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direito

constitucional II

3.2.2. Concorrente-suplementar: art. 24. Nesse tocan­te, a Judiciário, a decretação de intervenção dependerá de
Organização União limita-se a estabelecer normas gerais, não excluindo requisição do STF; no caso de desobediência a ordem
Político-Administrativa a competência dos Estados; todavia não existindo lei ou decisão judicial, a decretação dependerá de requi-
federal sobre normas gerais, poderão os Estados exercer sição do STF, STJ ou do TSE. O STF, além da hipótese
1. O Estado Federal: surgido nos EUA, em 1787,
a competência legislativa plena. de descumprimento de suas próprias decisões ou or-
adotado pelo Estado Brasileiro desde a Constituição
dens judiciais, requisita exclusivamente a intervenção
de 1891, possui como características a soberania do
4. Municípios: alçados na CF/88 ao patamar de entida- para assegurar a execução de decisões da J.Federal,
Estado Federal e autonomia dos entes federados
des federativas autônomas (vide características no item J. Estadual, J. do Trabalho e da J. Militar;
(Estados-Membros; Distrito Federal e Municípios);
anterior). 2.1.4. Provocada por provimento de representa­ção:
existência de uma Constituição; inexistência de
4.1. Formação dos Municípios: art. 18, § 4°, CF/88. art. 34, VII, c/c art. 36, III ambos da CF. Em caso de
direito de secessão; distribuição de competência;
4.2. Competência legislativa: interesse local. O STF já ofensa aos princípios constitucionais sensíveis (art.
autonomia financeira e tributária; participação das
decidiu que compete ao Município legislar sobre horário 34, VII), a intervenção dependerá de provimento,
unidades federadas na formação da legislação federal;
de funcionamento do comércio local, inclusive farmácias, pelo STF, de representação do Procurador-Geral da
existência de um órgão de cúpula do Poder Judiciário
mas não poderá fixar horário bancário, que é matéria de República (ADIN interventiva - art. 34, VI, c/c 36, III da
para interpretação e proteção da Constituição Federal
competência da União. CF). Para prover a execução de lei federal, a inter-
e possibilidade de intervenção federal.
4.3. Lei Orgânica municipal: art. 29, CF/88. venção dependerá de provimento de representação
4.4. Responsabilidade criminal e política do prefeito do Procurador-Geral da República. Nessas hipóteses
2. União: entidade federativa autônoma em relação
municipal: o decreto interventivo é ato administrativo vinculado,
aos Estados e Municípios, cabendo-lhe exercer as
4.4.1. Crimes de responsabilidade: competência da diante da decisão do STF, que obriga o Presidente a
atribuições da soberania do Estado brasileiro; não se
Câmara Municipal. O artigo 29-A da CF estabelece exempli- editar o aludido decreto, sob pena de prática de crime
confundindo com o Estado federal, este sim pessoa
ficativamente determinadas condutas considera­das crimes de responsabilidade (art. 85, VII).
jurídica de Direito Internacional e formado pelo con-
de responsabilidade, mas lei federal pode ampliar o rol, que 2.2. Decreto interventivo: sempre temporário e elabo­
junto da União, Estados-membros, DF e Municípios
segue a regra nullum crimen sine tipo. rado pelo Presidente da República, que especificará
– artigo 18 da CF/88.
4.4.2. Competência para julgamento dos crimes co- a amplitude, o prazo e as condições de execução,
2.1. Competência da União
muns: crimes dolosos contra a vida: TJ Crime federal: obser­vando-se sempre o critério da proporcionalidade;
2.1.1. administrativa: exclusiva: art. 21 da CF comum:
em regra, competência do TRF, exceto em se tratando de e, quan­do couber, nomeará um interventor.
art. 23 da CF.
desvio de verba federal incorporada ao patrimônio municipal 2.3. Controle político: o Congresso Nacional aprova
2.1.2. legislativa: art. 22, CF/88, que traz toda a
(súmulas 208 e 209 do STJ); crime eleitoral: TRE. As ações ou rejeita a intervenção, em 24h, através de decreto
matéria de competência privativa da União, podendo
populares, ações civis públicas, de improbidade e demais legislativo; caso aquele não aprove a decretação da
esta delegar aos Estados a competência para legislar,
de natureza cível não gozam de foro privilegiado. intervenção, o Presidente deverá cessá-la imediata­
através de Lei Complementar, que especificará a
4.4.3. Imunidade dos vereadores: Não existe imuni­dade mente, sob pena de crime de responsabilidade (art.
matéria.
formal. A imunidade material abrange a esfera cível e penal, 85, II da CF). O controle político é dispensado nas
mas somente poderá ser invocada na circunscrição do hipó­teses do art. 34, VI e VII da CF, caso em que o
3. Estados-Membros: como entidades federativas,
Município, ou em razão deste; não podendo a Lei Orgânica decre­to se limitará a suspender a execução do ato
possuem autonomia, assim entendida como capacida-
estabelecer foro privilegiado ou imunidade não prevista na impugnado, se essa medida bastar ao restabeleci-
de de auto-organização e normatização própria, fruto
Constituição. mento da normali­dade.
do poder constituinte derivado-decorrente, observados
os princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII,
5. Distrito Federal. Ente federativo com tríplice autono­ 3. Intervenção estadual
CF/88), extensíveis (normas comuns às entidades
mia e competência legislativa híbrida. Art. 32 da CF/88. 3.1. Hipóteses: taxativamente previstas no art. 35
federativas. art. 25, caput, da CF/88) e estabelecidos
da CF.
(regras que revelam, previamente, a matéria de sua
6. Territórios: não são componentes do Estado Fe­deral, 3.2. Controle exercido pelo Legislativo: caberá à
organização e as normas constitucionais de caráter
pois constituem simples descentralizações administrativas Assembléia Legislativa estadual o controle do decreto
veda-tório, bem como os princípios de organização
territoriais da União. interventivo emitido pelo Governador dos Estados, no
política, social e econômica, que determinam o
Link Acadêmico 1 prazo de 24h. Dispensa-se o aludido controle quando
retraimento da autonomia estadual); autogoverno,
o Tribunal de Justiça der provimento à representação
indicando que cabe ao próprio povo do Estado es- Intervenção para assegurar a observância de princípios indicados
colher diretamente seus representantes nos poderes
na Constituição Estadual, ou para prover a execução
Legislativo e Executivo locais e o Estado organizar o seu
1. Conceito: perda temporária da autonomia da entida­de de lei, de ordem ou de decisão judicial.
Poder Judiciário; e auto-administração, cabendo aos
política menos ampla (Estados, Distrito Federal e Municí- Link Acadêmico 2
Estados se auto-administrarem no exercício de suas
pio), através de decreto interventivo editado pelo Chefe
competências adminis-trativas, legislativas e tributárias Administração Pública
do Poder Executivo da entidade federativa mais ampla. As
definidas constitucionalmente.
hipóteses contidas no art. 34 da CF/88 são taxativas.
3.1. Formação dos Estados: art. 18, § 3º da CF
1. Conceito: conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas
Tocantins: art. 13 do ADCT. Condição de procedibi-
2. Intervenção Federal aos quais a lei atribui o exercício de função administra­
lidade do processo legislativo da lei complementar:
2.1 Hipóteses de intervenção federal: tiva do Estado.
aprovação através de plebiscito.
