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Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br GEOGRAFIA DE MATO GROSSO CAPÍTULO 01 LOCALIZAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO
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GEOGRAFIA DE MATO GROSSO

CAPÍTULO 01

LOCALIZAÇÃO DO ESTADO DE MATO GROSSO

1. POSIÇÃO GEOGRÁFICA

O Estado de Mato Grosso localiza-se na América do Sul fazendo parte da América Latina, a Oeste de Greenwich e ao Sul da linha do Equador.

Latina, a Oeste de Greenwich e ao Sul da linha do Equador. Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado
Latina, a Oeste de Greenwich e ao Sul da linha do Equador. Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

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Geografia de Mato Grosso

Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br O Estado de Mato Grosso faz parte da região Centro-Oeste do

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O Estado de Mato Grosso faz parte da região Centro-Oeste do Brasil, localizado na parte sul do continente americano.

Possui superfície de 903.357,91 km2, limita-se ao norte com os Estados do Pará e Amazonas, ao sul com Mato Grosso do Sul,

a leste com Goiás e Tocantins e a oeste com Rondônia e Bolívia.

com Goiás e Tocantins e a oeste com Rondônia e Bolívia. 1.1– FUSO HORÁRIO O Estado

1.1– FUSO HORÁRIO

O Estado Mato-grossense com uma área de 906.806,9 Km2 localiza-se na América do Sul fazendo parte da América Latina,

a Oeste de Greenwich e ao Sul da linha do Equador.

Mato Grosso está a oeste de Greenwich, 01 (uma) hora a menos em relação à hora oficial do Brasil e 4 (quatro) horas em relação à hora oficial mundial ou GMT (Greenwich Meridian Time), localidade nos arredores de Londres, na Inglaterra.

Time), localidade nos arredores de Londres, na Inglaterra. Geografia de Mato Grosso 84 Curso Preparatório: Polícia

Geografia de Mato Grosso

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1.2 – FRONTEIRAS

(65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br 1.2 – FRONTEIRAS O Estado de Mato Grosso faz fronteira com 06 (seis)

O Estado de Mato Grosso faz fronteira com 06 (seis) Estados da federação

brasileira e 01(um) país, ou seja, fronteira internacional.

Fronteiras ao Norte com Estado do Amazonas e o Pará, ao Sul com Mato Grosso do Sul, a Leste com os Estados de Goiás e Tocantins, a Oeste com Rondônia e Bolívia.

de Goiás e Tocantins, a Oeste com Rondônia e Bolívia. 1.3 – PONTOS EXTREMOS Os pontos

1.3 – PONTOS EXTREMOS

Os pontos extremos do Estado de Mato Grosso são:

Norte – confluência dos rios Teles Pires e Juruena, município de Apiacás;

Sul – cabeceira dos rios Furnas e Araguaia, no município de Alto Taquari;

Leste – extremo sul da Ilha do Bananal, município de Cocalinho;

Oeste – cabeceira do rio Maderinha, município de Rondolândia Pontos Extremos Localização Norte Sul Leste
Oeste – cabeceira do rio Maderinha, município de Rondolândia
Pontos Extremos
Localização
Norte
Sul
Leste
Oeste
Área
(Km 2 )
Latitude
Longitude
Latitude
Longitude
Latitude
Longitude
Latitude
Longitude
-
Brasil
+5°16’20’’
-60°12 ’43’’
-53°23’48’’
-7°09’28’’
33°45’03’’
-7°33’13’’
-73°59’32’’
8.547.403,50
33°45’03’’
-
-
-
Centro Oeste
-7°21’13’’
-58°07 ’44’’
-54°17’10’’
-45°58 ’36’’
-61°36’04’’
1.612.077,20
24°04’02’’
14°32’16’’
10°09’04’’
-
-
Mato Grosso
-7°21’13’’
-58°07 ’44’’
-53°29’09’’
-9°50’27’’
-50°12’22’
-61°36’04’’
906.806,90
18°02’26’’
10°09’04’’

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Geografia de Mato Grosso

Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br CAPÍTULO 02 ASPECTOS NATURAIS ASPECTOS NATURAIS 1. RELEVO O relevo

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CAPÍTULO 02

ASPECTOS NATURAIS ASPECTOS NATURAIS

1. RELEVO

O relevo corresponde ao conjunto de formação apresentadas pela litosfera. Essas formas são definidas pela estrutura geológica combinada com as ações da dinâmica interna e externa da Terra. A estrutura geológica diz respeito ao tipo de rocha — magmática, sedimentar ou metamórfica –, bem como à idade que elas apresentam — mais antigas ou mais recentes. As características tais rochas condicionam a ação dos fatores modificadores do relevo os chamados agentes de erosão.

FATORES DO RELEVO

Os fatores internos são responsáveis pela elevação ou rebaixamento da superfície da crosta terrestre os fatores externos, por sua vez, causam modificações nessa superfície.

Internos: tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos;

Externos: intemperismos, águas correntes, vento, mar, gelo, seres vivos, entre outros.

A seguir algumas características do relevo de Matogrossense:

Formações antigas

Altitudes modestas

Sofre ação de agentes externos

Predomínio de planaltos sedimentares: Chapadas e Chapadões;

de planaltos sedimentares: Chapadas e Chapadões; Chapada dos Guimarães 2 – RELEVO O relevo brasileiro e
de planaltos sedimentares: Chapadas e Chapadões; Chapada dos Guimarães 2 – RELEVO O relevo brasileiro e

Chapada dos Guimarães

sedimentares: Chapadas e Chapadões; Chapada dos Guimarães 2 – RELEVO O relevo brasileiro e mato-grossense modificou

2 – RELEVO

O relevo brasileiro e mato-grossense modificou muito pelo

passar das eras geológicas sofrendo influência de agentes

internos (tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos), bem

como a influência de agentes externos (ventos, chuvas, rios,

O Brasil na sua parte continental é

bastante antigo, o que faz com que não tenhamos grandes

ação do Homem,

).

altitudes. Na atual Era a Cenozóica os agentes externos

(exógenos) têm predominado sobre os internos (endógenos)

o que nos dá uma relativa estabilidade geológica.

Características Gerais:

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- Antigo;

- Altitudes modestas;

- Sofre ação dos agentes Externos;

- Predomínio de planaltos sedimentares: Chapadas e

Chapadões;

de planaltos sedimentares: Chapadas e Chapadões; CLASSIFICAÇÃO ATUAL DO RELEVO:CLASSIFICAÇÃO ATUAL DO

CLASSIFICAÇÃO ATUAL DO RELEVO:CLASSIFICAÇÃO ATUAL DO RELEVO:

A proposta atual de classificação do relevo brasileiro é

feita pelo professor Jurandyr Ross (1995). Para concluí-la Ross

baseou-se nos trabalhos anteriores - dos professores Aroldo de Azevedo e Ab’Saber - e nos relatórios, mapas e fotos produzidos pelo Projeto Radambrasil - entidade governamental responsável pelo levantamento dos recursos naturais do país. O professor Ross dá uma nova definição para os conceitos de planícies e planaltos e introduz uma nova forma de relevo, as depressões.

O resultado de seu trabalho foi à identificação de 28

unidades de relevo, sendo 11 planaltos, 06 planícies e 11 depressões.

Dentre as 28 unidades, 11 estão presentes no Estado de Mato Grosso, sendo 04 planaltos, 03 planícies e 04 depressões.

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Planalto e Chapada da Bacia do Paraná – este planalto é formado por terrenos sedimentares com idade que vão desde

o Devoniano até o Cretáceo e rochas vulcânicas básicas e

ácidas do Mesozóico. Em Mato Grosso, esse relevo é marcado

pela formação de costas e pela presença de superfícies altas

e planas que podem atingir entre 900 a 1000 metros de altitude.

Planalto e Chapada dos Parecis – é a mais extensa unidade geomorfológica, ocupando o meio norte do Estado. Superfície aplainada da Chapada dos Parecis apresenta cotas que ultrapassam os 700 metros de altitude nas áreas próximas das nascentes dos rios Juruena, Guaporé e Jauru, declinando em direção a NE, chegando à extremidade Norte com 550 metros. O relevo caracteriza-se por superfícies planas, apresentando algumas rupturas de nível (escarpa) nos anfiteatros erosivos das cabeceiras de alguns cursos de água. Está área apresentam topografia favorável às práticas agrícolas mecanizadas.

Planaltos Residuais sul-amazônicos – são áreas que emergem das superfícies rebaixadas da Depressão Sul Amazônia. Caracterizam-se pela presença de inúmeros blocos de relevos residuais, distribuídos dispersamente na porção não Norte do Estado. Esse conjunto é conhecido regionalmente pelo nome de serras como a Serra dos Apiacás, Serra do Cachimbo e dos Caiabis, Serra do Norte, Serra das Onças, Serra Formosa e Serra do Roncador.

Norte, Serra das Onças, Serra Formosa e Serra do Roncador. Serras Residuais do Alto Paraguai –

Serras Residuais do Alto Paraguai – esse conjunto de relevo separa fisicamente a Depressão do Alto Paraguai da Depressão Cuiabana. Na porção sul, o conjunto de serras recebe o nome de Bodoquena e ao Norte o conjunto é

conhecido como Província Serrana, cuja serra mais conhecida

é a Serra das Araras. São formas residuais de dobramentos

muitos antigos, bastante desgastados pela erosão, chegando

a 800 metros de altitude. É construída de rochas sedimentares também muito antigas.

Depressão Marginal sul-amazônica – compreende uma área que extrapola os limites matogrossenses ao Norte do Estado. O relevo apresenta superfície rebaixada e dissecada em forma predominante convexa dividida por uma infinidade de rios que drenam a região.

Depressão Araguaia – localiza-se na porção leste do Estado, caracterizada por superfície plana altitudes entre 200 a 300 metros, onde predominam relevos pediplanos conservados, ao lado de planícies de acumulações que ficam inundadas periodicamente. Esta área é drenada pelo rio Araguai e das Mortes.

Depressão Cuiabana – compreende uma área rebaixada situada entre o Planaltos dos Guimarães e a Província Serrana, sua topografia representa, de modo geral, uma forma rampeada com inclinações de Norte para Sul com altimetria, variando de 200 metros no limite sul e 450 metros no alto vale dos rios Cuiabá e Manso. Ao Norte aparecem formas convexas

dos rios Cuiabá e Manso. Ao Norte aparecem formas convexas Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado 87 Geografia

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

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Geografia de Mato Grosso

e dirigindo-se no sentido do Pantanal aparecem áreas que revelam sedimentos de acumulações recentes. Depressão

e dirigindo-se no sentido do Pantanal aparecem áreas que revelam sedimentos de acumulações recentes.

Depressão do Alto Paraguai – Guaporé – Compreende

uma área drenada pelo alto curso do rio Paraguai e afluentes.

O relevo tem uma pequena declividade com altitude entre 120

a 300 metros. A depressão do Guaporé acompanha todo o

vale do rio Guaporé vinculado a Bacia Amazônica. O relevo tem uma altitude média de 200 metros.

Planície e Pantanal do Guaporé – corresponde as áreas de acumulação freqüentemente sujeitas à inundações com altitude entre 180 a 220 metros. É uma área de sedimentos quaternários.

Planícies e Pantanais Matogrossenses – essa denominação ocorre devido às feições peculiares que assumem as áreas drenadas pelo rio Paraguai e afluentes. Esta planície não é uma área permanentemente alagada. As áreas sujeitas a inundações variam com a altura da lâmina d’água, duração do alagamento e extensão da área inundada. Sendo assim, pode-se distinguir vários pantanais como o de Cáceres, Poconé, Barão de Melgaço e etc.

No Pantanal, também encontramos as cordilheiras, pequenas elevações que sobressaem sobre a planície.

