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ANALISTA E TÉCNICO DOS TRUBUNAIS SÁBADO LIBERDADE MATÉRIA: DIREITO CIVIL PROF: ANGELO RIGON DATA: 24/03/2012

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Formas indiretas de extinção da obrigação:

Imputação do pagamento Imputar significa indicar, portanto na imputação do pagamento o devedor que tiver várias obrigações para com o mesmo credor estando todas vencidas poderá indicar a qual delas se destina o pagamento que está realizando. Se não houver indicação presume-se que o devedor está pagando a obrigação mais antiga (vencida há mais

tempo). Vencendo as obrigações na mesma data presume-se que ele esta pagando a mais onerosa. Ex.: A deve 100.000 para B para pagar 5/2/12

A deve 150.000 para B para pagar 10/2/12

A deve 200.000 para B para pagar 15/2/12

A deve 50.000 para B para pagar 5/2/12

É o direito que o devedor tem de indicar qual das obrigações

ele está pagando. As obrigações devem estar vencidas. Não podendo

escolher aquela que não venceu.

Consignação do pagamento Consignar significa depositar. O devedor que deseja cumprir sua obrigação, mas não consegue em razão de alguma das situações previstas no art. 335 CC 1 , poderá depositar a coisa objeto da obrigação convocando o credor para que venha levantar a coisa (ir pegar a coisa que estava depositada) ou esclarecer porque não o faz. Quando a consignação for judicial ela seguirá o procedimento previsto no art. 890 2 e seguintes do CPC.

Compensação Havendo credor e devedor mútuo de obrigações vencidas líquida e de coisas fungíveis entre si, estas obrigações se extinguem mutuamente até o limite de sua equivalência.

1 Art. 335. A consignação tem lugar:

I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma; II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;

III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso

perigoso ou difícil;

IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;

V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.

2 Art. 890 - Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a consignação da

quantia ou da coisa devida

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A compensação não depende da vontade das partes, ela ocorrerá automaticamente tão logo estejam presentes os seus requisitos:

Vencidas:

São as obrigações cujo momento do cumprimento já chegou ou foi ultrapassado. Não se compensa obrigações vincendas (aquelas que ainda não estão vencidas). Líquidas:

São as obrigações cujo valor e características são exatamente conhecidos. Coisas fungíveis entre si:

Coisas fungíveis são aquelas que podem ser substituídas por outras de mesma espécie qualidade e quantidade. A compensação não depende da vontade das partes.

Transação Transação é acordo, cada uma das partes abre mão de uma parcela dos direitos que acredita ter e reconhece direito da outra parte. Transação depende apenas da vontade das partes.

Novação Pela novação extingue a obrigação em razão da constituição de uma nova obrigação. Ex.: A deve 100.000 para B, porém A não tem dinheiro para pagar. B então pede que A assuma a obrigação de entrega de seu carro. A entrega o carro a B e quita-se a obrigação. Atenção: isso não é dação em pagamento, pois em dação tem que haver a efetiva entrega da coisa. Na dação em pagamento eu jamais fiquei devendo alguma obrigação.

Se a nova obrigação constituída tiver um novo objeto a novação será chamada novação objetiva. Se a nova obrigação tiver um novo sujeito ela será chamada novação subjetiva. Se o novo sujeito for o credor será novação subjetiva

ativa.

Se o novo sujeito for o devedor será novação subjetiva

passiva.

Na novação passiva caso novo devedor seja indicado pelo devedor anterior ela era chamada novação subjetiva passiva por

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delegação. Neste caso se o novo devedor tornar-se insolvente e se não tiver condições de arcar com o cumprimento da obrigação constituída o credor poderá exigir o pagamento pelo devedor original, mas para isso o credor precisará provar que o devedor tinha ciência do estado de insolvência ou pré-insolvência do devedor indicado quando fez a indicação. Se o novo devedor ingressa na relação voluntariamente em conato com o credor a novação será denominada novação subjetiva passiva por expromissão. Neste caso o credor não poderá sob nenhuma hipótese exigir o cumprimento da obrigação pelo devedor original.

Pagamento com sub-rogação No pagamento com sub-rogação um terceiro paga a dívida ou empresta ao devedor os meios necessários ao cumprimento da

obrigação e em razão disso passa a deter contra aquele devedor todos

os privilégios creditórios que o credor original possuísse.

A sub-rogação pode ocorrer de forma automática também chamada de pleno direito nas hipóteses do art. 346 CC 3 . Pode também ocorrer em razão da vontade das partes

expressamente manifestada (convencional) nas hipóteses do art. 347

CC 4 .

