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Trovadorismo

1) PERIODIZAÇÃO

Podemos dizer que o trovadorismo foi a primeira manifestação literária da


língua portuguesa. Surgiu no século XII, em plena Idade Média, período em
que Portugal estava no processo de formação nacional.

O marco inicial do Trovadorismo é a “Cantiga da Ribeirinha” (conhecida também como


“Cantiga da Garvaia”), escrita por Paio Soares de Taveirós no ano de 1189. Esta fase da
literatura portuguesa vai até o ano de 1418, quando começa o Quinhentismo.

http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/trovadorismo.htm

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A época do trovadorismo abrange as origens da Língua Portuguesa, a língua


galaico-portuguesa (o português arcaico) que compreende o período de 1189 a
1418. Portugal ocupava-se com as Cruzadas, a luta contra os mouros, e estava
marcado pelo teocentrismo (universo centrado em Deus, a vida estava voltada
para os valores espirituais e a salvação da alma) e pelo sistema feudal (sistema
econômico e político, entre senhores e vassalos ou servos), já enfraquecido, em
fase de decadência. Quando finalmente a guerra chega ao fim, começam
manifestações sociais de período de paz, entre elas a literatura, e em torno dos
castelos feudais também se desenvolveu um tipo de literatura que
redimensiona a visão do mundo medieval e aponta para novos caminhos, essa
manifestação literária é o Trovadorismo.

O primeiro texto escrito em português foi criado no século XII (1189 ou 1198)
era a “Cantiga da Ribeirinha”, do poeta Paio Soares de Taveirós, dedicada a D.
Maria Paes Ribeiro, a Ribeirinha.
http://www.brasilescola.com/literatura/trovadorismo.htm

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Trovadorismo foi a primeira escola literária portuguesa. Esse movimento literário


compreende o período que vai, aproximadamente do século XII ao século XIV.

CONTEXTO HISTÓRICO-CULTURAL

A época do trovadorismo abrange as origens da Língua Portuguesa, a língua


galaico-portuguesa (o português arcaico) que compreende o período de 1189 a
1418. Portugal ocupava-se com as Cruzadas, a luta contra os mouros, e estava
marcado pelo teocentrismo (universo centrado em Deus, a vida estava voltada
para os valores espirituais e a salvação da alma) e pelo sistema feudal (sistema
econômico e político, entre senhores e vassalos ou servos), já enfraquecido, em
fase de decadência. Quando finalmente a guerra chega ao fim, começam
manifestações sociais de período de paz, entre elas a literatura, e em torno dos
castelos feudais também desenvolveu-se um tipo de literatura que
redimensiona a visão do mundo medieval e aponta para novos caminhos, essa
manifestação literária é o
Trovadorismo. http://www.brasilescola.com/literatura/trovadorismo.htm

Trovadorismo foi a primeira escola literária portuguesa. Esse movimento


literário compreende o período que vai, aproximadamente do século
XII ao século XIV.

A partir desse século, Portugal começava a afirmar-se como reino


independente, embora ainda mantivesse laços econômicos, sociais e
culturais com o restante da Penínsua Ibérica. Desses laços surgiu,
próximo à Galícia (região ao norte do rio Douro), uma língua particular,
de traços próprios, chamada galego-português. A produção literária
dessa época foi feita nesta variação linguística.

A cultura trovadoresca refletia bem o panorama histórico desse


período: as Cruzadas, a luta contra os mouros, o feudalismo, o poder
espiritual do clero.

O período histórico em que surgiu o Trovadorismo foi marcado por


um sistema econômico e político chamado Feudalismo, que consistia
numa hierarquia rígida entre senhores: um deles, o suserano, fazia a
concessão de uma terra (feudo) a outro indivíduo, o vassalo. O suserano,
no regime feudal, prometia proteção ao vassalo como recompensa por
certos serviços prestados.

Essa relação de dependência entre suserano e vassalo era chamada


de vassalagem.

Assim, o senhor feudal ou suserano era quem detinha o poder,


fazendo a concessão de uma porção de terra a um vassalo, encarregado
de cultivá-la.

