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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

PÊNDULO DE TORÇÃO

Jeferson Almeida Dias, Rikelli Zanette, Thiago Gonçalves Carvalho, Vinícius de Oliveira Dias

Resumo: O estudo realizou medições dos períodos e ângulos da oscilação de um pêndulo de torção, onde o disco é solto após uma torção a um ângulo pequeno, 20º, e um grande, 110º. O mesmo experimento foi realizado com o disco imerso em água,medindo o tempo total de dez oscilações para os mesmos ângulos de lançamento,verificando os ângulos a cada período. O que possui atrito relevante vai perdendo energia e isso é perceptível observando-se o pêndulo, que a cada período percorrido, vai diminuindo seu ângulo, tanto para o ângulo inicial pequeno(<90º), quanto para o grande (>90º). No entanto, o período permanece o mesmo, com ou sem atrito. Estas deduções puderam ser feitas, através dos cálculos realizados usando as equações citadas no modelo. Obtendo assim, os valores de ω 0 (frequência angular) e K (coeficiente de torção) para o sistema sem água, tal que com o ângulo de 20°, é respectivamente, (6,7 ± 0,7). 10 -1

rad.s -1 e (3,6 ± 0,01).10 -4 N m rad --1 e para o ângulo de 110°, respectivamente, (7,0 ± 2). 10 -1 rad.s -1

e (4,0 ± 0,1).10 -3 N m rad -1. Para o sistema com água, obtemos para o ângulo de 20°, respectivamente, (1,8 ± 0,3).10 -2 ,

(6,0 ± 1).10 -1 rad.s -1 , (6,0 ± 1).10 -1 rad.s -1 , (3,3 ± 0,1).10 -3 N m rad --4 , e para o ângulo de 110°, (1,5

± 0,4).10 -2 , (6,5 ± 0,7).10 -1 rad.s -1 , (6,5 ± 0,7).10 -1 rad.s -1 e (3,4 ± 0,1).10 -3 N m rad -1,

Palavras-chave: pêndulo de torção, coeficiente de amortecimento, propagação de erros.

1-INTRODUÇÃO

O pêndulo de torção consiste em um disco que gira sobre um transferidor fixo. Seu movimento harmônico é giratório, varrendo o ângulo de lançamento e girando o eixo com as massas opostas , e depois retorna a posição inicial [01]. No presente estudo foi observado o período entre um ângulo menor que 90º e outro maior que 90º, analisando primeiramente esse movimento sem atrito, e em seguida, com atrito. Assim foram realizadas sucessivas medidas do período com a presença e com a ausência do atrito, e através da modelagem matemática poderemos calcular seu coeficiente de atrito e estimar os

erros envolvidos.

2-MODELO

2.1-MODELAGEM DO SISTEMA SEM ÁGUA

Devido ao torque ( N m) realizado pelo fio, é passível apresentar que :

 =− K [03]

Onde K (N m/rad) é o coeficiente de torção e

Eq 01

(rad) é o ângulo de deslocamento. O sinal

negativo é porque o torque é desenvolvido em sentido contrário ao movimento.

Considerando o momento de inércia I (kg.m²), é possível escrever a equação como:

 = I d 2

d t 2

Substituindo a expressão 01 em 02, e tomando

frequência angular têm-se:

K =  2

I

K  = I d 2

d

t 2

d 2

K  = 0

I

d

t 2

d 2   2  = 0

d

t 2

Tal que a relação de

:

  t  =  máx cos   t

Onde max (rad) é o maior deslocamento alcançado.

2.2-MODELAGEM DO SISTEMA COM ÁGUA

Considerando

2  = c I

d 2 t dt 2

2 d dt   2  = 0

tem-se que:

Sendo que c é o coeficiente de arrasto e

Toma-se a equação:

coeficiente de atrito.

 

Eq 02

onde

(rad/s) é a

 

Eq 03

O tempo pode ser representado pela expressão

t = nT

, com T o período e n o número de

oscilações. Dessa forma substitui-se na expressão 04 e chamando

  nT  =  n :

  nT  =  máx e nT

n =  máx e nT

Aplicando a função logarítmica:

ln n = ln máx e nT

ln n =−  T n ln máx

Reconhecendo suas propriedades lineares, ln n = y , −  T n = ax e ln máx = b com

finalidade de utilizar-se do método dos mínimos quadrados.

Em questão das expressões para cálculo das frequências amortecida e normal,utiliza-se:

Enquanto o

0

0 = 1 2   2 e 1 = 2

T

 1 2   2 e  1 = 2  T teórico pode ser

teórico pode ser descrita por:

0 = K

I

E

pode ser representado como:

 = a

T

2.3-MODELAGEM DE ERROS

[01]

Eq 05 (a,b)

Eq 06

Eq 07

Afim de estimar os erros das medidas, toma-se as equações abaixo deduzidas através das

expressões  = instrumental

2

2

estatístico

e

= i f 2

2

i

:

n = transf estat

2

2

Onde

transf

é o erro da imagem do transferidor e

estat

o Desvio Padrão.

