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FACULDADE ESTÁCIO DO PARÁ FAP

ADMINISTRAÇÃO

INOVAÇÃO E DESIGN THINKING: PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO PARA IMPLANTAÇÃO NA EMPRESA CROSS SATE.

BELÉM PA

2012

ANGELO LUIZ BARBOSA IMBIRIBA

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INOVAÇÃO E DESIGN THINKING: PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO PARA IMPLANTAÇÃO NA EMPRESA CROSS SATE.

Trabalho apresentado ao Prof. MSC. Kahlil Jezini Vianna da disciplina de TCC (Trabalho Conclusão do Curso) do Curso de Administração da FAP PA Faculdade do Pará, como requisito básico para obtenção de título de bacharel em Administração.

BELÉM PA

2012

Faculdade do Pará, como requisito básico para obtenção de título de bacharel em Administração. BELÉM –

ANGELO LUIZ BARBOSA IMBIRIBA

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INOVAÇÃO E DESIGN THINKING: PROPOSTA DE UM MODELO DE GESTÃO PARA IMPLANTAÇÃO NA EMPRESA CROSS SATE.

Trabalho apresentado ao Prof. MSC. Kahlil Jezini Vianna da disciplina de TCC (Trabalho Conclusão do Curso) do Curso de Administração da FAP PA Faculdade do Pará, como requisito básico para obtenção de título de bacharel em Administração.

Orientador:

Pro. M.Sc. Kahlil Jezini

Membro:

Prof. Loris Neves

Membro:

Prof. Jairo Fadul

AGRADECIMENTOS

4
4

4

4
4

Pela conclusão desde curso agradeço a minha luz, sentido de viver e razão da minha vida meus Deuses do Axé e que eles facilitem não só este, mas muitos outros para minha vida acadêmica e profissional.

Ao alicerce de minha vida, com quem sempre esteve comigo e me apóia incondicionalmente Minha Mãe e Avó Marta de Lima Imbiriba.

Agradeço ao meu Pai e anjo Jorge Luiz de Lima Imbiriba que sem ele este curso ou trabalho nos últimos anos não teria tido realização. E pela sua paciência e crença depositada em mim.

Agradeço as minhas Mães Marinez Santa Rosa e Tereza Imbiriba, bem como ao meu Pai Angelo Imbiriba (em memória) por ter me orientado a cursar Administração e ter me iniciado no Empreendedorismo.

Agradeço a quem durante este percurso me ajudou para realização de minha graduação e trabalho de conclusão de curso: Emili Barbara Monteiro Miranda pelo amor, companhia, paciência e atenção dada a mim e esta obra.

Agradeço aos meus amigos que estão comigo no dia a dia e ajudaram de certa forma para conclusão desta obra.

Agradeço e peço a benção de meu Zelador Espiritual Antonio Zacarias D`Oxossi, que nos últimos anos acreditou, me apoiou e me fortaleceu para realização deste curso e obra.

Em especial, agradeço a universidade Estácio FAP pelo acolhimento e a meu orientador Prof. Kahlil Viana, pelo apoio, sapiência e confiança depositada, para realização desta obra.

Angelo Imbiriba.

RESUMO

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Nos últimos anos, o Brasil e o mundo vêm acompanhando uma série de lançamentos de produtos que nos trouxeram um mundo de experiências, diferentes é claro, do que costumávamos a ver. Produtos mais leves com níveis de interatividade maiores, alguns produtos já possibilitam a reutilização, ou seja, estão ficando mais verdes. Empresas como 3M, Apple, Google, etc. estão mudando o paradigma nas organizações e a forma delas se relacionarem e produzirem para seus clientes. A visão do Design, ou melhor, o Design Thinking é um dos ingredientes principais dessa receita de inovação e criatividade. Este trabalho propõe um estudo de caso da empresa CROS SATE em expansão. Através deste, aprofundar os conhecimentos sobre os métodos e ferramentas do Design Thinking e suas contribuições no processo de inovação das empresas modernas.

Palavraschave: Design Thinking, Inovação, Design, Empresas

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ABSTRACT

In recent years Brazil and the world has followed a series of product launches that brought us a world of experience, different course than we used to do. Lighter products with higher levels of interactivity, some products now allow reuse, or are

getting more green. Companies like 3M, Apple, Google, etc

paradigm in organizations and how these relate to their customers and produce. The vision of the Design or rather the Design Thinking is one of the main ingredients of this recipe for innovation and creativity. This paper proposes a case study company CROS SATE expanding. Through this, deepen knowledge about the methods and tools of design thinking and its contributions in the innovation of modern enterprises.

are changing the

Keywords: Design Thinking, Innovation, Design, Business

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 01 ETAPAS DO PROCESSO DE DESIGN DA IDEO

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FIGURA 02 CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO DE RESTRIÇÃO DAS IDÉIAS

30

FIGURA 03

PROCESSO DE DESIGN

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FIGURA 04 DIAMANTE DUPLO PROCESSO DE DESIGN CONCIL

32

FIGURA 05

PROCESSO DE DESIGN DA D. SCOOL

32

FIGURA 06

PROCESSO DE DESIGN DA FROG DESIGN

33

FIGURA 07

FUNIL DO CONHECIMENTO

34

FIGURA 08

ILUSTRAÇÃO PENSAMENTO DIVERGENTE E

CONVERGENTE

35

FIGURA 09

QUADRO DE MODELO DE NEGÓCIOS (CANVAS) PROPOSTO

À CROSS SATE

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TABELA 01

RESUMO DE VANTAGENS DO DESIGN

THINKING

38

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ANEXOS

ANEXO A: EVOLUÇÃO DOS ESTILOS DE ADMINISTRAÇÃO

54

 

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SUMÁRIO

 

RESUMO

 

ABSTRACT 1 INTRODUÇÃO

10

1.1 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA

11

1.2 JUSTIFICATIVA

13

1.3 OBJETIVOS

. 14

1.3.1 Objetivo Geral

14

1.3.2 Objetivo Especifico

14

1.4

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

.15

1.5

ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

16

2

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

17

2.1

Inovação e as Empresas Modernas

17

2.1.1Conceitos de inovação

17

2.1.2 Fontes de Inovação

19

2.1.3 Inovação segundo grau de Nível e Impacto

21

2.2 Design como solução para modelos de negócios

22

2.2.1 Conceito de Design

22

2.2.2 Princípios de Design

24

2.2.3 Geração de Idéias: Técnicas e Ferramentas

25

2.2.4 Design Thinking nas empresas

27

2.2.5 Design e modelos de Gestão nas

39

3

ESTUDO DE CASO: CROSS SATE DESIGN DE NEGÓCIOS

42

3.1 Histórico Empresa

42

3.2 Proposta de Modelo de Gestão Baseado no Design Thinking na Empresa CROSS

 

SATE

43

4

CONSIDERAÇÕES FINAIS

47

BIBLIOGRAFIA

49

 

ANEXOS

53

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1 INTRODUÇÃO

Desde os primórdios, o mundo vem acompanhando uma serie de fatos que ilustram a relação entre organização, trabalho, objetivo e lucro. Foram diversos os projetos que neles se sucederam técnicas de trabalho, ou melhor, inteligência administrativa que vai desde conhecimento específico de cada negócio ou organização e conhecimento técnico, metodológico e processual. Nota-se que antes os objetivos das organizações e seus recursos eram voltados para o processo, visavam o termino do projeto e tão pouco dava- se atenção para o fluxo e interação entre os fatores da organização e suas funções.

Na primeira metade do século XX, deu-se inicio ao surgimento de diversas teorias,

estudos que ajudaram na formação de escolas ou teorias da administração, dos quais inicia-se com a escola clássica, posteriormente burocrática, humanista, sistêmica, contingencial e moderna. Nota-se que ambas falam de cada parte do processo ou do processo como um todo, mas apenas as duas ultimas citam o cliente como parte dele A teoria das relações humanas faz menção as pessoas com o objetivo de melhorar a produtividade e diminuição de custo. Importante salientar o esgotado modelo fordista de produção fundamentado na excessiva exploração de princípios da padronização e divisão do trabalho.

A revolução industrial foi uma experiência marcante que a humanidade

sofreu, pois o conceito de fábrica ainda não era aplicado, e muito menos existia aplicação de processos, e utilização de maquinas. Eventos estes que devemse à inovação tecnológica iniciadas nas etapas de fiação e posteriormente na tecelagem, fez com o que custo de produção diminuísse ate então surgirem maquinas a vapor, etc.

