Sie sind auf Seite 1von 222
Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas VM Índice Tipo de veículo VM Data

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas VM

Índice

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

0.0

Página

1(1)

 

Data

Revisto

Índice

0.0

10.03

Generalidades

1.00

10.03

x

Introdução Glossário de termos técnicos Regulamentações Identificação dos caminhões VOLVO VM Cálculos e especificações de carga

Características construtivas

2.00

10.03

x

Chassi e cabine Freios, rodas e pneus Tomada de força Sistema elétrico

Instalações, veículo rígido

3.00

10.03

x

Alterações do quadro do chassi Instalação de carrocerias e equipamentos Carrocerias carga seca Carrocerias furgão Carrocerias basculantes Caçambas e poliguindastes Carrocerias tanque

Outros

4.00

10.03

x

Inspeção final

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Generalidades Índice Tipo de veículo VM

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Generalidades

Índice

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.00

Página

1(1)

 

Data

Revisto

Índice

1.00

10.03

x

Introdução

1.10

10.03

x

Qualidade VOLVO Garantias Contatos com a VOLVO

Glossário de termos técnicos

1.20

10.03

x

Regulamentações

1.30

10.03

x

Órgãos regulamentadores Lei da balança Configurações possíveis com os veículos VOLVO VM

Identificação dos veículos

1.40

10.03

x

Código internacional VIN Gravação do VIN na longarina Gravações e etiquetas do VIN simplificado Plaquetas VOLVO Plaquetas de fornecedores Etiqueta CONAMA

Cálculos e especificações de carga

1.50

10.03

x

Conceito sobre Centro de Gravidade (CG) Capacidade de carga por eixo Cálculos da distribuição do peso da carga bruta Precauções legais para a segurança Valores de pesos e CG para trabalhos em rodovias e vias públicas

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Generalidades Introdução Tipo de veículo

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Generalidades

Introdução

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.10

Página

1

(3)

Introdução

A VOLVO do Brasil Veículos Ltda., após o sucesso da sua

longa atividade em caminhões pesados e extra-pesados no Brasil, está iniciando a nova missão do lançamento dos modelos médios e semi-pesados.

Esta oferta dos novos modelos já inicia cobrindo todas as

necessidades dos clientes, com dois tipos de cabine, Curta

e Leito, e com cinco distâncias entre-eixos, sendo que o

mais curto em dois comprimentos de balanço traseiro, ainda com configurações 4x2 e 6x2 e mais opções de motor

e transmissões.

Os veículos VOLVO VM, médios e semi-pesados, são fornecidos através das Concessionárias VOLVO na forma de veículos inacabados. Todos os veículos receberão uma carroceria ou um mecanismo operacional para poderem iniciar sua atividade produtiva.

Esta complementação do veículo para transformá-lo em caminhão pronto para o trabalho é o motivo principal deste MANUAL DE SUPERESTRUTURA, cujo conteúdo é dirigido a muitos profissionais com várias finalidades:

• As empresas de Superestruturas, que se dedicam a alterações para veículos especiais e fabricação de carrocerias e equipamentos operacionais, com as informações e instruções técnicas e legais para auxiliá-los nas suas atividades.

• As Concessionárias VOLVO, cujos vendedores devem ter pleno conhecimento técnico e legal de Superestruturas para poderem informar, instruir e aconselhar, tanto os implementadores dos veículos VOLVO, como também os clientes e usuários dos caminhões. Serão eles que divulgarão a existência deste Manual e instruirão como utilizá-lo.

• Aos grandes Frotistas e Órgãos Governamentais, cujos departamentos técnicos necessitam de informações para optimização de projetos e obtenção de melhor eficácia operacional.

• Aos clientes, para orientação quanto as possibilidades e restrições das carrocerias que melhor possam satisfazer as suas necessidades.

• Ao público em geral que apresenta interesse ou exerce alguma atividade de estudo ou trabalho envolvendo caminhões e seu uso.

Página 2

Qualidade VOLVO

A VOLVO apresenta produtos de alta qualidade que buscam satisfazer plenamente as demandas dos clientes.

Além de apresentar alta qualidade, a VOLVO preocupa-se também com a implementação a ser executada nos seus veículos pelos construtores de Superestruturas.

Por este motivo, todos os detalhes do presente Manual devem ser compreendidos e considerados nos projetos e execuções dos implementos e mecanismos operacionais.

Consideramos os implementadores nossos parceiros. Cada produto VOLVO necessita de uma implementação e o veículo completo somente irá satisfazer plenamente o usuário se a implementação for executada no mesmo padrão de qualidade.

Garantias

A Garantia do Veículo VOLVO, como vendido, é especificado e detalhado no Manual de Garantia do Proprietário.

Cabe a cada fornecedor de Superestrutura prover o seu produto de garantia que julgar conveniente. A legislação dos Direitos do Consumidor estabelece as características mínimas desta responsabilidade.

Além da garantia que oferece regularmente para o seu produto em si, o implementador, também, torna-se totalmente responsável por eventuais danos que possa causar ao veículo VOLVO VM, durante a construção ou instalação da Superestrutura ou posteriormente, por esta submeter o conjunto VOLVO VM a trabalho abusivo ou até perigoso, fora das características de uso previstas para o veículo.

Portanto, todos os componentes e conjuntos alterados pelo fornecedor de Superestruturas, como também os que ficarem submetidos a condições diferentes das originalmente previstas, deixarão de serem cobertas pela garantia VOLVO e passarão a ser de responsabilidade da Garantia da Superestrutura.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Introdução

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.10

Página

3

(3)

Contatos com a VOLVO

Para informações técnico-comerciais contatar Engenharia de Vendas através:

Internet:

www.volvo.com.br

Endereço:

Av. Juscelino Kubitchek de Oliveira, 2.600 Cidade Industrial – CIC – Curitiba – PR CEP: 81260-900

Fax:

+55 (41) 317-8605

Telefone:

+55 (41) 317-8111

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Generalidades Glossário de termos técnicos

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Generalidades

Glossário de termos técnicos

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.20

Página

1

(6)

Glossário de termos técnicos

Este capítulo lista, em ordem alfabética, os termos técnicos usados no presente Manual de Superestruturas e seus significados. O objetivo é eliminar dúvidas e esclarecer palavras que apresentam diferentes interpretações.

ABNT

Associação Brasileira de Normas Técnicas, fundada em 1940. Entidade privada sem fins lucrativos, é o Órgão responsável pela normalização técnica no pais, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico brasileiro.

Abraçadeira

Tira de chapa de aço, de plástico ou anel de aço-mola usado para manter juntas duas ou mais peças.

Alavanca do Freio

Também conhecida e chamada de catraca de freio. Elemento de ligação da haste da câmara de freio, com a árvore de acionamento do “S Came” ou “Z Came”. Pode ser de regulagem manual ou automática. O seu comprimento varia de 5 a 7 polegadas e de meia em meia polegada.

Arrefecimento

Redução da temperatura de um componente quente em direção a temperatura ambiente. Sinônimo de esfriar. Ex.:

ação do radiador do sistema de arrefecimento do motor, ação do intercooler dos motores de combustão interna.

Árvore

Elemento mecânico destinado a transmitir conjugado (e portanto potência) por torção. Ex.: árvore de manivelas do motor, árvore de transmissão, semi-árvore do eixo traseiro.

Balancim

Peça mecânica estrutural com movimento oscilatório destinado a transmitir forças. Ex.: balancim das suspensões traseiras em tandem dos caminhões 6x2.

Câmara Dupla de Freio

Também chamada de “Spring Brake”. São duas câmaras acopladas numa mesma haste de acionamento. Uma simples de serviço e outra de estacionamento acionada por mola acumuladora. São obrigatórios em todos os eixos traseiros inclusive no 3º eixo auxiliar.

Página 2

Câmara Simples de Freio

Também chamada de cuíca de freio. Possui um diafragma de borracha por onde o ar comprimido aciona a câmara. Seu tamanho é identificado pela área em polegadas quadradas. Câmara 24 significa uma área do diafragma de 24 polegadas quadradas.

Capacidade Bruta de Carga

O total de peso admissível sobre o chassi do caminhão. É

a soma dos pesos da carroceria, carga útil, motorista,

auxiliares, lonas e etc

Capacidade de Carga Útil

O mesmo que Lotação. Peso do total da carga mais o peso

do motorista e auxiliares, lonas, etc. É igual a Capacidade Bruta de Carga menos o peso da carroceria.

Capacidade Máxima de Tração (CMT)

É o peso máximo que o caminhão pode tracionar. É limitado

pela capacidade de tração do eixo traseiro.

Carroceria

Em caminhões, sinônimo de carroçaria. Construção complementar do veículo (chassi-cabine) para receber a carga. Pode ser Carga Seca, Furgão, Tanque, Basculante

e etc.

Chicote

Conjunto de cabos ou fios elétricos formando um feixe revestido por tubo flexível ou conduite.

Código de Trânsito Brasileiro (CTB)

Substituto do antigo Código Nacional de Trânsito (CNT).

O CTB entrou em vigor em 23 de setembro de 1997 pela

Lei nº 9503.

Conjugado

Termo em português, definido pela ABNT, com o mesmo significado de “Torque” em inglês e “Couple” em francês. É o momento de uma força. As unidades brasileiras são mkgf (metro x quilograma força) e Nm (Newton x metro). Veja também o item “Cálculos e Especificações de Carga”.

Diferencial

Dispositivo interno ao eixo traseiro, constituído de uma carcaça, duas engrenagens planetárias e geralmente quatro engrenagens satélites que permite a diferenciação da velocidade de rotação das rodas traseiras para o caminhão realizar curvas.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Glossário de termos técnicos

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.20

Página

3

(6)

Distância Entre-Eixos (DEE)

Distância medida do centro do eixo dianteiro ao centro do eixo traseiro em veículos 4x2 e 4x4. Em caminhões com mais de 2 eixos, costuma-se indicar o DEE de forma segmentada, como por exemplo: VM23 com DEE 3,650 + 1,224 m, indica que à distância do eixo dianteiro ao eixo de tração é de 3.650 metros e a distância do eixo de tração ao 3º eixo auxiliar é de 1,224 m.

Eixo Auxiliar

Conjunto mecânico com função única de suportar parte do peso do caminhão. As suas rodas giram livres.

Eixo de Tração

Conjunto mecânico com dupla função: suportar parte do peso do caminhão e conter no seu interior as engrenagens e as semi-árvores para proporcionar tração às rodas.

Eixos Interligados

Par de eixos cujas suspensões possuem componentes parcialmente comuns, proporcionando transferência de peso de um eixo para o outro

Engate

Dispositivo mecânico estrutural, fixado na travessa traseira reforçada do quadro do chassi, para tracionar reboques.

