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Eletrônica

Aplicada

Reservados todos os direitos autorais. Eletrônica Aplicada 128 Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos

128

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ELETRÔNICA APLICADA

8E

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Aline Palhares

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8ª Edição - Dezembro/2006

pela produção de cópias.

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não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Índice Apresentação Lição.1.-.Semicondutores

Índice

Apresentação

Lição.1.-.Semicondutores

Introdução

1

2 Dopagem

Materiais.Semicondutores

2.1.Material.Semicondutor.Tipo.N

2.2.Material.Semicondutor.Tipo.P

3 Condutibilidade.dos.Materiais.Semicondutores

3.1.Temperatura

3.2.Intensidade.da.Dopagem

Exercícios.Propostos

8

9

9

9

10

11

12

12

12

13

Lição.2.-.Diodos.Semicondutores

Introdução

1 Diodos.Retificadores

1.1.Junção.PN

1.2.Polarização.do.Diodo

1.3.Curva.Característica

1.4.Teste.de.Diodos

Diodo.Emissor.de.Luz.–.LED

2

3 Diodo.Zener

4

3.1.Características.do.Diodo.Zener

Diodo.Varicap

Exercícios.Propostos

15

15

15

16

18

19

20

21

21

22

23

Lição.3.-.Retificadores

Introdução

27

27

27

28

29

31

32

32

37

Tipos.de.Retificadores 2 Diodos.Retificadores

1

3 Retificação.de.Meia.Onda

3.1.Funcionamento.de.um.Retificador.de.Meia.Onda

3.2.Tensão.e.Corrente.de.Saída

4 Retificador.de.Onda.Completa

4.1.Retificador.com.Derivação.Central

4.2.Retificador.em.Ponte

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Exercícios.Propostos

41

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1

3

Lição.4.-.Filtros

Introdução

Filtragem.em.Retificadores.de.Meia.Onda

2 Filtragem.de.Onda.Completa

Tensão.Contínua.Média.nos.Retificadores.com.Filtro 4 Determinação.do.Capacitor.de.Filtragem

Índice

5

Efeito.da.Filtragem.da.Combinação.Indutor-Capacitor

5.1.Filtro.LC

5.2.Filtro.RLC

5.3.Filtro.CRC

Exercícios.Propostos

43

43

46

47

48

49

49

50

50

52

Lição.5.-.Reguladores.de.Tensão

Introdução

1 Características.de.um.Regulador.de.Tensão

2

3 Reguladores.de.Tensão.Integrados

Diodo.Zener.como.Regulador.de.Tensão

3.1.Reguladores.de.Tensão.Fixa

3.2.Reguladores.de.Tensão.Ajustáveis

Exercícios.Propostos

55

55

55

58

58

59

60

Lição.6.-.Transistores

Introdução

1

2 Transistor.de.Junção

3

4

5

6

7 Ganho.do.Transistor

8

Um.Pouco.de.História

Estrutura

Simbologia

Funcionamento

Correntes.do.Transistor

Polarização

8.1.Corrente.de.Coletor-Base.com.Emissor.Aberto

8.2.Corrente.de.Coletor-Emissor.com.Base.Aberta

8.3.Polarização.da.Base.por.Corrente.Constante

8.4.Polarização.da.Base.por.Divisor.de.Tensão

Exercícios.Propostos

Lição.7.-.Transistores.como.Chave

Introdução

1 Estados.do.Transistor

2 Funcionamento.do.Transistor.como.Chave

2.1.Escolha.do.Transistor

2.2.Cálculo.do.Resistor.Rb

Exercícios.Propostos

63

63

63

63

64

65

67

67

68

68

68

69

71

74

77

77

78

79

79

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Lição.8.-.Amplificadores

Introdução Configuração.dos.Transistores

1.1.Configuração.Emissor-Comum

1.2.Configuração.Base-Comum

1.3.Configuração.Coletor-Comum

2 Amplificadores.de.Pequenos.Sinais

Índice

2.1.Amplificação

2.2.Sinal.Elétrico

2.3.Amplificador.Emissor-Comum

2.4.Amplificador.Coletor-Comum

2.5.Amplificador.Base-Comum

3 Amplificadores.de.Potência

3.1.Classes.de.Amplificadores

4 Distorção.nos.Amplificadores

4.1.Distorção.Harmônica

4.2.Distorção.por. Cross-Over

4.3.Distorção.por.Intermodulação

4.4.Distorção.em.Alto.Volume

Exercícios.Propostos

83

83

83

84

84

84

84

84

85

86

87

88

88

90

90

90

90

90

91

Respostas.dos.Exercícios.Propostos

Bibliografia

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não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Apresentação

Apresentação

Neste.fascículo.iniciaremos.o.estudo.dos.materiais.semicondutores,.

base. para. a. construção. de. diversos. componentes. eletrônicos Dentre.

esses.componentes,.podemos.destacar.os.diodos.retificadores,.os.diodos.

especiais.e.os.transistores.

Veremos,.além.do.funcionamento.desses.componentes,.algumas.apli-

cações.para.eles,.como.por.exemplo.os.retificadores,.responsáveis.pela.

transformação.da.corrente.alternada.em.corrente.contínua.e.também.

os.diversos.tipos.de.amplificadores.transistorizados.

Esta.etapa.é.muito.importante.para.você.galgar.mais.um.degrau.

neste.mundo.maravilhoso.da.eletrônica.

Bom.estudo!.

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liçãolição

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Semicondutores

Introdução

Nesta lição você iniciará os estudos dos

materiais semicondutores, conhecendo seu

princípio de construção e comportamento

quando submetidos a uma tensão elétrica.

Para o bom aproveitamento desta lição, é

importante que você recorde os conceitos

básicos sobre átomos, camada de valência e

elétrons livres.

1. Materiais Semicondutores

Os materiais semicondutores são aque-

les que podem apresentar características de

isolantes ou de condutores, dependendo da

forma como se apresenta a sua estrutura quí-

mica.

valência pertença a dois átomos simultanea-

mente. Esse tipo de ligação é chamada de li-

gação covalente (figura 1).

Ligação Si covalente Si Si Si Si
Ligação
Si
covalente
Si
Si
Si
Si

O carbono é um exemplo típico de mate-

rial semicondutor, pois, dependendo da for-

ma como os átomos estão arranjados, o

material pode se tornar isolante (diamante)

ou condutor (grafite).

Os materiais semicondutores são consti-

tuídos de átomos tetravalentes, ou seja, que

possuem 4 elétrons na última camada.

Figura 1

Um material com essa formação atômica é altamente estável e por isso isolante, já que tem bem “amarrados” todos os elétrons da última órbita. Contudo, se esse material so- frer um aumento de temperatura, algumas ligações covalentes serão quebradas, fazen- do a condutibilidade do material aumentar.

2. Dopagem

O silício e o germânio são exemplos de materiais semicondutores.

Os átomos que possuem 4 elétrons na úl- tima camada tendem a se agruparem segun- do uma forma cristalina. Neste tipo de

formação, cada átomo se combina com outros,

A dopagem é um processo químico, rea- lizado em laboratório, que tem a finalidade de colocar no interior da estrutura cristalina uma quantidade de impurezas para que o cristal se comporte conforme as condições desejadas.

