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Capítulo 5 RESSONÂNCIA

Circuitos que contêm indutância e capacitância podem apresentar


o fenômeno denominado de ressonância, a qual é importante em
muitas aplicações. A ressonância é a base para a seletividade de
freqüência em sistemas de comunicação. A capacidade de um
receptor de rádio ou televisão selecionar uma certa freqüência que
é transmitida por uma estação particular e, ao mesmo tempo,
eliminar freqüências de outras estações está baseado no princípio
da ressonância. Em sistemas de potência, o princípio da
ressonância é usado na filtragem de freqüências indesejadas à
operação adequada de uma carga.

As condições em um circuito RLC que produzem ressonância e as


características de circuitos ressonantes são abordadas neste
capítulo.

A ressonância pode ocorrer em circuitos de estrutura série e


paralela.

5.1. Ressonância Série

Lembrando que reatância capacitiva varia com o inverso da


freqüência e que reatância indutiva varia diretamente com a
freqüência, o efeito combinado dessas reatâncias como função da
freqüência será examinado nesta seção.

No circuito RLC série mostrado na Figura 5.1 será avaliado o


comportamento das reatâncias XL e XC e da corrente com a
freqüência da fonte de tensão senoidal.

Figura 5.1: Circuito Ressonante Série

A impedância do circuito é dada por:

Profa Ruth Leão Email: rleao@dee.ufc.br


4-2

Z = R + jX L − jX C
(5.1)
= Z ∠θ

Z= R 2 ⎛ 1 ⎞
+ ⎜ ωL − ⎟
⎝ ωC ⎠ (5.2)
−1
ωL − (1 / ωC)
θ = tg
R

Pela equação de Z, verifica-se que para valores baixos de f ou ω,


XC é alto e XL é baixo e o circuito assume características
capacitivas (ângulo da impedância negativo). À medida que a
freqüência cresce, XC decresce e XL aumenta até que XC=XL e as
duas reatâncias se cancelam tornando o circuito puramente
resistivo. Quando em um circuito RLC série XC=XL é dito que o
circuito está em ressonância. A freqüência em que ocorre a
ressonância é denominada de freqüência ressonante, ω0. Se a
freqüência cresce ainda mais XL torna-se maior do que XC, e o
circuito é predominantemente indutivo (ângulo da impedância
positivo).

Capacitivo Indutivo:
XC > XL XL > XC

Figura 5.2: Variação da impedância com a freqüência.

Na ressonância a magnitude da impedância é mínima, Z=R, e XL e


XC têm a mesma magnitude de modo que a freqüência ressonante
é dada por:

X L =X C (5.3)

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4-3

1
f = (5.4)
2π LC

Considerando que a amplitude da fonte de tensão permanece


constante à medida que sua freqüência varia, a amplitude da
corrente aproxima-se de zero para valores pequenos e grandes de ω.
− O capacitor impede a passagem de corrente a freqüências
baixas.
− O indutor impede a passagem de corrente a freqüências altas.

A magnitude da corrente no circuito é dada por:

V
I= (5.5)
R 2 +(ωL − 1 / ωC )2

A corrente atingirá valor máximo quando a freqüência for tal que


ω0L=1/ω0C, sendo ω0 a freqüência ressonante do circuito. O ângulo
da corrente é definido por:
−1
ωL − (1 / ωC) (5.6)
θ = ± tg
R

Quando ωL for maior que 1/ωC, o ângulo θ é positivo, do contrário o


ângulo é negativo. O gráfico da magnitude e do ângulo da corrente
versus freqüência assume a forma mostrada nas Figuras 5.3 e 5.4.

Figura 5.3: Amplitude da corrente variando com a freqüência.

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4-4

Ângulo de Fase da Corrente

90o

(grau)

ωo
ω (rad/s)

-90o

Figura 5.4: Ângulo da corrente versus a freqüência.

Para freqüências abaixo de ω0, o circuito é capacitivo (XC>XL), a


corrente é adiantada da tensão, e o ângulo da corrente é positivo.
Para freqüências acima de ω0, o circuito é indutivo, a corrente é
atrasada da tensão, e o ângulo θ é negativo.

Na ressonância a corrente é limitada somente pela resistência do


circuito como mostra a Figura 5.5. Quanto maior a resistência,
menor a corrente na ressonância, e vice-versa.

Figura 5.5: Variação da corrente para R grande e pequeno.

Embora as reatâncias indutiva e capacitiva se anulem na


ressonância, a queda de tensão sobre cada um dos componentes
RLC do circuito não é nula. Na ressonância série, as tensões sobre

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4-5

o indutor e sobre o capacitor são iguais em magnitude e defasadas


de 180º.
IXL

I IR

IXC
Figura 5.6: Diagrama fasorial de circuito RLC série em ressonância.

