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FACULDADES INTEGRADAS SANTA CRUZ DE CURITIBA

Disciplina...: Administração da Produção


Professor:...: Edson Hermenegildo P. Júnior.

Capítulo I – ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES

1) CONCEITOS:

a) Administração da Produção e Operações:


i. Atividades orientadas para a produção de um bem físico ou a prestação de um
serviço;

ii. É o campo de estudo dos conceitos e técnicas aplicáveis à tomada de decisões


na função de produção (Empresas Industriais) e/ou operações (Empresas de
Serviços). É o planejamento, organização, direção e controle que envolve os
produtos e/ou serviços.

b) Produção: Liga-se mais de perto às atividades industriais – Fábrica ou Planta


Industrial;

c) Produto: Físico, tangível;

d) Operações: Refere-se às atividades desenvolvidas em empresas de serviços.


Atividades espalhadas, às vezes difícil de reconhecê-las, como hospitais, bancos,
aeroportos, escolas etc;

e) Serviço: É prestado e a prestação desse serviço implica em uma ação;

Característica Industrias Empresas de Serviços


Produto Físico Intangível
Estoques Comuns Impossível
Padronização dos Insumos Comum Difícil
Influência da Mão-de-obra Média/Pequena Grande
Padronização dos Produtos Comum Difícil
Quadro 1 – Diferenças entre Empresas Industriais e de Serviços

As atividades, tanto de serviços como de produtos que são oferecidos ao público, devem ser
planejadas, organizadas e controladas. É necessário, por exemplo, determinar o tamanho da fábrica,
do hospital, da escola. Decisões sobre capacidade e localização devem ser sempre consideradas.
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2) EVOLUÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES.

A Administração da Produção e Operações percorreu um longo caminho até chegar ao que é


