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DIREITO PENAL A Pena 08 IntroduÁ„o NoÁıes Gerais Preceito e SanÁ„o: Toda norma jurÌdica se

DIREITO PENAL

DIREITO PENAL A Pena 08 IntroduÁ„o NoÁıes Gerais Preceito e SanÁ„o: Toda norma jurÌdica se compıe
DIREITO PENAL A Pena 08 IntroduÁ„o NoÁıes Gerais Preceito e SanÁ„o: Toda norma jurÌdica se compıe

A Pena

DIREITO PENAL A Pena 08 IntroduÁ„o NoÁıes Gerais Preceito e SanÁ„o: Toda norma jurÌdica se compıe
08

08

DIREITO PENAL A Pena 08 IntroduÁ„o NoÁıes Gerais Preceito e SanÁ„o: Toda norma jurÌdica se compıe
IntroduÁ„o
IntroduÁ„o

IntroduÁ„o

IntroduÁ„o

NoÁıes Gerais

Preceito e SanÁ„o:

Toda norma jurÌdica se compıe de dois elementos: preceito e sanÁ„o (preceito secund·rio). O preceito exprime a proibiÁ„o e o comando, endereÁado ‡ conduta. A sanÁ„o È a conseq¸Íncia de descumprimento do preceito. Assim, o direito ser· sempre um imperativo sancionado. Nem sempre, porÈm, a sanÁ„o impor· uma medida coativa, a n„o ser no campo penal.

Conceito de Pena:

Pena È a sanÁ„o que o Estado impıe ‡queles que insurgem contra seu ordenamento jurÌdico. As penas podem ser:

a) homogÍneas: quando participam da mesma natureza do comportamento ou da prestaÁ„o impostas pelo comando normativo;

b) heterogÍneas: impeditivas (que incidem sobre o mesmo bem jurÌdico objeto da obrigaÁ„o) e as aflitivas (que refletem sobre o agente, atingindo um bem jurÌdico totalmente diverso daquele que È objeto da obrigaÁ„o). A pena como sanÁ„o heterogÍnea aflitiva tÌpica, È prevista pela norma penal.

DefiniÁ„o de Soller:

ìA pena È uma sanÁ„o aflitiva imposta pelo Estado, atravÈs da aÁ„o penal, ao autor de uma infraÁ„o (penal), como retribuiÁ„o de seu ato ilÌcito, consistente na diminuiÁ„o de um bem jurÌdico e cujo fim È evitar novos delitosî.

Finalidades da Pena:

S„o finalidades da pena:

a) ressocializaÁ„o;

b) retribuiÁ„o;

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c)

prevenÁ„o.

CaracterÌsticas das Penas:

a) personalidade: atinge somente o autor do crime;

b) legalidade: o princÌpio da legalidade consiste na existÍncia prÈvia de lei para a imposiÁ„o da pena (nulla poena sine lege), previsto no artigo 1° do CÛdigo Penal;

c) inderrogabilidade: constitui-se na certeza de sua aplicaÁ„o;

d) proporcionalidade: cada crime deve ser reprimido com uma sanÁ„o proporcional ao mal por ele causado.

As EspÈcies de Penas
As EspÈcies de Penas

As EspÈcies de Penas

As EspÈcies de Penas

NoÁıes Gerais

Doutrinariamente, as penas classificam-se em:

1) Corporais: atingem a prÛpria integridade fÌsica do criminoso, s„o as mutilaÁıes, aÁoites e a morte.

2) Privativas de liberdade: pris„o perpÈtua ou tempor·ria.

3) Restritivas de liberdade: podem ser de: banimento (saÌda do paÌs), degredo ou confinamento (residÍncia em local determinado) ou desterro (saÌda do territÛrio da comarca).

4) Pecuni·rias: multa ou confisco.

5) Privativas e restritivas de direitos: sanÁıes que retiram ou diminuem direitos dos condenados.

A Pena de Morte:

Os defensores entendem ser a ˙nica que realmente intimida o delinq¸ente perigoso, sendo um meio

eficaz

imprestabilidade:

e econÙmico de proteÁ„o ‡

sociedade. Os opositores alinham-se em sÌntese sua

a) muitos dos crimes com ela punidos s„o praticados por doentes mentais;

b) injustiÁas seriam cometidas pela desigualdade social e severidade dos tribunais competentes;

c) grande n˙mero de erros judici·rios;

d) possui car·ter criminÛgeno;

e) a proteÁ„o da sociedade pode ser assegurada pela pris„o perpÈtua;

f) n„o existe exemplaridade;

g) proteÁ„o do direito ‡ vida.

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! No Brasil sÛ existe a pena de morte no caso de guerra declarada (prevista

!

! No Brasil sÛ existe a pena de morte no caso de guerra declarada (prevista no
! No Brasil sÛ existe a pena de morte no caso de guerra declarada (prevista no

No Brasil sÛ existe a pena de morte no caso de guerra declarada (prevista no CÛdigo Penal Militar).

! No Brasil sÛ existe a pena de morte no caso de guerra declarada (prevista no

ProibiÁ„o Constitucional:

A ConstituiÁ„o Federal proÌbe determinados tipos de pena, a saber:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;

b) de car·ter perpÈtuo;

c) de trabalhos forÁados;

d) de banimento;

e) cruÈis.

Penas do CÛdigo Penal:

O CÛdigo Penal adota as seguintes penas:

Art. 32. As penas s„o:

I - privativas de liberdade;

II - restritivas de direitos;

III - de multa.

As Penas Privativas de Liberdade

EspÈcies de Penas Privativas de Liberdade:

As penas privativas de liberdade podem ser:

a) pris„o simples: ocorre nas contravenÁıes penais, È uma pris„o mais branda;

b) detenÁ„o;

c) reclus„o.

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! O CÛdigo Penal adotou o sistema das penas relativamen te indeterminadas (de tanto a tantos

O CÛdigo Penal adotou o sistema das penas relativamente indeterminadas (de tanto a tantos anos).

! O CÛdigo Penal adotou o sistema das penas relativamen te indeterminadas (de tanto a tantos

DiferenÁas das Penas de Reclus„o e DetenÁ„o:

Reclus„o

DetenÁ„o

Crimes mais graves

Crimes mais leves

Pode iniciar em regime fechado

Inicia-se em regime semi-aberto ou aberto

Maior dificuldade na obtenÁ„o de benefÌcios

Mais facilidade na obtenÁ„o de benefÌcios

penitenci·rios

Impede que a Autoridade Policial conceda fianÁa, sÛ o juiz

O Delegado Policial pode arbitrar fianÁa

Medida de seguranÁa detentiva

Possibilidade de tratamento ambulatorial

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Nos crimes praticados pelos pais, tutores e curadores contra os filhos, tutelados e curatelados, levam ‡ incapacidade para o exercÌcio do p·trio poder, tutela e curatela

Os delitos apenados com detenÁ„o, em princÌpio n„o implicam na incapacidade do exercÌcio do p·trio poder, tutela e curatela.

Possibilidade de pris„o preventiva

Possibilidade de pris„o preventiva em algumas hipÛteses

Permite a pris„o tempor·ria (Lei 7.960/89)

N„o permite a pris„o tempor·ria

EvoluÁ„o dos Regimes Penitenci·rios:

1) Sistema Pensilv‚nico ou Celular:

Nada mais era que o confinamento e isolamento absoluto dos presos mais perigosos em celas individuais.

2) Sistema Auburn, ou Silent System:

Os presos n„o podiam falar entre si mas apenas com os guardas; adotava-se o trabalho em comum.

3) Sistema Progressivo InglÍs ou Mark System:

Apresentava as seguintes caracterÌsticas:

a) isolamento celular diurno e noturno;

b) trabalho em comum com silÍncio absoluto durante o dia e segregaÁ„o ‡ noite;

c) liberdade condicional.

4) Sistema Progressivo IrlandÍs:

Adotou-se mais um perÌodo intermedi·rio onde o preso trabalhava fora e voltava para dormir na cadeia.

5) Sistema de Montesinos (1853):

Diminuiu o rigor dos castigos para dar maior import‚ncia ‡s relaÁıes pessoais procurando construir uma relaÁ„o baseada na confianÁa recÌproca.

! O Brasil n„o adotou especificamente nenhum dos sistemas progressivos mencionados, mas um sistema progressivo,

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! O Brasil n„o adotou especificamente nenhum dos sistemas progressivos mencionados, mas um sistema progressivo, pelo
! O Brasil n„o adotou especificamente nenhum dos sistemas progressivos mencionados, mas um sistema progressivo, pelo
! O Brasil n„o adotou especificamente nenhum dos sistemas progressivos mencionados, mas um sistema progressivo, pelo

O Brasil n„o adotou especificamente nenhum dos sistemas progressivos mencionados, mas um sistema progressivo, pelo qual, na dependÍncia da pena aplicada, o sentenciado vai ingressando em regimes sucessivamente mais brandos que o inicial.

na dependÍncia da pena aplicada, o sentenciado vai ingressando em regimes sucessivamente mais brandos que o
na dependÍncia da pena aplicada, o sentenciado vai ingressando em regimes sucessivamente mais brandos que o

Regimes de Cumprimento da Pena:

Art. 33. A pena de reclus„o deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenÁ„o, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferÍncia a regime fechado.

ß 1 - Considera-se:

a) regime fechado a execuÁ„o de pena em estabelecimento de seguranÁa m·xima ou mÈdia;

b) regime semi-aberto a execuÁ„o da pena em colÙnia agrÌcola, industrial ou estabelecimento similar;

c) regime aberto a execuÁ„o da pena em casa do albergado ou estabelecimento adequado.

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ß 2 - As penas privativas de liberdade dever„o ser executadas em forma progressiva, segundo o mÈrito do condenado, observados os seguintes critÈrios e ressalvadas as hipÛteses de transferÍncia a regime mais rigoroso:

a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos dever· comeÁar a cumpri-la em regime fechado;

b) o condenado n„o reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e n„o exceda a 8

(oito), poder· desde o princÌpio, cumpri-la em regime semi-aberto;

c) o condenado n„o reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poder·,

desde o inÌcio, cumpri-la em regime aberto.

ß 3 - A determinaÁ„o do regime inicial de cumprimento da pena far-se-· com observ‚ncia dos critÈrios previstos no ar. 59 deste CÛdigo.

Regime Inicial de Cumprimento da Pena:

O regime inicial de cumprimento da pena pode ser fechado, semi-aberto ou aberto. A opÁ„o pelo regime inicial da execuÁ„o cabe ao juiz da sentenÁa. Para a fixaÁ„o dos regimes, deve tambÈm o juiz observar os critÈrios previstos no art. 59.

