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GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS
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GESTÃO 2007/2009

GESTÃO 2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
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Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT

2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
2007/2009 Des. PAULO INÁCIO DIAS LESSA Presidente - TJMT Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO
Vice-Presidente - TJMT
Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI
Corregedor-Geral da Justiça
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da
Des. RUBENS DE OLIVEIRA SANTOS FILHO Vice-Presidente - TJMT Des. ORLANDO DE ALMEIDA PERRI Corregedor-Geral da
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER
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COORDENADOR DA AÇÃO

COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA
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COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA
COORDENADOR DA AÇÃO DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA

DR. SEBASTIÃO ARRUDA DE ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça

ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
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ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
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ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
ALMEIDA Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista
LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
LIDER DA AÇÃO
AURINEIDE MARIANO PEREIRA
Analista Judiciário – CGJ
Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
Juiz Auxiliar da Corregedoria–Geral da Justiça LIDER DA AÇÃO AURINEIDE MARIANO PEREIRA Analista Judiciário – CGJ
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz

EQUIPE DE SERVIDORES

EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
EQUIPE DE SERVIDORES Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice

Alciane Rodrigues Alves de Assis Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Ducineia dos Santos Morimã Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Marly Maria da Silva Garcia Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato

Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
Thais Cristianne Ferreira Valcides Ferreira de Assis Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
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COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
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COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide

COLABORADORES:

COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide
COLABORADORES: EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide

EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI

DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos
DEPARTAMENTO DE APRIMORAMENTO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos

INSTRUTORES INTERNOS

DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice
DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DAPI INSTRUTORES INTERNOS Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice

Aurineide Mariano Pereira Carlos Henrique F. Foz Doralice Mendonça faust Gézica Pereira R. Oliveira Guilhermina Machado Abade Heloísa Helena Soares de Siqueira João Gualberto Neto Lúcia Helena Soares Leite Mareli Grando Margareth Sulamirti Ferreira Paes Maria Heloísa Micheloni Maria de Lourdes Duarte Natalíria Gouveia da silva Ricardo Nogueira de Souza Rosmeire de Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato

Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato SUMÁRIO
SUMÁRIO
SUMÁRIO
Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato SUMÁRIO
Castilho Ribeiro Thais Cristianne Ferreira Vera Maria Signori Vilma Carfane Zocal Vitório César Munsignato SUMÁRIO
01 - FLUXOGRAMA - INQUÉRITO POLICIAL: 11 02 - PROCECIMENTO COMUM ORDINÁRIO 17 04 –

01

-

FLUXOGRAMA - INQUÉRITO POLICIAL:

11

02

- PROCECIMENTO COMUM ORDINÁRIO

17

04

– CARTA PRECATÓRIA

 

24

05

-

PROCEDIMENTO

SUMÁRIO

35

06

-

PROCEDIMENTO NOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI

 

(PROCEDIMENTOS ESPECIAIS)

38

07

-

PROCEDIMENTOS ESPECIAIS PREVISTOS NO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – LEI n.º

 

11.101/2005

60

08

-

PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A HONRA – ARTIGOS 519 A 523 DO CPP

63

09

-

PROCEDIMENTOS DOS CRIMES FUNCIONAIS – CRIMES DE RESPONSABILIDADE DOS

 

FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Arts. 513 a 518 do CPP

68

10

-

PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL- ART. 524 A 530

 

DO CPP (LEI 9.279/96)

73

11

-

PROCEDIMENTO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS EXTRAVIADOS OU DESTRUÍDOS- ART. 541 A 548 DO CPP

76

12

-

PROCEDIMENTOS ESPECIAIS PREVISTOS EM LEIS ESPARSAS

80

13

-

CRIMES CONTRA A LIBERDADE DE INFORMAÇÃO (LEI N.º 5.250/67):

83

14

-

CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS – LEI 11343/06 –FLUXOGRAMA

88

15

-

FLUXOGRAMA PROCEDIMENTO JUSTIÇA MILITAR

92

1. INQUÉRITO POLICIAL 1.1. 1.2. 2.1. Fluxograma Conceito Conceito 2. AÇÃO PENAL 3. PROCEDIMENTOS NO

1. INQUÉRITO POLICIAL

1.1.

1.2.

2.1.

Fluxograma

Conceito

Conceito

2. AÇÃO PENAL

3. PROCEDIMENTOS NO PROCESSO PENAL

3.1.

3.2. PROCEDIMENTO COMUM ORDINÁRIO: CRIMES DA COMPETÊNCIA DO JUIZ

SUJEITOS PROCESSUAIS

SINGULAR, APENADOS COM RECLUSÃO.

3.3. Fluxograma

3.4. Conceito

3.5. Recebimento da Denúncia ou Queixa-Crime

3.6. Citação

3.7. Suspensão do Processo

3.8. Revelia

3.9. Interrogatório do Réu

3.10. Defesa Prévia

3.11. Audiência de Inquirição de Testemunhas

3.12. Requerimento de Diligências

3.13. Alegações Finais

3.14. Sentença

3.15. PROCEDIMENTO SUMÁRIO: CRIMES NÃO APENADOS COM RECLUSÃO

3.16. FLUXOGRAMA

3.17. CONCEITO

4. PROCEDIMENTO NOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI

4.1. Fluxograma 4.2. Princípios Básicos do Tribunal do Júri; 4.3. Características do Tribunal do Júri;

4.1. Fluxograma

4.2. Princípios Básicos do Tribunal do Júri;

4.3. Características do Tribunal do Júri;

4.4. Competência do Tribunal do Júri;

4.5. Crimes julgados pelo Tribunal do Júri;

4.6. Requisitos para ser jurado;

4.7. Procedimento do Tribunal do Júri;

4.8. Primeira Fase do Processo no Tribunal do Júri;

4.9. Sumário da Culpa “Juízo de Formação da Culpa” judicium accusationis;

4.10. Diligências determinadas pelo juiz;

4.11. Segunda Fase do Processo no Tribunal do Júri – Juízo da Causa judicium causae”;

4.12. Libelo Acusatório;

4.13. Contrariedade ao libelo acusatório;

4.14. Desaforamento ao libelo acusatório;

4.15. Designação de data para julgamento no Tribunal do Júri;

4.16. Composição e organização do Tribunal do Júri;

4.17. Instalação da Sessão do Processo no Tribunal do Júri;

4.18. Da Instrução do Processo no Tribunal do Júri;

4.19. Preparação e Votação dos Quesitos do Processo no Tribunal do Júri;

4.20. Da Sentença do Processo no Tribunal do Júri.

5.

PROCESSO PENAL:

PROCEDIMENTOS

ESPECIAIS

PREVISTOS

NO

CÓDIGO

DE

5.1. Procedimento dos Crimes Falimentares

5.2. Procedimento dos Crimes Contra A Honra

5.3. Procedimento dos Crimes Funcionais

5.4. Procedimento dos Crimes Contra A Propriedade Imaterial

5.5. Procedimento de Restauração de Autos Extraviados ou Destruídos

6. PROCEDIMENTOS ESPECIAIS PREVISTOS EM LEIS ESPARSAS.

6.1. Procedimento Especial - Lei Esparsa: Crime de Abuso de Autoridade (Lei 4.898/65). 6.2. Procedimento

6.1. Procedimento Especial - Lei Esparsa: Crime de Abuso de Autoridade

(Lei 4.898/65).

6.2. Procedimento Especial - Lei Esparsa: Crimes contra a Liberdade de

Informação (Lei 5.250/67).

6.3. Procedimento Especial - Lei Esparsa: Crimes de Lavagem de Dinheiro

(Lei 9.613/98).

6.4. Procedimento Especial - Lei Esparsa: Crimes de Tráfico Ilícito de

Drogas (Lei 11.343/2006).

7. PROCEDIMENTO DE COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR – CRIMES MILITARES 7.1 – Fluxograma 7.2 –
7.
PROCEDIMENTO
DE
COMPETÊNCIA
DA
JUSTIÇA
MILITAR
CRIMES MILITARES
7.1 – Fluxograma
7.2 – Considerações Gerais
8. RECURSOS
8.1. Recurso em Sentido Estrito
8.2. Apelação
8.3.Protesto por Novo Júri
8.4.Embargos Infringentes ou de Nulidades
8.5.Carta Testemunhável
8.6.
Correição Parcial
8.7.Do Agravo Penal
8.8.Do Recurso Extraordinário
8.9.Do Recurso Especial
8.10. Da Revisão Criminal
8.11. Habeas Corpus
8.12. Mandado de Segurança
01 - FLUXOGRAMA - INQUÉRITO POLICIAL:
Delegacia de Origem
9

Se o indiciado estiver preso, o prazo para conclusão do

Observação: A denúncia é a peça acusatória inaugural da Ação Penal Pública – Condicionada ou

Observação: A denúncia é a peça acusatória inaugural da Ação Penal Pública – Condicionada ou Incondicionada – (artigo 24 do CPP); a queixa, peça acusatória inicial da Ação Penal Privada. O prazo para apresentação da

queixa é de seis meses, contados do dia em que o ofendido vier a saber

queixa é de seis meses, contados do dia em que o ofendido vier a saber quem é o autor do crime.

1.2. CONCEITO – INQUÉRITO POLICIAL

O inquérito policial é um procedimento policial, anterior a ação penal (pré-processual), mantido sob a guarda do Escrivão de Polícia e presidido pelo delegado de polícia. Conforme Julio Fabrini Mirabete, trata-se de instrução provisória, preparatória e informativa, destinada a reunir os elementos necessários à apuração da prática de uma infração penal e de sua autoria.

O inquérito policial é o instrumento formal de investigações, compreendendo o conjunto de diligências realizadas pela autoridade policial (delegado de polícia) para apurar o fato criminoso e descobrir sua autoria. Em suma, é a documentação das diligências efetuadas pela Polícia Judiciária, conjunto ordenado cronologicamente e autuado, das peças que registram as investigações.

Podem ser instaurados:

a) de ofício, pela autoridade policial;

b) pela lavratura de flagrante;

c) mediante representação do ofendido;

d) mediante requisição do juiz ou MP;

e) por requerimento da vítima.

Além do inquérito policial, elaborado pela Polícia Judiciária, cabe aqui citar outras modalidades de inquérito, de caráter penal ou civil, existentes em nosso ordenamento. Fernando da Costa Tourinho Filho (Processo Penal.13ª edição. São Paulo: Editora Saraiva,1992. V.1 . p. 175) chama de inquéritos extrapoliciais aqueles procedimentos não elaborados pela polícia judiciária, quais sejam, os inquéritos policiais militares, presididos por militares com o fito de apurar exclusivamente crimes militares; o inquérito judicial nos crimes falimentares, presidido pelo juiz; as

comissões parlamentares de inquérito, que procedem a investigações de maior vulto e de interesse nacional,

comissões parlamentares de inquérito, que procedem a investigações de maior vulto e de interesse nacional, presididas por membros do Poder Legislativo; e finalmente, o Inquérito civil, que visa colher elementos para a proposição da Ação Civil Pública por danos causados ao patrimônio público e social, ao meio ambiente e a outros interesses difusos e coletivos, presidido por membro do Ministério Público.

Provimento 12/2005-CGJ:

7.2.1.8 Após a providência inicial de registro, a tramitação dos

inquéritos policiais ocorrerá entre o Ministério Público e as Delegacias de Polícia, entre o Ministério Público e a Corregedoria-Geral da Polícia Judiciária Civil ou entre o Ministério Público e a Superintendência da Polícia Federal, conforme o caso.

7.2.1.9 – Somente será admitida a tramitação nas Varas com

competência criminal dos inquéritos policiais e demais peças de informação, quando houver:

a) denúncia ou queixa;

b) pedido de arquivamento formulado pelo Ministério

Público;

c) procedimento instaurado a requerimento da parte,

para instruir ação penal privada (art. 19, Código de Processo Penal), quando tiver que aguardar em juízo sua iniciativa;

d) comunicação de flagrante ou qualquer outra forma de

constrangimento aos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal;

e) medidas cautelares, tais como busca e apreensão,

seqüestro, quebra de sigilo bancário ou telefônico, dentre outras previstas

na legislação.

CNGC:

7.2.1.2 - Assim que distribuídos às Varas competentes, os inquéritos policiais deverão, independentemente de prévio

7.2.1.2 - Assim que distribuídos às Varas competentes, os inquéritos policiais deverão, independentemente de prévio despacho, ser encaminhados ao representante do Ministério Público. 7.2.1.3 - Somente com a denúncia ou com pedido de arquivamento, ou ainda por provocação de interessados, é que os autos de inquérito policial serão encaminhados à apreciação judicial.

Também, no caso de uma representação da autoridade policial de Decretação de Prisão Preventiva, temporária ou busca domiciliar, o inquérito policial deverá ser encaminhado primeiramente Ministério Público e, após, remetido para apreciação judicial.