Planície do rio Araguaia (Bananal) – Topografia plana com sedimentação recente sujeita a inundações periódicas, com altitude entre 200 a 220 metros. Em território matogrossense corresponde a uma pequena faixa à margem esquerda do rio Araguaia.

3 – SOLO DE CERRADO

• Ácido: Grande quantidade de Fe, Si e Al

• Predomínio do Latossolo

• Correção feita com calcário

• Expansão agrícola graças ao POLOCENTRO FORMAS DE DEGRADAÇÃO DO SOLO

A ação natural aliada a ação antrópica (Homem) no solo tem provocado sérios danos, prejudicando a fertilidade do solo. Iremos elencar algumas formas de degradação mais comuns dos solos em Mato Grosso:

Desmatamento – feito de forma predatória, expõe o solo

a intempéries climáticas facilitando o aparecimento de

erosões tanto na forma de ravinas como em voçorocas. O município de São José do Rio Claro tornou-se notório nos livros de geomorfologia por possuir grandes áreas com processo erosivo.

Compactação – refere-se à diminuição do perfil topográfico do solo devido ao uso incessante de máquinas pesadas no solo. Essas máquinas são comuns na lavoura mato-grossense, sendo assim ocorre uma diminuição dos horizontes do solo.

Laterização – consiste no processo final da lixiviação,

ou seja, a água das chuvas transporta os sedimentos, deixando

uma concentração de ferro no solo. A retirada da cobertura vegetal expõe o solo a intensa radiação, o que proporciona o endurecimento do solo, formando as chamadas “pedra canga”, que são comuns em áreas de cerrado.

Queimadas – o uso de queimadas constantes no solo

compromete a sobrevivência dos microorganismos, que são essenciais para formação da matéria orgânica.

Agrotóxicos – o uso de agentes químicos eleva a produtividade na agricultura, no entanto o uso excessivo e

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inadequado é prejudicial ao solo e aos mananciais de água pois os agrotóxicos podem ser levados pelas chuvas para os cursos de água, provocando uma eutrofização dos córregos e rios. O estado de Mato Grosso é um dos maiores consumidores de agentes químicos do país.

4– HIDROGRAFIA

O Estado de Mato Grosso e contemplado com 03 bacias principais: a bacia Amazônica, a bacia Platina (rio Paraguai) e a bacia Tocantins-Araguaia.

Bacia Amazônica

Essa abrange uma maior área dentro de Mato Grosso tendo inúmeros rios que compõe os afluentes da margem direita da maior bacia hidrográfica do mundo. Os rios são de corredeiras devido o contato entre as áreas cristalinas (serras) com as áreas sedimentares (depressões). Dentre os rios dessa bacia temos os rios: Xingu – onde se encontra a maior reserva indígena do mundo que é o parque do Xingu, rio Guaporé – um importante afluente do rio madeira que está em fase de estudo para a implantação de uma hidrovia ligando o rio Guaporé ao rio madeira em Rondônia, Rio Teles Pires que ao encontrar com o rio Juruena vai formar o Tapajós, atualmente temos estudos para viabilizar uma hidrovia na região norte de Mato Grosso ligando até o rio Amazonas, ainda fazem parte dessa bacia hidrográfica o rio Roosevelt, Aripuanã, Arinos dentre outros.

Rio Guaporé faz fronteira com Bolívia e o Estado de Rondônia. Banha os municípios de Comodoro, Nova Lacerda, Conquista D’Oeste, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Jaurú, Porto Esperidião, Tangará da Serra, Campos de Julio e Vale de São Domingos.

Rio Aripuanã, faz fronteira com os Estados de Amazonas e Rondônia. Banha os municípios de Juruena, Juína, Castanheira, Colniza, Aripuanã e Cotriguaçu.

Rio Roosevelt tem como seus principais tributários o rio Flor do Prado, rio Quatorze de Abril e rio Capitão Cardoso. Banha os municípios de Rondolândia, Juína, Aripuanã e Colniza.

os municípios de Rondolândia, Juína, Aripuanã e Colniza. O Salto Dardanelos, no rio Aripuanã, fica na

O Salto Dardanelos, no rio Aripuanã, fica na área urbana da cidade de Aripuanã, é um a sucessão de inúmeras cachoeiras em um desnível de 150 metros, é um dos mais belos cartões postais do Mato Grosso.

de 150 metros, é um dos mais belos cartões postais do Mato Grosso. 88 Curso Preparatório:

88 Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

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Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br Rio Teles Pires, sua bacia ocupa uma área de aproximadamente 146.600 km2
Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br Rio Teles Pires, sua bacia ocupa uma área de aproximadamente 146.600 km2

Rio Teles Pires, sua bacia ocupa uma área de

aproximadamente 146.600 km2 incluindo os Estados de Mato

Grosso e Pará, que utilizam os recursos hídricos da bacia

principalmente para o abastecimento público, agropecuária,

pesca, turismo, lazer e produção industrial. O Teles Pires tem

suas nascentes no município de Primavera do Leste e suas

águas banham dois importantes biomas brasileiros: o

cerrado e a floresta amazônica.

Segundo EPE Empresa Produtora Energética (EPE), do

Ministério das Minas e Energia, estima construção de cinco

novas usinas no rio Teles Pires:

-

U.H Sinop (Julho/2014)- potência instalada de 461 mW;

-

U.H Colíder (fevereiro/2015) - potência instalada de 342

mW;

-

U.H Magessi (abril/2015) - potência instalada de 53 mW;

-

U.H São Manuel (janeiro/2015) - potência de 746 mW;

-

U.H Teles Pires (setembro/ 2015) – potência de 1,82 mW.

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- BACIA AMAZÔNICA

- BACIA DO PARAGUAI - BACIA DO PARAGUAI

Dos rios que compõem a bacia Platina o rio Paraguai é o

único que nasce em Mato Grosso, na região da serra Azul

entre os municípios de Diamantino e Alto Paraguai. Esse rio é

de planície, isto é, propicio a navegação. Tem uma grande

função ecológica, que é abastecer o pantanal de Mato Grosso,

pois é o rio Paraguai e afluentes os responsáveis pelas cheias

pantaneiras, haja vista que os desníveis desse rio são baixos

no pantanal. Por ser um rio meândrico, isto é, sinuoso, as

cheias ocorrem com atrasos no pantanal pois a declividade

chega 1,5 cm/Km no sentido norte-sul e ao menos de 1,0 cm/

Km no sentido de Leste-Oeste.

A malha hidrográfica do Pantanal é formada pelo rio

Paraguai e seus maiores afluentes são: São Lourenço (670

Km), Cuiabá (650 Km), Miranda (490 Km), Taquari (480 Km),

Coxim (280 Km) e Aquidauana (565 Km), bem como os rios

menores: Nabileque, Apa e Negro. A bacia do rio Paraguai é

formada por 175 rios que totalizam 1400 quilômetros de

extensão dentro do território brasileiro.

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BACIA DO TOCANTINS-ARAGUAIA BACIA DO TOCANTINS- ARAGUAIA

Essa bacia é a maior totalmente brasileira, pois a bacia Amazônica e a bacia Platina abrangem outros países.

O rio Araguaia tem suas nascentes na serra do Caiapó a 850m de altitude na divisa entre os estados de Mato Grosso com Mato Grosso do Sul e Goiás. Corta o extremo leste de Mato Grosso com uma extensão de 2.115Km sendo o maior afluente do rio Tocantins. O rio das mortes é o maior afluente do rio Araguaia, e após se encontrarem vão formar a ilha do bananal que corresponde a maior ilha fluvial do mundo, sendo que nesta ilha está à reserva indígena dos índios da etnia Karajá.

A implantação de uma hidrovia ligando o rio das mortes a partir de Nova Xavantina ao rio Araguaia que por sua vez vai ligar-se ao rio Tocantins tem gerado muitas discussões devido aos possíveis impactos ambientais na região, no momento a hidrovia está embargada, no entanto a população do médio e baixo Araguaia vêem a hidrovia como grande propulsora do desenvolvimento econômico daquela região.

5 – CLIMA

FATORES QUE DETERMINAM:

• Latitude;

• Altitude;

• Continentalidade;

• Massas de ar.

• Altitude; • Continentalidade; • Massas de ar. O Estado de Mato Grosso apresenta sensível variedade

O Estado de Mato Grosso apresenta sensível variedade de climas, os tipos climáticos;

sensível variedade de climas, os tipos climáticos; Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado 91 - Clima

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

91

- Clima Equatorial (Af)

- Clima Tropical Típico (Aw)

91 - Clima Equatorial (Af) - Clima Tropical Típico (Aw) TROPICAL TÍPICO/ CONTINENTAL OU SEMI -

TROPICAL TÍPICO/ CONTINENTAL OU SEMI - ÚMIDO TROPICAL TÍPICO/ CONTINENTAL OU SEMI - ÚMIDO

Caracteriza-se por uma alternância: Seco e Úmido, no sentido Centro-Sul-Leste atingindo a maior parte do Estado. Predominando altas temperaturas com médias entre 20ÚC a 28ÚC, com exceção das áreas mais elevadas no Sudoeste do Estado. No verão, esse clima é influenciado pela massa de ar equatorial continental (mEC), que é quente e úmida, tornando a essa estação chuvosa. No inverno temos a atuação de massa tropical continental (mTC) que da a origem a ventos quentes e secos, e temos também nessa estação, a atuação da massa polar atlântica (mPA), que provoca queda brusca da temperatura na região, ocasionando o fenômeno conhecido por friagem. O inicie pluviométrico nessa região é de 1.500 mm/ano, no entanto as chuvas se concentram no verão onde ocorrem 70% das precipitações.

CLIMA EQUATORIALCLIMA EQUATORIAL

Caracteriza-se pela pequena amplitude térmica, pelas elevadas temperaturas e por apresentar chuvas o ano todo, onde os índices pluviométricos estão acima de 2.000 mm/ ano, com temperaturas médias entre 240 C a 270 C, predominando na porção Centro-Norte do Estado.

C a 270 C, predominando na porção Centro-Norte do Estado. VEGETAÇÃO No território mato-grossense, temos paisagens

VEGETAÇÃO

predominando na porção Centro-Norte do Estado. VEGETAÇÃO No território mato-grossense, temos paisagens florísti-

No território mato-grossense, temos paisagens florísti- cas pertencentes a três domínios morfoclimáticos: o Domínio Amazônico, o Domínio dos Cerrados e o Domínio das Faixas de Transições (Pantanal, Complexo do Xingu e Cachimbo).

dos Cerrados e o Domínio das Faixas de Transições (Pantanal, Complexo do Xingu e Cachimbo). Geografia

Geografia de Mato Grosso

DOMÍNIO AMAZÔNICODOMÍNIO AMAZÔNICO É uma das maiores formações florestais do mundo, cobrindo uma área que

DOMÍNIO AMAZÔNICODOMÍNIO AMAZÔNICO

É uma das maiores formações florestais do mundo,

cobrindo uma área que inclui, além do Brasil, territórios da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Guianas, Suriname e Bolívia.

É uma formação higrófila, isto é adaptada a ambiente

úmido, latifoliada (com grande folhas), perene (sempre verde), densa, de difícil penetração e heterogênea, isto é, rica em espécies vegetais. Ao longo dos espaços amazônicos,

podemos notar variações.