Fechado

Condenados ‡ pena de reclus„o reincidentes e/ou com pena superior a 8 anos

Semi - Aberto

Condenados ‡ pena de reclus„o n„o reincidentes e com pena entre 4 e 8 anos Condenados ‡ pena de detenÁ„o reincidentes e/ou com pena superior a 4 anos

 

Aberto

Condenados n„o reincidentes com pena igual ou inferior a 4 anos

Regras do Regime Fechado:

Art. 34. O condenado ser· submetido, no inÌcio do cumprimento da pena, a exame criminolÛgico de classificaÁ„o para individualizaÁ„o da execuÁ„o.

ß 1 O condenado fica sujeito a trabalho no perÌodo diurno e a isolamento durante o repouso noturno.

ß 2 O trabalho ser· comum dentro do estabelecimento, na conformidade das aptidıes ou ocupaÁıes anteriores do condenado, desde que compatÌveis com a execuÁ„o da pena.

ß 3 O trabalho externo È admissÌvel, no regime fechado, em serviÁos e obras p˙blicas.

Regras do Regime Semi-Aberto:

Art. 35. Aplica-se a norma do art. 34 deste CÛdigo, caput, ao condenado que inicie o cumprimento da pena em regime semi-aberto.

ß 1 O condenado fica sujeito a trabalho comum durante o perÌodo diurno, em colÙnia agrÌcola, industrial ou estabelecimento similar.

È

profissionalizantes, de instruÁ„o de segundo grau ou superior.

ß

2

O

trabalho

externo

admissÌvel,

bem

como

a

Regras do Regime Aberto:

freq¸Íncia

Art. 36. O regime aberto baseia-se na auto disciplina e senso de condenado.

a

cursos

supletivos

responsabilidade do

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ß 1 O condenado dever·, fora do estabelecimento e sem vigil‚ncia, trabalhar, freq¸entar curso

ou exercer atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o perÌodo noturno e nos dias

de folga.

ß 2 O condenado ser· transferido do regime aberto, se praticar fato definido como crime

doloso, se frustar os fins da execuÁ„o ou se, podendo, n„o pagar a multa cumulativamente aplicada.

Regime Especial:

Art. 37. As mulheres cumprem pena em estabelecimento prÛprio, observado-se os deveres e direitos inerentes ‡ sua condiÁ„o pessoal, bem como, no que couber, o disposto neste CapÌtulo.

Direitos do Preso:

Art. 38 O preso conserva todos os direitos n„o atingidos pela perda da liberdade, impondo-se a todas as autoridades o respeito ‡ sua integridade fÌsica e moral.

Trabalho do Preso:

Art. 39. O trabalho do preso ser· sempre remunerado, sendo-lhe garantidos os benefÌcios da PrevidÍncia Social.

Lei de ExecuÁ„o Penal:

Art. 40 - A legislaÁ„o especial regular· a matÈria prevista nos arts. 38 e 39 deste CÛdigo, bem como especificar· os deveres e direitos do preso, os critÈrios para revogaÁ„o e transferÍncia dos regimes e estabelecer· as infraÁıes disciplinares correspondentes sanÁıes.

SuperveniÍncia de DoenÁa Mental:

Art. 41 - O condenado a quem sobrevÈm doenÁa mental deve ser recolhido a hospital de custÛdia

e tratamento psiqui·trico ou, ‡ falta, a outro estabelecimento adequado.

DetraÁ„o:

DetraÁ„o penal È o cÙmputo na pena privativa de liberdade e na medida de seguranÁa do tempo de pris„o provisÛria ou administrativa e o de internaÁ„o em hospital ou manicÙmio. A competÍncia para o reconhecimento da detraÁ„o È do Juiz da ExecuÁ„o.

Art. 42 - Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de seguranÁa, o tempo de pris„o provisÛria, no Brasil ou no estrangeiro, o de pris„o administrativa e o de internaÁ„o em qualquer dos estabelecimentos referidos no artigo anterior.

As Penas Restritivas de Direitos

Art. 43 - As penas restritivas de direitos s„o:

I - prestaÁ„o pecuni·ria;

II - perda de bens e valores;

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III

- (vetado);

IV - prestaÁ„o de serviÁos ‡ comunidade ou a entidades p˙blicas;

V - interdiÁ„o tempor·ria de direitos;

VI - limitaÁ„o de fim de semana.

AplicaÁ„o das Penas Restritivas de Direito:

Requisitos

Delitos culposos ou delitos dolosos com pena atÈ 4 anos e sem violÍncia ou grave ameaÁa contra a pessoa

Pena de atÈ 1 ano: substituiÁ„o simples - multa ou pena restritiva de direitos

Objetivos

Pena superior a 1 ano: pena restritiva de direitos e multa ou duas restritivas de direito

Requisitos

RÈu n„o reincidente no mesmo crime

Subjetivos

IndicaÁ„o de que a substituiÁ„o È suficiente baseada em: culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do condenado e circunst‚ncias do fato

Art. 44. As penas restritivas de direito s„o autÙnomas e substituem as privativas de liberdade

quando:

I - se tratar de crime culposo ou for aplicada pena privativa de liberdade n„o superior a 4

(quatro) anos, excluÌda a hipÛtese de crime cometido com violÍncia ou grave ameaÁa contra a

pessoa;

II - o rÈu n„o for criminoso habitual ou reincidente na pr·tica do mesmo crime.

III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem

como os motivos e as circunst‚ncias indicarem que essa substituiÁ„o seja suficiente.

ß 1 - (vetado).

ß 2 - Na condenaÁ„o igual ou inferior a 1 (um) ano, a substituiÁ„o pode ser feita por multa ou

por uma pena restritiva de direitos. Se superior a 1 (um) ano, a pena privativa de liberdade pode

ser substituÌda por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direito.

ß 3 - Se o condenado for reincidente, o juiz poder· aplicar a substituiÁ„o, desde que, em face de condenaÁ„o anterior, a medida seja socialmente recomend·vel e a reincidÍncia n„o se tenha operado em virtude da pr·tica do mesmo crime.

ß 4 - A pena restritiva de direito converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o

descumprimento injustificado da restriÁ„o imposta. No c·lculo da pena privativa de liberdade a executar ser· deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos, respeitado o saldo

mÌnimo de 30 dias de detenÁ„o ou reclus„o.

ß 5 - Sobrevindo condenaÁ„o a pena privativa de liberdade, por outro crime, o juiz da execuÁ„o

penal decidir· sobre a convers„o, podendo deixar de aplic·-la se for possÌvel ao condenado

cumprir a pena substitutiva anterior.

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Convers„o das Penas Restritivas de Direitos:

Art. 45. Na aplicaÁ„o da substituiÁ„o prevista no artigo anterior, proceder-se-· na forma dos arts. 46, 47 e 48.

PrestaÁ„o Pecuni·ria:

ß 1 - A prestaÁ„o pecuni·ria consiste no pagamento em dinheiro ‡ vÌtima, a seus dependentes

ou a entidade p˙blica ou privada com destinaÁ„o social, de import‚ncia fixada pelo juiz, n„o

inferior a 1 (um) sal·rio mÌnimo, nem superior a 360 (trezentos e sessenta) sal·rio mÌnimos. O valor pago ser· deduzido do montante de eventual condenaÁ„o em aÁ„o de reparaÁ„o civil, se coincidentes os benefici·rios.

ß 2 - No caso do par·grafo anterior, se houver aceitaÁ„o do benefici·rio, a prestaÁ„o

pecuni·ria pode consistir em prestaÁ„o de outra natureza.

Perda de Bens e Valores:

ß 3 - A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-· ressalvada a legislaÁ„o especial, em favor do Fundo Penitenci·rio Nacional, e seu valor ter· _ o que for maior _ o montante do prejuÌzo causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro, em consequÍncia da pr·tica do crime.

PrestaÁ„o de ServiÁos ‡ Comunidade ou a Entidades P˙blicas:

Art. 46. A prestaÁ„o de serviÁos ‡ comunidade ou entidade p˙blicas È aplic·vel ‡s condenaÁıes superiores a 6 (seis) meses de privaÁ„o da liberdade.

ß 1 - A prestaÁ„o de serviÁos ‡ comunidade ou a entidades p˙blicas consiste na atribuiÁ„o de tarefas gratuitas ao condenado.

ß 2 - A prestaÁ„o de serviÁo ‡ comunidade dar-se-· em entidades assistÍnciais, hospitais, escolas, orfanatos e outros estabelecimentos congÍneres, em programas comunit·rios ou estatais.

ß 3 - As tarefas a que se refere o ß 1. ser„o atribuÌdas conforme as aptidıes do condenado, devendo ser cumpridas ‡ raz„o de 1 (uma) hora de tarefa por dia de condenaÁ„o, fixadas de modo a n„o prejudicar a jornada normal de trabalho.

ß 4 - Se a pena substituÌda for superior a 1 (um) ano, È facultado ao condenado cumprir a pena

substitutiva em menor tempo (art. 55), nunca inferior ‡ metade da pena privativa de liberdade fixada.

InterdiÁ„o Tempor·ria de Direitos:

N„o tem aplicaÁ„o genÈrica, devendo ser aplicada em casos especiais e quando a interdiÁ„o guarda relaÁ„o com a espÈcie de delito.

Art. 47. As penas de interdiÁ„o tempor·ria de direito s„o:

I - proibiÁ„o do exercÌcio de cargo, funÁ„o ou atividade p˙blica, bem como de mandato eletivo;

II - proibiÁ„o do exercÌcio de profiss„o, atividade ou ofÌcio que dependam de habilitaÁ„o

especial, de licenÁa ou autorizaÁ„o do poder p˙blico;

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III

- suspens„o de autorizaÁ„o ou de habilitaÁ„o para dirigir veÌculo.

IV - proibiÁ„o de frequentar determinados lugares.

!

!
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! Entende-se que o inciso III esteja revogado tacitamente pelo CTB.

Entende-se que o inciso III esteja revogado tacitamente pelo CTB.

! Entende-se que o inciso III esteja revogado tacitamente pelo CTB.

LimitaÁ„o de Fim de Semana:

Art. 48. A limitaÁ„o de fim de semana consta na obrigaÁ„o de permanecer, aos s·bados e domingos, por 5(cinco) horas di·rias, em casa do albergado ou outro estabelecimento adequado.

Par·grafo ˙nico. Durante a permanÍncia poder„o ser ministrados ao condenado cursos e palestras ou atribuÌdas atividades educativas.

A Pena de Multa

Penas Pecuni·rias:

A doutrina classifica as penas pecuni·rias em:

a) confisco;

b) indenizaÁ„o ao ofendido;

c) multa

Vantagens:

S„o vantagens das penas pecuni·rias:

a) mantÈm o respeito da personalidade;

b) n„o afasta o condenado da famÌlia;

c) È destituÌda de conotaÁ„o infamante;

d) n„o acarreta nenhum Ùnus para o Estado, podendo atÈ representar fonte de recursos.

