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Sistematização

da Assitência

de Enfermagem

A enfermagem é, por definição e por objeto de es- tudo, uma das ciências biológicas. Desnecessário

explicar

ou esmiuçar

a questão,

mas

existe

um

aspecto da enfermagem

que aproxima

da exatidão

a profissão

da perfeição cartesiana,

matemática:

a SAE - Sistema da Assistência de Enfermagem.

 

Na Lingua Portuguesa, sistematizar

é,

dentre

executar

um conjunto

orga-

diversas definições, nizado e planejado

de ações

e meios

que visem

a um objetivo. Sistematizar

a assistência

de enfer-

magem é inter-relacionar os diferentes elementos

que fazem o cuidar, de modo uma estrutura organizada.

que funcionem como

É somar

um mais

um e esperar

como resultado

da

operação

um seguro e confiável

número

dois.

Na

assistência

responsável

ao paciente

não cabe

o

improviso,

não cabe

a imprecisão.

Ciência

 

bioló-

gica

exata

é

o

que

se espera

da atuação

do

en-

fermeiro.

 

Mas, nos dicionários

não escritos de conceitos

de

enfermagem,

sistematizar

também

significa

humanizar.

O cuidar

planejado

com critério

e

dis-

cernimento

pelo enfermeiro

é o que

faz

a SAE

tão

importante e tão especial para o paciente. A SAE

é o enfermeiro

ofertando

o melhor de seu conheci-

mento áqueles sob seus cuidados.

O COREN-SP trabalha para consolidar

entre

os

dos pre-

profissionais a excelência na execução

ceitos e conceitos da SAE, aliando enfermagem

ciência biológica á enfermagem

ciência

exata

para juntas fazerem humana.

brotar a enfermagem,

ciência

Plenário COREN-SP

Conselho

Regional

de Enfermagem

de São Paulo

Plenário

2005 - 2008

Sérgio Luz - Presidente em exercício Maria Antônia de Andrade Dias - Primeira-secretária

Vanderli de Oliveira Outra - Segunda-secretária Akiko Kanazawa - Primeira-tesoureira Aldaiza Carvalho dos Reis - Segunda-tesoureira

Conselheiros efetivos

Francinete de Lima de Oliveira Lindaura Ruas Chaves

Magdália Pereira de Sousa

Maria Aparecida Mastroantonio Malvina S. da Cruz

Sônia Regina Delestro Matos

Terezinha Aparecida dos Santos Menegueço Tomiko Kemoti Abe

Comissão de Tomada de Contas Rita de Cássia Chamma - Presidente CTC Guiomar Jerônimo de Carvalho - Membro CTC Wilson Florêncio Ribeiro - Membro CTC

Conselheiros Suplentes

Almerinda Juliani Anelise Cardoso de Lemos Boltari Carlos Luis Benites Canhada Ivone Martini de Oliveira

Hyader Aparecido Luchini Mello Janete Vieira de Moura Freitas

Marcelo Brisolla de Barros Maria Rita Tamborlin Paula Andréa Shinzato Ferreira Martins

Zaida Aurora Sperli Geraldes Anna Hilda Xavier

Elzira Rodrigues Francisco Jairton Cavalcante Bastos

Margarida Gomes Esteves Marisa Stribl Nilce Rosa da Silva dos Santos

,

Indica

SISTEMATIZAÇÃO COMO DIFERENCIAL

DA ASSISTÊNCIA

DE ENFERMAGEM

02

CONSULTA DE ENFERMAGEM

03

HiSTÓRiCO

03

EXAME FísiCO

04

DIAGNÓSTICO

DE ENFERMAGEM

(PARCIAL)

04

PRESCRiÇÃO

DE ENFERMAGEM

04

EVOLUÇÃO

DE ENFERMAGEM

04

AÇÕES PREVENTIVAS

06

AÇÕES CURATiVAS

06

A SAEcomo diferencial

na atuação

do enfermeiro e da equipe

de enfermagem:

...-..:.

."