hoje. Se quiséssemos ser muito rigorosos com o que representa esse campo de trabalho,
encontraríamos traços comuns entre o que se faz hoje, nas modernas organizações, com a coleta de
alimentos do homem pré-histórico, passando pela caça, pela agricultura, pastoreio, etc., até a
formação das primeiras cidades há cerca de 6.000 anos atrás. E assim por diante. Os precursores das
primeiras máquinas usadas em escala quase industrial seriam encontrados na Idade Média, com a sua
própria Revolução Industrial que prossegue até pelo menos o século XIV.
Não há dúvida, entretanto, que a Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX transformou a
face do mundo. A Revolução marca o início da produção industrial moderna, a utilização intensiva
de máquinas, a criação de fábricas, os movimentos de trabalhadores contra as condições desumanas
de trabalho, as transformações urbanas e rurais, enfim o começo de uma nova etapa na civilização. A
Inglaterra, berço principal dessa Revolução, transformou-se na grande potência econômica do século
XIX. Já estava claro que o poderio econômico, e mesmo político, ligava-se a capacidade de
produção de produtos manufaturados, trocados por alimentos, minerais e matérias-primas, em geral
em condições extremamente vantajosas.
As técnicas de Administração que se tornam populares durante a maior parte do século XX,
entretanto, nasceram ou se desenvolveram nos Estados Unidos. Se a Inglaterra foi hegemônica no
século XIX, século XX marcou a predominância industrial, política e econômica dos Estados
Unidos, que eram até algum tempo atrás responsáveis por 25% do comércio mundial de produtos
manufaturados. Embora essa posição de destaque venha sendo ameaçada há cerca de 30 anos, pelo
Japão, Alemanha, França e outros países em menor grau, a maior parte do século marca a era norte-
americana. De lá, as técnicas e instrumentos de gestão da produção se difundiram por inúmeros
países.
A chamada produção em massa, que foi e continua sendo a marca registrada dos Estados
Unidos, o símbolo do seu poderio industrial, pode ser encontrada já em 1913, quando começou a
linha de montagem dos automóveis Ford. Já em fins do século XIX e início século XX havia sido
introduzida a noção de “Administração Científica” da produção, quando Frederick Taylor, um
esforçado engenheiro a serviço da máquina produtiva americana, advogava a aplicação de
racionalidade e métodos científicos a administração do trabalho nas fábricas.
Os avanços que se seguiram, em particular após a Segunda Grande Guerra, onde a nação
americana firmou-se definitivamente como grande potencia, fizeram com que muitos observadores e
estudiosos acreditassem que as técnicas produtivas e a posição norte-americana eram virtualmente
definitivas. A Administração da Produção adquiriu um caráter de gerência industrial dentro de uma
situação absolutamente sob controle. Aliado a um ambiente concorrencial interno e externo, isso fez
com que as atenções se voltassem mais para outras áreas como Marketing e Finanças, que
adquiriram um caráter de “nobreza” não mais reservado a área industrial. Esse movimento, de
relativo esquecimento da importância da área industrial, fez com que durante a década de 60 as
atenções se voltassem para a área de serviços na economia americana,que havia adquirido uma
importância econômica antes não imaginada. Essa foi uma tentativa, relativamente bem-sucedida, de
transplantar técnicas e conceitos desenvolvidos no ambiente industrial para outras atividades, as
vezes radicalmente diferentes. Introduziu-se o termo ‘Operações”para designar essas aplicações. Ao
lado de exemplos e aplicações envolvendo tipicamente as fábricas, começou-se a falar em hospitais,
escolas, agências governamentais, aeroportos, restaurantes, bancos, etc. A Administração da
Produção evolui então da prática tradicional de gerência industrial para uma ampla disciplina com
aplicações tanto na área industrial como na de serviços. Com a prova de que esse movimento chegou
tardiamente ao Brasil, ainda hoje os currículos universitários relutam em usar os termos
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Administração de Operações ou mesmo Administração da Produção e Operações, que indicam uma
maior abrangência do campo de estudo.
Posteriormente, durante a década de 70, a Administração da Produção readquiriu, nos Estados
Unidos e a nível mundial, uma posição de destaque na moderna empresa industrial. Os fatos
históricos que levaram a esse estado de coisas foram, em particular, o declínio norte-americano em
termos de produtividade industrial e no comércio mundial de manufaturas, e o crescimento de
algumas potências nesses aspectos, notadamente o Japão. Há mais de 30 anos o Japão vem
encarando a produção industrial e a geração de novos produtos como os elementos-chave no
mercado interno e a nível internacional. Durante a década de 80, o desequilíbrio comercial entre
Estados Unidos e Japão acentuou-se cada vez mais, com vantagem enorme para o Japão, que vem
inclusive instalando empresas subsidiárias de companhias japonesas nos Estados Unidos, geralmente
com apreciável sucesso. Esses fatos têm motivado intensas negociações entre os dois países, na
tentativa norte-americana de pelo menos amenizar a situação.
Em termos mais específicos, alguns analistas argumentam que a principal causa do declínio
americano tem sido a ênfase exagerada nos aspectos mercadológicos e financeiros das decisões
estratégicas. A produção tem sido caracterizada por longas rodadas, típicas de produção em massa
clássica, produtos estáveis, operações repetitivas e custos diretos de mão-de-obra elevados. Essa
tendência vem mudando rapidamente nos países centrais: a ênfase atual em Estratégia de Manufatura
tem levado a área de produção a se tornar mais envolvida no planejamento a longo prazo. Há
pressões para se reduzir significativamente os investimentos em estoques e subcontratar
componentes ao invés da empresa tentar se tornar especialista em uma grande variedade de tarefas
de manufatura.

3) SISTEMA DE PRODUÇÃO

Conjunto de atividades e operações inter-relacionadas envolvidas na produção de bens ou


serviços.
Elementos fundamentais:
a) Insumos: Recursos a serem transformados diretamente em produtos e os que movem
o sistema, como: matérias-primas, mão-de-obra, capital, máquinas e
equipamentos, instalações, conhecimento técnico, etc.

b) Processo de conversão: Em manufatura, muda o formato e a composição dos


recursos;
Em serviços, há a criação, baseado em conhecimento (know how).

c) Produtos ou serviços: O resultado do Sistema.

d) Sistema de controle: Conjunto de atividades que monitoram os outros três elementos


do Sistema de Produção e visam assegurar que:
 Programações sejam cumpridas;
 Padrões sejam obedecidos;
 Recursos estejam sendo usados de forma eficaz;
 A qualidade desejada seja obtida;

e) Fatores que exercem influência sobre o sistema de produção:


O Sistema de Produção não funciona isoladamente, sofre influências de um:
Ambiente interno: Outras áreas funcionais da organização – Marketing, Finanças, RH, etc.
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Ambiente externo:
As Condições Econômicas Gerais do País (Fatores Econômicos) – Taxa de Juros,
Inflação, Disponibilidade de Crédito, etc.