Além da nobreza (classe que pertenciam os suseranos) e a classe


dos vassalos ou servos, havia ainda uma outra classe social: o clero.
Nessa época, o poder da Igreja era bastante forte, visto que o clero
possuía grandes extensões de terras, além de dedicar-se também à
política.

Os conventos eram verdadeiros centros difusores da cultura


medieval, pois era neles que se escolhiam os textos filosóficos a serem
divulgados, em função da moral cristã.

A religiosidade foi um aspecto marcante da cultura medieval


portuguesa. A vida do povo lusitano estava voltada para os valores
espirituais e a salvação da alma. Nessa época, eram frequentes as
procissões, além das próprias Cruzadas - expedições realizadas durante a
Idade Média, que tinham como principal objetivo a libertação dos
lugares santos, situados na Palestina e venerados pelos cristãos. Essa
época foi caracterizada por uma visão teocêntrica (Deus como o centro
do Universo). Até mesmo as artes tiveram como tema motivos religiosos.
Tanto a pintura quanto a escultura procuravam retratar cenas da vida de
santos ou episódios bíblicos.

Na literatura, desenvolveu-se em Portugal um movimento poético


chamado Trovadorismo. Os poemas produzidos nessa época eram feitos
para serem cantados por poetas e músicos. (Trovadores - poetas que
compunham a letra e a música de canções. Em geral uma pessoa culta -
Menestréis - músicos-poetas sedentários; viviam na casa de um fidalgo,
enquanto o jogral andava de terra em terra - , Jograis - cantores e
tangedores ambulantes, geralmente de origem plebéia - e Segréis -
trovadores profissionais, fidalgos desqualificados que iam de corte em
corte, acompanhados por um jogral) Recebiam o nome de cantigas,
porque eram acompanhados por instrumentos de corda e sopro. Mais
tarde, essas cantigas foram reunidas em Cancioneiros: o da Ajuda, o da
Biblioteca Nacional e o da Vaticana.

2) CANTIGAS – CARACTERÍSTICAS (líricas – amor e amigo)

Tipos de Cantiga.
Os primórdios da literatura galaico-portuguesa foram marcados pelas
composições líricas destinadas ao canto.
Essas cantigas dividiam-se em dois tipos:
Refrão, caracterizadas por um estribilho repetido no final de cada estrofe,
Mestria, que era mais trabalhada, sem algo repetitivo.
Essas eram divididas em temas, que eram: Cantigas de Amor, Amigo e de
Escárnio e Maldizer.
Temas
Cantiga de Amor
Quem fala no poema é um homem, que se dirige a uma mulher da nobreza,
geralmente casada, o amor se torna tema central do texto poético. Esse amor
se torna impraticável pela situação da mulher. Segundo o homem, sua amada
seria a perfeição e incomparável a nenhuma outra. O homem sofre
interiormente, coloca-se em posição de servo da mulher amada. Ele cultiva esse
amor em segredo, sem revelar o nome da dama, já que o homem é proibido de
falar diretamente sobre seus sentimentos por ela (de acordo com as regras do
amor cortês), que nem sabe dos sentimentos amorosos do trovador. Nesse tipo
de cantiga há presença de refrão que insiste na idéia central, o enamorado não
acha palavras muito variadas, tão intenso e maciço é o sofrimento que o
tortura.
São cantigas que espelham a vida na corte através de forte abstração e
linguagem refinada.
Cantiga de Amigo
O trovador coloca como personagem central uma mulher da classe popular,
procurando expressar o sentimento feminino através de tristes situações da
vida amorosa das donzelas. Pela boca do trovador, ela canta a ausência do
amigo (amado ou namorado) e desabafa o desgosto de amar e ser abandonada,
em razão da guerra ou de outra mulher. Nesse tipo de poema, a moça conversa
e desabafa seus sentimentos de amor com a mãe, as amigas, as árvores, as
fontes, o mar, os rios, etc. É de caráter narrativo e descritivo e constituem um
vivo retrato da vida campestre e do cotidiano das aldeias medievais na região.

