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A formação do atual território do Brasil remonta ao século XIV,


ao início da chamada Era dos Descobrimentos quando se impôs a partilha das
terras descobertas e a descobrir entre as monarquias ibéricas, pioneiras nas
grandes navegações. Sucedem-se, a partir de então, uma série de iniciativas e
questões, que culminam no ínício do século XX, com a definição das fronteiras
terrestres, e prosseguem em nossos dias, no tocante à fixação das fronteiras
marítimas, na questão denominada pela Marinha do Brasil como "Amazônia
Azul".

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ÿ Norte: Amazonas, Pará, Território do Acre, Maranhão e Piauí.
ÿ Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
ÿ Leste: Sergipe, Bahia e Espírito do Santo.
ÿ Centro: Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
ÿ Sul: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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Em 1960, Brasília foi construída e o Distrito Federal, capital do


país, foi transferido para o Centro -Oeste. Na região Leste, o antigo Distrito
Federal tornou-se o estado da Guanabara. Em 1969, uma nova divisão regional
foi proposta porque a divisão de 1942 já não era cons iderada útil para o ensino
de geografia ou para a coleta e divulgação de dados sobre o país.

Na região Norte estão os estados do Acre, Amazonas e Pará;


Territórios de Rondônia, Roraima e Amapá. Na região Nordeste, os estados de
Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,
Sergipe e Bahia, e o Território de Fernando de Noronha. A região Leste sumiu!
Quem a substituiu foi a região Sudeste, formada por Minas Gerais, Espírito
Santo, Rio de Janeiro, estado da Guanabara e São Paulo. Na região Sul
localizava-se Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na região Centro -
Oeste, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal (a cidade de Brasília).

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O Brasil vivia um momento de grandes transformações, o


processo de anistia aos presos políticos, diretas já, mudança de governo.
Grandes discussões sobre a expansão do capitalismo, entram
em cenas pesquisadores interessados em dar um novo rumo nas discussões
sobre a regionalização, entre eles Milton Santos, que introduz novas t eorias a
geografia:
Formação do espaço em uma visão social
A dialética do espaço
E o modo de produção
Aluízio Duarte propunha a totalidade social:
Regionalização como diferenciação de áreas
Regionalização como classificação
Regionalização como instrumento de ação
Regionalização como processo.
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ma nova tentativa de emancipação foi durante a Assembleia


Nacional Constituinte que estabeleceu no Artigo 13 do "Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias" as condições para a criação do novo estado no
bojo de uma reforma que extinguiu os territóri os federais existentes e concedeu
plena autonomia política ao Distrito Federal.
Em 5 de outubro de 1988 o norte de Goiás finalmente é
emancipado e passa a se chamar Tocantins. Em 1º de janeiro de 1989 a
nidade Federativa do Tocantins é oficialmente instalada.
O girassol tornou-se a planta símbolo do estado. Sua flor
amarela, aberta em várias pétalas, simboliza o sol que nasce para todos. As
cores oficiais do estado são o amarelo, o azul e o branco.

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O Brasil é o maior país da América do Sul. De acordo com


dados de 1999, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua
área é de 8.547.403,5 quilômetros quadrado.

A razão é simples: os estados que formam uma grande região


não são escolhidos ao acaso. Eles têm características semelhantes. As
primeiras divisões regionais propostas para o país, por exemplo, eram
baseadas apenas nos aspectos físicos -- ou seja, ligados à natureza, como
clima, vegetação e relevo. Mas logo se começou a levar em conta também as
características humanas -- isto é, as que resultam da ação do homem, como
atividades econômicas e o modo de vida da população, para definir quais
estados fariam parte de cada região.

Então, se os estados de uma região brasileira têm muito em


comum, o que é mais útil: estudá-los separadamente ou em conjunto? Claro
que a segunda opção é melhor. Para a pesquisa, coleta e organização de
dados, também. Assim é possível comparar informações de uma região com as
de outra e notar as diferenças entre elas. Dessa forma, por exemplo, os
governantes podem saber em qual região há mais crianças fora da escola. E
investir nela para resolver o problema.
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Abrange as regiões Sul e Sudeste (exceto o norte de Minas


Gerais), Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o sul de
Tocantins. Compreende aproximadamente 2,2 milhões de km 2.
É a região mais dinâmica do ponto de vista econômico. São
Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte são as cidades de maior destaque.
O Centro-Sul é o principal destino de migrantes de diversos
pontos do país e onde se encontra cerca de 70% de toda a população
brasileira.
Possui a economia mais diversificada, baseada na agricultura
de exportação e, principalmente, na indústria. É responsável pela produção da
maior parte do Produto Interno Bruto nacional.

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Com uma área de aproximadamente 1,5 milhões de


quilômetros quadrados, é a segunda do país em população. Inclui todo o
Nordeste da divisão oficial (com exceção do oeste do Maranhão) e o norte de
Minas Gerais, onde se localiza o Vale do Jequitinhonha.
Historicamente, é a mais antiga do Brasil. É também a mais
pobre das regiões, com números elevados de mortalidade infantil,
analfabetismo, fome e subnutrição.
Assim como acontece em grande parte do território brasileiro, a
população nordestina é mal distribuída. Cerca de 60% fica concentrada na
faixa litorânea e nas prin cipais capitais. Já no sertão e no interior, os níveis de
densidade populacional são baixos, devido, em grande parte, à seca.
Contudo, possui muitas riquezas históricas e culturais, tanto do
ponto de vista arquitetônico, como de costumes e tradições.

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É a maior das três. Tem aproximadamente 5 milhões de km2,


extensão que corresponde a quase 60% do território brasileiro. Compreende
todos os Estados da região Norte (com exceção do extremo sul de Tocantins),
o oeste do Maranhão e praticamente todo o Mato Grosso.
Apesar de sua dimensão, possui o menor número de habitantes do país. Em
muitos pontos da região acontecem os chamados "vazios demográficos". A
maioria da população está localiza da nas duas principais capitais do complexo,
Manaus e Belém.
Na economia predominam o extrativismo animal, vegetal e
mineral. Destacam-se também o pólo petroquímico da Petrobras e a Zona
Franca de Manaus, que fabrica a maior parte dos produtos eletrônicos
brasileiros.

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A Região geoeconômica Centro-Sul abrange os estados das


regiões Sul e Sudeste brasileiros (com exceção do norte de Minas Gerais),
além dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, sul do Tocantins e do Mato
Grosso, e o Distrito Federal. Compreende aproximadamente 2,2 milhões de
km² (cerca de 25% do território brasileiro).

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A Região geoeconômica do Nordeste do Brasil é a área de


povoamento mais antigo e atualmente é a segunda do país em população
(42.822.100 habitantes em 1990). Tem uma área de aproximadamente
1.542.271 km², o que representa 15% do território brasileiro. Inclui todo o
Nordeste da divisão oficial (menos a metade oeste do Maranhão) e o norte de
Minas Gerais onde se localiza a região do Vale do Jequitinhonha.
A maior parte de seu território é formada por extenso planalto,
antigo e aplainado pela erosão. Em função das diferentes características físicas
que apresenta, a região encontra-se dividida em quatro sub -regiões: meio-
norte, zona da mata, agreste e sertão. Tendo níveis muito variados de
desenvolvimento humano ao longo das regiões.
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A Região geoeconômica da Amazônia ou Complexo regional
Amazônico compreende todos os estados da região Norte do Brasil (com
exceção do extremo sul do Tocantins), praticamente todo o Mato Grosso e o
oeste do Maranhão, numa área de aproximadamente 5,1 milhões de
quilômetros quadrados (cerca de 60% do território do país) distribuído em nove
estados, constituindo-se na região geoconômica menos populosa.

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i A divisão política e administrativa do Brasil nem sempre foi a
mesma. Do século XVI ao século XX, o país teve diversos
arcabouços político-administrativos, a saber: as donatarias, as
capitanias hereditárias, as Províncias e finalmente os Estados, os
Distritos e os municípios. ‘
i O quadro abaixo resume , por período, as transformações na
divisão político-administrativa brasileira. ‘
i A seguir é apresentada a atual divisão político -administrativa do
país. ‘
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é a unidade onde tem sede o Governo Federal, com seus poderes:
Judiciário, Legislativo e Executivo; ‘
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em número de 26, constituem as unidades de maior hierarquia
dentro da organização político -administrativa do País. A localidade
que abriga a sede do governo denomina -se Capital; ‘
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os municípios constituem as unidades de menor hierarquia d entro
da organização político-administrativa do Brasil. A localidade onde
está sediada a Prefeitura Municipal tem a categoria de cidade; ‘
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são unidades administrativas dos municípios. A localidade onde
está sediada a autoridade distrital, excluído s os distritos das sedes
municipais, tem a categoria de Vila. ‘
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 - O IBGE elabora divisões regionais do território
brasileiro, com a finalidade básica de viabilizar a agregação e a
divulgação de dados estatísticos. ‘
i Em consequência das transformações havidas no espaço
brasileiro, no decorrer das décadas de 50 e 60, uma nova divisão
em macrorregiões foi elaborada em 1970, definindo as Regiões:
Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, que permanecem
em vigor até o momento. ‘
i O desenvolvimento da economia e do bem -estar social, a
preservação ambiental, a exploração de recursos minerais, a
extração do petróleo, entre outras, são necessidades que
freqüentemente levam à realização de estudos, à instituição de
planos de desenvolvimento e à criaçã o de organismos que os
promovam e executem. Com base na atualidade desta questão,
concluiu-se por agrupar os municípios segundo áreas de interesse
específico, as quais são as seguintes: ‘
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 - Abrange todos os Estados da Região Norte e
mais os Estados de Mato Grosso, Maranhão (parte oeste do
meridiano 44º) e Goiás(parte norte do paralelo 13º). A
Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SDAM),
com sede em Belém-PA, tem como objetivo principal planejar,
promover a execução e controlar a ação federal na Amazônia. ‘
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- É a faixa de 150 km de largura paralela à
linha divisória terrestre do território nacional, considerada como
área indispensável à segurança nacional, que está sujeita a
critérios e condições de utilização específicos. ‘
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- É referenciada por uma faixa terrestre de 20 km
de largura e uma faixa marítima de 6 milhas, contadas sobre uma
perpendicular a partir da linha de costa, conforme estabelecido pelo
Plano Nacional de Ge renciamento Costeiro (PNGC). Este plano
estabelece as diretrizes para que os Estados e Municípios
costeiros desenvolverem suas políticas, planos e programas de
gerenciamento. ‘
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 - São constituídas por agrupamentos de
municípios limítrofes, instituídas por legislação estadual, com vistas
ao planejamento e execução de funções públicas e de interesse
comum. As Regiões Metropolitanas definidas, até o presente (abril
de 1999), são em número de 17: Belém, Fortaleza, Natal, Reci fe,
Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Riode Janeiro, São Paulo,
Baixada Santista, Curitiba, Londrina, Maringá, Norte -Nordeste
Catarinense, Vale do Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre. ‘
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Instituida por legislação federal, com o objetivo de articular a ação
administrativa da nião, dos Estados de Goiás e Minas Gerais e do
Distrito Federal. ‘
i Esta região é formada por municípios limítrofes, situados no
entorno do Distrito Federal. ‘

