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Resenha do Poder Judiciário

Data: 02/08/2012

A Notícia

Estacionamento rotativo. Gratuito, mas com rodízio Ittran destaca agentes de trânsito para vigiar Zona Azul Gisele Krama Joinville Depois de reconhecer não haver solução imediata para os usuários da Zona Azul durante a

disputa judicial com a concessionária Cartão Joinville, o Instituto de Trânsito e Transportes (Ittran, antiga Conurb) decidiu destinar parte da tarefa aos agentes de trânsito. Hoje e amanhã, parte dos cerca de 70 agentes será transferida para a região central da cidade com a tarefa de orientar motoristas sobre a gratuidade no estacionamento rotativo e como funcionará o rodízio de veículos na próxima semana.

A medida é a primeira das escolhidas pelo Ittran para operar as 1,7 mil vagas pagas após a

extinção dos serviços da concessionária por decisão judicial na última terça-feira. Na próxima segunda-feira, uma nova etapa entra em operação. Munidos de pranchetas, 20 agentes (dez de manhã e dez à tarde) farão o trabalho que até então era dos monitores da empresa privada.

O estacionamento continuará gratuito, mas a rotatividade terá de ser mantida. Hoje, é de duas

horas. O motorista que descumprir as regras receberá um aviso de regularização, que deverá ser

trocado por cartões. O documento é provisório: será um registro até que o próprio instituto possa comercializar bilhetes de estacionamento.

A previsão do presidente do Ittran, Ivo Vanderlinde, é de contratar uma empresa para

fornecimento dos cartões em até dez dias, período em que o aviso se torna multa. Ele reforça a

orientação a motoristas: não é necessário colocar o cartão à vista no para-brisa, apenas obedecer ao limite de tempo para cada vaga. Em um segundo momento, o Ittran pretende lançar edital para contratação emergencial de uma empresa que venderá os cartões pelo Centro. A ideia é que ela forneça mão de obra. Serão necessários cerca de 50 funcionários para percorrer as 27 ruas com estacionamento rotativo. O gerenciamento terá de ficar com a recém-criada autarquia, conforme decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública para ação do Ministério Público que questionou o direito de multar da antiga Conurb. Vanderlinde lembra que o Ittran trabalha na elaboração de um edital para contratação de nova concessionária. A previsão é de que a vencedora esteja operando até o fim do ano. O contrato com a Cartão Joinville iria até o dia 31 de dezembro.

A primeira tentativa da Conurb de extinguir o contrato o que gerou as brigas na Justiça ocorreu

1.

em novembro (veja linha do tempo). Diretor da Cartão Joinville, Nédio Vitório não atendeu ontem aos telefonemas de AN. O advogado da empresa, Fabian Radloff, não estava em seu escritório e não atende o celular desde terça-feira.

Linha histórica Relembre o início da briga na Justiça por acordo de concessão que tem deixado a Zona Azul de Joinville cercada de indefinições desde novembro de 2011.

2011

20 de novembro

Conurb(futuro Ittran) não aceitou defesa do Cartão Joinville e encerrou contrato que duraria até o fim de 2012. Alega que a empres deve R$1 milhão

22 de novembro

Concessionária conseguiu liminar judicial para manter cobrança. Começou, então, a guerra judicial. No meio dela,a Zona Azul chegoua ficar dias sem cobrança

2012

27 de janeiro

Conurb tentou romper de novo contrato alegando falta de apresentaçõa de certidões negativas de débitos

28 de março

De novo a Justiça manteve a Cartão Joinville cobrando, mas, apenas onde há placas da Zona Azul para alertar usuários.

16 de maio

TJSC derruba decisões que favoreciam Cartão Joinville

15 de junho

Em ação movida pelo MP, juiz dá 45 dias a Conurb(empresa de economia mista) parar de multar e terceirizar a Zona Azul.

4 de julho Após longo debate na Câmara de Vereadores, é criada a autarquia Ittran. A Conurb deixa de existir.

31 de julho

Encerrou o prazo para que a Conurb deixasse de existir e para que a empresa privada seja

2.

impedida de explorar a Zona Azul. A Justiça reconhece o Ittran, mas, MP entra com outra ação argumentando que a mudança é inconstitucional.

1º de agosto

Estacionamento rotativo voltou a ser gratuito provisoriamente.(p.11)(02/08/2012)

Agente duplo Diarista entra na lista de presos Mariana Pereira Joinville

Uma diarista engrossou ontem a lista de prisões realizadas durante a Operação Agente Duplo, que busca desde julho desbaratar esquemas que viabilizam a entrada de drogas e armas no Presídio Regional de Joinville.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Joinville cumpriu, de

manhã, dois mandados de busca e apreensão em casas de supostos fornecedores de drogas comercializadas no presídio. Desde o dia 17, foram presas preventivamente outras sete pessoas, entre elas dois agentes prisionais e um vigia terceirizado pelo Estado. Em um apartamento no Residencial Trentino 1, no Boehmerwald, foram apreendidos cerca de 700 gramas de maconha, balança, celulares e dinheiro. De acordo com o Gaeco, Leonir Lira Bremer, 35 anos, confessou que teria fornecido a droga encontrada com o agente Jeferson da Silva Pinto. Ele foi preso no dia 17 enquanto recebia 1,5 kg de maconha da mulher de um preso, segundo o Gaeco. Ela entregou a droga a Deise [Ferreira dos Santos, mulher e irmã de detentos], que repassou a droga ao agente, afirma o delegado Adriano Bini. A defesa de Leonir nega que ela trafique drogas. Mulher de um preso condenado por roubo, Leonir admitiu que costumava levar droga durante

visitas ao marido. Ela relatou que levava 50 gramas de maconha nas partes íntimas, o que expõe a fragilidade das revistas, comentou o major Miraci José Montibeller, que integra o grupo que reúne polícias e Ministério Público.

