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Apostila de Criminalística 200

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1. CONCEITO DE CRIMINALÍSTICA.

A Criminalística utiliza-se do conhecimento de


profissionais com formação acadêmica em vários ramos da ciência, como
também das suas próprias técnicas que estabelecem diversas
metodologias para a execução dos exames periciais.

A Criminalística é “disciplina que tem por objetivo o


reconhecimento e interpretação dos indícios materiais
extrínsecos relativos ao crime ou à identidade do criminoso. Os
exames dos vestígios intrínsecos (na pessoa) são da alçada da
medicina legal”. (DOREA, pág. 2, 2005)

Assim, tem por objeto o estudo dos vestígios materiais


extrínsecos à pessoa no que diz respeito à prova e elucidação dos delitos
e à identificação dos autores.

2. PROVA

2.1 Conceito e objeto da prova.

“Do latim probatio1 é o conjunto de atos praticados


pelas partes, pelo juiz e por terceiros (p. ex. peritos), destinados
a levar ao magistrado a convicção acerca da existência ou
inexistência de um fato, da falsidade ou veracidade de uma
informação” (CAPEZ, pág. 251, 2002).

Assim, tem por finalidade formar a convicção do juiz acerca


dos elementos necessários à decisão da causa. Ainda, convencê-lo a
respeito da verdade de um fato litigioso.

O objeto da prova é o fato que a parte pretende provar.

OBS: Vestígio, evidência e indício

Vestígio “é tudo o que encontramos no local do


crime que, após estudado e interpretado pelos peritos, possa vir
a se transformar – individualmente ou associado a outros - em
prova”. (ESPÍNDULA, 2008)

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Probatio significa ensaio, verificação, inspeção, exame, argumento, razão, aprovação ou
confirmação.
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Evidência significa qualquer material, objeto ou
informação que está relacionado com a ocorrência do delito.

Já indício é uma expressão, utilizada no meio


jurídico, que significa cada uma das informações (periciais ou
não) relacionadas com o crime.

De acordo com o CPP, artigo 239: “Considera-se indício a


circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se
a existência de outra ou outras circunstâncias”.

2.2 Tipos de prova.

Prova Confessional
Prova Testemunhal
Prova Documental
PROVA Prova Pericial

a) Prova confessional

A prova confessional é aquela que deriva da confissão do


indivíduo. A confissão é o reconhecimento (na fase policial ou processual)
da autoria de crime, ou seja, é a aceitação pelo indiciado/réu da
acusação que lhe é dirigida.

Esta só é aceita no direito brasileiro se feita de maneira


voluntária. Não constitui prova absoluta, devendo ser confrontada com o
restante da prova.

A prova confessional é regulada no CPP, nos artigos 197 a


200.

b) Prova testemunhal

Prova testemunhal é aquela que é produzida a partir da


oitiva de pessoas (testemunhas) chamadas a juízo para falar sobre um
fato criminoso.

Testemunha é a pessoa, desinteressada, que, chamada ao


processo, perante o juiz, depõe o que tem ciência sobre o fato debatido

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no processo. É meio de prova. Em regra toda pessoa poderá ser
testemunha.

A lei ao se referir à prova testemunhal, dirige-se apenas


àquela prestada em Juízo. Regula-se a prova testemunhal no CPP nos
artigos 202 a 225.

Obs1: TESTEMUNHA REFERIDA


Se ao juiz parecer conveniente, serão ouvidas as pessoas a que as
testemunhas se referirem.

Obs2: DAS PERGUNTAS AO OFENDIDO (VÍTIMA)


A vítima não é testemunha (pois não presta o juramento de falar a
verdade), porém poderá ser ouvida durante o processo de acordo com o
artigo 201 do CPP.

c) Prova documental

A prova documental é aquela produzida a partir de


qualquer documento. Documento, no sentido do Código, é qualquer
escrito, grafado em instrumento ou papel, seja público ou particular.

Consideram-se documentos não só os escritos, “mas


também qualquer forma corporificada de expressão do sentimento ou
pensamento humano, tais como a fotografia, a filmagem, a gravação, a
pintura, o desenho, etc.”. (CAPEZ, pág. 303, 2002)

Em regra, o documento, conforme o art. 231 do CPP poderá


ser apresentado em qualquer fase do processo, em virtude do princípio
da verdade real. A prova documental está regulada no CPP do artigo 131
até o 138.

d) Prova pericial

- Informações introdutórias

A Perícia de regra, é feita na fase do inquérito policial, em


razão do princípio da imediaticidade, para que não desapareçam os
vestígios da cena criminosa.

