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/ ISIS SEM VEU

UMA CHAVE-MESTRA

PARA OS

MIsrÉRIos DA cnÊrucn E DA TEoI-ocIA

ANTIGAS E MODERNAS

de

H. P. BI-AVATSKY

FLTNDADoRA DA socIEDADe rBosÓrrce

VOLI.JME IV _ TEOI.,OGIA

Ísrc snn.t vÉu

VOLI'ME IV - TEOLOGIA

A AUTORA

DEDICA ESTA OBRA

À

SOCIEDADE TEOSÓFICA,

QUE FOI FUNDADA EM NOVA YORK, NO ANO DE 1875'

A FIM DE ESTUDAR OS ASSUNTOS NELA ABORDADOS.

Digitalizado por:

Digitalizado por: Os filhos de Hermes

Os filhos de Hermes

SUMÁRIO

VOLUME tr

TOMO II

CAPÍTULO VIII. - JESUITISMO E MAçONARIA

O Zohrtr e o Rabino Simão

A Ordem dos Jesuítas e a sua relaçáo com algumas ordens maçônicas

Os crimes permitidos aos seus membros

Os princípios do Jesuitismo comparados com os dos moralistas pagáos

A

trindade do homem to Livro dos Mortos egípcio

A

franco-maçonaria, não mais esotérica

A

perseguição dos Templiários peta Igreja

O

código secreto maçônico

Jeová náo é o "Nome Inefável"

CAPÍTULO IX. - OS VEDAS E A BÍBLIA

56

Quase todos os mitos baseiam-se em alguma grande verdade

A origem do domingo cristão

A antiguidade dosVedas

A doutrina pitagórica das potencialidades dos números

Os "Dias" da Gênese e os "Dias" de Brahmâ

A queda do homem e o dilúvio nos livros hindus

A antiguidade do Mahôbhârata

Eram os antigos egípcios de raça ariana? Samuel, Davi e Salomáo, personagens míticos

O simbolismo da Arca de Noé

Os Patriarcas, idênticos aos signos do zodíaco

Todas as lendas bíblicas referem-se à história universal

CAPÍTULO X. - O MITO DO DEMÔNIO

r12

O demônio oficialmente reconhecido pela Igreja

Satã, o esteio do sacerdotalismo

A identidade de Satá com o Tífon egípcio

A sua relação com o culto da serpente

O Livro de e o Livro dos Mortos

O demônio hindu, uma abstração metafísica

Satã e o Príncipe do Inferno no Evangelho de Nicodemo

CAPÍTULO XI. - RESULTADOS COMPARADOS DO BUDISMO E

DO CRISTIANISMO

159

A idade da filosofia náo produziu ateus

As lendas dos três Salvadores

A doutrina cristã da Expiação ilógica

Por que os missioniírios falham ao tentar convencer budistas e bramanistas

Nem Buddha, nem Jesus deixaram relatos escritos

Os grandes mistérios da religião na Bhagavad-Gïtâ

O sentido da regeneração explicado no íatapatha-Brâhnnna

Interpretaçáo do sacrifício do sangue

A desmoralização da Índia Britânica pelos missionários cristãos

A Bíblia é menos autêntica do que qualquer outro livro sagrado

Os conhecimentos sobre química exibidos pelos prestidigitadores indianos

CAPÍTULO XII. - CONCLUSÓESEEXEMPLOS

Resumo das proposições fundamentais

A

vidência da alma e do espírito

O

fenômeno da chamada máo espiritual

A

diferença entre médiuns e adeptos

207

Diálogo entre um embaixador inglês e um Buddha reencarnado

O vôo do corpo astral de um lama relatado pelo Abbé Huc

Escolas de magia nas lamaserias budistas

A

raça desconhecida dos Tôdas hindus

O

poder da vontade dos faquires e dos yogis

A

domesticaçáo de animais selvagens por faquires

A evocação de um espírito vivo por um xamã, testemunhada pela autora Bruxaria pela respiraçáo de um padre jesuíta Porque o estudo damagSaé quase impraticâvelna Europa Conclusáo

Bibliografia

CAPÍTULO VIII

"Os filhos cristãos e católicos podem acusar seus pais peÌo crime de

heresia, ainda que saibam que por isso os acusados tenham de morrer na

fogueira

apãrta-tot

E não só podem negar-lhes

da catóLicà, mas tamúém

até o aÌimento se tratam de

podem com todajustiça dar-lhes

morte." (P re ceito J esuític

o.)