O Gaeco acredita que Leonir recebia depósitos em sua conta bancária de familiares de detentos

relacionadas a dívidas de droga e do dízimo mensalidade cobrada pela facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Contraponto

Segundo o advogado de Leonir Bremer, Olmar Pereira da Costa Jr., a diarista admitiu que planejava levar maconha ao marido detento. Ele é dependente e a ameaça de separação. Em nenhum momento ela negou que a droga era dela. Olmar afirma, porém, que Leonir trabalha como diarista e não admitiu traficar drogas nem pertencer a facções criminosas.

3.

Querem ligá-la ao PGC, mas foi um fato isolado. Isso vai ficar claro no decorrer do processo, diz ele. O advogado recorrerá à Justiça para que Leonir possa responder pelo crime em

liberdade.(online)(02/08/2012)

Quantos são os leitos? An.Portal Joinville

A Justiça pediu informações à Prefeitura e ao governo do Estado sobre o número de leitos de

Joinville. Também é para dizer quantos são de UTI. A solicitação faz parte de processo envolvendo ação do Ministério Público de Santa Catarina que cobra mais estrutura na rede hospitalar da cidade, em especial no Regional Hans Dieter Schmidt. A solicitação foi feita no início da semana. No final do ano passado, em mesma ação, não foi concedida liminar ao MP, que cobrava a reabertura de leitos então fechados no hospital estadual. Naquele momento, foi entendido como interferência na administração estadual determinar mais leitos em Joinville. Agora, está sendo analisado o mérito da ação, e os dados sobre os leitos deverão ser usados na

sentença.(p.4)

(02/08/2012)

Nova ação An.Portal Joinville Depois de Carlito Merss, ontem foi a vez de Marco Tebaldi entrar com ação contra perfil em rede social. O candidato do PT conseguiu da Justiça a ordem para retirada do material postado por anônimo. A decisão sobre a ação de Tebaldi poderá sair ainda hoje.(p.4)(02/08/2012)

Justiça pede informações sobre ex-primeira dama Instituto Amar Joinville

A 2ª Vara da Fazenda Pública de Joinville deu 15 dias para o Instituto Amar de Joinville informar

a Justiça sobre o tempo em que a ex-primeira dama Dilamar Gallina Tebaldi trabalhou na

instituição beneficente e em que serviços. O pedido faz parte da apuração sobre a denúncia do Ministério Público, que afirma que Dilamar recebeu salários indevidamente quando estava lotada na SDR de Joinville e atuava no instituto. Ela diz ser vítima de perseguição

política.(p.11)(02/08/2012)

Caso Busscar

4.

Sindicato dos Mecânicos é contra Plano de Recuperação Joinville

O Sindicato dos Mecânicos de Joinville divulgou ontem nota em que diz ser desfavorável ao

Plano de Recuperação proposto por credores da Busscar. A assembleia geral para votação da proposta será no dia 7, no Centreventos Cau Hansen, às 15 horas.

(02/08/2012)

O direito e a razão sensível Alessandra Ramos* Joinville

O direito no período da modernidade em nome de uma razão pura distanciou-se da realidade

humana e social, criando assim um encastelamento mediante o seu afastamento da vida cotidiana da sociedade. E, em nome desta razão pura, muitas promessas de justiça não foram

cumpridas pelo direito perante a sociedade. Ele foi levado ao imobilismo, não acompanhando a dinâmica da vida social humana. Em nome da razão pura, os sentimentos humanos e sociais foram afastados do direito.

A partir da crise da ciência na modernidade e da razão pura no direito, surge neste período atual

de transmodernidade um momento de reflexão, de revisão de antigos conceitos e de construção de novos paradigmas jurídicos. Diante das necessidades da sociedade humana, a sensibilidade é retomada, tendo como referentes a ética e o ser humano (e seus valores).

A busca do direito vem sendo por meio de novos paradigmas construídos com a recuperação do

cotidiano humano e social, da consideração dos sentidos e das emoções humanas liberadas no dia a dia e também pela experimentação do desejo e da paixão humana pela vida tudo isto a ser

traduzido no mundo das ciências jurídicas. Um direito fundamentado no senso comum e na ética.

O que a sociedade humana vive nos dias de hoje no mundo jurídico é a necessidade urgente da

integração do sentimento humano à razão, com a produção e realização do direito por meio da compreensão da vida humana cotidiana, garantindo assim relações sociais e jurídicas justas e

solidárias.(p.40)(02/08/2012)

*Advogada especialista em direito empresarial e mestre em ciência jurídica.

5.

Diário Catarinense

Lá e cá Visor Florianópolis Repercutiu no meio jurídico de Florianópolis a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de aposentar compulsoriamente o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) Edgard Antônio Lippmann Júnior, por participação em esquema de venda de decisões judiciais. Lippmann foi o autor das decisões que embargaram duas vezes as obras do Shopping Iguatemi. Os advogados do shopping só conseguiram reverter a decisão em Brasília, onde sustentaram que as decisões eram totalmente inexplicáveis e descabidas.(p.3)(02/08/2012)

Mensalão: um julgamento histórico Moacir Pereira Florianópolis

O Supremo Tribunal Federal começa a julgar hoje o processo do mensalão, envolvendo 38 réus,

entre ex-ministros, parlamentares, dirigentes partidários e empresários, a maioria com atuação destacada no PT e no governo Lula. Entre eles, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula José Dirceu, apontado como líder do grupo. São vários os dispositivos do Código Penal em que estão enquadrados os envolvidos no maior escândalo da história do Brasil. Será o maior, mais longo e mais importante julgamento do Supremo Tribunal Federal. A previsão é de que as sessões comecem hoje com o voto do relator Joaquim Barbosa, e só terminem, se tudo correr bem, no dia 30 de agosto, com o último voto. O volumoso processo já chega a mais

de 50 mil folhas. O relatório do ministro Joaquim Barbosa tem 122 páginas. Há outras estatísticas, sobre tempo para apresentação da defesa pelos advogados dos réus, que aumentam a expectativa em torno da decisão.