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Cantigas de Amor: neste tipo de cantiga o trovador destaca todas as


qualidades da mulher amada, colocando-se numa posição inferior (de
vassalo) a ela. O tema mais comum é o amor não correspondido. As cantigas
de amor reproduzem o sistema hierárquico na época do feudalismo, pois o
trovador passa a ser o vassalo da amada (suserana) e espera receber um
benefício em troca de seus “serviços” (as trovas, o amor dispensado,
sofrimento pelo amor não correspondido).

Cantigas de Amigo: enquanto nas Cantigas de Amor o eu-lírico é um


homem, nas de Amigo é uma mulher (embora os escritores fossem homens).
A palavra amigo nestas cantigas tem o significado de namorado. O tema
principal é a lamentação da mulher pela falta do amado.

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Cantigas de amor

Nesta cantiga o eu-lirico é masculino e o autor é geralmente de boa


condição social. É uma cantiga mais "palaciana", desenvolve-se em
cortes e palacios.

Quanto à temática, o amor é a fonte eterna, devendo ser leal,


embora inatingível e sem recompensa. O amante deve ser submetido à
dama, numa vassalagem humilde e paciente, honrando-a com fidelidade,
sempre (Cá entre nós, a época que os homens ainda eram inteligentes..
: )))

O nome da mulher amada vem oculto por força das regras de


mesura (boa educação extrema) ou para não compromete-la (geralmente,
nas cantigas de amor o eu-lirico é um amante de uma classe social
inferior à da dama).
A beleza da dama enlouquece o trovador e a falta de
correspondência gera a perda do apetite, a insônia e o tormento de amor.
Além disso, a coita amorosa (dor de amor) pode fazer enlouquecer e
mesmo matar o enamorado.

Meus olhos (titulo adp).

Estes meus olhos nunca perderan, / senhor, gran coyta / mentr' eu vivo
fôr; / e direy-vos, fremosa mia senhor, / d'estes meus olhos a coyta que
an: / choran e cegan, quand' alguen que veen.

Guisado teen de nunca perder / meus olhos coyta e meu coraçon, / e


estas coytas, senhos, mias son; / mays los meus olhos, por alguen veer, /
choran e cegan, quand' alguen non veen, e ora cegan por alguen que
veen.

E nunca ja poderey aver ben, / poys que amor já non quer nem quer
Deus; / mays os cativos d'estes olhos meus / morrerán e cegan, quand'
alguen non veen, e ora cegan por alguen que veen.

(Gran coyta: grande paixão desgosto. / Fremosa mia senhor: minha bela senhora)

Cantigas de amigo

As cantigas de amigo apresentam eu-lirico feminino, embora o


autor seja um homem.

Procuram mostrar a mulher dialogando com sua mãe, com uma


amiga ou com a natureza, sempre preocupada com seu amigo
(namorado). Ou ainda, o amigo é o destinatário do texto, como se a
mulher desejasse fazer-lhe confidências de seu amor. (Mas nunca
diretamente a ele. O texto é dialogado com a natureza, como se o
namorado estivesse por perto, a ouvir as juras de amor). Geralmente
destinam-se ao canto e a dança.

A linguagem, comparando-se às cantigas de amor é mais simples e


menos musical pois as cantigas de amigo não se ambientam em palácios
e sim em lugares mais simples e cotidianos.

Conforme a maneira como o assunto é tratado, e conforme o


cenário onde se dá o encontro amoroso, as cantigas de amigo recebem
denominações especiais

-Alvas (quando se passam ao amanhecer):


Levantou-s'a velida (a bela) / Levantou-s'à alva; / e vai lavar camisas / e
no alto (no rio) / vai-las lavar à alva (de madrugada). - D. Dinis.

-Bailias (quando seu cenário é uma festa onde se dança):

E no sagrado (local sagrado, possivelmente à frente de uma igreja), em


Vigo / bailava corpo velido (uma linda moça) amor ei! - Martim Codax.

- Romarias (sobre visitas a santuários, enquanto as "madres


queymam candeas"):

Pois nossas madres van a San Simon / de Val de Prados candeas


queimar (pagar promessas) / nós, as menininhas, punhemos d'andar
(vamos passear). - Pero de Viviães.

- Barcarolas ou Marinhas (falam do temor de que o "amigo" vá


às expedições marítimas; do perigo de que ele não volte mais.

