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ZONEAMENTO ECONÔMICO AMBIENTAL SOCIAL E CULTURAL (ZEAS) DIAGNÓSTICO SÓCIOECONÔMICO DO P.A BENFICA

Junho de 2008

– DIAGNÓSTICO SÓCIOECONÔMICO DO P.A BENFICA Junho de 2008 Coordenação: Doutor Raimundo Cláudio Gomes Maciel

Coordenação: Doutor Raimundo Cláudio Gomes Maciel

– DIAGNÓSTICO SÓCIOECONÔMICO DO P.A BENFICA Junho de 2008 Coordenação: Doutor Raimundo Cláudio Gomes Maciel
2 D D I I I A A A G G G N N N

2

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Realização e Execução:

- Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Eixo Sócioeconômico

Equipe do ZEAS - SÓCIOECONOMIA

 

NOME

FORMAÇÃO

FUNÇÃO

ÓRGÃO

Raimundo

Cláudio

G.

Economista/Dr.

Coordenador

UFAC

Maciel

José F. do Rêgo

 

Economista/Msc

Consultor

PMRB

Amanda Leão

 

Economista

Entrevistadora

UFAC/Economia

Ana Claudia Felix Rossetto

Graduanda

Bolsista/Entrevistadora

UFAC/Economia

Francisco

de

Assis

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Medeiros Junior

 

Keyze

Pritih

da

Costa

Graduanda

Bolsista/Entrevistadora

UFAC/Economia

Campos

Machael Bezerra de Lima

 

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Plínio

Mendonça

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Alexandrino

 

Rosimeire Pacheco

 

Cientista Social

Entrevistadora

UNINORTE/Ciências

 

Sociais

Saulo

Alberto

Santos

de

Graduando

Bolsista/Entrevistador

UFAC/Economia

Araújo

Sidney M. de Azevedo

 

Graduando

Entrevistador

UFAC/Economia

Valcimar Meireles da Costa

Economista

Entrevistador

UFAC/Economia

Valdeci A. Gusmão Junior

Graduando

Bolsista

UFAC/ Sist. de Inf.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

3 L L I I I S S S T T T A A A

3

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L L I I I S S S T T T A A A D D

Gráfico 1 Composição das famílias por faixa etária, P.A. Benfica, 2005/2006, Acre- Brasil

24

Gráfico 2 - Situação das Vulnerabilidades das famílias, P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-

25

Gráfico 3 - Educação Formal por faixa etária, P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil . 26 Gráfico 4 Percentual de Famílias que tem algum membro que recebeu treinamentos e

27

Brasil

capacitações, P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 5 Principais tipos de Treinamentos ou Capacitações recebidos por atividade,

P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

27

Gráfico 6 Principais profissões relatadas por UPF (%),P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

28

Gráfico 7 Ocorrência de doenças por UPFs (%), P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

 

29

Gráfico 8 - Principais doenças relatadas, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

29

Gráfico 9 Ocorrência de doenças crônicas por UPF (%), P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

30

Gráfico 10 Principais doenças crônicas, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

30

Gráfico 11 - Local de tratamento de doenças, P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

31

Gráfico 12 - Situação do Desenvolvimento Infantil por UPF (%),P.A. Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

32

Gráfico 13 - Principais destinos do esgoto, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

33

Gráfico 14 Principais origens da água consumida, P.A Benfica, 2005/2006, Acre- Brasil

33

Gráfico 15 Principais tratamentos da água consumida, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-

Brasil

34

Gráfico 16 Acesso a energia elétrica por UPF (%), P.A Benfica, 2005/2006, Acre- Brasil

35

Gráfico 17 Ocorrência dos principais itens de bens duráveis por UPF (%), P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

35

Gráfico 18 Principais formas de acesso a terra, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

36

Gráfico 19 Percentual dos principais tipos de uso da terra, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil Gráfico 20 Índice mediano de Capitalização (IK) das UPFs, P.A Benfica, 2005/2006,

36

Acre, Brasil

37

Gráfico 21 Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos máquinas, equipamentos e ferramentas em mais da metade das UPFs, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

37

Gráfico 22 - Percentual de ocorrência dos tipos de capitais circulantes insumos, em mais da metade das UPFs, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

38

Gráfico 23- Percentual de ocorrência dos tipos de capitais fixos benfeitorias, em mais

da metade das UPFs, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

38

Gráfico 24 Percentual de UPFs que pegaram algum tipo de crédito bancário, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

39

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

4 Gráfico 25 – Percentual de ocorrência das principais linhas de créditos identificadas entre as

4

Gráfico 25 Percentual de ocorrência das principais linhas de créditos identificadas entre as UPFs financiadas, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

Gráfico 26 Principais linhas de Exploração beneficiadas pelos financiamentos obtidos

39

pelas UPFs, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

40

Gráfico 27 - Relação entre Renda Bruta Total, Custo Total, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

41

Gráfico 28 - Ocorrência dos tipos de renda por UPFs (%),P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

41

Gráfico 29 Principais componentes do Custo Total (CT) mediano, por UPF, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

42

Gráfico 30 - Percentual de ocupação da força de trabalho familiar, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

43

Gráfico 31 Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora da

UPF, P.A Benfica, 2005/2006, Acre, Brasil

Gráfico 32 - Linha de Dependência do Mercado, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

43

 

44

Gráfico 33 - Composição da Linha de Dependência do Mercado, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