O resultado tende a revelar para a cidadania brasileira o nível de independência dos ministros e,

sobretudo, da Suprema Corte. O ex-presidente Lula e seus seguidores querem transformar o mensalão numa peça de ficção política. Como se fosse possível apagar da memória dos brasileiros os vergonhosos depoimentos dos Delúbios, dos Valérios e de outros acusados, expectorando sobre a nação inverdades acintosas e revelações indecentes, aliados ao silêncio condenatório. Mais do que isso, indicará se a cidadania vai se afirmar com a memória refrescada pela vigilante mídia a exigir julgamento justo ou se prevalecerão os conhecidos conchavos que apostam no esquecimento. Collor é o melhor exemplo de que os brasileiros são desmemoriados com os atos indecorosos e delitos praticados por governantes. Costuma ser rigoroso com os ladrões de galinha e benevolentes com os políticos.

6.

Reflexos

A principal indagação feita no Estado por governantes, líderes partidários e candidatos qual a

influência que o julgamento e, sobretudo, seu resultado trará nas eleições? permanece como dúvida, sem resposta.

É certo que haverá alguma consequência. E que o maior prejudicado será o Partido dos

Trabalhadores, ainda que as eleições municipais sejam menos politizadas e tratem mais das questões locais.

A tendência é de que não haja exploração nos debates e nos programas eleitorais, também, pela

formação de alianças cruzadas do PT com todos os partidos. Os aliados dos petistas num município devem poupar seus candidatos em cidades em que sejam adversários.

O presidente do diretório estadual, José Fritsch, está questionando o momento do julgamento. Diz

que o Supremo Tribunal teve quatro anos e decide pautá-lo às vésperas das eleições municipais. Um processo histórico em que o próprio Supremo será julgado pelo povo.(p.3)(02/08/2012)

Um processo histórico Cesar Luiz Pasold* Florianópolis

A Ação Penal 470, com a denominação popular mensalão, que deve ter início hoje na mais

importante Corte do Brasil, pode ser classificada, desde o seu nascimento, como histórica. E esta classificação ocorre tanto pela sua dimensão temática quanto pela importância política de seus demandados. Na sua dimensão temática, que aqui enfatizo, temos em relevo seus aspectos jurídicos de forma

e mérito. Estes vão além da verificação da legalidade e da moralidade de condutas pessoais e

institucionais. Pressupõem o adequado exame processual e, ao final, uma decisão prolatada, sob

sólida sustentação na segurança de provas licitamente colhidas e na aplicação judiciosa da lei, aos casos concretos que caracterizam o processo.

O Supremo Tribunal Federal tem neste processo como, aliás, o Poder Judiciário sempre possui

quando exerce suas competências constitucionais a importante função jurisdicional e também uma relevante função pedagógica perante a sociedade brasileira. Trata-se da pedagogia da concretização da Justiça, efetuada sob a égide dos princípios e regras

basilares de um Estado Constitucional Democrático, entre quais ressalto aqui, para exemplificar,

o da publicidade, o do devido processo legal e da ampla defesa.(p.5)(02/08/2012)

*Advogado. Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Federal do Paraná.

Mais perto das pessoas Sérgio Luiz Junkes*

7.

Florianópolis Em março deste ano, assumimos a presidência da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), entidade que congrega os juízes e desembargadores de Santa Catarina, com o firme propósito de lutar pela valorização da classe. Para tanto, elegemos como prioridade um trabalho mais intenso na área da comunicação, tanto a que se destina ao nosso público interno quanto à sociedade, por entendermos que este é o melhor caminho para desmistificar a imagem que grande parte da opinião pública tem em relação à figura do juiz. Isto porque, apesar da sua importância como responsável direto pelos direitos e garantias fundamentais do cidadão, o juiz ainda é visto como um ser inacessível, distante. Um paradoxo, haja vista que a procura pelos serviços prestados pela Justiça cresce em escala exponencial. Por essa razão, adotamos como mote o slogan A Justiça catarinense mais perto das pessoas, o qual inclui um conjunto de ações com o propósito de aproximar cada vez mais o magistrado do cidadão. Queremos mostrar mais e melhor o que fazem os juízes do nosso Estado; seus projetos sociais; o alto índice de produtividade da Justiça de SC (um dos mais altos do mundo). Mais do que isso: queremos resgatar o respeito da sociedade; informá-la melhor sobre o funcionamento do sistema judiciário, bem como dos seus direitos. Ulpiano, célebre jurisconsulto romano, definiu que a justiça é a virtude ou a vontade firme e perpétua de dar a cada um o que é seu. Para exigir o que é seu, é preciso que o cidadão conheça seus direitos e deveres. Ressalte-se que o apoio da imprensa, que queremos livre, plural e democrática, é fundamental, razão pela qual lançamos, na sede da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), o nosso plano de comunicação e o calendário de eventos conjuntos. Acreditamos que a informação é o melhor caminho para a garantia da cidadania. E é essa a premissa que agora permeia a atividade dos magistrados, que em Santa Catarina querem trabalhar para estar cada vez mais perto das pessoas.(p.14)(02/08/2012) *Juiz, presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses

Operação vê 55 licitações suspeitas de fraude em SC Força-tarefa executou a prisão de um empresário e investiga contratos que somam R$ 1,4 milhão Juliano Zanotelli Oeste e Meio-Oeste oUma operação iniciada há seis meses identificou pelo menos 55 licitações com suspeita de fraudes envolvendo 30 cidades do Oeste e Meio-Oeste. As supostas fraudes aconteciam também em outros estados. Ontem, um empresário foi preso preventivamente e está no Presídio Regional de Chapecó. Também foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão dentro da operação Licitação Mapeada. Os contratos públicos investigados somam aproximadamente R$ 1,4 milhão. Uma força-tarefa do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Chapecó com Ministério Público, polícias e Secretaria da Fazenda apreendeu na manhã de ontem computadores e documentos na sede da empresa, que fica em Chapecó, e nas filiais de

8.

