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MANUAL DE ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DECORRENTES DE AVALIAÇÕES PSICOLÓGICAS (2000, 2001, 2003)

Código de Ética Das Responsabilidades do Psicólogo
Código de Ética
Das Responsabilidades do Psicólogo

Art. 1º item c - Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentadas na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional;

Código de Ética Das Responsabilidades do Psicólogo
Código de Ética
Das Responsabilidades do Psicólogo

Art. 1º item g – Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário.

Código de Ética O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos • Art. 6 item
Código de Ética
O psicólogo, no relacionamento com
profissionais não psicólogos
• Art.
6
item b - Compartilhará somente

informações relevantes para qualificar o serviço prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações, assinalando a responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo.

“Os resultados das avaliações devem identificar os condicionantes sociais e seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de serem instrumentos para atuar não somente sobre o indivíduo, mas na modificação desses condicionantes sociais.”

I FÓRUM NACIONAL DE AVALIAÇÃO

PSICOLÓGICA, ocorrido em dezembro de 2000.

Objetivos orientar o profissional psicólogo na confecção de documentos decorrentes das avaliações psicológicas e fornecer os subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração qualificada da comunicação escrita.

PRINCÍPIOS NORTEADORES NA ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS
PRINCÍPIOS NORTEADORES NA
ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS

PRINCÍPIOS TÉCNICOS DA LINGUAGEM ESCRITA

O documento deve, na expressão escrita, apresentar:

Redação bem estruturada e definida - o que se quer comunicar.

Deve possibilitar a compreensão por quem o lê.

O emprego de expressões ou termos deve ser compatível com as expressões próprias da linguagem profissional, garantindo a precisão da comunicação e evitando a diversidade de significações da linguagem popular.

Apresentar: clareza, a concisão e a harmonia.

A CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO

1. Coleta de Dados – Levantamento dos resultados. Lembrar: os instrumentos e técnicas nos dão dados soltos às vezes não complementares ou equivalentes e, não raro, discordantes ou opostos. Exemplo:

Palos Retos ou Vertical: reflete atitude vigilante da personalidade, firmeza, estabilidade, constância das atitudes, domínio sobre os desejos, sentimentos e emoções. Pode indicar pensamento acima da sensação, capacidade de crítica isenta, desconfiança.

A CONSTRUÇÃO DO DOCUMENTO

2. Processo de Síntese – Linguagem precisa, conciso e simples. É preciso explicar o que cada resultado significa em si mesmo e em relação ao conjunto ou subconjuntos, sucessivos, sem expor resultados esotéricos, fragmentados que não compõem uma síntese integrativa e coerente. Exemplo – evitar:

O sujeito é introvertido, agressivo, depressivo e tímido.

DICAS PARA CONSTRUÇÃO

E

– ESCOLHA – um tema com que possa trabalhar com

ORDENE

os

dados

colhidos,

as

idéias,

as

L

O

eficácia. – LISTE – todas as idéias relacionadas com o caso, o examine, o tema.

interpretações .

R

– REDIJA – o primeiro rascunho.

 

E

–EXAMINE – o pontos que devem ser modificados.

 

C

– CORRIJA - as falhas, antes da redação final.

 

( Normas de Carman e Adams)

PRINCÍPIOS ÉTICOS

Na elaboração de DOCUMENTO – Código de Ética Profissional do Psicólogo.

CUIDADOS:

Com os deveres do psicólogo nas suas relações com a pessoa atendida;

Sigilo profissional;

Às relações com a justiça e ao alcance das informações identificando riscos e compromissos em relação à utilização das informações presentes.

PRINCÍPIOS TÉCNICOS

Os DOCUMENTOS, portanto, deve considerar a natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada do seu objeto de estudo.

Os psicólogos, ao produzirem documentos escritos, devem se basear exclusivamente nos instrumentais técnicos (entrevistas, testes, observações, dinâmicas de grupo, escuta, intervenções verbais etc.).

A

linguagem

nos

documentos

deve

ser

rigorosa, precisa, clara e inteligível.

PRINCIPAIS SOLICITAÇÕES

1. Em aplicações escolares (pedagógicas). Ex.:

suspeita de déficit intelectual pelo baixo rendimentos; Problemas de adaptação ao sistema escolar; problemas genericamente classificados como emocionais, afetivos ou comportamentais. 2. Aplicações na Organizações. Ex.: R&S, avaliação do potencial, (re)orientação de carreiras.