AÇÃO PENAL

ser

condicionada ou incondicionada. A primeira depende de representação do ofendido ou de requisição por parte do Ministro da Justiça. A segunda independe de outra iniciativa que não a do próprio Ministério Público. Normalmente a ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. Assim, um meio prático de saber se a ação é pública ou privada consiste na verificação, em cada caso, do que diz o CP ao definir os crimes: se, depois da definição, estiver dito que somente se procederá mediante queixa da parte ofendida (p. ex., Art. 145), a ação será privada. A ação penal privada poderá ser intentada como subsidiária da ação penal pública, no caso de o Ministério Público não oferecer denúncia no prazo legal. CP: Art. 100.

É

a

ação

penal

promovida

pelo

Ministério

Público.

Pode

PROCEDIMENTO NO PROCESSO PENAL

CONCEITO - PROCEDIMENTO – é o modo pelo qual o processo anda; é a parte visível do processo.

Classificação dos Procedimentos:

=> COMUM OU ORDINÁRIO – é a regra geral; aplicável sempre que não houver disposição

=> COMUM OU ORDINÁRIO – é a regra geral; aplicável sempre que não houver disposição em contrário. Aplica-se aos crimes apenados com reclusão, para os quais não exista rito especial (arts. 394 a 405 e 498 a 502, CPP).

=> SUMÁRIO – aplica-se aos crimes apenados com detenção, cuja pena máxima seja superior a 2 anos, para os quais não haja previsão legal de rito especial (art. 539, CPP e art. 120, I, CF).

=> SUMARÍSSIMO - Lei 9.099/95

=> ESPECIAIS – é a exceção.

SUJEITOS PROCESSUAIS

Juiz Penal: Sujeito imparcial, que possui garantias e poderes, para a realização da atividade jurisdicional. Está presente no processo para a aplicação do direito material penal.

Ministério Público: Instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado. Na esfera criminal, o órgão representa o Estado- Administração, expondo ao Estado-Juiz a pretensão punitiva. A Constituição Federal, no artigo 129, I, atribui-lhe, com exclusividade, a função de propor a ação penal pública, seja ela condicionada ou incondicionada, entre outras funções.

Querelante: Como já visto, a acusação é atributo do Ministério Público. Entretanto ela será do ofendido em duas situações: no caso de desídia do Promotor de Justiça (CF, art. 5º, LIX; CPP, art. 29) ou quando a norma penal assim determine; são os casos de ação penal privada (CP, art.

100).

Acusado: Sujeito passivo; é aquele em face de quem se deduz pretensão punitiva.

Defensor Constituído: Será constituído o defensor quando ele for nomeado pelo réu mediante procuração Defensor

Defensor Constituído: Será constituído o defensor quando ele for nomeado pelo réu mediante procuração

Defensor dativo: Quando o réu não possuir defensor constituído, o juiz nomear-lhe-á um, que se chamará dativo.

Assistente de acusação: O CPP, no artigo 268, possibilita ao ofendido ou seu representante legal, ou qualquer das pessoas mencionadas no artigo 31 do CPP, intervir, como assistente do Ministério Público, em todos os termos da ação pública. A função do assistente é de auxiliar a acusação.

02 - PROCECIMENTO COMUM ORDINÁRIO 02.1 - Fluxograma

O MP denuncia / arrola até 8 testemunhas / prazos: 5 dias, estando o réu
O MP denuncia / arrola até 8 testemunhas / prazos: 5 dias, estando o réu
O MP denuncia / arrola até 8 testemunhas /
prazos: 5 dias, estando o réu preso e 15 dias,
se solto (art. 398 e 46 CPP)
O réu poderá
impetrar Habeas
Corpus para
trancar a ação
O juiz recebe a
denúncia em 5
dias (art. 394)
A denúncia é
rejeitada
(art. 43)
O MP poderá
recorrer em sentido
estrito / art. 581, I.
Prazo: 5 dias / art.
586 do CPP
Citação por mandado –
prazo de 10 dias para
cumprimento pelo
Oficial de Justiça
(art. 351)
Citação por carta
precatória – prazo de
cumprimento fixado pelo
juiz deprecante (60 dias)
(Art. 353 e seguintes)
Se o réu não for encontrado será
citado por edital com prazo de
15 dias (art. 361) e 5 dias em
caso de ocultado (art. 362) ou
nos prazos do art. 363 do CPP
O réu não atende.
Revelia. Suspensão do
processo (art. 366)
O réu comparece, é
qualificado e
interrogado (art. 188)
O réu comparece e
fica silente
CF art. 5°, LXIII
1) Se comparecer com advogado, abrir-se-á prazo para defesa própria.
2) Se indicar advogado, este será intimado.
3) Se não indicar, dar-se-á prazo para indicar.
4) Não indicando, o juiz nomeará defensor, caso em que o réu arca com os honorários.
- Sempre que o réu declarar ser pobre ou não dispor de meios para constituir advogado
ser-lhe-á nomeado defensor.
Facultativamente poderá o réu apresentar defesa prévia, arrolar testemunhas (até 8) e
requerer diligências em 3 dias (art. 395)
Recebimento da defesa prévia / exame das preliminares / designação de audiência de
testemunhas do rol da denúncia
Audiência de testemunhas da denúncia em 20 dias se preso o réu ou em 40 dias se solto
(art. 401)
Audiência de testemunhas da defesa,
se possível nos mesmos prazos acima
Fase de diligências – 24h. para cada parte (art. 499)
Alegações finais – 3 dias (art. 500)
Não encontradas as
testemunhas de defesa e
não substituídas em 3
dias, passa-se à fase do
art. 499 (art. 405)
Sentença

Conceito

=> COMUM ORDINÁRIO – como já dito, aplica-se aos crimes apenados com reclusão para os

=> COMUM ORDINÁRIO – como já dito, aplica-se aos crimes apenados com reclusão para os quais não exista rito especial (arts. 394 a 405 e 498 a 502, CPP).

O procedimento-regra para os crimes apenados com reclusão tem a seguinte seqüência de atos processuais, se tudo correr normalmente:

1- Oferecimento da denúncia ou queixa (art. 399 do CPP). 2- O juiz recebe a peça acusatória e designa data para interrogatório do réu ou querelado, determinando sua citação, notificação do Ministério Púbico ou do querelante e do Assistente, quando for o caso. Se houver requerimentos de diligências, estes também são apreciados, nesta oportunidade (art. 394 do CPP). 3- O réu será citado (art. 351 e seguintes do CPP). 4- Devidamente citado, o réu comparece à audiência e é interrogado. Nesta audiência é obrigatória a presença do defensor do acusado, devendo, na sua falta, ser nomeado defensor dativo ou “ad hoc”, sendo permitido ao réu entrevistar-se com ele reservadamente antes da realização do ato (CNGC, Capítulo 7, Seção 6, item 7.6.1.2). No caso de o réu não comparecer ser-lhe-á decretada revelia (367). 5- Segue-se para a fase da apresentação da defesa prévia, onde o defensor constituído, dativo ou público, requererá diligências e poderá arrolar até oito testemunhas. 6- Após, o Juiz designa data para oitiva das testemunhas arroladas na peça acusatória, cujo número também não pode ser superior a oito, bem como aprecia requerimentos contidos na defesa prévia apresentada. 7- Ouvidas todas as testemunhas arroladas pela acusação, será designada data para a oitiva das testemunhas arroladas na defesa prévia, não podendo haver inversão dos momentos, sob pena de nulidade. 8- Logo, não havendo mais testemunhas a serem inquiridas, o juiz passa para a fase do art. 499, que é a etapa em que as partes, que

sentirem necessidade ou conveniência, requerem diligências, no prazo de 24 horas. Primeiro, a acusação, depois,

sentirem necessidade ou conveniência, requerem diligências, no prazo de 24 horas. Primeiro, a acusação, depois, a defesa.

Observação: Segundo a regra do artigo 501, esse prazo corre em cartório, sem que as partes sejam notificadas, salvo com relação ao Promotor de Justiça. Vale anotar que apesar dessa disposição, muitos magistrados determinam a notificação dos Defensores, entendendo que, caso contrário, haveria violação expressa ao princípio do contraditório.

9- Não havendo pedido de diligências ou, se requeridas, forem deferidas, após a sua realização, passa-se à fase final da instrução, cumprindo-se o disposto no artigo 500. Abre-se vista, pelo prazo de três dias, ao Promotor de Justiça ou querelante; ao assistente, se for o caso; e, por último, à defesa (no caso de vários réus, com diferentes defensores, o prazo de três dias é para todos, correndo em cartório, conforme o artigo 500, §1º e §2º).

10- Proferimento da sentença, no prazo de dez dias.

Observação: no caso de Ação Privada , primeiro fala o querelante, depois, o Ministério Público.

Resumo:

Após o interrogatório será designada data para audiência de inquirição de testemunhas de acusação e, após, as de defesa, utilizando-se os mesmos formulários que os do rito anterior. Após tal fase, o processo passa para a fase do artigo 499 do CPP, quando as partes podem requerer, em 24 horas, diligências. A intimação do MP será pessoal e a do defensor constituído poderá ser feita via DJE, enquanto o Defensor Nomeado ou Público será também pessoal. Logo, os autos serão conclusos para decisão do juiz.

Situações que podem ocorrer, mudando a seqüência de atos processuais vista anteriormente: 1- O Juiz

Situações que podem ocorrer, mudando a seqüência de atos processuais vista anteriormente:

1- O Juiz rejeita a denúncia/queixa ou o réu entra com HC para trancar a ação penal. Nestes casos, se o MP não recorrer, ou, caso recorra, seja improvido o recurso e, ainda, se for concedida a ordem no HC impetrado, os autos serão arquivados. 2- O réu não atende a citação. Decreta-se a revelia e suspende-se a ação.

Vejamos, resumidamente, cada uma das fases supramencionadas:

RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU QUEIXA

Denúncia/Queixa: Consiste em uma exposição escrita de fatos que constituem, em tese, um tipo penal, com indicação de provas e a manifestação expressa da vontade para aplicação da lei penal a quem se impute a prática do crime. A denúncia é a peça inaugural da Ação Penal Pública (Condicionada ou Incondicionada), enquanto que a queixa dá inicio a Ação Penal Privada.

Não estando presente qualquer das hipóteses previstas no artigo 43 do CPP, o juiz deve receber a denúncia ou queixa. O recebimento da denúncia ou queixa dá início efetivo à ação penal e constitui causa interruptiva do prazo prescricional.

Oferecida e recebida a denúncia ou queixa-crime, o cartório remeterá ao Distribuidor o IP para distribuição. Após, fará o registro e a autuação, colocando a peça na frente do inquérito policial. Tratando-se de queixa-crime, não sendo caso de assistência judiciária, o cartório verificará se foram recolhidas as custas iniciais do processo (vide item 2.26.2 da parte geral deste manual). Ausente o pagamento, o cartório fará certidão e intimará o querelante para providenciar o recolhimento, no prazo de 30 (trinta) dias. Não o fazendo, os autos serão conclusos ao juiz.

Rejeitada a denúncia ou queixa-cri me, intimar-se-á o promotor de justiça ou o querelante da

Rejeitada a denúncia ou queixa-crime, intimar-se-á o promotor de justiça ou o querelante da decisão. Recebida a denúncia ou queixa-crime, o cartório providenciará a citação do réu ou querelado.

Arts. 41 e 46 do CPP:

Art. 41 – A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.

Art. 46 – O prazo para oferecimento da denúncia, estando o réu preso, será de 5 (cinco) dias, contados da data em que o órgão do Ministério Público receber os autos do inquérito policial, e de 15 (quinze) dias, se o réu estiver solto ou afiançado. No último caso, se houver devolução do inquérito à autoridade policial (art. 16), contar-se-á o prazo da data em que o órgão do Ministério Público receber novamente os autos.

Ao receber a denúncia ou a queixa-crime, o Juiz determinará:

I - a citação do réu ou do querelado; II - a designação da data do interrogatório;

III - a imediata solicitação de informações sobre os antecedentes do

acusado ou querelado, ao juízo do lugar de sua residência, à Superintendência do Sistema Prisional do Estado, às Varas de Execuções Penais e ao Instituto de Identificação do Estado;

IV - a comunicação do recebimento da denúncia ou da queixa-crime ao

Distribuidor, ao instituto de Identificação e, quando for o caso, à delegacia

de polícia de onde se originou o inquérito.

O CARTÓRIO CUMPRIRÁ TODAS AS DETERMINAÇÕES CONSTANTES NOS ITENS SUPRACITADOS 3.6. CITAÇAO Citação: é

O CARTÓRIO CUMPRIRÁ TODAS AS DETERMINAÇÕES CONSTANTES NOS

ITENS SUPRACITADOS

3.6.

CITAÇAO

Citação:

é

o

ato

processual

que

tem por finalidade dar

conhecimento ao réu da existência da ação penal, o teor da acusação, bem como cientificá-lo da data marcada para o interrogatório e da possibilidade de providenciar sua defesa

O juiz, quando do recebimento da denúncia ou queixa, designa dia e

hora para o interrogatório do réu e determina sua citação.