F . Esteban Fagundez: Precepta Dacalogi' Lug-dumi' I 640'

"O SaPieníssimo - Que horas são?

"O Rìspeit. C. S. Giardião

do templo e as tÍevas se

a ìuz e

- A da alba' A hora em que se rasgou-o vóu

derramaram pela consternada terra e se ecÌipsou

se quebraram os utensflios da Maçonaria e se ocultou a estrela

flamígera e se despedaçou

nituat 6ol3e

a pedra cúbica e se perdet a palavra '"

lRosu-iruz), Rito Escocês, Jurisdição Meridional')

.

,.

Magna esí veritas et Praevalebit.

En?f Enw jj^v lrD Ln^tLt-JAH-BLIH.LL]I{.

A maior,

pelo

dentre as obras cabalísticas dos hebreus - o Zohar, ìì'1Ì

-

foi

Rabino Shimon ben Yohai. De acordo com alguns críticos, esse tra-

compilada

balho foi

feito alguns anos antes da era cristã; segundo outros, só após a destruiçáo

do templo. Todavia, ele só foi completado pelo fitho de Shimon, o Rabino Eleazat,e

por se; secretário,

dos são tão abstrusos, que nem mesmo a vida inteka desse Rabino, chamado o Prín-

cipe dos cabalistas, seria suficiente paÍa essa tarefa. Devido ao fato de se saber que

o Rabino Abba, pois a obra é tão imensa e os assuntos nela trata-

elepossuíaesseconhecimento,comoodaMerkabah'qvelheassegurouorecebi-

de fugir para o deserto'

onde viveu numa caverna durante doze anos, cercado por discípulos fiéis, até a sua

morte, assinalada por sinais e maravilhasl '

embora sua obra seja táo volumosa e contenha os pontos principais

secreta e oral, ela náo abrange tudo. É sabido que esse venerável caba-

mento da "Palavra", sua vida foi posta em perigo e ele teve

Todavia,

da tradição

lista nunca

partilhou, por escrito, os pontos mais importantes da sua doutrina' a não

ser oralmente, e, ainda assim, a apenas um número muito limitado de amigos e discí-

pulos, incluindo-se seu pfóprio

o estudo da cabala será sempre

escuÍidão, num lugar

yohai, essa doutrina

filho. Portanto, sem a iniciaçâo final na Merkabah, incompleto e a Merkabah pode ser ensinada "na

deserto e após muitas provas", Desde a morte de Shimon ben

oculta tem sido um segredo inviolado para o mundo externo'

confiada dpercÌs como um mistério, era comunicada oralmente ao candidato ,,cara a cara e lábios no ouvído".

Esse preceito maçônico - "lábios no ouvido e a palavra em voz baixa" - é

uma herança dos tannaim e dos antigos mistérios pagãos. seu uso moderno deve-se

certamente à indiscrição de algum cabalista renegado, embora a .,palavra,, em si

mesma seja apenas um "substituto" para a "púavra perdida,' e uma invenção relati_

vamente moderna, como veremos a seguir. A sentença verdadeira sempre esteve em

poder dos adeptos de viírios países

dos hemisférios oriental e ocidental. Apenas um

Templários e alguns Rosa-cruzes do século

XVII, sempre em relações estreitas com os alquimistas âabes e os iniciados, podem vangloriar-se de sua posse. Do século vII ao XV, ninguém na Europa podia dizer

número liÍnitado, dentre os chefes dos

que a possuía; e, embora tenham existido alquimistas antes de paracelso, ele foi o

primeiro a passar pela verdadeira iniciação, a últìma cerimônia

que conferia ao

adepto o poder de se aproximar da "sarça ardente" sobre o solo sagrado e ,,fundir o

