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Noam Chomsky

Morris Halle
Principios
de
fonologia generativa

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E D I T O R I A L F U N D A M E N T O S
PRINCIPIOS DE FONOLOGIA GENERATIVA

A Roman Jakobson
NOAM CHOMSKY y MORRIS HALLE

PRINCIPIOS DE FONOLOGIA GENERATIVA

Introducción, Apéndice y Notas


José A n t o n i o Millán
y Pilar Calvo

EDITORIAL FUNDAMENTOS
Título original: The Sound Pattern of English (Part I and IV)
Traducción: José Antonio Millán

© 1968 by Noam Chomsky y Morris Halle


© todos los derechos en castellano
Editorial Fundamentos, 1979
Caracas, 15. Madrid-4. España

ISBN: 84-245-0263-9
Depósito Legal: M-10510-1979

Printed in Spain. Impreso en España


Técnicas Gráficas, c/ Las Matas, 5. Madrid-29.
INDICE

I N T R O D U C C I Ó N , p o r J o s é A n t o n i o Millán y Pilar Calvo. 11

PROLOGO 21

PRIMERA PARTE: VISION DE CONJUNTO

I - CUADRO GENERAL 33
1. La gramática 33
2 . Los universales lingüísticos 35
3 . Las representaciones fonéticas 37
4 . Los componentes de una gramática 40
!
5. Las estructuras de superficie . . . 42
5 . 1 . R e p r e s e n t a c i ó n léxica y r e p r e s e n t a c i ó n
fonológica 46
5.2. S o b r e el carácter a b s t r a c t o d e las representa­
ciones léxicas 52
5 . 3 . El análisis en palabras 54
6. Resumen 57

II - E S B O Z O D E L A F O N O L O G Í A I N G L E S A Y D E
LA T E O R Í A FONOLÓGICA 59
1. El principio del ciclo transformacional y su
aplicación a los contornos acentuales del inglés. . . . 59
2. La realidad de la representación fonética 78
3 . El ciclo transformacional en la palabra 84
4 . La fonología segmental del inglés.
Primera aproximación 86
5. El ciclo transformacional en la palabra.
Continuación 89
6. Gramática particular y gramática universal 121
7. Del carácter abstracto de la representación léxica . , 1 2 4
8. Las alternancias vocálicas 138

SEGUNDA PARTE: LA TEORÍA FONOLÓGICA

- EL MARCO FONÉTICO 151


1. La representación fonética 151
1.1. La transcripción fonética y la señal
hablada 151
1.2. R e p r e s e n t a c i ó n fonética y r e p r e s e n t a c i ó n
fonológica 155
2. Los rasgos fonéticos 163
2 . 1 . La posición n e u t r a l 166
2.2. La vibración de las c u e r d a s vocales:
espontánea y no espontánea 167
3 . Rasgos de clase mayor 170
3.1. Sonante-no sonante (obstruyente) 170
3.2. Vocálico-no vocálico 171
3.3. Consonántico-no consonantico 171
4 . Rasgos de cavidad 173
4 . 1 . Constricciones primarias 173
4 . 1 . 1 . Coronal-no c o r o n a l 174
4.1.2. Anterior-no anterior 175
4 . 2 . Los rasgos r e l a c i o n a d o s c o n el c u e r p o de
la lengua: alto-no a l t o , bajo-no bajo, pos-
terior-no p o s t e r i o r . 176
4 . 2 . 1 . Relación e n t r e I Q S rasgos " d i f u s o " ,
" c o m p a c t o " y " g r a v e " y los rasgos
definidos en secciones a n t e r i o r e s 180
4 . 2 . 2 . G r a d o s de e s t r e c h a m i e n t o del a p a r a t o
vocálico [ 183
4.3. Redondeado-no redondeado 185
4 . 4 . Distribuido-no d i s t r i b u i d o 190
4.5. Cubierto-no cubierto 196
4 . 6 . Constricciones glotales 198
4 . 7 . A p e r t u r a s secundarias ? 200
4 . 7 . 1 . Nasal-no nasal 200
4 . 7 . 2 . Lateral-no l a t e r a l . 202
5. Rasgos del modo de articulación 203
5 . 1 . C o n t i n u o - n o c o n t i n u o (oclusivo) 203
5.2. Rasgos de r e l a j a m i e n t o : relajamiento
instantáneo-relajamiento retardado 205
5 . 2 . 1 . R e l a j a m i e n t o de las oclusiones
primarias 206
5.2.2. R e l a j a m i e n t o de las oclusiones
secundarias 207
5 . 2 . 3 . Observaciones sobre los rasgos de
relajamiento 211
5.3. Movimientos suplementarios 212
5 . 3 . 1 . Succión 213
5.3.2. Presión 215
5 . 3 . 3 . El o r d e n de los relajamientos en los
s o n i d o s c o n oclusivas m ú l t i p l e s 216
5.4. T e n s o - n o t e n s o (relajado) 217
6. Rasgos de fuente 221
6 . 1 . Presión subglotal a u m e n t a d a 221
6 . 2 . Sonoras-no s o n o r a s (sordas) 222
6.3. Estridente-no estridente 226
7. Rasgos prosódicos 228

IV - P R I N C I P I O S D E F O N O L O G Í A 229
1. Sobre los procedimientos de evaluación y la forma
de las reglas fonológicas 229
2. Los segmentos como complejos de rasgos 240
3 . El orden de las reglas ». . . 2 4 9
4 . Las variables como coeficientes de rasgos 270
5. Metátesis, contracción y elisión 285
6. Los límites 296
6 . 1 . El l í m i t e de f o r m a n t e : + 297
6 . 2 . El l í m i t e # y la n o c i ó n de palabra 301
6 . 3 . El l í m i t e - 311
6.4. Los l í m i t e s e n c u a n t o u n i d a d e s 312
6 . 5 . Las reglas de reajuste 313
7. Los rasgos diacríticos 316
8. La representación léxica 331
Apéndice: formalismo 350

V - EPILOGO Y PROLOGO: EL CONTENIDO


INTRÍNSECO DE LOS RASGOS 369
1. Algunos problemas no resueltos 369
2. Una teoría de la "marca" 374
2 . 1 . Las c o n v e n c i o n e s de m a r c a d o 376
2.2. Las c o n v e n c i o n e s para las categorías
mayores 382
2 . 3 . Las c o n v e n c i o n e s para las vocales y la
r e p r e s e n t a c i ó n de las vocales en el lexicón. . . . 383
2.4. Las c o n v e n c i o n e s para las a u t é n t i c a s c o n s o ­
n a n t e s y la r e p r e s e n t a c i ó n de las c o n s o n a n ­
tes en el lexicón 390
2 . 5 . Las c o n v e n c i o n e s para las l í q u i d a s 395
2 . 6 . Las c o n v e n c i o n e s para las glides 396
3. La marca y la representación léxica 396
4 . La marca y las reglas fonológicas: la asociación. . . . 407

BIBLIOGRAFÍA 440
Apéndice a la edición española:
BIBLIOGRAFÍA COMPLEMENTARIA 453

ÍNDICES

INDICE DE LENGUAS 455


INDICE DE M A T E R I A S 457
INTRODUCCIÓN

a a
1. Esta o b r a es la t r a d u c c i ó n de las p a r t e s I y 4 de The
Sound Pattern of English ( 1 ) . La o b r a original está dividida en
c u a t r o p a r t e s r e l a t i v a m e n t e i n d e p e n d i e n t e s , q u e f o r m a n d o s sec­
ciones. A s í , m i e n t r a s la p r i m e r a y la c u a r t a a b o r d a n p r o b l e m a s
generales de f o n o l o g í a , la segunda y la tercera se c e n t r a n en la
f o n o l o g í a de la lengua inglesa, desde el p u n t o de vista sincróni­
co y diacrónico, respectivamente.
El t í t u l o q u e e n c a b e z a esta edición es el m i s m o q u e escogie­
r o n N o a m C h o m s k y y Morris Halle para la t r a d u c c i ó n francesa,
q u e c o m p r e n d e las mismas p a r t e s q u e esta ( 2 ) . Por esta r a z ó n
nos ha parecido adecuado mantenerlo.

2 . Desde la aparición de The Sound Pattern of English hasta


la p r e s e n t e edición h a n t r a n s c u r r i d o o c h o a ñ o s . E s t o basta para
justificar la necesidad de estas páginas i n t r o d u c t o r i a s . Para cual­
quier ciencia m o d e r n a —y m á s para u n a t a n joven c o m o es la
gramática generativa— u n p e r í o d o de o c h o a ñ o s p u e d e s u p o n e r
u n a revisión p r o f u n d a , e incluso u n giro t o t a l .
Para la mejor c o m p r e n s i ó n de la t r a y e c t o r i a de la f o n o l o g í a
generativa en este p e r í o d o será c o n v e n i e n t e r e c o r d a r q u é son y
c ó m o se desarrollan las t e o r í a s científicas; es decir: preguntar­
nos la r a z ó n del s u r g i m i e n t o y evolución d e la gramática genera-

(1) Nueva York, Harper & Row, 1968.


(2) Principes de phonologie générative, París, Seuil, 1973; traducción
de Pierre Enere vé.

11
tiva y t r a n s í o r m a c i o n a l equivale a e n t r a r en el p r o b l e m a general
de la r a z ó n d e ser y f u n c i o n a m i e n t o de cualquier ciencia. Nadie
p u e d e p r e t e n d e r y a —por más q u e una gran c a n t i d a d de m a n u a ­
les t r a t e n de seguir insistiendo en esta idea— q u e la ciencia es
u n p r o c e s o a c u m u l a t i v o , en q u e los nuevos hallazgos se van su­
p e r p o n i e n d o s o b r e los a n t i g u o s al m o d o de los ladrillos q u e
f o r m a n u n a casa. El progreso científico consiste en la f o r m a c i ó n
de paradigmas, "realizaciones científicas universalmente reco-
" nocidas q u e , d u r a n t e cierto t i e m p o , p r o p o r c i o n a n m o d e l o s de
p r o b l e m a s y soluciones a u n a c o m u n i d a d c i e n t í f i c a " ( 3 ) . U n pa­
radigma n o es u n a simple colección de f ó r m u l a s , sino q u e cons­
t i t u y e el i n t e r m e d i o a través del cual el científico observa la
realidad y d e c i d e q u é aspectos de ella estudiar, y por q u é m e ­
dios. Un paradigma n o necesita, para establecerse, explicar to­
dos los f e n ó m e n o s q u e aparecen en su o b j e t o de investigación;
le basta con p o d e r dar c u e n t a de algún p r o b l e m a crucial q u e
paradigmas a n t e r i o r e s n o p u d i e r o n resolver. N a t u r a l m e n t e , t o ­
d a ciencia p r e s e n t a algunos enigmas q u e n o p u e d e a b o r d a r con
su sistema, p e r o sólo algunos de ellos tienen la suficiente i m p o r ­
tancia para p r o v o c a r u n c a m b i o de p a r a d i g m a .
La gramática generativa y t r a n s f o r m a c i o n a l es el paradigma
q u e supera al e s t r u c t u r a l i s m o (sobre t o d o en su versión más ex­
t r e m a : el e s t r u c t u r a l i s m o a m e r i c a n o de B l o o m f i e l d ) . Principal­
m e n t e es la c o n s i d e r a c i ó n prioritaria de d o s p r o b l e m a s lo q u e
lleva a este c a m b i o de paradigma: el h e c h o de q u e el h a b l a n t e
p u e d a emitir y e n t e n d e r un n ú m e r o infinito de oraciones q u e
n u n c a a n t e s ha p r o n u n c i a d o o e s c u c h a d o , y el h e c h o de q u e el
h a b l a n t e posea una clara conciencia de la relación e n t r e algu­
nos t i p o s de oraciones m u y distintas s u p e r f i c i a l m e n t e . El pri-

(3) El termino paradigma, así como lo fundamental de la siguiente


exposición, está tomado de Kuhn (1962) (ver apéndice bibliográfico). La
cita entrecomillada pertenece a la p. 13.

12
m e r p r o b l e m a hace necesaria u n a gramática generativa, que
p u e d a p r o d u c i r oraciones infinitas con m e d i o s finitos, y el se­
g u n d o hace necesaria una gramática transformacional, dotada
de una e s t r u c t u r a p r o f u n d a y un c o n j u n t o de reglas q u e d e n
c u e n t a de las relaciones m e n c i o n a d a s .
El nuevo sistema c o n s t r u i d o sobre esta base es el q u e co­
m i e n z a con Estructuras sintácticas ( C h o m s k y , 1 9 5 7 ) y se esta­
blece c o n Aspectos de la teoría de la sintaxis ( 1 9 6 5 ) . Pero t o ­
d o n u e v o paradigma conlleva la t r a n s f o r m a c i ó n general de su
c a m p o . El p a r a d i g m a generativo n o sólo revoluciona la sintaxis,
sino q u e t a m b i é n provoca c a m b i o s f u n d a m e n t a l e s en la semán­
tica y f o n o l o g í a .
En lo q u e respecta a la f o n o l o g í a , el n u e v o paradigma uti­
liza algunos principios t o m a d o s del e s t r u c t u r a l i s m o . E s t o ha
p r o v o c a d o —y sigue p r o v o c a n d o — m á s de u n m a l e n t e n d i d o .
No es e x t r a ñ o e s c u c h a r , p o r e j e m p l o , q u e la fonología genera­
tiva n o es más q u e u n a derivación de la e s t r u c t u r a l , sin m a y o r
alcance. Pero la más breve revisión del c a m p o c o n v e n c e de lo
c o n t r a r i o . Por e j e m p l o , el c o n c e p t o de rasgo distintivo p r o c e d e
de J a k o b s o n , p e r o c u a n d o , a d e m á s , se u n e al c o n c e p t o de regla
se convierte en un dispositivo c o n posibilidad de especificar
clases naturales y predecir c a m b i o s f o n é t i c o s . Lo m i s m o p o ­
d e m o s decir de la " m a r c a " —procedente de la escuela de Pra­
ga—, q u e , en el n u e v o c o n t e x t o , c o n s t i t u y e un principio de
e c o n o m í a , q u e distingue regularidades de irregularidades y qui­
ta i n f o r m a c i ó n r e d u n d a n t e del lexicón.
Pero la i m p o r t a n c i a de The Sound Pattern of English n o es­
triba ú n i c a m e n t e en su carácter de e x p o s i c i ó n global de las
aplicaciones d e un n u e v o p a r a d i g m a . C o m o ha señalado B o t h a
( 1 9 7 1 , p . 2 1 3 ) , d e t o d a s las o b r a s de C h o m s k y , ésta es la q u e
e n u n c i a de una forma más e x p l í c i t a y e x t e n s a los principios ge­
nerales q u e s u b y a c e n a la gramática generativa, ilustrándolos
a d e m á s con ejemplos t o m a d o s de u n a gran c a n t i d a d de lenguas

13
repartidas p o r t o d o el m u n d o . N o c r e e m o s a p a r t a r n o s m u c h o
de la realidad si afirmamos q u e The Sound... a d m i t e u n a lectu­
ra paralela q u e la considere c o m o u n a o b r a de e x p o s i c i ó n de
un m é t o d o científico de investigación, ejemplificado en la fo­
nología. El p r o c e d i m i e n t o de c o n t r a s t a c i ó n e m p l e a d o es el hi-
p o t é t i c o - d e d u c t i v o ; las hipótesis se c o n f r o n t a n c o n los d a t o s
e m p í r i c o s , y existen ciertos criterios para evaluar esta confron­
t a c i ó n . En principio las hipótesis son débiles o fuertes, según
sean, r e s p e c t i v a m e n t e , difíciles o fáciles de falsar.
Por razón de este m i s m o m é t o d o , The Sound... aparece co­
m o u n a o b r a e s e n c i a l m e n t e abierta y dialéctica, en la m e d i d a
en q u e n u n c a p r e t e n d e llegar a soluciones definitivas e incluso
llega a esbozar nuevos t r a t a m i e n t o s q u e p o d r í a n llevar a la su­
peración d e lo e x p u e s t o en la misma o b r a .
Quizás sea ilustrativo ofrecer el e s q u e m a general del fun­
c i o n a m i e n t o del c o m p o n e n t e fonológico ( 4 ) . (Ver c u a d r o si­
guiente).
3 . Si q u e r e m o s establecer la evolución de u n paradigma
científico ya e s t a b l e c i d o , será inútil t r a t a r de buscar obras ge­
nerales s o b r e el t e m a . Desde el m o m e n t o en q u e un paradigma
logra la aceptación general, la investigación científica d e n t r o
de ese m a r c o va saliendo a la luz en infinidad de a r t í c u l o s re­
p a r t i d o s p o r revistas y libros especializados, q u e se dirigen a u n
público q u e ya c o n o c e las bases y p r e s u p u e s t o s del sistema ( 5 ) .
En esta segunda é p o c a es c u a n d o surgen t a m b i é n los m a n u a l e s ,
c u y a misión es p r e c i s a m e n t e divulgar la línea general del para­
digma.
En la f o n o l o g í a generativa, la obra q u e sienta las bases de
t o d a la n u e v a c o n c e p c i ó n es, c o m o ya h e m o s visto, The Sound...
U n o de los m a n u a l e s q u e mejor acierta a recoger su c o n t e n i d o

(4) Tomado de Botha (1971), p. 230.


(5) Kuhn ( c i t . ) , p . 4 7 .

14
Componente sintáctico

Lexicón

R e p r e s e n t a c i o n e s léxicas de
los e l e m e n t o s léxicos.

i
Reglas de inserción léxica
y c o m p o n e n t e transformacional

E s t r u c t u r a s sintácticas super-
ficiales con r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas

i
Reglas d e reajuste

4
E s t r u c t u r a s fonológicas superfícia- '.
les c o n r e p r e s e n t a c i o n e s fonológicas

i
Componente fonológico
Reglas fonológicas t r a n s f o r m a c i o n a l e s
Reglas fonológicas n o t r a n s f o r m a c i o n a l e s

i
R e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas
es el de Schane ( 1 9 7 3 ) , Generative Phonology. A la o b r a de
C h o m s k y y Halle h a b r í a q u e añadir Historical Linguistics and
Generative Grammar (King, 1 9 6 9 ) , q u e se c e n t r a en los aspec­
t o s diacrónicos del paradigma.
T o d a s las d e m á s a p o r t a c i o n e s a p a r e c e n en forma de a r t í c u ­
los breves y ceñidos a t e m a s b a s t a n t e c o n c r e t o s . Para revisarlos
de u n a forma sistemática será c o n v e n i e n t e dividirlos previa­
m e n t e del siguiente m o d o : por u n a p a r t e , aquellas obras q u e ,
r e s p e t a n d o el m a r c o general, se limitan a discutir algunos de
sus aspectos, o bien lo aplican a alguna lengua d e t e r m i n a d a ;
p o r o t r a p a r t e , aquellas q u e p r o p u g n a n la creación de un n u e v o
paradigma, p o r considerar, p o r alguna r a z ó n , insuficiente el an­
terior.
3 . 1 . En el p r i m e r g r u p o , y relativas a la s i n c r o n í a , e n c o n ­
t r a m o s u n a serie de obras q u e t o c a n d i s t i n t o s aspectos de la
t e o r í a fonológica. A lo largo del t e x t o h e m o s h e c h o referencia
a trabajos de este t i p o , m e d i a n t e n o t a s a pie de página.
D e n t r o siempre del paradigma de C h o m s k y y Halle se ha
a b o r d a d o u n p r o b l e m a q u e tiene repercusiones t a n t o para la
s i n c r o n í a c o m o para la d i a c r o n í a : el del o r d e n de aplicación
de las reglas. C o m o se verá, C h o m s k y y Halle p r o p o n e n un or­
d e n extrínseco, cuyas variaciones diferencian a los distintos
dialectos e n t r e sí, e incluso a dos etapas de u n a misma lengua.
Esta c o n c e p c i ó n se r e m o n t a , en realidad, a Halle ( 1 9 6 2 ) . Ki-
parsky ( 1 9 6 8 ) y Chafe ( 1 9 6 8 ) e n u n c i a n el principio de q u e las
reglas t i e n d e n al o r d e n q u e favorece su m á x i m a aplicación.
King ( 1 9 7 3 ) o p i n a q u e las reglas t i e n d e n al o r d e n q u e r e d u c e al
m í n i m o el n ú m e r o de variantes alofónicas. K o u t s o u d a s , San­
ders y Noli ( 1 9 7 4 ) r o m p e n de raíz con t o d o s estos p u n t o s de
vista. Creen estos autores q u e es posible prescindir de la orde­
nación e x t r í n s e c a , h a c i e n d o q u e el o r d e n d e p e n d a de princi­
pios universales, intrínsecos. La fonología n a t u r a l (véase m á s
a d e l a n t e ) se ha p l a n t e a d o t a m b i é n el p r o b l e m a (cf. B j a r k m a n ,
1974).

16
El principio de la " m a r c a " fonológica a p a r e c í a p r o p u e s t o
en el ú l t i m o c a p í t u l o de The Sound... Esta t e o r í a , c o m o afirma
Harris en el prólogo a la t r a d u c c i ó n española ( 1 9 7 5 ) de su Spa-
nish Phonology, " p a r e c í a m u y p r o m e t e d o r a en las p r i m e r a s eta­
pas de su e l a b o r a c i ó n . Sin e m b a r g o , n o ha sido u n a t e o r í a pro­
ductiva en el s e n t i d o de q u e en trabajos p o s t e r i o r e s n o ha con­
t r i b u i d o a esclarecer p u n t o s o s c u r o s , y en la actualidad me veo
f o r z a d o a p o n e r en d u d a su valor explicativo en el p r o b l e m a
c o n c r e t o del e s p a ñ o l " . E f e c t i v a m e n t e : apenas p o d e m o s e n c o n ­
trar aplicaciones posteriores de esta t e o r í a , en principio t a n
p r o m e t e d o r a . U n a de ellas es la de Miller ( 1 9 7 3 ) , q u e aplica la
" m a r c a " para la explicación de la m o t i v a c i ó n del c a m b i o lin­
güístico.
Sobre o t r o s p r o b l e m a s de d i a c r o n í a generativa, p u e d e n con­
sultarse dos reseñas de la o b r a de King ( 1 9 6 9 ) : Jasanoff ( 1 9 7 1 )
y R o b i n s o n y Van Coetsen ( 1 9 7 3 ) .
D e n t r o de este paradigma se han realizado algunas aplica­
ciones al e s t u d i o de las lenguas r o m a n c e s . En Casagrande y
Saciuk ( 1 9 6 9 ) se e n c o n t r a r á un r e s u m e n de los principales lo­
gros en este c a m p o . E n t r e ellos destaca el d e F o l e y p a r a el es­
pañol, en quien se basan en gran m e d i d a los e s t u d i o s de Harris.
Harris ( 1 9 6 9 ) c o n s t i t u y e el p r i m e r i n t e n t o serio de a b o r d a r
de forma global el e s t u d i o de la fonología del e s p a ñ o l . La edi­
ción española de esta o b r a incluye o t r o s a r t í c u l o s sobre el mis­
mo tema.
O t e r o ( 1 9 6 1 ) a b o r d a el e s t u d i o diacrónico de las lenguas
peninsulares.
Para concluir este a p a r t a d o h e m o s de m e n c i o n a r la princi­
pal de las corrientes actuales d e la fonología generativa. Se tra­
ta de la fonología natural. Hay varias corrientes q u e reciben
este n o m b r e , e n t r e ellas las de V e n n e m a n n y S t a m p e . Para t o d a
esta nueva p r o b l e m á t i c a q u e d e s b o r d a los l í m i t e s de esta intro­
d u c c i ó n , véanse los Papers from the Parasession on Natural
Phonology (1974).

17
3.2. Las principales críticas globales al paradigma a n t e r i o r
provienen f u n d a m e n t a l m e n t e de la psicolingüística y de la
sociolingüística (6). D a d o q u e gran p a r t e de los principios de
The Sound... t i e n e n grandes repercusiones para la fonología,
n o resulta e x t r a ñ o q u e investigadores de este c a m p o h a y a n
t r a t a d o de verificar la " r e a l i d a d " de los m e c a n i s m o s p r o p u e s ­
t o s . Los resultados oscilan e n t r e la p r o p u e s t a de nuevos dispo­
sitivos ( p o r ejemplo, Bever y L a n g e n d o e n , 1 9 7 1 ) y u n a crítica
radical y destructiva de las p r o p u e s t a s c h o m s k i a n a s (Richelle,
1971).
El paradigma de C h o m s k y y Halle p a r t í a de ciertos princi­
pios, más q u e n a d a de carácter m e t o d o l ó g i c o , c o m o el d e con­
siderar a la lengua u n a e n t i d a d h o m o g é n e a , la adquisición del
lenguaje c o m o u n proceso i n s t a n t á n e o , e t c . ; e n r e s u m e n : el tra­
t a r a la lengua en un e s t a d o " q u í m i c a m e n t e p u r o " . L a reacción
frente a esto viene de los sociolingüistas, e n f r e n t a d o s a u n a
lengua c a m b i a n t e y h e t e r o g é n e a . Weinreich, Labov y Herzog
( 1 9 6 8 ) es la o b r a q u e c o n s t i t u y e el p u n t o de partida de la n u e ­
va c o n c e p c i ó n . Bailey ( 1 9 7 1 ) d e s c u b r e en esta corriente el sur­
g i m i e n t o de u n n u e v o paradigma, y así lo r e c o n o c e explícita­
m e n t e en el t í t u l o de su a r t í c u l o ( " T r y i n g t o Talk in t h e N e w
P a r a d i g m " ) . D e n t r o de esta t e n d e n c i a otras a p o r t a c i o n e s inte­
resantes son —aparte del resto de la o b r a d e Labov— Fasold
( 1 9 7 0 ) y Cedergren y Sankoff ( 1 9 7 4 ) .
L e c o i n t r e y Le Galliot ( 1 9 7 3 ) r e s u m e n las críticas de la
psicolingüística y la sociolingüística al paradigma generativo.

4 . C o n c l u i m o s con algunas advertencias sobre la p r e s e n t e


edición.

(6) La semántica generativa —el más importante de los movimientos


de contestación a la teoría chomskiana estándar— no parece haber afecta-
do a la fonología.

18
S i e m p r e q u e C h o m s k y y Halle hacen referencia a algún ca­
p í t u l o d e The Sound... n o incluido en esta t r a d u c c i ó n , lo indi­
c a m o s a ñ a d i e n d o SPE al n ú m e r o del c a p í t u l o en c u e s t i ó n . A s í ,
cap. V de SPE d e b e leerse " c a p í t u l o V de The Sound..., n o in­
cluido a q u í " .
R e c u é r d e s e q u e en esta edición la p a r t e c u a r t a del original
se convierte en segunda, y los c a p í t u l o s VII-IX en III-V.
Para m a y o r facilidad del lector h e m o s incluido a c o n t i n u a ­
ción d e los ejemplos ingleses del t e x t o su t r a d u c c i ó n española.
Nuestras n o t a s a pie de página están recogidas m e d i a n t e le­
tras minúsculas voladas, q u e siguen su o r d e n correlativo para
cada c a p í t u l o . La bibliografía a la q u e r e m i t e n , así c o m o la q u e
figura en la presente I n t r o d u c c i ó n , aparece e n el A p é n d i c e bi­
bliográfico. Las n o t a s de los a u t o r e s están recogidas m e d i a n t e
números.
A p a r t e de las dificultades intrínsecas d e t o d a t r a d u c c i ó n ,
esta o b r a plantea m u c h o s p r o b l e m a s t e r m i n o l ó g i c o s . En este
aspecto y en o t r o s m u c h o s q u e r e m o s e x p r e s a r n u e s t r o agrade­
c i m i e n t o a Violeta D e m o n t e , V í c t o r Sánchez d e Zavala y Sole­
dad P a l o m a Várela.

JOSÉ ANTONIO MILLAN


PILAR CALVO

Madrid, junio de 1976

19
PROLOGO

Esta o b r a r e p r e s e n t a el e s t a d o provisional de u n a investiga­


ción en c u r s o , más q u e la p r e s e n t a c i ó n e x h a u s t i v a y definitiva
de u n e s t u d i o sobre los procesos fonológicos del inglés. Cree­
m o s q u e n u e s t r a labor en este c a m p o ha llegado a u n p u n t o en
el q u e las líneas generales y los principios t e ó r i c o s principales
están lo b a s t a n t e claros y en el q u e p o d e m o s identificar aque­
llos c a m p o s q u e precisan un p r o f u n d o e s t u d i o adicional, con la
fundada esperanza de q u e las investigaciones p o s t e r i o r e s q u e se
realicen d e n t r o del m i s m o m a r c o general n o alteren de forma
significativa la visión de c o n j u n t o q u e h e m o s p r e s e n t a d o , aun­
q u e bien p u d i e r a ser q u e surgieran c o n c e p c i o n e s nuevas y dife­
rentes —quizás siguiendo las líneas q u e d i s c u t i m o s en el ú l t i m o
capítulo— q u e llevaran a modificaciones i m p o r t a n t e s . H e m o s
decidido publicar este estudio en el e s t a d o i n a c a b a d o en q u e se
e n c u e n t r a con la esperanza de q u e estimule la c r í t i c a y la dis­
cusión d e las tesis f u n d a m e n t a l e s y de q u e quizás p u e d a llevar
a o t r o s investigadores a la i n m e n s a tarea de ampliar este esque­
ma a la t o t a l i d a d de la lengua inglesa, a trabajar en descripcio­
nes del m i s m o t i p o para otras lenguas y a e n r i q u e c e r y precisar
(y, sin d u d a , a revisar de m u c h a s m a n e r a s ) la t e o r í a fonológica
sobre la q u e se funda.
Este libro está o r g a n i z a d o del siguiente m o d o . La p r i m e r a
parte se abre con un c a p í t u l o i n t r o d u c t o r i o , el I, en el q u e es­
b o z a m o s b r e v e m e n t e las hipótesis q u e se e n c u e n t r a n en la base
de este e s t u d i o . El c a p í t u l o II c o n t i e n e n u e s t r a s conclusiones

21
principales con respecto a la t e o r í a fonológica y la fonología
del inglés. I g u a l m e n t e , d i s c u t i m o s en él las posibles implicacio­
nes de esta o b r a para los procesos perceptivos y las c o n d i c i o n e s
en las q u e se p u e d e adquirir el c o n o c i m i e n t o de u n a lengua (y,
p r o b a b l e m e n t e , o t r o s t i p o s de c o n o c i m i e n t o ) . En esta p r i m e r a
p a r t e h e m o s t r a t a d o de p r e s e n t a r de m o d o informal las princi­
pales conclusiones a las q u e llegamos, y d e p r e s e n t a r los tipos
de d a t o s s o b r e los q u e se a p o y a n . E s t o p u e d e bastar p a r a los
lectores interesados ú n i c a m e n t e en las conclusiones generales.
a
La segunda p a r t e de este l i b r o c o n s t i t u y e el desarrollo de
los t e m a s t r a t a d o s en el c a p í t u l o II de la p r i m e r a p a r t e . L o s ca­
p í t u l o s III y IV e x a m i n a n con detalle d o s aspectos de la estruc­
t u r a fónica del inglés q u e en el c a p í t u l o II sólo se t o c a r o n bre­
v e m e n t e . E n el curso de esta investigación d e t a l l a d a del sistema
fónico del inglés y de su e s t r u c t u r a s u b y a c e n t e se e x p o n e n cier­
t a s reglas d e la fonología de esta lengua. Estas se e n c u e n t r a n
recogidas en el c a p í t u l o V , con el q u e c o n c l u y e la s e g u n d a par­
t e . El principal objetivo de esta p a r t e es la f o n o l o g í a del inglés;
la t e o r í a se va d e s a r r o l l a n d o de m o d o i n f o r m a l de a c u e r d o con
las necesidades de análisis y e x p o s i c i ó n .
b
La tercera p a r t e se o c u p a de ciertos a s p e c t o s de la evolu­
ción histórica de las e s t r u c t u r a s fónicas reveladas en el e s t u d i o
sincrónico de la segunda p a r t e .
0
La c u a r t a p a r t e está d e d i c a d a a la t e o r í a fonológica. En
ella se desarrolla la discusión informal de la p r i m e r a p a r t e , y la
t e o r í a , q u e se h a b í a p r e s e n t a d o de un m o d o ad h o c , se e x p o n e
s i s t e m á t i c a m e n t e en la s e g u n d a p a r t e . El p r i m e r c a p í t u l o de la
d
c u a r t a p a r t e tiene p o r o b j e t o la fonética universal, es decir, la
t e o r í a general de la r e p r e s e n t a c i ó n lingüística de las señales del

a. No incluida en esta edición (N. del T.)


b. No incluida ( N . d e l T . )
c. Segunda parte de esta edición (N. del T.)
d. Capítulo III de esta edición (N. del T.)

22
e
habla. El siguiente c a p í t u l o se o c u p a de los principios organi­
zativos del c o m p o n e n t e fonológico de la gramática, es decir, de
las reglas q u e relacionan las e s t r u c t u r a s sintácticas con las re­
p r e s e n t a c i o n e s fonéticas de las señales del habla. En el ú l t i m o
f
c a p í t u l o p r o p o n e m o s e x t e n d e r la t e o r í a fonológica de m o d o
q u e tenga en c u e n t a el c o n t e n i d o i n t r í n s e c o de los rasgos. La
c u a r t a parte n o t r a t a de la e s t r u c t u r a del inglés, sino q u e se
p r o p o n e ser u n a c o n t r i b u c i ó n a la g r a m á t i c a universal.
N o h e m o s i n t e n t a d o evitar la r e d u n d a n c i a o la repetición
en aquellos p u n t o s en los q u e p e n s a m o s q u e s u p o n d r í a una
a y u d a para el lector. De esta forma, m u c h o s t e m a s a b o r d a d o s
en la p r i m e r a p a r t e se r e p i t e n en la segunda, y la c u a r t a p a r t e
recapitula, de u n m o d o m u c h o más s i s t e m á t i c o , p a r t e del con­
t e n i d o de la p r i m e r a y de la segunda. C a d a u n a de las c u a t r o
partes del libro forma u n t o d o p r á c t i c a m e n t e i n d e p e n d i e n t e .
En particular, los lectores familiarizados con las bases de esta
o b r a y con sus principales c o n c l u s i o n e s , tal y c o m o han ido
a p a r e c i e n d o en los ú l t i m o s años en conferencias y publicacio­
nes, p u e d e n saltarse la p r i m e r a p a r t e .
Al escribir esta o b r a h e m o s t e n i d o en m e n t e d o s clases d e
posibles l e c t o r e s : p o r u n a p a r t e , los lectores interesados única­
m e n t e en las p r o p i e d a d e s generales de la e s t r u c t u r a fónica del
inglés, en las consecuencias d e estas p r o p i e d a d e s para la t e o r í a
lingüística general, y en las implicaciones d e esta t e o r í a p a r a
los d e m á s c u e r p o s ; p o r o t r a p a r t e , los lectores interesados en
una exposición detallada de la t e o r í a fonológica y en la t e o r í a
del inglés, es decir, en la gramática del inglés. La p r i m e r a p a r t e
de esta o b r a se dirige a la p r i m e r a clase de l e c t o r e s ; las partes
segunda, tercera y cuarta, a la segunda.
H a y t a m b i é n o t r o p u n t o q u e d e b e ser aclarado. H e m o s tra-

e. Capítulo IV de esta edición (N. del T.)


f. Capítulo V de esta edición (N. del T.)

23
t a d o ciertos t e m a s de m a n e r a m u y detallada, m i e n t r a s q u e he­
m o s d e j a d o de l a d o o t r o s , sin o t r o m o t i v o , se p o d r í a pensar,
q u e n u e s t r a s preferencias personales. Por e j e m p l o , h e m o s estu­
d i a d o en detalle los c o n t o r n o s acentuales del inglés, pero n o
h e m o s d i c h o n a d a s o b r e las variaciones en el grado de la aspira­
ción q u e se p u e d e n observar fácilmente en las c o n s o n a n t e s
oclusivas de esta lengua. P u e d e q u e p a r a alguien i n t e r e s a d o úni­
c a m e n t e en los f e n ó m e n o s de la lengua inglesa resulten m e n o s
i m p o r t a n t e s los grados del a c e n t o q u e los grados d e aspiración.
La r a z ó n de q u e n o s h a y a m o s c e n t r a d o en los p r i m e r o s , dejan­
d o d e lado a los s e g u n d o s , es q u e en esta obra los f e n ó m e n o s
del inglés en c u a n t o tales n o c o n s t i t u y e n n u e s t r o ú n i c o —ni si­
q u i e r a n u e s t r o principal— objetivo. Sólo n o s interesan en la
m e d i d a en q u e iluminan la t e o r í a lingüística (lo q u e , en un pri­
m e r p e r í o d o , h a b r í a m o s d e n o m i n a d o " g r a m á t i c a universal") y
p o r lo q u e sugieren acerca de la n a t u r a l e z a de los procesos lin­
güísticos en general. Nos parece q u e las variaciones del grado
a c e n t u a l en inglés se p u e d e n explicar s o b r e la base de hipótesis
m u y p r o f u n d a s y n a d a triviales sobre la g r a m á t i c a universal, y
q u e esta conclusión resulta m u y rica en sugerencias para la psi­
cología, en varios s e n t i d o s q u e luego i n d i c a r e m o s . Por o t r a par­
t e , los grados de aspiración n o parecen arrojar n i n g u n a luz so­
bre estas cuestiones, y p o r lo t a n t o n o les p r e s t a r e m o s n i n g u n a
a t e n c i ó n . N o t r a t a m o s de formular ningún juicio de valor: n o
e s t a m o s a f i r m a n d o q u e se debería a t e n d e r e x c l u s i v a m e n t e a la
gramática universal y n o prestar a t e n c i ó n a la gramática parti­
cular del inglés e x c e p t o lo q u e p u e d e a p o r t a r a la gramática
universal y a la t e o r í a psicológica. Q u e r e m o s ú n i c a m e n t e dejar
bien claro q u e este ha sido n u e s t r o p u n t o de p a r t i d a en la pre­
sente o b r a ; estas han sido las consideraciones q u e han d e t e r m i ­
n a d o los t e m a s elegidos y la i m p o r t a n c i a relativa q u e h e m o s
asignado a los d i s t i n t o s f e n ó m e n o s .
El p r o y e c t o general de n u e s t r o libro t a m b i é n explica p o r

24
q u é n o h e m o s i n c l u i d o u n a discusión c o m p l e t a de las e x c e p c i o ­
n e s e irregularidades. Si n u e s t r o o b j e t i v o principal h u b i e r a sido
la gramática del inglés, h u b i é r a m o s d i c h o m u y p o c o acerca del
p r i n c i p i o del "ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l " (véase los c a p í t u l o s II y
IIIS) y sus c o n s e c u e n c i a s (en p a r t i c u l a r , las p r o p i e d a d e s de los
c o n t o r n o s a c e n t u a l e s del inglés), p e r o h a b r í a m o s p r e s e n t a d o
u n t r a t a m i e n t o e x h a u s t i v o de los verbos irregulares, plurales
irregulares, e x c e p c i o n e s a las reglas d e a c e n t u a c i ó n y alternan­
cia vocálica, e t c . D a d o q u e n u e s t r o objetivo principal es la gra­
m á t i c a universal, h e m o s seguido p r e c i s a m e n t e el c a m i n o o p u e s ­
t o : discutir c o n t o d o detalle el ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l y sus
c o n s e c u e n c i a s , y n o t r a t a r d e las e x c e p c i o n e s e irregularidades
m á s q u e en la m e d i d a en q u e estos f e n ó m e n o s p a r e z c a n perti­
n e n t e s p a r a la f o r m u l a c i ó n de los p r i n c i p i o s generales de la fo­
n o l o g í a del inglés. D a d o s los objetivos d e n u e s t r a investigación,
las e x c e p c i o n e s a las reglas r e s u l t a n d e interés ú n i c a m e n t e cuan­
d o sugieren u n m a r c o general d i s t i n t o o la f o r m u l a c i ó n de re­
glas m á s p r o f u n d a s . E n s í m i s m a s n o t i e n e n i n t e r é s .
Sin d u d a el f r a g m e n t o d e f o n o l o g í a del inglés q u e h e m o s
e l a b o r a d o d e t a l l a d a m e n t e resulta i n a d e c u a d o en ciertos aspec­
t o s , quizás f u n d a m e n t a l e s ; p o d e m o s t a m b i é n afirmar, casi c o n
la m i s m a seguridad, q u e el avance d e la investigación hará nece­
saria u n a seria revisión d e n u e s t r a t e o r í a . A lo largo d e n u e s t r a
e x p o s i c i ó n i r e m o s m e n c i o n a n d o n u m e r o s a s dificultades, ine-
s a c t i t u d e s y e x c e p c i o n e s . La t a r e a de establecer u n a lista c o m ­
p l e t a de e x c e p c i o n e s , al m e n o s p a r a las reglas de la f o n o l o g í a
de la p a l a b r a , sería trabajosa p e r o sencilla. Sin e m b a r g o , d a d o
el p r o p ó s i t o general d e este l i b r o , tal esfuerzo n o t e n d r í a senti­
d o a m e n o s q u e condujera a la f o r m u l a c i ó n de nuevas reglas
m á s p r o f u n d a s q u e explicaran las e x c e p c i o n e s , o a u n a t e o r í a

g. Capítulo III de SPE (N. del T.)

25
general q u e al t i e m p o diera c u e n t a de los h e c h o s regulares q u e
expresan n u e s t r a s reglas y de algunos d e sus d e f e c t o s y limita­
ciones. N o v e m o s n i n g u n a razón para r e n u n c i a r a las reglas de
carácter m u y general so p r e t e x t o de q u e n o son t o d a v í a más
generales, sacrificando así el carácter general alcanzado a cam­
bio del q u e se p u e d e o b t e n e r . A p e n a s parece necesario decir
q u e si n o s viéramos forzados a elegir e n t r e u n a gramática G j ,
q u e c o n t u v i e r a u n a regla general j u n t o con ciertas reglas espe­
ciales para t r a t a r las e x c e p c i o n e s , y o t r a G2, q u e prescindiera
de la regla general y catalogara t o d o c o m o e x c e p c i o n e s , prefe­
r i r í a m o s G i . Por esta r a z ó n , citar las e x c e p c i o n e s p r e s e n t a
m u y p o c o interés. Los c o n t r a e j e m p l o s a u n a regla gramatical
ú n i c a m e n t e resultan de interés si c o n d u c e n a la c o n s t r u c c i ó n
de u n a n u e v a gramática t o d a v í a m á s general o si m u e s t r a n q u e
u n principio s u b y a c e n t e es e r r ó n e o o está mal f o r m u l a d o . De
o t r a f o r m a , la m e n c i ó n de c o n t r a e j e m p l o s está fuera de lugar.
Insistimos s o b r e este p u n t o p o r q u e nos parece q u e en la
discusión lingüística persiste una mala i n t e r p r e t a c i ó n del senti­
d o de las e x c e p c i o n e s a las reglas, mala i n t e r p r e t a c i ó n q u e en
parte refleja u n m a l e n t e n d i d o más p r o f u n d o acerca del s t a t u s
de las gramáticas o de la t e o r í a lingüística. La gramática es la
t e o r í a de u n a lengua. Es evidente q u e cualquier t e o r í a de u n a
lengua d e t e r m i n a d a o cualquier t e o r í a de la lengua q u e se pue­
da p r o p o n e r en la actualidad estará m u y lejos de la a d e c u a c i ó n ,
t a n t o en c o m p r e n s i ó n c o m o en p r o f u n d i d a d . Una de las princi­
pales razones de q u e la t e o r í a de u n a lengua d e t e r m i n a d a se
p r e s e n t e en la forma precisa de u n a g r a m á t i c a generativa, o d e
q u e las hipótesis s o b r e t e o r í a lingüística general se p r e s e n t e n
de forma m u y e x p l í c i t a , es q u e esta f o r m u l a c i ó n , precisa y ex­
plícita, es la única q u e p u e d e c o n d u c i r a descubrir las insufi­
ciencias graves y a c o m p r e n d e r c ó m o subsanarlas. Por el con­
t r a r i o , un sistema de transcripción o t e r m i n o l o g í a , una lista de
ejemplos o la reorganización de los d a t o s d e u n c o r p u s n o son

26
" r e f u t a b l e s " (dejando de lado los errores p o r inadvertencia,
del t i p o d e los q u e suelen presentarse en la corrección d e prue­
bas). Esta es la razón de q u e este t i p o de ejercicios tenga u n
interés m u y l i m i t a d o para los lingüistas en c u a n t o c a m p o d e in­
vestigación racional.
A d e m á s d e los rasgos de la fonología inglesa q u e p a r e c e n
n o t e n e r i m p o r t a n c i a sistemática general, en n u e s t r a discusión
h e m o s dejado d e lado m u c h o s aspectos s o b r e los cuales toda­
vía n o c o n o c í a m o s lo b a s t a n t e , a u n q u e bien p o d r í a n ser de
m u c h a i m p o r t a n c i a . P o r e j e m p l o , h e m o s d e j a d o de lado el to­
n o p o r n o t e n e r n a d a q u e añadir a los e s t u d i o s de la fonética
de e n t o n a c i ó n , y t o d a v í a n o h e m o s i n t e n t a d o a b o r d a r la cues­
t i ó n abierta del papel sistemático de los c o n t o r n o s o niveles t o ­
nales d e n t r o del m a r c o general de la t e o r í a sintáctica y fonoló­
gica. ( S o b r e estas cuestiones, véase S t o c k w e l l ( 1 9 6 0 ) , Bier-
wisch ( 1 9 6 6 ) , L i e b e r m a n ( 1 9 6 6 ) . ) A s í , en los ejemplos q u e
p r e s e n t e m o s n o m a r c a r e m o s el t o n o ni la j u n t u r a final. Hasta
d o n d e h e m o s p o d i d o ver, estas o m i s i o n e s y lagunas n o t i e n e n
repercusiones serias para las cuestiones q u e e s t a m o s t r a t a n d o ,
a u n q u e , e v i d e n t e m e n t e , es preciso m a n t e n e r u n a posición abier­
t a en esta m a t e r i a .
El dialecto del inglés q u e e s t u d i a m o s es, en esencia, el des­
crito p o r K e n y o n y K n o t t ( 1 9 4 4 ) . Nos a p a r t a m o s a veces de
sus transcripciones, c o m o se p o d r á ver, y t a m b i é n d i s c u t i m o s
9
algunas cuestiones q u e sus transcripciones n o i n c l u y e n , c o m o
los c o n t o r n o s acentuales m á s allá del nivel d e la palabra. Sin
e m b a r g o , h e m o s utilizado casi s i e m p r e d a t o s m u y familiares
del t i p o de los q u e p r e s e n t a n K e n y o n y K n o t t . D e h e c h o , sus
t r a n s c r i p c i o n e s están rfiuy p r ó x i m a s a n u e s t r a p r o p i a habla, de­
j a n d o de l a d o ciertas idiosincrasias dialectales sin interés gene­
ral, q u e h e m o s o m i t i d o . C r e e m o s q u e las reglas q u e p r o p o n e ­
m o s se a d a p t a n sin grandes modificaciones a m u c h o s o t r o s dia­
lectos del inglés, a u n q u e ni hay q u e decir q u e n o nos h e m o s

27
p r o p u e s t o el i n m e n s o y difícil e s t u d i o de la variación dialectal.
Por r a z o n e s q u e luego d i s c u t i r e m o s con m a y o r detalle, nos pa­
rece m u y p r o b a b l e q u e las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s léxi­
cas (o fonológicas) sean c o m u n e s para t o d o s los dialectos del
inglés, con raras e x c e p c i o n e s , y q u e t a m b i é n d e b e ser c o m ú n
el m a r c o básico de las reglas. Por s u p u e s t o , e s t o es u n a cues­
t i ó n e m p í r i c a , q u e las investigaciones posteriores d e b e r á n
a b o r d a r . Ú n i c a m e n t e m e n c i o n a r e m o s la variación dialectal en
aquellos casos en q u e tenga alguna relación c o n los p r o b l e m a s
en discusión.
El p u n t o de vista general q u e s u b y a c e a este e s t u d i o des­
criptivo es el q u e varios de n o s o t r o s h e m o s venido desarrollan­
d o desde hace más de q u i n c e a ñ o s , en el M.I.T. y en o t r o s lu­
gares, al principio de m o d o i n d e p e n d i e n t e , p e r o d e s p u é s cada
vez más en c o l a b o r a c i ó n . Se e n c u e n t r a s o b r e t o d o en C h o m s -
k y ( 1 9 5 7 a), Syntactic Structures; Halle ( 1 9 5 9 ) , The Sound
Pattern of Russian; C h o m s k y ( 1 9 6 4 ) , Current Issues in Lin-
guistic Theory; Katz y Postal ( 1 9 6 4 ) , An Integrated Theory
of Linguistic Descriptions; C h o m s k y ( 1 9 6 5 ) , Aspects of the
Theory of Syntax; M a t t h e w s ( 1 9 6 5 ) , Hidatsa Syntax; Katz
( 1 9 6 6 ) , The Philosophy of Language; Postal ( 1 9 6 8 ) , Aspeáis
of Phonological Theory \ y en m u c h o s a r t í c u l o s , informes y te­
sis. La m a y o r p a r t e de la a p a r e n t e n o v e d a d de este p u n t o de
vista se d e b e más q u e n a d a a u n accidente histórico. A u n q u e ,
c o m o es lógico, tiene u n a gran d e u d a con los i m p o r t a n t e s estu­
dios q u e , t a n t o sobre lingüística general c o m o s o b r e el inglés,
se han venido llevando a c a b o d u r a n t e los ú l t i m o s t r e i n t a o
c u a r e n t a a ñ o s , el e n f o q u e q u e desarrollan las o b r a s citadas y
q u e seguimos en esta h u n d e sus raíces en u n a tradición más an­
tigua, m u y olvidada y s u m a m e n t e dispersa. ( S o b r e esta cues­
t i ó n , véase C h o m s k y ( 1 9 6 4 , 1 9 6 6 a) y Postal ( 1 9 6 4 b).) Al
describir el e s t u d i o de la gramática generativa, tal y c o m o se h a
venido d e s a r r o l l a n d o d u r a n t e los ú l t i m o s a ñ o s , nos parece más

28
e x a c t o hacerlo f u n d a m e n t a l m e n t e c o m o la c o n t i n u a c i ó n de
u n a t r a d i c i ó n r i q u í s i m a q u e c o m o u n p u n t o de p a r t i d a c o m p l e ­
tamente nuevo.
H e m o s e s t a d o t r a b a j a n d o en esta o b r a , c o n m a y o r o m e n o r
i n t e n s i d a d , cerca de diez a ñ o s , y h e m o s p r e s e n t a d o y d i s c u t i d o
diversos aspectos de ella en distintas e t a p a s de su e l a b o r a c i ó n .
En los ú l t i m o s siete años h e m o s e s t a d o e x p o n i e n d o —uno u
otro— en n u e s t r o s cursos del M.I.T. este material. Ni u n siste­
m a de reglas de los q u e h e m o s p r o p u e s t o ha sobrevivido intac­
t o a la labor de un c u r s o e n t e r o , y n o nos c a b e la m e n o r d u d a
d e q u e el e s b o z o gramatical q u e p r e s e n t a m o s a q u í correrá la
misma s u e r t e .
Nuestras investigaciones se han desarrollado en su m a y o r
p a r t e en el Research L a b o r a t o r y of Electronics del M.I.T. y
han sido c u b i e r t a s en p a r t e p o r las s u b v e n c i o n e s de la N a t i o n a l
Science F o u n d a t i o n , y, más r e c i e n t e m e n t e , del National Insti-
t u t e of Health (subvención 1 P O l MH 1 3 3 9 0 - 0 1 ) .
Nos resultaría imposible en este m o m e n t o r e c o n o c e r con
detalle la c o n t r i b u c i ó n de n u e s t r o s e s t u d i a n t e s y colegas a la
clarificación y modificación de nuestras ideas. Nos gustaría
agradecer a R o b e r t Lees y Paul Postal sus inestimables c o m e n ­
tarios y sugerencias; a Paul Kiparsky, T h e o d o r e Lightner y
J o h n Ross las p r e g u n t a s q u e nos h a n h e c h o , y sus mismas res­
puestas o las q u e n o s h a n obligado a b u s c a r ; a Richard C á r t e r ,
S. J a y Keyser, S. Y. K u r o d a , J a m e s Sledd, Richard S t a n l e y y
R o b e r t Stockwell p o r leer y criticar varias p a r t e s del libro en
diferentes estadios de e l a b o r a c i ó n . Nos s e n t i m o s obligados c o n
Patricia Wanner, q u e mecanografió las n u m e r o s a s versiones del
m a n u s c r i t o , con Karen O s t a p e n k o , ü e b o r a h MacPhail y Mi-
chael B r a m e , q u e p r e p a r a r o n la Bibliografía y los í n d i c e s , y
con F l o r e n c e Warshawsky Harris, q u e estos d o s ú l t i m o s a ñ o s
ha d e d i c a d o la m a y o r p a r t e de su t i e m p o a corregir para la im­
p r e n t a este difícil m a n u s c r i t o , siempre i n a c a b a d o .

29
D e d i c a m o s este libro a R o m á n J a k o b s o n para celebrar,
a u n q u e c o n r e t r a s o , su s e t e n t a c u m p l e a ñ o s y expresarle nues­
tra a d m i r a c i ó n y gratitud p o r la riqueza d e su e n s e ñ a n z a y p o r
su cálida a m i s t a d , q u e d u r a n t e t a n t o s a ñ o s ha e n r i q u e c i d o
n u e s t r a s vidas.

NOAM CHOMSKY
MORRIS HALLE

30
PRIMERA PARTE
VISION DE CONJUNTO
CAPITULO I
CUADRO GENERAL

1. La gramática

El e s t u d i o descriptivo d e u n a lengua tiene p o r o b j e t o la


c o n s t r u c c i ó n de u n a gramática. P o d e m o s considerar la lengua
c o m o u n c o n j u n t o d e o r a c i o n e s , c a d a u n a d e ellas c o n u n a for­
m a fonética ideal y asociada a u n a i n t e r p r e t a c i ó n s e m á n t i c a in­
t r í n s e c a . La gramática d e la lengua es el sistema de reglas q u e
especifica esta c o r r e s p o n d e n c i a sonido-significado.
El h a b l a n t e p r o d u c e u n a señal d o t a d a de u n cierto signifi­
c a d o ; el o y e n t e recibe u n a señal y t r a t a de d e t e r m i n a r lo q u e
c o n ella se d e c í a y p r e t e n d í a . La a c t u a c i ó n del h a b l a n t e o del
o y e n t e es u n a c u e s t i ó n compleja en la q u e van i m p l í c i t o s nu­
m e r o s o s factores. Un factor f u n d a m e n t a l de la a c t u a c i ó n del
h a b l a n t e - o y e n t e es su c o n o c i m i e n t o de la gramática, q u e deter­
m i n a para cada o r a c i ó n u n a c o n e x i ó n i n t r í n s e c a e n t r e s o n i d o y
significado. A l u d i r e m o s a este c o n o c i m i e n t o —que, en su ma­
y o r p a r t e , es e v i d e n t e m e n t e inconsciente— c o m o " c o m p e t e n ­
c i a " del h a b l a n t e - o y e n t e . La c o m p e t e n c i a , en este s e n t i d o , n o
se d e b e c o n f u n d i r c o n la a c t u a c i ó n . La a c t u a c i ó n , es decir, lo
q u e hace r e a l m e n t e el h a b l a n t e - o y e n t e , n o sólo se basa en su
c o n o c i m i e n t o de la lengua, sino t a m b i é n en o t r o s m u c h o s fac­
t o r e s , c o m o p o r e j e m p l o , las limitaciones de m e m o r i a , el grado
de a t e n c i ó n , las creencias y c o n o c i m i e n t o s n o lingüísticos, e t c .
P o d e m o s considerar el e s t u d i o de la c o m p e t e n c i a c o m o el estu-

33
d i o de la a c t u a c i ó n potencial de u n h a b l a n t e - o y e n t e idealizado
al q u e n o afectarían estos factores sin relevancia g r a m a t i c a l .
E s t a m o s e m p l e a n d o el t é r m i n o " g r a m á t i c a " c o n u n a ambi­
güedad sistemática. Por u n a p a r t e , este t é r m i n o hace referencia
a la t e o r í a e x p l í c i t a c o n s t r u i d a p o r el lingüista y p r o p u e s t a co­
m o la descripción d e la c o m p e t e n c i a del h a b l a n t e . Por o t r a par­
t e , e m p l e a m o s este t é r m i n o p a r a hacer referencia a esta c o m p e ­
tencia c o n s i d e r a d a en s í m i s m a . El primer uso es de í n d o l e fa­
miliar; el s e g u n d o , a u n q u e quizás sea m e n o s familiar, t a m b i é n
es a p r o p i a d o . T o d a p e r s o n a q u e ha a d q u i r i d o el c o n o c i m i e n t o
d e u n a lengua h a i n t e r i o r i z a d o u n sistema de reglas q u e deter­
m i n a las c o n e x i o n e s sonido-significado para u n n ú m e r o inde­
finido de o r a c i o n e s . Por s u p u e s t o , la p e r s o n a q u e c o n o c e per­
f e c t a m e n t e u n a lengua tiene p o c o o ningún c o n o c i m i e n t o cons­
ciente de las reglas q u e usa c o n s t a n t e m e n t e al hablar o escu­
char, escribir o leer, o en el m o n ó l o g o i n t e r n o . Este sistema de
reglas es lo q u e le p e r m i t e p r o d u c i r e i n t e r p r e t a r oraciones q u e
n u n c a antes h a e n c o n t r a d o . Con frecuencia se pasa p o r alto el
h e c h o f u n d a m e n t a l d e q u e , en el discurso n o r m a l y c o t i d i a n o ,
se e n t i e n d e n y p r o d u c e n e n u n c i a d o s nuevos sin ninguna cons-
ciencia d e su n o v e d a d , a u n q u e estos e n u n c i a d o s n o r m a l e s n o se
parezcan a los q u e han sido p r o d u c i d o s y e n c o n t r a d o s anterior­
m e n t e más q u e en c u a n t o q u e están f o r m a d o s e i n t e r p r e t a d o s
p o r la misma gramática, el m i s m o sistema interiorizado de re­
glas. Es i m p o r t a n t e recalcar q u e n o existe n i n g u n a acepción
significativa del t é r m i n o " g e n e r a l i z a c i ó n " q u e p e r m i t a describir

a. Como ya hemos señalado en el apartado 3.2. de la Introducción,


toda la escuela sociolingüística (cuyo máximo representante es W. Labov)
cuestionará esta idealización de la situación lingüística, señalando que
existen factores "no lingüísticos" (pertenencia de clase, edad, etc.) que
pueden tener relevancia gramatical. El dispositivo propuesto para dar
cuenta de estos factores es la "regla variable" (véase Weinreich, Labov y
Herzog, 1968 y Labov, 1972). (N. del T.)

34
estos e n u n c i a d o s n u e v o s c o m o generalizaciones de u n a e x p e ­
riencia previa, ni ningún s e n t i d o de la palabra " h á b i t o " m e ­
d i a n t e el cual se p u e d a describir el uso n o r m a l d e la lengua co­
m o u n t i p o d e " s i s t e m a de h á b i t o s " o u n " c o m p o r t a m i e n t o ha­
b i t u a l " . En o t r a s palabras: n o p o d e m o s caracterizar el sistema
de reglas i n t e r i o r i z a d o , r e p r e s e n t a d o m e n t a l m e n t e , q u e d e n o ­
m i n a m o s " g r a m á t i c a " m e d i a n t e ningún o t r o c o n c e p t o signifi­
cativo de la psicología.
Para resumir, p u e s , e m p l e a r e m o s el t é r m i n o " g r a m á t i c a "
para hacer referencia t a n t o al sistema de reglas r e p r e s e n t a d a s
en la m e n t e del h a b l a n t e - o y e n t e , sistema a d q u i r i d o normal­
m e n t e en la p r i m e r a infancia y utilizado en la p r o d u c c i ó n e in­
t e r p r e t a c i ó n d e e n u n c i a d o s , c o m o a la t e o r í a q u e c o n s t r u y e el
lingüista c o m o hipótesis de la gramática real interiorizada del
h a b l a n t e - o y e n t e . Si se tiene p r e s e n t e esta distinción n o surgi­
rá ninguna confusión en el e m p l e o del t é r m i n o .

2 . Los universales lingüísticos

La lingüística general i n t e n t a desarrollar u n a t e o r í a de las


lenguas naturales en c u a n t o tales, un sistema de hipótesis sobre
las p r o p i e d a d e s esenciales d e cualquier lengua h u m a n a . Estas
p r o p i e d a d e s d e t e r m i n a n la clase de las lenguas naturales posi­
bles y la clase de las gramáticas potenciales de ciertas lenguas
h u m a n a s . C o n frecuencia se alude a las p r o p i e d a d e s esenciales
de las lenguas naturales c o n el n o m b r e de "universales lingüís­
t i c o s " . Algunos universales lingüísticos a p a r e n t e s p u e d e n de­
berse ú n i c a m e n t e a u n a c c i d e n t e h i s t ó r i c o . Por ejemplo, si los
h a b i t a n t e s d e T a s m a n i a fueran los únicos supervivientes d e una
guerra del f u t u r o , t o d a s las lenguas e x i s t e n t e s t e n d r í a n la ca­
racterística de q u e el t o n o n o se e m p l e a r í a para diferenciar los
e l e m e n t o s léxicos. Los universales accidentales de este t i p o n o

35
tienen interés para la lingüística general, q u e se p r o p o n e m á s
bien caracterizar el c a m p o de las lenguas h u m a n a s posibles.
Los universales lingüísticos significativos serán aquellos de los
q u e se p u e d a s u p o n e r q u e vienen d a d o s de f o r m a i n n a t a , a
priori, a los n i ñ o s q u e a p r e n d e n u n a lengua. De las siguientes
observaciones e m p í r i c a s se d e s p r e n d e el h e c h o de q u e d e b e
existir u n rico sistema de p r o p i e d a d e s a priori, de universales
lingüísticos esenciales. T o d o n i ñ o n o r m a l a d q u i e r e u n a gramá­
tica e x t r e m a d a m e n t e c o m p l i c a d a y a b s t r a c t a , c u y a s propieda­
des están e s c a s a m e n t e d e t e r m i n a d a s p o r los d a t o s de q u e dis­
p o n e . Esta gramática se i m p l a n t a c o n gran rapidez, en u n a s
c o n d i c i o n e s q u e distan m u c h o de ser las ideales, y existe u n a
variación p o c o significativa e n t r e n i ñ o s q u e se diferencian m u ­
c h o en inteligencia y experiencia. La b ú s q u e d a d e los universa­
les lingüísticos esenciales es, de h e c h o , el e s t u d i o d e la faculté
de langage a priori q u e posibilita la adquisición del lenguaje en
b
c o n d i c i o n e s d e t e r m i n a d a s d e t i e m p o y acceso a los d a t o s .
R e s u l t a útil dividir los universales lingüísticos en d o s gran­
des c a t e g o r í a s . Para e m p e z a r , existen ciertos "universales for­
m a l e s " q u e d e t e r m i n a n la e s t r u c t u r a d e las gramáticas y la for­
m a y organización de las reglas. A d e m á s , están los "universales
s u s t a n t i v o s " q u e definen el c o n j u n t o d e e l e m e n t o s q u e p u e d e n
figurar en las gramáticas particulares. Por e j e m p l o , la t e o r í a de
la gramática generativa t r a n s f o r m a c i o n a l p r o p o n e ciertos uni­
versales formales q u e a t a ñ e n a los t i p o s de reglas q u e p u e d e n
aparecer en u n a gramática, los tipos d e e s t r u c t u r a s o b r e las q u e
éstas p u e d e n o p e r a r , y las c o n d i c i o n e s de o r d e n bajo las q u e di­
chas reglas se p u e d e n aplicar. E s t u d i a r e m o s d e t a l l a d a m e n t e es­
tas c u e s t i o n e s en relación c o n el c o m p o n e n t e fonológico de
u n a gramática generativa. De forma similar, la t e o r í a lingüística

b. En Richelle (1971) se puede encontrar la critica al innatismo


chomskiano sobre bases psicolingiiisticas. (N. del T.)

36
general p o d r í a p r o p o n e r , c o m o universales sustantivos, q u e
los e l e m e n t o s léxicos d e cualquier lengua se asignaran a catego­
rías fijas c o m o n o m b r e , verbo y adjetivo, y q u e las transcrip­
ciones fonéticas utilizaran u n c o n j u n t o particular, fijo, de ras­
gos f o n é t i c o s . En este libro t r a t a r e m o s , i g u a l m e n t e , este ú l t i m o
t e m a . N o s o c u p a r e m o s d e la t e o r í a d e los "universales fonéti­
c o s " , la p a r t e d e la lingüística general q u e especifica la clase
d e las " r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas p o s i b l e s " de las o r a c i o n e s ,
d e t e r m i n a n d o el c o n j u n t o universal d e rasgos f o n é t i c o s y las
c o n d i c i o n e s p a r a su c o m b i n a c i ó n . E n t o d a lengua, la forma fo­
nética de c a d a oración estará c o n t e n i d a en esta clase d e las re­
p r e s e n t a c i o n e s fonéticas posibles.

3 . Las representaciones fonéticas

¿ Q u é es e x a c t a m e n t e u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética? S u p o n ­
g a m o s q u e la fonética universal establece q u e los e n u n c i a d o s
son secuencias de s e g m e n t o s discretos, q u e los s e g m e n t o s son
s u b c o n j u n t o s de u n c o n j u n t o particular d e rasgos fonéticos, y
q u e las c o m b i n a c i o n e s s i m u l t á n e a s y secuenciales d e estos ras­
gos están sujetas a u n a serie d e restricciones específicas. Por
e j e m p l o , la fonética universal nos p u e d e p r o p o r c i o n a r el rasgo
" c o n s o n a n t i c o " , q u e distingue los s e g m e n t o s f o n é t i c o s [ + con­
s o n a n t i c o ! , c o m o [ p | , [ t | , [6 |, [s], [ s | , d e los s e g m e n t o s foné­
ticos [—consonantico], c o m o [ u | , [ i | , [ a | ; y el rasgo " e s t r i d e n ­
t e " , q u e distingue los s e g m e n t o s [ + e s t r i d e n t e ] , c o m o [ s | y
[s], de los s e g m e n t o s f—estridente], c o m o [ p ] , [t] y [6 |. E n t r e
las " r e s t r i c c i o n e s s i m u l t á n e a s " de la fonética universal se en­
c o n t r a r í a la c o n d i c i ó n d e q u e n i n g ú n s e g m e n t o f o n é t i c o p u d i e ­
ra ser al t i e m p o f—consonantico] y [4- e s t r i d e n t e |; el rasgo "es­
t r i d e n t e " n o p e r m i t e establecer u n a subclasificación d e n t r o d e
la c a t e g o r í a de los s e g m e n t o s [—consonantico]. E n t r e las "res-

37
tricciones s e c u e n c i a l e s " se e n c o n t r a r í a n ciertas c o n d i c i o n e s q u e
asignan u n a l o n g i t u d m á x i m a a las secuencias d e s e g m e n t o s fo­
n é t i c o s [ 4 - c o n s o n á n t i c o | , es decir, a los g r u p o s c o n s o n a n t i c o s .
Existen o t r a s restricciones, d e u n o y o t r o t i p o , q u e d e b e n sa­
0
tisfacer las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas d e t o d a l e n g u a .
Más e s p e c í f i c a m e n t e , u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética t i e n e la
f o r m a de u n a m a t r i z b i d i m e n s i o n a l , cuyas filas c o n t i e n e n los
rasgos fonéticos particulares y las c o l u m n a s los s e g m e n t o s con­
secutivos del e n u n c i a d o g e n e r a d o ; las e n t r a d a s de la matriz de­
t e r m i n a n el carácter de cada s e g m e n t o en relación a los rasgos.
E n u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética c o m p l e t a , u n a e n t r a d a d e b e r í a
r e p r e s e n t a r el grado d e i n t e n s i d a d con el q u e se p r e s e n t a u n
rasgo d a d o en u n s e g m e n t o en p a r t i c u l a r ; d e esta f o r m a , en vez
d e subdividir s i m p l e m e n t e los s e g m e n t o s en [-^estridente | y
|— e s t r i d e n t e ] , c o m o en el ejemplo a n t e r i o r , en la línea q u e
c o r r e s p o n d e al rasgo " e s t r i d e n t e " las e n t r a d a s p o d r í a n indicar
grados en u n a escala diferenciada d e " e s t r i d e n c i a " . L o s s í m b o ­
los fonéticos [ p ] , | t | , \0 |, [ i | , fu|, e t c . , son simples abreviacio­
nes informales d e ciertos c o m p l e j o s de rasgos; p o r lo t a n t o , ca­
d a u n o de estos s í m b o l o s r e p r e s e n t a u n a c o l u m n a de u n a ma­
triz del t i p o q u e a c a b a m o s de describir.
R e c a p i t u l a n d o , la r e p r e s e n t a c i ó n fonética de u n e n u n c i a d o
en u n a lengua d a d a es u n a matriz c u y a s filas llevan los n o m b r e s
de los rasgos d e la fonética universal. La g r a m á t i c a d e la lengua
asigna a esta r e p r e s e n t a c i ó n fonética u n a " d e s c r i p c i ó n estruc­
t u r a l " q u e indica c ó m o ha d e ser i n t e r p r e t a d a , i d e a l m e n t e , en

c. Se ha achacado a los estudios de fonología generativa posteriores


a esta obra el no haber profundizado en el estudio de las "restricciones
fonéticas superficiales", dispositivos que rigen la aparición superficial de
los segmentos y rasgos. Funcionarían c o m o condiciones de buena forma-
ción de la estructura fonética, pero resultarían también de utilidad para
otros problemas, como el préstamo léxico, etc. Véase Shibatani (1973).
(N.del T.)

38
esta lengua. De un m o d o más general, p o d e m o s decir q u e la
gramática de cada lengua asigna u n a descripción estructural a
cada u n o de los m i e m b r o s d e la clase universal de las represen­
t a c i o n e s fonéticas posibles. Por e j e m p l o , la gramática de cada
lengua asignará descripciones e s t r u c t u r a l e s a las representacio­
1
nes fonéticas del t i p o de (1) y ( 2 ) :
(1) ilvyedradamt ('11 viendra d e m a i n " )
(2) hiylkAmftemara ("he'll come tomorrow")
[él vendrá m a ñ a n a )
La gramática del inglés asignará a (1) u n a descripción es­
t r u c t u r a l q u e i n d i q u e q u e n o es en a b s o l u t o u n a oración del
inglés, y a (2) u n a descripción e s t r u c t u r a l q u e especifique los
e l e m e n t o s q u e la c o m p o n e n en los d i s t i n t o s niveles lingüísti­
cos, su m o d o de organización, las interrelaciones de estas re­
p r e s e n t a c i o n e s a b s t r a c t a s , e t c . La gramática del francés p r o ­
p o r c i o n a r á esta i n f o r m a c i ó n r e s p e c t o a (1) y designará a (2)
c o m o n o - o r a c i ó n . M u c h o s e l e m e n t o s d e la clase d e las repre­
s e n t a c i o n e s fonéticas posibles serán designados c o m o " o r a c i o ­
nes s e m i g r a m a t i c a l e s " , mal f o r m a d a s p e r o , sin e m b a r g o , inter­
pretables p o r analogía c o n las o r a c i o n e s bien f o r m a d a s median­
2
t e procesos q u e , d e m o m e n t o , n o son bien c o n o c i d o s .

1. Omitimos muchos detalles fonéticos que se deberían especificar


en las representaciones universales, pero que no resultan pertinentes para
esta exposición. Esta será nuestra tónica general al discutir los ejemplos
concretos. En la representación (2), al igual que en otras de este capítulo,
hemos incluido el "símbolo de límite" +, que se debe considerar como la
especificación de un cierto tipo de transición entre los elementos fonéti-
cos. Sin embargo, sugeriremos más adelante que los símbolos de límite
no aparezcan en las representaciones fonéticas.
2. Sobre esta cuestión, que no volveremos a abordar, véase la sección
IV de Fodor y Katz (1964), y las páginas 1 4 8 y ss. de Chomsky (1965),
así como muchas otras referencias.

39
4 . Los componentes de una gramática

La clase de las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas es, p o r s u p u e s t o ,


infinita. De igual m o d o , la clase d e las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéti­
cas designadas c o m o o r a c i o n e s bien-formadas en cada lengua
h u m a n a es infinita. E n n i n g u n a lengua h u m a n a h a y u n l í m i t e
para el n ú m e r o de oraciones bien-formadas y q u e reciben u n a
i n t e r p r e t a c i ó n s e m á n t i c a d e a c u e r d o c o n las reglas de esta len­
gua. Sin e m b a r g o , la gramática d e cada lengua d e b e ser, eviden­
t e m e n t e , u n o b j e t o finito, realizado físicamente en u n c e r e b r o
h u m a n o finito. Por lo t a n t o , u n c o m p o n e n t e de la gramática
d e b e tener u n a p r o p i e d a d recursiva; d e b e c o n t e n e r ciertas re­
glas q u e se p u e d a n aplicar hasta el infinito, en c o m b i n a c i o n e s
y disposiciones nuevas, para generar (especificar) las descrip­
ciones e s t r u c t u r a l e s de las o r a c i o n e s . En c o n c r e t o , t o d a lengua
c o n t i e n e p r o c e s o s q u e p e r m i t e n incrustar u n a o r a c i ó n en o t r a ,
c o m o la o r a c i ó n inglesa John left [Juan se m a r c h ó ] se incrusta
en / was surprised that John left [Me s o r p r e n d i ó q u e J u a n se
m a r c h a s e ] . E s t e p r o c e s o p u e d e aplicarse i n d e f i n i d a m e n t e para
f o r m a r o r a c i o n e s de u n a complejidad arbitraria. Por e j e m p l o ,
la o r a c i ó n / was surprised that John left p u e d e incrustarse a su
vez en el c o n t e x t o Bill expected [Bill esperaba ], lo
q u e f i n a l m e n t e da, d e s p u é s q u e h a n t e n i d o lugar diversas m o d i ­
ficaciones obligatorias, Bill expected me to be surprised that
John left [Bill esperaba q u e y o m e sorprendiese de q u e J u a n se
m a r c h a r a ] . N o existe u n l í m i t e para el n ú m e r o d e aplicaciones
d e estos p r o c e s o s ; c o n cada nueva aplicación, derivamos u n a
o r a c i ó n bien f o r m a d a con u n a i n t e r p r e t a c i ó n fonética y o t r a
s e m á n t i c a definidas.
La p a r t e de la gramática q u e posee esta p r o p i e d a d recursi­
va es el " c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o " , c u y a f o r m a e x a c t a n o nos

40
3
interesa en este m o m e n t o . Sin e m b a r g o , d e b e m o s emitir cier­
tas hipótesis s o b r e los o b j e t o s a b s t r a c t o s g e n e r a d o s p o r el com­
p o n e n t e s i n t á c t i c o , es decir, s o b r e las " d e s c r i p c i o n e s sintácti­
c a s " q u e p r o d u c e la aplicación d e sus reglas.
El c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o de u n a gramática asigna a cada
o r a c i ó n u n a " e s t r u c t u r a superficial" q u e d e t e r m i n a p l e n a m e n ­
t e la f o r m a fonética d e la o r a c i ó n . T a m b i é n asigna u n a " e s t r u c ­
t u r a p r o f u n d a " m u c h o más a b s t r a c t a q u e s u b y a c e , y en p a r t e
d e t e r m i n a , a la e s t r u c t u r a superficial, p e r o q u e p o r lo d e m á s es
irrelevante para la i n t e r p r e t a c i ó n fonética, a u n q u e tiene u n a
i m p o r t a n c i a f u n d a m e n t a l para la i n t e r p r e t a c i ó n s e m á n t i c a . Es
i m p o r t a n t e r e c o r d a r q u e las e s t r u c t u r a s p r o f u n d a s son m u y
distintas de las e s t r u c t u r a s superficiales a las q u e nos limitare­
m o s y q u e p r o p o r c i o n a n u n a gran c a n t i d a d d e i n f o r m a c i ó n q u e
n o está p r e s e n t e en las e s t r u c t u r a s de superficie.
En r e s u m e n , la gramática c o n t i e n e u n c o m p o n e n t e sintácti­
co q u e es u n sistema finito de reglas q u e generan u n n ú m e r o
infinito d e descripciones sintácticas d e las o r a c i o n e s . Cada u n a
d e estas descripciones sintácticas c o n t i e n e u n a e s t r u c t u r a p r o ­
funda y u n a e s t r u c t u r a superficial q u e está d e t e r m i n a d a en par­
t e p o r la e s t r u c t u r a p r o f u n d a q u e la s u b y a c e . El c o m p o n e n t e
s e m á n t i c o d e la gramática es u n sistema d e reglas q u e asigna
u n a i n t e r p r e t a c i ó n s e m á n t i c a a cada descripción sintáctica ba­
s á n d o s e , s o b r e t o d o , en la e s t r u c t u r a p r o f u n d a y t e n i e n d o en
d
c u e n t a quizás ciertos a s p e c t o s de la e s t r u c t u r a s u p e r f i c i a l . El
c o m p o n e n t e fonológico de la gramática asigna u n a interpreta-

3. Para una discusión reciente sobre el tema, cf. Katz y Postal (1964)
y Chomsky (1965).
d. El estudio de fenómenos como el foco y la presuposición ha con-
ducido a Chomsky (1970) a considerar que la estructura superficial pue-
de influir en la interpretación semántica. Esta revisión de la teoría de As­
pectos... es lo que se ha dado en llamar "teoría estándar extendida" (N.
del T.)

41
ción fonética a la descripción sintáctica b a s á n d o s e , hasta d o n ­
d e s a b e m o s , s o l a m e n t e en las p r o p i e d a d e s de la e s t r u c t u r a su­
perficial. La descripción estructural q u e la gramática asigna a
u n a oración consiste en su descripción sintáctica c o m p l e t a , así
c o m o en las r e p r e s e n t a c i o n e s s e m á n t i c a y fonética asociadas.
D e esta f o r m a la gramática genera u n n ú m e r o infinito de ora­
ciones, cada u n a de las cuales tiene u n a r e p r e s e n t a c i ó n semán­
tica y f o n é t i c a ; define u n a c o r r e s p o n d e n c i a sonido-significado
infinita p o r m e d i o del c o m p o n e n t e sintáctico a b s t r a c t o y de
las e s t r u c t u r a s q u e éste genera.
N o n o s o c u p a r e m o s de las e s t r u c t u r a s p r o f u n d a s y d e las
reglas q u e las g e n e r a n , ni d e las reglas q u e las relacionan c o n las
e s t r u c t u r a s d e superficie, o q u e asignan i n t e r p r e t a c i o n e s semán­
ticas a las descripciones sintácticas. L i m i t a r e m o s nuestra aten­
ción a las e s t r u c t u r a s d e superficie, a las r e p r e s e n t a c i o n e s foné­
ticas y a las reglas q u e asignan u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética
(quizás varias r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas, caso de q u e exista va­
6
riación libre) a cada e s t r u c t u r a de superficie *.

5. Las estructuras de superficie

Las e s t r u c t u r a s de superficie q u e genera el c o m p o n e n t e


s i n t á c t i c o tienen las siguientes características. Cada u n a de
ellas está c o m p u e s t a p o r u n a secuencia de e l e m e n t o s m í n i m o s
q u e l l a m a r e m o s " f o r m a n t e s " . Cada f o r m a n t e se asigna a varias
categorías q u e d e t e r m i n a n su forma a b s t r a c t a s u b y a c e n t e , las

e. En realidad, cada vez parece más discutible el concepto de "varia-


,
ción libre \ Las distintas realizaciones fonéticas que pueden aparecer a
partir de una misma estructura profunda se deben siempre a factores esti-
lísticos, de contexto conversacional, o de tipo social. Precisamente las
"reglas variables" de Labov apuntan a este tipo de variación condiciona-
da. (N. del T.)

42
funciones sintácticas q u e p u e d e c u m p l i r , y sus p r o p i e d a d e s se­
m á n t i c a s . Por e j e m p l o , el f o r m a n t e boy [ m u c h a c h o ] p e r t e n e c e
a la c a t e g o r í a d e los e l e m e n t o s q u e p r e s e n t a n u n a oclusiva so­
4
n o r a i n i c i a l , a la c a t e g o r í a " n o m b r e " , a la c a t e g o r í a " a n i m a ­
d o " , a la c a t e g o r í a " m a c h o " , e t c . Esta i n f o r m a c i ó n sobre los
f o r m a n t e s v e n d r á r e p r e s e n t a d a en un " l e x i c ó n " , q u e f o r m a
p a r t e del c o m p o n e n t e sintáctico d e la gramática. La organiza­
ción del lexicón n o nos interesa a q u í ; ú n i c a m e n t e s u p o n d r e ­
m o s q u e en la e s t r u c t u r a de superficie está r e p r e s e n t a d a la
categorización c o m p l e t a de cada f o r m a n t e . De h e c h o , p o d e ­
m o s pensar q u e la e n t r a d a léxica d e u n f o r m a n t e n o es m á s
q u e u n a lista de las categorías a las q u e p e r t e n e c e . Estas ca­
tegorías se d e n o m i n a n a veces " r a s g o s " . En lo q u e sigue ha­
r e m o s referencia a los rasgos fonológicos, sintácticos y semán­
ticos.
La e s t r u c t u r a de superficie d e b e indicar c ó m o se subdivide
en " s i n t a g m a s " la secuencia de f o r m a n t e s , siendo cada sintag­
m a u n a subsecuencia c o n t i n u a de la secuencia de f o r m a n t e s .
El análisis en sintagmas d e la secuencia s u p o n e u n a " p a r e n t i -
f
zación p r o p i a " ; con esto q u e r e m o s decir q u e los sintagmas só­
lo se p u e d e n solapar en el caso de q u e u n o esté c o n t e n i d o en
o t r o . De esta forma, si A, B y C son f o r m a n t e s , la e s t r u c t u r a su­
perficial d e la secuencia ABC n o p u e d e especificar AB y BC co­
m o sintagmas, p o r q u e la secuencia se p u e d e p a r e n t i z a r ((AB)C)
o (A(BC)), p e r o n o d e los d o s m o d o s al t i e m p o .

4. Esta representación subyacente es abstracta en un sentido que


describiremos detalladamente más adelante. Por ejemplo, aunque el for-
mante boy se representa siempre fonéticamente con una vocal posterior,
en SPE presentamos pruebas de que en la estructura de superficie —es de-
cir, antes de la aplicación de las reglas fonológicas— se debería represen-
tar con una vocal anterior.
f. Encesta traducción empleamos el término "parentización" con un
sentido amplio, de modo que incluya tanto el uso de paréntesis () como
de corchete [ ] . (N. del T.)

43
A d e m á s , los sintagmas e s t á n asignados a ciertas c a t e g o r í a s ,
y esta i n f o r m a c i ó n se p u e d e r e p r e s e n t a r e t i q u e t a n d o los parén­
tesis. T o m e m o s , p o r e j e m p l o , la o r a c i ó n ( 3 ) :

(3) we established telegraphic communication


[ E s t a b l e c i m o s c o m u n i c a c i ó n telegráfica]

E n ( 3 ) , la secuencia s u b y a c e n t e a we se asigna a la m i s m a cate­


g o r í a q u e la secuencia s u b y a c e n t e a telegraphic communication,
es decir, a la c a t e g o r í a " s i n t a g m a n o m i n a l " . D e f o r m a similar,
los o t r o s sintagmas se asignan a ciertas c a t e g o r í a s universales.
P a r t i r e m o s de la hipótesis e m p í r i c a de q u e la e s t r u c t u r a su­
perficial de u n a oración es p r e c i s a m e n t e la p a r e n t i z a c i ó n p r o p i a
de u n a secuencia de f o r m a n t e s , c u y a s subsecuencias p a r e n t i z a -
zadas (los sintagmas) se asignan a c a t e g o r í a s p e r t e n e c i e n t e s a u n
c i e r t o c o n j u n t o universal fijo d e c a t e g o r í a s . La secuencia c o m p l e ­
ta se asigna a la c a t e g o r í a " o r a c i ó n " ( 0 ) ; los o t r o s sintagmas t a m ­
bién se asignan a las c a t e g o r í a s d a d a s p o r la t e o r í a lingüística
general, c o m o " s i n t a g m a n o m i n a l " (SN) y " s i n t a g m a v e r b a l "
( S V ) . Estas c a t e g o r í a s universales son c o m p a r a b l e s a las catego­
rías fonéticas (oclusión bilabial, articulación anterior, etc.)
p r o p o r c i o n a d a s p o r la t e o r í a fonética universal. C o m o señala­
m o s antes, las c a t e g o r í a s d e la t e o r í a fonética universal deter­
m i n a n u n a cierta clase infinita d e r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas
posibles de la q u e se e x t r a e n las formas fonéticas de las oracio­
nes d e cualquier lengua h u m a n a . De f o r m a parecida, el conjun­
t o universal d e categorías sintagmáticas (SN, SV, e t c . ) , j u n t o
c o n las c a t e g o r í a s léxicas universales ( n o m b r e , v e r b o , adjetivo)
y los rasgos léxicos universales q u e definen la clase de "for­
m a n t e s p o s i b l e s " , n o s p r o p o r c i o n a u n a clase infinita de estruc­
t u r a s superficiales posibles, a la q u e p e r t e n e c e n las e s t r u c t u r a s
superficiales d e las o r a c i o n e s d e cualquier lengua. En o t r a s pa­
labras, la lingüística general d e b e dar definiciones i n d e p e n -

44
dientes de t o d a lengua particular para las n o c i o n e s " r e p r e s e n t a ­
ción fonética p o s i b l e " y " e s t r u c t u r a superficial p o s i b l e " . La
gramática d e cada lengua relaciona de u n m o d o específico las
representaciones fonéticas c o n las e s t r u c t u r a s superficiales; y,
a d e m á s , relaciona las e s t r u c t u r a s superficiales c o n las profun­
das, e, i n d i r e c t a m e n t e , c o n las i n t e r p r e t a c i o n e s s e m á n t i c a s , d e
u n a f o r m a q u e está m á s allá del m a r c o del p r e s e n t e e s t u d i o .
Para d a r u n ejemplo c o n c r e t o , la gramática del inglés p o ­
d r í a asignar a la o r a c i ó n (3) u n a e s t r u c t u r a superficial q u e se
5
pudiera r e p r e s e n t a r bajo las formas equivalentes (4) y ( 5 ) :

(4)
o

SN SV

N V SN

N V

TEMA

+ we + + establish + + pas. + + tele -)—\-graph++«H—h communicate-^ -\-ion-\-

5. De nuevo (cf. la nota 1) omitimos los detalles que no resultan per-


tinentes. Para los propósitos de este ejemplo suponemos que los forman-
tes son we, establish, pasado, lele, graph, ic, communicate, ion. El nudo
etiquetado como A representa la categoría léxica "adjetivo"; todas las
demás ya han sido mencionadas antes.

45
( 5
) Í O I S N I N + ^ + I N lsN[svlv[v + e s í a b
^ s / ?
\] +pasado
w

+
]v[sN[A[N- ^ [ T E M A S ^ + |
f í +
] + / c +
+ r
T E M A N

]A[NW + lv
+communícate
l N LsN Isv lo + / o n +

La i n t e r p r e t a c i ó n del dispositivo n o t a c i o n a l utilizado en


(4) y (5) d e b e r í a ser e v i d e n t e . Estas r e p r e s e n t a c i o n e s indican
q u e el f o r m a n t e we es al t i e m p o u n N y u n SN, el f o r m a n t e es­
tablish u n V, la secuencia de f o r m a n t e s tele graph u n N, la
secuencia de f o r m a n t e s tele graph ic communicate ion u n SN,
6
la secuencia e n t e r a u n a O, e t c . A d e m á s , c a d a f o r m a n t e se
analiza en u n c o n j u n t o d e categorías e n t r e c r u z a d a s , d e u n m o ­
do q u e especificaremos más a d e l a n t e c o n m a y o r detalle. El
s í m b o l o + r e p r e s e n t a el l í m i t e d e f o r m a n t e q u e , p o r conven­
ción, m a r c a a u t o m á t i c a m e n t e el principio y el fin d e cada for­
mante.

5 . 1 . REPRESENTACIÓN LÉXICA
Y REPRESENTACIÓN FONOLÓGICA.

R e c a p i t u l e m o s : para la descripción d e la e s t r u c t u r a fónica


d e u n a lengua, s u p o n e m o s u n a gramática con u n c o m p o n e n t e
si ntáctico q u e asigne a c a d a o r a c i ó n u n a e s t r u c t u r a d e superfi­
cie c o m o la de (4)—(5), es decir, la p a r e n t i z a c i ó n p r o p i a eti­
q u e t a d a de u n a secuencia de f o r m a n t e s . A q u í n o s o c u p a r e m o s
p r i n c i p a l m e n t e del " c o m p o n e n t e f o n o l ó g i c o " , es decir, el siste­
m a de reglas q u e se aplica a u n a e s t r u c t u r a superficial y le asig­
n a u n a cierta r e p r e s e n t a c i ó n fonética p e r t e n e c i e n t e a la clase
universal e x t r a í d a d e la t e o r í a lingüística general. E n c o n c r e t o ,
las reglas fonológicas del inglés d e b e n asignar a la e s t r u c t u r a su-

6. Dado que en las representaciones como (4) las etiquetas categoria-


les están situadas sobre los elementos de la secuencia que pertenecen a di-
chas categorías, se habla con frecuencia de categorías que "domi-
nan" a una secuencia o a una de sus partes. De esta forma, diremos indis-
tintamente que we "es un" N o que "está dominado por" N .

46
perficial (4)—(5) u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética b a s t a n t e parecida
a (6):

(6) wiyast^eblist+télagraefik+kamyüwnakéysen

La r e p r e s e n t a c i ó n fonética (6), q u e c o r r e s p o n d e a la estruc­


tura superficial s u b y a c e n t e (4)—(5), es u n a matriz de rasgos del
tipo q u e a n t e s describimos. En la e s t r u c t u r a superficial, los for­
m a n t e s individuales ( p o r e j e m p l o , los f o r m a n t e s léxicos we, es-
tablish, tele, graph, communicate, e t c . , y los f o r m a n t e s gra­
maticales pasado, ic, ion) se r e p r e s e n t a r á n c o m o m a t r i c e s abs­
tractas d e rasgos, r e p r e s e n t a c i ó n sobre la q u e d e b e m o s decir
algunas palabras. Distinguiremos e n t r e " r e p r e s e n t a c i o n e s léxi­
c a s " y " r e p r e s e n t a c i o n e s f o n o l ó g i c a s " . E m p l e a r e m o s el térmi­
n o " r e p r e s e n t a c i ó n l é x i c a " para hacer referencia a los forman­
tes d a d o s d i r e c t a m e n t e p o r el lexicón, es decir, los f o r m a n t e s
léxicos y ciertos f o r m a n t e s gramaticales q u e p u e d e n aparecer
en las e n t r a d a s léxicas. P u e d e h a b e r o t r o s f o r m a n t e s gramatica­
les q u e vengan i n t r o d u c i d o s d i r e c t a m e n t e p o r las mismas reglas
sintácticas. A s í , las reglas sintácticas y el lexicón p r o p o r c i o n a n
para cada e n u n c i a d o , de u n a m a n e r a q u e n o nos interesa a q u í ,
una r e p r e s e n t a c i ó n en forma de secuencia de f o r m a n t e s con es­
t r u c t u r a superficial.
Sin e m b a r g o , es preciso señalar q u e la e s t r u c t u r a superficial
debe cumplir d o s c o n d i c i o n e s i n d e p e n d i e n t e s : primera, d e b e
ser a p r o p i a d a para las reglas de i n t e r p r e t a c i ó n fonológica; se­
g u n d a , d e b e ser " m o t i v a d a s i n t á c t i c a m e n t e " , es decir, d e b e re­
sultar de la aplicación de reglas sintácticas m o t i v a d a s i n d e p e n ­
d i e n t e m e n t e . De este m o d o , t e n e m o s d o s c o n c e p t o s de estruc­
t u r a superficial: e n t r a d a (input) del c o m p o n e n t e fonológico y
salida (output) del c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o . La coincidencia de
estos d o s c o n c e p t o s es u n a cuestión e m p í r i c a . De h e c h o , coin­
ciden en u n grado m u y significativo, p e r o t a m b i é n existen cier-

47
tas discrepancias. Estas discrepancias, algunas de las cuales dis­
c u t i r e m o s m á s a d e l a n t e , indican q u e la gramática d e b e c o n t e ­
ner ciertas reglas q u e hagan q u e las e s t r u c t u r a s de superficie ge­
neradas p o r el c o m p o n e n t e sintáctico a d q u i e r a n u n a forma
a p r o p i a d a para su utilización en el c o m p o n e n t e fonológico. En
c o n c r e t o , si u n a e x p r e s i ó n lingüística alcanza u n cierto grado
de c o m p l e j i d a d , se dividirá en d o s p a r t e s sucesivas q u e d e n o m i ­
n a r e m o s " s i n t a g m a s f o n o l ó g i c o s " , cada u n o d e los cuales será
el d o m i n i o m á x i m o de los procesos fonológicos. En los casos
sencillos, la t o t a l i d a d de la oración es u n solo sintagma fonoló­
g i c o ; en los casos m á s complejos, la o r a c i ó n p u e d e ser analiza­
da de n u e v o c o m o u n a secuencia de sintagmas fonológicos. El
análisis en sintagmas fonológicos d e p e n d e en p a r t e de la estruc­
t u r a sintáctica, p e r o n o tiene s i e m p r e u n a m o t i v a c i ó n sintácti­
ca en el s e n t i d o q u e a c a b a m o s d e m e n c i o n a r . Si el c o m p o n e n t e
s i n t á c t i c o se tuviera q u e relacionar con u n sistema de salida
ortográfico y n o f o n é t i c o , n o sería necesario reanalizar la ora­
ción en sintagmas fonológicos. La p e r s o n a q u e escribe, a dife­
rencia del h a b l a n t e , n o se q u e d a sin aliento y n o está sujeta a
o t r a s restricciones fisiológicas s o b r e la salida q u e requieran u n
análisis en sintagmas fonológicos.
A d e m á s del análisis en sintagmas fonológicos en los casos
c o m p l e j o s , las "reglas de r e a j u s t e " , q u e relacionan la sintaxis
c o n la fonología, i n t r o d u c e n otras modificaciones en las es­
t r u c t u r a s superficiales. En general, parece q u e estas modifica­
ciones c o m p r e n d e n la eliminación de la e s t r u c t u r a , es decir, el
b o r r a d o d e los n u d o s en las r e p r e s e n t a c i o n e s del t i p o (4) y d e
las parejas d e c o r c h e t e s en las r e p r e s e n t a c i o n e s del t i p o ( 5 ) .
Las r a z o n e s de esto se p u e d e n imaginar fácilmente. Siguiendo
a
los r a z o n a m i e n t o s de Miller y C h o m s k y ( 1 9 6 3 , 2 p a r t e ) , s u p o ­
n e m o s q u e la p e r c e p c i ó n p o n e en juego u n a m e m o r i a de d o s
estadios. El primer e s t a d i o es u n sistema a c o r t o plazo de capa­
cidad b a s t a n t e limitada y q u e o p e r a en t i e m p o real en el s e n t i d o

48
de q u e d e b e estar disponible para recibir la señal siguiente, y el
segundo e s t a d i o 'es u n sistema m u y a m p l i o q u e o p e r a s o b r e la
información q u e le p r o p o r c i o n a el sistema a c o r t o plazo en
t i e m p o real. El p r i m e r estadio (de plazo c o r t o ) d e b e p r o p o r c i o ­
nar u n análisis inicial d e la señal q u e b a s t e para p e r m i t i r q u e el
sistema del s e g u n d o estadio derive la e s t r u c t u r a p r o f u n d a y la
i n t e r p r e t a c i ó n s e m á n t i c a . Se p u e d e esperar q u e la lengua esté
organizada de tal m o d o q u e u n sistema d e m e m o r i a l i m i t a d a y
grandes restricciones d e acceso p u e d a analizarla m u y superfi­
cialmente en sintagmas. V o l v i e n d o al e s t u d i o de la e s t r u c t u r a
d e superficie, p a r e c e q u e el c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o d e la gramá­
tica genera u n a e s t r u c t u r a superficial X q u e las reglas d e reajus­
t e q u e m a r c a n los sintagmas fonológicos y b o r r a n la e s t r u c t u r a
convierten en u n a e s t r u c t u r a t o d a v í a m á s superficial >:' . Esta
ú l t i m a sirve e n t o n c e s d e salida al c o m p o n e n t e fonológico de la
gramática. Se p u e d e s u p o n e r q u e el p r i m e r estadio del p r o c e s o
p e r c e p t i v o implica la actualización d e £ ' a partir de la señal,
utilizando ú n i c a m e n t e la m e m o r i a restringida a c o r t o p l a z o , y
el s e g u n d o estadio p r o p o r c i o n a el análisis en ^ y la e s t r u c t u r a
p r o f u n d a s u b y a c e n t e . D e s d e este p u n t o de vista, sería n a t u r a l
s u p o n e r q u e las reglas de reajuste q u e p r o d u c e n £ ' a partir d e
X t i e n e n el objetivo de reducir la e s t r u c t u r a . I n c i d e n t a l m e n t e ,
es i n t e r e s a n t e señalar q u e las t r a n s f o r m a c i o n e s q u e crean las es­
t r u c t u r a s superficiales a partir d e las e s t r u c t u r a s p r o f u n d a s
t a m b i é n t i e n e n el efecto c a r a c t e r í s t i c o d e reducir la e s t r u c t u r a
7
e n u n s e n t i d o q u e se p u e d e p r e c i s a r .
V o l v a m o s a n u e s t r a discusión de las r e p r e s e n t a c i o n e s léxi­
cas y fonológicas. H e m o s e m p l e a d o el t é r m i n o " r e p r e s e n t a c i ó n
l é x i c a " para hacer referencia a la r e p r e s e n t a c i ó n de los f o r m a n t e s

7. Cf. Miller y Chomsky (1963). Véase también Ross (1967) para


otro tipo de observaciones acerca de la reducción de la estructura que
provocan las transformaciones.

49
q u e n o s p r o p o r c i o n a el lexicón. P e r o , c o m o y a h e m o s indi­
c a d o , las e s t r u c t u r a s generadas p o r m e d i o de la i n t e r a c c i ó n de
las reglas sintácticas y léxicas p u e d e n n o resultar apropiadas
para la aplicación de las reglas del c o m p o n e n t e fonológico. Se
d e b e n modificar p o r m e d i o de ciertas reglas d e reajuste (sobre
u n o de c u y o s t i p o s volveremos en el c a p í t u l o IV, sección 6 . 5 . ,
s e ñ a l a n d o , sin e m b a r g o , q u e n u e s t r a investigación de los efec­
t o s de la e s t r u c t u r a superficial sobre la r e p r e s e n t a c i ó n fonética
t o d a v í a n o ha a l c a n z a d o el nivel d e p r o f u n d i d a d y complejidad
8
q u e r e q u i e r e u n análisis d e t a l l a d o y formal de estos p r o c e s o s ) .
Estas reglas d e reajuste p u e d e n modificar d e algún m o d o la pa-
r e n t i z a c i ó n e t i q u e t a d a de la e s t r u c t u r a superficial. T a m b i é n
p u e d e n c o n s t r u i r nuevas matrices de rasgos para ciertas secuen­
cias d e f o r m a n t e s léxicos y gramaticales. Por t o m a r u n ejemplo
e v i d e n t e , t a n t o el verbo sing [cantar] c o m o el verbo mend [co­
rregir] aparecerán en el lexicón c o m o u n a cierta m a t r i z de ras­
gos. Si u s a m o s letras del alfabeto c o m o abreviaturas informa­
les d e ciertos complejos de rasgos, es decir, ciertas c o l u m n a s de
u n a m a t r i z , p o d e m o s r e p r e s e n t a r la e s t r u c t u r a superficial gene­
rada s i n t á c t i c a m e n t e q u e s u b y a c e a las formas sang [ c a n t a b a ] y
s n asa
mended [corregía] c o m o [ y l v * £ l v P do ] y [ [
v v v mend[y
pasado | r e s p e c t i v a m e n t e , d o n d e pasado es u n f o r m a n t e c o n
v

u n a e s t r u c t u r a de rasgos abstracta i n t r o d u c i d a p o r las reglas


sintácticas. C o m o regla general, las reglas de reajuste s u s t i t u y e n
pasado p o r d; p e r o en el caso d e sang b o r r a r í a n el e l e m e n t o pa­
s a d o , j u n t o c o n sus c o r c h e t e s e t i q u e t a d o s , y a ñ a d i r í a n a la i de
sing la especificación de u n rasgo q u e indicara q u e está sujeta a
u n a regla fonológica p o s t e r i o r q u e , e n t r e otras cosas, convierte
a la / en ce. Si d e s i g n a m o s esta nueva c o l u m n a c o m o * , las reglas
d e reajuste t e n d r í a n la f o r m a [ s * A ? g ] y | [ / ? ? e n c / | d ) ,
v v v v v v

r e s p e c t i v a m e n t e . L l a m a r e m o s a esta r e p r e s e n t a c i ó n —y en ge-

8. Véase Bierwisch (1966) para un estudio muy interesante de las re-


glas de reajuste del tipo de las que mencionamos aquí.

