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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO II

Silberto Provesi

Engenheiro Civil

Engenheiro de Segurança do trabalho

O Aço na Construção Civil

Para definirmos o que é aço, partiremos de seu processo de fabricação, a partir do minério de ferro: sua matéria prima.

Aço x Ferro fundido

AçoFerro fundido

AÇO

Aço x Ferro fundido Aço  Ferro fundido AÇO Minério de Fe + Carbono (de 0,002

Minério de Fe + Carbono (de 0,002 Até 2,0%, aproximadamente)

São divididos em:

Aços com baixo teor de Carbono 0,02 a 0,3% de C Construção civil (Perfis metálicos e chapas)

Aços com médio teor de Carbono 0,3 a 0,7% de C Construção mecânica (rolamentos comuns, eixos e engrenagens)

Aços com alto teor de Carbono 0,7 a 2,0% de C Construção mecânica (ferramentas de corte, rolamentos de alta performance e limas)

AçoFerro fundido

Fe Fundido

Aço  Ferro fundido Fe Fundido Minério de Fe + Carbono (acima de 2,0%) Aço é

Minério de Fe + Carbono (acima de

2,0%)

Aço é um material DÚCTIL, ao contrário do Fe que é um material rúptil (ruptura frágil).

Produção do Aço

Injeção de oxigênio reagindo com os

produtos existentes gerando 1700ºC de temperaturaAÇO

Minério de Fe + carbono Produção Ferro gusa Limpeza das
Minério de Fe
+
carbono
Produção
Ferro gusa
Limpeza
das

impurezas

Manganês

Carbono

Enxofre

Fósforo

Titânio

Silício

Cobre

Outros elementos do aço

Cromo
Cromo
Manganês Carbono Enxofre Fósforo Titânio Silício Cobre Outros elementos do aço Cromo

Propriedades do Aço Estrutural

Segundo NBR 8800 Massa específica (r) 7850 kg/m3 Módulo de elasticidade longitudinal (E) 205000 MPa

Gráfico Tensão x Deformação

Aço Estrutural

fu fy fase elástica fase plástica fase ruptura
fu
fy
fase elástica
fase plástica
fase ruptura

A usina siderúrgica é a empresa responsável pela transformação do

minério de ferro em aço, de maneira que ele possa ser usado comercialmente.

Este processo tem o nome de Redução.

Primeiramente, o minério cuja origem básica é o óxido de ferro (FeO) é aquecido em fornos especiais (alto fornos), em presença de carbono (sob

a forma de coque ou carvão vegetal) e de fundentes (que são adicionados

para auxiliar a produzir a escória, que, por sua vez, é formada de materiais

indesejáveis ao processo de fabricação).

O objetivo desta primeira etapa é reduzir ao máximo o teor de oxigênio da

composição FeO.

A partir disso, obtém-se o denominado ferro-gusa, que contem de 3,5 a

4,0% de carbono em sua estrutura.

Como resultado de uma segunda fusão, tem-se o ferro fundido, com teores de carbono entre 2 e 6,7%.

Após uma análise química do ferro, em que se verificam os teores de carbono, silício, fósforo, enxofre, manganês entre outros elementos, o mesmo segue para uma unidade da siderúrgica denominada aciaria, onde será finalmente transformado em aço.

O aço, por fim, será o resultado da descarbonatação do ferro gusa, ou seja, é produzido a partir deste, controlando-se o teor de carbono para no máximo 2%.

O que temos então, é uma liga metálica constituída basicamente de ferro e carbono, este último variando de 0,008% até aproximadamente 2,11%, além de certos elementos residuais resultantes de seu processo de fabricação.

O limite de 0,008% de carbono está relacionado à sua máxima solubilidade no ferro à temperatura ambiente (solubilidade é a capacidade do material de se fundir em solução com outro), enquanto que o segundo - 2,11% - à temperatura de 1148° C .

Os aços diferenciam-se entre si pela forma, tamanho e uniformidade dos

grãos que o compõem e, é claro, por sua composição química. Esta pode ser alterada em função do interesse de sua aplicação final, obtendo-se através da adição de determinados elementos químicos, aços

com diferentes graus de resistência mecânica, soldabilidade, ductilidade, resistência à corrosão, entre outros. De maneira geral, os aços possuem excelentes propriedades mecânicas:

resistem bem à tração, à compressão, à flexão, e como é um material

homogêneo, pode ser laminado, forjado, estampado, estriado e suas propriedades podem ainda ser modificadas por tratamentos térmicos ou químicos.

