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INJEÇÃO INTRAMUSCULAR (IM)

É a deposição de medicamento dentro do tecido muscular.


Depois da via endovenosa é a de mais rápida absorção; por isso o seu largo emprego.

Locais de aplicação
Na escolha do local para aplicação, é muito importante levar em consideração:

a) a distância em relação a vasos e nervos importantes;


b) musculatura suficientemente grande para absorver o medicamento;
c) espessura do tecido adiposo;
d) idade do paciente;
e) irritabilidade da droga;
f) atividade do cliente;

São indicadas, para aplicação de injeção intramuscular as seguintes regiões:

a) região deltoidiana - músculo deltoíde.


b) região ventro-glútea ou de Hachstetter - músculo glúteo médio.
c) região da face ântero-lateral da coxa - músculo vasto lateral (terço médio).
d) região dorso-glúteo - músculo grande glúteo (quadrante superior externo).

Escolha do local

Embora existam controvérsias, segundo CASTELLANOS a ordem de preferância deve ser:

1º Região ventro-glútea: indicada em qualquer idade.

2º Região da face ântero-lateral da coxa: contra-indicada para menores de 28 dias e indicada


especialmente para lactentes e crianças até 10 anos.
3º Região dorso-glútea: contra-indicada para menores de 2 anos, maiores de 60 anos e
pessoas excessivamente magras.
4º Região deltoidiana: contra-indicada para menores de 10 anos e adultos com pequeno
desenvolvimento muscular.
2º Região da face ântero-lateral da coxa: contra-indicada para menores de 28 dias e indicada
especialmente para lactentes e crianças até 10 anos.
3º Região dorso-glútea: contra-indicada para menores de 2 anos, maiores de 60 anos e
pessoas excessivamente magras.
4º Região deltoidiana: contra-indicada para menores de 10 anos e adultos com pequeno
desenvolvimento muscular.
Dimensões de agulhas em relação ao grupo etário, condição física e tipo de solução
( Injeção IM)

Espessura da tela Soluções oleosas e


Soluções aquosas
subcutânea suspensões
Adulto: magro 25 x 6 ou 7 25 x 8 ou 9
normal 30 x 6 ou 7 30 x 8 ou 9
obeso 40 x 6 ou 7 40 x 8 ou 9
20 x 6 ou 7
Criança: magra 25 x 6 ou 7 20 x 8
normal 25 x 8
obesa 30 x 8
30 x 6 ou 7

MÉTODO

1. Preparar o medicamento conforme técnica descrita.


2. Levar o material para perto do paciente, colocando a bandeja sobre a mesinha.
3. Lavar as mãos.
4. Explicar o que vai fazer e expor a área de aplicação.
5. Com os dedos polegar e indicador da mão dominante, segurar o corpo da seringa e
colocar o dedo médio sobre o canhão da agulha.
6. Com a mão dominante, proceder à anti-sepsia do local. Depois, manter o algodão
entre o dedo mínimo e anular da mesma mão.
7. Ainda com a mão dominante, esticar a pele segurando firmemente o músculo.
8. Introduzir rapidamente a agulha com o bisel voltado para o lado, no sentido das fibras
musculares.
9. com a mão dominante, puxar o êmbolo, aspirando, para verificar se não lesionou um
vaso.
10. Empurrar o êmbolo vagarosamente.
11. Terminada a aplicação, retirar rapidamente a agulha e fazer uma ligeira pressão com o
algodão.
12. Fazer massagem local enquanto observa o paciente.
13. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
14. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
15. Lavar as mãos.
16. Checar o cuidado fazendo as anotações necessárias.