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fazendo com que cada elétron da camada de

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Nos cristais semicondutores (germânio e silício) a dopagem é

feita para atribuir ao material uma certa condutibilidade elétrica.

2.1 Material Semicondutor Tipo N

Quando o processo de dopagem introduz na estrutura cristalina

átomos pentavalentes (com 5 elétrons na última camada), uma nova

estrutura é formada, chamada de material semicondutor tipo N.

Um exemplo de átomo pentavalente é o fósforo (P). Dos cinco elé-

trons da última camada do átomo de fósforo, apenas quatro encontra-

rão um par para a formação das ligações covalentes. O quinto elétron,

não pertencendo a nenhuma ligação covalente, pode se libertar facil-

mente do núcleo, tornando-se um portador livre de cargas elétricas.

Si Si P Si Elétron livre
Si
Si
P
Si
Elétron
livre
livre de cargas elétricas. Si Si P Si Elétron livre Si Figura 2 Mesmo após o
Si
Si

Figura 2

Mesmo após o processo de dopagem, a quantidade de prótons e

elétrons permanece a mesma; portanto, o material é eletricamente

neutro.

No material semicondutor tipo N os portadores de cargas elé-

tricas são os elétrons livres. O cristal tipo N conduz corrente elé-

trica, independentemente da polaridade da bateria.

Corrente elétrica

Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Figura 3 Vcc Vcc
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Figura 3
Vcc
Vcc

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2.2 Material Semicondutor Tipo P

Caso a dopagem seja realizada com átomos trivalentes (com 3 elétrons na última camada), uma nova estrutura é formada, cha- mada de material semicondutor tipo P.

Um exemplo de átomo trivalente é o índio (In). Neste tipo de

dopagem verifica-se a falta de um elétron para que os átomos te- travalentes se combinem.
dopagem verifica-se a falta de um elétron para que os átomos te-
travalentes se combinem. Essa falta de elétrons chama-se lacuna.
Da mesma forma que no semicondutor tipo N, o número de prótons
e elétrons permanece o mesmo; portanto, o semicondutor tipo P é
também eletricamente neutro.
Si
Si
In
Si
Lacuna
Si
Figura 4
A
condução da corrente elétrica nos semicondutores tipo P se
dá pela movimentação das lacunas; assim, os portadores de cargas
elétricas no material tipo P são as lacunas.
A condução de corrente elétrica no semicondutor tipo P não
depende da polaridade da fonte.
Corrente elétrica
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Vcc
Vcc
Figura 5
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Os materiais semicondutores tipo N e tipo P constituem a ma-

téria-prima para a fabricação de componentes eletrônicos, tais como diodos, transistores e circuitos integrados.

3. Condutibilidade dos Materiais Semicondutores

Existem dois fatores que influenciam na condutibilidade dos

materiais semicondutores: a temperatura e a intensidade da dopa-

gem.

3.1 Temperatura

Quando a temperatura em um material semicondutor aumen-

ta, a energia térmica faz com que algumas ligações covalentes se

desfaçam, ocasionando o aparecimento de portadores livres de

energia.

Com um maior número de portadores livres, existe a possibili-

dade de circulação de maiores correntes elétricas no cristal. Sendo

assim, os materiais semicondutores apresentam uma característica

chamada dependência térmica, que influencia diretamente no com-

portamento do componente eletrônico.

3.2

Intensidade da Dopagem

A condução da corrente elétrica nos materiais semiconduto-

res depende dos portadores livres de carga na estrutura cristalina.

Portanto, a intensidade da dopagem influencia diretamente na con-

dutibilidade do material.

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não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Exercícios Propostos 1 ( ( ( ( ( 2

Exercícios Propostos

1

(

(

(

(

(

2

(

(

(

(

(

3

(

(

(

(

(

4

(

(

(

(

(

5

(

- Silício e germânio são exemplos de materiais:

) a) isolantes;

) b) semicondutores;

) c) condutores;

) d) todas as alternativas estão corretas;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Os átomos dos materiais semicondutores possuem na última camada:

) a) 5 elétrons; ) b) 3 elétrons; ) c) 6 elétrons; ) d) 4 elétrons;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Dopagem é um processo para:

) a) atribuir uma certa condutibilidade ao material semicondutor;

) b) tornar o material semicondutor um isolante perfeito;

) c) retirar elétrons do material semicondutor;

) d) carregar positivamente o material semicondutor;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- O material semicondutor tipo N:

) a) foi dopado com átomos trivalentes;

) b) foi dopado com átomos tetravalentes;

) c) foi dopado com átomos pentavalentes;

) d) não foi dopado com nenhum átomo;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- O material semicondutor tipo P:

) a) foi dopado com átomos trivalentes;

(

) b) foi dopado com átomos tetravalentes;

(

) c) foi dopado com átomos pentavalentes;

(

) d) não foi dopado com nenhum átomo;

(

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

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6

(

(

(

(

(

- Os portadores de cargas elétricas nos materiais semicondutores tipo N são:

) a) elétrons livres;

) b) lacunas; ) c) prótons; ) d) nêutrons;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

7

(

(

(

(

(

8

(

(

(

(

(

- Os portadores de cargas elétricas nos materiais semicondutores tipo P são:

) a) elétrons livres;

) b) lacunas; ) c) prótons; ) d) nêutrons;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Os fatores que influenciam na condutibilidade de um material semicondutor são:

) a) temperatura;

) b) intensidade da dopagem;

) c) polaridade da bateria;

) d) as alternativas (a) e (b) estão corretas;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

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Cópia não autorizada. lição lição 2 Cópia não autorizada. Reservados todos

liçãolição

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Diodos

Semicondutores

Introdução

Nesta lição você irá estudar os diodos se-

micondutores, diodos zener, diodos emissores

de luz e varicap, que são componentes cons-

truídos a partir dos materiais semiconduto-

res. Nosso objetivo é que você compreenda a

forma correta de aplicar esses componentes

nos circuitos eletrônicos, respeitando suas li-

mitações elétricas.

Para melhor entendimento desta lição, é

importante a assimilação dos conceitos de

materiais semicondutores.

1. Diodos Retificadores

1.1 Junção PN

Tanto o cristal N quanto o cristal P são

eletricamente neutros, ou seja, possuem o

mesmo número de prótons e elétrons. Por

causa da recombinação na região da junção

ocorre um desequilíbrio de cargas elétricas

nos cristais, surgindo então uma ddp (dife-

rença de potencial – tensão elétrica) nesta re-

gião, chamada de barreira de potencial.

A tensão gerada por esse desequilíbrio

depende do material semicondutor utilizado.

No caso do silício a tensão é de aproximada-

mente 0,7 V e do germânio 0,3 V.

Acrescentando-se terminais de ligação

aos cristais N e P, forma-se então um diodo

retificador. Esses terminais são chamados de

ânodo (cristal P) e cátodo (cristal N).

A junção de um material semicondutor tipo

N com um material tipo P é denominada jun-

ção PN, estrutura básica para muitos compo-

nentes eletrônicos como o diodo retificador.

A

P

N

K

Ânodo

Figura 8

Cátodo

Após a junção dos dois materiais ocorre um

processo de recombinação na região da junção.