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A vegetação acompanha a variação da temperatura regional: nos locais mais


frios predominam as matas de araucária (pinhais) e nos pampas, os campos de
gramíneas.

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A mata tropical que existia no litoral foi devastada durante o povoamento, em


especial nos séculos XVIII e XIX, no período de expansão do cultivo do café.
Na serra do Mar, a dificuldade de acesso contribui para a preservação de parte
dessa mata. No estado de Minas Gerais - o mais montanhoso dos estados
brasileiros -, predomina a vegetação de cerrado, com arbustos e gramas,
sendo que no vale do rio São Francisco e no norte do estado, encontra -se a
caatinga, típica do Nordeste.
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Formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima


e Tocantins. Localizada entre o maciço das Guianas ao norte; o Planalto
Central, ao sul; a cordilheira dos Andes, a oeste; e o Oceano Atlântico, a
nordeste, a Região Norte é banhada pelos grandes rios das bacias Amazônica
e do Tocantins. A maior parte da região apresenta clima equatorial. No norte do
Pará e em Rondônia, o clima é tropical. A floresta Amazônica é a vegetação
predominante.

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Formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão,


Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, a maior parte
desta região está em um extenso planalto, antigo e aplainado pela erosão. Em
função das diferentes características físicas que apresenta, a região encontra -
se dividida em sub-regiões: meio-norte, zona da mata, agreste e sertão.
O meio-norte compreende da faixa de transição entre o sertão
semi-árido do Nordeste e a região amazônica. Apresenta clima úmido e
vegetação exuberante, à medida que avança para o oeste.
A zona da mata estende-se do estado do Rio Grande do Norte
ao sul da Bahia, numa faixa litorânea de até 200 km de largura. O clima é
tropical úmido, com chuvas mais frequentes no outono e inverno. O solo é fertil
e a vegetação natural é a mata atlântica, já praticamente extinta e substituída
por lavouras de cana-de-açúcar desde o início da colonização.
O agreste é a área de transição entre a zona da mata, região
úmida e cheia de brejos, e o sertão semi-árido. Nessa sub-região, os terrenos
mais férteis são ocupados por minifúndios, onde predominam as culturas de
subsistência e a pecuária leiteira.
O sertão, uma extensa área de clima semi-arido, chega até o
litoral, nos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará. As atividades agrícolas
sofrem grande limitação, pois os solos são rasos e pedregosos e as chu vas,
escassas e mal distribuídas. A vegetação típica é a caatinga. O rio São
Francisco é a única fonte de água perene.

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A região Centro-Oeste engloba os estados de Goiás, Mato


Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O relevo da região, localizada
no planalto central, caracteriza -se por terrenos antigos e aplainados pela
erosão, que originaram chapadões. A oeste do estado de Mato Grosso do Sul e
a sudoeste de Mato Grosso, encontra -se a depressão do Pantanal M ato-
Grossense, cortada pelo Rio Paraguai e sujeita a cheias durante parte do ano. ‘
O clima da região é tropical semi-umido, com frequentes
chuvas de verão. A vegetação, de cerrado nos planaltos, é variada no
Pantanal. No sudoeste de Goiás e no oeste de Mato Grosso do Sul, o solo é
fértil, em contraste com a aridez do nordeste goiano. Os recursos minerais
mais importantes são calcário (em Goiás e Mato Grosso), água mineral, cobre,
amianto (no norte goiano), níquel e ferro -nióbio (em Goiás). O Brasil é o maior
produtor mundial de nióbio, muito utilizado na indústria automobilística. Em
Mato Grosso, aumenta a exploração da madeira, cuja retirada predatória cria
um dos mais graves problemas ambientais do estado. ‘

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Rio Branco é um município brasileiro, capital do estado do


Acre. Localizado no Vale do Acre, na região Norte do Brasil, é o mais populoso
município do Estado, com 305.954 habitantes, segundo estimativa de 2009[6] ʊ
quase metade da população estadual.
Rio Branco foi também um dos primeiros povoados a surgir nas
margens do rio Acre. Em 1913, tornou-se município. Em 1920, capital do
território do Acre e, em 1962, capital do estado. O município de Rio Branco é
adotante da cultura da faixa prefeital.
É o centro administrativo, econômico e cultural da região.

Rio Branco situa-se em ambas as margens do Rio Acre, sua


topografia à direita (na região hoje denominada pelo Segundo Distrito) f ormada
por imensa planície de aluvião, enquanto que o solo na margem esquerda
(onde fica o centro da cidade), caracteriza -se por sucessão de aclives suaves
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Maceió é a capital do estado brasileiro de Alagoas. Localizada


no Nordeste do país, tem uma população de 936.314 habitantes ( 2008) e um
território de, aproximadamente, 511 km². Integra, com outros dez municípios, a
Região Metropolitana de Maceió , somando um total de cerca de 1.160.393
milhão de habitantes (IBGE/2007). Sua altitude média é de sete metros acima
do nível do mar, e tem uma temperatura média de 25 °C. O município situa-se
entre o oceano Atlântico e a lagoa Mundaú, que tem grande importância
econômica para os povoados de pescadores que vivem em sua margem. É
sede da niversidade Federal de Alagoas.

O relevo do município de Maceió apresenta um predomínio de


terras baixas com altitudes inferiores a 100 metros, ocorrendo, n o entanto na
porção norte-noroeste áreas que alcançam mais de 160 metros. A Serra da
Saudinha alcança 300 metros.
Estruturalmente são encontradas três unidades: a Planície ou
Baixada Litorânea, os Tabuleiros Costeiros e o Maciço Cristalino da Saudinha.
A Planície Litorânea compreende a área de menor expressão
espacial e de menor altitude, 0 a 10 metros. De origem recente (quaternária),
nela predominam as formas de acumulação marinha, fluvial, fluviomarinha,
fluviolacustre e eólica, representadas por terraços, pontas aren osas, restingas,
cordões litorâneos, ilhas fluviomarinhas, recifes e lagunas.
Os Tabuleiros Costeiros são uma superfície de agradação
composta basicamente por terrenos plio -pleistocênicos, também conhecidos
como baixo planalto sedimentar costeiro. Apresenta relevo tipicamente plano
com suaves ondulações e altitudes em geral inferiores a 100 metros.
Na faixa costeira, o trabalho de abrasão marinha (antes do
presente), estabelecia contato direto do oceano sobre as encostas do tabuleiro
deram origem às falésias fósseis, separadas atualmente do oceano por
depósitos quaternários.
São cortados transversalmente por rios que correm em cursos
paralelos, separados por interflúvios tabuliformes (dissecados e aplanados),
formando vales e encostas fluviais, várzeas e lagunas. Destacam-se o Prataji e
seus afluentes Messias ou Prata (integrante do Sistema Pratagy); Meirim e seu
afluente, o Saúde; o Estiva e o Sauaçuí (divisa com Paripueira); além dos
riachos: Carrapatinho, do Silva (que já abasteceu Maceió até a década de 50),
Reginaldo, Jacarecica, Garça Torta, Doce. Nos baixos cursos dos rios a ação
das marés dão origem a manguezais que ocorrem ao longo de todo litoral,
principalmente na ilha do Lisboa e na foz dos rios Prataji, Meirim, Estiva e
Sauaçuí.
No extremo norte-noroeste do município, cercado pelos
Tabuleiros Costeiros, ocorre uma área de rochas cristalina (serra da Saudinha),
formada por um esporão granítico, profundamente dissecados em encostas
com níveis entre 160 e 300 metros, que corresponde a borda residual da
porção meridional do Planalto da Borborema comandada pela referida serra,
uma rede hidrográfica divergente drena suas águas diretamente para o Oceano
Atlântico.
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A cidade está localizada na mesorregião do sul do Amapá e na


microrregião de Macapá. A maior parte de seu território encontra -se acima da
linha do Equador. Limita-se ao norte com o município de Ferreira Gomes, ao
leste com o Oceano Atlântico, ao sudeste com Itaubal e ao sudoeste com
Santana ( cidade com a qual é conurbada). Macap á é uma cidade bem traçada.