bezerro de ouro no fogo, transformá-lo em pó e misturá-lo à água". Na verdade,

então, essa âgua mtígica e a "palavra perdida" ressuscitaram mais de um dos

Adoniram, Gedaliah e Hiram Abiff pré-mosaicos. A palavra verdadeira, atualmente

substituída por Mac Benac e Mah, foi usada muito antes que seu efeito pseudomági-

co fosse tentado sobre os "filhos da viúva" dos dois últimos séculos. euem

fato, o primeiro maçom ativo de alguma importância? Elias Ashmole, o último rosa-

foi, de

cruz e alquimrrlí7. Admitido ao privilégio da companhia dos

Maçons Ativos, em

Londres, em 1646, morreu em 1692. Àquela época, a Maçonaria não era o que se

tornou mais tarde; não era uma instituição política, nem cristâ, mas uma verdadeira

organização secreta, que admitia no seu seio todos os homens ansiosos de obter a

dádiva inestimável da liberdade de consciência e escapar à perseguiçáo cle/rcal2. Até cerca de trinta anos após a sua morte, aquilo que atualmente se chama de moderna

Franco-maçonaria havia sido instituída. Ela nasceu no dra 24 de junho d,e 1717, na Taverna da Macieira, na rua charles, no covent Garden, em Londres, Foi entáo

que, como nos relatam as constitutions de Anderson, as únicas quatro lojas do sul da Inglaterra elegeram Anthony Sayer como o primeiro Grão-Mestre dos maçons. Não obstante a sua idade, essa grande loja reivindicou o reconhecimento de sua suprema-

cia por parte de todo o corpo da fraternidade espalhada por todo o mundo, como

mostra, àqueles que a quiserem ver, a inscrição latina gravada sobre a lâmina colo- cada abaixo da pedra angular do Salão dos Maçons, em Londres. porém, há mais.

Em La Kabbale, de Franck, o autor, seguindo os "delírios esotéricos,' dos

cabalistas, dá-nos, além das suas traduções, os seus comentários. Falando dos seus predecessores, diz que shimon Ben yohai menciona repetidamente o que os ,.com-

panheiros" ensinaram nas obras antigas. E o autor cita um "Teba, o velho, e

Hamnuna, o velho"s. Mas nada diz sobre o que significam esses dois ,.velhos,', nem

sobre quem foram, na verdade, pois também ele não sabe.

Na venerável seita dos tannaim, os homens sábios, houve aqueles que ensina-

ram, na prâtica, os segredos e iniciaram alguns discípulos no grande mistério final.

Mas o Mishnah Hagígôh, segunda seção, diz que o conteúdo da Merkabah "só deve

ser confiado aos sábios anciães"a. A Gemara

fdo Hagïgâh] é ainda mais dogmática.

"os segredos mais importantes dos mistérios não eram revelados a todos os sacer-

dotes. Só os iniciados os recebiam"s. E vemos então que o mesmo grande sigilo

prevalecia em toda religião antiga.

Mas, como vemos, nem o Zohar nem qualquer outro tratado cabalístico con-

tém doutrina purÍìmente judaica. A própria doutrina, sendo um resultado de milênios de pensamento, é patrimônio comum dos adeptos de todas as nações que viram o Sol, Não obstante, o Zohrtr ensina mais ocultismo prático do que qualquer outra

obra sobre esse assunto; não como ele foi traduzido e comentado por vários críticos,

mas com os sinais secretos de suas margens. Esses sinais contêm as instruções

ocultas necessárias às interpretaçóes metafisicas e aos absurdos aparentes em que

acreditou tão completamente Josefo, que nunca foi iniciado e que expôs a letra

morta tal como a recebera6.