A queda na resistência é obtida por divisor de tensão:

R
VR = I R = VF (5.7)
2
⎛ 1 ⎞
R 2 + ⎜ ωL − ⎟
⎝ ωC ⎠

A tensão no resistor, VR, varia proporcionalmente à corrente⏐I⏐e


tem o mesmo perfil da corrente.

De modo semelhante, as quedas na capacitância e indutância são,


respectivamente.

VC = I
1
=
(1ωC) VF (5.8)
ωC ⎛ 1 ⎞
2

R 2 + ⎜ ωL − ⎟
⎝ ωC ⎠

ωL
VL = I ωL = VF (5.9)
2
⎛ 1 ⎞
R 2 + ⎜ ωL − ⎟
⎝ ωC ⎠

A Figura 5.7 mostra as curva de queda de tensão na resistência,


indutância e capacitância de um circuito série em função da
freqüência. A tensão VR tem seu valor máximo na freqüência
ressonante. A curva de VR é a imagem da curva I, pois VR=RI.

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4-6

|VF|
vL

vR
vC

ω0

Figura 5.7: Tensão sobre resistor, indutor e capacitor.

Note que a tensão no capacitor é igual a da fonte, VC = VF, quando


f=0 porque nesta condição o capacitor oferece oposição infinita à
passagem de corrente, ou seja, é aberto. O valor máximo da
tensão no capacitor acontece para um valor de freqüência menor
do que a freqüência ressonante. Na ressonância XC é decrescente
(XC↓, f↑), ao passo que a corrente não varia (a declividade é nula).
A queda ⏐VC⏐=⏐I⏐XC deve, portanto, ser decrescente.
Conseqüentemente, a queda tem atingido seu valor máximo antes
da ressonância.

Figura 5.8: Tensão VR, VL e VC.

Dependendo dos parâmetros do circuito RLC série, a tensão


máxima sobre o capacitor é maior que a tensão da fonte, como
pode ser visto na Figura 5.8.

Para encontrar a freqüência à qual a magnitude de |VC| é máxima,


é obtida a derivada de ⏐VC⏐ (Equação 5.8) em relação a ω e então
calculado o valor de ω que torna a deriva nula.

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4-7

d VC
=−
[( )
VF (1 2 ) 2 1 − ω 2 LC (− 2ωLC) + 2ωR 2 C 2 ]
[(1 − ω ]
(5.10)
dω )
32
LC + ω R C
2 2 2 2 2

O valor de ω maior do que zero que torna a derivada nula é:

2
1 1⎛R⎞
ω max = − ⎜ ⎟ (5.11)
LC 2 ⎝ L ⎠

Observe que ωmax < ω0. Substituindo ωmax em ⏐VC⏐, determina-se o


valor máximo de tensão a que o capacitor é submetido, i.é.

VF
VC (ω max ) = (5.12)
R 2C ⎛ R 2C ⎞
⎜1 − ⎟
L ⎜⎝ 4L ⎟⎠

O valor de capacitância para o qual a queda de tensão no capacitor


é máxima é obtido a partir da derivada de |VC| em relação a C, i.é.

d VC
=0
dX C
(5.13)
L
C max = 2
R +X L 2

Note também que VL tende a VF quando f tende a infinito, i.é., toda


tensão da fonte é transferida para o indutor. A queda máxima de
tensão no indutor ocorre após a ressonância. No caso de
⏐VL⏐=⏐I⏐XL, tanto ⏐I⏐ como XL são crescentes antes da
ressonância e o produto deve ser crescente. Na ressonância, ⏐I⏐
não está variando, mas XL é crescente e, portanto, a queda é
crescente. A queda continua a crescer até que a diminuição de
corrente compense o aumento em XL. Este ponto pode ser
determinado por:



d VL ⎜ L
( ⎛
ωL ωL − 1ωC ⎜ L + C

)
⎞⎞
2 ⎟⎟
(ωC) ⎠ ⎟
=⎜ − ⎟ ⋅ VF (5.14)

( ) ( )
1 2 2 32
⎛ 2
⎜⎜ ⎜ R + ωL − 1ωC ⎟
2 ⎞ ⎛
⎜ R + ωL − 1ωC ⎟
2 ⎞ ⎟⎟
⎝⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎠

O valor de ω que torna a derivada nula, e que, portanto


corresponde ao valor máximo de ⏐VL⏐ é dado por:

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4-8

L ± L2 − 4C 2 R 2
ω max = (5.15)
2C 2 R 2

O valor de indutância para o qual a queda de tensão através do


indutor é máxima é obtido a partir da derivada de |VL| em relação a
L, i.é.
d VL
=0
dX L
(5.16)
1 ⎛ R 2 +X C 2 ⎞
L max = ⎜⎜ ⎟⎟
2πf ⎝ XC ⎠
ou
(
L max = C R 2 + X C 2 ) (5.17)

A ressonância pode ser produzida num circuito série variando-se


ou f, ou L, ou C. As características gerais de um circuito em
ressonância são as mesmas, indiferentemente de qual seja o
parâmetro variado para produzir ressonância.

