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Orientações &

Dicas
Para o Trabalha
Infantil
Preparado por Josinaldo Mariano
Cuidando da
Criança que está
Perto e Dentro de
Nós

Jurandir Andrade – Psicoterapeuta, Escritor

Lembrar o mundo infantil é mergulhar em nosso mundo de fantasias, de buscas, de descobertas


incríveis, vasculhar o que há de mais original e espontâneo em cada um de nós. Os adultos, infelizmente,
reagem diante do mundo infantil com bastante preconceito e, eu diria, até com um pouco de inveja de um
tempo que não viveram plenamente. É comum encararmos esse mundo como algo em que temos doutorado,
que somos experts. Estabelecemos então todas as regras necessárias para as crianças com as quais
convivemos, crendo que se cumprirem cada uma delas serão felizes. Feita a programação, nós ficamos
tranqüilos e com uma agradável sensação de missão cumprida. Só, por via de dúvidas, complementamos a
estratégia com um reforço positivo adequado ao momento.

É isso mesmo, a maioria dos adultos trata as crianças como se elas não tivessem nenhuma sabedoria
em relação ao que desejam, ao que é essencial para a vida delas. Em nosso relacionamento com elas usamos
a mesma prática de condicionamento utilizada nos laboratórios de psicologia experimental e uma
metodologia semelhante à utilizada nos ratinhos. Nosso objetivo é obter as respostas que achamos
convenientes a partir do nosso ponto de vista. Na verdade, limitamos o seu campo da experiência e não
permitimos que elas sejam crianças. É comum ouvirmos quando alguém faz uma coisa boba ser rotulada
imediatamente de criança. Quando rotulamos alguém dessa forma não estamos sendo justos com as crianças.
A criança não é sinônimo de gente boba, imaturidade, idiotice e irresponsabilidade. No entanto, já usamos
ou já presenciamos muita gente usando o termo infantil de forma pejorativa.

Urge que cada um de nós possa usar de sensibilidade para descobrir o quanto ainda resta da beleza do
mundo infantil em nossas mentes e corações. Na verdade, um monte de coisas essenciais que nós
esquecemos de colocar em nossos projetos. Saint-Exupéry nos traz um grande desafio em sua obra "O
Pequeno Príncipe". Ele quer que percebamos nossa grande facilidade em distorcer os valores da infância: "as
pessoas grandes só se interessam por números." Não sabemos ver o carneiro que está além da caixa e é
exatamente isso que nos envelhece - a perda da nossa capacidade de imaginar e de fazer com que os nossos
sonhos aconteçam diante dos nossos olhos. A imaginação nos torna mais criativos e capazes de cavalgar
nossos sonhos, mesmo assim a abandonamos pela maturidade do adulto e nos distanciamos do que
realmente desejamos em nossa realidade.

Seria muito bom se reservássemos alguns momentos para identificar os valores da infância que ainda
insistem em nos habitar. Somos transparentes em nossas relações? Ainda temos a insaciável sede de
descobrir coisas novas ao nosso redor? Valorizamos imensamente as nossas amizades e o momento de estar
com o outro? Uma criança deixa tudo, esquece tudo para reservar um tempo para seus amigos. O adulto vai
esquecendo aos poucos esse valor, substituindo-o pelos compromissos que lhe possibilitam acumular bens.
Tornamo-nos seres sem tempo e mais um valor vai por água abaixo: o de cativar, criar laços afetivos, pois é
impossível conhecer, se aproximar e ser presença sem que haja a disponibilidade necessária.

Junto com esses e outros valores vamos desprezando as pedras preciosas do mundo infantil e
deixando de ver as coisas com o coração. Enfim, deixamos de perceber que "o essencial é invisível aos
olhos". Sabe o que estamos presenciando às margens do terceiro milênio? Mais e mais crianças sendo
moldadas e convertidas em adultos sem direito à regressão. Não estamos permitindo que a criança tenha
uma vida plena, que ela possa ser. Carl Rogers, psicólogo que nos propõe a abordagem centrada na pessoa,
ficaria furioso se pudesse constatar o que as sociedades atuais fazem com suas crianças. A começar pelos
meios de comunicação que impõem à nova geração perfis de adultos-marionetes e seres dançantes
erotizados. E nós, adultos, reforçamos cada parágrafo desse roteiro maquiavélico.

Achamos o máximo, a ponto de reunir um grande grupo para ver nossas crianças imitando os artistas
que estão em alta nas telinhas. Não queremos fazer aqui uma crítica à beleza do corpo, ao erotismo ou à
sensualidade. Todas essas coisas também são valores e são indispensáveis à construção do nosso eu em sua
totalidade. Desejamos detectar quais valores da infância foram abandonados para se viver o papel de um
adulto e o que representam essas coisas para a identidade da criança. Quando a criança vive simplesmente
um estereótipo deixa de construir sua própria experiência e passa a reproduzir unicamente a experiência do
adulto, perdendo aos poucos a consciência de suas próprias necessidades.

A criança que faz da sua vida uma constante reprodução da vida adulta exclui a oportunidade de
viver plenamente o seu momento infantil. Essa criança vai perdendo cada vez mais a confiança que deveria
ter em si mesma e em suas reações organísmicas. Tudo isso é uma pena, porque num projeto como esse não
está incluído a possibilidade do novo e uma pessoa não pode afirmar que vive plenamente se não consegue
experimentar a liberdade e a sua capacidade criativa.

Estamos crescendo, deixando de ser criança e esquecendo o nosso ser criança. Será que estamos
crescendo mesmo? O doloroso não é constatarmos as mudanças físicas, o surgimento de rugas ou que já não
acreditamos mais em Papai Noel, em fadas madrinhas e outras coisas do mundo da fantasia. O grande mal é
constatarmos a perda da esperança, da transparência, da espontaneidade, da originalidade, da sensibilidade e
da crença no potencial do amor em nossas vidas. Aí, amigos, podemos dizer com todas as letras: estamos
ficando velhos!

Prevenir, portanto, ainda é melhor que remediar. Se tentarmos a experiência de tocar com carinho a
criança que está perto de nós ou a que está dentro de nós, lhe dirigirmos palavras de quem acredita em suas
potencialidades e olharmos bem dentro dos olhos dela, veremos que o melhor presente que ela nos pede é a
possibilidade de viver plenamente o seu tempo e diante de todas as exigências de uma sociedade adulta,
simplesmente ser criança.
Cuidando das
Nossas Crianças
Cuidar de filhos no mundo moderno não é uma tarefa fácil. Ao contrário de poucas décadas atrás, as
opções de "desencaminhamento" hoje são infinitas: games extremamente violentos, salas de bate-papo, TV a
cabo, novas modalidades de drogas, programas de televisão que privilegiam a homossexualidade, a rebeldia
e o espiritismo. Devemos admitir que esta invasão era impensada a 30 anos atrás, quando o jogo mais
violento do Atari era Riveraid, a TV ainda mostrava programas infantis completamente ingênuos e droga no
imaginário infantil era algo que se dizia quando se errava uma questão na prova de matemática. Os tempos
mudaram. Os traficantes hoje "atendem" os "clientes" dentro das escolas. O que fazer? O que diz a Bíblia? É
óbvio que o Todo-Poderoso não nos deixaria sem respostas para uma questão tão crucial, afinal, quem mais
entende de criar filhos do que Ele?

PEQUENO MANUAL
BÍBLICO PARA CRIAÇÃO
DE FILHOS
1. Não espere sua criança crescer para lhe ensinar o que é certo ou errado. Esse é um dos erros
mais comuns cometidos atualmente. Muitos pais dão toda liberdade possível para seus filhos em fase de
crescimento com medo de contrariá-los e, de repente, causar-lhes alguma espécie de trauma. Esquecem que
a educação principal é exatamente a base que se recebe em casa, e não na escola. A primeira orientação vem
de PROVÉRBIOS 22.6.

2. Não deixe seu filho desenvolver uma linguagem vergonhosa. Isso é mais comum do que parece.
Há pais que inclusive incentivam seus filhos, principalmente meninos, a fazerem uso de palavras de baixo
calão, e ainda acham graça disso, como se isso fosse sinal de inteligência e personalidade. Leia
COLOSSENSES 3.8.

3. Não permita que seus filhos vejam Deus como "mais uma preocupação”. Essa herança deveríamos
receber dos judeus. Deus é o assunto mais sério que existe no universo. Ensine isso a seus filhos.
Desenvolva nele reverência e temor pelo Criador do Universo. Você não vai se arrepender. Veja
DEUTERONÔMIO 6.4-7.

4. Não encubra erros. Definitivamente essa tem sido a causa de muitas prisões e condenações em nossos
dias. As crianças que são acostumadas a terem seus erros encobertos perdem a noção do que é certo ou
errado logo cedo. Em pouco tempo não vai ter problemas em cometer delitos. A Bíblia é clara nesse sentido:
PROVÉRBIOS 29.15.
5. Não abuse de sua autoridade. Há pais que se valem de sua posição para, gratuitamente, perturbar ou
humilhar seus filhos. Deus não aprova essa atitude. EFÉSIOS 6.4.

