Sie sind auf Seite 1von 196
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS

GESTÃO 2007/2009

GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO

Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT

2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
Vice-Presidente - TJMT
Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI
Corregedor-Geral da Justiça
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER

COORDENADOR DA AÇÃO

COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA

DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça

ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista

LIDER DA AÇÃO

Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
AURINEIDE MARIANO PEREIRA
Analista Judiciário – CGJ
Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz

EQUIPE DE SERVIDORES

EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice

Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Ducineia dos Santos Morimã Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Marly Maria da Silva Garcia Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato

Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide

COLABORADORES:

COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide

EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI

DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMEN TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos

INSTRUTORES INTERNOS

TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
TO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice

Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato

de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
SUMÁRIO 01 - PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM 7 02 - MEDIDAS CAUTEL ARES ESPECÍFICAS 9 03

SUMÁRIO

01 - PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM

7

02 - MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS

9

03 - APREENSÃO DE TÍTULO (Arts. 885/887)

12

04 - APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS

14

05 - ATENTADO

17

06 - BUSCA E APREENSÃO

20

07 - BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA

23

08 - CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art. 77/80)

25

09 - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. 115/122)

27

10 - CONSIGNAÇÃO (art. 893)

29

11 - CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898)

31

12 - DEMARCAÇÃO (Art. 950/966)

34

13 - DEPÓSITO (Art. 901/906)

38

14 - DESPEJO

41

15 - DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO

45

16 - DIVISÃO (Arts 967/981)

47

17 - EMBARGOS DE TERCEIRO (art. 1.046/1.054)

51

18 - EMBARGOS DO DEVEDOR

54

19 - EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts. 307/311)

56

20 - EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO

59

21 - EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL. 62

22 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO

EXTRAJUDICIAL

64

23 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER

68

24 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER

70

25 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL

72

26 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA

76

27 - EXIBIÇÃO

79

28 - INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE

82

29 - EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO

84

30 - RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL

87

31 - FALÊNCIA

89

32 - FALÊNCIA

91

33 - CONCORDATA PREVENTIVA

94

34 - HABILITAÇÃO INCIDENTE ( arts. 1055/1062 do CPC)

98

35 - HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL

100

36 - INSPEÇÃO JUDICIAL (arts. 440/443)

103

37 - LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARBITRAMENTO

105

38 - LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA POR ARTIGOS

107

39 - LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA

109

40 - NOMEAÇÃO À AUTORIA ( Arts 62/69 do CPC)

111

41 - NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA (Arts. 934/940)

114

42 - OPOSIÇÃO (Arts. 56/61 DO CPC)

117

43 - PEDIDO DE ASSISTÊNCIA (arts. 50/55 do CPC)

120

44 - PRESTAÇÃO DE CONTAS (Art. 914, I)

123

45 - PRESTAÇÃO DE CONTAS

126

46 - PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS

128

47 - PROTESTOS, NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES

131

48 - RESTAURAÇÃO DE AUTOS ( arts. 1.063/1.069 do CPC)

133

49 - USUCAPIÃO (Art. 941/945)

136

50 - VENDAS A CRÉDITO COM RESERVA DE DOMÍNIO

141

51 - EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL

144

52 - JUSTIFICAÇÃO (art. 861 do CPC)

147

53 - AÇÃO MONITÓRIA (Art.1.102a/1.102c do CPC)

150

55 - RESCISÓRIA (Arts. 485/495) 157 56 - REVISIONAL DE ALUGUEL 159 57 - CAUÇÃO

55 - RESCISÓRIA (Arts. 485/495)

157

56 - REVISIONAL DE ALUGUEL

159

57 - CAUÇÃO

162

58 - DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO AUTOR (Arts. 70/76)

165

59 - DENUNCIAÇÃO DA LIDE PELO RÉU (arts. 70/76)

166

60 - INCIDENTE DE CITAÇÃO DO RÉU DEMENTE OU IMPOSSIBILITADO DE RECEBÊ-LA

170

61 - EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO

172

62 - EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO

173

63 - INCIDENTE DE FALSIDADE (ART. 390 DO CPC

176

64 - INCIDENTE DE IMPUGNAÇÃO AO VALOR DA CAUSA

178

65 - JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO

180

66 - PEDIDO DE DECLARAÇÃO INCIDENTE ou

183

67 - PROCEDIMENTO ORDINÁRIO (Arts. 282/475 do CPC)

186

68 - PROCEDIMENTO SUMÁRIO

189

69 - PROCEDIMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS

193

70 - APELAÇÃO (arts. 513/521 do CPC)

195

01 - PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM (art.802/803 do CPC) Petição inicial Justificativa ou Caução prova documental

01 - PROCEDIMENTO CAUTELAR COMUM

(art.802/803 do CPC)

Petição inicial Justificativa ou Caução prova documental (art. 804) (art. 804) Deferimento liminar Sem medida
Petição inicial
Justificativa ou
Caução
prova documental
(art. 804)
(art. 804)
Deferimento liminar
Sem medida liminar
Mandado executivo da medida
Citação (art. 802)
5 dias
Contestação art. 803, parágrafo único
Audiência, se há prova oral
(art. 803, parág. único)
Não há audiência, se não há prova oral
Revelia
Sentença
Declaração de subsistência
da medida liminar
Revogação da medida
liminar
Expedição de mandado
executivo, quando não
houver liminar

Procedimento

Procedimento Cautelar Comum - Só em casos excepcionais, expressamente autorizados por lei, determinará o juiz medidas

Cautelar

Comum

-

em

casos

excepcionais,

expressamente autorizados por lei, determinará o juiz medidas cautelares

sem

audiência do requerido ( art. 797 do CPC).

Na concessão liminar ou mediante justificação prévia (sem citação do requerido), poderá o juiz determinar que o requerente preste caução real ou fidejussória de ressarcir os danos que o requerido possa a sofrer (art. 804 do CPC). É o que se denomina “contracautela”.

A medida cautelar poderá ser substituída, de ofício ou a requerimento de

qualquer das partes, pela prestação de caução ou outra garantia, menos gravosa para o requerido, sempre que adequada e suficiente para evitar a lesão ou repará-la (art. 805 do CPC).

Obtida liminarmente a medida, o requerente promoverá, em cinco dias, a citação do requerido, sob pena de responder por perdas e danos (art. 811, II do CPC).

O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias, contados da data

da efetivação da medida cautelar preparatória, sob pena de cessar a

eficácia desta (art. 806 e 808, I do CPC).

Pode ser revogada ou modificada, a qualquer tempo (art. 807 do CPC).

Cessadas por qualquer motivo é defeso repeti-las, salvo por novo fundamento (art. 808, parágrafo único, do CPC).

Far-se-á justificação prévia, em segredo de justiça e de plano, quando ao juiz parecer indispensável (art. 815, 823 e 841 do CPC).

dabliopeandrade

02 - MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS (ARRESTO e SEQÜESTRO (arts. 813 a 820 e 823 do

02 - MEDIDAS CAUTELARES ESPECÍFICAS (ARRESTO e SEQÜESTRO (arts. 813 a 820 e 823 do CPC)

Petição inicial Prova literal da dívida líquida e certa (art. 814, I) Prova documental dos
Petição inicial
Prova literal da dívida líquida e certa
(art. 814, I)
Prova documental dos motivos
(art. 814, I)
Justificação dos motivos
(art. 814, II)
Caução (art.816)
Deferimento de liminar
Mandado executivo
Procedimento sem liminar
Citação
Contestação
Suspensão (art. 819)
Audiência:
Sem
Prova oral
audiência
Depósito ou pagamento da
dívida (art. 819, I)
Substituição por
caução (art. 819, II)
Extinção do processo
Contestação
Revelia
Instrução
Sentença
Declaração de subsistência
da medida liminar
Revogação da liminar
Mandado executivo,
quando não houver liminar
Cautelar de Arresto e Seqüestro - A cautelar de seqüestro tem por finalidade a constrição

Cautelar de Arresto e Seqüestro - A cautelar de seqüestro tem por finalidade a constrição de determinados bens sobre os quais recai o pretenso direito do requerente, de modo a evitar riscos de dano ou rixa. Assim, cabe o seqüestro quando o requerente, na ação principal, pretende que seja reconhecido um direito sobre os bens constritos, ou quando haja uma extrapolação na litigiosidade da demanda (rixa), que seja necessário preservar o direito da parte por meio da apreensão do bem.

A ação cautelar de arresto tem por finalidade a constrição de bens do requerido, de modo a garantir a eficácia ou utilidade do provimento final da ação principal, cujo objeto envolve pagamento de uma quantia em dinheiro.

No procedimento da cautelar de arresto, em primeiro lugar, aplicam-se as regras específicas previstas no Código de Processo Civil (CPC), nos artigos 813 e seguintes. Em segundo lugar, são paliçadas as regras das cautelares inominadas, subsidiariamente. E, por último, as regras da penhora.

O arresto é a apreensão cautelar de bens, com a finalidade de garantir uma

futura execução por quantia. Daí, quanto ao procedimento e extensão serem aplicáveis as disposições relativas à penhora, que é a medida executiva de apreensão de bens. São arrestáveis os bens penhoráveis. Serão arrestados tantos bens quantos bastem para garantia da futura execução; pode haver ampliação ou redução do arresto; dele é lavrado um auto, nomeando-se depositário para a guarda dos bens.

- Para concessão do arresto é essencial (art. 814 do CPC):

I – prova literal da dívida líquida e certa;

II – prova documental ou justificação de situações previstas no art. 813 do

CPC.

Equipara-se à prova literal de dívida líquida e certa, para efeito de concessão de arresto, a sentença líquida ou ilíquida, pendente de recurso, condenando o devedor ao pagamento de dinheiro, ou de prestação que em dinheiro possa converter-se (art. 814, parágrafo único do CPC).

Julgada procedente a ação principal, o arresto se resolve em penhora (art. 818 do CPC).

Julgada procedente a ação principal, o arresto se resolve em penhora (art. 818 do CPC).

Aplicam-se ao arresto as disposições referentes à penhora (art. 821 do CPC).

O seqüestro é a apreensão da coisa objeto do litígio, a fim de garantir sua

total entrega ao vencedor. Quanto à materialidade e também quanto ao procedimento, o arresto é idêntico ao seqüestro. A diferença está em que, no arresto, os bens apreendidos são os penhoráveis, que vão ser convertidos em

dinheiro, para pagamento do credor; ao passo que, no seqüestro, a apreensão é da coisa litigiosa, para garantir sua total entrega ao vencedor.

No seqüestro, ao juiz incumbe a nomeação de depositário (art. 824 do CPC); os bens seqüestrados só serão entregues ao depositário depois que este assumir o respectivo compromisso (art. 821 do CPC).

O prazo para propor a ação principal é de trinta (30) dias, contados da data

da efetivação da medida cautelar preparatória, sob pena de cessar a eficácia

desta (arts. 806 e 808, I do CPC), e de responder o requerente pelos prejuízos causados ao requerido (art.811, III do CPC).

O seqüestro é revogável e modificável como o arresto, seguindo o mesmo

procedimento e as mesmas condições previstas por este.

dabliopeandrade

03 - APREENSÃO DE TÍTULO (Arts. 885/887) Petição inicial – art.885, CPC Citação Justificação ou

03 - APREENSÃO DE TÍTULO (Arts. 885/887)

Petição inicial – art.885, CPC Citação Justificação ou documento provando a entrega do título Sem
Petição inicial –
art.885, CPC
Citação
Justificação ou documento
provando a entrega do título
Sem prova da entrega do
título
Juiz ordena a
prisão
Juiz ordena a
apreensão
Mandado de
prisão
Mandado de busca e
apreensão
Devedor restitui
Devedor paga
valor do título e
despesas
Devedor exibe o
valor e deposita
Cessa a prisão
Apreensão de Título - O pedido do credor nesta ação deve ser embasado na apreensão

Apreensão de Título - O pedido do credor nesta ação deve ser embasado na apreensão de títulos não restituídos ou sonegados pelo emitente, sacado ou aceitante.

Embora fale o artigo 885, parágrafo único, em processamento de plano, não deve, de qualquer maneira, haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor, ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta.

Mesmo quando decretada e cumprida a ordem, a prisão deverá cessar (art.

866):

I- se o devedor restituir o título, ou pagar o seu valor e as despesas feitas, ou

o exibir para ser levado a depósito;

II- quando o requerente desistir do pedido;

III- não sendo iniciada ação penal dentro do prazo da lei; IV- não sendo a ação penal julgada dentro de 90 dias da data da execução do mandado de prisão.

O pagamento da dívida extingue a relação obrigacional entre as partes e faz

desaparecer a questão em torno do título retido, que passa a ser documento

do sacado. O mesmo efeito do pagamento direto ao credor tem o depósito da

importância devida e acessórios, feito em juízo, à disposição do credor.

