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1.

INTRODUÇÃO

No decorrer deste trabalho ponderaremos a respeito da terceira infância, que


compreende usualmente o período cronológico compreendido dos 6 até por volta dos
11/12 anos. Neste período, a escola é a experiência central da criança, nesta mesma
fase, o avanço físico é notório, o corpo parece estar apto a realizar coisas que antes não
podia, o desenvolvimento cognitivo é evidente, um aumento significativo de diversas
capacidades cognitivas, como o ler e escrever. O fato de ser este, o período de início da
fase escolar, o contato com outras crianças aumenta e seu desenvolvimento emocional e
social vai ter um crescimento que antes não havia acontecido, os amigos tomam uma
conotação de influência maior do que antes, apesar da importância dos pais continuar.

Para isto usaremos Piaget, com a teoria cognitiva, Erikson e a teoria psicossocial
entre outros. Abordaremos os três aspectos do desenvolvimento humano, cognitivo, físico
e psicossocial, onde discorreremos de forma simples estes aspectos.

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2. DESENVOLVIMENTO FÍSICO

O crescimento nesta faze é mais lenta, apesar da disparidade entre as crianças de


6 e 11 anos, onde as crianças de 6 são de estatura pequena e as de 11 podem até
parecer com adultos(Papalia & Olds 2000).

Segundo Ogden, Fryar, Carrol & Flegal 2004 apud Papalia & Olds 2000, as
crianças crescem em média de 5 a 7,5 por ano dos 6 aos 11 anos e adquirindo o dobro do
peso nesse mesmo período. A retenção de tecido adiposo entre as meninas e maior que
os meninos, persistindo assim durante a vida adulta (Papalia & Olds 2000).

Umas das grandes preocupações da saúde pública atualmente é a obesidade


infantil que tem crescido assustadoramente em várias faixas etárias, então, a
preocupação com a nutrição das crianças, onde elas tem que ter uma nutrição bem
equilibrada, com uma grande quantidade de grãos, frutas, vegetais e elevados níveis de
carboidratos complexos (Papalia & Olds 2000).

Como prevenção para o excesso de peso e prevenir problemas cardíacos, tanto


para crianças quanto para adultos, o consumo de calorias totais de gordura é de 30% e
menos de 10% do tatal de gordura saturada ( AAP Committee on Nutrition, 1992a; U.S
Department of Agriculture & USDHHS, 2000 apud Papalia & Olds, 2000).

O sono tem uma diminuição de 11 horas por dia aos 5 anos, para pouco mais de
10 aos 9 e para cerca de 9 horas aos 13 anos(Papalia & Olds 2000). O sono é muito
importante, pois a criança precisa está bem acordada todo o dia para executar todas as
atividades do seu dia, inclusive as da escola.

2.1 Desenvolvimento Motor

O desenvolvimento motor é Ininterrupto durante a terceira infância, mas,


dependendo da cultura este desenvolvimento pode ter uma diminuição por causa do
trabalho infantil, fazendo com que as crianças tenham pouco tempo para brincadeiras que
remetem ao uso do corpo, a atividade física (Larson & Verna, 1999 apud Papalia & Olds,
2000). Vivemos numa sociedade em que a tecnologia ocupou o lugar de atividades físicas

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regulares e com isso o aumento da obesidade entre todas as idades, a troca do pique –
esconde pelo vídeo game, do jogo de bola pelo computador etc.

Papalia & Olds, 2000 mostram uma tabela em relação ao desenvolvimento motor
na terceira infância com a relação da idade com os comportamentos das crianças, tendo
como fonte Bryan J. Cratty, Perceptual Motor Development in infants and Children, 3ª ed.
Copyright 1986 de Allyn e Bacon. Onde entre outros diz que: nos 6 anos meninas têm
superioridade na precisão de movimentos; no entanto os meninos com ações que
demandam mais força e com um nível de complexidade menor são superiores; ambos
podem pular. Aos 8 têm um força perto dos cinco quilos quando agarram algo com
bastante força; um aumento significativo na possibilidade de brincadeiras em que ambos
os sexos podem participar. Nos 11 a distancia do salto de um menino chega a 1,5 metro e
as meninas, 1,2 metros.

Um momento de grande relevância no desenvolvimento físico/motor das crianças é


a hora do recreio, é nessa parte do dia na escola onde as brincadeiras de diversas formas
irão surgir, a interação entres os alunos irá acontecer. Cada gênero tem sua preferência
em relação as brincadeiras nos intervalos das aula, os meninos tendem a brincar usando
mais o físico, enquanto a meninas optam por usar expressões verbais e brincadeiras que
possibilitem a contagem em voz alta, como a “amarelinha” e pular corda (Papalia & Olds
2000).

3. DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Existem diversas teorias sobre o desenvolvimento da criança nesta faze da vida,


uma delas é a de Jean Piaget e sua teoria cognitiva, este, intitula esta faze de “Operatório
concreto” que se situa entre os 7 e 11/12 anos de idade. Para Piaget a aprendizagem é
concentrada com base no pensamento e é através dela que a inteligência se manifesta.
Piaget diz ainda que a inteligência é um fenômeno biológico e que está sujeita ao
processo de maturação orgânica.

Os estudos de Piaget foram feitos com seus próprios filhos e com outras crianças
durante brincadeiras e atividades, onde ele aplicava diversos testes. Sendo assim, o
teórico constatou fases bem definidas para o desenvolvimento da comunicação e do

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pensar, que são: 1º período o Sensório motor, 2º pré-operatório, 3º operatório-concreto,
(Tema do presente estudo), 4º operatório-formal e por fim a Personalidade Adulta.

A 3ª fase Piagetiana (operatório-concreto) é a fase considerada a da infância propriamente


dita. Onde a criança está apta para iniciar um processo de aprendizagem sistemática e começa a
lidar com conceitos abstratos como números e relacionamentos. Começa, assim, a trabalhar em
grupo e a ter autonomia pessoal. As suas características mais marcantes são:

 O equilíbrio entre a assimilação e a acomodação torna-se mais estável;

 Surge a capacidade de fazer associações e análises lógicas;

 Ultrapassado o egocentrismo, dá-se um aumento da empatia com os


sentimentos e as atitudes dos outros à sua volta;

 Neste período a criança já é capaz de compreender a propriedade transitiva


(ex: o burro é maior que o gato, a girafa é maior que o burro, então a girafa é
também maior que o gato), quando aplicada a objetos concretos que a criança
conheça;

• A criança começa a perceber a conservação do volume, da massa e do


comprimento.

4. DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL

Na terceira infância, identifica-se aspectos referentes ao desenvolvimento


psicossocial relacionados à família, amigos e ao auto-conceito, mais especificamente
sobre o salto de qualidade nas construções sociais da criança, o qual se mostra como
relevante na formação de sua identidade.

A terceira infância é uma fase onde a criança já começa a desenvolver a auto-


definição, consegue perceber que é capaz de realizar determinadas tarefas com mais
habilidades que outras, desta forma a criança começa a desenvolver a auto-estima e
consegue maior equilíbrio de suas emoções, consegue comparar as identidades, real x
ideal.

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A criança nesta fase já entende os padrões sociais de comparação e a partir de
avaliação de se mesmo e das outras crianças que a cerca, que a mesma inicia o
desenvolvimento da auto-estima, através do exercício de comparação, a criança nesta
idade toma outra criança como parâmetro de avaliação de suas próprias habilidades, esta
ao perceber que é incapaz de executar com destreza uma determinada tarefa que é
considerada de importância para sua cultura, pode retrair-se ao seio familiar.

Segundo Papalia & Olds a família em especial os pais tem bastante influência na
construção da auto-estima das crianças, a crença ou a descrença dos pais nas
competências dos filhos vão ou não colaborar na construção da auto-estima.

Segundo Erik Erikson (Terceiro Estagio) a criança apresenta autonomia, dúvida e


vergonha, porém, de forma mais amadurecida, sendo capaz de saber o que pode e o que
não pode ao tomar suas iniciativas, sem a existência de culpa; (Quarto estagio) ocorre na
idade escolar, antes da adolescência. Nesta fase a criança só se sentirá competente se
for capaz de produzir, caso contrario ela se sentirá inferior, com bloqueios e atitudes
regressivas. Pois para ela sua integração é muito importante.

O estudo de fenômenos de popularidade e rejeição na população infantil possui


importância real, já que esses tendem a acompanhar o indivíduo até a adolescência, além
de ser grande fonte de sofrimento, de transtornos de conduta e depressão. As crianças
percebidas como rejeitadas assim o são devido a características físicas (como exemplo:
obesidade, baixa estatura) e comportamentais, geralmente ligadas à falta de habilidades
sociais (agressividade, não-cooperação, entre outros).

Segundo dados de pesquisas relatadas por Patterson, Kupersmidt & Griesler,1990


citado por Papalia & Olds (2000) “Crianças impopulares descrevem relacionamentos
menos favoráveis com seus pais”.