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No Brasil cabe à Autoridade Policial (Delegado de Polícia)
requisitar a perícia, conforme determina o CPP no artigo 6º, VII (determinar,
se for o caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias).

Também podem determinar a realização de perícias, o


Promotor de Justiça e o Juiz. Ainda, as partes, por intermédio dos seus
advogados, poderão requerer exames periciais (CPP, art. 184: “Salvo o caso
de exame de corpo de delito, o juiz ou a autoridade policial negará a perícia requerida pelas partes,
quando não for necessária ao esclarecimento da verdade.”).

- Perícia e prova pericial

O termo perícia se origina do latim peritia.

“É um meio de prova que consiste em um exame


elaborado por pessoa, em regra profissional, dotada de formação
e conhecimentos técnicos específicos, acerca de fatos
necessários ao deslinde da causa. Trata-se de um juízo de
valoração científico, artístico, contábil, avaliatório ou técnico,
exercido por especialista, com o propósito de prestar auxílio ao
magistrado em questões fora de sua área de conhecimento
profissional”. (CAPEZ, pág. 272, 2002)

A finalidade da perícia é produzir prova.

Assim, perícia é meio de prova desenvolvida pelo indivíduo


técnico especializado (perito). Prova pericial é aquela que é produzida
pelo perito.

Após o exame pericial o profissional perito faz constar em


um laudo as suas conclusões. O laudo pericial2 será elaborado no prazo
máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos
excepcionais, a requerimento dos peritos.

No direito brasileiro as perícias estão regulamentadas nos


artigos 158 a 184 do CPP.

- Espécies de Perícia reguladas no CPP


 Exame de local de crime.
 Exame necroscópico ou cadavérico (autópsia ou necropsia) - feito no
cadáver para se determinar a causa da morte. Pelo menos seis horas

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Os documentos criminalísticos serão discutidos em capítulo próprio.
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após a morte, no entanto, diante a evidência de sinais de morte, pode-
se antecipar o exame.
 Exame de identificação de cadáver – através das digitais, DNA,
fotografia, exame da arcada dentária e ainda reconhecimento visual
por testemunha.
 Exumação de cadáver - exame realizado em cadáver sepultado, seja
porque não realizado antes, quer para comprovar-se ou retificar-se
laudo anterior.
 Exame de lesões corporais – determinação da causa das lesões e de
sua extensão.
 Perícias sexuais - exames para verificação de crimes sexuais.
 Perícias de laboratório - teste de embriaguez; exame de DNA; exame
toxicológico, etc.
 Exame de avaliação de coisas destruídas, deterioradas ou que
constituam produto do crime.
 Exame de incêndio.
 Exames de eficiência em objetos.
 Perícias documentoscópicas e exames grafotécnicos.
 Perícias econômicas e contábeis.
 Perícias psiquiátricas.

2.3. Formas da prova: forma direta e indireta.

A prova pode ser direta (a partir de observações,


documentos, confissão, testemunhas) ou indireta (através da prova
pericial).

3. CORPO DE DELITO: CONCEITO.

Corpo de delito “é o conjunto de vestígios materiais


(elementos sensíveis) deixados pela infração penal, ou seja,
representa a materialidade do crime. Os elementos sensíveis são
os vestígios corpóreos perceptíveis por qualquer dos sentidos
humanos”. (CAPEZ, pág. 275, 2002)

Exame de Corpo de delito é toda perícia realizada no


corpo de delito, ou seja, é o estudo do conjunto de elementos
(vestígios) materiais decorrentes do ilícito praticado. Diz respeito
aos exames realizados em pessoas e/ou coisas relacionadas a uma
infração penal (não se deve confundir corpo de delito com o corpo da
vítima).

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O exame de corpo de delito é classificado em direto
(realizado sobre o próprio corpo de delito) ou indireto (quando é suprido
pela prova testemunhal de acordo com o CPP, art. 167).

De acordo com a recente alteração processual, para a


realização do exame de corpo de delito basta 01 perito oficial portador
de diploma de curso superior.