Equipamento ou Mecanismo Operacional

Conjunto mecânico instalado sobre o quadro do chassi de um veículo de carga, formando um caminhão destinado à execução de serviços. Exemplos: Guindaste, Bomba de Concreto, Cesta Aérea, Oficina Volante, etc.

Feixe de Molas Parabólicas

As lâminas são de espessura variável, cerca de duas a três vezes mais espessa na região central que nas extremidades. Tem menor número de lâminas e estas são afastadas, tocando-se apenas no centro e nas extremidades, o que confere-lhes flexibilidade constante, independente do estado de limpeza e de lubrificação.

Feixes de Molas Semi-elípticas

As lâminas são de espessura constante com arqueamento progressivo e portanto exercem pressão umas sobre as outras causando grande atrito entre as lâminas na movimentação de trabalho.

Freio Motor

Freio auxiliar dos caminhões com motor diesel, para reduzir suavemente a velocidade. O efeito é obtido por válvula tipo borboleta localizado no tubo de escapamento do motor, antes do silencioso.

Página 4

Freio “S Came”

Freio pneumático onde as sapatas são acionadas por um came em forma de "S"

Implementador

Empresa dedicada ao trabalho de complementar o veículo fornecido pelas montadoras, com alterações do chassi, adaptação de 3º eixo ou simplesmente instalação de carroceria ou mecanismo operacional.

Implemento

Equipamento indispensável para que o caminhão execute o trabalho. É a carroceria ou mecanismo operacional instalado sobre o veículo de carga fabricado pela montadora.

Lotação do Caminhão

Mesmo que Capacidade de Carga Útil. É o peso da carga que o caminhão pode transportar. Inclui o motorista, auxiliares, lonas e etc.

Mola Espiral

Mola construida no mesmo plano, enrolando-se o fio em diâmetro continuamente crescente em forma de espiras ou caracol.

Mola Helicoidal

Mola construida com fio de aço enrolado em formato de hélice, afastando-se continuamente do plano no qual se iniciou. Pode ser cilíndrico, assemelhando-se aos filetes de rosca de um parafuso cônico, formato de barril, etc. Pode trabalhar a tração ou a compressão.

Parafuso Cabeça Cilíndrica c/ Sextavado Interno

Também chamado de parafuso allen. Normalmente com alta capacidade de tração e resistência dos filetes de rosca, na maioria dos casos temperada, com cabeça externamente cilíndrica e provida de encaixe com sextavado interno para chave especial.

Parafuso Cravo

Parafuso com cabeça boleada como a dos rebites ou cilíndrica, com o corpo sólido (parte sem rosca) de diâmetro maior que a parte rosqueada, e longitudinalmente estriada para ser “cravada” no furo por prensagem ou por batidas de martelo.

Parafuso Estojo

Termo ABNT e vulgarmente também conhecido como “prisioneiro”. Peça cilíndrica com rosca nas duas extremidades, uma das quais rosqueada na peça a ser fixada e a outra recebendo uma porca.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Glossário de termos técnicos

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.20

Página

5

(6)

Parafuso Torxs

Parafuso cuja cabeça tem o formato de seção reta em estrela de 6 pontas e é sempre flangeada. Alternativamente pode ter a cabeça externamente cilíndrica com furo em formato de estrela de 6 pontas para chave soquete especial.

Peso Bruto Total (PBT)

Característica principal de um caminhão usado pela

engenharia para o projeto de todos os seus componentes.

É o peso do veículo mais o peso da carroceria, da carga,

dos ocupantes, das ferramentas, das lonas, do combustível dos tanques e etc. É o peso máximo permitido para o caminhão.

Peso Bruto Total com 3º Eixo (PBT com 3º Eixo)

É o Peso Bruto Total, como definido no item anterior para

um caminhão com 3º eixo com ou sem tração.

Peso Bruto Total Combinado (PBTC)

Termo destinado aos caminhões articulados ou conjugados. A mesma definição de PBT, para estes dois tipos de caminhões. O seu valor é sempre inferior ou igual à Capacidade Máxima de Tração (CMT) do caminhão.

Peso em Ordem de Marcha (POM)

É o peso do veículo (só chassi-cabine) totalmente abastecido de todos os fluidos (combustível, lubrificantes, água e etc.) com roda e pneu sobressalente e ferramentas fornecidas de fábrica, porém sem o motorista.

Porca Auto-frenante

Porca provida de algum artifício para servir de freio nos filetes da rosca para evitar a sua soltura por vibrações. O meio mais comum é de 2 ou 3 deformações na superfície da porca para criar interferência. Estas porcas podem ser removidas com certa força na chave.

Porca com Contra-porca

Instalação de uma segunda porca, normalmente com altura reduzida, que após a porca principal apertada ao conjugado especificado, é apertada contra esta para que ela não se solte.

Porca Dupla

Porca com altura maior, cerca de 1 ½ vezes o diâmetro da rosca. Normalmente os grampos de molas das suspensões usam porcas duplas.

Porca Puncionada

Porca normal que após o aperto, sofre deformações na interface das roscas do parafuso e da porca, com o auxílio de um punção e martelo, para evitar que a porca solte-se.

Página 6

Reboque

Veículo constituído de chassi e carroceria, totalmente individual, dependendo do caminhão apenas para ser tracionado. Pode ser carga seca, furgão, tanque e é vulgarmente chamado de Julieta.

Suspensão Tandem

Suspensões traseiras que interligam dois ou mais eixos (3 em semi-reboques) promovendo transferência de peso de um eixo para o outro. Os tipos mais comuns são:

Balancim, Bogie, Walking Beam (EUA e Canadá) e a Ar.

Tara do Caminhão

É o Peso em Ordem de Marcha (POM) do veículo mais o

peso da carroceria vazia, ou seja, o peso do caminhão completo, pronto para o trabalho sem o motorista.

Tomada de Força

Também conhecido como PTO (“Power Take Off”). As de menor potência, mais comuns, são instaladas na caixa de mudanças, as de potência intermediária, na extremidade dianteira da árvore de manivelas do motor e as de alta potência na árvore de transmissão.

Torquimetro

Ferramenta para medir o conjugado (momento de aperto ou “torque” em inglês) de aperto de um parafuso ou porca.

Veículo

Definição VOLVO: caminhão inacabado, sem a carroceria, como fornecido pela VOLVO a Concessionária.

Veículo Conjugado

Definição CONTRAN: Conjunto formado por um caminhão

e um reboque.

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Generalidades Regulamentações Tipo de

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Generalidades

Regulamentações

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

1 (13)

Regulamentações

Motivo das regulamentações

Os caminhões, como qualquer outro veículo automotor, destinam-se a circular por vias e logradouros públicos em convívio com outros veículos, seres humanos e o meio ambiente. Este convívio deve acontecer em perfeito equilíbrio e controle interativo no seu amplo sentido.

Por isto as características dos caminhões e o seu uso devem enquadrar-se em certas limitações regulamentares que garantem o seu pleno desempenho na finalidade a que se destinam, porém sem ameaças, danos ou destruições aos outros elementos deste convívio.

Responsabilidades da VOLVO

Os caminhões VOLVO na forma veicular, como produzidos

e vendidos pelas suas Concessionárias, obedecem

rigorosamente a todas as legislações, normas e

regulamentações nacionais.

Responsabilidades dos implementadores

Os construtores e instaladores das Superestruturas, sejam carrocerias ou mecanismos operacionais, bem como os que realizam modificações estruturais no veículo, têm como obrigação conhecerem e obedecerem a todos os dispositivos normativos e legislações dos órgãos competentes, relativos aos trabalhos por eles executados.

Cabe também a eles a completa informação e instrução operacional e de manutenção da Superestrutura para os clientes e usuários.

Responsabilidades dos clientes e usuários

Os operadores dos caminhões prontos para o uso, devem realizar o trabalho estritamente dentro das especificações

e normas estabelecidas pela montadora do veículo e pelo responsável pela Superestrutura, que complementa o caminhão.

O cliente não deve exercer pressão sobre o implementador

do veículo, para executar trabalhos fora das especificações legais ou que resultem em prejuízo para a segurança e ao comportamento e longevidade do caminhão.

Página 2

O usuário deverá obedecer, também, as normas,

procedimentos e legislações tanto no carregamento como

na condução do caminhão, compreendendo que elas foram

estabelecidas em seu benefício.

Atualizações das regulamentações

Em vista do grande volume de regulamentações e dos vários Órgãos Legisladores e de Normalizações, e as suas contínuas modificações, cancelamentos, substituições e efetivações, a VOLVO não apresenta neste Manual uma lista completa ou parcial das principais regulamentações.

Cabe a cada implementador manter-se informado de todos os detalhes regulamentadores do seu trabalho de complementação ou alteração dos veículos VOLVO VM. Deve-se observar o texto original e completo das leis, decretos, resoluções e normas, referentes ao seu tipo de

beneficiamento, para ter certeza da correção do projeto e

da execução do seu produto.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Regulamentação

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

3 (13)

Órgãos regulamentadores

Visando facilitar o trabalho de consulta dos implemen- tadores, informamos a seguir o endereço eletrônico, telefones e endereço geográfico das entidades regula- mentadoras do Brasil.

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas Avenida Paulista, 726 - 10° andar - São Paulo - SP CEP: 01310-910 Telefone: (11) 3016-7700 / 3767-3600 Site na Internet: www.abnt.org.br

INMETRO Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial Rua Santa Alexandria, 416 - Rio Comprido - Rio de Janeiro CEP: 20261-232 Telefone: (21) 2563-2851 / 2563-2853 / 0300 789-1818 Site na Internet: www.inmetro.gov.br

CONMETRO Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial É o conselho do Instituto do item anterior e atende no mesmo endereço e telefone do INMETRO.

CONTRAN Conselho Nacional do Trânsito Ministério das Cidades Esplanada dos Ministérios - Bloco T Brasília - Distrito Federal CEP: 70064-900 Telefone: (61) 429-3445 / 429-3000 site na Internet: mj.gov.br

DENATRAN Departamento Nacional de Trânsito Ministério das Cidades Esplanada dos Ministérios - Bloco T - Anexo II - 5° andar Brasília - Distrito Federal CEP: 70064-901 Telefone: (61) 429-3876 / 429-3613 / 429-9356 Site na Internet: www.transportes.gov.br

IBAMA Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Ministério do Meio Ambiente Setor Autarquias Norte Avenida L4 Norte - Edifício Sede do IBAMA Brasília - Distrito Federal CEP: 70818-900 Telefone: (61) 316-1212 / 316-1080 / 316-1081 Site na Internet: www.mma.gov.br

Página 4

CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente Ministério do Meio Ambiente Esplanada dos Ministérios - Bloco B - sala 637 - 6° andar Brasília - Distrito Federal CEP: 70068-900 Telefone: (61) 226-2837 Site Internet: www.mma.gov.br

Ministério dos Transportes Site na Internet: www.transportes.gov.br

Presidência da República (Leis, Decretos, Decretos-leis, etc.) Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Site na Internet: www.planalto.gov.br

É relevante para os construtores de Superestruturas saber que o IBAMA, além de legislações das limitações nas características de produto dos caminhões quanto as emissões de poluentes e ruídos, estabelece também normas para as instalações e atividades fabris dos implementadores.

