30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
MENSÁRIO
“A Voz de Ermesinde” - página web: http://www.avozdeermesinde.com/
DESTAQUE
Assembleia
Municipal
vai discutir
reorganização
concelhia
Pág. 3
Centro Social de Ermesinde aprova Plano
e Orçamento
Pág. 4
S. Martinho
Gastronómico
do Centro Social
de Ermesinde
Pág. 5
Rotary Club de Ermesinde
homenageia
o professor
Fernando
Queirós
Pág. 6
A delimitação
da freguesia de Alfena - 1689/90
Pág. 7
Vasco Graça
Moura esteve na Biblioteca
Municipal
de Valongo
Pág.s 8/9
FUTEBOL
Ermesinde SC sofre a derrota mais pesada da época!
DESPORTO
Destaque
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
FERNANDA LAGE
DIRETORA
Este país do eterno nevoeiro
S e há fenómeno na natureza que me in- quieta e provoca uma sensação de medo, insegurança, e em simultâneo uma admiração e um convite ao imagi- nário, que transforma o real nos cená- rios mais diversos e inspiradores de
histórias e vivências, é sem dúvida o nevoeiro. Na subida para as Penhas Douradas e na descida para Manteigas, encontro por vezes a serra cercada de ne- voeiro e esta sensação repete-se. Se, por um lado, o medo na condução se intensifica, por outro lado a be- leza de ver os vales transformados em rios, lagos e mares, e as mon- tanhas e povoações em ilhas, con- vence-me a arriscar.
“E olhei para o vale: tinha desa-
parecido
tudo! Submerso! Era um grande mar plano,
Cinzento, sem ondas, sem praias, unido.
E só havia, aqui e além, o estra-
nho
Vozear de gritos pequenos e sel-
vagens:
Aves perdidas naquele mundo
vão,
Como que suspensos, e sonhos
de ruínas
E de silenciosos eremitérios.”. (1)
brilho sem luz e sem arder, como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Ó Portugal, hoje tu és nevoeiro…
É a Hora!”. (2)
FOTO ARQUIVO
E é com profunda tristeza que associo este poema ao momento atual do nos- so país, país a atravessar uma profunda crise: política, de valores e de identida- de. Que país é este em que todos os dias somos bombardeados com diretivas, leis e comunicados que põem em cau- sa a democracia e a vida das pessoas com a maior das ligeirezas? Desta vez o nevoeiro conduziu-me para outro mundo, não o da beleza mas para um mundo de incertezas, de mentiras, de medos profundos. O nevoeiro que esconde a realidade, que encobre o pre- cipício profundo com nuvens que nos dão a sensação de um mar plano, a es- trada que não tem fim, mas que só é vi- sível nos primeiros metros, a procura de uma luz que nos indique o caminho. Sem tiros, sem bombas, vivemos uma
guerra que se abateu sobre nós e cujas consequências são ainda imprevisíveis.
A esperança está a morrer, a fome está aí, não há nevoeiro
que a esconda. Resta-me acreditar que o nevoeiro é um acidente de percur- so, que vai e vem, assim a natureza o queira!
Foi desta forma que me senti na
última vez que atravessei a serra, perdida, suspensa. Na minha mente corriam imagens narrando os últimos tempos da vida deste país.
E porque o nevoeiro é inspirador lembrei-me de
Fernando Pessoa:
“Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, define com perfil e ser este fulgor baço da terra que é Portugal a entristecer -
(1) Giovanni Pascoli, Nella nebbia (in “Primi Poemetti”, Bologna, Zanichelli,1905), citado por Umberto Eco no romance “A Misteriosa Cha- ma da Rainha Loana”. (2) Fernando Pessoa, in “Nevoeiro”, último poema da “Mensagem”.
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Destaque
•
ASSEMBLEIA
MUNICIPAL
DE
VALONGO
•
Assembleia Municipal vai discutir rejeição da proposta de agregação das freguesias de Campo e Sobrado e limites da de Alfena
LC
A próxima sessão da As- sembleia Municipal de Valongo, marcada para o próximo dia 4 de dezembro, vai abordar duas questões que se prendem com a organização territorial do con- celho, a recusa de qualquer reor- ganização de freguesias, com a rejeição da proposta de agrega- ção das freguesias de Campo e Sobrado, emitida pela UTRAT (Unidade Técnica para a Reorga- nização Administrativa do Terri- tório) e a confirmação da recusa em agregar qualquer outra à fre- guesia de Valongo, e ainda apro- var uma notificação a entregar à UTRAT sobre os limites históri- cos da freguesia de Alfena, ques- tão essa que deverá ser resolvida independentemente da solução que vier a ser adotada em relação à organização territorial do con- celho de Valongo. Ora, relativamente à ques- tão de Alfena remetemos os nos- sos leitores para o artigo publi- cado na pág. 7 deste número de “A Voz de Ermesinde”, da auto- ria de Arnaldo Mamede, e que vem no seguimento de um outro anterior, da autoria de Ricardo Ribeiro, publicado no número anterior do nosso jornal. Sobre a reorganização admi- nistrativa do concelho de Va- longo, entendemos útil deixar aqui um pequeno estudo com- parativo, tendo por base a Área Metropolitana do Porto, no sentido de ajudar a demonstrar a arbitrariedade da decisão de in-
|
tervir seja de que forma for, para alterar a atual organização do concelho em cinco freguesias. Para começar importa sali- entar que este processo é tudo menos pacífico, com as propos- tas a serem definidas na grande maioria dos casos em completa oposição ao Poder Local e sem ter em conta as posições expres- sas nas várias Assembleias Mu- nicipais que sobre tal matéria se pronunciaram. Por exemplo, no caso da Área Metropolitana do Porto, com 16 concelhos, apenas em 5 deles se chegou a um acordo (com S. João da Madeira, que tem ape- nas uma freguesia, a ignorar a consulta), sendo em todos os ou- tros a posição da Assembleia |
qualquer outra forma de distri- buir o esforço que é pedido na relação Capital-Trabalho. Mas regressemos à questão particular da reorganização do concelho de Valongo que, como se sabe, desaguou na proposta de uma agregação entre as fre- guesias de Campo e Sobrado, na mais completa ignorância da gran- de diversidade histórica e socio- lógica entre estas duas freguesi- as, bem expressa aliás, ao longo dos anos, em resultados eleito- rais extremados e de sinal con- trário entre si, relativamente ao resto do concelho, a provar de que se trata de entidades clara- mente diferenciadas, com as suas culturas, vivências e tradi- ções muito próprias. |
|
Municipal negativa (quer por maioria – como no caso do Por- |
Análise |
|
to –, quer por unanimidade em |
comparativa |
|
todos os outros. As propostas da UTRAT, obedecendo a um caderno de encargos à partida inquinado, vêm na continuidade de uma política que se resume a destruir todo o papel social do Estado ou, como neste caso, a enfra- quecer ainda mais o Poder Local e os seus vínculos de proximi- dade com a população, o que parece deixar no ar a ideia de uma preferência por um Estado musculado, uma educação sele- tiva, uma saúde mercantilizada,e uma economia sem autonomia e sustentabilidade, para suposta- mente por essa via, alcançar o equilíbrio financeiro das contas do Estado, ignorando sempre |
Numa análise comparativa com os outros 15 concelhos da Área Metropolitana, por seu lado, fica bem claro que o con- celho, já há muito efetuou a sua racionalização administrativa. Não há motivo que não seja artificial e arbitrário, para im- por a Valongo seja que reorga- nização de freguesias for. Numa análise de “economia de eficácia” relativamente aos outros conecelhos da Área Me- tropolitana, vê-se que Valongo é o terceiro, em termos de ad- ministração de área de territó- rio por freguesia, em média, sig- nificando isso que diminuindo as freguesias, a área por fregue- |
sia será ainda maior, e este índi- ce ganha ainda maior relevância se considerarmos que só admi- nistram uma área maior, em média, as freguesias dos conce- lhos marcadamente rurais, como Vale de Cambra e Arouca. Por sua vez, se atendermos antes a uma análise comparativa do número de habitantes servi- dos por cada freguesia, veremos que Valongo é o concelho cujas freguesias servem, em média um maior número de habitantes, à exceção do caso de particular de S. João da Madeira, constutuído por uma única freguesia. Se atribuirmos pontos de eficácia determinados pela or- dem combinada dos dois índices referidos, Valongo é, claramen- te, o concelho mais “eficaz” em termos de organização, na Área Metropolitana, como se pode verificar no quadro abaixo. A concretizarem-se todas as propostas da UTRAT, na Área Metropolitana do Porto, o con- celho de Valongo passaria a ser o 4º mais “eficaz”, ultrapassa- do por S. João da Madeira, Gondomar e Matosinhos (o grande perdedor desta reorga- nização administrativa, deixan- do inevitavelmente no ar a ques- tão de se não estará a pagar, em- bora tal seja justificado com cri- térios aparentemente os mais objetivos, o seu posicionamento “eternamente” crítico das for- ças atualmente no Governo). Mas o mais interessante ainda é que, ao compararmos os mesmos índices de “eficácia” do
concelho de Valongo tal como é hoje, com os índices que os ou- tros concelhos apresentariam, se fosse concretizada a reorga- nização administrativa, verifica- ríamos que Valongo, ainda as- sim, ficaria entre os primeiros, descendo apenas um lugar, para 5º (quer em cada um dos índi- ces, quer no seu combinado). Isto é, mesmo sem a reor- ganização admimistrativa, Va- longo continuaria mais “eficaz” do que muitos outros concelhos “reorganizados” da Área Me- tropolitana do Porto. Parece as- sim estar a pagar um preço por ter, no passado, adotado uma geometria frugal, ao contrário de outros concelhos, mais genero- sos no que respeita à distribui- ção do Poder Local. Importa todavia aqui escla- recer que não defendemos estes citérios de “eficácia”, apenas pegamos neles de empréstimo para aqui sublinhar e demons- trar o ridículo das decisões que apontam para a necessidade de “reorganizar” o concelho de Valongo, suprimindo uma fre- guesia, seja por “união” de duas, ou seja lá como for. Nesta Assembleia Munici- pal será também muito curioso escutar, se é que vai estar pre- sente, as justificações do presi- dente da Mesa da Assembleia, Henrique Campos Cunha que, na sua qualidade de membro da UTRAT, apôs a sua assinatura na proposta de agregação das freguesias de Sobrado e Cam- po, apesar de ter votado com a
Assembleia Municipal, anteri- ormente, a recusa de qualquer reorganização territorial impos- ta do concelho de Valongo. Há alguns sinais nesta reor- ganização administrativa que são preocupantes, aparecendo muitos casos que, por coinci- dência, servem à medida inte- resses políticos da maioria go- vernamental. Mas noutros casos, como o
de Valongo, as próprias forças políticas locais afetas ao Gover- no terão dificuldade em conciliar
a sua lealdade ideológica com a
rejeição profunda destas refor- mas infundamentadas, pelas po-
pulações que nelas votaram para as representar.
O volume dos protestos, a
nível nacional, mas também a nível, é uma procissão que ain- da agora vai no adro. Temos dificuldade em ver como tudo isto irá acabar – seja
pelo cenário mais provável da rendição das autarquias locais concelhias – sobretudo as afetas
à maioria do Governo –, seja por
um pequeno recuo de concilia- ção deste (que no caso de Valongo passaria por deixar tudo como está), seja pela posterior
reversão de todo este cenário de reforma administrativa.
A determinação da Assem-
bleia Municipal de Valongo em reafirmar a sua recusa em qual- quer reorganização administra- tiva deixa-nos curiosos e com expetativas, para já no desen-
rolar desta sessão marcada para
a noite do próximo dia 4.
Reorganização territorial dos concelhos da Área Metropolitana do Porto – Estudo comparativo
|
CONCELHO |
N.º Freg. |
N.º Freg. |
Acordo |
Área (Km 2 ) |
Habit. |
Habit./ /Km 2 |
Km 2 / /Freg. atual |
ORDEM |
Habit./ /Freg. |
ORDEM |
Km 2 / /Freg. UTRAT |
ORDEM |
Habit./ /Freg. |
ORDEM |
ORDEM ATUAL |
ORDEM UTRAT |
ORDEM ATUAL |
ORDEM ATUAL |
||||||||
|
atual |
UTRAT |
(2011) |
atual |
UTRAT |
COMBIN. |
COMBIN. |
VALONGO |
VALONGO |
||||||||||||||||||
|
COMPAR. |
||||||||||||||||||||||||||
|
Arouca |
COMPAR. |
|||||||||||||||||||||||||
|
20 |
16 |
Sim |
327, 99 |
22 |
359 |
68,17 |
16,40 |
0 |
1 |
117,95 |
15 |
20,50 |
1 |
1 |
397,44 |
15 |
15 |
16 |
ORDEM |
ORDEM |
||||||
|
Espinho |
5 |
4 |
Não/U |
21,11 |
31 |
786 |
1 |
505,73 |
4,22 |
14 |
6 |
357,20 |
7 |
5,27 |
15 |
7 |
946,50 |
8 |
21 |
23 |
UTRAT |
UTRAT |
||||
|
Gondomar |
12 |
7 |
Não/U |
133,26 |
168 |
027 |
1 |
260,90 |
11,11 |
3 |
14 |
002,25 |
4 |
19,04 |
2 |
24 |
003,86 |
3 |
7 |
- 3º |
5 |
- 3º |
Km 2 / /Freg. |
Habit./ |
||
|
Maia |
17 |
10 |
Sim |
83,14 |
135 |
306 |
1 |
694,00 |
4,89 |
13 |
7 |
959,18 |
6 |
8,31 |
11 |
13 |
530,60 |
6 |
19 |
17 |
/Freg. |
|||||
|
Matosinhos |
10 |
4 |
Não |
62,30 |
175 |
478 |
2 |
816,66 |
6,23 |
10 |
17 |
530,60 |
2 |
15,58 |
4 |
43 |
869,50 |
0 |
12 |
4 |
- 1º |
|||||
|
Oliv. de Azeméis |
19 |
12 |
Não |
163,41 |
68 |
611 |
419,87 |
7,03 |
5 |
3 |
611,10 |
11 |
13,62 |
6 |
5 |
717,58 |
11 |
16 |
17 |
ORDEM |
||||||
|
Porto |
15 |
7 |
Não/M |
41,66 |
237 |
591 |
5 |
703,10 |
2,78 |
15 |
15 |
839,40 |
3 |
5,95 |
14 |
33 |
941,57 |
1 |
18 |
15 |
ATUAL |
|||||
|
COMBIN. |
||||||||||||||||||||||||||
|
Póvoa de Varzim |
12 |
7 |
Não/U |
82,10 |
63 |
408 |
772,33 |
6,84 |
9 |
5 |
284,00 |
8 |
11,73 |
7 |
9 |
058,29 |
7 |
17 |
14 |
VALONGO |
||||||
|
Santa Maria Feira |
31 |
21 |
Sim |
213,45 |
6,89 |
8 |
4 |
493,94 |
19 |
COMPAR. |
||||||||||||||||
|
139 |
312 |
652,67 |
10 |
10,16 |
9 |
6 |
633,90 |
10 |
18 |
ORDEM |
||||||||||||||||
|
Santo Tirso |
||||||||||||||||||||||||||
|
24 |
14 |
Não/U |
135,31 |
71 |
530 |
528,64 |
5,64 |
11 |
2 |
980,41 |
12 |
9,67 |
10 |
5 |
109,29 |
12 |
23 |
22 |
COMBIN. |
|||||||
|
São João Madeira |
1 |
1 |
Ignorou |
8,11 |
21 |
713 |
2 |
677,31 |
8,11 |
6 |
21 |
713,00 |
0 |
8,11 |
12 |
21 |
713,00 |
4 |
6 |
- 2º |
4 |
- 1º |
UTRAT |
|||
|
Trofa |
8 |
5 |
Não/U |
71,88 |
38 |
999 |
542,56 |
8,99 |
4 |
4 |
874,86 |
9 |
14,38 |
5 |
7 |
799,80 |
9 |
13 |
14 |
5º |
||||||
|
Vale de Cambra |
9 |
7 |
Sim |
146,21 |
22 |
864 |
156,38 |
16,25 |
1 |
2 |
540,44 |
14 |
20,89 |
0 |
3 |
266,29 |
14 |
15 |
14 |
|||||||
|
Valongo |
5 |
4 |
Não/U |
75,13 |
97 858 |
1 302,52 |
15,03 |
2 |
19 571,60 |
1 |
18,78 |
3 |
24 464,50 |
2 |
3 - 1º |
10 - 4º |
5º |
5º |
||||||||
|
Vila do Conde |
30 |
21 |
Não/U |
149,31 |
79 |
533 |
532,67 |
4,98 |
12 |
2 |
651,10 |
13 |
7,11 |
13 |
3 |
787,29 |
13 |
25 |
26 |
|||||||
|
Vila Nova de Gaia |
24 |
16 |
Sim |
168,70 |
302 |
296 |
1 |
791,91 |
7,03 |
7 |
12 |
595,67 |
5 |
10,54 |
8 |
18 |
893,50 |
5 |
12 |
13 |
||||||
Destaque
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Centro Social de Ermesinde aprova por unanimidade o Plano e Orçamento para o ano de 2013
Foi aprovado no passado dia 15 de novembro, em As- sembleia Geral da instituição, o Plano de Atividades e o Or- çamento do Centro Social de Ermesinde (CSE) para o exer- cício de 2013.