4. LOCAL DE CRIME

4.1. Conceito de local de crime

“O local de crime pode ser definido, genericamente, como


sendo uma área física onde ocorreu um fato - não esclarecido até
então - que apresente características e/ou configurações de um
delito.” (ESPÍNDULA, 2005) (grifo nosso)

4.2 Classificação do local de crime

a) Quanto à natureza do fato.

Temos a seguintes divisões básicas entre os locais de crime de


acordo com a natureza jurídica do fato: crimes contra a pessoa
(homicídio; induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio;
aborto) acidente de tráfego(colisão de veículos), crimes de
incêndio e crimes contra o patrimônio.

b) Quanto à natureza da área: local de crime interno e local


de crime externo.

Local de crime interno é toda área corresponde à área interna


de um imóvel coberto ou um terreno cercado.

Local externo é entendido com toada área aberta, sem


proteção, como por exemplo, uma rua ou um terreno baldio.

c) Quanto à divisão: local imediato, mediato e relacionado.

Local de crime imediato é o local propriamente dito, onde se


encontra o cadáver por exemplo. Usualmente tal área deve se
estender do ponto central aproximadamente 3 metros de
distância.
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Local de crime mediato corresponde às adjacências da área


preservada como local imediato. Deve se estender por toda a
área onde se visualizem vestígios em sua maioria.

Local relacionado é aquele onde é encontrado vestígio


relacionado a crime cometido em outro local.

d) Quanto à preservação: idôneo e inidôneo.

Considera-se o local idôneo, preservado ou não violado quando


está mantido tal qual deixado pelo agente após a prática
criminosa.

Considera-se o local inidôneo, não preservado ou violado


quando se encontra alterado, modificado, devassado por
pessoas não autorizadas antes da chegada dos peritos.

4.3 Levantamento do local.

O levantamento do local de crime é a atividade técnico-


pericial que realiza a produção minuciosa e fiel da área onde ocorreu
determinado fato.

Alguns tipos de levantamento estão previstos no Código de


Processo Penal, vejamos:

a) Descritivo escrito
b) Fotográfico
c) Dermatoglífico ou papiloscópico

Ainda, temos outras técnicas de levantamento utilizadas:

a) Poroscópia
b) Modelagem ou moldagens
c) Residuográfico
d) Misto

4.4 Isolamento do local de crime

O CPP traz no seu artigo 6º a obrigatoriedade do isolamento


do local de crime.
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CPP, Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade
policial deverá:

I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das
coisas, até a chegada dos peritos criminais;

II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos
criminais;

DEVE ENTRAR E
SAIR UTILIZANDO
INCORRETO O MESMO
PERCURSO.

PRIMEIRO
POLICIAL

(ESPÍNDULA, 2005)

5. DOCUMENTOS CRIMINALÍSTICOS: AUTO, LAUDO PERICIAL,


PARECER CRIMINALÍSTICO, RELATÓRIO CRIMINALÍSTICO.

No universo dos documentos criminalísticos temos o auto,


o laudo pericial, o parecer criminalístico (técnico) e o relatório
criminalístico (técnico).

5.1 Auto
O auto é o relatório escrito e minucioso sobre uma perícia
realizada. Chama-se de auto (e não de laudo) quando ditado pelo perito
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diretamente a outro profissional compromissado, como ao escrivão. Se,
do contrário o perito necessitar, ser-lhe-á concedido prazo e este
retornará com o relatório por ele mesmo redigido (recebendo o nome de
laudo).

5.2 Laudo pericial

O laudo pericial é uma peça técnica formal que apresenta o


resultado de uma perícia, as conclusões do perito.

CPP, Art. 160. Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que
examinarem, e responderão aos quesitos formulados.

O prazo para os peritos confeccionarem o laudo é de dez


dias, conforme determina o parágrafo único do artigo 160: Parágrafo único. O
laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em
casos excepcionais, a requerimento dos peritos.

5.3 Parecer Criminalístico (parecer técnico)

O parecer criminalístico/técnico diferencia-se do laudo


pericial em razão de ser um documento conseqüente de uma análise
sobre determinado fato específico, contendo a respectiva emissão de
uma opinião técnica sobre aquele caso estudado.

5.4 Relatório Criminalístico (relatório técnico)

O relatório criminalístico/técnico é o relato de alguma


perícia, ou seja, o descrição minuciosa da ação (do exame) desenvolvida,
com o respectivo resultado, se for o caso.

