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FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA Prof. Ms. Marco Antônio dos Santos Carneiro Cordeiro

FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA

Prof. Ms. Marco Antônio dos Santos Carneiro Cordeiro

INTRODUÇÃO

A respiração pode ser dividida em quatro eventos funcionais:

1) VENTILAÇÃO PULMONAR (VE)

2) DIFUSÃO DE O 2 E CO 2

3) TRANSPORTE DE O 2 E CO 2

4) REGULAÇÃO DA VE

DEFINIÇÃO DE VE

VE significa a entrada e saída de ar entre a atmosfera e os

alvéolos pulmonares.

DEFINIÇÃO DE VE • VE significa a entrada e saída de ar entre a atmosfera e

OBJETIVOS PRINCIPAIS DA RESPIRAÇÃO

1) Promover a oxigenação sanguínea;

2) Promover a eliminação de CO 2 do sangue;

3) Manter adequadas as contrações de O 2 , CO 2 e íons H + nos tecidos.

de CO 2 do sangue; • 3) Manter adequadas as contrações de O 2 , CO

MECANISMOS DA VE

EXPANSÃO PULMONAR INSPIRAÇÃO

Para que ocorra a expansão pulmonar devem ocorrer os

seguintes mecanismos:

1) A contração diafragmática, contração dos músculos

intercostais externos e esternocleidomastóideos PROCESSO ATIVO;

2) A elevação das costelas e do gradil costal, com o aumento do diâmetro anteroposterior da cavidade torácica;

3) A tensão elástica dos pulmões, da parede torácica e das

estruturas abdominais expande os pulmões.

EXPANSÃO

EXPANSÃO

MECANISMOS DA VE

RETRAÇÃO PULMONAR EXPIRAÇÃO

 

Para

que

ocorra

a

retração

pulmonar

devem

ocorrer

os

seguintes mecanismos:

 

1) O relaxamento diafragmático, relaxamento dos músculos

intercostais externos e esternocleidomastóideos;

 

2) A depressão das costelas e do gradil costal, com o redução

do diâmetro anteroposterior da cavidade torácica;

 

3) A retração elástica dos pulmões, da parede torácica e das

estruturas abdominais comprime os pulmões PROCESSO

PASSIVO.

RETRAÇÃO PULMONAR

As forças elásticas do tecido pulmonar são determinadas pela

elastina e fibras colágenas entremeadas no parênquima

pulmonar.

Nos pulmões, no estado de deflação, estas fibras estão elasticamente contraídas e onduladas, e quando os pulmões estão expandidos, as fibras tornam-se estiradas e alongadas.

CONTRAÇÃO PULMONAR

CONTRAÇÃO PULMONAR

MECANISMOS DA VE

RETRAÇÃO PULMONAR EXPIRAÇÃO FORÇADA

E RÁPIDA

Para que ocorra a retração pulmonar rápida devem ocorrer os

seguintes mecanismos:

1) O relaxamento diafragmático, relaxamento dos músculos intercostais externos e CONTRAÇÃO RÁPIDA E INTENSA DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS PROCESSO ATIVO;

2) A depressão das costelas e do gradil costal, com o redução do

diâmetro anteroposterior da cavidade torácica;

3) A retração elástica dos pulmões, da parede torácica e das

estruturas abdominais comprime os pulmões.

LÍQUIDO PLEURAL

Os pulmões praticamente flutuam na cavidade torácica,

circundados por uma camada muito delgada de LÍQUIDO

PLEURAL que LUBRIFICA os movimentos dos pulmões dentro

dessa cavidade.

VEJA A FIGURA A SEGUIR!!!

de LÍQUIDO PLEURAL que LUBRIFICA os movimentos dos pulmões dentro dessa cavidade. • VEJA A FIGURA

VOLUMES PULMONARES

4 volumes pulmonares, os quais, quando somados, igualam o

volume máximo que os pulmões podem alcançar.