MIGUEL BARROS
De forma unânime foi apro- vado no passado dia 15 de no- vembro, em Assembleia Geral, o Plano de Atividades e Orça- mento do Centro Social de Ermesinde (CSE) para o ano de 2013. Um orçamento que se- gue na linha dos dois exercícios anteriores, isto é, pautado pela sustentabilidade e pelo equilí- brio financeiro. E tal como nos anos anteriores é notório neste documento uma trajetória des- cendente no que concerne ao valor orçamentado. Numerica- mente falando está previsto um valor global entre gastos e ren- dimentos de 2 522 483 00 euros em contraposto com os 2 822 554 00 euros estimados para o corrente ano. A atual situação de profunda crise social e fi- nanceira em que o país se en- contra a isso obriga, conforme fez questão de sublinhar o pre- sidente da Direção do CSE, Henrique Queirós Rodrigues, aquando da apresentação do Plano de Atividades e Orça- mento para 2013 aos associa- dos da instituição. Um decréscimo orçamental que se enquadra pois com os tempos difíceis vivenciados atualmente, e no que às Insti- tuições Particulares de Solida- riedade Social (IPSS) diz res- peito se reflete na diminuição das principais receitas. Neste
ponto Henrique Queirós Rodrigues lembrou que uma das principais fontes de recei- ta não só do CSE como de to- das as IPSS’s deriva dos paga- mentos dos seus utentes e respetivas famílias, e estando estes a sofrer profundos cor- tes nos seus rendimentos em virtude de situações de desem- prego e/ou de cor- tes salariais é na-
tural que essa im- portante fonte de receita das IPSS’s esteja a diminuir de há uns tempos a esta parte. Outra impor- tante fonte de re- ceita destas insti- tuições são as comparticipações da Segurança Soci- al, que ao contrá- rio das receitas provenientes dos utentes se tem mantido estável, apesar dos profun- dos cortes or- çamentais que o Governo vai apli- cando em diversos setores sociais e económicos. O presidente do CSE frisou neste ponto que os protocolos de cooperação cele- brados anualmente entre o Go- verno e as IPSS’s têm assegura- do uma ligeira atualização, sen-
do que para 2013 essa atualiza- ção será de 0,9 por cento. Um esforço simbólico que na voz do líder da instituição ermesindense representa um si- nal positivo na cooperação en- tre o Governo e as IPSS’s, que olha para estas como um par- ceiro importante nas ações de âmbito social. Positivas são também algu- mas medidas que vão ser apre- sentadas e debatidas muito em breve na Assembleia da Repú- blica e que visam precisamente beneficiar, por assim dizer, as instituições de solidariedade social. Uma dessas medidas é a Lei de Bases da Economia Soci- al, a qual clarificará a interven- ção das IPSS’s na atividade económica, algo que poderá vir a constituir um meio de diversi-
tituição tem levado a cabo, e um especial agradecimento, pela colaboração e esclareci- mento de questões técnicas para com o CF, à responsável pela contabilidade do Centro, Fátima Costa, que se encon- trava ausente por motivos de saú-
de –, conforme adiantámos no início. O ponto se- guinte da Ordem de Trabalhos (OT) aludia à delibera- ção sobre elegibi- lidade de elemen- tos dos corpos gerentes para mais um mandato de acordo com o nú- mero 2 do artigo 11 dos estatutos. Em jeito de expli- cação para a exis- tência deste pon- to na OT Hen- rique Queirós Rodrigues come-
çou por explicar que segundo os estatutos do CSE, bem como da maioria das IPSS’s, os ele- mentos que fazem parte dos corpos gerentes não podem ser eleitos por mais de dois man- datos consecutivos, a não ser
que a Assembleia Geral da insti- tuição delibere que é inconveni- ente a substituição de um ele- mento que esteja em risco, diga- mos assim, de não poder conti- nuar a exercer funções num ter- ceiro mandato seguido. E é nes- ta situação que se encontra Alcina Meireles, membro da atual Direção do CSE, a cumprir precisamente o seu segundo mandato, e que na voz do presi- dente da IPSS ermesindense tem sido um elemento importante na vida da instituição. Henrique Queirós Rodrigues teceu elogi- os ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela citada dirigen- te, em particular na valência pela qual esta é responsável, a da edu- cação pré-escolar, uma das valências onde o Centro mais tem obtido receitas, muito fruto do seu desempenho. Assim sendo, foi proposta a deliberação da elegibilidade para um novo mandato de Alcina Meireles, em caso desta ser no- vamente candidata nas próximas eleições do CSE. Por voto se- creto a proposta seria aprovada por 19 votos favoráveis, uma abstenção, e um voto em bran- co, ficando assim Alcina Meireles possibilitada de apre- sentar a sua candidatura aos cor- pos gerentes da instituição no próximo ato eleitoral.
ambição antiga das IPSS’s, e que reside na autorização e simplificação dos procedimentos rela- tivos à oferta, trans- porte e consumo de alimentos oferecidos para fins de solidari- edade. É pois com algu- ma esperança que o CSE encara o próxi- mo ano apesar do cenário negro em que
ele se vislumbra. Co- locado à votação e sem qualquer reparo dos asso- ciados o documento seria então aprovado por unanimidade – após o parecer positivo dado pelo Conselho Fiscal (CF), que na voz do seu presidente, Artur
FOTOS ARQUIVO MANUEL VALDREZ
ficar as fontes de financiamen- to de instituições como o CSE para reforço da sua intervenção social. Outra medida prende-se com a Lei do Bom Samaritano, que permitirá satisfazer uma
Carneiro, aproveitou a oportu- nidade para agradecer publica- mente a todos os colaborado- res do CSE pelo empenho evi- denciado em todas as ações (de angariação de fundos) que a ins-
GAZELA
CAFÉ • SNACK • RESTAURANTE
AGENTE: TOTOBOLA e TOTOLOTO
RUA 5 DE OUTUBRO, 1171 - TELEF.: 229 711 488 - 4445 ERMESINDE
T C
alho
entral
Belmiro Ferreira de Sousa
Rua da Bela, 375 - Telef. 22 967 25 49 - Telem. 96 433 14 27
4445 ERMESINDE
Telef. Residência 22 967 33 78
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Local
S. Martinho Gastronómico do Centro Social de Ermesinde
Decorreu nos passados
dias 9 e 10 de novembro (sexta,
a partir das 18h00, e sábado,
durante todo o dia, até às 22h00) o já habitual S. Mar- tinho Gastronómico do Centro Social de Ermesinde que, mais uma vez, animou durante estes dois dias o largo da feira velha de Ermesinde. Oportunidade de convívio entre todos, o S. Martinho Gas- tronómico era também uma ini- ciativa dirigida a objetivos so-
lidários, e como tal, oportunida- de de angariação de fundos para
o Centro Social de Ermesinde. O S. Martinho Gastronómi- co do Centro Social de Er- mesinde foi uma atividade
polifacetada, com a participa- ção de todas as valências da ins-
tituição, onde houve lugar a uma feirinha de produtos dos utentes do Lar de S. Lourenço, crianças do infantário e seus familiares, funcionários e amigos (com produtos de época e doces como geleia, marmelada e doce de abó- bora). Houve ainda uma peque- na feira do fumeiro. Os pais de algumas crianças também trou- xeram bolos. E quentinhas e boas, para quem quisesse, belas castanhas para aquecer a tarde e a noite.
Houve também uma tôm- bola de rifas. Quanto ao serviço de res- taurante, com ofertas da cozi-
nha tradicional portuguesa, não eram poucas as iguarias ofere- cidas, mais uma vez em muito grande parte de responsabilida- de da cozinha do Lar de S. Lou- renço. Havia pratos de feijoa- da, pataniscas com arroz de grelos, entrecosto, rojões, vite- la assada com arroz e batata, bifanas com arroz e no pão e ca- brito assado (só no sábado). Acompanhamentos de salada e arroz (com e sem grelos), sopas de creme de legumes, papas de sarrabulho e caldo verde, entra- das como salpicão, pão e azeito- nas, rissóis, bolinhos de baca- lhau, pataniscas, chouriço assa- do e alheira, sobremesas como leite creme, pudim, rabanadas,
vários bolos, fruta e castanhas
assadas. Para os leitores que não vieram e agora, com pena, leem isto, este ano está perdido, mas não desesperem, para o ano há
mais
e então, não percam!
Animação
Quanto à animação, ela co- meçou logo ao fim da tarde de sexta-feira, com as crianças do jardim (salas dos 5Anos), muito bem trajadas, a exibir-se no pal- co da feira, interpretando danças e cantares tradicionais.Aanima- ção seguiu com música variada. No sábado, a tarde come- çou, por voltas das 15h00, com aulas de dança ministradas pela
professora DanielaAlmeida, que acompanhada por um grupo de alunas do DançArt, demonstrou
a graça e o ritmo do seu grupo.
Mais tarde, e durante uns três quartos de hora, foi a vez da professora Marta envolver toda
a gente que o quisesse nas dan-
ças latinas, e foram muitas as funcionárias do CSE que o fize- ram – o que foi muito animado! Foi depois a vez do cantor popular David Navarro animar
o palco da feira e todos os pre-
sentes. E a festa prosseguiu, mais uma vez, com música variada. Como sempre tem sido, o êxito da iniciativa só foi possí- vel graças à generosidade volun-
tária de muitos utentes, amigos
e colaboradores do Centro So- cial de Ermesinde.
Da parte da organização do
evento agradece-se a colabora- ção da Câmara Municipal, Jun-
ta de Freguesia, Bombeiros Vo-
luntários. E muito em particu- lar agradece-se o trabalho vo- luntário dos escuteiros, mais uma vez presentes, e de todos aqueles que ofereceram pão, castanhas e bolos.
E, agora dizemos nós, mais uma vez tudo isto só foi possí- vel com o empenho das cozi- nheiras do Centro Social e de todos e todas as funcionárias que ajudaram a servir nos dois dias do evento.
FOTOS URSULA ZANGGER
Local
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Rotary Clube de Ermesinde homenageou professor Fernando Almiro Marques Queirós
Em cerimónia realizada no
passado dia 22 de outubro, o Rotary Clube de Ermesinde (RCE) levou a cabo a sua ho- menagem a um profissi- onal, cabendo a escolha desta vez, ao professor Fernando Almiro Mar- ques Queirós, persona- lidade ligada pelo seu trajeto de vida à cidade de Ermesinde. Augusta Moura, presidente do RCE, co- meçou por lembrar o lema “Dar de Si Antes de Pensar em Si”, que Rotary vem perseguin- do desde 1905, data em que Paul Harris fundou em Chicago o Movimen- to Rotário, movimento este, que hoje é consti- tuído por sensivelmente um milhão e duzentos mil profissionais integra- dos em trinta e dois mil e quatrocentos clubes es- palhados por cento e sessenta e oito países do
mundo.
Alocução de Augusta Moura
«Rotary, é fundamentalmen- te, uma organização de líderes de negócios e profissionais, que tem dentro dos seus princípios ba- silares oferecer os seus conheci- mentos às comunidades, na pers- petiva de proporcionar aos seus jovens oportunidades que lhes possibilitem melhorar a qualidade das suas vidas, pautadas sempre por elevados padrões de ética, quer moral, quer profissional. Foi exatamente nesta pers- petiva, e norteado por estes princípios, que o Rotary Club de Ermesinde, decidiu este ano homenagear o Professor Fer- nando Almiro Marques de Queirós, o qual eu tenho o gra- to prazer e o privilégio de co- nhecer desde a minha juventude. Por isso mesmo, foi com particular satisfação, que eu aco- lhi esta decisão, que não é nada mais, nada menos do que o reco- nhecimento de uma carreira de um profissional que durante mais
de quatro décadas entregou toda
a sua sabedoria e conhecimento
a esta comunidade ermesindense, na qual estamos inseridos.
Fernando Almiro Marques de
Queirós, nasceu em Abragão,
Penafiel em 19 de junho de 1932 e passou a residir em Ermesinde desde 1940. Casou com
a Professora Júlia Quei-
rós e o casal tem cinco
filhos e três netos. Concluiu o Curso do Magistério Primário em
1952, tendo exercido fun- ções como professor do Ensino Primário durante 10 anos. Em 1963 e 1964 efe- tuou estágio para profes- sor adjunto do Ensino Técnico nas Escolas Téc- nicas Elementares Go- mes Teixeira e Ramalho Ortigão, tendo efetuado
o Exame de Estado para
Professor Adjunto do 11º Grupo. Lecionou depois nas Escolas Industrial e Comercial de Águeda, Industrial e Comercial de Guimarães, Escola Indus- trial de Ovar e a partir de 1968, na Escola Prepa- ratória de Ermesinde como professor do qua-
dro de nomeação definitiva do 4º grupo, até agosto de 1992, altura da sua aposentação do Ensino Público com 40 anos de serviço. Durante este período exerceu vários cargos como:
- Subdiretor da escola, de
1970 a 1974:
- Vogal do Conselho Diretivo,
de 1974 a 1975;
- Presidente da Comissão
Provisória, de setembro a novem- bro de 1983;
Aproveito ainda este mo- mento, para agradecer ao Pro- fessor Fernando Almiro Mar- ques de Queirós, em nome do Rotary Club de Ermesinde, o facto de ter aceite ser homena- geado nesta cidade que não sen- do a sua, pois este é penafide- lense, acredito e estou convicta de que Ermesinde tem um lugar muito especial no seu coração. É verdade, e costuma-se dizer que por trás de um grande homem
está sempre uma grande mulher, mas neste caso não é só uma gran- de mulher, mas também uma gran- de família, por isso mesmo quero tornar extensiva esta homenagem
à esposa do Ilustre Homenagea-
do, Sra. D. Júlia Queirós e aos seus descendentes».
Curriculum do homenageado
O rotário José Neves apre- sentou curriculum do profissi- onal homenageado:
«O profissional que hoje homenageamos, o Professor
- Diretor de Laboratórios;
- Delegado de Disciplina;
- Diretor de Turma.
Durante mais dez anos exer- ceu funções como Professor e
Diretor Pedagógico do Externato de Santa Joana em Ermesinde. Este é o percurso profissio-
nal, mas que pouco diz da perso- nalidade que marcou muitos jo- vens desta terra. Para tentar ilustrar este lado humano recordo, por exemplo:
- O que refere o jornal “A Voz
de Ermesinde”, de 30.10.92:
«…No dia 12 de Junho de 1992, na Escola Preparatória de
Ermesinde, o Prof. Fernando Queirós deu a sua última lição, como professor do ensino ofici- al, estando presente, na mesma aula o Corpo Docente que lec-
cionava, na parte de manhã, nes- sa Escola, e que, assim, quis acom-
panhar este exemplar professor na sua, última hora lectiva e pres- tar-lhe homenagem amiga».
- O Louvor que o Secretá-
rio de Estado dos Ensinos Bá- sico e Secundário Joaquim Mo- reira de Azevedo fez publicar em 17 de fevereiro de 1993:
«O professor FenandoAlmiro Marques de Queirós, cessou o de- sempenho das suas funções do-
centes por ter passado à situação de aposentado. Ao longo da sua carreira de
40 anos, não só assumiu a fun- ção docente com dignidade e de- dicação, como desempenhou com elevado sentido do dever, cargos de gestão.
de relevar a sua exemplar
assiduidade durante os 24 anos que exerceu na Escola Preparatória de Ermesinde, onde granjeou o respeito e admiração dos colegas, alunos e de todos que com ele ti- veram o privilégio de privar. Sob proposta da Direcção Regional de Educação do Norte, louvo o professor FenandoAlmiro Marques de Queirós, pela sua de- dicação à causa da educação».
- Extrato de um artigo do
jornal “A Voz de Ermesinde”,
de 30 de Setembro de 1992:
«…Desde a fundação do
Ciclo Preparatório em Erme-
sinde, que ajudou a criar, até ao dia de ontem, manteve-se ao
serviço, serviço permanente,
tendo quase direito a um subsí-
dio de permanência, uma vez que a soma de todas as faltas dadas, durante quarenta anos, podem ser contadas pelos de- dos de uma só mão
O Rotary Club de Ermesinde,
um clube de profissionais e que todos os anos distingue um pro- fissional da sua área territorial tem a honra e o prazer de homenagear este ano o Professor Fernando
Almiro Marques Queirós. Muito obrigado Professor pelo seu excelente testemunho
de vida».
É
Palavras de Carlos Faria
para mimar o currículo de ações ou desações. Já por direito era seu um nédio escalão que, iro- nia do destino, há-de comprar- se a tostão. Prejudicados, esses sim, os alunos para quem o ris-
car da pedra, o ferir troante dos ares e o rasgar dos gestos amea- çadores, tudo para bem fazer, deram lugar à imagem que, só por imperdoável pecado, neles se apagará, tanto por eles fez. Gerações sobre gerações, lança- as à vida e amaduradas por ex- periência tão eloquente como um autêntico e devotado pedagogo é capaz de atingir.
À Escola, a todos nós, tam-
bém ele não pode esquecer e perdoando-nos a irreverencia
dos ditos ou o apressado das atitudes. Aqui, junto de nós, cabe-lhe, de direito, o lugar que encheu com 24 anos e que nun- ca mais ficará vazio.
A nossa terra conhece-o, es-
tima-o porque, modelo de pai, exemplo de professor, saberá merecê-lo com o respeito e a gra- tidão que lhe são peculiares. Presente na presença e na ausência, não se esqueça, pro- fessor Queirós, de que ainda fi- camos cá. Seguiu-se a entrega ao Pro- fessor Fernando Queirós duma placa comemorativa do evento e foi oferecida pela Vice Presidente
Fernanda Pereira um ramo de flo- res à esposa do homenageado». Augusta Moura fechou a cerimónia agradecendo a pre- sença de todos.
O rotário Carlos Faria as- sociou-se à cerimónia do pro- fissional homenageado:
«Se é certo que o estilo é o homem, é o estilo que marca a per- sonalidade inconfundível do ho- mem que é o professor Queirós.
Figura larga e subida, não conse- guiu furtar-se aos pesados efei- tos da gravidade. Cabeça fria (não fosse a neve que a arrefece), ali- nha-se pelo vinco dos fatos, não sendoterreno fácil a semeadura de qualquer ideologia perdida. De trato sério, mas permeável ao gracejo do vizinho, fere o rigor da gravata quando semeia garga- lhadas à procura de afinação. Pontífice da manhã, teimava em acordar o sossego da sala dos professores, a horas ou desoras de sono. Persistente, feriu de inconstitucionalidade tudo o que
foi cedência de furos para bem da humanidade. Era mesmo re- sistente, de fabrico antiquado, negando ao vírus a gripe o direi- to que lhe assiste. Ensarilhado? Uma só vez. Se errar é humano, as greves também o são. Peni- tente condenado, rende-se conformadamente aos aromas narcotizantes, da cafeína. Escra- vo da aula, dela não arredou pé
FOTOS RCE
ABÊ
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• Telefone
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Farmácia
Direcção Técnica:
Dr. a Cláudia Raquel Fernandes Freitas
Telefone 229 710 101 Rua Rodrigues de Freitas, 1442
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Gaivota
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30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Património
• TEMAS ALFENENSES •
A delimitação da Freguesia de Alfena - 1689/90 (2)
ARNALDO
MAMEDE (*)
nomeado por D. João III Pregador da Capela Real e confessor da Rainha D. Catarina. Em 1536 bis- po do Porto e arcebispo de Braga a partir de 1550. Teve importante participação no Concílio de Trento em 1546. Cristóvão Alão de Morais nasceu em S. João da Madeira em 1632 e faleceu no Porto em 1693. Jurisconsulto, exerceu diversos cargos, juiz de fora em Torres Vedras, desembargador na Rela- ção do Porto e corregedor do Cível. Foi escritor e, sobretudo, genealogista insigne. A sua obra mais importante a "Pedatura Lusitana", em doze volu- mes, é uma referência da Genealogia Portuguesa.
A delimitação de Alfena com Sobrado
louuados e eu Manoel de Souza Barboza escriuam do d.º Tombo o escreuj, o p.r D.os de Souza, Franc.co da Costa, de Jorge Joam louuado. E sendo asim feitas as ditas medissois e demarquasois das d.as frg.as como dito fiqua logo eu escriuam fis estes autos comcluzos a elle juis do Tombo p.ª os semtensear de que fis este termo, Manuel de Souza Barboza escriuão do d.º Tombo o escreuj.»
Esta delimitação de Alfena com Sobrado é de todas a mais simples de reconhecer. Basta seguir a estrada que liga Valongo a Agrela, pela linha de cumeada, as chamadas “águas vertentes”. Para noroeste estas correm para a bacia hidrográfica do Leça, é território pertencente a Alfena, para sudeste correm para o Ferreira que, fazendo parte da bacia hidrográfica do Douro, é território da Fre- guesia de Sobrado. Trata-se de uma delimitação absolutamente natural. Com início na Portela do Fojo, fim do limite com Valongo, local de fácil localização, é, na referida estrada, o ponto mais alto entre o ribeiro de Fontelas, afluente do Ferreira e, a uma centena de metros para nascente, a linha de água que desce para o ribeiro de Tabãos, junto ao acesso a Quintarrei. Sempre estrada fora, para nascente, 594 varas até ao picoto Crasto, mais 244 varas, pela estrada, até ao Fojo do Alvelo, e, deste, "pela estrada sempre augas vertentes", ao Alto do Sobreiro Ventoso, onde tem início o limite com Água Longa, são mais 425 varas, ao todo 1 263 varas que correspondem a 1 390 metros. Tem, pois, cerca 1,4 Km de extensão a fronteira de Alfena com Sobrado.