44

Gráfico 34 - Relação entre Renda Bruta Total (RB+RA+RT), Custo Total (CT) e Linha

de Dependência do Mercado (LDM), P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

45

Gráfico 35 - Índice de Desenvolvimento Familiar Rural (IDF-R) e seus componentes, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

49

Gráfico 36 Percentual de UPFs que têm o dobro de vantagens em relação às desvantagens de ativos e capacitações competitivas, P.A Benfica, 2005/2006, Acre- Brasil

49

Gráfico 37 Principais desvantagens competitivas relatadas por UPF (%),P.A Benfica,

2005/2006, Acre-Brasil

50

Gráfico 38 Principais Vantagens competitivas relatadas por UPF (%),P.A Benfica, 2005/2006, Acre-Brasil

50

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

L L I I I S S S T T T A A A D

LLI IIS SST TTA AA DDE

L

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5

Figura 1 Mapa de Rio Branco

18

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

6 L L I I I S S S T T T A A A

6

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Tabela 1 - Indicadores Demográficos, 2000 - 2004, Acre-Brasil

18

Tabela 2 Área, População residente, sexo e situação do domicílio, Acre e Mesorregiões, 2000

19

Tabela 3 - Produto Interno Bruto, Vale do Acre, 2005, Acre-Brasil, Valores em R$ 1.000,00, exclusive PIB_Per Capita

20

Tabela 4 Principais produtos por valor da produção, Rio Branco, 1996-2006, Ac- Brasil, Valores em R$1.000,00

21

Tabela 5 - Número de estabelecimentos e área dos estabelecimentos agropecuários por

utilização das terras, Acre, 1996 e 2006

Tabela 6 - Número de estabelecimentos agropecuários e efetivo de animais por espécie

22

de efetivo, 1996 e 2006

22

Tabela 7 Caracterização da População e Amostra pesquisada nos Projetos de Assentamento de Rio Branco, 2005/2006, Acre-Brasil

23

Tabela 8 Evolução da Geração de Renda Bruta por linha de exploração, P.A Benfica,

2005/2006, Acre-Brasil

Tabela 9 Evolução do desempenho econômico dos principais produtos, P.A Benfica,

2005/2006, Acre-Brasil

Tabela 10 Desempenho Econômico mediano por UPF, P.A Benfica, 2005/2006, Acre-

Brasil

46

47

48

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

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Indicador

Analfabetismo

Percentual de Analfabetos

Dificuldades de Acesso a Escola Percentual de crianças fora da escola

Conhecimento Profissional e Tradicional

Percentual da população total

Doenças Crônicas Percentual da população total

Assalariamento fora da Unidade Produtiva Percentual de famílias que tiveram algum membro se assalariando fora da UPF

Transferência de Renda Percentual de famílias que recebem algum benefício governamental

Margem Bruta Familiar Mensal Valor Mediano

Gastos com Consumo no Mercado Percentual de Famílias Satisfeitas em suas necessidades

Vantagens Competitivas Percentual de Famílias com o dobro de vantagens em relação às desvantagens em ativos e capacitações

Dados

6%

0,00%

76%

65%

63,16%

64,86%

R$ 517,33

11%

43,48%

Período

2006/2007

2006/2007

2006/2007

2006/2007

2006/2007

2006/2007

2006/2007

2006/2007

2006/2007

Tendência

Situação

Página

26

35

27

30

43

41

44 e 48

44

49

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

8 S S U U U M S M M Á Á Á R R

8

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S S U U U M S M M Á Á Á R R R I

1. INTRODUÇÃO

9

2. CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO

10

3. CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO - CONTINUAÇÃO

11

4. CARACTERIZAÇÕES DO ESTUDO CONTINUAÇÃO

12

5. METODOLOGIA PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESEMPENHO ECONÔMICO

13

6. METODOLOGIA PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESEMPENHO ECONÔMICO

(CONTINUAÇÃO)

7. METODOLOGIA PRINCIPAIS MEDIDAS DE DESEMPENHO ECONÔMICO

(CONTINUAÇÃO)

8. METODOLOGIA - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO FAMILIAR RURAL

14

15

IDF-R

16

9. METODOLOGIA AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA

17

10. ESTADO DO ACRE SOBRE A REGIÃO

18

11. VALE DO ACRE - PRODUTO INTERNO BRUTO

19

12. RIO BRANCO - AC - VALOR DA PRODUÇÃO

21

13. RIO BRANCO - ACCENSO AGROPECUÁRIO

22

14. AMOSTRA DA PESQUISA

23

DADOS GERAIS DAS FAMÍLIAS PESQUISADAS

24

15. SITUAÇÃO DA VULNERABILIDADE DAS FAMÍLIAS

25

16. SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO FORMAL

26

17. SITUAÇÃO DO CONHECIMENTO PROFISSIONAL E TRADICIONAL

27

18. SITUAÇÃO DO SETOR DE SAÚDE

29

19. SITUAÇÃO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

32

20. SITUAÇÃO DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS

33

21. SITUAÇÃO DAS CONDIÇÕES HABITACIONAIS

35

22. SITUAÇÃO DO ACESSO AOS RECURSOS NATURAIS

36

23. SITUAÇÃO DO CAPITAL DAS UNIDADES PRODUTIVAS FAMILIARES

37

24. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO RENDA BRUTA TOTAL vs.