2.1.1. Espontânea: art. 34, I, II, III e IV da CF;
3.2. Competência legislativa dos Estados-Mem­
2.1.2. Provocada por solicitação: art. 34, IV, c/c 36, I da 2. Administração direta: União, Estados-Membros,
bros: interesse regional.
CF. Cabível quando a coação ou impedimento recaírem Municípios e Distrito Federal.
3.2.1. Remanescente: art. 25, § 1º da CF. Ex: matéria
sobre os poderes executivo e legislativo locais. Solicita-se
pertinente a servidor público estadual e transporte
diretamente ao presidente; 3. Administração indireta: Autarquias, Fundações,
intermunicipal. Delegada pela União: art. 22, pará-
2.1.3. Provocada por requisição: art. 34, IV, c/c art. 36, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista.
grafo único.
II ambos da CF. Se a coação for exercida contra o Poder

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As duas primeiras são entidades de direito público, ingresso no serviço público, desde que se mostre compa- Estado, exceto, quando houver compatibilidade de
sendo regidas por este; e as demais de direito priva- tível com o conjunto de atribuições inerentes ao cargo a horários, observado em qualquer caso o teto remune-
do, aplicando-se-lhes as regras da CLT no tocante à ser preenchido (RMS n° 144.822-RS); ratório previsto no art. 37, XI da CF; e ainda sim desde
contratação de pessoal (art. 173, da CF). 5.1.6. Também consolidou-se no STF entendimento no que sejam dois cargos de professor; um de professor
sentido de considerar inconstitucional lei que opera transfor- com outro, técnico ou científico; ou dois da área de
4. Princípios mação de cargos, permitindo que os ocupantes dos cargos saúde com profissão regulamentada.
4.1. Legalidade: ao administrador só é dado fazer originários sejam investidos nos cargos emergentes, de 9.1. O STF concluiu que não se pode acumular proven-
aquilo que está previsto em lei; diferentemente das carreira diversa daquela para a qual ingressaram no serviço tos com remuneração na atividade quando os cargos
relações do âmbito entre particulares, em que o prin- público; sendo também inconstitucional o aproveitamento efetivos de que decorrem ambas as remunerações
cípio aplicável é o da autonomia da vontade. como forma de ingresso em outra carreira; não sejam acumuláveis na atividade.
4.2. Impessoalidade: apareceu pela primeira vez 5.1.7. Não é necessária aprovação prévia em concurso
na Constituição Federal de 1988. Previsto de forma aos que desejam ocupar função de confiança ou cargo 10. Responsabilidade civil do Estado.
implícita no art. 37, § 1º, da CF/88. em comissão; aquelas serão exclusivamente exercidas por 10.1. Teoria adotada pela Constituição: risco
4.3. Moralidade: alçado ao patamar de princípio servidores ocupantes de cargo efetivo; e estes serão pre- administrativo ou teoria objetiva, que comporta as
admi­nistrativo-constitucional com a CF/88. O controle enchidos por servidores de carreira nos casos, condições excludentes de força maior, caso fortuito e culpa
juris­dicional administrativo pode ser operado sob a e percentuais mínimos previstos em lei, destinando-se ape- exclusiva da vítima.
ótica da moralidade (vide art. 5°, LXXIII da CF). nas às atribuições de direção, chefia e assessoramento. 10.2. Requisitos: ocorrência do dano; ação, ainda
4.4. Publicidade: exige ampla divulgação dos atos que lícita; nexo da causalidade entre a ação e a
praticados pela administração, ressalvadas as hipó- 6. Associação sindical: é livre somente para o servidor ocorrência do dano.
teses de sigilo previstas em lei. Art. 5º, XXXIII c/c público civil. 10.3. A teoria objetiva ou do risco administrativo so-
LX da CF. O direito à informação relativo à pessoa mente será aplicável às pessoas jurídicas de direito
é garantido pelo Habeas Data, se não, cabível é o 7. Direito de greve: direito social fundamental assegurado público e às de direito privado prestadoras de serviços
Mandado de Segu­rança. na Constituição aos servidores públicos civis, mas depen- públicos. Assim, a um banco (BB ou CEF), ainda que
4.5. Eficiência: impõe ao agente público um modo de dente de lei específica (ordinária ou complementar). público, não se aplica tal teoria.
atuar que produza resultados favoráveis à consecução 7.1. É entendimento ora consolidado no STF que o art. 10.3. A jurisprudência tem se posicionado pela aplica-
dos fins que cabem ao Estado alcançar. 37, VII encerra norma constitucional de eficácia limitada, ção da teoria subjetiva quando da omissão estatal.
4.5.1. Características: direcionamento da atividade e assegurando o direito social de greve, mas não o seu 10.4. Direito de regresso: possível, desde que
dos serviços públicos à efetividade do bem comum; im- exercício, que somente poderá se operacionalizar através comprovada a culpa ou o dolo do responsável pelo
parcialidade; neutralidade; transparência; participação de lei específica, não servindo como norma supletiva a Lei dano.
e aproximação dos serviços públicos da população; n° 7.783/89. Assim, até que seja regulamentado o inciso
eficácia; desburocratização; busca da qualidade. Vide constitucional, toda greve de servidor público é considerada 11. Servidor público e mandato eletivo: previsão
art. 37, § 3º, CF/88. ilegal, permitindo-se o desconto dos dias parados. legal: art. 38, CF/88.
7.2. Permite-se a greve, ainda que em atividades essen-
5. Regras de observância obrigatória na Adminis­ ciais, aos empregados públicos. 12. Regra geral de aposentadoria do servidor
tração Pública 7.3. O STF tem adotado a teoria não concretista no público civil:
5.1. Concurso público: os cargos, empregos e julgamento de mandados de injunção contra a inércia 12.1. Invalidez permanente: proventos proporcionais
funções públicas são acessíveis aos brasileiros que legislativa no art. 37, VII da CF, não podendo o Poder ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de
preencham os requisitos estabelecidos em lei (norma Judiciário regulamentar o direito no caso concreto. Todavia, acidente em serviço, moléstia profissional ou doença
constitucional de eficácia contida), assim como aos tal entendimento vem sendo modificado, como se percebe grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei. Sem
estrangeiros, na forma da lei (essa última parte do no seguinte verbete: “Salientando a necessi­da­de de se idade mínima.
dispositivo encerra norma constitucional de eficácia conferir eficácia às decisões proferidas pelo Supremo no 12.2. Voluntária: mínimo de 10 anos de efetivo exercí-
limitada). A ascensão em cargo ou emprego público julgamento de mandados de injunção, o relator reconheceu cio no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em
depende de aprovação prévia em concurso público que a mora, no caso, é evidente e incompatível com o que se dará a aposentadoria, observado o seguinte: 60
de provas ou de provas e títulos, de acordo com a previsto no art. 37, VII, da CF, e que constitui dever-poder anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na deste Tribunal a formação supletiva da norma regulamen- (integral) e 55 anos de idade e 30 anos de contribuição,
forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para tadora faltante, a fim de remover o obstáculo decorrente se mulher (integral); 65 anos, se homem e 60 anos, se
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação da omissão, tornando viável o exercício do direito de greve mulher (proventos proporcionais).
e exoneração. dos servidores públicos. Após, pediu vista dos autos o Min. 12.3. Compulsória: 70 anos, com proventos propor­
5.1.1. A Constituição estabelece no art. 37, II que é Ricardo Lewandowski. MI 712/PA, rel. Min. Eros Grau, cionais ao tempo de contribuição.
necessária a aprovação prévia em concurso público 7.6.2006. (MI-712)”.
somente aos que desejam ingressar em cargo e 13. Estabilidade: devida somente para os servidores
emprego públicos. Para os que desejam ocupar 8. Remuneração e subsídio: o subsídio somente será concursados e ocupantes de cargos de provimento
função pública, não é necessária a aprovação prévia devido aos membros de poder (art. 39, § 4° da CF) e a efetivo.
em concurso; remuneração aos demais servidores. Ambos são fixados 13.1. Requisito de aquisição: art. 41, § 4º da CF.
