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BRASIL – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

BRASIL – TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO http://www.tcu.gov.br Relatório Trimestral de

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO

http://www.tcu.gov.br

Relatório Trimestral de Atividades

1º Trimestre/2013

Brasília-DF

2013

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1

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2012

©Copyright 2013, Tribunal de Contas da União

Impresso no Brasil / Printed in Brazil

www.tcu.gov.br

Diagramação, capa e compilação

Secretaria-Geral da Presidência (Segepres)

Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (Seplan)

Brasil. Tribunal de Contas da União.

Relatório Trimestral de Atividades: 2013 / Tribunal de Contas da União. – Brasília:

TCU, Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, 2013.

110 p.

1. Tribunal de Contas, relatório, Brasil. I Título

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Ministro Ruben Rosa

2

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

APRESENTAÇÃO

APRESENTAÇÃO

É com satisfação que apresento ao Congresso Nacional e ao cidadão brasileiro o Relatório das

Atividades do Tribunal de Contas da União (TCU), referente ao 1º trimestre de 2013, em cumprimento

ao disposto no art. 71, § 4º, da Constituição Federal.

O Tribunal tem como missão institucional controlar a Administração Pública para contribuir com

seu aperfeiçoamento em benefício da sociedade.

Nesse sentido, a complexidade dos tempos modernos exige do TCU agilidade no aprimoramento de sua estrutura e na sua forma de atuação. Assim, dando continuidade ao propósito de fortalecer a excelência no exercício do controle externo, a estrutura organizacional da Secretaria do Tribunal foi alterada no início de 2013. As mudanças buscam viabilizar a especialização das secretarias de controle externo, as quais foram agrupadas por áreas temáticas.

O propósito maior dessas alterações é que as unidades técnicas do TCU tenham uma maior identidade em sua atuação, concentrando-se, essencialmente, em áreas relevantes para o cidadão brasileiro. Além disso, espera-se que cada unidade possa identificar com maior facilidade as respectivas situações de risco e relevância de sua área, com vistas a melhor planejar suas ações, bem como compreender os modelos e os instrumentos de governança que as cercam, atuando sobre seu aprimoramento.

A atuação do TCU, na fiscalização do uso dos recursos públicos, não se limita aos aspectos legais

e contábeis, mas avalia, também, a legitimidade e os resultados da aplicação desses recursos, bem como busca continuamente a melhoria dos serviços públicos prestados à sociedade. Ademais, observa-se cada vez mais o incremento de ações e demandas da sociedade pelo efetivo cumprimento dos princípios constitucionais da economicidade, eficiência, eficácia e efetividade, considerados essenciais à atuação

do Estado em prol da realização do bem comum.

É na esteira dessas legítimas aspirações que o TCU, a par do extenso leque de atribuições

constitucionais, legais e regimentais que lhe são cometidas, esmera-se em disponibilizar aos gestores públicos orientações, determinações e recomendações, visando corrigir falhas, evitar desperdícios,

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

APRESENTAÇÃO

melhorar o desempenho e a gestão de órgãos, entidades e programas governamentais. Vale ressaltar que, embora a maior parte dos benefícios das ações de controle externo sejam imensuráveis, por advir basicamente da expectativa de controle, da prevenção de desperdícios, da melhoria na alocação de recursos, da sugestão de aprimoramento de leis, da redução de danos ambientais e melhorias das políticas públicas, alguns resultados, contudo, são passíveis de mensuração, tendentes, inclusive, a gerar benefícios por tempo indeterminado.

Em consonância com essa assertiva, merece registro o fato de que, no período em exame, tais benefícios alcançaram o montante de R$ 443 milhões, valor superior ao custo do funcionamento do Tribunal no período.

Também merece destaque a atuação prévia do Tribunal, mediante a adoção de 37 medidas cautelares, as quais envolveram a aplicação de recursos públicos superiores a R$ 3,2 bilhões. Isso, por si só, evidencia o mérito da visão pró-ativa do TCU em relação à despesa pública, cujo intuito é neutralizar a concretização de danos ao erário.

Em síntese, a apresentação de alguns benefícios decorrentes da atuação do TCU reafirma a minha convicção de que o Tribunal pode a cada dia aprimorar suas ações de controle, combatendo os desperdícios de recursos e induzindo melhores práticas de governança pública, com reflexos no desenvolvimento do País e na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos brasileiros.

Brasília, maio de 2013.

João Augusto Ribeiro Nardes Presidente

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

SUMÁRIO

1. NOSSOS PRINCIPAIS RESULTADOS

7

2. PRINCIPAIS TRABALHOS

8

3. SOBRE O TCU

10

3.1. Competência e Jurisdição

10

3.2. Estrutura

12

3.3. Deliberações dos Colegiados

16

4. A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

18

4.1. Fiscalizações Realizadas

18

4.2. Processos de Controle Externo Autuados e Apreciados Conclusivamente

20

4.3. Atos de Pessoal Autuados e Apreciados Conclusivamente

21

4.4. Medidas Cautelares

23

4.5. Julgamento de Contas

24

4.6. Condenações e Sanções Aplicadas

26

4.7. Fixação de Prazo para Anulação e Sustação de Atos e Contratos

27

4.8. Atuação do Ministério Público junto ao TCU

28

4.9. Benefícios Financeiros das Ações de Controle

29

4.10. Atuação do TCU por Área Temática

31

4.10.1.

