Sie sind auf Seite 1von 95

Vocabulário Internacional de Metrologia

3ª Edição
Novembro 2008

Rua António Gião, 2


2825-513 CAPARICA Portugal

Tel +351-212 948 100


Fax + 351-212 948 101
E-mail ipq@mail.ipq.pt

Internet www.ipq.pt
LOJA IPQ loja.ipq.pt
Email questionar@mail.ipq.pt

Concepção de capa
Isabel Silva

ISBN 972-763-00-6
© reprodução proibida
Índice
Índice......................................................................................................................................1
Prefácio (à edição portuguesa)................................................................................................3
Prefácio (à edição internacional) .............................................................................................4
Introdução...............................................................................................................................5
Convenções ............................................................................................................................9
Âmbito .................................................................................................................................. 11
Capítulo 1: Grandezas e unidades ......................................................................................... 13
Capítulo 2: Medição .............................................................................................................. 25
Capítulo 3: Dispositivos de medição ...................................................................................... 41
Capítulo 4: Propriedades dos dispositivos de medição ........................................................... 45
Capítulo 5: Padrões .............................................................................................................. 53
Anexo A (Informativo): Esquemas Conceptuais ..................................................................... 61
Bibliografia............................................................................................................................ 75
Lista de Acrónimos................................................................................................................ 78
Indice Alfabético dos Termos em Português .......................................................................... 79
Índice Alfabético dos Termos em Inglês ................................................................................ 81
Índice Alfabético dos Termos em Francês ............................................................................. 84
Dicionário Trilingue ............................................................................................................... 87
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Prefácio (à edição portuguesa)

Em 1985, a Direcção-Geral da Qualidade publicou a 1ª Edição do VIM, depois de um trabalho


de consenso a que em boa hora a Comissão Técnica Portuguesa de Normalização de
Metrologia (CT 62) meteu mãos à obra, conseguindo num prazo notável elaborar e aprovar a
tradução portuguesa do Vocabulário Internacional de Metrologia editado em 1984 por quatro
organizações internacionais: BIPM, IEC, ISO e OIML. Na sua versão final, colaboraram
inúmeras entidades do campo da ciência e da investigação, além de outras Comissões
Técnicas de normalização.

Em 1996, o IPQ promoveu a elaboração de uma 2ª Edição, com base na revisão efectuada em
1994 à 2ª Edição internacional. Essa nova edição, uma vez extinta a CT 62, foi preparada no
seio da Comissão Permanente para a Metrologia do Conselho Nacional da Qualidade, e
permaneceu, durante quatro meses, em consulta pública tendo em vista obter contribuições
para a sua melhoria. Foi então editada uma 2ª edição do VIM, com base no trabalho
desenvolvido internacionalmente pelo Grupo de Trabalho, no qual participaram oito
organizações consagradas e para a qual contribuíram peritos nacionais, individual e
colectivamente, quer através do Laboratório Nacional de Metrologia quer através do
Organismo Nacional de Normalização.

A 3ª Edição internacional agora editada foi produzida, ao longo de 10 anos de trabalho, pelo
Grupo de Trabalho 2 do Comité Conjunto para os Guias de Metrologia (JCGM), presidido pelo
Director do Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), e constituído pelo BIPM, Comité
Electrotécnico Internacional (IEC), Federação Internacional de Química Clínica e Laboratórios
Médicos (IFCC), Organização Internacional de Normalização (ISO), União Internacional de
Química Pura e Aplicada (IUPAC), União Internacional de Física Pura e Aplicada (IUPAP),
Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML) e a organização para a Cooperação
Internacional da Acreditação de Laboratórios (ILAC). Esta 3ª Edição do VIM constitui a 1ª
edição do Guia ISO/IEC 99, em português.

Esta Edição nacional foi traduzida pelo IPQ e é uma versão trilingue onde se faz acompanhar
a tradução para português das definições dos termos constantes da versão internacional, com
as respectivas designações em inglês e francês, separadas por uma barra “/”, para além de
um dicionário trilingue no final.

Este Vocabulário em português – traduzido a partir da edição internacional, tal como se referia
na 1ª edição, enquanto documento normativo puro não é imperativo. Porém, mal seria que
obtido o consenso possível entre as organizações mais representativas a nível científico,
desde logo fosse ignorado. Com a sua publicação, recomenda-se vivamente a sua atenta
utilização por todas as entidades, instituições, empresas e especialistas. O IPQ manter-se-á
igualmente atento em relação à eventual necessidade da sua revisão.

3
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Prefácio (à edição internacional)

A ISO (Organização Internacional de Normalização) é uma federação mundial de organismos


nacionais de normalização (membros da ISO). Em geral, a elaboração de Normas
internacionais é confiada aos comités técnicos da ISO,. Cada membro interessado num
assunto tem o direito de integrar o comité técnico criado para o efeito. As organizações
internacionais, governamentais e não-governamentais, em ligação com a ISO participam
igualmente nos trabalhos. A ISO colabora estreitamente com a Comissão Electrotécnica
Internacional (IEC), no que respeita à normalização electrotécnica.

As Normas internacionais são redigidas em conformidade com as regras das Directivas


ISO/IEC, Parte 2.

Os projectos de Guias adoptados pelo Comité ou pelo grupo responsável são submetidos ao
sufrágio dos membros. A sua publicação como Guias requer a aprovação por um mínimo de
75 % dos membros votantes.

Chama-se a atenção para o facto, que certos elementos do presente documento podem ser
objecto de direito de propriedade intelectual ou de direitos análogos. A ISO não será
responsabilizável pela identificação de tais direitos.

Esta primeira edição do Guia ISO/IEC 99 anula e substitui a 2ª edição do VIM e é equivalente
a uma sua 3ª edição. Para mais informação, ver a Introdução (0.2).

No presente documento, notar que a conhecida publicação «GUM» foi agora adoptada sob a
referência Guia ISO/IEC 98-3:2008. Quando um parágrafo específico é citado, refere-se ao
Guia ISO/IEC 98-3:2008.

4
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Introdução

0.1 Geral

Em geral, um vocabulário é um “dicionário terminológico que contém designações e definições


e um ou mais assuntos específicos” (ISO 1087-1:2000, §3.7.2). O presente Vocabulário diz
respeito à metrologia, a “ciência da medição e suas aplicações”. Ele abrange também os
princípios básicos aplicáveis às grandezas e unidades. O domínio das grandezas e unidades
pode ser tratado de inúmeras formas. O capítulo 1 deste Vocabulário constitui uma destas
formas e baseia-se nos princípios contidos nas várias partes da norma internacional ISO 31,
Grandezas e unidades, presentemente em substituição pela ISO/IEC 80000, Grandezas e
unidades, e ainda na brochura “SI, The International System of Units” (publicada pelo BIPM).

A 2ª edição do VIM foi publicada em 1993. A necessidade de abranger as medições em


química e na biomedicina pela primeira vez, bem como a incorporação de conceitos
suplementares como os relacionados com a rastreabilidade metrológica, a incerteza de
medição e as propriedades qualitativas levou a esta 3ª edição.

Para melhor reflectir o conteúdo desta edição e sublinhar o papel essencial dos conceitos no
desenvolvimento de um vocabulário, o título foi adaptado: “VOCABULÁRIO INTERNACIONAL
DE METROLOGIA. Conceitos Básicos e Gerais e Termos Associados”

Neste Vocabulário, considera-se que não há diferença fundamental nos princípios básicos das
medições na física, na química, na biomedicina, na biologia ou na engenharia. Além disso,
tentou-se ir ao encontro das necessidades conceptuais das medições nos domínios da
bioquímica, ciências alimentares, ciência forense e biologia molecular.

Alguns conceitos que existiam na 2ª edição do VIM não aparecem nesta 3ª edição, porque
deixaram de ser considerados fundamentais ou gerais. Por exemplo, o conceito “tempo de
resposta” usado para descrever o comportamento temporal de um sistema de medição não é
incluído. Conceitos relacionados com dispositivos de medição não cobertos por esta 3ª edição
do VIM podem ser encontrados em outros vocabulários como o da norma IEC 60050,
Vocabulário Internacional Electrotécnico. Para os conceitos relacionados com a gestão da
qualidade, acordos de reconhecimento mútuo ou metrologia legal, o leitor é conduzido para a
bibliografia especializada.

O desenvolvimento desta 3ª edição do VIM levantou questões fundamentais acerca das


diferentes abordagens filosóficas usadas na caracterização das medições, que se sumarizam
a seguir. Estas diferenças levaram, em alguns casos, a dificuldades no estabelecimento das
definições compatíveis com essas abordagens. Nesta 3ª edição, tais abordagens são tratadas
em pé de igualdade.

A evolução no tratamento da incerteza de medição, de uma abordagem de “erro” (por vezes


chamada de “tradicional” ou de “valor verdadeiro”) para uma abordagem de “incerteza”,
conduziu a reconsiderar alguns dos conceitos que figuravam na segunda edição do VIM. O
objectivo das medições na abordagem de “erro” era o de determinar uma estimativa do valor
verdadeiro a mais próxima possível desse valor verdadeiro único. O desvio em relação ao
valor verdadeiro seria devido a erros sistemáticos e aleatórios. Estes dois tipos de erros, que
se admitem distinguíveis, têm de ser tratados diferentemente. Não se pode estabelecer
nenhuma regra que indique o modo de os combinar, para se obter o erro total, que caracterize
o resultado de uma dada medição, sendo este em geral uma estimativa. Somente é possível
estimar um limite superior do valor absoluto do erro total, por vezes abusivamente denominado
de “incerteza”.

Na Recomendação do CIPM INC-1 (1980) sobre a expressão das incertezas, sugere-se que as
componentes da incerteza de medição sejam agrupadas em duas categorias, Tipo A e Tipo B,
de acordo com o método usado na sua avaliação, estatístico ou outros, combinando-as para
obter uma variância em conformidade com as regras da teoria matemática da probabilidade,
tratando também as componentes de Tipo B em termos das suas variâncias. O desvio-padrão

5
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

resultante é uma expressão da incerteza da medição. Uma descrição da abordagem de


“incerteza” é descrita pelo GUM – Guide to the Expression of Uncertainty in Measurement,
GUM (1993, corrigido em 1995) que focalizou o tratamento matemático da incerteza num
modelo da medição explicito, baseado na assumpção de que a mensuranda pode ser
caracterizada por um valor essencialmente único. Para além disso, no GUM, bem como nos
documentos da IEC, são dadas indicações sobre a abordagem de “incerteza” no caso de uma
única indicação de um instrumento de medição calibrado, uma situação normal na metrologia
industrial.

O objectivo da medição na abordagem “incerteza” não é o de determinar um valor tão próximo


quanto possível do valor verdadeiro. Esta abordagem começa por reconhecer que a
informação obtida numa medição só permite atribuir um intervalo de valores à mensuranda,
baseada na assumpção de que não foram cometidos erros na medição. Informações
adicionais pertinentes podem reduzir o conjunto de valores atribuíveis à mensuranda. Mesmo
na medição mais sofisticada, não pode reduzir-se o intervalo de valores a um só valor, porque
a quantidade de informação na definição da mensuranda é finita. A incerteza definicional
impõe então um limite mínimo a qualquer incerteza de medição. O intervalo pode ser
representado por um dos seus valores denominado “valor medido”.

No GUM, a incerteza definicional é considerada desprezável relativamente às outras


componentes da incerteza de medição. O objectivo da medição é então o estabelecimento da
probabilidade deste valor único estar no interior de um intervalo de valores medidos,
baseando-se na informação obtida pelas medições.

Os documentos da IEC focalizam-se em medições com uma simples indicação que permitem
estudar se as grandezas variam no tempo pela determinação da compatibilidade dos
resultados da medição. A IEC trata também o caso das incertezas definicionais não
desprezáveis. A validade dos resultados da medição depende grandemente das propriedades
metrológicas do instrumento, determinadas na sua calibração. O intervalo dos valores
atribuídos à mensuranda é o intervalo dos valores dos padrões que teriam dado a mesma
indicação.

No GUM, o conceito de valor verdadeiro é mantido para descrever o objectivo da medição mas
o adjectivo “verdadeiro” é considerado redundante. A IEC não utiliza o conceito para descrever
este objectivo. No presente Vocabulário, o conceito e o termo são mantidos, tendo em conta a
sua utilização frequente e a importância deste conceito.

0.2 História do VIM

Em 1997, foi constituído o Joint Committee for Guides in Metrology (JCGM), presidido pelo
Director do BIPM, composto pelas sete Organizações Internacionais que tinham preparado as
versões originais do Guia para a expressão da incerteza de medição (GUM) e do Vocabulário
internacional dos termos básicos e gerais de metrologia (VIM). Este JCGM assumiu o trabalho
do Technical Advisory Group 4 (TAG 4) da ISO que tinha desenvolvido inicialmente o VIM e o
GUM. O JCGM foi inicialmente constituído por representantes do Bureau Internacional de
Pesos e Medidas (BIPM), a Comissão Electrotécnica Internacional (IEC), a Federação
Internacional de Química Clínica (IFCC), a Organização Internacional de Normalização (ISO),
a União Internacional da Química Pura e Aplicada (IUPAC), a União Internacional da Física
Pura e Aplicada (IUPAP) e a Organização Internacional de Metrologia Legal (OIML). Em 2005,
o ILAC (Cooperação Internacional da Acreditação de Laboratórios) juntou-se oficialmente ao
JCGM.

O JCGM tem dois grupos de trabalho: o WG 1 para o GUM tem a missão de promover o uso
do GUM e preparar Suplementos ao GUM para alargar a sua aplicação e o WG 2 para o VIM
tem a missão de rever o VIM e promover a sua aplicação. O WG 2 é composto por até dois
representantes de cada organização membro, podendo ser acompanhados de um número
limitado de peritos. A 3ª edição do VIM foi preparada pelo WG 2.

Em 2004, foi submetido um primeiro documento de trabalho da 3ª edição do VIM, para


comentários e propostas, às 8 organizações representadas no JCGM que, na maioria dos

6
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

casos, consultaram os seus membros e associados, incluindo numerosos Laboratórios


Nacionais de Metrologia. Os comentários foram estudados e discutidos, tomados em
consideração quando adequados e respondidos pelo WG 2. Um documento final da 3ª edição
foi submetido em 2006 às 8 organizações para revisão e aprovação.

Todos os subsequentes comentários foram considerados e tomados em conta adequadamente


pelo WG 2.

A 3ª edição do VIM foi aprovada por unanimidade por todas as organizações-membro do


JCGM.

7
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

8
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Convenções

Regras terminológicas
As definições e termos dados nesta 3ª edição, bem como os seus formatos, respeitam tanto
quanto possível as regras terminológicas estabelecidas nas normas ISO 704, ISO 1087-1 e
ISO 10241. Em particular, aplica-se o princípio da substituição, segundo o qual é possível em
qualquer definição substituir um termo referindo um conceito algures existente no VIM, pela
definição correspondente, sem introduzir contradição ou circularidade.

Os conceitos estão agrupados em 5 capítulos por uma ordem lógica em cada capítulo.

Em algumas definições, o uso de conceitos não definidos, chamados “primitivos”, é


imprescindível. Neste Vocabulário, esses conceitos incluem: sistema, componente, fenómeno,
corpo, substância, propriedade, referência, exame, magnitude, material, dispositivo e sinal.

Para facilitar a compreensão das diferentes relações entre vários conceitos dados neste
Vocabulário, foram introduzidos diagramas-conceptuais de carácter informativo no Anexo A.
Número de referência
Os conceitos existentes, em ambas as 2ª e 3ª edições, têm uma dupla referência: a da 3ª
edição a negrito e a da 2ª edição em parêntesis sem negrito.
Sinónimos
São admitidos múltiplos termos para os mesmos conceitos. Quando existe mais de um o
primeiro é o preferido e é utilizado sempre que possível.
Impressão a negrito
Os termos utilizados numa definição são impressos a negrito. No texto de uma dada entrada,
os termos que são definidos algures no VIM são também impressos a negrito na primeira
aparição.
Citações
No texto, entre aspas simples ou duplas são usadas para referir citações de outros termos
salvo quando estão em negrito, ou para isolar palavras ou grupos de palavras do seu contexto.
Sinal decimal
O sinal decimal em português é a vírgula na linha.
Termos portugueses “medida” e “medição”
A palavra portuguesa “medida” tem múltiplos significados. Assim, neste Vocabulário (como
nas edições anteriores) é utilizada a palavra “medição” para significar o acto da medição e a
palavra “medida”, em regra, está associada ao resultado da medição.

Símbolo de “igual por definição”


O símbolo “:=” significa “é igual por definição”, tal como está estabelecido nas séries de
normas ISO/IEC 80000.

9
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Intervalo
O termo "intervalo" é utilizado junto com o símbolo [a; b] para referir o conjunto de números
reais x tais que a ≤ x ≤ b , em que a e b > a são números reais. O termo "intervalo" é
utilizado aqui para “intervalo fechado”. Os símbolos a e b são os “limites” do intervalo [ a; b ].

EXEMPLO

[-4; 2]

-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 x

Limite a = -4 Limite b = 2

Os dois limites -4 e 2 do intervalo [-4; 2] podem ser referidos como -1 ± 3. A última expressão
não identifica o intervalo [-4; 2].
Gama do intervalo
Gama
A gama do intervalo [ a; b ] é a diferença b − a e identifica-se como r [ a; b ] .
1

EXEMPLO

r [-4; 2] = 2 - (-4) = 6

-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 x

r=6

Nota: Em inglês, este conceito é denominado “range” ou “span”.

1
Nota do tradutor: a letra “r ” provém do inglês “range” e foi adoptada no português, tal como no francês, muito embora o
termo francês seja “étendue”,

10
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Âmbito

Neste Vocabulário, são dados as definições e os termos associados, em português, inglês e


francês, para um sistema de conceitos básicos e gerais, usados em Metrologia, juntamente
com diagramas conceptuais que mostram as suas relações. É dada informação adicional na
forma de Exemplos e Notas em diversas definições.

Este Vocabulário pretende ser uma referência para cientistas e engenheiros – incluindo
físicos, químicos, médicos, bem como para professores e técnicos – envolvidos no
planeamento e realização de medições, qualquer que seja o nível de incerteza e campo de
aplicação. Pretende ser também uma referência para organizações governamentais e
intergovernamentais, associações comerciais, organismos de acreditação, reguladores e
associações profissionais.

São referidos conceitos para descrever a medição segundo diferentes abordagens. As


organizações que integram o JCGM podem seleccionar os conceitos e definições de acordo
com as respectivas terminologias. Todavia, este Vocabulário pretende promover a
harmonização global da terminologia metrológica.

11
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

12
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Capítulo 1: Grandezas e unidades

1.1 (1.1)
grandeza / quantity / grandeur
propriedade de um fenómeno, corpo, ou substância, que se pode exprimir quantitativamente
sob a forma de um número e de uma referência

NOTA 1 O conceito genérico de uma grandeza pode ser subdividido em conceitos específicos a
vários níveis, como indicado na tabela seguinte. A coluna da esquerda da tabela apresenta
conceitos específicos do conceito de grandeza. Estes são conceitos genéricos para as
grandezas individuais da coluna da direita.

raio, r raio do círculo A, r A ou r (A)


comprimento, l comprimento da radiação D do sódio, λ D ou
comprimento de onda, λ
λ (D; Na)
energia cinética da partícula i num dado
energia cinética, T
energia, E sistema, T i

calor, Q calor de vaporização da amostra i de água, Q i

carga eléctrica, Q carga eléctrica do protão, e

resistência eléctrica da resistência i num dado


resistência eléctrica, R
circuito, R i
concentração da quantidade de matéria da concentração da quantidade de matéria de
entidade B, c B etanol na amostra de vinho i , c i (C 2 H 5 OH)
número volúmico de eritrocitos na amostra de
número volúmico da entidade B, C B
sangue i , C (Erys; B i)

dureza Rockwell C (150 kg de carga), dureza Rockwell C da amostra de aço i ,


HRC(150 kg) HRC i(150 kg)

NOTA 2 Uma referência pode ser uma unidade de medida, um procedimento de medição, um
material de referência ou uma combinação deles.

NOTA 3 Os símbolos das grandezas são definidos na norma internacional ISO/IEC 80000,
Grandezas e unidades. Os símbolos das grandezas são escritos em itálico. Um dado
símbolo pode indicar diferentes grandezas.

NOTA 4 O formato preferido pela IUPAC-IFCC para a designação de grandezas na biomedicina é


“Sistema−Componente; grandeza em sentido geral”.

EXEMPLO: “Plasma (Sangue)−Ião de sódio; concentração de quantidade de matéria


igual a 143 mmol/l numa dada pessoa em determinado momento”.

NOTA 5 Uma grandeza tal como definida aqui é um escalar. Contudo, um vector ou um tensor cujos
componentes sejam grandezas também são considerados grandezas.

NOTA 6 Em caso de ambiguidade, o termo ”grandeza” pode ser qualificado, por exemplo, “grandeza
física”, “grandeza química”, “grandeza biológica” ou grandeza de base e grandeza
derivada.

1.2 (1.1, nota 2)


natureza de uma grandeza / kind of quantity / nature de grandeur
natureza / kind / nature
aspecto comum a grandezas mutuamente comparáveis

13
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 1 Em inglês, o termo “grandeza em sentido geral” e “grandeza” são frequentemente usados
para kind of quantity. Em francês, o termo “nature” só é usado em expressões tais como
“grandeurs de même nature” (em inglês, “quantities of the same kind”).

EXEMPLOS: As grandezas diâmetro, perímetro e comprimento de onda, são


geralmente consideradas grandezas da mesma natureza, nomeadamente, da natureza
da grandeza denominada comprimento.

As grandezas calor, energia cinética e energia potencial são geralmente consideradas


grandezas da mesma natureza, nomeadamente, da natureza da grandeza denominada
energia.