5.1.2. Os ocupantes de cargo público são regidos pelo através de lei específica, tendo assegurado o art. 37, X o 13.2. Perda: art. 41, § 1° e 169, § 3°, da CF/88. Mesmo
direito público (em regra R. J. Único, hoje não mais princípio da periodicidade, o que não enseja majoração durante o Estágio probatório, o servidor concursado
obrigatório em face da previsão do art. 39 da CF/88); os remuneratória anual. não pode ser exonerado nem demitido sem inquérito
ocupantes de emprego público são regidos pela CLT, 8.1. Teto Remuneratório: o Plenário do STF deferiu liminar ou sem as formalidades legais de apuração de sua
como p.ex. os empregados de sociedades de econo- na ADIN 3854 para dar interpretação conforme ao inciso XI e capacidade.
mia mista e empresas públicas que exploram atividade ao parágrafo 12, ambos do artigo 37 da Constituição Fede- Link Acadêmico 3
econômica (art. 175 da CF/88); os ocupantes de função ral, para excluir a submissão dos membros da magistratura
pública são aqueles servidores temporários (art. 37, IX estadual ao subteto de remuneração, e para  suspender a Poder Legislativo
da CF) e os ocupantes de funções de confiança; eficácia do artigo 2º da resolução 13/2006 e parágrafo único
5.1.3. A inobservância de aprovação prévia em con- do artigo 1º da resolução 14/2006, ambos do CNJ. A decisão 1. Estrutura: a Constituição Federal adotou o
curso público quando obrigatório, enseja a nulidade não aboliu os subtetos constitucionais de subsídios, mas bicameralismo no âmbito federal, sendo o Poder
do ato, bem como a responsabilidade da autoridade apenas estendeu o mesmo teto de remuneração (a soma do Legislativo federal formado pela Câmara dos Depu-
contratante (art. 37, § 2° da CF); valor dos subsídios mais alguma vantagem funcional reco- tados (representante do povo) e o Senado Federal
5.1.4. O prazo de validade do concurso público será de nhecida pela ordem constitucional) das ‘justiças’ federais à (representante dos Estados-Membros e do DF). Nos
até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período. magistratura estadual. Salientou que o teto remuneratório a Estados, Distrito Federal e nos Municípios, o Poder
Durante o prazo improrrogável previsto no edital de ser aplicado corresponde ao valor do subsídio dos membros Legislativo é unicameral.
convocação; aquele aprovado em concurso público do STF. Julgado no dia 28/02/2007. 1.1. O bicameralismo do Legislativo Federal está inti-
de provas ou de provas e títulos será convocado com mamente ligado à escolha pelo legislador constituinte
prioridade sobre novos concursados para assumir 9. Cumulação de vencimentos no setor público: art. 37, da forma federativa de Estado, pois no Senado Federal
cargo ou emprego, na carreira; XVI da CF. É vedada a acumulação remunerada de cargos, encontram-se de forma paritária, representantes de
5.1.5. A jurisprudência do STF firmou-se no sentido empregos e funções públicos na adminis­tração direta e todos os Estados-Membros e do DF, consagrando-se
de admitir que a lei estabeleça limite de idade para o indireta, suas subsidiárias e sociedades controladas pelo o equilíbrio entre as partes contratantes da Federação,

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figurando como cláusula pétrea. sigilos de correspondência e telegráfico, por ser cláusula de orçamentária, operacional e patrimonial da União e das
reserva jurisdicional, prevista no art. 5º, XII, CF/88 entidades da administração direta e indireta, quanto
2. Funções típicas: legislar e fiscalizar; esta, com o à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
auxílio do Tribunal de Contas. 8. Imunidade Parlamentar das subvenções e renúncia de receitas.
8.1. Origem: freedom of speach (liberdade de palavra) e
3. Funções atípicas: administrar e julgar (ex.: cabe feedom from arrest (imunidde à prisão). 2. Estrutura: é órgão administrativo, não pertencente
ao Senado Federal processar e julgar o presidente da 8.2. Imunidade Material aos poderes legislativo ou judiciário, integrado por nove
República pela prática de crime de responsabilidade. 8.2.1. Previsão Legal: com previsão no art. 53, caput, “Ministros”, no âmbito federal (TCU), nomeados três
Art. 52, parágrafo único da CF). A decisão condenatória tal imunidade estatui que os parlamentares federais são pelo Presidente da República e seis pelo Congresso
exarada pelo Senado não comporta recurso, sem ofen- invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opi- Nacional.
sa ao princípio do duplo grau de jurisdição, que não é niões, palavras e votos, desde que proferida em razão de
um princípio implicitamente contido na Constituição, suas funções parlamentares, no exercício e relacionadas 3. TCE e TCM: segundo previsão do art. 75 da CF/88,
segundo entendimento consolidado no STF. ao mandato, não se restringindo ao âmbito do Congresso os Tribunais de Contas estaduais, distritais e muni-
Nacional. No que toca aos deputados estaduais, a CF/88, cipais devem obedecer o modelo federal já traçado
4. O Congresso Nacional reunir-se-á anualmente na prevê em seu art. 27, 84º da CF, que aplicam-se as regras na Constituição. O STF estabeleceu na súmula 653
Capital Federal, de 02 de fevereiro a 17 de julho e de previstas retro. Quanto aos vereadores, aplicável é a regra que “no Tribunal de Contas estadual, composto por
1º de agosto a 22 de dezembro. Cada legislatura terá prevista no art. 29, VIII da CF, somente lhes assegurando sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela
a duração de 4 anos, compreendendo quatro sessões a imunidade mate­rial. Assembléia Legislativa e três pelo Chefe do Poder
legislativas ou oito períodos legislativos. 8.2.2. Início: inicia-se com a posse, impedindo a ação Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre
mesmo após a extinção do mandato eletivo. auditores e outro dentre membros do MP, e um terceiro
5. Competência do Congresso Nacional: é exclusiva 8.3. Imunidade formal à sua livre escolha”.
a competência prevista no art. 49 da CF, e tratada 8.3.1. Previsão Legal: prevista no art. 53, § 2° da CF,
atra­vés de decreto legislativo. desde a expedição do diploma, os membros do Con­gresso 4. Função primordial: o Tribunal de Contas, apesar
Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de de o art. 73 da CFfalar em “jurisdição”, não é órgão do
6. Competência da Câmara dos Deputados e do crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos Poder Judiciário, cabendo-lhe apenas emitir parecer
Senado Federal: é privativa a competência prevista dentro de 24h à Casa respectiva, para que pelo voto da sobre as contas prestadas anualmente pelo Chefe do
nos artigos 51 e 52 da CF, respectivamente, e tratada maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Poder Executivo, bem como a legalidade dos atos
através de resolução do órgão do Poder Legislativo 8.3.2. Início: inicia-se a imunidade formal com a diplo­ de admissão de pessoal, pois quem realmente julga
correspondente. mação, alcançando apenas os crimes cometidos após as contas é o poder legislativo (CN ou Assembléias
esta. Legisla­tivas). Em se tratando das contas dos adminis-
7. Comissões Parlamentares de Inquérito 8.3.3. Abrangência: abrange a prisão penal e a civil. tradores e demais responsáveis por dinheiro, bens e
7.1. Previsão legal: art. 58, § 3°, CF/88. 8.3.4. Crime praticado antes da diplomação: o parla- valores públicos da administração direta e indireta, a
7.2. Objeto: a investigação deve ter um objeto bem mentar será processado pelo STF, sem que este tenha competência para julgá-las é do Tribunal.