CUSTO TOTAL

25. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO OCUPAÇÃO DA FORÇA DE

TRABALHO

43

26. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO LINHA DE DEPENDÊNCIA

DO MERCADO

44

27. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO RENDA BRUTA TOTAL vs.

41

LINHA DE DEPENDÊNCIA DO MERCADO

45

28.

SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO GERAÇÃO DE RENDA

BRUTA

46

29. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO PRINCIPAIS PRODUTOS 47

30. SITUAÇÃO DO DESEMPENHO ECONÔMICO DAS UNIDADES DE

PRODUÇÃO

48

31.

ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO FAMILIAR RURAL (IDF-R) -

RESULTADOS

49

32. AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA - RESULTADOS

49

33. BIBLIOGRAFIA BÁSICA

51

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

9 11. 1 IIN I NNT TTR RRO OOD DDU UUÇ ÇÇÃ ÃÃO OO Devido

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11. 1 IIN I NNT TTR RRO OOD DDU UUÇ ÇÇÃ ÃÃO OO

Devido à falência do sistema extrativista e, conseqüentemente, dos seringais acreanos, uma nova política de desenvolvimento econômico foi implantada na região acreana no inicio da década de 70. Com a implantação desta política muitas famílias foram pressionadas pelos grandes fazendeiros que aqui se instalaram a saírem de suas terras. O resultado desta migração campo-cidade foi o inchaço populacional ocorrido em Rio Branco em que o número de habitantes salta de menos de 50.000 na década de 70 para cerca de 200.000 na década de 90. Outro grande problema que ocorreu em virtude desse processo de migração campo-cidade é que Rio Branco não tinha as devidas estruturas para receber tamanho contingente populacional. Assim sendo, esse crescimento irracional e desordenado ocasionou a formação de muitos bairros carentes de serviços essenciais e com problemas comuns à maioria das cidades brasileira. Diante desta situação fez-se necessária a criação de uma política pública que atendesse as necessidades destas famílias de ex-seringueiros e agricultores. Foi então que, no ano de 1993, o prefeito Jorge Viana lançou a proposta de criação dos Pólos Agroflorestais. Esta proposta visava assentar as famílias de ex-seringueiros e agricultores, que estivessem dispostas a voltar a produzir no meio rural, em áreas desapropriadas nas proximidades das vias de circulação com fácil trafegabilidade (rodovias federais e estaduais). A seleção das famílias foi feita de acordo com alguns critérios como: ter aptidão para o trabalho com a terra; morar em áreas de ocupação irregular ou com risco de alagamento, desbarrancamento e deslizamento e que estejam dispostas a voltar a viver no meio rural; não ter emprego no setor público ou privado; ter disponibilidade de mão- de-obra familiar. Este novo modo de reforma agrária implantado em Rio Branco apresenta-se numa forma viável de sustentabilidade uma vez que tanto o aspecto sócio-econômico quanto o ambiental foram beneficiados com a introdução desta política de assentamento. No tocante ao aspecto sócio-econômico há uma visível melhoria na qualidade de vida das famílias assentadas. Estas famílias, que antes residiam na área periférica da cidade, passaram a habitar o meio rural e puderam voltar às atividades produtivas a que estavam acostumadas. Com relação ao aspecto ambiental, pode-se dizer que este também foi beneficiado, pois as áreas em foram implantados os Pólos Agroflorestais eram áreas em estado de degradação e, com a inserção dos sistemas agroflorestais, puderam ser novamente cultivadas e recuperadas.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

10 22. 2 CCA C AAR RRA AAC CCT TTE EER RRI IIZ ZZA AAÇ

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22. 2 CCA C AAR RRA AAC CCT TTE EER RRI IIZ ZZA AAÇ ÇÇÕ
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Objetivos:

Realizar o diagnóstico sócio- econômico da produção rural de Rio Branco, em particular nas áreas prioritárias da produção familiar, notadamente, nos pólos agroflorestais e na região do seringal São Francisco do Espalha, nas Bacias do Riozinho do Rola e Igarapé São Francisco; Planejar o desenvolvimento sócio- econômico das diversas áreas rurais, obviamente incluídas a população rural que nelas se encontram; Elaborar Mapa de Gestão das áreas rurais de Rio Branco.

Participação Comunitária Todo o processo de pesquisa empreendido pelo Zoneamento tem como caráter dominante a
Participação Comunitária
Todo o processo de pesquisa empreendido pelo
Zoneamento tem como caráter dominante a combinação do
conhecimento científico com o conhecimento tradicional
dos produtores rurais, tendo como principal exemplo a
elaboração do questionário, que expressa a metodologia
acadêmica desenvolvida, bem como as discussões feitas
com o próprio público-alvo das pesquisas.
Objeto do Estudo - O objeto da presente pesquisa é a produção familiar Rural em
Objeto do Estudo
- O objeto da
presente pesquisa é
a produção familiar
Rural em áreas
representativas da
realidade sócio-
econômica de Rio
Branco Acre.
Produção Familiar É uma forma de organização social da produção na qual a própria família
Produção
Familiar
É uma forma de
organização
social da
produção na qual
a própria família
tem a posse dos
meios de
produção, além
de engendrar o
processo
produtivo.
Utiliza-se como referência para o levantamento das informações, o calendário agrícola da região, definido
Utiliza-se como referência para o
levantamento das informações, o
calendário agrícola da região,
definido conjuntamente com as
próprias comunidades estudadas,
que refere-se ao período de maio
de um ano a abril do ano seguinte,
que engloba o conjunto de
atividades econômicas produtivas
das famílias.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

