FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA
Prof. Ms. Marco Antônio dos Santos Carneiro Cordeiro
INTRODUÇÃO
• A respiração pode ser dividida em quatro eventos funcionais:
• 1) VENTILAÇÃO PULMONAR (VE)
• 2) DIFUSÃO DE O 2 E CO 2
• 3) TRANSPORTE DE O 2 E CO 2
• 4) REGULAÇÃO DA VE
DEFINIÇÃO DE VE
• VE significa a entrada e saída de ar entre a atmosfera e os
alvéolos pulmonares.
OBJETIVOS PRINCIPAIS DA RESPIRAÇÃO
• 1) Promover a oxigenação sanguínea;
• 2) Promover a eliminação de CO 2 do sangue;
• 3) Manter adequadas as contrações de O 2 , CO 2 e íons H + nos tecidos.
MECANISMOS DA VE
• EXPANSÃO PULMONAR – INSPIRAÇÃO
• Para que ocorra a expansão pulmonar devem ocorrer os
seguintes mecanismos:
• 1) A contração diafragmática, contração dos músculos
intercostais externos e esternocleidomastóideos – PROCESSO ATIVO;
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2) A elevação das costelas e do gradil costal, com o aumento do diâmetro anteroposterior da cavidade torácica; |
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3) A tensão elástica dos pulmões, da parede torácica e das |
estruturas abdominais expande os pulmões.
EXPANSÃO
MECANISMOS DA VE
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RETRAÇÃO PULMONAR – EXPIRAÇÃO |
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Para |
que |
ocorra |
a |
retração |
pulmonar |
devem |
ocorrer |
os |
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seguintes mecanismos: |
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1) O relaxamento diafragmático, relaxamento dos músculos |
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intercostais externos e esternocleidomastóideos; |
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2) A depressão das costelas e do gradil costal, com o redução |
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do diâmetro anteroposterior da cavidade torácica; |
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3) A retração elástica dos pulmões, da parede torácica e das |
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estruturas abdominais comprime os pulmões – PROCESSO
PASSIVO.
RETRAÇÃO PULMONAR
• As forças elásticas do tecido pulmonar são determinadas pela
elastina e fibras colágenas entremeadas no parênquima
pulmonar.
• Nos pulmões, no estado de deflação, estas fibras estão elasticamente contraídas e onduladas, e quando os pulmões estão expandidos, as fibras tornam-se estiradas e alongadas.
CONTRAÇÃO PULMONAR
MECANISMOS DA VE
• RETRAÇÃO PULMONAR – EXPIRAÇÃO FORÇADA
E RÁPIDA
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Para que ocorra a retração pulmonar rápida devem ocorrer os |
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seguintes mecanismos: |
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1) O relaxamento diafragmático, relaxamento dos músculos intercostais externos e CONTRAÇÃO RÁPIDA E INTENSA DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – PROCESSO ATIVO; |
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2) A depressão das costelas e do gradil costal, com o redução do |
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diâmetro anteroposterior da cavidade torácica; |
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3) A retração elástica dos pulmões, da parede torácica e das |
estruturas abdominais comprime os pulmões.
LÍQUIDO PLEURAL
• Os pulmões praticamente flutuam na cavidade torácica,
circundados por uma camada muito delgada de LÍQUIDO
PLEURAL que LUBRIFICA os movimentos dos pulmões dentro
dessa cavidade.
• VEJA A FIGURA A SEGUIR!!!
VOLUMES PULMONARES
• 4 volumes pulmonares, os quais, quando somados, igualam o
volume máximo que os pulmões podem alcançar.
• 1) VOLUME CORRENTE
• 2) VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA
• 3) VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA
• 4) VOLUME RESIDUAL
VOLUME CORRENTE
• O VOLUME CORRENTE é o volume de ar inspirado ou expirado
em cada respiração normal; sua quantidade no homem adulto
jovem é aproximadamente 500 mililitros.
VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA
• O VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA é o volume extra de ar
que pode ser inspirado além do volume corrente;
normalmente é de 3.000 mililitros.
VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA
• O VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA é o volume extra de ar
que pode ser expirado (forçadamente) além do volume
corrente; normalmente é de 1.100 mililitros.