O CONAMA cria legislações destinadas a setores

específicos industriais quanto a normalização dos seus produtos para reduzir danos ambientais.

Finalmente, existem também as Portarias do DNER e ainda

as

eventuais legislações locais, por governos estaduais

ou

municipais, como por exemplo as restrições quanto a

circulação de veículos em centros urbanos.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Regulamentação

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

5 (13)

Lei da balança

O conjunto de regulamentações, conhecido como "Lei da Balança", versa sobre limitações de peso e de dimensões de veículos automotores trafegando por vias públicas e estradas brasileiras, e tem como base a Resolução de número 12/98 do CONTRAN.

Nota! O termo "Lei da Balança" não existe na legislação.

Os principais assuntos da “Lei da Balança” são os seguintes:

Características do veículo

Artigo 100 do CTB Mesmo obedecendo às limitações da resolução 12/98 do CONTRAN, nenhum veículo ou combinação de veículos poderá transitar com Peso Bruto Total ou Peso por Eixo superior ao fixado pelo fabricante, nem ultrapassar a capacidade Máxima de Tração da unidade tratora.

Artigo 98 do CTB e Resoluções 727/735 de 1989 Nenhum veículo poderá ter suas características modificadas sem prévia autorização da autoridade de trânsito.

Parágrafo único Excetuam-se as alterações de motores novos ou usados que deverão atender aos mesmos limites e exigências de emissão de poluentes e de ruídos previstos pelos órgãos ambientais competentes e pelo CONTRAN, cabendo à entidade executora das modificações e ao proprietário do veículo a responsabilidade das exigências.

Página 6

Dimensões dos veículos

Artigo 1° da Resolução – 12/98 CONTRAN Dimensões máximas autorizadas, com ou sem cargas

Largura máxima: A = 2,60 m.

Altura máxima: B = 4,40 m.

Comprimento máximo para veículo simples: C = 14,00 m.

A
A
B
B
C
C
C
C

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Regulamentação

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

7 (13)

Comprimento máximo para veículos articulados: C1=18,15 m.

(1) C1
(1)
C1

Comprimento máximo para veículos conjugados: C2=19,80 m.

(1) Os veículos VOLVO VM, não são disponibilizados para a configuração de veículos articulados.

C2
C2

Resolução DNER 769/80 Execução dimensional para veículos transportadores de automóveis, caminhões, tratores e similares (“cegonhas”).

Altura máxima: B = 4,70 m. Comprimento máximo para veículos articulados: C1=20,00 m

B (1) C1
B
(1)
C1

Comprimento máximo para veículos conjugados: C 2=22,00 m

(1) Os veículos VOLVO VM, não são disponibilizados para a configuração de veículos articulados.

B

C2
C2

Página 8

Resolução 75/98 CONTRAN

Com AET (Autorização Especial de Trânsito) válida por um ano as cegonhas poderão circular obedecendo os seguintes limites:

• Altura = 4,70m e a critério do órgão rodoviário pode ser autorizada altura até 4,95m em rota específica.

• Largura = 2,60m.

• Comprimento = 14,00m para veículo simples.

= 22,40m para veículo articulado, desde que a distância entre-eixos externos não ultrapasse 17,47m.

= 22,40m para veículo combinado.

• Trânsito diurno: do nascer ao por do sol.

• Velocidade máxima: 80 km/h.

• Trânsito noturno: só em pista dupla com mais de uma faixa com separadores físicos ou quando trafegando vazio ou com carga somente na plataforma inferior.

Artigo 101 do CTB Institui a AET (Autorização Especial de Trânsito) para cargas indivisíveis que não se enquadrem nos limites de dimensões e pesos estabelecidos pelo CONTRAN. Os seus prazos podem ser apenas para a carga e trajeto específicos, para o prazo de 6 meses ou até 1 ano.

Decreto-lei 88.686/83 e parágrafo 1° do Artigo 1° da Resolução 12/98 CONTRAN.

O balanço traseiro deverá ter no máximo 60% da distância

entre os eixos extremos até o limite de 3,50 metros.

BT máximo = 0,6 x DEE 3,50 m

BT máximo = 0,6 DEE extremos 3,50 m

Observações:

O Decreto-lei 88.686/83 estabelece também dois itens de

segurança quanto a dirigibilidade:

• Veículos 4x2 deverão ter no mínimo 25% do peso bruto total incidindo no eixo dianteiro.

• Veículos 6x2 deverão ter no mínimo 15% do peso bruto total incidindo no eixo dianteiro.

BT DEE
BT
DEE
BT DEE
BT
DEE

{

{

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Regulamentação

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

9 (13)

Pesos dos veículos

Artigo 2° da Resolução 12/98 do CONTRAN Fixa os limites máximos de peso bruto total e peso bruto transmitido por cada eixo do veículo nas superfícies das vias públicas, através de 6 itens e 3 parágrafos aplicáveis aos caminhões:

Item I Peso Bruto Total por unidade ou combinação de veículos:

45 Toneladas

Item II e Artigo 3° da Resolução 12/98 Peso Bruto Total por eixo isolado:

Rodagem dupla: Máximo = 10 toneladas Rodagem simples: máximo = 6 toneladas

= 10 toneladas Rodagem simples: máximo = 6 toneladas 10 t 6 t Item III Dois

10 t

6 t

Item III Dois eixos em TANDEM distanciados entre si em mais de 1,20 m a 2,40 m admitem peso bruto de 17 toneladas.

1,20 m < D 2,40 m

D

peso bruto de 17 toneladas. 1,20 m < D ≤ 2,40 m D 17 t Item

17 t

Item IV Dois eixos não em TANDEM distanciados entre si em mais de 1,20 m a 2,40 m admitem peso bruto de 15 toneladas.

1,20 m < D 2,40 m

D

entre si em mais de 1,20 m a 2,40 m admitem peso bruto de 15 toneladas.

15 t

entre si em mais de 1,20 m a 2,40 m admitem peso bruto de 15 toneladas.

10 t

D

6 t

entre si em mais de 1,20 m a 2,40 m admitem peso bruto de 15 toneladas.

D

entre si em mais de 1,20 m a 2,40 m admitem peso bruto de 15 toneladas.

Página 10

{

{

Item V

Três eixos com rodados duplos em TANDEM somente em semi-reboques, distanciados entre si em mais de 1,20 m

a 2,40 m admitem peso bruto de 25,5 toneladas

1,20 m < D 2,40 m

Item VI Dois eixos um com 4 rodas e outro com 2 rodas, interligados por suspensão especial admitem:

• Distância inferior ou igual a 1,20 m: 9 toneladas

• Distância superior a 1,20 m e inferior ou igual a 2,40 m: 13,5 toneladas

D < 1,20 m

1,20 m < D 2,40 m

Parágrafo § 1° Considerando-se eixos em TANDEM, dois ou mais eixos que constituem um conjunto integral de suspensão, podendo qualquer deles ser ou não de tração.

D D

de suspensão, podendo qualquer deles ser ou não de tração. D D 25,5 t D D

25,5 t

D D
D
D

9 t

9 t

D D
D
D

13,5 t

13,5 t

de suspensão, podendo qualquer deles ser ou não de tração. D D 25,5 t D D

Balancim

Bogie

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Regulamentação

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

11 (13)

Parágrafo § 2° Conjuntos de eixos, com rodados duplos, distanciados em mais de 2,40 m serão considerados Eixos Isolados e portanto admitem 10 toneladas cada um.

D > 2,40 m

D

10 t 10 t
10 t
10 t

20 t

D D 10 t 10 t 10 t
D
D
10 t
10 t
10 t

Observe-se que:

D > 2,40 m

Parágrafo § 3° Nos conjuntos acima, de 2 eixos e 3 eixos com limites 17 t e 25,5 t a diferença de peso bruto entre os eixos contíguos não deverá exceder a 1.700 kgf.

Artigo 3° da Resolução 12/98 do CONTRAN Os limites máximos de peso bruto por eixo e por conjunto de eixos, estabelecidos no artigo anterior só prevalece:

Item I

- Se todos os eixos forem dotados de quatro ou dois pneumáticos cada um, conforme a especificação do fabricante.

Item II

- Se todos os pneumáticos, de um mesmo conjunto de eixos, forem da mesma rodagem e calçarem rodas no mesmo diâmetro.

30 t

D

10 t 17 t
10 t
17 t

27 t

Página 12

Parágrafo § 1° Nos eixos isolados dotados de 2 pneumáticos o peso bruto máximo por eixo será de 6 toneladas, prevalecendo a capacidade e o limite de peso indicados pelo fabricante (este parágrafo foi citado também no item II do art. 2° para facilitar o entendimento e aplicação das instruções).

Parágrafo § 2° No conjunto de dois eixos, dotados de 2 pneumáticos em cada um, desde que direcionais, o limite máximo será de 12 Toneladas.

Resolução 104/99 do CONTRAN As Tolerâncias de Pesagem permanecem:

• 7,5% no peso por eixo como estabelecido na Resolução 102/99 do CONTRAN.

• 5% no PBT e PBTC como estabelecido na lei 7.408/85.

Parágrafo Único

O veículo somente poderá prosseguir viagem após sanada

a irregularidade ou efetuado o transbordo do excesso de carga.