Fontes das obrigações

Contrato É o acordo de vontades estabelecido voluntariamente entre as partes e que como consequência estabelece ente elas direito e obrigações recíprocos. O contrato se considera constituído no momento da aceitação da proposta. Para que se constitua qualquer contrato é necessário em primeiro lugar que seja formulada uma proposta, neste momento tem início o período pré contratual também chamado fase de tratativas. Neste período as partes negociam os termos do contrato por

3 Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito, em favor:

I - do credor que paga a dívida do devedor comum;

II - do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do terceiro que efetiva o pagamento para

não ser privado de direito sobre imóvel; III - do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no todo ou em parte.

4 Art. 347. A sub-rogação é convencional:

I - quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere todos os seus direitos;

II - quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a dívida, sob a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor satisfeito.

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meio de propostas e contra proposta. Ao receber uma proposta a parte poderá adotar uma das seguintes condutas:

1º Rejeitar a proposta e não constituir o contrato. 2º Aceitar a proposta e em razão disso considera-se constituído

o contrato. 3º Modificar a proposta o que caracteriza uma nova proposta ou contra proposta. No momento da aceitação considera-se constituído o contrato e inicia-se o período contratual ou fase de execução do contrato. Nesta fase devem ser cumpridas as obrigações derivadas do contrato. A fase contratual se encerra com o cumprimento das obrigações dando origem imediatamente ao período pós-contratual também chamado fase de consequências. Neste período o contrato já não existe mais, no entanto ainda é possível que ocorram consequências derivadas da existência do contrato. ATENÇÃO: estas consequências não são efeitos diretos do contrato, mas sim previsão da Lei. Entre estes efeitos podemos mencionar os vícios redibitórios a evicção e a garantia legal nos contratos de consumo (CDC- código de defesa do consumidor).

Vícios redibitórios: previstos no art. 441 CC 5 são vícios ocultos que prejudicam o impedem a utilização da coisa. Para a finalidade prevista ou que lhe diminuem consideravelmente o valor. Nos contratos comutativos havendo vicio redibitório a parte adquirente poderá rejeitar a coisa recebendo de volta o valor pago ou exigir abatimento proporcional no preço. Evicção: prevista no art. 447 CC 6 é a perda da coisa adquirida em razão de ordem judicial que determina sua entrega à terceiro. Nos contratos onerosos o evicto poderá exigir da outra parte indenização pelo prejuízo sofrido. Garantia legal (código de defesa do consumidor): havendo vicio no produto o consumidor poderá reclamar no prazo de 90 dias (bens duráveis) ou trinta dias (bens não duráveis) exigindo do fornecedor que resolva o problema no prazo máximo de trinta dias. Caso

o fornecedor não resolva o problema neste prazo o consumidor poderá

5 Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor.

6 Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.

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exigir a seu critério a devolução do valor pago, abatimento proporcional no preço ou a substituição da coisa por outra equivalente. O período pós-contratual se encerra quando ocorrer a prescrição de todos os direitos por ventura derivados do contrato.

Extinção do contrato

O

contrato pode se extinguir:

Pelo cumprimento das obrigações dele derivados.

Pela resilição. Resilição é a extinção do contrato por ato de

vontade das partes. A resilição pode ocorrer por vontade de uma das partes ou por vontade de ambas as partes. Se ocorrer por vontade de uma das partes será chamada denúncia e se ocorrer por vontade de ambas às partes será chamada distrato.

RESILIÇÃO:

Uma Denúncia

Ambas Distrato

A denuncia será em regra utilizada nos contratos por prazo

indeterminado. Pode também ocorrer denuncia nos contratos por prazo determinado. Neste caso a parte denunciante estará sujeita a indenizar

a outra parte por eventuais prejuízos a ela causados. Em alguns contratos as partes estabelecem desde o inicio clausula penal (multa) pela desistência. O pagamento da multa não exime o desistente de indenizar a outra parte pelos prejuízos sofridos.

O distrato deverá sempre ser feito na mesma forma que o

contato.

