mais de 676 filhos-de- santo, confirmando inúmeros

Ogãns e Ekédis, de seus filhos de santo surgiram muitos netos.

• CANDOMBLÉ NÃO SE FAZ

SOZINHO - Uma vez esse repórter per­

guntou-lhe, como ele se sentia em ter sobre os seus ombros, a grande respon­ sabilidade de cuidar de tantas pessoas que lhe procuravam e de seus inúmeros filhos. E com aquele sorriso matreiro, Luiz me respondeu:

- Olha! E uma coisa que eu não sei

explicar. Sei que é muito difícil cuidar de tantas pessoas; de ficar aqui às vezes enclausurado; perdendo a minha moci­ dade; deixando de me divertir. Mais eu sou feliz assim mesmo. E como todo mundo sabe, casa de candomblé é assim mesmo, e candomblé não se faz sozinho. Muitas pessoas - inclusive as que estão dentro do candomblé - falam mal de nossa religião, mas para mim o can­ domblé é uma família, e terá sempre os mesmos problemas que uma grande família tem, há ciúme entre os próprios irmãos, pois um acha que eu dou mais atenção há um do que há outro, mas para isso, o dirigente, tem que saber conduzir essas pessoas que fazem parte

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da família. Mas quando existe uma dificuldade, todos se dão às mãos e se ajudam. E é por essa razão que volto afirmar a você, meus filhos-de-santo, são muito bons; são solidários e se respeitam entre si, as casadas sempre trazem os seus maridos, formando desta maneira, uma grande comunidade. O INÍCIO E O FIM DA “CHICA XOXA” - Com o falecimento do Doté Luiz de Jagun, termina um dos quadros mais polêmico de um programa de rádio,

que é o famoso “Chica Xoxa”. Algum tempo atrás, Luiz me confidenciou que o objetivo do quadro polêmico “Chica Xoxa”, era apenas brincar com as pes­ soas sem citar nome de ninguém, há não se estivesse autorizado para tal. Ele fazia a coisa de uma maneira jocosa, e sempre que isso ocorria, a “pessoa” encaixava direitinho a carapuça em sua cabeça. Além desse quadro que agora se encerra com o falecimento de Luiz, ele também levava ao ar os seguintes: Ativando os Axés; Folheando um livro chamado Axé e Como vai você, esses quadros tinham com objetivo louvar e reveren­ ciar os Axés de todas as nações, bem como, enaltecer o Candomblé e valori­ zar o povo-do-santo. Um outro quadro que passou há ser até motivo de bate boca dentro e fora do Candomblé, era No tempo da antiga. Ao apresentar esse quadro, ele chamava à atenção de todos para as normas e éti­ cas de respeito que o povo-do-santo devia cultivar.

• ASSIM O POVO Q UIS OS

MELHORES DO CANDOMBLÉ - A

fim de valorizar mais ainda o povo do candomblé, Luiz que tinha uma imagi­ nação muito grande, criou várias coisas importantes no sentido de difundir a nossa religião, e uma delas foi o tão polêmico vídeo sobre a cultura afro- brasileira falando sobre o dia-a-dia de uma casa de candomblé. Esse vídeo foi lançado em todo Brasil. Nesse vídeo quis Luiz mostrar não só a sua ativida­ de na área cultura, como também, valo­ rizar o culto e as pessoas. Pois segundo as suas palavras, o Pai- de-santo é na realidade um psi­ cólogo; um advogado; e um con­ selheiro, onde tem como finalida­ de, desenvolver uma ação social da maior importância. Em 1994 Luiz apresentou no Scala pela primeira vez um dos grandes show - onde pode reunir mais de três centena de adeptos do culto e da cultura afro-brasileira - intitulado Assim o povo quis os melhores do Candomblé, que segundo as suas palavras, tinha o objetivo de mexer com a mente das pessoas, no sentido de que as mesmas não tivessem vergonha de dizer que eram condomblécistas. Esse show foi apresentado nos anos de 95 e 96, sendo que, em 24

no Imperator, e o seu objetivo era prem iar inúm eros Zeladores, Ekédis, Ogãns e Com unicadores do

Rádio e da Imprensa que difundem a religião.

• OS VINTE E UM ANOS DE LUIZ

AO SOM DE ÓRGÃO E VIOLINO - No dia 27 de maio de 1995 quando comemorou os seus 21 anos de feitura. O Doté Luiz de Jagun, organizou uma das maiores festas de candomblé já reali­ zada no Estado do Rio de Janeiro, sendo por nós registrado como “o maior espe­ táculo do semestre” Nessa oportunida­ de foi registrado que mais de 2.500 pes­ soas comparecerem ao Ilê de São Bento, - entre os mais famosos Zeladores do Rio de Janeiro - que puderam pela pri­ meira vez, aguardar o início de uma festa religiosa ao som de músicas suá­ veis executadas por uma organista e quando terminou a festa religiosa, o Dote convidou-os para participarem do Jour Gras, sendo os mesmos recebidos ao som de Violino. As comemorações pelos seus 21 anos, só term inou na ^

segunda-feira.

de setem bro de 1996 foi

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ORÍSAS

£'• A FR IC A N O S

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Luiz é internado e operado

L ogo depois das comemo­ rações dos seus 21 anos de santo, o Doté Luiz foi

internado e submetido a uma intervenção cirúrgica, e nessa época muitas pessoas do can­ domblé ficaram preocupadas

pelo seu estado de saúde, mas graças à Deus o mesmo se saiu bem e retornou às suas ativida­ des espirituais. E quando reali­ zou o seu tradicional Olubajé, e ao responder uma pergunta for­ mulada por nosso reportagem, o mesmo enfatizou:

- O meu pai Jagun provou

que me quer muito e que eu sou um bom filho. Tudo que tenho e tudo que sou, agradeço a ele; sei que a vida é uma constante guer­ ra, e graças ao meu Pai Jagun, vou vencendo às batalhas que me são impostas: mais eu sou filho de quem? Não é de um Guerreiro! Agora mesmo acabei de ser presenteado, e todos que me conhecem sabem qual foi o presente, eu mesmo fiz questão de informar ao meu público e o meu presente, também deu ampla repercussão ao assunto, - esse presente era o retorno ao Ilê de sua filha Gina de Iansã - Portanto, a vida é isso que eu disse, uma constante guerra, onde nos que somos filhos de Orixá e guerreiros, temos que saber lutar e esperar, pois, a paciência, é uma dádiva dos grandes sábios. • LUIZ ORGANIZA PASSEATA DE PROTESTO - No dia 12 de outubro de 1995, um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, num gesto impensado ou querendo se promover, diante das come­ ras de TV chutou a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Esse gesto gerou as mais discutidas polêmicas entre cató­ licos e espíritas do Brasil. No dia 14 de novembro, o Doté Luiz de Jagun organizou e colocou no centro nervoso da cidade - Av. Rio Branco e Presidente Vargas - inúmeros adeptos do Candomblé e da Umbanda do Rio de Janeiro, com o seguinte lema: - Deus é um só! Agredir a religião dos outros, também é violência. Esse ato praticado pelo finado Luiz, mostrou a sua eterna preocupação com a nossa religião, tendo em vista que, o ato praticado pelo pastor, foi uma afronta aos seguidores da religião católica, da umbanda e do candomblé, tendo em vista ser N.S. da Aparecida a padroeira

do Brasil.

• LUIZ É IMORTALIZADO NO

MIS - Numa deferência toda especial entre tantos zeladores ae santo existentes no Estado do Rio de Janeiro, o Doté Luiz de Jagun em 1995 foi convidado a prestar os seus depoimentos e tornou-se assim im ortalizado no M useu da Imagem e do Som. Nessa oportunida­ de, compareceram inúmeros filhos,

netos-de-santo e amigos, que foram

levar o seu apoio e a sua estrita solida­ riedade.

• SEU ÚLTIMO DESEJO DEVE

SER RESPEITADO - Nossa reporta­ gem tomou conhecimento que, antes de falecer, o Doté Luiz de Jagun havia feito um testamento, no qual doava todo o espaço do Ilê de São Bento, para

uma Entidade Filantrópica “Azilo dos L eprosos”, e que, um O ficial de Justiça deu o prazo de 90 dias para desocuparem o espaço físico. Em se tratando de testamento, a vontade do testamentário deve ser respeitada. Não nos cabe entrar no mérito da

questão, pois seus herdeiros legítimos - Ekédi Alda e Ialorixá Fátima D’Oxa- guiã, devem respeitar o desejo, que quando em vida, Luiz manifestou.

• CANDOMBLECISTAS SE DESPE­

DEM DO “GUERREIRO BRANCO” - Nos dias 20 e 21 de fevereiro, inúme­ ros adeptos do Candomblé e da Umban­ da, comparecerem ao Ilê de São Bento e

ao Cemitério do Caju, a fim de presta­ rem às suas últimas homenagem a esse bravo guerreiro, que iria completar no dia 24\2\97 cinqüenta anos de idade. Tudo já estava preparado para ser a

m aior festa, onde vários amigos já tinham inclusive, recebido o convite para participarem da festividade.

Mais isso não pode acontecer, e ao

invés de rirem e se divertirem, todos que com pareceram ao Ilê de São Bento desta vez, foram para chorar e lamentar a perda tão irreparável. Sabemos perfeitam ente que não somos imortais; que estamos apenas de passagem, mas mesmos assim, é uma

situação muito triste, muito dolorosa. Para alguns, foi apenas mais um que par­ tiu, mais para os seus familiares; para os seus filhos-de-santo e para o Candom­ blé não.

O povo-do-santo sabe muito bem o

que perdeu, e por algum tempo ainda irá

se lembrar de suas brincadeiras, - da Chica Xoxa - de seu gesto, de sua maneira de ser; das grandes festas reali­

zadas no Ilê de São Bento, enfim

devemos blasfemar conta os desígnios

de Oxalá, porque irmão, você criou uma

lenda, onde a frase era: Assim

quis, os melhores do Candomblé.

Permita-me plagiar essa sua frase e

com tristeza dizer: - “Assim”

quis, levou um dos melhores do Jeje Mahi” Descanse em paz Luiz, e queira receber onde você estiver, essa humil­ de homenagem, deste seu irmão que também é um “Guerreiro Düdü” e de sua irmã Rose D’Dangbé.

O povo

não

Jagun

Doté Luiz D ’Jagun

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Fevereiro 47

20

Fevereiro 97

8

oRfCAc & /¡.rnrc/i.Mos

NOSSAS ERVAS MEDICINAIS

E xiste pessoas que não gostam de usar

determinado tipo de remédio e prefe­

rem as nossas queridas plantinhas

* Não se deve adoçar os chás. Mas se você não conseguir tomá-lo, use, pelo menos, mel puro ou açúcar mascavo. Refinado, jamais.

comumentes chamadas ervas medicinais.

Tome o chá, no máximo, 15 minutos depois de preparado. Não guarde o resto. Ele perde as propriedades. Use água filtrada ou mineral sem gás para fazer seus chás. Assim, você diminui a quan­ tidade de produtos químicos usados em seu tratamento.

COMO PREPARÁ-LO

Infusão ou tisana - É usada para os chás de flores ou folhas. Quando a água levantar fer­ vura, apague o fogo, jogue as ervas e abafe. Ao jogas as ervas na água quente, o processo de fervura se renova por alguns segundo. As infusões são feitas de uma só erva ou de mis­ turas. Depois de 10 a 15 minutos, o chá pode ser tomado. Decocção - E feita com as partes duras da planta: raiz, caule, casca ou semente. Coloque tudo na chaleira e ferva em fogo baixo até começar a sentir bem o cheiro da planta. Em seguida, apague o fogo, deixe o chá esfriar naturalmente, coe e beba. Maceração -Não vai ao fogo. Mistura-se as ervas na água, vinagre, óleo ou vinho. Aguarde-se um certo tempo, que pode ser de algumas horas ou semanas. A maceração feita em água não deve ser consumida depois de 12 horas por causa da formação de bacté­ rias.

Como sabemos muito bem, o uso de plàntas medicinais requer no entanto, um certo cuida­ do, pois como diz o velho ditado, o que é bom para um não é para outro; mas no fundo mesmo elas não causam nenhum mal - depen­

dendo do seu uso certo. Ao adquirir ervas

medicinais, tenha sempre o cuidado de que as mesmas estejam bem frescas e em bom esta­ do. Se por ventura você não for usá-la ime­ diatamente, coloque-as na geladeira enroladas em papel jornal e na última gaveta, a fim de que a mesma não venha queimar-se com a temperatura baixa. Mais é aconselhável que você deve usá-las o mais rápido possível, pois muitas ervas perdem a substância da sua essência. Chá - Ensinar a fazer chá soa até ridículo. Afina, pode existir alguém neste mundo que não seja capaz de preparar uma bebida quen­ te com um punhado de folhas? E pouco pro­ vável. Mas quando se trata de chás medici­ nais, não custa nada relembrar algumas regri- nhas básicas para que o resultado do trata­ mento seja o melhor possível.

* Use sempre bule de louça ou vidro. Os de

metal, além de oxidarem o conteúdo, podem desprender partículas não muito saudáveis.

* Prefira, sempre que possível, ervas frescas. Descarte as mofadas ou amareladas.

ABRIL/1997

Dicas do Bem Viver

Enfarte do miocárdio - Como preventivo, ingira freqüentemente cebolas assadas, fri­ tas ou sob forma de sopas.

Artrite, ciática e reumatismo - Cozinhe folhas e flores de verbena em um pouco de vinagre. Assim que tiver evaporado, colo­ que a verbena sobre um tecido e aplique a cataplasma quente sobre a parte dolorida.

Problemas com os olhos - Se os seus olhos estão avermelhados porque você passou da conta na bebida, ou porque não dormiu bem, coloque em um copo cheio de água recém-fervida 1 colher das de chá de flores de camomila ressecadas. Deixe as flores na água por cinco minutos e, em seguida, coe a mistura, de preferência usando um pequeno tecido bem fino. Espere a mistura esfriar e banhe os olhos.

Inflamações de dentes e garganta - Macere um punhado de cocleária seca por 5 dias em lOOml de álcool 60°. Filtre e

tome 10 gotas em 1 cálice de água morna.

Tosse - Coloque 5 ameixas em meio litro de água fria e ferva por 10 minutos em fogo baixo. Adoce com mel, beba o líquido em pequenos goles e coma os frutos.