6 t 6 t 6 t 6 t
6 t
6 t
6 t
6 t

12 t

12 t

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Regulamentação

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.30

Página

13 (13)

Configurações possíveis com os veículos VOLVO VM

Modelo

Configuração

Pesos por Eixo (ton)

PBT / PBTC (ton)

 

Veículo Simples

 

VM15

VM15   5 + 9,5 14,5
 

5

+ 9,5

14,5

VM17

VM17   6 + 10 16,0
 

6

+ 10

16,0

VM23

VM23   6 + 17 23,0
 

6

+ 17

23,0

 

Veículos Conjugados

 

VM15

VM15 5 + 9,5 + 6 + 6 26,5

5

+ 9,5 + 6 + 6

26,5

VM17

VM17 6 + 10 + 6 + 6 28,0

6

+ 10 + 6 + 6

28,0

VM23

VM23 6 + 17 + 6 + 6 35,0

6

+ 17 + 6 + 6

35,0

VM17

VM17 6 + 10 + 6 + 10 32,0

6

+ 10 + 6 + 10

32,0

VM23

VM23 6 + 17 + 6 + 10 Limitação CMT = 35,0

6

+ 17 + 6 + 10

Limitação CMT = 35,0

VM17

VM17 6 + 10 + 10 + 10 Limitação CMT = 35,0

6 + 10 + 10 + 10

Limitação CMT = 35,0

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Generalidades Identificação dos veículos

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

1 (14)

Identificação dos veículos VOLVO VM

Os veículos VOLVO VM são dotados de uma série de inscrições de características técnicas e identificações, gravadas em plaquetas ou diretamente em componentes do veículo.

Código Internacional “VIN”

O sistema internacional de codificação da identificação do

veículo, conhecido como VIN (“Vehicle Identification Number”), no Brasil referido também com NIV (Número

de Identificação do Veículo), é constituído de 17 dígitos e segue a Norma Brasileira ABNT NBR 6066 de julho de

1980.

A estrutura da identificação VIN é constituída de quatro

áreas conforme o esquema abaixo: WMI VDS CD VIS Posição 1 2 3 4 5
áreas conforme o esquema abaixo:
WMI
VDS
CD
VIS
Posição
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
Exemplo
9
3
KP
6
AA
C0
4
E
1
0
0
0
0
0
Fábrica
Sequência
Área
que montou
numérica de
Motor
geográfica
o veículo
fabricação
País
Ano / Modelo
Cabine
Tração
Fabricante
Dígito de controle

Os dígitos designam e apresentam as seguintes

características:

WMI - Área do fabricante

(World Manufacturer Identifier) Identificador internacional do fabricante.

Posição 1 - Identificação da área geográfica. No Brasil, é sempre preenchido com o número 9 para todos os fabricantes de veículos. O número 9 indica que o fabricante é da região sul do continente Americano.

Página 2

Posição 2 - Identifica o país dentro da área geográfica.

A responsabilidade da atribuição deste dígito é, atualmente,

da SAE (“Society of Automotive Engineers, Inc – USA”) sob autorização da ISO (“Internacional Standardization Organization”).

Apesar de outros modelos de caminhões e outros fabricantes apresentarem nesta posição a letra B, significando Brasil, para os caminhões VOLVO VM foi atribuído pela SAE o número 3, único para todos os caminhões VOLVO VM17 e VM23.

Posição 3 - Indica o fabricante do veículo.

A definição deste dígito é de responsabilidade da ABNT,

que atribuiu a VOLVO, no que se refere aos modelos VM17

e VM23, a letra “K”.

VDS - Área das características do veículo

(Vehiche Descriptor Section) Estes dígitos são atribuídos pelo fabricante.

Posição 4 - Identifica o tipo de cabine montado no veículo. São duas cabines, definidas pelas seguintes letras:

• K = Cabine Curta ou L1H1

• P = Cabine Leito ou L2H1

Posições 5, 6 e 7 - Definem o motor montado no caminhão. São dois tipos de motores, definidos pelas seguintes letras:

• 6 AA = Motor MWM 210 CV

• 6 AB = Motor MWM 240 CV

Posição 8 - Define o tipo do freio de serviço e a configuração de eixos. Quanto ao freio, todos os modelos VOLVO VM são iguais, freio a ar comprimido (pneumático) acionado por “S came”. Quanto a configuração dos eixos, há duas possibilidades para os veículos VOLVO VM:

• A = 4x2

• C = 6x2

Observar que um VM17 com 3° eixo auxiliar adaptado por terceiros continua com a letra “A” e se o 3° eixo auxiliar for de fábrica (portanto um VM23) a letra será “C”.

CD - Área do número de controle

(Check Digit)

É constituído de um único dígito numérico, na posição 9

determinado pela fábrica como resultante de uma fórmula

matemática complexa, levando em conta as identificações pelos outros 16 dígitos do VIN e fatores constantes de estabelecimento aleatório.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

3 (14)

VIS - Área de identificação do veículo

(Vehicle Indicator Section)

É constituído dos 8 dígitos finais do VIN.

Posição 10 - Designa o ANO/MODELO. Na presente década é indicada por dígito numérico arábico

e na próxima será caracterizada por letras do alfabeto romano:

• 4 = 2004

• 5 = 2005

• 6 = 2006

• 7 = 2007

• 8 = 2008

• 9 = 2009

• A = 2010

• B = 2011

Posição 11 - Identifica a fábrica que montou o veículo. No caso atual de todos os caminhões VOLVO montados no Brasil, esta posição tem a letra:

• E = Brasil

Posições 12 a 17 - Indicam a seqüência de montagem. São ocupados por 6 dígitos numéricos e iniciam em 100.000 com possibilidade até 599.999, reservados exclusivamente para os modelos VOLVO VM.

Página 4

Gravação do VIN na longarina

A identificação do veículo através do seu código VIN, formado por 17 dígitos, seguido de mais 4 dígitos numéricos arábicos, indicando o ano de fabricação, está gravada na longarina direita do quadro do chassi, entre o furo de referência do centro do eixo dianteiro e o suporte da barra estabilizadora da suspensão dianteira conforme as ilustrações abaixo:

*93KP6AAC04E100000*

FRENTE 20 22 220 30 200 780
FRENTE
20
22
220
30
200
780

2003

da suspensão dianteira conforme as ilustrações abaixo: *93KP6AAC04E100000* FRENTE 20 22 220 30 200 780 2003

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

5 (14)

Gravações e etiquetas do VIN simplificado

A forma simplificada do VIN, constituída apenas dos 8

dígitos finais (área VIS - identificação do veículo) é gravada em todos os vidros da cabine conforme a ilustração abaixo,

e também impressa em três etiquetas auto-colantes,

impossíveis de remoção sem a sua destruição, localizadas duas na cabine (batente da porta direita e assoalho inclinado direito, sob o tapete) e uma na aba superior da longarina esquerda, na área entre o radiador e o motor, também indicadas na ilustração.

B

4E100.000

A
A

4E100.000

A 4E100.000
A
4E100.000

C

4E100.000

C

4E100.000

A = Gravação nos vidros

B = Vidro traseiro somente na Cabine Curta L1H1

C = Etiquetas autocolantes

Página 6

Plaquetas VOLVO

Todos os caminhões VOLVO VM, possuem três plaquetas de alumínio fixadas na cabine por meio de rebites posicionados conforme ilustração:

3
3
VM, possuem três plaquetas de alumínio fixadas na cabine por meio de rebites posicionados conforme ilustração:
2
2
VM, possuem três plaquetas de alumínio fixadas na cabine por meio de rebites posicionados conforme ilustração:
1
1

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

7 (14)

1 - Plaqueta CONTRAN

Esta é a plaqueta oficial de identificação do veículo e de informação dos seus pesos admissíveis para atender a legislação brasileira, referente a Resolução n° 49 de 21 de maio de 1998 do Conselho Nacional de Trânsito, de acordo com os artigos 117, 230 – XXI e 231 – X, do Código de Trânsito Brasileiro.

As informações contidas nos 12 campos de preenchimento desta plaqueta são as seguintes:

Campo 1 - Código VIN. Preenchido na fábrica, com 17 dígitos.

Campo 2 - Modelo do Veículo. Preenchido na fábrica, com as seguintes alternativas:

• VM17 - 210 - 4x2 R

• VM17 - 240 - 4x2 R

• VM23 - 210 - 6x2 R

• VM23 - 240 - 6x2 R

Campo 3 - Tara. Este valor corresponde ao Peso em Ordem de Marcha de veículo inacabado como fornecido pela fábrica, com tanque de combustível cheio, sem motorista, mais o peso da carroceria ou mecanismo operacional a ser instalado.

Portanto, trata-se de valor desconhecido pela VOLVO e por este motivo este quadro não possue gravação de fábrica. Deverá ser gravado pelo implementador com o valor da pesagem do caminhão após completado. Este mesmo valor acompanhado da palavra Tara deve ser pintado na lateral esquerda junto a cabine do caminhão.

Campo 4 - PBT (Peso Bruto Total). Recebe a gravação de fábrica, conforme o modelo:

• VM17 - 16.000 • VM23 - 23.000

Este valor do PBT deverá ser pintado na lateral esquerda junto com Tara e Lotação.

1 7 2 8 3 9 4 10 5 11 6 12
1
7
2
8
3
9
4
10
5
11
6
12

Página 8

Campo 5 - PBT com 3° Eixo.

É o Peso Bruto Total com 3° Eixo Auxiliar, registrado no

CONTRAN:

• VM 17 - 23.000 • VM 23 - 23.000

Campo 6 - PBTC (Peso Bruto Total Combinado).

É o Peso Bruto Total do caminhão mais um reboque ou

um semi-reboque. Os seus valores para os caminhões VOLVO VM são:

• VM17 e VM23 com eixo traseiro RSS1027A - 27.000

• VM17 e VM23 com eixo traseiro RSS1035A - 35.000

• VM17 e VM23 com eixo traseiro RSS1035B - 35.000

Campo 7 - CMT (Capacidade Máxima de Tração).

É o Peso Bruto Total Máximo que o caminhão pode

tracionar. Para caminhões com CMT abaixo de 43 toneladas, usando reboque convencional de 3 eixos, o valor do CMT é igual ao do PBTC, portanto:

• VM17 e VM23 com eixo traseiro RSS1027A - 27.000

• VM17 e VM23 com eixo traseiro RSS1035A - 35.000

• VM17 e VM23 com eixo traseiro RSS1035B - 35.000

Campo 8 - Ano de fabricação. Indica o ano calendário em que o caminhão foi montado. Deve ser o mesmo gravado após o código VIN na longarina direita do quadro do chassi. Independe do Ano/Modelo incluído na décima posição do código VIN.

Campo 9 - Lotação. O seu valor é a subtração de PBT ou PBT com 3° Eixo menos a Tara. Portanto fica sem gravação de fábrica. A gravação deverá ser feita pelo implementador após a pesagem do caminhão completo, acabado, para determinar a Tara. Também o valor da lotação deverá ser pintado junto a Tara e ao PBT.

Campo 10 - Carga Eixo 1.

É a capacidade de carga vertical do eixo dianteiro, e os

valores são:

• VM17 - 6.000

• VM23 - 6.000

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

9 (14)

Campo 11 - Carga Eixo 2.