Sistemas:

Os sistemas de aplicaÁ„o da multa podem ser:

a) cl·ssico: soma global envolvendo a gravidade do delito e a condiÁ„o financeira do delinq¸ente;

b) sistema temporal de multa (multa escalonada): quantia onde a sanÁ„o pecuni·ria È deferida

de modo que reduz o padr„o de vida do delinq¸ente sendo paga mensalmente.

c) sistema do dia multa: È adotada pelo CÛdigo Penal vigente, sendo composta por um mecanismo bif·sico (n˙mero e valor).

A Multa:

Art. 49. A pena de multa consiste em pagamento ao fundo penitenci·rio de quantia fixada na sentenÁa e calculada em dias-multa. Ser·, no mÌnimo, de 10 (dez) e, no m·ximo, de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa.

ß 1 O valor do dia-multa ser· fixado pelo juiz n„o podendo ser inferior a um trigÈsimo do maior sal·rio mÌnimo mensal vigente ao tempo do fato, nem superior a 5 (cinco) vezes esse sal·rio.

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ß 2 O valor da multa ser· atualizado, quando da execuÁ„o, pelos Ìndices de correÁ„o monet·ria.

Pagamento da Multa:

Art. 50. A multa deve ser paga dentro de 10(dez) dias depois de transitada em julgado a sentenÁa. A requerimento do condenado e conforme as circunst‚ncias, o juiz pode permitir que o pagamento se realize em parcelas mensais.

ß 1 A cobranÁa da multa pode efetuar-se mediante desconto no vencimento ou sal·rio do condenado quando:

a) aplicada isoladamente;

b) aplicada cumulativamente com pena restritiva de direitos;

c) concedida a suspens„o condicional da pena.

ß 2 O desconto n„o deve incidir sobre os recursos indispens·veis ao sustento do condenado e de sua famÌlia.

Convers„o da Multa e RevogaÁ„o:

A convers„o da pena de multa em pris„o n„o È mais possÌvel face ‡ alteraÁ„o introduzida pela Lei n. 9.268 de 01.04.96 e que deu nova redaÁ„o ao art. 51.

Art. 51. Transitada em julgado a sentenÁa condenatÛria, a multa ser· considerada dÌvida de valor, aplicando-se-lhe as normas da legislaÁ„o relativa ‡ dÌvida ativa da Fazenda P˙blica, inclusive no que concerne ‡s causas interruptivas e suspensivas da prescriÁ„o. (O artigo 3 da lei 9268 de 01.04.1996 revogou os ßß 1 e 2 do artigo 51, que tratavam da convers„o da multa em pena privativa de liberdade).

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! A express„o ìdÌvida de valorî signifi ca ser passÌvel de correÁ„o monet·ria.

A express„o ìdÌvida de valorî significa ser passÌvel de correÁ„o monet·ria.

! A express„o ìdÌvida de valorî signifi ca ser passÌvel de correÁ„o monet·ria.

Suspens„o da ExecuÁ„o da Multa:

Art. 52. … suspensa a execuÁ„o da pena de multa, se sobrevÈm ao condenado doenÁa mental.

FixaÁ„o da Multa Penal:

Para se fixar a multa penal deve-se:

a) determinar o n˙mero de dias-multa;

b) determinar o valor de cada dia-multa;

c) efetuar a multiplicaÁ„o de um pelo outro;

d) proceder a correÁ„o monet·ria.

Art. 60. Na fixaÁ„o da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, ‡ situaÁ„o econÙmica do rÈu.

ß 1 A multa pode ser aumentada atÈ o triplo, se o juiz considerar que, em virtude da situaÁ„o econÙmica do rÈu, È ineficaz, embora aplicada no m·ximo.

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Multa por SubstituiÁ„o:

1) No caso de pena privativa de liberdade de atÈ 6 meses (art. 60, ß 2. ).

ß 2 A pena privativa de liberdade aplicada, n„o superior a 6 (seis) meses, pode ser substituÌda pela de multa, observados os critÈrios dos incisos I e II do art. 44 deste CÛdigo.

2) Delitos culposos com pena igual ou superior a um ano, cumulada com uma pena restritiva de direitos (art. 44, par·grafo ˙nico).

SubstituiÁ„o de Tipos Penais que Cominam Cumulativamente Multa:

Sobre a substituiÁ„o de penas privativas de liberdade para tipos penais que j· cominam a pena de multa e privativa de liberdade, h· trÍs correntes:

1 )

Pena Aplicada:

Privativa de Liberdade + Multa

SubstituiÁ„o:

Multa + Multa

Pena Final:

Duas Multas

2 )

Pena Aplicada:

Privativa de Liberdade + Multa

SubstituiÁ„o:

Multa (AbsorÁ„o)

Pena Final:

Uma ⁄nica Multa

3 )

Pena Aplicada:

Privativa de Liberdade + Multa

SubstituiÁ„o:

(Impossibilidade)

Pena Final:

Privativa de Liberdade + Multa

A CominaÁ„o das Penas
A CominaÁ„o das Penas

A CominaÁ„o das Penas

A CominaÁ„o das Penas

NoÁıes Gerais

Penas Privativas de Liberdade:

Art. 53. As penas privativas de liberdade tÍm seus limites estabelecidos na sanÁ„o correspondente a cada tipo legal de crime.

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Penas Restritivas de Direitos:

Art. 54. As penas restritivas de direitos s„o aplic·veis, independentemente de cominaÁ„o na parte especial, em substituiÁ„o ‡ pena privativa de liberdade, fixada em quantia inferior a 1(um) ano, ou nos crimes culposos.

Art. 55. As penas restritivas de direitos referidas nos incisos III, IV, V e VI do art. 43 ter„o a mesma duraÁ„o da pena privativa de liberdade substituÌda, ressalvado o disposto no ß 4. do art.

46.

Art. 56. As penas de interdiÁ„o, previstas nos incisos I e II do art. 47 deste CÛdigo, aplicam-se para todo o crime cometido no exercÌcio de profiss„o, atividade, ofÌcio, cargo ou funÁ„o, sempre que houver violaÁ„o dos direitos que lhes s„o inerentes.

Art. 57. A pena de interdiÁ„o, prevista no inciso III do art. 47 deste CÛdigo, aplica-se aos crimes culposos de tr‚nsito.

Pena de Multa:

Art. 58. A multa, prevista em cada tipo legal de crime, tem os limites fixados no art. 49 e seus par·grafos deste CÛdigo.

Par·grafo ˙nico. A multa prevista no par·grafo ˙nico do art. 44 e no . do art. 60 deste CÛdigo aplica-se independentemente de cominaÁ„o na parte especial.

A AplicaÁ„o da Pena
A AplicaÁ„o da Pena

A AplicaÁ„o da Pena

A AplicaÁ„o da Pena

Circunst‚ncias Judiciais

Art. 59. O juiz, atendendo ‡ culpabilidade, aos antecedentes, ‡ conduta social, ‡ personalidade do agente, aos motivos, ‡s circunst‚ncias e conseq¸Íncias do crime, bem como ao comportamento da vÌtima, estabelecer·, conforme seja necess·rio e suficiente para reprovaÁ„o e prevenÁ„o do crime:

I - as penas aplic·veis dentre as cominadas;

II - a quantidade de pena aplic·vel, dentro dos limites previstos;

III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;

IV - a substituiÁ„o da pena privativa de liberdade aplicada, por outra espÈcie de pena, se

cabÌvel.

S„o chamadas de circunst‚ncias judiciais porque o seu reconhecimento È deixado ao poder discricion·rio do juiz.

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Culpabilidade

Grau de censurabilidade da conduta

Antecedentes do Agente

Fatos da vida pregressa do agente, sejam bons ou maus

Conduta Social

Comportamento do sujeito no meio familiar, no ambiente de trabalho e na convivÍncia com os outros indivÌduos

 

Personalidade do Agente

Conjunto de qualidades morais do agente

Motivos determinantes do crime

Motivo da pr·tica da infraÁ„o penal

Conseq¸Íncias do crime

Grau de intensidade da les„o jurÌdica causada pela infraÁ„o penal ‡ vÌtima ou a terceiros

 

Comportamento da vÌtima

An·lise da natureza provocativa do crime pelas atitudes da vÌtima

 

Circunst‚ncias Agravantes

Art. 61. S„o circunst‚ncias que sempre agravam a pena, quando n„o constituem ou qualificam o crime:

I - a reincidÍncia;

II - ter o agente cometido o crime:

a) por motivo f˙til ou torpe;

b) para facilitar ou assegurar a execuÁ„o, a ocultaÁ„o, a impunidade ou vantagem de outro

crime; c) ‡ traiÁ„o, de emboscada, ou mediante dissimulaÁ„o, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossÌvel a defesa do ofendido; d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou que podia resultar perigo comum;

e) contra ascendente, descendente, irm„o ou cÙnjuge;

f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relaÁıes domÈsticas, de coabitaÁ„o ou de

hospitalidade;

g)com abuso de poder ou violaÁ„o de dever inerente a cargo, ofÌcio, ministÈrio ou profiss„o;

h) contra crianÁa, velho, enfermo ou mulher gr·vida (Lei 9318/96);

i) quando o ofendido estava sobre imediata proteÁ„o de autoridade;

j) em ocasi„o de incÍndio, naufr·gio, inundaÁ„o ou qualquer calamidade p˙blica, ou de desgraÁa particular do ofendido;

l) em estado de embriaguez preordenada.

Õndice de Aumento:

O critÈrio referente ao quantum da agravaÁ„o fica sujeito a discricionariedade judicial, n„o havendo um Ìndice fixo de aumento.

Obrigatoriedade:

Reza a norma tambÈm que ìs„o circunst‚ncias que sempre agravam a penaî. Vale dizer, s„o de aplicaÁ„o obrigatÛria, devendo o magistrado consider·-las, fatalmente, a menos que tenha j· estabelecido a pena-base no grau m·ximo.

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DistinÁ„o:

A circunst‚ncia agravante È diferente de causa de aumento e de circunst‚ncia qualificadora:

Circunst‚ncias

Causas de Aumento de Pena

Circunst‚ncias

Agravantes

Qualificadora

Parte Geral: art. 61 e 62

Parte Geral: art. 60, ß1 , arts. 70 e 71 e Parte Especial (ex.:

Parte Especial, sempre junto ao tipo penal (ex.: art. 157, ß3 )

art. 157, ß2 )

Agravam o crime

Agravam o crime

Constitui ou qualifica o crime

N„o tem Ìndice fixo de aumento

Tem Ìndice fixo de aumento

Tem pena prÛpria

N„o pode aumentar a pena m·xima

Aumenta a pena m·xima

Aumenta a pena m·xima

S„o Circunst‚ncias Agravantes:

1) A reincidÍncia.