A verdadeira magia prítica contida no Zohar e em outras obras cabalístícas deve ser utiüzada por aqueles que as podem ler interioftrznte. Os apóstolos cristãos - pelo menos aqueles que operavam "milagres" à vontadeT - deviam estar inteiÍados

desta ciência. Não convém, pois, a um cristáo tachar de superstição os talismãs,

amuletos e pedras mágicas com que seu possuidor consegue exercef em outra pessoa

aquela misteriosa influência chamada vulgarmente "mau-olhado". um número

muito grande desses amuletos encantados em coleç&s arqueológicas públicas e par-

ticulares da Antiguidade. Muitos colecionadores exibem ilustrações de pedras conve-

xas, com legendas enigmáticas -

King apresenta muitas delas em sou Gnostics e descreve uma cornalina branca (cal-

cedônia), coberta de ambos os lados com inscrições intermináveis, que interpretar

seria arriscar um fracasso - a não ser que um estudioso hermetista ou adepto o

fizesse. Mas remetemos o leitor à sua interessante obra e aos talismãs descritos em suas lâminas, para mostrar que até mesmo o próprio "Vidente de Patmos" fora ins- truído na ciência cabalística dos talismãs e das gemas. São João alude claramente à

poderosa "cornalina branca" - uma gema bastante conhecida pelos adeptos como

"alba petra" ou pedra da iniciaçáo, sobre a qual se gravava quase sempre a palavra "prêmio" e que era dada ao candidato que vencia com sucesso ÍÌs provas prelimina-

res por que um neófito deveria passar. o fato é que nada rnenos do que o Livro de

Jó,bem como o Apocalipse, é simplesmente uma narrativa alegórica dos mistérios e

da iniciaçáo ali de um candidato, que é o próprio Joáo. Nenhum maçom de grau superior, versado nos diferentes gÍaus, o compreenderá de maneira diferente. Os

números sete, doze e outros são outras tantas luzes lançadas sobre a obscuridade da

obra. Paracelso afi-rmava a mesma coisa alguns séculos atriís. E quando vemos "o semelhante ao Filho de um homem" dizer (Apocalipse II, 17): "Ao vencedor darei de

comer o maná oculto e uma PEDRA BRANCA com um novo nome escrito" - a

palavra - "que não conhece senão quem o recebe", qual Mestre maçom titubeará em

cujo significado frustra toda pesquisa científica.

reconhecer nessa inscrição a mesma com que epigrafamos este capítulo?

Nos mistérios mítricos pré-cristãos, os candidatos que triunfavam intrepida-

mente das "doze provas", que precediam a iniciação, recebiam um pequeno bolo re- dondo ou hóstia de pão âzimo que simbolizava, em um dos seus sígnificados, o disco

solar, e era tido como

ele. Um carneiro oI Ím

páo celeste ou "maná" e que tinha figuras desenhadas sobre

touro era mortg e, Com o Seu SangUe' o Candidato era asper-

gido, como no caso da iniciação do imperador Juliano. As sete regras ou mistérios -

representados no Apocalipse como sete selos que são abertos "em ordem" (ver ca- pítulos V e VI) - eram então confiados ao "nascido de novo". Náo dúvida de que

o Vidente de Patmos referia-se a essa cerimônia. A origem dos amuletos católicos romanos e das "relíquias" abençoadas pelo

Papa é a mesma do "conjuro Efésio", ou caracteres mágicos gravados numa pedra

ou desenhados sobre um pedaço de pergaminho, dos amuletos judaicos com versí- culos da Lei, chamados phylacteria, çt)ar'rlpe, e dos encantamentos maometa-

nos com versos do corão. Todos eles eram usados como conjuros mágicos proteto-

res e utiüzados por todos os crentes. Epifânio, o digno ex-marcosiano, que fala

desses encantaÍnentos - quando eram usados pelos maniqueus como amuletos, isto é, coisas colocadas ao redor do pescoço (períapta) - e dessas "encantações e tapa- ças semelhantes", não pode lançar uma nódoa sobre a "tropaça" dos cristãos e dos

gnósticos sem incluir os amuletos católicos romanos e papais.

