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CONCEPÇÕES SOBRE SAÚDE E DOENÇA

A ANTIGUIDADE
 Oriente médio (Idade Antiga): viam as doenças como decorrentes de causas
externas;
 Cristianismo: pecado é responsável pelos males físicos;
 Medicinas clássicas da Índia e China: doença como desequilíbrio de elementos
chamados “humores”: terra, ar, água e fogo.

A IDADE MÉDIA

 Igreja católica era dominante;


 Medicina patrística;
 Duas interpretações para doenças:
 Pagã: demoníaca ou feitiçaria
 Cristã: purificação e expiação dos pecados
• Epidemias: peste, varíola, difteria, sarampo, influenza, tuberculose, escabiose.

A IDADE MODERNA

 Mecanismo da circulação sanguínea;


 Teoria miasmática;
 Surgiu o pai da moderna anatomia, pai da cirurgia

A IDADE CONTEMPORÂNEA

 Descobertas bacteriológicas;
 Formação Unicausal
 Abordagem do modelo multicausal:
 Multicausalidade simple: relações causais entre fatores de risco e doença;
 Historia natural da doença: explicação multicausal da doença
 Determinação social da doença: novo marco explicativo.

NASCIMENTO DA MEDICINA SOCIAL

MEDICINA DE ESTADO ALEMÃ:


• Tentativa de melhorar o nível de saúde da população – política médica:
 sistema completo de observação da morbidade;
 Normatização do ensino médio;
 Criação de funcionários médicos nomeados pelo governo como
administradores de saúde

MEDICINA URBANA FRANCESA:


• Modelo médico e político da quarentena – internamento (peste) e exclusão
(lepra);
• A medicina urbana teria 3 objetivos:
 Análise de regiões de amontoamento, de confusão e perigo no espaço urbano;
 Controle e estabelecimento de uma boa circulação da água e do ar;
 Controle de esgoto e da água usada para beber.

MEDICINA DA FORÇA DO TRABALHO INGLESA:


• O pobre começa a apresentar perigo:
 razão políticas: revoltas ou participação nelas;
 Falta de serviço para os pobres;
 Divisão do espaço urbano ente ricos e pobres em função de medo político e
sanitário

O NASCIMENTO DO HOSPITAL
 Hospital significa hospedaria, hospedagem, hospitalidade;
 Hospedes: devassos,prostitutas, venéreos, pobres, desabrigados, doentes,
louco;
 Século XVIII – surgi o hospital como instrumento terapêutico;
 Surgimento da clínica que organiza o hospital como lugar de formação e
transmissão de saber.

HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL


 Compreende a ação de saúde que representa o instrumento técnico-político
que irá intervir no processo saúde-doença amparado pelo conhecimento
científico;
 Começou a imergir no Brasil no século XX
As ações da saúde pública nessa época foram direcionadas para a criação de grandes
campanhas como vacinação em massa da população;
 Oswaldo Cruz – criou e ajudou a organizar instituições de higiene e saúde no
Brasil;
 A partir de então, a saúde pública vai se configurando e se solidificando como
uma política nacional da saúde;
 Nessa época não havia a garantia de universalidade e integridade;
MODELOS VIGENTES:
 Modelo Preventivo: ações de saneamento, vacinação e controle de doenças;
 Modelo Curativo: saúde previdenciária.
 Década de 70 – reforma sanitária
 Consolidado em 1988

PRINCIPAIS CAMPOS DE ATUAÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA


 Educação em saúde
 Imunização
 Saúde do trabalhador
 Saúde do idoso
 Epidemiologia

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

Capítulo II – dos Direitos Sociais

Art. 6o: “são direitos sociais a educação, saúde, saúde, trabalho, lazer, segurança,
previdência social, proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição”.

Capítulo II – da Seguridade Social


Art 195: “A Seguridade Social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos estados, distrito federal e dos municípios.

Art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas
sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e
ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação”.

Art. 198: “Diretizes do SUS:


 Descentralização
 Atendimento integral
 Participação da comunidade

Art. 199: “A assistência à saúde é livre à iniciativa privada” poderá participar de forma
complementar a segunda diretriz do SUS.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
 Universalidade
 Integralidade
 Hierarquização dos serviços
 Descentralização
 Equidade
 Participação Social

LEIS ORGÂNICAS DA SAÚDE (LOS) – Lei 8080/90 e 8142/90


 Objetivo: têm caráter de norma geral com as diretrizes e limites que devem ser
respeitados pós União, Estados e Municípios ao elaborarem suas próprias
normas;
 São destinadas a esclarecer o papel das esferas de governo.
Lei 8080/90
 Detalha a organização do SUS, baseada na descentralização das ações e trata
das condições para promoção do atendimento integral;
 Art.21 – a assistência à saúde é livre à iniciativa privada;
 Art.36 – o processo de planejamento e orçamento do SUS será ascendente, do
nível local até o federal;
 1o os planos de saúde serão a base das atividades e programações de cada
nível de direção do SUS, e seu financiamento será previsto na respectiva
proposta orçamentária.