Duas pequenas notas para dois locais descritos no Tombo:
Fojo do Alvelo e o picoto Crasto. No primeiro caso, trata-se de uma galeria aberta em solo rochoso que tudo indica fazer parte da mineração de ouro, durante a ocupação romana, em Alfena, "além Leça", que o Prof. C. A. Ferreira de Almeida faz referência na sua obra "Romanização das Terras da Maia". No segundo caso, a ignorância ou o desleixo, ou os dois juntos, aliados à força bruta das escavadoras e buldózeres, na plantação de eucaliptos, destruíram o que restava de um lugar com interesse histórico e arqueológico, dos poucos existentes no Concelho no que se refere à Civilização Castreja. Durante as "Caminhadas pelos Limites", levadas a cabo pela AL HENNA, no troço citado, não foi encontrado qualquer marco descri-
to no Tombo, embora, pela minúcia da descrição dos acidentes geo-
gráficos, os lugares onde foram implantados sejam de fácil localiza- ção. Há cerca de 20 anos, ou talvez mais, a C. M. de Valongo encetou
obras de movimentação de terras para modernizar a estrada que vimos referindo, com a intenção de ligar Valongo à Zona Industrial de Sobrado, na extrema com Agrela, projeto que ficou pelo caminho. É provável que os marcos, até aí existentes, tenham desaparecido algu- res soterrados nas obras mal começadas e nunca acabadas. Em 26 de junho de 1874, na sequência da Lei de 28 de Agosto de 1869, teve lugar o Auto de Partilha dos montados do lugar de Transleça, pelos moradores deste e dos lugares da Codiceira, Xisto
e Outeirinho que, desde tempos remotos, usufruíam em comum
destes maninhos no corte de lenhas, matos, na pastorícia de gado miúdo e graúdo, etc Algumas parcelas (as chamadas sortes) situa- das no Fojo e na Fonte da Prata têm como confrontação do lado sul
o limite com Sobrado (“o caminho d’Agrella”).
(*) Membro da AL HENNA – Associação para a Defesa do Patri- mónio de Alfena.
egressemos, uma vez mais, à questão dos limites da Freguesia de Alfena. Sem grandes discrepâncias, pacíficas, portanto, no que respeita às extremas com Água Longa, S. Pedro Fins e Ermesinde, verificam-se, porém, erros im- portantes no que diz respeito a Folgosa e um enor- me erro grosseiro, relativamente a Valongo e a Sobrado. Entre a verdade histórica, fundamentada em provas documen-
tais de verosimilhança incontestável, coincidente com o facto de os terrenos se encontrarem, desde sempre, registados em Alfena, quer na Conservatória do Registo Predial, quer na Matriz Predial Rústica
e Urbana, e a atual carta da CAOP vai uma diferença de cerca de 5,5
Km2, o mesmo que 550 hectares, correspondentes, aproximada- mente, a 550 estádios de futebol, o que representa perto de um terço
da superfície da Freguesia de Alfena, e cerca de três quartos (75%) da superfície total da Freguesia de Ermesinde que é de 7,42 Km2. Urge, pois, que cidadãos responsáveis e decisores políticos, informados e esclarecidos, face à abundante documentação históri- ca, alguma já divulgada por este e outros meios, e à realidade práti- ca, se sentem à volta de uma mesa e, de forma serena, civilizada, sem reservas ou constrangimentos de quaisquer espécies, se ponha termo a esta questão, repondo a verdade. Pelo meu amigo Ricardo Ribeiro, jovem responsável máximo da AL HENNA, que comigo alterna nesta página, estudioso entu- siasta das coisas de Alfena, já aqui foi explicado com a profundida- de, rigor e clareza que lhe são características, os factos históricos que estiveram na origem da delimitação de 1689/90. O detentor do Direito de Padroado, com poderes para nomea- ção do pároco e para cobrar o dízimo, o tributo religioso, passou a ser, a partir de 1543, o Colégio do Carmo da Universidade de Coimbra por cedência do Bispo do Porto, D. Frei Baltazar Limpo, sendo pároco de Alfena seu irmão o Padre Melchior Limpo. Anos depois, já em finais do Séc. XVII, mais precisamente em 1689/90, sendo reitor do referido Colégio Frei Roque de Santa Tere- sa, foi o Doutor Cristóvão Alão de Morais nomeado, por Provisão Real, para presidir à delimitação de Alfena, incumbência que concre- tizou, juntamente com os representan- tes das freguesias (louvados), escrivão
e porteiro (pregoeiro), com a implan-
tação de marcos, em esteios de granito, com a palavra CARMO gravada na face voltada para o território alfenense, ou com inscrições gravadas em rochas nos locais onde estas não permitiam a im- plantação de marcos. Interessa recordar que, acordan- do os louvados a necessidade de um novo marco, o juiz ordenava a sua co- locação, ao mesmo tempo que o "por- teiro", em voz bem alta, lançava o pre- gão : "que sob pena de quatro anos de degredo para as partes de África e cem mil Reis para as despesas da Reparti- ção ninguém entendesse com o dito marco". Pregão, pleno de atualidade, nos tempos que correm, que deveria ser ouvido e entendido pelos atuais e
próximos futuros decisores políticos, já que, lamentavelmente, o não foi pe- los seus antecessores. Historicamente ligados a Alfena estão duas personalidades importan- tes dos Séc. XVI e XVII, referidas acima, D. Frei Baltazar Limpo e o Doutor Cristóvão Alão de Morais que, por direito próprio, deveriam fazer parte da toponímia alfenense. D. Frei Baltazar Limpo nasceu em Moura em 1478. Foi catedrático de Teologia na Universidade de Lisboa,
Tal como sucede com Valongo, a delimitação com Sobrado enferma de uma enorme discrepân- cia entre os limites corretos, fundamentados na verdade prática, de facto, que é coincidente com a verdade histórica e aqueles que são hoje conside- rados os limites oficiais. Atendamos à descrição original constante no Tombo :
«T.º da demarcaçam da frg.ª de Santo André de Sobrado Aos trinta dias do mês de Junho de mil seis sentos oitemta e
noue annos em a portela do foyo que he em a frg.ª de Alfena sita em o Conc.º da Maya termo e jurisdiçam da muyto nobre e sempre leal sidade do Porto ahi adomde foi uindo o doutor Christouam Alam de Morais juis do Tombo do Coll.º de nossa sr.ª do Carmo da Uniuersidade de Cohimbra ( Primejramente logo elles louuados foram medimdo pela deuizam de emtre as freiguezias do d.º sitio e portelo do fojo em uolta direito p.ª o nassente the o alto da serra adomde chamam o picoto Crasto iunto à estrada, disseram os louuados era nesessario leuantar hum marco o que elle juis mandou leuantar e fiqua de distancia do outro marco a este quinhentas nouenta e coatro u.as
E logo elles louuados foram medimdo pela deuizam de emtre
as frg.as dir.to p.ª o nassente em uolta pela estrada the domde chamam o foyo do Aluelo, disseram eles louuados era nesessr.º leuantar hum marco o que elle juis mandou leuantar e lansar
prégam na forma em que os mais atras se declara e fica de distan- cia do outro marco a este duzentas quarenta e coatro u.as
E logo elles louuados foram medimdo na mesma forma atras
pela deuizam de emtre as frg.as direito p.ª o nasente adomde cha- mam a portella de ual de grade junto à estrada e ahi disseram os
d.os louuados era nesesario outro marco o que elle juis mandou leuantar e lansar prégam na forma dos mais e fiqua de distancia do outro a este duzentas setemta e sete uaras.
E logo elles ditos louuados foram
medimdo pela deuizam de emtre as freiguezias direjto p.ª o nasente the o alto da serra adomde chamam sobrejro uentoso em uolta pela estra- da sempre augas vertentes e ahi por estar hum outejro grande de pedras
adomde finda a deuizam emtre as frg.as e começa a demarquaçam da frg.ª de Sam Juliam [N.R.: São Julião de Água Longa] disseram elles
louuados podia seruir de marco em q. se fes hua Crus o q. elle juis ouue por bem e fiqua de distancia de outro marco a esta penha coatro cemtas e uinte e sinco uaras.
E por este modo disseram elles
louuados tinham feito a dita medição, demarquaçam e deuizam bem e uerdadeiramente comforme o emtendiam em suas consiensias sem odio nem affeiçam e que na d.ª forma dauam suas temsois e por estar prezente o dito procurador do Reuerendo abb.e o padre Domingos de Souza por elle foi dito que elle em nome do dito seu Constetuinte daua esta dita mediçam, demarquaçam e deuizão por bem feita e não duuidaua que nesta forma se lansáce em Tom- bo de que fis este termo que elle d.º procurador asignou com os d.ºs
Cultura
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
CONVIDADO DO CICLO “OS ESCRITORES VISITAM A BIBLIOTECA”
Vasco Graça Moura na Biblioteca Municipal de Valongo
FILIPE CERQUEIRA
Decorreu a 18 de Novem- bro uma sessão da iniciativa "Os Escritores Visitam a Biblioteca Municipal", da responsabilida- de da coordenadora das bibliote- cas de Valongo e de Ermesinde, Isaura Marinho, que agradeceu a Vasco Graça Moura (VGM) ter aceite o convite para estar pre- sente. Agradecimento recíproco
Gulbenkian (1996-1999), procu- rou promover uma visão de alar- gamento da rede de forma trans- versal, numa altura em que o país estava deficitário desses equipa- mentos e que o local desta pa- lestra era um dos resultados pal- páveis desse trabalho. Por sua vez, João Paulo Baltazar apresentou, e bem, o autor ,com palavras de admira- ção pelo seu percurso literário e
da parte do escritor à Câmara de Valongo e à pessoa do seu presi- dente João Paulo Baltazar, elo- giando-o pelo «excelente equi- pamento cultural» que visitou e comovendo-se por se lembrar que, enquanto diretor do Servi- ço de Bibliotecas e Apoio à Lei- tura da Fundação Calouste
pela defesa da língua contra a li- geireza do Acordo Ortográfico e pretensa defesa da globalização que daí advém, pela defesa da identidade de geração em geração. De início realizou-se uma leitura antológica de “Des- mandos da Alma”, de 2011, pela voz de Celeste Pereira, Clara
Oliveira, Cristóvão Pimenta, Cristina Martins, Gilda Neves e Fernanda Rodrigues, membros do coletivo "O Canto de Alcipe"; ouviram-se duas canções em in- glês (aparentemente sem qual- quer ligação com os poemas), com Afonso Alão no canto e João Teodósio na viola. Foi uma for- ma de redescobrir coisas de que, na altura da criação, o escritor não se tinha apercebido, «estan- do fora de mim o que era meu, chegando-me por ou- tra via». De seguida, guiou-nos pelo seu percurso de muitos anos de escrita, muito esti- mulados ao início por seu pai
e os livros de casa, determi- nando um interesse que se manteve enquanto estudan-
te de Direito. Foi tarde para
a tropa, numa especialização
de estudos de Direito – Jus- tiça Militar –, escolhendo o Porto para a especialização porque aí tinha os seus fi- lhos. 33 meses de interessan- tes experiências a lidar com processos em que os arguidos eram milita- res. Um dos seus colegas de tropa foi Manuel António Pina. A propó- sito de uma pergunta de "A Voz de Ermesinde", irá referir-se a este poeta e cronista como tendo «um tipo de ironia afável, mui- to personalizada», de cujas crónicas era apreci- ador, na esteira das de Ramalho Ortigão e de Eça de Queiroz, só para dar alguns exemplos de como ainda hoje se mantêm atuais muitos dos temas retratados. No início da sua vida li- terária, VGM interessa-se por uma ideia mais surrealista, que depois lhe deixa de interessar e, por uma necessidade de equilíbrio, li- bertando-se de um certo
alternatismo das imagens e da escrita, passa a incorporar uma bagagem mais bebida nos clás- sicos. Por outro lado, há uma presença importante do senti- mento amoroso e também uma parte de ironia, de sarcasmo e um certo gozo com os ridículos da vida, de usos e costumes, onde se nota que a experiência profissional enquanto advoga- do se refletiu no conteúdo do texto literário. O facto de ser- mos europeus, que tem um peso enorme no que somos, escreve- mos, vivemos, que tem os seus tempos de crise e os seus tem- pos de vantagens derivadas das relações privilegiadas com ou-
tros povos, passa deste modo, também, a ser peça chave no en- tendimento do pensamento des- te escritor.
A facilidade
da Poesia
Para VGM a Poesia é a for- ma mais fácil de iniciar uma ati-
vidade literária, pois quem co- meça tem sempre este proble- ma: «Custa menos fazer os 14 versos de um soneto do que as 200 páginas de um romance».
O Ensaio surge já com algum
maturidade e será uma forma utilizada para abordar, tenta- tivamente, uma determinada re-
alidade, não se tratando de uma tese mas sim de uma interroga- ção e um avançar de soluções
de resposta. São da sua predile-
ção os temas relacionados com
Luís Vaz de Camões, a relação com a música e com as artes plásticas. A música tem um pa- pel fundamental na própria génese da poesia e tem um pa- pel estruturante no que escre- ve. Para VGM existem três maneiras fundamentais de falar
de música na poesia:
– Por metáforas: dando o
exemplo de Eugénio de Andrade,
que quando fala de música fala
de equivalentes metafóricos;
– Por aspetos descritivos:
Jorge de Sena, em "Arte de
Música", onde procura descre- ver uma sinfonia, uma sonata, uma fuga;
– Por equivalentes estrutu- rais: procurar que um texto te-
nha semelhanças em relação a uma determinada estrutura. É neste último âmbito que se situa VGM, exemplificando
o próprio com a história da cria-
ção de "lá vai uma, lá vão duas, três pombinhas a voar", usando
a forma musical Fuga. Na tradu-
ção, o interesse foi incorporar na língua materna textos que lhe ti- nham causado impressão nou- tros idiomas e transportar a sua orgânica para a nossa Língua Portuguesa. Tornou-se numa es- pécie de luta corpo a corpo:
1º – Com um texto feito por outra pessoa;
2º – Numa língua que não
era a dele; 3º – Com a sua própria lín- gua, para encontrar os equiva-
lentes de expressão;
4º – Consigo mesmo, por- que a tradução é uma forma de
FOTOS FILIPE CERQUEIRA
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Largo das Oliveiras, 4 (à Palmilheira) Telef. 22 971 5316 • 4445 ERMESINDE
Não se esqueça de pôr em dia a sua assinatura de “A Voz de Ermesinde”.
ALERTA!
Ao tomar conhecimento de que, repetidamente, um indivíduo que se tem apresentado como Carlos Pinto, tem vindo a recolher donativos falsamente destinados ao Centro Social de Ermesinde, vimos por este meio alertar os ermesindenses para não se deixarem ludibriar nesta quadra natalícia!
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Cultura
autoconhecimento, que é, na verdade, o objetivo primeiro, cimeiro, do contacto com toda a arte e a sua prática.
O interesse
pelo Fado
Por fim, falou sobre o seu interesse pelo Fado, tema in- contornável das perguntas. VGM falou de pessoas impor- tantes na escrita para fado, como o seu amigo David- Mourão Ferreira, falou das suas experiências com a músi- ca de Carlos Paredes, do seu início de escrita para Fado (1992), em conversas com João Braga e Carlos do Carmo, in- centivando-o a escrever. Com saudade disse que «hoje ne- nhum poeta cultivado conse- gue esta arte consumada popu- lar, que vem de muitas déca-
das, porque a nossa língua está a morrer». Sem querer referir o tema polémico do acordo ortográfi- co, que ainda foi tema da última questão, esclareceu que não há ligação com os grandes clássi- cos da literatura, com as técni- cas de expressão próprias por- tuguesas. No seu entender, hoje os jovens com 25 anos começa- ram a ler com José Saramago e não passaram por Vitorino Nemésio, Camilo Castelo Bran- co, entre outros, que são o pa- trimónio que exprime a nossa identidade e que nos ajuda a re- fletir sobre nós próprios, os testemunhos da nossa língua que nos ajudam a utilizá-la me- lhor. Presidindo a vários júris de concursos para jovens escri- tores, nota que é tudo péssimo, de baixíssima qualidade e que oportunidade como estas, de
palestras em bibliotecas com autores importantes, são exce- lentes formas de tentar sensibi- lizar as pessoas para a literatu- ra de excelência. Em nosso en- tender, o facto de pouquíssimos jovens terem assistido a esta palestra, que praticamente en- cheu o auditório, revela pouco entusiasmo para aproveitar este tipo de ensinamentos. Ao deixar o dom da palavra para o público, VGM deixou no ar uma pequena “boutade” – «como a primeira pergunta é sempre a mais complicada, o melhor é começar logo com a se- gunda». O público logo desper- tou e a primeira pergunta incidiu sobre a diferença entre produzir um dos textos de que deu exem- plo de leitura ao vivo e escrever para um jornal, com uma perio- dicidade regular, ao que VGM respondeu que, enquanto escri- tor, não escreve por obri- gação, escreve quando lhe apetece; para o jornal, o va- lor efémero que pode acon- tecer aos seus textos incu- te-lhe a necessidade de ter sempre em vista alguém que o vai ler, seja o homem comum ou um especialista de alguma matéria, não ha- vendo neste caso a neces- sidade de deixar um legado às gerações vindouras.
Os novos
escritores
À pergunta de "A Voz de Ermesinde" sobre no- vos escritores que sejam
da sua predileção, VGM deu como exemplos valter hugo mãe, um excelente ficcionista, Rui Lage, da Faculdade de Letras do Porto e Nuno Brito, poeta, tam- bém do Norte. (Da nossa parte importa referir Miguel Manso, Diogo Vaz Pinto, Jaime Rocha, Margarida Vale do Gato, Béné- cicte Houart, Catarina Nunes de Almeida e Vasco Gato). «O momento mais anima- do e acalorado da sessão deu-se
quando foi referido o caso de valter hugo mãe, com divergên- cias quanto à ortografia utili- zada, à sintaxe e à forma de ex- pressão por parte de uma das pessoas presentes. Esta ouvin-
te defendeu acerrimamente que
os leitores «devem estar aber-
tos a toda a literatura e a todo
o tipo de ideias, porque o que
é clássico e os autores clássi-
cos explicados nas escolas são muito bons, mas se ficarmos presos ao que foi feito há 50, 100, 200 anos atrás, não evo- luímos e esse é o nosso pro- blema», insinuando que «uma pessoa pode ser um bom es- critor sem conhecer os clássi- cos» e continuando com críti- cas à pessoa e à escrita de valter hugo mãe, «que é reduzido qua- se a nada», depois de se ler José Saramago e Gabriel García Márquez. VGM tentou reba- ter estes argumentos, que pa- reciam mais em defesa de uma jovem que conhece e que escre- ve do que propriamente de lei- tora atenta, mas foi sucessiva- mente interrompido pela espetadora. «Os clássicos são
testemunhos da nossa língua. Se nós não os conhecermos fica- mos amputados de uma série de dimensões da língua». Só assim poderá haver proficiên- cia na utilização da língua, de acordo com VGM. Sophia de Mello Breyner Andersen, que dedicou toda a vida aos clássi- cos, foi uma grande escritor moderna, do seu tempo, o que invalida por completo essa no- ção de que os clássicos só de- vem ser lidos depois de se es- crever, que não devem ser en- sinados na escola desde tenra
idade, como a espetadora defen- deu, e mal. O momento que mais nos emocionou dividiu-se pelas lei- turas de textos de VGM feitas pelo próprio, que deixaram a sala em suspenso, capaz de captar a atenção e até moldar a própria respiração dos ouvintes à sua própria energia. Uma figura afá- vel, de trato simples e que dá gosto ouvir, principalmente so- bre música e a sua formação classicista, e que devemos ouvir com toda a atenção, que encanta por todo o seu conhecimento.
