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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

POLO DE SÃO LUÍS
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO PUBLICA

PAULO CHAVES JANSEN – RA 8742156739

DESAFIO PROFISSIONAL DO 2º BIMESTRE
GESTÃO URBANA E DE SERVIÇOS PÚBLICOS
LICITAÇÕES, CONTRATOS E CONVÊNIOS.

TUTOR EaD Camila Buba Nahas

São Luís - MA

2015

PAULO CHAVES JANSEN – RA 8742156739

DESAFIO PROFISSIONAL DO 2º BIMESTRE

Relatório
final,
apresentado
a
Universidade Anhanguera, como parte
das exigências para a obtenção do título
de Tecnólogo em Gestão Pública.
Orientadora: Camila A. Buba Nahas

São Luís - MA

.........Analisando o Papel do Administrador Público............................................................................................................................Compreendendo as diferentes pautas do direito à cidade..............................2015 SUMÁRIO Introdução ........17 Passo 04........04 Passo 02...............................Avaliando as alterações recentes nos Processos Licitatórios..................................18 Recomendações Finais 24 Referências 25 .........03 Passo 01..........................................................10 Passo 03..................................Compreendendo o Estatuto da Cidade: Instrumentos de Planejamento e Participação.....

DESENVOLVIMENTO .INTRODUÇÃO O presente trabalho foi desenvolvido com intuito de analisar e apontar possíveis soluções para uma situação hipotética onde a cidade Teresópolis/RJ sofreu com fenômenos naturais que deixaram várias vítimas na cidade e assim foi decretado estado de calamidade pública no município. compreensão e capacidade de reflexão em 4 (quatro) passos sobre temas como economia e política no setor público com base nesse estudo de caso. O trabalho tem como objetivo verificar a aprendizagem.

hoje admitida pelo Tribunal de Contas da União. 8. Como sabido. Passo 01: Analisando o Papel do Administrador Público a) Quais os principais riscos e consequências possíveis para a administração municipal e para o exercício do Governo Rafael. Há de se verificar se os contratos em vigor podem ser utilizados como reforço para a recuperação das áreas atingidas e também se deverá ser realizada alguma contratação mediante processo de licitação ou sua dispensa. a definição de emergência e calamidade pública para fins de transferência de recursos e de outro. XXI). regulamentando a disposição constitucional (art. O juízo do administrador. Situações decorrentes de desastres pressupõem adoção de certas medidas para que compras. mostra-se temerário.Desafio consiste em refletir sobre a interface entre economia e política no setor público. Importante destacar que os objetos desses contratos devem guardar pertinência com as ações decorrentes da situação calamitosa como. cautela em sua determinação. De um lado. a chamada “emergência fabricada”. do comportamento das finanças públicas municipais e dos instrumentos contábeis utilizados nas organizações públicas. Para estabelecer este critério objetivo e seguro propõe estabelecer dois patamares extremos da conceituação. seu modelo federativo.666 de 21 de junho de 1993. Necessário se faz. tendo em vista a tomada de decisão relatada em sua fala? Primeiramente. por intermédio da análise da forma de governo do Estado brasileiro. 37. A solução: adoção de um critério objetivo de análise. a equipe administrativa deve levantar as demandas de atendimento imediato. portanto. por exemplo. além de tratar das modalidades de licitação e dos . locação de máquinas e equipamentos e fornecimento de materiais de construção. medicamentos. b) Tomando como referência a lei 8666/1993. neste caso. como poder ser interpretado o termo “práticas administrativas de caráter burocrático” mencionado no texto? A Lei Federal nº. serviços e obras sejam contratados na forma da lei. O Decreto nº 7257/2010 define emergência e calamidade pública para fins de transferência de recursos da União para outros entes federativos. o conceito de emergência e calamidade pública é subjetivo.

As hipóteses de licitação dispensável. a realização da licitação é facultada à Administração. ganha importância a análise discricionária do Administrador – responsável pela difícil tarefa de decidir – às vezes. poderá sim realizá-lo. concessões. Caso o gestor. 24 da Lei 8. em seu artigo 2º. mesmo sendo viável a competição.respectivos contratos firmados. pela viabilidade e economicidade do procedimento. a realização do procedimento licitatório não é o mecanismo mais adequado ao atendimento do bem comum. inclusive de publicidade. permissões e locações da Administração Pública. ou da natureza do bem a ser adquirido. 24 do mencionado Diploma traz as possibilidades em que é facultada à Administração a realização de procedimento licitatório – situações taxativas de dispensa de licitação (art. conforme delineado na legislação. Por isso. reitera o entendimento esposado ao afirmar que as obras. compras. com raras exceções. ineficiente à Administração. nos casos de dispensa. sem dados contundentes e sem tempo hábil para tanto – se os prováveis benefícios da contratação direta suplantam os prejuízos pela não realização do certame. são taxativas. uma vez que o próprio legislador reconhece a impossibilidade de prever todas as situações em que a competição seria inviável. uma vez que ocasionaria mais prejuízos que benefícios. Mas o fato é que. de modo a evidenciar o melhor caminho a ser utilizado para o gasto do dinheiro público. o burocrático procedimento licitatório seria mais custoso. Nesse ponto. a licitação dispensável (art. serão necessariamente precedidas de licitação. entenda pela possibilidade de deflagração do certame. 25) – hipóteses nas quais a competitividade restaria prejudicada por circunstâncias especiais. aplicando a regra da obrigatoriedade. nas hipóteses taxativas de licitação dispensável. em razão do valor da compra ou serviço. serviços técnicos de notória especialização e contratação de profissionais do setor artístico consagrados pela opinião pública. da circunstância fática. ressalvadas as hipóteses previstas na própria Lei. 24). os casos em que há inexigibilidade de licitação (art. tais como: exclusividade de fornecimento. em determinadas circunstâncias. alienações. . bem como. consequentemente. mesmo diante da excepcionalidade. Conforme se depura do comando legal. serviços. para a doutrina dominante. tecendo regras acerca dos mesmos.666/93) impõe à Administração Pública uma análise ponderada do caso concreto. demorado e. O art. se posto em prática. diferente dos casos de inexigibilidade. quando contratadas com terceiros. considerando que.

