A Cor
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Índice
1) Introdução 2) A Cor 3) As qualidades da cor 4) A luminosidade da cor 5) Círculo cromático de Itten 6) Contrastes das cores 7) Conclusões
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I. Introdução
1) Introdução
• Neste trabalho vou abordar o tema “A cor”, para isso realizei uma pesquisa bibliográfica (consultei um Manual de Educação Visual e alguns livros que a minha família possui) e uma pesquisa por palavra chave, na em internet.
• Parti da definição de que a cor não existe na ausência da luz e que esta pode apresentar diversos graus de tons, saturação e valor.
• Aprendi também que a cor influencia o ser humano, no seu dia a dia.
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1) Introdução
• A cor tem dimensão (perceção de maior ou menor amplitude do espaço), peso (o objeto pode parecer mais ou menos pesado consoante a cor mais escura ou mais clara), temperatura (transmite sensação de maior calor ou frescura – cores quentes e cores frias), como irei explicar aprofundar mais nas conclusões.
• O meu trabalho divide-se em três grandes partes Introdução, Desenvolvimento e Conclusões.
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II. Desenvolvimento
1) A cor
a) Luz e cor
b) Síntese aditiva
c) Síntese subtrativa
d) Síntese partitiva
1.a) Luz e cor
Estudos sobre Luz e cor
• Ao longo dos séculos, muitas pessoas se interessaram e estudaram o fenómeno da luz e cor. Citando apenas três deles, por exemplo:
• Aristóteles: as cores eram uma propriedade dos objetos, tal como o peso, o
material e a textura. Considerava que havia seis cores no total: o vermelho,
o verde, o azul, o amarelo, o branco e o preto;
• Leonardo da Vinci: contrariamente a Aristóteles, vai afirmar que a cor não era uma propriedade dos objetos, mas sim da luz. Para ele, todas as cores eram formadas a partir do vermelho, verde, azul e amarelo. Afirma ainda que o branco e o preto não são cores mas extremos da luz - publicou o livro Tratado da pintura e da paisagem;
• Le Blon (impressor do século XVIII): testou diversos pigmentos até chegar
aos três básicos pigmentos básicos para impressão: o vermelho, o amarelo e
o azul.
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1.a) Luz e cor
O que é a cor?
• A cor não é um fenómeno físico.
• É um estímulo orgânico que interpreta o reflexo da luz vinda de um objeto que foi emitida por uma fonte luminosa, correspondente ao espectro visível;
• A Luz é o estímulo e a Cor é o efeito;
• O Objeto não possui cor.
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1.a) Luz e cor
• Sem luz, a cor não existe.
• A cor é formada por vibrações eletromagnéticas que ao encontrar um obstáculo é refletida ou absorvida, variando a intensidade da cor, do reflexo e do brilho (ver espectro cromático – slide seguinte).
• Cor não é matéria, é sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão.
• As sensações de cor, ou sensações cromáticas, dividem-se em dois grupos:
• Cor Luz e Cor Pigmento.
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1.a) Luz e cor
• Isaac Newton (1642-1727), físico e matemático inglês, em 1704, apresentou uma questão-chave para a relação luz e cor – espectro cromático.
Provou que a passagem do raio de luz branca por um prisma, vai revelar o espectro cromático e que este, ao atingir um novo prisma, volta a ser a luz branca original.
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1.a) Luz e cor – Espectro cromático
• Espectro visível é o comprimento das ondas eletromagnéticas, que vibram à um nível visível, entre 380 e 750 nanómetros;
Flavia Werneck – Cores, 2009
• Ondas mais curtas (ultravioleta, os raios-X e os raios gamas) e mais longas (infravermelho, o calor, as micro-ondas e as ondas de rádio e televisão), emitem um nível de radiação que não podem ser percebidas pelo olho humano.
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1.b) Síntese aditiva
Síntese aditiva
• Somam-se radiações de comprimentos de onda diversos, projetando- as simultaneamente sobre uma tela branca. Resultam assim em outras cores, por adição.
• Somatório das Cores Primárias: Vermelho (R) + Verde (G) + Azul (B) = Branco
RGB - cores da natureza, tela de televisão e monitores, que são meios que emitem luz.