5.1.1. Banda de Passagem

A banda de passagem é uma importante característica de um


circuito ressonante. A banda de passagem é a faixa de freqüências
para a qual a corrente em um circuito série ressonante é igual ou
maior que 70,7% de seu valor ressonante.

Em um circuito RLC série a corrente é máxima na freqüência de


ressonância e cai para freqüências inferior e superior a ω0. A Figura
5.9 ilustra a banda de passagem na curva resposta de um circuito
RLC série. Note que ω1 anterior a ω0 corresponde ao ponto em que
a corrente é 0,707Imax e é comumente chamada de freqüência
crítica inferior. A freqüência ω2 acima de ω0 onde a corrente é
novamente 0,707Imax é a freqüência critica superior. Outras
denominações para ω1 e ω2 são freqüências de corte, freqüências
de -3dB, e freqüências de meia potência.

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4-9

Figura 5.9: Banda de passagem em um circuito ressonante série.

A expressão para a banda de passagem é, pois, definida como a


diferença de freqüência correspondente a 0,707 do valor máximo.

β = ω 2 − ω1 = f 2 − f 1 (5.18)

Segundo a Figura 5.9, a banda de passagem β corresponde à faixa


de freqüência para a qual a amplitude da corrente é dada por:

VF
I(ω 0 ) =
1
I≥ (5.19)
2 2R

2R = Z = R 2 + ⎜ ωL −
⎛ 1 ⎞
⎟ (5.20)
⎝ ωC ⎠

Resolvendo a equação para os dois valores positivos de ω tem-se


para as freqüências críticas inferior e superior:

2
R ⎛ ⎞ R 1
ω 1= − + ⎜ ⎟ +
2L
⎝ 2L ⎠ LC
(5.21)
2
R ⎛R⎞ 1
ω 2= + ⎜ ⎟ +
2L
⎝ 2L ⎠ LC

Substituindo a Equação 5.21 em 5.18, a largura da faixa de


passagem torna-se:

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4-10

R
β = ω 2 − ω1 = [rad/s] (5.22)
L

As freqüências críticas ω1 e ω2 podem então ser re-escritas em


função de β e de ω0:

β 2
ω 1= − + ⎛⎜ β ⎞⎟ + ω 02
2 ⎝2⎠
(5.23)
β ⎛β ⎞
2

ω 2= + ⎜ ⎟ + ω 02
2 ⎝2⎠

A freqüência ressonante é dada pela média geométrica das


freqüências de meia potência, i.é.

ω 0 = ω 1ω 2 rad/s (5.24)

Em casos ideais (R muito pequeno) a freqüência ressonante está


centralizada e pode ser definida como:

ω1 + ω 2
ω0 = (5.25)
2

5.1.2. Freqüências de Meia Potência

A potência do sinal correspondente à faixa de freqüência Δω = ω2 -


ω1 é dada por:
⎛ I(ω 0 ) ⎞
2 2
VF
P ≥ R ⋅⎜ ⎟ = (5.26)
⎝ 2 ⎠ 2R

que corresponde à metade da potência do circuito ressonante.

1 V
O ponto de operação em que I = é denominado de meia
2 R
potência.

As freqüências críticas inferior e superior são também


denominadas de freqüências de meia potência. Tal denominação
advém do fato de que a potência da fonte a essas freqüências é

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4-11

metade da potência da fonte entregue na condição de ressonância,


ou seja, na ressonância,

Pmax = I max ⋅ R
2
(5.27)

A potência em ω1 ou ω2 é:

Pω1 = I ω1 ⋅ R
2

= (0,707 I max ) ⋅ R = (0,707 ) ⋅ I max ⋅ R


2 2 2

(5.28)
= 0,5 ⋅ I max ⋅ R
2

= 0,5Pmax

5.1.3. Seletividade

Um circuito seletivo restringe sua operação para uma determinada


faixa de freqüência, i.é.
− Transmite sinais a determinadas freqüências com maior
facilidade do que em outras freqüências.
− Elimina sinais de uma faixa de freqüência indesejada.

A curva resposta da corrente, mostrada na Figura 5.10, é também


denominada de curva de seletividade. A seletividade define quão
bem um circuito ressonante responde a uma certa freqüência e
discrimina as demais freqüências. Quanto mais estreita a banda de
passagem, maior a seletividade.