Os aços diferenciam-se entre si pela forma, tamanho e uniformidade dos grãos que o compõem e,

Rolos de aço laminados (chapas longas enroladas).

A Estrutura do Aço

O aço, como os demais metais, se solidifica pela formação de cristais, que vão crescendo a diferentes direções, formando os denominados eixos de

cristalização.

A partir de um eixo principal, crescem eixos secundários, que por sua vez se desdobram em novos eixos e assim por diante até que toda a massa do metal se torne sólida. O conjunto formado pelo eixo principal e secundários de um cristal é

denominado dendrita. Quando duas dendritas se encontram, origina-se uma superfície de contato e ao término do processo de cristalização, formam cada uma os graõs que compõem o metal, de modo que todos os metais, após sua solidificação

completa, são constituídos de inúmeros grãos, justapostos e unidos.

A Estrutura do Aço O aço, como os demais metais, se solidifica pela formação de cristais,

Esquema estrutural de uma dentrita

A formação de cristais no ferro ocorre segundo dois tipos de reticulados:

o Ø e ß. Ambos fazem parte de um sistema cristalino cúbico, ou seja, a unidade

básica do cristal tem a forma de um cubo. No primeiro tipo de reticulado (Ø)

denominado cúbico de corpo centrado (CCC), ao isolar-se a unidade básica do cristal, verifica-se que os átomos de ferro localizam-se nos oito vértices e no centro do cubo, enquanto que no segundo (ß) agora

denominado cúbico de face centrada, os átomos ficam posicionados nos

oito vértices e no centro de cada face do cubo.

A formação de cristais no ferro ocorre segundo dois tipos de reticulados: o Ø e ß.

Estrutura cúbica de corpo centrado e cúbica de face

centrada: representação esquemática e tridimensional

Além do ferro, o aço apresenta em sua constituição carbono e elementos de liga.

Estes elementos vão formar junto com o ferro uma solução e, de acordo com a temperatura e a quantidade de carbono presente, haverá a presença de um determinado tipo de reticulado.

O aço é constituído de um agregado cristalino, cujos cristais (grãos) se encontram justapostos.

As propriedades dos aços dependem muito de sua estrutura cristalina, ou seja, de sua composição química, do tamanho dos grãos, de sua uniformidade.

Os tratamentos térmicos bem como os trabalhos mecânicos modificam

em maior ou menor intensidade alguns destes aspectos (arranjo,

dimensões, formato dos grãos) e, conseqüentemente, podem levar a alterações nas propriedades de um determinado tipo de aço, conferindo- lhe características específicas: mole ou duro, quebradiço ou tenaz, etc.

Tratamentos do Aço

Tratamentos do Aço A usinagem do aço pressupõe sistemas altamente industrializados
Tratamentos do Aço A usinagem do aço pressupõe sistemas altamente industrializados

A usinagem do aço pressupõe sistemas altamente industrializados

Tratamentos do Aço A usinagem do aço pressupõe sistemas altamente industrializados

Tratamentos térmicos são o conjunto de operações de aquecimento e resfriamento a que são submetidos os aços, sob condições controladas de temperatura, tempo, atmosfera e velocidade de esfriamento. O tratamento térmico é bastante utilizado em aços de alto teor de carbono ou com elementos de liga

Seus principais objetivos:

*aumentar ou diminuir a dureza;

*aumentar a resistência mecânica;

*melhorar resistência ao desgaste, à corrosão, ao calor;

*modificar propriedades elétricas e magnéticas;

*remover tensões internas, provenientes por exemplo de resfriamento

desigual;

*melhorar a ductilidade, a trabalhabilidade e as propriedades de corte;

Os principais parâmetros de influência nos tratamentos térmicos são:

· aquecimento:

geralmente realizado a temperaturas acima da crítica (723°), para uma

completa “austenização” do aço. Esta austenização é o ponto de partida

para as transformações posteriores desejadas, que vão acontecer em função da velocidade de resfriamento;

· tempo de permanência à temperatura de aquecimento:

deve ser o estritamente necessário para se obter uma temperatura uniforme através de toda a seção do aço;

· velocidade de resfriamento:

é o fator mais importante, pois é o que efetivamente vai determinar a

estrutura e consequentemente as propriedades finais desejadas. As siderúrgicas escolhem os meios de resfriamento ainda em função da

seção e da forma da peça.