Pinhalzinho e Xanxerê. Segundo o auditor fiscal da Secretaria da Fazenda, Felipe Nadere, os documentos que comprovam a existência de duas empresas administradas pelos mesmos proprietários, sendo uma delas fictícia, serão encaminhados para auditoria em Florianópolis.

Segundo o promotor responsável pelo caso, Jackson Goldoni, a Justiça indeferiu o pedido de prisão provisória de 10 pessoas. Somente o pedido de prisão temporária foi aceito. A prisão foi para garantir a segurança pública e evitar novas fraudes disse Goldoni.

A investigação teve início após uma denúncia sobre fraudes em contratos de uma prefeitura da

região Oeste, na 10a Promotoria de Justiça de Chapecó, que apurou um esquema de empresas que fraudavam o caráter competitivo de licitações em órgãos públicos municipais. Os administradores das empresas participantes das fraudes escolhiam a empresa vencedora.

A empresa investigada, e uma fictícia, também participaram de licitações em municípios no Rio

Grande do Sul. Já a empresa fabricante nacional de produtos de informática, que dava suporte à fraude, mantinha um mapeamento da licitação em diversas regiões.

O advogado da empresa envolvida, Irio Grolli, disse que empresa só deve se manifestar hoje,

após tomar conhecimento das acusações.(p.8)(02/08/2012)

A corrupção no banco dos réus Editoriais Florianópolis

O Brasil assiste nesta quinta-feira ao início de um julgamento histórico, com potencial para se

tornar uma referência da maioridade democrática do país. O processo que ficou conhecido como mensalão não envolve apenas o partido político que ocupa o poder desde que as primeiras suspeitas de irregularidades foram denunciadas, nem tem esta importância por arrolar entre os 38 acusados personagens da política nacional. Quem está no banco dos réus, na verdade, é a corrupção, configurada por práticas pouco republicanas protagonizadas por ministros, parlamentares, lideranças partidárias, empresários e servidores, tanto em benefício próprio quanto com o propósito de perpetuidade no poder. São crimes, e não pessoas e agremiações políticas, que estão em julgamento: peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, formação de

quadrilha, desvios fiscais e financeiros, todos caracterizados por operações da Polícia Federal, pela denúncia do procurador-geral da República e pelo acolhimento do Supremo Tribunal Federal, que agora examinará e julgará a procedência de cada acusação.

O

importante é que o julgamento do rumoroso processo ocorre num cenário de plenas liberdades

e

de ampla transparência, exatamente quando o país debate a extensão da Lei de Acesso à

Informação que abre a caixa-preta do serviço público ao olhar dos cidadãos. O próprio mensalão só ganhou essa dimensão porque os veículos de comunicação independentes deram total divulgação aos fatos apurados, muitas vezes antecipando investigações que trouxeram à luz anormalidades e falcatruas. As instituições brasileiras estão suficientemente fortalecidas para que este julgamento se torne

9.

um exemplo de combate à impunidade. Se não tínhamos à época dos fatos, temos agora um Executivo atento e avesso a malfeitorias, como ficou fartamente demonstrado na sucessão de afastamentos de ministros popularizada como faxina ética. Pressionado pela sociedade, o Legislativo embora ainda contaminado por tendências ideológicas anacrônicas, por grupos de interesse e por alguns parlamentares de duvidosa idoneidade também vem sendo depurado, como ficou constatado no recente processo de cassação do senador Demóstenes Torres. O Judiciário é forte e respeitado, o Ministério Público vem se afirmando como uma instituição

representativa dos interesses dos cidadãos, e todos os setores da sociedade brasileira atuam com total liberdade.

A visibilidade do mensalão tende a fazer bem ao país. É preciso ficar claro que a democracia não

é a causa dos escândalos é, isto sim, o caminho para a correção das deformações da sociedade.

Ela dá proteção à denúncia, respaldo à investigação e poder aos órgãos corregedores. É isso que se espera do Supremo neste julgamento de inevitáveis conotações políticas. Não são os partidos de filiação dos réus que estão sendo julgados. São as práticas incompatíveis com a ética e a probidade, o abuso do poder, o uso inadequado de mandatos, a desonestidade no gerenciamento da coisa pública, a apropriação do Estado em benefício próprio, o apadrinhamento, a política do clientelismo, a propina e o famigerado caixa dois, seja ele explícito ou disfarçado sob o eufemismo de recursos não contabilizados. Também não é apenas o poder público que está em julgamento: o mensalão evidenciou a ganância e a delinquência de setores privados que buscam obter vantagens de relações governamentais ilícitas. O que se espera deste julgamento, portanto, mais do que a condenação ou a absolvição dos acusados, é a sinalização para uma nova cultura política no país, não para um partido específico ou para os homens públicos que estão sendo julgados, mas para toda a sociedade brasileira. Ninguém duvida que os ministros do Supremo, conscientes de sua responsabilidade, farão um julgamento justo. Mas é preciso que ele seja também exemplar.(p.14)(02/08/2012)

10.

