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MATEMÁTICA FINANCEIRA

MATEMÁTICA FINANCEIRA

MATEMÁTICA FINANCEIRA CONCEITOS DE JURO, CAPITAL E TAXA DE JUROS; CAPITALIZAÇÃO SIMPLES; CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA: MONTANTE E

MATEMÁTICA FINANCEIRA

CONCEITOS DE JURO, CAPITAL E TAXA DE JUROS; CAPITALIZAÇÃO SIMPLES; CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA: MONTANTE E VALOR ATUAL PARA PAGAMENTO ÚNICO; EQUIVALÊNCIA DE TAXAS.

JUROS E CAPITALIZAÇÃO SIMPLES:

A Matemática Financeira é uma ferramenta útil na análise de

algumas alternativas de investimentos ou financiamentos de bens

de consumo. Consiste em empregar procedimentos matemáticos

para simplificar a operação financeira a um Fluxo de Caixa.

Capital: é o valor aplicado através de alguma operação financeira. Também conhecido como: Principal, Valor Atual, Valor Presente ou Valor Aplicado. Em inglês usa-se Present Value (indicado pela tecla PV nas calculadoras financeiras).

Juros: representam a remuneração do Capital empregado em alguma atividade produtiva. Os juros podem ser capitalizados se- gundo dois regimes: simples ou compostos.

Juros (Capitalização) Simples: o juro de cada intervalo de tempo sempre é calculado sobre o capital inicial emprestado ou

aplicado.

Juros (Capitalização) Compostos: o juro de cada intervalo de tempo é calculado a partir do saldo no início de correspondente intervalo. Ou seja: o juro de cada intervalo de tempo é incorporado

ao capital inicial e passa a render juros também.

O juro é a remuneração pelo empréstimo do dinheiro. Ele existe porque a maioria das pessoas prefere o consumo imediato, e está disposta a pagar um preço por isto. Por outro lado, quem for capaz de esperar até possuir a quantia suficiente para adquirir seu desejo, e neste ínterim estiver disposta a emprestar esta quantia a alguém, menos paciente, deve ser recompensado por esta abstinência na proporção do tempo e risco, que a operação envolver. O tempo, o risco e a quantidade de dinheiro disponível no mercado para em- préstimos definem qual deverá ser a remuneração, mais conhecida como taxa de juros.

Quando usamos juros simples e juros compostos?

A maioria das operações envolvendo dinheiro utiliza juros compostos. Estão incluídas: compras a médio e longo prazo, com- pras com cartão de crédito, empréstimos bancários, as aplicações financeiras usuais como Caderneta de Poupança e aplicações em fundos de renda fixa, etc. Raramente encontramos uso para o regi-

me de juros simples: é o caso das operações de curtíssimo prazo, e

do processo de desconto simples de duplicatas.

Taxa de juros: indica qual remuneração será paga ao dinheiro emprestado, para um determinado período. Ela vem normalmente

expressa da forma percentual, em seguida da especificação do pe-

ríodo de tempo a que se refere:

8 % a.a. - (a.a. significa ao ano). 10 % a.t. - (a.t. significa ao trimestre). Outra forma de apresentação da taxa de juros é a unitária, que é igual a taxa percentual dividida por 100, sem o símbolo %:

Juros Simples

O regime de juros será simples quando o percentual de juros

incidir apenas sobre o valor principal. Sobre os juros gerados a cada período não incidirão novos juros. Valor Principal ou sim- plesmente principal é o valor inicial emprestado ou aplicado, antes

de somarmos os juros. Transformando em fórmula temos: J = P . i . n

Onde:

J = juros

P = principal (capital)

  • i = taxa de juros

n = número de períodos

Exemplo: Temos uma dívida de R$ 1000,00 que deve ser paga

com juros de 8% a.m. pelo regime de juros simples e devemos

pagá-la em 2 meses. Os juros que pagarei serão:

J = 1000 x 0.08 x 2 = 160

Ao somarmos os juros ao valor principal temos o montante.

Montante = Principal + Juros Montante = Principal + (Principal x Taxa de juros x Número de períodos)

  • M = P . ( 1 + ( i . n ) )

Exemplo: Calcule o montante resultante da aplicação de R$70.000,00 à taxa de 10,5% a.a. durante 145 dias.

Solução:

  • M = P . ( 1 + (i.n) )

  • M = 70000 [1 + (10,5/100).(145/360)] = R$72.960,42

Observe que expressamos a taxa i e o período n, na mesma unidade de tempo, ou seja, anos. Daí ter dividido 145 dias por 360, para obter o valor equivalente em anos, já que um ano comercial possui 360 dias.

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Exercícios sobre juros simples: 1) Calcular os juros simples de R$ 1200,00 a 13

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Exercícios sobre juros simples:

1) Calcular os juros simples de R$ 1200,00 a 13 % a.t. por 4 meses e 15 dias.

0.13 / 6 = 0.02167 logo, 4m15d = 0.02167 x 9 = 0.195 j = 1200 x 0.195 = 234

  • 2 - Calcular os juros simples produzidos por R$40.000,00,

aplicados à taxa de 36% a.a., durante 125 dias.

Temos: J = P.i.n A taxa de 36% a.a. equivale a 0,36/360 dias = 0,001 a.d. Agora, como a taxa e o período estão referidos à mesma uni- dade de tempo, ou seja, dias, poderemos calcular diretamente: J = 40000.0,001.125 = R$5000,00

  • 3 - Qual o capital que aplicado a juros simples de 1,2% a.m. rende R$3.500,00 de juros em 75 dias?

Temos imediatamente: J = P.i.n ou seja: 3500 = P.(1,2/100).

(75/30)

Observe que expressamos a taxa i e o período n em relação à mesma unidade de tempo, ou seja, meses. Logo, 3500 = P. 0,012 . 2,5 = P . 0,030; Daí, vem: P = 3500 / 0,030 = R$116.666,67

  • 4 - Se a taxa de uma aplicação é de 150% ao ano, quantos meses serão necessários para dobrar um capital aplicado através

de capitalização simples?

Objetivo: M = 2.P Dados: i = 150/100 = 1,5 Fórmula: M = P (1 + i.n)

Desenvolvimento:

2P = P (1 + 1,5 n)

  • 2 = 1 + 1,5 n

n = 2/3 ano = 8 meses

0,15 a.m. - (a.m. significa ao mês). 0,10 a.q. - (a.q. significa ao quadrimestre)

Juros Compostos

O regime de juros compostos é o mais comum no sistema

financeiro e portanto, o mais útil para cálculos de problemas do dia-a-dia. Os juros gerados a cada período são incorporados ao principal para o cálculo dos juros do período seguinte. Chamamos de capitalização o momento em que os juros são incorporados ao

principal.

Após três meses de capitalização, temos:

1º mês: M =P.(1 + i) 2º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = P x (1 + i) x (1 + i) 3º mês: o principal é igual ao montante do mês anterior: M = P x (1 + i) x (1 + i) x (1 + i)

Simplificando, obtemos a fórmula: M = P . (1 + i) n

Importante: a taxa i tem que ser expressa na mesma medida de tempo de n, ou seja, taxa de juros ao mês para n meses. Para calcu- larmos apenas os juros basta diminuir o principal do montante ao final do período: J = M - P

Exemplo: Calcule o montante de um capital de R$6.000,00, aplicado a juros compostos, durante 1 ano, à taxa de 3,5% ao mês. (use log 1,035=0,0149 e log 1,509=0,1788) Resolução:

P = R$6.000,00 t = 1 ano = 12 meses

i = 3,5 % a.m. = 0,035

M = ?

Usando a fórmula M=P.(1+i) n , obtemos:

M = 6000.(1+0,035) 12 = 6000. (1,035) 12

Fazendo x = 1,035 12 e aplicando logaritmos, encontramos:

log x = log 1,035 12 → log x = 12 log 1,035 → log x = 0,1788 → x = 1,509

Então M = 6000.1,509 = 9054. Portanto o montante é R$9.054,00

Exercícios

1) Comprei um novo computador, mas como não tinha o di- nheiro todo, fiz um empréstimo para pagá-lo. Ao final do emprés- timo terei pago R$ 4.300,00. Só de juros pagarei R$ 1.800,00. A taxa foi de 3% a.m. Por quantos anos pagarei pelo empréstimo? Qual o preço do computador sem os juros? Primeiramente iremos calcular o valor do capital. A diferença entre o montante (R$ 4.300,00) e o valor total do juro (R$ 1.800,00), nos dá o valor do capital:

Veja que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Neste caso, devemos converter uma das

unidades.

MATEMÁTICA FINANCEIRA Exercícios sobre juros simples: 1) Calcular os juros simples de R$ 1200,00 a 13

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

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Montando uma regra de três simples direta, temos:

↓ 3%

i %

------------- ½ ano (1 mês) ------------

1ano

Resolvendo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½
MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Identificando-se os termos disponíveis, temos:

C= R$ 2.500,00 i= 3% a.m.→ 36% a.a. → j= R$ 1.800,00

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

a.a. → 0,36 a.a.

Para calcularmos o período de tempo utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Logo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Portanto: O valor do computador sem os juros era de R$ 2.500,00 e o prazo de pagamento foi de 2 anos. Sem utilizarmos fórmulas, poderíamos chegar ao mesmo re- sultado, pelo seguinte raciocínio:

Ao multiplicarmos o valor do capital pela taxa de juros, ire- mos obter o juro referente a cada período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Neste caso, basta-nos dividir o valor de R$ 1.800,00, referente

ao valor total do juro, por R$ 900,00 correspondente ao valor do juro em cada período, obtendo assim o período de tempo procu-

rado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

2) Comprei o material para a reforma da minha casa, pelo qual pagarei um total de R$ 38.664,00. O seu valor à vista era de

R$ 27.000,00 e a taxa de juros é de 2,4% a.m. Por quantos anos eu

pagarei por este material?

Em primeiro lugar, devemos calcular o valor do juro total. Obtemos o valor do juro total ao subtrairmos do montante (R$ 38.664,00), o valor do capital (R$ 27.000,00):

Observe que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Nestas condições, devemos conver-

ter uma das unidades.

Montando uma regra de três simples direta, temos:

↓ 2,4%

------------- ½ ano (1 mês) ↓

i %

------------

1ano

Resolvendo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Identificando-se as variáveis disponíveis, temos:

C= R$ 27.000,00

i= 2,4% a.m.→ 28,8% a.a. → j= R$ 11.664,00

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

a.a. → 0,288 a.a.

Para calcularmos o período de tempo utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Logo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Portanto: Eu ficarei pagando pelo material da reforma por 1,5 anos. Sem utilizarmos fórmulas, poderíamos chegar ao mesmo re- sultado, pelo seguinte raciocínio:

Ao multiplicarmos o valor do capital pela taxa de juros, ire- mos obter o juro referente a cada período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

Desta forma, basta-nos dividir o valor de R$ 11.664,00, re- ferente ao valor total do juro, por R$ 7.776,00 correspondente ao

valor do juro em cada período, obtendo assim o período de tempo

procurado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

3) Aninha retirou de uma aplicação o total R$ 74.932,00, após decorridos 3,5 semestres. O valor dos juros obtidos foi de R$ 22.932,00. Qual a taxa de juros a.b.?

