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Capitulo 2 a CONCEITOS FUNDAMENTAIS ‘No Capitulo, abordamos, em termos gerais, o que € a meciinica dos fluidos e desenvolvemos algumas aproximagdes que serio utilizadas na andlise de problemas nesta érea. Neste capitulo, seremos mais especificos na definigao de algumas propriedades importantes dos fluidos e das formas pelas quais os ‘escoamentos podem ser descritos e caracterizados. (Q FLUIDO COMO UM CONTINUO ‘Todos nés estamos familiarizados com os fluids — sendo os mais comuns a agua ¢0 ar—e 0s tratamos ‘como sendo “lisos e suaves”, isto é, como sendo um meio continuo, Nao podemos estar seguros da natureza molecular dos fluidos, a menos que utilizemos equipamentos especializados para identificé- la, Essa estrutura molecular é tal que a massa ndo est distribuida de forma continua no espago, mas, ‘est concentrada em moléculas que, por sua vez, estilo separadas por regides relativamente grandes «de espaco vazio. Nesta segao, discutiremos sob quais circunstancias um fluido pode ser tratado como um continuo, para 0 qual, por definigdo, as propriedades variam muito pouco de ponto a ponto. O conceito de um contfnuo é a base da mecanica dos fluidos cléssica. A hipétese do continuo ¢ vi- lida no tratamento do comportamento dos fluidos sob condigGes normais. Ela falha, no entanto, quan- do a trajetéria média livre das moléculas? tomna-se da mesma ordem de grandeza da menor dimensio caracteristica significativa do problema, Isto ocorre em casos espectficos como no escoamento de um. ‘is rarefeito (como encontrado, por exemplo, em voos nas camadas superiores da atmosfera). Nestes, problemas especiais (nfo tratados neste texto), devemos abandonar 0 conceito de contfnuo em favor dos pontos de vista microscépico ¢ estatistico. ‘Como conseqiiéncia da hipétese do continuo, cada propriedade do fluido é considerada como tendo um valor definido em cada ponto no espago. Dessa forma, as propriedades dos fluidos, como massa especifica, temperatura, velocidade etc, so consideradas fungSes cont{nuas da posigao e do tempo. Para ilustrar 0 conceito de propriedade em um ponto, considere a maneira pela qual determinamos ‘a massa especffica num ponto, Uma regio de fluido € mostrada na Fig. 2,1. Estamos interessados em determinar a massa espectfica no ponto C, cujas coordenadas 80 x» Yo ¢ z» A massa especifi- ca é definida como a massa por unidade de volume. Deste modo, a massa especifiea média dentro do volume ¥ ser dada por p= m/¥. Em geral isso nao seré igual 2o valor da massa especifica no pponto C. Para determinar a massa especifica em C, devemos selecionar um pequeno volume, 5%, a0 redor do ponio C e determinar a razio dm/3¥. A questo é: quo pequeno deve ser o volume 6¥7 Responderemos a ela marcando num gréfico os valores da razo, dn/6¥:, ¢ permitindo que 0 "Aproximadumente 6 x 10 m, na condigho STP (Standard Temperature and Pressure) ou na CPPT (Contigo Paro de Pres), para moléculas de gis que se comportam como um gis pefeto [1]. ACPPT para. um ps correspon- dea 15°C (SF) ¢ 101,3 KPa absolutos (14,696 psa), respectvamente, 16 cariruvo oars Volume 5 eras, m { 1 t a ta o Fig. 2.1 Definigdo da massa espectica em um ponto volume 3¥ encolha continuamente. Supondo que o volume 5¥ seja relativamente grande no inicio (Porém ainda pequeno se comparado ao volume ¥), um grfico tipico de dn/6¥ deverd ter o aspec- to mostrado na Fig. 2.1. Em outras palavras, 3¥ deve ser suficientemente grande para fornecer um. valor significativo e reproduzfvel da massa especffica num local e ainda pequeno o suficiente para ser chamado de ponto. A massa especifica média tende a se aproximar de um valor assint6tico, a medida que o volume € reduzido, de modo a encerrar apenas fluido homogéneo na vizinhanga imediata do Ponto C. Quando 4¥ fica tio pequeno que passa a conter apenas um pequeno nimero de moléculas, ‘toma-se impossivel fixar um valor definido para dm/8¥; 0 valor iré variar de mancira imprevisivel, ‘enguanto mokéculas cruzam para dentro ¢ para fora do volume, Hé, por conseguinte, um valor limite inferior para 5¥, designado 5¥' na Fig. 2.1b, permissivel para uso na definig20 de massa espectfica ‘num ponto,? A massa especifica em um “ponto” é, entio, definida como Pe alae BF ‘Uma vez que ponto C foi arbitrério, a massa espectfica em qualquer ponto do fluido poderia ser de- terminada de modo semelhante, Se determinagdes de massa especffica fossem feitas simultaneamente em um mimeo infinito de pontos no fluido, obterfamos uma expressio para a distribuiglo da massa espectfica como uma fungo das coordenadas espaciais, p= ps, y, x), no instante de tempo dado. ‘A massa espectfica em qualquer ponto pode também variar com o tempo (como resultado do tra- balho realizado sobre o fluido, ou por ele, ou de transferéncia de calor). Portanto, a representagio completa da massa especifica (a representagio do campo) é dada por P= Ax Zt) 2) ‘Como a massa especifica é uma quantidade escalar, requerendo, para uma descrigfo completa, apenas ‘aspecificagao de uma magnitude, 0 campo representado pela Eq, 2.2.6 um campo escalar. A massa especifica de um Iiquido ou de um s6lido pode também ser expressa numa forma adimen- sional como a gravidade especifica ou densidade relativa’, SG, definida como sendo a raz3o entre a ‘massa especifica do material e a massa espectfica méxima da 4gua que € 1000 kg/m'a 4°C (1,94 slug/ ft°a 39°F), Por exemplo, a SG do meretirio é tipicamente 13,6 - 0 merctrio é 13,6 vezes tio denso ‘quanto a 4gua. O Apéndice A contém dados de densidade relativa de materiais selecionados para a engenharia. A densidade relativa de Liquidos é uma fungo da temperatura; para a maioria dos liqui- dos, a densidade relativa decresce com o aumento da temperatura. (1) 0 volume 646 extemamente pequeno. Por excmplo, um cubo de ar com Volume de 0,1 mm x O,! mum x 0,1 mm (aproxi- smadamenteo tamanho de um grio de areia) na CPPT contém aproximadamente 2,5 x 10° moléciles. Este nimero écxta. ‘mene grande osufciente para assegucar que a massa média dentro de 5¥" se constante, Para muitos propésitos, um cubo {esse tamanho pode ser considera como “um ponto”. ‘Mos sores usa apenas otro densidad, com nota dno garde dense reatva ou gravida expetcn wr CONCEITOS FUNDAMENTAS §=—-17 O peso espectfico, 7, € definido como o peso por unidade de volume; peso & massa vezes acelera- ‘edo da gravidade, e massa specifica ¢ massa por unidade de volume, portanto, = pg. Por exemplo, ‘0 peso especifico da dgua é aproximadamente 9,81 KN/m (62.4 Ibffft?). 