50
neral a las r e p r e s e n t a c i o n e s q u e crea la aplicación de las reglas
de reajuste— " r e p r e s e n t a c i ó n fonológica''^.
P o d r í a m o s h a b e r u s a d o en vez de estos t é r m i n o s o t r o s co­
m o " r e p r e s e n t a c i ó n m o r f o f o n é m i ^ a " o " r e p r e s e n t a c i ó n foné-
mica s i s t e m á t i c a " . Sin e m b a r g o , h e m o s evitado estos t é r m i n o s
p o r el s e n t i d o t é c n i c o q u e se les ha d a d o en diversas t e o r í a s
q u e se han desarrollado en la lingüística m o d e r n a sobre la es­
t r u c t u r a fónica. El t é r m i n o " r e p r e s e n t a c i ó n m o r f o f o n é m i c a "
sólo nos p a r e c e a p r o p i a d o si existe o t r o nivel d e r e p r e s e n t a c i ó n
l i n g ü í s t i c a m e n t e significativo d e u n a " a b s t r a c c i ó n " i n t e r m e d i a
e n t r e el léxico (fonológico) y el f o n é t i c o , y q u e satisface las
c o n d i c i o n e s q u e p o s t u l a la m o d e r n a lingüística e s t r u c t u r a l para
la " r e p r e s e n t a c i ó n f o n é m i c a " . C r e e m o s , sin e m b a r g o , q u e la
existencia de ese nivel n o se ha d e m o s t r a d o y q u e h a y r a z o n e s
9
de peso para d u d a r de su e x i s t e n c i a . N o volveremos a hablar
de "análisis f o n é m i c o " o d e " f o n e m a s " en este e s t u d i o , y tam­
bién evitaremos t é r m i n o s q u e , c o m o " m o r f o f o n é m i c o " , impli­
can la existencia d e u n nivel f o n é m i c o . N ó t e s e q u e n o e s t a m o s
d i r i m i e n d o u n a c u e s t i ó n t e r m i n o l ó g i c a , sino s u s t a n t i v a ; se tra­
ta d e saber si las reglas d e la gramática d e b e n t e n e r tales restric­
ciones q u e p r o p o r c i o n e n , en u n cierto estadio de la generación,
un sistema d e r e p r e s e n t a c i ó n q u e satisfaga las distintas condi­
ciones p r o p u e s t a s . Las referencias de la n o t a 9 explican n u e s t r a
posición, p o r lo q u e n o volveremos s o b r e el t e m a .

g. Existen en español ejemplos parecidos que probablemente tam-


bién se habrán de resolver mediante reglas de reajuste. La alternancia de
la vocal del tema en el perfecto de verbos como caber y tener (cupo y tu-
ÜO) hace necesario un dispositivo de tipo análogo al de los ejemplos ingle-
ses del texto. fN. del T.)
9. En distintos lugares hemos presentado nuestras razones para dudar
de la existencia de un nivel fonémico, en el sentido que se suele entender
en la lingüística moderna. Cf. Halle (1959), Chomsky (1964, 1966 b) y
Chomsky y Halle (1965), así como Postal ( 1 9 6 2 , 1 9 6 8 ) , con argumentos
que nos parecen plenamente convincentes.

51
5.2. SOBRE EL CARÁCTER ABSTRACTO
DE LAS REPRESENTACIONES LÉXICAS.

Ya h e m o s d i c h o q u e las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s , tan­
t o léxicas c o m o fonológicas, son a b s t r a c t a s c o m p a r a d a s c o n las
r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas, a u n q u e las d o s se d a n en t é r m i n o s
d e rasgos f o n é t i c o s . A c l a r a r e m o s esto m á s a d e l a n t e . Existe, sin
e m b a r g o , u n s e n t i d o m u y evidente en el q u e las representacio­
nes s u b y a c e n t e s s o n m á s a b s t r a c t a s q u e las r e p r e s e n t a c i o n e s
fonéticas. C o n s i d e r e m o s , p o r e j e m p l o , la palabra telegraph,
q u e p r e s e n t a distintas variantes en sus r e p r e s e n t a c i o n e s fonéti­
1 0
cas r e a l e s :

1 1
(7) telagráf (aislada)
(8) telagraef (en el c o n t e x t o ic; p o r ejem­
plo, telegraphic)
(9) talegraf (en el c o n t e x t o y ; p o r ejem­
plo, telegraphy)

Sin e m b a r g o , es b a s t a n t e evidente q u e esta variación fonética


n o es f o r t u i t a ; n o es del m i s m o t i p o q u e la q u e existe e n t r e / y
we [yo y n o s o t r o s ] , q u e d e p e n d e del h e c h o d e q u e we se ha
asignado e s p e c í f i c a m e n t e a la c a t e g o r í a " p l u r a l " . En la gramá­
tica inglesa, q u i t a n d o t o d a referencia específica al e l e m e n t o we,
n o hay n i n g u n a forma de predecir la f o r m a fonética de la va­
riante plural de / . Por otra p a r t e , las reglas d e la gramática inglesa
b a s t a n c i e r t a m e n t e para d e t e r m i n a r la variación fonética de te-
legraph sin m e n c i o n a r e s p e c í f i c a m e n t e este e l e m e n t o léxico,

10. Repárese en que la oración (6) tiene todavía otra representación,


a causa de las variaciones acentuales que tienen lugar en ese contexto.
11. En lo sucesivo representaremos los niveles acentuales mediante
números, representando " 1 " al acento primario, " 2 " al secundario, etc.
(Sobre este tema véase también la nota 3 del capítulo II).

52
del m i s m o m o d o q u e p u e d e n predecir la variación regular e n t r e
cat y cats [gato y g a t o s ] sin m e n c i o n a r e s p e c í f i c a m e n t e la for­
ma de plural. R e s u l t a b a s t a n t e evidente q u e la gramática ingle­
sa se c o m p l i c a p o r la variación f o r t u i t a e n t r e I y we, p e r o n o
p o r la variación t o t a l m e n t e predictible e n t r e cat y cats. D e for­
m a parecida, la gramática se c o m p l i c a r á m á s si telegraph no si­
guiera p r e c i s a m e n t e la variación de (7)—(9): si, p o r e j e m p l o ,
tuviera u n a f o r m a fonética en t o d o s los c o n t e x t o s , o si tuviera
la f o r m a (7) en el c o n t e x t o /c, (8) en el c o n t e x t o y,
y (9) aislada.
R e s u m i e n d o : la variación fonética de telegraph en ciertos
c o n t e x t o s n o es u n a p r o p i e d a d idiosincrásica de este e l e m e n t o
léxico en particular, sino q u e d e p e n d e d e u n a regla general q u e
se aplica t a m b i é n a m u c h o s o t r o s e l e m e n t o s léxicos. Las varia­
ciones regulares c o m o esta n o son c u e s t i ó n del l e x i c ó n , q u e só­
lo d e b e r í a c o n t e n e r las p r o p i e d a d e s idiosincrásicas de los ele­
m e n t o s , es decir, las p r o p i e d a d e s q u e n o se p u e d e n predecir a
partir de u n a regla general. La e n t r a d a léxica de telegraph d e b e
c o n t e n e r la suficiente i n f o r m a c i ó n p a r a q u e las reglas d e la fo­
n o l o g í a del inglés d e t e r m i n e n su forma fonética en c a d a c o n ­
t e x t o ; la e n t r a d a léxica n o d e b e indicar el efecto del c o n t e x t o
sobre la f o r m a fonética, ya q u e la variación está p l e n a m e n t e
d e t e r m i n a d a . De h e c h o , c o m o v e r e m o s , la r e p r e s e n t a c i ó n léxi­
ca de la palabra telegraph d e b e r í a ser ( 1 0 ) , d o n d e cada u n o de
los s í m b o l o s í, e,... se d e b e e n t e n d e r c o m o la abreviatura infor­
mal de u n cierto c o n j u n t o de c a t e g o r í a s fonológicas (rasgos
1 2 :
distintivos)

(10) +tele+graef+

12. Además, la entrada léxica proporcionará el resto de la informa-


ción sintáctica idiosincrásica que se representa en (4)—(5), a saber: que
graph es un tema y telegraph un nombre.

53
De esta f o r m a , la r e p r e s e n t a c i ó n léxica es a b s t r a c t a en un
s e n t i d o m u y c l a r o ; sólo se relaciona i n d i r e c t a m e n t e c o n la se­
ñal, p o r m e d i o de las reglas de i n t e r p r e t a c i ó n fonológica q u e
se aplican a ella según su r e p r e s e n t a c i ó n a b s t r a c t a i n t r í n s e c a y
las e s t r u c t u r a s superficiales en q u e aparece.
Es fácil c o n s t r u i r u n a a r g u m e n t a c i ó n análoga en relación
a la naturaleza a b s t r a c t a de las r e p r e s e n t a c i o n e s fonológicas, es
decir, aquellas r e p r e s e n t a c i o n e s q u e están d e t e r m i n a d a s p o r las
r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas m e d i a n t e la aplicación de ciertas reglas
d e reajuste (y q u e , en su m a y o r p a r t e , son, de h e c h o , idénticas
a las r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas).

5 . 3 . EL ANÁLISIS EN PALABRAS.

Hay u n a s p e c t o adicional de la e s t r u c t u r a de superficie q u e


resulta de s u m a i m p o r t a n c i a para n u e s t r a discusión. V e r e m o s
más a d e l a n t e q u e las reglas fonológicas se dividen en d o s clases
m u y diferentes. Algunas d e estas reglas se aplican l i b r e m e n t e a
los sintagmas de cualquier l o n g i t u d , hasta llegar al nivel del sin­
t a g m a f o n o l ó g i c o ; o t r a s sé aplican ú n i c a m e n t e a las palabras.
Por lo t a n t o , d e b e m o s s u p o n e r q u e la e s t r u c t u r a de superficie
de u n e n u n c i a d o p r o p o r c i o n a un análisis en secuencia de pala­
bras. Por e j e m p l o , la oración ( 3 ) , we established telegraphic
communication, será analizada p o r su e s t r u c t u r a superficial en
c u a t r o palabras sucesivas, we, establish +pasado, t ele + graph-Vic,
communicate Hon. Esta i n f o r m a c i ó n la d e b e n dar las reglas
q u e c o m p o n e n la e s t r u c t u r a superficial ( o , quizás, las reglas d e
reajuste q u e d i s c u t í a m o s a n t e s ) , ya q u e es necesaria para la
aplicación c o r r e c t a de las reglas del c o m p o n e n t e fonológico de
la gramática.
C o m o u n a p r i m e r a a p r o x i m a c i ó n al p r o b l e m a del análisis
en palabras, s u p o n g a m o s q u e c a d a c a t e g o r í a léxica (por ejem­
plo, n o m b r e , v e r b o , adjetivo) y cada c a t e g o r í a q u e d o m i n a a

54
una c a t e g o r í a léxica (por e j e m p l o , o r a c i ó n , sintagma n o m i n a l ,
sintagma verbal) lleva a u t o m á t i c a m e n t e u n s í m b o l o d e l í m i t e
# a la izquierda y a la d e r e c h a de la secuencia q u e le p e r t e n e c e
(es decir, q u e d o m i n a , en las r e p r e s e n t a c i o n e s arbóreas c o m o
(4), o q u e e n c o r c h e t a , en las r e p r e s e n t a c i o n e s e n c o r c h e t a d a s
c o m o ( 5 ) ) . D e n t r o d e esta hipótesis, r e m p l a z a m o s la represen­
t a c i ó n (4) p o r (11) y m o d i f i c a m o s (5) d e la forma c o r r e s p o n ­
diente:

(11) O

SN sv

SN
1
I I
A N

I
1 I I "
N

J
I
TEMA
I
# # #we# # # # #establish# pas.# # # #tele+graph# ic # # #communicate# ion # # # #

Provisionalmente definiremos la palabra c o m o u n a secuencia


de f o r m a n t e s ( u n o o más) d e n t r o del c o n t e x t o # # # #
1 3
y q u e n o c o n t i e n e ninguna aparición de # # . A s í , las palabras
d e ( 1 1 ) s o n we, establish # pasado, tele+graph # ic, y com-

13. Para un análisis más preciso de la noción "palabra", véase la sec-


ción 6.2 del capítulo IV.

55
municate # ion, según la c o n d i c i ó n q u e h e m o s definido ante­
r i o r m e n t e . E s t e principio se p u e d e considerar, d e m o d o provi­
sional, c o m o u n p r i n c i p i o universal para la i n t e r p r e t a c i ó n de
las e s t r u c t u r a s superficiales y, c o m o p r i m e r a a p r o x i m a c i ó n ,
funciona m u y bien. E n t r e las reglas de reajuste q u e d i s c u t i m o s
a n t e r i o r m e n t e h a b r á algunas q u e m o d i f i q u e n la r e p r e s e n t a c i ó n
p r o p o r c i o n a d a p o r este principio i n t e r p r e t a t i v o d e u n a m a n e r a
ad h o c . Por e j e m p l o , v e r e m o s q u e a u n q u e el l í m i t e #, en cuan­
t o q u e se distingue del l í m i t e de f o r m a n t e o r d i n a r i o ( q u e he­
m o s venido r e p r e s e n t a n d o c o m o + ) , es a p r o p i a d o p a r a esta­
blish # ed, se d e b e sustituir p o r el l í m i t e o r d i n a r i o d e forman­
t e en tele+graph # ic, p o r razones q u e t i e n e n q u e ver c o n la
aplicabilidad d e ciertas reglas fonéticas.
D i r e m o s para recapitular q u e las reglas de la sintaxis gene­
rarán e s t r u c t u r a s superficiales y u n principio universal d e in­
t e r p r e t a c i ó n asignará el s í m b o l o de l í m i t e # a ciertos lugares.
Las reglas d e reajuste modificarán la e s t r u c t u r a superficial de
distintas m a n e r a s ad h o c , dividiéndola en sintagmas fonológi­
cos, e l i m i n a n d o alguna e s t r u c t u r a y s u s t i t u y e n d o alguna apa­
rición de # p o r + . El o b j e t o a b s t r a c t o c o n s t r u i d o de esta for­
m a (al q u e n o s referiremos t a m b i é n c o m o " e s t r u c t u r a superfi­
c i a l " o , si es necesario ser m á s e x p l í c i t o , " e s t r u c t u r a superficial
f o n o l ó g i c a " , en oposición a la e s t r u c t u r a superficial sintáctica
generada p o r el c o m p o n e n t e sintáctico) sirve de e n t r a d a para el
c o m p o n e n t e fonológico d e la gramática, y las reglas fonológi­
cas lo t r a n s f o r m a r á n en u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética, d e u n a
f o r m a q u e especificaremos c o n detalle m á s a d e l a n t e . Ciertas re­
glas fonológicas se aplicarán sólo a las p a l a b r a s ; o t r a s serán de
aplicación libre para las secuencias de f o r m a n t e s , ya se t r a t e de
palabras o de s u b c o m p o n e n t s de u n a palabra, o de sintagmas
q u e i n c l u y e n palabras.
Para la r e p r e s e n t a c i ó n d e la e s t r u c t u r a superficial en la pre­
s e n t a c i ó n d e las reglas fonológicas n o s resultará útil el encor-

56
c h e t a m i e n t o e t i q u e t a d o , c o m o en ( 5 ) , mejor q u e los diagramas
a r b ó r e o s , c o m o los d e (4) y ( 1 1 ) . C o m o cada c a t e g o r í a léxica,
o q u e d o m i n e a u n a c a t e g o r í a léxica, tiene asociados p o r conven­
ción u n o s l í m i t e s # a d e r e c h a e izquierda, algunas veces n o ha­
r e m o s referencia a estos l í m i t e s en el e n u n c i a d o de las reglas.
Por e j e m p l o , u n a regla de la forma (12) se d e b e e n t e n d e r apli­
c a d a a la secuencia ( 1 3 ) :

(12) A-> B / X Y] v

(13) XAY # | v

La regla ( 1 2 ) dice q u e u n e l e m e n t o de t i p o A se rescribe


c o m o u n e l e m e n t o d e t i p o B c u a n d o A a p a r e c e en el c o n t e x t o
X Y (es decir, c u a n d o X está a la izquierda e Y a la dere­
cha) y c u a n d o el e l e m e n t o en c u e s t i ó n es u n v e r b o , es decir,
está d o m i n a d o p o r V o, lo q u e es igual, está e n c o r c h e t a d o p o r
[ ] . Precisaremos m á s estas especificaciones informales en el
v v

c u r s o del p r e s e n t e e s t u d i o .

6. Resumen

El c o m p o n e n t e fonológico es un sistema de reglas c o m o la


de (12) q u e relaciona las e s t r u c t u r a s superficiales c o m o la de
(11) con r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas c o m o la de ( 6 ) . A lo largo
d e n u e s t r a discusión p r o p o n d r e m o s varias hipótesis específicas
s o b r e la f o r m a e x a c t a de las r e p r e s e n t a c i o n e s t i p o ( 1 1 ) y ( 6 ) , y
t a m b i é n h a r e m o s p r o p o s i c i o n e s más específicas s o b r e el siste­
m a de reglas fonológicas q u e asignan a cada e s t r u c t u r a superfi­
cial u n a i n t e r p r e t a c i ó n fonética.
Ya h e m o s sugerido q u e u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética c o m o
(6) es en realidad u n a m a t r i z de rasgos en la q u e las filas co­
r r e s p o n d e n al c o n j u n t o restringido de categorías fonéticas

57
universales o rasgos ( s o n o r i d a d , nasalidad) y las c o l u m n a s a los
s e g m e n t o s sucesivos. Más a d e l a n t e p r o p o n d r e m o s q u e el ha­
b l a n t e y el o y e n t e c o n s t r u y e n m e n t a l m e n t e estas representa­
ciones, q u e s u b y a c e n a su a c t u a c i ó n real en el a c t o de hablar o
" c o m p r e n d e r " . T a m b i é n c o n s i d e r a r e m o s la cuestión d e la rela­
ción e n t r e estas r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas y las señales reales
del habla, así c o m o los pasos m e d i a n t e los cuales el o y e n t e po­
dría c o n s t r u i r estas r e p r e s e n t a c i o n e s c u a n d o recibe la señal
h a b l a d a . A d e m á s , h e m o s sugerido q u e cada f o r m a n t e de la es­
t r u c t u r a de superficie t a m b i é n se p u e d e r e p r e s e n t a r c o m o u n a
matriz de rasgos, i n t e r p r e t a d a de una f o r m a b a s t a n t e similar,
en la q u e las filas c o r r e s p o n d e n a las c a t e g o r í a s fonéticas y gra­
maticales universales. Sin e m b a r g o , la e s t r u c t u r a d e los forman­
tes es m u c h o más a b a s t r a c t a ; su relación c o n la señal h a b l a d a
n o es t a n directa c o m o la de la r e p r e s e n t a c i ó n fonética.
P r o p o n d r e m o s q u e las reglas del c o m p o n e n t e fonológico
tengan u n a forma fija y u n a organización específica, q u e se
apliquen de u n m o d o fijo d e t e r m i n a d o p o r la p a r e n t i z a c i ó n eti­
q u e t a d a de la e s t r u c t u r a superficial, y q u e c u m p l a n varias con­
diciones adicionales d e p e n d i e n t e s de sus relaciones formales.
P r o p o n d r e m o s t o d o lo anterior c o m o c o n d i c i o n e s universales,
c o m o a s p e c t o s de u n a t e o r í a lingüística general. T r a t a r e m o s de
m o s t r a r c ó m o se p u e d e n explicar, p o r m e d i o de estas hipótesis,
m u c h o s f e n ó m e n o s particulares de la e s t r u c t u r a fónica del in­
glés.
Después de estas observaciones sobre las hipótesis de base,
p o d e m o s a d e n t r a r n o s en el análisis de la e s t r u c t u r a fónica del
inglés y de la t e o r í a fonológica general.

58
C A P I T U L O II
ESBOZO DE LA F O N O L O G Í A INGLESA
Y DE LA TEORÍA FONOLÓGICA

1. El principio del ciclo transformacional y su aplicación a


los contornos acentuales del inglés.

A c o n t i n u a c i ó n e s t u d i a r e m o s el p r o b l e m a de c ó m o u n a es­
t r u c t u r a superficial del t i p o descrito en el c a p í t u l o anterior de­
t e r m i n a u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética.
Es bien sabido q u e el inglés tiene u n o s c o n t o r n o s prosódi­
cos c o m p l e j o s q u e c o m p r e n d e n m u c h o s niveles d e a c e n t o y de
1
t o n o , e i n t r i n c a d o s procesos de r e d u c c i ó n vocálica. Hasta de
u n e x a m e n superficial se d e s p r e n d e q u e e s t o s c o n t o r n o s vienen
d e t e r m i n a d o s de algún m o d o p o r la e s t r u c t u r a superficial del
e n u n c i a d o . A d e m á s , resulta natural s u p o n e r q u e p o r lo general
la forma fonética de u n a u n i d a d compleja (un sintagma) estará
d e t e r m i n a d a p o r las p r o p i e d a d e s i n h e r e n t e s de sus partes y p o r
la forma en q u e éstas están c o m b i n a d a s , y q u e se aplicarán re­
glas parecidas a las u n i d a d e s de los distintos niveles de c o m p l e ­
jidad. Estas observaciones sugieren u n principio general para la
aplicación de las reglas del c o m p o n e n t e fonológico, lo q u e de­
2
n o m i n a r e m o s el principio del "ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l " . Si
c o n s i d e r a m o s la e s t r u c t u r a superficial c o m o u n a p a r e n t i z a c i ó n
e t i q u e t a d a (véase la r e p r e s e n t a c i ó n (5) del c a p í t u l o I ) , s u p o n ­
d r e m o s c o m o p r i n c i p i o general q u e las reglas fonológicas se

1. Como ya advertimos en el Prólogo, no abordaremos en este estu-


dio la problemática del tono.
2. La primera formulación de este principio apareció en Chomsky,
Halle, Lukoff (1956), con una terminología ligeramente distinta pero
equivalente. Ya se ha aplicado al estudio de una serie de lenguas: francés
(Schane, 1 9 6 5 ) , ruso (Halle, 1963;Lightner, 1965 a),japonés (McCawley,
1965).

59
aplican en p r i m e r lugar a las secuencias m á x i m a s q u e n o con­
t i e n e n c o r c h e t e s , y q u e d e s p u é s q u e se aplican t o d a s las reglas
significativas se b o r r a n los c o r c h e t e s m á s i n t e r i o r e s ; e n t o n c e s ,
se vuelven a aplicar las reglas a las secuencias m á x i m a s q u e n o
c o n t i e n e n c o r c h e t e s , y tras su aplicación se s u p r i m e n de n u e v o
los c o r c h e t e s m á s interiores; y así s u c e s i v a m e n t e , hasta q u e se
alcanza el d o m i n i o m á x i m o d e los p r o c e s o s fonológicos. En
t é r m i n o s d e r e p r e s e n t a c i ó n a r b ó r e a de la e s t r u c t u r a superficial
(véase la r e p r e s e n t a c i ó n (4) del c a p í t u l o I), las reglas se aplican
a las secuencias d o m i n a d a s p o r u n d e t e r m i n a d o n u d o A sólo
c u a n d o y a se h a n aplicado a las secuencias d o m i n a d a s p o r cada
u n o d e los n u d o s d o m i n a d o s p o r A.
I l u s t r a r e m o s a c o n t i n u a c i ó n el f u n c i o n a m i e n t o real del ci­
clo t r a n s f o r m a c i o n a l p o r m e d i o d e algunos ejemplos simples.
Para e m p e z a r , está claro q u e en inglés h a y p o r lo m e n o s d o s
3
procesos d e asignación de a c e n t o . A s í , blackboard [pizarra] ,
c o n u n c o n t o r n o a c e n t u a l d e s c e n d e n t e , se d e b e distinguir de
btack bbard [tabla n e g r a ] , c o n u n c o n t o r n o a s c e n d e n t e . L o s
c o n s t i t u y e n t e s e l e m e n t a l e s , black, u n adjetivo, y board, un
n o m b r e , son los m i s m o s para los d o s casos; la diferencia está
en el m o d o en q u e se c o m b i n a n estos c o n s t i t u y e n t e s , tal y co­
m o se refleja en sus diferentes e s t r u c t u r a s superficiales, q u e

3. En la actualidad existen una serie de convenciones para represen-


tar el acento, convenciones que, al menos en parte, parecen diferir en
contenido real. En esta obra (como ya mencionamos en la nota 11 al ca-
pítulo I), en vez de los símbolos convencionales ~, \ ~ para el acento
primario, secundario, terciario y cuaternario (cero), respectivamente, uti-
lizaremos simplemente números, comenzando por el 1 para el acento pri-
mario. Repárese en que cuando los números disminuyen el acento au-
menta, lo cual reconocemos como un inconveniente de esta notación. Pa-
ra reducir al mínimo la confusión hablaremos de reforzar y debilitar los
acentos, en vez de aumentarlos y disminuirlos.

60
ofrecemos a c o n t i n u a c i ó n c o n las d o s n o t a c i o n e s del c a p í t u l o
precedente:

(1) (a) N

A Ñ

# ttblacktt tboardfrfr
[ N # [A Mlackfr ]A [ N ttboardfr ] '#
N ]N

(b) SN

A N

[ S N #[ A #black#] A [N #board§ ] N # ] SN

E n el caso ( l a ) , d o n d e el sintagma c o m p l e t o p e r t e n e c e a l a cate­


g o r í a " n o m b r e " , las reglas fonológicas d e b e n dar el c o n t o r n o
1 3 ; en el caso ( I b ) , d o n d e p e r t e n e c e a la c a t e g o r í a " s i n t a g m a
n o m i n a l " , las reglas d e b e n d a r el c o n t o r n o 2 1 . D e a c u e r d o c o n
el p r i n c i p i o del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l , las reglas se aplican e n
p r i m e r lugar a las secuencias d o m i n a d a s p o r A y N , los n u d o s
categoriales del nivel m á s bajo d e ( 1 ) ; en o t r a s palabras, las reglas
se aplican p r i m e r o a black y a board. A i s l a d a m e n t e , cada
u n a d e ellas recibiría el a c e n t o p r i m a r i o . P o r lo t a n t o , p o d e m o s
p r o p o n e r la regla:

61
(2) En los m o n o s í l a b o s , la vocal recibe el a c e n t o p r i m a r i o .

Si aplicamos esta regla a las e s t r u c t u r a s de ( 1 ) , y a c o n t i n u a ­


ción s u p r i m i m o s los c o r c h e t e s más interiores d e a c u e r d o con el
principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l , t e n d r e m o s , en la n o t a c i ó n
p a r e n t i z a d a , las r e p r e s e n t a c i o n e s (3a) y ( 3 b ) :

(3) (a) [ N #• IWacktt ffboardtt # ] N

(b) [ S N machí üboardtí é | SN

D e b e m o s aplicar a h o r a las reglas q u e debilitan el a c e n t o prima­


rio de la d e r e c h a en el caso (3a) y el de la izquierda en el caso
( 3 b ) . Por m u c h a s r a z o n e s , es necesario e n u n c i a r las reglas q u e
d e t e r m i n a n los c o n t o r n o s acentuales c o m o reglas de coloca­
ción de a c e n t o p r i m a r i o , en vez de c o m o reglas de debilitación
del a c e n t o . Por lo t a n t o , f o r m u l a r e m o s las reglas q u e se aplican
a (3) c o m o reglas q u e c o l o c a n el a c e n t o p r i m a r i o s o b r e las síla­
bas de m á s a la izquierda y más a la d e r e c h a , r e s p e c t i v a m e n t e ,
y a d o p t a m o s la siguiente c o n v e n c i ó n : cuando el acento prima­
rio se coloca en una cierta posición, entonces todos los demás
acentos de la cadena en cuestión quedan debilitados automáti­
camente en una unidad. Y ya e s t a m o s en disposición d e e n u n ­
ciar las siguientes d o s reglas:

(4) Asignar el a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e lleva el acen­


t o p r i m a r i o en el c o n t e x t o V ... ) N

(5) Asignar el a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e lleva el a c e n t o


p r i m a r i o en el c o n t e x t o V ... | S N

En las reglas (4) y (5) el s í m b o l o V r e p r e s e n t a la " v o c a l " y $


representa u n a vocal q u e lleva el a c e n t o p r i m a r i o . La barra h o ­
rizontal indica la posición del s e g m e n t o al q u e se aplica la re­
gla. A s í , la regla (4) asigna el a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e

62
lleva el a c e n t o p r i m a r i o y q u e está seguida p o r o t r a vocal q u e
lleva el a c e n t o p r i m a r i o en u n n o m b r e ; y la regla (5) asigna el
a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e lleva el a c e n t o p r i m a r i o y q u e
está precedida p o r o t r a vocal q u e lleva el a c e n t o p r i m a r i o en
u n sintagma n o m i n a l . Según la c o n v e n c i ó n e n u n c i a d a arriba, el
efecto real d e estas reglas es debilitar los o t r o s a c e n t o s en las
secuencias a las q u e se aplican. De este m o d o , a p l i c a n d o la re­
gla (4) a (3a) d e r i v a m o s la r e p r e s e n t a c i ó n ( 6 a ) , y a p l i c a n d o la
regla (5) a ( 3 b ) d e r i v a m o s la r e p r e s e n t a c i ó n ( 6 b ) :

(6) (a)##6/acfe# №oard##


(b)^^bfack^ #board#£

L l a m a r e m o s a (4) "regla de los c o m p u e s t o s " y a (5) "regla del


acento nuclear".
Es i m p o r t a n t e observar q u e las reglas (4) y (5) e m p l e a n la
p a r e n t i z a c i ó n d a d a en su e s t r u c t u r a superficial p o r su p r o p i a
o p e r a c i ó n cíclica, y q u e para aplicar c o r r e c t a m e n t e las reglas se
necesitan las e t i q u e t a s de los c o r c h e t e s , es decir, las c a t e g o r í a s
sintácticas indicadas en la e s t r u c t u r a superficial.
Para derivar el c o n t o r n o acentual de blackboard debemos
aplicar u n a regla m á s , q u e pase el a c e n t o s e c u n d a r i o de la se­
g u n d a sílaba a terciario. Este proceso se p u e d e f o r m u l a r del
siguiente m o d o ( C r e p r e s e n t a u n a secuencia d e cero o m á s
0

consonantes):

(7) Asignar el a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e lleva el a c e n t o


p r i m a r i o en el c o n t e x t o # # C VC # J
G Q N

La aplicación d e la regla (7) a (6a) da lugar a la e s t r u c t u r a


a c e n t u a l deseada 1 3 , según las c o n v e n c i o n e s establecidas a n t e ­
r i o r m e n t e ; la p r i m e r a sílaba recibe u n a c e n t o p r i m a r i o , y el
a c e n t o de la s e g u n d a sílaba se debilita a u t o m á t i c a m e n t e , pa­
s a n d o a terciario.

63
Está claro q u e t a n t o la regla de los c o m p u e s t o s c o m o la re­
gla del a c e n t o nuclear t i e n e n u n a generalidad m u c h o m a y o r de
lo q u e indica la f o r m u l a c i ó n q u e h e m o s d a d o . A s í , la regla (4)
se aplica r e a l m e n t e n o sólo a los n o m b r e s c o m p u e s t o s c o m o
blackboard, sino t a m b i é n a los adjetivos c o m p u e s t o s (hearU
-broken [ d e s c o n s o l a d o ] ) y a los verbos c o m p u e s t o s (air-condi-
tion [climatizar]). Por lo t a n t o , se d e b e e x t e n d e r a las catego­
rías léxicas en general. I g u a l m e n t e , la regla del a c e n t o nuclear
n o sólo se aplica a los sintagmas n o m i n a l e s , s i n o a cualquier
sintagma q u e n o sea u n a c a t e g o r í a léxica; p o r e j e m p l o , los sin-
2 1

tagmas verbales (read the book [leer el libro]), los sintagmas


adjetivos (eager to please [deseoso de c o m p l a c e r ] ) y a las ora-
2 1

ciones c o m p l e t a s (John left [ J o h n salió]). Por lo t a n t o , susti­


t u i r e m o s las reglas (4) y (5) p o r las f o r m u l a c i o n e s (8) y ( 9 ) :
(8) Asignar el a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e lleva el a c e n t o
p r i m a r i o en el c o n t e x t o V...] N A V

(9) Asignar el a c e n t o p r i m a r i o a u n a vocal q u e lleva el a c e n t o


p r i m a r i o en el c o n t e x t o V ]a

d o n d e ] r e p r e s e n t a u n c o r c h e t e provisto de u n a e t i q u e t a
a

cualquiera e x c e p t o N , A o V. P o d e m o s precisar la n o c i ó n de
" e x c e p t o " d e u n a forma m u y s i m p l e : c o n la c o n d i c i ó n de q u e
las reglas (8) y (9) se apliquen en el o r d e n d a d o . E n t o n c e s po­
d e m o s c o n s i d e r a r el a d e (9) c o m o u n a variable q u e d o m i n a t o ­
das las c a t e g o r í a s . Si se ha aplicado la regla ( 8 ) , la secuencia
r e s u l t a n t e sólo c o n t e n d r á u n a c e n t o p r i m a r i o y de esta forma
n o se ajustará al c o n t e x t o q u e requiere ( 9 ) . Por lo t a n t o , (9)
n u n c a se aplicará c u a n d o a ~ N , A o V.
Con las n o t a c i o n e s habituales p o d e m o s , a h o r a , f o r m u l a r la
regla de los c o m p u e s t o s y la regla del a c e n t o nuclear del si­
guiente m o d o :

64
(10) f a c e n t o 1"| lí V...] N A V V (a)

L j IU
-> [ a c e n t o 1 ] K >
v ] ) w
(a) regla de los c o m p u e s t o s
(b) regla del a c e n t o nuclear

En la regla ( 1 0 ) s u p r i m i m o s la variable a. I n t e r p r e t a m o s esta


regla c o m o u n a secuencia de d o s reglas, de a c u e r d o c o n la si­
g u i e n t e c o n v e n c i ó n , d e carácter general: u n a regla de la f o r m a
( 1 1 ) es la abreviación d e u n a sucesión d e reglas d e la forma ( 1 2 ) .

(12) X -> Y / Z x

• X -> Y / Z 2

X - Y / Z„

La regla n ú m e r o / d e ( 1 2 ) se i n t e r p r e t a d e m o d o q u e e n u n c i e
q u e t o d o s í m b o l o q u e satisfaga la c o n d i c i ó n X a d q u i e r e los
rasgos e n u m e r a d o s en Y c u a n d o se e n c u e n t r a en u n c o n t e x t o
q u e satisface la c o n d i c i ó n Z¡. De a c u e r d o c o n estas convencio­
nes, q u e i r e m o s generalizando según a v a n c e m o s , las reglas (10a)-
-(10b) t e n d r á n e x a c t a m e n t e - e l m i s m o c o n t e n i d o q u e la secuen­
cia (8)-(9).
Las reglas discutidas hasta el m o m e n t o ilustran dos obser-

65
vaciones generales q u e se h a n d e m o s t r a d o válidas en t o d o s los
e s t u d i o s serios s o b r e el p r o c e s o f o n o l ó g i c o q u e h a s t a a h o r a se
h a n r e a l i z a d o d e n t r o del m a r c o d e la g r a m á t i c a g e n e r a t i v a :

(13) S i e m p r e es p o s i b l e o r d e n a r las reglas en u n a s e c u e n c i a y


r e s p e t a r e s t r i c t a m e n t e este o r d e n a m i e n t o sin q u e r e s u l t e
n i n g u n a p é r d i d a d e generalidad si se c o m p a r a c o n u n
c o n j u n t o d e reglas o r d e n a d o según u n p r i n c i p i o d i f e r e n t e .

(14) E s t e o r d e n a m i e n t o lineal h a c e p o s i b l e f o r m u l a r princi­


p i o s g r a m a t i c a l e s q u e d e o t r a f o r m a n o se p o d r í a n ex­
4
presar c o n u n a g e n e r a l i d a d c o m p a r a b l e .

5
N i n g u n a d e estas p r o p o s i c i o n e s es cierta p o r necesidad ;

4. Veremos más adelante que la formulación de (13) y (14) precisa


de algunas modificaciones.
Las observaciones (13) y (14) están implícitas en la "Menomini Mor-
phophonemics" de Bloomfield (1939). Bever (1967) ha demostrado que
en la descripción gramatical de Bloomfield el orden tiene una profundi-
dad por lo menos de once. Esto quiere decir que de la secuencia lineal de
reglas que constituyen esta gramática se puede extraer una subsecuencia
de once reglas con la propiedad de que si se intercambian dos reglas su-
cesivas la gramática se hace más compleja. Dentro de este mismo concep-
to de profundidad del orden, en Chomsky (1951) se demuestra una pro-
fundidad, de por lo menos, veinticinco.
5. En el caso de (13) este hecho se pasa por alto algunas veces. Para
ilustrar el carácter empírico de (13), supongamos tres lenguas hipotéticas
L 1 ? L , L 3 , todas las cuales contienen los segmentos fonológicos A, B,
2

X, Y y las entradas léxicas ABY, BAX. Supongamos, además, que en to-


das estas lenguas se cumple que B se realiza como X delante de Y, y que
A se realiza como Y delante de X. Las gramáticas contendrán las reglas
(o¿) y (]3), que constituyen la forma más general de enunciar los hechos:
(a) B ~> X / Y
(/3) A -> Y / X
Supongamos ahora que las entradas léxicas ABY y BAX se realizan foné-

66
cada u n a de ellas r e p r e s e n t a u n a hipótesis i n t e r e s a n t e y, hasta
el m o m e n t o , c o n f i r m a d a e m p í r i c a m e n t e de u n a m a n e r a razo­
nable. C o n la modificación q u e ya h e m o s f o r m u l a d o c o n el

ticamente en las tres lenguas del siguiente modo:


En L 1 ABY se realiza como YXY, BAX como BYX
En L 2 ABY se realiza como AXY, BAX como XYX
En L 3 ABY se realiza c o m o AXY, BAX como BYX
Podemos dar cuenta de los fenómenos de L-^ y L permitiendo que las2

reglas (ce) y ( / 3 ) se apliquen en orden diferente: en L-^ (ce) precede a ( ) 3 ) ,


y en L ( | 3 ) precede a (ce). Así pues,
2 tendrá las derivaciones (I) para
las entradas léxicas ABY y BAX, y L tendrá las derivaciones de (II) pa-
2

ra las mismas entradas:

(I) ABY BAX


AXY por la regla (ce)
YXY BYX por la regla (0)

(II) ABY BAX


BYX por la regla ( j 3 )
AXY XYX por la regla (ce)

Por lo tanto, las lenguas hipotéticas y L confirman las generalizacio-


2

nes empíricas (13) y (14). Sin embargo, no podemos explicar de la misma


forma los fenómenos que se dan en L 3 . Como acabamos de ver, ni el or-
den (ce), ( | 3 ) , ni el orden ( | 3 ) , (ce), producen los resultados que se reque-
rían, a saber: que ABY se realice como AXY y que BAX se realice como
BYX. A pesar de todo, las reglas (ce) y (j3) enuncian los hechos del modo
más simple y general. Por lo tanto, la lengua hipotética L 3 refuta la hi-
pótesis empírica (13). De hecho, L 3 apoya una hipótesis empírica dife-
rente acerca del orden de las reglas, a saber: que las reglas no están orde-
nadas y que se aplican simultáneamente, de modo que cada derivación
consta únicamente de dos pasos. Con esta convención (que denominare-
mos de "aplicación simultánea"), tendremos la derivación (III) que pro-
duce los resultados requeridos para L 3 :

(III) ABY BAX


AXY por la regla (ce) BYX por la regla ( j 3 )

67
n o m b r e d e ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l a c e p t a r e m o s la h i p ó t e s i s em­
p í r i c a d e q u e las reglas e s t á n o r d e n a d a s l i n e a l m e n t e c o m o base
p a r a el t r a b a j o q u e p r e s e n t a m o s a q u í , y d a r e m o s m á s e j e m p l o s
e n a p o y o d e esta h i p ó t e s i s . P a r t i r e m o s , e n t o n c e s , d é l o s siguien­
tes p r i n c i p i o s :

(15) (a) Las reglas del c o m p o n e n t e f o n o l ó g i c o e s t á n o r d e ­


n a d a s l i n e a l m e n t e en u n a s e c u e n c i a R-^ ••.R •
/i

( b ) Cada regla se aplica a u n a s e c u e n c i a m á x i m a q u e


no contiene internamente corchetes.
(c) D e s p u é s d e h a b e r a p l i c a d o la regla R v o l v e m o s a
n

la regla R j .

El primero que enunció explícitamente la hipótesis de la aplicación si-


multánea fue Z. S. Harris ( 1 9 5 1 , Apéndice a § 14.32), al discutir un
ejemplo de Bloomfield (1939) en el que se aceptaba explícitamente el
enunciado (13). Lamb (1964 y otros) ha vuelto a formular varias veces
esta hipótesis, aunque introduciendo un nuevo elemento en la discusión
con su suposición de que la hipótesis de la aplicación simultánea es más
simple, en algún sentido absoluto, que la hipótesis de que las reglas se
aplican en secuencia, en un orden fijo. No vemos ninguna justificación
para estas afirmaciones a propósito de un sentido absoluto de la simplici-
dad, en este caso, y si se le pudiera dar algún sentido, no le veríamos nin-
guna pertinencia. Para nosotros este problema tiene carácter empírico; es
decir, la cuestión es saber si el caso que hemos presentado en la lengua hi-
potética L 3 realmente es representativo de los que aparecen en las len-
guas naturales. Hasta donde sabemos, esto no ocurre. Antes al contrario:
las pruebas empíricas de las reglas de las lenguas naturales están en contra
de la situación hipotética de L 3 , y por lo tanto en contra de la hipótesis
de la aplicación simultánea y a favor de las hipótesis (13) y (14). Más
adelante volveremos sobre esta cuestión. En concreto, señalaremos que
existen algunas situaciones, bien definidas desde el punto de vista formal,
en las que resulta pertinente algo parecido a la hipótesis de la aplicación
simultánea. Se trata de las reglas que cambian los valores de un rasgo
(véase el capítulo IV, secciones 3 . y 4.). Así pues, la situación es comple-
ja, pero creemos que bastante clara.
Para ampliar esta discusión, véase Chomsky ( 1 9 6 4 , 4 . 2 ; 1967) y
Chomsky y Halle (1965). [Véase también nuestra Introducción (N.de T.)J

68
(d) A m e n o s q u e intervenga la aplicación de R , , n o ?

p o d e m o s aplicar la regla R¿ d e s p u é s de q u e la re­


gla R se h a y a aplicado (j<i).
z

(e) La regla R „ es la q u e suprime los c o r c h e t e s más in­


teriores.

El efecto de estos principios u n i d o s es q u e las reglas se aplican


en secuencia lineal al sintagma m í n i m o d e la e s t r u c t u r a superfi­
cial, y luego se vuelven a aplicar en el m i s m o o r d e n al sintagma
i n m e d i a t a m e n t e m a y o r de la e s t r u c t u r a superficial, y así suce­
s i v a m e n t e . C u a n d o h a b l a m o s del principio del "ciclo transfor-
m a c i o n a l " , e s t a m o s h a c i e n d o referencia a la hipótesis e m p í r i c a
( 1 5 ) . El e n u n c i a d o del principio ( 1 5 ) t o d a v í a n o es lo suficien­
t e m e n t e preciso c o m o para resolver t o d a s las c u e s t i o n e s q u e se
p u e d a n p l a n t e a r s o b r e la aplicación d e las reglas, p o r lo q u e ire­
m o s p r e c i s a n d o y r e f i n a n d o en las páginas siguientes.
En la t e r m i n o l o g í a t é c n i c a de la t e o r í a de la gramática ge­
nerativa, la e x p r e s i ó n " t r a n s f o r m a c i ó n g r a m a t i c a l " hace refe­
rencia a u n a regla q u e se aplica a u n a secuencia de s í m b o l o s en
virtud d e alguna r e p r e s e n t a c i ó n categorial de esta secuencia.
U s a r e m o s el t é r m i n o " t r a n s f o r m a c i o n a l " p a r a hacer referencia
al principio q u e a c a b a m o s d e establecer, y a q u e las reglas del
ciclo son t r a n s f o r m a c i o n a l e s en el s e n t i d o h a b i t u a l ; es decir,
q u e su d o m i n i o d e aplicación y la m a n e r a en q u e ellas se apli­
can vienen d e t e r m i n a d o s p o r la e s t r u c t u r a sintagmática d e la se­
cuencia, y n o p o r la sucesión d e s í m b o l o s e l e m e n t a l e s de los
6
q u e se c o m p o n e la s e c u e n c i a . Más e s p e c í f i c a m e n t e , la aplica­
ción d e las reglas cíclicas n o sólo d e p e n d e d e los f o r m a n t e s de
la e s t r u c t u r a superficial s i n o t a m b i é n d e la f o r m a en q u e éstos

6. Sin embargo, las reglas implicadas aquí son transformaciones de


una clase muy restringida, la clase que Chomsky (1965) denomina de las
"transformaciones locales".

69
se agrupan en c a t e g o r í a s . Por e j e m p l o , se necesita la especifica­
ción N , A o V p a r a d e t e r m i n a r la posibilidad de aplicación d e
la regla de los c o m p u e s t o s .
Adviértase, u n a vez m á s , q u e el principio del ciclo transfor-
macional tiene u n carácter m u y n a t u r a l . L o q u e afirma, intui­
t i v a m e n t e , es q u e la f o r m a de u n a e x p r e s i ó n compleja está de­
t e r m i n a d a p o r u n c o n j u n t o fijo de procesos q u e t o m a n e n cuen­
t a la f o r m a d e sus p a r t e s . Esto es p r e c i s a m e n t e lo q u e se espe­
raría de u n principio i n t e r p r e t a t i v o q u e se aplica a los indica­
7
d o r e s s i n t a g m á t i c o s , en este caso las e s t r u c t u r a s d e s u p e r f i c i e .
V o l v i e n d o a los ejemplos reales, c o n s i d e r e m o s los sintag­
mas más complejos black board-eraser ( " b o a r d eraser t h a t is
b l a c k " ) [ b o r r a d o r negro ( " b o r r a d o r q u e es n e g r o " ) ] , blackboard
eraser ("eraser for a b l a c k b o a r d " ) [ b o r r a d o r d e pizarra ("borra­
d o r para u n a p i z a r r a " ) ] , y black board eraser ("eraser of a
black b o a r d " ) [ b o r r a d o r d e tabla negra ( " b o r r a d o r d e u n a ta­
bla n e g r a " ) ] , c o n los c o n t o r n o s acentuales 2 1 3 , 1 3 2 y 3 1 2 , res­
8
p e c t i v a m e n t e . La aplicación d e las reglas q u e h e m o s d i s c u t i d o
a las e s t r u c t u r a s superficiales de estas formas n o s p r o p o r c i o n a

7. Obsérvese que las reglas de la semántica interpretativa se deben


aplicar, en esencia, de acuerdo con el mismo principio que hemos enun-
ciado para las reglas fonológicas, como señalaron Fodor y Katz (1963)
y Katz y Postal (1964). Sin embargo, las reglas semánticas básicas se apli-
can a las estructuras profundas, y no a las de superficie. En cierto senti-
do, las reglas transformacionales de la sintaxis también se ajustan a una
condición cíclica parecida. Para una discusión sobre esta cuestión, véase
Chomsky ( 1 9 6 5 , capítulo 3).
8. Al describir los contornos de estos sintagmas los distintos fonetis-
tas podrían presentar ligeras divergencias. Más adelante volveremos sobre
la cuestión de si estas discrepancias se deben a los hechos o a las conven-
ciones utilizadas. En cualquier caso, esto tiene poca importancia de mo-
mento. Nuestras reglas se podrían modificar ligeramente de modo que se
ajustaran a decisiones distintas. Por ejemplo, una pequeña revisión de la
regla (7) daría en el último caso un contorno 3 1 3 , en vez de 312.

70
las siguientes derivaciones ( e n las q u e se h a n s u p r i m i d o t o d o s
los l í m i t e s

(16) (a)[ S N [ Wac*]


A A [
1 1 R E G L A (2)
1

2 REGLA (10a)

3 REGLA (10b)

B W a c
( ) ÍN [ N [A * l A [i¡board] N ] N [ eraser]
N N ] N

1 1 REGLA (2)
1

REGLA (10a)

REGLA (10a)

C
( ) I N I S N [p black\
í k [ board]
N N ] SN [ eraser]
N N ]
N

1 1 R E G L A (2)
1

REGLA (10b)

2 REGLA (10a)

Estas derivaciones ilustran las c o n v e n c i o n e s d e e x p o s i c i ó n q u e


utilizaremos de a h o r a e n a d e l a n t e . A c o n t i n u a c i ó n las conside­
r a r e m o s e n detalle.

71
En el caso de ( 1 6 a ) , en el primer ciclo el a c e n t o p r i m a r i o
recae s o b r e los sintagmas m í n i m o s black y board, q u e son m o ­
n o s í l a b o s y p o r lo t a n t o están sujetos a la regla ( 2 ) . T a m b i é n
en el p r i m e r ciclo, el a c e n t o p r i m a r i o recae s o b r e eraser en vir­
t u d d e u n a regla q u e t o d a v í a n o h e m o s p r e s e n t a d o . E n t o n c e s
se b o r r a n los c o r c h e t e s m á s interiores y volvemos al principio
d e la sucesión lineal d e reglas t r a n s f o r m a c i o n a l e s . La secuencia
q u e c o n s i d e r a m o s a h o r a es ( 1 7 ) , la ú n i c a secuencia m á x i m a de
( 1 6 a ) q u e , en este p u n t o de la derivación, n o c o n t i e n e c o r c h e -
tés i n t e r n o s .

(17) [ N board eraser ]N

La regla ( 1 0 a ) , la regla de los c o m p u e s t o s , es aplicable a ( 1 7 ) ,


y asigna el a c e n t o p r i m a r i o a la p r i m e r a p a l a b r a , d a n d o el con­
t o r n o a c e n t u a l 1 2 a esta secuencia, según las c o n v e n c i o n e s es­
tablecidas a n t e r i o r m e n t e . Por ser inaplicable ( 1 0 b ) , t e r m i n a m o s
este ciclo, b o r r a n d o los c o r c h e t e s más interiores. La secuencia
q u e a h o r a se considera es

1 1 2
(18) [ S N black board eraser]$N

La regla ( 1 0 a ) n o se p u e d e aplicar a esta secuencia, p o r lo q u e


p a s a r e m o s a la ( 1 0 b ) , la regla del a c e n t o nuclear, q u e asigna el
a c e n t o p r i m a r i o a board, d e b i l i t a n d o t o d o s los d e m á s a c e n t o s
de ( 1 8 ) en u n a u n i d a d . E s t o deja el c o n t o r n o 2 1 3 c o m o l í n e a
final de derivación d e ( 1 6 a ) .
La derivación ( 1 6 b ) t i e n e el m i s m o p r i m e r ciclo q u e
( 1 6 a ) , p e r o en el s e g u n d o ciclo la secuencia q u e se considera es
el n o m b r e blackboard, y n o board-eraser. L a regla de los c o m ­
p u e s t o s asigna a este ú l t i m o n o m b r e el c o n t o r n o 1 2 . Tras b o ­
rrar los c o r c h e t e s m á s interiores, c o n t i n u a m o s c o n el siguiente
ciclo, c o n s i d e r a n d o el n o m b r e blackboard eraser ( m i e n t r a s q u e

72
en el estadio análogo d e la derivación ( 1 6 a ) c o n s i d e r á b a m o s el
sintagma n o m i n a l black board-eraser). Por ser u n n o m b r e , esta
c a d e n a está sujeta a la regla d e los c o m p u e s t o s , d e m o d o q u e la
p r i m e r a palabra recibe el a c e n t o p r i m a r i o , d a n d o el c o n t o r n o
132.
C o n s i d e r e m o s a h o r a la derivación ( 1 6 c ) . El primer ciclo es
e x a c t a m e n t e el m i s m o q u e en las o t r a s d o s derivaciones de ( 1 6 ) .
Pero en el s e g u n d o ciclo n o c o n s i d e r a r e m o s el n o m b r e board-era­
ser, c o m o en ( 1 6 a ) , ni el n o m b r e blackboard, c o m o en ( 1 6 b ) ,
sino el sintagma n o m i n a l black board, q u e significa " b o a r d
t h a t is b l a c k " [tabla q u e es n e g r a ] . A este sólo se aplica la regla
del a c e n t o nuclear, q u e asigna el a c e n t o p r i m a r i o a la segunda
palabra. C o n esto acaba el s e g u n d o ciclo. En el tercer ciclo
c o n s i d e r a m o s el n o m b r e black board eraser, q u e en este esta­
dio t i e n e el c o n t o r n o 2 1 1 . A esta secuencia se aplica la regla
de los c o m p u e s t o s ( 1 0 a ) , q u e asigna el a c e n t o p r i m a r i o a la
vocal c o n a c e n t o p r i m a r i o d e m á s a la i z q u i e r d a y debilita t o ­
9
das las d e m á s . E s t o n o s p r o p o r c i o n a el c o n t o r n o d e s e a d o 3 1 2 .

9. Aunque los ejemplos (16a) y (16c) pueden parecer artificiales, no


se puede dudar de la realidad de los modelos sintácticos que ilustran.
Aparecen, por ejemplo, en sintagmas como American history-teacher, con
el significado de "American teacher of history" [profesor americano de
historia], análogo a (16c), y que también tiene el mismo contorno acen-
tual 312 (o 3 1 3 , véase la nota 8). Nuestra hipótesis es que la palabra
American recibe el acento primario sobre la segunda sílaba, aunque to-
davía no hemos dado las reglas que determinan esto. De modo parecido,
los sintagmas civil rights bill [ley sobre los derechos civiles] y excess pro­
fits tax [impuesto sobre los beneficios excesivos] son ée la forma de
(16c), mientras que uncivil game warden [guarda de caza descortés] o
excessive profits tax [impuesto excesivo sobre los beneficios] son de la
forma de (16a). Se encuentran muchos otros pares mínimos o casi mí-
nimos, por ejemplo: civil engineering student ("student of civil enginee-
ring" [estudiante de ingeniería civil] o "polite student of engineering"
[estudiante cortés de ingeniería]), small boys school ("school for small
boys" [colegio para niños pequeños) o "boys school that is small" [co-
legio de niños pequeño]).

73
Para ilustrar el ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l c o n u n ejemplo m á s ,
c o n s i d e r e m o s el sintagma n o m i n a l John 's blackboard eraser
[ b o r r a d o r d e pizarra de J o h n ] , q u e está sujeto a la siguiente de­
rivación ( d o n d e D r e p r e s e n t a la c a t e g o r í a " d e t e r m i n a n t e " ) :

(19)
U N [jyJohn s ] [ D N [ N [ black]
A A [ board]
N N ] N [ erascr] ]
N N N ] S N

1 1 1 R E G L A (2)
1

1 2 REGLA (10a)

1 3 2 R E G L A (10a)

2 1 4 3 REGLA (10b)

El sintagma blackboard eraser está sujeto a la derivación en


tres ciclos ( 1 6 b ) ; el d e t e r m i n a n t e John s recibe su a c e n t o pri­
m a r i o en el p r i m e r ciclo. En el c u a r t o ciclo la secuencia q u e se
considera es el sintagma n o m i n a l John s blackboard eraser, con
el c o n t o r n o a c e n t u a l 1 1 3 2 . La regla del a c e n t o nuclear asigna
el a c e n t o p r i m a r i o a la vocal c o n a c e n t o p r i m a r i o de m á s a la
d e r e c h a , d e b i l i t a n d o t o d o s los d e m á s , y d a n d o el c o n t o r n o
1 0
acentual 2 1 4 3 .
S u p o n g a m o s q u e el sintagma John s blackboard eraser apa­
rece en el c o n t e x t o ivas stolen [ fue r o b a d o ] . E n este
caso la secuencia está c o n s t i t u i d a p o r u n a o r a c i ó n , es decir, es­
tá limitada p o r [ ... l o - La palabra stolen recibirá el a c e n t o
0

p r i m a r i o en el p r i m e r ciclo, y John s blackboard eraser t e n d r á


la derivación ( 1 9 ) . En el ú l t i m o ciclo, a nivel d e [ ... ]Q> la 0

10. Cf. la nota 8.

74
regla del a c e n t o nuclear e m p l a z a el a c e n t o p r i m a r i o en stolen,
1 1
d a n d o John s blackboard eraser ivas s í o / e n .
S u p o n g a m o s q u e el sintagma John s blackboard eraser apa­
rece en el c o n t e x t o take [coge ], el r e s u l t a d o será u n a
oración (en este caso, u n i m p e r a t i v o ) . La palabra take recibe el
a c e n t o p r i m a r i o y John s blackboard eraser recibe el c o n t o r n o
2 1 4 3 en virtud de la derivación ( 1 9 ) . E n el estadio final del ci­
clo, la regla del a c e n t o nuclear ( 1 0 b ) asigna el a c e n t o p r i m a r i o
a black, r e s u l t a n d o el c o n t o r n o final 2 3 1 5 4 .
E s t o s ejemplos m u e s t r a n c ó m o u n a s reglas m u y simples de­
t e r m i n a n u n a s r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas complejas y variadas
c u a n d o se p r e s u p o n e el principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l ; en
o t r a s palabras, ilustran el t i p o de evidencia q u e se p u e d e ofre­
cer en a p o y o de la hipótesis de q u e el principio del ciclo trans­
formacional s u b y a c e a la i n t e r p r e t a c i ó n fonética de los e n u n ­
ciados. Obsérvese q u e n o se necesitan m á s reglas q u e las q u e
requieren los sintagmas m á s e l e m e n t a l e s . La i n t e r a c c i ó n d e es­
tas reglas en los sintagmas m á s c o m p l e j o s está d e t e r m i n a d a p o r
el principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l , q u e n o es u n a regla de
la gramática del inglés, y e s t o d e b e m o s señalarlo, s i n o u n prin­
cipio general q u e rige la aplicación de las reglas fonológicas de
cualquier gramática.
N ó t e s e q u e las reglas, tal y c o m o las h e m o s p r e s e n t a d o ,
asignan u n c o n t o r n o a c e n t u a l d i s t i n t o al sintagma John s black­
board eraser d e p e n d i e n d o d e si en la e s t r u c t u r a superficial apa­
rece en la posición d e sujeto o d e o b j e t o . En la posición de su­
j e t o , c o m o en el c o n t e x t o ivas stolen, el c o n t o r n o del sin­
tagma es 3 2 5 4 , c o n las mismas relaciones a c e n t u a l e s q u e en el

11. Cf. la nota 8. Para impedir que ivas reciba el acento primario en
virtud de la regla (2), limitaremos esta regla, c o m o primera aproximación,
a las categorías léxicas: nombre, adjetivo, verbo. Nuestra hipótesis, basa-
da sobre los hechos sintácticos, es que el auxiliar be no se introduce co-
mo miembro de una categoría léxica.

75
sintagma aislado, a u n q u e en este caso c o n los a c e n t o s debilita­
d o s en u n g r a d o . Por o t r a p a r t e , en la posición de o b j e t o , c o m o
en el c o n t e x t o take , el c o n t o r n o d e la o r a c i ó n es 3 1 5 4 ,
c u y a s relaciones i n t e r n a s son diferentes de las del sintagma ais­
l a d o . De f o r m a similar, u n a simple c o n s t r u c c i ó n d e adjetivo-
- n o m b r e c o m o sadplight [triste c o n d i c i ó n ] t e n d r á , c u a n d o esté
aislada, el c o n t o r n o 2 1 , el c o n t o r n o 3 2 en el c o n t e x t o his
shocked us [su n o s afectó |, y el c o n t o r n o 3 1 , c o n diferen­
tes relaciones i n t e r n a s , en el c o n t e x t o consider his [consi­
dera su ]. Según la e s t r u c t u r a d e la o r a c i ó n se vaya hacien­
d o m á s compleja, las relaciones acentuales i n t e r n a s de u n sin­
t a g m a de este t i p o se modificarán c o n t i n u a m e n t e . A s í , en la
o r a c i ó n my friend can ' t help being schocked at anyone who
would fail to consider his sad plight [mi amigo n o p u e d e i m p e ­
dir ser afectado p o r cualquiera q u e n o t o m e en consideración
su triste c o n d i c i ó n ] , la e s t r u c t u r a superficial indicaría q u e la
palabra plight va al final de siete sintagmas a los q u e se aplica
la regla del a c e n t o nuclear, d e forma q u e las aplicaciones suce­
sivas de esta regla d a r í a n el c o n t o r n o sad plight. Es p r o b a b l e
q u e las relaciones acentuales internas de sad plight fuesen en
este caso las mismas q u e en consider his sad plight, o incluso
q u e en sad plight aislado.
Este p r o b l e m a h a c e necesarias varias observaciones. Para
e m p e z a r , parece p r o b a b l e q u e , a n t e s de la aplicación de las re­
glas fonológicas, se d e b a n aplicar a las e s t r u c t u r a s superficiales
ciertas reglas de reajuste del t i p o q u e m e n c i o n a m o s en el c a p í ­
t u l o I, página 4 8 , c o n el o b j e t o d e b o r r a r la e s t r u c t u r a y res­
tringir el n ú m e r o de aplicaciones del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l (y,
p o r lo t a n t o , la finura de las distinciones a c e n t u a l e s ) . En segun­
d o lugar, es necesario f o r m u l a r u n principio de i n t e r p r e t a c i ó n
d e las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas q u e anule las distinciones q u e
vayan m á s allá de u n cierto grado de r e f i n a m i e n t o . En tercer
lugar, p u e d e n existir p e r f e c t a m e n t e principios adicionales q u e

76
m o d i f i q u e n la c o n v e n c i ó n de debilitar el a c e n t o c u a n d o el
a c e n t o p r i m a r i o recae s o b r e u n a c o n s t r u c c i ó n compleja. Para
t e r m i n a r , es necesario t o m a r n o t a d e las c o n s i d e r a c i o n e s s o b r e
la r e p r e s e n t a c i ó n fonética en general q u e d i s c u t i r e m o s en la si­
guiente sección.
A n t e s de a b a n d o n a r el t e m a de los c o n t o r n o s acentuales
en los sintagmas, d e b e m o s dejar b a s t a n t e claro q u e las reglas
q u e a c a b a m o s de discutir sólo d a n r e s u l t a d o s e x a c t o s c u a n d o se
t r a t a de c o n s t r u c c i o n e s m u y simples. N o h e m o s investigado el
p r o b l e m a de la d e t e r m i n a c i ó n de los c o n t o r n o s acentuales de
sintagmas c o m p l e j o s de d i s t i n t o s t i p o s s i n t á c t i c o s ; n u e s t r a in­
vestigación se ha l i m i t a d o a los p o c o s t i p o s de c o n s t r u c c i o n e s
q u e se han d i s c u t i d o en los trabajos d e fonética y de fonología
inglesa en estas ú l t i m a s d é c a d a s . De m o m e n t o , existen p o c o s
d a t o s útiles sobre las c o n s t r u c c i o n e s más complejas. Observa­
ciones c o m o las q u e h e m o s h e c h o sugieren q u e el p r o b l e m a de
e x t e n d e r esta descripción a u n a clase m á s amplia de casos p o ­
d r í a n o ser trivial. Por e j e m p l o , Stanley N e w m a n n , en su im­
p o r t a n t e a r t í c u l o s o b r e e n t o n a c i ó n inglesa ( 1 9 4 6 ) , señala q u e
en la oración he has plans to leave, el c o n t o r n o de plans to lea-
ve es a s c e n d e n t e si la o r a c i ó n significa, a p r o x i m a d a m e n t e , " h e
i n t e n d s t o l e a v e " [tiene la i n t e n c i ó n de salir], p e r o es descen­
d e n t e si el s e n t i d o es " h e has d o c u m e n t s t o l e a v e " [tiene d o c u ­
m e n t o s q u e dejar). N o está del t o d o claro q u é rasgos de la es­
t r u c t u r a sintáctica d e t e r m i n a n esta diferencia. O t r a clase de fe­
n ó m e n o s para los q u e n o hay explicación son los q u e exigen
u n a c e n t o de c o n t r a s t e (algunas veces u n c a m b i o de a c e n t o ) de­
t e r m i n a d o p o r el paralelismo s i n t á c t i c o , en oraciones c o m o he
wanted to study electrical rather than civil engineering [quería
estudiar p a r a ingeniero de electricidad y n o para ingeniero ci­
vil], o instead of encouraging the teacher to make the work in-
teresting, the school administrators actually discourage her [en
vez de a n i m a r a la m a e s t r a para q u e hiciera i n t e r e s a n t e el t r a b a j o ,

77
los a d m i n i s t r a d o r e s del colegio d e h e c h o la d e s a n i m a r o n ] . Po­
d r í a m o s citar m u c h o s o t r o s p r o b l e m a s q u e indican q u e en este
área t o d a v í a q u e d a n sin resolver m u c h a s c u e s t i o n e s de h e c h o
y , quizás, d e p r i n c i p i o .

2 . La realidad de la representación fonética

Por m e d i o del principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l , el ha­


b l a n t e , d e inglés p u e d e d e t e r m i n a r la f o r m a fonética de u n
e n u n c i a d o b a s á n d o s e en reglas c o m o la d e los c o m p u e s t o s y la
del a c e n t o nuclear, a u n en el caso de q u e u n e n u n c i a d o en par­
ticular p u e d a resultar c o m p l e t a m e n t e n u e v o para él. N o necesi­
t a t r a t a r el c o n t o r n o a c e n t u a l c o m o u n a p r o p i e d a d del e n u n ­
ciado i n d e p e n d i e n t e , en t o d o o en p a r t e , de su organización
sintáctica. N o cabe d u d a de q u e los h a b l a n t e s d e t e r m i n a n c o n
m u c h a c o h e r e n c i a los c o n t o r n o s a c e n t u a l e s y m u c h a s o t r a s
p r o p i e d a d e s fonéticas de los e n u n c i a d o s n u e v o s . Este es u n he­
c h o del q u e d e b e dar c u e n t a u n a gramática e m p í r i c a m e n t e ade­
c u a d a . En el caso del inglés p o d e m o s llegar a u n a explicación
i n c o r p o r a n d o a la gramática reglas c o m o la de los c o m p u e s t o s
y la del a c e n t o nuclear, y p o s t u l a n d o el principio del ciclo
t r a n s f o r m a c i o n a l . A n t e s d e seguir investigando c o n m a y o r de­
talle las reglas del inglés, c o n s i d e r e m o s b r e v e m e n t e la cuestión
d e c ó m o relacionar estas reglas y los principios q u e rigen su
aplicación c o n los procesos psicológicos y los h e c h o s físicos.
B a s á n d o n o s en lo q u e h e m o s sugerido hasta a h o r a p o d e ­
m o s s u p o n e r q u e las líneas siguientes r e p r e s e n t a n u n a descrip­
ción a d e c u a d a d e los p r o c e s o s d e la p e r c e p c i ó n . El o y e n t e uti­
liza ciertos indicios y previsiones para d e t e r m i n a r la e s t r u c t u r a
sintáctica y el c o n t e n i d o s e m á n t i c o de u n e n u n c i a d o . D a d a u n a
hipótesis en lo q u e respecta a su e s t r u c t u r a sintáctica - ^ o b r e
t o d o su e s t r u c t u r a superficial—, e m p l e a los principios fonoló-

78
gicos q u e c o n t r o l a p a r a d e t e r m i n a r su f o r m a fonética. La h i p ó ­
tesis se a c e p t a r á si n o se a p a r t a d e m a s i a d o del material acústi­
co, y el grado de discrepancia p e r m i t i d o variará d e a c u e r d o c o n
las c o n d i c i o n e s y c o n m u c h o s factores individuales. Si se acep­
ta esta hipótesis, lo q u e el o y e n t e " o y e " es lo q u e generan las
reglas i n t e r n a m e n t e . Es decir, " o i r á " la f o r m a fonética q u e de­
t e r m i n e n la e s t r u c t u r a sintáctica p o s t u l a d a y las reglas interna­
lizadas.
E n t r e las reglas interiorizadas h a y algunas exclusivas de la
lengua en c u e s t i ó n , y q u e se h a n a p r e n d i d o c o m o tales; existen
otras c u y o papel es s i m p l e m e n t e definir las c o n d i c i o n e s q u e
afectan al c o n t e n i d o d e la experiencia lingüística. E n este caso
sería r a z o n a b l e sugerir q u e las reglas d e los c o m p u e s t o s y del
a c e n t o nuclear se a p r e n d e n , m i e n t r a s q u e el principio del ciclo
t r a n s f o r m a c i o n a l , q u e está m á s allá d e los l í m i t e s d e cualquier
m é t o d o c o n c e b i b l e d e " a p r e n d i z a j e " , es u n a de las condicio­
nes, i n t r í n s e c a s al sistema de adquisición del lenguaje, q u e de­
t e r m i n a n la f o r m a de la lengua a d q u i r i d a . Si esta suposición es
c o r r e c t a , es d e esperar q u e el principio del ciclo transformacio­
nal sea un universal lingüístico, es decir, q u e sea c o m p a t i b l e
1 2
c o n los h e c h o s e m p í r i c o s en t o d a s las lenguas h u m a n a s ; p o r

12. En cierto sentido, un principio general se considera universal lin-


güístico si es compatible con los hechos en todas las lenguas humanas. Es-
tá claro que, como lingüistas, no nos interesan aquellos principios que,
por accidente, se convierten, en este sentido, en universales, sino aquéllos
otros que son universales para todas las lenguas humanas posibles, es de-
cir, los que son realmente condiciones previas para la adquisión del len-
guaje. (Véase sobre esta cuestión la discusión del capítulo I, sección 2.).
Estos principios, y sólo estos, son los que pueden servir para explicar y
dar cuenta de los fenómenos de las lenguas particulares. No es fácil deli-
mitar claramente ambos tipos de principios, pero esto no hace que la dis-
tinción sea menos importante.
Repárese, de pasada, en que podría haber ciertas lenguas en las que
el ciclo transformacional se aplicara en el vacío, sobre todo si en esas len-

79
o t r o l a d o , la regla de los c o m p u e s t o s y la del a c e n t o nuclear se­
r í a n , en p a r t e , particulares de u n a lengua d a d a .
N o d u d a m o s del h e c h o de q u e los c o n t o r n o s acentuales y
o t r o s f e n ó m e n o s f o n é t i c o s q u e h a n sido registrados p o r fone­
tistas c u i d a d o s o s y q u e e s t u d i a r e m o s en estas páginas, c o n s t i t u ­
y e n u n t i p o de realidad p e r c e p t u a l p a r a los q u e c o n o c e n la len­
gua en c u e s t i ó n . En realidad, lo q u e e s t a m o s sugiriendo es u n a
explicación de principio para esta c o n c l u s i ó n . U n a p e r s o n a q u e
c o n o c i e r a la lengua d e b e r í a " o í r " las formas fonéticas predi-
chas. En particular, el fonetista impresionista m e t i c u l o s o y so­
fisticado q u e c o n o c e la lengua d e b e r í a ser capaz d e llevar al ni­
vel de consciencia esta realidad p e r c e p t u a l , y t e n e m o s a b u n ­
d a n t e s p r u e b a s de q u e e f e c t i v a m e n t e son capaces de hacer es­
t o . E n t o n c e s , d a m o s p o r h e c h o q u e las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéti­
cas describen u n a realidad p e r c e p t u a l . N u e s t r o p r o b l e m a es ex­
plicar este h e c h o . Sin e m b a r g o , es preciso señalar q u e n o h a y
n a d a q u e sugiera q u e estas r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas describen
t a m b i é n con algún detalle u n a realidad física o acústica. P o r
e j e m p l o , h a y p o c a s r a z o n e s p a r a s u p o n e r q u e el c o n t o r n o acen­
tual q u e se percibe d e b a r e p r e s e n t a r alguna p r o p i e d a d física
del e n u n c i a d o p u n t o p o r p u n t o ; el h a b l a n t e q u e utiliza el prin­
cipio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l y la regla de los c o m p u e s t o s y
del a c e n t o nuclear d e b e r í a " o í r " el c o n t o r n o a c e n t u a l del e n u n ­
ciado q u e percibe y e n t i e n d e , t a n t o si éste está físicamente
p r e s e n t e en alguna f o r m a c o m o si n o . De h e c h o , la fonética ex­
p e r i m e n t a l n o p r o p o r c i o n a n i n g u n a i n f o r m a c i ó n q u e sugiera
q u e estos c o n t o r n o s están r e a l m e n t e p r e s e n t e s en t a n t o q u e
p r o p i e d a d e s físicas de los e n u n c i a d o s en t o d o s los detalles c o n

guas la estructura de superficie fuera muy simple. Asi', es de esperar que


una lengua muy aglutinante ofrezca escasas o nulas pruebas en apoyo del
principio del ciclo transformacional, al menos dentro de los límites de la
palabra. Si esto es cierto, no afectará para nada el carácter de universal
lingüístico de este principio.

80
q u e son p e r c i b i d o s . Por consiguiente, n o parece h a b e r r a z ó n
para s u p o n e r q u e u n fonetista bien e n t r e n a d o p u d i e r a d e t e c t a r
estos c o n t o r n o s c o n alguna seguridad o precisión en u n a lengua
q u e n o c o n o c e , u n a lengua en la q u e n o p u e d e d e t e r m i n a r la
e s t r u c t u r a superficial de los e n u n c i a d o s .
Este t i p o de c o n s i d e r a c i o n e s nos lleva a p o n e r en d u d a la
i m p o r t a n c i a del p r o b l e m a de saber hasta q u é p u n t o e n u n a re­
p r e s e n t a c i ó n los c o n t o r n o s a c e n t u a l e s se d e b e n diferenciar. Pa­
ra u n e n u n c i a d o c o m p l e j o q u e tenga u n a e s t r u c t u r a superficial
rica, las reglas e s b o z a d a s a n t e r i o r m e n t e c o n d u c i r á n a u n con­
t o r n o a c e n t u a l de m u c h o s niveles. La c u e s t i ó n de saber si la
r e p r e s e n t a c i ó n q u e resulta de ello es c o r r e c t a en t o d o s sus de­
talles n o p u e d e t e n e r s e n t i d o e m p í r i c o . D a d o el carácter total­
m e n t e impresionista de los juicios q u e c o m p a r a n diferentes
a c e n t o s , las decisiones s o b r e u n grado a m p l i o s o n d e escaso va­
lor. N o es s o r p r e n d e n t e q u e existan grandes dificultades en el
m a r c o de la fonética impresionista a la h o r a de d e t e r m i n a r
c u á n t o s niveles de a c e n t o se p u e d e n indicar y cuál es la distri­
b u c i ó n en e n u n c i a d o s q u e s u p e r a n u n cierto grado de compleji­
dad. La f o r m a y el grado de diferenciación de u n c o n t o r n o
a c e n t u a l están d e t e r m i n a d o s en gran p a r t e p o r reglas obligato­
rias y , p o r lo t a n t o , están bajo el nivel de la r e p r e s e n t a c i ó n sis­
t e m á t i c a m e n t e significativa. U n a vez q u e el h a b l a n t e ha selec­
c i o n a d o u n a o r a c i ó n c o n u n a e s t r u c t u r a sintáctica en particular
y ciertos e l e m e n t o s léxicos ( n o - m a r c a d o s amplia o t o t a l m e n t e
p o r el a c e n t o , c o m o v e r e m o s ) , la elección del c o n t o r n o acen­
tual n o es u n a c u e s t i ó n sujeta a u n a p o s t e r i o r decisión i n d e p e n ­
1 3
d i e n t e . Es decir, q u e el h a b l a n t e n o necesita escoger e n t r e va­
rios " f o n e m a s a c e n t u a l e s " o seleccionar u n " s u p e r f i j o " u o t r o .

13. Suponemos que la posición del acento enfático está marcada en


la estructura de superficie, y prescindimos de aquellos aspectos que he-
mos asignado a la teoría de la actuación (cf. el capítulo I, apartado 1.).

81
D e j a n d o de l a d o algunas e x c e p c i o n e s , la elección de éstos está
t a n d e t e r m i n a d a c o m o lo p u e d a estar, p o r e j e m p l o , el grado de
la aspiración. D e f o r m a parecida, u n o y e n t e q u e h a c o m p r e n d i ­
d o la e s t r u c t u r a y la c o n s t i t u c i ó n en m o r f e m a s de u n enuncia­
d o a partir de u n a m u e s t r a a p r o x i m a d a de la salida física n o
necesita prestar a t e n c i ó n a la variación a c e n t u a l , en cualquier
m e d i d a q u e ésta p u e d a ser r e a l m e n t e u n a p r o p i e d a d física del
enunciado.
P u e d e ser b a s t a n t e difícil para el u s u a r i o d e la lengua apren­
d e r a identificar d e t e r m i n a d o s rasgos f o n é t i c o s , si incluyen el
a c e n t o o el grado de aspiración (en los q u e existen sin d u d a
m u c h o s niveles, q u e las reglas generales p u e d e n predecir, al
1 4
m e n o s de u n m o d o a p r o x i m a d o ) . La a p a r e n t e facilidad c o n
la q u e los fonetistas e n t r e n a d o s en las mismas c o n v e n c i o n e s se
p u e d e n p o n e r de a c u e r d o , en u n a gran m e d i d a , en la asignación
d e c u a t r o o cinco a c e n t o s en los e n u n c i a d o s se p u e d e relacio­
nar bien con su c a p a c i d a d , en c u a n t o h a b l a n t e s de la lengua,
p a r a c o m p r e n d e r la e s t r u c t u r a sintáctica d e los e n u n c i a d o s y
asignarles u n c o n t o r n o a c e n t u a l " i d e a l " p o r m e d i o de las reglas
del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l . Este logro p u e d e t e n e r p o c o q u e
ver c o n la realidad física. Por o t r a p a r t e , esta es u n a c u e s t i ó n
1 5
q u e p o d r í a ser o b j e t o de u n a investigación e x p e r i m e n t a l .

14. Como hemos señalado, no hay ninguna prueba de tipo acústi-


co a favor de la opinión de que los contornos acentuales percibidos co-
rresponden a propiedades físicamente definibles de los enunciados. Sin
embargo, incluso si estas propiedades se manifestaran a lo largo de una
sola dimensión de la señal acústica, habría razones para dudar de que los
fonetistas las pudieran identificar. Está demostrado que, incluso en con-
diciones experimentales, en las que hay que clasificar estímulos comple-
jos según varias dimensiones, más de dos o tres distinciones en la misma
dimensión sobrepasan la capacidad perceptiva. Cf. Pollack y Ficks (1954)
y Miller (1956).
15. P. Lieberman (1965) ha demostrado que un fonetista que es capaz
de describir con gran precisión ün contorno tonal aislado, puede repre-

82
Para resumir esta discusión sobre la r e p r e s e n t a c i ó n fonéti­
ca, n o p o n e m o s en d u d a q u e las r e p r e s e n t a c i o n e s de los con­
t o r n o s acentuales y o t r o s f e n ó m e n o s predictibles parecidos co­
r r e s p o n d e n , hasta cierto p u n t o , a alguna realidad p e r c e p t u a l
q u e se p u e d e hacer c o n s c i e n t e m e d i a n t e la práctica y la aten­
c i ó n . El h e c h o de q u e los fonetistas e n t r e n a d o s en el m i s m o
sistema de c o n v e n c i o n e s p u e d a n lograr u n a c u e r d o considera­
ble al transcribir e n u n c i a d o s n u e v o s en lenguas q u e c o n o c e n es
u n a p r u e b a de la verdad d e lo a n t e r i o r . E s t o s f e n ó m e n o s de la
p e r c e p c i ó n p u e d e n ser de interés sólo e n c u a n t o p r o p o r c i o n a n
d a t o s para c o m p r o b a r las hipótesis e m p í r i c a s , c o m o el princi­
pio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l . Por c o n s i g u i e n t e , la p e r c e p c i ó n
d e los c o n t o r n o s acentuales tiene u n interés lingüístico m u y
grande p o r q u e ofrece p r u e b a s en a p o y o de esta hipótesis,
m i e n t r a s q u e el grado de aspiración n o t e n d r á interés lingüísti­
co si, c o m o p o d e m o s sospechar, está d e t e r m i n a d o p o r princi­
pios d e p o c a p r o f u n d i d a d o generalidad. A d e m á s , es p r o b a b l e
q u e la r e p r e s e n t a c i ó n de los h e c h o s p e r c e p t u a l e s está regida en
p a r t e p o r c o n v e n c i o n e s arbitrarias o p o r limitaciones cogniti-
vas irrelevantes c u a n d o se ha alcanzado u n cierto grado de
c o m p l e j i d a d . De esta f o r m a , es imposible exigir (y, para p r o p ó ­
sitos d e investigación de las e s t r u c t u r a s lingüísticas, es inútil
esperar) u n a c o r r e s p o n d e n c i a c o m p l e t a e n t r e los registros de
los fonetistas impresionistas y lo q u e p u e d e predecir u n a t e o r í a
sistemática q u e t r a t a de d a r c u e n t a de los h e c h o s p e r c e p t u a l e s
q u e s u b y a c e n a estos registros.

sentar este mismo contorno de una forma muy diferente cuando se le


presenta asociado a un enunciado de su lengua. Esto es una fuerte razón
para suponer que lo que el fonetista "oye" en los enunciados depende en
gran medida de las reglas interiorizadas que predicen la forma fonética
percibida. Para el acento se obtuvieron resultados similares.

83
3 . El ciclo transformacional en la palabra

V o l v a m o s al p r o b l e m a de la organización del c o m p o n e n t e
fonológico d e u n a gramática, y , más c o n c r e t a m e n t e , a la cues­
t i ó n de las reglas de la f o n o l o g í a inglesa. En las derivaciones
q u e d i m o s en la sección 1, n o i n d i c a m o s reglas q u e d e t e r m i n a ­
ran el lugar del a c e n t o en la palabra eraser o, más generalmen­
t e , en n i n g u n a palabra q u e n o fuera u n m o n o s í l a b o (véase la
regla ( 2 ) ) . En realidad, es evidente q u e eraser es u n a f o r m a
c o m p u e s t a del verbo erase [ b o r r a r ] y u n afijo de a g e n t e . De
esta forma, e n el nivel d o n d e se aplican las reglas fonológicas
del t i p o q u e e s t a m o s c o n s i d e r a n d o , la e s t r u c t u r a del e l e m e n t o
1 6
será algo c o m o ( 2 0 ) :

(20) [ # [ # erase #]
N v v r #]N

Si el principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l es m u y general, esta


palabra d e b e r í a t e n e r u n a derivación q u e incluyera m á s de u n
ciclo. Las reglas se d e b e r í a n aplicar en p r i m e r lugar al verbo
s u b y a c e n t e erase y a c o n t i n u a c i ó n , en el siguiente ciclo, al
n o m b r e eraser. El v e r b o erase es bisílabo y se p u e d e c o m p r o ­
bar q u e el a c e n t o recae s o b r e la segunda sílaba. C o m o aproxi­
m a c i ó n previa para la regla de c o l o c a c i ó n del a c e n t o en los ele­
m e n t o s léxicos, p o d e m o s f o r m u l a r la regla ( 2 1 ) , q u e coloca el
a c e n t o p r i m a r i o en la vocal final d e la secuencia en la q u e el
e l e m e n t o en c u e s t i ó n aparece c o m o n o m b r e , adjetivo o verbo.
El s í m b o l o C r e p r e s e n t a , c o m o a n t e s , u n a secuencia de cero o
0

más c o n s o n a n t e s .

(21) V - [acento 1 ] / X C ] G N A v

16. Para el emplazamiento de los límites # , véase el capítulo I, apar-


tado 5.3.

84
N ó t e s e q u e la regla (21) incluye a h o r a , c o m o caso particu­
lar, la regla ( 2 ) , q u e asignaba el a c e n t o p r i m a r i o a la única vo­
cal, y p o r lo t a n t o a la ú l t i m a , de u n e l e m e n t o m o n o s i l á b i c o .
De esta f o r m a , p o d e m o s prescindir de la regla ( 2 ) , y las reglas
d e asignación del a c e n t o serán la ( 2 1 ) , ( 1 0 a ) y ( 1 0 b ) (las reglas
d e los c o m p u e s t o s y del a c e n t o n u c l e a r ) , y la ( 7 ) , q u e parece
ser b a s t a n t e marginal.
Pero existe, sin e m b a r g o , u n a dificultad. Si estas reglas se
aplican en ciclo, la regla ( 2 1 ) se p o d r á aplicar a n o m b r e s c o m o
blackboard, blackboard eraser, e t c . , asignando i n c o r r e c t a m e n t e
el a c e n t o p r i m a r i o a la vocal final. Por lo t a n t o , d e b e m o s esta­
blecer ciertas restricciones s o b r e la regla ( 2 1 ) , de m o d o q u e se
elimine esta posibilidad. El m o d o m á s simple de hacer e s t o es
p o n e r la c o n d i c i ó n d e q u e la secuencia a la q u e se aplique ( 2 1 )
n o d e b e c o n t e n e r el e l e m e n t o # . Por lo t a n t o , a ñ a d i r e m o s a la
regla ( 2 1 ) la c o n d i c i ó n ( 2 2 ) :

(22) X n o c o n t i e n e n i n g u n a aparición i n t e r n a d e # .

Y u n a vez q u e la regla ( 2 1 ) s u s t i t u y a a la ( 2 ) , y a t e n e m o s
la i n f o r m a c i ó n suficiente para c o m p l e t a r las derivaciones q u e
d i m o s c o m o ejemplo de la forma de o p e r a r del ciclo transfor-
m a c i o n a l . En el primer e s t a d i o , la regla ( 2 1 ) asigna el a c e n t o
p r i m a r i o a la vocal final de c a d a u n o de los siguientes-elemen­
t o s : black, board, John, erase. El s e g u n d o ciclo será n u l o en el
caso de John s o de eraser, c u y o a c e n t o s i m p l e m e n t e se volve­
1 7
rá a asignar a la vocal a c e n t u a d a . Por lo d e m á s , las derivacio­
nes se llevan a c a b o c o m o a n t e s .

17. La razón de la inaplicabilidad de ciertas reglas en el segundo ciclo


de estas formas es en realidad muy diferente de lo que sugerimos aquí.
En ambos casos lo que bloquea la aplicación de todas las reglas fonológi-
cas que, de otra forma, serían aplicables es el límite # que precede al
afijo.

85
El ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l o p e r a d e n t r o de los l í m i t e s de la
palabra de u n m o d o m u c h o m á s a m p l i o y e x t e n s o d é lo q u e su­
gieren ejemplos c o m o los a n t e r i o r e s . En las formas derivadas
complejas, p o r e j e m p l o , parece m u y n a t u r a l s u p o n e r q u e la
f o r m a fonética de la forma plena está d e t e r m i n a d a p o r u n a re­
gla general q u e p a r t a de u n a r e p r e s e n t a c i ó n ideal de sus c o m ­
p o n e n t e s de u n a f o r m a m u y parecida a la de las c o n s t r u c c i o n e s
sintácticas. Las investigaciones realizadas en el inglés y en o t r a s
lenguas c o n f i r m a n esta s u p o s i c i ó n , y p e r m i t e n formular el
principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l en t o d a su generalidad,
aplicándolo a t o d a s las e s t r u c t u r a s superficiales, y a sean inter­
nas o e x t e r n a s a la palabra. La palabra es, c o m o v e r e m o s , u n a
unidad fonológica significativa, p e r o sus p r o p i e d a d e s únicas
n o llevan a la violación del principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o ­
nal. S u p o n d r e m o s , e n t o n c e s , q u e el ciclo o p e r a desde las uni­
d a d e s m í n i m a s incluidas en (a veces c o n s t i t u i d a s p o r ) las pala­
bras hasta el d o m i n i o m á x i m o de los p r o c e s o s fonológicos, sin
discontinuidad.

4 . La fonología segmental del inglés. Primera aproximación

H e m o s d e s c r i t o el c o m p o n e n t e fonológico c o m o u n siste­
m a d e reglas, o r g a n i z a d o de a c u e r d o c o n el principio del ciclo
t r a n s f o r m a c i o n a l , q u e convierte las e s t r u c t u r a s superficiales en
r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas, d o n d e la e s t r u c t u r a superficial es el
e n c o r c h e t a m i e n t o e t i q u e t a d o de u n a secuencia de f o r m a n t e s .
A d e m á s , h e m o s s u p u e s t o t a m b i é n q u e los f o r m a n t e s se p u e d e n
considerar secuencias c o m p u e s t a s de c o n s o n a n t e s y vocales. El
lexicón, q u e es p a r t e del c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o de la gramáti­
ca, d e t e r m i n a la e s t r u c t u r a interna del f o r m a n t e en t é r m i n o s
de las p r o p i e d a d e s fonológicas: en c o n c r e t o , el lexicón deter­
m i n a c ó m o r e p r e s e n t a r u n f o r m a n t e en f o r m a de secuencia de

86
c o n s o n a n t e s y vocales. D e n o m i n a r e m o s " s e g m e n t o s " a las con­
s o n a n t e s y vocales q u e c o n s t i t u y e n u n f o r m a n t e . Las reglas fo­
nológicas modifican la e s t r u c t u r a segmental d e u n a secuencia
d e f o r m a n t e s d e a c u e r d o c o n el e n c o r c h e t a m i e n t o e t i q u e t a d o
específico. C u a n d o t e r m i n a el ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l se h a n
b o r r a d o t o d o s los c o r c h e t e s e t i q u e t a d o s , y q u e d a u n a secuen­
cia d e e l e m e n t o s fonológicos a los q u e d e n o m i n a r e m o s seg­
m e n t o s , e n este caso " s e g m e n t o s f o n é t i c o s " . E s t o s s e g m e n t o s
t a m b i é n se p u e d e n analizar c o m o c o n s o n a n t e s o vocales d e dis­
t i n t o s t i p o s . S u p o n e m o s q u e la t e o r í a lingüística incluye u n
alfabeto f o n é t i c o universal —de u n t i p o q u e m á s a d e l a n t e des­
cribiremos c o n detalle— q u e p r o p o r c i o n a u n sistema u n i f o r m e ,
i n d e p e n d i e n t e d e cualquier lengua, para la r e p r e s e n t a c i ó n d e
los s e g m e n t o s f o n é t i c o s . P o r lo t a n t o , e n r e s u m e n , el c o m p o ­
n e n t e fonológico convierte u n a e s t r u c t u r a superficial e n u n a
secuencia d e s e g m e n t o s f o n é t i c o s universales.
D e m o m e n t o u t i l i z a r e m o s u n sistema f o n é t i c o e s t á n d a r pa­
ra la r e p r e s e n t a c i ó n de las c o n s o n a n t e s y volveremos n u e s t r a
a t e n c i ó n al sistema vocálico del inglés.
Para n u e s t r o s p r o p ó s i t o s i n m e d i a t o s , c o n s i d e r a r e m o s al
f o r m a n t e c o m o u n a secuencia d e c o n s o n a n t e s y " n ú c l e o s vocá­
l i c o s " . L o s n ú c l e o s vocálicos p u e d e n ser " s i m p l e s " , c o m o en
los caracteres en negrita d e pi£, p e í , paf, puf, p u í í , analyze [ho­
y o , m a s c o t a , caricia, p o n e r , cierto golpe ( e n el golf), analizar].
E m p l e a r e m o s los s í m b o l o s vocálicos i, e, ae, u , A , é , p a r a sim­
bolizar, r e s p e c t i v a m e n t e , estos n ú c l e o s vocálicos simples, d e ­
j a n d o p a r a m á s a d e l a n t e u n análisis d e t a l l a d o . L l a m a r e m o s
"vocal r e d u c i d a " al s e g m e n t o r e p r e s e n t a d o p o r a .
A d e m á s d e los núcleos vocálicos simples, h a y " n ú c l e o s vo­
cálicos c o m p l e j o s " , c o m o los q u e aparecen c o n caracteres e n
negrita e n confide, feed fade, feud, roarf [confiar, a l i m e n t o ,
y

m a r c h i t a r s e , riña, c a r r e t e r a ] , y o t r o s . D e m o m e n t o , u s a r e m o s
los s í m b o l o s /, E, A, U O, r e s p e c t i v a m e n t e , para el n ú c l e o
9

87
c o m p l e j o de las f o r m a s c i t a d a s ; es decir, e m p l e a r e m o s las letras
m a y ú s c u l a s c o n su n o m b r e c o n v e n c i o n a l para su valor f o n é t i c o .
Siguiendo esta c o n v e n c i ó n t e n d r e m o s las t r a n s c r i p c i o n e s
cuasi-fonéticas siguientes:

(23) erase . ErÀs [borrar]


irate IrÀt [irritado]
mutation m UtÀ:s a n [mutación]
ecumenical ekUmenikal [ e c u m é n i c o 18
cupidity kUpiditE [deseo]
citation sltÀsan [citación]
maintain mAntÀn [mantener]
collapse kalaeps [colapso]

En los c a p í t u l o s III y IV de SPE n o s o c u p a r e m o s de la re­


p r e s e n t a c i ó n de o t r o s núcleos vocálicos y de u n análisis m á s
d e t a l l a d o de t o d o s estos e l e m e n t o s . Allí d e s c u b r i r e m o s q u e las
r e p r e s e n t a c i o n e s q u e a c a b a m o s d e p r o p o n e r s o n , en realidad,
algo m á s q u e meras c o n v e n c i o n e s de n o t a c i ó n .
E m p l e a n d o las n o t a c i o n e s a n t e r i o r e s , p o d e m o s distinguir
e n t r e " g r u p o s d é b i l e s " y " g r u p o s f u e r t e s " del siguiente m o d o .
Un g r u p o débil es u n a secuencia c o m p u e s t a p o r u n g r u p o vocá­
lico simple seguido d e u n a c o n s o n a n t e , y sólo u n a ; u n g r u p o
fuerte es u n a secuencia c o m p u e s t a p o r u n n ú c l e o vocálico se­
guido d e d o s o más c o n s o n a n t e s o u n n ú c l e o vocálico c o m p l e j o
seguido de cualquier n ú m e r o de c o n s o n a n t e s . En cualquier ca­
so, s u p o n e m o s q u e a c o n t i n u a c i ó n del g r u p o viene u n a vocal o

18. O, tal vez, [ekUmenakal]. Como ya indicamos en el Prólogo,


normalmente seguiremos las representaciones fonéticas de Kenyon y
Knott, que en muchos aspectos concuerdan bastante bien con nuestra
propia habla. Aunque existen algunas diferencias, que comentamos en los
r
capítulos III y IV de SPE, ninguna de ellas es crucial, y di momento po-
demos ignorarlas.

88
el s í m b o l o d e l í m i t e # (o quizás el l í m i t e + ). Más a d e l a n t e co­
rregiremos y precisaremos m á s estas definiciones.
E m p l e a n d o el s í m b o l o S para el g r u p o fuerte (strong clus-
ter) y W para el g r u p o débil (weak cluster), los e l e m e n t o s de
( 2 3 ) t e n d r í a n la siguiente f o r m a fonética, en lo q u e respecta
a los g r u p o s , y p r e s c i n d i e n d o de las c o n s o n a n t e s iniciales:

ErÁs SS
IrÁt ss
mUtÁs'an ssw
ekUmenikal wswww
kUp'iditE swws
sltÁsan ssw
mAntÁn ss
kalaeps ws

5. El ciclo transformacional en la palabra. Continuación

Y ya e s t a m o s en c o n d i c i o n e s de p r o f u n d i z a r en el t e m a de
la asignación del a c e n t o en el interior de las palabras. La regla
( 2 1 ) , la única regla e n t r e las q u e h e m o s d a d o hasta a h o r a q u e
asigna el a c e n t o en el interior d e la palabra, sitúa el a c e n t o pri­
m a r i o en la vocal final de la secuencia en c u e s t i ó n . De esta for­
m a , asignará el a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba final d e palabras co­
m o evade, supreme, exist, absurd [evitar, s u p r e m o , existir, ab­
s u r d o ] . Obsérvese, sin e m b a r g o , q u e t o d a s estas palabras pre­
s e n t a n u n a f o r m a fonética c o n g r u p o s fuertes en posición final.
D e h e c h o , si u n verbo o adjetivo p r e s e n t a u n g r u p o débil en
posición final, el a c e n t o recae s o b r e la p e n ú l t i m a sílaba, y n o
s o b r e la ú l t i m a . D e esta f o r m a , t e n e m o s palabras s o m o relish,
covet, develop, stolid, common, clandestine [gusto, desear, de­
sarrollar, e s t ó l i d o , c o m ú n , c l a n d e s t i n o ] , t o d a s ellas c o n a c e n t o

89
1 9 a
en la p e n ú l t i m a s í l a b a y a c e n t o s débiles en posición f i n a l .
Estas observaciones sugieren q u e la regla ( 2 1 ) se d e b e r í a di­
vidir en d o s casos. El p r i m e r o consistiría en asignar el a c e n t o
p r i m a r i o a la vocal q u e p r e c e d a a u n g r u p o débil en posición
final; el s e g u n d o sería asignar el a c e n t o p r i m a r i o a la vocal fi­
nal de la c a d e n a en c u e s t i ó n . Esta regla p u e d e a d o p t a r la si­
guiente f o r m a :

(25) V - > [ a c e n t o 1} / X C Q (W)]

d o n d e X n o c o n t i e n e apariciones i n t e r n a s de # (véase la con­


dición ( 2 2 ) ) y W r e p r e s e n t a u n g r u p o débil. I n t e r p r e t a r e m o s
( 2 5 ) c o m o la abreviación d e d o s reglas, d e a c u e r d o con la con­
vención general de q u e u n a regla del t i p o ( 2 6 ) , c o n u n a secuen­
cia e n t r e paréntesis, es la abreviación de las d o s reglas de ( 2 7 )
(donde tanto Z como Q contienen ):

(26) X-+Y/Z(P)Q
(27) (a) X-+Y/ZPQ
(b)X^Y/ZQ

E n el caso de ( 2 7 ) el o r d e n t i e n e u n a i m p o r t a n c i a crucial: en
u n a sucesión d e reglas abreviadas m e d i a n t e la n o t a c i ó n del pa­
réntesis, c o m o ( 2 6 ) , ( 2 7 a ) , q u e i n c l u y e la secuencia e n t r e pa-

19. Se encontrarán fácilmente excepciones a las reglas que estamos


esbozando. En su mayor parte serán recogidas por la formulación más
cuidadosa que damos en el capítulo III de SPE; pero incluso en este caso
seguirá habiendo excepciones (véase el Prólogo para la cuestión de las ex-
cepciones).
Obsérvese que las reglas que estamos estudiando es, de hecho, la co-
nocida regla del acento latino.
a. Harris ( 1 9 6 9 ) , siguiendo a Foley, propone también para el espa-
ñol la regla del acento latino. Véase el apartado 4 . 3 . 1 . de la obra citada.
(N. del T.)