Infraestrutura

31

4.10.1.1.

Minas e Energia

31

4.10.1.2.

Transportes

35

4.10.1.3.

Comunicações

40

4.10.2.

Saúde

41

4.10.3.

Integração Nacional e Meio Ambiente

46

4.10.4.

Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Esporte

46

4.10.5.

Planejamento e Desenvolvimento Urbano

51

4.10.6.

Fazenda, Desenvolvimento e Turismo

53

4.10.7.

Justiça e Defesa

56

4.10.8.

Poderes do Estado e Representação

59

4.10.9.

Agricultura e Desenvolvimento Agrário

60

5. RELACIONAMENTO COM O PÚBLICO EXTERNO

62

5.1. Solicitações do Congresso Nacional e de Parlamentares

62

5.2. Audiências no Congresso Nacional

63

5.2.1.

Câmara dos Deputados

63

5

5

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

SUMÁRIO

5.2.2.

Senado Federal

64

5.3. Acordos de Cooperação e Parceiras

65

5.4. Atuação Internacional

69

5.5. Ouvidoria do TCU

72

5.6. Divulgação Institucional

73

6. ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

76

6.1.

Estratégias e Planos

76

6.1.1

Plano de Controle

77

6.1.2

Plano Estratégico

77

6.2.

Gestão de Pessoas

79

6.3.

Recursos Orçamentários e Financeiros

82

7. ANEXOS

84

7.1.

“Organograma do Tribunal de Contas da União”

85

8.1.

Anexo II - “Medidas Cautelares Concedidas” e

86

“Medidas Cautelares Revogadas”

86

8.2.

Anexo III - “Sanções Não-Pecuniárias Aplicadas no Período”

92

Declaração de inidoneidade para licitar e contratar com a Administração Pública Federal

92

Inabilitação para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança no âmbito da Administração

Pública

93

8.3.

Anexo IV - “Fixação de Prazo para Anulação e Sustação de Atos e Contratos”

94

8.4.

Anexo V - “Obras com indício de Irregularidade Grave com Recomendação de Paralisação (IG-P)

ou de retenção parcial de valores (IG-R)”

96

6

6

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIME STRE DE 2013

NOSSOS PRINCIPAIS RESULTADOS

1. NOSSOS P RINCIPAIS RESULTAD OS

Os principais benefícios e resulta dos decorrentes das atividades desenvolvi das pelo TCU no 1º trimestre de 2013 estão sin tetizados abaixo

• Benefício potencial total das ações de controle

Benefício potencial total das ações de controle

 
• Benefício potencial total das ações de controle   R$ 443 milhões

R$ 443 milhões

• Medidas cautelares adota das

• Medidas cautelares adota das 37

37

• Licitações e contratos susp ensos cautelarmente

 
• Licitações e contratos susp ensos cautelarmente   31

31

• Prejuízos e danos evitados com a adoção de medidas cautelares

 
• Prejuízos e danos evitados com a adoção de medidas cautelares   R$ 3,2 bilhões

R$ 3,2 bilhões

• Responsáveis condenados em débito e/ou multados

 
• Responsáveis condenados em débito e/ou multados   380

380

 
  R$ 260,4

R$ 260,4

• Valor das condenações

milhões

• Processos de cobrança exe cutiva formalizados

 
• Processos de cobrança exe cutiva formalizados   480

480

   
    R$ 101,6

R$ 101,6

• Valor envolvido nos proce ssos de cobrança executiva

milhões

•Responsáveis inabilitados

para o exercício de cargo em comissão ou funç

ão
ão

de confiança na Administra ção Pública Federal

 

10

• Empresas

declaradas

i nidôneas

para

participar

de

licitações

na
na

Administração Pública Fed eral

24

• Denúncias

sobre

indício s

de

irregularidades

na

aplicação

de

recurs

os
os

392

públicos recebidas pela Ou vidoria do TCU

 

• Processos julgados conclu sivamente

• Processos julgados conclu sivamente 1.176

1.176

• Acórdãos proferidos

• Acórdãos proferidos 3.746

3.746

• Atos de pessoal analisado s • Fiscalizações concluídas
• Atos de pessoal analisado s • Fiscalizações concluídas
• Atos de pessoal analisado s • Fiscalizações concluídas

• Atos de pessoal analisado s

• Fiscalizações concluídas

• Atos de pessoal analisado s • Fiscalizações concluídas
29.240 160
29.240
160

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

PRINCIPAIS TRABALHOS

2. PRINCIPAIS TRABALHOS

A seguir estão relacionadas as principais ações de controle empreendidas pelo TCU no 1º trimestre de 2013

ÁREA TEMÁTICA

ASSUNTO ABORDADO

PÁGINA

I.