Os elétrons da região N tendem a se difundi-

rem para a região P. Forma-se então, na jun-

ção, uma região onde não existem portadores

de carga, chamada de região de depleção.

P

N

Obs.: não é possível medir a barreira de po- tencial nos terminais do diodo, pois esta tensão existe apenas na região da junção.

Segundo a norma NBR 12526, o símbolo do diodo é o mostrado na figura 9.

NBR 12526, o símbolo do diodo é o mostrado na figura 9. A K Figura 7
NBR 12526, o símbolo do diodo é o mostrado na figura 9. A K Figura 7

A

K

Figura 7

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Região de depleção

Figura 9

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Outras formas de representação também podem ser encontra-

das (figura 10).

A

também podem ser encontra- das (figura 10). A KA K Figura 10 identificação dos terminais do

KA

também podem ser encontra- das (figura 10). A KA K Figura 10 identificação dos terminais do

K

Figura 10

identificação dos terminais do diodo pode aparecer por meio

do símbolo impresso sobre o seu encapsulamento, ou um anel indi-

cando o terminal cátodo (figura 11).

A

A K
A
K
A K
A
K

Figura 11

Existem diferentes tipos de encapsulamentos para os diodos,

determinados por suas aplicações e características elétricas.

1.2 Polarização do Diodo

O

comportamento do diodo depende de como a tensão é aplica-

da aos seus terminais, ou seja, depende da sua polarização.

1.2.1 Polarização Direta

A

polarização é direta quando um potencial positivo é aplica-

do no ânodo, em relação ao cátodo.

A K
A
K
Ânodo Cátodo Figura 12
Ânodo
Cátodo
Figura 12

Na polarização direta, o pólo negativo da bateria faz com que

os elétrons livres do cristal N sejam repelidos em direção à região

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da junção. Se a tensão aplicada aos terminais do diodo for superior

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à barreira de potencial (0,7 V Si, 0,3 V Ge), os elétrons livres adqui-

rem velocidade suficiente para atravessar a região de deplexão.

A partir daí os elétrons se recombinam com as lacunas do ma-

terial P. Esses elétrons, por sua vez, são atraídos pelo pólo positivo

da fonte, originando um fluxo de corrente elétrica.

Obs.: para melhor entendimento, essa análise foi feita levando-

se em consideração o sentido real da corrente elétrica, do pólo

negativo para o pólo positivo.

O

diodo em condução comporta-se como uma chave fechada,

permitindo a passagem da corrente elétrica.

V I
V
I
fechada, permitindo a passagem da corrente elétrica. V I Lâmpada acesa Figura 13 A barreira de
Lâmpada acesa
Lâmpada
acesa

Figura

13

A

barreira de potencial faz com que, na polarização direta,

apareça nos terminais do diodo uma queda de tensão. Na maioria dos casos o diodo
apareça nos terminais do diodo uma queda de tensão. Na maioria
dos casos o diodo é utilizado com tensões maiores que 0,7 V, por-
tanto, a queda de tensão não provoca erros significativos nos cir-
cuitos.
1.2.2 Polarização Reversa
A
polarização reversa caracteriza-se pela aplicação de um po-
tencial positivo no cátodo em relação ao ânodo.
A
K
P
N
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Figura 14

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Neste tipo de polarização os portadores livres de cada materi-

al semicondutor são atraídos pelos pólos da fonte. Com o afasta- mento dos portadores livres da região da junção, a região de depleção aumenta, impedindo o fluxo da corrente elétrica. Neste caso, o diodo está em bloqueio.

Um diodo em bloqueio comporta-se como uma chave aberta,

não permitindo a passagem da corrente elétrica. Lâmpada apagada I Figura 15 Na polarização reversa
não permitindo a passagem da corrente elétrica.
Lâmpada
apagada
I
Figura
15
Na polarização reversa uma pequena corrente, chamada de cor-
rente de fuga, circula pelo diodo. Em condições normais a corrente
de fuga não interfere no funcionamento dos diodos. Seu valor está
na casa dos microampères.
1.3 Curva Característica
O comportamento do diodo pode ser representado por meio da
sua curva característica (figura 16).
I d
Corrente direta
Tensão da
barreira de
potência
0,7
V
V
r
d
Tensão
reversa
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I
= corrente direta de condução
d
I
= corrente reversa de bloqueio
r
V
= tensão direta de condução
d
I
r
V
= tensão reversa de bloqueio
r
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Figura

16

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O

diodo possui características elétricas que devem ser obser-

vadas quando da sua aplicação:

Corrente direta nominal - If (Intensity forward) Essa caracterís- tica representa o valor máximo de corrente que o diodo suporta, quando polarizado diretamente.

Tensão reversa máxima - Vr (Voltage reverse) É a tensão máxi-

ma que o diodo suporta quando polarizado reversamente.

Essas características variam para cada tipo de diodo e são for-

necidas pelo fabricante. Esses valores, quando superados, causam

danos irreversíveis ao componente como a queima ou o rompimento

da junção por efeito joule.

1.4 Teste de Diodos

maioria dos multímetros digitais possui, na chave seletora,

uma posição para teste de diodos. Nela verifica-se o estado da

junção.

A

Polarização direta

verifica-se o estado da junção. A Polarização direta Indica queda de tensão (0,666 V) Figura 17

Indica queda

de tensão (0,666 V)

Figura 17

Indica circuito

aberto

Polarização reversa

V) Figura 17 Indica circuito aberto Polarização reversa Se o multímetro apresentar essas leituras, significa que

Se o multímetro apresentar essas leituras, significa que o dio- do está em boas condições.

Obs.: os valores indicados pelo multímetro na polarização direta variam em função do diodo utilizado.

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Com um multímetro analógico também é

possível testar diodos. Na escala de resistên- cias x10 o instrumento indica baixa resistên- cia para polarização direta e alta resistência para polarização reversa.

2. Diodo Emissor de Luz - LED

Quando polarizado reversamente, o diodo

LED não emite luz e, quando polarizado dire- tamente, a queda de tensão no LED é de, apro- ximadamente, 1,6 volts.

A figura 19 mostra um LED polarizado

diretamente.

LED é um diodo feito com arsenieto de

gálio (GaAs), de modo que a corrente, ao cir-

cular no sentido direto pelos cristais, promove

transições eletrônicas diretas, resultado na

emissão de fótons (luz). Esta luz pode ter

diferentes comprimentos de onda, responsá-

veis pelas diferentes cores emitidas pelos

LEDs.

O

Dentre as cores mais comuns dos LEDs

destacamos o vermelho, o verde, o amarelo e

o

tos).

infravermelho (usado em controles remo-

R + I -
R
+
I
-

Figura 19

O LED é utilizado como dispositivo de

sinalização e suas vantagens são enormes em

relação às lâmpadas:

• baixo custo;

• baixo consumo de energia;

• baixa dissipação de calor; • alta durabilidade. A figura 18 mostra o símbolo do
• baixa dissipação de calor;
• alta durabilidade.
A
figura 18 mostra o símbolo do LED.
A
K
Figura
18
Cópia não autorizada.

Para que o LED possa emitir luz, ele deve ser polarizado diretamente e a corrente li- mitada em aproximadamente 20 mA.