90
réntesis, se d e b e aplicar a n t e s q u e el caso ( 2 7 b ) , sin la secuen­
cia p a r e n t i z a d a . D e a c u e r d o c o n estas c o n v e n c i o n e s , la regla
( 2 5 ) es la abreviación de las d o s reglas ( 2 8 a ) y ( 2 8 b ) en este
preciso o r d e n :

(28) (a) V - > [ a c e n t o 1] / X C W] G

( b ) V-»- [ a c e n t o 1] / X c l0

Palabras c o m o relish, develop, common, q u e tienen g r u p o s


débiles en posición final, están sujetas a ( 2 8 a ) , y p o r lo t a n t o
reciben el a c e n t o en la p e n ú l t i m a sílaba. Por su p a r t e , evade,
supreme, exist, c o n g r u p o s fuertes en posición final, n o están
sujetas a ( 2 8 a ) y reciben el a c e n t o e n la sílaba final, en virtud
de (28b).
D e b e m o s señalar u n a c o n d i c i ó n m á s para la regla ( 2 5 ) .
S u p o n g a m o s q u e a p l i c a m o s esta regla a u n a palabra c o n u n
g r u p o débil e n posición final, c o m o edit [ e d i t a r ] . Por ( 2 8 a ) el
a c e n t o recae s o b r e la p e n ú l t i m a sílaba, d a n d o edit. P e r o , en­
t o n c e s , p o r aplicación d e ( 2 8 b ) , el a c e n t o p r i m a r i o se c a m b i a
a la sílaba final y la p r i m e r a sílaba se debilita en [ a c e n t o 2 ] ,
r e s u l t a n d o la f o r m a i n c o r r e c t a *edit. La f o r m a m á s simple y
m á s general d e evitar e s t o es p o n e r u n a c o n d i c i ó n a la m i s m a
c o n v e n c i ó n del paréntesis. En realidad, e n t o d a s las o b r a s des­
criptivas de la gramática generativa q u e c o n o c e m o s , se s u p o n e
t á c i t a m e n t e q u e el caso d e u n a regla c o m o ( 2 6 ) , los d o s subca-
sos ( 2 7 a ) y ( 2 7 b ) n o sólo t i e n e n el o r d e n q u e h e m o s m o s t r a d o ,
sino q u e están o r d e n a d a s " d i s y u n t i v a m e n t e " en el s e n t i d o de
q u e si se aplica la regla ( 2 7 a ) , e n t o n c e s n o se p u e d e aplicar la
( 2 7 b ) . De esta f o r m a , u n a secuencia de reglas abreviadas m e ­
d i a n t e la n o t a c i ó n del paréntesis c o n s t i t u y e u n b l o q u e o r d e n a ­
d o d i s y u n t i v a m e n t e ; t a n p r o n t o c o m o se aplica u n a d e estas re­
glas, se saltan las d e m á s reglas hasta el siguiente ciclo d e deriva­
ción. P o d e m o s p o n e r e s t o c o m o u n a c o n v e n c i ó n general en lo

91
q u e respecta a la n o t a c i ó n del paréntesis, q u e a m p l i a r e m o s y
generalizaremos más a d e l a n t e . De esta f o r m a a m p l i a m o s la teo­
ría general de la organización de u n a gramática, expresa en el
principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l , o b s e r v a n d o q u e ciertas
subsecuencias de las reglas o r d e n a d a s l i n e a l m e n t e p u e d e n t e n e r
b
u n o r d e n a m i e n t o d i s y u n t i v o . V o l v i e n d o a las reglas q u e está­
b a m o s d i s c u t i e n d o , los casos ( 2 8 a ) y ( 2 8 b ) abreviados en ( 2 5 )
t e n d r á n u n a o r d e n a c i ó n disyuntiva, c o n lo q u e n o surgirá la di­
ficultad señalada al c o m i e n z o de este p á r r a f o ; u n a vez q u e §e
ha aplicado ( 2 8 a ) d a n d o la f o r m a c o r r e c t a edil, el p r i n c i p i o del
o r d e n a m i e n t o d i s y u n t i v o i m p i d e q u e se aplique a esa forma
(28b).
La c o n v e n c i ó n q u e a c a b a m o s de p r o p o n e r , al igual q u e
o t r a s c o n d i c i o n e s generales s o b r e la organización de la gramá­
tica c o n s t i t u y e u n a hipótesis e m p í r i c a , q u e los h e c h o s lingüís­
ticos p u e d e n falsar. En este caso la hipótesis es q u e si u n a se­
cuencia de reglas está abreviada m e d i a n t e la c o n v e n c i ó n del pa­
2 0
r é n t e s i s , esta secuencia f o r m a u n b l o q u e o r d e n a d o disyunti-

b. Kiparsky (1973) aporta pruebas de la inadecuación del tratamien-


to del orden disyuntivo en esta obra, basándose en fenómenos como el
acento en el cheremis oriental y la palatalización en karok. Como alter-
nativa propone un conjunto de principios generales, a los que se refiere
como "elsewhere condition".
Howard (1975) revisa las pruebas a favor de la "elsewhere condi-
tion" y sus posibles implicaciones, y concluye que hay pocos datos a fa-
vor de incorporarla a la teoría lingüística, y buenas razones para dudar
de su validez. Con esto deja la cuestión abierta, ya que mantiene las crí-
ticas al tratamiento de Chomsky y Halle. (N. del T.)
20. La cuestión de cuándo se debe abreviar una sucesión de reglas
mediante la convención del paréntesis no depende de una simple elec-
ción, sino de los hechos. Es decir, la convención de los paréntesis es só-
lo uno de los procedimientos de evaluación que se aplican a las gramá-
ticas. Este procedimiento es perfectamente general (independiente de las
lenguas determinadas) y cumple la función de determinar cuál de las
gramáticas que están de acuerdo con los datos se debe seleccionar como

92
v a m e n t e . E v i d e n t e m e n t e , esta n o es, ni m u c h o m e n o s , u n a ver­
d a d necesaria.
N o es de esperar q u e sea fácil de e n c o n t r a r u n caso c o m p l e ­
t a m e n t e decisivo para p r o b a r esta hipótesis. En cualquier caso
real h a b r á p r o b a b l e m e n t e o t r o s a s p e c t o s de la descripción gra­
matical c u y a modificación p e r m i t i r á conservar esta hipótesis a
pesar de u n a evidencia q u e la anule s u p e r f i c i a l m e n t e . Esta es
la situación n o r m a l c u a n d o se quiere c o m p r o b a r u n a hipótesis
e m p í r i c a de esta generalidad. T o d a v í a m á s : está b a s t a n t e claro
q u e este t i p o de p r u e b a es u n factor significativo p a r a a u m e n ­
t a r o disminuir la plausibilidad de la hipótesis.
V o l v i e n d o al p r o b l e m a de la asignación d e a c e n t o , v e m o s
i n m e d i a t a m e n t e q u e la regla ( 2 5 ) necesita c i e r t o r e f i n a m i e n t o
y e l a b o r a c i ó n si q u e r e m o s q u e dé c u e n t a d e los h e c h o s . Cada
u n o de los ejemplos q u e h e m o s d a d o p a r a ilustrar esta regla
c o n t i e n e u n solo f o r m a n t e . En los casos en q u e u n a palabra se
p u e d a analizar i n t e r n a m e n t e en f o r m a n t e s , la regla ( 2 5 ) se apli­
cará de u n m o d o ligeramente d i s t i n t o . Para ver e s t o , considere­
m o s las f o r m a s derivadas person+al, theatr+ic+al, anecdot+al,
dialect+al [personal, teatral, a n e c d ó t i c o , dialectal]. Si la regla
( 2 5 ) se aplicara d i r e c t a m e n t e a estas f o r m a s , asignaría el acen­
t o p r i m a r i o a la p e n ú l t i m a sílaba ( p o r ser débil el g r u p o final
- a / ) , d a n d o *personal, *theatrical, *anecdotal, ^dialectal, de
las q u e sólo son c o r r e c t a s las d o s ú l t i m a s . N ó t e s e q u e estas cua­
t r o palabras recibirían c o r r e c t a m e n t e el a c e n t o p r i m a r i o p o r

la gramática de la lengua de la cual los datos constituyen una muestra. Pa-


ra la discusión de esta cuestión, véase Chomsky (1965), así como muchas
otras referencias anteriores. [Véase también la nota c al capítulo IV. (N.
delT.)]
El definir la "representación óptima" no es una cuestión trivial. En
la discusión inmediata postulamos ciertas hipótesis tácitas acerca del "ca-
rácter óptimo" de las representaciones, hipótesis que examinamos con
más detenimiento en el capítulo III de SPE, sección 1. Para ampliar la
discusión, véase Chomsky (1967).

93
m e d i o de la regla ( 2 5 ) si en el m o m e n t o d e aplicarla n o se t o ­
m a r a en c o n s i d e r a c i ó n el sufijo -al. Las formas r e s t a n t e s person-
y theatric-, q u e t i e n e n g r u p o s débiles en posición final, recibi­
r í a n el a c e n t o p r i m a r i o s o b r e su p e n ú l t i m a sílaba e n virtud de
( 2 8 a ) ; las formas anecdOt- y dialect-, p o r o t t a p a r t e , n o esta­
r í a n sujetas a ( 2 8 a ) , p o r q u e p r e s e n t a n al final u n g r u p o fuerte,
y recibirían el a c e n t o p r i m a r i o en la ú l t i m a sílaba p o r aplica­
ción de ( 2 8 b ) . Esta observación se p u e d e aplicar de h e c h o a t o ­
d o s los afijos, p o r lo q u e s u s t i t u i r e m o s la regla ( 2 5 ) p o r la si­
guiente secuencia de reglas:

(29) (a) V - [ a c e n t o 1] / X C G (W)+ afijo]


(b) V - > [ a c e n t o 1] / X C G (W) ]

E v i d e n t e m e n t e , c o n la f o r m u l a c i ó n ( 2 9 ) se pierde generali­
dad, p o r q u e n o se expresa el evidente p a r e c i d o q u e existe e n t r e
los d o s casos. Para p o d e r e x p r e s a r generalizaciones de este t i p o
a m p l i a m o s n u e s t r a n o t a c i ó n de m o d o q u e p e r m i t a reglas c o m o
(30):

(30) X^YIZ R/P Q

En general, u n a regla de la f o r m a (31) se p u e d e considerar la


2 1
abreviación de la regla ( 3 2 ) , d o n d e Z y R son s e c u e n c i a s :

2 1 . En el capítulo IV definiremos con más precisión estas nociones.


De momento, podemos considerar a la regla (31) (o, lo que es igual, a la
(32)) como una notación que indica que un elemento de la forma X se
amplía hasta contener los rasgos Y (o es modificado de forma que con-
tenga a 7 , si Y difiere en algún aspecto de X) cuando este elemento de la
forma X aparece en un contexto de la forma Z R. Esta notación tie-
ne todavía algunas ambigüedades, que resolveremos más adelante, y que
de momento no producirán ningún malentendido.

94
(31) X->Y/Z R

(32) ZXR^ZYR

De a c u e r d o c o n esta c o n v e n c i ó n , i n t e r p r e t a r e m o s ( 3 0 ) c o m o
u n a abreviación de ( 3 3 ) , d o n d e Z y R s o n s e c u e n c i a s :

(33) ZXR^ZYRIP

Esta es y a u n a regla d e f o r m a familiar. V o l v i e n d o a aplicar la


c o n v e n c i ó n q u e define ( 3 1 ) e n t é r m i n o s de ( 3 2 ) , i n t e r p r e t a m o s
( 3 3 ) c o m o u n a abreviación d e ( 3 4 ) :

(34) PZXRQ -* PZYRQ

De esta f o r m a , c u a n d o Z y R son secuencias, la n o t a c i ó n ( 3 0 )


está bien definida. S u p o n g a m o s , sin e m b a r g o , q u e Z y R n o
son secuencias, sino n o t a c i o n e s de cierta complejidad, c o m o
llaves, paréntesis, e t c . E n t o n c e s n o d i r í a m o s q u e ( 3 1 ) es u n a
abreviación d e ( 3 2 ) , s i n o m á s bien q u e ( 3 1 ) es la abreviación
d e la secuencia de reglas ( 3 5 ) , d e t e r m i n a d a p o r las convencio­
nes q u e rigen p a r a las llaves, paréntesis, e t c . La secuencia d e re­
glas ( 3 5 ) será, p o r lo t a n t o , u n a abreviación de ( 3 6 ) , según las
convenciones que acabamos de exponer.

(35) X^Y/Z 1

X^Y IZ 2

X^Y IZ. m
m

95
(36) Z XR
1 1 ~^Z YR1 1

Z2XR2 ~* Z2

Z XR
m m ->Z YR
m ml

Sólo n o s resta el p r o b l e m a d e explicar el s e n t i d o d e ( 3 0 ) en


el caso d e q u e Z y R i n c l u y a n n o t a c i o n e s c o m o llaves y parén­
tesis. Ya q u e ( 3 1 ) , en este caso, es u n a abreviación de ( 3 5 ) (y
en ú l t i m o e x t r e m o de ( 3 6 ) ) las c o n v e n c i o n e s ya e x p u e s t a s in­
t e r p r e t a r á n ( 3 0 ) c o m o u n a abreviación d e ( 3 7 ) :

(37)
X->Y/Z 2 _ . Rc%

IP. Q

X^Y/Z» .R r

L o a n t e r i o r se p u e d e considerar c o m o ( 3 5 ) (o su e q u i v a l e n t e
( 3 6 ) ) en el c o n t e x t o P Q. D e a c u e r d o c o n las convencio­
nes habituales s o b r e las llaves, p o d e m o s i n t e r p r e t a r (37) c o m o
u n a abreviación de ( 3 8 ) :

(38) X Y/Z 1 .R 1 IP. Q


X Y/Z 2 .R 2 IP. Q

X-*Y/Z„ •R m IP. •Q

E n ( 3 8 ) cada Z¡ o R¿ es u n a secuencia d e s í m b o l o s , de m o d o

96
q u e ( 3 8 ) se p u e d e i n t e r p r e t a r , p o r m e d i o d e la c o n v e n c i ó n ( 3 0 ) ,
c o m o u n a abreviación de ( 3 3 ) .
V e m o s , e n t o n c e s , q u e existe u n m o d o m u y n a t u r a l de in­
t e r p r e t a r las c o n v e n c i o n e s familiares de m o d o q u e u n a regla de
la forma ( 3 0 ) tenga de h e c h o el siguiente significado i n t u i t i v o :
p r i m e r o , desarrollar el c o n t e x t o P Q , d e a c u e r d o c o n las
convenciones q u e afectan a la llave y el paréntesis, en la secuen­
cia de casos especiales P 1 Q 1 ? P kQ \ además, k

aplicar las reglas abreviadas c o m o X Y I Z R en la


secuencia h a b i t u a l , c o n la c o n d i c i ó n de q u e el e l e m e n t o ZXR
q u e c o n s i d e r a m o s esté en el c o n t e x t o P 1 Q ; además, 1

aplicar las mismas reglas bajo la c o n d i c i ó n de q u e el e l e m e n t o


ZXR esté en el c o n t e x t o P 2 Q 2 " » ^ - e c

Con estas observaciones s o b r e la n o t a c i ó n , p o d e m o s volver


a la generalización q u e d e j a m o s sin e x p r e s a r en la regla ( 2 9 ) ,
q u e a h o r a p o d e m o s c a p t u r a r p o r m e d i o d e la siguiente regla:

(39) V -> [acento 1 1 / X C (W) / -


Q (+afijo) |

d o n d e W es u n g r u p o débil, C es u n a c a d e n a de cero o más


0

2 2
c o n s o n a n t e s , y X n o c o n t i e n e ningún l í m i t e i n t e r n o ~ . Nues­
tras c o n v e n c i o n e s i n t e r p r e t a n ( 3 9 ) c o m o la abreviación d e la si­
guiente secuencia de reglas:

(40) ( ) V
a [ a c e n t o 1} / X C W+afijo]
G

(b) V [acento 1 1 / X C +afijo |


0

(c) V [acento 1 1 / X C W |
()

(d) V [acento 1 1 / X C 1
0

2 2 . En realidad, el afijo se debe limitar a una glide o a un formante


monosílabo con un núcleo vocálico simple, por razones que se indican en
el capítulo III de SPE, [Para el concepto de glide, vid. nota d, p. 1 1 3 . T.].

97
La c o n v e n c i ó n del paréntesis q u e p r o p u s i m o s a n t e s i m p o n e las
siguientes c o n d i c i o n e s de o r d e n a m i e n t o a ( 4 0 a - d ) : (1) el o r d e n
d e aplicación es el d a d o , es decir, (a), ( b ) , (c), ( d ) ; (2) si se apli­
ca el caso (a) n o se p u e d e aplicar el caso ( b ) ; (3) si se aplica el
caso (c) n o se p u e d e aplicar el caso ( d ) ; (4) si se aplica el caso
(a) o el (b) y a n o se p u e d e n aplicar los casos (c) y ( d ) . Resu­
m i e n d o : la c o n v e n c i ó n hace q u e el o r d e n a m i e n t o de ( 4 0 ) sea
c o m p l e t a m e n t e d i s y u n t i v o ; si u n caso se aplica, d e b e n dejarse
los d e m á s .
E n casos c o m o person+al y theatric+al, la regla (40a) asig­
na el a c e n t o p r i m a r i o a la a n t e p e n ú l t i m a sílaba. El caso (b) d e
( 4 0 ) se aplica a palabras c o m o dialect+al y anecdOt+al, po­
n i e n d o el a c e n t o p r i m a r i o en p e n ú l t i m a p o s i c i ó n , q u e c o n t i e n e
u n g r u p o fuerte. Los casos (c) y (d) son s i m p l e m e n t e los d o s
casos de la regla ( 2 5 ) ; se aplican a palabras c o m o edit y deve-
/ o p , asignando el a c e n t o a la p e n ú l t i m a silaba, y a o t r a s c o m o
evade y supreme, e m p l a z a n d o el a c e n t o p r i m a r i o en la sílaba
final. De esta f o r m a , la regla ( 3 9 ) expresa de u n a forma preci­
sa el caso general de significación lingüística q u e s u b y a c e a esta
clase d e ejemplos.
N ó t e s e q u e algunos d e e s t o s ejemplos p r e s e n t a n m á s de u n
ciclo. La palabra theatrical, p o r e j e m p l o , es u n claro derivado
d e theatre [ t e a t r o ] , q u e en el primer ciclo recibirá el a c e n t o
principal en la sílaba inicial ( p o r u n a regla q u e figura en el ca­
p í t u l o III d e S P E ) ; así p u e s , si la palabra está aislada el a c e n t o
estará en esa posición. Pero en el s e g u n d o ciclo, el a c e n t o cam­
bia a la s e g u n d a sílaba ( a n t e p e n ú l t i m a ) e n virtud de la regla
( 3 9 ) . De esta f o r m a t e n e m o s la derivación ( 4 1 ) . (Es preciso re­
c o r d a r q u e h e m o s p l a n t e a d o la hipótesis de q u e t o d o s los for­
m a n t e s están limitados a u t o m á t i c a m e n t e p o r + , p o r conven­
c i ó n . Por lo t a n t o , n o es preciso indicar t o d a s las apariciones
d e este l í m i t e en la derivación.)

98
theatr
(41) I A ÍN \N ic+al] A

1 (REGLA NO INCLUIDA
AQUÍ)
21 R E G L A (39), CASO (40a)

A c o n t i n u a c i ó n se debilita el a c e n t o d e la p r i m e r a sílaba c o m o
caso especial d e u n a s reglas q u e d a r e m o s m á s t a r d e .
Supongamos que tenemos una forma todavía más comple­
ja, c o m o thealricality [ t e a t r a l i d a d ] , p o r e j e m p l o . Para esta for­
2 3
m a las m i s m a s reglas p r o p o r c i o n a n la s i g u i e n t e d e r i v a c i ó n :

( 4 2
) ÍN I A \^theatr] N ic+al] A + /+fy] N

1 ( R E G L A NO INCLUIDA
AQUÍ)
21 R E G L A (39), CASO (40a)

32 1 R E G L A (39), CASO (40a)

23. Se podría discutir el análisis de -ity como i+ty, pero parece bien
motivado sobre bases morfológicas. Para empezar, existe un sufijo no-
minalizador -ty (loyally, nouelty, etc. [lealtad, novedad]). Además, las
formas en -ity tienen a menudo otras formas derivadas con afijos que
comienzan por -/ (saneíily-sanetify-sancütude, clarity<larify, etc. [san-
tidad-santificar-santidad, claridad-clarificar]), lo que sugiere que -/- es un
aumento derivacional. De hecho, ya veremos que existen buenas razones
para suponer que no hay afijos polisílabos.
Este análisis de -ity se hace necesario cuando se enuncia la regla (39).
Sin embargo, a partir de consideraciones que presentamos en el capítulo
III de SPE se puede demostrar que, incluso en el caso de que -ity se ana-
lizara como un solo formante, las reglas seguirían proporcionando la de-
rivación (42). Por lo tanto, en este ejemplo al menos, las consideraciones
de tipo fonológico no precisan un análisis en dos formantes.

99
Existe u n a c o n v e n c i ó n g e n e r a l m e n t e a c e p t a d a según la cual el
a c e n t o s e c u n d a r i o n o aparece en u n a palabra si ésta n o c o n t i e ­
ne ya u n a c e n t o p r i m a r i o . De a c u e r d o c o n e s t o , a ñ a d i m o s la si­
guiente regla:

(43) En el interior de u n a palabra t o d o s los a c e n t o s n o


principales se debilitan en u n a u n i d a d .

V o l v e r e m o s m á s t a r d e ( c a p í t u l o III de SPE) s o b r e el s t a t u s
e x a c t o de esta regla, q u e d e n o m i n a r e m o s regla de ajuste del
a c e n t o . V e r e m o s q u e , en realidad, es u n caso especial de la re­
gla del a c e n t o nuclear ( 1 0 b ) , c u a n d o esta ú l t i m a se formula
a d e c u a d a m e n t e . La regla de ajuste del a c e n t o convierte theatri­
cality en theatricality, q u e p o d e m o s t o m a r c o m o la representa­
ción fonética de esta palabra hasta el grado de detalle q u e he­
m o s d i s c u t i d o en las páginas p r e c e d e n t e s .
Del m i s m o m o d o , la regla ( 3 9 ) asigna c o n t o r n o s acentuales
a formas m u y complejas, de a c u e r d o c o n el principio del ciclo
t r a n s f o r m a c i o n a l . De este m o d o p o d e m o s d a r c u e n t a de u n im­
p o r t a n t e g r u p o de casos de u n a m a n e r a simple y general.
En realidad, la regla ( 3 9 ) se p o d r í a e x t e n d e r u n p o c o m á s .
C o n s i d e r e m o s los siguientes pares de palabras:

( 4 4 ) photograph photosynthesis [fotografía, fotosíntesis]


mónolith monomania [monolito, monomanía!
telescope telekinesis [telescopio, t e l e k i n e s i s |
protoplasm protozoa [protoplasma, protozoo)

Cada u n a de estas f o r m a s está c o m p u e s t a de u n prefijo (photo-,


mono-, tele-, proto-) y u n t e m a ( q u e en ciertos casos p u e d e
funcionar c o m o palabra i n d e p e n d i e n t e ) . Algunas hipótesis m í ­
nimas s o b r e las e s t r u c t u r a s superficiales n o s p e r m i t e n represen­
tar photograph p o r e j e m p l o , de esta f o r m a : [ photo N [ T E M A

100
n e c a s o
graph Í T E M A I N - ^ ^ de photosynlhesis, el e n c o r c h e t a -
m i e n t o sería el m i s m o , p e r o synthesis se e t i q u e t a r í a c o m o
nombre, y no como tema.
H a c e m o s n o t a r q u e el a c e n t o p r i m a r i o recae s o b r e el prefi­
2 4
jo si el t e m a es m o n o s i l á b i c o , y s o b r e el t e m a si éste es poli­
silábico. P o d e m o s a c e p t a r esta observación c o m o p r i m e r a apro­
x i m a c i ó n , a u n q u e la m o d i f i c a r e m o s l e v e m e n t e c u a n d o conside­
r e m o s u n a m a y o r variedad de casos. H e m o s d e señalar a d e m á s
q u e el lugar del a c e n t o en el prefijo viene d a d o p o r la regla ( 3 9 ) ;
es decir, q u e el a c e n t o p r i m a r i o está asignado a la sílaba q u e
p r e c e d e al g r u p o final débil del prefijo, de a c u e r d o con ( 4 0 c )
( ( 2 8 a ) ) . (Por r a z o n e s q u e v e r e m o s m á s a d e l a n t e , la vocal fi­
nal de photo, mono, e t c . , es l é x i c a m e n t e relajada, a u n q u e e n
algunas posiciones es f o n é t i c a m e n t e tensa.)
E m p l e a n d o estas observaciones y la e s t r u c t u r a superficial
p r o p u e s t a , p o d e m o s dar c u e n t a de las formas de ( 4 4 ) m e d i a n ­
te u n a regla q u e c u m p l e lo siguiente: d e s p u é s de q u e el a c e n t o
primario se h a asignado a u n t e m a (o a u n n o m b r e i n t e r n o ) en
el primer ciclo, pasará al prefijo si el t e m a (o el n o m b r e inter­
n o ) es u n m o n o s í l a b o , es decir, si la forma t i e n e u n a sílaba fi­
nal a c e n t u a d a c u a n d o e n t r a en el s e g u n d o ciclo. Por e j e m p l o ,
photograph e n t r a r á en el s e g u n d o ciclo c o m o photograph, con
sílaba final a c e n t u a d a , y a c o n t i n u a c i ó n n u e s t r a nueva regla
moverá el a c e n t o hacia la izquierda para dar photograph. Por
o t r a p a r t e , la forma photosynlhesis e n t r a r á en el s e g u n d o ciclo
c o m o photosynlhesis\x\o se aplica la nueva regla p o r q u e la sílaba
a c e n t u a d a n o es la final, y el a c e n t o q u e d a r á en el n o m b r e in-

24. En este contexto estamos empleando el término "monosilábico"


en un sentido fonológico, y no fonético. De esta forma, plasm es mono-
silábico desde el punto de vista fonológico (cf. plasma) pero bisilábico
desde el punto de vista fonético, ya que las nasales postconsonánticas se
hacen silábicas en posición final.

101
t e r n o . P o d e m o s p r o c e d e r a f o r m u l a r la regla del siguiente m o ­
do:

(45) V - * [ a c e n t o 1] / X C Q (W) / I|

d o n d e W es el g r u p o débil y ^ una sílaba a c e n t u a d a , es decir


u n a secuencia de la forma C V C . P l a n t e a n d o las hipótesis
Q Q

m í n i m a s s o b r e la e s t r u c t u r a superficial, c o m o a n t e r i o r m e n t e ,
t e n d r e m o s las derivaciones de ( 4 6 ) :

(46) [ photo
N [ T E M A ^ I T E M A 1N
1 R E G L A (39), CASO (40)

1 2 R E G L A (45)
1 3 R E G L A (43)

En los casos en q u e el t e m a (o el n o m b r e i n t e r n o ) es polisilábi­


co, la sílaba a c e n t u a d a n o será la final, y n o se aplicará la regla
( 4 5 ) . E s t o da c u e n t a del h e c h o de q u e en los ejemplos de la co­
l u m n a d e r e c h a de (44) el a c e n t o p r i m a r i o p e r m a n e c e en la raíz
2 5
(o en el n o m b r e i n t e r n o ) .
A n t e s d e seguir investigando otras aplicaciones de la regla
( 4 5 ) , p o d e m o s observar q u e t i e n e u n a relación evidente c o n la
regla ( 3 9 ) . C o m b i n a n d o ( 3 9 ) y ( 4 5 ) t e n e m o s , e n t o n c e s , la si­
g u i e n t e regla:

(47) V - [ a c e n t o 1} / X C (W) /
G (| J+a 1J0
j )]

d o n d e W es u n g r u p o débil, Co es u n a secuencia de cero o m á s

25. Todavía no hemos dado las reglas que asignan el acento primario
en el primer ciclo a estos temas y nombres internos.

102
c o n s o n a n t e s , £ es u n a silaba c o n la forma C V C , y X n o c o n ­
0 0

tiene ninguna aparición i n t e r n a del l í m i t e ~ . En a d e l a n t e nos


referiremos a esta regla, con sus distintas e l a b o r a c i o n e s , c o m o
regla principal del a c e n t o , ya q u e es la m á s i m p o r t a n t e d e las
reglas q u e se aplican a las categorías léxicas. V o l v e r e m o s s o b r e
esto en el c a p í t u l o III d e SPE.
De a c u e r d o c o n n u e s t r a s c o n v e n c i o n e s de n o t a c i ó n , la regla
(47) es el r e s u m e n de la secuencia de reglas:

(48) (a) V - [ a c e n t o 1 ]/ X C W+afijo 1


0

(b) V -> [ a c e n t o 11 / X C +afijo]0

(c) V -> [ a c e n t o 11/ X C W í \


G

(d) V ^ [ a c e n t o 1]/X C ¿] G

(e) V -+ [ a c e n t o 1]/ X C W]
G

(f) V - > [ a c e n t o 1] / X CJ

Los casos (a), ( b ) , (e), (f), s o n , r e s p e c t i v a m e n t e , los casos (a)-


-(d) d e ( 4 0 ) . Igual q u e a n t e s , c o n s t i t u y e n u n b l o q u e o r d e n a d o
d i s y u n t i v a m e n t e ; si se aplica u n caso cualquiera de los de ( 4 0 ) ,
n o se p o d r í a aplicar n i n g u n o de los o t r o s . A d e m á s , las conven­
ciones d e n o t a c i ó n q u e h e m o s d a d o implican q u e si se aplica el
caso ( 4 8 c ) , e n t o n c e s n o se p u e d e aplicar el caso ( d ) , y si se
aplican el caso (c) o el ( d ) , n o se p u e d e n aplicar los casos (e) y
(f). N o h a y o t r a s restricciones disyuntivas. Las únicas secuen­
cias q u e se p e r m i t e n en la aplicación d e reglas s o n , e n t o n c e s ,
las siguientes:

(49) (a), (c)


(a), (d)
( b ) , (c)
(b),(d)

F u e r a d e estas posibilidades se p u e d e aplicar a lo más u n a d e

103
las reglas de ( 4 8 ) . El o r d e n en q u e se d e b e n aplicar será, dejan­
d o de lado la restricción a n t e r i o r , el o r d e n lineal de ( 4 8 ) . Estas
hipótesis e m p í r i c a s se derivan d e la hipótesis general de las n o ­
taciones, así c o m o del h e c h o de q u e ( 4 7 ) es la r e p r e s e n t a c i ó n
ó p t i m a del p r o c e s o q u e h e m o s venido d i s c u t i e n d o hasta a h o r a
(véase la n o t a 2 0 ) .
A n t e s d e seguir con el análisis del e m p l a z a m i e n t o del acen­
t o en inglés, d e b e m o s clarificar el carácter de nuestras hipótesis
s o b r e la organización de las gramáticas y las c o n d i c i o n e s de
aplicabilidad de las reglas gramaticales. Hasta el m o m e n t o he­
m o s i m p u e s t o las siguientes c o n d i c i o n e s a la g r a m á t i c a : la gra­
m á t i c a es u n a secuencia lineal de reglas d e la f o r m a q u e h e m o s
ilustrado en ( 4 8 ) , q u e se aplican de a c u e r d o con el p r i n c i p i o
del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l (véase ( 1 5 ) ) . E n ciertos pares de re­
glas de esta secuencia se define la relación de o r d e n a c i ó n dis­
y u n t i v a , en virtud de sus similitudes formales. Para d e t e r m i n a r
la o r d e n a c i ó n disyuntiva aplicamos t o d o lo q u e sea posible las
c o n v e n c i o n e s de n o t a c i ó n q u e c o m p r e n d e n la p a r e n t i z a c i ó n , el
e n c o r c h e t a m i e n t o y la n o t a c i ó n de barra inclinada-barra hori­
z o n t a l tal y c o m o se definió en ( 3 0 ) - ( 3 4 ) . De este m o d o for­
m a m o s u n e s q u e m a s u b y a c e n t e q u e r e p r e s e n t a la secuencia de
reglas, y q u e se p u e d e desarrollar d a n d o esta secuencia m e d i a n t e
aplicaciones sucesivas de las c o n v e n c i o n e s de n o t a c i ó n . (Cuan­
d o f o r m a l i c e m o s este p r o c e s o en u n p u n t o p o s t e r i o r de n u e s t r a
discusión, g a r a n t i z a r e m o s q u e el o r d e n de desarrollo sea ú n i c o . )
Si en algún e s t a d i o del desarrollo llegamos a u n e s q u e m a de la
f o r m a Z(X)Y, q u e a su vez se p u e d e desarrollar en la secuencia
de e s q u e m a s ZXY, ZY, t o d a s las reglas q u e se deriven del desa­
rrollo de ZXY (o la misma ZXY, si es u n a regla) estarán o r d e ­
nadas d i s y u n t i v a m e n t e c o n r e s p e c t o a las reglas q u e se deriven
de la e x p a n s i ó n ZY (o de la misma ZY, si es u n a regla). De esta
f o r m a , el o r d e n d i s y u n t i v o se define sobre las reglas de la se­
cuencia q u e c o n s t i t u y e la gramática. N ó t e s e q u e las reglas se

104
p u e d e n o r d e n a r d i s y u n t i v a m e n t e u n a en relación a o t r a , inclu­
so si n o o c u p a n lugares a d y a c e n t e s en la o r d e n a c i ó n ; p o r ejem­
p l o , e n ( 4 8 ) la regla (a) está o r d e n a d a d i s y u n t i v a m e n t e con res­
p e c t o a la regla (f), p e r o n o c o n r e s p e c t o a la regla (c).
Las c o n v e n c i o n e s relacionadas c o n la o r d e n a c i ó n disyunti­
va h a c e n u s o de la n o t a c i ó n para e n u n c i a r e s q u e m a s gramatica­
les de u n a f o r m a b a s t a n t e n u e v a d e n t r o de la t e o r í a de la gra­
m á t i c a generativa. En u n a o b r a anterior, estas n o t a c i o n e s sólo
se c o n s i d e r a b a n p a r t e del sistema de evaluación de las gramáti­
cas. Se h a n p r o p u e s t o c o m o explicación d e la n o c i ó n ''genera­
lización l i n g ü í s t i c a m e n t e significativa"; el grado de generaliza­
ción l i n g ü í s t i c a m e n t e significativa de u n a gramática s u "sim­
p l i c i d a d " , en el s e n t i d o t é c n i c o del t é r m i n o — se m i d e p o r el
n ú m e r o de s í m b o l o s q u e a p a r e c e n en el e s q u e m a s u b y a c e n t e
q u e se desarrolla en esta gramática c o n f o r m e al e m p l e o de las
n o t a c i o n e s . (Véase C h o m s k y ( 1 9 6 5 ) y m u c h a s otras referen­
cias a n t e r i o r e s ) . Pero en este caso t a m b i é n p o d e m o s e m p l e a r
las n o t a c i o n e s para d e t e r m i n a r c ó m o se aplican las reglas, y en
particular para d e t e r m i n a r la o r d e n a c i ó n disyuntiva. Es decir,
p r o p o n e m o s q u e ciertas relaciones formales e n t r e reglas, q u e
se p u e d e n f o r m u l a r en t é r m i n o s de las n o t a c i o n e s e m p l e a d a s
para la evaluación de las gramáticas, son significativas en la de­
t e r m i n a c i ó n del m o d o en q u e la gramática genera las deriva­
ciones. Si la hipótesis e m p í r i c a q u e implica la definición del
" o r d e n d i s y u n t i v o " es c o r r e c t a , e n t o n c e s este h e c h o a p o r t a u n
a r g u m e n t o p o d e r o s o en a p o y o de la realidad e m p í r i c a de los
p r o c e d i m i e n t o s evaluativos q u e se han desarrollado d e n t r o de
la t e o r í a de la gramática generativa, tal y c o m o h a evoluciona­
d o en los ú l t i m o s a ñ o s .
P o d e m o s volver al papel de la regla d e la silaba a c e n t u a d a
—como la d e n o m i n a r e m o s en lo sucesivo— es decir, los casos
(c) y (d) d e la regla principal del a c e n t o . D e n o m i n a r e m o s a los
casos (a) y (b) de ( 4 8 ) regla del afijo.

105
C o n s i d e r e m o s a h o r a los siguientes c o n j u n t o s de p a l a b r a s :

(50) torment torment torrent [atormentar, tormento,


torrente]
i i i
convict convict verdict [declarar c u l p a b l e , c o n ­
victo, veredicto]
1 1 3
effort [exportar, exportación,
export export
esfuerzo]
1 1 3
tigress [progresar, p r o g r e s o ,
progress progress
tigresa]

Las p a l a b r a s d e la c o l u m n a de la i z q u i e r d a son v e r b o s , c o n
a c e n t o s o b r e la s i l a b a final; las d e las d o s ú l t i m a s c o l u m n a s s o n
0
n o m b r e s , c o n a c e n t o p r i m a r i o e n la p e n ú l t i m a s í l a b a . C o m ­
p a r a n d o las p a l a b r a s d e la c o l u m n a c e n t r a l c o n las de la co­
l u m n a de la d e r e c h a , p o d e m o s ver qu,e se diferencian en el
g r a d o del a c e n t o de la s í l a b a final y, en c o n s e c u e n c i a , en la ca-

c. Estos pares nombre-verbo en los que alterna el acento dependien-


do de la función se suelen denominar, dentro del campo de la lingüística
inglesa, dialones. Chomsky y Halle presentan una caracterización sincró-
nica, pero resulta muy interesante examinar su origen.
Sherman (1973), utilizando gramáticas y diccionarios ingleses desde
el siglo XVI, comprobó para 1 5 7 0 la existencia de 3 diatoncs; en 1660
había 24; en 1 7 0 0 , 3 5 ; e n 1 8 0 0 , 70; y en 1 9 3 4 , 150; número que persiste
en la actualidad. Así pues, parece existir una tendencia histórica a distin-
guir por medio del acento los pares bisílabos isotónicos. Esta tendencia
puede perfectamente seguir viva, ya que los 150 dialones actuales del in-
glés n o son más que un 11% del total de>1.315 candidatos potenciales a la
regla del cambio de acento.
El fenómeno de los pares diatónicos no es desconocido en español, y
tiene importantes repercusiones para el tratamiento de la acentuación
esta lengua. Harris (1969, apartado4.3.1.) presenta una lista muy comple-
ta de los pares diatónicos nombre/adjetivo-verbo (público-publico, náu­
frago-naufrago,, etc.), así como las reglas que rigen su comportamiento
acentual. (N. del T.)

106
lidad del n ú c l e o vocálico final, q u e se r e d u c e a [ a ] en la colum­
na de la d e r e c h a p e r o n o en la c o l u m n a c e n t r a l .
P o d e m o s explicar los n o m b r e s d e la c o l u m n a central, es de­
cir, de los q u e t i e n e n el c o n t o r n o a c e n t u a l 1 3 , c o n s i d e r á n d o l o s
derivados de los verbos c o r r e s p o n d i e n t e s . De esta f o r m a , p o d e ­
m o s considerar la relación e x i s t e n t e e n t r e torment y torment
c o m o más o m e n o s parecida a la q u e se d a e n t r e advertisement
y advertise [aviso y avisar] o impression e impress [impresión e
i m p r e s i o n a r ) . T e n d r e m o s u n a derivación c o m o la siguiente:

(51) [ N [ torment
v \ v | N

1 R E G L A ( 4 7 ) , C A S O (48f)

1 2 R E G L A ( 4 7 ) , CASO ( 4 8 d )
1 3 R E G L A (43)

En el primer ciclo, la regla principal del a c e n t o se aplica al ver­


b o s u b y a c e n t e , asignando u n a c e n t o p r i m a r i o al g r u p o fuerte
final. C o m o la regla principal del a c e n t o n o se vuelve a aplicar
al v e r b o , c u a n d o está aislado, conserva el a c e n t o p r i m a r i o en
esta posición. Pero el n o m b r e derivado d e b e sufrir u n a s e g u n d a
aplicación de la regla principal del a c e n t o de a c u e r d o c o n el
principio del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l . Esta vez se aplica la regla
de la silaba a c e n t u a d a , m o v i e n d o el a c e n t o p r i m a r i o hacia la
izquierda. E n t o n c e s se debilita el a c e n t o s e c u n d a r i o de la síla­
ba final, d a n d o u n a c e n t o terciario en virtud d e la regla de ajus­
te del a c e n t o , q u e d a n d o el c o n t o r n o 1 3 . D e esta forma, las di­
ferencias e n t r e los e l e m e n t o s d e la c o l u i p n a de la izquierda y la
central d e ( 5 0 ) se p u e d e n a t r i b u i r al ciclo e x t r a q u e p r e s e n t a
la derivación d e los n o m b r e s . Las diferencias e n t r e los e l e m e n ­
t o s d e la c o l u m n a central y la de la d e r e c h a se p u e d e n atribuir
al h e c h o d e q u e los e l e m e n t o s d e la d e r e c h a n o se derivan d e

107
v e r b o s , y p o r lo t a n t o n u n c a r e c i b e n el a c e n t o p r i m a r i o en la
2 6
sílaba f i n a l . D e este m o d o , la regla de la s í l a b a a c e n t u a d a da
c u e n t a d e la diferencia e n t r e el a c e n t o terciario^y c e r o e n las sí­
labas finales d e las parejas tormént-torrent-export-effór№.
T o d a v í a n o h e m o s e x p l i c a d o p o r q u é recae el a c e n t o s o b r e
la sílaba final del v e r b o progréss d e ( 5 0 ) , a u n q u e c o n t i e n e u n
g r u p o débil. C o m o m o s t r a r e m o s e n el c a p í t u l o III d e S P E , sec­
ción 1 0 , d e b e m o s s u p o n e r q u e e x i s t e u n l í m i t e especial en cier­
t o s verbos —entre pro y gress, en este caso— q u e b l o q u e a la
aplicación d e ( 4 8 e ) en el p r i m e r ciclo, p e r o n o de ( 4 8 d ) en el
s e g u n d o . Por ello la derivación del n o m b r e prógress a p a r t i r del
v e r b o s u b y a c e n t e p r o g r e s s será i d é n t i c a a la d e tórment en ( 5 1 ) .

26. Todavía no hemos dado la regla que determina el emplazamiento


del acento en nombres del tipo de los de la columna de la derecha de (50).
El hecho es que en los nombres, a diferencia de los verbos y adjetivos, no
se toma en cuenta la sílaba final con núcleo vocálico simple, para efectos
de la acentuación, y la regla principal del acento se aplica a lo que queda
del modo habitual. De esta forma, en lo que respecta a los nombres, la sí-
laba final con núcleo vocálico simple sufre la misma aplicación de la regla
(47) que un afijo o una sílaba acentuada. No presentamos aquí esta regla
porque lleva implícitas ciertas hipótesis respecto a la notación y al orden,
y hemos creído más conveniente, por razones de exposición, incluirla en
el capítulo III de SPE. Sin embargo, los hechos están claros. Si amplia-
mos de esta forma la regla principal del acento podemos explicar el hecho
de que en la penúltima sílaba de los nombres de la columna de la derecha
de (50) aparezca el acento primario, así como en palabras como phlOgís-
ton y horlzon [flogisto, horizonte |, que presentan un grupo fuerte en
posición intervocálica; que aparezca en la antepenúltima sílaba de pala-
bras como vénison, cúnnibal, ólcphanl [venado, caníbal, elefante), con
grupo débil intervocálico y núcleo vocálico simple en la sílaba final; y
que recaiga sobre la sílaba final (en virtud de la regla (48f)) en palabras
como machine, caréer [máquina, carrera |, que presenta en la sílaba final
un núcleo vocálico complejo.
27. Obsérvese que en el caso de torrenl sabemos que la vocal de la sí-
laba final es e (cf. turren tial). En el caso de efforl no hay forma de deter-
minar la cualidad fonológica de la vocal subyacente, que, por lo tanto, no
necesita estar especificada en la entrada léxica de este formante.

108
Ya h e m o s visto d o s efectos b a s t a n t e diferentes de la regla
de la sílaba a c e n t u a d a . En el caso d e photograph frente a pho­
tosynthesis d a c u e n t a d e la diferencia e n t r e el c o n t o r n o descen­
d e n t e y el c o n t o r n o a s c e n d e n t e en la c o m b i n a c i ó n prefijo-te­
m a , igual q u e en el caso del n o m b r e export frente al v e r b o ex-
port; en el caso d e export frente a effort o de torment frente a
torrent, da c u e n t a d e la diferencia e n t r e el a c e n t o terciario y el
a c e n t o cero en las sílabas finales.
C o n s i d e r e m o s a h o r a las siguientes p a l a b r a s :

(52) (a) relaxation, annexation, emendation, connectivity,


[reposo, anexión, corrección, conjuntividad,
domesticity, authenticity
domesticidad, autenticidad |
(b) devastation, demonstration, contemplation,
[devastación, manifestación, c o n t e m p l a c i ó n ,
oportúnity
oportunidad)

Obsérvese q u e en t o d o s los casos el g r u p o q u e p r e c e d e al acen­


t o p r i m a r i o t i e n e la forma V C , y q u e p o r lo t a n t o es un g r u p o
2

fuerte, y q u e en t o d o s los casos la sílaba lleva u n a c e n t o dé­


2 8
b i l . Sin e m b a r g o , la calidad de la vocal se conserva en la síla­
ba q u e p r e c e d e al a c e n t o p r i m a r i o en los e j e m p l o s de ( 5 2 a ) , pe­
ro se pierde en la misma posición en los ejemplos de ( 5 2 b ) . Esta

28. En este caso, corno de costumbre, seguimos las representaciones


fonéticas de Kenyon y Knott, con las precauciones que ya indicamos,
que coinciden con nuestro propio dialecto. El acento de la sílaba que pre-
cede a la que lleva el acento primario no puede ser más fuerte que [acen-
to 4 ) en ningún caso, ya que en todos ellos la primera sílaba tiene acento
terciario y la segunda (la que precede al acento principal) es obviamente
más débil que la primera. Nosotros asignaríamos el contorno 3415 para
(52a) y 3515 para (52b).

109
diferencia se relaciona c l a r a m e n t e c o n el h e c h o de q u e los ejem-
los de ( 5 2 a ) se derivan d e formas s u b y a c e n t e s en las q u e esta
vocal tiene el a c e n t o p r i m a r i o , m i e n t r a s q u e en los ejemplos de
( 5 2 b ) se derivan de f o r m a s s u b y a c e n t e s en las q u e esta vocal
n o lleva a c e n t o . De esta forma, t e n e m o s derivaciones c o m o la
2 9
siguiente :

(53) (a) [ N [ relax]


v v Af+íon] N

1 R E G L A ( 4 7 ) , C A S O (48f)

2 1 (Véase n o t a 2 9 )
2 3 1 (Véase n o t a 2 9 )
3 4 1 REGLA (43)

(b) [ N [ydevastAt]y ion\N

1 2 (Véase n o t a 2 9 )

2 1 (Véase n o t a 2 9 )
3 1 R E G L A (43)

A u n q u e en estas derivaciones n o p r e s e n t a m o s t o d o s los deta­


lles, existe la i n f o r m a c i ó n suficiente para dar c u e n t a de la cali­
dad de la vocal en la sílaba con a c e n t o débil q u e p r e c e d e al

29. Estas derivaciones llevan implícitos varios principios que discu-


timos en el capítulo III de SPE. En concreto, el afijo -ion invariablemen-
te sitúa el acento en la sílaba que le precede inmediatamente, y existe
una regla que cambia un contorno ' 21 en 2 3 1 , como caso especial de
procesos más generales que abordamos en el capítulo mencionado. Tam-
bién omitimos aquí las reglas que asignan el contorno acentual adecuado
1 " 2 (que la regla de ajuste del acento transforma en 1 ' 3) a devastAt,
en el primer ciclo. Pero el análisis de los hechos que estamos discutiendo
no cambiaría en nada si incluyéramos aquellos aspectos que hemos omi-
tido.

110
a c e n t o p r i m a r i o . Está claro q u e el p r o c e s o d e r e d u c c i ó n vocáli­
ca d e p e n d e f u n d a m e n t a l m e n t e del a c e n t o ; en c o n c r e t o , u n a
vocal s u f i c i e n t e m e n t e a c e n t u a d a está p r o t e g i d a de la r e d u c c i ó n
vocálica, de algún m o d o q u e precisaremos más t a r d e . D e esta
forma el grado del a c e n t o en la sílaba final de tormént (véase
la derivación ( 5 1 ) ) basta p a r a i m p e d i r la r e d u c c i ó n vocálica,
pero el de la sílaba final de torrent n o . I g u a l m e n t e , la s e g u n d a
sílaba de relaxation, q u e ha recibido el a c e n t o p r i m a r i o e n el
primer ciclo, es i n m u n e a la r e d u c c i ó n vocálica, p e r o la segun­
da sílaba d e devastation, q u e n o h a recibido n i n g ú n a c e n t o , su­
fre el p r o c e s o de r e d u c c i ó n vocálica. A s í es m u y fácil dar cuen­
ta d e las diferencias e n t r e los ejemplos d e ( 5 2 a ) y ( 5 2 b ) .
En algunos dialectos (en particular en el n u e s t r o ) , p o d e m o s
e n c o n t r a r pares casi m í n i m o s q u e ilustran los efectos fonéticos
de largo alcance de las reglas del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l . Conside­
r e m o s , p o r e j e m p l o , las palabras compensation-condensation
3 0
[ c o m p e n s a c i ó n , c o n d e n s a c i ó n ] . La vocal de la segunda sílaba

30. Este último término es el verbo nominalizado que significa "acto


de condensar", no el nombre que significa "estado o forma condensado"
o "materia condensada" y que, aunque de alguna forma está relacionado
con el verbo condense, no es un derivado como condensa lian, en su pri-
mer sentido. Kenyon y Knott dan únicamente una forma de condensa-
tion: la que no presenta reducción de la segunda sílaba, mientras que pre-
sentan las variantes reducida y no reducida de compensation, como hacen
también para la forma subyacente compénsale. En estas posiciones existe
una divergencia dialectal bien conocida. Por lo general, y en lo que res-
pecta a minucias fonéticas de este tipo, es imposible esperar un acuerdo
total entre distintos hablantes, o incluso entre distintas realizaciones de
un mismo hablante. Tampoco es preciso suponer que las transcripciones
que, a este nivel de detalle, sugieren los fonetistas se corresponden clara-
mente con una realidad acústica. Como ya señalamos en la sección 2. de
este capítulo, nos estamos ocupando de las formas ideales que pueden
subyacer a las distintas modificaciones de la actuación, y que pueden es-
tar más estrechamente relacionadas con una realidad perceptiva que con
una realidad acústica.

111
de condensation ha recibido el a c e n t o en el p r i m e r ciclo d e la
derivación p o r su verbo s u b y a c e n t e condense [ c o n d e n s a r ] : p o r
esa r a z ó n no se reducirá y t e n d r e m o s la r e p r e s e n t a c i ó n fonéti­
] s

ca [kandensAsBn]. La vocal c o r r e s p o n d i e n t e d e compensation,


q u e n o ha llegado a recibir el a c e n t o , está sujeta a la r e d u c c i ó n
vocálica, c o n lo q u e resulta la r e p r e s e n t a c i ó n fonética [kampdn-
sAsen].
Para t e r m i n a r esta discusión preliminar s o b r e los principios
q u e d e t e r m i n a n los c o n t o r n o s acentuales y el f e n ó m e n o rela­
c i o n a d o de la r e d u c c i ó n vocálica, p a s a r e m o s a estudiar el con­
j u n t o de las palabras inglesas q u e p r e s e n t a n el afijo nominaliza-
d o r -y ( q u e n o se d e b e c o n f u n d i r c o n el adjetivador -y, q u e
aparece en palabras c o m o stringy y brawny [fibroso, m u s c u l o ­
s o ] , q u e r e p r e s e n t a efectos fonéticos m u y diferentes y u n a re­
p r e s e n t a c i ó n s u b y a c e n t e d i s t i n t a ) . Se t r a t a del afijo q u e e n c o n ­
t r a m o s en palabras c o m o aristrocrac+y y econom+y, galax+y
[aristocracia, e c o n o m í a , galaxia]. A n t e s de estudiar el efecto
d e este sufijo s o b r e el e m p l a z a m i e n t o del a c e n t o , v e a m o s su
r e p r e s e n t a c i ó n fonológica.
F o n é t i c a m e n t e , el afijo p u e d e ser [i] o [E |, d e p e n d i e n d o
del d i a l e c t o ; es decir, se t r a t a de u n a vocal alta a n t e r i o r c u y o
grado de t e n s i ó n y d i p t o n g a c i ó n varía d e a c u e r d o con el dialec­
t o . La t e n s i ó n y la d i p t o n g a c i ó n n o a p o r t a n n i n g u n a informa­
ción s o b r e la r e p r e s e n t a c i ó n fonológica s u b y a c e n t e , p o r q u e en
esta posición n o existe u n c o n t r a s t e significativo. C o m o vere­
m o s en el c a p í t u l o III d e SPE., incluso las vocales fonológica­
m e n t e n o tensas (es decir, los n ú c l e o s vocálicos simples) en los
dialectos en cuestión se hacen tensas y se d i p t o n g a n en posi­
ción final. Pero de h e c h o s a b e m o s q u e f o n o l ó g i c a m e n t e el
afijo n o p u e d e ser u n n ú c l e o vocálico c o m p l e j o [E] si h a de es­
t a r sujeto a la regla principal del a c e n t o ( 4 7 ) ) , p o r q u e los casos
de esta regla en los q u e intervienen afijos están l i m i t a d o s , co­
m o v e r e m o s , a los afijos d e n ú c l e o vocálico simple.

112
U n a vez q u e h e m o s e l i m i n a d o esta posibilidad, p o d e m o s
p r e g u n t a r n o s si el afijo -y p u e d e estar r e p r e s e n t a d o fonológica­
m e n t e p o r el n ú c l e o vocálico simple /. Un a r g u m e n t o e n c o n t r a
de esto surge del h e c h o de q u e la vocal t e m á t i c a [ i | aparezca,
j u n t o a la vocal t e m á t i c a paralela [ u ] , en la f o r m a derivada d e
pares c o m o proverb-proverbial, professor-professorial, habit -
-habitual, tempest-tempestuous [proverbio-proverbial, profe­
sor-profesoral, h á b i t o - h a b i t u a l , t e m p e s t a d - t e m p e s t u o s o 1. Las
formas s u b y a c e n t e s d e b e n venir r e p r e s e n t a d a s en el lexicon de
m o d o q u e i n d i q u e n q u e t o m a n el a r g u m e n t o t e m á t i c o [i] o [ul
en sus formas derivadas. U n a s o l u c i ó n n a t u r a l , y a p a r e n t e m e n ­
te la m á s simple, es i n c o r p o r a r al lexicon estas palabras c o n la
forma profesor+i, habit+u, e t c . , b o r r a n d o el a r g u m e n t o en p o ­
sición final m e d i a n t e la regla ( 5 4 ) :

(54)

Pero si seguimos esta hipótesis, palabras c o m o economy n o p o ­


d r í a n e n t r a r c o n la r e p r e s e n t a c i ó n econom+i, p o r q u e la regla
(54) b o r r a r í a i n c o r r e c t a m e n t e el afijo.
Estas c o n s i d e r a c i o n e s sugieren q u e la r e p r e s e n t a c i ó n del
afijo -y en la e n t r a d a léxica d e b e r í a ser + y . Es decir, d e b e r í a
e n t r a r c o m o u n a glide^ alta a n t e r i o r , q u e luego se convierte en

d. Chomsky y Halle, en el capítulo III de SPE, apartado 1.3.2., ca-


racterizan a las glides con los rasgos

—vocálico
—consonantico

En la presente traducción hemos mantenido el término inglés (aunque,


evidentemente, no es la mejor solución), por la gran cantidad de proble-
mas que plantea el escoger un término español equivalente. Las obras clá-
sicas sobre fonética (como el Manual de T. Navarro Tomás) distinguen
entre semiconsonantes (muerte, miedo) y semivocales (neutro, peine),

113
u n a vocal p o r m e d i o de u n a regla e x t r e m a d a m e n t e simple. De
h e c h o , v e r e m o s q u e la regla q u e se necesita para convertir y en
/ tiene relación con o t r a s necesarias p o r m o t i v o s i n d e p e n d i e n ­
tes. De esta f o r m a , en lo q u e respecta al análisis en vocales y
c o n s o n a n t e s , la palabra economy t e n d r á la forma fonológica
V C V C V C C , lo q u e está de a c u e r d o , de h e c h o , c o n su represen­
tación ortográfica.
U n a vez a d o p t a d a esta p r o p u e s t a , q u e c u e n t a a su favor
con b u e n o s a r g u m e n t o s , t r a t a r e m o s el efecto del afijo -y sobre
la a c e n t u a c i ó n . Ya h e m o s d a d o u n a regla m u y general q u e des­
cribe la influencia de u n afijo s o b r e la situación del a c e n t o pri­
m a r i o : los casos ( 4 8 a ) y ( 4 8 b ) de la regla principal del a c e n t o
( 4 7 ) . Pero el afijo -y n o p a r e c e e n t r a r en esta generalización,
c o m o p o d e m o s ver si t e n e m o s en c u e n t a d a t o s c o m o los q u e
p r e s e n t a m o s en ( 5 5 ) , d o n d e los s í m b o l o s W, S y A r e p r e s e n t a n
sílabas q u e t e r m i n a n en g r u p o débil, fuerte y arbitrario, respec­
t i v a m e n t e , y d o n d e la fórmula situada a la izquierda de los d o s
p u n t o s describe la forma s u b y a c e n t e de los ejemplos de la de­
recha :

(55) ( a ) A W + y : ecbnomy, pblicy, aristbcracy


[ e c o n o m í a , política, aristocracia 1
(b) # A S + y : industry, galaxy, mbdesty
[industria, galaxia, m o d e s t i a ]

aunque según la caracterización anterior, tanto w como v se considera-


rían glides, en cualquier posición.
C P . Otero (1971) propone paravocal, pero, a la vista de los rasgos
característicos, ¿por qué no paraconsonantel
Por otra parte, tanto el artículo de Harris (1971), escrito original-
mente en español, como la mayoría de las traducciones que aparecen en
la actualidad, conservan el término inglés. (N. del T.)

114
(c) A W S + y : orthodoxy, testimony, rhinoplasty,
[ o r t o d o x i a , t e s t i m o n i o , rinoplastia,
1 . 3 1 .. 3 '

promissory, auditory
promisorio, auditorio]
(d) ASS-f-y: advisory, compulsory, refractory,
[consultor, c o m p u l s o r i o , refractario,
trajectory^
trayectoria]

Los ejemplos del caso (a) son c o m p a t i b l e s c o n la hipótesis


según la cual -y es s i m p l e m e n t e u n afijo regular sujeto a la regla
del afijo, q u e f o r m a p a r t e de la regla principal del a c e n t o ( 4 7 ) .
C o m o la sílaba q u e p r e c e d e al afijo c o n t i e n e u n g r u p o débil,
el caso (48a) d e ( 4 7 ) asignará el a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba q u e
precede a este g r u p o , c o m o h e m o s v e n i d o h a c i e n d o . Sin em­
bargo, los ejemplos de ( 5 5 b ) n o p a r e c e n estar de a c u e r d o c o n
esta hipótesis. Si -y estuviera sujeto a la regla del afijo, el acen­
t o primario recaería s o b r e el g r u p o fuerte q u e p r e c e d e i n m e ­
d i a t a m e n t e al afijo, de a c u e r d o con el caso ( 4 8 b ) de ( 4 7 ) , mien­
tras q u e en estos ejemplos el a c e n t o p r i m a r i o r e a l m e n t e recae
sobre la sílaba q u e p r e c e d e a este g r u p o fuerte. E s t e t i p o de
ejemplos p o d r í a llevar a p r o p o n e r o t r a regla, específica del
sufijo -y, según la cual éste asignaría el a c e n t o p r i m a r i o a la se­
gunda sílaba a su izquierda. Con esta regla d a r í a m o s c u e n t a de
los ejemplos de ( 5 5 a ) y ( 5 5 b ) .
Sin e m b a r g o , las formas de (55c) m u e s t r a n i n m e d i a t a m e n t e
q u e esta n u e v a p r o p u e s t a es i n c o r r e c t a . En estos ejemplos, el

31. Nuestra hipótesis es que estas palabras tienen el mismo afijo


-O-fy que promissory, auditory. Para muchas de estas palabras, tomadas
aisladamente, se podrían sugerir otros análisis, pero los que hemos pro-
Puesto aquí están tan bien motivados, independientemente de la acentua-
ción^ como cualquier otro. Veremos directamente cómo los fenómenos
de acentuación confirman plenamente los análisis propuestos.

115
a c e n t o p r i m a r i o se sitúa a tres sílabas de distancia del afijo -y,
y en la sílaba i n m e d i a t a m e n t e anterior a este afijo existe u n
a c e n t o terciario sin explicación (obsérvese q u e la sílaba en cues­
t i ó n p r e s e n t a un g r u p o f u e r t e ) . N o p o d e m o s añadir s i m p l e m e n ­
t e u n caso especial q u e exija q u e c u a n d o u n g r u p o fuerte ante­
cede a -y, el a c e n t o se sitúe a tres sílabas d e distancia, p o r q u e
los ejemplos de ( 5 5 d ) e x c l u y e n esta posibilidad.
V e a m o s c u á n t o n o s p o d e m o s acercar a los h e c h o s si, dejan­
d o de e c h a r p a r c h e s a la solución a n t e r i o r , p l a n t e a m o s la h i p ó ­
tesis más débil y más general: q u e -y es s i e m p r e u n afijo regu­
lar, q u e o b e d e c e a la regla principal del a c e n t o tal y c o m o está
f o r m u l a d a en este m o m e n t o .
C o m o ya h e m o s s e ñ a l a d o , los ejemplos de ( 5 5 a ) están de
a c u e r d o c o n este análisis. Es decir, el afijo -y, c o m o t o d o s los
afijos, asignará el a c e n t o a la sílaba a n t e r i o r al g r u p o débil
final.
V e a m o s a h o r a los ejemplos de ( 5 5 b ) . En la hipótesis de
q u e -y es u n afijo regular, el caso ( 4 8 b ) d e la regla principal del
a c e n t o ( 4 7 ) asignará el a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba final de la
secuencia q u e p r e c e d e a -y, ya q u e esta sílaba c o n t i e n e u n gru­
p o fuerte. E s t o nos p r o p o r c i o n a , p o r e j e m p l o , la f o r m a indus-
t.ry. L l a m a m o s la a t e n c i ó n s o b r e el h e c h o d e q u e las restriccio­
nes de (^den de los subcasos (48a-f) de la regla (47) p e r m i t e n
q u e , d e s p u é s de la aplicación de ( 4 8 b ) , se aplique el caso (с) o el
(d) (véase ( 4 9 ) ) . El caso ( 4 8 d ) se aplica a u n a secuencia de la for­
m a V C 1 1 , d o n d e 1 r e p r e s e n t a u n a sílaba a c e n t u a d a , asignando
( >

el a c e n t o p r i m a r i o a la vocal. Pero, c o m o ya h e m o s señalado an­


tes, la r e p r e s e n t a c i ó n s u b y a c e n t e del afijo -y es u n a ^lide. Por
lo t a n t o , industry es u n a secuencia de la f o r m a V C V C |, q u e 0 0

es u n caso especial d e V C 1 ]. De esta f o r m a , el caso ( 4 8 d ) es


Q

aplicable a industry, d a n d o la configuración a c e n t u a l industry,


d e s p u é s de q u e se aplica la regla de ajuste del a c e n t o para dar
industry. O t r a s reglas, sobre las q u e volveremos m á s t a r d e , de-

116
t e r m i n a n q u e t o d a vocal c o n a c e n t o terciario en el c o n t e x t o de
la u d e industry, pierda su a c e n t o y se r e d u z c a . E s t o da la con­
figuración acentual deseada. Por lo t a n t o , los ejemplos de ( 5 5 b )
son p l e n a m e n t e c o m p a t i b l e s c o n la hipótesis de q u e -y es u n
afijo regular.
V e a m o s a h o r a las formas d e ( 5 5 c ) , q u e , c o m o y a h e m o s se­
ñ a l a d o , n o están d e a c u e r d o con la hipótesis de q u e -y asigna
el a c e n t o p r i m a r i o a la s e g u n d a sílaba a la izquierda. Si escoge­
m o s orthodoxy c o m o ejemplo t í p i c o , la regla principal del
a c e n t o , tal y c o m o está f o r m u l a d a , n o s da la siguiente deriva­
ción:

(56) [ N U ^ M T E M A ^ I T E M A \AV 1N

1 R E G L A ( 4 7 ) , C A S O (48f)

1 2 R E G L A (47), CASO (48c)

2 1 R E G L A (47), CASO (48b)


1 2 R E G L A (47), CASO (48c)
1 3 R E G L A (43)

En el primer ciclo, el a c e n t o p r i m a r i o recae sobre el t e m a m o ­


n o s í l a b o dox (del m i s m o m o d o q u e recaía sobre el t e m a m o ­
nosílabo graph en la derivación ( 4 6 ) de photograph). El siguien­
te ciclo afecta al adjetivo orthodox [ o r t o d o x o ) . La regla de la
sílaba a c e n t u a d a (48c) asigna el a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba an­
terior al g r u p o débil, igual q u e o c u r r í a en el caso d e photograph.
De esta f o r m a , el adjetivo aislado t e n d r í a el c o n t o r n o a c e n t u a l
orthodox (la regla de ajuste del a c e n t o ha d e b i l i t a d o el a c e n t o
final, r e d u c i é n d o l o a terciario). Pero en el caso de ( 5 6 ) t e n e ­
mos t o d a v í a u n ciclo m á s . En este tercer ciclo la regla del afijo
(48b) asigna el a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba de g r u p o fuerte q u e

117
p r e c e d e al afijo. El r e s u l t a d o es u n a secuencia q u e t e r m i n a con
la sílaba a c e n t u a d a doxy, sílaba q u e t i e n e la f o r m a CVCCC. En
este p u n t o se aplica o t r a vez la regla de la sílaba a c e n t u a d a
( 4 8 c ) , c o m o ya se hizo en el ciclo a n t e r i o r , volviendo a asignar
el a c e n t o p r i m a r i o a la p r i m e r a vocal. A c o n t i n u a c i ó n se aplica
la re^la de ajuste del a c e n t o ( 4 3 ) , d a n d o la forma deseada or­
thodoxy. Los d e m á s ejemplos de ( 5 5 c ) son similares. En resu­
m e n , estos ejemplos son c o m p a t i b l e s c o n la hipótesis de q u e -y
es u n afijo regular. Los ejemplos d e ( 5 5 d ) se derivan de forma
paralela a los de ( 5 5 b ) , a p l i c a n d o en el ú l t i m o paso transforma-
cional el caso ( 4 8 d ) d e la regla de la sílaba a c e n t u a d a .
V e m o s , e n t o n c e s , q u e si c o n s i d e r a m o s al afijo -y c o m o n o
vocálico desde el p u n t o de vista fonológico, t o d o s los casos de
( 5 5 ) se explican c o n la hipótesis de q u e es u n afijo perfecta­
m e n t e regular, sujeto sin e x c e p c i o n e s a la regla principal del
a c e n t o . Este h e c h o b a s t a r í a para p r o p o n e r una glide c o m o for­
m a s u b y a c e n t e del afijo -y p e r o , c o m o h e m o s visto, existen
o t r o s h e c h o s i n d e p e n d i e n t e s q u e a p o y a n esta conclusión. La
p r e s e n t a c i ó n de los d a t o s de ( 5 5 ) sigue esta hipótesis, sin modi­
ficación de las reglas generales. Se t r a t a , p u e s , d e u n ejemplo
s o r p r e n d e n t e de la efectividad del principio del ciclo transfor-
m a c i o n a l , j u n t o c o n el principio de la o r d e n a c i ó n disyuntiva,
para explicar u n o s d a t o s q u e , d e o t r a f o r m a , serían refractarios
a t o d a solución.
Hay o t r a s formas en -y q u e a p o y a n estas conclusiones. Sin
e m b a r g o , antes de examinarlas e s t u d i a r e m o s los siguientes
ejemplos:

(57) investigative, generative, illustrative, demonstrative


[investigador, generativo, ilustrativo, d e m o s t r a t i v o ]

Está claro q u e las formas s u b y a c e n t e s serán:

118
(58) invéstigAt, génerAt, íllustrAt, démonstrAt

Pero repárese en q u e el afijo -ive asignaría en t o d o s los casos el


a c e n t o p r i m a r i o a la ú l t i m a sílaba fuerte -At, d a n d o las formas
incorrectas *investigátive, *generátive, *illustrátive, *demons-
trátive. Lo q u e sucede r e a l m e n t e es q u e el afijo -ive asigna el
a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba q u e p r e c e d e i n m e d i a t a m e n t e a -At,
si dicha sílaba c o n t i e n e u n g r u p o fuerte, o a la sílaba a n t e r i o r
a ésta si la sílaba q u e p r e c e d e a -At c o n t i e n e u n g r u p o débil.
En otras palabras, el a c e n t o p r i m a r i o se asigna c o m o si el afijo
n o fuera -ive, sino m á s bien -Ative. De h e c h o , veremos q u e p o r
lo general, para efectos de la a c e n t u a c i ó n , el e l e m e n t o -At se
considera p a r t e del afijo. P o d e m o s lograr este efecto reformu-
lando la regla principal del a c e n t o ( 4 7 ) del siguiente m o d o :

5 9 )
< í+afiioí
J 3 2
V - > [acento 1] IX C (W)G / ((Ai) j ? J )]

Para impedir la a m b i g ü e d a d en el desarrollo del e s q u e m a (59),


s u p o n d r e m o s , c o m o principio general, q u e las llaves se desarro­
llan antes q u e los paréntesis. Con esta hipótesis, el e s q u e m a
(59) se desarrolla c o m o (60), q u e a su vez se desarrolla de la
forma h a b i t u a l en u n a secuencia de reglas.

(60) (i4f+afijo]j (a)


+afijo] / (b)
[ a c e n t o 1] / X C (W)
0 / [Atí] { (c)
¿] (d)
] (e)

32. Repárese en que en este caso entra en juego el orden que conlleva
la utilización de los paréntesis, como cabría esperar. De esta forma, si la
regla del afijo se aplica en el contexto At+ive (dando, por ejemplo,

119
H a y u n o r d e n d i s y u n t i v o e n t r e las siguiente reglas: ( 6 0 a ) y
( 6 0 b ) , ( 6 0 c ) y ( 6 0 d ) , y e n t r e cada u n a d e las c o m p r e n d i d a s en
(60a)-(60d) y (60e).
C o n s i d e r e m o s el efecto d e esta leve modificación de la re­
gla en los ejemplos c o n el afijo -y. De esta f o r m a , t e n e m o s las
derivaciones t í p i c a s ( 6 1 ) y ( 6 2 ) para confiscatory [que confis­
cal (e i g u a l m e n t e para compensatory, reformatory [compensa­
t o r i o , r e f o r m a d o r ] , etc.) y anticipatory [que a n t i c i p a ] (e igual­
m e n t e revérberatory, conciliatory [que reverbera, c o n c i l i a d o r ] ,
etc.) r e s p e c t i v a m e n t e :

(61) I A \yconfiscAt\ w Or+y] A

( R E G L A NO D A D A AQUÍ)

2 3 1 REGLA DEL AFIJO (60b)


3 1 4 2 REGLA DE LA SILABA
ACENTUADA (60c)
4 1 5 3 R E G L A (43)

(62) [ A [yanticipAt]y Or+y] A

1 2 (REGLA NO DADA AQUÍ)

2 3 1 REGLA DEL AFIJO (60b)


1 4 2 R E G L A DE L A S I L A B A
ACENTUADA (60c)
1 5 3 • REGLA (43)

Las d o s derivaciones se c o r r e s p o n d e n p u n t o p o r p u n t o . En
—p——
UlustrAtive^, nc» se permite que se vuelva a aplicar en el contexto we
(dando *HluslrAlive).

120
a m b o s casos se asigna el c o n t o r n o a c e n t u a l al verbo s u b y a c e n ­
t e , en virtud de reglas q u e figuran en el c a p í t u l o III d e S P E .
Los verbos, aislados, serían confíscate, anticípate. E n el segun­
do ciclo, la regla de los afijos c a m b i a , en la f o r m a h a b i t u a l , el
a c e n t o p r i m a r i o a la sílaba fuerte i n m e d i a t a m e n t e a n t e r i o r al
afijo -y. En este p u n t o se aplica la regla d e la sílaba a c e n t u a d a ,
modificada e n la f o r m a ( 5 9 ) - ( 6 0 ) ; es decir, c o n s i d e r a n d o al ele­
m e n t o -At c o m o p a r t e del c o n t e x t o d e aplicación, y n o c o m o
sujeto de la aplicación de la regla. Por c o n s i g u i e n t e , -Atory n o
se t o m a en c o n s i d e r a c i ó n , y la regla asigna el a c e n t o p r i m a r i o
a la sílaba final fuerte de la secuencia residual confisc- en ( 6 1 ) ,
y a la sílaba anterior a la sílaba final débil d e la secuencia resi­
dual anticip- en ( 6 2 ) . E n t o n c e s se debilita el a c e n t o y las voca­
les se r e d u c e n de a c u e r d o c o n reglas m u y evidentes s o b r e las
q u e volveremos. En este e j e m p l o , u n a vez m á s , i n t e r a c t ú a n los
distintos casos de la regla principal del a c e n t o p a r a generar es­
t r u c t u r a s fonéticas m u c h o m á s complejas, de a c u e r d o c o n el
principio general del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l y las hipótesis em­
píricas generales s o b r e el o r d e n q u e h e m o s f o r m u l a d o .

6. Gramática particular y gramática universal

En la sección 2 . , b a s á n d o n o s en algunas observaciones pre­


liminares s o b r e los c o n t o r n o s a c e n t u a l e s del inglés, sugerimos
q u e ciertos principios de organización de la gramática p o d r í a n
servir c o m o c o n d i c i o n e s previas p a r a la adquisición del lengua­
je, y d i s c u t i m o s algunos h e c h o s psicológicos y físicos q u e se re­
lacionaban c o n esta hipótesis. A h o r a , tras u n a investigación
más detallada de los c o n t o r n o s a c e n t u a l e s del inglés, se han
fortalecido las c o n c l u s i o n e s provisionales de la sección 2 .
H e m o s visto q u e las reglas simples q u e se aplican en condi­
ciones m u y generales p u e d e n explicar d a t o s m u y ricos y de

121
t i p o s m u y d i s t i n t o s . Este h e c h o t r a e a colación c u e s t i o n e s im­
p o r t a n t e s e i n t e r e s a n t e s . Para facilitar su discusión, p o d e m o s
invocar la distinción tradicional e n t r e " g r a m á t i c a p a r t i c u l a r "
y " g r a m á t i c a universal". L a gramática particular de u n a lengua
d a d a es u n c o m p e n d i o de p r o p i e d a d e s específicas y accidenta­
les (es decir, n o esenciales) d e esta lengua. U n a gramática uni­
versal es u n sistema d e c o n d i c i o n e s q u e caracterizan cualquier
lengua h u m a n a , u n a t e o r í a de las p r o p i e d a d e s esenciales del
lenguaje h u m a n o . Es r a z o n a b l e s u p o n e r q u e el principio del ci­
clo t r a n s f o r m a c i o n a l y los principios de organización de la gra­
m á t i c a q u e h e m o s f o r m u l a d o en t é r m i n o s d e ciertas convencio­
nes de n o t a c i ó n son p a r t e , e n el caso d e q u e sean c o r r e c t o s , d e
la gramática universal, y n o d e la gramática particular del inglés.
Más e s p e c í f i c a m e n t e , es difícil imaginar c ó m o cada h a b l a n t e
de la lengua p o d r í a " a p r e n d e r " o " i n v e n t a r " tales principios,
3 3
b a s á n d o s e en los d a t o s de q u e d i s p o n e . Por lo t a n t o , parece
necesario s u p o n e r q u e estos principios son p a r t e del e s q u e m a
q u e sirve de c o n d i c i ó n previa para la adquisición del lenguaje
y q u e d e t e r m i n a n el carácter general de lo a d q u i r i d o . A u n q u e
los principios generales de organización d e la gramática q u e he­
m o s v e n i d o d i s c u t i e n d o se p u e d e n considerar p l a u s i b l e m e n t e
p a r t e de la gramática universal, parece q u e reglas c o m o la prin­
cipal del a c e n t o d e b e n considerarse, al m e n o s en su m a y o r par­
t e , c o m o c o n s t i t u y e n t e s de la gramática particular del inglés.
U n a hipótesis r a z o n a b l e , e n t o n c e s , sería q u e la regla del a c e n t o

33. Además, en la medida en que una transcripción fonética se corres-


ponde con una realidad perceptiva, más que con una realidad acústica,
(cf. la sección 2.) las infracciones a las reglas no son detectables. Por otra
parte, resulta difícil imaginar que los adultos, cuyo sistema perceptivo es
extremadamente fuerte, y cuya precisión fonética es muy limitada, pudie-
ran notar y corregir las desviaciones en las formas fonéticas de bajo nivel,
aun en el caso de que éstas tuvieran una contrapartida directa en la for-
ma física del enunciado.

122
nuclear, la regla de los c o m p u e s t o s , y la regla principal del acen­
t o las a p r e n d e el n i ñ o q u e a d q u i e r e la lengua, m i e n t r a s q u e las
condiciones q u e rigen las f o r m a s de las reglas, el principio del
ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l , y los principios de organización implí­
citos en las distintas c o n v e n c i o n e s de n o t a c i ó n q u e h e m o s esta­
blecido son s i m p l e m e n t e p a r t e del a p a r a t o c o n c e p t u a l q u e apli­
ca a los d a t o s .
La regla del a c e n t o nuclear, la regla d e los c o m p u e s t o s , y la
regla principal del a c e n t o , c o n sus d i s t i n t o s casos, h a c e n recaer
el a c e n t o p r i m a r i o en ciertas posiciones. Para justificar estas re­
glas basta u n c o r p u s m u y p e q u e ñ o de d a t o s respecto a la posi­
ción del a c e n t o p r i m a r i o en e n u n c i a d o s simples. Del m i s m o
m o d o , u n c o r p u s p e q u e ñ o d e este t i p o b a s t a r í a para q u e el q u e
a p r e n d e u n a lengua p u d i e r a p o s t u l a r q u e estas reglas f o r m a n
parte de la gramática de la lengua a la q u e está e x p u e s t o . U n a
vez a c e p t a d a s estas reglas, el q u e a p r e n d e u n a lengua p u e d e
aplicar los principios de la gramática universal para d e t e r m i n a r
sus efectos en u n a amplia variedad de casos. C o m o h a b í a m o s
visto, u n a s reglas m u y simples p u e d e n t e n e r efectos e x t r e m a d a ­
m e n t e c o m p l e j o s c u a n d o se aplican de a c u e r d o c o n estos prin­
cipios generales. El h a b l a n t e nativo o el q u e a p r e n d e u n a len­
gua p o d r í a p e r f e c t a m e n t e n o d e t e c t a r estos efectos en s í mis­
m o s ; p e r o c u a n d o vienen d e t e r m i n a d o s p o r u n m a r c o de prin­
cipios generales internalizados, se h a c e n b a s t a n t e accesibles.
Los h a b l a n t e s sin f o r m a c i ó n fonética p a r e c e n e n c o n t r a r
b a s t a n t e fácil d e t e r m i n a r la posición del a c e n t o principal en los
e n u n c i a d o s simples, p e r o e x t r e m a d a m e n t e difícil establecer
c o n t o r n o s a c e n t u a l e s c o m p l e j o s d e u n a m a n e r a detallada y co­
h e r e n t e . E x i s t e n , p o r lo t a n t o , ciertas d u d a s en lo q u e respecta
a la realidad física de estos c o n t o r n o s , a u n q u e n o cabe d u d a de
que u n h a b l a n t e c o n f o r m a c i ó n fonética p u e d e identificar los
c o n t o r n o s a c e n t u a l e s y o t r o s detalles fonéticos con u n a c o h e ­
rencia r a z o n a b l e . Estas observaciones s o n p r e c i s a m e n t e las q u e

123
se p o d r í a n esperar d a d a s las hipótesis provisionales a q u e h e m o s
llegado s o b r e la gramática particular y universal. U n p e q u e ñ o
c o r p u s d e d a t o s r e l a c i o n a d o s c o n la posición del a c e n t o prin­
cipal p u e d e n llevar a la formulación d e las reglas de a c e n t u a c i ó n
m á s i m p o r t a n t e s . Sus efectos en los e n u n c i a d o s complejos es­
t á n d e t e r m i n a d o s p o r los principios universales, n o a p r e n d i d o s ,
de la organización de u n a gramática. El h a b l a n t e u o y e n t e no
necesita a t e n d e r a estos aspectos del e n u n c i a d o d e t e r m i n a d o s
a u t o m á t i c a m e n t e , incluso en aquellas ocasiones en q u e t i e n e n
realidad física; p e r o c o n la práctica los p u e d e situar en el nivel
d e consciencia, t a n t o si tienen realidad acústica c o m o si n o . En
c o n c r e t o , los c o n t o r n o s a c e n t u a l e s se p u d e n " o í r " c o n u n alto
grado d e c o h e r e n c i a , incluso c u a n d o n o se c o r r e s p o n d e n en de­
talle con ninguna p r o p i e d a d física de los e n u n c i a d o s .

7. Del carácter abstracto de la representacicm léxica

El c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o d e la g r a m á t i c a c o n t i e n e u n lexi­
cón q u e registra los e l e m e n t o s léxicos c o n sus p r o p i e d a d e s in­
h e r e n t e s , en c o n c r e t o aquellas p r o p i e d a d e s fonológicas q u e n o
vienen d e t e r m i n a d a s p o r la regla general. Las consideraciones
d e las secciones a n t e r i o r e s sugieren q u e estas formas s u b y a c e n ­
tes n o t e n d r á n p o r lo general n i n g u n a i n d i c a c i ó n del c o n t o r n o
acentual de los e l e m e n t o s o d e la distinción e n t r e vocales redu­
cidas y n o r e d u c i d a s . A este r e s p e c t o , las r e p r e s e n t a c i o n e s lé­
xicas de u n a forma s u b y a c e n t e serán m u y diferentes de las re­
p r e s e n t a c i o n e s fonéticas d e sus variantes en sus c o n t e x t o s par­
ticulares. C o m o e s t u d i a r e m o s m á s a d e l a n t e , existen ejemplos
m u c h o m á s d r a m á t i c o s d e esta discrepancia e n t r e formas sub­
y a c e n t e s y sus realizaciones fonéticas.
En la n o t a 2 6 ( p . 1 0 8 ) a p u n t a m o s q u e la asignación del
a c e n t o p r i m a r i o a los n o m b r e s está g o b e r n a d a p o r la siguiente
regla (en la q u e V r e p r e s e n t a u n n ú c l e o vocálico s i m p l e ) :
s

124
(63) V - [acento 1 1 / X C (W) /
() V C )
S 0

Esta regla está c l a r a m e n t e relacionada c o n la regla principal del


a c e n t o , de u n a forma q u e e s t u d i a m o s en el c a p í t u l o III de SPE.
C o m o ya a p u n t a m o s en la n o t a 2 6 , esta regla da c u e n t a de la
colocación del a c e n t o en palabras c o m o vénison, horízon, éle-
phanl. Para asignar el a c e n t o p r i m a r i o a estas palabras n o ten­
d r e m o s en c u e n t a el n ú c l e o vocálico simple final ni las conso­
nantes q u e le siguen, y asignaremos este a c e n t o a la p e n ú l t i m a
sílaba de la secuencia r e s t a n t e si su g r u p o final es débil, o a es­
te m i s m o g r u p o final si es fuerte. A s í , la regla es p r e c i s a m e n t e
del tipo q u e ya n o s resulta familiar. Si la sílaba final de u n
n o m b r e c o n t i e n e u n n ú c l e o vocálico c o m p l e j o , e n t o n c e s la
regla ( 6 3 ) es inaplicable, y se aplica en la forma h a b i t u a l el
caso (48f) d e la regla principal del a c e n t o , asignando el a c e n t o
primario a la sílaba final de palabras c o m o machine, caréer.

A p a r e n t e m e n t e , las palabras q u e t e r m i n a n en vocal p a r e c e n


estar en c o n t r a d i c c i ó n c o n esta regla. A s í , en palabras c o m o
country, menú, window s [ c a m p o , m e n ú , v e n t a n a l , el n ú c l e o
vocálico final es c o m p l e j o (a saber, E, U, O, r e s p e c t i v a m e n t e )
en m u c h o s dialectos. Sin e m b a r g o , el a c e n t o n o recae s o b r e él.
Esto parece difícil de explicar d e n t r o del p r e s e n t e m a r c o , hasta
que o b s e r v a m o s q u e en posición final de palabra n o h a y oposi­
ción e n t r e n ú c l e o vocálico simple y c o m p l e j o (véase la p . 1 1 2 ) .
En c o n s e c u e n c i a , n o h a y n i n g ú n i m p e d i m e n t o para q u e en el
lexicón las palabras c o m o country, menú, window estén repre­
sentadas c o n u n n ú c l e o vocálico simple en posición final. E s t o
hará q u e las f o r m a s q u e d e n sujetas a la regla ( 6 3 ) , q u e deja de
lado la sílaba final y asigna del m o d o h a b i t u a l el a c e n t o prima-
n o a la secuencia r e s t a n t e . U n a regla p o s t e r i o r d e t e r m i n a r á la
calidad del n ú c l e o vocálico en la posición de final de palabra.
Esta ú l t i m a regla está bien m o t i v a d a , i n d e p e n d i e n t e de t o d a
cuestión de a c e n t u a c i ó n . A s í p u e s , estas palabras n o c o n t r a d i ­
cen la regla ( 6 3 ) .

125
U n a investigación p o s t e r i o r de las vocales finales sin a c e n t o
revela q u e en el sistema existe u n a laguna. A estas alturas de la
exposición n o t e n e m o s m e d i o s d e justificar esta observación,
p e r o p o d e m o s d e m o s t r a r q u e de los seis núcleos vocálicos sim­
ples q u e p o d r í a n aparecer en posición final, sólo aparecen en
realidad /, ce, u, o y o. N o existe n i n g ú n ejemplo en el q u e apa­
rezca e c o m o vocal final de la r e p r e s e n t a c i ó n léxica.
D e j a n d o estas observaciones en u n s e g u n d o p l a n o , p o d e ­
m o s volver al p r o b l e m a de la a c e n t u a c i ó n . C o n s i d e r e m o s las
palabras ellipse, eclipse [elipse, eclipse]. Si la r e p r e s e n t a c i ó n
léxica fuera elips, eklips, e n t o n c e s se p o d r í a aplicar la regla
( 6 3 ) , dejando de lado la sílaba final (ya q u e c o n t i e n e u n nú­
cleo vocálico simple) y asignando el a c e n t o p r i m a r i o a la pri­
m e r a sílaba, c o n lo q u e q u e d a r í a n las formas fonéticas *Elips,
*Eklips. R e c o r d e m o s las observaciones del párrafo a n t e r i o r .
S u p o n g a m o s q u e asignáramos a estas palabras las representa­
ciones léxicas elipse, eklipse, r e s p e c t i v a m e n t e . La regla (63) de­
jaría de lado el n ú c l e o vocálico simple final e y asignaría el
a c e n t o p r i m a r i o al g r u p o fuerte q u e le p r e c e d e , con lo q u e q u e ­
daría elipse, eklipse. Para o b t e n e r las formas fonéticas correc­
tas h e m o s de añadir a la gramática la regla d e elisión de e:

(64) e -> 0 / #

Esta regla da las formas finales c o r r e c t a s . T a m b i é n explica la


laguna q u e s e ñ a l á b a m o s en el párrafo anterior, q u e a h o r a p o d e ­
m o s ver q u e n o residía en las r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas subya­
c e n t e s , sino en la salida fonética.
C o m o ya v e r e m o s , la regla ( 6 4 ) t i e n e m o t i v a c i o n e s inde­
p e n d i e n t e s , a p a r t e d e las consideraciones q u e a c a b a m o s d e
m e n c i o n a r . Por d a r o t r o e j e m p l o , c o n s i d e r e m o s la palabra Nep-
3 4
tune, c u y a r e p r e s e n t a c i ó n fonética es [ n é p t U n ] . El g r u p o final

34. Por el momento, dejamos de lado las variantes dialectales.

126
de la r e p r e s e n t a c i ó n fonética es fuerte y p o r lo t a n t o , en virtud
de la regla principal del a c e n t o , s o b r e él d e b e recaer el a c e n t o
primario. En este caso n o p o d e m o s añadir s i m p l e m e n t e u n a e
final a la r e p r e s e n t a c i ó n léxica, c o m o h i c i m o s en los ejemplos
anteriores, p o r q u e si Neptune e n t r a r a en el lexicón c o m o nep-
tUne, el a c e n t o p r i m a r i o recaería s o b r e la s e g u n d a sílaba, esta
vez en virtud de la regla ( 6 3 ) . A p a r e n t e m e n t e , la única alterna­
tiva q u e n o s ' r e s t a es e n t r a r Neptune con la r e p r e s e n t a c i ó n lé­
xica neptune, es decir, c o n el n ú c l e o vocálico simple u en la
segunda sílaba. A h o r a la regla ( 6 3 ) asignará el a c e n t o p r i m a r i o
a la p r i m e r a sílaba, p o r q u e la s e g u n d a c o n t i e n e u n g r u p o débil.
E n t o n c e s p o d e m o s añadir la regla ( 6 5 ) (en la q u e C r e p r e s e n t a
una sola c o n s o n a n t e ) :

(65) u ^ U / CV

De esta f o r m a o b t e n e m o s la siguiente derivación:

(66) neptune
1 REGLA (63)
U R E G L A (65)
0 R E G L A (64)

La forma fonética final es [ n é p t U n |, c o m o se r e q u e r í a .


En realidad, la regla (65) t a m b i é n se justifica p o r m o t i v o s
i n d e p e n d i e n t e s . A s í , en el c o n t e x t o CV e n c o n t r a m o s so­
l a m e n t e la [U] fonética, y n o los o t r o s reflejos fonéticos de la
3 5
u subyacente ( p o r e j e m p l o , e n music, mutiny, mural [músi­
ca, m o t í n , m u r a l ] ) .

3 5 . Normalmente el núcleo vocálico simple u de las representaciones


subyacentes se realiza fonéticamente como [ A ] delante de consonantes, en
virtud de reglas generales que describimos en el capítulo IV de SPE.

127
En este caso, c o m o en las d e m á s formas q u e h e m o s discuti­
d o en esta sección, h e m o s llegado de n u e v o a u n a representa­
ción s u b y a c e n t e m u y a b s t r a c t a (y q u e , u n a vez m á s , se corres­
p o n d e d i r e c t a m e n t e c o n la o r t o g r a f í a c o n v e n c i o n a l ) .
C o n s i d e r e m o s a h o r a los verbos del t i p o de caréss y haráss.
3 6
[acariciar, a c o s a r ! . La sílaba final d e las r e p r e s e n t a c i o n e s fo­
néticas d e estas formas tiene u n g r u p o débil a c e n t u a d o , lo q u e
va en c o n t r a de la regla principal del a c e n t o ( 4 7 ) . S u p o n g a m o s ,
sin e m b a r g o , q u e asignamos a estas palabras las representacio­
nes léxicas kVress, hVraess, en las q u e V r e p r e s e n t a , en este ca­
37
so, u n n ú c l e o vocálico simple n o e s p e c i f i c a d o . A h o r a las d o s
c o n s o n a n t e s finales hacen q u e el g r u p o final sea fuerte. Para
o b t e n e r las f o r m a s c o r r e c t a s n e c e s i t a m o s o t r a regla q u e b o r r e
u n a d e las d o s s, a la q u e d e n o m i n a r e m o s regla de simplifica­
ción de los g r u p o s :

3 8
(67) Bórrese la p r i m e r a de d o s c o n s o n a n t e s i d é n t i c a s .

E s t o n o s da las formas fonéticas [ k a r é s ) , [haraés], e l i m i n a n d o


o t r a a p a r e n t e e x c e p c i ó n a las reglas de a c e n t u a c i ó n .
U n a vez m á s , nos e n c o n t r a m o s con q u e la regla q u e p o s t u ­
l a m o s (en este caso la regla ( 6 7 ) ) está bien m o t i v a d a s o b r e ba­
ses i n d e p e n d i e n t e s , c o m o veremos p o r las siguientes considera­
ciones. E x a m i n a r e m o s en p r i m e r lugar el caso de las palabras
c o m o cunning, currency, y mussel [ a s t u t o , circulación, meji­
l l ó n ] , en las q u e el reflejo f o n é t i c o de la u s u b y a c e n t e de la

36. Esta última con la representación fonética [haraés|. La forma al-


ternativa, [haéras |, derivará de la representación léxica hoorVs.
37. Volveremos más tarde sobre el contenido exacto de esta observa-
ción,
38. Hemos de señalar que esta regla, en rigor, no se podría formular
dentro del sistema que hemos establecido hasta el momento. Más adelan-
te volveremos sobre esta cuestión.

128
primera sílaba es [ A ) , y n o [U] (véase la n o t a 3 5 ) . De a c u e r d o
con la regla ( 6 5 ) , en el c o n t e x t o CV la u s u b y a c e n t e de­
bería dar la [U] fonética, c o m o o c u r r e e n punitive [represivo],
mural, music, e t c . . P o d e m o s i m p e d i r q u e esta regla se aplique
a formas c o m o cunning s u p o n i e n d o q u e en la r e p r e s e n t a c i ó n
s u b y a c e n t e existen c o n s o n a n t e s d o b l e s . Estas se simplificarán
por la regla ( 6 7 ) . C o m o alternativa t e n d r í a m o s q u e s u p o n e r
q u e en las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s existe oposición e n t r e
u y U. E s t o n o es n a d a plausible n o sólo p o r los ejemplos y a
e x p u e s t o s q u e m o t i v a n la regla ( 6 5 ) , s i n o t a m b i é n p o r el siste­
ma de alternancias vocálicas q u e describiremos m á s a d e l a n t e .
Obsérvese q u e en el par music-mussel, q u e a n t e s señalába­
m o s , la f o r m a con [U] fonética t i e n e u n a c o n s o n a n t e intervo­
cálica s o n o r a , m i e n t r a s q u e la forma con [ A ] t i e n e u n a c o n s o ­
n a n t e intervocálica s o r d a . De esta f o r m a , la o p o s i c i ó n se esta­
blece e n t r e [Uz] y [ A S ] en posición intervocálica. Esta correla­
ción es general. P o d e m o s dar c u e n t a de ella p o s t u l a n d o u n a re­
gla q u e s o n o r i c e la [s] en posición intervocálica, aplicándose
esta regla a n t e s de la ( 6 7 ) :

(68) s^[+sonoro] /V V

Dada la regla ( 6 8 ) , <que precisaremos m á s a d e l a n t e , t e n e m o s las


derivaciones ( 6 9 ) :

(69) musik mussel


U R E G L A (65)
A
(VÉASE NOTA 35)
z R E G L A (68)
0 REGLA (67)

La regla ( 6 8 ) está m o t i v a d a i n d e p e n d i e n t e m e n t e p o r o t r o s
m u c h o s f e n ó m e n o s . Por e j e m p l o , c o m p á r e n s e los pares resent-

129
-consent, resist-consist [estar resentido-consentir, resistir-consis-
t i r | . En ellos se observa q u e la c o n s o n a n t e inicial de cada u n o
de los t e m a s -sent y -sist se sonoriza i n t e r v o c á l i c a m e n t e , p e r o
n o en posición p o s t c o n s o n á n t i c a . Estos ejemplos justifican t o ­
davía más d i r e c t a m e n t e la regla ( 6 7 ) , la regla q u e b o r r a la pri­
m e r a de d o s c o n s o n a n t e s idénticas. Así, c o n s i d e r e m o s palabras
c o m o dissemble, dissent [disimular, d i s e n t i r | , con el prefijo
dis- (cf. distrust, disturb [desconfiar, p e r t u r b a r ] , etc.) y u n te­
m a q u e c o m i e n z a p o r s. La regla (67) se necesita e v i d e n t e m e n ­
t e para dar c u e n t a del h e c h o de q u e el g r u p o intervocálico fo­
n é t i c a m e n t e es una sola c o n s o n a n t e | s | ; n o le afecta la sonori­
zación de (68) por la s final del prefijo, frente a resemble [pa­
recerse] y resent, e t c . . Del m i s m o m o d o , p o d e m o s basarnos en
la regla (67) para explicar el h e c h o de q u e el prefijo ex- sea fo­
n é t i c a m e n t e [ e k | c u a n d o el t e m a c o m i e n z a p o r [s|, c o m o en
exceed [sobrepasar] frente a extend [ e x t e n d e r ] . De esta forma,
para a p o y a r el análisis p r o p u e s t o convergen varias considera­
ciones.
C o n s i d e r e m o s ahora las palabras radium, medial | radio, in­
t e r m e d i o ! frente a radical, medical [radical, m é d i c o ] . Estos
ejemplos p r e s e n t a n los núcleos complejos [ A ] , [E] en el con­
texto C/V, y los núcleos simples [ae|, [e] en el c o n t e x t o
C/C. Un gran n ú m e r o de ejemplos de este t i p o , q u e estu­
d i a r e m o s c o n detalle más a d e l a n t e , nos lleva a p o s t u l a r reglas
del siguiente t i p o ( d o n d e C es u n a c o n s o n a n t e s i m p l e ) :

(70) \ > I CiV

Obsérvese q u e c u a n d o la vocal en cuestión va seguida de dos


c o n s o n a n t e s (calcium, compendium [calcio, c o m p e n d i o ) ) , n o
está sujeta a la regla (70) y, p o r consiguiente, p e r m a n e c e simple.
C o n t i n u e m o s con o t r o tipo de palabras, q u e p o d e m o s
ejemplificar con potassium, gymnasium, magnesium [potasio,

130
gimnasio, magnesio!. C o m o en el caso de music-mussel, se ad­
vierte q u e c u a n d o t e n e m o s u n a | s | n o s o n o r a (en este caso en
el c o n t e x t o /V) el n ú c l e o vocálico q u e lo p r e c e d e es sim­
ple, pero c u a n d o t e n e m o s u n a [ z | s o n o r a el n ú c l e o vocálico
que lo p r e c e d e es c o m p l e j o . P o d e m o s dar c u e n t a d e esta orga­
nización de d a t o s p o r m e d i o de formas s u b y a c e n t e s y deriva­
ciones del t i p o siguiente:

(71) potaessium gimnoesium


A REGLA (70)
z REGLA (68)
0 REGLA (67)

Una vez más, la regla ( 6 7 ) , e n t r e o t r a s , d a c u e n t a de d a t o s sig­


nificativos.
Por ú l t i m o , obsérvese q u e existen palabras c o m o confetti,
Mississippi, Kentucky q u e a p a r e n t e m e n t e violan la regla ( 6 3 ) ,
que asigna el a c e n t o de la sílaba a n t e p e n ú l t i m a de los n o m b r e s
q u e t e r m i n a n en u n n ú c l e o vocálico simple p r e c e d i d o de un
grupo débil. P o d e m o s evitar esta violación de la regla d a n d o las
representaciones léxicas kVnfetti, mississippi, kVntukki, res­
p e c t i v a m e n t e . La p e n ú l t i m a sílaba, q u e es fuerte, t o m a r á el
a c e n t o p r i m a r i o en virtud de la regla ( 6 3 ) . Las c o n s o n a n t e s d o ­
bles i m p i d e n la sonorización de [ s | p o r la regla ( 6 8 ) y el cam­
bio de u a [ U | p o r la regla ( 6 5 ) . La regla ( 6 7 ) la simplifica, lle­
gado este p u n t o , c o m o a n t e r i o r m e n t e . C o m o un a p o y o más a
este análisis, o b s e r v a m o s q u e con m u c h a frecuencia los grupos
o b s t r u y e n t e s intervocálicos del inglés son s o r d o s ; de m o d o se­
m e j a n t e , en aquellas posiciones d o n d e se d e b e p o s t u l a r u n a
c o n s o n a n t e d o b l e para dar c u e n t a de las peculiaridades de la
localización del a c e n t o , de la calidad de la c o n s o n a n t e , y de la
calidad de la vocal, c o m o en los ejemplos de esta sección, apa­
rece, salvo raras e x c e p c i o n e s , u n a o b s t r u y e n t e s o r d a .

131
R e c a p i t u l a n d o , la regla d e elisión d e e ( 6 4 ) , la regla d e sim­
plificación d e los g r u p o s ( 6 7 ) y las d e m á s q u e h e m o s d i s c u t i d o
a q u í f o r m a n u n sistema de reglas q u e se c o n f i r m a n m u t u a ­
m e n t e , q u e se p u e d e n justificar de m u c h a s formas i n d e p e n ­
d i e n t e s , y q u e d a n c u e n t a d e u n g r u p o m u y - e x t e n s o de d a t o s .
Estas reglas n o s llevan a p o s t u l a r formas s u b y a c e n t e s m u y abs­
t r a c t a s . A d e m á s , estas r e p r e s e n t a c i o n e s a b s t r a c t a s s u b y a c e n t e s
están m u y p r ó x i m a s , p o r lo general, a la ortografía convencio­
nal.
P o d e m o s t e r m i n a r c o n d o s ejemplos m á s . C o n s i d e r e m o s la
palabra giraffe [jirafa], q u e tiene la f o r m a fonética [jaraéf ]. En
este caso t e n e m o s u n g r u p o débil final a c e n t u a d o . P o d e m o s ex­
plicar e s t o p o s t u l a n d o la r e p r e s e n t a c i ó n léxica s u b y a c e n t e gi-
raeffe. La regla de a c e n t u a c i ó n ( 6 3 ) hace q u e el a c e n t o prima­
rio recaiga sobre la p e n ú l t i m a sílaba. Por m e d i o de la regla de
elisión d e e y d e la d e simplificación d e los grupos ( n ó t e s e q u e
u n a vez m á s está en juego u n g r u p o s o r d o ) d e r i v a m o s [giraéf].
E v i d e n t e m e n t e , d e b e m o s t e n e r u n a regla q u e debilite l a g , dan­
d o [ J] (y fe, d a n d o [s]) d e l a n t e d e las vocales a n t e r i o r e s n o ba­
jas, c o n algunas precisiones q u e a ñ a d i r e m o s más t a r d e .

(72) ( g - j

(k->s

C o n la regla ( 7 2 ) y la regla general de r e d u c c i ó n vocálica deri­


v a m o s [jaraéf], c o m o se p e d í a . O t r a alternativa p o d r í a ser q u e
la r e p r e s e n t a c i ó n s u b y a c e n t e fuera jVraeffe; hay o t r a s posibi­
lidades p a r a derivar la f o r m a fonética m e d i a n t e p r o c e s o s regu­
lares.
Por ú l t i m o , v e a m o s el caso de palabras c o m o courage [kAra j ]
y courageous [ k a r A j a s ] [valor, v a l i e n t e ] . A p a r e n t e m e n t e , pa­
recen e n t r a r en c o n t r a d i c c i ó n c o n las reglas q u e rigen la coloca-

132
ción del a c e n t o y la calidad de la vocal, tal y c o m o las h e m o s
p r e s e n t a d o e n este c a p í t u l o . Sin e m b a r g o , s u p o n g a m o s q u e t o ­
m a m o s c o m o f o r m a s u b y a c e n t e koraege^. A p a r t i r de esta hi­
pótesis, t e n e m o s las siguientes d e r i v a c i o n e s :

(73) koraege koraege+os


1 R E G L A (63)
1 ( R E G L A (47), CASO (48)
4 0
A REGLA ( 7 0 )
) } (REGLA (72)
4 1
<¿ 0 REGLA ( 6 4 )
(VÉASE NOTA 39)
9 9 9 (REDUCCIÓN DE LA
VOCAL)

39. Cuando en el capítulo IV de SPE discutimos la regla de ajuste del


redondeamiento se observa que, en ciertas condiciones, las vocales poste-
riores relajadas pierden el rasgo "redondeado". Una de las consecuencias
de esta regla es el cambio o - * A , donde [ A ] se considera una vocal media
posterior no redondeada y relajada, que se diferencia de [o] por carecer
del rasgo "redondeado".
Hay que señalar, incidentalmente, que una representación mejor se-
ría covazge, donde c representa un símbolo con una configuración de ras-
gos idéntica a k, excepto en que aparece en una clase de formas léxica-
mente diferenciada, sujeta a ciertos procesos sintácticos y fonológicos
(toman afijos derivativos de los sistemas romance y griego y están sujetas
a reglas como (72)). (Cf. la parte final del capítulo IV de SPE).
40. En realidad, generalizamos (70) de modo que se aplique al con-
texto CaV, donde a representa una vocal anterior no baja, o una gli-
de, es decir, [i ], [e ], fi |, [e |, o las glides correspondientes. Ya veremos que
se trata, para nuestro sistema, de una simplificación de la regla.
4 1 . Generalizamos la regla (64) de modo que elida la e final no sólo
ante límite de palabra, sino también ante cualquier límite de formante.
Una vez más, se trata de una simplificación en nuestro sistema, como ya
veremos.