Dentre os tratamentos térmicos mais utilizados, encontram-se o recozimento, a normalização, a têmpera e o revenido.

No recozimento a velocidade de esfriamento é sempre lenta e o aquecimento pode ser feito a temperaturas superiores à crítica (recozimento total ou pleno) ou inferiores (recozimento para alívio de tensões internas).

É utilizado quando se deseja:

· remover tensões devido a tratamentos mecânicos à frio ou à quente,

tais como o forjamento e a laminação;

· diminuir a dureza para melhorar a usinabilidade do aço;

· alterar propriedades mecânicas;

· ajustar o tamanho do grão.

A normalização é um tratamento semelhante ao anterior quanto aos objetivos. A diferença consiste no fato de que o resfriamento posterior é menos lento. Visa refinar a granulação grosseira de peças de aço fundido, que são também aplicadas em peças depois de laminadas ou forjadas, ou seja na maioria dos produtos siderúrgicos. É também

usada como tratamento preliminar à tempera e ao revenido, visando

produzir uma estrutura mais uniforme e reduzir empenamentos.

A têmpera consiste no resfriamento rápido da peça de uma temperatura superior à crítica, com a finalidade de se obter uma estrutura com alta

dureza (denominada estrutura martensítica). Embora a obtenção

deste tipo de estrutura leve a um aumento do limite de resistência à tração do aço, bem como de sua dureza, há também uma redução da maleabilidade e o aparecimento de tensões internas. Procuram-se atenuar estes inconvenientes através do revenido.

O revenido geralmente sucede à têmpera, pois além de aliviar ou remover tensões internas, corrige a excessiva dureza e fragilidade do material e aumenta a maleabilidade e a resistência ao choque. A temperatura de aquecimento é inferior à 723° (crítica), e os constituintes obtidos dependem da temperatura a que se aquece a

peça.

Os trabalhos mecânicos podem ser a frio e a quente. A laminação é um exemplo de trabalho mecânico a quente, sendo uma etapa de extrema importância, pois é através dela que se obtêm as formas adequadas dos produtos em aço para uso comercial (chapas, perfis, barras). O forjamento

e o estiramento são outros exemplos. O trabalho mecânico a quente é

realizado acima da temperatura crítica do aço (723° C), pois assim ele se torna mais mole e conseqüentemente mais fácil de ser trabalhado. Depois de deformados, os grãos do material em questão recristalizam-se, agora sob a forma de pequenos grãos.

A laminação também pode ser um trabalho a frio, desta forma ela é realizada abaixo da temperatura crítica. Neste caso, após o trabalho, os grãos permanecem deformados e diz-se que o material está “encruado”. Assim como nos tratamentos térmicos, o encruamento altera as propriedades do material aumenta a resistência, o escoamento, a dureza, a fragilidade e diminui o alongamento, estricção, resistência à corrosão, etc. Se o aço encruado for aquecido, os cristais tenderão a se reagrupar e o encruamento a desaparecer.

Propriedades do Aço

Propriedades do Aço Nos processos de montagem, todas as medidas são milimetricamente controladas
Propriedades do Aço Nos processos de montagem, todas as medidas são milimetricamente controladas
Propriedades do Aço Nos processos de montagem, todas as medidas são milimetricamente controladas

Nos processos de montagem, todas as medidas são

milimetricamente controladas

Suas propriedades são de fundamental importância, especificamente no campo de estruturas metálicas, cujo projeto e execução nelas se baseiam.

Não são exclusivas dos aços, mas, de forma semelhante, servem a

todos os metais.

Em um teste de resistência, ao submeter uma barra metálica a um

esforço de tração crescente, ela irá apresentar uma deformação

progressiva de extensão, ou seja, um aumento de comprimento.