Localizada na porção Centro-Norte do Estado inserida na

área correspondente a “Amazônia Legal”. Podemos subdividi-

lo em:

- Floresta Perinifólia Higrófila Hileiana Amazônica

- Floresta Subcaducifólia Amazónica

Características:

- Higrófila (Adaptada a ambiente úmido)

- Latifoliada (com grande folhas)

- Perene (sempre verde)

- Densa, (difícil penetração)

- Heterogênea (rica em espécies)

- Solo de baixa fertilidade

Floresta Perenifólia Higrófila Hileiana Amazônica

Estando no extremo Norte de Mato Grosso, possui árvores de grande porte, podendo atingir até 70 metros de altura. O seu aproveitamento econômico esta ligada diretamente à exploração da madeira como o mogno, cedro, jacarandá, angelim, castanheira, seringueira, peroba e outros. Por trás da sua imensa riqueza e grandiosidade esconde-se uma assustadora realidade: toa a enorme floresta amazônica

desenvolve-se em uma fina e pobre camada de solo, a maior parte produzida por ela e que a sustenta. As folhas e galhos que caem são decomposto por fungos e bactérias, formando

o solo orgânico (o húmus) e liberando nutrientes (fósforo,

potássio, nitrogênio), que são reabsorvidos pelas raízes das

plantas.

Floresta Subcaducifólia Amazônica

Dentre as formações vegetais que recobrem a microrregião Norte mato-grossense, esta é a que ocupa maior parte. Estende também, na porção sul e Sudeste da Chapada dos Parecis.

A Floresta Subcaducifólia é formada por árvores de estratos que variam de 15 metros á 30 metros, com troncos finos e copas pouco desenvolvidas. Essas matas são muito densas,

e, por isso, em seu interior há pouca luz: as copas das árvores

são muito próximas umas das outras, chegando quase sempre a se tocarem. Dentre as espécies presentes nessas regiões destacam-se; o angico, jatobá, seringueira e castanheira.

Como subtipos desta floresta, aparecem ainda as Matas de Galeria (ou Ciliar) e a Mata de Poaia.

As Matas de Galerias localizam-se ao longo dos cursos

das águas. Já a Mata de Poaia destaca-se a espécie a qual originou-se o seu nome – Ceplhaelis epecacuanha rich – que

já teve grande valor econômico para o Estado de Mato Grosso,

dada a sua utilização na industria farmacêutica.

DOMÍNIO DO CERRADODOMÍNIO DO CERRADO

São formações vegetacionais associadas com o clima tropical semi-úmido do interior do Brasil.

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O Cerrado é uma formação do tipo savana tropical, com extensão de cerca de 2 milhões de km² no Brasil Central, com pequena inclusão na Bolívia.

Espalha-se por uma extensa região de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás, Brasília e Mato Grosso.

Mato Grosso do Sul, Goiás, Brasília e Mato Grosso. Características: - Arbustos retorcidos - Casca grossa

Características:

- Arbustos retorcidos

- Casca grossa

- Árvores esparsas

- Raízes profundas

OBS. São plantas resistentes ao fogo, que assemelham as Savanas africanas

COMPLEXO DO PANTANAL COMPLEXO DO PANTANAL

Localizado em uma extensa planície inundável - bacia do Rio Paraguai - é a maior planície inundável do mundo. Ocupa uma área no Brasil de aproximadamente 150.000 km², englobando em território do Sudoeste de Mato Grosso e Oeste de Mato Grosso do Sul, junto à fronteira com o Paraguai e Bolívia. Somando os terrenos dos países vizinhos a área pantaneira ultrapassa a 200.000 km² Devido às condições mesológicas, muito úmida, há uma mistura de espécies vegetais, onde surgem árvores típicas a Mata Atlântica e Floresta Amazônica em áreas um pouco mais firme, arbustos retorcidos do cerrado em áreas onde a água permanece por três meses, e gramíneos no fundo das baías, quando elas secam. Há também a presença de cactáceas. Devido à profusão de espécies, trata-se de um nicho ecológico, uma área de reprodução animal. O Pantanal um dos mais importantes patrimônios naturais do Brasil, com uma fauna muito rica – são 650 espécies de aves, 80 de mamíferos, 260 de peixes e 50 de répteis, de acordo com um levantamento feito pela ONG (Organização Não Governamental) WWF.

Devido à profusão de espécies, trata-se de um nicho ecológico, uma área de reprodução animal. Dentre os vegetais mais comumente encontrados podemos destacar: Palmeiras (carandá e buriti), Aguapé, Capim-mimoso, Paratudo, Quebracho e Angico.

- COMPLEXO DO CAXIMBO

- COMPLEXO DO XINGU

• Localizam-se no extremo norte do Estado;

• Região de solo arenoso e pobre;

• Vegetação de transição entre Cerrado -Mata de Galeria-

Campo, ou seja, são formações arbustivas, com presença de

gramíneas.

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CAPÍTULO 03

ASPECTOS HUMANOS

3.1 - POPULAÇÃO

Após a divisão do estado de Mato Grosso em 1979 houve um grande aumento populacional saltando de 1.138.426 para 2.854.642 (IBGE,2007), chegando a mais de 3 milhões em 2010, correspondendo a um crescimento superior a 120%, nas últimas décadas.

Através dos dados acima podemos observar que a partir de censo de 1980 a população de Mato Grosso passa a ser predominantemente urbana. Tendo hoje em torno de 80% da população morando nas cidades.

O macrocefalismo (inchaço) das cidades provocou a que- da do padrão de vida médio da população, provocando o su- perpovoamento, ou seja, o aumento populacional proporcio- nou em aumento considerável dos problemas urbanos.

Ano Total Homem Mulher 1940 432.265 230.405 201.860 1950 522.044 271.078 250.966 1960 889.539 464.175
Ano
Total
Homem
Mulher
1940
432.265
230.405
201.860
1950
522.044
271.078
250.966
1960
889.539
464.175
425.364
1970
1.597.090
833.123
763.967
1980
1.138.691
594.146
544.545
1991
2.027.231
1.049.228
978.003
1996
2.235.832
1.154.216
1.081.616
2000
2.504.353
1.287.387
1.216.966

3.2 – CENSO 2010

CRESCIMENTO POPULACIONAL – REGIÕES BRASILEIRA

Sudeste – 42,1%

Nordeste – 27,8%

Sul – 14,4%

Norte* – 8,3%

Centro-Oeste* – 7,4%

*Continuam aumentando a representatividade no crescimento populacional, enquanto as demais regiões mantêm a tendência histórica de declínio em sua participação nacional.

histórica de declínio em sua participação nacional. A região Norte – fronteira agrícola mais recente foi

A região Norte – fronteira agrícola mais recente foi a que mais cresceu no último Censo (2010), devido os seguintes fatores:

- ‘boom’ das commodities agrícolas;

- Melhoria da infraestrutura;

- Encarecimento da produção no Centro-Oeste;

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

93

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado 93 MAIORES TAXAS DE CRESCIMENTO (2000-2010) As regiões Norte

MAIORES TAXAS DE CRESCIMENTO (2000-2010)

As regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), obtiveram

os maiores crescimento.

As dez Unidades da Federação que mais aumentaram

suas populações se encontram nessas regiões:

Amapá (3,45%);

Roraima (3,34%);

Acre (2,78%);

Distrito Federal (2,28%);

Amazonas (2,16%);

Pará (2,04%);

Mato Grosso (1,94%);

Goiás (1,84%);

Tocantins (1,80%);

Mato Grosso do Sul (1,66%).

De acordo com o IBGE, a componente migratória contribuiu

significativamente para esse crescimento.

Estados de ocupação agrícola mais antiga como Mato

Grosso e Mato Grosso do Sul obtiveram taxas altas, mas sem

o ritmo das décadas anteriores, revelando a estabilidade de

sua estrutura fundiária e de sua produção agrícola.

Observação: Mato Grosso teve o segundo maior

crescimento da região Centro-Oeste, perdendo apenas para

o Distrito Federal.

POPULAÇÃO ABSOLUTA:

3 035 122 Habitantes

DENSIDADE DEMOGRAFICA:

3,36 Hab./Km 2

MAIORES CIDADES:

Cuiabá

Várzea Grande 252 596

Rondonópolis 195 476

Sinop

113 099

Cáceres

Tangará da Serra 83 431

CRESCIMENTO POPULACIONAL – CAPITAL: CUIABÁ

A capital de Mato Grosso obteve um crescimento inferior a

551 098

87 942

do que ocorreu no Estado.

Entre os anos de 70 – 80:

Entre os anos de 2000 – 2010: 14,0 %

112,2 %

É a menor variação desde 1950, quando a população da

cidade deu um salto quase imperceptível de 3,3%.

MUNICÍPIOS QUE MAIS CRESCERAM EM MATO GROSSO

• Sapezal;

• Nova Mutum;

• Juruena;

OBS.: Itaúba foi o que a maior redução populacional em

MT, está entre os cinco do país.

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Maiores Cidades de Mato Grosso

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MENORES CIDADES DE MATO GROSSO

Cidades de Mato Grosso MENORES CIDADES DE MATO GROSSO Geografia de Mato Grosso 94 Curso Preparatório:

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3.3- DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO

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Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

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DISTRIBUIÇÃO POR SEXO Em Mato Grosso contrariando uma tendência nacional, há um predomínio de Homens,

DISTRIBUIÇÃO POR SEXO

Em Mato Grosso contrariando uma tendência nacional, há um predomínio de Homens, uma diferença de 63.797 pessoas.

- 1.548.894 homens;

- 1.485.097 mulheres;

Brasil: 100 mulheres para cada 96 homens.

Mato Grosso: 100 mulheres para cada 104,30 homens.

Cuiabá: 100 mulheres para cada 95,5 homens.

Várzea Grande: 100 mulheres para cada 98,38.

Tapurah: 100 mulheres para cada 139,83 homens.

DISTRIBUIÇÃO POR FAIXA DE IDADE

Acompanha a tendência nacional, predomínio de adultos.

• Idosos

5,82%

• Adultos

53,46%

• Jovens

40,72%

3.4 - DIVISÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO A COR3.4 - DIVISÃO DA POPULAÇÃO SEGUNDO A COR

A população brasileira e mato-grossense formou-se a partir

de três grupos étnicos básicos: o indígena, o branco e o negro.

A intensa miscigenação (cruzamentos) ocorrida entre os

grupos deu origem a numerosos mestiços ou pardos (como são oficialmente chamados), cujos tipos fundamentais são

os seguintes:

• mulato (branco+negro);

• caboclo ou mameluco (branco+Índio);

• cafuzo (negro+índio).

ou mameluco (branco+Índio); • cafuzo (negro+índio). • BRANCOS: 37,0% • NEGROS: 4,5% • PARDOS: 57,0% •

• BRANCOS: 37,0%

• NEGROS: 4,5%

• PARDOS: 57,0%

• MARELOS: 0,5%

ÍNDIOS: 1,0%

ÍNDIO ÍNDIO

Os nativos espalhavam-se por todo território nacional,

formando tribos com diferentes estágios culturais, originados

de três grandes lingüísticos: Tupi, Jê, Aruak.

Também é desconhecido o número de índios que

habitavam o espaço mato-grossense antes da chegada de

Pascoal Moreira Cabral. Sabe-se que eram muitos.

Estudos mostram que nessa época já existiam disputa

por território entre tribos diferentes. Também já é conhecida a

grande diversidade lingüística das tribos que vivem neste

Estado.

É importante o conhecimento dessa diversidade, para

entendermos por que muitas tribos são rivais e não conseguem

se entender. Como exemplo, podemos citar os índios

originados da família Tupi-Guarani (Apiaká, Kayabi) que

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estabelecem boas relações entre si, porque conseguem se

entender através de uma linguagem semelhante. O mesmo

não acontecendo se forem colocados juntos os índios Bororos

(cujo tronco lingüístico é o Macro-Jê), com os índios Parecis

da família Aruak (tronco lingüístico desconhecido) que falam

línguas diferentes e têm culturas diferentes.

Quando o Brasil realizou seu primeiro recenseamento em 1872, Mato Grosso tinha uma população de 60.417 habitantes, destes 14,10% foram agrupados como caboclo-índios. Em 1980, um século mais tarde, os amarelos constituíam 0,41% da população mato-grossense.