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ABftlL/1997

9

lyaolóòrisá Danielle D'Yemen ¡a tira mais um barco

Òsóòsi, Osun e Yemonja

M ais uma vez as portas do Ilê Ase Yemonja Solú Tuyagba Omi foram abertas, a fim de

que, os ilustres adeptos do culto afro- brasileiro e altas autoridades, pudessem

ultrapassar o umbral, a propósito de participarem da grande festa realizada no dia 26 de janeiro. Essa jovem Ialorixá, a cada dia que passa, vem despontando no cenário

Candomblecista do Estado do Rio de Janeiro, tanto assim que, nas festas que são realizadas em sua casa, aparecem sempre novos convidados, mostrando desta m aneira que, não só os novos como também os antigos zeladores vão lhe prestigiar e conhecer o Grande Palácio de Yemonja, localizado à Rua Soldado Cristóvão Garcia - Quadra 20 - lote 8 - Vila leda - Campo Grande. No dia 26 por exemplo, além de seu zelador Antônio Carlos de Oxóssi; de sua genitora Zanir de Logunedé, e dos filhos da casa que são as figuras mar­ cantes em todas as festas realizadas no llê, nossa reportagem constatou a pre­ sença das seguintes personalidades do candom blé e do mundo artístico:

Ialorixá Regina Célia do A xé Opô Afonjá; Guilherme de Ogum” avô de santo de D a n ie lle ”; C ândido de Bagan; Atriz Léa Vibranovisk; Mina Karê, Ozéias de Iansã, Cafunjaname;

M atam ba Lesô; Ivo n ete “Ia la x é ”;

Tânia da Oxun Bauila; Ogã Acioli; Ekédi Rosimere de Oxóssi; Carlinho de Ogun; Olodo Obá W illiam de Oxaguiã; Jaune’s de Ogun; Paulo de Xangô; Robson de Guiã; Ana Carolina de Iansã; M aria Isabel de N anã; Namia de Xangô; Marcelo; Márcio de Oxóssi; Carla do Ogun; Anastácia de Obaluaiê; Antônio de Ogun; Cleusa de Logun; Nádia de Ogun; Andreia de Iansã; Zeli da Oxun; Jorge de Jagun; Kátia de Iansã; Adriana de Xangô;

E uzelvi de O xum arê; João de Yemanjá; Marli da Oxun; Valdete de

O xalá; A ntônio Carlos de Ogun;

Judite de O baluaiê; A lexandra de Obaluaiê; Rosilene de Oxóssi; Rogério de E xu; Lúcia de O xóssi; Iara de Iansã; Ivia de Iansã; Ana da Oxun; E kédi Kátia de Iansã; Paulo de Logun; Lurdes de Oxóssi; Ekédi Daise

“O que importa é moderar

a confiança

com cautela

e segurar o

valor com a vigilância’

de Ogun; Xim ene de Óba; N eli de Oyá; L uiz A lberto de O xaguia; V alquiria de Oyá; M arcos de Yemanjá; Fábio de Omolu; Bárbara de Obaluaié; Tuca de Yemanjá; Daniel de Odé; Bruno de Logun; Álexandra,

noiva do Yaô da O xun; Lidivan de O xóssi; W alter de O xalá; E kédi

Jorgete de O xóssi; Jorge L uiz de

de

Xangô; Dengo de Xangô; M anoel

Ogum; Graça da Oxun; Luciani de

Iansã.

&

10

GRfSAS & A FR íCA MOS

ABRIL/1997

A

f o v o s

inda que tenha sido realizada em dia de domingo, a festa foi bem concorrida, embora tenha chovido em alguns momentos, mas mesmo assim, além das pessoas acima citadas, haviam outros convidados. Eram 18:50 hs quando ocorreu a pri­ meira saída do novo barco, vindo na ordem tradicional do barco, vindo à frente Osóòsi, seguido de Osun e de Yemonja.

N essa prim eira apresentação ao público, podia-se ver como deveria ser

as dem ais, tendo Ialo rix á D anielle

Antônio de Oxóssi - seu zelador -, rea­ lizaram o tradicional ritual dentro da nação Efã, onde foram cantados inú­ meros oríki’s cântico de louvor que conta os atributos e fe ito s de um Orixá”. Na segunda saída, que ocorreu às 20:15 hs, mais uma vez pudemos ver a simplicidade estampada no semblante da Ialorixá Danielle, aliada com a res­ ponsabilidade, levando-se em conside­ ração que chegara o grande momento

em vista que a e o B abalorixá

/« ¿ T

s

os sews Orunkó’s

da festa, que é ouvir

Iaô’s. Coube ao Babalorixá Guilherme de O gum , pedir o O runkó do Iaô de Oxóssi, e isso ocorreu às 20:17 hs; às 20:20 hs, a Ialorixá Regina Célia de

Yemonja, pediu ao Iaô que desse o seu Orunkó para que todos os presentes pudessem ouvir; e finalmente às 20:24 hs, coube ao B abalorixá A ntônio Carlos solicitar o Orunkó do Iaô de Yemonja.

Como sabemos muito bem, quando ocorre esse fato - já citado por mim em inúmeras reportagem -, às pessoas novas e até às antigas de santo, viram em seus O rixás, m ostrando desta forma, a força do Axé. Isso ocorreu em casa de Danielle e ocorrerá sempre em todas as casas de santo, pois faz parte do ritu al C andom blecista. Depois que os novos Iaô’s deram os

seus O ru n k ó ’s,

recolhidos, a fim de trocarem as suas indumentárias, e posteriormente retor­ narem ao salão, a fim de tomarem o tradicional rum.

o nom e dos

os m esm os fo ram

Antônio vira em seu pai Oxóssi

Outro m om ento m arcante da festa, foi quando G uilherm e de Ogun, virou Oxóssi na cabeça do Babalorixá Antônio, seu filho-de- santo. Esse ato foi afim de prestar as devidas homenagem não só a An­ tônio, que estava completando seus 29 anos de santo de Antônio, como também a seu Pai Oxóssi. Quando isso ocorreu, vários zela­ dores que estavam presentes assistin­ do a festa, também viraram em seus Orixás, entre esses zeladores estavam Cândido de Bagan, Marcelo de Iansã e Carmem de Oxumarê, embora, tenha havido outros mais, que não nos foi possível anotar os seus nomes. Tão logo isso ocorreu, os Orixás foram recolhidos, a fim de trocarem as suas indumentárias, enquanto isso, foi feito uma pequena pausa, ocasião em que foi servido aos convidados, aque­ les gostosos salgadinhos, acompanha­ dos do tradicional refrigerante.

ABRIL/1997

èiisM b m m u m A entrada triunfal dos Orixás

D epois da tradicional pausa, che­ gou o momento triunfal da festa, foi quando todos os O rixás

adentraram ao salão, devidamente para­

m entados, vindo à frente Oxóssi de

Antônio, seguido dos dem ais até

mais novo Iaô. Foi um espetáculo de rara beleza, onde mais uma vez pude­ mos constatar o bom gosto das confec­ ções apresentadas e usadas pêlos Orixás. Aliás, a esse respeito, a Ialorixá Danielle está de parabéns, porque a

cada dia que passa, ela mostra ao públi­ co o seu bom gosto, aliado com a sim­ plicidade, não importa se é Iaô ou quem for ã sua casa, pois, os Orixás quando vão para o salão a fim de tomarem o tradicional rum, adentram ao salão ricamente paramentados, dentro de uma simplicidade, pois vestimenta de Orixá não é fantasia de carnaval. E de um a um, o público que a essa altura superlo­ tava o barracão, pode assistir as tradi­ cionais danças dos Orixás e fazer coro nas mais lindas cantigas

ao

• Oxóssi suspende Ogã - Durante o transcurso da festa, pudemos também assistir Oxóssi virado do Babalorixá Antônio Carlos, suspender o seu novo Ogã, - Antônio Carlos de Oxaguiã, que vem há ser esposo da futura Ekédi, que será confirmada no próxi­ mo dia 17 de maio de 1997 - foi um

ato não esperado pelo público presente,

e que abrilhantou mais ainda a festa,

porque o futuro Ogã irá sempre lembrar que foi suspenso no dia da saída dos três Iaôs. Mais tudo que é bom dura pouco, e depois que todos os Orixás - Oxóssi, Oiá, Oxum, Yemanjá - receberam o tradicional, a festa foi chegando ao seu final. E quando isso ocorre, nota-se na fisionomia dos convidados, a grande tristeza, pois a luz que em anou em todos os momentos, estava prestes a se apagar, a fim de dar lugar a outro cená­ rio, que é a confraternização entre os convidados, momento em que é servido

o tradicional jantar. Foi lindo, muito lindo, e temos cer­ teza que essa festa entrará para os anais da história do candomblé no Rio de Janeiro. Valeu Ialorixá Danielle, que sua Mãe Yemonjá possa lhe dar muitos anos de vida e saúde, a fim de que você continue a ajudar aqueles que batem em sua porta, pois você é uma das poucas zeladores que vive para o santo e não vive do santo. Axé! muito Axé. ■

ii

12

O m AS ft AFRICA M i

ABRIL/1997

REVISTA ÒRISÀS & AFRICANOS

LISTA OFICIAL DE ENDEREÇOS DOS OMO’S ÒRISÀS

BABALORIXÁ GARDEL DE EXU

Nação Angola Congo

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Nação Jeje Mahi

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Filho atual de Gaiaku Luíza D’Oyá Endereço do seu Rumpame

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I ■ J"* ^ Rua Valéria Cristina, Quadra 32 - Lote 16 Jardim Ideal II. - Parque São José Belford

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T Roxo (Nova Iguaçu) - CEP 26196-140

Celular - 986-1537

Dias de atendimento com Jogo de Búzios e Cartas de segunda a sábado a partir das 9h da manhã.

Nação Efã

Filha de Nadiegi

Endereço do llê Axé D’lansã & Beji Rua Maria José, Qd O - Lote 31 - Palhada “Valverde”- Nova Iguaçu - RJ CEP 23335-430 (Ponto de referência Saltar na Quadra do Valverde - Est. do Madureira)

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ABRIL/1997

O Culto Afro - 1 ° ò R i s À

Exu

Elegbará

B em meus queridos leitor, a partir desta nova edição, vamos apri­ morar os nossos conhecimentos,

vou atender os inúmeros pedidos de nossos leitores, que concerne em falar

sobre os nossos Deus Africanos, que são os nossos Orisàs. É uma honra

m uito grande, falar sobre as nossas

divindades oriundas das regiões africa­ nas e que fazem parte da nossa religião afro-brasileira.

• XIRÊ “SIRÉ” - Muitos freqüenta­

dores de candomblé ouvem falar nessa palavra, e poucos sabem o seu signifi­ cado na essência da palavra. Ela tam­ bém é confundida como Oro” parte da cerimônia ritual que tem a finalidade

de “acordar” os orixás = toques mais intensos, cânticos especiais”. O Xirê é

a ordem em que são tocadas, cantadas e

dançadas as invocações aos Orixás, no início das cerimônias festivas ou inter­ nas das casas de candomblé. Na abertura do Xirê quem vem na

frente é Exu, pois ele é o primeiro a ser

cham ar os

demais Orixás, tendo em vista ser o mesmo o m ensageiro de todos eles, pois Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas. Mas para que isso ocorra, é necessário que seja efetuada a primeira e tradicionais cerimônia que chama-se “Padê”.

invocado e enviado para

PADÊ - Existem dois tipos de Padê;

o

primeiro é o ritual propiciatório, com

oferenda a Exu, realizado antes do iní­ cio de toda cerimônia pública ou priva­ da dos cultos afro-brasileiros, que tam­ bém é chamado de despacho de Exu. “Enviar Exu, por meio de oferendas de comidas, bebidas, cânticos e sacrifício animal, aos orixás, para levar-lhe pedi­ dos e ao mesmo tempo impedi-lo de perturbar a cerimônia que será realiza­ da e neutralizar as suas tendências a provocar m al-entendidos entre os serem humanos e em suas relações com os deuses e, até mesmo, dos deuses entre si.

ORfSAS & Arrrt€ftw<js

13

longínquos, e de atrair, por um poder magnético,

objetos situados a distân­ cia igualm ente grande, segundo a crença africa­ na. E também chamado de cacete nodoso com o qual Exu ataca seus inimigos.

O falo antigam ente era

adorado pêlos antigos como símbolo da fecundi­ dade da natureza), dai, nasce a crença que, Exu é que preside o ato sexual, que garante a expansão da vida”. Em síntese, no candom­ blé tradicional ele é o men­ sageiro entre os nossos Deuses e os homens. Por essa razão, ele é o elemento dinâmico de tudo que exis­ te, e o princípio de comuni­ cação e expansão, sendo por tanto, o princípio de vida individual.

O despacho ou padê é feito antes de qualquer cerimônia afro-brasileira reli­

INVOCAÇÃO À EXU NO M O­

giosa, exceto na Casa Grande de Minas. De manhã cedo é sacrificado um galo e

MENTO DO PADÊ - Em alguns ter­ reiros tradicionais, o padê pode ser bem

os seus exés são colocados ao lado do assentamento de Exu, e também é colo­ cados três oberós com farofa (dendê, água, mel e otim) Não confundir Padê com despacho ou ebó.

complexo, no entanto, o mais comum é realizado da seguinte forma: “é coloca­ da no centro do salão do candomblé, uma quartinha com água e uma vela acesa; em seguida éfeita há invocação

Conclusão, o Padê tem por finalida­ de pedir ao mensageiro Exu, que é o elemento dinâmico e de comunicação, que proteja a cerimônia que vai ser rea­ lizada, pois ele tem o poder de viajar de

há Exu, com cantos e danças ao redor da referida quartinha de barro e da vela acesa, onde são feitos os pedidos. A invocação a Exu é feita geralmente pelas seguintes cantigas:

um mundo para outro, tendo em vista

I

a

que, ele representa a continuidade da vida e o poder da multiplicação dos

Inã inã mo jubá ê é mo jubá Inã inã mo jubá ê agô mo jubá

antepassados. Após ser realizada a tra­

2a

 

dicional cerimônia, quando lhe é ofere­

A ji qui barabô é mo jubá auá cô xê

cida a respectiva oferenda, o mesmo

A ji qui barabô é mojá ê omóde có é có

vai ao encontro dos Deuses e chama-os,

qui

 

pois ele pode deslocar-se instantanea­

Barabô mo jubá élébara Exú lonã

mente para qualquer lugar, seja qual for

3a

 

a distância, pois usa o sei instrumento poderoso que é o Ogo. “M acete de

Bará ô bébé Tirirí Lónã Exú Tiriri Bara ô bébé Tiriri Lónã Exú Tiriri

madeira escura, esculpido de formato

r

de um - falo (Pênis) terminando por um gorro recurvo para trás, enfeitado

Òdara lô xorô ódara lô xorô lónã Odara lô xorô ê lô xorô ódara lô xorô

de búzios e contas. É objeto mágico de

lónã

 

Exu (e um dos seus instrumentos, no

5a

Candomblé), tendo a faculdade de transportá-lo, em segundos, a lugares

Elébára exú ô xa querê querê Ekésã bará exú ô xa querê querê.

14

W

t M

. ü

fi- AFIííCAMOC

ABRIL/1997

O despacho do padê de Exu

E xistem várias invocações e sauda­

ções para Exu, mais as citadas

acima, são as mais comuns. Logo

depois desta saudação, chegamos ao momento do despacho do padê de Exu,

e nesse momento o Ogã canta as seguin­

tes cantigas:

Xônxô óbé, xônxô óbé Odara cô lòrí éru larôiê Xônxo óbé, ódara cô lôlí ébó Agô umbó umbó larôiê Agô umbó umbó larôiê Após esse momento, a quartinha com

água é levada para fora pela lá Morô ou pela Dagã e a água é derramada sobre

a terra, propiciando os ancestrais míti­

cos. Em seguida são entoados outros cânticos, que através deles, são demons­

trados a alegria pela aceitação da ofe­ renda.

• PADÊ DE CUIA - Existe também, o

tradicional Padê de Cuia. Porém essa cerim ônia só pode ser realizada em casa de candomblé que têm pelo menos 7 anos de inaugurada, ou seja, casa de raiz. Nesse padê, é cultuado os ances­ trais, que são invocados no padê.