Na ação do artigo 885, só se pode discutir a existência ou não da retenção do

título ou da legalidade do ato do devedor, sem penetrar no mérito da

exigibilidade da dívida.

O levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do

trânsito em julgado da sentença (art.887 do CPC).

Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885, o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença proferida neste procedimento. Mas, se houve contestação ao mérito da dívida, nas vias contenciosas comuns, a solução aqui ficará condicionado ao levantamento da ação principal.

04 - APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS (arts. 885 a 887 do CPC) Petição inicial Justificação

04 - APREENSÃO DE TÍTULOS RETIDOS (arts. 885 a 887 do CPC)

Petição inicial Justificação ou prova documental da retenção do título Citação Contestação Revelia
Petição inicial
Justificação ou prova
documental da retenção
do título
Citação
Contestação
Revelia
Instrução sumária
(art. 885, § único)
Sentença
Improcedência
Procedência
Ordem de apreensão
do título
Depósito do título ou de seu
valor para discutir sua
legitimidade, em ação própria
Extinção do
processo
Prisão do devedor
(art. 885)

/

Apreensão de Títulos Retidos - A apreensão de título não restituído ou sonegado pelo emitente,

Apreensão de Títulos Retidos - A apreensão de título não restituído ou

sonegado pelo emitente, sacado ou aceitante, trata-se de medida relacionada com a formação e integração do título cambial. Como se sabe do direito cambiário, a formação e o aperfeiçoamento de um título podem depender da participação de várias pessoas: sacador, emitente, sacado, aceitante.

A

não–devolução do título por aquele que deveria praticar algum ato cambial

é

ilegal e permite ao prejudicado pedir a apreensão do título (art. 885).

O

pedido de apreensão é feito em processo cautelar, preparatório da futura

execução ou cobrança do crédito.

Se o credor provar documentalmente, ou justificar previamente a entrega do

título e a recusa de devolução, o juiz decretará a prisão civil do devedor.

Embora fale o artigo 885 parágrafo único, em processamento de plano, não deve de qualquer maneira, haver decretação da prisão sem prévia citação do devedor, ensejando-lhe oportunidade de purgar a sua falta.

Na ação do art. 885, só se pode discutir a existência ou não da retenção do título e da legalidade do ato do devedor, sem entrar do mérito da exigibilidade

da

dívida.

O

levantamento da importância depositada só poderá ocorrer depois do

trânsito em julgado da sentença (art. 887).

Se a questão for discutida apenas no âmbito do artigo 885, o trânsito em julgado deverá referir-se à sentença nesse procedimento. Mas, se houve contestação ao mérito da dívida, nas vias contenciosas comuns, a solução a que ficará condicionado o levantamento é a da ação principal.

A prisão mencionada pelo artigo 885 não é compatível com o sistema

constitucional vigente. A Constituição Federal somente admite a prisão por

dívida no caso de depositário infiel ou inadimplemento de pensão alimentícia (art. 5º, LXVII). 16

dívida no caso de depositário infiel ou inadimplemento de pensão alimentícia (art. 5º, LXVII).

05 - ATENTADO (art. 880/881) Petição inicial (art. 880) Citação (art. 802) 5 dias Contestação

05 - ATENTADO

(art. 880/881)

Petição inicial (art. 880) Citação (art. 802) 5 dias Contestação (art. 803, parágrafo único) Audiência
Petição inicial (art. 880)
Citação (art. 802)
5 dias
Contestação (art. 803, parágrafo único)
Audiência se há prova oral
(art. 803, parágrafo único)
Não há audiência se há
prova oral
Revelia
Sentença
Improcedência da ação
Procedência da ação ( art. 881)
Encerramento do feito
Ordem de
restabelecimento
do estado anterior
Suspensão da
causa principal
Proibição ao réu
de falar até
purgação do
atentado
Condenação a
perdas e danos
(art. 881, parág.
único)

17

Atentado -“ Atentado é a criação de situação nova ou mudança de status quo ,

Atentado -“Atentado é a criação de situação nova ou mudança de status

quo, pendente à lide, lesiva à parte e sem razão de direito”.

O atentado é o fato de uma parte que fere o interesse da parte contrária. Dele

nasce a ação de atentado, que é o meio de exercitar a pretensão de restituição ao status quo, para que a situação de fato possa aguardar a solução do processo, tal como se achava ao ajuizar-se o feito.

A petição inicial, além de satisfazer os requisitos do art. 801, deve esclarecer

em que constitui o atentado, isto é, deve indicar o estado de coisas antes e depois da inovação ilícita praticada pelo promovido.

A ação cautelar de atentado é admitida pelo art. 879, nos casos em que a

parte, no curso do processo:

I-

viola penhora, arresto, seqüestro ou imissão na posse;

II-

prossegue em obra embargada;

III- pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato.

A ação

condenatória, constitutiva, declaratória, executiva ou cautelar.

de

atentado

tem

lugar

frente

a

qualquer

espécie

de

ação:

Após a citação, o requerido terá cinco dias para contestar. Se não o fizer, incidirá em revelia e o feito será imediatamente julgado, admitindo-se como verídicos os fatos alegados pelo requerente (arts. 319, 330, II, e 803 do CPC).

Contestada a ação, o juiz admitirá a instrução da causa, mediante as provas que se fizerem necessárias. Somente se houver necessidade de prova oral é

que designará audiência de instrução e julgamento (art. 803, parágrafo único

do CPC).

Encerrada a instrução, com ou sem audiência, o juiz proferirá a sentença que, acolhendo ou rejeitando o pedido, desafiará recurso de apelação, sem efeito suspensivo.

Os efeitos obrigatórios da sentença de procedência da ação de atentado: a) o reconhecimento de

Os efeitos obrigatórios da sentença de procedência da ação de atentado:

a) o reconhecimento de inovação ilícita do estado de fato cometida pelo requerido em detrimento do requerente;

b) a ordem de restabelecimento da causa principal;

c) a suspensão da causa principal;

d) a proibição de o réu falar nos autos até a purgação do atentado;

e) a imposição do ônus da sucumbência: despesas processuais e honorários

advocatícios.

A sentença é, pois, de condenação, sob forma cominatória: restabelecer o status quo, sob pena de não se poder falar nos autos.

dabliopeandrade

06 - BUSCA E APREENSÃO (arts. 839 a 843 do CPC) Petição inicial (art. 840)

06 - BUSCA E APREENSÃO

(arts. 839 a 843 do CPC)

Petição inicial (art. 840) Nega liminar Concede de plano Justificação ( em segredo de justiça
Petição inicial
(art. 840)
Nega liminar
Concede de
plano
Justificação ( em
segredo de justiça
ou não ) art. 841
Concede liminar
Nega liminar
Cita
Executa-se, se
for o caso, cita
Cita, se for o
caso
5 dias
Sem contestação
Contestação
(art. 803)
(art. 802)
Audiência, se
necessária (art.
803, par. único)
Sentença
(art. 803)
Execução se não tiver sido concedida
liminarmente
Busca e Apreensão - Quanto ao objeto, a busca e apreensão pode ser de coisas

Busca e Apreensão - Quanto ao objeto, a busca e apreensão pode ser de coisas e de pessoas.

Quanto à natureza, existe busca e apreensão cautelar e principal. O procedimento de busca e apreensão, de que cuidam os arts. 839 a 843 é, no entanto, exclusivamente destinado à função cautelar, isto é, à realização da tutela instrumental de outro processo, cuja eficiência se busca assegurar.

Procedimento: Como medida precedente (preparatória) ou como incidente de

processo já em curso, a busca e apreensão é forma de ação cautelar que deve

ser

autuada à parte, com oportuno apensamento aos autos principais (art.809

do

CPC).

A petição inicial deve apresentar os requisitos dos arts. 282 e 801, devendo o

autor expor, expressamente, “as razões justificativas da medida e da ciência

de

estar a pessoa ou coisa no lugar designado” (art. 840 do CPC).

O

deferimento da medida se dá, em regra, sem contraditório, inaudita altera

pars, com expedição imediata da ordem judicial, à luz das informações e dados apresentados pelo requerente.

O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça, que são

autorizados, em razão da própria natureza da ordem judicial, a praticar arrombamento de portas externas ou internas e de quaisquer móveis onde

presumam que esteja oculta a pessoa ou a coisa procurada, desde que não se

a abertura voluntária, pelo promovido, após a devida intimação. Deverão

os

oficiais ser acompanhados por duas testemunhas. Encerrada a diligência,

os oficiais de justiça lavrarão auto circunstanciado, que será assinado por eles

e

pelas testemunhas e será juntado ao processo (art.843 do CPC).

O

deferimento da liminar de busca e apreensão não elimina a possibilidade de

contestação pelo promovido, após o cumprimento do mandado, e dentro do prazo de 05 (cinco) dias (art. 802 do CPC). Se isto se der, o feito assumirá o

rito preconizado pelo art. 803, culminando por sentença que confirmará ou revogará a medida liminarmente

rito preconizado pelo art. 803, culminando por sentença que confirmará ou revogará a medida liminarmente decretada.

dabliopeandrade

07 - BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ( Dec.-Lei nº 911/69, com a redação

07 - BUSCA E APREENSÃO SOB ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ( Dec.-Lei nº 911/69, com a redação dada pela Lei

nº10.931/04)

Petição inicial ( art. 3º) Busca e apreensão liminar e citação 5 dias 15 dias
Petição inicial
( art. 3º)
Busca e apreensão
liminar e citação
5 dias
15 dias
Devedor paga o valor
indicado pelo credor
(art. 3º § 2º)
Devedor não paga
Resposta
(art. 3º, § 3º)
Devolução do bem ao
devedor e extinção do
processo
(art. 3º, § 2º)
Consolidação da
propriedade e posse no
patrimônio do credor
( art. 3º, § 1º)
Sentença
(art. 3º, § 5º)
Busca e Apreensão Sob Alienação Fiduciária - Com a inicial, deve o autor comprovar a

Busca e Apreensão Sob Alienação Fiduciária - Com a inicial, deve o

autor comprovar a mora ou o inadimplemento do devedor (art. 3º).

Consolidadas a propriedade e a posse no patrimônio do credor, este poderá, sem sentença, vender o bem ou registrá-lo em seu nome( art. 3º, § 1º). Não será proferida sentença, a não ser para extinção do processo, quando o devedor não pagar nem oferecer resposta.

A resposta pode ser apresentada, ainda que o devedor tenha efetuado o pagamento, caso entenda ter havido pagamento a maior e desejar restituição (art. 3º, § 4º).

Se o Juiz, acolhendo a resposta, decretar a improcedência da ação, condenará

o credor ao pagamento de multa de 50% do valor originalmente financiado,

com a atualização, caso o bem já tenha sido alienado( art. 3º, § 6º), multa essa que não exclui a responsabilidade do credor por perdas e danos ( art. 3º,

§ 7º).

Se os bens alienados fiduciariamente não forem encontrados ou não se acharem na posse do devedor, o credor poderá requerer que o pedido seja convertido, nos mesmos autos, em ação de depósito (art. 4º). Ao formular o pedido de conversão, entretanto, deve o autor atender os requisitos genéricos de qualquer petição inicial (CPC, art. 282), além de observar o que dispõe o artigo 902 do CPC, ou seja, instruir a petição com a prova literal do depósito (se já não constar dos autos) e indicar a estimativa do valor da coisa (se não constar do contrato), pedindo a citação para os fins mencionados naquele artigo. Consulte-se o fluxograma da ação de depósito.

Embora a lei não preveja, é evidente que ao réu deve ser facultada a produção de provas que, a critério do juiz, sejam pertinentes e relevantes.

A apelação tem efeito apenas devolutivo (art. 3º, § 5º). Dablipeandrade

08 - CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art. 77/80) Pedido do réu no prazo da contestação (art.

08 - CHAMAMAMENTO AO PROCESSO (art. 77/80)

Pedido do réu no prazo da contestação (art. 78 do CPC) Suspensão do processo (art.
Pedido do réu no prazo da contestação (art. 78 do CPC)
Suspensão do processo (art. 79 do CPC)
Juiz determina citação do chamado (art. 79 do CPC)
Prazo de resposta: 15 dias (art. 297 do CPC)
Citação não realizada no prazo legal
Processo continua só contra o réu
Chamado não
Chamado
comparece
comparece
Sentença final não apreciará questão que motivou
chamamento
Chamado torna-se litisconsorte do réu (art.
74 do CPC)
Cessa suspensão do processo
Reabre-se o prazo para contestação
25
O chamamento ao processo é cabível em qualquer espécie de procedimento, no processo de cognição,

O chamamento ao processo é cabível em qualquer espécie de procedimento, no processo de cognição, saldo no sumário (art. 280, I).

Chamamento ao processo é o incidente pelo qual o devedor demandado chama para integrar o mesmo processo os coobrigados pela dívida, de modo a fazê-los também responsáveis pelo resultado do feito (art. 77). Com essa providência, o réu obtém sentença que pode ser executada contra o devedor principal ou os co-devedores, se tiver de pagar o débito.