A

fórmula para o cálculo do resistor li-

mitador do LED é:

V - V cc d R = I d
V
- V
cc
d
R =
I
d

Onde:

Vcc: tensão com a qual o LED será alimentado Vd: queda de tensão do LED (valor típico: 1,6 V) Id: corrente do LED (máx. 20 mA)

Os LEDs podem ser encontrados em vá- rios formatos (figura 20).

K AK AK Figura 20
K
AK
AK
Figura 20

A

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○○○○○

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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. 3. Diodo Zener e podem ser consultados
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
3. Diodo Zener
e podem ser consultados nos catálogos técni-
cos (data books) .
O diodo zener é um diodo especial utili-
zado como regulador de tensão. Seu símbolo,
de acordo com a NBR 12526/92, é mostrado
na figura 21.
Potência zener (Pz) – É a potência que o ze-
ner dissipa, quando percorrido por uma cor-
rente reversa. Seu valor é expresso pela
fórmula:
P
= I
V
A
K
z
z
z
Onde:
Pz:
potência zener
Figura 21
Iz:
corrente zener
Outras formas de representação podem
Vz:
tensão zener
ser utilizadas (figura 22).
No mercado são comuns diodos zener com
potências de 400 mW e 1 W.
A
KA
K
Coeficiente de temperatura (mV/°C) - Os ma-
teriais semicondutores sofrem influência da
temperatura, por isso a tensão zener se mo-
Figura 22
difica com a variação da temperatura. A re-
lação entre a temperatura e a tensão zener é
O
funcionamento do diodo zener depen-
definida em mV/°C , ou seja, em quantos mi-
de da forma como ele é polarizado:
livolts a tensão zener se altera para cada grau
centígrado alterado. Dependendo do proces-
• na polarização direta, o diodo zener se com-
so de fabricação, o diodo zener pode apre-
porta da mesma forma que um diodo reti-
sentar coeficiente de temperatura negativo
ficador, entrando em condução;
(a tensão zener abaixa com o aumento da tem-
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
• na polarização reversa, o diodo zener atua
peratura) ou coeficiente de temperatuta po-
como regulador de tensão; ao atingir a re-
sitivo (a tensão zener aumenta com o aumento
gião de avalanche, a tensão sobre os termi-
da temperatura).
nais do zener permanece praticamente
constante, fazendo o diodo entrar em con-
Tolerância – A tolerância é a variação da ten-
dução.
são zener em relação àquela especificada pelo
fabricante. Situa-se entre 5% e 10%.
O
grau de dopagem e o tamanho do cris-
tal do diodo zener definem a tensão zener e a
Corrente zener máxima (I
máx.) – É o valor
z
corrente reversa máxima.
3.1 Características do Diodo Zener
máximo de corrente que o diodo zener su-
porta, quando em condução, na polarização
reversa. Seu valor é dado pela fórmula:
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Tensão zener (Vz) – É o valor de tensão no
qual o diodo zener entra em condução, quan-
do polarizado reversamente. Os valores da
I z máx = P z
V z
tensão zener são fornecidos pelo fabricante
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Por questão de segurança não é aconselhável que a corrente no

zener chegue a 70% do seu valor máximo.

Corrente zener mínima (I z mín.) – É o valor mínimo de corrente necessário para que o zener mantenha estável a tensão nos seus terminais. Seu valor é dado pela fórmula:

I z mín = I z máx

10

I z mín. deve ser 10% de I

z

4. Diodo Varicap

máx.

diodo varicap é um diodo de capacitância variável, utilizado

nos circuitos sintonizadores. Seu princípio de funcionamento ba-

seia-se na capacitância produzida por uma junção PN, quando pola-

rizada reversamente.

O

A capacidade apresentada pelo dispositivo

depende da distância entre as duas regiões

P N
P
N

Figura 23

Conforme estudado nos diodos semicondutores, ao polarizar

uma junção PN reversamente, a região de depleção aumenta de

acordo com a tensão reversa aplicada.

valor da capacitância apresentada pelo diodo varicap de-

pende do valor dessa tensão reversa. Comparando-se com um ca-

pacitor variável convencional, é como se as placas estivessem se

afastando, ou seja, a capacitância diminuindo. O símbolo do diodo

varicap é mostrado na figura 24.

O

A K Figura 24
A
K
Figura 24

O diodo varicap substitui com vantagens os capacitores variá-

veis, pois apresenta um custo menor e um tamanho reduzido.

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não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Exercícios Propostos 1 ( ( ( ( ( 2

Exercícios Propostos

1

(

(

(

(

(

2

(

(

(

(

(

3

(

(

(

(

(

4

- O diodo retificador é formado pela:

) a) junção de dois materiais tipo N;

) b) junção de um material tipo P e um material tipo N;

) c) junção de dois materiais tipo P;

) d) as alternativas A e C estão corretas;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Os terminais do diodo retificador são:

) a) ânodo e coletor;

) b) cátodo e base;

) c) emissor e ânodo;

) d) ânodo e cátodo;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Barreira de potencial é:

) a) uma ddp que surge na região da junção;

) b) uma ddp que surge nos terminais do componente;

) c) a tensão máxima na qual o diodo pode funcionar;

) d) a tensão que surge no material tipo P;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Desenhe o símbolo do diodo e coloque a identificação dos seus terminais.

5 - Quais são os tipos de polarizações possíveis no diodo?

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6

- Desenhe um diodo e uma bateria de forma que o diodo fique polarizado direta-

mente.

7

8

9

- Desenhe um diodo e uma bateria de forma que o diodo fique polarizado

reversamente.

- Qual é o tipo de polarização em que o diodo se comporta como uma chave fechada,

deixando a corrente passar?

- Qual é o tipo de polarização em que o diodo se comporta como uma chave aberta,

bloqueando a corrente elétrica?

10 - Quais são as características elétricas que devem ser consideradas na escolha do

diodo?

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11

- Como deve ser polarizado um LED para acender?

12

- Calcule o valor do resistor limitador de corrente para um LED alimentado em 15 Vcc.

13

(

(

(

(

(

14

- A aplicação mais adequada para o diodo zener é como:

) a) retificador;

) b) regulador de tensão;

) c) amplificador;

) d) limitador de corrente;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Desenhe o símbolo do diodo zener, indicando o nome dos seus terminais.

15

- Qual é o tipo de polarização utilizada no diodo zener para que ele funcione como

regulador de tensão?

16

- Associe as colunas:

(

a ) Tensão zener

(

b ) Tolerância

(

c ) Coeficiente de temperatura

(

d ) Potência zener

(

) Variação da tensão zener em relação à temperatura

(

) Variação da tensão zener especificada pelo fabricante

(

) Produto da tensão zener pela corrente zener

(

) Valor de tensão em que o zener entra em condução na

polarização reversa

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17 - Calcule a corrente I z máx. e I z

mín. dos diodos abaixo:

a)

b)

c)

d)

e) 18 V . 400 mW

12 V . 1 W

I z máx. =

I z mín. =

6,8 V . 400 mW

I z máx. =

I z mín. =

24 V . 1 W

I z máx. =

I z mín. =

10 V . 1 W I z máx. =

I z mín. =

I z máx. =

I z mín. =

18

- Como deve ser a polarização do diodo varicap?