O Estado de São Paulo

CNJ aprova ficha limpa para Judiciário Mariângela Gallucci Brasília Ministros de tribunais superiores, desembargadores e juízes somente poderão contratar assessores e funcionários para cargos de confiança que tiverem ficha limpa. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução inspirada na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados e daqueles que renunciam para escapar de processos de cassação. Ao aprovar a resolução, o CNJ tenta impedir que pessoas com histórico de condenação criminal atuem em postos estratégicos do Judiciário. Pela resolução, não podem ser nomeados para cargos de confiança condenados por órgãos colegiados por improbidade administrativa e crimes hediondos, contra a administração pública, entre outros. Ao apresentar a proposta no início do ano, o conselheiro Bruno Dantas afirmou que existe uma demanda ética da sociedade, que foi refletida na Lei da Ficha Limpa, norma resultante da iniciativa popular. "Nada justifica que pessoas condenadas por irregularidades graves, improbidade administrativa, corrupção, lavagem de dinheiro ou crimes contra a economia popular continuem a se apresentar como agentes do Estado. Não se trata de negar a presunção de inocência, até porque poderão trabalhar livremente na iniciativa privada", disse na ocasião o conselheiro. Segundo Dantas, após proibir o nepotismo o CNJ deveria aprovar a resolução da Ficha Limpa para dar uma outra contribuição ao País e eventualmente servir de exemplo para os outros Poderes. Ele afirmou que as funções de confiança e os cargos em comissão do Judiciário devem ser destinados a profissionais qualificados e comprometidos com a preservação e a melhoria da administração e da dignidade da Justiça.(p.A9)(01/08/2012)

PM descumpre decisão judicial e permite passeata de policiais civis em Recife Recife

A Polícia Militar de Pernambuco não cumpriu a ordem do Tribunal de Justiça do Estado, de

impedir nesta quarta-feira (1º) a realização de uma manifestação dos policiais civis, em greve por melhores salários. Além de não impedir a ação, os PMs, em quatro carros e 12 motos, escoltaram os cerca de 500 manifestantes durante a passeata realizada por eles na avenida Agamenon Magalhães, uma das mais movimentadas de Recife.

A atitude dos policiais militares surpreendeu os grevistas, que temiam um confronto armado entre

as corporações.

11.

Do carro de som, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, Cláudio Marinho, agradeceu: "Somos gratos aos PMs, que preferiram não confrontar com seus coirmãos", disse ele.

A ordem para a Polícia Militar impedir a manifestação partiu do desembargador Silvio de Arruda

Beltrão. Na semana passada, ele já havia julgado a greve ilegal, a pedido do governo do Estado. Na sua decisão, Beltrão fixou multa de R$ 20 mil por dia em caso de descumprimento da ordem. Os policiais civis ignoraram a determinação e decidiram manter o movimento. Em assembleia realizada sexta-feira, marcaram o protesto de hoje.

Beltrão proibiu o ato sob alegação de que ele poderia "importar em grave lesão à preservação da ordem pública, podendo, inclusive, incitar a desobediência civil e a criação de tumulto". Diversas tentativas de acordo foram feitas durante o dia para tentar cancelar a manifestação.

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, propôs ao comando de greve a

suspensão do ato em troca de uma reunião com o desembargador. Os grevistas não aceitaram. Segundo o presidente do sindicato dos policiais civis, a PM também entrou em contato com os grevistas para pedir o cancelamento do protesto, em vão.

Passeata

A passeata, entretanto, aconteceu pacificamente. Os grevistas caminharam cerca de dois

quilômetros, até o centro de convenções, onde funciona provisoriamente a sede do governo estadual. Os portões do centro estavam fechados e protegidos por soldados armados. Os manifestantes não tentaram entrar. Pediram um lugar para fazer uma assembleia, e foram atendidos.

Cones de borracha foram retirados de um dos acessos, e, no local, os policiais civis decidiram, por unanimidade, manter a paralisação.

O governo do Estado e a Polícia Militar não se manifestaram sobre a decisão da PM de

descumprir a determinação da Justiça.

O Tribunal de Justiça e o desembargador Beltrão também não se pronunciaram sobre o assunto.

Os policiais civis reivindicam reajuste salarial de 65%, além de melhores condições de trabalho.

O governo do Estado afirma que definiu com a categoria, no ano passado, uma política salarial

até 2014, e que esse acordo será cumprido.(online)(02/08/2012)

Precatórios, o fim da vergonha nacional? José Chapina Alcazar* Uma das grandes dificuldades da Justiça no Brasil atende pelo nome de precatório, um fantasma que contribui para o aumento da dívida dos estados e compromete o orçamento público. Na prática, trata-se de um calote generalizado no cumprimento das decisões judiciárias que mostra a ineficiência da máquina pública. Os precatórios dizem respeito principalmente ao pagamento de pensões, aposentadorias e

12.