Relevo

O relevo de Macapá é de formação rochosa, com grande


potencial turístico, com uma altitude de 14 metros acima do nível do mar.

Solo

Existe a predominância de latossolos amarelos nos terrenos


terciários detrítico-argilosos.

Clima

O clima do município de Macapá é equatorial quente -úmido,


com temperatura máxima entre 32,6 °C e a mínima entre 20 °C. A sensação
térmica no verão pode passar dos 45 °C.
As chuvas ocorrem nos meses de dezembro a agosto, não
chegando a atingir 3.000 mm. A estação das secas se inicia no mês de
setembro e vai até meados de dezembro, quando se registram as temperaturas
mais altas.

Vegetação

A vegetação de Macapá constitui-se principalmente de


florestas, que predominam ainda em quase todo o município, onde o
desmatamento provocado pela ação do homem ainda é pouco acentuado. Há
árvores de grande porte como a samaumeira, acariquara, angelim,
maçaranduba,etc.

Hidrografia

O município está inserido, quase que integralmente, na Bacia


Hidrográfica do rio Jari, com exceção da parte sul, que é de domínio do rio
Cajari.
A hidrografia da capital é diversificada, caracterizando -se por
rios, igarapés, lagoas e cachoeiras, tendo como seus principais rios o
Amazonas, que passa em frente à cidade e, alé m de ser um dos seus cartões
postais, é um dos maiores rios pesqueiros do mundo; o Araguari, que
desemboca no rio Amazonas, é onde há a maior concentração de cachoeiras
do Estado do Amapá.
O igarapé da Fortaleza é um dos mais importantes, pois separa o mun icípio de
Macapá do município de Santana e a lagoa do Curiaú, onde há várias espécies
de peixes.

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Caracterizado por planícies, baixos planaltos e terras firmes, com uma altitude
média inferior a 100 metros. As planícies são constituídas por sedimentos
recentes da Era Antropozóica; tornam-se bastante visíveis nas proximidades
dos rios. As elevações são encontradas nos limites com Roraima e Venezuela,
onde encontramos as serras de Itapirapecó, Imeri, rucuzeiro e Cupim.
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O relevo de Salvador é acidentado e cortado por vales


profundos. Conta com uma estreita faixa de planícies, que em alguns locais se
alargam. A cidade está a 8 metros acima do nível do mar.
A capital baiana é dividida em duas partes: a Cidade Alta, a
maior delas (e mais recente), e a Cidade Baixa, cortada por faixas litorâneas.
Existem elevadores que fazem o transporte entre as duas.

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O meio ambiente de Fortaleza tem características semelhantes


às que ocorrem em todo o litoral do Brasil. O clima é quente, com temperatura
anual média de 26,5 °C. A vegetação predominante é de mangue e restinga
sendo o Parque Ecológico do Cocó a maior área verde da cidade. Seu relevo
tem altitude média de 21 metros e o maior rio é o Cocó.

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Apesar de estar inserida no clima semi-árido, sua localização


modifica esta realidade por estar entre serras próximas, fazendo com que as
chuvas de verão ocorram com mais frequência na cidade e entorno do que no
resto do Estado. A temperatura média anual é de 26 °C, sendo dezembro e
janeiro os meses mais quentes e julho o mais frio, porém com diferenças
mínimas de temperatura. A média pluviomét rica é de 1600mm
aproximadamente, sendo que as chuvas se concentram entre fevereiro e maio.
Sem ter bem definidas as estações do ano, existem apenas a
época chuvosa (chamada localmente de "inverno"), de janeiro a julho, e a seca,
de agosto a dezembro. O mês mais chuvoso é abril (348 mm) e o mais seco é
novembro (13 mm). Com a maior parte do solo arenoso, a agricultura tornou-se
de pouco expressão econômica e já na década de 1990 toda a extensão do
município foi considerada área urbana.
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freas planas e elevadas, colinas arredondadas e chapadas


intercaladas por escarpas. Assim é caracterizado o relevo dominante do Distrito
Federal. Ao norte e ao sul pequenas diferenças podem ser percebidas na
paisagem.

ö Norte: relevo acidentado, com vales profundos chamados "vãos".


ö Sul: são comuns os vales abertos e as encostas pouco íngremes.
ö Altitudes. 1.100 metros é a média, tendo como ponto mais
elevado a Chapada da Vendinha , localizada a noroeste com 1.349 metros.

Situada em uma vertente está a cidade de Brasília; quanto mais


próxima do rio Paranoá menor será sua altitude, chegando a 1.152 metros no
centro de Brasília.

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O relevo das ilhas é um prolongamento do continente, de constituição granítica,


circundado pelo mar e áreas de mangue e restinga. O maciço central da ilha de
Vitória, Morro da Fonte Grande, possui altitude de 308,8m e os principais
afloramentos graníticos são a Pedra dos Dois Olhos, com 296m, e o Morro de
São Benedito, com 194m de altitude. O ponto mais alto da cidade é o Pico do
Desejado, na ilha de Trindade, com 601m de altitude.

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O município de Goiânia é limitado ao norte pelos municípios de Goianira,


Nerópolis e Goianápolis; ao sul, pelo de Aparecida de Goiânia; a leste, pelo de
Senador Canedo e Bela Vista de Goiás; e a oeste, pelos de Goianira e
Trindade. Situado em uma região de topografia quase plana, o território surge
como um degrau de acesso às terras mais elevadas do Brasil Central. ‘

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A capital maranhense encontra-se a altitude de quatro metros acima do nível


do mar. Existem baixadas alagadas, praias extensas e dunas que formam a
planície litorânea.
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Mato Grosso ± Cuiabá

Cuiabá é famosa pelo seu forte calor, apesar de a temperatura


no inverno poder chegar esporadicamente aos 10 graus, fato atípico, causado
pelas frentes frias que vem do sul, e que pode durar apenas um ou dois dias
consecutivos, para logo em seguida voltar ao calor habitual. A temperatura
média em Cuiabá gira em torno de 24ºC. O clima é tropical e úmido. As chuvas
se concentram de setembro a maio, enquanto que no resto do ano as massas
de ar seco sobre o centro do Brasil inibem as formações chuvosas. As frentes
frias quando se dissipam, o calor, associado à fumaça produzida pelas
constantes queimadas nessa época, faz a umidade relativa do ar ca ir a níveis
muito baixos, às vezes abaixo dos 15%, aumentando os casos de doenças
respiratórias. A precipitação média anual é de 1.469,4 mm, com intensidade
máxima em janeiro, fevereiro e março.[12] A temperatura máxima média chega
aos 35°C, mas as máximas absolutas podem chegar aos 40ºC nos meses mais
quentes e abafados; em dias chuvosos, a temperatura máxima não passa de
20 graus. [12] A mínima média em julho, o mês mais frio, é de 9,0°C com
sensação térmica de 4,9°C. [12] Segundo o INMET (1961-1990), a menor
temperatura registrada foi de 1,3°C e m 18 de julho de 1997 e a maior de
33,1°C, em 16 de outubro de 2009.

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Vegetação: Campo Grande possui um conjunto geográfico uniforme.


Localiza-se na zona neotropical e pertence aos domínios da região
fitogeográfica da savana. Sua cobertura vegetal autóctone apresenta -se
com as fisionomias de savana arbórea densa, savana arbórea aberta,
savana parque e savana gramíneo lenhosa (campo limpo), além das áreas
de tensão ecológica representadas pelo contato savana/floresta estacional
e áreas das formações antrópicas. Os tipos de vegetação originais do
município são:

Cerrado: caracteriza-se por árvores baixas, de troncos retorcidos e


cascas grossas, espalhadas pelo terreno.
Florestas ou matas: caracteriza-se pelo predomínio de árvores altas
que crescem bem próximas umas das outras.

Campos: caracteriza-se pela formação de plantas rasteiras,


predominando o capim e a grama.

Hidrografia: Campo Grande localiza -se sobre o divisor de águas das bacias
dos rios Paraná e Paraguai. O Aquífero Guarani passa por baixo da cidade,
sendo capital do estado detentor da maior porcentagem do Aquífero dentro
do território brasileiro. O município não tem grandes rios, sendo cortado
apenas por córregos, ribeirões e rios de pequeno porte. Seguem as
informações sobre a hidrografia:

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Região de contato entre séries geológicas diferentes do


proterozoico, compostas de rochas cristalinas, o que dá ao território paisagens
diferenciadas. Insere-se na grande unidade geológica conhecida como cráton
do São Francisco, referente ao extenso núcleo crustal do centro -leste do Brasil,
estável tectonicamente no final do paleoproterozoico e margeando áreas que
sofreram regeneração no neoproterozoico.

Predominam as rochas arqueanas integrantes do Complexo


Belo Horizonte e sequências supracrustais do período paleoproterozoico. O
domínio do Complexo Belo Horizonte integra a unidade geomorfológica
denominada Depressão de Belo Horizonte, que represen ta cerca de 70% do
território da capital mineira e tem sua área de maior expressão ao norte da
calha do Ribeirão Arrudas. O domínio das sequências metassedimentares te m
sua área de ocorrência a sul da calha do Ribeirão Arrudas, constituindo cerca
de 30% do território de Belo Horizonte. As características deste domínio são as
diversidades litológicas e o relevo acidentado que encontra expressão máxima
na Serra do Curral, limite sul do município.

