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Comportamento Organizacional – Stress nas Organizações

Stress nas Organizações
1. Conceito de Stress Importância de tentar perceber as duas perspectivas: stress positivo e stress negativo (perceber os aspectos negativos para a organização melhorar). Bem como as consequências e as suas concepções. Stress positivo  EUSTRESS: produz a estimulação e activação adequadas para que as pessoas alcancem resultados satisfatórios nas suas actividades.  Stress negativo  DISTRESS: Experiência de pressão e exigências que as pessoas têm de enfrentar sem possuir os recursos necessários, nem saber muito bem como o fazer. Cox e Mackay (1982) Estudaram o stress sob 4 perspectivas:  Estímulo: Forças externas (stressores) que vem da física. Identificam as situações do contexto profissional e variam de pessoa para pessoa.  Resposta: Reacção fisiológica e psicológica que tentam identificar o estímulo na organização.  Percepção: Processos perceptivos e cognitivos que tem sequelas físicas e psicológicas; as coisas podem ser percepcionadas de maneira diferente por cada pessoa.  Transacção: Desajustes (reais ou percebidos), exigências – capacidades. O stress está no meio envolvente à pessoa. O Stress como transacção é um processo transaccional de desajustamento entre a pessoa e a envolvente, que produz respostas fisiológicas, psicológicas e comportamentais com consequências negativas para o indivíduo e para a organização. 2. Modelos teóricos Modelo de Michigan – French e Kanh (1962)

Reflecte-se na percepção que o sujeito tem sobre o seu próprio trabalho e influencia as respostas ao mesmo. Defende que essa percepção e respostas por parte dos trabalhadores se vão repercutir a médio / longo prazo na saúde física e mental do trabalhador.

Marketing, 1º ano, Sílvia Amaro Página | 1

existe uma situação de stress quando existem estes dois tipos de avaliação por parte do indivíduo. conjunto de esforços para lidar com a mesma. Considera que existem dois tipos de avaliação: primária e secundária. Segundos os autores. considera os mecanismos dinâmicos subjacentes. e que tem um elevado controlo. onde as características e contexto de trabalho se reflectem na percepção / afecção que o sujeito tem com o seu próprio trabalho. Modelo das exigências / controlo de Karasek (1979)  Considera que existe uma variável moderadora em relação a situações de exigência susceptíveis de gerarem stress. e influencia as respostas deste ao mesmo. Sílvia Amaro Página | 2 . Avaliação cognitiva secundária: corresponde à identificação dos recursos de que dispõem para resolver uma situação de stress (reavaliação). 1º ano. Modelo de apreciação cognitiva de Lazarus e Folkman (1984)  Considera que o stress surge com a experiência de transacção. Formas diferentes de ligar com determinada situação. Avaliação cognitiva primária: é a primeira a ser feita e consiste no diagnóstico da situação relativamente ao impacto (positivo ou negativo) no seu bem-estar.Comportamento Organizacional – Stress nas Organizações Os autores estabelecem sequência causal. que é o controlo do indivíduo sobre a situação e o seu trabalho. Oposição de muito pouco stress. Marketing. Trabalho empírico Motivações baixas que dão origem a menos interesse.

O stress resulta na discrepância entre um e outro. etc. Gera stress mas se tiver pouco significado é uma boa forma de bem-estar  efeito constante  trabalho com pouco interesse Tem um efeito no bem-estar curvo e líneo  não há capacidade para atender a todas as tarefas  Modelo integrador Considera que o stress não se encontra me. numa situação. Considera que o excesso é prejudicial. 1º ano. e nas discrepâncias entre as exigências pedidas no trabalho numa determinadas situação e os recursos do mesmo para o solucionar. características familiares. nem num indivíduo. Sílvia Amaro Página | 3 . Fontes de Stress laboral  dupla carreira) Stressores extra-organizacionais 1 – Conflito do trabalho – família (tipo de trabalho. casais de 2 – Evolução familiar 3 – Eventos ocasionais 4 – Stressores crónicos diários Marketing.) e o stress nem sempre é linear. Este processo depende das características pessoais do trabalhador. 3. desafios. salários.Comportamento Organizacional – Stress nas Organizações  Modelo de vitamina de Warr (1987) A relação entre as vitaminas (características de trabalho – variedade.

prendem-se com a quebra do desempenho e o absentismo e com a rotatividade. para lá dos seus limites. Consequências do Stress Nos indivíduos as consequências podem ser fisiológicas. com vista a evitá-lo. impacientes e intoleráveis a erros humanos. horários flexíveis. 1º ano. … Marketing. Procura modificar as características da situação. seres hostis. controlo e desafio Os estilos de coping que adoptaram: estratégias centradas no problema vs estratégias para o evitar Acrescidos a estes. tanto na vida pessoas como no seu trabalho. instrumental. 5. Exemplo: reestruturação de unidades organizacionais. são menos susceptíveis a situações de stress    Auto-estima e auto-eficácia A personalidade resistente da pessoa: compromisso. pisicológicas e comportamentais. torna-se importante que existam recursos como o controlo de trabalho e o apoio social – reduz os níveis de stress (emocional. 6.Comportamento Organizacional – Stress nas Organizações 5 – Desempenho de variados papéis (conflito entre condóminos) 6 – Factores de vida quotidiana (avaria do automóvel. gestão participativa. dificuldades de trânsito) 4. informacional). Já ao nível da organização.  Custos indirectos: são mais ao nível emocional e têm a ver com a insatisfação dos trabalhadores. Diferenças individuais e stress Padrão comportamental tipo A  a maioria dos trabalhadores stressados têm por hábito empenharem-se no seu trabalho. Sílvia Amaro Página | 4 . Estratégias de intervenção  Primária  tem como alvo os factores de risco e pretende optimizar e modificar fontes organizacionais de stress. dividem-se em:  Custos directos: que as organizações têm quando os seus trabalhadores são vitimas de stress. mais autonomia e enriquecimento no trabalho. Características das pessoas mais resistentes ao Stress:  Locus de controlo: pessoas com mais controlo. a degradação das relações de trabalho e as falhas na comunicação organizacional.

Sílvia Amaro Página | 5 . Exemplo: psicoterapia individual e tratamento médico.  Conclusão:  O stress como problema de saúde  O stress como ameaça  Importância dos recursos  Os efeitos do stress nos indivíduos e nas organizações  Prevenção como estratégia de controlo Marketing. … Terciária  surge quando já não existem problemas sistemáticos de saúde. Esta intervenção assiste e recupera as consequências negativas de stress prolongado e crónico nos indivíduos.Comportamento Organizacional – Stress nas Organizações  Secundária  surge quando os alvos das perturbações já são visíveis. treino de relaxamento. 1º ano. Exemplo: formação sobre stress ocupacional. técnicas de gestão de conflitos. sendo geralmente dirigidas a grupos ou indivíduos através da formação. Procura reduzir o impacto dos stressores. Pretende corrigir respostas de stress.