Vi eu, mia madr' , andar / as barcas e no mar, / e moiro de amor! - Nuno


Fernandes Torneol

- Pastorelas (quando seu cenário é o campo, próximo a rebanhos):

Oi (ouvi) oj'eu ua pastor andar, / du (onde) cavalgava per ua ribeira, / e


o pastor estava i senlheira, (sozinha) / a ascondi-me pola escuitar... -
Airas Nunes de Santiago.

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3) Satíricas – escárnio e maldizer

No trovadorismo galego-português, as cantigas são divididas em: Satíricas


(Cantigas de Maldizer e Cantigas de Escárnio) e Líricas (Cantigas de Amor e
Cantigas de Amigo).

Cantigas de Maldizer: através delas, os trovadores faziam sátiras diretas,


chegando muitas vezes a agressões verbais. Em algumas situações eram
utilizados palavrões. O nome da pessoa satirizada podia aparecer
explicitamente na cantiga ou não.

Cantigas de Escárnio: nestas cantigas o nome da pessoa satirizada não


aparecia. As sátiras eram feitas de forma indireta, utilizando-se de duplos
sentidos.

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Cantigas de escárnio e de maldizer
Esse tipo de cantiga procurava ridicularizar pessoas e costumes da época
com produção satírica e maliciosa.
As cantigas de escárnio são críticas, utilizando de sarcasmo e ironia, feitas
de modo indireto, algumas usam palavras de duplo sentido, para que, não se
entenda o sentido real.
As de maldizer utilizam uma linguagem mais vulgar, referindo-se
diretamente a suas personagens, com agressividade e com duras palavras, que
querem dizer mal e não haverá outro modo de interpretar.
Os temas centrais destas cantigas são as disputas políticas, as questões e
ironias que os trovadores se lançam mutuamente.

http://www.brasilescola.com/literatura/trovadorismo.htm

-Gênero satírico: em que o objetivo é criticar alguém,


ridicularizando esta pessoa de forma sutil ou grosseira; a este gênero
pertencem as cantigas de escárnio e as cantigas de maldizer.

São composições que expressam melhor a psicologia do tempo,


onde vêm á tona assuntos que despertam grandes comentários na época,
nas relações sociais dos trovadores; são sátiras que atingem a vida social
e política da época, sempre num tom de irreverência; são sátiras de
grande riqueza, uma vez que se apresentam num considerável
vocabulário, observando-se, muitas vezes o uso de trocadilhos; fogem às
normas rígidas das cantigas de amor e oferecem novos recursos poéticos.

Os principais temas das cantigas satíricas são: a fuga dos


cavaleiros da guerra, traições, as chacotas e deboches, escândalos das
amas e tecedeiras, pederastia (homossexualismo) e pedofilia (relações
sexuais com crianças), adultério e amores interesseiros e ilícitos.

Obs: Tanto nas cantigas de escárnio quanto nas de maldizer, pode


ocorrer diálogo. Quando isso acontece, a cantiga é denominada tensão
(ou tenção). Pode mostrar a conversa entre a mãe a moça, uma moça e
uma amiga, a moça e a natureza, ou ainda, a discussão entre um trovador
e um jogral, ambos tentando provar que são mais competentes em sua
arte.

Cantigas de Escárnio

Apresentam críticas sutis e bem-humoradas sobre uma pessoa que,


sem ter nome citado, é facilmente reconhecível pelos demais elementos
da sociedade.

Ai, dona fea, fostes-vos queixar / que vos nunca louv' en [o] meu cantar;
/ mais ora quero fazer um cantar / en que vos loarei toda via; / e vedes
como vos quero loar; / dona fea, velha e sandia!
Dona fea, se Deus me perdon, / pois avedes [a] tan gran coraçon / que
vos eu loe, en esta razon / vos quero loar toda via; / e vedes qual será a
loaçon / dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei / en meu trobar, pero muito trobei; / mais
ora já un bon cantar farei, / en que vos loarei toda via; / e direi-vos
como vos loarei: dona fea, velha e sandia!

