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CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA ARQUITETURA E URBANISMO

TECNOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES

NOTAS DE AULA

LAJES DE CONCRETO ARMADO

FASCÍCULO II

ROBERTO L. A. BARBATO

SÃO CARLOS

2007

2. LAJES MAÇICAS DE EDIFÍCIOS.

2.1. INTRODUÇÃO.

Placa, como se sabe, é uma folha plana sujeita, principalmente, a ações contidas fora de seu plano médio. A laje de concreto armado pode ser considerada uma placa litóide. Geralmente de planta retangular, espessura constante e dispostas horizontalmente, as lajes estão presentes, como piso e forro, na grande maioria dos edifícios e das residências. Quase sempre apoiadas em vigas e podendo ser ou isoladas ou contínuas, as lajes estão sujeitas a cargas permanentes e a cargas variáveis de utilização. Sob a ação destes carregamentos, ficam solicitadas, essencialmente, por esforços de flexão (momento fletor e força cortante). Nos casos usuais, os vãos das lajes podem ser definidos pela distância entre os eixos de suas vigas de apoio. Quando a relação λ entre os vãos é maior que dois, a laje é dita armada em uma direção. Caso contrário, a laje é dita armada em duas direções ou armada em cruz. As lajes têm dois tipos de armaduras, via de regra constituídas por barras de pequeno diâmetro. A armadura chamada de positiva, em forma de reticulado plano, situa-se na região central da laje e é adjacente à sua face inferior. Esta armadura tem a finalidade de absorver os esforços de tração gerados pelos momentos positivos. A armadura chamada de negativa localiza-se nas proximidades da face superior de duas lajes que se apóiam na mesma viga. Esta armadura tem a finalidade de absorver as tensões de tração oriundas do momento negativo que surge na ligação das duas lajes.

2.2. VÃOS DAS LAJES.

As lajes de planta retangular podem ter as suas bordas ou apoiadas ou engastadas ou livres. Seus vãos de cálculo, como já mencionado, indicados por l x e l y , são medidos entre os eixos das vigas de apoio. Nas lajes armadas em cruz, o vão l x é ou o menor vão, ou aquele na direção do qual é maior o número de engastamentos. Nas lajes armadas em uma direção, independentemente de sua vinculação, o vão l x é sempre o menor vão.

2. LAJES MAÇICAS DE EDIFÍCIOS. 2.1. INTRODUÇÃO. Placa, como se sabe, é uma folha plana sujeita,

Figura 1 - Lajes armadas em duas direções

Figura 2 - Lajes armadas em uma direção. 2.3. ESPESSURA DAS LAJES. Para efeito de pré-dimensionamento,

Figura 2 - Lajes armadas em uma direção.

2.3. ESPESSURA DAS LAJES.

Para efeito de pré-dimensionamento, pode-se adotar para a espessura das lajes o valor de 2,5% do menor vão. De acordo com a norma brasileira, NBR 6118 de 2003, os valores mínimos das espessuras das lajes são dados pela tabela abaixo.

Tabela 1. Espessuras mínimas das lajes (cm)

h = 5 cm

Lajes de cobertura não em balanço

 

h = 7 cm

Lajes de piso ou cobertura em balanço

 

h = 10 cm

   

h = 12 cm

Lajes que suportem veículos com peso total menor ou igual a 30kN Lajes que suportem veículos com peso total maior que 30kN

 

Em lajes situadas em ambientes urbanos (agressividade moderada), a proteção da armadura cobrimento não deve ser inferior a 2,5 cm.

2.4. AÇÕES ATUANTES NAS LAJES.

As lajes estão sujeitas a ações permanentes e a ações variáveis de utilização. As ações permanentes são aquelas cujos valores têm variação muito pequena ao longo da vida útil da estrutura. São permanentes, no caso das lajes, o seu peso próprio, o peso das camadas de regularização, o peso dos revestimentos (inferior e superior) e também o peso das paredes divisórias que se localizam sobre a laje. A tabela abaixo apresenta o peso específico aparente de alguns materiais de construção.