delimitado, devendo concentrar-se em fatos espe- de comunicar a respectiva Casa. Portanto, independem
cíficos, com apuração por tempo determinado. No de licença quaisquer processos ou medidas de natureza 5. Controle das aposentadorias: no exercício de
entanto, pode haver aditamento do prazo ou do objeto administrativa, civil ou disciplinar, penal em relação às sua função constitucional de controle, o TC procede,
da investigação; sendo todos os atos motivados, diante infrações penais praticadas antes da diplomação. dentre outras atribuições à verificação da legalidade
da previsão contida no art. 93, IX da CF. 8.3.5. Crime praticado após a diplomação: o parla­mentar da aposentadoria, e determina a efetivação, ou não, de
7.3. Criação: as CPIs serão criadas pela Câmara dos será processado pelo STF, tendo este de comunicar a res- seu registro. O TC, no desempenho dessa específica
Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou pectiva Casa e o trâmite processual poderá ser suspenso atribuição, não dispõe de competência para proceder
separadamente, mediante requerimento de um terço (suspensão também da prescrição). a qualquer inovação no título jurídico da aposentação
de seus membros, ou seja, no mínimo, 171 Deputados 8.4. Para fins de imunidade formal, entende-se como crime submetido a seu exame. Constatada a ocorrência de
e 27 senadores, separadamente ou em conjunto. comum as contravenções e os crimes eleitorais. vício de legalidade no ato concessivo de aposentado-
7.4. Conclusões: as CPIs não podem jamais impor 8.5. Renúncia: não é possível a renúncia da imunidade ria, torna-se lícito ao TC recomendar ao órgão ou enti-
penalidades ou condenações, sendo suas conclusões parlamentar, pois tal prerrogativa decorre da função exer- dade competente que adote as medidas necessárias
encaminhadas ao Ministério Público, para que, se cida e não da figura do parlamentar. ao exato cumprimento da lei, evitando, desse modo,
entender existente elementos, promova a responsa- 8.6. Perda do mandato: perderá o mandato o Depu- a medida radical da recusa do registro.
bilização civil ou criminal dos infratores. tado ou Senador que infringir qualquer das proibições
7.5. Poderes das CPIs estabelecidas no art. 54 da CF/88; cujo procedimento for 6. Revisão judicial da decisão do TC: existe possi­
7.5.1. Possibilidade de quebra do sigilo bancário, declarado incompatível com o decoro parlamentar (casos bilidade de revisão judicial das decisões do TC, ante
fiscal e de dados (não pode haver investigação que definidos em regimento interno, bem como o abuso das o princípio da inafastabilidade da jurisdição.
não envolva interesse público), inclusive os dados prerrogativas asseguradas a membro do Congresso
telefônicos. A CPI não tem competência para decretar Nacional ou a percepção de vantagens indevidas); que 7. Devido processo legal: o processo para apuração
a quebra do sigilo da comunicação telefônica (intercep- deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça de responsabilidade, em caso de ilegalidade de des-
tação telefônica), que se encontra dentro da reserva parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, pesa ou de irregularidade de contas, deve observar o
jurisdicional, podendo apenas requerer a quebra de salvo licença ou missão por esta autorizada; que perder devido processo legal, do qual se irradiam os postu-
registros telefônicos passados. ou tiver suspensos os direitos políticos; quando o decretar lados do contraditório e da ampla defesa.
7.5.2. Oitiva de testemunhas, com condução coer- a Justiça Eleitoral; ou quando sofrer condenação criminal
citiva; em sentença transitada em julgado. 8. Controle jurisdicional: no que toca ao mérito de
7.5.3. Realização de perícias e exames necessários à 8.7. Parlamentar que é licenciado para o exercício de seus atos, não deve haver interferência do poder
dilação probatória, bem como requisição de documen- cargo no Poder Executivo perde a imunidade referente ao judiciário, como a emissão de parecer prévio acerca
tos e busca de todos os meios de provas legalmente exercício do Poder Legislativo. das contas prestadas pelo Presidente da República
admitidos; (art. 71, I da CF).
7.5.4. Determinar busca a apreensões. 9. Foro Privilegiado: Deputados e Senadores, desde a
7.6. Limitações das CPIs expedição do diploma, serão submetidos a julgamento 9. Controle de constitucionalidade: apesar de a
7.6.1. Decretar quaisquer hipóteses de prisão, salvo perante o STF, apanhando os processos em curso. Per- súmula 347 do STF estatuir que “O Tribunal de Contas,
as prisões em flagrante delito; dendo o mandato, o parlamentar igualmente perderá o no exercício de suas atribuições, pode apreciar a cons-
7.6.2. Determinar medidas cautelares; foro privilegiado. titucionalidade das leis e dos atos do poder público”,
7.6.3. Proibir ou restringir a assistência jurídica aos de controle de constitucionalidade realmente não se
investigados; Tribunal de Contas trata, posto não ser o TC órgão jurisdicional, cabendo-
7.6.4. Ordenar busca domiciliar, pois o art. 5°, XI da lhe apenas a apreciação da inconstitucionalidade e
CF/88 proíbe a invasão domiciliar sem consentimento 1. Introdução: o sistema dos freios e contrapesos (checks possível descumprimento de norma federal, estadual
do morador, salvo em flagrante delito, desastre, ou and balances) estabelece um controle a ser feito por todos ou municipal que atentem contra a Constituição.
para prestar socorro, durante o dia ou à noite; mas os três poderes, reciprocamente. O Tribunal de Contas Link Acadêmico 4
durante o dia, somente por determinação judicial. funciona como órgão auxiliar do poder legislativo, fazendo o
7.7. Vedação: a CPI não pode decretar a quebra dos controle externo, através da fiscalização contábil, financeira, Poder Executivo

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1. Função típica: o Órgão Executivo pratica atos de 11.1. Renúncia do cargo: se operada após a instauração e Conselhos de Justiça Especial e Permanente, nas
chefia de estado e chefia de governo, ante a opção do processo, não impede o trâmite deste. sedes das Auditorias Militares; e por fim a Justiça
pelo sistema presidencialista de governo. 11.2. A decisão do Senado: não poderá ser alterada Militar dos Estados e do D.F., dos Estados e dos
pelo Poder Judiciário, sob pena de ofensa ao princípio da Territórios.