OBSERVAÇÕES

1. Em caso de substâncias oleosas, pode-se aquecer um pouco a ampola para deixá-la


menos densa.
2. Em caso de substância escura, puncionar com seringa em medicação e aspirar. Não
vindo sangue, adaptar a seringa com a medicação e injetar.
3. Caso venha sangue na seringa, retirar imediatamente e aplicar em outro local.
4. Injeções de mais de 3 ml. não devem ser aplicadas no deltóide.
5. O volume máximo para injeção IM é de 5 ml. Volume acima de 5 ml, fracionar e aplicar
em locais diferentes.
6. Estabelecer rodízio nos locais de aplicação de injeções.
7. O uso do músculo deltóide é contra-indicado em pacientes com complicações
vasculares dos membros superiores, pacientes com parestesia ou paralisia dos braços,
e aquelas que sofreram mastectomia
INJEÇÃO ENDOVENOSA (EV)

É a introdução de medicamentos diretamente na veia.

FINALIDADES

1. Obter efeito imediato do medicamento.


2. Administração de drogas, contra-indicadas pela via oral, SC, IM, por sofrerem a ação
dos sucos digestivos ou por serem irritantes para os tecidos.
3. Administração de grandes volumes de soluçÕes em casos de desidratação, choque,
hemorragia, cirurgias.
4. Efetuar nutrição parenteral.
5. Instalar terapêutica com sangue e hemoderivados.

LOCAIS DE APLICAÇÃO
Qualquer vais acessível, dando-se preferência para:

Veias superficiais de grande calibre da dobra do cotovelo: cefálica e basílica.

 Veias do dorso da mão e antebraço.

MATERIAL
Bandeja contendo:

 Seringas de preferência de bico lateral.

 Agulhas tamanhos 25 x 7 ou 8 ou 30 x 7 ou 8.

 Algodão e ácool a 70%.

 Garrote.

 Toalha, papel-toalha, plástico ou pano para forrar o local da aplicação.

 Etiqueta ou cartão de identificação.

 Luvas de procedimento.

 Saco plástico para lixo.

MÉTODO

1. Lavar as mãos.
2. Preparar a injeção conforme técnica já descrita.
3. Levar a bandeja para perto do paciente.
4. Deixar a bandeja na mesa-de-cabeceira e preparar o paciente: explicar o que vai fazer;
expor a área de aplicação, verificando as condições das veias; colocar o forro para não
sujar o leito.
5. Calçar as luvas.
6. Garrotear sem compressão exagerada, aproximadamente 4 dedos acima do local
escolhido para a injeção. Em pacientes com muitos pêlos, pode-se proteger a pele
com pano ou com a roupa do paciente.
7. Fazer o paciente abrir e fechar a mão diversas vezes e depois conservá-la fechada,
mantendo o braço imóvel.
8. Fazer a anti-sepsia ampla do local, com movimentos de baixo para cima.
9. Fixar a veia com o polegar da mão não dominante.
10. Colocar o indicador da mão dominante sobre o canhão da agulha, e com os demais
dedos, segurar a seringa. O bisel da agulha deve estar voltado para cima.
11. Se a veia for fixa, penetrar pela face anterior. Se for móvel, penetrar por uma das
faces laterais, empurrando com a agulha até fixá-la.
12. Evidenciada a presença de sangue na seringa, pedir para o paciente abrir a mão e
retirar o garrote.
13. Injetar a droga lentamente, observando as reaçÕes do paciente.
14. Terminada a aplicação, apoiar o local com algodão embebido em álcool.
15. Retirar a agulha, comprimir o vaso com algodão, e solicitar ao paciente para
permanecer com o braço distendido. Não flexioná-lo quando a punção ocorrer na
dobra do cotovelo, pois esse procedimento provoca lesão no tecido.
16. Retirar as luvas.
17. Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem.
18. Providenciar a limpeza e a ordem do material.
19. Lavar as mãos.
20. Checar o cuidado e fazer as anotações necessárias.