Normalmente assume-se que um circuito ressonante aceita


freqüências dentro de sua banda de passagem e elimina
completamente as freqüências fora da banda. Na verdade, tal não
acontece, uma vez que sinais com freqüências fora da banda de
passagem não são completamente eliminados. Suas magnitudes,
entretanto, são bastante reduzidas. Quanto mais distante a
freqüência estiver das freqüências críticas, maior é a redução na
magnitude do sinal.

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4-12

Freqüências entre ω1 e
ω2 passam através do 1
filtro com amplitudes
maior ou igual a 70,7%
do máximo.
Freqüências fora da
banda são reduzidas a
menos que 70,7% do
máximo e consideradas
rejeitadas

ω1 ω2 ω
Filtro passa banda ideal

Figura 5.10: Curva de seletividade de um filtro passa banda.

Outro elemento que influencia a seletividade é a declividade da


curva resposta. Quanto maior a declividade nas freqüências
críticas, maior a seletividade do circuito, ou seja, mais estreita é a
banda de passagem, como pode ser visto na Figura 5.11.

Maior
seletividade

Menor
seletividade

β1
β2

Figura 5.11: Curvas de seletividade.

5.1.4. Fator de Qualidade

Por definição o fator de qualidade ou grau de seletividade de um


circuito é a relação da freqüência ressonante ωo pela largura da
faixa de passagem β.
ωo
Q= (5.29)
β

Nota-se que quanto maior o fator de qualidade Q menor é a largura


da banda de passagem e, portanto mais seletivo é o circuito.

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4-13

Em um circuito série, Q pode ser expresso como:

ω o ω0 L 1 L
Q= = = (5.30)
β R R C

As freqüências críticas ou de meia potência podem também ser


expressas em função de ω0 e Q e a Equação 5.23 é re-escrita
como:

ω0 ⎛ω ⎞
2

ω 1= − + ⎜⎜ 0 ⎟⎟ + ω 02
2Q ⎝ 2Q ⎠
⎡ 1 ⎛ 1 ⎞
2 ⎤

= −ω 0 ⎢ + 1 + ⎜⎜ ⎟ ⎥
⎢ 2Q ⎝ 2Q ⎟⎠ ⎥
⎣ ⎦
(5.31)
ω0 ⎛ω ⎞
2

ω 2= + ⎜⎜ 0 ⎟⎟ + ω 02
2Q ⎝ 2Q ⎠
⎡ 1 ⎛ 1 ⎞
2 ⎤

= ω0 ⎢ + 1 + ⎜⎜ ⎟ ⎥
⎢ 2Q ⎝ 2Q ⎟⎠ ⎥
⎣ ⎦

Em um circuito com alto grau de seletividade tem-se que:

ωo β
ω 1≈ω o − =ω o −
2Q 2
(5.32)
ωo β
ω 2 ≈ω o + =ω o +
2Q 2

A Equação 5.32 demonstra que circuitos com alto grau de


seletividade a freqüência ressonante está centralizada entre as
freqüências críticas, podendo ser calculada pela média aritmética
de ω1 e ω2.

A magnitude da tensão VL e VC à freqüência ressonante em função


de Q é definida como:

VF
V L = I(ω o )ω o L = ω o L = Q ⋅ VF
R
(5.33)
I(ω o ) VF
VC = = = Q ⋅ VF
ω oC ω o CR

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4-14

A Equação 5.33 demonstra as curvas de tensão sobre os


componentes do circuito RLC série apresentadas nas Figuras 5.7 e
5.8. Para Q<1 a tensão |VL(ω0)| e |VC(ω0)| são menores que |VF|
(Figura 5.7), e para Q>1 tem-se o contrário, |VL(ω0)|= |VC(ω0)|> |VF|
(Figura 5.8).

O valor máximo de tensão a que o capacitor é submetido pode


também ser definido em função de Q. Tem-se, a partir da Equação
5.12 que:
VF
VC (ω max ) =
R 2C ⎛ R 2C ⎞
⎜1 − ⎟
L ⎜⎝ 4L ⎟⎠
(5.34)
1
= ⋅ VF
1 ⎛ 1 ⎞
⋅ ⎜⎜1 − ⎟⎟
Q2 ⎝ 4Q
2

Para circuitos com alto grau de seletividade (Q grande) |VC(ωmax)|


aproxima-se de Q.|VF|, como mostrado anteriormente, significando
que ωmax tende a ω0.