1) VOLUME CORRENTE

2) VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA

3) VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA

4) VOLUME RESIDUAL

VOLUME CORRENTE

O VOLUME CORRENTE é o volume de ar inspirado ou expirado

em cada respiração normal; sua quantidade no homem adulto

jovem é aproximadamente 500 mililitros.

inspirado ou expirado em cada respiração normal; sua quantidade no homem adulto jovem é aproximadamente 500

VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA

O VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA é o volume extra de ar

que pode ser inspirado além do volume corrente;

normalmente é de 3.000 mililitros.

INSPIRATÓRIA é o volume extra de ar que pode ser inspirado além do volume corrente; normalmente
INSPIRATÓRIA é o volume extra de ar que pode ser inspirado além do volume corrente; normalmente

VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA

O VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA é o volume extra de ar

que pode ser expirado (forçadamente) além do volume

corrente; normalmente é de 1.100 mililitros.

o volume extra de ar que pode ser expirado (forçadamente) além do volume corrente; normalmente é
o volume extra de ar que pode ser expirado (forçadamente) além do volume corrente; normalmente é

VOLUME RESIDUAL

O VOLUME RESIDUAL é o volume de ar que permanece nos

pulmões após uma expiração vigorosa. Este volume é de

aproximadamente 1.200 mililitros.

VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO

O VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO é a quantidade total

de ar fresco que se movimenta pelas vias respiratórias a cada

minuto (cerca de 6L/min).

pelas vias respiratórias a cada minuto (cerca de 6L/min). VOLUME CORRENTE 500 mililitros FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

VOLUME CORRENTE 500 mililitros

a cada minuto (cerca de 6L/min). VOLUME CORRENTE 500 mililitros FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (Freq) NORMAL 12 ciclos/min
a cada minuto (cerca de 6L/min). VOLUME CORRENTE 500 mililitros FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (Freq) NORMAL 12 ciclos/min

FREQUÊNCIA

RESPIRATÓRIA (Freq)

NORMAL

12 ciclos/min

CAPACIDADES PULMONARES

CAPACIDADE INSPIRATÓRIA

CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL

CAPACIDADE VITAL

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL

CAPACIDADE INSPIRATÓRIA

A CAPACIDADE INSPIRATÓRIA é a quantidade máxima de ar

que uma pessoa pode inspirar, começando no nível

expiratório normal.

Cerca de 3.500 mililitros

de ar que uma pessoa pode inspirar, começando no nível expiratório normal. • Cerca de 3.500
de ar que uma pessoa pode inspirar, começando no nível expiratório normal. • Cerca de 3.500

CAPACIDADE INSPIRATÓRIA

CAPACIDADE INSPIRATÓRIA

CAPACIDADE INSPIRATÓRIA CAPACIDADE INSPIRATÓRIA VOLUME CORRENTE + VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA Cerca de 3.500

VOLUME CORRENTE + VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA

Cerca de 3.500 mililitros

CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL

A CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL é a quantidade de ar

que permanece no pulmões ao final da expiração normal.

Cerca de 2.300 mililitros

CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL

CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL

CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL VOLUME RESIDUAL + VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA Cerca de

VOLUME RESIDUAL + VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA

Cerca de 2.300 mililitros

CAPACIDADE VITAL

A CAPACIDADE VITAL é a quantidade máxima de ar que pode

ser expelido pelos pulmões após uma inspiração máxima.

Cerca de 4.600 mililitros

máxima de ar que pode ser expelido pelos pulmões após uma inspiração máxima. • Cerca de
máxima de ar que pode ser expelido pelos pulmões após uma inspiração máxima. • Cerca de
máxima de ar que pode ser expelido pelos pulmões após uma inspiração máxima. • Cerca de

CAPACIDADE VITAL

CAPACIDADE VITAL

CAPACIDADE VITAL CAPACIDADE VITAL VOLUME CORRENTE + VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA + VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA

VOLUME CORRENTE

+

VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA

+

VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA

Cerca de 4.600 mililitros

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL

A CAPACIDADE PULMONAR TOTAL é o volume máximo de

expansão pulmonar com o maior esforço inspiratório possível.