2) O motivo f˙til e torpe:

F˙til È o motivo que se apresenta, como antecedente psicolÛgico, desproporcionado com a gravidade da reaÁ„o do agente, tendo-se em vista a sensibilidade moral mÈdia (motivo insignificante, mesquinho). Torpe È o motivo que ofende gravemente a moralidade mÈdia ou os princÌpios Èticos dominantes em determinado meio social.

3) A conex„o:

Conex„o consequÍncial: existe uma relaÁ„o lÛgica de causa e efeito, entre os dois crimes (elemento assassina testemunha do crime para assegurar impunidade). Conex„o teleolÛgica: o que agrava o crime-meio n„o È o cumprimento do crime-fim, mas o prÛprio fato de o crime servir de meio para a pr·tica de outro.

4) A traiÁ„o, emboscada, dissimulaÁ„o (disfarce).

5) Os meios:

Meio cruel: fogo, asfixia e tortura, aumenta o sofrimento. Meio que pode resultar perigo comum: fogo ou explosivo (provoca perigo a mais de uma pessoa e outros indivÌduos afora a vÌtima pretendida).

6) O crime contra ascendente, descendente, irm„o ou cÙnjuge.

7) O abuso nas relaÁıes de dependÍncia, intimidade ou hospitalidade: o elemento transforma em agress„o que cumpria ser apoio e assistÍncia.

8) O abuso de poder ou violaÁ„o de dever: inerente a cargo, ofÌcio, ministÈrio ou profiss„o.

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9) O crime contra crianÁa, velho ou enfermo: exaspera-se ainda a pena se o crime for cometido contra crianÁa, velho ou enfermo em raz„o da perversidade e covardia do agente e da maior fragilidade da vÌtima, que tem poucas condiÁıes de resistir:

a) velhos: maiores de 70 anos;

b) enfermos: os que padecem de molÈstia fÌsica ou mental e os deficientes fÌsicos (cegos e

paraplÈgicos). A agravante em quest„o diz respeito aos crimes dolosos, sendo incabÌvel nos delitos culposos.

10) Ofendido sob proteÁ„o de autoridade: atrevimento e desrespeito a autoridade, a quem estava a vÌtima confiada.

11) Calamidade p˙blica ou desgraÁa particular: quando o elemento se aproveita desta para praticar o crime.

12) Embriaguez preordenada: quando o elemento se embriaga propositadamente, com a finalidade de criar coragem, merece ter a sua pena exacerbada.

Estas s„o as ˙nicas circunst‚ncias que podem agravar a pena. O juiz n„o poder· inventar outras, pois rege o princÌpio da legalidade.

JurisprudÍncia

Circunst‚ncia agravante. Maus antecedentes. Conceito. Ementa Oficial: Se o agente, ao tempo da sentenÁa condenatÛria, cumpria pena por delito praticado posteriormente do mencionado, n„o pode se falar em maus antecedentes. A Carta Magna assegura-lhe o direito de apelar em liberdade diante da presunÁ„o de inocÍncia, e seu encarceramento resulta em constrangimento ilegal. Ementa da redaÁ„o: Consideram-se maus antecedentes, os delitos que o condenado praticou antes do que gerou sua condenaÁ„o. Os delitos praticados posteriormente, n„o s„o considerados como caracterizadores de novos antecedentes. TJRO CAMCRIM HC 4682/95.

VÌtima idosa - Agente na mesma faixa et·ria - N„o reconhecimento - InteligÍncia do art. 61, II, e, do CP. 55 (b) - A agravante decorrente da senectude da vÌtima se justifica pela sua menor capacidade fÌsica de resistÍncia, ficando em desvantagem em relaÁ„o ao delinq¸ente. Se o agente est· na mesma faixa et·ria, inocorre a disparidade visada pela lei, n„o se justificando a agravante se acusado e vÌtima contavam com praticamente a mesma idade (RJDTACRIM v 3./ p.

82).

Crime cometido contra idoso - AusÍncia de senilidade - InocorrÍncia: - Inocorre agravante do art. 63, II, h, do CP, se a vÌtima, apesar de contar com 63 anos de idade, n„o demonstra nenhum sinal de senilidade, pois como a lei n„o define o que seja pessoa velha, esse critÈrio decorre lÛgico da presunÁ„o estabelecida em outros dispositivos legais, que determinam benefÌcios aos maiores de 70 anos (RJDTACRIM v 5/.p 54).

Circunst‚ncia agravante - Casal separado de fato - AusÍncia de relaÁ„o de fidelidade, proteÁ„o e apoio m˙tuo - Agravante n„o reconhecida - InteligÍncia do art. 61, II, "e", do CP. 51 - Deve prevalecer o sentido teleolÛgico da lei, que reserva a agravante do art. 61, II, "e", do CP, quando necess·ria a relaÁ„o de fidelidade, proteÁ„o e apoio m˙tuo, fundamento da exacerbaÁ„o da pena. Ausentes entre os cÙnjuges separados o afeto e a estima, n„o se justifica a agravante quando se trata de cÙnjuge desquitado ou mesmo separado de fato (RJDTACRIM v 1./ p. 63).

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VÌtima crianÁa - Pretendido o afastamento da qualificadora em face de an·lise de cada caso concreto - Admissibilidade - Recurso provido.143 (a) - A palavra crianÁa contida no texto legal n„o expressa conceito preciso sendo inconveniente a adoÁ„o de um critÈrio objetivo para a configuraÁ„o da qualificadora. N„o h· porque se afirmar que incide a agravante, se a vÌtima tem menos de 7 ou 8 anos e que n„o incide se ultrapassa tal idade, melhor ser· o exame especÌfico do caso concreto. H· de se averiguar especificamente, se prevaleceu, o agente, da menor capacidade da vÌtima, por isso mais intimid·vel, n„o se detendo diante da condiÁ„o especial da pessoa visada (RJDTACRIM v 6./ p. 151).

PresenÁa da agravante de meio cruel - Necessidade de haver a agravante sido premeditada pelo agente - Recurso provido para o afastamento da agravante - InteligÍncia do art. 61, II, d, do CP. 96 (a) - O meio considerado cruel deve estar, desde logo, na premeditaÁ„o do agente, sendo dificilmente vislumbrado na atitude impetuosa, no arrocho de gesto impensado ou arrebatado (RJDTACRIM v 6./p 188).

Les„o corporal - Circunst‚ncia agravante - Motivo f˙til - acusado que, movido pelo ci˙me, desfere facada no rival - Agravante afastada - O sentimento de ci˙me, quando tenha sido o motivo da agress„o, n„o deve ser considerado motivo f˙til, a ensejar agravamento da pena (RJDTACRIM v 1./p 118).

Motivo f˙til. - Disparos de arma de fogo para de dentro de habilitaÁ„o - Desentendimento entre vÌtima e m„e do agente como causa do ilÌcito - N„o reconhecimento da agravante de motivo f˙til.125 (a) - N„o ficando adequadamente explicada a repercuss„o ou proporcionalidade de prÈ-desentendimento causador de delito, nem qual a parte que o teria provocado, inexistem condiÁıes para sustentar, com seguranÁa, a corporificaÁ„o do motivo f˙til (RJDTACRIM v 7./p.

141).

Les„o corporal dolosa - Embriaguez - Agravante de motivo f˙til - Reconhecimento - Impossibilidade. - A embriaguez funciona como excludente da agravante de motivo f˙til, vez que impede todo e qualquer juÌzo de proporcionalidade entre o motivo origin·rio e a aÁ„o praticada (RJDTACRIM v 10.- 99).

Agravantes no Caso de Concurso de Pessoas

Art. 62. A pena ser· ainda agravada em relaÁ„o ao agente que:

I - promove, ou organiza a cooperaÁ„o no crime ou dirige atividade dos demais agentes; II - coage ou induz outrem ‡ execuÁ„o material do crime;

III - instiga ou determina a cometer o crime alguÈm sujeito ‡ sua autoridade ou n„o-punÌvel em

virtude de condiÁ„o ou qualidade pessoal;

IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de recompensa.

O novo texto penal enfatiza que os agentes que tiveram papel mais saliente na empresa criminosa, promovendo-a, organizando-a, ou dirigindo a atividade dos demais, teriam um tratamento penal mais severo. E aqueles cuja cooperaÁ„o fosse de menos import‚ncia receberiam pena mais mitigada (art. 29, ß 1 o .). Ao disciplinar o concursus personarum, foi alÈm: determinou, na cabeÁa do art. 29, que cada co-partÌcipe fosse apenado na medida de sua culpabilidade.

1) No concurso de pessoas, como se viu, o chefe do bando, que dirige a atividade dos demais, que planeja e organiza o crime, ser· punido mais gravemente. N„o se dever· porÈm entender por promoÁ„o ou organizaÁ„o da cooperaÁ„o do crime ìo simples conselho ou exortaÁ„oî. Faz-se mister ìefetiva ascendÍncia e atuaÁ„o, despontando o agente como artÌfice intelectualî.

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2) A pena ser· igualmente agravada em relaÁ„o ao agente que coage ou induz outrem ‡ execuÁ„o do delito. A coaÁ„o pode-se dar por ameaÁa ou violÍncia fÌsica, que pode chegar, na vis absoluta, a excluir totalmente a responsabilidade do executor, ao qual n„o se pode atribuir nem a vontade, nem sequer a prÛpria aÁ„oî. Se irresistÌvel a coaÁ„o, exclui-se a punibilidade do coagido. Se resistÌvel, a pena do coactus ser· atenuada. A nova modalidade de agravante da conduta: induzir outrem ‡ execuÁ„o material do crime. Induzir, como j· restou dito, significa criar propÛsito inexistente. Assim, mercÍ da ascendÍncia intelectual de que dispıe o agente sobre o partÌcipe, faz nele germinar a idÈia do delito. N„o h· que falar em induzimento se a sugest„o n„o vier a ser acolhida, n„o dando o co- autor inÌcio ‡ execuÁ„o material do crime.

3) No inciso III existem duas modalidades de agravamento da pena. Na primeira determina a instigaÁ„o de outrem. A instigaÁ„o que se conceitua como reforÁo de propÛsito j· existente. A segunda modalidade È o crime sujeito a uma autoridade, onde a lei se contenta com a sua existÍncia, n„o importando o grau ou gÍnero de hierarquia existente, se direito p˙blico ou de relaÁıes privadas (parentesco, serviÁo) bastando que haja o respeito ou o temor.