VOLUME RESIDUAL
• O VOLUME RESIDUAL é o volume de ar que permanece nos
pulmões após uma expiração vigorosa. Este volume é de
aproximadamente 1.200 mililitros.
VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO
• O VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO é a quantidade total
de ar fresco que se movimenta pelas vias respiratórias a cada
minuto (cerca de 6L/min).
VOLUME CORRENTE 500 mililitros
FREQUÊNCIA
RESPIRATÓRIA (Freq)
NORMAL
12 ciclos/min
CAPACIDADES PULMONARES
• CAPACIDADE INSPIRATÓRIA
• CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL
• CAPACIDADE VITAL
• CAPACIDADE PULMONAR TOTAL
CAPACIDADE INSPIRATÓRIA
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A CAPACIDADE INSPIRATÓRIA é a quantidade máxima de ar |
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que uma pessoa pode inspirar, começando no nível |
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expiratório normal. |
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Cerca de 3.500 mililitros |
CAPACIDADE INSPIRATÓRIA
CAPACIDADE INSPIRATÓRIA
VOLUME CORRENTE + VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA
Cerca de 3.500 mililitros
CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL
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• |
A CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL é a quantidade de ar |
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que permanece no pulmões ao final da expiração normal. |
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Cerca de 2.300 mililitros |
CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL
CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL
VOLUME RESIDUAL + VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA
Cerca de 2.300 mililitros
CAPACIDADE VITAL
• A CAPACIDADE VITAL é a quantidade máxima de ar que pode
ser expelido pelos pulmões após uma inspiração máxima.
• Cerca de 4.600 mililitros
CAPACIDADE VITAL
CAPACIDADE VITAL
VOLUME CORRENTE
+
VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA
+
VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA
Cerca de 4.600 mililitros
CAPACIDADE PULMONAR TOTAL
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A CAPACIDADE PULMONAR TOTAL é o volume máximo de |
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expansão pulmonar com o maior esforço inspiratório possível. |
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Cerca de 5.800 mililitros |
CAPACIDADE PULMONAR TOTAL
CAPACIDADE PULMONAR TOTAL
VOLUME RESIDUAL
+
VOLUME VITAL
Cerca de 5.800 mililitros
OBSERVAÇÃO
• Todos os volumes e capacidades pulmonares são de 20 a 25%
menores nas mulheres do que nos homens, e maiores nas
pessoas grandes e atléticas do nas pessoas pequenas e
astênicas.
VENTILAÇÃO ALVEOLAR
• A VENTILAÇÃO ALVEOLAR (V A ) é a intensidade com que o ar alcança os alvéolos pulmonares, sacos alveolares, ductos
alveolares e bronquíolos respiratórios (áreas pulmonares de
trocas gasosas).
• A importância fundamental do sistema de VE é a renovação contínua de ar nas áreas pulmonares de trocas gasosas.
VENTILAÇÃO ALVEOLAR
AR DO ESPAÇO MORTO
• O VOLUME DO ESPAÇO MORTO é a quantidade de ar que não
•
alcança as áreas de trocas gasosas.
O ESPAÇO MORTO se refere as vias respiratórias onde não
ocorrem as trocas gasosas.
VENTILAÇÃO ALVEOLAR/ MIN
• VA = Freq x (VT – VD)
• VT – VOLUME CORRENTE, 500 mililitros
• VD – ESPAÇO MORTO, 150 mililitros
•
VT – VD = quantidade de ar renovado que penetra nos
alvéolos a cada inspiração
• Cerca de 4.200 mL/min
VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO
• O VOLUME RESPIRATÓRIO POR MINUTO é a quantidade total
de ar fresco que se movimenta pelas vias respiratórias a cada
minuto (cerca de 6L/min).
VOLUME CORRENTE 500 mililitros
FREQUÊNCIA
RESPIRATÓRIA (Freq)
NORMAL
12 ciclos/min
CONTROLE NERVOSO E ENDÓCRINO DOS BRONQUÍOLOS
• As paredes dos bronquíolos são quase completamente de
músculo liso, os quais são inervados por poucas fibras
nervosas simpáticas e parassimpáticas.