6. DOUTRINA CRIMINALÍSTICA

6.1. Postulados da criminalística.

a) O conteúdo de um Laudo Pericial Criminalístico é invariante


com relação ao perito criminal que o produziu, pois o
resultado independe do indivíduo que realizou a perícia, uma vez
que se baseia em leis científicas;
b) As conclusões de uma perícia criminalística são
independentes dos meios utilizados para alcançá-las, pois,
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se usados os meios adequados quando da realização da perícia,
sua conclusão será constante todas as vezes que repetidos os
exames, mesmo que com métodos mais rápidos ou mais
modernos;
c) A perícia criminalística é independente do tempo, já que a
verdade é imutável.

6.2. Princípios da criminalística.

a) Princípio da observação: “Todo contato deixa uma


marca”.
Por este princípio afirma-se que praticamente inexistem ações
em que não resultem marcas, vestígios ou até micro-vestígios.
Deve o perito ser persistente e atencioso aos detalhes.
b) Princípio da análise: “A análise pericial deve sempre
seguir o método científico”.
As condutas periciais sempre se baseiam em métodos
científicos, do contrário não há que se falar em perícia.
c) Princípio da Interpretação: “Dois objetos podem ser
indistinguíveis, mas nunca idênticos”.
Também conhecido como Princípio da Individualidade.
d) Princípio da Descrição: “O resultado de um exame
pericial é constante com relação ao tempo e deve ser
exposto em linguagem ética e juridicamente perfeita”
O resultado de uma perícia é invariável em relação ao tempo, e
deve ser exposto no documento criminalístico de maneira clara
e fundamentada.
e) Princípio da Documentação: “Toda amostra deve ser
documentada, desde seu nascimento no local de crime
até sua análise e descrição final, de forma a se
estabelecer um histórico completo e fiel de sua origem”.
Isso é o que chamamos cadeia de custódia da prova material,
que lhe confere fidelidade e credibilidade.

6.3. Finalidade da criminalística: constatação do fato,


verificação dos meios e dos modos e possível indicação da
autoria.

Tem por objeto o estudo dos vestígios materiais


extrínsecos à pessoa no que diz respeito à prova e elucidação dos delitos
e à identificação dos autores. Ainda: busca constatar o fato delituoso

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(materialidade do delito), verificar os meios e os modos de sua produção
(modus operandi) e indicar a sua autoria.

7. REPRODUÇÃO SIMULADA DOS FATOS: CONCEITO E PREVISÃO


LEGAL.

O artigo 7º do Código de Processo Penal traz a previsão


legal do instituto da reprodução simulada dos fatos:

Art. 7.º - Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a
autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie
a moralidade ou a ordem pública.

A reprodução simulada (erroneamente denominada por


muitos de “reconstituição3 do crime”) é um importante instrumento para
o esclarecimento de determinados aspectos de uma investigação
criminal, sendo indicada nos casos onde são obtidas versões conflitantes
nos depoimentos colhidos nos autos do inquérito policial e também em
processos criminais. Durante a reprodução simulada os peritos colhem
dados para comparação e análise, a fim de concluírem quanto à
coerência técnica dessas diferentes versões.

8. DOCUMENTOSCOPIA

8.1 Conceito.

“Documentoscopia é a parte da Criminalística que tem por


objetivo o exame de todos os elementos que compõem o documento, isto
é,

DOCUMENTO EM SEU CONJUNTO, EM SEU TODO,

inclusive quanto:

- à verificação da autenticidade
- à verificação da falsidade, e
- à determinação de sua autoria.” (CINELLI, 2008)

8.2. Origem etimológica e sua filiação científica.


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A nomenclatura adequada é realmente reprodução (ato ou efeito de reproduzir) simulada
(representada com semelhança) e não reconstituição de crime.

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A palavra Documentoscopia/Documentologia tem formação


híbrida da união do radical latino documentum (que significa documento:
derivado de docere que significa ensinar, demonstrar) com a expressão
grega skopain (que significa examinar).

É disciplina que atua dentro da criminalística, que se


restringe à análise dos documentos.

8.3 Histórico com três ciclos: empirismo romântico,


empirismo científico e sinceridade técnico-científica.

a) 1ª Fase – Empirismo Romântico


b) 2ª Fase – Empirismo Científico
c) 3ª Fase – Sinceridade técnico-científica

8.4. Conceito de documento e seu aspecto jurídico (arts.


231 a 238, do Código de Processo Penal).