Lei 8142/90

• Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do SUS e sobre as


transferências intergovernamentais de recursos financeiros e condicionou o
recebimento dos recursos financeiros à existência do CMS funcionando de
acordo com a legislação;
• Exigência para recebimentos dos recursos:
1. Fundo de saúde
2. Conselho de saúde
3. Plano de saúde
4. Relatórios de gestão
5. Contrapartida constante no orçamento
6. Comissão de elaboração do plano de carreira, cargos e salários (PCCS)

NORMAS OPERACIONAIS BÁSICAS (NOBs)

• São instrumentos de regulação do processo de descentralização que tratam


dos seguintes aspectos:
1. Definição de responsabilidade
2. Relação entre gestores
3. Critérios de transferência de recursos federais para estados e municípios.

I – NOB 01/91

• Objetivo: implantar a política de financiamento; normalizar os recursos


financeiros para a cobertura da assistência à saúde, aos estados, DF e
municípios;
• Instituiu o Recurso de Cobertura Ambulatorial (RCA) – teto financeiro
repassado mensalmente aos estados, definido pela União, em cima da
capacidade instalada e população.

II – NOB 01/93

• Reorientou o processo de descentralização;


• Criou instâncias de negociação e normalização no âmbito federal (Comissão
Intergestores Tripartite – CTI) e estadual (Comissão Intergestores Bipartite –
CIB);
• Propõe modalidades de gestão descentralizada:
1. Estados: gestão parcial e semi-plena
2. Municípios: incipientes, parcial e semi-plena;
• Recurso transferidos por produção;

• Introduziu o princípio da limitação de gastos com internações hospitalares a um


teto previamente definido – série históricas do valor da AIH.

III – NOB 01/96

• Caracteriza a responsabilidade sanitária de cada gestor com a atenção à saúde


;
• Intensifica o processo de descentralização: criação de regras para habitação
dos municípios de acordo com a capacidade e desempenho dos municípios;
• Habilitação pela NOB 96: gestão plena da atenção básica e gestão plena do
sistema municipal;
• Definição dos papeis das instancias de governo;
• Responsabilidade dos municípios pela saúde integral;
• Mudança na lógica de alocação de recursos;
• Prioriza a reorganização da atenção básica;
• Introduz inovações na gestão dos sistemas: Programação Pactuada Integrada
(PPI);
• Piso Assistencial Básico (PAB): montante de recursos, per capita, destinados à
atenção básica;
• Incentivos vinculados à Vigilância epidemiológica e sanitária;
• PAB variável; incentivo acrescido ao PAB para implantação de programas
como PACS/PSF.

NOAS 01/2001

• Objetivo geral: promover maior equidade na alocação de recursos e no acesso


da população às ações de saúde em todos os níveis de atenção;
• Fundamentos da regionalização:
1. Integração entre sistemas municipais;
2. Papel coordenador e mediador de gestor estadual;
• Três grupos de estratégias articuladas:
1. Regionalização e organização da assistência;
2. Fortalecimento da capacidade de gestão do SUS;
3. Revisão de critérios de habitação de municípios e estados;
• Adota a estratégia da regionalização como re-orientadora do processo de
descentralização.

EMENTA CONSTITUCIONAL No 29

• Editada em 13/09/2000;
• Assegura a co-participação da união, Estados, DF e municípios no
financiamento das ações e serviços públicos de saúde;
• Estabelece percentuais mínimos das receitas de cada um a serem aplicados
em ações e serviços públicos de saúde, até o exercício de 2004;
• Resulta no aumento e na maior estabilidade dos recursos destinados à saúde.

PACTO PELA SAÚDE

• Publicado na Portaria/GM n 399, de 22 de fevereiro de 2006, contempla


o pacto firmado entre os gestores do SUS, em três dimensões: pela vida, em
defesa dos SUS e de gestão;
• Principais mudanças:
1. Substituição do atual processo de habilitação pela adesão solidária aos termos
de compromisso de gestão;
2. Regionalização solidária e cooperativa como eixo estruturante do processo de
descentralização;
3. Integração das várias formas de repasse dos recursos federais;
4. Unificação dos vários pactos hoje existente.

I – PACTO PELA VIDA

• É o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que


apresentam impacto sobre a situação de saúde da população;
• Prioridades pactuadas:
1. Saúde do Idoso (pessoa com 60 anos ou mais);
2. Controle do câncer do colo do útero e da mama;
3. Redução da mortalidade infantil e materna;
4. Fortalecimento da capacidade de resposta às doenças emergentes e
endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e
influenza.
5. Promoção da saúde;
6. Fortalecimento da Atenção Básica

II – PACTO EM DEFESA DO SUS

• Articulação e apoio à mobilização social pela promoção e desenvolvimento da


cidadania;
• Estabelecimento de diálogo com a sociedade;
• Ampliação e fortalecimento das relações com os movimentos sociais;
• Elaboração e publicação da Carta dos Direitos dos Usuários do SUS;
• Regulamentação da EC n 29 pelo Congresso Nacional;
• Aprovação do orçamento do SUS, composto pelos orçamentos das três esferas
de gestão.