Eq 08

Sendo

Onde

Tal que

min

méd

transf =   min

360

Eq 09

a menor medida possível de ser aferida pela imagem do transferidor em graus

ln n =

1

méd   n

Eq 10

é a média dos ângulos medidos no experimento.

2

T = crono estat

2

Eq 11

crono

é o erro do cronômetro e

estat

o desvio padrão .

k = 4   0 I w0 2   0 I 2

Eq 12

Em que

é a frequência angular, I o momento de inércia e

I

= mR 2 R R 4

2

4

2

m

Onde m é a massa e

2

m

o erro dessa.

0 = 2

T

2

T

Sendo T o período e

T

seu erro.

1 =

2

0

2

  2 w1

2

0

2

2 2

2

0

Tal que

0

é a frequência normal.

2.4-EXPRESSÕES ESTATÍSTICAS

2.4.1-FREQUÊNCIA

A frequência simples é definida por:

f

= n i

[02]

A frequência média pode ser descrita como:

f =

f

N

[02]

I

o erro do mesmo.

Eq 13

Eq 14

Eq 15

Eq 16

Eq 17

Onde f representa a frequência e N o número de classes.

2.4.2-VARIÂNCIA

Seja f a frequência , f a frequência média e N o número de classes. Sendo assim, a variância

pode ser definida:

n

f i −  f

i = 1

v

=

N

2.4.3-MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES

Para n diferente de zero:

x =

n

= 1

i

xi

n

[02]

Representa a média aritmética simples.

2.4.4-DESVIO PADRÃO AMOSTRAL

Eq 18

Eq 19

Em dados amostrais onde as medições estão sujeitas à erros, deduz-se a partir da média que

o desvio padrão:

3-METODOLOGIA

s =

1

n

n 1

i

= 1

x i x 2

[02]

Eq 20

No experimento realizado nos dias 24 e 26 de Novembro de 2010, foi utilizado um sistema

de pêndulo de torção composto por um disco de massa (617 ±6)g, suspenso por um fio inextensível,

de massa desprezível e comprimento (1,23±0,05)cm, montado sobre um transferidor fixo de 360º.

Soltou-se o disco após uma torção à um ângulo pequeno, 20º, e à um ângulo grande, 110º. E

então mediu-se o período de cada uma das cinco oscilações, sem atrito, de cada um dos ângulos. Em

seguida, o experimento foi repetido, com o disco imerso em água, aferindo-se o tempo total de dez

oscilações do disco em água com os mesmos ângulos, pequeno e grande, observando para cada

oscilação o ângulo no transferidor.

Os resultados obtidos seguem na Tabela 1.

4-ANÁLISE DE DADOS

Seguem as tabelas com os dados obtidos:

Sistema sem água

Θ=(20,0 ± 0,5)°

Θ=(110,0 ± 0,5)°

Nº de medidas

Média de tempo de cada Período (±0,01) s

1

9,32

9,97

2

9,31

9,95

3

9,42

9,37

4

9,34

9,38

5

9,38

9,41

média

9,34

9,41

σ T

0,11

0,33

Tabela1: Média tempo de cada período no sistema sem água

Sistema com disco imerso em água

Θ=(20,0 ± 0,5)°

Θ=(110 ± 0,5)°

Angulo

Média θ máx.(°)± 0,5°

θ0

20,0

110

θ1

17,4

104,2

θ2

16,0

86,8

θ3

12,0

75,4

θ4

9,6

65

θ5

8,4

55,2

θ6

6,4

46,2

θ7

4,6

39,6

θ8

3,2

33,4

θ9

1,8

28,6

θ10

1,0

23,4

 

Média tempo de cada período

t(s)

9,8 ± 0,2

9,7 ± 0,1

Tabela2: Média de ângulos e tempo de cada período no sistema com água

Após calcular os valores de X²min, obtivemos os valores seguintes, para os coeficientes linear(a) e angular(b) segundo o sistema com disco imerso em água:

para

< 90º:

a= (-1,8 ± 0,2).10 -1 s

 

b= (-8,6 ± 0,8).10 -1 rad.

para

> 90º:

a= (-1,50 ± 0,02).10 -1 s b= (8,00 ± 0,05).10 -1 rad .