PRINCIPAIS SOLICITAÇÕES

3. Aplicações judiciais e sociopatológicas.

4. Em aplicações médicas e psiquiátricas. Para estudos de casos, principalmente pediatras, neurologistas, psiquiatras e cirurgiões.

5. Em solicitações para planos de saúde.

6. Pessoas físicas. Para psicodignósticos e orientação profissional.

MODALIDADES DE DOCUMENTOS
MODALIDADES DE DOCUMENTOS

1.

2.

3.

4.

5.

Declaração

Atestado Psicológico

Relatório Psicológico

Laudo Psicológico

Parecer Psicológico

DECLARAÇÃO

DECLARAÇÃO

Conceito É um documento que visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionados ao atendimento psicológico, com a finalidade de:

Finalidade

a) Declarar comparecimentos do atendido;

b) Declarar o acompanhamento psicológico do atendido;

c) Informações diversas sobre o enquadre do

atendimento (tempo de acompanhamento, dias ou

horários);

Não deve ser feito o registro de sintomas, situações ou estados psicológicos.

DECLARAÇÃO

Estrutura da Declaração a) Ser emitido em papel timbrado ou apresentar na subscrição do documento o carimbo, em que conste nome e sobrenome do psicólogo acrescido de sua inscrição profissional (“Nome do Psicólogo / N.º da inscrição”).

A Declaração deve expor:

- Registro do nome e sobrenome do solicitante; - Finalidade do documento (por exemplo, para fins de comprovação); - Registro de informações solicitadas em relação ao atendimento (por exemplo: se faz acompanhamento psicológico, em quais dias, qual horário); - Registro do local e data da expedição da Declaração; - Registro do nome completo do psicólogo, sua inscrição no CRP, e/ou carimbo com as mesmas informações. Assinatura do psicólogo acima da identificação do psicólogo ou do carimbo.

Modelo I

IDECLARAÇÃO

Declaro, para os fins que se fizeram necessários, que o Sr. (Nome do Solicitante) faz acompanhamento psicológico no (ambulatório ou consultório), desde janeiro de 2001, sob meus cuidados profissionais.--------------------

Cidade, dia, mês, ano Nome completo do psicólogo Nº de inscrição no CRP

Modelo II DECLARAÇÃO Declaro, para fins de comprovação, que o Sr. (Nome do solicitante), está
Modelo II
DECLARAÇÃO
Declaro,
para
fins de comprovação, que o Sr. (Nome do
solicitante), está sendo
submetido a acompanhamento
psicológico, sob meus cuidados profissionais, comparecendo às
sessões todas às quintas-feiras, no horário das 17:00 h.-------------
Cid
a d
e,
di
a, m
ê
s, ano
Nome completo do profissional
Nº de inscrição no CRP

ATESTADO

PSICOLÓGICO

ATESTADO PSICOLÓGICO
ATESTADO PSICOLÓGICO

Conceito e Finalidade do Atestado

É um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou estado psicológico, tendo como finalidade:

a) Afirmar como testemunha, por escrito, a informação ou estado psicológico de quem, por requerimento, o solicita, aos fins expressos por este;

b) Justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante, atestando-os como decorrentes do estado psicológico informado;

c) Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante, subsidiado na afirmação atestada do fato, em acordo com o disposto na

ATESTADO PSICOLÓGICO
ATESTADO PSICOLÓGICO

A formulação do Atestado deve restringir-se

à informação solicitada pelo requerente,

contendo expressamente o fato constatado.

a)Ser emitido em papel timbrado ou apresentar na subscrição do documento o carimbo, em que conste seu nome e sobrenome acrescido de sua inscrição profissional (“Nome do Psicólogo / N.º da inscrição”).

ATESTADO PSICOLÓGICO
ATESTADO PSICOLÓGICO

b) O Atestado deve expor:

- Registro do nome e sobrenome do cliente;

- Finalidade do documento;

- Registro da informação pelo sintoma, situação ou estado

psicológico que justifica o atendimento, afastamento ou falta – podendo registrar sob o indicativo do código da Classificação Internacional de Doenças (CID);

- Registro do local e data da expedição do Atestado;

- Registro do nome completo do psicólogo, sua inscrição no

CRP, e/ou carimbo com as mesmas informações;

- Assinatura do psicólogo acima da identificação do psicólogo ou do carimbo.