Através da análise deste alongamento, pode-se chegar a alguns conceitos e propriedades dos aços

A elasticidade é a propriedade do metal de retornar à forma original, uma vez removida a força externa atuante. Deste modo, a deformação segue a Lei de Hooke, sendo proporcional ao esforço aplicado:

Þ = µ . E

onde: Þ = tensão aplicada; e µ = deformação (E = módulo de elasticidade do material módulo de Young).

Ao maior valor de tensão para o qual vale a Lei de Hooke, denomina-se

limite de proporcionalidade. Ao ultrapassar este limite, surge a fase plástica, onde ocorrem deformações crescentes mesmo sem a variação da tensão: é o denominado patamar de escoamento. Alguns materiais como o ferro fundido ou o aço liga tratado termicamente não deformam plasticamente antes da ruptura, sendo considerados materiais frágeis.

Estes materiais não apresentam o patamar de escoamento.

A plasticidade é a propriedade inversa à da elasticidade, ou seja, do material não voltar à sua forma inicial após a remoção da carga externa, obtendo-se deformações permanentes. A deformação plástica altera a

estrutura de um metal, aumentando sua dureza. Este fenômeno é

denominado endurecimento pela deformação à frio ou encruamento.

Ductilidade é a capacidade do material de se deformar sob a ação de cargas antes de se romper, daí sua grande importância, já que estas

deformações constituem um aviso prévio à ruptura final do material, o que é de extrema importância para previnir acidentes em uma construção, por exemplo.

fragilidade, oposto à ductilidade, é a característica dos materiais que rompem bruscamente, sem aviso prévio (um dos principais fatores responsáveis por diversos tipos de acidentes ocorridos em pontes e

navios).

A resiliência é a capacidade de absorver energia mecânica em regime elástico, ou seja, a capacidade de restituir a energia mecânica absorvida.

tenacidade é a energia total, plástica ou elástica, que o material pode absorver até a ruptura. Assim, um material dúctil com a mesma resistência de um material frágil irá requerer maior energia para ser

rompido, portanto é mais tenaz.

A fluência Ela acontece em função de ajustes plásticos que podem ocorrer em pontos de tensão, ao longo dos contornos dos grão do material.

Estes pontos de tensão aparecem logo após o metal ser solicitado por uma carga constante, e sofrer a deformação elástica.

Após esta fluência ocorre a deformação continua, levando a uma redução

da área do perfil transversal da peça (denominada estricção).

É importante citar ainda a fadiga, sendo a ruptura de um material sob esforços repetidos ou cíclicos. A ruptura por

fadiga é sempre uma ruptura frágil, mesmo para materiais dúcteis.

Por fim, temos a dureza, que é a resistência ao risco ou abrasão: a resistência que a superfície do material oferece

à penetração de uma peça de maior dureza. Sua análise é de fundamental importância nas operações de estampagem de chapas de aços

Classificação dos Aços

Não existe, ainda hoje, uma classificação dos aços considerada precisa e

completa, principalmente com relação aos aços-liga, em que a cada dia é

pesquisada a inclusão de novos elementos, e consequentemente obtidos novos aços.

Ainda assim, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),

a SAE (Society Automotive Engineers)

e a ASTM (American Society for Testing and Materials), entre outras ,

possuem sistemas que tem atendido as atuais necessidades.

Aços Estruturais são vergalhões para reforço de concreto, barras, chapas e perfis para aplicações estruturais.

São aqueles que são adequados para o uso em elementos que suportam cargas.

Os principais requisitos para os aços destinados à aplicação estrutural

são:

· elevada tensão de escoamento para prevenir a deformação plástica generalizada;

· elevada tenacidade para prevenir fratura rápida (frágil) e catastrófica;

· boa soldabilidade para o mínimo de alterações das características do material na junta soldada;

· boa formabilidade para o material ou a peça que necessitar receber trabalho mecânico;

· custo reduzido.