Após a citação, estará efetivada a relação jurídica processual (juiz e

partes).

A falta da citação constitui causa de nulidade absoluta do processo

(artigo 564, III, e).

A Citação pode ser:

A – Real, que pode ser efetivada por:

Mandado: É a regra no processo penal e realiza-se quando o réu

reside no território sujeito à jurisdição do juiz por onde corre a ação penal. (artigo 351). É a chamada citação pessoal, realizada pelo oficial de justiça.

O oficial deve procurar o acusado, nos endereços constantes dos autos e, ao

encontrá-lo, efetuar a leitura do mandado e entregar-lhe uma cópia, o qual dever estar acompanhado da cópia da denúncia ou queixa-crime. Assim, o

oficial de justiça elabora uma certidão, onde constará minuciosamente os fatos ocorridos, o que comprova a citação, sendo dispensável a assinatura de ciente no mandado.

CNGC:

Do mandado de citação deverão constar os requisitos do artigo 352 do CPP, devendo o

Do mandado de citação deverão constar os requisitos do artigo 352 do CPP, devendo o Escrivão indicar pontos de referências para a localização do endereço residencial e comercial do réu. O mandado será acompanhado de cópia da denúncia ou da queixa crime.

Carta precatória: quando o réu reside em comarca diversa daquela em que tramita o processo

Carta precatória: quando o réu reside em comarca diversa daquela em que tramita o processo (artigo 353, CPP).

04 – CARTA PRECATÓRIA

Expede carta Precatória para Sentença Citação e interrogatório do réu residente em outra comarca Juízo
Expede carta Precatória para
Sentença
Citação e interrogatório do
réu residente em outra
comarca
Juízo Deprecado
Recebe a Precatória, designa
audiência de interrogatório
(que se realizará no próprio
juízo deprecado),
determinando a citação do réu
Citação do réu
Carta precatória
devolvida para a
comarca de origem
Se encontrado, é citado
e interrogado
Mudança de domicílio
Não
Tem endereço?
Sim
Recebe a carta
precatória itinerante e
Cumpre
Remete à Comarca do
novo endereço do réu,
comunicando o Juízo
Deprecante
Carta Rogatória: Ocorre quando o réu tem residência no exterior, com endereço conhecido (368 e

Carta Rogatória: Ocorre quando o réu tem residência no exterior, com endereço conhecido (368 e 369 do CPP).

Mas se o réu estiver no exterior e o endereço não for conhecido, será ele citado por edital.

Observação: Expedida a Carta rogatória, o prazo prescricional ficará suspenso, até o momento de seu cumprimento.

Carta de Ordem: Ocorre nos casos em que a Ação tem início no Tribunal, em razão de o réu ter foro privilegiado por prerrogativa de função.

Observação: Requisição refere-se ao réu preso (artigo 360 do CPP), tendo em vista a impossibilidade de o réu se deslocar à sala de audiências, para ser interrogado, deve o Juízo determinar que se requisite, por meio de ofício, sua escolta e apresentação ao diretor do presídio, onde se encontra o réu recolhido.

CNGC:

A carta precatória será instruída com as peças necessárias à boa realização do ato, devendo constar, sempre, o nome de todos os acusados ou querelados.

Tendo por objeto a citação, a carta deve, obrigatoriamente, ser instruída com cópia reprográfica ou traslado da denúncia ou queixa-crime. Sendo o objeto o interrogatório, além da denúncia ou queixa-crime, é imprescindível que ela seja instruída com a cópia do interrogatório policial. Se o objeto for inquirição de testemunhas, deverá, ainda, ser instruída com cópia da defesa prévia, se houver, e do depoimento policial.

Havendo mais de um réu, sendo as defesas conflitantes, será instruída também com cópia do interrogatório de todos, com a advertência da necessidade de nomeação de defensores distintos.

Tratando-se de réu preso, observar-se-ão os prazos máximos de 10 (dez) dias, para comarcas contíguas

Tratando-se de réu preso, observar-se-ão os prazos máximos de 10 (dez) dias, para comarcas contíguas ou próximas; de 20 (vinte) dias, para outras comarcas do Estado ou de Estados próximos; e de 30 (trinta) dias, para as dos demais Estados, com as variações pertinentes.

B – Ficta:

Realizada por intermédio de edital. Pode ocorrer tanto quando o réu é procurado e não é encontrado quanto quando está ocultando-se para não ser citado (artigo 362).

No primeiro caso, é imprescindível que seja tentada sua citação pessoal, antes de se expedir edital, com o prazo de 15 dias (artigo 361 do CPP). Mesmo nos casos em que o réu não seja encontrado, na fase das investigações policiais, na Delegacia, deve ser procurado, novamente, em juízo, antes da citação por edital.

No segundo caso, deve o oficial de justiça certificar as razões que o levam a crer que o citando encontra-se oculto (ex.: faltando ao trabalho, não atendendo a porta, etc.). Nesse caso, o prazo é de 5 dias.

Observação: Não existe citação por hora certa na esfera criminal.

Também poderá haver citação por edital nos casos de força maior (ex.: guerra), onde o prazo será fixado, a critério do magistrado, entre 15 a 90 dias, e quando não houver qualificação completa do réu, caso em que o prazo será de 30 dias.

O edital será fixado à porta do edifício onde funciona o Juízo processante (Fórum local), certificando-se nos autos, e será publicado na Imprensa Oficial (DJE). Os requisitos do edital são os mesmos do mandado, devendo-se acrescer o prazo, para contagem do prazo, que será a partir do dia da publicação.

Esgotados os meios disponíveis para a localização do acusado, o que deverá ser certificado com

Esgotados os meios disponíveis para a localização do acusado, o que deverá ser certificado com clareza pelo oficial de justiça, será ele citado por edital, que será afixado no lugar de costume e publicado no Diário da Justiça.

Antes de determinar a citação editalícia, o Juiz solicitará diretamente à Superintendência do Sistema Prisional informação acerca de estar o acusado preso em alguma das unidades prisionais do Estado.

CITAÇÃO DE POLICIAIS MILITARES

A Citação dos policiais militares faz-se mediante a expedição de

ofício pelo juízo processante, denominado ofício requisitório, o qual será encaminhado ao chefe de serviço onde se encontra o militar. (artigo 358 do

CPP).

CITAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Se o funcionário público estiver na ativa, será citado por mandado; mas o chefe da repartição deverá ser notificado de que, em tal dia, hora e lugar, aquele funcionário deverá comparecer para ser interrogado.

Tratando-se de magistrado, a comunicação deve ser feita ao presidente do Tribunal de Justiça; quanto a membro do Ministério Público, a comunicação deve ser feita ao Procurador-geral.

Suspensão do Processo

O artigo 366 do CPP prevê a suspensão do processo, qualquer que

seja o crime apurado; e qualquer que seja o procedimento, no caso do réu que, citado por edital, não comparece em Juízo na data da audiência do interrogatório e nem constitui defensor. Durante o período da suspensão, fica interrompido o prazo prescricional. O juiz também poderá analisar a conveniência de decretar a preventiva do réu e/ou determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes.

São consideradas urgentes aquelas provas que com o passar do tempo podem desaparecer ou tornarem-se

São consideradas urgentes aquelas provas que com o passar do tempo podem desaparecer ou tornarem-se inócuas. Ex: oitiva de testemunhas; com o decorrer do tempo, podem as testemunhas mudarem de endereço, morrerem, não se lembrarem mais dos fatos. Assim, elas são ouvidas na presença do Ministério Público e de Defensor Dativo, nomeado pelo juiz, uma vez que as provas antecipadas deverão ser produzidas sempre na presenças destes, sob pena de nulidade.

Revelia será decretada

1- quando o réu citado pessoalmente não comparecer para ser interrogado, sem motivo justificado;

2- se o réu, intimado pessoalmente para qualquer ato processual, deixar de comparecer, sem motivo justificado;

3- se o réu mudar-se de endereço sem comunicar o juízo.

Em razão do Princípio da Verdade Real, no processo penal a revelia não presume veracidade dos fatos alegados, sendo que o seu efeito consiste tão-somente em deixar de se expedir intimações ao réu para os atos processuais posteriormente realizados, com exceção da sentença (réu, mesmo revel, deve sempre ser intimado desta). O defensor do réu revel também deve ser intimado dos atos processuais. Pode o réu, a qualquer tempo, acompanhar o processo, caso em que será revogada a decretação da revelia.

Art. 367 do CPP

a presença do

acusado que, citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer, sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo endereço ao juízo.

Art. 367

O

processo

seguirá

sem

Por outro lado, se a citação se deu por edital (citação ficta) e o réu

Por outro lado, se a citação se deu por edital (citação ficta) e o réu não comparecer ao interrogatório, nem constituir advogado, o processo

e o curso do prazo prescricional poderão ser suspensos por decisão judicial.

Art. 366 do CPP

Art. 366 – Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312. § 1º – As provas antecipadas serão produzidas na presença do Ministério Público e do defensor dativo. § 2º – Comparecendo o acusado, ter-se-á por citado pessoalmente, prosseguindo o processo em seus ulteriores atos.

INTERROGATÓRIO DO RÉU

É o ato processual em que o Magistrado ouve o réu acerca dos fatos narrados na denúncia ou queixa.

DEFESA PRÉVIA

É a defesa técnica do réu, e deverá ser apresentada no prazo de 3 dias. É o momento de apresentar rol de testemunhas, opor exceções ou nulidades relativas, requerer produção de prova e suscitar qualquer matéria de fato ou de direito (artigo 395 do CPP). A defesa prévia é uma faculdade;

e deixar de apresentá-la não gera nulidade processual.

Se o defensor (constituído ou nomeado) estiver presente ao interrogatório, o prazo para apresentação da

Se o defensor (constituído ou nomeado) estiver presente ao interrogatório, o prazo para apresentação da defesa prévia começará a fluir daquela data, independentemente de intimação. Apresentada a defesa prévia, o cartório deverá certificar a tempestividade, procedendo à juntada, independentemente de despacho. Após, os autos serão conclusos ao juiz. Sendo caso de advogado constituído, será conferido, também, se há procuração ou nomeação por temo nos autos (interrogatório). Em caso negativo, intimar-se-á o advogado para providenciar. Não o fazendo, os autos serão conclusos ao juiz.

Art. 395 do CPP

Art. 395 – O réu ou seu defensor poderá, logo após o interrogatório ou no prazo de 3 (três) dias, oferecer alegações escritas e arrolar testemunhas.

Art. 396, caput, do CPP

Art. 396 – Apresentada ou não a defesa, proceder-se-á à inquirição das testemunhas, devendo as da acusação ser ouvidas em primeiro lugar.

AUDIÊNCIA PARA OITIVA DE TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO

No rito ordinário, o número máximo de testemunhas é 08; estas devem ser arroladas na denúncia ou queixa-crime, sob pena de preclusão (

AUDIÊNCIA PARA A OITIVA DE TESTEMUNHAS DE DEFESA

O número máximo de testemunhas de defesa, evidentemente, também é 08. Deve haver duas audiências, mas isso não impede a colheita

dos testemunhos na mesma data, desde qu e o juiz tenha terminado a oitiva das

dos testemunhos na mesma data, desde que o juiz tenha terminado a oitiva das arroladas pela acusação.

Observação: Se alguma testemunha não for encontrada, o MP ou o Réu deverá indicar outra, em substituição a não encontrada (artigo 405 do CPP).Também as partes poderão, a qualquer momento, desistir da oitiva de qualquer das testemunhas

De acordo

com

a

regra do

artigo 218 do CPP, a testemunha

devidamente intimada que deixar de atender ao chamamento judicial, deverá ser conduzida coercitivamente em Juízo.

Art. 218 do CPP

Art. 218 – Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública.

As requisições de réus, de testemunhas ou de informantes deverão ser feitas aos diretores de estabelecimentos penais ou aos delegados de polícia, respectivamente, com antecedência mínima de 05 (cinco) dias, contados da data indicada para a realização do ato processual ou administrativo.

REQUERIMENTOS DE DILIGÊNCIAS (Artigo 499)

Terminada a oitiva das testemunhas de defesa, será declarada encerrada a instrução criminal; abre-se o prazo de 24 horas para requerimento de diligências. Primeiro, o prazo corre para o MP ou querelante; em seguida, ao(s) réu(s). O Ministério Público é intimado pessoalmente, com vista dos autos, e os defensores, por imprensa oficial (DJE). Após o decurso do prazo, os autos vão conclusos para apreciação dos

pedidos pelo juiz. Realizadas as diligências, no caso de deferimento, abre-se vista dos autos para

pedidos pelo juiz. Realizadas as diligências, no caso de deferimento, abre-se vista dos autos para oferecimento das alegações finais.

Art. 499 do CPP

Art. 499 – Terminada a inquirição das testemunhas, as partes - primeiramente o Ministério Público ou o querelante, dentro de 24 (vinte e quatro) horas, e depois, sem interrupção, dentro de igual prazo, o réu ou réus - poderão requerer as diligências, cuja necessidade ou conveniência se origine de circunstâncias ou de fatos apurados na instrução, subindo logo os autos conclusos, para o juiz tomar conhecimento do que tiver sido requerido pelas partes.