A própria Constituição Federal evidencia a possibilidade de a lei ordinária excepcionar a regra que impõe a realização. A Constituição. Willis Santiago Guerra Filho observa com clareza que a Constituição confere unidade ao ordenamento jurídico. conforme redação dada pela Emenda Constitucional nº. considerando a escassez de recursos para atender de modo ideal aos anseios da coletividade e. obras e serviços é garantir preços mais vantajosos para a Administração. é possível evidenciar. pela Administração Pública. é um limite para o exercício dos direitos.Tendo em vista a concepção de que as previsões constitucionais conferem unidade ao sistema jurídico. A efetividade de um direito só pode ser alcançada caso se reconheça a supremacia da Constituição. em conformidade com o art. esculpidos no caput do art. portanto. Diferentemente da Constituição anterior. 37 da Constituição Federal. §1º. 19/1988. de procedimento licitatório prévio à contratação. III. que a obrigatoriedade da licitação atende ainda à moralidade administrativa e à publicidade. estabelece expressamente que é competência privativa da União Federal legislar acerca de licitações e contratos públicos para os entes da Administração Pública Direta e Indireta. XXI. Neste sentido. da Constituição de 1988. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes”. O fim primordial para a realização de licitações públicas na aquisição de bens. 37. além da igualdade. enuncia o princípio da obrigatoriedade de licitação. uma medida essencial. que nada referia acerca das licitações públicas. o art. 37. excepcionando os casos previstos em lei. XXI. mesmo indiretamente. que “as obras. O art. mas. a necessidade de empregá-los da maneira mais econômica e eficiente possível. 173. c) Especifique e explique os critérios e princípios deveriam ser tomados para a contratação. o estudo do Direito deve partir do ordenamento constitucional. e. nos termos do art. ao dispor. XXVII. para as empresas públicas e sociedades de economia mista. É expresso que o referido princípio pretende resguardar a isonomia entre os licitantes. 22. estando nela às linhas gerais para a promoção do bem estar individual e coletivo. A não realização de procedimento licitatório é algo excepcional e deve ter previsão legal. serviços. e que foram descumpridos pelo administrador público? Conforme a própria Lei 8666/93 vale destacar alguns de seus conceitos técnicos a cumprir: . além de ser uma garantia.

pois havia um dever de agir atribuído pela norma ao Estado que. e que os recursos orçamentários que assegurem o pagamento estejam previstos. o Estado. independentemente de culpa. responsabilizado civilmente quando este somente se omitir diante do dever legal de impedir a ocorrência do dano. Nas hipóteses de conduta omissiva. Consiste em ser. visto que nem toda conduta omissiva tem como consequência um descuido do Estado em cumprir um dever legal. transporte. Art. Parágrafo único. mais adiante. ao exercê-lo." E. 187 (BRASIL. adaptação. reparação. 2002): “Também comete ato ilícito o titular de um direito que. assim como será nula a licitação que não definir com precisão o quantitativo do objeto ou não possuir similar no mercado (exceto quando for tecnicamente justificável). Haverá obrigação de reparar o dano. realizada por execução direta ou indireta. temos dois posicionamentos. com exceção nos casos de concessão. montagem. causar dano a outrem. Sob a responsabilidade estatal/munícipe relacionando-a com os casos de omissão nas calamidades públicas. 186 (BRASIL. conserto. Art. violar direito e causar dano a outrem. foi violado. locação de bens. Portanto. um que concorda com os . pela boa-fé ou pelos bons costumes. para que o explore pelo prazo e nas condições regulamentares e contratuais. O novo código civil trata desse assunto em variados artigos. tais como: demolição. por ação ou omissão voluntária. ainda que exclusivamente moral. por ato ilícito (arts. Compra: é toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma única vez ou parceladamente. Art. nos casos especificados em lei. pela omissão. Serviço: é toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração Pública. reforma. Não é admitido incluir no objeto da licitação a obtenção de recursos financeiros para a sua execução. exemplifica-se: Código Civil. risco para os direitos de outrem. A respeito deste assunto. 186 e 187). negligência ou imprudência. Código Civil. o Código Civil. fica obrigado a repará-lo. constatamos divergências doutrinárias quanto ao assunto da responsabilidade civil do Estado. operação. E para que uma obra ou um serviço sejam licitados é necessário que haja um projeto básico aprovado pela autoridade competente. por sua natureza. fabricação. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. manutenção. 927: “Aquele que. ou lhe cede o uso de bens públicos. pode-se garantir que a responsabilidade estatal por ato omissivo vem sempre de um ato ilícito. Além disso. recuperação ou ampliação.” Sabe-se que o Estado pode causar danos aos administrados por ação ou omissão. conservação. a execução remunerada de serviço público. instalação. seguro ou trabalhos técnico-profissionais.Obra: é toda construção. é o contrato administrativo pelo qual a Administração Pública confere ao particular.”. [1: Em sentido amplo. excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social. 2002): "Aquele que. comete ato ilícito. de obra pública ou de serviços de que a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta. é preciso que o produto a ser contratado esteja contemplado nas metas estabelecidas no Plano Plurianual (PPA). publicidade.