Inicialmente o valor do capital será obtido subtraindo-se do montante (R$ 74.932,00), o valor total do juro (R$ 22.932,00):

MATEMÁTICA FINANCEIRA Montando uma regra de três simples direta, temos: ↓ 3% i % ------------- ½

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MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

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M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M j → C = 74.932,00 22.932,00 → C = 52.000,00

Veja bem que neste caso a taxa de juros e o período não es- tão na mesma unidade de tempo. Sendo assim, devemos converter

uma das unidades.

Montando uma regra de três simples direta, temos:

↓ 3 bimestres n bimestres

------------- 1 semestre ↓ ------------

3,5 semestres

Resolvendo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Identificando-se os termos disponíveis, temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Para calcularmos a taxa de juros utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Logo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Portanto: 4,2% a.b. é a taxa de juros da aplicação na qual Ani- nha investiu. Alternativamente poderíamos dividir o valor total dos juros, R$ 22.932,00, pelo valor do principal, R$ 52.000,00, de sorte a encontrar a taxa de juros total do período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Dividindo-se então, esta taxa de 0,441 pelo período de tempo, 10,5, obteríamos a taxa desejada:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

4) O valor principal de uma aplicação é de R$ 2.000,00. Res- gatou-se um total de R$ 2.450,00 após 1 mês. Qual o valor da taxa de juros a.d.?

Para começar, devemos calcular o valor do juro total subtrain- do-se do montante (R$ 2.450,00), o valor do capital (R$ 2.000,00):

C= R$ 2.000,00 j= R$ 450,00 n = 1 mês → 30 dias

Esteja atento que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Quando isto acontece, devemos

converter uma das unidades.

Identificando-se as variáveis disponíveis, temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Para calcularmos a taxa de juros utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Logo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Portanto: A taxa de juros da aplicação resgatada é de 0,75% a.d. Alternativamente poderíamos dividir o valor total dos juros, R$ 450,00, pelo valor do principal, R$ 2.000,00, de forma a encon- trar a taxa de juros total do período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

Dividindo-se então, esta taxa de 0,225 pelo período de tempo, 30, obteríamos a taxa desejada:

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

5) Timóteo pagou mensalmente, pelo período de 1 ano, por um curso que à vista custava R$ 1.800,00. Por não ter o dinheiro, financiou-o a uma taxa de juros simples de 1,3% a.m. Qual o valor

total pago pelo curso? Qual o valor dos juros?

Veja que neste caso a taxa de juros e o período não estão na

mesma unidade de tempo.

MATEMÁTICA FINANCEIRA M= R$74.932,00 j= R$ 22.932,00 C = M – j → C = 74.932,00

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

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Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos:

C= R$ 1.800,00 i= 1,3% a.m. → a.m. → 0,013 a.m. n = 1 ano → 12 meses

Para calcularmos o juro utilizaremos a fórmula: j = C . i . n

Substituindo o valor dos termos temos: j = 1.800,00. 0,013 . 12

Logo: j = 280,80

O montante é obtido somando-se ao valor do capital, o valor total dos juros. Tal como na fórmula: M = C+ j

Ao substituirmos o valor dos termos temos: M = 1.800,00 + 280,80 → M= 2.080,80

Portanto: o valor dos juros foi de R$ 280,80, que acrescentado ao preço do curso de R$ 1.800,00, totalizou R$ 2.080,80. Ao invés de utilizarmos fórmulas, poderíamos chegar ao mesmo resultado, apenas pela aplicação de alguns conceitos. Como sabemos, o juro referente a cada período é calculado multiplicando-se o valor do capital pela taxa de juros. Então o valor do juro por período seria:

1.800,00 . 0,013 → 23,40

Ora, sendo o valor do juro em cada período correspondente a R$ 23,40, resta-nos multiplicar este valor por 12, correspondente ao período de tempo, para termos o valor procurado: 23,40 . 12 →

280,80

O valor do montante será encontrado, simplesmente soman- do-se ao valor do principal, o valor total dos juros: 1.800,00 + 280,80 → 2.080,80

6) Um aplicador investiu R$ 35.000,00 por 1 semestre, à taxa

de juros simples de 24,72% a.a. Em quanto o capital foi aumentado

por este investimento?

Observe que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Nestas condições, devemos conver- ter uma das unidades. Montando uma regra de três simples direta,

temos:

↓ 24,72% i % ------------- 2 semestres (1 ano) ↓ ------------ 1 semestre Resolvendo:
↓ 24,72%
i %
------------- 2 semestres (1 ano) ↓
------------
1 semestre
Resolvendo:
MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

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Identificando-se as variáveis disponíveis, temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

C= R$ 35.000,00 i= 24,72% a.a. → 12,36% a.s. → n = 1 semestre

a.s → 0,1236 a.s.

Para calcularmos o juro utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

Logo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

Portanto: Com investimento o capital aumentou R$ 4.326,00. Ao invés de utilizarmos fórmulas, poderíamos chegar ao mes- mo resultado, apenas pela aplicação de alguns conceitos. Como sabemos, o juro referente a cada período é calculado

multiplicando-se o valor do capital pela taxa de juros. Então o va-

lor do juro por período seria:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

Ora, sendo o valor do juro em cada período correspondente a R$ 4.326,00, resta-nos multiplicar este valor por 1, correspondente ao período de tempo, para termos o valor procurado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

7) Em uma aplicação recebi de juros R$ 141,75. O dinheiro ficou aplicado por 45 dias. Eu tinha aplicado R$ 3.500,00. Qual foi a taxa de juros a.a. da aplicação?

Identificando-se os termos disponíveis, temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

Para calcularmos a taxa de juros utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Neste caso, devemos converter uma das unidades. Identifican- do-se os termos disponíveis, temos: C=
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MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

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No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está

em anos (‘a.a.’) e o cálculo foi realizado na unidade do período de tempo que está em ‘dias’, devemos converter a unidade de tempo da taxa calculada de a.d. (‘dias’) para a.a. (‘anos’).

Logo: ↓ i ------------- 360 dias (1 ano) ↓ 0,0009 ------------ 1 dia Resolvendo:
Logo:
i
------------- 360 dias (1 ano) ↓
0,0009
------------
1 dia
Resolvendo:

Portanto: 32,4% a.a. foi a taxa de juros simples da aplicação. Alternativamente poderíamos dividir o valor total dos juros, R$ 141,75, pelo valor do principal, R$ 3.500,00, de forma a encon- trar a taxa de juros total do período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Dividindo-se então, esta taxa de 0,0405 pelo período de tem- po, 45, obteríamos a taxa desejada:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Resta ainda converter a taxa de juros para a unidade de tempo solicitada, o que pode ser feito se realizando o procedimento de conversão conforme efetuado acima.

8) Maria realizou uma aplicação por um período de 1

bi-

mestre. Em tal período o capital de R$ 18.000,00 rendeu a ela R$ 1.116,00 de juros. Qual foi a taxa de juros a.a. utilizada?

Identificando-se as variáveis disponíveis, temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Para calcularmos a taxa de juros utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está

em anos (‘a.a.’) e o cálculo foi realizado na unidade do período de tempo que está em ‘bimestres’, devemos converter a unidade de tempo da taxa calculada de a.b. (‘bimestres’) para a.a. (‘anos’).

Logo: ↓ i ------------- 6 bimestres (1 ano) ↓ 0,062 ------------ 1 bimestre Resolvendo:
Logo:
i
------------- 6 bimestres (1 ano) ↓
0,062
------------
1 bimestre
Resolvendo:

Portanto: A aplicação de Maria Gorgonzola foi realizada à uma taxa de juros simples de 37,2% a.a. Alternativamente pode- ríamos dividir o valor total dos juros, R$ 1.116,00, pelo valor do principal, R$ 18.000,00, de maneira a encontrar a taxa de juros

total do período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Dividindo-se então, esta taxa de 0,062 pelo período de tempo, 1, obteríamos a taxa desejada:

MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Resta ainda converter a taxa de juros para a unidade de tempo solicitada, o que pode ser feito se realizando o procedimento de conversão conforme efetuado acima.

9) Maria recebeu R$ 5.000,00 de juros, por um empréstimo de 1 mês. A taxa de juros aplicada foi de 37,5% a.a. Quanto Maria havia emprestado?

Veja que neste caso a taxa de juros e o período não estão na mesma unidade de tempo. Neste caso, devemos converter uma das unidades. Montando uma regra de três simples direta, temos:

↓ 37,5% ------------- 12 meses (1 ano) ↓ i% ------------ 1 mês Resolvendo:
↓ 37,5%
------------- 12 meses (1 ano) ↓
i%
------------
1 mês
Resolvendo:
6
6
MATEMÁTICA FINANCEIRA No entanto, como a unidade de tempo da taxa solicitada está em anos (‘a.a.’)

Didatismo e Conhecimento

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Identificando-se os termos disponíveis, temos:

i= 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → → 0,03125 a.m. j= R$ 5.000,00 n = 1 mês

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

a.m.

Para calcularmos o capital vamos utilizar a fórmula:

C =

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Substituindo o valor dos termos temos:

C =

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Logo: C = 160.000,00 Portanto: Maria havia emprestado R$ 160.000,00, pelo qual recebeu R$ 5.000,00 de juros, à taxa de 37,5% a.a. pelo período de 1 mês. Poderíamos chegar à mesma conclusão pela seguinte forma: Se dividirmos o valor total dos juros pelo período de tempo, iremos obter o valor do juro por período:

Portanto, ao dividirmos
Portanto,
ao
dividirmos

o

valor

do

juro

por

período,

R$ 5.000,00, pela taxa de juros de 3,125%, iremos obter o valor

do capital:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

10) Ambrózio recebeu R$ 1.049,60 de juros ao aplicar R$ 8.200,00 à taxa de 19,2% a.s. Qual foi o prazo da aplicação em meses?

Observe que neste caso a taxa de juros e o período não estão

na mesma unidade de tempo. Nestas condições, devemos conver-

ter uma das unidades.

Montando uma regra de três simples direta, temos:

↓ 19,2% ------------- 6 meses (1 semestre) ↓ i% ------------ 1 mês Resolvendo:
↓ 19,2%
------------- 6 meses (1 semestre) ↓
i%
------------
1 mês
Resolvendo:

Identificando-se as variáveis disponíveis, temos:

C = R $ 8.200,00 i = 19,2% a.s. 3,2% a.m.

a.m. 0,032 a.m. j= R $ 1.049,60

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Para calcularmos o período de tempo utilizaremos a fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Substituindo o valor dos termos temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Logo:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Portanto: O prazo da aplicação foi de 4 meses. Aplicação esta que rendeu a Ambrózio R$ 1.049,60 de juros ao investir R$ 8.200,00 à taxa de 19,2% a.s. Sem utilizarmos fórmulas, poderíamos chegar ao mesmo re- sultado, pelo seguinte raciocínio:

Ao multiplicarmos o valor do capital pela taxa de juros, ire-

mos obter o juro referente a cada período:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Neste caso, basta-nos dividir o valor de R$ 1.049,60, referente ao valor total do juro, por R$ 262,40 correspondente ao valor do

juro em cada período, obtendo assim o período de tempo procu-

rado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

11) Aplicando-se R$ 15.000,00 a uma taxa de juro

composto de 1,7% a.m., quanto receberei de volta após um ano de aplicação? Qual o juro obtido neste período?