• SNS – NOREPINEFRINA, dilatação
• SNP – ACETILCOLINA, constricção (nervo vago)
• EPINEFRINA e NOREPINEFRINA CIRCULANTE
REVESTIMENTO MUCOSO E CÍLIOS
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• |
O |
MUCO, que reveste a superfície desde o nariz até os |
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bronquíolos, tem a função de: |
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• |
Manter a superfície das vias aéreas úmida; |
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• |
Reter pequenas partículas inspiradas com o ar e impedir que |
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estas atinjam os alvéolos. |
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• |
Os CÍLIOS, que revestem a superfície desde o nariz até os bronquíolos, tem a função de expelir pequenas partículas inspiradas com o ar. |
|
FUNÇÕES RESPIRATÓRIAS DO NARIZ
•
Quando
desempenhadas pelas cavidades nasais:
diferentes
o
ar
passa
pelo
nariz,
funções
são
• 1) O ar é aquecido pelas superfícies das conchas e do septo;
• 2) O ar é filtrado.
•RESPIRAR PELO NARIZ
OU PELA BOCA???
•JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA!!!
TIPOS DE CIRCULAÇÃO
• PEQUENA CIRCULAÇÃO
• PULMONAR
• GRANDE CIRCULAÇÃO
• SISTÊMICA
CIRCULAÇÃO PULMONAR
• Circulação Pulmonar ou Pequena circulação é a designação
dada à parte da circulação sanguínea na qual o sangue é bombeado para os pulmões e retorna rico em O 2 de volta ao coração. Em síntese, é uma circulação coração-pulmão-coração.
A quantidade total de sangue
nos capilares pulmonares é
60 a 140 mililitros.
CIRCULAÇÃO PULMONAR
• Inicia-se no VD e termina no AE do coração.
• O sangue, pobre em O 2 e rico em CO 2 , entra no VD e é bombeado para as artérias pulmonares dirigindo-se para os pulmões. Nestes, percorre as arteríolas pulmonares e capilares pulmonares, onde se realiza a hematose pulmonar, processo de trocas gasosas que eliminam o CO 2 do sangue e o tornam rico em O 2 .
• O sangue, rico em O 2 , passa pelas vênulas pulmonares, para as veias pulmonares e retorna para o coração entrando no AE.
FLUXO SANGUÍNEO PULMONAR
• O fluxo sanguíneo através dos pulmões é igual ao DC. Os
fatores que controlam o DC também controlam o fluxo
sanguíneo pulmonar.
• SNS – NOREPINEFRINA, dilatação dos bronquíolos
• ↑ do número de capilares dilatados
• ↑ da velocidade do fluxo de cada capilar pulmonar
• SNP – ACETILCOLINA, constricção dos bronquíolos
• EPINEFRINA e NOREPINEFRINA CIRCULANTE
DÉBITO CARDÍACO
• DC é a quantidade de sangue bombeada pelo VE para a aorta
a cada minuto.
DC = FC x VS
• EX: Se o coração está batendo 80x/min e a cada batimento
70ml de sangue são ejetados, o DC é de 5.600 ml/minuto.
POPULAÇÃO JOVEM
CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA PULMONAR
• Os vasos pulmonares agem como tubos passivos, distensíveis,
cujo calibre ↑ ou ↓ de acordo com a pressão.
• Para a oxigenação adequada do sangue, é importante que ele seja distribuído até os alvéolos que estejam melhor oxigenados.
OXIGENAÇÃO SANGUÍNEA ADEQUADA
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• |
Quando a concentração de O 2 em determinados alvéolos ↓ abaixo do normal (hipoxia), ocorre uma série de respostas fisiológicas: |
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1) Ocorre a secreção de substâncias vasoconstritoras pelas |
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células epiteliais alveolares; |
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• |
2) Os vasos sanguíneos, adjacentes aos alvéolos pobres em O 2 , entram lentamente em constrição; |
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• |
3) O fluxo sanguíneo é distribuído para áreas pulmonares que |
estão melhor oxigenadas.
DIFUSÃO DE 0 2 E CO 2
• Após a ventilação alveolar, o próximo passo no processo respiratório é a difusão de O 2 dos alvéolos para o sangue pulmonar e de CO 2 na direção oposta.
