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Stalingrado, A Vitória de um Povo.

Passados 70 anos da heróica vitória soviética na Batalha de Stalingrado, a mesma continua a ser vítima de análises menores e mentirosas por parte da grande mídia e pelos seus agentes da “Guerra Fria”. Analisar e compreender de forma séria a Batalha de Stalingrado nos remete impreterivelmente à firmeza do camarada Stálin, à determinação do povo soviético e à eficácia do PCUS em aplicar o socialismo de forma coerente. O exemplo de combatividade e a certeza no socialismo foram os ensinamentos que a União Soviética (URSS) deu ao mundo ao final da II Guerra Mundial, são coisas que o imperialismo não quer ver multiplicado.

João Cláudio Platenik Pitillo Historiador militar e professor de História Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2013.

Stalingrado era uma cidade de cerca de 600.000 habitantes as margens do rio Volga 1 que em 1942 era o símbolo da industrialização soviética e dos planos quinquenais. A mesma passou a ser um grande polo metal/mecânico, tendo várias fábricas e siderúrgicas, dentre elas a Fabrica de Material Bélico Barricada, a Fábrica de Tratores de Stalingrado e a Siderúrgica Outubro Vermelho. Ambas entraram para a história devido ao heroísmo de seus operários que transformaram-nas em focos de resistência inexpugnáveis. A Batalha de Stalingrado desenrolou-se de 17 de julho de 1942 a 2 de fevereiro de 1943, mobilizou mais de 2.000.000 de homens e fazia parte da “Operação Azul”, nome dado pelo Comando nazista às operações na região. A mesma começou a desenrolar-se na Curva do Don 2 em direção à Stalingrado; a ponta de lança de ataque era o Grupo de Exércitos Sul (que se desdobrou em Grupo de Exército A e B), que vinham de uma campanha vitoriosa na Ucrânia. Eles agrupavam os Exércitos 6 o e 17 o e o 1 o e 4 o Exércitos Panzer.

Os nazi-fascistas precisavam controlar o Cáucaso para ter acesso a grandes quantidades de petróleo e minério, além de ter acesso à retaguarda de Moscou. Com o

1 Tem 3688 km de extensão, nasce no planalto de Valdai e deságua no Mar Cáspio. 2 Rio que nasce perto da cidade de Tula e deságua no Mar de Azov, tem 1950 km.

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domínio de Stalingrado as forças nazi-fascistas também se ligariam à Turquia, facilitando a entrada da mesma na guerra contra a URSS. Essa ação do Comando nazista aconteceu após suas tropas estabilizarem suas Frentes em meados de 1942 sem conseguir entrar na capital soviética. Isso os obrigou a preparar mais um violento ataque em todas as Frentes para conseguir a vitória final e com isso convencer de uma vez o Japão e a Turquia a entrarem na guerra contra a União Soviética (URSS). Apesar de ter repelido a invasão, Moscou não estava de toda livre, Leningrado ainda cercada, e os hitleristas e seus satélites juntos eram muito mais fortes que a URSS. Esse era o cenário da guerra no final de 1942. A URSS não conseguia ainda produzir recursos para fazer frente aos invasores, por isso a Batalha de Stalingrado logo foi concebida de forma fácil pelo Comando Nazista e de vital importância pelo governo soviético. Na primeira quinzena de agosto, o 6 o Exército nazista forçou a passagem em direção ao sul de Stalingrado, sendo apoiado pelo Exército Panzer do general Hoth. Por volta de 14 de agosto, quase todo o miolo da Curva do Don estava nas mãos dos nazi-fascistas. Restavam poucas cabeças de pontes soviéticas resistindo.