133
En el caso d e courage, t o m a d o a i s l a d a m e n t e , el a c e n t o prima­
rio está asignado p o r la regla del n o m b r e ( 6 3 ) ; en el caso de
courageous, p o r la regla d e los afijos ( 4 7 ) , del m o d o a c o s t u m ­
b r a d o . La segunda sílaba de courageous se convierte en u n nú­
cleo c o m p l e j o en virtud de la regla ( 7 0 ) , d e l a n t e de u n a vocal
anterior n o baja seguida d e o t r a vocal. A c o n t i n u a c i ó n se suavi­
za la c o n s o n a n t e g en [j 1, p o r la regla ( 7 2 ) , y se b o r r a la e final.
A c o n t i n u a c i ó n la r e d u c c i ó n vocálica da las f o r m a s deseadas.
U n a vez m á s , u n a forma s u b y a c e n t e m u y a b s t r a c t a , m u y pare­
cida a la ortografía c o n v e n c i o n a l , da c u e n t a de las variantes
p o r m e d i o de reglas d e u n a gran generalidad y u n c a m p o de
aplicación m u y e x t e n s o .
S e ñ a l e m o s , de pasada, q u e n o tiene n a d a de s o r p r e n d e n t e
el h e c h o de q u e la ortografía convencional c o n s t i t u y a , c o m o
sugieren estos ejemplos, u n sistema casi ó p t i m o de representa­
ción léxica de las palabras del inglés. El p r i n c i p i o f u n d a m e n t a l
de la ortografía es el de n o indicar la variación fonética en
aquellos casos en q u e se p u e d e predecir m e d i a n t e u n a regla ge­
neral. Por esta razón n o se suele reflejar la colocación del acen­
t o ni las alternancias vocálicas o c o n s o n a n t i c a s regulares. La or­
tografía es un sistema c r e a d o para lectores q u e c o n o c e n la len­
gua, q u e e n t i e n d e n las oraciones y, p o r lo t a n t o , c o n o c e n su es­
t r u c t u r a superficial. Estos lectores p u e d e n p r o d u c i r las formas
fonéticas a d e c u a d a s , dada la r e p r e s e n t a c i ó n ortográfica y la es­
t r u c t u r a superficial, p o r m e d i o de las reglas q u e utilizan para la
p r o d u c c i ó n e i n t e r p r e t a c i ó n del habla. T e n d r í a p o c o s e n t i d o
p a r a la ortografía indicar las variantes predecibles. E x c e p t o en
lo q u e respecta a las variables impredecibles ( p o r e j e m p l o , man-
-men, buy-bought [hombre-hombres, compro-compré|), una
ortografía ó p t i m a t e n d r í a u n a r e p r e s e n t a c i ó n para cada entra­
d a léxica. Por n o t e n e r a m b i g ü e d a d e s , este sistema m a n t e n d r í a
u n a estrecha c o r r e s p o n d e n c i a e n t r e u n i d a d e s s e m á n t i c a s y re­
p r e s e n t a c i o n e s ortográficas. Un sistema de este t i p o resultaría

134
de escasa utilidad p a r a q u i e n deseara p r o d u c i r u n o s e n u n c i a d o s
aceptables sin c o n o c e r la lengua, p o r ejemplo u n a c t o r q u e le­
yera u n a s l í n e a s escritas en u n a lengua q u e n o le fuera familiar.
Para este p r o p ó s i t o sería superior u n alfabeto f o n é t i c o , es de­
cir, las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas regularizadas q u e se c o n o c e n
c o m o " f o n é m i c a " en la lingüística m o d e r n a . Sin e m b a r g o , esta
no es la función de los sistemas ortográficos c o n v e n c i o n a l e s ,
que están d e s t i n a d o s al uso d e los h a b l a n t e s d e la lengua. Es u n
h e c h o digno d e m e n c i ó n , a u n q u e n o s o r p r e n d e n t e , q u e la o r t o ­
grafía inglesa, a pesar de sus i n c o h e r e n c i a s , citadas a m e n u d o ,
se a p r o x i m a c o n s i d e r a b l e m e n t e a u n sistema ortográfico ópti­
m o del inglés. C o r r e s p o n d i e n t e m e n t e , n o sería s o r p r e n d e n t e
descubrir q u e u n a t e o r í a a d e c u a d a d e la p r o d u c c i ó n y la per­
cepción del h a b l a d e b e dejar lugar a u n sistema de representa­
ción semejante al o r t o g r á f i c o , a u n q u e , de m o m e n t o , existen
pocas evidencias d e q u e la transcripción f o n é m i c a sea u n siste­
ma " p s i c o l ó g i c a m e n t e r e a l " en este s e n t i d o .
T a m b i é n se d e b e observar q u e dialectos m u y diferentes
p u e d e n t e n e r u n sistema de r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s idén­
tico o m u y similar. Es u n h e c h o m u y c o n f i r m a d o e m p í r i c a ­
m e n t e q u e las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s son m u y resisten­
tes al c a m b i o h i s t ó r i c o , q u e t i e n d e , en s u m a , a p o n e r en juego
4 2 e
reglas fonéticas t a r d í a s . Si e s t o es c i e r t o , e n c o n t r a r í a m o s el

42. Cf. Halle (1964), Kiparsky (1965), Postal (1968).


e. King (1969) distingue entre el cambio en el componente de las re-
glas (cambio primario) y el cambio de las representaciones subyacentes
(rccstrucluración). Este último tipo de cambio aparece típicamente en la
transmisión del lenguaje de generación en generación. El Dispositivo de
Adquisición del Lenguaje (Languagc Acquisilion Device; Facultad Lin-
güística Primigenia para Otero, 1971) hace que el niño que aprende una
lengua optimice los datos de la salida del componente fonológico de los
hablantes de la generación anterior, creando una gramática simplificada.

135
m i s m o sistema de r e p r e s e n t a c i ó n d e formas s u b y a c e n t e s e n
amplias e x t e n s i o n e s y largos p e r í o d o s d e t i e m p o . De esta for­
m a , u n a o r t o g r a f í a c o n v e n c i o n a l p u e d e t e n e r u n a vida útil m u y
larga para u n a gran c a n t i d a d d e dialectos divergentes fonética­
mente.
Estas observaciones sugieren u n a descripción del p r o c e s o
de la l e c t u r a vocalizada q u e se p o d r í a resumir, e n u n a p r i m e r a
a p r o x i m a c i ó n , del siguiente m o d o . S u p o n g a m o s u n lector q u e
ha i n t e r i o r i z a d o u n a gramática G d e su lengua m a t e r n a . Se le
p r e s e n t a al lector u n a c a d e n a lineal de s í m b o l o s escritos W en
la o r t o g r a f í a c o n v e n c i o n a l . P r o d u c e c o m o r e p r e s e n t a c i ó n inter­
na de esta c a d e n a lineal W u n a s e c u e n c i a S d e s í m b o l o s abstrac­
t o s del t i p o q u e h e m o s venido c o n s i d e r a n d o . H a c i e n d o uso dé la
i n f o r m a c i ó n sintáctica y s e m á n t i c a de q u e d i s p o n e , el lector
e n t i e n d e el e n u n c i a d o , a partir de u n análisis previo de S y de
gran c a n t i d a d de i n f o r m a c i ó n e x t r a l i n g ü í s t i c a s o b r e el escritor
y el c o n t e x t o ; en particular, asigna a S la e s t r u c t u r a superficial
4 3
i : . U n a vez q u e d i s p o n e d e p u e d e p r o d u c i r la representa­
ción fonética de S y, p o r ú l t i m o , la señal física q u e c o r r e s p o n ­
d e a la e n t r a d a visual W. E v i d e n t e m e n t e , la lectura se verá faci­
litada p o r el h e c h o de q u e la o r t o g r a f í a d e W c o r r e s p o n d a a las
r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s q u e p r o p o r c i o n a la gramática G.
En la m e d i d a en q u e se c o r r e s p o n d a n , el lector p o d r á apelar a

Esta nueva gramática se diferencia de las anteriores, no óptimas, en algu-


nos aspectos del componente de las reglas (pérdidade reglas,reordenación,
etc.) y quizás también en las representaciones subyacentes. La gramática
del adulto puede presentar algún tipo de cambio primario (por ejemplo,
adición de una nueva regla, normalmente al final del componente), pero
nunca reestructuración. Cf. King (1969), pp. 3 9 , 6 5 , 84. (N. del T.)
4 3 . Evidentemente, es una simplificación excesiva suponer que la
conversión de W a S precede a los procesos interpretativos que asignan
1 a S. No hay ninguna razón para suponer que sea así, y fenómenos tan
comunes como los errores que surgen en la corrección de pruebas sugie-
ren que de hecho no ocurre así.

136
los procesos fonológicos familiares p a r a relacionar la e n t r a d a
visual W c o n la señal acústica. Por esta r a z ó n sería de esperar
que la o r t o g r a f í a convencional fuera superior, p o r t o d o s los
c o n c e p t o s , a la t r a n s c r i p c i ó n f o n é m i c a , q u e p o r lo general está
m u y alejada de la r e p r e s e n t a c i ó n s u b y a c e n t e fonológica o léxi­
ca, c o n la q u e n o la relaciona n i n g ú n c o n j u n t o d e reglas lingüís­
t i c a m e n t e significativo. Por o t r a p a r t e , para u n a c t o r q u e leye­
ra unas líneas en u n a lengua q u e n o fuera la s u y a , la transcrip­
ción f o n é m i c a sería m u y superior a la o r t o g r a f í a c o n v e n c i o n a l ,
ya q u e se p o d r í a leer sin c o m p r e n s i ó n , m i e n t r a s q u e la ortogra­
fía c o n v e n c i o n a l , p r ó x i m a al sistema l i n g ü í s t i c a m e n t e significa­
tivo q u e s u b y a c e al habla n o r m a l , sólo se p u e d e leer c u a n d o
existe u n c o n o c i m i e n t o de la e s t r u c t u r a superficial ( i n c l u y e n d o
la e s t r u c t u r a i n t e r n a de las p a l a b r a s ) , es decir, c u a n d o el e n u n ­
ciado se c o m p r e n d e en cierto m o d o .
Hay m u c h a s c u e s t i o n e s i n t e r e s a n t e s q u e surgen s o b r e el
p r o b l e m a del desarrollo de los sistemas d e r e p r e s e n t a c i ó n s u b ­
y a c e n t e d u r a n t e el p e r í o d o de adquisición del lenguaje. Es p o ­
sible q u e este p r o c e s o sea s u m a m e n t e l e n t o . E x i s t e n , p o r ejem­
plo, algunas evidencias de q u e los n i ñ o s t i e n d e n a o í r m u c h o
f
más f o n é t i c a m e n t e q u e los a d u l t o s . N o h a y n a d a q u e justifi­
que la c o n c l u s i ó n d e q u e e s t o es s i m p l e m e n t e u n a cuestión d e
práctica y e x p e r i e n c i a ; p u e d e ser m u y bien u n a cuestión d e
m a d u r e z . A d e m á s , p u e d e q u e en los p r i m e r o s estadios d e la ad-

f. Algunas investigaciones posteriores han profundizado en esta pro-


blemática.'Así, Hyman (1970), basándose en préstamos del yoruba al nu-
pe, demuestra que el niño que aprende una lengua no se queda en los da-
tos fonéticos, deduciendo de ellos las formas subyacentes, sino que extra-
pola estos mismos datos, por medio de procesos que pueden alcanzar un
alto grado de complejidad. Uno de los ejemplos qué aporta Hyman es el
de una misma vocal superficial que se reconoce y se aprende como dos
vocales subyacentes distintas, según su comportamiento en las reglas de
reduplicación. ( N . d e l T . )

137
quisición del lenguaje n o se disponga de u n a gran p a r t e de la
i n f o r m a c i ó n p e r t i n e n t e para la c o n s t r u c c i ó n de los sistemas
s u b y a c e n t e s de r e p r e s e n t a c i ó n . Estas son cuestiones abiertas, y
n o t i e n e s e n t i d o seguir e s p e c u l a n d o s o b r e ellas. Merecen, m á s
bien, un e s t u d i o e m p í r i c o serio, n o sólo p o r la i m p o r t a n c i a
f u n d a m e n t a l de la cuestión d e la "realidad psicológica" de las
c o n s t r u c c i o n e s lingüísticas, sino t a m b i é n p o r r a z o n e s p r á c t i c a s ;
p o r e j e m p l o , en lo q u e respecta al p r o b l e m a de la e n s e ñ a n z a de
la lectura. Sin e m b a r g o , estas últimas c u e s t i o n e s q u e d a n fuera
del t e m a d e este libro.

8. Las alternancias vocálicas

Ya h e m o s señalado q u e los n ú c l e o s vocálicos simples y


c o m p l e j o s alternan en c i e r t o m o d o . A c o n t i n u a c i ó n v a m o s a \
considerar estos p r o c e s o s c o n m a y o r detalle.
Si c o m p a r a m o s palabras c o m o profane-profanity, compare-
-comparative, grate full-gratitude, serene-serenity, appeal-appe-
lative, plenum-plenitude, divine-divinity, derive, derivative, re-
concile-conciliate [profanar-impiedad, c o m p a r a r - c o m p a r a t i v o ,
a g r a d e c i d o - a g r a d e c i m i e n t o , sereno-serenidad, llamada-apelati­
vo, p l e n o - p l e n i t u d , divino-divinidad, derivar-derivativo, recon­
ciliar-conciliador |, y o t r a s m u c h a s m á s , parece lógico pensar
q u e la gramática d e b e c o n t e n e r reglas q u e p r o d u z c a n los si­
guientes e f e c t o s :

(74) A-^se
E->e
I-M

La vocal en negrita r e p r e s e n t a un n ú c l e o vocálico c o m p l e j o en


el p r i m e r m i e m b r o de cada par, y u n n ú c l e o vocálico simple en

138
el s e g u n d o m i e m b r o d e c a d a par. A d e m á s , t a n t o la calidad d e la
vocal c o m o la c o l o c a c i ó n del a c e n t o en el p r i m e r m i e m b r o d e
cada p a r p a r e c e n r e q u e r i r q u e la f o r m a s u b y a c e n t e t e n g a u n
n ú c l e o vocálico c o m p l e j o , y n o s i m p l e , es decir, q u e la regla
sea ( 7 4 ) en vez d e ( 7 5 ) :

(75) ae-^A
e ->E
i -*I

De esta f o r m a , p o d e m o s postular formas subyacentes como


profAn, serEn, divln^, q u e la regla p r i n c i p a l del a c e n t o (caso
48f) a c e n t u a r á e n el n ú c l e o c o m p l e j o final. Para d a r c u e n t a d e
los s e g u n d o s m i e m b r o s d e c a d a p a r a p l i c a r e m o s la regla ( 7 4 ) e n
el c o n t e x t o ( 7 6 ) ( d o n d e V r e p r e s e n t a u n n ú c l e o vocálico n o -
acentuado):

44. Si nos viéramos limitados a utilizar letras latinas minúsculas y es-


tuviéramos sujetos a u n principio de linearidad absoluta de la forma gráfi-
ca, no podríamos utilizar esta notación, y tendríamos que encontrar otra
alternativa. A la luz de las reglas anteriores, es evidente cuál debería ser
dicha notación. Podemos representar profAn, serEn, diuln en la forma
pro/'cene, serene, divine; entonces la regla principal del acento (caso 48e)>
asignará correctamente el acento; el núcleo vocálico simple se hará com-
plejo en el contexto Ce en virtud de una regla como (65) y la regla
(64) elidirá la e final, dando las formas fonéticas correctas.
Nos podríamos preguntar si, después de todo, esta propuesta no se-
ría la mejor para las representaciones subyacentes. Hemos considerado
muy seriamente esta posibilidad, que no carece de interés. Sin embargo,
la rechazamos, a favor de los análisis con un núcleo complejo final en las
representaciones subyacentes, por dos razones: para empezar, la solución
con la e final tiene menos valor según la medida general de evaluación
(medida de complejidad) que desarrollaremos; en segundo lugar, no he-
mos podido encontrar un sistema simple de reglas que, dentro de esta
hipótesis, proporcione con detalle los resultados requeridos.

1 3 9
(76) •c vc v
0 0

S u p e r f i c i a l m e n t e , las alternancias vocálicas q u e ilustra (74)


parecen ser complejas y asistemáticas en e x t r e m o , p e r o este he­
c h o está e n m a s c a r a d o p o r n u e s t r a n o t a c i ó n en m a y ú s c u l a . Si
e n u n c i a m o s la regla de (74) e m p l e a n d o s í m b o l o s q u e t e n g a n
u n a i n t e r p r e t a c i ó n fonética directa t e n e m o s lo siguiente:

(77) éy -> ae
íy -> e
ay - M

d o n d e los s í m b o l o s e, 7 , a r e p r e s e n t a n las c o n t r a p a r t i d a s f o n o ­
4 5
l ó g i c a m e n t e tensas d e e, /, a ? . Estas reglas son e x t r a o r d i n a r i a ­
m e n t e complejas s o b r e la base del sistema de rasgos (por o t r a
p a r t e bien m o t i v a d o ) q u e d e s a r r o l l a r e m o s m á s a d e l a n t e , y so­
bre la base de cualquier c o n c e p t o de c o m p l e j i d a d q u e parezca
t e n e r algún valor.
Lo q u e c o m p l i c a el p r o b l e m a es el h e c h o de q u e n o basta
c o n p o s t u l a r las reglas ( 7 4 ) - ( 7 7 ) ; t a m b i é n es necesario p o s t u l a r
las reglas ( 7 5 ) q u e t i e n e n el efecto p r e c i s a m e n t e o p u e s t o . Para
ver e s t o , c o n s i d e r e m o s palabras c o m o vañous-vañety, German-
-Germanic-Germanium, manager-managerial [vario-variedad,
a l e m á n - g e r m á n i c o - g e r m a n i o , director-relativo a la d i r e c c i ó n ] . La
f o r m a s u b y a c e n t e d e vary d e b e ser vAri, c o n u n n ú c l e o vocáli­
c o simple en posición final. E n t o n c e s , la regla (48e) d e t e r m i n a ­
rá c o r r e c t a m e n t e el e m p l a z a m i e n t o del a c e n t o . La vocal final
pasa de / a [E] en posición final o a n t e s de la o t r a vocal, e n vir­
t u d de la regla q u e d i s c u t i m o s en la pág. 1 2 5 en relación c o n

45. El aspecto fonético está muy claro, menos en lo relativo a postu-


lar la relación [ae] — [ a y ] , que implica algunas cuestiones que abordamos
en el capítulo IV de SPE.

140
palabras c o m o country, window. Pero n ó t e s e q u e c o n a c e n t o ,
en variety, la vocal en c u e s t i ó n n o pasa a [E] sino a [1]. Por lo
t a n t o d e b e m o s t e n e r u n a regla q u e convierta a la / en [I] en es­
ta posición. C o n s i d e r e m o s a h o r a el t r í o German-Germanic-Ger­
manium. La posición del a c e n t o en el p r i m e r m i e m b r o m u e s t r a
q u e el n ú c l e o vocálico d e su sílaba final d e b e ser débil. El se­
g u n d o m i e m b r o m u e s t r a q u e d e b e ser ae. El tercer m i e m b r o
m u e s t r a q u e esta ae s u b y a c e n t e pasa a [A] en virtud de u n a re­
gla d e la forma ae -> A en ciertos c o n t e x t o s (véase la regla (70)
y la discusión d e courage-courageous de la página 1 3 0 ) . Consi­
d e r e m o s a h o r a manager-managerial. El a c e n t o y la calidad de la
vocal m u e s t r a n q u e la vocal final de manager d e b e ser u n nú­
cleo vocálico simple. Esta vocal se convierte en [E] en el con­
texto C/V; p o r lo t a n t o , d e b e t r a t a r s e de la vocal e (por­
q u e ce se convierte en [A] e / en [II). Varios ejemplos de este
t i p o d e m u e s t r a n q u e d e b e m o s crear reglas, c o n el efecto de
( 7 5 ) , a d e m á s d e reglas c o n el efecto d e ( 7 4 ) .
Pero h e m o s llegado a u n a c o n c l u s i ó n c o m p l e t a m e n t e ina­
c e p t a b l e . Las reglas ( 7 4 ) (= ( 7 7 ) ) y (75) son e x t r e m a d a m e n t e
complejas. A d e m á s , es evidente q u e d e b e h a b e r alguna genera­
lización s u b y a c e n t e q u e dé c u e n t a del h e c h o de q u e las reglas
(74) y (75) t i e n e n u n o s efectos p r e c i s a m e n t e o p u e s t o s . Si da­
m o s las reglas en la forma ( 7 4 ) y ( 7 5 ) n o hay n i n g ú n m o d o d e
expresar esta generalización. En r e s u m e n , n o s e n f r e n t a m o s a
d o s procesos e x t r e m a d a m e n t e complejos q u e , c o n t o d a seguri­
dad, e s t á n r e l a c i o n a d o s , p e r o d e alguna f o r m a q u e n o se p u e d e
c o n s t a t a r si se describen en la f o r m a ( 7 4 ) , ( 7 5 ) .
Estas consideraciones son lo b a s t a n t e fuertes c o m o para su­
gerir q u e hay algo i n a d e c u a d o en la hipótesis q u e h e m o s acep­
t a d o t á c i t a m e n t e , c u a n d o h e m o s abreviado i n f o r m a l m e n t e la
n o t a c i ó n d e los n ú c l e o s c o m p l e j o s d e las f o r m a s s u b y a c e n t e s ,
s i m b o l i z á n d o l o s c o n A , E , I, O , U.
Obsérvese q u e , desde u n p u n t o d e vista f o n é t i c o , los p r o c e -

141
sos ( 7 4 ) y (75) implican d o s t i p o s de alternancias. Esto se ve
c l a r a m e n t e c o n s i d e r a n d o la f o r m u l a c i ó n ( 7 7 ) d e ( 7 4 ) . Es evi­
d e n t e q u e estas reglas afectan t a n t o a la complejidad c o m o a la
calidad del n ú c l e o vocálico en c u e s t i ó n ; es decir, los núcleos
complejos se simplifican, y la vocal del n ú c l e o vocálico c a m b i a
t a m b i é n de calidad. V e a m o s estos procesos p o r s e p a r a d o .
Para e m p e z a r , n o t e n d r e m o s e n c u e n t a la cuestión de la ca­
lidad de la vocal y t r a t a r e m o s el p r o b l e m a de la complejidad
del n ú c l e o vocálico. Señalemos en p r i m e r lugar q u e la presen­
cia de la glide y está en relación c o n la t e n s i ó n d e la vocal. Por
lo t a n t o , lo ú n i c o q u e hay q u e especificar es este rasgo; la pre­
sencia de la glide vendrá d e t e r m i n a d a p o r la regla de d i p t o n g a ­
ción ( 7 8 ) :

(78) 0->y / V

en la q u e 0 -+ y r e p r e s e n t a " i n s e r t a r y " , y V e s u n a vocal ten­


sa. ( V e r e m o s en el c a p í t u l o III d e SPE q u e esta regla es, de he­
c h o , más general.) A h o r a p o d e m o s p r o p o n e r la hipótesis d e
q u e en las formas s u b y a c e n t e s n o hay glides postvocálicas.
Los ejemplos q u e h e m o s d a d o ilustran m u y a d e c u a d a m e n ­
t e el carácter general de las reglas q u e rigen la t e n s i ó n . Resu­
m i e n d o nuestras observaciones, p o d e m o s f o r m u l a r las siguien­
tes reglas, c o m o p r i m e r a a p r o x i m a c i ó n :

(79) V -> [ - t e n s o | / CVCV

(80)

V-> [+tensol /

La regla de relajación (79) convierte a las vocales tensas en ne-

142
grita de grátiíude (cf. gr Ate ful), serenity (cf. serEn), deñvative
(cf. derlv) en sus equivalentes relajadas. Si las formas subya­
centes son graet, seren, derw, r e s p e c t i v a m e n t e , la regla ( 7 9 ) da­
rá las formas graet(itude), seren(ity), deriv(ative), tal y c o m o
se p e d í a . Por o t r a p a r t e , la regla d e tensión ( 8 0 ) se aplica d e la
forma s i g u i e n t e : (a) en el c o n t e x t o - las vocales finales
de country, window, vary, e t c . se h a c e n t e n s a s ; (b) en el con­
texto V, las vocales en negrita de vañous, vañety, impious,
piety, e t c . se hacen t e n s a s ; (c) en el c o n t e x t o CcxV ( d o n d e
a representa u n a vocal n o baja y n o p o s t e r i o r ) las vocales en
negrita de managerial, courageous, Can-adian, e t c . se h a c e n ten­
sas. En los tres casos la vocal tensa se d i p t o n g a en virtud d e la
regla ( 7 8 ) .
Las reglas ( 7 8 ) - ( 8 0 ) , q u e son m u y sencillas y e v i d e n t e s , ex­
plican la complejidad d e los núcleos vocálicos en t o d o s los ca­
sos q u e h e m o s c o n s i d e r a d o . Q u e d a t o d a v í a el p r o b l e m a de la
calidad de las vocales tensas (los núcleos vocálicos c o m p l e j o s ) .
En este p u n t o de n u e s t r o análisis las vocales en negrita de las
palabras grate ful, serene, derive, por e j e m p l o , serán [ » y |, [éy |,
|íy |, r e s p e c t i v a m e n t e , a partir de las s u b y a c e n t e s ae, e, i, en vir­
t u d de las reglas d e tensión y d i p t o n g a c i ó n . Pero el n ú c l e o vo­
cálico de estas palabras sería ( e y | , | f y | , | a y | , r e s p e c t i v a m e n t e .
Es decir, d e b e m o s añadir u n a regla de c a m b i o vocálico q u e
t e n d r í a los siguientes efectos s o b r e las vocales a c e n t u a d a s :

(81) ae — é
e i

7 -* a (= ¿ —véase la n o t a 4 5 )

En otras palabras, la regla ( 8 1 ) efectúa los siguientes c a m b i o s :

(82) a e e - M - > ae

143
Ya v e r e m o s e n el c a p í t u l o I V d e SPE q u e la regla del c a m b i o
vocálico se p u e d e e n u n c i a r d e u n m o d o m u y simple, y d e he­
c h o , se p u e d e generalizar m á s allá d e los t i p o s d e ejemplos q u e
h e m o s c o n s i d e r a d o . C o n las reglas de t e n s i ó n y relajación, la
regla de d i p t o n g a c i ó n , y la regla del c a m b i o vocálico, y a p o d e ­
m o s dar c u e n t a p l e n a m e n t e de los ejemplos q u e h e m o s venido
c o n s i d e r a n d o , c o m o p o d e m o s ver p o r las siguientes derivacio­
nes t í p i c a s :

(83) profaen (profane)


profám REGLA PRINCIPAL DEL ACENTO
(48f)
profaíyn DIPTONGACIÓN (78)
profeyn CAMBIO V O C Á L I C O ( 8 1 )

4
(84) profaenity (profanity) ^
profaenity R. PRINCIPAL DEL ACENTO (48a)
profaénity REGLA DE RELAJACIÓN (79)

(85) maenVger (manager)


maénVger REGLA PRINCIPAL DEL ACENTO
(63)
maénVjer REGLA (72)
maénajer REDUCCIÓN VOCÁLICA

(86) maenVgeriael (managerial)


maenVgériael REGLA PRINCIPAL DEL
ACENTO (48a)
maenVjériael REGLA (72)
maenVjerïapl R E G L A D E T E N S I O N ( 8 0 c , b)
maenVJeyrlyael DIPTONGACIÓN (78)

46. En estas derivaciones omitimos todos los ciclos excepto el último.

144
maenVjíyriyael CAMBIO V O C A L I C O ( 8 1 ) 4 7

maenejíyríal REDUCCIÓN VOCALICA

Es preciso resaltar los p u n t o s siguientes. En lugar de las re­


glas e x t r e m a d a m e n t e c o m p l i c a d a s ( 7 4 ) , ( 7 5 ) , t e n e m o s ahora
4 8
las reglas m u y simples ( 7 8 ) - ( 8 1 ) . T o d a v í a m á s , h e m o s logra­
do expresar la generalización s u b y a c e n t e a las reglas ( 7 4 ) y sus
contrarias, las reglas ( 7 5 ) . E x t r a y e n d o de e s t o s procesos la re­
gla de c a m b i o vocálico ya n o e s t a m o s m á s q u e en presencia de
dos reglas o p u e s t a s , ( 7 9 ) y ( 8 0 ) (las reglas de relajación y de
tensión): es u n m í n i m o irreducible. D i c h o de o t r o m o d o , he­
mos p o d i d o rechazar la hipótesis a b s u r d a según la cual los p r o ­
cesos f o r m u l a d o s en ( 7 4 ) y ( 7 5 ) n o t e n d r í a n n i n g u n a relación
entre sí. En este m o m e n t o t e n e m o s r e p r e s e n t a c i o n e s a b s t r a c t a s
tales c o m o prof&en, seren, derlv, m&nVger. Hay q u e señalar
que el e m p l e o a n t e r i o r de las m a y ú s c u l a s c o r r e s p o n d e a la ca­
tegoría fonológica de t e n s i ó n en el nivel de la r e p r e s e n t a c i ó n
léxica. S e ñ a l e m o s t a m b i é n q u e el e l e m e n t o f o n é t i c o q u e co­
rresponde a u n a vocal tensa s u b y a c e n t e diferirá d e ésta invaria­
b l e m e n t e ya sea en calidad (si es t e n s o ) y a sea en t e n s i ó n . D e
este m o d o , a la vocal tensa e n negrita de la r e p r e s e n t a c i ó n sub­
yacente seren, c o r r e s p o n d e r á n [Ty] (en la palabra serene) o [e]
(en la palabra serení ty). U n a vez m á s , las f o r m a s s u b y a c e n t e s
postuladas se relacionan s i s t e m á t i c a m e n t e c o n la ortografía
convencional (véase la n o t a 4 4 ) y , t a m b i é n , c o m o es bien sabi­
do, c o n las f o r m a s s u b y a c e n t e s de estadios históricos de la len­
gua m u y anteriores. En o t r a s palabras, h a h a b i d o m u y p o c o s

47. Obsérvese que la regla del cambio vocálico está limitada a las vo-
cales que llevan acento, aunque no necesariamente acento primario.
48. En SPE explicamos en qué sentido estas últimas reglas son mu-
cho más simples que las primeras. Sostendremos que este es el único sen-
tido de "simplicidad" que resulta relevante para la elección de una gramá-
tica.

145
c a m b i o s en la r e p r e s e n t a c i ó n léxica desde el inglés m e d i o y, en
c o n s e c u e n c i a , p o d r í a m o s esperar ( a u n q u e n o ha sido verificado
en detalle) q u e la r e p r e s e n t a c i ó n léxica difiera p o c o de u n dia­
lecto a o t r o del inglés m o d e r n o . Si se d e m u e s t r a q u e esta hipó­
tesis es c o r r e c t a , d e ella se seguirá q u e la o r t o g r a f í a convencio­
nal está p r o b a b l e m e n t e m u y cerca de ser u n sistema ó p t i m o
para t o d o s los dialectos del inglés m o d e r n o , así c o m o para los
dialectos a t e s t i g u a d o s d e los ú l t i m o s siglos.
Para cerrar esta discusión, m o s t r a r e m o s q u e hay considera­
ciones c o m p l e t a m e n t e i n d e p e n d i e n t e s q u e t a m b i é n a p o y a n la
postulación de la regla del c a m b i o vocálico (81) para el inglés
m o d e r n o . En la sección 7 d i s c u t i m o s la regla de debilitación de
la velara, q u e convierte a la g en [ j | y a la k en [ s | d e l a n t e de
las vocales a n t e r i o r e s n o bajas, es decir, | i | , [ e | , [r] y [él. Pero
c o n s i d e r e m o s las siguientes palabras:

(87) crit ic ism- c ri i ic al-crit ic iz e


[ crítica-crítico-criticar |
ra e d ic in e-medical-med ic a t e
( m e d i c i n a - m é d i c o (adj.)-medicar|

E m p l e a n d o el s í m b o l o c para r e p r e s e n t a r las velares sordas en


las e n t r a d a s léxicas sujetas a la regla de debilitación d e la velar
(72) (véase la n o t a 3 9 ) , t e n e m o s las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n ­
tes critic-, medie- para la forma base de ( 8 7 ) . E v i d e n t e m e n t e ,

g. El término original es celar softening (suavización de las velares).


El traductor español de Harris (1969) utiliza desvelarización. Hemos
preferido debilitación de las velares porque el proceso —en realidad, un
tanto complejo, y que no se reduce a una sola regla— no siempre conclu-
ye con la pérdida del carácter velar. Cf. en español, junto a opa\k \o-opa-
\0\dad, análo\g\j-analo\x\ía. Véase Harris (1969), apartados 3.3. y
6.3.2. (N. del T.)

146
la regla de debilitación de la velar d e b e ir a n t e s de la regla de
reducción vocálica, p o r q u e en la c o n s o n a n t e en negrita de me­
dicine tiene lugar la debilitación (delante de la / s u b y a c e n t e )
pero n o en medical ( d e l a n t e de ae s u b y a c e n t e ) , a u n q u e en am­
bos casos la regla de r e d u c c i ó n vocálica r e d u c e a [ e l la vocal
que sigue a la c o n s o n a n t e en c u e s t i ó n . D e n t r o d e esta hipótesis
t a m p o c o c a u s a r í a n dificultad las palabras criticism y critical.
Pero c o n s i d e r e m o s las palabras criticize y medícate. En el caso
de criticize t e n e m o s la debilitación de la velar d e l a n t e de un
núcleo vocálico q u e es f o n é t i c a m e n t e [ I | ( ^ [ ¿ y ] ) ; e n el caso de
medícate, n o t e n e m o s debilitación de la velar a n t e un n ú c l e o
vocálico q u e es f o n é t i c a m e n t e [Al (= [ey]). En otras palabras,
la debilitación tiene lugar a n t e u n a vocal p o s t e r i o r baja p e r o n o
ante u n a vocal anterior n o baja, q u e es p r e c i s a m e n t e lo contra­
rio de lo q u e n o s e s p e r a r í a m o s b a s á n d o n o s en reglas q u e p o r
otra p a r t e tienen u n a gran generalidad. La regla del c a m b i o vo­
cálico, por s u p u e s t o , resuelve la paradoja. La r e p r e s e n t a c i ó n
s u b y a c e n t e de criticize es criticlz, y la r e p r e s e n t a c i ó n subya­
cente de medícate es medicaet ( c o m o en a m b o s casos indica la
escritura; véase la n o t a 4 4 ) . Si la regla de debilitación de la ve­
lar se aplica n o sólo antes d e la regla de r e d u c c i ó n vocálica sino
también antes de la del c a m b i o vocálico, e n t o n c e s t e n d r á lugar
la debilitación en el caso de criticize (delante de u n a vocal an­
terior alta s u b y a c e n t e ) pero n o e n el de medícate ( c o n u n a vo­
cal baja s u b y a c e n t e después de la c ) . Después de la aplicación
de la regla de debilitación de la velar, las reglas d e d i p t o n g a c i ó n
y del c a m b i o vocálico convierten 7 en [ a y | ( d a n d o [kritisáyz])
y i en [ey] ( d a n d o [ m e d i k e y t j ) ; en n u e s t r a n o t a c i ó n alternati­
va, las reglas de debilitación de la velar, de d i p t o n g a c i ó n y del
cambio vocálico convierten las formas s u b y a c e n t e s criticiz,
medicaCenias fonéticas [kritislz ], [ m e d i k A t ] , r e s p e c t i v a m e n t e .
Existen o t r o s m u c h o s ejemplos d e este t i p o , algunos de los
cuales d i s c u t i r e m o s c u a n d o n o s o c u p e m o s m á s en detalle de las

147
alternancias vocálicas en el c a p í t u l o c u a r t o d e S P E . De m o m e n ­
t o , s e ñ a l a r e m o s s i m p l e m e n t e q u e e s t o s ejemplos p r o p o r c i o n a n
u n a justificación i n d e p e n d i e n t e a la regla del c a m b i o vocálico
y m u e s t r a n u n a vez m á s la necesidad de p o s t u l a r representacio­
nes léxicas de t i p o m u y a b s t r a c t o .

148
SEGUNDA PARTE
L A TEORIA FONOLOGICA
C A P I T U L O III
EL MARCO FONETICO

1. Representación fonética

1.1. TRANSCRIPCIÓN FONÉTICA Y SEÑAL HABLADA


El c o m p o n e n t e fonológico expresa la relación e n t r e la es­
t r u c t u r a de superficie de u n a o r a c i ó n y su realización física en
t a n t o q u e esta relación viene d e t e r m i n a d a p o r reglas gramatica­
les (en el s e n t i d o a m p l i o q u e aclararemos más a d e l a n t e ) . La es­
t r u c t u r a de superficie p u e d e representarse c o m o u n a c a d e n a de
f o r m a n t e s , p a r e n t i z a d a a d e c u a d a m e n t e m e d i a n t e c o r c h e t e s eti­
q u e t a d o s (véase el c a p í t u l o I, a p a r t a d o 5). D a d a la e s t r u c t u r a
de superficie de u n a o r a c i ó n , las reglas fonológicas de la len­
gua, de a c u e r d o c o n ciertas restricciones fonéticas universales,
derivan t o d o s los h e c h o s g r a m a t i c a l m e n t e d e t e r m i n a d o s s o b r e
la p r o d u c c i ó n y p e r c e p c i ó n de esa o r a c i ó n . Estos h e c h o s se in­
c o r p o r a n a la " t r a n s c r i p c i ó n f o n é t i c a " . Por lo t a n t o , c o m o ha
señalado P. Postal esta transcripción r e p r e s e n t a :

el conocimiento derivado que posee un hablante acerca de la pro-


nunciación, en virtud de su conocimiento de la estructura sintáctica
superficial de la oración, de los elementos léxicos o formantes que
contiene y de las reglas fonológicas... La transcripción fonética... es
el aspecto más tosco y superficial de la estructura lingüística... es el
parámetro más importante, pero ni mucho menos el único, de los
que determinan la forma acústica real de las realizaciones de la ora-
ción.

151
La c o n c e p c i ó n q u e r e p r e s e n t a m o s difiere, de esta forma,
del p u n t o d e vista alternativo q u e considera la transcripción
fonética e s e n c i a l m e n t e c o m o u n dispositivo d e registro d e he­
c h o s observados en e n u n c i a d o s reales. S a b e m o s la invalidez de
este ú l t i m o p u n t o d e vista, e n s e n t i d o m u y e s t r i c t o , al m e n o s
desde q u e los registros eléctricos y m e c á n i c o s d e e n u n c i a d o s
h a n revelado q u e hasta el t r a n s c r i p t o r m á s hábil es incapaz d e
advertir ciertos aspectos d e la señal, al t i e m p o q u e n o r m a l m e n ­
t e registra en sus transcripciones e l e m e n t o s q u e n o p a r e c e n te­
ner c o r r e l a t o d i r e c t o en la grabación física. Pero incluso si la
transcripción fonética registrara el habla t o d o lo fielmente q u e
p u d i é r a m o s desear, a ú n q u e d a r í a p r e g u n t a r n o s q u é interés p o ­
d r í a p r e s e n t a r tal t i p o d e registro para el lingüista, q u e se inte­
resa más p o r la e s t r u c t u r a d e la lengua q u e p o r la acústica y fi­
siología del h a b l a . Por esta r a z ó n m u c h o s lingüistas e s t r u c t u r a ­
les h a n c o n s i d e r a d o q u e la fonética t i e n e m u y p o c o q u e ofre­
cerles, y , c o m o c o n s e c u e n c i a , le h a n asignado u n papel secun­
1
dario, m a r g i n a l .
E s t o s p r o b l e m a s n o se p l a n t e a n desde el m o m e n t o en q u e
e n t e n d e m o s la t r a n s c r i p c i ó n fonética tal y c o m o la h e m o s ex­
plicado a n t e r i o r m e n t e , es decir, n o c o m o u n registro d i r e c t o d e
la señal h a b l a d a , sino m á s bien c o m o u n a r e p r e s e n t a c i ó n d e lo
q u e el h a b l a n t e d e u n a lengua considera p r o p i e d a d e s fonéticas
d e u n e n u n c i a d o , d a d a su hipótesis en lo q u e respecta a la es­
t r u c t u r a superficial d e éste y su c o n o c i m i e n t o de las reglas del

1. Como ilustración de esta falta de interés por la fonética podemos


citar numerosos artículos de tema fonológico que han venido aparecien-
do durante los últimos treinta años en revistas c o m o el Inlernalional Jour­
nal of American Linguistics, en los que la información sobre las propie-
dades fonéticas de los fonemas de una lengua se reducía a menudo a una
simple lista de símbolos alfabéticos.
Véanse también las observaciones de Chomsky ( 1 9 6 4 , página 69
(nota) y página 76 y siguientes). C

152
c o m p o n e n t e f o n o l ó g i c o . T o d o caso q u e desde esta perspectiva
la fonética se o c u p a de aquellos a s p e c t o s d e la señal d e t e r m i n a ­
d o s p o r la gramática, n o cabe n i n g u n a d u d a sobre la i m p o r t a n ­
cia d e la fonética para el e s t u d i o de la lengua. A d e m á s , d a d o
q u e la t r a n s c r i p c i ó n fonética, en este s e n t i d o , r e p r e s e n t a la in­
t e r p r e t a c i ó n del h a b l a n t e - o y e n t e más q u e las p r o p i e d a d e s di­
r e c t a m e n t e observables d e la señal, se p u e d e e n t e n d e r la exis­
tencia d e ciertas discrepancias e n t r e t r a n s c r i p c i ó n y señal. De
esta f o r m a , y a n o c o n s t i t u y e u n p r o b l e m a el h e c h o de q u e la
transcripción se c o m p o n g a d e s í m b o l o s discretos, m i e n t r a s q u e
la señal es cuasi-continua, o q u e la transcripción p r o p o r c i o n e
i n f o r m a c i ó n ú n i c a m e n t e s o b r e ciertas p r o p i e d a d e s d e la señal,
y n o s o b r e o t r a s , o, p o r ú l t i m o , q u e señales f í s i c a m e n t e idénti­
cas p u e d a n t e n e r distintas t r a n s c r i p c i o n e s fonéticas. E v i d e n t e ­
m e n t e , la i n t e r p r e t a c i ó n personal de u n h e c h o del h a b l a en par­
ticular n o viene d e t e r m i n a d a e x c l u s i v a m e n t e p o r las p r o p i e d a ­
des físicas del h e c h o . N o r m a l m e n t e , u n a p e r s o n a n o t e n d r á co­
n o c i m i e n t o d e m u c h a s p r o p i e d a d e s manifiestas en la señal y , al
t i e m p o , p u e d e incluir en su i n t e r p r e t a c i ó n e l e m e n t o s sin corre­
2
lato físico d i r e c t o , y a q u e lo p e r c i b i d o n o sólo d e p e n d e d e la
c o n s t i t u c i ó n física d e la señal, sino t a m b i é n del c o n o c i m i e n t o
q u e el o y e n t e posea s o b r e la lengua, así c o m o d e u n a m u l t i t u d
d e factores e x t r a g r a m a t i c a l e s .
E s t e m é t o d o lleva i m p l í c i t a la c o n s i d e r a c i ó n d e la percep­
ción del h a b l a c o m o u n p r o c e s o activo, p r o c e s o en el q u e el es­
t í m u l o físico q u e alcanza el o í d o del o y e n t e se e m p l e a para
f o r m a r hipótesis acerca de la e s t r u c t u r a p r o f u n d a de la o r a c i ó n .
D a d a s la e s t r u c t u r a p r o f u n d a y las reglas de la gramática, se

2. De hecho, no descartamos la posibilidad de que en ciertas condi-


ciones las distinciones implícitas en las reglas fonológicas de la lengua no
se puedan realizar en la realidad. Esto parece particularmente cierto en el
caso de los diferentes grados de acento que predicen las reglas de subordi-
nación del acento discutidas en el capítulo III de SPE.

153
p u e d e n derivar t o d a s las d e m á s r e p r e s e n t a c i o n e s de la oración,
y en particular la transcripción fonética, q u e es la representa­
3
ción terminal generada p o r la g r a m á t i c a . El h a b l a n t e usa estas
r e p r e s e n t a c i o n e s derivadas para verificar sus hipótesis frente al
e s t í m u l o e x t e r n o , q u e p r o p o r c i o n a los d a t o s q u e están en rela­
ción más d i r e c t a ( a u n q u e n o n e c e s a r i a m e n t e b i u n í v o c a ) con la
transcripción fonética. D a d o q u e las hipótesis elaboradas sobre
la p e r c e p c i ó n del habla son m u y específicas —es decir, q u e en­
t e n d e m o s q u e n u e s t r o i n t e r l o c u t o r ha d i c h o u n a o r a c i ó n en
particular— son i m p r o b a b l e s en alto g r a d o . Por lo t a n t o , el acuer­
d o más i m p e r f e c t o e n t r e el e s t í m u l o e x t e r n o y la hipótesis ge­
n e r a d a i n t e r n a m e n t e basta para generar esta ú l t i m a . En o t r a s
palabras, la p e r c e p c i ó n n o es t o t a l m e n t e d e p e n d i e n t e de las
p r o p i e d a d e s físicas de la señal. Y t o d a v í a m á s , hay m u c h o s fac­
tores agramaticales q u e d e t e r m i n a n el grado de ajuste requeri­
d o e n t r e los d a t o s y la hipótesis para q u e ésta sea c o n f i r m a d a .
En la transcripción fonética u n e n u n c i a d o viene representa­
d o m e d i a n t e u n a secuencia de u n i d a d e s discretas, cada u n a d e
las cuales es u n c o m p l e j o de rasgos fonéticos, c o m o s o n o r i d a d ,
nasalidad, altura de la lengua, e t c . De este m o d o , la transcrip­
ción fonética se p u e d e considerar c o m o u n a matriz b i d i m e n -
sional en la q u e las c o l u m n a s r e p r e s e n t a n las u n i d a d e s conse­
cutivas y las filas los d i s t i n t o s rasgos. A este nivel de represen­
t a c i ó n se p u e d e considerar cada rasgo c o m o u n a escala. Así
p u e s , una d e t e r m i n a d a e n t r a d a en la matriz indica la posición
de la u n i d a d en c u e s t i ó n sobre la escala. El c o n j u n t o total de
rasgos es i d é n t i c o al c o n j u n t o de p r o p i e d a d e s fonéticas q u e en
principio se p u e d e n c o n t r o l a r en el h a b l a ; r e p r e s e n t a n las capa-

3. Cada estructura profunda no determina necesariamente una repre-


sentación fonética única; si la gramática contiene reglas o análisis opcio-
nales, una estructura profunda determinada puede subyacer a dos o más
transcripciones fonéticas.

154
cidades fonéticas del h o m b r e y p o r lo t a n t o —podemos p o s t u ­
lar— son las mismas para t o d a s las lenguas.
C o m o ya h e m o s s e ñ a l a d o , las t r a n s c r i p c i o n e s fonéticas n o
t o m a n en c u e n t a m u c h a s p r o p i e d a d e s físicas manifiestas del
habla. E n t r e éstas se e n c u e n t r a n los f e n ó m e n o s fonéticos q u e
n o se p u e d e n localizar en s e g m e n t o en particular, sino q u e m á s
bien se e x t i e n d e n s o b r e e n u n c i a d o s e n t e r o s , c o m o el t o n o y
t i m b r e de la voz del h a b l a n t e , así c o m o los aspectos del habla
s o c i a l m e n t e d e t e r m i n a d o s , c o m o la rapidez n o r m a l d e la e n u n ­
ciación y lo q u e ha sido d e n o m i n a d o p o r algunos a u t o r e s " b a s e
articulatoria":

El sistema de movimientos articulatorios característicos de una


lengua dada, que le confiere su aspecto fonético generaren francés,
la movilidad de los labios y la posición adelantada de la lengua (Ma-
rouzeau, 1 9 4 3 , p. 38)

A d e m á s de e s t o , las transcripciones fonéticas o m i t e n las p r o ­


piedades del signo p r o p o r c i o n a d a s p o r las reglas universales.
Estas p r o p i e d a d e s i n c l u y e n , p o r e j e m p l o , los diferentes movi­
m i e n t o s articulatorios y varios f e n ó m e n o s de co-articulación:
la transición e n t r e u n a vocal y la c o n s o n a n t e a d y a c e n t e , los
ajustes del a p a r a t o vocal realizados en previsión de las articula­
ciones siguientes, e t c .

1.2. REPRESENTACIÓN FONÉTICA


Y REPRESENTA CION FONOLÓGICA
C o m o y a s e ñ a l a m o s más arriba, la transcripción fonética se
relaciona, m e d i a n t e las reglas del c o m p o n e n t e fonológico, c o n
u n a c a d e n a d e f o r m a n t e s d o t a d o s de c o r c h e t e s e t i q u e t a d o s ,
q u e r e p r e s e n t a la e s t r u c t u r a sintáctica de superficie de la ora­
ción. A c o n t i n u a c i ó n e x a m i n a r e m o s c o n algún detalle de q u é
forma se r e p r e s e n t a n estos f o r m a n t e s en u n a descripción lin-

155
güística. La m a y o r p a r t e d e los f o r m a n t e s son e l e m e n t o s léxi­
cos, las " r a í c e s " o " t e m a s " d e la g r a m á t i c a tradicional. U n a
gramática d e b e incluir u n a lista de estos e l e m e n t o s , y a q u e el
c o n o c i m i e n t o de los e l e m e n t o s léxicos d e la lengua f o r m a par­
t e del c o n o c i m i e n t o general q u e u n h a b l a n t e tiene de ella. Por
m e d i o d e este c o n o c i m i e n t o el h a b l a n t e nativo p u e d e distin­
guir u n e n u n c i a d o en inglés n o r m a l de o t r o c o m o el " p i r o t s ka-
rulized e l a t i c a l l y " d e C a r n a p , o el jabberwocky d e Carroll, q u e
c u m p l e n t o d a s las reglas del inglés, p e r o están c o m p u e s t o s d e
e l e m e n t o s n o incluidos en el léxico d e la lengua.
Las r e p r e s e n t a c i o n e s de los e l e m e n t o s individuales en el le­
x i c ó n d e b e n incluir la i n f o r m a c i ó n q u e p e r m i t e q u e el h a b l a n t e
utilice cada e l e m e n t o léxico en o r a c i o n e s gramaticales correc­
tas. E s t o s u p o n e q u e el h a b l a n t e d e b e poseer cierta informa­
ción sintáctica. Por e j e m p l o , d e b e saber q u e u n e l e m e n t o en
particular es u n n o m b r e y q u e p e r t e n e c e a u n gran n ú m e r o d e
categorías entrecruzadas, c o m o " a n i m a d o " o " i n a n i m a d o " ,
" h u m a n o " o "no humano", "femenino" o "masculino". Dado
q u e lo ú n i c o q u e interesa en este caso es si u n e l e m e n t o d a d o
p e r t e n e c e o n o a la c a t e g o r í a en c u e s t i ó n , es n a t u r a l p r e s e n t a r
esta i n f o r m a c i ó n p o r m e d i o d e u n a n o t a c i ó n binaria: vaca, p o r
e j e m p l o , q u e d a r í a especificada c o m o [-f a n i m a d o , — h u m a n o ,
+ f e m e n i n o ] . A d e m á s d e estos rasgos s i n t á c t i c o s , cada e n t r a d a
léxica d e b e c o n t e n e r rasgos específicos q u e d e t e r m i n e n la for­
m a fonética del e l e m e n t o e n t o d o s los c o n t e x t o s . L l a m a r e m o s
a éstos "rasgos f o n o l ó g i c o s " . Los rasgos fonológicos n o se p u e ­
d e n escoger a r b i t r a r i a m e n t e , p o r q u e en ese caso el c o m p o n e n t e
fonológico t e n d r í a q u e incluir u n n ú m e r o e n o r m e de reglas
" a d h o c " del t i p o

[+A,-B, -C, [hÁt]


[-A, ~ B , - C , +Dj-+[rÁt]
[-A, + B , - C , + D ] - [ a l í p s l

156
A d e m á s , si r e p r e s e n t á r a m o s los e l e m e n t o s léxicos m e d i a n t e
u n a n o t a c i ó n d e rasgos arbitraria, r e a l m e n t e n o p o d r í a m o s ex­
presar en la gramática el h e c h o crucial de q u e los e l e m e n t o s
con f o r m a fonética similar están sujetos a las mismas reglas.
P o d r í a m o s s u p e r a r estas dificultades r e p r e s e n t a n d o cada
e l e m e n t o léxico p o r su r e p r e s e n t a c i ó n fonética. Sin e m b a r g o ,
n o p o d e m o s acudir a esta s o l u c i ó n , p o r q u e los e l e m e n t o s léxi­
cos t i e n e n c o n frecuencia varias f o r m a s fonéticas, d e p e n d i e n d o
del c o n t e x t o en el q u e a p a r e z c a n . Si elegimos r e p r e s e n t a r cada
e l e m e n t o léxico m e d i a n t e el c o n j u n t o d e sus r e p r e s e n t a c i o n e s
fonéticas, e s t a r í a m o s t r a t a n d o t o d a s las variantes fonéticas co­
m o e x c e p c i o n e s , y, en p r i n c i p i o , n o p o d r í a m o s expresar en
n u e s t r a g r a m á t i c a las regularidades fonéticas y los procesos fo­
nológicos generales q u e d e t e r m i n a n la forma f o n é t i c a . Si, p o r
o t r a p a r t e , e s c o g e m o s sólo u n a r e p r e s e n t a c i ó n fonética para
cada e l e m e n t o , t e n d r í a m o s q u e basar n u e s t r a elección e n algu­
nas r a z o n e s . A d e m á s , se d e m u e s t r a fácilmente q u e m u c h o s d e
los procesos fonológicos m á s generales y p r o f u n d o s n o se p u e ­
d e n f o r m u l a r c o m o reglas q u e los relacionen d i r e c t a m e n t e c o n
las r e p r e s e n t a c i o n e s fonéticas, sino q u e estos p r o c e s o s presu­
p o n d r í a n formas a b s t r a c t a s s u b y a c e n t e s .
Por lo t a n t o , n o p o d e m o s r e p r e s e n t a r los e l e m e n t o s léxicos
ni c o m o transcripción f o n é t i c a ni c o m o n o t a c i ó n arbitraria sin
n i n g u n a relación c o n los e l e m e n t o s de la transcripción fonéti­
ca. Lo q u e n e c e s i t a m o s es u n a t r a n s c r i p c i ó n q u e esté e n t r e es­
t o s d o s e x t r e m o s . D e a c u e r d o c o n e s t o , n u e s t r a p r o p u e s t a es
r e p r e s e n t a r cada e l e m e n t o del léxico m e d i a n t e u n a matriz bidi-
mensional en la q u e las c o l u m n a s r e p r e s e n t e n las u n i d a d e s su­
cesivas y las filas estén e t i q u e t a d a s c o n los n o m b r e s d e los ras­
gos f o n é t i c o s individuales. P e r m i t i m o s e s p e c í f i c a m e n t e q u e las
reglas de la gramática alteren la m a t r i z , s u p r i m i e n d o o añadien­
d o c o l u m n a s ( u n i d a d e s ) , c a m b i a n d o las especificaciones asigna­
das a cada hilera e n particular (rasgos) en cada c o l u m n a , o in-

157
t e r c a m b i a n d o la posición de las c o l u m n a s . En c o n s e c u e n c i a , la
matriz q u e c o n s t i t u y e la transcripción fonética p u e d e ser radi­
c a l m e n t e distinta de la r e p r e s e n t a c i ó n q u e aparece en el léxico.
Sin e m b a r g o , estas alteraciones implican un cierto coste, por­
q u e requieren la p o s t u l a c i ó n de reglas en el c o m p o n e n t e fono­
lógico. Estas reglas n o se necesitan en el caso de q u e la repre­
sentación léxica se p u e d a a c e p t a r c o m o r e p r e s e n t a c i ó n fonéti­
ca. En general, c u a n t o más abstracta sea la representación léxi­
ca, m a y o r será el n ú m e r o y complejidad de las reglas fonológi­
cas requeridas para convertirla en una transcripción fonética.
Por lo t a n t o , sólo p o s t u l a m o s e n t r a d a s léxicas abstractas en
aquellos casos en q u e este coste se c o m p e n s a s o b r a d a m e n t e
con u n a m a y o r simplificación general; p o r e j e m p l o , en los ca­
sos en q u e la c o m b i n a c i ó n de e n t r a d a s léxicas a b s t r a c t a s con
u n c o n j u n t o de reglas p e r m i t e la formulación de procesos fo­
nológicos de gran generalidad q u e , de o t r a forma, n o se po­
d r í a n expresar.
De esta forma, se escogen las r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas y u n
sistema de reglas fonológicas de tal m o d o q u e m a x i m i c e n u n a
p r o p i e d a d q u e d e n o m i n a r e m o s el " v a l o r " d e la gramática, p r o ­
piedad q u e a veces se c o n o c e c o m o " s i m p l i c i d a d " . C o m o se ha
recalcado r e p e t i d a s veces, el c o n c e p t o de " s i m p l i c i d a d " o "va­
l o r " tiene carácter e m p í r i c o . Existe alguna respuesta c o r r e c t a
para la c u e s t i ó n de c ó m o se r e p r e s e n t a n los e l e m e n t o s léxicos
y q u é son las reglas fonológicas. U n a n o c i ó n particular de "va­
l o r " o " s i m p l i c i d a d " nos c o n d u c i r á a u n a hipótesis c o r r e c t a o
e q u i v o c a d a s o b r e los e l e m e n t o s léxicos y las reglas fonológicas,
y, p o r lo t a n t o , la validez de la n o c i ó n se d e t e r m i n a r á sobre ba­
ses e m p í r i c a s , e x a c t a m e n t e igual q u e o c u r r e con t o d o s los o t r o s
c o n c e p t o s de la t e o r í a lingüística. P u e d e ser difícil o b t e n e r evi­
dencia e m p í r i c a crucial en lo q u e respecta a las definiciones de
" s i m p l i c i d a d " q u e se p u e d e n p r o p o n e r , p e r o esto n o p u e d e
o c u l t a r el h e c h o de q u e se t r a t a de u n c o n c e p t o de t i p o e m p í -

158
rico, y q u e n o se p u e d e n e m p l e a r a r g u m e n t o s a priori para de­
t e r m i n a r c ó m o se d e b e r í a definir el " v a l o r " así c o m o t a m p o c o
se p o d r í a para definir " c o n j u n t o d e rasgos d i s t i n t i v o s " o " t r a n s ­
f o r m a c i ó n g r a m a t i c a l " o cualquier o t r o c o n c e p t o de la t e o r í a
lingüística.
T o d a p r o p o s i c i ó n específica sobre la definición del valor
s u p o n d r í a ciertas hipótesis s o b r e q u é c o n s t i t u y e u n a generali­
zación lingüística significativa, sobre q u é c o n s t i t u y e u n a "regu­
l a r i d a d " del t i p o de la q u e utiliza el n i ñ o para organizar los da­
t o s a los q u e está e x p u e s t o en el c u r s o de la adquisición del
lenguaje. El n i ñ o se e n c u e n t r a e x p u e s t o a ciertos d a t o s ; llega a
u n a gramática específica con u n a r e p r e s e n t a c i ó n específica de
e l e m e n t o s léxicos y u n sistema de reglas fonológicas. La rela­
ción e n t r e d a t o s y gramática es i n d e p e n d i e n t e de la lengua, se­
gún la hipótesis de q u e p a r t i m o s n a t u r a l m e n t e : n o h a y ningún
m o t i v o p a r a s u p o n e r q u e los individuos se diferencien genética­
m e n t e en su capacidad de a p r e n d e r u n a lengua n a t u r a l mejor
q u e o t r a . En c o n s e c u e n c i a , la relación viene d e t e r m i n a d a p o r
u n principio de gramática universal. E s p e c í f i c a m e n t e , la defi­
nición d e " v a l o r " o " s i m p l i c i d a d " d e b e ser p a r t e de la gramáti­
ca universal, y u n a p r o p o s i c i ó n específica será cierta o equivo­
cada según dé c u e n t a o n o de las relaciones r e a l m e n t e existen­
tes e n t r e d a t o s y gramática.
En r e s u m e n , p o s t u l a m o s u n c o n j u n t o d e m a t r i c e s léxicas y
u n sistema de reglas fonológicas de m o d o q u e la u n i ó n de am­
b o s m a x i m i c e n el valor, en cierto s e n t i d o q u e definiremos más
a d e l a n t e . La r e p r e s e n t a c i ó n fonológica basada en las matrices
léxicas (tal y c o m o q u e d a n modificadas p o r las reglas de reajus­
t e —véase c a p í t u l o I, sección 5 . 5 . y c a p í t u l o 4 , sección 6.5.—)
es abstracta en el s e n t i d o de q u e la r e p r e s e n t a c i ó n fonológica
n o es n e c e s a r i a m e n t e u n a s u b m a t r i z de la r e p r e s e n t a c i ó n foné­
tica. En o t r a s palabras, n o i m p o n e m o s las c o n d i c i o n e s de linea-
ridad e invariancia a la relación e n t r e r e p r e s e n t a c i ó n fonológica

159
y fonética (véase C h o m s k y , 1 9 6 4 ) . El carácter i n d i r e c t o de es­
ta relación se logra a costa d e la adición d e reglas a la gramáti­
ca. D a d a u n a definición d e " v a l o r " , p o d e m o s decir p o r lo tan­
t o q u e los h e c h o s d e la p r o n u n c i a c i ó n d e t e r m i n a n la represen­
4
tación d e los e l e m e n t o s en el l e x i c ó n .
R e p á r e s e en q u e los rasgos f o n é t i c o s a p a r e c e n en las entra­
das léxicas c o m o m a r c a d o r e s a b s t r a c t o s d e clasificación c o n u n
s t a t u s m u y p a r e c i d o al de los rasgos d e clasificación q u e asig­
n a n f o r m a n t e s a c a t e g o r í a s c o m o " n o m b r e " , " v e r b o " , "transi­
t i v o " . Al igual q u e e s t o s ú l t i m o s , los rasgos fonológicos indican
si u n e l e m e n t o léxico d a d o p e r t e n e c e o n o a u n a d e t e r m i n a d a
c a t e g o r í a . E n el caso d e las m a t r i c e s fonológicas, estas catego­
rías t i e n e n significados c o m o los siguientes: " e m p i e z a p o r u n a
oclusiva s o n o r a " , " c o n t i e n e u n a v o c a l " , " t e r m i n a en u n a estri­
d e n t e o b s t r u y e n t e a n t e r i o r " , e t c . Los rasgos fonológicos son
binarios d a d o q u e son dispositivos de clasificación, al igual q u e
t o d o s los o t r o s rasgos de clasificación del lexicón, ya q u e la
f o r m a m á s n a t u r a l de indicar si u n e l e m e n t o p e r t e n e c e o n o a
u n a d e t e r m i n a d a c a t e g o r í a es p r e c i s a m e n t e m e d i a n t e los rasgos
binarios. Pero esto n o q u i e r e decir q u e los rasgos f o n é t i c o s en
q u e se c o n v i e r t e n los rasgos fonológicos d e b a n t a m b i é n ser bi­
narios. D e h e c h o , los rasgos f o n é t i c o s son escalas físicas, p o r lo
q u e p u e d e n t o m a r d i s t i n t o s coeficientes, según d e t e r m i n e n las
reglas del c o m p o n e n t e fonológico. Sin e m b a r g o , este h e c h o n o
afecta a la e s t r u c t u r a binaria de los rasgos fonológicos, q u e , co­
m o ya h e m o s s e ñ a l a d o , son m a r c a d o r e s categoriales a b s t r a c t o s ,
5
pero no arbitrarios .

4. Para una discusión complementaria, véase SPE, capítulo IV, sec-


ción 2.
5. La imposibilidad de distinguir claramente entre rasgos fonológicos
abstractos y escalas fonéticas concretas ha sido una de las principales cau-
sas del largo e infructuoso debate sobre el carácter binario de los rasgos
distintivos de Jakobson.

160
Ya h e m o s i n d i c a d o q u e la r e p r e s e n t a c i ó n fonética se p u e d e
considerar f o r m a l m e n t e c o m o u n a matriz bidimensional en la
q u e las c o l u m n a s r e p r e s e n t a n las u n i d a d e s consecutivas y las fi­
las los rasgos f o n é t i c o s individuales. Los rasgos fonéticos se
p u e d e n caracterizar c o m o escalas físicas q u e describen aspec­
t o s del a c t o del habla q u e se p u e d e n c o n t r o l a r de forma inde­
p e n d i e n t e , c o m o el carácter vocálico, la nasalidad, la s o n o r i d a d
o la glotalización. Por lo t a n t o , existen t a n t o s rasgos fonéticos
c o m o aspectos q u e se p u e d a n c o n t r o l a r de forma p a r c i a l m e n t e
i n d e p e n d i e n t e . En este s e n t i d o p o d e m o s decir q u e la t o t a l i d a d
de los rasgos fonéticos r e p r e s e n t a n la c a p a c i d a d d e p r o d u c c i ó n
de habla del a p a r a t o vocal h u m a n o . D i r e m o s q u e las represen­
taciones fonéticas de dos u n i d a d e s son distintas si se diferen­
cian p o r lo m e n o s en el coeficiente asignado a u n rasgo. Las re­
p r e s e n t a c i o n e s fonéticas de secuencias de u n i d a d e s serán dis­
t i n t a s si c o n t i e n e n u n i d a d e s diferentes o si difieren en el n ú m e ­
ro o en el o r d e n de las u n i d a d e s .
A nivel de r e p r e s e n t a c i ó n fonética, las u n i d a d e s de las dis­
tintas lenguas son c o m p a r a b l e s ; de esta f o r m a , tiene s e n t i d o
p r e g u n t a r si la r e p r e s e n t a c i ó n fonética d e u n e n u n c i a d o de la
lengua L^ es distinta de la r e p r e s e n t a c i ó n fonética de u n e n u n ­
c i a d o de la lengua L . Por e j e m p l o , un e n u n c i a d o q u e c o n t e n ­
2

ga u n a oclusiva d e n t a l apical d e b e t e n e r u n a r e p r e s e n t a c i ó n fo­


nética diferente de la de u n e n u n c i a d o i d é n t i c o en t o d o e x c e p ­
t o en el h e c h o de c o n t e n e r u n a oclusiva d e n t a l laminar en vez
de la oclusiva apical. La r e p r e s e n t a c i ó n d e b e ser diferente pues­
t o q u e la distinción está d e t e r m i n a d a en p a r t e p o r las reglas
específicas de la l e n g u a ; n o se t r a t a de u n a variación libre uni­
versal. Las c o n s o n a n t e s labiovelares q u e se e n c u e n t r a n en nu­
merosas lenguas africanas p r e s e n t a n u n i n t e r e s a n t e ejemplo de
oposición e n t r e lenguas q u e precisan de u n rasgo f o n é t i c o espe­
cial. En ciertas lenguas, c o m o el y o r u b a , estas c o n s o n a n t e s es­
t á n p r o d u c i d a s p o r u n a succión especial t i p o clic, m i e n t r a s q u e

161
e n otras lenguas, c o m o la l a t e , se p r o d u c e n sin esta succión
(Ladefoged, 1 9 6 4 , p . 9 ) . D a d o q u e esta succión de t i p o clic es
c l a r a m e n t e u n a s p e c t o del a c t o del habla q u e se p u e d e c o n t r o ­
lar de f o r m a i n d e p e n d i e n t e , los d a t o s q u e a c a b a m o s de citar
clasifican la succión c o m o u n rasgo f o n é t i c o , sin q u e i m p o r t e
el h e c h o de q u e a p a r e n t e m e n t e n o h a y a n i n g u n a lengua en la
q u e se o p o n g a n pares de e n u n c i a d o s q u e se diferencien solamen­
te p o r este rasgo.
La situación n o es s i e m p r e t a n clara, sin e m b a r g o . C o m o
los rasgos fonéticos son escalas, q u e en principio p u e d e n asu­
mir n u m e r o s o s coeficientes discretos, se p u e d e p l a n t e a r en
ciertas circunstancias la c u e s t i ó n de si u n cierto c o n t r a s t e foné­
t i c o se d e b e r e p r e s e n t a r m e d i a n t e u n n u e v o rasgo f o n é t i c o o
a u m e n t a n d o el n ú m e r o de coeficientes q u e p u e d e asumir algún
rasgo y a e x i s t e n t e . Esta ú l t i m a solución p u e d e parecer especial­
m e n t e atractiva en aquellos casos en q u e u n a p e q u e ñ a redefini­
ción de u n rasgo f o n é t i c o p e r m i t i e r a resolver a d e c u a d a m e n t e
algún p r o b l e m a .
En r e s u m e n , los rasgos t i e n e n u n a función fonética y u n a
función clasificatoria. E n su función fonética, son escalas q u e
a d m i t e n u n n ú m e r o fijo de valores, y h a c e n referencia a los as­
p e c t o s del a c t o del habla q u e se p u e d e n c o n t r o l a r de forma in­
d e p e n d i e n t e o a los e l e m e n t o s i n d e p e n d i e n t e s de la representa­
ción p e r c e p t u a l . En su función clasificatoria a d m i t e n solamen­
te d o s coeficientes, y se relacionan c o n o t r a s categorías q u e es­
pecifican las p r o p i e d a d e s idiosincrásicas de los e l e m e n t o s léxi-
a
c o s . La única c o n d i c i ó n q u e h e m o s i m p u e s t o hasta el m o m e n ­
t o a los rasgos en su función clasificatoria (léxica) es q u e las re­
p r e s e n t a c i o n e s léxicas se d e b e n escoger de m o d o q u e maximi-
cen el " v a l o r " del lexicon y de la gramática, c a r e c i e n d o t o d a v í a

a. Otero (1971) utiliza el término fonón para aludir al rasgo en esta


segunda función. (N. del T.)

162
" v a l o r " de u n a definición precisa, a u n q u e sus p r o p i e d a d e s ge­
nerales sean claras. A p a r t e d e e s t o , la r e p r e s e n t a c i ó n d e u n ele­
m e n t o léxico c o m o c o m p l e j o d e rasgos p u e d e ser p e r f e c t a m e n ­
te abstracta.
En u n a discusión p o s t e r i o r (véase el c a p í t u l o V) e x a m i n a ­
r e m o s c o n d i c i o n e s m u c h o más significativas para las represen­
taciones léxicas. E n t o n c e s volveremos s o b r e la c u e s t i ó n de las
"reglas fonológicas p l a u s i b l e s " y , m á s g e n e r a l m e n t e , a la f o r m a
en q u e u n rasgo particular p u e d e funcionar o n o en el lexicón
y en la f o n o l o g í a . Estas consideraciones distinguirán a u n rasgo
de o t r o c o n r e s p e c t o al papel q u e p u e d e n jugar en el sistema de
reglas y en la r e p r e s e n t a c i ó n léxica. En este p u n t o del desarro­
llo de n u e s t r a t e o r í a i n t e r v e n d r á n para la r e p r e s e n t a c i ó n de las
u n i d a d e s léxicas consideraciones q u e van más allá de la cues­
tión de la m a x i m i z a c i ó n del valor.

2. Los rasgos fonéticos

En lo q u e q u e d a de este c a p í t u l o i n t e n t a r e m o s e s q u e m a t i ­
zar el c o n j u n t o universal de rasgos fonéticos. N u e s t r o propósi­
t o es abarcar t o d o s los rasgos fonéticos i n h e r e n t e s , t a n t o si tie­
nen u n papel en la fonética del inglés c o m o si n o . S o m o s bien
c o n s c i e n t e s de q u e las n u m e r o s a s lagunas d e n u e s t r o s conoci­
m i e n t o s hacen b a s t a n t e p r o b l e m á t i c o el é x i t o de esta e m p r e s a ,
p e r o la fonética general ha sido r e c h a z a d a d u r a n t e t a n t o tiem­
p o q u e de m o m e n t o n o se d e b e d a r p o r s u p u e s t o ni el a c u e r d o
s o b r e las p r o p o s i c i o n e s más e l e m e n t a l e s de la t e o r í a fonética.
En las páginas siguientes e n u m e r a r e m o s las rasgos particu­
lares q u e en c o n j u n t o r e p r e s e n t a n las c a p a c i d a d e s fonéticas del
h o m b r e . Cada rasgo es u n a escala física definida p o r d o s p u n ­
t o s , designados m e d j a n t e d o s adjetivos a n t ó n i m o s : a l t o - n o al­
t o , s o n o r o - n o s o n o r o ( s o r d o ) , t e n s o - n o t e n s o (relajado). Des-

163
cribiremos el c o r r e l a t o a r t i c u l a t o r i o de cada rasgo e ilustrare­
m o s d i c h o rasgo c i t a n d o ejemplos de su aparición en distintas
lenguas del m u n d o . Sólo o c a s i o n a l m e n t e m e n c i o n a r e m o s los
correlatos acústico y p e r c e p t u a l de un rasgo, n o p o r q u e q u i t e ­
m o s interés o i m p o r t a n c i a a estos aspectos, sino p o r q u e esta
discusión alargaría d e m a s i a d o esta sección, q u e n o s u p o n e m á s
b
q u e u n a digresión en el t e m a general de n u e s t r o l i b r o . E x a m i ­
n a r e m o s los rasgos fonéticos bajo los e n c a b e z a m i e n t o s d a d o s
más abajo. (Los rasgos e n t r e paréntesis r e m i t e n a la sección
d o n d e se discute el rasgo en cuestión.)

Rasgos de clase m a y o r (3.)


S o n a n t e (3.1.)
Vocálico (3.2.)
C o n s o n a n t i c o (3.3.)

Rasgos de cavidad (4.)


Coronal (4.1.1.)
A n t e r i o r (4.1.2.)
Rasgos del c u e r p o de la lengua (4.2.)
Alto
Bajo
Posterior
R e d o n d e a d o (4.3.)
D i s t r i b u i d o (4.4.)
C u b i e r t o (4.5.)
Constricciones glotales (4.6.)
A p e r t u r a s secundarias (4.7.)
Nasal (4.7.1.)
Lateral ( 4 . 7 . 2 . )

b. Schane ( 1 9 7 3 ; p . 33) distingue entre los rasgos que tienen correlato


articulatorio ([coronal], [alto]), acústico ([sonante], (estridente]) o per-
ceptual ([acento]). (N. del T.)

164
Rasgos d e m o d o d e articulación (5.)
C o n t i n u o (5.1.)
Rasgos d e r e l a j a m i e n t o : i n s t a n t á n e o y retarda­
d o (5.2.)
Relajamiento primario (5.2.1.)
Relajamiento secundario (5.2.2.)
M o v i m i e n t o s s u p l e m e n t a r i o s (5.3.)
Succión ( 5 . 3 . 1 . )
Succión velar (clics)
Implosión
Presión (5.3.2.)
Presión velar
Explosivos
T e n s o (5.4.)

Rasgos de fuente (6.)


Presión subglotal a u m e n t a d a (6.1.)
S o n o r o (6.2.)
E s t r i d e n t e (6.3.)

Rasgos p r o s ó d i c o s (7.)
Acento
Tono
Alto
Bajo
Elevado
Ascendente
Descendente
Cóncavo
Longitud

Esta subdivisión en rasgos r e s p o n d e p r i n c i p a l m e n t e a p r o ­


pósitos de exposición y de m o m e n t o tiene p o c a s bases teóricas.

165
Parece a d e c u a d o , sin e m b a r g o , p o r q u e en ú l t i m o e x t r e m o los
m i s m o s rasgos e s t a r í a n organizados en u n a e s t r u c t u r a jerárqui­
ca q u e se p o d r í a parecer a la e s t r u c t u r a d e q u e les h e m o s d o t a ­
d o p o r r a z o n e s p u r a m e n t e expositivas.

2 . 1 . LA POSICIÓN NEUTRAL
En la m a y o r í a de las películas de r a y o s equis sobre el habla
se p u e d e observar fácilmente q u e a n t e s d e hablar el sujeto dis­
p o n e su a p a r a t o vocal de m o d o c a r a c t e r í s t i c o . D e n o m i n a r e m o s
a esta configuración " p o s i c i ó n n e u t r a l " y describiremos algu­
nos de los a s p e c t o s en q u e difiere de la posición del a p a r a t o vo­
cal d u r a n t e la respiración n o r m a l . E n este ú l t i m o estadio se baja
el velo, p e r m i t i e n d o e n c o n s e c u e n c i a q u e el aire pase p o r la n a r i z ;
en la posición n e u t r a l , p o r el c o n t r a r i o , se levanta el velo y se
i n t e r r u m p e el paso del aire a través de la nariz. El c u e r p o de la
lengua, q u e en la respiración n o r m a l descansa relajado en la
p a r t e inferior d e la b o c a , en la posición n e u t r a l se levanta hasta
casi el nivel q u e o c u p a c u a n d o se articula la vocal inglesa [e] en
la palabra bed [ c a m a ] ; p e r o la pala de la lengua reposa m á s o
6
m e n o s en la misma posición q u e en la respiración n o r m a l . Da­
d o q u e el h a b l a n o r m a l se p r o d u c e p o r m e d i o de la espiración,
la presión del aire en los p u l m o n e s justo a n t e s de la e l o c u c i ó n
se d e b e elevar p o r e n c i m a de la presión atmosférica. D u r a n t e la
espiración n o r m a l , las c u e r d a s vocales d e b e n estar a m p l i a m e n t e
separadas ya q u e p r á c t i c a m e n t e n o se e m i t e ningún s o n i d o . Por
o t r a p a r t e , existen b u e n a s razones para creer q u e a n t e s de la
elocución el h a b l a n t e n o r m a l m e n t e cierra su glotis y d i s p o n e

6. Al distinguir entre cuerpo (body) y pala (blade) de la lengua segui-


mos a Bell, Swett, D. Jones y otros fonetistas. Cf. D. Jones (1956, p.15):
"... la parte que normalmente se encuentra enfrente de los alveolos se de-
nomina pala. La extremidad de la lengua se conoce como punía (lip o
point), y está incluida en la pala". Westermann y Ward ( 1 9 3 3 , p. 17) dan
una descripción casi idéntica.

166
las c u e r d a s vocales d e m o d o q u e vibren e s p o n t á n e a m e n t e en la
posición n e u t r a l bajo la acción de la c o r r i e n t e de aire n o r m a l y
sin o b s t á c u l o . D a d o q u e esta vibración e s p o n t á n e a de las cuer­
das vocales se ha venido i g n o r a n d o casi t o t a l m e n t e en los dis­
t i n t o s trabajos, h a r e m o s a q u í u n a digresión para e x a m i n a r l a
un p o c o más en detalle.

2 . 2 . LA VIBRACIÓN DE LAS CUERDAS VOCALES:


ESPONTANEA Y NO ESPONTANEA.
Los d o s factores principales q u e c o n t r o l a n la vibración de
las cuerdas vocales son la diferencia de la presión del aire a u n
lado y o t r o de la glotis y la disposición d e las m i s m a s c u e r d a s
vocales: su grado d e t e n s i ó n , f o r m a , y posición relativa. La pre­
sión subglotal es la q u e m a n t i e n e n los m ú s c u l o s respiratorios
en la t r á q u e a . En ausencia de u n a c o n s t r i c c i ó n i m p o r t a n t e en
la cavidad oral, la presión supraglotal será m á s o m e n o s igual
a la presión atmosférica y, desde luego, será inferior a la pre­
sión subglotal. Por o t r a p a r t e , si hay c o n s t r i c c i o n e s significati­
vas en la cavidad oral, la presión supraglotal se elevará p o r enci­
m a de la presión atmosférica, y a q u e n o se p e r m i t e el flujo libre
del aire q u e expulsan los p u l m o n e s . Parte de este aire será re­
cogido en la cavidad supraglotal, a u m e n t a d o así la presión y re­
d u c i e n d o d e esta forma la diferencia de presiones e n c i m a y de­
bajo d e la glotis. Esto es i m p o r t a n t e p o r q u e la diferencia de
presión, p e r m a n e c i e n d o iguales t o d o s los d e m á s factores, de-

[La terminología fonética española ha distinguido tradicionalmente


la punía o ápice del doiso. Esta división no responde en absoluto a la que
utilizan Chomsky y Halle; sería completamente erróneo, por ejemplo,
traducir body por doiso. A la vista de esto hemos preferido adoptar la
terminología inglesa, traduciéndola de modo que no pudiera dar lugar a
confusión con los términos usuales de la fonética española. La traducción
francesa de Encrevé de esta misma obra ha optado por idéntica solución,
traduciendo blade por lame y body por masse (N. del T.)]

167
t e r m i n a la c a n t i d a d d e aire q u e saldrá de los p u l m o n e s a través
de la glotis, y la c a n t i d a d de aire es p r e c i s a m e n t e lo q u e deter­
m i n a la vibración d e la glotis.
N o es necesario q u e la glotis esté t o t a l m e n t e cerrada para
iniciar la vibración de las c u e r d a s vocales. Si la c o r r i e n t e de aire
a través d e la glotis es lo b a s t a n t e rápida, p u e d e reducir la pre­
sión d e n t r o d e la glotis (según el efecto Bernoulli) hasta el p u n ­
t o d e q u e esta presión sea insuficiente para i m p e d i r q u e la elas­
ticidad d e las c u e r d a s las a p r o x i m e m u t u a m e n t e , c e r r a n d o de
este m o d o la glotis. T a n p r o n t o c o m o la glotis se cierra, la pre­
sión subglotal c o m i e n z a a crecer y al fin se h a c e lo b a s t a n t e
grande c o m o para vencer la elasticidad d e las c u e r d a s q u e m a n ­
t i e n e n cerrada la glotis. Al llegar a este p u n t o la glotis se a b r e ,
y el aire pasa de n u e v o a través de ella. A c o n t i n u a c i ó n la co­
rriente de aire es de n u e v o i n t e r r u m p i d a p o r q u e se p r o d u c e
u n a vez m á s un d e s c e n s o de la presión crítica en el interior de
la glotis. Es evidente q u e el efecto Bernoulli s o l a m e n t e p o d r á
t e n e r lugar si las c u e r d a s vocales están en la posición apropia­
da. Si están d e m a s i a d o separadas, c o m o o c u r r e en la respira­
ción n o r m a l , el descenso de presión en el interior de la glotis
n o será lo b a s t a n t e g r a n d e c o m o para j u n t a r las c u e r d a s vocales
e iniciar la vibración.
Ya h e m o s p o s t u l a d o q u e en la posición n e u t r a l las c u e r d a s
vocales están situadas d e tal forma q u e vibran e s p o n t á n e a m e n ­
t e bajo la acción de u n a c o r r i e n t e de aire sin o b s t á c u l o s . Sin
e m b a r g o , es u n h e c h o bien c o n o c i d o q u e las cuerdas vocales
t a m b i é n vibran c u a n d o en la cavidad oral hay u n a constricción
radical, o incluso un cierre t o t a l . A u n q u e t o d a v í a n o se han
realizado observaciones directas, hay r a z o n e s para s u p o n e r q u e
la posición de las c u e r d a s vocales y la forma en q u e vibran cuan­
d o hay u n a c o n s t r i c c i ó n i m p o r t a n t e en la cavidad oral difiere
en algunos a s p e c t o s i m p o r t a n t e s de la posición y la vibración
q u e se observan d u r a n t e el paso de la c o r r i e n t e d e aire sin obs-

168
táculos. D e esta f o r m a , parece q u e la s o n o r i d a d de las obstru­
y e n t e s es m u y diferente de la q u e se observa e n las s o n a n t e s .
Las investigaciones teóricas d e Halle y Stevens ( 1 9 6 7 ) h a n
m o s t r a d o q u e en los s o n i d o s c o n el p r i m e r f o r m a n t e bajo —es
decir, en s o n i d o s q u e n o sean vocales— las vibraciones periódi­
cas d e las c u e r d a s vocales sólo se m a n t i e n e n si, en cada vibra­
ción, el t i e m p o d u r a n t e el cual las c u e r d a s están separadas es
superior al q u e se e n c u e n t r a n o r m a l m e n t e e n las vocales y / o si
el aflojamiento (damping) del p r i m e r f o r m a n t e se acrecienta d e
m o d o c o n s i d e r a b l e p o r el a u m e n t o d e la a b e r t u r a m e d i a de la
glotis. El a u m e n t o d e la a b e r t u r a glotal a y u d a r á i g u a l m e n t e a
m a n t e n e r las c u e r d a s vocales en e s t a d o d e vibración en caso d e
constricción c o n s o n a n t i c a en la cavidad supraglotal, a u m e n t a n ­
d o la presión supraglotal y , p o r t a n t o , r e d u c i é n d o s e la diferen­
cia e n t r e ésta y la presión subglotal.
Ciertas observaciones bien c o n o c i d a s p a r e c e n a p o y a r la
conclusión teórica de q u e la s o n o r i z a c i ó n n o e s p o n t á n e a impli­
ca ajustes m u y diferentes d e los q u e p o n e en juego la sonoriza­
ción e s p o n t á n e a . A s í , la c o r r i e n t e de aire e n las o b s t r u y e n t e s
s o n o r a s es p e r c e p t i b l e m e n t e m á s rápida q u e en las s o n a n t e s
(vocales, glides, l í q u i d a s , nasales). Este h e c h o se explica per­
f e c t a m e n t e c o n la hipótesis de q u e la a b e r t u r a glotal m e d i a es
m a y o r en la p r o d u c c i ó n d e algunas o b s t r u y e n t e s q u e en las vo­
cales. A d e m á s , e s t u d i o s en c u r s o indican q u e p o r lo m e n o s en
la p r o d u c c i ó n d e algunas o b s t r u y e n t e s s o n o r a s la glotis se abre
p a r c i a l m e n t e d u r a n t e el p e r í o d o de f o n a c i ó n . Por ú l t i m o , el
alargamiento n o r m a l de las vocales a n t e o b s t r u y e n t e s s o n o r a s
se p u e d e explicar o b s e r v a n d o q u e se necesita cierto t i e m p o pa­
ra pasar de la configuración glótica a p r o p i a d a para las vocales
a la d e las o b s t r u y e n t e s .

169
3 . Rasgos de clase mayor

R e d u c i d o a la m í n i m a e x p r e s i ó n , el c o m p o r t a m i e n t o del
a p a r a t o vocal en el curso d e la e l o c u c i ó n se p u e d e describir co­
m o u n a sucesión d e a p e r t u r a s y cierres alternativos. D u r a n t e
la fase d e cierre la c o r r i e n t e de aire p r o v e n i e n t e de los p u l m o ­
nes se ve c o r t a d a u o b s t a c u l i z a d a , y crece la presión en el apa­
r a t o vocal; d u r a n t e la fase de a p e r t u r a el aire sale l i b r e m e n t e .
Este e s q u e m a de la p r o d u c c i ó n del habla es la base de los rasgos
d e clase m a y o r , es decir, los rasgos q u e subdividen los soni­
d o s del h a b l a en vocales, c o n s o n a n t e s , o b s t r u y e n t e s , s o n a n t e s ,
glides y l í q u i d a s . Cada u n o de los tres rasgos de clase m a y o r
—sonante, vocálico, c o n s o n a n t i c o — señala u n a s p e c t o diferente
d e la fase a b i e r t o - c e r r a d o .

3XSONANTE-NO SONANTE (OBSTRUYENTE)


Las s o n a n t e s son aquellos s o n i d o s p r o d u c i d o s c o n u n a con­
figuración d e la cavidad vocal q u e posibilita la sonorización es­
p o n t á n e a ; las o b s t r u y e n t e s las p r o d u c e u n a configuración de la
cavidad q u e h a c e imposible la s o n o r i z a c i ó n e s p o n t á n e a .
C o m o y a h e m o s s e ñ a l a d o a n t e r i o r m e n t e , la s o n o r i z a c i ó n
e s p o n t á n e a se p u e d e suprimir c e r r a n d o el paso del aire de tal
m o d o q u e la rapidez de la c o r r i e n t e se sitúe p o r debajo del um­
bral necesario para q u e se p r o d u z c a el efecto Bernoulli. Este
será el r e s u l t a d o d e c o n s t r i c c i o n e s más radicales q u e las q u e se
e n c u e n t r a n en las glides [y] y [ w ] . Por consiguiente, los soni­
d o s f o r m a d o s c o n u n a c o n s t r i c c i ó n m a y o r q u e la d e las glides,
es decir, oclusivas, fricativas y africadas, serán n o s o n a n t e s ,
m i e n t r a s q u e las vocales, glides, c o n s o n a n t e s nasales y l í q u i d a s
serán s o n a n t e s .
Según e s t o , d e b e observarse q u e p a r e c e n existir diferencias
en el grado de c o n s t r i c c i ó n con q u e se p r o d u c e n los s o n i d o s ti­
p o [rl y t i p o [1]. E n los casos mejor c o n o c i d o s , estos s o n i d o s

170
se p r o d u c e n c o n u n grado de c o n s t r i c c i ó n m u y m o d e r a d o y
por t a n t o , son c l a r a m e n t e s o n a n t e s . Sin e m b a r g o , existen líqui­
das p r o d u c i d a s c o n u n a c o n s t r i c c i ó n m u y fuerte y q u e se p u e ­
den considerar c o m o o b s t r u y e n t e s . Este es, a p a r e n t e m e n t e , el
caso del c h i p e w y a n , de ciertas lenguas caucásicas y lenguas c o n
l í q u i d a s e s t r i d e n t e s , c o m o la [?] del c h e c o .

3.2. VOCALICO-NO VOCÁLICO


Los s o n i d o s vocálicos se p r o d u c e n e n la cavidad oral c o n
u n a c o n s t r i c c i ó n m á x i m a q u e n o pasa d e la q u e se e n c u e n t r a
en las vocales altas [i] y [u] y c o n las c u e r d a s vocales de m o d o
q u e p e r m i t a n la s o n o r i z a c i ó n e s p o n t á n e a ; los s o n i d o s n o vocá­
licos i n c u m p l e n u n a de estas c o n d i c i o n e s , o las d o s al m i s m o
tiempo.
Por lo t a n t o , los sonidos vocálicos s o n las vocales y líqui­
das s o n o r a s , m i e n t r a s q u e las glides, las c o n s o n a n t e s nasales y
las o b s t r u y e n t e s , así c o m o las vocales y l í q u i d a s sordas, son n o
7
vocálicos .

3 . 3 . CONSONANTICO-NO CONSONANTICO
Los s o n i d o s c o n s o n a n t i c o s se p r o d u c e n c o n u n a o b s t r u c ­
ción i m p o r t a n t e en la región medio-sagital del a p a r a t o vocáli­
c o ; los s o n i d o s n o c o n s o n a n t i c o s están p r o d u c i d o s sin esta obs­
trucción.
Es de s u m a i m p o r t a n c i a señalar q u e la o b s t r u c c i ó n d e b e ser
al m e n o s t a n m a r c a d a c o m o la q u e se e n c u e n t r a en las c o n s o ­
n a n t e s fricativas y a d e m á s d e b e estar localizada en la región
medio-sagital de la cavidad. Por lo t a n t o , este rasgo distingue a
las l í q u i d a s y a las c o n s o n a n t e s , t a n t o nasales c o m o n o nasales,

7. Investigaciones recientes indican que en vez de "vocálico" el siste-


ma fonético debería contener un rasgo de "silabicidad". Véase la sección
4. del capítulo IV.

171
d e las glides y vocales. Sievers ( 1 9 0 1 ) ha o b s e r v a d o q u e u n a ca­
racterística esencial de las vocales es su " a r t i c u l a c i ó n d o r s a l " ;
es decir, las vocales se p r o d u c e n n o r m a l m e n t e c u a n d o la pala
d e la lengua está situada a cierta distancia del paladar. Cuan­
d o la pala de la lengua está lo b a s t a n t e p r ó x i m a al paladar para
p r o d u c i r la o b s t r u c c i ó n requerida, el r e s u l t a d o es u n a a u t é n t i c a
0
c o n s o n a n t e o l í q u i d a . De esta f o r m a , los s o n i d o s t i p o [11 se
p r o d u c e n c u a n d o el ápice de la lengua t o c a el paladar, blo­
q u e a n d o de esta f o r m a la región medio-sagital del a p a r a t o vo­
cálico. En el caso de los s o n i d o s linguales c o m u n e s t i p o [r J, la
lengua levantada estrecha el p a s o lo b a s t a n t e c o m o para p r o d u ­
cir u n a o b s t r u c c i ó n c o n s o n a n t i c a incluso si n o llega a hacer
c o n t a c t o p l e n o con el paladar. La [ R ] uvular se p r o d u c e de u n
m o d o b a s t a n t e p a r e c i d o p e r o en este caso lo q u e o b s t r u y e la
región medio-sagital del a p a r a t o vocálico es la úvula en posición
baja y n o la lengua levantada.
La presencia de u n a o b s t r u c c i ó n en la región medio-sagital
n o va a c o m p a ñ a d a n e c e s a r i a m e n t e p o r el cierre del paso, su­
p r i m i e n d o la s o n o r i z a c i ó n e s p o n t á n e a . Por lo t a n t o , las líqui­
das son s o n a n t e s c o n s o n a n t i c a s . En la p r o d u c c i ó n de las n o so­
n a n t e s ( o b s t r u y e n t e s ) c o n s o n a n t i c a s el paso se cierra hasta ha­
cer imposible la vibración e s p o n t á n e a d e las cuerdas vocales;
e n t r e estos ú l t i m o s t i p o s de s o n i d o s se e n c u e n t r a n las plosivas,
africadas y fricativas. Por o t r a p a r t e , n o s o n c o n s o n a n t i c o s t o ­
d o s los s o n i d o s p r o d u c i d o s c o n la lengua levantada. Las d e n o ­
m i n a d a s vocales retroflexas se f o r m a n c o n el ápice d e la lengua
l e v a n t a d o , q u e , sin e m b a r g o , n o es lo b a s t a n t e p r ó x i m o al pala-

c. Según SPE, capítulo III, sección 1.3.2., las "auténticas consonan-


tes" son las que presentan la siguiente configuración de rasgos:

[
—vocálico
4-consonánticoj
1

Es decir: las obstruyentes y las nasales (quedando fuera de tal clase líqui-
das y glides). (N. del T.)

172
dar c o m o para c o n s t i t u i r u n a o b s t r u c c i ó n c o n s o n a n t i c a , de
m o d o q u e estas vocales son n o c o n s o n a n t i c a s .
De esta f o r m a los rasgos d e clase m a y o r definen las catego­
rías d e s o n i d o s q u e se e n c u e n t r a n en el c u a d r o 1.

CUADRO 1. Los rasgos de clase mayor

sonante consonantico vocálico

vocales sonoras + — +
" sordas + — —

" glides (I): w, y — —

" glides (II): /?, ? — —

líquidas + + +
consonantes nasales + + —

consonantes no nasales + —

4 . Rasgos de cavidad

4 . 1 . CONSTRICCIONES PRIMARIAS
Las constricciones primarias se h a n descrito de m u c h a s for­
m a s en la l i t e r a t u r a fonética. El e n f o q u e m á s a m p l i a m e n t e ex­
t e n d i d o , el del A l f a b e t o F o n é t i c o I n t e r n a c i o n a l , utiliza dife­
r e n t e s rasgos para caracterizar las constricciones en las vocales
y en las c o n s o n a n t e s . Las constricciones en las vocales se descri­
b e n con la a y u d a de los rasgos " a n t e r i o r - p o s t e r i o r " y " a l t o - b a j o " ,
m i e n t r a s q u e las c o n s t r i c c i o n e s de las c o n s o n a n t e s se recogen
p o r m e d i o de u n solo p a r á m e t r o de varios valores q u e hace refe­
rencia a la localización de la c o n s t r i c c i ó n . Este m é t o d o tiene el
i n c o n v e n i e n t e de q u e n o p o n e de manifiesto el evidente parale­
lismo q u e existe e n t r e las c o n s t r i c c i o n e s de las vocales y de las
c o n s o n a n t e s . La diferencia e n t r e las c o n s o n a n t e s palatales y ve­
lares es paralela a la q u e existe e n t r e las vocales a n t e r i o r e s y

173
posteriores p o r q u e en a m b o s casos se d a n las m i s m a s diferen­
cias en la posición del c u e r p o de la lengua. Sin e m b a r g o , n o
hay n i n g ú n m e c a n i s m o en el sistema de A F I q u e p u e d a d a r
c u e n t a de este h e c h o y o t r o s similares.
U n a de las principales c o n t r i b u c i o n e s d e R. J a k o b s o n es u n
sistema f o n é t i c o q u e p e r m i t e d a r c u e n t a de estos paralelismos
de forma a p r o p i a d a . C o m o es bien s a b i d o , la característica m á s
llamativa del sistema j a k o b s o n i a n o es q u e e m p l e a los m i s m o s
tres rasgos " g r a v e " , " c o m p a c t o " , " d i f u s o " —para describir las
constricciones primarias de las vocales y de las c o n s o n a n t e s .
Esta identificación c o m p l e t a de los rasgos vocálicos y conso­
n a n t i c o s p a r e c e , r e t r o s p e c t i v a m e n t e , h a b e r sido u n a solución
d e m a s i a d o radical, p o r r a z o n e s q u e e x p o n d r e m o s b r e v e m e n t e
m á s abajo. Por esta r a z ó n , h e m o s i n t r o d u c i d o cierto n ú m e r o
de c a m b i o s en el sistema, en particular, en lo q u e respecta a los
rasgos de la cavidad primaria. P u e d e parecer q u e el sistema re­
visado se a p a r t a del sistema original m u c h o m á s r a d i c a l m e n t e
d e lo q u e o c u r r e en e f e c t o . Esta impresión engañosa es el resul­
t a d o de la i n f o r t u n a d a necesidad de c a m b i a r la t e r m i n o l o g í a
u n a vez m á s y r e e m p l a z a r los t é r m i n o s " c o m p a c t o " , " d i f u s o "
y " g r a v e " —hasta a h o r a r a z o n a b l e m e n t e familiares— en p a r t e
p o r t é r m i n o s t o t a l m e n t e n u e v o s y en p a r t e p o r t é r m i n o s q u e
r e p r e s e n t a n u n a vuelta al status quo anterior. En la sección
4 . 2 . 1 . d i s c u t i r e m o s la relación e n t r e los d o s sistemas.

4.1.1. CORONAL-NO CORONAL


L o s s o n i d o s coronales se p r o d u c e n c o n la pala de la lengua
elevada con respecto a su posición n e u t r a l ; los s o n i d o s n o c o r o ­
8
nales se p r o d u c e n c o n la pala de la lengua en la posición n e u t r a l .

8. Estamos utilizando el término "coronal" en el sentido del alemán


Vorderzungenlaut y del ruso perednejazy cnyj. Sievers (1901) distinguió
dos tipos de sonidos linguo-palatales de articulación no lateral:
"(1) Articulación coronal: la articulación se realiza con el borde anterior

174
La clasificación fonética basada en este rasgo n o es eviden­
t e p o r sí m i s m a . Las d e n o m i n a d a s c o n s o n a n t e s d e n t a l e s , alveo­
lares, y palato-alveolares son c o r o n a l e s , c o m o t a m b i é n lo son
las líquidas q u e se articulan con el d o r s o de la lengua. La [ R ]
uvular y las c o n s o n a n t e s articuladas c o n los labios o con el
c u e r p o de la lengua son n o c o r o n a l e s . Por ú l t i m o , las d e n o m i ­
n a d a s vocales retroflexas, q u e se e n c u e n t r a n en algunas lenguas
de la I n d i a , — p o r e j e m p l o , el badaga ( c o m u n i c a c i ó n personal d e
H. L. Gleason)— así c o m o d e l a n t e de [r] en m u c h o s dialectos
del inglés son c o r o n a l e s . Las vocales n o retroflexas son p o r su­
puesto, n o coronales.

4.1.2. ANTERIOR-NO ANTERIOR


L o s s o n i d o s a n t e r i o r e s se p r o d u c e n con u n a o b s t r u c c i ó n lo­
calizada d e l a n t e de la región palato-alveolar de la b o c a ; los so­
n i d o s n o a n t e r i o r e s se p r o d u c e n sin la m e n c i o n a d a o b s t r u c c i ó n .
La región palato-alveolar es aquélla en la q u e se p r o d u c e la [s]
n o r m a l del inglés.
De la caracterización p r o p u e s t a se sigue q u e las vocales,

de la lengua, que forma un ángulo más o menos agudo con el pala-


dar...
(2) Articulación dorsal: las constricciones u oclusiones necesarias se rea-
lizan por medio de la elevación de una parte del dorso de la lengua...
hacia el paladar" (p. 59)
Broch (1911) definió el término de forma muy parecida: "Si la constric-
ción o la oclusión necesaria se realizan con la parte anterior de la lengua,
posición en la que la superficie de la lengua es generalmente cóncava en
una extensión más o menos amplia, la articulación se denomina coronal"
(p. 11 y ss.).
Diferimos en cierta medida de Sievers y Broch porque estos autores
consideran coronales todos los tipos de sonidos formados con la pala de
la lengua; no utilizaron este término para aludir a los sonidos formados
con la parte plana de la pala (los "laminares" de Sweet). (Véase la nota 6).
En nuestro sistema esta última distinción está recogida con ayuda del ras-
go "distribuido" (véase la sección 4.4. de este capítulo).

175
f o r m a d a s sin c o n s t r i c c i o n e s en la cavidad oral, son siempre n o
anteriores. Las c o n s o n a n t e s y las líquidas son anteriores cuan­
d o se f o r m a n con u n a o b s t r u c c i ó n localizada m á s a d e l a n t e q u e
la de la [ s | . Las c o n s o n a n t e s q u e en la t e r m i n o l o g í a tradicional
se describen c o m o palato-alveolares, retroflexas, palatales, vela­
res, uvulares o faríngeas son c o n s e c u e n t e m e n t e n o a n t e r i o r e s ,
m i e n t r a s q u e las labiales, d e n t a l e s y alveolares son a n t e r i o r e s ^ .