Podem ser agrupados sob três classificações gerais, conforme a tensão

de escoamento mínima especificada:

· aços carbono: aproximadamente 195 a 260 MPa;

· aços de alta resistência e baixa liga (ARBL): 290 a 345 MPa;

· aços liga tratados termicamente: 630 a 700 MPa;

Também existem aços especiais, resistentes à corrosão atmosférica, um fenômeno que exige atenção, principalmente, quando se vai utilizar estruturas de aço aparente. Há alguns aços, que mesmo sem a utilização de uma proteção adicional, possuem a capacidade de resistir a este tipo

de corrosão de forma bastante superior aos aços comuns, são os

chamados aços patináveis ou aclimáveis

Devido às características e qualidades desses aços, que combinavam alta

resistência mecânica com resistência à corrosão atmosférica, rapidamente

encontraram aceitação, embora no início fossem empregados, na maioria das vezes, como revestimento.

Comercialmente, receberam o nome de CORTEN, atualmente são

utilizados nos mais diversos campos, principalmente na construção civil.

No Brasil estão disponíveis sob a forma de chapas, bobinas e perfis soldados, possuindo denominações especiais conforme a siderúrgica

produtora.

Por definição, aços patináveis ou aclimáveis são um grupo de aços de baixa liga, com resistência mecânica na faixa de 500 MPa (limite de ruptura) e alta resistência à corrosão atmosférica.

Tais características acontecem em função da presença de determinados elementos de liga, como cobre, fósforo, cromo, silício, níquel, manganês, vanádio, nióbio, molibdênio, entre outros, em combinações específicas, conforme a siderúrgica produtora.

Algumas teorias tentam explicar o desempenho superior deste tipo de aço:

  • Os elementos de liga (cobre em especial) retardam a velocidade de

corrosão;

  • Os produtos da corrosão então formados são mais homogêneos,

compactos, favorecendo a proteção e ainda alterando as condições de

condensação de umidade do metal base.

Quanto às propriedades, são soldáveis e trabalháveis de maneira similar ao

aço-carbono comum. Apresentam ainda média ou alta resistência mecânica, o que proporciona tanto uma redução no peso da estrutura quanto uma diminuição da espessura das chapas usadas.

Quanto às propriedades, são soldáveis e trabalháveis de maneira similar ao aço-carbono comum. Apresentam ainda média
Quanto às propriedades, são soldáveis e trabalháveis de maneira similar ao aço-carbono comum. Apresentam ainda média
Quanto às propriedades, são soldáveis e trabalháveis de maneira similar ao aço-carbono comum. Apresentam ainda média
A construção civil em aço se aplica em vários locais e para diversos usos, como pontes,
A construção civil em aço se aplica em vários locais e para diversos usos, como pontes,
A construção civil em aço se aplica em vários locais e para diversos usos, como pontes,

A construção civil em aço se aplica em vários locais e para diversos usos, como pontes, aeroportos, complexos industriais ou edifícios.

Ainda referente aos aços resistentes à corrosão, temos também os aços inoxidáveis.

O uso do aço inox tem crescido de forma destacável nas últimas décadas.

Na maioria das aplicações em arquitetura, a aparência, o

prestígio e a qualidade estética são características combinadas com as conhecidas considerações funcionais proporcionadas pelo material: alta resistência à corrosão,

impacto, abrasão e durabilidade.

Os aços inoxidáveis são ligas de ferro com a característica de possuírem

teores de Cr (cromo) acima de 12%.

Este tipo de aço é de grande interesse de aplicação em determinados ambientes ou situações, devido à sua, capacidade de resistir à corrosão

aliada a algumas propriedades mecânicas.

Como nos aços patináveis, a característica de alta resistência à corrosão é obtida pela formação de um filme superficial, produto da reação do cromo com o oxigênio da atmosfera: cada vez que este filme é rompido por qualquer motivo (riscos, por exemplo), imediatamente ele se recompõe,

Desde que haja oxigênio disponível para a formação do óxido protetor.

Tanto a resistência à corrosão, bem como características de fabricação, podem ser melhoradas através da adição de alguns elementos além do cromo.

Há de se observar, entretanto, que nenhum material é totalmente inoxidável e, em meios corrosivos sua seleção deve ser realizada com o máximo de consciência e conhecimento de suas características e comportamento.

A aplicação de aços inoxidáveis como painéis de revestimento de fachadas tem crescido de forma positiva nos últimos anos.