Cerca de 5.800 mililitros

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL

CAPACIDADE PULMONAR TOTAL CAPACIDADE PULMONAR TOTAL VOLUME RESIDUAL + VOLUME VITAL Cerca de 5.800 mililitros

VOLUME RESIDUAL

+

VOLUME VITAL

Cerca de 5.800 mililitros

OBSERVAÇÃO

Todos os volumes e capacidades pulmonares são de 20 a 25%

menores nas mulheres do que nos homens, e maiores nas

pessoas grandes e atléticas do nas pessoas pequenas e

astênicas.

menores nas mulheres do que nos homens, e maiores nas pessoas grandes e atléticas do nas

VENTILAÇÃO ALVEOLAR

A VENTILAÇÃO ALVEOLAR (V A ) é a intensidade com que o ar alcança os alvéolos pulmonares, sacos alveolares, ductos

alveolares e bronquíolos respiratórios (áreas pulmonares de

trocas gasosas).

A importância fundamental do sistema de VE é a renovação contínua de ar nas áreas pulmonares de trocas gasosas.

• A importância fundamental do sistema de VE é a renovação contínua de ar nas áreas

VENTILAÇÃO ALVEOLAR

VENTILAÇÃO ALVEOLAR
VENTILAÇÃO ALVEOLAR

AR DO ESPAÇO MORTO

AR DO ESPAÇO MORTO • O VOLUME DO ESPAÇO MORTO é a quantidade de ar que

O VOLUME DO ESPAÇO MORTO é a quantidade de ar que não

alcança as áreas de trocas gasosas.

de ar que não • alcança as áreas de trocas gasosas. O ESPAÇO MORTO se refere

O ESPAÇO MORTO se refere as vias respiratórias onde não

ocorrem as trocas gasosas.

VENTILAÇÃO ALVEOLAR/ MIN

VA = Freq x (VT VD)

VENTILAÇÃO ALVEOLAR/ MIN • VA = Freq x (VT – VD) • VT – VOLUME CORRENTE,

VT VOLUME CORRENTE, 500 mililitros

VD ESPAÇO MORTO, 150 mililitros

VT VD = quantidade de ar renovado que penetra nos

alvéolos a cada inspiração

Cerca de 4.200 mL/min

VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO

O VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO é a quantidade total

de ar fresco que se movimenta pelas vias respiratórias a cada

minuto (cerca de 6L/min).

pelas vias respiratórias a cada minuto (cerca de 6L/min). VOLUME CORRENTE 500 mililitros FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA

VOLUME CORRENTE 500 mililitros

a cada minuto (cerca de 6L/min). VOLUME CORRENTE 500 mililitros FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (Freq) NORMAL 12 ciclos/min
a cada minuto (cerca de 6L/min). VOLUME CORRENTE 500 mililitros FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (Freq) NORMAL 12 ciclos/min

FREQUÊNCIA

RESPIRATÓRIA (Freq)

NORMAL

12 ciclos/min

CONTROLE NERVOSO E ENDÓCRINO DOS BRONQUÍOLOS

As paredes dos bronquíolos são quase completamente de

músculo liso, os quais são inervados por poucas fibras

nervosas simpáticas e parassimpáticas.

SNS NOREPINEFRINA, dilatação

SNP ACETILCOLINA, constricção (nervo vago)

EPINEFRINA e NOREPINEFRINA CIRCULANTE

REVESTIMENTO MUCOSO E CÍLIOS

O

MUCO, que reveste a superfície desde o nariz até os

bronquíolos, tem a função de:

Manter a superfície das vias aéreas úmida;

Reter pequenas partículas inspiradas com o ar e impedir que

estas atinjam os alvéolos.

Os CÍLIOS, que revestem a superfície desde o nariz até os bronquíolos, tem a função de expelir pequenas partículas inspiradas com o ar.