4 . 2 . LOS RASGOS RELACIONADOS CON EL CUERPO


DE LA LENGUA: ALTO-NO ALTO, BAJO-NO BAJO,
POSTERIOR-NO POSTERIOR.
Los tres rasgos " a l t o " , " b a j o " y " p o s t e r i o r " caracterizan
la posición del c u e r p o de la lengua. R e c o r d e m o s q u e h e m o s
p l a n t e a d o q u e en la posición n e u t r a l el c u e r p o d e la lengua es­
t a b a l e v a n t a d o y hacia a d e l a n t e , a p r o x i m a d a m e n t e del m i s m o
m o d o q u e se e n c u e n t r a la vocal inglesa [ e | en bed. Caracteriza­
r e m o s estos tres rasgos según los d i s t i n t o s m o v i m i e n t o s del
c u e r p o d e la lengua a partir de la posición n e u t r a l .
Alto-no alto. Los s o n i d o s altos se p r o d u c e n elevando el
c u e r p o de la lengua p o r e n c i m a del nivel q u e o c u p a en la posi­
ción n e u t r a l ; los s o n i d o s n o altos se p r o d u c e n sin dicha eleva­
ción.
Bajo-no bajo. L o s s o n i d o s bajos se p r o d u c e n bajando el
c u e r p o de la lengua p o r debajo del nivel q u e o c u p a en la posi­
ción n e u t r a l ; los s o n i d o s n o bajos se p r o d u c e n sin d i c h o des­
censo^

d. Schane ( 1 9 7 3 , p. 30) ha criticado el rasgo "anterior", señalando


que los sonidos [+anterior], es decir, labiales y dentales, no forman una
"clase natural". Además, este rasgo no parece bien motivado fonética-
mente: lo de "parte anterior de la región palato-alveolar" parece una de-
signación bastante vaga y arbitraria. (N. del T.)
e. Ladefoged (apud Schane, 1 9 7 3 , p. 31) ha señalado que la altura de
la lengua podría ser un rasgo ternario o cuaternario, y que utilizar "alto"

176
Posterior-no posterior. Los s o n i d o s p o s t e r i o r e s se p r o d u c e n
r e t r a y e n d o el c u e r p o de la lengua en relación a la posición q u e
o c u p a en la posición n e u t r a l ; los s o n i d o s n o p o s t e r i o r e s se pro­
d u c e n sin retraer el c u e r p o de la lengua.
La caracterización d e las vocales q u e se basa en los tres ras­
gos a n t e r i o r e s es m u y evidente y apenas si se diferencia de la
q u e se p u e d e e n c o n t r a r en los libros de fonética más tradicio­
nales. Sólo d e b e m o s observar q u e la caracterización fonética
de los rasgos " a l t o " y " b a j o " descarta la posibilidad de q u e
+ b a j o
r l
existan los s o n i d o s , ya q u e es imposible elevar el
L+alto J
c u e r p o de la lengua p o r e n c i m a d e la posición n e u t r a l y al tiem­
p o bajarlo en relación a ese m i s m o nivel.
La caracterización de las c o n s o n a n t e s en base a los m i s m o s
rasgos es i g u a l m e n t e e v i d e n t e , a u n q u e quizás resulte p o c o fa­
miliar. C o n s i d e r e m o s en p r i m e r lugar las c o n s o n a n t e s en las
q u e la c o n s t r i c c i ó n primaria se f o r m a c o n el c u e r p o de la len­
gua, en o t r a s p a l a b r a s : las q u e s o n al t i e m p o n o c o r o n a l e s y n o
a n t e r i o r e s , es decir, las palatales, velares,uvulares y faríngeas.
Cuadro 2.

palatales velares uvulares faríngeas

alto + + -
bajo - - - +
posterior + + +

y "bajo" como rasgos separados equivale a encorsetar un rasgo multivalo-


rado en un sistema binario.
Además, si hubiera lenguas en las que existieran sonidos formados
con cuatro alturas del cuerpo de la lengua, este sistema de rasgos no po-
dría dar cuenta de ellos. (N. del T.)

177
Los tres rasgos q u e a c a b a m o s de discutir p u e d e n dar c u e n t a
p e r f e c t a m e n t e de estos c u a t r o " p u n t o s de a r t i c u l a c i ó n " , c o m o
se vé en el c u a d r o 2 . ( p . 1 7 7 ) .
El q u e n o e s t é n p r e s e n t e s las c o n s o n a n t e s n o altas n o pos­
teriores es consecuencia directa del h e c h o de q u e el c u e r p o de
la lengua sólo p u e d e f o r m a r u n a constricción si está elevado o
retraído.
A u n q u e n i n g u n a lengua de las que c o n o c e m o s t i e n e los
c u a t r o t i p o s de c o n s o n a n t e s de la tabla 2 , existen b a s t a n t e s
lenguas en las q u e están atestiguadas tres de las c u a t r o clases.
El serere, u n a lengua occidental africana, t i e n e oclusivas sordas
9
palatales, velares y u v u l a r e s . El ubij, lengua caucasiana, distin­
gue o b s t r u y e n t e s faríngeas, uvulares, velares y quizás t a m b i é n
palatales ( V o g t , 1 9 6 3 ; Alien, 1 9 6 4 ) . En el ubij, así c o m o en
otras m u c h a s lenguas, c o m o el gilyak (véase Zinder y Matuse-
v i c , 1 9 3 7 , Halle, 1 9 5 7 ) , la diferencia e n t r e los p u n t o s de arti­
culación velar y uvular es paralela a la q u e existe e n t r e las n o
estridentes y las e s t r i d e n t e s . Sin e m b a r g o , e s t o n o es ni m u c h o
m e n o s universal. Por e j e m p l o , las p r u e b a s espectrográficas q u e
publicó Ladefoged ( 1 9 6 4 , p . 2 2 ) m u e s t r a n q u e en el serere las
oclusivas velares y uvulares son plosivas n o e s t r i d e n t e s . T a m ­
bién se e n c u e n t r a n en c h i n o o k diferencias e n t r e o b s t r u y e n t e s
palatales, velares y uvulares (Boas, 1 9 1 1 ) ; T r u b e t z k o y ( 1 9 5 8 ,
p . 1 2 2 ) asegura q u e están atestiguadas en ciertas lenguas nilóti-
cas ( h e r e r o , n u e r , d i n k a ) .
E x a m i n a r e m o s a h o r a el papel q u e juegan los rasgos " a l t o " ,
" b a j o " y " p o s t e r i o r " en las o t r a s clases de c o n s o n a n t e s q u e ,
en n u e s t r a clasificación, son anteriores y / o coronales. Obser-

9. Ladefoged ( 1 9 6 4 , p. 4 6 ; también pp. 21-22) ha citado las siguien-


tes formas en oposición: f i t ] "regalo", [kid] "ojos", [qosj "pierna",
donde el símbolo representa la oclusiva palatal sorda que equivale a la
c del AFI.

178
v e m o s q u e estos tres rasgos p u e d e n caracterizar de f o r m a m u y
n a t u r a l ciertas a r t i c u l a c i o n e s c o n s o n a n t i c a s s e c u n d a r i a s ; palata­
lización, velarización y faringización. Estas articulaciones se­
c u n d a r i a s consisten e n la s u p e r p o s i c i ó n de u n a articulación de
t i p o vocálico s o b r e u n a articulación de base c o n s o n a n t i c a . En
la palatalización lo q u e se s u p e r p o n e es u n a articulación de t i p o
[i], en la velarización u n a articulación de t i p o [i], y en la farin­
gización u n a articulación de t i p o [ a ] . Por lo t a n t o , el p r o c e d i ­
m i e n t o m á s evidente es expresar estas articulaciones s u p e r p u e s ­
tas de t i p o vocálico con a y u d a de los rasgos " a l t o " , " b a j o " y
" p o s t e r i o r " , e m p l e a d o s para caracterizar las mismas articula­
ciones c u a n d o aparecen en las vocales. A s í , d i r e m o s q u e las
c o n s o n a n t e s palatalizadas son altas y n o p o s t e r i o r e s ; q u e las
c o n s o n a n t e s velarizadas son altas y p o s t e r i o r e s , y q u e las con­
s o n a n t e s faringizadas (por e j e m p l o , las c o n s o n a n t e s " e n f á t i c a s "
del árabe) son bajas y p o s t e r i o r e s . Por o t r a p a r t e , las c o n s o n a n ­
tes n e u t r a l e s c o n r e s p e c t o a la palatalización, velarización y fa-

[ -alto 1

—posterior J
I, p o r q u e estas configuraciones
?
n o p r e s e n t a n constricción f o r m a d a p o r el c u e r p o de la lengua.
De pasada, n o está n a d a claro el papel q u e juega el rasgo " b a j o "
en estas configuraciones, ya q u e n o c o n o c e m o s n i n g u n a lengua
c o n d e n t a l e s o labiales uvularizadas. Sin e m b a r g o , si estas con­
s o n a n t e s existieran se caracterizarían d e n t r o de n u e s t r o siste­
ma c o m o n o altas, n o bajas y p o s t e r i o r e s .
Las c o n s o n a n t e s palato-alveolares se diferencian de las la­
biales y d e n t a l e s en q u e p r e s e n t a n el rasgo r e d u n d a n t e [ + a l t o ] .
Por t a n t o , en vez de la o p o s i c i ó n de c u a t r o t é r m i n o s q u e se
e n c u e n t r a en las labiales y en las dentales, las palato-alveolares
p r e s e n t a n u n a oposición de d o s t é r m i n o s : palatalizadas ([-^pos­
t e r i o r ] ) y velarizadas ([ + p o s t e r i o r ] ) . La oposición fonética se
ve c l a r a m e n t e e n las radiografías de F a n t ( 1 9 6 0 ) de los d o s so­
nidos [s] del r u s o estándar.

179
El c u a d r o 3 . ( p . 1 8 1 ) presenta la c o m p o s i c i ó n en rasgos de
las principales clases de s o n i d o s del habla.

4.2.1. RELACIÓN ENTRE LOS RASGOS "DIFUSO", "COMPACTO"


Y "GRAVE" Y LOS RASGOS DEFINIDOS EN LAS SECCIONES
ANTERIORES.
Los rasgos d i s c u t i d o s en las secciones a n t e r i o r e s son básica­
m e n t e versiones revisadas de los c o n o c i d o s rasgos " d i f u s o " ,
" g r a v e " y " c o m p a c t o " , q u e caracterizan las principales confi­
guraciones articulatorias de las vocales y c o n s o n a n t e s en las pri­
meras p r e s e n t a c i o n e s del sistema de rasgos distintivos. Según
se han ido describiendo más y más lenguas d e n t r o de este siste­
m a , se ha i d o viendo cada vez más c l a r a m e n t e q u e se h a c í a ne­
cesaria u n a modificación del t i p o de la q u e h e m o s discutido en
la sección a n t e r i o r . En esta sección e x a m i n a r e m o s algunos de
los p r o b l e m a s q u e surgen en el sistema primitivo y describire­
m o s c ó m o lo s o l u c i o n a n los rasgos revisados q u e p r e s e n t a m o s
a n t e s . McCawley ( 1 9 6 7 ) t a m b i é n ha e x a m i n a d o r e c i e n t e m e n t e
esta c u e s t i ó n .
La revisión q u e h e m o s p r o p u e s t o en las páginas anteriores
t i e n e p r i n c i p a l m e n t e los siguientes e f e c t o s :
(1) Los rasgos q u e especifican la posición del c u e r p o de la len­
gua son a h o r a los m i s m o s para las vocales y para las conso­
nantes.
(2) Al caracterizar las articulaciones vocálicas, los rasgos "al­
t o " , " b a j o " , " p o s t e r i o r " c o r r e s p o n d e n a los primitivos " d i ­
f u s o " , " c o m p a c t o " y " g r a v e " , r e s p e c t i v a m e n t e . En las con­
s o n a n t e s estos m i s m o s rasgos revisados c o r r e s p o n d e n a la
palatalización, velarización y faringización, según h e m o s
descrito a n t e r i o r m e n t e .
(3) El rasgo " a n t e r i o r " c o r r e s p o n d e p r e c i s a m e n t e al rasgo "di­
f u s o " e n las c o n s o n a n t e s .
( 4 ) El rasgo " c o r o n a l " se c o r r e s p o n d e e s t r e c h a m e n t e con el

180
CUADRO 3. Composición en rasgos de las principales ciases de sonidos
del habla.

anterior coronal alto bajo posterior

CONSONANTES
labiales + — — — —
dentales + + — — —
palato-alveolares — + + — —
(no existen) — — — — —
labiales palatalizadas + — + — —
dentales palatalizadas + + — —
palatales — — + — —
labiales velarizadas + — — +
dentales velarizadas + + + —
palato-alveolares velarizadas + + — +
velares — + — +
(?) labiales uvularizadas + — — — +
(?) dentales uvularizadas + + — — +
uvulares — — — —
labiales faringizadas + — — + +
dentales faringizadas + + — + +
faríngeas — — — + +
VOCALES (no retroflexas)
anteriores altas — — — —
posteriores altas — — + — +
anteriores medias — — — — —
posteriores medias — — — — +
anteriores bajas — — — + —
posteriores bajas — — — + +
GLIDES
y — — + — —
w — — + —
h, 9
— — — + —
LIQUIDAS
dentales + + — — —
palatales — — + —
uvulares — — — — 4-
palato-alveolares — + + —
rasgo " g r a v e " e n las c o n s o n a n t e s , p e r o c o n el valor o p u e s ­
t o . E x c e p t o las palatales ( [ k ], e t c . ) , las c o n s o n a n t e s q u e el
1

sistema primitivo clasifica c o m o n o graves en el sistema re­


visado son c o r o n a l e s , m i e n t r a s q u e las q u e se clasificaron
c o m o graves son n o c o r o n a l e s . Las palatales, q u e en el sis­
t e m a a n t e r i o r se c o n s i d e r a b a n n o graves, son n o c o r o n a l e s .
L l a m a m o s la a t e n c i ó n s o b r e el h e c h o de q u e en el sistema
primitivo el rasgo " d i f u s o " se e m p l e ó p a r a caracterizar t a n t o la
distinción e n t r e vocales altas y n o altas c o m o la distinción en­
t r e lo q u e h e m o s l l a m a d o c o n s o n a n t e s a n t e r i o r e s y n o a n t e r i o ­
res. E s t o h a c í a q u e la caracterización articulatoria y acústica
del rasgo fuera m u y compleja y p o c o plausible. (Véase, p o r
e j e m p l o , la discusión del rasgo " d i f u s o " en Halle ( 1 9 6 4 ) . )
O t r a c o n s e c u e n c i a de esto* era la necesidad d e caracterizar
la palatalización, velarización y faringización m e d i a n t e rasgos
i n d e p e n d i e n t e s . E s t o s , a su vez, n o p o d r í a n explicar p o r q u é
las articulaciones secundarias n o se e n c o n t r a b a n c o n c o n s o n a n ­
tes f o r m a d a s c o n el c u e r p o de la lengua, es decir, c o n s o n a n t e s
q u e , en el p r e s e n t e sistema, c a r a c t e r i z a m o s c o m o n o c o r o n a l e s
y n o a n t e r i o r e s . En el sistema primitivo e s t o era u n simple acci­
d e n t e ; en el sistema revisado esta laguna t i e n e u n a m o t i v a c i ó n
e s t r u c t u r a l , c o m o se verá en la sección 4 . 2 . Es preciso señalar
q u e el r e d o n d e a m i e n t o (labialización), q u e t a m b i é n es u n a ar­
ticulación s e c u n d a r i a , n o está s o m e t i d o a restricciones pareci­
das. T o d a s las clases de c o n s o n a n t e s , incluso las labiales, p u e ­
d e n sufrir r e d o n d e a m i e n t o .
O t r o h e c h o r e l a c i o n a d o q u e el sistema primitivo n o p o d í a
explicar es q u e la palatalización, la velarización y la faringiza­
ción se e x c l u y e n m u t u a m e n t e . En el sistema revisado la coa­
parición d e estas articulaciones es u n a imposibilidad lógica,
p o r q u e u n s o n i d o d a d o n o p u e d e ser p o s t e r i o r y n o p o s t e r i o r .
E n el sistema p r i m i t i v o , sin e m b a r g o , esto n o era más q u e u n a
simple coincidencia.

182
A d e m á s , el sistema primitivo n o p o d í a explicar p o r q u é la
palatalización y la velarización solían darse a n t e vocales a n t e ­
riores y p o s t e r i o r e s , r e s p e c t i v a m e n t e ; la c o n e x i ó n e n t r e palata­
lización y vocales a n t e r i o r e s y e n t r e velarización y vocales pos­
teriores n o estaba m á s m o t i v a d a q u e la q u e se da e n t r e glotali-
zación o s o n o r i z a c i ó n y vocales anteriores. Sin e m b a r g o , en el
sistema revisado la palatización y la velarización son casos evi­
d e n t e s d e asimilación regresiva.
El sistema primitivo n o p o d í a explicar la aparición d e c o n ­
s o n a n t e s palatales, en vez de velares, p r e c i s a m e n t e en los mis­
m o s e n t o r n o s en q u e se palatalizaban o t r a s clases d e c o n s o n a n ­
tes. (Obsérvese q u e la palatalización conserva el p u n t o de arti­
culación, m i e n t r a s q u e el c a m b i o d e velar a palatal lo h a c e va­
riar). E n el sistema revisado, estos p r o c e s o s , distintos en su­
perficie, resultan p r o d u c t o del m i s m o c a m b i o , es decir, el cam­
bio d e [4-posterior) p o r |— p o s t e r i o r ) . Se p u e d e n citar a r g u m e n ­
t o s paralelos s o b r e el t r a t a m i e n t o d e la velarización y la farin-
gización en a m b o s sistemas.
En p r i n c i p i o el sistema primitivo n o p e r m i t í a distinguir las
c o n s o n a n t e s velares de las uvulares o faríngeas p o r sus p u n t o s
d e articulación. H a b í a q u e distinguirlas p o r m e d i o d e algún ras­
go subsidiario, c o m o " e s t r i d e n t e " . Sin e m b a r g o , hay lenguas
( c o m o el serere, véase la p . 1 7 8 y la n o t a 9) en las q u e las con­
s o n a n t e s velares y uvulares n o se diferencian p o r ningún rasgo
subsidiario, y p o r lo t a n t o n o se p u e d e n distinguir. En el siste­
m a revisado se resuelve fácilmente esta dificultad, p o r q u e los
distintos p u n t o s d e articulación en las c o n s o n a n t e s velares,
uvulares y faríngeas se especifican c o n a y u d a d e los rasgos "al­
t o " "bajo" y "posterior".

4.2.2. GRADOS DE ESTRECHAMIENTO DEL APARATO VOCÁLICO


Nos h e m o s e x t e n d i d o s o b r e la localización d e las constric­
ciones en el a p a r a t o vocálico, p e r o t o d a v í a n o h e m o s d i c h o n a d a

183
s o b r e las diferencias en el grado de e s t r e c h a m i e n t o q u e se o b ­
servan fácilmente en las constricciones c o n q u e se p r o d u c e n los
distintos s o n i d o s . Esta o m i s i ó n se h a d e b i d o a la hipótesis táci­
t a de q u e el grado de e s t r e c h a m i e n t o se p u e d e d e t e r m i n a r a
partir de los d e m á s rasgos de u n d e t e r m i n a d o s o n i d o . Este en­
f o q u e es habitual en f o n é t i c a ; p o r e j e m p l o , n i n g ú n libro de fo­
nética h a c e o t r a cosa q u e señalar q u e el g r a d o de e s t r e c h a m i e n ­
t o de los labios en las vocales r e d o n d e a d a s es m á s acusado en
las vocales altas q u e en las bajas. A u n q u e el grado de estrecha­
m i e n t o n u n c a c o n s t i t u y e el ú n i c o indicio q u e diferencia dos
e n u n c i a d o s q u e , de o t r a f o r m a , serían i d é n t i c o s , n o es cierto
q u e en t o d a s las lenguas se p u e d a predecir el grado d e estrecha­
m i e n t o de u n s o n i d o d e t e r m i n a d o a partir de principios foné­
ticos universales. E s t o q u e d a b a s t a n t e claro si e x a m i n a m o s las
c o n s o n a n t e s velarizadas, q u e en lenguas distintas p r e s e n t a n gra­
d o s d e c o n s t r i c c i ó n velar r a d i c a l m e n t e diferentes.
Las d e n o m i n a d a s c o n s o n a n t e s " d u r a s " del ruso p r e s e n t a n
en su articulación u n e s t r e c h a m i e n t o m o d e r a d o d e la región ve­
lar, y la velarización está a c o m p a ñ a d a d e u n cierto grado de re­
1 0
d o n d e a m i e n t o de l a b i o s .
C. M. D o k e ( 1 9 3 1 ) ha e n c o n t r a d o en s h o n a u n a velariza­
ción c o n u n e s t r e c h a m i e n t o m á s a c u s a d o :

La velarización está causada por una elevación anormal de la


parte posterior de la lengua hacia el velo del paladar, en vez de la li-
gera elevación habitual que tiene lugar al pronunciar la semivocal ve-
lar w... El punto hasta el que la lengua se eleva depende de los dialec-
tos. Si la parte posterior de la lengua se eleva de tal forma que llegue
a establecer contacto con el velo, la velarización aparecerá como k, g
o rj... Paralelamente, si la elevación de la lengua no es tan grande, los
sonidos fricativos correspondientes reemplazarán a los plosivos... (p.
109).

10. Véase Broch ( 1 9 1 1 , pp. 224 y ss.) y las fotografías en rayos X de


Fant (1960, pp. 140, 1 6 3 , 1 7 0 , 1 8 6 ) .

184
Ladefoged ( 1 9 6 4 ) ha señalado f e n ó m e n o s similares en las
lenguas del o c c i d e n t e africano. En effutu y en n k o n y a se ha
e n c o n t r a d o velarización c o n cierre c o m p l e t o de la región velar
( p p . 5 1 - 5 4 ) . El k o m , a d e m á s :

presenta formas velarizadas by, dy que desde el punto de vista


auditivo son claramente secuencias; pero los movimientos articulato-
rios se encabalgan, y la constricción velar se forma durante el cierre
oclusivo. Hay buenas razones para decir que en esta lengua se en-
cuentra un tipo de componente adicional o articulación secundaria...
(p.31).

El e j e m p l o m á s llamativo de velarización e x t r e m a lo pre­


s e n t a n los clics d e los b o s q u i m a n o s y h o t e n t o t e s , p r o d u c i d o s
1 1
m e d i a n t e u n cierre c o m p l e t o del v e l o . Sin e m b a r g o , los clics,
a diferencia del resto de las c o n s o n a n t e s velarizadas, se articu­
lan con u n m e c a n i s m o especial de s u c c i ó n , a d e m á s del cierre
c o m p l e t o . Por esta r a z ó n , d i s c u t i r e m o s los clics c u a n d o t r a t e ­
m o s de los m e c a n i s m o s de succión en la sección 5 . 3 . 1 .
No c o n o c e m o s n i n g u n a lengua q u e p r e s e n t e variaciones pa­
ralelas en el grado de e s t r e c h a m i e n t o q u e a c o m p a ñ a a la palata­
lización o a la faringización, p e r o , c o m o m o s t r a r e m o s en la si­
guiente sección, se e n c u e n t r a n variaciones de este t i p o c o n el
rasgo " r e d o n d e a m i e n t o " .

4 . 3 . REDONDEADO-NO REDONDEADO.
Los s o n i d o s r e d o n d e a d o s se p r o d u c e n con u n estrecha­
m i e n t o de la a b e r t u r a interlabial; los s o n i d o s n o r e d o n d e a d o s
se p r o d u c e n sin d i c h o e s t r e c h a m i e n t o .
El r e d o n d e a m i e n t o se p u e d e manifestar en t o d o s los t i p o s

11. Al analizar los clics como ejemplos de velarización extrema se-


guimos la sugerencia de Trubetzkoy (1958, p. 129). Sin embargo, nos
apartamos de Trubetzkoy al postular un rasgo especial (succión) para re-
coger la peculiar forma de relajar las oclusiones secundarias.

185
de s o n i d o s . En las glides y en las vocales n o bajas, el r e d o n d e a ­
m i e n t o suele aparecer c o n el rasgo " p o s t e r i o r " : los s o n i d o s
posteriores son t a m b i é n r e d o n d e a d o s , los n o posteriores s o n
n o r e d o n d e a d o s . Sin e m b a r g o , esta asociación n o es obligato­
ria, y existen m u c h o s ejemplos de la c o m b i n a c i ó n libre de los
rasgos " r e d o n d e a d o " y " p o s t e r i o r " . El t u r c o , p o r e j e m p l o , pre­
s e n t a en sus vocales altas las c u a t r o c o m b i n a c i o n e s posibles d e
rasgos en o p o s i c i ó n , c o m o se m u e s t r a en el c u a d r o 4 .

CUADRO 4. Vocales alias del turco

i \ ü u

posterior - + - +
redondeado — - + +

El francés distingue f o n é t i c a m e n t e tres glides: [ y | , n o r e d o n ­


d e a d a y n o p o s t e r i o r , c o m o en les yeux " l o s o j o s " ; [ w j , r e d o n ­
d e a d a p o s t e r i o r , c o m o en les oiseaux " l o s p á j a r o s " ; y [ w ] , re­
d o n d e a d a n o p o s t e r i o r , c o m o en tuer " m a t a r " .
El r e d o n d e a m i e n t o en las c o n s o n a n t e s , q u e se suele c o n o ­
cer c o m o " l a b i a l i z a c i ó n " , n o es e x t r a ñ o , sobre t o d o en las vela­
res. Se e n c u e n t r a n velares labializadas, p o r e j e m p l o , en el paiu-
t e del sur (Sapir, 1 9 3 0 ) , en c h i p p e w y a n (Li, 1 9 4 6 ) y en navajo
(Hoijer, 1 9 4 5 ) . En ciertas lenguas del o c c i d e n t e africano, c o m o
effutu, ga y krachi se e n c u e n t r a n d e n t a l e s y palato-alveolares
labializadas (Ladefoged, 1 9 6 4 ) . Por ú l t i m o , en k u t e p (Ladefo-
ged, 1 9 6 4 ) y en ciertas lenguas caucásicas, c o m o el ubij ( V o g t ,
1 9 6 3 ) se e n c u e n t r a o p o s i c i ó n e n t r e labiales labializadas y n o
labializadas.
La labialización se c o m b i n a m u y f r e c u e n t e m e n t e con la ve­
larización. Pero n o c o n o c e m o s n i n g ú n ejemplo en q u e estos
d o s rasgos a c t ú e n i n d e p e n d i e n t e m e n t e en u n sistema fonológico

186
d a d o . P o r o t r a p a r t e , parece h a b e r varias lenguas d o n d e funcio­
n a n i n d e p e n d i e n t e m e n t e la labialización y la palatalización.
T r u b e t z k o y ( 1 9 3 9 ) señala q u e en el dialecto d u n g a n é s del chi­
n o el r e d o n d e a m i e n t o p u e d e ser distintivo t a n t o en las conti-

[ +alto 1

—posteriorj
I , es decir, pa-

latalizadas, c o m o e n aquellas q u e n o lo s o n . En el kashmiri se


han realizado observaciones parecidas ( J a k o b s o n , F a n t y Ha­
lle, 1 9 6 3 , p . 3 5 ) , así c o m o en ciertas lenguas del o c c i d e n t e afri­
c a n o c o m o el t w i y el late (véase Ladefoged ( 1 9 6 4 ) , l á m i n a 9 ,
q u e r e p r o d u c e e x c e l e n t e s registros de u n a "africada prepalatal
labializada y p a l a t a l i z a d a " ( p . 2 0 ) ) .
El grado de r e d o n d e a m i e n t o se p u e d e d e t e r m i n a r a partir
de o t r o s rasgos. En las vocales y glides se correlaciona con el
grado d e constricción m á x i m a de la cavidad oral. Las glides y
las vocales altas son las más r e d o n d e a d a s ; las vocales bajas, las
menos redondeadas.
E x i s t e n variaciones paralelas en el grado de r e d o n d e a m i e n ­
t o de las c o n s o n a n t e s . Estas varían desde u n grado equivalente
al de las glides hasta el cierre t o t a l . De esta forma, e n c o n t r a ­
m o s c o n s o n a n t e s r e d o n d e a d a s con u n grado m o d e r a d o de cons­
tricción labial en lenguas c o m o el c h i p p e w y a n (Li, 1 9 4 6 ) , el
hausa (Ladefoged, 1 9 6 4 , p . 6 4 ) y el r u t u l ( T r u b e t z k o y , 1 9 5 8 ,
p . 1 2 5 ) , m i e n t r a s q u e en lenguas c o m o el ewe y el kpelle en­
c o n t r a m o s c o n s o n a n t e s r e d o n d e a d a s a las q u e a c o m p a ñ a u n
cierre c o m p l e t o de los labios. Estas últimas son las c o n s o n a n t e s
q u e n o r m a l m e n t e se suelen r e p r e s e n t a r en la ortografía c o m o
12
kpygb .

12. En algunas lenguas africanas —por ejemplo, en effutu y nkonya


(como señaló Ladefoged, 1 9 6 4 , pp. 51-54)—estos símbolos representan
más bien labiales velarizadas. En estos sonidos existen, además, distintas
formas de relajarla oclusión secundaria, como discutimos en la sección 5.2.

187
A d e m á s d e las c o n s o n a n t e s r e d o n d e a d a s c o n u n a c o n s t r i c ­
c i ó n m o d e r a d a y d e las q u e p r e s e n t a n u n cierre t o t a l , se en­
c u e n t r a n c o n s o n a n t e s d e este t i p o c o n u n g r a d o i n t e r m e d i o de
c o n s t r i c c i ó n labial. A s í , L a d e f o g e d i n f o r m a q u e el k o m :

Presenta una fricativa velar que parece que se puede superponer


sobre otras articulaciones. En esta lengua se han observado sonidos
[ v v
como k , g , y' ... En el kutep también aparece una articulación se-
cundaria parecida; pero en esta lengua la labiodentalización sólo apa-
rece tras las fricativas (comprendidas las africadas) y está e n distri-
bución complementaria con la labialización, que aparece tras las
1 3
oclusivas y nasales (p. 31 ) .

E n el m a r g i , l e n g u a q u e se h a b l a e n Nigeria, p o d e m o s en­
c o n t r a r u n e j e m p l o paralelo de g r a d o s d i f e r e n t e s de r e d o n d e a ­
m i e n t o c o n d i s t r i b u c i ó n c o n t e x t u a l . En esta lengua a p a r e c e n
grados m o d e r a d o s de r e d o n d e a m i e n t o con consonantes n o co­
r o n a l e s (labiales y velares), y g r a d o s e x t r e m o s de r e d o n d e a ­
m i e n t o c o n c o n s o n a n t e s c o r o n a l e s ( d e n t a l e s y palato-alveola-
1 4
r e s ) . E s t a l e n g u a es i n t e r e s a n t e t a m b i é n p o r el h e c h o de q u e

13. Doke (1931) ha mencionado fenómenos muy parecidos en sho-


na: "En todos los dialectos del shona aparecen africadas y fricativas al-
veolares labializadas... En varios de los dialectos del manyinka y en tavara
el redondeamiento de los labios en estos sonidos es tan acusado que el
elemento explosivo de las africadas tiende hacia la p . . . En el tavara sep-
tentrional el contacto de los labios en las africadas en muchos hablantes
es pleno, y las formas resultantes son en realidad y |bz]..." (p. 4 7 ) .
14. Véase Hoffman ( 1 9 6 3 , pp. 27-29). En su lista de fonemas Hoff-
man también cita cierto número de consonantes dentales con superpo-
sición de un redondeamiento moderado, que simboliza con una grafía
doble o triple que termina en la letra w: sw, tw, llw. Hoffman cree que
están en oposición con las dentales con oclusión labial. Sin embargo, gran
cantidad de los casos citados parecen presentar una simple dental seguida
del sufijo /wa/, y por ello no son realmente significativos. Por ejemplo,
swá, "cerrar (sin llave)" aparece en la página 149 como s(ú)wá, y se le

188
el grado e x t r e m o de r e d o n d e a m i e n t o se s u p e r p o n e s o b r e las
c o n s o n a n t e s d e n t a l e s y palatales, m i e n t r a s q u e en la m a y o r í a
de las o t r a s lenguas el r e d o n d e a m i e n t o e x t r e m o (es decir, el
cierre t o t a l d e los labios) es u n rasgo de las velares. A d e m á s , en
t e m n e (Ladefoged, 1 9 6 4 , p . 4 7 ) u n a plosiva s o r d a con u n gra­
w
d o m o d e r a d o d e r e d o n d e a m i e n t o , | k |, se o p o n e a u n a plosiva
b
s o n o r a c o n r e d o n d e a m i e n t o e x t r e m o , f g | d e p e n d i e n d o el gra­
d o de r e d o n d e a m i e n t o de la s o n o r i d a d .
En r e s u m e n , h a y en las c o n s o n a n t e s p o r lo m e n o s tres gra­
dos de r e d o n d e a m i e n t o f o n é t i c a m e n t e diferentes. Parece, sin
e m b a r g o , q u e el grado particular de r e d o n d e a m i e n t o q u e apa­
rece en cada e j e m p l o se p u e d e d e t e r m i n a r p o r m e d i o de las re­
glas fonológicas de la lengua, de m o d o q u e basta c o n indicar en
el lexicón si el s e g m e n t o d a d o es r e d o n d e a d o o n o .
En relación a las labiovelares surge u n a c u e s t i ó n interesan­
t e . P o d e m o s p r e g u n t a r n o s si se t r a t a de labiales c o n velariza­
ción e x t r e m a o de velares c o n r e d o n d e a m i e n t o e x t r e m o , o, si
nos b a s a m o s en los rasgos, si se d e b e r í a n r e p r e s e n t a r c o m o (1)
o (2):

(1) + anterior
—coronal
+ posterior
+ alto

(2) —anterior
—coronal
+ posterior
+ alto
+redondeado.

compara con el tema sú "coger" (una enfermedad)"; llwá, "cortar en dos


(con un cuchillo)" aparece en la página 148 como derivado de llá "cortar
(con un cuchillo)".

189
N o p o d e m o s d e t e r m i n a r e s t o p o r m e d i o d e observaciones foné­
ticas directas, y a q u e estas d o s configuraciones d e rasgos pare­
cen ser el r e s u l t a d o del m i s m o gesto a r t i c u l a t o r i o . Sin e m b a r g o ,
a veces es posible decidir e n t r e estas d o s configuraciones basán­
d o n o s en los h e c h o s de la lengua. En n u p e (N. V. S m i t h , c o m u ­
nicación personal) las labiales r e d o n d e a d a s (labializadas) se dis­
w
t i n g u e n de las labiales n o r e d o n d e a d a s ; p o r e j e m p l o , [ p ] se
distingue de [ p ] . A d e m á s , el n u p e t i e n e d o s t i p o s d e labiovela-
res, r e d o n d e a d a s y n o r e d o n d e a d a s . La existencia de estos d o s
t i p o s resuelve i n m e d i a t a m e n t e el p r o b l e m a de c ó m o se d e b e n
r e p r e s e n t a r . Las d e b e m o s considerar c o m o labiales en velariza­
ción e x t r e m a (es decir, c o n la configuración de rasgos ( 1 ) ) , q u e
t a m b i é n p u e d e n estar o n o r e d o n d e a d a s . La razón es q u e si esco­
g e m o s r e p r e s e n t a r u n a de las d o s labiovelares con la configura­
ción de rasgos ( 2 ) , n o s e r í a m o s capaces de r e p r e s e n t a r su análo­
go f o n é t i c o con el m i s m o c o n j u n t o de rasgos ( e x c e p t o el re­
dondeamiento).
El n u p e p r e s e n t a el h e c h o , m u c h o más i n t e r e s a n t e , de q u e
t o d a s las o b s t r u y e n t e s se palatalizan delante de vocales a n t e ­
riores. Las velares se hacen palatales, y las labiales se palatali­
z a n , es decir m u e s t r a n la característica transición t i p o [i] a la
vocal a d y a c e n t e . Las labiovelares m u e s t r a n el m i s m o t i p o de
transición t i p o [i] q u e las labiales. Este h e c h o a p o y a , u n a vez
m á s , la decisión de considerar las labiovelares c o m o labiales
con velarización e x t r e m a .

4 . 4 . DISTRIBUIDO-NO DISTRIBUIDO
Los rasgos " a n t e r i o r " y " c o r o n a l " p r o p o r c i o n a n u n a clasi­
ficación de las c o n s o n a n t e s en c u a t r o t é r m i n o s , q u e correspon­
d e n a los c u a t r o p u n t o s de articulación principales: labial, den­
tal, palato-alveolar y post-alveolar (palatal, velar, uvular, farín­
geo). Ya h e m o s visto (sección 4.2.) q u e en la c u a r t a clase —es

190
[
—anterior "1
—los rasgos " p o s -
—coronal J
t e r i o r " , " a l t o " y " b a j o " p r o p o r c i o n a n p u n t o s de articulación
adicionales. N o se p u e d e decir lo m i s m o de las o t r a s clases d e
c o n s o n a n t e s , d o n d e estos tres rasgos lo q u e h a c e n es d a r c u e n t a
de las articulaciones s u p l e m e n t a r i a s de palatalización, velariza­
ción y faringización. A h o r a d e b e m o s a b o r d a r la c u e s t i ó n de có­
m o el sistema q u e h e m o s p r o p u e s t o da cabida a las distintas len­
guas q u e p a r e c e n distinguir m á s de tres p u n t o s de articulación.
H a y u n n ú m e r o m u y g r a n d e de lenguas c o n el sistema de
o b s t r u y e n t e s de ( 3 ) :

(3) p t t t ti

d o n d e t r e p r e s e n t a a u n a d e n t a l , t a u n a alveolar, t a u n a r e t r o -
f
flexa y ti a u n a plosiva p a l a t o - a l v e o l a r . E s t o s sistemas se h a n
r e c o n o c i d o en a r a n t a (K. Hale, c o m u n i c a c i ó n p e r s o n a l ) , en
a r a u c a n o ( E c h e v a r r í a y C o n t r e r a s , 1 9 6 5 ) , en m a d u r e s (A. M.
Stevens, 1 9 6 5 ) , en t o d a ( E m e n a u , 1 9 5 7 ) , y en m u c h a s o t r a s
lenguas. Por lo m e n o s en algunas de estas lenguas ( a r a u c a n o y
a r a n t a , p o r e j e m p l o ) , estas distinciones d e b e n estar representa­
das d i r e c t a m e n t e en el l e x i c ó n , p o r q u e son las únicas m a r c a s
distintivas e n t r e e l e m e n t o s p e r t e n e c i e n t e s a las mismas catego­
rías gramaticales. Por lo t a n t o , d e b e m o s añadir u n rasgo al sis­
t e m a , y sólo q u e d a considerar la n a t u r a l e z a fonética d e este
rasgo. A p r i m e r a vista p u e d e parecer q u e h e m o s r e c o n o c i d o en
cada u n o de los tres " p u n t o s de a r t i c u l a c i ó n " establecidos hasta

f. Como señala el traductor francés de esta misma obra, el hecho de


que en el texto inglés figure (donde nosotros hemos corregido /^) es
claramente un error. Como se ve a lo largo de todo el libro, representa
siempre una palatal, y una alveolo-palatal. (N. del T.)

191
el m o m e n t o u n a región a n t e r i o r y u n a región posterior. Sin
e m b a r g o , esto n o da c u e n t a de t o d o s los h e c h o s , p o r q u e en la
m a y o r í a de los casos las diferencias subsidiarias en el p u n t o de
articulación están a c o m p a ñ a d a s de diferencias características
en la l o n g i t u d del p u n t o de c o n t a c t o . La longitud d e u n a cons­
tricción a lo largo de la dirección de la c o r r i e n t e de aire t i e n e
e v i d e n t e m e n t e consecuencias acústicas, y sería a l t a m e n t e plau­
sible q u e éstas estuvieran c o n t r o l a d a s p o r u n rasgo especial,
que denominaremos "distribuido".
Los s o n i d o s d i s t r i b u i d o s se p r o d u c e n c o n u n a c o n s t r i c c i ó n
q u e se e x t i e n d e a u n a considerable distancia a lo largo de la
dirección de la c o r r i e n t e de aire; los s o n i d o s n o d i s t r i b u i d o s se
p r o d u c e n c o n u n a c o n s t r i c c i ó n q u e sólo se e x t i e n d e u n a c o r t a
distancia en esta dirección.
La distinción q u e e s t a m o s t r a t a n d o de recoger a q u í n o ha
sido ignorada, ni m u c h o m e n o s , en el p a s a d o . Los libros de fo­
nética distinguen t r a d i c i o n a l m e n t e las c o n s o n a n t e s apicales de
1 5
las laminares, y las retroflexas de las n o r e t r o f l e x a s .
A m o d o de p r i m e r a a p r o x i m a c i ó n ( q u e e l a b o r a r e m o s m á s
a d e l a n t e ) , clasificaremos a las primeras c o m o | —distribuido | y
a las segundas c o m o | + d i s t r i b u i d o ) .
Al p o s t u l a r el rasgo " d i s t r i b u i d o " , e s t a m o s s u p o n i e n d o q u e
las diferencias subsidiarias en el p u n t o de articulación se p u e ­
d e n describir en t o d o s los casos c o n la a y u d a de reglas fonéti­
cas de bajo nivel, reglas q u e , c o m o las del a c e n t o en inglés,
asignan valores n u m é r i c o s a los distintos rasgos. Esta suposi­
ción n o es ni m u c h o m e n o s vacía. Se vería c o n t r o v e r t i d a en el

15. Zwicky (1965) ha demostrado convincentemente que las retro-


flexa del sánscrito es [-anterior] ( | + c o m p a c t o | en el sistema de Zwicky),
como la £ palato-alveolar, y no |+anterior], como la s dental. Aparente-
mente Whitney (1941) comparte este punto de vista cuando observa:
"Esta estrechísima relación entre s y q está confirmada por el tratamien-
to eufónico, que, en una gran medida, es el mismo".

192
caso de q u e , p o r e j e m p l o , se e n c o n t r a r a u n a lengua c o n c o n s o ­
n a n t e s d e n t a l e s y alveolares, a m b a s c o n articulaciones apicales.
Ladefoged h a e s t u d i a d o esta c u e s t i ó n ( 1 9 6 4 , p p . 1 9 , s. y pa-
sslra), c o n r e s u l t a d o s m u y i n t e r e s a n t e s . En lo q u e p o d r í a m o s
d e n o m i n a r la región dento-alveolar, Ladefoged distingue tres
áreas: ( 1 ) d i e n t e s y alveolos; (2) p a r t e a n t e r i o r de los alveolos;
(3) parte p o s t e r i o r de los alveolos. En c a d a u n a de estas tres
áreas Ladefoged e n c u e n t r a c o n s o n a n t e s p r o d u c i d a s c o n o sin
constricción distribuida. En el c u a d r o 5 r e s u m i m o s los d a t o s
significativos p r o p o r c i o n a d o s p o r L a d e f o g e d .

CUADRO 5.

dientes y parte anterior parte posterior


alveolos de los alveolos de los alveolos

twi apical laminar


ewe laminar apical
temme apical laminar
(africado)
isoko laminar apical
(africado)

Del c u a d r o a n t e r i o r resalta i n m e d i a t a m e n t e q u e n o h a y
n i n g u n a lengua q u e tenga m á s de d o s c o n s o n a n t e s en la región
dento-alveolar, s i e n d o u n a de ellas apical y la o t r a l a m i n a r . La
situación más sencilla es la del t w i , q u e t i e n e la oposición nor­
mal e n t r e c o n s o n a n t e s alveolares y palato-alveolares (en nues­
t r a t e r m i n o l o g í a , a n t e r i o r e s y n o a n t e r i o r e s ) . Esta solución está
d e a c u e r d o c o n el c o m e n t a r i o d e Ladefoged de q u e "simboli­
zar la posición prepalatal c o n u n a alveolar r e t r a í d a y n o c o n
u n a palatal a d e l a n t a d a es sólo u n a decisión a r b i t r a r i a " ( p . 1 9 ) .
En e w e , la posición es i g u a l m e n t e sencilla: las c o n s o n a n t e s
d e n t a l e s se o p o n e n a las retroflexivas. E n n u e s t r a t e r m i n o l o g í a

193
[ + anterior

4- distribuido J
"1
Iya

[ —anterior

—distribuido J
1
. Ladefoged señala q u e

la c o n s o n a n t e retroflexa del ewe " s u e n a de u n m o d o ligera­


m e n t e distinto q u e la oclusiva retroflexa q u e se e n c u e n t r a en
lenguas indias c o m o el h i n d i " ( p . 1 8 ) . Si esta diferencia es sis­
t e m á t i c a , t e n d r í a q u e reflejarse c l a r a m e n t e en la gramática de
estas lenguas. Sin e m b a r g o , basta con señalar q u e el p u n t o de
c o n t a c t o e n t r e la lengua y el paladar está u n p o c o m á s avanza­
d o en el ewe q u e en el h i n d i . Este h e c h o se reflejaría presumi­
b l e m e n t e en las leyes fonéticas de bajo nivel q u e asignan va­
lores n u m é r i c o s a los distintos rasgos. Por lo t a n t o , la existen­
cia de u n a diferencia fonética sistemática n o c o n s t i t u y e en s í
misma u n a c o n d i c i ó n necesaria y suficiente para p o s t u l a r u n
p u n t o de articulación adicional.
T a n t o en t e m n e c o m o en isoko e n c o n t r a m o s oposición en­
t r e las c o n s o n a n t e s anteriores distribuidas y n o distribuidas. En
t e m n e la c o n s o n a n t e n o distribuida se articula en los d i e n t e s ,
m i e n t r a s q u e la c o n s o n a n t e distribuida se articula u n p o c o más
atrás. En isoko se da la situación o p u e s t a : la c o n s o n a n t e distri­
b u i d a se articula en la p a r t e a n t e r i o r de la región d e n t a l , y la
c o n s o n a n t e n o distribuida u n p o c o más atrás. En a m b o s casos,
las reglas fonéticas de bajo nivel p u e d e n p e r f e c t a m e n t e dar
c u e n t a de los h e c h o s , u n a vez q u e se establece la distinción en­
t r e [ + distribuido] y [—distribuido).
S e ñ a l a m o s m á s arriba q u e la diferencia e n t r e distribuidas y
n o distribuidas n o se c o r r e s p o n d e e x a c t a m e n t e c o n la q u e se
da e n t r e laminares y apicales. La distinción significativa n o es
la q u e existe e n t r e las articulaciones en las q u e interviene u n a
z o n a de la lengua distinta del ápice y aquellas en las q u e inter-

194
viene el ápice, sino más bien la q u e existe e n t r e los s o n i d o s
p r o d u c i d o s con u n a constricción larga y los p r o d u c i d o s con
u n a constricción c o r t a . La línea divisoria e n t r e las articulacio­
nes n o distribuidas y distribuidas nos parece q u e se refleja m u y
bien en la distinción articulatoria q u e se da e n t r e las dentales
" d u r a s " y " s u a v e s " del p o l a c o . Wierzchowska ( 1 9 6 5 ) describe
esta diferencia en los siguientes t é r m i n o s :

El contacto de la lengua con el paladar en la articulación [de las


dentales "suaves" —NC/MH] c 3 y s z es considerablemente más lar-
go que el que tiene lugar en las duras c 3 s z. En el caso de c 3 la
oclusión en la parte anterior de la región de contacto comprende a
los alveolos y se extiende hasta la parte anterior del paladar duro...
El canal en s z es más largo que en las consonantes duras, y se extien-
de no sólo sobre los alveolos sino también sobre la parte anterior del
paladar duro... [El canal] está formado por una parte de la lengua
posterior a la que entra en juego en el caso de las consonantes du-
ras...

Las e x c e l e n t e s ilustraciones ( p a l a t o g r a m a s , linguogramas, y ra­


diografías) q u e c o n t i e n e el libro parecen indicar q u e la diferen­
cia crítica en la l o n g i t u d de la constricción es del o r d e n de 1'5
c e n t í m e t r o s . Esta m a y o r c o n s t i t u c i ó n es la q u e explica la cu­
1 6
riosa cualidad sibilante de las d e n t a l e s " s u a v e s " del p o l a c o .
Por ú l t i m o , d e b e m o s decir u n a s palabras sobre la distinción
e n t r e labiales y labio-dentales. C o m o éstas se ajustan b a s t a n t e
n a t u r a l m e n t e a la distinción p r o p u e s t a , s u p o n d r e m o s q u e las
labiales son | + d i s t r i b u i d o ] , y las labio-dentales [—distribuido).
El h e c h o de q u e h a y a o t r o s rasgos q u e distingan estas dos clases

16. En ruso el sonido [s,| "suave" no tiene esta cualidad sibilante.


Al tiempo, está formado con una constricción mucho más corta (véase la
radiografía de Fant ( 1 9 6 0 , p. 127), donde la longitud de la constricción
es de 1 cm.) Por esta razón, el sonido ruso se debe considerar como [—dis-
tribuido].

195
d e sonidos hace q u e esta diferencia en la l o n g i t u d de la cons­
tricción sea d e algún m o d o periférica, a u n q u e n o m e n o s real§.
C o m o estos rasgos fonéticos categorizan los s e g m e n t o s , se
p u e d e esperar q u e esta categorización q u e d e reflejada e n las re­
glas fonológicas. Este h a sido c l a r a m e n t e el caso de t o d o s los
rasgos q u e h e m o s d i s c u t i d o hasta el m o m e n t o . Sin e m b a r g o , co­
m o es m e n o s evidente e n l o q u e respecta al rasgo " d i s t r i b u i d o " ,
se hace necesario u n e j e m p l o . El rasgo " d i s t r i b u i d o " caracteri­
za d e f o r m a n a t u r a l la alternancia del sánscrito e n t r e c o n s o n a n ­
tes d e n t a l e s y retroflexas. S u p o n d r e m o s , c o m o es lo a c o s t u m ­
b r a d o , q u e las d e n t a l e s del sánscrito s o n [—distribuido], c o n lo
1 7
q u e la alternancia q u e d a r á recogida en la siguiente r e g l a :

*'
(4) í""d^rák^ !
L + coronal J
0
f—anterior
1
1
1
/ L—posteriorJ
r~~~ * 1 anter or

4 . 5 . CUBIERTO-NO CUBIERTO
En m u c h a s lenguas del o c c i d e n t e africano existe u n a a r m o ­
n í a vocálica basada e n u n rasgo q u e h a sido descrito e n distintas
ocasiones c o m o " t e n s i ó n " (Ladefoged, 1 9 6 4 ) , " r e a l c e " (heigh-
tening) (Welmers, 1 9 4 6 ) , " b r i l l o " (Sapir, 1 9 3 1 ) . Las radiogra­
fías publicadas p o r Ladefoged ( 1 9 6 4 , p . 3 8 ) m u e s t r a n clara­
m e n t e q u e e n u n c o n j u n t o de estas vocales la faringe ofrece
u n a constricción m a y o r q u e e n las o t r a s , y q u e la constricción
d e la faringe está a c o m p a ñ a d a de u n a elevación p e r c e p t i b l e d e

g. En el caso de los sonidos del español, n o siempre está muy clara la


atribución del rasgo "distribuido". Harris señala en su artículo "Aspectos
del consonantismo español" (incluido en el Apéndice de la edición espa-
ñola de su Spanish Phonology) que en el caso de los sonidos [r] y [1] el
empleo de este rasgo está muy debatido. (N. del T.)
17. Nuestra hipótesis en este caso es que la [r] del sánscrito, como la
del inglés, es [—anterior],y que todas las vocales son umversalmente [—an-
terior]. El rasgo [—bajo] en la regla excluye el contexto "detrás de la vo-
cal [a]".

196
la laringe. P o d e m o s a v e n t u r a r la hipótesis d e q u e esta diferen­
cia c o r r e s p o n d e a la q u e se da e n t r e las posiciones del a p a r a t o
vocálico en el c a n t o abierto y en el c u b i e r t o . El a s p e c t o apaga­
d o asociado con la p r o d u c c i ó n d e la voz c u b i e r t a n o parece es­
t a r p r e s e n t e en t o d o s los casos. Sapir ( 1 9 3 1 ) lo observó e n
g w e a b o y Berry ( 1 9 5 7 ) lo m e n c i o n a e n el t w i , p e r o o t r o s o b ­
servadores, e n t r e los q u e se e n c u e n t r a Ladefoged ( 1 9 6 4 ) , n o lo
señalan. A la vista de la i n c e r t i d u m b r e de n u e s t r o s d a t o s , la
descripción p r o p u e s t a para este rasgo se d e b e considerar c o m o
provisional (sin e m b a r g o , véase S t e w a r t ( 1 9 6 7 ) q u i e n reciente­
m e n t e ha p r e s e n t a d o fuertes a r g u m e n t o s a favor de n u e s t r a t e ­
sis).
N u e s t r a hipótesis es q u e los s o n i d o s c u b i e r t o s se p r o d u c e n
c o n u n e s t r e c h a m i e n t o de las p a r e d e s d e la faringe, a c o m p a ñ a ­
d o s del a u m e n t o de la tensión en estas ú l t i m a s y de u n ascenso
d e la laringe; los s o n i d o s n o c u b i e r t o s se p r o d u c e n sin q u e la fa­
11
ringe p r e s e n t e n i n g ú n e s t r e c h a m i e n t o o t e n s i ó n especial .
Hasta d o n d e s a b e m o s , este rasgo está l i m i t a d o a las vocales
y se e n c u e n t r a s o b r e t o d o en las lenguas del o c c i d e n t e africano
q u e p r e s e n t a n a r m o n í a vocálica. Sin e m b a r g o , es posible q u e
tenga u n a aplicación m á s amplia. Por e j e m p l o , las dos vocales
anteriores r e d o n d e a d a s del s u e c o q u e se r e p r e s e n t a n c o m o [y]
y [u ] quizás difieren en el h e c h o de q u e la ú l t i m a es c u b i e r t a ,
m i e n t r a s q u e la p r i m e r a n o lo es. Las radiografías publicadas
p o r F a n t ( 1 9 5 9 ) confieren cierta plausibilidad a esta hipótesis.

h. (Nota de Pierre Encrevé a la edición francesa). Sobre la relación


entre el rasgo "cubierto" y el rasgo "tenso", cf. M. Halle y K. N. Stevens,
"On the feature 'Advanced Tongue Root' MIT, RLE Quaterly Progress
Report, n ° 9 4 , 209-215; igualmente, J. S. Perkell, 1 9 7 1 , "Physiology of
sepeech production: a preliminary study of two suggested revisions of
the features specifying vowels", MIT, RLE Quaterly Progress Report, n°
1 0 2 , 1 2 3 - 1 3 9 . (N. del T.)

197
4£.CONSTRICCIONES GLOTALES
Las c o n s t r i c c i o n e s glotales se f o r m a n m e d i a n t e u n estrecha­
m i e n t o de la a b e r t u r a glotal en relación a su posición n e u t r a l .
Estas c o n s t r i c c i o n e s p u e d e n a c o m p a ñ a r a m u c h o s t i p o s distin­
t o s de configuraciones articulatorias supraglóticas. E n t r e los
sonidos q u e p r e s e n t a n constricción glotal se e n c u e n t r a n los im­
plosivos y los eyectivos, así c o m o ciertos t i p o s de clics. D a d o
q u e desde el p u n t o d e vista fonético el factor más i n t e r e s a n t e
es el m o d o en q u e se refleja el cierre glotal y el m o v i m i e n t o de
la glotis q u e p u e d e p r e c e d e r al relajamiento, d i s c u t i r e m o s estos
d i s t i n t o s t i p o s de s o n i d o s glotalizados en la sección 5.2., d o n d e
nos o c u p a r e m o s de los rasgos de relajamiento.
Las c o n s t r i c c i o n e s glotales n o r m a l m e n t e se p r e s e n t a n en
u n grado e x t r e m o , es decir, p r o v o c a n un cierre t o t a l . Sin em­
b a r g o , aparecen ejemplos de constricciones glotales de u n gra­
d o m e n o r . A s í , p o r e j e m p l o , en el dialecto del c o r e a n o descrito
p o r Kim ( 1 9 6 5 ) las oclusivas glotalizadas tensas, q u e Kim re­
p r e s e n t a p o r p * ; / * , fe*, p r e s e n t a n constricción glotal, p e r o n o
cierre, p o r q u e de o t r a forma sería imposible explicar el a u m e n ­
t o de presión oral d u r a n t e la fase oclusiva q u e observó Kim.
Por o t r a p a r t e , las c u e r d a s vocales n o están a m p l i a m e n t e sepa­
radas, c o m o se d e m u e s t r a p o r el m o m e n t o del a t a q u e de la so­
norización en la vocal a d y a c e n t e , q u e c o m i e n z a en estas oclusi­
vas t a n p r o n t o c o m o se relaja el cierre oclusivo p r i m a r i o mien­
tras q u e en las oclusivas sin constricción glotal el a t a q u e de so­
norización se r e t a r d a . (Para u n a discusión de este p u n t o , véase
la sección 6.2.). Por c o n s i g u i e n t e , en los s o n i d o s p r o d u c i d o s
c o n u n a c o n s t r i c c i ó n glotal la s o n o r i z a c i ó n sólo p u e d e aparecer
d e s p u é s de q u e la constricción glotal se h a y a relajado.
Varias lenguas africanas y caucásicas p r e s e n t a n la d e n o m i ­
n a d a voz laringizada o " á s p e r a " (knarrstimme), q u e parece ser
u n ejemplo de c o n s t r i c c i ó n glotal. Ladefoged ( 1 9 6 4 ) h a descri­
t o este f e n ó m e n o :

198
En este estado de la glotis existe mucha tensión en la musculatu-
ra intrínseca de la laringe, y las cuerdas vocales ya no vibran como
un todo. La zona ligamentosa y la zona aritenoidal de las cuerdas
vocales vibran por separado... Durante la realización de la consonan-
te implosiva se presenta a menudo la sonorización laringizada... [pe-
ro] no tiene por qué aparecer en las consonantes implosivas; y del
mismo modo | la sonorización laringizada —NC/MH] puede aparecer
sin el movimiento descendente de la laringe que debe estar presente
por definición en las implosivas. Por lo tanto, podemos distinguir
dos tipos de consonantes glotalizadas: las que hemos denominado
aquí implosivas sonoras (como en igbo y kalabari), en las que existe
siempre un movimiento descendente de la glotis —y que pueden pre-
sentar o no sonorización laringizada—; y las que hemos denominado
consonantes laringizadas (como en hausa), en las que siempre se da
un modo particular de vibración de las cuerdas vocales— y que pue-
den ir acompañadas o no de un descenso de la laringe (p. 16).

Al describir la p r o d u c c i ó n real de u n o d e estos s o n i d o s , Lade-


foged señala:

Aparentemente en el intervalo entre las dos sílabas las cuerdas


vocales se han cerrado estrechamente por lo menos durante 30 mseg.
... después, cuando han comenzado a vibrar, se producen cuatro vi-
braciones glotales espaciadas irregularmente en algo menos de 20
mseg.; a estas vibraciones ha seguido un intervalo de casi 17 mseg.; la
siguiente vibración fue la primera de una serie que apareció a interva-
los regulares de cerca de 12 mseg. Durante algunos de los 17 mseg.
que precedieron al comienzo de las vibraciones regulares las cuerdas
vocales deben haber permanecido juntas; no dispongo de criterios pa-
ra decidir si las cuerdas vocales estuvieron juntas durante el tiempo
suficiente como para considerar a esta parte de la secuencia como
una oclusiva glotal. A menudo no es posible distinguir de un modo
absoluto entre laringización y oclusión de la glotis... (pp. 1 6 - 1 7 ) ^ .

18. En esta cita hemos dividido entre 10 todas las duraciones, ex-
cepto la primera, para adecuarlas a los hechos presentados por el osci-
lograma del cual el pasaje anterior es un comentario detallado (lámina

199
4 . 7 . APERTURAS SECUNDARIAS

4.7.1. NASAL-NO NASAL


Los s o n i d o s nasales se p r o d u c e n c o n el velo bajo, de m o ­
d o q u e p e r m i t a el p a s o del aire a través d e la n a r i z ; los s o n i d o s
rio nasales se p r o d u c e n c o n el velo l e v a n t a d o , de m o d o q u e el
aire p r o v e n i e n t e de los p u l m o n e s sólo p u e d e escapar p o r la b o c a .
El t i p o m á s c o r r i e n t e de s o n i d o s nasales lo c o n s t i t u y e n las
c o n s o n a n t e s nasales a n t e r i o r e s [m] y [ n ] , d o n d e la nasalización
se s u p e r p o n e s o b r e u n a aticulación implosiva, es decir, s o b r e la
de [b] y [ d ] , r e s p e c t i v a m e n t e . Se e n c u e n t r a n en la i n m e n s a ma­
y o r í a de las lenguas. Las nasales n o a n t e r i o r e s [p] y [rj] son m e ­
nos c o m u n e s . Las o t r a s c o n s o n a n t e s nasales son m u y p o c o fre­
c u e n t e s . Ladefoged ( 1 9 6 4 , p . 2 4 ) informa de q u e el tiv tiene
africadas nasales en o p o s i c i ó n c o n las plosivas nasales y n o na­
sales. N o c o n o c e m o s n i n g ú n ejemplo seguro de c o n t i n u a s nasa­
les c o m o p o d r í a n ser u n a [z] o [v] nasales. Las vocales nasales
son m u y frecuentes, p o r s u p u e s t o ; sin e m b a r g o , e n los casos
mejor c o n o c i d o s , c o m o en las lenguas r o m a n c e s y eslavas, la
nasalidad de las vocales está d e t e r m i n a d a p o r el c o n t e x t o y n o
a p a r e c e r í a en la r e p r e s e n t a c i ó n d e los e l e m e n t o s en el lexico'n.
En y o r u b a , n u p e , y o t r a s lenguas africanas, la nasalidad se
p u e d e s u p e r p o n e r s o b r e u n a glide, así c o m o s o b r e u n a articu­
lación l í q u i d a ; es decir, la lengua p r e s e n t a los equivalentes na­
sales de las n o nasales [ y ] , [ w ] , [ r ] . Sin e m b a r g o , estas son va­
riantes c o n t e x t ú a l e s de los f e n ó m e n o s n o nasales. (Véase La­
defoged, 1 9 6 4 , p . 2 3 . ) El francés m o d e r n o atestigua la super­
posición de la nasalidad s o b r e el s o n i d o lateral [1], en palabras
c o m o branlant " o s c i l a n t e " , d o n d e [1] aparece e n t r e d o s vocales

IB). [Como observa el traductor de la edición francesa de esta misma


obra, Ladefoged corrigió sus cifras del mismo modo que Chomsky y
Halle en la segunda edición de su libro (1967) (N. del T.)]

200
nasales. La [r] nasalizada está atestiguada desde el p u n t o de vis­
t a f o n é t i c o en el y o r u b a (Siertsema, 1 9 5 8 ) .
N o r m a l m e n t e , los s o n i d o s nasales son s o n o r o s , ya q u e la
a b e r t u r a del c o n d u c t o nasal n o p e r m i t e q u e e n el interior del
a p a r a t o vocálico se cree la suficiente presión c o m o para i m p e ­
dir la vibración e s p o n t á n e a de las c u e r d a s vocales. Hay p o c o s
ejemplos de la o p o s i c i ó n e n t r e nasales s o n o r a s y sordas. (Véase
W e s t e r m a n n y Ward, 1 9 3 3 , p . 6 5 ) .
Consonantes prenasalizadas. En n u m e r o s a s lenguas m u y
dispersas p o r el c o n t i n e n t e africano se e n c u e n t r a n c o n s o n a n t e s
prenasalizadas, q u e se o p o n e n t a n t o a las plosivas s o n o r a s co­
m o al t i p o c o r r i e n t e d e c o n s o n a n t e nasal. Ladefoged ( 1 9 6 4 ) in­
forma de la existencia de c o n s o n a n t e s prenasalizadas en serer,
fula, m e n d e , s h e r b r o , tiv, k u t e p , y margi, e n t r e las lenguas del
o e s t e d e África. T a m b i é n aparece en o t r a s p a r t e s d e África; p o r
1 9
e j e m p l o , e n k i k u y u , y en x h o s a (McLaren, 1 9 5 5 ) . D e s d e el
p u n t o de vista f o n é t i c o , las c o n s o n a n t e s prenasalizadas se dis­
t i n g u e n del t i p o m á s familiar de c o n s o n a n t e s nasales en q u e el
velo, q u e p e r m a n e c e bajo d u r a n t e el p e r í o d o de oclusión oral,
se eleva a n t e s del relajamiento d e la oclusión oral, m i e n t r a s q u e
en el t i p o m á s c o r r i e n t e d e c o n s o n a n t e s nasales el velo se eleva
s i m u l t á n e a m e n t e o d e s p u é s del relajamiento de la oclusión oral.
Por lo t a n t o , p o d r í a parecer q u e desde el p u n t o d e vista fonéti­
c o , t e n d r í a m o s q u e r e c o n o c e r u n rasgo q u e g o b e r n a r a el m o ­
m e n t o de los diferentes m o v i m i e n t o s d e n t r o de los l í m i t e s de
u n solo s e g m e n t o . R. Cárter nos h a sugerido o t r a alternativa:

19. L. E. Armstrong (1940). En kikuyu las consonantes prenasaliza-


das no aparecen inicialmente en las raíces verbales (nota 2, pág. 40). Por
otra parte, prácticamente no aparecen nasales ordinarias en posición ini-
cial en las raíces nominales. Las raíces nominales que comienzan por una
labial prenasalizada, de las que el glosario de Armstrong (1940) da una
larga lista, parecen ser en casi todos los casos un prefijo nasal especial se-
guido de la raíz.

201
q u e la diferencia e n t r e las c o n s o n a n t e s nasales, prenasalizadas
y ordinarias se considerara u n ejemplo d e relajamiento instan­
t á n e o frente a r e t a r d a d o (véase sección 5.2.). A u n q u e esta su­
gerencia nos s e d u c e , de m o m e n t o n o p o d e m o s apoyarla con
2 0
ningún argumento s e r i o .

4,7.2. LATERAL-NO LATERAL


Este rasgo está l i m i t a d o a los s o n i d o s c o n s o n a n t i c o s c o r o ­
nales. Los s o n i d o s laterales se p r o d u c e n b a j a n d o la sección m e ­
dia de la lengua a los d o s lados, o a u n solo l a d o , p e r m i t i e n d o
p o r consiguiente q u e el aire se escape de la b o c a d i s c u r r i e n d o
cerca de los d i e n t e s m o l a r e s ; en los s o n i d o s n o laterales n o per­
m a n e c e a b i e r t o n i n g u n o de estos pasos laterales. La lateralidad
es c o m p a t i b l e t a n t o con los s o n i d o s vocálicos ( l í q u i d o s ) c o m o
c o n los n o vocálicos, y la única diferencia reside en el h e c h o de
q u e los s o n i d o s laterales vocálicos ( l í q u i d o s ) se articulan c o n
u n paso m á s a m p l i o y m e n o s o b s t r u i d o q u e los laterales n o vo­
cálicos. E n t r e los s o n i d o s n o vocálicos laterales se e n c u e n t r a n
los p e r t e n e c i e n t e s a la oposición c o n t i n u o / a f r i c a d o , m i e n t r a s
q u e en los laterales vocálicos n o parece h a b e r esta subdivisión.
El c h i p e w y a n (Li, 1 9 4 6 ) p r o p o r c i o n a u n b u e n ejemplo de afri­
cadas n o vocálicas, d o n d e u n a serie lateral c o r r e s p o n d e exacta­
m e n t e a los d i s t i n t o s m o d o s de articulación q u e se e n c u e n t r a n
en la serie n o lateral. A s í , la serie n o lateral de (5) tiene u n pa­
ralelo en la serie lateral de ( 6 ) .

(5) t d t'
c j c' s z

20. J. D. McCawley (en comunicación personal) ha sugerido que las


consonantes prenasalizadas se consideren nasales obstruyentes, en oposi-
ción a los tipos habituales de nasales, que son sonantes.

202
(6) t\ d* tr k l 2 1

De las laterales, sólo la [1] vocálica aparece c o n cierta frecuen­


cia en las lenguas del m u n d o . Las laterales n o vocálicas, q u e a
m e n u d o son e s t r i d e n t e s , se e n c u e n t r a n en áreas m u y dispersas
del g l o b o : el C á u c a s o , África, y en las lenguas indígenas del
2 2
continente a m e r i c a n o .

5. Rasgos del modo de articulación

b.l.CONTINUO-NO CONTINUO (OCLUSIVO)


Al p r o d u c i r s e los s o n i d o s c o n t i n u o s la constricción prima­
ria del a p a r a t o vocálico n o llega a estrecharse hasta el p u n t o de
b l o q u e a r la c o r r i e n t e del aire; en las oclusivas ésta de h e c h o
se b l o q u e a .
E n t r e las oclusivas se e n c u e n t r a n las plosivas (nasales y ora­
les), las africadas, y las oclusivas glotales, así c o m o varios t i p o s
d e s o n i d o s q u e n o sólo p r e s e n t a n cierre en la constricción pri­
maria sino t a m b i é n en las s u p l e m e n t a r i a s , e n t r e los q u e se
c u e n t a n los clics y o t r a s plosivas c o n d o b l e articulación (labio-
velares), así c o m o las oclusivas, implosivas y eyectivas.
En lo q u e respecta a este rasgo, el s t a t u s de las l í q u i d a s re­
q u i e r e algún c o m e n t a r i o . Las variedades fricativas de [r] n o
p r e s e n t a n ninguna dificultad en p a r t i c u l a r ; son c l a r a m e n t e con­
t i n u a s . La [r] m ú l t i p l e p l a n t e a m á s dificultades, p o r q u e en este
caso hay u n a i n t e r r u p c i ó n de la c o r r i e n t e de aire d u r a n t e p o r
lo m e n o s u n a p a r t e de la d u r a c i ó n del s o n i d o . Sin e m b a r g o , las

2 1 . C representa una / glotalizada, y -fuña / sorda.


22. Para las lenguas caucásicas, véase Trubetzkoy (1922); para las
lenguas africanas, Ladefoged (1964); y para ejemplos de lateralidad en las
lenguas indoamericanas, Li (1946).

203
vibraciones d e la p u n t a d e la lengua son p r o d u c t o del descenso
de la presión q u e t i e n e lugar en el interior del paso f o r m a d o
e n t r e la p u n t a de la lengua y el paladar c u a n d o el aire pasa rá­
p i d a m e n t e a través d e él (efecto Bernoulli). D e esta f o r m a , la
• vibración es u n efecto s e c u n d a r i o del e s t r e c h a m i e n t o de la ca­
vidad sin q u e r e a l m e n t e llegue a b l o q u e a r s e la c o r r i e n t e d e aire.
E n c o n s e c u e n c i a , h a y b u e n a s razones p a r a considerar a la [r]
m ú l t i p l e c o m o u n a c o n t i n u a m á s q u e c o m o u n a oclusiva. La
distinción e n t r e [r] simple y [r] m ú l t i p l e se d e b e a la diferencia
d e presión subglotal: la [r] m ú l t i p l e se p r o d u c e c o n u n a eleva­
ción d e la presión s u b g l o t a l ; la fr] simple sin ella. (Véase t a m ­
bién la sección 6.1.)*.
S e ñ a l e m o s , e n t r e paréntesis, q u e la [r] simple p u e d e ser
p r o d u c i d a p o r u n m e c a n i s m o d i s t i n t o del q u e interviene en el
d e n o m i n a d o " g o l p e de l e n g u a " (tongue flap) [ D ] , al q u e se pa­
rece m u c h o . Mientras q u e la [r] simple es el r e s u l t a d o del me­
c a n i s m o a e r o d i n á m i c o q u e a c a b a m o s d e describir, es m u y posi­
ble q u e lo q u e p r o d u z c a el golpe de lengua [D] sea en esencia
la m i s m a actividad muscular q u e se e n c u e n t r a en la articula­
ción oclusiva d e n t a l , e x c e p t o p o r el h e c h o d e q u e en el caso

i. La terminología fonética española denomina "vibrante simple" al


sonido de caro, y lo representa por [r]; el sonido de carro es la "vibrante
múltiple", representada por [r]. Así, por ej. en el Manual de Tomás Nava-
rro Tomás.
Chomsky y Halle distinguen entre r tap y trillad, términos que se
podrían traducir, respectivamente, como "de un sólo golpe" y "trinada".
Harris, basándose en Navarro Tomás, cree que la r simple es [—tenso]
y la múltiple [4-tenso]. En su notación, ambos sonidos son, respectiva-
mente, [r] y [ R ] . ( 1 9 6 9 , p. 47 [ed. esp., p. 69]).
Otero (1971), de acuerdo con Chomsky y Halle, opina que la "vi-
brante débil" es [—presión subglotal aumentada] y la "fuerte" [-f presión
subglotal aumentada]. Hay que advertir que Otero no utiliza esta ter-
minología: para él el rasgo diferencial mencionado es "represidad". (N.
del T.)

204
del golpe de lengua el m o v i m i e n t o se lleva a c a b o c o n gran ra­
pidez y sin t e n s i ó n .
T o d a v í a resulta m á s c o m p l i c a d o caracterizar la [1] l í q u i d a
c o n base en la escala c o n t i n u a - n o c o n t i n u a . Si a n t e s h e m o s
c o n s i d e r a d o c o m o característica definitoria de la oclusiva el
b l o q u e o t o t a l de la c o r r i e n t e del aire, e n t o n c e s d e b e m o s consi­
derar a la [1] c o m o u n a c o n t i n u a , q u e se distinguirá de la [r]
p o r el rasgo " l a t e r a l i d a d " . Por o t r a p a r t e , si c o n s i d e r a m o s q u e
el b l o q u e o d e la c o r r i e n t e del aire a nivel de la constricción pri­
maria es t a m b i é n c a r a c t e r í s t i c a definitoria de las oclusivas, en­
t o n c e s la [1] se d e b e incluir e n t r e las oclusivas. El c o m p o r t a ­
m i e n t o fonológico de la [ll e n d e t e r m i n a d a s lenguas a p o y a esta
ú l t i m a i n t e r p r e t a c i ó n . C o m o h e m o s s e ñ a l a d o m á s arriba (sec­
ción 4 . 7 . 2 . ) , si [1] se considera c o n t i n u a , e n c h i p e w y a n la se­
rie lateral se c o r r e s p o n d e c o n la n o lateral. A d e m á s , las c o n t i ­
n u a s ( i n c l u y e n d o a la [1]) están sujetas a alternancias d e sonori­
zación q u e n o afecta a las n o c o n t i n u a s (Li, 1 9 4 6 ) . Por o t r a
p a r t e , h a y o t r o s h e c h o s en distintas lenguas q u e sugieren q u e
es preferible considerar a [r] c o m o n o c o n t i n u a ( a j u s t a n d o la
definición del rasgo d e a c u e r d o c o n e s t o ) . A s í , p o r e j e m p l o , al­
g u n o s dialectos del inglés h a b l a d o s en Escocia p r e s e n t a n dip­
t o n g o s relajados a n t e n o c o n t i n u a s , y t e n s o s a n t e c o n t i n u a s
(Lloyd, 1908). Así, encontramos [ r ' A j d ] , pero también [r'ajz].
Las l í q u i d a s [1] y [r] se c o m p o r t a n d e m o d o paralelo, aparecien­
do la p r i m e r a con las n o c o n t i n u a s y la s e g u n d a c o n las conti­
n u a s : [t'Ajl] y t a m b i é n [ t ' a j r ] ,

5.2. RASGOS DE RELAJAMIENTO: RELAJAMIENTO


2
INSTANTANEO-RELAJAMIENTO RETARDADO *.
E s t o s rasgos sólo afectan a los s o n i d o s p r o d u c i d o s c o n
oclusión del a p a r a t o vocálico. B á s i c a m e n t e e x i s t e n d o s f o r m a s

23. Estos términos nos fueron sugeridos por R. Carter.

205
de relajar u n a oclusión del a p a r a t o vocálico: i n s t a n t á n e a m e n t e ,
c o m o en las plosivas, o de f o r m a r e t a r d a d a , c o m o en las africa­
das. D u r a n t e el relajamiento retardadoJ, se p r o d u c e u n a t u r b u ­
lencia en el a p a r a t o vocálico de m o d o q u e la fase de relajamien­
t o de las africadas es m u y p a r e c i d o desde el p u n t o de vista fo­
n é t i c o al de sus equivalentes fricativas. El relajamiento instan­
t á n e o va a c o m p a ñ a d o n o r m a l m e n t e de u n a t u r b u l e n c i a m u c h o
m e n o r , q u e incluso llega a faltar p o r c o m p l e t o .
A u n q u e el relajamiento esté l i m i t a d o a los s o n i d o s produci­
dos c o n u n a oclusión, t i e n e i m p o r t a n c i a n o sólo para las oclu­
siones de la constricción primaria sino t a m b i é n para las de la
constricción secundaria. Por lo t a n t o , n u e s t r o sistema fonético
d e b e c o n t e n e r d o s rasgos d e relajamiento.

5.2.1. RELAJAMIENTO DE LAS OCLUSIONES PRIMARIAS


C o m o y a h e m o s s e ñ a l a d o , el rasgo de relajamiento de la
constricción primaria distingue a las africadas de las plosivas:
las plosivas del t i p o de las inglesas [p b t d k g] se p r o d u c e n
con u n relajamiento b r u s c o ; las africadas, c o m o las [ c j] del in­
glés, se p r o d u c e n con u n relajamiento r e t a r d a d o . En la p r o d u c ­
ción de estas africadas c o r r i e n t e s se e n c u e n t r a un m o v i m i e n t o
m u y similar al q u e aparece en la p r o d u c c i ó n de las africadas la­
terales en la lengua a t h a b a s k a n de N o r t e a m é r i c a (Li, 1 9 4 6 ;
Hoijer, 1 9 4 5 ) , y en algunas lenguas caucasianas ( T r u b e t z k o y ,
1 9 2 2 ) . En estos s o n i d o s la oclusión suele estar p r o d u c i d a por
el c o n t a c t o e n t r e el d o r s o de la lengua y la región palatal o
d e n t a l de la boca. D u r a n t e el relajamiento r e t a r d a d o de este
cierre descienden los c o s t a d o s de la lengua, p e r o n o la p u n t a ,
p e r m i t i e n d o de esta forma q u e la c o r r i e n t e de aire discurra la­
t e r a l m e n t e j u n t o a los d i e n t e s molares. C o m o y a dijimos a n t e s ,
las africadas laterales se distinguen de las o t r a s laterales en q u e

j. Para Otero (1971), "fricatividad" (N. del T.).

206
se articulan con u n cierre c o m p l e t o (seguido de u n relajamien­
t o lateral); en el resto de las laterales, la a p e r t u r a lateral p e r m a ­
n e c e abierta d u r a n t e t o d a la articulación del s o n i d o .

5.2.2. RELAJAMIENTO DE LAS OCLUSIONES SECUNDARIAS


Los clics p r o p o r c i o n a n los mejores ejemplos sobre el papel
q u e juega el relajamiento de las oclusiones secundarias. L o s clics
están f o r m a d o s p o r d o s o incluso tres oclusiones s i m u l t á n e a s .
D e n t r o del sistema q u e e s t a m o s d e s a r r o l l a n d o , los clics son n o

c o n t i n u o s con velarización e x t r e m a , es decir,


4- p o s t e r i o r

P u e d e n estar glotalizados o n o . En esta sección c e n t r a r e m o s


n u e s t r a a t e n c i ó n sobre los m e c a n i s m o s d e relajamiento, y p o r
lo t a n t o sólo t o c a r e m o s de pasada algunos a s p e c t o s de los clics
t a n i m p o r t a n t e s c o m o la succión q u e p r o d u c e el m o v i m i e n t o
hacia detrás de la oclusión secundaria o el o r d e n en q u e se rela­
jan las distintas oclusiones. D i s c u t i r e m o s m á s c o m p l e t a m e n t e
estas c u e s t i o n e s en la sección 5 . 3 .
N u e s t r a discusión se basa p r i n c i p a l m e n t e en la detallada
descripción de los clics q u e se e n c u e n t r a en D. M. Beach ( 1 9 3 8 ) .
Beach considera la articulación de los clics c o m o u n c o m p u e s ­
t o de d o s p a r t e s separadas, u n " i n f l u j o " y u n " e f l u j o " . Bajo el
t é r m i n o " i n f l u j o " agrupa a los rasgos relevantes para el cierre
p r i m a r i o ; t o d o s los o t r o s rasgos de los clics se agrupan bajo el
t é r m i n o " e f l u j o " . Beach e n c u e n t r a q u e en h o t e n t o t e hay cua­
t r o t i p o s d e influjo: ( 1 ) la africada d e n t a l ^ , (2) la implosiva
dento-alveolar f, (3) la africada lateral b , (4) la implosiva alveo­
lar t i p o C. C o m o m u e s t r a n c l a r a m e n t e los p a l a t o g r a m a s de
Beach, las primeras d o s son d e n t a l e s y las ú l t i m a s son "post-al-
v e o l a r e s " o " p a l a t o - a l v e o l a r e s " ( p . 8 1 ) . En n u e s t r a t e r m i n o l o ­
gía t o d o s los clics serían [4- c o r o n a l ] ; los d o s p r i m e r o s son [4- an­
t e r i o r ] , los d o s ú l t i m o s [—anterior]. Cada u n a de las parejas

207
t i e n e u n m i e m b r o plosivo y o t r o africado. En n u e s t r a termi­
n o l o g í a , c a r a c t e r i z a r e m o s al p r i m e r o c o m o p r o d u c i d o p o r u n
relajamiento i n s t a n t á n e o y al s e g u n d o c o m o p r o d u c i d o p o r u n
relajamiento r e t a r d a d o . En los clics n o a n t e r i o r e s el relajamien­
2 4
t o r e t a r d a d o es lateral y n o f r o n t a l . R e s u m i m o s t o d a la dis­
cusión a n t e r i o r en el c u a d r o 6 .

CUADRO 6.

í / b c

anterior 4- 4- — —
coronal 4- 4- 4- 4
relajamiento
primario
retardado 4- — 4 —
lateral — — 4 —

Para p r o d u c i r u n d e t e r m i n a d o clic, cada u n a de las cua­


t r o clases de influjo se c o m b i n a c o n u n eflujo. El n ú m e r o de
los d i s t i n t o s eflujos varía según el d i a l e c t o . V a m o s a discutir el
dialecto k o r a n a , q u e t i e n e el m a y o r n ú m e r o de eflujos: seis.
E s t o s s o n , según B e a c h , (1) u n a nasal simbolizada p o r N , (2)

2 4 . "La principal diferencia entre ^ y f no es la localización del in-


flujo, sino su carácter, i - e s africado, mientras que f e s plosivo, en otras
palabras: el descenso del ápice y la pala de la lengua en fes repentino,
pero es más gradual e n > . Doke... utiliza el término instantáneo paralas
plosivas y estirado (drawn out) para las africadas" (Beach, 1938, p. 77).
"Aunque existe muy poca diferencia en cuanto a la posición de la lengua
entre C y b, existen otras diferencias muy marcadas. En primer lugar, C
es "frontal", mientras que b es lateral. En C es la punta de la lengua lo
que se baja en primer lugar, mientras que en el caso de b lo que se relaja
es el lado (o los lados) de la lengua. En segundo lugar, C es implosiva, es
decir, "instantánea", mientras que b es africada" (ibid., p. 80).

208
u n a "plosiva velar s o r d a d é b i l " simbolizada p o r k, (3) u n a "afri­
cada velar sorda f u e r t e " , simbolizada p o r kxh, (4) u n a "plosiva
9
g l o t a l " simbolizada p o r , (5) u n a "fricativa g l o t a l " simboliza­
da p o r h, (6) u n a "africada velar g l ó t i c a " simbolizada p o r kx.
Cada u n o de los c u a t r o influjos d i s c u t i d o s en el párrafo a n t e ­
rior se p u e d e n c o m b i n a r con cada u n o de estos seis t i p o s d e
eflujo, p o r lo q u e resultan v e i n t i c u a t r o clics diferentes en kora-
na. (El ñ a m a , el o t r o dialecto h o t e n t o t e q u e e s t u d i a Beach, ca­
rece del "eflujo africado velar g l ó t i c o " y p o r lo t a n t o sólo tie­
ne veinte clics). A c o n t i n u a c i ó n p a s a m o s a caracterizar los ras­
gos d e los d i s t i n t o s eflujos.
D e los seis eflujos, el q u e Beach d e n o m i n a nasal n o presen­
t a dificultades serias.

En los clics que contienen este tipo de eflujo, el eflujo [nasal


—NC/MH] comienza durante la oclusión lingual que precede al relaja-
miento tanto pre-velar como velar. Entonces aparece el eflujo preve-
lar, seguido de un relajamiento mudo de la oclusión velar. El eflujo
nasal continúa durante dos relajamientos, y en menor medida, duran-
te la vocal siguiente (p. 87).

Se t r a t a e v i d e n t e m e n t e d e u n clic c o n nasalización, m i e n t r a s
q u e los o t r o s cinco t i p o s d e clic son sin nasalidad.
D e los cinco clics r e s t a n t e s , d o s son del t i p o " a f r i c a d o " ve­
lar, m i e n t r a s q u e los o t r o s —entre los q u e se incluye el t i p o na­
sal— t i e n e n u n relajamiento velar " p l o s i v o " o " m u d o " . Beach
describe el relajamiento africado velar c o m o m á s gradual q u e el
relajamiento plosivo velar " d e s u e r t e q u e se o y e u n a africada...
e n lugar de u n a plosiva p u r a " ( p . 8 5 ) . Está claro q u e e s t a m o s
e s t u d i a n d o s o n i d o s q u e se diferencian p o r el t i p o d e relajamien­
t o d e la oclusión s e c u n d a r i a . L o s d o s t i p o s africados p r e s e n t a n
u n relajamiento r e t a r d a d o d e la oclusión secundaria: t o d o s los
d e m á s t i p o s p r e s e n t a n relajamiento i n s t a n t á n e o . L o s d o s t i p o s
con relajamiento s e c u n d a r i o africado se dividen a su vez en d o s

209
t i p o s : los aspirados y los glotalizados. L o s eflujos d e t i p o aspi­
r a d o se clasificarán c o m o d e b i d o s al a u m e n t o de presión sub-
glotal (aspiración), p e r o sin constricción glotal, m i e n t r a s q u e
los eflujos de t i p o glotalizado se p r o d u c e n c o n constricción
glotal y p r e s u m i b l e m e n t e sin a u m e n t o d e la presión subglotal.
Beach describe este t i p o de eflujo c o m o :

Realizado por medio de dos cavidades herméticas, una exter-


na, o cavidad bucal, que se forma colocando el borde de la lengua..
.. en la posición necesaria para producir el influjo requerido, y una
cavidad interna, o faríngea, que tiene como límites el cierre velar y
la glotis cerrada. La succión aparece en la cavidad externa o bucal,
debida al descenso de la "parte anterior" de la lengua (mantenien-
do tapado el contacto del borde con el paladar) y el ascenso de la
laringe en la cavidad interna o faríngea crea la presión (p. 232).

El eflujo de t i p o glotalizado n o s o l a m e n t e está m a r c a d o , e n t o n ­


ces, p o r el cierre de la glotis, sino t a m b i é n p o r u n m o v i m i e n t o
a s c e n d e n t e de la laringe, q u e es la característica principal de
los s o n i d o s glotalizados o eyectivos. (Véase la sección 5.3.2.)
Así, de los tres t i p o s de eflujo n o nasales plosivos, u n o es
aspirado y los o t r o s d o s n o aspirados. De estos ú l t i m o s , u n o se
p r o d u c e con cierre glotal, p e r o a p a r e n t e m e n t e sin m o v i m i e n t o
d e la laringe y el o t r o se p r o d u c e sin cierre glotal. N o h e m o s
p o d i d o d e t e r m i n a r el papel q u e juega la tensión en la p r o d u c ­
ción de los clics, si es q u e juega alguno.
En el c u a d r o siete r e s u m i m o s la caracterización en rasgos
d e los seis t i p o s de eflujos anteriores.
El sistema de clics del x h o s a , q u e quizás sea la lengua me­
jor c o n o c i d a de las q u e p r e s e n t a n clics, es en cierto m o d o di­
ferente de el del h o t e n t o t e . De los c u a t r o tipos diferentes de in­
flujo q u e e n c o n t r a m o s en el h o t e n t o t e , el x h o s a t i e n e sólo tres,
careciendo del t i p o plosivo d e n t a l . Cada u n o de los tres influ­
jos p u e d e p r e s e n t a r o n o la s o n o r i z a c i ó n . T a n t o los clics na-

210
sales c o m o los n o nasales p u e d e n ser aspirados o n o aspirados.
A su vez, los clics n o nasales n o aspirados se subdividen en so­
n o r o s y s o r d o s . A s í , parece q u e el relajamiento del cierre se­
c u n d a r i o n o juega ningún papel en x h o s a ; t o d o s los cierres se­
c u n d a r i o s t i e n e n relajamientos i n s t a n t á n e o s . El paralelismo
q u e existe e n t r e la s o n o r i z a c i ó n en x h o s a y el cierre glotal en
h o t e n t o t e se e n c u e n t r a en m u c h a s lenguas q u e n o p r e s e n t a n
clics.

CUADRO 7.

k kxh 9 h kx*>

nasal +
relajamiento retardado de la
— — — +
oclusión secundaria.

-
— —
+

oclusión glotal (terciaria) + +
presión subglotal aumentada — — + —
-n +

movimiento de oclusión glotal n n n +

n = no aplicable
5.2.3.OBSERVAC ION ES SOBRE LOS RASGOS DE RELAJAMIENTO.
Observación 1. Ya h e m o s visto q u e t o d a s las oclusiones del
a p a r a t o vocálico se p u e d e n relajar i n s t a n t á n e a o r e t a r d a d a m e n ­
t e ; sin e m b a r g o , existen i m p o r t a n t e s restricciones q u e afectan
a los rasgos de relajamiento. Los ú n i c o s s o n i d o s q u e p u e d e n
p r e s e n t a r los d i s t i n t o s t i p o s d e relajamiento son los q u e se pro­
d u c e n c o n oclusión. Ladefoged ( 1 9 6 4 ) describe u n golpe labio-
d e n t a l (en margi) q u e tiene el efecto d e u n a fricativa labioden­
tal q u e t e r m i n a r a con u n relajamiento i n s t a n t á n e o . Sin em­
bargo, este s o n i d o n o aparece m á s q u e en los " i d e ó f o n o s " , por
b
e j e m p l o , e n u n c i a d o s c o m o b¿v ú " q u e describe la aparición re­
p e n t i n a y el v u e l o " , háv^áwii " q u e describe la h u i d a de u n ani­
b
m a l " , káv áhu " q u e describe el h e c h o d e i n t r o d u c i r s e en u n

211
l u g a r " ( H o f f m a n n , 1 9 6 3 , p p . 2 5 y ss.), q u e o c u p a n u n a posi­
ción c l a r a m e n t e marginal en el sistema fonológico.
Parece ser q u e n o existe n i n g ú n clic f o r m a d o con la voz la­
ríngea. A la vista de e s t o , p r o p o n e m o s la siguiente restricción
general: en u n s o n i d o f o r m a d o c o n los tres t i p o s posibles de
oclusión, sólo la primaria y la secundaria p u e d e n t e n e r los d o s
t i p o s de r e l a j a m i e n t o , m i e n t r a s q u e la oclusión terciaria se de­
b e relajar i n s t a n t á n e a m e n t e .
Observación 2 . En J a k o b s o n , F a n t y Halle ( 1 9 6 3 ) la dife­
rencia e n t r e plosivas y africadas se caracterizaba m e d i a n t e el
rasgo " e s t r i d e n c i a " . Las plosivas se c a r a c t e r i z a b a n c o m o oclusi­
vas n o e s t r i d e n t e s , y las africadas c o m o oclusivas e s t r i d e n t e s .
D e esta f o r m a , n o se p e r m i t í a la existencia de africadas n o es­
t r i d e n t e s . Sin e m b a r g o , e s t o s s o n i d o s e x i s t e n ; p o r e j e m p l o , en
la lengua a m e r i n d i a c h i p e w y a n , q u e p r e s e n t a oposición e n t r e
e s t r i d e n t e d e n t a l y africadas n o e s t r i d e n t e s (Li, 1 9 4 6 ) . Ya dis­
p o n e m o s d e u n m e c a n i s m o para caracterizar estas diferencias.
D a d o q u e el m o d o de relajamiento es c l a r a m e n t e significativo
para la oclusión s e c u n d a r i a y terciaria, h a y p o c a s r a z o n e s para
n o e x t e n d e r l o a las oclusiones primarias, c o m o h i c i m o s a n t e s .
De esta f o r m a p o d e m o s llenar la laguna q u e a c a b a m o s de seña­
lar: las plosivas son oclusivas con relajamiento ( p r i m a r i o ) ins­
t a n t á n e o , y las africadas son oclusivas c o n relajamiento retar­
d a d o . Se p u e d e e m p l e a r el rasgo " e s t r i d e n c i a " para distinguir a
las africadas e s t r i d e n t e s de las n o e s t r i d e n t e s . Las oclusivas con
relajamiento i n s t a n t á n e o son s i e m p r e n o e s t r i d e n t e s .

5.3MOVIMIENTOS SUPLEMENTARIOS
En los s o n i d o s f o r m a d o s con d o s oclusiones s i m u l t á n e a s ,
c o m o los clics, las labiovelares, o los s o n i d o s glotalizados, d u ­
r a n t e el p e r í o d o del cierre p u e d e n aparecer m o v i m i e n t o s de las
oclusiones velar o glotal. Si estos m o v i m i e n t o s son en dirección
a los p u l m o n e s , se a u m e n t a el espacio e n t r e los d o s cierres y

212
d i s m i n u y e la presión del interior de d i c h o espacio. El resulta­
do es q u e c u a n d o se relaja la oclusión primaria h a b r á u n efecto
de succión y el aire p e n e t r a r á en la b o c a . Por o t r a p a r t e , si el
m o v i m i e n t o de la constricción se p r o d u c e en la dirección con­
traria, se reducirá el espacio e n t r e las d o s oclusiones y a u m e n ­
tará la presión del aire en el interior de la cavidad.
E s t o s d o s m o v i m i e n t o s o p u e s t o s p r e s e n t a n las p r o p i e d a d e s
fonéticas respectivas d e " s u c c i ó n " y " p r e s i ó n " . Ya se t r a t e de
la succión o de la p r e s i ó n , se observa q u e p u e d e n estar p r o d u c i ­
das p o r m o v i m i e n t o s d e la oclusión velar o de la glotal. D e he­
c h o , existen s o n i d o s ( p o r e j e m p l o , las labiovelares implosivas
observadas p o r Ladefoged ( 1 9 6 4 , p . 9) e n i d o m a y bini) d o n d e
las d o s oclusiones se m u e v e n d u r a n t e la articulación d e u n solo
sonido.

5.3.1. SUCCIÓN
D e b e m o s señalar q u e la oclusión velar q u e p r o d u c e . l a suc­
ción n o d e b e ser n e c e s a r i a m e n t e u n a oclusión secundaria, sino
q u e t a m b i é n p u e d e ser u n a oclusión p r i m a r i a . En los clics del
h o t e n t o t e o del x h o s a la oclusión velar es secundaria, y a q u e ,
c o m o h e m o s visto, se c o m b i n a c o n distintas a r t i c u l a c i o n e s pri­
marias. En las oclusivas labiovelares de succión de lenguas co­
m o el k p e l l e , p o r o t r a p a r t e , la oclusión del velo es primaria y
la de los labios ( r e d o n d e a m i e n t o ) secundaria. La n a t u r a l e z a ve­
lar de los s o n i d o s en c u e s t i ó n se ve c l a r a m e n t e p o r el h e c h o de
q u e u n a nasal p r e c e d e n t e , q u e siempre se asimila al p u n t o de
articulación p r i m a r i o de la oclusiva q u e le sigue, es velar t a n t o
a n t e labiovelares c o m o a n t e velares (Welmers, 1 9 6 2 ) .
Clics e implosivas. C o m o la succión está p r o d u c i d a p o r u n
m o v i m i e n t o d e s c e n d e n t e de los cierres velar o glotal, d e s d e un
p u n t o de vista f o n é t i c o es necesario p o s t u l a r d o s rasgos distintos
de s u c c i ó n : u n o de ellos (el rasgo " c l i c " ) se asocia a la oclusión
velar y el o t r o ( " i m p l o s i ó n " ) a la oclusión glotal. C o m o señala­
m o s a n t e s , los clics t i e n e n c o n s t r i c c i o n e s primarias e n la región

213
d e n t a l y alveolar, p e r o h a y t a m b i é n s o n i d o s t i p o clic q u e pre­
s e n t a n u n a oclusión labial. A d e m á s , parece h a b e r s o n i d o s de
succión labiovelares con implosión glotal. Al discutir las labio-
velares africanas Ladefoged señala:

Estos sonidos se forman por lómenos de tres modos diferentes:...


El primer tipo aparece en muchas lenguas guang (late, anum). Con-
siste simplemente en la articulación simultánea de k y p o de g y b,
superpuestas sobre una corriente de aire pulmonar. [Basándonos en
la discusión anterior, estos son sonidos sin succión ni cierre glotal
—NC/MH.] El segundo tipo, que se encuentra en yoruba, ibibio, y en
muchas otras lenguas, es más complicado. Después de la formación
de las dos oclusiones, se produce un movimiento descendente de la
mandíbula, y un movimiento hacia detrás del punto de contacto en-
tre la parte posterior de la lengua y el velo del paladar; estos movi-
mientos producen un descenso de la presión en el interior de la boca.
De esta forma, desde el punto de vista del relajamiento de la oclusión
de los labios, existe una corriente entrante de aire velar, pero todavía
existe detrás de la oclusión velar una presión alta debida al aire que
sale de los pulmones... Siertsema ha descrito con mucha precisión es-
ta combinación de un mecanismo de corriente de aire velar y pulmo-
nar... concluyendo que el kp del yoruba "es implosivo en los labios,
"explosivo" en la parte posterior". [Por lo tanto, estos sonidos se
producen con succión en el cierre velar, pero, al igual que el primer
tipo de labiovelares, sin cierre glotal—NC/MH.)... En el tercer tipo de
kp, que aparece en idoma y a veces en bini, entran en juego los tres
mecanismos de corriente de aire. Después de la formación de los dos
cierres se produce un movimiento de la lengua hacia detrás... y du-
rante la última parte del sonido existe también un movimiento des-
25
cendente de la glotis v i b r a n t e . . . [Este tipo de labiovelar se produce
con oclusión en el velo y en la glotis, y con movimiento de succión
en ambas oclusiones —NC/MH.]

25. Ladefoged ( 1 9 6 4 , p. 9). Véase también la descripción de Beach


de los clics con un "eflujo velar glótico africado", en la sección 5.2.2. Ob-
sérvese el gran parecido entre este tipo de clic y el tercer tipo de labiove-
lar de Ladefoged.

214
U n efecto marginal i n t e r e s a n t e del descenso de la glotis
q u e t i e n e lugar en las implosivas es q u e suele ir a c o m p a ñ a d o de
la vibración de las c u e r d a s vocales. Esta vibración es la conse­
cuencia directa de la presión supraglotal y del descenso del vo­
l u m e n subglotal q u e p r o d u c e el descenso de la glotis.

5.3.2. PRESIÓN
Al igual q u e los m o v i m i e n t o s de succión, los m o v i m i e n t o s
d e presión se p u e d e n ejecutar en la oclusión velar o en la glo-
tal. Por lo t a n t o , d e b e m o s p o s t u l a r d o s rasgos d e presión: u n
rasgo de " p r e s i ó n v e l a r " y u n rasgo d e " p r e s i ó n g l o t a l " . N o s
referimos a este ú l t i m o p o r el t é r m i n o tradicional de " e y e c ­
c i ó n " , en vista de q u e es el q u e resulta m á s familiar.
Presión velar. La existencia d e oclusivas c o n presión velar,
m e n c i o n a d a en ocasiones en la l i t e r a t u r a fonética (cf. Heffner,
1 9 5 0 ) , n o parece estar establecida.
Eyección. La e y e c c i ó n se p r o d u c e m e d i a n t e u n m o v i m i e n ­
t o a s c e n d e n t e d e la oclusión glotal. Las c o n s o n a n t e s eyectivas
se h a n descrito en lenguas repartidas p o r t o d o el m u n d o : en la
2 6
India, en el C á u c a s o , y en las lenguas a m e r i n d i a s . T a m b i é n
se ha observado q u e las eyectivas se diferencian d e las implosi­
vas en la transición del s e g u n d o f o r m a n t e d e la vocal adyacen­
t e . Las eyectivas p r e s e n t a n u n a transición c o n u n a frecuencia
d e t e r m i n a c i ó n algo m a y o r q u e las c o r r e s p o n d i e n t e s n o eyecti­
vas, en lo q u e se parecen a las c o n s o n a n t e s palatalizadas; en las
implosivas (así c o m o en las c o n s o n a n t e s r e d o n d e a d a s o velari-

26. Para las eyectivas en las lenguas de la India, véanse las citas de
Trubetzkoy (1958, pp. 146-150), donde se alude a la eyección con el
término Rekwsion. Para las eyectivas en las lenguas del Cáucaso, véase
Trubetzkoy (1931) y , más recientemente, Kuipers (1960). Para las eyec-
tivas en las lenguas amerindias, véase Sapir (1949b). De todas las lenguas
del occidente africano examinadas por Ladefoged (1964), sólo se encon-
traron eyectivas en hausa (p. 5).