As Políticas e Regulamentações Governamentais (Políticas do Governo) –


Política Fiscal, Política Monetária, Política Cambial e Leis Antipoluicao.

A Competição – Fatia de Mercado da Organização, Estratégias Competitivas dos


Concorrentes.

A Tecnologia – Introdução de novas tecnologias em Processos de Manufatura,


Equipamentos, Materiais.

3.1) TIPOS DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO.

3.1.1) Classificação Tradicional

a) Sistema Produção Contínua (fluxo em linha)

 Apresentar uma seqüência linear para se fazer o produto ou


serviço;
 Os produtos bastante padronizados;
 Produtos fluem de um posto de trabalho a outro numa seqüência
prevista.
 Etapas balanceadas;
 Alta eficiência;
 Acentuada inflexibilidade;
 Substituição maciça do trabalho humano por máquinas;
 Tarefas altamente repetitivas;
 Grandes volumes de produção;
 Layout por produto;
 Risco de obsolescência do produto;
 Risco de mudança tecnológica no processo;

Tipos:
Produção em Massa
o Para linhas de montagem de produtos os mais variados possíveis;
o Fabricação em larga escala;
o Poucos produtos;
o Pequeno grau de diferenciação;
Exemplo: fogões, geladeiras, aparelhos de ar condicionado, etc.

Produção Contínua
o Indústrias de processo;
o Tendem a ser altamente automatizado;
o Produtos com elevado grau de padronização;
o Grandes volumes de produção;
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o Equipamentos especializados;
o Padrão de produtos estabilizados;
Exemplo: Química, papel, aço, etc.

b) Sistema de Produção Intermitente

 Produção feita em lotes de um


produto, ao término deste lote outro produto toma lugar nas linhas de produção;
 Mão de obra e os equipamentos
são organizados em centros de trabalho por tipos de habilidades, operação ou
equipamentos;
 Produtos fluem de um centro
de trabalho a outro de forma irregular;
 Mão de obra especializada;
 Flexibilidade no uso de
equipamentos;
 Dificuldade de controle de
estoques;
 Dificuldade na programação
da produção;
 Dificuldade de controle da
qualidade;
 Médio volume de produção;
 Arranjo físico funcional ou por
processo;
 Perda de tempo de produção
com preparação de máquinas e equipamentos (setup);
 Para empresas que trabalham
com encomenda ou atuam em mercados de reduzidas dimensões;

c) Sistema de Produção para Grandes Projetos

 Cada projeto é um produto único;


 Tarefas de longa duração;
 Tarefa com pouca ou nenhuma repetitividade;
 Não há um fluxo do produto;
 Característica marcante é o alto custo;
 Dificuldade gerencial no planejamento e controle;
Exemplo: Produção de navios, aviões, grandes estruturas, etc.

3.1.2) Classificação cruzada de Schroeder (1981)

A Tipologia clássica leva em consideração apenas uma dimensão - tipo de fluxo do produto.
Suficiente para sistemas industriais, mas incompleta se aplicada a serviços.
A classificação cruzada dá –se ao longo de duas dimensões:
 Tipo de fluxo de produto;
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 Tipo de atendimento ao consumidor – Sistemas Orientados para Estoques;
– Sistemas Orientados por Encomenda.
Na classificação cruzada, os exemplos devem, ao mesmo tempo, atender aos requisitos das duas
dimensões citadas acima.

a) Sistemas Orientados para Estoques

A produção é feita para colocar no estoque. O foco está na reposição dos estoques, sendo
difícil identificar o cliente no processo de produção: os pedidos atuais são atendidos pelo estoque e a
produção atual vai atender a demanda futura. O grande objetivo é de atender ao cliente ao mínimo
custo.

