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EXMO. SR. DR JUIZ DE DIREITO DA 2° VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE APARECIDA DE GOIÂNIA/GO

Autos n° 2010.0355.8733

Manoel da Silva Soares, requerente, já qualificado nos autos do processo sob n 2010.0355.8733 de AÇÃO DE CONVERSÃO LITIGIOSA DE

SEPARAÇÃO que move em face de Maria José de Moura Soares através de seu advogado infra-assinado, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência requerer e expor o que se segue:

O requerente afirma, na petição inicial, que as partes tem cumprido todas as obrigações assumidas quando a separação judicial. A separação consensual foi decretada por sentença em 04/08/2009.

Entretanto, o mandado de citação não foi cumprido ainda. O oficial de Justiça não encontrou a ré no endereço mencionado. No local foi informado pela filha de Maria José que a mesma se encontra na cidade de Bela Vista de Goiás/GO cuidando da mãe enferma.

Sendo assim levando em consideração a nova redação do parágrafo 6° do art. 226 da Constituição Federal através da Emenda Constitucional n° 66/2010, que dispõe sobre a dissolução do casamento civil pelo divórcio, suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de um ano ou de comprovada separação de fato por mais de dois anos, desnecessária a citação da ré para apresentação de resposta, haja vista que não poderá alegar a falta de decurso do prazo, entretanto, é conveniente que se dê ciência da tramitação do pedido, a fim de se evitar que a ré, por desconhecimento, venha propor nova ação.

Quanto ao disposto no artigo 1.580 do Código Civil, que ainda exige o requisito temporal, destaca-se que trata de lei ordinária, portanto, na hierarquia das leis, inferior a norma constitucional.

DIVÓRCIO DIRETO – EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 66

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL:

APELAÇÃO. DIVÓRCIO. EC N.º 66. Este 4º Grupo Cível uniformizou sua jurisprudência, para o fim de admitir que, com a entrada em vigor da EC n.º 66, tornou-se viável decretar divórcio direito sem necessidade de prévia separação ou decurso de prazo. APELO PROVIDO. EM MONOCRÁTICA. (Apelação Cível Nº 70044933570, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Rui Porta Nova, Julgado em 26/09/2011)

AGRAVO DE INSTRUMENTO AÇÃO DE DIVÓRCIO LITIGIOSO DECISÃO QUE NÃO RECEBEU A INICIAL DA AÇÃO DE DIVÓRCIO PROVA DO LAPSO TEMPORAL. DESCABIMENTO. APLICAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 66/2010. A Emenda Constitucional n. 66/2010 deu nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal estabelecendo que "O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio", suprimindo os requisitos de prévia separação judicial por mais de um ano ou de separação de fato por mais de dois anos. Possibilidade de dissolução do casamento pelo divórcio independente de prazo de separação prévia do casal. AGRAVO DE INSTRUMENTO PROVIDO. POR MAIORIA. (Agravo de Instrumento Nº 70043483056, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Roberto Carvalho Fraga, Julgado em 24/08/2011)

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS:

DIREITO DE FAMÍLIA - APELAÇÃO CIVEL - SEPARAÇÃO LITIGIOSA - ADVENTO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 66/2010 - DECRETAÇÃO DO DIVÓRCIO - PARTILHA DE BENS - REGIME DA COMUNHÃO PARCIAL - ALIMENTOS - EX-CÔNJUGE - INCAPACIDADE PARA O TRABALHO NÃO CONSTATADA - AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO BINÔMIO NECESSIDADE/POSSIBILIDADE. - Com a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 66, deu-se nova redação ao §6º do art. 226 da Constituição Federal, suprimindo a prévia separação como requisito para o divórcio, eliminando prazos para sua propositura e extinguindo o instituto da separação judicial, razão pela qual, havendo pedido, ainda que formulado em grau recursal, deve ser decretado, de imediato, o divórcio do casal. - O saldo do FGTS, por pertencer somente ao trabalhador, sendo fruto personalíssimo do trabalho, é bem incomunicável, não se sujeitando à partilha quando da separação do casal no regime de comunhão parcial de bens. - O saldo depositado na caderneta de poupança em nome do filho não pode ser considerado como patrimônio do casal para efeito de partilha, porque pertencente a terceiro, devendo ser considerado o respectivo depósito como doação feita pelos pais. - Embora seja possível a prestação de alimentos pelo ex-cônjuge ao outro, como decorrência do dever de mútua assistência, não se desincumbindo o cônjuge do ônus de comprovar sua real necessidade de recebimento de auxílio material do outro, por ser pessoa aparentemente apta ao trabalho, é correta a decisão que deixa de fixá-los em seu favor. (TJMG, APELAÇÃO CÍVEL N° 1.0431.07.035731-1/001 - COMARCA DE MONTE CARMELO - RELATOR: DES. ELIAS CAMILO -Data do Julgamento: 02/06/2011 - Data da Publicação: 05/10/2011)

Sendo assim, como ambos estão cumprindo suas obrigações assumidas quando da separação judicial e o mandado de citação não foi cumprido ainda pelo motivo da requerida estar na cidade de Bela Vista de Goiás/GO cuidando de sua mãe que está doente, vimos requerer que Vossa Excelência defira o

julgamento antecipado da lide por não haverem mais provas a serem produzidas, com fulcro no art. 330, I, CPC.

Termos que,

pede deferimento.

Goiânia, 30 de Agosto de 2012.

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Advogado

OAB/GOxxxxxx