Restavam poucas cabeças de pontes soviéticas resistindo. Soldado alemão avança sobre as ruínas de Stalingrado Na

Soldado alemão avança sobre as ruínas de Stalingrado

Na segunda quinzena de agosto, os combates chegaram ao clímax na região divisória entre os rios Don e Volga. Os nazi-fascista conseguiram atravessar o Volga mais a

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frente formando um saliente de cerca de 8 quilômetros, com o apoio de 600 aviões. Sem pânico, os soviéticos recuaram para evitar o cerco e estabilizar a frente ao norte, depois de 40.000 mortes civis. 3 Em setembro a situação piorou drasticamente, com o isolamento do 62 o Exército Soviético 4 , que recebeu um novo comandante com a missão de reverter a situação. Vasili I. Tchuikov 5 chegou à cidade quando as defesas soviéticas beiravam o colapso, e os nazi- fascistas já tinham penetrado o perímetro urbano, controlando todos os acessos à cidade. Mesmo a artilharia soviética estando na margem oriental do Volga, a salva dos primeiros ataques inimigos, não conseguia produzir efeitos substantivos, devido à superioridade dos hitleristas em tropas e aviões. Reduzidos a ações de defesa e entrincheiramento, os soviéticos combatiam sempre aguardando as reservas que tinham que fazer a perigosa travessia do Volga para poder manter as cabeças de pontes, nessa hora os soviéticos tornavam-se presas fáceis da aviação nazista.

soviéticos tornavam-se presas fáceis da aviação nazista. Posição de morteiro alemão ao lado de um T-34

Posição de morteiro alemão ao lado de um T-34 danificado

No final de setembro a batalha transferiu-se para o centro da cidade. As tropas nazi- fascistas avançaram de tal forma que reduziram a resistência soviética a três pequenas

3 A Rússia na Guerra, volume 1, Alexander Werth, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1966. P. 480.

4 Depois de reforçado, foi elevado a categoria de 8 o Exército de Guardas.

5 Marechal da URSS duas vezes condecorado como herói.

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cabeças de pontes. Os soviéticos foram praticamente expulsos de Stalingrado. No dia 18 às

23h50min o Q.G. do 62 o Exército Soviético emite a “Ordem Militar 151”, que designava

uma série de contra-ataques em diversos pontos da cidade, com tropas remanescentes e

unidades dispersas que se juntaram aos batalhões operários. O general Tchuikov terminou a

ordem indicando que seu posto de comando estava a apenas 1 quilômetro do ancoradouro

central 6 .

Essa ação não teve nenhum resultado, o inimigo reforçou-se a ponto de dobrar as

suas forças para repelir esse ataque, as tropas soviéticas que operavam ao norte da cidade

enfrentavam os mesmos problemas e não conseguiam comunicar-se com as do sul, sem

força aérea e com poucas armas antitanques. Os soviéticos não conseguiram evitar que os

inimigos controlassem 90% da cidade no início de novembro.

Vasili I. Tchuikov fala da situação que Stalingrado se encontrava no início de novembro de

1942:

Na cidade não tínhamos cavalos nem para transporte

mecânico para a artilharia: não havia onde esconder tratores, veículos ou cavalos do fogo inimigo. Não nos seria possível, portanto, movimentar a nossa artilharia. Movimentar canhões e howitzers à mão, através de carcaças de edifícios, em ruas esburacadas e bombas e obuses, era impossível. E finalmente, na segunda metade de setembro, tornou-se grandemente difícil, e às vezes completamente impossível, transportar obuses de artilharia pelo Volga, para a cidade. Durante o dia o inimigo observava tudo o que se aproximasse do Volga pelo leste. A partir de setembro, quando atingiu posições ao ancoradouro central, o inimigo podia dirigir fogo certeiro contra qualquer barca. Contar com o transporte noturno de munições era também arriscado: o inimigo sabia por onde passavam as nossas barcas e durante toda a noite iluminava o Volga soltando foguetes suspensos por para-quedas. Era muito mais fácil trazer munições por 80 km até o Volga do que transportá-las por um quilometro de água.” 7

A impossibilidade momentânea de vencer os nazi-fascistas em Stalingrado fez os

soviéticos optarem em desenvolver uma resistência a fim de desgastar os invasores ao

máximo e permitir que as tropas de reservas tivessem tempo para serem treinadas e

6 A Batalha de Stalingrado, Vasili I. Tchuivok, Editora Civilizações Brasileiras S/A, Rio de Janeiro, 1966.

P.114.

7 A Batalha de Stalingrado, Vasili I. Tchuivok, Editora Civilizações Brasileiras S/A, Rio de Janeiro, 1966.

P119.