ATESTADO PSICOLÓGICO
ATESTADO PSICOLÓGICO

Se a finalidade do Atestado for solicitar afastamento ou dispensa, o registro da informação/pedido deverá estar justificado pelo sintoma, situação ou estado psicológico.

Os registros deverão estar transcritos de forma corrida, ou seja, separados apenas pela pontuação, sem parágrafos, evitando, com isso, riscos de adulterações. No caso em que seja necessária a utilização de parágrafos, o psicólogo deverá preencher esses espaços com traços.

Modelo I

ATESTADO Atesto, para os devidos fins, que o Sr. (Nome do solicitante) encontra-se em acompanhamento
ATESTADO
Atesto, para os devidos fins, que o Sr. (Nome do
solicitante) encontra-se em acompanhamento
psicológico para tratar de sintomas compatíveis com
CID V.6281.------------------------------------------
Nome da cidade, dia, mês, ano
Nome do Profissional
Nº de inscrição no CRP

Modelo II

ATESTADO Atesto, para fins de comprovação junto a (nome a quem se destina), que o
ATESTADO
Atesto, para fins de comprovação junto a (nome a quem se destina),
que o Sr. (Nome do Solicitante), apresenta sintomas relativos a
angústia, insônia, ansiedade e irritabilidade, necessitando, no
momento, de 3 (três) dias de afastamento de suas atividades laborais
para acompanhamento
Cidade, dia, mês, ano
* (ou para repouso, ou indicar a razão).
Nome do psicólogo
Nº de inscrição no CRP
Obs.: A finalidade indicará a informação a ser prestada e/ou pedido.
Entretanto, a estruturação
obedecerá sempre esta configuração de simplicidade, clareza e
concisão.

Obs.: A finalidade indicará a informação a ser prestada e/ou pedido. Entretanto, a estruturação obedecerá sempre esta configuração de simplicidade, clareza e concisão.

RELATÓRIO

LAUDO

PARECER

O Relatório Psicológico é uma apresentação descritiva e/ou interpretativa acerca de situações ou estados psicológicos e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de Avaliação Psicológica.

Laudo é um documento conciso, minucioso e abrangente, que busca relatar, analisar e integrar os dados colhidos no processo de avaliação psicológica tendo como objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações, decisões ou encaminhamentos.

O Parecer é uma manifestação técnica fundamentada e resumida sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.

RELATÓRIO PSICOLÓGICO

RELATÓRIO PSICOLÓGICO
RELATÓRIO PSICOLÓGICO

Conceito e finalidade do Relatório Psicológico O Relatório Psicológico é uma apresentação descritiva e/ou interpretativa acerca de situações ou estados psicológicos e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de Avaliação Psicológica.

RELATÓRIO PSICOLÓGICO
RELATÓRIO PSICOLÓGICO

FINALIDADE:

-Apresentar resultados e conclusões da avaliação psicológica. - Entretanto, em função da petição ou da solicitação do interessado. Relatório poderá ter como diferentes finalidades:

Encaminhamento, intervenção, diagnóstico, prognóstico, parecer, orientação, solicitação de acompanhamento psicológico, prorrogação de prazo para acompanhamento psicológico; etc.

RELATÓRIO PSICOLÓGICO
RELATÓRIO PSICOLÓGICO

Estrutura (Resolução CFP nº 007/2003) Independentemente das finalidades a que se destina, o Relatório Psicológico é uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter narrativa detalhada e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e compreensível ao destinatário.

Os termos técnicos devem, portanto, estar acompanhados das explicações e/ou conceituação retiradas dos fundamentos teórico-filosóficos que os sustentam. Independentemente também, da finalidade a que se destina, o Relatório Psicológico deve conter, no mínimo, 5 (cinco) itens:

1.

Identificação

2.

Descrição da demanda

3.

Procedimento

4.

Análise

5.

Conclusão

1. Identificação 2. Descrição da demanda 3. Procedimento 4. Análise 5. Conclusão
RELATÓRIO PSICOLÓGICO: INTRODUÇÃO
RELATÓRIO PSICOLÓGICO:
INTRODUÇÃO

É

a

parte

superior

da

primeira

parte

do

Relatório

Psicológico

com

a

finalidade

de

identificar:

O autor/relator – quem elabora o Relatório Psicológico; O interessado – quem solicita o Relatório Psicológico; O assunto/finalidade – qual a razão/finalidade do Relatório Psicológico.

solicita o Relatório Psicológico; • O assunto/finalidade – qual a razão/finalidade do Relatório Psicológico.
RELATÓRIO PSICOLÓGICO DESCRIÇÃO DA DEMANDA
RELATÓRIO PSICOLÓGICO
DESCRIÇÃO DA DEMANDA

Esta

parte

é

destinada

à

narração

das

informações

referentes

à

problemática

apresentada

e

dos

motivos,

razões

e

expectativas que

produziram

o

pedido

do

documento. Nesta parte, deve-se apresentar a análise que se faz da demanda de forma a justificar o procedimento adotado.