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Cópia não autorizada. lição lição 3 Cópia não autorizada. Reservados todos

liçãolição

3

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Retificadores

Introdução

Nesta lição você irá estudar o funciona-

mento dos circuitos retificadores, usados na

transformação da corrente alternada em cor-

rente contínua. Para um bom aproveitamen-

to da lição, recomendamos que você relembre

os conceitos dos diodos retificadores, apre-

sentados na lição 2.

1. Tipos de Retificadores

Existem basicamente dois tipos de retifi-

cadores: o de meia onda e o de onda completa.

Esses circuitos são utilizados na transforma-

ção de onda senoidal em onda contínua.

A necessidade desses circuitos surgiu

devido ao fato de a maioria dos circuitos ele-

trônicos funcionarem com tensão contínua.

Neste tópico discutiremos como é reali-

zada a transformação de tensão alternada

para tensão contínua e ainda incluiremos os

filtros, que complementam este assunto.

2.

Diodos Retificadores

Ânodo

Ânodo Cátodo

Cátodo

Ânodo Cátodo

Figura 25 - Símbolo de diodo

Lembramos ainda que um diodo consi-

derado como ideal pode trabalhar diretamen-

te polarizado ou reversamente polarizado.

polarização direta faz com que o dio-

do permita a circulação de corrente elétrica

no circuito, enquanto a polarização reversa

faz com que o diodo entre em bloqueio, não

permitindo a circulação de corrente no cir-

A

cuito.
cuito.
não permitindo a circulação de corrente no cir- A cuito. Polarização direta (diodo em condução) Na
não permitindo a circulação de corrente no cir- A cuito. Polarização direta (diodo em condução) Na

Polarização direta (diodo em condução)

Na lição 2 mostramos o funcionamento e

principais características de um diodo, que é

um dispositivo utilizado na retificação de meia onda e onda completa.

utilizado na retificação de meia onda e onda completa. A figura 25 mostra o símbolo do
utilizado na retificação de meia onda e onda completa. A figura 25 mostra o símbolo do
utilizado na retificação de meia onda e onda completa. A figura 25 mostra o símbolo do
utilizado na retificação de meia onda e onda completa. A figura 25 mostra o símbolo do

A figura 25 mostra o símbolo do diodo se- micondutor. Observe que a parte do símbolo em forma de seta aponta no sentido convencio- nal da corrente. O símbolo do diodo semicon-

Polarização reversa (diodo em bloqueio)

Figura 26

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dutor tem a seta apontada para a região N.

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3. Retificação de Meia Onda

Quando desejamos transformar a tensão alternada em tensão contínua, denominamos esse processo de retificação.

A principal função de um retificador é permitir que um equi- pamento eletrônico possa ser alimentado a partir da rede elétrica

CA.

Na retificação de meia onda aproveita-se apenas meio ciclo de

tensão de entrada (um semiciclo) na carga, como mostra a figura 27.

Tensão (V)

1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo
1 Semiciclo
o
o
0
180
360
1 Ciclo

Período

o

+

-

(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura
(V) 1 Semiciclo o o 0 180 360 1 Ciclo Período o + - RL Figura

RL

Figura 27

Obs.: neste semiciclo o diodo retificador está polarizado direta-

mente, portanto ocorrerá a condução de corrente e a tensão de

entrada aparecerá na carga. Observe na figura 28 o que ocorrerá

no semiciclo negativo.

Tensão (V)

o 0 o 180
o
0
o
180

360

Figura 28

Período

o

-

+

- +
- +

RL

Neste semiciclo o diodo retificador estará polarizado reversa-

mente, portanto ocorrerá o bloqueio de corrente e a tensão não

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aparecerá na carga RL. Como você pode perceber, o diodo retifi-

○○○○○

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cador, quando polarizado em tensão CA, só conduz corrente quando

está polarizado diretamente, ou seja, somente no semiciclo positi- vo da senóide.

3.1 Funcionamento de um Retificador de Meia Onda

Tomando-se como referência o circuito retificador da figura

29, vamos analisar o seu funcionamento aplicando uma tensão CA

nos terminais A e B do circuito.

Tensão (V)

 
 
 
 

0

o

180

o

0 o 180 o

360

Período

o

Figura 29

A

B

D 1
D
1

No primeiro semiciclo da tensão alternada, de 0 a 180 , a en-

trada A será positiva em relação a B, portanto, o diodo D1 estará

polarizado diretamente, permitindo a circulação de corrente.

o

RL

Tensão (V)

 
 
 

0

o

180

o

360

o

Período

+ - D 1 + A B - Figura 30
+
-
D 1
+
A
B
-
Figura 30

Tensão (V)

0 180 o
0 180 o
0 180 o

0

180

o

+ - D 1 + A B - Figura 30 Tensão (V) 0 180 o RL

RL

Período

tensão na carga RL será a tensão de entrada subtraída da

tensão no diodo D1 (0,7 V para o diodo de silício ou 0,3 V para diodo

de germânio).

A

VRL = Ventrada – Vdiodo

O próximo semiciclo é o negativo, que ocorre de 180 o a 360 o .

Nessa condição, a entrada A estará negativa em relação à entrada

B, ou seja, o diodo D1 estará polarizado reversamente e bloqueará

Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.

a passagem de corrente.

○○○○○

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É importante frisar que estamos considerando um diodo ideal,

que não tem corrente de fuga quando polarizado reversamente. Tratando-se de um diodo real, ao ser polarizado reversamente, ocorre o aparecimento de uma pequena corrente de fuga, da ordem de alguns microampères, que até aqui vínhamos desconsiderando.

Tensão (V) Tensão (V) + - D 1 A Período + RL Período 0 180
Tensão (V)
Tensão (V)
+
-
D
1
A
Período
+
RL
Período
0
180
o
180
o
360
o
-
B
Figura 31
Para este tipo de retificador, se forem considerados vários semici-
clos, a forma de onda resultante de corrente e tensão na carga RL,
desprezando-se a corrente de fuga, será como a mostrada na figura 32.
Diodo
Diodo
conduz
bloqueia
Período
360 o /0 o
180 o
360 /0
o
o
180
o
360 /0
o
o
180
o
Figura 32
Observe que somente um dos semiciclos de um ciclo completo
passa para a carga RL. O semiciclo negativo aparece sobre o diodo,
como mostra a figura 33.
V.
entrada
Figura 33
Período
V.
na carga
Período
V.
no diodo
queda de
tensção no diodo (0,7 V)
Período
Cópia não autorizada.
12345
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Situaçoes 1, 3 e 5 diodo conduzindo.
Reservados todos os direitos autorais.
Situaçoes 2 e 4
diodo bloqueado.
○○○○○
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As formas de ondas mostram que a tensão na carga é contínua

e pulsante, pois sempre flui no mesmo sentido, não mais alternando em semiciclos positivos e negativos.

