Sie sind auf Seite 1von 35
GUIA de IDENTIFICAÇÃO dos CANÍDEOS SILVESTRES BRASILEIROS Valdir A. Ramos Júnior - Cecília Pessutti -
GUIA de IDENTIFICAÇÃO dos CANÍDEOS SILVESTRES BRASILEIROS Valdir A. Ramos Júnior - Cecília Pessutti -
GUIA de IDENTIFICAÇÃO dos CANÍDEOS SILVESTRES BRASILEIROS Valdir A. Ramos Júnior - Cecília Pessutti -

GUIA de IDENTIFICAÇÃO dos

CANÍDEOS SILVESTRES BRASILEIROS

Valdir A. Ramos Júnior

-

Cecília Pessutti

-

Cleyde A. F. S. Chieregatto

Agradecimentos

Agradecimentos Para a realização deste primeiro trabalho, ainda por mais simples que seja, contamos com o
Agradecimentos Para a realização deste primeiro trabalho, ainda por mais simples que seja, contamos com o

Para a realização deste primeiro trabalho, ainda por mais simples que seja, contamos com o auxílio de diversas pessoas e instituições. Por esta razão, gostaríamos de agradecer a todos que participaram de alguma forma e em especial:

- À Fundação RIOZOO, ao Zoológico Municipal Quinzinho de Barros e ao Zoológico Municipal de São Bernardo do Campo, por terem cedido seus profissionais para a elaboração deste Guia;

- À Associação Pró-Carnivoros, pelo envio de informações e fotografias;

- Aos amigos Adriano Gambarini, Márcia Chame, Márcia Mocelin, Gabriella Landau-Remy, Maria Renata Pitman e Raquel Von Hohendorff, pela cessão de fotografias;

- Aos integrantes do Grupo de Trabalho de Canídeos / GTC.

- A Gabriella Landau-Remy pelo apoio durante a elaboração do guia e compilação das informações,

- Ao companheiro Valme de Almeida, pela revisão dos textos, a Danielle Craveiro pela compilação dos dados,

- À Sociedade de Zoológicos do Brasil, a partir do Fundo para Publicações, que patrocinou o Guia de Identificação dos Canídeos Silvestres Brasileiros.

Ficha Catalográfica

599.74442 Ramos Jr. Valdir de Almeida

Guia de Identificação dos Canídeos Silvestres Brasileiros / Valdir de Almeida Ramos Jr., Cecília Pessutti, Cleyde Angélica Ferreira da Silva Chieregatto - Sorocaba, JoyJoy Studio Ltda. - Comunicação Ambiental, 2003. 35 páginas: 32x20 cm / Formato digital

Inclui bibliografia 1. Guia, 2. Identificação, 3.Carnivoros, 4. Canídeos, 5. GTC I. Ramos Jr, Valdir de Almeida II. Pessutti, Cecília III. Chieregatto, Cleyde Angélica Ferreira da Silva

Carnívoros Canídeos Família Canidae no Mundo Família Canidae no Brasil GTC - Grupo de Trabalho

Carnívoros

Canídeos

Família Canidae no Mundo

Família Canidae no Brasil

GTC - Grupo de Trabalho de Canídeos

Identidicação de Animais

Biometria

Guia de Biometria

Dados Biométricos

Ficha de Observação

Status Conservacionista Censo de Canídeos da SZB - Sociedade de Zoológicos do Brasil

Studbook

Studbook - Lobo Guará

Studbook - Cachorro do Mato Vinagre

Lobo Guará - Chrysocyon brachyurus

Cachorro do Mato - Cerdocyon thous

Cachorro do Mato de Orelha Curta - Atelocynus microtis

Cachorro do Mato Vinagre - Speothos venaticus

Raposa do Campo - Lycalopex vetulus

Graxaim do Campo - Pseudalopex gymnocercus

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Endereços dos Integrantes do Grupo de Estudos de Canídeos

Créditos das Fotografias da Capa

Informações para a aquisição do Guia

Organização

CARNÍVOROS

CARNÍVOROS A ordem carnívora compreende duas sub-ordens: os Contudo, existe uma tendência convergente em evoluir da

A ordem carnívora compreende duas sub-ordens: os Contudo, existe uma tendência convergente em evoluir da

carnívoros aquáticos ou Pinnipedia e os carnívoros

terrestres ou Fissipedia,

classificados como uma ordem própria. pelos Canidae, alguns Viverridae e alguns Mustelidae. Apresentam os dedos do membro anterior prefencialmente

forma de cursor para a condição de semiplantígrado, que culmina no tipo de locomoção digitígrado exemplificado

que

são

freqüentemente

Os carnívoros terrestres são classicamente divididos

com unhas ao invés de garras retráteis.

em dois grupos: Arctoidea, que inclui civeta, mangusto, hienas e gatos, e Canoidea, um grupo heterogêneo que A evolução do comportamento social exibe muitos

abrange os demais carnívoros terrestres. contrastes interessantes. Os carnívoros menores e noturnos são solitários, exceto no período de acasalamento

Muitas são as características anatômicas que distinguem os carnívoros, entre elas a forma, número e arranjo dos dentes. Os quartos pré-molares superiores e os primeiros molares inferiores são denominados carnassiais e funcionam como tesoura, possibilitando a quebra adequada dos alimentos. Segundo Eisenberg (1981), os carnívoros modernos mantiveram uma forte tendência para um

sistema digestivo simples e uma dentição conservativa. canídeos, tais como Canis aureus e Canis mesomelas,

o

filhote do ano anterior pode permanecer com os pais e auxiliar em vários aspectos no cuidado da próxima cria.

De modo geral, os carnívoros atuais mantiveram a utilização do sistema olfatório como a principal via de

captação de informação sensorial, sendo esta via de menor Os carnívoros sofreram uma rápida dispersão inicial,

importância para os felinos. Estes animais apresentam grande variedade de adaptações reprodutivas e grande

variação no tamanho relativo do cérebro. de muitas áreas do mundo, exceto Austrália e Nova Zelândia.

Muitos membros dessa ordem são plantígrados, isto é, colocam a sola do pé inteiramente no chão quando andam.

sendo que as linhagens foram bem diferenciadas no Eoceno e Oligoceno. Carnívoros de diferentes espécies são próprios

e durante a manutenção da unidade fêmea-filhote. Porém, m u i t o s c a r n í vo r o s d e s e nvo l ve ra m m e c a n i s m o s comportamentais que promovem a sociabilidade. Tem sido observada uma tendência entre os canídeos de formarem pares monogâmicos durante o cuidado dos jovens. Freqüentemente, os machos auxiliam a fêmea no fornecimento de alimento e, em algumas espécies de

CANÍDEOS

CANÍDEOS Dentre os animais carnívoros, os representantes da família Canidae podem ser facilmente reconhecidos.