III – PACTO DE GESTÃO


• Diretrizes para a gestão do sistema nos aspectos da:
1. Descentralização
2. Regionalização
3. Financiamento
4. Planejamento
5. Programação Pactuada e Integrada
6. Regulação
7. Participação e Controle Social
8. Gestão do trabalho
9. Educação na Saúde.

NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE

ATENÇÃO BÁSICA À SAÚDE


 Compreende um conjunto de ações, de caráter individual e coletivo, que
engloba a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o tratamento e a
reabilitação;
 Constitui o primeiro nível da atenção do Sistema Único de Saúde.
 É o contato preferencial dos usuários com os sistemas de saúde

DEVE:
 Ser baseada na realidade local
 Considerar os sujeitos em sua singularidade, complexidade, integridade e
inserção sócio-cultural
 Orientar-se:
 Pelos princípios do SUS: universalidade, equidade, integralidade,
controle social, hierarquização
 Pelos princípios próprios: acessibilidade, vínculo, coordenação,
continuidade do cuidado, territorialização e adscrição de clientela,
responsabilização, humanização.

FUNDAMENTOS DA ATENÇÃO BÁSICA


 possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade e
resolutivos;
 efetivar a integralidade em seus vários aspectos;
 desenvolver relações de vínculo e responsabilização entre as equipes e a
população;
 valorizar os profissionais de saúde por meio do estímulo e do
acompanhamento constante de sua formação e capacitação
 realizar avaliação e acompanhamento sistemático dos resultados alcançados,
como parte do processo de planejamento e programação;
 estimular a participação popular e o controle social.

NÍVEIS DE ATENÇÃO À SAÚDE


 PRIMÁRIO: refere-se a promoção da saúde e a proteção específica;
 SECUNDÁRIO: é realizada no individuo sobre a ação de um agente
patogênico;
 TERCIÁRIO: é a prevenção da incapacidade através de medidas de
reabilitação.

ATENÇÃO PRIMÁRIA
• é aquele nível de um sistema de serviço de saúde que oferece a entrada no
sistema para todas as novas necessidades e problemas;
• fornece atenção sobre a pessoa no decorrer do tempo, fornece atenção para
todas as condições, e coordena ou integra a ação fornecida em algum outro
lugar ou por terceiros.(Starfield, 2004)
• A Atenção ou os Cuidados Primários de Saúde, como entendemos hoje,
constituem um conjunto integrado de ações básicas, articulado a um sistema
de promoção e assistência integral à saúde. (Aleixo, 2002)

VIGILÂNCIA SANITÁRIA
CONCEITO
“Conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir
nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de
bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo:
 O controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem
com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao
consumo;
 O controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente
com a saúde.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
CONCEITO
“Conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de
qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou
coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle
das doenças ou agravos.” (Lei 8.080/90)

OBJETIVOS
 Prevenir, controlar, eliminar ou erradicar doenças;
 Evitar ocorrência de casos, óbitos e seqüelas, com repercussão negativa sobre
a sociedade e prestação de serviços de saúde.
FUNÇÕES
 Coleta de dados;
 Processamento de dados coletados;
 Análise e interpretação dos dados processados;
 Recomendação das medidas de controle apropriadas;
 Promoção das ações de controle indicadas;
 Avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas;
 Divulgação de informações pertinentes.

TIPOS DE DADOS
 Demográficos
 Ambientais
 Sócio-econômicos
 Dados de morbidade
 Notificação de casos/surtos
 Dados de mortalidade
ROTEIRO PARA INVESTIGAÇÃO EM VE
 Dados de identificação
 Dados de anamnese e exame físico
 Diagnóstico (suspeitas diagnósticas)
 Informações sobre o meio ambiente (exposições)
 Informações sobre o ambiente de trabalho (exposições)
 Exposições
 Busca ativa de casos
 Busca de pistas

SISTEMAS DE ABRANGÊNCIA NACIONAL

SIM: Sistema de Informação de Mortalidade


SINASC: Sistema de Informação de Nascidos Vivos
SIH: Sistema de Informação Hospitalar
SIA: Sistema de Informação Ambulatorial
SINAN: Sistema de Informação sobre Agravos de Notificações

DADO INFORMAÇÃO

DADO
ÚTIL
ANÁLISE

DECISÃO AÇÃO

PROGRAMA DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE (PACS)

PACS
O exercício da atividade profissional de Agente Comunitário de Saúde deve observar a
Lei nº 10.507/2002, que cria a profissão de Agente Comunitário de Saúde, o Decreto
nº 3.189/1999, que fixa as diretrizes para o exercício da atividade de Agente
Comunitário de Saúde, e a Portaria nº 1.886/1997 (do Ministro de Estado da Saúde),
que aprova as normas e diretrizes do Programa de Agente Comunitário e do Programa
de Saúde da Família.