Esse tipo de retificador apresenta alguns inconvenientes, tais como:

• a tensão de saída é pulsante, o que difere de uma tensão contínua pura,
• a tensão de saída é pulsante, o que difere de uma tensão contínua
pura, limitando assim suas aplicações;
• o rendimento de tensão de saída é baixo em relação à tensão efi-
caz de entrada; esse rendimento é próximo de 50% da tensão de
entrada eficaz.
N = 0,45 . VCA eficaz
3.2 Tensão e Corrente de Saída
Na retificação de meia onda, como já foi dito, tanto a tensão
como a corrente de saída são pulsantes. Isto implica que na saída
alternam-se períodos de existência e inexistência de tensão e cor-
rente sobre a carga.
V
T
Figura 34
Ao se efetuar a medição de tensão e corrente desses circuitos,
o
multímetro indicará os valores de tensão e corrente média de
saída.
V
I
Valor de V e I média
Cópia não autorizada.
T
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Reservados todos os direitos autorais.
Figura 35

○○○○○

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Para se calcular os valores de tensão e corrente média são uti-

lizadas as seguintes equações:

Tensão contínua média na saída

V cc = V cap

-

V d

π

Corrente contínua média na saída

V cc I cc = RL Onde:
V cc
I cc =
RL
Onde:

V cc : tensão contínua média na saída;

V cap : tensão de entrada de pico;

V d : queda de tensão do diodo (0,7 V ou 0,3 V);

I cc : corrente contínua média na saída.

Obs.: os cálculos de tensão e corrente média são importantes para

a determinação da escolha do diodo retificador ideal para o cir-

cuito.

4. Retificador de Onda Completa

O retificador de onda completa é um tipo de circuito que for-

nece uma tensão contínua média de melhor qualidade na saída.

Nesse processo de conversão de corrente alternada para corrente

contínua são aproveitados os dois semiciclos da tensão de entrada, o que melhora sensivelmente o
contínua são aproveitados os dois semiciclos da tensão de entrada,
o que melhora sensivelmente o rendimento do circuito, fornecen-
do à saída quase que a totalidade da tensão de entrada do circuito.
Existem dois tipos de retificadores de onda completa: retificador
com transformador com derivação central e retificador em ponte.
4.1 Retificador com Derivação Central
Este retificador utiliza dois diodos retificadores e um trans-
formador com derivação central, também chamado de Center Tap.
V
V
D 1
Figura 36
Referência
-
Cópia não autorizada.
Período
V saída
T
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D
2
+
Obs.: referência = zero volts

○○○○○

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Ao analisar o funcionamento desse circuito, observa-se que a

tensão no secundário do transformador estará invertendo a polari- dade constantemente, devido à tensão senoidal de entrada. Por- tanto, no circuito, cada semiciclo polariza diretamente um dos diodos, levando-o à condução.

Fazendo uma análise separada dos semiciclos da tensão de en-

trada, será muito fácil compreender o funcionamento desse tipo

de retificador.

É importante ainda ressaltar que a derivação central deve es-

tar localizada exatamente na metade do número de espiras do se-

cundário do transformador, garantindo que as tensões nos diodos

D 1 e D 2 sejam de mesmo valor.

4.1.1

Primeiro Semiciclo

Considerando o primeiro semiciclo como positivo, ocorrerá a

, fazendo-o conduzir corrente, en-

estará polarizado reversamente, entrando

polarização direta do diodo D

quanto que o diodo D

em bloqueio.

1

2

V
V
direta do diodo D quanto que o diodo D em bloqueio. 1 2 V Período D
direta do diodo D quanto que o diodo D em bloqueio. 1 2 V Período D

Período

D 1 OV
D
1
OV
D quanto que o diodo D em bloqueio. 1 2 V Período D 1 OV D

D 2

Figura 37

RL

VRL

D em bloqueio. 1 2 V Período D 1 OV D 2 Figura 37 RL VRL
D 1
D
1
bloqueio. 1 2 V Período D 1 OV D 2 Figura 37 RL VRL D 1

Período

Nesta condição, nota-se o diodo D 1 conduzindo corrente atra-

vés da carga RL do terminal positivo para o terminal de referência

do transformador (derivação central). A tensão na saída será:

V

cc

saída = V

cap

- V d

no primeiro semiciclotensão na saída será: V cc saída = V cap - V d 4.1.2 Segundo Semiciclo

4.1.2 Segundo Semiciclo

No semiciclo seguinte - o negativo - ocorre a inversão de pola- ridade no secundário do transformador; com isso, o diodo D 2 esta- rá polarizado diretamente, conduzindo corrente, enquanto que o diodo D 1 estará polarizado reversamente, entrando em bloqueio.

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A

terminal de referência do transformador.

corrente agora fluirá pelo diodo D

2

, através da carga RL, para o

V - - VRL D 1 OV Período D 2 - RL Período + +
V
-
-
VRL
D 1
OV
Período
D
2
-
RL
Período
+
+
D
2
Figura 38
Analisando a forma de onda na carga após vários semiciclos,
nota-se que este tipo de retificador é chamado de retificador de
onda completa pelo fato de entregar à carga os dois semiciclos da
senóide de entrada.
• Diodo D 1 ⇒ semiciclo positivo ⇒ para carga RL
• Diodo D 2 ⇒ semiciclo negativo ⇒ para carga RL
V
V. entrada
Período
D
conduz
1
VRL por D
1
Período
D
conduz
2
VRL por D
2
Período
VRL Total
D
D
1
2
D 1
D 2
D 1
D 2
Período
Figura 39
Cópia não autorizada.
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4.1.3 Cálculo de Tensão Contínua Média na Carga

Para valores de tensão de entrada acima de 10 VCA, podemos desconsiderar o valor referente à queda de tensão causada pelos

diodos (0,7 V para o silício e 0,3 V para o germânio), pois essa queda

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de tensão não será relevante no cálculo dos valores finais de tensão.

○○○○○

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Portanto, para se determinar a tensão contínua média na car-

ga, usaremos a seguinte equação:

V cc = V caeficaz

0,9

Para tensões de entrada acima de 10 V

Pela equação apresentada, percebe-se que neste tipo de reti-

ficador há o aproveitamento de aproximadamente 90% da energia

de entrada do circuito.

4.1.4 Cálculo da Corrente Contínua Média na Carga

O valor da corrente contínua média na carga está em função da

tensão contínua média determinada pela equação anterior. Por-

tanto, para se determinar a corrente a fórmula será:

V cc I cc = RL
V cc
I cc =
RL

Damos a seguir dois exemplos de cálculo da tensão e corrente

) para retificadores de onda com-

contínua média na carga (V

pleta.

e I

cc

cc

Exemplo 1:

Tensão de

entrada

(V

CA )

(V pleta. e I cc cc Exemplo 1: Tensão de entrada (V CA ) D 1
(V pleta. e I cc cc Exemplo 1: Tensão de entrada (V CA ) D 1
D 1 24V CA 24V CA
D 1
24V CA
24V CA
Exemplo 1: Tensão de entrada (V CA ) D 1 24V CA 24V CA D 2

D 2

Figura 40

RL = 600

V cc = V caeficaz

0,9

V cc = 24

V cc = 21,6 V

Tensão contínua média na carga = 21,6 V

0,9

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○○○○○

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V

cc

I

cc =

RL
RL

I cc = 21,6 V 600

I cc = 0,036 ou 36 mA

I cc = 36 mA

Corrente contínua média na carga = 36 mA

Exemplo 2: consideraremos a tensões de entrada menor que 10 V

portanto, serão consideradas as quedas de tensão nos diodos.