A VOZ DE
ERMESINDE
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Cultura
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
A obra de Shakespeare explicada a ignorantes
|
MIGUEL BARROS |
Ignorância cujo significado |
a analisar pelo que vimos, dúvi- |
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para si não é mais do que a «falta |
das parecem não existir. O MIT |
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Foi com humor, muito e do Centro Cultura de Campo |
de ciência ou de notícias sobre |
2012 |
terminou em grande! |
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bom humor, trazido da vizinha Galiza, que caiu o pano sobre a |
um assunto particular ou geral»! Neste caso sobre Shakespeare. |
Cimeira |
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15ª edição da Mostra Interna- |
Para instruir a “ignorante” |
luso-brasileira |
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cional de Teatro (MIT) na fria |
assistência recorre à dupla de |
a abrir |
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noite de 25 de novembro pas- sado. Noite em que William Shakespeare “subiu” ao palco pela “mão” de um trio de con- ceituados atores galegos que ra- pidamente aqueceu o ambiente com a sua humorística visão – e interpretação – de alguns epi- sódios das obras mais emble- máticas do célebre poeta e dra- maturgo inglês. “Shakespeare para Ignoran- tes” foi então a última oferta |
atores desempregos Mofa & Befa, que colocam em prática de uma forma para lá de cómica res- quícios de obras como “Mac- Beth”, “Romeu e Julieta”, “Pé- ricles, Príncipe de Tiro”, “Ham- let”, “Otelo”, ou “Rei Lear”. O riso invade a “ignorante” plateia sempre que o prestigiado pro- fessor pede a Mofa & Befa (du- pla interpretada pelos magnífi- cos – na nossa opinião – come- diantes galegos Evaristo Calvo e Víctor Mosqueira) para dar |
O certame teve início na sexta feira, dia 23, com uma verdadeira cimeira luso-brasileira. “Queria Ser…” em estreia oficial, abriu o MIT 2012, e levou ao palco do recinto cultural de Campo uma dupla velha conhecida nestas andanças. Júnior Sampaio – dire- tor artístico do ENTREtanto Te- atro – e Leonardo Brício, dois ato- res brasileiros que contracenaram no MIT de 2003, na altura dando vida à peça “Deus Danado”. Em |
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teatral deste MIT 2012, uma |
vida a assassinos, mendigos, |
2012 |
ergueram “Queria Ser…”, |
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peça escrita e encenada por Quico Cadaval dirigida a um público… ignorante, isto é, que desconhece a essência da obra de Shakespeare, mas que anseia conhecê-la, até para seu uso pessoal no dia a dia atual. |
conspiradores, delatores, opor- tunistas, torturadores, que ca- racterizam a(s) obra(s) de Wil- liam Shakespeare. Aclamada em toda a Es- panha, “Shakespeare para Igno- rantes” tem recolhido diversos |
uma obra escrita e encenada por Júnior Sampaio, por esta altura o ator brasileiro mais “português de Portugal”, que coloca em palco dois atores unidos pelo sonho de fazer teatro, «unidos pelo mágico, pelo inexplicável… separados pela re- |
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|
O |
espetáculo tem início com |
prémios no país vizinho, entre |
alidade… unidos na separação e |
|
|
uma conferência didática mi- |
outros o de melhor autor teatral |
isolados na união… um jogo de |
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nistrada por um aparente pres- tigiado professor (personagem interpretada pelo próprio Qui- |
galego para Quico Cadaval, o Prémio Maria Casares para o melhor texto original, e duas no- |
vidas… questionamentos… ri- sos… risos com teatro». No ambiente descontraído |
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|
co |
Cadaval), que pretende en- |
meações para o melhor ator pro- |
do café-teatro, o MIT 2012 pros- |
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tão com a sua eloquente pa- lestra dissipar a ignorância do |
tagonista (para Víctor Mos- queira) e para o melhor ator se- |
seguiu no dia seguinte com uma nova estreia, desta feita “Hoje é |
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|
público quanto a dados menos |
cundário (para Quico Cadaval). |
o dia”, da autoria de Pedro Mota, |
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do |
que básicos sobre a obra de |
Ao sucesso espanhol seguir- |
e que trouxe à cena um monólo- |
|
|
Shakespeare. |
-se-á o sucesso português, já que |
go interpretado por Rita Lello. |
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FOTO CMV
FOTO MANUEL VALDREZ
FOTOS MANUEL VALDREZ
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Cultura
FOTOS CMV
Cultura
Wikiterra – uma enciclopédia de como criar e mostrar teatro
LC
Nos passados dias 2,3 e 4 de novembro, o público erme- sindense pôde assistir a uma re- posição da peça “Wikiterra” – uma produção conjunta das companhias Estaca Zero Teatro e Cabeças no Ar e Pés na Terra, que já tinha estado em cena, com êxito, no Teatro Latino (Sá da Bandeira), no Porto.
A peça, criação coletiva ori- ginal, pretende fazer uma abor- dagem enciclopédica “digital” crítica e divertida, da história do mundo (ou do planeta, me- lhor dizendo), abarcando vári- as eras, desde os primórdios de antes da era dos Homens até à atualidade. Representada por quatro excelentes atores (na gestuali- dade e na voz), propondo vá-
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Conceito, texto original, dramaturgia e espaço cénico CRIAÇÃO COLECTIVA Encenação e desenho de luz HUGO SOUSA Banda sonora original PAULO COELHO DE CASTRO Figurinos FILIPA MENDES FERREIRA Figurinos e adereços FILIPA MENDES FERREIRA, SANDRA SILVA Interpretação ÁLVARO JOSÉ, CARLOS GONÇALVES, JORGE BOTELHO, RUI GOMES Sonoplastia QUARTA VAGA PRODUÇÕES Fotografia de cena DUARTE COSTA Imagem gráfica E MULTIMEDIA Produção ESTACA ZERO TEATRO / CLÁUDIA SOUSA/CABEÇAS NO AR E PÉS NA TERRA
rios quadros que se vão suce- dendo com leveza e comi- cidade várias – o que permite leituras de um público muito amplo (nas idades e nas preo- cupações), a peça surpreende pela sua escolha dos flashes do mundo e, sobretudo, por alguns artifícios dramáticos muito bem concebidos e exe- cutados, como quando a cabe- ça decapitada de uma perso-
nagem é exibida ao público, ou como quando a perna de uma personagem é esticada até mais do dobro do seu comprimen- to, como se fosse borracha, nesta ou noutra personagem.
A cena dos dinossauros é
muito divertida e é um dos exemplos de propostas aceites por públicos de todas as ida-
des, conseguindo ainda a gran-
de virtualidade de interagir com
o público, situação aliás que
está presente em muitos mo- mentos da peça, que tem que
ser de uma evidente geometria variável para se encaixar no público presente.
O dinossauro (e outras
personagens) de muletas é um dos exemplos da comicidade feliz encontrada pelo Estaca
Zero Teatro e pela encenação
de Hugo Sousa. Sem conseguir-
mos (ou querermos) deslindar
a quota-parte de uns e outros,
há que reconhecer que o resul- tado desta simbiose é inegavel- mente feliz. Peça criada a partir de uma
ideia original do Estaca Zero Teatro, temperada com a inter- venção criativa e integradora do encenador convidado, como ex- plicaram no fim aos espetado- res (mesmo que os mais inquisitivos fossem curiosa- mente os mais jovens), num processo de desvendamento te- atral muito enriquecedor para
o público e para os protago-
nistas da produção, “Wiki- terra” desfia o percurso huma-
no, sempre numa dimensão de universalidade e de contem- poraneidade muito arguta. A peça põe em cena o ho- mem primitivo, as lutas entre
Egípcios e Gregos e entre es-
tes e os Romanos, e depois entre estes e os Bárbaros, pela marca civilizacional dominan- te. Convoca Joana d'Arc, Galileu, traz Napoleão fora de tempo para a boca de cena, no
que é um divertido recurso estilístico dramatúrgico, e se- gue por aí fora, até ao tempo da economia global, com pas- sagem pelos momentos trági-
co-dramáticos da peste negra, da Revolução Francesa ou do
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Nazismo (e de passagem, pe- las utopias ou pelas distopias que estão longe de perecer, umas e outras). Parte da receita dos espe-
táculos de Ermesinde reverte- ram a favor de várias associa- ções de solidariedade social que acordaram colaborar com a di- vulgação da peça.
CONDURIL
- CONSTRUTORA DURIENSE, S.A.
Clube Zupper alcança o primeiro título da sua história
A jovem coletividade ermesindense Clube Zupper conquistou neste mês de novembro o primeiro título da sua vida, mais concretamente o de campeão regional de hóquei subaquático, cuja fase final decorreu na Piscina Municipal de Porto de Mós.
Ermesinde SC está
cada vez mais isolado
no
último lugar!
em derrota! Este tem sido o percurso da principal equipa do Ermesinde
no campeonato da Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto, sendo que o último desaire teve contornos bem pesados. 0-4, no reduto do Candal, o resultado negativo mais expressivo nas 11 jornadas já decorridas da citada competição.
De derrota
Desporto
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
BILHAR
Primeira volta da Superliga Bilharsinde chegou ao fim
FOTO VOXX CLUB BILHAR
Terminou na passada noite de 20 de novembro a 1ª volta da Superliga Bilharsinde (SB) versão 2012/13. Foram nove jor- nadas repletas de compe- titividade e emoção entre algumas das melhores e- quipas nacionais de pool português. Uma dessas equipas é o Clube Bilhar Pedro Grilo, o atual cam-
peão da 1ª Divisão da com- petição rainha organizada pelo Voxx Club Bilhar, que por esta altura lidera isolado a Série B, com 22 pontos, mais dois que o segundo posicionado, a turma do ABBA. Vantagem pontual dos talentosos bilharistas de Pedro Grilo que até po- dia ser bem maior, caso uma série menos conseguida de
resultados entre as 2ª e 4ª jornadas – um empate e uma derrota – não tivesse estra- gado uma caminhada que, como seria de esperar, vem sendo vitoriosa. Com um pé na fase fi- nal da 1ª Divisão está uma das grandes surpresas da competição, o Salão Taco a Taco, que sem qualquer der- rota averbada lidera confor-
tavelmente a Série D com 23 pontos, mais quatro que o vicelíder, o Paraíso da Cida- de. E mais do que liderar a
série os bilharistas são nes-
te momento uma das quatro
equipas dos oito grupos que compõem a SB que ain- da não conheceram o amar- go paladar da derrota – as outras são Totta Academia, Senhor do Padrão, e Gon- divai “A”. Maior equilíbrio no que toca à disputa pelos dois lugares que dão acesso à fase final do escalão maior
da SB surge nas séries A, F,
e G. Na primeira a lideran-
ça vai sendo repartida pelos conjuntos do Quinta Ama- rela e do Café Novo Espa- ço/T.E., que no final desta primeira etapa somam 20 pontos, apenas mais dois que o 3º colocado, o São Brás “B”, e mais cinco que
o 4º Voxx Club Bilhar “A”,
estando por tudo em aber- to quanto ao dois clubes que vão lutar por uma pre- sença entre os grandes da SB 20012/13.
Na Série F apenas dois simples pontos separam o 3º classificado (Café Pólo Norte) do comandante (A- cademia de Bilhar “O So- nho” “A”) – 20 e 22 pon- tos respetivamente –, en- quanto que na Série G os organizados da competição veem uma das suas quatro equipas em competição a liderar, neste caso a turma do Voxx Club Bilhar (na
imagem), embora somente com mais um ponto que os 2º e 3º classificados, Cen- tro Paroquial e Social de Alfena/1 e Academia Ka- ninhas, e dois pontos que o 4º colocado ABBA/Ana A- guiar. Tudo em aberto, por- tanto, para saber quem se-
guirá para a 1ª Divisão.
Na Série H Paparugui
e Senhor do Padrão – u-
ma das tais equipas ain- da invictas – estão mui- to perto de assegurar a presença no escalão mai- or, pois somam por esta altura 24 e 23 pontos, respetivamente, ao passo que o 3º classificado da série, o Clube Bilhar Bo- la 1 soma 17. E na Série E encon- tra-se a equipa que mais pontos somou ao longo
desta 1ª volta, o Gondivai “A”. Invicto, este clube soma por agora 25 pon- tos, fruto de oito triun- fos e apenas um empate, liderando a chave com mais quatro pontos que
o vicelíder Café Sport.
A SB vai conhecer
agora a sua habitual pausa natalícia, voltando à ação apenas no dia 25 de feve- reiro de 2013. MB
HÓQUEI EM PATINS
Valongo de pedra e cal nos lugares cimeiros da tabela
Continua a “correr sobre rodas” a caminhada do Valongo no Campeonato Nacional da 1ª Divisão de hóquei em patins. Os valonguenses continuam a praticar um hóquei de elevada qualidade, batendo-se de igual para igual seja qual for o adversário, e que o diga o FC Porto, que na 6ª ronda teve de se aplicar para impor à equipa do nosso concelho a sua única derrota em oito encontros disputados.
E na jornada mais recente da competição, disputada no passado dia 24 de novembro, os
pupilos de Paulo Pereira conquistaram a sua sexta vitória, desta feita em Cambra, por 3-1. Com este resultado os hoquistas valonguenses recuperaram o 4º lugar da tabela classificativa, somando 17 pontos, menos cinco que a dupla de líderes composta por FC Porto e Benfica.
O jogo de Vale de Cambra foi sucedido da empolgante e memorável vitória obtida no fim
de semana anterior pelo Valongo na jornada número 7, em casa diante do Sporting, por expressivos 9-2. Um resultado que faz transparecer mais uma exibição muito bem conseguida dos hoquistas às ordens de Paulo Pereira, que entraram neste encontro dispostos a esque- cer o desaire da ronda anterior ante os portistas. Na receção aos “leões de Alvalade” os valonguenses cedo chegaram a uma vantagem de… 4-0! Hugo Azevedo, por duas ocasiões, Miguel Viterbo, e João Souto foram os autores dos golos. O Sporting ainda teve armas para reduzir a desvantagem, por intermédio de Carlos Garrancho, mas ainda antes do intervalo João Marques dilatava a vantagem da turma da casa. No segundo tempo o Valongo não só se limitou a controlar a sua confortável vantagem como aproveitou o desnorte dos “leões” para aumentar a marca, na sequência de sticadas certeiras de Daniel Oliveira, Telmo Pinto, e novamente de João Souto e de Hugo Azevedo. Antes da ocorrência do encontro entre Valongo e Sporting a Direção do emblema da sede do nosso concelho homenageou os hoquistas Telmo Pinto e Pedro Mendes, dois jogadores oriundos das camadas de formação do clube que recentemente se sagraram campeões da Europa de sub-20 ao serviço da seleção nacional portuguesa.
FC Porto suou para vencer valonguenses
Foi um Valongo sem medo que na noite do passado dia 14 de novembro entrou no rinque do Dragão Caixa para defrontar o FC Porto num jogo da 6ª jornada do Campeonato Nacional
da 1ª Divisão de hóquei patins. Uma postura que apesar de louvável acabou por sair cara aos pupilos de Paulo Pereira, que acabariam por conhecer a primeira derrota (2-4) da temporada.
O Valongo entrou a jogar de igual para igual ante um crónico candidato ao título, que por sua
vez teve um arranque demolidor. Ainda o cronómetro não marcava 9 minutos de jogo e os
portistas já venciam por 3-0 (!), com golos de Jorge Silva, e de Reinaldo Ventura, este último
a fazer dois tentos em apenas um minuto! Não baixaram os stiques os jogadores do nosso
concelho, colocando em rinque o hóquei aguerrido sempre direcionado para a baliza contrária que vêm patenteando ao longo desta primeiras jornadas do escalão maior. Contudo, pela frente tiveram um Porto que fez quiçá a melhor exibição da época, e que ao intervalo saia a vencer por 3-0. Vantagem dilatada na etapa final, na sequência de um tento de Tiago Losna, quando decorria o minuto 33. A perder por quatro golos de diferença os va- longuenses, sem nada a perder, partiram para cima do adversário, postura que seria recom- pensada com a obtenção de dois golos, um da autoria de Nuno Araújo e outro de Daniel Oliveira. Até final o FC Porto tremeu com as intenções do Valongo, que sem sorte fez de tudo para trazer da Cidade Invicta um resultado positivo. Não conseguiu, mas fez mais uma exce- lente exibição.
Candelária levou cinco
na bagagem
A 3 de novembro foi o Candelária que saiu da sede do nosso concelho vergada a uma incontestável derrota por 5-3, num jogo referente à 5ª jornada. Foi mais um grande jogo do
Valongo,apoiadoporumamoldurahumanabastanteconsiderável,queviuocapitãovalonguense
Miguel Viterbo inaugurar o marcador. Os hoquistas dos Açores ainda chegariam ao empa- te, mas a tarde era do Valongo que ainda antes do intervalo colocou o marcador em 3-1 a seu favor, graças a golos de Hugo Azevedo e Nuno Rodrigues. Este mesmo jogador faria o 4-2 no reatamento, segundo período onde o Candelária chegou a insinuar que poderia contrariar a supremacia mais do que evidente da turma da casa, na sequência de dois golos seguidos de Pedro Afonso que encurtavam para apenas um golo a desvantagem no marcador. Contudo, a 15 segundos do final Daniel Oliveira acabou com as dúvidas e fez o 5-3 final para os hoquistas de Paulo Pereira.
Suplemento de “A Voz de Ermesinde” (este suplemento não pode ser comercializado separadamente).
Coordenação: Miguel Barros;
Colaboradores: Agostinho Pinto, Márcio Castro e Luís Dias.
Fotografia: Manuel Valdrez.
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Desporto
HÓQUEI SUBAQUÁTICO
Zuppers são campeões regionais de hóquei subaquático
Algum dia teria de ha- ver uma primeira vez, e o trabalho que o Clube Zup- per vem desenvolvendo dentro da modalidade in- dicava que mais dia menos dia os títulos iam acabar por surgir. E assim foi. No passado fim de semana de 10 e 11 de novembro os zuppers alcançaram o pri- meiro ceptro de hóquei subaquático da sua ainda curta vida, mais precisa- mente as insígnias de cam- peões regionais da época de 2012/13. Feito alcan- çado em Porto de Mós, local onde decorreram as decisões dos campeona- tos regionais do norte e do sul, provas que antecedem
o campeonato nacional (cujo início esta agendado para fe- vereiro próximo) da tempo- rada subaquática que agora dá os primeiros passos. E pre- cisamente tal como no último campeonato nacional em que participou o Clube Zupper fez-se representar na compe- tição regional com duas equi- pas, os Zuppers A e os Zup- pers B, as quais se juntaram – no regional do norte – aos combinados dos Sharks de Coimbra, e do NHS Coimbra. A maior experiência dos Zuppers A acabou por vir ao de cima, e logo no primeiro encontro, ante os combativos Sharks, a equipa ermesin- dense deu provas disso, viran- do um resultado negativo de
0-1 para um triunfo final de 3-1. Motivada por esta impor-
tante vitória, a turma principal Zupper voltou no encontro seguinte a dar sinais de que- rer finalmente alcançar algo
de palpável na modalidade, o
mesmo é dizer, um título, e ante o NHS Coimbra, num jogo de raça e emoção, deu mais um passo rumo ao so- nho após um triunfo por 3-2. Sonho esse concretizado no duelo posterior, perante os Zuppers B, que mais não fez do que assistir à consagração
da sua congénere principal, na
sequência de uma vitória
inquestionável desta por 4-0.
E desta forma os Zuppers A
sagravam-se campeões regi- onais, ou melhor, o Clube Zup-
per sagrou-se campeão, pois os festejos estenderam-se às duas equipas do emblema ermesin- dense, já que também os atletas da segunda equipa se sentiram campeões, uma vez que fazem parte da grande família zupper, conforme frisaram os dirigentes do clube da nossa cidade. Orgulho e alegria, um misto de sentimentos bem patente nos rostos da tal família zupper, que pela voz do seu presidente/jo- gador, Nuno Ribeiro, começou por sublinhar que este é um feito não só para o jovem clu- be como também para a pró- pria Cidade de Ermesinde. «Criar um clube com uma mo-
dalidade praticamente desco- nhecida, fazer dele aquele que mais atletas tem dessa mesma
FOTO CLUBE ZUPPER
modalidade em Portugal, juntar à sua volta atletas de várias idades, fez-nos sair de Porto de Mós a pensar que há muito po- tencial nos jovens da nos-
sa cidade, e apesar da crise que enfrentamos é preciso fazê-los sair de casa e co- loca-los a praticar despor- to», acrescentou o dirigen- te zupper. MB
BASQUETEBOL
Cadetes cepeenistas continuam a percorrer os caminhos da invencibilidade
FOTO CPN/BASQUETEBOL
AVE/CPN
Ao fim de oito jorna- das as cadetes do CPN (na imagem) continuam sem conhecer o amargo sabor da derrota na Sé- ria A da 1ª fase do cam- peonato distrital femini- no da categoria. Oito tri- unfos inquestionáveis que colocam as cepeenis- tas com um pé na fase final quando estamos a precisamente oito en- contros desta fase inici- al. O último triunfo foi alcançado no passado
dia 25 de novembro, no pa- vilhão das vizinhas do Nú- cleo Cultural e Recreativo de Valongo, por 67-45. Frente a frente estive- ram os dois primeiros clas- sificados da série, tendo o equilíbrio sido a nota domi- nante durante os dois pri- meiros períodos. Para a se- gunda parte o CPN surgiu mandão e determinado, ten- do controlado os ritmos de jogo, defendendo de modo mais ativo o portador da bola e fechando as linhas de passe, sendo que no plano ofensivo tiveram bons mo-
mentos de basquetebol, sim- ples e cativante, acabando então por vencer com justi- ça e naturalidade por 67-45. Na classificação o CPN comanda isolado com 16 pon- tos, mais dois que as valon- guenses.