Estes que nos fizeram encarar de outra forma o modo de interação entre nós e o ambiente em que vivemos. A idéia de firmas e empresas ganhou notoriedade a partir da Revolução Industrial da qual causou grande impacto em nossa sociedade com suas criações, adaptações e inovações. A Introdução de maquinas e equipamentos, novas formas de organização de produção, e claro, o desenvolvimento de novas fontes de materiais e energias sem dúvida foi o estopim para uma nova era do conhecimento e competitividade o qual se intensifica cada vez mais todos os dias.

O papel da inovação em nossas vidas é sem dúvida um reflexo histórico do quanto precisamos usufruí-la para sobreviver. E com mundo corporativo não seria diferente

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cerca de 20 a 30% das empresas, segundo SEBRAE em pesquisa feita no ano de 2011, morrem nos primeiros anos de vida ou se estagnam. Perpetuando - se no nicho da mesmice, repetição, miopia empresarial e saturação. E uma dos principais causas também é falta de um produto, processo ou estratégia inovadora.

Inovação é desenvolvida com o principio básico de desenvolver novo conhecimento

e o entendimento de algum fenômeno. É definida como um novo ou significante

melhoramento de um produto para determinada necessidade ou demanda. Ou ainda quando há uma mudança nos valores nos quais um sistema está baseado. A exemplo disso está a época antes e depois da primeira revolução industrial que até meados do século XVIII o mundo em sua maioria sobrevivia da agricultura por tanto a tinha como principal atividade econômica. O que era comercializado não era padronizado, eram feitas individualmente de forma artesanal. (daí a também a importância dos movimentos no século XIX, a favor da idéia de aproximação de processos industriais às artes (escola Bauhaus na Alemanha).

Relacionada à inovação, nos últimos anos a cultura do Design foi ganhando grande destaque em diversas ciências, como Engenharia, Arquitetura, Filosofia, antropologia etc. Nas ciências gerencias não mudaria, pois o próprio fato de atrelar conhecimento de uma área distinta junto ao empreendedorismo já é um insight e faz parte do processo das empresas.

A filosofia do design trabalha com resolução de problemas. Fazendo com que esta

se torne mais atraente, notável e de forma estratégica, bela e interessante. O Design visa

a maneira como essas soluções são concebidas, funcionam e qual o seu propósito na vida das pessoas.

1.1 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA

Do ponto de vista empresarial, empresas dinâmicas e rentáveis ou que se destacam são aquelas mais inovadoras, que ao invés de concorrer com mercados saturados, obsoletos cultivam e desfrutam seus próprios nichos e usufruem de monopólios temporários, graças à pesquisa e desenvolvimento.

Com o desenvolvimento de uma empresa, o mercado fica mais dinâmico e estimula a competitividade. Fazendo assim uma região ou pais se desenvolver de forma significativa. Pesquisas já comprovam que países como China, Coréia, Índia, Portugal,

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Cingapura, etc. possuem maiores investimentos destinados a pesquisa e desenvolvimento do que no Brasil, por exemplo, principalmente por parte das empresas que ainda é um numero tímido. Pois em nível de Brasil investimento nessa área ainda é pequeno, motivos estes que se tornam gargalos na atual conjuntura para seu desenvolvimento. E por conseqüência, esta pode ser uma das razões para o Brasil está abaixo no ranking de competitividade e inovação em muitas áreas comparando com outros países.

É inegável a importância de inovação em produtos, entretanto poucas indústrias nacionais conseguem investir de maneira expressiva e se inovam ou diferenciam seus produtos. Isso por diversos fatores, paternalismo do governo, desestimulo a educação e qualificação, falta de apoio em pesquisa em universidades e centros de pesquisa, criação de redes de cooperação, etc.

O Design, nos últimos anos vem se mostrando como vital ferramenta estratégica para negócios, e governos. Já há inúmeras empresas, executivos pelo mundo que já são adeptos da religião do DESIGN, Steve Jobs que pode ser considerado um exemplo, e que acreditam na idéia de que o modelo tradicional de gestão usado atualmente por maioria das empresas voltadas no BENCHMARKING, apresentação em Power Point, qualidade total, planilhas, já não é mais suficiente.

Falar de Design é pensar em pessoas e como você as coloca no centro do seu negocio para construir valor com elas e para elas. O design thinking vem para resgatar esses valores que se perderam com o tempo.

Tal conceito tem evoluído lentamente no Brasil ao longo dos últimos quinze ou vinte anos, mas em países como Inglaterra e Estados Unidos já é uma cultura em diversas universidades de porte internacional assim como dentro de empresas multinacionais.

Design Thinking significa pensar como designer, é uma disciplina que usa a sensibilidade e os métodos do designer para suprir as necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente possível de se fazer, ou melhor - factível. Esta é uma nova onda composta de ferramentas aplicadas em grandes empresas pelo mundo a fora como Apple, Sony, Procter & Gamble, IBM, 3M etc. Metodologia esta que tem se mostrado como estratégia principal de negócios. Sendo assim busca-se compreender: de que

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forma a utilização do design thinking pode contribuir para o desenvolvimento de uma empresa?

1.2 JUSTIFICATIVA

Este trabalho torna-se relevante para o mundo das organizações, pois sabe-se que a incerteza impera sobre os resultados e objetivos planejados, e não investir em inovação é mais arriscado e perigoso ainda. O Brasil com toda sua capacidade de recursos, ocupa o 58º lugar, segunda a revista Exame CEO publicada em agosto deste ano. Ficando atrás de países como Catar, Chipre e Ilhas Mauricio. As raízes desse atraso encontra-se em obstáculos como baixa qualidade do ensino superior, pouco estimulo do governo e demais entidades a cultura da inovação e ambiente corporativo muito focado no lucro à curto prazo.

Somente no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), instituições brasileiras como universidades e empresas (e demais organizações) juntas fizeram cerca de 570 pedidos de patentes internacionais. Em

contraste com outros países há 18 empresas que fizeram sozinhas mais do que o Brasil.

A USP é a única universidade brasileira na lista, posicionada na 178º posição numa lista

divulgada em 2011 pelo Times Higher Education instituto que pesquisa as 200 melhores universidades do mundo. Pra completar, ainda é distante a relação entre empresas em universidade que ainda lideram esforços em pesquisa em inovação Mas tudo resulta em artigos e publicações e acabam não chegando com práticas até as empresas. Por

outro lado o setor privado brasileiro investe muito pouco em pesquisa, cerca de 0,54% do PIB o que difere dos Estados Unidos, que as empresas investem três vezes mais do que o governo. É importante estimular a criação de redes de cooperação e inovação que

já existem casos de sucesso pelo mundo a fora como Vale do Silício e etc.

Se analisarmos os processos dentro das empresas, conclui-se que em diversas áreas o Design está tomando conta: Design de Serviços, Design Gráfico, Design de Interiores, Design Ambiental, Design do Produto, Web Design, Design da Informação, Design de Moda, Design de Vitrines, Design de Embalagem, etc. Uma infinidade de aplicações que o Design toma porém ainda aparece de forma operacional ou até mesmo

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de forma periférica. A cultura do Design e da Inovação deve estar presente da área estratégica até as operações da empresa deve tornar-se uma cultura.

É nesse contexto então que se justifica promover um estudo voltado para aplicabilidade de suas informações, afim de desenvolve-lo dentro de um ambiente corporativo. Mostrando dados fundamentados em resultados obtidos em outras empresas que já aplicam a cultura da inovação e o método do Design Thinking.

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral

Desenvolver uma proposta de introdução do Modelo Design Thinking numa empresa. Buscando identificar a sua importância para o processo de melhoria em uma empresa moderna.

1.3.2 Objetivo Especifico

Levantar os principais pressupostos teóricos que envolvem o Design Thinking.

Citar problemas identificados com a falta da cultura de inovação no Brasil.

Demonstrar o passo a passo do método baseado no Design Thinking.

Identificar contribuições da inovação e Design Thinking nas empresas.

Descrever diferenças e evolução de modelos de gestão até Design Thinking.

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1.4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Este trabalho adota os meios de investigação de pesquisa bibliográfica, conforme Vergara (2000) descreve como um estudo sistematizado a desenvolver com base em material publicado em livros, jornais,revistas sites, etc.

Fornece instrumental analítico para qualquer outro tipo de pesquisa , mas também pode esgotar-se em si mesma. Vergara, 2000 P. 48.