6. Fale de Deus e de suas maravilhas. Observe o que diz o salmista: "Não os encobriremos aos seus
filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez."
SALMOS 78.4. Não prive sua família dos maravilhosos feitos de Deus. É importante que todos tenham
conhecimento de suas obras, de sua glória, majestade e vontade.

7. Cuide de seus frutos. Filhos são bênçãos do Senhor. Mas estão sob sua responsabilidade. É como se
fossem seus frutos. Corrigi-los não quer dizer maltratá-los, pelo contrário, quer dizer amá-los (HEBREUS
12.6-8), por isso não devemos abrir mão dessas responsabilidades e delegá-la a outros (professores, babás,
etc.). Deus entregou bênçãos em nossas mãos, e é nosso dever cuidar delas com todo o empenho. E isso
envolve disciplina (PROVÉRBIOS 13.24; 19.18; 23.13).

Missionário Neto Curvina, pai de dois filhos, João Daniel e Micael, com mais de dez anos de experiência em
salas de aula do Ensino Fundamental e Médio, convivendo diariamente com crianças das mais variadas
idades, testemunha ocular da falta que faz a presença de Deus nas vidas de muitas famílias.

Autor: Missionário Neto Curvina


Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
Famílias
Fortes
Ellen Bresee

Um renomado cientista disse certa vez que se houvesse uma guerra nuclear o primeiro que as pessoas fariam
depois de passado o perigo seria procurar suas famílias.

As famílias são importantes para nos ensinar e são importantes para Deus. Os Testemunhos nos dizem que
os lares cristãos que vivem de acordo com o plano de Deus são Seus agentes mais eficazes para o avanço de
Sua obra. Nossas famílias são símbolos da família celestial, para serem mostradas ao mundo, e para
servirem de lições objetivas de como são as famílias que amam a Deus e guardam Seus mandamentos.

A história mostra o surgimento e queda de grandes sociedades antigas como as de Roma, Grécia e Egito.
Quando as sociedades estavam no pico do poder e da prosperidade, as famílias eram fortemente
estabelecidas e valorizadas. Quando a vida familiar enfraquece, não é valorizada e torna-se extremamente
individualista, a sociedade começa a se deteriorar e fragmentar.

No livro Ciência do Bom Viver vemos que o coração da comunidade, da igreja e da nação é o lar. O bem-
estar da sociedade, o sucesso da igreja e a prosperidade da nação dependem das influências do lar. A
qualidade da vida familiar é extremamente importante para nossa felicidade e saúde mental como
indivíduos.

Nos anos recentes a importância e estilo de vida da família e do lar têm sido questionados, mas a ação do
pêndulo do mundo está passando para trás a importância de famílias fortes, que conhecem quais são as
raízes da nação. Se esse for o caso, certamente nossa igreja deve tomar a posição de liderança na promoção
de famílias cristãs fortes.

Muitos de nós não tivemos modelos ideais de como deveria ser a família cristã; então como podemos
aprender? O modelo mais positivo que possuímos é a Palavra. Na verdade, é o único modelo verdadeiro e
seguro. É a forma escolhida por Deus para transmitir Sua vontade a nossas famílias.

Interessei-me pelos resultados de um estudo realizado pelo Family Strengths Research Project (Projeto de
Pesquisa do Poder da Família), em Oklahoma. O Cooperative Extension Service (Serviço de Extensão
Cooperativa) auxiliado pelo agente do Home Economic Exten-sion Service (Serviço de Extensão da
Economia do Lar), em cada cidade de Oklahoma, tra-balharam juntos para recomendar o que considero
famílias especialmente fortes. Armados com materiais de diretrizes e de antecedentes, as famílias foram
entrevistadas de forma abrangente.
Após o extenso material ter sido analisado, seis qualificadores se destacaram os quais pareciam exercer
papel muito importante no fortalecimento e felicidade dessas famílias.

Se essas famílias foram consideradas como as mais destacadas em Oklahoma (essas tendência parecem ser
as mesmas em um estudo nacional agora em andamento), então talvez deveríamos tirar tempo para examiná-
las.

1. Passar tempo juntos – famílias que realizavam muitas atividades juntos. Esse tempo passado juntos
não ACONTECIA POR ACASO. Eles FAZIAM acontecer. Mantinham-se unidas em todas as áreas da vida:
refeições, recreação, culto e trabalho.

2. Bons modelos de comunicação – Passavam tempo conversando e ouvindo com atenção. O bom
ouvinte transmite respeito. Se você me ouve, então eu o ouço. Em um dos seminários que realizei, sugeri
uma forma de ajudar as pessoas a realmente ouvirem o que você diz, caso sinta que esse não está sendo o
caso. Escreva uma nota e expresse seus sentimentos e então peça a seu cônjuge para ler essa nota quando
você não estiver presente, dando-lhe assim atenção total. Após a reunião um senhor me procurou para me
agradecer e dizer que iria tentar esse recurso. Ele disse: “Minha esposa nunca escuta o que eu digo; sinto
como se ela estivesse falando com outra pessoa ao telefone e acenasse com a cabeça para mim dizendo:
‘sim, ouvi, continue..., mas prossegue falando com a outra pessoa”. Ouvir é uma parte muito importante da
boa comunicação.

3. Compromisso – Palavra impopular nestes dias. A maioria das pessoas não está disposta a comprometer-
se de forma alguma, porém, essas famílias estavam profundamente comprometidas a promover a felicidade e
bem-estar uns dos outros. Quando a vida se torna tão agitada que os membros da família sentem que não
estão passando muito tempo juntos o quanto deveriam, sentam-se e preparam uma relação de atividades nas
quais todos possam estar envolvidos. Com percepção crítica organizam as prioridades a fim de reservarem
mais tempo livre para a família.

4. Elevado grau de orientação religiosa – Isso harmoniza com a pesquisa realizada nos últimos 40
anos, que demonstra relacionamento positivo entre a religião e a felicidade conjugal e relacionamentos bem-
sucedidos na família. O compromisso se torna mais profundo ao freqüentarem a igreja e participarem das
atividades religiosas. É o compromisso para com o estilo de vida espiritual. Este é descrito como a
conscientização de Deus que lhes concedeu senso de propósito e de apoio e fortalecimento mútuos. Essa
noção de comunicação com o Poder superior ajuda-os a serem mais pacientes uns com os outros, mais
perdoadores, mais prontos a eliminarem a ira, mais positivos e mais incentivadores em seus
relacionamentos. Em outras palavras, simplesmente viver o cristianismo na prática diária!

5. Capacidade de enfrentar as crises de forma positiva – As crises são tratadas de forma construtiva.
De alguma forma conseguem ver na situação mais negra algum elemento positivo, não importa o quão
diminuto seja e concentram-se nele. Aprendem a confiarem e a contarem uns com os outros. Eles se unem e
não permitem que a crise os fragmentem.

6. Admiração – Essas famílias expressam muita admiração uns pelos outros. Eles se edificam
psicologicamente e dão uns aos outros muitas impressões positivas. Não há quem não aprecie estar na
companhia de alguém que o ajude a se sentir bem consigo mesmo! Algumas vezes o marido prefere o
ambiente do trabalho porque seus colegas o fazem se sentir melhor em relação a si mesmo do que sua esposa
– sente-se mais respeitado. Infeliz-mente, a esposa não tem essa mesma possibilidade do marido e se ele não
demonstrar apreciação por ela sua auto-estima míngua e morre. O filho, muitas vezes prefere passar tempo
com seus colegas porque estes não o criticam da forma que seus pais fazem. A afirmação pode ser um jogo
divertido na família. Tente fazer isso no culto familiar. Cada um tece algum elogio a outro membro da
família. Recentemente fizemos isso em nossa família – com nossos filhos adultos, netos – e fomos
profundamente tocados.
Creio que podemos encontrar esses seis princípios na Palavra de Deus. Apreciaria convidar cada um de
vocês a fazerem um novo compromisso hoje, de reorganizar seus valores e prioridades a fim de que nossas
famílias sejam verdadeiramente “famílias de Deus”.

[Extraído de Preacher’s Kids.]

Valores familiares
Deus, o pai

Ser pai ou mãe é uma dádiva e uma tarefa complexa. Com freqüência, podemos ficar tão distraídos com esta
tarefa (prover alimento, disciplina, abrigo, vestuário e educação) que perdemos nossa relação com a criança
em meio a todas as pressões e preocupações. Contudo, a maior necessidade da criança em crescimento, para
que se torne um adulto seguro e com autoconfiança, é saber que é amada. O amor é expresso em confiança,
cuidado, deleite e liberdade, para que ela se desenvolva como pessoa em relações saudáveis e abertas ao
perdão.

