Sie sind auf Seite 1von 74

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE AGRONOMIA
DEPARTAMENTO DE SOLOS
Mecanização Agrícola

INTRODUÇÃO À AGRICULTURA
MECANIZADA

Professor Carlos Ricardo Trein


Professor Renato Levien

5/11/2009 1
O que é agricultura?

 Definição de livros texto…


 A modificação deliberada da superfície da terra
através de cultivo de plantas e criação de animais
para obter sustento e ganhos econômicos.

 Cultivo intencional de plantas e criação de animais


domésticos

5/11/2009 2
Do que depende a Agricultura?

 Clima

 Cultura e Tradições

 Demanda

5/11/2009 3
Evolução da Mecanização
Alguns fatos
1 Hectare cultivado
com enxada 500.000 golpes 1 pessoa , 2 meses

Em condições tropicais 50% do trabalho no clima temperado

1 hectare com arado


Puxado por um boi 50 km de caminhada e controle do animal/arado
AGRICULTURA HOJE…
 Agricultura transformada em um sistema global integrado

 A introdução de novas tecnologias, os temores politicos sobre segurança


alimentar e autosuficiência, oportunidades de investimento alternativos e
voláteis, e oportunidades alternativas de emprego estão entre as forças que
estão modificando a agricultura dramaticamente.

 O sistema industrializado de agricultura atual deriva ( e substitui) sistemas mais


velhos (Subsistência, pastoralismo).

 Transformações na agricultura tem impactos violentos no ambiente, incluindo


erosão do solo, desertificação, deflorestamento, e poluição do solo e da água,
assim como a eliminação de variedades de plantas e animais.

5/11/2009 8
AGRICULTURA AMANHÃ…
 População de 8,3 biliões em 2030.

 Fome no mundo declina, mas a áfrica Subsaariana é motivo de séria


 Aumento da produção de alimentos virá de maior produtividade das
lavouras
 Expansão de fronteiras agrícolas será menor do que nos anos
correntes.
 Deflorestamento terá ritmo diminuído
 Ainda haverá suficiência de água, mas algumas regiões terão
maiores restrições que agora.
 Moderna biotecnologia oferece promessas como meio de aumentar
a segurança alimentar
 Mudanças climáticas refletirão fortemente no cenário geopolítico.

5/11/2009 9
Produção de alimentos

 Contrastes entre
agricultura altamente
mecanizada dos países
desenvolvidos e a
subsistencia de alguns
países sem recursos.

5/11/2009 10
A Economia da Agricultura
 Variação global relacionada com a distribuição espacial de fatores de
ambiente e culturais.

 Elementos do meio ambiente físico, como clima, solo e topografia,


estabelece amplos limites nas práticas agrícolas e os agricultores
fazem escolhas diversificadas para modificar o meio ambiente.
 Padrões de clima amplo influenciam as culturas estabelecidas numa
região e o solo influencia a cultura na propriedade.
 Fazendeiros escolhem de uma variedade de práticas, baseados na
percepção individual do valor de cada alternativa.
 Estes valores são parcialmente economicos e parcialmente culturais.
 Proprietários trabalham na direção da agricultura mais rentável.

5/11/2009 11
Evolução da produção

 .
Produção de grãos: + 76%
68 milhões t 132 milhões t
(1992/93) (2002/03)

• Área cultivada: + 22%


36 milhões ha 43 milhões ha
(1992/93) (2002/03)

• Produção de máquinas agrícolas: + 135%


22 mil unidades 52 mil unidades
(1992) (2002)
Avanços

 .

• Produtividade de grãos: + 45%


1,9 mil kg/ha 2,8 mil kg/ha
(1992/93) (2002/03)

• Redução de perdas na colheita


10% a 15% 3%
(1992) (2002)
Tratores agrícolas são máquinas autopropelidas projetadas
para tracionar, transportar e fornecer potência para
máquinas e implementos agrícolas

Preparo do solo

Semeadura e plantio
Paisagem agrícola

 A paisagem ampla de uma área é impactada


pelo sistema de agricultura.

5/11/2009 15
Onde?

5/11/2009 16
?

5/11/2009 17
Regiões de origem de plantas

 Centros de origem de culturas vegetativas (raízes, tubérculos) dos quais


houve dispersão para outras áreas.

5/11/2009 18
ORIGEM DAS CULTURAS
VEGETATIVAS
 Sudeste da Ásia. (Sauer et al., 2008)
 Diversidade de clima e topografia favorecerem a divisão
de plantas.
 Primeiras plantas domesticadas: Raízes como o Inhame e
taro , além da banana coco.
 Evidencias sugerem o sudeste da ásia como centro de
domesticação do porco, galinha e cachorro.
 Outros centros de origem de plantas vegetatitas
(Independentes) apontam para o Oeste da África e
noroeste da América do Sul

5/11/2009 19
Centros de origem de grãos

 .