5.1.5. Filtro Passa Banda e Rejeita Banda

Como visto na análise dos circuitos RC e RL, o mesmo circuito


pode se comportar como dois tipos de filtros diferentes,
dependendo do local em que é retirada a tensão de saída. De
modo semelhante ocorre para o circuito RLC série. Quando a saída
em um circuito RLC série é tomada sobre R, o circuito apresenta
comportamento como o da Figura 5.10. Quando a saída em um
circuito RLC série é tomada sobre os componentes LC, o circuito
deixa passar todos os sinais cujas freqüências estejam fora de uma
certa faixa, definida por duas freqüências de corte, e rejeita os
sinais cujas freqüências estejam dentro desta faixa. A Figura 5.12
mostra a resposta dos filtros RLC série passa banda e rejeita
banda.

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4-15

(a) (b)
Figura 5.12: Filtro passa banda (a) com resposta sobre RLC e filtro rejeita
banda (b) com resposta sobre LC

Sabe-se que para ω=0 o indutor se comporta como um curto


circuito e o capacitor como um circuito aberto, enquanto que para
ω=∞ o capacitor se comporta como um curto circuito e o indutor
como um circuito aberto. Assim, nota-se na Figura 5.12 (b) que
para baixas freqüências, a tensão da fonte (sinal de entrada) está
aplicada sobre o capacitor, i.é., sinal de saída igual ao sinal de
entrada, e que para altas freqüências, a tensão de entrada está
aplicada sobre o indutor, i.é, sinal de saída igual ao de entrada.

Na faixa de freqüências entre ω=0 e ω=∞, o indutor e o capacitor


têm impedâncias finitas, diferentes de zero e de sinais opostos. À
medida que a freqüência aumenta a partir de zero, a impedância do
indutor aumenta e a do capacitor diminui. Para algum valor de
freqüência entre as duas freqüências de corte, as impedâncias do
indutor e do capacitor têm módulos iguais e sinais opostos. Nesta
freqüência, a combinação em série do indutor e do capacitor se
comporta como um curto circuito e, portanto a tensão de saída é
zero. Esta é a freqüência central do filtro de banda de rejeição.

ω1 ω2
Filtro rejeita banda ideal

Figura 5.13: Filtro rejeita banda

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4-16

Os filtros de banda de rejeição são caracterizados por parâmetros


semelhantes aos de banda de passagem: duas freqüências de
corte, freqüência ressonante, banda rejeitada e fator de qualidade.
A definição desses parâmetros é exatamente da mesma forma que
para o filtro de banda de passagem.

Os filtros de banda de passagem e os filtros de banda de rejeição


desempenham, portanto papéis complementares no domínio da
freqüência.

5.2. Ressonância Paralela

Em um circuito paralelo ideal a ressonância ocorre quando XC=XL,


como no circuito série.
I

VF ~ IL L C IC

Figura 5.14: Circuito ressonante paralelo.

Quando XC=XL, a duas correntes IC e IL são iguais em magnitude, e


defasadas de 180º. Portanto, as correntes se cancelam e a
corrente reativa resultante é nula, I=0. A freqüência a qual ocorre
ressonância é a mesma do circuito série.

1
f = (5.35)
2π ⋅ LC

O circuito ressonante paralelo da Figura 5.14 é comumente


chamado de circuito tanque ideal. O termos ‘circuito tanque’ refere-
se ao fato de que o circuito ressonante paralelo armazena energia
no campo magnético da bobina e no campo elétrico do capacitor. A
energia armazenada é transferida ciclicamente entre capacitor e
bobina a cada meio ciclo.

Enquanto em um circuito série ressonante a impedância é mínima,


em um circuito ressonante paralelo a impedância é máxima e
decresce para pequenas e grandes freqüências como indicado na
Figura 5.15.

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4-17

X L < XC X C < XL

Figura 5.15: Curva da impedância em circuito paralelo.

Para freqüências muito baixas, XL é bem pequena e XC muito alta,


e a impedância total é essencialmente a do ramo indutivo. Quando
a freqüência cresce, a impedância também cresce, e a reatância
indutiva domina (porque é menor que XC) até a freqüência
ressonante ser alcançada. Na ressonância XC ≅ XL e a impedância
é máxima. À medida que a freqüência cresce acima de ω0, a
reatância capacitiva domina (porque é menor que XL) e a
impedância diminui.

A curva da magnitude de impedância da Figura 5.15 mostra que na


ressonância a impedância é máxima. Tal condição não assegura
que a corrente seja mínima na ressonância. A corrente será mínima
na ressonância quando a condutância for constante (G=1/R).

Seja o circuito apresentado na Figura 5.16 para o qual serão


avaliados a corrente total, a impedância total e o fator de potência
do circuito.

R2
R1 1
V1 1 5
1Vac
0Vdc L1
53.05m
C1
132.626u
2
0

Figura 5.16: Circuito paralelo.

A Figura 5.17 mostra que a corrente não é mínima na ressonância


– a condutância depende de ωL e de 1/ωC. Note que para
freqüências baixas, enquanto a corrente no ramo capacitivo é muito
pequena (XC=∞ para f=0), a corrente no ramo indutivo é
praticamente resistiva (XL=0 para f=0) e o fator de potência unitário.
Situação análoga ocorre para freqüências bem maiores que a
freqüência ressonante, fator de potência torna-se unitário.