Estudo de caso também faz parte deste trabalho como meio de investigação, onde Vergara (2000) descreve:

É o circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas essas como uma pessoa, uma família, um produto, uma empresa, um órgão público, uma comunidade ou mesmo um país. Tem caráter de profundidade e detalhamento. Pode ou não

ser realizado no campo. Vergara, 2000 p. 49.

Porém, Severino (2007) argumenta que a pesquisa bibliográfica utiliza dados ou categorias teóricas já tratadas ou trabalhadas por outros pesquisadores e devidamente registrados. Tais textos e informações se tornam fontes dos temas a serem pesquisados. Ou seja, o pesquisador desenvolve o trabalho a partir de contribuições de outros autores de textos ou estudos analíticos.

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1.5 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

Este trabalho está estrutura em quatro capítulos. Onde o primeiro se inicia pela introdução com apresentação do tema, bem como contextualização do problema. Passando pela justificativa, objetivos do trabalho e procedimentos metodológicos dando características trabalhadas no método de pesquisa.

O segundo capitulo, é composto pela fundamentação teórica, onde são apresentados os pressupostos teóricos referentes a teoria do design thinking e inovação. Bem como suas aplicações no ambiente empresarial. Também são mostrados o processo do Design e suas metodologias trabalhadas em algumas empresas. Assim como também o relacionamento entre inovação e design e finalizando com inovação, design e modelos de gestão nas empresas.

O terceiro capitulo, vem com a apresentação de estudo de caso com uma empresa de consultoria ainda em fase de entrada no mercado. Onde está sendo proposto um modelo de negócio e proposta de modelo de gestão para implantação em seu ambiente de corporativo.

E no quarto e ultimo capitulo, são apresentadas as considerações finais deste trabalho.

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2 FUNDAMNETAÇÃO TEÓRICO-EMPÍRICA.

2.1 Inovação e as Empresas Modernas

O caminho que uma empresa toma para assegurar sua competitividade perante o mercado, com seus serviços e produtos em um determinado nicho, de preferência por uma longa data é sem duvida o da inovação. São inúmeras as empresas e pessoas, que principalmente hoje se movimentam em busca da conquista pelo cliente e principalmente sua fidelidade Fazer com o que ele retorne, compre mais e indique.

2.1.1 Conceitos de Inovação

Inovação no meio acadêmico e mercadológico, possui muitos conceitos e até mesmo algumas idéias vagas e estreitas. Mas que o tema já está fazendo parte das pautas de reuniões nas mesas de níveis estratégicos das empresas isso já é exemplarmente notado.

No Manual de Oslo OCDE Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (1990) FINEP Financiadora de Estudos e Projetos (2004), que é um instrumento internacional que serve como referencia a temática da inovação e suas aplicações, indica que Inovação é a implementação de um produto novo, melhorado, métodos e ainda processos.

Para Figueiredo (2009), as bases da inovação ou premissas são descobertas e invenções, desde que sejam factíveis, produzíveis e viáveis. Pois no mundo houveram diversas as invenções e poucas chegaram aos trilhos de produção e muito menos em uso comercial ou ainda passaram a ser aplicados comercialmente por outros empreendedores e empresas progresso econômico. Figueiredo (2009) ainda diz que uma invenção é uma idéia ou esboço de solução para um dispositivo, produto, processo ou até mesmo sistema que pode ser patenteado, mas que não necessariamente entre em uma aplicação comercial ou se torne em inovação.

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Em, Bruce e Birchal (2011) inovação é descrita como exploração comercial de idéias. Não basta ter que criar, descobrir ou inventar mas sim desenvolver de alguma forma que entre em uma relação comercial.

Há muito tempo o termo inovação vem sendo cogitado por pensadores e economistas como fonte de benefícios para o desenvolvimento econômico capitalista. Mas o termo com o passar dos anos passou por diversas transformações e aprimoramentos. Em Figueiredo (2009) Inovar no inicio não passavam da idéia de recursos em engenharia com baixo nível de investimento. Após essa época passou a ser voltado para o Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento, tinha função reativa de resolver problemas. A partir do final da década de 80 já uma aproximação da idéia junto a clientes com uma ênfase na integração entre P&D e produção. De lá pra cá inovação é sinônimo de integração de estratégia, sistema e fronteiras da empresa da linha de produção ao marketing indo e voltando do âmbito externo como fornecedores, universidades, grupos de pesquisas, etc. Formando grupos de estudos e pesquisas, arranjos empresariais e joint ventures. Ou seja inovação passou a ser processo dentro e fora das empresas, e vai depender de cada área ou empresa se definir em qual estagio ela se encontra.

A economia é dinamizada por meio da inovação, segundo Schumpeter (Apud Tigre, 2006), é do empreendedor a quem se deve tal papel, principalmente falando do atual sistema capitalista que não pode e nem deve ser estacionário. O seu impulso fundamental vem de novos produtos, serviços, bens de consumo, métodos e sistemas de produção e organização que com o passar do tempo se auto destrói, seja por fatores internos ou externos.

Por outro lado, Marx (Apud Tigre, 2006) entendia que inovação era um artifício do capitalista para obter um monopólio temporário a respeito de uma determinada técnica ou produto diferenciado. Permitindo assim também ao capital explorar mais ainda a força de trabalho, através de mecanismo de oferta e procura.

Na busca pela diferenciação de produtos e processos, Marx (Apud Tigre,2006) argumenta ainda que as inovações aceleram a obsolescência dos meios de produção e dos próprios bens de consumo ainda em funcionamento e uso. Na proporção que novos

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produtos chegam, eles envelhecem e se tornam poucos competitivos, numa breve disputa com os novos que são mais eficientes alimentando assim o processo de destruição criadora. Ou seja, a maior competitividade de novos engenhos, geram a morte de determinadas tecnologias.

Para Schumpeter (Apud Tigre, 2006) a tradicional idéia sobre o modelo de produção se limitava a discutir o papel dos preços de forma excessiva. Quando os esforços sobre vendas, e a competição de forma qualitativa se tornam variáveis do processo a precificação passar a ser segundo plano. Para ele a realidade capitalista não é um seqüenciamento linear, voltado por um único aspecto preço e ainda com padrões rígidos e métodos de produção industrial. Mas sim de variáveis como entrada de novos produtos, novas tecnologias, novas fontes de energia. E ainda novos modelos de organização que possam beneficiar o aumento da escala produtiva. Fatores estes que levam a competição através da vantagem de custo, e aumento da margem de lucro.

Para Bruce e Birchal (2011) A globalização é outro evento e tendência que tem impulsionado e influenciado as organizações de fora para dentro, colocando-as em um círculo que até quem não tem preço competitivo e é pequeno diante organizações com grande porte e capacidade e poder de compra lutam no mercado de igual para igual. Favorecendo à um alto teor de competitividade, obrigando assim empresas a inovarem.

2.1.2 Fontes de Inovação

Para Drucker (1986) inovação é uma ação que aprecia recursos com a capacidade de criar riqueza. Ele, não existe sem que o homem o tenha encontrado sua aplicabilidade para algo na natureza. Para ele cada planta é um erva qualquer ou ainda cada mineral apenas uma rocha qualquer. Assim ele delineia sete fontes da inovação.

1. Inesperada, que se trata de uma oportunidade existente de uma aplicação ou processo, sem alterar a natureza do negócio em que se está.

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2. Incongruência, é uma discrepância. Está entre o que é e o que todo mundo

pressupõe.

3. Necessidade de Processo, inicia-se com uma tarefa ou ação. Está voltada para a tarefa e não na situação.

4. Estrutura da industria e do Mercado, se referem aos crescimentos rápidos e as

alterações de estratégia dos concorrentes, clientes ou fornecedores que podem ser bem aproveitadas

5. Mudanças Demográficas, ocorrem dentro de uma empresa, setor ou mercado. Referem se a mudança na população, na estrutura etária, emprego, emprego e renda.

6. Mudanças em Percepção, dizem respeito nas alterações nos hábitos e estilo de vida das pessoas.

7. Conhecimento Novo, trata-se dos avanços científicos proporcionados pela investigação e desenvolvimento. Introdução de novas técnicas, tecnologias.

Para Tigre (2006) as fontes de inovação, tecnologia e aprendizado utilizadas pelas organizações para aplicação em novos produtos, processos e métodos para o aumento da competitividade, são internas e externas:

a. Desenvolvimento tecnológico próprio, atividade de pesquisa e desenvolvimento, voltados para avanços de tecnologias, visando soluções de problemas práticos e geração de produtos, serviços e processos.

b. Contratos de transferência de tecnologia, refere-se a diferentes formas de transmissão de conhecimentos, que envolvem contratos de assistência técnica, licenciamento tecnológico.