5/11/2009 20
DIFUSÃO DA AGRICULTURA DE GRÃOS
 Do Sudoeste da Ásia pela Europa para a América
do norte.
 Sudoeste da Asia para nordeste da Índia e a
bacia do Rio Indo.
 Arroz e algodão tambem vieram para a Índia.
 Arroz?.
 Etiopia: domesticação de milheto e sorgo.
 Etiópia: difusão de técnicas não foi difundida.

5/11/2009 21
DIFUSÃO DA AGRICULTURA DE SEMENTES
(no hemisfério ocidental)

 Dois centros de origem independentes: sul do méxico e


norte do Perú.
 As práticas agrícolas foram transmitidas a outras
regiões do hemisfério.
 Aumento das comunicações (velocidade) influiu
decisivamente na difusão mais variada (acelerada ) nos
tempos atuais.

5/11/2009 22
DIFERENÇAS ENTRE AGRICULTURA COMERCIAL E
AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA

 Maiores diferenças entre técnicas utilizadas entre países desenvolvidos e


países subdesenvolvidos.
 Subsistencia: produção de alimentos para a família.
 Comercial: Produção de alimentos para venda para for a da propriedade.
 Comercial x Subsistência:
 Finalidade do cultivo;
 Percentagem de proprietários envolvidos no trabalho;
 Uso de mecanização;
 Tamanho da propriedade; e
 Relação da propriedade com outros negócios.

5/11/2009 23
Tamanho da propriedade
 A Agricultura comercial é cada vez mais
dominada por propriedades maiores
 Nos Estados Unidos 4% das propriedades
são responsáveis por pelo menos 50% da
produção.
 Metade das propriedades geram menos de
$10,000 por ano, em vendas.
 Tamanho grande é parcialmente
consequencia da Mecanização.
 Como resultado do grande tamanho e do
alto nível da mecanização, a agricultura
comercial é um negócio bastante caro..

5/11/2009 24
RELAÇÕES COM OUTROS NEGÓCIOS

 Agricultura comercial está próxima a outros


negócios.
 Agricultura comercial (agribusiness), está
integrada a “indústria” de alimentos global..
 Estados Unidos 2% da força de trabalho na
produção de alimentos, mas 20% em negócios
correlatos: processamentom acondicionamento,
armazenamento, distribuição e comercialização.

5/11/2009 25
REVOLUÇÕES AGRICOLAS

 Primeira Revolução Agrícola


 Há 10.000 anos domesticação de plantas e de
animais.
 Segunda Revolução Agrícola
 Testemunhou melhores métodos de produção,
colheita e armazenamento da produção agrícola.
 Terceira Revolução Agrícola
 Atual: Orientação principal´é o desenvolvimento de
Organismos geneticamente modificados

5/11/2009 26
Primeira revolução Agrícola

 Acreditava –se que Agricultura só poderia florescer em


terras ferteis

 Área Chave: Rios Tigre e Eufrates (Crescente fértil)

5/11/2009 27
Segunda Revolução Agrícola

 Coincidente com a revolução industrial


 Produção extra de alimentos para alimentação
dos que trabalhavam nas fábricas.
 Novas tecnologias desenvolvidas para melhorar
o rendimento das culturas.
 Interferencia de governos centrais
 Exemplo: Inglaterra para aumento das áreas.

5/11/2009 28
Terceira Revolução agrícola

 Também conhecida como revolução VERDE


 1930s
 Manipulação de variedades de sementes para
aumentar produtividade
 1960s – foco da Revolução Verde foi a India
 Culturas atingidas: Milho, trigo, arroz
 Diminui a fome em muitas áreas

5/11/2009 29
5/11/2009 30
5/11/2009 31
MAPAS DE PRODUTIVIDADE
GRÃOS – medição “manual”

Variação da produtividade:
4,0 a 6,5 t/ha
CALIBRAÇÃO PARA COLHEDORAS FORRAGENS
PRIMEIRO MAPA de PRECISÃO – 1925
FORÇA DE TRAÇÃO – ARADO
Haines & Keen – J. Agricultural Science, 1925
MAPA COM ISOLINHAS DE ESFORÇO DE
TRAÇÃO – plotagem manual
1990 1991 1992 1993
GPS - 12 DGPS - 17 DGPS - 22 DGPS - 23

EVOLUÇÃO DA PRECISÃO COM


USO DE GPS E DGPS
CALIBRAÇÃO PARA COLHEDORAS FORRAGENS
RAZÕES DAS MONOCULTURAS
- especialização do agricultor
- dificuldades de manejo/venda
- máquinas e equipamentos
- facilidade
- ignorância ambiental
- cobiça econômica
CONSIDERANDO POUCAS CULTURAS:
- melhorar manejo dessas culturas
- obter o máximo de produtividade por área
- diferenciar áreas com > e < potencial
- uniformizar essas áreas
- liberar áreas para preservação ambiental