Engloba uma sucessão de camadas de rochas de composição


variada, representada por itabiritos, dolomitos, quartzitos, filitos e xistos
diversos, de direção geral nordeste -sudeste e mergulho para o sudeste.
As serras de Belo Horizonte são ramificações da Cordilheira do
Espinhaço e pertencem ao grupo da Serra do Itacolomi. Contornando o
município estão as Serras de Jatobá, José Vieira, Mutuca, Taquaril e Curral. O
ponto culminante do município encontra -se na Serra do Curral, atingindo 1.538
metros. A sede da capital mineira encontra-se a 852,19 metros de altitude. A
maior área está entre 751 e 1000 metros, de norte para sudoeste. As menores
altitudes ocorrem a nordeste, entre 650 e 750 metros; as maiores, nos limites a
sul e sudeste, entre 1001 e 1150 metros nas encostas, poden do atingir 1500
metros, no topo da Serra do Curral.

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Os rios que passam por Belém são o rio Amazonas, rio


Maguari e rio Guamá. A Baía do Guajará é uma baía que banha diversas
cidades do estado do Pará, inclusive sua capital. É formada pelo encontro da
foz do rio Guamá com a foz do rio Acará. Ocupando uma área de 1.065 km²,
Belém conta atualmente com 1.437.600 habitantes, é a segunda cidade mais
populosa da Amazônia. Limita-se com o município de Ananindeua.

ö Relevo: Planície amazônica


ö Vegetação: Floresta Amazônica

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A cidade localiza-se na porção mais oriental das Américas e do


Brasil, com longitude oeste de 34º47'30" e latitude sul de 7º09'28. O local é
conhecido como a Ponta do Seixas.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 37 metros,
com altitude máxima de 74 metros nas proximidades do rio Mumbaba,
predominando em seu sítio urbano terrenos planos com cotas da ordem de 10
metros, na área inicialmente urbanizada.
O clima da cidade é quente e úmido, do tipo intertropical, com
temperaturas médias anuais de 26 °C. A menor temperatura já registrada na
cidade foi a de 15°C e a maior registrada foi a de 35°C. O " inverno" inicia-se
em março e termina em agosto. São duas estações climáticas definidas apenas
pela quantidade pluviométrica, sem alteração significativa na temperatura (vide
climograma). As chuvas ocorrem no período de "outono e inverno" e durante
todo o resto do ano o clima é de muito sol. A denominação mais usual para o
clima da cidade é o de tropical úmido. O excesso de calor e a umidade relativa
do ar, alta o ano todo, to rna o clima desconfortável para trabalho e produção.

ö midade relativa do ar: a média anual é de 80%.


Entre os meses de maio a julho, o índice atinge o máximo, 87%,
correspondendo à "época das chuvas". No período mais seco, é
reduzido para 68%.
ö Vegetação: ¢      

   

(Mata Atlântica). Embora bastante devastada, a cidade conta com
importantes resquícios da Mata Atlântica original preservados. (vide
item: Meio Ambiente, abaixo)
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Curitiba possui superfície de 434,967 km² no Primeiro Planalto


Paranaense, o qual foi descrito por Reinhard Maack (1981) como "uma zona de
eversão entre a Serra do Mar e a Escarpa Devoniana", mostrando um plano de
erosão recente sobre um antigo tronco de dobras. ma série de terraços
escalonados são dispostos em intervalos altimétricos caracterizando Curitiba
com uma topografia ondulada de colinas suavemente arredondadas, ou seja,
um relevo levemente ondulado, dando -lhe uma fisionomia relativamente
regular.
O município possui uma altitude média de 945 m acima de
nível do mar, sendo que o ponto mais alto está ao norte, correspondendo à
cota de 1.021 metros, no bairro Lamenha Pequena, dando-lhe uma feição
topográfica relativamente acidentada e composta por declividades mais
acentuadas, devido à proximidade com a Região Serrana de Açungui. Ao sul
encontra-se a situação de mais baixo terraço, com cota de 912 m, localizada no
bairro do Caximba, na cabeceira do rio Iguaçu.
Há cadeias montanhosas e conjuntos de elevações rochosas
em praticamente todo o entorno da cidade, sendo o mais notável e imponente
destes a Serra do Mar, localizada a leste e que separa o planalto do litoral do
Paraná.
Ao norte, há elevações na região de Rio Branco do Sul e ao
oeste, singelos conjuntos de morros em Campo Magro. Já ao sul da cidade não
há elevações sensíveis, a não ser próximo da fronteira com Santa Catarina.

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A cidade do Recife está situada sobre uma planície aluvional


(fluviomarinha), constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais
envolvidos por 5 rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do
Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. Essa planície é circundada
por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres
(Jaboatão).[17]
O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do
ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade
com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de
30 °C e a mínima de 25 °C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais
baixas, sendo a máxima de 27 °C e a mínima de 20 °C, recebendo muita
precipitação. A temperatura média anual é de 25,2 °C.
O Recife possui uma pequena área de Mata Atlântica no bairro
de Dois Irmãos, onde se localiza o Parque Dois Irmãos, o maior parque do
município. Além disso, várias áreas do município são de manguezal. As
principais encontram-se próximas ao Rio Capibaribe, na zona sul e na fronteira
com Olinda. Com 215 hectares de área, o Parque dos Manguezais,
pertencente à Marinha do Brasil, está situado entre os bairros do Pina, Boa
Viagem e Imbiribeira, na zona sul do Recife, e é banhado pelos rios Jordão e
Pina. É um dos maiores manguezais urbanos do mundo, do qual fazem parte a
Ilha de Deus, a Ilha de São Simão e a Ilha das Cabras.
O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à
semelhança fluvial com a cidade europeia de Veneza. Cercado por rios e
cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos
rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município
conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte
Maurício de Nassau.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros,
porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nív el do mar.
O município se localiza na latitude de 8º 04' 03''S e longitude de 34º 55' 00''O.

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O centro da cidade localiza-se em uma depressão, e na maior


parte da área do município, o relevo é bastante plano, com destaque para a
região do bairro Monte Castelo (zona Sul), onde se verificam as maiores
altitudes, e as adjacências dos bairros Satélite e Vila Bandeirante (ambos na
zona Leste), onde existem muitos morros.



7 6
"

É um município plano quase em sua totalidade, o que favorece


seu status de organização. Apenas 10% de suas terras possuem uma pequena
inclinação (inclusas as áreas de planície fluvial inundável).
Os principais solos encontrados em Boa Vista são:

ö Latossolo amarelo
ö Areia Quartzosa Hidromórfica
ö Litólicos
ö Latossolo Vermelho Escuro
ö Areia Quartzosa
ö Solos Hidromórficos Cinzentos
ö Latossolo Vermelho-Amarelo
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O relevo do município é pouco acidentado, não apresentando


grandes elevações ou depressões, com variações de altitudes que vão de 70
metros a pouco mais de 500 metros. A região situa -se no vale do rio Madeira,
entre a planície amazônica e o planalto central brasileiro.

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De um modo geral, os solos fluminenses são relativamente


pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se em Campos
dos Goytacazes, Cantagalo, Cordeiro e em alguns municípios do vale do rio
Paraíba do Sul.
Existem no estado duas unidades de relevo: a Baixada
Fluminense, que corresponde às terras situadas em geral abaixo de 200m de
altitude, e o Planalto ou Serra Fluminense, acima de 300 metros.

Pico das Agulhas Negras, o ponto mais alto do estado do Rio


de Janeiro.

A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca


de metade da superfície do estado. Apresenta largura variável, bastante
estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se
progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, na capital,
erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um
pouco superiores a 1.000 metros. Da baía da Guanabara até Cabo Frio, a
baixada volta a estreitar-se numa sucessão de pequenas elevações, de 200 a
500 metros de altura, os chamados maciços litorâneos fluminenses. A partir de
Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta
do rio Paraíba do Sul.
O Planalto ou Serra Fluminense ocupa o interior do estado, por
isso está localizado entre a Baixada Fluminense, ao sul e o vale do rio Paraíba
do Sul. A elevação da Serra do Mar, ao norte da baixada, forma o seu rebordo.
A Serra do Mar recebe diversas denominações locais: serra dos Órgãos, com o
Pico Maior de Friburgo (2.316 metros), a Pedra do Sino (2.263 metros) e
Pedra-Açu (2.232 metros), das Araras, da Estrela e do Rio Preto. A serra da
Mantiqueira cobre o noroeste do estado, ao norte do vale do rio Paraíba do Sul,
onde é paralela à Serra do Mar. O ponto mais alto do Rio de Janeiro, pico das
Agulhas Negras (2.791 metros) localiza-se no maciço de Itatiaia, que se ergue
da serra da Mantiqueira. Para o interior, o planalto vai diminuindo de altitude,
até chegar ao vale do rio Paraíba do Sul, onde a média cai para 250 metros. A
nordeste, observa-se uma série de morros e colinas de baixas altitudes.
 
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"


Sua vegetação é composta por mangues, vegetações


litorâneas rasteiras e fragmentos de Mata Atlântica na orla marítima,
provenientes da floresta conservada nos arredores e dentro do Parque das
Dunas.
O relevo é formado por planícies litorâneas, com depressões e
planaltos. Possui milhares de dunas espalhadas por todo o território e com as
mais variadas alturas. Grande parcela dessas dunas estão concentradas no
mais novo parque de Natal, o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte .

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O relevo gaúcho é bastante variado, com um planalto ao norte,


depressões no centro e planícies costeiras. Ao norte, ultrapassando os 1000
metros e podendo chegar a menos de 100 metros no Vale do Taquari.
O ponto culminante do estado é o Pico do Monte Negro, em
São José dos Ausentes, nos Campos de Cima da Serra, com 1410 metros, à
beira da Serra Geral.
O Rio Grande do Sul tem quatro unidades mo rfológicas:
Planalto Norte-Riograndense (ou  
        ou
Planalto meridional), Depressão Central, Escudo Sul-riograndense (Serras de
Sudeste) e Planície Costeira.


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A ilha de Santa Catarina possui uma forma alongada e estreita,


com comprimento médio de 54 km e largura media de 18 km. Com litoral
bastante recortado, possui várias enseadas, pontas, ilhas, baías e lagoas. A
ilha está situada de forma paralela ao continente, separadas por um estreito
canal.
Seu relevo é formado por cristas montanhosas e descontínuas,
servindo como divisor de águas da ilha. As altitudes variam entre 400 e 532
metros. O ponto mais alto da ilha é o Morro do Ribeirão, com 532 metros de
altitude.
Paralelamente às montanhas surgem esparsas planícies, em
direção leste e na porção noroeste da ilha.
Na face leste da ilha, há presença de dunas formadas pela
ação do vento.

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 7  (
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São Paulo está localizada junto à bacia do rio Tietê, tendo as


sub-bacias do rio Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua
configuração. São Paulo tem a altitude média de 760 metros. O ponto
culminante do município é o Pico do Jaraguá, com 1 135 metros, localizado
Parque Estadual do Jaraguá , na serra da Cantareira, onde se encontra também
a segunda maior floresta urbana do mundo, no Parque da Cantareira.

 1  7 c
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Inicialmente Aracaju não era a capital de Sergipe.


Anteriormente a sede estadual era São Cristóvão. O solo da cidade, inclusive
no bairro do Santo Antônio composto por um areal, e em zonas mais próximas
ao mar (Bairros Salgado Filho, Grageru, São José) era uma área de
manguezal, constantemente inundada. Essa é a área mais urbanizada da
cidade, com enorme concentração de prédios, que por muitos anos possuíam
altura máxima de 12 andares. Com a aprovação do "Novo Plano Diretor", essa
altura máxima subiu para 23 andares.

Os prédios baixos facilitam a circulação de ar pela cidade, que


por natureza é bastante quente durante a maior parte do ano. Ao contrário do
que acontece nas capitais litorâneas, a zona mais rica da capital está às
margens do rio Sergipe, assim como o Centro. À beira -mar, estão os hotéis e
casas de veraneio, com exceção de bairros como a Atalaia e a Coroa do Meio,
que contém uma grande densidade demográfica.

Hoje, a área de manguezal está coberta por concreto e é onde


está localizada a parte mais nobre da cidade, com os bairros Jardins, 13 de
Julho, Grageru e outros. A vegetação original e o mangue, que ficava
principalmente às margens do rio Sergipe, foram quase que completamente
soterrados.
As unidades que compõem o quadro morfológico são os
tabuleiros sedimentares e Planície Flúvio marinha e Planície marinha. Relevo
dessecado do tipo colina. Aprofundamento de drenagem muito fraca e
extensão de suas formas. Os tabuleiros sedimentares são um conjunto de
baixas elevações, com forma de mesa, separadas por vales de fundo chato,
onde se desenvolvem amplas várzeas. O relevo plano faz com que seja
bastante apropriada a prática do ciclismo, sendo este o meio de tran sporte
incentivado pela Prefeitura. A escolha da bicicleta ajuda a diminuir os
congestionamentos e libera o transporte público. Apesar disso, o ciclismo ainda
é meio de transporte para as classes mais baixas. Existem algumas grandes
ciclovias na cidade. As mais antigas são da avenida Augusto Franco, avenida
Beira Mar, e mais recentemente, avenida São Paulo (em direção aos bairros
mais periféricos), e da praia de Atalaia.

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O relevo está caracterizado pelas Serras do Carmo e do


Lajeado, que constituem um relevo basicamente escarposo, sendo que a
cidade se mantêm em uma 'planície' entre a Serra e o lago represado.

(cAc  c *5

Designa-se por Pangeia o continente que, segundo a teoria da


deriva continental, existiu até há 200 milhões de anos, durante a era
Mesozoica, porém, há relatos também de 540 milhões de anos. A palavra
origina-se do fato de todos os continentes estarem juntos ( pan do grego, pâs,
pâsa, pân, todo, inteiro) e exprime a noção de totalidade, universalidade,
formando um único bloco de terra (gea) ou Géia, Gaia ou Ge como a Deusa
que personificava a terra com todos os seus elementos
Milhões de anos se passaram até que a Pangeia se
fragmentou, dando origem a dois mega -continentes. Separação esta que
ocorreu lentamente e se desenvolveu deslocando sobre um subsolo oceânico
de basalto.
A parte correspondente à América do Sul, ffrica, Austrália e
Índia, denomina-se Gondwana (região da Índia). O resto do continente, onde
estava a América do Norte, Europa, fsia e o frtico se denomina Laurásia.
A Pangeia era cercada por um único oceano Pantalassa.[1] Foi
inicialmente sugerida a hipótese no início do século XX pelo meteorologista
alemão Alfred Wegener, criando uma grande polêmica entre a classe científica
da época. Wegener teve como ponto de partida de sua teoria os contornos
semelhantes da costa da América com a da ffrica, os quais formariam um
encaixe quase perfeito. Entretanto, não foi utilizado este fato na sua
fundamentação científica, mas a comparação dos fósseis encontrados nas
regiões brasileira e africana. Como estes animais não seriam capazes de
atravessar o oceano na época, então concluiu -se que eles teriam vivido em
mesmos ambientes em tempos remotos.
Esta teoria não foi aceita, sendo até ridicularizada pela classe
científica. Foi confirmada somente em 1940, após 15 anos da morte de
Wegener.

c B   c*

Os dinossauros divergiram dos seus antepassados


arcossauros há aproximadamente 230 milhões de anos durante o período
Triássico, rudemente 20 milhões de anos depois que o evento de extinção
Permo-Triássica apagou aproximadamente 95 % de toda a vida na Terra. A
datação de fósseis do primeiro gênero de dinossauro conhecido, o Eoraptor
estabelece a sua presença no registro de fóssil de 235 milhões de anos. Os
paleontólogos acreditam que Eoraptor se parece com o antepassado comum
de todos os dinossauros; se isto for verdadeiro, os seus traços sugerem que os
primeiros dinossauros fossem predadores pequenos, provavelmente bípedes.
A descoberta de ornitodiros primitivos , parecido a um dinossauro foram animais
como Marasuchus e Lagerpeton em camadas de rochas triássicas da Argentina
apoia esta visão; a análise de fósseis recuperados sugere que esses animais
fossem predadores.
As poucas primeiras linhas de dinossauros primitivos
diversificados rapidamente pelo resto do período Triássico; as espécies de
dinossauro rapidamente desenvolveram as características especializadas e a
variedade de tamanhos. Durante o período da predominâ ncia dos dinossauros,
que abrangeu os seguintes períodos Jurássico e Cretáceo, quase cada animal
da terra conhecido eram maiores do que 1 metro de comprimento.
O Evento K-T, que ocorreu há aproximadamente 65 milhões de
anos no fim do período Cretáceo, causou a extinção de todos os dinossauros
exceto a linhagem que já tinha dado a origem aos primeiros pássaros. Outras
espécie diapsídeos relacionadas aos dinossauros também sobreviveram ao
evento.