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c. Tecnologia incorporada, um esforço tecnológico que se dá por meio da aquisição de maquinas e equipamentos

d. Conhecimento codificado, são diversas formas de informação como manuais, livros, revistas técnicas, softwares, documentos de patentes, banco de dados, etc.

e. Conhecimento tácito, tem relação com habilidade e experiência. A forma de aquisição de tal conhecimento é através da experiência ou contratação de profissionais experientes de outras organizações.

f. Aprendizado cumulativo, ocorre em todas as esferas da empresa, que vai desde produção, engenharia, manutenção pesquisa e desenvolvimento, organização e Marketing. Abastecido por diversas fontes de conhecimento dentro e fora da empresa.

2.1.3 Inovação segundo grau de nível e impacto

Figueiredo (2009) classifica as inovações da seguinte forma, seguidos de exemplos:

a) Inovação Radical: Quando se estabelece um novo conceito, ou uma quebra de paradigma uma novidade para o mundo. O Aparelho celular se torna terminal de comunicação e processamento de dados de simples ligações à execução de aplicativos.

b) Inovação Arquitetural: trata-se de inovar no mercado em que determinada organização atua havendo alteração na tecnologia. Aparelhos de celulares com peso menor; motor de bio - combustível.

c) Inovação Incremental avançada: quando há introdução de novo processos e sistemas para o mercado local, sem alterar a tecnologia. Lâmpadas do tipo LED.

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d) Inovação Incremental Intermediária: é uma novidade para a empresa, corresponde as melhorias nos componentes da tecnologia existente, como:

Embalagens de alimentos frios e congelados.

e) Inovação

Básica: trata-se de pequenas alterações em produtos, processos,

equipamentos com base em imitação de tecnologias já existentes. Dispositivo

Mouse de computadores em sem fio.

2.2 Design Como Solução Para Modelos de Negócios.

2.2.1 Conceito de Design

O design é chave que as empresas modernas encontraram para se diferenciarem na

imensidão do mercado. Pois agrega uma serie de fatores no seu processo dentro de uma

gestão, como otimização de custos por usar formas mais eficientes, destaque e competitividade pelo mundo a fora, pois vence o produto com Design em constante inovação (Apple é um exemplo). Estamos no tempo em que as empresas não competem, somente, por preço e custo baixo. E com o passar do tempo lutavam pela qualidade e benefíciosHoje, inicia-se por parte de algumas empresas o aprimoramento pelo Design.

A Escola Bauhaus, fundada em 1906 na Alemanha, com a Arte suas aplicações foi

um dos principais eventos ocorridos no mundo para o um grande desenvolvimento do Design junto ao processo de produção Para Pinheiro e Alt (2011) Esta Escola foi desenvolvida para aproximar as artes do processo industrial. Que buscou extrair a essência da arte, com menos ênfase a ornamentação e focando em disseminar nos profissionais de sua época a construção de objetos belos, porém adaptáveis a pessoas e

suas necessidades e claro com a vantagem de ser produzido em larga escala.

Ainda, Pinheiro e Alt (2011) Design é mais que aparência, tornar mais atraente é um dos atributos principais desta filosofia. Buscando fazer pessoas notarem, se aproximarem e se atraírem. Para ambos, o Design é a arte de transformar uma situação existente em preferida, ou melhor, necessidade em demanda. Para Isso o Design

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também cuida da maneira como as coisas são concebidas, seu propósito e como funcionam do ponto de vista das pessoas.

Para Mozota (2002) a palavra que dá origem ao termo design é designare que vem do latim, onde traduzido significa designar ou desenhar. Possui o sentido de designar, indicar, representar, ordenar, regular.

Porém para Martins e Merino (2011) compreende a noção de projeto em um sentido mais amplo possível. Estabelece a criação de um projeto ou redesenho e uma mensagem. Não deixando de atender fatores sociais, econômicos e estéticos que refletem no projeto e no seu desenvolvimento em si.

Para Best (2012) o design é um processo, uma prática e um modo de pensar na resolução de problemas focado nas pessoas.

Burdek (2006) discorre que toda constituição deve obedecer a três categorias: a solidez, utilidade e a beleza. Unindo etapas como projeto, produção e comercialização em conjunto.

O produto ou objeto de qualquer forma tem diversos siguinificados para o homem. Para Schneider (2010) o design agrega diversas funções como: práticos e técnicas dos quais referem-se a manuseabilidade, durabilidade, segurança, qualidade técnica, ergonomia, etc. As funções estéticas são relacionadas a cor, material e superfície Para ele esta função é emocional e subjetiva, portanto depende do gosto dos usuários e determinados por diversos fatores como preferências estéticas, classe social, cultura, nacionalidade, sexo, idade e habito. As funções simbólicas do objeto, fornece a outros seres humanos sinais que este decodificam em diversos planos como cultural e social. Fornecendo assim linguagens e informações sobre os mais diversos estilos e filosofias de vida.

Mozota (2002) define e classifica diversas aplicações do Design nas organizações como: Design de Produto, Design Gráfico, Design de Embalagens, Design de Informação, Web Design, Design de Ambientes, Design Ambiental, etc.

Como se percebe o Design está presente cada vez mais em nossas vidas dentro dos aplicativos de celulares e computadores, roupas, automóveis, ambientes, jóias,etc. Mas ainda suas aplicabilidades e desenvolvimentos é baixo. Pois ainda há empresas que não

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praticam ou levantam idéias e soluções concebidas pelo Design. Ou seja, ele detém um papel social.

2.2.2 Princípios de Design

O design possui diversos princípios para o desenvolvimento de idéias e soluções. Lidwel, Holden e Butler (2010) citam dezenas de princípios que indicam a presença e o uso de variados conhecimentos para o desenvolvimento de projetos e nos faz compreender como e o porque da forma de cada solução ou ainda por que alguns clientes e pessoas preferem certos produtos e outros não, segue abaixo a descrição de dez exemplos:

I.

Regra 80|20 ou Principio de Pareto: Nos diz que podemos fazer mais ou pouco, ou ainda ensina que oitenta por cento dos efeitos gerados em qualquer sistema são causados por vinte por cento das variáveis daquele sistema.

II.

Efeito Estético | usabilidade: explica um fenômeno em que as pessoas percebem o design estético como algo de maior facilidade de uso.

III.

Antropomorfismo:

é

uma

tendência

de

considerar

atraente,

as

formas

de

aparências humanas.

IV.

Arquétipos: São padrões comuns em diferentes culturas durantes longos períodos. Como exemplo em temas de mitologias, personagens literários e diversas imagens oníricas.

V.

Confirmação: é uma técnica de verificar ações antes da execução afim de prevenir erros.

VI.

Hierarquia das Necessidades: a solução deve atender as necessidades básicas dos usuários antes que possa satisfazer as de nível mais alto.

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VIII.

Personas: o emprego de usuários fictícios para orientação de decisões em termos de funções, interações e estética.

IX.

Protótipo: uso de modelos simplificados de um design para explorar idéias, elaborar requisitos, refinar especificações e testar a funcionalidade.

X.

Acessibilidade: os objetos e soluções devem ser projetados para serem utilizados, sem modificação, pelo maior numero de pessoas possível.

2.2.3 Geração de Idéias: Técnicas e Ferramentas

Percebe-se que dentro de uma organização com sistema e cultura de inovação promove e trabalhase seus processos de forma interdisciplinar ou de forma integralizada. Pois a inovação desdobra-se do talento, da criatividade e da interação de um grupo de pessoas principalmente multifuncionais. Nesse modelo, uma organização para trabalhar seus processos necessita de métodos, técnicas, mecanismos, etc. Para ajudar a gerar e a testar novas idéias. Rocha (2009) descreve e favorece a análise,

As políticas, os procedimentos e os mecanismos de informação que se estabelecem para viabilizar o processo de inovação nas organizações e entre elas, que são os sistemas de inovação, determinam a configuração das interações das equipes e as maneiras como priorizam as atividades e como as diferentes áreas usam a estrutura existente para se intercomunicar. A melhoria de um produto, por exemplo, requer comunicações entre áreas de pesquisa & desenvolvimento (P&D), produção, finanças, marketing e vendas, bem como a adoção de processos e critérios específicos para a gestão dos estágios da inovação, desde o desenho até a avaliação do produto as recompensas dos empregados. ROCHA, 2009, p.85)

São diversas as metodologias conhecidas, principalmente suas técnicas dos quais são aplicadas dentro do processo de desenvolvimento do Design, Hisrich, Peters e Shepherd (2009) discorrem de alguns exemplos:

26

Brainstorming: é um método em grupo obtenção de novas idéias e soluções em torno de um problema.