(Loarei: louvarei / Sandia: louca / Avedes tan gran coraçon: tendes tanto desejo /
loaçon: louvor)

Cantigas de Maldizer

Neste tipo de cantiga é feita uma crítica pesada, com intensão de ofender a pessoa
ridicularizada. Há o uso de palavras grosseiras (palavrões, inclusive) e cita-se o nome
ou o cargo da pessoa sobre quem se faz a sátira

4) Prosa trovadoresca (cronicões, hagiografias, nobiliários)

5)Novelas de cavalaria

Nem só de poesia viveu o Trovadorismo. Também floresceu um


tipo de prosa ficcional, as novelas de cavalaria, originárias das canções
de gesta francesas (narrativas de assuntos guerreiros), onde havia sempre
a presença de heróis cavaleiros que passavam por situações
perigosíssimas para defender o bem e vencer o mal.

Sobressai nas novelas a presença do cavaleiro medieval, concebido


segundo os padrões da Igreja Católica (por quem luta): ele é casto, fiel,
dedicado, disposto a qualquer sacrifício para defender a honra cristã.
Esta concepção de cavaleiro medieval opunha-se à do cavaleiro da corte,
geralmente sedutor e envolvido em amores ilícitos. A origem do
cavaleiro-heroi das novelas é feudal e nos remete às Cruzadas: ele está
diretamente envolvido na luta em defesa da Europa Ocidental contra
sarracenos, eslavos, magiares e dinamarqueses, inimigos da cristandade.

As novelas de cavalaria estão divididas em três ciclos e se


classificam pelo tipo de herói que apresentam. Assim, as que apresentam
heróis da mitologia greco-romana são do ciclo Clássico (novelas que
narram a guerra de Tróia, as aventuras de Alexandre, o grande); as que
apresentam o Rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda pertencem ao
ciclo Arturiano ou Bretão (A Demanda do Santo Graal); as que
apresentam o rei Carlos Magno e os doze pares de França são do ciclo
Carolíngeo (a história de Carlos Magno).
Geralmente, as novelas de cavalaria não apresentam uma autoria.
Elas circulavam pela Europa como verdadeira propaganda das Cruzadas,
para estimular a fé cristã e angariar o apoio das populações ao
movimento. As novelas eram tidas em alto apreço e foi muito grande a
sua influência sobre os hábitos e os costumes da população da época. As
novelas Amandis de Gaula e A Demanda do Santo Graal foram as
histórias mais populares que circulavam entre os portugueses.

As novelas de cavalaria - Surgiram derivadas de canções de gesta e de poemas


épicos medievais. Refletiam os ideais da nobreza feudal: o espírito
cavalheiresco, a fidelidade, a coragem, o amor servil, mas estavam também
impregnadas de elementos da mitologia céltica. A história mais conhecida é A
Demanda do Santo Graal, a qual reúne dois elementos fundamentais da Idade
Média quando coloca a Cavalaria a serviço da Religiosidade. Outras novelas que
também merecem destaque são "José de Arimatéia" e "Amadis de Gaula".

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6) Principais trovadores (D. Dinis e Paio Soares)

Os trovadores de maior destaque na lírica galego-portuguesa são: Dom Duarte, Dom


Dinis, Paio Soares de Taveirós, João Garcia de Guilhade, Aires Nunes e Meendinho.
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Autores (Trovadores)
Os mais conhecidos trovadores foram: João Soares de Paiva, Paio Soares de
Taveirós, o rei D. Dinis, João Garcia de Guilhade, Afonso Sanches, João Zorro,
Aires Nunes, Nuno Fernandes Torneol.
Mas aqui falaremos apenas sobre alguns.
Paio Soares Taveirós
Paio Soares Taveiroos (ou Taveirós) era um trovador da primeira metade do
século XIII. De origem nobre, é o autor da Cantiga de Amor A Ribeirinha,
considerada a primeira obra em língua galaico-portuguesa.
D. Dinis

Dom Dinis, o Trovador, foi um rei importante para Portugal, sua lírica foi
de 139 cantigas, a maioria de amor, apresentando alto domínio técnico e
lirismo, tendo renovado a cultura numa época em que ela estava em
decadência em terras ibéricas.
D. Afonso X