Iniciadas sofrem o primeiro desaire
Quem perdeu a invencibi- lidade no último fim de sema- na, mais precisamente no sá- bado (24 de novembro) foi a equipa de iniciadas, que na 9ª, e penúltima, jornada da Série
A do respetivo campeonato
distrital foi derrotada em casa pelo Coimbrões por 68-72. Uma derrota que como con- sequência teve apenas o fac-
to de o CPN ter sido apanha-
do no 1º lugar precisamente pelo Coimbrões, pois a pas- sagem à fase final da compe- tição há muito que estava ma- tematicamente garantida. E quem se deslocou ao Pavilhão
Gimnodesportivo de Erme- sinde para assistir a este du- elo certamente deu por bem empregue o seu tempo, já que
foi presenciada uma bela par-
tida de basquetebol.
Na primeira parte o Co- imbrões foi superior, tendo-se afastado no marcador com números acima da dezena, tendo havido alturas em que chegou a liderar com mais de 20 pontos (!) de diferença. Na segunda parte o CPN corrigiu a sua postura em campo, tendo conseguido agarrar o jogo e disputá-lo até ao final, acabando por perdê-lo por apenas quatro pontos de diferença. Na classificação CPN e Coimbrões partilham agora o
1º lugar, com 17 pontos.
SETAS
Equipas ermesindenses destacam-se nos campeonatos da Associação
de Setas do Porto
Modalidade bastante apreciada e pratica- da na nossa cidade as setas – também denomi- nadas de dardos – conheceram no fim de se- mana de 10 e 11 de novembro o arranque das provas alusivas à temporada de 2012/13 orga- nizadas pela Associação de Setas do Porto. Campeonatos onde participam inúmeras equi- pas ermesindenses, sendo que ao fim de três jornadas algumas delas já se encontram em lugares de destaque nas respetivas divisões. Assim, e na 1ª Divisão, o sublinhado vai para a turma do Eleet Team/Cá-Tu-Lá, uma das qua- tro equipas deste escalão que por esta altura contabiliza por vitórias os três encontros dis- putados, e consequentemente lidera com 9 pontos conquistados. Diga-se que como curi- osidade que os três triunfos obtidos pelos dardistas do Eleet Team foram alcançadas so- bre conjuntos de Ermesinde, nomeadamente os Arrebola Setas (na 1ª jornada por 5-4), os Darts Carneiro (que na ronda número 2 foram batidos por 7-2), e o Estádio Darts/40’s Bar (que na 3ª jornada foi derrotado por 6-3. Na 2ª Divisão quem “dá cartas” é a turma do Pedros Bar X, que ao fim de três jornadas lidera a competição – a par de Inter Claudis Darts e do Orcas/Casablanca – com 9 pontos, fruto de três triunfos. O último deles foi alcançado na 3ª jor- nada (ocorrida no dia 24 de novembro) diante
dos também ermesindenses Cruzas por 8-1.
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
FUTEBOL
Desaire atrás de… desaire!
Está cada vez mais complicada a situação da principal equipa do Ermesinde no escalão maior da Associação de Futebol do Porto. Neste mês de novembro a turma de Sonhos contabilizou três derrotas e um empate nos quatro encontros disputados, cenário que faz com que por esta altura ocupe de maneira destacada o último lugar (!) da tabela classificativa, com apenas cinco pontos somados, tantos quanto já leva de avanço o penúltimo classificado (o Alpendorada) na competição! Nesta revista pelo terrível trajeto ermesindista no mês que agora finda começamos por olhar o último encontro, alusivo à 11ª jornada, saldado pela derrota mais pesada da temporada – até à data –, 0-4, no reduto do Candal.
O Ermesinde visitou o
durante os 90 minutos.
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Candal no passado domin- |
A |
turma da nossa cidade |
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go (25 de novembro) em partida referente à 11ª jor- nada. Num jogo em que |
pode em alguns lances quei- xar-se da arbitragem que be- neficiou – há que dizê-lo – a |
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ainda não se vislumbraram |
equipa de Gaia, mas a verdade |
||
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alguns dos novos reforços |
é que os jogadores do Er- |
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recentemente contrata- dos, o técnico Jorge Abreu optou por um “onze” com- |
mesinde nunca tentaram de facto pegar no jogo. Sendo as- sim, a derrota é mais do que |
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posto por: Pedro Maga- |
justa. MÁRCIO CASTRO |
||
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lhães, Castro, Borges, Di- as, Guedes, Bruno, Ricar- |
Eficácia fez |
||
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do Leça, Hemery, André Vale, Flávio e Sousa. Er- |
a diferença |
||
|
O |
sétimo desaire da atual |
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|
mesinde que até foi o pri- meiro conjunto a criar pe- rigo, mas das escassas ve- zes que isso aconteceu du- rante a etapa inicial estava sempre no caminho da bola o guarda-redes ou al- gum outro homem de azul. Com o avançar do re- lógio a turma da nossa ci- dade foi perdendo fulgor, e disso se aproveitou o Candal para chegar ao golo, por intermédio de Pedro Santos, em cima do minu- to 45. |
temporada aconteceu no Está- dio de Sonhos, a 18 de novem- bro último, numa partida (na imagem de cima) alusiva à 10ª jornada, e na qual tanto Er- mesinde como S. Pedro da Cova entraram bem, ambos empenhados em tentar conse- guir marcar bem cedo.Acabou por ser mais feliz a equipa vi- sitante que inaugurou o mar- cador através de Leonel, à pas- sagem do minuto 20, atleta este que recebeu a bola pelo lado esquerdo do ataque, onde |
||
A segunda parte foi
dominada por completo pelo Candal. Domínio esse traduzido na obtenção de mais três golos que sela- ram o marcador num ex- pressivo 4-0. Do lado ermesindista Hemery foi o sempre ele- mento mais inconformado
o lateral direito ermesindista, Castro, não conseguiu travar
o seu oponente, e já na grande
área o atacante do clube fo- rasteiro rematou sem dificul- dades para o fundo da baliza. Os da casa ainda tenta- ram reagir à desvantagem, e tiveram num remate de Pigo aos 26 minutos, de fácil de-
fesa para o guarda-redes
contrário, a melhor situação na primeira metade do jogo. Com o início da segunda parte chegou um dos mo-
mentos da partida. O técni-
co do Ermesinde, Jorge A- breu, já tinha feito entrar ao intervalo os atacantes Mi- guel e Rui Pedro, tendo este último sido carregado pelas costas dentro da grande área quando o cronómetro marca- va 47 minutos. O árbitro da partida não teve dúvidas e
assinalou o castigo máximo para a equipa da casa. Na conversão, o próprio Rui Pedro atirou rasteiro e para
o centro da baliza e permitiu
a defesa do guarda-redes do S. Pedro da Cova Até ao final do jogo as duas equipas ainda esboça- ram alguns remates às res- petivas balizas contrárias mas nada que assustasse qualquer um dos dois guar- da-redes. Acabou por levar os três
pontos a equipa do S. Pedro
da Cova, fruto desta magra vitória por 1-0, equipa que
mostrou estar perfeitamen-
te ao alcance do Ermesinde,
mas que acabou por ser mais eficaz. Na partida diante do S. Pedro da Cova a equipa da nossa freguesia alinhou com:
Pedro Magalhães, Castro, Borges, Dias (Rui Pedro, aos 45m), Guedes, Bruno, Leça, Hemery, André Vale (Hugo, aos 63m), Pigo e Sousa (Mi- guel, aos 45m). LUÍS DIAS
Derrota em
casa
do líder
Depois de dois resultados positivos – uma vitória fora de portas e um empate caseiro –,
a principal equipa do Er-
mesinde voltou no passado dia
11 de novembro à dura reali-
dade… das derrotas. Facto ocorrido no reduto do líder da Divisão de Honra da Associa- ção de Futebol do Porto, o Perafita, que em jogo referen-
te à 9ª jornada da citada prova
bateu a turma de Sonhos por 2-1. Apesar de bem disputada
de parte a parte a primeira me-
tade do encontro teve no Pe- rafita a equipa que deteve o “sinal mais”, não sendo de todo
FOTOS MANUEL VALDREZ
|
de admirar que no descanso cia de um remate de primei- |
Primeiro ponto |
|
os homens de Matosinhos es- |
em Sonhos |
|
tivessem em vantagem no marcador por 1-0, graças a um golo de Cheta apontado quan- do estavam decorridos 18 mi- nutos. Na segunda parte o Er- mesinde acordou, dando luta aos líderes do campeo- nato. No entanto seria o Perafita a ampliar a vanta- gem no marcador na sequên- ra de Hélder Silva à passa- gem do minuto 49. Assistiu-se posterior- mente a um Ermesinde mais perigoso, na tentativa de remar contra a maré. Po- rém, o golo ermesindista que daria alguma esperança numa possível reviravolta no marcador chegou já bastan- te tarde, ao minuto 87, por intermédio de Miguel. No final do encontro o jogador do Ermesinde Del- fim dirigiu-se à equipa de arbitragem que se encontra- va no centro do terreno, e durante o cumprimento ha- bitual viu o segundo cartão |
A 4 de novembro passa- do a turma de Jorge Abreu somou o primeiro ponto da atual temporada no Estádio de Sonhos. Facto ocorrido di- ante do Barrosas, em parti- da (na imagem de baixo) alu- siva à jornada número 8 do Campeonato Distrital da Di- visão de Honra da Associa- ção de Futebol do Porto, que terminou empata a uma bola. Apesar de intenso o en- contro teve poucas oportuni- dades de golo e muitos car- tões. Na primeira parte o jogo foi equilibrado, mas a espa- ços foi notório algum domí- nio por parte dos visitantes. Cedo o Ermesinde ficou re- duzido a 10 homens, na se- quência de duas faltas come- tidas por Guedes, primeiro ao minuto 18 e depois ao mi- nuto 31, que lhe valeram a expulsão por acumulação de amarelos. Os golos apareceram só na segunda parte, tendo o |
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amarelo e consequente ver- melho, ficando a ideia que esta admoestação terá sido consequência de palavras menos próprias proferidas pelo capitão da equipa da nossa freguesia. Neste jogo o conjunto do |
primeiro sido para a turma da casa, após grande trabalho de Sousa que deixou três adver- sários pelo caminho para em seguida cruzar na linha de fundo para Rui Pedro encos- tar e fazer o 1-0, quando de- corria o minuto 67. |
|
Ermesinde alinhou com: |
Posteriormente a partida |
|
Eriksson, Castro, Borges, Dias, Delfim, André Vale (Hugo, aos 75m), Leça (Mi- guel, aos 47m), Hemery, Bruno, Luís Pigo, e Sousa. |
ganhou outra vida com a en- trada de Leça para o “onze” da casa, mas foi partir do mi- nuto 70 que o jogo se resol- veu, na sequência de um pu- |
|
MÁRCIO CASTRO |
nhado de decisões discutíveis |
por parte da equipa de
arbitragem. Aos 73 minutos o ár- bitro Pedro Barbosa as- sinala um livre a favore- cer o Barrosas após su- posta falta à entrada da área, castigo que seria batido com mestria por Faneca para o fundo da baliza de Eriksson. Ao minuto 82, Rui Pedro vê
a cartolina amarela, por
tirar as caneleiras ao perceber a sua substitui- ção, situação que fez com que o juíz do encontro lhe mostrasse o segundo amarelo e respetivo ver- melho. Já não se consumaria
a substituição. Nesse mes-
mo minuto 82 o árbitro dirigiu-se para o banco de suplentes da equipa do Ermesinde e mostrou o cartão vermelho direto a Flávio, que estava senta- do, por alegadamente este ter enviado uma segunda bola para o terreno de jogo com a partida a de- correr. Neste encontro o Er- mesinde alinhou com:
Eriksson; Castro, Borges, André Vale, Delfim, Gue- des, Luís Pigo (Miguel, aos 53m), Hemery, Bruno, Rui Pedro e Sousa.
MÁRCIO CASTRO
Nota: Todos os resul- tados e classificações des- ta competição podem ser consultados na nossa edi- ção on line.
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
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História
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
A importância da comemoração do 1º de Dezembro
MANUEL
AUGUSTO DIAS
Parte dos portugueses já se insurgiu, e a nosso ver com razão, contra o facto do governo português terminar, ainda que temporariamente, com a celebração de alguns feriados profundamente ligados à História da nossa Pátria. Estão neste caso os feria- dos do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro.
|
5 de Outubro é |
defeitos teve o mérito de tra- zer a política ao povo, o mes- |
|
|
a |
data da im- |
mo é dizer, politizar o povo, |
|
plantação da |
de acordo com os princípios |
|
|
República, atu- |
democráticos, segundo os quais |
|
o povo deve, de forma instruí- da e consciente, eleger os seus representantes para todos os órgãos do poder). Mas a data que agora fes- tejamos é o 1º de dezembro, que este ano até calha ao sábado. Celebra-se o 372º aniversário da Restauração da Independên- cia. Nesse dia de 1640, meia centena de pessoas da mais alta qualidade do Reino (nobres, eclesiásticos e militares), de todo o território continental e colonial, insubordinaram-se contra o domínio filipino e en- cetaram uma longa guerra con- tra a poderosa Espanha, que duraria quase três dezenas de anos (metade do tempo em que estivemos submetidos aos Fi- lipes). Mas a vitória, permitiu acalentar a existência de Portu- gal como reino autónomo até hoje. É em memória de todos esses homens que se bateram, brilhante e honrosamente, pela manutenção da portugalidade,
al regime portu-
guês, cuja pre- sença está muito vincada até por terem sido os republicanos que nos transmitiram os maiores símbolos da nacionalidade por- tuguesa, que são o Hino Nacio- nal e a atual Bandeira Portugue- sa. Mas 5 de Outubro é tam- bém a data que tem sido atribu- ída ao Tratado de Zamora (1143) que marca o início da nacionali- dade portuguesa, com a sua se- paração definitiva do Reino de Leão e Castela, pelo entendimen- to entre D. Afonso Henriques e seu primo, D. Afonso VII, que mais tarde o Papa ratificaria tam- bém (Bula Manifestis Proba- tum). Este feriado, curiosamen- te, mereceria a unanimidade de vontades, quer dos monárquicos (5 de outubro de 1143 marca o início da Monarquia Portugue- sa), quer dos republicanos (5 de outubro de 1910 é o início da Primeira República em Portu- gal. Apesar de todos os seus
como símbolo maior de uma nação que deu “novos mundos ao mundo”, que esquadrinhou oceanos e terras desconhecidas e pelejou por todos os conti- nentes, que vale a pena recor- dar, hoje e sempre, o Glorioso 1.º de dezembro de 1640. E quanto à memória do 1º de Dezembro, os republicanos
foram verdadeiramente exem- plares – há precisamente 102 anos – resolveram imortalizar esse dia com a Festa da Inaugu- ração da Bandeira Nacional. Efetivamente, o Governo Provisório da República, atra- vés do seu Decreto de 24 de novembro de 1910, determinou que o dia 1 de dezembro desse
ano fosse solenizado com a Fes- ta da Bandeira Nacional (“Diá- rio do Governo”, n.º 43, 24 de novembro de 1910). Dez dias após o triunfo da Revolução Republicana, a 15 de outubro de 1910, constituir-se- -ia uma Comissão com o objeti-
vo de estudar uma proposta para
a nova bandeira, composta, en-
tre outros, por Columbano Bor- dalo Pinheiro, João Chagas,Abel Botelho e Ladislau Pereira. Hou-
ve grandes debates em torno des-
ta problemática, que se generali-
zaram a quase todo o país. Contudo, no dia 1 de de- zembro de 1910, instituído pe- los republicanos como o Dia da Festa da Bandeira, ela estava de- finida. Para a apresentar à capi- tal, organizou-se um Cortejo que tinha como figura principal pre- cisamente a nova Bandeira. O desfile partiu da Câmara Muni- cipal de Lisboa, onde, quase dois meses antes, havia sido proclamada a República por José Relvas (desde a varanda dos Paços do Concelho), e seguiu até ao Monumento aos Restaurado- res (solenemente evocados nes- te dia), onde a nova Bandeira
Nacional foi hasteada. Seguir-se- -ia um recital poético em honra da Bandeira no Teatro Nacional. Esse dia foi aproveitado, ainda, para homenagear Cândido dos Reis e inaugurar as placas da Avenida da República e da Ave- nida Cinco de Outubro.
A nova Bandeira de Portu-
gal só seria formalizada, em ter- mos legais, mais de meio ano depois, ou seja no decurso de junho de 1911.
Para tentar que a popula-
ção portuguesa aceitasse o novo símbolo nacional, o Ministério do Interior decidiu enviar a to- das as escolas do país uma Ban- deira Nacional, os manuais es-
colares passaram a exibir esse novo símbolo, os professores passaram a ter a incumbência de explicar aos alunos o signifi- cado das partes constituintes da nova Bandeira.
O 1º de Dezembro é o dia
da Restauração da nossa inde- pendência e o dia da atual Ban- deira Nacional. É um crime de lesa pátria aboli-lo da nossa me- mória coletiva, passando a considerá-lo um dia igual a to- dos os outros.