Leia Salmos 139:13-16

Deus criou a cada um de nós. Somos únicos.

• O que podemos aprender com esta passagem sobre como Deus nos vê a cada
um de nós?
• O que esta passagem nos diz sobre Deus como nosso criador?

Leia Gálatas 4:4-7

Deus oferece-nos uma oportunidade para termos uma relação com Ele. Todos nós temos um grande desejo
de sermos amados e pertencermos a famílias e comunidades. Se sabemos que somos amados, sabemos que
pertencemos. Com esta certeza, podemos crescer e realizar as promessas de Deus para as nossas vidas.

• O que significa para você pertencer a Deus?


• Ajudamos os outros a saberem que são queridos e que pertencem?

Leia Mateus 12:18 e Lucas 3:22

Deus não teve medo de expressar o seu amor por seu Filho e por nós como seus filhos. Ele nos pede que
façamos o mesmo. Os filhos sabem se o nosso amor é uma obrigação ou uma alegria. O amor com alegria
liberta a criança para que seja feliz, criativa e para que descubra quem é.

• Você tem confiança suficiente no amor de Deus para compartilhá-lo em suas


relações com seus filhos e com os outros?

Leia Jeremias 31:3-20

Deus perdoa-nos à medida que cambaleamos e crescemos em maturidade. Seu amor por nós dá-nos a
segurança para experimentarmos coisas novas. Podemos estar confiantes de que Ele nunca nos magoará ou
abandonará

• O que significa para mim saber que Deus se deleita em mim?


• O que me impede de dar esta mesma dádiva aos filhos a quem amo? Como
posso mudar com a ajuda de Deus?

Que nos deleitemos em nossos filhos pelo que são e que lhes demos a liberdade para serem eles próprios em
Cristo.

Jesus e as crianças

Jesus se preocupava com as crianças e as necessidades delas. Ele gostava da sua companhia e de passar
tempo com elas.

Leia Mateus 19:13-15

• A nossa atitude para com as crianças é a mesma de Cristo – ou dos seus


discípulos?
• Qual é a nossa atitude para com as crianças no nosso trabalho? Nós dedicamos
um tempo para ouvi-las, conhecer as suas necessidades e respeitá-las como
indivíduos?

Leia Mateus 18:1-4

• O que Jesus ama em relação às crianças?


• Por que devemos ser como crianças para entrarmos no reino de Deus?

Em Lucas 2:41-51, nós lemos como Jesus, quando ainda era criança, foi capaz de decidir por si mesmo
acerca do que ele queria aprender. Ele tinha muito para contribuir com a discussão também.

Leia Mateus 21:14-16

Nesta passagem, nós aprendemos como Jesus reconheceu que as crianças eram capazes de entender o que
estava acontecendo e não temiam falar sobre isso. As crianças podem ver coisas que nós fingimos ignorar,
falhamos em aceitar ou sobre as quais estamos muito envergonhados para tomarmos alguma atitude.

• Você pode pensar em ocasiões em que as crianças podem ser mais eficazes em
compartilhar do que os adultos?

Discuta e considere em oração como a sua comunidade pode envolver mais as crianças no desenvolvimento
de uma comunidade sadia e unida. Ore pelas crianças que você conhece.

Famílias

O plano de Deus é que a família seja um lugar de refúgio e segurança, permanecendo firme sob pressões.
Ela deve ser um lugar onde os seus membros possam atingir maturidade, compartilhando de coisas boas e
diversão! Há muitos exemplos disto na Bíblia – no Salmo 128, por exemplo.

• O que podemos fazer para fortalecer nossas famílias?


• O que as ajudará a se desenvolverem como Deus planejou?

Leia Deuteronômios 6:4-9


Se colocarmos Deus em primeiro lugar em nossas vidas, outras coisas se encaixarão em seu lugar. Estudar a
Bíblia, juntos ou a
sós, é muito importante. É um alicerce para a família.

Leia 1 Coríntios 13 para compreender o tipo de amor que devemos ter em nossas famílias.

• Nós temos este amor em nossas famílias?

Leia Efésios 5:21-6:4 e, depois, Colossenses 3:18-21 para aprender sobre nossas responsabilidades como
membros de família. Quais são estas responsabilidades? Nós realmente as colocamos em prática?

• Como maridos, estamos amando e não sendo duros para com as nossas
esposas? Nós as amamos tanto quanto amamos a nós mesmos?
• Como esposas, somos “companheiras” de nossos maridos, apoiando-os em seu
papel?
• As crianças são uma bênção de Deus. Nós as vemos desta forma ou pensamos,
pelo contrário, nos problemas que elas nos trazem? Nós as incentivamos ou as
criticamos sempre?
• Nós respeitamos e obedecemos aos nossos pais? Ao ficarem idosos, cuidamos
deles?
• Nós olhamos para os problemas da velhice deles em vez da sabedoria que ela
traz?
• Como se compara a sua vida familiar com estas verdades da Bíblia? O que você
poderia fazer para melhorar as coisas?

Depois disto, desfrute a sua família! Ela é uma bênção!

A sabedoria dos jovens e dos idosos

Ao envelhecermos, algumas das nossas atividades podem ser interrompidas, mas novas oportunidades de
amor e vida também podem surgir. Seja qual for a nossa idade, Deus está e estará sempre ao nosso dispor.

Leia Isaías 46:3-4

Deus lembrou à nação de Israel que Ele estava presente quando sua nação começou e quando cada um deles
foi concebido e nasceu. Sejam quais forem os problemas que temos na vida, quem mais, além de Deus, pode
nos conduzir desde o nosso nascimento até que nossos cabelos fiquem brancos?

Leia Provérbios 23:22-25

O livro de Provérbios é uma mensagem de um pai para o seu filho. Ele dá conselhos que foram acumulados
e testados por pessoas sábias, para que o seu filho possa segui-los. Ele quer que o seu filho cresça temendo a
Deus. Talvez você queira ler o livro e comparar estes dizeres com os seus dizeres tradicionais.

• Nós ouvimos os nossos pais e trazemos-lhes alegria?

Muitas pessoas idosas têm uma grande sabedoria sobre a vida, a fé, a história, ou talvez sobre práticas
tradicionais (assim como o uso de plantas medicinais), através da qual todos nó
podemos nos beneficiar. Busque primeiro a sabedoria dos anciãos, enquanto eles a puderem dar.

• Você ouve as pessoas mais velhas do que você?

Leia Jó 32
Quando Jó sofria muito, os seus três amigos mais velhos ouviram e, então, deram os seus conselhos.
Infelizmente, eles não tiveram nenhuma utilidade, porque estavam enganados! Um jovem chamado Eliú
acabou se manifestando, com maior compreensão. Às vezes, os jovens conseguem ver as coisas de maneira
mais clara. Como o mundo muda tão rapidamente, especialmente nas áreas das ciências, da informática e
das comunicações, talvez freqüentemente haja ocasiões em que também precisemos ouvir os jovens.

• Você ouve as pessoas mais jovens do que você?


• Quando deveríamos ouvir os conselhos das pessoas mais jovens?

Nós não devemos ter medo de mudanças ao envelhecermos. Nós temos a companhia das pessoas jovens e
idosas e, sobretudo, do nosso Senhor para nos ajudar em todas as mudanças que a vida nos traz.

This page was last updated on 22 August 2005


A Igreja e a
Criança

"Assim a Igreja considerará as crianças


uma elevada prioridade, buscando meios
para envolvê-las em todas as suas
atividades. Então, elas se sentirão parte da
comunidade cristã e ligadas ao fazerem
sua decisão por Cristo e pela Igreja."
(anônimo)

PORQUE ORIENTAR A CRIANÇA

Palestra Proferida pelo Dr. Tedd Tripp em Out/94 na X Conferência da Editora Fiel1

Gn. 18:19. "Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que
guardem o caminho do Senhor, e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre
Abraão o que tem falado a seu respeito."

Esta passagem chama os pais para dirigirem seu filhos. Eu sei que a nossa cultura tem se afastado
desta tarefa, e que o nosso país, EUA, exporta tanto coisas boas como ruins, e por isso eu estou
certo que você também tem sido tentado a se afastar desta tarefa. A minha oração é que nestes
dias nós sejamos colocados face a face com a tarefa de dirigir nossas crianças, e que Deus possa
corrigir nossas falhas e também nos levar a obediência.