2. Função atípica: legislar, como p.ex. através da edi- separação dos poderes. 5.4. Conselho Nacional de Justiça: novidade da
ção de medidas provisórias e leis delegadas; e julgar, EC/45, que criou tal órgão administrativo de controle
como só ocorrer no contencioso administrativo. 12. Afastamento das funções: nas infrações penais co- do Poder Judiciário, competindo-lhe dentre outras atri-
muns, a partir do recebimento da denúncia ou queixa-crime buições, zelar pela autonomia do Judiciário, podendo
3. Exercício: exercido pelo Presidente da República, pelo STF; nos crimes de responsabilidade, com o início do expedir atos regulamentares (poder regulamentar),
auxiliado pelos Ministros de Estado; na esfera esta- processo no Senado Federal. no âmbito de sua competência, ou recomendar provi-
dual, é exercido pelo Governador de Estado, auxiliado dências; apreciar, de ofício ou mediante provocação,
pelos Secretários de Estado; e na esfera municipal, 13. Foro privilegiado e imunidade formal: o Presidente a legalidade dos atos administrativos praticados por
pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários Municipais. da República possui imunidade em relação à prisão, membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo
somente podendo ser recolhido a esta após o trânsito em desconstituí-los ou revê-los; receber e conhecer das
4. Eleição, investidura e posse: vide art. 77 e 78 da julgado de sentença penal condenatória, possuindo foro reclamações contra membros ou órgãos do Judiciário e
CF/88, regra que se repete, com temperamento, em privilegiado para o julgamento pela prática de crime comum rever, de ofício ou mediante provocação, os processos
níveis estadual e municipal. no STF. Frise-se que também nesse ca-so será necessária a disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados
autorização da Câmara dos Deputados. há menos de um ano.
5. Atribuições do Presidente: dentre as atribuições
previstas no art. 84 da CF/88, as previstas nos incisos 14. Irresponsabilidade relativa do Presidente: o Pre- 6. Competência Penal: somente a Justiça do Traba-
VI, XII e XXV, primeira parte, podem ser delegadas aos sidente da República, na vigência de seu mandato, não lho não a possui, como foi julgado recentemente na
Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República poderá ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício ADI 3684 MC/DF, rel. Min. Cezar Peluso, 1º.2.2007.
ou ao Advogado-Geral da União. O inciso VI encerra de suas funções. (ADI-3684).
possibilidade de o Presidente dispor mediante decreto Link Acadêmico 5
sobre a organização e funcionamento da administração 7. Juizados Especiais: são integrantes do Poder
federal, quando não implicar aumento de despesa nem Poder Judiciário Judiciário Federal ou Estadual, cuja segunda instância
criação ou extinção de órgãos públicos, bem como é exercida pelas Turmas Recursais, comportando
extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 1. Função típica: jurisdicional. recurso de suas decisões apenas para o STF, se
em clara exceção à regra de que não existe mais na ofendida diretamente norma constitucional e pre-
Constituição a previsão de decreto autônomo, pois tal 2. Funções atípicas: administrativa (organização de suas questionada a matéria.
ato é originário, e não derivado. próprias secretarias, p.ex.) e legislativa, como quando
elabora seu próprio regimento interno, e, em se tratando 8. Principais inovações trazidas pela E/C N° 45/04
6. Reeleição: possível, desde que observadas as do Poder Judiciário Trabalhista, através da prolação de 8.1. STF: compete agora ao STF processar e julgar
regras previstas no art. 14, § 5º da CF, modificado pela sentenças normativas (art. 114, § 2° da CF). as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e
EC 16/97. contra o Conselho Nacional do Ministério Público,
3. Garantias funcionais do Judiciário: vitaliciedade, que bem como, em recurso extraordinário julgar válida lei
7. Vacância: em se tratando de sucessão definitiva, no primeiro grau será adquirida após dois anos de efetivo local contestada em face de lei federal. Em todo caso,
somente o vice-presidente poderá substituir o chefe exercício do cargo. Durante o estágio probatório o juiz que quando da apresentação de recurso extraordinário, o
do Poder Executivo; todavia, sendo a substituição ingressou na carreira através de concurso público de provas recorrente deverá demonstrar a repercussão geral
temporá­ria, observa-se a regra do art. 80 da CF. e títulos como substituto, somente poderá perder o cargo das questões constitucionais discutidas no caso, nos
Vagando os cargos de Presidente e Vice, far-se-á através da deliberação do tribunal a que estiver vinculado. termos da lei n° 11.418/06, a fim de que o Tribunal
eleição noventa dias depois de aberta a última vaga, Possui o membro do Judiciário, também, inamovibilidade, examine a admissão do recurso, somente podendo
e se ocorrida nos últimos dois anos do período pre- somente podendo se afastada tal regra por interesse públi- recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus
sidencial, a eleição para ambos os cargos será feita co, fundando-se tal decisão por voto da maioria absoluta do membros.
indiretamente pelo Congresso Nacional, trinta dias respectivo tribunal, assegurada ampla defesa; bem como 8.2. Súmula vinculante: o STF poderá, de ofício
depois da última vaga. irredutibilidade de subsídio, salvo descontos legais e obser- ou por provocação, mediante decisão de dois terços
vado o teto remuneratório já estatuído na Constituição. dos seus membros, após reiteradas decisões sobre
8. Órgãos auxiliares do Presidente: Ministros de Es- a matéria constitucional, aprovar súmula com efeito
tado, Conselho da República e da Defesa Nacional. 4. Garantia de imparcialidade: aos juízes é vedado exer- vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário
cer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, e à administração pública direta e indireta, em todas
9. Responsabilidade do Presidente: as hipóteses de salvo uma de magistério; receber, a qualquer título ou as esferas, observados os critérios de revisão ou
prática de crime de responsabilidade são as contidas pretexto, custas ou participação em processo; dedicar-se cancelamento previstos na lei n° 11.417/06.
no art. 85, cujo rol é exemplificativo, com possibilidade à atividade político-partidária; receber, a qualquer título 8.3. STJ: compete ao STJ a homologação de sen-
de ser elastecido através de Lei Federal, como de fato ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, tenças estrangeiras e a concessão do exequatur às
o foi pela Lei n ° 10.028/00. entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções cartas rogatórias, bem como julgar, através de recurso
previstas em lei (EC 45/04); bem como exercer a advocacia especial, ato de governo local contestado em face
10. Impeachment: possui natureza política e não no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos de lei federal.
penal, sendo observado quando da prática de crimes três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou 8.4. Justiça do Trabalho: compete à Justiça do
de responsabilidade perpetrado pelo Presidente e exoneração. Trabalho processar e julgar todas as lides decorrentes
Vice da República; Ministros de Estado, nos crimes da relação de trabalho (exceto referente a servidor
conexos com aqueles praticados pelo Presidente 5. Estrutura público - ADIN-3395, STF); as ações que envolvam
da República; Ministros do STF; membros do CNJ e 5.1. Tribunais Superiores: Supremo Tribunal Federal; exercício do direito de greve (exceto matéria penal);
CNMP; Procurador-Geral da República; Advogado- Superior Tribunal de Justiça; Tribunal Superior do Trabalho; ações sobre representação sindical, entre sindicatos,
Geral da União, bem como Governadores. Tribunal Superior Eleitoral e Superior Tribunal Militar. entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e
5.2. Justiça Comum: Justiça Federal, composta na empregadores; os mandados de segurança, habeas
11. Procedimento: o procedimento começa na Câmara primeira instância dos Juízes Federais e pelos Tribunais corpus e habeas data, quando o ato questionado
dos Deputados, que autoriza a procedência ou não Regionais Federais; Justiça do Distrito Federal, organi­zada envolver matéria sujeita à sua jurisdição; as ações
da acusação (denúncia de qualquer cidadão). Caso pela União; e a Justiça Estadual Comum, com­posta em de indenização por dano moral ou patrimonial,
haja a autorização, o Senado instaurará o processo primeira instância pelos Juízes Estaduais e em segundo decorrentes da relação de emprego (inclusive as
sob a presidência do presidente do STF, e, após graus pelos Tribunais de Justiça. decorrentes de acidente de trabalho); ações relativas
assegurada a ampla de defesa e o contraditório, sen- 5.3. Justiça Especial: Justiça do Trabalho, composta às penalidades administrativas impostas aos em-
tenciará, observado o quorum de dois terços, através pelo Tribunal Superior do Trabalho, Tribunais Regionais pregados pelos órgãos públicos de fiscalização das
de resolução, limitando-se a condenação à perda do Trabalho e pelos Juízes do Trabalho; Justiça Eleito- relações de trabalho.