EXEMPLO 1:

Estrutura do Relatório Psicológico

PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL

Resolução CFP nº 007/2003

RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Nome: NOME DO CANDIDATO

34 anos

Estado Civil: Solteira cursando).

Cargo: NOME DO CARGO CPF: XXXX Sexo: ( )M ( x)F

Idade:

RG: 0xxxxx

Escolaridade: 3º grau incompleto (Administração –

Informe: De acordo com a resolução n.º 002/87 de 15 de agosto de 1987 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) o presente documento é de caráter confidencial ao solicitante e quem o receber tem a responsabilidade de preservar o sigilo das informações neste presentes. Documento: Relatório de Avaliação Psicológica Autora: Denise Machado CRP 03/XXX

Solicitante: EMPRESA MACHADO ALIMENTOS

Psicológica

para o cargo de Coordenadora Comercial. DEMANDA: realizar avaliação comparativa do perfil do candidato participante de processo seletivo em relação ao exigido pelo cargo em questão. Para tanto se utilizou o escopo técnico científico da psicologia.

PROCEDIMENTO: A avaliação psicológica consistiu na aplicação de instrumentos psicológicos (Palográfico, Zulliger, D2 – Atenção Concentrada, TIG-NV – Raciocínio Não Verbal, TSP: Julgamentos, Números), Técnicas psicológicas (dinâmica de grupo e entrevista individual), Testes de conhecimento específico (redação).

Finalidade:

Avaliação

ANÁLISE

É a parte do documento na

qual o

psicólogo faz uma exposição descritiva de forma metódica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionados à demanda em sua complexidade.

Análise

Não deve haver afirmações sem sustentação em fatos e/ou teorias, devendo ter a linguagem precisa, especialmente quando se referir a dados de natureza subjetiva, expressando-se de maneira clara e exata.

Análise:
Análise:

Dados

Pessoais

e

Profissionais

Relatados

Dados familiares

Dados auto-perceptivos do candidato

Estilo de vida

Projetos de vida, planos para o futuro Trajetória profissional

ANÁLISE Dados Pessoais e Profissionais Relatados

Tem uma relação estável com o companheiro (mecânico) há 12 anos, com o qual tem um casal de filhos de 02 e 08 anos. Esta relação familiar é caracterizada pela candidata como harmônica e descontraída. Vivencia os momentos de lazer com a família, joga videogame, vai com os filhos ao cinema e costuma se reunir com os irmãos e os pais nos finais de semana. Descreve-se como honesta, sincera, leal e criativa, avaliando que precisa ser mais paciente, diante dos atrasos de terceiros e espera de definições em longo prazo. Tem como metas comprar uma casa e voltar a trabalhar.

Oriunda de uma família com poucos recursos financeiros, ingressou no mercado de trabalho logo após completar a maior idade. Já tendo atuado como telefonista e escrituraria antes de iniciar na área de vendas. Começou a trabalhar no setor alimentício na Distribuidora Guarujá Ltda onde permaneceu vendendo produtos de diferentes marcas por telefone durante 02 anos. Na mesma atividade atuou na Roberto Alimentos, Comércio e Indústria Ltda por aproximadamente 01 ano e 6 meses. Desligou-se desta em virtude de uma proposta melhor da R- Alimentos Importadora Ltda, feita por um antigo gerente seu, nesta foi vendedora externa durante 02 anos, sendo após este período promovida a chefe de atacado, função que exerceu por mais 03 anos. Após a venda desta empresa para o Grupo Universal Alimentos, foi absorvida como Coordenadora de vendas, contudo depois de 04 meses pediu demissão em função de promessas não atendidas pela parte contratante. Durante aproximadamente 01 ano ajudou o esposo no negócio familiar, desligando-se deste após ser novamente admitida pela R-Alimentos. Afirma estar insatisfeita com as políticas, falta de compromisso e gestão desta empresa, visualizando a proposta da Roberto

Alimentos como muito oportuna.