• A velocidade da difusão de cada um desses gases é
proporcional à pressão causada por este gás. Quando a pressão
de um gás é maior numa área do que na outra, ocorrerá
difusão da área de ↑ pressão para a de ↓ pressão.
COMPOSIÇÃO DO AR ATMOSFÉRICO
• O ar é composto de:
• 78,62% de nitrogênio (N 2 );
• 20,84% de O 2 ;
• 0,5% de H 2 0;
• 0,04% de CO 2 .
AMINOÁCIDO
• O N 2 é usado pelos seres vivos para a produção de moléculas complexas necessárias ao seu desenvolvimento, tais como
aminoácidos, proteínas e ácidos nucléicos.
ONDE OCORRE A DIFUSÃO DE O 2 E CO 2
• A unidade respiratória é composta por um bronquíolo
respiratório, ductos alveolares, átrios e alvéolos. As paredes
(membranas pulmonares) de tais estruturas são delgadas e
em seu interior existe uma extensa rede de capilares
interconectados.
BRONQUÍOLO
DUCTO
ALVEOLAR
ÁTRIO
ALVÉOLOS
DIFUSÃO DE O 2
DO
ALVÉOLO
PARA O
SANGUE
DO SANGUE PARA OS
TECIDOS
DIFUSÃO DE CO 2
DO
SANGUE
PARA O
ALVÉOLO
DOS
TECIDOS
PARA O
SANGUE
TRANSPORTE DE O 2
• Normalmente, cerca de 97% de O 2 , transportados dos pulmões para os tecidos, são carregados em combinação
química com a hemoglobina (Hgb) nas hemácias, e os 3% restantes são dissolvidos na H 2 O do plasma.
TRANSPORTE DE O 2
• Quando a PO 2 está ↑, como nos capilares pulmonares, o O 2 se liga com a Hgb, mas quando a PO 2 está ↓, como nos capilares teciduais, o O 2 é liberado da Hgb.
TRANSPORTE DE CO 2
TRANSPORTE DE CO 2
• Apenas 7% de todo o CO 2 é transportado sob a forma dissolvida. No sangue, plasma, o CO 2 reage com a H 2 0 para formar ÁCIDO CARBÔNICO (H 2 CO 3 ).
TRANSPORTE DE CO 2
• No interior da hemácia o CO 2 reage com a H 2 0 para formar H 2 CO 3 . A enzima anidrase carbônica acelera esta reação.
• Logo em seguida o H 2 CO 3 se dissocia em íon H + e HCO 3 - .
• O H + se liga a Hgb (tampão)
• O HCO 3 - vai para o plasma
O íon Cl - vai para a hemácia, substituindo o HCO 3
•
-
QUOCIENTE RESPIRATÓRIO
• O QUOCIENTE RESPIRATÓRIO (R) é a relação entre o débito de CO 2 e a captação de O 2 .
• O transporte normal de O 2 dos pulmões para os tecidos é de 5mililitros, enquanto que o transporte de CO 2 dos tecidos para os pulmões é de 4 mililitros.
• R = Débito de CO 2 / captação de O 2
• R = 4/5
• R = 0,8
QUOCIENTE RESPIRATÓRIO
• Quando o músculo está consumindo exclusivamente
carboidratos, o R aumenta para 1,0. Uma grande parte das
moléculas de O 2 reage com os carboidratos resultando na formação de moléculas de CO 2 .
• R = Débito de CO 2 / captação de O 2
• R = 5/5
• R = 1,0
QUOCIENTE RESPIRATÓRIO
• Quando o músculo está consumindo exclusivamente lipídios, o R cai para 0,7. Uma grande parte das moléculas de O 2 se combina com os íons H + para formar H 2 O.
• R = Débito de CO 2 / captação de O 2
• R = 3,5/5
• R = 0,7
REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO
• O sistema nervoso ajusta a velocidade da ventilação alveolar
às necessidades do organismo, de modo que a PO2 e a PCO2
no sangue se encontrem dentro de seus limites toleráveis.
• O
CENTRO
neurônios:
RESPIRATÓRIO
é
dividido
em
3
grupos
de
• 1) UM GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL
• 2) UM GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL
• 3) CENTRO PNEUMOTÁXICO
REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO
GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL
• Este grupo, situado na região dorsal do bulbo, é responsável
principalmente pela INSPIRAÇÃO.