do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer ral, composta pelo Tribunal Superior Eleitoral, Tribunais Link Acadêmico 6
função pública por oito anos, sem prejuízo das demais Regionais Eleitorais e Juízes e Juntas Eleitorais; Justiça
sanções judiciais cabíveis. Militar da União, formada pelo Superior Tribunal Militar Funções Essenciais
à Justiça

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indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável Nacional.
1. Ministério Público por seus atos e manifestações no exercício da profissão; e a 4.2. Possibilidade de edição pelos Estados-
1.1. Definição: instituição permanente, essencial segunda é instituição essencial à função jurisdicional do Es- membros e Municípios: desde que seja respeitado
à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a tado, cabendo-lhe a orientação jurídica e defesa, em todos o modelo traçado pela CF/88, é possível.
defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos os graus, dos necessitados do art.5°, LXXIV, da CF. 4.3. Limites materiais: toda a matéria contida no art.
interesses sociais e individuais indisponíveis. Link Acadêmico 7 62, § 1° da CF/88.
1.2. Princípios institucionais: unidade (a instituição 4.4. Procedimento para aprovação integral: edição
é una, sendo a divisão meramente administrativa; Processo Legislativo pelo Presidente da República, com prazo de validade
todavia, a unidade somente é encontrada em relação de 60 dias, prorrogável por igual período, sendo
a cada órgão ministerial); indivisibilidade (um mem- 1. Introdução: corolário do princípio da legalidade e submetida à deliberação do Congresso Nacional,
bro do MP pode se fazer substituir por outro, posto do Estado de Direito, tendo a CF/88 estabelecido todo que durante o prazo de sua validade analisará
que todos representam uma mesma instituição); e o processo de elaboração das espécies normativas primeiramente a sua constitucionalidade (Comissão
independência funcional (autonomia no exercício permitidas no Direito pátrio, de sorte que se ignorado tal Mista, que emitirá parecer, antes da apreciação pela
da função. A hierar­quia existe somente quanto ao procedimento, a norma padecerá de inconstitucionalidade Câmara dos Deputados, que deliberará sobre a MP,
caráter funcional). formal. O processo para a formação das normas previstas podendo, inclusive analisar os requisitos de urgência e
1.3. Promotor natural: princípio contido no art. 5°, na Constituição Federal, é regra de repetição obrigatória relevância) e em seguida seu mérito (se nos primeiros
LIII da CF, onde se lê que ninguém será processado nas Constituições Estaduais. 45 dias de vigência da MP ela não for votada, entrará
senão pela autoridade competente. Proíbe-se a figura em regime de urgência); após a análise pela Câmara,
do membro do MP ad hoc. 2. Espécies de Processos legislativos e aprovação pelo voto da maioria simples desta Casa,
1.4. Garantias institucionais: autonomia funcional, 2.1. Quanto à forma de organização política: autocráti- segue a MP para o Senado, que deliberará sobre esta,
administrativa e financeira. Art. 127, § 2° e 3° da CF. co, direto, representativo e semidireto (este necessita de com fases iguais à Câmara. Se aprovada a MP, será
1.5. Garantias relativas aos Membros do MP referendo popular). transformada em lei de conversão, após promulgação
1.5.1. Vitaliciedade: adquirida após passagem pelo 2.2. Quanto à seqüência das fases procedimentais: pelo presidente do Senado e publicação pelo Presi-
estágio probatório de dois anos, desde que admitido ordinário (elaboração de lei ordinária), sumário (art. 64 da dente da República.
na carreira mediante aprovação em concurso público, CF) e especial. 4.5. MP emendada pela Casa Revisora: o Congresso
somente podendo perder o cargo por sentença judicial 3. Processo legislativo ordinário Nacional, aprovando a MP com alterações, estará
transitada em julgado. Excepcionalmente, o membro 3.1. Fase introdutória (iniciativa): pode ser parlamen­tar transformando-a em projeto de lei de conversão, que
do MP poderá não ser vitalício, mesmo que já tenha ou extraparlamentar; concorrente ou exclusiva. A detecção será remetido ao Presidente da República, para que
ultrapassado o estágio probatório, preservando tão-só da competência da fase introdutória é importante para saber a sancione ou vete. Uma vez sancionado o projeto de
a garantia da estabilidade. Essa hipótese ocorre em onde o projeto de lei iniciará a sua votação. lei de conversão, o próprio Presidente o promulgará e
relação aos membros do MP admitidos antes da pro- 3.1.1. Iniciativa de Lei do Poder Judiciário: a matéria determinará sua publicação.
mulgação da CF/88 que optarem pelo regime anterior constante dos arts. 96, II e 48, XV ambos da CF. As 4.6. Rejeição expressa da MP pelo CN: uma vez
no que disser respeito às garantias e vantagens (art. Constituições Estaduais não podem trazer qualquer mo- rejeitada expressamente pelo Legislativo, a MP
29, § 3º do ADCT). dificação à norma Constitucional Federal. Só o TJ local perderá seus efeitos retroativamente, cabendo ao
1.5.2. Inamovibilidade: segurança de que não será pode iniciar projeto de lei para alteração no número de CN disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes,
removido ou promovido, unilateralmente, sem a sua juízes locais, p.ex. no prazo de 60 dias, através de decreto legislativo.
autorização ou solicitação. Excepcionalmente, todavia, 3.1.2. Iniciativa do Presidente: ao Poder Executivo com- Ressalte-se que não existe a possibilidade de ree-
por motivo de interesse público, mediante decisão pete a iniciativa da Lei Orçamentária, bem como todas as dição da MP expressamente rejeitada pelo CN pelo
do órgão colegiado competente do MP, por voto da matérias constantes do art. 61, 81º da CF/88; assim, se um Presidente, segundo entendimento do STF, sob pena
maioria absoluta de seus membros, desde que lhe projeto de lei é apresentado por parla­mentar e trata de ma- de prática de crime de responsabilidade.
seja assegurada ampla defesa, poderá ser removido téria especificada neste dispositivo, mesmo que aprovado e 4.7. Rejeição tácita da MP não deliberada no prazo
do cargo ou função. sancionado posteriormente pelo Presidente da República, de 60 dias pelo CN: a inércia do Poder legislativo
1.5.3. Irredutibilidade de subsídio: assegurada estará eivado de inconstitu­cionalidade formal. em analisar a MP não acarreta a sua aprovação pelo
pelo art. 128, § 5°, I, c da CF, mas observado o teto 3.1.3. Iniciativa de Lei do Ministério Público: toda a decurso de prazo (como existia no antigo decreto-lei).
constitu­cional contido no art. 37, X e XI. matéria prevista art. 128, § 5º e 127, § 2º, ambos da CF/88. Permite-se, no entanto, uma única prorrogação pelo
1.6. Estrutura: o Ministério Público abrange o MP da 3.1.4. Iniciativa popular: previsão legal contida no art. prazo de 60 dias, que se o Poder Legislativo continuar
União, que compreende o MP Federal, do Trabalho, 61, § 2°, CF/88. silente, a MP perderá sua eficácia, impedindo-se a
Militar, do Distrito Federal e Territórios; bem como o 3.2. Fase Constitutiva: reedição desta na mesma sessão legislativa.