A finalidade do instituto é, portanto, ”favorecer o devedor que está sendo

acionado, porque amplia a demanda, para permitir a condenação também dos demais devedores, além de lhe fornecer, no mesmo processo, título executivo

judicial para cobrar deles aquilo que pagar”.

O chamamento ao processo é uma faculdade e não uma obrigação do devedor

demandado.

Segundo a própria finalidade do incidente, só o réu pode promover o chamamento ao processo.

É admissível o chamamento ao processo, conforme o artigo 77 do CPC:

I- do devedor, na ação em que o fiador for réu;

II- dos outros fiadores, quando para a ação for citado apenas um deles; III- de todos os devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns deles, parcial ou totalmente, a dívida comum.

O réu deve propor incidente no prazo de contestação (art. 78). Recebendo a

petição, o juiz suspenderá o curso do processo e será observado, quanto à citação e prazos, o mesmo rito da denunciação à lide, recomendado pelo art. 72 (art. 79).

Haja ou não aceitação do chamamento pelo terceiro (chamado), ficará este vinculado ao processo, de modo que a sentença que condenar o réu terá, também, força de coisa julgada contra o chamado. dabliopeandrade

09 - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. 115/122) Provocação: ofício do juiz ou petição da

09 - CONFLITO DE COMPETÊNCIA ( art. 115/122)

Provocação: ofício do juiz ou petição da parte ou do MP, com os documentos necessários
Provocação: ofício do juiz ou petição da parte ou
do MP, com os documentos necessários
Encaminhamento ao Presidente do Tribunal (art.
118 do CPC)
Distribuição ao relator
Requisição de informações aos
juízes
Designação de um juiz para resolver, em caráter
provisório, as medidas urgentes (art. 120 do CPC)
Transcurso do prazo legal, com ou
sem informações
Ouvida do MP, em cinco dias (art.
121 do CPC)
Julgamento pelo Tribunal

27

Conflito de competência - Pode ser suscitado por qualquer das partes, pelo Ministério Público ou

Conflito de competência - Pode ser suscitado por qualquer das partes, pelo Ministério Público ou pelo juiz, ao Presidente do Tribunal (art. 116 e 118 do CPC).

O juiz, quando lhe couber a iniciativa, suscitará o conflito, por ofício (art.118, I do CPC).

Ao decidir, o Tribunal declarará qual juiz competente, pronunciando-se também sobre a validade dos atos do juiz incompetente (art. 122 do CPC).

Os conflitos entre turmas, seções, câmaras, juízes de segundo grau, desembargadores e Conselho Superior da Magistratura processar-se-ão conforme os regimentos dos tribunais (art. 123 do CPC).

Não pode suscitar conflito a parte que no processo oferecer exceção de incompetência (art. 117 do CPC).

Poderá o relator, de ofício, ou a requerimento de qualquer das partes, determinar, quando o conflito for positivo, seja sobrestado o processo; mas, neste caso, bem como no de conflito negativo, designará um dos juízes para resolver, em caráter provisório, as medidas urgentes (art. 120 do CPC).

Havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre a questão suscitada, o relator poderá decidir, de plano, o conflito de competência, cabendo agravo, no prazo de cinco dias, contados da intimação da decisão às partes, para o órgão recursal competente (art. 120, parágrafo único do CPC).

dabliopeandrade

10 - CONSIGNAÇÃO (art. 893) Petição inicial – art. 893 do CPC Juiz defere o

10 - CONSIGNAÇÃO (art. 893)

Petição inicial – art. 893 do CPC Juiz defere o depósito Depósito de quantia ou
Petição inicial – art. 893 do CPC
Juiz defere o depósito
Depósito de quantia ou coisa devida –
art. 893, I do CPC
15 dias
Credor recebe
Sem contestação – art. 897
do CPC
Contestação – art. 896
do CPC
Se houver alegação de depósito
insuficiente e a prestação não acarretar o
inadimplemento do contrato – art. 899 do
CPC
10 dias
Para o autor completar o
depósito – art. 899 do CPC
Réu concorda com a
complementação
Sem complementação ou
discordando o réu
Sentença

Segue o procedimento Ordinário

29

Consignação - A petição inicial, então, além de atender as exigências ordinárias previstas no art.

Consignação - A petição inicial, então, além de atender as exigências ordinárias previstas no art. 282, terá de conter pedido especial de depósito da quantia ou coisa devida, a ser efetivado no prazo de cinco (5) dias contados do deferimento (artigo 893).

O deferimento da inicial far-se-á por despacho em que o juiz determinará o

depósito requerido pelo autor e ordenará a citação do credor para dupla finalidade de receber o pagamento oferecido ou contestar a causa no prazo de 15 (quinze) dias.

A aceitação da oferta real, por parte do credor, importa em extinção do

processo, com a solução de mérito, derivada do reconhecimento da procedência do pedido, de forma tácita, pelo réu (Código de Processo Civil, art. 897, parágrafo único).

Mas o prosseguimento do feito, seja com contestação, seja à revelia do credor, só é possível após a efetivação do depósito judicial. E que, com ou sem resposta do réu, a sentença final tem, no sistema da consignatória, uma função muito singela, qual seja a de declarar a eficácia liberatória do depósito, quando regularmente feito pelo devedor.

Quando na contestação o réu alegar que o depósito não é integral, é licito ao autor complementá-lo, em dez dias, salvo se corresponder à prestação, cujo inadimplemento acarrete a rescisão do contrato (art. 899 do CPC).

Se o réu concorda com a complementação, sendo esta a única matéria alegada em sua contestação, extinta está a lide; e ao juiz caberá encerrar o processo com a colhida do pedido consignatório, para os fins de direito.

Se, porém, houver outras defesas formuladas pelo réu, o feito prosseguirá normalmente, apenas com a redução do conteúdo da lide, seguindo-se o rito ordinário, até prolação da sentença.

11 - CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898) Petição inicial com o depósito – art. 895 do

11 - CONSIGNAÇÃO (art.895 e 898)

Petição inicial com o depósito – art. 895 do CPC 15 dias Não comparece pretendente
Petição inicial com o depósito –
art. 895 do CPC
15 dias
Não comparece pretendente
algum
(sem contestação) – art. 898
do CPC
Comparece apenas um
pretendente
(uma só contestação)
Art. 898 do CPC
Comparece mais de um
pretendente
(mais de uma contestação) –
Art. 898 do CPC
Converte-se o depósito em
arrecadação de bens de
ausente
Juiz decide de plano
Juiz declara efetuado o depósito
e extinta a obrigação
Processo continua só entre
credores; procedimento
ordinário
Consignação – Sempre que ocorrer dúvidas sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, poderá o

Consignação – Sempre que ocorrer dúvidas sobre quem deva legitimamente receber o pagamento, poderá o devedor obter a sua liberação pela via judicial, requerendo o depósito e a citação dos que o disputam para provarem o seu direito, através deste procedimento de consignação em pagamento, furtando-se, assim, ao risco de pagamento indevido (art. 895 do CPC).

Feito o depósito preparatório, a citação será para que os interessados venham provar o seu direito, em prazo de contestação, que é de 15 dias. Se todos são conhecidos, a citação será pessoal; havendo desconhecimento ou incerteza quanto à identidade do interessado ou dos interessados, a citação far-se-á por editais.

Após a citação dos credores incertos, podem ocorrer várias atitudes processuais da parte dos possíveis interessados, cujas conseqüências se acham reguladas de maneira especificada pelo art. 898, a saber:

a) Ausência de pretendente: o depósito será arrecadado por ordem judicial e confiado a um curador. Assim perdurará o depósito indefinidamente, até que um eventual interessado venha provocar o seu levantamento, mediante adequada comprovação de seu direito. Para o devedor, o procedimento consignatório estará, desde logo, encerado, pois, ao determinar a arrecadação, caberá ao juiz declarar extinta a obrigação.

b) Se apenas um pretendente comparece em juízo para se habilitar ao

depósito feito pelo consignante, caberá ao juiz apreciar suas alegações e provas, para proferir, de plano, decisão em torno da pretensão de levantar o depósito (art. 898 do CPC).

c) quando dois ou mais pretendentes se apresentam em juízo, cada um

avocando para si o direito ao crédito que o autor procura solver, o processo sofre um verdadeiro desmembramento, de maneira a estabelecer uma relação processual entre o devedor e o bloco dos pretensos credores, e outra entre os

diversos disputantes do pagamento.

O juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr

O juiz declarará efetuado o depósito e extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente entre os credores, seguindo, doravante, o procedimento ordinário, até a sentença final.

12 - DEMARCAÇÃO (Art. 950/966) Petição inicial – art. 950 do CPC Juiz nomeia dois

12 - DEMARCAÇÃO (Art. 950/966)

Petição inicial – art. 950 do CPC Juiz nomeia dois arbitradores e um agrimensor Compromisso
Petição inicial – art. 950 do CPC
Juiz nomeia dois
arbitradores e um agrimensor
Compromisso
Contestação - art. 955
Sem contestação – art. 955
e 330, II do CPC
Arbitradores e agrimensores levantam
o
traçado de linha demarcada – art.
956
do CPC
Arbitradores percorrem a linha e
fazem relatório, juntando-o aos
autos – art. 964 do CPC
Arbitradores apresentam o laudo sobre
o
traçado da linha demarcada – art.
957
do CPC
Vista às partes – art. 965 do CPC
– 10 dias (comum)
Agrimensor anexa ao laudo a planta da região e o
memorial das operações de campo – Art. 957,
parágrafo único
Executam-se as retificações
eventuais – art.965 do CPC
Vistas às partes no prazo de 10
dias (comuns)
Lavra-se o auto de demarcação –
art.965 do CPC
Segue o procedimento ordinário
– art.955 do CPC
Sentença homologatória de
demarcação – art.966 do CPC
Sentença – art. 958 do
CPC
Agrimensor efetua a demarcação,
colocando os marcos necessários –
art.963 do CPC
DEMARCAÇÃO - é a operação por meio da qual se fixa ou se delimita a

DEMARCAÇÃO - é a operação por meio da qual se fixa ou se delimita a linha divisória entre dois terrenos, assinalando-as, em seguida, com elementos materiais sobre o solo.

A demarcação objetiva evitar esbulhos e contestações que a falta de sinais

visíveis dos limites da propriedade imobiliária possam acarretar aos proprietários de imóveis limítrofes, e a discussão se dá acerca da lide. Para que a ação demarcatória seja proposta, é preciso que exista uma situação litigiosa entre os confinantes

O

artigo 946 estabelece quando devem ser propostas as ações demarcatórias

e

as divisórias. Se houver interesse na divisão e se ocorrer confusão de

demarcação não são elas excludentes, pois, demarca-se e, depois, divide-se o imóvel.

Ação especial de jurisdição contenciosa, sendo que cada ação tem duas fases:

1ª fase: a existência do direito material à demarcação ou divisão;

2ª fase: atos reais de demarcação ou divisão, portanto, efetivação das medidas.

O

processo é cognitivo e

demarcatória e divisória.

único, porém, dividido em duas

fases:

A demarcação e a divisão, cada qual com dupla fase, têm caráter unitário, em

que pesem as sentenças proferidas: a primeira que reconhece o direito e a segunda que homologa os atos reais realizados para demarcar e para dividir.

As ações são imprescritíveis.

O foro competente das ações que são reais imobiliárias é o da situação da

coisa - art. 95 CPC.

Procedimentos: a) A citação dos réus que moram na Comarca será pessoal; dos demais, por edital (art. 953 do CPC). A citação dos demais condôminos,

litisconsortes ativos necessários (art. 952 CPC); b) O prazo para contestação

é de 20 dias, sendo este comum, mesmo quando houver litisconsortes,

aplicando-se o art. 191 do CPC; c) O procedimento ordinário passa a ser adotado, com

aplicando-se o art. 191 do CPC; c) O procedimento ordinário passa a ser

adotado, com o destaque de que, necessariamente, a prova pericial deverá ser realizada. É ela obrigatória (art. 956 CPC); d) Após a contestação, seguem

a réplica e a tréplica e, mesmo sendo revel o réu, necessário se faz produzir a prova pericial; e) O juiz deverá nomear dois arbitradores e um agrimensor, antes de sentenciar; f) Os arbitradores farão laudo minucioso e o agrimensor juntará planta da região, podendo as partes se manifestarem, no prazo comum de dez dias, sobre o que julgarem conveniente.

Serão proferidas duas sentenças.

1ª fase (art. 958 CPC) - a sentença poderá ser :

a) declaratória, quando o juiz reconhece os limites preexistentes, com

fundamento nos marcos destruídos ou arruinados;

b) constitutiva, quando confusas se apresentam as linhas, sendo que a

sentença irá desfazer a confusão, criando novos rumos e, conseqüentemente, nova situação dominial.