• FALANDO SOBRE ÈSÜ OU

ELÉGBARA - Existe muitas coisas que se pode falar do primeiro Orixá do

Siré que é Exu, embora exista pessoas que o defina como sendo um orixá ou

um ebora de múltiplos e contraditórios

aspectos, principalm ente

uma figura controvertida do panteão afro-brasileiro. De caráter irascível, astucioso, grosseiro, vaidoso, indecen­ te, gosta de suscitar dissensões e dispu­ tas, de provocar acidentes e calamida­ des públicas e privadas. Por possuir essas qualidades, os pri­ meiros missionários, assustados compa- raram-no ao diabo cristão, que lhe dão chifres, garfos, tridentes, lanças, capa vermelha e preta e cartola fazendo dele, o símbolo de tudo o que é malda­ de, perversidade, objeção, ódio, em oposição à bondade, à pureza, à eleva­ ção e ao amor de Deus.

por ser ele

• EXU UM SERVIDOR - Se for tra­

tado com consideração, ele mostrará o seu lado bom, reagindo favoravelmen­ te, mostrando dessa maneira ser um serviçal prestativo, e ser o mais huma­ no dos orixás, ou seja: nem completa­ m ente mau, nem com pletam ente bom. Essa particularidade vem do princípio de que cada ser humano tem um Exu que o protege e que assegura o seu desenvolvimento, como também.

cada orixá tem seu Exu servidor e parti­ cular, ’’Esse particular vem da teoria da nação Jeje-Mahi, pois o legbanô, que encarna o Legbá do próprio Vodun, pois acreditam os daomeianos que cada Vodun tem o seu próprio Legbá, ou o seu poder oculto” que toma nome especial. Mas para que isso ocorra, é necessário que as pessoas não o esqueça, oferecendo-lhe sempre um sacrifício ou uma pequena oferen­ da, caso contrário, poderá esperar todas as catástrofes.

do céu. Mawu tem atributos andrógi­ nos, mas os sacerdotes daomeianos lhe dão sempre características femininas. Lisa tem, ao contrário, atributos mas­ culinos. Mawu é também uma expres­ são geral para poder e força e seu culto significa o culto geral das enti­ dades celestes. Na mitologia daomeia- na, há contudo, a referência a um Criador, que não fo i Mawu, nem Lisa. Era Nana-Buluku (que através dos Yoruba, passou ao Brasil com o nome de Nananburucu ou Nanan, que deu nascim ento a dois gêmeos, Mawu,

PESSOAS USAM ORGULHOSA­

mulher que comanda a noite e Lisa,

M

ENTE O SEU NOME - Aqui no

homem que comando o dia. Passaram

Brasil, existem várias pessoas que usam

assim Mawu a significar a lua, e Lisa,

0 seu nome, entre essas pessoas pode-

o

sol. Os dois irmãos coabitam em cer­

1 Cada ser humano tem o seu Exu

ê O mais humano

I dos Orixás

mos citar os nomes de Gardel de Exu Marabô e de Mazinho do 7 Capas, embora, existam outras mais, mas essas duas são as mais populares. No entan­ to, na África, há pessoas que usa orgulhosamente nomes como Esúbíyú (concebido por Exu) ou Esütósin que significa (Exu merece ser adorado).

Isso tudo se deve por ter ele duas coisas primordiais, que são as qualidades e os defeitos, bem como ainda, ser dinâmico

e jovial

• EXU E SUA DESCENDÊNCIA

Para muitos, Exu é tido como filho mais novo de Oxalá, entretanto, no mito yorubá, dizem que ele é o filho primogênito. Este fato deve-se a pre­

ponderância do rito da nação Jeje Mahi “Jeje Marrim ”, pois nessa nação Exu chama-se Legbá, Elegbará e par­ tindo dessa premissa, Legbá é para os daomeanos o filho mais novo de Mawú

e Lisa, e para os descendentes dessa

nação, o último filho de uma família, é tido como o mais sábio e o mais esper­ to, e essa característica quem tem é jus­ tamente Exu. Vamos abrir aqui um pequeno parêntese, a fim de que se possa falar desses dois Voduns daomeianos que são Mawu-Lisa, e que estão entre os grandes deuses ”Os dois deuses cone­ xos Mawu-Lisa estão ligados ao culto

tas ocasiões, quando há, por exemplo,

o eclipse da lua. Mawu e Lisa tiveram

quatorze filhos, outros tantos deuses

ou Voduns do panteão daomeiano”. (Texto tirado do livro da coleção de Arthur Ramos (as culturas negras).

EXU O REI DE KÊTO - Existe

uma lenda que diz que, Exu teria sido um dos com panheiros de Odüduà. quando da sua chegada a Ifé. Naquela

época ele

Mais tarde conforme conta a lenda, ele

passou a ser um dos assistentes de Orumilá, que preside a adivinhação pelo sistema de Ifá. Segundo ainda nos conta a lenda Exu tomou-se o Rei de Kêto sob o nome de Esu Alákétu.

cham ava-se Esü Obasin.

• EXU EMBRIAGA OXALÁ - Exu

teve inúmeros desentendimentos e bri­ gas com vários Orixás, nem sempre saindo vencedor. Entre essas brigas ele

obteve seus sucessos e seus insucessos nas relações com Oxalá, ao qual fez passar alguns maus instantes, em vin­ gança por não haver recebido certas oferendas, quando Oxalá foi enviado por Oludamáre - o deus supremo -, para criar o mundo. Exu provou-lhe uma sede tão intensa que Oxalá bebeu vinho de palma em excesso, ficando completamente embriagado.

• OXALÁ APODERA-SE DA CA-

BACINHA DE EXU - Outra lenda nos conta que houve uma disputa entre Exu e Oxalá, a fim de saber qual dos dois era o mais antigo e, em conseqüência, o mais respeitável. Oxalá provou sua superioridade durante um combate ceio de peripécias, ao fim do qual ele apo­ derou-se da cabacinha que encerra o poder de Exu. transform ando-o em seu servidor.

ABRIL/1997

£• AFtífCAKfO n

15

O grande massacre provocado por Exu

E ntre várias lendas contadas por

diversos pesquisadores, existe

lendas, que Exu representa tanto a ordem como a desordem. Para que isso não ocorra, é necessário que as pessoas não o esqueça, oferecendo-lhe sempre um sacrifício ou uma pequena oferen­ da, caso contrário, poderá esperar todas as catástrofes.

• EXU NO JOGO DE IFÁ - Sendo de categoria diferente dos demais Ori­ xás, Exu é importante e essencial, pois sem ele nada se pode fazer, tendo em vista que, as suas funções são as mais diversas, entre elas estão: leva pedidos; traz as respostas dos deuses; fa z com que sejam aceitas as oferendas,, abrin­ do os caminhos ao bom relacionamento do mundo natural com o sobrenatural, ao lado de Ogun pelas estradas, e prin­ cipalmente nas encruzilhadas que são os seus lugares preferidos, onde contro-

pedaço

Yangi, ou por um montículo de terra

na forma

humana, com olhos, nariz e boca assi­ naladas com búzios; ou então ele é representado por uma estátua, enfeitada com fieiras de búzios, tendo em suas mãos pequenas cabaças àdó, contendo os pós por ele utilizados em seus traba- lnos. Seus cabelos são presos numa lona trança, que cai para traz e forma, em cima, uma crista para esconder a lâmina de faca que ele tem no alto do crânio. É cultuado em casa separada e as oferendas lhe são feitas em primeiro lugar; seu dia é segunda feira; come feijão preto, galo e bode, de preferência na cor preta; pipocas, farofa de dendê, carnes assadas, mel, cachaça, cerveja e vinho.

cham ada

de pedra porosa,

essa que é digna de ser relatada.

grosseiram ente modelado

Nela os senhores leitores irão ver como Exu é maquiavélico. “Certo dia Exu foi a procura de uma rainha abandona­ da a bastante tempo por seu marido e disse-lhe: - Traga-me alguns fios da barba do rei e corte-os com esta faca. Eu lhe farei um amuleto que lhe trará de volta o seu marido. Instantes depois, ele foi à casa do filho da rainha, que era o príncipe her­ deiro. Este vivia numa residência situa­ da fora dos limites do palácio do rei, pois naquela época o costume assim o determinava, a fim de prevenir toda tentativa de assassinato de um soberano por um príncipe impaciente por subir

ao trono. Ao chegar na casa do príncipe disse-lhe: - O rei vai partir para a guer­ ra - e pede o seu compa- recim ento esta noite no palácio, acompanhado de seus guerreiros. Dali par­ tiu para o palácio e disse ao Rei: - A rainha, magoado pela sua frieza, deseja m atá-lo para se vingar, cuidado, esta ngite. Finalmente chegou a noite. O rei deitou-se, fingiu dorm ir e viu, logo depois, a rainha aproxim ar uma faca de sua garganta. O que ela queria era cortar um fio da barba do rei, mas o mesmo julgou que ela deseja assassiná-lo. O rei desarmou-a e ambos lutaram, fazendo grande algazarra. O príncipe,

que chegava ao palácio

Se há algo que não se deve dar para Exu é o óleo branco àdí, que é extraído das amêndoas

contidas nos caroços do dendê, pois esse óleo tem

a reputação de ser cheio

de violência e de cólera.

A sua saudação é Laroiê.

Sonso abè kò lóri erü =

A lâmina sobre a cabeça

é afiada, ele não tem pois

cabeça para carregar far­

dos

ALGUNS

NO

DE EXUS - Os nomes dos Exus variam de acor­ do com a nação e o seu culto, dessa forma pode­ rem os encontrar os seguintes Exus: Agbô,

Alaketu; Ajelu, Akessan, Bará ou Elegbará Vira;

Cerimônia realizada em casa de Nádia da Oxum e Victor de Oxalá

com seus g u erreiro s, escutou gritos nos aposentos do rei e

la

a passagem das influências benéficas

Lalu; Inã; Jelu; Lonã; M arabô; Odara; Ojíxe; Olòbe; e

Bibliografia consultada: As culturas

correu para lá.

e

nefastas. A sua im portância é tão

Xoxoroquê, etc. Na Umbanda, existe

Vendo o rei com a faca na mão, o mesmo pensou que ele queria matar sua mãe. Por seu lado, o rei, ao ver o seu filho penetrar nos seus aposentos, no meio da noite, armado e seguido por seus guerreiro, acreditou que eles dese­ javam assassiná-lo. Gritou por socorro e a sua guarda pessoal acudiu-o, desen­ cadeando assim uma trem enda luta,

grande que, no jogo do oráculo “Ifá” é ele quem traz as respostas. Pois foi-lhe dado o poder de ser o mensageiro, entre os Orixás e os homens por intermédio dos búzios, inclusive, em Salvador-BA, há um conjunto de 16 búzios que tem o

nome de Exu Bará, onde é praticada a adivinhação.

uma quantidade enorme de Exus, essa relação será dada na reportagem sobre Umbanda.

negras no novo mundo; As culturas negras, de Arthur Ramos; Orixás, de Pierre F. Verger; Negros Bantos, de Edson Carneiro e de Exu a Oxalá, Prof.

com um triste final, pois houve um

ASSENTAMENTO, OFERENDAS

Fernandes Portugal.

massacre generalizado.

E

SAUDAÇÃO - Na África o lugar

No próximo capítulo, falaremos do

Como se pode ver nessas pequenas

consagrado a Exu é constituído de um

segundo Orixá “Ogun).

16

ò r ís à s

O que era Jornal

passou

a ser Revista

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J

ABRIl/1997

OEtSflS i'-- AFEÍCANOS

17

A grande festa da Cigana Rainha das Estradas

O Babalorixá Flávio da Oxum realizou no dia 23 de fevereiro, em seu

Ilê, a primeira festa em home­

nagem a Pombagira Cigana Rainha das Estradas de sua filha Lurdes de Ogum. Na oportunidade o Babalorixá

explicou aos convidados que, a festa não era uma festa cigana,

- embora ele estivesse prestan­

do uma homenagem ao povo cigano - e sim, da Pombagira cigana de sua filha e aos de­ mais Exus que aparecessem. Essa explicação foi oportu­ na, tendo em vista que foi armada uma linda tenda ciga­ na, e dentro da mesma, foi co­ locado comidas típicas, presen­ tes, doces e as tradicionais lem­

branças cigana.

vam os mesmos, com uma vibração fora do comum. E isso foi o gostoso da festa, por­ que, foram cantados uma imensidade de pontos de Exu, e todos foram respondidos pêlos convidados presente. E a festa só terminou ao raiar do dia, quando Molambo se des­ pediu e a anfitriã também.

• A lauta ceia e a comemora­

ção do aniversário - Durante a festa, foi oferecido aos convi­ dados, punch e as tradicionais iguarias, não só do tipo cigano como também do trivial comum, onde os convivas puderam se deliciar ao sabo­ rearem as mesmas, que foram acompanhadas de cerveja e refrigerante. Na oportunidade, foi festejado o aniversário de Lurdes, e como sempre, não poderia de modo algum, ser cantado o tradicional parabéns e distribuído as fatias de bolo.

• Meus agradecim entos -

Quando a festa religiosa termi­

nou, nossa reportagem pergun­

tou a Lurdes como ela se sentia depois de haver realizado o seu sonho, e meio encabulada a mesma enfatizou:

• A festa - Como sabemos muito bem, festa de Exu é sem­ pre uma surpresa, e a realizada em casa de Sérgio não poderia ser diferente, o toque foi todo em Angola, e na oportunidade pudemos apreciar alguns convi­ dados como, Gardel de Exu, que se fez acompanhar de sua esposa; Robson de Guiã, acompanhado de vários filhos seus e Grei de Oxóssi que desde cedo aguardavam o início da festa, participarem da roda, dançando e cantando em louvor

aos Exus. Foi neste clima maravilhoso que, ao aproximar-mos das 02 hs da madrugada, pudemos apreciar a entrada no recinto da anfitriã da grande festa. Pombagira Cigana, usando uma roupagem lindíssima, saia longa, larga e franzida, blusa com seu tradicional decote e bordado ao redor, em cor azul, ostentando na cabeça uma belo arranjo e os seus tradicionais ador­ nos color, brinco e pulseiras. Mais tarde, foram chegando outros Exus - Pom bagira Tranca-Ruas, Ciganinha e Pombagira Molambo, que tomou a cabeça de Sérgio. Dai por dian­ te a festa ganhou outro clima, pois todos que chegavam e tomavam a cabeça das

“Que a Magia do Povo Cigano, fluidifique seus caminhos ”

com muitas Luzes

Cigana Rainha das Estradas

pessoas, retiravam-se do salão a fim de trocarem a sua indumentária. Molambo deu entrada no salão com uma roupa muito bonita, uma saia rica­ mente bordada, de fazenda importada, como as demais, a mesma também usava suas ricas jóias. • Convidados e Ogãs fazem a festa - Como sempre gosto de frisar, e como também já disse acima, festa de Exu é algo que por mais que se tente explicar, não encontramos uma razão. O clima é totalmente, torna-se contagiante, e os Ogãs como também a assistência, lou­

- Foi sem sombra de du

alguma, uma festa maravilho­ sa, onde eu fiz de tudo para que ela corresse bem e que os convidados pudessem se sentir bem. Quero mais uma vez

agradecer ao meu zelador, por ter me presenteado com esse evento em louvor a minha Pombagira, pois ante­ riormente, pudemos realizar uma festa em louvor a seu Tranca-Ruas, e foi sem sombra de duvida alguma uma grande festa. Na oportunidade, o Babalorixá Sérgio da Oxum, aproveitou a ocasião para agradecer a Tâmara da Oxum, a

sua Mãe carnal, a Bete, que organizou a linda mesa, onde continha as iguarias, tanto salgada quanto os doces, e a todos que foram lhe prestigiar e participar da

festa de sua filha.