2:2| CAMPO DE VELOCIDADE Na segdo anterior, vimos que a hipOtese do contfmuo levou diretamente & noglo do campo de massa especifica. Outras propriedades dos fluidos também podem ser descritas por campos. ‘Ao lidarmos com fluidos em movimento, estaremos naturalmente interessados na descrigao de ‘um campo de velocidade, Volte, entio, & Fig. 2.la. Defina a velocidade do fluido no ponto C como 1 velocidade instantnea no centro de gravidade do volume, 5¥’, que instantaneamente envolve 0 ponto C. Se definirmos uma particula luda como uma pequena massa do fluido, de identidade fixa, de volume 6¥', segue-se que a velocidade no ponto C é definida como a velocidade instantanea da particula fluida que, num dado instante, est4 passando pelo ponto C. A velocidade em qualquer ponto do campo de escoamento € definida de modo similar. Num dado instante, o campo de velocidade, 7, 6 uma fungio das coordenadas espaciais x,y,z. A velocidade em qualquer ponto do campo de esco- mento pode variar de um instante a outro, Entlo, a representaao completa da velocidade (o campo de velocidade) é dada por V=Vanoo 23) ‘Velocidade ¢ uma quantidade vetorial, exigindo uma magnitude ¢ uma diregdo para uma completa descrigio, por conseguinte o campo de velocidade (Eq. 2.3) é um campo vetorial. O vetor velocidade, V, pode também ser escrito em termos dos seus tr8s componentes escalares. Denotando os componentes nas diregdes x,y, z por u, ¥, W, escreve-se Daal +o wh oa) Em geral, cada componente, u, vw, seré uma fungdo dex, y ze t. Se as propriedades em cada ponto de um campo de escoamento nilo mudam com 0 tempo, 0 ¢8¢0- mento € denominado permanente. Matematicamente, a definigdo de escoamento permanente é on anne onde 17 representa qualquer propriedade do fluido. Para o escoamento permanente, 2 = =O ow p= any 2) Boo a V=Hayo ‘No escoamento permanente, qualquer propriedade pode variar de ponto a ponto no campo, mas todas ‘as propriedades permanecerio constantes com o tempo em cada ponto. | Escoamentos Uni, Bi e Tridimensionais ‘Um escoamento é classificado como uni, bi ou tridimensional de acordo com o numero de coordena- ‘das espaciais nécessérias para especificar seu campo de velocidade.* A Fa. 2.3 indica que 0 campo de velocidade pode ser uma fungdo de trés coordenadas espaciais e do tempo. Tal campo de escoamento ‘€ denominado tridimensional (cle é também transiente), porque a velocidade em qualquer um de seus pontos depende das trés coordenadas requeridas para se localizar o ponto no espago. 2 Alguns autores preferem clasficar um escoamento como uni, bi ou tidimensional, em funga0 do ndipero de coordenacas spacisis necesséras para se especifiarfodas us propriedades do fuido. Neste text, aclasficagi do escoamento ter como base o mimsro de coordenads espaciais necessries para espeificr 0 campo de velocidade apenas. 18 captruco pos Embora a maioria dos campos de escoamento seja intrinsecamente tridimensional, a anélise base- ‘ada numa quantidade menor de dimensdes é, com frequéncia, significativa. Considere, por exemplo, ‘o escoamento permanente através de um longo tubo retil{neo que tem uma segdo divergeate, confor- me mostrado na Fig. 2.2. Neste exemplo, usaremos coordenadas cilindricas (r,0.x), Vamos aprender (no Capitulo 8) que, sob certas circunstincias (por exemplo, distante da entrada do tubo e da sego divergente, onde 0 escoamento pode ser bastante complicado), a distribuigdo de velocidades pode ser deserita por ae veal!-(5) | 5) Isto é mostrado & esquerda na Fig. 2.2. O campo de velocidade u(r) 6 uma fungio de uma coordenada apenas e, portanto, o escoamento é unidimensional; Por outro lado, na seco divergente, a velocidade decresce no sentido de x positivo e o escoamento tomna-se bidimensional: u = u(r). ‘Como vocé pode imaginar, a complexidade da andlise aumenta consideravelmente com o niime- 10 de dimensées do campo de escoamento. Para muitos problemas encontrados na engenharia, uma ‘ndlise unidimensional 6 adequada para fornecer solugdes aproximadas, com a precisio requerida na pritica. ‘Como todos os fluidos que satisfazem a hip6tese do continuo devem ter velocidade relativa zero ‘numa superficie s6lida (para atender & condicdo de no-deslizamento), a maioria dos escoamentos é intrinsecamente bi ou tridimensional. Para simplificar a andlise, muitas vezes é conveniente introduzir a consideragao de escoamento uniforme em wma dada segdo reta. Num escoamento que ¢ uniforme ‘numa dada segdo reta, a velocidade € constante através de qualquer sego normal ao escoamento. Com ‘esta considerago,* o escoamento bidimensional da Fig, 2.2.6 modelado como o escoumento mostrado na Fig. 23. Neste titimo, o campo de velocidade & uma fungdo de x somente e, portanto, o modelo do escoamento é unidimensional. (Outras propriedades, tais como massa espectfica ou pressao, também podem ser consideradas como uniformes numa seco, se apropriado.) Abe Me Fig. 2.3 Exemplo de escoamento uniforme em uma segao, 0 termo campo de escoamento uniforme (em contraposigio a escoamento uniforme numa seco) 6 empregado para descrever um escoamento no qual 0 médulo € o sentido do vetor velocidade so constantes, ou seja, independentes de todas as coordenadas espaciais através de todo 0 campo. “Isto pode parecer uma simpliicagéo nto reali, mas, na verdade, mult vezes conduc a resultados de preciso aceitével HipSteses amplas como essa de escoamento uniforme auma sepo eta devem ser aplizadas sempre com cautela, a fim de sssegurar que 0 modelo analtco do escoumento real sejs razodvel. EXEMPLO 2.1 CCONCEITOS FUNDAMENTAS = 19 Linhas de Tempo, Trajetérias, Linhas de Emissdo e Linhas de Corrente ‘Algumas vezes desejamos obter uma representagéo visual do campo de escoamento [2], Tal represen- tagio 6 obtida com a trajetéria ¢ as linhas de tempo, emissdo e corrente.* Se, num campo de escoamento, varias particulas fluidas adjacentes forem marcadas num dado ins ‘ante, formaro uma linha no fluido naquele instante; esta linha & chamada linha de tempo. Observagoes subseqiientes da linha podem fornecer informagdes a respeito do campo de cscoamento, Por excmplo, 20 discutirmos 0 comportamento de um fluido sob a aedo de uma forga de cisalhamento constante (Segdo 1-2) linhas de tempo foram introduzidas para demonstrar a deformagio do fluido em instan- tes sueessivos. Uma trajetéria € 0 caminho tragado por uma particula fluida em movimento. Para torné-la vistvel, temos que identificar tima particula fluida num dado instante, por cxemplo, pelo emprego de um co- rante ou fumaga e, em seguida, tiramos uma fotografia de exposigéo prolongada do seu movimento subsoqiiente, A linha tracada pela particula é uma trajet6ria. Esta metodologia pode ser usada para ‘estudar, por exemplo, a trajetéria de um poluente liberado em uma chaminé. Por outro lado, poderfamos preferir concentrar a atengZo num local fixo do espago e identificar, ‘novamente pelo emprego de corante ou fumaga, todas as particulas fluidas passando por aquele ponto. ‘Apés um curto perfodo, terfamos um certo ntimero de particulas fluidas identificdveis no escoamento, sendo que todas elas, em algum momento, passaram pelo mesmo local fixo no espago. A linha unindo estas particulas fluidas é definida como uma linha de emissdo. Linhas de corrente #80 aquelas desenhadas