A SAE, como processo de trabalho para a equipe de Enfermage, representa toda a ciência do trabalho do Enfermeiro, sendo fundamental diferencial entre este

profissional e os demais profissionais que compõem a categoria profissional.

A sua negação, implica em equiparar, rigorosamente, o trabalho do Enfermeiro

ao do Técnico e/ou Auxiliar de

Enfermagem, tendo como conseqüência, a exposição desta equipe às iatrogenias técnicas e ético-profissionais, deixando o Enfermeiro, de assumir o papel que a Lei lhe determina como responsabilidade.

Quando é citado que o Processo de Enfermagem é fundamentado em um método sistemático do cuidar, quer se

dizer que o trablho executado em termos sistematizado constitui-se num trabalho

organizado, planejado e científico onde as 4 dimensões da Enfermagem são plenamente atendidas, quais sejam:

Esta é a essência e a razão da existência do Enfermeiro na equipe de Enfermagem, e o que lhe dá a privativa competência de dirigir, coordenar, planejar, delegar, supervisionar e avaliar.

Para a compreensão

da ciência do trabalho

da Enfermagem,

torna-se necessária a

leitura detalhada de algumas das mais importantes Teorias de Enfermagem existentes, desenvolvidas com pleno sucesso em países onde a Enfermagem, devido a este trabalho, obteve o respeito, reconhecimento e a valorização da sociedade a que serve.

o Enfermeiro ausente ou carente deste saber, transforma-se no "Enfermeiro" que a nossa população identifica, sem fazer a diferença e sem mostrar ao que veio, enquanto profissional, comandando uma equipe que não o reconhece e que consegue exercer sua autoridade somente por uma abordagem autoritária.

aspectos essenciais em cada uma das etapas citadas acima, conforme descriminados a seguir:

Histórico

Finalidade: conhecer hábitos individuais do paciente que possam facilitar a

Instrumentos que compõem a sistematização da assistência de enfermagem:

.\

Consulta

de Enfermagem

Compreende

as fase de histórico

(entrevista e exame físico), diagnóstico,

prescrição e implementação da assistência e evolução de enfermagem. Torna-se imprescindível que o enfermeiro esteja ciente de que estas ações são privativas, não devendo em hipótese alguma serem delegadas a outros profissionais.

Para a implantação

da Assistência de

nfermagem

devem ser considerados

adaptação do mesmo a unidade e ao tratamento, além de identificar os problemas passíveis de serem abordados

nas intervenções de enfermagem. Cabe ressaltar que este é o único impresso do SAE que pode ser preenchido pelo paciente e/ou seu parente, cabendo ao enfermeiro observar cuidadosamente se o paciente e/ou parente apresentam condições culturais para preenchimento de todos os itens e se o desejam fazê-Io. Em caso positivo, deverá o Enfermeiro verificar se os dados foram devidamente preenchidos e de acordo com o relato

COREN-SP

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verificar

se é necessário

alguma

intervenção

para

levantamento

de dados

que possibilitem

maior

elucidação

do

 

histórico.

Cabe

lembrar que a entrevista

 

compreende

os aspectos

biopsicossocial

e

ainda,

que estes dados são fundamentais

para

a elucidação

do diagnóstico

de

Enfermagem.

Exame Físico

 

Finalidade:

levantamento

de dados

sobre

o estado

de saúde

do paciente

e anotação

 

das anormalidades

encontradas

para

ter

subsídios

para

o diagnóstico

e posterior

 

prescrição e evolução da Assistência

de

 

Enfermagem.

O Enfermeiro

deverá

realizar

as seguintes

técnicas:

inspeção,

ausculta,

palpação

e

percussão, de forma criteriosa.

Prescrição

de Enfermagem

É a determinação

global

da

 

Assistência de Enfermagem

que o paciente deve receber

diante

do diagnóstico

 

estabelecido.

A prescrição é resultante

 

da análise do Diagnóstico

de Enfermagem,

examinando-se

os

problemas

de enfermagem,

 

as necessidades

básicas

afetadas

e o grau

de

dependência.