MP dos Estados. Aquele tem por chefe o Procurador- 3.2.1. Deliberação parlamentar: o projeto de lei ordinária 4.8. Suspensão da eficácia: a MP editada sobre lei
Geral da República e este o Procurador-Geral de federal será apreciado primeiramente pela Comissão de que trate do mesmo assunto, suspende a eficácia da
Justiça. Constituição e Justiça; após pela Comissão temática e em lei, durante o prazo de sua vigência.
1.7. Funções: o rol previsto constitucionalmente é seguida pelo plenário da Casa deliberativa principal, que 4.9. Eficácia ultrativa: caso o CN não edite o decreto
meramente exemplificativo. votará o referido projeto; e, se aprovado, será enviado para legislativo no prazo de 60 dias após a rejeição ou perda
1.8. vedações constitucionais: receber, a qualquer a Casa Revisora e logo após ao Presidente da República, de sua eficácia, a MP continuará regendo somente
título ou pretexto, honorários, percentagens ou custas que poderá oferecer sanção ou veto ao projeto. as relações jurídicas constituídas e decorrentes de
processuais; exercer a advocacia, participar de socie- a) Se a Casa Revisora houver aprovado o projeto de lei atos praticados durante sua vigência; dessa forma,
dade comercial; exercer, ainda que em disponibilidade, com alterações, este retornará para apreciação da primeira a CF permite, de forma excepcional e restrita, a
qualquer outra função pública, salvo uma de magisté- Casa, que o aprovará ou rejeitará em definitivo. Se rejeitado, permanência dos efeitos ex tunc de MP expressa ou
rio; receber contribuições previstas na alínea f do art. será arquivado. tacitamente rejeitada.
128 da CF; e exercer atividade político-partidária. b) Após a aprovação pelo CN, o projeto de lei seguirá para
1.9. MP junto ao TC: o art. 73, § 2º, I da CF traz a o seu autógrafo, que é um instrumento formal formador do 5. Emendas Constitucionais
previsão em nível de TCU. O STF entende incabível texto definitivamente aprovado pelo Poder Legislativo. 5.1. Introdução: apesar de a Constituição de 1988 ter
aos Estados fixarem nas suas Constituições Estaduais 3.3. Deliberação Executiva: a sanção pode ser expressa adotado a rigidez de seu texto originário, permite-se a
norma no sentido de deslocar membro do MP estadual ou tácita; total ou parcial, mas o veto (jurídico ou político) modificação deste através de emendas de reforma.
para o TCE, sendo o art. 75 da CF/88 norma de orga­ deve ser sempre motivado e é irretratável. 5.2. Limitações ao Poder Reformador:
nização e composição obrigatória para os Estados- 3.4. Fase Complementar: consubstanciada pela promul- 5.2.1. Expressas: são os limites materiais, presentes
membros e respectivo TCEs. gação, que dá executoriedade à lei, sendo, em regra, feita nas cláusulas pétreas contidas no art. 60, § 4° da
pelo Presidente e complementada pela publicação, que CF; os circunstanciais, previstos no art. 60, § 1º da
2. Advocacia Pública: órgão que representa as dá notoriedade à lei. CF; e os formais, relativos ao processo legislativo,
entidades federativas judicial e extrajudicialmente, presentes no art. 60, I, II e III, § 2º, 3º e 5º da CF. Segundo
cabendo-lhe as atividades de consultoria e asses- 4. Medidas Provisórias en­ten­di­mento do STF a anterioridade tributária também
soramento do Poder Executivo correspondente. Na 4.1. Introdução: com a exclusão do antigo decreto-lei, é cláusula pétrea (ADIN n. 939-7/DF).
execução da dívida ativa de natureza tributária, a foi abolido pela Constituição de 1988 o decurso de prazo, 5.2.2. Implícitas: supressão das expressas e alteração
representação da União cabe à Procuradoria-Geral surgindo a medida provisória, que não é lei, mas tem efi- do titular do Poder Constituinte derivado.
da Fazenda Nacional. cácia de, sendo editada, em nível federal, pelo Pre­sidente 5.3. Fase introdutória: art. 60, I, II e III, CF/88.
da República, em caso de relevância e urgência, devendo 5.4. Fase constitutiva: deliberação parlamentar. Art.
3. Advocacia e Defensoria Pública: a primeira é ser submetida imediatamente à apreciação do Congresso 60, § 2º da CF.

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5.5. Fase executiva: não há. permite o controle concentrado e difuso. pelo Estado ou Distrito Federal, um dos princípios
5.6. Fase complementar: art. 60, § 3º e 5º, CF/88. constitucionais sensíveis previstos no art. 34, VI e VII
6. Controle difuso: existente desde a Carta Política de c/c art. 36, III, ambos da CF não possuindo controle
6. Lei Complementar: diferencia-se da lei ordinária, 1891, esse tipo de controle pode ser operado por todos político pelo Congresso Nacional.
apenas no tocante à matéria, que é taxativamente os órgãos do Poder Judiciário, inclusive ex officio, onde a 7.3. ADIN por omissão: somente cabível para suprir
prevista na Constituição Federal, enquanto todas as pronúncia sobre a constitucionalidade é feita como questão omissão das normas constitucionais de eficácia
demais matérias podem ser objeto de lei ordinária; prévia, indispensável ao julgamento do mérito do caso limitada e programáticas ligadas ao princípio da
bem como pelo aspecto formal, pois o quorum para concreto, submetido a julgamento. legalidade estrita.
sua aprovação é de maioria absoluta, não seguindo a 6.1. Decisão: a decisão só tem efeito no caso concreto 7.3.1. Legitimados: todos os referidos no item
regra geral contida no art. 47 da CF/88. para isentar o interessado de cumprir lei ou ato normativo 7.1.2.
considerado inconstitucional, permanecendo o ato válido 7.3.2. AGU: não é obrigatória a oitiva do AGU, pois
7. Lei Delegada: espécie normativa prevista na em relação a terceiros. Recentemente, dia 01.02.2007, no não há ato impugnado a ser defendido.
Constituição Federal. julgamento da Rcl. 4335/AC, o relator, Min. Gilmar Mendes 7.3.3. Decisão do STF: será dada ciência ao Poder
7.1. Limites materiais: todos os contidos no art. 68, considerou que, em razão da multiplicação de decisões competente para adoção das providências necessárias
§ 1º, da CF/88. dotadas de eficácia geral e do advento da Lei 9.882/99, e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-
7.2. Caráter temporário da delegação: não pode alterou-se de forma radical a concepção que dominava lo em trinta dias, não tendo adotado a Constituição a
ultrapassar uma legislatura, disciplinando o Congresso sobre a divisão de poderes, tornando comum no sistema teoria concretista.