18

O M S A S l AFRIC ANOS

ABRIL/1997

Arnaldo recebe o seu Deká

Jagun confirma Diogo de Obaluaiê como seu Ogã

oi realizado no dia 09 de março, na Tenda Espíri- ta Nanã Burukê, que

. fica localizada à Rua Manoel Luiz, 176 - Vila Valverde - N.Iguaçu - RJ, a grande festa em que, o Babalorixá Arnal­ do Pereira - Dofono de Jagun recebeu das mãos de seu zelador - Babalorixá Helder Moraes - Doté Egbonmi Iwin Obá Silojú Ai Irá, que reside em Bragança - São Paulo - o seu tão esperado Deká. A festa foi bastante concor­ rida, e pudemos notar que além dos inúmeros filhos-de- santo de Arnaldo - mais de 100 o nos tornou impossível anotar os seus nomes -, encon- travam-se no local vários con­ vidados - do Rio e de São Paulo, que vie­ ram prestigiar o grande acontecimento, entre os mesmos estavam: Jorge de Jagun (avô de santo de Arnaldo); Cláudio de Oxalá, Sérgio de Ogun, Marivaldo de Yemanja, Ana da Oxun, Gilberto da Oxun, Celso de Oxóssi Luiza de Iansã, Iara de Ogun, Reta de Ogun, Alzira de Osun, Zeze de Ogun, Zeze de Ogun, Sonia de Ogun, Edna de Ogun, Guara de Oxun, Walber de Ogun, Liliam de Iansã, Alzenira de Oxóssi, Deise de Ogun, Maurício de Nanã, José Luiz de Ogun, Célia de Oxun, Ogãs:

Ramon de Oxala, Marcos de Oxumarê, Nilson de Yemanja, Guto de Obaluaiê, Roberto de Oxóssi; Waldineia de Ogunjá, Cima de Oxóssi, Ogã Douglas de Ogun, Ogã Juperci de Oxaguiã, Ivone de Logun, Marcos de Azauane, José Augusto “Zezão de Omolu”; Benta da Oxun, Mônica de Oxóssi, Nelma de Oxumarê, Hait de Iansã, Luiz Carlos, Percilia da Oxun, Fábio de Logun, Gelson de Oxóssi, Marco de Tempo, João Carlos de Obaluaiê, Santiago de Oxaguiã, Edilson de Omolu, Marina de Nanã, Anderson de Ajagunã, Alexandre de Jagun, Ogã Jorge de Ogun e Marcelo de Oxaguiã.

• A entrega do Deká - A festa iniciou-se

às 18 horas, e como sabemos perfeita­ mente, ela segue o seu curso normal, pois

é feito o tradicional Xirê e é no meio deste que geralmente ocorre alguma ceri­ mônia especial. Quando nos aproximáva­ mos das 19:30 hs, ocorreu a tradicional saída, vindo à frente o Doté Helder, seguido de Arnaldo, da Mãe Pequena da

casa e de alguns filhos-de-santo. Ao che­ gar no centro do barracão, Doté Helder fez uma pequena preleção, na qual expli­ cou a finalidade da festa, que era a entre­ ga do Deká à seu filho. E às 19:34 hs, Arnaldo recebeu a sua Cuia e em seguida foi colocado em seu pescoço o tradi­ cional Runjefe. Nesse momento o seu Vodum passou em sua cabeça e os Ogãs cantaram as tradicional canti­ gas em louvor ao ato. O Vodun pas­ seou pelo salão, exibindo a Cuia e foi recolhido a fim de trocar a sua indu­ mentária, aproveitando esse momen­ to, foi feito uma pequena pausa.

onde foi servido um excelente strogonofe de frango. No meio do jantar, tivemos a honra de entrevistar o anfitrião. OA - Arnaldo, quanto tempo de santo você tem? AJ - Eu estou com 32 anos de Umbanda e 20 anos de santo raspado. OA - E porque somente hoje, você resol­ veu finalmente receber o seu Deká? AJ-E uma responsabilidade muito gran­ de e que deve ser bem pensado e ter con­ dições para que não falte nada para o Orixá. OA - Quantos filhos de santo você atual­ mente possui, porque pudemos ver que a sua casa estava cheia, e eles são todos seus filhos? AJ - Olha! Eu tenho aproximadamente uns 200 filhos de santo e junto com eles eu venho tocando Umbanda, que é mais para o Omolocô. OA - Arnaldo, como você daqui pra fren­ te irá resolver os problemas de seus filhos? AJ - Bem! Os que tiverem problema de santo, logicamente serão raspados, por­ que a partir de hoje, eu estou oficialmente

• A entrada de Jagun e a confir­

mação do Ogã Diogo - Tão logo ter­ minou o pequeno intervalo, Jagun adentrou ao salão, devidamente para­ mentado e de braço dado com Diogo, a fim de confirmá-lo como seu Ogã. Depois da apresentação de praxe o mesmo deu o Morunkô pelo qual Diogo deverá ser doravante chamado e respeitado dentro dos barracões de can­ domblé. Em seguida o Vodun tomou o tradicional Rum, e depois despediu-se de todos e foi recolhido. Foi uma festa simples, mais não se pode deixar de dizer que houve uma coisa muito bonita de se ver, pois embora seja um barracão onde é tocado mais a Umbanda, os assistentes se portaram de uma maneira impar, merecendo por isso os mais calorosos elogios.

• Quem é Arnaldo de Jagun - Ao ter­

minar a cerimônia religiosa, nossa repor­

tagem pode participar das comemorações,

gabaritado para resolver este problema, embora, estando com os meus 20 anos de santo raspado, já poderia ter feito alguma coisa, mas resolvi esperar o recebimento de meu Deká. OA - E como você esta se sentindo hoje, depois de sua festa? AJ - Estou muito feliz, com o meu cora­ ção transbordando de alegria, pois como você pode ver, estão presentes meu Pai- de-santo; meu Avô-de-santo, vários irmãos e filhos-de-santo. Por essa razão, gostaria de aproveitar essa oportunidade para agradecer do fundo de meu coração, a presença de todos, por estarem compar­ tilhando dessa minha alegria.

ABRIL/1997

m i h i

[:

19

lyalode Ifafunke Motu N ra-lo Oiagbaju

Yeye Oshun O f Lagos-Land - Lagos Nigéria

N o dia 24 de fevereiro, nossa reportagem foi até a residên­ cia do B abalorixá N ivaldo

“ G eninh o” de

esta re p o rta g e m e sp e c ia l com a

ly a lo d e Ifa fu n k e M o tu N ra -lo Oiagbaju - Yeye Oshun O f Lagos-

L and - Lagos N igéria, que estava

hospedada em casa do aludido zela­ dor, e se fa z ia a c o m p a n h a r das seguintes personalidades nigerianas:

Ifa ta y o O lagb ju , que resid e em São Paulo; Ifasanu O lagbju, resi­

O yá, e conseguiu

ac im a , fa z ia m -se p re se n te s os

B

abalorixá

G rey D ’O dé e

A rthur

D

’Logun Antes de responder as perguntas

que foram feitas de improviso, res­ peito da Cultura e do Culto Afro, a

Iyá fez um a saudação aos Orixás,

a

pudessem na m esm a

foram saudados além dos Orixás -

alguns zeladores radicados no Rio

fim de que os m esm os dar perm issão para tal,

e

em São Paulo, com o por exemplo:

N

iv ald o ;

Jo sé

M

en d es; B id a de

d

ente atu alm en te em C o rrietes -

Yemanja; Bira de Xangô. Ela tam ­

C

a p ita l

da

A rg e n tin a

e P rin ce

bém saudou todos os Babalorixás,

O lusola Joh n son , que reside em São Paulo; Além das personalidades

Ialorixás e Omos Orixás do Brasil - Rio, Salvador (BA) - São Paulo etc.

Ao responder a pergunta formula­ do pelo zelador Grey, que gostaria de saber a respeito da dúvida que paira a respeito dos Orixás, se é um vento ou é um ancestre, a Iyá enfatizou:

Orixás são coisas muito boas ele nasce jun to com o Ori e o eledá. Inclusive, salientou, eu nascijunto com o Orixá e fui cria­ da junto com os mesmos. Na vida da gente e cada pessoas que esta no mundo, tem o seu eledá, e ao nascer tem os Orixás junto com a sua cabeça. Quero deixar claro que o Orixá é uma coisa muito importante para cada pessoas que esta nesse mundo.

20

Após às explicações dadas pela a Iyá, o Babalorixá Geninho referiu-se a respeito do Orixá Odé, que é cultuado aqui no Brasil, e que é considerado como Rei de Ketu, atual republica de Benin. A fim de ilustrar mais os $eus conhecimentos, Geninho perguntou a

Iyá se na Nigéria, Odé ainda é conside­ rado Rei.

A esse respeito, a Iyalode Ifafunke

deu a seguinte explicação: - O Orixá Odé é o mesmo que o povo brasileiro aceita; Ele é na verdade o Rei de Alaketu. Inclusive na Africa, Odé fica junto com a família de Ogun. O Babalorixá Arthur de Logun antes de formular a sua pergunta, diri­ giu-se a Iyá nos seguintes termos: “Iyá Oshun, em primeiro lugar é um prazer

enorme, tê-la mais uma vez em nossa casa, pois a senhora sabe muito bem

disso, pois a quase sete anos que nós nos conhecemos, nossa Mãe africana.

A minha pergunta é a seguinte: - A

seis anos atrás quando houve o quarto congresso de tradição e cultura do Orixá em São Paulo, quando nós nos conhecimentos, o Onin de Ilê Ifé teve um sonho, e ele disse nesse sonho que todos os povos do candomblé e de tra­ dição Iorubá, deveriam se unir contra as perseguições, só que infelizmente, não é isso que nós estamos vendo hoje no Brasil. Quais são as suas palavras sobre a união do povo do candomblé, pois, as outras religiões estão se unin­ do, e muitas delas, estão se unindo con­ tra nos. Ao enfatizar a pergunta formulado por Arthur; a Iyalode Ifafunke disse:

Essa pergunta é muito im portante para mim, o sonho do Baba Omin Ifé, é na realidade resolver os problemas que são muitos dentro do culto dos Orixás, nós Babalorixás devemos nos unir e lutar, não devemos querer ser

um mais do que o outro, pois desta maneira, não encontraremos paz entre nós mesmos. Esse sonho que ainda não se tornou realidade, é devido a essa falta de união entre os irmão,

cabe cada um respeitar o outro, seja ele grande ou pequeno. Para que as pessoas entendam o que eu quero dizer, vou cita r um exemplo:

O Babalorixá Nivaldo é de Oyá, às

pessoas que são de Oyá, devem tomar

abenção a ele que é de Oyá, nós temos que pedir abenção a ele.

O mesmo exemplo serve para os

filh os-de-san to do A rth ur de

M S AS !■■■ AJRÍCAK'GS

Logunedé, que devem tomar abenção

a ele. E infelizm ente isso não está

acontecendo aqui no país, porque cada um fica com ciúme ou inveja do outro, porque um fica pensando: - Ele tem e eu não tenho, e outras coisas

Esses são os problem as que

mais.

atualm ente estão acontecendo. O melhor é que todos devem se respeitar mutualmente, e com isso haverá paz, prosperidade e progresso. Ao ser perguntada se conhecia per­ sonalidades do candomblé, radicadas aqui no Brasil, que dizem que vão à Nigéria - Africa, e que receberam títu­ los ou cargos, a Iyá disse o seguinte:

Eu quero agradecer a sua pergun­ ta, pois a mesma é muito importante para todos os pais-de-santo do país, vou responder com o devido respeito a pergunta form ulada. Em prim eiro, quero dizer que a primeira pessoa que nós conhecemos lá na Africa e que foi lá, é a Mãe Bida que reside aqui no Rio de Janeiro e M ãe Caitana de

ABRIL/1997

Salvador - BA, que já faleceu e que

Deus a guarde; Depois foi o Professor José Mendes de São Paulo, que fo i sagrado Saloro de Oshogbô; Otumbá da terra de Ido-Osun, em cerimônias oficiais realizadas nos Palácios do

A taojá, em Oshogbô, do A taojá o f

Oshogbô Land e no Palácio do Oludo, em Ido-Oshun, inclusive esteve pre­ sente nas referidas cerim ônias o Embaixador do Brasil. Eu não vou dizer que conheço outros pais-de-santo, inclusive isso pode gerar polêmica e alguns ficarem

com inveja deles. Eu acho que o melhor é dizer a verdade, a fim de que as pessoas fiquem sabendo quem fo i e quem não foi. Existe outras pessoas que já foram

e já receberam

títulos, que eu pessoal­

mente não sei, as que eu conheço são as que falei anteriormente, embora

também exista o professor Bia que já fo i à A frica; Beto e Francisco da Oshun, eles conhecem a minha casa, estiveram em Lagos, Oshogbô, Oyó e Abeokuta.

im portante de tudo é que nós

Babalorixás, estejamos sempre unidos,

e devemos viver como irmãos, e ser

uma fam ília unida, pois não adianta um ficar com ciúme do outro, porque

a gente nasceu de uma mulher e de

um homem, pois somos na realidade uma família, pois fo i Olodumaré que nos mandou para o mundo. É sabido que aqui no Brasil, as pes­ soas não reconhecem o cargo e o título que o Professor José Mendes, eu gosta­ ria de saber da senhora, qual é na reali­ dade o cargo e o título que ele possui. Eu quero agradecer mais unta vez a todos vocês, e principalm ente pelas perguntas que me estão fazendo. A respeito do Professor José Mendes, eu

pessoalmente não sei como ele é aqui no Brasil, só uma coisa que eu posso conferir, é que o P rofessor José

Mendes foi na Africa e recebeu títulos

e certificados. Agora, eu não sei se as pessoas daqui aceitam ou não aceitam,

porque eu não moro aqui no país. O que eu sei na realidade, é que ele fo i lá

O

e recebeu o Titulo de Obá Oludô O f

Brazil Land, inclusive eu estava pre­ sente na referida cerimônia, em que ele recebeu. Ao responder a pergunta formulado pelo Babalorixá Nivaldo, a respeito do culto há alguns orixás, que dizem aqui no Brasil, que na Nigéria não são mais cultuados, como: Nanã, Ossâin e Ewá,

ABRIl/1997

a Iyá respondeu o seguinte:

N ivaldo, sobre a sua pergunto referente ao orixá Ewá, que pessoas daqui dizem que ela não existe mais na Nigéria - Africa, isso não é verdade, lá tem Ewá. Lá tam bém tem Ossâim , que não é um orixá. Ossâim é um espíri­ to, por exemplo: Bira que está aqui no Rio de Janeiro e fo i lá na Africa, ele pegou Ossâin lá no Ojô, e aquele Ossâim está na casa dele. Sobre Nanã, ela também existe na Africa, ela está na terra de Abeokuta, e existe muitos filhos de Nanã lá. Se algumas pessoas dizem que Nanã, Ewá e Ossâim não estão lá, isso é comple­ tamente errado. Complementando a res­ posta, o Babalorixá Arthur de Logun informou aos pre­ sentes que, o que foi dito é que, Ossâim, não é um orixá ao ponto de ser cultuado como os demais orixás, como Oxum, Oyá etc. Ele é apenas um espírito que cuida e toma conta de todas as folhas - Ewé e de todas as árvores, ele é apenas um espírito da floresta. Mais quando nós estamos usando as folhas, estamos usando também o espí­ rito de Ossâim. E é por isso que nós cultuam os Ossâim que é o dono do nicho na África.

• Orixá Egbe - Durante a entrevista que nos foi concedida pela Iyalode Ifafunke, o Babalorixá Arthur, lem­ brou que, no quarto congresso realizado em São Paulo, que o Orixá que tomou conta do evento, foi o orixá Egbe, e que aqui no Brasil não se cultua mais, e como é que é cultuado e cuidado o refe­ rido orixá Egbe. Se você quer saber, entre em contato com ele ou com a Revista Òrisàs & A fricanos. O lfatayo Olagbaju, reforçando a resposta, enfatizou que, no Brasil, a única pessoa que ele sabe que tem e cuida de Egbe, é o Professor José Mendes Ferreira, - Baba Ifá Bemi - que reside em São Paulo, e que Egbe está na frente da casa dele. Quero tam bém com pletar uma outra coisa a respeito de Egbe, não sotos eles que ficam fora da casa, como por exemplo: Oxun da casa;

òm m a- m iw ã m

Xango da casa; Ogun da casa. Esses Egbe, tem alguns que andam, que não gostam de ficar na casa e gostam de ficar na mata; tem alguns também que ficam na terra, no fundo da terra, que cria água, igual a água da Oxun, por exemplo, pra pessoas, pra mulher que nunca fica grávida, se ela conhecer alguém que tem o Egbe, ela de ir até lá e beber a água de Egbe, que esta na mata ou está dentro da terra, e tenho certeza que, depois de dois meses ela irá engravidar. Para fin a liza r, eu quero dizer que o orixá Egbe não pode ser criado dentro de casa.