Análise de Inventário de problemas: um método de obtenção de idéias e soluções focadas nos problemas.

Brainstorming inverso: método de obtenção de idéias e soluções através dos pontos negativos e falhas.

Brainwrinting ou Método 635: método de geração de idéias de forma silenciosa

e por escrito criado em 1960 onde fichas e formulários preenchem e

complementam até que todos participantes tenham contribuído com pelo menos três idéias.

Método Gordon: método que geração de idéias sem que os participantes saibam

o problema como um todo. Evita idéias preconcebidas e padrões de

comportamento.

Método de Lista: método desenvolvido por uma lista de questões ou sugestões relacionadas.

Relações forçadas: método que força relações entre algumas combinações de produtos na tentativa de desenvolver uma nova idéia.

Listagem de atributos: desenvolvimento de novas idéias e soluções examinando aspectos positivos e negativos.

Método Big-dream: desenvolver novas idéias e soluções sem pensar em restrições.

Rocha (2009) ainda cita métodos de incentivos a criação de idéias como:

Processo dos Seis Chapéus: técnica de estimulo a atitudes criativas, composta por seis pessoas com seis chapéus de cores diferentes dos quais os participantes enxergarão o mundo por ângulos diferentes de acordo com cada chapéu.

Processo TRIZ: Voltado para problemas e soluções de engenharia e produção. Atribui-se de conhecimentos disponíveis em outras ciências para solução de contradições técnicas.

Monteiro Jr. (2011) ainda cita outros métodos ou técnicas que ativam a criatividade para criação de novas idéias e soluções de problemas em diversos ambientes.

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Inversão de Pressupostos: técnica que visa a quebra de paradigmas com exposição de pressupostos e pressupostos invertidos e em seguida criação de idéias.

Intuição Semântica: método que surgiu na Alemanha, que inverte o processo de criação de produtos e criação de nomes para os mesmos. A Pergunta fundamental é: O que aconteceria se criasse primeiros os nomes e depois os produtos.

Busca interrogatória: Consiste em fazer perguntas inusitadas, ou melhor, que não costumam fazer parte do ambiente de negócios.

2.2.4 Design Thinking nas empresas modernas.

O termo Design Thinking foi mencionado por Richard Buchaanan renomado professor da universidade de Canegie Mellon, pela primeira vez em 1992 em um artigo chamado de “Wickd Problems in Design Thinking”.

Com o passar do tempo, o termo, bem como o seu processo foi cada vez mais utilizado. Principalmente pela Consultoria IDEO, fundada em 1991 já criou mais de quatro mil produtos e ganhou cerca de trezentos e cinqüenta prêmios internacionais. Hoje pelo mundo existem centros, universidades e até órgãos de governos responsáveis e voltados para a cultura do Design. Sem falar naquelas organizações que foram projetadas a partir do Design Thinking.

Para Tom Peters (Apud, Soares 2009) há q

uinze anos, as organizações, brigavam

pela redução de custos e competiam pelo preço. Hoje competem pela qualidade nos

produtos e serviços. Amanhã será pelo design - realidade esta, que já está acontecendo.

Ele chegou a análise de que os métodos, procedimento e ferramentas usadas
Ele
chegou
a
análise
de
que
os
métodos,
procedimento
e
ferramentas
usadas

anteriormente não servirão para resoluções futuras. Com o design, os produtos tendem a

projetar siguinificados e experiências agregando outros valores.

Para Tim Brown (2010) fundador da IDEO, o design thinking não se trata apenas de

uma proposta no ser humano, ela é profundamente humana pela própria natureza.

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funcional, como era tratado pelas empresas há anos atrás.

Ela não foi elaborada da

forma de um manual, porque essas habilidades são mais desenvolvidas na prática, ou

seja, as soluções, produtos e serviços são construídas. Daí a tão importante
seja,
as
soluções,
produtos
e
serviços
são
construídas.
Daí
a
tão
importante

prototipagem.

Porém para Pinheiro e Alt (2011) há quem diga que Design Thinking possa ser uma metodologia, mas com essa idéia algumas pessoas, se propõe a pensar que há um passo a passo, a teoria do design em si é totalmente sinérgica. Para o eles Design Thinking é mais do que uma metodologia é um novo jeito de pensar e resolver problemas.

Grando (2011) conceitua Design Thinking como uma metodologia criativa e prática para resolução de problemas e concepção de projetos. Que tem sido aplicada em diversos tipos de organizações na busca por inovação em processos, produtos e

serviços.

Ainda para Pinheiro e Alt (2011) afirma que design thinking é sobre pessoas, compreender e promover o que as coisas, produtos e serviços, significam para elas projetar melhores ofertas com tal significado em mente. Visar profundamente contagiado pelo ponto de vista de quem enfrenta tais problemas todos os dias, ou melhor; de quem necessita de tais soluções.

Brown (2010) cita pontos (etapas) de partida, pontos de referência e inspirações úteis no processo do Design. Inspiração, que trata do problema ou a oportunidade para a busca de soluções. Idealização que é o processo de gerar e desenvolver idéias. E por ultimo a implementação, caminho que vai do estúdio ao mercado.

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Implementação Idealização Inspiração Figura 1: Etapas do Processo de Design da IDEO
Implementação
Idealização
Inspiração
Figura 1: Etapas do Processo de Design da IDEO

Fonte: Adaptado de BROWN (2010)

Brown (2010) ainda diz que no processo de design, não se deve trabalhar sem restrições. Que podem ser visualizadas em função de três critérios expostos para boas idéias que um Design Thinker deve por em harmonia: Praticabilidade que é definido como funcionalmente possível em um futuro bem próximo. Viabilidade do qual torna parte de um modelo de negocio e desejabilidade que defini-se por fazer sentido para as pessoas.

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Praticabilidade Viabilidade Desejabilidade Figura 2: Critérios para avaliação de restrição das idéias.
Praticabilidade
Viabilidade
Desejabilidade
Figura 2: Critérios para avaliação de restrição das idéias.

Fonte: adaptado de BRONW (2010)

O projeto, para Brown (2010) é o veiculo que transporta uma idéia do seu conceito

a realidade. Ele não é ilimitado e contínuo, possui começo, meio e fim. O briefing é o

seu ponto de partida. Que para ele é um conjunto de restrições que devem proporcionar

a equipe do projeto uma referencia a partir do que começar, através de um progresso e

conjunto de objetivos a serem atingidos. A partir do briefing, surgem diversos processos dinâmicos do Design, em busca criativas de soluções inovadoras.

Em Ambrose e Harris (2011), design é um processo que transforma um briefing ou uma solicitação em produtos, ou solução de design. Para ele o processo compreende sete etapas:

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1 - Definir Briefing

6 - Implementar Entrega

31 1 - Definir Briefing 6 - Implementar Entrega 7 - Aprender FeedBack Figura 3: Processo

7 - Aprender FeedBack

Figura 3: Processo de Design

2

Histórico

- PesquisarFeedBack Figura 3: Processo de Design 2 Histórico 5 - Selecionar Justificativa Fonte: Adaptado de AMBROSE

5

- Selecionar

Justificativade Design 2 Histórico - Pesquisar 5 - Selecionar Fonte: Adaptado de AMBROSE e HARRIS (2010)

Fonte: Adaptado de AMBROSE e HARRIS (2010)

Justificativa Fonte: Adaptado de AMBROSE e HARRIS (2010) 3 - Gerar Ideias Soluções 4 -Testar Resolução

3 - Gerar Ideias Soluções Gerar Ideias Soluções

de AMBROSE e HARRIS (2010) 3 - Gerar Ideias Soluções 4 -Testar Resolução Protótipos Pinheiro e

4 -Testar

Resolução

Protótipos3 - Gerar Ideias Soluções 4 -Testar Resolução Pinheiro e Alt (2011) citam o Design Council,

Pinheiro e Alt (2011) citam o Design Council, um órgão público no Reino unido, cujo o papel é tornar o Design tema central no desenvolvimento da Grâ Bretanha. Em 2005 realizou um pesquisa em diversas empresas com o objetivo de identificar como o design era trabalhado nos processos dessas empresas. Segundo o estudo, a maioria das empresas, possuíam duas fases fundamentais: O de expandir o entendimento sobre o desafio enfrentado e o de refinar o conhecimento adquirido para novas associações. Foi Denominado em Diamante Duplo, este processo de expandir e refinar nos projetos observados. É composto de quatro etapas: descobrir, Definir, Desenvolver e Entregar.