Quinze dias para a tomada de preços. Além do Diário Oficial. 1988).argumentos de Celso Antônio Bandeira de Mello e que defende a teoria da responsabilidade subjetiva. ou leilão. e Concorrência. quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. §6º. e outra. 2002). 43 (BRASIL. nos casos não especificados na alínea “b” do inciso anterior. aplicando-se o art. d) Sendo você o responsável pela contratação e aquisição das demandas emergenciais elencadas no caso. Art. apoiada por vários autores. para dar maior publicidade. Ele deve ser publicado no Diário Oficial. Passo 02: Compreendendo as diferentes pautas do direito à cidade a) Como você interpreta a manifestação dos moradores diante do estado de calamidade do município? . O aviso publicado deve conter a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação. Trinta dias para: Concorrência. quais seriam suas principais ações e procedimentos para efetivar as devidas contratações? Quando se trata respectivamente de licitação feita por órgão ou entidade da Administração Municipal o aviso deve ser publicado no Diário Oficial do Estado. os avisos devem ser publicados em jornal diário de grande circulação no município ou região onde será realizado o objeto da licitação. na internet e nos sites dos órgãos públicos que promovem o certame licitatório. quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. O aviso é a publicação resumida (extrato) com todas as informações contidas no edital. 37. e. que concorda com a teoria da responsabilidade objetiva. Cinco dias úteis para convite. em jornal de grande circulação. nos casos não especificados na alínea “b” do inciso anterior. da Constituição Federal (BRASIL. e Tomada de preços. com base no Código Civil. Da publicação até o dia da abertura das propostas. deverá transcorres um prazo mínimo que a Lei 8666/93 define como quarenta e cinco dias para: Concurso.

a dor de perda de um ente querido. ou não. ou outras fontes que julgar conveniente e identifique:  Pautas ou reivindicações que nortearam a mobilização. normalmente ambientalmente mais frágeis e com alto custo de urbanização. a desorganização e o desplanejamento do poder público que . duas experiências de mobilizações que tenham como aspecto central reivindicações em prol do uso e ocupação democrática do espaço público. que vai então buscar as zonas periféricas.a relação das reivindicações com as perspectivas teóricas do direito à cidade. Em 2013 – Cuiabá adere a movimento nacional e realizam manifestações “Dia Nacional de Luta” para protestar por melhores condições no transporte público. Esse processo de urbanização tem contribuído para o descontrole ambiental.  A construção. serviços públicos com qualidade. contribuindo para o que se denomina o aparteid urbano. de canais de diálogo com o poder público. E quanto ao administrador municipal a esperança em poder solucionar todos os problemas possíveis com rapidez e garantindo a essas pessoas afetadas com a tragédia. a segregação social.  A relação das reivindicações com as perspectivas teóricas do direito á cidade. Busque informações sobre as mobilizações em matérias de jornais.  Os principais resultados.pautas ou reivindicações que nortearam a mobilização. O objetivo era paralisar completamente o funcionamento das diversas repartições públicas estaduais em protesto contra o sucateamento do serviço público. O pobre sofre então seu primeiro processo de exclusão. que põe fim as estruturas urbanísticas básicas. As cidades. de bens materiais e a incerteza quanto um recomeço de vida em outro local ou mesmo na região afetada com intuito de amenizar o sentimento de perca total. (Site: MidiaNews – 11/07/2013) . entrevistas com participantes. b) Identifique.A realidade mediante a calamidade do município o alvoroço em torno da tragédia em relação à manifestação dos moradores não poderia ser diferente. . a exclusão de uma parcela da população ao uso dos serviços públicos. Esse aparteid é formado em parte por que as áreas centrais das cidades são as regiões mais caras. seu acesso é impossível para a parcela da população mais pobre. que tem como causa a especulação urbana. na saúde pública e na educação. páginas da internet. em particular os grandes centros sofrem hoje o efeito de uma urbanização descontrolada. desplanejada. de preferência em seu município.

A concepção primordial desse processo é fazer com que a cidade passe de ente passivo. Transferência do Direito de construir. que ver suas áreas sendo ocupadas desenfreadamente. Obrigatoriedade de audiências e consultas Estudo de impacto de vizinhança. Reconhecendo que o Brasil é um país essencialmente urbano. . Operação urbana consorciada. áreas. os dispositivos a disposição dos cidadãos. Definição de zonas especiais de interesse social. Obrigatoriedade de plano de transporte urbano integrado para cidades com mais de 500. regularizar terrenos ocupados. e dos municípios para dinamizar esse processo: Função social da cidade. Contribuição de melhoria. Desapropriação para fins de reforma urbana. gestor da distribuição. ações governamentais. IPTU progressivo no tempo. Instituição do plano diretor. 182 e 183 da Constituição Federal. promulgou a lei 10. tornando-o ente participativo da escolha das diretrizes da sua cidade. Um dos principais aspectos da nova legislação foi o de dar novo papel ao cidadão. Função social da propriedade.000 habitantes. em que mais de 80% da população vive e mantém atividades em áreas urbanas. Nessa lei foram criados diversos instrumentos jurídicos que servem para o poder público municipais. Nesse processo. definindo políticas. que regulou o art. públicas.não consegue efetivar políticas públicas de racionalização e melhor uso do solo. Usucapião especial urbano-coletivo. A gestão da cidade ganha . foi publicada a lei 10. com vistas a melhorar a ocupação do solo urbano. Está entre os objetivos dessa nova lei (10.182 da Constituição Federal e que é será um importante instrumento para minimizar os problemas causados pela urbanização. Parcelamento.257.257/2001) proporcionar a justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização a todos os níveis de população sejam ricos ou pobres. Concessão do direito de superfície. adequando a distribuição das zonas e regulando a distribuição da população sobre a superfície da cidade. urge ressaltar. Concessão de uso especial para fins de moradia. Outorga onerosa do Direito de construir e de alteração do uso. Direito de preempção. para ente positivo.257/2001. coibir a especulação imobiliária. entre outros objetivos. Esses são alguns dos dispositivos disponíveis aos governantes e também aos cidadãos em especial os gestores municipais para que possam efetivar políticas governamentais objetivas nas cidades.a construção. ou não. edificação ou utilização compulsório. Zoneamento urbano. de canais de diálogo com o poder público. Com o objetivo de regulamentar o art. aplicarem em seus municípios com vistas a reduzir o processo de urbanização desordenada.