FUNÇÕES RESPIRATÓRIAS DO NARIZ

Quando

desempenhadas pelas cavidades nasais:

diferentes

o

ar

passa

pelo

nariz,

funções

são

1) O ar é aquecido pelas superfícies das conchas e do septo;

2) O ar é filtrado.

pelo nariz, funções são • 1) O ar é aquecido pelas superfícies das conchas e do

RESPIRAR PELO NARIZ

OU PELA BOCA???

JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA!!!

TIPOS DE CIRCULAÇÃO

PEQUENA CIRCULAÇÃO

PULMONAR

GRANDE CIRCULAÇÃO

SISTÊMICA

TIPOS DE CIRCULAÇÃO • PEQUENA CIRCULAÇÃO • PULMONAR • GRANDE CIRCULAÇÃO • SISTÊMICA

CIRCULAÇÃO PULMONAR

Circulação Pulmonar ou Pequena circulação é a designação

dada à parte da circulação sanguínea na qual o sangue é bombeado para os pulmões e retorna rico em O 2 de volta ao coração. Em síntese, é uma circulação coração-pulmão-coração.

síntese, é uma circulação coração-pulmão-coração. A quantidade total de sangue nos capilares pulmonares é 60

A quantidade total de sangue

nos capilares pulmonares é

60 a 140 mililitros.

CIRCULAÇÃO PULMONAR

Inicia-se no VD e termina no AE do coração.

O sangue, pobre em O 2 e rico em CO 2 , entra no VD e é bombeado para as artérias pulmonares dirigindo-se para os pulmões. Nestes, percorre as arteríolas pulmonares e capilares pulmonares, onde se realiza a hematose pulmonar, processo de trocas gasosas que eliminam o CO 2 do sangue e o tornam rico em O 2 .

O sangue, rico em O 2 , passa pelas vênulas pulmonares, para as veias pulmonares e retorna para o coração entrando no AE.

FLUXO SANGUÍNEO PULMONAR

O fluxo sanguíneo através dos pulmões é igual ao DC. Os

fatores que controlam o DC também controlam o fluxo

sanguíneo pulmonar.

o DC também controlam o fluxo sanguíneo pulmonar. • SNS – NOREPINEFRINA, dilatação dos bronquíolos
o DC também controlam o fluxo sanguíneo pulmonar. • SNS – NOREPINEFRINA, dilatação dos bronquíolos
o DC também controlam o fluxo sanguíneo pulmonar. • SNS – NOREPINEFRINA, dilatação dos bronquíolos

SNS NOREPINEFRINA, dilatação dos bronquíolos

do número de capilares dilatados

da velocidade do fluxo de cada capilar pulmonar

SNP ACETILCOLINA, constricção dos bronquíolos

EPINEFRINA e NOREPINEFRINA CIRCULANTE

DÉBITO CARDÍACO

DC é a quantidade de sangue bombeada pelo VE para a aorta

a cada minuto.

DC = FC x VS

EX: Se o coração está batendo 80x/min e a cada batimento

70ml de sangue são ejetados, o DC é de 5.600 ml/minuto.

está batendo 80x/min e a cada batimento 70ml de sangue são ejetados, o DC é de

POPULAÇÃO JOVEM

CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA PULMONAR

Os vasos pulmonares agem como tubos passivos, distensíveis,

cujo calibre ou de acordo com a pressão.

Para a oxigenação adequada do sangue, é importante que ele seja distribuído até os alvéolos que estejam melhor oxigenados.

OXIGENAÇÃO SANGUÍNEA ADEQUADA

Quando a concentração de O 2 em determinados alvéolos abaixo do normal (hipoxia), ocorre uma série de respostas fisiológicas:

1) Ocorre a secreção de substâncias vasoconstritoras pelas

células epiteliais alveolares;

2) Os vasos sanguíneos, adjacentes aos alvéolos pobres em O 2 , entram lentamente em constrição;

3) O fluxo sanguíneo é distribuído para áreas pulmonares que

estão melhor oxigenadas.