Mas a consistência é uma virtude que teÍìenìos estar perdendo, sob a influên-

cia jesuítica, a mínima ascendência que deve ter exercido sobre a Igreja. A astuta, erudita, sem consciência e terrível alma do jesuitismo, dentro do corpo do roma- nismo, está lenta mas certamente tomando posse de todo o presúgio e poder espiri-

tual que lhe é inerente. Para uma melhor exemplificação de nosso tema, será neces-

sário contrastar os princípios morais dos tannaim e teurgos antigos com aqueles que

são professados pelos jesuítas modernos, que praticamente controlam o romanismo hoje e são o inimigo oculto que os reformadores devem enfrentar e vencer. Em toda a Antiguidade, onde, em que país, podemos encontrar algo semelhante a essa Ordem

ou que se aproxime deÌa? Devemos um capítulo aos jesuítas neste .capítulo sobre

sociedades secretas, pois mais do que qualquer outra, eles são um corpo secreto e têm uma velha ligação mais estreita com a Maçonaria atual - na França e na Alema- nha pelo menos - do que as pessoas geralmente sabem. o clamor de uma moralidade

pública ultrajada ergueu-se contra essa ordem desde o seu nascimentos. Apenas

quinze anos haviam passaclo desde a bula [papal] que promulgara a sua constituição,

quando os seus membros começaram a ser transferidos de um lugar para outro.

Portugal e os Países-Baixos desfizerarn-se deles em 1578; a França em 1594; vene-

za em 1606; Nápoles e:n 1622. De São Petersburgo, eles foram expulsos em

I 8 I 6, [* ] e, de toda a Rússra,

em I 820.

Foi uma criança promissora desde os anos de sua adolescência. Todo o mundo sabe do adulto que ela deveria ser. Os jesuítas causaram mais danos morais neste mundo do que todos os exércitos infernais do mítico Satã. Toda extravagância dessa observação desaparecerá quando os nossos leitores da América, que sabem pouco sobre eles, forem inteirados dos seus princípios Çtrincípía) e regras quc constam de várias obras escritas pelos próprios jesuítas. Pedimos licença para lembrar ao públi- co que cada uma das afirmações que seguem foram extraídas de manuscritos autên-

ticos ou fólios impressos por esse distinto corpo. Muitas delas foram copiadas de um

grande Quartoe publicado, verificado e coligido pelos Comissários do Parlarnento

Francês. As afirmações ali reunidas foram apresentadas ao Rei a fim de que, como enuncia o Anest du Parlement du 5 Mars 1762, "o filho mais velho da Igreja fosse

conscientizado da perversidade dessa doutrina. (

.) uma doutrina que autoriza

o Roubo, a Mentira, o Perjúrio, a Impureza, toda Paixão e Crime, que ensina o

*

Informação abrangente sobre a Ordem dos Jesuítas pode ser encontrada no volume IX dos

collected witings de H. P. B., em seu famoso arúgo "Theosophy or Jesuitism?" e nas notas do

compilador a ele apensadas. Há uma coincidência considerável entre o artigo mencionado acima e o texto de lser sem véu. (N. do Org.)

l2

Homicídio, o Parricídio e o Regicídio, destruindo a religião a fim de substituí-la peÌa

),

etc." Examinemos as idéias dos jesuítas sobre a magia. Escrevendo a esse respeito

superstição, favorecendo a Feitiçaría, a Blasfêmia, a Irreligião e a Idolatria (

em suas

instruções secretas, Antonio Escobar diz:

Ícito

.) fazer uso da ciência adquirida por meio do auílio do díabo,

desde que seja preservada e não utilizada em proveito do diabo, poís o conhecimento

é bom em si mesmo e o pecado de adquiri-lo foi eliminado"10. Portanto' por que um

jesuíta náo enganaria o Diabo, que engana tão bem os leigos?