NOTA 2 O agrupamento de grandezas segundo a sua natureza é de certo modo arbitrário.

EXEMPLO: As grandezas momento de força e energia, por convenção, não são


consideradas da mesma natureza, apesar de terem a mesma dimensão. Do mesmo
modo, a capacidade térmica e a entropia, bem como o número de entidades,
permeabilidade relativa e a fracção mássica.

NOTA 3 Grandezas da mesma natureza, num dado sistema de grandezas, têm a mesma dimensão
da grandeza. Contudo, grandezas com a mesma dimensão não são necessariamente da
mesma natureza.

1.3 (1.2)
sistema de grandezas / system of quantities / système de grandeurs
conjunto de grandezas associado a um conjunto de relações não contraditórias entre essas
grandezas

NOTA As grandezas ordinais, tais como a dureza Rockwell C, não são usualmente consideradas
parte de um sistema de grandezas porque apenas estão relacionadas com outras
grandezas mediante relações empíricas.

1.4 (1.3)
grandeza de base / base quantity / grandeur de base
grandeza num subconjunto convencionalmente escolhido de um dado sistema de grandezas,
no qual nenhuma grandeza do subconjunto possa ser expressa em função das outras

NOTA 1 O subconjunto mencionado na definição é denominado o conjunto das grandezas de base.

EXEMPLO: O conjunto de grandezas de base do Sistema Internacional de


Grandezas (ISQ) é dado em 1.6.

NOTA 2 As grandezas de base são referidas como mutuamente independentes, dado que uma
grandeza de base não pode ser expressa como o produto de potências das outras
grandezas de base.

NOTA 3 A grandeza “número de entidades” pode ser considerada uma grandeza de base em
qualquer sistema de grandezas.

1.5 (1.4)
grandeza derivada / derived quantity / grandeur dérivée
grandeza, num sistema de grandezas, definida em função das grandezas de base desse
sistema

EXEMPLO: Num sistema de grandezas que tenha as grandezas de base comprimento


e massa, a massa volúmica é uma grandeza derivada, definida como o quociente da
massa pelo volume (comprimento ao cubo).

14
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

1.6
Sistema Internacional de grandezas / International System of Quantities / Système
international de grandeurs
ISQ
sistema de grandezas baseado nas sete grandezas de base comprimento, massa, tempo,
corrente eléctrica, temperatura termodinâmica, quantidade de matéria e intensidade luminosa

NOTA 1 Este sistema de grandezas está publicado na norma internacional ISO/IEC 80000,
Grandezas e unidades.

NOTA 2 O Sistema Internacional de Unidades (SI), ver item 1.16, está baseado no ISQ.

1.7 (1.5)
dimensão da grandeza / quantity dimension ou dimension of a quantity / dimension
d'une grandeur
dimensão / dimension / dimension
expressão da dependência de uma grandeza em relação às grandezas de base de um
sistema de grandezas sob a forma do produto de potências de factores correspondendo às
grandezas de base omitindo qualquer factor numérico
–2
EXEMPLO 1: No SI, a dimensão da grandeza força é expressa como dim F = L M T .

EXEMPLO 2: No mesmo sistema de grandezas, dim ϱ B = M L é a dimensão da


-3

–3
grandeza concentração mássica do componente B e M L é também a dimensão da
massa volúmica ϱ .

EXEMPLO 3: O período T de um pêndulo de comprimento l, num local com a


aceleração da gravidade g, é:


ou T = C (g ) l onde C ( g ) =
l
T = 2π
g g

Assim,

dim C( g ) = L-1/2 T

NOTA 1 Uma potência de um factor é o factor elevado a um expoente. Cada factor é a dimensão da
grandeza de base.

NOTA 2 A representação simbólica convencionada da dimensão de uma grandeza de base é uma


única letra maiúscula romana direita. A representação simbólica convencionada da
dimensão de uma grandeza derivada é o produto de potências das dimensões das
grandezas de base de acordo com a definição da grandeza derivada. A dimensão da
grandeza Q é notada por dim Q .

NOTA 3 Ao estabelecer a dimensão de uma grandeza não interessa o carácter de escalar, vector ou
tensor.

NOTA 4 Num dado sistema de grandezas,

– grandezas da mesma natureza têm a mesma dimensão,

– grandezas de diferentes dimensões são sempre de natureza diferente e

– grandezas da mesma dimensão nem sempre são da mesma natureza.

15
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 5 No ISQ, os símbolos que representam as dimensões das grandezas de base são:

Grandeza de base Símbolo da dimensão

comprimento L
massa M
tempo T
corrente eléctrica I
temperatura termodinâmica Θ
quantidade de matéria N
intensidade luminosa J

Assim, a dimensão da grandeza Q é notada por dim Q = L α M β T γ I δ Θ ε N ζ J η onde os


expoentes, denominados expoentes dimensionais, são positivos, negativos, ou zero.

1.8 (1.6)
grandeza adimensional / quantity of dimension one / grandeur sans dimension
grandeza de dimensão um / dimensionless quantity / grandeur de dimension un
grandeza para a qual todos os expoentes dos factores correspondentes às grandezas de
base na sua dimensão são zero

NOTA 1 O termo “grandeza adimensional” é vulgarmente usado na linguagem portuguesa. Ele


resulta do facto de que todos os expoentes são zero na representação simbólica da
dimensão dessas grandezas. O termo “grandeza de dimensão um” reflecte a convenção
segundo a qual a representação simbólica de tais grandezas é o símbolo 1 (ver ISO 31-
0:1992, subcláusula 2.2.6).

NOTA 2 As unidades de medida e os valores das grandezas adimensionais são números, mas tais
grandezas fornecem mais informação do que um número.

NOTA 3 Algumas grandezas adimensionais são definidas pelas relações entre duas grandezas da
mesma natureza.

EXEMPLOS: ângulo plano, ângulo sólido, índice de refracção, permeabilidade relativa,


fracção mássica, factor de atrito, número de Mach.

NOTA 4 Os números de entidades são grandezas adimensionais.

EXEMPLOS: Número de espiras numa bobine, número de moléculas numa dada


amostra, degenerescência (número de níveis energéticos) de um sistema quântico.

1.9 (1.7)
unidade de medida / measurement unit ou unit of measurement / unité de mesure
unidade / unit / unité
grandeza escalar, definida e adoptada por convenção, com a qual qualquer outra grandeza da
mesma natureza pode ser comparada para exprimir a relação das duas grandezas sob a
forma de um número

NOTA 1 As unidades de medida têm nomes e símbolos designados por convenção.

NOTA 2 As unidades de medida da mesma dimensão são designadas pelo mesmo nome e símbolo,
mesmo quando as grandezas não são da mesma natureza. Por exemplo, joule por kelvin e
J/K são respectivamente o nome e símbolo da unidade de medida de capacidade térmica e
da unidade de medida de entropia, que não são geralmente consideradas grandezas da
mesma natureza. Contudo, existem alguns casos especiais de nomes de unidades de
medida de uso restringido a certas grandezas de uma natureza especificada. Por exemplo,

16
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

a unidade de medida ‘segundo à potência menos um’ (1/s) é chamada hertz (Hz) quando
usada para frequências e becquerel (Bq) quando usada para a actividade de radionuclidos.

NOTA 3 As unidades de medida de grandezas adimensionais são números. Em alguns casos são
dados nomes especiais a estas unidades, por exemplo, radiano, esterradiano e decibel, ou
-3
são expressas por quocientes tais como milimole por mole igual a 10 e micrograma por
-9
quilograma igual a 10 .

NOTA 4 Para uma dada grandeza, o termo “unidade” é muitas vezes associado ao nome da
grandeza, tal como “unidade de massa”.

1.10 (1.13)
unidade de base / base unit / unité de base
unidade de medida que é adoptada por convenção para uma grandeza de base

NOTA 1 Num sistema de unidades coerente, há apenas uma unidade de base para cada grandeza
de base.

EXEMPLO: No ISQ, o metro é a unidade de base de comprimento. No sistema CGS, o


centímetro é unidade de base de comprimento.

NOTA 2 Uma unidade de base pode ser também usada para uma unidade derivada da mesma
dimensão.

EXEMPLO: A pluviosidade, definida como volume por área, tem o metro como unidade
de medida coerente no SI.

NOTA 3 Para o número de entidades, o número um, símbolo 1, pode ser considerado a unidade de
base em qualquer sistema de unidades.

1.11 (1.14)
unidade derivada / derived unit / unité dérivée
unidade de medida para uma grandeza derivada

EXEMPLOS: O metro por segundo, símbolo m/s e o centímetro por segundo, símbolo
cm/s, são unidades derivadas da velocidade no SI. O quilómetro por hora, símbolo
km/h, é uma unidade de medida de velocidade fora do SI mas aceite para uso com o
SI. O nó, igual a uma milha náutica por hora, é uma unidade de medida fora do SI.

1.12 (1.10)
unidade derivada coerente / coherent derived unit / unité dérivée cohérente
unidade derivada que, para um dado sistema de grandezas e para um dado conjunto de
unidades de base, é o produto de potências das unidades de base sem outro factor de
proporcionalidade que o número um

NOTA 1 Uma potência de uma unidade de base é a unidade de base elevada a um expoente.

NOTA 2 A coerência só pode ser determinada relativamente a um sistema de grandezas particular e


a um dado conjunto de unidades de base.

EXEMPLOS: Se o metro, o segundo e a mole são unidades de base, o metro por


segundo é a unidade derivada coerente de velocidade quando a velocidade é definida
pela equação da grandeza v = dr / dt , e a mole por metro cúbico é a unidade derivada
coerente de concentração de quantidade de matéria quando a concentração de
quantidade de matéria é definida pela equação da grandeza c = n / V . O quilómetro por
hora e o nó, dados como exemplos de unidades derivadas em 1.11, são unidades
derivadas não coerentes nesse sistema.

17
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 3 Uma unidade derivada pode ser coerente num sistema de grandezas e não o ser noutro.

EXEMPLO: O centímetro por segundo é a unidade derivada coerente de velocidade no


sistema de unidades CGS mas não é uma unidade derivada coerente no SI.

NOTA 4 A unidade derivada coerente para qualquer grandeza adimensional num dado sistema de
unidades é o número um, símbolo 1. O nome e o símbolo da unidade de medida um não
são geralmente indicados.

1.13 (1.9)
sistema de unidades / system of units / système d'unités
conjunto de unidades de base e unidades derivadas, dos seus múltiplos e submúltiplos,
definidos de acordo com as regras de um dado sistema de grandezas

1.14 (1.11)
sistema coerente de unidades / coherent system of units / système cohérent d'unités
sistema de unidades, baseado num dado sistema de grandezas, no qual a unidade de medida
para cada grandeza derivada é uma unidade derivada coerente

EXEMPLO: O conjunto das unidade SI coerentes e as relações entre essas unidades.

NOTA 1 Um sistema de unidades só é coerente relativamente a um sistema de grandezas e às


unidades de base adoptadas.

NOTA 2 Para um sistema coerente de unidades, as equações de valores numéricos têm a mesma
forma, incluindo factores numéricos, das correspondentes equações das grandezas.

1.15 (1.15)
unidade fora do sistema / off-system measurement unit ou off-system unit / unité hors
système
unidade de medida que não pertence a um dado sistema de unidades
-19
EXEMPLO 1: O electrãovolt (cerca de 1,602 18 × 10 J) é uma unidade da grandeza
energia fora do sistema, relativamente ao SI.

EXEMPLO 2: O dia, a hora e o minuto são unidades de medida fora do sistema,


relativamente ao SI.

1.16 (1.12)
Sistema Internacional de unidades / International System of Units / Système
international d'unités
SI
Sistema de unidades baseado no Sistema Internacional de grandezas, incluindo os nomes
e símbolos das unidades, as séries de prefixos e os respectivos nomes e símbolos,
juntamente com as regras para o seu uso, adoptado pela Conferência Geral de Pesos e
Medidas (CGPM)

NOTA 1 O SI baseia-se nas sete grandezas de base do ISQ e os nomes e os símbolos das
unidades de base estão contidos na tabela seguinte:

18
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Grandeza de base Unidade de base

Nome Nome Símbolo

comprimento metro m
massa quilograma kg
tempo segundo s
corrente eléctrica ampere A
temperatura termodinâmica kelvin K
quantidade de matéria mole mol
intensidade luminosa candela cd

NOTA 2 As unidades de base e as unidades derivadas coerentes do SI constituem um conjunto


coerente, chamado “conjunto das unidades do SI coerentes”.

NOTA 3 Para uma descrição completa do Sistema Internacional de unidades, ver a corrente edição
da brochura SI publicada pelo Bureau International des Poids et Mesures (BIPM) e
disponível no sítio do BIPM www.bipm.org.

NOTA 4 Na álgebra das grandezas, a grandeza ‘número de entidades’ é frequentemente


considerada uma grandeza de base, com a unidade de base um, símbolo 1.

NOTA 5 Os prefixos SI para os múltiplos e submúltiplos das unidades são:

Prefixo Prefixo
Factor Factor
Nome Símbolo Nome Símbolo

10 −
1 1
10 deca da deci d
2 −2
10 hecto h 10 centi c
3 −3
10 quilo k 10 mili m

10 −
6 6
10 mega M micro µ
9 −9
10 giga G 10 nano n
12 − 12
10 tera T 10 pico p

10 −
15 15
10 peta P femto f
18 − 18
10 exa E 10 atto a

10 −
21 21
10 zetta Z zepto z

10 −
24 24
10 yotta Y yocto y

1.17 (1.16)
múltiplo de uma unidade / multiple of a unit / multiple d'une unité
unidade de medida obtida pela multiplicação de uma dada unidade de medida por um inteiro
superior a um

EXEMPLO 1: O quilómetro é um múltiplo decimal do metro.

EXEMPLO 2: A hora é um múltiplo não-decimal do segundo.

NOTA 1 Os prefixos para os múltiplos decimais das unidades SI de base e derivadas são dados na
NOTA 5 de 1.16.

19
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 2 Os prefixos SI representam estritamente potências de 10 e não devem ser usados para
potências de 2. Por exemplo, 1 kilobit não deve ser usado para representar 1 024 bits
10
(2 bits), mas sim 1 kibibit.

Prefixos para os múltiplos binários:

Factor Prefixo

Nome Símbolo
10 8
(2 ) yobi Yi
10 7
(2 ) zebi Zi
10 6
(2 ) exbi Ei
10 5
(2 ) pebi Pi
10 4
(2 ) tebi Ti
10 3
(2 ) gibi Gi
10 2
(2 ) mebi Mi
10 1
(2 ) kibi Ki

Fonte: IEC 80000-13

1.18 (1.17)
submúltiplo de uma unidade / submultiple of a unit / sous-multiple d'une unité
unidade de medida obtida pela divisão de uma dada unidade de medida por um inteiro
superior a um

EXEMPLO 1: O milímetro é um submúltiplo decimal do metro.

EXEMPLO 2: Para o ângulo plano, o segundo é um submúltiplo não decimal do minuto.

NOTA Os prefixos SI para os submúltiplos decimais são dados na NOTA 5 de 1.16.

1.19 (1.18)
valor de uma grandeza / quantity value ou value of a quantity / valeur d'une grandeur
valor / value / valeur
conjunto de um número e de uma referência constituindo a expressão quantitativa de uma
grandeza

EXEMPLO 1: Comprimento de uma dada barra:

5,34 m ou 534 cm

EXEMPLO 2: Massa de um dado corpo:

0,152 kg ou 152 g

EXEMPLO 3: Curvatura de um dado arco:

112 m −
1

EXEMPLO 4: Temperatura Celsius de uma dada amostra:

−5 °C

20
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

EXEMPLO 5: Impedância eléctrica de um dado elemento de um circuito a uma dada


frequência, em que j é a unidade imaginária:

(7 + 3j) Ω

EXEMPLO 6: Índice de refracção de uma dada amostra de vidro:

1,32

EXEMPLO 7: Dureza Rockwell C de uma dada amostra (150 kg de carga):

43,5 HRC(150 kg)

EXEMPLO 8: Fracção mássica de cádmio numa dada amostra de cobre:


−9
3 µg/kg ou 3 × 10
2+
EXEMPLO 9: Molalidade de Pb numa dada amostra de água:

1,76 µmol/kg

EXEMPLO 10: Concentração de quantidade de matéria arbitrária de lutropina numa


dada amostra de plasma (norma internacional 80/552 da OMS):

5,0 UI/L

NOTA 1 O valor de uma grandeza tanto pode ser, de acordo com o tipo de referência:

- o produto de um número por uma unidade de medida (ver os Exemplos 1, 2, 3, 4, 5,


8 e 9); a unidade um é geralmente omitida para as grandezas adimensionais (ver os
Exemplos 6 e 8);

- um número e a referência a um procedimento de medição (ver o Exemplo 7);

- um número e um material de referência (ver o Exemplo 10).

NOTA 2 O número pode ser complexo (ver o Exemplo 5).

NOTA 3 O valor de uma grandeza pode ser apresentado em mais de uma forma (ver os Exemplos 1,
2 e 8).

NOTA 4 No caso de uma grandeza vectorial ou tensorial, cada componente tem um determinado
valor.

EXEMPLO: Força vectorial actuando numa dada partícula, por exemplo, em


coordenadas cartesianas: (F x ; F y ; F z) = (−31,5; 43,2; 17,0) N.

1.20 (1.21)
valor numérico de uma grandeza / numerical quantity value ou numerical value of a
quantity / valeur numérique d'une grandeur
valor numérico / numerical value / valeur numérique
número na expressão do valor de uma grandeza, que não o número usado como referência

NOTA 1 Para as grandezas adimensionais, a referência é uma unidade de medida que é um


número e não é considerado parte do valor numérico de uma grandeza.

EXEMPLO: Numa fracção de quantidade de matéria igual a 3 mmol/mol, o valor


numérico da grandeza é 3 e a unidade é mmol/mol. A unidade mmol/mol é
numericamente igual a 0,001, mas este número 0,001 não é parte do valor numérico
da grandeza, que permanece 3.

21
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 2 Para grandezas que têm uma unidade de medida (i.e. aquelas que não grandezas ordinais),
o valor numérico {Q} de uma grandeza Q é frequentemente notado {Q} = Q/[Q], em que [Q]
nota a unidade de medida.

EXEMPLO: Para um valor de uma grandeza de 5,7 kg, o valor numérico da grandeza é
{m} = (5,7 kg)/kg = 5,7. O mesmo valor da grandeza pode ser expresso como 5 700 g
no qual neste caso o valor numérico da grandeza é {m} = (5 700 g)/g = 5 700.

1.21
álgebra das grandezas / quantity calculus / algèbre des grandeurs
conjunto de regras e operações matemáticas aplicadas às grandezas que não as grandezas
ordinais

NOTA Na álgebra das grandezas, as equações das grandezas são preferidas às equações dos
valores numéricos porque as equações das grandezas são independentes da escolha das
unidades de medida, enquanto as equações dos valores numéricos o não são (ver
ISO 31-0:1992, subcláusula 2.2.2).

1.22
equação das grandezas / quantity equation / équation aux grandeurs
relação matemática entre grandezas num dado sistema de grandezas, independente das
unidades de medida

EXEMPLO 1: Q 1 = ζ Q 2 Q 3 em que Q 1 , Q 2 , e Q 3 notam diferentes grandezas e onde ζ é


um factor numérico.

EXEMPLO 2: T = (1/2) mv , em que T é a energia cinética e v a velocidade de uma


2

partícula especificada de massa m.

EXEMPLO 3: n = It/F em que n é a quantidade de matéria de um componente


univalente, I a corrente eléctrica, t a duração da electrólise e F a constante de
Faraday.

1.23
equação das unidades / unit equation / équation aux unités
relação matemática entre as unidades de base, as unidades derivadas coerentes e outras
unidades de medida

EXEMPLO 1: Para as grandezas do Exemplo 1 do item 1.22, [Q 1 ] = [Q 2 ] [Q 3 ] em que


[Q 1 ], [Q 2 ], e [Q 3 ] representam as unidades de medida de Q 1 , Q 2 e Q 3 , respectivamente,
desde que estas unidades de medida estejam num sistema coerente de unidades.

EXEMPLO 2: J := kg m /s , em que J, kg, m, e s são os símbolos para o joule,


2 2

quilograma, metro e segundo, respectivamente. (O símbolo “:=” significa “é igual por


definição”, tal como está estabelecido nas séries de normas ISO 80000 e IEC 80000).

EXEMPLO 3: 1 km/h = (1/3,6) m/s.

1.24
factor de conversão entre unidades / conversion factor between units / facteur de
conversion entre unités
relação entre duas unidades de medida para grandezas da mesma natureza

EXEMPLO: km/m = 1 000 e consequentemente 1 km = 1 000 m.

22
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA As unidades de medida podem pertencer a diferentes sistemas de unidades.

EXEMPLO 1: h/s = 3 600 e consequentemente 1 h = 3 600 s;

EXEMPLO 2: (km/h)/(m/s) = (1/3,6) e consequentemente 1 km/h = (1/3,6) m/s.

1.25
equação dos valores numéricos / numerical value equation ou numerical quantity value
equation / équation aux valeurs numériques
relação de igualdade entre os valores numéricos, baseada numa dada equação das
grandezas e das unidades de medida especificadas

EXEMPLO 1: Para as grandezas do Exemplo 1 do item 1.22, {Q 1 } = ζ {Q 2 } {Q 3 } em que


{Q 1 }, {Q 2 }, e {Q 3 } representam os valores numéricos de Q 1 , Q 2 e Q 3 , respectivamente,
desde que estejam expressos em unidades de base ou unidades derivadas
coerentes ou ambas.

EXEMPLO 2: Na equação da energia cinética de uma partícula, T = (1/2) mv 2 , se


m = 2 kg e v = 3 m/s, então {T} = (1/2) × 2 × 3 é a equação dos valores numéricos que
2

dá o valor numérico 9 para T em joules.