CA

,

Tensão de

entrada

(V CA )

de tensão nos diodos. CA , Tensão de entrada (V CA ) D 1 6V CA

D

1

de tensão nos diodos. CA , Tensão de entrada (V CA ) D 1 6V CA
6V CA OV 6V CA D 2
6V
CA
OV
6V
CA
D
2
, Tensão de entrada (V CA ) D 1 6V CA OV 6V CA D 2

RL = 470

Figura 41

Para este caso, onde a tensão de entrada é menor que 10 V CA ,

aplicam-se as seguintes equações:

2

V cc =

(V cap – V d )

π

Vcap = Tensão alternada de pico

V cap = V ca

1,414

V cap = 6

V cap = 8,48 V

Tensão de pico de entrada = 8,48 V

1,414

Considerando o circuito com diodos de silício, teremos:

V cc = 2

(8,48 V – 0,7 V)

π

V cc = 2

7,78V

3,14

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V cc = 4,95 V

○○○○○

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Tensão contínua média na carga = 4,95 V

I cc = V cc RL I cc = 4,95 V 470 Ω
I cc = V cc
RL
I cc = 4,95 V
470 Ω

I cc = 0,01 A ou 10 mA

I cc = 10 mA

Corrente contínua média na carga = 10 mA

4.2 Retificador em Ponte

Uma outra maneira de se conseguir a retificação de onda com-

pleta é por meio do retificador em ponte. Ao se utilizar este modelo

de retificador, não é de fundamental importância o uso do transfor-

mador, que só é utilizado em caso de adequação da tensão de entra-

da (elevar ou baixar a tensão de entrada); ainda no caso do uso do

transformador, este não necessita de derivação central (Center Tap).

Este tipo de retificador, que é o modelo mais utilizado, tam-

bém é conhecido como ponte retificadora, sendo encontrado à venda

montado em um único bloco.

V ca

D 2 D 1 D 4 D 3
D
2
D
1
D 4
D 3

Figura 42

RL

Na retificação em ponte são utilizados quatro diodos e o funcio-

namento é facilmente compreendido, pois baseia-se na condução

de corrente por dois diodos em cada semiciclo. A explicação nova-

mente será dada analisando-se separadamente os semiciclos posi-

tivo e negativo da tensão de entrada.

4.2.1 Semiciclo Positivo

Considerando o primeiro semiciclo e a tensão positiva no ter- minal de entrada superior do circuito, temos:

V
V
D 2 D 1 T D 4 D 3 ○○○○○
D
2 D
1
T
D
4
D
3
○○○○○

Figura 43

RL

D

1 e D

3

conduzem

D e D 1 3
D
e D
1
3

VRL

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43 RL D 1 e D 3 conduzem D e D 1 3 VRL Cópia não

T

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estão polarizados direta-

mente, conduzindo corrente através da carga RL, enquanto que os diodos D 2 e D 4 estão polarizados reversamente, bloqueando a pas- sagem de corrente.

Nesta condição, os diodos D

1 e D 3

4.2.2 Semiciclo Negativo

D V 1 D 2 T D 3 D 4
D
V
1
D 2
T
D
3
D
4

Figura 44

VRL

RL

D D D D 1 3 2 4
D
D
D
D
1
3
2
4
D 2 T D 3 D 4 Figura 44 VRL RL D D D D 1

T

D 2 T D 3 D 4 Figura 44 VRL RL D D D D 1

No semiciclo negativo a tensão positiva estará no terminal in-

ferior do circuito devido à inversão da polaridade da tensão de en-

trada.

A inversão de polaridade faz com que os diodos D 2 e D 4 este-

jam polarizados diretamente, conduzindo corrente através da car-

ga RL, enquanto os diodos D

ficam com polaridade reversa,

bloqueando a passagem de corrente.

1 e D 3

É

importante observar que a retificação em ponte entrega à

carga os dois semiciclos, como acontece na retificação de onda com- pleta com derivação central.
carga os dois semiciclos, como acontece na retificação de onda com-
pleta com derivação central.
V
Tensão
de
entrada
T
Tensão
na
D
D
D
D
1
3
2
4 D
1 D
3 D
2 D
4
carga
RL
T
Figura 45
Cópia não autorizada.

A ponte retificadora pode ainda ser representada simbolica-

mente de forma simplificada, conforme mostra a figura 46.

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○○○○○

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Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Portanto, para se calcular a tensão con-
Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.
Portanto, para se calcular a tensão con-
tínua média na saída, teremos a seguinte
equação:
(V cap – V d )
V cc = 2
π
Para tensões acima de 20 Vca, desconsi-
deram-se as quedas de tensões nos diodos, pois
pouco influenciarão no valor final da tensão
Figura 46
de saída, resultando na seguinte equação:
V
=
V
0,9
cc
caeficaz
4.2.3 Cálculo de Tensão
Contínua Média na Saída
4.2.4 Cálculo da Corrente
Contínua Média na Saída
Para se calcular a tensão contínua média
de saída é necessário considerar que cada
Para o cálculo da corrente vamos utilizar
semiciclo aparece na saída devido à condu-
a mesma equação da retificação de onda com-
ção simultânea de dois diodos, o que leva a
pleta com derivação central.
duas quedas de tensões (0,7 V ou 0,3 V). Desta
forma, a tensão de saída será menor que a ten-
V
cc
I
=
cc
são de entrada em 1,4 V ou 0,6 V (duas vezes
RL
a queda de tensão do diodo de silício ou do
diodo de germânio).
Desenvolvemos a seguir um exemplo de
cálculo de tensão e corrente contínua média
V
na saída para uma ponte retificadora.
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○
Tensão na
entrada
T
12 V ca
RL = 1KΩ
V
VRL
VRL = Ventrada - 2 × Vdiodo
Figura 48
Tensão
na carga
Considerando para o circuito que os dio-
Cópia não autorizada.
T
dos retificadores são de silício, teremos:
2
V cap – 2V d
V
=
cc
π
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Figura 47
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○○○○○

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Onde:

V cap = V ca . 1,414

V cap = 12 V . 1,414

V cap = 16,97 V

Então:

V cc = 2. (16,97 V) – 2 (0,7 V)

π

V cc = 10,36 V

I cc = V cc

RL

I cc = 10,36 V

1000

I cc = 0,01036A ou 10,36 mA

Anotações e dicas
Anotações e dicas

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Reservados todos os direitos autorais.

Cópia não autorizada.

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não autorizada. Reservados todos os direitos autorais. Exercícios Propostos 1 ( ( ( ( ( 2

Exercícios Propostos

1

(

(

(

(

(

2

(

(

(

(

(

3

- É o componente que tem como função atuar como retificador:

) a) capacitor;

) b) transformador;

) c) diodo; ) d) transistor;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Nome dado ao processo de transformação de tensão alternada em tensão contínua:

) a) polarização; ) b) retificação; ) c) indução; ) d) filtragem;

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

- Qual é o nome do retificador onde são aproveitados na saída os dois semiciclos da

entrada?

4

- Qual é o nome do retificador onde é aproveitado na saída apenas um dos

semiciclos da entrada?

5

(

(

(

(

- Qual é o número de diodos que um retificador em ponte utiliza?

) a) 1

) b) 2

) c) 5

) d) 4

(

) e) nenhuma das alternativas anteriores.