PRINCIPAIS ETNIAS E ÁREAS:

- XAVANTES:

Nova Xavantina, Campinápolis, Barra do Garças, São Fe-

lix do Araguaia, Cocalinho e Água Boa.

- CHIQUITANO:

Porto Esperidião, Cáceres, Pontes e Lacerda e Villa Bela

S. Trindade.

- PARESI:

Sapezal, Pontes e Lacerda, Campo Novo dos Parecis,

Tangará da Serra, Campos de Julio e Conquista do Oeste.

- CINTA LARGA:

Aripuanã e Juína

- BORORO:

Rondonópolis, Poxoréu, Nova São Joaquim, Barão de Melgaço, Santo Antonio do Leverger.

* KAIAPÓ, KAYABI, AWETI, TRUMAI, WAURÁ E OUTROS:

Leverger. * KAIAPÓ, KAYABI, AWETI, TRUMAI, WAURÁ E OUTROS: TEXTO COMPLEMENTAR Histórico da ocupação do entorno

TEXTO COMPLEMENTAR

Histórico da ocupação do entorno do Xingu

Apesar de a soja ser o vetor mais recente da degradação ambiental na área de entorno do Parque Indígena do Xingu, o passivo ambiental da região já existia. Está associado à his- tória de ocupação da região, marcada pelos projetos da Su- perintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), criada em 1966, pelos projetos de colonização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de em- presas particulares.

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97

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O resultado foi a intensa especulação de terras, desenca- deada com força na década de

O resultado foi a intensa especulação de terras, desenca-

deada com força na década de 1960, e o incentivo ao desen- volvimento agrícola e pecuário, sem qualquer tipo de cuidado ambiental, o que gerou um quadro de expressiva degradação ambiental. Para se ter uma idéia, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a área desmata- da no Mato Grosso passou de 920 mil hectares em 1975 para 6 milhões de hectares, em 1983.

Essa história começou nos anos 1940, quando o presi- dente Getúlio Vargas criou a Marcha para Oeste. O objetivo era desbravar uma parte do Brasil, até então desconhecida e iso- lada do contexto nacional, e realizar obras de infra-estrutura para permitir sua ocupação por não-índios e integrar econo- micamente o Centro-Oeste ao Norte e Sul do país. Paralela- mente, Vargas organizou a Expedição Roncador-Xingu, cuja missão era abrir o caminho e realizar o reconhecimento ofici- al das áreas ocupadas pelos povos indígenas. O nome foi dado em referência à Serra do Roncador, divisor de águas entre o Rio das Mortes (Bacia do Araguaia) e o Rio Xingu, no leste do Mato Grosso. A expedição era subordinada à Funda- ção Brasil Central (FBC), criada no mesmo ano, 1943, cuja meta era estabelecer núcleos populacionais.

A partir de 1946, a FBC começou a se instalar na região

leste do Mato Grosso e iniciou-se o trabalho dos irmãos Vi- llas Boas, indigenistas, integrantes da Expedição Roncador- Xingu. A missão dos Villas Boas era contatar grupos indíge- nas que vivessem nos locais onde seriam implementados os núcleos de desenvolvimento e levá-los para outros lugares. Essa missão se estendeu pela década de 1950 e início dos anos 1960 e foi acompanhada por uma forte campanha para demarcar e proteger as Terras Indígenas da região. Doze anos depois, em 1964, era criado o Parque Indígena do Xingu.

Os militares e o surto desenvolvimentista

Naquele ano, logo após o golpe militar, o presidente Cas- tello Branco instituiu a Operação Amazônia, estratégia que vi- sava introduzir um modelo de desenvolvimento econômico na região amazônica, com base em obras de infra-estrutura - como a abertura de rodovias - e em incentivos fiscais e crédi- tos à iniciativa privada. Entre as diretrizes estabelecidas, me- rece destaque a criação da Superintendência de Desenvolvi- mento da Amazônia (Sudam), que seria a partir daquele mo- mento e até o final dos anos 1980 o principal norteador da ocupação da região a leste do Xingu por grandes projetos agropecuários. Extinta em fevereiro de 2001 sob uma enxur- rada de denúncias de desvio de dinheiro público, acaba de ser recriada, em novas bases, pelo governo Lula.

Se até a década de 1950, grande parte das áreas de flo- resta amazônica e de cerrados no norte do estado do Mato Grosso estava bem preservada e praticamente intacta nos anos 1960 a estratégia do governo federal de intensificar a ocupação na região das nascentes do rio Xingu, gerou os primeiros desmatamentos a leste do parque indígena, cujas terras haviam sido demarcadas em 1961 pelo presidente Jâ- nio Quadros.

A ocupação da região das nascentes do Rio Xingu - e do

norte do Mato Grosso - não se restringe, no entanto, aos gran- des empreendimentos agropecuários. O outro eixo da estra- tégia de ocupação e desenvolvimento da região foi a política de colonização, que era dirigida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e contava com incenti- vos fiscais da Sudam para projetos privados de colonização. Essas iniciativas foram implementadas nas décadas de 1970 e 1980, destinadas ao assentamento de pequenos produto- res do sul, à produção de lavouras alimentares (arroz, milho e mandioca) e ao desenvolvimento da pecuária bovina. Os pro- jetos de colonização, principalmente os de caráter privado, tornaram-se marcos importantes na formação de cidades.

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CAPÍTULO 04

CRESCIMENTO URBANO

4.1 – URBANIZAÇÃO

É o aumento da população urbana sobre a população rural.

Características:

A partir da década de 80

- Processo Rápido

- Centralizado

- Desorganizado

Conseqüências:

- Violência

- Falta de moradia

- Favela

- Trânsito precário

- Desemprego

MIGRAÇÕES

Atualmente o Mato Grosso aparece como uma das maiores frentes pioneiras da Amazônia. A ocupação do norte do estado se iniciou com a abertura da BR 163 inaugurada em 1974. Os primeiros empreendimentos foram realizados por empresas privadas de colonização que implantaram projetos de milhares de hectares e de onde surgiram cidades como Alta Floresta, Colíder ou Sinop. Até 1978, o INCRA não tinha nenhum projeto na região. O custo alto de implantação e o sucesso dos projetos privados levaram o INCRA a desenvolver um novo tipo de colonização pública: o PAC (Projeto de Assentamento Conjunto) onde “seriam somadas as experiências e recursos do órgão colonizador oficial (INCRA) e da iniciativa privada (cooperativas)”

A partir de imagens de satélite da série Landsat, foi

realizado um estudo multitemporal da ocupação do solo desses projetos. Esse trabalho mostra a dinâmica do desmatamento em cada um dos seis projetos para quatro datas diferentes. A observação das imagens em conjunto com

a realização de trabalhos de campo permitiu identificar alguns fatores responsáveis pela a forma e a velocidade dos desmatamentos, assim como os modos de uso do solo.

Em trinta anos, o Mato Grosso tornou-se numa das fronteiras mais ativa da Amazônia. Quando o governo federal criou o PIN (Plano de Integração Nacional) em 1970, apenas

o

sul do atual estado do Mato Grosso já tinha sofrido ocupação

e

principalmente devido: ao garimpo (bacia do rio Cuiabá e

região de Diamantino), à pecuária (Pantanal) e à agricultura familiar (região de Rondonópolis). Em 1974, a abertura da BR 163 ligando Cuiabá à Santarém levou vários projetos de

colonização privada (SINOP, LÍDER, INDECO

ao interior do estado e a outras regiões da Amazônia. No final da década de 70, o governo federal procura implementar projetos de colonização pública ao longo da BR 163. O INCRA não quis assumir sozinho a realização desses projetos e decide então estabelecer parcerias com associação de produtores ou cooperativas. São criados os PAC (Projeto de

em direção

)

Assentamento Conjunto). No Mato Grosso, o governo instala seis PACs, todos ao longo da BR 163.

No início dos anos 1980, vários colonos vindo principalmente das regiões de tensão social do sul do país compraram lotes nesses PACs e começaram a implantar a agricultura nessa região da Amazônia Legal a “marcha para o oeste”: em busca do ‘progresso’

98 Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

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Em 1937, o Governo VARGAS, visando alargar as fronteiras ocupacionais, dentro das fronteiras físicas do País, decide ocupar os grandes vazios demográficos existentes no Oeste do território brasileiro, iniciando, então, talvez um dos mais ambiciosos projetos colonizadores já desenvolvidos por um governo no Século XX.

Foi uma iniciativa governamental ‘progressista’, cujos resultados refletem-se, ainda hoje, no modo de vida e em diversos problemas ainda enfrentados pelas populações locais. Desenvolvida por cerca de quarenta anos, a ‘Marcha para o Oeste’ fundou cerca de 43 vilas e cidades, construiu 19 campos de pouso, contatou mais de 5 mil índios e percorreu 1,5 mil quilômetros de picadas abertas e rios. A integração do Vale do Araguaia à economia nacional e a construção de rodovias como Belém-Brasília e Araguaia-Cuiabá também podem ser creditadas como conseqüência deste empreendimento e, cidades como Brasília e Goiânia vem na esteira deste esforço de “desenvolvimento” e ocupação das terras da ‘fronteira oeste’ do país.

Neste contexto, o Oeste, com enorme potencial de produtividade agrícola e com as necessidades dos centros urbanos em plena expansão, a Marcha também promoveu a migração de trabalhadores brasileiros, o que se pretendeu fazer com base em pequenas propriedades de terra.

Desta forma, ainda que nesta época sejam encontradas referências à ocupação do Estado pela ótica de minifúndios o seu território foi e continua sendo predominantemente demarcado pela presença de latifúndios. E, em geral, uma moderna e mais eficiente “marcha para o oeste” continua adentrando os estados de Rondônia, Pará e a Amazônia como um todo.

O desenvolvimentismo dos anos 70 e 80: A OCUPAÇÃO INCENTIVADA

Nos anos 1970-80, o esgotamento das fronteiras agrícolas nos estados do Sul, entendendo-se aí o devastamento de quase todas as florestas então existentes, associado a uma maior pauperização do homem do campo (não só naqueles estados, como em várias outras regiões do País) dá ensejo a que as terras do Centro-Oeste sejam novamente pervadidas por levas e mais levas de migrantes em busca de novas áreas para desbravamento e cultivo - terras mais baratas e mais fáceis de serem adquiridas.

Colonos do Sul, em grande maioria, buscam nas terras de Mato Grosso e de Rondônia, e, posteriormente, mais ao norte, na região amazônica e, inclusive, além fronteira, no Paraguai, novas fronteiras a serem exploradas em busca de melhores condições de vida.

A ocupação das terras deste Estado se dá conforme três vertentes migratórias que se somam propiciando um dos processos de desbravamento mais predatórios da natureza já verificados no País:

a) iniciativas individuais/familiares, configuradas pela leva

de famílias que, autonomamente buscaram as terras mato-

grossenses;

b) companhias de colonização que, por meio de estímulos

e facilidades propiciadas pelo poder público federal e estadual, promoveram a ocupação massiva de determinadas áreas do Estado (algumas das cidades mato-grossenses foram inclusive nominadas com as siglas destas companhias);

esta

ocupação.

Neste período, a ocupação desordenada e indiscriminada da porção noroeste do Estado, teve seus efeitos, em termos de impactos ambientais, amplamente divulgados.

c)

programas

governamentais

que

forçaram

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

que forçaram Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado Apesar dos discursos oficiais, das boas intenções

Apesar dos discursos oficiais, das boas intenções discursivas e de resultados positivos no que tange à implementação de infra-estrutura para acesso às regiões de fronteira, os processos de ocupação daquele período foram considerados verdadeiros ‘desastres’ sob o ponto de vista ambiental. Esta dinâmica, que associa problemas sociais nas camadas menos favorecidas com problemas ambientais, “indicam que o Mato Grosso ingressou num processo de acelerada exploração dos seus recursos, num processo que caracteriza-se por sua insustentabilidade”.