alguns desses mecanismos de participação popular: “Art 43. O cidadão. direito a mobilidade urbana. os seguintes instrumentos: I. direito ao meio ambiente equilibrado. adicionam-se os direitos subjetivos do cidadão: direito a segurança. Essa participação também tem um lado bastante importante. Em face de característica primordial da Ação pública como definidora de políticas urbanas. pois as cidades devem buscar uma gestão democrática.órgãos colegiados de política urbana.debates. através de promoção de fixação de áreas de lazer nas grandes cidades.os principais resultados. obrigando-se assim a uma gestão transparente por parte dos gestores municipais. deverão ser utilizados.257/01. Dentro desses modelos. onde o cidadão orienta e escolhe os benefícios que deseja para a região de sua casa ou trabalho. Antes de abordar lei 10. direito ao lazer. através dos diversos mecanismos de participação democrática e o estado. Um ponto primordial para conquistar-se uma cidade melhor é um aumento dos instrumentos democráticos de participação e gestão das cidades. o estatuto das cidades estabeleceu em seu art. através da implementação de políticas públicas urbanas. Programas participativos. de participação política e por que não dizer de cidadania. pois não basta reivindicar. O cidadão passa a ser agente modificador do sistema reivindicativo. Para garantir a gestão democrática da cidade. A participação da gestão da cidade acontece assim de três formas: Participação da comunidade no orçamento da cidade (orçamento participativo). encaixando-se aí o direito ao transporte público eficiente.conferências sobre . melhoram a otimização dos serviços públicos e atingem de maneira mais eficaz a população regional. sendo preciso fiscalizar. III.assim um status de democracia. é preciso ressaltar alguns pontos e princípios que devem seguir os gestores das cidades para elaborar sua política urbana. Nesse mecanismo a população escolhe o que venha em seu beneficio. particularmente as prefeituras municipais. o direito ao rápido e eficiente acesso aos serviços públicos urbanos. A transparência na gestão da cidade e o direito a informação pública. Para garantir o uso desses direitos o cidadão pode buscar o auxilio do poder judiciário através do Ministério Público ou dele próprio e associações pertinentes por meio da Ação civil Pública. . dois sujeitos são essenciais para o surgimento de uma cidade melhor. Nesse intuito. audiências e consultas públicas. estadual e municipal. 43. onde todos os cidadãos tenham o direito de sozinho ou por meio de agremiações ou associações participar na elaboração e principalmente na fiscalização das políticas urbanas adotadas em sua cidade. nos níveis nacional. II. entre outros.

audiências e consultas públicas. será forçoso reconhecer que. . acompanhado de debates. de caráter unilateral e autoritário e. IV- iniciativa popular de projeto de lei e de planos. não mais lhes fica assegurada apenas a faculdade jurídica de implementar a participação popular no extenso e continuo processo de planejamento urbanístico. 4o desta Lei incluirá a realização de debates. consultas e audiências públicas. essas não constituem meras faculdades ou liberalidades. fiorillo. não há mais espaço para falar em processo impositivo (ou vertical) de urbanização. (pág. No mesmo escopo. da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual. “Art. estadual e municipal. sujeitam-se ao dever jurídico de convocar as populações e. já é uma tendência já exalada na constituição Federal de 1988. nos níveis nacional. Em verdade. Entre os principais instrumentos de participação. passando por uma falsa presunção de que as políticas urbanas estariam atendendo a real e efetiva demanda das populações envolvidas. 292. em consequência sem qualquer respeito às populações coletivas. as audiências e consultas públicas sejam os mais festejados e debatidos.” Afere-se a enorme preocupação do legislador em fazer com que a população participe das decisões sobre as políticas a serem implementadas pelos municípios. pois diversas foram as passagens em que estabeleceu tal possibilidade. Por conseguinte. audiências e consultas públicas sobre as propostas do plano plurianual. A cooperação de associações planejamento municipal. diante das normas disciplinadoras do estatuto. programas e projetos de desenvolvimento urbano. sem ouvir as populações interessadas. pois ali será um dos momentos para o cidadão expor suas reivindicações. a iniciativa popular de projetos de lei. ninguém sabe melhor as suas necessidades do que o próprio morador e a população envolvida. é a obrigação da constituição de orçamento participativo. sendo. outro instrumento. sobretudo as do Município. só para citar são alguns exemplos do intuito democrático. No tocante os debates. 44 do Estatuto das cidades. por isso. apud carvalho filho). 44 . Hoje as autoridades governamentais. a gestão orçamentária participativa de que trata a alínea f do inciso III do art.No âmbito municipal. portanto obrigatórias à participação popular.assuntos de interesse urbano. Os mecanismos de gestão democrática e participação popular. conforme o art. o plebiscito e o referendo. Esse instrumento estancou uma tendência do poder público em impor suas ações de forma vertical. como condição obrigatória para sua aprovação pela Câmara Municipal”.