ATIVIDADES REALIZADAS
 Por meios de ações individuais ou coletivas, o agente comunitário de saúde
realiza atividade de prevenção de doenças e promoção da saúde sob
supervisão do gestor local do SUS (a Secretaria Municipal de Saúde).
 Ao ACS deverá atender entre 400 e 750 pessoas, dependendo das
necessidades locais, e desenvolverá atividades de prevenção de doenças e
promoção da saúde por meio de ações educativas individuais e coletivas, nos
domicílios e na comunidade, sob supervisão competente, como:
 Visita no mínimo uma vez por mês cada família da sua comunidade;
 Identificar situação de risco e encaminhar aos setores responsáveis;
 Pesar e medir mensalmente as crianças menores de dois anos e registrar a
informação no Cartão da Criança;
 Incentivar o aleitamento materno;
 Acompanhar a vacinação periódica das crianças por meio do cartão de
vacinação e de gestantes;
 Orientar a família sobre o uso de soro de reidratação oral para prevenir diarréia
e desidratação em crianças;
 Identificar as gestantes e encaminhá-las ao pré-natal;
 Orientar sobre métodos de planejamento familiar;
 Orientar sobre prevenção da AIDS;
 Orientar a família sobre prevenção e cuidados em situação de endemias;
 Monitorar dermatoses e parasitoses em crianças;
 Realizar ações educativas referentes ao climatério;
 Realizar atividades de educação nutricional nas famílias e na comunidade;
 Realizar atividades de educação em saúde bucal na família com ênfase no
grupo infantil;
 Supervisionar eventuais competentes da família em tratamento domiciliar e dos
pacientes com tuberculose, hanseníase, hipertensão, diabetes e outras
doenças crônicas;
 Realizar atividades de prevenção e promoção da saúde do idoso;
 Identificar portadores de deficiência psicofísica com orientação aos familiares
para apoio necessário no próprio domicílio.

 FUNCIONAMENTO
 Residir na própria comunidade
 Idade mínima de 18 anos;
 Saber ler e escrever;
 Ter disponibilidade de tempo integral par exercer suas atividades.

ESTRATÉGIA OU PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA – ESF/PSF

1. Introdução
O Ministério da Saúde criou, em 1994, o Programa Saúde da
Família (PSF). Seu principal propósito é reorganizar a prática
da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo
tradicional, levando a saúde para mais perto da família e,
com isso, melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.
A estratégia do PSF prioriza as ações de prevenção,
promoção e recuperação da saúde das pessoas, de forma
integral e contínua. O atendimento é prestado na unidade
básica de saúde ou no domicílio, pelos profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares
de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde
da Família. Assim, esses profissionais e a população acompanhada criam vínculos de
co-responsabilidade, o que facilita a identificação e o atendimento aos problemas de
saúde da comunidade.
Diante dos ótimos resultados já alcançados, o Ministério da Saúde está estimulando a
ampliação do número de equipes de Saúde da Família no Brasil. E, para isso, é
fundamental a mobilização das comunidades e dos prefeitos, pois só por intermédio
deles as portas dos municípios se abrirão para a saúde entrar.

Princípios Básicos do PSF


A estratégia do PSF incorpora e reafirma os princípios básicos do Sistema Único de
Saúde (SUS) - universalização, descentralização, integralidade e participação da
comunidade - e está estruturada a partir da Unidade Básica de Saúde da Família, que
trabalha com base nos seguintes princípios:
Integralidade e hierarquização
A Unidade de Saúde da Família está inserida no primeiro nível de ações e serviços do
sistema local de assistência, denominado atenção básica. Deve estar vinculada à rede
de serviços, de forma que se garanta atenção integral aos indivíduos e famílias e que
sejam asseguradas a referência e a contra-referência para clínicas e serviços de maior
complexidade, sempre que o estado de saúde da pessoa assim exigir.
Territorialização e cadastramento da clientela
A Unidade de Saúde da Família trabalha com território de abrangência definido e é
responsável pelo cadastramento e o acompanhamento da população vinculada
(adscrita) a esta área. Recomenda-se que uma equipe seja responsável por, no
máximo, 4.500 pessoas.

Equipe multiprofissional
Cada equipe do PSF é composta, no mínimo, por um médico, um enfermeiro, um
auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitários de saúde (ACS).
Outros profissionais - a exemplo de dentistas, assistentes sociais e psicólogos -
poderão ser incorporados às equipes ou formar equipes de apoio, de acordo com as
necessidades e possibilidades locais. A Unidade de Saúde da Família pode atuar com
uma ou mais equipes, dependendo da concentração de famílias no território sob sua
responsabilidade.
Como começou o PSF
A estratégia do PSF foi iniciada em junho de 1991, com a implantação do Programa de
Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Em janeiro de 1994, foram formadas as
primeiras equipes de Saúde da Família, incorporando e ampliando a atuação dos
agentes comunitários (cada equipe do PSF tem de quatro a seis ACS; este número
varia de acordo com o tamanho do grupo sob a responsabilidade da equipe, numa
proporção média de um agente para 575 pessoas acompanhadas).
Funcionando adequadamente, as unidades básicas do programa são capazes de
resolver 85% dos problemas de saúde em sua comunidade, prestando um
atendimento de bom nível, prevenindo doenças, evitando internações desnecessárias
e melhorando a qualidade de vida da população.