desapropriações, itens de grande impacto social, pois estão relacionadas à dignidade da vida material e econômica dos indivíduos e de seus familiares. A crise nos precatórios, além de aumentar a dívida dos Estados, compromete o orçamento público, dá margem a fraudes e desmoraliza a democracia, uma vez que a lei é descumprida sem cerimônia nem punições, tornando ocos dispositivos como a Emenda Constitucional 62/2009, a qual obriga à quitação dessas dívidas no prazo de 15 anos. Há uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que cada Tribunal de Justiça dos estados tenha no seu setor de precatórios um representante do Judiciário para acompanhar a gestão de pagamentos das dívidas. Claro que é preciso mais que monitoramento e disciplina para que o volume de processos em atraso seja reduzido e as irregularidades sejam evitadas ou punidas com rigor. A isto deve ser acrescido um ingrediente indispensável: a vontade política de nossos governantes. Em volume de dinheiro, o governo do Estado de São Paulo é o maior devedor de precatórios do Brasil, acumulando débito superior a R$ 20 bilhões. Apesar do prazo limite estipulado pela EC 62/2009, a cada ano, o Estado diminui o ritmo de quitação das dívidas e aloca cada vez menos recursos. Em 2009 foram R$ 2 bilhões, mas em 2010 e 2011 os valores à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo caíram para R$ 1,3 e R$ 1,5 bilhão, respectivamente. Com isso, a dívida vem crescendo exponencialmente. No ranking de devedores, segundo informa o Supremo Tribunal Federal, depois de São Paulo, com débitos acima de R$ 3 bilhões, estão o Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal. No total, a dívida de Estados e municípios supera R$ 84 bilhões. É preciso dar um basta a tamanho desprezo para com a lei, a Justiça e a própria sociedade. Na outra ponta, quando é o contribuinte que deve ao Poder Público, é execrado, tem direitos cessados, bens penhorados e pode até responder criminalmente. Talvez fosse justo, num mundo ideal que, ao não poder arcar com a dívida, o contribuinte pudesse emitir um precatório ao Estado com vencimento para longo prazo postergando a quitação da pendência, ficando assim em posição de igualdade com a Fazenda. De volta à realidade, a estimativa do governo de São Paulo é de que até 2025 os débitos sejam quitados, mas este prazo é extenso demais. Para quem precisa receber, em muitos casos, a morosidade no julgamento da ação e, depois, no pagamento da dívida, pode ultrapassar o tempo de uma vida. Constitui verdadeiro disparate que em pleno século XXI a Justiça ainda não disponha de um programa eficaz envolvendo órgãos públicos e entidades da sociedade civil para combater o crescimento desenfreado da corrupção e da dívida dos Estados com precatórios. Ciente da urgência de se empreender um grande esforço coletivo para dar fim a essa vergonha nacional em que se transformaram os precatórios, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento do Estado (Sescon-SP) se uniu a outras entidades do setor para buscar junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo soluções que permitam menos burocracia e agilidade aos processos de cobranças e pagamentos das dívidas da Fazenda Pública junto ao cidadão.

13.

A proposta ao Departamento Técnico de Execução dos Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado é a constituição de uma verdadeira força-tarefa composta pelos profissionais da área contábil e talvez estagiários, que dariam celeridade à análise dos processos. Essa é uma das sugestões em debate, que contribuiria ainda para evitar problemas como o registrado recentemente no Rio Grande do Norte, onde, desde 2007, pelo menos três desembargadores do Tribunal de Justiça se apropriaram indevidamente de pagamentos sentenciados pelos seus juízes. Uma das justificativas dos devedores para o não pagamento aos beneficiários é a falta de recursos públicos. Mas o curioso é que a arrecadação federal de impostos segue em escala ascendente. Somente em maio deste ano, o Brasil totalizou R$ 77,9 bilhões em impostos, alta real de 3,82% em relação ao mesmo mês de 2011. Enquanto aumenta a arrecadação dos Estados e municípios, crescem também as dívidas com precatórios. E quem sai prejudicado é o cidadão, que sucumbe na fila à espera da decisão judicial ou do pagamento do que lhe é devido. Em alguns casos, recorrendo erroneamente ao repasse do direito ao crédito por falta de expectativa em receber do Poder Público. Nestes casos, o deságio pode chegar a 90% e os compradores dos precatórios geralmente são pessoas que utilizam de influência para receber o valor integral, segundo apurou a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ). Ora, a Fazenda Pública dispõe ou não de recursos para pagar precatórios pendentes? Óbvio que o problema não será resolvido do dia para a noite, mas é preciso o primeiro passo e o Sescon-SP está empenhado, juntamente com as demais entidades do segmento contábil e o Departamento Técnico de Precatórios do TJ, para encontrar a solução definitiva em nosso Estado, quiçá exportando o modelo para as demais unidades da federação.(p.A2)(01/08/2012) *Presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoriamento do Estado de SP, Da associação das Empresas de Serviços Contábeis e do Conselho de Assuntos Tributários da Fecomércio de SP

14.

Valor Econômico

Município de SC tenta evitar penhora Bárbara Pombo Brasília

O município de Tubarão (SC) entrou com uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF)

para tentar impedir a penhora de aproximadamente R$ 30 milhões em suas contas. Decisões do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) têm determinado a devolução de valores depositados por contribuintes para discutir a cobrança de ISS em operações de leasing. De acordo com a Procuradoria-Geral do município de Tubarão, há cerca de 200 ações de execução fiscal sobre o assunto. Os desembargadores têm exigido a devolução dos recursos por entender que as empresas de leasing não precisam recolher o imposto à prefeitura. Juntamos à reclamação cerca de dez decisões nesse sentido que somam cerca de R$ 300 mil. Mas há risco de penhora de R$ 300 milhões, que já foram incorporados ao patrimônio do município, diz a procuradora de Tubarão, Patrícia Uliano Effting, acrescentando que algumas decisões determinam a devolução de depósito em até 48 horas. Na reclamação, a Procuradoria-Geral de Tubarão pede que os pagamentos sejam feitos após o trânsito em julgado das ações e na forma de precatórios. Solicitam ainda que as decisões do Tribunal sejam anuladas para que o município possa prever as despesas no orçamento.

Ainda que tenhamos que devolver, teria que ser a partir dos precatórios. O contribuinte teria que entrar ainda com uma ação de repetição de indébito para reaver os valores, afirma a procuradora.