• INSPIRAÇÃO – O sinal nervoso é transmitido aos músculos inspiratórios. Na respiração normal este sinal começa inicialmente fraco e aumenta progressivamente por cerca de 2 seg.
• EXPIRAÇÃO – Na sequência o sinal cessa por cerca de 3 seg,
desativa a excitação dos músculos inspiratórios e ocorre a
retração elástica da caixa torácica e dos pulmões.
GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL
CENTRO PNEUMOTÁXICO
• Este grupo, situado na região dorsal e superior da ponte, é
responsável por limitar a inspiração, ou seja, controla o ponto
de desligamento da rampa inspiratória.
• CONTROLE DIRETO DA INSPIRAÇÃO E INDIRETO DA EXPIRAÇÃO – Em esforço físico (de moderada a alta intensidade), o sinal nervoso é transmitido ao grupo
respiratório dorsal, resultando na:
• ↓ do tempo de inspiração e expiração
• ↑ da frequência respiratória
CENTRO PNEUMOTÁXICO
GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL
• EXPIRAÇÃO RÁPIDA E CONTÍNUA
• Este grupo, situado na região ventrolateral do bulbo, é responsável, principalmente, por proporcionar fortes sinais
nervosos para os MÚSCULOS ABDOMINAIS durante a
expiração rápida e contínua.
GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL
CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO
• ÁREA QUIMIOSSENSITIVA DO CENTRO RESPIRATÓRIO E CO 2
• É excitada quando há:
• ↑ da PCO 2 no sangue,
no líquido intersticial do
bulbo, no líquido cérebro-espinhal
CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO
• QUIMIOCEPTORES DOS CORPOS CAROTÍDEOS E O 2
• Uma grande parte destes quimioceptores situam-se nos
CORPOS CAROTÍDEOS, presentes nas bifurcações das
ARTÉRIAS CARÓTIDAS, e suas fibras nervosas aferentes se
dirigem para o GRUPO DORSAL RESPIRATÓRIO, situado no
bulbo.
• O fluxo sanguíneo através dos CORPOS CAROTÍDEOS é muito intenso, e estes corpos estão expostos constantemente ao sangue arterial, não ao venoso.
ARTÉRIA CARÓTIDA
ARTÉRIA AÓRTICA
CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO
• QUIMIOCEPTORES DOS CORPOS CAROTÍDEOS E CO 2
• Um aumento na concentração de CO2 ou íon de H+ também
excita os quimiceptores dos CORPOS CAROTÍDEOS.
• OBS: Os efeitos diretos desses 2 fatores sobre o
centro respiratório são mais intensos que seus
efeitos mediados pelos quimioceptores.
RESPOSTAS RESPIRATÓRIAS AO EXERCÍCIO AGUDO
ATIVIDADE FÍSICA E AUMENTO DA VE
• DURANTE A ATIVIDADE FÍSICA, o cérebro, ao transmitir impulsos
para os músculos, também transmite impulsos colaterais para o
tronco cerebral e que excitam o centro respiratório.
• Os movimentos corporais, especialmente dos membros, promovem o ↑ a VE através da excitação dos PROPRIOCEPTORES
das articulações que então transmitem os impulsos excitatórios
para o centro respiratório.
VE DURANTE O EXERCÍCIO DINÂMICO
• O início da atividade física se faz acompanhar por um
aumento imediato na VE. Assim como a FC, a respiração
acelera, podendo ainda ocorrer antes do início das contrações
musculares.
• O ajuste respiratório inicial às demandas do exercício é mediado pelos centros de controle respiratório situado no
encéfalo.
REGULAÇÃO DA RESPIRAÇÃO
• Com o avanço do exercício, o aumento do metabolismo nos músculos gera mais CO 2 e H + .
• Um aumento na concentração de CO 2 ou íon de H + excita os quimiceptores dos CORPOS CAROTÍDEOS. Além disso, a alteração da temperatura interna do corpo contribui para a excitação destes receptores.