215
zadas), la frecuencia d e t e r m i n a c i ó n es algo m á s baja. E s t o es
c o n s e c u e n c i a directa del h e c h o d e q u e en las eyectivas la glotis
está elevada p o r e n c i m a d e su posición n o r m a l y p o r lo t a n t o
desciende d u r a n t e p a r t e d e la articulación vocálica, m i e n t r a s
q u e e n las implosivas la glotis está m á s baja d e su posición nor­
mal al c o m i e n z o d e la articulación vocálica, c o n lo q u e luego
asciende. En c o n s e c u e n c i a , se observa u n alargamiento d e s p u é s
d e las eyectivas y u n a c o r t a m i e n t o del a p a r a t o vocálico des­
p u é s d e las inyectivas, q u e se t r a d u c e n d i r e c t a m e n t e p o r las
transiciones d e s c e n d e n t e s o a s c e n d e n t e s , r e s p e c t i v a m e n t e , del
2 7
s e g u n d o f o r m a n t e de la vocal a d y a c e n t e .

5.3.3. EL ORDEN DE LOS RELAJAMIENTOS EN LOS SONIDOS CON


OCLUSIONES MÚLTIPLES.
El o r d e n d e relajamiento d e las distintas oclusiones está go­
b e r n a d o p o r u n a regla sencilla. E n los s o n i d o s q u e n o presen­
t a n m o v i m i e n t o s s u p l e m e n t a r i o s los relajamientos son simultá­
n e o s . En los s o n i d o s p r o d u c i d o s c o n m o v i m i e n t o s s u p l e m e n t a ­
rios, las oclusiones se relajan en p r o p o r c i ó n d i r e c t a a la distan­
cia q u e les separa de los labios. La r a z ó n d e este o r d e n es q u e
esta es la única f o r m a de q u e se p r o d u z c a n efectos auditivos
claros, ya q u e los efectos acústicos p r o d u c i d o s en el interior
del a p a r a t o vocálico se p e r d e r á n d e h e c h o si el a p a r a t o se cierra.

27. En Ladefoged (1964, Lámina 4 B) se pueden encontrar fonogra-


mas de implosivas que muestran claramente esta transición. Véase tam-
bién la siguiente observación de Trubetzkoy (1931): "Respecto a la cons-
tricción de la caja de resonancia de la boca, en las lenguas caucasianas
orientales se plasma en la producción de un tono propio claro (transición
positiva); no en la acostumbrada palatalización, es decir, el desplazamien-
to del cuerpo de la lengua hacia delante, como en muchas lenguas del
mundo, sino en el desplazamiento de la glotis hacia arriba" (pp. 10-11);
así como la observación de Ladefoged (1964) de que en igbo, por lo me-
nos, las implosivas son "velarizadas, y suele acompañarlas el descenso de
la glotis" (p. 6), es decir, que presentan movimientos secundarios que de-
terminan una transición negativa en la vocal adyacente.

216
5.4. TENSO-NO TENSO (RELAJADO)
El rasgo " t e n s i ó n " especifica c ó m o la m u s c u l a t u r a supra-
glotal ejecuta el m o v i m i e n t o a r t i c u l a t o r i o c o m p l e t o de u n so­
n i d o d a d o . Los s o n i d o s t e n s o s se p r o d u c e n c o n u n m o v i m i e n t o
d e l i b e r a d o , preciso, c o n u n a distinción m á x i m a , y necesitan
u n considerable esfuerzo m u s c u l a r ; los s o n i d o s n o t e n s o s se
p r o d u c e n r á p i d a m e n t e y c o n cierta falta d e distinción. En los
s o n i d o s t e n s o s , t a n t o vocales c o m o c o n s o n a n t e s , el p e r í o d o
d u r a n t e el cual los ó r g a n o s a r t i c u l a t o r i o s m a n t i e n e n la confi­
guración a d e c u a d a es r e l a t i v a m e n t e largo, m i e n t r a s q u e en los
s o n i d o s t e n s o s se ejecuta la t o t a l i d a d del m o v i m i e n t o de u n a
28
forma bastante superficial .
R e s p e c t o a las vocales, en p r i m e r lugar, e n c o n t r a m o s ejem­
plos d e s o n i d o s t e n s o s frente a n o t e n s o s e n el a l e m á n m o d e r ­
n o , p o r e j e m p l o , d o n d e este rasgo es distintivo en pares c o m o
ihre "su (de e l l a ) " , frente a irre " c o n f u s i ó n " ; Huhne " p o l l o "
frente a Hunne " h u n o " ; Düne " d u n a " frente a dünne "delga­
d o " ; wen " a q u i e n " frente a wenn "si ( c o n d i c i o n a l ) " ; wohne
" r e s i d e " frente a Wonne " a l e g r í a " ; Haken " g a n c h o " frente a
hacken " p i c a r " .
U n a de las diferencias q u e existen e n t r e las vocales tensas y
las relajadas es q u e las p r i m e r a s se e j e c u t a n c o n u n a desviación
m a y o r q u e las ú l t i m a s , c o n respecto a la posición n e u t r a l o de
descenso del a p a r a t o vocálico. Se ha o b s e r v a d o , p o r e j e m p l o ,
q u e la c o n s t r i c c i ó n de la lengua en la [f] tensa es m á s e s t r e c h a
q u e en la [i] relajada. Esta diferencia d e altura d e la lengua se
asemeja b a s t a n t e , s u p e r f i c i a l m e n t e , a la q u e existe e n t r e la [i]

28. Uno dp los primeros estudios fonológicos —el de Winteler (1876)—


aclaró perfectamente esta diferencia: "...las articulaciones que producen
las suaves [relajadas —NC/MH] están relajadas... desde el momento en que
han alcanzado el punto culfninante... Para la articulación de las fuertes
[tensas —NC/MH] los órganos articulatorios mantienen su posición neta-
mente..." (p. 27).

217
alta y la [e] n o alta. Sin e m b a r g o , el m e c a n i s m o q u e e n t r a e n
j u e g o en los d o s casos es m u y d i s t i n t o , h e c h o q u e Sievers y a
c o n o c í a b i e n , p o n i e n d o e x p l í c i t a m e n t e en guardia c o n t r a su
confusión:

Man hüte sich auch davor, die Begriffe "gespannt" (oder "eng")
und "ungespannt" (oder "weit") mit denen zu verwechseln, welche
die althergebrachten Ausdrücke "geschlossen" und "offen"bezeich­
nen sollen. Diese Letzteren wollen nur aussagen dass ein Vocal gerin­
gere oder grössere Mundweite habe als ein anderer, aber ohne alle
Rücksicht auf die Verschiedenheit der Articulationsweise, welche die
Differenzen der Mundweite im einzelnen Fall hervorruft, speciell
also ohne alle Rücksicht darauf ob die specifische Mundweite auf
grössere oder geringere Erhebung oder auf grösserer oder geringerer
Spannung der Zunge beruht... (p. 100)\

El m a y o r esfuerzo a r t i c u l a t o r i o d e las vocales t e n s a s se m a n i ­


fiesta a d e m á s en q u e son m á s distintivas, y p o r la d u r a c i ó n
c l a r a m e n t e m a y o r d e la fase d u r a n t e la cual p e r m a n e c e estacio­
naria la c o n f i g u r a c i ó n a r t i c u l a t o r i a . E s t e h e c h o se h a d o c u m e n ­
t a d o m e d i a n t e e s t u d i o s d e t a l l a d o s d e las p e l í c u l a s en r a y o s X
q u e realizó Perkell ( 1 9 6 5 ) , q u i e n observa q u e :

La abertura de la faringe permanece relativamente estable en las


vocales tensas, mientras que en las vocales relajadas tiene lugar un
cambio de abertura... Todo esto ocurre como si la forma de la lengua

k. "Es preciso prestar atención para no confundir las nociones "ten-


s o " (o estrecho) y "relajado" (o ancho), con aquellas que tradicionalmen-
te se designan por medio de las expresiones "cerrado" y "abierto". Estas
últimas expresan simplemente el hecho de que una vocal tiene una abertu-
ra más o menos grande y no tienen en cuenta diferencias en el modo de
articulación, que en ciertos casos pueden implicar una diferencia de aber-
tura. Se descuida, pues, un hecho importante: que la abertura específica
depende de la altura o de la tensión más o menos grande de la lengua..."
(N.delT.)

218
en la faringe inferior permaneciera relativamente libre durante las vo-
cales relajadas, y no estuviera sujeta a las influencias del segmento fo-
nético adyacente. En lo que respecta a una vocal tensa, por otra par-
te, la posición y forma de la lengua en esta región están definidas con
bastante precisión.

V o l v i e n d o a las c o n s o n a n t e s , p o d e m o s ver q u e las diferen­


cias q u e existen e n t r e las c o n s o n a n t e s tensas y las relajadas su­
p o n e n t a m b i é n u n esfuerzo y d u r a c i ó n articulatorios m a y o r en
el p r i m e r caso y m e n o r en el s e g u n d o . El esfuerzo m a y o r lo
p r o d u c e el a u m e n t o de tensión m u s c u l a r en los m ú s c u l o s q u e
c o n t r o l a n la forma del a p a r a t o vocálico. Los e s t u d i o s m e d i a n t e
rayos X y las observaciones realizadas s o b r e el a t a q u e de s o n o ­
rización en las vocales q u e siguen a u n a c o n s o n a n t e oclusiva
a p o r t a n p r u e b a s en a p o y o de lo anterior. Es evidente q u e la so­
norización sólo p u e d e aparecer c u a n d o se c u m p l e n d o s condi­
c i o n e s : las c u e r d a s vocales d e b e n estar en u n a posición q u e ad­
m i t a la s o n o r i z a c i ó n y d e b e h a b e r u n a c o r r i e n t e d e aire a través
de la glotis. C u a n d o se p r o d u c e u n a oclusiva y la cavidad oral
p e r m a n e c e b l o q u e a d a , al t i e m p o q u e las c u e r d a s vocales e s t á n
en la configuración a p r o p i a d a para la s o n o r i z a c i ó n , a u m e n t a r á
la presión en la cavidad y subirá m u y r á p i d a m e n t e —en u n o s
veinte mseg., bajo c o n d i c i o n e s normales— hasta el p u n t o q u e
iguale a p r o x i m a d a m e n t e a la presión subglotal. E s t o d e t i e n e el
flujo de aire a través d e la glotis, i m p o s i b i l i t a n d o p o r lo t a n t o
las vibraciones vocales. En estas c o n d i c i o n e s , sólo hay u n a for­
m a de hacer q u e descienda la presión en el interior del a p a r a t o
vocálico y p e r m i t i r q u e d u r a n t e la fase de cierre de u n a oclusi­
va aparezca la s o n o r i z a c i ó n , a saber: p e r m i t i e n d o la e x p a n s i ó n
del a p a r a t o vocálico. Si las p a r e d e s del a p a r a t o están rígidas co­
m o c o n s e c u e n c i a de la t e n s i ó n muscular, n o p u e d e t e n e r lugar
esta e x p a n s i ó n del v o l u m e n de la cavidad, y, p o r lo t a n t o , las
oclusivas tensas n o m u e s t r a n n i n g u n a s o n o r i z a c i ó n d u r a n t e la

219
fase d e cierre. Por o t r a p a r t e , si las p a r e d e s d e la cavidad e s t á n
relajadas, el a p a r a t o vocálico p u e d e e x p a n d i r s e , y la s o n o r i z a ­
ción p u e d e a p a r e c e r incluso d u r a n t e la fase d e cierre. D e h e c h o
las p e l í c u l a s e n r a y o s X realizadas p o r Perkell ( 1 9 6 5 ) m u e s t r a n
p r e c i s a m e n t e este c o m p o r t a m i e n t o .
Al analizar el c o m p o r t a m i e n t o d e la faringe e n la p r o n u n ­
ciación d e p a l a b r a s sin s e n t i d o c o m o [ h e t ' e ] y [ h a d ' e ] p o r
p a r t e d e h a b l a n t e s a m e r i c a n o s , Perkell e n c o n t r ó q u e d u r a n t e el
p e r í o d o d e cierre a p a r e c í a u n a u m e n t o significativo en la aber­
t u r a d e la faringe c u a n d o se a r t i c u l a b a la [d] n o t e n s a , p e r o n o
c u a n d o se a r t i c u l a b a la [t] t e n s a . E s t e a u m e n t o del v o l u m e n d e
la faringe e n las o b s t r u y e n t e s n o t e n s a s t a m b i é n v e n í a a c o m p a ­
ñ a d a p o r la presencia de s o n o r i z a c i ó n d u r a n t e el p e r í o d o d e
cierre o r a l ; s o n o r i z a c i ó n q u e sin e m b a r g o , cesa hacia el final d e
la o c l u s i ó n . Perkell c o m e n t ó :

La configuración del aparato vocálico tenso para /t/ llevaría con-


sigo la rigidez de las paredes, que no se expanderían, y no podría au-
mentar hasta el volumen necesario para una oclusiva sonora. Presu-
miblemente, una configuración tensa de este tipo aparece en las con-
sonantes oclusivas sordas no aspiradas que existen en ciertas lenguas...
Para semejantes configuraciones oclusivas, la instrucción dada a la
musculatura laríngea para que adopte una configuración apropiada
para la sonorización no produce una vibración de las cuerdas vocales
hasta el relajamiento de la oclusión, mientras que una configuración
relajada del aparato vocálico permitiría pasar una cantidad limitada
29
de aire a través de la glotis, con la atracción glotal c o n s i g u i e n t e .

29. El hecho de que la musculatura supraglótica del aparato vocal es-


té bajo una tensión mayor en sonidos como [p t k] en inglés en posición
inicial explica de un modo evidente la observación de Lisker (1963, p.
382) de que "la rapidez del aumento de la presión es significativamente
menor en las oclusivas sonoras que en las sordas". La menor rigidez de
las paredes en las oclusivas "sonoras" (que son no tensas) permitiría la
expansión de la cavidad después de la formación de la oclusión. Este
aumento de volumen tendría por resultado hacer más lento el crecimiento

220
6. Rasgos de fuente

6 . 1 . PRESIÓNSUBGLOTAL AUMENTADA
E n las discusiones s o b r e la t e n s i ó n se suele observar q u e los
s o n i d o s t e n s o s se p r o d u c e n c o n u n a presión subglotal m a y o r ,
y q u e este h e c h o explica la presencia, bien c o n o c i d a , de la as­
piración e n las oclusivas sordas tensas de m u c h a s lenguas. Sin
e m b a r g o , ya q u e la tensión d e los m ú s c u l o s supraglóticos está
c o n t r o l a d a e v i d e n t e m e n t e p o r u n m e c a n i s m o d i s t i n t o del q u e
c o n t r o l a la t e n s i ó n e n las cavidades subglóticas, estas d o s p r o ­
piedades n o se p u e d e n c o m b i n a r en u n sólo rasgo f o n é t i c o .
En lugar d e eso d e b e m o s añadir a la tensión u n rasgo de " p r e ­
1
sión subglotal a u m e n t a d a " .
A d e m á s , d e b e m o s señalar q u e la presión subglotal a u m e n ­
t a d a se p u e d e usar en la p r o d u c c i ó n d e s o n i d o s del habla en los
q u e n o aparece la t e n s i ó n (de la m u s c u l a t u r a s u p r a g l o t a l ) . Esta
es la situación d e las oclusivas s o n b r a s aspiradas d e lenguas c o ­
m o el h i n d i , d o n d e , d e a c u e r d o c o n Lisker y A b r a m s o n ( 1 9 6 4 ) ,
la s o n o r i z a c i ó n aparece n o r m a l m e n t e d u r a n t e el p e r í o d o de
oclusión oral. Tal y c o m o e x p l i c a m o s en la sección a n t e r i o r , es­
t o s o l a m e n t e es posible c u a n d o se p e r m i t e la e x p a n s i ó n del
a p a r a t o vocálico d u r a n t e el cierre oclusivo; p e r o esta e x p a n s i ó n
n o p u e d e a p a r e c e r si la m u s c u l a t u r a supraglotal está t e n s a . Por
lo t a n t o , d i r e m o s q u e las oclusivas s o n o r a s aspiradas del h i n d i
se p r o d u c e n sin t e n s i ó n , p e r o c o n presión subglotal a u m e n t a ­
da^.

de la presión dentro de la cavidad. Como en las oclusivas "sordas", que


son tensas, el volumen permanecería más o menos constante, el aumento
de la presión después de la oclusión bucal sería más rápido en estas con-
sonantes.
1. Para Otero (1971), "represidad". Cf. la nota ¿TfN. del T.)
30. Tiene gran importancia la cuestión de cómo expresar esta rela-
ción evidente en el sistema fonético. Se ha sugerido que se cree un super-

221
La presión subglotal a u m e n t a d a es c o n d i c i ó n necesaria pe­
ro n o suficiente para la aspiración. La aspiración r e q u i e r e , ade­
m á s , q u e n o exista c o n s t r i c c i ó n e n la glotis. Si hay u n a cons­
tricción glótica, n o t e n d r á lugar la aspiración. Se e n c u e n t r a n
oclusivas d e este t i p o —producidas c o n t e n s i ó n (supraglotal),
presión subglotal a u m e n t a d a , y constricción d e la glotis— en el
c o r e a n o , p o r e j e m p l o , d o n d e c o n s t i t u y e n la tercera clase de
oclusivas, a d e m á s de las oclusivas tensas f u e r t e m e n t e aspiradas
p r o d u c i d a s sin c o n s t r i c c i ó n de la glotis y d e las oclusivas ligera­
m e n t e aspiradas p r o d u c i d a s sin presión subglotal a u m e n t a d a y
sin constricción de la glotis. (Para la m e d i d a de la presión véase
Kim ( 1 9 6 5 ) . )

6.2. SONORAS-NO SONORAS (SORDAS)


Para q u e vibren las cuerdas vocales es necesario q u e el aire
fluya a través de ellas. Si la c o r r i e n t e d e aire t i e n e la suficiente
fuerza aparecerá la s o n o r i z a c i ó n , a c o n d i c i ó n de q u e las cuer­
das vocales n o estén tan separadas c o m o en la respiración o en
el s u s u r r o . C o m o h a n d e m o s t r a d o las distintas películas d e alta
velocidad s o b r e las c u e r d a s vocales, n o es preciso el cierre de la
glotis o su c o n s t r i c c i ó n para q u e aparezca la s o n o r i z a c i ó n ; sólo
es necesario q u e la glotis n o esté m u y abierta. Por o t r a p a r t e ,
t a m b i é n aparece la vibración d e las cuerdas vocales c u a n d o h a y
constricción en la glotis, siempre q u e h a y a u n a c o r r i e n t e de

-rasgo de "fuerza de articulación", del que serían casos especiales la ten-


sión, la presión subglotal aumentada y, quizás, ciertos rasgos fonéticos.
Aunque existen ciertos hechos —como el tratamiento de las consonantes
españolas en distintos contextos (véase J. Harris, 1967)—que hacen esta
sugerencia muy atractiva, no la hemos adoptado aquí porque entra en
conflicto con nuestro concepto de los rasgos fonéticos como elementos
directamente relacionados con mecanismos articulatorios determinados.
En vez de eso hemos preferido reflejar la interrelación entre estos distin-
tos rasgos con la ayuda de reglas de marcado (Véase el capítulo V).

222
aire con la suficiente fuerza o q u e las c u e r d a s vocales n o estén
t a n tensas c o m o p a r a i m p e d i r la vibración, tal y c o m o están en
los s o n i d o s p r o d u c i d o s con constricción d e la glotis.
En la sección 2 . 1 . sugerimos q u e c u a n d o el a p a r a t o vocáli­
co está en la posición n e u t r a l , las cuerdas vocales están dispues­
tas d e tal m o d o q u e si el aire pasa a través d e ellas surge la vi­
b r a c i ó n . Las c u e r d a s vocales t a m b i é n p u e d e n estar separadas
m á s allá d e su posición n e u t r a l , y en ese caso n o aparecerá la
s o n o r i z a c i ó n . Reservaremos el t é r m i n o " n o s o n o r o " o " s o r d o "
para los s o n i d o s p r o d u c i d o s c o n u n a a b e r t u r a d e la glotis t a n
amplia q u e i m p i d a la vibración d e las c u e r d a s vocales en el caso
d e q u e el aire fluya a través d e la a b e r t u r a . E s t e e n s a n c h a m i e n ­
t o d e la glotis es u n a c o n d i c i ó n suficiente para suprimir la vi­
b r a c i ó n de las c u e r d a s vocales, p e r o , c o m o sugerimos en la dis­
cusión a n t e r i o r , n o es u n a c o n d i c i ó n necesaria. Es necesario se­
ñalar q u e el e s t r e c h a m i e n t o d e la glotis en los s o n i d o s s o n o r o s
p u e d e ser b a s t a n t e m o d e r a d o y n o tiene p o r q u é llegar a la
oclusión c o m p l e t a .
R e c i e n t e m e n t e ha a v a n z a d o n u e s t r o c o n o c i m i e n t o del m e ­
c a n i s m o d e la s o n o r i z a c i ó n gracias a las investigaciones d e Lis-
ker y A b r a m s o n ( 1 9 6 4 ) sobre el m o m e n t o del a t a q u e de la vi­
b r a c i ó n de las c u e r d a s vocales en relación al m o m e n t o del rela­
j a m i e n t o del cierre oclusivo. N o c o m p a r t i m o s la o p i n i ó n de
Lisker y A b r a m s o n d e q u e el m o m e n t o del a t a q u e de las cuer­
das vocales está c o n t r o l a d o p o r la ejecución de los d i s t i n t o s
complejos de rasgos q u e en la l i t e r a t u r a fonética se h a n reuni­
1
d o n o r m a l m e n t e bajo el t é r m i n o de " s o n o r i z a c i ó n " " . Los da­
t o s r e u n i d o s p o r Lisker y A b r a m s o n sobre el a t a q u e de la vi­
b r a c i ó n d e las cuerdas vocales se p u e d e n explicar d e n t r o de

m. Como observa el traductor de la edición francesa, la respuesta de


Lisker y Abramson se encuentra en su artículo de 1 9 7 1 , "Distinctive fea-
tures and laryngeal control", Ixmguage 47, 4, pp. 767-785. (N. del T.)

223
n u e s t r o sistema. A esta explicación d e d i c a m o s el resto d e esta
sección.
Lisker y A b r a m s o n c o n c l u y e n a partir d e sus m e d i d a s q u e
los m o m e n t o s d e a t a q u e d e las vibraciones vocales se dividen
en tres c a t e g o r í a s :
( 1 ) el a t a q u e d e s o n o r i z a c i ó n p r e c e d e al relajamiento de la
oclusiva.
(2) el a t a q u e de s o n o r i z a c i ó n coincide s e n s i b l e m e n t e c o n el re­
lajamiento d e la oclusiva.
(3) el a t a q u e d e s o n o r i z a c i ó n t i e n e lugar d e s p u é s del relaja­
m i e n t o d e la oclusiva.
E n u n a investigación s o b r e el m o m e n t o del a t a q u e d e s o n o ­
ridad d e las oclusivas en c o r e a n o , Kim ( 1 9 6 5 ) ha e n c o n t r a d o
a d e m á s q u e , p o r lo m e n o s e n esta lengua, h a y d o s t i p o s distin­
t o s de r e t a r d o : breve y considerable. En c o n c r e t o , e n c o n t r ó
q u e en las oclusivas glotalizadas el a t a q u e d e s o n o r i z a c i ó n te­
n í a lugar 1 2 mseg. d e s p u é s del relajamiento d e la oclusión (coin­
cidencia sensible); en las oclusivas d é b i l m e n t e aspiradas, era d e
3 5 mseg. ( r e t a r d o m o d e r a d o ) ; y en las oclusivas f u e r t e m e n t e
aspiradas d e 9 3 mseg. ( r e t a r d o c o n s i d e r a b l e ) . ( L o s valores cita­
dos representan una media obtenida sobre u n a muestra de unas
8 0 0 palabras ). V o l v i e n d o a e x a m i n a r los d a t o s de Lisker y
A b r a m s o n se observa q u e el r e t a r d o m o d e r a d o se p r e s e n t a en
c o r e a n o , p o r lo m e n o s d e t r á s de las oclusivas velares, y t a m ­
b i é n , a u n q u e e s t o sea m e n o s c o n v i n c e n t e , d e t r á s de las labiales
y d e n t a l e s ; a d e m á s , las oclusivas velares n o aspiradas del c a n t o ­
nes y del inglés t a m b i é n p r e s e n t a n r e t a r d o breve. P o r lo t a n t o ,
tenemos cuatro categorías distintas:
( 1 ) el a t a q u e d e s o n o r i z a c i ó n p r e c e d e al relajamiento d e la
oclusiva.
(2) el a t a q u e de s o n o r i z a c i ó n coincide s e n s i b l e m e n t e c o n el re­
lajamiento de la oclusiva.
(3) el a t a q u e d e s o n o r i z a c i ó n t i e n e lugar m o d e r a d a m e n t e des­
p u é s del relajamiento de la oclusiva.

224
(4) el a t a q u e d e s o n o r i z a c i ó n t i e n e lugar c o n s i d e r a b l e m e n t e
d e s p u é s del relajamiento d e la oclusiva.
Para dar c u e n t a de estos h e c h o s d i s p o n e m o s de c u a t r o ras­
gos f o n é t i c o s : s o n o r i z a c i ó n , t e n s i ó n , c o n s t r i c c i ó n d e la glotis y
presión subglotal. El caso m á s simple es el ( 1 ) : las oclusivas e n
las q u e la s o n o r i z a c i ó n p r e c e d e al r e l a j a m i e n t o . T o d a s éstas se
d e b e n p r o d u c i r c o n las c u e r d a s vocales en la posición d e s o n o ­
ridad y sin t e n s i ó n . A d e m á s , las oclusivas aspiradas t i e n e n pre­
sión subglotal alta y n o p r e s e n t a n constricción d e la glotis. Las
oclusivas s o n o r a s n o aspiradas se p r o d u c e n c o n presión subglo­
tal n o r m a l ; los d a t o s n o n o s p e r m i t e n adivinar la c o n s t r i c c i ó n
dé la glotis, p e r o s o s p e c h a m o s q u e d e h e c h o n o se da. El caso
q u e le sigue en c o m p l e j i d a d es el ( 4 ) : los s o n i d o s con a t a q u e
d e sonorización m u y r e t a r d a d o . Se p r o d u c e n t o d o s sin q u e las
c u e r d a s vocales estén en la posición d e s o n o r i z a c i ó n ; n o t i e n e n ,
p o r lo t a n t o , constricción de la glotis, p e r o s í tensión y marca­
da presión subglotal. L o s s o n i d o s q u e e n t r a n d e n t r o del caso
(3) —los q u e t i e n e n aspiración ligera, o ausencia de ella y u n
r e t a r d a m i e n t o m o d e r a d o del a t a q u e d e sonorización— se p r o ­
d u c e n sin q u e las c u e r d a s vocálicas e s t é n en la posición d e so­
n o r i z a c i ó n , c o n tensión m u s c u l a r n o r m a l o baja en el a p a r a t o
vocálico, y c o n presión subglotal baja o m o d e r a d a . Es significa­
tivo el h e c h o de q u e , c o m o señalaron Lisker y A b r a m s o n , sea
p r e c i s a m e n t e esta c a t e g o r í a de oclusivas del c o r e a n o la q u e sea
" s o n o r a h a s t a el f i n a l " {voiced through) en posición intervocáli­
ca, y n o las oclusivas c o n a t a q u e de s o n o r i z a c i ó n s i m u l t á n e o ,
q u e en principio p o d r í a n parecer c a n d i d a t a s m á s lógicas. Sin
e m b a r g o , obsérvese q u e son las oclusivas del p r i m e r o de e s t o s
d o s tipos las q u e se p r o d u c e n sin t e n s i ó n m u s c u l a r fuerte del
a p a r a t o vocálico. Para q u e u n a oclusiva sea " s o n o r a hasta el fi­
n a l " es necesario q u e se p e r m i t a la e x p a n s i ó n d e la cavidad d u ­
r a n t e el p e r í o d o d e cierre oclusivo. En c o n s e c u e n c i a , sería m á s
lógico esperar q u e las oclusivas relajadas del c o r e a n o fueran

225
" s o n o r a s hasta el final", y n o las oclusivas tensas c o n constric­
ción de la glotis. Por ú l t i m o , t e n e m o s el caso ( 2 ) , la c a t e g o r í a
en la q u e el a t a q u e de s o n o r i z a c i ó n coincide s e n s i b l e m e n t e c o n
el relajamiento oclusivo. E s t o s se p r o d u c e n con la glotis en p o ­
sición d e sonorización o bien con c o n s t r i c c i ó n . Se p u e d e n pro­
ducir o n o con presión subglotal a u m e n t a d a . Si se p r o d u c e n
c o n a u m e n t o de la presión, serán tensas, y p o d r á n p r e s e n t a r o
n o constricciones d e la glotis.
En el c u a d r o 8 p r e s e n t a m o s u n r e s u m e n d e la discusión an­
terior.

6.3JZSTRIDENTE-NO ESTRIDENTE
Los s o n i d o s e s t r i d e n t e s se caracterizan a c ú s t i c a m e n t e p o r
u n a m a y o r c a n t i d a d de s o n i d o s q u e sus equivalentes n o estri­
d e n t e s . C u a n d o la c o r r i e n t e d e aire pasa s o b r e u n a superficie
se genera u n a cierta t u r b u l e n c i a , d e p e n d i e n d o de la n a t u r a l e z a
d e la superficie, de la fuerza de la c o r r i e n t e y del ángulo de in­
cidencia. El a u m e n t o de estridencia se ve favorecido p o r u n a
superficie d u r a , p o r la m a y o r rapidez de la c o r r i e n t e y p o r la
p r o x i m i d a d del ángulo de incidencia a los n o v e n t a grados. La
estridencia es u n rasgo q u e sólo p u e d e a c o m p a ñ a r a las obs­
t r u y e n t e s c o n t i n u a s y africadas. Las plosivas y s o n a n t e s son n o
estridentes.
A c o n t i n u a c i ó n o f r e c e m o s algunos rasgos de oposición en­
tre s o n i d o s n o e s t r i d e n t e s y e s t r i d e n t e s , ejemplificada en la
oposición e n t r e c o n t i n u a s bilabiales y l a b i o d e n t a l e s en e w e :
écpá. "él p u l í a " , éfá, "él t e n í a f r i ó " ; é/?e, "la lengua e w e " , évé
" d o s " (Ladefoged, 1 9 6 4 , p . 5 3 ) ; t a m b i é n en la o p o s i c i ó n e n t r e
c o n t i n u a s i n t e r d e n t a l e s y alveolares en inglés: [ 0 i n ] , " d e l g a d o " ,
[sin], " p e c a d o " ; y e n t r e c o n t i n u a s postalveolares y palatales en
a l e m á n : [ligt], " l u z " , | l i s t ] "se a p a g a " ; y e n t r e africadas inter­
dentales y d e n t a l e s en c h i p e w y a n : í 0 e , " p i e d r a " , tsá " c a s t o r " .
E x i s t e n , en c h e c o , p o r e j e m p l o , s o n i d o s e s t r i d e n t e s líqui-

226
C U A D R O 8.

sonorización sonorización sonorización sonorización


antes coincide moderadamente considerablemente
sensiblemente después después

tenso No Sí, si hay cons- No Sí


tricción glotal

sonoro Sí Si- No No

presión Sí, si es aspira- Depende No Sí


subglotal pirado. N o , si
aumentada n o es aspirado

constricción No* Sí, si hay pre- No No


sión subglotal
aumentada; si
n o , es facultati-
vo

Ejemplos cita- holandés holandés


dos en Lisker español español
y Abramson tamil húngaro
( 1 9 6 4 ) y Kim inglés** inglés inglés
(1965)* cantones cantones
coreano coreano coreano
thai thai thai
armenio oriental armenio oriental armenio oriental
hindi hindi hindi
marathi*** marathi marathi

* Cuando el nombre de una lengua aparece en una determinada colum-


na, indica que en los estudios citados se encontró que la lengua en
cuestión tenía oclusivas de ese tipo en oposición con oclusivas de
otro tipo. Así, Lisker y Abramson encontraron que el holandés tenía
tanto oclusivas en que el ataque de sonorización precedía al relaja-
miento como oclusivas en las que el ataque coincidía con el relaja-
miento.
** Casi todos los ejemplos de oclusivas en las que el ataque de sonoriza-
ción precedía al relajamiento provenían de un solo hablante, que, sin
embargo, carecía de oclusivas en las que el ataque de sonorización
coincidiera con el relajamiento. Todos los demás hablantes utiliza-
ban casi exclusivamente el segundo tipo de oclusiva. (Véase Lisker y
Abramson, 1 9 6 4 , pp. 395-97.)
*** El hindi y el marathi presentan dos tipos distintos de oclusivas en las
que el ataque de sonorización precede al relajamiento; estos dos ti-
pos se distinguen por la presencia o ausencia de la aspiración.

d o s , n o vocálicos, c o m o e n rada, " f i l a " , f r e n t e a rada, " c o n s e ­


j o " , d o n d e se o p o n e n la f r] e s t r i d e n t e y la n o e s t r i d e n t e ; e n bu-
ra y margi e n c o n t r a m o s la o p o s i c i ó n e n t r e [ll n o e s t r i d e n t e y
n
estridente (Ladefoged, 1 9 6 4 ) .

7. Rasgos prosódicos

N u e s t r a s investigaciones s o b r e e s t o s rasgos n o e s t á n t a n avan­


z a d a s c o m o p a r a q u e r e s u l t a r a útil iniciar u n a discusión e n e s t a
o b r a . A l g u n a s o b r a s r e c i e n t e s de W. S-Y. Wang n o s p a r e c e n
p r o m e t e d o r a s . Para los p r i m e r o s r e s u l t a d o s , cf. Wang ( 1 9 6 7 ) .

n. Harris (1969) ha puesto en cuestión la pertinencia del rasgo "estri-


dente". En la sección 7.5. revísalas convenciones de marca para este rasgo
(véase más adelante, capítulo V), y concluye (nota 8): "Llegados a este
punto hay que preguntarnos si existe en realidad el rasgo [estridente], es
decir, si existen dos segmentos cualesquiera que difieran solamente en la
estridencia y si existe alguna regla en que [estridente] no pueda eliminar-
se sin pérdida de generalidad. Estos problemas no tienen por ahora solu-
ción, pero ciertas investigaciones preliminares sugieren que [estridente]
puede que sea, en efecto, totalmente redundante". (N. del T.)

228
C A P I T U L O IV
PRINCIPIOS DE FONOLOGIA

1. Sobre los procedimientos de evaluación


y la forma de las reglas fonológicas.

Este c a p í t u l o está c o n s a g r a d o al e s t u d i o de los dispositi­


vos formales q u e c o n s t i t u y e n n u e s t r a p r o p u e s t a para la des­
cripción fonológica. Estos dispositivos formales f o r m a n p a r t e
de la t e o r í a del lenguaje q u e s u b y a c e a la descripción del inglés
q u e h e m o s p r e s e n t a d o . D e b e n c u m p l i r varias c o n d i c i o n e s d e
a d e c u a c i ó n a las q u e se d e b e n ajustar funciones d e d i s t i n t o s ti­
p o s . Por e j e m p l o , d e b e n hacer lo posible p o r p r e s e n t a r los da­
t o s con precisión y claridad. A d e m á s , d e b e n p e r m i t i r f o r m u l a r
e n u n c i a d o s generales ciertos y significativos s o b r e la lengua y
d e b e n p r o p o r c i o n a r u n p u n t o de p a r t i d a para distinguir estas
generalizaciones d e o t r a s falsas, o ciertas p e r o n o significativas.
De esta f o r m a , si n u e s t r o análisis es c o r r e c t o , las reglas del ca­
p í t u l o V d e SPE r e p r e s e n t a n generalizaciones ciertas y signifi­
cativas; caracterizan la c o m p e t e n c i a del h a b l a n t e nativo, su ha­
bilidad ideal para p r o d u c i r y e n t e n d e r u n n ú m e r o ilimitado de
o r a c i o n e s . La t e o r í a del inglés, d e la cual este e s t u d i o represen­
t a ú n i c a m e n t e u n a p a r t e , se basa en u n cierto c o n j u n t o de da­
t o s , p e r o va m á s allá de esos d a t o s , q u e es lo q u e gramatical­
m e n t e d e b e hacer, t a n t o en p r o f u n d i d a d c o m o en perspectiva:
en p r o f u n d i d a d en la m e d i d a en q u e expresa los h e c h o s q u e
s u b y a c e n a los d a t o s , y en perspectiva en la m e d i d a en q u e tra­
t a de o t r o s d a t o s p o t e n c i a l e s , con formas lingüísticas q u e n o

229
c o n s i d e r a m o s e s p e c í f i c a m e n t e , i n c l u y e n d o la gran c a n t i d a d de
ellas q u e n u n c a se h a n p r o d u c i d o .
B a s á n d o n o s en los dispositivos formales de q u e dispone­
m o s , existen m u c h a s reglas q u e se p u e d e n formular y q u e re­
sultan i n c o r r e c t a s para el inglés. E v i d e n t e m e n t e , u n a elección
a d e c u a d a de los dispositivos formales n o garantiza q u e se h a y a
seleccionado la gramática c o r r e c t a . Es de esperar q u e existan
m u c h a s gramáticas q u e se p u e d a n c o n s t a t a r s o b r e la base de los
dispositivos formales d a d o s y q u e sean c o m p a t i b l e s c o n t o d o s
los d a t o s d e q u e se disponga en u n a cierta lengua; p o r lo tan­
t o , la selección e n t r e las distintas alternativas requerirá algún
t i p o de p r o c e d i m i e n t o d e evaluación. En realidad, esto es algo
q u e se p u e d e afirmar de cualquier formalismo imaginable para
la formulación de las gramáticas. A d e m á s , con o t r o s dispositi­
vos formales d i s t i n t o s de los q u e d i s p o n e m o s es posible e x p r e ­
sar " g e n e r a l i z a c i o n e s " q u e estén de a c u e r d o con los d a t o s , pe­
ro q u e n o sean significativas desde el p u n t o d e vista lingüístico,
según a d m i t i m o s . C u a n d o seleccionamos u n c o n j u n t o de dispo­
sitivos formales para la c o n s t r u c c i ó n de las gramáticas e s t a m o s
d a n d o , de h e c h o , u n paso i m p o r t a n t e hacia la definición d e la
n o c i ó n d e "generalización l i n g ü í s t i c a m e n t e significativa". Da­
d o q u e esta n o c i ó n t i e n e u n c o n t e n i d o e m p í r i c o real, n u e s t r a
caracterización particular p u e d e ser o n o t a n precisa c o m o la
explicación p r o p u e s t a . Con frecuencia se pasa p o r alto este
p u n t o , y p o d r í a ser útil a b o r d a r l o a q u í .
Con o b j e t o de clarificar el s t a t u s e m p í r i c o de los dispositi­
vos l i n g ü í s t i c a m e n t e formales q u e utiliza la t e o r í a del lenguaje,
será útil a b o r d a r el p r o b l e m a desde el m a r c o de la t e o r í a psico­
lógica. A n t e el n i ñ o se p r e s e n t a n ciertos " d a t o s lingüísticos pri­
m a r i o s " , q u e de h e c h o , son m u y restringidos y de u n a calidad
3
d e g r a d a d a . El n i ñ o c o n s t r u y e u n a gramática b a s á n d o s e en estos

a. Algunos psicolingüistas han refutado esta concepción, basándose

230
d a t o s , y esta gramática será la q u e defina su lengua y d e t e r m i ­
n e la i n t e r p r e t a c i ó n fonética y s e m á n t i c a d e u n n ú m e r o infini­
t o d e o r a c i o n e s . Esta gramática c o n s t i t u y e su c o n o c i m i e n t o de
la lengua. E n t r e otras cosas, esta gramática especificará q u e los
d a t o s lingüísticos primarios son en u n a gran m e d i d a mal for­
m a d o s , i n a p r o p i a d o s y c o n t r a r i o s a las reglas lingüísticas.
Estos h e c h o s b a s t a n t e evidentes p l a n t e a n el p r o b l e m a q u e
persigue el lingüista, a saber: d a r c u e n t a de la c o n s t r u c c i ó n de
la gramática, p o r p a r t e del n i ñ o y d e t e r m i n a r c ó m o la hacen
posible ciertas c o n d i c i o n e s previas s o b r e la forma de la lengua.
El m o d o en q u e nos e n f r e n t a r e m o s a este p r o b l e m a tiene dos
vertientes. En p r i m e r lugar desarrollamos u n sistema de dispo­
sitivos formales e n u n c i a n d o ciertas reglas y u n c o n j u n t o de
c o n d i c i o n e s generales a las q u e se ajustan estas reglas y su for­
m a de aplicación. P o s t u l a m o s q u e el n i ñ o q u e está a d q u i r i e n d o
el c o n o c i m i e n t o de u n a lengua s o l a m e n t e " a d m i t e c o m o hi­
p ó t e s i s " las gramáticas q u e c u m p l e n estas c o n d i c i o n e s . En se­
g u n d o lugar, d e t e r m i n a m o s u n p r o c e d i m i e n t o de evaluación
q u e selecciona la hipótesis d e más alto valor e n t r e t o d o u n con­
j u n t o de hipótesis d e la forma a p r o p i a d a , cada u n a de las cua­
les c u m p l e la c o n d i c i ó n de ser c o m p a t i b l e c o n los d a t o s lingüís­
ticos p r i m a r i o s . En esta o b r a n o nos o c u p a r e m o s del p r o b l e ­
m a , d e n i n g ú n m o d o trivial, de q u é quiere decir q u e u n a h i p ó ­
tesis —una gramática propuesta— es c o m p a t i b l e con los d a t o s ,
sino q u e nos l i m i t a r e m o s a los o t r o s d o s p r o b l e m a s , a saber:
la especificación d e los dispositivos formales y del p r o c e d i m i e n ­
t o d e evaluación. En o t r a s palabras, p a r t i r e m o s de la hipótesis
simplista y c o n t r a r i a a los h e c h o s de q u e t o d o s los d a t o s Un­
en que no siempre los datos accesibles al niño en la primera etapa son tan
"degradados". Los estudios de situaciones concretas de comunicación
madre-niño presentan con frecuencia casos en los que la madre ejerce una
auténtica labor de selección y corrección de los enunciados del niño. Cf.
Richelle (1971), capítulo IV. (N. del T.)

231
güísticos p r i m a r i o s q u e d a n e x p l i c a d o s e n el m a r c o d e la gramá­
tica y d e q u e t o d o s se d e b e n a c e p t a r c o m o " c o r r e c t o s " ; n o va­
m o s a t r a t a r a q u í la c u e s t i ó n d e la desviación d e la gramaticali-
d a d , en sus a s p e c t o s m á s diversos. P a r t i e n d o d e esta hipótesis
simplista v a m o s a a b o r d a r el p r o b l e m a e m p í r i c o d e seleccionar
u n c o n j u n t o de dispositivos formales y u n p r o c e d i m i e n t o de
evaluación q u e j u n t o s c u m p l a n la c o n d i c i ó n e m p í r i c a d e q u e la
gramática de la forma a p r o p i a d a q u e p o s e e el valor m á s alto es,
de h e c h o , la ú n i c a q u e selecciona el n i ñ o b a s á n d o s e en los da­
t o s lingüísticos p r i m a r i o s . Incluso con esta idealización, u n a
t e o r í a p r o p u e s t a q u e especifique los dispositivos formales y
u n p r o c e d i m i e n t o de evaluación se p u e d e d e m o s t r a r falsa (y,
d e h e c h o , esto o c u r r e d e m a s i a d o fácilmente) c o n f r o n t á n d o l a
c o n las p r u e b a s e m p í r i c a s relacionadas c o n la gramática q u e
r e a l m e n t e s u b y a c e a la a c t u a c i ó n del h a b l a n t e . Existe este t i p o
d e gramática, y descubrirla y d e t e r m i n a r las bases d e su adqui­
sición es u n p r o b l e m a e m p í r i c o . A u n q u e quizá sea difícil en­
c o n t r a r u n a p r u e b a significativa a favor o en c o n t r a de la t e o r í a
p r o p u e s t a , n o d e b e h a b e r ninguna d u d a acerca de la n a t u r a l e z a
e m p í r i c a del p r o b l e m a . L l a m a m o s la a t e n c i ó n s o b r e este h e c h o
p o r q u e el p r o b l e m a se h a p l a n t e a d o mal a m e n u d o , c o m o cues­
tión de " g u s t o " o "elegancia".
La f o r m u l a c i ó n d e los p r o b l e m a s generales q u e g u í a n nues­
t r o e s t u d i o del lenguaje exige quizás u n a p r e c a u c i ó n m á s .
A p a r t e d e la idealización q u e h e m o s m e n c i o n a d o en el párrafo
anterior, esta explicación lleva i m p l í c i t a o t r a idealización, m u ­
c h o más i m p o r t a n t e . H e m o s descrito la adquisición del lengua­
je c o m o si d e u n p r o c e s o i n s t a n t á n e o se t r a t a r a . E s t o n o es
c i e r t o , e v i d e n t e m e n t e . Un m o d e l o m á s realista de la adquisi­
ción del lenguaje considerará el o r d e n en q u e el n i ñ o emplea
los d a t o s lingüísticos p r i m a r i o s , así c o m o los efectos de las " h i ­
p ó t e s i s " q u e se desarrollan d e f o r m a preliminar en los p r i m e r o s
estadios d e aprendizaje, hipótesis q u e afectan a la i n t e r p r e t a c i ó n

232
de datos nuevos y, a m e n u d o , más complejos. Nuestra opinión
es q u e este e s t u d i o , m á s realista, es d e m a s i a d o complejo para
q u e h o y se p u e d a llevar a c a b o d e n i n g u n a f o r m a significativa,
y q u e , d e m o m e n t o , será m á s fructífero e s t u d i a r d e t a l l a d a m e n ­
t e el m o d e l o idealizado q u e h e m o s e s b o z a d o a n t e s , d e j a n d o las
precisiones p a r a el m o m e n t o e n q u e se e n t i e n d a mejor esta
idealización. La e x a c t i t u d d e esta posición se hatírá d e juzgar,
e v i d e n t e m e n t e , p o r la efectividad a largo alcance d e u n progra­
m a d e investigaciones d e este t i p o , c o m p a r a d o c o n las alterna­
tivas q u e se p o d r í a n imaginar. De m o m e n t o , d e b e m o s t e n e r
p r e s e n t e esta idealización c u a n d o p e n s e m o s en el p r o b l e m a de
la "realidad psicológica" d e las e s t r u c t u r a s m e n t a l e s p o s t u l a d a s .
Para t o m a r u n ejemplo c o n c r e t o , c o n s i d e r e m o s la cuestión
del residuo s i n c r ó n i c o del c a m b i o vocálico del inglés, q u e dis­
c u t i m o s d e t a l l a d a m e n t e , en el c a p í t u l o V I d e SPE. H e m o s ar­
g u m e n t a d o q u e en inglés las formas léxicas s u b y a c e n t e s c o n t i e ­
n e n vocales r e p r e s e n t a d a s bajo la f o r m a a n t e r i o r al c a m b i o vo­
cálico, y q u e estas formas son las q u e d e b e r í a n t e n e r u n a reali­
d a d psicológica, d a d a la o t r a hipótesis d e n u e s t r o m o d e l o , en
particular, la hipótesis d e la adquisición i n s t a n t á n e a del lengua­
je. En c u a n t o q u e estas hipótesis son falsas r e s p e c t o a los he­
chos, las c o n c l u s i o n e s q u e se extraigan d e ellas t a m b i é n serán
falsas r e s p e c t o a los h e c h o s . E n c o n c r e t o , n o h a y d u d a s o b r e
q u e las f o r m a s lingüísticas q u e justifican el q u e h a y a m o s pos­
t u l a d o la regla del c a m b i o vocálico en el inglés c o n t e m p o r á n e o
son f o r m a s d e las q u e el n i ñ o p u e d e d i s p o n e r ú n i c a m e n t e en
u n e s t a d i o b a s t a n t e t a r d í o de su adquisición del lenguaje, por­
q u e e n su m a y o r p a r t e p e r t e n e c e n a u n e s t r a t o m á s e r u d i t o del
v o c a b u l a r i o . D a d o q u e el o r d e n de p r e s e n t a c i ó n d e los d a t o s
lingüísticos c o n s t i t u y e de m o m e n t o u n factor e x t r í n s e c o q u e
n o c u e n t a c o n u n lugar en n u e s t r a t e o r í a , n o p o d e m o s explicar
este h e c h o , y p o r lo t a n t o e n u n c i a r e m o s n u e s t r a c o n c l u s i ó n so­
b r e la realidad psicológica ú n i c a m e n t e en f o r m a h i p o t é t i c a : si

233
se diera el caso de que la adquisición del lenguaje fuera instan­
tánea, entonces, las formas léxicas subyacentes que comportan
representaciones anteriores al cambio vocálico tendrían una
realidad psicológica. N u e s t r a p r o p u e s t a es q u e lo a n t e r i o r es u n
e n u n c i a d o cierto sobre la lengua, y , en ú l t i m o e x t r e m o , s o b r e
los procesos m e n t a l e s y su f u n c i o n a m i e n t o específico. Pero
u n a conclusión e m p í r i c a de este t i p o t e n d r á n a t u r a l m e n t e , u n a
verificación más dificultosa, q u e requerirá m e d i o s más indirec­
t o s y sutiles q u e los q u e precisa u n a simple afirmación categó­
rica. Nos p a r e c e q u e en u n f u t u r o previsible el e s t u d i o del len­
guaje y de los procesos m e n t a l e s t e n d r á q u e llevarse a c a b o a
este nivel d e a b s t r a c c i ó n , si se quiere o b t e n e r u n progreso sig­
nificativo.
Sin p e r d e r d e vista estas observaciones, volvamos a los dis­
positivos formales q u e h e m o s utilizado en la p r e s e n t a c i ó n de la
e s t r u c t u r a fonética del inglés.
Las reglas q u e asignamos al c o m p o n e n t e fonológico se h a n
p r e s e n t a d o g e n e r a l m e n t e bajo la forma siguiente:

(1) A^B/X Y

d o n d e A y B r e p r e s e n t a n u n i d a d e s del sistema fonológico (o el


e l e m e n t o c e r o ) ; la flecha significa "se realiza c o m o " ; la barra
inclinada quiere decir " e n el c o n t e x t o " ; y X e Y r e p r e s e n t a n ,
r e s p e c t i v a m e n t e , los e n t o r n o s de la izquierda y de la d e r e c h a
en q u e aparece A. E s t o s e n t o r n o s p u e d e n ser n u l o s , o p u e d e n
ser u n i d a d e s o secuencias d e u n i d a d e s d e d i s t i n t o s t i p o s , y
t a m b i é n p u e d e n incluir p a r e n t i z a c i o n e s e t i q u e t a d a s q u e repre­
s e n t e n la c a t e g o r í a sintáctica de la secuencia a la q u e se aplica
la regla.
C o n s i d e r e m o s las lenguas h i p o t é t i c a s A y B , q u e t i e n e n sis­
t e m a s fonológicos i d é n t i c o s consistentes en las vocales /i u ae a/
y las o t r a s u n i d a d e s fonológicas q u e se m u e s t r a n en el c u a d r o 1.

234
CUADRO 1. Los sistemas fónicos de las lenguas A y B*

i u ae a r 1 P t k s m n y w

vocálico + + + + + +
consonantico — — — — + + + + + + + + — —
alto + + — — (-) (-) (-) (-) (+) (-) (-) (-) ( + ) (+)
posterior — + — + (-) (-) (-) ( - ) (+) (-) (-) (-) — +
anterior (-) (-) (-) (-) + + + — + + + ( - ) (-)
coronal (-) (-) (-) (-) (+) (+) — + (-) + — + (-) ( - )
continuo ( + ) (+) (+) (+)' (+) ( + ) (-) — (-) + (-) (-) ( + ) (+)
nasal ( - ) (-) (-) ( - ) (-) (-) — — ( - ) (-) + + ( - ) (-)
estridente ( - ) ( - ) (-) (-) (-) (-) (-) (-) ( - ) (+) (-) (-) ( - ) (-)

* Discutiremos directamente el sentido de la parentización.

S u p o n g a m o s q u e la lengua A tiene las reglas de (2) m i e n t r a s


q u e la lengua B tiene las reglas de ( 3 ) .

(2) REGLAS DE LA LENGUA A


i - y / P
i -> y / r
i -» y / y
i -> y / a

(3) REGLAS DE LA LENGUA B


i y / p
r - 1 / r
t -+ p / y
s -> n / a

La diferencia e n t r e (2) y (3) radica en el h e c h o de q u e los e n u n ­


ciados d e (2) s o n en p a r t e i d é n t i c o s , m i e n t r a s q u e los de (3)
son t o t a l m e n t e d i s t i n t o s u n o s de o t r o s . Esta diferencia, q u e
tiene c i e r t a m e n t e u n interés lingüístico, se p u e d e expresar in­
t r o d u c i e n d o e n n u e s t r o f o r m a l i s m o u n dispositivo c o m p a r a b l e
a la c o n j u n c i ó n en inglés, q u e , n o s p e r m i t i r í a fundir d o s reglas
p a r c i a l m e n t e idénticas en u n a sola regla sin repetir las p a r t e s
iguales. Por lo t a n t o , e s t a b l e c e m o s la c o n v e n c i ó n ( 4 ) :

235
(4) D o s reglas p a r c i a l m e n t e idénticas se p u e d e n fundir e n u n a
sola regla e n c e r r a n d o las c o r r e s p o n d i e n t e s p a r t e s n o idén­
ticas e n t r e llaves:

Esta c o n v e n c i ó n n o s p e r m i t e rescribir (2) c o m o ( 5 ) :

(5)

i - y /

Sin e m b a r g o , esto n o p e r m i t e q u e (3) se abrevie d e forma simi­


lar. L l a m a r e m o s a (5) " e s q u e m a " q u e " d e s a r r o l l a " la secuencia
de reglas ( 2 ) . La c o n v e n c i ó n (4) f o r m a p a r t e d e u n c o n j u n t o d e
c o n v e n c i o n e s d e n o t a c i ó n q u e p e r m i t e n q u e ciertas secuencias
d e reglas (o d e e s q u e m a s ) se abrevien en e s q u e m a s . En u n a dis­
cusión informal, c u a n d o n o p u e d a surgir ninguna confusión,
n o m a n t e n d r e m o s la distinción e n t r e los t é r m i n o s " r e g l a " y
" e s q u e m a " , e x t e n d i e n d o el u s o d e " r e g l a " de m o d o q u e abar­
q u e t a m b i é n los e s q u e m a s .
En la n o t a c i ó n d e llaves va i m p l í c i t a la hipótesis de q u e las
lenguas t i e n d e n a colocar las reglas p a r c i a l m e n t e idénticas co­
m o las d e (2) u n a a c o n t i n u a c i ó n d e o t r a en la sucesión o r d e ­
n a d a de reglas q u e c o n s t i t u y e n el c o m p o n e n t e fonológico de
u n a g r a m á t i c a : sólo se p u e d e e m p l e a r la n o t a c i ó n de las llaves
c u a n d o las reglas p a r c i a l m e n t e idénticas están a d y a c e n t e s . Ki-
parsky ( p o r a p a r e c e r ^ ) ha señalado q u e el c a m b i o fonológico
p r o p o r c i o n a p r u e b a s en a p o y o d e esta hipótesis. U n o de los
ejemplos d i s c u t i d o s p o r K i p a r s k y es la evolución de las reglas
q u e relajan las vocales a n t e grupos c o n s o n a n t i c o s (Cf. ( 2 0 III),
c a p . V d e S P E ) , y en las sílabas a n t e p e n ú l t i m a de las palabras

b. Recogido en la Bibliografía como Kiparsky, (1968). (N. del T.)

236
(cf. ( 2 0 I V ) , c a p . V d e S P E ) . L o s a n t e c e d e n t e s históricos de es­
tas d o s reglas se diferenciaban d e sus equivalentes m o d e r n o s en
q u e el relajamiento p r e c o n s o n á n t i c o o c u r r í a d e l a n t e d e tres
(en vez de dos) o m á s c o n s o n a n t e s , m i e n t r a s q u e el relajamien­
t o trisilábico exigía q u e la vocal estuviera seguida p o r d o s (en
vez de u n a ) c o n s o n a n t e s . E n t o n c e s , el c a m b i o histórico con­
sistió en q u e las d o s reglas d i s m i n u y e r a n e n u n o el n ú m e r o d e
c o n s o n a n t e s q u e d e b í a n seguir a la vocal q u e d e b í a ser relaja­
da. Este paralelismo se p u e d e considerar c o m o u n a simple coin­
cidencia, y así lo h a n t r a t a d o t o d o s los e s t u d i o s de f o n o l o g í a
histórica del inglés q u e c o n o c e m o s . U n a f o r m a alternativa, y
más satisfactoria, a la vista del h e c h o de q u e n o hay n i n g u n a
p r u e b a de q u e los c a m b i o s d e las reglas se d e b i e r a n a p r o c e s o s
d i s t i n t o s , es considerar el paralelismo c o m o r e s u l t a d o de u n
ú n i c o c a m b i o : la generalización del e s q u e m a (6) al e s q u e m a
( 7 ) , s u p r i m i e n d o u n a de las c o n s o n a n t e s q u e d e b e seguir a la
vocal q u e se ha de relajar.

(6) V - [-tenso] / CC
!VC V 0

(7) V - [-tenso 1 / C
v c Q v

La caracterización del c a m b i o c o m o u n p r o c e s o ú n i c o , sin em­


b a r g o , p r e s u p o n e la existencia de los e s q u e m a s de reglas c o m o
e n t i d a d e s a las q u e se p u e d e n aplicar los c a m b i o s fonológicos.
D a d o q u e los e s q u e m a s existen en la gramática sólo en virtud
d e c o n v e n c i o n e s c o m o las q u e h e m o s d i s c u t i d o en esta sección,
los ejemplos q u e a c a b a m o s d e citar se p o d r í a n considerar co­
m o u n a p r u e b a a favor de la realidad d e los e s q u e m a s d e reglas
c
y de las c o n v e n c i o n e s q u e rigen su u s o .

c. Para Chomsky y Halle el parecido estructural es lo que hace que

237
P o d e m o s utilizar las c o n v e n c i o n e s de n o t a c i ó n c o m o (4)
c o m o p r o c e d i m i e n t o d e evaluación de las gramáticas si añadi­
m o s a las c o n v e n c i o n e s la siguiente definición:

(8) El " v a l o r " d e u n a secuencia de regías es el r e c í p r o c o del


n ú m e r o d e s í m b o l o s q u e c o n t i e n e el e s q u e m a m í n i m o q u e
1
se desarrolla en esta s e c u e n c i a .

d o n d e el e s q u e m a m í n i m o es el q u e c o n t i e n e el m e n o r n ú m e r o
de s í m b o l o s . Más g e n e r a l m e n t e , digamos q u e si el e s q u e m a 2 1

se desarrolla en la secuencia de reglas R . . , R l v y el e s q u e m a


m

£ se desarrolla en la secuencia de reglas S . . , S e n t o n c e s la


2 l v n

secuencia de e s q u e m a s X X se desarrolla en la secuencia de


2 2

reglas R , . - . , R , S\
x m ; y a c e p t a r e m o s la c o n v e n c i ó n análo­
ga p a r a u n a secuencia de e s q u e m a s Z ...,Z 1 p d e longitud arbi­
traria. Digamos a h o r a q u e la " r e p r e s e n t a c i ó n m í n i m a " de u n a
secuencia de reglas es la secuencia de e s q u e m a s c o n el m e n o r
n ú m e r o de s í m b o l o s q u e se desarrolla en esta secuencia de re­
2
g l a s . P o d e m o s , desde a h o r a , r e f o r m u l a r la definición (8) co­
m o (9)

(9) El " v a l o r " d e u n a secuencia de reglas es el r e c í p r o c o del


n ú m e r o d e s í m b o l o s d e su r e p r e s e n t a c i ó n m í n i m a .

dos o más reglas se puedan resumir en un esquema. Kisseberg (1970) —y


toda una, tendencia posterior de tipo funcional— trata de demostrar la
mayor adecuación de un proceso análogo basado en la analogía funcional
entre las reglas. (N. del T.)
1. Diremos que el valor es \ , donde n representa el número de sím-
bolos, de modo que la fórmula "el valor más alto" conserve su sentido
natural intuitivo y numérico.
2. En el apéndice a este capítulo enunciaremos de un modo más pre-
ciso estas definiciones. Repárese en que la representación mínima puede
no ser única.

238
V o l v a m o s a h o r a a las reglas de (2) y ( 3 ) . Dadas las conven­
ciones (4) y ( 9 ) , la secuencia de reglas (2) tiene valor m á s alto
que la secuencia de reglas ( 3 ) : la r e p r e s e n t a c i ó n m í n i m a de (2)
es (5) y la r e p r e s e n t a c i ó n m í n i m a de (3) es el m i s m o ( 3 ) , y (5)
tiene m e n o s s í m b o l o s q u e ( 3 ) . D e n t r o del sistema general de
nuestra t e o r í a , c o m o h e m o s descrito a n t e r i o r m e n t e , las con­
venciones (4) y (9) implican q u e s u b y a c e n t e a ( 2 ) , p e r o n o a
( 3 ) , hay u n a generalización significativa desde el p u n t o de vista
lingüístico. A u n q u e en este caso los h e c h o s p u e d a n parecer de­
masiado triviales c o m o para requerir u n c o m e n t a r i o e x t e n s o ,
según a v a n c e m o s p o r las m i s m a s líneas llegaremos p r o n t o a
alcanzar conclusiones q u e n o son en a b s o l u t o triviales, c o m o
algunas de las q u e h e m o s d i s c u t i d o en los c a p í t u l o s anteriores.
Se d e b e observar a este r e s p e c t o q u e , a u n q u e n o r m a l m e n t e
nos h e m o s referido a la definición (9) c o m o al " c r i t e r i o de eco­
n o m í a " o de " s i m p l i c i d a d " , n u n c a n o s h e m o s p r o p u e s t o o he­
m o s i n t e n t a d o q u e la c o n d i c i ó n definiera la " s i m p l i c i d a d " o
" e c o n o m í a " en el s e n t i d o m u y general (y e n t e n d i d o m u y po­
b r e m e n t e ) con q u e este t é r m i n o suele aparecer en los e s t u d i o s
sobre filosofía de la ciencia. La única tesis q u e vamos a formu­
lar a q u í es la tesis p u r a m e n t e e m p í r i c a de q u e bajo ciertas
t r a n s f o r m a c i o n e s de n o t a c i ó n bien definidas, el n ú m e r o de
s í m b o l o s de una regla está en relación inversa al grado de gene­
ralización significativa desde u n p u n t o de vista lingüísticamen­
te significativo a l c a n z a d o p o r dicha regla. En otras palabras, la
definición ( 9 ) , j u n t o con u n a elección específica de u n alfabe­
t o a partir del cual se seleccionen los s í m b o l o s (véase la sección
2) y u n c o n j u n t o específico de n o t a c i o n e s para f o r m u l a r reglas
y e s q u e m a s , p r o p o r c i o n a u n a explicación precisa de la n o c i ó n
"generalización l i n g ü í s t i c a m e n t e significativa" (Halle, 1 9 6 3 ;
C h o m s k y , 1 9 6 4 ; C h o m s k y y Halle, 1 9 6 5 ) . C o m o t o d a s las tesis
e m p í r i c a s , se p u e d e c o m p r o b a r su corrección y e x a c t i t u d , y
c o m b a t i r l a fácilmente, ofreciendo p r u e b a s de q u e en ciertos
casos claros resulta falsa.

239
2 . Los segmentos como complejos de rasgos

T o d a v í a n o h e m o s d i c h o n a d a sobre los s í m b o l o s q u e en
n u e s t r a s reglas sirven p a r a r e p r e s e n t a r las e n t i d a d e s . E n el pre­
s e n t e e s t u d i o h e m o s t r a t a d o f o r m a l m e n t e a los s o n i d o s del ha­
bla ( o , más t é c n i c a m e n t e , s e g m e n t o s ) así c o m o a los l í m i t e s ,
c o m o c o m p l e j o s d e rasgos, y n o c o m o e n t i d a d e s sin u n análisis
u l t e r i o r . , En o t r a s palabras, s u p o n e m o s q u e las u n i d a d e s o se­
cuencias d e u n i d a d e s q u e e n (1) h e m o s r e p r e s e n t a d o p o r las le­
tras A, B, X, Y consisten en c o l u m n a s d e rasgos o en secuen­
cias d e c o l u m n a s d e rasgos c o m o las q u e se m u e s t r a n e n el cua­
d r o 1. Por lo t a n t o , los s í m b o l o s a los q u e n o s r e f e r í a m o s en el
criterio de evaluación ( 9 ) se d e b e r á n t o m a r c o m o especificacio­
nes d e rasgos distintivos del t i p o d e [4-vocálico] o [—nasal].
La decisión d e considerar los s o n i d o s del habla c o m o com­
plejos de rasgos y n o c o m o e n t i d a d e s indivisibles se ha a d o p t a ­
d o e x p l í c i t a o i m p l í c i t a m e n t e e n casi t o d o s los e s t u d i o s lingüís­
ticos. E n c o n c r e t o , casi s i e m p r e se ha c o n s i d e r a d o q u e los seg­
m e n t o s fonológicos se p u e d e n agrupar e n c o n j u n t o s q u e difie­
ren e n su " n a t u r a l i d a d " . D e esta f o r m a , los c o n j u n t o s q u e
c o m p r e n d e n a t o d a s las vocales, a t o d a s las oclusivas, o a t o d a s
las c o n t i n u a s , s o n m á s n a t u r a l e s q u e los c o n j u n t o s escogidos al
azar c o m p u e s t o s p o r el m i s m o n ú m e r o de t i p o s segméntales.
N u n c a se ha h e c h o u n a discusión seria de la f o n o l o g í a d e u n a
lengua sin apelar a clases c o m o vocales, oclusivas, o c o n t i n u a s
s o r d a s . Por o t r a p a r t e , t o d o lingüista m a n i f e s t a r í a u n escepti­
cismo justificado a n t e u n a g r a m á t i c a q u e hiciera referencia re­
p e t i d a s veces a u n a clase c o m p u e s t a ú n i c a m e n t e p o r los c u a t r o
s e g m e n t o s [p r y a ] . E s t o s juicios acerca de la " n a t u r a l i d a d " es­
t á n s o s t e n i d o s e m p í r i c a m e n t e p o r la observación de q u e las
clases " n a t u r a l e s " son significativas para la f o r m u l a c i ó n d e los
p r o c e s o s fonológicos e n las lenguas m á s variadas, a u n q u e n o
h a y u n a necesidad lógica d e q u e e s t o o c u r r a . A la vista d e e s t o ,

240
si una t e o r í a de la lengua n o p r o p o r c i o n a u n m e c a n i s m o p a r a
distinguir e n t r e clases d e s e g m e n t o s m á s o m e n o s n a t u r a l e s , es­
t e fallo sería r a z ó n suficiente p a r a rechazar la t e o r í a , p o r ser
incapaz d e alcanzar el nivel d e a d e c u a c i ó n explicativa.
Transcrita en rasgos, la regla (5) t e n d r á la f o r m a de ( 1 0 ) ,
d o n d e los c o m p l e j o s d e rasgos r e p r e s e n t a n u n a u n i d a d d a d a
( s e g m e n t o ) y están e n t r e c o r c h e t e s : [ ]

(10) —voc
+ cons
—alto
—post
-fant
—cor
—cont
—nasal
—estr

"+VOC
+ COnS
—alto
—post
—ant
+ VOC "—VOC ~ + cor
—cons —cons -fcont
-halto -falto —nasal
—post —post —estr
—ant —ant
—cor —cor "—voc
+ cont + cont —cons
—nasal —nasal + alto
j-estr _ —estr —post
—ant

241
—cor
+ cont
—nasal
_ —estr

" + VOC

—cons
—alto
+ post
—ant
—cor
+ cont
—nasal
—estr
>

Si c o n s i d e r a m o s a los s e g m e n t o s c o m o complejos de un con­


j u n t o de rasgos fijo e i n d e p e n d i e n t e de la lengua, ya h e m o s es­
t a b l e c i d o u n a p a r t e del m e c a n i s m o q u e se requiere para distin­
guir los c o n j u n t o s de s e g m e n t o s naturales d e los m e n o s natura­
les; a h o r a p o d e m o s decir q u e los c o n j u n t o s d e s e g m e n t o s q u e
t i e n e n rasgos en c o m ú n son más naturales q u e los c o n j u n t o s de
s e g m e n t o s q u e n o t i e n e n rasgos en c o m ú n . L o q u e q u e d a p o r
discutir es la " m e d i d a " de " n a t u r a l i d a d " , es decir, si los con­
j u n t o s d e s e g m e n t o s q u e c o m p a r t e n u n gran n ú m e r o de rasgos
son más " n a t u r a l e s " q u e los c o n j u n t o s de s e g m e n t o s q u e
c o m p a r t e n m e n o s rasgos, o si la expresión formal de este con­
c e p t o es lo c o n t r a r i o o quizás una relación t o t a l m e n t e diferen­
t e . A n t e s de t o m a r esta decisión, será útil e n u n c i a r ciertas con­
venciones q u e rigen la r e p r e s e n t a c i ó n de las u n i d a d e s c o m o
complejos de rasgos y su utilización en la regla. E n t r e estas
c o n v e n c i o n e s se e n c u e n t r a n las siguientes:

(11) Dos unidades y U2 son diferentes si y sólo si hay p o r

242
lo m e n o s u n rasgo R tal q u e U j se especifique c o m o [ a R ]
y U se especifique c o m o [ j 3 R | , d o n d e a es m á s y j 3 es
2

m e n o s , o a y / 3 son e n t e r o s y a / 3 ; o a es u n e n t e r o y / 3
es m e n o s . Dos secuencias X e Y son diferentes si t i e n e n
longitudes diferentes, es decir, si difieren en el n ú m e r o de
a
u n i d a d e s q u e c o n t i e n e n , o si la z u n i d a d d e X es distinta
a
de la z' u n i d a d de Y para cualquier /. ( S u p o n e m o s q u e
" d i s t i n t o " es u n a relación simétrica.)

( 1 2 ) Una regla de la forma A B / X Y se aplica a u n a se­


cuencia Z= ... X' A' y . . . , d o n d e X\ A \ Y'no son dife­
r e n t e s d e X, A, Y, r e s p e c t i v a m e n t e ; y convierte a Z en
Z ' = ... X B ' Y'..., d o n d e B c o n t i e n e t o d o s los rasgos es­
pecíficos de B a d e m á s d e t o d o s los rasgos d e A no espe­
cificados en B.

C o n estas c o n v e n c i o n e s p o d e m o s sustituir a (10) p o r u n esque­


m a r e p r e s e n t a t i v o de m a y o r valor, de m o d o e m p í r i c a m e n t e sig­
nificativo, c o m o se p u e d e ver p o r las siguientes observaciones.
S e ñ a l e m o s en primer lugar q u e en ( 1 0 ) h e m o s especificado
m á s rasgos d e los q u e se necesitan para identificar a los c u a t r o
c o n t e x t o s d e f o r m a c a r e n t e de a m b i g ü e d a d . En particular, t o ­
d o s los rasgos q u e en el c u a d r o 1 aparecen e n t r e paréntesis se
p u e d e n o m i t i r sin q u e esto afecte d e n i n g ú n m o d o a la opera­
ción d e la regla. De a c u e r d o con las c o n v e n c i o n e s ( 1 1 ) y ( 1 2 ) ,
p o d e m o s reformular ( 1 0 ) c o m o ( 1 3 ) (véase pág. 2 4 4 ) , q u e
t i e n e el m i s m o c o n t e n i d o e m p í r i c o q u e ( 1 0 ) .
Las c o n v e n c i o n e s q u e n o s p e r m i t e n reemplazar ( 1 0 ) por
( 1 3 ) son m u y n a t u r a l e s ; implican q u e el valor de u n a regla, en
c u a n t o m e d i d a del grado significativo de generalización desde
el p u n t o de vista lingüístico q u e alcanza, a u m e n t a c u a n d o dis­
m i n u y e el n ú m e r o de factores q u e se requieren para identificar
los c o n t e x t o s en los q u e se aplica.

243
(13) —voc
-fcons
+ ant
—cor
—nasal

H-voc "|

[ [
+ VOC
—voc " 1 -fcons I
—cons
-falto
—cons I ant J
-postj

[
—post_
—voc "J
—cons I
—post J

"+VOC
—cons
—alto
post

Sin e m b a r g o , el e s q u e m a (13) t o d a v í a n o es a d e c u a d o des­


de el p u n t o de vista e m p í r i c o . D e j a n d o d e l a d o la cuestión del
c o n t e x t o d e la regla, las c o n v e n c i o n e s ( 1 1 ) y ( 1 2 ) p e r m i t e n
formular el c a m b i o q u e e f e c t ú a la regla c o n la f o r m a ( 1 4 ) , sin
ninguna alteración del significado:

(14) •+voc n
—cons
£—vocj
+ alto
—post_

D e esta forma, el c a m b i o q u e efectúa la regla ( 1 3 ) es m í n i m o ,


i m p l i c a n d o a u n sólo rasgo. Pero c o m p a r e m o s el c a m b i o / -> y
q u e efectúa ( 1 0 ) (es decir, ( 1 4 ) ) c o n los c a m b i o s / -> w e / -> r.

244
Estos, según n u e s t r a s c o n v e n c i o n e s , se d e b e n e n u n c i a r c o m o
(15) y ( 1 6 ) r e s p e c t i v a m e n t e :

[
(15) -fvoc -
—cons —voc 1
+ alto -f p o s t j
—post_

[
(16) + voc
-f c o n s l
—cons
-falto
-f cor I
-alto J
—post.

Las reglas ( 1 5 ) y ( 1 6 ) t i e n e n u n valor m e n o r q u e ( 1 4 ) , lo q u e


refleja el h e c h o de q u e los c a m b i o s / -* w e / r son m á s ra­
dicales, es decir, m e n o s e s p e r a d o s en la gramática de la lengua,
q u e el c a m b i o / -> y . Por lo t a n t o , a q u í u n a vez m á s , las con­
venciones t i e n e n las consecuencias n a t u r a l e s y deseadas. En el
c a p í t u l o V volveremos a la discusión de este t i p o de d i s t i n c i ó n .
D e b e m o s c o m e n t a r d o s cuestiones m á s sobre la formula­
ción del e s q u e m a ( 1 3 ) . Para e m p e z a r , obsérvese q u e si omiti­
m o s el rasgo | + vocálico] a la izquierda de la flecha, el e s q u e m a
se aplicaría t a m b i é n a la glide / y / . D a d o q u e en los casos q u e
e s t a m o s d i s c u t i e n d o la aplicación d e la regla a la glide es vacía,
el e s q u e m a m í n i m o de r e p r e s e n t a c i ó n n o hará n i n g u n a referen­
cia al rasgo " v o c á l i c o " en esta posición.
N ó t e s e q u e la clase q u e c o n t i e n e a la glide lyl y a la vocal
/ i / es u n a clase m á s n a t u r a l , según lo q u e n o s o t r o s e n t e n d e m o s ,
q u e la clase q u e c o n t i e n e t a n sólo a la vocal / i / . D e h e c h o , esta
clase juega u n cierto papel en las gramáticas d e n u m e r o s a s len­
guas; p o r e j e m p l o , t o d a s las lenguas eslavas, en las q u e las vela­
res sufren p r e c i s a m e n t e el m i s m o t i p o de palatalización d e l a n t e

245
3
d e la glide / y / y d e l a n t e d e las vocales a n t e r i o r e s . Ya h e m o s
s e ñ a l a d o u n f e n ó m e n o similar e n inglés, c o n d e b i l i t a m i e n t o d e
la velar d e l a n t e d e las vocales n o p o s t e r i o r e s n o bajas y de las
d
glides .
V o l v i e n d o al e s q u e m a ( 1 3 ) , p o d e m o s hacer u n a segunda
o b s e r v a c i ó n : sería m u y r a z o n a b l e modificar n u e s t r a s conven­
ciones d e m o d o q u e cualquier p a r t e del c o m p l e j o de rasgos a la
izquierda d e la flecha se p u d i e r a transferir al c o n t e x t o colocán­
d o l o bajo la línea q u e indica la localización del s e g m e n t o al
q u e afecta la regla. De a c u e r d o c o n esta revisión, los h e c h o s
q u e se e x p r e s a n en ( 1 3 ) se p u e d e n f o r m u l a r a l t e r n a t i v a m e n t e ,
como (17):

(17) —voc
4-COnS
4-ant
—cor
.—nasal,

[ —cons']
+ altoJ
[—voc]
£—postj
[ + v o c "I
+ cons I
-ant J
ì
3. La mayor parte de los manuales corrientes sobre el eslavo pasan
por alto este hecho, y abordan por separado la palatalización ante la gli-
de /y/ y la que tiene lugar delante de vocales anteriores. Véase, por ejem-
plo, Leskien (1919), Bráuer (1961); cf. también las observaciones de la
sección 4 del siguiente capítulo.
d. En español se puede observar un fenómeno análogo. Tomamos
de Otero ( 1 9 7 1 , pp. 155 y 194) las dos siguientes derivaciones:
pacem pake pace
podiu podio poyo
La primera, palatalización ante vocal anterior, y la segunda ante glide. (N.
del T.)

246
[
—voc ~ 1
—cons I
—postJ

-+VOC
—cons
—alto
_+post_

La posibilidad de mover los rasgos de esta f o r m a desde la iz­


q u i e r d a de la flecha al c o n t e x t o t i e n e consecuencias e m p í r i c a s
significativas, p o r q u e n o s p e r m i t e expresar i d e n t i d a d e s parcia­
les e n t r e reglas q u e de o t r a forma n o se p o d r í a n recoger (pero
véase t a m b i é n la discusión en el c a p í t u l o V ) . P o r e j e m p l o , su­
p o n g a m o s q u e la lengua q u e e s t a m o s d i s c u t i e n d o , a d e m á s d e
contener (13) (=(17)), también contiene (18):

(18) / w / y luí se realizan c o m o | u ] a n t e / p r y a/

Esta regla se p o d r í a f o r m u l a r c o m o ( 1 9 ) :

(19)
I f voc

La regla (19) m u e s t r a sólo u n parecido l i m i t a d o con ( 1 3 ) . Sin


e m b a r g o , s u p o n g a m o s q u e , u t i l i z a n d o la posibilidad de transfe­
rir p a r t e del c o m p l e j o de rasgos desde la izquierda de la flecha
al c o n t e x t o , escribimos las p a r t e s significativas d e ( 1 3 ) y (19)
c o m o (20a) y ( 2 0 b ) , r e s p e c t i v a m e n t e :

(20)
|—voc)

247
(b) ["—consl
[+voc]
| + alto J / [+post]

La f o r m u l a c i ó n ( 2 0 ) saca a la luz el h e c h o , q u e a n t e s n o apa­


recía, de q u e t a n t o ( 1 3 ) c o m o ( 1 9 ) a f e c t a b a n a la clase natu­
n S
ral |~"^° • A h o r a este h e c h o se p u e d e recoger fácil-
L+alto J

m e n t e h a c i e n d o u n uso d o b l e d e la n o t a c i ó n d e la llave:
1 '
(21) [—voc] p

[— consl f —postJ r
+ altoJ y
a
+ v o c
l / [+post]

Para precisar m á s , p o d e m o s especificar u n o r d e n d e desarrollo


de los d o s c o n j u n t o s de llaves (véase el a p é n d i c e a este c a p í t u ­
lo) y añadir la c o n v e n c i ó n d e n o t a c i ó n ( 2 2 ) :

4
( 2 2 ) C u a n d o C es u n a u n i d a d , el e s q u e m a (a) es el equivalen­
t e del ( b ) : r

(a)A-+B / X [—J Y

(b) B / X

C o n s i d e r e m o s a h o r a u n a lengua q u e difiere d e la lengua su­


j e t a a la regla (2) ( o , lo q u e es igual, ( 1 7 ) ) , en q u e en vez de
eso está sujeta a la regla ( 2 3 ) :

4. Con el término "unidad" haremos referencia, ahora y en lo suce-


sivo, a cualquier matriz de rasgos que tenga solamente una columna, y no
necesariamente auna matriz con todos los rasgos especificados. Así. ^ v o -
cálico], por ejemplo, es una unidad.

248
(23) i
u
ae |
a

U n a diferencia i m p o r t a n t e e n t r e ( 1 7 ) y ( 2 3 ) es q u e en ( 2 3 ) el
c o n t e x t o es u n a clase m u y n a t u r a l de s e g m e n t o s , a saber la de
t o d a s las vocales d e la lengua, m i e n t r a s q u e el e n t o r n o d e ( 1 ? )
es u n a clase m u y p o c o n a t u r a l Por s u p u e s t o , u n a t e o r í a lin­
güística a d e c u a d a d e b e p o n e r d e manifiesto d e u n m o d o for­
mal esta d i s t i n c i ó n . De h e c h o , la t e o r í a q u e h e m o s desarrolla­
d o hasta a q u í es a d e c u a d a a este r e s p e c t o . U n análisis del cua­
dro 1 m u e s t r a q u e los c u a t r o s e g m e n t o s del c o n t e x t o d e ( 2 3 )
p u e d e n ser identificados en la lengua en c u e s t i ó n ú n i c a m e n t e

... , , r+vocálico 1 ,
si especificamos los d o s rasgos I . . ; y d e acuer-
L~consonanticoj
d o c o n el criterio d e evaluación (9) el e s q u e m a m á s abreviado
es el q u e d e t e r m i n a el valor de la regla r e s u m i d a e n ( 2 3 ) . Re­
s u m i e n d o , la t e o r í a exige q u e estas reglas se r e p r e s e n t a n for­
m a l m e n t e p o r m e d i o del e s q u e m a m í n i m o ( 2 4 ) :

U r j
(24) r-consT , r W
+VOC
Ualto [-voc] /
L-postJ / L
- C O n s J

Por lo t a n t o , la distinción e m p í r i c a b u s c a d a q u e d a e x p r e s a , co­


m o m u e s t r a p e r f e c t a m e n t e la c o m p a r a c i ó n d e ( 2 4 ) y ( 1 7 ) .

3 . El orden de las reglas

C o n s i d e r e m o s d e n u e v o u n a lengua c o n u n sistema d e soni-

249
d o s c o m o el q u e aparece en el c u a d r o 1. S u p o n g a m o s q u e en
esta lengua:

(25) (a) Las plosivas /p t k/ se realizan c o m o sus equivalen­


tes continuos sordos (no estridentes) 0 xj cuan­
d o están p r e c e d i d o s , p e r o no c u a n d o van seguidos,
p o r u n a vocal.
(b) Las plosivas / p t k/ se realizan c o m o sus equivalen­
tes c o n t i n u o s s o n o r o s ( n o e s t r i d e n t e s ) [|3 ¿f y ] cuan­
d o van p r e c e d i d o s y seguidos p o r u n a vocal.
(c) La c o n t i n u a / s / se realiza c o m o su equivalente so­
5
n o r o [ z | c u a n d o va seguido d e u n a v o c a l .

C o m p a r e m o s esta lengua con o t r a q u e tenga el m i s m o siste­


m a de s o n i d o s q u e la p r i m e r a ( c u a d r o 1) en la cual en vez de
( 2 5 ) se o b t i e n e n las alternancias alofónicas m u y similares de
(26):

(26) (a) Igual q u e (25a)


(b) Las plosivas / p t k/ se realizan c o m o sus equiva­
lentes s o n o r o s ( n o estridentes) [0 3 y \ c u a n d o van
p r e c e d i d o s de u n a c o n s o n a n t e y seguidos d e u n a
vocal.
(c) La c o n t i n u a / s / se realiza c o m o su e q u i v a l e n t e so­
n o r o [z] c u a n d o le p r e c e d e u n a l í q u i d a .

La diferencia q u e existe e n t r e (25) y ( 2 6 ) es q u e en ( 2 5 ) las


alternancias aparecen en c o n t e x t o s idénticos en p a r t e , cosa q u e
n o o c u r r e en ( 2 6 ) ; es decir, en ( 2 5 ) 1? alternancia (b) c o m p a r t e

5. Como sin duda habrá observado el lector atento, las alternancias


de (25) son formas ligeramente modificadas de las leyes de Grimm y de
Verner.

250
u n a p a r t e de su c o n t e x t o c o n (a) y o t r a p a r t e c o n (c), m i e n t r a s
q u e en ( 2 6 ) los c o n t e x t o s n o t i e n e n n i n g u n a relación. Esta di­
ferencia e n t r e ( 2 5 ) y ( 2 6 ) se d e b e reflejar de algún m o d o en
sus gramáticas respectivas. U n e n u n c i a d o más formal de ( 2 5 ) y
( 2 6 ) sería, r e s p e c t i v a m e n t e , ( 2 7 ) y ( 2 8 ) :

Es e v i d e n t e q u e las diferencias a n t e s señaladas e n t r e los dos


c o n j u n t o s de reglas n o q u e d a n p a t e n t e s , desde u n p u n t o de vis­
ta formal, en ( 2 7 ) y ( 2 8 ) . Por lo t a n t o , p r o p o n e m o s la conven­
ción ( 2 9 ) :

6
( 2 9 ) Las reglas se aplican en o r d e n l i n e a l , o p e r a n d o cada re­
gla sobre la secuencia modificada p o r t o d a s las reglas pre­
c e d e n t e s aplicables.

6. Pronto modificaremos esto (véase (39) en esta misma sección).

251
A h o r a la regla ( 2 7 ) p u e d e q u e d a r abreviada d e m o d o significa­
tivo sin q u e e s t o afecte a los r e s u l t a d o s q u e p r o d u c e :

A p l i c a n d o ( 3 0 ) a secuencias c o m o las q u e a p a r e c e n en la pri­


m e r a línea de ( 3 1 ) , o b t e n e m o s los r e s u l t a d o s d e s e a d o s :

(31) #ap# #apa# # sa #


# # # a^a # R E G L A 30a
# aj3a # # za # REGLA 30b

Por o t r a p a r t e , la regla (26) ( = ( 2 8 ) ) n o se p u e d e abreviar


de la m i s m a f o r m a ; p e r o este es p r e c i s a m e n t e el resultado q u e
d e s e á b a m o s o b t e n e r , p o r q u e u n a t e o r í a de la gramática ade­
c u a d a d e b e p e r m i t i r abreviaciones allí d o n d e se observe u n a ge­
neralización real, e impedirlas c u a n d o n o se e n c u e n t r e n a u t é n ­
ticas generalizaciones. D a d o s los f e n ó m e n o s descritos en ( 2 5 ) y
( 2 6 ) , cualquier lingüista e n t e n d e r í a q u e ( 2 5 ) expresa u n a gene­
ralización significativa desde el p u n t o de vista l i n g ü í s t i c o , cosa
q u e n o o c u r r e con ( 2 6 ) , y la c o n v e n c i ó n ( 2 9 ) refleja de m o d o
preciso esta d i s t i n c i ó n ; en el ejemplo a n t e r i o r las generalizacio­
nes son el r e s u l t a d o de t o m a r en c u e n t a e x p l í c i t a m e n t e las
i d e n t i d a d e s parciales de las reglas. U n a t e o r í a d e la gramática
q u e n o alcanzara a expresar estas irregularidades se d e b e r í a juz­
gar c l a r a m e n t e c o m o insatisfactoria.
Se d e b e observar q u e u n a abreviación del t i p o d e la q u e he­
m o s a l c a n z a d o en ( 3 0 ) sólo es posible c u a n d o las subreglas en
cuestión son a d y a c e n t e s en el o r d e n de las reglas. Si intervienen

252
o t r a s subreglas, e n t o n c e s es imposible fundir las distintas par­
tes d e la regla en u n e s q u e m a d e a c u e r d o c o n las c o n v e n c i o n e s
q u e h e m o s venido e s t a b l e c i e n d o . De esta f o r m a , t a m b i é n en
relación a lo a n t e r i o r estas c o n v e n c i o n e s e x p r e s a n u n a h i p ó t e ­
sis e m p í r i c a q u e afecta a la n o c i ó n d e "generalización lingüísti­
c a m e n t e significativa".
E v i d e n t e m e n t e , la c o n v e n c i ó n ( 2 9 ) n o es la ú n i c a condi­
ción posible d e s d e el p u n t o de vista lógico q u e p u e d e afectar al
o r d e n de las reglas. Por e j e m p l o , es posible pedir q u e las reglas
se a p l i q u e n en u n o r d e n arbitrario o q u e se a p l i q u e n simultá­
n e a m e n t e . Sin e m b a r g o , n i n g u n a de estas d o s alternativas n o s
da la distinción deseada en el caso d e ( 2 5 ) , ( 2 6 ) , q u e es repre­
s e n t a t i v o d e u n gran n ú m e r o d e ejemplos bien e s t u d i a d o s .
C o n s i d e r e m o s en p r i m e r lugar la p r o p u e s t a d e q u e las re­
glas se apliquen en u n o r d e n arbitrario. En lo q u e respecta a
(30) esto significaría q u e se o b t e n d r í a n los m i s m o s r e s u l t a d o s
si se aplicara la s u b p a r t e (b) a n t e s d e la s u b p a r t e (a). E s t o n o es
lo q u e o c u r r e , e v i d e n t e m e n t e , p o r q u e la s u b p a r t e (b) se d e b e
aplicar a la salida d e la s u b p a r t e (a), o d e lo c o n t r a r i o / a p a / se
c o n v e r t i r í a en [a^a] y n o en el d e s e a d o [a|3a]. Por o t r a p a r t e ,
en el caso d e ( 2 7 ) o ( 2 8 ) el o r d e n d e aplicación es i n d i f e r e n t e :
se o b t e n d r í a n los m i s m o s r e s u l t a d o s en cualquier o r d e n en q u e
se aplicaran las subreglas. Sin e m b a r g o , ( 2 7 ) n o es la a p r o p i a d a
para los h e c h o s q u e se describen en ( 2 5 ) , y a q u e n o p u e d e ex­
presar la generalización s u b y a c e n t e .
C o n s i d e r e m o s a h o r a la posible c o n v e n c i ó n de q u e t o d a s las
reglas se a p l i q u e n s i m u l t á n e a m e n t e . E s t o significaría q u e t o ­
das las reglas se aplicarían a la secuencia de e n t r a d a y n o a la
secuencia modificada p o r las reglas p r e c e d e n t e s . E n el ejemplo
q u e e s t a m o s d i s c u t i e n d o , t o d a s las reglas se aplicarían a la se­
cuencia tal y c o m o están d a d a s en ( 3 1 ) . C o n esta c o n v e n c i ó n la
regla (30) n o p r o d u c i r í a la secuencia [aj3a] a partir de / a p a / aun­
q u e , u n a vez m á s , ( 2 7 ) , q u e n o refleja las generalizaciones apro-

253
piadas, p r o d u c i r í a los r e s u l t a d o s c o r r e c t o s . Por lo t a n t o , t a m ­
bién en este caso la distinción significativa e n t r e ( 2 5 ) y ( 2 6 ) só­
lo se p u e d e expresar c o n la hipótesis d e q u e las reglas t i e n e n u n
o r d e n a m i e n t o lineal.
La hipótesis d e q u e las reglas están o r d e n a d a s , f o r m u l a d a
p r o v i s i o n a l m e n t e c o m o la c o n v e n c i ó n ( 2 9 ) , n o s parece u n a de
las hipótesis mejor s u s t e n t a d a s d e la t e o r í a lingüística. En el
c a p í t u l o II, p u d i m o s ver algunos ejemplos q u e m u e s t r a n c ó m o
las reglas o r d e n a d a s l i n e a l m e n t e p u e d e n i n t e r a c t u a r para p r o ­
ducir r e s u l t a d o s m u y inesperados. C o m o y a s e ñ a l a m o s a n t e ­
r i o r m e n t e (véase el c a p . 2 , n o t a 5 ) , es fácil inventar ejemplos
q u e precisen reglas n o o r d e n a d a s o reglas organizadas de algún
m o d o d i s t i n t o ; p e r o es a s o m b r o s o q u e t o d a v í a n o se h a y a n
d e s c u b i e r t o ejemplos reales de este t i p o , m i e n t r a s q u e se c o n o ­
cen m u c h o s casos en q u e el o r d e n a m i e n t o lineal recoge gene­
6
ralizaciones significativas .
O t r a p r u e b a a favor d e la hipótesis del o r d e n de las reglas
proviene del e s t u d i o de la variación dialectal. Se h a n descu­
b i e r t o varios casos de dialectos q u e c o n t i e n e n las mismas re­
glas p e r o en o r d e n d i f e r e n t e . J ó o s ( 1 9 4 2 ) ha descrito u n ejem­
plo i n t e r e s a n t e . Este a u t o r describe ciertos dialectos del Cana­
dá q u e t i e n e n la regla de relajamiento del d i p t o n g o ( 3 2 a ) y la
regla ( 3 2 b ) d e s o n o r i z a c i ó n de la [t] intervocálica:

(32) (a) ay Ay / [—sonoro]


(b)t - [+sonoro] / V V

Sin e m b a r g o , los dialectos se diferencian p o r el o r d e n de las re­


glas ( 3 2 a ) y ( 3 2 b ) . En los dialectos d o n d e la regla de relaja­
m i e n t o del d i p t o n g o p r e c e d e a la regla d e s o n o r i z a c i ó n de la [t]

e. Para la evolución posterior del principio del orden de las reglas


véase nuestra Introducción. (N. del T.)

254
intervocálica, palabras c o m o typewriter [ m á q u i n a d e escribir]
se p r o n u n c i a n c o n el m i s m o d i p t o n g o en a m b a s posiciones
— [ t A y p r A y d a j — m i e n t r a s q u e en aquellos dialectos en q u e la
sonorización de | t ] p r e c e d e al relajamiento del d i p t o n g o , estas
palabras p r e s e n t a n d i p t o n g o s q u e son f o n é t i c a m e n t e diferen­
tes: [ t A y p r á y d a ] .
El m i s m o f e n ó m e n o se p u e d e e n c o n t r a r en ejemplos artifi­
ciales, i n v e n t a d o s , c o m o la c o n o c i d a " l e n g u a s e c r e t a " de los ni­
f
ños, el Pig L a t i n . Esta " l e n g u a " se define a ñ a d i e n d o a la gra­
m á t i c a n o r m a l del inglés u n a regla q u e traslada la secuencia
c o n s o n a n t i c a inicial de la palabra, si es q u e h a y alguna, al final
y luego a ñ a d i e n d o la secuencia [ é y ] a su derecha. Con m á s pre­
cisión, esta regla se p u e d e e n u n c i a r c o m o ( 3 3 ) :

(33) # # C V X # # -> # # V X C e y # #
0 0

Por aplicación d e esta regla, la palabra Latín, p o r e j e m p l o , se


convierte en [aetanley] y la palabra day [día] en [ e y d e y ] .
C o n s i d e r e m o s ahora la f o r m a en Pig Latin d e u n dialecto
del inglés q u e c o n t e n g a la regla de relajamiento del d i p t o n g o
( 3 2 a ) , q u e p r o d u c e el d i p t o n g o [ A y ] en palabras c o m o ice,
sight, Ufe, [hielo, vista, v i d a ] , a u n q u e deja el d i p t o n g o [áy] en
palabras c o m o sigh, side, time, strive, [suspiro, l a d o , t i e m p o , es­
forzarse]. Parece q u e los h a b l a n t e s del dialecto en c u e s t i ó n se
dividen en d o s grupos: algunos m a n t i e n e n la diferencia e n t r e
las palabras ice y sigh en Pig L a t i n , c o m o [ A y s é y ] (ice), ^ayséy]
(sight), m i e n t r a s q u e o t r o s realizan a m b a s p a l a b r a s c o m o [ Ayséy].
E v i d e n t e m e n t e , a m b o s " s u b d i a l e c t o s " se diferencian en el or­
den q u e asignan a la regla de relajamiento del d i p t o n g o ( 3 2 a ) y
a la regla del Pig L a t i n ( 3 3 ) . E n el p r i m e r " s u b d i a l e c t o " la regla
de relajamiento del d i p t o n g o p r e c e d e a la regla de Pig L a t i n ,
m i e n t r a s q u e en el s e g u n d o " s u b d i a l e c t o " se invierte el o r d e n .

f. Sobre el Pig Latin, véase Halle (1962). (N. del T.)

255
E n esta " l e n g u a " artificial, la elección d e u n o r d e n u o t r o se
p o d r í a esperar q u e fuera aleatoria en los h a b l a n t e s del inglés,
y n u e s t r a s observaciones casuales p a r e c e n c o n f i r m a r esta s u p o ­
sición.
Si se a c e p t a r a la hipótesis d e q u e las reglas n o están o r d e n a ­
das, aplicándose s i m u l t á n e a m e n t e , ya n o p o d r í a m o s usar las
mismas reglas para los d o s " s u b d i a l e c t o s " . Las reglas ( 3 2 a ) y
( 3 3 ) c a r a c t e r i z a r í a n al p r i m e r " s u b d i a l e c t o " ; p e r o para el se­
g u n d o t e n d r í a m o s q u e sustituir ( 3 2 a ) p o r la regla ( 3 4 ) :

(34) - \ [-sonoro] (
1 J
ay -> A y { x r >
) # # [-sonoro] X # #)

Esta descripción d e los f e n ó m e n o s implica q u e los h a b i t a n t e s


del s e g u n d o dialecto del Pig L a t i n n o sólo a p r e n d i e r o n la regla
( 3 3 ) sino q u e t a m b i é n m o d i f i c a r o n la regla d e relajamiento del
d i p t o n g o ( 3 2 a ) , q u e f o r m a p a r t e de su gramática del inglés
n o r m a l . E s t o n o parece plausible y p o r lo t a n t o , j u n t o con la
gran c a n t i d a d d e p r u e b a s lingüísticas atestiguadas, indica q u e
la hipótesis d e q u e las reglas d e este nivel d e la gramática n o es­
t á n o r d e n a d a s n o se p u e d e m a n t e n e r .
La c o n v e n c i ó n ( 2 9 ) sólo s u p o n e u n a p r i m e r a a p r o x i m a c i ó n
al c o n j u n t o d e c o n d i c i o n e s q u e d e t e r m i n a n las restricciones d e
o r d e n q u e afectan a las reglas fonológicas. V i m o s en los p r i m e ­
ros c a p í t u l o s d e SPE q u e bajo ciertas circunstancias bien defi­
nidas el o r d e n a m i e n t o es " d i s y u n t i v o " , en el s e n t i d o d e q u e la
aplicación d e ciertas reglas e x c l u y e la aplicación de o t r a s deter­
m i n a d a s , q u e se relacionan f o r m a l m e n t e c o n ellas d e u n m o d o
sobre el q u e volveremos p r o n t o . Hay o t r a s circunstancias, tam­
bién definidas, q u e p a r e c e n reclamar o t r o a b a n d o n o del princi­
pio de o r d e n lineal e s t r i c t o , tal y c o m o está especificado en la
c o n v e n c i ó n ( 2 9 ) , y q u e r e q u i e r e n la aplicabilidad s i m u l t á n e a
d e las reglas. Las reglas ( 3 5 ) y ( 3 6 ) p r o p o r c i o n a n u n ejemplo
simple q u e se p u e d e e n c o n t r a r en m u c h a s lenguas:

256
(35) C - 0 / C G #

(36) C- 0 /V c 0 #

La regla ( 3 5 ) b o r r a los g r u p o s c o n s o n a n t i c o s de cualquier


longitud en final de p a l a b r a ; p o r o t r a p a r t e , la regla ( 3 6 ) b o r r a
la p r i m e r a c o n s o n a n t e (o la única) de u n a secuencia c o n s o n a n ­
tica en final de palabra. Para lograr este p r o p ó s i t o , d e b e m o s es­
pecificar c o n s u m o c u i d a d o el s e n t i d o del formalismo d e ( 3 5 )
y ( 3 6 ) . H e m o s t o m a d o a ( 3 5 ) y ( 3 6 ) c o m o u n e s q u e m a q u e re­
p r e s e n t a a u n c o n j u n t o infinito d e reglas, d o n d e ( 3 5 ) represen­
ta a (37) y (36) a (38):

(37) c ->
#
c -> c #
0/
c —> c c #
c -> c c c #
0/

(38) c ->. 0/ V #
c -> <p 1 v • c #
c -> <p 1 V c c #
c -> <t> 1 V ccc#
C o n s i d e r e m o s a h o r a u n a secuencia de la f o r m a X V C C C # . E s t a
secuencia satisface las p r i m e r a s tres reglas de ( 3 7 ) , p e r o sólo la
tercera regla de ( 3 8 ) . D e b e m o s i n t e r p r e t a r ( 3 5 ) c o m o u n es­
q u e m a q u e implicara q u e t o d a s las reglas q u e se p u e d e n aplicar
de ( 3 7 ) , a b r e v i a d a m e n t e ( 3 5 ) , se aplican d e h e c h o ; de esta for­
m a , el e s q u e m a ( 3 5 ) convierte a X V C C C # e n X V # tal y c o m o
se p r e t e n d í a . De m o d o p a r e c i d o , cada regla aplicable d e ( 3 8 ) se
aplica de h e c h o , d e m o d o q u e ( 3 6 ) convierte a X V C C C # a b c

en X V C C # , aplicándose en realidad sólo la tercera regla d e


b c

( 3 8 ) . Hay ciertas c o n v e n c i o n e s de aplicación de reglas q u e


s ú b y a c e n a la i n t e r p r e t a c i ó n d e los e s q u e m a s ( 3 5 ) y ( 3 6 ) :

257
( 3 9 ) Para aplicar u n a regla, en primer lugar se divide la secuen­
cia c o m p l e t a en s e g m e n t o s q u e satisfagan las restricciones
de c o n t e x t o de la regla. Después de q u e se h a y a n identifi­
c a d o estos s e g m e n t o s d e la secuencia, se aplican simultá­
n e a m e n t e t o d o s los c a m b i o s q u e requiere la regla.

