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E estamos assstin- do ao colapso deste regime, porque o délar deixou de ser a moeda de reserva do mundo. (Nouriel Roubini, entrevista revista Carta Ca de 2008) de julho 0 deficit em conta corrente dos Estados Unidos comegou a aumentar sistematicamente na primeira metade dos anos 198! duziu-se a quase zero na virada dos anos 1990 e dep tinuamente até 2006, quando atingiu mais de 69% do PIB. Na segunda A ECONOMIA AMERICANA, O PADRAO DO DOLAR FLEXIVEL.. 73 metade dos anos 1980 os Estados Unidos se tornaram devedores externos liquidos e atualmente sio os maiores devedores externos iquidos do mundo em termos absolutos.' Também desde a primei- ra metade dos anos 1980 nao faltam autores das mais variadas abor~ dagens em termos tedricos, ideol6gicos e politicos ¢ profissionais que {alam da iminente crise do délar? ‘A recente crise financeira nos Estados Unidos, deflagrada em 2007, que se agrega a uma tendéncia de desvalorizagio do délar em relagio ao euro ¢ varias outras moedas, nos trouxe outta rodada de anilises dos que acreditam (ow torcem para) que o délar entre em crise e deixe de ser a moeda mundial no futuro proximo. Estes ar tas argumentam que o iminente colapso do délarlevaria a uma profunda recessio nos Estados Unidos efou na economia mundial. Para piorar o quadro, uma explosio dos pregos do petréleo (¢ suta stuposta crescente escassez), atribuida em parte a detrota militar no Traque ¢ em parte & propria desvalorizagao do délan assim como a recém-descoberta escassez mundial de alimentos, apentam para um quadro sombrio, ont seria possivel delinear,além de uma forte recessio nos Fstados Unidos, uma acelerago da inflagéo americana ve mundial Everdade que as vezes nao € muito facil entender como se pode combinar no mesmo cendrio uma crise financeira que leva a uma. recessio por prol ta de demanda agregada (e, portanto, ‘um excesso generalizado de oferta) com a ideia de escassez crénica Tela aoPED, 0 passive ext: a de autlores que considera que 0 mais cedo ou ints tarde & ers inl do os pos conto George Soros, Slephen Roach Matin Wolt, Nour Ken Rogoff, Feed Berostein, Pau Krugman, 08.8 Jane D'Arista, Dean Baker, Furtado, EE EEE EE ——————————————————————— a, de petréleo ¢ alimentos (que evidentemente ndo poderia se susten- tar sem um rapido crescimento da demanda). Mas em suas melho- res vers6es este prognéstico duplamente sombrio é apresentado de duas formas mais coerentes. Alguns dizem que o problema de curto prazo ¢ 0 de falta de demanda, enquanto o de longo prazo é 0 da escassez da oferta, Outros argumentam que esti hayendo um desaco- plamento entre 0 crescimento dos Estados Unidos e os paises de- senvolvidos, de um lado, e dos paises em desenvolvimento, de outro. ‘Assim, a crise nos paises ricos é financeita e de falta de demanda, e nos demais, exatamente porque continuam a crescer rapidamente, seria de escassez de petréleo e alimentos. ‘Demaneira geral,os que acreditam na decadéncia do poder ame- ricanoa partir da crise do di 1r seguem, com algumas variagdes, um raciocinio do seguinte tipo: 1. Os Estados Unidos vivem acima dos seus meios com grandes déficits em conta corrente e sao, de longe, 0 maior pafs devedor do mundo;2. Estes déficits externos ocorrem nao 36 porque 0 governo com freqiléncia esté em déficit mas, princi palmente, cada vez mais, porque as familias americanas nao pou- pam; 3. As familias americanas nao poupam porque a p' ‘monetaria exces mente expansionista produz bolhas nos pregos de ativos financeitos e booms de crédito; 4. Os deficits externos sto financiados por investidores externos privados e puiblicos, especial- mente pelos paises asidticos que adotam uma estratégia mercai deacumulagao de reservas externas e cimbio subvalorizado; 0 estouro da crise fi Com janceira associada ao mercado imobiliério subprime ¢ a desvalorizagao do délar, estes investidores vao parar de financiar o déficit americano; 6. Isto levaré a uma forte € descon- trolada desvalorizagaio do délar (“hard landing”); 7.A desvalorizagaio do délar levari a um grande aumento das taxas de juros america- ras, aumento da inflagao e forte recessio nos Estados Unidos (¢ ta vez no mundo); 8. Finalmente, esta crise geral dos Estados Unidos 10 progressivo abandono do délar como moeda internacio- nal (possivelmente substituido, a menos em parte, pelo euro) e para A ECONOMIA AMERICANA, O PADRAO DO DOLAR FLEXIVEL... 75 muitos marcari o fim do pader econdmico americano, que se sus~ tenta em grande parte no poder do déla © curioso é que nao é a primeira vez que a mesma cadeia de raciocinio foi defendida por uma enorme quantidade de analistas. ‘Afinal, o termo hard landing do délar data das discussdes da primeira metade dos anos 1990. Nada disso aconteceu & época, mas a discus- sao aparece novamente durante toda a segunda metade dos anos a diferenga em relagdo & discussao atual é que a balha que ao explodir levaria profunda crise da economia americana ¢ ao fim do padréo délar flexivel era a bolha da bolsa de pecialmente nas agbes de empresas de alta tecnologia da chamada lores, es- “Nova Economia”. Nenhuma destas previsdes som mas no novo século (e com uma nova bolha, agora im ‘mesmas previsdes estio sendo feitas pelos mesmos analistas.* Seri que desta ver sera diferente, dada a reconhecida gravidade da crise fina ceita detonada a partir dos mercados hipotecarios subprime? Neste trabalho vamos apresentar uma avaliagao bem diferente deste progndstico sobre 0 que esta acontecendo com o padrio dé- tar, as tendéncias da economia americana ea relagdo entre a econo- mia ea politica econdmica americana com a economia mundial Esta avaliagdo diferente é resultado de nossa perspectiva de andlise, que é nite diferente da imensa maioria das demais anilises do tema iz respeito a trés aspectos principais: Em primeiro lugar, néo compartilhamos 0 hébito cada vez mais comum entie economistas que discutem estes temas de fazer extra- ppolagdes imediatas de qualquer mudanga de curto prazo nas vardvels relevantes (tendéncia agravada pelos conhecidos e compreen: ‘excessos de hipérbole da midia na rea econémica e financeira).Pre- ise de mudangas que nos parecem jente para configurar uma total no que ferimos nos concentrar na an ‘mais persistentes ¢ significativas 0 sufi nova tendéncia, Levamos em conta que as flutuagdes conjunturais, {Pura uma anilise do que de fato ocorrew na virada do século ver Serrano (2004),