Tabela 2. Pesos específicos aparentes (kN/m 3 )

Granito e Mármore

  • 28 kN/m 3

     

Blocos de argamassa

  • 22 kN/m 3

     

Lajotas cerâmicas

  • 18 kN/m 3

Tijolo maciço

  • 18 kN/m 3

Tijolo furado

  • 13 kN/m 3

Argamassa de cal, cimento e areia

  • 19 kN/m 3

Argamassa de cimento e areia

  • 21 kN/m 3

 
  • 24 kN/m 3

Concreto simples Concreto armado

  • 25 kN/m 3

 

5 kN/m 3

Madeira (pinho e cedro) Madeira (cabreúva, ipê roxo)

  • 10 kN/m 3

As cargas variáveis são aquelas cujos valores têm significativa variação ao longo

da vida útil da estrutura. No caso de lajes de edifício, as cargas variáveis são dadas na

tabela abaixo:

Tabela 3. Cargas variáveis de utilização.

 

1,5 kN/m 2

Quarto, sala, copa, cozinha e banheiro. Área de serviço e lavanderia.

2,0 kN/m 2

2.5. ESFORÇOS SOLICITANTES NAS LAJES.

2.5.1. LAJES ARMADAS EM UMA DIREÇÃO.

Nas lajes armadas em uma direção pode-se supor, com boa aproximação, que a

carga total q se distribua em faixas de largura unitária dispostas paralelamente à direção

do menor vão.

Assim, nessas lajes, os momentos fletores e as reações de apoio são dados por:

  • V x

  • M x

  • V x,e

  • V x,a

  • M x

  • X x

  • V x

  • M x

  • X x

= l

q

= l

q

x

2

x

/

2 (kN / m)

/ 8 (kN x m / m)

=

5

ql

x

/

8

(kN/m)

=

3

ql

x

/

8

(kN/m)

= l

q

2

2

x

/14 (kN x m / m)

=

/

8

ql

x

(kNxm /m)

= l

q

= l

q

= l

q

x

2

x

2

x

/ 2 (kN / m)

/ 24 (kN x m / m)

/12 (kN x m / m)

As cargas variáveis são aquelas cujos valores têm significativa variação ao longo da vida útil da
As cargas variáveis são aquelas cujos valores têm significativa variação ao longo da vida útil da
As cargas variáveis são aquelas cujos valores têm significativa variação ao longo da vida útil da

No caso de se ter parede sobre a laje, deve-se definir a área de sua influência e

depois determinar os esforços solicitantes.

As reações de apoio e os momentos fletores positivos e negativos para faixas de

largura unitária dados acima, serão utilizados no estudo das lajes armadas em duas

direções.

2.5.2. LAJES ARMADAS EM DUAS DIREÇÕES.

Nas lajes armadas em duas direções pode-se supor que a carga total q se distribua

segundo duas faixas ortogonais de largura unitária e paralelas às direções de seus

apoios. A igualdade dos deslocamentos verticais que as faixas têm nos centro da laje

permite determinar as parcelas de carga q x e q y que compõem a carga q total.

No caso de faixas simplesmente apoiadas, engastadas e apoiadas,e bi-engastadas,

os deslocamentos verticais no meio do vão são dados por:

No caso de se ter parede sobre a laje, deve-se definir a área de sua influência

Figura 3. Deslocamento transversal em barras prismáticas.

viga simplesmente apoiada

viga engastada e apoiada

viga com dois engastamentos

f =

5q l

4

384EI

f =

2q l

4

384EI

f =

q l

4

384EI

Para mostrar como se determinam as parcelas (quinhões) de cargas q x e q y,

considere-se a laje simplesmente apoiada nos quatro lados (tipo1) mostrada abaixo.

Neste caso de laje, o vão l x é o vão menor.

No caso de se ter parede sobre a laje, deve-se definir a área de sua influência

Figura 4. Quinhões de carga em laje simplesmente apoiada.

Sabendo-se que, por hipótese, se tem f y = f x , resulta

5 q l

x

4

5 q l

y

4

y

 

x

=

384

EI

384

EI

donde

 

q

x

l

4

x

= q

 

l

4

y

 

y

e portanto

 

l

4

 

q

x

=

y

q

x

+

q

y

l

4

x

+

 

4

q

x

=

q

 

4

l

y

4

 

l

x

+

l

y

q

y

=

q

q

x

=

q

quatro lados:

V

x

=

q

y

l

x

/ 2 ;

V

y

=

q

y

l

y

/ 2 ;

l

4

y

Tendo-se em vista que q = q x + q y , da equação acima obtém-se

= q

(

l

y

/

l

x

)

4

1

+

(

l

y

/

l

x

)

4

= q.