EFEMÉRIDES
O 1º DE DEZEMBRO DE 1940 EM ERMESINDE
Inauguração do Cruzeiro dos Centenários
Situado no largo ajardinado, na confluên- cia da rua Dr. João Rangel com a rua Rodrigues de Freitas, este Cruzeiro é um dos mais boni- tos da cidade. Assente numa base redonda, de dois degraus circulares sobrepostos, nas- ce em pedestal de forma paralelepipedal, de cujas faces se salientam os símbolos da vitó- ria no tempo da Reconquista – altura em que se fundou Portugal como Reino Independen- te, donde se ergue uma elegante coluna torsa, de gosto neo-manuelino, ao cimo da qual um cubo de granítico, ostenta os símbolos nacio- nais da vitória e do prestígio português nas suas faces exteriores (a cruz, a espada, a esfe- ra armilar e as quinas), e serve de suporte a uma Cruz de Cristo. Foi construído no âmbito das Comemora- ções dos Centenários (1140 – Fundação de Portugal; 1640 – Restauração da Independên- cia), e o seu nome, na altura da edificação (1940), foi “Padrão Comemorativo do Amplo Centenário de Portugal”. Foi inaugurado no dia 1 de Dezembro de 1940, e no seu “Auto de Inauguração” escreveu-se o seguinte:
«Ermezinde, Concelho de Valongo, Dis- trito do Porto, pelas 10 horas, compareceram:
Serafim Ferreira dos Santos, Adelino da Cos- ta Freitas e Agostinho Marques d’Assunção, o primeiro Presidente e, os restantes, membros da Junta de Freguesia de Ermesinde, Doutor António Correia da Costa e Almeida e Alberto
|
Dias Taborda, Presidente, o primeiro da Comis- são Concelhia e o segundo da Comissão Paro- Mas na noite de 12 para 13 de dezembro |
mandado erigir pela Junta de Freguesia. No Livro n.º 11 de Atas da Junta da Freguesia, |
|
|
quial da União Nacional, e pôvo. E, logo, êle Presidente da Junta indo junto do Padrão ali erigido em terrêno do município, expargiu flôres no sopé do monumento e terrêno em roda, de- clarando em voz alta e de fórma a sêr ouvido por todos os presentes que, de modo tam simples inaugurava o Padrão Comemorativo do Duplo Centenário e Independência de Portugal. Este acto, que foi revestido de grande fé patriótica e |
escreve-se, a certa altura (fl. 1v.), o seguinte, referindo-se ao seu Presidente: «Já apresen- tou queixa às autoridades competentes, a fim de que se descubram os verdadeiros autores. Não são êstes por enquanto conhecidos, mas singular é que se fôsse apênas derrubar uma cruz que encimava o monumento. Ora, conca- tenando factos, é-se levado a perguntar se não haverá correlação, – como entre causa e efei- |
|
|
do maior respeito e singeleza, está em obediên- |
to |
–, entre aquêle acto de vandalismo sem nôme |
|
cia a ordens da autoridade superiôr, terminou |
e |
certas arengas ao Público feitas em lugares |
|
acto continuo. E, para a todo o tempo constar, mandou, êle, Presidente da junta, lavrar o pre- sente auto em duplicado, afim de que um exem- plar fique constando do arquivo da Junta da Freguesia e, outro, seja enviado à Câmara Mu- nicipal, para os efeitos legais, depois de assina- dos por êle, Presidente da Junta e seus colegas nela, Presidentes da Comissão Concelhia e Pa- roquial da União Nacional e bem assim dos de- mais cidadãos que mostraram vontade de os hon- rarem com as suas assinaturas e comigo, Alberto Delgado, escrivão da Junta de Freguesia de Ermesinde, que o dactilografei, subscrevi e tam- bém assino, juntamente com a Junta de Er- mesinde, um de Dezembro de mil novecentos e quarenta». alguém derrubou a Cruz, deste monumento |
sagrados, dizendo-se-lhe que o movimento ti- nha um carácter laico, que não poderia mere- cer, portanto, a aprovação dos católicos, por isso mêsmo se deviam abstêr de assistir às fes- tas da inauguração e mais tarde se apresenta- ram às autoridades do nosso concelho protes- tando contra a inauguração dêsse Padrão, nêsse momento já anunciado por esta Junta para o dia um. A policia, a quem o caso foi entregue, se encarregará por certo de tudo sabêr; mas esta Junta deve deixar aqui lança- do o seu protesto e a sua revolta por seme- lhante feito, indigno de um homem de sã mo- ral. Os seus colegas associaram-se unanime- mente a êste voto de protesto». O caso passou pelos jornais diários, designadamente por “O Primeiro de Janei- ro”, mas, passado algum tempo, lá foi re- construída a Cruz que ficou até hoje. |
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30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Crónicas
O imprevisto acontece – com a realidade jogamos ao faz de conta
NUNO
AFONSO
e súbito, uma forte venta- nia, como surgida do nada, abateu-se nos plátanos que margeiam, pela es- querda, a via pública, fez tombar no asfalto milhões de folhas que resistiam à morte prevista e, com elas, encetou algo como um bai- lado, em círculos, que foi progredindo até se perder de vista bem lá no extremo da rua. Em simultâneo, o céu, até então de um cinzento pacífico, tornou-se es- curo, antecipando a noite e prenunci- ando temporal. Caíram as primeiras go- tas de chuva, finas e espaçadas antes, mais constantes a seguir, obrigando os transeuntes a protegerem-se com guar- da-chuvas ou a correrem em busca de um abrigo. Só então me apercebi de que não trouxera qualquer resguardo e teria que vencer aqueles dois hectómetros e meio com a minha neta de sete anos em corrida ao faz de conta. Duzentos e cin- quenta metros para lá, outros tantos no regresso. «E se, entretanto, a chuva ti- ver virado temporal?», questão recor- rente que me acicata nessa hora e meia de permanência no recinto. Quem vai chegando não parece estar muito inco- modado com o que acontece no exteri- or. Bom sinal! Mesmo sem sombreiro – curioso como, na aldeia, as pessoas re- sumiam com essa designação o objeto que podia resguardá-las da chuva como do sol, embora não seja adequado no primeiro caso, preferindo o nome deri- vado ao composto talvez a pensar que, com ele cobertos, de certa maneira, fica- mos a uma sombra protetora – estamos à vontade, a minha neta leva um casaco que, depois de entrar no automóvel, lhe retiro, sem que da sua falta advenha des- conforto, basta ligar o ar condicionado. Agora é noite fechada, conjugaram- -se os humores do tempo e a precisão da meteorologia. Boa noite! Desapare- ceu o motivo da ansiedade que precede esses momentos de indefinição carac- terísticos do lusco-fusco. Aí pode co- meçar o mistério que sempre associa- mos ao período de treva. Em tempo não muito distante, a ausência de luz natu-
ral determinava muito mais do que a separa-
ção entre o dia e a noite, o trabalho e o re- pouso, a certeza e a dúvida, o movimento e a imobilidade, o balanço do dia que termina e
a projeção do dia seguinte. O dia era associ-
ado à vida, a noite era o fechar dos olhos do
dia, a ausência de luz natural, em resumo: a morte. Receava-se a noite quase como se temia a morte, o sono era uma espécie de vida suspensa en-
tregue nas mãos de Deus, a morte era o descanso eterno, o não retorno. A convicção de que haveria esse retorno, eis o que justifica o quase, o que alenta- va quem vivo era e confiava no
Supremo Juiz que tinha o poder decisório sobre a nossa existên- cia. O receio era fortalecido pela fraca iluminação que permitia a atividade no período entre o re- gresso a casa e a disposição dos corpos para o descanso. Candeias, candeeiros de mesa
e lampiões, alimentados a petró-
leo (querosene para os brasilei- ros) bruxuleavam a guiar os pas- sos nesse lapso de tempo. Quando surgiram os “petro- max”, que projetavam uma luz muito mais in- tensa e clara, o ambiente transformava-se, mudava a disposição das pessoas nos es- paços por eles abrangidos. «Parece que é dia!», exclamavam. A eletrificação das casas também contribuiu para minorar a distinção entre o dia e a noite além da comodidade que trouxe, bastava carregar no garabito (1) como dizia o Bébé, um pobre de espírito que fazia mandiletes (2) , transportava cargas e só pe- dia como retribuição que o deixassem “dar ao garabito”, pressionar o interruptor, pra- zer supremo, que outro não conhecia. Bem pode dizer-se que, ao terminar a primeira metade do século XX, a vida era, ainda, a preto e branco. Na cidade, mas sobretudo na aldeia, os homens vestiam pardo (3) ou roupa exterior a propender para tonalidades baças, o luto obrigava homens e mulheres a trajar de negro durante um ano ou mais, as viúvas traziam a morte com elas para o resto dos seus dias, o que distinguia os eclesiás- ticos era o negro da batina que vestiam no dia a dia e nos atos religiosos, a liturgia de- terminava paramentos negros nas missas de requiem e nos ofícios fúnebres, o escuro era sinónimo de castigo para as tolices das cri- anças: «Se continuas a fazer perrice (4) vais para o quarto escuro!». Em contrapartida, brancos eram os lençóis em camas de gente remediada; as toalhas que revestiam mesas de praticamente todas as famílias em dias de festa até para famílias de menores recursos e eram de uso diário para as mais abastadas;
as roupas do batismo e a toalha que limpava
a cabecinha dos neófitos após o derrama-
mento da água sacramental; as camisas para os domingos e dias de festa; meias e agasa- lhos para todos, no tempo frio de outono e de inverno, o que pressupunha cultivo de linho ou posse de ovelhas, porque dinheiro nem sempre havia para comprar novelos de lã.
va: tocar na morte era correr um risco (…) Hoje ainda, no séc. XXI, a lógica, a medicina e a racionalidade podem dizer-nos que não, que é absurdo, mas o inconsciente ali está…». Na minha aldeia, o cemitério ficava ao lado da igreja, dentro dos mesmos muros. À noite, as pessoas transitavam pelos caminhos contíguos de coração apertado tentan-
do desviar os olhos desse lado, ainda que a morada divina devesse merecer-nos toda a confiança e do cam- po santo nada tivéssemos a recear porque os mortos não regressam. António Lobo Antunes, numa entre- vista concedida à rádio TSF por ocasião da “Escritaria”, em outubro passado, refe- ria-se a alguém que nunca ia ao cemitério «porque, nesses lugares, não está ninguém». - Então, onde estão os mortos? – perguntavam-lhe . - Andam por aí – explica- va essa pessoa. Falam con- nosco, dão-nos as suas opi- niões, fazem-nos companhia, sentimo-las ao nosso lado. E acrescentava Lobo Antunes:
«Tinha razão. Eu ouço-os, distingo-lhes as vozes, compreendo o que me dizem…». Houve uma pessoa que nunca mani- festou receio de dirigir-se à igreja a qual- quer hora da noite como do dia. Foi zeladora do Santíssimo Sacramento durante alguns anos. Uma lâmpada, suspensa do teto e per- manentemente acesa, simbolizava a eterni- dade de Deus e da sua presença entre os homens. O depósito de azeite alimentava uma torcida cujo pavio teria que ser substi- tuído de quando em quando, presumo que, de quatro em quatro horas. Essa era a princi- pal tarefa da zeladora. No outono e no inver- no, às 17 horas é noite cerrada. Não me lem- bro a que horas ela procedia a esse trabalho, sei que não falhava uma só vez, porque a chama não poderia extinguir-se, representa- va a fé das pessoas da comunidade e a sua homenagem a Jesus Sacramentado. Essa mulher, a pessoa mais corajosa que conheci, era a minha mãe.
FOTO ARQUIVO
O toque dos sinos às Ave-Marias, quan-
do clareava, era um grito de alegria e agra- decimento a Deus por mais um dia de vida, o toque às Trindades, tão logo o sol fazia as despedidas e as primeiras sombras já adormentavam a Natureza, conquanto repre- sentasse alívio da labuta diária e chamada ao reagrupamento familiar, vinha marcado por uma indefinível emoção, entre o regozi-
jo da convivência e a pena da despedida. O
simbolismo da noite em relação à morte tra- zia consigo o desejo de distanciamento de tudo quanto lembrasse o momento fatal: na igreja, enquanto lugar onde eram celebra- das as exéquias, se expunham os mortos an- tes da encomendação (5) e, durante séculos,
se enterraram os que partiam deste mundo; o
cemitério, espaço onde todos os moradores tinham familiares sepultados e destino certo dos que ainda conservavam o precioso dom da vida; a igreja e o cemitério em conjunto, por isso duplamente atemorizante, a presen- ça, materialmente silenciosa, de Deus na sua morada, e a ausência dos que nos pertence- ram e se tornaram pó, a perspetiva para nós tão certa quanto aterrorizadora, a certeza da morte e o temor, que não gostamos de admi- tir, de, um dia, ela nos vir buscar. Cito Gonçalo Manuel Tavares em crónica publicada no número 1025 da revista Visão:
«O medo da morte e o medo dos mortos. Os relatos sobre esse tremor diante do cadáver, esse não querer tocar. Talvez uma herança in- consciente da peste negra. Aí, o morto mata-
(1) Garabito – interruptor, botão que se comprime para ligar ou desligar a luz. (2) Mandiletes – recados, mensagens que se man- da alguém dizer ou levar a outra pessoa. (3) Pardo – tecido rústico de lã, também chamado burel, de cor negra. (4) Perrice – choradeira de criança por discordância ou teimosia. (5) Encomendação – ritual religioso (orações e cerimónias) seguido pelo sacerdote antes de sepul- tar o morto.
Crónicas
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Outra vez Natal!
GLÓRIA
LEITÃO
o Natal do ano passado fa- zia uma reflexão sobre a nossa “pobreza” como se- res humanos, porque mui- tas vezes não dispensamos aos outros uma simples saudação de bom dia. Dá a ideia que esta palavra estará a entrar em desuso e dou-me conta disto a cada dia que passa porque, volvidos quase 365 dias desde esse apon- tamento, eu continuo a reparar que sendo o motorista do autocarro a primeira pessoa com quem, se calhar, começamos a contactar logo pela manhã (se formos utilizadores deste meio de transporte público), praticamente ninguém os saúda quando entram. Numa contagem feita de forma “rasa” dá cerca de 5% de pessoas a fazê-lo. Antigamente dizia-se que isso era falta de educação e ensinávamos os filhos a cumpri- mentar quando passávamos por alguma pes- soa conhecida, vizinha e às vezes nem isso – era um ser humano, o que por si só já mere- cia a nossa saudação. Claro que poderemos dizer que isso se deve à preocupação das pessoas em relação à conjuntura atual, por- que andamos todos preocupados com as in- certezas do futuro, etc. etc., mas isso não
hierarquias, a ter brio no trabalho bem feito, a
responsabilizar-se perante as tarefas que executa
e acima de tudo a aprender com os erros e a con-
tinuar a lutar, recusando-se a cruzar os braços. Abandonada na sua primeira gravidez pela sua primeira paixão, voltaria a tentar ser feliz, mas o legado que lhe deixaram foi de novo, um filho. Assim, é com orgulho e um brilho forte nos olhos que fala nos seus rebentos de 6 e 4 anos, que são criados com o apoio da mãe dela, a única retaguar- da com quem sabe poder contar. Mas aqui, é jus-
tes quando virem o que lhes levo». O mesmo acontece também com a mousse de chocolate ou outros pedacinhos de generosidade, trans- formados em surpresas que vêm dentro da- quelas pequenas embalagens. Esta menina da franja dizia-nos que já fez o seu pinheirinho de Natal, a surpresa para os filhos. Num esforço grande que ela faz para somar euros e cêntimos, que ganha à comissão
no seu trabalho, em que aproveita tudo, estou certa vai conseguir colocar lá debaixo uma prendinha para eles, que lhes ilumina- rá os olhos e o sorriso. Mas o coração
desta jovem mãe também guarda para ela mesma a prenda envenenada pela crise, pelo desalento e pela falta de alternativas – um bilhete de ida para
Inglaterra, em janeiro, o país onde está
a tentar abrir portas para a receber e onde chegará com o nó apertado por
uma saudade que já lhe ensombra o coração pela falta que os filhos lhe vão fazer. Diz que tem que dar a volta
à sua vida e assegurar acima de tudo a
educação dos seus filhos, preparan- do-os para um futuro melhor quando eles se lhes puderem juntar, num país que os há-de ver crescer e se calhar, multiplicarem-se lá, e por esse mun- do fora. E eu acredito que o amor de
uma mãe move montanhas e ela vai conseguir. «Podemos ter chegado em diferentes navios, mas hoje estamos todos no mesmo barco» – disse Martin Luther King, e será por isso que, numa verdade cada vez mais insofismável nes- te Natal, o coração de muitos pais, familiares e amigos passará apertadinho de saudade por tantos que tiveram e terão que partir em busca de um novo porto mais seguro.
será motivo suficiente para nos alhearmos ou abrir- mos mão das regras de boa educação, que por arrasto também estão a ficar em crise?. As primeiras “mestras” dos nossos meninos e dos meninos de muita gente que frequentam aqui
o nosso Centro de Animação estão conscientes
do papel que desempenham ao educá-los no cum- primento deste princípios. Apesar de não subs- tituírem a responsabilidade dos pais – que
do logo a partir do berço serão os nossos primeiros educadores, tornam-se funda- mentais porque ajudam a lançar umas sementinhas nos princípios da cidadania destes pequenos rebentos, o legado que se deixa a um país. Acreditando que atitude gera atitude, se a saudação não for um há- bito das suas casas, pode ser que assim, estas regras se interiorizem e se enraízem dentro delas, e valha o ditado popular: “De pequenino se torce o pepino”. Agora, voltando à reflexão em que tenho por hábito registar a imagem que para mim simboliza o espírito de Natal, o meu sentir deste ano fixa-se num menina de 26 anos, com uma franja no cabelo pin- tada de cor-de-rosa. Tornou-se minha companheira de viagem assim como uma outra senhora, empregada num restau- rante. Certo é que depois das 22h30, por
hábito lá está o trio, à espera do autocarro. É normal que com o tempo nos vamos conhecendo
e falando entre nós do que é trivial e faz parte do quotidiano de cada uma, e esta mulher, com ros-
to traquina de menina, vai desfiando pedacinhos
de vida, difícil e dura – órfã de pai muito nova, começou a trabalhar aos 14 anos em regime de part time e férias. Aos dezassete anos abraçou a tempo completo a sua profissão, que aprendeu de forma disciplinada e exigente: a respeitar as
FOTO ARQUIVO
to registar a outra colega de autocarro, numa par- tilha que faz com ela e quando lhe é permitido – trazer do restaurante um tupperware com baca- lhau com natas que a delicia, ali mesmo, na para- gem porque neste gesto nem o talher é esquecido.
|
É |
gratificante ver o seu sorriso de orelha a orelha |
|
e |
a forma como se deleita com este mimo. Contu- |
do, o seu amor de mãe lá está, no cuidado de guardar uma pequena reserva para os seus meni- nos – «adoram esta comida e vão ficar tão conten-
Feliz Natal!
Empirismo
GIL
MONTEIRO (*)
|
m |
tempos de crise algo tem |
|
de |
mudar mesmo. Pode uma |
empresa comercial manter, por muitos anos, os mes- mos resultados? Não. Por a sua sociedade de garagens não dar lucro ou perda é que o Zeferino des- cobriu que o cunhado o andava a tramar. Estamos em fase de regressar aos cam- pos, e voltar “a tratar da vida”, como se aprendeu com os pais e avós; ainda que tenhamos eletricidade e computador! Mas perdeu-se a venda (taberna) do Pirolito, e
a solenidade da missa dominical, por falta
de sacerdote, substituído pela Ana do viú-
vo, a fazer as rezas na capela. As leiras e lameiros vão deixar de ter silvas, voltando
a produzir milho e feno para os animais,
pelo menos para um burrito simpático, li- vre da extinção! Nas “novas” hortas da Richave, iremos encontrar couves, nabos
e feijão, com fartura. O trator do Jorge não
vai impedir o uso do gravano, para a rega das plantas aromáticas de estimação, junto ao ri- beiro da Senhora da Veiga! Os citadinos estão a aprender, por experiência, que é preciso mu- dar de hábitos e reciclar o mais pos-
sível os objetos usados. A Maria
Fernanda tem caprichado nos guisa- dos, graças à utilização de ervas aro- máticas, criadas na varanda e marquise do andar virado a nascen- te. A pequena horta até já produziu favas miúdas! A última inovação foi
o cultivo de alfaces, no interior de
garrafões de água, rasgados numa
face e com as tampas. Como a pra- teleira tem vários “vasos” de cáp- sulas de cores diferentes e as alfa- ces de tons e crescimentos diver-
sos, o efeito visual é lindo! Enquan-
to os regressos aos campos vão tar-
dando, as habitações citadinas vão passando a rurais, com telhados (ter- raços) transformados em jardins, como já se vê na cidade do Porto. Sim, pois nas cidades frias, como Toronto, no Canadá, encontramos grandes e bonitos jardins nas caves. Mas a força da crise está a levar à reutilização das vestimentas guarda- das nas arcas! Passaram a estar mes- mo na moda, agora o que é
estapafúrdio é chique! Os adolescen- tes até as botas de atanado do avô levaram para a faculdade. E, talvez por saturação, metem na mochila umas sandes caseiras, e pou-
pam uns cêntimos na cantina. “No poupar está o ganho!”, disse o Joaquim para os filhos. Ouvi um ilustre capitalista dizer numa entre-
vista:
O conhecimento empírico é útil, quando bem utilizado e sem discordar das ideias ina- tas. Nem todos os atos podem ser científi- cos. A educação e o ensino têm muito de imitação, mas o mundo é feito de mudanças.