É a capacidade de carga vertical do eixo traseiro de tração

limitado ao valor máximo legal.

• VM17 - 10.000

• VM 23 - 8.500*

*A capacidade legal deste eixo, se isolado, seria de 10.000 kgf, porém como neste eixo, participa de um conjunto de dois eixos interligados pela suspensão balancim, limitado legalmente a 17.000 kgf, a sua capacidade fica limitada à metade do valor do conjunto.

Campo 12 - Carga Eixo 3.

É a capacidade de carga vertical no 3° eixo auxiliar original

de fábrica. Portanto, o VOLVO VM23 é o único modelo com Eixo 3 com capacidade de carga indicada pela fábrica. Assim as gravações são as seguintes:

• VM17 - sem gravação

• VM23 - 8.500

A eventual gravação para o VOLVO VM17 deverá ser feita pelo adaptador do 3° eixo auxiliar.

Página 10

2 – Plaqueta de Manufatura VOLVO

Esta é uma plaqueta de informações da VOLVO, não exigida pela legislação brasileira e localiza-se no painel estrutural dianteiro da cabine sob a grade frontal do caminhão.

Esta plaqueta de 18 campos deve permanecer preenchida apenas pela Fábrica sem nenhuma gravação ou alteração posterior.

A interpretação das informações contidas são as seguintes:

Campo 1 - Gravado com ******. Sem significado para os modelos VOLVO VM.

Campo 2 - Código VIN. Gravado na fábrica com 17 dígitos, idêntico ao da longarina do quadro do chassi.

Campo 3 - Tração. Gravado com as alternativas:

• 4x2 = Tração 4x2 (VM17)

• 6x2 = Tração 6x2 (VM23)

Campo 4 - EE. Distância entre-eixos em milímetros.

• 3650 = Distância entre-eixos 3.650 mm (VM17 e VM23)

• 3950 = Distância entre-eixos 3.950 mm (VM17 e VM23)

• 4550 = Distância entre-eixos 4.550 mm (VM17 e VM23)

• 4800 = Distância entre-eixos 4.800 mm (VM17 e VM23)

• 5150 = Distância entre-eixos 5.150 mm (VM17 e VM23)

Campo 5 - Tipo. Refere-se ao modelo do caminhão:

• VM17

• VM23

1 2 3 6 7 8 9 4 10 11 12 13 5 14 15
1
2
3
6
7
8
9
4 10
11
12
13
5 14
15
16
17
18

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

11 (14)

Campos 6 a 17 - Esta área é dividida em duas colunas:

1ª Coluna: conterá os pesos máximos legais, que deverão ser obrigatoriamente obedecidos em todas as rodovias, estradas e vias públicas.

2ª Coluna: Pesos máximos técnicos, que podem ser utilizados somente em áreas privadas, não públicas.

E as 6 linhas contém as especificações:

• 1° - Peso Bruto Total

• 2° - Peso Bruto Total Combinado (igual ao CMT)

• 3° - Capacidade de Carga Vertical do Eixo Dianteiro

• 4° - Capacidade de Carga Vertical do Eixo de Tração

• 5° - Capacidade de Carga Vertical do 3° Eixo Auxiliar

• 6° - Capacidade de Carga Vertical sobre a 5ª roda. Não aplicável aos modelos VOLVO VM por não serem fornecidos na configuração de Caminhão Trator.

Os valores que aparecem nestes campos para os modelos são os seguintes:

   

VM17

 

VM23

Eixo traseiro

Eixos Traseiros RSS1035A ou RSS1035B

Eixo de Tração

Eixos de Tração RSS1035A ou RSS1035B

RSS1027A

RSS1027A

16.000

16.800

16.000

16.800

23.000

23.000

23.000

23.000

27.000

27.000

35.000

35.000

27.000

27.000

35.000

35.000

1

6.000

6.000

6.000

6.000

6.000

6.000

6.000

6.000

2

10.000

10.800

10.000

10.800

8.500

8.500

8.500

8.500

3

******

******

******

******

8.500

8.500

8.500

8.500

 

******

******

******

******

******

******

******

******

Campo 18 - Não aplicável para estes modelos. Permanece sem gravação.

Página 12

3 – Plaqueta da Cabine VOLVO

Também é uma plaqueta de informação da VOLVO, legalmente não exigida, e é fixada com rebites ao lado da plaqueta CONTRAN na soleira da porta esquerda.

Possue apenas 4 quadros de preenchimento, que são usados exclusivamente pela fábrica. Não deve receber nenhuma gravação ou alteração posterior.

Campo 1 - “CAB TYPE”. Refere-se ao tipo de cabine montado no caminhão, identificado por apenas uma letra, que será a mesma da 4ª posição do código VIN do caminhão:

• K = Cabine Curta - L1H1

• P = Cabine Leito - L2H1

Campo 2 - “APPROVAL NUMBER”. Sem função para estes modelos, não terá gravação alguma.

Campo 3 - “SERIAL NUMBER”. Será gravado com o número seqüencial de fabricação da cabine.

Campo 4 - “PROCESS COLOUR”. Será gravado com asteriscos.

1 2 3 4
1
2
3
4

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Identificação dos veículos VOLVO VM

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.40

Página

13 (14)

Plaquetas de fornecedores

Os caminhões VOLVO VM são providos de mais algumas plaquetas dos fornecedores dos conjuntos maiores, dos quais os três abaixo ilustrados são os mais importantes:

quais os três abaixo ilustrados são os mais importantes: Para mais informações consultar as Concessionárias VOLVO.

Para mais informações consultar as Concessionárias VOLVO.

Página 14

Etiqueta CONAMA

A resolução n° 16 do CONAMA (Conselho Nacional do

Meio Ambiente) de 13 de dezembro de 1995 estabeleceu, que a partir de 1° de janeiro de 1996, os motores diesel devem ser homologados e certificados quanto ao índice de fumaça (opacidade) em aceleração livre conforme Norma de ABNT NBR 13.037.

Este índice é usado como parâmetro para regulagem dos motores e avaliação do estado da manutenção.

O valor numérico do índice é declarado numa etiqueta auto-

adesiva, quadrada, de cor amarelada, com dígitos pretos e duas casas após a vírgula (dígito decimal e centesimal), localizada obrigatoriamente no batente traseiro da porta direita (coluna B), conforme a ilustração abaixo.

A
A

A = Valor numérico de 3 algarismos arábicos com duas

casas após a vírgula, determinado por medição em testes,

variável com o modelo do motor, regulagens da injeção, condições da combustão (pressão da turbina e eficiência do pós-esfriador) e tipo de combustível.

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Generalidades Cálculos e especificações de

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Generalidades

Cálculos e especificações de carga

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.50

Página

1 (11)

Cálculos e especificações de carga

Os caminhões VOLVO VM são fabricados e comercia- lizados na configuração chassis-cabine (veículo), ou seja, semi-completos. Nesta condição ainda não estão aptos a execução do trabalho a que se destinam. Para disponibilizá- los ao uso, haverá a necessidade de instalação de uma carroceria ou um equipamento operacional.

Estas carrocerias e equipamentos operacionais devem ser selecionados ou construidos com as características de capacidade de carga e dimensões adequadas às especificações de cada modelo de caminhão, para poder satisfazer as necessidades dos clientes, atender as legislações e garantir o bom desempenho e longevidade para os caminhões VOLVO VM.

Conceito de Centro de Gravidade

Cada caminhão tem sua capacidade bruta de carga estabelecida no seu projeto e legalmente registrada. Esta carga bruta será constituída do peso da carroceria mais o peso da carga útil nela contida.

Para efetuar-se os cálculos da distribuição do peso da carga bruta entre os eixos do caminhão, necessita-se conhecer o conceito de Centro de Gravidade. Centro de Gravidade (CG) é o ponto de aplicação de uma força única que representa a concentração de toda a massa de um determinado corpo (no caso a massa da carroceria e da carga).

Supondo-se uma carga homogênea, pode-se admitir o CG do conjunto carroceria+carga como estando localizado no plano médio das 3 dimensões (altura, largura e comprimento) deste conjunto.

C/2 H/2 CG P
C/2
H/2
CG
P

P = peso da massa, concentrada no CG

Página 2

Capacidade de carga por eixo

Para os cálculos, são necessárias algumas especificações técnicas do caminhão, que fazem parte dos seus parâmetros de projeto:

PBT (Peso Bruto Total)

É o peso máximo admissível do veículo + carroceria +

carga útil.

CED (Capacidade do Eixo Dianteiro) Peso máximo suportado pelo eixo dianteiro.

CET (Capacidade do Eixo Traseiro) Peso máximo suportado pelo(s) eixo(s) traseiro(s).

DEE (Distância Entre-Eixos) Nos caminhões 4x2 é a distância entre os centros do eixo dianteiro e do eixo traseiro e, nos 6x2, do eixo dianteiro ao centro do eixo do balancim.

POM (Peso em Ordem de Marcha)

É o peso do veículo (sem carroceria), abastecido de todos

seus líquidos, óleos e fluídos com tanque cheio, com suas

ferramentas e roda sobressalente, porém sem o motorista

e ajudantes.

POMD (Peso em Ordem de Marcha na Dianteira)

É a parte do POM que os pneus do eixo traseiro transferem

ao solo.

POMT (Peso em Ordem de Marcha na Traseira)

É a parte do POM que os pneus do(s) eixo(s) traseiro(s)

transferem ao solo.

P (Peso da Carga Bruta)

É característica de projeto de cada caminhão. É o total

máximo do peso que pode ser colocado sobre o chassi do caminhão.

Todos os valores para os parâmetros definidos acima podem ser obtidos diretamente nas Especificações Técnicas de Vendas, ou ao final deste capítulo sob o item Valores de Pesos e CG para Trabalho em Rodovias e Vias Públicas.

Considerando o veículo, temos:

CG POM POMT POMD DEE
CG
POM
POMT
POMD
DEE

POM = POMD + POMT

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Cálculos e especificações de carga

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.50

Página

3 (11)

Definindo:

Pd = Incidência máxima de peso da Carga Bruta nos pneus dianteiros. Pt = Incidência máxima de peso da Carga Bruta nos pneus traseiros.

Temos:

P = Pd + Pt

Pd = CED - POMD

Pt = CET - POMT

P = PBT - POM

Num caminhão carregado para trânsito em vias públicas, temos:

CG P CED até { Pd CET até { Pt 6 ton POMD 10 ton
CG
P
CED até
{
Pd
CET até
{
Pt
6 ton
POMD
10 ton
POMT

Observações:

1 - Alguns caminhões têm PBT menor que a soma das capacidades dos eixos (PBT < CED + CET). Neste caso, habitualmente, carrega-se totalmente o eixo traseiro e deixa-se uma pequena folga de carga no eixo dianteiro. O ideal é distribuir a folga entre os dois eixos, porém as duas opções são permissíveis.