D. Afonso X, o Sábio, foi rei de Leão e Castela. É considerado o grande


renovador da cultura peninsular na segunda metade do século XIII. Acolheu na
sua corte e trovadores, tendo ele próprio escrito um grande número de
composições em galaico-português que ficaram conhecidas como Cantigas de
Santa Maria. Promoveu, além da poesia, a historiografia, a astronomia e o
direito, tendo elaborado a General Historia, a Crônica de España, Libro de los
Juegos, Las Siete Partidas, Fuero Real, Libros del Saber de Astronomia, entre
outras.
D. Duarte
D. Duarte foi o décimo primeiro rei de Portugal e o segundo da segunda
dinastia. D. Duarte foi um rei dado às letras, tendo feito a tradução de autores
latinos e italianos e organizando uma importante biblioteca particular. Ele
próprio nas suas obras mostra conhecimento dos autores latinos.
Obras: Livro dos Conselhos; Leal Conselheiro; Livro da Ensinança de Bem
Cavalgar Toda a Sela.
Fernão Lopes

Fernão Lopes é considerado o maior historiógrafo de língua portuguesa,


aliando a investigação à preocupação pela busca da verdade. D. Duarte
concedeu-lhe uma tença anual para ele se dedicar à investigação da história do
reino, devendo redigir uma Crônica Geral do Reino de Portugal. Correu a
província a buscar informações, informações estas que depois lhe serviram para
escrever as várias crônicas (Crônica de D. Pedro I, Crônica de D. Fernando,
Crônica de D. João I, Crônica de Cinco Reis de Portugal e Crônicas dos Sete
Primeiros Reis de Portugal). Foi “guardador das escrituras” da Torre do Tombo.
Frei João Álvares
Frei João Álvares a pedido do Infante D. Henrique, escreveu a Crônica do
Infante Santo D. Fernando. Nomeado abade do mosteiro de Paço de Sousa,
dedicou-se à tradução de algumas obras pias: Regra de São Bento, os Sermões
aos Irmãos do Ermo atribuídos a Santo Agostinho e o livro I da Imitação de
Cristo.
Gomes Eanes de Zurara
Gomes Eanes de Zurara, filho de João Eanes de Zurara. Teve a seu cargo
a guarda da livraria real, obtendo em 1454 o cargo de “cronista-mor” da Torre
do Tombo, sucedendo assim a Fernão Lopes. Das crônicas que escreveu
destacam-se: Crônica da Tomada de Ceuta, Crônica do Conde D. Pedro de
Meneses, Crônica do Conde D. Duarte de Meneses e Crônica do Descobrimento
e Conquista de Guiné.

http://www.brasilescola.com/literatura/trovadorismo.htm

Paio Soares Taveirós


Pay Soarez Taveiroos (ou Taveirós) era um trovador da primeira metade do século XIII.
De origem nobre, é o autor da Cantiga de Escárnio de Amor A Ribeirinha, considerada a
primeira obra em língua galaico-portuguesa (e assim do por conseqüência em língua
portuguesa). A Ribeirinha ainda é muito estudada, tanto devido a sua datação quanto a
sua interpretação.
Martim Codax
Martim Codax foi um trovador (possivelmente do século XIII) de muita sorte: ele é o
único a Ter a melodia de suas cantigas preservadas (cinco melodias apenas, mas
melodias). Muito estudado, já foi traduzido para diversas línguas e apresenta qualidades
poéticas de certo refino.

D. Dinis
Dom Dinis (1261-1325) o Lavrador ou o Trovador, foi um rei importante para Portugal,
não só pelas suas conquistas em termos de cultura (mandou fundar a Universidade de
Lisboa, que depois se transferiu para Coimbra) e uso da língua (mandou que se
redigissem documentos em português, não em latim), mas também e principalmente
pelas suas conquistas na agricultura (drenou pântanos, plantou florestas, fez reforma
agrária), economia (estimulou o comércio interno e externo) e política (apaziguou a
Igreja com a Concordata de 1290). Mas o que nos interessa é sua lírica: 138 ou 139
cantigas, a maioria de amor, apresentando alto domínio técnico e lirismo, tendo
renovado a cultura numa época em que ela estava em decadência em terras ibéricas.