OBSERVAÇÕES

1. Não administrar drogas que contenham precipitados ou flóculos em suspensão.


2. Para administrar dois medicamentos ao mesmo tempo, puncionar a veia uma vez,
usando uma seringa para cada droga. Só misturar drogas na mesma seringa se não
existir contra-indicação.
3. Usar só material em bom estado: seringa bem adaptada, agulha de calibre adequado.
4. Mudar constantemente de veia.
5. A presença de hematoma ou dor indica que a veia foi transfixada ou a agulha está fora
dela: retirar a agulha e pressionar o local com algodão. A nova punção deverar ser
feita em outro local, porque a recolocação do garrote aumenta o hematoma.
6. Para facilitar o aparecimento da veia pode-se empregar os seguintes meios:
A. Aquecer o local com auxilio de compressas ou bolsas de água quente.
B. Fazer massagem local com suavidade, sem bater. Os "tapinhas"sobre a veia
devem ser evitados, pois além de dolorosos podem lesar o vaso. Nas pessoas
com ateroma, pode haver seu desprendimento, causando sérias complicações.
C. Pedir ao paciente que, com o braço voltado para baixo, movimente a mão
(abrir e fechar) e o braço (fletir e estender) diversas vezes.

ACIDENTES QUE PODEM OCORRER

1. Choque: vaso-dilatação geral com congestão da face, seguida de palidez, vertigem,


agitação, ansiedade, tremores, hiperemia, cianose, podendo levar a morte. O choque
pode ser:
a. Pirogênico: atribuído à presença de "pirogênio"no medicamento (substância
produzida por bactérias existentes no diluente).
b. Anafilático: devido à susceptibilidade do indivíduo à solução empregada.
c. Periférico: etilogia variada (emocional, traumático, superdosagem, aplicação
rápida).
2. Embolia: devido à injeção de ar, coágulo sangüíneo ou medicamento oleoso.
3. Acidentes locais:
 Esclerose da veia por injeções repetidas no mesmo local.
 Necrose tecidual: devido a administração de substâncias irritantes fora da veia.
 Hematomas: por rompimento da veia e extravasamento de sangue nos tecidos
próximos.
 Inflamação local e abscessos: por substâncias irritantes injetadas fora da veia
ou falta de assepsia.
 Flebites: injeções repetidas na mesma veia ou aplicação de substâncias
irritantes.

O serviço de aplicação de injeções é muito importante dentro do atendi mento como um todo na nossa
farmácia. E realizá-lo com qualidade implica numa série de conhecimentos básicos que, se
corretamente seguidos, vão conquistar a tranqüilidade e segurança de nossos clientes com relação ao
nosso estabelecimento. Pretendemos, nessa matéria, transmitir algumas informações sobre o assunto,
que poderão ser complementadas com cursos e treinamentos adequados. Para trabalhar
corretamente, devemos observar nossa aparência pessoal, o ambiente (no caso, a sala de aplicações)
e as técnicas para cada tipo de via de administração (injeção intradérmica, subcutânea, intramuscular
e intravenosa).

l - Qualidade na aparência pessoal: é imprescindível para que o cliente sinta segurança, além do
comportamento educado e gentil, é importante o cuidado com os cabelos, unhas, barba e
uniforme.

Lembre-se que o aspecto humano conta muito na nossa atividade e nossa apresentação também
significa respeito ao cliente.

2 - Ambiente: a sala de aplicação deve ser bem iluminada (luz natural ou branca), ventilada
(veja: um local mal ventilado pode proporcionar a absorção de partículas dos medicamentos
usados, ou facilitar a contaminação do aplicador, pois, se está junto de pessoas com diferentes
enfermidades, inclusive as infecto-contagiosas) e absolutamente limpa (deve ser feita a limpeza e
posterior desinfecção com álcool 70, água sanitária ou outro bom desinfetante, todos os dias; o
balcão onde é feito o preparo da injeção deve ser desinfetado após cada aplicação. A limpeza
inclui o chão, balcões e paredes da sala de aplicação - é muito desagradável perceber respingos
de líquidos nas paredes (por sinal, essas perdas prejudicam a ação do medicamento, pois não é
aplicada a quantidade necessária, e revelam falta de cuidado e de técnica). Móveis e utensílios: a
sala deve possuir sala com torneira, balcão com gavetas (separado da pia), cadeira e suporte de
braços, lixeira com tampa (acionada por pedal), suporte para papel toalha (ou toalha de pano
que, se for utilizada, deve ser de cor clara e deve ser trocada no mínimo uma vez ao dia. Lembre-
se que a toalha de papel é preferível, pois a toalha de pano torna-se um veículo de
recontaminação das mãos), além de um anti-séptico (álcool iodado ou álcool 70, por ex.), um
recipiente para o algodão, e caixa própria para o descarte dos materiais perfuro-cortantes.