Comparado com os materiais tradicionalmente utilizados, tais como mármore, granito, cerâmica, apresenta algumas vantagens:

· redução do peso do revestimento sobre a estrutura da edificação;

· rapidez de instalação;

· facilidade de manutenção e limpeza;

· não liberam produtos de corrosão que atacam superfícies de alumínio ou zinco ou ainda que manchem outros materiais em contato (mármores,

alvenarias, etc.).

A aparência exterior dos edifícios pode ser brilhante ou reflexiva

conforme as exigências ou preferências de projeto em questão.

Os acabamentos mais reflexivos geralmente assumem as cores do meio-ambiente que o envolve, cores estas que variam com a alteração da luminosidade ao longo das horas do dia e dos meses do ano.

O aço inox também tem sido bastante empregado no mobiliário urbano, principalmente em função de suas características de durabilidade,

facilidade de limpeza e manutenção, além da boa resistência ao ataque

da poluição, característica de nossas cidades, e que muitas vezes leva à uma rápida deterioração deste tipo de elemento. Assim, bancos de jardins, abrigos de ônibus, cabinas telefônicas, corrimãos de escadas,

coletores de lixos, bancas de jornal, dentre outros aparelhos públicos em

inox, já fazem parte da paisagem de muitas cidades brasileiras.

Barras e Fios de Aço NBR 7480

A NBR 7480:2007 “Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado” fixa as condições exigíveis na

encomenda, fabricação e fornecimento de barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado, com ou

sem revestimento superficial.

Barras e Fios de Aço – NBR 7480 A NBR 7480:2007 “Aço destinado a armaduras para

Vergalhões

Bitolas e especificações

Vergalhões Bitolas e especificações

Classificam-se como barras os produtos de diâmetro nominal 6,3 mm ou superior, obtidos exclusivamente por laminação a quente, sem processo

posterior de deformação mecânica, sendo permitido o endireitamento do

material produzido em rolos.

O diâmetro nominal de 5 mm foi retirado em relação à versão anterior

dessa norma, a NBR 7480:1996.

De acordo com o valor característico da resistência de escoamento, as barras de aço são classificadas nas categorias: CA-25 e CA-50.

Os fios são aqueles de diâmetro nominal 10 mm ou inferior, obtidos a Partir de fio-máquina por trefilação ou laminação a frio. Segundo o valor

característico da resistência de escoamento, os fios são classificados na

categoria CA-60.

Tabela 3.1 Diâmetros nominais conforme a NBR 7480 (2007).

Tabela 3.1 – Diâmetros nominais conforme a NBR 7480 (2007). As barras da categoria CA-50 são

As barras da categoria CA-50 são obrigatoriamente providas de nervuras transversais oblíquas.

Os valores de coeficiente de conformação superficial para cada diâmetro são determinados em ensaios em laboratório e devem atender aos

parâmetros mínimos de aderência.

Na falta desses ensaios, para barras de diâmetro menor que 10 mm, deve-se adotar o coeficiente de conformação superficial mínimo igual a 1 (n = 1), e para barras com diâmetro maior ou igual a 10 mm, (n = 1,5).

Os fios podem ser lisos, entalhados ou nervurados. Os de diâmetro

nominal 10 mm devem ter obrigatoriamente entalhes ou nervuras. O coeficiente de conformação superficial mínimo, quando não for obtido por ensaio, pode ser tomado igual a 1 para diâmetro menor que 10 mm, e 1,5

para diâmetro igual a 10 mm.

A categoria CA-25 deve ter superfície obrigatoriamente lisa, desprovida de quaisquer tipos de nervuras ou entalhes. Deve-se adotar como coeficiente De conformação superficial mínimo, para todos os diâmetros, n = 1.

Não é aconselhável o emprego de diâmetros inferiores a 5 mm em elementos estruturais, pois os inconvenientes de seu manuseio durante a obra, tais como transporte desde a central de armação até sua colocação

na fôrma e posterior concretagem, podem comprometer o bom

funcionamento da armadura.

O comprimento de fornecimento das barras e fios retos deve ser de 12 m e A tolerância de ± 1 %. São fornecidos em peças, feixes, rolos ou conforme Acordo entre fornecedor e comprador.

CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS

As características mecânicas mais importantes para a definição de um aço são o limite elástico, a resistência e o alongamento na ruptura. Essas Características são determinadas em ensaios de tração.

O limite elástico é a máxima tensão que o material pode suportar sem que se produzam deformações plásticas ou remanescentes, além de certos limites.

Resistência é a máxima força de tração que a barra suporta, dividida pela área de seção transversal inicial do corpo de prova.

Alongamento na ruptura é o aumento do comprimento do corpo de prova correspondente à ruptura, expresso em porcentagem.

Os aços para concreto armado devem obedecer aos requisitos:

  • Ductilidade e homogeneidade;

  • Valor elevado da relação entre limite de resistência e limite de

escoamento;

  • Soldabilidade;

  • Resistência razoável a corrosão.

A ductilidade é a capacidade do material de se deformar plasticamente Sem romper. Pode ser medida por meio do alongamento específico (E) ou da estricção.

Quanto mais dúctil o aço, maior é a redução de área ou o alongamento

antes da ruptura.

Um material não dúctil, como, por exemplo, o ferro fundido, não se deforma plasticamente antes da ruptura. Diz-se, então, que o material

possui comportamento frágil.

Adota-se, para aço destinado a armadura passiva (para concreto armado), massa específica de 7850 kg/m3, coeficiente de dilatação térmica

& = 10-5/°C, para temperatura entre -20°C e 150°C, e módulo de

elasticidade de 210 GPa.

ADERÊNCIA

A própria existência do material concreto armado decorre da solidariedade existente entre o concreto simples e as barras de aço. Qualitativamente, a

Aderência pode ser dividida em: aderência por adesão, aderência por

atrito e aderência mecânica.

A adesão resulta de ligações físico-químicas que se estabelecem na interface dos dois materiais, durante as reações de pega do cimento.

O atrito é notado ao se processar o arrancamento da barra de aço do volume de concreto que a envolve. As forças de atrito dependem do coeficiente de atrito entre aço e o concreto, o qual é função da rugosidade

superficial da barra, e decorrem da existência de uma pressão transversal,

exercida pelo concreto sobre a barra e pela retração do concreto.

A aderência mecânica é decorrente da existência de nervuras ou Entalhes na superfície da barra.

Este efeito também é encontrado nas barras lisas, em razão da existência de irregularidades próprias, originadas no processo de laminação das barras.

As nervuras e os entalhes têm como função aumentar a aderência da Barra ao concreto, proporcionando melhor atuação conjunta do aço e do concreto.

A influência desse comportamento solidário entre o concreto simples e as barras de aço é medida quantitativamente pelo coeficiente de Conformação superficial das barras (n). A NBR 7480:2007 estabelece os

valores mínimos para n ,

Valores mínimos de n para d >= 10 mm conforme a NBR 7480:2007 A NBR 6118:2003

Valores mínimos de n para d >= 10 mm conforme a NBR 7480:2007

A NBR 6118:2003 “Projeto de Estruturas de Concreto” estabelece coeficiente de conformação superficial n 1 para cálculo,

Valores mínimos de n para d >= 10 mm conforme a NBR 7480:2007 A NBR 6118:2003

Valores mínimos de n 1 conforme a NBR 6118:2003

DIAGRAMA DE CÁLCULO

O diagrama a ser empregado no cálculo, tanto para aço tratado a quente quanto o tratado a frio, é o indicado na Figura.

Nessa figura, tem-se:

fyk: resistência característica do aço à tração

fyd: resistência de cálculo do aço à tração, igual a fyk / 1,15

fyck: resistência característica do aço à compressão;

se não houver determinação experimental, considera-se fyck = fyk ;

fycd: resistência de cálculo do aço à compressão, igual a fyck /1,15

E yd: deformação específica de escoamento (valor de cálculo)

Os alongamentos (E s) são limitados a 10% o e os encurtamentos a

3,5%o, no caso de flexão simples ou composta, e a 2%o, no caso de

compressão simples.

Esses encurtamentos são fixados em função dos valores máximos

adotados para o material concreto.