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equipadas. Com esse desgaste os invasores foram perdendo a moral e o ímpeto. A pergunta que o Governo nazista fazia a todo o momento a seus militares era quando as tropas alemãs iriam derrotar esses poucos e famintos resistentes de uma vez? Certo da vitória, o Ministro da Educação Pública e Propaganda Joseph Goebbels, mandou no dia 16 de setembro às redações dos jornais alemãs ordens para preparar edições especiais sobre a tomada de Stalingrado. Isso foi fruto da expectativa que a batalha de Stalingrado causou na sociedade alemã. Até o Primeiro Ministro japonês, Hideki Tojo avisava que a guerra rumava para Leste e que as relações nipo-soviéticas iriam mudar 8.

Leste e que as relações nipo-soviéticas iriam mudar 8 . Posição alemã de metralhadora dentro de

Posição alemã de metralhadora dentro de Stalingrado

A cidade já estava perdida, somente seus defensores acreditavam que não. Houve ocasiões em que a força aérea nazista fez 2.000 investidas sobre a mesma. Isso demonstra um pouco do poder de fogo que os soviéticos enfrentavam. Se a força de ataque nazi- fascista era tremenda, tremenda era também a determinação dos defensores soviéticos, que inferiorizados numericamente, resistiam tenazmente fazendo das ruínas suas principais armas.

8 O Exército Soviético na II Guerra Mundial, 2ª Edição, Leonid, Iremeev, Editora Renavan, Rio de Janeiro, 1995. P.56.

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A expectativa de vida dos praças soviéticos recém-chegados ao fronte era de 24

horas e dos oficiais era de 72. A 13 a Divisão de Rifles de Guarda Soviético chegou a perder 10.000 homens em um único dia, várias vezes os blindados soviéticos imóveis eram usados como artilharia defensiva, o combate corpo a corpo nas trincheiras ganhou força, as pás muitas vezes eram mais eficientes do que os fuzis. A proximidade de uma trincheira com a outra era tanta, que soviéticos e nazistas se xingavam pelo nome 9 .

Na segunda quinzena de novembro os nazistas combatiam dentro de Stalingrado e a

metros da margem do Volga, as tropas atacantes eram as 60 o e 29 o Divisões Motorizadas, 16 o, 24 o e 24 o Divisões Panzer, 100 o, 71 o , 76 o , 295 o Divisões de Infantaria, 94 o Divisão de

Infantaria, a cargo de repeli-los estavam o 62 o e 64 o Exércitos soviéticos 10 .

A segunda quinzena de novembro começou com as tropas soviéticas sendo

reforçadas e os ataques nazistas diminuindo sua intensidade, essa mudança na ordem de batalha ajudou os soviéticos a deslocarem mais tropas para a margem ocidental do Volga, mas os nazi-fascistas continuavam em suas posições em postura ofensiva, os céus ainda eram nazistas e a travessia do Volga não era segura.

ainda eram nazistas e a travessia do Volga não era segura. Infantaria soviética avança para cercar

Infantaria soviética avança para cercar as tropas nazi-fascistas em Stalingrado

9 Stalingrado O Cerco Fatal, 2ª Edição, Antony Beevor, Editora Record, Rio de Janeiro/São Paulo, 2002. 10 Stalingrado – O Princípio do Fim, Geoffrey Jukes, Renes, Rio de Janeiro, 1974.

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No dia 19 de novembro a URSS desencadeia a “Operação Urânio”, que visava retomar a cidade de Stalingrado e cercar as forças nazi-fascistas pelo sul e norte a partir das estepes, para isso contava com um contingente que foi formado, equipado e transportado para frente de batalha sem que os invasores percebessem. Como em Moscou, os grandes trunfos soviéticos foram os T-34 e as tropas asiáticas. O ataque soviético começou no setor onde tropas romenas operavam, no flanco norte e no dia seguinte, 20 de novembro, repetiu o ataque no flanco sul. O conjunto de forças e a determinação soviética foram arrasadores. Os romenos e italianos não conseguiram manter a defesa de pé. Com isso as tropas soviéticas avançaram em forma de ondas.