Primeiramente vamos identificar cada uma das variáveis for- necidas pelo enunciado do problema:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

Como a taxa de juros está em meses, também iremos trabalhar

com o período de tempo em meses e não em anos como está no enunciado do problema. Pelo enunciado identificamos que foram solicitados o mon- tante e o juro, utilizaremos, portanto a fórmula abaixo que nos dá

o montante:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Identificando-se os termos disponíveis, temos: i = 37,5% a.a. → 3,125% a.m. → →

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

MATEMÁTICA FINANCEIRA

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo

valor teremos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Podemos então realizar os cálculos para encontramos o valor

do montante:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Logo o montante a receber será de R$ 18.362,96. Sabemos que a diferença entre o montante e o capital aplicado nos dará os juros do período. Temos então:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Portanto: Após um ano de aplicação receberei de volta um to-

tal de R$ 18.362,96, dos quais R$ 3.362,96 serão recebidos a título

de juros.

12) Paguei de juros um total R$ 2.447,22 por um empréstimo de 8 meses a uma taxa de juro composto de 1,4% a.m. Qual foi o capital tomado emprestado? Calculando o valor

da entrada para financiar a compra do seu carro a partir do valor da prestação Em primeiro lugar vamos identificar as variáveis fornecidas

pelo enunciado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Como sabemos a fórmula básica para o cálculo do juro com-

posto é:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Mas como estamos interessados em calcular o capital, é me- lhor que isolemos a variável C como a seguir:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Note que a variável M não consta no enunciado, mas ao invés disto temos a variável j, no entanto sabemos que o valor do mon- tante é igual à soma do valor principal com o juro do período, então temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Podemos então substituir M por C + j na expressão anterior:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Vamos então novamente isolar a variável C:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Finalmente podemos substituir as variáveis da fórmula pelos valores obtidos do enunciado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

Logo: O capital tomado emprestado foi de R$ 20.801,96.

13) Planejo emprestar R$ 18.000,00 por um período de 18 meses ao final do qual pretendo receber de volta um total

de R$ 26.866,57. Qual deve ser o percentual da taxa de juro composto para que eu venha a conseguir este montante?

Do enunciado identificamos as seguintes variáveis:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

A partir da fórmula básica para o cálculo do juro composto iremos isolar a variável i, que se refere à taxa de juros que estamos em busca:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Ao substituirmos cada uma das variáveis pelo seu respectivo valor teremos: Podemos então realizar

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

MATEMÁTICA FINANCEIRA

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada

com os seguintes passos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Por fim substituiremos as variáveis da fórmula pelos valores obtidos do enunciado:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

O valor decimal 0,0225 corresponde ao valor percentual de 2,25%. Logo: Para que eu venha obter o montante desejado, é pre- ciso que a taxa de juro composto seja de 2,25% a.m.

4) Preciso aplicar R$ 100.000,00 por um período de quantos meses, a uma taxa de juro composto de 1,7% a.m., para que ao final da aplicação eu obtenha o dobro deste capital? Do enunciado identificamos as seguintes variáveis:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Tendo por base a fórmula básica para o cálculo do juro com-

posto isolemos a variável n, que se refere ao período de tempo que

estamos a procura:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Substituindo o valor das variáveis na fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Assim sendo: Para que eu consiga dobrar o valor do meu ca- pital precisarei de 41,12 meses de aplicação.

5) Se um certo capital for aplicado por um único período a uma determinada taxa de juros, em qual das modalidades de juros, simples ou composta, se obterá o maior rendimento? Na modalida- de de juros simples, temos que o montante pode ser obtido através da seguinte fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Mas como já sabemos, o juro é obtido através da fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Logo substituindo j na fórmula do montante, chegamos à se- guinte expressão:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Que após colocarmos C em evidência teremos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Como o enunciado diz se tratar de apenas um período de apli- cação, ao substituirmos n por 1 e realizarmos a multiplicação, a fórmula ficará apenas como:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Já na modalidade de juros compostos, o montante é obtido através da fórmula:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Com a substituição de n por 1, segundo o enunciado, chega- remos à expressão:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

Como já era de se esperar, em ambas as modalidades chega- mos à mesma fórmula. Por quê?

Como sabemos, o que difere uma modalidade da outra é que no caso dos juros simples o juro não é integrado ao capital ao fi- nal de cada período, assim como acontece na modalidade de juros

compostos.

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como já vimos na parte teórica, esta variável pode ser isolada com os seguintes

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra,

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra, já que após a integração do juro ao valor princi- pal, não haverá um outro cálculo para um próximo período, por se tratar de apenas um período de aplicação.

Temos então que: Em qualquer uma das modalidades o rendi-

mento será o mesmo.

Capitalização Contínua

Regime de capitalização é o processo de reinvestimento, ou não, dos juros de uma aplicação financeira. Durante o prazo de aplicação, os juros pagos após cada período de capitalização po- dem ser reinvestidos no próprio empréstimo (re-emprestados), ou não. Se forem re-emprestados, diz-se que os juros são capitaliza- dos, porque passam a integrar o capital do próximo período de capitalização. Existem basicamente três regimes de capitalização:

Capitalização simples - No regime de capitalização simples, ou juros simples, os juros pagos não são reinvestidos no emprésti- mo. Portanto, não são capitalizados. Capitalização composta - No regime de capitalização com- posta, ou juros compostos, adiciona-se os juros pagos ao capital do empréstimo e volta-se a emprestar. Portanto, os juros são ca-

pitalizados.

Capitalização contínua - No regime de capitalização contí- nua, os juros também são capitalizados, mas os períodos de capita- lização são considerados instantâneos, dando lugar a uma acumu- lação contínua de juros. O regime mais utilizado é o da capitalização composta.

Capitalização Contínua

in = taxa nominal no período inteiro K = número de capitalizações que aparece na taxa nominal( no período inteiro). Para n períodos temos:

  • M = C.en. in , e=2,71828 número de Euler ; in = taxa instan-

tânea.

Exemplo:

  • C = 500.000 n=2 anos in=10% a.s. cap. Contínua M=?

  • M = C.en. in , M = 500.000 . e 4.0,10 M=745.912,3488

Exemplo 1

Uma taxa i=0.1 ao mês composta ao longo de um ano resul- ta em uma capitalização com taxa anual equivalente de j=2.45. De fato, (1+i) 12 =(1+j). A cada mês o montante do mês anterior é multiplicado pelo fator constante (1+i) e o montante C n em função do capital inicial C 0 , o numero de períodos capitalizados e a taxa de juros i pode ser escrito como C n =C 0 (1+i) n .

A capitalização do capital é o momento em que aplicamos a taxa de juros sobre o montante devedor, a capitalização pode ocor-

rer em tempos discretos (ao dia, ao mês, ao ano) ou ocorrer con- tinuamente no tempo. Precisamente, a capitalização discreta pode

ser calculada da seguinte forma:

Exemplo 2

Seja um capital inicial de C 0 rendendo a uma taxa i de juros anual por um período de n anos capitalizado k vezes ao ano. O montante após n períodos de capitalização C n pode ser obtido pela expressão: C n =C 0 (1+i/k) nk .

Quando k=1 temos a capitalização de juros compostos mais simples, quando taxa de juros está na mesma frequencia da capita- lização. Observe que quanto maior k maior o montante capitaliza- do. Veremos a seguir que esse crescimento converge, isto é, capi- talizar continuamente não multiplicará o capital inicial por infinito, em verdade o fator multiplicador fica entre 2 e 3.

No exemplo acima temos que n, kєN se fizermos n,kєR e fi- zermos k→ obteremos uma capitalização instantânea do capital para uma taxa r.

Teorema

O montante C n :R→R sobre um capital inicial C 0 capitalizado continualmente ao longo do tempo a uma taxa i ao longo do tempo n>0 é dado por C n =C 0 e ni .

Prova:

Aplicando o limite quando k→ em C n =C 0 (1+i) nk temos:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra,
MATEMÁTICA FINANCEIRA Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra,

Fazendo a mudança de variável j=k/i temos k→ → j→ e k=j/i. Temos então:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra,
MATEMÁTICA FINANCEIRA Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra,

Lembrando que lim j→ (1+1/j) j = e obtemos C n =C 0 e ni .

O valor da taxa instantânea i pode ser deduzido a partir da seguinte igualdade:

C 0 (1+r) n = C n = C 0 e ni → i = ln(1+r)

MATEMÁTICA FINANCEIRA Como há apenas um período, não há distinção entre uma mo- dalidade e outra,

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Demonstração do limite fundamental exponencial Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de

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Demonstração do limite fundamental exponencial

Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de com- partilhar com vocês. Essa prova usa apenas a definição de deriva- da. Suponhamos que exista um número e que desconhecemos seu valor, vamos provar que esse número existe e resulta de um limite.

Vamos definir a função ln como sendo o logaritmo na base e. Seja a função f:R + →R dada por f(x) = ln(x). Logo f′(x) = 1/x e portanto f′(1) = 1.

Por outro lado sabemos que (definição de derivada):

MATEMÁTICA FINANCEIRA Demonstração do limite fundamental exponencial Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de

Logo,

MATEMÁTICA FINANCEIRA Demonstração do limite fundamental exponencial Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de

Exponenciando ambos lados da equação por e e em seguida fazendo uma mudança de variável (j=1/t logo se j→0→j→) temos :

MATEMÁTICA FINANCEIRA Demonstração do limite fundamental exponencial Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de

O número e ou número de Euller é um número irracional que vale aproximadamente 2,718 e pode ser calculado através da série de Taylor

MATEMÁTICA FINANCEIRA Demonstração do limite fundamental exponencial Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de

O emprego de capitalização continua do capital pode maximi- zar o montante final. Quanto mais frequente as capitalizações maior o montante, observe no entanto que esse crescimento é conver- gente. As aplicações de capitalização continua são tratadas muito superficialmente na literatura acadêmica da área financeira e a falta de esclarecimento sobre a matéria permite encobrir a realidade das práticas bancárias. Acredito que uma mudança do ponto de vista dos exemplos poderia resolver o problema, abordando situações bancárias do ponto de vista do banco e não somente do tomador de crédito ou do pequeno financiador.

Descontos Simples e Compostos

São juros recebidos (devolvidos) ou concedidos quando o pa-

gamento de um título é antecipado. O desconto é a diferença entre o valor nominal (S) de um título na data do seu vencimento e o seu valor atual (C) na data em que é efetuado o pagamento, ou seja:

D = S - C

Os descontos são nomeados simples ou compostos em função do cálculo dos mesmos terem sido no regime de juros simples ou compostos, respectivamente.

Os descontos (simples ou compostos) podem ser divididos

em:

  • - Desconto comercial, bancário ou por fora;

  • - Desconto racional ou por dentro.

DESCONTOS: CONCEITO; DESCONTO SIMPLES (OU BANCÁRIO OU COMERCIAL); DESCONTO COMPOSTO.