11 3 3 . 3 C C A A A R C R R A

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SISTEMA DE PRODUÇÃO SISTEMA AGROFLORESTAL Compreende a associação de culturas perenes (espécies frutíferas
SISTEMA DE PRODUÇÃO SISTEMA
AGROFLORESTAL Compreende a associação de
culturas perenes (espécies frutíferas nativas) e espécies
florestais, constituindo um sistema do tipo silvoagrícola
consorciado, com a intercalação eventual de culturas
anuais alimentares e complementado ocasionalmente
pela criação de animais.
Neste sistema observa-se uma riqueza e diversidade
maior da comunidade de espécies do que nos sistemas
de produção agrícola, porém menor que nos sistemas
extrativistas. Supõe, portanto, alteração menos profunda
na estrutura do sistema ecológico original do que nos
sistemas agrícolas.
O plano de manejo é muito simples e o processo
técnico-material de produção compreende a
transformação principalmente de entradas naturais
(energia solar, água da chuva e nutrientes resultantes da
decomposição de restos vegetais depositados na
superfície do solo) e da energia humana em frutas
regionais destinadas ao mercado.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

12 4 4 . 4 C C A A A R C R R A

12

44.

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I N N N U U U A A A Ç Ç Ç Ã Ã Ã

SISTEMA DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA Consiste numa combinação de culturas anuais alimentares (arroz, feijão, milho e mandioca) com a criação de animais, principalmente bovinos, podendo ser caracterizado como um sistema de cultivo múltiplo. Nesse sistema de produção a funcionalidade é especificada por uma pequena entrada de insumos modernos, expressa no uso de defensivos e fertilizantes inorgânicos e pela contribuição dominante da energia humana. Estes inputs associados às entradas naturais de energia solar, água das chuvas e nutrientes das cinzas, resultantes das queimadas, propicia a produção de grãos, raízes, leite e carne. Aqui a riqueza e diversidade da comunidade de espécies são inferiores em relação aos outros sistemas (extrativista e Sistema Agroflorestall). Organizado na forma de produção familiar, o sistema de produção agrícola caracteriza-se por um grande dispêndio de força de trabalho humana, pelo uso ainda limitado de insumos modernos e baixa eficiência econômica. O plano de manejo é, por conseqüência, bastante simplificado. Além disso, este é o sistema que mais altera a estrutura do sistema ecológico.

conseqüência, bastante simplificado. Além disso, este é o sistema que mais altera a estrutura do sistema
Linha Mínima de Dependência do Mercado A produção familiar rural depende parcialmente do mercado para
Linha Mínima de Dependência do Mercado
A produção familiar rural depende parcialmente do
mercado para a aquisição de produtos ou bens e
serviços necessários à sua manutenção,
especialmente biológica, pois parte de suas
necessidades de consumo são satisfeitas com o
Autoconsumo e o restante é comprado no mercado.
Assim, define-se como linha mínima de
dependência do mercado os valores medianos
gastos com o consumo no mercado, adicionados
das compras relacionadas à reposição do capital
fixo (máquinas, equipamentos, ferramentas,
benfeitorias etc.) disponível para a manutenção dos
meios de produção existentes.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

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METODOLOGIA

Para fazer a avaliação socioeconômica da produção familiar rural da região de estudo, trabalha-se com uma metodologia adequada e específica a este tipo de produção, que está sendo consolidada nos últimos 11 anos pelo projeto de pesquisa denominado “Análise Econômica de Sistemas de Produção Familiar Rural no Estado do Acre” - ASPF. Assim, para a consecução dos objetivos da pesquisa, buscou-se trabalhar a metodologia a partir de indicadores e índices socioeconômicos que, por um lado, levem em consideração as peculiaridades da região de estudo e, por outro, sirvam como parâmetros para relacionar as diversas regiões e determinadas formas de organização produtiva dos produtos comercializados, comparando-as entre si e indicando as prioridades de atuação para um efetivo desenvolvimento socioeconômico sustentável. A metodologia completa está disponível no site:

A metodologia completa está disponível no site: < http://www.ufac.br/projetos/aspf/index.htm > .

Renda Bruta (RB): valor da produção destinada ao mercado.

Renda Bruta Total (RBT): somatório da renda Bruta (RB) da produção com a renda oriunda das transferências de renda (bolsa escola, família etc.) e do assalariamento fora da UPF. A RBT é calculada para o conjunto da UPF e dos membros da família.

Renda Líquida (RL): é o valor excedente apropriado pela unidade de produção familiar, ou seja, a parte do valor do produto que fica com a unidade de produção familiar depois de serem repostos os valores dos meios de produção, dos meios de consumo e dos serviços (inclusive salários) prestados à produção. A renda líquida é o primeiro indicador de eficiência econômica e das possibilidades de reprodução da unidade

a

de produção familiar. Se RL

unidade de produção

familiar se

reproduz sem afetar o seu patrimônio. Se RL < 0 a unidade de produção familiar só se reproduz com perda de patrimônio.

familiar só se reproduz com perda de patrimônio. 0 A ANÁLISE ECONÔMICA compreende a determinação de

0

A ANÁLISE ECONÔMICA compreende a determinação de custos e de resultados econômicos (medidas de resultado
A ANÁLISE ECONÔMICA
compreende a determinação de
custos e de resultados
econômicos (medidas de
resultado econômico:
resultados brutos, resultados
líquidos e medidas de
eficiência ou de relação) de
cada sistema de produção no
ciclo da produção (o chamado
"ano agrícola"), a interpretação
dos resultados, a identificação
das causas de insuficiências de
desempenho e a proposta de
correções.