A porção deste verso que eu quero olhar neste momento é a seguinte: "Para que ordene a seus
filhos e a sua casa". Esta passagem nos chama a ordenar a nossa casa. Deixe-me colocar aqui ,
aquilo que já é óbvio. Este chamado para que nós dirijamos as nossas crianças, implica que elas
precisam de direção. As crianças não tem um conhecimento maduro, não conhecem a si mesmas,
não possuem experiência da vida, elas pedem direção. E a palavra aqui é que nós devemos por
ordem, é colocar as coisas no lugar certo. Nós precisamos dirigir nossas crianças, o que descreve
um relacionamento de autoridade. Nós somos pessoas chamadas para dirigir nossas famílias.
Deus tem nos dado autoridade para assim agir. No meu país é difícil cumprir este mandamento,
pois nós fazemos parte de uma cultura que não gosta de autoridade. Nós não gostamos de estar
debaixo de autoridade e também não gostamos de exercer autoridade.
1
(Disponível em DVD , adquirido pela IPAC)
Razões Para Orientá-las

Quais são algumas razões pelas quais as crianças precisam se submeter a nossa autoridade? Por
que as crianças precisam de alguém que lhes diga o que é bom para elas? Quais são as
necessidades, de uma criança, que pedem direção? Como que as crianças se beneficiam recebendo
direção? Essas são as perguntas que queremos responder através da Palavra de Deus.

A primeira razão é que ouvir os pais, é o meio pelo qual o filho ou a filha adquire o entendimento e o
temor do Senhor. Há alguma coisa em ouvir e responder aquilo que uma pessoa sábia diz e isto
ensina a criança a aprender o temor do Senhor. Em Pv.2:1-5 é apresentado uma resposta sábia à
correção e à direção, pois as palavras do pai tem sido aceitas sendo postas no depósito e o coração
se aplicou ao entendimento, e, o filho, tem recebido entendimento e discernimento, pois é através
de ouvir o pai que a criança encontra o conhecimento de Deus. Por isso nós precisamos ser
dedicados no instruir nossas crianças. Nós não devemos permitir que as nossas crianças não
recebam estes ensinamentos, pois a criança que não ouve a instrução de seu pai não vai aprender
o temor do Senhor e, sem o temor do Senhor, ela não vai encontrar o conhecimento de Deus. É
conhecendo o temor de Deus que há a possibilidade de se conhecer a Deus. Então uma das razões
porque as crianças precisam da direção dos pais é que assim elas aprenderão o temor do Senhor.
Nesta passagem você encontra muitas bênçãos que se seguirão à obediência, e estas bênçãos não
virão sobre a criança que não ouve a instrução dos pais.

A segunda razão pela qual as crianças devem receber a direção dos pais é que este é o meio pelo qual
a filha e o filho crescerão em sabedoria e ganharão entendimento (Pv.4:1; Pv.13:1; Pv.19:20; Pv.23:22).

A terceira razão é que, recebendo a direção dos pais, a criança terá condição de conhecer a atitude de ser
discreto e evitará problemas (Pv.5:1-2). Neste texto são mencionados muitos avisos e advertências
com relação a perigos que serão evitados através do ouvir a instrução dos pais (Pv. 5:7). Em Pv.
7:13 menciona os sentimentos de tristeza do homem que não deu ouvidos aos pais. Como é que a
criança pode atravessar o desafio da fornicação, da atração e do prazer sexual? Como é que se
pode olhar para estes perigos com um julgamento maduro? Pois o nossos jovens não têm se
livrado destes perigos e os jovens estão agindo de maneira que desonram a Deus no seu
comportamento. As nossas crianças precisam saber que o pecado do sexo haverá de trazer
resultados terríveis, e este texto nos diz que isto é aprendido pelo ouvir a instrução dos pais. Pais
vocês precisam instruir as suas crianças, ensinem as suas crianças o temor do Senhor, dêem a elas
direção, ajude-as a aprender a ouvi-lo, e você tenha discernimento para ver se elas estão ouvindo,
encontre um jeito de envolvê-las na conversa como Salomão em Pv. 7:24-27. Como é que o jovem
pode alcançar esta sabedoria? ele a ganha por recebê-la através da instrução dos pais.

A quarta razão é que receber a direção dos pais é o meio pelo qual os filhos podem desfrutar das bênçãos
prometidas. A criança que receber tal instrução, terá poucas lutas ou dificuldades na vida (Pv.1:8-9).
Pois a instrução dos pais será como uma grinalda sobre a cabeça e como um colar, e a criança que
recebe esta instrução será grandemente abençoada. As palavras dos pais são vida para a criança,
trazem saúde para o corpo todo (Pv.4:20- 22). "Aqueles que me encontram, encontram o favor do
Senhor e encontram vida", e a criança que recebe instrução dos pais, de todos os lados recebe
bênçãos para sua vida (Pv.8:32-36).

A quinta razão pela qual as crianças devem receber instrução dos pais é que recebê-la é o meio
pelo qual o filho ou filha gozará a bênção de uma vida longa. Eles haverão de prolongar as suas
vidas e trazer a prosperidade (Pv.3:1-2 e 4:10). Em Pv.7:2 é dito: "observe o meu mandamento e
vive." A promessa de uma vida longa em Efésios 6:1-3 tem a sua raiz no Velho Testamento. A
bênção da vida longa é uma das coisas que Deus coloca sobre a criança que recebe a instrução dos
pais. As crianças precisam da orientação dos pais. Elas não entendem o quanto elas necessitam
disso, pois nós vivemos em uma época em que não se faz isso com freqüência. A nossa cultura diz
que a criança tem o direito de escolha em tudo e, temos assim, entregado a elas a responsabilidade
da decisão. Mas elas não estão preparadas para tomar as decisões sábias e acertadas, e a evidência
desta falha está em todo o mundo. Nós não podemos tratá-las como se elas tivessem maturidade
para um bom julgamento, nem como se estivessem equipadas para tomarem decisões sábias. Eu
não estou sugerindo que devamos ser pais duros e ruins, nem que devamos ser super exigentes e
nada bondosos, mas nós precisamos prover direção para nossas crianças. O que eu quero olhar é
como nós podemos dar estas instruções às crianças? Como podemos falar coisas profundas às suas
vidas? Como podemos passar além do comportamento para irmos então até os seus corações? Nós
precisamos aprender como dar a direção para que elas possam aprendê-las.

Falhas Comumente Cometidas

Há muitas evidências de nossas falhas em fazer e em não fazer isto. E há três falhas que estão
presentes em nossas vidas. Vamos apresentar três exemplos de uma auto-satisfação indevida, que
nossas crianças têm experimentado.

A primeira, é permitirmos que as nossas crianças desenvolvam hábitos de uma vida vazia, sem ocupação.
As crianças tem recebido de nós, o poder de decisão sobre o que vão fazer com muito do seu
tempo, e nós as dispensamos das responsabilidades das tarefas da casa, deixando que elas sentem
e desfrutem das bênçãos da vida sem que elas trabalhem por aquilo. Como resultado disso nós
vemos crianças que, mais tarde, não verão o trabalho como uma bênção para suas vidas.

A segunda é nós permitirmos, às nossas crianças, hábitos de extravagâncias. Esta se evidencia


facilmente nos detalhes particulares das suas roupas, e exigências quanto as suas atividades e os
seus prazeres.

A terceira evidência, é nós permitirmos que as nossas crianças tenham o hábito de manifestarem as suas
explosões emocionais e de ira. Nós precisamos estar dando direção bíblica para elas nessas áreas.

Responsabilidade Paterna

Se nós vamos treiná-las, nós precisamos de alvos muito claros em nossa tarefa. Nós não podemos
realizar alguma coisa se não sabemos o queremos realizar. E é uma obrigação específica para os
pais. Em Gn.19 diz: "Eu o escolhi (Abraão)". Em Ef.6:4 nos diz: "Pais, não provoqueis..." e esta
tarefa então, é primariamente dos pais (homens). Por isso os pais é que são chamados para esta
tarefa. Certamente você se utilizará dos talentos de sua esposa, mas saiba que a responsabilidade é
sua. Cabe então ao pai verificar se esta tarefa está sendo realizada, e que está sendo feita com
qualidade. Não estou sugerindo que as nossas esposas não tenham capacidade para realizá-las
bem, mas sim que compete a nós homens, a responsabilidade de que seja feito e com perfeição.

Alvos Sugeridos

Deixe-me sugerir dez alvos amplos nesta área. Coisas que devemos estar tentando realizar no
nosso treinamento com as crianças.
O primeiro é um ensino geral no conhecimento da Bíblia. Precisamos treiná-las a ter um conhecimento
geral das Escrituras, tal como, saber os livros da Bíblia na ordem em que eles se encontram. Ser
capazes de encontrar os textos principais das Escrituras, como o Salmo do Bom Pastor, o relato da
criação e do dilúvio, a chamada de Abraão e de José, os dez mandamentos, as bênçãos e as
maldições da aliança, a passagem de Isaías sobre o Servo sofredor, algumas profecias do Velho
Testamento sobre o Senhor Jesus Cristo, onde encontrar as bem-aventuranças, onde se encontra o
relato sobre a igreja primitiva, onde está o relato de Jesus falando com Nicodemos, ou aonde
encontrar o fruto do Espírito, e o capítulo do amor, e ainda as qualificações para os oficiais da
Igreja, e ainda passagens que descrevem o corpo de Cristo. Isto pode ser parte do culto familiar.
Eu uma vez fiquei na casa de um pastor onde as crianças acompanhavam o culto com cadernos de
anotações, e a cada noite elas estavam acrescentando verdades aos seus cadernos e as suas mentes.