Enfim, na primeira fase chega-se à existência do direito à demarcação, com a determinação do traçado da linha demarcanda – art. 958 CPC.

Da sentença cabe o recurso de apelação, que será recebido no duplo efeito (art. 520, “caput”CPC)

Essa sentença põe fim à primeira fase da demarcação, seguindo-se a execução (arts 960 a 964 CPC ), após o trânsito em julgado.

2.ª fase (art. 966 CPC) perícia e sentença homologatória

Com o trânsito em julgado, começa a segunda fase, que é a prática dos atos materiais, portanto, a demarcação em si (arts. 959 e ss. CPC).

O agrimensor efetuara a demarcação, fixando marcos e limites e elaborando a

planta e o memorial descritivo (arts 960 a 962 CPC).

Os arbitradores examinarão os marcos e rumos, consignando em relatório escrito as exatidões e as

Os arbitradores examinarão os marcos e rumos, consignando em relatório escrito as exatidões e as divergências;

As partes serão intimadas para manifestação, no prazo comum de 10 dias;

Com ou sem as impugnações, serão efetuadas eventuais correções e retificações e, após, lavrado o auto de demarcação, que será assinado pelo juiz, pelo agrimensor e pelos arbitradores.

Segue-se a sentença homologatória – art. 966 do CPC – cabendo o recurso de apelação só no efeito devolutivo (art. 520, I CPC).

Essa sentença gera a certeza jurídica quanto ao acerto da demarcação.

dabliopeandrade

13 - DEPÓSITO (Art. 901/906) Petição inicial – art. 902 do CPC Sem contestação Entrega,

13 - DEPÓSITO (Art. 901/906)

Petição inicial – art. 902 do CPC Sem contestação Entrega, deposita a coisa ou consigna
Petição inicial – art.
902 do CPC
Sem contestação
Entrega, deposita a coisa ou
consigna o equivalente em
dinheiro – art. 902, I
Contestação – art. 902, II
Segue o procedimento ordinário
até a sentença – art. 903 do CPC
Sentença – art. 904 do CPC
Sentença de extinção
Expedição de mandado de entrega – art.
904 do CPC
Réu entrega:
extingue - se
Réu não entrega
Mandado de busca e apreensão –
art. 905 do CPC
Juiz decreta a prisão e manda
expedir o respectivo
mandado
Diligência positiva
Diligência negativa – art.
906 do CPC
Cessa a prisão
Prossegue a
ação para haver o que foi
reconhecido na sentença (execução por
quantia certa)
Pode prosseguir para
haver custas e honorários

38

Depósito - A ação de depósito tem por finalidade ver restituída a coisa deixada em

Depósito - A ação de depósito tem por finalidade ver restituída a coisa deixada em depósito (art. 901, CPC).

A inicial deverá trazer prova literal do depósito e uma avaliação do valor do

bem.

O autor deverá requerer a citação do réu para que, em 05 dias: a) entregue a

coisa;

ou d) conteste a ação.

b) deposite-a em juízo; c) consigne o valor equivalente em dinheiro;

Além desses pedidos, o autor poderá requerer que o juiz comine pena de prisão (até um ano) ao réu.

O réu terá o prazo de 5 dias para contestar, podendo alegar nulidade,

falsidade do título ou extinção da obrigação. Se contestada a ação, ela seguirá o rito ordinário. Não havendo a contestação, decreta-se a revelia.

Julgado procedente o pedido, o juiz expedirá mandado para a entrega da coisa ou equivalente em dinheiro, no prazo de 24 horas. Se o réu não cumprir

o determinado, terá decretada sua prisão. Cessará a prisão, entretanto, se o

réu voluntariamente entregar a coisa e devolver o equivalente em dinheiro.

Se o autor não conseguir receber a coisa ou equivalente em dinheiro, poderá

executar o réu nos próprios autos, observando-se o procedimento da

execução por quantia certa.

dabliopeandrade

14 - DESPEJO (Lei nº. 8.245/91, art. 59 a 66) Petição inicial Citação do locatário

14 - DESPEJO (Lei nº. 8.245/91, art. 59 a 66)

Petição inicial Citação do locatário Ciência aos sublocatários (podem intervir como assistentes) (art.59, §
Petição inicial
Citação do locatário
Ciência aos sublocatários
(podem intervir como
assistentes)
(art.59, § 2º)
Sem contestação
Contestação
Réu concorda com o
pedido (art.61)
Segue o procedimento
ordinário (art. 59)
Sentença homologa
Sentença
(art.61)
Se decretado o despejo
(art.63)
Notificação do locatário e
demais ocupantes
(art.63)
Imóvel não é desocupado
Mandado de despejo
(art.65)
DESPEJO - A locação residencial está prevista na Lei n.º 8.245/91, assim como o procedimento

DESPEJO - A locação residencial está prevista na Lei n.º 8.245/91, assim como o procedimento da respectiva ação de despejo. De acordo com o disposto nos art. 58, II, da lei supramencionada e 95, do Código de Processo Civil, as ações de despejo deverão ser processadas perante o foro do lugar da situação do imóvel, salvo se outro houver sido eleito no contrato. Pode ser fundada em algumas hipóteses explicitadas pela lei.

O art. 9º da Lei de Locação enumera quais os fundamentos que devem

constar no pedido inicial, também apresentar o contrato de locação e outros

documentos referentes à relação entre locador e locatário, bem como de documentos que comprovem a posse do imóvel. Se o imóvel for abandonado após ajuizada a ação, o locador poderá imitir-se em sua posse.

O autor poderá pleitear a desocupação liminarmente, porém, em casos

específicos, no prazo de 15 dias, desde que preste caução no valor equivalente a três meses de aluguel. Caso o locatário não desocupe o imóvel, voluntariamente, no prazo estabelecido, haverá o despejo compulsório, pois o inquilino só se manifestará após sua saída do prédio locado.

Havendo sublocatários, estes deverão ser notificados do pedido liminar e poderão intervir no processo como assistentes.

Se a decisão de desocupação liminar for reformada, o valor da caução será revertido em favor do réu, como indenização mínima das perdas e danos, podendo este reclamar, em ação própria, a diferença pelo que exceder.

Se a ação de despejo se fundar na falta de pagamento: o réu, no prazo da contestação, poderá pleitear autorização para o pagamento do débito atualizado, independentemente de cálculo e mediante depósito judicial, incluídos os aluguéis e acessórios da locação que vencerem até a sua efetivação; as multas ou penalidades contratuais, quando exigíveis; os juros de mora; as custas e os honorários do advogado do locador, fixados em dez por cento sobre o montante devido, se do contrato não constar disposição diversa. No entanto, não poderá purgar a mora, se já houver utilizado dessa

faculdade por 02 (duas) vezes nos doze meses imediatamente anteriores à propositura da ação. Efetuado

faculdade por 02 (duas) vezes nos doze meses imediatamente anteriores à propositura da ação.

Efetuado o depósito, o locador poderá alegar que a quantia não é integral, devendo justificar a diferença. Nesse caso, o locatário poderá complementar o depósito no prazo de dez dias, contados da ciência dessa manifestação. Se não o fizer, o pedido de rescisão prosseguirá pela diferença, podendo o locador levantar a quantia depositada.

No curso da ação, os aluguéis que forem vencendo serão depositados em juízo, nos respectivos vencimentos, podendo o locador levantá-los, desde que incontroversos.

Se a ação se der por denúncia vazia ou for fundada na desocupação para uso

próprio ou para construção de hotel ou pensão (arts. 46, § 2º e 47, III e IV, Lei 8.245/91): o réu, no prazo da contestação, poderá concordar com a desocupação do imóvel, devendo o juiz acolher o pedido, fixando prazo de 06 (seis) meses para a desocupação.

O prazo deve ser contado a partir da citação, impondo ao vencido a

responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios de 20% (vinte por cento) sobre o valor dado à causa. Se a desocupação ocorrer dentro do prazo fixado, o réu ficará isento dessa responsabilidade. Se não o fizer, será

expedido mandado de despejo.

Julgada procedente a ação de despejo, o juiz fixará prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação voluntária. O prazo será de quinze dias se entre a citação

e a sentença houver decorrido mais de quatro meses ou se o despejo houver

sido decretado com fundamento nos incisos II e III do art. 9° ou no § 2° do art. 46.

O prazo ainda poderá variar dependendo da natureza da destinação do imóvel

locado. Se tratar de escola, o prazo será de, no mínimo, 06 (seis) meses e no

máximo de 01 (um) ano, e o juiz poderá determinar que o despejo ocorra

durante as férias escolares. Para hospitais, asilos, repartições públicas, o prazo para desocupação será

durante as férias escolares. Para hospitais, asilos, repartições públicas, o prazo para desocupação será basicamente de 01 (um) ano.

Decretado

executado provisoriamente.

o despejo,

fixar-se-á

o

valor

da

caução para

o

caso

de

ser

Se o imóvel não for desocupado no prazo assinalado, o despejo será efetuado, se necessário, com emprego de força.

dabliopeandrade

15 - DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO (art. 62 da Lei nº. 8.245/91) Petição inicial

15 - DESPEJO POR FALTA DE PAGAMENTO (art. 62 da Lei nº. 8.245/91)

Petição inicial Citação do locatário Ciência aos sublocatários (podem intervir como assistentes) (art. 59, §
Petição inicial
Citação do locatário
Ciência aos sublocatários
(podem intervir como
assistentes)
(art. 59, § 2º)
15 dias
Sem contestação
Contestação
Pedido de purgação da
mora
(art. 62, II )
Segue o procedimento ordinário
Juiz autoriza
(art. 62, III)
15 dias
Réu não
Réu deposita
deposita
Sentença
Se decretado o despejo
(art. 63)
Sentença de extinção do
processo
Notificação do locatário e
demais ocupantes
(art. 63 )
Autor levanta a quantia
depositada
15 dias
Mandado de despejo
(art. 43, § 1º)
Despejo por falta de pagamento - A ação de despejo por falta de pagamento objetiva

Despejo por falta de pagamento - A ação de despejo por falta de pagamento objetiva a rescisão da locação pelo não pagamento dos aluguéis e demais encargos, desde que esses estejam previstos no instrumento locatício.

A própria lei autoriza que o despejo por falta de pagamento seja cumulado

com a cobrança dos aluguéis e encargos.

Quanto à petição inicial do despejo por falta de pagamento, há requisito essencial que a Lei 8.245/91 impõe, e que diz respeito à discriminação do valor do débito que deve ser apresentado na petição inicial.

Decretado o despejo por sentença, nos mesmos autos, a lei faculta ao locador

a cobrança dos alugueres e encargos da locação, se tiver havido cumulação da rescisão da locação com a cobrança de alugueres.

Citado o locatário da ação, é-lhe facultado, mediante petição subscrita por advogado regularmente constituído, ou por si próprio, requerer autorização para purgar a mora (pagar as despesas dos alugueres e encargos devidamente atualizados, multas ou penalidades contratuais exigíveis, juros de mora, custas processuais e verba honorária) no prazo de 15 (quinze) dias, contados da juntada aos autos do mandado devidamente cumprido por Oficial de Justiça. Deferido o pedido, o locatário terá o prazo de 15 dias para efetuar o depósito do valor autorizado, após a intimação do deferimento.

Caso o locatário venha a discordar dos valores cobrados na ação de despejo, poderá contestar o feito, correndo, entretanto, sério risco de ser despejado, caso, posteriormente, se verifique a exatidão dos cálculos do locador, perdendo, conseqüentemente, o seu patrimônio, ou seja, o seu ponto comercial.