Como funciona o PSF


Atribuições dos membros das equipes:
Médico:
Atende a todos os integrantes de cada família, independente de sexo e idade,
desenvolve com os demais integrantes da equipe, ações preventivas e de promoção
da qualidade de vida da população.
Enfermeiro:
Supervisiona o trabalho do ACS e do Auxiliar de Enfermagem, realiza consultas na
unidade de saúde, bem como assiste às pessoas que necessitam de cuidados de
enfermagem, no domicílio.
Técnico/Auxiliar de enfermagem:
Realiza procedimentos de enfermagem na unidade básica de saúde, no domicílio e
executa ações de orientação sanitária.
Agente Comunitário de Saúde:
Faz a ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo
menos uma vez por mês; realiza o mapeamento de cada área, o cadastramento das
famílias e estimula a comunidade.

Cada equipe é capacitada para:


 conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de
cadastramento e diagnóstico de suas características sociais, demográficas e
epidemiológicas;
 identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos quais a
população que ela atende está exposta;
 ·elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os
determinantes do processo saúde/doença;
 ·prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à
demanda, organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na
comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos serviços
de referência ambulatorial ou hospitalar;
 desenvolver ações educativas e intersetoriais para enfrentar os problemas de
saúde identificados.

Como implantar o PSF


A implantação do Programa Saúde da Família depende, antes de tudo, da
decisão política da administração municipal, que deve submeter a proposta ao
Conselho Municipal de Saúde e discutir o assunto com as comunidades a serem
beneficiadas. O Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais de
Saúde, está empenhado em dar todo o apoio necessário à elaboração do projeto e à
sua implantação, que começa com as seguintes etapas:
• Identificar as áreas prioritárias para a implantação do programa; mapear o
número de habitantes em cada área;
• Calcular o número de equipes e de agentes comunitários necessários;
• Adequar espaços e equipamentos para a implantação e o funcionamento do
programa;
• Solicitar formalmente à Secretaria Estadual de Saúde a adesão do município
ao PSF;
• Selecionar, contratar e capacitar os profissionais que atuarão no programa.

ESTRATÉGIA DA SAÚDE DA FAMÍLIA

principal propósito
 reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo
tradicional, levando a saúde para mais perto da família e, com isso, melhorar a
qualidade de vida dos brasileiros
 O atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio, pelos
profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares/ técnicos de enfermagem e
agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde da
Família.
 Assim, esses profissionais e a população acompanhada criam vínculos de co-
responsabilidade, o que facilita a identificação e o atendimento aos problemas
de saúde da comunidade

Princípios Básicos do PSF


A estratégia do PSF incorpora e reafirma os princípios básicos do Sistema Único de
Saúde (SUS) - universalização, descentralização, integralidade e participação da
comunidade - e está estruturada a partir da Unidade Básica de Saúde da Família, que
trabalha com base nos seguintes princípios:

Integralidade e hierarquização
 A Unidade de Saúde da Família está inserida no primeiro nível de ações e
serviços do sistema local de assistência, denominado atenção básica.
 Deve estar vinculada à rede de serviços, de forma que se garanta atenção
integral aos indivíduos e famílias e que sejam asseguradas a referência e a
contra-referência para clínicas e serviços de maior complexidade, sempre que
o estado de saúde da pessoa assim exigir.

Territorialização e cadastramento da clientela


 A Unidade de Saúde da Família trabalha com território de abrangência definido
e é responsável pelo cadastramento e o acompanhamento da população
vinculada (adscrita) a esta área.
 Recomenda-se que uma equipe seja responsável por, no máximo, 4.500
pessoas.

Equipe multiprofissional
 Cada equipe do PSF é composta, no mínimo, por um médico, um enfermeiro,
um auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes comunitários de saúde
(ACS). Outros profissionais - a exemplo de dentistas, assistentes sociais e
psicólogos - poderão ser incorporados às equipes ou formar equipes de apoio,
de acordo com as necessidades e possibilidades locais. A Unidade de Saúde
da Família pode atuar com uma ou mais equipes, dependendo da
concentração de famílias no território sob sua responsabilidade.

Como começou A ESF


 A ESF foi iniciada em junho de 1991, com a implantação do Programa de
Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Em janeiro de 1994, foram formadas
as primeiras equipes de Saúde da Família, incorporando e ampliando a
atuação dos agentes comunitários (cada equipe do PSF tem de quatro a seis
ACS; este número varia de acordo com o tamanho do grupo sob a
responsabilidade da equipe, numa proporção média de um agente para 575
pessoas acompanhadas).
 Funcionando adequadamente, as unidades básicas do programa são capazes
de resolver 85% dos problemas de saúde em sua comunidade, prestando um
atendimento de bom nível, prevenindo doenças, evitando internações
desnecessárias e melhorando a qualidade de vida da população.

Como funciona A ESF


 Atribuições dos membros das equipes:
Médico:
Atende a todos os integrantes de cada família, independente de sexo e idade,
desenvolve com os demais integrantes da equipe, ações preventivas e de promoção
da qualidade de vida da população.
Enfermeiro:
Supervisiona o trabalho do ACS e do Auxiliar de Enfermagem, realiza consultas na
unidade de saúde, bem como assiste às pessoas que necessitam de cuidados de
enfermagem, no domicílio.
Técnico/Auxiliar de enfermagem:
Realiza procedimentos de enfermagem na unidade básica de saúde, no domicílio e
executa ações de orientação sanitária.
Agente Comunitário de Saúde:
Faz a ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo
menos uma vez por mês; realiza o mapeamento de cada área, o cadastramento das
famílias e estimula a comunidade.