Lucro da Exploração (LE): é o chamado lucro puro. É a fração da renda bruta que fica disponível depois de o produtor pagar todos os custos reais, de ter atribuído as remunerações julgadas normais (custos de oportunidade) aos fatores utilizados, mas não pagos: o seu próprio trabalho (executivo e gerencial), o trabalho familiar, os seus próprios capitais; e de ter reservado determinada quantia para fazer frente a prováveis riscos. Indica as possibilidades de acumulação da unidade de produção familiar.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

14 6 6 . 6 M M E M E E T T T O

14

66.

6

MME

M

EET

TTO

OOD

DDO

OOL

LLO

OOG

GGI IIA AA PPR

P

RRI IIN NNC CCI IIP PPA AAI IIS SS MME

M

EED

DDI IID DDA AAS SS DDE

EE

D

 
 

DDE

D

EES

SSE

EEM

MMP

PPE

EEN

NNH

HHO

OO EEC

E

CCO

OON

NNÔ

ÔÔM

MMI IIC CCO OO ((C

(

CCO

OON

NNT

TTI IIN NNU UUA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO) ))

Margem Bruta Familiar (MBF): é o resultado líquido específico e próprio para indicar o valor monetário disponível para a subsistência da família, inclusive uma eventual elevação do nível de vida, se o montante for suficiente. Em situações favoráveis, poderá ser suficiente para ressarcir custos fixos, especialmente a exigência mínima de reposição do patrimônio. Cumpridas estas funções, a disponibilidade restante pode ser usada como capital de giro.

CUSTOS TOTAIS DE PRODUÇÃO (CT) são todos os encargos ou sacrifícios econômicos suportados pelo produtor
CUSTOS TOTAIS DE
PRODUÇÃO (CT) são todos
os encargos ou sacrifícios
econômicos suportados pelo
produtor para criar o valor
total do produto. Referidos a
um sistema de produção, os
custos eqüivalem ao valor
monetário das entradas
econômicas do sistema. Os
custos totais compreendem a
soma dos custos fixos (CF) e
dos custos variáveis (CV). Os
primeiros têm a sua magnitude
independente do volume da
produção, os segundos variam
com o volume da produção.

Nível de Vida (NV): é a totalidade do valor apropriado pelo produtor familiar, inclusive valores imputados, deduzidas as obrigações financeiras com empréstimos. É, portanto, o valor que determina o padrão de vida da família.

Índice de Eficiência Econômica (IEE): é a relação que indica a capacidade de a unidade de produção familiar gerar valor por unidade de custo. É um indicador de benefício/custo do conjunto da unidade de produção. IEE > 1, a situação é de lucro; IEE < 1, a situação é de prejuízo; IEE = 1, a situação é de equilíbrio.

Relação MBF/RB: é a relação mais apropriada para medir a eficiência econômica da produção familiar, pois mostra que proporção de valor a unidade de produção tornará disponível para a família por cada unidade de valor produzido. Uma relação superior a 50% é considerada favorável.

Relação MBF/Q h/d : é o índice de remuneração da força de trabalho familiar. Mostra a quantia de margem bruta gerada por unidade de trabalho familiar (1 h/d = 1 jornada de trabalho). O valor deve ser comparado com o preço de mercado da força de trabalho. Q h/d = quantidade de força de trabalho utilizada no ciclo produtivo da linha de exploração ou a quantidade total anual de força de trabalho familiar utilizada pela unidade de produção.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

15 7 7 . 7 M M M E E E T T T O

15

77.

7 M

MME

EET

TTO

OOD

DDO

OOL

LLO

OOG

GGI IIA AA PPR

P

RRI IIN NNC CCI IIP PPA AAI IIS SS MME

M

EED

DDI IID DDA AAS SS DDE

EE

D

 
 

DDE

D

EES

SSE

EEM

MMP

PPE

EEN

NNH

HHO

OO EEC

E

CCO

OON

NNÔ

ÔÔM

MMI IIC CCO OO ((C

(

CCO

OON

NNT

TTI IIN NNU UUA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO) ))

Termos de Intercâmbio (TI): é a relação entre o valor dos bens de consumo comprados e o valor total da produção. Indica qual a proporção da renda bruta, em bens de consumo, precisa ser gasta para gerar o valor total da produção. Essa relação revela, aproximadamente, em que medida o excedente produzido pelo pequeno produtor está sendo apropriado na circulação, isto é, a montante e a jusante do processo de produção.

Índice de Trabalho Familiar (ITF): é a participação da força de trabalho familiar no trabalho total. É considerada unidade de produção familiar aquela que apresenta ITF >

50%.

Índice de Capitalização (IK): é a relação que indica a intensidade de capital. Assim, um IK > 1 significa que gasta-se no processo produtivo mais com capital fixo e circulante do que com força de trabalho, familiar ou contratada.