Características:
• Serviço rápido;
• Baixo custo;
• Baixa flexibilidade na escolha
do produto;
• Previsão da demanda;
• Gerência de estoques;
• Planejamento da capacidade de
produção;
• Produtos padronizados;
• Reposição de estoques;

Medidas de desempenho:
• Presteza no atendimento ao cliente;
• Giro de estoques;
• Grau de utilização da capacidade;
• Uso de horas extras para atender as necessidades;

b) Sistemas Orientados por Encomenda

As operações são ligadas a um cliente em particular, com o qual se discute preço e prazo de
entrega da mercadoria.
Medidas de desempenho:
• Prazo de entrega;
• Porcentagem de pedidos entregue no prazo;
• Preço;

Orientados para Estoque Orientados para Encomenda


Fluxo em Refinaria de Petróleo; Companhia Telefônica;
Linha  Indústrias Químicas de Eletricidade;
Grande Volumes; Gás;
Fábrica de Papel;
Fluxo Móveis; Móveis sob Medida;
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Intermitente Metalúrgicas; Peças Especiais;
Restaurante Fast Food; Restaurante;

Projeto Arte para Exposição; Edifícios;


Casas pré-fabricadas; Navios;
Fotografia Artística; Aviões;

Quadro 2 – Classificação Cruzada de Schroeder: Exemplos

A vantagem da classificação cruzada é exatamente a de mostrar que, embora um sistema seja


mais característico de produção para estoque ou para encomenda, ele pode se adaptar a casos
especiais.

4) O PRODUTO

4.1) PROJETO DO PRODUTO

O sucesso da organização estará diretamente relacionado a sua capacidade de satisfazer e até


mesmo suplantar as expectativas de seus clientes.
O projeto de seu produto seja um bem tangível ou um serviço, adquire alta relevância no
mundo atual, passa a ser um elemento básico de vantagem competitiva, podendo ser diferenciado
quanto à:
 Custo;
 Menor número de peças;
 Mais padronização
 Modularidade;
 Qualidade;
 Robustez;
 Inexistência de falhas;

O desenvolvimento de novos produtos é um campo específico de trabalho, extremamente


dinâmico, que conta com especialistas nos mais variados campos do saber humano.
Desenvolver novos produtos é um desafio constante. No mundo em transformação, a
empresa que não se antecipar às necessidades de seus clientes, com produtos e serviços inovadores,
estará condenada ao desaparecimento.
Todo produto deve ser:

4.1.1) Funcional. O produto deve ser funcional, de fácil utilização, considerar os


aspectos ergonômicos envolvidos, ter estética, comandos auto-explicativos – ser
compatível com as preocupações de preservação do meio ambiente etc.

4.1.2) Manufaturável. O produto deve apoiar-se em tecnologia conhecida e ter


contado com a colaboração de equipes interfuncionais, no sentido de ser facilmente
fabricado. Muito cuidado deve ser tomado com a utilização de tecnologia futurísticas
ainda não comprovada.
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4.1.3) Vendável. O produto deve agradar os clientes e ser vendável. Se essa


condição não for atendida, de nada adiantarão as anteriores.

5) PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS.

O desenvolvimento de um novo produto é uma arte e uma ciência, estando presente com maior ou
menor intensidade, dependendo do produto em particular.
Aspectos Internos Aspectos Externos

Geração de Idéias

Especificações Funcionais

Seleção do Produto

Projeto Preliminar

Construção do Protótipo

Testes

Projeto Final

Introdução

Avaliação

Figura 2: Etapas do Processo Criativo do Produto


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a) Geração da Idéia - Nessa fase uma idéia inicial é lançada, seja a partir da
tecnologia disponível (product-out) ou de estudos e pesquisas de mercado (market-in).
São considerados os aspectos internos da empresa, suas áreas de competência, seus
recursos humanos e materiais, suas tecnologias específicas, as disponibilidades de
recursos financeiros etc. No que tange aos aspectos externos, são considerados os nichos
de mercado, as tendências de desenvolvimento da tecnologia e a concorrência.
• Engenharia Reversa: desmonta-se um produto do concorrente, através de
análise minuciosa de seus componentes, desenvolve-se um “novo” produto,
incorporando-se novos materiais – análise de valor -, novos processos etc.