para que depois sejam positivadas através do orçamento participativo. não protege um bem jurídico do indivíduo isoladamente considerado. suas necessidades. É as ações em defesas dos direitos difusos. passou a vigorar com a seguinte redação: “Art.347/85. VI. Pois a qualquer momento o Ministério Público pode usar dessa ação para proteger direitos transindividuais e coletivos. a Constituição Federal e a lei 7. Este instrumento. Com o advento da lei 10. no art. Para reforçar ainda mais essa legislação. turístico e paisagístico. 1 – Regem-se pelas disposições desta lei. admitiram outros órgãos e entidades para atuar na defesa desses direitos. IV.a qualquer outro interesse difuso e coletivo. Dessa forma. a ordem urbanística ganha status de direito transindividual. estético. Superada a fase dos instrumentos democráticos. V.347 de 1985. III. Essa obrigatoriedade faz com que a população interessada participe da elaboração do orçamento de sua cidade.257/2001. o art. populações de bairros. ação popular e similar.” Assim. expondo seus anseios. Por outro lado não se deve esquecer que existem os instrumentos que podem fazer essas políticas. não deixou à liberalidade da administração municipal a elaboração de sua lei orçamentária sem antes consultar a população diretamente envolvida. é agora um importante mecanismo de promoção de proteção da ordem urbana. tutela grupos.O estatuto. 1 da lei 7. histórico. definindo prioridades. Já relatei aqui dos mecanismos de ação que o estatuto trouxe para que a população participe do processo de gestão das cidades. 53. a cargo do ministério público. o legislador inseriu no rol desses interesses a possibilidade de ajuizamento de ação civil pública para a defesa da ordem urbanística.ao meio ambiente. estabeleceu a possibilidade de promover a ação civil pública visando tutelar o patrimônio público e social. o meio ambiente e outros interesses difusos e coletivos. A Constituição Federal de 1988. a ação civil pública.ao consumidor. coletivos e homogêneos. as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: I.a ordem urbanística. sem prejuízo da ação popular. II. pessoas em um âmbito coletivo. comunidades. ação civil pública.a bens e direitos de valor artístico. por meio dos meios processuais. passemos a análise dos dispositivos regulares a disposição do poder público para instrumentalizar a política urbana. das associações pertinentes e do próprio cidadão.por infração da ordem econômica e da economia popular. ao relacionar as funções institucionais do Ministério Público. .

além disso. Reforma urbana e gestão democrática: promessas e desafios do estatuto da cidade. estão a disposição dos municípios para que esse ente federativo possa instrumentalizar as políticas urbanas e combater a exclusão social. configurar-se como coletivos: nesse caso. Artigo: reforma urbana e estatuto da cidade.Carvalho Filho.LDU – surge no âmbito da comissão nacional de desenvolvimento Urbano – CNDU -. por exemplo. que as associações se organizem e possam via este poderoso instrumento ação civil pública proteger a ordem urbanística. Ressalte-se que antes da referida lei. Em verdade. de ação para impedir construção que provoque gravame urbanístico para todo o bairro. “A primeira tentativa de aprovar uma lei de desenvolvimento Urbano. ficará a cargo do poder público municipal. terrenos baldios. Serão difusos quando tiverem maior generalidade e abrangência no que toca aos componentes do grupo. os relativos à ordem urbanística podem qualificar-se quer como difusos. possuem dentro de suas áreas centrais. os diversos instrumentos jurídicos disponíveis no Estatuto. no entanto. Podem. Com o estatuto das cidades. os indivíduos serão determináveis em tese e entre eles próprios.” Em verdade. podendo dessa forma ser protegida via Ação Civil Pública. É a hipótese de ação que vise à tutela de interesses urbanísticos de um condomínio. lotes sem edificação. é necessário também. Para que esse precioso mecanismo seja aplicado.(pág 57. em 1977. de grande importância foi ao fato da ordem urbanística ter sido inserida na natureza de interesses transindividuais. É o caso. cujo corpo técnico avaliava que as administrações locais não dispunham de um instrumental urbanístico para enfrentar a especulação imobiliária e a distribuição dos serviços públicos urbanos. ou relativamente a terceiros haverá uma relação jurídica base. motivadas por uma urbanização as avessas. não haverá qualquer relação jurídica entre eles. imóveis .” (Grazia de Grazia) É certo que muitas cidades. sem dúvida um dos mais importantes papeis da política urbana. já era notada a ausência de uma legislação capaz de fornecer aos municípios os mecanismos para enfrentar problemas como a especulação imobiliária. diferencia os Direitos transindividuais e coletivos na defesa da ordem urbanística: “Dentro da categoria dos interesses transindividuais. ameaçados por algum tipo de ofensa oriunda de ações do setor público ou privado. sendo meramente circunstancial o agrupamento. quer como coletivos.