Desta forma, se até a década de 1970 a ocupação das terras de Mato Grosso foi realizada em função da apropriação do território, nas décadas seguintes, esta foi determinada sobretudo pela busca de novas terras para trabalho e, principalmente, pelo uso da terra como ‘objeto de negócio.

Em 1985, o Censo Agropecuário realizado pelo IBGE mostrou o perfil da ocupação das terras de Mato Grosso revelando que o mesmo contava com 78.370 estabelecimentos e, que, “70% destes tinham menos de 100 hectares e correspondiam tão somente a 3% da área total, enquanto que os com mais de 1000 hectares (7% do total), abarcavam 83% da área total dos estabelecimentos”. [71] Predominantemente, o Estado (a região Centro-Oeste) estava constituído por grandes estabelecimentos agropecuários (latifúndios), situação que perdura até os dias de hoje.

Neste período, os agentes institucionais federais e estaduais estavam, em geral, “estrategicamente” voltados para apoiar a ocupação do território e motivar o ‘desenvolvimento’ da porção Centro-Oeste do território nacional. Na prática, pouca atenção foi efetivamente voltada para a variável ambiental. Implicações decorrentes do não fortalecimento institucional, resultaram também numa reduzida capacidade gerencial dos órgãos públicos e na observância de fragilidades internas às agências executoras dos projetos e programas governamentais levados a efeito neste lapso de tempo.

A preocupação maior, existente no período, foi voltada à

ocupação efetiva do território e, pouco foi realizado no sentido do fortalecimento das instituições gestoras no âmbito do Estado e, ademais, isto também ocorre nos outros estados que sofreram os efeitos dos processos migratórios e decorrente ocupação sócio-econômica.

Neste período, o desmatamento e a exploração pura e simples, de resultados imediatistas, de lucro relativamente fácil é, em geral, sempre associado ao “desenvolvimento do Estado” e a conceitos tais como “progresso”, “prosperidade”, “avanço da civilização”, “abertura de novas fronteiras agrícolas”. Conceitos estes que, como se observa na atualidade, vem sendo submetidos a novos pontos de vista, processos de reavaliações e de redefinições.

É neste cenário que se planeja e executa o Programa

Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil (POLONOROESTE) cujos resultados negativos serviriam para

embasar muitas das justificativas de definição do seu sucessor o PRODEAGRO, objeto desta Avaliação Final.

o polonoroeste: o antecedente do prodeagro

É neste contexto e com este histórico político, institucional

e social de ocupação territorial e, ainda sob a vigência desta

‘visão de mundo’ que, em 1980, “reconhecendo os crescentes problemas sócio-econômicos causados pela migração acelerada” [73], o Governo Brasileiro lançou mais um programa de investimentos nas áreas de fronteiras agrícolas de Rondônia e Mato Grosso: o POLONOROESTE.

Criado no final da década de 1970, somente foi assinado em 1982, sendo financiado com recursos do Banco Mundial. Foi coordenado pelo Governo Federal e executado por

99

Geografia de Mato Grosso

instituições federais e estaduais. Seu principal produto foi a construção/pavimentação da BR-364. [74] Este

instituições federais e estaduais. Seu principal produto foi a construção/pavimentação da BR-364. [74]

Este programa, de cunho “nitidamente desenvolvimentista

visava orientar o ordenamento do processo de ocupação

em curso, estabelecendo e consolidando uma estrutura física

e social sustentável” e, foi efetivado em “reconhecimento dos

crescentes problemas sócio-econômicos causados pela migração acelerada”. Em sua gênese, foi reputado como “uma tentativa da maior importância, por parte do governo brasileiro de ordenar a ocupação do espaço rural da região” e, “um dos maiores programas de desenvolvimento do Governo”.

O POLONOROESTE consumiu US$423,4 (quatrocentos e vinte e três milhões e quatrocentos mil dólares), distribuídos em quatro projetos principais, dois projetos adicionais e um financiamento complementar, assim distribuídos:

“NOROESTE 1” - “Proteção Ambiental e Desenvolvimento Agrícola 1”, aprovado em 1981, empréstimo 2060-BR, no valor de US$67,0 (sessenta e sete milhões de dólares), destinado à “melhoria das colonizações agrícolas existentes na Rondônia Central”;

“NOROESTE 2” - “Proteção Ambiental e Desenvolvimento Agrícola 1”, aprovado em 1982, empréstimo 2116-BR, no valor de US$26,4 (vinte e seis milhões e quatrocentos mil dólares), destinado a “atividades semelhantes em Mato Grosso”;

“NOROESTE 3” - “Novas Colonizações”, aprovado em 1983, empréstimo 2553-BR, no valor de US$65,2 (sessenta e cinco milhões e duzentos mil dólares), destinado à “colonização das terras não ocupadas em Rondônia”;

Em adição aos esforços pretendidos pelo

POLONOROESTE também foram executados os seguintes

projetos:

SAÚDE DO NOROESTE”, aprovado em 1981, empréstimo 2061-BR, no valor de US$13,0 (treze milhões de dólares), destinado a “melhoria das condições de saúde nas áreas de colonização em Rondônia e Mato Grosso;

RODOVIAS DO NOROESTE”, aprovado em 1981, empréstimo 2062-BR, no valor de US$240,0 (duzentos e

quarenta milhões de dólares) destinado a “ajudar a financiar

a pavimentação da rodovia federal BR-364, entre Cuiabá/MT e Porto Velho/RO.

Em 1983, por meio do Programa de Ações Especiais (SAP),

o Banco também aprovou um financiamento suplemementar

no valor de US$22,8 (vinte e dois milhões de dólares). Os relatórios de encerramento do POLONOROESTE, exceto aquele relativo ao “último projeto agrícola - empréstimo 2353- BR”, foram todos preparados em 1991, sendo que o do projeto 2353-BR foi encerrado em 31 de março de 1992.

No entanto, tendo em vista que a ênfase do mesmo foi voltada para a ‘implementação de infra-estrutura’ e, muito pouco para o desenvolvimento social, observa-se que “os resultados desse Programa, entretanto, não foram satisfatórios do ponto de vista sócio-ambiental, nem para Rondônia e nem para Mato Grosso”.

Uma avaliação de meio-termo, realizada em 1984, “acentuou as diferenças entre o motivo pelo qual o projeto tinha sido planejado e a maneira pela qual estava sendo

implementado”, ou seja, entre o que foi inicialmente previsto e

o que estava efetivamente sendo feito foram constatados

diversos problemas, dentre os quais merecem destaque:

a) “liberações inadequadas e atrasadas de fundos de

contrapartida”;

b) “o virtual desaparecimento de créditos de investimento

necessário para estabelecer culturas perenes”;

) (

c) “integração ineficiente das agencias participantes”;

d) “alta migração não esperada”;

Geografia de Mato Grosso

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e) “desmatamento não controlado”;

f) “contínuos abusos em áreas não adequadas de

fertilidade marginal do solo”.

Neste período, vale observar que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) também apresentava algumas preocupações quando, “considerando que a estratégia do Programa POLONORESTE é manter um razoável equilíbrio

social e ambiental na Região Noroeste do País, e (

necessidade de se compatibilizar as atividades desse Programa”, cria uma Comissão Especial “com as diretrizes do CONAMA”. Por ser um Programa “estratégico” existiu a preocupação de que também estivesse compatibilizado com as “estratégias” em nível federal, ou seja, não faltaram preocupações de ordem ‘estratégica’ apesar de que, com o

tempo, estas se verificassem com pouco eficientes em relação

à preservação do meio ambiente.

A despeito destas preocupações, tendo em vista as

condições efetivamente propiciadas em decorrência da melhoria de acesso às regiões abrangidas pela ações de infra-estrutura do POLONOROESTE, o processo de migração

e desflorestamento acelerou-se, transformando radicalmente, em menos de uma década, quase toda a estrutura social, cultural e ambiental onde este Programa foi desenvolvido.

Por um outro lado, o POLONOROESTE também se propunha a “assentar comunidades de pequenos agricultores embasada na agricultura auto-sustentada, com atendimento básico nas áreas de saúde, educação, escoamento da produção, protegendo a floresta e garantindo a manutenção das terras e das culturas das comunidades indígenas”.

Isto provocou a imediata reação de organismos internacionais, principalmente aqueles ligados às questões ambientais, que elegeram o Banco Mundial como alvo principal, acusando-o de financiar o desmatamento da Amazônia. E o POLONOROESTE foi descontinuado.

Em geral, quando se consulta as fontes informacionais disponíveis, particularmente aquelas que fundam os argumentos dos projetos governamentais seqüentes, o POLONOROESTE é apresentado com o “grande vilão”, constituindo-se no “saco-de-pancadas” predileto das considerações e argumentações e, em geral, é comum o esquecimento de que este Programa foi levado a efeito por um conjunto de agentes que permaneceram no tempo e que, todo um conjunto de “elementos culturais” e “entendimentos particularizados” destes agentes antecederam a existência do mesmo e se mantiveram nos programas/projetos seguintes, ainda que os novos empreendimentos mudassem suas ênfases discursivas. O POLONOROESTE seria mais um da lista de projetos e programas que tiveram problemas na sua execução. Restaram, no entanto, algumas “lições” reputadas como “aprendidas” pelos diferentes agentes envolvidos na sua execução (governos federal e estaduais).

a

)

Ocupação da Amazônia Matogrossense

A ocupação da Amazônia matogrossense ocorreu sem que

qualquer tipo de reflexão fosse feita a respeito das particularidades da região. Inúmeros projetos de colonização foram implantados pelos Governos Federal e Estadual e executados pela iniciativa privada, especialmente no contexto de ocupação dos espaços vazios do território nacional tão em voga no regime militar, ou seja, a região era vista como uma “válvula de escape” das tensões sociais que estavam ocorrendo em outras áreas, principalmente aquelas de caráter fundiário do Nordeste (latifúndio) e, também as conseqüências do elevado crescimento populacional da região Sudeste.

Vale ressaltar as políticas públicas direcionadas para a implantação de pólos de desenvolvimento, como por exemplo

o Polocentro, o Polonordeste e o Polamazônia. No caso do

Polocentro foi direcionado para a expansão da cultura de grãos

100 Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br

(soja e arroz, principalmente) nas áreas de cerrado do Centro Oeste brasileiro. Já os investimentos do

Polonordeste foram destinados para projetos de irrigação na Zona da Mata nordestina e no Sertão. O Polamazônia foi responsável pela implementação de pólos de desenvolvimento agromineral e agropecuário na região amazônica, dando início aos processos de desatamento desta área.

A partir dos anos 70, ocorreu uma maior inserção do estado

de Mato Grosso no mercado nacional e internacional. Esta incorporação da área com a expansão capitalista aumenta a procura pela propriedade privada e grandes fazendas agropecuárias vão sendo formadas por meio de financiamentos nas áreas de cerrado, consideradas até então inadequadas para fins agrícolas.

O processo de ocupação e uso dos recursos naturais nessa

região foi acelerado pelo forte investimento do Governo Federal em obras de infra-estrutura, principalmente na construção de

rodovias como a Transamazônica e a BR-163 que liga Cuiabá

a Santarém.

Eram abertos os chamados “ corredores de desmatamento” , ou seja, à medida que diversas áreas iam sendo desmatadas

a partir de um eixo central da rodovia, contribuía para um desmatamento podendo chegar até 50Km “mata adentro”

Aponta para o fato de que a colonização do Norte de Mato Grosso começa por iniciativa de três grandes empresas colonizadoras: SINOP - Sociedade Imobiliária Norte do Paraná; COLIDER - Colonizadora Integração e Desenvolvimento Regional e INDECO - Integração desenvolvimento e Colonização. Em 1972, o grupo econômico pertencente à colonizadora SINOP de propriedade do senhor Enio Pipino, adquiriu uma área de 48.670.000 Km2 de terras do município de Chapada dos Guimarães, onde teve início o processo de formação das cidades de Vera e Sinop, entre outros núcleos urbanos localizados na então denominada Gleba Celeste.