O Babalorixá Arthur D ’Logun, que

fala corretamente ingles, foi muitas das vezes o interprete, e traduziu o que o Ifasanu Olagbju, falou a respeito dos Orixas que, por volta de 2.500 anos atrás,ou mais, antes do cristianismo, antes do islamismo, os Orixás tinham

corpo e corpus carnais, que eles anda­ vam sobre a terra, porém, cada um com as suas funções diferentes. Acrescentando e repetindo o que ele já havia dito sobre Ossâin, que pra eles, é um orixá mais não tão grande e tão importante quanto os orixás que nós cul­ tuamos, como Xangô,Oxum, Ogum etc. Que ele é apenas um espírito das folhas.

E Iyá Oshun, prosseguiu Arthur,

disse também, que tem mais um outro

21

orixá que eles cultuam na Africa, que é tão importante quanto os outros, e que nós não conhecem os, que se chama Orô. E que mulher não pode ver ou ouvir Orô, e se por ventura isso ocorrer, ela morre na hora. O que é finalmente “Abiikú”? Arthur aproveitando que estava com

a palavra, formulou a Iyá Oshun, a seguinte pergunta:

Nós sabemos que a tradução da pala­ vra A biikú é nasceu para m orrer. Porém, algumas pessoas erroneamente no Brasil dizem:

- Há! Eu sou Abiku, então eu nasci

feita e não preciso ser iniciada. Nós sabemos que isso é mentira! Justamente pela tradição da palavra - Abiikú = nasceu para a morte. Então, eu gostaria que a senhora falasse sobre o conceito de Abiikú na África; Quais os casos que ocorrem o Abiikú; E como cuidar do Abiikú, para que, aquela mãe, que está com o

espírito de Abiikú no ventre, possa dar

a luz a um filho normal e possa criar o

seu filho, porque nós sabemos que o Abiikú, é uma criança que nasce e não vinga, ao contrário de que se pensam por aí, que Abiikú, é uma pessoa que já nasceu feita, e que nós sabemos perfei­ tamente que isso é mentira! ■

22

OR fC Aí

£• /¡.FRÍCAROS

ABRIl/1997

Iniciação dentro da Umbanda na T. E. S. Francisco de Assis

F oi uma grande festa. No dia 19 de janeiro, foi realizado o festejo em homenagem a Oxóssi, na Tenda

Espírita São Francisco de Assis, que tem como zelador o Babalorixá Armando de Oxóssi. Na oportunidade também ocor­ reu mais uma iniciacão dentro da Umbanda - acontecimento raro nos atuais terreiro de Umbanda do Estado do Rio de Janeiro. Embora seja feito na nação Jeje Mahi, Armando não cansa em dizer que: - a sua maior paixão, é mesmo a Umbanda, pois é nela que ele se encontra, e é nela que vê mais união e mais amor.

• A Umbanda de antigamente - Na

festa realizada em casa de Armando de Oxóssi, nossa reportagem pode constatar a seriedade em que os médiuns adentram ao salão da tenda. Antes porém, vale aqui um adendo, foi construído no salão uma caba­ na lindíssima, que foi ricamente decorado com frutas e flores naturais. Na medida em que os médiuns iam chegando os mesmo se posicionavam defronte aos locais sagrados, ajoelhavam-se e rezavam para os seus guias espirituais. A abertura dos trabalhos, foi outro fato que vale ser registrado, pois atual­ mente não se vê mais isso, foi feito as preces de abertura; despacho de Exu; assopro da pemba; cruzamento do ter­ reiro com água; prece para Pai Oxalá e posteriormente foi entoado o hino em louvor a Umbanda. Olha meus caros leitores, essas ceri­ mônias foi tão profunda, que muitas pes­ soas tinham os olhos cheio d'água, dava mesmo vontade de chorar, pois a emo­ ção tomava conta de todos, e é por essa razão que eu disse que, eu pude no dia 19 assistir a Umbanda de antigamente.

• A coroação dos Médiuns - Antes de

iniciar a solenidade oficial, Armando de Oxóssi fez uma pequena preleção, na explicou aos presentes o significado da festa. Em seguida, os três novos inicia­ dos na Umbanda, - Sueli da Caboclo Jurema, Cláudio do seu Tupinambá e

Rodrigo do Caboclo Ventania - deram entrada no recinto - embaixo do Alá. Enquanto isso, os seus padrinhos já se encontravam posicionados aguardando a entrada dos mesmos. Para cada um,

tinha o material sagrado sob uma bande­ ja. Quando os três chegaram foi realiza­ da a cerimônia de coroação que foi algo muito bonito. Em seguida os três médiuns foram cumprimentados pêlos seus padrinhos, parentes, irmãos e ami­ gos, e deixaram o salão.

• Das visitas - Além dos inúmeros

filhos-de-santo da casa e de uma assis­ tência seleta, que foram participar da grande festividade, Armando recebeu no transcurso da gira, várias visitas, entre elas estavam: A sua Mãe-de-santo, que se fez acompanhar de alguns filhos de santo; Conceição de Onira; Marcos Torres de Oxalá, Janaina de Yemanja, Tânia da Oxun, Jorge Torres de Oxalá, Alexandra de Obaluaiê, Marcela de Yemanja, todos do Centro E spírita Toca do Caboclo A rranca-toco e Antônio Pena de Oxalá.

• A chegada do Caboclo Tabajara -

Depois que os três iniciados receberam os seus merecidos cumprimentos, foi ini­ ciada a gira de Caboclo e tivemos o pra­ zer de assistir a chegada do Caboclo Tabajara e logo depois, do caboclo da zeladora de Armando. No transcurso da festa, foi realizada a cerimônia de batis­ mo do pequenino Bruno F. Castro e

Silva. Após esse ato, chegamos final­ mente ao grande momento da festa que foi, a entrada dos Caboclo Tupinambá, Ventania e da Caboclo Jurema devida­ mente paramentados - diga-se de passa­ gem com uma vestimenta lindíssima. Depois de algum tempo, os mesmos ris­ caram e cantaram os seus devidos pon­ tos. Dando prosseguimento a festa, foi feito uma louvação para a falange de todos os caboclos e vários filhos-de- santo, como também, alguns visitantes, receberam os seus respectivos caboclos.

• A saudação de sua filha Irma - Se

existe uma coisa dentro do santo, é quando alguém tem a coragem de se expressar em público e prestar o seu

agradecimento. Este fato ocorreu durante

o transcurso da grande festa, e quem

pediu permissão para ler um agradeci­ mento, foi a jovem Irma, uma das filhas da casa, que assim se expressou:

- Hoje é um momento muito espera­

do, momento em que nos reunimos para tentar expressar e traduzir a ti

meu Pai Caboclo, toda nossa emoção e sentim ento, que guardam os, seja durante o decorrer de mais um ano, mas também de muitos outros em que contamos com sua dedicação. Destes muitos momentos, sempre g?

ABRIL/1997

observas seus filhos na alegria ou na dor, fazendo-nos sentir vossa presença

amiga. Começar a falar de ti é realmen­

Na trajetória

em busca de uma realização incumbiste um menino de 12 anos teu filho, hoje

por certo seu amigo e nosso Pai. Com ele tivestes lágrimas, decepções, dificul­ dades para que ele tornasse possível está realização. Ela está aqui diante de todos, com amor ele tornou o sonho possível “A Casa de São Francisco” a sua casa, a casa de todos os que tem esperança e fé; para alegria dele, para seu orgulho e nossa felicidade. O teu nome meu pai, dentro da espiritualida­

de lá de dentro das

profundezas das águas que são teu refúgio, surge iluminado ora pelo sol, cujos raios refletem a beleza e a luz da tua pedra coral; ora pela lua, que cobre

de estrelas teus negros cabelos. Trazendo assim tua vibração sublimada com hum ildade na fig u ra de um Caboclo menino, bravo, valente, vibrante e guerreiro, que deixa seu brado, e o seu assobio guardados em nossa memória.

te sempre muito difícil

de, muito nos diz

Teus olhos de águia

olhar verda­

deiro, olhar transparente que faz teus filhos jogarem fora todas as increduli­ dades. Tuas palavras são firmes, mas nessa firmeza buscamos a realização de nossos sonhos. No teu conhecimento, teu poder, tua mão amiga, curamos nossas fraquezas dores e medos. Em todos os momentos que estais conosco no perm ite com partilhar contigo da compreensão, da beleza e do respeito à espiritualidade. Ao partir, deixa-nos sempre inebriados com vossa luz! Em nosso coração, fique certo Pai. Caboclo, deixa a saudade, mas em nosso olhar deixa a certeza de que cada vez que contemplarmos as águas, vere­ mos refletida nela a tua imagem de pai.

E com certeza será sempre esta ima­ gem que ficará guardada em nossa reti­ na; é a imagem do amor que deixas em nosso caminho! E que esse amor que recebemos de ti, nos possamos distri­ buir com igualdade, que saibamos doar sem diferenças. Que sejamos dignos de ti Pai Caboclo e do Pai Babalorixá.

Que lembremos como nos é ensina­ do por ele e por ti, que nossa mediuni- dade é a nossa missão para que dentro do que for possível, transmitirmos o que temos de melhor, a verdade, a honesti­ dade, a honra para que cresça em qua­ lidade a parte espiritual e a evolução de nossa religião.

O RISAS a- APR [GAWOE

Muito mais teríamos a dizer, mas deixamos não só essas sim ples palavras, como dem onstração de nosso agradecimento, res­ peito e confiança, amor e alegria com partilhada como tu podes ver por toda tua “Tribo

Tabajara”, onde entre muitos, com certeza, avistas a figura de teus pais o Cacique Taubaté e a índia Aracy,

a doce figu ra de

Iracema, e a forte presença de Ubirajara. E é por isso que, essa tua tribo de vestes brancas que aqui está também te agradece!

Seria mesmo impossível não acreditar na espiritua­ lidade! Como seria a Umbanda sem um Caboclo Itacolomi dos Tabajaras! Como seríamos nos seiv. nosso Pai Caboclo! Por isso te pedim os

agora

Pai, nosso Amigo! Obrigado por tudo! Oke Caboclo!!! Após o caboclo ouvir essa emocio­ nante saudação, notava-se lágrimas em seu olhos, e como num passo de mágica, o mesmo dirigiu-se a sua filha, e deu um longo e fraterno abraça, mostrando nesse abraço, toda sua alegria, todo o seu con­ tentamento e o seu reconhecimento, por ter ainda entre tantos filhos da terra, alguém que sabe valorizar a espirituali­ dade e a Umbanda. A festa continuou e só terminou de madrugada, onde houve uma farta distri­ buição de frutas, o jantar e o congraça- mento entre os filhos.

abençoe-nos, nosso

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Salve a Umbanda! A verdadeira

Umbanda!!!Armando de Oxóssi.

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Áries

O SIGNO DO MÊS

PERÍODO DE 21 DE MARÇO A 21 DE ABRIL

S igno que simboliza o início do Ano Astrológico, pois o verdadeiro Ano Novo não começa em 01/01 e sim

em 21/03, quando o Sol pasa pelo ponto venal que corresponde a zero grau de Aries. Esse evento anual corresponde ao Equinócio da Primavera no Hemisfério Norte, e ao Equinócio de Outono no He­ misfério Sul. Signo do Fogo, cardinal, Aries repre­ senta o princípio ou nascimento de todas as coisas. E a ação individual tio mundo. O Ano de 1997 desafia o ariano a aprender a lidar com as questões exis­

tenciais, enfrentando-as. E hora de dei­ xar de lado o excesso de idealismo, acei­ tando as limitações que da realidade impõe, compreendendo as suas limita­ ções e principalmente as limitações dos outros. E o momento de abrir os olhos para outras dimensões.

O signo de Áries, no aspecto simbóli­

co, representa o sacrifício. Os rebanhos produzem as crias durante a porção do ano em que o Sol ocupa este signo. O símbolo do Signo é o Carneiro.

O Carneiro simboliza igualmente a

Primavera,, quando luz e amor, simboli­ zados pelo Sol, derramam-se sobre os filhos da Terra. Mais uma vez o Sol saiu vitorioso sobre o reinado do inverno. O

Signo de Áries representa a cabeça e o cérebro do Grande Homem do Cosmos. As pedras preciosas do Signo são a ametista e o diamante. Os números felizes são sete e seis. As cores são nuanças de vermelho brilhante.

A melhor situação para sucesso são as

grandes cidades. Áries é a primeira e mais alta emana­

ção da ardente Triplicidade, e está colo­ cado na constelação do planeta Marte. Irradia influência aguda, enérgica, impensada, intrépida e ardente. Não tem medo ou tem or - influência livre de todos e de tudo. D irigindo-m e a um Áries, diria:

Possui personalidade ativa e dinâmica.

A expressão que dá ao espírito e às emo­

ções determina o grau real do progresso

e do sucesso pessoais, econômicos e

sociais, que experimentará na vida. Tem maneiras naturais encantado res e bom poder mental; gosta de ver que outros o procuram. Possui a faculdade feliz de lançar mão de diplomacia a fim de atrair outros para se interessarem por você ou por suas idéias e sugestões. Corajoso ao ponto de audacioso, possuir espírito ativo de aventura e empreendi­ mento. E inquieto por natureza e gosta de toda espécie de atividade. Há de ser- lhe vantajoso cultivar a compreensão da própria natureza aventureira. Deve evitar tomar parte em empreendimentos insen­ satos ou arriscados. Em circunstâncias ordinárias, manifesta disposição afetuo­ sa, cortês, e generosa,. Inclina-se fre­ qüentemente à generosidade para seu próprio bem, especialmente quando des­ perta sentimentos e emoções pessoais. Esta disposição pode levá-lo a mostrar- se extremamente generoso para com pes­ soas que não o mereçam enquanto des­ preza os que deviam receber maior con­ sideração. E grandemente sensível emocional­ mente. O temperamento é irritadiço podendo encolerizar-se facilmente por motivos fúteis, que poderiam ser afasta­ dos mediante alguns segundos de pensa­ mento lógico. Ha diferença entre tempe­ ramento irritadiço e deixar-se dominar por ele. Inclina-se a guardar rancor. Agres­ sivo, voluntarioso e resoluto por nature­ za. Possui o tipo de personalidade e tem­ peramento capaz de fazer ou destrui-lhe o destino. Muitas incompreensões e difi­ culdades pessoais surgem por ter tendên­ cia impulsiva para se apressar e ficar impaciente. Deve aprender a ter mais paciência consigo mesmo e com outros. Aprecia a ação, e será prudente apli­ car algum pensamento à sua própria natureza interessante. E pensador inde­ pendente, mas isto não significa que seja lógico ou tenha sempre razão na maneira de pensar. E de grande importância pre- caver-se contra a tendência de julgar os assuntos conforme sentimentos e emo­ ções pessoas, especialmente quando esti­

ver transtornado. Se adotar princípios de raciocínio sólido, dominará a intolerân­

cia e as atitudes eivadas de preconceitos. Capaz de apoderar-se mentalmente dos menores detalhes de uma proposição antes que o indivíduo comum tenha dis­ pensado ao assunto bastante atenção. O único inconveniente dessa percepção rápida está em tomá-lo capaz, em certas ocasiões, de adquirir confiança excessi­ va, desprezando detalhes importantes. A percepção rápida é essencial para o tipo especial de personalidade que possui. O pensamento e a ação revelam boa coor­ denação entre o espírito e o corpo, sendo essencial ao próprio progresso. A menta­ lidade inquieta e ansiosa mostra imagi­ nação ativa. Para poder realizar deve aprender a utilizar a imaginação. E capaz de ter idéias originais, possuindo a apti­ dão de conduzi-las a conclusões práticas. Tem capacidade para transformar em realidade alguns dos seus sonhos. Aplica-se naturalmente aos assuntos que

o interessam. Seu tipo especial de perso­ nalidade depende de boa memória, eis que a natureza aventureira inclina-o a encarar muitas situações diversas na vida.