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4-18

Figura 5.17: Curvas de impedância, corrente, e fator de potência.

Considerando um circuito paralelo genérico como o mostrado na


Figura 5.16, tem-se para a admitância:

Y = Y1 + Y2
1 1
= +
R w + jX L R C − jX C

=
Rw
− j
XL
+
RC
+ j
XC (5.36)
R 2w + X 2L R 2w + X 2L R C2 + X C2 R C2 + X C2
⎛ R R ⎞ ⎛ X X ⎞
= ⎜⎜ 2 w 2 + 2 C 2 ⎟+
⎟ j⎜⎜ 2 C 2 − 2 L 2 ⎟

⎝ R w + XL R C + XC ⎠ ⎝ R C + XC R w + XL ⎠

Com a Equação 5.36 multiplicada por VF tem-se a corrente total do


circuito, formada por suas componentes resistiva e reativa. Na
ressonância, componente reativa é nula, i.é., a susceptância
capacitiva é igual a susceptância indutiva.

1
ωL ωC
= (5.37)
R + (ωL )
2 2
⎛ 1 ⎞
2
w
R C2 + ⎜ ⎟
⎝ ωC ⎠

Da Equação 5.37 tem-se que a freqüência ressonante em um


circuito paralelo é dada por:

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4-19

R 2w C − L
R C2 C − L
ω0 = (5.38)
LC

Quando R 2w C > L e R 2L C < L ou R 2w C < L e R 2L C > L o termo sob o


radical no numerador da Equação 5.38 torna-se negativo e a raiz
imaginária e, portanto nenhuma freqüência real produzirá
ressonância. Se Rw e RC são iguais, a Equação 5.38 para a
ressonância torna-se:
1
ω0 = (5.39)
LC

que é a mesma como no caso da ressonância série. Esta equação


é também correta quando Rw=RC=0 e pode, conseqüentemente, ser
usada como uma boa aproximação quando Rw e RC são muito
pequenos. É evidente que há valores de Rw, C, RC, e L num circuito
paralelo, para os quais a ressonância em paralelo é impossível,
qualquer que seja a freqüência. Isto está em oposição com os
circuitos série contendo R, L e C onde há sempre alguma
freqüência ressonante real para quaisquer valores dos três
parâmetros.

Para alguns valores dos parâmetros Rw, RC, L e C conectados


como na Figura 5.16, o circuito opera em ressonância para todas
as freqüências. Pela Equação 5.37, a condição para ressonância
em paralelo é:

1
ωL ωC
=
R w + (ωL )
2 2
⎛ 1 ⎞
2
RC + ⎜
2

⎝ ωC ⎠
1 ω 2C2 ωC
= ⋅ 2 2 2 =
ωC R Cω C + 1 1 + ω 2 C 2 R C2
ou
1 1
2
= (5.40)
R 1
w
+ ω 2L + ω 2 CR C2
L C

Para ser independente da freqüência, uma inspeção da Equação


5.40 mostrará que as duas condições seguintes devem ser
impostas simultaneamente.

Profa Ruth Leão Email: rleao@dee.ufc.br


4-20

R 2w 1 L
Condição 1: = ou R w =
L C C

L
Condição 2: CR C2 = L ou R C =
C

Portanto, para ressonância em todas as freqüências:

L
Rw = RC = (5.41)
C

Como o circuito está em ressonância (susceptância resultante


nula), sua admitância deve ser a condutância resultante. Portanto:

L L
C C C
Y=G= + =
L L 1 L
+ ω 2 L2 + 2 2
C C ω C
e
L
Z= (5.42)
C

A Equação 5.42 mostra que a impedância do circuito é, também,


independente da freqüência. Assim, quando Rw=RC=√L/C, uma
disposição do circuito como o da Figura 5.16 está em ressonância
em todas as freqüências e oferece a mesma impedância √L/C para
todas elas.

Em circuitos paralelos com ramo puramente resistivo, a resistência,


R, do ramo paralelo não tem influência sobre a condição de
ressonância.

Y = Y1 + Y2 + Y3
1 1 1
= + + (5.43)
R w + jX L R C − jX C R
⎛1 R R ⎞ ⎛ X X ⎞
= ⎜⎜ + 2 w 2 + 2 C 2 ⎟⎟ + j⎜⎜ 2 C 2 − 2 L 2 ⎟⎟
⎝ R R w + XL R C + XC ⎠ ⎝ R C + XC R w + XL ⎠

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4-21

5.2.1. Banda de Passagem, Freqüências de Corte e Fator Q.

Em análise de circuitos paralelos tem-se que:

I
V = (5.44)
G 2 + (B C − B L )
2

onde G, BC e BL são definidos pela Equação 5.36 para o circuito da


Figura 5.16.