Resolução do contrato

A resolução é a extinção do contrato sem o cumprimento da

obrigação e independentemente da vontade das partes. Ela poderá ocorrer pelo descumprimento da obrigação (inadimplemento) ou pela onerosidade excessiva. Haverá resolução por onerosidade excessiva quando a obrigação de uma das partes tornar-se excessivamente onerosa em relação à obrigação da outra parte ou em relação a sua obrigação original, ou seja, quando houver desequilíbrio no contrato. A onerosidade excessiva será causada por fato superveniente ao contrato que interfira no seu equilíbrio e altere as condições originais. Nos contratos submetidos ao código civil, a onerosidade excessiva esta atrelada a teoria da imprevisão, ou seja, só será possível resolver o contrato se o evento que causou seu desequilíbrio fosse

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imprevisível pelas partes no momento da constituição do negócio e se elas não tivessem como evitar este acontecimento. Nos contratos submetidos ao código de defesa do consumidor não se aplica a teoria da imprevisão, ou seja, basta que o consumidor demonstre o desequilíbrio no contrato para que possa pedir a resolução por onerosidade excessiva. O juiz ao julgar o pedido de resolução por onerosidade excessiva não esta limitado a apenas extinguir o contrato ou mantê-lo nas mesmas bases. Ele poderá interferir diretamente nas clausulas contratuais modificando os termos do contrato com objetivo de recuperar o equilíbrio e manter o contrato. Trata-se de uma exceção ao principio da liberdade de contratar, pois o juiz interfere e modifica as cláusulas estabelecidas por vontades das partes. IMPORTANTE: não confundir onerosidade excessiva com a

lesão.

Lesão é um vício do consentimento. Afeta a manifestação de vontade, ocorre no momento da constituição do negócio e torna o negócio anulável. O contrato já nasce desequilibrado.

CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS (Unilateral e Bilateral) Unilateral é aquele que estabelece obrigações para apenas uma das partes. Ex.: Doação pura. Bilateral é aquele que estabelece obrigações para as partes. Ex.: compra e venda. Contratos bilaterais também são chamados de sinalagmático.

OBS. Não confundir contrato unilateral e bilateral com negocio jurídico unilateral e bilateral. Negocio jurídico unilateral: é aquele que para se constituir necessita apenas de uma manifestação de vontade. Ex.: testamento (precisa só de uma manifestação de vontade) Negocio jurídico bilateral: é aquele que para se constituir necessita de duas manifestações de vontades. Ex.: contratos em geral como compra e venda, locação (precisa de duas manifestações de vontade para se constituir). O negócio que necessita de mais de duas manifestações de vontades para se constituir é denominado é denominado plurilateral. Ex.: contrato de sociedade.

Contrato gratuito ou oneroso

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Contrato gratuito: é aquele que trás vantagens para apenas uma das partes do negócio e desvantagens para outra. Ex.: doação. (um tem vantagem e o outro vantagem alguma) Contrato oneroso: é aquele que trás vantagens e desvantagens para ambas as partes. Ex.: compra e venda. (vantagem e desvantagem para os dois)

Os

contratos

onerosos

podem

ser

divididos

em

duas

categorias: contrato comutativo e contrato aleatório.

Contrato comutativo é aquele em que as partes sabem exatamente no momento de constituir o negócio qual a vantagem e a desvantagem que terão em razão dele. Ex.: compra e venda simples.

Contrato aleatório é aquele em que as partes não sabem exatamente no momento de constituir o negócio qual a vantagem ou desvantagem que terão em razão dele, pois, ela dependerá de fato eventual, do acaso, da sorte. Não sei exatamente qual a vantagem e desvantagem que cada um terá. Vai depender de fato eventual. Ex.: contrato de jogo ou aposta (mega sena), seguros, contrato de compra e venda de coisa futura (safra)

Contrato real e contrato consensual

Contato real: é aquele que só se perfaz no momento da entrega da coisa (tradição- entrega da coisa). Ex.: comodato, mútuo ou depósito.

Contrato consensual: é aquele que se considera constituído no momento do acordo de vontades. Não é necessária a entrega da coisa para constituir o contrato. A entrega é cumprimento da obrigação prevista no contrato. Ex.: compra e venda.

Contrato paritário e contrato de adesão

Contrato paritário: é aquele em que as partes se encontram em igualdade de condições podendo discutir livremente as clausulas contratuais.

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Contrato de adesão: as partes não se encontram em igualdade de condições. Uma das partes apresenta o contrato previamente estruturado e a outra caberá apenas concordar com o contrato naqueles termos ou não realizar o negócio. Em regra o contrato de adesão é utilizado nas relações de massa em que um mesmo contratante realiza o mesmo contrato com uma ampla gama de pessoas. Ex.: concessionárias de serviço público, contratos de consumo em geral (contratos bancários, contratos de cartão de credito).

Contrato solene (formal) ou não solene

Contrato solene é aquele que tem forma específica exigida

pela Lei.

Ex. todo aquele que modifica ou transfere coisas imóvel acima de 30 salários mínimos.

Contrato não solene é aquele que não tem forma específica exigida pela Lei. Ex.: compra e venda em geral.