b) Especificações Funcionais - Determinam-se os objetivos do produto, isto é, qual


será sua função, suas características básicas, como será fabricado, fontes de suprimento
de matérias-primas e demais insumos, que mercados específicos deverá atender, quanto
deverá custar, vantagens e desvantagens em relação a seus concorrentes.

c) Seleção do Produto - Define-se um produto que atenda os dois requisitos


anteriores. Nessa fase pode-se iniciar a aplicação do desdobramento da função qualidade
(QFD – Qualit Function Deployment).

d) Projeto Preliminar - Elabora-se um projeto preliminar do produto. É o momento


de utilizar os conhecimentos de todos os departamentos da empresa, como também de
eventuais futuros fornecedores, numa espécie de parceria. É feita uma análise minuciosa
da manufaturabilidade do produto, incorporando-se a seu projeto as alterações
decorrentes.

e) Construção do Protótipo - Dependendo do produto, nessa fase pode-se construir


um modelo reduzido para ser previamente testado. Em seguida constrói-se um protótipo
para ser testado.

f) Testes - O protótipo é submetido a testes nas mais variadas condições, fazendo-se


análise de sua robustez, do grau de sua aceitação pelo mercado (a cidade de Curitiba é
comumente utilizada para os testes), de seu impacto junto aos concorrentes etc. Muitas
vezes é feito também um delineamento de experimentos para verificar a resposta do
produto quando submetido a situações previamente estabelecidas.

g) Projeto Final - Detalha-se o produto, com suas folhas de processos, lista de


materiais, especificações técnicas, fluxogramas de processos etc.

h) Introdução - Coloca-se o produto no mercado, começando a primeira fase de seu


ciclo de vida.

i) Avaliação - Periodicamente faz-se uma avaliação do desempenho do produto,


então são introduzidas as alterações necessárias ou, tendo o produto já passado pela fase
de maturidade e estando em declínio, é retirado do mercado.

5.1) ENGENHARIA SIMULTÂNEA


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Também chamada de Engenharia Concorrente. O termo Concorrente significa aquilo que
ocorre ao mesmo tempo.
Exemplo: Projeto novo ônibus, desenvolvido por uma empresa, pesquisando entre os
passageiros nos terminais de embarque e rodoviárias, entre os motoristas, pessoal de manutenção e
também junto aos proprietários de empresas de transporte de passageiros.

Vantagens:
• Redução do período gasto para o lançamento do produto (Time- to- market);
• A qualidade é melhorada, pois todos os envolvidos contribuíram para o projeto;
• As chances de sucesso, no mercado são maiores, pois os possíveis clientes foram
previamente consultados;

Geração de Idéias

Especificações Funcionais

Seleção do Produto

Projeto Preliminar

Construção do Protótipo

Testes

Projeto Final

Tempo
Figura 3: Esquema Típico de Engenharia Simultânea.

5.2) ENGENHARIA ROBUSTA

A robustez do produto é mais uma função de um bom projeto do que de controles na linha de
produção. Para o consumidor, a prova da qualidade do produto é seu desempenho quando submetido
a golpes, sobrecargas e quedas. O produto deve suportar, não apenas variações no processo
produtivo, mas também as mais difíceis situações de uso sem apresentar defeitos. A natureza muitas
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vezes se encarrega de criar tais situações adversas para um grande número de produtos, através de
chuvas, sol, vento, terremotos etc. Além disso, os próprios componentes do produto podem criar
situações extremamente adversas. Um produto de qualidade robusta ou projeto robusto suporta todas
as adversidades de funcionamento e da própria natureza. O conjunto de técnicas – entre as quais o
delineamento de experimentos – que permite dar ao projeto do produto tais características é
denominado engenharia robusta.

5.3) ENGENHARIA DE VALOR

Pessoal de compras das empresas, se deparando com novas tecnologias, novos materiais e
novos processos produtivos, questionou na hora de comprar matérias-primas e /ou componentes para
seus produtos, seu valor no conjunto do produto. Por exemplo, a substituição do processo produtivo,
a simplificação do produto etc. Dada a importância do projeto, os engenheiros passaram a ser
envolvidos em sua análise. A essa análise sistemática devidamente documentada, dá-se o nome de
Engenharia de valor ou Análise de Valor.
A metodologia segue o processo científico de análise:

• Selecionar o produto. Escolher um produto que esteja em condições de ser


melhorado. As empresas procuram constantemente por melhorias no processo.