Dentre os animais carnívoros, os representantes da família Canidae podem ser facilmente reconhecidos. Geralmente são fortes, possuem focinho longo e pontudo, orelhas eretas, cauda com pelos em forma de tufos, unhas não retráteis e geralmente são cursoriais. Embora de hábito alimentar carnívoro, algumas espécies se alimentam também de matéria vegetal e insetos. A formação de casais normalmente é constante na natureza, sendo que os machos participam da tarefa de prover alimento e de dar proteção aos filhotes.

que mostram uma redução dos dentes a partir do número básico 42 e a Caninae, que inclui os demais canídeos, como cães, chacais, lobos e raposas, com número clássico de dentes. Segundo Eisenberg (1981), a redução no número de dentes que caracteriza o cachorro do mato vinagre, o "dhole", e o "Cape hunting dog" pode refletir uma convergência na especialização da dieta mais que uma afinidade genética especial.

A família Canidae, sub-família Caninae no Brasil compreende gêneros de médio e grande porte. Os de médio porte, com comprimento médio de aproximadamente 71 cm, estão representados por:

Hennemann III et al. (1983) descreve os animais da família Canidae como terrestres, predadores cursoriais, que possuem hábitos alimentares que

variam de estritamente carnívoro a altamente onívoro. Atelocynus, com 1 espécie monotípica, Cerdocyon, com 1 espécie monotípica e 7 subespécies, Lycalopex,

A família Canidae apresenta ampla distribuição, podendo ser encontrada desde os trópicos até o Ártico (Hennemann III, et al. 1983). É c l a s s i c a m e n t e dividida em três sub-famílias, de acordo com o número de dentes. As três sub-famílias são: Otocyoninae (raposa orelha de morcego), com 46 a 50 dentes, Simocyoninae (incluindo Speothos, Cuon, e Lycaon),

com 1 espécie monotípica e Pseudalopex, com 5 espécies. O representante do gênero de grande porte é o Chrysocyon, que é o maior dos canídeos sul- americanos, com comprimento médio de aproximadamente 130 cm.

Família Canidae no Mundo

Família Canidae no Mundo A família Canidae contém 16 gêneros e 36 espécies com ampla distribuição,

A família Canidae contém 16 gêneros e 36 espécies com ampla distribuição, podendo ser encontrada desde os trópicos até o Ártico (Hennemann III, et al, 1983). É classicamente dividida em três sub-familias, de acordo com o número de dentes. São elas: Otocyninae, com 46 a 50 dentes; Symocyoninae, que apresenta um número inferior a 42 dentes; e Caninae, com o número clássico de dentes, ou seja, 42 dentes. Segundo Eisenberg (1981), a redução no numero de dentes que caracteriza o Cachorro-do-Mato-Vinagre, o Dhole e o African Wild Dog, pode refletir mais uma convergência na especialização da dieta do que uma afinidade genética especial. A sub-familia Otocyninae esta representada somente pelo gênero Otocyon e a Symocyoninae pelos gêneros Speothos, Cuon e Lycaon. Os gêneros da sub-familia Caninae são Canis, Alopex, Fennecus, Urocyon, Nyctereutes, Dusicyon, Cerdocyon, Atelocynus e Chrysocyon.

Família Canidae no Brasil

Atelocynus e Chrysocyon. Família Canidae no Brasil No Brasil possuímos 06 espécies de canídeos silvestres,

No Brasil possuímos 06 espécies de canídeos silvestres, sendo uma delas da sub-familia Symocyoninae, a Speothos venaticus, e as demais da sub-familia Caninae: Chrysocyon brachyurus, Cerdocyon thous, Lycalopex vetulus, Pseudalopex gymnocercus e Atelocynus microtis.

Das espécies citadas acima, a de biologia mais conhecida é de Chrysocyon brachyurus, o Lobo-Guara, seguida de Speothos venaticus, o Cachorro-do-Mato Vinagre e as demais com informações insuficientes.

Nem todas as espécies estão representadas nos zoológicos brasileiros, como e o caso de Atelocynus microtis. O Cachorro-do-Mato e o Lobo-Guara são as espécies mais constantes nos planteis brasileiros, chegando a alguns zoológicos a terem animais excedentes em sua coleções, situação causada pelo grande número de nascimentos em cativeiro e animais provenientes de natureza.

Abaixo, ressaltamos algumas informações sobre a biologia das espécies brasileiras.

6

GTC - Grupo de Trabalho de Canídeos

GTC - Grupo de Trabalho de Canídeos O Plano de Manejo para o Lobo Guará foi
GTC - Grupo de Trabalho de Canídeos O Plano de Manejo para o Lobo Guará foi

O Plano de Manejo para o Lobo Guará foi implantado em 1989. No ano de 1995 criou-se o Grupo de Trabalho

de Canídeos, reconhecido oficialmente pelo IBAMA por meio da portaria n° 1883 , de 25/09/1995. A partir desta data, o GTC passou a gerenciar as demais espécies de cães selvagens brasileiros, alem do Lobo-Guara.

O funcionamento de um plano de manejo se dá por meio da organização de um comitê que congrega sete

especialistas (estando representados no comitê, os vários órgãos como zoológicos, ONGs e IBAMA). Esse comitê tem caráter consultivo, atuando junto às instituições mantenedoras, sugerindo a elas um manejo reprodutivo adequado, sempre levando em conta a integridade genética de cada espécie, dietas apropriadas, cuidados com filhotes, programas de imunização contra doenças, programas de educação ambiental, integração com pesquisadores em natureza, pesquisa, conservação, livro de registro genealógico, elaboração de protocolos de manejo entre outras atividades.

Desde que foi iniciado o programa, as pesquisas, tanto em natureza quanto em cativeiro, tiveram um grande aumento, o que resultou na melhoria da qualidade de vida desses animais principalmente em cativeiro. O desenvolvimento de vacinas específicas para algumas espécie foi também uma grande conquista.

Com a conclusão de mais um trabalho do GTC, estamos entregando à comunidade zoológica o Guia de Identificação de Canídeos Silvestres Brasileiros, o qual, temos certeza, irá auxiliar no dia-a-dia dos profissionais que atuam tanto in situ quanto ex situ. Gostaríamos que os usuários deste guia nos auxilia-se com críticas e sugestões.