Cada equipe é capacitada para:


 conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de
cadastramento e diagnóstico de suas características sociais;
 demográficas e epidemiológicas;
identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos quais a
população que ela atende está exposta
 elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os
determinantes do processo saúde/doença;
 prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à
demanda, organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na
comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos serviços
de referência ambulatorial ou hospitalar;
 desenvolver ações educativas e intersetoriais para enfrentar os problemas de
saúde identificados.

Como implantar A ESF


 A implantação do Programa Saúde da Família depende, antes de tudo, da
decisão política da administração municipal, que deve submeter a proposta ao
Conselho Municipal de Saúde e discutir o assunto com as comunidades a
serem beneficiadas.
 O Ministério da Saúde, juntamente com as Secretarias Estaduais de Saúde,
está empenhado em dar todo o apoio necessário à elaboração do projeto e à
sua implantação, que começa com as seguintes etapas:
 identificar as áreas prioritárias para a implantação do programa; mapear o
número de habitantes em cada área;
 calcular o número de equipes e de agentes comunitários necessários;
 adequar espaços e equipamentos para a implantação e o funcionamento do
programa;
 solicitar formalmente à Secretaria Estadual de Saúde a adesão do município a
ESF;
 selecionar, contratar e capacitar os profissionais que atuarão no programa.

A Produção do Cuidado na SF
Modelo tradicional
 Atenção centrada na doença
 Atua sobre a demanda espontânea
 Ênfase na medicina curativa
 Trata o indivíduo como objeto da ação
Saúde da Família
 Atenção centrada na saúde
 Responde à demanda de forma continuada e racional.
 Ênfase na integralidade da assistência - Cuidado
 O indivíduo é sujeito, integrado à família, ao domicílio e à comunidade

PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE DO IDOSO - PAISI

# SAÚDE DO IDOSO
Refere-se à saúde e bem-estar das pessoas de idade avançada e à
prestação de cuidados de saúde adaptados aos problemas especiais dessas pessoas.

# OBJETIVO DO PAISI

Envolve um conjunto de ações voltadas para:


 Promoção
 Prevenção
 Recuperação da saúde ou manutenção de uma qualidade de vida, a mais
digna possível.

# ASSISTÊNCIA ESPECÍFICA AO IDOSO

SUPORTE FAMILIAR E SOCIAL


 Teoria Sistêmica onde as famílias são compreendidas como sistemas
baseados nas relações, com base em ganhos e perdas, distribuição do poder
de cada um de seus membros, estabelecimento de papéis, desenvolvimento de
códigos, simbologias e significados para atitudes e relações;
 Todos os membros familiares acabam desempenhando tarefas e assumindo
papéis para que o Sistema Familiar funcione. Dentre tantas funções e papéis
possíveis de serem desenvolvidos pelos diversos membros familiares, duas
estão sempre presentes: o prover e o cuidar.

AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DO CUIDADOR


 Suas tarefas envolvem o acompanhamento nas atividades diárias, como auxílio
na alimentação, higiene pessoal, medicação de rotina entre outros; auxiliando
na recuperação e na qualidade de vida dessa pessoa;
 O ato de cuidar é voluntário e complexo, tomado por sentimentos diversos e
contraditórios como raiva, culpa, medo, angústia, confusão, cansaço, estresse,
tristeza, nervosismo, irritação e choro;
 É importante avaliar a presença de estresse entre os cuidadores. Isso pode se
um fator de risco da ocorrência de situações de violência contra os idosos ou
de adoecimento do próprio cuidador;

VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR E MAUS TRATOS


 define-se a violência contra esse grupo etário como “o ato (único ou
repetido) ou omissão que lhe cause dano físico ou aflição e que se produz
em qualquer relação na qual exista expectativa de confiança";
 A violência contra idosos se manifesta nas formas: estrutural, que ocorre
pela desigualdade social e é naturalizada nas expressões da pobreza, da
miséria e da discriminação; interpessoal que se refere nas relações
cotidianas; e institucional, que se reflete na aplicação ou omissão da gestão
das políticas sociais e pelas instituições de assistência;
 A violência intrafamiliar, importante representação da violência interpessoal,
é toda ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física,
psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de outro
membro da família.