A prescrição

de enfermagem

 

é o conjunto

de medidas

decididas

pelo

enfermeiro,

que

direciona

e coordena

a Assistência

de Enfermagem

ao paciente

de forma

individualizada

e contínua.

Evolução de Enfermagem

É o registro feito pelo Enfermeiro

após a avaliação

do estado

geral

do

paciente.

Desse

registro

devem

constar

os problemas

novos identificados,

um

resumo

sucinto

em relação

aos resultados

dos cuidados prescritos

e os problemas

a serem abordados

nas

24 horas

subseqüentes.

Atuando

na área de saúde pública

Diagnóstico de Enfermagem (parcial) ,l e saúde da família

analis,ldo os dados colhidos

no hislÚrico, identificará

os

prohll:I1I,IS de Enfermagem.

o ESlcs, cnlCrmeiro Cl1lnova após análise ter

levam

1I idcnl ilicação

das

nccessidlldcs

hÚsicas afetadas

~

e do

grau

de dcpcndCncia

do

paciente

em relação

En ICI'1I1ugCl11,

para o seu atendimento.

41COltl

N

'11'

 

A área

de SaÚde PÚblica,

por exemplo,

é

uma

das áreas

mais

ricas onde

podemos

apl icar o processo

de En fermagem.

 

Lembremos

que o I':nfermeiro

de SaÚde

 

a

PÚblica deve,

priori7.ar,

suas

ações

para

os

níveis

de alenção

à saÚde,

ou

seja,

atuando

na promoção,

prevenção,

proteção,

 

recuperação

e reabilitação

da saúde,

segundo

os ensinamentos

de Leavell

&

Clark.

Estas

ações

exigem,

do Enfermeiro,

não

uma

postura

passiva,

atuando

sobre

a

demanda

do posto,

mas,

sobretudo,

uma

atitude

pro-ativa,

atuando

no modelo

assistencial

de oferta,

ou seja,

indo

à

comunidade

em que

está

vinculado

o

posto

de saúde,

levantando

e identificando

os agravos

à saúde,

os agentes

e

determinando

programas

que visem

 

minimizar

estes

agravos

e os

riscos

à

plena

saúde

da comunidade.

Importante papel deste Enfermeiro,

Enfim, poderíamos

ficar

aqui

discorrendo

por

um sem

fim de atividades

e

responsabilidades

a serem

assumidas

 

pelo Enfermeiro

de Saúde

Pública,

não

se

justificando,

sob qualquer

hipótese,

uma

atitude

passiva

aguardando

o paciente,

agindo

e intervindo

assistencialmente,

em

nível de pronto atendimento,

sem qualquer

atuação

de saúde

pública.

Como sugestão de programas,

que

podem

ser desenvolvidos

no processo

 

sistematizado,

entre

muitos,

citamos

a

Hipertensão, Cardiopatias, Diabetes,

Hanseníase, Tuberculose, Saúde da

Mulher, Saúde do Idoso, Saúde da Criança,

Desenvolvimento Infantil, e por aí vai.

também pode ser desenvolvido

junto

aos

No caso

específico

de Saúde

da

hospitais do município, identificando

Família

é de fundamental

importância

 

as causas

de internação

provocadas

 

a implantação

de todo

o processo

de

por Doenças

crônico-degenerativas

Enfermagem,

tendo

em vista

que

o

ou não, determinando

através

do

seu

Enfermeiro

pode

e deve trabalhar

junto

conhecimento

científico, as formas

a comunidade

principalmente

no que

 

de intervenção previstas nos níveis de

 

diz respeito

a prevenção

e promoção

da

atenção à saúde.

saúde,

e desta

forma

evitar

o acúmulo

de

consultas

nas Unidades

de Saúde

Enfermagem

aliada

 

a comunidade

COREN-SP

rs

e de agravos a saúde dos indivíduos por falta de orientação em tempo hábil. Desta forma colabora o Enfermeiro para a diminuição de agravos e ao aumento da qualidade de vida dos munícipes,

diminuindo

inclusive os gastos com

atendimento de patologias agudas e por muitas vezes crônicas por pura falta de informação.