MSc Cecília Pessutti Coordenadora GTC

Identificação de Animais

Identificação de Animais A identificação de espécies é fator preponderante para um correto manejo alimentar,
Identificação de Animais A identificação de espécies é fator preponderante para um correto manejo alimentar,

A identificação de espécies é fator preponderante para um correto manejo alimentar, reprodutivo, genético

e conservacionista tanto no cativeiro quanto em vida livre.

O reconhecimento e classificação utilizando-se de chaves taxonômicas, guias de campo com pranchas e/ou fotografias são algumas das ferramentas que auxiliam o pesquisador em seu trabalho. Os canídeos brasileiros são ainda fonte de dúvidas principalmente quando encontrados fora do ambiente natural e sem referencias ao local de onde tais animais foram encontrados ou capturados.

Outro agravante a correta identificação por parte de pesquisadores e profissionais que atuam em cativeiro é a possibilidade de formação de casais de espécies distintas mas fenotípicamente semelhantes levando a hibridização.

BIOMETRIA

semelhantes levando a hibridização. BIOMETRIA A biometria é uma das mais antigas formas de obter

A biometria é uma das mais antigas formas de obter informações morfológicas sobre espécies.

Os instrumentos utilizados são paquímetro, fita métrica, trena, régua.

Existem diferenças entre as medidas segundo a classe animal que se está estudando.

Para se tomar medidas de animais vivos há a necessidade dos mesmos estarem imobilizados, em cativeiro muitas vezes o manejo médico veterinário pode ser associado ao manejo biológico e assim ser realizada a biometria.

As medidas mais comumente utilizadas para mamíferos são estão esboçadas na página seguinte.

Oi LM Oe FT Cabeça FT: Focinho–Temporal LM: Largura de Mandíbula IO: Inter-Olhos Oe: Orelha
Oi LM
Oi
LM
Oi LM Oe FT Cabeça FT: Focinho–Temporal LM: Largura de Mandíbula IO: Inter-Olhos Oe: Orelha externa
Oi LM Oe FT Cabeça FT: Focinho–Temporal LM: Largura de Mandíbula IO: Inter-Olhos Oe: Orelha externa

Oe

FT

FT
Oi LM Oe FT Cabeça FT: Focinho–Temporal LM: Largura de Mandíbula IO: Inter-Olhos Oe: Orelha externa

Cabeça

FT: Focinho–Temporal LM: Largura de Mandíbula IO: Inter-Olhos Oe: Orelha externa OI: Orelha Interna

IO: Inter-Olhos Oe: Orelha externa OI: Orelha Interna Pata Lpt: Largura Cpt: Comprimento Almofadas 1,2,3,4 e

Pata

Lpt: Largura Cpt: Comprimento

Almofadas

1,2,3,4 e 5 L: Largura C: Comprimento

3 4 5 2 1 Cpt Lpt
3
4
5
2
1
Cpt
Lpt

Co

CA CC CT Ca CP pd
CA
CC
CT
Ca
CP
pd

Corpo

Co = Comprimento do corpo Ca = Comprimento da cauda CP = Circunferência do Pescoço CA = Circunferência Abdominal CT = Circunferência Torácica pt = pata traseira pd = pata dianteira

Local de coleta: Data: / / 200_ Animal No. : Foto No.: Observações: Biometria da
Local de coleta: Data: / / 200_ Animal No. : Foto No.: Observações: Biometria da
Local de coleta:
Data:
/
/ 200_
Animal No. :
Foto No.:
Observações:
Biometria da cabeça
Orelhas: (direita)
Oe=
Olhos:
Mandíbula:
O=
LM=
Cabeça:
Oi=
IO=
FT=
Biometria do Corpo
Co =
CP =
Cauda:
CT =
CA =
Ca =
Patas: (direitas)
Nº de Mamilos:
Altura:
pd =
Altura:
pt=
Pata dianteria
Pata traseira
Largura(Lpd):
Largura(Lpt):
Comprimento(Cpd):
Comprimento(Cpt):
Almofadas:
Almofadas:
1-Largura=
Comprimento=
1-Largura=
Comprimento=
2-Largura=
Comprimento=
2-Largura=
Comprimento=
3-Largura=
Comprimento=
3-Largura=
Comprimento=
4-Largura=
Comprimento=
4-Largura=
Comprimento=
5-Largura=
Comprimento=
5-Largura=
Comprimento=

10

Data: / / Hora: Local: Espécie: Coordenadas: Clima: Vegetação: Coletor: 1. Dados do animal: Idade:
Data: / / Hora: Local: Espécie: Coordenadas: Clima: Vegetação: Coletor: 1. Dados do animal: Idade:
Data:
/
/
Hora:
Local:
Espécie:
Coordenadas:
Clima:
Vegetação:
Coletor:
1. Dados do animal:
Idade:
(
) jovem
(
Sexo:
(
) macho
(
Estado geral:
( ) gordo
) sub-adulto
) fêmea
( ) magro
( ) adulto
( ) indeterminado
( ) muito magro
2. Avistamento:
(
) solitário
(
) par
Idade:
(1)
(2)
(
) grupo
Quantos:
Idade:
3.
Vestígios do animal:
Fezes:
(
) não
(
) sim
comprimento:
diâmetro:
Pêlos:
(
) não
(
) sim
Pegadas:
(
) não
(
) sim
amostra nº
pata dianteira molde(s) nº
pata traseira molde(s) nº
Animal atropelado: ( ) não
(
) sim
Encaminhado para: Zôo (
)
Museu (
)
Outros (
)
Qual:
Pata anterior:
A) Comprimento do dedo:
B) Largura do dedo:
C) Comprimento da almofada:
D) Largura da almofada:
E) Comprimento total:
F) Largura total:
Pata posterior:
A) Comprimento do dedo
B) Largura do dedo:
C) Comprimento da almofada:
D) Largura da almofada:
E) Comprimento total:
F) Largura total:
Observações:
Cachorro do mato vinagre
Entre as cinco espécies de canídeos há uma existindo em relativa abundância em natureza, o
Entre as cinco espécies de canídeos há uma existindo em relativa abundância em natureza, o

Entre as cinco espécies de canídeos há uma

existindo em relativa abundância em natureza, o

diferenciação quanto ao grau de ameaça entre elas. mesmo não acontece com o segundo. De fato, o lobo

A classificação adotado

agências de manejo de animais, sendo elas o IBAMA, a

IUCN e o CITES. 1976), é classificado como espécie ameaçada de extinção pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente

(IBAMA, 1989) e é colocado como Apêndice II do CITES (Convention for the International Trade of Endangered Species.