Documento é todo o meio físico em que se encontre


registrada a vontade ou o pensamento de um ser humano. Testamentos,
cartas, cheques, contratos, fitas de vídeo ou de áudio (gravadas),
quadros ou pinturas, fotos, etiquetas, etc., constituem espécies de
documentos, embora muitos não o saibam. (DEL PICCHIA, 1993)

Vejamos o que dispõe o CPP:

Art. 231. Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em
qualquer fase do processo.

Art. 232. Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou


particulares.
Parágrafo único. À fotografia do documento, devidamente autenticada, se dará o mesmo valor
do original.

Art. 233. As cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios criminosos, não serão
admitidas em juízo.
Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo destinatário, para a
defesa de seu direito, ainda que não haja consentimento do signatário.

Art. 234. Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da
acusação ou da defesa, providenciará, independentemente de requerimento de qualquer das
partes, para sua juntada aos autos, se possível.

Art. 235. A letra e firma dos documentos particulares serão submetidas a exame pericial,
quando contestada a sua autenticidade.
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Art. 236. Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão,
se necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela
autoridade.

Art. 237. As públicas-formas só terão valor quando conferidas com o original, em presença da
autoridade.

Art. 238. Os documentos originais, juntos a processo findo, quando não exista motivo
relevante que justifique a sua conservação nos autos, poderão, mediante requerimento, e ouvido o
Ministério Público, ser entregues à parte que os produziu, ficando traslado nos autos.

8.5. Nomenclatura técnica dos documentos.

Faz-se necessária a exposição de algumas nomenclaturas


técnicas que dizem respeito aos documentos. Vejamos:

a) Documento questionado / peça questionada / peça


motivo / peças exame: designam os documentos que
deverão ser objeto de exame pericial.
b) Padrão de confronto / peça de comparação / peça de
cotejo / peça de confronto / padrão de comparação /
padrão de cotejo / peça paradigmática: é o modelo que se
leva em consideração como ponto de partida para as
comparações.

8.6. Grafoscopia: origem etimológica e conceito.

A formação híbrida da união do radical grafos (que significa escrita,


grafia) com a expressão grega skopain (que significa examinar).

Sendo uma das áreas da Criminalística, que é a ciência que


estuda os vestígios relacionados com o crime, a Grafoscopia tem sido
conceituada como a disciplina cuja finalidade é a verificação da
autenticidade ou a determinação da autoria de um documento.

8.7. Sinonímia.

A Grafoscopia é também conhecida como: grafística,


grafotécnica, grafocrítica, grafotecnia, perícia gráfica, perícia caligráfica,
perícia grafotécnica, grafodocumentoscopia.

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8.8. Princípios fundamentais e leis do grafismo.

a) Princípio fundamental

Trata-se do princípio fundamental do individualismo gráfico


que afirma que o grafismo é individual e inconfundível.

b) Postulado geral de Solange Pellat4

“As leis da escrita independem dos alfabetos utilizados.”

c) Leis da escrita

Foram estabelecidas por Solange Pellat em seu livro “Les Lois


de L’ Escriture” (As Leis da Escrita).

• 1ª Lei (que regula a subordinação do gesto gráfico)

“O gesto gráfico está sob a influência imediata do cérebro. Sua forma


não pode ser modificada se o órgão escrevente se encontra
suficientemente adaptado à sua função.”.

• 2ª Lei (que preside o automatismo gráfico)

“Quando se escreve, o” EU “estou em ação, mas o sentimento quase


inconsciente de que o” EU “age, passa por alternativas contínuas de
intensidade e de enfraquecimento. Ele está em seu máximo de
intensidade onde existe um esforço a fazer, isto é, nos inícios, e em seu
mínimo onde o movimento escritural é secundado por um impulso
anteriormente adquirido, ou seja, nas extremidades.”

• 3ª Lei (que preside os disfarces gráficos)

“Não se pode modificar voluntariamente, em dado momento, a própria


escrita natural, senão introduzindo no traçado a marca do esforço que se
fez para obter a modificação.”