#TIPOS DE VIOLÊNCIA
a) Violência física
São manifestações interpessoais que se utilizam do uso da força física para compelir o
(a) idoso (a) a fazer o que não deseja, para ferir-lhe, provocar-lhe dores,
incapacidades ou a morte.
b) Violência sexual
A violência sexual contra idosos é impetrada por pessoa com relação de poder (força
física, coerção ou intimidação psicológica, ameaças) sobre o outro/outra e é
caracterizada como ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional que visa
obter excitação ou satisfação sexual do agressor/agressora. Inclui, entre outras:
carícias não desejadas, penetração oral, anal ou vaginal, com pênis ou objetos de
forma forçada, masturbação forçada, uso de linguagem erotizada em situação
inadequada, ser forçado a ter ou presenciar relações sexuais com outras pessoas
além do casal e impedimento do uso de preservativo.

c) Violência psicológica
É toda ação ou omissão (agressões verbais ou gestuais) que causa ou visa causar
dano à auto-estima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa idosa.

d) Violência econômica ou financeira ou patrimonial


É a forma de violência que se expressa na exploração indevida ou ilegal dos idosos ou
ao uso não consentido por eles de seus recursos financeiros ou patrimoniais.

e) Violência institucional
É aquela exercida nos/pelos próprios serviços públicos, por ação ou omissão. Pode
incluir desde a dimensão mais ampla da falta de acesso à má qualidade dos serviços

f) Abandono/negligência
O abandono/negligência é caracterizado pela falta de atenção para atender às
necessidades da pessoa idosa

g) Auto-negligência
É a violência da pessoa idosa contra si mesma (conduta) ameaçando sua própria
saúde ou segurança.

VISITA DOMICILIAR

A ESF busca entender a família em SEU ESPAÇO SOCIAL E FAMILIAR - ricos em


relações, interações e conflitos...

A visita domiciliar é uma ferramenta preciosa para as equipes de saúde atuarem no


campo da promoção da saúde, prevenção e tratamento de agravos e reabilitação das
famílias sob sua responsabilidade sanitária.

 Quando visitar?
 Quem visitar?
 Qual a freqüência das visitas domiciliares na agenda de uma equipe?
 Qual integrante da equipe deve realizar as visitas?
 Por que visitar?
 Como visitar?
Como resposta à todas essas perguntas, lembra-se das diretrizes e princípios
organizativos do SUS:

 EQÜIDADE- Tratar desigualmente aos desiguais


 UNIVERSALIDADE:...a saúde- em seu sentido mais abrangente- é um direito
de todos e dever do Estado.
 INTEGRALIDADE:As ESF devem compreender o paciente como um ser
humano não fragmentado que vive e convive em uma família...que está
inserida em uma comunidade...
Acessibilidade, trabalho em equipe, participação da comunidade...

Qual (is) integrantes da equipe de saúde da família deve ser responsável pela
visita domiciliar?
 O ACS deve realizar no mínimo uma visita/mês para todas as famílias de sua
microárea.
 O médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, dentista também devem
realizar visitas domiciliares planejadas pela equipe, de acordo com suas
competências específicas e relacionadas ao campo de saberes comum da
ESF.

POR QUE VISITAR?


 As visitas devem ser planejadas pela equipe e possuir objetivos claros, mas
não “fechados”;
 Desde o momento do planejamento de uma visita domiciliar até sua efetivação,
a equipe está planejando uma melhor aproximação da realidade do sujeito ou
grupo que se pretende observar ou atender;

QUANDO VISITAR?
 Nem sempre a hora ou dia que a equipe escolhe para uma visita é propício ao
seu desenvolvimento:
Ex: “mau do sétimo dia”, feriados, hora das refeições, trabalho, “pico de violência”
etc...

A programação das Visitas domiciliares à serem realizadas pelas equipes de saúde da


família deve ser realizada na Roda da equipe (Rodinha)...
... compartilhando os saberes sobre os pacientes e suas famílias e a responsabilidade
sanitária sobre estes...

QUEM VISITAR?

...os principais problemas deveriam ser identificados na comunidade, mediante


estudos epidemiológicos, que orientariam a “oferta organizada”- incluindo a oferta da
visita domiciliar...

Todas as famílias da área de abrangência das equipes podem ser visitadas, caso a
equipe de saúde da família julgue necessário...
Os pacientes acamados são um dos grupos que necessitam visitas domiciliares dos
integrantes das Equipes de Saúde da Família, mas não o único.

COMO PRIORIZAR AS VISITAS?


 “o gerente da unidade empurra tantas visitas pra gente fazer!”
 “os acs tem todo dia 4 ou 5 pacientes para visita !”
 “hoje chegou uma mulher botando buneco exigindo visita para mãe dela!”
 “tem uma visita para autorizar o colchão dàgua”
 “falta acs na minha equipe”

Aplicação de Questionário para avaliação o Risco e Vulnerabilidade familiar...

...para que a equipe decida de forma equânime quais famílias devem ser
prioritariamente visitadas e por qual (quais) integrantes da equipe de saúde.

VISITA DO PUERPÉRIO:
 Todo bebê e sua família devem ser visitados durante a 1º semana após o
nascimento por um dos integrantes da equipe de saúde da família.
 Os ACS devem informar à equipe sobre o nascimento de crianças em suas
microáreas.
 De preferência por toda a equipe de saúde da família (se possível)...