2 - A limitação legal de peso por eixo em estradas e vias públicas no Brasil é de 6 toneladas no eixo dianteiro e 10 toneladas no eixo traseiro único ou 17 toneladas para dois eixos traseiros distanciados de 1,20 a 2,40m, conforme item “Regulamentações”. Mesmo que as capacidades técnicas dos eixos sejam superiores, prevalecem estes valores.

Página 4

Cálculos da distribuição do peso da carga bruta

Para os cálculos da distribuição do peso da carga bruta é necessário utilizar o conceito de momento de uma força em relação a um ponto. Momento de uma força em relação a um ponto (M O ) é o valor da força multiplicado pela distância perpendicular deste ponto à linha de atuação da força.

o

d
d

F

Momento = F x d = M O

A determinação do CG do conjunto carroceria+carga para uma correta distribuição do peso da carga bruta entre os eixos dianteiros e traseiros é feita de acordo com os passos informados a seguir. Considerar as duas configurações de caminhões (4x2 e 6x2), em repouso no plano, mostradas no desenho a seguir:

Z

C/2

C/2

A

CG P Pd Pt X Y DEE
CG
P
Pd
Pt
X
Y
DEE

C/2

C/2

A

CG Z P Pd Pt X Y DEE
CG
Z
P
Pd
Pt
X
Y
DEE

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Cálculos e especificações de carga

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.50

Página

5 (11)

Para um corpo em repouso a soma dos momentos de forças que agem sobre ele, em relação a qualquer ponto deste corpo, deve ser nula. Assim, para determinar-se o valor X (posição do CG em relação ao eixo traseiro), calcula-se o momento das forças "P" e "Pd" em relação ao centro do eixo traseiro:

 

P

x

X = Pd x DEE

Resolve-se a equação para o valor de X, e obtém-se:

 

X

= Pd x DEE

 

P

Para se determinar a posição do CG em relação ao eixo dianteiro, valor Y, calcula-se os momentos das forças "P" e "Pt" em relação ao eixo dianteiro:

 

P

x Y = Pt x DEE

Y = Pt x DEE

P

Comparando-se as duas equações acima para "X" e "Y", conclui-se que:

Pd = X

Y

Pt

Ou seja, a relação entre os pesos da carga sobre o eixo dianteiro e o traseiro é inversamente proporcional as distâncias do CG aos respectivos eixos.

Finalmente, o comprimento da carroceria (C) pode ser calculado com base na suposição de que o CG está localizado no plano médio do comprimento da carroceria. Desta forma, temos:

C = 2 x (DEE - A - X)

Onde: A = Distância mínima entre o eixo dianteiro e o início da carroceria (valor mínimo conforme estabelecido no item 2.10 - Chassi e Cabine).

Página 6

A localização correta do CG é muito importante para obter-

se o melhor rendimento, desempenho e longevidade do caminhão.

O uso de localização errada do CG pode ocasionar:

• Carga inferior ao possível

• Menor segurança quanto a acidentes

• Tempo de trajeto maior (velocidade média inferior)

• Maior cansaço do motorista

• Multas nas balanças

• Maiores gastos com manutenção

• Menor longevidade do caminhão

• Perda de garantia

• Menor preço de revenda do caminhão após uso.

Também no plano vertical transversal ao caminhão o CG

da carga deve estar corretamente localizado. Neste plano

o CG deve estar localizado na metade da largura total da carroceria.

Os cálculos do CG são efetuados sempre com o caminhão em plano nivelado, no entanto durante a operação do mesmo em vias públicas o veículo estará sujeito a rampas (aclives e declives). Essas rampas irão deslocar o CG para frente e para trás. Em vias públicas as condições de rampas são tais que o veículo irá trabalhar em condições adequadas desde que o CG da carga tenha sido calculado no plano nivelado, conforme informações deste capítulo.

1/2 1/2 CG
1/2
1/2
CG

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Cálculos e especificações de carga

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.50

Página

7 (11)

Precauções legais para a segurança

O CONTRAN, através do Decreto-Lei 88.686 de 06 de setembro de 1983, e visando garantir adequada distribuição de peso e localização de CG para caminhões, estabeleceu as seguintes diretrizes:

• Todo caminhão 4x2 é obrigado a ter 25% do PBT incidindo nos pneus dianteiros.

• Todo caminhão 6x2 com 3° eixo é obrigado a ter 15% do PBT incidindo nos pneus dianteiros.

• Nenhum caminhão poderá ter o balanço traseiro maior que 60% da sua distância entre-eixos, limitado ao máximo de 3,50 m. Para esta lei, considera-se os eixos extremos para os veículos de 3 eixos.

Com estas precauções legais, os caminhões atuais estão, cada vez mais, adquirindo características dimensionais adequadas a sua segurança e cabe aos fabricantes de carrocerias, sempre que possível, conscientizar os clientes da importância e dos benefícios do uso de carrocerias corretas para os seus caminhões.

Página 8

Valores de pesos e CG dos veículos VOLVO VM para trabalho em rodovias e vias públicas

A seguir apresenta-se as informações de pesos, capacidades e localização correta do CG para todos os modelos de caminhões VOLVO VM, operando em rodovias e vias públicas, em acordo com legislação.

VM17 - Cabine Curta L1H1

Observações:

(*) 25% do PBT incidindo na pesagem do eixo dianteiro conforme o Decreto Lei 88.686 de 06 de setembro de 1983. (**) 3º eixo auxiliar instalado por terceiros. (***) A capacidade técnica de carga do eixo traseiro é de 10.800 kgf, porém em estradas e vias públicas, a permissão legal limita-a a 10.000 kgf.

ESPECIFICAÇÕES INDEPENDENTES DA DEE

Especificação

Valor (kgf)

Peso Bruto Total

16.000

Capacidade do Eixo Dianteiro

6.000

Capacidade do Eixo Traseiro

10.000 ***

Peso mínimo legal sobre os pneus dianteiros com o caminhão em PBT *

4.000

Peso Bruto Total com 3º Eixo **

23.000

ESPECIFICAÇÕES DEPENDENTES DA DEE

 

Especificação

 

Valores

 

Distâncias Entre Eixos (mm)

3.650 *

3.650

3.950

4.550

4.800

5.150

Peso em Ordem de Marcha - Total (kgf)

4.670

4.700

4.722

4.750

4.794

4.830

Peso em Ordem de Marcha - Dianteiro (kgf)

3.015

3.015

3.022

3.030

3.040

3.050

Peso em Ordem de Marcha - Traseiro (kgf)

1.655

1.685

1.700

1.720

1.754

1.780

Capacidade Bruta de Carga - Total (kgf)

11.330

11.300

11.278

11.250

11.206

11.170

Capacidade Bruta de Carga - Dianteira (kgf)

2.985

2.985

2.978

2.970

2.960

2.950

Capacidade Bruta de Carga - Traseira (kgf)

8.345

8.315

8.300

8.280

8.246

8.220

X = distância do CG ao Eixo Traseiro (m)

0,96

0,96

1,04

1,20

1,27

1,36

(*) Chassi curto com balanço traseiro reduzido para caçambas basculante e poliguindaste.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Cálculos e especificações de carga

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.50

Página

9 (11)

VM17 - Cabine Leito L2H1

Observações:

(*) 25% do PBT incidindo na pesagem do eixo dianteiro conforme o Decreto Lei 88.686 de 06 de setembro de 1983. (**) 3º eixo auxiliar instalado por terceiros. (***) A capacidade técnica de carga do eixo traseiro é de 10.800 kgf, porém em estradas e vias públicas, a permissão legal limita-a a 10.000 kgf.

ESPECIFICAÇÕES INDEPENDENTES DA DEE

Especificação

Valor (kgf)

Peso Bruto Total

16.000

Capacidade do Eixo Dianteiro

6.000

Capacidade do Eixo Traseiro

10.000 ***

Peso mínimo legal sobre os pneus dianteiros com o caminhão em PBT *

4.000

Peso Bruto Total com 3º Eixo **

23.000

ESPECIFICAÇÕES DEPENDENTES DA DEE

 

Especificação

 

Valores

Distâncias Entre Eixos (mm)

4.550

4.800

5.150

Peso em Ordem de Marcha - Total (kgf)

4.827

4.871

4.907

Peso em Ordem de Marcha - Dianteiro (kgf)

3.094

3.104

3.114

Peso em Ordem de Marcha - Traseiro (kgf)

1.733

1.767

1.793

Capacidade Bruta de Carga - Total (kgf)

11.173

11.129

11.093

Capacidade Bruta de Carga - Dianteira (kgf)

2.906

2.896

2.886

Capacidade Bruta de Carga - Traseira (kgf)

8.267

8.233

8.207

X = distância do CG ao Eixo Traseiro (m)

1,18

1,25

1,34

Página 10

VM23 - Cabine Curta L1H1

Este é um caminhão com 3º eixo auxiliar de fábrica, por- tanto, um 6x2 originário do VOLVO VM17 - Cabine Curta.

Observações:

(*) 15% do PBT incidindo na pesagem do eixo dianteiro conforme o Decreto Lei 88.686 de 06 de setembro de 1983. (**) A capacidade técnica de carga nos dois eixos traseiros em tandem é de 18.000 kgf, porém em estradas e vias públicas, a permissão legal limita-a a 17.000 kgf.