Análise:
Análise:

- Dados advindos dos testes psicométricos e dos testes de personalidade articulados com:

Dados de entrevista

Atividades de grupo

Observações realizadas ao longo do processo

etapas são importantes e os

comportamentos devem ser observados como dados complementares para construção do laudo psicológico.

OBS.:

Todas

as

ANÁLISE Dados da Avaliação

Em entrevista, trouxe exemplos profissionais que evidenciaram perspicácia na defesa de idéias, desejo de inovar, a busca de novos aprendizados e atitude de enfrentamento diante dos desafios. Acrescentou ainda

a identificação com as tarefas e a satisfação pessoal que possui em trabalhar no setor alimentício.

Na atividade escrita (redação), demonstrou conhecer de modo amplo as rotinas operacionais inerentes ao cargo e enfatizou constantemente que o gerente deve estar acompanhando a satisfação dos clientes internos e externos.

Apresenta pensamento lógico funcionando ordenadamente, de forma clara e coerente, sugerindo canalizar as funções intelectuais na busca de soluções práticas e objetivas. A capacidade de concentrar-se em tarefas minuciosas é satisfatória quanto à atenção, precisão e rapidez.

Demonstra potencial de energia acima da média esperada, indicando dinamismo, iniciativa e aumento da capacidade produtiva a partir da ambientação nas rotinas laborais. Afirma possuir motivação para criar e implementar projetos, dado este confirmado na sua avaliação.

Nos relacionamentos sociais revela disposição para estabelecer novos contatos, empatia e ajustada noção de limites interpessoais. Além destas características, o conhecimento técnico consistente poderá contribuir positivamente na relação com os subordinados, na medida em que pode ser uma referência confiável para esclarecer dúvidas e discutir soluções. Ao relacionar-se com figuras de autoridade, tende a comportar-se com respeito e consideração, não hesitando em sinalizar e defender suas opiniões.

Apesar de apresentar indicativos de ansiedade e certa impulsividade, demonstra autocontrole apropriado,

o que contribui para sua adaptação em contextos normativos. Revela ainda vivenciar autocrítica acentuada, podendo também ser expressa no ambiente.

Conclusão

Apresenta um parecer final, em função dos instrumentos utilizados e da demanda, acrescidos à indicação de aspectos que se destacam e favorecem ou desfavorecem a recomendação.

e da demanda, acrescidos à indicação de aspectos que se destacam e favorecem ou desfavorecem a

CONCLUSÃO

Na conclusão do documento, o psicólogo vai expor o resultado e/ou considerações a respeito de sua investigação a partir das referências que subsidiaram o trabalho. As considerações geradas pelo processo de avaliação psicológica devem transmitir ao solicitante a análise da demanda em sua complexidade e do processo de avaliação psicológica como um todo.

Sugestões e projetos de trabalho que contemplem a complexidade das variáveis envolvidas durante todo o processo.

Local, data de emissão, assinatura do psicólogo e o seu número de inscrição no CRP.

CONCLUSÃO

•CONCLUSÃO: INDICADA. Ressalta-se o potencial intelectivo, atenção concentrada, dinamismo, iniciativa, criatividade e relacionamento adequado ao convívio social. Sua experiência e a identificação com a área contribuem significativamente para o exercício e adaptação ao cargo. sugerimos acompanhar a ansiedade e impulsividade em momentos significativamente mobilizadores.

AUTORIZAÇÃO DE ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO

LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL

LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL
LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL

É um documento conciso, minucioso e abrangente, que busca relatar, analisar e integrar os dados colhidos no processo de avaliação psicológica tendo como objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações, decisões ou encaminhamentos.

tendo como objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações, decisões ou encaminhamentos.
LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL
LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL

Diferencia-se do Relatório Psicológico por ter como objetivo subsidiar uma tomada de decisão, por realizar uma extensa pesquisa cujas observações e dados colhidos deverão ser relacionados às questões e situações levantadas pela decisão a ser tomada.

e dados colhidos deverão ser relacionados às questões e situações levantadas pela decisão a ser tomada.
LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL
LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL

Identificação Refere-se à descrição dos dados básicos do avaliado, como nome, data de nascimento, idade, escolaridade, filiação, profissão etc.

Descrição da demanda

Nesse item, o psicólogo apresenta as informações referentes

a motivos, queixas ou problemáticas apresentadas,

esclarecendo quais ações, decisões ou encaminhamentos o

Laudo deverá subsidiar.

LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL
LAUDO PSICOLÓGICO OU PERICIAL

Métodos e técnicas utilizadas Refere-se à descrição dos recursos utilizados e dos resultados obtidos.

Conclusão Destina-se a apresentar uma síntese do diagnóstico e/ou prognóstico da avaliação realizada e/ou encaminhamentos, necessariamente relacionados à demanda.

LAUDO PSICOLÓGICO 1. Identificação Nome:

Data de nascimento:

Idade:

Estado civil:

Natural:

Escolaridade:

Profissão:

Filiação:

Responsável:

Solicitante: Escola Estadual Finalidade: Diagnóstico Psicológico

2. Descrição da Demanda Em decorrência de dificuldade de adaptação às regras e normas escolares de déficit de atenção, falta de estímulo, reprovações subsequentes, falta de socialização, atitudes suicidas impulsivas, excessiva agressividade, acusações de furtos e danos materiais a patrimônio da escola e de professores, bem como experiência de expulsão em várias escolas, o adolescente (Nome do adolescente) foi submetido à avaliação psicológica como condição necessária à sua permanência na atual escola onde estuda.

A família tem total conhecimento do comportamento do adolescente, afirmando que desde pequeno o mesmo apresentava dificuldade no seu desenvolvimento social. Gostava de ficar isolado, de quebrar seus brinquedos e atear fogo em objetos. Não conseguia se envolver emocionalmente com os membros da família, parecendo distante de todos. Ainda em relação à família, particularmente em relação aos genitores, detectou-se na figura paterna dificuldades de se impor, tendo o mesmo história de dependência alcóolica. Na figura materna, observou-se uma excessiva autoridade, bem como comportamento ambivalentes nos métodos disciplinares utilizados com o filho, ora se mostrando indiferente, negligenciando nas condições essenciais de desenvolvimento, ora abusando do seu poder, com castigos físicos exagerados, ficando evidenciado o caráter conflituoso na interação familiar. 3. Métodos e Técnicas Nas primeiras sessões de avaliação, o examinado demonstrou excessiva tensão, irritabilidade, agitação, ansiedade, auto estima negativa, pensamento auto destrutivo e revolta em relação à sua mãe.

Passado o período de comprometimento emocional, procedeu-se à aplicação dos testes buscando a investigação dos campos de percepção familiar, personalidade, inteligência e memória. No teste de percepção familiar, demonstrou desarmonia familiar, insegurança, introversão e sentimento de inferioridade. Foi observado distanciamento entre os familiares, rejeição ou desvalorização dos membros. No interrogatório, os conteúdos apresentados demonstraram bastante desinteresse pela vida. A avaliação de personalidade foi realizada através da observação e da aplicação dos Testes (A - percepção Temática (T A T), Rorschach e Casa, Árvore, Pessoa (HTP). Observou-se total conhecimento da realidade vivida por ele. Os principais traços encontrados foram: introversão, imaturidade, auto-estima negativa, egocentrismo, ambivalência de comportamento, oscilação de humor, insegurança, agressividade, falta de objetivos e interesse, excessiva fantasia, fixação por objetos, insatisfação com as normas e regras sociais, imprudência, satisfação com as situações de perigo, gosto pela velocidade, forte tendência piromaníaca e bastante capacidade para planejar ações. Quanto à avaliação da inteligência, os resultados obtidos através do R-1 e do Raven demonstraram boa capacidade intelectual, colocando-se acima da média para sua escolaridade e idade. Porém, em relação à memorização, verificou-se dificuldades no campo da memória auditiva e visual, classificando-se em categoria inferior ao esperado.

4 –Conclusão:

Através dos dados analisados no psicodiagnóstico não foram verificados indícios de Deficiência Mental, porém, dificuldades de ordem social e afetiva, piromania, fixação por objetos, obsessão, pensamento auto-destrutivo e oscilação de humor. Diagnóstico: O paciente apresenta transtorno de personalidade anti-social, CID-10:

F60.2 + F91.3. Encaminhamentos: Encaminhado para tratamento psicoterápico e acompanhamento Psiquiátrico. Cidade, dia, mês, ano

Nome do Psicólogo CRP N.º /

PARECER
PARECER
PARECER
PARECER

Conceito O Parecer é uma manifestação técnica fundamentada e resumida sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.