Abaixo, o gráfico obtido à partir dos cálculos realizados, segundo o sistema com água. ln
Abaixo, o gráfico obtido à partir dos cálculos realizados, segundo o sistema com água.
ln do ângulo(θ) X nº de medidas do ângulo (n)
0
θ inicial = 20º
0
2
4
6
8
10
12
-0,5
-1
-1,5
-2
Coluna C
Linear (Coluna C)
-2,5
-3
-3,5
-4
-4,5
n
ln θ

Figura 3 : Gráfico do nº de ângulos em função dos valores de ln

ln do ângulo(θ) X nº de medidas do ângulo (n) 0,8 θ inicial = 110º
ln do ângulo(θ) X nº de medidas do ângulo (n)
0,8
θ inicial = 110º
0,6
0,4
0,2
0
0
2
4
6
8
10
12
-0,2
Coluna C
Linear (Coluna C)
-0,4
-0,6
-0,8
-1
-1,2
n
Figura 4 : Gráfico do nº de ângulos em função dos valores de ln
lnθ

No sistema sem água

-Para

ângulo

de

20°:

-Para

ângulo

de

110°:

1 = 2

T

2

K =  0 . I

1 = 2

T

2

K =  0 . I

1 = 2.3,1416

9,34

K =  0,72 . 0,002

1 = 2.3,1416

9,41

1 = 6,7 ± 0,7 .10 1 rad . s 1

K =  3,63 ± 0,01 .10 4 N.m.rad 1

1 = 7,0 ± 2 .10 1 rad . s 1

K =  0,672 . 0,002

K =  4,0 ± 0,1 .10 4 N.m.rad 1

No sistema com água:

-Para ângulo de 20°:

 = a

T

= − − 0,18

9,78

 = 1,8 ± 0,3.10 2

1 = 2

T

1 = 2.3,1416

9,78

1 = 6,0 ± 1 .10 1 rad . s 1

0 = 1

2   2

0 = 0,6 2 0,018 2

0 = 6,0 ± 1 10 1 rad . s 1

-Para ângulo de 110°:

2

K =  0 . I

 = a

T

K =  0,64 2 .0 ,018

K =  3,3± 0,1 .10 4 N . m. rad 1

= − − 0,15

9,7

 = 1,5± 0,4 . 10 2

1 = 2

T

1 = 2.3,1416

9,7

1 = 6,5 ± 0,7 .10 1 rad . s 1

0 = 1

2 2

0 = 0,65 2 0,015 2

0 = 6,5 ± 0,7 10 1 rad . s 1

2

K =  0 . I

K =  0,65 2 . 0,015

K =  3,4± 0,1 .10 4 N . m. rad 1

5-CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após visualizar o experimento e coletar os dados, foi perceptível que o pêndulo, quando em

contato com o atrito, perde energia diminuindo seu ângulo. Ainda assim, o período permanece o

mesmo, para ambos sistemas.

Dessa forma a frequência angular (ω) para o sistema com atrito desprezível é muito próximo

ao sistema com atrito para ângulos iniciais pequenos ou grandes. Isso ocorre pois a quantidade de

água acrescentada no sistema, onde o disco fica imerso, é pequena, gerando um atrito menor e

empuxo insuficiente para alterar de forma considerável, a frequência angular.

Isso pode ser verificado através dos resultados obtidos, tal que para o ângulo de 20°, no

sistema sem água , ω 0 (frequência angular) e K (coeficiente de torção) são respectivamente, (6,7 ±

0,7). 10 -1 rad.s -1 e (3,63 ± 0,01).10 -4 N m rad --1 , para o ângulo de 110°, respectivamente, (7 ± 2). 10 -1

rad.s -1 e (4,0 ± 0,1).10 -4 N m rad --1 ; para o sistema com água, obtemos γ (coeficiente de atrito), ω 0

(frequência angular), ω 1 (frequência angular) e K (coeficiente de torção), para o ângulo de 20°,

respectivamente, (1,8 ± 0,3).10 -2 , (6 ± 1).10 -1 rad.s -1 , (6 ± 1).10 -1 rad.s -1 , (3,3 ± 0,1).10 -3 N m rad --4 ,

para o ângulo de 110°, respectivamente, (1,5 ± 0,4).10 -2 ,(6,5 ± 0,7).10 -1 rad.s -1 ,(6,5 ± 0,7).10 -1 rad.s -1

e (3,4 ± 0,1).10 -3 N m rad -1 visto que a diferença entre eles oscila dentro de suas margens de erro.

6-REFERÊNCIAS

1- HALLIDAY, RESNICK,WALKER. Fundamentos de física:volume1-Mecânica,8ª edição. São

Paulo, editora LCT, 2008

2-DIAS, J.A; DIAS, V.O; CARVALHO, T G;ZANETTE, R. Relatório Pêndulo Simples.

Universidade Federal de Alfenas, 2010.

3-Valdiviesso, Gustavo do A . Práticas de laboratório: conceitos teóricos. Aula dias 26 de

novembro de 2010.