Dabliopeandrade

16 - DIVISÃO (Arts 967/981) 9 954/955 20 dias(comuns) Petição inicial art. 967 do CPC

16 - DIVISÃO (Arts 967/981)

9 954/955 20 dias(comuns) Petição inicial art. 967 do CPC 10 dias Sem contestação Contestação
9
954/955
20 dias(comuns)
Petição inicial
art. 967 do CPC
10 dias
Sem contestação
Contestação
Julgamento no estado da causa
art. 955/330, II
Segue procedimento ordinário
art. 955 CPC
10 dias
10 dias
Sentença
Apresentação dos 10 títulos dias e formulação
de quinhões, art. 970 e 971 do CPC
Manifestação dos interessados
art. 971 CPC
Sem impugnação
Impugnação
10 dias
10 dias
Juiz determina a divisão geodésica do
imóvel, art.971, parág. Único do CPC
Decisão, art. 971, parág. único do
CPC
Agrimensor levanta planta do imóvel, oferecendo memorial descritivo art. 975 do CPC Arbitradores examinam, classificam
Agrimensor levanta planta do imóvel, oferecendo memorial descritivo art. 975 do CPC Arbitradores examinam, classificam

Agrimensor levanta planta do imóvel, oferecendo memorial descritivo art. 975 do CPC

Arbitradores examinam, classificam e avaliam as terras, culturas, edifícios etc. Entregando o laudo ao agrimensor art. 976 do CPC

Agrimensor avalia o imóvel no seu todo ou o classifica em áreas, art. 977 do CPC

Laudo conjunto dos arbitradores e agrimensor, propondo a forma de divisão (plano) art. 978 do CPC

Manifestações das partes, podendo impugnar suas recíprocas pretensões art. 979 do CPC

Juiz delibera a partilha art. 979 do CPC

Agrimensor, assistido pelos arbitradores, procede à demarcação dos quinhões, art. 979, 2ª parte do CPC

Organiza o agrimensor memorial descritivo, art. 980 do CPC

Manifestações das partes art. 980 c/c art. 965 do CPC

Gestor Judicial lavra o auto de divisão e folhas de pagamento, art. 980, 2ª parte do CPC

Juiz homologa por sentença a divisão, art. 980 ” in fine” do CPC

Divisão - è a ação própria para extinguir o condomínio. É proposta por aquele que,

Divisão - è a ação própria para extinguir o condomínio. É proposta por aquele que, não mais lhe convindo continuar em comunhão com outros proprietários, pretende dividir o imóvel. Pode ser requerida por um, por mais de um ou por todos os condôminos, cabendo também quando os herdeiros pretendem separar suas partes na herança.

A ação de divisão está prevista no artigo 946, inc. II, 967 a 981, do Código

de Processo Civil, sendo norteada pelo direito condominial.

A ação de divisão só é possível se todos os condôminos forem capazes e se o

bem for divisível, pois, “A todo o tempo será lícito ao condômino exigir a divisão da coisa comum”.

Se indivisível for o bem em condomínio e se não houver um consenso entre os condôminos, a ação própria é de extinção do condomínio para

alienação judicial à terceiro ou adjudicação a um dos condôminos (art. 1322,

do CC).

Tem como finalidade separar os domínios concorrentes em proporções menores e individuais.

Por fim ao estado condominial permitindo que a cota ideal seja transformada em cota real, precisa para que cada qual exerça domínio exclusivo (art. 1.320, CC).

Ação de procedimento especial de jurisdição contenciosa e, em sendo contestada a ação, passa a ser ordinário.

Feitas as citações, terão os réus o prazo comum de vinte (20) dias para contestar.

A sentença na primeira fase, tem natureza declaratória, pois, declara a

possibilidade de ser divisível a área, aguardando-se o trânsito em julgado,

devendo proceder da forma a seguir:

Passa-se ao trabalho de divisão efetiva sendo que todos os condôminos devem fazer o pedido

Passa-se ao trabalho de divisão efetiva sendo que todos os condôminos devem fazer o pedido de quinhão e apresentar seus títulos em dez dias.

Dois arbitradores e o agrimensor são nomeados e medirão o imóvel para divisão.

A

avaliação da área e das benfeitorias será feita pelo agrimensor que expedirá

o

laudo.

Os condôminos serão intimados para impugnação no prazo de 10 dias.

O juiz decide em 10 dias sobre as impugnações e determina a elaboração do

auto de divisão assinado pelo juiz, agrimensor e arbitradores.

Na fase do art. 979 CPC, é proferida a sentença homologatória da divisão,

considerando o que se contém no auto divisório, devendo proceder da forma a

seguir:

Após o trânsito em julgado expede-se uma carta de sentença, título hábil para

o registro no cartório de Imóveis (art. 590 CPC).

Farão partes dessa carta: o auto de divisão, a folha de pagamento, a sentença homologatória e a certidão do trânsito em julgado.

Há de se observar que a sentença não confere o domínio, mas declara a cota parte de cada um.

17 - EMBARGOS DE TERCEIRO (art. 1.046/1.054) Petição inicial art. 1050 CPC Juiz manda citar

17 - EMBARGOS DE TERCEIRO (art. 1.046/1.054)

Petição inicial art. 1050 CPC Juiz manda citar embargado art. 1051 do CPC Juiz manda
Petição inicial art. 1050 CPC
Juiz manda citar embargado
art. 1051 do CPC
Juiz manda justificar citado o
embargado art. 1.050, § 1ºdo CPC
Juiz defere mandado liminar manda citar o embargado
art. 1.051 do CPC
Concedem o
mandado art. 1.051
Nega
mandado
Embargante presta
caução art. 1.051 do
CPC
Cumprimento do mandado e citação
(se for o caso)
Sem contestação
Contestação
Audiência, se
necessária
Sentença
art.803, § único
Embargos de Terceiro - É a forma processual utilizada por uma pessoa que, mesmo não

Embargos de Terceiro - É a forma processual utilizada por uma pessoa

que, mesmo não fazendo parte de determinado processo, sofrerá turbação ou

esbulho na posse de seus bens, por ato de apreensão judicial. Nos Embargos

de Terceiros, o embargante coloca-se como titular de um direito dependente

ao que

está sendo

discutido em juízo, tendo a garantia

relacionada ao sucesso de uma das partes.

de seu direito

Distribuídos por dependência, correndo em apartado (art. 1049), com suspensão do processo principal se versar sobre a totalidade dos bens. Versando sobre alguns deles, prosseguirá o processo principal somente quanto aos bens não embargados (art. 1.052).

São pressupostos desta ação:

a) uma apreensão judicial;

b) a condição de senhor ou possuidor do bem;

c) a qualidade de terceiro em relação ao feito de que emanou a ordem de

apreensão;

d) a interposição dos embargos no prazo do artigo 1.048 do CPC.

Podem ser opostos: enquanto não transitada em julgado a sentença (no processo de conhecimento), ou até 5 (cinco) dias depois da arrematação, adjudicação, ou remição ( no processo de execução), mas sempre antes da assinatura da respectiva carta ( art. 1.048).

O embargante deve se ingressar com os embargos por petição elaborada com os requisitos do artigo 282, fazendo prova sumária de sua posse e da qualidade de terceiro, oferecendo documentos e rol de testemunha (art. 1.050). O juiz pode designar a audiência preliminar para a justificação de posse (art. 1.050, § 1º). No caso de possuidor direto, além de alegar sua posse, pode, também, como fundamento, alegar domínio alheio do possuidor indireto (art. 1.050, § 2º).

Julgando suficientemente provada a posse, o juiz deferirá liminarmente os embargos e ordenará a expedição

Julgando suficientemente provada a posse, o juiz deferirá liminarmente os embargos e ordenará a expedição de mandado de manutenção ou de restituição em favor do embargante.

Os embargos poderão ser contestados no prazo de dez (10) dias, em que o interessado na apreensão pode alegar toda a matéria relevante em direito para a manutenção do bem sujeito à apreensão, por exemplo sua alienação em fraude à alienação. Após o prazo de contestação, dentro do qual pode também ser apresentada exceção, o procedimento adota o rito do artigo 803, que é procedimento concentrado utilizado no processo cautelar (art. 1.053)

Nos termos do artigo 803 do CPC: Não sendo contestado o pedido, presumir- se-ão aceitos pelo requerido como verdadeiros os fatos alegados pelo embargante (arts. 283 e 319 do CPC); caso em que o juiz decidirá por sentença em cinco (5) dias.

Havendo contestação, o juiz designará audiência de instrução e julgamento, se necessária (art. 803, § único do CPC). Após, decidirá por sentença em cinco (5) dias.

18 - EMBARGOS DO DEVEDOR (EXECUÇÃO DE TÍTULOS EXTRAJUDICIAIS) (arts. 736 a 745 do CPC)

18 - EMBARGOS DO DEVEDOR (EXECUÇÃO DE TÍTULOS EXTRAJUDICIAIS) (arts. 736 a 745 do CPC)

Petição inicial:

15 dias da citação (art. 738)

Rejeição liminar (art. 739 do CPC

Pedido de efeito suspensivo (art. 739 – A, § 1º do CPC)

Decisão

Ouvida do embargado 15 dias (art. 740, caput)

Julgamento imediato (arts. 330 e 740, caput)

Audiência de conciliação, instrução e julgamento (art. 740, caput)

Concede efeito

suspensivo

Nega efeito

suspensivo

Sentença – 10 dias (art. 740, caput)

Rejeição dos

Embargos

Acolhimento dos

embargos

Execução extingue-se (art. 795 do CPC)

Execução

Prossegue

Execução fica suspensa depois da penhora ou depósito, no aguardo do julgamento dos embargos

Embargos do Devedor - É meio de defesa do devedor, com natureza jurídica de uma

Embargos do Devedor - É meio de defesa do devedor, com natureza jurídica

de uma ação incidental (depende do processo de execução), e autônoma, que

tem por finalidade anular, reduzir ou retirar a eficácia do título que embasa a

execução. Os embargos do devedor são constituídos contra execução, seja ela

fundada em sentença (título judicial), quer seja fundada em título

extrajudicial (obrigação).

Os embargos, como forma cognitiva, devem ser propostos por meio de petição inicial, no prazo de 15(quinze) dias contado da juntada aos autos do mandado de citação, com as exigências dos (arts. 282 e 283 do CPC). À sua distribuição será por dependência, ao juízo da causa principal(a ação executiva).

Formarão autos próprios, apartados da ação de execução. Se não ocorrer o deferimento do efeito suspensivo, os embargos deverão tramitar sem prejuízo da marcha normal da execução.

Via de regra, os embargos não terão efeito suspensivo (art.739-A, caput do art. CPC).

Atribuição do efeito suspensivo aos embargos:

a) os fundamentos dos embargos deverão ser relevantes, ou seja, a defesa

oposta à execução deve se apoiar em fatos verossímeis e em tese direito

plausíveis; é algo equiparável ao fumus boni uiris exigível para as medidas cautelares;

b) o prosseguimento da execução deverá representar, manifestamente, risco

de dano grave para o executado, de difícil ou incerta reparação; o que

corresponde , em linhas gerais, ao risco de dano justificado da tutela cautelar em geral (periculum in mora);

c) deve, ainda, estar seguro o juízo antes de ser a eficácia suspensiva

deferida; os embargos podem ser manejados sem o pré-requisito da penhora

ou outra forma da caução;

19 - EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts. 307/311) Petição fundamenta e instruída art. 307 do CPC

19 - EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA (Arts. 307/311)

Petição fundamenta e instruída art. 307 do CPC Autuação em apenso Indeferimento liminar Recebimento da
Petição fundamenta e instruída art. 307 do CPC
Autuação em apenso
Indeferimento liminar
Recebimento da exceção
Processo prossegue normalmente
Suspensão do processo art. 306 do
CPC
Cabe agravo de instrumento
Ouve-se o excepto em 10 dias art. 308
do CPC
Audiência se houver provas
orais art. 309 do CPC
Não há audiência se a prova for
só documental
Decisão do juiz da causa
De acolhimento da exceção
De rejeição da exceção
Autos são remetidos ao juiz
competente
Finda suspensão, e o
processo volta a correr
normalmente
Cabe agravo de
instrumento
Exceção de incompetência – É uma defesa processual indireta Processual porque ataca o processo, deixando

Exceção de incompetência – É uma defesa processual indireta Processual porque ataca o processo, deixando o mérito intacto. Indireta porque ataca o processo de forma oblíqua, isto é, não ataca o núcleo central do processo, pugnando não pela nulidade deste, mas apenas pela correção de algum elemento processual, ocasionando o prolongamento da lide no tempo. São as defesas dilatórias: mesmo que acolhidas não extinguem o processo, trazendo apenas uma modificação na relação processual e fazendo com que esta se protraia por mais tempo.

A finalidade das exceções é proteger a competência e a imparcialidade, que

são pressupostos processuais subjetivos do juízo e do juiz, respectivamente.

Para o bom julgamento de uma causa não basta a jurisdição, tem que existir

a competência específica para aquela lide. Além disso, deve o juiz apreciar a lide como terceiro desinteressado, atuando super partes, em caráter substitutivo e subsidiário.

Autuada em apenso ( art. 299 do CPC), com suspensão do processo (art. 306 do CPC).

Quanto ao alcance das exceções, é de dizer-se que podem ser opostas em qualquer espécie de processo, seja de conhecimento, cautelar ou de execução. Quanto a isso não há celeuma doutrinária ou jurisprudencial.

Com relação ao prazo, o art. 305 diz ser de 15 dias contados do fato que ocasionou a incompetência, o impedimento ou a suspeição.

A exceção não é uma ação, mas apenas um incidente processual, de modo

que o ato do juiz que a encerra não põe fim ao processo (que volta a seguir seu curso normal), configurando decisão interlocutória, e não sentença. Daí, conclui-se que da exceção de incompetência cabe agravo, quer seja deferitória ou indeferitória. Qualquer das partes (quando perder) pode agravar.

A incompetência absoluta poderá ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição, independentemente de

A incompetência absoluta poderá ser alegada em qualquer tempo e grau de

jurisdição, independentemente de exceção. Deve o Juiz aliás, declará-la de ofício ( art. 113, do CPC).