Em segundo lugar, como alvo, nós deveríamos ensinar o Catecismo as nossas crianças. Ensiná-las as
doutrinas bíblicas através de perguntas e respostas. É interessante notar que Dt. 6 estabelece que o
ensino do pai para o filho deve ser feito através da pergunta e da resposta.

Em terceiro lugar, devemos ensiná-las a lidar com a vida de forma bíblica. Precisamos ensiná-las a se
portar corretamente diante das ofensas e como responder às dificuldades da vida com uma
perspectiva bíblica. Quando seu filho chega em casa chorando porque alguém o machucou, você
tem a oportunidade de, nessa hora, instruir a sua criança a não pecar nessas circunstâncias. É
muito mais necessário a criança aprender a lidar com as ofensas sofridas do que o pai ir resolver
essas questões. Precisamos ensiná-las passagens como Rm. 12 onde elas aprenderão como retornar
o bem pelo mal sofrido. Também Lc.6 que nos diz para abençoarmos aqueles que nos amaldiçoam.

Em quarto lugar, precisamos estar preocupados em treinar o caráter de nossas crianças. O caráter
delas precisa ser dirigido para dentro da linha do Senhor. Precisamos ensiná-las a temer ao
Senhor, a serem humildes, a possuírem integridade e diligência, gratidão e lealdade, disciplina e
sabedoria, discernimento e atenção, pureza e mansidão. Nós como pais, precisamos ensiná-las a
terem e a refletir estas qualidades. Essas coisas não fazem parte da nossa cultura e por isso nós
precisamos ensiná-las.

Em quinto lugar, nós precisamos ensiná-las um desenvolvimento social geral. Em Lc.2:52 nos diz que
Jesus cresceu em sabedoria e graça diante de Deus. Ele deve ter se conduzido de tal maneira que
as pessoas da sua cultura O respeitaram. Por isso nossas crianças precisam aprender a se
comportar e lidar de forma respeitável nos mais diversos tipos de relacionamentos. Precisamos
ensiná-las em todas as questões e tentações que dizem respeito a amizades. Há algumas tentações
que tem a ver com as autoridades, outras com os professores, com os demais membros da família,
e também com toda a sociedade. E elas precisam aprender a se comportar convenientemente em
cada caso.

Em sexto lugar, nós precisamos estar preocupados em treiná-las nas questões acadêmicas. Como pais,
precisamos estar envolvidos nas questões de educação dos nossos filhos, de forma que eles
estejam aprendendo a olhar o mundo sob o prisma de Deus. Há uma passagem muito interessante
em I Rs.4:29-34 que nos diz que Salomão era mais sábio que todos de sua época, possuindo
sabedoria sob o prisma divino em todas as questões. Assim também, devemos nós ensinar as
nossas crianças a aprender todas as questões sob este prisma.

Em sétimo lugar, nós temos de ensiná-las a ter uma visão bíblica sobre possessões. Elas precisam ver
nossas posses como dádivas de Deus e como ferramentas. Precisam ver as pessoas como sendo
mais importantes do que aquilo que possuímos. Em I Tm.5 diz que nós não devemos confiar nas
riquezas e que devemos ser ricos em boas ações.
Em oitavo lugar, temos de ensiná-las o valor do tempo. Ef. 5 nos chama para remir o tempo porque
os dias são maus. E isso não é apenas para os adultos, mas também é para as crianças. Daí termos
de ensiná-las a serem responsáveis pelo seu tempo. Eles precisam de tempo para brincar, mas
precisam entender que a vida é curta, e que há oportunidades que exigem o uso sábio do tempo.

Em nono lugar, nós precisamos ensiná-las a desenvolver projetos que estejam relacionados com o
interesse delas. Precisamos ajudá-las a encontrar bons livros para serem lidos, a fazer boas coisas
com o seu tempo. Precisamos ensiná-las a ter resistência e perseverança. Nós podemos fazer muito
mais do que aquilo que pensamos que podemos. Podemos trabalhar mais duro do que aquilo que
nós percebemos, e nós precisamos ensinar as nossas crianças a perseverar e continuar mesmo
quando elas perdem o interesse na tarefa, principalmente quando se tratar de tarefas longas e que
precisam muito de nós.

Em décimo lugar, elas precisam aprender a controlar as suas emoções. Nós precisamos ensiná-las a
serem pessoas que vivam baseadas nas verdades bíblicas e não nas suas emoções e no seus
sentimentos, a encontrarem as suas verdades na Palavra de Deus. Elas precisam aprender a
entender os seus sentimentos, mas a serem guiadas pelos caminhos bíblicos. Nós precisamos
ensiná-las a viver de acordo com aquilo que é justo e reto.

Nossa Suficiência

Nós temos uma grande missão de treinamento. Será que você se cansou com esta lista
apresentada? É uma grande tarefa que Deus tem nos dado. Nós temos um grande exército para
treinar para a batalha. O inimigo está a nossa volta. Nós precisamos, então, treinar as nossas
crianças para que elas tenham uma vida útil ao Reino de Deus.

Talvez você se pergunte: aonde encontrarei forças para executar esta tarefa? Esta tarefa é muito
grande e eu nunca vou conseguir fazer isto que foi apresentado. Mas para encerrar, leia a sua
Bíblia em Ef.3 e lembre-se que o livro de Efésios tem o seguinte esboço: Os três primeiros capítulos
o Ap. Paulo apresenta a glória do evangelho. Nós aprendemos ali sobre a grande salvação de
Deus e sobre o amor de Deus que nos elegeu. Nós aprendemos sobre a redenção que há em Cristo
e também sobre o poder que está trabalhando em nós, e como Deus nos levantou dos mortos.
Paulo fala sobre a salvação pela graça mediante a fé. Então a glória da salvação está posta nestes
três primeiros capítulos. Nos capítulos 4 a 6, Paulo focaliza as três maiores áreas da vida. No cap. 4
ele fala da Igreja, no 5 sobre marido e mulher, e no cap. 6 sobre as crianças, famílias e trabalho.
Então as três áreas focalizadas são a Igreja, a família e o trabalho. E na transição do capítulo 3 para
o 4 nós temos esta oração maravilhosa do Apóstolo.

Leia Ef. 3:14-21, e você verá que Deus tem nos dado, na Sua graça gloriosa, o poder de que
necessitamos. Ele tem trabalhado conosco através do Seu poder em nosso ser interior. Jesus Cristo
habita em nossos corações pela fé. Nós sabemos sobre este amor de Deus que está acima de todo
entendimento, e Ele pode fazer muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou
pensamos. O poder de Deus está agindo em cada um de nós como filhos de Deus. O Deus da
glória tem levado o Seu Filho a habitar em nossos corações. Ele está operando assim para a Sua
própria glória, glória da Sua igreja. E toda a graça de que nós precisamos para cumprir esta tarefa
de pais, nós encontramos em Jesus Cristo.

Deus tem nos dado uma grande tarefa e aquele que está em nós é maior do que esta tarefa. E Ele é
capaz de nos dar a graça que precisamos para servi-lo, então Ele nos dá esta graça para assim
fazer. E a nossa esperança de poder fazer aquilo que Deus tem nos chamado para fazer está
baseada na pessoa de Jesus Cristo. Que Deus nos dê graça para que possamos dar a nós mesmos a
determinação, e aplicarmos aquilo que Deus tem nos chamado para fazer. Amém!

O papel da igreja
Uma casa espiritual
Leia 1 Pedro 2:4-8

Aqui Pedro usa a primeira das três imagens para descrever a comunidade dos cristãos. Na cultura judaica, a
pedra angular era a primeira pedra a ser assentada e era uma pedra grande, na esquina do prédio, que
apoiava duas paredes em ângulo reto.

• Discuta sobre o significado da pedra angular ao se construir uma casa. Nesta


passagem, Jesus é comparado a uma pedra angular. Qual é a importância dele
na construção das nossas vidas?
• Como Pedro descreve a pedra angular e o templo nesta passagem?
• O que Pedro está tentando dizer sobre a natureza da igreja cristã ao usar estas
palavras?
• Quem é o construtor? Deus, o Pai, Jesus, o Espírito Santo ou as pessoas?
• Quais são as características da igreja ideal?

Um sacerdócio real e santo


Leia 1 Pedro 2:4-9

Na época em que Pedro estava escrevendo, os sacerdotes, na fé judaica, atuavam como intermediários entre
Deus e o povo de Israel. Eles mantinham os prédios, pegavam os sacrifícios das pessoas, apresentavam-nos
a Deus no altar e davam o dízimo do povo para os pobres.