ESPECIFICAÇÕES INDEPENDENTES DA DEE

Especificação

Valor (kgf)

Peso Bruto Total

23.000

Capacidade do Eixo Dianteiro

6.000

Capacidade dos dois Eixos Traseiros

17.000 **

Peso mínimo legal sobre os pneus dianteiros com o caminhão em PBT *

3.450

ESPECIFICAÇÕES DEPENDENTES DA DEE

 

Especificação

 

Valores

 

Distância Entre Eixos Nominal* (mm)

3.650 ***

3.650

3.950

4.550

4.800

5.150

Distância Entre Eixos para cálculos** (mm)

4.262

4.262

4.562

5.162

5.412

5.762

Peso em Ordem de Marcha - Total (kgf)

6.110

6.184

6.224

6.273

6.349

6.500

Peso em Ordem de Marcha - Dianteiro (kgf)

3.020

3.020

3.028

3.036

3.042

3.050

Peso em Ordem de Marcha - Traseiro (kgf)

3.090

3.164

3.196

3.237

3.307

3.450

Capacidade Bruta de Carga - Total (kgf)

16.980

16.816

16.776

16.727

16.651

16.500

Capacidade Bruta de Carga - Dianteira (kgf)

2.980

2.980

2.972

2.964

2.958

2.950

Capacidade Bruta de Carga - Traseira (kgf)

13.910

13.836

13.804

13.763

13.693

13.550

X = distância do CG aoEixo Traseiro (m)

0,75

0,75

0,81

0,91

0,96

1,03

Observações:

(*) A distância entre-eixos aqui indicada é a do eixo dianteiro ao eixo traseiro de tração (traseiro anterior). A distância entre os dois eixos traseiros e de 1.224 mm para todos eles. (**) Como visto no item “Cálculos da Distribuição da Carga Bruta” deste capítulo, considera-se para o cálculo da distribuição de carga entre os eixos, a distância do eixo dianteiro até o centro dos dois eixos traseiros, na maioria dos casos também é a localização do eixo da balança ou do bogie. Portanto, nos VM23 a distância entre-eixos nominal mais 612 mm (metade dos 1.224 mm). (***) Chassi curto com balanço traseiro reduzido para caçambas basculante e poliguindaste.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Generalidades

Cálculos e especificações de carga

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

1.50

Página

11 (11)

VM23 - Cabine Leito L2H1

Este é um caminhão com 3º eixo auxiliar de fábrica, por- tanto, um 6x2 originário do VOLVO VM17 - Cabine Leito.

Observações:

(*) 15% do PBT incidindo na pesagem do eixo dianteiro conforme o Decreto Lei 88.686 de 06 de setembro de 1983. (**) A capacidade técnica de carga nos dois eixos traseiros em tandem é de 18.000 kgf, porém em estradas e vias públicas, a permissão legal limita-a a 17.000 kgf.

ESPECIFICAÇÕES INDEPENDENTES DA DEE

Especificação

Valor (kgf)

Peso Bruto Total

23.000

Capacidade do Eixo Dianteiro

6.000

Capacidade dos dois Eixos Traseiros

17.000 **

Peso mínimo legal sobre os pneus dianteiros com o caminhão em PBT *

3.450

ESPECIFICAÇÕES DEPENDENTES DA DEE

 

Especificação

 

Valores

Distância Entre Eixos Nominal* (mm)

4.550

4.800

5.150

Distância Entre Eixos para cálculos** (mm)

5.162

5.412

5.762

Peso em Ordem de Marcha - Total (kgf)

6.350

6.426

6.577

Peso em Ordem de Marcha - Dianteiro (kgf)

3.100

3.106

3.114

Peso em Ordem de Marcha - Traseiro (kgf)

3.250

3.320

3.463

Capacidade Bruta de Carga - Total (kgf)

16.650

16.574

16.423

Capacidade Bruta de Carga - Dianteira (kgf)

2.900

2.894

2.886

Capacidade Bruta de Carga - Traseira (kgf)

13.750

13.680

13.537

X = distância do CG aoEixo Traseiro (m)

0,90

0,94

1,01

Observações:

(*) A distância entre-eixos aqui indicada é a do eixo dianteiro ao eixo traseiro de tração (traseiro anterior). A distância entre os dois eixos traseiros e de 1.224 mm para todos eles. (**) Como visto no item “Cálculos da Distribuição da Carga Bruta” deste capítulo, considera-se para o cálculo da distribuição de carga entre os eixos, a distância do eixo dianteiro até o centro dos dois eixos traseiros, na maioria dos casos também é a localização do eixo da balança ou do bogie. Portanto, nos VM23 a distância entre-eixos nominal mais 612 mm (metade dos 1.224 mm). (***) Chassi curto com balanço traseiro reduzido para caçambas basculante e poliguindaste.

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Características construtivas Índice Tipo de

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Características construtivas

Índice

Tipo de veículo

VM

Data

10.03

Capítulo

2.00

Página

1(1)

 

Data

Revisto

Índice

2.00

10.03

x

Chassi e cabine

2.10

10.03

x

Veículo Cabine Quadro do chassi Eixo dianteiro Instalação do eixo dianteiro Eixo traseiro Instalação do eixo traseiro Localização do eixo traseiro Referência para os eixos Atitude do caminhão Furações e fixações Travessa traseira Travessa para reboque Reboque Consoles

Freios, rodas e pneus

2.20

10.03

x

Sistema de freio Rodas e pneus

Tomada de força

2.30

10.03

x

Tomada de força “PTO”

Sistema elétrico

2.40

10.03

x

Instalação elétrica

Volvo Truck Corporation Curitiba, Brazil Instruções sobre superestruturas Características construtivas Chassi e cabine

Volvo Truck Corporation

Curitiba, Brazil

Instruções sobre superestruturas Características construtivas

Chassi e cabine

Tipo de veículo

VM

Data

09.04

Capítulo

Página

2.10 1 (28)

As designações de variantes mais importantes na identificação dos veículos VOLVO VM, são descritos nesta seção.

Veículo

Na designação do modelo do veículo, está incluído o tipo da cabine, o peso bruto total e a potência do motor: VM17 210, VM17 240, VM23 210, VM23 240.

Onde:

V

=

VOLVO.

M

=

conceito de cabine MÉDIO (altura do

17 / 23

=

degrau da escada de acesso a cabine). Peso Bruto Total (PBT) do veículo.

210 / 240

=

Motor de 210 e 240 cv.

Cabine

As cabines dos veículos VOLVO VM são do tipo avançada (cabine sobre o motor), e são fabricadas em dois comprimentos, L1 e L2, e em uma altura, H1.

Os valores para as dimensões L1, L2 e H1 podem ser encontrados nos Desenhos do Veículo Completo.

4 x 2

podem ser encontrados nos Desenhos do Veículo Completo. 4 x 2 6 x 2 L1H1 =

6 x 2

podem ser encontrados nos Desenhos do Veículo Completo. 4 x 2 6 x 2 L1H1 =

L1H1 = Cabine Curta

H1

L1

podem ser encontrados nos Desenhos do Veículo Completo. 4 x 2 6 x 2 L1H1 =

L2H1 = Cabine Leito

H1

L2

podem ser encontrados nos Desenhos do Veículo Completo. 4 x 2 6 x 2 L1H1 =

Página 2

As cabines dos veículos VOLVO VM são basculáveis. Giram em torno de um eixo próximo ao pára-choque dianteiro e são acionados por sistema hidráulico provido de bombeamento manual na lateral direita do caminhão entre o filtro de ar e a extensão do pára-lamas.

As dimensões de basculamento são mostrados nas ilustrações a seguir:

Cabine Curta - L1H1

R H 30 A 1.143
R
H
30
A
1.143

Sem climatizador:

H = 1.874

R = 2.299

Cabine Leito - L2H1

H R 30 A
H
R
30
A

1.143

Sem climatizador:

H = 1.876

R = 2.560

R H 30 A 1.143
R
H
30
A
1.143

Com climatizador:

H = 2.123

R = 2.368

A
A

- Face superior da longarina

H R 30 A 1.143
H
R
30
A
1.143

Com climatizador:

H = 2.123

R = 2.560

A
A

- Face superior da longarina

R H 30 A 1.143
R
H
30
A
1.143

Com defletor de ar:

H = 2.479

R = 2.774

H R 30 A 1.143
H
R
30
A
1.143

Com defletor de ar:

H = 2.487

R = 2.994

Unidade: mm

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Características construtivas

Chassi e cabine

Tipo de veículo

VM

Data

09.04

Capítulo

2.10

Página

3 (28)

Em vista da cabine apresentar movimentação relativa ao chassi, há a necessidade de um espaço livre mínimo de 50 mm em quaisquer condições dinâmicas. Deve-se ter em conta que este espaçamento não se refere ao painel traseiro da cabine, mas sim ao componente mais saliente montado na traseira da cabine.

Portanto, para evitar problemas com a montagem das superestruturas, estabelecemos a distância mínima do Eixo Dianteiro a face dianteira da carroceria ou equipamento operacional conforme as ilustrações a seguir:

Cabine Curta - L1H1

Cabine Leito - L2H1

Observação: Se houver necessidade de dimensões adicionais referente a cabine e sua localização no chassi, deve-se recorrer aos Desenhos do Veículo Completo.

A
A

MIN = 503 mm

A
A

MIN = 826 mm

A = Face frontal da carroceria ou equipamento

Página 4

Quadro do chassi

Nos veículos VOLVO VM o quadro do chassi é formado por um par de longarinas paralelas que se estendem do início ao fim do quadro.

As longarinas dos veículos VOLVO VM são fabricados em aço estrutural, conforme a seguir:

• Aço LNE-60 (NBR 6656)

• Limite de escoamento = 540 N/mm 2

• Limite de ruptura = 630 N/mm 2

• Alongamento mínimo = 20%

O dimensional básico do quadro do chassi, assim como o perfil das longarinas e reforço são mostrados a seguir para os 3 modelos de veículos VOLVO VM:

VM17 - Frame 88

(espessura do material da longarina = 8 mm)

VM23 - Frame 88 + Liner - P

(espessura do material da longarina = 8 mm + espessura do reforço interno = 7 mm)

236

220 850 70 866
220
850
70
866

236

2 mm 7 mm 836 60 70 866 220 218 204
2 mm
7 mm
836
60
70
866
220
218
204

8 mm

8 mm

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Características construtivas

Chassi e cabine

Tipo de veículo

VM

Data

09.04

Capítulo

2.10

Página

5 (28)

Para facilitar os trabalhos de implementação a VOLVO definiu os seus veículos VM com balanços traseiros longos:

comprimento igual a 50% da distância entre-eixos, exceto nos entre-eixos curtos destinados a basculantes e poliguindastes, cujos balanços foram definidos igual a 35% da distância entre-eixos.

Na maioria dos casos haverá a necessidade de encurtamento do balanço traseiro, no entanto, em carrocerias com o comprimento máximo legal haverá necessidade de alongamento do balanço traseiro.

A seguir apresenta-se uma tabela completa com os

diversos entre-eixos disponíveis para os veículos VM,

assim como os balanços traseiros respectivos e o conseqüente comprimento do quadro do chassi.

 

Balanço

Distância

Distância Entre os Eixos

Balanço

Comprimento

Modelo

Dianteiro

Entre-Eixos*

Traseiro

Total

(mm)

(mm)

Traseiros (mm)

(mm)

(mm)

   

3.650**

 

1.275**

5.948

3.650

1.795

6.468

VOLVO VM17

1.025

3.950

1.945

6.918

4.550

----

2.245

7.818

   

4.800

2.395

8.218

5.150

2.570

8.743

   

3.650**

 

1.271**

7.168

3.650

1.771

7.668

VOLVO VM23

1.025

3.950

1.224

1.971

8.168

4.550

2.271

9.068

   

4.800

 

2.371

9.418

5.150

2.571

9.968

* A medida real da distância entre-eixos é 2 mm menor que o valor indicado: o valor indicado é o valor aproximado utilizado como referência para fins comerciais.