Descontos Simples e Compostos São juros recebidos (devolvidos) ou concedidos quando o pa- gamento de um título é antecipado. O desconto é a diferença entre o valor nominal (S) de um título na data do seu vencimento e o seu valor atual (C) na data em que é efetuado o pagamento, ou seja:

  • D = S - C

Os descontos são nomeados simples ou compostos em função

do cálculo dos mesmos terem sido no regime de juros simples ou compostos, respectivamente. Os descontos (simples ou compos- tos) podem ser divididos em:

  • - Desconto comercial, bancário ou por fora;

  • - Desconto racional ou por dentro. Descontos Simples

Por Fora (Comercial ou Bancário). O desconto é calcula-

do sobre o valor nominal (S) do título, utilizando-se taxa de juros simples

Df = S.i.t

É o desconto mais utilizado no sistema financeiro, para operações de curto prazo, com pequenas taxas. O valor a ser pago

(ou recebido) será o valor atual C = S - Df = S - S.i.t , ou seja

  • C = S.(1- i.t)

Por Dentro (Racional). O desconto é calculado sobre o valor atual (C) do título, utilizando-se taxa de juros simples Dd = C.i.t

Como C não é conhecido (mas sim, S) fazemos o seguinte cálculo:

  • C = S - Dd ==> C = S - C.i.t

i.t) = S

  • C = S/(1 + i.t)

==> C + C.i.t = S ==> C(1 +

Este desconto é utilizado para operações de longo prazo. Note que (1 - i.t) pode ser nulo, mas (1 + i.t) nunca vale zero.

Descontos Compostos

O desconto (Dc) é calculado com taxa de juros compostos, considerando n período(s) antecipado(s):

Dc = S - C

MATEMÁTICA FINANCEIRA Demonstração do limite fundamental exponencial Existe uma prova do limite fundamental que gostaria de

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MATEMÁTICA FINANCEIRA onde, de S = C.(1 + i) , tiramos que C = S/(1 +

MATEMÁTICA FINANCEIRA

 

onde, de S = C.(1 + i) n , tiramos que C = S/(1 + i) n

 

n = 0.277 * 365 dias

 
 

n = 101.105 dias

 
 

Questão 1. Um banco ao descontar notas promissórias, uti-

 

liza o desconto comercial a uma taxa de juros simples de 12%

 

Questão 5. Uma empresa descontou em um banco uma du-

a.m

..

O banco cobra, simultaneamente uma comissão de 4% sobre

plicata de R$ 600.000,00, recebendo o líquido de 516.000,00.

o valor nominal da promissória. Um cliente do banco recebe R$

Sabendo=se que o banco cobra uma comissão de 2% sobre o valor

300.000,00 líquidos, ao descontar uma promissória vencível em

do título, que o regime é de juros simples comerciais. Sendo a taxa

três meses. O valor da comissão é de:

 

de juros de 96% a.a., o prazo de desconto da operação foi de:

 

Resposta:

 

Resposta:

 
 

h = 0.04

N = 600000

 
 

B = 0.12 * 3

i

 

A b = 516000

   

h = 0.02

 
 

A B = N * [1-(i B * h)]

 

i

= 0.96 a.a.

 
 

300000

= N * [1-(0.12*3 * 0.04)]

D b = D b + N*h

300000

= N * [1-0.4]

A b = N * [1 - (i*n+h)]

 
 

N = 500000

   

516000 = 600000 * [1-(0.96*n+0.02)]

V

= 0.04 * N

  • 0.8533 = 1 – 0.96*n – 0.02

 

c

 
 

V

= 0.04 * 500000

 
  • 0.8533 = 0.98 – 0.96*n

 
 

c

 
 

V

= 20000

 

0.96 * n = 0.1267

 
 

c

 
   

n = 0.1319 anos ≈ 45 dias

 
 

Questão 2. O valor atual de um título cujo valor de venci-

 

mento é de R$ 256.000,00, daqui a 7 meses, sendo a taxa de juros

 

Questão 6. O desconto comercial simples de um título quatro

simples, utilizada para o cálculo, de 4% a.m., é:

 

meses antes do seu vencimento é de R$ 600,00. Considerando uma

 

Resposta:

 

taxa de 5% a.m., obtenha o valor correspondente no caso de um

N = 256000

desconto racional simples:

 

n = 7 meses

 

Resposta:

 

i

= 0.04 a.m.

D

= 600

   

c

 

B = n*i = 7*0.04 = 0.28

i

 

i

= 0.05 a.m.

 

A = N / (1+i B ) = 256000 / 1.28 = 200000

 

n = 4

 

Questão 3. O desconto simples comercial de um título é de

 

R$ 860,00, a uma taxa de juros de 60% a.a

..

O valor do desconto

 

D c = D r * (1 + i*n)

 

simples racional do mesmo título é de R$ 781,82, mantendo-se a

600 = D r * (1 + 0.05*4)

taxa de juros e o tempo. Nesse as condições, o valor nominal do

D

r

= 600/1.2

 

rótulo é de:

 

D

= 500

   

r

 

Resposta:

 

Questão 7 – O desconto racional simples de uma nota pro-

D

c

= 860

missória, cinco meses antes do vencimento, é de R$ 800,00, a uma

D

r

= 781.82

taxa de 4% a.m

..

Calcule o desconto comercial simples correspon-

Usando N = (D c * D r ) / (D c – D r ),

 

dente, isto é, considerando o mesmo título, a mesma taxa e o mes-

N = (860 * 781.82) / (860 – 781.82) = 672365.2 / 78.18 =

mo prazo.

 

8600.22

   

Resposta:

 

D

= 800

 

r

 

Questão 4. O valor atual de uma duplicata é de 5 vezes o valor

i

= 0.04 a.m.

 

de seu desconto comercial simples. Sabendo-se que a taxa de juros

n = 5 meses

adotada é de 60% a.a., o vencimento do título expresso em dias é:

 
 

Resposta:

   

D c = D r * (1 + i*n)

 

i

= 60% a.a. → i = 0.6 a.a.

D c = 800 * (1 + 0.04*5)

A = N – D (valor atual é o nominal menos o desconto)

D

c

= 800 * 1.2

 

5D = N – D → N = 6D

 

D

= 960

   

c

 

A = N * ( 1 – i*n)

   

5D = 6D ( 1 – 0.6 * n)

 

Questão 8. Um título sofre um desconto comercial de R$

  • 5 = 6 ( 1 – 0.6 * n)

9.810,00 três meses antes do seu vencimento a uma taxa de decon-

  • 5 = 6 – 3.6 * n

to simples de 3% a.m

..

Indique qual seria o desconto à mesma taxa

3.6 * n = 1

se o desconto fosse simples e racional.

n = 0.277 (anos)

MATEMÁTICA FINANCEIRA onde, de S = C.(1 + i) , tiramos que C = S/(1 +

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Resposta: Questão 11. Obtenha o valor hoje de um título de R$ 10.000,00 D

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Resposta:

   

Questão 11. Obtenha o valor hoje de um título de R$ 10.000,00

D

= 9810

de valor nominal, vencível ao fim de três meses, a uma taxa de ju-

c

n = 3 meses

 

ros de 3% a.m., considerando um desconto racional composto e

i

= 0.03 a.m.

desprezando os centavos.

   

Resposta:

D

c

= D r * (1 + i*n)

 

N =10000

9810

= D r * (1 + 0.03*3)

 

n = 3 meses

9810

= D

 

* 1.09

i

= 0.03 a.m.

 

r

 

D

= 9810/1.09

 
 

r

D

= 9000

 

D cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

 

r

(1+0.03) 3 = 1.092727

Questão 9. Um título no valor nominal de R$ 10.900,00 deve

D

= 10000 * 0.092727 / 1.092727

sofrer um desconto comercial simples de R$ 981,00 três meses

D

cr

= 848.58

antes do seu vencimento. Todavia uma negociação levou a troca

D

cr

= N – A

do desconto comercial por um desconto racional simples. Calcule

cr

848.58 = 10000 – A

o novo desconto, considerando a mesma taxa de desconto mensal:

A = 10000 – 848.58

Resposta:

 

A = 10000 – 848.58

N = 10900

   

A = 9151.42

D

= 981

 
 

c

n = 3

   

Questão 12. Um título foi descontado por R$ 840,00, quatro

 

meses antes de seu vencimento. Calcule o desconto obtido consi-

D

c

= N * i * n

 

derando um desconto racional composto a uma taxa de 3% a.m.

981

= 10900 * i * 3

 

Resposta:

981

= 32700 * i

n = 4 meses

i

= 0.03 (3% a.m.)

i

= 0.03 a.m.

 

A = 840

D

r = N * i * n / (1+i*n)

   

D

r = 10900 * 0.03 * 3 / (1+0.03*3)

 

D

cr

= N – A

D

= 10900 * 0.09 / 1.09

 

D

= N – 840

 

r

 

cr

D

r

= 10900 * 0.09 / 1.09

 

D cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

D

r

= 900

(1+0.03) 4 = 1.12550881

outra forma de fazer a questão seria usando:

(1+0.03) 4 -1 = 0.12550881

N = (D c * D r ) / (D c – D r )

 

D

cr

= N * 0.12550881 / 1.12550881

10900

= 981 * D r / (981-D r )

 

N * 0.12550881 / 1.12550881 = N – 840

10692900 – 10900 * D

 

= 981 * D

N * 0.12550881 = 1.12550881 * N – 945.4274004

r

r

 

11881

* D

 

= 10692900

   

N = 945.4274004

r

 

11881

* D

 

= 10692900

 

D

= 945.4274004 – 840

r

 

cr

D

= 900

D

≈ 105.43

 

r

 

cr

Questão 10. Um título sofre desconto simples comercial de

Questão 13. Um título sofre um desconto composto racional

R$ 1.856,00, quatro meses antes do seu vencimento a uma taxa de

de R$ 6.465,18 quatro meses antes do seu vencimento. Indique o

desconto de 4% a.m

..

Calcule o valor do desconto correspondente

valor mais próximo do valor descontado do título, considerando

à mesma taxa, caso fosse um desconto simples racional:

que a taxa de desconto é de 5% a.m.:

Resposta:

   

Resposta:

D

= 1856

D

= 6465.18

 

c

 

cr

n = 4 meses

   

n = 4 meses

i

= 0.04 a.m.

i

= 0.05 a.m.

D

c

= N * i * n

   

D cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

D

r = N * i * n / (1+i*n)

 

(1+i) n = 1.21550625

D

r = 1856 / (1+0.04*4)

(1+i) n – 1 = 0.21550625

D

= 1856 / 1.16

 

6465.18 = N * 0.21550625 / 1.21550625

 

r

 

D

r

= 1600

 

N = 36465,14

MATEMÁTICA FINANCEIRA Resposta: Questão 11. Obtenha o valor hoje de um título de R$ 10.000,00 D

Didatismo e Conhecimento

13
13
MATEMÁTICA FINANCEIRA Questão 14. Um título sofre um desconto composto racional de R$ 340,10 seis meses

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Questão 14. Um título sofre um desconto composto racional

de R$ 340,10 seis meses antes do seu vencimento. Calcule o valor

descontado do título considerando que a taxa de desconto é de 5%

a.m. (despreza os centavos):

Resposta:

D

= 340.10

cr

n = 6 meses

i

= 0.05 a.m.