-* POUCAS ÁREAS “NOVAS” NO MUNDO


ÁREAS HOMOGÊNEAS
- Solo
- Relevo
- Drenagem
- Características físicas
- Características químicas
- Características biológicas
** Diversidade reduzida!
SE UMA ÁREA É HOMOGÊNEA:
- mesma quantidade de insumos
- mesma quantidade colhida
- kg/ha de grãos
- kg/ha de parte aérea
- silagem, cana, feno, pastagem
- kg/ha de frutos
- kg/ha de raízes
0

Front Field Some Unexplained Yield Effects

t/ha
0
MÉDIA
7.5

7.0
0

6.5
Low er Yield Area

0
BAIXA 6.0

5.5
Higher
Yield
5.0
0 Area
ALTA
4.5

Low er Yield Area


0
4.0

0 100 200 300 400 500 600

South (m)

LAVOURA COM DIFERENTES “ZONAS” DE


PRODUTIVIDADES DE MILHO – 4 a 7,5 t/ha
RAZÕES DIVERSAS
- Solos
ETAPA 1 - Erros de manejo
AVALIAÇÕES AGRONÔMICAS

ASPECTOS FÍSICOS
ETAPA 2 - Compactação
ANÁLISES FÍSICAS
CUSTO

ASPECTOS QUÍMICOS
- Nutrientes, pH
ETAPA 3
ANÁLISES DA FERTILIDADE
North
600

COMO RESOLVER DIFERENÇAS??? Oak Field


Date Harvested - August 1992
Trigo – 15 ha
Crop - Winter Wheat
Variety - Mercia
Total Yield - 100.55 t
500 Average Yield - 6.61 t/ha
Area 15.2 ha
t/ha
8.0

400 7.5

7.0

6.5
Meter

East
300

6.0

5.5
200

5.0

4.5
100
4.0

0 100 200 300 400 500


Meter
Mapa de produtividade Mapa de aplicação de Fósforo e
Yieldmap P, K application
Potássio
map
North
600
Park Field - 1996 P&K application map, replacing
removals by 1995 W Wheat harvest.

North
600 500
Park Field Date Harvested - 31 July 1995
Crop - Winter Wheat
Variety - Spark
Total Yield - 78.71 t kg/ha of:
Average Yield - 6.80 t/ha
500 Field Size - 11.57 ha
Set-a-side - 2.36 ha
P2O5 K2O
t/ha 8.0
400
8.0

400
69 93
7.5

7.0
7.0
West 300
60 81
Meter

East

300
6.5

6.0 6.0
200
5.5
200 52 70
5.0
5.0
100
4.5
43 58
100
0 4.0
0 100 200 300 400 500

Meter

0
C J Dawson / Shuttleworth Alliance, 1996

0 100 200 300 400 500


Metres
Mapa do estado de compactação do solo
90 m
40 m

100-160 160-220 220-280 280-340

FORÇA DE TRAÇÃO - SD - kgf


SEM USO DE GPS
Esforço na haste, kgf 250

200

150

100

50

0
1 19 37 55 73 91 109 127 145

Tempo, s

Variação do esforço de tração na haste de


adubo da semeadora – Semeadura direta
Mapa elaborado para a aplicação
georeferenciada de insumos
5/11/2009 50
Agricultura de precisão
1. Equipamento ágil e
automatizado
-Quadriciclo com penetrometro e
GPS.

2. Área com acompanhamento da


história de uso
Materiais e métodos

3. Mapa de produtividade
Material e métodos

4. Marcação do
grid amostral

Cliente: Granja São Diogo Data: 19/05/09


Área : 57,9 ha Grid: 2.000 m²
N de pontos:304 N total de leituras: 12.160
Resultados

Vetores de escoamento superficial N de pontos coletados: 1.464


Resistência a penetração
Comparativo

Produtividade da soja Índice de cone da camada de 5 a 15 cm


ALTA
INFESTAÇÃO

MÉDIA/BAIXA
INFESTAÇÃO

APLICAÇÃO AGROTÓXICOS EM ERVAS DANINHAS


ALINHAMENTO DE MÁQUINAS
EM PASSADAS ADJACENTES
Equipamentos associados à
agricultura de precisão

Trator Challinger com


“Autoguide”
ALINHAMENTO EM PASSADAS ADJACENTES
Barra de luzes
CARGA, MISTURAS, DOSAGENS
Dispositivos eletrônicos
Agricultura Bem Pensada: Natureza preservada......