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1.b) Síntese aditiva versus Síntese subtrativa
Síntese subtrativa
• Aqui as cores são obtidas por corantes que têm maior ou menor capacidade de absorver luminosidade, obtendo as cores-pigmento.
• Quando temos uma superfície branca, o ponto inicial desta síntese, significa que ela é capaz de refletir 100% dos raios luminosos.
• Ao aplicar um pigmento sobre esta superfície, este vai subtrair luminosidade até conseguir um índice máximo de absorção o que, em teoria, corresponde ao preto.
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1.c) Síntese subtrativa
Síntese subtrativa
• Os pigmentos agem como filtros ou selecionadores da luz incidente.
• As cores básicas da cor pigmento são:
amarelo, ciano e magenta.
• A subtração das três cores resultam numa cor muito próxima ao preto (k).
• CMYK usado no processo gráfico C = ciano, M = magenta, Y = amarelo (yellow)
• K = preto (black) é a cor responsável pelos contornos.
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1.b) e c) Síntese aditiva versus síntese subtrativa
Resumindo
• Praticamente todas as cores visíveis podem ser produzidas utilizando alguma mistura de cores primárias por combinação aditiva ou subtrativa.
• A síntese aditiva cria cores adicionando luz a um fundo preto. A Síntese subtrativa usa pigmentos para, seletivamente, bloquear a luz branca.
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1.d) Síntese partitiva
• É a soma fisiológica das sínteses aditivas e subtrativas, resultando na “cor óptica”.
• Neste caso, as cores não são misturadas materialmente, mas através da impressão que causam ao se agruparem numa maior ou menor proporção sobre uma superfície.
• Um bom exemplo desta síntese são os trabalhos dos pintores impressionistas.
• A ilusão de uma vasta combinação de cores acontece, não pela mistura das tintas, mas pela sensação que a justaposição de cores puras causa. Como neste quadro do pintor Georges Seurat.
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2) As qualidades da cor
a) Tom
b) Saturação
c) Valor
2.a) Tom
As qualidades da cor são fundamentalmente três:
• Tom ou matiz;
• Valor; e
• Saturação.
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2.a) Tom
• Tonalidade – trajetória que vai da luz à escuridão (ausência de luz = preto).
• A gradação das cores, na natureza, é “infinita”, mas em artes gráficas existem cerca de 13 gradações.
• Escala acromática
• Escala dos cinzas.
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2.a) Tom
O tom é a qualidade mais importante já que é ele que nos dá a coloração da cor;
•
• Conforme o tom assim afirmamos que é vermelho ou vermelhão chinês, verde, verde garrafa ou verde esmeralda, azul, azul cobalto, azul ultramarino ou azul ciano, etc. (Graça, Forjaz, Barriga, & Ferreira, 2010, p. 36)
• Escalas cromáticas
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2.b) Saturação
• Pureza da Cor
• Quanto mais próximo a cor pura, mais saturada.
• As cores ficam menos saturadas quando misturadas ao branco, isto é, perdem sua intensidade.
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2.b) Saturação
• O cinza além de conferir maior ou menor luminosidade à cor, também a pode modificar. Senão veja-se o exemplo da mistura do amarelo com cinza, este tornou-se esverdeado.
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Adição branco / luz
Adição cinza
Adição preto
Werneck, 2009
2.c) Valor
O valor relaciona-se com a Luminosidade (Brilho/Sombra).
• É a quantidade de luminosidade presente na cor.
• O valor de um tom está relacionado com o seu grau de luminosidade, assim um tom puro é aquele que não tem mistura de branco ou preto.
• Adiciona-se a escala acromática (escala dos cinzas)
• Matizes próximas do branco são consideradas com valor alto ou Luminosas;
• Matizes próximas do preto são consideradas com valor baixo ou com Sombra.
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Círculo Cromático
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3) A luminosidade da cor
3) Luminosidade da cor
• O valor da cor ou luminosidade como já foi referido anteriormente, diz relaciona-se com
|
o |
grau de luz ou brilho (que varia entre claro |
|
e |
escuro). |
• É determinado pelo grau de proximidade do preto ou do branco.