c r#c  *# 6c

Há décadas que os países compreenderam a importância do


setor turístico como indutor no caminho para a sustentabilidade do
desenvolvimento econômico e na geração de recursos econômicos através da
criação de emprego e renda. Além do papel importante para os agentes
macroeconômicos, o setor de turismo quando é bem estrutura do e com
planejamento adequado se transforma numa ferramenta eficaz no combate à
pobreza e a miséria das regiões carentes, principalmente entre as nações
subdesenvolvidas, como as da América Latina.
De acordo com dados (2007) divulgados pela Organização
Mundial do Turismo, (OMT), os quatro países que mais receberam turistas no
mundo foram em sua ordem (em milhões de pessoas) a França, (81,90),
Espanha, (59,2) Estados nidos (56,0), China, (54,7) o Brasil ficou com a
posição de Número 59º correspondente ao fluxo de turistas no mundo no
período numa lista de 124 países.
Após o ano de 2009, ter sido muito difícil para o setor turístico
mundial com resultados negativos crescendo apenas 2% ao ano, o ano de
2010 vem mostrando uma nova realidade com a retomada do crescimento
sustentável no fluxo do turismo mundial. Nos dois primeiros meses do ano,
janeiro e fevereiro o setor já atingiu um crescimento de 7%.. Para a
Organização Mundial do Turismo, (OMT) o ano de 2010, deverá ficar com um
crescimento entre 3 a 4%.
No ranking de crescimento mundial do turismo em 2010 se
destacam países da fsia e do Pacifico com 10% e a ffrica com 7%. O ritmo
de crescimento foi mais lento na Europa (+3%) e nas Américas com (+3%)
ambas regiões muito afetadas pela crise financeira in ternacional.
Entre janeiro e fevereiro de 2010, o movimento internacional de
turistas ficou em 119 milhões de pessoas. No ranking dos dez países que mais
gastaram no ano de 2009 em turismo internacional, demonstra uma mudança
importante. A China que em 2005 ocupava a 7ª posição, em 2009 ficou no 4º
lugar relativo ao gasto total, a pesar da crise internacional, a China teve no
aumento nas despesas no exterior de 21,0%.
Segundo dados de Travel & Torurism a atividade turística tem
uma importância estratégica no mundo, por exemplo, em 2008 o setor turístico
empregou em torno de 225 milhões de pessoas no mundo, para a Organização
Mundial do Turismo (OMT), aproximadamente entre 6% a 8% de empregos
gerados no mundo estão diretamente vinculados com o setor de t urismo. Os
ingressos atrelados ao turismo internacional atingiram em 2008, S$856
milhões de dólares o que equivale a 625 milhões de Euros, um aumento de
5,6% quando comparado com os resultados de 2007 que foi de 3,30% das
exportações mundiais e de serviços.
No mundo a atividade do setor turismo vem crescendo em
função do fortalecimento do produto Interno Bruto, em função da correlação
direta entre desempenho positivo do PIB e o setor turismo; quando a renda
aumenta existe uma maior disponibilidade das pe ssoas de realizarem viagens
e investirem em atividades de lazer. Para a CEPAL em 2009, a região do
Caribe teve um efeito positivo na geração de ingressos vinculados ao setor de
turismo como conseqüência do aumento de 20% do PIB, enquanto que a
região da América Central ficou entre 5 a 10%, provocado pela queda da renda
nacional.
Em efeito, a atividade turística na região da América Latina
vem sendo alavancada pela oferta de novas e criativas opções turísticas para
os visitantes estrangeiros, preços mais competitivos e melhoras na infra-
estrutura, energia, hospedagem, transporte, segurança entre outros. Em 2008,
de acordo ainda com CEPAL, a chegada de turistas na América Central e
América do Sul ficou entre 9,4% e 7,2%.
O Brasil de acordo com o Fórum Econômico Mundial ficou em
45º lugar relativo ao nível de competitividade no setor de turismo e no 5º Os
setores que mais contribuíram para que o país atingisse esse lugar importante
foram: o segundo lugar em recursos naturais e o 14º em recursos culturais.
Em relação ao item qualidade das estradas o Brasil ocupou o 110º enquanto a
questão dos portos ficou em 123º, e na questão de segurança ocupou 5º lugar
dentre os piores países avaliados, de acordo com (WEF, 2009, T & T
Competitiveness, 2009).
Os resultados de um estudo divulgado pela BSH Travel
Research, empresa consultora de hotelaria, estimou que o Brasil terá até o final
de 2010 investimentos no setor turístico em torno de R5.6 bilhões. Foram
identificados 172 investimentos em desenvolvimento, construção ou
implantados, que representam 36.602 unidades habitacionais. O estudo ainda
divulgou que a maioria dos empreendimentos serão construídos na região
Sudeste e Nordeste, sendo que a região nordeste contará com 75 novos hotéis
com investimentos de R$3,73 bilhões, gerando mais de 36 mil empregos
diretos.
Dada a importância estratégica do setor turismo para o país o
governo brasileiro estruturou ³O Plano Nacional de Turismo ± PNT 2007/2010 ±
ma Viagem de Inclusão´, trata -se de um estudo realizado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o Ministério do Turismo e o Instituto
Brasileiro de Turismo, tem como objetivo transformar o setor de turismo no
Brasil em um importante indutor de inclusão social através do viés da geração
de renda e emprego, produção e consumo no mercado interno. A expectativa
é a geração de mais de um milhão de empregos e a entrada ao mercado
interno do Brasil de mais de S$7.7 bilhões de dólares em divisas (moeda
forte) para a economia do Brasil.
Observando o quadro No.1 mostra o fluxo do movimento dos
cinco mais importantes emissores de turistas para o Brasil entre os anos de
2006-2007, se destacam países que sofreram importantes impactos em suas
estruturas econômicas como conseqüência da crise financeira interna cional,
situação que terá efeito negativo no desempenho desses emissores de turistas
para o Brasil.
Nesse contexto o governo do Estado de Pernambuco
compreendeu a estratégica importância do setor de turismo na economia, e
vem realizando ações fundamentais no sentido de incrementar os resultados
positivos na geração de ingressos derivados da massificação do setor turismo
como viés para a geração de renda, emprego e ocupação tendo a atividade
turística como importante indutor na erradicação da pobreza no Estado, através
de um planejamento consistente de curto, médio e longos prazos que permita o
desempenho positivo nos resultados dos investimentos no setor de turismo.
Nesse sentido foi elaborado o Plano Estratégico de Turismo de
Pernambuco, dentro do perf il do programa Pernambuco para o Mundo, nesse
estudo foram consideradas projeções de ações focadas no setor turismo para o
Estado tendo como base o período de 2006 e projeções até o ano de 2020,
como mostra o quadro No. 2

Em efeito, o quadro No.2 mostra as projeções de


investimentos dos três níveis da esfera do setor publico no setor turismo ou em
áreas correlatas vinculadas ao setor. As projeções realizadas demonstram a
preocupação dos gestores do Estado, em realizar estimativas de investimentos
de médio e de longo prazo, através de ações diretas naqueles setores
geradores de ingressos via o turismo, assim como da inclusão de novas ofertas
do turismo direcionado para o turismo rural e na interiorização do setor.
Para se ter uma idéia do impacto do fluxo do setor de turismo
em Pernambuco de 2005-2009, o quadro No.3 mostra a evolução das receitas
vinculadas ao setor de turismo.

Considerando os efeitos da crise financeira internacional de


outubro de 2008 que afetou diretamente a economia mundial, as projeções da
chegada de turistas do exterior tiveram efeitos pouco animadores, porém, o
espaço deixado pelos estrangeiros que não vieram foi substituído pelo turismo
doméstico que teve grande impacto, como mostra o quadro No.3. Em 2005 as
receitas turísticas disparam para cima, de R$1.856,88 até atingirem um valor
importante de R$2.980,92 em 2009.
O turismo como atividade representa para o Estado de
Pernambuco um dos setores estratégicos no sentido de atrair recursos
importantes através da promoção e divu lgação das ofertas que em áreas
culturais, históricas, de lazer e de investimentos o Estado oferece para os
turistas tanto do mercado interno como do externo.
Na última década, a atividade do turismo vem despertando
interesse em todos os países do mundo, o movimento internacional do turismo
de acordo com cifras da Organização Mundial do Turismo, em 2009 circularam
pelo mundo 880 milhões de pessoas, o que representou 4%. Desse total o
Brasil ficou com cinco milhões de turistas que visitaram o país.
Dentro desse contexto o governo Brasileiro reconhece o papel
da atividade turística como atividade capaz de atrair investimentos diretos na
economia que agem com efeito multiplicador, gerando impostos, rendas, e
empregos para milhares de trabalhadores no país.
Por seu lado o Estado de Pernambuco também estabeleceu
através do estudo intitulado ³Plano Estratégico de Turismo em Pernambuco
importante documento que considera o setor turismo como o setor estratégico
capaz de melhorar as condições de vida de milhares de pernambucanos de
maneira consistente, capacitando a mão-de-obra para o setor, explorando a
capacidade de absorver novas oportunidades de investimentos com a devida
preservação do capital cultural, histórico e do meio ambiente, erradicando a
pobreza e melhorando as condições de vida da população vinculada ao setor
de turismo no Estado.
As metas e projeções que foram incluídas no nesse estudo
estão alinhadas com as Metas do Milênio, que estabelece como objetivo a
erradicação da miséria e da pobreza através de ações de inclusão social,
sempre tendo como objeto dos projetos e programas ao cidadão.

< c (- rc  6c

!" 

O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha.


Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das
elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como
um país exportador de café, e a indústria deu um significativo salto. Na
área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro
cantos do território brasileiro.

c  C /



D 
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Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a


Proclamação da República, liderada pelo
Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco
anos iniciais, o Brasil foi governado por
militares. Deodoro da Fonseca, tornou-se
Chefe do Governo Provisório. Em 1891,
renunciou e quem assumiu foi o vice -
Proclamação da República presidente Floriano Peixoto.
(Praça da
Aclimação, atual Praça da O militar Floriano, em seu governo,
República, intensificou a repressão aos que ainda
Rio de Janeiro, davam apoio à monarquia.
15/11/1889)

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Após o início da República havia a necessidade da elaboração de uma
nova Constituição, pois a antiga ainda seguia os ideais da monarquia. A
constituição de 1891, garantiu alguns avanços políticos, embora
apresentasse algumas limitações, pois representava os interesses das
elites agrárias do pais. A nova constituição implantou o voto universal
para os cidadãos ( mulheres, analfabetos, militares de baixa patente
ficavam de fora ). A constituição instituiu o presidencialismo e o voto
aberto.

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O período que vai de 1894 a 1930 foi marcado pelo governo de
presidentes civis, ligados ao setor agrário. Estes políticos saiam dos
seguintes partidos: Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido
Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as
eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o
apoio da elite agrária do país.
Dominando o poder, estes presidentes implementaram políticas que
beneficiaram o setor agrário do pa ís, principalmente, os fazendeiros de
café do oeste paulista.
Surgiu neste período o tenentismo, que foi um movimento de caráter
político-militar, liderado por tenentes, que faziam op osição ao governo
oligárquico. Defendiam a moralidade política e mudanças no sistema
eleitoral (implantação do voto secreto) e transformações no ensino
público do país. A Coluna Prestes e a Revolta dos 18 do Forte de
Copacabana foram dois exemplos do movimento tenentista.

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A maioria dos presidentes desta época eram políticos de Minas Gerais e
São Paulo. Estes dois estados eram os mais ricos da nação e, por isso,
dominavam o cenário político da república. Saídos das elites mineiras e
paulistas, os presidentes acabavam favorecendo sempre o setor
agrícola, principalmente do café (paulista) e do leite (mineiro). A política
do café-com-leite sofreu duras críticas de empresários ligados à
indústria, que estava em expansão neste período.