(40) En el caso de q u e u n e s q u e m a r e p r e s e n t e u n c o n j u n t o in­


finito de reglas, se aplica la c o n v e n c i ó n ( 3 9 ) a cada regla
del c o n j u n t o y t o d o s los c a m b i o s se e f e c t ú a n s i m u l t á n e a
y no sucesivamente.

A c o n t i n u a c i ó n a m p l i a r e m o s ligeramente n u e s t r a n o t a c i ó n
de m o d o q u e p e r m i t a u n m o d o u n i f o r m e de r e p r e s e n t a c i ó n de
e s q u e m a s infinitos, insertados e n t r e las reglas. Definimos la
n o t a c i ó n ( X ) * , d o n d e X es u n a matriz arbitraria, del siguiente
modo:

( 4 1 ) C u a n d o Z y W n o c o n t i e n e n llaves, paréntesis ni ángulos,


Z (X)*W c o n s t i t u y e la abreviación d e u n c o n j u n t o infini­
t o ZW, ZXW, ZXXW, ZXXXW, etc.

E v i d e n t e m e n t e , esto se e x t i e n d e a las n o t a c i o n e s de la forma Z


(Xi)*W\(X2)*W2, e t c . P o d e m o s definir c l a r a m e n t e estas n o t a ­
ciones c o m o C , C } , e t c . A h o r a p e r m i t i m o s q u e los e s q u e m a s
G

q u e i n c l u y a n ( X ) * aparezcan e n t r e las líneas o r d e n a d a s lineal-


m e n t e de la gramática, regidas p o r la c o n v e n c i ó n ( 4 0 ) .
Repárese e n q u e la c o n v e n c i ó n ( 3 9 ) p e r m i t e q u e u n a regla
se aplique varias veces a u n a secuencia d a d a , siendo las distin­
tas aplicaciones s i m u l t á n e a s ; y (40) generaliza esto a u n con­
j u n t o infinito de reglas.
D e b e m o s recalcar q u e la existencia de e x c e p c i o n e s al o r d e ­
n a m i e n t o lineal n o afecta de n i n g ú n m o d o a los a r g u m e n t o s
q u e h e m o s d a d o para f u n d a r l a necesidad de este t i p o de o r d e n .

258
Las c o n d i c i o n e s bajo las q u e n o se m a n t i e n e el o r d e n a m i e n t o
lineal se h a n definido de f o r m a precisa. L o s ejemplos a d u c i d o s
para m o s t r a r la necesidad del o r d e n lineal n o satisfacen estas
c o n d i c i o n e s especiales y, p o r lo t a n t o , n o les afecta la existen­
cia de u n o r d e n d i s t i n t o del lineal.
Para t e r m i n a r esta c o n s i d e r a c i ó n de los d i s t i n t o s t i p o s de
o r d e n d e las reglas d i s c u t i r e m o s u n ejemplo fonológico clásico
p r e s e n t a d o p o r Sapir ( 1 9 4 9 a ) q u e incluye o r d e n a m i e n t o d e re­
glas t a n t o de f o r m a secuencial c o m o s i m u l t á n e a , j u n t o c o n va­
7
rios o t r o s p r o b l e m a s . En este e s t u d i o , Sapir c o m p a r ó lo q u e
d e n o m i n a b a la " o r t o g r a f í a f o n o l ó g i c a " del p a i u t e meridional
con su " o r t o g r a f í a f o n é t i c a " , c o m e n t a n d o q u e "las formas fo­
néticas se derivan de las fonológicas ú n i c a m e n t e m e d i a n t e la
aplicación d e las leyes fonéticas a b s o l u t a m e n t e mecánicas de
la espirantización, alternancia de a c e n t o y e n s o r d e c i m i e n t o " .
Más q u e discutir estas " l e y e s " Sapir ilustra sus efectos m e d i a n ­
te u n a tabla q u e r e p r o d u c i m o s en ( 4 2 ) , c o n las siguientes m o ­
dificaciones. R e p r e s e n t a m o s las vocales largas de Sapir y las

(42)
ORTOGRAFIA FONETICA ORTOGRAFIA FONOLOGICA
1. páWA papa
2. pawáA papaa
3. paáWA paapa
4. paáwaA paapaa
5. páppA pappa
6. pApáA pappaa
7. paáppA paappa
8. paáppaA paappaa

7. Nuestra discusión ha aprovechado un minucioso estudio de Harms


(1966). Sin embargo, hemos propuesto una solución muy diferente de la
suya, por parecemos preferible.

259
ORTOGRAFIA FONETICA ORTOGRAFIA FONOLOGICA
9. mawáWa mapapa
10. mawáwaA mapapaa
11. mawáaWA mapaapa
12. mawáawáA mapaapaa
13. mawáppA mapappa
14. mawáppaA mapappaa
15. mawáappA mapaappa
16. mawáApáA mapaappaa
17. MApáWA mappapa
18. MApáwaA mappapaa
19. MApáaWA mappaapa
20. MApáawáA mappaapaa
21. MApáppA mappappa
22. MApáppaA mappappaa
23. MApáappA mappaappa
24. MApáApáA mappaappaa

o b s t r u y e n t e s g e m i n a d a s m e d i a n t e secuencias d e s e g m e n t o s idén­
t i c o s , e i n d i c a m o s el a c e n t o sobre la m o r a e n la q u e le sitúa la
regla d e a l t e r n a n c i a a c e n t u a l (véase ( 4 7 ) ) . I n t e r p r e t a m o s la j3 y
la <¿> de Sapir c o m o , r e s p e c t i v a m e n t e , las variantes s o n o r a y sor­
da d e la glide p o s t e r i o r [ w ] . En t o d a s las ocasiones s i t u a m o s
vocales s o r d a s e n la posición final d e p a l a b r a , m i e n t r a s q u e Sa­
pir r e p r e s e n t a a las vocales sordas en posición postvocálica m e ­
diante Al igual q u e Sapir, r e p r e s e n t a m o s las vocales s o r d a s ,
las nasales, y las glides m e d i a n t e letras m a y ú s c u l a s . Por ú l t i m o ,
d a m o s en la t r a n s c r i p c i ó n fonética el e f e c t o c o m p l e t o d e la re­
gla de alternancia a c e n t u a l q u e Sapir ( 1 9 3 0 ) describe del si­
guiente m o d o :

De acuerdo con esto todas las moras son "débiles", o relativa-


mente inacentuadas, incluso las moras que son "fuertes" o relativa-

260
mente acentuadas. Teóricamente el acento más fuerte de la palabra
recae sobre la segunda mora. Por esta razón todas las palabras que
comienzan con una sílaba que contiene una vocal larga o un dipton-
go... se acentúan en la primera sílaba. Por otra parte, todas las pala-
bras que comienzan por una sílaba que contiene una vocal corta or-
gánica... se acentúan en la segunda sílaba, a menos que la segunda sí-
laba sea la final, y por lo tanto sorda, en cuyo caso el acento princi-
pal pasaría a la primera sílaba (p. 39).

El p a i u t e meridional posee el siguiente sistema de c o n s o ­


nantes:

w
(43) m n t] r)
w
p t k k
c
s

" C u a n d o estas c o n s o n a n t e s , en virtud d e los p r o c e s o s de deri­


vación y c o m p o s i c i ó n , a d o p t a n u n a posición intervocálica y es­
t á n p r e c e d i d a s i n m e d i a t a m e n t e p o r u n a vocal, sorda o s o n o r a ,
a s u m e n , en p a r t e , u n a de tres formas d i f e r e n t e s " (Sapir, 1 9 3 0 ,
p . 6 2 ) . Estas-tres formas diferentes, q u e d e t a l l a r e m o s m á s aba­
j o , son el r e s u l t a d o de los p r o c e s o s q u e Sapir designó c o m o es-
p i r a n t i z a c i ó n , geminación y nasalización. De a c u e r d o con Sa­
pir, el factor q u e d e c i d e cuál d e los tres p r o c e s o s sufre u n a d e ­
t e r m i n a d a c o n s o n a n t e es "la n a t u r a l e z a del t e m a o sufijo pre­
c e d e n t e , al q u e se a t r i b u y e , d e n t r o de u n análisis descriptivo
del p a i u t e , c o m o p a r t e d e su forma i n t e r n a , u n p o d e r i n h e r e n t e
d e e s p i r a n t i z a c i ó n , g e m i n a c i ó n o nasalización..." ( p . 6 3 ) .
¿ C ó m o t e n e m o s q u e i n t e r p r e t a r e x a c t a m e n t e este análisis
de los t e m a s c o m o e s p i r a n t i z a d o r e s , g e m i n a d o r e s , o nasalizado-
res, en virtud de su " f o r m a i n t e r n a " ? U n a posibilidad sería
considerar estas p r o p i e d a d e s c o m o e x t r í n s e c a s a u n análisis
segmental, u n a categorización t r i p a r t i t a arbitraria de los m o r -

261
femas. Otra alternativa sería i n t e r p r e t a r la " f o r m a i n t e r n a " e n
t é r m i n o s de u n a r e p r e s e n t a c i ó n segmental a b s t r a c t a . Esta últi­
m a i n t e r p r e t a c i ó n es m u y evidente en este caso. S u p o n g a m o s
q u e los m o r f e m a s p u e d e n acabar n o sólo en vocales, q u e es lo
q u e sucede g e n e r a l m e n t e en la salida fonética, sino t a m b i é n en
nasales y o b s t r u y e n t e s . De esta f o r m a , p o s t u l a m o s u n a regla
q u e b o r r e las c o n s o n a n t e s finales de m o r f e m a al final de pala­
bra o a n t e vocales. Esta regla, q u e generaliza la regla ( 4 b ) d e
H a r m s ( 1 9 6 6 ) , se p u e d e e n u n c i a r del siguiente m o d o :

4 4
* ^ [4-COns] - 0 /

C o m o c o n s e c u e n c i a d e ( 4 4 ) los m o r f e m a s a p a r e c e r á n en la sali­
d a c o n c o n s o n a n t e s en posición final sólo si el siguiente m o r f e ­
m a c o m i e n z a p o r c o n s o n a n t e . Estas secuencias d e c o n s o n a n t e s
a d e m á s , están sujetas a la restricción (generalizando o t r a vez
u n a regla p r o p u e s t a a n t e r i o r m e n t e p o r H a r m s : su regla ( 1 7 ) )
d e q u e la p r i m e r a c o n s o n a n t e asimila d e la s e g u n d a los d e n o m i ­
8
n a d o s "rasgos del p u n t o de a r t i c u l a c i ó n " :

8. Para nosotros no está completamente claro el tratamiento de las


obstruyentes estridentes /s/ y / c / , y se puede pensar que la regla de asimi-
lación sea más complicada. Como esto no afecta a las cuestiones teóricas
de más interés en este momento, hemos preferido limitar nuestra discu-
sión a las secuencias de consonantes no estridentes, que, incidentalmente,
son las únicas que aparecen ejemplificadas en (42).
En la sección 4 discutimos el uso de las variables como coeficientes
de rasgos.
Como veremos en el siguiente capítulo, la regla de asimilación ten-
dría una forma mucho más simple si se observaran las convenciones de
marca ligadas a la asociación de reglas.

262
(45) + cons
aant
aant
jScor
[ + cons] i3cor
, 7alto / Talto
.5 p o s t
8 post

A la vista de (44) y ( 4 5 ) es imposible d e t e r m i n a r el p u n t o


de articulación de la c o n s o n a n t e final de m o r f e m a . S u p o n d r e ­
m o s , p o r lo t a n t o , q u e los rasgos " a n t e r i o r " , " c o r o n a l " , " a l t o "
y " p o s t e r i o r " n o se especifican en estas c o n s o n a n t e s . Ciertas
consideraciones generales a las q u e volveremos en el c a p í t u l o V
n o s llevan a concluir q u e estas c o n s o n a n t e s son en realidad
dentales, es decir, a n t e r i o r e s , coronales, n o altas, y n o p o s t e r i o ­
res.
Las reglas ( 4 4 ) y ( 4 5 ) explican el c o m p o r t a m i e n t o de los
m o r f e m a s g e m i n a d o r e s y nasalizadores d e Sapir, c o n la h i p ó t e ­
sis de q u e se t r a t a de m o r f e m a s c u y a s c o n s o n a n t e s finales s o n ,
r e s p e c t i v a m e n t e , oclusivas o b s t r u y e n t e s y nasales. A s í , c u a n d o
la c o n s o n a n t e final de m o r f e m a es u n a nasal, derivamos se­
cuencias c o m o [ m p ] f n t ] , |r)k| en los l í m i t e s del m o r f e m a ; y
c u a n d o se t r a t a de u n a oclusiva o b s t r u y e n t e , e n c o n t r a m o s se­
cuencias c o m o [ p p l , [ t t | , [kk] en los l í m i t e s del m o r f e m a . Por
lo t a n t o , p o d e m o s prescindir de las categorías de m o r f e m a s
" g e m i n a d o r e s " y " n a s a l i z a d o r e s " c o n la hipótesis de q u e los
m o r f e m a s p u e d e n t e r m i n a r , desde el p u n t o d e vista fonológico,
en o b s t r u y e n t e s y en nasales, así c o m o en vocales. E s t o n o s
p e r m i t e prescindir t a m b i é n d e la tercera c a t e g o r í a morfológi­
ca, " m o r f e m a s e s p i r a n t i z a d o r e s " , ya q u e éstos son s i m p l e m e n ­
te los m o r f e m a s q u e en la r e p r e s e n t a c i ó n fonológica s u b y a c e n ­
t e a c a b a n en vocal. En virtud d e u n a regla general, q u e d a m o s
c o m o ( 4 6 ) se d e b e espirantizar la p r i m e r a c o n s o n a n t e q u e si­
gue a estos m o r f e m a s . En el caso de las oclusivas labiales y ve­
lares, la espirantización p r o d u c e u n a glide c o n t i n u a s o n o r a n o

263
e s t r i d e n t e ; en el caso d e u n a oclusiva d e n t a l , p r o d u c e u n a [ r ] .
D e s d e el p u n t o de vista f o r m a l , p o d e m o s e n u n c i a r estos p r o c e ­
sos del siguiente m o d o :

(46) + cont
"—son al + sono
—^estr I
acor J
+ sona
a cons / V+

avoc

P o d e m o s ver la f o r m a de o p e r a r de esta regla en los ejemplos


2, 4 y 9-16 d e ( 4 2 ) . La regla n o afecta ni a las o b s t r u y e n t e s ge­
m i n a d a s ni a las e s t r i d e n t e s /s c/, p o r q u e , c o m o señaló Sapir
( 1 9 3 0 ) , " l o s grupos -íc-, -ís- se p u e d e n diferenciar m u y convin­
c e n t e m e n t e d e los g e m i n a d o s -f-c-, - í s - p o r q u e las m o r a s débi­
les n o p i e r d e n su s o n o r i d a d a n t e e l l o s " ( p . 6 4 ) , es decir, asig­
n a n d o u n c o n t e x t o a la regla q u e e n s o r d e c e las vocales (véase
regla ( 5 3 ) ) , y n o p o r diferencias fonéticas abiertas.
El p a i u t e meridional está sujeto a la regla de alternancia
a c e n t u a l , c u y o s efectos se detallan en el pasaje d e Sapir ( 1 9 3 0 )
q u e t u v i m o s ocasión d e citar p o c o a n t e s . Sapir explica q u e el
a c e n t o n o recae s o b r e n i n g u n a sílaba fonética, sino m á s bien
s o b r e u n a e n t i d a d a b s t r a c t a , la m o r a , q u e se p u e d e e q u i p a r a r a
u n a vocal e n u n a r e p r e s e n t a c i ó n d o n d e las vocales largas se re­
p r e s e n t a n c o m o secuencias d e d o s vocales. C o m o se p u e d e ver
p o r los ejemplos 1, 5 y 7 d e ( 4 2 ) , la f o r m u l a c i ó n d e Sapir d e la
regla de alternancia a c e n t u a l n o es m u y c o r r e c t a , y a q u e el
a c e n t o n o se asigna a las vocales en final de palabra. A d e m á s ,
en las palabras bisílabas el a c e n t o recae s o b r e la p r i m e r a m o r a .
La regla de alternancia a c e n t u a l se d e b e dar, p o r lo t a n t o , del
siguiente m o d o :

(47) V -> [acento 1] / # < C V ( C V C V ) * > C


0 0 0 0 <[+seg] > C V #
0 G

264
El e s q u e m a ( 4 7 ) e m p l e a ángulos (angled brackets). L o s utiliza­
m o s para delimitar las p a r t e s d e u n c o n t e x t o d i s c o n t i n u o ; así
c o n s i d e r a m o s a ( 4 8 a ) c o m o la abreviación d e la secuencia ( 4 8 b ) :

(48) (<i)X(Y)Z(W)Q
(b)XYZWQ
XZQ

C o n esta c o n v e n c i ó n , ( 4 7 ) es la abreviación d e la secuencia d e


esquemas (49):

(49) (a) V -> [acento 1] / # C V ( C V C V ) * C


0 0 0 0 [+seg] C V#
0 0

(b) V -> [acento 1] / # C C V# Q Q

A su vez, el e s q u e m a ( 4 9 a ) es la abreviación d e u n c o n j u n t o in­


finito d e reglas de la forma ( 5 0 ) ( d o n d e , d e h e c h o , hay u n con­
j u n t o infinito d e reglas q u e c o r r e s p o n d e n a cada aparición d e
C y [+seg] ):
Q 0

(50) V -> [acento 1] / # C V C [+seg] C V #


0 0 Q Q

V -> [acento 1] / # C V C V C V C ^
0 [+seg]
0 0 0 G C V#
Q

V - [acento 1] / # C V C V C V C V C V C
0 0 0 0 0 0 [+seg] C V# 0 0

E n t o n c e s , el e s q u e m a ( 4 7 ) es la abreviación del c o n j u n t o infi­


n i t o ( 5 0 ) ( c u y a s reglas se aplican s i m u l t á n e a m e n t e ) seguido de
la regla ( 4 9 b ) ( q u e r e p r e s e n t a r e a l m e n t e , p o r s u p u e s t o , u n c o n ­
j u n t o infinito d e reglas de aplicación s i m u l t á n e a ) . El efecto d e
( 4 7 ) es, e n t o n c e s , q u e en u n a secuencia c o n tres o m á s vocales
se asigna [ a c e n t o 1] a t o d a s las vocales i m p a r e s , c o n e x c e p c i ó n
d e la vocal final; y en u n a p a l a b r a bisílaba, el a c e n t o se asigna
a la p r i m e r a vocal. T a m b i é n d e b e m o s añadir u n a regla q u e de­
bilite t o d o s los a c e n t o s a la d e r e c h a del a c e n t o principal, c o n -

265
virtiéndolos en s e c u n d a r i o s (es decir, u n a regla q u e vuelve a
asignar el a c e n t o p r i m a r i o al a c e n t o s i t u a d o m á s a la i z q u i e r d a ) ,
y a q u e "el a c e n t o m á s fuerte desde el p u n t o de vista t e ó r i c o re­
cae sobre la s e g u n d a m o r a " (Sapir, 1 9 3 0 , p . 3 0 ) .
Para dar c u e n t a de la aparición d e o b s t r u y e n t e s n o gemina­
das en posición intervocálica, c o m o en los ejemplos 6, 1 6 , y
17-24 de ( 4 2 ) , hay q u e p o s t u l a r la regla de desgeminación ( 5 1 ) :

(51) T+voc T
[—sona] -* v> / [ s o n a ]

I —cons I
L+acentJ

D e esta forma, se b o r r a la segunda de las dos o b s t r u y e n t e s


cuando van seguidas por una vocal acentuada. Observemos
a h o r a la compleja interacción de esta regla c o n la regla de acen­
t u a c i ó n ( 4 7 ) . C o m o el a c e n t o n o se asigna a las vocales en final
de palabra, la o b s t r u y e n t e se m a n t i e n e g e m i n a d a en el ejemplo
5 d e ( 4 2 ) , m i e n t r a s q u e se simplifica e n el e j e m p l o 6. Precisa­
m e n t e p o r la misma razón la g e m i n a d a n o varía en el e j e m p l o
1 5 p e r o se simplifica en el e j e m p l o 1 6 . C o m o el a c e n t o recae
sobre la vocal q u e sigue a la p r i m e r a o b s t r u y e n t e (geminada)
en los ejemplos 1 7 - 2 4 , se simplifica en t o d o s los casos. Si en la
palabra existe u n a s e g u n d a o b s t r u y e n t e geminada, se vuelve a
simplificar bajo las mismas c o n d i c i o n e s de a n t e s ; así, c o m p á r e ­
se las d o s g e m i n a d a s simplificadas del e j e m p l o 2 4 con los o t r o s
ejemplos.
Los ejemplos se p u e d e n explicar fácilmente c o n la h i p ó t e ­
sis de q u e la regla de desgeminación se aplica d e s p u é s de la re­
gla de alternancia a c e n t u a l ( 4 7 ) , así c o m o d e s p u é s de la regla
d e aspiración ( 4 6 ) . Pero c o n s i d e r e m o s c ó m o se t e n d r í a q u e
e n u n c i a r la regla d e desgeminación si las reglas se tuvieran q u e
aplicar s i m u l t á n e a m e n t e . T e n d r í a m o s q u e incluir en la regla
d e desgeminación el c o n t e x t o q u e h e m o s especificado para la

266
regla de alternancia a c e n t u a l . En vez d e ( 5 1 ) t e n d r í a m o s q u e
tener:

(52) [-sona] - 0 / # ( C V ( C V C V ) * > [-sona]


0 0 0 <[+seg] >C V#
0 0

Sin e m b a r g o , esta c o m p l i c a c i ó n n o n o s p e r m i t i r í a prescindir d e


la regla de a c e n t u a c i ó n o simplificarla, ya q u e la asignación del
a c e n t o n o d e p e n d e de la simplificación de las g e m i n a d a s , aun­
q u e n o viceversa. El c o n t e x t o de la regla de a c e n t u a c i ó n t e n ­
d r í a q u e figurar d o s veces en la gramática ú n i c a m e n t e p o r la
decisión de utilizar reglas de aplicación s i m u l t á n e a e n vez de
reglas o r d e n a d a s l i n e a l m e n t e . Por lo t a n t o , esta t e o r í a implica
q u e la similitud de los c o n t e x t o s es c o m p l e t a m e n t e f o r t u i t a ,
q u e las reglas n o s e r í a n m e n o s generales, en el s e n t i d o lingüísti­
c a m e n t e significativo d e " g e n e r a l i d a d " , si tuvieran q u e aparecer
en el ú l t i m o caso algunos c o n t e x t o s c o m p l e t a m e n t e d i f e r e n t e s .
La c o m p l e j i d a d d e las reglas s i m u l t á n e a s a u m e n t a al tiem­
p o q u e la p r o f u n d i d a d d e o r d e n a m i e n t o d e las reglas lineal­
m e n t e o r d e n a d a s a las q u e s u s t i t u y e n . U n a b u e n a ilustración
de esto es la siguiente regla, q u e m e n c i o n a Sapir, la regla de de­
s o n o r i z a c i ó n , q u e i n c o r p o r a dos reglas distintas. La p r i m e r a ,
( 5 3 ) , d e s o n o r i z a las vocales e n posición final d e palabra y an­
tes d e u n a o b s t r u y e n t e n o g e m i n a d a ; y la s e g u n d a , ( 5 4 ) , deso­
noriza las c o n t i n u a s n o e s t r i d e n t e s a n t e s d e las vocales s o r d a s :

(53)
V ^ [— s o n o l / \ r * ria
1 J
([—sonajvj

(54) Tusona! r . , p-consl


1
' -> [-sonó /
L—voc J Ir-sonoJ

Obsérvese q u e si las reglas se tuvieran q u e aplicar simultánea­


m e n t e , se t e n d r í a n q u e c o m p l i c a r d e u n a f o r m a c o n s i d e r a b l e .

267
Las o b s t r u y e n t e s a las q u e se hace referencia en ( 5 3 ) son las
q u e se p r o d u c e n en virtud de la d e s g e m i n a c i ó n ; en c o n s e c u e n ­
cia, el c o n t e x t o d e la regla de desgeminación ( 5 1 ) se t e n d r í a
q u e i n c o r p o r a r a ( 5 3 ) . Sin e m b a r g o , s a b e m o s p o r la discusión
a n t e r i o r q u e si las reglas se tuvieran q u e aplicar s i m u l t á n e a m e n ­
t e , la regla de desgeminación t e n d r í a q u e incluir el c o n t e x t o de
la regla d e alternancia a c e n t u a l . A d e m á s , p o r el m i s m o argu­
m e n t o , la regla (54) t e n d r í a q u e incluir t o d o s los c o n t e x t o s
m e n c i o n a d o s y , a d e m á s , el c o n t e x t o de la regla de desonoriza­
ción d e la vocal ( 5 3 ) . La r a z ó n d e esto es q u e es la regla d e d e ­
s o n o r i z a c i ó n d e la vocal la q u e p r o d u c e los s e g m e n t o s n o con­
s o n a n t i c o s s o r d o s a n t e los cuales t i e n e lugar la d e s o n o r i z a c i ó n
d e ( 5 4 ) ; en consecuencia, el equivalente s i m u l t á n e o de la regla
( 5 4 ) t e n d r í a q u e i n c o r p o r a r los c o n t e x t o s d e la regla de deso­
norización de la vocal. A d e m á s , la regla t a m b i é n t e n d r í a q u e
i n c o r p o r a r el c o n t e x t o d e la regla de aspiración ( 4 6 ) .

En casi t o d a s las lenguas q u e c o n o c e m o s se p u e d e n e n c o n ­


t r a r ejemplos de este t i p o . Se p u e d e n t r a t a r d e u n m o d o m u y
n a t u r a l si las reglas se aplican de a c u e r d o c o n las c o n v e n c i o n e s
d e o r d e n a c i ó n q u e h e m o s p o s t u l a d o , p e r o si las reglas se apli­
can s i m u l t á n e a m e n t e r e q u i e r e n u n a repetición d e c o n t e x t o s in­
t e r m i n a b l e . La t e o r í a del o r d e n q u e h e m o s p r e s e n t a d o a q u í ,
j u n t o c o n la m e d i d a de evaluación ( 9 ) , p r o p o r c i o n a precisa­
m e n t e generalizaciones de este t i p o , e implica q u e , en general,
los p r o c e s o s fonológicos t e n d r á n lugar en c o n t e x t o s semejantes
o i d é n t i c o s sólo c u a n d o los m e d i o s l i m i t a d o s de los q u e dispo­
n e m o s p o r esta t e o r í a b a s t e n para reunir el e n u n c i a d o de los
c o n t e x t o s en u n solo e s q u e m a . En c o n j u n t o , estos dispositivos
e x p r e s a n u n a hipótesis e m p í r i c a d e u n t i p o c o m p l e j o y abstrac­
t o , p e r o m u y específico. Nos parece q u e las p r u e b a s de q u e
d i s p o n e m o s sugieren q u e esta hipótesis está m u y cerca de ser la
hipótesis c o r r e c t a , y q u e n i n g u n a alternativa r a d i c a l m e n t e dife­
r e n t e de las q u e se p o d r í a n h a b e r i n v e n t a d o es r e a l m e n t e plau­
sible.

268
En el c a p í t u l o III d e SPE p r e s e n t a m o s ejemplos d e interac­
ciones e n t r e reglas más c o m p l i c a d o s q u e los q u e a c a b a m o s d e
revisar. Los casos q u e d i s c u t i m o s allí implicaban relaciones d e
o r d e n de t i p o cíclico. En ciertos ejemplos se d e b í a aplicar la
regla A a n t e s d e la regla B , m i e n t r a s q u e en o t r o s ejemplos la
regla B d e b í a p r e c e d e r a la regla A. Para explicar estas relacio­
nes i n t r o d u j i m o s la c o n v e n c i ó n del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l :

( 5 5 ) Las reglas fonológicas se aplican e n sucesión lineal a cada


sintagma d e la e s t r u c t u r a superficial, c o m e n z a n d o p o r el
m e n o r y siguiendo p o r los sintagmas i n m e d i a t a m e n t e su­
periores hasta q u e se alcanza el d o m i n i o m á x i m o d e los
p r o c e s o s fonológicos.

En o t r a s palabras, exigimos q u e el d o m i n i o d e u n a regla sea


la secuencia m á x i m a q u e n o c o n t e n g a c o r c h e t e s i n t e r n o s ; y
a d e m á s , q u e d e s p u é s d e la aplicación de la ú l t i m a regla del
c o m p o n e n t e fonológico se b o r r e n los c o r c h e t e s m á s interiores
y se vuelva a la p r i m e r a regla del c o m p o n e n t e fonológico, con­
t i n u a n d o d e esta f o r m a h a s t a q u e se h a y a a l c a n z a d o el d o m i n i o
m á x i m o d e los p r o c e s o s fonológicos.
Los ejemplos d e aplicación cíclica d e las reglas p a r e c e n li­
mitarse a los rasgos p r o s ó d i c o s y a las modificaciones segmén­
tales asociadas e s t r e c h a m e n t e a los rasgos p r o s ó d i c o s (por ejem­
p l o , la alternancia i-y discutida en el c a p í t u l o IV d e SPE, sec­
ción 6 ) . H e m o s e x p e r i m e n t a d o c o n reglas cíclicas para e x p r e s a r
rasgos segméntales (véase, p o r e j e m p l o , Halle, 1 9 6 3 ) , p e r o ac­
t u a l m e n t e n o s inclinamos a creer q u e t o d o s los casos q u e ex­
p l o r a m o s se p u e d e n t r a t a r mejor c o n reglas n o cíclicas. Sin em­
b a r g o , sería p r e m a t u r o d e s c a r t a r la posibilidad d e q u e las reglas
cíclicas jugaran t a m b i é n u n papel en la f o n o l o g í a segmental.

269
4 . Las variables como coeficientes de rasgos.

A c o n t i n u a c i ó n investigaremos c ó m o se p u e d e n caracteri­
zar desde u n p u n t o d e vista formal los c o n o c i d o s procesos fo­
nológicos d e asimilación y disimilación. En t é r m i n o s del apara­
t o q u e h e m o s desarrollado a q u í , la asimilación es u n p r o c e s o
en el cual do¿ s e g m e n t o s c o n c u e r d a n en el valor asignado a u n o
o más rasgos, m i e n t r a s q u e la disimilación es u n p r o c e s o en el
q u e d o s s e g m e n t o s n o c o n c u e r d a n en el valor asignado a u n o o
m á s rasgos. h& regla ( 4 5 ) del p a i u t e meridional p r o p o r c i o n a u n
ejemplo d e asimilación: una c o n s o n a n t e final d e m o r f e m a se
asimila a los rasgos del " p u n t o d e a r t i c u l a c i ó n " d e la conso­
n a n t e siguiente. C o m o el p a i u t e meridional t i e n e ú n i c a m e n t e
c o n s o n a n t e s labiales, d e n t a l e s y velares, la regla ( 4 5 ) expresa
los h e c h o s e n u n c i a d o s en ( 5 6 ) :

(56)

+ ons]
c

Sin e m b a r g o , la f o r m u l a c i ó n ( 5 6 ) n o saca a la luz la diferencia


esencial e n t í e u n caso de asimilación c o m o el q u e e s t a m o s dis­
c u t i e n d o y el siguiente p r o c e s o , t o t a l m e n t e , i m p r o b a b l e :

270
(57) / r+antl -ant
—cor cor
—alto —alto
—post J-post.
ant 1 "+ a n t "
+ cor —cor
I +consl
—alto -halto
post_ .J-post^
—ant "—ant
—cor + cor
+ alto + + alto
_+ post _+post.

E v i d e n t e m e n t e , se precisan algunos m e d i o s formales q u e


expresen el h e c h o de q u e en el caso del p a i u t e meridional el
a c u e r d o de las c o n s o n a n t e s e n lo q u e respecta a los rasgos " a n ­
t e r i o r " , " c o r o n a l " , " a l t o " y " p o s t e r i o r " es l i n g ü í s t i c a m e n t e
significativo, m i e n t r a s q u e en el caso q u e h e m o s ejemplificado
en ( 5 7 ) la relación q u e se da e n t r e el c a m b i o e f e c t u a d o y el
c o n t e x t o d e t e r m i n a n t e es e n t e r a m e n t e f o r t u i t a . D a d o el criterio
de evaluación d e ( 9 ) , p o d e m o s c u m p l i r este requisito e m p l e a n ­
d o variables q u e p u e d a n a d o p t a r los valores d e los coeficientes
d e rasgos + y —, 1, 2,... Se ve fácilmente q u e ( 5 6 ) se p u e d e
abreviar c o n a y u d a d e la c o n v e n c i ó n de la variable, y el esque­
m a ( 4 5 ) , d o n d e las letras griegas se e m p l e a n c o m o variables, es
p r e c i s a m e n t e esta abreviación; p o r o t r a p a r t e , los h e c h o s ex­
presados en ( 5 7 ) n o se p u e d e n abreviar d e la misma forma. Pe­
ro este es p r e c i s a m e n t e el r e s u l t a d o q u e p r e t e n d í a m o s , d a d o el
criterio de m e d i d a (9), p a r a distinguir la asimilación d e u n
c o n j u n t o d e reglas arbitrarias c o m o ( 5 7 ) .
De h e c h o , el e s q u e m a ( 4 5 ) i n c l u y e i m p l í c i t a m e n t e , a d e m á s
d e los tres s u b a p a r t a d o s d e ( 5 6 ) , varios o t r o s s u b a p a r t a d o s , a
saber:

271
(58) —ant —ant
—cor —cor
-falto + + alto
L—postJ —post,
+ ant '+ant
—cor —cor

[4- COns]
+ alto + + alto
j—post. —post,
r+ant n "+ant
+ cor + cor
+ alto + alto
/
+ post_ J-post,

C o m o estos c o m p l e j o s d e rasgos —es decir, palatales, labia­


les palatalizadas, d e n t a l e s velarizadas, etc.— n o a p a r e c e n en
p a i u t e m e r i d i o n a l , este caso especial d e e s q u e m a s es v a c í o . N o
t i e n e o b j e t o c o m p l i c a r la regla p a r a i m p e d i r q u e se aplique ( 5 8 )
p o r q u e la s i t u a c i ó n en q u e se aplica n u n c a p u e d e surgir. Más
p r e c i s a m e n t e , n u e s t r o f o r m u l i s m o implica q u e la secuencia de
reglas ( 5 6 ) , (58) es m á s simple, en el s e n t i d o t é c n i c o , q u e la se­
cuencia ( 5 6 ) ; y c o m o n o h a y n i n g u n a r a z ó n e m p í r i c a para re­
chazar la secuencia de m á s a l t o valor ( 5 6 ) , ( 5 8 ) ( c u y a represen­
u
t a c i ó n m í n i m a es ( 4 5 ) ) , t e n d r e m o s q u e a c e p t a r ésta c o m o par-
t e d e la gramática. D e esta f o r m a , llegamos a la predicción de
q u e si en v i r t u d d e algún p r o c e s o d e c a m b i o lingüístico se in­
t r o d u j e r a n en la lengua las oclusivas palatales ( p e r m a n e c i e n d o
c o n s t a n t e s los f e n ó m e n o s d e ( 5 6 ) ) , t a m b i é n la palatalidad se
asimilaría a la c o n s o n a n t e p r e c e d e n t e .
Hasta ahora, h e m o s e s t a d o t r a t a n d o d e rasgos q u e p u e d e n
t e n e r los valores m á s o m e n o s , t a m b i é n p o d e m o s a b o r d a r la di­
similación e x t e n d i e n d o la c o n v e n c i ó n a n t e r i o r . T o d o lo q u e ne­
cesitamos es p e r m i t i r especificaciones d e la f o r m a [—arasgo X ] ,

272
d o n d e a es u n a variable y d o n d e , a d e m á s , la c o n v e n c i ó n m a n ­
tiene q u e = + , — + = —.
En g ó t i c o se e n c u e n t r a u n ejemplo simple d e disimilación
en el q u e , d e s p u é s de u n a vocal n o a c e n t u a d a , la s o n o r i z a c i ó n
de las c o n t i n u a s disimila en relación a la d e la o b s t r u y e n t e an­
terior. De esta f o r m a , e n c o n t r a m o s hatiza, " o d i o " ( d a t sing.),
riqiza, " o b s c u r i d a d " ( d a t . sing.), p e r o agisa, " m i e d o " ; y, de
forma parecida, fastubni, " p o s i c i ó n " , fraistubni, "tentación",
p e r o waldufni, " f u e r z a " , y wundufni, " h e r i d a " . Desde el p u n t o
de vista formal, la regla q u e s u b y a c e a e s t o s h e c h o s (la ley de
T h u r n e y s e n ) se e n u n c i a r í a en n u e s t r a t e r m i n o l o g í a c o m o ( 5 9 ) :

En los casos de asimilación y disimilación q u e h e m o s esta­


d o d i s c u t i e n d o a q u í , las variables se asociaban al m i s m o rasgo
en distintos s e g m e n t o s . Por lo t a n t o , surge el p r o b l e m a d e si sé
d e b e r í a restringir f o r m a l m e n t e el u s o d e las variables de estas
formas o si la t e o r í a d e b e r í a a d m i t i r u n e m p l e o m á s libre d e las
variables. El dialecto a l e m á n q u e se habla en V i e n a p r o p o r c i o ­
na u n e j e m p l o r e l a c i o n a d o c o n esta c u e s t i ó n . E n este d i a l e c t o ,
las vocales n o p o s t e r i o r e s (anteriores) s o n n o r e d o n d e a d a s de­
lante de Ixl y r e d o n d e a d a s d e l a n t e de / 1 / : p o r e j e m p l o , en ale­
m á n e s t á n d a r vier, " c u a t r o " , y für, " p o r " , se p r o n u n c i a n [fTr];
Heer, " e j é r c i t o " , y hór, " ¡ e s c u c h a ! " , se p r o n u n c i a n [hér];
m i e n t r a s q u e viele, " m u c h o s " , y fühle, " s e n t i r " , se p r o n u n c i a n
[fula], y hehlen, " e s c o n d e r " , y Hólen, " c u e v a s " , se p r o n u n c i a n
l h o l á n ] ( T r u b e t z k o y , 1 9 5 8 , p . 2 0 9 ) . Estas observaciones se
formalizan d e f o r m a n a t u r a l del siguiente m o d o :

273
[
(60) +VOC

—cons [«redondeado]
—post

T r u b e t z k o y ( 1 9 5 8 ) a b o r d ó estos h e c h o s d e u n a forma u n tan­


t o d i f e r e n t e . Su hipótesis fue q u e la asimilación sólo se p o d í a
dar e n t r e rasgos i d é n t i c o s y a r g u m e n t ó q u e los ejemplos recién
c i t a d o s m o s t r a b a n q u e " v o m S t a n d p u n k t der g e n a n n t e n Mun-
dart darf r ais die hellere, u n d / die d u n k l e r e L i q u i d a definiert
w e r d e n " ( p . 2 0 9 ) 2 . Esta inferencia se basa en las siguientes
c o n s i d e r a c i o n e s . En el sistema d e T r u b e t z k o y se dice q u e cada
s o n i d o del habla t i e n e su " t o n o p r o p i o " (Eigenton), y los soni­
dos del habla se p u e d e n o r d e n a r en base a sus " t o n o s p r o p i o s " ,
desde el t o n o alto (hell) hasta el bajo (dunkel). E n t r e las voca­
les el " t o n o p r o p i o " c o r r e s p o n d e a la frecuencia del s e g u n d o
f o r m a n t e : p o r lo t a n t o , [i| t i e n e el " t o n o " m á s a l t o , [ ü | el si­
guiente e n altura, y [u] el m á s bajo. C o m o los fonetistas de los
a ñ o s 3 0 n o c o n o c í a n los " t o n o s " d e las l í q u i d a s [r| y |1], T r u ­
b e t z k o y p r o p o n e d e t e r m i n a r l o s i n d i r e c t a m e n t e . Su hipótesis
es q u e la asimilación sólo p u e d e aparecer e n t r e rasgos idénti­
cos, p o r lo q u e c o n c l u y e q u e el " t o n o " d e [r] es m á s alto q u e
el d e [1], ya q u e [ij a p a r e c e d e l a n t e d e | r ] y [ü] d e l a n t e d e [1].
Sin e m b a r g o , la hipótesis e n q u e se basa la inferencia n o está
justificada de n i n g ú n m o d o , y n o se p r e s e n t a n i n g u n a o t r a
p r u e b a a favor de la p r o p u e s t a de q u e [r] t i e n e u n " t o n o m á s
a l t o " q u e [1]. De esta f o r m a , ni la solución d e T r u b e t z k o y ni la
hipótesis q u e la s u b y a c e t i e n e n u n f u n d a m e n t o b u e n o . A d e m á s ,
u n p r o c e s o c o m ú n c o m o es el q u e la l o n g i t u d esté regida p o r el

g. "Desde el punto de vista de los dialectos nombrados, r debe ser de-


finida como la líquida clara y / como la líquida oscura". Pág. 212 de la
traducción española de Delia García Giordano (véase la Bibliografía final).
(N. del T.)

274
carácter s o n o r o o s o r d o de la c o n s o n a n t e siguiente, m u e s t r a
q u e la asimilación n o se p u e d e limitar al m i s m o rasgo d e dife­
rentes s e g m e n t o s y q u e p o r lo m e n o s se t e n d r í a q u e p e r m i t i r la
asimilación e n t r e rasgos equivalentes o r e l a c i o n a d o s . T r u b e t z -
k o y y los o t r o s q u e utilizaban el rasgo " t o n o p r o p i o " (Eigen-
ton) r e c o n o c í a n en p a r t e este h e c h o , p o r q u e este rasgo resu­
m í a los rasgos m u y diferentes, desde el p u n t o d e vista fonéti­
co, de r e d o n d e a m i e n t o y p o s t e r i o r i d a d .
Sin e m b a r g o , hay u n a p r u e b a e m p í r i c a a favor de i m p o n e r
u n l í m i t e al uso de variables c o n rasgos diferentes en diferentes
s e g m e n t o s . La i n m e n s a m a y o r í a de los ejemplos sólo afectan a
u n sólo rasgo, y en los o t r o s casos p a r e c e existir c l a r a m e n t e al­
guna c o n e x i ó n i n t r í n s e c a e n t r e los rasgos a f e c t a d o s p o r el p r o ­
ceso de asimilación. Sin e m b a r g o , en estos m o m e n t o s n o esta­
m o s en disposición d e f o r m u l a r estas restricciones.
Las variables se p u e d e n e m p l e a r de f o r m a m u y n a t u r a l p a r a
caracterizar las restricciones t a n t o i n t r a s e g m e n t a l e s c o m o in-
tersegmentales. Por e j e m p l o , el sistema vocálico del dialecto
u z b e k d e la ciudad d e T a s h k e n t está c o m p u e s t o d e seis vocales,
tres p o s t e r i o r e s y r e d o n d e a d a s y tres n o p o s t e r i o r e s y n o re­
d o n d e a d a s ( T r u b e t z k o y , 1 9 5 8 , p . 9 0 ) . Por lo t a n t o están suje­
tas a la regla ( 6 1 ) :

(61) T+voc 1
I —consl [aredonj
Lapost J
En realidad, c o m o sugeriremos m á s a d e l a n t e (véase el c a p í t u l o
V) este f e n ó m e n o c o m ú n t i e n e u n e s t a t u s b a s t a n t e d i f e r e n t e .
El uso d e variables c o m o coeficientes d e rasgos n o s p e r m i t e
recoger de u n a f o r m a m u y n a t u r a l otras regularidades fonológi­
cas. Por e j e m p l o , en francés c o n t e m p o r á n e o (bajo ciertas con­
diciones q u e n o interesan a q u í ) , las vocales se t r u n c a n a n t e las

27B
vocales y las glides, y las c o n s o n a n t e s se t r u n c a n a n t e las con­
s o n a n t e s y las l í q u i d a s ; p o r o t r a p a r t e , las glides y las l í q u i d a s
n u n c a se t r u n c a n . E n t o n c e s se t i e n e n formas c o m o las d e (62)
( d o n d e los s e g m e n t o s t r u n c a d o s están en n e g r i t a ) :

(62) petit garçon petit livre petit enfant petit oiseau


cher garçon cher livre cher enfant cher oiseau
le garçon le livre l(e)'enfant l(e)'oiseau
pareil gâchis pareil livre vieil ami vieil oiseau

Para caracterizar estos h e c h o s , p o d e m o s p r o p o n e r las siguien­


tes d o s reglas ( d o n d e # representa u n l í m i t e d e p a l a b r a ) :

(63) C voc-|
+
5>/ # [—cons]
L~consJ
( b )L+consJ
v f" 1 v o c
# [ + cons]

Sin e m b a r g o , esta f o r m u l a c i ó n p o d r í a confundir la s i m e t r í a in­


h e r e n t e a ( 6 2 ) y n o p o d r í a distinguirla d e u n a pareja d e reglas
t o t a l m e n t e asimétricas c o m o ( 6 4 ) :

(64) r+voc # [—cons]


(a) 0/
-post
+ cons|
(b) 0/ # [+ nasal]
-altoj

C o m o ya señaló S c h a n e ( 1 9 6 5 ) , la i n t r o d u c c i ó n de variables
nos p e r m i t e recoger la s i m e t r í a d e ( 6 2 ) d e u n m o d o m u y n a t u r a l :

(65) T—avocl
[cvconsj
0/
# [acons]

276
Excurso. J . C. Milner y C. J . Bailey n o s h a n señalado q u e la regla
de liaison y elisión n o funciona según ( 6 5 ) c u a n d o la s e g u n d a
palabra p e r t e n e c e a u n v o c a b u l a r i o " e x t r a n j e r o " . E n las pala­
bras extranjeras las glides funcionan c o m o las c o n s o n a n t e s y
las l í q u i d a s , y n o c o m o las vocales. De esta f o r m a , p o r ejem­
plo, n o t e n e m o s elisión en le yogi ni liaison en les yogis. Esta
observación requiere c o m o m í n i m o q u e i n t r o d u z c a m o s u n a ca­
t e g o r í a d i a c r í t i c a " e x t r a n j e r o " y restrinjamos la aparición d e
(65) a n t e palabras [—extranjero). A d e m á s , t e n d r í a m o s q u e for­
m u l a r u n a regla especial para las palabras [ + e x t r a n j e r o ] . Esta
regla t e n d r í a q u e t e n e r los efectos de ( 6 6 ) :

O b s e r v e m o s , sin e m b a r g o , q u e , a diferencia d e ( 6 5 ) , esta pareja


de reglas n o se p u e d e abreviar. D a d o el sistema de rasgos q u e
h e m o s a d o p t a d o en este e s t u d i o , n o hay n i n g u n a forma de ex­
presar la e v i d e n t e s i m e t r í a de los d o s p r o c e s o s relacionados de
( 6 6 ) , u n o d e los cuales t i e n e lugar a n t e vocales y el o t r o a n t e
n o vocales. Para evitar esta seria i n a d e c u a c i ó n , Milner y Bailey
h a n sugerido modificar el sistema de rasgos de alguna m a n e r a ;
a saber, el rasgo " v o c á l i c o " se t e n d r í a q u e sustituir p o r el ras­
go " s i l á b i c o " , q u e caracterizaría a t o d o s los s e g m e n t o s q u e
c o n s t i t u y e r a n u n a c u m b r e silábica. Por definición, las o b s t r u ­
y e n t e s e s t a r í a n excluidas d e la f o r m u l a c i ó n de c u m b r e s silábi­
cas; n o r m a l m e n t e las vocales serían c u m b r e s silábicas, m i e n t r a s
q u e las d e m á s s o n a n t e s —es decir, l í q u i d a s , glides, y nasales
- n o r m a l m e n t e s e r í a n n o silábicas, p e r o se p o d r í a n hacer silábi­
cas en circunstancias especiales, c o m o , p o r e j e m p l o , e n t r e obs­
t r u y e n t e s . C u a n d o las vocales n o son silábicas se c o n v i e r t e n en

277
las glides altas [w] y [ y ] ; las vocales n o altas en las glides n o al­
tas simbolizadas p o r [ h ] . En r e s u m e n , p r o p o n e m o s los siguien­
tes rasgos d e clase m a y o r en vez de los del c a p í t u l o I I I :

(67)

sonante silábico consonantico

vocales + + —
líquidas + + +
silábicas nasales + +
no silábicas líquid. — +
no silábicas nasales •f — +
glides: w, y, h, 9
4- — —
obstruyentes

A n t e s d e aplicar (67) a la liaison y la elisión, d e b e m o s seña­


lar q u e las c o n s o n a n t e s q u e se b o r r a n en posición p r e c o n s o n á n -
tica son s i e m p r e o b s t r u y e n t e s , p o r q u e las nasales en final de
palabra se eliden en virtud d e o t r a s reglas i n d e p e n d i e n t e s . A h o ­
ra p o d e m o s r e f o r m u l a r la liaison y la elisión a n t e palabras nati­
vas del siguiente m o d o :

278
Esta pareja de reglas se abrevia fácilmente en:

(69) r-asilal ^ / ^ Tcvcons "j


LaconsJ I |_—extranj

A n t e palabras extranjeras, e n c o n t r a m o s :

(71) [-asila] ^ # T-asila 1


LaconsJ L+ e x t r a n j

La aparición de d o s reglas similares c o m o ( 6 9 ) y ( 7 1 ) en u n a


gramática es m u y p o c o f r e c u e n t e . J. C. Milner ha a r g u m e n t a d o
q u e se p o d r í a prescindir de ( 6 9 ) y q u e se p u e d e n explicar t o ­
dos los casos de liaison y elisión c o n u n o r d e n a m i e n t o apropia­
d o de ( 7 1 ) , generalizado p o r la omisión del rasgo (+ e x t r a n j e r o ) .
Así, este ejemplo t i e n e u n a gran i m p o r t a n c i a para n u e s t r o
sistema de rasgos. Si, c o m o nos parece ahora, ( 7 1 ) es en reali­
dad la f o r m u l a c i ó n c o r r e c t a de los h e c h o s f o n é t i c o s q u e acaba-

279
m o s d e discutir, y si, a d e m á s , se d e m u e s t r a q u e este e j e m p l o es
algo m á s q u e u n caso aislado, el sistema d e rasgos se t e n d r í a
q u e revisar según las líneas a p u n t a d a s en ( 6 7 ) .
El ú l t i m o de los casos q u e v a m o s a c o n s i d e r a r es el de u n a
variable utilizada p a r a u n solo rasgo en u n solo s e g m e n t o . Evi­
d e n t e m e n t e , el ú n i c o caso significativo será u n a regla c o m o
(72):

(72) [arasgoX] -> [— a r a s g o X ]

El e s q u e m a (72) serviría c o m o abreviación d e las d o s reglas:

(73) (a) [ + rasgo X] -> [ - r a s g o X]


(b) [—rasgo X] -> | + rasgo X]

E v i d e n t e m e n t e , sería b a s t a n t e arbitrario asignar u n o r d e n a las


reglas (a) y ( b ) . Así, n u e s t r a hipótesis provisional será q u e se
aplican s i m u l t á n e a m e n t e . ( P r e s e n t a r e m o s p r o n t o u n a justifica­
ción d e esta hipótesis y v e r e m o s m á s a d e l a n t e q u e es la conse­
cuencia n a t u r a l de o t r a s hipótesis i n d e p e n d i e n t e s s o b r e la for­
m a d e las reglas.) En esta hipótesis, la regla ( 7 2 ) describe u n
p r o c e s o en el q u e d o s s e g m e n t o s c a m b i a n su posición en el sis­
t e m a fonológico, p o r así d e c i r l o ; p o r e j e m p l o , los s e g m e n t o s
s o n o r o s se e n s o r d e c e n , m i e n t r a s q u e los s e g m e n t o s s o r d o s se
s o n o r i z a n . Se e n c u e n t r a n c i e r t a m e n t e reglas d e este t i p o . El es­
t u d i o s o de lenguas africanas Meinhof ( 1 9 1 2 ) discutió este t i p o
d e reglas h a c e m a s de 50 a ñ o s , y a c u ñ ó p a r a ellas el a p r o p i a d o
9
t é r m i n o "reglas d e p o l a r i d a d " .
A u n q u e a p a r e n t e m e n t e K l i n g e n h e b e n ( 1 9 6 3 ) d e m o s t r ó la

9. "Supongamos que bajo determinadas condiciones A se convierte


en B, y bajo las mismas condiciones B se convierte en A. Llamo 'polari-
dad' a este proceso por las siguientes razones. El imán tiene un polo posi-
tivo (A) y un polo negativo (B). Si, bajo la influencia de un imán más po-

280
invalidez de los principales ejemplos d e reglas d e polaridad d e
Meinhof —las del fula—, existen casos evidentes d e estas reglas
en cierto n ú m e r o de lenguas. Bever ( 1 9 6 3 ) h a d i s c u t i d o u n
1 0
ejemplo del m e n o m i n i . Las lenguas s e m í t i c a s o c c i d e n t a l e s ,
c o m o el á r a b e , el h e b r e o y el a r a m e o , p r o p o r c i o n a n u n segun­
d o ejemplo del principio de p o l a r i d a d . En la conjugación d e es­
tas lenguas, la vocal t e m á t i c a d e los v e r b o s , q u e es la vocal q u e
aparece e n t r e la s e g u n d a y la tercera c o n s o n a n t e del t e m a , está
sujeta a la a p o f o n í a . En el p e r f e c t o , q u e se f o r m a ú n i c a m e n t e
p o r sufijación, e n c o n t r a m o s u n a vocal, m i e n t r a s q u e en las for­
mas del i m p e r f e c t o e n c o n t r a m o s u n a vocal d i s t i n t a , q u e apare­
ce p o r prefijación y sufijación. Un ejemplo t í p i c o d e esta situa­
1 1
ción es el h e b r e o b í b l i c o ( 7 4 ) .

(74) P E R F E C T O IMPERFECTO
a o lamad-yilmod (aprender)
o a qaton-yiqtan (ser p e q u e ñ o )
e a zaqen-yizqan (envejecer)

El e x a m e n d e ( 7 4 ) m u e s t r a q u e si t e n e m o s la vocal n o baja
lol o leí en el p e r f e c t o , e n c o n t r a m o s la vocal baja /a/ en el im­
p e r f e c t o , m i e n t r a s q u e si en el p e r f e c t o t e n e m o s la vocal baja
/ a / , e n c o n t r a m o s la vocal n o baja lol e n el i m p e r f e c t o . N ó t e s e
q u e las c o n d i c i o n e s en q u e aparecen estas alternancias son p r e ­
c i s a m e n t e las m i s m a s , d e m o d o q u e el c o n t e x t o n o resulta de

deroso, el polo positivo se convierte en negativo —es decir, A se convierte


en B— el polo negativo se convierte simultáneamente en positivo, es de-
cir, B se convierte en A" (Meinhof, 1 9 1 2 , p. 19).
10. Fue Bever el primero que nos llamó la atención sobre el hecho de
que en nuestra notación iba implícita la posibilidad de las reglas de "pola-
ridad".
11. En Harper (1910), pp. 73 y 7 6 , se pueden encontrar otros ejem-
plos.

281
n i n g u n a utilidad p a r a distinguir e n t r e los d o s t i p o s de inter­
c a m b i o . Por s u p u e s t o , es posible s u p o n e r u n e s t a d o i n t e r m e ­
d i o . De esta forma p o d r í a m o s p o s t u l a r q u e [a] se h a c e alta en
u n p r i m e r m o m e n t o , q u e las vocales n o altas n o bajas leí y lol
se c o n v i e r t e n e n t o n c e s en / a / y , p o r ú l t i m o , q u e el equivalente
alto d e la / a / original desciende a lol. Sin e m b a r g o , n o parece
haber n i n g u n a justificación para esta explicación si n o es el evi­
tar utilizar u n a regla de polaridad. C o m o las reglas d e polaridad
están i m p l í c i t a s en n u e s t r a n o t a c i ó n y ya q u e n o parece h a b e r
ninguna razón para s u p o n e r q u e se las p u e d a rechazar de algún
m o d o , t a m p o c o parece h a b e r n i n g u n a razón para a b o r d a r los
f e n ó m e n o s del h e b r e o d a n d o el r o d e o q u e a c a b a m o s de des­
cribir o algún o t r o artificio similar. En vez de eso p r o p o n d r e ­
1 2
m o s la regla de polaridad ( 7 5 ) :

[—a bajconosJ
(75) '+voc"|-
r+voc~| r— abajo
r—abajo! ,
Jaredon C+Imperfecto

L+post .
La situación descrita n o es exclusiva del h e b r e o , sino q u e
surge t a m b i é n en otras lenguas s e m í t i c a s occidentales. Conside-

12. Speiser (1938) ha argumentado que el origen de estas alternan-


cias en semítico se puede explicar sin recurrir al principio de polaridad,
en términos de analogía gramatical. Aparte del hecho de que la analogía
tiene una validez dudosa como principio motivador del cambio lingüísti-
co (véase la discusión en Kiparsky, 1965), el argumento de Speiser, aun
siendo correcto, no tiene relación con la cuestión que estamos tratando,
que afecta a la gramática sincrónica del hebreo bíblico después de que
hubiera obtenido las alternancias mencionadas. Como señalamos en el ca-
pítulo VI de SPE, las reglas de polaridad pueden surgir en una lengua de
muchas maneras, además de la adición directa a la gramática. En conse-
cuencia, incluso si, como Speiser sugiere, las reglas de polaridad no inter-
vinieran en el proceso histórico, los fenómenos sincrónicos que hemos
expuesto exigirían que se postulara la regla de polaridad (75).

282
r e m o s , p o r e j e m p l o , la siguiente d e s c r i p c i ó n d e la g r a m á t i c a del
árabe, debida a Grande ( 1 9 6 3 ) :

La vocal que indica la clase (la vocal situada después de la segun-


da consonante del tema) puede ser /a/, /i/ o /u/ en los verbos de la
primera conjugación. Si en el perfecto la vocal de clase es /a/, enton-
ces, de acuerdo con el principio de polaridad, el imperfecto será /i/
o / u / , por lo cual /u/ aparecerá en la mayoría de los verbos: /a/ tam-
bién aparece de un modo relativamente frecuente, pero sobre todo
en los verbos en los que la segunda o tercera consonante temática es
gutural o velar; por ejemplo,

descubrir fataha yaftahu


9
leer qara a9
yaqra u
dormitar na^asa yan^asu
golpear faja°a yafja^u

Si la vocal de clase es /i/, entonces, de acuerdo con el mismo


principio de polaridad, será /a/ en el imperfecto y en casos rasos /i/;
por ejemplo:

estar enfermo marida yamradu


estar triste hazina yahzanu
pero
considerar hasiba yahsibu

Si la vocal de clase es / u / , entonces el imperfecto es siempre / u / ,


por ejemplo, "estar elegante" hasuna yahsunu (p. 150).

A s í , la regla d e p o l a r i d a d se aplica sólo a los t e m a s q u e presen­


t a n vocales t e m á t i c a s n o r e d o n d e a d a s .
E n k a s e m , lengua del o c c i d e n t e africano, e n c o n t r a m o s o t r o
e j e m p l o d e regla d e p o l a r i d a d . En esta lengua las clases d e
n o m b r e s A , B y C p r e s e n t a n sufijos del singular y del plural e n
c o r r e l a c i ó n : si el sufijo del singular es / i / o / u / , el sufijo del
plural es / a / , m i e n t r a s q u e si el sufijo del singular es / a / , el sufi­
jo del plural es l'xl (Callow, 1 9 6 5 , p . 3 2 ) .

283
H a b l a n d o en rigor, las reglas c o n variables n o son reglas
simples, sino m á s b i e n e s q u e m a s q u e r e p r e s e n t a n c o n j u n t o s de
reglas. A s í , ( 7 2 ) , p o r e j e m p l o , r e p r e s e n t a las d o s reglas ( 7 3 a ) y
( 7 3 b ) ; y ( 6 5 ) es e n realidad u n e s q u e m a q u e abrevia las d o s
reglas d e ( 7 3 ) . Si revisamos las reglas q u e h e m o s e s t a d o discu­
t i e n d o h a s t a el m o m e n t o , o b s e r v a m o s q u e n o h a y n i n g ú n ejem­
plo en el q u e el o r d e n a m i e n t o sea crucial. Sin e m b a r g o , en el
caso de la regla d e p o l a r i d a d , es esencial q u e las d o s reglas se
a p l i q u e n d e m o d o d i s y u n t i v o , p o r q u e si n o la segunda regla
anulará los efectos d e la p r i m e r a . G e n e r a l i z a n d o estas observa­
ciones, p o d r í a m o s i m p o n e r la c o n d i c i ó n d e q u e las reglas abre­
viadas e n u n solo e s q u e m a m e d i a n t e el u s o de variables n o se
p u e d e n aplicar en secuencia (en u n estadio d a d o de aplicación
cíclica). Esta idea se p u e d e precisar d e varias m a n e r a s . Con vis­
tas a desarrollos p o s t e r i o r e s , e n u n c i a r e m o s la c o n v e n c i ó n d e la
f o r m a siguiente:

( 7 6 ) S u p o n g a m o s q u e X ( a ) , es u n e s q u e m a q u e incluye la va­
riable a. E n t o n c e s 2 ( a ) r e p r e s e n t a la secuencia 2
(—) f o r m a d a p o r la s u s t i t u c i ó n de a por + y —, respecti­
v a m e n t e , e n X ( a ) ; y el e s q u e m a £ ( + ) , £(—) está " o r d e n a ­
d o d i s y u n t i v a m e n t e " , en el s e n t i d o d e q u e la aplicación
d e la regla derivada p o r el desarrollo de £ ( + ) (o del mis­
m o 2 ( + ) , si es u n a regla) i m p i d e la aplicación de cual­
q u i e r regla derivada p o r el desarrollo d e £(—) (o del mis­
m o 2 ( — ) , si es u n a regla) e n el m i s m o e s t a d i o del ciclo.

D e s d e luego, esta es la n o c i ó n d e o r d e n d i s y u n t i v o q u e estudia­


m o s en detalle, aplicada al inglés, en los c a p í t u l o s II, III y IV
de SPE. Por lo t a n t o , p r o p o n e m o s q u e la c o n v e n c i ó n de la
variable t a m b i é n i m p o n e u n o r d e n d i s y u n t i v o , c o n elección ar­
bitraria del o r d e n d e las reglas d e r i v a d a s d e los e s q u e m a s c o n
variables. V o l v e r e m o s s o b r e esta c u e s t i ó n en el A p é n d i c e a este
capítulo.

284
5. Metátesis, contracción y elisión

Las reglas fonológicas q u e h e m o s v e n i d o d i s c u t i e n d o e n las


secciones a n t e r i o r e s d e este c a p í t u l o se h a n c a r a c t e r i z a d o p o r
tener u n solo e l e m e n t o a la izquierda de la flecha. Sin e m b a r ­
go, existe u n c i e r t o n ú m e r o de p r o c e s o s fonológicos q u e afec­
t a n d e m o d o s i m u l t á n e o a m á s d e u n s e g m e n t o d e la secuencia.
Los f e n ó m e n o s de m e t á t e s i s , c o n t r a c c i ó n y elisión resultan de
particular interés.
U n o de los e j e m p l o s m á s i n t e r e s a n t e s d e m e t á t e s i s y con­
t r a c c i ó n q u e nos h a n l l a m a d o la a t e n c i ó n se e n c u e n t r a en la
lengua kasem. De a c u e r d o c o n Callow ( 1 9 6 5 ) , el kasem t i e n e
las siguientes c o n s o n a n t e s :

(77) p t c k
b d j g
m n p q 1 w y
f s
V z

Su sistema vocálico está c o m p u e s t o de d o s c o n j u n t o s paralelos


de cinco vocales, u n c o n j u n t o d e vocales " s u p e r i o r e s " y o t r o de
" i n f e r i o r e s " , q u e c u m p l e n la c o n d i c i ó n d e p r e s e n t a r a r m o n í a
vocálica, a saber: q u e las vocales d e cualquier palabra se t o m a n
e x c l u s i v a m e n t e d e u n c o n j u n t o o del o t r o . (Para la distinción
fonética e n t r e los c o n j u n t o s véase el c a p í t u l o IV, sección 4 . 5 . )
C o m o la regla de a r m o n í a vocálica es u n a regla t a r d í a q u e n o
afecta a los p r o c e s o s d e los q u e e s t a m o s t r a t a n d o , n o indicare­
m o s la diferencia e n t r e los d o s c o n j u n t o s d e vocales c u a n d o
e f e c t u e m o s la t r a n s c r i p c i ó n de los ejemplos q u e cita Callow.
P o r lo t a n t o , el s i s t e m a vocálico q u e aparecerá en n u e s t r a trans­
cripción está c o m p u e s t o p o r d o s vocales altas [i u] y tres voca­
les bajas [ae a o ] . En lo sucesivo, n u e s t r a discusión se limitará a

285
los n o m b r e s del t i p o q u e p e r t e n e c e n a la clase C d e Callow, y
p o r lo t a n t o se d e b e considerar t a n sólo c o m o u n a sugerencia,
ya q u e n u e s t r a i n f o r m a c i ó n s o b r e la lengua es l i m i t a d a . N o dis­
c u t i r e m o s las o t r a s c u a t r o clases n o m i n a l e s del kasem p o r q u e
Callow p r o p o r c i o n a m u y p o c a i n f o r m a c i ó n sobre tres de ellas,
y los f e n ó m e n o s d e la c u a r t a clase p r e s e n t a n p o c o interés adi­
cional.
Los n o m b r e s d e la clase C de Callow a ñ a d e n al t e m a el sufi­
jo /a/ en el singular y el sufijo / i / en el plural. De esta forma te­
nemos:

(78)
SINGULAR PLURAL SINGULAR PLURAL
bakada bakadi (muchacho) huhuda huhudi (perro)
sada sadi (rafia) (ana fani (cuchillo)
mimina mi mi ni (delgado) cana can i (luna)
[ala fali (hombre blanco) bahala bakali (hombro)
lula luli (granero)

C u a n d o u n a palabra t e r m i n a en dos vocales idénticas, u n a de


ellas se t r u n c a . Así, p o r e j e m p l o , p a r a l e l a m e n t e a ( 6 8 ) e n c o n ­
t r a m o s ejemplos c o m o ( 7 9 ) :

(79) kambia kambi (cacerola)


pia pi (ñame)

Si n o existiera la regla de t r u n c a c i ó n , s e e s p e r a r í a n los plurales


1 3
[kambii] y | p i i ] .
Los t e m a s q u e a c a b a n en velar la p i e r d e n a n t e la |i) del

13. La forma [daa|, "bastón", que cita Callow, en contradicción con


la mencionada, puede ser un error de la transcripción. Ante la falta de in-
formación adicional, nuestra hipótesis será que es así, y que la forma real-
mente es (da).

286
plural. A s í , t e n e m o s formas c o m o jbuga]—[bwi|, " r í o " y | d i ­
ga M di |, " h a b i t a c i ó n " —de (digij |dii] -> | d i | . Para explicar
la aparición de la glide | w] en [ b w i | , n e c e s i t a m o s , a d e m á s de la
regla de elisión velar, la regla de la glide ( 8 0 ) q u e convierte a
una vocal s i t u a d a a n t e o t r a vocal en su equivalente glide. (Real­
m e n t e la regla n o es t a n general c o m o la e n u n c i a m o s a q u í ; véa­
se el final de este m i s m o a p a r t a d o ) .

(80) R E G L A D E L A G L I D E

[
—consl ^

V 0 C
i T+voc "1

+ alto J ~* I/ [—consj
A n t e s d e f o r m u l a r la regla d e elisión, a m p l i a r e m o s n u e s t r o
formalismo d e m o d o q u e p e r m i t a la supresión y la i n t r o d u c ­
ción de u n i d a d e s en la secuencia. De a c u e r d o c o n convencio­
nes m u y e x t e n d i d a s , a h o r a p e r m i t i r e m o s reglas c o m o ( 8 1 ) y
(82):

(81) A - 0/ X Y

(82) 0 -> B I X Y

E s t i p u l a m o s q u e (81) t i e n e el efecto de rescribir u n a secuen­


cia... X A ' Y como... X ' y y q u e ( 8 2 ) t i e n e el efecto d e
rescribir u n a secuencia X' Y\.. c o m o X B Y'..., d o n d e X ' , A '
y son iguales q u e X, A, Y, r e s p e c t i v a m e n t e .
Por lo t a n t o , las d o s reglas d e b o r r a d o del kasem q u e m e n ­
c i o n a m o s a n t e s se e n u n c i a r á n del m o d o siguiente:

14. Como recurso de notación, podríamos representar el elemento


identidad como |— unidad], en vez de como 0, considerando a segmentos
y límites como segmentos con el rasgo |+unidad|. Esto sería lo natural,
dado nuestro empleo del término "unidad" para abarcar segmentos y lí-
mites (y sugeriría que 0 cuenta en la evaluación como un rasgo más), pero
también sería confuso, dado el habitual significado matemático del tér-
mino "unidad".

287
(83) ELISIÓN DE LA V E L A R
+ VOC
+ cons"l
ant I —cons
+ alto
—coroj
—post

1 5
(84) T R U N C A C I O N

[
+voc
—cons]
—cons
aalto I
a alto
j3postJ
/3post

C u a n d o e x a m i n a m o s los t e m a s e n velar q u e cita Callow, e n c o n ­


t r a m o s q u e la elisión d e la velar va a c o m p a ñ a d a d e p r o c e s o s fo­
nológicos d e u n a complejidad c o n s i d e r a b l e m e n t e m a y o r , c o m o
se ve p o r las siguientes f o r m a s :

(85) lav\a /ae (canción)


naga nae (pierna)

C o m o la m a r c a del plural en los n o m b r e s d e esta clase es [i],


d e b e m o s s u p o n e r q u e los plurales d e ( 8 5 ) t i e n e n las represen­
taciones subyacentes:

(86) lar\i
nagi

15. La razón de que se omita la especificación [+vocálico] a la iz-


quierda de la flecha es que en posición prevocálica no puede existir con-
traste entre vocales y glides (véase la regla (80)). También podemos omi-
tir la especificación de todos los rasgos de las vocales, excepto "alto" y
"posterior", porque en las representaciones léxicas del kasem sólo hay
tres vocales en oposición, como mostraremos directamente.

288
S a b e m o s q u e las velares se eliden, e n virtud d e la regla ( 8 3 ) ,
quedando:
(87) lai
nal

Sin e m b a r g o , estas d o s secuencias a p a r e c e n en la salida c o m o


[lae] y [nael, r e s p e c t i v a m e n t e . Este es u n f e n ó m e n o familiar pa­
ra m u c h a s lenguas —por e j e m p l o , guna en sánscrito —donde
u n a secuencia de d o s vocales se c o n t r a e en u n a tercera vocal
q u e conserva el carácter bajo de la p r i m e r a y la p o s t e r i o r i d a d
de la segunda. D e m a n e r a informal, esta regla de c o n t r a c c i ó n se
podría enunciar:
(88) ai - *

Sin e m b a r g o , esta regla se a p a r t a de las reglas q u e h e m o s consi­


d e r a d o hasta el m o m e n t o p o r q u e a la izquierda de la flecha
p r e s e n t a d o s s e g m e n t o s , y n o s o l a m e n t e u n o . Para e n u n c i a r las
reglas de c o n t r a c c i ó n , d e b e m o s admitir p o r lo t a n t o , d e n t r o de
la f o n o l o g í a , reglas f o r m u l a d a s d e f o r m a m á s n a t u r a l , c o m o re­
1 6
glas t r a n s í o r m a c i o n a l e s . E n t o n c e s , la regla ( 8 8 ) se p u e d e
enunciar c o m o (89):

(89) CONTRACCIÓN VOCALICA


Descripción E s t r u c t u r a l ( D E ) ! voc i

[
—cons —cons-%
—alto + alto
+ post —post J
—redon
1

16. Para la discusión de estas reglas, véase Chomsky (1961) y muchas


otras referencias que examinan los tipos de reglas necesarios para la des-
cripción sintáctica.

289
Cambio Estructural (CE): 1 2 T 1 1 ["21
L—postj' LJ

A d o p t a r e m o s p r o v i s i o n a l m e n t e la c o n v e n c i ó n d e q u e la com­
plejidad de estas reglas se d e b e medir del m i s m o m o d o q u e t o ­
das las d e m á s reglas de la f o n o l o g í a ; es decir, en el caso d e (89)
la c o m p l e j i d a d es de 10 rasgos ( c o n t a n d o el e l e m e n t o identi­
dad c o m o u n rasgo; véase n o t a 1 4 ) .
V o l v i e n d o a la discusión d e los n o m b r e s del k a s e m , obser­
v e m o s los siguientes pares de formas, en cierta m e d i d a d e s c o n ­
c e r t a n t e s , s o b r e t o d o a la vista d e la forma | pia|—| p i | , " ñ a m e "
c i t a d o en ( 7 9 ) :

(90) pia pae (oveja)


babia babae (valiente)

C o m o la gramática ya c o n t i e n e la regla de t r u n c a c i ó n de la vo­


cal ( 8 4 ) , [ p i a | t a m b i é n se p u e d e derivar de u n a | p i a a | subya­
c e n t e ; y | pae | se p u e d e derivar n o sólo d e u n | p a i | s u b y a c e n t e
sino t a m b i é n de u n | p a i i | . Por lo t a n t o , n u e s t r a s formas s u b y a ­
c e n t e s m u e s t r a n t e m a s diferentes en el singular y en el p l u r a l :

(91) pia + a pai+i

E v i d e n t e m e n t e estos t e m a s están relacionados p o r m e t á t e s i s , y


n u e s t r a hipótesis será ( c o m o justificaremos más a d e l a n t e ) q u e
la forma s u b y a c e n t e es [ pia | y q u e la metátesis o c u r r e en el
plural, p e r o n o en el singular. Al igual q u e la regla de c o n t r a c ­
ción vocálica ( 8 9 ) , la regla d e metátesis requiere dos s e g m e n t o s
a la izquierda de la flecha, y p o r lo t a n t o se d e b e dar en el mis­
mo formato que (89):

290
(92) METÁTESIS
+VÜC
DE: [ 1 l^consj
|—consj
—consj

CE: 123
1 -
2
2 1 3 excepto
3
cuando 2 3 \a\

Al f o r m u l a r la metátesis d e este m o d o , surge u n p r o b l e m a con


nuestra m e d i d a de evaluación, p o r q u e si evaluamos (92) con­
t a n d o ú n i c a m e n t e los rasgos q u e p r e s e n t a , su " c o s t e " es m e n o r
q u e el de u n a regla con la misma descripción e s t r u c t u r a l (DE)
y con u n c a m b i o e s t r u c t u r a l m í n i m o (CE) d e u n rasgo, p o r
ejemplo, en la vocal. R e s u l t a r í a sencillo crear u n a c o n v e n c i ó n
especial según la cual la regla de metátesis tuviera u n coste ma­
yor. Por e j e m p l o , r e q u e r i r í a m o s q u e t o d o s o algunos de los
s e g m e n t o s m e n c i o n a d o s en la regla de la metátesis estuvieran
provistos de u n rasgo a b s t r a c t o especial | + m e t á t e s i s ] . Si esto
n o resultara satisfactorio, p o d r í a m o s inventar fácilmente o t r a s
c o n v e n c i o n e s diferentes. Sin e m b a r g o , no c o n o c e m o s de m o ­
m e n t o ningún caso crucial q u e n o s p e r m i t i e r a decidir e n t r e las
alternativas. Por lo t a n t o d e j a r e m o s la cuestión abierta.
Al ampliar el sistema de n o t a c i ó n d e m o d o q u e p e r m i t a re­
glas c o m o la de metátesis ( 9 2 ) , y al s u p o n e r q u e el coste d e es­
ta regla n o es d e m a s i a d o grande, d e h e c h o h e m o s p o s t u l a d o
q u e el n i ñ o q u e i n t e n t a construir la gramática de su c o m u n i d a d
lingüística d i s p o n e fácilmente d e estos m e c a n i s m o s . Por su­
p u e s t o , p o d í a m o s h a b e r d e c i d i d o o t r a cosa y h a b e r establecido
c o n v e n c i o n e s q u e hicieran e x t r e m a d a m e n t e " c o s t o s a " la for­
m u l a c i ó n de la metátesis, p e r o esto n o estaría de a c u e r d o con
el h e c h o de q u e la metátesis es u n p r o c e s o fonológico e x t r e m a ­
d a m e n t e c o m ú n . A u n q u e el dispositivo de la metátesis, al igual
q u e t o d o s los universales lingüísticos, en principio está disponi­
ble para los h a b l a n t e s de cualquier lengua, de eso n o se sigue,
por s u p u e s t o , q u e t o d a s las lenguas d e b a n p r e s e n t a r ejemplos
en la realidad.

291
V o l v i e n d o a n u e s t r a discusión d e los n o m b r e s del k a s e m ,
en p r i m e r lugar d a r e m o s con detalle la derivación d e las formas
singulares y plurales del n o m b r e (pia], q u e q u i e r e decir " o v e j a "
(en oposición al n o m b r e q u e significa " ñ a m e " , q u e t i e n e las
formas subyacentes / p i + a / y / p i + i / ) :

(93) pia+a pia+i


pai+i METÁTESIS (92)
pia pai TRUNCACION (84)
pae CONTRACCIÓN DE VOCAL (89)

R e c o r d e m o s q u e h e m o s b l o q u e a d o la regla de metátesis d e
m o d o q u e n o se aplique a la secuencia [ V a a ] , y a h o r a d e b e m o s
justificar esta decisión. Para ello, c o n s i d e r e m o s formas c o m o :

(94) nan)ua nan]iv& (mosca)


yua yw& (cabello)

A p r i m e r a vista p o d r í a parecer q u e n o p r e s e n t a n n i n g u n a difi­


c u l t a d y q u e se p o d r í a n derivar de u n m o d o i n m e d i a t o a partir
de secuencias s u b y a c e n t e s c o m o :

(95) nanjua+a nanjua+i


yua+a yua+i

Sin e m b a r g o , esta solución r e q u i e r e q u e la metátesis se b l o q u e e


t a n t o en el singular c o m o en el plural, m i e n t r a s q u e en ( 9 3 ) se
necesita la metátesis para la derivación d e la forma plural, [pae].
Para p e r m i t i r q u e la metátesis se aplique a [ p i a + i | p e r o se blo­
q u e e en [ y u a + i ] se r e q u e r i r í a u n a regla m u y compleja. Por tan­
t o , n u e s t r a p r o p u e s t a es q u e las formas s u b y a c e n t e s n o sean las
de ( 9 5 ) sino m á s b i e n :

292
(96) nanjau+a nanjau+i
yau+a yau+i

La regla de metátesis convierte estas secuencias en las secuen­


cias q u e a p a r e c e n en ( 9 5 ) y a c o n t i n u a c i ó n las formas fonéticas
se derivan m e d i a n t e las reglas q u e ya h e m o s d i s c u t i d o . Las c o n ­
sideraciones a n t e r i o r e s justifican n u e s t r o p r o p ó s i t o d e p e r m i t i r
la aplicación d e la regla d e metátesis e x c e p t o c u a n d o la segun­
da y la t e r c e r a vocal de la descripción e s t r u c t u r a l sea [ a ] . E n la
sección 7 t r a t a m o s el m e c a n i s m o q u e p e r m i t e a b o r d a r este
comportamiento excepcional. A q u í nos limitaremos a aportar
p r u e b a s q u e hagan p o c o verosímil el d e s c u b r i m i e n t o d e alguna
c o n d i c i ó n m á s simple para la aplicación d e la regla de m e t á t e s i s
( 9 2 ) . Callow da algunos ejemplos d e metátesis q u e t i e n e n lugar
en las c o n d i c i o n e s siguientes:

(97) Vai pze (VÉASE (93))


Vui yw& ( " (96))
Vua yua ( " (96))
Viu lilio (VÉASE MAS ABAJO)

Las f o r m a s [ lilio 1—[ lilae:dvi], "saliva" p e r t e n e c e n a la clase D


d e Callow: estos n o m b r e s f o r m a n el singular a ñ a d i e n d o luí y el
plural a ñ a d i e n d o / d u / , j u n t o con u n alargamiento s e c u n d a r i o
de la ú l t i m a vocal —o de la única— del t e m a . Por esta r a z ó n se
d e b e s u p o n e r q u e la forma s u b y a c e n t e del plural sea / l i l a i + d u / .
Por esto d e b e m o s s u p o n e r q u e el singular t i e n e la forma subya­
c e n t e / l i l a i + u / , q u e la regla de metátesis y la d e c o n t r a c c i ó n
vocálica (revisadas de la forma a p r o p i a d a ; véase ( 1 0 0 ) ) convier­
t e n en [lilio], a p l i c a n d o las reglas en este o r d e n . Por lo t a n t o ,
este es u n ejemplo de la aparición d e la metátesis en u n a se­
cuencia d e la forma Viu> c o m o se m u e s t r a en ( 9 7 ) . La variedad
d e secuencias q u e a p a r e c e n en ( 9 7 ) hacen m u y inverosímil q u e

293
la regla de metátesis se p u e d a restringir de algún m o d o m e n o s
c o m p l i c a d o q u e el q u e h e m o s p r o p u e s t o .
Los siguientes t e m a s velares p r o p o r c i o n a n u n a p o y o m á s al
análisis sugerido:

(98) koga kwse (espalda)


cor\a cw2B (sendero)

Las reglas q u e ya h e m o s d a d o d a r í a n fácilmente las formas del


plural si s u p o n e m o s las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s / k a u g + i / ,
/caur? + i/, del siguiente m o d o :

(99) kaug+i cauq+i


kau + i ¿au\ i ELISIÓN VELAR (83)
kua\i cua + i METÁTESIS (92)
kuve cuse CONTRACCIÓN DE VOCAL (89)
kwve CWSB R E G L A DE LA GLIDE (80)

Las formas del singular p r e s e n t a n un p r o b l e m a , p o r q u e t o d a v í a


n o p o d e m o s dar c u e n t a d e la vocal t e m á t i c a | o | (que t a m b i é n
aparecía en la forma | l i l i o | . A la vista d e las formas del plural,
se esperaría q u e las formas s u b y a c e n t e s c o n t u v i e r a n el d i p t o n ­
go | a u | en vez de | o | . Sin e m b a r g o , el c a m b i o de | a u | a | o | es
m u y parecido al c a m b i o de ( 8 8 ) , y, de h e c h o , u n a generaliza­
ción m u y evidente d e la regla d e c o n t r a c c i ó n vocálica ( 8 9 ) pro­
duciría los resultados d e s e a d o s :

(100) CONTRACCIÓN VOCÁLICA


DE: 4- V O C

[
—cons — consn
—alto + alto
+ post a post J
—redon
1

294
La regla de c o n t r a c c i ó n hace innecesario p o s t u l a r / o / y /ae/
en las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s , p o r q u e a h o r a éstas se deri­
varían de / a u / y / a i / . De esta forma h e m o s r e d u c i d o el inventa­
rio d e vocales en las r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas del kasem a las
tres vocales /i u a/.
T o d a v í a d e b e m o s explicar algunos h e c h o s m e n o r e s . Repá­
rese en q u e e n t r e los t e m a s velares c i t a d o s p o r Callow se en­
c u e n t r a n los d o s siguientes:

(101) jir\a ji (mano)


zur\a zwi (calabaza)

Para explicar estas formas seguiremos la sugerencia d e Callow


y p o s t u l a r e m o s la regla de nasalización ( 1 0 2 ) :

(102) NASALIZACIÓN
+ cons
r + v o c "I voc 1
+ nasal
—cons + nasal I cons
—ant
L— post-l f alto J
—coro

En o t r a s palabras, / i / se nasaliza d e s p u é s d e u n a vocal alta se­


guida de u n a velar nasal. E n t o n c e s las formas del plural citadas
en ( 1 0 1 ) se derivan del siguiente m o d o :

(103) jir)+i ¿i/r) + z


jir\i zuqi NASALIZACIÓN (102)
jil Zill ELISION V E L A R (83)
Ji TRUNCACION(84)
zwi R E G L A D E LA G L I D E ( 8 0 )

295
Obsérvese q u e la regla d e nasalización n o afecta a la o p e r a c i ó n
d e las reglas d e b o r r a d o ( 8 3 ) (elisión de la velar) o ( 8 4 ) ( t r u n ­
c a c i ó n ) , p o r q u e en estas reglas n o se m e n c i o n a la nasalidad.
El e x a m e n d e las formas citadas p o r Callow revela q u e la
regla d e la glide n o funciona s i e m p r e c o m o se p o s t u l a en ( 8 0 ) .
E n c o n c r e t o , parece q u e la regla n o se aplica a n t e el sufijo sin­
gular / a / . De esta f o r m a , e n c o n t r a m o s f o r m a s c o m o [pia], " ñ a ­
m e " , [yuaj, " p e l o " , [kuaj, " h u e s o " , [nua], " d e d o " , que no pre­
s e n t a n la glide e s p e r a d a , a u n q u e en las f o r m a s plurales [ywae],
[ k w i ] , [nwi] a p a r e c e la glide, tal y c o m o se p o d í a esperar. La
ausencia de la glide en el plural [pi] se d e b e , p o r s u p u e s t o , a
q u e antes se ha aplicado la regla d e t r u n c a c i ó n ( 8 4 ) .
Para t e r m i n a r n u e s t r a discusión d e los n o m b r e s de clase C
del kasem, e n u m e r a m o s m á s abajo las reglas q u e h e m o s desa­
r r o l l a d o , según el o r d e n de su aplicación:

(104) Nasalización d e la velar ( 1 0 2 )


Elisión d e la velar (83)
Metátesis ( 9 2 )
C o n t r a c c i ó n vocálica ( 1 0 0 )
Truncación (84)
Regla de la glide ( 8 0 )

6. Los limites.

La secuencia t e r m i n a l p r o d u c i d a p o r el c o m p o n e n t e sintác­
tico está c o m p u e s t a p o r u n i d a d e s d e d o s t i p o s : s e g m e n t o s y lí­
m i t e s (o j u n t u r a s ) . Para distinguir estos d o s t i p o s de u n i d a d e s
u t i l i z a r e m o s el rasgo " s e g m e n t o " , m a r c a n d o los l í m i t e s c o m o
[—segmento] y los s e g m e n t o s c o m o [ + s e g m e n t o ] . Al igual
q u e o c u r r e c o n los s e g m e n t o s , los d i s t i n t o s t i p o s d e l í m i t e s se
designan u t i l i z a n d o u n c o n j u n t o especial d e rasgos, d i s t i n t o s de

296
los rasgos segméntales. Los rasgos d e los l í m i t e s , así c o m o los
rasgos s e g m é n t a l e s , e s t á n d a d o s en la t e o r í a universal d e la len­
gua; p e r o , a diferencia d e estos ú l t i m o s , los rasgos d e los lími­
tes n o t i e n e n c o r r e l a t o s f o n é t i c o s universales, c o n la posible
e x c e p c i ó n d e los l í m i t e s d e palabra, q u e se p u e d e n realizar
o p c i o n a l m e n t e c o m o pausas.

6 . 1 . EL LIMITE DE FORMANTE:*
El l í m i t e m á s e l e m e n t a l es el l í m i t e d e f o r m a n t e , q u e en
n u e s t r a t r a n s c r i p c i ó n informal h e m o s s i m b o l i z a d o c o n el signo
más. El l í m i t e d e f o r m a n t e está c a r a c t e r i z a d o p o r los rasgos

[ + l í m i t e de
r-segmento
; indica el p u n t o en el q u e c o m i e n z a y

t e r m i n a u n d e t e r m i n a d o f o r m a n t e . Por lo t a n t o , f o r m a p a r t e
de la r e p r e s e n t a c i ó n de los f o r m a n t e s en el léxico. En este as­
p e c t o se diferencia el l í m i t e d e f o r m a n t e d e los d e m á s l í m i t e s ,
p o r q u e éstos se d e b e n i n t r o d u c i r p o r m e d i o d e reglas especia­
les, u n a s universales y o t r a s específicas d e cada lengua. Estas
reglas i n t r o d u c e n l í m i t e s c o n el rasgo [—límite d e f o r m a n t e ] y
t o d o s los d e m á s q u e se necesiten. E n la gramática n o p u e d e
existir n i n g u n a regla q u e i n t r o d u z c a o s u p r i m a el rasgo [ + lími­
te d e f o r m a n t e ] ( e x c e p t o c u a n d o forma p a r t e d e u n a secuencia
de u n i d a d e s m a y o r ) .
C o m o y a h e m o s señalado en los c a p í t u l o s a n t e r i o r e s , t r a t a ­
r e m o s el l í m i t e d e f o r m a n t e d e u n a f o r m a m u y d i f e r e n t e a los
d e m á s l í m i t e s , en vista d e su e s t a t u s ú n i c o . E n particular, esta­
b l e c e r e m o s la siguiente c o n v e n c i ó n :

( 1 0 5 ) Cualquier regla q u e se aplique a u n a secuencia d e la for­


m a XYZ t a m b i é n se aplicará a las secuencias d e la f o r m a
X + y + Z , X y + Z , X + y Z , d o n d e X, y , Z r e p r e s e n t a n se­
cuencias de cero o m á s u n i d a d e s y + r e p r e s e n t a el l í m i t e
de f o r m a n t e .

297
En otras palabras: u n a regla en la q u e se i n d i q u e e x p l í c i t a m e n ­
t e la presencia de u n l í m i t e de f o r m a n t e se aplica t a m b i é n a las
secuencias q u e c o n t i e n e n cualquier n ú m e r o d e límites de for­
m a n t e s . Sin e m b a r g o , la inversa n o es cierta: una regla q u e se
aplique a la secuencia X+Z n o se aplica t a m b i é n a la secuencia
XZ. Esta asimetría formal es la expresión de u n a cierta h i p ó t e ­
sis e m p í r i c a , a saber: q u e los procesos q u e o p e r a n en el interior
de los f o r m a n t e s n o r m a l m e n t e se aplican t a m b i é n a través d e
los l í m i t e s d e f o r m a n t e , m i e n t r a s q u e ciertos procesos sólo se
p u e d e n p r e s e n t a r en la u n i ó n de d o s f o r m a n t e s . U n a vez acep­
t a d a esta hipótesis e m p í r i c a , la gramática se d e b e c o m p l i c a r de
forma q u e p e r m i t a la aplicación d e u n p r o c e s o &)lo c u a n d o n o
está p r e s e n t e u n l í m i t e de f o r m a n t e .
S u p o n g a m o s q u e t e n e m o s la regla ( 1 0 6 ) :

(106) A-+B I X Y

De a c u e r d o c o n la c o n v e n c i ó n ( 1 0 5 ) , esta regla se aplica a las


secuencias X+A + Y, XA + Y, X+AY y XA Y. Pero p u e d e t e n e r
u n a i m p o r t a n c i a crucial d e t e r m i n a r u n o r d e n e n t r e las subre-
glas de ( 1 0 6 ) . D e n t r o de n u e s t r o sistema, es n a t u r a l considerar
a ( 1 0 6 ) c o m o la abreviación del e s q u e m a ( 1 0 7 ) , q u e r e p r e s e n t a
la secuencia de reglas o r d e n a d a s d i s y u n t i v a m e n t e ( 1 0 8 ) :

(107) A - B / X(+) (+)Y

(108) (a) A-* B I X + + 7


(b) A - B I X -i Y 11

(c) A - B I X + Y
(d) A »B I X Y

17. El orden de los casos (b) y (c) es arbitrario; no disponemos de


ningún ejemplo que nos permita decidirnos por uno de los dos. La rela-

298
S u p o n d r e m o s e n t o n c e s q u e la c o n v e n c i ó n ( 1 0 5 ) q u e d a satisfe­
cha c o m o c o n s e c u e n c i a de la c o n v e n c i ó n , más e x p l í c i t a , ( 1 0 9 ) :

(109) Un e s q u e m a de la f o r m a
A -> B I X ... X 1 X m 4 1 ..X,
m

en el q u e X X r e p r e s e n t a n u n i d a d e s , es la abrevia­
1 ? n

ción del e s q u e m a
A-B I X (+)X (+)...(+)X (-f)
1 2 / n (+)-V,„ + i (+)... (+)X n

E n t o n c e s , en c o n c r e t o , ( 1 0 6 ) r e p r e s e n t a a ( 1 0 7 ) (y, p o r lo tan­
t o , a la secuencia ( 1 0 8 ) , o r d e n a d a d i s y u n t i v a m e n t e ) , si X eY
son u n i d a d e s ; c o n lo q u e q u e d a satisfecha la c o n v e n c i ó n ( 1 0 5 ) .
Para ilustrar esta c o n v e n c i ó n , v e a m o s la regla de la fonolo­
gía del latviano q u e ( o m i t i e n d o ciertos detalles) convierte en
glides a las vocales altas a n t e vocales (cf. Halle y Zeps, 1 9 6 6 ) :

i
(110) —consl r + voc "]
|—voc| /
falto J L —consj

La expresión ( 1 1 0 ) c o n s t i t u y e , p o r c o n v e n c i ó n , u n e s q u e m a
c u y o desarrollo p r o p o r c i o n a el siguiente par de reglas o r d e n a ­
das d i s y u n t i v a m e n t e :

(111) —cons |—voci /


4VOC
(a) .4
4- alto m
—cons.
—cons + VOC
(b) |—voc| /
4 alto —cons

V e a m o s a h o r a c ó m o la regla ( 1 1 0 ) p r o d u c e las salidas fonéticas


correctas a partir de las r e p r e s e n t a c i o n e s s u b y a c e n t e s :

ción entre orden disyuntivo y el uso del paréntesis como dispositivo de


notación está discutida en la sección 1.2. del capítulo III de SPE. Volve-
remos sobre ello en el Apéndice a este capítulo.

299
( 1 1 2 ) (a) / # i á i + a # / (paseo a caballo) [yáy]
(b) / # k u r u + i a i # / (cesta (gen. sing.)) (kurwyal
(c) / # a u i + a * ¿ / (él) se p o n e (el calzado) [auy]

En la derivación d é l a r e p r e s e n t a c i ó n fonética d e ( 1 1 2 a ) , ( I l l a )
p r o d u c e la segunda [ y | , y ( 1 1 1 b ) la p r i m e r a | y | . La ausencia
de la /a/ final en la salida fonética se d e b e a q u e h a o p e r a d o la
regla de t r u n c a c i ó n d e la vocal final d e p a l a b r a :

(113) V-0/ *
Este ejemplo revela u n a imprecisión de n u e s t r o formalis­
m o . Las reglas ( I l l a ) y ( 1 1 1 b ) están o r d e n a d a s d i s y u n t i v a m e n ­
t e , y , sin e m b a r g o , se aplican las d o s al derivar fyay] a partir de
/ i a i + a / en ( 1 1 2 a ) . El p r o b l e m a surge del h e c h o de q u e la regla
( I l l a ) se aplica a la / i / s i t u a d a más a la d e r e c h a y la regla ( 1 1 1 b )
a la de m á s a la izquierda. Por lo t a n t o , d e b e m o s definir u n a
n o c i ó n d e o r d e n a c i ó n disyuntiva q u e p e r m i t a este caso d e apli­
cación c o n j u n t a de reglas d i s y u n t i v a m e n t e o r d e n a d a s , p e r o q u e
e x c l u y a los casos q u e h e m o s d i s c u t i d o a n t e s . Está claro q u e de­
b e m o s estipular q u e si las reglas y R están o r d e n a d a s dis­
2

y u n t i v a m e n t e —precediendo R^ a R — y si 2 se aplica a la
subsecuencia Y de u n a secuencia X Y Z , p e r o es i n d e p e n d i e n t e
d e X y de Z, e n t o n c e s R se p u e d e aplicar a"X y Z, p e r o n o a
2

y , en el estadio del ciclo en el q u e se aplica R ^ . Más precisa­


m e n t e , si R i es la regla A -* B I P Q y R^ se aplica a la
secuencia XP AQY ( d o n d e P A \ Q ' n o son distintas d e P,
A, Q, r e s p e c t i v a m e n t e ) , convirtiéndola e n XP' B' Q' Y de la
f o r m a h a b i t u a l , e n t o n c e s R se p u e d e aplicar a u n a secuencia
2

c o n t e n i d a en X o en 7 , p e r o n o a u n a secuencia incluida en ( o ,
en particular, idéntica a) P'B'Q \ Sin d u d a esta c o n v e n c i ó n se
d e b e ampliar de m o d o q u e p e r m i t a q u e R se aplique n o sólo a X
2

Y sino t a m b i é n a u n a secuencia derivada de X o Y en virtud de

300
otras reglas (pero n o a u n a secuencia derivada, ni siquiera en
p a r t e , áeP'B'Q'). C u a n d o t r a t e m o s d e precisar esta n o t a c i ó n ,
nos e n c o n t r a r e m o s i n m e d i a t a m e n t e con varios casos q u e recla­
m a n decisiones específicas en c u a n t o a la formalización. En
principio n o h a y dificultad p a r a resolver estos casos, d e u n o u
o t r o m o d o , p e r o d i s p o n i e n d o d e t a n p o c a i n f o r m a c i ó n signifi­
cativa n o t e n d r í a interés t o m a r estas decisiones. Por lo t a n t o ,
dejaremos la c u e s t i ó n en e s t a d o d e semiformalización, señalan­
d o ú n i c a m e n t e q u e se necesitan más evidencias e m p í r i c a s p a r a
d e t e r m i n a r e x a c t a m e n t e c ó m o se d e b e n f o r m u l a r las conven­
ciones significativas. En Bever ( 1 9 6 7 ) se e n c o n t r a r á n algunos
casos hacia esta formalización!"
El ejemplo ( 1 1 2 b ) se deriva d e u n m o d o paralelo a ( 1 1 2 a ) .
En p r i m e r lugar ( I l l a ) explica la aparición de [ w ] , y a c o n t i ­
n u a c i ó n ( 1 1 1 b ) p r o d u c e la [ y ] . El ejemplo ( 1 1 2 c ) es algo m á s
c o m p l i c a d o . La fy| proviene d e ( I l l a ) h a c i e n d o q u e c u a n d o
se p u e d e aplicar ( 1 1 1 b ) , [u] y a n o a n t e c e d e a u n a vocal, y p o r
lo t a n t o la regla n o se aplica. De esta f o r m a , la presencia de +
e n t r e dos vocales altas en / # k u r u + i a i # / y su ausencia en / # aui
+ a # / .explica las distintas i n t e r p r e t a c i o n e s fonéticas q u e recibe
h
la secuencia de d o s vocales altas en los d o s e j e m p l o s .

6 . 2 . EL LIMITE # Y LA NOCIÓN DE "PALABRA ".


A d e m á s del l í m i t e d e f o r m a n t e , t o d a s las lenguas t i e n e n u n
l í m i t e c a r a c t e r i z a d o p o r el c o m p l e j o de rasgos:

h. Hooper (1975) aborda el problema de los límites desde la perspec-


tiva de la fonología natural de Vennemann (véase la Introducción). Su es-
tudio se plantea la validez del límite 4- para las lenguas inflexivas, como
el español. Basándose en fenómenos de distinto tipo ve la necesidad de
introducir —al menos en este tipo de lenguas— un nuevo límite: el de síla-
ba, que simboliza por jS. (N. del T.)

301
(114) -segmento
—límite d e f o r m a n t e
„+ l í m i t e d e palabra .

P o s t u l a m o s q u e este l í m i t e , q u e s i m b o l i z a r e m o s c o m o ~, apa­
rece en la e s t r u c t u r a superficial fonológica p r i n c i p a l m e n t e , pe­
ro n o e x c l u s i v a m e n t e , c o m o r e s u l t a d o de la c o n v e n c i ó n general
(115):

( 1 1 5 ) El l í m i t e ~ se inserta a u t o m á t i c a m e n t e al c o m i e n z o y al
final de t o d a secuencia d o m i n a d a p o r u n a categoría ma­
yor, es decir, p o r u n a de las c a t e g o r í a s léxicas " n o m b r e " ,
" v e r b o " , " a d j e t i v o " o p o r u n a categoría c o m o " o r a ­
c i ó n " , " s i n t a g m a n o m i n a l " , " s i n t a g m a v e r b a l " q u e do­
1 8
mina a una categoría l é x i c a .

A d e m á s de la c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) , hay reglas específicas de


cada lengua q u e rigen la presencia de ^ . Se p u e d e pensar q u e
existen reglas q u e i n t r o d u z c a n - en distintas posiciones q u e n o
especifica la c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) , a u n q u e n o c o n o c e m o s n i n g ú n
ejemplo claro de e s t o ; pero e x i s t e n , c o m o v e r e m o s , reglas q u e
b o r r a n 5? en distintas posiciones.
El l í m i t e - juega un papel en la definición de la n o c i ó n de
" p a l a b r a " q u e , c o m o ya h e m o s visto, t i e n e u n a i m p o r t a n c i a
crucial para la fonología, ya q u e c o n s t i t u y e el d o m i n i o de apli­
cación de las reglas n o cíclicas. Es i m p o r t a n t e t e n e r en c u e n t a ,
sin e m b a r g o , q u e u n a palabra, en un s e n t i d o significativo desde
el p u n t o de vista fonológico, n o se define s i m p l e m e n t e c o m o

18. Podemos formular esta convención en términos de una noción


más abstracta de categoría mayor, que no presuponga un conjunto uni-
versal fijo de categorías léxicas o de otro tipo. Esta cuestión no es rele-
vante en este caso, y continuaremos creyendo en la justificación de la hi-
pótesis más fuerte.