DIFUSÃO DE 0 2 E CO 2

Após a ventilação alveolar, o próximo passo no processo respiratório é a difusão de O 2 dos alvéolos para o sangue pulmonar e de CO 2 na direção oposta.

A velocidade da difusão de cada um desses gases é

proporcional à pressão causada por este gás. Quando a pressão

de um gás é maior numa área do que na outra, ocorrerá

difusão da área de pressão para a de pressão.

de um gás é maior numa área do que na outra, ocorrerá difusão da área de

COMPOSIÇÃO DO AR ATMOSFÉRICO

O ar é composto de:

78,62% de nitrogênio (N 2 );

20,84% de O 2 ;

0,5% de H 2 0;

0,04% de CO 2 .

O 2 ; • 0,5% de H 2 0; • 0,04% de CO 2 . AMINOÁCIDO

AMINOÁCIDO

O N 2 é usado pelos seres vivos para a produção de moléculas complexas necessárias ao seu desenvolvimento, tais como

aminoácidos, proteínas e ácidos nucléicos.

ONDE OCORRE A DIFUSÃO DE O 2 E CO 2

A unidade respiratória é composta por um bronquíolo

respiratório, ductos alveolares, átrios e alvéolos. As paredes

(membranas pulmonares) de tais estruturas são delgadas e

em seu interior existe uma extensa rede de capilares

interconectados.

e em seu interior existe uma extensa rede de capilares interconectados. BRONQUÍOLO DUCTO ALVEOLAR ÁTRIO ALVÉOLOS

BRONQUÍOLO

e em seu interior existe uma extensa rede de capilares interconectados. BRONQUÍOLO DUCTO ALVEOLAR ÁTRIO ALVÉOLOS

DUCTO

ALVEOLAR

ÁTRIO

e em seu interior existe uma extensa rede de capilares interconectados. BRONQUÍOLO DUCTO ALVEOLAR ÁTRIO ALVÉOLOS

ALVÉOLOS

e em seu interior existe uma extensa rede de capilares interconectados. BRONQUÍOLO DUCTO ALVEOLAR ÁTRIO ALVÉOLOS

DIFUSÃO DE O 2

DIFUSÃO DE O 2 DO ALVÉOLO PARA O SANGUE DO SANGUE PARA OS TECIDOS
DIFUSÃO DE O 2 DO ALVÉOLO PARA O SANGUE DO SANGUE PARA OS TECIDOS

DO

ALVÉOLO

PARA O

SANGUE

DO SANGUE PARA OS

TECIDOS

DIFUSÃO DE CO 2

DIFUSÃO DE CO 2 DO SANGUE PARA O ALVÉOLO DOS TECIDOS PARA O SANGUE
DIFUSÃO DE CO 2 DO SANGUE PARA O ALVÉOLO DOS TECIDOS PARA O SANGUE

DO

SANGUE

PARA O

ALVÉOLO

DOS

TECIDOS

PARA O

SANGUE

TRANSPORTE DE O 2

Normalmente, cerca de 97% de O 2 , transportados dos pulmões para os tecidos, são carregados em combinação

química com a hemoglobina (Hgb) nas hemácias, e os 3% restantes são dissolvidos na H 2 O do plasma.

combinação química com a hemoglobina ( Hgb ) nas hemácias, e os 3% restantes são dissolvidos
combinação química com a hemoglobina ( Hgb ) nas hemácias, e os 3% restantes são dissolvidos

TRANSPORTE DE O 2

Quando a PO 2 está ↑, como nos capilares pulmonares, o O 2 se liga com a Hgb, mas quando a PO 2 está ↓, como nos capilares teciduais, o O 2 é liberado da Hgb.

se liga com a Hgb , mas quando a PO 2 está ↓, como nos capilares
se liga com a Hgb , mas quando a PO 2 está ↓, como nos capilares