1.26
grandeza ordinal / ordinal quantity / grandeur ordinale ou grandeur repérable
grandeza definida por um procedimento de medição adoptado por convenção, que pode ser
classificada com outras grandezas da mesma natureza, segundo a ordem crescente ou
decrescente das suas expressões quantitativas, mas para a qual não podem ser estabelecidas
relações algébricas entre elas

EXEMPLO 1: Dureza Rockwell C.

EXEMPLO 2: Número de octanas para combustíveis.

EXEMPLO 3: Magnitude de um sismo na Escala de Richter.

EXEMPLO 4: Nível subjectivo de dor abdominal humana numa escala de zero a cinco.

NOTA 1 As grandezas ordinais só podem entrar em relações empíricas e não têm nem unidades de
medida nem dimensões. As diferenças e as relações entre grandezas ordinais não têm
significado físico.

NOTA 2 As grandezas ordinais são estabelecidas de acordo com escalas ordenadas (ver 1.28).

1.27
escala de valores / quantity-value scale / échelle de grandeurs
escala de medição / measurement scale / échelle de mesure
conjunto ordenado de valores de grandezas de uma dada natureza, utilizado para classificar
grandezas dessa natureza em ordem crescente ou decrescente nas suas expressões
quantitativas

EXEMPLO 1: Escala de temperatura Celsius.

EXEMPLO 2: Escala de tempo.

EXEMPLO 3: Escala de dureza C de Rockwell.

23
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

1.28 (1.22)
escala de referência / ordinal quantity-value scale / échelle ordinale
escala ordinal / ordinal value scale / échelle de repérage
escala de valores de uma grandeza, estabelecida por acordo formal, permitindo apenas a
ordenação quantitativa de grandezas

EXEMPLO 1: Escala de dureza C de Rockwell.

EXEMPLO 2: Escala do número de octanas para combustíveis.

NOTA Uma escala de referência pode ser estabelecida por medições de acordo com um
procedimento de medição.

1.29
escala de referência convencional / conventional reference scale / échelle de référence
conventionnelle
escala de valores definida por um acordo formal

1.30
propriedade nominal / nominal property / propriété qualitative
atributo /---/ attribut
propriedade de um fenómeno, corpo ou substância a que não pode ser atribuída expressão
quantitativa

EXEMPLO 1: Sexo de um ser humano.

EXEMPLO 2: Cor de uma amostra de tinta.

EXEMPLO 3: Cor de um spot test em química.

EXEMPLO 4: Código dos países ISO de duas letras.

EXEMPLO 5: Sequência de aminoácidos num polipeptido.

NOTA 1 Uma propriedade nominal tem um valor que pode ser expresso por palavras, por código
alfanumérico ou outro processo.

NOTA 2 Uma propriedade nominal não pode ser confundida com o valor nominal de uma grandeza.

24
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Capítulo 2: Medição

2.1 (2.1)
medição / measurement / mesurage ou mesure
processo experimental para obter um ou mais valores razoavelmente atribuíveis a uma
grandeza

NOTA 1 A medição não se aplica a propriedades nominais.

NOTA 2 A medição implica a comparação de grandezas, incluindo a contagem de entidades.

NOTA 3 A medição pressupõe uma descrição da grandeza compatível com o uso pretendido de um
resultado da medição, um procedimento de medição e um sistema de medição
calibrado, a funcionar de acordo com o procedimento de medição especificado, incluindo as
condições de medição.

2.2 (2.2)
metrologia / metrology / métrologie
ciência da medição e suas aplicações

NOTA A metrologia compreende todos os aspectos teóricos e práticos da medição, qualquer que
seja a incerteza de medição e o domínio de aplicação.

2.3 (2.6)
mensuranda / measurand / mesurande
grandeza que se pretende medir

NOTA 1 A especificação de uma mensuranda exige conhecimento da natureza da grandeza, a


descrição do estado do fenómeno, corpo ou substância de que a grandeza é uma
propriedade, incluindo qualquer componente relevante e as entidades químicas envolvidas.

NOTA 2 Na 2ª edição do VIM e na IEC 60050-300:2001, a mensuranda é definida como a “grandeza


submetida à medição”.

NOTA 3 A medição, incluindo o sistema de medição e as condições nas quais a medição é


efectuada, pode alterar o fenómeno, corpo, ou substância de tal forma que a grandeza sob
medição pode diferir da mensuranda. Neste caso, é necessária uma correcção adequada.

EXEMPLO 1: A diferença de potencial entre terminais de uma bateria pode diminuir se


na medição for usado um voltímetro que tenha uma condutância interna elevada. A
diferença de potencial em circuito aberto pode ser calculada sabendo as resistências
internas da bateria e do voltímetro.

EXEMPLO 2: O comprimento de uma barra em equilíbrio com a temperatura ambiente


de 23 °C pode ser diferente do comprimento da barra à temperatura de referência de
20 °C, que é a mensuranda. Neste caso, é necessária uma correcção adequada.

NOTA 4 Na química, “analito”, ou o nome de uma substância ou composto, são termos por vezes
usados para ‘mensuranda’. Esta utilização é errónea porque estes nomes não se referem a
grandezas.
2.4 (2.3)
princípio de medição / measurement principle ou principle of measurement / principe de
mesure
fenómeno que serve de fundamento a uma medição

25
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

EXEMPLO 1: Efeito termoeléctrico aplicado à medição de temperatura.

EXEMPLO 2: Absorção de energia aplicada à medição de concentração em quantidade


de matéria.

EXEMPLO 3: Diminuição da concentração de glucose no sangue de um coelho em


jejum, aplicada na medição da concentração de insulina numa preparação.

NOTA O fenómeno pode ser de natureza física, química ou biológica.

2.5 (2.4)
método de medição / measurement method ou method of measurement / méthode de
mesure
descrição genérica da sequência lógica de operações seguidas numa medição

NOTA Os métodos de medição podem ser classificados de várias maneiras, como:

- Método de medição de substituição,

- Método de medição diferencial,

- Método de medição a zero;

ou

- Método de medição directo,

- Método de medição indirecto.

Ver IEC 60050-300:2001.

2.6 (2.5)
procedimento de medição / measurement procedure / procédure de mesure ou
procédure opératoire
descrição detalhada de uma medição de acordo com um ou mais princípios de medição e
um dado método de medição, baseado num modelo de medição e incluindo todos os
cálculos para obter um resultado da medição

NOTA 1 Um procedimento de medição é usualmente documentado com detalhe suficiente para


permitir a um operador executar a medição.

NOTA 2 Um procedimento de medição pode incluir uma incerteza-alvo.

NOTA 3 Um procedimento de medição é por vezes denominado em inglês standard operating


procedure, abreviadamente SOP. O termo “mode opératoire de mesure” era utilizado na
segunda edição do VIM francesa.

2.7
procedimento de medição de referência / reference measurement procedure / procédure
de mesure de référence
procedimento de medição considerado como fornecendo resultados de medição adequados
ao fim pretendido na avaliação da fidelidade da medição dos valores medidos, obtidos por
outros procedimentos de medição para grandezas da mesma natureza, na calibração, ou na
caracterização de materiais de referência

26
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.8
procedimento de medição primário / primary reference measurement procedure ou
primary reference procedure / procédure de mesure primaire ou procédure opératoire
primaire
procedimento de medição de referência usado para obter um resultado da medição sem
relação com um padrão de medição para uma grandeza da mesma natureza

EXEMPLO: O volume de água escoado por uma pipeta de 50 ml a 20 °C é medido por


pesagem da água escoada num recipiente, efectuando a diferença da massa do
recipiente com a água e antes de a receber e corrigindo a diferença de massa para a
temperatura da água, por intermédio da massa volúmica (densidade).

NOTA 1 O Comité Consultivo para a Quantidade de Matéria – Metrologia em Química (CCQM) usa
para este conceito o termo “método de medição primário”.

NOTA 2 O CCQM (5ª Reunião, 1999) definiu dois conceitos subordinados, denominados
“procedimento de medição primário directo” e “procedimento primário de medição de
relação”.

2.9 (3.1)
resultado de medição / measurement result ou result of measurement / résultat de
mesure ou résultat d'un mesurage
conjunto de valores que são atribuídos à mensuranda juntamente com qualquer outra
informação relevante

NOTA 1 Um resultado de medição geralmente contém ‘informação relevante’ acerca do conjunto de


valores da grandeza, alguns dos quais podem ser mais representativos do que outros. Isto
pode ser expresso na forma de uma função de densidade de probabilidade (FDP).

NOTA 2 Um resultado de medição é geralmente expresso como um único valor medido e uma
incerteza de medição. Se a incerteza de medição é considerada desprezável para um
determinado objectivo, o resultado de medição pode ser expresso por um único valor
medido. Em muitos domínios, este é o modo usual de expressar um resultado de medição.

NOTA 3 Na literatura tradicional e na edição anterior do VIM, o resultado de medição era definido
como um valor atribuído à mensuranda e podia significar uma indicação ou um resultado
bruto ou corrigido, conforme o contexto.

2.10
valor medido / measured quantity value / valeur mesurée
valor medido de uma grandeza / measured value of a quantity ou measured value / ---
valor de uma grandeza que representa um resultado de medição

NOTA 1 Numa medição que envolva indicações repetidas, cada indicação pode ser usada para
obter o correspondente valor medido. Este conjunto de valores medidos individuais pode
ser usado de seguida para calcular um valor medido resultante, como uma média ou uma
mediana, cuja incerteza de medição associada é geralmente menor.

NOTA 2 Quando a gama de valores verdadeiros que se consideram representativos da


mensuranda é pequena comparada com a incerteza de medição, um valor medido pode ser
considerado como sendo uma estimativa de um valor verdadeiro essencialmente único e é
frequentemente uma média ou mediana de valores medidos individuais obtidos em
medições repetidas.

NOTA 3 No caso em que a gama de valores medidos que se consideram representativos da


mensuranda não é pequena, comparada com a incerteza de medição, um valor medido é
frequentemente uma estimativa da média ou mediana do conjunto de valores verdadeiros
da grandeza.

27
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 4 No Guia ISO/IEC 98-3:2008, os termos “resultado de medição”’ e “estimativa do valor


verdadeiro da mensuranda” ou apenas “estimativa da mensuranda” são usados para ‘valor
medido’.

2.11 (1.19)
valor verdadeiro / true quantity value / valeur vraie
valor verdadeiro de uma grandeza / true value of a quantity ou true value / valeur vraie d'une
grandeur
valor de uma grandeza consistente com a definição da grandeza

NOTA 1 Na abordagem de “erro”, da descrição de uma medição, o valor verdadeiro é considerado


único e, na prática, desconhecido. A abordagem de “incerteza” reconhece que na sequência
incompleta da quantidade de informação obtida de uma grandeza, não há um valor
verdadeiro único mas antes um conjunto de valores verdadeiros consistentes com a
definição. De qualquer modo, este conjunto de valores é em princípio e na prática
impossível de conhecer. Outras abordagens dispensam completamente o conceito de valor
verdadeiro e avaliam a validade dos resultados de medição através do conceito de
compatibilidade metrológica.

NOTA 2 No caso especial das constantes fundamentais, considera-se que a grandeza tem um único
valor verdadeiro.

NOTA 3 Quando a incerteza definicional associada a uma mensuranda é considerada desprezável


em relação a outras componentes da incerteza de medição, pode considerar-se que a
mensuranda tem um valor verdadeiro “essencialmente único”. Esta é a abordagem do Guia
ISO/IEC 98-3:2008, em que a palavra “verdadeiro” é considerada redundante .

2.12
valor convencional / conventional quantity value / valeur conventionnelle
valor convencional de uma grandeza / conventional value of a quantity ou conventional value /
valeur conventionnelle d'une grandeur
valor de uma grandeza atribuído por convenção a uma grandeza para um dado fim

EXEMPLO 1: Valor convencional da gravidade (ou “aceleração devida à gravidade”).

g n = 9,806 65 m·s −
2

EXEMPLO 2: Valor convencional da constante de Josephson.

K J-90 = 483 597,9 GHz·V −


1

EXEMPLO 3: Valor convencional de uma dada massa-padrão.

m = 100,003 47 g

NOTA 1 O termo “valor convencionalmente verdadeiro” é usado por vezes para este conceito, mas o
seu uso é desencorajado.

NOTA 2 Por vezes, um valor convencional é uma estimativa de um valor verdadeiro.

NOTA 3 Um valor convencional é geralmente considerado associado a uma pequena incerteza de


medição que pode ser nula.

28
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.13 (3.5)
exactidão / measurement accuracy / exactitude de mesure
exactidão de medição / accuracy of measurement ou accuracy / exactitude
aproximação entre um valor medido e um valor verdadeiro de uma mensuranda

NOTA 1 O conceito ‘exactidão de medição’ não designa uma grandeza e não lhe é atribuído um
valor numérico. Uma medição é dita mais exacta quando tem um menor erro de medição.

NOTA 2 O termo “exactidão de medição” não deve ser usado para justeza de medição e o termo
fidelidade de medição não deve ser usado para exactidão de medição, embora esteja
relacionado com ambos estes conceitos.

NOTA 3 A exactidão de medição é por vezes entendida como a aproximação entre os valores
medidos que são atribuídos à mensuranda.

2.14
justeza de medição / measurement trueness / justesse de mesure
justeza / trueness of measurement ou trueness / justesse
aproximação entre a média de um número infinito de valores medidos repetidos e um valor
de referência

NOTA 1 A justeza de medição não é uma grandeza e portanto não pode ser expressa
numericamente, mas na ISO 5725 são dadas características da justeza.

NOTA 2 A justeza de medição está inversamente relacionada com o erro sistemático de medição
mas não está relacionada com o erro aleatório de medição.

NOTA 3 A “exactidão de medição” não pode confundir-se com a “justeza de medição” nem
inversamente.

NOTA 4 Em português, seguiu-se a aproximação latina à língua francesa, tanto neste novo termo
como no seguinte.

2.15
fidelidade de medição / measurement precision / fidélité de mesure
fidelidade / precision / fidélité
aproximação entre indicações ou valores medidos obtidos por medições repetidas no
mesmo objecto ou objectos semelhantes em condições especificadas

NOTA 1 A fidelidade de medição é usualmente expressa na forma numérica por características tais
como, o desvio-padrão, a variância, ou o coeficiente de variação, nas condições
especificadas.

NOTA 2 As ‘condições especificadas’ podem ser, por exemplo, condições de repetibilidade,


condições de fidelidade intermédia ou condições de reprodutibilidade (ver ISO 5725-
3:1994).

NOTA 3 A fidelidade de medição é usada para definir a repetibilidade de medição, a fidelidade


intermédia de medição e a reprodutibilidade de medição.

NOTA 4 Por vezes, o termo “fidelidade” é erradamente usado para designar a exactidão de
medição.

NOTA 5 O termo ‘precisão’ que desapareceu do VIM logo na 1ª edição internacional, em 1984,
reaparece agora apenas na versão inglesa. Em português tal como em francês, optou-se
pela sua não reintrodução, pela confusão generalizada desse termo com todos os vários

29
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

conceitos usados para caracterizar a qualidade dos resultados da medição (exactidão,


justeza e fidelidade).

2.16 (3.10)
erro de medição / measurement error / erreur de mesure
erro / error of measurement ou error / erreur
diferença entre o valor medido de uma grandeza e um valor de referência

NOTA 1 O conceito de erro tanto pode ser usado:

a) quando há um valor de referência único, o que ocorre se uma calibração é


efectuada por meio de um padrão de medição com incerteza de medição
desprezável, ou se é dado um valor convencional, caso em que o erro é conhecido,
ou

b) se a mensuranda é supostamente representada por um único valor verdadeiro ou


um conjunto de valores verdadeiros de amplitude desprezável, caso em que o erro é
desconhecido.

NOTA 2 O erro de medição não deve confundir-se com um erro de produção ou um erro humano.

2.17 (3.14)
erro sistemático / systematic measurement error ou systematic error of measurement ou
systematic error / erreur systématique
componente do erro de medição que em medições repetidas permanece constante ou varia
de uma forma previsível

NOTA 1 O valor de referência para um erro sistemático é um valor verdadeiro, ou um valor


medido de um padrão de incerteza de medição desprezável, ou um valor convencional.

NOTA 2 O erro sistemático e as suas causas podem ser conhecidos ou desconhecidos. Deve
aplicar-se uma correcção para compensar um erro sistemático conhecido.

NOTA 3 O erro sistemático é igual ao erro de medição menos o erro aleatório.

2.18
erro de justeza / measurement bias ou bias / erreur de justesse
estimativa de um erro sistemático

2.19 (3.13)
erro aleatório / random measurement error ou random error of measurement ou random
error / erreur aléatoire
componente do erro de medição que em medições repetidas varia de forma imprevisível

NOTA 1 O valor de referência para um erro aleatório é a média que resultaria de um número infinito
de medições repetidas da mesma mensuranda.

NOTA 2 Os erros aleatórios de um conjunto de medicões repetidas formam uma distribuição que
pode ser sumarizada pela esperança matemática, geralmente assumida como nula, e pela
sua variância.

NOTA 3 O erro aleatório é igual ao erro de medição menos o erro sistemático.

30
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.20 (3.6, notas 1 e 2)


condição de repetibilidade / repeatability condition of measurement ou repeatability
condition / condition de répétabilité
condição de medição num conjunto de condições, que inclui o mesmo procedimento de
medição, os mesmos operadores, o mesmo sistema de medição, as mesmas condições
operativas e a mesma localização, e medições repetidas no mesmo objecto ou objectos
similares, num curto intervalo de tempo

NOTA 1 Uma condição de medição só é uma condição de repetibilidade para um conjunto


determinado de condições de repetibilidade.

NOTA 2 Na química, usa-se por vezes o termo “condição de fidelidade intrasérie” para designar este
conceito.

2.21 (3.6)
repetibilidade de medição / measurement repeatability / répétabilité de mesure
repetibilidade / repeatability / répétabilité
fidelidade de medição para um conjunto de condições de repetibilidade

2.22
condição de fidelidade intermédia / intermediate precision condition of measurement ou
intermediate precision condition / condition de fidélité intermédiaire

condição de medição, num conjunto de condições que inclui o mesmo procedimento de


medição, o mesmo local e medições repetidas no mesmo objecto ou objectos similares,
durante um intervalo de tempo alargado, mas que pode incluir outras condições que se fazem
variar

NOTA 1 As condições que se fazem variar podem abranger novas calibrações, os padrões, os
operadores e os sistemas de medição.

NOTA 2 A especificação das condições deve referir, na medida do possível, as que se fazem variar
e as que ficam inalteradas.

NOTA 3 Na química, o termo “condição de fidelidade intermédia inter-séries” é por vezes usado para
designar este conceito.

2.23
fidelidade intermédia de medição / intermediate measurement precision / fidélité
intermédiaire de mesure
fidelidade intermédia / intermediate precision / fidélité intermédiaire
fidelidade de medição para um conjunto de condições de fidelidade intermédia

NOTA Na ISO 5725-3:1994, são dados termos estatísticos relevantes.

2.24 (3.7, nota 2)


condição de reprodutibilidade / reproducibility condition of measurement ou
reproducibility condition / condition de reproductibilité
condição de medição num conjunto de condições, que inclui os diferentes locais, operadores
e sistemas de medição e medições repetidas no mesmo objecto ou objectos similares

NOTA 1 Os diferentes sistemas de medição podem usar diferentes procedimentos de medição.

31
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 2 A especificação das condições deve referir, na medida do possível, as que se fazem variar
e as que ficam inalteradas.

2.25 (3.7)
reprodutibilidade de medição / measurement reproducibility / reproductibilité de mesure
reprodutibilidade / reproducibility / reproductibilité
fidelidade de medição para um conjunto de condições de reprodutibilidade

NOTA Nas ISO 5725-1:1994 e ISO 5725-2:1994, são dados os termos estatísticos relevantes.

2.26 (3.9)
incerteza de medição / measurement uncertainty / incertitude de mesure
incerteza / uncertainty of measurement ou uncertainty / incertitude
parâmetro não-negativo que caracteriza a dispersão dos valores da grandeza que são
atribuídos à mensuranda a partir das informações usadas

NOTA 1 A incerteza de medição inclui componentes provenientes de efeitos sistemáticos, tais como
componentes associadas a correcções e valores atribuídos a padrões, bem como a
incerteza definicional. Por vezes, os efeitos sistemáticos conhecidos não são corrigidos
mas incorporados como componentes da incerteza.

NOTA 2 O parâmetro pode ser, por exemplo, um desvio-padrão, denominado incerteza-padrão (ou
um múltiplo dele), ou a metade da largura de um intervalo, para um nível de confiança
determinado.

NOTA 3 A incerteza de medição compreende em geral muitas componentes. Algumas destas podem
ser estimadas por uma avaliação de tipo A da incerteza de medição a partir da
distribuição estatística dos valores da grandeza em séries de medições e podem ser
caracterizadas por desvios-padrão. Outras, que podem ser estimadas por uma avaliação de
tipo B da incerteza de medição, podem também ser caracterizadas por desvios-padrão,
avaliados através de funções de densidade de probabilidade baseados na experiência ou
outras informações.

NOTA 4 Em geral, para um dado conjunto de informações, subentende-se que a incerteza de


medição está associada a um determinado valor atribuído à mensuranda. Uma modificação
deste valor implica uma modificação de incerteza associada.

2.27
incerteza definicional / definitional uncertainty / incertitude définitionnelle
componente da incerteza de medição resultante da informação intrinsecamente finita da
definição da mensuranda

NOTA 1 A incerteza definicional é a incerteza de medição mínima possível numa qualquer medição
concreta de uma dada mensuranda.

NOTA 2 Qualquer alteração na informação descritiva implica outra incerteza definicional.

NOTA 3 No Guia ISO/IEC 98-3:2008, D.3.4 e na IEC 60359 o conceito ‘incerteza definicional’ é
denominado “incerteza intrínseca”.