no campo de escoamento de forma que, num dado ins- tante, fio tangentes & dirego do escoamento em cada ponto do campo. Como as linhas de corrente io tangentes ao vetor velocidade em cada ponto do campo de escoumento, nfo pode haver fluxo de ‘matéria através delas. As linhas de corrente so uma das técnicas de visualizagao mais comumente tilizadas. Elas sio utilizadas, por exemplo, para estudar 0 escoamento sobre um automével em uma simulagao computacional. © procedimento adotado para obter a equagéo de uma linha de corrente ‘em um escoamento bidimensional é ilustrado no Problema-Exemplo 2.1. No escoamento permanente, a velocidade em cada ponto do campo permanece constante com 0 ‘tempo e, por conseguinte, as linhas de corrente nfo variam de um instante a outro. Isto implica que uma particula localizada numa determinada linba de corrente permanecerd sobre a mesma. Além disso, particulas consecutivas passando através de um ponto fixo do espago estardo sobre a mesma linha de ccorrente ¢, subseqiientemente, permanecerdo nela. Entio, num escoamento permanente, trajet6rias, linhas de emissio e linhas de corrente so idénticas no campo de escoamento. ‘A forma das linhas de corrente pode variar de instante a instante se o escoamento for transiente, Neste caso, as trajet6rias, as linhas de emissao e as linhas de corrente no coincidem. Linhas de Corrente e Trajetérias no Escoamento Bidimensional ‘Um campo de velocidade é dado por 7 = Axi ~ Ayj; as unidades de velocidade sdo mis; x€ y sto dados em metros; A =0,3 5" (@) Obtenha uma equagdo para as linhas de corrente no plano xy. (b) ‘Trace a linha de corrente que passa pelo ponto (x)= (2,8)- (© Determine a velocidade de uma partfcula no ponto (2,8). (@) Sea particula passando pelo ponto (x,y) no instante ¢= 0 for marcada, determine a sua Localizagio no ins- tate = 6 s. - (©) Qual a velocidade dessa particula em 1 = 65? ( Mostre que a equagiio da trajet6ria da particula & a mesma equagio da linha de corrente. > Trajtérase fina de tempo, de emissioe de comrente sBo demonstradas no filme da NCFMEF, Flow Visualization. 20 capiruca DOIs | DETERMINAR: (a) A equardo das linhas de corrente no plano xy. PROBLEMA-EXEMPLO 2.1 Soe Se DADOS: Campo de velocidade, = AY xe y om metros; A (b)0 grafico da linha de comrente pelo ponto (2,8). (© A velocidade da partfeula no ponte (28). (@)A posigio om #= 6 s da particula localizada em (2,8) em= 0. (©) A velocidade dz particule na posi¢ao encontrada cm (4). (OA equagdo da trajet6rin da parcula localizada em (2,8) 20, cae oe SOLUGAO: el @ TUAMAG Ge CCE ces yess eroliodes carp de a : 16} rento de mado que, nm dado instante, so angetes cles30 _ doescoamento em cada ponto. 3 12} ‘Conseqtlentemente, fe Faqn0t-2.47 mls Ineeq oe ‘Isto pode ser escrito como xy = ¢ ¢ (b). Para a linha de corrente que passa pelo ponto (9) = 2.8) ge ee ene ere ements que passa plo pont (28) 6 ett, Sone 0 te ont cece ca F424: (©) Ocampo de velocidade é V = Axi — Ay). No poato (2,8) velocidade é t (ai = yf) = 038 *(2i—8)) m = 0 = 2Aj me (@ Uma paricala movendo-s no campo de ecoamento ter velocidad dda por Weal” of i Entio, ie = Sep 1 bs need ocala) ea ae fees [8 ‘Assim, (CONCEITOS FUNDAMENTAIS «= 21 ee2me™2 121m ¢ y=8me*=132m Pini 06; tutkileouden (tio ee © No ponto (12,1; 1,32)m, c t t : v Ad = 9f) = 0.36 102,11 —132)) m= 3.631 0.396) m/s (Para determinar a equagto da trajetoria, empregamos as equacSes peramétricas xeuet oe ynyew : «eliminamos 1. Resolvendo para nas duas equaptes Notas: Este problema ilustra 0 método de célculo de linhas de correntee : trajet6rias. a‘ : Y Posto que 0 escoamento é permanente, as linhas de corrente ¢ as a ‘rajetérias tém a mesma forma — isto ni € verdade para um esco- amento transiente, + | © Quando se acompanha uma particula (a formulagao lagrangiana), 2 7 "| ‘sua posigao (x,y) e velocidade (y, = du/dt ¢ v, = dy/dt) sio fungées oe do tempo, mesmo se o escoamento for permanente. CAMPO DE TENSAO Em nosso estudo de mectnica dos fluidos, precisamos entender que tipos de forga agem sobre as par- ticulas fluidas. Cada particula fluida pode softer a ago de forgas de superficie (pressio, atrito), que io geradas pelo contato com outras particulas ou com superticies s6lidas, e forcas de campo ou de corpo (tais como forgas de gravidade e eletromagnética), que agem através das particulas. ‘A forga gravitacional atuando sobre um elemento de volume, d¥, & dada por pi d¥, onde pé a ‘massa especifica (massa por unidade de volume) e # é a aceleracio local da gravidade. Portanto, a forga de campo gravitacional por unidade de volume ¢ pe por unidade de massa é 8. Forgas de superficie agindo sobre uma particula fluida geram tensdes. O conceito de tensio Iitl para descrever como € que forcas, agindo sobre as fronteiras de um meio (fluido ou sélido), so transmitidas através desse meio. Voc® provavelmente estudou tensbes em meciinica dos s6lidos. Por ‘exemplo, quando vocs fica de pé sobre uma prancha de esqui, tensdes so geradas na prancha. Por ‘outro lado, quando um corpo se move através de um fluido, tenses so desenvolvidas no fluido. A diferenga entre um fluido ¢ um s6lido 6, como jé vimos, que as tenses em um fluido so majorita- riamente geradas por movimento endo por deflexao. Imagine a superficie de uma particula fluida em contato com outras particulas fluidas © considere 1 forga de contato sendo gerada entre as partfculas. Considere uma porgo, 5, da superficie em um ponto qualquer C. A orientagio de 6A 6 dada pelo vetor unitério, fi, mostrado na Fig. 2.4. O vetor ‘normal & superficie da particula apontando para fora dela. A forca, 6F,, agindo sobre 6 A , pode ser decomposta em duas componentes, uma normal ¢ a outra : tangente & area, Uma tensdo normal o,,¢ uma tensdo de cisalhamento 1, so, entio, definidas como eo 22 captruvo pots Fig. 24 © conceito de tensdo em um meio continuo. im OF y= tim SE ano mA, aid O subscrito n na tensio foi incluido para lembrar que as tenses esto associadas com a superficie 6A ‘que passa por C, tendo uma normal com a diregio e o sentido de i. fluido é realmente um conti- suo, de modo que podemos imaginé-lo ao redor do ponto C como sendo composto por um determi- nado néimero de particulas delimitadas de diferentes maneiras, obtendo, assim, um némero qualquer de diferentes tenses no ponto C. ‘Ao lidar com quantidades vetoriais, tais como a forga, € usual considerar as componentes num sistema ortogonal de coordenadas cartesianas. Em coordenadas retangulares, podemos considerar a tensfes atuando em planos cujas normais orientadas para fora (novamente em relago ao elemento fluido considerado) esto nas direglo dos eixos x, y ou z. Na Fig. 2.5, consideramos a tenséo no ele- mento &4, cuja normal orientada para fora esté na diregao do eixo-x. A forca, 6°, foi decomposta em ‘componentes a0 longo de cada eixo de coordenada. Dividindo a magnitude de cada componente da forga pela érea, 64,, e tomando