• 4ª Lei (que preside a simplificação do gesto gráfico)

“O escritor que age sob circunstância em que o ato de escrever é


particularmente difícil, traça, instintivamente, ou formas de letras mais
simples de um esquema fácil de ser construído.”
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Estudioso francês da Grafoscopia, criador das leis do grafismo.
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9. BALÍSTICA FORENSE

A Balística Forense é
“a parte do conhecimento criminalístico que tem por objeto
especial o estudo das armas de fogo, da munição e dos
fenômenos e efeitos próprios dos disparos destas armas, no
que tiverem de útil ao esclarecimento e à prova de
questões de fato, no interesse da Justiça, tanto penal como
civil.” (RABELO, 1995)

Pode ser dividida em balística interior e balística exterior.


a) A balística interior estuda os movimentos no interior do cano;
b) A balística exterior, por sua vez, trata dos movimentos do projétil
no espaço e a influência que sobre ele exercem a força viva.

9.1. Arma de fogo: conceito e classificação.

a) Conceito de Arma de fogo

Para a Criminalística, arma de fogo é todo o engenho


constituído de um conjunto de peças com finalidade de lançar um projétil
no espaço pela força de propulsão dos gases de pólvora.

Armas de fogo são aquelas que, para expelirem seus


projeteis, utilizam-se da força expansiva dos gases resultantes
da combustão da pólvora.

b) Classificação das Armas de fogo

Vários critérios podem ser adotados em uma classificação.

Classificação Antecarga
das Armas 1. Quanto ao
de fogo sistema de
carregamento Retrocarga

Lisas
2. Quanto à Raiadas
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alma do cano
Sistema
por mecha
Sistema
3. Quanto ao por atrito
sistema de Sistema por Extrínseca
inflamação percussão Intrínseca
Sistema
elétrico

Simples
Múltipla
4. Quanto ao Unitário
sistema de Não automática
funcionament Semi-automática
o Repetição Automática

5. Quanto ao
Coletivas
uso
Individuais

Fixa
Cano curto
6. Quanto à Móvel
Cano longo
mobilidade Semi-portátil
Portátil

9.2. Cartucho de munição de arma de


fogo: conceito e divisão.

Cartucho é a unidade da munição


das armas de fogo (percussão e retrocarga).

A unidade de cartucho de munição


é constituída dos elementos seguintes: estojo,
projétil, espoleta, pólvora e bucha (alguns).

Figura – Esquema geral de composição interna


de um cartucho. [adaptado da Revista Perícia
Federal, Set/Out 2003].

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9.3. Identificação das armas de fogo.

A identificação da arma de fogo pode ser feita de duas


formas:

a) Identificação direta ou imediata

Ocorre quando a arma é identificada através do exame


realizado nela própria, com base nas suas características e
particularidades.

São sinais de identificação imediata:


• O logotipo do fabricante;
• O número de série (sistema alfanumérico);
• O número de montagem.

b) Identificação indireta ou mediata

Ocorre quando a arma é identificada através das


deformações por ela provocadas nos elementos de sua munição. Assim,
os projéteis, os estojos e as cápsulas de espoletamento são os elementos
onde estão depositados os vestígios para tal identificação.

9.4. Distância e efeitos dos tiros: efeitos primários e


secundários, tiro encostado, tiro à curta distância, tiro à
distância e tiros acidental (conceito e causa).

a) Efeitos dos tiros

• Efeitos primários
Resultam da ação dos projéteis e são características dos
pontos de impacto.

“Os efeitos primários resultam da ação do projétil contra um


alvo animado ou não animado. No alvo animado o projétil
atinge a pessoa produzindo orlas de impacto ou embate,
formando zonas de contorno seguintes:
Orla de enxugo
O projétil deixa resíduos ao friccionar-se contra a pele,
limpando-se. A orla de enxugo sendo circular indica tiro
perpendicular à superfície da pele e, quando ovalada,
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denuncia tiro inclinado, cujo eixo maior revela a direção
do tiro;
Orla de contusão
O projétil ao romper a epiderme produz escoriações em
torno do orifício de entrada, formando a orla de
contusão. A orla de contusão coincide com a orla de
enxugo, constituindo-se, assim, a chamada orla de
contusão e enxugo;
Orla equimótica
Os vasos sangüíneos da derme se rompem, ocasionado
infiltração de sangue nos tecidos circundante,
constituindo a orla equimótica, indicativa de ferimento
produzido em vida.” (CINELLI, 2008)