Se a formação dos jovens
foi, é e será o maior atributo de uma comunidade, estamos a caminho, numa sociedade en- velhecida, duma formação efetiva dos seniores – voltar à escola é preciso! Os idosos são, constante- mente, bombardeados:
– Ativa o cérebro, mexe as
pernas, passeia, vai a espetá- culos, lê, faz palavras cruzadas, resolve problemas de sudoku As cidades estão a ser dota- das de parques recreativos, e as
marginais marítimas apresentam boas e bonitas pistas pedestres e de bicicletas, mas a plena mobili- dade só numa aldeia pacata, onde a febre de andar motorizado não chegou, resulta em pleno. Jean-Bastiste Lamarck enunciou, empiricamente:
– O uso dos órgãos desen-
volve-os, o não uso atrofia-os;
– Os meus filhos sabiam bem o valor do tos- tão, quando foram para a escola.
FOTO ARQUIVO
É necessário combater a atrofia!
(*) jose.gcmonteiro@gmail.com
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Opinião
Contra argumentos não há factos
A. ÁLVARO
SOUSA (*)
a sua habitual página no semanário “Expresso” do passado dia nove de No- vembro, com o título que plagiamos neste nosso escrito, Miguel Sousa Tavares relata uma conversa que mante- ve como uma senhora que pela segunda ou terceira vez protestava porque lhe bai- xaram a pensão de reforma, argumentan- do que o dinheiro que lhe pagam não é deles, é seu, em resultado de descontos de quarenta anos. Acalmados os ânimos, MST entabulou com a exaltada senhora
um diálogo com o objetivo de lhe fazer ver que a afirmação de que o dinheiro era seu
e não deles não seria exata. Vai daí, fez-lhe as contas. Há quanto
tempo está reformada? Há catorze anos, ouviu da reformada. Muito bem, con- cluiu o autor, acrescentando que então terá descontado durante quarenta anos
a uma média de 10% do seu ordenado,
recebendo há catorze anos uma pensão de reforma. E, feitas as contas, concluiu para a sua interlocutora que, mesmo ad- mitindo que durante os quarenta anos
nunca a reformada tenha custado um euro ao Estado, o dinheiro que descon- tou apenas daria para quatro anos de
pensão, pelo que nos últimos dez anos o pagamento já foi à custa “deles”, esclare- cendo que “eles” eram o Estado. Afigura-se-nos, no entanto, que a conclu- são enferma de perigoso, grave e enganoso erro. Como é do conhecimento geral, as pres- tações para a Segurança Social são financia-
bém se pode recolher o entendimento de que “as contribuições sociais são uma adjudica- ção, isto é, criam um devedor e um credor”. Com efeito, a provar o que Renato Guedes e Rui Viana Pereira defendem na ci- tada obra coordenada por Raquel Varela, está o facto de que quando não há trabalho pres-
FOTO WIKIPEDIA
das por descontos resultantes do trabalho dos cidadãos, na proporção de 1/3 retido pela entidade patronal nas remunerações e 2/3 su- portados pela tesouraria patronal, não deven- do ser esquecido que a totalidade das contri- buições recolhidas pela segurança social é retribuição do trabalho, como se lê a páginas vinte e quatro da publicação “Quem Paga o Estado Social em Portugal?”, sítio onde tam-
tado não se gera riqueza e, consequente- mente, não há qualquer contribuição para a segurança social. Isto para salientar que as contas feitas pelo autor do artigo deveriam ter por base uma média de 30% e não apenas os 10% que considerou. Há, porém, uma outra componente e não menos importante para se apreciar com rigor quem paga o quê e a quem, esquecida no cál-
culo dos quatro anos encontrados por MST, qual seja, uma de duas variáveis por que se opte: a atualização dos coeficientes de desvalorização da moeda, ou os juros acumulados que as entregas durante qua- renta anos gerou nos “livros” da entidade gestora do fundo que é chamado a cumprir as suas obrigações contratuais. Considerando que a senhora terá ini- ciado a sua atividade no ano de 1958, re- formando-se em 1998; ficcionando-se que as remunerações auferidas terão evoluí- do ao longo de tão grande período, co- meçando em valores reduzidos e termi- nado na ordem dos 500 euros mensais, poderemos encontrar saldos que dariam para pagar uma reforma da ordem dos 400 euros durante praticamente toda a vida da senhora exaltada, sem necessidade de chamar os “Outros” para ajudar no pa- gamento da pensão, bastando que tenha havido rigor e saber nas aplicações fi- nanceiras e que o produto destas tenha, na sua diversidade e totalidade, entrado nos cofres da Segurança Social. É opor- tuno recordar que foram os fundos de pensões das antigas Caixas de Previdên- cia quem financiou marcadamente a implementação da fileira energética hídrica, pelo que parte do produto da nacionalização da REN e da EDP é devi- da à Segurança Social. Do exposto concluir-se-á, com não menor segurança, que os reformados contributivos não devem as suas pen- sões aos atuais ou futuros trabalhado- res, porque são a devolução de parte sig- nificativa do produto do seu trabalho, entregue ao Estado durante várias deze- nas de anos na forma de contribuições para a Segurança Social.
(*) alvarodesousa@sapo.pt
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Lazer
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Efemérides
13 DEZEMBRO 1912 – Nasce Luiz Gonzaga, grande músico popular brasileiro,
conhecido como "rei do baião" (morreu em 1989).
Anagrama
Descubra que rua de Ermesinde se esconde dentro destas palavras com as letras desordenadas: SERIAL.
SOLUÇÕES:
.LeirasdasRua
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Veja se sabe |
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01 - Médico francês, Prémio Nobel da Paz em 1952. |
SOLUÇÕES: |
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02 - Povo germânico que criou reino ibérico entre 409 e 585 d.C. |
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03 - Dupla de realizadores, autores de “César Deve Morrer” (2012). 04 - Rio que desagua na cidade de Leiria, na margem esquerda do Lis. |
rnio.óCalif–10 |
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Macho.Hidra–08 Forno.–09 |
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05 - A que classe de animais pertence a rola? 06 - A que continente pertence a Síria? |
lia.áIt–07 |
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Aves.–05 sia.Á–06 |
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07 - Em que país fica a cidade de Cagliari? |
Lena.Rio–04 |
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08 - Qual é a capital de San Marino? |
Suevos.–02 Taviani.osãIrm–03 |
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09 - A abreviatura Hyi corresponde a qual constelação? |
Schweitzer.Albert–01 |
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10 - Elemento metálico radioativo, n.º 98 da Tabela Periódica (Cf). |
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Provérbio
Dezembro frio, calor no estio.
(Provérbio português)
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Pensamentos |
ADAUTO SILVA |
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Se fiz alguma coisa boa em toda a minha vida, dela me arrependo do fundo do coração. |
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William Shakespeare |
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Diferenças |
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IMAGEM HTTP://WWW.PDCLIPART.ORG |
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Descubra as |
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10 |
diferenças |
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|
existentes |
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nos desenhos |
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SOLUÇÕES: |
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Folha.10. |
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Boca.09. |
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Sobrancelha.08. |
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Olho.07. |
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Orelha.06. |
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suor.deGota05. |
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pis.áL04. |
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Gravata.03. |
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punho.deoãBot02. |
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|
punho.deoãBot01. |
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30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Tecnologias
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Portal e-Democracia no Brasil: |
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Participação virtual, cidadania real |
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A |
Câmara dos Deputados brasileira dis- |
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ponibilizou uma versão beta do Portal e-De- mocracia, uma ferramenta aberta para a participação da sociedade civil em debates |
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sobre temas de importância nacional. Este foi desenvolvido sobre a plataforma colaborativa |
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e livre Noosfero, desenvolvido pela coopera- |
||
|
tiva de tecnologias livres Colivre (http://co- |
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livre.coop.br). Qualquer pessoa pode aí ca- dastrar-se e participar nos debates. |
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A |
proposta do e-Democracia é, por meio |
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da Internet, incentivar a participação da soci- |
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edade no debate de temas importantes para o |
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país. Está dividido em dois grandes espaços |
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de participação: as Comunidades Legislativas |
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e o Espaço Livre. No primeiro, os cidadãos |
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brasileiros podem participar em debates so- bre temas específicos, normalmente relacio- nados com projetos de lei já existentes. Essas Comunidades oferecem diferentes instrumen- tos de participação e, ainda, orientações quan- to ao andamento da matéria no Congresso Nacional. Já no Espaço Livre, os cidadãos podem definir o tema da discussão e ser o grande motivador dela. O debate será acom- panhado pela equipe e-Democracia e pode vir a tornar-se uma Comunidade Legislativa. |
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Fonte: http://edemocracia.camara.gov.br/o-que-e |
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Lançado Mono 3.0 |
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A |
comunidade mundial do projeto Mono |
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está a comemorar o lançamento do Mono 3.0. |
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O Mono está mais ativo do que nunca, com a |
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sua presença em tablets, smartphones e no seu uso intenso dentro da indústria de jogos, com o MonoGame. Entre as novidades des- taque para C# 5.0, suporte ao .NET 4.5, MVC4, Razor, etc |
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Fonte: http://www.mono-project.com/Re- |
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lease_Notes_Mono_3.0 |
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NASA utiliza OpenSource para gerir dados vindos de Marte |
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Em notícia divulgada pelo site Opensour- ce.com informa-se que a NASA disponibiliza |
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|
conteúdos obtidos pelo rover Curiosity que pou- sou em Marte em agosto passado. |
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O |
grande desafio da NASA é deixar dispo- |
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nível a qualquer momento e a partir de qualquer lugar os dados da exploração do rover Curiosity. Trata-se de um volume de tráfego de centenas |
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de gigabits/segundo gerado por centenas de mi- |
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lhares de visualizações concorrentes. |
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A |
plataforma desenvolvida foi toda base- |
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ada em open source. |
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Fonte: http://www.madeira.eng.br/blogs/ |
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view_post.php?content_id=602 |
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Lançado Git 1.8.0 |
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O |
mantenedor do Git, Junio C Hamano, |
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anunciou o lançamento de uma nova versão do sistema de controlo de versão livre. O Git 1.8.0 inclui diversas novas funcionalidades, sintaxe de comandos refinadas e um grande número de correções desde a versão 1.7.12, que foi o último lançamento contendo novas funcionalidades em 19 de agosto. Git agora tem um novo suporte a funcio- nalidades de credenciais e autenticação que permitem acesso ao keychain em sistemas Windows e ao GNOME Keyring no Linux. A interface gráfica do Git também foi atualizada. |
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Fonte: http://marcelo.juntadados.org/texts/ |
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git-1-8-0A |
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A informática no reino de Liliput
– a moda dos minicomputadores (5)
Aproveitando uma conjugação de fatores muito interessante – a miniaturização eletrónica das boards, o surgimento de processadores de muito baixo consumo de energia, a disponibilidade de pequenos discos muito rápidos SSD, os acessíveis recursos da net e a disponibilidade de sistemas operativos livres e gratuitos –, uma geração de no- vos minicomputadores tem vindo a fazer o seu apa- recimento com uma cada vez maior frequência. Este é o quinto de alguns artigos que apontam exemplos desta nova tendência na informática pessoal.
LC (*)
Green Computer Eco S 7
Um dos exemplos de microcomputadores com processador de muito baix consumo, é o Eco S 7 da Green Computer, mais um dos pe- quenos PCs baseados no Mini-ITX com Intel Atom dual core, neste caso com placa gráfi- ca NVidia Ion. Dispõe de 2GB de RAM DDR3 (suficiente
para qualquer distribuição Linux), expansível
a 4Gb. Tem ainda duas portas USB 3.0, uma
Hdmi, uma Dvi, e a possibilidade de vir a in- cluir um gravador CD, DVD ou Blueray.
Como disco rígido, uma unidade de 2,5” de 250 ou 350GBNo último número de “A Voz de Ermesinde”, entre os microcomputadores que apresentámos, achava-se o VIA APC8750. Pois, deste mesmo fabricante, falmos hoje do VIA Artigo 1200, com processador VIA Eden X2 dual core de 1 GHz,
chip multim´dia VX900, 4GB de RAM DDR3, uma porta HDMI, uma VGA, duas Ethernet,
e quatro USB 2.0, entre outras ligações. Traz uma porta para ligação Ethernet e como opção pode aceitar um módulo wifi USB. O preço, sem o gravador de CD, DVD ou Blueray, é de 500 euros.
Odroid-X
Uma solução na linha da que foi apre- sentada pelo Raspberry Pi, isto é, na forma
de uma simples placa, é a oferecida pelo Odroid-X, um micocomputador construído à volta do processador Samsung Exynos4412 Cortex-A9 Quad Core a 1,4Ghz e 1MB L2 cache (o mesmo utilizado no tão bem sucedi- do smartphone Samsung Galaxy S3), com um processador gráfico Mali-400 Quad Core e 1GB de Ram. Esta placa/computador vem com seis porta USB 2.0 e uma porta Ethernet, entradas para jack e microfone, e leitor de memória SD, no qual teremos o sistema operativo. De raiz, este será o Android 4.0, mesmo
se é perfeitamente possível pôr o Odroid-X a correr o Ubuntu. O Odroid-X é oferecido ao preço de 129 dólares (cerca de 105 euros).
Intel NUC
Uma outra solução do género do Ras- pberry Pi ou do Odroid-X é o Intel NUC, uma outra carta de dimensões reduzidas (10cm de lado), que traz como processador o Sandy Bridge Core i3 / i5 e uma GPU Intel GMA HD 3000. O Intel NUC vem com dois slots para DDR3 SODIMM e duas PCI Express, além de duas portas USB, Hdmi, Thunderbolt, módulo para conexão wifi e saída audio multicanal.
Embora sem dados definitivos, o Intel NUC deveria ser comercializado a cerca de 100 euros (só a carta mãe).
Gooseberry
Mais uma solução semelhante às anteri- ores, com o computador numa pequena pla- ca de dimensões muito reduzidas e baixo consumo, é a apresentada pelo Gooseberry, fornecido com um processador ARM A10 a 1GHz, embora permita explorar um overclock para 1,5GHz.
Vem com 512MB de RAM (de origem o dobro do Raspberry Pi que, todavia, também se oferece agora, depois de a isso os fabri- cantes terem sido instados, com o dobro da RAM inicial). Como sistema operativo traz o Android 4.0 ICS, embora esteja prevista uma completa compatibilidade com Ubuntu eArch. O Gooseberry é proposto a 65 dólares.
Avatar APC 8750
Ainda uma solução semelhante às ante-
riores, e fabricado pela Via Technologies, o Avatar APC 8750 é um miniPC baseado no processador ARM WonderMedia WM8750 (ARMv6), de 800MHz, built-in 3D como GPU
e 512 MB de RAM DDR3. Vem com disco de
2GB expansível atrav´s de microSD, quatro portas USB 2.0, uma porta Hdmi para liga- ção a um televisor de nova geração e uma porta VGA para ligação a um monitor. Pre- sentes também saídas para jack e microfone
e uma porta Ethernet. Como sistema operativo instalado, vem com o Android 2.3 (que provavelmente será atualizado para o 4.0). O preço proposto é de 59 dólares (isto é, cerca de 46 euros).
Num outro campeonato, o VIA EPIA-M920
Finalmente, por hoje, apresentamos o VIA EPIA-M920, outra placa-mãe, como as anteri-
ores, mas de características muito superio- res, de 17 cm de largo, que é proposta em duas variações alternativas, uma com proces- sador Quad-Core Via de 1,2GHz, e outra com
o Via Dual-Core Eden X2, de 1GHz, ambos
com sistema de ventilação sem ventoinha.
Como processador gráfico, vem com o Via Chrome 640/645, o que permite acelera- ção gráfica para video MPEG-2, MPEG-4, WMV9, VC-1 e H.264. O VIA EPIA-M920 admite até 16GB de RAM DDR3! Vem com duas saídas Hdmi e duas Ethernet, duas portas USB 3.0 duas 2.0, duas SATA, uma PCI e suporte para cartões de memória SD (SDXC/SDHC), drivers para Windows 7, XP e para Linux, mas desconhe- ce-se o preço.
Com base em informações recolhidas so-
bretudo no site http://www.lffl.org´e nos sites dos
respetivos fabricantes.
(*)
Arte Nona
A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Entretanto
Pranchas de “Pessoa & CIA” expostas em Barcelona
Com o apoio do Instituto Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, foi inaugurado no passado dia 22 de
novembro, no Reial Cercle Artistic de Barcelona, uma exposição de várias pranchas da obra “Pessoa & CIA”, da autora espanhola Laura Pérez Ver- netti, autora da novela gráfica tendo por tema o genial poeta português. Recorde-se que esta obra foi re- centemente, em meados de outubro, apresentada em Portugal, quer na Livraria Leya na Buchholz, quer na própria Casa Fernando Pessoa. Nes- ta última houve também lugar a uma exposição de pranchas, que foi complementada por uma mesa re- donda em que participaram António Jorge Gonçalves, Filipe Abranches
e Golghona Anghel, sob moderação de Sara Figueiredo Costa.
Fonte: http://www.divulgandobd.blog- spot.pt
Tornado – Digital Zero International Artshow
Desde 9 de novembro e até 7 de dezembro a Galeria da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim, tem em exposição “Tor- nado – Digital Zero International Artshow”, uma mostra com a parti- cipação de 70 autores, comissa- riada por Esgar Acelerado. O denominador comum das obras expostas é que sejam trabalho “ não digital” – num regresso ao objeto úni- co e irrepetível (com exceção das téc- nicas tradicionais como a serigrafia ou a gravura). É uma exposição de desenho, ilustração e pintura em to- das as suas vertentes e técnicas não- digitais. ou gravura).
A mostra conta com a presença
de alguns autores estrangeiros.
A inspiração do nome veio da
ideia de movimento devastador e a deixar marcas (… e também porque
é o nome do cavalo do Zorro).
De notar que a mostra estava ini- cialmente destinada a terminar no dia 30 de novembro mas, dado o afluxo do público, foi posteriormente esten- dida até ao dia 7 de dezembro.