6

- Explique em poucas palavras o que é retificação.

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7

- Qual é o nome dado ao retificador mais simples, que tem suas aplicações limitadas

devido à grande ondulação de saída?

8 - Considerando um retificador de meia onda que está sendo alimentado por uma fonte de 24 Vca, qual é a tensão contínua de saída?

9 - Considerando um retificador de onda completa para o exercício anterior, qual é a

tensão contínua de saída?

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Reservados todos os direitos autorais.

Cópia não autorizada.

todos os direitos autorais. Cópia não autorizada. lição lição 4 Cópia não autorizada. Reservados todos

liçãolição

4

Cópia não autorizada. Reservados todos os direitos autorais.

Filtros

Introdução

Nesta lição você estudará os filtros usados nos circuitos retifi-

cadores, necessários para transformar a tensão contínua pulsante

em tensão contínua pura.

Como já vimos, nos retificadores de meia onda e onda comple-

ta, a tensão contínua média na saída gerada por esses circuitos é

pulsante, o que limita suas aplicações, pois a grande maioria dos

equipamentos eletrônicos necessitam tensões contínuas puras.

Devido a este agravante, os retificadores convencionais possuem

uma aplicação limitada, tais como freio eletromagnéticos em motores

elétricos, carregadores de baterias, etc.

Para aproximar o sinal de tensão retificada por um retificador

a uma tensão contínua pura, necessitamos acrescentar um filtro ao

circuito retificador.

1. Filtragem em Retificadores de Meia Onda

A forma mais simples de filtragem é a que utiliza um capacitor

em paralelo com a carga que se está alimentando, como mostra a

figura 49.

V ca

D 1 C 1 (filtro)
D 1
C 1 (filtro)
como mostra a figura 49. V ca D 1 C 1 (filtro) Figura 49 RL Cópia

Figura 49

RL

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Este retificador de meia onda terá sua tensão contínua de saí-

da muito próxima de uma tensão contínua pura, devido à colocação do capacitor em paralelo com a carga.

VRL

à colocação do capacitor em paralelo com a carga. VRL Tensão na carga sem o capacitor
Tensão na carga sem o capacitor T Tensão na carga com o capacitor T
Tensão na carga sem o capacitor
T
Tensão na carga com o capacitor
T

VRL

Figura 50

Para a perfeita compreensão do processo de filtragem realiza-

do pelo capacitor, analisaremos o circuito da figura 51. Durante o

primeiro semiciclo, o terminal superior de entrada do circuito é po-

sitivo, portanto o diodo D

conduz, pois está polarizado diretamen-

te, fazendo a corrente circular através da carga e também para o

capacitor que armazenará a energia em suas placas.

1

V ca
V
ca
capacitor que armazenará a energia em suas placas. 1 V ca T D 1 C 1

T

D 1 C 1
D 1
C 1

Figura 51

RL

Durante o primeiro semiciclo, o terminal superior de entrada do circuito é positivo; portanto, o diodo D 1 conduz, pois está pola- rizado diretamente, fazendo a corrente circular através da carga e também para o capacitor, que armazenará a energia em suas placas.

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Após o capacitor se carregar com a tensão de pico da fonte, o

diodo pára de conduzir.

Até V ca pico o capacitor está recebendo carga e ainda conduz

a pico o capacitor está recebendo carga e ainda conduz T V ca Figura 52 -
a pico o capacitor está recebendo carga e ainda conduz T V ca Figura 52 -

T

V ca

Figura 52

-

D 1 ++ + + + + C 1 - - - - T
D
1
++ +
+
+
+
C
1
-
-
-
-
T
T V ca Figura 52 - D 1 ++ + + + + C 1 -
T V ca Figura 52 - D 1 ++ + + + + C 1 -
T V ca Figura 52 - D 1 ++ + + + + C 1 -
T V ca Figura 52 - D 1 ++ + + + + C 1 -

+

V ca +
V ca
+

Figura 53

D 1 ++ + + + + C 1 - - - - T + V

RL

No ponto em que a tensão de entrada atinge seu valor máximo,

o capacitor estará com a tensão de pico armazenada em suas pla-

cas. A partir desse ponto, então, a carga começará a receber a ener-

gia armazenada no capacitor, pois o diodo está bloqueando a

passagem de corrente. O capacitor permanecerá em descarga no

intervalo em que o diodo D 1 estiver em bloqueio.

A partir desse ponto: diodo em corte

+ V ca D 1 + + + + C 1 - - - -
+
V
ca
D 1
+ +
+ +
C 1
-
-
-
-
T
-
Capacitor em descarga
Figura 54

RL

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É importante observar que, com a colocação do capacitor, a

carga recebe tensão durante todo o ciclo, aumentando o valor de tensão contínua média na carga.

Observe a figura 55 e faça a comparação entre um retificador sem filtro e outro com filtro.

Nesse intervalo a carga não recebe tensão

V Carga recebe tensão V Carga recebe tensão durante todo ciclo
V
Carga recebe
tensão
V
Carga recebe tensão durante todo ciclo
recebe tensão V Carga recebe tensão durante todo ciclo T T Figura 55 Este retificador com

T

tensão V Carga recebe tensão durante todo ciclo T T Figura 55 Este retificador com filtro

T

Figura 55

Este retificador com filtro que apresentamos, composto de um

único capacitor, não é capaz de reduzir significativamente a ondu-

lação da tensão, a não ser que se empregue um capacitor de eleva-

da capacitância. Entretanto, este tipo de filtro é freqüentemente

usado em aplicações que não requerem elevada filtragem.

2. Filtragem de Onda Completa

Outra forma para se reduzir a ondulação na saída é aplicar o

capacitor como filtro em retificadores de onda completa. Assim, a

freqüência da ondulação será de 120 Hz e não mais de 60 Hz, como

no caso dos retificadores de meia onda. Com isso, o capacitor é

carregado com uma freqüência duas vezes maior, enquanto que o

tempo de descarga é duas vezes menor. Como conseqüência, a on-

dulação na saída será menor, tornando a tensão contínua de saída

mais próxima de uma tensão contínua pura.

Figura 56 Ondulação ou ripple C 1 RL
Figura 56
Ondulação ou ripple
C 1
RL

V ca

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Obs.: ondulação ou ripple é a diferença entre a variação máxima

e mínima de tensão de saída de um retificador com filtro.

É importante salientar que um dos fatores que define a quali- dade de um retificador é o valor da tensão de ondulação em sua saída, ou seja, quanto menor esse valor, melhor a qualidade do retificador.

Os fatores que influenciam a ondulação são associados à des- carga do capacitor tais como:
Os fatores que influenciam a ondulação são associados à des-
carga do capacitor tais como:
• capacitância do capacitor;
• corrente absorvida pela carga;
• tempo que o capacitor permanece descarregando.
3. Tensão Contínua Média nos Retificadores com Filtro
Para se calcular a tensão contínua média na saída dos retifica-
dores com filtro utiliza-se a seguinte equação:
V
ond
V
=
V
-
cc
p
2
Onde:
V cc : tensão contínua média na saída;
V p : tensão de pico;
: tensão de ondulação.
V ond
Desenvolvemos a seguir um exemplo de cálculo de tensão con-
tínua média na saída de um retificador com filtro.