4) A torpeza do crime mercen·rio agrava igualmente a sanÁ„o.

ReincidÍncia

Art. 63. Verifica-se a reincidÍncia quando o agente comete novo crime, depois de transitar em julgado a sentenÁa que, no PaÌs ou no estrangeiro, o tenha condenado por crime anterior.

Art. 64. Para efeito de reincidÍncia:

I - n„o prevalece a condenaÁ„o anterior, se entre a data do cumprimento ou extinÁ„o da pena e

a infraÁ„o posterior tiver decorrido perÌodo de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o perÌodo de prova da suspens„o ou do livramento condicional, se n„o ocorrer revogaÁ„o;

II - n„o se consideram os crimes militares prÛprios e polÌticos.

Razıes da ReincidÍncia:

Aquele que volta a delinq¸ir, apÛs ter sofrido uma condenaÁ„o anterior, revela ìobstinado desprezo pela lei e pelo magistradoî. De fato, a pessoa que, j· condenada por crime, volta a praticar outro, ofende gravemente ‡ autoridade da lei e ao prestÌgio do Estado.

Conceito de ReincidÍncia:

SituaÁ„o em que o agente pratica um fato punÌvel quando j· condenado por crime anterior, mediante sentenÁa com tr‚nsito em julgado.

Requisitos da ReincidÍncia:

a) sentenÁa condenatÛria a pena privativa de liberdade (e n„o pecuni·ria), transitada em julgado, por crime (n„o por contravenÁ„o) que n„o seja propriamente militar ou polÌtico;

b) pr·tica de novo crime, atÈ o prazo de 5 anos, apÛs tr‚nsito em julgado da sentenÁa condenatÛria por crime.

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Para efeito do c·lculo de 5 anos, computa-se o tempo do ìsursisî (ex.: ìsursisî de 2 anos mais 3 anos, ent„o j· se deu os 5 anos).

 

ApÛs o perd„o judicial n„o se configura reincidÍncia.

Efeitos da reincidÍncia:

a)

agrava a pena, em quantidade indeterminada (art. 61, I);

b)

configura uma das circunst‚ncias preponderantes, no concurso de agravantes (art. 67);

c)

impede a concess„o condicional da pena, quando se tratar de crime doloso (art. 77, I);

d)

obsta a substituiÁ„o da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direito ou pecuni·ria (arts. 44, II, e 60, ß2 );

e)

impede que o regime inicial do cumprimento da pena seja aberto ou semi-aberto (art. 33, ß2 ,

b

e c), a menos que se trate de pena detentiva;

f)

se dolosa, aumenta o prazo de cumprimento da pena para obtenÁ„o do livramento condicional (art. 83, II);

g)

aumenta de um terÁo o prazo prescricional da pretens„o executÛria (art. 110);

h)

acarreta ainda a revogaÁ„o obrigatÛria do sursis em condenaÁ„o por crime doloso (art. 81, I)

e facultativa se o crime for culposo ou por contravenÁ„o (art. 81, ß 1 );

i)

a revogaÁ„o obrigatÛria do livramento condicional sobrevindo condenaÁ„o a pena privativa

de liberdade (art. 86), e, facultativa, em caso de crime ou contravenÁ„o, quando n„o aplicada

pena privativa de liberdade (art. 87);

j)

a

revogaÁ„o da reabilitaÁ„o, quando sobrevier condenaÁ„o diversa da pecuni·ria (art. 95);

k)

impede o reconhecimento de certas causas de diminuiÁ„o de pena (arts. 155 ß 2 , 170 e 171);

l)

interrompe a prescriÁ„o (art. 117, VI);

m)

impede a prestaÁ„o de fianÁa em caso de condenaÁ„o por delito doloso (CPP, art. 323, III).

JurisprudÍncia

Maus antecedentes e reincidÍncia - FixaÁ„o ñ CritÈrio - Os maus antecedentes e reincidÍncia s„o conseq¸Íncias de um mesmo fato, ou seja, da condenaÁ„o do agente em processos anteriores e n„o podem ser consideradas em separado na fixaÁ„o da pena, sob pena de ocorrer um bis in idem.

Agente reincidente - ExasperaÁ„o em raz„o dos maus antecedentes - Inadmissibilidade. A reincidÍncia torna insubsistente a exasperaÁ„o da pena-base por causa dos maus antecedentes criminais do agente, n„o sÛ porque os absorve para inexistir bis in idem, mas tambÈm porque dever· ser obrigatoriamente levada em conta no c·lculo da reprimenda, a tÌtulo de circunst‚ncia agravante (RJDTACRIM v 10./ p 138).

AusÍncia da data do tr‚nsito em julgado da condenaÁ„o anterior na certid„o do rÈu - Reconhecimento - Impossibilidade: … inadmissÌvel a exasperaÁ„o da pena pela reincidÍncia, quando faltar, na certid„o de antecedentes criminais do acusado, a data do tr‚nsito em julgado da condenaÁ„o anterior, pois, para o reconhecimento da agravante em apreÁo, exige-se menÁ„o expressa a referida data (art. 63 do CP) (RJDTACRIM v 15./p 39).

FixaÁ„o - RÈu reincidente - Dupla majoraÁ„o pela agravante - Inadmissibilidade: … inadmissÌvel uma dupla majoraÁ„o da pena, em virtude de haver o rÈu, anteriormente, cometido mais de um delito, pois tal circunst‚ncia acarretaria um bis in idem j· que uma ˙nica situaÁ„o, qual seja, a reincidÍncia, geraria um duplo aumento (RJDTACRIM v 15./p. 130).

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Circunst‚ncias Atenuantes

Art. 65. S„o circunst‚ncias que sempre atenuam a pena:

I - ser o agente menor de 21 (vinte e um), na data do fato, ou maior de 70 (setenta) anos, na data

da sentenÁa;

II - o desconhecimento da lei;

III - ter o agente:

a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral;

b) procurado, sob sua espont‚nea vontade e com eficiÍncia, logo apÛs o crime, evitar-lhe ou

minorar-lhe as conseq¸Íncias, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano;

c) cometido o crime sob coaÁ„o que podia resistir ou, em cumprimento de ordem de autoridade

superior, ou sob a influÍncia de violenta emoÁ„o, provocada por ato injusto da vÌtima;

d) confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime;

e) cometido o crime sob influÍncia de multid„o em tumulto, se n„o o provocou.

ReduÁ„o ObrigatÛria:

As atenuantes, enquanto circunst‚ncias legais, s„o de aplicaÁ„o obrigatÛria e produzem uma reduÁ„o da pena, segundo a discricionariedade judicial.

PrincÌpio da Legalidade:

Ao contr·rio das circunst‚ncias agravantes, n„o observa o princÌpio da legalidade. O juiz pode estabelecer outras circunst‚ncias atenuantes, mesmo n„o estando previsto na lei.

Limite da DiminuiÁ„o:

N„o È possÌvel a diminuiÁ„o da pena aquÈm do mÌnimo previsto na lei, diferindo-se da causa de diminuiÁ„o de pena, que pode diminuir alÈm do mÌnimo estipulado.

S„o circunst‚ncias atenuantes:

1) Menor de 21 anos (mesmo emancipado) na data do fato ou maior de 70 anos na data da sentenÁa. Considera-se a imaturidade do agente, assim como a sua decadÍncia ou degenerescÍncia provocada pela senilidade.

2) Desconhecimento da lei: erro sobre a ilicitude.

3) Relevante valor social ou moral (ex.: homicÌdio eutan·sico).

4) Ter o agente procurado, sob sua espont‚nea vontade e com eficiÍncia, logo apÛs o crime, evitar- lhe ou minorar-lhe as conseq¸Íncias, ou ter, antes do julgamento, reparado o dano: a conduta posterior do agente È que determinar· que a pena seja diminuÌda.

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! Se a reparaÁ„o do dano ocorrer antes do recebimento da den˙ncia ou da queixa e

Se a reparaÁ„o do dano ocorrer antes do recebimento da den˙ncia ou da queixa e n„o se tratar de crime cometido com violÍncia ou grave ameaÁa ‡ pessoa, o fato constitui causa geral de diminuiÁ„o de pena.

de crime cometido com violÍncia ou grave ameaÁa ‡ pessoa, o fato constitui causa geral de

5) CoaÁ„o que podia resistir (ex.: A ameaÁa matar filho de B se este n„o assaltar C, B praticando o assalto fez existir o dolo, porque este poderia ter ido ‡ polÌcia, fugido com o filho, etc).

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6) Cumprimento de ordem de autoridade superior. Se d· nos casos em que a ordem n„o for manifestamente ilegal, caso que excluiria a culpabilidade.

7) Sob a influÍncia de violenta emoÁ„o, provocada por ato injusto da vÌtima.

8) Confessado espontaneamente, perante a autoridade, a autoria do crime: a espontaneidade È o elemento essencial da atenuante.

9) Cometido o crime sob influÍncia de multid„o em tumulto, se n„o o provocou.

JurisprudÍncia

Menoridade - Fundamento e virtude. O menor n„o est· em condiÁıes iguais ‡s do delinq¸ente adulto. Sua imputabilidade È inferior e desfavor·vel ‡ sua situaÁ„o perante o rigor da condenaÁ„o. DaÌ a prevalÍncia atenuativa da pena, superior ‡ virtude de qualquer outra circunst‚ncia (RJDTACRIM v 3./ p 84).

DesconsideraÁ„o da atenuante relativa ‡ menoridade, ante o fator agravante da reincidÍncia - Inadmissibilidade - ReduÁ„o operada. A menoridade, constituindo direito do menor p˙bere e, igualmente, um dever do Estado, deve prevalecer sobre todas as demais circunst‚ncias subjetivas, atÈ mesmo em relaÁ„o ‡ reincidÍncia (RJDTACRIM v 6./ p 242).

Dosimetria - Menoridade do rÈu - DesconsideraÁ„o de atenuante obrigatÛria - Recurso provido para diminuiÁ„o da pena. - N„o pode ser desconsiderada, na dosimetria da pena, a atenuante obrigatÛria da menoridade, circunst‚ncia que deve sempre ser ponderada em favor do condenado, a despeito de maus antecedentes ou da existÍncia de anterior condenaÁ„o (RJDTACRIM v 8./ p 250).

Menoridade- PrevalÍncia sobre maus antecedentes - Pena a ser fixada no mÌnimo legal - Entendimento: Embora portando o agente maus antecedentes, n„o sendo reincidente, e presentes as circunst‚ncias da menoridade, esta, por seu relevo, do ponto de vista biopsÌquico, prepondera sobre os maus antecedentes na dosimetria da sanÁ„o, devendo a pena ser estabelecida no mÌnimo legal (RJDTACRIM v 16./p 110).