D

cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

(1+0.05) 6 = 1.340095640625

(1+i) n – 1 = 0.340095640625

  • 340.10 = N * 0.340095640625 / 1.340095640625

N ≈ 1340.10

D

= N – A

cr

340.10

= 1340.10 – A

A = 1000

Questão 15. O valor nominal de uma dívida é igual a 5 vezes

o desconto racional composto, caso a antecipação seja de dez me-

ses. Sabendo-se que o valor atual da dívida (valor de resgate) é de

R$ 200.000,00, então o valor nominal da dívida, sem considerar os

centavos é igual a:

Resposta:

N = 5 * D

 

rc

n = 10 meses

 

A = 200000

D

= N – A

 

rc

D

= 5 * D

– 200000

 

rc

rc

4 * D

= 200000

 
 

rc

D

= 50000

 
 

rc

D

= N – A

 
 

rc

50000 = N – 200000

 

N = 250000

Questão 16. Um Commercial paper, com valor de face de

US$ 1.000.000,00 e vencimento daqui a três anos deve ser resga-

tado hoje. A uma taxa de juros compostos de 10% a.a. e conside-

rando o desconto racional, obtenha o valor do resgate.

Resposta:

 

N = 1000000

 

n = 3 anos

 

i

= 0.1 a.a.

 

D

cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

(1+i) n = 1.331

 

(1+i) n -1 = 0.331

D

= 1000000 * 0.331 / 1.331

 

cr

D

cr = 248,685.20

 

A = N – D

 

rc

A = 1000000 – 248,685.20

A = 751,314.80

 

Questão 17. Uma pessoa quer descontar hoje um título de

valor nominal de R$ 11.245,54, com vencimento para daqui a 60

dias, e tem as seguintes opções:

– desconto simples racional, taxa de 3% a.m.;

I

Resposta:

N = 11245.54

I) D

c

= N * i * n

D

 

c

D

= 562.277

 

c

A = N – D

 

c

A = 10683.26

D

= 674.7324 / 1.06

 

r

D

= 636.54

 

r

A = N – D

 

c

A = 10609.0

D

 

cr

D

= 645.54

 

cr

A = N – D

 

c

A = 10600

Resposta:

D

= 672

 

c

n = 4 meses

i

= 0.03 a.m.

D

= N * i * n

 

c

672 = N * 0.03 * 4

N = 5600

(1+i) n = 1.12550881

II – desconto simples comercial, taxa de 2,5% a.m.;

III – desconto composto racional, taxa de 3% a.m.

Se ela escolher a opção I, a diferença entre o valor líquido que

receberá e o que receberia se escolhesse a opção:

n = 60 dias = 2 meses

= 11245.54 * 0.025 *2

A = 11245.54 – 562.277

II) D r = (N * i * n) / (1 + i * n)

D r = (11245.54 * 0.03 * 2) / (1 + 0.03 * 2)

A = 11245.54 – 636.54

III) D cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

= 11245.54 * 0.05740409

A = 11245.54 – 645.54

Nenhum item tem uma resposta certa. Mas a diferença entre o

valor atual da escolha II e a III é nove, então se houve um erro na

digitação da questão a resposta é a alternativa c.

Questão 18. Um título deveria sofrer um desconto comercial

simples de R$ 672,00, quatro meses antes do seu vencimento. To-

davia, uma negociação levou à troca do desconto comercial sim-

ples por um desconto racional composto. Calculo o novo desconto,

considerando a mesma taxa de 3% a.m ..

D cr = N * [1 - (1/(1+i) n )]

D cr = 5600 * [1 - (1/(1+i) n )]

MATEMÁTICA FINANCEIRA Questão 14. Um título sofre um desconto composto racional de R$ 340,10 seis meses

Didatismo e Conhecimento

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14
MATEMÁTICA FINANCEIRA D cr = 5600 * 0.12550881/1.12550881 D = N * [ ((1+i) - 1)

MATEMÁTICA FINANCEIRA

D

cr

= 5600 * 0.12550881/1.12550881

D cr = N * [ ((1+i) n - 1) / (1+i) n ]

 

D

= 624.47

(1+i) n = 1.520875

 
 

cr

(1+i) n -1 = 0.520875

 

Questão 19. Um título é descontado por R$ 4.400,00, quatro

25000 = N * 0.520875 / 1.520875

meses antes do seu vencimento. Obtenha o valor de face do título,

N = 25000 * 1.520875 / 0.520875

considerando que foi aplicado um desconto racional composto a

N = 72996.16

 

uma taxa de 3% a.m. (despreze os centavos, se houver).

 

Resposta:

 

Descontos Racional e Comercial

 

A = 4400

 

n = 4 meses

Desconto é o abatimento no valor de um título de crédito que

i

= 0.03 a.m.

pode ser: Letra de câmbio; Fatura; Duplicata; Nota promissória.

A = N – D

rc

Este desconto é obtido quando o mesmo é resgatado antes do ven-

A + D

= N

rc

cimento do compromisso.

 

D

rc = N * [1 - (1/(1+i) n )]

 

O valor do título no dia do vencimento é chamado de: valor

(1+i) n = 1.12550881

nominal e este vêm declarado no mesmo. O valor do título em uma

D

= N * 0.12550881 / 1.12550881

data anterior ao vencimento da fatura é chamado de : valor atual.

 

rc

D

rc = (A + D rc ) * 0.12550881 / 1.12550881

O valor atual é menor que o valor nominal

 

D

rc = (4400 + D rc ) * 0.12550881 / 1.12550881

Desta forma, o valor atual de um título qualquer é a diferença

D

rc = (4400 + D rc ) * 0.12550881 / 1.12550881

entre o valor nominal (valor do título) e seu respectivo desconto.

D

= 490.657 + D

* 0.12550881 / 1.12550881

Observe:

 

rc

rc

D

– D

* 0.12550881 / 1.12550881 = 490.657

 

rc

rc

D

rc * (1 – 0.12550881 / 1.12550881) = 490.657

A = N – Dc ou A = N - Dr

 

D

* 0.888487048 = 490.657

   
 

rc

D

= 552.23

Onde: A – Valor atual

 
 

rc

 

N = A + D

 
 

rc

N = 4400 + 552.23

 

Exemplos para fixação de conteúdo:

 

N = 4952.23

   
 

Qual o valor atual atual (A) de um título de uma empresa no

Questão 20. Antônio emprestou R$ 100.000,00 a Carlos, de-

valor de R$ 15.000,00 a 2% a.m, descontado 6 meses antes do

vendo o empréstimo ser pago após 4 meses, acrescido de juros

prazo do seu vencimento?

 

compostos calculados a uma taxa de 15% a.m., com capitalização

 

diária. Três meses depois Carlos decide quitar a dívida, e combina

Resolvendo:

 

com Antônio uma taxa de desconto racional composto de 30% a.b.

 

(ao bimestre), com capitalização mensal. Qual a importância paga

N = 15.000

 

por Carlos a título de quitação do empréstimo.

I = 2% a.m = 24% a.a. (01 ano = 12 meses)

 

Resposta:

 

T = 6

 

N = 100000

 

n = 4 meses = 120 dias

 

Dc = 15000 x 24 x 6 = 2160000

 

i

= 15% a.m. = 0.5% a.d. = 0.005 a.d.

 

1200

1200

M

=C * (1+i) n

 

Dc= 1800

M

=100000 * (1+0.005) 120

A = 15000 – 1800 = 13200

 

M

= 181939.67

A = 13200

 

A = M / (1+0.3/2)

 

A = 158208.4

 

Observe algumas notações:

 

Questão 21. Calcule o valor nominal de um título que, resga-

 

D

Desconto realizado sobre o título

tado 1 ano e meio antes do vencimento, sofreu desconto racional

N

Valor nominal de um título

composto de R$ 25000,00, a uma taxa de 30% a.a., com capitali-

   

zação semestral.

 

A

Valor atual de um título

Resposta:

I

Taxa de desconto

n = 1.5 anos = 3 semestres

 

n

Número de períodos para o desconto

D

= 25000

 
 

rc

i

= 0.3 a.a. = 0.15 a.s.

 
MATEMÁTICA FINANCEIRA D cr = 5600 * 0.12550881/1.12550881 D = N * [ ((1+i) - 1)

Didatismo e Conhecimento

15
15
MATEMÁTICA FINANCEIRA Assim: Como já falado anteriormente, o desconto é a diferença entre o valor nominal

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Assim:

Como já falado anteriormente, o desconto é a diferença entre

o valor nominal de um título (futuro) “N” e o valor atual “A” do

título em questão.

D = N - A

Fórmula do desconto:

Dc =

N . i . t

100

Tipos de desconto

Há basicamente dois tipos de descontos:

– Desconto comercial (por fora)

– Desconto racional (por dentro)

Desconto comercial: Também chamado de desconto por fora,

comercial, ou desconto bancário (Dc), pode ser definido como

aquele em que a taxa de desconto incide sobre o valor nominal do

título, levando-se em conta o capital principal como valor nominal

“N”. Assim, de acordo com a fórmula dada:

  • Dc = N . i . t

100

Onde:

  • Dc = desconto comercial

N = valor nominal do título dado

i = taxa de desconto

t = período de tempo na operação

100 = tempo considerado em anos

Observações:

  • a) Quando o período de tempo (t) for expresso no problema

em dias, o tempo considerado na operação devera ser em dias e

utilizado o valor de 36000.

  • b) Quando o período de tempo (t) for expresso em meses, o

tempo considerado deverá ser em meses e utilizando o valor 1200.

Exemplos para fixação de conteúdo:

1) Uma fatura foi paga com 30 dias antes do vencimento do

prazo para pagamento. Calcule o valor do desconto, com uma taxa

de 45% a.a., sabendo-se que o valor da fatura era no valor de R$

25.000,00.

Resolvendo:

 

Dados do problema

N = 25000

i

= 45% a.a.

t = 30

Dc

= N . i . t

36000

Dc

= 25000 x 45 x 30 = 33750000 = 937,50

36000

36000

O valor de desconto é de R$ 937,50.

Observe o valor 36000 na divisão, pois o tempo é expresso

em dias.

2) A que taxa

foi

calculada

o

desconto

simples de R$

5.000,00 sobre um título de R$ 35.000,00, pago antecipadamente

em 8 meses ?

 

Resolvendo:

Dados do problema

 

N = 35000

 

i

= ?

t = 8 meses

 

Dc

= 5.000,00

Dc

= N . i . t

1200

i

= 1200 . Dc

 
 

N. t

I

= 1200 x 5000 = 6000000 = 21,43%

 
 

35000 x 8

280000

O valor da taxa é de 21,43%

 

Observe o valor 1200 na divisão, pois o tempo é expresso em

meses.

O desconto comercial pode ser expresso na fórmula abaixo:

Dc

= A . i . t

100 + it

Desconto Racional (por dentro): É chamado de desconto

racional o abatimento calculado com a taxa de desconto incidindo

sobre o valor atual do título, temos então:

MATEMÁTICA FINANCEIRA Assim: Como já falado anteriormente, o desconto é a diferença entre o valor nominal

Didatismo e Conhecimento

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16
MATEMÁTICA FINANCEIRA Dr = A . i .t 100 O qual: Dr = valor do desconto

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Dr = A . i .t

100

O qual:

Dr = valor do desconto racional na operação

A = valor atual do título

i

= taxa de desconto

t = período de tempo na operação

 
 

100 = tempo considerado em ano

Como informado no desconto por fora, não se pode esquecer

do tempo em que a taxa é considerada :

 

Ano = 100

 

Mês = 1200

Dias = 36000

Relembrando que:

A = N – Dr

Substituindo →

Dr = N . i . t

 

100 + it

Exemplo para fixação de conteúdo:

Calcular o valor do desconto por dentro de um título de R$

16.000,00 pago 3 meses antes do vencimento com uma taxa de

24% a.a.