Índice de Assalariamento (IA): é a proporção da força de trabalho familiar que se assalaria fora da unidade de produção.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

16 88. 8 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA

16

88. 8 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA --
88. 8
MME
M
EET
TTO
OOD
DDO
OOL
LLO
OOG
GGI IIA AA -- ÍÍN
- Í
NND
DDI IIC CCE EE DDE
D
EE
DDE D EES SSE EEN NNV VVO OOL LLV VVI IIM MME EEN NNT TTO
DDE
D
EES
SSE
EEN
NNV
VVO
OOL
LLV
VVI IIM MME EEN NNT TTO OO FFA
F
AAM
MMI IIL LLI IIA AAR RR RRU
R
UUR
RRA
AAL
LL ––

DDF

IID

I

FF- --R RR

IDF-R = (IV+IE+IC+IT+IR+ID+IH+IA)/8 Sendo, IV – Índice de ausência de vulnerabilidade: fecundidade, idosos,
IDF-R = (IV+IE+IC+IT+IR+ID+IH+IA)/8
Sendo,
IV – Índice de ausência de vulnerabilidade:
fecundidade, idosos, dependência econômica,
presença dos pais;
IE – Índice de acesso ao ensino: analfabetismo e
escolaridade;
IC – Índice de acesso ao conhecimento profissional e
tradicional: qualificação profissional e habilidade
especial;
IT – Índice de acesso ao trabalho: disponibilidade de
trabalho;
IR – Índice de disponibilidade de recursos: pobreza e
capacidade de geração de renda;
ID – Índice de desenvolvimento infantil: trabalho
precoce, acesso e progresso escolar, mortalidade
infantil;
IH – Índice de condições habitacionais: domicílio,
acesso a água, esgoto, energia e bens duráveis;
IA – Índice de Condições Ambientais: recursos
hídricos, qualidade da água e destino de lixo e
esgoto;
Classificação utilizada para
avaliação do IDF-R
Ruim – 0 < IDF-R ≤ 0,25
Regular – 0,25 < IDF-R ≤ 0,50
Bom – 0,50 < IDF-R ≤ 0,75
Ótimo – 0,75 < IDF-R ≤ 1

ao

desenvolvimento humano, trabalha-se com um indicador sintético, denominado Índice de

Desenvolvimento da Família (IDF), originalmente desenvolvido pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada), mais adequado às diversas situações sociais, buscando superar algumas das principais limitações do IDH, especialmente, no tocante à quantidade de indicadores considerados na construção do índice, além do levantamento de informações em nível familiar. Como o próprio título do índice propõe, a unidade de análise é a Unidade de Produção Familiar Rural (UPF), cuja composição é realizada pela agregação das informações dos integrantes da família que moram na UPF. O IDF-R varia entre 0 e 1, o que significa que quanto mais próximo de 1, melhores serão as condições de vida de família.

O IDF original considera seis dimensões básicas das condições de vida, compreendendo um total de 48 indicadores, sendo adotado um sistema de pesos neutros na composição dos indicadores. Na construção do IDF-R, uma das dimensões originais (acesso ao conhecimento) foi transformada em duas (acesso ao ensino escolar e acesso ao conhecimento profissional e tradicional). Ademais, foi acrescentada uma nova dimensão relacionada às condições ambientais, perfazendo um total de sete dimensões consideradas. Além disso, alguns indicadores foram ajustados ao contexto rural. A neutralidade dos pesos é mantida, ou seja, a síntese dos indicadores de cada dimensão, bem como o IDF-R resultado da síntese das dimensões , será constituída pela média aritmética simples dos referidos indicadores.

No

tocante

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

17 99. 9 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA

17

99. 9 MME M EET TTO OOD DDO OOL LLO OOG GGI IIA AA ––
99. 9
MME
M
EET
TTO
OOD
DDO
OOL
LLO
OOG
GGI IIA AA –– AAV
– A
VVA
AAL
LLI IIA AAÇ ÇÇÃ ÃÃO OO EES
E
SST
TTR
RRA
AAT
TTÉ
ÉÉG
GGI IIC CCA AA
ATIVOS E CAPACITAÇÕES PESQUISADOS 1. Disponibilidade de capital (Próprio) 2. Disponibilidade de capital (Crédito)
ATIVOS E CAPACITAÇÕES PESQUISADOS
1. Disponibilidade de capital (Próprio)
2. Disponibilidade de capital (Crédito)
3. Liderança em Espaço
físico/equipamentos/facilidade de produção
4. Assistência técnica
5. Infra-estrutura (ramais, rio etc.)
6. Acesso a canais de distribuição de baixo custo
7. Acesso a trabalho de baixo custo
8. Flexibilidade para adaptar a novas tendências
do mercado e da indústria
9. Pessoas treinadas/capacitadas para a produção
dos produtos
10. Pessoas treinadas/capacitadas para a
comercialização dos produtos
11. Reputação pela qualidade
12. Diversificação de produtos
13. Característica do produto/diferenciação
14. Conhecimento do negócio
15. Pioneirismo
16. Localização
17. Acesso aos insumos
18. Participação em associações ou cooperativas

A sustentabilidade dos resultados econômicos da produção familiar rural, além das alternativas produtivas a serem introduzidas nesse ambiente, depende de uma correta avaliação das estratégias competitivas utilizadas pelos produtores, pois a manutenção e/ou implementação das alternativas produtivas dependem do fortalecimento dos recursos humanos, físicos, financeiros, além dos ativos intangíveis como, por exemplo, a reputação, e das capacitações ou habilidades/serviços oriundos da combinação de tais ativos.