Circunst‚ncia Atenuante. Confiss„o. SuficiÍncia da espontaneidade do ato, quer realizado em fase policial ou em juÌzo. Desnecessidade de que seja referente ao delito cuja autoria era ignorada ou atribuÌda a outrem. InteligÍncia do art. 65, III, d, do cp. Ementa Oficial:

ReincidÍncia. Prova. Confiss„o espont‚nea. Atenuante. Para restar provada a reincidÍncia È necess·ria a certid„o da condenaÁ„o anterior transitada em julgado e a data do eventual cumprimento ou extinÁ„o da pena, n„o fazendo prova bastante simples documentos expedidos pela autoridade policial. A confiss„o espont‚nea da autoria, em juÌzo ou na fase policial, basta para que se reconheÁa em favor do rÈu a atenuante prevista no art. 65, III, d, do CP. TAMG Cs.reuns. Rev. 814.

Circunst‚ncia Relevante, Anterior ou Posterior ao Crime:

Se trata de circunst‚ncias inominadas, facultativas e de conte˙do vari·vel, que permitir· ao juiz considerar aspectos do fato n„o previstos expressamente em lei (ex.: extrema pen˙ria do autor de um crime contra o patrimÙnio, a colaboraÁ„o com a JustiÁa).

Art. 66. A pena poder· ser ainda atenuada em raz„o de circunst‚ncia relevante, anterior ou posterior ao crime, embora n„o prevista expressamente em lei.

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Concurso de Circunst‚ncia Atenuantes a Agravantes

Art. 67. No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunst‚ncias preponderantes, entendendo-se como tais as que resultam de motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidÍncia.

FixaÁ„o da Pena

A legislaÁ„o brasileira adota o sistema trif·sico para a fixaÁ„o da pena.

FixaÁ„o da pena base, considerando-se as circunst‚ncias judiciais

!

AplicaÁ„o das circunst‚ncias atenuantes e agravantes

!

Causas de diminuiÁ„o e de aumento de pena

Art. 68. A pena-base ser· fixada atendendo o critÈrio do art. 59 deste CÛdigo; em seguida ser„o consideradas as circunst‚ncias atenuantes e agravantes; por ˙ltimo, as causas de diminuiÁ„o e de aumento.

Par·grafo ˙nico. No concurso de causas de aumento ou de diminuiÁ„o previstas na parte especial, pode o juiz limitar-se a um sÛ aumento ou a uma sÛ diminuiÁ„o, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou mais diminua.

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Concurso de Crimes
Concurso de Crimes

Concurso de Crimes

Concurso de Crimes

NoÁıes Gerais

Quando um sujeito, mediante unidade ou pluralidade de aÁıes ou de omissıes, pratica dois ou mais delitos, surge o concurso de crimes ou de penas ìconcursus delictorumî.

Existem trÍs espÈcies de concursos de crimes:

a) concurso material;

b) concurso formal;

c) crime continuado.

Concurso Material

Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma aÁ„o ou omiss„o, pratica dois ou mais crimes, idÍnticos ou n„o, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicaÁ„o cumulativa de penas de reclus„o e de detenÁ„o, executa-se primeiro aquela.

ß 1 - Na hipÛtese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de

liberdade, n„o suspensa, por um dos crimes, para os demais ser· incabÌvel a substituiÁ„o de que trata o art. 44 deste CÛdigo.

ß 2

simultaneamente as que forem compatÌveis entre si e sucessivamente as demais.

-

Quando

forem

aplicadas

penas

restritivas

de

direitos,

o

condenado

cumprir·

H· o concurso material de crimes quando o agente pratica dois ou mais crimes, mediante duas ou mais aÁıes. As penas privativas de liberdade, neste caso, s„o somadas.

O concurso material pode ser:

a) homogÍneo: quando os crimes s„o idÍnticos;

b) heterogÍneo: quando os crimes s„o diferentes.

Concurso Formal

Art. 70 - Quando o agente, mediante uma sÛ aÁ„o ou omiss„o, pratica dois ou mais crimes, idÍnticos ou n„o, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabÌveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto atÈ metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a aÁ„o ou omiss„o È dolosa e os crimes concorrentes resultam de desÌgnios autÙnomos, consoante o disposto no artigo anterior.

Par·grafo ˙nico - N„o poder· a pena exceder a que seria cabÌvel pela regra do art. 69 deste CÛdigo.

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No concurso de crimes formal observa-se a unidade da aÁ„o ou da omiss„o que resulta em dois ou mais crimes.

O concurso formal pode ser:

a) homogÍneo (ex.: atropelamento com morte de duas pessoas);

b) heterogÍneo (ex.: atropelamento com morte de uma pessoa e les„o corporal em outra).

AplicaÁ„o da Pena:

Concurso Formal Perfeito

Penas idÍnticas (art. 70, ìcaputî, 1. parte)

Aplica-se a pena aumentada de um sexto atÈ a metade

 

Penas distintas (art. 70, ìcaputî, 1. parte)

Aplica-se a pena mais grave aumentada de um sexto atÈ a metade

Penas distintas:

Aplica-se as penas cumuladamente (concurso material)

Casos em que a aplicaÁ„o da pena mais grave aumentada de um sexto atÈ a metade È superior a soma das penas (par·grafo ˙nico)

Concurso Formal Imperfeito

AÁ„o dolosa com autonomia de desÌgnios (art. 70, ìcaputî, 2. parte)

Aplica-se as penas cumuladamente (concurso material)

 

Crime Continuado

Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma aÁ„o ou omiss„o, pratica dois ou mais crimes da mesma espÈcie e, pelas condiÁıes do tempo, lugar, maneira de execuÁ„o e outras semelhantes, devem os subseq¸entes ser havidos como continuaÁ„o do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um sÛ dos crimes, se idÍnticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terÁos.

Par·grafo ˙nico - Nos crimes dolosos, contra vÌtimas diferentes, cometidos com violÍncia ou grave ameaÁa ‡ pessoa, poder· o juiz, considerando a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os motivos e as circunst‚ncias, aumentar a pena de um sÛ dos crimes, se idÍnticas, ou a mais grave, se diversas, atÈ o triplo, observadas as regras do par·grafo ˙nico do art. 70 e do art. 75 deste CÛdigo.

NoÁıes Iniciais:

Considera-se um arrefecimento da consciÍncia do ilÌcito, diminuindo a resistÍncia do agente que pratica v·rios ilÌcitos em continuaÁ„o.

Teorias que Conceituam o Crime Continuado:

1) Teoria objetiva-subjetiva: exige para sua identificaÁ„o, alÈm dos elementos de ordem objetiva, outro de Ìndole subjetiva: unidade de dolo, resoluÁ„o e de desÌgnio.

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2) Teoria puramente objetiva (adotada pelo CP): È suficiente que os crimes da mesma espÈcie apresentem semelhanÁa entre os seus elementos objetivos de tempo, lugar, maneira de execuÁ„o, etc.

Teorias Sobre a Natureza do Crime Continuado:

1) Unidade real: considera serem as v·rias violaÁıes componentes de um ˙nico crime.

2) FicÁ„o jurÌdica (adotada pelo CP): o legislador presume a existÍncia de um sÛ crime.

3) Teoria mista: vÍ no crime continuado um terceiro delito, negando a unidade ou a pluralidade de violaÁıes jurÌdicas.

Crimes da Mesma EspÈcie:

S„o os previstos no mesmo tipo penal. Abrangem as formas simples, privilegiadas e qualificadas, tentadas ou consumadas. Ex.: Elementos assaltam v·rios restaurantes em um sÛ dia.

AÁıes do Agente:

1

2

3

4

 

Rouba A

Rouba B

Rouba e mata C

Rouba D

SÛ responde pelo crime do Ìtem trÍs, mais a agravante.

JurisprudÍncia

Variedade de comparsaria - CaracterizaÁ„o - Impossibilidade: A simples variedade da comparsaria provoca alteraÁ„o substancial na configuraÁ„o da homogeneidade da conduta criminosa, n„o se podendo afirmar que delitos praticados por pessoas diferentes venham a se caracterizar como em continuaÁ„o, o que, por si sÛ, afasta o benefÌcio legal do art. 71 do CP (RJDTACRIM v 18./ p. 177).

Delitos perpetrados em cidades diferentes - CaracterizaÁ„o - Possibilidade - Entendimento: Os crimes praticados em diversas cidades, porÈm, integrantes de uma mesma regi„o sÛcio- geogr·fica, m·xime interligadas por boas rodovias, podem ser interpretados como executados em continuidade restando assemelhadas as condiÁıes de tempo e maneira de execuÁ„o (RJDTACRIM v. 13./ p. 50).

Multas no Concurso de Crimes

Art. 72 - No concurso de crimes, as penas de multa s„o aplicadas distinta e integralmente.

ìAberratio Ictusî - Erro na ExecuÁ„o

Art. 73 - Quando, por acidente ou por erro no uso dos meios de execuÁ„o, o agente, ao invÈs de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no ß 3. do art. 20 deste CÛdigo. No caso de tambÈm ser atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra do art. 70 deste CÛdigo.

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A diferenÁa quanto ao erro sobre a pessoa reside em que neste h· engano de representaÁ„o (pensa ser

uma pessoa, quando na verdade trata-se de outra), enquanto na ìaberratio ictusî, a pessoa visada È a

prÛpria, muito embora outra vÌtima sofra a les„o por acidente ou erro no uso dos meios de execuÁ„o.

Quando no erro de execuÁ„o o agente atinge a pessoa visada e tambÈm, uma terceira pessoa, aplica-

se a regra do concurso formal.

ìAberratio Criminisî - Resultado Diverso do Pretendido

Art. 74 - Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execuÁ„o do crime, sobrevÈm resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o fato È previsto como crime culposo; se ocorre tambÈm o resultado pretendido, aplica-se a regra do art. 70 deste CÛdigo.

Enquanto na ìaberratio ictusî o agente, por acidente ou erro na execuÁ„o, atinge terceira pessoa, ao invÈs da pessoa por ele visada ou a ambas, na ìaberratio criminisî o agente, tambÈm por acidente ou erro na execuÁ„o, pretendendo lesionar um determinado bem jurÌdico, acaba por ofender outros de espÈcie diversa ou a ambos.

Limite das Penas

Art. 75 - O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade n„o pode ser superior a 30 (trinta) anos.

ß 1 - Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 30 (trinta) anos, devem elas ser unificadas para atender o limite m·ximo deste artigo.

ß 2 - Sobrevindo a condenaÁ„o por fato posterior ao inÌcio do cumprimento da pena, far-se-· nova unificaÁ„o, desprezando-se, para esse fim, o perÌodo de pena j· cumprido.