• Efeitos secundários
“Os efeitos secundários resultam da ação explosiva contra
um alvo animado ou não animado. Os efeitos secundários são
os que resultam nos tiros à curta distância, assim como, da
ação dos gases e resíduos da combustão da pólvora. A região
atingida pelos efeitos explosivos compreende as zonas
seguintes:
Zona de chamuscamento
A zona de chamuscamento é produzida pelos gases
superaquecidos e inflamados produzindo queimadura
da pele, pêlos e vestes da região. A zona de
chamuscamento circunda o orifício de entrada. Através
da zona de chamuscamento pode-se diagnosticar o
orifício de entrada, distância e direção do tiro;
Zona de esfumaçamento
A zona de esfumaçamento forma-se pela fuligem
oriunda da combustão da pólvora em torno do orifício
de entrada, constatados em tiros efetuados à curta
distância, sendo facilmente removidos por lavagem.
Outrossim, as vestes em correspondência com a região
atingida podem reter os resíduos de fuligem;
Zona de tatuagem
A zona de tatuagem é produzida pelos resíduos de
pólvora combusta ou incombusta e, também, pelos
resíduos metálicos que atingem o alvo, incrustando-se
em torno do orifício de entrada. Tais resíduos penetram
como microprojéteis, incrustando-se na pele, não sendo
removíveis por lavagem.” (CINELLI, 2008)

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b) Distância do tiro
Segundo a distância entre a boca do cano da arma de fogo e
o alvo, os tiros classificam-se em:

• Tiro encostado
É aquele em que a boca do cano da arma se apóia no alvo.
O ferimento de entrada do tiro encostado tem forma
irregular, apresenta crepitação gasosa (câmara de mina de
Hoffmann) e apresenta o desenho da boca e da massa de
mira do cano.
• Tiro à curta distância
É aquele desferido contra o alvo situado dentro dos limites da
região varrida pelos gases e resíduos de combustão da
pólvora expelidos pelo cano da arma, produzindo os efeitos
de esfumaçamento.
O ferimento de entrada do tiro à curta distância apresenta
forma arredondada ou ovalar, orla de escoriação
(arrancamento da epiderme), bordas invertidas (de fora para
dentro), halo de enxugo (limpeza das impurezas do projétil
na passagem pelos tecidos), aoréola equimótica (equimose
em face do rompimento de capilares, vênulas e arteríolas) e
zonas de esfumaçamento, chamuscamento e tatuagem.
• Tiro à distância
É aquele desferido contra o alvo situado fora dos limites da
região espacial varrida por grãos de pólvora comburida ou
incombusta e por resíduos metálicos expelidos pelo cano da
arma.
O ferimento de entrada do tiro à distância apresenta forma
redonda ou ovalar, orla de escoriação, halo de enxugo,
aoréola equimótica (equimose em face do rompimento de
capilares, vênulas e arteríolas), bordas reviradas para dentro
e diâmetro menor do que o projétil.

c) Tiro acidental
Segundo a balística forense tiro acidental é aquele que se
produz em circunstâncias anormais, sem acionamento
regular do mecanismo de disparo da arma.

10. PAPILOSCOPIA

10.1. Conceito.

A Papiloscopia é a Ciência que tem por objetivo o estudo


detalhado e minucioso dos desenhos papilares, aqueles formados na
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ponta dos dedos, na palma das mãos e na planta dos pés, para
estabelecer a identidade das pessoas.

Assim, é a papiloscopia a ciência que trata da identificação


humana por meio das papilas dérmicas5.

10.2. Divisão.

A Papiloscopia se subdivide em 3 partes, a saber:

a) Datiloscopia - É a ciência que estuda os desenhos papilares que se


formam na polpa digital. Assim, possibilita a identificação por
meio das impressões digitais.

b) Quiroscopia - É a ciência que estuda os desenhos formados pela


palma das mãos. Assim, possibilita a identificação por meio
das impressões palmares.

c) Podoscopia - É a ciência que estuda os desenhos formados pela


planta dos pés. Assim, possibilita a identificação por meio das
impressões plantares.

10.3. Postulação da papiloscopia: perenidade,


imutabilidade, variabilidade e classificabilidade.