E capaz de adquirir e reter grande

volume de conhecimento sem despender

grande esforço. Essa aptidão é vantajosa

e contribuirá para aumentar o poder e a influência da própria personalidade.

Toma-o conversador espirituoso e inte­ ressante e será valiosa em qualquer tra­ balho ou negócio que pretenda realizar.

A maior dificuldade reside na inclina­

ção de agir por impulso. Deve investigar cuidadosamente as idéias impulsivas

antes de pô-las em execução. Esforce-se

o mais possível por determinar o resulta­ do lógico de qualquer idéia impulsiva antes de agir. Desse modo, talvez não haja, evitando prudentemente perdas financeiras ou desilusões pessoais.

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Oí: ISA r. fi- AFRICANOS

ABRIL/1997

Você traz dentro de si a Voz da Intuição

D ar-lhe-á previsão e ajudá-lo-á a dom inar muitos problemas difí­

ceis e obstáculos no curso da vida. A intuição pode propor­ cionar-lhe a feliz faculdade de adivinhar as causas dos fracas sos levando-o a eliminá-las, possi- bilitando-lhe desfrutar da vida progres­ sivamente mais bem sucedida. Há ocasiões em que você sente ins­ piração para realizar. A dificuldade consistirá em distinguir entre impulsos ordinários e idéias inspirada. Muito poucas pessoas compreendem realmente a verdadeira intensidade da atividade mental dos que nascem sob

A ries. Em certas ocasiões hão de

chamá-lo de precipitado e impetuoso. Tais acusações, se for honesta consigo mesmo, terá de adm iti-las às vezes

como verdadeiras. Também é verdade que não pode abafar a própria indivi­

dualidade, revelada em tudo quanto faz. Pode, mediante esforço da vontade, exprimir, dirigir, e aplicar os anseios mentais e a energia de maneira pruden­

te e progressiva. Devido intensidade da

atividade mental, emocional e física, deve prestar atenção ao regime alimen­ tício e à saúde. E levado da queimar mais energia mental e física do que o homem médio. Ar fresco, luz do Sol, boa circunvizinhança do lar, regime apropriado, repouso e descanso devem capacitá-lo a evitar muitos achaques comuns a pessoas desse temperamento. Este Signo rege a cabeça e o rosto -

é preciso precaver-se contra os resfria­

dos da cabeça a fim de evitar sérias complicações. É preciso dispensar aten­ ção aos olhos, não o sobrecarregando

de trabalho. É necessário cuidar atenta­ mente dos dentes em todas as ocasiões. Há mais possibilidade de afetarem os resfriados os sinus e a garganta do que

o peito. Deve exercer moderação na

bebida e na comida, para não afetar os rins. As doenças, na maior parte, serão natureza aguda e não crônica. Sofrimentos crônicos em pessoas do Signo de Aries resultam, em geral, de simples descuido. Evite tensão mental, emocional, nervosa e física depois dos anos médios da vida. Em geral os nas­ cidos em Áries têm boa constituição física e boas faculdades de recuperação. Parece que há de haver mais de um

caso de am or notável na sua vida.

Emocionalmente, é afetuoso, terno e inclinado a apaixona-se. E extrem am ente sensível em questões amorosas, deve pre­ caver-se contra o ciúme desar­ razoado. Evite dem asiado domínio mental ou emocional sobre o objeto de suas afeições, e a sua vida amorosa tornar-se-á muito

mais feliz e harmoniosa. Há indicação de desapontamentos no amor durante

os primeiros vinte anos e por perto dos

trinta. Há também indicação de incerte­ za e instabilidade na vida do lar e nos negócios domésticos durante a primeira metade da vida, devido à sua natureza

Possui também dentro de si o poder

da inspiração

aventureira. Ama e respeita os parentes, mas deseja que lhe conheçam a perso­ nalidade. Nos últimos anos de vida há de tor­ nar-se mais firme em assuntos que entendem com a vida do lar e questões de família. Deseja ter casa em situação proeminente. Notam-se indicações de considerável amor ao prazer, que se exprime em jogos, esportes, aventuras e viagens. Aprecia grandemente as bele­ zas da natureza. Gosta da leitura e do teatro. E agressivo, enérgico e tem natureza determinada com qualidades que lhe permitem seguir diversas carreiras. Há

de subir na vida gradativa e deliberada­

mente mais do que com espontaneida­ de. A personalidade e a constituição mental do Áries médio habilitam para medicina, direito, ensino, construção, contabilidade, venda - na realidade para muitos gêneros de trabalho que deseje realizar, por ter aptidão natural para organizar e dirigir, podendo-se confiar- lhe incumbência e responsabilidades

importantes. É leal para com o trabalho.

A natureza independente não lhe per­

mite tomar parte em associações, a menos que tenha completa liberdade para fazer t tudo conforme entende. Entre nos negócios por conta própria.

Lembre-se que há de haver ocasiões no princípio em que terá de precaver-se contra o desânimo demasiado fácil.

Há indicações de que será bem suce­ dido em questões de dinheiro. Seria boa

a

capacidade de ganhar, mas inclina-se

a

gastar generosamente. Deseja possuir

o

que de m elhor o dinheiro possa

adquirir, e gastar dinheiro mais para benefício temporário do que permanen­ te. Seu dinheiro, como seu espírito exi­ gem manuseio cuidadoso. Durante períodos financeiros favoráveis da vida, verificará ser vantajoso fazer inversões conservadoras. A natureza aventureira inclina-o à especulação e ao jogo. Talvez não o perceba, mas em tais assuntos inclina-se a trapacear contra si mesmo, devido à própria impetuosida­ de. Conseguirá verdadeira sabedoria quando deixar de aventurar-se, gastan­ do para satisfação de caprichos pes­ soais, fantasia, e impulsos. Seja conser­ vador em assuntos financeiros e o dinheiro cuidará de você. Não há outro caminho a percorrer a fim de alcançar segurança financeira e sucesso. Se fizer inversões evite emissões de especula­ ção e planos de fazer fortuna rápida. E excessivamente leal para com os amigos que considera íntim os, e os apoiará pela força se necessário. Inclina-se a ser generoso para com os amigos íntimos e associados, e os aju­ dará de todas as maneiras possíveis quando estiverem em dificuldades. A atitude geral em assuntos sociais é variável, à parte das amizades. Em cer­ tas ocasiões agrada-lhe reunir-se a grande números de pessoas, mas em geral prefere a companhia de poucos amigos leais. Em sociedade é capas de conseguir respeito e boa vontade por parte de muitos, tendo aptidão para chefiar na própria roda. Possui todas as faculdades e qualidade essenciais, men­ tais, emocionais e físicas que o capaci­ tam para tornar a vida sucesso razoável. Compreenda tais faculdades, a fim de aplicá-las com sabedoria. Cabe-lhe diri­ gir-se e às suas energias para o progres­ so. Preste atenção às próprias deficiên­ cias. Não as receie. Apreenda a conhe- cê-las e procure utilizar as suas ener­ gias construtivamente, a fim de tomar- se senhor do próprio destino e coman­ dante da própria alma, e ficará sabendo qual a verdadeira significação de felici­ dade, êxito e segurança na vida. ^

ABRIL/1997

oifís a s i- AinrcAjíos

F

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Os Cúspides de Aries

Atenção:

Se a data do nascimento não estiver dentro dos cúspides do Signo, não se aplica o que segue. Se a data do nascimento estiver entre 21 e 23 de março

A pessoa será Áries com

tendência Pisces. Os plan­

etas que o regem

são

Marte e Netuno, o que lhe pro­ porciona inteligência excep­ cional, compreensão e originali­ dade. E cautelosa, estudiosa, afável e perfeita em tudo quando faz. É extremamente ambiciosa e esforçada, mas deseja realizar os próprios planos conforme lhe apraz. Ressente-se quando pretendem forçá-la ou com ela interferir. Deve interessar-se pela mecânica e eletricidade. Gosta de dirigir as atividades dos outros. Até certo ponto discordará da opinião pública

geral e sente-se impelida a introduzir novas idéias. Enquanto muitas pessoas considerarem essas idéias como radicais, outras as respeitarão porque revela cor­ agem quem as apresenta. A fim de col­ her o mais que puder da vida, será pre­ ciso dominar a tendência à impaciência e irritação. Gosta de aventura e tem prazer em receber os amigos aos quais demon­ stra lealdade. Está destinado a ter êxito de certa maneira notável por meio de carreira inteiramente diferente daquela em que começou no princípio da vida. • Se a data do nascimento estiver entre 17 e 20 de abril - O indivíduo é Aries com tendências Taurus. Os plane­ tas que o regem são Marte e Vênus. Tem todas as indicações de Áries e pou­ cas de Taurus, o que o torna ardente,

romântico e resoluto. Terá êxito apesar dos riscos mas não cal­ cará aos pés os direitos do próx­ imo. Possuirá temperamento

im paciente e nervoso. Será

dotado de maravilhosos talen­ tos que a princípio não se reve­ larão. Atenderá a cada assunto por sua vez e provavelmente ficará aborrecido quando observar desordem em roda de si. Terá sentimento moral

elevado e será quase inteiramente imune

a pensamentos impuros. Fará tudo quan­

to puder para salientar-se no que empreender. Alcançará êxito, conservan­ do o respeito de parentes, amigos e asso­ ciados em negócios.

OS DECANATOS DE ÁRIES

• Data de nascimento entre 21 e 31 de

março - O planeta pessoal que o rege é Marte, que é duplamente poderoso sob

este aspecto. Marte tende a salientar o lado ditatorial e positivo mais dominante da sua natureza. Manifesta-se a tendên­ cia à irritação e impaciência com o próx­ imo porque os outros talvez não tenham capacidade de pensar e agir tão rapida­ mente. E de grande importância praticar

a tolerância, paciência e compreensão.

Corpo ativo e natureza impetuosa e viva, revela-se no duplo aspecto do planeta

Marte no seu roteiro. É capaz de adquirir

e manter grande volume de conhecimen-

to sem grande esforço. A personalidade será sempre agressiva, independente, temperamento e perseverante. Evite a

tendência a falar demasiadamente mo­ nopolizando a conversa. Embora tenha muitas idéias originais, prefere que out­ ros as executem. Conseguirá os mel­ hores resultados quando lhe permitirem assumir a liderança.

• Data de nascimento entre Io a 10 de

Abril - O astro pessoal é o Sol, conheci­ do como o Governante do Dia. Como dador de vida é o centro do Sistema Solar. O Sol simboliza dignidade, honra

e ambição. Causa grande inclinação para mudança e desejo de reforma. Rege o

orgulho e as ambições pessoais. Conce­ derá boa sorte e contribuirá grandemente para compensar alguns aspectos nega­ tivos do planeta Marte. • Data de nascimento ente 10 a 20 de Abril - O planeta pessoal é Júpiter, conhecido como Deus da Fortuna. Tem influência sobre tendências intelectu­ ais, morais e simpáticas. Júpiter aju­ dará grandemente os aspectos do plan­ eta Marte, eis que simboliza a sinceri­ dade e a honestidade, e induz os seus súbitos a ficarem genuinamente gen­ erosos. Natureza nobre, sempre grata e cortês para com todos, é um dos aspec­ tos favoráveis deste astro. E bem ver­ dade quando se diz Júpiter é mais feliz

e benéfico dentre todos os planetas.

Traz boa sorte e êxito.

As velas na mitologia Cigana - Utilização e suas cores

Muitas pessoas atualmente estão par­ tindo para o Esoterism o, e poucos sabem como usar as velas e para que elas servem. Vamos dar aqui uma pequena ajuda, a fim de que, ao acender a sua vela. você saiba o seu significado. A vela na cor Branca, é muito usada para as pessoas que estão em busca de paz; de equilíbrio espiritual e toda a serenidade. A cor branca por si só signi­ fica a pureza tão esperada entre os humanos. Se por ventura você deseja ajuda, ou está buscando uma evolução, procure acender uma vela na cor Violeta. No entanto, se está buscando um equilíbrio mental, você pode acender uma vela na cor Azul, pois ela lhe pro­ porciona o equilíbrio desejado, como também, é um calmante. Principalmente quando se está com uma enxaqueca, insônia, ou até mesmo com uma peque­

na dor de garganta ou dor de dente, pegue a sua vela na tonalidade azul. e reze, que ela lhe devolverá a paz procu­ rada. Para aqueles que desejam excitação ou estão querendo um pequeno impulso para irem a luta em busca de vitória e sucesso, deve acender uma vela na cor Vermelha, pois essa cor tem o poder de incentiva o espírito no momento de debilidade física. Quando se deseja fazer alguma pedi­ do aos espíritos da natureza, devemos usar uma vela na cor Verde, pois ela é rica em energia telúrica e repousante. A cor verde é muito empregada em pes­ soas que têm problemas cardíacos, pres­ são alta, como também, estão com pro­ blemas de: úlcera, fígado ou com diag­ nóstico confirmado. Você que estuda muito, e às vezes busca um determinado equilíbrio, deve

usar vela na cor Amarela, ela tem uma grande influência, pois a sua cor mental, devolve a energia na área intelectual e principalmente quando se está estudan­ do muito. Para a falta de entusiasmos e otimis­ mo, devemos acender uma vela na cor Rosa. Inclusive ela é calmante e ajuda a combater a asma, febre, bronquite, tos­ ses, deficiências digestivas e outras coi­ sas mais. As pessoas que estão com problemas amoroso, deve acender uma vela na cor Rosa, pois é a cor da paixão e do romance. Essa cor é ligada à afetivida- de em geral e muito utilizada pêlos que estão em busca de amor e amizade. A única cor que não é usada no eso­ terismo ou na magia cigana, é a cor Preta, pois ela está ligada a depressão e às forças obscuras do plano astral infe­ rior.

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O RISAS & A FRÍCANOS

VAMOS FALAR DOS CIGANOS

ABRIL/1997

Nascimento, morte e luto

C omo todos sabem

muito

bem, falar do povo cigano

é realmente algo fascinan­

te, e há coisas que podem e não podem ser falada, por exemplo, falar do nascimento é sem sombra de dúvida uma coisa interessante, por a lista das práticas que envol­ vem o nascimento seria tão longa e diversificada quanto as prece­ dentes, e constituiria mais um

A escolha dos nomes

Para escolher os nomes de seus filhos, havia um estudo profundo, levando em consideração que, os nomes permitia encontrar as regras de transmissão em uso nas regiões onde os tsiganos e ciganos são ins­ talados. Geralmente os nomes esco­ lhidos correspondiam aos santos patronos dos santuários de uma região, como por exemplo: Danilo, Nicolas, Mirko, que situam as ori­ gens tais com o de O lga, Ida, Yochka, Boba, e também como H ipólito, A ngela, P aulínia ou Fernando. Um especialista em etnologia européia, após estudar esses nomes, pode encontrar os lugares de nasci­ mentos dos nômades através deste indício. Outro fato tam bém que deve ser levado em consideração é que, o retalham ento que resulta disto antecipou, no calendário plu- ricu ltu ral, santos à im agem da Europa, do mundo de amanha. No que diz respeito ao sobreno­ me que os ciganos usam, servem apenas para mascarar a identidade no mundo exterior ou para distin­ guir as pessoas, a fim de evitar o caso de homônimos. Entretanto, nos vilarejos da Europa, existe muitos casos de homônimos, por essa razão, a o caso de múltiplos nom es, que são mais freqüentes entre os jovens tsiganos.

inventário de costumes do que de ritos. Nos kalderash, que são origi­ nários da Europa do Leste, as ursitori são três fadas que presi­ dem os nascimentos. A presença das fadas ao lado do berço é encontrada no ocidente em vários romances da idade média, nos quais as três fadas vêm dotar as crianças no seu nascimento.

Essas damas brancas se pare­ cem mais com as decentes diretas dos Parques do que com as três deusas da trindade indiana. (Divindades do destino, identifi­ cadas às Moiras gregas. Elas eram três Clotho, Lachésis e Atropos), traduzido para o latim são: Noma, Décima e Marta, que presidiam sucessivamente o nascimento, a vida e a morte dos humanos.