selvagem e em 1989 publicou a Lista Oficial de Espécies Ameaçadas de Extinção, a IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza)

pelo GTC segue às três maiores

gu ar á é co ns id erad o vu ln er áv el pe la

Un iã o

Internacional para Conservação da Natureza (IUCN,

O IBAMA é o órgão nacional de gestão de vida

publicou em 2002 o Red List of Threatened Species Devido

que contém todas as espécies ameaçadas de extinção e o CITES (Convention for International Transport Endangered Species) que regulamenta o transporte e

transferência de animais entre os países. aptos a no futuro servirem a repovoamento de habitats onde eles já existiram ou são raros. O Brasil, desde

à sua classificação o Lobo Guará se

tornou alvo de um plano mundial de manejo reprodutivo, que visa aumentar a população cativa, mantendo sua diversidade genética e com espécimens

1989, através da Sociedade de Zoológicos do Brasil, vem participando ativamente deste programa de

ou mais publicações citadas anteriormente. reprodução, buscando resolver os problemas mais comumente encontrados em cativeiro no país. Além de

pesquisas biológicas, tra balhos em educação ambiental vêm reforçando a necessidade de se conservar esta espécie.

se em níveis diferentes de ameaça. Enquanto o primeiro está livre de ser considerado ameaçado,

Com exceção da raposinha do campo as demais espécies de canídeos brasileiros são listadas em uma

O cachorro-do-mato e o lobo-guará encontram-

Censo de Canídeos

SZB - Sociedade de Zoológicos do Brasil

Censo de Canídeos SZB - Sociedade de Zoológicos do Brasil As tabelas abaixo apresentam o número
Censo de Canídeos SZB - Sociedade de Zoológicos do Brasil As tabelas abaixo apresentam o número

As tabelas abaixo apresentam o número total de animais de cada espécie, o número de zoológicos que as mantém, os nascimentos que ocorreram no ano de 2001, os óbitos de filhotes com menos de 30 dias e a mortalidade geral.

O Censo da SZB para o ano de 2001 representa aproximadamente 34% dos zoológicos brasileiros.

O graxaim do campo é mantido em algumas instituições do sul do país mas infelizmente não houve registro para o ano de 2001.

LOBO GUARÁ

Chrysocyon brachyurus

Nº espécimes Nº zoológicos Nascimentos nos últimos 12 meses Óbito nos primeiros 30 dias Mortalidade
Nº espécimes
Nº zoológicos
Nascimentos nos últimos 12 meses
Óbito nos primeiros 30 dias
Mortalidade geral
69
19
10
2
13

CACHORRO do

MATO

VINAGRE

Speothos venaticus

Nº espécimes Nº zoológicos Nascimentos nos últimos 12 meses Óbito nos primeiros 30 dias Mortalidade
Nº espécimes
Nº zoológicos
Nascimentos nos últimos 12 meses
Óbito nos primeiros 30 dias
Mortalidade geral

20

11

4

0

3

CACHORRO DO MATO

Cerdocyon thous

Nº espécimes Nº zoológicos Nascimentos nos últimos 12 meses Óbito nos primeiros 30 dias Mortalidade
Nº espécimes
Nº zoológicos
Nascimentos nos últimos 12 meses
Óbito nos primeiros 30 dias
Mortalidade geral

96

29

7

2

13

RAPOSINHA DO CAMPO

Lycalopex vetulus

Nº espécimes Nº zoológicos Nascimentos nos últimos 12 meses Óbito nos primeiros 30 dias Mortalidade
Nº espécimes
Nº zoológicos
Nascimentos nos últimos 12 meses
Óbito nos primeiros 30 dias
Mortalidade geral
18
11
4
0
3

Studbook

Studbook O livro de registro da árvore genealógica (pedigree) de uma dada espécie é também conhecido

O livro de registro da árvore genealógica (pedigree) de uma dada espécie é também conhecido

por studbook e compreende o registro de todos os animais, vivos e mortos que descendem de um grupo de ancestrais selvagens (fundadores) nascidos na natureza.

O primeiro livro de registro genealógico para uma espécie selvagem foi publicado nos anos 20

para o bisão europeu Bison bonasus.

Os studbooks são extensas bases de dados de linhagens de animais e desempenham um papel muito importante nos planos de sobrevivência ou manejo de espécies ameaçadas de extinção. Hoje em dia existem vários studbooks tanto regionais (compilação informações de um dado país ou região) quanto internacionais (possuem informações em nível mundial) .

Dentre os canídeos brasileiros duas espécies possuem studbook tanto internacional regional, são ela o lobo guará e o cachorro do mato vinagre.

quanto

Studbooks - Canídeos Brasileiros Ameaçados de Extinção

Studbooks - Canídeos Brasileiros Ameaçados de Extinção L L obo obo Guará Guará Em 1980 foi
Studbooks - Canídeos Brasileiros Ameaçados de Extinção L L obo obo Guará Guará Em 1980 foi

LLoboobo GuaráGuará

Em 1980 foi publicado o primeiro studbook internacional para o lobo guará sob o gerenciamento do zoológico de Frankfurt e em 1990 o zoológico de Sorocaba organizou o primeiro regional.

As informações abaixo são referentes às instituições brasileiras compreendendo zoológicos e criadouros conservacionistas.

LOBO GUARÁ

Chrysocyon brachyurus

Nº espécimes Nº instituições Nascimentos nos últimos 12 meses Mortalidade geral 111 35 19 25
Nº espécimes
Nº instituições
Nascimentos nos últimos 12 meses
Mortalidade geral
111
35
19
25

Fonte: Studbook Internacional 2001

As informações abaixo são referentes a todas as instituições inclusive as brasileiras.

LOBO GUARÁ

Chrysocyon brachyurus

Nº espécimes Nº instituições Nascimentos nos últimos 12 meses Mortalidade geral 392 142 69 81
Nº espécimes
Nº instituições
Nascimentos nos últimos 12 meses
Mortalidade geral
392
142
69
81

Fonte: Studbook Internacional Lobo Guará 2001

CachorroCachorro dodo MatoMato VinagreVinagre

Em 1979 sob o gerenciamento do zoológico de Kopenhagen foi publicado o primeiro studbook internacional para o cachorro do mato vinagre e em 2002 o zoológico de São Bernardo do Campo organizou o primeiro regional.

As informações abaixo são referentes às instituições brasileiras compreendendo zoológicos e criadouros conservacionistas.