ALEGAÇÕES FINAIS (Artigo 500)

As alegações finais devem ser apresentadas por escrito , no prazo de 03 dias.

Deve ser respeitada a seguinte ordem:

a) Ministério Público ou querelante;

b) Assistente de Acusação, quando houver;

c) Defensores dos réus.

Nos casos de ação privada ou subsidiária da pública, o Ministério Público terá vista dos autos, sempre após o querelante (artigo 500, § 2º). Vale anotar, também, que, no caso de mais de um réu, com defensores diversos, o prazo é comum. (fere o principio da igualdade o prazo tem que ser autônomo)

SENTENÇA proferir Encerrada a fase do artigo 500 do CPP, os autos vão para o

SENTENÇA

proferir

Encerrada a fase do artigo 500 do CPP, os autos vão para o juiz

o

sentença.

Vale

anotar

que

o

magistrado

pode

converter

julgamento em diligência, caso sinta necessidade.

Nos termos do artigo 389 do CPP considera-se publicada a sentença com a sua entrega pelo juiz ao Escrivão (Gestor Judiciário). Após a publicação, as partes serão intimadas. Inicialmente o Ministério Púbico será intimado pessoalmente. Em seguida, o querelante ou Assistente de Acusação pessoalmente ou na pessoa dos advogados por imprensa oficial. Por último, o réu, sempre pessoalmente. (Ler 392 do CPP).

Observação: Caso o querelante ou o assistente de acusação não sejam encontrados para a intimação da sentença, deverá ser expedido edital com esta finalidade, com prazo de 10 dias (artigo 391). Já o réu, quando não encontrado, será intimado por edital com o prazo de 90 dias, se a pena imposta for privativa de liberdade, por tempo igual ou superior a um ano, e de 60 dias, nas demais hipóteses.

Sendo que o prazo pra o recurso somente ocorrerá após o término do prazo do edital (392, § 2º).

Contra a sentença caberá recurso de apelação. Assim, o Gestor certificará a tempestividade e, após recebidas e apresentadas as razões e contra-razões, os autos serão remetidos ao Tribunal, para julgamento.

Não havendo recurso, a sentença transita em julgado, ou seja, torna-se imutável não podendo ser novamente discutida, salvo por meio de revisão criminal, anistia, indulto, unificação de penas ou HC, nos casos de nulidade.

O réu e o advogado, seja constituído, dativo ou Defensor Público, devem ser necessariamente intimados da sentença condenatória, correndo o prazo recursal do último ato.

A intimação do réu por edital, exclusiva para os casos de sentença condenatória, será precedida

A intimação do réu por edital, exclusiva para os casos de sentença condenatória, será precedida de diligência do oficial de justiça, no cumprimento do mandado. Do edital constarão também o nome do réu, o prazo do edital e para eventual recurso, as disposições de lei e as penas aplicadas, o regime de cumprimento e a transcrição da parte dispositiva da sentença.

05 - PROCEDIMENTO SUMÁRIO 05. 1 - Fluxograma O MP denuncia / arrola até 5

05 - PROCEDIMENTO SUMÁRIO

05. 1 - Fluxograma

O MP denuncia / arrola até 5 testemunhas / prazos: 5 dias, estando o réu
O MP denuncia / arrola até 5 testemunhas /
prazos: 5 dias, estando o réu preso e 15 dias,
se solto (art. 539 e 46 CPP)
O réu poderá
impetrar Habeas
Corpus para
trancar a ação
O juiz recebe a
denúncia em 5
dias (art. 394)
A denúncia é
rejeitada
(art. 43)
O MP poderá recorrer
em sentido estrito / art.
581, I. Prazo: 5 dias /
art. 586 do CPP
Citação por mandado –
prazo de 10 dias para
cumprimento pelo
Oficial de Justiça
(art. 351)
Citação por carta
precatória – prazo de
cumprimento fixado pelo
juiz deprecante (60 dias)
(Art. 353 e seguintes)
Se o réu não for encontrado será
citado por edital com prazo de
15 dias (art. 361) e 5 dias em
caso de ocultado (art. 362) ou
nos prazos do art. 363 do CPP
O réu não atende.
Revelia. Suspensão do
processo (art. 366)
O réu comparece, é
qualificado e
interrogado (art. 188)
O réu comparece e
fica silente
CF art. 5°, LXIII
1) Se comparecer com advogado, abrir-se-á prazo para defesa própria.
2) Se indicar advogado, este será intimado.
3) Se não indicar, dar-se-á prazo para indicar.
4) Não indicando, o juiz nomeará defensor, caso em que o réu arca com os honorários.
- Sempre que o réu declarar ser pobre ou não dispor de meios para constituir advogado
ser-lhe-á nomeado defensor.
Facultativamente poderá o réu apresentar defesa prévia, arrolar testemunhas (até 5) e
requerer diligências em 3 dias (art. 395 c/c 539, §1º)
Recebimento da defesa prévia / exame das preliminares / designação de audiência de
testemunhas do rol da denúncia
Audiência de testemunhas da denúncia em 20 dias se preso o réu ou em 40 dias se solto
(art. 401)
Despacho saneador e designação de audiência de instrução e julgamento para um dos 8
dias seguintes (art. 538)
Audiência
1) oitiva das testemunhas arroladas pela defesa;
2) suspensão para realização de diligências com prosseguimento em 5 dias (art. 538, §
4°);
3) debates orais pelo tempo de 20 + 10 minutos às partes na seguinte ordem:
Querelante (ação privada), MP, assistente do MP e defesa (art. 538, §2°)
Em seguida será prolatada a sentença oralmente e lavrada em termo ou os autos serão
conclusos para sua prolação no prazo de 5 dias (art. 538, §§ 2° e 3°)
Conceito Procedimento sumário: “Tal rito é relativo única e tão-somente aos crimes apenados com detenção,

Conceito

Procedimento sumário: “Tal rito é relativo única e tão-somente aos crimes apenados com detenção, e cujo máximo da pena privativa de liberdade seja superior a um ano”. 1

Aplica-se o procedimento sumário no julgamento dos crimes punidos com detenção, desde que a legislação não estabeleça procedimento especial para o caso. As etapas iniciais do rito sumário são idênticas às do procedimento comum ordinário, valendo as mesmas orientações relacionadas à denúncia ou queixa-crime, interrogatório do réu e defesa prévia já expostas para aquele procedimento. A diferença reside no fato de que as partes poderão arrolar no máximo 5 (cinco) testemunhas. Apresentada a defesa prévia, ou escoado o prazo para fazê-lo, os autos serão conclusos ao juiz, para verificar as possíveis irregularidades ou nulidades, antes de ser designada a audiência de instrução e julgamento.

Após, será designada a data para audiência de inquirição de testemunhas de acusação. A audiência é um ato processual concentrado, pois nela realiza a oitiva das testemunhas de defesa, com apresentação das alegações finais. Embora devam comparecer o MP e o Defensor do réu, a ausência do Assistente de Acusação, não invalida o ato.

Na Ação privada, quando ocorrer a falta injustificada do querelante ou seu representante legal, leva a perempção (artigo 60-III do CPP)

Com a ouvida da última testemunha de acusação, poderá o juiz, de ofício, ou a requerimento das partes, determinar a realização de diligências visando o esclarecimento da verdade. Determinada diligência, o cartório providenciará a sua realização.

1 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal, p. 517.

Concluída a diligência, as partes serão intimadas do resultado. Caso não concordem com o resultado

Concluída a diligência, as partes serão intimadas do resultado. Caso não concordem com o resultado da diligência, os autos serão conclusos ao juiz. Havendo concordância, o escrivão marcará a data para audiência de julgamento (desde que haja autorização normatizada do juiz nesse sentido), intimando as partes e as testemunhas de defesa (vide item 2.15 da parte geral deste manual).

06 - PROCEDIMENTO NOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI (PROCEDIMENTOS ESPECIAIS) 06.1 -

06 - PROCEDIMENTO NOS CRIMES DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI (PROCEDIMENTOS ESPECIAIS)

06.1 - Fluxograma

Depois de sanear o processo, o juiz decidirá de acordo com as provas dos autos pela:

ou ou ou Desclassificação Impronúncia Pronúncia do delito Absolvição Sumária do Réu Os autos são
ou
ou
ou
Desclassificação
Impronúncia
Pronúncia
do delito
Absolvição
Sumária do Réu
Os autos são remetidos
à autoridade judiciária
competente, onde o
delito será processado
Sentença da Pronúncia
transitada em julgado
Da Pronúncia
cabe Recurso em
Sentido Estrito
O MP oferece o Libelo
cabe Recurso em Sentido Estrito O MP oferece o Libelo Acusatório no prazo de 5 dias
cabe Recurso em Sentido Estrito O MP oferece o Libelo Acusatório no prazo de 5 dias

Acusatório no prazo de 5

dias

O MP oferece o Libelo Acusatório no prazo de 5 dias A Defesa oferece a Contrariedade

A Defesa oferece a Contrariedade ao Libelo, no prazo de 5 dias

oferece a Contrariedade ao Libelo, no prazo de 5 dias Saneamento do processo, diligências requeridas pelas

Saneamento do processo, diligências requeridas pelas partes ou pelo juiz (ex oficio)

requeridas pelas partes ou pelo juiz ( ex oficio ) Julgamento (Leitura de peças, debates orais,

Julgamento (Leitura de peças, debates orais, votação dos quesitos e sentença)

peças, debates orais, votação dos quesitos e sentença) O Réu foi condenado? SIM O Ministério Público

O Réu foi condenado?

SIM

O Ministério Público pode apelar da sentença absolutória

Cabe Protesto por Novo Júri

da sentença absolutória Cabe Protesto por Novo Júri NÃO NÃO A condenação foi inferior a 20

NÃO

da sentença absolutória Cabe Protesto por Novo Júri NÃO NÃO A condenação foi inferior a 20

NÃO

A condenação foi inferior a 20 anos de reclusão?

SIM

Cabe Apelação

Conceito Tribunal do Júri: “O Tribunal do Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário,

Conceito

Tribunal do Júri: “O Tribunal do Júri é um órgão colegiado heterogêneo e temporário, constituído por um juiz togado, que o preside, e de vinte e um cidadãos escolhidos por sorteio (CPP, art. 433)”. 2

O Tribunal do Júri é o órgão jurisdicional brasileiro com competência para analisar e julgar os crimes dolosos contra a vida. A Constituição Federal reconhece a instituição do Júri, dotando-a de algumas características peculiares, tais como o sigilo das votações e a soberania dos veredictos.

Princípios Básicos do Tribunal do Júri

Os princípios que informam o Tribunal do Júri também foram delineados pelo constituinte. São eles:

a) Plenitude de defesa: O réu tem assegurado sua defesa;

b) Sigilo das votações, sob pena de se anular o júri: Os jurados devem votar em segredo;

c) Soberania dos veredictos: Cabe apelação, quando da decisão dos

jurados for manifestamente contrária às provas dos autos. Em princípio, a soberania dos jurados é relativa. Torna-se absoluta quando os jurados decidem pela segunda vez, no mesmo sentido. A partir daí, sendo a sentença absolutória, nada mais pode ser feito. Em caso de condenação, cabe a revisão criminal.

d) Competência mínima para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida: mínimas por serem asseguradas pela constituição sob

2 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal, p. 570.

julgamentos de tais delitos, não havendo proibição da ampliação do rol dos crimes apreciados pelo

julgamentos de tais delitos, não havendo proibição da ampliação do rol dos crimes apreciados pelo Tribunal do Júri por via de norma infraconstitucional.

Características do Tribunal do Júri

a) Órgão Colegiado: a decisão da causa é entregue o número

plural de pessoas;

b) Heterogeneidade: O Tribunal é composto por 1 juiz togado

(juiz-presidente) e 21 juízes leigos (jurados);

c) Horizontalidade: O juiz-presidente e os jurados encontram-se

no mesmo grau de jurisdição;

d) Decisão tomada por maioria de votos;

e) Temporariedade (caráter não permanente): O Tribunal do

Júri é constituído em certas épocas do ano para julgamento das causas que

já se encontram preparadas.

Competência do Tribunal do Júri

A) Regra Geral: julga crimes dolosos contra a vida, tentados ou

consumados, omissivos ou comissivos.

B) Exceções (não vão a JÚRI):

a) Latrocínio – Súmula 603 do STF – Justiça Comum;

b) Militar que mata militar – Justiça Militar;

c) Competência originária dos Tribunais;

d) Crimes qualificados pelo resultado com resultado morte; e) Absolvição sumária (CPP, art. 411); C)

d)

Crimes qualificados pelo resultado com resultado morte;

e)

Absolvição sumária (CPP, art. 411);

C)

Foro competente: é o do local onde o crime se consuma.

Crimes julgado pelo Tribunal do Júri

Serão julgados pelo tribunal do júri os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados.