4 λ
4
λ

4

1 + λ

= qk

x

qk

x

=

q(1

k

x

)

Obtidos os quinhões de carga q x e q y , têm-se para a laje simplesmente apoiada nos

M

x

=

q

x

l

2

x

/ 8

M

y

=

q

y

l

2

y

/ 8

Procedendo-se de forma análoga e tendo-se em vista as expressões das reações de

apoio e dos momentos fletores já mencionadas, resultam para os seis tipos de laje:

λ = (l

y

/ l

x

); k

x

4

= λ

4

/1+ λ

q

x

=

qk

x

; q

y

=

q(1

k

x

)

V

x

=

q

x

l

x

/ 2 ;

M

x

V

y

=

q

y

l

y

/ 2 ;

M

y

=

q

x

l

2

x

/ 8

=

q

y

l

2

y

/ 8

Sabendo-se que, por hipótese, se tem f = f , resulta 5 q l x 5

λ = (l

y

/ l

x

); k

x

= 2,5λ /1+ 2,5λ

4

4

 

q

x

=

qk

x

; q

y

=

q(1

k

x

)

V

x,e

=

5q

x

l

x

/ 8 ; V

x,a

=

3q

x

l

x

/ 8

M

x

 

q

x

l

2

x

   

x

=

q

x

l

2

x

/ 8

 

=

/14

; x

V

q

y

l

y

/ 2 ;

M

 

=

q

y

l

2

y

/ 8

=

 

y

y

λ = (l

y

/ l

x

); k

x

4

= λ

/1+ λ

4

q

x

=

qk

x

; q

y

=

q(1

k

x

)

V

x,e

=

5q

x

l

x

/ 8 ; V

x,a

=

3q

x

l

x

/ 8

M

x

= q l

x

2

x

/

14

; X

x

= q l

x

2

x

/

8

V

y,e

=

5q

y

l

y

/ 8 ; V

y,a

=

3q

y

l

y

/ 8

M

y

= q l

y

2

y

/

λ = (l

/ l

14

; X

y

); k

= q l

y

2

y

/

8

4

= 5λ

4

/1+ 5λ

 
 

y

x

x

q

x

=

qk

x

; q

y

=

q(1

k

x

)

V

x

V

= q l

x

x

/

2

 

= q l

x

2

x

/

24

2

; X

 

; M

x

x

= q

x

 

=

q

y

l

y

/ 2 ;

M

 

=

q

y

l

y

/ 8

 
 

y

y

λ = (l

y

/ l

x

); k

x

4

= 2λ

4

/1+ 2λ

q

x

=

qk

x

; q

y

=

q(1

k

x

)

V

x

V

= q l

x

x

/

2

5

/

; M

x

8

;V

= q l

x

2

x

/

24

3

; X

/

8

x

= q

x

 

=

=

y,e

M

y

q l

y

y

= q l

y

2

y

/

14

; X

y

y,a

q l

y

= q l

y

2

y

/

8

y

λ = ( l y / l x ); k x = 2,5 λ /1 +
λ = ( l y / l x ); k x = 2,5 λ /1 +

l

2

x

/ 12

l

2

x

/ 12

λ = ( l y / l x ); k x = 2,5 λ /1 +
λ = ( l y / l x ); k x = 2,5 λ /1 +

λ = (l

y

/ l

x

);

k

x

4

= λ

4

/1+ λ

q

x

=

qk

x

; q

y

=

q(1

k

x

)

V

x

= q

x

l

x

/

2

; M

x

= q

x

l

2

x

/

24

; X

x

= q l

x

2

x

/

12

V

y

= q

y

l

y

/

2

; M

y

= q

y

l

2

y

/

24

;

X

y

= q

Y

l

2

y

/

12

λ = ( l y / l x ); k x 4 = λ 4 /1

Observe-se que nas lajes armadas em duas direções, o peso das paredes é suposto

distribuído sobre toda a área da laje.

2.6. CÁLCULO DAS ARMADURAS DAS LAJES.

Para determinar as armaduras das lajes é necessário conhecer-se a classe do

concreto, a categoria das barras de aço, os coeficientes de minoração das resistências

do aço e do concreto, o coeficiente majorador das ações, a altura útil da laje, a largura

da faixa onde se alojará a armadura calculada e também o momento característico M k .

Com esses parâmetros e com as equações da flexão de barras prismáticas de

concreto armado, calculam-se facilmente as armaduras da laje.

