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A Bíblia e os Animais

A Bíblia confere à Humanidade


o domínio sobre os animais?

“A evolução é escada infinita.


Cada qual abrange a paisagem de
acordo com o degrau em que se coloca”.
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Created by
Rildo Silveira
rildosilveira@yahoo.com.br
Cruzília – MG – Brasil
É verdade que a Bíblia contém uma passagem que
confere a humanidade o domínio sobre o mundo
animal. A importância desse fato deriva de que muitas
pessoas acreditam na Bíblia como palavra de Deus e
crêem que a descrição de Deus encontrada Nela
corresponde à autoridade moral suprema.
Deixando de lado o significado de “domínio” por um
momento, podemos discutir a idéia de buscar
autoridade moral na Bíblia.
Primeiro, há sérios problemas de tradução e
interpretação das passagens bíblicas, com vários
versículos contradizendo uns aos outros, e vários
estudiosos diferindo dramaticamente em suas opiniões
sobre o significado de determinados versículos.
Mesmo sendo a Bíblia uma fonte digna de consulta com relação às
questões morais, há problemas de tradução, interpretação e até
expressões idiomáticas da época.
Segundo, há várias alegações sobre Deus sendo feitas pelas
diversas culturas e religiões deste mundo em que vivemos.
Algumas descrevem o consumo e sacrifício de animais indefesos e
inocentes.
Outras clamam o respeito à vida e não matar desnecessariamente.
Qual destas descrições corresponde à verdadeira autoridade moral?
Mesmo aceitando que a descrição
de Deus na Bíblia corresponde à
Deus, “domínio” é um termo
bastante vago, podendo significar
“tutela” ou “guarda” dos animais.
E é bastante fácil argumentar que
uma tutela ou guarda apropriada
consiste em respeitar os animais
em seu direito de viver de acordo
com sua própria natureza.
Por fim...

há uma distância enorme


entre conceder o domínio e
aprovar a exploração brutal
dos animais.
Certamente, não há nada no
versículo citado da Bíblia
aprovando a crueldade e o
abuso dos animais, nem
explicitamente, nem
implicitamente.
E também o novo Papa Bento XVI falou
emocionadamente sobre a exploração de todos os seres
vivos, em especial os animais que vivem nas granjas.
Ao ser perguntado, em 2002, sobre os direitos dos
animais em uma entrevista, o então Cardeal Joseph
Ratzinger afirmou:
“Este é um assunto muito sério. De todos os pontos de
vista, podemos ver que eles foram postos sob nossos
cuidados, que simplesmente não podemos fazer o que
queremos com eles. Os animais também são criaturas
de Deus... Certamente, certos tipos de usos industriais
das criaturas, como quando os gansos são alimentados
de tal maneira a produzir um fígado tão grande quanto
possível, ou quando as galinhas vivem tão apertadas
que se transformam em caricaturas de aves, esta
degradação de criaturas viventes que as converte em
coisas me parece que contradiz a relação de
reciprocidade que vemos na Bíblia”.
O Cardeal Ratzinger fazia eco aos ensinamentos
oficiais da Igreja, como se lê no Catecismo
Católico, diz claramente que:
“Os animais são criaturas de Deus, que os rodeia
de sua solicitude providencial (Mt 6, 16).
Por sua simples existência, o bendizem e dão
glória (Dn 3, 57-58).
Também os homens lhes
devem apreço. Recorde-se
com que delicadeza São
Francisco de Assis e São
Felipe Néri tratavam os
animais...
É contrário à dignidade
humana fazer sofrer
inutilmente os animais e
sacrificar sem necessidade
suas vidas”.
A compaixão pelos animais também foi tema
proeminente no papado de João Paulo II.
Ele proclamou que:
“os animais possuem uma alma e os homens devem
amar e sentirem-se solidários com nossos irmãos
menores”.
Ele chegou a dizer que todos os animais são
“fruto da ação criativa do Espírito Santo e merecem
respeito”
e que eles estão
“tão próximos de Deus como estão os homens”.
O Santo Padre recordou às pessoas que todas as
entidades viventes, incluídos os animais, existem
devido ao “sopro” de Deus.
Os animais possuem a fagulha de vida – a
qualidade vital, que é a alma – buscam a
felicidade e não são seres inferiores, como
querem fazer-nos crer os granjeiros, peleiros,
toureiros, aficcionados dos rodeios,
empresários do agro-business e tantas
outras pessoas que exploram e maltratam os
animais por simples interesse econômico.

Assim que foi escolhido


como Papa, João Paulo II
viajou para Assis, o lugar
de nascimento de São
Francisco, e falou do amor
do santo pelos animais.
Ele declarou:
“Nós também fomos
chamados a ter a
mesma atitude”.
Faça sua parte.

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Foto: Rildo Silveira