Descobrir: é o inicio do projeto, se dá com a com uma idéia ou inspiração. Resulta de uma descoberta na qual as necessidades dos futuros usuários são identificadas. Definir: Onde são alinhadas as necessidades do projeto e do usuário com a do negócio. Desenvolver: Fase onde há inicio da execução do que foi projetado. Onde as soluções são projetadas e testadas de forma interativa.

Entregar: Onde há o lançamento do projeto no mercado definido.

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32 Figura 4 : Diamante Duplo - Processo de Design Council Fonte: Adaptado de PINHEIRO E

Figura 4 : Diamante Duplo - Processo de Design Council Fonte: Adaptado de PINHEIRO E ALT (2011)

Pinheiro e Alt (2011) ilustram metodologias de principais consultorias de inovação

através do Design, dos quais se depararam com estruturas e processos similares.

Compreender Observe Idealizar Protótipar
Compreender
Observe
Idealizar
Protótipar

Figura 5: Processo de Design da D. Scool Fonte: Adaptado de PINHEIRO E ALT (2011)

Define
Define
Testar
Testar

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Descobrir Entregar Projetar
Descobrir
Entregar
Projetar

Figura 6: Processo de Design da Frog Design Fonte: Adaptador de PINHEIRO E ALT (2011)

Roger Martin (2010) descreve ainda, relacionado ao processo de Design nas organizações o Funil do Conhecimento como caminho trilhado por diversas empresas, empreendedores inovadores. O Funil começa com um mistério, nesta etapa há uma análise sobre uma pergunta ou problema onde a resposta poderá ser a solução. Depois a heurística vem como segunda fase, onde há uma abordagem centrada no usuário, com restrições no campo de investigação dentro do processo. Estudando-a e refletindo sobre ela, vem a terceira fase onde surge uma praticável fórmula, que se denomina de algoritmo onde representa o caminho a se chegar em determinada solução.

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34 Figura 7: Funil do Conhecimento Fonte: Adaptado de ROGER MARTIN (2010) Brown (2010) anuncia que

Figura 7: Funil do Conhecimento Fonte: Adaptado de ROGER MARTIN (2010)

Brown (2010) anuncia que durante o funil ou processo do Design, após o briefing, os integrantes do projeto passam pela etapa de divergência e convergência. Para ele convergir é uma pratica de decidir entre alternativas diferentes é a fase que mais se aproxima das soluções. Por outro lado, para ele, o modo de pensar divergente é multiplicar opções para então criar escolhas. Pode se desdobrar em diferentes insights no comportamento do consumidor, visões do consumidor, visões alternativas de novas ofertas de produtos ou serviços ou ainda escolhas entre formas alternativas de se criarem experiências interativas. Ao testar idéias concorrentes (divergentes), comparando-as com outras, as chances de resultado são bem maiores, além de facilitar ousadias, criatividades e atrações. Para Brown (2010) o pensamento divergente é o caminho da inovação e não obstáculo.

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35 Figura 8: Ilustração do pensamento divergente e convergente Fonte: Adaptado de BROWN (2010) Já Ambrose

Figura 8: Ilustração do pensamento divergente e convergente Fonte: Adaptado de BROWN (2010)

Já Ambrose e Harris (2011), descrevem essa etapa de divergência, como a fase em que a equipe gera idéias que atendam ao briefing de design. Onde utilizam vários métodos para criação de soluções, onde uma das principais técnicas de geração de idéias é o brainstorming, bem como outras. Para os autores, a escolha dos métodos. dependem de diversos fatores como orçamentos disponível, ou ainda o quando design deve agregar.

Ambrose e Harris (2011) citam a divergência e convergência, para eles divergir é se trata de uma expansão ou propagação a partir de um ponto central, ocorrendo como instigador quanto como uma resposta à discordância no mercado ou sociedade em geral. Convergir para ambos é a contratação de algo em direção a um ponto central.

Brown (2010) observa o brainstorming como uma técnica que de geração de idéias que demonstra seu valor quando a meta é aplicar uma variedade de idéias, para ele, existem outras abordagens que podem ser usadas para escolhas de idéias e soluções. Mas criá-las não há nada melhor do que uma boa sessão de brainstorming.

Para Ambrose e Harris (2011), brainstorming é visto como uma abordagem de geração e criação de idéias em grupo que busca desenvolve-las. Durante a etapa de geração de idéias no Design Thinking. Para eles os participantes possuem liberdade

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total para dar sugestões, em um ambientes livre de críticas, o que encoraja a exposição de idéias novas e até mesmo inusitadas e úteis.

Para Bronw (2010) a meta do protótipo no campo da idealização não é criar modelos funcionais, mas sim dar forma a uma idéia para conhecer seus pontos fortes, fracos, identificar novas direções para a próxima geração de protótipos mais detalhados e lapidados. A chance de erros, acidentes e falhas nos projetos são eliminadas ao Maximo possível. Para ele o os protótipos iniciais são para verificar se uma idéia tem ou não valor funcional. Pois adiante os designers irão apresentar um protótipo ao aos possíveis usuários (em busca do feedback).

Para Best (2012) grande parte do processo de design de desenvolvimento, ou do processo de Design envolve a prototipagem elaboração, modelagem ou representação em maquete, de forma tangível ou visível. Os protótipos variam desde as visualizações conceituais produzidas manualmente como no papel, até em imagens 2D e 3D em computadores. Best (2012) observa que o processo de prototipagem é vital para o Design, onde permite que as novas idéias sejam avaliadas, testas e otimizadas antes da alocação de orçamentos e recursos para estágios finais de entrega.

Ambrose e Harris (2011) argumenta que a prototipagem oferece uma chance de testar uma idéia de design de diferentes formas e maneiras, afim de verificar se a idéia tem êxito na pratica perante o cliente final, para obter um melhor entendimento.

Com o processo de prototipagem encaminhado, com as idéias testadas e selecionadas, o projeto caminha para a implementação. Para Ambrose e Harris (2011) após aprovação do projeto, ele precisa ser implementado e produzido, é nessa etapa em que ele é fisicamente executado garantindo a execução sem alteração alguma do que foi estudado e projetado. Nessa etapa, a equipe de design repassa o projeto para outros profissionais de outras áreas da organização. Afim, de refinar mais ainda o protótipo do projeto. Escolhas como matérias, acabamento, escalas, etc são decisões que serão de fato tomadas de acordo com orçamento e planejamento trabalhado.

Bessant e Tidd (2009) denominam de desenvolvimento de produtos, é nesta fase que acorre a implementação do conceito escolhido e entregar um produto para

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comercialização. É neste nível que um produto é desenvolvido e produzido de fato. Nesse estágio que equipes de designs, engenheiros, P&D, projetos e Marketing trabalham em conjunto, colaborando para entrega do produto ao mercado.

Nessa lógica, percebe-se que o Design Thinking é um processo dinâmico, interativo de criação e inovação. Já nos mostra resultados concretos, através de outras organizações com seus produtos e serviços que a cada dia nos trás experiências diferentes e o melhor: marcantes. Tal metodologia deveria estar presente, de forma sistemática, em cada organização, em cada célula de empresas publica e privadas, nos trarias enormes benefícios para o nosso dia a dia. Tendo em vista que é um processo inteiramente humano (para clientes).

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Tabela 1: Resumo Com Vantagens do Design Thinking.

Para que serve o Design Thinking? / Qual o Objetivo?

-

Buscar Satisfação do Cliente (Interno ou Externo). - Através do conhecimento das suas Reais Necessidades, Desejos e Percepções.

 

- É um Processo Rápido e Barato para Gerar Inovação de Valor.

- A Inovação vem do processo de trabalho de equipe, ou seja, não depende de uma pessoa só.

Quais as Principais Vantagens do Processo Design Thinking?

- O Processo tem Foco na Percepção do Cliente, suas Necessidades, Desejos e Comportamento.

 

O Processo leva em conta o Conhecimento das Pessoas vindo de Experiências com Protótipos, Não dependendo assim de extensas Pesquisas Quantitativas.

-

 

- Identificar Onde Existe uma Oportunidade de Inovação ou Necessidade - Descobrir a Oportunidade de Inovação através de Observações do Comportamento do Cliente e/ou Interação através de Conversas, Pesquisas, Reuniões

Quais são as Principais Etapas do Design Thinking?