CACHORRO do MATO VINAGRE

Speothos venaticus

Nº espécimes Nº instituições Nascimentos nos últimos 12 meses Mortalidade geral 26 8 11 14
Nº espécimes
Nº instituições
Nascimentos nos últimos 12 meses
Mortalidade geral
26
8
11
14
Fonte: Studbook Regional - Período de 02 de Maio de 2002 à 01 de Abril de 2003
As informações abaixo são referentes a todas as instituições inclusive as brasileiras.
CACHORRO do MATO VINAGRE
Speothos venaticus
Nº espécimes
Nº instituições
Nascimentos nos últimos 12 meses
Mortalidade geral
129
37
33
43

Fonte: Studbook Internacional Cachorro do Mato Vinagre 2001

Lobo Lobo Guará Guará

- - Chrysocyon Chrysocyon brachyurus brachyurus

Lobo de Juba, Lobo de Crina, Lobo ou Maned Wolf

brachyurus Lobo de Juba, Lobo de Crina, Lobo ou Maned Wolf Alimentação São onívoros, alimentando -

Alimentação São onívoros, alimentando - se de pequenas presas, sapos, lagartos, roedores, insetos, pequenas aves, ovos, tatus, raízes e frutas diversas.

Coloração Cor geral castanho avermelhada claro, crina sobre a nuca e dorso com pelos pretos, assim como as quatro patas. A ponta da cauda, parte interna das orelhas e região gular são brancos.

parte interna das orelhas e região gular são brancos. Distribuição Geográfica Centro-Sul e Nordeste do Brasil

Distribuição Geográfica

Centro-Sul e Nordeste do Brasil em áreas abertas, Sul da Bolívia, Paraguai, Norte da Argentina e Uruguai.

Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 1245-1320 mm 280-405 mm 20-23 Kg
Comp. Corpo
Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade
1245-1320 mm 280-405 mm
20-23 Kg
+/- 350 g.
+/- 13 anos

18

Nome cientifico

Chrysocyon

Nome vulgar

alimentando de pequenos vertebrados e invertebrados

e grande quantidade de frutas, em especial as do

brachyurus (Illiger, 1815) Solanum lycocarpum, conhecidas como lobeira ou fruta

do lobo. O adulto pesa cerca de 20 a 23 quilos e mede de 145 a 190 centímetros de comprimento e 80 centímetros de altura.

Lobo guará

IBAMA: Ameaçado de Extinção CITES: II

O Lobo Guará apresenta pelagem longa e avermelhada, longas pernas e orelhas grandes. E o maior canídeo da América do Sul. Possui as patas negras, assim como sua crina, que se estende do alto do crânio ate as primeiras vértebras lombares e a ponta do longo e afilado focinho. Apresenta o final da cauda e o interior das orelhas com coloração branca.

São encontrados em toda a região compreendida pelo Planalto Central, Pantanal mato-grossense, sul da bacia amazônica, chegando ate áreas de Mata Atlântica dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. Ocorrem também em regiões do sul da Bolívia, Paraguai e Argentina.

A espécie esta classificada pela UICN como Vulnerável, de acordo com o Livro Vermelho, de 1994. Uma das principais ameaças a esta espécie e a constante perda de habitat, seja pelo crescimento urbano ou pela agricultura, onde os animais estão mais sujeitos as pressões de caça. Existem também as crenças populares, onde os animais são caçados para se retirar apenas algumas partes do corpo que serão utilizadas como amuletos ou ate mesmo para curar doenças. Atualmente, existem vários programas de conservação e proteção dentro de alguns parques, aonde ainda existem os animais, para evitar que a espécie desapareça.

São animais solitários e os indivíduos adultos são territorialistas. Durante o período do acasalamento o macho pode ficar mais tempo com a fêmea, ate o nascimento do filhote. A gestação dura aproximadamente de 62 a 66 dias e a maioria dos nascimentos ocorrem entre junho e setembro. O filhote nasce com aproximadamente 350 gramas e abre os

olhos entre 8 e 9 dias. Na natureza, o macho não

no cuidado a prole, mas defende o território onde estão.

Fazem marcação de território por cheiro e casais se comunicam a longa distancia através de vocalizações. Apresentam hábitos noturnos - crepusculares, evitando regiões de ocupação humana mas estes encontros estão cada vez mais comuns. São onívoros, se

ajuda

CachorroCachorro dodo MatoMato -- CerdocyonCerdocyon thousthous

Cachorro do Mato, Crab Eating Fox, Common Fox, Forest Fox, Zorro Comum, Zorro de Monte, Zorro Sabanero, Zorro Perro

Zorro Comum, Zorro de Monte, Zorro Sabanero, Zorro Perro Alimentação Pequenos vertebrados, crustáceos, insetos,
Zorro Comum, Zorro de Monte, Zorro Sabanero, Zorro Perro Alimentação Pequenos vertebrados, crustáceos, insetos,

Alimentação Pequenos vertebrados, crustáceos, insetos, ovos, animais mortos e frutas.

Coloração Pelagem cinza, com alguns pelos negros, pernas, pés e pontas das orelhas negras. Variações individuais.

Distribuição Geográfica

Colômbia, Venezuela, Suriname, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Brasil e norte da Argentina.

Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 600-700 mm 300 mm 6 -
Comp. Corpo
Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade
600-700 mm
300 mm
6 - 7 Kg
+/- 120 g
+/- 11 anos

20

variando sua alimentação nas épocas de chuva e secas, de acordo com os recursos mais abundantes.

Nome cientifico

Cerdocyon thous

Nome vulgar Vivem em grupos de aproximadamente três casais e

o território e marcado através de urina e vocalizações. Os casais formados tendem a permanecer juntos por um longo período e o acasalamento não ocorre em épocas certas do ano, ocorrendo apenas uma ninhada por ano. A gestação dura cerca de dois meses, onde nascem de 3 a 6 filhotes. A amamentação e feita ate os três meses de idade e depois já aprendem a caçar com os pais, passando a acompanha-los. A longevidade e de aproximadamente 11 anos.

Cachorro do mato

CITES: II

Canídeo mais comum do continente sul- americano, apresenta coloração grisalha (cinza), com alguns pelos negros, que podem variar individualmente, apresentando alguns indivíduos uma coloração mais amarelada e outros quase negros. Possui as pernas e pés mais escurecidos e pelo relativamente curto. O adulto pesa de 6 a 7 quilos.

Ocorrem da Colômbia ate a Argentina e por grande parte do Brasil, habitando vários ambientes, sendo mais encontrados em cerrados ou florestas de galeria.

Possuem hábitos noturnos, se alimentam de insetos e pequenos vertebrados e invertebrados, alem de frutos, tendo preferencia por pequenos roedores. Sua dieta apresenta certa sazonalidade,

e invertebrados, alem de frutos, tendo preferencia por pequenos roedores. Sua dieta apresenta certa sazonalidade, 21

CachorroCachorro dodo MatoMato dede OrelhaOrelha CurtaCurta -- AtelocynusAtelocynus microtismicrotis

Curta Curta - - Atelocynus Atelocynus microtis microtis Alimentação Peixes, frutos, anfíbios, insetos e pequenos

Alimentação Peixes, frutos, anfíbios, insetos e pequenos mamíferos.