A Papiloscopia baseia-se em 4 princípios científicos:

a) Perenidade6: Desde o surgimento das papilas dérmicas entre o


quarto e do sexto mês de vida intra-uterina (alguns doutrinadores
apontam apenas o sexto mês) os desenhos papilares se
manifestam definidos até a putrefação cadavérica quando se dá o
descolamento da derma. O desgaste fisiológico da pele, a
senilidade, em nada alteram os desenhos. Duram para sempre: são
perenes.

b) Imutabilidade: Os desenhos digitais permanecem idênticos a si


mesmo, não mudando jamais. Cicatrizes resultantes de feridas
voluntárias ou acidentais, não prejudicam, antes favorecem a
cicatrização digital.
5
As papilas dérmicas foram descobertas em 1664 pelo médico italiano Marcelo Malpighi.
6
Em 1883, Arthur Kollman, anatomista holandês, foi o pioneiro na confirmação desta tese.

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c) Variabilidade/unicidade: Os desenhos digitais variam de dedo para


dedo e de pessoa para pessoa, não sendo nunca idênticos em dois
indivíduos.

d) Classificabilidade: É a determinação exata do tipo e subtipo digital


por meio de código formado por símbolos literais e numéricos
convencionais, dado a cada desenho digital. Este código consiste
numa Fórmula Datiloscópica.

10.4. Dactiloscopia: conceito, desenho digital, impressão


digital, componentes de uma impressão digital,
classificação das impressões digitais (tipos fundamentais:
arco, presilha interna, presilha externa e verticílio; tipos
especiais: anômalas e acidentais).

a) Conceito

A palavra DATILOSCOPIA deriva de dois termos greco-


latinos: DAKTILOS = dedos e SKOPEIN = examinar. Foi criada na
Argentina, existindo hoje em todas as línguas. É o estudo da Identificação
Humana através das impressões digitais.

O inventor do Sistema Datiloscópico foi Juan Vucetich


Kovacevich.

b) Desenho digital e impressão digital

Na polpa digital estão a papilas dérmicas. As papilas estão


divididas em CRISTAS PAPILARES, que são representadas por linhas
negras e SULCOS INTERPAPILARES que são representados por espaços
em branco, alinhados, formando um desenho digital.

Cristas papilares

Sulcos
interpapilares

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A impressão digital é a reprodução do desenho das


papilas deixado sobre qualquer superfície lisa, ou seja, é a réplica
invertida do desenho digital. O nome técnico da impressão digital é
Datilograma.

c) Componentes de uma impressão digital

São eles:
• Cristas papilares – linhas impressas do datilograma;
• Sulcos interpapilares – intervalos em branco entre as linhas
formadas pelas cristas;
• Poros – canais que excretam a secreção gordurosa;
• Linhas diretrizes – cristas que, partindo do delta, formam as regiões
basilar, nuclear e marginal;

Região
marginal

Região
nuclear

Região
basilar

• Delta – espaço formado pela confluência das linhas basilar, nuclear


e marginal;
• Pontos característicos – acidentes anatômicos que individualizam
os datilogramas e permitem sua identificação. Exemplo:

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d) Classificação das impressões digitais

Juan Vucetich adotou quatro tipos fundamentais de


desenhos digitais quando da criação do seu sistema de classificação.

Eles se baseiam na existência / inexistência e posição do


delta.

Delta

O delta ocorre no encontro das três regiões (basilar,


nuclear e marginal). Sendo assim, as impressões poderão ser
classificadas em quatro padrões diversos:

- não ter delta (ARCO – é o desenho composto por linhas mais ou


menos paralelas, que vão de uma extremidade à outra do campo
digital);

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- ter um delta, à direita do observador (PRESILHA INTERNA – é o


datilograma que tem um delta à direita do observador);

- ter um delta, à esquerda do observador (PRESILHA EXTERNA –


é o datilograma que tem um delta à esquerda do observador);

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- ter dois deltas, um de cada lado (VERTICILO – é o datilograma de


dois deltas, sendo um à esquerda e outro à direita do campo
digital).

Para fins de classificação, essas quatro formas


fundamentais se designam pelas letras (A, E, I, V) quando se encontram
no polegar, e por números (de 1 a 4), quando se encontram em qualquer
um dos outros dedos:
- Arco (A ou 1) - adéltico (sem deltas)
- Presilha Interna (I ou 2) - 1 delta à direita
- Presilha Externa (E ou 3) - delta à esquerda
- Verticilo (V ou 4) - 2 deltas

OBS: Desenhos especiais

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Algumas situações especiais, chamadas de desenhos
defeituosos, recebem notações próprias:

- Dedos amputados (0)


- Dedos defeituosos (defeitos congênitos) ou com cicatriz que
impede a classificação (X)

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