- Gerar Idéias ou Desenvolver o Produto ou Serviço de acordo com a percepção de Valor do Cliente.

- Protótipos ou teste de idéias: Saber se o Produto ou Serviço atendem os critérios e Necessidades.

- Selecionar e Implementar a Inovação / Solução.

 

- Planejar as Etapas de Produção e Introdução do Produto ou Serviço no Mercado.

Quais são os Diferenciais do Design Thinking?

Foco no Comportamento e Percepção de Valor do Cliente. - Desenvolvimento de novos Produtos ou Serviços com Equipe Multidisciplinar. - Utilizar Recursos Visuais, Desenhos e Diagramas de Causa e Efeito. - Explorar o Processo Intuitivo

-

 

-

Utilizar Protótipo para Validar Idéias ou Gerar Novas Idéias - Visão Sistêmica e de Processo

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2.2.5 Design e modelos de gestão nas empresas.

Best (2012) conceitua da seguinte forma a inovação da gestão:

Implementação de novas práticas, processos e estruturas gerenciais que

representam um desvio significativo em relação as normas vigentes transformou radicalmente o modo como muitas funções e atividades são executadas nas grandes organizações. Best, 2012. P 175.

Para Bahiana (apud Martins e Merino 2011) o design deixou de ser uma questão de estética e passou a ser investimento na área estratégica. Empresas que adotaram tais técnicas, passaram a diferenciar seus produtos e reduziram custos de produção. Tal potencial deve ser adotado ao processo de produção desde a estratégia da empresa até concepção do produto em todas seu ciclo de vida. De maneira integralizada com demais áreas sob aspectos em possa ser aplicados desde o processo logístico, arquitetura, vendas, comunicação e etc.

Uma empresa moderna esta estruturada em uma rede de inovação denominada de redes hierarquizadas conforme Tigre (2006) onde a rede é coordenada por uma empresa âncora que integra um conjunto de fornecedores de diversos níveis de forma articulada dentro de uma cadeia, cuja compõe-se de uma seqüência de atividades necessárias para trazer o produto da idéia ou concepção até o consumidor final.

Bessant e Tidd (2009) complementam e definem rede como um sistema ou grupo interconectado e complexo, e o trabalho em rede envolve utilização de tal sistema para execução de tarefas especificas. E ainda classificam essas redes em Cluster especiais, redes setoriais, consorcio de desenvolvimento de novo produto ou processo, fórum setorial, etc.

Chiavenato (2010) descreve uma organização como um conjunto de atividades, pessoas integradas com intuito de alcançar um objetivo especifico. E no mundo há diversos tipos delas, produtores, industrias, bancos, agencias de publicidade, entidades do governo, financeiras, ONG`s uma operando com outra formando uma sociedade ou rede de organizações. Estas operam diferentes entre si, pois são processadas ou

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movimentadas por pessoas operadas em ambientes, produtos e serviços que diferem de acordo com clientes e problemas e/ou necessidades diferentes.

Atualmente, nas empresas que norteiam a inovação e o design em seus modelos de gestão possuem desenho um organizacional adequado que onde o mais eminente é o Desenho Orgânico na forma de adhocracia, que segundo Chiavenato (2010) são enfatizadas nas relações laterais entre pessoas fora do papel hierárquico. Os membros trabalham juntos, com relacionamento baseado no conhecimento e competência com grupos inter funcionais cruzados indicada para empresas que dependem de inovação contínua, dinâmicas e altamente multáveis. O autor ainda cita como exemplo a Apple Computer.

Brown (2010) se posiciona da seguinte maneira quando se refere a organização com sua gestão e o design thinking:

As empresas deveriam ter design thinkers em seus conselhos de administração, participando das decisões estratégicas de marketing e dos primeiros estágios das iniciativas de P&D. Eles contribuirão com a capacidade de gerar novas idéias inesperadas e utilizarão as ferramentas do design thinking como um meio de explorar a estratégia. Os designs thinkers conectarão o movimento de baixo para cima com o movimento de cima para baixo. Brown, 2010. P 215.

O design harmoniza ações, integrando áreas em Martins e Merino (2011) o processo do design caminha para uma nova configuração, deixando de ser um projeto isolado e operacional. Deixando espaço para projetos sistêmicos e estratégicos. Trazendo benefícios como trazer o mesmo patamar ou superior da concorrência, otimiza iniciativas de linha de produção, promove qualidade e valor como diferenciação, confere boa imagem e percepção junto ao mercado e além de colaborar com melhoria e qualidade de vida.

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Assim o design se torna essencial não só para negócios mas também para organizações de diversas naturezas. Que buscam trabalhar de forma sistêmica, ou seja, alem do trabalho parcial ou incremental e voltadas para o ser humano, gerando soluções que suprem as expectativa e anseios das pessoas e claro sem esquecer ou comprometer a viabilidade do negócio como um todo garantindo assim vantagem competitiva.

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3 ESTUDO DE CASO: CROSS SATE DESIGN DE NEGÓCIOS.

3.1 Histórico da Empresa

O negócio iniciou-se, através de leituras e estudos de caso, feita pelo Sócio- Fundador Angelo Imbiriba. De onde se deu o interesse de trabalhar na área. E no seu segundo semestre do curso de Administração, foi convidado pelo seu então professor e ex - sócio para ajudar em uma consultoria e foi então que se descobriu o talento e decidiu desenvolver o negócio. Mais tarde foi fundada com o nome de Prime Consultoria e Design de Negócios em Fevereiro de 2009. Hoje tem uma carteira de cinco clientes fixos.

Através de uma rede de relacionamento empresarial que foi criada, a CROSS SATE busca desenvolver projetos de negócios, parcerias estratégicas; projetos de reestruturação dentro de empresas que estão com dificuldades em seus respectivos processos organizacionais que estão entre finanças, logística e principalmente Marketing, etc. até desenvolvimento de produtos e serviços (projetos específicos). De acordo com o movimento e necessidade promovemos treinamentos em diversas áreas de gestão para funcionários de empresas e universitários.

Atualmente denominada de CROSS SATE: CROSS (JUNTAR, MESCLAR, ETC.) + SATE (SERVIÇO DE APOIO TÉCNICO EMPRESARIAL) a empresa busca se alinhar ao conceito do Design Thinking e inovação em negócios, e ainda com parceria entre diversas empresas e profissionais de diversos ramos. Insight este que surgiu com a necessidade de mercado de algumas pessoas que tinham o desejo de montar e estruturar empresas, mas não sabiam por onde começar ou como implementá- las. A empresa de consultoria tem como objetivo agregar valor a seus clientes através da disponibilidade de diversos profissionais e fornecedores em um mesmo lugar, sem criar vinculo empregatício e ainda promover uma atividade de qualidade através de um recrutamento rigoroso de portfólio. Além, da empresa ter como diferencial uma rede que se formara através de parcerias ao longo do tempo, onde ambas em comum são clientes da CROSS SATE. Há empresas de Contabilidade, Engenharia, Gráfica de grande porte, empresas de Comunicação até empresa de serviços de segurança.

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3.2 Proposta de Modelo de Gestão Baseado no Design Thinking na Empresa CROSS SATE.

Um das características principais da Cross Sate é que em seus processos de trabalho, ela deverá trazer princípios de inovação e Design Thinking que vai da alta gestão até áreas especificas, em trabalho colaborativo, pilares estes que são transmitidos de forma sistêmica para o desenvolvimento dos projetos: dos Briefings aos protótipos. De uma forma geral, os problemas enfrentados pelas empresas ainda estão fundamentados em práticas burocráticas excessivas, foco no processo, voltados para normas e regras de condutas ou qualidade, além de lentidão na prestação de serviços, processos organizacionais ineficientes ou ainda segregados, possibilitam a ausência de um modelo de gestão que possa oferecer possibilidades concretas de diminuir a distância entre clientes e empresas.

Para tanto, o caminho a ser tomado e aplicado à CROSS SATE com intuito de promover melhorias dos processos organizacionais visando gerar resultados é adotar um modelo de negocio e gestão que alinhe os objetivos estratégicos ao negócio da empresa. Conforme proposto no anexo abaixo:

ao negócio da empresa. Conforme proposto no anexo abaixo: Figura 9: QUADRO DE MODELO DE NEGÓCIOS

Figura 9: QUADRO DE MODELO DE NEGÓCIOS (CANVAS) PROPOSTO À CROSS SATE Fonte: Adaptado de OSTERWALDER E PIGNOAR (2011)

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A CROSS SATE qualifica-se como Modelo de Negócio Aberto ou de Inovação Aberta. Podendo criar mais valor e explorar mais suas pesquisas e integrando conhecimento, criação, produtos externos aos seus processos de inovação.