A presente pesquisa busca realizar uma avaliação estratégica dos ativos e capacitações disponíveis aos produtores rurais familiares estudados, como forma de

identificar os possíveis gargalos que possam impactar na sustentabilidade das estratégias competitivas promovidas nesse ambiente de estudo, no sentido de orientar os gestores dos empreendimentos acerca dos itens que precisam de uma maior atenção. Assim, conforme literatura pertinente utiliza-se indicadores que categorizam os ativos e habilidades das famílias, que possam ser identificados como fonte de vantagens competitivas sustentáveis, além de avaliar o desempenho de tais ativos e habilidades, bem como das estratégias competitivas, agrupando-os em três grupos estratégicos:

inovação, qualidade e liderança de custos. No primeiro grupo se encontram itens, tais como, habilidade em marketing, desenvolvimento de novos produtos/processos, novas formas de comercialização etc. Os itens classificados em relação à qualidade são: habilidade gerencial, pessoas treinadas para o processo produtivo e em oferecer serviços de alta qualidade aos consumidores etc. Com relação à liderança de custos, os itens constantes são: disponibilidade de capital, liderança em plantas e equipamentos, acesso a matéria-prima de baixo custo, acesso a trabalho de baixo custo etc.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

18 1 1 0 1 EES E SST TTA AAD DDO OO DDO D OO

18

110 1

EES E SST TTA AAD DDO OO DDO D OO AAC A CCR RRE EE
EES
E
SST
TTA
AAD
DDO
OO DDO
D
OO AAC
A
CCR
RRE
EE –– SSO
– S
OOB
BBR
RRE
EE AA RRE
A R
EEG
GGI IIÃ ÃÃO OO
TTA AAD DDO OO DDO D OO AAC A CCR RRE EE –– SSO – S

Figura 1 Mapa de Rio Branco

R EEG GGI IIÃ ÃÃO OO Figura 1 – Mapa de Rio Branco Tabela 1 -

Tabela 1 - Indicadores Demográficos, 2000 - 2004, Acre-Brasil

Indicadores Demográficos Masculino Feminino Total Esperança de vida aos 60 anos Masculino Feminino Total Razão da Dependência Jovens Idosos Total

2000

2001

2002

2003

2004

66,8

67,2

67,4

67,7

68

71,8

72,2

72,5

72,8

73,2

69,3

69,6

69,9

70,2

70,5

20,2

20,3

20,4

20,4

20,4

20,9

21

21,1

21,2

21,3

20,5

20,6

20,7

20,8

20,9

69,7

62

67,1

66

63,6

9,8

9,7

9,8

9,8

9,8

79,5

71,8

76,8

75,8

73,5

Fonte: SEPLANDS (2006)

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

19 1 1 1 1 A A L V V A V L L E

19

111

1

AAL

VVA

V

LLE

EE DDO

D

OO AAC

A

CCR

RRE

EE -- PPR

- P

RRO

OOD

DDU

UUT

TTO

OO IIN

I

NNT

EER

TTE

RRN

NNO

OO

 

RRU

BBR

B

UUT

OO

TTO

 

Tabela 2 Área, População residente, sexo e situação do domicílio, Acre e Mesorregiões, 2000

   

Área (Km 2 )*

População residente, sexo e situação do domicílio

População de 10 anos ou mais de idade

Municípios

 

(%)

 

Total

% do

Estado

Total

Homens

Mulheres

Urbana

Rural

Total

alfabe

tização

Acre

100

557.526

280.983

276.543

370.267

187.259

409.152

76,9

 

152.581

Mesorregião

do

Vale

do

199.598

Acre Manoel Urbano Santa Rosa do Purus

 

77.616

50,7

399.904

200.306

294.395

105.509

299.072

71,85

9.387

6,20

6.374

3.375

2.999

3.281

3.093

4.304

54,6

5.981

3,90

2.246

1.163

1.083

518

1.728

1.368

42,5

Sena Madureira Acrelândia Bujari Capixaba Plácido de Castro Porto Acre Senador Guiomard Rio Branco Assis Brasil Brasiléia Epitaciolândia Xapuri

 

25.278

16,50

29.420

15.283

14.137

16.155

13.265

20.802

67,3

1.575

1,00

7.935

4.256

3.679

3.506

4.429

5.645

75,7

3.468

2,30

5.826

3.171

2.655

1.628

4.198

4.204

63,7

1.713

1,10

5.206

2.841

2.365

1.521

3.685

3.643

64,3

2.047

1,30

15.172

7.984

7.188

6.979

8.193

11.122

77,3

2.985

2,00

11.418

6.191

5.227

1.293

10.125

8.257

70,9

1.837

1,20

19.761

10.267

9.494

8.640

11.121

14.643

76,4

2.876

1,90

3.490

1.820

1.670

2.151

1.339

2.519

71,8

9.223

6,00

253.059

123.248

129.811

226.298

26.761

193.088

87,1

4.336

2,80

17.013

8.882

8.131

9.026

7.987

12.630

77,9

1.659

1,10

11.028

5.617

5.411

7.404

3.624

8.141

77,6

5.251

3,40

11.956

6.208

5.748

5.995

5.961

8.706

71,9

Mesorregião

do

Vale

do

76.945

Juruá Cruzeiro do Sul Mâncio Lima Mal. Thaumaturgo Porto Walter Rodrigues Alves Feijó Jordão Tarauacá