Diagrama tensão-deformação para cálculo

APLICAÇÕES DO AÇO NA CONSTRUÇÃO CIVIL:

APLICAÇÕES DO AÇO NA CONSTRUÇÃO CIVIL:
APLICAÇÕES DO AÇO NA CONSTRUÇÃO CIVIL:

As Principais Aplicações das Estruturas de Aço na Atualidade

  • - pontes ferroviárias e rodoviárias

  • - edifícios industriais, comerciais e residenciais

  • - galpões, hangares, garagens e estações

  • - coberturas de grandes vãos em geral - torres de transmissão e sub- estações - torres para antenas

  • - chaminés industriais

  • - plataformas off-shore

  • - construção naval

  • - construções hidro-mecânicas

  • - silos industriais

  • - vasos de pressão

  • - guindastes e pontes-rolantes

  • - instalações para exploração e tratamennto de minério

  • - parques de diversões

  • - etc.

FUNDAÇÕES:

aço é muito utilizado nas fundações diretas e indiretas. Como por exemplo nas armadura das sapatas, estacas, tubulões, etc.

FUNDAÇÕES: aço é muito utilizado nas fundações diretas e indiretas. Como por exemplo nas armadura das

Armadura - Estacas

Armadura - Estacas

ESTRUTURA:

O aço é o elemento fundamental para sustentação e resistência a tração, quando empregado em pilares, vigas e lajes.

Nos pilares e vigas utilizam-se estribos, elementos que um determinado espaçamento para reforçar a amarração das ferragens.

Armadura - Pilares

Armadura - Pilares

Armadura - Laje

Armadura - Laje

Estrutura - Centro Aquático de Londres, Zaha Hadid

Estrutura - Centro Aquático de Londres, Zaha Hadid

Estrutura - Ponte em Amsterdan

Estrutura - Ponte em Amsterdan

Ponte estaiada em São Paulo - Cabo de Aço

Ponte estaiada em São Paulo - Cabo de Aço

PATOLOGIAS E SOLUÇÕES:

Corrosão

Conjunto de alterações físico-químicas que uma

substância sofre pela ação físico química pela ação de

determinados agentes da natureza.

A corrosão é um processo de oxidação espontâneo e

contínuo; Inverso ao da metalurgia onde o minério recebe energia para transformar-se em metal, na corrosão o aço

retorna à condição de minério, liberando energia.

Cuidados para evitar o processo de corrosão:

Evitar a formação de regiões de estagnação de detritos ou líquidos; Permitir o livre fluxo de ar, facilitando a rápida secagem da superfície; Evitar que as peças fiquem semienterradas ou semi submersas; Propiciar adequada manutenção.

Soluções que evitam ou retardam o processo de corrosão:

•Metalização/Zincagem •Galvanização •Pintura (Zarcão)

Cuidados para evitar o processo de corrosão: Evitar a formação de regiões de estagnação de detritos

VANTAGENS DO AÇO:

  • Liberdade no projeto de arquitetura;

  • Maior área útil;

  • Flexibilidade;

  • Compatibilidade com outros materiais;

  • Menor prazo de execução;

  • Racionalização de materiais e mão-de-obra;

  • Alívio de carga nas fundações;

  • Garantia de qualidade;

  • Antecipação do ganho;

  • Organização do canteiro de obras;

  • Reciclabilidade;

  • Preservação do meio ambiente;

  • Precisão construtiva.

DESVANTAGENS DO AÇO:

  • Exige maior conservação

  • Exige maior grau de especialização da mão de obra e eleva o gasto

  • com equipamentos

  • Exige proteção contra incêndio, o que acarreta aumento no seu preço

  • Manutenção mais cuidadosa

  • Preço elevado

ESQUADRIAS DE FERRO

As esquadrias de ferro são consideradas pouco duráveis, dada a

tendência deste material para oxidação.

Por esta característica, portas e janelas de ferro são contra-indicadas, sobretudo, para utilização em regiões próximas ao mar, por causa da

maresia.

Manutenção

A utilização de aberturas de ferro requer manutenção constante. Por causa da predisposição do material à oxidação, é necessário investir em pinturas periódicas ou tratamentos específicos para evitar a corrosão.

O PVC exclui qualquer cuidado posterior com pinturas ou polimentos para garantir a boa aparência e a funcionalidade de portas e janelas. A manutenção das aberturas é simples, podendo ser feita apenas com pano

úmido.

CERCAS

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