32
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.28
avaliação de tipo A da incerteza de medição / Type A evaluation of measurement
uncertainty / évaluation de type A de l'incertitude
avaliação de tipo A / Type A evaluation / évaluation de type A
avaliação de uma componente da incerteza de medição através de análise estatística dos
valores medidos obtidos em condições de medição especificadas

NOTA 1 Para vários tipos de condições de medição, ver condição de repetibilidade, condição de
fidelidade intermédia e condição de reprodutibilidade.

NOTA 2 Para informações sobre análise estatística, ver por exemplo o Guia ISO/IEC 98-3:2008.

NOTA 3 Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.2, a ISO 5725, a ISO 13528, a ISO/TS 21748 e
a ISO 21749.

2.29
avaliação de tipo B da incerteza de medição / Type B evaluation of measurement
uncertainty / évaluation de type B de l'incertitude
avaliação de tipo B / Type B evaluation / évaluation de type B
avaliação de uma componente da incerteza de medição por outro processo que não a
avaliação de tipo A

EXEMPLOS: Avaliação baseada em informação:

- associada a valores da grandeza, referidos em publicações credíveis;

- associada ao valor de um material de referência certificado;

- obtida num certificado de calibração;

- relacionada com a deriva;

- obtida a partir da classe de exactidão de um instrumento de medição verificado;

- obtida a partir de limites deduzidos da experiência pessoal.

NOTA Ver também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.3.

2.30
incerteza-padrão de medição / standard measurement uncertainty / incertitude-type
incerteza-padrão / standard uncertainty of measurement ou standard uncertainty / ---
incerteza de medição expressa sob a forma de um desvio-padrão

2.31
incerteza-padrão combinada / combined standard measurement uncertainty / incertitude-
type composée
incerteza-padrão combinada de medição / combined standard uncertainty / ---
incerteza-padrão que é obtida a partir das incertezas-padrão individuais associadas às
grandezas de entrada num modelo de medição

NOTA No caso de existirem correlações entre as grandezas de entrada num modelo de medição,
devem ser tidas em conta as covariâncias no cálculo da incerteza-padrão combinada. Ver
também o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 2.3.4.

33
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.32
incerteza-padrão relativa / relative standard measurement uncertainty / incertitude-type
relative
incerteza-padrão dividida pelo valor absoluto do valor medido da grandeza

2.33
balanço de incerteza / uncertainty budget / bilan d'incertitude
formulação de uma incerteza de medição e dos componentes dessa incerteza, bem como
dos seus cálculos e da sua combinação

NOTA Um balanço de incerteza deve incluir o modelo da medição, as estimativas e as incertezas


de medição associadas às grandezas no modelo da medição, as covariâncias, o tipo de
funções de densidade de probabilidade usadas, os graus de liberdade, o tipo de avaliação
de incerteza de medição e o factor de expansão.

2.34
incerteza-alvo / target measurement uncertainty / incertitude cible
incerteza-alvo de medição / target uncertainty / incertitude anticipée
incerteza de medição especificada como um limite superior e escolhida com base no uso
pretendido para os resultados de medição

2.35
incerteza expandida de medição / expanded measurement uncertainty / incertitude
élargie
incerteza expandida / expanded uncertainty
produto da incerteza-padrão combinada por um factor superior a um

NOTA 1 O factor depende do tipo de distribuição de probabilidade da grandeza de saída no


modelo de medição e da probabilidade de expansão escolhida.

NOTA 2 O termo “factor” nesta definição refere-se a factor de expansão.

NOTA 3 A incerteza expandida é denominada “incerteza global” no parágrafo 5 da Recomendação


INC-1 (1980) (ver ISO/IEC 98-3:2008) e simplesmente “ incerteza” nos documentos da IEC.

2.36
intervalo de expansão / coverage interval / intervalle élargi
intervalo contendo o conjunto dos valores verdadeiros de uma mensuranda com uma dada
probabilidade, baseada na informação disponível

NOTA 1 Um intervalo de expansão não é necessariamente centrado no valor medido. Ver o Guia
ISO/IEC 98-3:2008 - Suplemento 1.

NOTA 2 Um intervalo de expansão não deve ser designado “intervalo de confiança” para evitar a
confusão com o conceito estatístico (ver o Guia ISO/IEC 98-3:2008, 6.2.2).

NOTA 3 Um intervalo de expansão pode ser deduzido da incerteza expandida (ver o Guia ISO/IEC
98-3:2008, 2.3.5).

34
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.37
probabilidade de expansão / coverage probability / probabilité de couverture
nível de confiança / --- / ---
probabilidade do conjunto de valores verdadeiros da mensuranda estar contido no intervalo
de expansão especificado

NOTA 1 Esta definição pertence à abordagem de “incerteza” tal como apresentada no ISO/IEC 98-
3:2008.

NOTA 2 O nível de confiança não deve confundir-se com o conceito estatístico com a mesma
designação, muito embora seja utilizado na versão inglesa do ISO/IEC 98-3:2008.

2.38
factor de expansão / coverage factor / facteur d'élargissement
número superior a um pelo qual a incerteza-padrão combinada é multiplicada para se obter a
incerteza expandida

NOTA O factor de expansão é usualmente simbolizado por k (ver também o Guia ISO/IEC 98-
3:2008, 2.3.6).

2.39 (6.11)
calibração / calibration / étalonnage
operação que, em condições especificadas, num primeiro passo, estabelece a relação entre os
valores da grandeza com incertezas de medição provenientes de padrões e as indicações
correspondentes com incertezas de medição associadas e, num segundo passo, usa esta
informação para estabelecer uma relação para obter o resultado de medição de uma
indicação

NOTA 1 Uma calibração pode ser expressa sob a forma de um enunciado, uma função de
calibração, um diagrama de calibração, uma curva de calibração, ou uma tabela de
calibração. Em alguns casos, pode consistir numa correcção aditiva ou multiplicativa da
indicação com uma incerteza de medição associada.

NOTA 2 A calibração não deve ser confundida com o ajuste de um sistema de medição, muitas
vezes denominado erradamente “auto-calibração”, nem com a verificação da calibração.

NOTA 3 Frequentemente, o primeiro passo da definição é tomado como sendo a calibração.

2.40
hierarquia de calibração / calibration hierarchy / hiérarchie d'étalonnage
sequência de calibrações de uma referência determinada até ao sistema de medição final,
em que o resultado de cada calibração depende da calibração prévia

NOTA 1 A incerteza de medição aumenta necessariamente ao longo da sequência de calibrações.

NOTA 2 Os elementos de uma hierarquia de calibração são padrões ou sistemas de medição,


operados de acordo com procedimentos de medição.

NOTA 3 Para esta definição, a ‘referência’ pode ser a definição de uma unidade de medida através
da sua realização prática, um procedimento de medição ou um padrão.

NOTA 4 Uma comparação entre dois padrões pode ser vista como uma calibração se a comparação
for usada para verificar e, se necessário, corrigir o valor da grandeza e a incerteza
atribuídas a um dos padrões.

35
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.41 (6.10)
rastreabilidade metrológica / metrological traceability / traçabilité métrologique
propriedade de um resultado de medição através da qual o resultado pode ser relacionado a
uma referência por intermédio de uma cadeia ininterrupta e documentada de calibrações,
cada uma contribuindo para a incerteza de medição

NOTA 1 Para esta definição, uma “referência” pode ser a definição de uma unidade de medida
através da sua realização prática, ou um procedimento de medição, incluindo a unidade
de medida para uma grandeza não-ordinal, ou um padrão.

NOTA 2 A rastreabilidade metrológica exige o estabelecimento de uma hierarquia de calibração.

NOTA 3 A especificação da referência deve referir a data em que a referência foi usada no
estabelecimento da hierarquia de calibração, bem como qualquer outra informação
metrológica relevante acerca da referência, como, por exemplo, quando foi realizada a
primeira calibração da hierarquia de calibração.

NOTA 4 Para medições com mais do que uma grandeza de entrada no modelo de medição, cada
um dos valores das grandezas de entrada deve ser rastreado e a hierarquia de calibração
pode formar uma estrutura ramificada ou uma rede. O esforço envolvido no estabelecimento
da rastreabilidade para cada um dos valores das grandezas de entrada deve ser
proporcional à importância relativa da sua contribuição para o resultado da medição.

NOTA 5 A rastreabilidade metrológica de um resultado da medição não assegura por si só que a


incerteza de medição seja adequada para um determinado fim, nem a ausência de erros
humanos.

NOTA 6 Uma comparação entre dois padrões pode ser vista como uma calibração se a comparação
for usada para verificar e, se necessário, corrigir o valor da grandeza e a incerteza
atribuídos a um dos padrões.

NOTA 7 O ILAC considera que os elementos necessários para confirmar a rastreabilidade


metrológica são uma ininterrupta cadeia de rastreabilidade metrológica a um padrão
internacional ou a um padrão nacional, a incerteza de medição documentada, um
procedimento de medição documentado, a competência técnica acreditada, a
rastreabilidade ao SI e os intervalos de calibração (ver ILAC P-10, 2002).

NOTA 8 O termo abreviado “rastreabilidade” é por vezes usado para designar a rastreabilidade
metrológica, assim como de outros conceitos como a “rastreabilidade da amostra’ ou de um
documento ou de um instrumento ou de um material, significando a história (“rastro”) de
uma entidade. Sempre que exista a possibilidade de confusão deve usar-se o termo
completo “rastreabilidade metrológica”.

2.42
cadeia de rastreabilidade metrológica / metrological traceability chain / chaîne de
traçabilité métrologique
cadeia de rastreabilidade / traceability chain / chaîne de traçabilité
sequência de padrões e calibrações que é usada para relacionar um resultado de medição
a uma referência

NOTA 1 Uma cadeia de rastreabilidade metrológica é definida através de uma hierarquia de


calibração.

NOTA 2 A cadeia de rastreabilidade metrológica é usada para estabelecer a rastreabilidade


metrológica de um resultado de medição.

NOTA 3 Uma comparação entre dois padrões pode ser vista como uma calibração se a comparação
for usada para verificar e, se necessário, corrigir o valor da grandeza e a incerteza de
medição atribuídas a um dos padrões.

36
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.43
rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida / metrological traceability to a
measurement unit / traçabilité métrologique à une unité de mesure
rastreabilidade metrológica a uma unidade / metrological traceability to a unit / traçabilité
métrologique à une unité
rastreabilidade metrológica em que a referência é a definição da unidade de medida
através da sua realização prática

NOTA A expressão “rastreabilidade ao SI” significa rastreabilidade metrológica a uma unidade de


medida do Sistema Internacional de unidades.

2.44
verificação / verification / vérification
obtenção de evidência objectiva de que uma dada entidade satisfaz requisitos especificados

EXEMPLO 1: Confirmação de que um dado material de referência, tal como indicado,


é homogéneo para o valor da grandeza e para o procedimento de medição
respectivos, para porções de 10 mg de massa.

EXEMPLO 2: Confirmação de que as propriedades metrológicas requeridas ou


legalmente exigíveis são satisfeitas por um sistema de medição.

EXEMPLO 3: Confirmação de que uma incerteza-alvo pode ser atingida.

NOTA 1 Quando aplicável, deve ser tomada em consideração a incerteza de medição.

NOTA 2 A entidade pode ser, por exemplo, um processo, um procedimento de medição, um material,
um composto ou um sistema de medição.

NOTA 3 Os requisitos a verificar podem ser, por exemplo, as especificações do fabricante.

NOTA 4 A verificação na metrologia legal, tal como definido no VIML [10], e na avaliação da
conformidade, em geral, consiste no exame e na marcação ou emissão de um certificado de
verificação de um sistema de medição.

NOTA 5 A verificação não deve confundir-se com calibração. Nem toda a verificação é uma
validação.

NOTA 6 Na química, a verificação da identidade da entidade envolvida, ou da actividade, requer


uma descrição da estrutura ou das propriedades dessa entidade ou actividade.

2.45
validação / validation / validation
verificação de que os requisitos especificados são adequados para determinado uso

EXEMPLO: Um procedimento de medição, habitualmente utilizado para a medição


da concentração mássica de azoto na água, pode também ser validado para medição
no sérum humano.

2.46
comparabilidade metrológica de resultados de medição / metrological comparability of
measurement results / comparabilité métrologique
comparabilidade metrológica / metrological comparability
comparabilidade de resultados de medição, para grandezas de uma dada natureza, que são
rastreáveis a uma mesma referência

37
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

EXEMPLO: Os resultados da medição, por exemplo, de distâncias entre a Terra e a


Lua, e entre Paris e Londres, são metrologicamente comparáveis quando ambos estão
rastreados à mesma unidade de medida, por exemplo, o metro.

NOTA 1 Ver Nota 1 ao 2.41 rastreabilidade metrológica.

NOTA 2 A comparabilidade metrológica de resultados de medição não necessita que os valores


medidos e as incertezas de medição associadas, comparados entre si, sejam da mesma
ordem de grandeza.

2.47
compatibilidade de medição / metrological compatibility of measurement results /
compatibilité de mesure
compatibilidade metrológica (de resultados da medição) / metrological compatibility /
compatibilité métrologique
propriedade de um conjunto de resultados de medição para uma mensuranda especificada,
em que o valor absoluto da diferença em qualquer par de valores medidos é menor que um
qualquer múltiplo escolhido da incerteza-padrão dessa diferença

NOTA 1 A compatibilidade metrológica de resultados de medição substitui o conceito tradicional de


'estar dentro do erro', já que representa o critério para decidir se dois resultados de
medição se referem ou não à mesma mensuranda. Se, num conjunto de medições de uma
mensuranda supostamente constante, um resultado de medição não é compatível com os
demais, ou a medição não foi correcta (por exemplo, se a sua incerteza de medição foi
subavaliada) ou a grandeza medida se alterou entre medições.

NOTA 2 A correlação entre medições influencia a compatibilidade de medição. Se as medições são


inteiramente não-correlacionadas, a incerteza-padrão da sua diferença é igual à raiz
quadrada da soma quadrática das incertezas-padrão, sendo menor para covariância
positiva e maior para covariância negativa.

2.48
modelo de medição / measurement model ou model of measurement ou model / modèle
de mesure ou modèle
relação matemática entre todas as grandezas envolvidas na medição

NOTA 1 Uma forma geral do modelo de medição é a equação h(Y , X 1, K, X n ) = 0 , em que Y, a


grandeza de saída no modelo de medição, é a mensuranda que tem de ser deduzida da
informação das grandezas de entrada no modelo de medição X 1 , K , X n .

NOTA 2 Em casos mais complexos com duas ou mais grandezas de saída, o modelo de medição
consiste em mais do que uma equação.

2.49
função de medição / measurement function / fonction de mesure
função das grandezas, cujo valor, quando calculado utilizando valores conhecidos das
grandezas de entrada no modelo de medição, é um valor medido da grandeza de saída
no modelo de medição

NOTA 1 Se um modelo de medição h(Y , X 1, K, X n ) = 0 pode explicitamente ser expresso sob a


forma Y = f ( X 1, K, X n ) , em que Y é a grandeza de saída no modelo de medição, a função f
é a função de medição. Mais genericamente, f pode simbolizar um algoritmo, que fornece
um valor de saída único y = f ( x1, K, xn ) para valores de entrada x1, K, x n .

38
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 2 A função de medição é também usada para calcular a incerteza de medição associada ao
valor medido da grandeza Y.

2.50
grandeza de entrada num modelo de medição / input quantity in a measurement model /
grandeur d'entrée dans un modèle de mesure
grandeza de entrada / input quantity / grandeur d'entrée
grandeza que deve ser medida, ou grandeza cujo valor pode ser obtido para calcular um
valor medido de uma mensuranda

EXEMPLO: Quando o comprimento de uma barra de aço a uma temperatura


especificada é a mensuranda, a temperatura, o comprimento e o coeficiente de
expansão linear da barra são as grandezas de entrada no modelo de medição.

NOTA 1 Uma grandeza de entrada num modelo de medição é frequentemente a grandeza de saída
de um sistema de medição.

NOTA 2 As indicações, correcções e grandezas de influência podem ser grandezas de entrada


num modelo de medição.

2.51
grandeza de saída num modelo de medição / output quantity in a measurement model /
grandeur de sortie dans un modèle de mesure
grandeza de saída / output quantity / grandeur de sortie
grandeza, cujo valor medido é calculado usando os valores das grandezas de entrada no
modelo de medição

2.52 (2.7)
grandeza de influência / influence quantity / grandeur d'influence
grandeza que, numa medição directa, não afecta a grandeza a medir mas afecta a relação
entre a indicação e o resultado da medição

EXEMPLO 1: Frequência na medição directa da amplitude constante de uma corrente


alterna com um amperímetro.

EXEMPLO 2: Concentração de quantidade de matéria de bilirrubina numa medição


directa da concentração de quantidade de matéria de hemoglobina no plasma
sanguíneo.

EXEMPLO 3: Temperatura de um micrómetro usado na medição do comprimento de


uma barra, mas não a temperatura da própria barra que pode entrar na definição da
mensuranda.

EXEMPLO 4: Pressão ambiente na fonte de iões de um espectrómetro de massa na


medição de uma fracção molar.

NOTA 1 Uma medição indirecta envolve a combinação de medições directas, cada uma das quais
pode ser afectada por grandezas de influência.

NOTA 2 No ISO/IEC 98-3:2008, o conceito ‘grandeza de influência’ é definido tal como na 2ª edição
do VIM, abrangendo não só as grandezas que afectam o sistema de medição, como na
definição acima, mas também as grandezas que afectam a grandeza a medir. No ISO/IEC
98-3:2008 este conceito também não é limitado a medições directas.

39
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

2.53 (3.15) (3.16)


correcção / correction / correction
compensação num valor medido de um efeito sistemático conhecido

NOTA 1 Ver no Guia ISO/IEC 98-3:2008, 3.2.3 a explicação do conceito de ‘efeito sistemático’.

NOTA 2 A compensação pode assumir diferentes formas, tais como, a soma de um valor ou a
multiplicação por um factor, ou obtida numa tabela.

40
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Capítulo 3: Dispositivos de medição

3.1 (4.1)
instrumento de medição / measuring instrument / instrument de mesure ou appareil de
mesure
dispositivo usado para realizar medições, isolado ou em conjunto com dispositivos
complementares

NOTA 1 Um instrumento de medição que pode ser usado isolado é um sistema de medição.

NOTA 2 Um instrumento de medição pode ser um instrumento de medição indicador ou uma


medida materializada.

3.2 (4.5)
sistema de medição / measuring system / système de mesure
conjunto de um ou mais instrumentos de medição e frequentemente outros dispositivos,
incluindo se necessário reagentes ou alimentações, associados e adaptados para fornecer
informação destinada a obter valores medidos dentro de intervalos especificados para
grandezas de naturezas determinadas

NOTA Um sistema de medição pode consistir num único instrumento de medição.

3.3 (4.6)
instrumento de medição indicador / indicating measuring instrument / appareil de
mesure indicateur ou appareil indicateur
instrumento de medição que fornece um sinal de saída contendo informação acerca do valor
da grandeza medida

EXEMPLOS: Voltímetro, micrómetro, termómetro, balança electrónica.

NOTA 1 Um instrumento de medição indicador pode fornecer a indicação sob a forma de registo.

NOTA 2 O sinal de saída pode ser visual ou acústico. Pode também ser transmitido a um ou mais
dispositivos.

3.4 (4.6)
instrumento de medição afixador / displaying measuring instrument / appareil de mesure
afficheur ou appareil afficheur
instrumento de medição indicador em que o sinal de saída é apresentado na forma visual

3.5 (4.17)
escala de um instrumento afixador / scale of a displaying measuring instrument / échelle
d’un appareil de mesure afficheur
escala / --- / échelle
parte de um instrumento de medição afixador, que consiste num conjunto ordenado de
marcas associadas eventualmente a números ou valores de grandezas

41
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

3.6 (4.2)
medida materializada / material measure / mesure matérialisée
instrumento de medição que reproduz ou fornece, de uma forma permanente durante o seu
uso, grandezas de uma ou mais naturezas, cada uma com um valor atribuído

EXEMPLOS: Massa marcada, medida de capacidade (fornecendo um ou vários


valores, com ou sem escala), resistência-padrão eléctrica, régua graduada, bloco-
padrão, gerador de sinais-padrão, material de referência certificado.

NOTA 1 A indicação de uma medida materializada é o valor atribuído.

NOTA 2 Uma medida materializada pode ser um padrão.

3.7 (4.3)
transdutor de medição / measuring transducer / transducteur de mesure
dispositivo, usado na medição, que faz corresponder a uma grandeza de entrada uma
grandeza de saída segundo uma lei determinada

EXEMPLOS: Termopar, transformador de corrente eléctrica, extensómetro, eléctrodo


de pH, tubo de Bourdon, bimetal.

3.8 (4.14)
sensor / sensor / capteur
elemento de um sistema de medição que é directamente submetido ao fenómeno, corpo ou
substância que fornece a grandeza a medir

EXEMPLOS: Bobina de um termómetro de resistência de platina, rotor de um


caudalímetro de turbina, tubo de Bourdon de um manómetro, bóia de um instrumento
medidor de nível, fotocélula de um espectrómetro, cristal líquido termosensível cuja cor
varia com a temperatura.

NOTA Em alguns domínios, o termo “detector” é usado para este conceito.

3.9 (4.15)
detector / detector / détecteur
dispositivo ou substância que indica a presença de um fenómeno, corpo ou substância quando
um valor limiar da grandeza associada é excedido

EXEMPLOS: Detector de fuga a halogéneo, papel de tournesol.

NOTA 1 Em alguns domínios, o termo “detector” é usado para o conceito de sensor.

NOTA 2 Na química, o termo “indicador” é frequentemente usado para este conceito.