Resolvendo:

 

Dados do problema

N = 16000

i

= 24% a.a.

t = 3 meses

 

Dr = N . i . t

100 + it

Dr = 16000 x 24 x 3 = 1152000

1200 + 24 x 3

1272

= 905,66

O valor do desconto é de R$ 905,66.

CLASSIFICAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS: INTRODUÇÃO; CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DAS TAXAS DE JUROS; TAXAS EQUIVALENTES E PROPORCIO- NAIS; JUROS PAGOS ANTECIPADAMENTE.

Taxas Equivalentes e Capitais Equivalentes

A equivalência de capitais é uma das ferramentas mais pode-

rosas da matemática financeira e tem sido constantemente pedida

nas provas de concursos públicos.

Aprendemos a calcular o Montante, em uma Data Fatura, de

um capital que se encontrava na data presente. Relativo a descon-

tos, aprendemos a calcular o Valor Atual, em uma Data Presente,

de um valor nominal que se encontrava em uma data futura.

Gostaríamos que você notasse que, ao calcular o montante,

estávamos movendo o capital inicial a favor do eixo dos tempos ou

capitalizando-o, enquanto que, ao calcularmos o valor atual, está-

vamos movendo o valor nominal (que também é um capital) contra

o eixo dos tempos ou descapitalizando-o, conforme se encontra

ilustrado nos esquemas a seguir.

Conceito de Equivalência

Dois ou mais capitais que se encontram em datas diferentes,

são chamados de equivalentes quando, levados para uma mesma

data, nas mesmas condições, apresentam o mesmo VALOR nessa

data.

Para você entender melhor esse conceito, vamos lhe propor

um problema. Vamos fazer de conta que você ganhou um prêmio

em dinheiro no valor de R$ 100,00, que se encontra aplicado, em

um banco, à taxa de juros simples de 10% a.m. O banco lhe oferece

três opções para retirar o dinheiro:

1

a ) você retira R$ 100,00 hoje;

2

a ) você deixa o dinheiro aplicado e retira R$ 140,00 dentro

de 4 meses;

3

a ) você deixa o dinheiro aplicado e retira R$ 190,00 em 9

meses.

Qual delas é a mais vantajosa para você?

Para sabermos a resposta, precisamos encontrar um jeito de

comparar os capitais R$ 100,00, R$ 140,00, e R$ 190,00, que se

encontram em datas diferentes. Vamos determinar, então, o valor

dos três capitais numa mesma data ou seja, vamos atualizar os

seus valores. Escolheremos a data de hoje. A Data Comum, tam-

bém chamada de Data de Comparação ou Data Focal, portanto, vai

ser hoje (= data zero).

O capital da primeira opção (R$ 100,00) já se encontra na data

de hoje; portanto, já se encontra atualizado.

Calculemos, pois, os valores atuais V a1 e V a2 dos capitais futu-

ros R$ 140,00 e R$ 190,00 na data de hoje (data zero).

MATEMÁTICA FINANCEIRA Dr = A . i .t 100 O qual: Dr = valor do desconto

Didatismo e Conhecimento

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17
MATEMÁTICA FINANCEIRA Esquematizando, a situação seria esta: Podemos fazer este cálculo usando desconto comercial sim -

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Esquematizando, a situação seria esta:

Podemos fazer este cálculo usando desconto comercial sim-

ples ou desconto racional simples. Vamos, arbitrariamente, esco-

lher a fórmula do valor atual racional simples:

  • V = N/1 + in

ars

  • V ars1 = 140,00/(1 + 0,10 . 4) = 100,00

  • V ars2 = 190,00/(1 + 0,10 . 9) = 100,00

Verificamos que os três capitais têm valores atuais idênticos

na data focal considerada (data zero). Podemos, portanto, dizer

que eles são Equivalentes: tanto faz receber R$ 100,00 hoje, ou R$

140,00 daqui a 4 meses ou R$ 190,00 daqui a nove meses, se a taxa

de juros for de 10% ao mês e o desconto racional simples.

Vejamos o que acontece se utilizarmos o critério do desconto

comercial, em vez do desconto racional, para calcular os valores

atuais dos capitais R$ 140,00 e R$ 190,00:

  • V acs = N (1 – in)

  • V acs1 = 140 ( 1 – 0,10 . 4) = 140 (0,6) = 84

  • V acd2 = 190 (1 – 0,10 . 9) = 190 (0,1) = 19

Mudando-se a modalidade de desconto, portanto, os três capi-

tais deixam de ser equivalentes.

E se mudarmos a data de comparação, ou data focal, para o

mês 2, por exemplo, continuando a utilizar o desconto racional

simples?

Acontecerá o seguinte:

O capital R$ 140,00, resgatável na data 4, será antecipado de 2

meses, ficando com o seguinte valor atual racional simples:

  • V ars1 = 140,00/(1 + 0,10 . 2) = 116,67

O capital R$ 190,00, resgatável na data 9, será antecipado de 7

meses, ficando com o seguinte valor atual racional simples:

  • V ars2 = 190,00/(1 + 0,10 . 7) = 111,76

Ao capital R$ 100,00 (resgatável na data zero) acrescentar-se-

-ão dois meses de juros, conforme segue:

  • V ars3 = C (1 + in) = 100 (1 + 0,10 . 2) = 120

No mês dois, portanto, temos que os capitais nominais R$

140,00; R$ 190,00 e R$ 100,00 estarão valendo, respectivamente,

R$ 116,67; R$ 111,76 e R$ 120,00. Na data focal 2, portanto, eles

não serão mais equivalentes.

No regime de capitalização Simples a equivalência ocorre em

apenas uma única data, para uma determinada taxa e modalidade

de desconto. Ao mudarmos a Data Focal, capitais que antes eram

equivalentes podem deixar sê-lo. É bom você saber desde já que,

no regime de capitalização Composta, isto não acontece: na capi-

talização composta, para a mesma taxa, capitais equivalentes para

uma determinada data o são para qualquer outra data.

Podemos então concluir que:

Para juros simples, a equivalência entre dois ou mais capitais

somente se verifica para uma determinada taxa, para uma determi-

nada data focal e para uma determinada modalidade de desconto.

Podemos, agora, definir equivalência de dois capitais de uma

mesma maneira mais rigorosa da seguinte forma:

Dois capitais C 1 e C 2 , localizados nas datas n 1 e n 2 , medidas a

partir da mesma origem, são ditos equivalentes com relação a uma

data focal F, quando os seus respectivos valores atuais, V a1 e V a2 ,

calculados para uma determinada taxa de juros e modalidade de

desconto nessa data focal F, forem iguais.

A equivalência de capitais é bastante utilizada na renegocia-

ção de dívidas, quando há necessidade de substituir um conjunto

de títulos por um outro conjunto, equivalente ao original (isto por-

que o conceito de equivalência é aplicado não só para dois capitais,

mas também para grupos de capitais).

Às vezes um cliente faz um empréstimo num banco e

se compromete e quitá-lo segundo um determinado plano de

pagamento. Todavia, devido a contigências nos seus negócios, ele

percebe que não terá dinheiro em caixa para pagar as parcelas do

financiamento nas datas convencionadas. Então, propõe ao gerente

do banco um outro esquema de pagamento, alterando as datas de

pagamento e os respectivos valores nominais de forma que consiga

honrá-los, mas de tal sorte que o novo esquema seja EQUIVA-

LENTE ao plano original.

No cálculo do novo esquema de pagamento, a visualização

do problema fica bastante facilitada com a construção de um dia-

grama de fluxo de caixa no qual representa-se a dívida original na

parte superior, e a proposta alternativa de pagamento na parte de

baixo, conforme se vê nos problemas a seguir.

Exercícios Resolvidos

1. No refinamento de uma dívida, dois títulos, um para 6 me-

ses e outro 12 meses, de R$ 2.000,00 e de R$ 3.000,00, respecti-

vamente, foram substituídos por dois outros, sendo o primeiro de

R$ 1.000,00, para 9 meses, e o segundo para 18 meses. A taxa de

desconto comercial simples é de 18% a.a. O valor do título de 18

meses, em R$, é igual a:

Resolução:

Inicialmente, vamos construir um diagrama de fluxo de caixa

utilizando os dados do problema:

A taxa de juros é anual. Entretanto, como os prazos de paga-

mento estão expressos em meses, vamos tranformá-la em mensal:

  • i = 18% a.a. = 1,5% a.m. = 0,015 a.m.

A modalidade de desconto é o comercial simples, mas o pro-

blema não mencionou qual a data focal a ser considerada. Em ca-

sos como este, presumimos que a data focal seja a data zero.

Vamos, então, calcular o total da dívida na data zero para cada

um dos planos de pagamento, e igualar os resultados, pois os dois

esquemas devem ser equivalentes para que se possa substituir um

pelo outro. Além disso, para transportarmos os capitais para a data

zero, utilizaremos a fórmula do valor atual do desconto comercial

simples:

  • V acs = N (1 – in). Obteremos a seguinte equação:

2.000 (1 – 0,015 . 6) + 3.000 (1 – 0,015 .12) = 1.000 (1 – 0,015

. 9) + x (1 – 0,015 . 18)

(total da dívida conforme o plano (total da dívida conforme

o plano Alternativo Original de pagamento, proposto, atualizado

para a data zero).

MATEMÁTICA FINANCEIRA Esquematizando, a situação seria esta: Podemos fazer este cálculo usando desconto comercial sim -

Didatismo e Conhecimento

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Calculando o conteúdo dos parênteses, temos: 2.000 (0,91) + 3.000 (0,82) = 1.000 (0,865)

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Calculando o conteúdo dos parênteses, temos:

  • 2.000 (0,91) + 3.000 (0,82) = 1.000 (0,865) + x (0,73)

  • 1.820 + 2.460 = 865 + 0,73x

0,73x = 1.820 + 2.460 – 865

  • x = 3.415/0,73 = 4.678,08

Observe que a data focal era anterior à data de vencimento

de todos os capitais. Assim, calculamos o valor descontado (va-

lor atual) de cada um deles, para trazê-los à data local. Efetua-

mos um desconto (comercial, no caso) ou uma descapitalização

(desincorporação dos juros), porque estávamos transportando os

valores para uma data passada. Mas se a data focal tivesse sido

outra, por exemplo, a data 9 (vide esquema), e não a data zero, o

capital de R$ 2.000,00, que vencia na data 6, teria que sofrer uma

capitalização (incorporação de juros) para ser transportado para

a data 9 (data futura em relação à data 6). A atualização do valor

desse capital para a data 9, então, far-se-ia com a utilização da

fórmula do montante M = C (1 + in), e não com a fórmula do valor

descontado (valor atual).

Conclusão: para transportarmos um capital para uma data pos-

terior à original, devemos capitalizá-lo; para transportarmos um

capital para uma data anterior à original, devemos descapitalizá-lo.

2. O pagamento do seguro de um carro, conforme contrato,

deve ser feito em 3 parcelas quadrimestrais de R$ 500,00. O segu-

rador, para facilitar ao seu cliente, propõe-lhe o pagamento em 4

parcelas trimestrais iguais. Utilizando-se a data focal zero, a taxa

de juros de 24% a.a. e o critério de desconto racional simples, o

valor das parcelas trimestrais será, em R$:

Resolução:

Fazendo o diagrama dos pagamentos, temos:

  • i = 24% a.a. = 2% a.m. = 0,02 a.m.