ARTÉRIA CARÓTIDA
ARTÉRIA AÓRTICA
CONTROLE QUÍMICO DA RESPIRAÇÃO
• ÁREA QUIMIOSSENSITIVA DO CENTRO RESPIRATÓRIO E CO 2
• É excitada quando há:
• ↑ da PCO 2 no sangue,
no líquido intersticial do
bulbo, no líquido cérebro-espinhal
GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL
• EXPIRAÇÃO RÁPIDA E CONTÍNUA
• Este grupo, situado na região ventrolateral do bulbo, é responsável, principalmente, por proporcionar fortes sinais
nervosos para os MÚSCULOS ABDOMINAIS durante a
expiração rápida e contínua.
MECANISMOS DA VE
• RETRAÇÃO PULMONAR – EXPIRAÇÃO FORÇADA
E RÁPIDA
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• |
Para que ocorra a retração pulmonar rápida devem ocorrer os |
|
seguintes mecanismos: |
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1) O relaxamento diafragmático, relaxamento dos músculos intercostais externos e CONTRAÇÃO RÁPIDA E INTENSA DOS MÚSCULOS ABDOMINAIS – PROCESSO ATIVO; |
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• |
2) A depressão das costelas e do gradil costal, com o redução do |
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diâmetro anteroposterior da cavidade torácica; |
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• |
3) A retração elástica dos pulmões, da parede torácica e das |
estruturas abdominais comprime os pulmões.
MECANISMOS DA VE
• EXPANSÃO PULMONAR – INSPIRAÇÃO
• Para que ocorra a expansão pulmonar devem ocorrer os
seguintes mecanismos:
• 1) A contração diafragmática, contração dos músculos
intercostais externos e esternocleidomastóideos – PROCESSO ATIVO;
|
• |
2) A elevação das costelas e do gradil costal, com o aumento do diâmetro anteroposterior da cavidade torácica; |
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• |
3) A tensão elástica dos pulmões, da parede torácica e das |
estruturas abdominais expande os pulmões.
RESPIRAÇÃO PÓS-EXERCÍCIO
• Se a frequência respiratória atendeu perfeitamente às
demandas metabólicas dos tecidos, a respiração diminui para
o nível em repouso dentro de segundos após o térmico do
exercício.
MÁ CONDICIONAMENTO E DISPINÉIA
• A sensação de DISPINÉIA (encurtamento da respiração,
também chamada de falta de ar é um sintoma no qual a
pessoa tem desconforto para respirar, normalmente com a
sensação de respiração incompleta) ocorre quando as concentrações de H + e as PCO 2 arteriais são muito elevados, frente a incapacidade de ajuste da respiração.
HIPERVENTILAÇÃO
• A HIPERVENTILAÇÃO é definida como uma respiração
excessiva que supera a necessidade metabólica do exercício. A
HIPERVENTILAÇÃO voluntária reduz a PCO2 no sangue
arterial, levando ao aumento do pH sanguíneo e prevenção
da fadiga muscular.
• Essa respiração
rápida pode
levar a tontura e
a perda da
consciência.
MANOBRA DE VALSALVA
•
Este procedimento respiratório acompanha com frequência
exercícios de alta intensidade. Tal manobra resulta:
- No fechamento da glote
- Contração isométrica do diafragma e músculos abdominais
- Aumento das pressões intra-abdominal e intra-torácica
DESVANTAGENS
A
elevação
das
pressões
intra-abdominal
e
intra-torácica
interferem no RETORNO VENOSO, ↓ o DC e ↑ a PA.
VARIÁVEIS FISIOLÓGICAS E DESEMPENHO
• O LIMIAR DE LACTATO é o ponto no qual a produção de
lactato sanguíneo excede a eliminação de lactato durante um
teste de exercício incremental.
• O LIMIAR VENTILATÓRIO reflete um aumento desproporcional no VCO 2 em relação ao VO 2 . Este aumento também leva ao aumento do índice de troca respiratória (R).
• O LIMIAR ANAERÓBIO representa o súbito aumento do VCO 2 que reflete um desvio para um metabolismo mais anaeróbio.
LIMITAÇÕES RESPIRATÓRIAS AO DESEMPENHO
• Com o aumento da frequência e profundidade da VE, o custo energético da respiração também aumenta. O diafragma, os músculos intercostais (internos e externos) e os músculos abdominais são os principais responsáveis pelo consumo de O2 durante o exercício intenso.
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