AÇÕES À SEREM REALIZADAS NA VISITA DO PUERPÉRIO:


 1- Orientar e incentivar o aleitamento materno exclusivo e em livre demanda;
 2- Avaliação do RN quanto ao estado geral, presença de icterícia, coto
umbilical, etc;
 3- Exame clínico do RN;
 4- Avaliação do puerpério;
 5- Verificar se o RN recebeu as vacinas contra hepatite B e BCG;
 6- Vacinar a mãe contra rubéola caso esta ainda não tenha sido vacinada;
 7- Avaliação e orientações sobre a saúde bucal do bebê e sua família;
• 8- verificar se o rn realizou o teste do pezinho no 5º dia de vida;
 9- Avaliar a dinâmica familiar e as condições ambientais para o bem estar físico
e psicológico da mãe e do bebê;
 10- Incentivar a participação do pai nos cuidados com o bebê;
• 11- Verificar o estado vacinal e nutricional dos demais integrantes da família;
• 12- Estabelecer vínculos entre a equipe de saúde e a família do bebê,
• 13- Convidar a mãe, pai e bebê para a consulta do 15º de vida e/ou grupo de
crianças...

Pacientes com diagnóstico de tuberculose:


 A família deverá receber visita domiciliar do médico ou enfermeiro para exame
clínico dos contactantes; avaliação do ambiente, etc.
 Como a TB está usualmente relacionada a baixas condições de vida, a equipe
deverá pesquisar outros agravos como anemia, desnutrição, etc...
 O paciente deverá receber visita domiciliar do ACs e/ou auxiliar de
enfermagem para o DOTS- estratégia do tratamento supervisionado, que pode
ser realizado na Unidade de saúde ou no domicílio;
 A medicação deverá ser ingerida em dose única diária, em jejum;
A supervisão deverá ser feita com pelo menos 3 observações semanais nos primeiros
dois meses e uma observação por semana até o final.

Pacientes com diagnóstico de hanseníase:


 O paciente e sua família deverão ser visitados pelo médico e/ou enfermeiro da
equipe de saúde para avaliação clínica dos contactantes;
 O DOTS pode ser realizado na Unidade ou no domicílio

Não apenas o idoso imobilizado/acamado deverá ser visitado pela equipe de


saúde...
 Avaliação do risco de quedas;
 Avaliação e capacitação do cuidador;
 Vacinação do paciente idoso e de toda a família se necessário;
 Avaliação funcional do paciente em seu ambiente...

Visita domiciliar a asilos, creches, instituições...


Visita domiciliar à prostíbulos e outros ambientes excluídos socialmente...

Princípios para Visita Domiciliar:


 ÉTICA- Sigilo e privacidade...
 Agir de forma profissional, com naturalidade, mas sem intimidade com o sujeito
visitado...

SUGESTÕES PARA UMA BOA VISITA DOMICILIAR:


 SER EDUCADO E CORTÊS;
 TER EMPATIA;
 RESPEITAR OS ESPAÇOS E ROTINAS DO DOMICÍLIO;
 AMPLIAR A ABORDAGEM PACIENTE-FAMÍLIA-MEIO;
 APROVEITAR DO ESPAÇO,TEMPO E OPORTUNIDADE O MÁXIMO
POSSÍVEL;
A visita domiciliar deve ser o mais efetiva, eficiente e eficaz possível...

As equipes devem utilizar a visita domiciliar para executarem o maior número possível
de ações para promoção da saúde, prevenção e tratamento de agravos, reabilitação.
É papel do profissional ao visitar, acessar o máximo de esclarecimentos e informações
possíveis ao que for demandado...
Ser crítico e observador sem ser constrangedor ou invasivo...
Dizer a que veio e colocar-se a disposição para conversa amiga e honesta.

DOCUMENTAÇÃO (POR ESCRITO) DA VISITA DOMICILIAR:

Síntese dos relatos orais, observações, encaminhamentos e condutas ser relatados


por escrito, de preferência em prontuário familiar que tenha espaço reservado para a
VD.
Quanto tempo deve durar uma visita domiciliar?
 “A concepção de um tempo único capaz de revelar significados da vida de um
indivíduo ou grupo só pode resultar em uma leitura resumida da realidade
observada ou estimular o ocultamento da verdade por parte de quem é
observado”
 A adversidade dos fenômenos precisa de tempo para manifestar-se aos olhos
do visitador!
“Não tenham a pretensão, portanto, de realizar aquela “visitinha rápida” de meia
hora ou menos!”
 “ Comunico-lhe amigo, que o tempinho da visita terá que ser ampliado!”
 Caso contrário você está fingindo que fez uma visita profissional!

Reserve a VD o tempo compatível com a visão que irá orientá-la...

 Prever uma ou duas horas pode ser favorável, mas se a duração será
inferior ou superior a isso, o próprio processo dirá...
 Ex: Paciente com pressa para preparar o almoço, “imprevistos” como
descoberta de gestação em adolescente...

A visita domiciliar é um instrumento que facilita o trabalho do médico e equipe de


saúde, junto a seus pacientes e suas famílias
Não sendo restrita à determinado ciclo de vida e/ou patologia e não sendo função
exclusiva dos ACS.

A VISITA DOMICILIAR:
 Diferencial do MFC de outras especialidades médicas- Clínica ampliada
 Visão humanizada
 Contextualização familiar e social
 Vínculo com paciente e família
 Facilita a adesão ao tratamento
 Relação MFC e paciente