• Qual era a função do sacerdócio de acordo com esta passagem?


• De que maneira o sacerdócio santo e todos os crentes são semelhantes?
• Discuta sobre por que Pedro diz que todos os crentes são o “sacerdócio real”.
• Quais são os sacrifícios espirituais que devemos oferecer como crentes?
• O que se quer dizer com sacerdócio de todos os que crêem?
• Como isto se compara com a situação dentro das nossas
igrejas?
Uma nação santa
Leia 1 Pedro 2:9-12

O uso do termo “nação santa” lembraria o povo judeu de sua própria história. Deus havia salvado a nação de
Israel da escravidão no Egito, levando-os para a Terra Prometida. Eles deveriam ser a luz – um exemplo –
para os gentios.

• O que você compreende pelo termo “nação santa”? Qual era a função de Israel
para com os gentios?
• De que maneira a igreja difere do mundo?
• Qual é o propósito de a igreja ser “diferente”?
• Quais são as características da igreja ideal?
• Como ela se compara com a situação da nossa própria igreja?
• Como seria a nação ideal? Compare-a com a situação dentro do país.

Sal e luz
Leia Mateus 5:13-16

Esta é uma passagem desafiadora do “Sermão da Montanha” de Jesus.

• Quais são as características naturais e os usos do sal?


• O que achamos que Jesus queria dizer, quando disse “Vós sois o sal da terra”?
(versículo 13)
• Se o sal perder seu sabor, qual será o seu uso – no alimento e no sentido
espiritual?
• O que significa para a igreja ser “a luz do mundo”? (versículo 14
• Se somos o sal e a luz, que impacto deveríamos estar tendo na nossa
comunidade e na nossa igreja?
• Que coisas poderíamos fazer para termos um maior impacto na nossa
comunidade e na nossa igreja?

O ministério de cura de Jesus

Leia Mateus 4:12-13, 23-25

Jesus saiu para se encontrar com as pessoas onde elas estavam, a fim de fazer seu trabalho.

• O que estes versículo dizem sobre as ações de Jesus?


• O que fez com que tantas pessoas viessem escutar Jesus?
• O que o ministério de cura de Jesus nos diz sobre o reino de Deus?

Mantendo a visão

Leia Apocalipse 3:1-6

O segundo e o terceiro capítulos do Apocalipse são mensagens de Deus para sete igrejas diferentes. Esta
passagem é escrita para a igreja de Sardes, mas serve como aviso para todos nós.

• O que as pessoas da comunidade acham da igreja?


• O que Deus acha da igreja? O que o decepciona mais?
• Que advertência Deus faz, se a igreja não mudar?
• Que incentivo Ele dá para os que seguirem o Seu caminho?
• Que outros exemplos há, na Bíblia, de pessoas que perdem o entusiasmo por
um trabalho ou visão em particular? Qual foi a resposta de Deus?

Veja também:

Atos 2:42-47 A comunidade dos cristãos


Efésios 1:3-14 Tendo nele crido, fostes selado
1 Pedro 2:9 Mas vós sois a geração eleita
Marcos 4:8 E outra semente caiu em boa terra
Atos 6:7 E crescia a palavra de Deus

As qualidades de uma
família estável
Hoje em dia, as famílias sofrem muitas pressões diferentes. Entretanto, há várias maneiras como as famílias
podem criar boas relações e oferecer uma base estável, não apenas para os membros familiares, mas também
para os outros à sua volta. Aqui estão algumas idéias para fortalecer a vida familiar:

Liderança sábia A Bíblia descreve os pais ideais como líderes, protetores, orientadores espirituais e
motivadores. Precisamos de pais que sirvam de exemplo para seus filhos. Aliderança, numa família, não
pode ser rígida e inflexível – ela deve ajustar-se às mudanças de circunstâncias.

Mostra de afeição Afamília deve gerar e dar amor de maneiras que mostrem a afeição. Este reconhecimento
pode ser através do toque, de um olhar, de um sorriso ou de um comentário incentivador. Uma família
estável dá e mostra amor e estima para com os que lhe pertencem.

Rituais valiosos Para os cristãos, estes podem ser a mostra de fé através da oração antes de comer, da leitura
da Bíblia e da oração ou de uma atividade em particular num dia especial. Cada família deve estabelecer
seus próprios rituais. Embora se possa esquecer, com o tempo, o apren-dizado específico adquirido através
destes rituais, eles continuarão com novas lições.

Aceitar e amar os membros diferentes Estas pessoas acrescentam variedade e tempero à vida. Elas podem
ser pessoas com boas atitudes, leais e que servem a família. Cuidar delas cria uma certa solidariedade e uma
sensação de interesse afetuoso por estes membros valiosos da unidade familiar.

Registrar e compartilhar a história familiar Qualquer reunião familiar pode ser um momento para
lembrar o passado com alegria ou compartilhar experiências atuais. Cada família precisa de uma pessoa que
adore colecionar lembranças e recordações familiares, tais como fotos, diplomas, cartas ou cartões. Se
alguém escrever a história da família, ela se tornará um legado valioso para a próxima geração.

Mostrar hospitalidade Seja aberto para receber e convidar pessoas de fora para a sua família. As famílias
grandes podem achar isto mais fácil de fazer do que as famílias pequenas. Use a hospitalidade como forma
de influenciar e mostrar amor e preocupação para com os outros. Neste processo, a família será fortalecida.

Construa uma fundação divina Quando a família possui uma fundação forte, ela pode superar muitas
ameaças. Para muitos cristãos, um alicerce de fé é extremamente importante para se construir uma família
estável.
Pressão sobre a família
num mundo inconstante
Esly Regina Carvalho.

Apressão sobre a família, hoje em dia, é enorme. Tudo o que você tem de fazer é olhar à sua volta. Muitas
famílias podem ter apenas um dos pais, algumas crianças não têm nenhum deles – muitas vezes, devido ao
HIV/AIDS (VIH/SIDA) – e vivem em lares chefiados por crianças. Algumas famílias cuidam de órfãos.
Além disso, a vida moderna, especialmente nas áreas urbanas, cria pressões enormes sobre a família e sobre
os valores mantidos pela sociedade. Entre elas estão:

Valores culturais Muitos valores e costumes, que eram aceitos até recentemente, passa-ram por grandes
mudanças nas últimas décadas. Um comportamento que era completamente inaceitável, quando nossos pais
e avós eram jovens, pode agora ser aceitável. O que agora é mostrado na TV ou nos filmes era abso-
lutamente proibido 10 ou 20 anos atrás.

Valores sociais Procurar o prazer pessoal sem a preocupação com os efeitos causados sobre as outras
pessoas é, talvez, uma das influências sociais que mais mudaram na nossa sociedade. Isto possibilitou o
aumento de coisas como a pornografia, o divórcio e a exploração infantil. Embora seja difícil de medir, o
egoísmo do desejo pessoal causou muitos danos, inclusive o HIV/AIDS (VIH/SIDA), as doenças
transmitidas sexualmente e as gravidezes inesperadas, principalmente entre os jovens.

Valores religiosos Muitas religiões bem estabelecidas agora são capazes de compartilhar suas crenças por
todo o mundo de maneira mais eficaz através da internet e da tecnologia moderna. Além disso, várias
religiões ou seitas novas estão desenvolvendo-se, às vezes, com crenças que questionam ou ameaçam os
valores familiares. Os valores sexuais mudaram e a pureza antes do casamento perdeu o valor que
costumava ter em algumas culturas. Na tentativa de se ser “moder-no” e “atualizado”, muitos valores foram
abandonados, inclusive os que eram considerados como parte de uma “cultura cristã”. Muitas pessoas,
principalmente nas áreas urbanas, acham que os valores cristãos agora podem ser vistos como “antiquados”.

Uma coisa que não mudou por milhares de anos é o pecado. Ele continua a influenciar toda a humanidade. O
abuso de bebidas alcoólicas separa as famílias e pode resultar num grande dano para a vida familiar. O vício
em outras drogas causa efeitos semelhantes. Aviolência no lar resulta tanto em ferimentos físicos quanto em
danos emocionais e psicoló-gicos. O abuso sexual, tanto dentro quanto fora da família, pode causar danos
permanentes.

O que podemos fazer para ajudar as famílias?

Primeiramente devemos aceitar a realidade da vida familiar e enfrentar os desafios. Muitas vezes, pode
parecer mais fácil ignorar os problemas e esperar que eles desapareçam. Entretanto, os prob-lemas não
desaparecem, quando são ignorados. Eles desaparecem, quando são enfrentados e resolvidos de forma
apropriada.