Para implantação do novo modelo de gestão - em primeiro momento serão levantados e identificados os problemas decorrentes do atual modelo de gestão, seguindo princípios de aspectos externos e internos da empresa, pois desta forma leva- se em compreender a realidade em que a organização está inserida. Para assim propor alternativas de negócios baseada na inovação e Design.

Deve-se relacionar pressupostos que nortearão o modelo de gestão a ser plicado.

Colaboração e Inter funcionalidade, para que qualquer problema ou processo dentro da organização seja de interesse geral. Facilitando e dando eficácia às soluções adotadas na empresa.

Diferenciação e Inovação, com objetivo de garantir que os processos da organização para seus clientes sejam voltados a vantagem competitiva através da inovação no mercado.

Foco das Pessoas, garantir que os processos e soluções sejam realizados dentro da empresa sejam feito pela e para as pessoas de dentro e fora da organização.

Viabilidade, garantir que a organização desenvolva seus processos com base em projeções mercadológicas de custo e beneficio, afim de garantir que a empresa e o cliente não comprometa seus cronogramas e planejamentos.

Processos e Descentralização, garantir que haja o mínimo de centralização das ideações e implementações. Bem como não comprometer transparência processual dentro da empresa.

Ambiente Externo, garantir que os processos sejam aplicados com forças e elementos de dentro para fora ou de fora para dentro.

A metodologia a ser proposta para implementação das melhorias e implantação do novo modelo de gestão seguirá o plano de ação:

Mapeamento dos processos existentes;

Contato com equipe

Identificar as tecnologias de informação utilizada nos processos;

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Desenhar o atual modelo existente;

Coleta dos dados para análise de problemas;

Propor plano de ação para correção de atuais e possíveis causas dos problemas;

Promover a continuidade e adaptação dos processos adotados.

IMPLEMENTAÇÃO: A seguir são apresentadas uma seqüência técnica de etapas para o desenvolvimento desse trabalho:

1. Identificação dos problemas: Detectar problemas centrais dentro da empresa, nas diversas matrizes gerenciais:

- PROCESSOS:

Avaliação de processos Avaliação de planejamento estratégico Inventário e análise de patrimônio Gerenciamento de rotinas de trabalho Diretrizes estratégicas

- PESSOAS:

Plano de salários e premiações. Pesquisa de clima organizacional

Programa de qualidade vida. Recrutamento e seleção

- TECNOLOGIA:

Sistemas integrados Check up de máquinas e equipamentos bem como sua disponibilidade

Gerenciamento de redes Gerenciamento de banco de dados Análise da plataforma

- FINANÇAS:

Análise de processos financeiros Check up de custos gerenciais e avaliação de modelo de monitoramento e controle.

- MARKETING:

Auditoria de ponto de venda Análise de modelo comercial Gestão de relacionamento com cliente Análise e configuração da comunicação e posicionamento da marca em mídias sociais e outros meios de comunicação. Avaliação e gerenciamento estratégico do site.

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- NEGÓCIOS:

Prospecção de novos negócios Análise de portfólio de produtos/serviços.

2. Selecionar pontos prioritários: Estrutura, Sistemas, Processos e Pessoas

- Estrutura a ser lapidada conforme gestão estratégica e operacional do

Design. Que norteia desde o leyout do escritório, tecnologias até matrizes

gerenciais como finanças, Marketing, logística e etc.

- Adaptar sistema ou plataforma trabalhada, afim de averiguar sua capacidade de atender ao novo modelo de gestão.

- Implantar e adequar processos e ferramentas trabalhadas dentro na empresa de acordo com novo modelo.

- Analisar a adequação das pessoas à nova estrutura e ao novo modelo de gestão.

3. Ajustar equipe aos novos processos.

- Verificar se será preciso contrair novos talentos

- Promover treinamentos, capacitação e workshops.

- Ajustar plataforma para contato com equipe de empresas e pessoas, ou rede externa.

4. Desenvolver novo modelo de gestão através de mapeamento;

- Mapear novo modelo de gestão.

5. Estabelecimento de objetivos;

- Estabelecer novos direcionamentos e princípios dentro da empresa.

6. Controle e avaliação dos resultados.

- Verificar se os processos trabalhados estão de acordo com os princípios adotados pelo novo modelo de gestão: Inovação e Design.

- Retificar, se preciso, com novas ações.

- Projetar ações futuras de acordo com novos cenários.

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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nos últimos anos a sociedade, vem passando por diversas transformações sociais e econômicas. Com estes o perfil do consumidor mudou e por conseqüência as empresas devem adaptar-se estrategicamente com seus produtos e serviços.

Não basta mais pensar e agir de forma fragmentada muito menos se esquecer da força que a inovação possui. As empresas devem permitir-se trabalhar de forma integralizada e inter funcional, considerando elementos e forças externas no desenvolvimento de seus processos. O design Thinking é uma formula compatível para o êxito e sucesso nos negócios por ser um trabalho inteiramente humano realizado de pessoas para pessoas. E possui etapas que facilitam na certeza de cenários e projeções dentro das organizações como técnicas de resoluções de problemas e prototipagem que diminui o Maximo possível de erros e problemas para suprir necessidades e danos ao ambiente.

É grande a dificuldade que empresas encontram para inovar, como principal

motivo não entender ou conhecer a implementação dessa cultura. O Design Thinking consegue simplificar esse modo de desenvolvimento de processo, serviços e produtos nas organizações e ainda é capaz de interagir com qualquer modelo de negocio.

O pensamento do Design em modelos de gestão e negócios fornece um conjunto

de ingredientes, técnicas, ferramentas e pensamentos voltados para inovação dentro de empresas como: Foco no humano, pensamento agregado, ou melhor, multidimensional, respeito a restrições que o projeto e realidade que só a empresa possui, bem como o protótipo e materialização desenhada. Fazendo com que uma empresa garanta mais ainda sua estabilidade e tempo de vida no mercado e o melhor com direito a explorar nichos de mercado que ela mesma pode ter criado através de suas soluções.

O modelo de gestão é outro fator crucial para o desempenho das organizações no

mercado, pois é a partir de suas decisões e processos que se ver o quanto o mercado aceita interagi com seus produtos e serviços. Portanto ele não deve esquecer-se de agregar idéias de pessoas de dentro e fora da empresa, bem como também deixar de pensar em rede pois uma empresa não é uma ilha que vide isolada e sem depender de

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recursos e elementos de terceiro. O design possui essa vantagem de pensar de forma sistêmica e ainda inovadora. O modelo de gestão deve ultrapassar a barreira da inovação com burocracia excessiva, ênfase normas, sistema punitivo de lideranças, sistema fechado, mal uso de tecnologias inovadoras e etc.

Não há ainda a formula para o sucesso e garantir de êxito e, talvez, lucro para empresas. Mas o Design Thinking está suprindo essa necessidade de forma inovadora e jamais vista. Empresas pelo mundo a fora que já trabalham com este pensamento indicam e o melhor comprovam no mercado com seus produtos, serviços e grande demanda de clientes que o Design Thinking alinhado a modelos de gestão e negócios são fortes ferramentas para a tão sonhada vantagem competitiva no mercado tão globalizado.

49

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53

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Anexos

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Anexo A: EVOLUÇÃO DOS ESTILOS DE ADMINISTRAÇÃO. Fonte: Adaptado de MARTINS E MERINO (2011).

Período

Estilo de Administração

Princípios

Fim do Século XIX e Inicio do Século XX

Administração Cientifica

Princípios Universais de Eficiência e surgimento da engenharia industrial

Anos 30

Voltada às relações humanas no trabalho.

Psicologia e Motivação, participação e enriquecimento do trabalho.

Anos 40

Otimização dos sistemas produtivos

Pesquisa Operacional e métodos quantitativos de resolução de problemas ativada pelo computador.

Anos 50,60 e 70

Administração ancorada no planejamento estratégico.

Diversificação da produção,sinergias, reestruturação de sistemas produtivos.

Anos 80

Estilo Japonês da GQT

Abordagens modernas ao gerenciamento de processos.

Fim do Século XX e Inicio do Século XXI

Administração Cognitiva.

Ênfase no pensar e aprender, conhecimento, gestão da informação e conhecimento, comunicações melhoradas, tecnologias da informação, Design