A incompetência relativa será argüida no prazo de quinze dias, contado do

fato que a ocasionou ou no prazo da contestação ( art. 305).

Nos casos de incompetência de foro e de juízo, não interposta a exceção, prorroga-se a competência ( art. 114 do CPC).

Julgada procedente a exceção, os autos serão remetidos ao juiz competente ( art. 311 do CPC).

20 - EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO AO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO (Lei nº

20 - EXECUÇÃO DE HIPOTECA DE IMÓVEL VINCULADO AO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO (Lei nº 5.741/71)

Petição inicial (art. 2º) Citação e penhora (art.3º e 4º ) Executado na posse direta:
Petição inicial
(art. 2º)
Citação e penhora
(art.3º e 4º )
Executado na posse
direta: prazo de 30 dias
para desocupação
(art. 4º, § 2º )
Imóvel na posse de
terceiros: mandado
de entrega ao
exeqüente em 10
dias
(art. 4º, § 1º )
Devedor não
Devedor
embarga
embarga
Sem efeito
suspenso
(art. 5º, § único
Com efeito
suspenso
(art.5º )
15 dias
Com ou sem
impugnação
(CPC, art.740)
Audiência, se
necessária
(CPC, 740)
Sentença (art.6º )
Praça ( art.6º e § único) Arrematação Remição (art. 7º ) Adjudicação ao credor, se
Praça ( art.6º e § único)
Arrematação
Remição
(art. 7º )
Adjudicação ao
credor, se não
houver licitante
(art. 7º )
Pagamento ao credor
Carta de
adjudicação

Execução

de

Execução de Hipoteca de Imóvel Vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação - Prevê o art.10 da

Hipoteca

de

Imóvel

Vinculado

ao

Sistema

Financeiro da Habitação - Prevê o art.10 da lei nº 5.741 outra espécie da

ação executiva, “ fundada em outra causa que não a falta de pagamento pelo executado das prestações vencidas”; nessa caso, o procedimento adotar é o

da execução por quantia certa contra devedor solvente (Código Processo Civil,

art.646).

Por analogia com o Código de Processo Civil (art.736), os embargos são autuados em apenso ao processo de execução:

Somente serão recebidos com efeito suspensivo os embargos em que o devedor alegar e provar:

I- que depositou por inteiro a importância reclamada na inicial; II- que resgatou a dívida, oferecendo desde logo a prova da quitação (art.5º). Os demais fundamentos de embargos, quer os previstos no art.741 do Código de Processo Civil, quer de outra natureza, não suspendem a

execução (art. 5º, § único). A inicial há que atender aos requisitos do art.282 do Código de Processo Civil

e ser instruída com os documentos indicados no art. 2º da Lei nº 5.741/71.

Regra especial de citação é contida no art.3º, § 2º: se o executado e seu

cônjuge se acharem fora da jurisdição da situação do imóvel, a citação far-se-

á por meio de edital, pelo prazo de 10 dias.

Não se faz a avaliação do imóvel que vai à praça por preço não inferior ao saldo devedor (art. 6º).

A remição do imóvel penhorado faz-se mediante depósito, pelo executado, até

a assinatura do auto de arrematação, de importância bastante para o

pagamento da dívida, mais custas e honorários de advogado; nesse caso, convalescerá o contrato hipotecário (art.8º).

21 - EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts. 629-631

21 - EXECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA INCERTA COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts. 629-631 do CPC)

Pedido do credor Citação do Devedor para entregar a coisa escolhida pelo credor ou pelo
Pedido do credor
Citação do Devedor para entregar a coisa escolhida
pelo credor ou pelo próprio obrigado, conforme o caso
(art.629 do CPC)
48 horas
Impugnação à escolha
(art.630 do CPC)
Julgamento de plano
Nomeação de perito (art.630 do CPC)
Julgamento (art.630 do CPC)
Prosseguimento conforme a execução por coisa certa (art.631 do CPC)
Execução para Entrega de Cois a Incerta com base em Título Extrajudicial - A execução

Execução para Entrega de Coisa Incerta com base em Título

Extrajudicial -

A execução para a entrega de coisa incerta, está prevista

no artigo 629. Tem cabimento nos casos de títulos que prevejam a entrega de coisas determinadas pelo gênero e quantidade. Excluem-se da execução das obrigações de dar coisa incerta, naturalmente, às de dinheiro, que, embora sendo fungíveis, são objetos de execução própria, a de quantia certa.

- Nas obrigações de coisas incertas, a escolha, segundo o título, pode ser do

credor ou do devedor. Se é do credor, deverá ele individualizar as coisas devidas na petição inicial da execução. Se for do devedor, será este citado para entregá-las individualizadas a seu critério artigo 629. Não se abre um incidente especial para definir, previamente, a individualização da coisa. A

citação é única, e a resposta do executado já deve se dar pela entrega ou depósito da coisa escolhida, no prazo de dez dias, conforme o artigo 621.

- Tanto a escolha do credor como a do devedor podem ser impugnadas pela

parte contrária nas 48 horas seguintes à manifestação de vontade (art. 630).

O prazo para escolha do devedor é o da citação para a entrega: 10 dias (art. 621). Tudo se passa dentro do procedimento executivo sem maiores formalidades.

- Superada a fase de individualização das coisas genéricas, o procedimento da execução é o mesmo observado na entrega de coisa certa (art. 631).

22 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕ ES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL

22 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES FUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS. 632-637)

Pedido do credor Citação do devedor com o prazo assinado pelo juiz ( art. 632)
Pedido do credor
Citação do devedor com o prazo
assinado pelo juiz ( art. 632)
Devedor realiza a prestação no
prazo – (art. 632 do CPC)
Devedor não cumpre a prestação (art. 633 do CPC)
Credor cobra perdas e danos
Termo de entrega da obra
ou serviço
Credor requer a execução
da obra à custa do devedor
( art. 634 do CPC)
Sentença de extinção da
execução art. (795 do CPC)
Processo toma forma de
execução por quantia certa
( art. 633 § único do CPC)
Apresentação de proposta
5 dias
Opção do executado
para realizar a obra
Audiência das partes
(art. 634 § único)
Solução de eventuais impugnações
Contratação por termo nos autos
Início da obra
Adiantamento pelo exeqüente
das quantias necessárias para o
custeio da obra
(art. 634, § único)
Executado não reembolsa Executado paga as parcelas adiantadas Cobram-se do executado as quantias necessárias, sob
Executado não reembolsa
Executado paga as parcelas adiantadas
Cobram-se do executado as
quantias necessárias, sob a
forma de execução por
quantia certa
Obra concluída. Partes falam em 10
dias (art. 635 do CPC)
Obra não realizada p/
contratante ou realizada com
imperfeições
Credor recebe a obra
Impugnação do credor
Lavra-se termo
Decisão
Credor requer autorização
para concluí-la ou repará-la
( art. 636, caput)
Ouvida do contratante
( 5 dias) e realização de
avaliação
( art. 536, § único)
Extingue-se a
execução
(art. 795 do CPC)
Se reconhecida a
imperfeição da obra,
aplica-se o art. 636.
Improcedente a
impugnação, extingue-
se a execução
Condenação do contratante
a pagar as despesas
(art. 636, § único do CPC)

64

Execução das Obrigações de Fazer ( prestações fungíveis) com Base em Título Extrajudicial - A

Execução das Obrigações de Fazer ( prestações fungíveis) com

Base em Título Extrajudicial - A obrigação de fazer é a que tem por

objeto a realização de um ato do devedor. A de não fazer é a que importa no dever de abstenção do obrigado, isto é, em não praticar determinado ato. Uma é positiva e outra negativa.

O início da execução do título extrajudicial será através da citação do devedor,

provocada por pedido de credor (petição inicial), convocando o inadimplente a cumprir a prestação em prazo determinado (art.632).

Esse prazo é variável, podendo constar no contrato das partes, na sentença ou na lei, conforme as particularidades de cada caso concreto.

Distinções preliminares: Com relação às positivas, cumpre, ainda, distinguir:

a) as de prestação fungível;

b) as de prestação materialmente infungível; e

c) as de prestação apenas juridicamente infungível (obrigações de declaração

de vontade).

O art. 644 do CPC, com redação que lhe deu a Lei nº10.444/2002, separou

os procedimentos a que se devem submeter os títulos judiciais e os extrajudiciais, em tema de obrigações de fazer e não fazer, de forme que:

a) as sentenças judiciais serão cumpridas, em principio, de acordo dom o art.461, observando-se apenas subsidiariamente o disposto nos arts. 632 e

segs.;

b) os títulos extrajudiciais é que se sujeitarão basicamente à ação executiva

disciplinada pelos artigos 632 a 645 do CPC.

Qualquer

voluntariamente cumprida no prazo de citação, extinguir-se-á o processo executivo (art.794, I), fato que constará de termo e será declarado em sentença (art.795).

prestação

que

seja

a

natureza

da

obrigação,

se

for

a

Na obrigação de prestação fungível caberá ao credor, vencido o prazo da citação sem o

Na obrigação de prestação fungível caberá ao credor, vencido o prazo da citação sem o cumprimento da obrigação, optar entre:

a) pedir a realização da prestação por terceiro, à custa do devedor; ou

b) reclamar perdas e danos, convertendo a prestação de fato em indenização,

hipótese em que o respectivo valor deverá ser apurado em liquidação, na forma do disposto nos arts. 475-A a 475-H.

Para tanto, o exeqüente apresentará, com a inicial, uma ou algumas propostas, subscritas por interessados na realização da obra, sobre as quais o juiz ouvirá o executado. Aprovada a proposta pelo juiz, lavrar-se-á termo nos autos, para formalização do contrato respectivo.

Qualquer que seja o título executivo (sentença ou contrato), o juiz pode autorizar a execução pelo credor ou por terceiro de sua escolha.

É certo, pois que a escolha do terceiro e as condições de sua contratação devem partir do exeqüente, que as submeterá ao juiz para autorizar o início das obras. Não é do juiz, portanto, a escolha. Sua função é apenas a de conferir o projeto do credor com a força do título executivo e evitar qualquer excesso. Concluída a obra, ouvir-se-ão as partes no prazo de 10 dias. As eventuais impugnações serão solucionadas de plano. Não havendo impugnações ou estando as impugnações resolvidas, o juiz dará por cumprida a obrigação, pondo fim à execução (art.635).

23 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES INFUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (art.

23 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER (PRESTAÇÕES INFUNGÍVEIS) COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL

(art. 638 DO CPC)

Pedido do credor Citação do devedor para fazer pessoalmente a obra, no prazo que lhe
Pedido do credor
Citação do devedor para fazer
pessoalmente a obra, no prazo que lhe
for assinado
(art. 638 do CPC)
Devedor cumpre obrigação
Recusa ou mora do devedor
Termo nos autos
Sentença de extinção da execução
Conversão do processo em
execução por quantia certa para
cobrar a indenização cabível
(art. 638, § único do CPC)
Execução das Obrigações de Faze r (prestações infungíveis) com Base em Título Extrajudicial - Nas

Execução das Obrigações de Fazer (prestações infungíveis) com

Base em Título Extrajudicial - Nas obrigações infungíveis a prestação (

só pode ser executada pessoalmente pelo devedor), no caso da negativa do devedor de prestá-la, remanesce em favor do credor, tão somente, a conversão da obrigação específica em genérica, convolando-se a obrigação em perdas e danos. - sendo descumprida a prestação infungível pelo devedor, restará ao credor a prerrogativa de converter a execução específica em genérica (execução por quantia certa). - A execução das prestações infungível, consiste em assinar um prazo ao devedor para cumprir a obrigação, citando-o para tanto (art.638 do CPC). Se houver recusa ou mora de sua parte, outra solução não há, senão a de converter a obrigação personalíssima em perdas e danos (obrigação subsidiária). Nesse caso, não tem cabimento a aplicação da multa cominatória astreinte). O próprio direito material determina como sanção aplicável às prestações personalíssimas, ou infungíveis, a substituição por perdas e danos( art.247 do CC). - Se o contrato não previu o quantum da indenização em caso de inadimplemento, o credor utilizará o processo de liquidação da sentença. Uma vez líquido o valor da indenização, a execução forçada tomará as feições de execução por quantia certa.