** Modelos com balanço traseiro reduzido destinados a caçambas basculantes e poliguindastes.

Página 6

Eixo dianteiro

Os eixos dianteiros dos VOLVO VM são fabricados em viga “I” com aço forjado, e tratado termico. O pino mestre é fixado na viga “I” do eixo e a ponta de eixo provida de forquilha com buchas. Os cubos são lubrificados (graxa), e livre de manutenção.

O peso da carga sobre o eixo é transferido para a ponta

de eixo através de um rolamentos de rolos.

O desnível da face superior da extremidade da viga ao

assento de mola (rebaixamento central) é conhecido como off-set do eixo dianteiro. Para os VOLVO VM17 e VM23 é de 14 mm.

Capacidade de carga

A capacidade de carga vertical do eixo dianteiro é

designada pelo tipo de eixo dianteiro, conforme nomenclatura VOLVO, da seguinte forma:

FATYPE xx

Onde: FA = Front Axle (eixo dianteiro) Type = (tipo) xx = carga máxima (capacidade técnica) para a qual o eixo é projetado (58 ou 60 - significando 5,8 ou 6,0 tons)

(capacidade técnica) para a qual o eixo é projetado (58 ou 60 - significando 5,8 ou

A = 14 mm

A

(capacidade técnica) para a qual o eixo é projetado (58 ou 60 - significando 5,8 ou

FATYPE

(tons)

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Características construtivas

Chassi e cabine

Tipo de veículo

VM

Data

09.04

Capítulo

Página

2.10 7 (28)

Para os veículos VOLVO VM, temos:

Instalação do eixo dianteiro

Os eixos dianteiros dos VOLVO VM são instalados no quadro do chassi por intermédio de feixes de molas parabólicas de duas lâminas com o olhete dianteiro acoplado ao suporte fixo através de “Silent Block”, livre de manutenção, e o olhete traseiro à algemas convencionais, também por “Silent Block”, para absorver as variações de comprimento nas condições de trabalho.

Em todos os modelos VOLVO VM, as suspensões dos eixos dianteiros são providos de amortecedores hidráulicos telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora.

Na nomenclatura VOLVO esta instalação é classificada como:

FST - PAR

Onde: FST = Front Suspension Type (tipo suspensão dianteira) PAR = PARabólica

 

Capacidade de carga vertical (kgf)

Nomenclatura

Modelo

VOLVO

VM17

6.000

FATYPE 6.0

VM23

6.000

FATYPE 6.0

carga vertical (kgf) Nomenclatura Modelo VOLVO VM17 6.000 FATYPE 6.0 VM23 6.000 FATYPE 6.0

Página 8

Eixo traseiro

Os eixos traseiros de tração dos veículos VOLVO VM possuem a carcaça constituída de chapas de aço estampadas soldadas.

Quanto ao aspecto dimensional da carcaça dos eixos, os veículos VOLVO VM se apresentam de 3 formas:

Carcaça Menor - Eixo utilizado com motor de 210 cv e caixa de mudanças FT0706C de 6 velocidades. Este eixo (RSS1027A) apresenta as relações de transmissão angular (relação entre o número de dentes da coroa e do pinhão):

• 4,88:1 - maior velocidade (mais longa).

• 5,57:1 - maior capacidade de rampa (mais reduzida).

Este modelo de eixo apresenta apenas a configuração de uma velocidade e simples redução (redução apenas na coroa e pinhão).

Carcaça Maior com uma velocidade - Este eixo (RSS1035A) é utilizado com motor de 240 cv e também com o motor de 210 cv apenas na opção com caixa de mudanças de 9 velocidades (FT0909B) e apresenta as seguintes opções de relações de redução na transmissão angular (relação entre números de dentes da coroa e do pinhão):

• 4,50:1 - maior velocidade (mais longa).

• 4,86:1 - condições intermediárias.

• 5,67:1 - condições intermediárias.

• 6,17:1 - maior capacidade de rampa (mais reduzida).

Este modelo de eixo apresenta apenas a configuração de uma velocidade e simples redução.

Carcaça Maior com duas velocidades - É constituído da mesma carcaça do eixo anterior apenas com diferenças dimensionais nas furações para fixação do conjunto do miolo da transmissão (transmissão angular, redução planetária e diferencial).

Este eixo (RSS1035B) de duas velocidades apresenta as relações de redução:

• 4,88/6,65:1

Na relação longa 4,88:1 (de maior velocidade) apresenta a condição de simples redução e na relação reduzida, 6,65:1 (maior capacidade de rampa) a condição de dupla redução (redução na coroa e pinhão x redução planetária).

Todos estes eixos apresentam semi-árvores flangeadas com fixação ao cubo de roda por 8 parafusos através de furos com conicidade de 50% na flange.

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Características construtivas

Chassi e cabine

Tipo de veículo

VM

Data

09.04

Capítulo

2.10

Página

9 (28)

A relação do diferencial é variável conforme a condição

dinâmica do caminhão, de 1:1 com o veículo em trajetória

retilínea até 1:2, com uma roda girando com o dobro da velocidade em relação a coroa e outra parada.

Capacidade de carga

A capacidade de carga vertical do(s) eixo(s) traseiro(s)

é(são) designada(s) conforme nomenclatura VOLVO, da seguinte forma:

RAL xx
RAL xx

Onde: RAL = Rear Axle Load (carga do eixo traseiro) xx = carga máxima vertical (capacidade técnica) para a qual o eixo é projetado (9,5, 10,8 ou 18 tons).

para a qual o eixo é projetado (9,5, 10,8 ou 18 tons). RAL (tons) Para os

RAL (tons)

Para os veículos VOLVO VM, temos:

ou 18 tons). RAL (tons) Para os veículos VOLVO VM, temos: RAL (tons)   Capacidade de

RAL (tons)

 

Capacidade de carga vertical (kgf)

Nomenclatura

Modelo

VOLVO

VM17

10.800

RAL 10.8

VM23

18.000

RAL 18.0

Página 10

Instalação do eixo traseiro

Nos veículos 4x2 VM17 o eixo traseiro é instalado no quadro do chassi por intermédio de feixes de molas parabólicas com duas lâminas no feixe principal e duas lâminas no feixe auxiliar. O feixe principal é provido de olhete com “Silent Block” na extremidade dianteira e superfície deslizante na extremidade traseira. Estas suspensões são providas de amortecedores hidráulicos telescópicos de dupla ação com instalação inclinada e barra de torção estabilizadora.

A VOLVO classifica esta instalação como:

 

RAD - L80

 
 

Onde: RA

= Rear Axle (eixo traseiro)

D

= Drive axle (eixo de tração)

L

= Leaf springs (mida de lâminas parabólicas)

80

= largura das lâminas em mm.

tração e 11 lâminas no 3° eixo auxiliar, com tensores localizadores dos eixos.

No veículo 6x2, VM23 o eixo de tração RSS1035A de uma velocidade ou RSS1035B de duas velocidades é complementado por um eixo auxiliar, instalado no quadro do chassi por suspensões tandem tipo balancim, com feixes de molas semi-elípticas de 12 lâminas no eixo de

A

VOLVO classifica esta instalação como:

RADT - CR

Onde: RA

= Rear Axle (eixo traseiro)

DT

= Drive and Tag axle (eixos de tração e auxiliar)

CR

= C-Ride (instalação C-ride com 4 conjuntos de molas multilaminas)

T ag axle (eixos de tração e auxiliar) CR = C-R ide (instalação C-ride com 4
T ag axle (eixos de tração e auxiliar) CR = C-R ide (instalação C-ride com 4

Volvo Truck Corporation Instruções sobre superestruturas

Características construtivas

Chassi e cabine

Tipo de veículo

VM

Data

09.04

Capítulo

Página

2.10 11 (28)

Localização do eixo traseiro

O eixo traseiro não pode, em hipótese alguma, sofrer

alterações de posição ou de rotação da sua carcaça.

O eventual deslocamento de translação (para frente ou

para trás) causaria problemas com a junta extensível longitudinal, com a árvore entalhada batendo no fundo da sua luva, ou deixando de ter comprimento suficiente de recobertura deslizante entre o entalhado e a luva, para resistir aos esforços de tração.

Também, o eventual giro angular da carcaça do eixo traseiro, alteraria o ângulo do pinhão em relação a superfície superior das longarinas (3,72°), tirando a árvore de transmissão do seu homocinetismo com as conseqüências já descritas (ruídos, desgastes e quebras).

Esta instrução é especialmente importante para os adaptadores de 3° eixo auxiliar no VOLVO VM17.

As barras tensoras de localização dos eixos, devem trabalhar à tração quando as rodas sofrerem impactos com obstáculos no solo ou em frenagens de emergência.

Portanto as barras tensoras do eixo de tração devem sempre acoplarem-se à extensão do suporte dianteiro da mola e não ao suporte do balancim (ver ilustração):

Configuração correta de tensores

(ver ilustração): Configuração correta de tensores A B Construção não recomendada dos tensores A B A

A

B

Construção não recomendada dos tensores

A B
A
B

A = Eixo de tração

B = 3° eixo

Página 12

Referências para medições - eixos

Os eixos dianteiro e traseiro(s) dos VOLVO VM são fixados rigidamente às suspensões. Estas suspensões possuem elementos localizadores dos eixos, lâmina mestre ou barra tensora, acoplados ao suporte dianteiro de cada uma das suspensões. Portanto, os eixos destes caminhões, ao movimentarem-se em função das irregularidades do piso, descrevem um arco de círculo em torno do suporte dianteiro das suas suspensões. Além deste movimento os eixos ainda afastam-se dos suportes dianteiros das suspensões quando do carregamento do caminhão. As molas passam da situação com arqueamento para a de retas.

Portanto os eixos dos caminhões deslocam-se para trás e para frente conforme as ilustrações abaixo:

Trajeto do eixo na movimentação da suspensão

Movimentação do eixo com o carregamento

Para facilitar o trabalho dos implementadores a VOLVO

A B C D E
A
B
C
D
E

A = Suporte dianteiro da mola

B = Raio de giro

C = Eixo

D = Deslocamento do eixo na vertical

E = Deslocamento do eixo na horizontal

A

F H G E
F
H
G
E

A

= Suporte dianteiro da mola

E

= Deslocamento do eixo na horizontal

F

= Mola reta