TRANSPORTE DE CO 2

TRANSPORTE DE CO 2

TRANSPORTE DE CO 2

Apenas 7% de todo o CO 2 é transportado sob a forma dissolvida. No sangue, plasma, o CO 2 reage com a H 2 0 para formar ÁCIDO CARBÔNICO (H 2 CO 3 ).

forma dissolvida. No sangue, plasma, o CO 2 reage com a H 2 0 para formar

TRANSPORTE DE CO 2

No interior da hemácia o CO 2 reage com a H 2 0 para formar H 2 CO 3 . A enzima anidrase carbônica acelera esta reação.

Logo em seguida o H 2 CO 3 se dissocia em íon H + e HCO 3 - .

O H + se liga a Hgb (tampão)

O HCO 3 - vai para o plasma

O íon Cl - vai para a hemácia, substituindo o HCO 3

-

a Hgb (tampão) • O HCO 3 - vai para o plasma O íon Cl -

QUOCIENTE RESPIRATÓRIO

O QUOCIENTE RESPIRATÓRIO (R) é a relação entre o débito de CO 2 e a captação de O 2 .

O transporte normal de O 2 dos pulmões para os tecidos é de 5mililitros, enquanto que o transporte de CO 2 dos tecidos para os pulmões é de 4 mililitros.

R = Débito de CO 2 / captação de O 2

R = 4/5

R = 0,8

QUOCIENTE RESPIRATÓRIO

Quando o músculo está consumindo exclusivamente

carboidratos, o R aumenta para 1,0. Uma grande parte das

moléculas de O 2 reage com os carboidratos resultando na formação de moléculas de CO 2 .

R = Débito de CO 2 / captação de O 2

R = 5/5

R = 1,0

QUOCIENTE RESPIRATÓRIO

Quando o músculo está consumindo exclusivamente lipídios, o R cai para 0,7. Uma grande parte das moléculas de O 2 se combina com os íons H + para formar H 2 O.

2 se combina com os íons H + para formar H 2 O. • R =

R = Débito de CO 2 / captação de O 2

R = 3,5/5

R = 0,7

REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO

O sistema nervoso ajusta a velocidade da ventilação alveolar

às necessidades do organismo, de modo que a PO2 e a PCO2

no sangue se encontrem dentro de seus limites toleráveis.

O

CENTRO

neurônios:

RESPIRATÓRIO

é

dividido

em

3

grupos

de

1) UM GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL

2) UM GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL

3) CENTRO PNEUMOTÁXICO

REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO

REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO

GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL

Este grupo, situado na região dorsal do bulbo, é responsável

principalmente pela INSPIRAÇÃO.

INSPIRAÇÃO O sinal nervoso é transmitido aos músculos inspiratórios. Na respiração normal este sinal começa inicialmente fraco e aumenta progressivamente por cerca de 2 seg.

EXPIRAÇÃO Na sequência o sinal cessa por cerca de 3 seg,

desativa a excitação dos músculos inspiratórios e ocorre a

retração elástica da caixa torácica e dos pulmões.

GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL

GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL

CENTRO PNEUMOTÁXICO

Este grupo, situado na região dorsal e superior da ponte, é

responsável por limitar a inspiração, ou seja, controla o ponto

de desligamento da rampa inspiratória.

CONTROLE DIRETO DA INSPIRAÇÃO E INDIRETO DA EXPIRAÇÃO Em esforço físico (de moderada a alta intensidade), o sinal nervoso é transmitido ao grupo

respiratório dorsal, resultando na:

do tempo de inspiração e expiração

da frequência respiratória

CENTRO PNEUMOTÁXICO

CENTRO PNEUMOTÁXICO

GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL

EXPIRAÇÃO RÁPIDA E CONTÍNUA

Este grupo, situado na região ventrolateral do bulbo, é responsável, principalmente, por proporcionar fortes sinais

nervosos para os MÚSCULOS ABDOMINAIS durante a

expiração rápida e contínua.

GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL

GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL
GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL

CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO

ÁREA QUIMIOSSENSITIVA DO CENTRO RESPIRATÓRIO E CO 2

• ÁREA QUIMIOSSENSITIVA DO CENTRO RESPIRATÓRIO E CO 2 • É excitada quando há: • ↑

É excitada quando há:

da PCO 2 no sangue,

no líquido intersticial do

bulbo, no líquido cérebro-espinhal

É excitada quando há: • ↑ da PCO 2 no sangue, no líquido intersticial do bulbo,
É excitada quando há: • ↑ da PCO 2 no sangue, no líquido intersticial do bulbo,

CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO

QUIMIOCEPTORES DOS CORPOS CAROTÍDEOS E O 2

Uma grande parte destes quimioceptores situam-se nos

CORPOS CAROTÍDEOS, presentes nas bifurcações das

ARTÉRIAS CARÓTIDAS, e suas fibras nervosas aferentes se

dirigem para o GRUPO DORSAL RESPIRATÓRIO, situado no

bulbo.

O fluxo sanguíneo através dos CORPOS CAROTÍDEOS é muito intenso, e estes corpos estão expostos constantemente ao sangue arterial, não ao venoso.

ARTÉRIA CARÓTIDA

ARTÉRIA AÓRTICA

ARTÉRIA CARÓTIDA ARTÉRIA AÓRTICA

CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO

QUIMIOCEPTORES DOS CORPOS CAROTÍDEOS E CO 2

Um aumento na concentração de CO2 ou íon de H+ também

excita os quimiceptores dos CORPOS CAROTÍDEOS.

OBS: Os efeitos diretos desses 2 fatores sobre o

centro respiratório são mais intensos que seus

efeitos mediados pelos quimioceptores.

RESPOSTAS RESPIRATÓRIAS AO EXERCÍCIO AGUDO

ATIVIDADE FÍSICA E AUMENTO DA VE

DURANTE A ATIVIDADE FÍSICA, o cérebro, ao transmitir impulsos

para os músculos, também transmite impulsos colaterais para o

tronco cerebral e que excitam o centro respiratório.

Os movimentos corporais, especialmente dos membros, promovem o a VE através da excitação dos PROPRIOCEPTORES

das articulações que então transmitem os impulsos excitatórios

para o centro respiratório.

dos PROPRIOCEPTORES das articulações que então transmitem os impulsos excitatórios para o centro respiratório.

VE DURANTE O EXERCÍCIO DINÂMICO

O início da atividade física se faz acompanhar por um

aumento imediato na VE. Assim como a FC, a respiração

acelera, podendo ainda ocorrer antes do início das contrações

musculares.

O ajuste respiratório inicial às demandas do exercício é mediado pelos centros de controle respiratório situado no

encéfalo.

REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO

REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO

Com o avanço do exercício, o aumento do metabolismo nos músculos gera mais CO 2 e H + .

Um aumento na concentração de CO 2 ou íon de H + excita os quimiceptores dos CORPOS CAROTÍDEOS. Além disso, a alteração da temperatura interna do corpo contribui para a excitação destes receptores.

ARTÉRIA CARÓTIDA

ARTÉRIA AÓRTICA

ARTÉRIA CARÓTIDA ARTÉRIA AÓRTICA

CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO

ÁREA QUIMIOSSENSITIVA DO CENTRO RESPIRATÓRIO E CO 2

• ÁREA QUIMIOSSENSITIVA DO CENTRO RESPIRATÓRIO E CO 2 • É excitada quando há: • ↑

É excitada quando há:

da PCO 2 no sangue,

no líquido intersticial do

bulbo, no líquido cérebro-espinhal

É excitada quando há: • ↑ da PCO 2 no sangue, no líquido intersticial do bulbo,
É excitada quando há: • ↑ da PCO 2 no sangue, no líquido intersticial do bulbo,

GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL

EXPIRAÇÃO RÁPIDA E CONTÍNUA

Este grupo, situado na região ventrolateral do bulbo, é responsável, principalmente, por proporcionar fortes sinais

nervosos para os MÚSCULOS ABDOMINAIS durante a

expiração rápida e contínua.