Comparando a Equação 5.44 com a Equação 5.5, observa-se uma


correspondência que permite interpretar a Figura 5.3 como a
resposta de tensão em função de ω. A Figura 5.15, que mostra a
curva da magnitude da impedância, é a resposta da tensão em
função da freqüência ω. A impedância tem um valor máximo de 1/G
(BC-BL=0) e a análise aplicada à Equação 5.5 pode, com poucas
mudanças na notação, ser empregada para determinar a largura de
faixa, a freqüência central e o fator de qualidade do circuito da
Figura 5.16.

Rw

1
1Vac V1 C
0Vdc
L

2
0

Figura 5.18: Circuito RLC paralelo simplificado.

Desconsiderando a presença de RC, i.é., RC=0 como no circuito da


Figura 5.18, e para condições práticas em que a resistência da
bobina Rw é muito pequena comparada a ωL, portanto,

R 2w << ω 2 L2 (5.48)

as equações de G e BC podem ser re-escritas como:

⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎜ Rw RC ⎟ R
G=⎜ 2 + 2 ⎟
≅ 2w2 (5.49)
⎜ R w + (ωL ) ⎛ 1 ⎞ ⎟ ω L
2

⎜ R C2 + ⎜ ⎟ ⎟
⎝ ⎝ ωC ⎠ ⎠
e

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4-22

1
BC = ωC = ωC (5.50)
2
⎛ 1 ⎞
RC + ⎜
2

⎝ ωC ⎠

Como G na Equação 5.44 corresponde a R na Equação 5.5 e BC a


XL e BL a XC, a banda de passagem para o circuito paralelo pode
ser expresso com a devida analogia à largura da banda de
passagem do circuito série (Equação 5.27), como,

G
β= (5.51)
C

ou
Rw
β= ω 2 L2 (5.52)
C

Como mencionado anteriormente, em um circuito RLC paralelo a


impedância é máxima na freqüência de ressonância e cai para
freqüências inferior e superior a ω0. A banda de passagem em um
circuito RLC paralelo é a faixa de freqüências para a qual a
impedância no circuito é igual ou maior que 70,7% de seu valor
ressonante, |Z(ω0)|=|Zmax|; ω1 é a freqüência crítica inferior; e ω2 é a
freqüência crítica superior, como ilustra a Figura 5.19.

Zmax
0,0707.Zmax

ω1 ω2
Figura 5.19: Banda de passagem da curva resposta de Z para um circuito
paralelo ressonante.

Z(ω 0 ) =
1 1
Z≥ (5.53)
2 2 ⋅G

2G = Z = G 2 + (B C − B L )
2
(5.54)

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4-23

Resolvendo a equação para os dois valores positivos de ω ou


obtendo-os por analogia à Equação 5.21, tem-se as freqüências
críticas ou de corte para o circuito paralelo.

2
G ⎛G ⎞ 1
ω1 = − + ⎜ ⎟ + (5.55)
2C ⎝ 2C ⎠ LC

2
G ⎛G ⎞ 1
ω2 = + ⎜ ⎟ + (5.56)
2C ⎝ 2C ⎠ LC

A freqüência ressonante obtida pela média geométrica das


freqüências de corte resulta em:

1
ω 0 = ω1 ⋅ ω 2 = (5.57)
LC

O fator de qualidade de um circuito paralelo pode então ser


calculado como:

ω0 1 C
Q= = (5.58)
β G L

Note que a Equação 5.58 é análoga à Equação 5.30.

Como nos circuitos RLC série, as freqüências de corte ω1 e ω2 dos


circuitos RLC paralelos podem ser expressas em função de β e ω0
e também de ω0 e Q.

β ⎛β ⎞
2

ω1 = − + ⎜ ⎟ + ω 02 (5.59)
2 ⎝2⎠

β ⎛β ⎞
2

ω2 = + ⎜ ⎟ + ω 02 (5.60)
2 ⎝2⎠

ou

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4-24

⎡ 1 ⎛ 1 ⎞
2 ⎤

ω 1 = −ω 0 ⎢ + 1 + ⎜⎜ ⎟ ⎥
⎢ 2Q ⎝ 2Q ⎟⎠ ⎥
⎣ ⎦
(5.61)
⎡ 1 ⎛ 1 ⎞ ⎤⎥
2

ω 2 = ω0 ⎢ + 1 + ⎜⎜ ⎟
⎢ 2Q ⎝ 2Q ⎟⎠ ⎥
⎣ ⎦

Para condições em que (1/2Q)2 << 1, tem-se que:

ω0
ω 1= −
2Q
(5.62)
ω0
ω 2=
2Q

e
ω0
β = ω 2 − ω1 = (5.63)
Q

Um alto valor de Q do circuito resulta em uma estreita banda de


passagem. Um valor menor de Q causa uma banda mais larga.