Finalidade do Parecer Apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, através de uma avaliação técnica especializada, de uma “questão-problema”, visando a diminuir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige de quem responde competência no assunto.

PARECER

Estrutura O psicólogo nomeado perito deve fazer a análise do problema apresentado, destacar os aspectos relevantes e opinar a respeito, considerando os quesitos apontados e com fundamento em referencial teórico científico.

Deve-se rubricar todas as folhas dos documentos.

-Responder os quesitos de forma sintética e convincente, não deixando nenhum quesito sem resposta.

- Quando não houver dados para a resposta ou quando o psicólogo não puder ser categórico, deve-se utilizar a expressão “sem elementos de convicção”. Se o quesito estiver mal formulado, pode-se afirmar “prejudicado”, “sem elementos” ou “aguarda evolução”.

PARECER

Cabeçalho É a parte que consiste em identificar o nome do perito e sua titulação, o nome do autor da solicitação e sua ç

titula ão

.

Exposição de Motivos Essa parte destina-se à transcrição do objetivo da consulta e os quesitos ou à apresentação das dúvidas levantadas pelo solicitante. Deve-se apresentar a “questão-problema”, não sendo necessária, portanto, a descrição detalhada dos procedimentos, como os dados colhidos ou o nome dos envolvidos.

Discussão

PARECER

A discussão do PARECER constitui-se na análise minuciosa da “questão-problema”, explanada e argumentada com base nos fundamentos necessários existentes, seja na ética, na técnica ou no corpo conceitual da ciência psicológica.

Conclusão

É a parte final do Parecer, em que o psicólogo irá apresentar seu posicionamento, respondendo à questão levantada. Ao final do posicionamento ou do Parecer propriamente dito, informa o local

e data em que foi elaborado e assina o documento.

PARECER

PARECERISTA: Nome do psicólogo, CRP Nº SOLICITANTE: Mm. Sr. Juiz

Da

ASSUNTO: Validade de Avaliação Psicológica. I. EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

Vara

da Comarca

O presente Parecer trata de solicitação do Mm. Sr. Juiz

da

Vara Familiar, da Comarca

,

, sobre a validade

de Avaliação Psicológica. A Avaliação Psicológica, que se encontra nos Autos do Processo Nº 000 / 2001 de Separação Judicial, é peça utilizada por uma das partes como prova alegada de incapacidade emocional da parte que ficou com a guarda dos filhos quando da separação, motivo pelo qual requer do juiz a “revisão de guarda”. A parte, agora contestando, solicita a invalidação da Avaliação Psicológica alegando que o documento não tem respaldo ético legal, vez que o psicólogo era muito amigo da parte que está pleiteando a guarda. Diz ainda que aquela avaliação não está isenta da neutralidade necessária, pois o psicólogo deu informações baseadas na versão do “amigo” e que consigo só falou uma vez, apresentando interpretações pessoais e deturpadas.

Requer, portanto, o Mm. Juiz, Parecer sobre a validade da contestada Avaliação Psicológica.

VALIDADE DOS DOCUMENTOS
VALIDADE DOS DOCUMENTOS
VALIDADE DOS DOCUMENTOS
VALIDADE DOS DOCUMENTOS

O prazo de validade dos documentos escritos decorrentes das avaliações psicológicas deverá considerar a legislação vigente nos casos já definidos.

Não havendo definição legal, o psicólogo, onde for possível, indicará o prazo de validade em função das características avaliadas, das informações obtidas e dos objetivos da avaliação.

Ao definir o prazo, o psicólogo deve dispor dos fundamentos para a indicação, devendo apresentá-los sempre que solicitado.

GUARDA DOS DOCUMENTOS E CONDIÇÕES DE GUARDA
GUARDA DOS DOCUMENTOS E
CONDIÇÕES DE GUARDA
PRAZOS
PRAZOS

Os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como todo o material que os fundamentou, deverão ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos,

Responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação psicológica.

O prazo poderá ser ampliado nos casos previstos em lei, por solicitação judicial, ou ainda em casos específicos em que seja necessária a manutenção da guarda por maior tempo.

Referência:

http://www.actran.com.br/manual_de_elabor

acao_psic.htm.

http://www.crpsp.org.br/a_orien/legislacao/r

esolucoes_cfp/fr_cfp_007-

03_Manual_Elabor_Doc.htm

Agostinho Minicucci. - Elaboração de laudos psicológicos. Vol. 1, 2,3. Editora Vozes, 2002.