24 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (arts. 642

24 - EXECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE NÃO FAZER COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL

(arts. 642 e 643 do CPC)

Pedido do credor Citação do devedor para desfazer o ato no prazo assinado pelo juiz
Pedido do credor
Citação do devedor para desfazer o ato no
prazo assinado pelo juiz
(art.642 do CPC)
Mora ou recusa do devedor
Devedor atende à citação
Lavra-se termo nos autos
Não é possível desfazer o ato
Julga-se extinta a execução
Perdas e danos cobráveis em
execução por quantia certa
(art.643, § único)
Havendo possibilidade de
desfazimento, o juiz
autoriza a medida, que será
executada à custa do
devedor, segundo o rito das
execuções das obrigações
de fazer
Devedor responde por
perdas e danos,
cobráveis em execução
por quantia certa
(art.643 do CPC)
Execução das Obrigações de Nã o Fazer com Base em Título Extrajudicial - Se há

Execução das Obrigações de Não Fazer com Base em Título

Extrajudicial - Se há mora nas obrigações negativas. Se o dever do

obrigado é de abstenção, a prática do ato interdito por si só importa inexecução total da obrigação. Surge para o credor o direito a desfazer o fato ou de ser indenizado quando os seus efeitos forem irremediáveis.

- É assim que dispõe ao art.642, onde se lê que, “se o devedor praticou ato,

a cuja abstenção estava obrigado pela lei ou pelo contrato, o credor requererá

ao juiz que lhe assine prazo para desfazê-lo”. - Diante dessa situação, o processo executivo tenderá a uma das duas opções: desfazer o fato à custa do devedor ou indenizar o credor pelas perdas

e danos (art.643 e seu § único)

25 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS.

25 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE COM BASE EM TÍTULO EXTRAJUDICIAL (ARTS. 646 A 724 DO CPC)

Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Pedido do credor

Pedido do credor

Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Pedido do credor Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)

Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)

Citação do devedor para pagar em 3 dias (art. 682 do CPC)
Devedor paga Devedor oferece embargos ( art. 736 do CPC) Devedor não paga nem oferece
Devedor
paga
Devedor oferece
embargos
( art. 736 do CPC)
Devedor não paga nem
oferece embargos
Devedor não é
encontrado
Com
efeito
Execução fica
suspensa depois da
penhora até que haja
improcedência dos
embargos
Arresto de
bens
(art. 653 )
suspensivo
(art.
739-A,
§
Sem efeito
suspensivo ( art.
739-A caput)
1º)
Impugnação aos embargos
(art.740, caput do CPC)
Oficial procura o
devedor 3 vezes
em 10 dias para
citação
(art. 653 § único)
Julgamento imediato (art.330
e 740, caput do CPC)
Designação de audiência
de conciliação, instrução
e julgamento (art.740,
caput do CPC)
Citação por
edital, em 10
dias (art. 654)
Conversão do
arresto em penhora
( termo nos autos)
Sentença – 10 dias (art.740, caput)
Penhora e avaliação
(art.652, § 1º do CPC)
Substituição dos bens penhorados (arts. 656 e 688 do CPC) Acolhimento dos Improcedência dos embargos
Substituição dos bens penhorados (arts. 656 e 688 do CPC) Acolhimento dos Improcedência dos embargos
Substituição dos bens penhorados
(arts. 656 e 688 do CPC)
Acolhimento dos
Improcedência dos
embargos
embargos
Extinção da execução
(art.795, do CPC)
Atos expropriatórios
Adjudicação
(art.685 – A)
Alienação particular
(art.685 – C)
Hasta Pública
Usufruto
(art.686)
(art.716)
Apuração do preço
Rendimentos
Pagamento do credor (art.708)
Saldo devedor
Saldo credor
Prosseguimento da
execução
Extinção da execução
(art.795 do CPC)
Restituição ao executado
Execução por Quantia Certa Cont ra Devedor Solvente com Base em Título Extrajudicial - Devedor

Execução por Quantia Certa Contra Devedor Solvente com Base

em Título Extrajudicial - Devedor solvente é aquele cujo patrimônio apresenta ativo maior do que o passivo. Busca-se coma execução por quantia certa obter-se, à custa dos bens do devedor o numerário necessário ao pagamento a que tem direito o credor.

Quanto ao pedido, apresenta-se ele com o duplo objetivo, ou seja, a postulação da medida executiva e da citação do devedor, ensejando-lhe o prazo de 03(três) dias para que a prestação seja voluntariamente cumprida, sob a cominação da penhora (art.652, caput e § 1º).

A

inicial será sempre instruída com o demonstrativo do débito atualizado até

a

data da propositura da ação.

O

executado será citado para efetuar o pagamento no prazo de 03 dias. No

mesmo mandado, o oficial receberá a incumbência de citá-lo e realizar a penhora e avaliação. Sendo o mandado expedido em duas vias: a primeira, para citação, e a segunda para penhora e avaliação.

Faculdade do credor indicar bens à penhora, na petição inicial(art.652, § 2º

do CPC).

Ocorrendo dificuldade, na localização de bens penhoráveis, o juiz, de ofício, ou a requerimento do exeqüente, poderá determinar que o executado seja intimado a indicar bens passíveis de constrição (art.652, § 3º do CPC).

A intimação de que cogita o § 3º pode ser feita ao advogado, se o devedor já

tiver representado nos autos. Somente será pessoal ao devedor, se não tiver,

ainda, constituído advogado (§ 4º). Se devedor citado não comparecer nos autos e nem encontrado em seu endereço habitual, é lícito ao juiz autorizar o prosseguimento do feito sem novas intimações.

A reforma da Lei nº. 11.382/2006 consagra, no Código, a denominada penhora on line, por

A reforma da Lei nº. 11.382/2006 consagra, no Código, a denominada penhora on line, por meio da qual o juiz da execução obtém, por via eletrônica, bloqueio junto ao Banco Central, de depósitos bancários ou de aplicações financeiras mantidas pelo executado.

A faculdade de embargar a execução não tem mais vinculo com a penhora. De acordo com o (art.738 do CPC), “os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da juntada aos autos do mandado de citação”.

Legitimidade para adjudicar:

a) o exeqüente, em primeiro lugar, ou seja, o que promove a execução em

cujo andamento ocorreu a penhora dos bens a adjudicar:

b) o credor com garantia real sobre o bem penhorado, tenha ou não penhor

sobre ele;

c) outros credores que, também, tenham penhora sobre o mesmo;

d) o cônjuge, descendente ou ascendente do executado, é titular do direito à

adjudicação;

e) a sociedade ou o sócio, quando houver penhora de quota, em execução

promovida por terceiro para realização de crédito contra sócio.

26 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA “DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA” (

26 - EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA COM BASE EM SENTENÇA “DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA”

( art. 471-I

a 475-M do CPC)

Sentença passa em julgado Há 15 dias para cumprimento voluntário ( art. 475-J do CPC)
Sentença passa em julgado
Há 15 dias para
cumprimento voluntário
( art. 475-J do CPC)
Devedor paga
Há impugnação art. 475-L do
CPC)
Não há impugnação
Impugnação é
acolhida pela
Impugnação é rejeitada por
decisão interlocutória
Cabe agravo
( art. 475-M, § 3º)
sentença
Extingue-se a
execução
Mandado de penhora e
avaliação ( art. 475-J do CPC)
Cabe apelação
Prossegue-se na forma
da execução do título
extrajudicial
Execução por Quantia Certa com Base em Sentença - O cumprimento da sentença, foi idealizado,

Execução por Quantia Certa com Base em Sentença - O cumprimento da

sentença, foi idealizado, como técnica processual, diante da necessidade de se garantir dinamismo à pretensão de satisfação do credor, fim maior de toda

e qualquer demanda judicial, em respeito aos princípios da efetividade, da celeridade e razoável duração do processo.

A execução foi transformada em mera fase do processo único, divisado pela

sentença de resolução do mérito.

O devedor não é mais citado na abertura da execução, mais apenas intimado

( na pessoa de seu advogado )para adimplir a obrigação no prazo de quinze dias, sob pena de se submeter à incidência de multa, prefixada em 10% ( dez por cento) do valor da obrigação.

Não se confirmando o pagamento, a intimação de cumprimento frustrado é seguida da formalização da penhora judicial incidente sobre bens de propriedade do devedor, com a conseqüente avaliação, de logo precedida pelo Oficial de Justiça.

Com a penhora e a intimação do devedor, é aberto em favor deste o prazo de quinze dias, para a apresentação da impugnação, como incidente processual, que não suspende o curso do processo, a não ser por decisão interlocutória fundamentada, se demonstrada a presença de requisitos objetivos que autorizam a obstaculização da execução.

A impugnação é como regra julgada por decisão interlocutória, contra a qual é

cabível a interposição do recurso de agravo de instrumento, exceto se a decisão combatida (com a natureza jurídica de sentença) tiver força suficiente para extinguir a execução.

Observação:

LEI

11.232/2005.

ARTIGO 475-J,

CPC.

CUMPRIMENTO

DA

SENTENÇA.

MULTA.

TERMO

INICIAL.

INTIMAÇÃO

DA

PARTE

VENCIDA.

DESNECESSIDADE.

1- A intimação da sentença que condena ao pagamento de quantia certa, consuma-se mediante publicação

1- A intimação da sentença que condena ao pagamento de quantia certa, consuma-se mediante publicação pelos meios ordinários, a fim de que tenha inicio o prazo recursal. Desnecessária a intimação pessoal do devedor. 2- Transitada em julgado a sentença condenatória, não é necessário que parte vencida, pessoalmente ou por seu advogado, seja intimada para cumpri-la. 3- Cabe ao vencido cumprir espontaneamente a obrigação, em 15 dias, sob pena de ver sua dívida automaticamente acrescida de 10%. (REsp 954.859/RS, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, Terceira Turma, julgado em 16.08.2007, DJ 27.08.2007 p. 252).

27 - EXIBIÇÃO (arts. 844 e 845 do CPC) Petição inicial – requisitos: art. 356

27 - EXIBIÇÃO

(arts. 844 e 845 do CPC)

Petição inicial – requisitos: art. 356 do CPC Citação 5 dias Revelia Exibição Contestação Extinção
Petição inicial – requisitos: art. 356 do CPC
Citação
5 dias
Revelia
Exibição
Contestação
Extinção do processo
Instrução
Sentença
Procedência da ação
Improcedência da ação
Reconhecimento da veracidade
do fato a provar
(art. 359, I do CPC)
Exibição - O direito à exibição tende à consti tuição ou asseguração de prova, ou

Exibição - O direito à exibição tende à constituição ou asseguração de prova,

ou às vezes ao exercício de um simples direito de conhecer e fiscalizar objeto

em poder de terceiros.

Não visa a ação de exibição a privar o demandado da posse de bem exibido, mas apenas a propiciar ao promovente o contato físico direto, visual, sobre a coisa.

Feito o exame, ocorre normalmente a restituição ao exibidor.

Quando houver necessidade, o juiz poderá determinar que o documento permaneça nos autos, ou que a coisa, durante um certo tempo, se conserve em depósito judicial para dar oportunidade à inspeção desejada pelo requerente.

O tema da exibição foi tratado pelo Código de Processo Civil, em duas

situações distintas:

a) como incidente da fase probatória do processo de cognição (arts. 355 a

363 e 381 a 382 do CPC); e

b) como medida cautelar preparatória. Sua finalidade é a constatação de um

fato sobre a coisa com interesse probatório futuro ou para ensejar a

propositura de outra ação principal (arts. 844 e 845 do CPC).

Tem lugar a exibição cautelar como procedimento preparatório (art.844 do

CPC):

I- de coisa móvel em poder de outrem e que o requerente repute sua ou

tenha interesse em conhecer; II- de documento próprio ou comum, em poder de co-interessado, sócio, condômino, credor ou devedor; ou em poder de terceiro que o tenha em sua guarda como inventariante, testamenteiro, depositário ou administrador de bens alheios;

III - da escrituração comercial por inteiro, balanços e documentos de arquivo,

nos casos expressos em lei, como leis tributárias e societárias. Em princípio o

exame de livros comerciais fica limitado às transações entre litigantes, mas

pode ser total nos casos expressos em lei, como, por exemplo, na liquidação de sociedade.

pode ser total nos casos expressos em lei, como, por exemplo, na liquidação de sociedade.

A despeito de o Código referir-se à exibição cautelar como “procedimento probatório”, é admissível a medida em caráter incidental se a exibição for necessária depois de proposta a ação, mas antes da fase instrutória.

.

28 - INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE (arts. 355/359 do CPC)

28 - INCIDENTE DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA PELA PARTE (arts. 355/359 do CPC)

Pedido no bojo dos autos, art. 356 do CPC Intimação da outra parte Parte faz
Pedido no bojo dos autos, art. 356 do CPC
Intimação da outra parte
Parte faz a exibição
Inércia do intimado
Resposta do intimado art. 357 do
CPC
Exaure-se o
Provas
procedimento
Decisão
Rejeita alegações de escusa
Aceita as alegações e admite a
recusa
A decisão admite como verdadeiros os fatos alegados
pelo promovente (art. 358 do CPC)
Exibição de documentos - O incidente de exibição de documentos é a apresentação de provas

Exibição de documentos - O incidente de exibição de documentos é a apresentação de provas documentais ou de coisas que estejam em poder da parte contrária ou de terceiros, necessários à demonstração da veracidade de fatos que tenham sido alegados pelo requerente.

que tenha interesse na exibição deverá requerer, de modo

determinado e justificado. Recebido o requerimento, o juiz determinará a intimação da parte para apresentação em 5 dias ou do terceiro para apresentação em 10.