3.10 (4.4)
cadeia de medição / measuring chain / chaîne de mesure
série de elementos de um sistema de medição que constitui o caminho de sinal desde o
sensor até ao elemento de saída

EXEMPLO 1: Cadeia de medição electroacústica que compreende um microfone, um


atenuador, um filtro, um amplificador e um voltímetro.

42
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

EXEMPLO 2: Cadeia de medição mecânica que compreende um tudo de Bourdon, um


sistema de alavancas, engrenagens e um mostrador mecânico.

3.11 (4.30)
ajuste de um sistema de medição / adjustment of a measuring system / ajustage d'un
système de mesure
ajuste / adjustment / ajustage
conjunto de operações realizadas num sistema de medição para que ele forneça as
indicações correspondentes aos valores dados da grandeza a medir

NOTA 1 O ajuste de zero de um sistema de medição, ajuste de desvio, ajuste de gama (também
chamado ajuste de ganho) são tipos diversos de ajuste.

NOTA 2 O ajuste de um sistema de medição não deve confundir-se com a sua calibração, a qual é
prévia ao ajuste.

NOTA 3 Depois do ajuste de um sistema de medição, este deve ser geralmente recalibrado.

3.12
ajuste de zero / zero adjustment of a measuring system ou zero adjustment / réglage de
zéro
ajuste de um sistema de medição para que o sistema forneça a indicação zero, para um
valor zero da grandeza a medir

43
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

44
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Capítulo 4: Propriedades dos dispositivos de medição

4.1 (3.2)
indicação / indication / indication
valor de uma grandeza fornecido por um instrumento de medição ou um sistema de
medição

NOTA 1 A indicação pode ser apresentada na forma visual ou acústica ou pode ser transferida para
outro dispositivo. A indicação é dada frequentemente pela posição de um ponteiro num
mostrador em saída analógica, afixado ou impresso numericamente em saídas digitais, por
um configuração codificada em saídas codificadas, ou pelo valor atribuído a uma medida
materializada.

NOTA 2 A indicação e o valor da grandeza medida correspondente não são necessariamente


valores de grandezas da mesma natureza.

4.2
indicação do branco / blank indication / indication du blanc
indicação de fundo / background indication / indication d'environnement
indicação obtida a partir de um fenómeno, de um corpo ou de uma substância, semelhante ao
fenómeno, corpo ou substância em estudo, mas cuja grandeza em causa supostamente não
está presente nem contribui para a indicação

4.3 (4.19)
intervalo de indicação / indication interval / intervalle des indications
conjunto de valores compreendidos entre os valores extremos das indicações

NOTA 1 Um intervalo de indicação é usualmente expresso em termos do menor e do maior valor, por
exemplo “99 V a 201 V”.

NOTA 2 Em alguns domínios, o termo inglês usado é “range of indications” e o termo francês é
“étendue des indications”.

4.4 (5.1)
intervalo nominal de indicação / nominal indication interval / intervalle nominal des
indications
intervalo nominal / nominal interval / intervalle nominal ou calibre
conjunto de valores, compreendidos entre as indicações extremas arredondadas ou
aproximadas, que se obtém para uma dada posição dos comandos de um instrumento de
medição ou sistema de medição e que serve para designar essa posição

NOTA 1 Um intervalo nominal de indicação é usualmente expresso pelos valores menor e maior,
por exemplo, “100 V a 200 V".

NOTA 2 Em alguns domínios, o termo inglês é “nominal range”.

4.5 (5.2)
gama de medição / range of a nominal indication interval / étendue de mesure
gama nominal ou gama / --- / étendue nominale
valor absoluto da diferença entre valores extremos do intervalo nominal de indicação

EXEMPLO: Para um intervalo nominal de −10 V a +10 V, a gama de medição é 20 V.

45
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA Em inglês, a gama de medição é por vezes denominado “span of a nominal interval”. Em
francês o termo “intervalle de mesure” é por vezes usado inapropriadamente.

4.6 (5.3)
valor nominal / nominal quantity value ou nominal value / valeur nominale
valor arredondado ou aproximado de uma grandeza que caracteriza um instrumento de
medição ou um sistema de medição que serve de guia para a sua utilização

EXEMPLO 1: O valor 100 Ω marcado numa resistência-padrão.

EXEMPLO 2: O valor 1 000 ml marcado num balão volumétrico com um traço.

EXEMPLO 3: O valor 0,1 mol/l da concentração de quantidade de matéria de uma


solução de ácido clorídrico, HCl.

EXEMPLO 4: O valor – 20 °C como o valor máximo duma temperatura Celsius de


armazenagem.

NOTA A propriedade nominal não pode ser confundida com valor nominal (ver Nota 2 de 1.30).

4.7 (5.4)
intervalo de medição / measuring interval ou working interval / intervalle de mesure
conjunto de valores de grandezas da mesma natureza que podem ser medidas por um dado
instrumento de medição ou sistema de medição com uma dada incerteza instrumental,
em condições especificadas

NOTA 1 Em alguns domínios, os termos ingleses “measuring range” e “measurement range”


confundem-se. Em francês, por vezes os termos “intervalle de mesure” e “étendue de
mesure” são confundidos incorrectamente.

NOTA 2 O limite inferior de um intervalo de medição não deve confundir-se com o limiar de
detecção.

4.8
condição de regime permanente / steady-state operating condition / condition de régime
établi ou condition de régime permanent
condição de funcionamento de um instrumento de medição ou sistema de medição na qual
a calibração permanece válida para uma mensuranda que varia com o tempo

4.9 (5.5)
condição estipulada de funcionamento / rated operating condition / condition assignée
de fonctionnement
condição de funcionamento que deve ser satisfeita durante a medição para que um
instrumento de medição ou sistema de medição funcione em conformidade com o
projectado

NOTA As condições estipuladas de funcionamento geralmente especificam os intervalos dos


valores das grandezas a medir e das grandezas de influência.

46
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

4.10 (5.6)
condição limite de funcionamento / limiting operating condition / condition limite de
fonctionnement
condição de funcionamento extrema que um instrumento de medição ou sistema de
medição suporta sem avaria e sem degradação das propriedades metrológicas logo que volta
a ser utilizado nas suas condições estipuladas de funcionamento

NOTA 1 As condições limite de funcionamento podem ser diferentes para a armazenagem,


transporte e funcionamento.

NOTA 2 As condições limite de funcionamento podem incluir valores limite para a grandeza a medir
e para as grandezas de influência.

4.11 (5.7)
condição de funcionamento de referência / reference operating condition / condition de
fonctionnement de référence
condição de referência / reference condition / condition de référence
condição de funcionamento estabelecida para avaliar o desempenho de um instrumento de
medição ou sistema de medição ou para comparar resultados de medição

NOTA 1 As condições de funcionamento de referência especificam intervalos de valores da


mensuranda e das grandezas de influência.

NOTA 2 Na IEC 60050-300, item 311-06-02, o termo “condição de referência” refere-se a uma
condição de funcionamento na qual a incerteza instrumental especificada é a menor
possível.

4.12 (5.10)
sensibilidade / sensitivity of a measuring system ou sensitivity / sensibilité
quociente da variação de uma indicação de um sistema de medição pela correspondente
variação do valor da grandeza medida

NOTA 1 A sensibilidade pode depender do valor da grandeza a medir.

NOTA 2 A variação do valor da grandeza a medir deve ser maior do que a resolução.

4.13
selectividade / selectivity of a measuring system ou selectivity / sélectivité
propriedade de um sistema de medição usado segundo um procedimento de medição
especificado, para fornecer resultados de medição para uma ou mais mensurandas
independentes umas das outras ou de qualquer outras grandezas no fenómeno, corpo ou
substância em exame

EXEMPLO 1: Capacidade de um sistema de medição, incluindo um espectrómetro de


massa, para medir a relação das correntes iónicas produzidas por compostos
especificados sem dependência de outras fontes especificadas de corrente eléctrica.

EXEMPLO 2: Capacidade de um sistema de medição para medir a potência de um


componente de um sinal de uma dada frequência sem perturbação de outros
componentes do sinal ou de sinais de outras frequências.

47
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

EXEMPLO 3: Capacidade de um receptor para separar um sinal desejado de outros


indesejados que têm muitas vezes frequências ligeiramente diferentes da do sinal
desejado.

EXEMPLO 4: Capacidade de um sistema de medição de radiações ionizantes para


responder a uma dada radiação a medir na presença de outras radiações
concomitantes.

EXEMPLO 5: Capacidade de um sistema de medição para medir a concentração de


quantidade de matéria de creatinina no plasma sanguíneo por um procedimento de
Jaffé, sem influência das concentrações de glucose, ureia, acetona, ou proteína.

EXEMPLO 6: Capacidade de um espectrómetro de massa para medir a abundância de


28 30
quantidade de matéria do isótopo Si e do isótopo Si no silício proveniente de um
29
depósito geológico sem interferência entre eles ou do isótopo Si.

NOTA 1 Em física, há uma só mensuranda; as outras grandezas são da mesma natureza da


mensuranda e são aplicadas à entrada do sistema de medição.

NOTA 2 Em química, as grandezas medidas implicam frequentemente diferentes constituintes na


medição em curso e estas grandezas não são necessariamente da mesma natureza.

NOTA 3 Em química, a selectividade de um sistema de medição é geralmente obtida para grandezas


associadas a constituintes seleccionados, para concentrações em intervalos determinados.

NOTA 4 O conceito de selectividade em física (ver Nota 1) é um conceito próximo de especificidade,


tal como este é utilizado em química.

4.14
resolução / resolution / résolution
a menor variação numa grandeza a medir que provoca uma variação perceptível na
correspondente indicação

NOTA A resolução pode depender, por exemplo, do ruído (interno ou externo) ou do atrito. Pode
também depender do valor da grandeza a medir.

4.15 (5.12)
resolução de um dispositivo afixador / resolution of a displaying device / résolutiond’un
dispositif afficheur
a menor diferença entre indicações afixadas que podem ser distinguidas significativamente

4.16 (5.11)
limiar de mobilidade / discrimination threshold / seuil de discrimination ou seuil de
mobilité ou mobilité
a maior variação no valor de uma grandeza a medir que não causa variação detectável na
correspondente indicação

NOTA O limiar de mobilidade pode depender, por exemplo, do ruído (interno ou externo) ou do
atrito. Pode também depender do valor da grandeza a medir ou da forma como a variação é
aplicada.

4.17 (5.13)
zona morta / dead band / zone morte
máximo intervalo no interior do qual se pode fazer variar nos dois sentidos o valor da
grandeza a medir sem provocar alteração detectável na correspondente indicação

48
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA A zona morta pode depender da velocidade de variação.

4.18
limiar de detecção / detection limit ou limit of detection / limite de détection
valor medido, obtido segundo um determinado procedimento de medição, para o qual a
probabilidade de se declarar falsa a ausência de um constituinte num material é β , para uma
probabilidade α de se declarar falsa a sua presença

NOTA 1 A IUPAC recomenda valores por defeito iguais a 0,05 para α e β .

NOTA 2 O termo “sensibilidade” é desencorajado para este conceito.

NOTA 3 Em inglês, usa-se por vezes a abreviatura LOD.

4.19 (5.14)
estabilidade / stability of a measuring instrument ou stability / stabilité ou constance
propriedade de um instrumento de medição ou sistema de medição cujas propriedades
metrológicas permanecem constantes no tempo

NOTA A estabilidade pode ser expressa quantitativamente de diversas formas.

EXEMPLO 1: Pela duração do intervalo de tempo no qual uma propriedade metrológica


se altera de um valor determinado.

EXEMPLO 2: Pela alteração de uma propriedade num determinado intervalo de tempo.

4.20 (5.25)
desvio instrumental / instrumental bias / biais instrumental ou erreur de justesse d’un
instrument
diferença entre a média das indicações repetidas e o valor de referência

4.21 (5.16)
deriva instrumental / instrumental drift / dérive instrumentale
alteração contínua ou incremental da indicação de um instrumento de medição no tempo,
devida à variação das suas propriedades metrológicas

NOTA A deriva instrumental não é devida nem à variação da grandeza medida nem à variação de
uma grandeza de influência identificada.

4.22
variação devida a uma grandeza de influência / variation due to an influence quantity /
variation due à une grandeur d’influence
diferença entre as indicações que correspondem a um mesmo valor medido, ou entre os
valores fornecidos por uma medida materializada, quando uma grandeza de influência
assume sucessivamente dois valores diferentes

4.23 (5.17)
tempo de resposta (a um escalão) / step response time / temps de réponse à un échelon
duração entre o instante em que o valor de entrada de um instrumento de medição ou
sistema de medição é submetido a uma alteração brusca de um valor constante especificado

49
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

a um outro e o instante em que a indicação correspondente se mantém entre dois limites


especificados em torno do valor final em regime estacionário

4.24
incerteza de medição instrumental / instrumental measurement uncertainty / incertitude
instrumentale
incerteza instrumental / --- / ---
componente da incerteza de medição proveniente do instrumento de medição ou sistema
de medição em uso

NOTA 1 A incerteza de medição instrumental é obtida através da calibração do instrumento de


medição ou sistema de medição, excepto para um padrão primário em que são usados
outros meios.

NOTA 2 A incerteza de medição instrumental é usada numa avaliação de Tipo B da incerteza.

NOTA 3 As informações relativas à incerteza instrumental podem ser dadas nas especificações do
instrumento.

4.25 (5.19)
classe de exactidão / accuracy class / classe d'exactitude
classe dos instrumentos de medição ou sistemas de medição que satisfazem certas
exigências metrológicas destinadas a manter os erros de medição ou as incertezas
instrumentais dentro de limites especificados nas condições estipuladas de funcionamento

NOTA 1 Uma classe de exactidão é usualmente indicada por um número ou um símbolo adoptado
por convenção.

NOTA 2 As classes de exactidão também se aplicam a medidas materializadas.

4.26 (5.21)
erro máximo admissível / maximum permissible measurement error ou maximum
permissible error ou limit of error / erreur maximale tolérée ou limite d’erreur
valor extremo do erro de medição, em relação a um valor de referência conhecido, que é
admissível em especificações ou regulamentos para uma dada medição, instrumento de
medição ou sistema de medição

NOTA 1 Usualmente o termo “erros máximos admissíveis” abrange os dois valores extremos.

NOTA 2 O termo “tolerância” não deve ser usado para designar “erro máximo admissível”.

4.27 (5.22)
erro no ponto de controlo / datum measurement error ou datum error / erreur au point de
contrôle
erro de medição de um instrumento de medição ou sistema de medição num valor
medido especificado

4.28 (5.23)
erro no zero / zero error / erreur à zéro
erro no ponto de controlo quando o valor medido especificado é zero

NOTA O ‘erro no zero’ não deve confundir-se com a ausência de erro de medição.

50
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

4.29
incerteza de medição no zero / null measurement uncertainty / incertitude de mesure à
zéro
incerteza de medição quando o valor medido especificado é zero

NOTA 1 A incerteza de medição no zero está associada a uma indicação zero ou próxima de zero e
abrange o intervalo em que se desconhece se o valor da mensuranda é pequeno demais
para ser detectado ou se a indicação do instrumento de medição é resultante do ruído.

NOTA 2 O conceito de ‘incerteza de medição no zero’ também se aplica quando se obtém uma
diferença na medição de uma amostra e do branco.

4.30
diagrama de calibração / calibration diagram / diagramme d’étalonnage
representação gráfica da relação entre a indicação e o correspondente resultado de
medição

NOTA 1 Um diagrama de calibração é a banda do plano compreendida entre os eixos da indicação e


do resultado de medição que representa a relação entre a indicação e um conjunto de
valores medidos. Corresponde a uma relação multívoca em que a largura da banda para
uma dada indicação fornece a incerteza instrumental.

NOTA 2 Outras formas de expressão desta relação incluem a curva de calibração e a incerteza de
medição associada, uma tabela de calibração ou um conjunto de funções.

NOTA 3 O conceito é relativo a uma calibração em que a incerteza instrumental é grande


comparada com as incertezas de medição associadas aos valores dos padrões.

4.31
curva de calibração / calibration curve / courbe d’étalonnage
expressão da relação entre uma indicação e o correspondente valor medido

NOTA Uma curva de calibração exprime uma relação biunívoca que não fornece um resultado de
medição uma vez que não contém informação sobre a incerteza de medição.

51
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

52
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Capítulo 5: Padrões

5.1 (6.1)
padrão / measurement standard / étalon
padrão de medição / etalon / ---
realização da definição de uma dada grandeza, com um valor determinado e associado a uma
incerteza de medição, tomado como referência

EXEMPLO 1: Massa-padrão de 1 kg com uma incerteza-padrão de medição associada


de 3 μg.

EXEMPLO 2: Resistência-padrão de 100 Ω com uma incerteza-padrão de medição


associada de 1 μΏ.

EXEMPLO 3: Padrão de frequência de césio com uma incerteza-padrão relativa de


-15
medição associada de 2 × 10 .

EXEMPLO 4: Eléctrodo de referência de hidrogénio com um valor de 7,072 e com uma


incerteza-padrão de medição associada de 0,006.

EXEMPLO 5: Conjunto de soluções de referência de cortisona no serum humano com


um valor certificado e uma incerteza-padrão de medição para cada solução.

EXEMPLO 6: Material de referência fornecendo valores da grandeza com incertezas-


padrão de medição para a concentração mássica para cada uma de dez proteínas
diferentes.

NOTA 1 A “realização de uma definição de uma dada grandeza” pode ser fornecida por um sistema
de medição, uma medida materializada ou um material de referência.

NOTA 2 Um padrão é frequentemente usado como uma referência no estabelecimento de valores


medidos da grandeza e de incertezas de medição associadas para outras grandezas da
mesma natureza, estabelecendo assim a rastreabilidade metrológica através de
calibração de outros padrões, instrumentos de medição ou sistemas de medição.

NOTA 3 O termo “realização” é usado aqui no sentido geral. Podem considerar-se três processos de
“realização”. O primeiro, stricto sensu, consiste na realização física da definição da
unidade de medida. O segundo, a “reprodução”, consiste, não na realização da unidade a
partir da sua definição, mas no estabelecimento de um padrão reprodutível baseado num
fenómeno físico, como é o caso de um laser de frequência estabilizada para reproduzir o
metro, ou o efeito de Josephson para o volt ou o efeito quântico de Hall para o ohm. O
terceiro processo, “adopção”, consiste na adopção de uma medida materializada como
padrão, como é o caso do padrão de 1 kg.

NOTA 4 A incerteza-padrão associada a um padrão é sempre uma componente da incerteza-padrão


combinada (ver Guia SO/IEC 98-3:2008, 2.3.4) num resultado de medição obtido usando
o padrão. Frequentemente, esta componente é pequena comparada com outras
componentes da incerteza-padrão combinada.

NOTA 5 O valor da grandeza e a incerteza de medição devem ser determinados quando o padrão é
utilizado.

NOTA 6 Várias grandezas da mesma natureza ou de naturezas diferentes podem ser realizadas por
meio de um único dispositivo, também denominado “padrão”.

NOTA 7 Em inglês, a palavra “embodiment” é por vezes usada no lugar de “realization”.

NOTA 8 Na ciência e tecnologia, a palavra inglesa “standard” é usada com pelo menos dois
significados diferentes: como documento normativo escrito, tal como norma, especificação,
recomendação técnica ou documento similar (em francês “norme” e em português “norma”)

53
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

e como padrão de medição (em francês “étalon”). Neste Vocabulário, tratamos apenas do
segundo significado.

NOTA 9 O termo “padrão” é por vezes usado para designar outras ferramentas metrológicas, por
exemplo, programa informático padrão’ (ver ISO 5432-2).

5.2 (6.2)
padrão internacional / international measurement standard / étalon international
padrão reconhecido pelos signatários de um acordo internacional e destinado a utilização
universal

EXEMPLO 1: O protótipo internacional do quilograma.

EXEMPLO 2: Gonadotrofina coriónica, 4º padrão internacional da Organização Mundial


da Saúde (OMS), 1999, 75/589, 650 unidades internacionais por ampola.

EXEMPLO 3: Água oceânica média normalizada de Viena VSMOW2 (Vienna Standard


Mean Ocean Water) distribuída pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)
para medições diferenciais das relações molares de diferentes isótopos estáveis.

5.3 (6.3)
padrão nacional / national measurement standard ou national standard / étalon national
padrão reconhecido por uma entidade nacional para servir de referência num Estado ou
economia, na atribuição de valores a outros padrões de grandezas da mesma natureza

5.4 (6.4)
padrão primário / primary measurement standard ou primary standard / étalon primaire
padrão estabelecido através de um procedimento de medição primário ou criado como
artefacto escolhido por convenção

EXEMPLO 1: Padrão primário de concentração de quantidade de matéria preparado


por diluição de uma quantidade de matéria conhecida de uma substância química num
volume de solução conhecido.

EXEMPLO 2: Padrão primário de pressão baseado em medições separadas de força e


de área.

EXEMPLO 3: Padrão primário para a medição da relação molar de isótopos, preparada


pela mistura de quantidades de matéria conhecidas de isótopos especificados.

EXEMPLO 4: Padrão primário de temperatura termodinâmica, constituído por uma


célula do ponto triplo da água.

EXEMPLO 5: O protótipo internacional do quilograma como um artefacto escolhido por


convenção.

5.5 (6.5)
padrão secundário / secondary measurement standard ou secondary standard / étalon
secondaire
padrão estabelecido por intermédio de uma calibração com um padrão primário para uma
grandeza da mesma natureza

NOTA 1 A relação pode ser obtida directamente entre o padrão primário e o padrão secundário ou
envolver um sistema de medição intermediário, calibrado pelo padrão primário que atribua
um resultado de medição ao padrão secundário.

54
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 2 Um padrão cujo valor seja atribuído por um procedimento de medição primário é um
padrão secundário.