A morte, o luto e o túmulo

Se a vida claro que haverá a morte e depois da mesma vem o luto, sim, o luto entre os ciganos, é um a coisa

muito rígida, pois eles podem guardar durante um bom período, que chega a

atin g ir até

período mínimo que é de 3, 8, 9 dias ou como já falei de 12 a 15 anos. No tocante ao térm ino do luto, o mesmo pode ocorrer de acordo com a tradição dos tsiganos, e varia entre 6 meses, um ano ou até 3 anos. Os tsi­ ganos vindo da Europa Central, tem um costumes muito interessante, eles queim am as roupas do defunto e

todos os seus bens, mais outras tribos têm o costume de distribuir as roupas aos membros da família. Os ciganos catalãos e espanhóis, aderem o luto fechado costum eiro nos países lati­ nos, m andam rezar m issas para o morto e as mulheres se vestem de preto. De uma maneira geral, os ritos que seguem à morte, nas sociedades tradi­ cionais, são estreitam ente ligadas idéia da vida além da morte, conse­ qüentemente à idéia da alma. Os ritos funerários diferem de um grupo para outro, de um região à outra, eventual­ mente de um grupo, de uma família para outra e podem variar muito rapi­ damente no tempo. Os ritos funerários chamados de pomána. é atribuído as mesmas fes­

mesmo nome, pom ána,

tas, com o

15 anos, ex istin d o

um

aos romenos. Num grupo de tsiganos valaqu es o escrito r D .W .Pickeít,

m enciona sim plesm ente como uma

festa para o morto. Já J.P.Liégeois e F. de Vaux de Foletier, em 1971 e

1983, respectivam ente, descrevem

como refeições rituais que geralmen­ te acontecem três, nove, quarenta

dias

após a morte.

Em síntese, o pomána é um con­

junto de ritos funerários muito com­ plexo que foram estudados nos cam­ poneses rom anos pelo m usicólogo

C .B railoiu. A lgum as das práticas

desse sistem a rom eno tradicional, está: o barquinho com a vela sobre a água, a escolha das velhas pobres, a oferenda da água, encontradas em alguns poucos tsiganos vindo dos meios turco-valaques, são apresenta­ das, há mais de sessenta anos, como sendo ritos funerários comuns a todos os tsiganos e ciganos. No tocantes aos túmulos, em que, muitos são verdadeiras casa, os m es­ mos são freqüentemente imponentes, até mesmo suntuosos, confirmam a crença em outra vida que tem ciúme da alma que mora nesta última resi­ dência: a única bem ancorada e enfei­ tada, onde as missivas e as fotos são, freqüentemente, em muitas famílias, os únicos documentos. ■

Bibliografia consultada “Os Ciganos, de Nicole M artínez”-

ABRI1/1997

ofífSAS 6

¿

f r íc a n o s

Como comprar sem sair de casa!

DISK SANTO

258-1 573

“A sua loja por telefone”

ARTIGOS RELIGIOSOS:

• Nacionais e Importados • Vestimentas do Santo • Animais

Tudo o que você precisa de sua lista de compras sem sair de casa. Entrega gratuita. Qualidade comprovada. Ligue já!

29

Atenção Nação Candomblecista. “Mais que um negócio, um serviço”

A cada dia que se passa, notamos que pessoas interessadas buscam a facilidade, a responsabilidade e

uma modo fácil de bem servir. Atualmente as coisas estão de uma certa m aneira difícil para todos, e muitas vezes como diz a frase inglesa “Time is money” ou seja: Tempo é dinheiro! Foi pensando nessa frase, que surgiu no mercado já há algum tempo, um ser­ viço que está revolucionando o merca­ do, oferecendo uma facilidade fora do comum, e está deixando o povo-do- santo satisfeito com a sofisticada presta­ ção de serviço. Disk Santo! Mais o que vem há ser isso? E para nos contar o que é esse tipo de serviço, é que nossa repor­ tagem procurou Eduardo Ferreira, o Diretor Comercial do Disk Santo. OA - Como surgiu a idéia do Disk Santo” EF - Os seus idealizadores são prati­ cantes desde 1978, com raiz na Umbanda e hoje, candom blecistas atuantes. Sentiram na própria pele o que era efetuar uma compra de artigos reli­ giosos para a realização de suas oferen­ das, trabalhos e obrigações. D aí a necessidade de um serviço moderno e competitivo que excluísse o tempo perdi­ do com congestionamento, trânsito, pro­ cura, espera, estacionamento, etc. OA - Como fazer para comprar no Disk Santo? EF - A partir de agora, o cliente não precisará mais se deslocar de sua casa e ir a uma ou mais lojas, você se basta ele ligar para 258-1573, e toda a sua lista será satisfeita integralmente e com uma grande vantagem, a mercadoria será

entregue gratuitamente em sua residência. OA - Geralmente, o comprador deste segmento do mercado está acostumado a procurar, pechinchar em várias lojas, buscando economizar ao máximo. Qual a estratégia montada pelo Disk Santo, para reverter esta prática? EF - O fato é que nossa empresa efe­ tua esta pechincha para o cliente, com uma diferença, junto aos principais for­ necedores do setor. Em conseqüência, costumamos dizer que não temos “com­ pradores” e sim, clientes que confiam em nosso serviço e preço. Alguns, inicialmente, até fizeram orçamentos para comparação - o que sempre aconselhamos, pois é uma práti­ ca saudável - e tiveram uma grata sur­ presa. Experimentem!!! OA - Qual o segredo deste sucesso? EF - Somos obstinados por preços cada vez mais baixos. Nossa negociação com osfornecedores é direta e o trabalho é árduo, mas o resultado é compensador para os nossos clientes. Pois trabalhamos com margem mínima de lucro a fim de sermos competitivos no mercado. OA - De zero a dez, qual o grau de dificuldade encontrada na estrutura e funcionamento do serviço? EF - E difícil uma resposta objetiva a esta pergunta. O importante não era criar um serviço inédito e sim, um servi­ ço sério e de responsabilidade como o nosso culto merece. A nossa margem de erro deveria girar em tomo de 0% - zero por cento -. Certamente a satisfação alcançada é fruto deste intenso trabalho preliminar. OA - Que tipo de problemas enfren­

taram

e\ou enfrentam atualmente?

EF - A pergunta é interessante. Inicialmente o Disk Santo se responsabi­ lizava por entregas de animais e confec­ ções de roupas, o que causou-nos alguns problemas. Hoje, continuamos oferecen­ do o serviço de forma mais profissional, recorrendo a terceirização. O problema era encontrarmos parceiros que comun­ gassem com nossa filosofia de trabalho,

o que hoje é realizado.

OA - Além do atendimento pelo tele­

fone, de que form a o povo-do-santo de

um modo geral, pode

co m p ra r pelo

Disk Santo? EF - Basta enviar a lista de comprar

- com antecedência -, para: Disk Santo -

Caixa Postal n° 25.073 - Rio de Janeiro

- Brasil - CEP 2552970 - Envie endere­

ço e telefone de contato - se tiver -, e

fazemos o orçamento de sua lista, sem compromisso. OA - O Disk Santo oferece alguma

opção de pagamento?

EF - Sim! O Cliente por efetuar o pagamento à vista ou pêlos cartões de crédito VISA ou CREDICARD/MAS- TERCARD.

Para finalizar, qual a diferença

do Disk santo em relação a um a loja aberta que também realiza entrega?

EF - Como praticamente não traba­ lhamos com estoque, o que interessa aos nossos fornecedores não é a compra que efetuamos, e sim, o volume de nossas vendas. Só compramos o que vendemos. Praticamente as lojas convencionais de artigos religiosos, estão conglomeradas

e realizam uma concorrência entre si -

no varejo -. Esta é a diferença básica.

OA -

30

ò íísàs (:■miemos

ABRIL/1997

Tata-de-lnkice Tiãozinho D'Oxóssi

confirma O gãs, Ekédi e

lyá Laxe

Axogun Carlos recebe obrigação de 7 anos

I lê de Oxóssi, do Baba­

lorixá Tiãozinho, que

fica localizado na Rua

Delfos - Curicica - Jacare- paguá, viveu no período de 18 a 20 de janeiro, uma grande movimentação. Na noite do dia 18, foi come­ morada a obrigação de 7 anos do Axogun Carlos, como também, foram con­ firmados os novos Ogãs da casa, que são: José Ricar­ do de Exu e Vicente Ju­ nior de Ogun; Ekédi Cu­ ca de Oxumarê e lyá La- xé Laiza de Ewá. Uma festa deste porte, tem que haver muita orga­ nização, em razão de ser muito complexa, pois há vários momentos diferentes, por causa das modalidades das solenidades. O zelador e toda a sua equipe, trabalham muito nesse período, tendo em vista que, no dia da festa irão receber inúmeros convidados, por esse motivo, tudo tem que estar nos conformes.

• As grandes presenças - Nessa noite, nossa equipe de reportagem constatou que estiveram presente em casa de Tiãozinho, entre filhos da casa e convi­ dados, as seguintes pessoas: Rosângela de Iansã, mãe do Ogã Vicente Junior Sônia da Oxun, Axogun Pedrinho de Xangô, Ekédi Sônia de Oxalá, Ogã Luiz Henrique de Ogun, Peji-gã Eurias de Oxalá, Ogã Hélio de Exu, Axogun Ururai de Oxóssi; lida de Iansã, Ekédi Jaciara de Xangô, lyá Laxe Janaina da Oxun; Axogun José Maria de Xoroquê; Lurdes de Oxumarê; Elizabete de Ogun, M árcia de Yemanjá “K a iá ”; Ogã Amauri de Oxóssi, Ana Cosme de Ogunjá; Ogã Edivaldo de Xangô; Kely Kristina de Oxóssi, Maria de Fátima de Ossâim; Janaina de Iansã, Luiz de Oxalá, Marcos de Obaluaiê, Virgínia de Oxumarê, Axogun Antônio Vaz de Yemanjá, Natalina de Iansã, Axogun Delson de Exu; Juraci de Oyá, Lurdes de Obaluaiê, Cilmar de Xangô, Carlos de Oxóssi, Adriana de Ossâim, Tatiane

de Nanã, Valmir de Oxóssi, Rosana de Iansã, Valéria da Oxun, Ana Paula de Bessém, Mateilli de Omolu, Alexandre de Logun, Virgínia de Yemanja, Marilda da Oxun, Reuíse de Iansã, Axogun Roberto de Oxaguiã; Olivia de Oba­ luaiê, Ekédi Aparecida de Ewá, Carla Mordokh Dassa, de Iansã, responsável pela confecção das roupas usadas, tanto pêlos Ogãs, Ekédi, lyá Laxe e pelo Axogun Carlos; Lídia de Oxumarê e Ana de Oxalá.

• Tiãozinho não é Babalorixá e sim

Tata - Tendo em vista que, Tiãozinho foi feito na nação Angola, o mesmo merece ser chamado daqui pra frente não de Babalorixá e sim, de Tata-de-lnkice Tiãozinho D ’Oxóssi, título que o mesmo merece muito bem, pois, no desenrolar da festa, pudemos ver o seu alto grau de sabedoria dentro da sua nação.

• As entradas marcantes - Eram apro­

ximadamente 01:50 hs, quando ocorreu a primeira entrada no salão, dos Ogãs, da Ekédi, da lyá Laxe e do Axogun Carlos de Oxóssi, que recebeu a sua obrigação de 7 anos. Essas entradas ocorreram várias vezes, tanto dos que foram confir­ mados quanto ao Axogun, e em cada

entrada, os mesmos usavam um traje

diferente, como também, atenderam a ordem do Ta­ ta para que fizessem o tra­ dicional Ingorossi. Quando isso ocorreu, vários filhos da casa e alguns convida­ dos, viraram em seus In- kices. Nessa ocasião, os Inkices que estavam no salão, tomaram o tradicio­ nal rum e depois foram desvirados.

• Novos Iaôs dão o se

M orunkô - Antes que fosse realizada as tradicio­ nais saídas dos novos iaôs, foi feito um pequeno inter­ valo a fim de que, os filhos da casa e os convidados, pudessem respirar e reali­ zar alguma necessidade. Mais tarde, o candomblé seguiu o seu curso normal, finalmente chegamos ao momento das saídas dos novos iaôs - Oxóssi e Obaluaiê - e as 04:45 hs a Ialorixá Angela Priscila de Exu, solicitou que o Iaô de Obaluaiê pronunciasse o seu Morunkô; Depois, a Ialorixá Rita de Iansã, solicitou o de Oxóssi. Ao ser pronunciado os Morunkô, houve o que todos nos já sabemos, várias pessoas viraram em seus orixás, mostrando desta forma, o testemunho da feitura dos novi­ ços. Depois desse ato, houve a saudação tradicional, e os Iaôs foram recolhidos a fim de trocarem as suas indumentárias, para quando retornarem ao salão toma­ rem rum. Enquanto isso, o candomblé prosseguia e os Ogãs cantavam para os Inkice que estavam no salão, aguardando o retorno dos novos Iaôs. Ao retomarem ao salão, pudemos ver o bom gosto e à simplicidade, nos para­ mentos usados pêlos noviços, e momen­ tos depois, os Ogãs começaram a cantar os Orikis e os Inkices tomaram então o

rum tão esperado. Foram momentos bonitos e que de fato ficará na história das festas ocorridas em casa do nosso Tata-de-lnkice Tiãozinho D ’Oxóssi, e entrará para os anais do Candomblé no Estado do Rio de Janeiro. ^

ABRIL/1997

Tiãozinho realiza procissão e festa em louvoi à Oxóssi

omo acontece anualm ente, o Tata-de-Inkice Tiãozinho de Oxóssi, realizou mais uma vez,

a tradicional procissão em louvor a seu Pai Oxóssi. Há vários anos esse ato é realizado

pelo zelador em questão, e conta sem­ pre com o apoio de seus filhos-de-santo

e da comunidade de Curicica - Jacare-

paguá. A procissão percorreu várias ruas do bairro e depois retornou ao Reino de O xóssi, após a sua chegada, foi rezada uma santa missa em louvor a São Sebastião, com a presença de todos os participantes. Durante a cele­ bração da missa, Tiãozinho e vários filhos seus puderam receber a santa hóstia. Este ano a mesma foi celebrada pelo M onsenhor Nagui - da Igreja Ortodoxia - Paróquia de São Sebastião

e São Jorge, que fica localizada no bairro de Curica.

• Toque em louvor a Oxóssi - Termi­

nada a missa, houve o tradicional toque de candomblé, em louvor a Oxóssi, que

é o patrono da casa. Quando o mesmo

chegou e adentrou ao salão, houve uma grande salva de fogos de artifícios. Depois de ter recebido a justa e mereci­ da homenagem, por parte dos Ogãs da

casa, que não pouparam cantigas, o Orixá iniciou a sua despedida, deixando mais uma vez uma doce e terna lem­

ORISAS [:■ AFRICANOS

brança. Como parte da comemoração, foi oferecido aos presentes um lauto jantar, regado a cerveja e refrigerante.

• Minha boa ação - Depois da festa religiosa, é sempre bom batermos um papo descontraído com o zelador, a fim de sabermos um pouco de sua vida par­ ticular, pois existe pessoas que gostam de por pra fora as suas idéias e seus ideais. No dia 20 por exemplo, ficamos sabendo que o Tata Tiãozinho de Oxóssi, tinha em mente construir um grande asilo para pessoas velhas como também, um orfanato. Esse fato ainda não ocorreu, salientou Tiãozinho, por­ que existe muitas coisas que têm de ser efetuadas, há muitas exigências por parte do governo, e isso fica caríssimo, eu já solicitei de meu advogado, que tomasse umas providências, mais ele veio com uma lista tão grande que eu achei melhor fazer o que venho fazen­ do, que é distribuir mensalmente 150 cestas básicas para as pessoas caren­ tes, que são rigorosamente cadastradas; trazer crianças de orfanato e dár a elas roupas, café da manhã, almoço, lanche, jantar, brinquedos, passeio etc. Acredito, prosseguiu Tiãozinho, que fazendo essa caridade, estarei sempre ajudando à alguém, e praticando uma boa ação, porque, construir um orfanato dos moldes que eu tenho em mente, é muito difícil.