Assim, o início do desmatamento da área contribuiu para

o desenvolvimento das cidades, visto que a exploração de

madeira tornou-se a principal atividade econômica da região

norte e noroeste do Estado.

OS PRIMEIROS PROJETOS DE COLONIZAÇÃOOS PRIMEIROS PROJETOS DE COLONIZAÇÃO

Histórico resumido da origem dos municípios na região das nascentes do rio Xingu.

Município

Povoamento

Água Boa

1950-1960 - doação de terras à

produtores e empresários do sul e sudeste;

1970

- primeiro projeto de

colonização pela Comercial Agrícola e Colonização Ltda

(COMAGRA), voltado ao cultivo do arroz e atividades pastoris;

1974

-projeto de colonização da

COOPERCOL e CONAGRO

(Colonização e Consultoria Agrária);

1975

- novos contingentes de

colonos através da COOPERCANA e incentivos

fiscais para cultivo no cerrado;

1976

- fundação do núcleo

urbano;

1979

- criação do município.

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

101

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado 101   1973 - formação do povoado de Jatobá, em
 

1973

- formação do povoado de

Jatobá, em Barra do Garças,

Campinápolis

com produtores de Goiás e Minas Gerais, e cultivo do milho, arroz e feijão para família;

-

extensão do movimento

colonizador de Nova Xavantina;

1980

- criação do distrito de

Campinápolis;

1986

- criação do município.

Canarana

1971

- Nasce a Cooperativa

Colonizadora 31 de Março (COOPERCOL) voltada à

atividades pecuárias;

1972

- 1975 - Primeiros colonos,

estabelecimento de uma agrovila e colonizações assentadas através da empresa de Colonização Consultoria Agrária

(CONAGRO S.C. Ltda) e da Empresa Cacique Empreendimentos;

1975

- núcleo urbano de

Canarana;

1975

- projetos de colonização

através da COOPERCANA;

1979

- criação do município.

Cláudia

1978

- Início do projeto de

colonização pela empresa Sociedade Imobiliária do

Noroeste do Paraná S/A (SINOP), na maior parte do município e pela Colonizadora Maiká, responsável pela Vila Atlântica;

1985

- criação do distrito de

Cláudia;

1988

- criação do município;

Feliz Natal

1950

- a região participa da

"Terceira Borracha" ;

1978

- empresários madeireiros

de Sinop deslocam-se para a região do Rio Ferro;

-

ocupação se efetiva após

colonização de Sinop, Cláudia, Santa Carmem e Vera;

1995

- criação do município.

Gaúcha do

1979

- projeto da Colonizadora

Norte

Gaúcha e implantação do núcleo

de Gaúcha do Norte;

1980

- fluxo migratório do Sul e

cultivo da seringa como

alternativa à agricultura; 1980- criação do distrito de Gaúcha;

1997

- criação do município.

Geografia de Mato Grosso

  1977 - Primeiro projeto de Marcelândia colonização Colonizadora Maiká Ltda; 1980 -
 

1977

- Primeiro projeto de

Marcelândia

colonização Colonizadora Maiká Ltda;

1980

- Implantação do núcleo

urbano Marcelândia;

1982

- criação do distrito de

Marcelândia;

1986

- criação do município.

 

1960

- exploração da seringa no

Nova Ubiratã

Rio Novo ("Terceira Borracha").

Ubiratã Spinelli compra a Fazenda Ubiratã;

1970

-1980 - colonização e

povoamento, através do cultivo da soja em Sorriso;

1995

- criação do município.

Nova Xavantina

1944

- fundação da Vila

Xavantina, administrada até

1967

pela Fundação Brasil

Central; assentamento de colonos do Norte e Nordeste;

19774- colonização através da empresa CONGAGRO;

1980

- criação do distrito

Xavantina, a partir de Barra do Garças;

1986

- criação do município.

Novo São

1940-50 - povoamento sob

Joaquim

influência da Fundação Brasil Central;

1970

- início de povoamento

com migrantes de Goiás.

1980

- projeto de colonização e

incentivos fiscais para cultivo no cerrado.

1981

- criação do distrito de São

Joaquim;

1986

- criação do município.

Paranatinga

1963

- povoamento estimulado

pela exploração de diamante; posteriormente ocupação por posseiros agricultores;

1969

- criação do distrito de

Paranatinga;

1979

- criação do município.

Peixoto de

1950

- movimentação através da

Azevedo

"Terceira Borracha";

1973

-abertura da BR-163 pelo

exército e chegada dos colonos;

1979 - invasão de garimpeiros;

1980 - assentamento de

pequenos produtores da barragem Jacuí, através do

projeto de colonização misto INCRA e Cooperativa Tritícola Erechim (COTREL);

1981

- criação do distrito de

Peixoto de Azevedo;

1986

- criação do município.

Querência

1975

- fundação da Empresa de

Colonização Consultoria Agrária (CONAGRO S.C. Ltda) implantou projetos de colonização na mesma época da COOPERCANA;

1986

- primeiros moradores;

1991

- criação do município.

Geografia de Mato Grosso

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1972

- colonização

Santa Carmem

contemporânea à Sinop, pela colonizadora SINOP;

1981

- criação do distrito de

Santa Carmem;

1991

- criação do município.

São Félix do Araguaia

1940

- 1960 - instalação de

grandes agropecuárias e vinda

 

de imigrantes do Norte e do Nordeste;

1948

- criação do distrito de São

Félix.

1976

- criação do município.

 

1974

- ocupação através de

São José do Xingu

colonização para atividade

pecuária;

 

1976

- intensificação do

povoamento;

1991

- criação do município.

Sinop

1969

- projeto de colonização

em área denominada "Gleba Celeste", adquirida pela Colonizadora SINOP S/A

(Sociedade Imobiliária do Noroeste do Paraná).

1972

- início do projeto, tendo o

café e cacau como produto de

ponta. Instalação de uma usina de álcool cuja matéria-prima foi a mandioca;

1976

- criação do distrito de

Sinop;

1979

- criação do município.

União do Sul

1978

- colonização por

intermédio da Colonizadora Itaipu;

1984

- Início da colonização

privada com famílias vindas do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina;

1995

- criação do município.

Vera

1954

-imigrantes japoneses, com

doação de terras para

exploração de seringueira e lavoura; nasce a primeira colônia agrícola da Gleba Rio Ferro de pequenos agricultores. A exploração da seringa é abandonada.

1971

- início da colonização

através da Colonizadora SINOP S/A;

1972

- chegada de outras

colonizadoras e grandes

agropecuárias Sul. Surge o núcleo urbano de Vera, sendo a primeira cidade da Gleba Celeste.

1976

- criação do distrito de

Vera;

1986

- criação do município.

Fonte: Sanches & Gasparini (2000). Origem dos dados: "Estudos de Realidade dos municípios" (EMPAER), entrevistas em 1999 e Ferreira

(1997)

102 Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

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4.2 ECONOMIA

Mato Grosso tem crescido economicamente muito acima da média nacional. Esse crescimento econômico pode ser comprovado com os dados referentes à evolução da exportação do estado.

INDÚSTRIA

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL DO MATO GROSSO

estado. INDÚSTRIA DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL DO MATO GROSSO O Estado que mais cresceu a partir de 1980,
estado. INDÚSTRIA DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL DO MATO GROSSO O Estado que mais cresceu a partir de 1980,

O Estado que mais cresceu a partir de 1980, com base no agronegócio, parte para o seu segundo ciclo de crescimento, agora com base também na indústria.

Berço esplêndido do agronegócio, representando 1/5 da produção brasileira de soja, milho, arroz e algodão, e com o maior rebanho do país, Mato Grosso inicia sua industrialização. A maior parte dos projetos está relacionada ao agronegócio, como as unidades de abate de aves, suínos da Perdigão-Sadia, em Lucas do Rio Verde (centro-norte do Estado) e Nova Mutum. Também têm destaque a cearense

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

103

a cearense Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado 103 Santana Têxtil, em Rondonôpolis; Biopar (Biocombustível

Santana Têxtil, em Rondonôpolis; Biopar (Biocombustível Parecis), Barraálcool, as multinacionais do setor de beneficiamento e processamento de grãos, Bunge, ADM e Cargill; e a Carroll´s Foods, em Diamantino, ligada à

suinocultura.

BALANÇA COMERCIAL

MATO GROSSO

US$ 1.000 FOB

Ano / Mês

 

E x p o r t a ç ã o

I m p o r t a ç ã o

S a l d o

 

Valor (A)

Var% (*)

Valor (B)

Var % (*)

(A) – (B)

1998

65

2.661

-40,57

83.997

-90,6 8

568.664

1999

74

1.095

13,55

149.681

78,20

591.414

2000

1.033.354

39,44

90.644

-39,4 4

942.709

2001

1.395.772

35,07

136.532

50,62

1.259.241

2002

1.795.853

28,66

209.049

53,11

1.586.804

2003

2.186.163

21,73

276.688

32,36

1.909.474

2004

3.101.889

41,89

417.680

50,96

2.684.209

2005

4.151.628

33,84

410.199

-1,79

3.741.429

2006

4.333.468

4,38

406.518

-0,90

3.926.950

2007

5.130.866

18,40

753.285

85,30

4.377.581

2008

7.812.346

52,26

1.277.176

69,55

6.535.170

2009

8.426.869

7,87

792.396

-37,9 6

7.634.473

2010

8.451.372

0,29

988.967

24,81

7.462.405

O grande motor desse crescimento tem sido a agropecu- ária e os setores ligados a ela. Essa vocação para a agrope- cuária tem atraído empresários das diferentes regiões do país. Das exportações a soja tem tido maior destaque na balança comercial, enquanto que nas importações tem tido maior vul- to os setores de adubos e fertilizantes constantemente utiliza- dos na agricultura, como pode ser observado nas tabelas a seguir:

EXPORTAÇÕES DO ESTADO DE MATO GROSSO PRINCIPAIS PRODUTOS JANEIRO - DEZEMBRO

2004

US$ FOB

Kg

PART%

ALIMENTOS

2.606.995.407

9.514.315.842

84,03%

SOJA

2.349.814.472

8.674.436.509

75,74%

Grãos

1.368.182.449

5.041.915.482

44,10%

Farelo

706.860.581

3.114.604.594

22,78%

Óleo

274.771.442

517.916.433

8,86%

MILHO

76.281.252

676.195.077

2,46%

ARROZ

0

0

0,00%

CARNE

169.451.304

104.375.366

5,46%

Bovina

122.893.460

54.386.893

3,96%

Frango

43.354.358

47.915.789

1,40%

Suína

3.203.486

2.072.684

0,10%

AÇÚCAR

11.448.379

59.308.890

0,37%

SORGO

1.936.977

17.397.786

0,06%

MADEIRA

197.632.513

346.943.684

5,92%

Bruta

210.282

1.532

0,00%

Serrada

125.496.667

301.832

3,70%

Perfilada

68.281.498

190.416

2,12%

Objetos

3.644.066

5.171.330

0,10%

MINERAIS

983.824

9

0,03%

COURO

12.526.460

4.908.650

0,40%

CIMENTO

184.800

4.620.000

0,01%

ALGODÃO

269.194.299

238.334.149

8,68%

OUTROS

13.049.962

18.922.422

0,42%

TOTAL

3.102.504.242

10.145.442.542

100,00%

Geografia de Mato Grosso

2003 US$ FOB Kg PART%  % ALIMENTOS 1.894.631.572 8.318.880.978 86,66% 37,60% SOJA

2003

US$ FOB

Kg

PART%

%

ALIMENTOS

1.894.631.572

8.318.880.978

86,66%

37,60%

SOJA

1.725.855.497

7.921.903.816

78,94%

36,15%

Grãos

1.033.680.713

4.848.502.011

47,28%

32,36%

Farelo

509.839.714

2.687.534.559

23,32%

38,64%

Óleo

182.335.070

385.867.246

8,34%

50,70%

MILHO

30.895.203

290.270.492

1,41%

146,90%

ARROZ

13.359

102,060

0,00%

-100,00%

CARNE

134.773.301

92.571.182

6,16%

25,73%

Bovina

100.746.448

53.223.396

4,61%

21,98%

Frango

33.790.198

39.123.918

1,55%

28,30%

Suína

236,655

223,868

0,01%

1253,65%

AÇÚCAR

3.094.212

14.033.428

0,14%

269,99%

SORGO

392,970

3.492.575

 