Conceito

Crime doloso: “Para o CP, o crime é doloso quando: a. o agente quis o resultado; b. (o agente) assumiu o risco de produzi-lo (o resultado). Em (a), tem-se o dolo direto (ou determinado); em (b), o chamado dolo indireto (ou indeterminado), que tem duas formas (dolo eventual e dolo alternativo)”. 3

São considerados crimes dolosos contra a vida:

a) homicídio (simples ou qualificado) – art. 121, §§ 1º e 2º, do CP;

b) induzimento, instigação parágrafo único, do CP;

ou auxílio

c) infanticídio – art. 123 do CP;

ao

suicídio –

art.

122,

d) aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento – art.

124 do CP;

3 DELMANTO, Celso e outros. Código penal comentado, p. 32.

e) aborto provocado por terceiro com ou sem o consentimento da gestante (simples ou qualificado)

e) aborto provocado por terceiro com ou sem o consentimento da gestante (simples ou qualificado) – art. 125, 126 e 127, do CP.

No caso de haver conexão ou continência entre crime doloso contra a vida e outra espécie de crime, prevalecerá a competência para julgamento do Tribunal do Júri.

Conceito Conexão: “É o nexo, a dependência recíproca que os fatos guardam entre si. A conexão existe quando duas ou mais infrações estiverem entrelaçadas por um vínculo, um nexo, um liame que aconselha a junção dos processos, propiciando, assim, ao julgador perfeita visão do quadro probatório”. 4

Continência: “Na continência, duas ou mais pessoas são acusadas da mesma infração, ou o comportamento do sujeito representa concurso formal (CP, art. 70), aberratio ictus (CP, art. 73) ou aberratio delicti (CP, art. 74)”. 5

Requisitos para ser jurado

a) ter nacionalidade brasileira;

b) ser maior de 21 anos (art.434);

c) ter gozo dos direitos políticos;

d) notória idoneidade (art. 436);

e) ter alfabetização;

4 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal, p. 204.

5 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal, p. 205/206.

f) ter residência na comarca; g) ter gozo perfeito das faculdades mentais. Procedimento do Tribunal

f) ter residência na comarca;

g) ter gozo perfeito das faculdades mentais.

Procedimento do Tribunal do Júri

O procedimento das ações de competência do Júri apresenta duas fases distintas e, por isso, é dito escalonado (ou bifásico). conforme o exposto abaixo.

a) primeira fase: Sumário da Culpa “Juízo de Formação da

Culpa” judicium accusationis ”, inicia com a denúncia ou queixa-crime e encerra com a pronúncia, impronúncia, desclassificação ou absolvição

sumária. Tal fase traduz atividade processual voltada para a formação de juízo de admissibilidade da acusação (juízo de prelibação);

b) segunda fase: Juízo da Causa

judicium causae”, tem início

com o libelo acusatório e termina com a sessão de julgamento em plenário,

havendo o julgamento do mérito do pedido (juízo de deliberação).

Para todos os crimes de competência do júri, sejam eles apenados com reclusão ou detenção, observar-se-á o mesmo rito processual por ser idêntica à do procedimento comum ordinário, ou seja, do recebimento da denúncia ou queixa-crime até a audiência de inquirição das testemunhas, valem as mesmas orientações já expostas para aquele procedimento.

Primeira Fase do Processo no Tribunal do Júri Sumário da Culpa “Juízo de Formação da Culpa” judicium accusationis ”

do

procedimento do júri. A fase do judicium accusationis, até o término da

O

juízo

de

formação

da

culpa

constitui

a

primeira

fase

oitiva das testemunhas de defesa (art. 405), apresenta procedimento idêntico àquele previsto para os crimes

oitiva das testemunhas de defesa (art. 405), apresenta procedimento idêntico àquele previsto para os crimes apenados com reclusão (rito ordinário), de competência do juiz singular. Tal fase segue o rito ordinário previsto pelo Código de Processo Penal, na seguinte ordem:

a) Denúncia: o Ministério Público, analisando as provas colhidas no

inquérito policial, entende pela existência de indícios suficientes de autoria e provas da materialidade do crime aptas a embasar o início de uma ação penal.

b) Citação e interrogatório: o réu é citado e comparece em juízo

para prestar seus esclarecimentos. O interrogatório, além de ser uma oportunidade em que o réu pode apresentar a sua versão, também constitui um meio de prova.

c) Defesa Prévia: na prática, trata-se da oportunidade de que dispõe o réu para apresentar seu rol de testemunhas. Isso porque, sendo facultada à defesa a apresentação de alegações finais após a manifestação do Ministério Público, não se torna interessante que sejam adiantadas as teses de defesa.

d) Instrução: audiência realizada para inquirição de testemunhas.

e) Alegações Finais: Ultrapassada a fase de instrução criminal, o

cartório procederá à intimação das partes para apresentarem as alegações

finais, no prazo de 5 (cinco) dias.

Nas Alegações Finais o réu tem oportunidade para que apresente sua defesa, de forma que o processo não seja sequer levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Muitos advogados, certos, por experiência adquirida durante a profissão, que o caso invariavelmente será julgado pelo júri, deixam para oferecer sua argumentação apenas em plenário.

Caso a defesa não apresente alegações finais, os autos serão conclusos ao juiz. 3.7. Diligências

Caso a defesa não apresente alegações finais, os autos serão conclusos ao juiz.

3.7. Diligências determinadas pelo juiz

Apresentadas as alegações finais das partes, ou na ausência das razões da defesa, o cartório certificará e fará conclusão dos autos ao juiz presidente do tribunal do júri (normalmente será o mesmo que presidiu a instrução), no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, o qual poderá ordenar as diligências que julgar pertinentes.

Ordenada alguma diligência, o cartório providenciará a sua realização, intimando as partes do resultado e, após, fará conclusão dos autos ao juiz.

Feitas as alegações finais, chega-se ao momento processual em que o juiz sumariamente decidirá se o processo deverá ou não ser julgado pelo Tribunal do Júri. São quatro as decisões que o juiz poderá tomar:

a) Pronunciar o réu: CONCEITO: Pronúncia: “Decisão processual de conteúdo declaratório em que o juiz proclama admissível a imputação, encaminhando-a para julgamento perante o Tribunal do Júri”. 6 “Convencido da existência do crime e de haver indícios da autoria, o juiz deve proferir a sentença de pronúncia”. 7 Estando o juiz convencido da existência do crime e de indícios de que o réu seja o autor, o processo será submetido ao julgamento pelo Tribunal do Júri. De acordo com a doutrina majoritária, o juiz, em caso de dúvida, deverá decidir em favor da sociedade, levando o caso ao júri. Trata- se de uma inversão excepcional do princípio do “in dubio pro reo” que, aos olhos dessa Coordenadoria, possui uma constitucionalidade duvidosa.

6 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal, p. 573.

7 MIRABETE, Julio Fabbrini. Código de processo penal interpretado, p. 915.

Realizadas as diligências, ou não tendo sido ordenadas, o juiz, caso tenha se convencido da

Realizadas as diligências, ou não tendo sido ordenadas, o juiz, caso tenha se convencido da existência do crime e de indícios suficientes de que o réu seja o seu autor, proferirá sentença de pronúncia, submetendo-o ao julgamento pelo tribunal do júri. Pronunciado o réu, o cartório intimará as partes.

O réu e seu defensor serão intimados pessoalmente (pelo escrivão ou por mandado). Caso não sejam encontrados pelo oficial de justiça, o cartório procederá à intimação editalícia. Enquanto o réu não for regularmente intimado da sentença de pronúncia, os autos permanecerão no cartório até que seja realizada, sem o que os atos posteriores não poderão ser efetivados. Realizadas as intimações, os autos serão conclusos ao juiz.

b) Impronunciar o réu: não se convencendo da existência do crime, ou ausentes indícios suficientes de autoria, o juiz julgará improcedente a denúncia. Como na fase da pronúncia o juiz não realiza um exame aprofundado do mérito, a impronúncia não tem a natureza de uma sentença absolutória. Tanto é que, surgindo novas provas, poderá ser proposta nova ação penal. c) Absolver sumariamente: o juiz absolverá o réu sumariamente quando, de plano, verificar que ele agiu amparado por uma causa excludente de ilicitude ou de culpabilidade. Nesse caso, não poderá ser proposta nova ação penal.

d) Desclassificar o delito: o juiz entende que o fato narrado na denúncia não constitui crime afeto à competência do Júri, pelo que envia o processo para que seja julgado pelo juízo que entende competente.

Segunda Fase do Processo no Tribunal do Júri – Juízo da Causa “ judicium causae”

Segunda Fase do Processo no Tribunal do Júri – Juízo da Causa judicium causae”

Começa com o Libelo Acusatório e vai até a sentença final é a exposição do MP do que se pretende provar contra o réu no que se apurou até a Sentença de Pronúncia.

Pronunciado o réu, será iniciada a segunda fase do procedimento do Tribunal do Júri. Essa fase começa com a apresentação do libelo acusatório pelo Ministério Público, onde o escrivão deverá dar imediata vista ao MP, para que, no prazo de 5 dias, ofereça o libelo acusatório (art. 416) delimitando os fatos sobre os quais versará a acusação. Apresentado o libelo, bem como a resposta do réu (contrariedade ao libelo), podem ser requeridas justificações e perícias.

Feito isso, o processo está pronto para o julgamento pelo Júri.

A abertura dos trabalhos ocorre quando estão presentes o juiz, o promotor, o porteiro e o escrivão. Estando todos presentes, são verificadas as cédulas que contêm o nome de todos os jurados sorteados para aquela sessão.

Libelo Acusatório

Conceito

Libelo acusatório: “Exposição escrita e articulada do fato criminoso reconhecido na pronúncia, com a indicação do nome do réu, das circunstâncias agravantes previstas na lei penal e dos fatos e circunstâncias que devam influir na fixação da sanção penal, bem como do pedido de procedência da pretensão penal”. 8 É assinado pelo promotor de Justiça.

8 MIRABETE, Julio Fabbrini. Código de processo penal interpretado, p. 953.

Transitada em julgado a sentença de pronúncia, o cartório intimará o promotor de justiça para

Transitada em julgado a sentença de pronúncia, o cartório intimará

o promotor de justiça para que ofereça o libelo acusatório, no prazo de 5 (cinco) dias.

Se a ação for privada, o prazo para o querelante apresentar o libelo será de 2 (dois) dias.

No caso de haver mais de um réu, elaborar-se-á um libelo para

cada. Verificando a falta de libelo para algum dos réus, o cartório certificará

e remeterá os autos conclusos ao juiz.

o

querelante apresentar o rol de testemunhas que deverão depor em plenário, até o máximo de 5 (cinco), juntar documentos e requerer diligências.

Juntamente com o libelo, poderá o promotor de justiça

ou

As

testemunhas

apresentadas

serão

intimadas

assim

que

for

designada a data da sessão de julgamento.

Havendo pedido de diligência, os autos serão conclusos ao juiz.

Se houver assistente de acusação já admitido no processo, deverá ser intimado para, querendo, aditar o libelo, no prazo de 2 (dois) dias.

Contrariedade ao libelo acusatório

Conceito

Contrariedade ao libelo: Apresentado o libelo, ”o defensor será intimado para oferecer sua contrariedade, também no prazo de cinco dias, quando poderá arrolar testemunhas, em número máximo de cinco, e

requerer diligências que reputar impres cindíveis, valendo as mesmas regras do libelo”. 9 Recebido o

requerer diligências que reputar imprescindíveis, valendo as mesmas regras do libelo”. 9

Recebido o libelo acusatório, cumpre ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, entregar ao réu, pessoalmente, uma cópia, intimando o seu defensor para oferecer a contrariedade, no prazo de 5 (cinco) dias.

Findo o prazo, apresentada ou não a contrariedade, os autos serão conclusos ao juiz.

Desaforamento ao libelo acusatório

É possível o desaforamento do julgamento, ou seja, tirar o julgamento do foro natural e mandar para outra comarca. Hipóteses de desaforamento (art. 424):

a) interesse público: casos em que a realização importar risco para

a paz social ou para a incolumidade dos jurados;

b) falta de imparcialidade dos jurados: elementos que indiquem que

os jurados não apreciarão a causa com isenção;

c) falta de segurança na comarca: quando houver prova de risco

para incolumidade física do acusado;

d) não realização do julgamento: quando o réu não é julgado depois

de um ano do recebimento do libelo.

Designação de data para julgamento no Tribunal do Júri

Superada as fases do libelo e contrariedade ao libelo, o juiz poderá determinar a realização das diligências eventualmente requeridas pelas partes, ou outras que ele próprio entender necessárias, devendo o cartório providenciar a sua realização.

9 CAPEZ, Fernando. Curso de processo penal, p. 583.

Realizadas as diligências, o escrivão designará a data para o julgamento em plenário (desde que

Realizadas as diligências, o escrivão designará a data para o julgamento em plenário (desde que haja autorização normatizada do juiz nesse sentido), providenciando a intimação das partes, do assistente, se houver, e das testemunhas arroladas.