• O primeiro passo é admitir que existe um problema. Se as pessoas não admi-


tirem que ele existe, certamente não haverá solução.
• Incentive-as a pedir ajuda. Há muitos locais e instituições que podem ajudar as
pessoas com seus problemas. Elas freqüentemente acabam não recebendo a
ajuda de que precisam, porque não a pedem.
• Incentive-as a falar com outros membros familiares sobre a situação. As pessoas
freqüentemente guardam os problemas para si próprias e não se dão conta de
que outros membros familiares também estão passando por eles.
• Ofereça apoio e ajuda. Muitas vezes, podemos ajudar os outros mais do que
imaginamos. Se alguém lhe vier pedir ajuda, escute e ofereça incentivo e
apoio. Pense sobre como esta pessoa poderia encontrar mais ajuda.
• Se as pessoas acharem que não têm ninguém ou nenhum lugar a que recorrer,
incentive-as a pedir a Deus que traga alguém para suas vidas ou ofereça um
evento ou uma circunstância que as ajude a enfrentar sua situação.
• Trate a confiança das pessoas como se fosse sagrada. Nunca conte os seus
segredos para outras pessoas, a menos que representem uma ameaça de vida
ou que sejam prejudiciais para elas próprias ou para o bem-estar de uma
criança.
• Leia todos os materiais úteis que encontrar. Fique sabendo mais sobre os
recursos disponíveis na sua comunidade.
• Incentive as pessoas a seguir adiante e nunca desistir. Peça a Deus para
ensiná-- las o que deseja que aprendam com a situação.

Esly Regina Carvalho é uma psicoterapeuta que ensina e treina na área de aconselha-mento cristão,
psicoterapia e o uso da dramatização de papéis com base na Bíblia. Ela escreveu vários livros e artigos em
português e espanhol sobre estes tópicos. Seu endereço é: PO Box 915, Little Elm, TX 75068, EUA. E-mail:
plazadelencuentro@attglobal.net Web: www.plazadelencuentro.com

Apoio para famílias com


crianças pequenas
Idéias para ação que poderiam ampliar o papel de amor da igreja.
Elas enfatizam o fortalecimento das relações entre os pais, as
crianças e as comunidades.

Grupos de crianças (entre 1 e 3 anos) para que os pais e as


crianças pequenas se encontrem juntos – importante principal-
mente nas cidades, onde os pais podem sentir-se isolados das
redes familiares.

Instalações para cuidar das crianças ou creches para permitir


que os pais façam cursos de treinamento ou trabalhem. Cobrando-
se uma pequena taxa, pode-se também oferecer trabalho
remunerado para as pessoas que tomam conta das crianças.

Colônias de férias para crianças durante as férias escolares,


quando os pais estão trabalhando.

Clubes de empréstimo de brinquedos e livros para as crianças


de famílias pobres.

Cursos para pais para ajudá-los a compreender e lidar com os


diferentes estágios do desenvolvimento de seus filhos.

Atividades familiares para incentivar as famílias a se divertirem


juntas.
Adaptado a partir de Crianças e o Desmembramento Familiar: Diretrizes para
Crianças em Risco, Tearfund.

Disciplinando
as crianças
Mandy Marshall

Falar com um pai, uma mãe ou um responsável sobre a disciplina adequada pode ser
difícil. As atitudes para disciplinar as crianças podem variar em diferentes culturas, e
os pais geralmente agem por amor e interesse pela criança. Porém, algumas formas
de disciplina podem ser prejudiciais para o desenvolvimento da criança.

Disciplina positiva

A disciplina faz parte do amor. Os limites positivos permitem que as crianças se desenvolvam, cresçam e
alcancem seu potencial completo com segurança. Isto oferece uma base firme para o futuro da família e da
comunidade. As crianças são naturalmente curiosas e gostam de explorar. Precisamos ter paciência, explicar
as coisas, responder às suas perguntas e proporcionar-lhes espaços seguros para a exploração física e mental.
Precisamos tornar claro quais são os limites e as conseqüências do comportamento inaceitável. Quando as
crianças ultrapassam estes limites, precisamos reagir de maneira calma e positiva. Se simplesmente ficarmos
zangados ou gritarmos, poderemos desencorajar a criança a continuar explorando, o que impedirá o seu
desenvolvimento completo. Tirar-lhe um privilégio (como um brinquedo ou algum tempo com os amigos)
por um período de tempo é uma forma eficaz de comunicar-lhe as conseqüências do mau comportamento.
Lembre-se de que, às vezes, uma criança pode estar reagindo por medo ou profunda tristeza. Ela
poderealmente precisar de alguém que a ouça, console e incentive ao invés de disciplina.

A palavra disciplina está relacionada com a palavra discípulo. Somo chamados a “discipular” nossos filhos e
mostrar-lhes o caminho para que possam crescer e fazer uma contribuição positiva ao mundo. Jesus tinha
discípulos. Como ele os ensinava? O relacionamento era fundamental. Ele passava tempo com eles e
mostrava formas positivas de viver. Jesus era o seu exemplo. Ele amava e incentivava seus discípulos.
Precisamos mostrar amor e afeição aos nossos filhos e incentivá-los e elogiá-los quando se comportarem
bem. Jesus também era cheio de perdão. Precisamos perdoar as crianças quando elas cometerem erros e
evitar lembrá-las dos seus fracassos. Tanto o pai quanto a mãe precisam desempenhar um papel ativo na
criação da criança. A disciplina deve ser parte desta relação de amor entre pais e filhos, mas não a única
parte.

Valorizando as crianças

Em muitas sociedades, as crianças não são respeitadas ou ouvidas. A Bíblia mostra que Jesus aceitava as
crianças. Em Marcos 10:14, ele diz “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais”. Jesus valorizava as
crianças, não apenas como mais pessoas para trabalhar em casa, ou como uma forma de auxílio para os pais
no final da vida, mas como indivíduos por si mesmos, com o seu próprio valor e relação com Deus. As
Diretrizes para a Proteção Infantil da Tearfund dizem que os adultos não devem bater ou dar palmadas nas
crianças. A disciplina deve ser adequada à idade, à compreensão e ao mau comportamento da criança. Ela
não deve ser feita com raiva. Às vezes, os pais estão reagindo ao seu próprio medo pela segurança da criança
ou raiva de si mesmos por terem deixado que a situação ocorresse. Devemos ter muito cuidado na nossa
disciplina, para garantir que estejamos oferecendo o exemplo certo para o futuro. As crianças aprendem
copiando a maneira como os adultos se comportam. Queremos que as crianças reajam com violência?
Algumas formas alternativas de disciplina são:

• Castigo – tirar a criança da situação e dar-lhe tempo para refletir sem qualquer
distração. (Isto também dá uma oportunidade para que os pais se acalmem, se
estiverem zangados, e decidam a atitude apropriada.)
• Não deixar a criança ver os amigos por um dia.
• Dar-lhe uma tarefa ou um trabalho extra, que elas normalmente não fazem.
• Tirar-lhe algum privilégio (como um brinquedo favorito) por um determinado
período de tempo.

Conclusão

Para que a disciplina seja eficaz, é importante que ela seja consistente, apropriada e que a criança
compreenda os motivos dela. Sempre explique claramente à criança:

• que comportamento foi inaceitável


• porque ele foi inaceitável
• que tipo de comportamento ela deverá ter no futuro
• quais serão as conseqüências das suas ações.

Mandy Marshall é Oficial de Desenvolvimento de Programas para a Tearfund e possui treinamento em


questões de proteção infantil em várias partes do mundo.

Boa disciplina
• Incentive verbalmente e recompense o
comportamento positivo.
• Dê o exemplo do bom comportamento que deseja
ver na criança – as crianças aprendem imitando o
que os adultos fazem, não apenas o que os adultos
lhes dizem para fazer.
• Seja claro e consistente – explique o que a criança
fez de errado, as conseqüências e o
comportamento que você quer ver no futuro.
• Lide com a situação o mais rápido possível. A
criança pode esquecer o que fez, se você deixar
passar muito tempo.
• Se você avisou à criança sobre as conseqüências do
comportamento impróprio, então aja – faça o que
disse que faria. Não avise a criança e depois não
faça nada.
• Responda de maneira comedida e apropriada para
o grau necessário. Não reaja de maneira
exagerada.
• Não use violência física.

Tranqüilize a criança dizendo-lhe que a ama e a perdoa. A disciplina é


resultado do comportamento impróprio e não afeta o seu amor por ela ou
a auto-estima e o valor da criança.

Violência doméstica
Arline Poubel e Silva e Suzy da Silva Cyrillo.

Na maioria das culturas, as pessoas escondem o problema da violência dentro da família. Isto significa que
pouco se sabe a respeito do nível de violência que afeta as famílias. Os maus-tratos dentro da família tem
chamado cada vez mais a atenção dos serviços de saúde, mas são raramente incluídos nos programas
comunitários de saúde e educação. Entretanto, a maioria dos casos não são nem mesmo informados. Isto
significa que as pessoas que cometem a violência não são responsabilizadas por seus atos. Muitas vezes, elas
nem mesmo se dão conta de que cometeram um crime.