Coloração Dorso cinza escuro, cabeça castanho escuro, cauda negra, pernas pretas ou marrom escuro e partes inferiores castanho.

pernas pretas ou marrom escuro e partes inferiores castanho. Distribuição Geográfica Florestas tropicais de

Distribuição Geográfica

Florestas tropicais de planícies da América do Sul ao leste dos Andes na Colômbia, Equador e Peru, na bacia do Amazonas. No Brasil, ao sul do Amazonas, do Rio Tocantins ao Mato Grosso.

Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 700-1000 mm 250-350 mm 9 -
Comp. Corpo
Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade
700-1000 mm 250-350 mm
9 - 10 Kg
+/- 11 anos
Leite Pitman & Swarner, 2002
Leite Pitman & Swarner, 2002
Leite Pitman, 2002
Leite Pitman, 2002
Swarner & Leite Pitman, 2002
Swarner & Leite Pitman, 2002
Leite Pitman, 2002
Leite Pitman, 2002

Swarner & Leite Pitman, 2002

Nome cientifico

Atelocynus microtis (Sclater, 1883) Animal de hábitos solitários, só se reunindo em Nome vulgar casais na época do acasalamento. O macho possui Cachorro do mato de orelhas curtas uma glândula anal que produz uma secreção com CITES: não consta cheiro forte, usada como marcação de território. Apresentam hábitos de herbivoria e sua dieta e

constituída por pequenos mamíferos, incluindo roedores. Em comparação com outros canídeos,

Canídeo de médio porte, com um rostro bastante longo e orelhas externas curtas. O comprimento da cabeça ate o corpo varia de 90 centímetros a 1 metro e a cauda varia de 25 a 35 centímetros. A coloração típica e marrom escuro, podendo apresentar pelos brancos mesclados com a pelagem, dando uma aparência grisalha e ate mesmo formando uma linha mais clara na região mediana dorsal, apresentando a cauda preta. Esta espécie e facilmente diferenciada dos outros

canídeos neotropicais pelo tamanho da orelha, A biologia desta espécie ainda é muito comprimento do corpo e coloração. desconhecida, principalmente por não haver animais em cativeiro. Em 2000 uma pesquisadora

insuficientemente conhecida, com sugestões de alguns autores para classificá-la como vulnerável, para que medidas mais efetivas de conservação sejam tomadas.

apresenta um repertório vocal limitado. Segundo informações do Livro Vermelho de 1994, esta

espécie estava classificada

pela

UICN

como

Está distribuído pela Colômbia, Bolívia, Equador, Peru e no Brasil, pela bacia amazônica, ao sul dos rios Amazonas e Negro e do rio Tocantins ao Mato Grosso, na bacia do rio Paraguai. São encontrados nas florestas primarias continuas de baixada, ate 1000 metros de altitude.

da universidade

Associação Pró-Carnivoros iniciou o primeiro estudo

em natureza com este animal na floresta amazônica peruana.

de Duke-USA e membro da

CachorroCachorro dodo MatoMato VinagreVinagre -- SpeothosSpeothos venaticusvenaticus

Cachorro Vinagre, Cachorro do Mato, Janaui, Janauaíra, Cachorro Putoco, Bush Dog

do Mato, Janaui, Janauaíra, Cachorro Putoco, Bush Dog Alimentação Pacas, cutias, pássaros, pequenos

Alimentação Pacas, cutias, pássaros, pequenos vertebrados e frutos.

Coloração Cabeça e pescoço até os ombros, marrom claro, escurecendo gradualmente para os quartos traseiros até o marrom escuro. Ventre e peito muito escuros, algumas vezes com manchas brancas no peito.

muito escuros, algumas vezes com manchas brancas no peito. Distribuição Geográfica Panamá, Colômbia, Venezuela,

Distribuição Geográfica

Panamá, Colômbia, Venezuela, Guianas, Sul do Peru, Brasil, Sul da Bolívia, Paraguai e Norte da Argentina.

Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 575-750 mm 125-150 mm 5 -
Comp. Corpo
Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade
575-750 mm
125-150 mm
5 - 7 Kg
+/- 180 g.
+/- 10 anos

24

próximo a cursos d´agua. Sua alimentação e

Speothos venaticus constituída de peixes, grandes roedores como Nome vulgar cutias, pacas e capivaras, de pequenos cervídeos, Cachorro do mato vinagre incluindo também outros mamíferos de pequeno IBAMA: Ameaçado de Extinção porte. A utilização de animais maiores do que o

próprio S. venaticus para alimentação e possível através da caça cooperativa, onde vários indivíduos do grupo participam. A espécie aparenta ser rara em seu habitat, sendo mais suscetível a destruição do habitat e consequentemente perda de suas presas, pelo mesmo problema.

Canídeo de pequeno porte, medindo de 55 a 75 centímetros da cabeça ao corpo e pesando aproximadamente de 5 a 7 quilos. Apresenta como características marcantes as orelhas redondas e extremamente curtas, assim suas patas e cauda. E

considerado o canídeo mais social, pois vive em Esta espécie foi classificada pela UICN como

grupos de 4 a 7 indivíduos. Estes grupos podem ser compostos pelo casal e sua prole e estar ou não associado a outros indivíduos. A gestação dura aproximadamente 67 dias e a prole varia entre 1 a 6 filhotes, que são amamentados por oito semanas. A longevidade e de aproximadamente 10 anos. São encontrados no Panamá, Colômbia, Venezuela, Guianas, leste do Peru, Brasil, Sul da Bolívia, Paraguai e nordeste da Argentina. Habitam florestas a áreas de savana úmida, sendo encontrado em diversos habitats, como florestas de galeria e floresta tropical úmida, de preferencia

vulnerável, de acordo com o Livro Vermelho, de 1994. Este canídeo parece ser extremamente raro dentro de sua área de ocorrência, o que o torna mais suscetível a destruição do habitat.

CITES : I

Nome cientifico

dentro de sua área de ocorrência, o que o torna mais suscetível a destruição do habitat.

RaposaRaposa dodo CampoCampo -- LLycalopexycalopex vetulusvetulus

Raposa do Campo, Hoary Fox

ycalopex vetulus vetulus Raposa do Campo, Hoary Fox Alimentação Formigas e outros insetos, roedores, pequenas

Alimentação Formigas e outros insetos, roedores, pequenas aves, e ovos.