Ações Preventivas

É imprescindível que o Enfermeiro atue, fazendo valer o seu papel diante da comunidade e para isso é essencial que este profissional esteja atualizado técnica e cientificamente, conheça a população, a estrutura sócio econômica, as condições de moradia, escolaridade e profissão e ou ocupação atual quanto as pregressas,

Jazer e conhecimento

da realidade do

seu município, assim como os recursos existentes.

dificuldades que o cercam, cuidamos e orientamos também a sua família, e com

os recursos que nos são oferecidos e ou por muitas vezes por nós criados com base

em conhecimento

científico, conseguimos

visualizar um plano de cuidados muito mais completo, desta forma estaremos

efetivamente

exercendo nosso papel. A

atenção dispensada ao indivíduo e sua família, o interesse na sua recuperação

e na melhora na qualidade de vida,

certamente

fará com que este indivíduo

perceba seu real direito ao exercício da cidadania e possa exercê-Ia, tendo

como direito o que vale na Constituição do nosso País e a nós Profissionais de

Enfermagem

o fiel cumprimento

do nosso

juramento

e o resgate da nossa profissão.

Ações Curativas

Principalmente no caso de PSF, onde o cliente ou paciente é atendido em sua residência é de suma importância que o Enfermeiro aplique o Processo de Enfermagem em todas as suas etapas,

para que a equipe possa ter sucesso em suas ações, lembrando que a Enfermagem além de efetuar a prescrição de cuidados com base na patologia instalada e

diagnosticada

pelo médico, prescreve

também com base nos Diagnósticos

de Enfermagem

que se baseiam nas

necêssidades básicas afetadas e em muito

colaboram para que a equipe obtenha sucesso. O acompanhamento através da

evolução do quadro dá mostras de como o atendimento realizado desta maneira é

extremamente

bem aceito pelas pessoas,

pois quando nos preocupamos

com o

indivíduo como um todo, incluindo as

6' COREN-SP

A SAE como instrumento de investigação epidemiológica, como importante instrumento de evitar prejuízos à instituição e como instrumento estatístico

do trabalho do enfermeiro e da~quipe de enfermagem

••.

:11:

!','

A SAE, quando devida e efetivamente incorporada ao trabalho do Enfermeiro, transforma-se em importante instrumento estatístico administrativo, técnico, cientifico e epidemiológico, como por exemplo:

1. Em um hospital: possibilita que o Enfermeiro tenha em mãos, quando

existir a SAE informatizada,

um banco

de dados que demonstre o quanto se

utiliza de horas/Enfermagem

para cada

tipo de procedimento, lhe o conhecimento

proporcionando- real e otimizado de

suas necessidades operacionais,

de RH,

de equipamentos, de materiais, enfim, de toda a estrutura operacional de uma

unidade ou setor de serviço.

planejamento estratégico institucional e a otimização dos recursos necessários ao cumprimento da missão institucional.

Também possibilita a justificativa técnica e científica de todos os

procedimentos realizados pela equipe, justificando materiais, equipamentos e instrumentais utilizados, minimizando a omissão de registros, de lançamentos, e consequentemente, garantindo a justa remuneração da instituição, minimizando risco de glosas. Isso significa maior crescimento institucional, beneficiando profissionais, pacientes, instituição e toda a sociedade.

2. Em uma Unidade de Saúde Pública ou Privada, além dos fatores acima e anteriormente citados, possibilitará a diminuição da demanda assistencial na unidade, otimizando sua operacionalização institucional.

Possibilitará

também, a consolidação

do processo de Referência e Contra- Referência entre a unidade e a instituição de referência, proporcionando a antecipação de medidas e condutas

voltadas para a promoção e a proteção da saúde.

Possibilita ainda, um fundamental

banco de dados que constituirá o

perfil epidemiológico

da unidade,

setor e instituição, proporcionando

o

Organização:

Departamento

de Fiscalização

COREN-SP

Revisão:

Mirela

Bertoli Passador

Demais Editoração

e Publicação

Ltda

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Impressão:

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