Tenha, na sala de aplicação, todo o material necessário (seringas agulhas, algodão, todos
guardados de forma organizada, nas gavetas do balcão). E embaraçoso quando, com um cliente
na sala, precisamos abrir a porta para pegar algo que não estava ali. a mão, no momento.

3 - Lavagem das mãos: é um procedimento tão importante que deve merecer atenção especial. A
lavagem correta vai diminuir a quantidade de microorganismos existentes nas mãos, reduzindo
consideravelmente o risco de contaminação do nosso cliente. As mãos devem ser lavadas à vista
do cliente, ensaboando bem as mesmas, entre os dedos e os pulsos (antes de começar a esfregá-
las, lave primeiro o sabonete). Após a lavagem, deve-se enxugá-las, iniciando-se pelas pontas dos
dedos e, por último, os pulsos. Após a aplicação da injeção, deve-se lavar novamente as mãos.
Cuidado com as escovinhas para unhas, na pia! Elas ficam logo sujas, apresentando pontos pretos
de bolor. Ou as lemos bem limpas, ou é melhor nem mantê-las na sala. Além do mais, as unhas
devem estar bem cortadas, o que dispensa o uso de escovinhas.

4 - Preparo do medicamento: antes de tudo, devemos estar bem seguros com relação à
prescrição médica, tendo plena certeza do tamanho da seringa e agulha utilizadas, da quantidade
e dosagem a ser aplicada e da via de administração (se é uma injeção IM, IV, etc.).

Vamos:
a - abrir a embalagem da seringa e movimentar o êmbolo, para lubrificar o interior da mesma,
tornando mais fácil a aspiração do medicamento;

b - recolocando a seringa sobre sua embalagem fazer a desinfecção da ampola com algodão
embebido em solução anti-séptica, abrindo-a em seguida com os dedos polegar e indicador da
mão direita (tenha o cuidado de envolvê-la com algodão ou gaze, para não se cortar). Retirar o
protetor da agulha, deixando-o sobre a embalagem da seringa;

c - aspirar o conteúdo da ampola, segurando-a com os dedos indicador e médio da mão esquerda;
com os dedos polegar, anular e/ou mínimo da mesma mão, segurar a seringa, introduzindo-a na
ampola e ir, aos poucos, inclinando ampola e seringa. até que todo o líquido tenha sido aspirado.
d - tampar a agulha com o seu protetor. Lembre-se: em nenhum momento seus dedos devem
tocar a agulha ou partes da seringa que tenham contato com o medicamento ou a pele do cliente:

e - retirar o excesso de ar da seringa e. se houver bolhas, bater levemente sobre elas com a
ponta do dedo, para deslocá-las;

f- se formos retirar o conteúdo de um frasco ampola, devemos retirar o lacre médico e desinfetar
a tampa de borracha. Homogeneizar o medicamento (pó + liquido), girando o frasco suavemente
entre as mãos, e introduzir a agulha na rolha do frasco, fazendo a aspiração do mesmo como foi
explicado no item c). Usar duas agulhas, uma para aspirar o líquido e outra para a aplicação (esse
cuidado visa evitar o entupimento da agulha, ou desconforto para o cliente, pois a agulha, depois
de introduzida na rolha de borracha, fica "rombuda", e machuca o local da aplicação). Para
facilitar a aspiração do líquido, podemos primeiro aspirar um pouco de ar na seringa e introduzi-lo
no frasco, retirando, em seguida, o conteúdo do frasco.

Durante o preparo do medicamento, não se deve. falar, pois isso pode contribuir para a
contaminação do liquido estéril.