5.6 (6.6)
padrão de referência / reference measurement standard ou reference standard / étalon
de référence
padrão concebido para a calibração de outros padrões de grandezas da mesma natureza
numa dada organização ou num dado local

5.7 (6.7)
padrão de trabalho / working measurement standard ou working standard / étalon de
travail
padrão que é usado correntemente para calibrar ou verificar instrumentos de medição ou
sistemas de medição

NOTA 1 Um padrão de trabalho é usualmente calibrado com um padrão de referência.

NOTA 2 Um padrão de trabalho destinado à verificação é também designado por “padrão de


verificação / check standard / étalon de verification” ou “padrão de controlo / control
standard / étalon de controle”.

5.8 (6.9)
padrão itinerante / travelling measurement standard ou travelling standard / étalon
voyageur
padrão, por vezes de construção especial, previsto para ser transportado entre diferentes
locais

EXEMPLO: Padrão de frequência de césio 133, portátil e alimentado por baterias.

5.9 (6.8)
dispositivo de transferência / transfer device / dispositif de transfert
dispositivo usado como intermediário na comparação de padrões

NOTA Por vezes, os padrões são usados como dispositivos de transferência.

5.10
padrão intrínseco / intrinsic measurement standard ou intrinsic standard / étalon
intrinsèque
padrão baseado numa propriedade inerente e reprodutível de um fenómeno ou substância

EXEMPLO 1: Célula do ponto triplo da água como padrão intrínseco de temperatura


termodinâmica.

EXEMPLO 2: Padrão intrínseco de diferença de potencial eléctrico baseado no efeito


de Josephson.

EXEMPLO 3: Padrão intrínseco de resistência eléctrica baseado no efeito quântico de


Hall.

EXEMPLO 4: Amostra de cobre como padrão intrínseco de condutividade eléctrica.

NOTA 1 O valor de um padrão intrínseco é atribuído por consenso e não requer o estabelecimento
de uma relação com outro padrão do mesmo tipo. A sua incerteza de medição é

55
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

determinada tomando em conta duas componentes: a primeira associada ao seu valor de


consenso e a segunda associada à sua construção, implementação e manutenção.

NOTA 2 Um padrão intrínseco usualmente consiste num sistema preparado de acordo com os
requisitos de um procedimento consensual e submetido a verificação periódica. O
procedimento de consenso pode incluir disposições para aplicar as correcções necessárias
à implementação.

NOTA 3 Os padrões intrínsecos baseados em fenómenos quânticos têm geralmente uma


estabilidade excepcional.

NOTA 4 O adjectivo “intrínseco” não significa que o padrão pode ser implementado e usado sem
cuidados especiais ou que esteja protegido contra efeitos internos ou externos.

5.11 (6.12)
manutenção de um padrão / conservation of a measurement standard / conservation
d'un étalon
conservação de um padrão / maintenance of a measurement standard / maintenance d'un
étalon
conjunto de operações necessárias à preservação das propriedades metrológicas de um
padrão dentro de determinados limites

NOTA A manutenção inclui a verificação periódica de propriedades metrológicas pré-definidas ou


a calibração, armazenagem em condições adequadas e cuidados especiais na sua
utilização.

5.12
--- / calibrator / ---
padrão usado na calibração

NOTA Em inglês, o termo “calibrator” só é usado em determinados domínios.

5.13 (6.13)
material de referência / reference material / matériau de référence
MR / RM / MR
material, suficientemente homogéneo e estável em determinadas propriedades, que foi
preparado para uma utilização prevista numa medição ou para o exame de propriedades
nominais

NOTA 1 O exame de uma propriedade nominal compreende a atribuição de um valor e da incerteza


associada. Esta incerteza não é uma incerteza de medição.

NOTA 2 Materiais de referência com ou sem valores atribuídos podem servir para controlar a
fidelidade, enquanto que apenas os materiais de referência com valores atribuídos servem
para a calibração ou para o controlo da justeza de medição.

NOTA 3 Os materiais de referência compreendem materiais caracterizados por grandezas ou


materiais caracterizados por propriedades nominais.

EXEMPLO 1: Materiais de referência caracterizados por grandezas:

a) água de pureza determinada, cuja viscosidade dinâmica é utilizada para a


calibração de viscosímetros;

56
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

b) serum humano sem valor atribuído para a concentração de quantidade de


matéria de colesterol intrínseco, utilizado apenas para o controlo da
fidelidade de medição;

c) tecido de peixe com uma fracção mássica determinada de dioxina, utilizado


como padrão numa calibração.

EXEMPLO 2: Materiais de referência caracterizados por propriedades nominais:

a) paleta de cores indicando uma ou mais cores especificadas;

b) sequência de ADN contendo ácidos nucleicos especificados;

c) urina contendo 19-androstenediona.

NOTA 4 Um material de referência pode ser, por vezes, incorporado num dispositivo especialmente
fabricado.

EXEMPLO 1: Substância cujo ponto triplo é conhecido numa célula de ponto triplo.

EXEMPLO 2: Vidro de conhecida densidade óptica num suporte de filtro de


transmissão.

EXEMPLO 3: Esferas de granulometria uniforme montadas numa lâmina de


microscópio.

NOTA 5 Alguns materiais de referência têm valores atribuídos metrologicamente rastreáveis a uma
unidade de medida fora de um sistema de unidades. Estes materiais abrangem vacinas
cujas Unidades Internacionais (UI) foram atribuídas pela Organização Mundial da Saúde
(OMS).

NOTA 6 Numa dada medição, um certo material de referência só pode ser usado ou para calibração
ou para garantia da qualidade.

NOTA 7 As especificações de um material de referência devem incluir a sua rastreabilidade


indicando a origem e o seu tratamento (Accred. Qual. Assur.:2006) [45].

NOTA 8 A definição do ISO/REMCO [45] é análoga, mas utiliza o termo “processo de medição” para
significar “exame” (ISO 15189:2007, 3.4) que abrange simultaneamente a medição da
grandeza e o exame de uma propriedade nominal.

5.14 (6.14)
material de referência certificado / certified reference material / matériau de référence
certifié
MRC / CRM / MRC
material de referência acompanhado de documentação emitida por uma entidade qualificada
fornecendo valores de uma ou mais propriedades especificadas e as incertezas e
rastreabilidades associadas, usando procedimentos válidos

EXEMPLO: Serum humano com valor atribuído para a concentração de colesterol e a


incerteza associada, num certificado que o acompanha e usado como padrão numa
calibração ou como material de controlo da justeza de medição.

NOTA 1 A “documentação” dever ter a forma de um ‘certificado’ (ver o ISO Guide 31:2000).

NOTA 2 Nos Guias ISO 34 e 35, por exemplo, são exemplificados procedimentos válidos para a
produção e certificação de materiais de referência certificados.

NOTA 3 Nesta definição, o termo “incerteza” pode designar quer uma incerteza de medição quer
uma incerteza associada ao valor de uma propriedade nominal, tal como a identidade ou a
sequência. O termo “rastreabilidade’ pode designar quer a rastreabilidade metrológica do
valor de uma grandeza quer a rastreabilidade do valor de uma propriedade nominal.

57
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

NOTA 4 Os valores de grandezas especificados nos materiais de referência certificados exigem a


rastreabilidade metrológica com uma incerteza de medição associada (ver Accred. Qual.
Assur.:2006) [45].

NOTA 5 A definição do ISO/REMCO é análoga (Accred. Qual. Assur.:2006) [45], mas utiliza
“metrológico” tanto para uma grandeza como para uma propriedade nominal.

5.15
comutabilidade de um material de referência / commutability of a reference material /
commutabilité d'un matériau de référence
propriedade de um material de referência, que exprime a aproximação, por um lado, da
relação entre os resultados de medição obtidos para uma grandeza determinada desse
material, usando dois procedimentos de medição, e por outro lado, da relação entre os
resultados da medição para outros materiais especificados

NOTA 1 O material de referência em questão é usualmente um padrão e os outros materiais


especificados são amostras de rotina.

NOTA 2 Os procedimentos de medição referidos na definição são o que precede e o que se segue
ao material de referência em questão utilizado como padrão numa hierarquia de
calibração (ver ISO 17511).

NOTA 3 A estabilidade de um material de referência comutável é verificada regularmente.

5.16
dado de referência / reference data / donnée de référence
dado relacionado com uma propriedade de um fenómeno, de um corpo ou substância ou de
um sistema de constituintes, cuja composição ou estrutura é conhecida, obtido a partir de uma
fonte identificada, avaliado de forma crítica e de exactidão verificada

EXEMPLO: Dados de referência relativos à solubilidade de compostos químicos,


publicados pela IUPAC.

NOTA 1 Na definição, o termo “exactidão”, tanto pode designar a exactidão de medição como a
exactidão de uma propriedade nominal.

NOTA 2 Em inglês “data” é uma forma plural e é correntemente utilizada no lugar do singular
“datum”.

5.17
dado de referência normalizado / standard reference data / donnée de référence
normalisée
dado de referência emitido por uma determinada entidade qualificada

EXEMPLO 1: Valores das constantes físicas fundamentais, avaliadas e regularmente


publicadas pelo ICSU do CODATA.

EXEMPLO 2: Valores dos “pesos atómicos”, ou mais correctamente, das massas


atómicas relativas, dos elementos, tal como avaliados em cada dois anos pelo IUPAC-
CIAAW na Assembleia Geral do IUPAC e publicados no Pure Appl. Chem. ou no J.
Phys. Chem. Ref. Data.

58
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

5.18
valor de referência / reference quantity value ou reference value / valeur de référence
valor de uma grandeza cuja incerteza associada é considerada suficientemente pequena
para que o valor possa servir de base na comparação com outras grandezas da mesma
natureza

NOTA 1 O valor de referência pode ser o valor verdadeiro de uma mensuranda, sendo neste caso
desconhecido, ou o valor convencional, sendo neste caso conhecido.

NOTA 2 Um valor de referência associado à sua incerteza de medição refere-se normalmente a:

a) um material, por exemplo, um material de referência certificado;

b) um dispositivo, por exemplo, um laser estabilizado;

c) um procedimento de medição de referência;

d) uma comparação de padrões.

59
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

60
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Anexo A (Informativo): Esquemas Conceptuais

Os 12 esquemas conceptuais deste Anexo informativo destinam-se a fornecer:


— uma representação visual das relações entre os conceitos definidos e designados nos números
precedentes;

— uma possibilidade de verificar se as definições apresentam relações adequadas;

— um quadro para identificar a necessidade de outros conceitos;

— uma verificação de que os termos estão suficientemente sistematizados.

Convirá recordar que um dado conceito pode ser descrito por numerosas características e que
só as essenciais e distintivas são incluídas na definição.

A dimensão da página limita o número de conceitos que é possível apresentar de uma forma
legível, mas todos os esquemas estão relacionados em princípio, como se indica em cada
esquema por referências a outros esquemas entre parênteses.

As relações utilizadas são de três tipos conforme a ISO 704 e a ISO 1087-1. Para dois destes
tipos, as relações são hierárquicas e associam conceitos superiores e subordinados. As
relações de terceiro tipo são não-hierárquicas.

A relação hierárquica designada como relação genérica (ou relação de género-espécie)


associa um conceito genérico e um conceito específico; este último herda todos as
características do conceito genérico. Os esquemas representam as relações sob a forma de
uma árvore

ou ou

onde um ramo curto terminado por 3 pontos indica que existe um ou mais conceitos específicos que
não são representados e um ramo inicial mais grosso indica uma dimensão terminológica separada.
Por exemplo,

1.10 unidade de base


1.9 unidade de medida

1.11 unidade derivada

onde o terceiro conceito pode ser “unidade de medida fora do sistema”.

A relação de partição (ou relação parte-todo) é também uma relação hierárquica. Ela associa
um conceito integrante e dois ou mais conceitos de partição que em conjunto constituem o
conceito integrante. Os esquemas representam estas relações sob a forma de leque e uma
linha contínua não interrompida indica que um ou mais conceitos de partição não foram
considerados.

61
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Um par de dois dentes aproximados indica que existem diversos conceitos de partição de um
determinado tipo. Um destes dentes está a tracejado para indicar que o seu número é
indeterminado. Por exemplo:

1.4 grandeza de base

1.3 sistema de grandezas 1.5 grandeza derivada

1.22 equação das grandezas

Um termo entre parênteses designa um conceito que não é definido no Vocabulário mas que é
considerado de compreensão generalizada.

1.15 unidade fora do sistema

1.9 unidade de medida

(unidade de medida do sistema)

A relação associativa (ou relação pragmática) é uma relação não hierárquica que associa dois
conceitos com certas relações temáticas. Há numerosos subtipos de relações associativas
mas todas são indicadas por uma dupla seta. Por exemplo:

1.1 grandeza 1.21 álgebra das grandezas

2.1 medição 2.9 resultado da medição

2.6 procedimento 2.48 modelo de medição


de medição

Para evitar esquemas demasiado complexos, não são representadas todas as relações
associativas. Os esquemas põem em evidência que os termos derivados não têm sempre uma
estrutura sistemática, frequentemente porque a metrologia é uma disciplina antiga, cujo
vocabulário evoluiu mais por acrescento do que por criação de um conjunto completo e
coerente.

62
Figura 1 — Esquema conceptual para parte da cláusula 1, acerca de “grandeza”
(propriedade) 1.19 valor de uma
(natureza da 1.2 natureza de grandeza
propriedade) 2.11 valor
uma grandeza
verdadeiro

1.30 propriedade 1.1 grandeza


nominal 2.10 valor medido

1.27 escala de

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


1.2 natureza de 1.26 grandeza valores
uma grandeza ordinal 2.12 valor
convencional
(grandeza expressa
numa unidade de
1.21 álgebra das medida)
grandezas
2.6 procedimento 1.28 escala
de medição 1.29 escala de
ordinal
referência 1.25 equação
convencional dos valores
numéricos
5.1 padrão
63

1.9 unidade
de medida
1.8 grandeza (ver Fig. 2)
adimensional
(referência)
1.20 valor 1.22 equação das
numérico grandezas
de uma
grandeza

1.22 equação 1.23 equação


das 1.4 grandeza 1.5 grandeza das unidades
grandezas de base derivada
1.7 dimensão
da grandeza

1.6 Sistema Internacional


de grandezas
1.3 sistema
de grandezas
Figura 2 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 1, acerca de “unidade de medição”
1.1 grandeza (grandeza expressa 1.23 equação das
(ver Fig. 1) numa unidade de unidades
medida)

1.24 factor de conversão


1.26 grandeza entre unidades

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


ordinal

1.9 unidade
de medida 1.17 múltiplo de
uma unidade

1.18 submúltiplo de
(unidade uma unidade
1.15 unidade fora
do sistema de medida
do sistema)
1.13 sistema de
64

unidades
1.10 unidade
1.4 unidade de base
1.3 sistema de de base
grandezas
1.5 unidade 1.11 unidade
derivada derivada
1.12 unidade 1.14 sistema de
derivada unidades
1.22 equação coerente (regra para o uso coerente
da grandeza de unidades de
medida)
(unidade
derivada
não-coerente)

1.6 Sistema 1.16 Sistema (sistema de


Internacional de Internacional unidades CGS)
grandezas de unidades
Figura 3 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2, acerca de “medição”
2.2 metrologia
2.4 princípio 1.1 grandeza
de medição (ver Fig. 1)

2.5 método

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


1.19 valor de uma
de medição 2.1 medição
grandeza
(ver Fig.1)

(outra
informação)

2.9 resultado
2.6 procedimento 2.10 valor medido
de medição
de medição (ver Fig. 4)
65

2.26 incerteza da medição

2.7 procedimento 2.47 compatibilidade


de medição metrológica de
de referência resultados de
medição
2.3 mensuranda
(grandeza
medida)
2.46 comparabilidade
metrológica de
(referência)
resultados de
medição

2.8 procedimento
de medição
primário 2.48 modelo 1.1 grandeza
de medição (ver Fig.1)
Figura 4 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2, acerca de “valor da grandeza”
3.1 instrumento
2.3 mensuranda 1.1 grandeza 1.19 valor de uma 4.1 indicação de medição
(ver Fig. 1) grandeza
3.2 sistema
de medição

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


2.26 incerteza 2.1 medição
de medição (ver Fig. 3)
(ver Fig. 6)
2.12 valor
convencional

2.14 justeza 2.15 fidelidade de medição


2.18 erro de de medição (ver Fig. 5)
justeza
66

5.18 valor de (definição de uma


2.10 valor 2.11 valor
referência grandeza)
medido verdadeiro

2.17 erro
sistemático 2.16 erro de
medição 2.13 exactidão
(ver Fig. 10) de medição

2.19 erro
aleatório
(outra 2.26 incerteza 2.3 mensuranda
informação) de medição

2.9 resultado
de medição
(ver Fig.3)
Figura 5 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2, acerca de “fidelidade de medição”
3.1 instrumento ou 3.2 sistema
de medição de medição 2.10 valor medido
2.1 medição 1.1 grandeza
(ver Fig. 3) (ver Fig. 1)

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


1.19 valor de
(condição de medição 2.26 incerteza 4.1 indicação
uma
relativa à fidelidade) de medição grandeza 2.15 fidelidade
(ver Fig. 6)
de medição

2.3 mensuranda

2.20 condição de 2.21 repetibilidade


67

repetibilidade de medição
2.6 procedimento
de medição 2.22 condição 2.23 fidelidade
(operador) de fidelidade intermédia
intermédia de medição
3.1 instrumento ou 3.2 sistema
de medição de medição
2.24 condição de 2.25 reprodutibilidade
5.12 padrão reprodutibilidade de medição

2.39 calibração
(condição de operação,
ver Fig. 11)

(local)

(medição repetida)

(duração)
Figura 6 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2 acerca de “incerteza de medição”
2.33 balanço (avaliação de um
componente da 2.29 avaliação de
2.32 incerteza-padrão de incerteza tipo B da
incerteza de
relativa incerteza de
medição)
medição

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


2.34 incerteza-alvo 2.10 valor medido 2.28 avaliação de
(ver Fig. 4) tipo A da
2.26 incerteza incerteza de
de medição medição

2.35 incerteza 2.27 incerteza


expandida 2.30 incerteza-padrão definicional

2.9 resultado
de medição
68

2.31 incerteza-padrão 2.3 mensuranda


combinada 1.19 valor de
uma
5.18 valor de grandeza
referência

2.38 factor de 2.48 modelo de medição


expansão

2.12 valor
2.49 função de medição convencional

2.38 intervalo de 2.11 valor


expansão verdadeiro

2.37 probabilidade
de expansão
Figura 7 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2 acerca de “calibração”
2.47 compatibilidade
2.43 rastreabilidade metrológica de 2.44 verificação (requisito)
2.41 rastreabilidade
metrológica a resultado de medição
metrológica
uma unidade
de medida

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


1.9 unidade 2.26 incerteza 2.45 validação (requisito para
2.9 resultado de medição uso previsto)
de medida
de medição
(ver Fig. 3)
4.30 diagrama
de calibração
1.19 valor
de uma
2.46 comparabilidade grandeza
metrológica de
resultados de
medição
69

2.9 resultado de
2.42 cadeia de 4.1 indicação
5.1 padrão medição
rastreabilidade (ver Fig. 10)
ou (ver Fig. 3)
metrológica
5.12 padrão
(ver Fig. 12)

4.31 curva de
(referência) calibração
2.10 valor medido
(ver Fig. 3)
1.9 unidade
de medida
2.39 calibração

5.1 padrão 3.1 instrumento de medição


ou
3.2 sistema de medição
2.6 procedimento (ver Fig. 9)
de medição 2.40 hierarquia
de calibração
Figura 8 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 2 acerca de “valor medido”
2.50 grandeza de 2.48 modelo
entrada num de medição
modelo de
medição
1.1 grandeza
(ver Fig. 1)

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


2.51 grandeza 2.49 função
de saída num de medição
modelo de
medição

2.53 correcção 2.26 incerteza


2.10 valor medido
de medição
(ver Fig. 6)
70

2.52 grandeza
de influência 2.3 mensuranda

4.1 indicação 2.9 resultado


de medição

3.1 instrumento ou 3.2 sistema de


de medição medição
4.2 indicação
(ver Fig. 9)
do branco
Figura 9 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 3, acerca de “sistema de medição”
(dispositivo
3.7 transdutor de medição)
de medição 2.10 valor medido
(elemento de um
(ver Fig. 8)
sistema de medição)

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


3.9 detector

3.2 sistema
de medição
5.9 dispositivo 3.8 sensor
de transferência
3.1 instrumento
de medição
2.1 medição
3.10 cadeia de
4.1 indicação medição
(ver Fig. 8 e Fig. 10)
3.3 instrumento 3.6 medida
71

de medição materializada (sinal)


indicador (elemento de saída
de um sistema de
medição)

3.4 instrumento de
3.11 ajuste de um
medição afixador
sistema de
medição

3.5 escala de um
instrumento afixador
3.12 ajuste
de zero
metrológicas de um instrumento ou sistema de medição”
Figura 10 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 4, acerca de “propriedades
3.1 instrumento
de medição
4.25 classe de exactidão
3.2 sistema de (propriedade metrológica de um
medição (ver instrumento de medição ou de um
Fig. 9) sistema de medição)
4.2 indicação
do branco

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


4.18 limite
4.1 indicação de detecção

1.19 valor de uma 4.3 intervalo 4.19 estabilidade


grandeza de indicação
4.20 desvio
4.6 valor instrumental
4.4 intervalo nominal 4.21 deriva
nominal
instrumental
4.7 intervalo 4.22 variação devida a uma
de medição grandeza de influência
72

4.5 gama de 4.23 tempo de resposta


medição (condição (a um escalão)
de funcionamento 4.24 incerteza
ver Fig. 11) de medição
instrumental
4.26 erro 2.26 incerteza
4.12 sensibilidade de medição
máximo
admissível (ver Fig. 6)
4.13 selectividade 4.27 erro no
ponto de
controlo
4.14 resolução 4.29 incerteza de
medição no zero
4.15 resolução de um 4.28 erro no
4.17 zona zero
dispositivo afixador
morta 2.16 erro de
medição
4.16 limiar
(ver Fig. 4)
da mobilidade
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Figura 11 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 4, acerca de “condições de


funcionamento”