302
una secuencia limitada por apariciones de ~ . La situación es al­
go más compleja. C o n s i d e r e m o s , p o r e j e m p l o , los "afijos neu­
t r a l e s " del inglés, q u e d i s c u t i m o s en el c a p í t u l o III d e SPE, sec­
ción 7. E x p r e s i o n e s c o m o differing, ringing, metalanguage, es-
lablishmenl (diferente, q u e suena, metalenguaje, estableci­
m i e n t o ) son palabras simples desde el p u n t o de vista de las re­
glas fonológicas, y la definición de " p a l a b r a " debe necesaria­
m e n t e expresar este h e c h o . Pero la c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) asignará
u n l í m i t e i n t e r n o - a estas e x p r e s i o n e s , p o r q u e c o n t i e n e n los
e l e m e n t o s differ, ring, langaage, establish | diferir, llamar, len­
guaje, establecer), cada u n o de los cuales p e r t e n e c e a u n a cate­
goría. Así, la c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) d a l a s formas ( 1 1 6 ) :

(116) (a) | - I v =<¡iffer= |


v v ing* | v

(b) | - I v ~ ' £ - l v "té-lv


v
n n

(c) \ -meta
N \ language~\
N N ~|N

(d) ( - | ~ e s t a b l i s h ~ \
N v v ment-\ N

La aparición i n t e r n a de - es m u y i m p o r t a n t e , c o m o y a h e m o s
señalado en varias ocasiones. Explica la silabicidad de | r | en el
caso (a) ( c o m p á r e s e | d i f a r i q | , "differing", c o n | d i f r a n t | , "dif-
f e r e n t " , en el q u e se borra el l í m i t e - en virtud de u n a regla es­
pecífica de la l e n g u a ) ; la supresión de la Igl final en ring en el
caso ( b ) ; el c a m b i o del a c e n t o a la p r i m e r a sílaba en el caso ( c ) ;
el h e c h o de q u e el afijo n o cambia el a c e n t o a la p e n ú l t i m a sí­
laba en el caso ( d ) . Sin e m b a r g o , q u e r e m o s considerar las for­
mas c o m p l e t a s de ( 1 1 6 ) c o m o palabras simples.
Parece q u e u n a definición a p r o p i a d a de " p a l a b r a " se po­
d r í a dar del siguiente m o d o . Nuestra hipótesis es, c o m o lo he­
m o s venido m a n t e n i e n d o en este libro, q u e las e s t r u c t u r a s su­
perficiales se r e p r e s e n t a n con u n a p a r e n t i z a c i ó n e t i q u e t a d a q u e
indica la categorización ( c o m o en el c a p í t u l o I), y s u p o n g a m o s
a d e m á s q u e ( 1 1 5 ) i n t r o d u c e ~ y quizás a c o n t i n u a c i ó n p u e d e

303
ser s u p r i m i d o en ciertas posiciones p o r reglas específicas d e ca­
da lengua.
D e f i n a m o s e n t o n c e s el " t é r m i n o " d e u n a palabra c o m o
cualquier configuración de l í m i t e s y c o r c h e t e s q u e t e n g a la for­
m a ( 1 1 7 ) ( d o n d e O es la c a t e g o r í a " o r a c i ó n " y X n o c o n t i e n e
segmentos):

(117) l#X[#0

#]X#1 0

#]X[#

S u p o n g a m o s q u e t e n e m o s u n a secuencia . . . K . . = . . . Z [ # W #]V,
d o n d e Z [ # y # ] V son " t e r m i n i " según fueron definidos en
( 1 1 7 ) , e Y n o c o n t i e n e o t r o s " t e r m i n i " . E n t o n c e s , [ # W # ] es
u n a palabra.
Por e j e m p l o , la o r a c i ó n ( 1 1 8 ) t e n d r í a la e s t r u c t u r a d e su­
perficie ( 1 1 9 ) ( d o n d e D r e p r e s e n t a la c a t e g o r í a d e t e r m i n a n t e ,
P " p r e p o s i c i ó n " y SP " s i n t a g m a p r e p o s i c i o n a l " , y las o t r a s le­
tras r e p r e s e n t a n las c a t e g o r í a s y a m e n c i o n a d a s ; véase el c a p í t u ­
lo I ) , d e s p u é s d e la aplicación d e la c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) y e s t a r í a
c o m p u e s t a d e las tres palabras e n u m e r a d a s en ( 1 2 0 ) , d o n d e se
h a n s u p r i m i d o los c o r c h e t e s :

(118) the book ivas in an unlikely place


[el libro estaba en u n lugar i n e s p e r a d o ]

( 1 1 9 ) [ # [ # [ the]
0 S N [ #book#]
D D N N #] SN [ #was
sv

[ # [pznjp [ # [ an] [ #un [ #likely#]


#] [ #*e#] #] #] #] #]
S P S N D D A A A

A N N SN SP sv 0

( 1 2 0 ) (a) # the # book #


(b) # was # in # an # un # likely #
(c) # place #

304
En o t r a s palabras, las reglas d e la f o n o l o g í a a nivel d e palabra
del inglés se aplicarán en la derivación iniciada p o r ( 1 1 9 ) h a s t a
el p u n t o del ciclo e n q u e se alcance u n o d e los t r e s e l e m e n t o s
siguientes: the book, was in an unlikely, y place.
C o m o ilustra el s e g u n d o e l e m e n t o d e ( 1 2 0 ) , la palabra, tal
y c o m o la definimos a q u í , n o tiene q u e ser n e c e s a r i a m e n t e u n
c o n s t i t u y e n t e d e la e s t r u c t u r a superficial. E s t o p r o d u c e u n a
dificultad p a r a la t e o r í a d e la aplicación d e las reglas. N u e s t r a
hipótesis era q u e las reglas del nivel d e p a l a b r a ( n o cíclicas) se
aplicaban u n a vez q u e en el ciclo se alcanzaba este nivel; d e es­
ta f o r m a , si u n a d e t e r m i n a d a palabra es u n c o n s t i t u y e n t e , c o n
esta f o r m u l a c i ó n las reglas del nivel d e p a l a b r a n u n c a se aplica­
rán s o b r e ella. P o d e m o s r e m e d i a r esta falta d e a d e c u a c i ó n p o r
m e d i o d e u n a c o n v e n c i ó n q u e reajuste las e s t r u c t u r a s superfi­
ciales d e m o d o q u e las palabras, tal y c o m o las a c a b a m o s d e
definir, sean d e h e c h o c o n s t i t u y e n t e s . S u p o n g a m o s q u e t e n e ­
m o s u n a secuencia ... WX\ YZ\ ..., a d o n d e [ y ] son c o r c h e t e s
a a a

e m p a r e j a d o s , X[ Y
a es u n a palabra, y W n o c o n t i e n e u n i d a d e s .
Por c o n v e n c i ó n , e s t o se reajustará d a n d o ...\ WXYZ\ ... Del a a

m i s m o m o d o , u n a secuencia ...[ XY] ZW..., d o n d e Y] Z


a a es a

u n a p a l a b r a y W n o c o n t i e n e u n i d a d e s , se reajustará d a n d o . . . [ a

XYZW] ...
a Allí d o n d e esta c o n v e n c i ó n sea significativa e n va­
rias ocasiones, la a p l i c a r e m o s d e tal m o d o q u e conserve la pa-
rentización a d e c u a d a . Aplicada a ( 1 1 9 ) , esta c o n v e n c i ó n d e
reajuste dará ( 1 2 1 ) :

(121) (a) [ # [
Q S N # [ the}
D D [x$hoek#] N #1 S N

(b) [SV ÍSP I S N \ A # w a s


# [p "]p #\rfn]B#un
f
\ #likely#)
A A #]A

(c) [ #place#]
N # ]
N S N #] # ]
S #]Q
P S V

Con esta modificación (y b o r r a n d o los c o r c h e t e s i n t e r n o s ) las


tres palabras t i e n e n la m i s m a f o r m a q u e en ( 1 2 0 ) ; p e r t e n e c e n a
las c a t e g o r í a s SN, A, N , r e s p e c t i v a m e n t e . E f e c t i v a m e n t e , esta-

305
m o s t r a t a n d o a los e l e m e n t o s ivas, //?, an c o m o p r o c l í t i c o s del
adjetivo unlikely.
Esta definición n o s parece a p r o p i a d a t a n t o para el inglés
c o m o para las o t r a s lenguas q u e n o s son familiares. Las conven­
ciones ortográficas del h e b r e o y del árabe, p o r e j e m p l o , están
de a c u e r d o con la fonética al n o separar las preposiciones o los
a r t í c u l o s de la palabra siguiente. Del m i s m o m o d o , un error
n o r m a l de los s e m i a n a l f a b e t o s q u e escriben ruso es suprimir el
espacio d e t r á s d e u n a preposición. En realidad, ciertos efectos
fonéticos relacionados con el t é r m i n o de la palabra tal y c o m o
la definimos en ( 1 1 7 ) n o se e n c u e n t r a n d e l a n t e del l í m i t e ~
q u e sigue a u n a p r e p o s i c i ó n . En c o n c r e t o , las o b s t r u y e n t e s fi­
nales de las preposiciones n o están sujetas a la regla general del
ruso q u e d e s o n o r i z a las o b s t r u y e n t e s en final de palabra delan­
t e d e s o n a n t e s : en posición final de palabra d e l a n t e d e s o n a n t e
e n c o n t r a m o s ú n i c a m e n t e c o n s o n a n t e s sordas, p o r e j e m p l o ,
| v , ó s — a t c a | , " c o n d u j o al p a d r e " ; p o r o t r a p a r t e , en posición
final de preposición y d e l a n t e de u n a s o n a n t e e n c o n t r a m o s tan­
t o c o n s o n a n t e s s o n o r a s c o m o sordas, p o r e j e m p l o , | b,iz~ a t c a | ,
"sin el p a d r e " , y | s ~ a t c o m | , " c o n el p a d r e " . Esta distinción se
relaciona c l a r a m e n t e con el h e c h o d e q u e la preposición está
separada del n o m b r e p o r un solo l í m i t e ~ , m i e n t r a s q u e e n t r e
c a t e g o r í a s léxicas a d y a c e n t e s interviene u n t é r m i n o de palabra.
P o d r í a m o s citar o t r o s m u c h o s ejemplos c o m o estos.
Estas p r o p o s i c i o n e s , caso de poderse m a n t e n e r , caracteri­
zan el análisis de u n a e s t r u c t u r a superficial en u n a secuencia de
e l e m e n t o s , siendo cada u n o d e ellos un c o n s t i t u y e n t e y consti­
t u y e n d o c a d a u n o el d o m i n i o de los procesos n o cíclicos d e la
fonología de la palabra, p r o c e s o s del t i p o de los q u e discuti­
m o s , para el inglés, en el c a p í t u l o IV d e SPE. H e m o s s u p u e s t o
q u e esta caracterización es universal, e x c e p t o para las reglas es­
pecíficas de cada lengua q u e s u s t i t u y e ciertas apariciones de -
por + , es decir, q u e convierte ( d o n d e L F representa

306
" l í m i t e de f o r m a n t e " y LP " l í m i t e d e p a l a b r a " ) en | + L F | en
ciertos c o n t e x t o s (y, quizás,, i n t r o d u c e n ~ ; véase más atrás).
Aparte de estas reglas, h e m o s sugerido q u e los e l e m e n t o s a los
q u e se aplican las reglas n o cíclicas de la fonología de la pala­
bra están d e t e r m i n a d o s p o r ciertas p r o p i e d a d e s formales de las
estructuras superficiales, c o m o i n d i c a m o s a n t e r i o r m e n t e . N o s
da la impresión de q u e estas p r o p o s i c i o n e s recogen los usos
principales del t é r m i n o " p a l a b r a " , y q u e p o d e m o s dar c u e n t a
fácilmente de o t r o s usos del t é r m i n o d e m e n o r i m p o r t a n c i a in­
t r o d u c i e n d o e x t e n s i o n e s y modificaciones m e n o r e s . De esta
forma, si q u e r e m o s considerar c o m o palabras a los n o m b r e s ,
adjetivos y verbos c o m p u e s t o s , p o d e m o s ampliar la definición
anterior de m o d o q u e la secuencia esté d o m i n a d a p o r u n a cate­
goría léxica q u e no esté d o m i n a d a a su vez p o r u n a c a t e g o r í a
léxica. Se ha p r o p u e s t o en ciertas ocasiones (véase, p o r ejem­
plo, Milewsky, 1 9 5 1 ) q u e las palabras existen e n u n a lengua só­
lo c u a n d o se c o r r e l a c i o n a n efectos fonéticos específicos c o n
los límites d e p a l a b r a s ; se dice q u e las lenguas d o n d e faltan es­
t o s efectos fonéticos n o poseen palabras, sino ú n i c a m e n t e ora­
ciones. Es b a s t a n t e fácil modificar n u e s t r a definición d e "pala­
b r a " para a c o m o d a r l a a este u s o , p e r o n o s parece q u e el requi­
sito d e q u e ciertos efectos fonéticos aparezcan asociados a los
límites d e palabra n o está lo s u f i c i e n t e m e n t e m o t i v a d o , y n o lo
h e m o s i n c o r p o r a d o a n u e s t r a t e o r í a de la lengua.
En los c a p í t u l o s a n t e r i o r e s h e m o s t e n i d o ocasión de seña­
lar q u e la e s t r u c t u r a superficial q u e se precisaba c o m o e n t r a d a
para el c o m p o n e n t e fonológico n o era en t o d o s los casos idén­
tica a la e s t r u c t u r a superficial q u e se p o d í a m o t i v a r desde el
p u n t o de vista s i n t á c t i c o . De esta f o r m a , en inglés Fifth Ave-
nue t i e n e u n a configuración a c e n t u a l distinta d e Fifth Street
| Q u i n t a Avenida y Q u i n t a Calle |. Las reglas del c o m p o n e n t e fo­
nológico serán las causantes de esta diferencia si Fifth Avenue
n o está d o m i n a d a p o r el n u d o " n o m b r e " . Sin e m b a r g o , d e s d e

307
el p u n t o d e vista s i n t á c t i c o , n o hay n i n g u n a justificación para
t r a t a r a Fifth Avenue d e u n m o d o d i s t i n t o q u e Fifth Street.
P o r lo t a n t o , d e b e m o s p r e s u m i r q u e existen "reglas d e reajus­
t e " especiales, q u e m o d i f i q u e n la e s t r u c t u r a superficial, justifi­
cada sintácticamente, de una oración, de m o d o que constituya
u n a e n t r a d a a p r o p i a d a para el c o m p o n e n t e f o n o l ó g i c o . C o m o
y a h e m o s s e ñ a l a d o , el efecto p r i m a r i o d e esta regla d e reajuste
es b o r r a r la e s t r u c t u r a de las e s t r u c t u r a s superficiales motiva­
1 9
das p o r la s i n t a x i s .
La c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) q u e gobierna la colocación del l í m i t e
# insertará esta u n i d a d en las formas d e inflexión, c o m o y a he­
m o s s e ñ a l a d o . De esta f o r m a , las formas de inflexión d e los
verbos ingleses, p o r e j e m p l o , c o n t e n d r á n u n sólo l í m i t e # , en
v i r t u d d e esta c o n v e n c i ó n y t e n d r e m o s formas c ó m o las de
( 1 2 2 ) (véase t a m b i é n ( 1 1 6 a , b ) ) :

(122) (a) [ # [ ^ s i n g # |
v v v ing#| v

# w l # d #
(b) | lv^ P lv
v lv
k e d #
(c) | # [ * P * l v
v v lv

El l í m i t e i n t e r n o # d e /sing#ing/ [ c a n t a n d o ] p r o d u c e la supre­
sión de la Igl i n t e r n a y , a d e m á s , indica q u e /ing/ es u n sufijo
n e u t r o en lo q u e respecta al e m p l a z a m i e n t o del a c e n t o , lo cual
es esencial en formas verbales c o m o contemplating o signifying

19. Se podría argumentar, sobre la base de una teoría de la actuación,


que una "lengua bien diseñada" para los humanos debería contener reglas
para reducir la complejidad de la estructura de superficie, en aquellos
puntos donde no interfiriera con la recuperabilidad de la representación
sintáctica y semántica completa de una oración. De hecho, parece que es-
ta es una función principal de las transformaciones gramaticales. Para una
discusión sobre esta cuestión, véase Miller y Chomsky ( 1 9 6 3 , especial-
mente la parte II) y Chomsky (1965, capítulo I). Véase también en rela-
ción con esto, la discusión de Ross (1967) de las condiciones generales
para el borrado de los nudos en los indicadores sintácticos derivados.

308
| c o n t e m p l a n d o , significando]. Este m i s m o l í m i t e es el q u e dis­
pensa a la f o r m a wiped [limpiado) d e la regla d e relajamiento
que o p e r a n o r m a l m e n t e d e l a n t e d e grupos c o n s o n a n t i c o s n o
dentales. A s í , la r e p r e s e n t a c i ó n fonética d e wiped es [ w á y p t ] ,
y n o | w i p t j . Pero en el ejemplo (c) d e ( 1 2 2 ) , kept [ g u a r d a d o ] ,
opera la regla de r e l a j a m i e n t o , lo q u e indica q u e el l í m i t e # se
ha d e b i d o eliminar en virtud d e u n a regla específica d e la len­
gua, c u y a aplicabilidad define la s u b c a t e g o r í a d e verbos irregu­
lares e n t r e los q u e se e n c u e n t r a n keep, lose, weep, e t c . [guar­
dar, perder, l l o r a r ] . De f o r m a parecida, las formas c o m p a r a t i ­
vas y superlativas d e los adjetivos n o están sujetas a la regla q u e
elimina Igl d e s p u é s de nasal en posición final; así, t e n e m o s
|lorj|—[longar|—|loqgast[, long-longer-longest [largo, m á s lar­
go, el más largo|,. c o n t r a s t a n d o con (siq]—[sirjar], sing-singer
| c a n t a r - c a n t a n t e ) , e t c . , c o m o es bien s a b i d o . U n a vez m á s se
trata, p o r lo t a n t o , d e u n a regla específica d e la lengua q u e eli­
mina # , i m p o s i b i l i t a n d o así la aplicación d e la regla d e s u p r e ­
sión d e Igl.
La eliminación d e # en estas formas e x c e p c i o n a l e s se p o ­
dría realizar d e d i s t i n t o s m o d o s . De n u e v o , u n a posibilidad se­
ría eliminar u n a cierta c a t e g o r í a de la e s t r u c t u r a superficial
—en este caso, el c o n s t i t u y e n t e más interno— a n t e s d e la apli­
cación d e la c o n v e n c i ó n ( 1 1 5 ) , q u e inserta los l í m i t e s # . A s í ,
si se s u s t i t u y e n ( [ k e p i
v v v d] y (
v ( long] ar]
A A A por
A

| k e p + d ] , | l o n g + a r ] antes de la i n t r o d u c c i ó n d e los lí­


v v A A

mites e n t o n c e s los procesos fonológicos se aplicarán precisa­


2 0
m e n t e en la f o r m a d e s e a d a . C o m o hay o t r o s casos q u e re­
q u i e r e n la eliminación de categorías de la e s t r u c t u r a superfi-

20. Formas difíciles como cunningcst y willingest [el más astuto y el


más complaciente], con acento inicial y supresión de Igl, demuestran eme
la regla que borra la estructura de constituyentes de los adjetivos se debe
limitar a los adjetivos monosilábicos. Si en estas formas se borrara la es-
tructura, recibirían el acento sobre la penúltima silaba, y no sobre la ini-

309
cial, n o s p o d r í a m o s p r e g u n t a r si p o d r í a m o s o b t e n e r los resulta­
d o s d e s e a d o s , en t o d o s los casos del t i p o d e los q u e a c a b a m o s
d e discutir, p r e s c i n d i e n d o p o r c o m p l e t o d e las reglas d e borra­
d o d e - y q u e d á n d o n o s ú n i c a m e n t e c o n reglas q u e eliminen
p a r t e s d e la e s t r u c t u r a superficial.
Esta p r o p o s i c i ó n , sin e m b a r g o , n o parece fácil d e realizar
p o r q u e e x i s t e n ejemplos d o n d e se d e b e n s u p r i m i r los l í m i t e s
d e palabra p e r o h a y q u e m a n t e n e r la e s t r u c t u r a d e c o n s t i t u ­
y e n t e s . C o n s i d e r e m o s , p o r e j e m p l o , palabras c o m o advocacy,
condensation, compensation \ abogacía, condensación, com­
p e n s a c i ó n ! , discutidas e n el c a p í t u l o III d e SPE. Sin e m b a r g o ,
t a m b i é n es necesario q u e se elimine el l í m i t e - a n t e s d e la apli­
cación d e las reglas d e a c e n t u a c i ó n e n el s e g u n d o ciclo, y a q u e
los afijos n o son n e u t r o s en lo q u e respecta a la c o l o c a c i ó n del
a c e n t o . P o r lo t a n t o , para la eliminación del - i n t e r n o d e e s t o s
ejemplos d e b e existir u n a regla léxica d e aplicación a u t o m á t i c a
en estos y o t r o s afijos, y q u e afecte al l í m i t e , p e r o n o a la es­
tructura de constituyentes.
Sin d u d a es posible e n c o n t r a r reglas d e cierta generalidad
q u e rijan supresión d e ~ d e l a n t e d e los afijos, reglas q u e quizás
reflejen (o incluso agudicen) la d i s t i n c i ó n tradicional e n t r e p r o ­
cesos d e derivación y d e inflexión, y q u e d e p e n d a n d e la distin­
ción e n t r e afijos a ñ a d i d o s p o r t r a n s f o r m a c i ó n y afijos asignados
p o r p r o c e s o s i n t e r n o s del l e x i c ó n . Pero a q u í surge u n a serie d e
c u e s t i o n e s p o c o claras s o b r e la línea divisoria e n t r e el c o m p o ­
n e n t e léxico y t r a n s f o r m a c i o n a l de u n a g r a m á t i c a generativa,

cial. En consecuencia, deberíamos representarlas como A J ~ A l^unn^


//7#~] rs/~| ,etc.
A A

Aparentemente, las formas subyacentes para el comparativo y el su-


perlativo deben ser /Vr/ y /Vst/, más que /r/, /st/, que se hacen silábicas,
si hemos de explicar formas como happicr, happicsi |más feliz, el más fe-
liz], cuya realización fonética es |haepiyar) (no *|haepiyr|) y |haepiyast)
(no *|haepiyst|)

310
y , d a d o q u e e n e s t e e s t u d i o h e m o s d e j a d o d e lado los p r o b l e ­
mas d e la s i n t a x i s , d e b e m o s dejar esta c u e s t i ó n en su a c t u a l es­
2 1 1
tado de i n a c a b a d o .

6 . 3 . EL LIMITE =.
N u e s t r a h i p ó t e s i s es q u e t o d a s las lenguas t i e n e n d o s l í m i -
r-seg-l p-seg-|
tes +LF y —LF, d e s i g n a d o s , r e s p e c t i v a m e n t e , c o m o + y
L-LPJ L+LPJ
En t o d o s los casos q u e c o n o c e m o s , e x i s t e t a m b i é n la necesi­
dad d e u n t e r c e r l í m i t e , d e s i g n a d o c o m o , al q u e h e m o s asig-

[
-seg-|
—LF . (Evidentemente, nuestra
-LPJ

21. Los procesos de nominalización que producen formas comopmo/',


advicc, sinccrily, conviclion (prueba, consejo, sinceridad, convicción |
plantean difíciles problemas sintácticos. Aunque sintagmas como John 's
proving [he Ihcorcm (el hecho de que J. pruebe el teorema |, John s advi-
sing Bill about thc maltcr | el hecho de que J. aconseje a B. sobre el pro-
blema), John' s being sincere |el hecho de que J. sea sincero), John's
being convinced thal... |el hecho de que J. esté convencido de que...) de-
rivan sin duda de estructuras subyacentes de tipo oracional por medio
de transformaciones de nominalización, hay buenas razones para suponer
que John's proof of thc Ihcorcm [la demostración de J. del teorema),
John \s aduice lo Bill |el consejo de J. a B.|, John s sincerily (la sinceri-
dad de J.|, John s conviclion thal... |la convicción de J. de que...) tienen
un origen muy diferente, que pone en juego procesos léxicos y otras dis-
tintas transformaciones (relativización, transformación posesiva). (Para
una breve discusión véase Chomsky (1965, pp. 219-220 | edición española
pp. 203-203)) y Chomsky (por aparecer |se trata en realidad de Chomsky,
1970)).) El tema merece un estudio más completo.
i. Los estudios sobre fonología española de Harris (1969) le llevan a
discutir el empleo del límite - , y a proponer un nuevo límite; | | , q u é re-
presenta "silencio", es decir, total falta de fonación. Este último límite se
demuestra imprescindible para dar cuenta de fenómenos como los con-
tornos tonales del español. (Véase Harris, 1 9 6 9 , sección 2.8.). (N. del T.)

311
hipótesis es q u e el sistema universal d e l í m i t e s es r e d u n d a n t e ,
en lo q u e respecta a la especificación d e rasgos, si falta el lími­
t e ^ . E s t e l í m i t e , c o m o h a b í a m o s o b s e r v a d o , ( c a p í t u l o III, de
S P E , sección 1 0 ) , es necesario e n la f o n o l o g í a del inglés p a r a
explicar la a c e n t u a c i ó n , la s o n o r i z a c i ó n d e s, y varios o t r o s he­
c h o s en f o r m a s c o m o per=mit, contra^-dict, re=semble, con=
de=scend, com^bat [ p e r m i t i r , c o n t r a d e c i r , parecer, c o n d e s ­
c e n d e r , c o m b a t i r ] . E s t e l í m i t e se i n t r o d u c e según reglas espe­
ciales q u e f o r m a n p a r t e d e la m o r f o l o g í a derivacional del inglés.

6.4. LOS LIMITES EN CUANTO UNIDADES


En n u e s t r o sistema, los límites son u n i d a d e s d e la secuen­
cia, al igual q u e los s e g m e n t o s . C o m o estos ú l t i m o s , c a d a lími­
t e es u n c o m p l e j o de rasgos. Los l í m i t e s f u n c i o n a n d e u n a ma­
n e r a b a s t a n t e d i f e r e n t e a la de los d i s t i n t o s t i p o s d e m a r c a d o ­
res d e c o n s t i t u y e n t e ( c o r c h e t e s e t i q u e t a d o s ) q u e juegan u n
cierto p a p e l p a r a d e t e r m i n a r la aplicación d e las reglas f o n o l ó ­
gicas del ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l . Las reglas fonológicas se apli­
can a u n d o m i n i o d e l i m i t a d o p o r u n p a r d e c o r c h e t e s e t i q u e ­
t a d o s , en el i n t e r i o r del cual n o e x i s t e n o t r o s c o r c h e t e s e t i q u e ­
t a d o s . P r e v i a m e n t e a cualquier p a s o a través del ciclo transfor­
m a c i o n a l se d e b e n b o r r a r t o d o s los c o r c h e t e s i n t e r n o s al d o ­
minio en cuestión.
S u p o n g a m o s q u e a d o p t a m o s p a r a los l í m i t e s la j e r a r q u í a
n a t u r a l - , = , + . E n t o n c e s , es posible f o r m u l a r m u c h a s reglas
fonológicas d e m o d o q u e se apliquen ú n i c a m e n t e en el d o m i ­
n i o de u n l í m i t e d a d o , p e r o n o m á s allá de este l í m i t e o d e
cualquier o t r o l í m i t e q u e le p r e c e d a en j e r a r q u í a . A s í , en cier­
tas lenguas se p u e d e pensar q u e la regla d e a c e n t u a c i ó n se apli­
ca al e n t o r n o # X # , d o n d e X n o c o n t i e n e l í m i t e s de palabra,
p e r o p u e d e c o n t e n e r los o t r o s l í m i t e s , + o = , q u e son de m e ­
n o r j e r a r q u í a . Esta observación ha i m p u l s a d o a McCawley
( 1 9 6 5 ) a p r o p o n e r q u e los l í m i t e s se c o n s i d e r e n , en vez d e c o m o

312
unidades d e la secuencia, de f o r m a paralela a los c o r c h e t e s eti­
q u e t a d o s , c o m o e l e m e n t o s q u e d e l i m i t a n el d o m i n i o al q u e se
aplica u n a d e t e r m i n a d a regla fonológica. Esta es u n a idea atrac­
tiva, p e r o n o s p a r e c e q u e en general n o se p u e d e m a n t e n e r , y a
que existen casos m u y claros en los q u e los l í m i t e s se d e b e n
considerar c o m o u n i d a d e s d e la secuencia.
Un caso e x t r e m o es la regla de alternancia a c e n t u a l en el
inglés (véase ( 7 5 ) , c a p í t u l o III d e S P E ) , q u e asigna el a c e n t o
principal a la a n t e p e n ú l t i m a sílaba d e palabras c o m o advócate,
elimínate, anecdote [ a b o g a d o , eliminar, a n é c d o t a ] . Esta regla
aparece b l o q u e a d a en f o r m a s c o m o con=de=scend, contra=
dict, inter^ject [ p r o t e s t a r ] , p o r la aparición del l í m i t e = . E s t e
l í m i t e p o r sí m i s m o n o b l o q u e a la regla, c o m o se d e m u e s t r a
p o r formas c o m o con^gregate, inter=rogate, per=colate [con­
gregar, interrogar, f i l t r a r ] ; la regla n o se aplica ú n i c a m e n t e
c u a n d o = aparece a n t e la s í l a b a final.

6 . 5 . LAS REGLAS DE REAJUSTE


Parece e v i d e n t e q u e la gramática d e b e c o n t e n e r reglas de
reajuste q u e r e d u z c a n la e s t r u c t u r a superficial, p e r o es m u y di­
fícil separar de u n m o d o sistemático el e s t u d i o d e estos p r o c e ­
sos del e s t u d i o d e la a c t u a c i ó n . Por e j e m p l o , c o n s i d e r e m o s ora­
ciones del t i p o de ( 1 2 4 ) , d o n d e las tres e x p r e s i o n e s e n t r e cor­
chetes c o n s t i t u y e n los tres sintagmas n o m i n a l e s del p r e d i c a d o :

(124) This is | the cat that caught [the rat that stole [the cheese ]]]•
[ Este es el gato que cazó a la rata que robó el queso].

C l a r a m e n t e , en este caso, la e s t r u c t u r a de e n t o n a c i ó n del e n u n ­


ciado n o c o r r e s p o n d e a la e s t r u c t u r a superficial, sino q u e los
cortes m a y o r e s figuran d e s p u é s de c a í y rat; es decir, la o r a c i ó n
se p r o n u n c i a c o m o u n a e s t r u c t u r a t r i p a r t i t a : Thisis the cat—that
caught the rat—that stole the cheese. Este r e s u l t a d o lo p o d r í a
p r o d u c i r u n a regla de reajuste q u e convierta ( 1 2 4 ) , con sus ora-

313
( i o n e s i n c r u s t a d a s , en u n a e s t r u c t u r a d o n d e a cada oración in­
crustada se la pusiera a su vez en el m i s m o p l a n o q u e la oración
q u e la d o m i n a . Con e s t o la e s t r u c t u r a r e s u l t a n t e q u e d a r í a co­
m o u n a u n i ó n de oraciones e l e m e n t a l e s (es decir, o r a c i o n e s sin
i n c r u s t a c i ó n ) . E s t o nos p e r m i t i r í a decir q u e los c o r t e s de e n t o ­
nación se sitúan a n t e cada aparición de la c a t e g o r í a O ( o r a c i ó n )
en e s t r u c t u r a s superficiales, y q u e para t o d o lo d e m á s se man­
tienen las reglas ordinarias. Pero se p u e d e r e a l m e n t e argumen­
t a r de forma plausible q u e este " a p l a n a m i e n t o " de la e s t r u c t u ­
ra superficial es s i m p l e m e n t e u n factor de a c t u a c i ó n , relaciona­
d o con la dificultad q u e existe en la p r o d u c c i ó n de e s t r u c t u r a s
ramificadas a la derecha c o m o ( 1 2 4 ) . Las distintas restricciones
q u e se i m p o n e n a uso de las e s t r u c t u r a s ramificadas a la dere­
cha parecen ser c i e r t a m e n t e una cuestión de límites de la ac­
t u a c i ó n , y n o de e s t r u c t u r a gramatical, del m i s m o m o d o q u e
las c o n o c i d a s c o n d i c i o n e s de a u t o i n c r u s t a c i ó n (véase C h o m s -
k y , 1 9 6 5 , cap. I, a p a r t a d o 2) son e v i d e n t e m e n t e una cuestión
de a c t u a c i ó n y n o de e s t r u c t u r a gramatical. Por lo t a n t o p o d e ­
m o s afirmar con plena certeza q u e estos p r o b l e m a s n o a t a ñ e n
a la gramática (a la t e o r í a de la c o m p e t e n c i a ) en a b s o l u t o .
En relación con la n o c i ó n de " s i n t a g m a f o n o l ó g i c o " , a la
q u e ya h e m o s a l u d i d o varias veces, surgen c u e s t i o n e s similares.
Está claro q u e las reglas del c o m p o n e n t e fonológico n o se apli­
can a las secuencias q u e s o b r e p a s a n un cierto nivel de c o m p l e ­
jidad o una d e t e r m i n a d a l o n g i t u d , y q u e p o r lo t a n t o se d e b e n
aplicar a las e s t r u c t u r a s de superficie generadas por el c o m p o ­
n e n t e sintáctico ciertas reglas de reajuste q u e d e l i m i t a n las se­
cuencias a las q u e se d e b e n aplicar las reglas, es decir, las se­
cuencias q u e h e m o s d e n o m i n a d o " s i n t a g m a s f o n o l ó g i c o s " . Por
e j e m p l o , p o d r í a m o s t r a t a r de i n c o r p o r a r a la gramática ciertas
reglas de reajuste q u e asignaran el rasgo [ + l í m i t e de sintagma
fonológico | a los l í m i t e s - q u e aparecen asociados a ciertos
c o n s t i t u y e n t e s , y a c o n t i n u a c i ó n i m p o n e r la c o n d i c i ó n de q u e

314
el ciclo t r a n s f o r m a c i o n a l n o se p u d i e r a aplicar a u n a secuencia
que contuviera este rasgo ( q u e , desde luego, se t e n d r í a q u e
asignar de a c u e r d o con unas c o n v e n c i o n e s d e t e r m i n a d a s q u e
garantizaran q u e el e n u n c i a d o c o m p l e t o se analizara en u n a su­
cesión d e sintagmas fonológicos, siendo cada u n o de ellos un
c o n s t i t u y e n t e de la e s t r u c t u r a superficial ajustada). Las reglas
que i n t r o d u z c a n este rasgo t e n d r á n q u e t e n e r en c u e n t a la es­
t r u c t u r a sintáctica, p e r o t a m b i é n incluirán ciertos p a r á m e t r o s
que la relacionen con la a c t u a c i ó n , p o r e j e m p l o , la rapidez de
la e n u n c i a c i ó n . Bierwisch ( 1 9 6 6 ) ha i n t e n t a d o desarrollar de
m o d o i n t e r e s a n t e reglas de este t i p o . N a d a t e n e m o s q u e añadir
a estas sugerencias, y t a m p o c o iremos más allá en la discusión
de los sintagmas fonológicos.
Esta discusión n o agota, de n i n g ú n m o d o , el t e m a de las re­
glas de reajuste. P o d r í a m o s ofrecer u n a lista de c o n s t r u c c i o n e s
que nos parecen q u e indican u n alejamiento e n t r e la e s t r u c t u r a
superficial m o t i v a d a p o r la sintaxis y la salida q u e , a p a r e n t e ­
m e n t e , reclama el c o m p o n e n t e f o n o l ó g i c o ; p e r o n o t e n e m o s
otros análisis ni observaciones esenciales q u e se p u e d a n presen­
tar. En realidad, c o m o ya h e m o s señalado antes, n u e s t r a dis­
cusión de los procesos fonológicos d e t e r m i n a d o s sintáctica­
m e n t e ha t e n i d o un e n f o q u e m u y restringido. H e m o s i n t e n t a ­
do p r e s e n t a r de u n a forma sistemática un n ú m e r o m u y limita­
do de f e n ó m e n o s de e n t o n a c i ó n . A u n q u e en el caso del inglés
existe u n a literatura m u y sustanciosa sobre los rasgos de e n t o ­
nación y p r o s ó d i c o s , los ejemplos aparecen de u n a forma m u y
restringida, y de ellos n o p o d e m o s e x t r a e r n i n g u n a regla gene­
ral q u e s u p o n g a u n a visión significativa de los procesos. Nues­
tra imposibilidad de p r o p o r c i o n a r una t e o r í a más e x p l í c i t a de
las reglas de reajuste es consecuencia en p a r t e de las limitacio­
nes q u e p r e s e n t a n u e s t r a investigación de la d e t e r m i n a c i ó n sin­
táctica de la forma fonética.

315
7. Los rasgos diacríticos

M u c h a s reglas gramaticales se aplican ú n i c a m e n t e a b i e r t o s


e l e m e n t o s léxicos. P o r e j e m p l o , en u n a lengua c o n u n sistema
de inflexiones r i c o , el caso del l a t í n o del r u s o , es necesario divi­
dir t o d o s los t e m a s n o m i n a l e s en varias declinaciones p a r a ex­
plicar la realización fonética de los rasgos d e g é n e r o , n ú m e r o
y caso. P u e d e ser q u e estas clases n o j u e g u e n n i n g ú n o t r o papel
en la g r a m á t i c a ; en particular, g e n e r a l m e n t e n o t i e n e n funcio­
nes sintácticas. R e p r e s e n t a r e m o s esta clasificación b a s t a n t e pe­
riférica p o r m e d i o de "rasgos d i a c r í t i c o s " especiales en las en­
t r a d a s léxicas. De esta f o r m a en la gramática del r u s o , p o r ejem­
plo, se asociará u n rasgo d i a c r í t i c o a t o d o s los n o m b r e s femeni­
n o s , rasgo q u e diferenciará el t e m a de la " t e r c e r a d e c l i n a c i ó n "
/ d a l / , " d i s t a n c i a " , del t e m a d e la " s e g u n d a d e c l i n a c i ó n " / d o l / ,
"porción".
En la f o n o l o g í a p r o p i a m e n t e dicha se e n c u e n t r a n t a m b i é n
n o r m a l m e n t e reglas q u e se aplican d e u n m o d o selectivo y q u e
p o r lo m i s m o i m p o n e n al lexicón u n a clasificación idiosincrási­
ca. Con frecuencia existe u n a explicación histórica de este
c o m p o r t a m i e n t o idiosincrásico, p e r o q u e e v i d e n t e m e n t e n o es
significativa en lo q u e respecta a la c o m p e t e n c i a lingüística del
h a b l a n t e n a t i v o . L o q u e el h a b l a n t e sabe es s i m p l e m e n t e q u e
u n e l e m e n t o d e t e r m i n a d o o u n c o n j u n t o de e l e m e n t o s se t r a t a
d e f o r m a distinta d e los d e m á s en el c o m p o n e n t e fonológico
d e la g r a m á t i c a .
En inglés, p o r e j e m p l o , h e m o s señalado q u e es necesario
clasificar m u c h o s e l e m e n t o s léxicos en base a u n rasgo q u e dis­
tinga grosso m o d o los e l e m e n t o s de origen g e r m á n i c o de los
o t r o s e l e m e n t o s ; y para ciertas reglas, c o m o en el caso de la re­
gla de debilitación d e la velar, se precisa u n a clasificación pos­
t e r i o r d e los e l e m e n t o s del v o c a b u l a r i o n o g e r m á n i c o q u e dis­
tinga, más o m e n o s , los d e origen griego y r o m a n c e . Esta cla-

316
sificación es funcional d e n t r o d e la lengua y d e b e m o s s u p o n e r
que está r e p r e s e n t a d a en la g r a m á t i c a interiorizada. E s t o se jus­
tifica n o p o r el desarrollo h i s t ó r i c o de la lengua, sino p o r la
aplicabilidad d e las reglas fonológicas y morfológicas.
Se p u e d e n citar ejemplos paralelos en u n gran n ú m e r o de
lenguas. Por e j e m p l o , Lees ( 1 9 6 1 ) , en su e s t u d i o d e la f o n o l o ­
gía t u r c a , utiliza u n a clasificación q u e se c o r r e s p o n d e estrecha­
m e n t e c o n el origen t u r c o o á r a b e . De m o d o p a r e c i d o , Light-
ner ( 1 9 6 5 a ) h a d e m o s t r a d o q u e el c o m p o n e n t e fonológico del
ruso m o d e r n o exige p o r lo m e n o s las tres clases siguientes d e

f o r m a n t e s léxicos: [—eslavo], (=eslavo


22
e c l e s i á s t i c o ) . De esta f o r m a , p o r e j e m p l o , el ruso tiene los
verbos d e la " s e g u n d a c o n j u g a c i ó n " [ v o r o c ú ] , " y o d o y vuel­
t a s " , y [ v o z # v r a s c ú ] , " y o v u e l v o " . E s t o s d o s verbos se derivan
de u n a raíz s u b y a c e n t e / u o r t / , q u e figura t a n t o e n t r e los c o m ­
p o n e n t e s " r u s o s " c o m o e n t r e los del "eslavo e c l e s i á s t i c o " del
léxico r u s o . T o d a s las formas [ d e s l a v o ] sufren " m e t á t e s i s de
la l í q u i d a " e n el c o n t e x t o C^. Las f o r m a s [ + r u s o ] , sin
e m b a r g o , están sujetas en p r i m e r lugar a la d u p l i c a c i ó n de vo­
cal ( p o r e j e m p l o , / o r / -> [ o o r ] ) , m i e n t r a s q u e las formas [—ruso]
están sujetas en p r i m e r lugar a u n a regla d e t e n s i ó n (por ejem­
plo, / o r / -> [or]). D a d o q u e las vocales tensas se r e d o n d e a n , y
p o r ú l t i m o se relajan, e n c o n t r a m o s formas en el eslavo eclesiás­
tico c o n la derivación / o r / -» [or] [ro] (y p o r ú l t i m o ) -* [ r a ] ;
m i e n t r a s q u e en las f o r m a s rusas la derivación es / o r / -> [ o o r ] ->
[ o r o ] . A d e m á s , en las f o r m a s del r u s o , la Itl final de t e m a alter­
na c o n [ c ] en la p r i m e r a p e r s o n a del singular del t i e m p o pre­
sente de esta clase d e verbos, m i e n t r a s q u e en las formas del es­
lavo eclesiástico la Itl final del t e m a alterna c o n [ s e ] .

22. Los nombres que damos a las categorías designan su principal


fuente histórica, pero, evidentemente, no están justificados en detalle
desde el punto de vista etimológico.

317
En estos ejemplos las c a t e g o r í a s a las q u e se asignan los ele­
m e n t o s léxicos n o s o l a m e n t e d a n c u e n t a de sus peculiaridades
fonológicas sino t a m b i é n de su c o m p o r t a m i e n t o con r e s p e c t o a
d i s t i n t o s procesos morfológicos, c o m o la elección del afijo de
derivación y la libertad d e c o m p o s i c i ó n .
Los e l e m e n t o s léxicos t a m b i é n p u e d e n p e r t e n e c e r a catego­
rías m u c h o m e n o s generales q u e las q u e a c a b a m o s de ilustrar.
En realidad, n o es raro el caso de q u e u n solo e l e m e n t o léxico
c o n s t i t u y a u n a e x c e p c i ó n p o r q u e n o se s o m e t a a u n a d e t e r m i ­
n a d a regla fonológica, o t a m b i é n p o r q u e esté sujeto a alguna
regla fonológica. En m u c h a s lenguas el verbo copulativo cons­
t i t u y e u n ejemplo de estos e l e m e n t o s irregulares.
El m o d o natural de reflejar en la gramática este c o m p o r t a ­
m i e n t o e x c e p c i o n a l es asociar a estos e l e m e n t o s léxicos rasgos
diacríticos q u e hagan referencia a d e t e r m i n a d a s reglas, es decir,
rasgos de la forma | a regla /? |, d o n d e a es, c o m o a n t e r i o r m e n t e ,
u n a variable de d o m i n i o + y —, y n el n ú m e r o de la regla en
cuestión en el o r d e n lineal. P o d e m o s , e n t o n c e s , establecer con­
venciones q u e t e n d r á n el efecto de excluir d e la aplicación de
la regla n un e l e m e n t o q u e venga especificado c o m o |—regla n |.
Esto se p u e d e hacer de varias formas ligeramente diferentes.
D e n t r o de n u e s t r o sistema, p o d e m o s p r o c e d e r c o m o sigue.
S u p o n g a m o s q u e la regla n es ( 1 2 5 ) :

(125) A-B I X Y

Por c o n v e n c i ó n , u n o de los rasgos q u e c o n t i e n e A p u e d e ser


| + regla n | , r e q u i r i e n d o así, q u e t o d o s e g m e n t o al q u e se apli­
q u e la regla esté especificado c o m o | + regla n\. En s e g u n d o lu­
gar, n u e s t r a hipótesis es q u e , para cada regla m d e la fonología,
se asigne a u t o m á t i c a m e n t e la especificación d e rasgo | + regla m \
2 3
a cada u n i d a d d e cada matriz l é x i c a . D e s p u é s de esta asigna-

23. Según el sistema que desarrollamos en el capítulo siguiente, nues-

318
ción obligatoria | + regla ra |, para cada m , a c a d a u n i d a d del le­
x i c ó n , aplicamos la c o n v e n c i ó n ( 1 2 6 ) :

( 1 2 6 ) T o d o s los rasgos n o fonológicos de u n e l e m e n t o léxico


d e t e r m i n a d o se d i s t r i b u y e n e n t r e t o d a s las u n i d a d e s de
este e l e m e n t o .

En c o n c r e t o , si u n d e t e r m i n a d o e l e m e n t o léxico es u n n o m b r e
a
h u m a n o de la /e declinación, q u e c o n s t i t u y e u n a e x c e p c i ó n a
la regla n, e n t o n c e s las especificaciones de rasgos | + n o m b r e |,
a
| + h u m a n o ] , | + f e d e c l i n a c i ó n ] , | — regla n | , q u e a h o r a se inter­
pretan del m i s m o m o d o q u e los rasgos fonológicos de [—regla
m |, para cualquier ra, modifica la especificación [ + regla ra ] de­
2 4
t e r m i n a d a p o r la c o n v e n c i ó n a n t e r i o r . Las c o n v e n c i o n e s ha­
bituales q u e rigen la aplicación de las reglas i m p e d i r á n a h o r a
q u e se aplique la regla n a cualquier u n i d a d fonológica de u n
e l e m e n t o q u e aparezca m a r c a d o en el lexicón c o m o e x c e p c i ó n
a la regla n.
Este m o d o particular de t r a t a r las e x c e p c i o n e s precisa algu­
nos c o m e n t a r i o s . Para e m p e z a r , n u e s t r a hipótesis es q u e las re­
glas de reajuste q u e c o n v i e r t e n a u n a e s t r u c t u r a generada p o r el
c o m p o n e n t e s i n t á c t i c o en u n a e n t r a d a a p r o p i a d a para el c o m ­
p o n e n t e fonológico p u e d e n modificar o i n t r o d u c i r rasgos dia­
críticos. En c o n c r e t o , e n t o n c e s , p u e d e n afectar a especificacio­
nes del t i p o | regla ra ¡. T a m b i é n p o d r í a surgir la cuestión d e si
las mismas reglas del c o m p o n e n t e fonológico p u e d e n modificar
estos rasgos; p o r e j e m p l o , p o d r í a m o s permitir reglas de la for­
ma ( 1 2 7 ) :

tra hipótesis es, simplemente, que |+regla m | es el valor "no marcado"


del rasgo | regla m |, para todo m.
24. La convención (126) hace posible que las reglas fonológicas ha-
gan referencia a cualquier propiedad sintáctica o semántica, lo que es, sin
duda, demasiado fuerte. Se podrían proponer distintas modificaciones,
pero no entraremos en esta cuestión.

319
(127) A -> [ - r e g l a n ] / Z W

Estas reglas a u m e n t a r í a n c o n s i d e r a b l e m e n t e el p o d e r del c o m ­


p o n e n t e f o n o l ó g i c o . S u p o n g a m o s , p o r e j e m p l o , q u e la regla
( 1 2 5 ) se aplica de la f o r m a i n d i c a d a e x c e p t o en el c o n t e x t o
Z W. O r d e n a n d o la regla ( 1 2 7 ) a n t e s d e la regla ( 1 2 5 )
c o n s e g u i r í a m o s e x a c t a m e n t e este r e s u l t a d o . Por lo t a n t o , las
reglas d e la f o r m a ( 1 2 7 ) n o s p e r m i t e n formalizar la n o c i ó n " e x ­
c e p t o " ; en o t r a s palabras, n o s p e r m i t e n hacer referencia a los
c o n t e x t o s en los q u e la regla n o se aplica, así c o m o a aquellos
e n los q u e se aplica. E s t o es cierto incluso si p e r m i t i m o s u n a
regla c o m o ( 1 2 7 ) ú n i c a m e n t e c u a n d o es la reglan—1 d e la suce­
sión, volviendo a f o r m u l a r c o m o ( 1 2 8 ) :

(128) A -> [ - s i g u i e n t e regla] / Z W

Si p e r m i t i m o s q u e a p a r e z c a n c o n m a y o r libertad las reglas del


t i p o d e ( 1 2 7 ) a u m e n t a r e m o s t o d a v í a m á s el p o d e r d e la fono­
logía. En d i s t i n t o s e s t a d i o s d e n u e s t r o trabajo h e m o s experi­
m e n t a d o c o n reglas d e la f o r m a ( 1 2 8 ) y del t i p o m á s p o d e r o s o
(127), pero n o hemos encontrado ningún ejemplo convincente
q u e d e m o s t r a r a la necesidad d e estas reglas. Por lo t a n t o , p r o ­
p o n e m o s , de m a n e r a provisional, q u e n o se p e r m i t a n en la fo­
n o l o g í a reglas c o m o ( 1 2 7 , 1 2 8 ) , q u e a u m e n t a n d e tal m o d o el
p o d e r d e s c r i p t i v o : el rasgo [—regla n] se d e b e i n t r o d u c i r p o r
m e d i o d e las reglas d e reajuste o d e b e aparecer c o m o rasgo dia­
c r í t i c o e n la r e p r e s e n t a c i ó n léxica del e l e m e n t o .
A d e m á s , obsérvese q u e n u e s t r a p r i m e r a c o n v e n c i ó n asigna­
b a el rasgo f + regla n] ú n i c a m e n t e a la u n i d a d A d e ( 1 2 5 ) , y n o
a las u n i d a d e s d e X e Y. S u p o n g a m o s , e n t o n c e s , q u e t e n e m o s
u n a secuencia ...X A ' Y... tal q u e A n o se diferencia áe A, y
X' e Y' n o se diferencian d e X e F , e x c e p t o en lo q u e respecta
al rasgo [regla n]. S u p o n g a m o s a d e m á s q u e X ' e Y'contienen

320
unidades especificadas c o m o (—regla n \ p e r o q u e A se especifi­
ca c o m o | + regla n\. Las c o n v e n c i o n e s q u e h e m o s sugerido per­
m i t i r í a n q u e la regla n se aplicara a ... X' A' Y... en estas cir­
cunstancias; p e r o la aplicación de la regla n a esta secuencia
q u e d a r í a b l o q u e a d a si a d o p t á r a m o s u n a c o n v e n c i ó n alternativa
que asignara el rasgo [+regla n] a t o d a s las u n i d a d e s d e A, X e
Y en la regla ( 1 2 5 ) , exigiendo así n o sólo q u e t o d o s los seg­
m e n t o s a los q u e se aplicara la regla estuvieran especificados
c o m o [ + regla n ] , sino t a m b i é n q u e los s e g m e n t o s . d e l c o n t e x t o
estuvieran especificados del m i s m o m o d o . R e s u m i e n d o , la
cuestión es ver si se d e b e r í a permitir q u e el c o n t e x t o en q u e
aparece u n s e g m e n t o b l o q u e a r a la aplicación de u n a regla a es­
te s e g m e n t o , incluso si el m i s m o s e g m e n t o n o viene especifica­
do c o m o e x c e p c i ó n a esta regla. Es fácil inventar ejemplos q u e
vayan c o n t r a esta hipótesis, p e r o n o t e n e m o s casos claros en
ninguna lengua real. G u i a d o s p o r c o n s i d e r a c i o n e s d e plausibili-
dad, q u e r e c o n o c e m o s débiles, h e m o s a d o p t a d o la c o n v e n c i ó n
anterior, q u e b l o q u e a la aplicación de u n a regla ú n i c a m e n t e
c u a n d o el s e g m e n t o al q u e se aplica la regla está identificado
c o m o u n a e x c e p c i ó n a ella. De h e c h o , h a y u n t i p o de ejemplo
q u e sugiere q u e n u e s t r a c o n v e n c i ó n es i n e x a c t a . S u p o n g a m o s
q u e t e n e m o s u n a regla de epéntesis c o m o ( 1 2 9 ) :

(129) 0 -> B/X Y

S u p o n g a m o s a d e m á s q u e el e l e m e n t o léxico W=XY c o n s t i t u y e
una e x c e p c i ó n a esta regla y está m a r c a d o l é x i c a m e n t e c o m o
tal. Nuestras c o n v e n c i o n e s n o n o s p e r m i t i r í a n expresar este he­
c h o , p e r o la alternativa q u e h e m o s r e c h a z a d o lo e x p r e s a r í a fá­
c i l m e n t e . E s t o s ejemplos n o s sugieren q u e m o d i f i q u e m o s lige­
r a m e n t e la c o n v e n c i ó n de m o d o q u e la regla ( 1 2 5 ) n o se p u e d a
aplicar a u n a secuencia ...XA Y... ( d o n d e X, A, Y n o se dife­
rencian de X \ A \ Y\ r e s p e c t i v a m e n t e , e x c e p t o en lo q u e res-

321
p e c t a al rasgo [regla n\) si A ' está especificada (—regla H ] , co­
m o en la c o n v e n c i ó n p r i m e r a , o si el f o r m a n t e q u e c o n t i e n e a
A ' está especificado |—regla n\. Esta modificación, q u e n o n o s
t o m a r e m o s la molestia de precisar a q u í , explicaría ejemplos
del t i p o de las e x c e p c i o n e s a la epéntesis sin causar t o d a s las
dificultades q u e parecen ser consecuencias posibles de la con­
vención q u e h e m o s r e c h a z a d o , q u e asigna |— regla n\ a cada
u n i d a d de A, X, e Y en ( 1 2 5 ) . E v i d e n t e m e n t e , para q u e esta
cuestión p u e d a q u e d a r resuelta, se precisa material e m p í r i c o
adicional.
Por ú l t i m o , repárese en q u e nuestras c o n v e n c i o n e s llevan
i m p l í c i t o q u e , en u n d e t e r m i n a d o e l e m e n t o léxico, o t o d o s los
s e g m e n t o s q u e satisfacen las c o n d i c i o n e s de aplicación de u n a
regla están sujetos a ella, o n i n g u n o d e los s e g m e n t o s a n t e r i o r e s
estará sujeto a la misma regla; p o r q u e lo q u e c o n s t i t u y e u n a
e x c e p c i ó n es el e l e m e n t o léxico, y n o los s e g m e n t o s individua­
les, al m e n o s m i e n t r a s estas e x c e p c i o n e s vengan indicadas en el
lexicón. Por e j e m p l o , si u n a lengua tiene u n a regla q u e sonori­
za las oclusivas intervocálicas y u n d e t e r m i n a d o e l e m e n t o léxi­
2
c o c o n t i e n e varias oclusivas i n t e r v o c á l i c a s ^ y está m a r c a d o co­
m o e x c e p c i ó n a esta regla, e n t o n c e s , e n general, t o d a s las oclu­
sivas intervocálicas del e l e m e n t o léxico n o sufrirán la sonoriza­
ción. N o e x c l u i r e m o s la posibilidad de q u e en la situación q u e
a c a b a m o s de p r e s e n t a r u n e l e m e n t o sea d o b l e m e n t e e x c e p c i o ­
nal p o r q u e u n a de sus oclusivas intervocálicas esté sujeta a la
regla de s o n o r i z a c i ó n ; sin e m b a r g o , esto será m u y c o s t o s o , por­
q u e se r e q u e r i r í a u n a regla especial de reajuste q u e añadiera a
la oclusiva intervocálica en cuestión el rasgo [ + regla de sonori-

25. Estos segmentos pueden no ser intervocálicos en el lexicón, pero


solamente en el punto de la derivación donde se alcanza la regla en cues-
tión. En correspondencia, no nos ocuparemos de las oclusivas intervocáli-
cas del lexicón si no tienen esta propiedad en el punto de la derivación
donde se aplica la regla en cuestión.

322
zación de la intervocálica]. De esta forma, c o m o y a h e m o s seña­
lado, los rasgos d i a c r í t i c o s p u e d e n provenir d e d o s f u e n t e s : el
lexicón y las reglas de reajuste. Al final de esta sección discuti­
r e m o s u n ejemplo q u e ilustra c ó m o o p e r a n las reglas de reajus­
te en estos casos.
C o n la a y u d a de los rasgos d i a c r í t i c o s p o d e m o s a b o r d a r
m u c h o s f e n ó m e n o s q u e afectan a los rasgos p r o s ó d i c o s ; p o r
ejemplo, el c o m p o r t a m i e n t o del a c e n t o en lenguas c o m o el ru­
so y el b ú l g a r o , y del t o n o e n lenguas c o m o el j a p o n é s y el ser­
bo-croata. La p r o p i e d a d d e t e r m i n a n t e q u e distingue el a c e n t o
del ruso o del búlgaro de o t r o s rasgos fonológicos es q u e una
vez q u e se d e t e r m i n a q u é vocal de la palabra recibe el a c e n t o
principal, t a m b i é n q u e d a d e t e r m i n a d o el c o n t o r n o acentual de
t o d a la palabra. El h e c h o de q u e el a c e n t o p u e d a venir indica­
d o s o l a m e n t e p o r u n a vocal de la palabra, sugiere q u e esta vo­
cal a p a r e c e designada p o r m e d i o de u n rasgo d i a c r í t i c o asocia­
d o a la raíz d e la palabra. Parecen existir m u c h a s p r u e b a s —aun­
q u e t o d a v í a c a r e c e m o s de u n a d e m o s t r a c i ó n definitiva— d e
q u e la localización de esta vocal en las palabras rusas se p u e d e
d e t e r m i n a r m e d i a n t e reglas m u y simples, c o n o c i d a la e s t r u c t u ­
ra de la palabra y alguna i n f o r m a c i ó n idiosincrásica sobre el
c o m p o r t a m i e n t o a c e n t u a l de la raíz (en c o n c r e t o , si la raíz t o ­
ma o n o a c e n t o ; si n o o c u r r e así, si los a c e n t o s principales d e ­
ben recaer sobre el sufijo q u e sigue a la raíz o sobre la desinen­
cia de caso). Una vez q u e se c o n o c e estos h e c h o s , q u e d a deter­
m i n a d a d i r e c t a m e n t e la situación de la vocal con a c e n t o prin­
cipal. D e n t r o del sistema q u e h e m o s e s t a d o d e s a r r o l l a n d o , e s t o
quiere decir q u e la raíz t e n d r á q u e aparecer en el lexicón con
u n o s rasgos d i a c r í t i c o s (quizás d o s o tres) q u e p r o p o r c i o n e n la
suficiente información para q u e las reglas asignen el a c e n t o
principal a u n a d e t e r m i n a d a vocal de la palabra. Otras reglas
q u e a c t ú a n a c o n t i n u a c i ó n d e t e r m i n a n el c o n t o r n o a c e n t u a l de
la palabra.

323
E n s e r b o - c r o a t a y j a p o n é s la situación es b a s t a n t e similar.
C o m o ya h a n m o s t r a d o B r o w n e y McCawley ( 1 9 6 5 ) para el
serbo-croata y M c C a w l e y ( 1 9 6 5 ) para el j a p o n é s , el c o n t o r n o
t o n a l (tonal contour) d e la palabra se p u e d e d e t e r m i n a r m e ­
d i a n t e reglas simples u n a vez q u e se ha localizado la vocal con
t o n o a l t o . C o m o o c u r r e c o n el a c e n t o r u s o , estos h e c h o s sugie­
ren la utilización de u n rasgo d i a c r í t i c o a s o c i a d o al f o r m a n t e
léxico, mejor q u e u n o s rasgos fonológicos asociados a u n a vo­
cal d e t e r m i n a d a d e la palabra. Heeschen ( 1 9 6 7 ) h a d e m o s t r a d o
q u e p a r a explicar los i n t r i n c a d o s rasgos p r o s ó d i c o s de las pala­
bras del l i t u a n o se precisan m e c a n i s m o s similares.
Así, la situación d e estas lenguas es distinta de la de las
a u t é n t i c a s lenguas t o n a l e s , c o m o el c h i n o o el m i x t e c a , d o n d e ,
c o m o observó McCawley ( 1 9 6 5 ) , "el n ú m e r o de las formas
t o n a l e s (pitch shapes) posibles [ n u e s t r o s ' c o n t o r n o s t o n a l e s '
—NC/MH) a u m e n t a e n progresión g e o m é t r i c a c o n la longitud
del m o r f e m a , y n o en progresión a r i t m é t i c a , c o m o o c u r r e en el
j a p o n é s " . En lenguas c o m o el j a p o n é s y el r u s o , para d e t e r m i ­
nar el c o n t o r n o t o n a l de la palabra, se necesita p o r lo m e n o s
d e t e r m i n a r la localización d e u n a sola vocal, m i e n t r a s q u e en
lenguas c o m o el m i x t e c a o el c h i n o cada vocal de la palabra
p u e d e t e n e r sus p r o p i o s rasgos p r o s ó d i c o s distintivos. Única­
m e n t e en este ú l t i m o caso sería a d e c u a d o m a r c a r los rasgos
p r o s ó d i c o s para c a d a palabra en el m i s m o lexicón, en vez de
asociar u n o s p o c o s rasgos d i a c r í t i c o s al e l e m e n t o léxico consi­
derado como un todo.
O t r o t i p o de f e n ó m e n o q u e los rasgos d i a c r í t i c o s p e r m i t e n
t r a t a r de la f o r m a a d e c u a d a es la a r m o n í a vocálica, q u e se en­
c u e n t r a e n lenguas de t o d a s las p a r t e s del m u n d o . En nez p e r c e ,
lengua índica de A m é r i c a , se e n c u e n t r a u n ejemplo particular­
m e n t e i n s t r u c t i v o . De a c u e r d o c o n A o k i ( 1 9 6 6 ) , en c u y o estu­
dio están basadas las siguientes observaciones, el nez perce tie­
ne, desde el p u n t o d e vista f o n é t i c o , las cinco vocales | i u o a ae].

324
La [o] es s i e m p r e r e d o n d e a d a , p e r o en la vocal alta p o s t e r i o r
¡u] el r e d o n d e a m i e n t o parece ser m u y variable. Las palabras
del nez perce se a g r u p a n e n dos clases d e a c u e r d o c o n su utili­
zación d e las vocales; en las palabras de la p r i m e r a clase las voca­
les se e x t r a e n del c o n j u n t o [i a o ] ; en las palabras de la segun­
da clase las vocales se e x t r a e n del c o n j u n t o | i ae u ] . Las palabras
del nez perce se c o m p o n e n de secuencias d e m o r f e m a s . L o s
morfemas constituyen en sí mismos dos categorías mutuamen­
te e x c l u y e n tes: m o r f e m a s de la p r i m e r a c a t e g o r í a , a los q u e
a t r i b u i r e m o s el rasgo d i a c r í t i c o [ + H ] , a p a r e c e n ú n i c a m e n t e en
las palabras d e la p r i m e r a clase, m i e n t r a s q u e los m o r f e m a s de
la segunda c a t e g o r í a , q u e d e s i g n a r e m o s c o m o |— H ] , a p a r e c e n
en palabras d e a m b a s clases. P o r lo t a n t o , los m o r f e m a s [ + H]
n o m u e s t r a n alternancias vocálicas y seleccionan sus vocales
del c o n j u n t o [i a o ] , m i e n t r a s q u e los m o r f e m a s [— H] presen­
t a n las alternancias vocálicas a-ae y o-w, d e p e n d i e n d o de si el
m o r f e m a aparece en u n a palabra de la p r i m e r a o de la s e g u n d a
clase. P o r e j e m p l o , el m o r f e m a del p r o n o m b r e posesivo d e pri­
0 9
m e r a p e r s o n a [ n a ] — [ n a e ] es [—H]; p o r lo t a n t o t e n e m o s
9 u 9
[ n a + t ó » t ] , m i p a d r e " , p e r o [ n a e + maéx], " m i t í o p a t e r n o " .
Por o t r a p a r t e , el m o r f e m a de padre a p a r e c e s i e m p r e c o n la
vocal [ o ] , y p o r lo t a n t o d e b e p e r t e n e c e r a la c a t e g o r í a | + H ] .
C o m o los m o r f e m a s q u e c o n t i e n e n la vocal [i] p u e d e n ser [ + H]
o [—H], esto se d e b e indicar c o n la a y u d a d e u n rasgo diacríti­
co y n o a partir d e los rasgos fonéticos de las vocales. A d e m á s ,
los c o n j u n t o s d e vocales e n las d o s clases d e palabras —[i a o] y
[i ae u ]— n o son clases n a t u r a l e s en n i n g ú n sistema f o n é t i c o ra­
z o n a b l e . E s t o r e p r e s e n t a u n a p r u e b a m á s d e q u e la categoriza-
ción n o d e b e r í a estar b a s a d a en los rasgos f o n é t i c o s .
Para explicar los h e c h o s q u e a c a b a m o s de e s q u e m a t i z a r , es
necesario p o s t u l a r u n a regla de reajuste q u e d i s t r i b u y a el rasgo
[ + H] a t o d o s los s e g m e n t o s d e u n a palabra q u e c o n t e n g a u n
solo s e g m e n t o [ + H ] . ( C o m o h e m o s s e ñ a l a d o antes, u n a c o n -

325
vención universal distribuye t o d o s los rasgos d i a c r í t i c o s e n t r e
t o d o s los s e g m e n t o s d e u n elemento léxico d a d o . ) Esta regla d e
reajuste p o d r í a t e n e r la siguiente f o r m a :

om 1 + s e g l . ^ / j ^ H ^ - j

C o m o c o n s e c u e n c i a de ( 1 3 0 ) , las palabras q u e c o n t e n g a n u n
m o r f e m a | + H | t e n d r á n t o d o s sus s e g m e n t o s m a r c a d o s [ + H ] ;
t o d a s las d e m á s palabras c o n t e n d r á n ú n i c a m e n t e s e g m e n t o s
m a r c a d o s | —H]. Sólo n e c e s i t a m o s p o s t u l a r en el lexicón las
tres vocales /i u a/. Las reglas fonológicas ( 1 3 1 ) p r o p o r c i o n a n
e n t o n c e s la salida c o r r e c t a :

(131)

Si c o m p a r a m o s al nez perce con el s a h a p t i n ( q u e está m u y


r e l a c i o n a d o g e n é t i c a m e n t e c o n el nez p e r c e ) surgen n u e v o s da­
t o s a favor del análisis a n t e r i o r . El s a h a p t i n t i e n e el sistema de
tres vocales /i u a/, q u e c o r r e s p o n d e al sistema del nez p e r c e ,
c o m o aparece en ( 1 3 2 ) :

(132) nez perce i u o a ae


l 1/ 1/
sahaptin i u a

Es evidente q u e la relación e n t r e a m b o s sistemas vocálicos co­


r r e s p o n d e a los efectos d e la regla de a r m o n í a vocálica ( 1 3 1 ) .

326
C o m o el s a h a p t i n n o presenta a r m o n í a vocálica, esta corres­
p o n d e n c i a es p r e c i s a m e n t e la q u e se esperaría.
U n a regla parecida a ( 1 3 1 ) explicaría la a r m o n í a vocálica
en lenguas africanas c o m o el igbo ( C a m o c h a n , 1 9 6 0 ) , el twi
( F r o m k i n , 1 9 6 5 ) y e l f a n t i (Welmers, 1 9 4 6 ) . Sin e m b a r g o , exis­
ten ciertas diferencias e n t r e la a r m o n í a vocálica de estas len­
guas del o c c i d e n t e africano y la q u e aparece en nez p e r c e . En
primer lugar, en nez perce, el rasgo d i a c r í t i c o se d i s t r i b u y e p o r
toda la palabra ú n i c a m e n t e c u a n d o p r e s e n t a el coeficiente + ;
en las lenguas del o c c i d e n t e africano esto o c u r r e t a n t o si el
coeficiente es + c o m o si es —. E s t o se p u e d e lograr fácilmente
e m p l e a n d o la n o t a c i ó n d e variable. A d e m á s , en las lenguas del
o c c i d e n t e africano el rasgo d i a c r í t i c o se d i s t r i b u y e ú n i c a m e n t e
a partir de los t e m a s (pero véase m á s a d e l a n t e ) , m i e n t r a s q u e
en nez perce cualquier e l e m e n t o de la palabra p u e d e ser fuente
del rasgo [ + H | ; si u n a palabra c o n t i e n e u n solo m o r f e m a | + H | ,
t o d a la palabra se m a r c a | + H | . Por ú l t i m o , en las lenguas del
o c c i d e n t e africano el rasgo d i a c r í t i c o en cuestión está plena­
m e n t e r e l a c i o n a d o c o n el rasgo fonológico " c u b i e r t o " . (Véase
el c a p í t u l o V I I , sección 4 . 5 . , p a r a u n a discusión d e los correla­
tos fonéticos d e este rasgo.) El r e s u l t a d o es q u e en vez de ( 1 3 1 )
t e n e m o s la regla m u c h o m á s simple ( 1 3 3 ) ( d o n d e H r e p r e s e n t a
el rasgo d i a c r í t i c o q u e rige la a r m o n í a ) :

(133)
[encubierto]

H e m o s de señalar de pasada, q u e la regla ( 1 3 3 ) n o logra dar


c u e n t a d e u n c u r i o s o f e n ó m e n o d e asimilación q u e se ha obser­
vado en las lenguas del o c c i d e n t e africano a las q u e a n t e s alu­
d í a m o s . De a c u e r d o con C a m o c h a n ( 1 9 6 0 , p p . 1 6 1 - 6 2 ) , si u n
n o m b r e a c a b a d o en vocal alta va i n m e d i a t a m e n t e d e l a n t e de

327
u n verbo [— H ] , la vocal alta es [—cubierta], incluso si el n o m ­
bre es | + H] y, p o r lo t a n t o , la vocal debiera ser [ ^ c u b i e r t a ] .
E s t o se p u e d e explicar fácilmente m e d i a n t e u n a regla especial
de reajuste q u e asigne el rasgo [— H] a las vocales altas q u e es­
t é n en la posición q u e a n t e s h e m o s i n d i c a d o , o m e d i a n t e u n a
regla fonológica q u e haga a la vocal [—cubierto].
P o d r í a parecer q u e la a r m o n í a vocálica en las lenguas ura-
lo-altaicas se p u e d e caracterizar m e d i a n t e reglas parecidas des­
d e el p u n t o de vista e s t r u c t u r a l . El t u r c o p r e s e n t a , e n lo q u e
respecta a la a r m o n í a , c u a t r o clases de palabras, en vez de las
d o s del nez p e r c e o del igbo. Este h e c h o h a c e necesario q u e
asignemos a c a d a e l e m e n t o léxico d o s rasgos d i a c r í t i c o s , en vez
del rasgo ú n i c o q u e se r e q u e r í a e n nez p e r c e e igbo. La a r m o ­
n í a vocálica uralo-altaica p a r e c e ser u n p r o c e s o q u e se p r o p a g a
d e d e r e c h a a izquierda, d e s d e la p r i m e r a vocal de la palabra
hasta la ú l t i m a , en vez d e ser u n a p r o p i e d a d no-direccional in­
h e r e n t e a cada palabra p o r el h e c h o de q u e c o n t e n g a u n t i p o
particular de m o r f e m a . Sin e m b a r g o , e s t o n o s p a r e c e única­
m e n t e u n f e n ó m e n o superficial, q u e resulta del h e c h o de q u e
en estas lenguas n o se utiliza la prefijación, y las palabras se
f o r m a n ú n i c a m e n t e p o r sufijación. A p r o p ó s i t o del análisis de
la a r m o n í a vocálica en m o n g o l d e Lightner ( 1 9 6 5 b ) , e l a b o r a d o
según las l í n e a s q u e a c a b a m o s d e e s q u e m a t i z a r , Z i m m e r ( 1 9 6 7 )
ha p r o p o r c i o n a d o ciertas p r u e b a s q u e m u e s t r a n q u e e n deter­
m i n a d o s casos la m e d i d a d e evaluación q u e h e m o s desarrollado
hasta el m o m e n t o n o p e r m i t i r í a inclinar c l a r a m e n t e la c u e s t i ó n
hacia u n lado u o t r o . C o m o señala Z i m m e r , con o b j e t o de re­
solver la c u e s t i ó n a favor de la solución q u e h e m o s d e f e n d i d o
a q u í , h a b r í a q u e e n r i q u e c e r la m a q u i n a r i a descriptiva de m o d o
q u e las reglas de reajuste del t i p o ( 1 3 0 ) se simplificaran desde
el p u n t o d e vista formal, haciéndolas m á s e c o n ó m i c a s q u e las
reglas fonológicas q u e tuvieran los m i s m o s efectos. E s t o n o s
parece la solución a d e c u a d a ; y a q u e la a r m o n í a vocálica es u n

328
p r o c e s o del q u e p u e d e n d i s p o n e r las lenguas, este h e c h o se de­
b e r í a r e c o n o c e r i n c o r p o r a n d o a la t e o r í a u n dispositivo espe­
c i a l m e n t e d e s t i n a d o a reflejarla. De m o m e n t o n o p o d e m o s su­
gerir n a d a específico s o b r e la n a t u r a l e z a d e este dispositivo.
Sin e m b a r g o , el p r o b l e m a n o es d e p r i n c i p i o s , s i n o d e escasez
d e d a t o s q u e p e r m i t i e r a n escoger e n t r e las distintas alternativas
e n q u e se p o d r í a pensar.
H e m o s o b s e r v a d o a n t e s q u e las reglas d e reajuste p u e d e n
asignar rasgos d i a c r í t i c o s a los s e g m e n t o s particulares. E s t a p o ­
sibilidad se p u e d e ilustrar m e d i a n t e el siguiente ejemplo de la
conjugación rusa.
L i g h t n e r ( 1 9 6 5 a ) h a m o s t r a d o q u e e n las r e p r e s e n t a c i o n e s
s u b y a c e n t e s del r u s o e x i s t e n d o s c o n j u n t o s paralelos d e voca­
les, tensas y n o tensas. En la salida n u n c a a p a r e c e n las vocales
altas n o tensas, y a q u e s i e m p r e son s u p r i m i d a s p o r la regla
( 1 3 4 ) , o se c o n v i e r t e n e n bajas e n virtud d e la regla ( 1 3 5 ) , y
a p a r e c e n c o m o [e] o c o m o [ o ] :

+voc r #
+ VOC
—cons
—cons
—tenso
—alto
.4-alto _
_f t e n s o .

[
(135) T++vvoocc -i
—con
—cons [—alto]
-—
- t et ennssoo J

De esta f o r m a , las vocales n o tensas altas se eliden e n posición


final de palabra o c u a n d o la sílaba siguiente c o m i e n z a p o r u n a
vocal t e n s a o n o a l t a ; e n los d e m á s casos, se c o n v i e r t e n e n n o
altas. Estas d o s reglas e x p l i c a n las siguientes a l t e r n a n c i a s , e n el
n o m i n a t i v o y e n el genitivo singular:

329
(136) / r u t + u / -> | r o t | /rut+a/-> | r t a | (boca)
/lid+u/ - |l,ed| / l i d + a / -> | l , d a | (hielo)
( - [l,odj)

E n t r e las e x c e p c i o n e s a la regla ( 1 3 4 ) se e n c u e n t r a el sufijo /isk/.


La vocal de este sufijo n o q u e d a s u p r i m i d a e n virtud de la regla
c u a n d o el t e m a al q u e se u n e t e r m i n a en c o n s o n a n t e velar o pa­
latal, es decir, en c o n s o n a n t e [—anterior, —coronal). Las vela­
res en esta posición se suelen realizar en la salida c o m o palato-
alveolares e s t r i d e n t e s , p o r q u e las velares situadas a n t e vocales
a n t e r i o r e s sufren la d e n o m i n a d a " p r i m e r a p a l a t a l i z a c i ó n " (véa­
se el siguiente c a p í t u l o ) . D e esta f o r m a , t e n e m o s [s,ib,írskay |,
"siberiano", |r,ímskay|, "romano", |uc,ít,il,skay|, "maestro"
(adjetivo), p e r o [gr,éc,iskay], " g r i e g o " , [ m a n á s i s k a y | , " m o n a ­
c a l " , [ m ú z i s k a y ) , " m a s c u l i n o " (gramática). A d e m á s , existen
u n a serie de e x c e p c i o n e s a las e x c e p c i o n e s q u e a c a b a m o s de ci­
tar, a saber, formas en las q u e el sufijo /isk/ sigue a u n a conso­
n a n t e n o a n t e r i o r , p e r o en las q u e se elide la vocal del sufijo:
p o r e j e m p l o , | m u s s k ó y | , " v a r o n i l " , [ v ó l s s k e y ] , " V o l g a " (adje­
tivo) , [ c é s s k a y ] , " c h e c o " (adjetivo).
Para explicar los h e c h o s a n t e r i o r e s p o d e m o s p o s t u l a r u n a
regla d e reajuste q u e p r e s e n t e los siguientes e f e c t o s :

+ voc

[
—cons
+ alto [-regla (134)] +cons"j sk+

Id'J
-post
-tenso

Esta regla i m p i d e q u e se elida la vocal del sufijo /isk/ en virtud


d e la regla ( 1 3 4 ) c u a n d o el t e m a al q u e se u n e el sufijo t e r m i n e
en u n a c o n s o n a n t e velar palatal, a m e n o s q u e el t e m a esté mar­
c a d o con el rasgo d i a c r í t i c o especial | + D ] q u e indica q u e cons­
t i t u y e u n a e x c e p c i ó n a la regla de reajuste ( 1 3 7 ) .

330
8. La representación léxica

T o d a lengua c o n t i e n e u n r e p e r t o r i o d e e l e m e n t o s q u e , c o n
distintas modificaciones, c o n s t i t u y e n su v o c a b u l a r i o . Asociada
a cada u n o de estos e l e m e n t o s , se e n c u e n t r a c u a n t a informa­
ción se necesita p a r a d e t e r m i n a r su s o n i d o , significado y com­
p o r t a m i e n t o s i n t á c t i c o ; t e n i e n d o en c u e n t a el sistema de reglas
gramaticales. Por lo t a n t o esta i n f o r m a c i ó n d e t e r m i n a , en últi­
m o e x t r e m o , el s o n i d o y el significado de las palabras c o n c r e ­
tas en c o n t e x t o s lingüísticos específicos. Es e v i d e n t e q u e este
c o n o c i m i e n t o c o n s t i t u y e p a r t e del c o n o c i m i e n t o del h a b l a n t e
de la lengua. Este lo e m p l e a n o sólo en su c o m p o r t a m i e n t o lin­
güístico n o r m a l , sino t a m b i é n al explicar el significado de u n a
palabra, al distinguir u n par de palabras q u e r i m a n de o t r o par
q u e n o rima, al d e t e r m i n a r si u n verso está c o m p u e s t o adecua­
d a m e n t e ( t e n i e n d o en c u e n t a ciertos c á n o n e s ) , al buscar u n a
palabra q u e tenga u n d e t e r m i n a d o significado, e t c . Con el fin
de r e p r e s e n t a r este aspecto d é l a c o m p e t e n c i a lingüística, la gra­
m á t i c a d e b e c o n t e n e r u n lexicón q u e catalogue los e l e m e n t o s
q u e f i n a l m e n t e c o n s t i t u i r á n las palabras de la lengua. Es evi­
d e n t e q u e en d i s t i n t o s individuos el lexicón c o n t e n d r á distin­
t o s e l e m e n t o s , y q u e u n h a b l a n t e d e t e r m i n a d o p u e d e revisar y
ampliar su lexico'n a lo largo de t o d a su vida.
C o m o ya señalamos antes, el c o n o c i m i e n t o d e la e s t r u c t u ­
ra léxica es algo m á s q u e la simple familiaridad con u n a lista de
e l e m e n t o s léxicos. Por e j e m p l o , los h a b l a n t e s p u e d e n distinguir
d e d i s t i n t o s m o d o s e n t r e los e l e m e n t o s q u e n o e s t á n en su léxi­
c o . Ciertas f o r m a s "sin s e n t i d o " están t a n p r ó x i m a s al inglés
q u e el h a b l a n t e las p o d r í a t o m a r c o m o lagunas accidentales en
su c o n o c i m i e n t o de la lengua: p o r e j e m p l o , brillig, karulize,
thode. O t r a s f o r m a s , c o m o gnip, rtut o psik, serán r e c h a z a d a s
c i e r t a m e n t e c o m o " n o inglesas". Para explicar e s t o s u o t r o s
factores, d e b e m o s s u p o n e r q u e el lexicón i n t e r i o r i z a d o p o s e e

331
algún t i p o de e s t r u c t u r a q u e va m á s allá d e la catalogación de
los e l e m e n t o s c o n o c i d o s . El t e m a de la p r e s e n t e sección es pre­
c i s a m e n t e el e s t u d i o de esta e s t r u c t u r a adicional q u e se d e b e
presuponer.
Para q u e u n e l e m e n t o léxico se use en u n a o r a c i ó n bien
f o r m a d a , se r e q u i e r e n d o s t i p o s d e i n f o r m a c i ó n . Para e m p e z a r ,
d e b e m o s poseer alguna i n f o r m a c i ó n s o b r e las características
sintácticas y morfológicas del e l e m e n t o ; d e b e m o s saber, p o r
e j e m p l o , q u e el e l e m e n t o write [escribir] es u n v e r b o , q u e rige
o b j e t o i n a n i m a d o , q u e es u n verbo irregular de u n s u b t i p o es­
pecífico, e t c . C o m o y a h e m o s visto, los rasgos sintácticos y
diacríticos q u e f o r m a n p a r t e d e la e n t r a d a léxica p u e d e n p r o ­
p o r c i o n a r i n f o r m a c i ó n d e esta clase. El s e g u n d o t i p o de infor­
m a c i ó n q u e se necesita p a r a el uso a d e c u a d o del e l e m e n t o léxi­
co c o n c i e r n e a su realización física, fonética. Esta i n f o r m a c i ó n
se i n c o r p o r a a u n a matriz de clasificación e n la cual las c o l u m ­
nas r e p r e s e n t a n los s e g m e n t o s sucesivos, las filas los rasgos, y
la e n t r a d a de la intersección d e u n a c o l u m n a d e t e r m i n a d a c o n
u n a fila intiica si el e l e m e n t o en c u e s t i ó n p e r t e n e c e a la catego­
ría d e e l e m e n t o s especificados en f o r m a positiva para el rasgo
d a d o en u n s e g m e n t o en particular o si p e r t e n e c e a la c a t e g o r í a
d e e l e m e n t o s específicos n e g a t i v a m e n t e . C o m o i n d i c a m o s an­
tes, las m a t r i c e s de clasificación acaban p o r convertirse en ma­
trices fonéticas, en las q u e las c o l u m n a s r e p r e s e n t a n s e g m e n t o s
fonéticos sucesivos y las filas rasgos f o n é t i c o s específicos, es
decir, a s p e c t o s del c o m p o r t a m i e n t o vocálico q u e están bajo el
2 6
c o n t r o l v o l u n t a r i o del h a b l a n t e , a d e m á s de o t r o s e l e m e n t o s
i n t e r n o s q u e juegan u n papel en el p r o c e s o p e r c e p t u a l .

26. La interacción entre segmentos sucesivos o entre rasgos especifi-


cados puede ser compleja, y es evidente que los principios que relacionan
una matriz fonética con un fenómeno físico ponen en juego procesos que
salen de los límites del segmento: pueden llegar a abarcar enunciados

332
Por o t r a p a r t e siendo t o d o lo d e m á s igual, c u a n t o m á s di­
recta sea la relación e n t r e las m a t r i c e s clasificatorias y las foné­
ticas, m e n o s compleja será la gramática r e s u l t a n t e —y por lo
t a n t o más a l t o será su valor— En la m e d i d a en q u e se p r o p o n ­
gan reglas específicas de u n a d e t e r m i n a d a lengua q u e e x p r e s e n
una relación indirecta e n t r e las m a t r i c e s d e clasificación y las
fonéticas, estas reglas se justificarán d e m o s t r a n d o q u e s u p o n e n
una e c o n o m í a en o t r a s p a r t e s de la gramática q u e c o m p e n s e
de sobra la complejidad q u e i n t r o d u c e n .
Las lenguas se diferencian e n t r e sí p o r los s o n i d o s q u e usan
y las secuencias de s o n i d o s q u e p e r m i t e n q u e aparezcan las pa­
labras. De esta forma, t o d a s las lenguas i m p o n e n ciertas condi­
ciones a la f o r m a de las matrices fonéticas y p o r lo t a n t o a la
configuración d e los más y los m e n o s ( q u e indican la p e r t e n e n ­
cia a u n a de las categorías c o m p l e m e n t a r i a s de u n par) q u e
p u e d e aparecer c o m o e n t r a d a s en las m a t r i c e s de clasificación
del lexicón. Estas restricciones hacen posible predecir, e n u n a
lengua d a d a , la especificación de los rasgos en los s e g m e n t o s
c o n c r e t o s . Esta predictibilidad se aplica a los s e g m e n t o s aisla­
dos (por e j e m p l o , en finlandés t o d a s las o b s t r u y e n t e s son sor­
das) así c o m o a los s e g m e n t o s q u e aparecen en los c o n t e x t o s
c o n c r e t o s ( p o r e j e m p l o , en el inglés / s / es la única c o n s o n a n t e
a u t é n t i c a q u e p u e d e aparecer d e l a n t e d e u n a c o n s o n a n t e a u t é n ­
tica en posición inicial de p a l a b r a ) . D e n t r o de n u e s t r o sistema
se p u e d e n formular fácilmente las reglas q u e describen estas
restricciones, y se p u e d e n i n t e r p r e t a r de m o d o q u e especifi­
q u e n los coeficientes de los rasgos c o n c r e t o s en c o n t e x t o s con­
cretos. Por lo t a n t o es n a t u r a l p r o p o n e r q u e estas reglas se in­
completos. De aquí que cuando hablemos de segmentos fonéticos sucesi-
vos no se deba entender como una simple sucesión temporal, y cuando
hagamos referencia a distintos aspectos del comportamiento del aparato
vocálico no estamos presuponiendo que estos aspectos sean independien-
tes.

333
c o r p o r e n a la gramática y q u e los rasgos predecibles n o se espe­
cifiquen en las e n t r a d a s léxicas (Halle, 1 9 5 9 ) . Si e x t e n d e m o s
e n t o n c e s el criterio de simplicidad hasta el lexicón, p o d r e m o s
distinguir e n t r e matrices admisibles o inadmisibles (palabras
posibles e imposibles) de un m o d o a p a r e n t e m e n t e natural. De
esta forma, c u a n d o se añade al lexicón u n a regla q u e especifi­
q u e los coeficientes de los rasgos en ciertas configuraciones,
los valores q u e p r e d i c e esta regla se p u e d e n dejar sin especificar
en las e n t r a d a s léxicas. P o d r í a m o s p r o p o n e r q u e si el n ú m e r o
de coeficientes p r e d i c h o s es m a y o r q u e el n ú m e r o de rasgos
especificados en la regla de c u e s t i ó n , e n t o n c e s la adición de la
regla a la gramática r e p r e s e n t a u n a a u t é n t i c a generalización.
U n a vez q u e se h a a ñ a d i d o a la gramática, esta regla e x c l u y e
ciertas configuraciones n o atestiguadas q u e n o estarían de
a c u e r d o c o n ella. Por o t r a p a r t e , c u a n d o se a ñ a d e n t o d a s estas
reglas, t o d a v í a h a b r á m u c h a s configuraciones n o atestiguadas
q u e estén d e a c u e r d o con este " c o n j u n t o m á s s i m p l e " de reglas;
éstas serían, e n t o n c e s , " l a g u n a s a c c i d e n t a l e s " , las m a t r i c e s ad­
misibles p e r o n o realizadas. De esta forma, p o d e m o s distinguir
e n t r e configuraciones admisibles e inadmisibles b a s á n d o n o s en
u n a e x t e n s i ó n b a s t a n t e n a t u r a l del m é t o d o de evaluación del
2 7
lexicón .
Las reglas q u e describen de esta f ó r m a l a s restricciones léxi­
cas se h a n d e n o m i n a d o "reglas de e s t r u c t u r a m o r f e m á t i c a " o
"reglas d e r e d u n d a n c i a l é x i c a " y f o r m a n p a r t e del c o m p o n e n t e
de reajuste. Parecen t e n e r e x a c t a m e n t e la misma forma y fun­
c i ó n , en m u c h o s a s p e c t o s , q u e las reglas fonológicas ordinarias.
De esta f o r m a , se observan ciertas regularidades d e n t r o de los
e l e m e n t o s léxicos, así c o m o a lo largo de ciertos l í m i t e s — p o r
e j e m p l o , la regla q u e rige la sonorización de las secuencias obs-

27. Para una discusión adicional, véase Halle (1959),Chomsky (1964),


Chomsky y Halle (1965).

334
t i u y e n t e s en ruso— y para evitar q u e estas reglas se d u p l i q u e n en
la gramática es necesario considerarlas n o c o m o reglas de re­
dundancia, sino c o m o reglas fonológicas q u e t a m b i é n se apli­
carán i n t e r n a m e n t e a los e l e m e n t o s léxicos. Sin e m b a r g o , exis­
ten ciertas dificultades para formular las reglas de r e d u n d a n c i a
dentro del sistema en q u e aparecen las reglas fonológicas or­
dinarias, dificultades q u e sugieren q u e la c o n c e p c i ó n q u e aca­
bamos de e s q u e m a t i z a r precisa u n a revisión.
Lightner ( 1 9 6 3 ) observó q u e la aparición de rasgos n o es­
pecificados en las r e p r e s e n t a c i o n e s léxicas hace posible m o d i ­
ficaciones sólo a p a r e n t e m e n t e plausibles. El p r o b l e m a surge
ante la c o n v e n c i ó n de aplicación de la regla A -> B I X Y
a u n a matriz c u a n d o los rasgos m e n c i o n a d o s en A, X, o Y n o
están especificados en esta m a t r i z . Por e j e m p l o , c o n s i d e r e m o s
la regla ( 1 3 8 ) :

(138) \ + A\ -

Se d e b e establecer u n a c o n v e n c i ó n q u e d e t e r m i n e si la regla se
debe aplicar a u n a matriz unisegmental n o especificada p a r a el
rasgo A. S o b r e e s t o surgen p o r sí mismas dos c o n v e n c i o n e s
m u y naturales. Sea R la regla A -> B I X 7.

( 1 3 9 ) La regla R se aplica a la matriz M solo si XAY es u n a


submatriz de M.

( 1 4 0 ) La regla R se aplica a la matriz M a m e n o s q u e M sea dis­


t i n t a de XAY en el s e n t i d o definido en ( 1 1 ) .

Según la c o n v e n c i ó n ( 1 3 9 ) , la regla ( 1 3 8 ) n o se aplicaría a un


s e g m e n t o q u e n o estuviera especificado para el rasgo A; según
la c o n v e n c i ó n ( 1 4 0 ) , p o r o t r a p a r t e , la regla ( 1 3 8 ) se aplicaría
a este s e g m e n t o . Sin e m b a r g o , Lightner d e m o s t r ó q u e a m b a s

335
c o n v e n c i o n e s c o n d u c e n a simplificaciones a p a r e n t e m e n t e plau­
sibles p o r q u e h a c e n posible distinguir e l e m e n t o s q u e en el lexi­
c ó n n o están r e p r e s e n t a d o s c o m o diferentes. V e r e m o s esto e n
los siguientes ejemplos.
C o n s i d e r e m o s d o s s e g m e n t o s iguales, u n o sin n i n g u n a espe­
cificación e x c e p t o p a r a el rasgo [ s e g m e n t o ] , y el o t r o especifi­
c a d o ú n i c a m e n t e para el rasgo [X].

r+segl
' J
< U 1
> l se
+ g |
l+X

S u p o n g a m o s q u e los d o s s e g m e n t o s d e ( 1 4 1 ) están sujetos a re­


glas d e a c u e r d o c o n la c o n v e n c i ó n ( 1 3 9 ) . D a d a s las reglas ( 1 4 2 ) ,
o b t e n e m o s las derivaciones ( 1 4 3 ) :

(142) (a) [+seg] - [-Y]


( b ) [+X] - \ + Y\
(c) - \-X\

(143) [+seg] l+segl


L+x J REGLA (142a)

r+seg-| REGLA (142b)


+X
\ J
L
+Y J

[ +seg-i

X
REGLA (142c)

- y\
De está f o r m a , las reglas ( 1 4 2 ) h a n c o n v e r t i d o s e g m e n t o s n o di­
ferentes en s e g m e n t o s d i s t i n t o s c o n r e s p e c t o a t o d o s los rasgos.

336
S u p o n g a m o s a h o r a q u e los d o s s e g m e n t o s d e ( 1 4 1 ) e s t á n
sujetos a reglas según la i n t e r p r e t a c i ó n d e distintividad d e la
convención ( 1 4 0 ) . E n t o n c e s , e s t o s s e g m e n t o s p u e d e n transfor­
marse en v i r t u d d e la regla ( 1 4 4 ) :

(144) |-X1 - [-X]

Si las reglas del t i p o ( 1 4 4 ) e s t á n p r o h i b i d a s p o r r a z o n e s genera­


les, el c o n j u n t o de reglas ( 1 4 5 ) p u e d e p r o d u c i r los m i s m o s re­
sultados i n c o r r e c t o s q u e ( 1 4 3 ) :

(145) (a) [ + seg] - [ + 7]


( b ) | - X ] ->
(c) [ - 7 ] - [-X1

Con estas reglas, t e n e m o s la derivación ( 1 4 6 ) :

(146) [+seg] |~+segj

r+segl r+seg-i REGLA (145a)

l+Y

REGLA (145b)

E
segn
REGLA (145c)

.-y
Está claro q u e n o se d e b e n p e r m i t i r derivaciones c o m o ( 1 4 3 ) y
( 1 4 6 ) , ya q u e n o s p e r m i t e n distinguir t r e s e n t i d a d e s u s a n d o u n
solo rasgo binario: las reglas ( 1 4 2 ) o ( 1 4 5 ) n o s p e r m i t e n distin­
guir [+seg] d e r £~|
+se
; u n c o n j u n t o análogo d e reglas n o s
Ux J

337
permitirá distinguir | + s e g ] d e q u e d e s d e luego, es

g
distinta de | !? p o r definición.
défini Si se p e r m i t e n derivaciones

c o m o ( 1 4 3 ) y ( 1 4 6 ) , los rasgos de clasificación y a n o serán bi­


narios, sino t e r n a r i o s , p o r q u e u n rasgo n o especificado se p o ­
drá distinguir t a n t o de u n rasgo especificado p o s i t i v a m e n t e co­
m o de o t r o especificado n e g a t i v a m e n t e . Por lo t a n t o , en u n sis­
t e m a c o m o éste, el h e c h o de q u e los rasgos n o especificados n o
i m p l i q u e n ningún coste r e p r e s e n t a u n a simplificación especio­
sa, p o r q u e la taita de especificaciones se t r a t a c o m o u n valor
d i s t i n t o de los valores más y m e n o s , y p o r lo t a n t o se p o n e a
su m i s m o nivel.
De h e c h o , en n u e s t r a práctica descriptiva n u n c a h e m o s con­
fiado en estas simplificaciones ilícitas: las gramáticas s i e m p r e
se dispusieron de tal forma q u e en el p u n t o en q u e se t e n í a q u e
aplicar u n a regla A -* B IX 7 , t o d o s los rasgos m e n c i o n a ­
d o s en A, X, Y h u b i e r a n s i d o especificados ya p o r reglas a n t e ­
riores, si es q u e n o lo h a b í a n sido y a en el lexicón. P o r lo t a n t o
p o d e m o s s u p o n e r q u e e s t o c o n s t i t u y a u n r e q u i s i t o formal de
las g r a m á t i c a s ; es decir, q u e i m p o n e m o s la c o n d i c i ó n ( 1 4 7 ) :

( 1 4 7 ) U n a gramática n o está bien f o r m a d a si en u n a derivación


cualquiera la regla A -+ B I X Y se p u e d e aplicar a
u n a matriz M q u e n o es diferente d e XAY y de la cual
XA Y n o c o n s t i t u y e u n a s u b m a t r i z .

Sin e m b a r g o , la c o n d i c i ó n ( 1 4 7 ) n o logra resolver adecua­


d a m e n t e la dificultad, ya q u e hace imposible d e t e r m i n a r si u n a
gramática está bien f o r m a d a m e d i a n t e u n a inspección elemen­
tal de la misma g r a m á t i c a ; en vez d e ello es necesario e x a m i n a r
u n a gran c a n t i d a d de derivaciones q u e esta gramática p e r m i t e .
E s t o es con t o d a seguridad u n a consecuencia i n a c e p t a b l e . U n a

338
gramática r e p r e s e n t a la c o m p e t e n c i a particular del h a b l a n t e en
cierta lengua. C o m o ú n i c a m e n t e se a d q u i e r e n las gramáticas
bien f o r m a d a s y c o m o estas gramáticas se a d q u i e r e n en u n
tiempo r a z o n a b l e m e n t e c o r t o , la b u e n a f o r m a c i ó n se d e b e p o ­
der decidir m e d i a n t e u n p r o c e d i m i e n t o q u e se lleve a c a b o c o n
mucha r a p i d e z . E s t o n o es lo q u e o c u r r e con la c o n d i c i ó n ( 1 4 7 ) ;
por lo t a n t o , d e ello se sigue q u e esta c o n d i c i ó n n o se p u e d e
2 8
imponer de u n m o d o realista a las g r a m á t i c a s .
Se ha p r o p u e s t o q u e i m p o n g a m o s la c o n d i c i ó n ( 1 4 8 ) co­
mo alternativa a ( 1 4 7 ) :

(148) Las e n t r a d a s léxicas d e b e n ser distintas d o s a d o s .

Este requisito d e s c a r t a r í a los pares de matrices c o m o los de


( 1 4 1 ) . Sin e m b a r g o , c o m o ha a p u n t a d o S t a n l e y ( 1 9 6 7 ) , surgi­
rían p r o b l e m a s d e u n t i p o diferente.
C o n s i d e r a r e m o s las siguientes observaciones s o b r e los ele­
m e n t o s léxicos del inglés:

(149) (a) El s e g m e n t o q u e p r e c e d e a u n a secuencia final com­


p u e s t a de u n a l í q u i d a seguida de u n a o más c o n s o ­
n a n t e s es siempre u n a vocal,
(b) El s e g m e n t o q u e sigue a u n a l í q u i d a inicial es siem­
p r e u n a vocal.

Más f o r m a l m e n t e , estos d o s h e c h o s se p o d r í a n expresar en


las siguientes d o s reglas d e r e d u n d a n c i a :

i r - v o c "I
,15
°» - [«-I/— p v o c +

L—consj / L+consJL+consJi

28. La discusión de la regla (20) en el capítulo siguiente presenta di-


ficultades adicionales, ligadas al empleo de esta convención.

339
( b ) | s e g ] ->
+ [ + V O C
l / + F+ VOC 1
L— c o n s j / L+ c o n s j

Está claro q u e d a d a s estas d o s reglas n o sería necesario especi­


ficar en u n a e n t r a d a léxica q u e el s e g m e n t o inicial de u n ele­
m e n t o c o m o ilk o el s e g u n d o s e g m e n t o d e u n e l e m e n t o c o m o
rip es | + v o c
álico j ^^
m Q r e p r e s e n t a r í a m o s los
L"-consonanticoj
rasgos " v o c á l i c o " y " c o n s o n a n t i c o " en los d o s e l e m e n t o s léxi­
cos tal y c o m o aparece e n ( 1 5 1 ) :

(151)
vocálico + —

consonantico + +

vocálico + —

consonantico + +

N o t a m o s i n m e d i a t a m e n t e q u e las d o s m a t r i c e s de ( 1 5 1 ) n o son
distintas, y q u e p o r lo t a n t o violan la c o n d i c i ó n ( 1 4 8 ) . Para ha­
cer distintas a las m a t r i c e s t e n e m o s q u e especificar rasgo " c o n ­
s o n a n t i c o " e n u n a de ellas. Sin e m b a r g o , esta especificación es
r e d u n d a n t e p o r q u e está p r e d i c h a p o r ( 1 5 0 ) ; a d e m á s , la elec­
ción de la e n t r a d a léxica q u e se d e b e especificar d e este m o d o
es m u y arbitraria. E s t o s h e c h o s sugieren q u e la c o n d i c i ó n ( 1 4 9 )
n o es r e a l m e n t e a p r o p i a d a .
Obsérvese q u e la elección del e l e m e n t o en el cual se d e b e
especificar el rasgo r e d u n d a n t e e n ( 1 5 1 ) d e p e n d e del o r d e n
q u e e s t a b l e z c a m o s e n t r e las reglas de ( 1 5 0 ) , si a c e p t a m o s q u e
el r e q u i s i t o a d e c u a d o p a r a las gramáticas es a n á l o g o a ( 1 4 7 ) .
Si h a c e m o s q u e ( 1 5 0 a ) preceda a ( 1 5 0 b ) , e n t o n c e s se d e b e es-

340
pecificar el rasgo r e d u n d a n t e e n la r e p r e s e n t a c i ó n d e n p ; si se
invierte el o r d e n , el rasgo r e d u n d a n t e se d e b e especificar en la
representación de ilk. Sin e m b a r g o , en n i n g u n o d e los d o s ca­
sos se p u e d e d a r u n a m o t i v a c i ó n para el o r d e n escogid