O cálculo das armaduras simplifica-se enormemente quando se empregam tabelas

elaboradas a partir das equações conhecidas.

2.6.1 CÁLCULO MEDIANTE TABELAS

As tabelas para o cálculo das armaduras são elaboradas para diversas classes de

concreto e diversas categorias de aço. A tabela mostrada a seguir adaptada de

J.S.Giongo, SET/EESC/USP foi elaborada para concreto da classe C20 (f ck =

20MPa) e aço da categoria CA 50 (f yk = 500MPa). Os coeficientes redutores das

resistências do concreto e do aço, respectivamente, γ c = 1,4 e γ f = 1,15, já estão

considerados nos coeficientes das tabelas.

Entrando-se na tabela 4 com o coeficiente k c dado por

k c = b w d 2 / γ f M k = 100 d 2 / γ f M k

obtém-se o valor de k s . Com o valor de k s , calcula-se a armadura empregando-se a

fórmula

A s = k s γ f M k / d (cm 2 /m)

Para detalhar a armadura basta transformar, de acordo com a tabela 5, a área A s em

barras de um determinado diâmetro. Dividindo-se a largura b w pelo número de barras,

encontra-se o espaçamento das barras que devem ser colocadas na largura b w .

Tabela 4 – Valores de k c e k s

 

C20

CA-50

 

C20

CA-50

 

C20

CA-50

f ck =2kN/cm 2

f yk =50kN/cm 2

 

f ck =2kN/cm 2

f yk =50kN/cm 2

 

f ck =2kN/cm 2

f yk =50kN/cm 2

K c

k s

 

k c

k s

 

kc

ks

51,9

0,023

 

5,0

0,025

 

3,1

0,027

26,2

0,023

 

1,0

0,025

 

2,9

0,028

17,6

0,024

 

4,7

0,025

 

2,8

0,028

13,3

0,024

 

4,4

0,026

 

2,7

0,028

10,7

0,024

 

4,1

0,026

 

2,7

0,028

9,0

0,024

 

3,9

0,026

 

2,6

0,029

7,8

0,024

 

3,7

0,026

 

2,5

0,029

6,9

0,025

 

3,6

0,027

 

2,4

0,029

6,8

0,025

 

3,3

0,027

 

2,4

0,030

5,6

0,025

 

3,2

0,027

 

2,3

0,023

k c = b w d 2 / γ f M k (cm 2 /kN) ;

k s = A s d / γ f M k (cm 2 /kN);

γ c = 1,4;

γ s = 1,15

Tabela 5 – Área da seção transversal de fios e barras.

Fios

   

Barras

         

φ(mm)

A s (cm 2 )

   

φ(mm)

A s (cm 2 )

4,2

0,138

   

5

0,196

4,6

0,166

   

6,3

0,312

5,0

0,196

   

8

0,503

5,5

0,238

   

10

0,785

6,0

0,283

   

12,5

1,227

6,4

0,322

   

16

2,011

7,0

0,385

   

20

3,142

8,0

0,503

   

22

3,801

9,5

0,709

   

25

4,909

10,0

0,785

 

32

2,042

2.6.2. EXIGÊNCIAS NORMATIVAS PARA AS ARMADURAS.

A relação entre a área da armadura A s e a sessão de concreto b w h, recebe o nome

de taxa de armadura ρ s . Assim têm-se

ρ s = A s / b w h

Fazendo-se b w igual a 100 cm, resulta

A s = ρ s b w h = 100 ρ s h

( cm 2 /m)

Para as armaduras positivas das lajes armadas em duas direções deve-se ter

ρ s

0,67 ρ s,min

Nas lajes armadas em uma direção, para a armadura positiva principal, deve-se

obedecer

ρ s

ρ s,min

Para as armaduras positivas secundárias destas lajes, devem-se atender

ρ s 0,2 ρ s da armadura principal

ρ s

0,5 ρ s,min

Com relação à porcentagem da armadura negativa, é necessário que se tenha

ρ s

ρ s,min

As barras da armadura negativa devem ter comprimentos que cubram o diagrama

deslocado de momentos fletores negativos.