 

74.965

49,3

157.622

80.677

75.872

81.750

110.080

52,50

7.925

5,2

67.441

33.919

33.522

38.971

28.470

48.675

73,7

4.672

3,1

11.095

5.753

5.342

5.794

5.301

7.863

70,2

7.744

5,1

8.295

4.376

3.919

985

7.310

5.245

52,9

6.136

4

5.485

2.891

2.594

1.441

4.044

3.552

51,9

3.305

2,2

8.093

4.255

3.838

2.632

5.461

5.413

52,1

24.202

15,9

26.722

13.703

13.019

11.240

15.482

18.748

49,8

5.429

3,6

4.454

2.348

2.106

863

3.591

2.727

42,2

15.553

10,2

26.037

13.432

12.605

13.946

12.091

17.857

61,6

Fonte: Censo Demográfico de 2000 (IBGE, 2007) * IBGE, Resolução nº 05 , de 10 de out. de 2002.

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

20 Tabela 3 - Produto Interno Bruto, Vale do Acre, 2005, Acre-Brasil, Valores em R$

20

Tabela 3 - Produto Interno Bruto, Vale do Acre, 2005, Acre-Brasil, Valores em R$ 1.000,00, exclusive PIB_Per Capita

Unidade

Agropecuária

Indústria

Serviços

Impostos

PIB Total

População

PIB _ Per Capita

Acre Vale do Acre Manoel Urbano Santa Rosa do Purus Sena Madureira Acrelândia Bujari Capixaba Plácido de Castro Porto Acre Senador Guiomard Rio Branco Assis Brasil Brasiléia Epitaciolândia Xapuri Vale do Juruá Cruzeiro do Sul Mâncio Lima Mal. Thaumaturgo Porto Walter Rodrigues Alves Feijó Jordão Tarauacá

822.201,72

473.244,72

2.811.121,88

375.179,18

4.481.747,50

669.736,00

6.691,81

610.405,79

414.742,52

2.230.273,70

336.751,79

3.592.173,80

476.232,00

7.542,91

7.451,63

1.607,58

21.387,89

820,67

31.267,78

7.636,00

4.094,78

3.667,57

732,75

10.588,39

332,36

15.321,07

3.395,00

4.512,83

103.831,44

11.494,00

109.795,71

9.260,20

234.381,35

32.989,00

7.104,83

56.291,90

11.083,95

39.296,49

7.677,20

114.349,53

11.451,00

9.985,99

49.723,95

1.761,23

25.699,01

1.466,95

78.651,14

8.423,00

9.337,66

42.649,10

6.667,78

24.546,38

4.525,88

78.389,15

7.067,00

11.092,28

70.520,13

5.811,16

58.688,29

4.794,70

139.814,28

16.691,00

8.376,63

39.644,57

1.888,04

30.032,27

1.146,48

72.711,36

12.085,00

6.016,66

40.092,73

20.304,22

67.003,57

10.217,17

137.617,69

20.505,00

6.711,42

90.284,32

336.239,95

1.664.739,06

280.043,41

2.371.306,74

305.731,00

7.756,19

9.203,98

1.853,27

17.666,82

1.573,54

30.297,60

5.063,00

5.984,12

40.714,37

6.665,42

63.997,67

6.147,82

117.525,28

17.721,00

6.631,98

26.463,66

4.732,36

51.460,04

5.507,56

88.163,62

13.782,00

6.397,01

29.866,45

3.900,81

45.372,12

3.237,86

82.377,23

13.693,00

6.016,01

211.795,93

58.502,21

580.848,18

38.427,38

889.573,70

193.504,00

4.597,19

56.499,45

32.784,39

277.804,59

24.854,16

391.942,59

84.335,00

4.647,45

11.724,60

2.563,77

34.219,68

1.196,68

49.704,73

12.747,00

3.899,33

11.461,48

1.359,00

24.277,10

547,24

37.644,82

8.455,00

4.452,37

9.474,38

965,11

15.079,22

406,49

25.925,20

4.962,00

5.224,75

21.946,10

1.913,11

26.706,55

901,86

51.467,62

9.796,00

5.253,94

35.154,40

9.185,77

96.379,84

4.256,57

144.976,57

38.241,00

3.791,13

8.209,18

858,99

14.328,87

408,23

23.805,28

4.633,00

5.138,20

57.326,33

8.872,08

92.052,33

5.856,16

164.106,90

30.335,00

5.409,82

Fonte: IBGE, 2007

Zoneamento Econômico Ambiental Social e Cultural de Rio Branco Junho de 2008

21 1 1 2 1 R R I I I O O O B B

21

112

1

RRI IIO OO BBR

R

B

RRA

AAN

NNC

CCO

OO -- AAC

- A

CC -- VVA

- V

AAL

LLO

OOR

AA

RR DDA

D

 

RRO

PPR

P

OOD

DDU

UUÇ

ÇÇÃ

OO

ÃÃO

 

Tabela 4 Principais produtos por valor da produção, Rio Branco, 1996-2006, Ac-Brasil, Valores em R$1.000,00

 

Tipo de Produto

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

 

Extrativismo Vegetal

 

Madeira em tora

1.200