No início da década passada, nos Estados Unidos, por exemplo, foram informados um milhão e meio de
casos de maus-- tratos contra crianças e adolescentes, com mil mortes por ano. Estima-se que o número real
de casos seja 20 vezes maior. Em muitos países em desenvolvimento, o problema é raramente informado.

O termo violência doméstica é usado para descrever qualquer atitude violenta ou negligência dentro da
família. As vítimas podem sofrer tudo que é tipo de problemas físicos e mentais – inclusive stress,
problemas para dormir, lembranças repentinas do trauma, agressão, isolamento social, comportamento auto--
destrutivo, depressão e fobias. Algumas podem até mesmo cometer suicídio.

A pobreza e a falta de instrução podem aumentar o nível de violência doméstica. Também pode haver outros
fatores individuais, familiares, comunitários e sociais. Entretanto, o abuso de poder sobre membros
familiares indefesos está sempre presente. As mulheres, os adolescentes, as crianças e as pessoas com
deficiência são as vítimas mais freqüentes.

Definição de maus-tratos

Abuso físico consiste no uso intencional da força física com o propósito de causar dor. Às vezes, o abuso
físico pode resultar em morte. Os bebês sofrem o risco da “síndrome do bebê sacudido”, em que um adulto
sacode violentamente a criança, geralmente para fazê-la parar de chorar. Isto pode causar danos ao cérebro e,
às vezes, morte.

Abuso sexual infantil descreve situações em que uma criança ou um adolescente é usado para o prazer
sexual por um adulto ou por uma criança mais velha. O abuso pode consistir em tocar, explorar sexualmente,
forçar a criança a assistir a pornografia ou um ato sexual com ou sem violência.

Este abuso é baseado numa relação de poder. Entretanto, nem sempre há violência. O abusador pode
conseguir que a criança participe usando várias estratégias:

• jogos que levem ao contato sexual


• suborno com doces ou presentes
• persuasão, dizendo à criança que, a menos que ela concorde com o contato
sexual, o abusador não gostará mais dela
• troca de segredos, em que é dito à criança que ela é “um amigo/uma amiga
especial”
• força física – usada apenas quando as outras estratégias não funcionam.

O abuso sexual causa danos físicos, psicológicos e sociais, embora a vítima não mostre nenhum sinal visível
destes efeitos. A vítima pode sofrer pelo resto da sua vida, se os efeitos do abuso não forem tratados de
forma adequada.

Danos emocionais Embora geralmente não sejam tão graves quanto o abuso físico ou sexual, as pessoas
também podem sofrer danos emocionais. Com freqüência, os membros familiares não estão cientes de que
estão prejudicando a criança desta forma. Os seguintes tipos de comportamento podem causar danos a longo
prazo na auto-estima e no bem-- estar de uma criança:

• quando a criança não recebe apoio emocional através da afeição física pelo
toque, palavras afetuosas, incentivo e interesse contínuo
• quando a criança é sempre contestada, seus pontos de vista, negados, suas
ações, rejeitadas e quando estão sempre sendo criticadas
• quando são criadas expectativas não realistas de desempenho na escola ou no
trabalho que a criança não consegue alcançar
• quando a proteção ou a higiene excessivas exigem um alto desempenho da
criança.

Este tipo de dano é pouco pesquisado ou compreendido e, muitas vezes, está ligado a outros tipos de abuso.
A maioria das vítimas são crianças e mulheres, mas também os idosos.

Ajudando as vítimas

O ideal seria que os casos de violência doméstica fossem tratados por profis-sionais, pois a ajuda inadequada
pode causar ainda mais problemas. Entretanto, quando estes não estão disponíveis, os amigos que estiverem
dispostos a escutar e oferecer apoio podem ajudar. Ter de testemunhar pode ser prejudicial para a vítima e,
mais uma vez, recomenda-se a ajuda especializada, a fim de se mini-mizarem os danos. Quanto antes os
maus-tratos forem identificados e resolvidos, maiores serão as chances de se evitar mais violência e de se
tratarem as pessoas violentas com sucesso.

Como os não profissionais podem ajudar?

A princípio, é importante escutar cuidadosamente a vítima e acreditar nela. A companhe-a a um


departamento oficial para expor sua situação e ajude-a a procurar ajuda profissional. Geralmente as vítimas
têm medo de procurar ajuda, porém, com este apoio, talvez elas o consigam fazer.

Nunca peça à vítima para ignorar ou esquecer o que aconteceu. Não se deve pedir às vítimas da violência
para simplesmente perdoarem os que as maltrataram, principalmente se a violência ainda continua. A
questão do perdão é entre a pessoa e Deus. Ao invés disso, é necessário que se acredite na vítima e que ela
possa falar abertamente. A vergonha e a culpa estão entre os sentimentos mais comuns das vítimas da
violência doméstica. Elas acham que ninguém as pode compreender. Nunca deixe a vítima pensar que você
acredita que ela é culpada pelo que aconteceu.

Os adultos que desejam proteger as crianças e os adolescentes devem procurar sinais de violência e ajudá-
los. Incentive-os a procurar ajuda e a conversar com alguém em quem possam confiar sobre o que está
acontecendo. Em muitos casos, a criança está assustada demais para procurar ajuda.

Se houver suspeita de maus-tratos, não ignore. No interesse da vítima, investigue ou procure ajuda.

Arline Poubel e Silva é psicóloga e Facilitadora (Conselheira) Regional para o Brasil e o Cone Sul, Tearfund. E-
mail: arlinepoubel-tf@uol.com.br Suzy da Silva Cyrillo é psicóloga e consultora da Tearfund. E-mail:
suzycyrillo@terra.com.br
Sugestões para as vítimas

Aqui estão algumas sugestões para segurança e proteção:

• Esteja preparado para a violência e tenha um plano de ação. Por exemplo, corra
para um canto e agache-se, protegendo o rosto e a cabeça, cobrindo-os com os
braços e as mãos.
• Não corra para onde seus filhos estão, pois eles podem acabar sendo feridos
também.
• Evite fugir sem os filhos, pois eles podem ser usados como chantagem
emocional.
• Ensine seus filhos a pedir ajuda e a fugir do lugar em caso de violência.
• Evite ficar sozinho com a pessoa violenta em locais como a cozinha e o
banheiro, onde há facas, objetos perigosos e pouco espaço.
• Evite locais em que haja armas. Nunca tente usar uma arma para ameaçar a
pessoa violenta, pois ela pode ser usada contra você.
• Mantenha constantemente consigo informações sobre onde encontrar ajuda –
principalmente números de telefone.
• Descubra se há algum lugar seguro perto de sua casa, onde você poderia ficar
até conseguir ajuda.
• Prepare uma sacola de roupas e outros objetos essenciais para si próprio e para
seus filhos e deixe-- a com um vizinho ou amigo, de maneira que esteja à sua
disposição, se tiver de fugir de casa.
• Mantenha cópias de documentos importantes num local seguro fora de casa.
• Conte a outras pessoas em quem você confie sobre a situação. Combine com
elas sinais para lhes avisar de que você está em perigo.
• Se estiver ferido, vá para um hospital ou um posto de saúde. Se você esconder
o fato de que é uma vítima de violência, ninguém poderá ajudá-lo.
• Procure ajuda. Não se isole. Você não está sozinho, e há pessoas que podem
ajudá-lo.

Apoio para famílias sob pressão


Idéias para ações que poderiam estender o papel de amor da igreja. A maioria delas enfatiza a
necessidade de criar e fortalecer relações.

Assistência temporária oferece folgas organizadas para as famílias em que os pais estão
passando por um stress grave, acham difícil lidar com a situação ou em que há crianças com
dificuldades de aprendizagem ou físicas.

Aulas preparatórias para o matrimônio para preparar casais jovens para as mudanças que
enfrentarão.

Eventos de apoio ao matrimônio, como aulas e grupos de discussão, para enriquecer e


fortalecer os matrimônios.

Centros de encontros informais, como cafés organizados pelas igrejas, em que as pessoas
podem fazer amizades, encontrar apoio e aconselhamento informais e obter ajuda para
preencher formulários ou requerimentos.

Centros de abrigo para adolescentes grávidas que querem ter seus bebês, mas não podem
permanecer com suas famílias.

Aulas de alfabetização para pais com poucas habilidades nesta área.

Esquemas de crédito e poupança para incentivar as pessoas com dificuldades financeiras a


discutir suas preocupações e economizar pequenas quantias.

Abrigos para mulheres e crianças que estejam sofrendo violência doméstica

Treinamento em aconselhamento, para membros das igrejas, em orientação matrimonial e


questões familiares.

Adaptado a partir de Crianças e o Desmembramento Familiar: Diretrizes para Crianças em


Risco Volume 1, da Tearfund.

Criança Feliz
e