o limite quando 4A, se aproxima de zero, definimos as trés compo- nentes da tensdo mostradas na Fig. 2.5b: 28) Note a utilizago de indice duplo para designar as tenses. O prinieiro indice (neste caso, x) indica 0 ‘plano no qual a tensio atua (neste caso, a superficie perpendicular ao eixo a). O segundo indice indi- ca a direcdo na qual a tensfo atua. Considerando agora a drea elementar dA, definiremos as tens6es 0, Ty © %,; finalmente, a utii- zaglo da rea elementar 44, levaria, de modo semelhante, & definigio de 0,1, € Ty. Embora tenhamos focalizado apenas trés planos ortogonais, um nimero infinito de planos pode passat através do ponto C, resultando em um méimero infinito de tensbes associadas a esses planos. Felizmente, 0 estado de tensao em um ponto pode ser completamente descrito pela especificagdo das tensdes atuantes em trés planos quaisquer ortogonais entre si que passam pelo ponto, A tensio mum onto é especificada, entio, pelas nove componentes Ox ty Te Ty Fy Ty Tx Ty On ‘onde crfoi usado para denotar uma tenséo normal, ¢ t para denotar uma tensio cisalhante, A notagio para designar tensio 6 mostrada na Fig. 2.6. Referindo-nos ao elemento infinitesimal mostrado na Fig, 2.6, vemos que hé seis planos (dois planos +; dois planos y e dois planos z) nos quais as tensGes podem atuar. Para designar o plano de interesse, ppoderfamos usar termos como frontal e posterior, supetiore inferior, ou esquerdo e direito. Contudo, ‘CONCEITOS FUNDAMENTAS §=—-23 7 y ty ®, f. w, EF (a) Componentes da forge * (ey Componentes de tensio Fig, 2.6 Componentos de forga e tonsiio om um elemento de roa BA, 4 Fig. 2.6 Notagto para tens. 6 mais légico nomear os planos em termos dos eixos de coordenadas. Os planos so nomeados ¢ de~ notados como positivos ou negativos de acordo com o sentido da sua normal. Dessa forma, o plano superior, por exemplo, é um plano y positivo, o posterior & um plano z negativo, fambém & necessério adotar uma convenco de sinais para a tensio. Uma componente da tensio € positiva quando o seu sentido e o plano no qual atua sto ambos positives ou ambos negativos. Assim, +5, = 5 Ibn? representa uma tensdo de cisalhamento num plano y positivo no sentido de x positivo, 04 uma tensZo de cisalhamento num plano y negativo 1o sentido de x negativo, Na Fig. 2.6, todas as tenses foram tragadas como positivas. Uma tensio é negativa quando seu sentido tem sinal oposto 0 sinal do plano no qual atua. 2-4) VISCOSIDADE ‘Qual a origem das tenses? Para um s6lido, as tensdes séo desenvolvidas quando um material é de- formado ou cisalhado elasticamente; para um fluido, as tensdes de cisalhamento aparecem devido ‘a0 escoamento viscoso (discutiremos sucintamente as tensGes normais de um fluido). Deste modo, dizemos que os sélidos so eldsticas ¢ 0s fluidos sdo viscosos (¢ ¢ interessante notar que muitos tec dos biol6gicos sao viscoeldsticos, significando que eles combinam caracterfsticas de um sélido ¢ de ‘um fluido). Para um fluido em repouso, nao existiré tenséo de cisalhamento. Veremos a seguir que 0 cexame da relagdo entre a tenséo de cisalhamento aplicada e 0 escoamento (especialmente a taxa de deformagiio) do fluido pode ser usado para definir categorias de classificagdo de cada fluido. ‘Considere o comportamento de um elemento fluido entre duas placas infinitas, conforme mostrado ‘na Fig. 2.7.A placa superior move-se a velocidade constante, 6u, sob a influéncia de uma forga cons- tante aplicada, AF, A tensdo de cisalhamento, 7, aplicada ao elemento fluido € dada por 24 captruco nos Elemento fade y Toinsianie f ie Elemento fuido 99 onde 4A, 6 a drea de contato do elemento fluido com a placa e JF, € a forga aplicada pela placa aquele elemento, Durante o intervalo de tempo ét, o elemento fiuido & deformado da posigdo MNOP para a posiglo M'NOP". A taxa de deformacto do fluido é dada por do = tim 2% = 2 taxa de deformagao = fim -F = Desejamos expressar da/dt em funcio de quantidades prontamente mensurdveis. Isso pode ser feito facilmente, A distancia, di, entre os pontos Me M’ é dada por o> bu Altemativamente, para pequenos ingulos, a= by 6a ‘gualando essas duas express6es para 6f, resulta charlie & by ‘Tomando 0s limites de ambos 0s lados da igualdade, obtemos cet a essa forma, o elemento fluido da Fig. 2.7, quando submetido & tenséo de cisalhamento, 7, experi- rmenta uma taxa de deformagao (taxa de cisathamento) dada por du/dy. Jé estabelecemos que qual- quer fluido sob a ago de uma tensdo de cisalhamento escoard (ele terd uma taxa de cisalhamento). (Qual 6 a relagdo entre tensdo de cisalhamento ¢ taxa de cisalhamento? Os fluidos nos quais a tenséo de cisalhamento é diretamente proporcional & taxa de deformacdo sio fluidos newionianos. A expres- so ndo-newtoniano & empregada para classificar todos os fluidos nos quais a tensio cisalhante nfo 6 diretamente proporcional & taxa de deformagio. Fluido Newtoniana Os fluidos mais comuns (aqueles discutidos neste texto), tais como dgua, ar e gasolina, so newtonia~ nos em condigSes normais. Se o fluido da Fig. 2.7 for newtoniano, entio au 9) ty me ay ‘4 estamos familiarizados com o fato de que alguns fluidos resistem mais a0 movimento que outros. Por exemplo, é muito mais dificil agitar 6leo SAE 30W num reservat6rio do que agitar 4gua nesse ‘mesmo reservatério. Portanto, o éleo SAE 30W é muito mais viscoso que a 4gua — ele tem uma vis- ‘CONCEITOS FUNDAMENTAIS = 25, cosidade mais alta, (Note que também é dificil agitar o merctrio, mas por uma razio diferente!) A. constante de proporcionalidade na Eq. 2.9 ¢ a viscosidade absoluta (ou dindmica), 1. Deste modo, em termos das coordenadas da Fig. 2.7, alei de Newton da viscosidade para o escoamento unidimen- sional é dada por du ee 2.10) Note que, como as dimensdes de rsio [F/L'] eas dimensGes de du/dy sto [1/1], utem dimensdes [F/ 1), Uma vez que as dimensdes de forga, F, massa, M, comprimento, L, ¢ tempo, t, sio relacionadas pela segunda lei do movimento de Newton, as dimensdes de s& também podem ser expressas como [M/LA]. No sistema Gravitacional Brittnico, as unidades de viscosidade slo Ibf-s/f@ ou slug/(fts). No sistema Métrico Absoluto, a unidade bésica de viscosidade é denominada poise [(I poise = 1 g/(em's)]; ‘no sistema SI, as unidades de viscosidade sio ke/(m-s) ou Pa‘s (1 Pas = 1 N-s/m’). O célculo da ten- so de cisalhamento viscoso ¢ ilustrado no Problema-Exemplo 2.2. Na mecanica dos fluidos, a razdo entre a viscosidade absoluta, #1, e a massa especifica, p, surge com freqléncia, Esta razio toma o nome de viscosidade cinemdtica e & representada pelo s{mbolo ¥. Como a massa especffica tem as dimensbes [M/L'l, as dimensdes de v sio [L’/f]. No sistema Métrico Absoluto, a unidade de v6 0 stoke (1 stoke #1 em*/s). (© Apéndice A apresenta dados de viscosidade para diversos fiuidos newtonianos comuns, Note que, para gases, a viscosidade aumenta com a temperatura, enquanto, para Iiquidos, a