Cabe ao município. grandes extensões de terra. dará suporte para que os municípios implementem políticas públicas que combatam a especulação imobiliária e priorizem a inserção dos menos favorecidos aos serviços urbanos básicos.” (POLIS. por exemplo. 60) Essa nova legislação. fiscais. de telefone. em locais onde simplesmente não mora ninguém para usufruir desses serviços que o poder público direta ou indiretamente já investiu muito dinheiro para urbanizar essas áreas.subutilizados esperando apenas que o poder do capital os valorize para que então possam ser vendidos por excelentes preços. passando do plano abstrato (dever-ser) para a efetivação . Como então equalizar essas duas situações. aqueles atos concretos contidos na lei. de esgoto. administrativos. Diversos foram os instrumentos contidos na lei para isso. depreende-se que as principais disposições do estatuto das cidades estão a disposição das administrações municipais para que promovam e apliquem a lei em sua municipalidade. que poderão ser usados para tanto. ao terreno não edificado em determinadas áreas. serviços de coletas de lixo. longes dos centros urbanos. Trata-se da preservação do meio ambiente. que dispões de toda infraestrutura urbana a disposição. de luz. as populações de baixa renda. da necessidade de adequar usos e densidades a infraestrutura disponível. como redes de água. legislativos. é o cidadão. Dessa forma. uso e ocupação do solo urbano. aos quais devem responder tendo em vista a garantia da qualidade de vida da população. do controle de atividades geradoras de trafego. da adequação do uso do solo as disponibilidades do sistema de transporte e da preservação do patrimônio histórico e cultural. Isso por que. ou seja. de participação. Nessa dinâmica impõe regras válidas para que as mesmas possam nortear os rumos das ocupações dos centros urbanos: “As normas e padrões urbanísticos contam hoje um conjunto de princípios básicos objetivos. que vê em áreas totalmente urbanas. Instrumentos urbanísticos contra exclusão social. onde há total ausência da infraestrutura estatal. pág. arruamento. lei municipal poderá prever a hipótese de cobrança de IPTU progressivo no tempo e de outras formas de controle. Foram instrumentos urbanísticos. Quem perde com isso. Em contraponto. executar as medidas administrativas. fixam-se em zonas periféricas. Com os instrumentos jurídicos trazidos pelo Estatuto das cidades essa situação ficará mais fácil de ser equalizada.

reciclagem. com vistas a obedecer a as disposições contidas em leis gerais e especificas a sua disposição. no âmbito da gestão Municipal. identifique os principais instrumentos de planejamento municipais e explique como eles se alinham ás diretrizes definidas no Estatuto da Cidade. que agora. apresentação de propostas e emendas aos instrumentos de planejamento oriundas de entidades.considerando as especificidades de cada um – possibilita que se atenda aos diferentes interesses que permeiam as manifestações dos moradores? A participação da sociedade deve compreender. de consultas públicas por meio de plebiscito e referendo mediante a solicitação da comunidade. de que decisões emergenciais deveriam ser tomadas e a segunda. c) Tendo em vista a ênfase que o Estatuto da Cidade concede á função do planejamento. sem avaliar nenhum critério. a não ser da urgência e por estarem disponíveis de imediato para salvar as pessoas. e a própria pela atitude da prefeitura em relação às suas compras. de audiência pública. .no plano concreto. participação por meio de “ombudsman”. passara pela experiência de ser vítima de um fenômeno da natureza. prevenção à enchentes. b) De que maneira cada um desses instrumentos . convocando pessoas. não poderia continuar agindo da mesma maneira em relação aos recursos naturais: educação ambiental. Conforme o texto o prefeito tomou decisões administrativas. que possibilitam a participação ativa dos munícipes na gestão democrática de Teresópolis? Pelo texto o Rafael tinha duas certezas: a primeira. tribuna popular. Passo 03: Compreendendo o Estatuto da Cidade: Instrumentos de Planejamento e Participação a) Quais são os instrumentos. contratando máquinas de empresas privadas. economia de água. de que o município. associações ou sindicatos e demais instituições representativas locais. sem a conclusão dos procedimentos para ampará-las. o direito de iniciativa popular. orçamento participativo. dentre outros.

em outros termos. não necessitando abranger todo espaço territorial. b) Quais as principais providências a serem tomadas pelo órgão responsável para Rafael se adotadas as medidas propostas pelo guia? Com o advento do Estatuto da Cidade (Lei 10. Lei de Orçamento Anual. Disciplina do parcelamento. Plano Diretor. o que. o que denota a preocupação de supri-lo de meios para financiar os deveres a ele atribuídos. deve ser desenvolvido um sistema . Assim é que “a Constituição de 1988 buscou resgatar o princípio federalista e estruturou um sistema de repartição de competências que tenta refazer o equilíbrio das relações entre poder central e os poderes estaduais e municipais” Como principais instrumentos de planejamento municipal têm-se: Plano Plurianual de Investimentos. sem necessitar esperar repasses de outro ente. Planos. legislar sobre assuntos de interesse local. quais os instrumentos legais recentes disponíveis e que podem contribuir com este objetivo? Dentre as competências atribuídas constitucionalmente ao Município (art. a) Para levar adiante o propósito de Rafael de mudar o comportamento do município em relação as suas compras.Passo 04: Avaliando as alterações recentes nos Processos Licitatórios. promovendo a reforma urbana nos municípios brasileiros. pode ser definido como apenas um bairro ou região. Lei de Diretrizes Orçamentárias. Planos de desenvolvimento econômico e social. uso e ocupação do solo. Dessa forma.257 de 19 de julho de 2001) passou a ser responsabilidade do Município a gestão democrática da cidade como eixo estratégico da implementação da política urbana integrada. programas e projetos setoriais. 30) podem-se citar algumas que são: a possibilidade de criar e instituir tributos de sua competência. organizar e manter serviços locais e garantir adequado uso do solo urbano. Gestão Orçamentária Participativa. Zoneamento ambiental.