3.2 sistema de (propriedade


medição metrológica de um
instrumento de
medição ou sistema
de medição,
(ver Fig. 10)

(dispositivo) 3.1 instrumento


de medição

(condição de
funcionamento)

2.39 calibração 4.8 condição


(ver Fig. 7) de regime
permanente

4.9 condição 4.11 condição de


estipulada de funcionamento
funcionamento de referência

4.10 condição limite de


funcionamento

73
Figura 12 — Esquema conceptual para parte da Cláusula 5 acerca de “padrão”
5.16 dado de
5.11 manutenção referência
de um padrão
5.15 comutabilidade
5.18 valor de 5.17 dado de

VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA


de um material
referência referência de referência
5.2 padrão normalizado
internacional
5.13 material de
1.19 valor de 2.26 incerteza de referência
uma grandeza medição 5.14 material de
5.3 padrão
(ver Fig. 1) referência
nacional 3.1 instrumento
certificado
de medição

2.8 procedimento 5.4 padrão 1.1 grandeza


de medição (ver Fig. 1) 3.2 sistema
primário
primário de medição (certificado
do material
74

(Ver Fig. 3)
3.6 medida de referência)
5.1 padrão materializada
5.5 padrão
secundário
(material (material de
de controlo controlo
da justeza) da fidelidade)
5.6 padrão 5.12 padrão
de referência

5.7 padrão
2.41 rastreabilidade (material
de trabalho 2.39 calibração
metrológica de controlo)
(ver Fig. 7)

5.8 padrão
itinerante
5.9 dispositivo de 5.10 padrão
transferência intrínseco
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Bibliografia

2
[1] ISO 31-0:1992 , Quantities and units — Part 0: General principles
3
[2] ISO 31-5 , Quantities and units — Part 5: Electricity and magnetism
4
[3] ISO 31-6 , Quantities and units — Part 6: Light and related electromagnetic radiations
5
[4] ISO 31-8 , Quantities and units — Part 8: Physical chemistry and molecular physics
6
[5] ISO 31-9 , Quantities and units — Part 9: Atomic and nuclear physics
7
[6] ISO 31-10 , Quantities and units — Part 10: Nuclear reactions and ionizing radiations
8
[7] ISO 31-11 , Quantities and units — Part 11: Mathematical signs and symbols for use in
the physical sciences and technology
9
[8] ISO 31-12 , Quantities and units — Part 12: Characteristic numbers
10
[9] ISO 31-13 , Quantities and units — Part 13: Solid state physics

[10] ISO 704:2000, Terminology work — Principles and methods

[11] ISO 1000:1992/Amd.1:1998, SI units and recommendations for the use of their
multiples and of certain other units

[12] ISO 1087-1:2000, Terminology work — Vocabulary — Part 1: Theory and application

[13] ISO 3534-1, Statistics — Vocabulary and symbols — Part 1: General statistical terms
and terms used in probability

[14] ISO 5436-2, Geometrical Product Specifications (GPS) — Surface texture: Profile
method; Measurement standards — Part 2: Software measurement standards

[15] ISO 5725-1:1994/Cor.1:1998, Accuracy (trueness and precision) of measurement


methods and results — Part 1: General principles and definitions

[16] ISO 5725-2:1994/Cor.1:2002, Accuracy (trueness and precision) of measurement


methods and results — Part 2: Basic method for the determination of repeatability and
reproducibility of a standard measurement method

[17] ISO 5725-3:1994/Cor.1:2001, Accuracy (trueness and precision) of measurement


methods and results — Part 3: Intermediate measures of the precision of a standard
measurement method

2 Em revisão com a referência ISO 80000-1, Quantities and units — Part 1: General.
3 Em revisão com a referência IEC 80000-6, Quantities and units — Part 6: Electromagnetism.
4 Em revisão com a referência ISO 80000-7, Quantities and units — Part 7: Light.
5 Em revisão com a referência ISO 80000-9, Quantities and units — Part 9: Physical chemistry and molecular physics.
6 Em revisão com a referência ISO 80000-10, Quantities and units — Part 10: Atomic and nuclear physics
7 Em revisão com a referência ISO 80000-10, Quantities and units — Part 10: Atomic and nuclear physics
8 Em revisão com a referência ISO 80000-2, Quantities and units — Part 2: Mathematical signs and symbols to be used in
the natural sciences and technology
9 Em revisão com a referência ISO 80000-11, Quantities and units — Part 11: Characteristic numbers
10 Em revisão com a referência ISO 80000-12, Quantities and units — Part 12: Solid state physics

75
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

[18] ISO 5725-4:1994, Accuracy (trueness and precision) of measurement methods and
results — Part 4: Basic methods for the determination of the trueness of a standard
measurement method

[19] ISO 5725-5:1998/Cor.1:2005, Accuracy (trueness and precision) of measurement


methods and results — Part 5: Alternative methods for the determination of the
precision of a standard measurement method

[20] ISO 5725-6:1994/Cor.1:2001, Accuracy (trueness and precision) of measurement


methods and results — Part 6: Use in practice of accuracy values

[21] ISO 9000:2005, Quality management systems — Fundamentals and vocabulary

[22] ISO 10012, Measurement management systems — Requirements for measurement


processes and measuring equipment

[23] ISO 10241:1992, International terminology standards — Preparation and layout

[24] ISO 13528, Statistical methods for use in proficiency testing by interlaboratory
comparisons

[25] ISO 15189:2007, Medical laboratories — Particular requirements for quality and
competence

[26] ISO 17511, In vitro diagnostic medical devices — Measurement of quantities in


biological samples — Metrological traceability of values assigned to calibrators and
control materials

[27] ISO/TS 21748, Guidance for the use of repeatability, reproducibility and trueness
estimates in measurement uncertainty estimation

[28] ISO/TS 21749, Measurement uncertainty for metrological applications — Repeated


measurements and nested experiments

[29] ISO 80000-3, Quantities and units — Part 3: Space and time

[30] ISO 80000-4, Quantities and units — Part 4: Mechanics

[31] ISO 80000-5, Quantities and units — Part 5: Thermodynamics

[32] ISO 80000-8, Quantities and units — Part 8: Acoustics

[33] ISO Guide 31:2000, Reference materials — Contents of certificates and labels

[34] ISO Guide 34:2000, General requirements for the competence of reference material
producers

[35] ISO Guide 35:2006, Reference materials — General and statistical principles for
certification

[36] ISO/IEC Guide 98-3:2008, Uncertainty of measurement — Part 3: Guide to the


expression of uncertainty in measurement (GUM:1995)

[37] ISO/IEC Guide 98-3:2008/Suppl.1, Uncertainty of measurement — Part 3: Guide to the


expression of uncertainty in measurement (GUM:1995) — Supplement 1: Propagation
of distribution using the Monte Carlo method

[38] IEC 60027-2:2005, Letter symbols to be used in electrical technology — Part 2:


Telecommunications and electronics

76
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

[39] IEC 60050-300:2001, International Electrotechnical Vocabulary — Electrical and


electronic measurements and measuring instruments — Part 311: General terms
relating to measurements — Part 312: General terms relating to electrical
measurements — Part 313: Types of electrical measuring instruments — Part 314:
Specific terms according to the type of instrument

[40] IEC 60359:2001, Ed. 3.0 (bilingual), Electrical and electronic measurement equipment
— Expression of performance

[41] IEC 80000-13, Quantities and units — Part 13: Information science and technology

[42] BIPM: The International System of Units (SI), 8th edition, 2006

[43] BIPM, Consultative Committee for Amount of Substance (CCQM) — 5th Meeting
(February 1999)

[44] CODATA Recommended Values of the Fundamental Physical Constants: 2002,


Reviews of Modern Physics , 77, 2005, 107 pp. http://physics.nist.gov/constants

[45] EMONS, H., FAJGELJ, A., VAN DER VEEN, A.M.H. and WATTERS, R. New definitions
on reference materials. Accred. Qual. Assur ., 10, 2006, pp. 576-578

[46] Guide to the expression of uncertainty in measurement (1993, amended 1995)


(published by ISO in the name of BIPM, IEC, IFCC, IUPAC, IUPAP and OIML)

[47] IFCC-IUPAC: Approved Recommendation (1978). Quantities and Units in Clinical


Chemistry, Clin. Chim. Acta , 1979:96:157F:83F

[48] ILAC P-10 (2002), ILAC Policy on Traceability of Measurement Results

[49] Isotopic Composition of the Elements, 2001, J. Phys. Chem. Ref. Data ., 34, 2005, pp.
57-67

[50] IUPAP–25: Booklet on Symbols, Units, Nomenclature and Fundamental Constants.


11
Document IUPAP–25, E.R. Cohen and P. Giacomo, Physica 146A, 1987, pp. 1-68

[51] IUPAC: Quantities, Units and Symbols in Physical Chemistry (1993, 2007)

[52] IUPAC, Pure Appl. Chem ., 75, 2003, pp. 1107-1122

[53] OIML V1:2000, International Vocabulary of Terms in Legal Metrology (VIML)

[54] WHO 75/589, Chorionic gonadotrophin, human, 1999

[55] WHO 80/552, Luteinizing hormone, human, pituitary, 1988

11 Será revisto e publicado na Web.

77
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Lista de Acrónimos

BIPM Bureau Internacional dos Pesos e Medidas

CCQM Comité Consultivo para a Quantidade de Matéria — Metrologia em Química

CGPM Conferência Geral dos Pesos e Medidas

CODATA Committee on Data for Science and Technology

GUM Guia para a Expressão da Incerteza de Medição

IAEA Agência Internacional de Energia Atómica

ICSU Conselho Internacional para a Ciência

IEC Comissão Electrotécnica Internacional

IFCC Federação Internacional de Química Clínica e Biologia Médica

ILAC Cooperação Internacional em Acreditação de Laboratórios

ISO Organização Internacional de Normalização

ISO/REMCO Organização Internacional de Normalização / Comité para os Materiais de


Referência

IUPAC União Internacional de Química Pura e Aplicada

IUPAC/CIAAW União Internacional de Química Pura e Aplicada / Comissão para os Conteúdos


Isotópicos e Massas Atómicas

IUPAP União Internacional de Física Pura e Aplicada

JCGM Comité Comum para os Guias em Metrologia

JCGM/WG 1 Grupo de Trabalho 1 – GUM do Comité Conjunto para os Guias em Metrologia

JCGM/WG 2 Grupo de Trabalho 2 – VIM do Comité Conjunto para os Guias em Metrologia

OIML Organização Internacional de Metrologia Legal

VIM, 2ª edição Vocabulário Internacional dos Conceitos Básicos e Gerais de Metrologia (1993)

VIM, 3ª edição Vocabulário Internacional de Metrologia - Conceitos Básicos e Gerais e Termos


Associados (2007)

WHO Organização Mundial da Saúde

78
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Indice Alfabético dos Termos em Português

A
erro no zero 4.28
ajuste 3.11 erro sistemático 2.17
ajuste de um sistema de medição 3.11 escala 3.5
ajuste de zero 3.12 escala de medição 1.27
álgebra das grandezas 1.21 escala de referência 1.28
atributo 1.30 escala de referência convencional 1.29
avaliação de Tipo A 2.28 escala de um instrumento afixador 3.5
avaliação de Tipo A da incerteza de medição 2.28 escala de valores 1.27
avaliação de Tipo B 2.29 escala ordinal 1.28
avaliação de Tipo B da incerteza de medição 2.29 estabilidade 4.19
exactidão 2.13
B exactidão de medição 2.13

balanço de incerteza 2.33 F

C factor de conversão entre unidades 1.24


factor de expansão 2.38
cadeia de medição 3.10 fidelidade 2.15
cadeia de rastreabilidade 2.42 fidelidade de medição 2.15
cadeia de rastreabilidade metrológica 2.42 fidelidade intermédia 2.23
calibração 2.39 fidelidade intermédia de medição 2.23
classe de exactidão 4.25 função de medição 2.49
comparabilidade metrológica 2.46
comparabilidade metrológica de resultados de medição G
2.46
compatibilidade metrológica 2.47 gama 4.5
compatibilidade metrológica de resultados da medição gama de medição 4.5
2.47 gama nominal 4.5
comutabilidade de um material de referência 5.15 grandeza 1.1
condição de fidelidade intermédia 2.22 grandeza adimensional 1.8
condição de referência 4.11 grandeza de base 1.4
condição de regime permanente 4.8 grandeza de dimensão um 1.8
condição de repetibilidade 2.20 grandeza de entrada 2.50
condição de reprodutibilidade 2.24 grandeza de entrada num modelo de medição 2.50
condição estipulada de funcionamento 4.9 grandeza de influência 2.52
condição limite de funcionamento 4.10 grandeza de saída 2.51
correcção 2.53 grandeza de saída num modelo de medição 2.51
conservação de um padrão 5.11 grandeza derivada 1.5
curva de calibração 4.31 grandeza ordinal 1.26

D H

dado de referência 5.16 hierarquia de calibração 2.40


dado de referência normalizado 5.17
deriva instrumental 4.21 I
desvio instrumental 4.20
detector 3.9 Incerteza 2.26
diagrama de calibração 4.30 incerteza de medição 2.26
dimensão da grandeza incerteza de medição instrumental 4.24
dimensão 1.7 incerteza de medição no zero 4.29
dispositivo de transferência 5.9 incerteza definicional 2.27
incerteza expandida 2.35
E incerteza expandida de medição 2.35
incerteza instrumental
equação das grandezas 1.22 incerteza-alvo 2.34
equação das unidades 1.23 incerteza-alvo de medição 2.34
equação dos valores numéricos 1.25 incerteza-padrão 2.30
erro 2.16 incerteza-padrão de medição 2.30
erro aleatório 2.19 incerteza-padrão combinada 2.31
erro de justeza 2.18 incerteza-padrão combinada de medição 2.31
erro de medição 2.16 incerteza-padrão relativa 2.32
erro máximo admissível 4.26 indicação 4.1
erro no ponto de controlo 4.27 indicação de fundo 4.2

79
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

indicação do branco 4.2 rastreabilidade metrológica a uma unidade de medida


instrumento de medição 3.1 2.43
instrumento de medição afixador 3.4 rastreabilidade metrológica a uma unidade 2.43
instrumento de medição indicador 3.3 repetibilidade 2.21
intervalo de expansão 2.36 repetibilidade de medição 2.21
intervalo de indicação 4.3 reprodutibilidade 2.25
intervalo de medição 4.7 reprodutibilidade de medição 2.25
intervalo nominal 4.4 resolução 4.14
intervalo nominal de indicação 4.4 resolução de um dispositivo afixador 4.15
resultado da medição 2.9
J
S
justeza 2.14
justeza de medição 2.14 selectividade 4.13
sensibilidade 4.12
L sensor 3.8
sistema coerente de unidades 1.14
limiar de mobilidade 4.16 sistema de grandezas 1.3
limiar de detecção 4.18 sistema de medição 3.2
sistema de unidades 1.13
M Sistema Internacional de grandezas 1.6
Sistema Internacional de unidades 1.16
manutenção de um padrão 5.11 submúltiplo de uma unidade 1.18
material de referência 5.13
material de referência certificado 5.14 T
medição 2.1
medida materializada 3.6 tempo de resposta (a um escalão) 4.23
mensuranda 2.3 transdutor de medição 3.7
método de medição 2.5
metrologia 2.2 U
modelo de medição 2.48
MR 5.13 unidade 1.9
MRC 5.14 unidade de base 1.10
múltiplo de uma unidade 1.17 unidade de medida 1.9
unidade derivada 1.11
N unidade derivada coerente 1.12
unidade fora do sistema 1.15
natureza de uma grandeza
natureza 1.2 V
nível de confiança 2.37
validação 2.45
P valor 1.19
valor convencional 2.12
padrão 5.1 valor convencional de uma grandeza 2.12
padrão de medição 5.1 valor medido da grandeza 2.10
padrão de referência 5.6 valor de referência 5.18
padrão de trabalho 5.7 valor medido 2.10
padrão internacional 5.2 valor nominal 4.6
padrão intrínseco 5.10 valor numérico 1.20
padrão itinerante 5.8 valor numérico de uma grandeza 1.20
padrão nacional 5.3 valor verdadeiro 2.11
padrão primário 5.4 valor verdadeiro da grandeza 2.11
padrão secundário 5.5 variação devida a uma grandeza de influência 4.22
probabilidade de expansão 2.37 verificação 2.44
princípio de medição 2.4
procedimento de medição 2.6 Z
procedimento de medição de referência 2.7
procedimento de medição primário 2.8 zona morta 4.17
propriedade nominal 1.30

rastreabilidade metrológica 2.41

80
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Índice Alfabético dos Termos em Inglês

A I

accuracy 2.13 indicating measuring instrument 3.3


accuracy class 4.25 indication 4.1
accuracy of measurement 2.13 indication interval 4.3
adjustment 3.11 influence quantity 2.52
adjustment of a measuring system 3.11 input quantity 2.50
input quantity in a measurement model 2.50
B instrumental bias 4.20
instrumental drift 4.21
background indication 4.2 instrumental measurement uncertainty 4.24
base quantity 1.4 intermediate measurement precision 2.23
base unit 1.10 intermediate precision 2.23
bias 2.18 intermediate precision condition 2.22
blank indication 4.2 intermediate precision condition of measurement 2.22
international measurement standard 5.2
C International System of Quantities 1.6
International System of Units 1.16
calibration 2.39 intrinsic measurement standard 5.10
calibration curve 4.31 intrinsic standard 5.10
calibration diagram 4.30 ISQ 1.6
calibration hierarchy 2.40
calibrator 5.12 K
certified reference material 5.14
coherent derived unit 1.12 kind 1.2
coherent system of units 1.14 kind of quantity 1.2
combined standard measurement uncertainty 2.31
combined standard uncertainty 2.31 L
commutability of a reference material 5.15
conservation of a measurement standard 5.11 limit of detection 4.18
conventional quantity value 2.12 limit of error 4.26
conventional reference scale 1.29 limiting operating condition 4.10
conventional value 2.12
conventional value of a quantity 2.12 M
conversion factor between units 1.24
correction 2.53 maintenance of a measurement standard 5.11
coverage factor 2.38 material measure 3.6
coverage interval 2.36 maximum permissible error 4.26
coverage probability 2.37 maximum permissible measurement error 4.26
CRM 5.14 measurand 2.3
measured quantity value 2.10
D measured value 2.10
measured value of a quantity 2.10
datum error 4.27 measurement 2.1
datum measurement error 4.27 measurement accuracy 2.13
dead band 4.17 measurement bias 2.18
definitional uncertainty 2.27 measurement error 2.16
derived quantity 1.5 measurement function 2.49
derived unit 1.11 measurement method 2.5
detection limit 4.18 measurement model 2.48
detector 3.9 measurement precision 2.15
dimension 1.7 measurement principle 2.4
dimension of a quantity 1.7 measurement procedure 2.6
dimensionless quantity 1.8 measurement repeatability 2.21
discrimination threshold 4.16 measurement reproducibility 2.25
displaying measuring instrument 3.4 measurement result 2.9
measurement scale 1.27
E measurement standard 5.1
measurement trueness 2.14
error 2.16 measurement uncertainty 2.26
error of measurement 2.16 measurement unit 1.9
etalon 5.1 measuring chain 3.10
expanded measurement uncertainty 2.35 measuring instrument 3.1
expanded uncertainty 2.35 measuring interval 4.7

81
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

measuring system 3.2 reference condition 4.11


measuring transducer 3.7 reference data 5.16
method of measurement 2.5 reference material 5.13
metrological comparability 2.46 reference measurement procedure 2.7
metrological comparability of measurement results 2.46 reference measurement standard 5.6
metrological compatibility 2.47 reference operating condition 4.11
metrological compatibility of measurement results 2.47 reference quantity value 5.18
metrological traceability 2.41 reference standard 5.6
metrological traceability chain 2.42 reference value 5.18
metrological traceability to a measurement unit 2.43 relative standard measurement uncertainty 2.32
metrological traceability to a unit 2.43 repeatability 2.21
metrology 2.2 repeatability condition 2.20
model 2.48 repeatability condition of measurement 2.20
model of measurement 2.48 reproducibility 2.25
multiple of a unit 1.17 reproducibility condition 2.24
reproducibility condition of measurement 2.24
N resolution 4.14
resolution of a displaying device 4.15
national measurement standard 5.3 result of measurement 2.9
national standard 5.3 RM 5.13
nominal indication interval 4.4
nominal interval 4.4 S
nominal property 1.30
nominal quantity value 4.6 scale of a displaying measuring instrument 3.5
nominal value 4.6 secondary measurement standard 5.5
null measurement uncertainty 4.29 secondary standard 5.5
numerical quantity value 1.20 selectivity 4.13
numerical quantity value equation 1.25 selectivity of a measuring system 4.13
numerical value 1.20 sensitivity 4.12
numerical value equation 1.25 sensitivity of a measuring system 4.12
numerical value of a quantity 1.20 sensor 3.8
SI 1.16
O stability 4.19
stability of a measuring instrument 4.19
off system measurement unit 1.15 standard measurement uncertainty 2.30
off system unit 1.15 standard reference data 5.17
ordinal quantity 1.26 standard uncertainty 2.30
ordinal quantity value scale 1.28 standard uncertainty of measurement 2.30
ordinal value scale 1.28 steady-state operating condition 4.8
output quantity 2.51 step response time 4.23
output quantity in a measurement model 2.51 submultiple of a unit 1.18
system of quantities 1.3
P system of units 1.13
systematic error 2.17
precision 2.15 systematic error of measurement 2.17
primary measurement standard 5.4 systematic measurement error 2.17
primary reference measurement procedure 2.8
primary reference procedure 2.8 T
primary standard 5.4
principle of measurement 2.4 target measurement uncertainty 2.34
target uncertainty 2.34
Q traceability chain 2.42
transfer device 5.9
quantity 1.1 transfer measurement device 5.9
quantity calculus 1.21 travelling measurement standard 5.8
quantity dimension 1.7 travelling standard 5.8
quantity equation 1.22 true quantity value 2.11
quantity of dimension one 1.8 true value 2.11
quantity value 1.19 true value of a quantity 2.11
quantity value scale 1.27 trueness 2.14
trueness of measurement 2.14
R Type A evaluation 2.28
Type A evaluation of measurement uncertainty 2.28
random error 2.19 Type B evaluation 2.29
random error of measurement 2.19 Type B evaluation of measurement uncertainty 2.29
random measurement error 2.19
range of a nominal indication interval 4.5
rated operating condition 4.9