Uma vez que o critério é de desconto racional simples, ao

transportarmos os valores para a data zero, teremos que utilizar a

fórmula do valor atual racional simples

  • V ars = N/1 + in . Podemos escrever, então, que:

Total da divida conforme o plano original de pagamento, atua-

lizado racionalmente para a data zero 500/1 + 0,02 . 4 + 500/1 +

0,02 . 8 + 500/1 + 0,02 . 12 = x/1 + 0,02 . 3 + x/1 + 0,02 . 6 + x/1

+ 0,02 . 9 + x/1 + 0,02 . 12

Total da dívida conforme o plano alternativo proposto, atua-

lizado racionalmente para a data zero 500/1,08 + 500/1,16 +

500/1,24 = x/1,06 + x/1,12 + x/1,18 + x/1,24

1.297,22 = 3,49 . x

  • x = 1.297,22/3,49

  • x = 371,68

3. A aplicação de R$ 2.000,00 foi feita pelo prazo de 9 meses,

contratando-se a taxa de juros de 28% a.a. Além dessa aplicação,

existe outra de valor nominal R$ 7.000,00 com vencimento a 18

meses. Considerando-se a taxa de juros de 18% a.a., o critério de

desconto racional e a data focal 12 meses, a soma das aplicações

é, em R$:

Resolução:

Inicialmente, precisamos calcular o valor nominal da primeira

aplicação. Considerando n = 9 meses = 0,75 anos, temos que:

N = C (1 + in)

N = 2.000 (1 + 0,28 . 0,75) = 2.000 (1,21) = 2.420

Observando o diagrama de fluxo de caixa, vemos que, para

serem transportados à data doze, o título de 2.420 terá que ser ca-

pitalizado de três meses, ao passo que o título de 7.000 terá que

ser descapitalizado de 6 meses. Além disso, a taxa de 18% a.a.,

considerando-se capitalização simples, é equivalente a 1,5% a.m.

= 0,015 a.m. Desta forma, podemos escrever que:

  • 2.420 (1 + 0,015 . 3) + 7.000/1 + 0,015 . 6 = x

  • 2.420 (1,045) + 7.000/1,09 = x

2.528,9 + 6.422,02 = x

x = 8.950,92

Equação de Valor

Em síntese, para que um conjunto de títulos de valores nomi-

nais N 1 , N 2 , N 3 …, exigíveis nas datas n 1 , n 2 , n 3 …, seja equivalente

a um outro conjunto de títulos N a , N b , N c …, exigíveis nas datas

n a , n b , n c …, basta impormos que a soma dos respectivos valores

atuais V a1 , V a2 , V a3 … dos títulos do primeiro conjunto, calculados

na data focal considerada, seja igual à soma dos valores atuais V

aa

, V ab , V ac … dos títulos do segundo conjunto, calculados para essa

mesma data, isto é:

V a1 + V a2 + V a3 + … = V aa + V ab + V

ac

+ …

A equação acima é chamada de Equação de Valor.

Roteiro para Resolução de Problemas de Equivalência

Ao começar a resolução de problemas que envolvem equiva-

lência de capitais utilize o seguinte roteiro:

  • 1. leia o problema todo;

  • 2. construa, a partir do enunciado do problema, um diagrama

de fluxo de caixa esquemático, colocando na parte de cima o plano

original de pagamento e na parte de baixo o plano alternativo pro-

posto, indicando todos os valores envolvidos, as datas respectivas

e as incógnitas a serem descobertas – esse diagrama é importante

porque permite visualizar os grupos de capitais equivalentes e esta-

belecer facilmente a equação de valor para resolução do problema;

  • 3. observe se os prazos de vencimento dos títulos e compro-

missos estão na mesma unidade de medida de tempo periodicidade

da taxa; se não estiverem, faça as transformações necessárias (ou

você expressa a taxa na unidade de tempo do prazo ou expressa o

prazo na unidade de tempo da taxa – escolha a transformação que

torne os cálculos mais simples);

  • 4. leve todos os valores para a data escolhida para a nego-

ciação (data focal), lembrando sempre que capitais exigíveis an-

tes da data focal deverão ser capitalizados através da fórmula do

montante M = C (1 + in), dependendo da modalidade de desconto

utilizada;

MATEMÁTICA FINANCEIRA Calculando o conteúdo dos parênteses, temos: 2.000 (0,91) + 3.000 (0,82) = 1.000 (0,865)

Didatismo e Conhecimento

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MATEMÁTICA FINANCEIRA 5. tendo transportado todos os capitais para a data focal e com base no

MATEMÁTICA FINANCEIRA

  • 5. tendo transportado todos os capitais para a data focal e com

base no diagrama de fluxo de caixa que você esquematizou, monte

a EQUAÇÃO DE VALOR, impondo que a soma dos valores dos

títulos (transportados para a data focal) da parte de cima do dia-

grama de fluxo de caixa seja igual à soma dos valores dos títulos

(transportados para a data focal) da parte de baixo do diagrama de

fluxo de caixa;

  • 6. resolva a equação de valor;

  • 7. releia a PERGUNTA do problema e verifique se o valor que

você encontrou corresponde ao que o problema está pedindo (às

vezes, devido à pressa, o candidato se perde nos cálculos, encontra

um resultado intermediário e assinala a alternativa que o contém,

colocada ali para induzi-lo em erro, quando seria necessário ainda

uma passo a mais para chegar ao resultado final correto).

Desconto e Equivalência

Por fim, gostaríamos de dar uma dica para ajudá-lo a perceber

quando um problema é de desconto e quando é de equivalência.

Em linhas gerais, nos problemas de Desconto, alguém quer vender

papéis (duplicatas, promissórias, letras de câmbio, etc.), enquanto

que nos problemas de Equivalência, alguém quer financiar ou re-

financiar uma dívida.

Rendas Uniformes

Matéria com o mesmo objetivo da Equivalência de Capitais,

mas com títulos apresentando os mesmos valores e com vencimen-

tos consecutivos - tornando assim sua solução mais rápida, através

de um método alternativo.

Há dois casos: o cálculo do valor atual dos pagamentos iguais

e sucessivos (que seria igual ao valor do financiamento obtido por

uma empresa ou o valor do empréstimo contraído); e o cálculo do

montante, do valor que a empresa obterá se aplicar os pagamentos

dos clientes em uma data futura às datas dos pagamentos.

1º Caso: Cálculo do Valor Atual

  • a) Renda Certa Postecipada (Imediata): aquela onde o primei-

ro pagamento acontecerá em UM período após contrair o emprés-

timo ou financiamento.

Para calcular o valor atual dessa renda certa, a fórmula é a

seguinte:

A = P . a[n,i], onde:

A = valor atual da renda certa;

P = valor de cada pagamento da renda certa;

n = número de prestações;

i = taxa empregada.

O fator a[n,i] é normalmente dado nas provas.

  • b) Renda Certa Antecipada: aquela onde o primeiro pagamen-

to acontecerá no ato do empréstimo ou financiamento.

Para calcular o valor atual dessa renda certa, a fórmula é a

seguinte:

A = P . a[n-1,i] + P, onde:

A = valor atual da renda certa;

P = valor de cada pagamento da renda certa;

n = número de prestações;

  • i = taxa empregada.

    • c) Renda Certa Diferida: aquela onde o primeiro pagamento

acontecerá vários períodos após ser feito o empréstimo ou finan-

ciamento.

Para calcular o valor atual dessa renda certa, a fórmula é a

seguinte:

A = P . ( a[n+x,i] - a[x,i] ), onde:

A = valor atual da renda certa;

P = valor de cada pagamento da renda certa;

n = número de prestações;

  • x = número de prestações acrescentadas;

  • i = taxa empregada.

2º Caso: Cálculo do Montante

  • a) Quando o montante é calculado no momento da data do

último pagamento:

Para calcular o valor do montante nesse caso, a fórmula é a

seguinte:

  • M = P . s[n,i], onde:

  • M = valor do montante;

P = valor de cada pagamento da renda certa;

n = número de prestações;

  • i = taxa empregada.

O fator s[n,i] é normalmente dado nas provas.

  • b) Quando o montante é calculado em um momento que não

coincide com a data do último pagamento:

Para calcular o valor do montante nesse caso, a fórmula é a

seguinte:

  • M = P . (s[n+x,i] - s[x,i]), onde:

  • M = valor do montante;

P = valor de cada pagamento da renda certa;

n = número de prestações;

  • x = número de prestações acrescentadas;

  • i = taxa empregada.

MATEMÁTICA FINANCEIRA 5. tendo transportado todos os capitais para a data focal e com base no