As conseqüências da baixa popularidade podem ser: tristeza, senso de rejeição e


baixa auto-estima

Neste período a criança ainda tem nos pais uma grande base de apoio e influência,
apesar da importância dos companheiros aumentarem consideravelmente. Como a
família ainda é a parte mais importante do mundo na criança em idade escolar, torna-se
importante o estudo do ambiente familiar. Conforme elaboração feita por Papalia & Olds

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(2000), o ambiente familiar divide-se em estrutura familiar (a estruturação da família a
partir de seus componentes) e atmosfera econômica, social e psicológica.

As famílias atualmente podem configurar-se de várias maneiras. Com o aumento


do número de divórcios, podemos perceber composições familiares diferenciadas do
formato ‘tradicional’ de família (pai, mãe e filhos), entre elas as famílias com apenas um
dos pais, crianças que vivem em meio ao segundo casamento dos pais, crianças com
pais homossexuais, entre outros. Algumas pesquisas afirmam que filhos de famílias
intactas tendem a se sair melhor do que os filhos que vivem outras configurações
familiares de acordo com o contexto em que essas são realizadas.

O relacionamento com irmãos durante a terceira infância é marcado por muitos


desentendimentos, o que torna este tipo de relacionamento “um laboratório para resolver
conflitos” (Papalia & Olds, 2000). Os irmãos mais velhos geralmente começam a ter
funções de responsabilidade, como cuidar dos irmãos mais novos ou ajudar em tarefas
domésticas. Esse tipo de responsabilidade é mais visível em sociedades não
industrializadas.

Quanto à influência da cultura em geral no desenvolvimento psicossocial na


terceira infância, o que realmente determina um desenvolvimento saudável parece ser a
capacidade da família em criar um ambiente de apoio à criança, na qual a mesma consiga
desenvolver suas habilidades intelectuais e sociais. Para tanto, é necessário nos dias
atuais uma atenção especial também à qualidade dos programas de TV e sobre os
games.

A importância dos amigos aumenta consideravelmente em relação à idade pré-


escolar, fato este considerado como a maior mudança nas relações durante a meninice
intermediária.

Constitui-se nesta fase uma maior centralização do grupo de companheiros e esta


nova constituição significa também um fator de superação do egocentrismo apresentado
pela criança até por volta dos 6 anos (Piaget, 1973).

Para transpor esta fase egocêntrica é necessário que o sujeito apresente


maturidade cognitiva, no sentido de reversibilidade, ou seja, descentralizar, tentar
compreender a perspectiva, o pensamento do outro desvinculado de seu próprio pensar,
de sua lógica pessoal.

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Piaget (1973) ressalta ainda que existem graus de socialização – e não uma
criança social ou não, para a ele a socialização se dá de acordo com a fase de
desenvolvimento na qual sejam possíveis as trocas intelectuais, a socialização do
pensamento.

A reciprocidade de perspectivas, citada anteriormente, é melhor compreendida ao


se observar as relações com os amigos. Além de companheiro de brincadeiras, o amigo
torna-se para a criança na infância intermediária, alguém especial, com quem pode
partilhar segredos e revelar seus sentimentos e críticas. As amizades tornam-se mais
estáveis e duradouras neste período.

A segregação de gênero é notável. As amizades entre meninas geralmente são


mais íntimas e intensas; os meninos possuem maior quantidade de amigos, mas as
relações entre eles são menos afetuosas. Esse tipo de padrão de amizade desenvolvido
na terceira infância reflete no comportamento em relação a amigos para o resto a vida.

É fácil perceber tanto na adolescência quanto na vida adulta que a maioria dos
homens tem muitos mais amigos, mas não desenvolvem laços estreitos com a maioria.
Para as mulheres, o conceito de amizade é um pouco diferente. Elas valorizam poucas
amizades, desde que estas sejam intensas e afetuosas.

Os relacionamentos na idade escolar apresentam um salto de qualidade. O que


anteriormente era apenas o brincar junto, partilhar brinquedos e objetos, agora exige
confiança recíproca entre os pares.

A partir do desenvolvimento cognitivo ocorrido nesta fase, a criança entende o que é


reciprocidade de perspectivas, o que possibilita o salto de qualidade já mencionado.

5. CONCLUSÃO

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Concluímos assim, que, o estudo do desenvolvimento humano é de extrema
importância para a sociedade, na pretensão de conhecer melhor como, por que e de que
forma é melhor tratar nossas crianças e adolescentes.

6. BIBLIOGRAFIA

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PAPALIA, D. & OLDS, S. (2000). Desenvolvimento Humano. (D. Bueno, trad.) Porto
Alegre: Artmed (trabalho original publicado em 1998).

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