"Os asffólogos e os adivinhos estão ou não obrigados a restítttír o prêmio de sua adivinhação, quando o evento não sz realizar? Eu reconheço" - observa o bom

Padre Escobar - "que a primeira opiniáo não me agrada de nmneira aÌguma, por-

que, quando o astrólogo ou adivinho exerceu toda diligência nn arte dfubólica que é essencial a seu propósito, ele cumpriu a sua tarefa, seja qual for o resultado. Assim

como o médico

morrer, tampouco o astrólogo deve devolver os seus (

exceto quando ele não se

.) não é obrigado a restitut os honorários

)

.) se o paciente

esforçou ou ignora sua arte diabólica, porque, quando ele se empenha, ele náo

falha" 1 1 . Além disso, encontramos o seguinte sobre a Astrologia: "Se alguém afirma,

por conjecturas fundamentadas na influência dos astros e no caráter' na disposição e nas maneiras de um homem, que ele será um soldado, um sacerdote ou um bispo,

essa adivinhação estará isenta de todo pecado, porque os astros e a disposição do homem podem ter o poder de inclinar a vontade humana num determinado sentido,

mas não o de constran

Eê-la"

tz .

Busembaum e Lacroix, em Theologia Moralisls, dizem: "A quiromancia deve

ser considerada Lícita, se das linhas e das divisóes das máos se puder avaliaf a dispo- sição do corpo e conjecturar, com probabilidade, sobre as propensões e afeiçóes da

alma

.)"14.

Essa nobre fraternidade, à qual muitos pregadores têm negado veemente-

mente o fato de seÍ secreta, tem provado sê-lo. Suas constituições foram traduzidas para o latim pelo jesuíta Polanco e impressas, no colégio da companhia, em Roma,

foram zelosamente mantidas em segredo e a maior parte dos pró-

prios jesuítas só conhecia extratos delas. Elas nunca.foram reveladas antes de 1761'

quando

publicadas pelo Parlamento Francês lem 1,76I, 1762), no famoso processo

Padre La Valette"1s. Os graus da Ordem sáo: I. Noviços; II. Irmáos Leigos ou

do

em

Elas

Coadjutores

de Três

temporais; III. Escolásticos; IV. Coadjutores espirituais; V. Professos

Votos; VI. Professos de Cinco Votos. "Há também uma classe secre-

ta, conhecida apenas do Geral e de alguns poucos jesuítas fiéis, que, talvez mais do

que qualquer outra, tenha contribúdo para o poder terrível e misterioso da

Ordem", diz Nicolini. Os jesuítas reconhecem, dentre as maiores consecuções de sua Ordem, o fato de Loiola ter conseguido, por um memorial especial do Papa, uma petiçáo paÍa a reorganizaçáo daquele instrumento abominável e repugnante de car-

nificina por

Essa

atacado - o infame tribunal da Inquisição. Ordem dos Jesuítas é agora todo-poderosa em Roma. Eles se Íeinstala-

ram na Congregação

dos Negócios Eclesiásticos Extraordinários, no Departamento

Estado e no Ministério dos Negócios Estrangeiros. O Governo

da Secretaria de

Pontifício esteve completamente em suas máos durante anos' antes que Víctor

Emanuel ocupasse Roma. A Companhia congrega agora 8.584 membros. Mas

devemos ver quais são as suas regras principais. Pelo que vimos acima, familiarizan-

corpo católico deve

do-nos com seu modo de ação, podemos aÍìrmar o que todo esse

ser. Diz MacKenzie: "A Ordem possú sinais secretos e senhas diferentes para cada

um dos graus a que os membros pertencem e, como não levam nenhuma vestimenta

particular, é difícil reconhecê-los, a menos que eles próprios se revelem como

membros da ordem; eles podem apresentar-se como protestantes ou católicos, de- mocratas ou aristocratas, infiéis ou beatos, segundo a missão especial que lhes foi

confiada. seus espiões estão por toda parte, pertencem a todas as classes da socie-

dade e podem parecer cultos e sábios ou simplórios e mentecaptos, confoime man-

darem as regras. Há jesuítas de ambos os sexos e de todas as idades; é bastante

conhecido o fato de que membros da ordem, de famflia distinta e de educação refi-

nada, trabalham como criados para famflias protestantes e fazem outras coisas de

n.atluÍeza similar para melhor servir aos interesses da sociedade. Nunca nos preve-

niremos suficientemente contra a sua influência, pois toda a companhia, fundada

numa lei de obediência cega, pode dirigir sua força para um ponto qualquer com exatidão certeira e fatal" l 6. os jesuítas aflrmam que "a companhia de Jesus náo é uma invenção humana,

mas procedeu daquele cujo nome ela ostenta. Pois o próprio Jesus descreveu a regra

de vida que a Sociedade segue, em primeíro lugar por seu exemplo, e depois por suíts