Para os concretos das classes C20 e C25 e para o aço CA50, a porcentagem

mínima da armadura é igual a 0,15%, isto é

ρ s,min = 0,15 / 100

As barras das armaduras das lajes não devem ter diâmetro superior a um oitavo da

altura h da laje, isto é

φ ≥ h / 8

Nas regiões dos maiores momentos, o espaçamento das barras da armadura

principal não deve ultrapassar ou 20 cm ou 2h. Isto equivale a

e 20 cm

ou

e 2h

A armadura secundária de flexão não deve ter área que seja menor que 20% da

armadura principal. Alem disso, o espaçamento das barras não deve ultrapassar 30 cm.

2.6.3. EXEMPLOS NUMÉRICOS.

EXEMPLO 1.

Determinar as armaduras da laje de concreto armado simplesmente apoiada nos

quatro lados cuja planta de forma está representada abaixo. Adotar concreto de classe

C20 e aço CA-50.

ρ s ≥ ρ s,min Para as armaduras positivas secundárias destas lajes, devem-se atender ρ ≥

Figura 5. Planta de forma da laje simplesmente apoiada.

CARGA NA LAJE.

A carga total q, composta de cargas permanentes e cargas variáveis é dada por

q = 6,20 kN/m 2

CÁLCULO DOS VÃOS.

l x = 3,00 + 0,06 + 0,06

=

3,12 m

l y = 3,50 + 0,06 + 0,06

=

3,62 m

CÁLCULO DOS QUINHÕES.

λ = ( l

y

k

x

q y = q -

/ l x ) = ( 3,62 / 3,12 ) = 1,16

= [ (1,16) 4 / 1+(1,16) 4 ] = 0,644

= 3,99 kN/m 2

q x = 6,20 x 0,644

q x = 6,20 - 3,99 = 2,21 kN/m 2

CÁLCULO DAS REAÇÕES E DOS MOMENTOS.

V

x

M x = q x l x 2 / 8

V

y

= q

y

l

y

M y = q y l y 2 / 8

= q x l x /2 = 3,99 x 3,12 /2 = 6,22 kN/m

= 3,99 x (3,12) 2 / 8

=

4,86 kNxm/m = 486 kNxcm/m

3,62 kNx m/m = 362 kNxcm/m

/2 = 2,21 x 3,62/2 = 4,00 kN/m

= 2,21 x (3,62) 2 /8

=

CÁLCULO DAS ARMADURAS POSITIVAS A s,x e A s,y .

Adotando-se γ f = 1,4, têm-se

k c,x =100 x (5,5) 2 / 1,4 x 4,86

2

k c,y =100 x (5,5) / 1,4 x 3,62

A

s,x

= 0,026 x 1,4 x 4,86 / 5,5

A s,y = 0,025 x 1,4 x 3,62 / 5,5

=

4,44 k s,x = 0,026

=

5,97 k s,y = 0,025

= 3,22 cm 2 /m

= 2,30 cm 2 /m

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS.

Adotando-se φ = 6,4mm (A s = 0,322 cm 2 ) e tendo-se em vista que A s,x é distribuída

em 3,50 m e A s,y em 3,00 m, têm-se

A s,x = 3,22 cm 2 /m = 10 φ 6,4/m = 1φ 6,4 c /10 cm = 35 φ 6,4 c/10 , c = 3,12 m

A s,y = 2,30 cm 2 /m = 7 φ 6,4/m = 1φ 6,4 c/ 14 cm = 21 φ 6,4 c/14 , c = 3,62 m

Diversos são os modos de se representar a distribuição das barras das armaduras

das laje. Um deles, talvez o mais comum, é o mostrado na figura a seguir. Observe que

o espaçamento das barras, determinado para os momentos máximos (região central da

laje) é mantido nas regiões das bordas da laje, onde esses momentos são de pouca

intensidade.

Figura 6. Detalhamento das armaduras EXEMPLO 2. A figura abaixo representa a planta de fôrma do

Figura 6. Detalhamento das armaduras

EXEMPLO 2.

A figura abaixo representa a planta de fôrma do andar tipo de um edifício

residencial. Determinar os esforços e dimensionar e detalhar as armaduras das lajes.

Considerar os seguintes dados:

  • a) concreto C 20 e aço CA-50.

  • b) piso de tábuas de ipê com 2 cm de espessura.

  • c) camada de regularização de concreto simples com 2 cm de espessura.

  • d) Revestimento inferior (forro) de argamassa com 1 cm de espessura.

  • e) Carga variável de acordo com utilização do piso.

Figura 6. Detalhamento das armaduras EXEMPLO 2. A figura abaixo representa a planta de fôrma do

Figura 7. Planta de forma do andar tipo.