A única situação em que caberia penhora das contas do município seria a quebra da ordem de

precatórios, o que não é o caso.

O município catarinense alega ainda que tem receita anual de R$ 108 milhões e que uma

eventual penhora poderia complicar sua situação financeira. Se houver penhora de R$ 30 milhões, a prefeitura quebra, diz a procuradora.

O relator do processo é o ministro Dias Toffoli. Em 2009, o Supremo havia decidido que há

incidência de ISS sobre as operações de leasing. Mas continua ainda a discussão judicial para

saber qual município seria o responsável pelo recolhimento. O Superior Tribunal de Justiça (STJ)

já começou a julgar a questão. Por ora, há três votos de ministros favoráveis à cobrança do ISS

pelo município que sedia a empresa de leasing.(p.E1)(02/08/2012)

15.

Espaço Vital - via Internet

CNJ derruba liminar e afasta juíza da jurisdição

Por maioria dos votos, o plenário do Conselho Nacional de Justiça derrubou liminar que mantinha no cargo a juíza Maria de Fátima Lúcia Ramalho, do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJ-PB). Desta forma, volta a prevalecer a decisão do tribunal estadual, tomada em maio deste ano, de afastar a magistrada em razão de processo administrativo disciplinar instaurado contra ela no tribunal estadual.

A decisão do plenário do CNJ ocorreu na análise de procedimento de controle administrativo que

tem a juíza como requerente e o conselheiro Fernando da Costa Tourinho Neto (desembargador federal) como relator.

Por 11 votos a 3, o plenário derrubou a liminar que havia sido concedida pelo relator em julho, em favor da permanência da magistrada no cargo.

O afastamento da juíza Fátima Lúcia Ramalho, da 5ª Vara de Fazenda Pública de João Pessoa

(PB), da qual era titular, foi decretado em sessão administrativa do TJ paraibano, realizada em 2 de maio. Naquela ocasião, foi acolhida representação contra a magistrada e instaurado contra ela processo administrativo disciplinar para apurar fatos denunciados pela Procuradoria Geral do Estado. (Proc. nº 0003754-57.2012.2.00.0000 - com informações da Agência CNJ de Notícias).

Para entender o caso:

* A representação oferecida ao TJ-PB que resultou no afastamento da juíza é de 2010 e foi feita pelo então procurador-geral do Estado, Edísio Souto.

* A juíza é acusada de "agir sem imparcialidade e sem prudência e adotar medidas duras e controversas contra o Estado da Paraíba, em ação de ressarcimento de IMCS, numa causa envolvendo R$ 5 milhões.

* O Diário da Justiça da Paraíba, do dia 20 de janeiro de 2012, justificou a instauração do

processo referindo que a magistrada havia, adotado postura incompatível com o desempenho regular do ofício judicante, verificada diante da intencional falta de serenidade e fidelidade no cumprimento de coisa julgada material, a quem se acusa de ter cometido desvio de conduta funcional ao apreender das contas bancárias da Cia. de Bebidas das Américas (Ambev) a importância de R$ 5.013.231,87 para, em seguida, liberá-la em favor de supostos beneficiários, a propósito de liquidação de crédito de ICMS, medida que resultou, no final, em significativo prejuízo para as partes integrantes da lide, notadamente a Fazenda Pública

16.

Estadual.(online)(02/08/2012)

Revista Consultor Jurídico

Erro material Jornal não deve indenizar se comete erro irrelevante

Jornal não deve indenizar por dano moral quando erra o nome do local por onde o réu teve passagens policiais. O entendimento é da 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Os desembargadores rejeitaram ação por danos morais proposta por uma pessoa presa e condenada por acusação de furto que alegava "excepcional sofrimento" e "prejuízo em suas relações sociais e familiares" com a publicação da notícia. De acordo com os autos, o autor ainda responde a outras ações penais. Em janeiro de 2006, o jornal Município Dia-a-Dia publicou notícia de que o autor da ação e seu irmão foram presos em flagrante sob acusação de terem cometido diversos furtos. No local onde foram encontrados, a Polícia identificou objetos reclamados pelas vítimas. A reportagem termina dizendo que o réu possui passagens pelo Presídio de Tijucas por furto. Na decisão, o desembargador Luiz Fernando Boller reconhece que o autor da ação, de fato, não teve passagem por presídios, como mencionado pelo jornal. Declaração emitida pelo Departamento de Administração Penal comprova que a informação estava errada. No entanto, segundo o relator, o próprio autor da ação reconhece no processo que já "teve passagem pela Polícia" . "A meu sentir, tal circunstância configura mero erro material, não se revelando causa eficiente para ensejar o aludido abalo anímico, tampouco prejudicando as relações sociais e familiares mantidas pelo recorrente, já que tal publicação não evidencia animus caluniandi, difamandi ou injuriandi do editor" , concluiu o relator, que foi seguido por todos os integrantes da 4ª Câmara. animus caluniandi, difamandi ou injuriandi do editor" , concluiu o relator, que foi seguido por todos os integrantes da 4ª Câmara. O autor da ação foi condenado por furto qualificado e responde a outros processos penais, "de modo que é altamente questionável que tal notícia possa ter causado tamanha repercussão negativa em sua vida" , escreveu o relator em seu voto. Ao contrário do que foi alegado pelo autor da ação, de acordo com o Tribunal de Justiça, o jornal não agiu com a intenção de atingir a sua honra e nem de forma a desrespeitar o Código de Ética do jornalismo. A reportagem apenas narrou os fatos e cometeu um erro de interpretação do documento da Polícia. ( Apelação Cível nº 2008.012254-4)(online)(02/08/2012) *A matéria foi publicada, também, em outros sites jurídicos.