O CÛdigo Penal limitou as penas para alimentarem no condenado a esperanÁa da liberdade e a aceitaÁ„o da disciplina, pressupostos essenciais da efic·cia do tratamento penal. A interpretaÁ„o mais adequada deste artigo È aquela segundo a qual o sentenciado deve cumprir o quantum m·ximo de trinta anos impeditivo da pris„o perpÈtua. Cumprido tal perÌodo, ent„o o Estado dar-se-· por satisfeito.

ExecuÁ„o das Penas no Concurso de InfraÁıes

Art. 76. No concurso de infraÁıes, executar-se-· primeiramente a pena mais grave.

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A Suspens„o Condicional da Pena - Sursis
A Suspens„o Condicional da Pena - Sursis

A Suspens„o Condicional da Pena - Sursis

A Suspens„o Condicional da Pena - Sursis

NoÁıes Gerais

Ren˙ncia ‡ Pena:

Ocorre pelo juiz unilateralmente, porÈm permanecendo os efeitos da condenaÁ„o, inclusive a reincidÍncia. O ìsursisî n„o È uma ren˙ncia a pena, pois fica-se dois anos sob vigil‚ncia; cometendo um crime, cumpre-se as duas penas respectivas. A ren˙ncia ‡ pena suspende o efeito naquele momento.

Perd„o Judicial:

Exclui a culpabilidade, inclusive a reincidÍncia.

Requisitos da Suspens„o da Pena:

Art. 77 - A execuÁ„o da pena privativa de liberdade, n„o superior a 2(dois) anos, poder· ser suspensa, por 2 (dois) a4(quatro) anos, desde que:

I - o condenado n„o seja reincidente em crime doloso;

II - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do agente, bem como os

motivos e as circunst‚ncias autorizem a concess„o do benefÌcio;

III - N„o seja indicada ou cabÌvel a substituiÁ„o prevista no art. 44 deste CÛdigo.

ß 1 - A condenaÁ„o anterior a pena de multa n„o impede a concess„o do benefÌcio.

ß 2 - A execuÁ„o da pena privativa de liberdade, n„o superior a 4(quatro) anos, poder· ser

suspensa, por 4 (quatro) a 6 (seis) anos, desde que o condenado seja maior de 70 (setenta) anos

de idade, ou razıes de sa˙de justifiquem a suspens„o

O Prazo de Suspens„o:

Art. 78 - Durante o prazo da suspens„o, o condenado ficar· sujeito ‡ observaÁ„o e ao cumprimento das condiÁıes estabelecidas pelo juiz.

ß 1 - No primeiro ano do prazo, dever· o condenado prestar serviÁos ‡ comunidade (art. 46) ou

submeter-se ‡ limitaÁ„o de fim-de-semana (art. 48).

ß 2 - Se o condenado houver reparado o dano, salvo impossibilidade de fazÍ-lo, e se as

circunst‚ncias do artigo 59 deste CÛdigo lhe forem inteiramente favor·veis, o juiz poder· substituir a exigÍncia do par·grafo anterior pelas seguintes condiÁıes, aplicadas cumulativamente: ( redaÁ„o da lei 9268 de 01.04.1996).

a) proibiÁ„o de freq¸entar determinados lugares;

b) proibiÁ„o de ausentar-se da comarca onde reside, sem autorizaÁ„o do juiz;

c) comparecimento pessoal e obrigatÛrio a juÌzo, mensalmente, para informar e justificar suas

atividades

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Art. 79 - A sentenÁa poder· especificar outras condiÁıes a que fica subordinada a suspens„o, desde que adequadas ao fato e ‡ situaÁ„o pessoal do condenado.

Art. 80 - A suspens„o n„o se estende ‡s penas restritivas de direitos nem ‡ multa.

RevogaÁ„o ObrigatÛria:

Art. 81 - A suspens„o ser· revogada se, no curso do prazo, o benefici·rio:

I - È condenado, em sentenÁa irrecorrÌvel, por crime doloso;

II - frustra, embora solvente, a execuÁ„o da pena de multa ou n„o efetua, sem motivo justificado,

a reparaÁ„o do dano;

III - descumpre a condiÁ„o do ß 1. do art. 78 deste CÛdigo.

RevogaÁ„o Facultativa:

ß 1 - A suspens„o poder· ser revogada se o condenado descumpre qualquer outra condiÁ„o

imposta ou È irrecorrivelmente condenado por crime culposo ou por contravenÁ„o, a pena privativa de liberdade ou restritiva de direitos.

ProrrogaÁ„o do PerÌodo de Prova:

ß 2 - Se o benefici·rio est· sendo processado por outro crime ou contravenÁ„o, considera-se

prorrogado o prazo da suspens„o atÈ o julgamento definitivo.

ß 3 - Quando facultativa a revogaÁ„o, o juiz pode, ao invÈs de decret·-la, prorrogar o perÌodo

de prova atÈ o m·ximo, se este n„o foi fixado.

Cumprimento das CondiÁıes:

Art. 82 - Expirado o prazo sem que tenha havido revogaÁ„o, considera-se extinta a pena privativa de liberdade.

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O Livramento Condicional
O Livramento Condicional

O Livramento Condicional

O Livramento Condicional

NoÁıes Gerais

Conceito:

Livramento condicional È a liberaÁ„o antecipada, mediante determinadas condiÁıes, do condenado que cumpriu uma parte da pena que lhe foi imposta.

Requisitos do Livramento Condicional:

Art. 83 - O juiz poder· conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2(dois) anos, desde que:

I - cumprida mais de um terÁo da pena se o condenado n„o for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes;

II - cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso;

III - comprovado comportamento satisfatÛrio durante a execuÁ„o da pena, bom desempenho no

trabalho que lhe foi atribuÌdo e aptid„o para prover a prÛpria subsistÍncia mediante trabalho

honesto;

IV - tenha preparado, salvo efetiva impossibilidade de fazÍ-lo, o dano causado pela infraÁ„o;

V - cumprido mais de dois terÁos da pena, nos casos de condenaÁ„o por crime hediondo, pr·tica

de tortura, tr·fico ilÌcito de entorpecentes e drogas afins, e terrorismo, se o apenado n„o for

reincidente especÌfico de crimes dessa natureza.

Par·grafo ˙nico - Para o condenado por crime doloso, cometido com violÍncia ou grave ameaÁa

‡ pessoa, a concess„o do livramento ficar· tambÈm subordinada ‡ constataÁ„o de condiÁıes pessoais que faÁam presumir que o liberado n„o voltar· a delinq¸ir.

Cumprimento MÌnimo da Pena:

 

N„o reincidente

Reincidente

Crimes em geral

UM TER«O

METADE

Crime hediondo, tortura, tr·fico ilÌcito de entorpecentes e terrorismo

DOIS TER«OS

ExcluÌdo do benefÌcio

Soma de Penas:

Art. 84 - As penas que correspondem a infraÁıes diversas devem somar-se para efeito do livramento.

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EspecificaÁ„o das CondiÁıes:

Art. 85 - A sentenÁa especificar· as condiÁıes a que fica subordinado o livramento.

RevogaÁ„o do Livramento:

Art. 86 - Revoga-se o livramento, se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade, em sentenÁa irrecorrÌvel:

I - por crime cometido durante a vigÍncia do benefÌcio;

II - por crime anterior, observado o disposto no art. 84 deste CÛdigo.

RevogaÁ„o Facultativa:

Art. 87 - O juiz poder·, tambÈm, revogar o livramento, se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigaÁıes constantes da sentenÁa, ou for irrecorrivelmente condenado, por crime ou contravenÁ„o, a pena que n„o seja privativa de liberdade.

Efeitos da RevogaÁ„o:

Art. 88 - Revogado o livramento, n„o poder· ser novamente concedido, e, salvo quando a

revogaÁ„o resulta de condenaÁ„o por outro crime anterior ‡quele do benefÌcio, n„o se desconta

na pena o tempo em que esteve solto o condenado.

ExtinÁ„o:

Art. 89 - O juiz n„o poder· declarar extinta a pena, enquanto n„o passar em julgado a sentenÁa em processo a que responde o liberado, por crime cometido na vigÍncia do livramento.

Art. 90 - Se atÈ o seu tÈrmino o livramento n„o È revogado, considera-se extinta a pena privativa de liberdade.

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Os Efeitos da CondenaÁ„o
Os Efeitos da CondenaÁ„o

Os Efeitos da CondenaÁ„o

Os Efeitos da CondenaÁ„o

NoÁıes Gerais

Efeitos GenÈricos e EspecÌficos:

Art. 91 - S„o efeitos da condenaÁ„o:

I - tornar certa a obrigaÁ„o de indenizar o dano causado pelo crime;

II - a perda em favor da Uni„o, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-fÈ:

dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico, alienaÁ„o, uso, porte ou

detenÁ„o constitua fato ilÌcito; do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a pr·tica do fato criminoso.

Art. 92 - S„o tambÈm efeitos da condenaÁ„o:

I.- a perda de cargo, funÁ„o p˙blica ou mandato eletivo: ( redaÁ„o da lei 9268 de 01.04.1996). a). quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a 01 (hum) ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violaÁ„o de dever para com a AdministraÁ„o P˙blica; ( redaÁ„o da lei 9268 de 01.04.1996). b). quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 04 ( quatro ) anos nos demais casos. ( redaÁ„o da lei 9268 de 01.04.1996).

II - a incapacidade para o exercÌcio do p·trio poder, tutela ou curatela, nos crimes dolosos,

sujeitos ‡ pena de reclus„o, cometidos contra filho, tutelado ou curatelado;

III - a inabilitaÁ„o para dirigir veÌculo, quando utilizado como meio para a pr·tica de crime doloso.

Par·grafo ˙nico - Os efeitos de que trata este artigo n„o s„o autom·ticos, devendo ser motivadamente declarados na sentenÁa.

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A ReabilitaÁ„o
A ReabilitaÁ„o

A ReabilitaÁ„o

A ReabilitaÁ„o

Circunst‚ncias Judiciais

Art. 93 - A reabilitaÁ„o alcanÁa quaisquer penas aplicadas em sentenÁa definitiva, assegurado

ao condenado o sigilo dos registros sobre seu processo e condenaÁ„o.

Par·grafo ˙nico - A reabilitaÁ„o poder·, tambÈm, atingir os efeitos da condenaÁ„o, previstos no art. 92 deste CÛdigo, vedada reintegraÁ„o na situaÁ„o anterior, nos casos dos incisos I e II do mesmo artigo.

Ao contr·rio das causas extintivas da punibilidade, a reabilitaÁ„o È apenas um instituto que faz com que fiquem suspensos condicionalmente alguns efeitos penais da condenaÁ„o, pois, se revogada, ficam eles restabelecidos.