Pala.was"17.

vejamos, então, esta "regra de üda" e esses preceitos de seu Deus, exempli-

ficados pelos jesuítas, e que todos os cristãos piedosos deles se inteirem. padre Alagona diz: "Por ordem de Deus, é lícito matar uma pessoa inocente, roubar ou

fornicar

.) (Ex mandato Dei lícet occidere innocentem,

furari, fornican), porque

ele é o senhor da vida e da Morte e de todas as coisas: e devemos curnprir as suas

ordens"18.

"um homem de uma ordem religiosa, que temporariamente se despoja do

hâbito com algum propósito críminoso, está livre de crime hediondo e não incorre na

penalidade da excomunhão" 1 e.

João Baptista Taberna (synopsis Theologiae practicae) formula

a seguinte

questão: "Está um juiz obrigado a restituir o estipêndio que recebeu por ditar uma

sentença?" Resposta: "se recebeu o estipêntlio por ditar uma sentença injusta, é pro-

vóvel que possa ficar com ele

e oito tratadislas" (esuítas,)20.

Abstemo-nos de seguir em frente. Esses preceitos, em sua maioria, são tão repulsivamente licenciosos, hipócritas e desmoralizadores, que é impossível pôr

muitos deles em letra impressa, a não ser em latim21. citaremos apenas os mais de- centes, para efeito de comparação. Mas o que devemos pensar do futuro do mundo

católico, se ele continuar a ser controlado por palavras e por ações por essa socieda- de nefanda? será ele muito lisonjeiro, do que duvidamos, na medida em que o

cardeal Arcebispo de cambrai ergue a sua voz em prol dos jesuítas? A sua pastoral

fez um certo barulho na França; e, embora tenham transcorrido dois séculos desde o

.) Esta opinião é mnntida e defendida por cínqüenta

exposé desses princípios infames, os jesuítas tiveram tanto tempo de sobra para

arranjar manhosamente a sua defesa com mentiras, que a maioria dos católicos

jamais acreditarí em tal coisa. o Papa infalível, clemente XIV (Ganganelli), extin- guiu-os a 23 de julho de 17'73 e eles reviveram; e um outro papa igualmente infalí-

vel, Pio VII, os restabeleceu a 7 de agosto de 1814.

t4

lvlas ouçamos o que o Monsenhor de Cambrai proclamou em 1876. Citamos

de uma comunicação secular:

Entre

outras coisas, ele afirma qlue o clericalismo, o transmontanismo e o

jesuitismo são uma coisa - isto é, catolicismo - e que as distinções entre eles fo- ram criadas pelos inimigos da reügião. Houve um tempo, diz ele, em que uma certa opinião teológica era aÍnplÍìmente professada na França, a respeito da autoridade do

Papa. Ela se restringia à nossa nação e tinha origem recente. O poder civil, durante um século e meio, assumiu a instruçáo oficial. Aqueles que professavam essas opi-

niões eram chamados galicanos, e aqueles que protestalaln elam chamados de

transmontanos, porque o seu centro doutrinário estava além dos Alpes, em Roma.

a distinção entre as duas escolas não é mais admissível. O galicanismo teológico

Hoje,

não

nemente condenada, no presente e no passado, pelo Concíhio Ecumênico do Vaticano'

Não se pode ser católico sem ser transmontano - e iesuíta"22. Isto define a questáo. Prescindimos dos comentários, e compaÍamos algumas

práticas e alguns preceitos dos jesuítas, com os de castas e sociedades místicas e

ãrganizadas dos tempos antigos. Assim, o leitor imparcial pode ser colocado em po- sição de julgar qual