Composição e organização do Tribunal do Júri

O tribunal do júri é constituído por um corpo de 21 (vinte e um) jurados, 07 (sete) que formarão o Conselho de Sentença, sorteados entre os inscritos na lista geral e anual, e presidido pelo Juiz de Direito da vara criminal responsável pelo julgamento dos processos afetos ao júri da comarca. Para que a sessão seja instalada, no entanto, a lei exige que um mínimo de quinze jurados esteja presente à chamada.

Instalação da Sessão do Processo no Tribunal do Júri

No dia e hora designados para a sessão do tribunal do júri, estando presentes o juiz e o promotor de justiça, o escrivão conferirá os nomes dos 21 (vinte e um) jurados sorteados, fazendo a chamada e colocando-os em local separado, na primeira fila.

Caso esteja presente um número de jurados maior que quinze e menor que vinte e um, será promovido o sorteio de jurados suplentes. Os jurados faltosos, que foram substituídos, não poderão mais funcionar naquela sessão periódica.

Estando presentes ao menos 15 (quinze) jurados, será possível a realização da sessão, caso contrário, o escrivão informará imediatamente ao juiz.

Se o número de presentes for inferior a quinze jurados, o juiz deixará de instalar a sessão, marcando outra data para o julgamento. O

Código de Processo Penal prevê a possibilidade de aplicação de multa aos jurados faltosos. O

Código de Processo Penal prevê a possibilidade de aplicação de multa aos jurados faltosos. O art. 253 prevê ainda a possibilidade de que o jurado faltoso venha a responder por crime de desobediência.

O escrivão fará a chamada do réu e o colocará em local separado. Caso o réu não esteja presente, o escrivão informará imediatamente ao juiz.

Ato contínuo, o escrivão deverá conferir a intimação das testemunhas de acusação e defesa, separando-as e recolhendo-as a lugar onde não possam ouvir os depoimentos e os debates, cientificando-as de que não serão dispensadas até o encerramento dos debates, eis que poderão ser novamente inquiridas.

Verificado o não comparecimento de alguma testemunha, o escrivão informará imediatamente ao juiz o motivo da falta, de acordo com a certidão do oficial de justiça no mandado de intimação.

Em regra, a ausência de testemunha não constitui causa para o adiamento do julgamento pelo Tribunal do Júri. Apenas quando o seu depoimento for declarado imprescindível, e sendo seu paradeiro indicado com antecedência, é que o juiz determinará a sua condução por oficial de justiça e adiará o julgamento.

Se o juiz declarar instalada a sessão do tribunal do júri, o escrivão anunciará o processo a ser julgado, determinando ao oficial de justiça que proceda ao pregão das partes e das testemunhas arroladas.

Estando presente o quorum mínimo para a instalação da sessão, o juiz anunciará que o processo será julgado, sendo apregoada as partes e as testemunhas.

Podem suceder, então, duas hipóteses. O não comparecimento do réu, com motivo justo, possibilita o adiamento do julgamento para a 1ª

sessão periódica. Se não houver motivo justo para a sua ausência, o julgamento se realiza

sessão periódica. Se não houver motivo justo para a sua ausência, o julgamento se realiza à revelia do réu.

Todos presentes, proceder-se-á ao sorteio do jurados em plenário. Cada parte poderá recusar até três jurados sorteados, sem que haja a necessidade de justificação. São as chamadas escusas peremptórias. Eventuais recusas que excedam esse número deverão ser justificadas pela parte interessada, podendo ser aceitas ou negadas pelo juiz. O Conselho de Sentença será formado por sete jurados.

Feito o pregão, e comparecendo o réu, o juiz perguntará seu nome, idade e se tem defensor.

Após, o juiz verificará a urna, conferindo se contém apenas as cédulas dos jurados presentes, e anunciará o sorteio de 7 (sete) deles para formação do conselho de sentença.

Na medida em que os jurados forem sorteados, tendo sido aceitos pelas partes, o escrivão deverá encaminhá-los ao local reservado ao conselho de sentença.

Da Instrução do Processo no Tribunal do Júri

Formado o conselho de sentença com os 7 (sete) jurados sorteados, o juiz tomar-lhes-á o compromisso por termo nos autos. Compromissados os jurados, proceder-se-á ao interrogatório do réu.

Feito o interrogatório, o juiz, sem manifestar-se sobre o mérito da acusação ou da defesa, fará o relatório promovendo um resumo do andamento processual, o chamado relatório do processo. Nesse momento, o juiz não pode exprimir qualquer juízo de valor em relação à causa, como forma de evitar uma interferência indevida no ânimo dos jurados.

Encerrado o relatório, as partes ou jurados podem requerer a leitura de peças do processo

Encerrado o relatório, as partes ou jurados podem requerer a leitura de peças do processo e o juiz determinará que o escrivão o faça. Em seguida, passa-se à inquirição de testemunhas. Em primeiro lugar são ouvidas as testemunhas da acusação. Em seguida, as da defesa.

Ao final da ouvida das testemunhas, o escrivão deverá consultar o juiz acerca da possibilidade de serem dispensadas as testemunhas. Em havendo concordância, as testemunhas poderão deixar o Fórum.

Concluída a inquirição das testemunhas, passa-se para a fase dos debates em plenário.

A acusação, que inicia os debates, terá o prazo de 2 (duas) horas. Havendo mais de um réu, no entanto, o prazo será de três horas. Se houver assistente de acusação, esse falará logo após o promotor.

Por fim, tem a palavra a defesa que terá o prazo de 2 (duas) horas. Na hipótese de haver mais de um réu, em respeito ao princípio da isonomia, os prazos serão de 3 (três) horas.

Encerrada a defesa, a acusação, querendo, terá novamente a palavra para a réplica, pelo prazo de 30 (trinta) minutos ou 1 (uma) hora, dependendo do número de réus. Proferida a réplica, surge para a defesa o direito de tréplica, pelo mesmo tempo.

De acordo com o princípio da eventualidade, os debates orais constituem o momento processual adequado para que sejam levantados todos os fundamentos de acusação e defesa possíveis, não importando que tais fundamentos se excluam mutuamente. Afinal, se uma determinada tese não for acolhida, resta ainda a possibilidade de que seja acatada a tese subsidiária.

Nada impede que a defesa, durante a tréplica, inove, apresentando teses ainda não levantadas em

Nada impede que a defesa, durante a tréplica, inove, apresentando teses ainda não levantadas em Plenário, visto que ainda não está finda a fase dos debates orais. Todavia, esta Coordenadoria entende que, na prática, tal conduta pode ser perigosa. Suponhamos a seguinte situação. A defesa argúi a tese de legítima defesa. Contudo, não alega o estado de imputabilidade do agente, "guardando" essa tese para a tréplica. Se a acusação não exercer a faculdade da réplica, também não haverá que se falar em tréplica, pelo que a tese da defesa não poderá ser analisada pelos jurados, prejudicando o réu.

Encerrados os debates, qualquer dos membros do conselho de sentença poderá pedir esclarecimentos acerca de questões de fato. Podem ser lidos documentos em plenário. Todavia, todos os documentos a serem lidos em plenário devem ter sido juntados aos autos com antecedência de pelo menos de três dias. Os documentos não juntados aos autos no referido prazo serão considerados como prova surpresa, sendo sua leitura causa de nulidade do julgamento.

O serviço do júri é obrigatório, e será exercido por cidadãos maiores

de 21 (vinte e um) anos, com notória idoneidade.

Anualmente, o juiz-presidente do tribunal do júri elaborará uma lista de 80 (oitenta) a 500 (quinhentas) pessoas, conforme a comarca, para servirem como jurados, anotando-se os nomes dos alistados em cartões, depositados numa urna geral.

A lei prevê a exclusão do serviço do júri de determinadas pessoas,

quer pelo exercício de suas funções, quer por incompatibilidade com as

atividades por elas exercidas.

A relação de isenção é taxativa, podendo ser alistadas todas as demais pessoas que preencham os requisitos necessários.

Após o alistamento, no mês de novembro de cada ano, o cartório providenciará a publicação

Após o alistamento, no mês de novembro de cada ano, o cartório

providenciará a publicação provisória da lista contendo os nomes, profissão

e endereço dos alistados, na Imprensa Oficial ou no átrio do Fórum. Essa

listagem poderá ser alterada de ofício, pelo juiz, ou em virtude de reclamação de “qualquer do povo”, até a publicação definitiva, que se dará

na segunda quinzena de dezembro daquele ano.

A relação dos 21 (vinte e um) jurados que integrarão o tribunal do

júri para cada reunião será elaborada mediante sorteio dentre os inscritos na lista geral anual da comarca.

O sorteio será realizado de 10 (dez) a 15 (quinze) dias antes da

data estabelecida para a reunião mensal do júri, devendo o cartório designar data e horário para a solenidade, intimando o promotor de justiça.

Para realizar o sorteio o cartório providenciará a presença de um menor de 18 (dezoito) anos.

Realizado o sorteio, o cartório expedirá edital de convocação do

tribunal do júri, fazendo dele constar a data em que se realizará a reunião e

o convite nominal dos jurados sorteados para comparecerem, sob as penas

da lei. O edital será fixado no átrio do Fórum e publicado pela Imprensa

Oficial.

Convocado o tribunal do júri, expedir-se-á mandado de intimação pessoal dos réus, dos jurados e das testemunhas e peritos que serão ouvidos em plenário.

Caso o jurado não seja encontrado em sua residência, o oficial de justiça deixará cópia do mandado para que tome conhecimento, ficando efetivada a intimação.

O cartório afixará, antes da data do primeiro julgamento, no átrio do Fórum, a lista

O cartório afixará, antes da data do primeiro julgamento, no átrio do

Fórum, a lista dos processos que serão julgados, dando-se preferência aos processos de réus presos e, dentre eles, os de prisão mais antiga.

Preparação e Votação dos Quesitos do Processo no Tribunal do Júri

Finda instrução, o juiz formula aos jurados os quesitos que deverão por eles ser respondidos. Os quesitos versarão apenas sobre as teses argüidas tanto pela defesa quanto pela acusação.

A formulação dos quesitos respeitará a seguinte ordem (art. 484 do

CPP):

a) quesitos referentes à materialidade e autoria do crime;

b) quesitos que envolvam excludentes de ilicitude;

c) quesitos referentes às excludentes de culpabilidade;

d) quesitos que envolvam uma possível desclassificação do delito;

e) quesitos referentes às qualificadoras;

f) quesitos referentes às causas de aumento e diminuição de pena,

assim como as relativas às agravantes genéricas;

g) quesitos sobre as atenuantes.

Os quesitos serão lidos em Plenário, devendo o juiz explicar cada um deles aos jurados. O juiz informará, nesse momento, qual a conseqüência das respostas "sim" ou "não" para o deslinde do julgamento.

Após a leitura dos quesitos, os jurados se retiram para a Sala Secreta. Nessa sala, estarão presentes os jurados, o juiz, bem como representantes da defesa e da acusação. O juiz poderá tirar dúvidas dos jurados acerca de determinado quesito, se for solicitado.

Os jurados respondem "sim" ou "não" aos quesitos colocando em urnas separadas um papel dobrado com a resposta que, de acordo com seu

íntimo convencimento, entenderem como adequada ao caso. Se o resultado da votação referente a um

íntimo convencimento, entenderem como adequada ao caso. Se o resultado da votação referente a um determinado quesito tornar os outros prejudicados, o juiz assim os declarará. As decisões são tomadas por maioria de votos. Em seguida, os jurados se reunirão na sala secreta, onde se procederá à votação dos quesitos, assegurado o sigilo do voto. Ficam na sala secreta o juiz, os jurados, os acusadores, os defensores, o escrivão e dois oficias de justiça.

Nas comarcas em que não há sala secreta, a votação dos quesitos será feita no próprio salão do tribunal do júri, devendo o escrivão providenciar para que todos os presentes à sessão se retirem nesse momento.

O oficial de justiça velará para que os jurados não discutam ou manifestem suas impressões sobre o processo para os demais. Verificando qualquer ocorrência nesse sentido, deverá comunicá-la imediatamente ao juiz.

A votação se dar-se-á de acordo com os preceitos legais.

Concluído o julgamento e apurados os votos, o escrivão lavrará o termo de votação, com o resultado de todos os quesitos, devendo dele constar as respostas a cada quesito, com os votos sim e não, o qual será assinado pelo juiz e pelos jurados.

Da Sentença do Processo no Tribunal do Júri

A sentença será elaborada pelo juiz, de acordo com a votação dos

jurados. A sentença pode ser:

1 – Absolutória: se o réu está preso, deve ser automaticamente liberado. A sentença absolutória

1 – Absolutória: se o réu está preso, deve ser automaticamente liberado. A sentença absolutória pode ser própria (quando impõe medida de segurança).

2 – Condenatória: não é necessário fundamentar. Somente a aplicação da pena é fundamentada. O juiz fixa o regime e decide se o réu pode ou não apelar em liberdade.