CÁLCULO DAS CARGAS.

Peso próprio: 1 x 1 x 0,08 x 25 = 2,00 kN/m 2

Regularização: 1 x 1 x 0,02 x 24 = 0,48 kN/m 2

Revestimento: 1 x 1 x 0,02 x 10 = 0,20 kN/m 2

Forro: 1 x 1 x 0,01 x 19 = 0,19 kN/m 2

Carga variável: 2,00 kN/m 2

Carga total: carga permanente + carga variável = 2,87 +2,00 = 4,87 kN/m 2 ~ 5,00 kN/m 2

CÁLCULO DOS ESFORÇOS.

Laje L1 (tipo 3)

 

l x = 3,12 m

;

l y = 3,62 m

;

λ = 1,16

V x,e = 6,28 kN/m

;

V x,a =

3,77 kN/m

V y,e = 4,03 kN/m

;

V y,a = 2,42

kN/m

Laje L2 (tipo3)

 

l x = 3,32 m

;

l y = 3,62 m

 

;

λ =1,09

V x , e = 6,08 kN/m

;

V x,a = 3,65 kN/m

V y , e = 4,68 kN/m

;

V y , a = 2,81 kN/m

Laje L3 (tipo3)

 

l x = 3,12 m

;

l y = 3,12 m

;

λ = 1,00

V x,e = 4,84 kN/m

;

V x,a =

2,90 kN/m

V y , e = 4,64 kN/m

;

V y , a = 2,90 kN/m

Laje L4

(tipo 5)

l x = 3,32 m

;

l y = 3,12 m

;

λ = 0,94

V x = 5,06 kN/m

;

M x = 1,40 kNm/m

V y , e = 3,80 kN/m

;

V y , a = 2,28 kN/m

Laje L5 (tipo 2)

 

l x = 2,92 m

;

l y = 3,12 m

;

λ = 1,07

V x,e = 6,99 kN/m

 

;

V x , a = 4,19 kN/m

V y = 1,83 kN/m

;

M y = 1,42 kNm/m

;

k x = 0,644

;

q x = 3,22 kN/m 2 ;

q y = 1,78 kN/m 2

 

;

M x = 2,24 kNm/m ; X x = 3,92 kNm/m

;

M y = 1,67 kNm/m

;

X y = 2,92 kNm/m .

;

k x = 0,585

;

q x = 293 kN/m 2 ;

q y = 287 kN/m 2 .

 

;

M x = 1,91 kNm/m

;

X x = 3,35 kNm/m

;

M y = 1,94 kNm/m

;

X y = 3,39 kNm/m

;

k x = 0,50

;

q x = 2,50 kN/m 2

;

 

q y = 2,50 kN/m 2

;

M x = 1,74 kNm/m

;

X x = 3,04 kNm/m

;

M y = 1,74 kNm/m

;

X y = 1,74 kNm/m

;

k x = 0,61

;

q x = 3,05 kN/m 2

;

 

q y = 1,95 kN/m 2

;

X x = 2,80 kNm/m

 
 

;

M y = 1,36 kNm/m

;

X y = 2,37 kNm/m

;

k x = 0,766

;

q x = 3,83 kN/m 2

;

q y = 1,17 kN/m 2

;

M x = 2,33 kNm/m

;

X x = 4,08 kNm/m

Os momentos fletores e as reações de apoio podem ser reunidos em uma planta

de esforços semelhante à planta de fôrma do piso. Na região central de cada laje

escrevem-se os valores dos momentos fletores positivos e indicam-se as suas

respectivas direções. Os valores dos momentos fletores negativos e das reações de

apoio são escritos junto às vigas de apoio das lajes.Ver figura a seguir.

Os momentos fletores e as reações de apoio podem ser reunidos em uma planta de esforços

Figura 8. Planta de esforços ( momento fletor e reações de apoio)

CÁLCULO DAS ARMADURAS.