Os soviéticos usaram a velha carga de cavalos e até de pôneis, montados por cossacos e siberianos. Muitos invasores nazi-fascistas foram abatidos a golpes de sabres sobre a imensidão branca. Mais uma vez a logística e a espionagem nazista não conseguiram preparar as suas tropas para o inverno e para as contra ofensivas soviéticas, que usavam a combinação de infantaria e blindados de forma surpreendente.

de infantaria e blindados de forma surpreendente. Atiradores de elite soviéticos fulminam as últimas

Atiradores de elite soviéticos fulminam as últimas posições alemãs em Stalingrado

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A força área soviética que participou da Operação Urânio operou sobre fortes chuvas, nevoeiros e nevascas. Com essa ousadia o controle dos céus trocou de mão e as tropas soviéticas terrestres tiveram um apoio muito importante para a luta contra as formações Panzer e a artilharia nazista. Essa disposição em lutar a qualquer hora sobre qualquer tempo muitas vezes fez a diferença na contenda entre os soviéticos e os nazi- fascistas. No dia 24 novembro as forças soviéticas que avançavam pelo norte e sul formaram uma pinça que logo envolveram as tropas nazi-fascistas. O bolsão foi formado na cidade de Kalach a 50 km de Stalingrado. Mais de 300.000 nazi-fascistas foram cercados. Todo o 6 o Exército Alemão 11 , o maior do mundo até aquele momento e em sua companhia o também poderoso 4 o Exército Panzer foram imobilizados. Os soviéticos ainda estabeleceram outras faixas de tropas para evitar que alguém fugisse do cerco ou que alguma força pudesse romper o mesmo. Hitler reage ao cerco da seguinte forma:“As atuais Frentes do Volga e do Norte devem ser defendidas a qualquer preço. O abastecimento será feito pelo ar”. 12 Hitler demonstrava mais uma vez sonhos e delírios. Postura fruto da total desinformação e da discriminação que o mesmo nutria sobre os soviéticos, primeiro porque a arrogância nazista não acreditava na resistência e na capacidade de reação dos soviéticos e segundo pelo fato do Comando nazista ser mal informado sobre o que acontecia na URSS. Os organismos de informação nazistas tinham dificuldade em saber da realidade soviética devido ao eficaz trabalho dos organismos de contra-informação soviéticos. Dada a situação de cerco e de perigo real de aniquilamento das tropas nazi-fascistas, o Comando alemão lança a “Tempestade de Inverno”, operação que visava romper o cerco com o apoio das tropas de Hoth e Manstein. Essa força foi organizada na França e levada para Stalingrado de trem. Acabou em uma vã tentativa, pois não tiveram força para tal. Com pouca comida, munição, remédios e material para o inverno, as tropas nazistas passaram da euforia para o drama, que rápido virou desespero, quando Hitler disse que era

11 Ele era o dobro dos demais Exércitos alemães.

12 Stalingrado – O Princípio do Fim, Geoffrey Jukes, Renes, Rio de Janeiro, 1974. P.132.

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para combater até morte. Abandonados à própria sorte os sitiadores não conseguiram

entender como viraram sitiados. O frio intenso e a falta de abrigos pioraram tudo.

sitiados. O frio intenso e a falta de abrigos pioraram tudo. Infantaria soviética guarnece Stalingrado libertada

Infantaria soviética guarnece Stalingrado libertada

Em 16 de dezembro os soviéticos mostraram o que era eficiência. Desencadearam a

“Operação Saturno”, que visava dividir e esmagar o 6 o Exército alemão que estava imóvel

dentro do bolsão. O mesmo foi empurrado em direção ao Don e perderam a mobilidade; os

ataques aéreos e de artilharia dos soviéticos imobilizaram boa parte do material rodante dos

alemães que já estavam sem combustível.

A parte final da batalha tomou contorno de carnificina, já que os alemães adotaram

a tática de defesa móvel, faziam dos subúrbios de Stalingrado um obstáculo difícil de ser

vencido pelos soviéticos. O fato de estarem à própria sorte os levou a cobrar bem caro dos

soviéticos a retomada da cidade. A perda de dois aeroportos piorou as condições dos

nazistas, o abastecimento era feito por via aérea de forma esporádica.

No final de janeiro o Comandante do 6 o Exército Alemão escreve para Hitler:

“Tropas sem munição ou alimento. Contato mantido com elementos de apenas seis divisões. Indícios de fragmentação nas frentes norte, sul e oeste. Pouca alteração na frente leste. Dezoito mil feridos sem atendimento, ataduras ou medicamentos. As 44º, 76º, 100º, 305º, e 384º Divisões de Infantaria destruídas. Não mais possível exercício de comando. Frente rompida em consequência de penetrações profundas por três lados. Só existem pontos fortes e abrigos no interior da cidade. Inútil continuar defesa. Colapso inevitável. Exército solicita autorização imediata para rendição a fim de salvar vidas das tropas restantes” 13 .