82
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

uncertainty 2.26
uncertainty budget 2.33
uncertainty of measurement 2.26
unit 1.9
unit equation 1.23
unit of measurement 1.9

validation 2.45
value 1.19
value of a quantity 1.19
variation due to an influence quantity 4.22
verification 2.44

working interval 4.7


working measurement standard 5.7
working standard 5.7

zero adjustment 3.12


zero adjustment of a measuring system 3.12
zero error 4.28

83
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Índice Alfabético dos Termos em Francês


A échelle ordinale 1.28
équation aux grandeurs 1.22
ajustage 3.11 équation aux unités 1.23
ajustage d'un système de mesure 3.11 équation aux valeurs numériques 1.25
algèbre des grandeurs 1.21 erreur 2.16
appareil afficheur 3.4 erreur à zéro 4.28
appareil de mesure 3.1 erreur aléatoire 2.19
appareil de mesure afficheur 3.4 erreur au point de contrôle 4.27
appareil de mesure indicateur 3.3 erreur de justesse 2.18
appareil indicateur 3.3 erreur de justesse d'un instrument 4.20
attribut 1.30 erreur de mesure 2.16
erreur maximale tolérée 4.26
B erreur systématique 2.17
étalon 5.1
biais 2.18 étalon de référence 5.6
biais de mesure 2.18 étalon de travail 5.7
biais instrumental 4.20 étalon international 5.2
bilan d'incertitude 2.33 étalon intrinsèque 5.10
étalon national 5.3
C étalon primaire 5.4
étalon secondaire 5.5
calibre 4.4 étalon voyageur 5.8
capteur 3.8 étalonnage 2.39
chaîne de mesure 3.10 étendue de mesure 4.5
chaîne de traçabilité 2.42 étendue nominale 4.5
chaîne de traçabilité métrologique 2.42 évaluation de type A 2.28
classe d'exactitude 4.25 évaluation de type A de l'incertitude 2.28
commutabilité d'un matériau de référence 5.15 évaluation de type B 2.29
comparabilité métrologique 2.46 évaluation de type B de l'incertitude 2.29
compatibilité de mesure 2.47 exactitude 2.13
compatibilité métrologique 2.47 exactitude de mesure 2.13
condition assignée de fonctionnement 4.9
condition de fidélité intermédiaire 2.22 F
condition de fonctionnement de référence 4.11
condition de référence 4.11 facteur de conversion entre unités 1.24
condition de régime établi 4.8 facteur d'élargissement 2.38
condition de régime permanent 4.8 fidélité 2.15
condition de répétabilité 2.20 fidélité de mesure 2.15
condition de reproductibilité 2.24 fidélité intermédiaire 2.23
condition limite 4.10 fidélité intermédiaire de mesure 2.23
condition limite de fonctionnement 4.10 fonction de mesure 2.49
conservation d'un étalon 5.11
constance 4.19 G
correction 2.53
courbe d'étalonnage 4.31 grandeur 1.1
grandeur de base 1.4
D grandeur de dimension un 1.8
grandeur de sortie 2.51
dérive instrumentale 4.21 grandeur de sortie dans un modèle de mesure 2.51
détecteur 3.9 grandeur d'entrée 2.50
diagramme d'étalonnage 4.30 grandeur d'entrée dans un modèle de mesure 2.50
dimension 1.7 grandeur dérivée 1.5
dimension d'une grandeur 1.7 grandeur d'influence 2.52
dispositif de transfert 5.9 grandeur ordinale 1.26
donnée de référence 5.16 grandeur repérable 1.26
donnée de référence normalisée 5.17 grandeur sans dimension 1.8

E H

échelle 3.5 hiérarchie d'étalonnage 2.40


échelle de mesure 1.27
échelle de référence conventionnelle 1.29 I
échelle de repérage 1.28
échelle de valeurs 1.27 incertitude 2.26
échelle d'un appareil de mesure afficheur 3.5 incertitude anticipée 2.34
incertitude cible 2.34

84
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

incertitude de mesure 2.26 R


incertitude de mesure à zéro 4.29
incertitude définitionnelle 2.27 réglage de zéro 3.12
incertitude élargie 2.35 répétabilité 2.21
incertitude instrumentale 4.24 répétabilité de mesure 2.21
incertitude type 2.30 reproductibilité 2.25
incertitude type composée 2.31 reproductibilité de mesure 2.25
incertitude type relative 2.32 résolution 4.14
indication 4.1 résolution d'un dispositif afficheur 4.15
indication d'environnement 4.2 résultat de mesure 2.9
indication du blanc 4.2 résultat d'un mesurage 2.9
instrument de mesure 3.1
intervalle de mesure 4.7 S
intervalle des indications 4.3
intervalle élargi 2.36 sélectivité 4.13
intervalle nominal 4.4 sensibilité 4.12
intervalle nominal des indications 4.4 seuil de discrimination 4.16
ISQ 1.6 seuil de mobilité 4.16
SI 1.16
J sous-multiple d'une unité 1.18
stabilité 4.19
justesse 2.14 système cohérent d'unités 1.14
justesse de mesure 2.14 système de grandeurs 1.3
système de mesure 3.2
L système d'unités 1.13
Système international de grandeurs 1.6
limite de détection 4.18 Système international d'unités 1.16
limite d'erreur 4.26
T
M
temps de réponse à un échelon 4.23
maintenance d'un étalon 5.11 traçabilité métrologique 2.41
matériau de référence 5.13 traçabilité métrologique à une unité 2.43
matériau de référence certifié 5.14 traçabilité métrologique à une unité de mesure 2.43
mesurage 2.1 transducteur de mesure 3.7
mesurande 2.3
mesure 2.1 U
mesure matérialisée 3.6
méthode de mesure 2.5 unité 1.9
métrologie 2.2 unité de base 1.10
mobilité 4.16 unité de mesure 1.9
modèle 2.48 unité dérivée 1.11
modèle de mesure 2.48 unité dérivée cohérente 1.12
MR 5.13 unité hors système 1.15
MRC 5.14
multiple d'une unité 1.17 V

N valeur 1.19
valeur conventionnelle 2.12
nature 1.2 valeur conventionnelle d'une grandeur 2.12
nature de grandeur 1.2 valeur de référence 5.18
valeur d'une grandeur 1.19
P valeur mesurée 2.10
valeur nominale 4.6
principe de mesure 2.4 valeur numérique 1.20
probabilité de couverture 2.37 valeur numérique d'une grandeur 1.20
procédure de mesure 2.6 valeur vraie 2.11
procédure de mesure de référence 2.7 valeur vraie d'une grandeur 2.11
procédure de mesure primaire 2.8 validation 2.45
procédure opératoire 2.6 variation due à une grandeur d'influence 4.22
procédure opératoire de référence 2.7 vérification 2.44
procédure opératoire primaire 2.8
propriété qualitative 1.30 Z

zone morte 4.17

85
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

86
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

Dicionário Trilingue

PORTUGUÊS INGLÊS FRANCÊS VIM VIM


1994 2007

ajuste / ajuste de um adjustment of a ajustage d'un système de 4.30 3.11


sistema de medição measuring system / mesure / ajustage
adjustment
ajuste de zero zero adjustment of a réglage de zéro 3.12
measuring system / zero
adjustment
álgebra das grandezas quantity calculus algèbre des grandeurs 1.21
avaliação de Tipo A da Type A evaluation of évaluation de type A de 2.28
incerteza de medição / measurement uncertainty l'incertitude / évaluation
avaliação de Tipo A / Type A evaluation de type A
avaliação de Tipo B da Type B evaluation of évaluation de type B de 2.29
incerteza de medição / measurement uncertainty l'incertitude / évaluation
avaliação de Tipo B / Type B evaluation de type B
balanço da incerteza uncertainty budget bilan d'incertitude 2.33
cadeia de medição measuring chain chaîne de mesure 4.4 3.10
cadeia de rastreabilidade metrological traceability chaîne de traçabilité 2.42
metrológica / cadeia de chain / traceability chain métrologique / chaîne de
rastreabilidade traçabilité
calibração calibration étalonnage 6.11 2.39
--- calibrator --- 5.12
classe de exactidão accuracy class classe d'exactitude 5.19 4.25
comparabilidade metrological comparabilité 2.46
metrológica de comparability of métrologique
resultados de medição / measurement results /
comparabilidade metrological
metrológica comparability
compatibilidade metrological compatibility compatibilité de mesure / 2.47
metrológica de of measurement results / compatibilité métrologique
resultados da medição / metrological compatibility
compatibilidade
metrológica
comutabilidade de um commutability of a commutabilité d'un 5.15
material de referência reference material matériau de référence
condição de fidelidade intermediate precision condition de fidélité 2.22
intermédia condition of intermédiaire
measurement /
intermediate precision
condition
condição de reference operating condition de 5.7 4.11
funcionamento de condition / reference fonctionnement de
referência / condição de condition référence / condition de
referência référence
condição de regime steady state operating condition de régime établi 4.8
permanente condition / condition de régime
permanent
condição de repeatability condition of condition de répétabilité 3.6, 2.20
repetibilidade measurement / notas 1
repeatability condition e2

87
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

condição de reproducibility condition condition de 3.7, 2.24


reprodutibilidade of measurement / reproductibilité nota 2
reproducibility condition
condição estipulada de rated operating condition condition assignée de 5.5 4.9
funcionamento fonctionnement
condição limite limiting operating condition limite 5.6 4.10
condition
correcção correction correction (3.15) 2.53
(3.16)
curva de calibração calibration curve courbe d’étalonnage 4.31
dado de referência reference data donnée de référence 5.16
dado de referência standard reference data donnée de référence 5.17
normalizado normalisée
deriva instrumental instrumental drift dérive instrumentale 5.16 4.21
desvio instrumental instrumental bias biais instrumental / erreur 5.25 4.20
de justesse d’un
instrument
detector detector détecteur 4.15 3.9
diagrama de calibração calibration diagram diagramme d’étalonnage 4.30
dimensão da grandeza / quantity dimension / dimension d'une grandeur 1.5 1.7
dimensão dimension of a quantity / / dimension
dimension
dispositivo de transfer device dispositif de transfert 6.8 5.9
transferência
equação das grandezas quantity equation équation aux grandeurs 1.22
equação das unidades unit equation équation aux unités 1.23
equação dos valores numerical value equation équation aux valeurs 1.25
numéricos / numerical quantity value numériques
equation
erro aleatório random measurement erreur aléatoire 3.13 2.19
error ou random error of
measurement ou random
error
erro de justeza measurement bias ou erreur de justesse 2.18
bias
erro de medição / erro measurement error / error erreur de mesure / erreur 3.10 2.16
of measurement / error
erro máximo admissível maximum permissible erreur maximale tolérée / 5.21 4.26
measurement error / limite d’erreur
maximum permissible
error / limit of error
erro no ponto de controlo datum measurement erreur au point de contrôle 5.22 4.27
error / datum error
erro no zero zero error erreur à zéro 5.23 4.28
erro sistemático systematic measurement erreur systématique 3.14 2.17
error / systematic error of
measurement /
systematic error
escala de referência / ordinal quantity value échelle ordinale / échelle 1.22 1.28
escala ordinal scale / ordinal value de repérage
scale / conventional
reference scale

88
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

escala de referência conventional reference échelle de référence 1.29


convencional scale conventionnelle
escala de um scale of a displaying échelle d’un appareil de 4.17 3.5
instrumento afixador / measuring instrument mesure afficheur / échelle
escala
escala de valores / quantity value scale / échelle de grandeurs / 1.27
escala de medição measurement scale échelle de mesure
estabilidade stability stabilité ou constance 5.14 4.19
exactidão de medição / measurement accuracy / exactitude de mesure / 3.5 2.13
exactidão accuracy of measurement exactitude
factor de conversão conversion factor facteur de conversion 1.24
entre unidades between units entre unités
factor de expansão coverage factor facteur d'élargissement 2.38
fidelidade de medição / measurement precision / fidélité de mesure / fidélité 2.15
fidelidade precision
fidelidade intermédia de intermediate fidélité intermédiaire de 2.23
medição / fidelidade measurement precision / mesure / fidélité
intermédia intermediate precision intermédiaire
função de medição measurement function fonction de mesure 2.49
gama de medição / gama range of a nominal étendue de mesure / 5.2 4.5
nominal / gama indication interval étendue nominale
grandeza quantity grandeur 1.1 1.1
grandeza adimensional / quantity of dimension one grandeur sans dimension / 1.6 1.8
grandeza de dimensão / dimensionless quantity grandeur de dimension un
um
grandeza de base base quantity grandeur de base 1.3 1.4
grandeza de entrada input quantity in a grandeur d'entrée dans un 2.50
num modelo de medição measurement model / modèle de mesure /
/ grandeza de entrada input quantity grandeur d'entrée
grandeza de influência influence quantity grandeur d'influence 2.7 2.52
grandeza de saída num output quantity in a grandeur de sortie dans 2.51
modelo de medição / measurement model / un modèle de mesure /
grandeza de saída output quantity grandeur de sortie
grandeza derivada derived quantity grandeur dérivée 1.4 1.5
grandeza ordinal ordinal quantity grandeur ordinale / 1.26
grandeur repérable
hierarquia de calibração calibration hierarchy hiérarchie d'étalonnage 2.40
incerteza de medição / measurement uncertainty incertitude de mesure / 3.9 2.26
incerteza / uncertainty of incertitude
measurement /
uncertainty
incerteza de medição instrumental incertitude instrumentale 4.24
instrumental measurement uncertainty
incerteza de medição no null measurement incertitude de mesure à 4.29
zero uncertainty zéro
incerteza definicional definitional uncertainty incertitude définitionnelle 2.27
incerteza expandida de expanded measurement incertitude élargie 2.35
medição / incerteza uncertainty / expanded
expandida uncertainty
incerteza-alvo de target measurement incertitude cible / 2.34
medição / incerteza-alvo uncertainty / target incertitude anticipée
uncertainty

89
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

incerteza-padrão de standard measurement incertitude-type 2.30


medição / incerteza- uncertainty / standard
padrão uncertainty of
measurement / standard
uncertainty
incerteza-padrão combined standard incertitude-type composée 2.31
combinada / incerteza- measurement uncertainty
padrão combinada de / combined standard
medição uncertainty
incerteza-padrão relativa relative standard incertitude-type relative 2.32
measurement uncertainty
indicação indication indication 3.2 4.1
indicação do branco / blank indication / indication du blanc / 4.2
indicação do ambiente background indication indication
d'environnement
instrumento de medição measuring instrument instrument de mesure ou 4.1 3.1
appareil de mesure
instrumento de medição displaying measuring appareil de mesure 4.6 3.4
afixador instrument afficheur / appareil
afficheur
instrumento de medição indicating measuring appareil de mesure 4.6 3.3
indicador instrument indicateur / appareil
indicateur
intervalo de expansão coverage interval intervalle élargi 2.36
intervalo de indicação indication interval intervalle des indications 4.19 4.3
intervalo de medição measuring interval / intervalle de mesure 5.4 4.7
working interval
intervalo nominal de nominal indication intervalle nominal des 5.1 4.4
indicação interval indications / intervalle
nominal / calibre
justeza de medição / measurement trueness / justesse de mesure / 2.14
justeza trueness of measurement justesse
/ trueness
limiar de mobilidade discrimination threshold seuil de mobilité / mobilité 5.11 4.16
limiar de detecção detection limit / limit of limite de détection 4.18
detection
manutenção de um conservation of a conservation d'un étalon / 6.12 5.11
padrão / conservação de measurement standard / maintenance d'un étalon
um padrão maintenance of a
measurement standard
material de referência ou reference material ou RM matériau de référence ou 6.13 5.13
MR MR
material de referência certified reference matériau de référence 6.14 5.14
certificado ou MRC material ou CRM certifié ou MRC
medição measurement mesurage / mesure 2.1 2.1
medida materializada material measure mesure matérialisée 4.2 3.6
mensuranda measurand mesurande 2.6 2.3
método de medição measurement method / méthode de mesure 2.4 2.5
method of measurement
metrologia metrology métrologie 2.2 2.2
modelo de medição measurement model / modèle de mesure / 2.48
model of measurement / modèle
model

90
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

múltiplo de uma unidade multiple of a unit multiple d'une unité 1.16 1.17
natureza de uma kind of quantity / kind nature de grandeur / 1.1, 1.2
grandeza / natureza nature nota 2
padrão / padrão de measurement standard / étalon 6.1 5.1
medição etalon
padrão de referência reference measurement étalon de référence 6.6 5.6
standard / reference
standard
padrão de trabalho working measurement étalon de travail 6.7 5.7
standard / working
standard
padrão internacional international étalon international 6.2 5.2
measurement standard
padrão intrínseco intrinsic measurement étalon intrinsèque 5.10
standard / intrinsic
standard
padrão itinerante travelling measurement étalon voyageur 6.9 5.8
standard / travelling
standard
padrão nacional national measurement étalon national 6.3 5.3
standard / national
standard
padrão primário primary measurement étalon primaire 6.4 5.4
standard / primary
standard
padrão secundário secondary measurement étalon secondaire 6.5 5.5
standard / secondary
standard
princípio de medição measurement principle / principe de mesure 2.3 2.4
principle of measurement
probabilidade de coverage probability probabilité de couverture 2.37
expansão / nível de
confiança
procedimento de measurement procedure procédure opératoire / 2.5 2.6
medição mode opératoire de
mesure
procedimento de reference measurement procédure opératoire de 2.7
medição de referência procedure référence / mode
opératoire de mesure de
référence
procedimento de primary measurement procédure opératoire 2.8
medição primário procedure / primary primaire / mode opératoire
procedure primaire
propriedade nominal / nominal property propriété qualitative / 1.30
atributo attribut
rastreabilidade metrological traceability traçabilité métrologique 6.10 2.41
metrológica
rastreabilidade metrological traceability traçabilité métrologique à 2.43
metrológica a uma to a measurement unit / une unité de mesure /
unidade de medida / metrological traceability traçabilité métrologique à
rastreabilidade to a unit une unité
metrológica a uma
unidade

91
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

repetibilidade de measurement répétabilité de mesure / 3.6 2.21


medição / repetibilidade repeatability / répétabilité
repeatability
reprodutibilidade de measurement reproductibilité de mesure 3.7 2.25
medição / reproducibility / / reproductibilité
reprodutibilidade reproducibility
resolução resolution résolution 4.14
resolução de um resolution of a displaying résolution 5.12 4.15
dispositivo afixador device
resultado da medição measurement result / résultat de mesure / 3.1 2.9
result of measurement résultat d'un mesurage
selectividade selectivity of a measuring sélectivité 4.13
system / selectivity
sensibilidade sensitivity sensibilité 5.10 4.12
sensor sensor capteur 4.14 3.8
sistema coerente de coherent system of units système cohérent d'unités 1.11 1.14
unidades
sistema de grandezas system of quantities système de grandeurs 1.2 1.3
sistema de medição measuring system système de mesure 4.5 3.2
sistema de unidades system of units système d'unités 1.9 1.13
Sistema Internacional de International System of Système international de 1.6 1.6
Grandezas ISQ Quantities ISQ grandeurs ISQ
Sistema Internacional de International System of Système international 1.12 1.16
unidades SI Units SI d'unités SI
submúltiplo de uma submultiple of a unit sous-multiple d'une unité 1.17 1.18
unidade
tempo de resposta (a um step response time temps de réponse à un 5.17 4.23
escalão) échelon
transdutor de medição measuring transducer transducteur de mesure 4.3 3.7
unidade de base base unit unité de base 1.13 1.10
unidade de medida / measurement unit ou unit unité de mesure 1.7 1.9
unidade of measurement / unit
unidade derivada derived unit unité dérivée 1.14 1.11
unidade derivada coherent derived unit unité dérivée cohérente 1.10 1.12
coerente
unidade fora do sistema off-system measurement unité hors système 1.15 1.15
unit / off-system unit
validação validation validation 2.45
valor convencional / conventional quantity valeur conventionnelle / 2.12
valor convencional de value / conventional valeur conventionnelle
uma grandeza value of a quantity / d'une grandeur
conventional value
valor de referência reference quantity value / valeur de référence 5.18
reference value
valor de uma grandeza / quantity value / value of a valeur d'une grandeur / 1.18 1.19
valor quantity / value valeur
valor medido / valor da measured quantity value / valeur mesurée 2.10
grandeza medido measured value of a
quantity / measured value

92
VIM – GUIA ISO/IEC 99:2007 – VERSÃO PORTUGUESA

valor nominal nominal quantity value / valeur nominale 5.3 4.6


nominal value
valor numérico de uma numerical quantity value / valeur numérique d'une 1.21 1.20
grandeza / valor numerical value of a grandeur / valeur
numérico quantity / numerical value numérique
valor verdadeiro / valor true quantity value / true valeur vraie / valeur vraie 1.19 2.11
verdadeiro da grandeza value of a quantity ou d'une grandeur
true value
variação devida a uma variation due to an variation due à une 4.22
grandeza de influência influence quantity grandeur d’influence
verificação verification vérification 2.44
zona morta dead band zone morte 5.13 4.17

93