.527/2011. adequando sua linguagem e capacitando a sociedade civil para o acesso e a interpretação dos dados públicos. os quais contarão com toda a logística necessária para uma atuação qualificada e independente. como os Conselhos. ao TCE e ao Conselho de Transparência e Controle Social a declaração de bens de todos os ocupantes dos cargos de confiança. alertas automáticos para palavras-chave específicas. disponibilização das ementas no twitter. c) Quais as principais mudanças promovidas pelo seu município no que se refere os critérios de sustentabilidade para a realização das compras públicas? Criar mecanismos de transparência e controle. Popularizar o Portal Transparência. Instituir o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. com recursos específicos para o atendimento das demandas priorizadas pelas assembleias de bairros e encontros regionais. Implantar a Gazeta Digital Interativa. Promover o Orçamento Participativo Municipal. Instituir o Conselho da Cidade. Instituir a Casa dos Conselhos. que terá como competência central acompanhar a plena execução da legislação relacionada ao tema e elaborar o Plano Municipal de Transparência e Controle Social. associações de bairros e regiões administrativas. facebook. como as subprefeituras.de planejamento democrático que assegure a participação popular e integre os órgãos da política setorial. conforme previsto na Lei n 12. possibilitando ao leitor utilizar ferramentas de filtros de pesquisa. dentre outros. Secretarias e Coordenadorias com os órgãos regionalizados. onde se instalarão todos os conselhos de políticas em âmbito municipal. que dispõe sobre os procedimentos necessários para facilitar o acesso à informação. newsletter. Oferecer anualmente ao Ministério Público.

Revisar as renúncias fiscais concedidas levando em conta o efetivo retorno social que os beneficiados estão proporcionando ao município. aprovação da autoridade competente para início do processo licitatório. autuação do processo correspondente. f) inclusão digital. Fortalecer e concentrar nas mãos do poder públicos os serviços e produtos relacionados à Tecnologia da Informação. A fase interna do procedimento relativo a licitações públicas observará a seguinte sequencia de atos preparatórios: solicitação expressa do setor requisitante interessado. e) Identifique dentre os procedimentos licitatórios. sempre que possível. c) compras eletrônicas.Implantar as soluções disponibilizadas pelo Programa “Governo Eletrônico Brasileiro”. Orkut. o princípio da progressividade nos tributos municipais. com indicação de sua necessidade. que deverá ser protocolizado e numerado. elaboração da . d) convênios. devidamente motivada e analisada sob a ótica da oportunidade. elaboração do projeto básico e. conveniência e relevância para o interesse público. sobretudo aquelas relacionadas a: a) acessibilidade. aqueles que mais são passíveis de providência.) como instrumento de governo participativo. Adotar. com equipe qualificada para elaborar e acompanhar indicadores. b) estrutura de dados abertos. e) gestão de domínios. quando for o caso. etc. se adotados os parâmetros propostos pelo Guia. fazendo com que os menos favorecidos não sejam compelidos sacrificarem a qualidade de vida de suas famílias para atenderem às exigências fiscais. Valorizar o Servidor Público Municipal de carreira. o executivo. g) interoperabilidade e h) software livre. como protagonista do governo e da política de eficiência e resultados. d) Identifique um edital publicado em seu município que se enquadre em um dos objetos especificados pelo Guia e avalie de que maneira os procedimentos adotados como critério de contratação ou seleção da empresa contratada se alinham ao novo marco legal. Implantar o Observatório de Resultados. Incorporar à gestão da cidade a utilização das Mídias Sociais (Facebook.

de 1993. existência de plantonistas. mensal. de forma precisa. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa. se diária. material mínimo necessário para estoque no local dos serviços. relação do material / peças que deverão ficar a cargo do contratante. identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra.especificação do objeto. por exemplo. O projeto básico também é obrigatório. em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Toda licitação de obra ou serviço deve ser precedida da elaboração do projeto básico. relativamente a obras. etc. local de conserto dos equipamentos.LRF. verificação da adequação orçamentária e financeira. dele sendo parte integrante. orçamento detalhado do custo global da obra. fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados. quando for o caso. declaração do ordenador de despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual (LOA) e compatibilidade com o plano plurianual (PPA) e com a lei de diretrizes orçamentárias (LDO). quinzenal. definição da modalidade e do tipo de licitação a serem adotados. deve fornecer. para contratações diretas por dispensa ou inexigibilidade de licitação. semanal. além de ser peça imprescindível para execução de obra ou prestação de serviços. com base no projeto básico apresentado. em especial quando a despesa se referir à criação. quando for o caso. indicação dos recursos orçamentários para fazer face à despesa. A lei estabelece que o projeto básico deva estar anexado ao ato convocatório. A legislação determina que o projeto básico. estimativa do valor da contratação. no que couber. quando for o caso. elaboração de projeto básico. dentre outras informações essenciais: detalhamento do objeto. Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal . clara e sucinta. soluções técnicas globais e localizadas. O projeto básico.666. Um projeto básico bem elaborado para contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva. é o documento que propicia à Administração conhecimento . com registro na entidade profissional competente. prazo para atendimento às chamadas. horário das visitas de manutenção. informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos. periodicidade das visitas. relação do material de reposição que deverá estar coberto pelo futuro contrato. deve conter os seguintes elementos: desenvolvimento da solução escolhida. Nesse caso. são condições necessárias para a efetivação do procedimento licitatório a existência de: estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor a despesa e nos dois subsequentes. e deve ser elaborado segundo as exigências contidas na Lei nº 8. equipe mínima/composição da equipe técnica. mediante comprovada pesquisa de mercado. outras exigências foram impostas ao gestor público para promover licitações públicas. subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra. exigência de oficina. obrigatório em caso de obras e serviços. quando não puder ser feito no próprio prédio.