3 – Desclassificação do Crime: Havendo duas possibilidades:

a) Desclassificação própria: dá-se quando os jurados desclassificam o crime de competência do júri e não afirmam que crime ocorreu; b) Desclassificação Imprópria: dá-se quando os jurados desclassificam o crime de competência do Júri e já afirmam que crime ocorreu; c) Crime conexo com crime da competência do júri: Os jurados desclassificam o crime. O juiz julga o crime desclassificado. Os jurados julgam o crime conexo, portanto, julgam o outro crime.

Elaborada a sentença, voltam todos para o plenário e ali dar-se-á a publicação da mesma, a portas abertas.

Enquanto são os jurados que decidem pela condenação ou absolvição do réu, é o juiz quem decidirá a pena que eventualmente deverá ser aplicada. Isso porque a aplicação da pena é um procedimento técnico que necessita ser realizado por um profissional da área do Direito, não podendo se deixado a cargo dos jurados.

A sentença será sempre lida em voz alta, diante do público. Finda a leitura, estará encerrada a sessão de julgamento.

Discute-se se o réu condenado pode ou não aguardar o julgamento em liberdade. Quanto a isso, a jurisprudência é quase unânime em afirmar

que o réu que permaneceu preso durante a instrução permanecerá preso; ao passo que o

que o réu que permaneceu preso durante a instrução permanecerá preso; ao passo que o réu que aguardou julgamento solto continuará em liberdade. Essa possibilidade, no entanto, não é aplicada quando interpostos os recursos especial e extraordinário:

"O direito de recorrer em liberdade só vai até o término dos recursos ordinários, restando inviável o reconhecimento por todo o transcurso da causa. Ordem concedida em parte para que a Paciente possa responder em liberdade ao recurso de apelação". (HC 34352 / RJ ; HABEAS CORPUS. 2004/0036767-5. Relator Ministro José Arnaldo da Fonseca)

Se o réu for absolvido, será imediatamente solto (se estiver aguardando o julgamento preso), mesmo que seja interposta apelação pela acusação, devendo o escrivão providenciar a expedição de alvará de soltura.

Compete ao escrivão lavrar ata circunstanciada de todo o julgamento, onde deverão constar todas as circunstâncias, incidentes e movimentos do julgamento, desde a abertura até o encerramento, com menção aos termos essenciais que devem ser lavrados.

- PROCESSO PENAL – LEI n.º 11.101/2005 07 PROCEDIMENTOS ESPECIAIS PREVISTOS NO CÓDIGO DE 07.1

- PROCESSO PENAL – LEI n.º 11.101/2005

07

PROCEDIMENTOS

ESPECIAIS

PREVISTOS

NO

CÓDIGO

DE

07.1 PROCEDIMENTO DOS CRIMES FALIMENTARES - ARTS. 503 A

512 DO CPP.

Sentença de Decretação da falência ou de concessão de recuperação judicial

O MP denunciou ? Não

O MP denunciou?

Não

O MP denunciou ? Não
Sim
Sim

Oferecimento da denúncia pelo Ministério Público

Sim Oferecimento da denúncia pelo Ministério Público MP Requereu instauração de Inquérito policial Conclusão

MP Requereu instauração de Inquérito policial

Conclusão do Inquérito Policial

de Inquérito policial Conclusão do Inquérito Policial Recebimento da denúncia Prossegue-se pelo rito sumário A

Recebimento da denúncia

Prossegue-se pelo rito sumário

A Lei de Falências (Lei n° 11.101/05) revogou os artigos 503 a 512 do Código de Processo Penal. Logo, a própria Lei de Falências regula o processo penal nos crimes falimentares.

Competência: A lei de falências afasta a competência do juízo universal para processar e julgar os crimes falimentares.

Art. 183. Compete ao juiz criminal da jurisdição onde tenha sido decretada a falência, concedida

Art. 183. Compete ao juiz criminal da jurisdição onde tenha sido decretada a falência, concedida a recuperação judicial ou homologado o plano de recuperação extrajudicial, conhecer da ação penal pelos crimes previstos nesta Lei.

No caso de pluralidade de juízes com igualdade de competência aplica-se a regra do artigo 70 do CPP e seguintes (regra geral de competência).

Ação Penal:

Regra: Art. 184. Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública incondicionada.

Exceção: Condicionada ou privada, nos casos previstos em lei.

Entretanto, no caso de o MP não oferecer denúncia no prazo, caberá ação privada subsidiária, conforme o artigo 184, parágrafo único:

Parágrafo único. Decorrido o prazo a que se refere o art. 187, § 1 o , sem que o representante do Ministério Público ofereça denúncia, qualquer credor habilitado ou o administrador judicial poderá oferecer ação penal privada subsidiária da pública, observado o prazo decadencial de 6 (seis) meses.

Oferecimento da denúncia: O Ministério Público deverá promover a ação penal ao receber provas de crimes falimentares:

Art. 187. Intimado da sentença que decreta a falência ou concede a recuperação judicial, o Ministério Público, verificando a ocorrência de qualquer crime previsto nesta Lei, promoverá imediatamente a competente ação penal ou, se entender necessário, requisitará a abertura de inquérito policial.

O prazo para oferecimento da denúncia é o do artigo 46, do CPP:

(05 dias se o indiciado estiver preso e 15, se estiver solto. A única exceção

é quando o réu estiver solto e o Prom otor de Justiça aguardar a exposição

é quando o réu estiver solto e o Promotor de Justiça aguardar a exposição circunstanciada apresentada pelo administrador judicial da falência. Neste caso, deverá oferecer a denúncia em 15 dias.

Recebida a denúncia ou a queixa, segue-se o rito sumário, seja para os crimes apenados com reclusão ou detenção.

08 - PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A HONRA – ARTIGOS 519 A 523 DO CPP

08 - PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A HONRA – ARTIGOS 519 A 523 DO CPP 08. 1 - CRIMES DE CALÚNIA E INJÚRIA, DE COMPETÊNCIA DO JUIZ SINGULAR

Ação Penal Privada

Queixa

Não recebe a queixa e marca Audiência de conciliação

Há Conciliação?

Sim

Termo de desistência

Arquivamento da

queixa

Ação Penal Pública

Denúncia

Recebimento da

Denúncia/Queixa

Oferecimento de Queixa e vistas ao Ministério Público

Citação

de Queixa e vistas ao Ministério Público Citação Interrogatório Defesa Prévia Há Exceção da Verdade?

Interrogatório

e vistas ao Ministério Público Citação Interrogatório Defesa Prévia Há Exceção da Verdade? Não Testemunha de

Defesa Prévia

Há Exceção da Verdade?

Não

Testemunha de

Acusação

Há Exceção da Verdade? Não Testemunha de Acusação Testemunhas de Defesa Diligências Alegações Finais

Testemunhas de Defesa

Não Testemunha de Acusação Testemunhas de Defesa Diligências Alegações Finais Sentença Não Intimação

Diligências

de Acusação Testemunhas de Defesa Diligências Alegações Finais Sentença Não Intimação do autor para

Alegações Finais

Testemunhas de Defesa Diligências Alegações Finais Sentença Não Intimação do autor para contestar e 02

Sentença

de Defesa Diligências Alegações Finais Sentença Não Intimação do autor para contestar e 02 dias

Não

de Defesa Diligências Alegações Finais Sentença Não Intimação do autor para contestar e 02 dias Contestação

Intimação do autor para contestar e 02 dias

Contestação do autor com possível alteração no rol de testemunhas

do autor para contestar e 02 dias Contestação do autor com possível alteração no rol de

Sim

do autor para contestar e 02 dias Contestação do autor com possível alteração no rol de
No Capítulo V , do Título I, da Parte Especial do Código Penal estão definidos
No Capítulo V , do Título I, da Parte Especial do Código Penal estão definidos

No Capítulo V, do Título I, da Parte Especial do Código Penal estão definidos os crimes que atentam contra a honra, ou seja, os que atingem a integridade ou incolumidade moral da pessoa humana.

A honra recebe tríplice proteção: constitucional, penal e civil. A CF estabelece no seu artigo 5º, inciso V, o direito de resposta e a indenização por dano moral; a proteção penal está no capítulo dos crimes contra a honra e em legislações especiais, tais como: eleitoral e imprensa e, por último, a proteção civil quando reconhece o ressarcimento por dano moral.

Honra é o conjunto de atributos morais, físicos e intelectuais que uma pessoa goza perante a sociedade (objetiva) ou como um sentimento natural, cuja ofensa causa uma dor psíquica. Assim, a honra pode ser analisada sob dois aspectos:

a) Honra subjetiva (a honra interna), que se traduz na estima de si próprio e reputação pessoal, que todos sentimos.

b)

Honra

objetiva

(honra

externa),

como

somos

vistos

na

sociedade.

Com essas considerações, temos, então: a Calúnia (art. 138- imputação falsa a alguém de fato criminoso) e a Difamação (art. 139- imputação a alguém de fato ofensivo a sua reputação) que ferem a honra objetiva, sendo necessário à consumação o conhecimento de terceiros e a injúria (art. 140- CP- ofender à honra-dignidade: moral, ou à honra-decoro:

atributos físicos e intelectuais, bastando para consumar-se o conhecimento do ofendido), atingindo a honra subjetiva.

Apesar do CPP prever o procedimento especial somente para a calúnia e a injúria, aplica-se também à difamação (antiga modalidade de injúria).

Os crimes contra a honra, via de regra, são de ação penal privada, porém, serão

Os crimes contra a honra, via de regra, são de ação penal privada,

porém, serão de ação penal pública quando da injúria real resulte lesões corporais, conforme prevê o artigo 145, “caput”, do Código Penal:

Art. 145. Nos crimes previstos neste Capítulo, somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal.

Serão de ação penal pública condicionada à requisição, se o crime for praticado contra a honra do presidente da República ou chefe de governo estrangeiro; e de ação penal pública condicionada à representação do ofendido, quando atingir a honra de funcionário público no exercício de suas funções, conforme o parágrafo único:

Parágrafo único – Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça, no caso do n. I do art. 141, e mediante representação do ofendido, no caso do n. II do mesmo artigo. A Regra geral: É a Ação penal privada.

Procedimento:

Tem como marca diferenciadora a audiência de conciliação entre as

partes, antecedendo o próprio recebimento da queixa. Frutífera a conciliação, a queixa será arquivada. Caso a queixa seja recebida, o processo seguirá o rito ordinário.

a)

Oferecimento da queixa-crime (394 CPP).

 

O

Juiz

abrirá

vista

ao

MP,

para

que

adite

a

queixa, supra

irregularidades, saneie omissões etc., no prazo de três dias.(artigo 46,§2º, do CPP).

b) o juiz manda notificar o querelante e o querelado a fim de que

compareçam à audiência de tentativa de conciliação, desacompanhados de advogados (artigo 520 do CPP).

Art. 520 - Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para

Art. 520 - Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para se reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo e ouvindo-as, separadamente, sem a presença dos seus advogados, não se lavrando termo.

c) Havendo conciliação, o querelante assinará termo de

desistência e os autos serão futuramente arquivados. No caso de a tentativa de conciliação restar frustrada, o juiz recebe a queixa- crime.

d) Cita-se

o

querelado,

interrogatório.(artigo 394 do CPP).

intimando-o

para

audiência

de

e) Apresentação da defesa prévia, três dias.(396 do CPP).

Nesta fase, pode o querelado apresentar exceção da verdade (demonstrar a veracidade das afirmações) ou exceção da notoriedade (demonstrar que as suas afirmações são do domínio público). (artigo 523 CPP).

Observação: As exceções são cabíveis somente nos crimes de calúnia e difamação, nunca nos de injúria.

f) apresentada exceção nos autos principais, o querelante será

notificado para, dentro de dois dias, oferecer sua resposta, podendo substituir as testemunhas arroladas na queixa. A partir desse instante, o procedimento se ordinariza.

Pedido de explicações:

Esse procedimento, previsto no artigo 144 do Código Penal, é uma medida preliminar, embora não obrigatória à propositura da ação penal.

Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria,

Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia,

difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir explicações em

juízo. Aquele que se recusa a dá-las satisfatórias, responde pela ofensa.

ou,

a

critério do juiz, não

as

Conceito: É uma medida preparatória e facultativa para o oferecimento da queixa quando, em virtude dos termos empregados não se mostrar evidente a intenção de caluniar, difamar ou injuriar, gerando dúvida acerca do significado da manifestação do autor. O juiz recebe o pedido e designa audiência para o ofensor esclarecer suas afirmações ou solicitar as explicações por escrito. Cabe ao ofendido analisar se as explicações deverão ou não ser aceitas e se vai ou não intentar com a queixa-crime.

09 - PROCEDIMENTOS DOS CRIMES FUNCIONAIS – CRIMES DE RESPONSABILIDADE DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS – Arts.