5.2.2. Ressonância em Circuito Tanque Não Ideal

Considere um circuito tanque não ideal e o circuito RLC paralelo


equivalente como mostra a Figura 5.20.

Rw 1

1
C
Rp Lp C
L

2

(a) (b)
Figura 5.20: Circuito tanque não ideal e RLC paralelo equivalente.

O fator de qualidade Q do circuito em ressonância é igual ao fator


Q da bobina.

X L ωL
Q= = (5.64)
Rw Rw

A equivalência entre os circuitos da Figura 5.20 (a) e (b) é da por:

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4-25

Rw ωL 1 1
−j 2 = −j (5.65)
R +ω L
2
2 2
w Rw +ω L
2 2
Rp ωL

O ramo capacitivo é o mesmo para os dois circuitos. Assim,

R 2w + ω 2 L2 ⎛ ω 2 L2 ⎞
Rp = = R w ⎜⎜ 2 + 1⎟⎟ = R w Q 2 + 1 ( ) (5.66)
Rw ⎝ Rw ⎠

R 2w + ω 2 L2 ⎛ R 2w ⎞ ⎛ Q2 +1⎞
Lp = ⎜
= L⎜1 + 2 2 ⎟ = L⎜⎜ ⎟⎟ (5.67)
ω 2L ⎟
⎝ ω L
2
⎠ ⎝ Q ⎠

Para Q≥10, Lp=L. Na ressonância XLp=XC

Z=∞
1
I=0 XLp=XC
wo
Rp Lp C
⇒ wo
Rw(Q2+1)
Aberto
(Z0=∞)
2

Figura 5.21: Na ressonância a parte LC paralela aparece aberta e a


impedância vista pela fonte é Rp.

No circuito paralelo equivalente, Rp está em paralelo com uma


bobina ideal e um capacitor, assim os ramos em L e C atuam como
um circuito tanque ideal o qual tem uma impedância infinita na
ressonância como mostra a Figura 5.20. Portanto, na ressonância a
impedância total do circuito tanque não ideal pode ser expressa
como a resistência paralela equivalente.

(
Z0 = R w Q 2 + 1 ) (5.68)

5.3. Conclusões

− Em circuitos série a variação de qualquer um dos parâmetros f,


L ou C pode produzir ressonância.
− Em circuitos paralelos a variação de qualquer um dos
parâmetros f, L, C, Rw, ou RC pode produzir ressonância.
− Em circuitos série contendo R, L e C há sempre alguma
freqüência ressonante real para quaisquer valores dos três
parâmetros.
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4-26

− Em um circuito paralelo, podem existir valores de Rw, C, RC, e L


para os quais a ressonância é impossível, qualquer que seja a
freqüência, bem como há valores em que o circuito opera em
ressonância para qualquer valor de freqüência.
− As características gerais do circuito são as mesmas quaisquer
que seja o parâmetro variado para produzir ressonância.
− São cinco os parâmetros que caracterizam um filtro baseado no
circuito RLC, porém apenas dois desses parâmetros podem ser
especificados livremente:
o A freqüência ressonante ou central, ω0, para a qual o
módulo da função de transferência é máxima (|I| em
circuitos série e |Z| em circuitos paralelos).
o As duas freqüências críticas ou de corte, ω1 e ω2, que
definem a banda passante.
o A banda passante, β, uma medida da largura da banda
de passagem.
o Fator de qualidade, Q, uma segunda medida da largura
da banda de passagem.
− Em um circuito RLC série a amplitude da corrente aproxima-se
de zero para pequenos e grandes valores de ω.
o O capacitor bloqueia a passagem de corrente a
freqüências baixas.
o O indutor bloqueia a passagem de corrente a
freqüências elevadas.
− Na ressonância série a impedância do circuito é mínima (XL=XC),
na ressonância paralela, a impedância do circuito é máxima.
− Em um circuito série a corrente é máxima na ressonância; em
um circuito paralelo, a corrente mínima na ressonância quando a
condutância for constante.
− Na ressonância série o fator de potência é unitário.

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Referências

[1] Floyd, T.L. Principles of Electric Circuits, 6th Ed. Prentice Hall,
2000. ISBN 0-13-095997-9.927p.

[2] Nilsson, James W., Reidel, Susan A., Circuitos Elétricos, LTC,
6a Edição, 2003.

[3] Kerchner, R.M., Corcoran,G.F., Circuitos de Corrente


Alternada, Porto Alegre, Globo, 1973.

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