• A luminosidade é mais elevada quando é mais clara (isto é, mais próxima do branco) e assume um valor baixo quando é escura (isto é, próxima do preto).
4) Círculo cromático de Itten
4) Círculo cromático de Itten
Johannes Itten (1888-1967)
• Com o objetivo de identificar a expressão individual de cada aluno, para assim os poder orientar na sua vocação, utilizou a cor, nomeadamente a preferência de cores dos seus alunos, para diagnosticar a sua personalidade e habilidades (Wickipédia,
2012).
Círculo cromático de Itten (Farbkreis), in "A cor no processo criativo"
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Influência da luminosidade da cor no ser humano
Mais Luminosidade = Sensações mais positivas
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Mais Sombra = Sensações menos positivas
5) Contrastes das cores
a) Contrastes das cores primárias
b) Contrastes escuro/claro
c) Contrastes quente/frio
d) Contrastes de quantidade
e) Contraste simultâneo
f) Contraste de complementares
5) Contrastes das cores
a) Contrastes das cores primárias
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Guernica, Pablo Picasso, 1937
5) Contrastes das cores
b) Contraste claro/escuro
•
É o contraste que acontece entre o branco e o preto. Ocorre igualmente entre o azul e o amarelo porque são muito luminosos.
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5) Contrastes das cores
c) Contraste quente/frio
• Cores quente – vermelho, laranja, amarelo;
• Cores frias – azul, verde, violeta.
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5) Contrastes das cores
c) Contraste quente/frio
Baptistão, Pablo Picasso (caricatura)
5) Contrastes das cores
d) Contraste de quantidade, este contraste diz respeito à quantidade/porção de cores utilizadas (Univ. Ab., s.d.).
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Maurice de Vlaminck, Restaurant de la Machine at Bougival
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5) Contrastes das cores
d) Contraste simultâneo
• Fundo igual e figuras de cor diferente – a cor de fundo como que modifica.
• Fundos diferentes e figura igual – a cor da figura como que modifica.
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5) Contrastes das cores
e) Contraste de complementares
• As cores complementares são as que se opõem, no círculo cromático, como por exemplo o amarelo e o violeta.
• Os pares de cores complementares são sempre formados por uma cor primária e uma cor secundária.
• Para se obter um contraste máximo de cores complementares temos de utilizar tons saturados.
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5) Contrastes das cores
e) Contraste de complementares
Henri Matîsse, La danse, 1910
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III. Conclusões
III. Conclusões
Em jeito de conclusão podemos afirmar que:
• A cor é luz;
• Cada cor emite uma radiação com um determinado comprimento de onda (medido em mHz);
• A cor de um objeto corresponde à mistura de radiações luminosas que são refletidas pela sua superfície;
• As qualidades da cor são: tom, saturação e valor;
• A síntese aditiva corresponde há mistura de luz colorida e a síntese subtrativa é a mistura de pigmentos (exemplo, o que sucede ao nível da pintura);
• Contraste de cor é obtido através da junção de duas superfícies de cor diferente. Existem vários contrastes e graus de contraste.
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III. Conclusões
Podemos afirmar que a cor tem várias dimensões uma que se baseia no real (perceção) e a outra que é mais psicológica (forma como se interpreta a realidade):
• Dimensão – porque, aparentemente, aumenta ou diminui os ambientes.
• Peso – porque torna, aparentemente, os volumes mais leves ou pesados.
• Iluminação – porque absorve uma parte da luz recebida e reflete outra.
• Temperatura – porque imprime a ideia subjetiva de “quente” e “frio”.
• Simbolismo – porque se relaciona com as tradições.
• Emoção – porque se associa diretamente ao nosso psiquismo.
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IV. Bibliografia
IV. Bibliografia
Graça, C. C., Forjaz, R., Barriga, S., & Ferreira, S. (2010). Educação Visual: Ver, Desenhar e Criar – 7º,8º e 9º, 3º Ciclo Ensino Básico. Lisboa: Lisboa Editora.
Itten, J., (1973). The art of color: the subjective experience and objective rationale of
color. New York: Van Nostrand Reinhold Company.
Werneck, F. (2009). Cores.
Wikipédia, (2012). Johannes Itten. URL: http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Itten.
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