viscosidade diminui com o aumento de temperatura. EXEMPLO 2.2 Viscosidade e Tensio de Cisalhamento num Fluido Newtoniano ‘Uma placa infinita move-se sobre uma segunda placa, havendo entre elas uma camada de liquido, ‘como mostrado. Para uma pequena altura da camada, d, podemos supor uma distribuiclo linear de velocidade no Iiquido. A viscosidade do liquido é 0,65 centipoise ¢ sua densidade relativa é 0,88, Determine: (@) A viscosidede absoluta do liquido, em Ibf-s/f?. (b) A viscosidade cinematica do liquido, em m/s. (©) Atensio de cisalhamento na placa superior, em Ibfft (@) A tensto de cisathamento na placa inferior, em Pa, (©) Osentido de cada tensio cisalhante calcula nas partes (c) e@). PROBLEMA-EXEMPLO2.2 °° pees DADOS: 0 perfil linear de velocidate no liquid ent placas parlelas infinitas, conforme mostrado. oar y nee = > y90a ms | DETERMINAR: (@) jem unidade de Ibe. ee () vem unidades de m/s, (© tna placa superior em unidades de Iti. a (@) ra placa inferior em unidades de Pa. (© O sentido da tensio nas partes (c)e (4). : di w Equacio bésica: Ty, = <= Definigao: y= = i x mee = p CONSIDERAGOES: (1) Distribuicdo linear de velocidade (dado) (2) Bsconmento permanente G) a= constante, ? ow 08E, oo, ey Ton ag sem we i i0nep “ ems poise “454 g 322 om” ft “slug: : £21.36 x10? Tot s/f Oy Hee, i - oe Sino NOx 10 Ibe 5, ¥ fr? lug ft ¢ O30, ml fC” (O}88)1,94 slug” bE: fe 3 y= 71 x 1077 m4/s - = : eee es 2 : A : : © Re Bane ! yea : \ Posto que u varia linearmente com y, x duu U-0_U_03m 1, 1000 mm “1 daha Pe 03m tS AON ming i Hi oa wae ze : ; WU Oors6 we 445.N fe Pa-m? aig sae =U OUI IDE AAS Nt = 0651 Pa @) ti aS a x ibe (0305? N 1,651 (€) Seatid das tensdes de cisalhamento nas placas superior inferior y ‘Aplaca superior é uma superficie de y negativo, portanto, _4 ‘atensio positiva %, age no sentido de x negativo. ‘Aplaca infecior é uma superficie de y positivo, portanto, |. tte ‘a tenséo positiva z,, age no sentido de x positive. f fe) ‘Aparte (c) mostra que a tensio de cisalhamento 6: Y- Constante através da folga para um perfil de velocidade linear. ¥ _Diretamente proporcional & velocidade da placa superior (por causa da linearidade dos fluidos newtonianos). Y _Inversamente proporcional ao espagamento entre as placas. Note que, em problemas como este, a forea requerida para manter 0 mo- vimento é obtida pela multipticacao da tenséo pela drea da placa, CONCEITOS FUNDAMENTAIS «= 27 Fluldos Nao-newtonianos Fluidos nos quais a tenslo de cisalhamento ndo é diretamente proporcional & taxa de deformagao sto nio-newtonianos. Embora este assunto néo seja discutido profundamente neste texto, muitos fluidos ‘comuns apresentam comportamento ndo-newtoniano. Dois exemplos familiares sfo pasta dental tinta Lucite.‘ Esta tiltima € muito “espessa” no interior da lata, mas torna-se “fina” quando espalhada com, ‘© pincel. A pasta dental comporta-se como um “fluido” quando espremida do tubo. Contudo, ela néo escorte por si s6 quando a tampa ¢ removida, Hé uma demarcagio ou um limite de tensio abaixo do ‘qual a pasta dental comporta-se como um sélido. Estritamente falando, a nossa definigdo de fluido € ‘yélida apenas para materiais cuja tenséo limitrofe é igual a zero. Os fluidos nfo-newtonianos sio ge- ralmente classificados como tendo comportamento independente ou dependente do tempo, Exemplos de comportamento independente do tempo sio apresentados no diagrama reolégico da Fig. 2.8. Vscosdade aparento Tensto claante, Wenn Ta de catrmapto, Ta de deormagio, @ hd wo hi Fig. 2.8 (a) Tensio de cissthament, ,@ (0) viscosidade aparente, 7, como uma fungo da taxa de detoragdo para ‘um asocamento unidimansional de varios fldos no-newionianos. ‘Numerosas equagées empiricas tm sido propostas [3,4] para modelar as relagSes observadas entre 1%, € dwidy para fluidos com comportamento independente do tempo. Para muitas aplicagdes da enge- ‘haria, essas relagGes podem ser adequadamente representadas pelo modelo exponencial que, para 0 escoamento unidimensional, toma-se Te = a) (2.1) onde 0 expoente, n, é chamado de fndice de comportamento do escoamento ¢ 0 coeficiente, k, 60 fn- dice de consisténcia, Esta equagio reduz-se & lei de Newton para n= I com k= 14 ‘Para assegurar que 1, tenha o mesmo sinal de du/dy, a Eq. 2.11 € reescrita na forma ay (2.12) termo 17 = Kidw/dy!" 6 referenciado como a viscosidade aparente do fluido. A Eq. 2.12 apresenta, deste modo, a mesma forma da Eq, 2.10 para fluidos newtonianos, apenas substituindo a viscosidade newtoniana y pela viscosidade aparente 7. A grande diferenca € que, enquanto 4.é constante (exceto para efeitos de temperatura), 7 depende da taxa de cisalhamento. A maioria dos fluidos no-newtonianos tem viscosidades aparentes relativamente elevadas quando comparadas com a viscosidade da égua, (0s fluidos nos quais a viscosidade aparente decresce conforme a taxa de deformacao cresce (n<1) sto chamados pseudoplasticos (toram-se mais finos quando sujeitos a tensées cisalhantes). A maioria © Marca registada,E. I du Pont de Nemours & Company. 28 capiruto pois: dos fluidos ndo-newtonianos enquadra-se neste grupo; exemplos incluem as solugdes de polfmeros, as suspensées coloidais e a polpa de papel em 4gua. Se a viscosidade aparente cresce conforme a taxa de deformagao eresce (n> 1), 0 fluido € chamado dilatante (toma-se mais espesso quando sujeito a tensdes cisalhantes). As suspensdes de amido e de areia so exemplos de fluidos dilatantes, ‘Um “fluido” que se comporta como um s6lido até que uma tensio limttrofe, x, seja excedida e, subseqientemente, exibe uma relagio linear entre tensao de cisalhamento e taxa de deformagao € denominado plastico de Bingham ou plastico ideal. O modelo comrespondente para a tensio de cisa- thamento é du Tye = Ty tp 2.13) Suspensées de argila, lama de perfuragdo e pasta dental sio exemplos de substincias que exibem esse. comportamento. ‘Oeestudo dos fluidos nio-newtonianos ¢ ainda mais complicado pelo fato de que a viscosidade apa- rente pode ser dependente do tempo. Fluidos tixotrdpices mostram um decréscimo em 7) com o tempo sob uma tensio cisalhante constante; muitas tintas sZo tixotr6picas. Fluidos reopéticos mostram um aumento em 7 com o tempo. Apés a deformacio, alguns fluidos retornam parcialmente & sva forma original quando livres da tensdo aplicada; esses fluidos so denominados viscoeldsticos.” [2-5] TENSAO SUPERFICIAL ‘A tend&ncia de particulas de égua se achatarem sobre a superficie de um automével, por exemplo, & uum indicativo de que ele precisa ser lavado. ApOs a lavagem, gotas de Sigua sobre a superficie teriam. contornos mais esféricos. Estes dois casos sao ilustrados na Fig, 2.9. Dizemos que um liquido “mo- ha” uma superficie quando 0 angulo de contato 8¢ menor que 90°. Por esta definigéo, a superficie do carro estava molhada antes da lavagem, ¢ nfo molhada apés a lavagem. Este é um exemplo dos efeitos da tensdo superficial. Sempre que umn Iiquido esta em contato com outros Ifquidos ou gases, ou com uma superficie gés/sélido como nesse caso, uma interface se desenvolve agindo como uma ‘membrana elistica esticada e criando tenséo superficial. Esta membrana exibe duas caracteristicas: 0 Angulo de contato Ge 2 magnitude da tensdo superficial (Nim ou Ibf/t). Ambas dependem do tipo de fluido e do tipo da superficie sélida (ou do outro Ifquido ou gés) com a qual ele compartilha uma interface. No exemplo da lavagem de carro, 0 ngulo de contato mudou de um valor menor que 90° para um valor maior que 90°, porque a lavagem mudou a natureza da superficie sélida, Entre 0s fato- ‘es que afetam o Angulo de contato estio a limpeza da superficie e a pureza do Kquido. ‘Outros exemplos de efeitos de tensdo superficial aparecem quando vocé coloca uma agulha sobre uma superficie de égua e, similarmente, quando pequenos insetos aquéticos sto capazes de caminhar sobre a superficie da égua.