Para realização do procedimento licitatório não há obrigatoriedade da existência prévia de projeto executivo.  procedimentos de fiscalização e gerenciamento do contrato. se for o caso. O Termo de Referência. No caso. Previamente à realização de pregão em qualquer uma das formas.  avaliação do custo pela administração diante de orçamento detalhado. na data da sua publicação. devidamente autorizado pela autoridade competente. mediante regras estabelecidas pela Administração. a licitação deverá prever a elaboração do competente projeto executivo por parte da contratada ou por preço previamente fixado pela Administração.  estratégia de suprimento. sendo vedadas especificações que. Deve permitir ao licitante as informações necessárias à boa elaboração de sua proposta. com indicação precisa.  cronograma físico-financeiro. por excessivas. o setor requisitante deve elaborar termo de referência. e o local onde possa ser examinado e adquirido. clara e precisa. de forma clara. com nível máximo de detalhamento possível de todas as suas etapas. desde que autorizado pela Administração. .pleno do objeto que se quer licitar.  valor estimado em planilhas de acordo com o preço de mercado. uma vez que este poderá ser desenvolvido concomitantemente com a execução das obras e serviços. Projeto executivo é o conjunto de elementos necessários e suficientes à realização do empreendimento a ser executado. é o documento que deve conter todos os elementos capazes de propiciar. a que estará sujeito. de forma detalhada.  critério de aceitação do objeto. irrelevantes ou desnecessárias. presencial ou eletrônica. concisa e objetiva. suficiente e clara do objeto.  deveres do contratado e do contratante. limitem ou frustrem a competição ou sua realização. No ato convocatório deve ser informado se há projeto executivo disponível. a exemplo de projeto básico.  definição dos métodos. Nas licitações para contratação de obras também é exigido projeto executivo. em especial:  objeto.

 sanções por inadimplemento. prazo de execução e de garantia.    . se for o caso.

a participar das decisões. e por último. a ser ouvido. o direito que tem os habitantes das cidades tem a uma vida melhor. Para fazer isso. ou seja. mas com o estatuto das cidades o cidadão ganha um novo apoio. Depois procurou-se trabalhar os instrumentos democráticos disponíveis. uma terra urbana sem especulação. quais os instrumentos jurídicos disponíveis para se defender a ordem urbanística e como as políticas públicas urbanas podem ser colocadas em pratica. Este trabalho teve como objetivo expor e abordar o direito a cidade. Por causa desse processo. Para consolidar esses direitos. ficou mais fácil. Por último foi tratado do papel dos municípios como meio de operacionalizar essas políticas dando fazendo com que as cidades cumpram a denominada “função social da cidade”. as cidades são pontos de problemas de todas as ordens e assim urge a necessidade de políticas publicas concretas para reverter ou pelo menos amenizar esse quadro. sem poluição. . onde os interesses das urbes se voltem para os interesses dos cidadãos. o trabalho é árduo. o direito a participação. com serviços públicos adequados. buscou-se analisar como surgiu a legislação relativa às cidades. e em que estada está a positivação dessa legislação no Brasil. pois com a publicação do estatuto das cidades. pois agora pode ser reivindicada pelo Ministério Público e por associações. e a ordem urbanística também. Para isso. importantes foram os instrumentos a disposição principalmente do poder público municipal para aplicar essas medidas. locais de lazer.RECOMENDAÇÕES FINAIS As cidades médias e grandes enfrentam hoje uma grande quantidade de problemas causados em maior parte por uma ocupação desplanejada e desacompanhado de um processo de crescimento econômico e estrutural.

Estatuto da Cidade: Uma Longa História com Vitórias e Derrotas. 2002.com. Estatuto da Cidade e Reforma Urbana: Novas Perspectivas para as Cidades Brasileiras. Curitiba: Juruá. Brasília. FRANCO. Fabris.257. p.1. Djalma. Disponível em: < http://online. Letícia Marques (Org).347. p. Constituição da República Federativa do Brasil. Ivo. Edna de Almeida e CAZELA. 7. DE 24 DE JULHO DE 1985.br/books/9788522490042>. O Estatuto da Cidade e a Gestão Democrática Municipal. DF: Senado. estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Constituição (1988). LEI No 10. 1988. . 220-229.minhabiblioteca. Teoria processual da constituição. DANTAS. In: OSÓRIO. v. DE 10 DE JULHO DE 2001. Acesso em: 06 de nov. 2011. 2014. São Paulo: Atlas. 2003. 182 e 183 da Constituição Federal. Tecnologias e Ferramentas de Gestão. Interesse Público. Moisés Miguel (org’s). LEI N. VitalBook file. Lei da ação civil pública. _____. OLIVEIRA. Especial – Campinas: Átomo/Alínea. Décio Henrique. 2000. Administração Pública: Foco na Otimização do Modelo Administrativo. RODRIGUES. Constituição & processo. CONSTITUIÇÃO FEDERAL: BRASIL. – Ed. Regulamenta os arts. Introdução ao direito processual constitucional. GRAZIA.120. Grazia de. São Paulo: Celso Bastos: Instituto Brasileiro de Direito Constitucional. Minha Biblioteca. 2003. de 2014. Porto Alegre: Sergio A. v. Willis Santiago.REFERÊNCIAS GUERRA FILHO. 21. Porto Alegre.

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