392,91%

MADEIRA

135.111.666

283.041.884

5,63%

46,27%

Bruta

677.314

5.089

0,05%

-68,95%

Serrada

87.865.698

237.646

3,57%

42,83%

Perfilada

44.607.343

163.601

1,94%

53,07%

Objetos

1.961.311

2.830.499

0,07%

85,90%

MINERAIS

5.545.211

24

0,25%

-82,26%

COURO

14.128.077

6.336.763

0,65%

-11,34%

CIMENTO

197,200

4.520.000

0,01%

-6,29%

ALGODÃO

130.081.920

122.181.637

5,95%

106,94%

OUTROS

6.069.742

13.796.408

0,28%

115,00%

TOTAL

2.186.158.358

8.752.223.269

100,00%

41,92%

Importações de Mato Grosso

 

2004

Produtos

Janeiro - Dezembro

Adubos ou fertilizantes

343.502.384

82,24%

Gás natural

23.930.525

5,73%

Prod. Ind. Químicas

13.394.235

3,21%

Máquinas mecânicas

9.220.069

2,21%

Zinco e suas obras

7.020.760

1,68%

Aparelhos de óptica

3.463.824

0,83%

Material elétrico

3.319.685

0,79%

Trens e partes

2.473.261

0,59%

Plásticos e suas obras

2.080.176

0,50%

Aeronaves e partes

1.390.019

0,33%

Gorduras animais ou vegetais

1.335.729

0,32%

Alumínio e suas obras

820.987

0,20%

Prep. de Cereais e farinhas

798.661

0,19%

Fibras sintéticas

772,957

0,19%

Filamentos sintéticos

644.148

0,15%

Produtos farmacêuticos

485.683

0,12%

Total

417.668.505

100,00%

Geografia de Mato Grosso

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2003

Produtos

Janeiro - Dezembro

Adubos ou fertilizantes

171.525.202

61,99%

Gás natural

57.156.824

20,66%

Prod. Ind. Químicas

10.732

0,00%

Máquinas mecânicas

21.155.535

7,65%

Zinco e suas obras

1.823.752

0,66%

Aparelhos de óptica

1.133,320

0,41%

Material elétrico

1.422.556

0,51%

Trens e partes

4.987.723

1,80%

Plásticos e suas obras

625.763

0,23%

Aeronaves e partes

3.865.740

1,40%

Gorduras animais ou Vegetais

1.391.123

0,50%

Alumínio e suas obras

 

0,00%

Prep. de Cereais e farinhas

756.983

0,27%

Fibras sintéticas

 

0,00%

Filamentos sintéticos

69.000

0,02%

Produtos farmacêuticos

1.392.253

0,50%

Total

276.688.419

100,00%

 

Diferença

Produtos

2003 - 2004

Adubos ou fertilizantes

61,99%

100,26%

Gás natural

20,66%

-58,13%

Prod. Ind. Químicas

0,00%

124706,51%

Máquinas mecânicas

7,65%

-56,42%

Zinco e suas obras

0,68%

284,98%

Aparelhos de óptica

0,41%

205,64%

Material elétrico

0,51%

133,36%

Trens e partes

1,80%

-50,41%

Plásticos e suas obras

0,23%

232,42%

Aeronaves e partes

1,40%

-64,05%

Gorduras animais ou vegetais

0,50%

-3,99%

Alumínio e suas obras

0,00%

 

Prep. de Cereais e farinhas

0,27%

5,51%

Fibras sintéticas

0,00%

 

Filamentos sintéticos

0,02%

833,55%

Produtos farmacêuticos

0,50%

 

Total

100,00%

50,95%

104 Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br

Mato Grosso faz parte juntamente com estados vizinhos

do Mercoeste, que é um projeto capitaneado pelos presidentes

das Federações das Indústrias, sob o patrocínio do SENAI, e

que se propõe induzir o desenvolvimento da região,

apresentada pelos estados de Mato Grosso, Mato Grosso de

Sul, Goiás, Tocantins, Rondônia, Acre e o Distrito Federal.

Comparando as exportações de Mato Grosso com os demais

membros do Mercoeste podemos perceber melhor a relevância

da economia de Mato Grosso.

PRODUÇÃO MINERAL2. PRODUÇÃO MINERAL

Mato Grosso encontra-se sobre terrenos cristalinos e

grandes partes desses terrenos são recobertas por bacias

sedimentares, sendo assim encontraremos no estado grande

potencial mineral metálico e não-metálico. O mapeamento

desses recursos é realizado pela METAMAT - companhia Mato-

grossense de mineração. Dentre os minerais destacam-se:

ouro, diamante e calcário.

AGROPECUÁRIA3. AGROPECUÁRIA

Principalmente a partir da década de 70 o governo federal

começou a incentivar a migração de pessoas do Centro-sul

do Brasil para “ocupar” a Amazônia brasileira. De início, é

importante destacar, foi estabelecida uma política de

colonização dirigida, que incluía a criação de núcleos de

povoamento, de iniciativa tanto governamental como particular

que atraíram milhares de pessoas de todas as partes do país,

os projetos dirigidos pelo Incra foram basicamente de dois

tipos: Projeto Integrado de Colonização (PIC), que fez o

assentamento das famílias de colonos, prestou assistência

técnica e concedeu empréstimos em dinheiro;

Projeto de Assentamento (PA), que fez a demarcação das

terras de cada família e forneceu o documento da propriedade,

um tipo de assentamento sem assistência técnica nem

financeira.

Esses projetos faziam parte do PIN (Programa de

Integração Nacional) criado pelo governo Federal em 1970,

no entanto poucas famílias foram beneficiadas pois a maioria

foi vencida pelos obstáculos naturais da região e a falta de

subsídios. O PROTERRA (Programa de Distribuição de Terras),

que também pertencia ao PIN não facilitou o acesso a terra

como se havia proposto.

Os projetos particulares tiveram grande êxito pois

conseguiram créditos bancários e subsídios governamentais

para produção em larga escala de soja e cana-de-açúcar.

O POLONOROESTE (Programa Integrado de

Desenvolvimento Rural do Noroeste do Brasil) que abriu a

BR-364 facilitando a ligação de Cuiabá a Porto Velho, o

POLOAMAZÔNIA (Programa de Pólos Agropecuários e

Agrominerais da Amazônia) que abriu a BR-163 ligando Cuiabá

à Santarém no Pará colaboraram para que se formassem

núcleos rurais ao longo das rodovias, que posteriormente

transformaram em vários municípios de Mato Grosso,

Rondônia e Pará. Cabe ainda ressaltar que o governo Federal

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

Federal Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado também criou o POLOCENTRO (Programa de Desenvolvimento do

também criou o POLOCENTRO (Programa de Desenvolvimento do Cerrado) em 1975, que foi o maior projeto de pesquisa do Cerrado brasileiro para buscar as potencialidades agrícolas da região, através da pesquisa e melhoramento dos solos de cerrado feitos pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias). Essas pesquisas tornaram o cerrado altamente produtivo, incorporando essas áreas ao processo produtivo do Brasil.

A migração de sulistas aumentou as terras produtivas, fez

crescer a economia de Mato Grosso, porém não foi feita a reforma agrária e ainda temos muitos focos de conflitos agrários no estado de Mato Grosso, embora tenhamos alguns projetos de assentos rurais.

PECUÁRIA - Com um rebanho que ultrapassa 26 milhões de cabeças (2006), Mato Grosso possui atualmente o maior rebanho bovino do país. Esse rebanho é criado de forma predominantemente extensiva, onde o gado alimenta-se de pastagens naturais em grandes áreas. No entanto esse setor tem recebido grandes investimentos o que tem favorecido a criação e reprodução do gado geneticamente melhorado no estado.

Somente em 2000, Mato Grosso foi considerado habilitado a exportar carne bovina in natura para o mercado europeu, ao comprovar estar livre de incidência da febre aftosa com vacinação, depois de anos de rigoroso controle. Esta é uma questão sanitária que exige fiscalização constante, uma vez que a doença não está totalmente erradicada em regiões limítrofes, como Rondônia, Amazonas, Pará e Bolívia.

Para proteger as áreas consideradas livres da ocorrência da doença, foram criadas medidas preventivas, como a delimitação de “zonas tampão”, perímetro estabelecido como área de risco. O rebanho fica impedido de ser transportado para áreas consideradas livres de risco, sendo também proibida a comercialização livres de riscos, sendo também proibida a comercialização do boi “em pé” e da carne com osso.

O rebanho bovino sempre ocupou a maior parte das terras

exploradas com atividades agropecuárias no estado. Em 1995,

abrangia mais de 21 milhões de hectares, 90% do total da área destinada à agropecuária.

OS MAIORES REBANHOS BOVINOS DE MATO GROSSO POR MUNICÍPIO - 2003

Municípios

Número de cabeças

1. Cáceres

892.348

2. Juara

874.413

3. Vila Bela da Santíssima Trindade

807.827

4. Alta Floresta

657.834

5. Pontes de Lacerda

610.898

6. Juína

509.494

7. Porto Esperidião

493.669

8. Paranatinga

454.784

9. Barra do Garças

452.195

10. Vila Rica

426.580

Fonte: SEDE

105

Geografia de Mato Grosso

Em relação ao rebanho bovino preocupa os casos de fe- bre aftosa registrados em 2004

Em relação ao rebanho bovino preocupa os casos de fe- bre aftosa registrados em 2004 no Amazonas e Pará e em 2005 no Mato Grosso do Sul, estados que fazem fronteira com Mato Grosso. A aftosa é uma enfermidade altamente contagi- osa que ataca os animais de casco (bovinos, suínos, ovinos e caprinos), e qualquer foco isolado pode bloquear as exporta-

ções de carne, leite e derivados de uma região ou do país inteiro. O estado de Mato Grosso é considerado zona livre da aftosa com vacinação, mesma categoria em que se enquadra

o Mato Grosso do Sul.

A suinocultura e a avicultura vêm ganhando espaço no setor agropecuário em decorrência da implementação da agro- indústria ligada à produção de soja. Em alguns municípios produtores de soja e milho, a criação de suínos e de aves é integrada como forma de diversificar a produção e agregar maior valor ao produto final. Esse sistema permite maior apro- veitamento do farelo se soja e do milho como ração.

MATO GROSSO - EFETIVOS DE SUÍNOS

1985,1995,1999,2003

Anos

1985

1995

1999

2003

Nº de

       

animais

671.150

671.789

771.157

1.114.592

Fonte: IBGE, 1991, 1997; IBGE. PPM, 2000,2003, In: Mato Grosso,2005. A criação de suínos em Mato Grosso está concentrada principalmente nos municípios de Diamantino, Nova Mutum e Lucas do rio Verde.

A criação de aves está concentrada em Campo Verde com 36% de todo o rebanho de aves de Mato Grosso.