* (© Apéndice A contém dados de tensdo superficial e angulo de contato para Iiquidos comuns na resenga de ar e de fgua. ‘Um balango de forga em um segmento de interface mostra que hd um salto de pressao através da suposta membrana eldstica sempre que a interface € curva. Para uma gota de Sgua no ar, a pressao na gua maior que a pressio ambiente; 0 mesmo 6 verdade para uma bolha de gs num liquido. Para uma bolha de sabio no ar, a tensdo superficial age em ambas as interfaces, interna e externa, entre a pelicula de sabiio e 0 ar a0 longo da superficie curva da botha. A tensdo superficial também conduz 0s fendmenos de ondas capilares (isto é, de comprimentos de onda muito pequenos) em uma super ficie quida [5] ¢ de ascensio ou depressio capilar discutidos a seguir. Em engenharia, provavelmente o efeito mais importante da tensio superficial € a criagfio de um ‘menisco curvo nos tubos de leitura de mandmetros ou barémetros, causando a (normalmente indese- Jével) ascensdo (ou depressao) capitar, conforme mostrado na Fig. 2.10. A ascensdo capilar pode ser “ Bxemplos de fuidos dopendentes do tempo e de fuides viscoelésticos sio ilutrados no filme da NCFMF, Rheological Behavior of Fluids. "Estes e outros exempios de fendmenas sBoilustras no filme da NCFMF, Surface Tension in Fluid Mechanics. ‘CONCEMTOS FUNDAMENTAS = 28 (ay Uma supertce"melnaca” (6) Uma superficie no mahede Fig. 2.8 Etotos de tonsio superficial sobre gotas de agua (a) Aecensio capior(é < 90°) (0 Depressto caplar (@> 90" Fi. ‘Ascenso ceplar¢ dopresso capilar dentro fora de um tubo circular. pronunciada se o Ifquido esta em um tubo de diémetro pequeno ou em uma fenda estreita, conforme mostrado no Problema-Exemplo 2. EXEMPLO 2.3 Andlise do Efeito Capilar em um Tubo rie um gréfico mostrando a ascensio ou depressdo capilar em uma coluna de merctrio ou de dgua, respectivamente, como uma fungio do diametro do tubo D. Determine 0 diémetro minimo requerido para cada coluna, de forma que a magnitude da altura seja menor que 1 mm. [ PROBLEMA-EXEMPLO 2.3 : : : DADO: Um tubo com liquido, conforme mostrado na Fig. 2.10. > DETERMINE: Uma expressdo geral para Af come uma funcao de D. ‘SOLUGAD: : : ‘Apliqne a andlise do digrama de corpo lire ea soma das forgas verticals: Equagio bsica: oa “ ae ee Oe seep ee CConsideragdes: (1) Medidas feitas no meio do menisco Y (2) Volume.na regio do menisco desconsiderado ‘Somando as forgas na diregao z: ZA = ondeosd— pg A = a Decongester oi 30° capruo pois ona Ba. (I) ¢ vesolvendo para Af, resulta 4o.c0s An = AZ ah me Para 2 égus, ¢= 12,8 mNime O= (Pe, para o mercitio, = 484 mNime wm 140" (Tabele 4). > ‘Tragando o grafico : foto caplar em tubos peavenos hava Meri ‘tur capa, Ak (am) Dug 112mm Dy, =30 mm Y Este problema reviu 0 uso do método do diagrama de corpo livre. Y Verificou-se que s6 € vélido desprezar 0 volume na regio do menisco quando Ah é grande em comparagio com D. Entretanto, neste problema, Ah é cerca de 1 mm quando D € 11,2 mm (ou 30 mm); portanto, 05 resultados sio apenas razoavelmente bons. @ Lsttico «os remtados foram gerndos com o aurtio da pla- nilha Excel. Folsom [6] mostra que a andlise simples do Exemplo 2.3 superestima o efeito da capilaridade ¢ fomece resultados razofveis somente para didmetros menores do que 0,1 in (2,54 mm). Para digime- ttos na feixa 0,1 Bxemplos de cavitagio slo iustrads no filme da NCFME, Cavitation Pee 36 caPiruto poIs quido pode passar abruptamente para a fase vapor, num fendmeno que lembra 0 espocar do “flash” de uma méquina fotografica: {As bolhas de vapor em um escoamento de Ifquido podem alterar substancialmente a geometria do ‘campo de escoamento, O crescimento ¢ 0 colapso ou imploséo de bolhas de vapor em regides adja- ccentes a superficies s6lidas podem causar sérios danos por crosio das superficies do material. Liquidos muito puros podem suportar grandes presses negativas — tanto quanto ~60 atmosferas para a dgua destilada — antes que as “rupturas” ¢ a vaporizagdo do liquido ocorram. Ar nio-dissolvi- do esté invariavelmente presente préximo a superficie livre da égua doce ou da gua do mar, de forma que a cavitagdo ocorre onde a pressao total local esta bastante préxima da pressao de vapor. ‘0s escoamentos de gases com transferéncia de calor desprezfvel também podem ser considerados incompressiveis, desde que as velocidades do escoamento sejam pequenas em relagdo & velocidade do som; a razio entre a velocidade do escoamento, V, ¢ a velocidade local do som, c, no gas, € defi- nida como o ntimero de Mach, ms® ¢ Para M<(0,3, a variagio méxima da massa espectfica ¢ inferior a5%. Assim, os escoamentos de gases com M <0,3 podem ser tratados como incompressiveis; um valor de M = 0,3 no ar, na condi pa- dro, cortesponde a uma velocidade de aproximadamente 100 nvs. Por exemplo, quando vocé dirige © seu carro a 65 mph, o ar escoando em torno dele apresenta pequena variagdo na massa espectfica, embora isto possa parecer um pouco contrério & intuigzo. ‘Escoamentos compress{veis ocorrem com frequéncia nas aplicagOes de engenharia, Exemplos co- ‘mans incluem sistemas de ar comprimido empregados no acionamento de ferramentas € equipamen- tos pneuméticos ¢ brocas dentérias, a condugio de gases em tubulacdes a altas presses, 0s controles pheumético e hidréulico ¢ os sistemas sensores. Os efeitos de compressibilidade sto muito importan- tes nos projetos de aeronaves modemas ¢ de misseis de alta velocidade, de instalagbes de poténcia, de ventiladores e de compressores. Escoamentos Intemo e Externo Escoamentos completamente envoltos por superficies s6lidas so chamados escoamentos internos ou em dutos. Escoamentos sobre corpos imersos num fluido nao-contido sao denominados escoamentos externos. Tanto 0 escoamento interno quanto 0 externo podem ser laminares ou turbulentos, compres- siveis ou incompressfveis. Nos meacionamos um exemplo de um escoamento interno quando discutimos o escoamento pa- +a fora de uma torneira — o escoamento