Nacional a matéria objeto da delegação, bem como o a decisão com eficácia geral, que era excepcional sob 7.4. Ação Declaratória de Constitucionalidade:
prazo, por meio de resolução. a EC 16/65 e a CF 67/69. Salientou serem inevitáveis, compete ao STF processar e julgar ADECON de lei
7.3. Delegação atípica: a resolução determina que o portanto, as reinterpretações dos institutos vinculados ao ou ator normativo federal, não tendo a Constituição
projeto de elaboração pelo Presidente deva voltar para controle incidental de inconstitucionalidade, notadamente estabelecido expressamente a possibilidade de ajuiza-
apreciação do Poder Legislativo. o da exigência da maioria absoluta para declaração de mento de tal ação em nível estadual. A necessidade de
7.4. Controle repressivo de constitucionalidade inconstitucionalidade e o da suspensão de execução da lei comprovação da controvérsia judicial funciona como
operado pelo Poder Legislativo: possibilidade pelo Senado Federal. Reputou ser legítimo entender que, pressuposto processual específico.
prevista no art. 49, V da CF/88. atualmente, a fórmula relativa à suspensão de execução 7.4.1. Objetivo: transferir ao STF a decisão sobre a
da lei pelo Senado há de ter simples efeito de publicidade, constitucionalidade de um determinado dispositivo
8. Decreto Legislativo: é espécie normativa destinada ou seja, se o STF, em sede de controle incidental, declarar, legal.
a veicular as matérias de competência exclusiva do definitivamente, que a lei é inconstitucional, essa decisão 7.4.2. Legitimidade e pertinência temática: vide
Congresso Nacional (art. 49 da CF), cujo procedimento terá efeitos gerais, fazendo-se a comunicação àquela item 7.1.2.
não está na CF e sim no regimento interno da Casa. Casa legislativa para que publique a decisão no Diário do 7.4.3. AGU: não é necessária sua oitiva.
Congresso. Concluiu, assim, que as decisões proferidas 7.4.4. Efeito da decisão: efeito ex tunc e eficácia
9. Resolução: ato do Congresso Nacional, da Câmara pelo juízo reclamado desrespeitaram a eficácia erga omnes contra todos e efeito vinculante, relativamente aos
dos Deputados ou do Senado, destinado a regular que deve ser atribuída à decisão do STF no HC 82959/SP. demais órgãos do Poder Judiciário e Administração
as matérias de competência do CN (as que não são Após, pediu vista o Min.ErosGrau. pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual
exclusivas) de competência exclusiva do Senado ou da 6.2. Prequestionamento: além da necessidade de pre- e municipal.
Câmara, não tendo a CF/88 estabelecido o processo questionamento da matéria, o recorrente também deve de- Link Acadêmico 9
legislativo, cabendo a cada Casa fazê-lo. A resolução monstrar a repercussão geral das questões constitucionais
pode ter efeito externo, como no caso de resolução do discutidas no caso, nos termos da Lei n° 11.418/06.
CN delegando determinada matéria ao Presidente. 6.3. Efeitos: ex tunc e inter pars.
Link Acadêmico 8 6.4. Cláusula de reserva jurisdicional: somente pelo voto
da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do
Controle de respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a
A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida dos estudos
Constitucionalidade inconstitucionalidade de lei ou ato normativo (art. 97 da das disciplinas dos cursos de graduação, devendo ser
CF/88), sob pena de nulidade da decisão, regra esta que complementada com o material disponível nos Links e
1. Introdução: fundamentado no princípio da não se aplica ao juiz monocrático, bem como aos órgãos com a leitura de livros didáticos.
supremacia da Constituição, permite-se que todas fracionários dos tribunais.
as normas infraconstitucionais sofram controle de 6.5. Atribuição do Senado: segundo previsão do art. 52, Direito Constitucional II – 2ª edição - 2009
constitucionalidade e sejam retiradas no mundo X, da CF/88, através de resolução, que é ato discricio-
Coordenador:
jurídico se confrontarem o Texto Constitucional. A in- nário, poderá o Senado suspender a eficácia, com efeito Carlos Eduardo Brocanella Witter, Professor universitário
constitucionalidade pode ser formal, quando ignorada ex nunc, de lei declarada definitivamente inconstitucional e de cursos preparatórios há mais de 10 anos, Especialista
a forma para elaboração de espécie normativa prevista pelo STF, não lhe cabendo analisar o mérito da decisão em Direito Empresarial; Mestre em Educação e Semi-
na Constituição; ou material, quando a norma editada este Tribunal. ótica Jurídica; Membro da Associação Brasileira para o
confronta matéria contida na Constituição, como p.ex. Progresso da Ciência; Palestrante; Advogado e Autor de
obras jurídicas.
medida provisória que trata de Direito Penal. 7. Controle Repressivo Concentrado
7.1. Ação Direta de Inconstitucionalidade: ação de com- Autor:
2. Descumprimento da lei ou ato normativo incons­ petência originária do STF, quando o objeto for declaração, Silvia Teixeira, Advogada, Especialista em Direito, Pro-
titucional pelo Poder Executivo: possível apenas em tese, de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo fessora de Direito Constitucional.
pelo chefe do Poder Executivo. federal ou estadual; possuindo a decisão eficácia erga
A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da Memes
omnes e vinculante, além de efeito ex tunc. Somente cabível
Tecnologia Educacional Ltda. São Paulo-SP.
3. Espécies: preventivo (feito pelos Poderes Execu­ quando o ato normativo ou a lei estiverem em vigor. Endereço eletrônico: www.memesjuridico.com.br
tivo, através do veto jurídico; e Legislativo, pelas 7.1.1. Controle concentrado de lei ou ato normativo Todos os direitos reservados. É terminantemente proibida a
Co­missões de Constituição e Justiça) e repressivo municipal ou estadual em face das Constituições Esta- reprodução total ou parcial desta publicação, por qualquer
(ge­ralmente feito pelo Poder Judiciário). duais: permitido, desde que haja previsão na CE, sendo a meio ou processo, sem a expressa autorização do autor
competência para julgamento da ação do TJ local. e da editora. A violação dos direitos autorais caracteriza
crime, sem prejuízo das sanções civis cabíveis.
4. Controle repressivo feito pelo Poder Legislativo: 7.1.2. Legitimação: todas as pessoas e entidades previstas
possibilidade prevista nos art. 49, V da CF, onde cabe no art. 103, I a IX da CF/88, devendo comprovar pertinência
ao Congresso Nacional sustar os atos do Poder Execu- temática a Mesa da Assembléia Legislativa ou Câmara
tivo que exorbitem os limites da delegação legislativa; Legislativa; Governador do Estado; Confederação Sindical
bem como no art. 62 da CF/88, cabendo também ao e a entidade de classe de âmbito nacional.
Congresso resolver sobre a constitucionalidade da 7.1.3. Advogado-Geral da União: deve ser obrigatoria-
medida provisória, antes de julgar o seu mérito, o que mente citado para defender a norma, independentemente
não impede o controle de constitucionalidade a ser de ser federal ou estadual.
feito pelo Poder Judiciário. 7.2. ADIN interventiva: ajuizada no STF somente pelo
Procurador-Geral da República, quando descumprido
5. Controle repressivo feito pelo Poder Judiciário:
o Ordenamento Jurídico pátrio adotou o tipo misto, que

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