Se por um lado a política do café-com-leite privilegiou e favoreceu o


crescimento da agricultura e da pecuária na região Sudeste, por outro,
acabou provocando um abandono das outras regiões do país. As
regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganharam pouca atenção
destes políticos e tiveram seus problemas sociais agravados.

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Montada no governo do presidente paulista Campos Salles, esta política
visava manter no poder as oligarquias. Em suma, era uma troca de
favores políticos entre governadores e presidente. O presidente apoiava
os candidatos dos partidos governistas nos estados, enquanto es tes
políticos davam suporte a candidatura presidencial e também durante a
época do governo.

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A figura do "coronel" era muito comum durante os anos iniciais da
República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel
era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para
garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de
cabresto, em que o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo a
violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" votassem nos
candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram
pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, p ara que votasse
nos candidatos indicados. O coronel também utilizava outros "recursos"
para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos,
votos fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e violência.

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Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo republicano para
beneficiar os cafeicultores em momentos de crise. Quando o preço do
café abaixava muito, o governo federal comprava o excedente de café e
estocava. Esperava-se a alta do preço do café e então os estoques
eram liberados. Esta política mantinha o preço do café, principal produto
de exportação, sempre em alta e garantia os lucros dos fazendeiros de
café.

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Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a
política do café-com-leite, era a vez de assumir um político mineiro do
PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington
Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo
com o café-com-leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da
Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma -se a Aliança Liberal ) para
lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.
Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando
descontes os políticos da Aliança Liberal, que aleg am fraudes eleitorais.
Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares
descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República
Velha e início da Era Vargas.


 
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: Marechal Deodoro da
Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891), Marechal Floriano Peixoto
(23/11/1891 a 15/11/1894), Prudente Moraes (15/11/1894 a
15/11/1898), Campos Salles (15/11/1898 a 15/11/1902) , Rodrigues
Alves (15/11/1902 a 15/11/ 1906), Affonso Penna (15/11/1906 a
14/06/1909), Nilo Peçanha (14/06/1909 a 15/11/1910), Marechal
Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914), Wenceslau Bráz
(15/11/1914 a 15/11/1918), Delfim Moreira da Costa Ribeiro (15/11/1918
a 27/07/1919), Epitácio Pess oa (28/07/1919 a 15/11/1922),
Artur Bernardes (15/11/1922 a 15/11/1926), Washington Luiz
(15/11/1926 a 24/10/1930).

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 (São João del-Rei, 4 de março
de 1910 São Paulo, 21 de abril de 1985) foi um advogado, empresário e
político brasileiro.
Em 15 de janeiro de 1985 foi eleito presidente do Brasil pelo
voto indireto de um colégio eleitoral, mas adoeceu gravemente, em 14 de
março do mesmo ano, véspera da posse, morrendo 39 dias depois, sem ter
sido oficialmente empossado. Tancredo foi vítima de diverticulite, porém para
alguns, a causa da sua morte até hoje não foi devidamente esclarecida,
existindo suspeitas de que tenha sido envenenado por setores radicais das
Forças Armadas, que não admitiam a redemoc ratização. [1].
Apesar de ter falecido antes de ser empossado, pela lei nº
7.465, promulgada no primeiro aniversário de sua morte, seu nome deve figurar
em todas as galerias de presidentes do Brasil. Tancredo foi o último mineiro a
ser eleito presidente do Brasil no século XX, tendo o próximo presidente
brasileiro natural de Minas Gerais sido eleito somente com a candidatura de
Dilma Rousseff em 2010.
Foi casado com Risoleta Guimarães Tolentino, com quem teve
três filhos. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela niversidade de
Coimbra. Era chamado por seus próximos por "Doutor Tancredo". É avô de
Aécio Neves, governador de Minas Gerais entre 2003 a 2010.
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A inflação tornou-se um problema central para as economias
capitalistas na segunda metade do século XX. Nos velhos tempos do padrão
ouro e do capitalismo competitivo, a inflação era um fenômeno passageiro, que
caracterizava os períodos de expansão e auge do ciclo econômico ou então
desajustamentos extraordinários do sistema econômico causados, por
exemplo, por guerras. E geralmente a inflação era alterna da com períodos de
deflação nos períodos de recessão.
Na fase do capitalismo oligopolista e tecnoburocrático, a partir da Segunda
Guerra Mundial, e principalmente a partir dos anos setenta, quando a economia
mundial entra em mais uma fase de desaceleração e crise de um ciclo longo de
Kondratieff, a inflação muda de natureza. Torna -se crônica em todos os países.
Em alguns, principalmente os países centrais, as taxas ainda são moderadas,
embora várias vezes tenha sido superior a 10% ao ano. Reduziram -se a partir
de 1982 às custas de severas políticas recessivas e, nos Estados nidos, da
valorização artificial do dólar, mas definitivamente não existe mais "estabilidade
monetária".
Nos países subdesenvolvidos, as taxas subiram e se estabilizaram em
patamares muito mais elevados, não raro superiores a 100%, e tiveram que ser
acompanhadas por sistemas de indexação que moderaram os efeitos
distorcivos da inflação, mas ao mesmo tempo tornaram a inflação muito mais
difícil de ser reduzida. Tanto nos países capitalista s centrais quanto periféricos
os períodos de deflação desapareceram completamente. Temos agora apenas
períodos de aceleração ou de desaceleração da inflação em curso.

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Fernando Affonso Collor de Mello (Rio de Janeiro, 12 de agosto


de 1949) é um político, jornalista, economista, empresário e escritor brasileiro,
tendo sido o 32º Presidente do Brasil, de 1990 a 1992, prefeito de Maceió de
1979 a 1982, Deputado federal de 1982 a 1986, Governador de Alagoas de
1987 a 1989, e Senador por Alagoas de 2007 até a atualidade.
Bacharelou-se em ciências econômicas na nião Pioneira da
Integração Social. Ingressou na carreira política em 1979, filiado à Aliança
Renovadora Nacional (ARENA), foi nomeado prefeito de Maceió em 1979.
Migrou-se para o Partido Democrático Social (PDS), quando foi eleito Deputado
federal em 1982. Em sua incumbência parlamentar, votou favoravelment e à
proposição mal-sucedida das Diretas Já em 1984 e votou no deputado federal
Paulo Maluf na eleição presidencial brasileira de 1985 . Em 1986, filiou-se ao
Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e foi eleito Governador
de Alagoas. Opondo-se ao governo do Presidente José Sarney, filiou-se ao
Partido da Reconstrução Nacional (PRN), renunciou ao governo alagoano, e
lançou sua candidatura à presidência em 1989. Escolheu como candidato a
seu Vice-presidente na chapa, o governador mineiro Itamar Franco. Em uma
eleição disputada, com a opinião pública dividida principalmente entre Collor,
Lula, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingos e
lysses Guimarães, conseguiu liderar o primeiro turno com 28,52% dos votos,
levando a disputa ao segundo turno com Lula. Conquistou a vitória com
49,94% dos votos, 5,71% a mais que o adversário petista.
Seu governo foi marcado pela implementação do Plano Collor
e a abertura do mercado nacional às importaçõe s e pelo início de um programa
nacional de desestatização. Seu Plano, que no início teve uma boa aceitação,
acabou por aprofundar a recessão econômica, corroborada pela extinção, em
1990, de mais de 920 mil postos de trabalho e uma inflação na casa dos
1200% ao ano; junto a isso, denúncias de corrupção política envolvendo o
tesoureiro de Collor, Paulo César Farias, feitas por Pedro Collor de Mello ,
irmão de Fernando Collor, culminaram com um processo de impugnação de
mandato. O processo, antes de aprovado, fez com que o Presidente
renunciasse ao cargo em 2 de outubro de 1992, deixando-o para seu vice
Itamar Franco. Entretanto, Collor ficou inelegível durante os próximos 8 anos.
Em 2007, foi eleito Senador de Alagoas filiado ao Partido
Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), porém migrando para o Partido
Trabalhista Brasileiro (PTB) logo no primeiro dia no senado, vindo, dois anos
depois, a ser eleito membro da Academia Alagoana de Letras para ocupar a
cadeira de número 20. Em 2010, anunciou sua candidatura ao governo de
Alagoas pela segunda vez. Tendo sido derrtado não indo para o segundo turno
que ficara entre os candidatos Teotônio Vilella Fih o e Ronado Lessa (ambos
ex-governadores de Alagoas.
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Tomou posse como presidente em 1 de janeiro de 1995, tendo