da agua no interior do tubo até a tomneira é um escoamento interno, Ocorre que temos um ntimero de Reynolds para escoamento em tubos definido por Re = p VD/q, onde V &a velocidade média do escoamento ¢ D € 0 difmetro interno do tubo (note que no ‘usamos 0 comprimento do tubo!). Esse nimero de Reynolds indica se o escoamento er um tubo se- 14 laminar ou turbulento. Os escoamentos sero, geralmente, laminares para Re =2300 e turbulentos para valores maiores. O escoamento em um tubo de didmetro constante serdinteiramente laminar ou inteiramente turbulento, dependendo do valor da velocidade V’. Exploraremos escoamentos internos em detalhes no Capitulo 8. ‘Na discussao do escoamento sobre uma esfera (Fig. 2.12b) e sobre um objeto careniado (Fig. 2.14), vvimos alguns exemplos de escoamentos externos. © que ndo foi mencionado € que esses escoamentos podem ser laminares ou turbulentos. Além disto, nés mencionamos as camadas limites (Fig. 2.13), ‘que também podem ser Iaminares ou turbulentas. Quando discutirmos esse assunto mais detalhada- ‘mente (n0 Capftulo 9), comegaremos com o tipo mais simples de camada-limite — aquela sobre uma placa plana — e aprenderemos que, assim como existe um niimero de Reynolds para o escoamento ‘externo global que indica a importancia relativa das forgas viscosas, existiré também um niimero de Reynolds para a camada limite Re, = pU..2/1., para o qual a velocidade caracteristica U., € a velocidade ‘imediatamente do lado de fora da camada-limite, e a distancia caracterfstica x € a distancia ao longo da placa contada a partir da sua borda de ataque. Nesta borda, Re, = 0 ¢, na borda de fuge da placa de ‘comprimento L, Re, = pU.L/p. O significado do mimero de Reynolds é que (conforme aprenderemos) CONCEITOS FUNDAMENTAS «= 37 ‘a camada-limite serd laminar para Re, < 5 x 10? e turbulenta para valores maiores. A camada-limite inicia-se laminar e, se a placa for longa o suficiente, a camada iré desenvolver uma regido de transi- ‘¢do e tomar-se turbulenta em seguida. Est claro neste instante que 0 célculo do ntimero de Reynolds traz, em geral, muita informago ‘para os escoamentos internos e externos. Discutiremos isto e outros grupos adimensionais importan- tes (ais como o nimero de Mach) no Capftulo 7. ( escoamento intemo de um Ifquido em que 0 duto no fica plenamente preenchido — onde ha ‘uma superficie livre submetida a uma pressio constante — & denominado escoamento emt canal aber- to, Exemplos comuns de escoamento em canal aberto incluem aqueles em rios, canis de irrigagio aquedutos. O escoamento em canais abertos ndo sera abordado neste texto. (Referéncias de [8] a [11] ccontém um tratamento introdut6rio a esse tipo de escoamento.) CO escoamento interno através de méquinas de fluxo € considerado no Capitulo 10. O principio da ‘quantidade de movimento angular é aplicado no desenvolvimento das equagSes fundamentais para as ‘miquinas de fluxo. Bombas, ventiladores, sopracotes, compressores e hélices, que adicionam energia A corrente fluida, so considerados, assim como turbinas e moinhos de vento, que extraem energia. O capitulo apresenta uma discussio detalhada da operacio de sistemas fluidos. “Tanto 0 escoamento interno quanto externo podem ser compressiveis ou incompressiveis. Os escoamentos compressfveis podem ser divididos nos regimes subsOnico ¢ supers6anico. Estudaremos escoamentos compressiveis nos Capitulos 11 ¢ 12.¢ veremos, entre outras coisas, que os escoamen- {os supersonicos (M > 1) se comportam de maneira bastante diferente dos escoamentos subsonicos (QM < 1). Por exemplo, escoamentos supers6nicos podem experimentar choques normais ¢ obl{quos ¢, também, podem ter um comportamento que contraria a nossa intuigdo — por exemplo, um bocal supersGnico (um equipamento para acelerar um escoamento) deve ser divergente (isto € ter érea da seco transversal crescente) no sentido do escoamento, Notamos aqui, também, que em um bocal ssubs6nico (que tem rea de seco transversal convergente), a pressio do escoamento no plano de sa- {da seré sempre a pressio ambiente; para um escoamento sOnico, a pressiio de safda pode ser maior que a do ambiente; e, para um escoamento supersénico, a presstio de safda pode ser maior, igual ou ‘menor que a pressdo aml 27; RESUMO ‘Neste capftulo, completamos nossa reviso sobre alguns conceitos fundamentais que utilizaremos no estudlo da mecéinica dos fluidos. Alguns deles so: Como descrever 0s escoumentos(linhas de tempo, trajet6rias,linhas de corrente c linhas de emissio), Forges (de superficie ¢ de campo) ¢ tenses (cisalhante e normal). ¥ _Tipos de fluidos (newtonianos, nfo-newtonianos — dilatante, pseudoplésico, tixotrSpico, reopético, pléstico de Bingham) ¢ viscosidade (cinemética, dinémica e aparente). Y-_Tipos de escoamento (viscoso/inviscido, laminarturbulento, compressfveVincompressivel,internolex- terno), Discutimos também, brevemente, alguns fendmenos de interesse, tais como tensfo superficial, cama- de-limite, esteira ¢ carenagem. Finalmente, apresentamos dois grupos dimensionais muito tteis — rmimero de Reynolds e 0 nimero de Mach, REFERENCIAS 1. Vincenti, W. G., and C, H. Kruger, Je, Introduction to Physical Gas Dynamics. New York: Wiley, 1965. 2. Merzkirch,W., Flow Visualization, 2nd ed. New York: Academie Press, 1987. 3. Tanner, RL, Engineering Rheology. Oxford: Clarendon Press, 1985, 4. Macosko, C. W., Rheology: Principles, Measurements, and Applications: New York: VCH Publishers, 1994, 5. Loh, W. H. T, “Theory of the Hydraulic Analogy for Steady and Unsteady Gas Dynamics," in Modern Developments in Gas Dynamics, W.H.T. Loh, ed. New York: Plenum, 1969. ECE @ee8 @ ® @ cariruto nos 6. Folsom, R. G., “Manometer Errors duc to Capillarty,” Instruments, 9, 1, 1937, pp. 36-37. 7, Waugh, 1. G., and G. W. Substad, Hydroballistics Modeling. San Diego: Naval Undersea Center, ca. 1972. 8. Munson, B.R.,D.F. Young, and. H. Okiishi, Fundamentals of Fluid Mechanics, 3rd ed, New York: Wiley, 1999, 9. Roberson, J.A., and C.'. Crowe, Engineering Fluid Mechanics, 6h ed. New York: Wiley, 1997. 