Coloração Pelagem cinza, parte externa dos membros amarelada, queixo cinza e pescoço branco. A extremidade da cauda é preta.

cinza e pescoço branco. A extremidade da cauda é preta. Distribuição Geográfica Centro e Sudeste do

Distribuição Geográfica

Centro e Sudeste do Brasil, Minas Gerais e Mato Grosso, até o Oeste de São Paulo.

Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 586-640 mm 280-320 mm +/- 4
Comp. Corpo
Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade
586-640 mm
280-320 mm
+/- 4 Kg
o Oeste de São Paulo. Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 586-640 mm
o Oeste de São Paulo. Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 586-640 mm
o Oeste de São Paulo. Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 586-640 mm

A gestação dura em media dois meses, onde

Lycalopex vetulus (Lund, 1842) nascem de 2 a 5 filhotes, que ficam em buracos ou

tocas, procurados pela mãe. E um animal tímido,

Raposinha do Campo mas quando ameaçado pode ser bastante CITES: não consta territorialista, defendendo sua prole. Longevidade

Nome vulgar

Nome cientifico

de 13 anos, aproximadamente.

Canídeo de pequeno porte, com coloração marrom acinzentado, com uma linha negra na Nas regiões urbanas próximas a agricultura,

região mediana dorsal. Apresenta manchas negras na cauda. Uma característica muito importante e que esta espécie possui a base das orelhas e partes das patas amareladas e queixo branco. Mede aproximadamente 60 centímetros e pesa cerca de 4 quilos.

estes animais são caçados pelo homem por serem considerados uma ameaça a criação de galinhas e outros animais domésticos, já que em raros casos se alimentam destes pela redução e perda de seu habitat e proximidade com fazendas.

Vive nas vegetações do cerrado e caatinga do Brasil, como campos de vegetação aberta e poucas arvores. Ocorre desde o Ceara, passando por parte de São Paulo e pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato grosso e Mato Grosso do Sul.

Se alimenta sazonalmente de invertebrados, especialmente térmites e outros insetos e de pequenos roedores e pássaros.

Se alimenta sazonalmente de invertebrados, especialmente térmites e outros insetos e de pequenos roedores e pássaros.

GraxaimGraxaim dodo CampoCampo

-- PPseudalopexseudalopex gymnocercusgymnocercus

Raposa Sul Americana, Guaraxaim, Graxaim do Campo, South American Fox

Americana, Guaraxaim, Graxaim do Campo, South American Fox Alimentação São onívoros, alimentando-se de roedores,

Alimentação São onívoros, alimentando-se de roedores, pássaros, lagartos, anfíbios e frutas.

Coloração Cinza amarelada com a cabeça e nuca mais escuras. Orelhas, focinho e patas amarelo claras.

nuca mais escuras. Orelhas, focinho e patas amarelo claras. Distribuição Geográfica Sul do Brasil, Paraguai, Norte

Distribuição Geográfica

Sul do Brasil, Paraguai, Norte da Argentina e Uruguai

Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 600-1200 mm 300-500 mm 4 -
Comp. Corpo
Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade
600-1200 mm
300-500 mm
4 - 13 Kg
+/- 13 anos
Uruguai Comp. Corpo Comp. Cauda Peso Adulto Peso Neonato Longevidade 600-1200 mm 300-500 mm 4 -

28

Nome cientifico

Pseudalopex gymnocercus

Nome vulgar

Graxaim do Campo

CITES: II

Este canídeo apresenta uma coloração cinza amarelada, com a região da cabeça mais escura que o resto do corpo. Possui patas amarelo claras, assim como as orelhas e o focinho afilado na extremidade.

Canídeo típico do Rio Grande do Sul, aparecendo em regiões abertas como capoeiras e campos. Sua distribuição e do Sul do Brasil, Paraguai, Norte da Argentina e Uruguai. Possui hábitos noturnos - crepusculares, permanecendo durante o dia em tocas. São solitários, formando casais na época da reprodução. A fêmea tem uma prole de 4 a 5 filhotes. O adulto pesa de 3 a 5 kg, o comprimento da cabeça ao corpo e de 80 a 100 cm e da cauda e de 40 cm.

São onívoros, se alimentando de pequenos mamíferos como roedores, pássaros, lagartos, rãs e frutas. São animais ainda muito pouco estudados ,

principalmente devido ao plantel reduzido nos zoológicos brasileiros. São também muito confundidos com a Raposa-do-Campo (P. vetulus), distinguindo-se apenas em sua distribuição e porte.

também muito confundidos com a Raposa-do-Campo (P. vetulus), distinguindo-se apenas em sua distribuição e porte. 29

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECCACECI, M. D. El aguará guazú, Chrysocyon brachyurus, en la provincia de Corrientes.

BECCACECI, M. D. El aguará guazú, Chrysocyon brachyurus, en la provincia de Corrientes. Facena.

v. 10, p. 19-31, 1993. evolution. New York: Cornell Unversity Press. 1989.

and

EISENBERG, F. J. An introduction to the carnivora.

In: Gittleman,

L.

J.

Carnivore,

ecology

p.1-9.

BECKER, M & Dalponte, J.C., 1991. Rastros de mamíferos silvestres brasileiros: um guia de campo. Editora Universidade de Brasília. 180 p.

EISENBERG, F. J. & Redford, K.H., 1999. Mammals of the Neotropics Volume 3: The Central Neotropics.: Ecuador, Peru, Bolivia, Brasil. Library of Congress Cataloging-in-Publication Data.

FONSECA, G. A. B., RYLANDS, A., COSTA, C. M. R., MACHADO, R. B., LEITE, Y. R. Livro vermelho dos

BRADY,C.A. Observations on the behavior and ecology of the crab-eating fox (Cerdocyon thous).

EISENBEG, F. J. Vertebrate ecology in

In:

the northern neotropics. Washington:

Smithsonian Institution,1978. p. 161-71. mamíferos ameaçados de extinção. Belo Horizonte:

Biodiversitas, 1994. p. 281-8.

CRANDALL, L. S. The Management of Wild Mammmals in Captivity. Chicago: The University of

Chicago, Chicago, 1964. p. 269-85. dos mamíferos brasileiros ameaçados de extinção. Fonseca, G.A.B.; Rylands, A.B.; Costa, C.M.R.;

DIETZ,J.M .

Machado, R.B.; Leite, Y.L.R. (Eds.). Belo Horizonte -

FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS, 1994. Livro vermelho

Chrysocyo n

brachy urus.

Mamm.

Species, v. 234, p.1-4. 1985. MG. 479 p.