A reabilitaÁ„o È a declaraÁ„o judicial de que est„o cumpridas ou extintas as penas impostas ao

sentenciado, assegura o sigilo dos registros sobre o processo e atinge outros efeitos da condenaÁ„o. … um direito do condenado, decorrente da presunÁ„o de aptid„o social, erigida em seu favor, no momento em que o Estado, atravÈs do juiz, admite o seu contato com a sociedade.

Pressupostos

Art. 94 - A reabilitaÁ„o poder· ser requerida, decorridos 2(dois) anos do dia em que foi extinta,

de qualquer modo, a pena ou terminar sua execuÁ„o, computando-se o perÌodo de prova da

suspens„o e o do livramento condicional, se n„o sobrevier revogaÁ„o, desde que o condenado:

I - tenha tido domicÌlio no PaÌs no prazo acima referido;

II - tenha dado, durante esse tempo, demonstraÁ„o efetiva e constante de bom comportamento p˙blico e privado;

III - tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o

fazer, atÈ o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a ren˙ncia da vÌtima ou novaÁ„o

da dÌvida.

Par·grafo ˙nico - Negada a reabilitaÁ„o, poder· ser requerida, a qualquer tempo, desde que o pedido seja instruÌdo com novos elementos comprobatÛrios dos requisitos necess·rios.

Requisitos:

1) Para a concess„o do benefÌcio È necess·rio que o condenado tenha tido domicÌlio no PaÌs no prazo

de 2 anos a contar do cumprimento ou extinÁ„o da pena.

2) Exige-se que o requerente tenha dado, durante o mesmo perÌodo de 2 anos, demosntraÁ„o efetiva e constante de bom comportamento p˙blico e privado. O bom comportamento n„o pode cingir-se aos

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dois anos seguintes ‡ extinÁ„o da pena, mas deve estar presente em todo o perÌodo que antecede o deferimento da reabilitaÁ„o.

3) … necess·rio que o requerente tenha ressarcido o dano causado pelo crime ou demonstre a absoluta impossibilidade de o fazer, atÈ o dia do pedido, ou exiba documento que comprove a ren˙ncia da vÌtima ou novaÁ„o da dÌvida.

RevogaÁ„o

Art. 95 - A reabilitaÁ„o ser· revogada, de ofÌcio ou a requerimento do MinistÈrio P˙blico, se o reabilitado for condenado, como reincidente, por decis„o definitiva, a pena que n„o seja de multa.

S„o dois os requisitos indispens·veis ‡ revogaÁ„o da reabilitaÁ„o:

a) condenaÁ„o do reabilitado como reincidente, por sentenÁa transitada em julgado;

b) È que tenha sido o reabilitado condenado a pena privativa de liberdade.

Revogada a reabilitaÁ„o, os efeitos suspensos voltam a ter efic·cia. Desaparece o sigilo dos registros e retorna o condenado ‡ incapacidade para o exercÌcio do p·trio poder, tutela ou curatela e ‡ inabilitaÁ„o para dirigir veÌculo. N„o perder· o condenado, porÈm, novo cargo, funÁ„o p˙blica ou mandato eletivo, diante da revogaÁ„o, j· que o efeito previsto no art. 92, inciso I, exauriu-se com a exoneraÁ„o ou demiss„o dessas atividades funcionais exercidas quando da pr·tica do crime que deu origem ‡ condenaÁ„o.

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Questıes de Concursos
Questıes de Concursos

Questıes de Concursos

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01 - (MinistÈrio P˙blico/SP ñ 81) A pena de morte, no direito brasileiro,

(

)

a)

È admitida para agentes de crimes hediondos de que resulte morte.

(

)

b)

È admitida para agentes de crimes de tortura (Lei n. 9.455/97), desde que reincidentes em fatos da mesma natureza.

(

)

c)

n„o È admitida.

(

) d) È admitida para agentes de determinados crimes militares, em tempo de guerra declarada.

(

)

e) pode ser aplicada a condenados em est·gio terminal de molÈstia grave e incur·vel, desde que com isso concordem, j· que, em relaÁ„o a seu autor, o suicÌdio È penalmente atÌpico.

02 - (MinistÈrio P˙blico/SP ñ 81) Dentre os enunciados abaixo, aponte o que re˙ne as medidas que melhor atendem ao princÌpio da individualizaÁ„o da pena.

(

) a) Incomunicabilidade das circunst‚ncias subjetivas e ultratividade da lei penal tempor·ria.

(

)

b)

FixaÁ„o da pena de multa proporcionalmente ao prejuÌzo da vÌtima e graÁa.

(

)

c)

Perda dos instrumentos do crime e fixaÁ„o da multa em atenÁ„o ‡ situaÁ„o econÙmica do rÈu.

(

)

d)

Possibilidade de imposiÁ„o de penas ‡ pessoa jurÌdica por crimes ambientais e anistia geral.

(

)

e)

Progress„o de regime prisional segundo o mÈrito do sentenciado e dosagem da pena- base em atenÁ„o aos antecedentes e ‡ personalidade do agente.

03

-

(Magistratura/RS ñ 2000) Presente a semi-imputabilidade,

(

)

a)

a pena pode ser reduzida de um a dois terÁos.

(

)

b)

a pena pode ser reduzida de um terÁo atÈ metade.

(

)

c)

ser· imposta medida de seguranÁa consistente em tratamento ambulatorial.

(

)

d)

a pena pode ser substituÌda somente por internaÁ„o.

(

)

e)

a pena ser· substituÌda por internaÁ„o ou tratamento ambulatorial.

04

-

(Magistratura/RS ñ 2000) Assinale a assertiva correta.

(

)

a)

Ao reincidente especÌfico sempre ser· imposto o regime fechado.

(

)

b)

Ao reincidente genÈrico sempre ser· imposto o regime semi-aberto.

(

)

c)

Imposta pena de detenÁ„o, sendo reincidente o condenado, o regime ser· o fechado.

(

)

d)

O regime aberto aplica-se somente ‡s penas de detenÁ„o.

(

)

e)

Imposta pena de detenÁ„o, somente ser· possÌvel o regime fechado em caso de regress„o.

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05

-

(Magistratura/RS ñ 2000) Considere as assertivas abaixo:

 

I

ñ Apresenta-se o concurso formal homogÍneo quando os resultados s„o idÍnticos.

II ñ O concurso formal imperfeito sÛ È possÌvel nos crimes dolosos. III ñ Apresenta-se o concurso formal imperfeito (ou imprÛprio) quando os desÌgnios s„o autÙnomos. Quais s„o corretas?

(

)

a)

Apenas I

(

)

b)

Apenas II

(

)

c)

Apenas III

(

)

d)

Apenas I e III

(

)

e)

I, II e III

06

-

(Magistratura/SP ñ173) Assinale a alternativa correta.

(

)

a) Na detraÁ„o penal n„o se computa, na pena privativa de liberdade e na medida de

 

seguranÁa, o tempo de pris„o administrativa determinada pela autoridade judici·ria.

(

)

b)

Na segunda fase da operaÁ„o de dosagem da pena, apÛs fixar a pena-base, deve o juiz levar em consideraÁ„o as causas de diminuiÁ„o e de aumento.

(

)

c) No concurso formal e no crime continuado, a dosagem da multa segue o mesmo critÈrio adotado para a pena privativa de liberdade.

(

)

d) A condenaÁ„o anterior a pena de multa n„o impede a concess„o da suspens„o condicional da pena.

07

-

(MinistÈrio P˙blico/SP ñ 82) O percentual do acrÈscimo de pena em raz„o do crime continuado

 

È

fixado tendo-se em vista

(

)

a)

o iter criminis percorrido.

(

)

b)

o n˙mero de infraÁıes cometidas.

(

)

c)

a capacidade econÙmica das vÌtimas.

(

)

d)

o montante do prejuÌzo.

(

)

e)

a gravidade das infraÁıes.

08

-

(MinistÈrio P˙blico/SP ñ 82) Multa vicariante È a

(

)

a)

sÛ imposta a infraÁ„o administrativa.

(

)

b)

de valor irrisÛrio.

(

)

c)

substitutiva.

(

)

d)

cumulativa ‡ pena privativa de liberdade.

(

)

e)

aplicada como sanÁ„o principal cominada abstratamente como sanÁ„o especÌfica a um tipo penal.

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09 - (MinistÈrio P˙blico/SP ñ 82) ìAî cometeu trÍs roubos simples, em concurso formal e perfeito, e, quanto ‡ privativa de liberdade, o Juiz aplicou-lhe pena-base no mÌnimo, com aumento de 1/5, em raz„o do concurso referido. AlÈm disso, impÙs-lhe trinta dias-multa. Tendo em conta tais dados, pode-se dizer que

(

)

a) a pecuni·ria aplicada È excessiva, pois deveria ter seguido o critÈrio utilizado para dosar a pena privativa de liberdade.

(

)

b)

a multa foi aplicada com acerto, obedecendo n„o ao sistema de exasperaÁ„o destinado pela legislaÁ„o ‡s penas privativas de liberdade, mas a outro dispositivo do CÛdigo Penal.

(

)

c)

N„o est· totalmente errado o quantum de multa, pois o crime È grave.

(

)

d)

A quantidade de multa imposta contrariou o disposto no CÛdigo Penal.

(

)

e)

A multa deveria ter sido exasperada na proporÁ„o de um sexto atÈ metade.

10 -

(MinistÈrio P˙blico/SP ñ 82) Aponte a afirmativa correta.

(

)

a) No crime continuado, o prazo decadencial deve ser considerado em relaÁ„o a cada

 

delito que, para isso, deve ser apreciado isoladamente.

(

)

b)

Sursis humanit·rio È o et·rio.

(

)

c)

No que se refere ‡ reabilitaÁ„o, a lei faz distinÁ„o entre o condenado reincidente e o n„o reincidente, quanto ao prazo indispens·vel para a concess„o do benefÌcio.

(

)

d)

A anistia opera ex nunc.

(

)

e) Em caso de rapto mediante fraude, o casamento da vÌtima com terceiro extingue a punibilidade do autor do crime se este apresentar prova do matrimonio no prazo de

sessenta dias a contar da sua celebraÁ„o.

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Gabarito
Gabarito

Gabarito

Gabarito
 

01.D

02.E

03.A

04.E

05.E

06.D

07.B

08.C

09.B

10.A

 
 
 

Bibliografia

 
 

Direito Penal Dam·sio E. de Jesus S„o Paulo: Editora Saraiva, 9 ed., 1999.

 

Manual de Direito Penal J˙lio Fabbrini Mirabete S„o Paulo: Editora Atlas, 9 ed., 1995.

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