MATO GROSSO - EFETIVOS DE GALINÁCEOS

1985,1995,1999,2003

Anos

1985

1995

1999

2003

Nº de

       

aves

3.676.103

13.066.000

15.517.593

19.812.784

Fonte: IBGE, 1991, 1997; IBGE. PPM, 2000,2003, In: Mato Grosso,2005.

AGRICULTURA - Mato Grosso apresentou nos últimos anos

o maior crescimento nesse setor do Brasil, sendo que a agri- cultura e pecuária colocam o Estado no topo do ranking do agronegócio.

PRODUÇÃO DE GÃOS E FIBRAS NO BRASIL E EM MATO GROSSO - 2004

 

BRASIL

Cultura

Área (ha)

Produção (t)

Soja

21.243.700

49.712.400

Algodão

1.067.900

1.255.100

Arroz

3.585.400

12.700.400

Sorgo

752.000

1.759.300

Geografia de Mato Grosso

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MATO GROSSO

Cultura

Área (há)

Produção (t)

%

Ranking

Soja

5.148.800

15.008.800

30

Algodão

414.400

574.400

46

Arroz

632.800

1.780.100

14

Sorgo

146.300

307.200

17

Fonte: SEDER

SOJA - a soja vem sendo cultivada em várias proprieda-

des rurais por meio do plantio direto, com o cultivo de gramí-

neas como o milho, o sorgo e o milheto, que apresentam um

ciclo vegetativo curto, em sucessão ao seu plantio. Os restos

culturais da planta utilizada para a cobertura morta formam a

palhada, utilizada para a cobertura do solo, evitando a sua

exposição ao sol e às chuvas. O plantio da soja é feito entre o

início de outubro e a metade de dezembro, conforme o tama-

nho da área, as variedades cultivadas e as condições climáti-

cas, situações que podem retardar o plantio em até um mês.

A colheita é feita usualmente de fevereiro ao início de março.

Alguns produtores utilizam técnicas artificiais para a seca-

gem dos grãos, permitindo antecipar a colheita e assegurar

melhores preços. Para obter melhor aproveitamento da área,

os sojicultores e os agricultores, de um modo geral, têm re-

corrido a uma segunda produção, denominada safrinha, cujo

plantio se dá logo após a colheita da cultura principal. Consis-

te, portanto, numa etapa de um sistema de produção alterna-

tivo, que permite manter o solo protegido, diminuindo custos

e aumentando os rendimentos.

SOJA - a soja vem sendo cultivada em várias proprieda-

des rurais por meio do plantio direto, com o cultivo de gramí-

neas como o milho, o sorgo e o milheto, que apresentam um

ciclo vegetativo curto, em sucessão ao seu plantio. Os restos

culturais da planta utilizada para a cobertura morta formam a

palhada, utilizada para a cobertura do solo, evitando a sua

exposição ao sol e às chuvas. O plantio da soja é feito entre o

início de outubro e a metade de dezembro, conforme o tama-

nho da área, as variedades cultivadas e as condições climáti-

cas, situações que podem retardar o plantio em até um mês.

A colheita é feita usualmente de fevereiro ao início de março.

Alguns produtores utilizam técnicas artificiais para a seca-

gem dos grãos, permitindo antecipar a colheita e assegurar

melhores preços. Para obter melhor aproveitamento da área,

os sojicultores e os agricultores, de um modo geral, têm re-

corrido a uma segunda produção, denominada safrinha, cujo

plantio se dá logo após a colheita da cultura principal. Consis-

te, portanto, numa etapa de um sistema de produção alterna-

tivo, que permite manter o solo protegido, diminuindo custos

e aumentando os rendimentos.

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Fone: (65) 3624-4404 www.fatoconcursos.com.br

MAIORES PRODUTORES NACIONAIS DE SOJA -

2004

Município/ UF

Produção (t)

1. Sorriso/MT

1.688.120

2. Sapezal/MT

955.066

3. Campo Novo do Parecis/MT

879.881

4. Nova Mutum/MT

855.720

5. São Desidério/BA

738.844

6. Primavera do Leste/MT

736.721

7. Diamantino/MT

731.833

8. Tapurah/MT

719.808

9. Jataí/GO

669.600

10. Rio Verde/GO

609.178

MILHO - É geralmente associado à produção de soja, atra- vés da rotação de cultura. Assim como as demais lavouras, a produção do milho depende da política agrícola nacional e da incorporação de tecnologias disponíveis para o seu cultivo, bem como da demanda dos mercados interno e externo. Embora a tendência seja de predomínio da lavoura tecnifica- da com o uso de sementes selecionadas e de insumos in- dustriais, a lavoura tradicional também é praticada nas pe- quenas propriedades. A produção 2005 foi de 3.417.000 tone- ladas de milho, fazendo de Mato Grosso o terceiro maior pro- dutor nacional.

MAIORES PRODUTORES NACIONAIS DE ALGODÃO HERBÁCEO - 2004

Município/ UF

Produção (t)

1. São Desidério/BA

312.382

2. Campo Verde/MT

268.570

3. Sapezal/MT

181.642

4. Primavera do Leste/MT

146.635

5. Pedra Preta/MT

135.367

6. Barreiras/BA

131.392

7. Campo Novo do Parecis/MT

125.274

8. Itiquira/MT

117.279

9. Diamantino/MT

116.188

10. Chapadão do Céu/GO

96.670

Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado

96.670 Curso Preparatório: Polícia Militar/Soldado ALGODÃO - Essa produção teve uma ascensão meteóri- ca

ALGODÃO - Essa produção teve uma ascensão meteóri- ca no estado a partir da década de 90 com a criação do PRO- ALMAT, programa que deu incentivo a produção desse produ- to no estado. Sendo que atualmente Mato Grosso é o maior produtor no Brasil.

Ressalta-se que a cultura do algodão, devido à sua sus- cetibilidade a diversos tipos de pragas, exige a aplicação de um grande volume e diferentes variedades de agrotóxicos. Altamente poluidores, esses compostos afetam o ambiente, provocando diretamente a contaminação do solo, com a con- seqüênte perda de sua fertilidade, e doenças que podem ser letais a quem os manuseia, caso não haja um rigoroso con- trole durante o seu cultivo e armazenamento, bem como na destinação de seus resíduos e embalagens.

ARROZ - Com a 2º maior produção no país, perdendo apenas para o Rio grande do Sul, Mato Grosso produz o arroz sequeiro, ou seja, não se planta em áreas alagadas ou irriga- das como ocorre no sul do país. Os maiores produtores em

Mato Grosso são Tapurah, Sorriso e Sinop.

MATO GROSSO - ARROZ: ÁREA COLHIDA,

PRODUÇÃO E RENDIMENTOS -1995,1999,2002,2003

     

Rendimento

Anos

Área colhida

(ha)

Produção

obtida (t)

médio

obtido (kg/ha)

1995

341.562

588.518

1.723

1999

726.682

1.727.339

2.377

2002

438.646

1.192.447

2.718

2003

439.502

1.253.363

2.851

Fonte: IBGE,1997;IBGE,PAM,1994-2003,In:Mato Grosso,2005.

CANA-DE-AÇÚCAR - Mato Grosso está entre os cinco prin- cipais produtores do país. Essa monocultura exige solos de boa fertilidade e provoca um desgaste excessivo ao solo. Os municípios de Barra do Bugres, Denise, Nova Olímpia e Cam- po Novo dos Parecis, são os maiores destaques de produção no estado.

O plantio da cana-de-açúcar é feito nos meses de abril e maio e a colheita de setembro a dezembro. Embora grande parte da produção seja mecanizada, o trabalho braçal ainda é muito utilizado, sendo a maioria da mão-de-obra volante, ou seja, contratada temporariamente pelas empresas, através de empreiteiros ou agenciadores, conhecidos por "gatos". Atu- almente, parte dos trabalhadores migra por conta própria em busca de trabalho, uma vez que a mecanização das lavouras reduziu essa oferta nos canaviais.

MATO GROSSO - CANA-DE-AÇÚCAR: ÁREA COLHIDA, PRODUÇÃO E RENDIMENTOS -1995,1999,2002,2003

     

Rendimento

Anos

Área

Produção

médio

colhida (ha)

obtida (t)

obtido

(kg/ha)

1995

130.446

8.298.954

63.551

1999

142.747

10.378.088

72.703

2002

176.746

12.642.258

71.528

2003

196.684

14.667.046

74.571

Fonte: IBGE,1997;IBGE,PAM,1994-2003,In:Mato Grosso,2005.

107

Geografia de Mato Grosso

TEXTO COMPLEMENTAR EXPORTAÇÕES DE MT ATÉ OUTUBRO ULTRAPASSAM VOLUME TOTAL DE 2010 Complexo da soja,

TEXTO COMPLEMENTAR

EXPORTAÇÕES DE MT ATÉ OUTUBRO ULTRAPASSAM VOLUME TOTAL DE 2010

Complexo da soja, cereais e carne foram componentes mais vendidos.

O estado é o quarto maior exportador brasileiro, com US$ 9 bilhões.

As exportações de Mato Grosso realizadas entre janeiro e outubro deste ano superaram em quase 10% o montante embarcado em todo o ano passado. Nos primeiros dez me- ses de 2011, o estado enviou a diferentes países o equivalen- te a US$ 9 bilhões em produtos, enquanto no acumulado de 2010 foram exportados US$ 8,3 bilhões. Os dados são do Ministério do Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Para o economista Vitor Galesso, o cenário está atrelado diretamente à demanda mundial por alimentos. Mas, ao mes- mo tempo em que as exportações mato-grossenses cres- cem, na forma de produtos ainda na forma bruta, o especialis- ta em mercado exterior chama a atenção para a necessidade de se agregar valor à produção. Além de produzir, é necessá- rio transformar, segundo Galesso.

“A característica mato-grossense é de produção e expor- tação com baixo valor agregado. A China é um grande com- prador de alimentos e um grande exportador de alto valor agre- gado. Enquanto não há uma crise chinesa, e ela aumenta o número de habitantes, vai priorizar alimentos”, declarou o eco- nomista, ao G1.

“A China vai consumir alimentos sim, mas temos que agregar produtos para no futuro termos opções de investi- mento”, salientou o economista. No rol dos produtos mais exportados destacou-se no período o complexo da soja, cu- jas vendas totalizaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e outubro deste ano. Já o montante de cereais e carnes embarcados no período atingiu, pela ordem, US$ 1,4 bilhão e US$ 1,1 bilhão, figurando na segunda e terceira posições da lista dos bens mais destinados pelo estado.

A tendência para os próximos meses é que o estado man- tenha o ritmo de crescimento, segundo o economista. Gales- so fala em um cenário conservador, mas estima ganhos nas exportações acima dos 20%. “Desenha-se algo em torno de 20% a 25%. É uma avaliação conservadora, observando es- sas possibilidades”, declarou.

Quando comparado o volume embarcado por Mato Gros- so entre janeiro e outubro e compará-lo com a igual época de 2010, as vendas externas cresceram 27,80%, passando de US$ 7,1 bilhões aos US$ 9 bilhões entre os ciclos.

As cifras movimentadas pelo estado neste ano deixaram a unidade federada como a quarta maior exportadora do país, atrás dos estados de São Paulo, onde as vendas em dez meses totalizaram US$ 18,3 bilhões; do Paraná, outros US$ 10,7 bilhões; e Rio Grande do Sul, que embarcou US$ 10,5 bilhões.

Outubro

Individualmente, o mês de outubro também foi de alta para as exportações. Neste mês, os embarques evoluíram 88% frente ao mesmo mês de 2010. De acordo com o Mapa, as vendas avançaram de US$ 540,4 milhões para US$ 1 bi- lhão. Mato Grosso foi o terceiro estado que mais exportou no mês.

Fonte: G1 - 13/11/2011