nos dois mandatos como vice-presidente o ex-governador de Pernambuco e
senador Marco Maciel, do PFL, uma das principais lideranças civis que
apoiaram os governos militares pós 64.
A política de estabilidade e da continuidade do Plano Real foi o
principal apelo da campanha eleitoral de 1998 para a reeleição de FHC. Foi
reeleito já no primeiro turno.
FHC conseguiu para a sua eleição à presidência o apoio total
do PSDB, do PFL, do PTB (que o apoiou nas duas eleições presidenciais), do
Partido Progressista Brasileiro PPB (atual PP) e de parte do PMDB, e
conseguiu manter estes apoios nos seus 8 anos de governo, o que deu relativa
estabilidade política ao Brasil neste período.
No primeiro mandato, FHC conseguiu a aprovação de uma
emenda constitucional que criou a reeleição para os cargos eletivos do
Executivo,[17] sendo o primeiro presidente brasileiro a ser reeleito. Em seu
governo houve denúncias de corrupção,[18] dentre as quais merecem destaque
as acusações de compra de parlamentares para aprovação da reeleição [19] e
de favorecimento de alguns grupos financeiros no processo de privatização de
empresas estatais.[20] A Polícia Federal estima que entre 1992 e 2002 (governo
FHC) e 2003/2004 (governo Lula) aquele grupo girou mais de S$ 2 bilhões
através do Opportunity Fund [21] e os escândalos do caixa dois de sua
campanha eleitoral, cujas planilhas mencionavam subsidiárias da empresa
Alstom que, segundo o Der Spiegel, está sendo acusada pelo governo suíço de
ter pago em 1998, através da Companía de Asesores de Energia , uma
empresa panamenha, propinas no valor de 200 milhões de dólares a
integrantes do governo brasileiro para obter a concessã o da sina Hidrelétrica
de Itá no Brasil,[22][23][24][25] no episódio conhecido como o Escândalo do caso
Alstom.[26][27]
O fim de seu segundo mandato foi marcado por uma crise no
setor energético, que ficou conhecida como Crise do apagão.[28] A crise ocorreu
por falta de planejamento e ausência de i nvestimentos em geração e
distribuição de energia, e foi agravada pelas poucas chuvas. [29] Com a
escassez de chuva, o nível de água dos reservatórios das hidrel étricas baixou
e os brasileiros foram obrigados a racionar energia. A crise acabou afetando a
economia,[30] e consequentemente provocou uma grande queda na
popularidade de FHC.
No início de seu segundo mandato, uma forte desvalorização
da moeda provocada por crises financeiras internacionais ( México, Rússia e
fsia) leva o Brasil a uma grave crise financeira que, para ser controlada, teve
como consequência um aumento dos juros, o que levou aos juros reais mais
altos de sua história e a um aumento enorme na dívida interna [31]
No governo FHC, foi implantado o gasoduto Brasil-Bolívia. Foi
criado o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), que
garante mais recursos para o ensino fundamental. Em 1997, entrou em vigor a
atual lei eleitoral que se pretende definitiva, pois, antes, havia uma lei eleitoral
nova a cada eleição.
Foram criadas novas legislações como o atual Código de
Trânsito Brasileiro.
Nas eleições de 2002, seu partido, o PSDB, lança como
candidato à presidência o ex-ministro da saúde, planejamento e senador por
São Paulo José Serra, um dos principais colaboradores do governo de FHC.
Todavia, sai como vencedor do pleito o ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva
do PT, adversário político e crítico ardoroso da política econômica nos seus
dois governos.
O segundo mandato do presidente FHC findou -se no dia 1º de
janeiro de 2003, com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
FHC foi o primeiro civil eleito pelo voto direto que conseguiu
terminar o mandato de presidente desde Juscelino Kubitschek e até, aquele
momento, o segundo presidente brasileiro que governou por mais tempo,
depois de Getúlio Vargas.

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Plano Real foi um programa brasileiro com o objetivo de


estabilização econômica, iniciado oficialmente em 27 de fevereiro de 1994 com
a publicação da Medida Provisória nº 434 no Diário Oficial da nião. Tal
Medida Provisória instituiu a nidade Real de Valor (RV), estabeleceu regras
de conversão e uso de valores monetários, iniciou a desinde xação da
economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real.[1]
O programa foi o mais amplo plano econômico já realizado no
Brasil, e tinha como objetivo principal o controle da hiperinflação que assolava
o país. tilizou-se de diversos instrumentos econômicos e políticos para a
redução da inflação que chegou a 46,58% ao mês em junho de 1994, época do
lançamento da nova moeda. A idealização do projeto, a elaboração das
medidas do governo e a execução das reformas econômica e monetária
contaram com a contribuição de vários economistas, reunidos pelo então
Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso .
O presidente Itamar Franco, autorizou que os trabalhos se
dessem de maneira irrestrita e na máxima extensão necessária ao seu êxito, o
que tornou o Ministro da Fazenda no homem mais forte e poderoso de seu
governo, e no seu candidato natural à sua sucessão. Assim, Fernando
Henrique Cardoso elegeu-se Presidente do Brasil em outubro do mesmo ano.
O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o plano
de estabilização econômica mais eficaz da história, reduzindo a inflação
(objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e
remodelando os setores econômicos nacionais.

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Lula acaba de vencer as prévias internas do PT. Alguns anos


atrás a disputa entre Lula e Suplicy não seria imaginada nem mesmo pelos
mais criativos militantes petistas. Primeiro, porque entre os dois existem
poucas diferenças ideológicas e programáticas. Segundo, porqu e a liderança
de Lula no PT era, até então, inquestionável. A novidade, acredito, sinaliza uma
mudança nas práticas políticas brasileiras, em especial, aquelas vinculadas aos
movimentos sociais iniciados nos anos 70 e 80 do século passado, das quais
Lula é herdeiro direto.
Nos anos 80, na esteira do processo de redemocratização do
país, movimentos sociais pipocaram por diversas regiões. O mais pujante de
todos foi o movimento sindical, com destaque para as greves protagonizadas
pelos metalúrgicos, seguidos por petroquímicos, bancários, professores e
trabalhadores rurais. A ditadura militar havia imposto tal limitação à ação
pública, além de um modelo de desenvolvimento tão seletivo, que os
movimentos sociais que emergiam no cenário político eram marcados pel a
desconfiança e revolta. Seus líderes, invariavelmente, adotavam um semblante
fechado, eram irônicos, discursavam raivosamente, denunciavam os
desmandos dos governos e não aceitavam participação em nenhuma instância
de governo. Rejeitavam quase todas form as de representação política e
privilegiavam as formas de democracia direta, como plenárias e assembléias.
Os pesquisadores sociais denominaram tal ideário de "antiinstitucionalismo".
Ocorre que as reviravoltas por que passou o mundo na virada
de século alteraram profundamente o perfil das lideranças sociais. No Brasil, tal
mudança foi ainda mais acentuada já que várias lideranças
antiinstitucionalistas acabaram se elegendo nos anos 80 e 90 para cargos que
antes desdenhavam. Tornaram-se vereadores, prefeitos, deputados e
senadores. Obviamente que os novos cargos redefiniram seus valores
políticos. Inicialmente, alguns novos parlamentares afirmaram que o Legislativo
era uma tribuna de denúncia. Aos poucos, contudo, muitos deles revelaram -se
especialistas no regimento interno dessas instâncias da política brasileira.
Finalmente, criaram múltiplas alianças políticas, alargando o espectro
ideológico inicial.
A globalização parece ter provocado mudanças mais
significativas. Vou citar duas delas, como mote para entendermos o que se
passa no interior do PT:
o recuo da capacidade dos governos regularem a economia
globalizada gerou um certo vazio político. É fato que a pauta neoliberal que
assolou o mundo nos anos 80 contribuiu para uma "orfandade" política
crescente. Mas mesmo os governos que não compactuaram com a agenda
neoliberal reduziram a intervenção estatal, ainda que não totalmente. Por
este espaço aberto esboçaram-se vários movimentos sociais que passaram
a elaborar estratégias políticas de participação nas gestões públicas. Os
exemplos são vários. Desde transferência de recursos públicos para ONGs
implementarem ações públicas até modelos de co -gestão em
reassentamentos rurais;

as mudanças súbitas e a flexibilidade constante de produção


impostas pela globalização geraram uma nova sociedade que Anthony
Giddens resumiu num conceito: sociedade reflexiva. O que Giddens queria
afirmar é que a nova sociedade, extremamente dinâmica, cria dilemas novos
a cada dia para todos nós, o que nos obriga a tomar decisões - a refletir - a
todo instante sobre tudo. Somos, então, mais reflexivos que em toda história
da humanidade.
Se juntarmos as duas novidades citadas acima, podemos
entender que as lideranças sociais deste novo século devem ser mais
propositivas, reflexivas e institucionalizantes. Necessitam, ao menos, saber
manusear informações gerenciais, elaborar projetos e propostas, gerir projetos
e fiscalizar. Obviamente que esta mudança de per fil implica numa mudança da
ação do Estado, mais aberto à co -gestão e à participação direta da sociedade
civil.
Mas o interesse maior recai sobre a nova exigência dos
atributos dos líderes de movimentos sociais contemporâneos. Não basta a
capacidade de mobilização e convencimento, mas a capacidade de formular e
negociar, além da capacidade de governar.
Acredito que este é o pano de fundo para entendermos o que
ocorre no momento com o PT e com Lula. Estamos vivenciando uma sutil
transição no comportamento político. Não por outro motivo, na semana em que
se anuncia a vitória de Lula - defensor da aliança política com o PL - sobre
Suplicy, Tarso Genro é proclamado candidato ao governo gaúcho pelo PT,
derrotando Olívio Dutra (outro herdeiro direto dos anos 80. Há algo de mais
profundo que mero maquiavelismo político. São sinais de mudança de uma
Era.
Enfim, imagino que esteja chegando o momento em que
lideranças populares e de esquerda serão obrigadas a redesenhar o Estado
brasileiro. Não bastam mais as conquistas de cunho "participacionista" inscritas
na Constituição de 88. Os tantos conselhos de gestão criados estão em lugar
incerto na tomada de decisão dos governos. A descentralização da gestão
pública ainda é tímida e sempre é acompanhada de movimentos contr ários.
Se uma nova Era do comportamento político de movimentos
sociais e lideranças de esquerda parece se desenhar, ainda resta aguardar o
novo desenho de suas propostas políticas.
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