http://www.geocities.com/Athens/Styx/2607/portuguesa/trovad.html

7)Os cancioneiros

Livro onde estão compiladas peças líricas, acompanhadas ou não de notações


musicais, segundo um determinado critério unificador. O termo e conceito são já
conhecidos na Antiguidade, no entanto, é na Idade Média que se verifica o grande
desenvolvimento deste tipo de antologias. Nos diversos cancioneiros conhecidos é
possível encontrar obras que se situam entre os finais dos séculos XIII e XV.
No universo galego-português, são conhecidas três antologias
profanas e uma sacra. Do primeiro grupo fazem parte: o Cancioneiro
da Ajuda, o mais antigo, assim denominado por se encontrar na
biblioteca do Palácio da Ajuda, para onde transitou no principio do
século XIX; o Cancioneiro da Vaticana, encontrado em Roma, na
biblioteca do Vaticano, durante o reinado de D. João III e, finalmente,
o Cancioneiro da Biblioteca Nacional, o mais completo, que
anteriormente era conhecido por Cancioneiro Colocci-Brancuti por ter
pertencido ao humanista italiano, Ângelo Colocci, e ter sido
encontrado, no século XIX, na biblioteca do Conde Brancuti. Os dois
últimos são apógrafos, ou seja, cópias posteriores de originais
perdidos. O cancioneiro sacro, da autoria de Afonso X, o Sábio, é
conhecido por Cantigas de Santa Maria. Nele, o seu autor transforma
o amor trovadoresco em devoção à Virgem.
Os cancioneiros, embora fontes parciais já que a produção era
superior, são documentos únicos e insubstituíveis que, no entanto,
não deixam de colocar alguns problemas aos investigadores,
nomeadamente no que respeita aos critérios de compilação. De facto,
o princípio de selecção revela-se fundamental, chegando mesmo a
ser normativo, já que, é este principio o responsável pela transmissão
de uma cultura, de uma estética, de uma escola poética ou mesmo
de uma época, como acontece com os cancioneiros provençais e
galego-portugueses.
O termo cancioneiro pode ter diversas acepções: para a mais
restrita, é uma coleção de textos poéticos selecionados, organizados
e ordenados pelo próprio autor que é também o responsável pelas
lições do texto. Uma outra, já não tão restrita, considera que
cancioneiro diz respeito, também a uma coleção individual, que, no
entanto, não teve o autor como responsável pela sua organização. A
terceira e mais ampla acepção fala de uma compilação de textos em
verso, de vários autores, selecionados e ordenados por um
compilador.
No que respeita à ordenação dos textos, esta obedece,
geralmente, a critérios cronológicos e de gênero, sendo os segundos
mais importantes, já que há uma tentativa de agrupar os textos
segundo esses mesmos gêneros. Além destes, nos cancioneiros
coletivos, poderá surgir um terceiro critério ligado à importância dos
autores: os trovadores maiores em primeiro lugar e os trovadores
menores em segundo lugar. Alguns casos há, em que o livro fecha
com a produção poética do próprio compilador.
Partindo do sentido etimológico, o cancioneiro perfeito é todo
aquele que tem um princípio e um fim bem marcados: o princípio por
uma rubrica ou título com o nome do autor e o conteúdo do livro, e
um epílogo que marca o final. Os cancioneiros coletivos não
apresentam uma estrutura muito diferente dos individuais. A única
diferença parece ser, nos cancioneiros provençais, a apresentação,
em prosa, da vida do trovador, antes da apresentação da sua obra.
Algumas composições são ainda introduzidas por uma razó, em
prosa, que informa quais os fatos que levaram à sua composição. Os
cancioneiros galego-portugueses apresentam unicamente o nome e,
algumas vezes, a origem e condição social do trovador, no entanto
falam da razó, pelo menos no género satírico.
Consoante os fins para que se destinam, as características
externas dos cancioneiros variam: podem ser grandes ou pequenos;
decorados, ou não, com ricas miniaturas; copiados para pergaminho
ou, mais tardiamente, para papel; com ou sem notações musicais.
Também o número de colunas em que são escritos pode variar.