09 - PROCEDIMENTOS DOS CRIMES FUNCIONAIS – CRIMES DE RESPONSABILIDADE DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS Arts. 513 a 518 do CPP

09.1 - Fluxograma

Ministério Público ou Querelante

Oferece denúncia ou Queixa

Juízo processante

Determina notificação do funcionário público para apresentar, no prazo de 15 dias, a defesa preliminar

Juízo processante

Rejeita a denúncia ou queixa

Recebe a denúncia ou queixa

Rejeita a denúncia ou queixa Recebe a denúncia ou queixa Segue o rito ordinário ( 394

Segue o rito ordinário ( 394 a 405 do CPP)

ou queixa Segue o rito ordinário ( 394 a 405 do CPP) Cabe Recurso em Sentido
Cabe Recurso em Sentido Estrito
Cabe Recurso em
Sentido Estrito

O procedimento especial previsto no artigo 514 do CPP aplica-se a todos os crimes funcionais afiançáveis, ficando excluídos os inafiançáveis.

Os crimes funcionais são aqueles cometidos pelo funcionário público no exercício das suas funções contra

Os crimes funcionais são aqueles cometidos pelo funcionário público

no exercício das suas funções contra a administração pública. Estes se classificam em:

A - Crimes funcionais próprios: só podem ser praticados por funcionários públicos. B - Crimes funcionais impróprios: podem ser praticados por particulares.

O

público:

art. 327,

do Código

Penal, trata do conceito

de funcionário

Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.

§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo,

emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa

prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública 139.

§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista,empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.

Os Crimes mais praticados por funcionários públicos, entre outros,

são:

PECULATO: quando um servidor público se vale do cargo para apropriar-se de dinheiro ou bem de outra pessoa.

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA: crime que o agente público comete quando desvia verba pública, frauda licitação ou

IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA: crime que o agente público comete quando desvia verba pública, frauda licitação ou usa o cargo em benefício próprio ou de outrem (Lei n.º 8429/92).

CORRUPÇÃO

PASSIVA:

quando

o

funcionário

público

aceita

vantagem indevida, em razão da função que ocupa

PREVARICAÇÃO: quando o servidor público deixa de cumprir atos que a obrigação funcional lhe impõe

CONCUSSÃO: quando o funcionário público exige, em razão do cargo que ocupa, vantagem de outra pessoa.

O rito processual previsto nos artigos 513 e seguintes é aplicável

aos crimes funcionais descritos nos artigos 312 a 326 do Código Penal e em outros dispositivos em que a qualidade de funcionário público funciona como elementar ou circunstância especial do tipo, pois existem as chamadas leis extravagantes penais que também regulam crimes praticados por servidor contra a administração pública, como, por exemplo, o crime de sonegação fiscal que recebe a participação de funcionário público do fisco para a perpetração de delito previsto na Lei n.º 4.729/65.)

Tanto os crimes funcionais próprios como os impróprios submetem- se ao procedimento especial, bastando apenas que sejam afiançáveis. Os únicos inafiançáveis são: excesso de exação (CP, artigo 316, §1º) e a facilitação de contrabando ou descaminho (CP, artigo 318), os quais seguem o rito comum da reclusão.

Procedimento:

1 – Oferecimento da denúncia ou queixa (subsidiária):

A peça acusatória poderá estar acompanhada com documentos ou

justificação que façam presumir a existência do delito ou com a declaração

fundamentada da impossibilidade de apresentação dessas provas. (artigo 515, parágrafo único). 2 - Defesa Preliminar:

fundamentada da impossibilidade de apresentação dessas provas. (artigo 515, parágrafo único).

2 - Defesa Preliminar:

Antes do recebimento da denúncia ou queixa, o juiz determinará não só a sua autuação, mas também mandará notificar o agente para apresentar a sua defesa preliminar, no prazo de 15 dias. A defesa apresentada tem por finalidade impedir o recebimento da peça acusatória inaugural. Constitui uma fase obrigatória no procedimento, sendo que a sua ausência gera nulidade absoluta do processo. A defesa preliminar poderá ser dispensada, se a denúncia se apoiar em inquérito policial.

Se o acusado não puder, por algum motivo, ser intimado pessoalmente, o juiz deverá nomear-lhe defensor dativo para que este apresente a defesa preliminar, conforme o art. 514, parágrafo único do Código de Processo Penal.

Observação: É dispensável a notificação prévia quando a denúncia ou queixa estiver instruída com inquérito policial, ou quando o crime funcional é julgado juntamente com outro, não funcional, de natureza mais grave. Da mesma forma, se o agente deixa a condição de funcionário público, pois a defesa preliminar visa evitar que o funcionário público seja temerariamente processado, com prejuízo ao normal andamento da atividade administrativa.

Estando o agente no exercício de qualquer função pública, a falta de notificação constitui nulidade relativa, a ser alegada em ocasião oportuna,

sob

pena

de

considerar-se sanada (artigo 572 do CPP).

3- Recebimento ou Rejeição da denúncia ou queixa:

Apresentada ou não a defesa prévia (no caso de ter decorrido o prazo) os autos

Apresentada ou não a defesa prévia (no caso de ter decorrido o prazo) os autos irão conclusos para o Magistrado para análise.

queixa ou denúncia, em despacho

fundamentado, se convencido, pela resposta do acusado ou do seu

defensor, da inexistência do crime ou da improcedência da ação.

Art.

516

-

O juiz

rejeitará a

4 - Recebida a denúncia ou queixa:

O réu será citado (517/CPP) e, a partir do recebimento da peça acusatória, o procedimento se ordinariza (artigo 518 do CPP).

10 - PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL- ART. 524 A 530 DO CPP

10 - PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL- ART. 524 A 530 DO CPP (LEI 9.279/96)

Ofendido ou Requerente Requer produção de prova pericial, bem como busca e apreensão do material
Ofendido ou Requerente
Requer produção de prova pericial,
bem como busca e apreensão do
material contrafeito, quando cabível.
Juízo
Deferindo, nomeia dois peritos
Peritos
Fase Pré-
processual
Faz a diligência, verificando a
necessidade ou não da
apreensão
MP, ofendido e o juiz
podem elaborar quesitos
Apresentam o laudo, prazo de
três dias
Não
Juízo homologa?
Apelação
Sim
Ofendido poderá apresentar
queixa (Prazo: 30 dias)
Segue o rito comum ordinário
Fluxograma da fase pré-processual, quando o crime deixou vestígios
Art. 525 - No caso de haver o crime deixado vestígio, a queixa ou a denúncia não
será recebida se não for instruída com o exame pericial dos objetos que constituam o
corpo de delito.
A propriedade é um direito que consiste em dispor, usar ou fruir um determinado bem

A propriedade é um direito que consiste em dispor, usar ou fruir um

determinado bem material ou imaterial. Assim, aos produtos e engenho do intelecto humano dá-se o nome de Propriedade Intelectual que abrange dois ramos:

a) o direito autoral que se adestra sobre a propriedade literária, artística e científica; b) a propriedade industrial (invenção, modelos de utilidade, desenhos industriais, marcas e outras).

O tema é tratado nos art. 184 a 186 do Código Penal, que aborda

os crimes contra a Propriedade Intelectual, respectivamente uma de suas subdivisões, o direito autoral que é regulado pela Lei n.º 9610/98.

Conforme o disposto em lei, o direito autoral assegura ao autor da obra a propriedade exclusiva sobre ela, para que somente ele usufrua de todos os benefícios e vantagens delas decorrentes.

Os crimes praticados contra propriedade imaterial, aí incluídos os crimes contra a propriedade industrial estão elencados na Lei 9.279/96 e, como regra geral, se apuram mediante ação penal privada, salvo quando praticados em prejuízo de entidade de direito público.

Para apuração destes tipos penais, na hipótese de deixar vestígios, deve a parte interessada requerer cautelarmente diligência de busca e apreensão.

Procedimento:

A particularidade que existe no procedimento que envolve a propriedade imaterial é a fase que antecede o oferecimento da queixa ou denúncia, no caso de haver o crime deixado vestígio, pois a partir do oferecimento da queixa/denúncia, e o seu respectivo recebimento, o procedimento segue pelo rito ordinário.

Particularidade: Ocorre quando tais crimes deixam vestígios, pois se torna imprescindível, por exigência legal, a

Particularidade:

Ocorre quando tais crimes deixam vestígios, pois se torna imprescindível, por exigência legal, a produção de prova pericial, qual seja, o exame de corpo de delito. A queixa não pode ser oferecida sem a prova da materialidade, condição objetiva de procedibilidade.

O requerente ou ofendido deverão solicitar ao juízo criminal diligência de busca e apreensão do material contrafeito, cuja medida será, em regra, executada por dois peritos previamente designados pelo juiz.

Após a

apreensão, será dada vista dos autos ao ofendido e ao

Ministério Público, visando à formulação dos quesitos à perícia.

Observação: durante esta fase não se houve o requerido, tendo em vista tratar-se de uma medida “inaudita altera pars”. Realizada a perícia, os autos vão conclusos ao juiz para homologação ou não do laudo. Se o laudo for homologado o requerente ou ofendido poderá oferecer a queixa, no prazo de trinta dias (contados a partir do dia que tomou ciência da sentença homologatória). Se a ação for privada, exige-se, ainda, que o requerente comprove sua legitimidade para a propositura da queixa.

11 - PROCEDIMENTO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS EXTRAVIADOS OU DESTRUÍDOS- ART. 541 A 548 DO

11 - PROCEDIMENTO DE RESTAURAÇÃO DE AUTOS EXTRAVIADOS OU DESTRUÍDOS- ART. 541 A 548 DO CPP.

Se existir e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo

Será uma ou outra considerada como original (Art. 541, §1º do CPP)

Na falta de cópia autêntica ou certidão do processo

Será uma ou outra considerada como original (Art. 541, §1º do CPP)

ou outra considerada como original (Art. 541, §1º do CPP) Citação do réu e intimação das

Citação do réu e intimação das partes para audiência

Lavra-se termo circunstanciado
Lavra-se termo
circunstanciado

Realização de audiência (Art. 542 do CPP)

Julgamento – Artigo 544 CPP

O artigo 541 do CPP trata da restauração de autos, em primeira ou

segunda instância, quando extraviados ou destruídos.

Art. 541 - Os autos originais de processo penal extraviados ou

destruídos, em primeira ou segunda instância, serão restaurados.

§

-

Se

existir

e for exibida cópia

autêntica ou certidão do

processo, será uma ou outra considerada como original.

§ 2º - Na falta de cópia autêntica ou certidão do processo, o juiz mandará,

§ 2º - Na falta de cópia autêntica ou certidão do processo, o juiz

mandará, de ofício, ou a requerimento de qualquer das partes, que:

a) o escrivão certifique o estado do processo, segundo a sua

lembrança, e reproduza o que houver a respeito em seus protocolos e registros; b) sejam requisitadas cópias do que constar a respeito no Instituto Médico-Legal, no Instituto de Identificação e Estatística ou em estabelecimentos congêneres, repartições públicas, penitenciárias ou cadeias;

c) as partes sejam citadas pessoalmente, ou, se não forem

encontradas, por edital, com o prazo de 10 (dez) dias, para o processo de restauração dos autos.

§ 3º - Proceder-se-á à restauração na primeira instância, ainda que

os autos se tenham extraviado na segunda.

No caso de falta de cópia autêntica ou certidão do processo, o juiz tomará as seguintes providências, de ofício ou a requerimento das partes:

a) determinará que o Escrivão certifique, segundo sua lembrança,

o estado em que se encontrava o processo extraviado ou destruído,

reproduzindo todos os registros que houver (livros, protocolo, etc.);

b) Requisitará cópias de documentos que constem nos registros

de Órgãos Oficiais, como Instituto de Identificação, IML, etc.

Se as partes não forem encontradas para intimação, pessoalmente,

para a audiência designada, deverão ser intimadas, por edital, no prazo de

dez (10) dias.

A Citação do réu

restauração.

é imprescindível, sob pena

de nulidade da

Na audiência, as partes serão ouvidas, lançando no termo os pontos que acordarem, a exibição

Na audiência, as partes serão ouvidas, lançando no termo os pontos que acordarem, a exibição dos documentos, a conferência das certidões e demais documentos que foram reproduzidos.

O artigo 543 do CPP prevê algumas observações que deverão ser tomadas pelo magistrado.

Art. 543 - O juiz determinará as diligências necessárias para a restauração, observando-se o seguinte:

I - caso ainda não tenha sido proferida a sentença, reinquirir-se-ão

as testemunhas, podendo ser substituídas as que tiverem falecido ou se encontrarem em lugar não sabido;

II - os exames periciais, quando possível, serão repetidos, e de

preferência pelos mesmos peritos; III - a prova documental será reproduzida por meio de cópia

autêntica ou, quando impossível, por meio de testemunhas;

IV - poderão também ser inquiridas sobre os atos do processo, que

deverá ser restaurado, as autoridades, os serventuários, os peritos e mais

pessoas que tenham nele funcionado; V - o Ministério Público e as partes poderão oferecer testemunhas e produzir documentos, para provar o teor do processo extraviado ou destruído.

As custas e taxas judiciárias, já pagas nos autos originais, não serão

novamente cobradas.