31

•A grande festa de Maria Navalha - Mais um ano, mais um mês, mais um dia. A Maria Navalha tomou a liberda­ de de convidar aos amigos, clientes e filhos-de-santo, todos aqueles que fazem parte do dia a dia, dentro do ritual espiritualista, para participar da sua festa que será realizada no Sábado de Aleluia - dia 29 de março de 1997 - às 23 horas, na Rua D elfos na 14 - Curicica - Jacarepaguá. Temos que lembrar de tudo nesse mundo, que as crianças de hoje, são os idosos de amanhã; não adiante olhar só para um, senão não teremos o outro. Pois se não fossem os idosos, não teríamos o adulto para cuidas da criança e se não fosse a criança; não teríamos o adolescente, o jovem e o velho; portan­ to, nós temos que agradar o início, o meio e o fim. Como agradar? Os jovens de hoje, são o meio; então, temos que cuidar do início que são as crianças e dos melho­ res momentos para o resto das suas vidas; que são os idosos.

Esu ma se mi omo elomiran A xé Esu M ojubá Baba mim axé Exú não me faça mal No filh o do outro Meu respeito. Exu forças m

32

ÒRÍSÀS & ftPItCftUOS

ABRIL/1997

Marilza de Odé recebe o seu Deká

D epois de mais de

33 anos de feita no

santo, Marilza de

Odé, que foi iniciada em

11 de jan eiro de 1964,

pelo Babalorixá Jarami- deu O òsààlüfáà “Oxa- lufã”, conhecido no Par­ que José Bonifácio - São João de Meriti - RJ, como João Baiano, pode rece­ ber o seu Deká e o seu Irukèrè, símbolo sacer­ dotal, das mãos do Baba­ alááwo Ifá Bumin do

Ogun States - Abeokuta - Nigéria.

• Quem foi seu pri­

m eiro zelador - João

Baiano, era filho de Maria Julia - Salvador- BA, faleceu em 20 de

janeiro de 1972; com o seu falecimento, Ifá determinou que a herdeira do Axé seria Iyá Jacira

D ’Osun, atualmente com o Ilê Axé no

Parque Flora em Miguel Couto - Nova

Iguaçu - RJ.

• Meus Agradecimentos - Após o tér­

mino de sua festa, nossa reportagem procurou a anfitriã, a fim de saber como ela se sentia e se desejar fazer

algum agradecimento, e com o seu sor­ riso a mesma enfatizou:

Eu não poderia deixar neste momen­ to de agradecer as pessoas que, durante esses 33 anos de santo, me passaram inúmeros conhecimentos, tornando-se assim, o verdadeiro Axé recebido, e essas pessoas fazem parte de minha vida dentro do santo, entre elas estão:

Mãe Yinhá de Nilópolis, zeladora de

minha mãe carnal e que me

criou; Tio C láudio

de

M

uqui

das

Alm as

de

Realengo; Joãozinho da

Goméa; D idi de Iansã; Bocuiu de O ssâin; Ne- zinho de M uritiba; Mãe Gaúcha do Bate Folha; Ogã C aboclo Venta de Axé, do Bogun; Djalma de Lalu, da nação Jeje

M ah i; Z é M auro D ’0 -

xóssi, do Pantanal; Ekédi

Angelina, do Pantanal; Carlinhos P eji-gã da Oxun. Quero deixar aqui tam­ bém testem unhado, os mais profundos agradeci­ mentos aos meus amigos:

Gilberto Freire “Gilberto de E x u ”; D oda A k esi

D ’O ssâin, de P iritu ba;

Aderm ã de Iansã, de Jacarepaguá; Mãe Dalva de Iansã, do Gantois (Lar Santa Barbara); Baba- alááwo “B abalaô” José Eduardo Fonseca Junior; Babaalááwo Jorge Buda (a quem eu agradeço por ter me ajudado a fazer meu enxoval de Exú a Oxalá); Paulo da Pavuna; Gina de Oyá; Mãe Neuza, da nação Jeje Mahi; Pai M iúdo, da nação Jeje M ahi;

minha Mãezinha Criadeira, lyakunle -

D iretora da FITACO - Federação

Internacional das Tradições aos Cultos dos Òrisàs; meu Pai Pequeno Babaalááwo “Babalaô” King “Adesi-

n a ”- fu n dador do Centro Cultural

Odudúwà; Ao seu Desuelo,- com seus

80 anos de idade e iniciação em Ifá - pelo seu carinho, pela sua humildade, pelo seu amor e sua dedicação; ao Babalorixá Plínio de Vargem Grande;

a Iyá Neide de Arujâ; aos meus filhos, clientes e amigos, que compareceram ao Saara de Odé Ireó.

• Agradecimento especial - Em espe­

cial, quero deixar patenteado os mais

profundos agradecim entos, ao meu

atual zelador Babaalááwo Ifá Bumin do Ogun States - Abeokuta - Nigéria, possuidor do mais alto grau de que um Babaalááwo pode alcançar na Africa, pois de suas mãos pude receber o meu Deká e o meu Irukèrè, símbolo do meu sacerdócio.

HBRI1/1997

PÁGINA DA

MULHER

OIHEAE í'r A FRÍCANOS

33

/tose D ’Dangbé

Dias não-férteis para qualquer ciclo menstrual

U ns dos temas

mais discutido

e no

atualm ente no B rasil

mundo, é o controle da nata­

lid ad e. Em alguns p aíses ex iste

m edidas drásticas a fim de que a

população não cresça em demasia.

M as o que nos interessa mesmo é

saber como nós mulheres poderemos evitar uma gravides, pois sabemos muito bem que existem vários m éto­

dos - tabelinha, anticoncepcional e

a fam osa cam isinha -, no entanto,

existem inúm eras m ulheres que ainda não sabem ou não gostam de usar esses preservativos. Tem pessoa que não pode usar pílula de qualquer tipo; outra não se adapta com o anti­ quado diafragm a, pois às vezes causam cistite. Há m ulheres que tem o período menstrual, bastante regular, que é de 28 em 28 dias, em às vezes não sabem como ter relações sexuais neste perío­ do, e aqui vai uma pequeno método se for usado corretamente, caso negativo poderá ter algum risco.

• O vulação - A época em que a

mulher pode engravidar - ocorre, em média, 14 dias antes da menstruação seguinte. Num ciclo de 28 dias, signi­ fica que a ovulação ocorrer no meio do ciclo, ou seja, no 14° dia. Por medi­ da de segurança, devemos acrescentar ou diminuir quatro dias a este número:

14 + 4 = 18 -14 - 4= 10

Por esse cálculo minhas amigas, o período fértil fica entre o 10° dia e 18° dia. E sendo assim, do 1° ao dia, vocês estarão livres para ter relações sexuais, assim como a partir do 18° dia do ciclo.

Ogino

(japonês) e Knaus (austríaco) é 90% segura em mulheres com menstruação regular (sem atrasos ou adiantamen­ tos) e que obedecem direitinho à tabe­

la de dias férteis e não férteis. Um

descuido ou uma conta errada pode significar uma gravides não deseja­ da.

• Tabelinha ou m étodo de

• Sinal de Beelings - A margem de

28

23

1° até 4odesde 16°

segurança sobe para 95% quando a

31

30

1° até 11° desde 19°

mulher passa a observar o sinal de

28

22

até 3 odesde 16°

Beelings, que caracteriza a época da

31

29

1° até 10° desde 19

ovulação. O sina de Beelings é um

27

27

1° até 8odesde 15°

muco cervical elástico, uma secreção

31

28

1° até 9odesde 19°

viscosa de cor parda ou clara, seme­

27

26

1° até 7odesde 15°

lhante à clara de oco, e é percebida

31

27

1° até 8odesde 19°

pela mulher quando ela se enxuga com

27

25

1° até 6odesde 15°

o papel higiênico.

31

26

1° até 7odesde 19°

Esse sinal dura aproximadamente

27

24

1° até 5 odesde 15°

de 4 a 5 dias e, quando desaparece,

31

25

1° até 6odesde

19°

indica que a época da ovulação termi­

27

23

até 4 odesde 15°

nou, que a mulher saiu do período fér­

31

24

1° até 5 odesde 19°

til. Algumas mulheres, além do sinal

27

22

1° até 3 odesde 15°

de Beelings, sentem uma pequenina

31

23

1° até 4° desde

19°

cólica quando a ovulação tem início.

26

26

1° até 7odesde 14°

Outras notam que, com o sinal de

31

22

1 °até 3 odesde 19°

Beelings, aparece também uma estria

26

25

1° até 6adesde 14°

de sangue.

30

30

1° até 11° desde 18°

26

24

1° até 5 odesde 14°

TABELA DE DIAS ESTÉREIS

30

29

1° até 10° desde 18°

26

23

até 4 odesde 14°

Considere L o intervalo mais

30

28

1° até 9 odesde 18°

longo entre as menstruações do ano

26

22

1° até

3odesde 14°

passado e C o intervalo mais curto

30

27

1° até 8 odesde 18°

25

25

1° até 6odesde 13°

L

C

dias estéreis

 

30

26

1° até 7odesde 18°

 

25

24

1° até 5odesde 13°

32

32

1° até 13° desde 20°

30

25

1 ° até

6odesde 18°

29

27

1"até 8 odesde 17o

25

23

até 4 odesde

13°

32

31

1°até 12° desde 20

30

24

1° até

5° desde 18°

29

26

1° até 7odesde 17°

25

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até 3 odesde

13°

32

30

1° até 11° desde 20

30

23

até 4 odesde

18°

29

25

1° até 6odesde 17°

24

24

1° até 5odesde

12°

32

29

1°até 10° desde 20

30

22

1° até 3odesde

180

29

24

1°até 5° desde 17o

24

23

1° até 4odesde

12°

32

28

1° até 9odesde

20

29

29

1° até

10° desde 17°

29

23

1" até

4 odesde

1 7o

24

22

até 3 odesde 12°

32

27

1° até 8odesde 20

29

28

até 9 odesde 17°

29

22

1° até 3 odesde 16°

23

23

até 4 odesde 11°

32

26

1° até 7odesde 20

 

28

28

1°até 9odesde 16o

32

25

1° até 6° desde 20

*

Tabela publicada originalm ente

27

27

1°até 8odesde 16o

na Enciclopédia M édica do Lar, Vol.

32

24

1° até 5 odesde 20

1

- Editora M elhoram entos - e se­

28

26

1° até 7odesde 16°

gundo a qual uma m u lh er sadia

32

23

até 4 odesde 20

pode ter idéia dos dias mais seguros

28

25

1° até 6odesde 16°

para manter relações sexuais e não

32

22

1° até

3odesde 20

engravidar. Os dias indicados são

28

24

1° até 5 odesde 16°

contados a partir do prim eiro dia

31

31

1° até

12° desde 19°

da menstruação.

34

Kelly

Kriztina

' .

No Caderninho da Kriz

Sepultamento não é festa

Existe pessoa que gosta mesmo de aparecer. Quando foi realizado o sepul­ tamento do Doté Luiz de Jagun, teve uma filha de Iansã, - que não é filha da casa - que compareceu no Ilê de São Bento, parecendo que ia mesmo par­ ticipar de uma grande festa. Vestiu a sua baiana mais linda, colocou as suas contas e suas altas orelhas. C laro não é! Foi observada pela m aioria dos presentes, que na boca pequena começaram a criticar o seu traje. Acredito mesmo que essa pessoa, deveria saber que o traje usado para esse tipo de cerimônia, é o mais sim­ ples possível, ou seja, roupa de ração. Agora: Quando for realizado o sir- rum, veja se se manca, e vá apenas de roupa de ração, a fim de não ser criti­ cada novamente pelos seus mais velhos.

o

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ABRIL/1997

■ Falecimento - É com tristeza e pesar que comunicamos aos nossos leitores, o falecimento do Mejitó Clementino de Bessém, ocorrido no dia 13 de fevereiro de 1997. Clementino era filho de Seu Zezinho da Boa Viagem. O seu falecimen­ to tomou de surpresa todos os seus irmãos, Mejitó Clementino era uma pessoa por demais estimada dentro da Nação Jeje Mahi e a companhia fiel do Doté Nelson de Azansu, pois o mesmo fazia parte no seu programa levado ao ar pela Radio Maná Solimões às terças-feiras. ■ Quem também nos deixou no dia 16 de dezembro de 1996, foi o Babalorixá Joel de Ogum. Joel, tinha o seu barracão localizado à Rua Rita Batista, no km 40 da Estrada Rio-São Paulo - Campo Lindo.

Se você não sabe! O melhor é ficar de boca fechada - Olha! Foi um verda­ deiro vexame. Uma determinada senhora da Umbanda deveria ficar calada, ou apenas prestar a sua homenagem dentro do seu ritual, - Umbanda - cantando o hino da umbanda e enaltecer a figura do finado Luiz. Agora, cantar - ônixê aauurê. é demais. Isso não se canta dentro do Kalundu. O pior de tudo, é que teve gente virando no santo. Essa é demais, e eu que estava bem afastada quando vi aquilo não acreditei. Teve gente da antiga que criticou e disse:

Há! É ela! só podia ser ela! É colori, só pode ser colori.

Eles estão rindo de que? - Não sei não! Eu tenho até

m edo de falar, m ais não

m om entos que as pessoas têm que se mancar, porque senão, outros sem sombra de dúvida alguma irão comen­ tar, e esse com entário por certo não será nada de bom.

posso ficar calada. E xiste

Vejam as fotos acima, elas estão representando o que?

Será que

expressões fotográficas? E porque tanta cervejada? Beberam na verdade o defunto. Agora! Eu gostaria de saber o porque de tanto riso, pra poder rir também. Por certo estão lembrando do finado; de suas brincadeiras;

das piadas da Chica Xoxa ou será porque

depois do sepultam ento haveria m otivo para as

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ABRIL/1997

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ê AFRICANOS

■ Zerim “Axexê” Sirrum pra ninguém botar defeito - Quando me contaram eu não acreditei! Mas onde há fumaça existe fogo; O povo aumenta mas não inventa! E até agora ainda estou de queixo caído. Vai ser uma coisa pra ninguém botar defeito mesmo. Primeiro o preço R$ 15.000,00; Depois a comedeira, 100 Kg de camarão; 30 caixas de bacalhau e por último 50 caixas de cerveja. Agora! Quem é que vai pagar essa conta?

■ Compre o seu Alaká - Você que

g o sta

de u sar Alaká,

com

pano

Africano legítimo, chegou a sua

grande oportunidade, pois a Ialorixá Omindarewá, está vendendo pano para confecção de Alaká, pelo menor preço da praça. Ligue hoje mesmo

679-1755

Olha! Eu juro que vi! Tem cada pano de cair o queixo

■ Bate-Folha “Kupapa Unsaba”

em festa - Será realizado no próximo

dia 20 de abril, às 22 horas, a gran­

de festa em homenagem aos 50 anos de v id a re lig io s a de Mamètu

Mabeji. Rua Edgard Barbosa, 26 -

Anchieta - RJ -

Ref. Igreja N.S. de

Nazaré.

■ A grande festa de Maria Nava­

lha - M ais um ano, M ais um m ês,

m ais um d ia. A Maria Navalha

tomou a liberdade de convidar aos am igos, clientes e filhos-de-santo, todos aqueles que fazem parte do dia

a dia, dentro do ritual espiritualista,

para participar da sua festa que será

realizada no Sábado da Aleluia - às

-

Você que

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