Didatismo e Conhecimento

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20
MATEMÁTICA FINANCEIRA Rendas Variáveis Método Ativos de renda variável são aqueles cuja remuneração ou Para encontrar
MATEMÁTICA FINANCEIRA
Rendas Variáveis
Método
Ativos de renda variável são aqueles cuja remuneração ou
Para encontrar o valor da Taxa Interna de Retorno, calcular a
retorno de capital não pode ser dimensionado no momento da
taxa que satisfaz a seguinte equação:
aplicação, podendo variar positivamente ou negativamente, de
acordo com as expectativas do mercado. Os mais comuns são:
ações, fundos de renda variável (fundo de ação, multimercado e
outros), quotas ou quinhões de capital, Commodities (ouro, moeda
e outros) e os derivativos (contratos negociados nas Bolsas de Va-
A TIR é obtida resolvendo a expressão em ordem a TIR e é ge-
lores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas).
ralmente comparada com a taxa de desconto. O valor do TIR é um
valor relativo e o seu cálculo é realizado, recorrendo a computador
Taxa Interna de Retorno
ou a tabelas próprias Para se efectuar o cálculo da TIR, é analisada
a série de valores obtida da seguinte forma: 1º valor: o investi-
A Taxa Interna de Retorno (TIR), em inglês IRR (Internal
mento inicial (valor negativo) 2º valor: benefícios - custos do 1º
Rate of Return), é a taxa necessária para igualar o valor de um
período (valor positivo) 3º valor: benefícios - custos do 2º perío-
investimento (valor presente) com os seus respectivos retornos fu-
do (valor positivo) e assim sucessivamente, até ao último período
turos ou saldos de caixa. Sendo usada em análise de investimentos
a considerar. O período considerado pode ser um qualquer desde
significa a taxa de retorno de um projeto.
que seja regular (semana, mensal, trimestral, semestral, anual, etc.)
Utilizando uma calculadora financeira, encontramos para o
Nota: recorrendo ao uso de uma folha de cálculo é possível obter
projeto P uma Taxa Interna de Retorno de 15% ao ano. Esse pro-
o valor da TIR. No caso do Excel, a fórmula para cálculo do TIR é
jeto será atrativo se a empresa tiver uma TMA menor do que 15%
IRR(gama de valores).
ao ano. A solução dessa equação pode ser obtida pelo processo
A TIR não deve ser usada como parâmetro em uma análise de
iterativo, ou seja “tentativa e erro”, ou diretamente com o uso de
investimento porque muitas vezes os fluxos não são reinvestidor a
calculadoras eletrônicas ou planilhas de cálculo.
uma taxa iguais a TIR efetiva.
A taxa interna de rentabilidade (TIR) é a taxa de actualização
Quando a TIR calculada é superior á taxa efetiva de reinvesti-
do projecto que dá o VAL nulo. A TIR é a taxa que o investidor
mento dos fluxos de caixa intermediários, pode sugir, ás vezes de
obtém em média em cada ano sobre os capitais que se mantêm in-
forma significativa, uma expectativa irreal de retorno anual equi-
vestidos no projecto, enquanto o investimento inicial é recuperado
valente ao do projeto de investimento.
progressivamente.
A TIR é um critério que atende ao valor de dinheiro no tempo,
Exemplo
valorizando os cash-flows actuais mais do que os futuros, constitui
com a VAL e o PAYBACK actualizado os três grandes critérios
Considerando-se que o fluxo de caixa é composto apenas de
de avaliação de projectos. A TIR não é adequada à selecção de
uma saída no período 0 de R$ 100,00 e uma entrada no período 1
projectos de investimento, a não ser quando é determinada a partir
de R$120,00, onde i corresponde à taxa de juros:
do cash-flow relativo.
A Taxa Interna de Retorno de um investimento pode ser:
-
Maior do que a Taxa Mínima de Atratividade: significa que o
investimento é economicamente atrativo.
Para VPL = 0 temos i = TIR = 0.2 = 20%
-
Igual à Taxa Mínima de Atratividade: o investimento está
Como uma ferramenta de decisão, a TIR é utilizada para ava-
economicamente numa situação de indiferença.
liar investimentos alternativos. A alternativa de investimento com
-
Menor do que a Taxa Mínima de Atratividade: o investimen-
a TIR mais elevada é normalmente a preferida; também deve se
to não é economicamente atrativo pois seu retorno é superado pelo
levar em consideração de que colocar o investimento em um ban-
retorno de um investimento com o mínimo de retorno.
co é sempre uma alternativa. Assim, se nenhuma das alternativas
de investimento atingir a taxa de rendimento bancária ou a Taxa
Entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a
Mínima de Atratividade (TMA), este investimento não deve ser
maior Taxa Interna de Retorno Matematicamente, a Taxa Interna
realizado.
de Retorno é a taxa de juros que torna o valor presente das entradas
Normalmente a TIR não pode ser resolvida analiticamente
de caixa igual ao valor presente das saídas de caixa do projeto de
como demonstrado acima, e sim apenas através de iterações, ou
investimento.
seja, através de interpolações com diversas taxas de retorno até
A TIR é a taxa de desconto que faz com que o Valor Presente
chegar àquela que apresente um VPL igual a zero; contudo as cal-
Líquido (VPL) do projeto seja zero. Um projeto é atrativo quando
culadoras financeiras e planilhas eletrônicas estão preparadas para
sua TIR for maior do que o custo de capital do projeto.
encontrar rapidamente este valor.
MATEMÁTICA FINANCEIRA Rendas Variáveis Método Ativos de renda variável são aqueles cuja remuneração ou Para encontrar

Didatismo e Conhecimento

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MATEMÁTICA FINANCEIRA Um defeito crítico do método de cálculo da TIR é que múl- tiplos valores

MATEMÁTICA FINANCEIRA

Um defeito crítico do método de cálculo da TIR é que múl-

tiplos valores podem ser encontrados se o fluxo anual de caixa

mudar de sinal mais de uma vez (ir de negativo para positivo e

para negativo novamente, ou vice-versa) durante o período de aná-

lise. Para os casos de alteração frequente de sinal deve utilizar-se a

(Taxa externa de retorno - TER).

Apesar de uma forte preferência acadêmica pelo VPL, pesqui-

sas indicam que executivos preferem a TIR ao invés do VPL. Apa-

rentemente os gerentes acham intuitivamente mais atraente para

avaliar investimentos em taxas percentuais ao invés dos valores

monetários do VPL. Contudo, deve-se preferencialmente utilizar

mais do que uma ferramenta de análise de investimento, e todas as

alternativas devem ser consideradas em uma análise, pois qualquer

alternativa pode parecer valer a pena se for comparada com as al-

ternativas suficientemente ruins.

Deve-se ter em mente que o método da TIR considera que as

entradas, ou seja, os vários retornos que o investimento trará, serão

reinvestidos a uma taxa igual a taxa de atratividade informada.

Taxa Nominal

A taxa nominal de juros relativa a uma operação financeira,

pode ser calculada pela expressão:

Taxa nominal = Juros pagos / Valor nominal do empréstimo

Assim, por exemplo, se um empréstimo de $100.000,00,

deve ser quitado ao final de um ano, pelo valor monetário de

$150.000,00, a taxa de juros nominal será dada por:

Juros pagos = J p = $150.000 – $100.000 = $50.000,00

Taxa nominal = i n = $50.000 / $100.000 = 0,50 = 50%

Sem dúvida, se tem um assunto que gera muita confusão na

Matemática Financeira são os conceitos de taxa nominal, taxa efe-

tiva e taxa equivalente. Até na esfera judicial esses assuntos geram

muitas dúvidas nos cálculos de empréstimos, financiamentos, con-

sórcios e etc.

Hoje vamos tentar esclarecer esses conceitos, que na maioria

das vezes nos livros e apostilas disponíveis no mercado, não são

apresentados de um maneira clara.

Temos a chamada taxa de juros nominal, quando esta não

é realmente a taxa utilizada para o cálculo dos juros (é uma taxa

“sem efeito”). A capitalização (o prazo de formação e incorpora-

ção de juros ao capital inicial) será dada através de uma outra taxa,

numa unidade de tempo diferente, taxa efetiva.

Como calcular a taxa que realmente vai ser utilizada; isto é, a

taxa efetiva?

Vamos acompanhar através do exemplo:

Calcular o montante de um capital de R$ 1.000,00 aplicados

durante 18 meses, capitalizados mensalmente, a uma taxa de

12% a.a. Explicando o que é taxa Nominal, efetiva mensal e equi-

valente mensal:

Respostas e soluções:

1) A taxa Nominal é 12% a.a; pois o capital não vai ser capita-

lizado com a taxa anual.

2) A taxa efetiva mensal a ser utilizada depende de duas con-

venções: taxa proporcional mensal ou taxa equivalente mensal.

a)

Taxa proporcional mensal (divide-se a taxa anual por 12):

12%/12 = 1% a.m.

b)

Taxa equivalente mensal (é aquela que aplicado aos R$

1.000,00, rende os mesmos juros que a taxa anual aplicada nesse

 

mesmo capital).

Cálculo da taxa equivalente mensal:

  • i q =

(1 + i

t

)

q

t

1

onde:

i q : taxa equivalente para o prazo que eu quero

i t : taxa para o prazo que eu tenho

q : prazo que eu quero

t : prazo que eu tenho

i

q

=

(1

+

0,12

1

)12

1

= (1,12) 0,083333 – 1

i q = 0,009489 a.m ou i q = 0,949 % a.m.

3) Cálculo do montante pedido, utilizando a taxa efetiva mensal

  • a) pela convenção da taxa proporcional:

    • M = c (1 + i) n

    • M = 1000 (1 + 0,01) 18 = 1.000 x

    • M = 1.196,15

1,196147

  • b) pela convenção da taxa equivalente:

    • M = c (1 + i) n

    • M = 1000 (1 + 0,009489) 18 = 1.000 x 1,185296

    • M = 1.185,29

NOTA: Para comprovar que a taxa de 0,948% a.m é equiva-

lente a taxa de 12% a.a, basta calcular o montante utilizando a taxa

anual, neste caso teremos que transformar 18 meses em anos para

fazer o cálculo, ou seja : 18: 12 = 1,5 ano. Assim:

  • M = c (1 + i) n

  • M = 1000 (1 + 0,12) 1,5 = 1.000 x

  • M = 1.185,29

1,185297

Conclusões:

- A taxa nominal é 12% a.a, pois não foi aplicada no cálculo

do montante. Normalmente a taxa nominal vem sempre ao ano!

- A taxa efetiva mensal, como o próprio nome diz, é aque-

la que foi utilizado para cálculo do montante. Pode ser uma taxa

proporcional mensal (1 % a.m.) ou uma taxa equivalente mensal

(0,949 % a.m.).

MATEMÁTICA FINANCEIRA Um defeito crítico do método de cálculo da TIR é que múl- tiplos valores

Didatismo e Conhecimento

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MATEMÁTICA FINANCEIRA - Qual a taxa efetiva mensal que devemos utilizar? Em se tra- tando de

MATEMÁTICA FINANCEIRA

- Qual a taxa efetiva mensal que devemos utilizar? Em se tra-

tando de concursos públicos a grande maioria das bancas exami-

nadores utilizam a convenção da taxa proporcional. Em se tratando

do mercado financeiro, utiliza-se a convenção de taxa equivalente.

Resolva as questões abaixo para você verificar se entendeu os

conceitos acima.

1) Um banco paga juros compostos de 30% ao ano, com capi-

talização semestral. Qual a taxa anual efetiva?

  • a) 27,75 %

  • b) 29,50%

  • c) 30 %

  • d) 32,25 %

  • e) 35 %

2) Um empresa solicita um empréstimo ao Banco no regime

de capitalização composta à base de 44% ao bimestre. A taxa equi-

valente composta ao mês de:

  • a) 12%

  • b) 20%

  • c) 22%

  • d) 24%

Respostas: 1) d 2) b

Taxa Real e Taxa Efetiva

As taxas de juros são índices fundamentais no estudo da ma-

temática financeira. Os rendimentos financeiros são responsáveis

pela correção de capitais investidos perante uma determinada taxa

de juros. Não importando se a capitalização é simples ou compos-

ta, existem três tipos de taxas: taxa nominal, taxa efetiva e taxa

real. No mercado financeiro, muitos negócios não são fechados em

virtude da confusão gerada pelo desconhecimento do significado

de cada um dos tipos de taxa. Vamos compreender o conceito de

cada uma delas.

Taxa Nominal: A taxa nominal é aquela em que o período de

formação e incorporação dos juros ao capital não coincide com

aquele a que a taxa está referida. Exemplos:

  • a) Uma taxa de 12% ao ano com capitalização mensal.

  • b) 5% ao trimestre com capitalização semestral.

  • c) 15% ao semestre com capitalização bimestral.

Taxa Efetiva: A taxa efetiva é aquela que o período de forma-

ção e incorporação dos juros ao capital coincide com aquele a que

a taxa está referida. Exemplos:

  • a) Uma taxa de 5% ao mês com capitalização mensal.

  • b) Uma taxa de 75% ao ano com capitalização anual.

  • c) Uma taxa de 11% ao trimestre com capitalização trimestral.

Taxa Real: A taxa real é aquela que expurga o efeito da infla-

ção no período.

Dependendo dos casos, a taxa real pode assumir valores ne-

gativos.

Podemos afirmar que a taxa real corresponde à taxa efetiva

corrigida pelo índice inflacionário do período.

Existe uma relação entre a taxa efetiva, a taxa real e o índice

de inflação no período. Vejamos: 1+i ef =(1+i r )(1+i inf )

Onde,

i ef →é a taxa efetiva

i →é a taxa real

r

i inf →é a taxa de inflação no período

Seguem alguns exemplos para compreensão do uso da fór-