• Obter informações. Levantar fluxograma de processos, desenhos, especificações,


roteiros de fabricação, levantamento de custos etc.

• Definir funções. Definir de forma objetiva em poucas palavras, a função do


componente no produto como um todo. Existem vários exemplos de componentes que,
após análise, demonstraram não ter função alguma e foram simplesmente eliminados.

• Gerar alternativa. É a fase criativa. Utilizar o brainstorming para gerar o máximo


possível de alternativas.

• Avaliar alternativas. Efetuar análise crítica das alternativas procurando identificar as


que mais benefícios podem trazer.

• Selecionar alternativa. Selecionar uma alternativa, devidamente justificada, e obter a


aprovação da alteração junto a engenharia de produto.

• Implantar. Implantar a alternativa escolhida e efetuar as atualizações dos projetos,


lista de material, especificações etc. através de uma ordem de alteração de produto
(ECO _ enginneering change order).

A engenharia de valor tem por diretrizes básicas:


a) Reduzir o número de componentes;
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b) Usar materiais mais baratos;
c) Simplificar processos.

5.4) PROJETO MODULAR

Uma forma de obter redução de custos com melhorias na qualidade, redução dos prazos de
entrega e aumento da funcionalidade é através de produtos modulados. A partir de módulos
projetam-se vários produtos finais diferentes, com várias aplicações.

6) DOCUMENTAÇÃO DO PRODUTO

Uma vez definido o produto ou a alteração, este deve ser documentado. As formas mais
usuais de documentação são:

 Diagrama de Montagem: Define-se a seqüência de montagem do produto, como


visto na figura abaixo.
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Figura 4: Diagrama de Montagem.

 Explosão: Faz-se um desenho do produto “explodido”.


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Figura 5: Desenho do produto explodido.

 Estrutura Analítica: Define-se a estrutura do produto em seus níveis hierárquicos.

Peça XYZ

Etiqueta Parafuso Suporte Retentor

Cantoneira R209 Cantoneira R207 Parafuso Porca

Figura 6: Desenho do produto explodido.

 Lista de materiais (BOM – Bill Of Material): Listam-se todos os materiais que


compõem o produto, como visto a seguir.
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Nome Código Nível Quantidade Fornecedores


Internos Externos
Peça XYZ 1 1 X
Suporte SA 2 2 X
• Cantoneira R209 3 2 X
• Cantoneira R207 3 2 X
Parafuso com Porca PR3 2 1 X
Rolamento R204 2 2 X
Retentor R796 2 1 X
Etiqueta E604 2 1 X

EXERCÍCIOS

1) Explicar as principais diferenças entre produtos e serviços.

2) O que se entende por Administração da Produção e Operações? Explique com suas próprias
palavras.

3) Conceitue sistema de produção e faça um diagrama mostrando seus elementos básicos.

4) Quais são as principais influências internas e externas sobre o sistema de produção?

5) Em sua opinião, Qual (is) a (s) vantagem (ns) da classificação cruzada de Schroeder sobre a
classificação tradicional dos sistemas de produção?

6) O que significa manufaturabilidade de um produto? Esse conceito só se aplica a bens


tangíveis ou pode ser aplicado a serviços?

7) A funcionalidade de um produto implica, necessariamente, que ele seja ergonômico?

8) O que significa robustez de um produto? E Engenharia Robusta?

9) Quais os objetivos da Análise de Valor? Como se identifica a necessidade de sua


aplicação em um determinado produto?

10)O que é Projeto Modular? Os móveis que abrigam os caixas de um grande número de
agências bancárias podem ser considerados como um produto modular?

BIBLIOGRAFIA

MARTINS, Petrônio Garcia; LAUGENI, Fernando P.. Administração da Produção. Saraiva, 2003.
MOREIRA, Daniel A. Administração da produção e operações. Pioneira, 2004.