MECANISMOS DA VE

RETRAÇÃO PULMONAR EXPIRAÇÃO FORÇADA

E RÁPIDA

Para que ocorra a retração pulmonar rápida devem ocorrer os

seguintes mecanismos:

1) O relaxamento diafragmático, relaxamento dos músculos intercostais externos e CONTRAÇÃO RÁPIDA E INTENSA DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS PROCESSO ATIVO;

2) A depressão das costelas e do gradil costal, com o redução do

diâmetro anteroposterior da cavidade torácica;

3) A retração elástica dos pulmões, da parede torácica e das

estruturas abdominais comprime os pulmões.

MECANISMOS DA VE

EXPANSÃO PULMONAR INSPIRAÇÃO

Para que ocorra a expansão pulmonar devem ocorrer os

seguintes mecanismos:

1) A contração diafragmática, contração dos músculos

intercostais externos e esternocleidomastóideos PROCESSO ATIVO;

2) A elevação das costelas e do gradil costal, com o aumento do diâmetro anteroposterior da cavidade torácica;

3) A tensão elástica dos pulmões, da parede torácica e das

estruturas abdominais expande os pulmões.

RESPIRAÇÃO PÓS-EXERCÍCIO

Se a frequência respiratória atendeu perfeitamente às

demandas metabólicas dos tecidos, a respiração diminui para

o nível em repouso dentro de segundos após o térmico do

exercício.

MÁ CONDICIONAMENTO E DISPINÉIA

A sensação de DISPINÉIA (encurtamento da respiração,

também chamada de falta de ar é um sintoma no qual a

pessoa tem desconforto para respirar, normalmente com a

sensação de respiração incompleta) ocorre quando as concentrações de H + e as PCO 2 arteriais são muito elevados, frente a incapacidade de ajuste da respiração.

HIPERVENTILAÇÃO

A HIPERVENTILAÇÃO é definida como uma respiração

excessiva que supera a necessidade metabólica do exercício. A

HIPERVENTILAÇÃO voluntária reduz a PCO2 no sangue

arterial, levando ao aumento do pH sanguíneo e prevenção

da fadiga muscular.

Essa respiração

rápida pode

levar a tontura e

a perda da

consciência.

e prevenção da fadiga muscular. • Essa respiração rápida pode levar a tontura e a perda

MANOBRA DE VALSALVA

Este procedimento respiratório acompanha com frequência

exercícios de alta intensidade. Tal manobra resulta:

- No fechamento da glote

- Contração isométrica do diafragma e músculos abdominais

- Aumento das pressões intra-abdominal e intra-torácica

DESVANTAGENS

A

elevação

das

pressões

intra-abdominal

e

intra-torácica

interferem no RETORNO VENOSO, o DC e a PA.

VARIÁVEIS FISIOLÓGICAS E DESEMPENHO

O LIMIAR DE LACTATO é o ponto no qual a produção de

lactato sanguíneo excede a eliminação de lactato durante um

teste de exercício incremental.

O LIMIAR VENTILATÓRIO reflete um aumento desproporcional no VCO 2 em relação ao VO 2 . Este aumento também leva ao aumento do índice de troca respiratória (R).

O LIMIAR ANAERÓBIO representa o súbito aumento do VCO 2 que reflete um desvio para um metabolismo mais anaeróbio.

LIMITAÇÕES RESPIRATÓRIAS AO DESEMPENHO

Com o aumento da frequência e profundidade da VE, o custo energético da respiração também aumenta. O diafragma, os músculos intercostais (internos e externos) e os músculos abdominais são os principais responsáveis pelo consumo de O2 durante o exercício intenso.

e externos) e os músculos abdominais são os principais responsáveis pelo consumo de O2 durante o