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CNPq

Mercosul e Direito do Consumidor Orientadora: Prof. Dra. Claudia Lima Marques Pesquisadora: Augusta Vezzani Diebold E-mail: augusta.diebold@gmail.com

A HIPERVULNERABILIDADE DA CRIANA FRENTE PUBLICIDADE


INTRODUO Hoje em dia, os meios de comunicao em massa exercem grande inuncia no desenvolvimento infan:l, pois as crianas esto constantemente expostas a eles. A televiso e, agora, a internet, fazem parte do dia a dia das crianas. Desta forma, a publicidade veiculada nestes meios busca cada vez mais atrair o pblico infan:l, incen:vando-o a consumir desde cedo. Como, at os oito anos de idade, a criana ainda no capaz de compreender o intuito publicitrio, ela considerada mais vulnervel publicidade que os adultos.


A PUBLICIDADE E A PROPAGANDA importante ressaltar a diferena entre a publicidade (conceito u:lizado neste trabalho) e a propaganda. A primeira visa a difundir uma informao, a m de promover a aquisio de um produto pelo consumidor (no caso da publicidade comercial). A segunda, por sua vez, busca difundir uma ideia.


LEGISLAO BRASILEIRA No Brasil, no existe nehuma legislao especca quanto publicidade voltada criana. No entanto, o Estatuto da Criana e do Adolescente, com base na Cons:tuio Federal, regula a programao (e neste conceito se pode incluir a publicidade) infan:l das emissoras de rdio e televiso, buscando que aquela tenha contedo educa:vo, cultural e informa:vo. Da mesma forma, a Conveno da ONU sobre os Direitos da Criana dene que os rgos de comunicao devem difundir informaes que beneciem a criana. Finalmente, o Cdigo de Defesa do Consumidor probe a publicidade abusiva, denindo a mesma como aquela que se aproveita da decincia de julgamento da criana. O PROJETO DE LEI 5921/01 O projeto busca proibir a publicidade infan:l, por consider-la abusiva. Apresenta 79% de aprovao pela populao brasileira (conforme enquete realizada no site da Cmara de Deputados), mas ainda no foi aprovado.

CONCLUSO Os pais, sozinhos, no so capazes de impedir a exposio dos lhos ao massivo apelo comercial difundido pelos meios de comunicao. Por isto, se faz necessria uma regulamentao especca da publicidade infan:l.