A parte

Quando o documento estiver em poder da parte contrária, após a intimação, poderão ser adotados 4 procedimentos:

exibe o documento;

recusa a apresentação por motivo justo (art. 363 do CPC). Nesse caso,

caberá ao requerente produzir outros meios de prova; 3º recusa a apresentação por motivo injusto, sendo que nesta hipótese presumem-se verdadeiros os fatos para os quais se destinavam as provas. 4o. Nega a existência do documento. Nesse caso caberá ao requerente

comprovar a existência ou a posse do documento. Sendo provada, haverá a presunção de veracidade.

Se a prova estiver em poder de terceiros, o juiz o intimará para apresentação

em 10 dias. Se houver recusa injusta, o juiz expedirá um mandado de busca e

apreensão, sem prejuízo da responsabilidade penal pelo crime de desobediência.

29 - EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO (Arts. 360/363 do CPC) Petição de

29 - EXIBIÇÃO DE DOCUMENTO OU COISA POR TERCEIRO (Arts. 360/363 do CPC)

Petição de uma das partes (art. 360 do CPC) Autuação em apenso Citação (art. 360
Petição de uma das partes (art. 360 do CPC)
Autuação em apenso
Citação
(art. 360 do CPC)
Revelia
Terceiro faz a exibição
Contestação
Exaure-se o procedimento
Sentença de
procedência do
Audiência de Instrução
e Julgamento
(art. 361 do CPC)
pedido
Sentença
Rejeita escusa do
terceiro
Acolhe a escusa do
terceiro
Ordena o depósito do objeto da exibição
em 05 dias
(art. 362 do CPC)
Extingue-se o
procedimento
Terceiro deposita o
objeto
Terceiro não deposita o
objeto
Extingue-se o
procedimento
Mandado de
busca e apreensão
Ação penal por crime de
desobediência

.

Exibição de documento ou coisa por terceiro - O pedido de exibição pode ser ajuizado

Exibição de documento ou coisa por terceiro - O pedido de exibição pode ser ajuizado contra a parte da lide ou contra terceiro. Contra a parte, tem o caráter cominatório, e o não atendimento da ordem de exibição equivale à declaração de veracidade dos fatos que seriam provados pelo documento; contra terceiro, ou preceito é coativo através de busca e apreensão judicial do documento, sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência. (art. 362 CPC); se for deliberadamente destruída a coisa que deveria exibir, o causador da destruição poderá ser responsabilizado por perdas e danos, através de ação ordinária de indenização.

Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, o juiz mandará citá-lo para responder no prazo de 10 (dez) dias (art. 360 CPC). Se o terceiro negar a obrigação de exibir, ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará audiência especial, tomando-lhe o depoimento, bem como o das partes e, se necessário, de testemunhas; em seguida proferirá sentença (Art. 361 CPC).

Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que proceda ao respectivo depósito em cartório ou noutro lugar designado, no prazo de 5 (cinco) dias, impondo ao requerente que o embolse das despesas que tiver; se o terceiro descumprir a ordem, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, se necessário, força policial, tudo sem prejuízo da responsabilidade por crime de desobediência (art. 362 CPC)

A parte e o terceiro se escusam de exibir, em juízo, o documento ou a coisa (art. 363 CPC): (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) I - se concernente a negócios da própria vida da família; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) II - se a sua apresentação puder violar dever de honra; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) III - se a publicidade do documento redundar em desonra à parte ou ao terceiro, bem como a seus parentes consangüíneos ou afins até o terceiro

grau; ou lhes representar perigo de ação penal; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de

grau; ou lhes representar perigo de ação penal; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) IV - se a exibição acarretar a divulgação de fatos, a cujo respeito, por estado ou profissão, devam guardar segredo; (Redação dada pela Lei nº 5.925, de

1º.10.1973)

V - se subsistirem outros motivos graves que, segundo o prudente arbítrio do juiz, justifiquem a recusa da exibição. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1º.10.1973) Parágrafo único. Se os motivos de que tratam os ns. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento, da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de

1º.10.1973)

30 - RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL (LEI 11.101 de 9/02/2005) Pedido de Recuperação – Art.

30 - RECUPERAÇÃO JUDICIAL E EXTRAJUDICIAL (LEI 11.101 de 9/02/2005)

Pedido de Recuperação – Art. 48 e 95

de 9/02/2005) Pedido de Recuperação – Art. 48 e 95 Processamento deferido – Art. 52 Nomeação
Processamento deferido – Art. 52 Nomeação do Administrador Judicial – Art. 52, I Processamento indeferido
Processamento deferido – Art. 52
Nomeação do Administrador Judicial
– Art. 52, I
Processamento indeferido
encerramento
60 dias para apresentar Plano – Art. 53

60 dias para apresentar Plano

– Art. 53

60 dias para apresentar Plano – Art. 53

Plano apresentado

dias para apresentar Plano – Art. 53 Plano apresentado Publicação do Pl ano – Art. 53

Publicação do Plano – Art. 53 parágrafo único

Publicação do Pl ano – Art. 53 parágrafo único Plano não é apresentado decretação da falência

Plano não é apresentado decretação da falência – Art. 73, II

é apresentado decretação da falência – Art. 73, II Não há objeção do credor: juiz concede

Não há objeção do credor: juiz concede a recuperação

Não há objeção do credor: juiz concede a recuperação Há objeção de credor – Art. 55

Há objeção de credor – Art. 55

concede a recuperação Há objeção de credor – Art. 55 Convocação da Assembléia Geral – Art.
Convocação da Assembléia Geral – Art. 56 Assembléia Geral aprova o Plano e indica ou
Convocação da Assembléia Geral –
Art. 56
Assembléia Geral aprova o Plano e
indica ou não o Comitê de Credores –
Art. § 2º
Se não aprova o plano
decretação da falência –
Art. 56 § 4º
Juiz concede a recuperação – Art. 58 Devedor entra em regime de recuperação

Juiz concede a recuperação – Art. 58

Juiz concede a recuperação – Art. 58 Devedor entra em regime de recuperação

Devedor entra em regime de recuperação

– Art. 58 Devedor entra em regime de recuperação Descumprimento das obrigações: convolação em falência
– Art. 58 Devedor entra em regime de recuperação Descumprimento das obrigações: convolação em falência

Descumprimento das obrigações: convolação em falência arts. 61 § 1º e 73, IV

Cumprimento das obrigações do plano com vencimento até 02 anos a partir da concessão da recuperação

com vencimento até 02 anos a partir da concessão da recuperação Encerramento da recuperação – Art.

Encerramento da recuperação

– Art. 63

Recuperação judicial – O devedor que aten da os requisitos básicos do art. 48 poderá

Recuperação judicial – O devedor que atenda os requisitos básicos do art. 48 poderá pleitear em juízo o beneficio da recuperação judicial, apresentando um plano para a superação das dificuldades financeiras do momento e para evitar ao mesmo tempo perdas mais radicais para os credores.

A recuperação judicial também poderá ser requerida no prazo de defesa do

Pedido de Falência (art. 95 ), desde que preenchidos os requisitos do art. 48.

I – O Plano – O devedor tem o prazo de 60 (dias) a partir do deferimento do processamento para apresentar o plano de recuperação (art. 53), a não apresentação, acarreta a decretação da falência (art. 73, II). Se o plano for rejeitado pela Assembléia Geral de Credores, também será decretada a falência.

II – O administrador Judicial - É a nomeado pelo juiz, podendo ser pessoa

física ou jurídica, a quem compete fiscalizar sob direção e superintendência do

juiz, as atribuições de:

- Elaborar relações de credores;

- Elaborar relatório mensal das atividades do devedor em recuperação;

- Verificar a escrituração da empresa devedora, etc.

Vencido o prazo de dois anos da recuperação judicial, e cumpridas as obrigações exigíveis nesse período o juiz decretará por sentença o encerramento da recuperação.

Havendo obrigações fixadas no plano, com vencimento após o encerramento da recuperação, cabe ao credor querendo, mover execução específica ou requerer a falência, arts. 62 e 94 III, g.

31 - FALÊNCIA (LEI 11.101 de 9/02/2005) Pedido de Falência (Art. 94) Citação (Art. 98)

31 - FALÊNCIA

(LEI 11.101 de 9/02/2005)

Pedido de Falência (Art. 94) Citação (Art. 98) Pedido de Recuperação Suspensão do Processo (Art.
Pedido de Falência (Art. 94)
Citação (Art. 98)
Pedido de Recuperação
Suspensão do Processo
(Art. 265, IV, a do CPC)
Defesa Improcedente
Defesa (Art. 98)
Defesa Improcedente
Encerramento
Decretação da Falência
Atividades do administrador judicial nomeado (Art. 22)
Eventual Convocação da Assembléia Geral (Art. 36, § 2º)
Eventual Constituição de Comitê de Credores (Art. 26)
Arrecadação e Avaliação dos bens
(Art. 108)
Verificação dos créditos
(Art. 99, parágrafo único)
Alienação dos bens (Art. 140 e 142)
Quadro Geral dos Credores
(Arts. 14, 18 e 83)
Pagamento dos credores (Art. 149), de
acordo com a ordem de preferência
(Art. 83)
Encerramento

88

Falência – A Lei 11.101/2005 prevê as seguintes hipóteses de decretação de falência: 1) Impontualidade

Falência – A Lei 11.101/2005 prevê as seguintes hipóteses de decretação de falência:

1) Impontualidade – Não pagamento no vencimento de obrigação liquida constante de título executivo, devendo o valor da dívida ser superior a 40 salários-mínimos na data do pedido de falência. 2) Execução frustrada – Devedor executado que não paga, não deposito, nem nomeia bens suficientes à penhora no prazo legal. Não havendo neste caso quantia mínima. 3) Prática de ato de falência – Independente da existência de título vencido, pode ser requerida a falência do devedor que pratica certos atos suspeitos, denominados atos de falência, como liquidação precipitada, negócio simulado. 4) Pedido de autofalência – O próprio devedor pode pedir sua falência (Art. 97, I e arts. 105 a 107). E se tratando de Sociedade Anônima, deve ser juntada a autorização da Assembléia Geral da Sociedade. 5) Não apresentação de plano de recuperação no prazo legal de 60 dias após ter requerido recuperação judicial (Art. 73, II) 6) Descumprimento de obrigações assumida em plano de recuperação judicial (art. 73, IV e art. 94, III, g).

A falência decretada na vigência da Lei nova, segue o sistema desta mesmo que o pedido de falência tenha sido apresentado em data anterior (art. 192, §

4º)

32 - FALÊNCIA (LEI 7.661 de 21.06.1945) Pedido do Devedor Pedido do Credor Fase Preliminar

32 - FALÊNCIA

(LEI 7.661 de 21.06.1945)

Pedido do Devedor Pedido do Credor Fase Preliminar Sentença declaratória (Art. 14) Comunicações do Gestor
Pedido do Devedor
Pedido do Credor
Fase Preliminar
Sentença declaratória (Art. 14)
Comunicações do Gestor
(Art. 15 e 16)
Compromisso do Síndico
(art. 62)
Avisos do Sindico
(Art. 16 e 82)
Autos paralelos de declaração
de crédito (Art.80)
Arrecadação e Inventário
(Art. 70)
Apresentação das declarações,
comunicação ao juiz do total
declarado, exame das
declarações, impugnações,
contestação, despachos,
audiência de verificação de
créditos sentenças, quadro
geral de credores
O Sindico designa o perito
(Art. 63, V)
Liquidação, art. 139
da Lei 11.101/2005
O síndico comunica ao juiz o
montante total dos créditos
declarados (Art. 63, XI)

90

Fase Preliminar Aguardando o Quadro Geral e a Solução do Inquérito Quadro Geral de Credores
Fase Preliminar Aguardando o Quadro Geral e a Solução do Inquérito Quadro Geral de Credores
Fase Preliminar
Aguardando o Quadro Geral e
a Solução do Inquérito
Quadro Geral de Credores
(Art. 96, § 2º)
Autos Paralelos de Inquérito
Judicial ( Art. 103 § 2º)
Formados com a 1ª Via do
relatório
Vista aos credores,
Vista ao Ministério Público,
Realização das Provas,
Solução do Inquérito

Solução do Inquérito

2º Relatório (Art. 63, XIX)

3º Relatório (Art. 131)

Encerramento (Art. 132)

91

Falência - Quando o pedido é requerido pelo próprio devedor, o juiz proferirá desde logo

Falência - Quando o pedido é requerido pelo próprio devedor, o juiz proferirá desde logo a sentença, atendidos os pressupostos legais. Mas se o pedido for requerido pelo credor, o juiz determinará a citação do devedor para que este,