ARMADURAS POSITIVAS ( A s,min = 1,00 cm 2 /m )

Laje L1

M x = 224 kNcm/m

;

k 6 = 9,65

;

k s = 0,024

;

A sx = 1,37 cm 2 /m = 7φ 5 mm/m = φ 5 c/14

M y = 167 kNcm/m

;

k 6 = 12,94

;

k s = 0,024

;

A sy = 1,02 cm 2 /m = 7φ 5 mm/m = φ 5 c/14

Laje L2

M x = 191 kNcm/m

;

k 6 = 11,31

;

k s = 0,024

;

A sx = 1,17 cm 2 /m = 6φ 5 mm/m =φ 5 c/16

M y = 194 kNcm/m

;

k 6 = 11,13

;

k s = 0,024

;

A sy = 1,19 cm 2 /m = 6φ 5 mm/m = φ 5 c/16

Laje L3

M x = 174 kNcm/m

;

k 6 = 12,41

;

k s = 0,024

;

A sx = 1,06cm 2 /m = 6 φ 5 mm/m = φ 5 c/16

M y = 174 kNcm/m

;

k 6 = 12,41

;

k s = 0,024

;

A sy = 1,06cm 2 /m = 6 φ 5 mm/m = φ 5 c/16

Laje L4

M x = 140 kNcm/m

;

k 6 = 15,43

;

k s = 0,024

;

A sx = 0,86 cm 2 /m = 6φ 5 mm/m = φ 5 c/16

(1,00 cm 2 /m)

M y = 136 kNcm/m

;

k 6 = 15,89

;

k s = 0,024

;

A sy = 0,83 cm 2 /m = 6φ 5 mm/m = φ 5 c/16

Laje L5

(1,00 cm 2 /m)

M x = 233 kNcm/m

;

k 6 = 9,27

;

k s = 0,024

;

A sx = 1,42 cm 2 /m = 7φ 5 mm/m = φ 5 c/14

M y = 142 kNcm/m

;

k 6 = 15,21

;

k s = 0,024

;

A sy = 0,87 cm 2 /m = 6φ 5 mm/m = φ 5 c/16

ARMADURAS NEGATIVAS (A s,min = 1,20 cm 2 /m )

Ligação L1/L2 ( X x = 392 kNcm/m

;

X x = 335 kNcm/m ).

 

X x =364 kNcm/m

;

k 6 = 5,94

;

k s = 0,025

;

 

A sx = 2,32 cm 2 /m = 8 φ 6 mm/m = φ 6 c/12

Ligação L1/L3 ( X x = 292 kNcm/m

;

X x = 304 kNcm/m )

 

X x = 298 kNcm/m

;

k 6 = 7,25

;

k s = 0,025

 

;

A sx = 1,89 cm 2 /m = 7 φ 6 mm/m = φ 6 c/14

Ligação L2/L4 ( X x = 339 kNcm/m

;

X x = 237 kNcm/m ).

 

X x = 288 kNcm/m

;

k 6 = 7,50

;

k s = 0,024

 

;

A sx = 1,76 cm 2 /m = 6 φ 6 mm/m = φ 6 c/17

Ligação L3/L4 ( X x = 304 kNcm/m

;

X x = 280 kNcm/m )

 

X x = 292 kNcm/m

; k 6 = 7,40

 

;

k s = 0,024

;

A sx = 1,78 cm 2 /m = 6 φ 6 mm/m =

φ 6 c/17

Ligação L4/L5 ( X x = 280 kNcm/m

;

X x = 408 kNcm/m )

X x = 344 kNcm/m

;

k 6 = 6,28

;

k s = 0,025

 

;

A sx = 2,19 cm 2 /m = 8 φ 6 mm/m = φ 6 c/12

As barras da armadura negativa devem ser colocadas sobre a viga que serve de

apoio para duas lajes contíguas. O comprimento das barras deve ser tal que cubra o

diagrama de momentos deslocado.

O detalhamento das armaduras positiva e negativa é mostrado nas figuras

seguintes.

Figura 9. Detalhamento da armadura positiva. Figura 10. Detalhamento da armadura negativa. 2.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Barbato,

Figura 9. Detalhamento da armadura positiva.

Figura 9. Detalhamento da armadura positiva. Figura 10. Detalhamento da armadura negativa. 2.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. Barbato,

Figura 10. Detalhamento da armadura negativa.

2.9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

Barbato, R.L.A – Sistemas Estruturais - Estruturas de Concreto Armado. Notas de Aula.

Departamento de Engenharia Civil, UFSCar – 1986.

Debs, A.L.H.C. – Sistemas Estruturais – Estruturas de Concreto Armado.

SET/EESC/USP –Notas de Aula - Curso de Arquitetura – 2006.

Giongo, J.S. – Estruturas de Concreto Armado. Notas de Aula - SET/EESC/USP –

Engenharia Civil – 2006.