10, Streeter, V. L., K. Bedford, and E. B. Wylie, Fluid Mechanics, Sth ed. New York: McGraw-Hill, 1998, 11, White, F. M., Fluid Mechanics, 4th ed. New York: McGraw-Hill, 1998, 24 22 28 26 27 29 2.10 | PROBLEMAS Para os campos de velocidad dados a seguir, determine: (8) Seo campo de escoamento é uni, bi ou tridimensional, e por que. (b) Se o escoamento é permanente ou transiente, € por qu. (As quantidades ae b sto constantes,) o @ Paad-j G) Paar + bg + ob O Vaart + bag + cok © fae" + bp © VD = ani bya O Vaat+y "Oe @ V=(axt0i- bf ‘Un liquido viscoso€ cisaThado entre dois discos paralelos; 0 disco superior gira e o inferior é fixo. O campo de velocidade entre os discos 6 dado por V = yruc/h, (Acrigem das coordenadas est Jocaliza- {ano centro do disco inferior; o disco superior esti em z = h.) Quais sio as dimenstes deste campo de ‘velocidad? Ele satisfaz as condigées fisicas de ronteira apropriadas? Quais so elas? ‘Ocampo de velocidade V = axi — yj, onde, 1s", pode ser interpretado como representando 0 ¢escoamento numa curva em Angulo reto, Obtenha uma equaco para as linhas de comente do escoumen- to. Trace diversas linkas de corrente no primeiro quadrante, incluindo aquela que passa pelo ponto (x, Y= OO). ‘Um campo de velocidade € dado por ¥ = axi ~ bryj, onde a= 1 se b= 1 s%. Determine a equagio das linhas de corrente para qualquer tempo i. Trace diversas linkas de corrente no primeiro quadrante =05,t=1ser= 20s. Para campo de velocidade 7 = Aryi + By*}, onde A = | nr's", B=—1/2m" seas coordenadas so ‘medidas em metros, obtenha uma equagio para as linhas de corrente, Trace diversas linhas de corente para valores positivos de y {Um campo de velocidade 6 especificado como 7 = ax*l + bry, onde a=2 mis" b=~6 nts eas ccoordenadas sf0 medidas em metros. O carapo de escoamento é uni, bi ou tridimensional? Por qué? CCaleule as componentes da velocidade no ponto 2, 1/2). Deduza uma equagio para a linha de corente ‘que passe por este ponto. Trace algumas linkas de corrente no primeiro quadrant incluindo aquela que passa pelo ponto (2, 1/2). ‘Um escoamento ¢ deserito pelo campo de velocidade 7 = (Ax-+ Bi +(~Ay)j, onde A = 10 fus/fte ‘8 =20 fs, Trace algumas Tinhas de corenteno plano 2y incluindo aquela que passa pelo ponto(x,y)= ay. Um campo de velocidade 6 dado por = ax°F + bxy%}, onde a= 1 m%s6 b= 1m ‘equagio das lias de corrente, Trace algumas linhas de comente no primeiro quadrante. Avvelocidade para um escoamento permanente incompressivel no plano xy édada por ¥ = FAlx + jayisx?, onde A = 2 mse as coordenadas so medidas em metros. Obienka uma equagao para a linha de corente ‘que passa pelo pont (xy) = (1,3). Caleule o tempo necessério para que uma partculafuida se mova de x= 1 maté x= 3 m neste campo de escoamento. Comegando com o campo de velocidade do Problema 2.3, verifique que as equagSes paramétricas para © movimento da particula so dadas por x, = cye"¢ y, = ce. Obtenha a equagio para a trajetéria da *. Determine a CONCETTOS FUNDAMENTAS = 39. particula localizada no ponto (x,y) = (1,2) no instante = 0, Compare csta trajet6ria com a linha de cor- fente passando pelo mesmo pont. ‘Um campo de velocidad € dado por ? = oy ~ bx onde a= 1s cb =4 5". Determine aequagio das linhas de comeate para qualquer tempo t, Trace algumas curvas para f=05,1=18e1=20s. “Aresconndo verticalment pra bsixo atnge uma larga placa plana horizontal O campo de velocdade € dado por V = (axi — ayj)(2+ cosast), onde a=3 s°, = a5", xey (medidos em metros) sto direcio- nudos para a dzeitana horizontal pea cima na vertical, rexpectvamente, e€ ex segundos. Obtenha tma equagto algébrica pera alin de correnteem = 0, Trace a linha de corente que passa pelo ponto (G9) = (2.4) esse instante. Alina de corrente muda com o tempo? Explique brevemente. Mose, no srafco, ovetor veloidade esse mesmo ponte pra o meso instants, O vetor velocidad € tangents ‘i linha de corrente? Explique. Consdere o campo de escoamento dado na desrigaoeuleriana pela expressio ¥ = Al + Bij, onde ‘2 m/s, B= 0,6 m/s* e as coordenadas sio medidas em metros. Deduza as fung6es de posigao lagrangia- nau para particule Hida que passu plo ponto (x9) = (11) no instante += 0. Obtnha uma expresso igrica par a tjti Seguida por essa parteul. Trace a tjtiaecompaze- com as ina de onente que passam por esse mesmo pono os instants ¢=O, Le 2 segundos. Consider escoamento descrito pelo campo de velcidade = Ba(l+ Afi +Cyj, coma =05 5" eB fas coordenades $20 medias em metos Trace a teers da pardoula que asso pelo owt (1,1) no instants = 0. Compare-a coma nas de corrente que pestam peo mesmo pono mss fnstanes = 0, 12 Um campo de velocidade 6 dado por V = ax — by), onde a= 0,1 s?¢ = 1s, Para a pardcala que pas pelo do pnto (xy) = (1) a0 instante = 05, trace atseSra durant ointervao de 3s Compare-a com as inkas de coment tragadas através do mesmo onto nos astantes CConsdereo campo de escoamento 7 = ax +6}, onde meidas em metos. Para a partic que psa elo pont ‘Ra duanteo ntrvalo de tempo de=0 a7 3 5, Compare exatajetéria com a inhas decorate que pasar pelo mesmo pont nos instante = 1,2 3 segundos, Considere o campo de velocidades V = axl + y(1+ oj, onde a=b=25" ec =04 5°. As coorde- fdas so medidas em metros, Para apancna que past pelo pont (x9) = (I) no isiante = 0, wace a trjtéia durante o interval de tempo de =O t= 1.5 x, Compare esta traje6ria com as linha de Conese que psssam pelo mesmo ponto nos intanies = 0, 1 15 Consider campo de velosidde do Problema 214, Trace a linha de emixsfo forma por partolas gue passaram pel pono (1,1 dane o interval de tempo de t=O a= 3s. Compare coma linkas de oven tajadas através do mesino ponto nos insanes =O, Le 28. {As lias 6 emisso sto visulizadas por meio de um Mid corante de empaxo neuro injetado num Campo de ecoamento a prt de um pono fixo no espaso, Una paula do ido corante que est 00 onto (29) no instante eve te passed pelo panto de injepao (in) em algum instante atrir =r. DO histéceo de una patutacorant pode ser deterinado pela sola das quays da tjtria pare as condgiesiniciais x =p y=)» quando t= As loalzages atais das prtuls sobre a is de isso so obtidasfareadorse igual a vloresnafana t= & Considereocampo de escoamento V = ax(1 + bo + of, ondea=c=1 "6b =0,2 5" . As coordenadas sio medidas em metros, Trace a Lia de emissto que pasa pelo pono ice iy) (ly), durante ointevalo det =Oa/=3 s. Compare comma nas de eorentes que passam pelo mesino poato ns itstantes¢=0, 128 equa bots de idrogéno ett sendo iz na visualizaco de um escoamento, Tosa bo- 3 = 0) Ocampo de vlocidade é transience obedece bs equagdes: y= 1m ostars v=2m’s ratats “Trace as trajetrias das bohas que deizam orgem em ?=0,1,2,3.¢4s, Marques loalizages estas cinco bothas em ¢~4 s Us uma lihatracjada pra indie pogo do uma linha de emissfo em = 4 segundos. Consider o campo deessoamento = aut + bf onde a=0.25%e b= 1 mis As cordenadas sto me- didas cm metros. Para a particula que passa pelo ponto (x,y) = (1,2) no instante trace a trajet6ria Perper EEE EEE EEEEEEEEEEEE EEE 40 222 227 @ captruto oo1s durante o intervalo de tempo de 1 = 0a 3 s, Compare-a com a linha de emisso que passa pelo mesmo ponto no instante #= 3 segundos. ‘Um escoamento 6 descito pelo campo de velocidade ¥ = ai + br}, onde a= 2 m/s e b= 1 5!. As coordenadess30 medidas cm metros, Obtenha uma expresso para a linha de corente que passa pelo ponto (2,5). Em1™= 2, quis sto as coordenada da patfeua que pastou plo pono (0,4) em¢=0? Em '= 3 s, quais sfo as coordenadas da particula que passou pelo ponto (x,y) = (1, 4,25) dois segundos an- tes? Que conclusdes voc® pode tara respeito da inhas de corrente de emissto ede rajeto para este cescoamento? ‘Um escoamento é descrito pelo campo de velocidade 7 = ayi + bj , onde a=1 seb =2:mis. As coor-