EISENBERG, F. J. Feeding and foraging categories:

some size constraints. In:

Radiation. Chicago: The University of Chicago

The Mammalian

FUNDAÇÃO RIOZOO, 2002. Protocolo de manejo e studbook regional do cachorro vinagre (Speothos venaticus). Chieregatto, C.A.F.S.; Pessutti, C.;

Press. 1981. p. 247-63. Ramos Jr, V.A. (Eds.). Rio de Janeiro - RJ. 35 p.

H E N N E M A N N

KONECNY,M.J. Metabolism of crab-eating foxes, Cerdocyon thous: ecological influences on the energetics of canids. Physiol. Zool., v. 56, p. 319- 24, 1983.

I I I , W. W.,

T H O M P S O N , S . D.,

IBAMA. Portaria no 1522, 19 dez. 1989, Espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção. Diário Oficial, Brasília. 1989.

PESSUTTI, C. Respostas ao I Questionário Biológico e Veterinário de Manutenção de Lobo Guará e Criação de Filhotes em Cativeiro. Sorocaba:

Sociedade de Zoológicos do Brasil, 1990. 71 p.

PESSUTTI, C., SANTIAGO, B. E. M. Protocolo de manejo para o Logo Guará e Respostas ao II Questionário Biológico, Veterinário e Ambiental. Sorocaba: Sociedade de Zoológicos do Brasil, 1994. 68 p.

PESSUTTI, C. Aspectos da Fisiologia Digestiva de

Action Plan for the Conservation of Canids. Online. Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus) e Cachorro do Disponível na Internet no endereço www.canids.org Mato (Cerdocyon thous). Dissertação de Mestrado-

IUCN/SSC - Foxes, Wolves, Jackals and Dogs. An

UNESP Botucatu, 1995. 65 p.

LANGGUTH, A. Ecology and Evolution in the South American Canids. In: Fox, M.W. (ed). The Wild

PITMAN, M.R.P.L; Oliveira, T.G.;

Paula,

R.C.;

Canids

New York: Van Nostrand Reinhold, 1975.

Indrusiak, C., 2002. Manual de

identificação,

508 p.

prevenção e controle de predação por carnívoros. Edições IBAMA. 83 p.

NOWAK, R.M., 1991. Walker´s Mammals of the World. Vol. II: Carnivora. Hopkins University Press.

SHELDON,J.W. Wild Dogs. The natural History of the

EUA. 1630 p. Nondomestic Canid. San Diego: Academic Press. 1992. 248p.

NOWAK, R. M. Walker's Mammals of the world. 5 ed. Baltimore, The John Hopkins University Press,

SILVA, F., 1994. Mamíferos silvestres - Rio Grande

1991. v. II, p.1045-82. do Sul. 2° Edição. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. 246 p.

STAINS,H.J. Distribution and taxonomy of the canids. In: Fox, M.W. The Wild Canids. New York:

Van Nostrand Reinhold, 1975. 508 p.

SZB, 2000. Protocolo de manejo, III Workshop do lobo-guará. Santiago, M.E.B; Pessutti, C.; Chieregatto, C.A.; Gomes, M.S. (Eds.). Sorocaba - SP. 63 p.

SZB. Censo de Animais - Répteis, Aves e Mamíferos

2001. Sociedade de Zoológico do Brasil, 2001. 79 p.

VAN VALKENBURGH, B

adaptations and diet: A study of trophic diversity within guilds. In: Gittleman, L. J. Carnivore, ecology and evolution. New York: Cornell Unversity Press.

Carnivore dental

1989. p. 410-37.

VIERA, C. Carnívoros do estado de São Paulo. Arq. Zool., v. 5, p. 150-8, 1946.

Endereços dos Integrantes do Grupo de Estudos de Canídeos

Cecília Pessutti Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros Sorocaba - SP. Tel.: 0 xx 15 227 5454 Fax: 0 xx 15 227 5454 Email: cpessutti@ig.com.br

Valdir Ramos Júnior Fundação RIOZOO - Rio de Janeiro - RJ. Tel. : 0 xx 21 2569 2024 Fax : 0 xx 21 2569 3403 Email: vramosjr@ig.com.br

Gianfranco I. Marino Zoológico Municipal de Mogi Mirim - SP. Tel.: 0 xx 19 3805 4370 Fax : 0 xx 19 3805 4370 Email: zoomogimirim@ig.com.br

Rose Lilian G. Morato Associação Pró-Carnívoros Tel.:0 xx 11 6232 6256 Fax: 0 xx 11 6232 6256 Email: rose@procarnivoros.org.br

Ana Maria Viana Freire Antunes CENAP / IBAMA Tel.: 0 xx 15 3281 3053 / 3281 3702 / 3281 3625 Fax: 0 xx 15 3281 3053 Email: cnap@splicenet.com.br

Rogério de Paula Cunha CENAP / IBAMA Tel.: 0 xx 15 3281 3053 / 3281 3702 / 3281 3625 Fax: 0 xx 15 3281 3053 Email: rogerio.cenap@uol.com.br

Cleyde A. F. S. Chieregatto Parque Estoril Zoológico Municipal de São Bernardo do Campo - SP. Tel.: 0 xx 11 4354 9087 Fax: 0 xx 11 4354 9318 Email: cleydechieregatto@ig.com.br

Créditos das Fotografias da Capa

Créditos das Fotografias da Capa G a b r i e l l a L a
Créditos das Fotografias da Capa G a b r i e l l a L a

Gabriella Landau-Remy

G a b r i e l l a L a n d a u -

Raquel Von Hohendorff

a L a n d a u - R e m y Raquel Von Hohendorff Swarner

Swarner & Leite Pitman, 2002

m y Raquel Von Hohendorff Swarner & Leite Pitman, 2002 Valdir Ramos Jr. INFORMAÇÕES PARA A
m y Raquel Von Hohendorff Swarner & Leite Pitman, 2002 Valdir Ramos Jr. INFORMAÇÕES PARA A

Valdir Ramos Jr.

Hohendorff Swarner & Leite Pitman, 2002 Valdir Ramos Jr. INFORMAÇÕES PARA A AQUISIÇÃO DO GUIA Para

INFORMAÇÕES PARA A AQUISIÇÃO DO GUIA

Para maiores informações envie um email para o Grupo de Trabalho de Canídeos gtc@ibest.com.br

Patrocínio Organização Apoio

Patrocínio

Patrocínio Organização Apoio

Organização

Patrocínio Organização Apoio
Patrocínio Organização Apoio

Apoio

Patrocínio Organização Apoio
Patrocínio Organização Apoio