Fonte: https://www.facebook.com/
events/291699537607701/
permalink/300825703361751/ O
340º Encontro da Tertúlia BD de Lisboa
Realizou-se no passado dia 6 de novem- bro 2012, primeira 3ª feira do mês, o 340º En- contro da Tertúlia BD de Lisboa, que teve lugar no único restaurante (atualmente) exis- tente no Parque Mayer. O Convidado Especial foi Fil – Luís Fili- pe Vieira da Silva Lopes, nascido no Porto a15 de novembro de 1977. Conforme relata Geraldes Lino no seu blogue “Divulgando banda Desenhada”, Luís Filipe Lopes possui um doutoramento em Ciências Biomédicas. Teve uma intro- dução à Pintura sob orientação do artista plástico Dagoberto Silva, e foi orientado na área da Ilustração Científica pelo ilustrador Pedro Salgado. Embora na Banda Desenhada seja auto- didata, Fil tem desenvolvido uma constante
mais tarde se associou André Oliveira na equipa editorial). O “Zona” desdobra-se em diversos temas (indicados no subtítulo), e onde Fil tem publicado a maior parte da sua produção em BD:
Zona Zero - maio 2009 - Fez a ilustração da capa, uma ilustração interior, e uma bd de três pranchas, a cores, intitulada "Anomalia"; Zona Negra - setembro 2009 - Uma ilustra- ção, e a bd a preto e branco,"Rotina", em quatro pranchas, sob argumento de Gustavo Carreira; Zona Fantástica - março 2010 - Uma bd a cores, de quatro pranchas, com o título "Dador Universal"; Zona Gráfica (Vol.1) - maio 2010 - Criou a bd "A Noite" em quatro pranchas, a cores, mas publicada no fanzine a preto e branco; fez, em parceria com André Oliveira, a bd "3ª directa";
atividade na BD nos seus tempos livres, umas vezes como autor completo, outras sim- plesmente no papel de desenhador, fazendo dupla com argumentistas. Além disso, lançou um dos mais impor- tantes fanzines portugueses de banda dese- nhada da atualidade, tanto no conteúdo como no aspeto gráfico, o “Zona”, (a que
Zona Gráfica (Vol.2) - maio 2010 - Uma bd
a cores de quatro pranchas, intitulada "Married Style", sob argumento de Geoff Sebesta e Justin Humphries; Zona Negra 2 - novembro 2010 - A bd
"Nocturna", de três pranchas, com argumen-
to de André Oliveira; Zona Monstra - março 2011 - Uma bd de
quatro pranchas com argumento de André Oliveira, e uma bd de duas pranchas, a co- res, intitulada "Cabaret Monstra", sob argu- mento de Gabriel Martins; Zona Gráfica 2 - maio 2011 - A bd "San- gue", de quatro pranchas, com argumento de André Oliveira; Zona Nippon - maio 2012 - A bd "Samurai - Aquele Que Serve", cinco pranchas sob argumento de Gabriel Martins; Zona Desenha - outubro 2012 - Uma bd sem título, feita com o filho David, de cinco anos, na altura da colaboração. Fil faz parte da Direção da Associação Tentáculo, que tem publicado diversas obras de BD, Ilustração, Poesia e ficção. Visível em:
http://atentaculo.weebly.com. É fundador, editor e designer gráfico do “Zona” (ver em www.zonabd.blogspot.pt). Tem participado em exposições individu- ais de Pintura e Desenho, e já foi formador num workshop de BD intitulado "Do Esbo- ço à Arte Final", integrado no evento "BD ao Forte" (Lisboa, 2012). Além dos anteriores indicados, tem acti- vos mais dois espaços internéticos:
http://filbd.blogspot.pt
http://fil-art.blogspot.pt
Presenças na 340ª Tertúlia
É ainda Geraldes Lino que, no seu blogue, dá conta da lista de presenças neste 340º Encontro da TBDL, sujeita a uma ou outra confirmação:
1.Adelina Menais
2.Álvaro
3.Ana Saúde 4.Ana Vidazinha 5.André Oliveira 6.António Isidro 7.Carlos Páscoa
8.CristinaAmaral
9.Falcato
10.Fil (Convidado Especial) 11.Filipe Bravo 12.Filipe Duarte 13.Francisco Cunha 14.Frederico Carvalho 15.Geraldes Lino 16.Helder Jotta
17.Horácio
18.Hugo Teixeira 19.Inês Ramos 20.João Amaral 21.João Figueiredo 22.José Pinto Carneiro 23.Manuel Valente 24.Miguel Ferreira 25.Miguel Gabriel 26.Miguel Sousa Ferreira
27.Moreno
28.Nuno Amado 29.Nuno Duarte "Outro Nuno" 30.Nuno Neves 31.Paulo Costa 32.Pedro Bouça 33.Rui Domingues 32.Sá-Chaves, João Paulo 33.Simões dos Santos
30 de novembro de 2012 • A Voz de Ermesinde
Arte Nona
22
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Serviços |
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Telefones |
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CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE |
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• Educação Pré-Escolar (Teresa Braga Lino) |
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(Creche, Creche Familiar, Jardim de Infância) |
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Infância e Juventude (Fátima Brochado) (ATL, Actividades Extra-Curriculares) • |
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• População Idosa (Anabela Sousa) |
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(Lar de Idosos, Apoio Domiciliário) |
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• Serviços de Administração (Júlia Almeida) |
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Tel.s 22 974 7194; 22 975 1464; 22 975 7615; 22 973 1118; Fax 22 973 3854 Rua Rodrigues de Freitas, 2200 4445-637 Ermesinde |
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• Formação Profissional e Emprego (Albertina Alves) |
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(Centro de Formação, Centro Novas Oportunidades, Empresas de Inserção, Gabinete de Inserção Profissional) |
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• Gestão da Qualidade (Sérgio Garcia) |
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Tel. 22 975 8774 Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde |
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• Jornal “A Voz de Ermesinde” (Fernanda Lage) |
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Tel.s 22 975 7611; 22 975 8526; Fax. 22 975 9006 |
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Largo António da Silva Moreira Canório, Casa 2 4445-208 Ermesinde |
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Telefones de Utilidade Pública |
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Telefones |
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ECA |
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ERMESINDE CIDADE ABERTA |
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• Sede Tel. 22 974 7194 |
Auxílio e Emergência |
Saúde |
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Largo António Silva Moreira, 921 4445-280 Ermesinde • Centro de Animação Saibreiras (Manuela Martins) Tel. 22 973 4943; 22 975 9945; Fax. 22 975 9944 Travessa João de Deus, s/n 4445-475 Ermesinde • Centro de Ocupação Juvenil (Manuela Martins) |
Avarias - Água - Eletricidade de Ermesinde Avarias - Água - Eletricidade de Valongo B. Voluntários de Ermesinde B.Voluntários de Valongo Polícia de Segurança Pública de Ermesinde Polícia de Segurança Pública de Valongo Polícia Judiciária - Piquete Guarda Nacional Republicana - Alfena Guarda Nacional Republicana - Campo 22 974 0779 22 422 2423 22 978 3040 22 422 0002 22 977 4340 22 422 1795 22 203 9146 22 968 6211 22 411 0530 112 |
Centro Saúde de Ermesinde Centro de Saúde de Alfena Centro de Saúde de Ermesinde (Bela) Centro de Saúde de Valongo Clínica Médica LC Clínica Médica Central de Ermesinde Clínica de Alfena Clínica Médica da Bela Clínica da Palmilheira CERMA 22 973 2057 22 967 3349 22 969 8520 22 422 3571 22 974 8887 22 975 2420 22 967 0896 22 968 9338 22 972 0600 22 972 5481 |
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|
Tel. 22 978 9923; 22 978 9924; Fax. 22 978 9925 Rua José Joaquim Ribeiro Teles, 201 4445-485 Ermesinde |
Número Nacional de Socorro (grátis) SOS Criança (9.30-18.30h) Linha Vida SOS Grávida Criança Maltratada (13-20h) |
800 202 651 800 255 255 21 395 2143 21 343 3333 |
Clinigandra Delegação de Saúde de Valongo Diagnóstico Completo Farmácia de Alfena Farmácia Nova de Alfena |
22 978 9169 / 22 978 9170 22 973 2057 22 971 2928 22 967 0041 22 967 0705 |
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Serviços |
Farmácia Ascensão (Gandra) Farmácia Confiança Farmácia Garcês (Cabeda) Farmácia MAG Farmácia de Sampaio Farmácia Santa Joana Farmácia Sousa Torres Farmácia da Palmilheira Farmácia da Travagem |
22 978 3550 22 971 0101 22 967 0593 22 971 0228 22 974 1060 22 977 3430 22 972 2122 22 972 2617 22 974 0328 |
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|
Locais de venda de "A Voz de Ermesinde" |
Cartório Notarial de Ermesinde Centro de Dia da Casa do Povo Centro de Exposições Clube de Emprego Mercado Municipal de Ermesinde Mercado Municipal de Valongo Registo Civil de Ermesinde Repartição de Finanças de Ermesinde Segurança Social Ermesinde Posto de Turismo/Biblioteca Municipal Vallis Habita Edifício Faria Sampaio |
22 974 0087 22 971 1647 22 972 0382 22 972 5312 22 975 0188 22 422 2374 22 972 2719 22 978 5060 22 973 7709 22 422 0903 22 422 9138 22 977 4590 |
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• Papelaria Central da Cancela - R. Elias Garcia; |
Farmácia da Formiga Hospital Valongo Ortopedia (Nortopédica) Hospital de S. João Hospital de S. António 22 975 9750 22 422 0019 / 22 422 2804 / 22 422 2812 22 971 7785 22 551 2100 22 207 7500 |
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• Papelaria Cruzeiro 2 - R. D. António Castro Meireles; |
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• Papelaria Troufas - R. D. Afonso Henriques - Gandra; |
Hospital Maria Pia – crianças |
22 608 9900 |
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• Café Campelo - Sampaio; |
Bancos |
Administração |
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• A Nossa Papelaria - Gandra; |
Banco BPI Banco Português Negócios Millenium BCP Banco Espírito Santo Banco Internacional de Crédito Banco Internacional do Funchal Banco Santander Totta Caixa Geral de Depósitos Crédito Predial Português Montepio Geral Banco Nacional de Crédito |
808 200 510 22 973 3740 22 003 7320 22 973 4787 22 977 3100 22 978 3480 22 978 3500 22 978 3440 22 978 3460 22 001 7870 22 600 2815 |
Agência para a Vida Local |
22 973 1585 |
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22 |
422 7900 |
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• Quiosque Flor de Ermesinde - Praça 1º de Maio; |
Câmara Municipal Valongo Centro de Interpretação Ambiental Centro Monit. e Interpret. Ambiental. (VilaBeatriz) Secção da CMV (Ermesinde) Serviço do Cidadão e do Consumidor 93 229 2306 22 977 4440 22 977 4590 22 972 5016 800 23 2 001 |
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• Papelaria Monteiro - R. 5 de Outubro. |
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FFFFFasesasesasesasesases dadadadada LLLLLuauauauaua LLLLLuauauauaua Cheia:Cheia:Cheia:Cheia:Cheia: 2222288888;;;;; Q.Q.Q.Q.Q. Minguante:Minguante:Minguante:Minguante:Minguante: 66666;;;;; DezDezDezDezDez 20202020201111122222 |
Gabinete do Munícipe (Linha Verde) Depart. Educ., Ação Social, Juventude e Desporto Casa Juventude Alfena Espaço Internet Gabinete do Empresário Serviço de Higiene Urbana Ecocentro de Valongo Ecocentro de Ermesinde Junta de Freguesia de Alfena Junta de Freguesia de Sobrado Junta de Freguesia do Campo Junta de Freguesia de Ermesinde Junta de Freguesia de Valongo Serviços Municipalizados de Valongo Centro Veterinário Municipal Edifício Polivalente Serviços Tecn. Municipais 22 421 9210 22 240 1119 22 978 3320 22 973 0422 22 422 66 95 22 422 1805 22 975 1109 22 967 2650 22 411 1223 22 411 0471 22 973 7973 22 422 0271 22 977 4590 22 422 3040 22 421 9459 |
||||||||||
|
LLLLLuauauauaua Nova:Nova:Nova:Nova:Nova: 1313131313;;;;; Q.Q.Q.Q.Q. Crescente:Crescente:Crescente:Crescente:Crescente: 2020202020 |
Transportes |
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|
JanJanJanJanJan |
20132013201320132013 LLLLLuauauauaua Cheia:Cheia:Cheia:Cheia:Cheia: 2727272727;;;;; Q.Q.Q.Q.Q. Minguante:Minguante:Minguante:Minguante:Minguante: 44444;;;;; LLLLLuauauauaua Nova:Nova:Nova:Nova:Nova: 1111111111;;;;; Q.Q.Q.Q.Q. Crescente:Crescente:Crescente:Crescente:Crescente: 1919191919 |
Central de Táxis de Ermesinde Táxis Unidos de Ermesinde Estação da CP Ermesinde 22 971 0483 – 22 971 3746 22 971 5647 – 22 971 2435 22 971 2811 |
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|
Evaristo Marques de Ascenção e Marques, Lda Praça de Automóveis de Ermesinde |
22 973 6384 22 971 0139 |
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Ficha de Assinante |
Desporto |
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A VOZ DE ERMESINDE |
Águias dos Montes da Costa Centro de Atletismo de Ermesinde Clube Desportivo da Palmilheira Clube Propaganda de Natação (CPN) Ermesinde Sport Clube Pavilhão Paroquial de Alfena Pavilhão Municipal de Campo Pavilhão Municipal de Ermesinde Pavilhão Municipal de Sobrado Pavilhão Municipal de Valongo Piscina Municipal de Alfena Piscina Municipal de Campo Piscina Municipal de Ermesinde Piscina Municipal de Sobrado Piscina Municipal de Valongo Campo Minigolfe Ermesinde Campo Minigolfe Valongo Cultura Arq. Hist./Museu Munic. Valongo/Posto Turismo Biblioteca Municipal de Valongo Centro Cultural de Alfena |
22 975 2018 22 974 6292 22 973 5352 22 978 3670 22 971 0677 22 967 1284 22 242 5957 22 242 5956 22 242 5958 22 242 5959 22 242 5950 22 242 5951 22 242 5952 22 242 5953 22 242 5955 91 619 1859 91 750 8474 22 242 6490 22 421 9270 22 968 4545 22 421 0431 22 415 2070 22 978 3320 22 240 2033 |
Ensino e Formação Cenfim Centro de Explicações de Ermesinde Colégio de Ermesinde Ensino Recorrente Orient. Concelhia Valongo Escola EB 2/3 D. António Ferreira Gomes Escola EB2/3 de S. Lourenço Escola Básica da Bela Escola Básica do Carvalhal Escola Básica da Costa Escola Básica da Gandra Escola Básica Montes da Costa Escola Básica das Saibreiras Escola Básica de Sampaio Escola Secundária Alfena Escola Secundária Ermesinde Escola Secundária Valongo Estem – Escola de Tecnologia Mecânica Externato Maria Droste Externato de Santa Joana Instituto Bom Pastor Academia de Ensino Particular Lda Academia APPAM 22 978 3170 22 971 5108 22 977 3690 22 422 0044 22 973 3703/4 22 971 0035/22 972 1494 22 967 0491 22 971 6356 22 972 2884 22 971 8719 22 975 1757 22 972 0791 22 975 0110 22 969 8860 22 978 3710 22 422 1401/7 22 973 7436 22 971 0004 22 973 2043 22 971 0558 22 971 7666 22 092 4475/91 896 3100/91 8963393 |
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|
Nome Morada Código Postal - Nº. Contribuinte Telefone/Telemóvel E-mail |
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|
Ermesinde, (Assinatura) / / |
Centro Cultural de Campo Centro Cultural de Sobrado Fórum Cultural de Ermesinde Fórum Vallis Longus |
AACE - Associação Acad. e Cultural de Ermesinde Universidade Sénior de Ermesinde Emprego Centro de Emprego de Valongo Gabin. Inserção Prof. do Centro Social Ermesinde Gabin. Inserção Prof. Ermesinde Cidade Aberta Gabin. Inserção Prof. Junta Freguesia de Alfena Gabin. Inserção Prof. Fab. Igreja Paroq. Sobrado Gabin. Inserção Prof. CSParoq. S. Martinho Campo UNIVA 22 974 8050 93 902 6434 22 421 9230 22 975 8774 22 977 3943 22 967 2650 91 676 6353 22 411 0139 22 421 9570 |
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|
Assinatura Anual 12 núm./ 9 euros NIB 0036 0090 99100069476 62 R. Rodrigues Freitas, 2200 • 4445-637 Ermesinde Tel.: 229 747 194 • Fax: 229 733 854 |
Nova Vila Beatriz (Biblioteca/CMIA) Museu da Lousa Comunicações |
22 977 4440 22 421 1565 |
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|
Posto Público dos CTT Ermesinde Posto Público CTT Valongo Posto Público CTT Macieiras Ermesinde Posto Público CCT Alfena |
22 978 3250 22 422 7310 22 977 3943 22 969 8470 |
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A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Farmácias de Serviço Permanente
De 01/12/12 a 31/12/12
|
Dias |
Farmácias de Serviço |
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|
01 |
Sábado |
Alfena |
Marques Santos |
|
02 |
Domingo |
Ascensão |
Vilardell |
|
03 |
Segunda |
Confiança |
Marques Cunha |
|
04 |
Terça |
Formiga |
Outeiro Linho |
|
05 |
Quarta |
Garcês |
Sobrado |
|
06 |
Quinta |
MAG |
Bessa |
|
07 |
Sexta |
Nova Alfena |
Central |
|
08 |
Sábado |
Palmilheira |
Vilardell |
|
08 |
Sábado |
Sousa Torres |
|
|
09 |
Domingo |
Sampaio |
Marques Cunha |
|
10 |
Segunda |
Santa Joana |
Outeiro Linho |
|
11 |
Terça |
Travagem |
Sobrado |
|
12 |
Quarta |
Alfena |
Bessa |
|
13 |
Quinta |
Ascensão |
Central |
|
14 |
Sexta |
Confiança |
Marques Santos |
|
15 |
Sábado |
Formiga |
Marques Cunha |
|
16 |
Domingo |
Garcês |
Outeiro Linho |
|
17 |
Segunda |
MAG |
Sobrado |
|
18 |
Terça |
Nova Alfena |
Bessa |
|
19 |
Quarta |
Palmilheira |
Central |
|
20 |
Quinta |
Sampaio |
Marques Santos |
|
21 |
Sexta |
Santa Joana |
Vilardell |
|
22 |
Sábado |
Travagem |
Outeiro Linho |
|
23 |
Domingo |
Alfena |
Sobrado |
|
24 |
Segunda |
Ascensão |
Bessa |
|
25 |
Terça |
Confiança |
Central |
|
25 |
Terça |
Sousa Torres |
|
|
26 |
Quarta |
Formiga |
Marques Santos |
|
27 |
Quinta |
Garcês |
Vilardell |
|
28 |
Sexta |
MAG |
Marques Cunha |
|
29 |
Sábado |
Nova Alfena |
Sobrado |
|
30 |
Domingo |
Palmilheira |
Bessa |
|
31 |
Segunda |
Sampaio |
Central |
FICHA
TÉCNICA
A VOZ DE
ERMESINDE
JORNAL MENSAL
• N.º ERC
• N.º ISSN 1645-9393
Diretora:
Fernanda Lage. Redação: Luís Chambel (CPJ 1467), Miguel Barros (CPJ 8455).
Fotografia:
Editor – Manuel Valdrez (CPJ 8936), Ursula Zangger (CPJ 1859). Maquetageme Grafismo:
LC, MB. Publicidade e Asssinaturas:
Aurélio Lage, Lurdes Magalhães.
Afonso Lobão, A. Álvaro Sou-
Colaboradores:
sa, Ana Marta Ferreira, Armando Soares, Cân- dida Bessa, Chelo Meneses, Diana Silva, Faria de Almeida, Filipe Cerqueira, Gil Monteiro, Glória Leitão, Gui Laginha, Jacinto Soares, Joana Gon- çalves, João Dias Carrilho, Sara Teixeira, Joana Viterbo, José Quintanilha, Luís Dias, Luísa Gon- çalves, Lurdes Figueiral, Manuel Augusto Dias, Manuel Conceição Pereira, Marta Ferreira, Nu- no Afonso, Paulo Pinto, Reinaldo Beça, Rui Laiginha, Rui Sousa, Sara Amaral.
Propriedade, Administração, Edição, Publicidade e Assinaturas: CENTRO SOCIAL DE ERMESINDE
• Rua Rodrigues de Freitas, N.º 2200 • 4445-637
ERMESINDE • Pessoa Coletiva N.º 501 412 123 • Serviços de registos de imprensa e publi- cidade N.º 101 423. Telef. 229 747 194 - Fax: 229733854 Redação: Largo António da Silva Moreira, Casa 2, 4445-280 Ermesinde. Tels. 229 757 611, 229 758 526, Tlm. 93 877 0762. Fax 229 759 006. E-mail: avozdeermesinde@gmail.com Site:www.avozdeermesinde.com Impressão: DIÁRIO DO MINHO, Rua Cidade do Porto – Parque Industrial Grundig, Lote 5, Fração A, 4700-087 Braga. Telefone: 253 303 170. Fax: 253 303 171. Os artigos deste jornal podem ou não estar em sintonia com o pensamento da Dire- ção; no entanto, são sempre da responsabili- dade de quem os assina.
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A Voz de Ermesinde • 30 de novembro de 2012
Feira de S. Martinho
Gastronómico 2012
Espaço de convívio e solidariedade que muito deve ao trabalho voluntário de amigos, dirigentes, funcionários e utentes do Centro Social de Ermesinde (CSE), a Feira do S. Martinho Gastronómico 2012, além de encontro com a cozinha tradicional portuguesa, fez mais uma vez reviver a animação do antigo largo da feira velha de Ermesinde, paredes meias, agora, com o nosso jornal. LC
FOTOS URSULA ZANGGER
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