13 Friedrich Wilhem Ernst Paulus, Marechal de Campo alemão.

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A resposta de Hitler foi simples e objetiva: “Capitulação impossível. O 6º Exército

cumprirá com seu dever histórico em Stalingrado até o último homem a fim de possibilitar a reconstrução da frente oriental”.

A resistência nazista durou pouco. Em 2 de fevereiro o 6 o Exército rendeu-se com

seus 22 generais e quase 100.000 homens restantes, famintos, doentes e desolados. A

empáfia nazista terminou com uma demonstração ao mundo de que a guerra estava mudando de condutor.

Os 200 dias de batalha em Stalingrado mostraram ao mundo o poder de resistência

dos soviéticos e deu notoriedade à referida cidade como o ponto inicial da vitória soviética

contra o nazi-fascismo. O Eixo teve cerca de 850.000 baixas e os soviéticos tiveram 1.130.000 baixas de militares e cerca 750.000 baixas de civis habitantes de Stalingrado.

As Operações Urânio e Saturno dizimaram 5 Exércitos alemães, além de 32 divisões

e 3 brigadas, que contavam com tropas italianas, romenas, espanholas, húngaras e várias

outras nacionalidades que ocupadas pelos nazistas, cederam contingentes contra- revolucionários que já faziam oposição à URSS desde a revolução de 1917.

já faziam oposição à URSS desde a revolução de 1917. Corpos de soldados nazi-fascistas abatidos em

Corpos de soldados nazi-fascistas abatidos em Stalingrado

A Batalha de Stalingrado obrigou a URSS a construir um exército de forma

emergencial. O tempo era o maior inimigo dos soviéticos, a derrota batia a porta. Aviadores

passaram a ser formados em 6 meses, quando o prazo mínimo era de 2 anos, os infantes 4

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meses, quando antes da guerra era de 1 ano a sua formação, os camponeses foram para as fábricas para suprir a demanda por material bélico. Stalingrado produziu um capítulo à parte, que foi a transferência de sua indústria para a outra margem do Volga, longe das bombas nazistas em um prazo recorde. Da máxima de que “a guerra é a locomotiva da história”, a URSS escreveu seu nome na história como o país que de forma quase que solitária resistiu e venceu os nazistas que tinham colocado a Europa de joelhos, derrotando ingleses e franceses em poucos meses. A URSS ao final da Batalha de Stalingrado emergiu como uma grande potência militar, portadora de táticas e estratégias inovadoras, apoiadas em maquinários de guerra bem superiores a de seus aliados e adversários. A tão propagandeada “marcha para o leste” (ostmark) dos nazistas, já tinha sofrido um forte abalo nos portões de Moscou e Leningrado, mas foi em Stalingrado que a mesma foi sepultada definitivamente, junto com a autoconfiança que os nazi-fascistas tinham adquirido a partir de 1939. De 02 de fevereiro de 1943 a 02 de setembro de 1945, a URSS colecionou mais uma série de vitórias heróicas.

a URSS colecionou mais uma série de vitórias heróicas. Soldado soviético comemora a vitória em Stalingrado

Soldado soviético comemora a vitória em Stalingrado

*Todas as fotos foram obtidas no banco de imagens do Google.

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Bibliografia:

BEEVOR, Antony. Stalingrado O Cerco Fatal, 2ª Edição, Rio de Janeiro, Editora Record, Janeiro/São Paulo, 2002.

IREMEEV, Leonid. O Exército Soviético na II Guerra Mundial, 2ª Edição, Rio de Janeiro, Editora Renavan, 1995.

JUKES, Renes. Stalingrado – O Princípio do Fim, Geoffrey Rio de Janeiro, Renes, 1974.

TCHUIKOV, Vasili I. A Batalha de Stalingrado, Rio de Janeiro, Editora Civilizações Brasileiras S/A, 1966.

WERTH, Alexander. A Rússia na Guerra, volume 1, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1966.

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