CNJ libera carga rápida para advogados

18.

Vitória da advocacia Débora Pinho

O Conselho Nacional de Justiça decidiu liberar a chamada carga rápida para advogados não

constituídos nos autos em São Paulo. O pedido para derrubar provimento da Corregedoria Geral

de Justiça de São Paulo foi feito pelos advogados Alberto Zacharias Toron e Sérgio Niemeyer em Procedimento de Controle Administrativo.

O caso começou a ser analisado em julho deste ano no CNJ. O julgamento foi interrompido por

um pedido de vista da conselheira Eliana Calmon. Na ocasião, havia dois votos contra o provimento e três a favor. O julgamento desta semana, no entanto, foi unânime com mudanças de votos, segundo os advogados. Toron afirmou que "esta é uma vitória da advocacia paulista".

Niemeyer disse que a vitória é vibrante e produz efeitos imediatos para os advogados assim que

o acórdão for publicado.

A chamada carga rápida permite que advogados e estagiários consultem e tirem cópias de

qualquer processo, mesmo sem procuração para atuar no caso. Com a regra da Corregedoria paulista, o máximo que os interessados nos documentos poderiam fazer era consultá-los ou fotografá-los, ali mesmo no balcão. Como noticiou a revista Consultor Jurídico, o desembargador Renato Nalini, corregedor-geral de

Justiça de São Paulo, justificou que a restrição é necessária porque os cartórios registraram um aumento no número de extravios dos autos, comprometendo o princípio da celeridade na tramitação dos feitos, sem representar nenhuma vantagem com relação à garantia do princípio da publicidade, o que poderia contrariar a Constituição Federal, em seu artigo 5º, LXXVIII, que assegura a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade na tramitação.

A OAB paulista rebateu. Afirmou que não se pode combater a questão do crescimento dos

extravios de processos punindo a advocacia. Os advogados são cumpridores de suas obrigações

e devolverão os autos, no prazo previsto, aos cartórios. Quando isso não ocorrer, o fato deve ser comunicado à OAB-SP, para as providências previstas no Estatuto da Advocacia (artigos 34,

inciso XXII e 37, inciso I), já que reter autos de processo constitui infração disciplinar, disse o presidente da entidade na época, Luiz Flávio Borges DUrso. Na sessão de julgamento de julho, votaram a favor do novo provimento, e contra a carga rápida, os conselheiros Wellington Cabral Saraiva e Gilberto Martins. Já os conselheiros Jefferson Kravchychyn, Jorge Hélio e Tourinho Neto entenderam que a regra deveria ser cancelada. Entretanto, depois das manifestações dos advogados no processo, na sessão desta semana, o julgamento foi unânime.

A favor da carga rápida e contra o Provimento 9, de 2012, Toron fez a sustentação oral na sessão

de julho. Ele lembrou, com base no Estatuto da Advocacia, que são dois dos direitos do advogado examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos e ter vista dos processos judiciais ou administrativos de qualquer natureza, em cartório ou na

19.

repartição competente, ou retirá-los pelos prazos legais.

A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) ingressou, nos autos, com requerimento para

apresentação de memoriais em que ratificou o pedido formulado no PCA. PCA 000.3095-48.2012.2.00.0000(online)(02/08/2012)

Mesmo sem verba, TJBA deve nomear desembargadores Pedro Canário

O Conselho Nacional de Justiça determinou que o Tribunal de Justiça da Bahia nomeie, em dois

meses, 11 desembargadores para espaços vagos na corte. As vagas decorrem de lei de reestruturação do Judiciário baiano, de 2007, que criou 18 cargos de desembargador no TJ. Mas só sete foram efetivamente ocupados. A decisão, unânime, é da segunda-feira (30/7) e foi proferida em Pedido de Providências ajuizado pela Associação Nacional de Magistrados Estaduais (Anamages). De acordo com informações prestadas ao CNJ, o tribunal baiano não ocupou todas as vagas determinadas em lei por falta de verbas. Não há recursos, disse o TJ, para a contratação de todos os servidores e de toda a infraestrutura de gabinete para os desembargadores. O relator do caso, conselheiro Silvio Rocha, considerou que os argumentos não são razoáveis. Para ele, não se pode condicionar a nomeação de novos desembargadores à contratação de servidores, já que a função de julgar é atividade personalíssima, indelegável. Não depende, portanto, da existência de servidores, por mais que eles ajudem na prestação jurisdicional. Assim, o conselheiro sugeriu que sejam nomeados os desembargadores sem contratar os servidores, adiando essa etapa para quando houver verba. Nesse meio tempo, os servidores já contratados devem ser distribuídos de forma equitativa entre os novos integrantes do TJ. Administrar é a arte do possível. Na falta de novos recursos, os existentes devem ser redistribuídos no redesenho institucional decorrente da necessária ampliação do Tribunal, desejada tanto pelo Tribunal, como pela Assembléia Legislativa, votou Silvio Rocha.

Pedido de Providências - 0000709-45.2012.2.00.0000(online)(02/08/2012)

20.

Notícias do Dia

Causa própria Hélio Costa Florianópolis O TJ negou habeas corpus de uma advogada, em favor próprio, que requereu o trancamento de ação deflagrada pela prática de concussão. Segundo a denúncia, na qualidade de defensora dativa, a profissional exigiu dinheiro indevidamente dinheiro da parte sob sua defesa. No recurso, ela negou que exigiu o pagamento de valores. Somente é possível trancar ação penal via HC se comprovado que a conduta não é crime, ou se existir causa de extinção de punibilidade. Ou ainda, se não existirem indícios de autoria.(p.24)(02/08/2012)

21.