Infraestrutura

 

1. TCU aprova concessão da Hidrelétrica de São Roque/SC

31

 

2. TCU avalia andamento de programa de reassentamento na Usina Hidrelétrica de Itaparica

32

3. TCU fiscaliza obras de manutenção do sistema de energia termonuclear das usinas Angra 1 e 2

33

 

Minas e Energia

 
   

4. TCU aprova mais um estágio do leilão para compra de energia elétrica da Usina Baixo Iguaçu

34

 

5. Tribunal detecta falhas em medição de petróleo e gás natural

34

 

6. Irregularidades em obras da BR-230 no Pará geram prejuízos de R$ 12 milhões

35

7. TCU realiza auditoria em obras de duplicação da BR-392/RS

36

 

 

8. TCU identifica superfaturamento em obras no Porto de Rio Grande/RS

36

 

Transportes

9. TCU constata sobrepreço em obras de dragagem no Porto de Santos/SP.

37

 

10. Auditoria no Aeroporto Santos Dumont/RJ gera economia de mais de R$ 6 milhões

38

11. TCU reitera determinação ao Dnit acerca do programa de controle de velocidade

39

 

Comunicação

 

12. TCU constata problemas na execução das ações da Anatel para a Copa

40

 

13. Auditoria em hospitais universitários detecta falhas na área de licitações

41

14. TCU aponta falhas na área de licitação do hospital universitário da UFAM

43

II.

 

Saúde;

 
 

15. TCU aponta deficiências estruturais que comprometem o desempenho da Funasa

44

16. Irregularidades em obras de esgotamento sanitário em Pilar/AL persistem

45

III.

Integração

 
 

Nacional

e

Meio

17. Tribunal amplia prazo para Ibama avaliar ocupações do Jardim Botânico do Rio

46

Ambiente

 
 

18. TCU aponta irregularidades na aplicação da Lei de Incentivo ao Esporte

46

IV.

Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Esporte

19. TCU monitora auditoria realizada em Programa de assistência ao jovem

47

20. TCU determina atualização de prazos e valores nas obras da Arena Pantanal, em Cuiabá/MT

48

21. TCU analisa rede de educação profissionalizante

49

 

22. TCU avalia financiamento das obras da Arena da Baixada, em Curitiba

51

V.

Planejamento

 

23. Tribunal suspende homologação de edital do Ministério das Cidades

52

 

e

Desenvolvimento

 

Urbano

 

24. TCU declara inidoneidade de empresas envolvidas na "Operação Sanguessuga"

52

VI. Fazenda,

 

25. TCU realiza levantamento sobre proposta orçamentária da União para 2013

53

 

Desenvolvimento

e

26. TCU aponta falha em alienação de investimentos do IRB-Brasil Resseguros

54

Turismo

 

27. TCU suspende cautelarmente contrato da Caixa realizado sem licitação

55

VII. Justiça e Defesa

 

28. TCU propõe melhorias nas ações de enfrentamento à violência contra a mulher

56

29.

TCU verifica falhas na aplicação de recursos do Plano de Políticas para Mulheres

57

8

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8
8

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

PRINCIPAIS TRABALHOS

ÁREA TEMÁTICA

ASSUNTO ABORDADO

PÁGINA

VIII.

Poderes

do

Estado

e

30. Cautelar suspende pagamento de passivos de pessoal dos TRTs

59

Representação

IX.

Agricultura

e

31. TCU conclui fiscalização na licitação Suape/PE

para arrendamento do terminal açucareiro do Porto de

Desenvolvimento

 

60

Agrário

32. TCU realizará auditoria na Anvisa

60

9

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

SOBRE O TCU

3. SOBRE O TCU

Nossa missão é controlar a Administração Pública para contribuir com seu aperfeiçoamento em benefício da sociedade

O Tribunal de Contas da União, criado em 1890 pelo Decreto nº 966-A, por iniciativa de Rui

Barbosa, Ministro da Fazenda à época, norteia-se, desde então, pelo princípio da autonomia e pela

fiscalização, julgamento e vigilância da coisa pública.

A Constituição de 1891, a primeira republicana, ainda por influência de Rui Barbosa, institucionalizou definitivamente o Tribunal de Contas da União. A partir de então, as competências do Tribunal têm sido estabelecidas no texto constitucional. Esse privilégio, se, por um lado, o distingue de forma singular, por outro, aumenta a sua responsabilidade e seu compromisso para com a sociedade.

3.1. Competência e Jurisdição

A atual Constituição estabelece que a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, deve ser exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Estabelece, também, que o controle externo, a cargo do Congresso Nacional, é exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual incumbe uma série de competências exclusivas.

A sociedade, por sua vez, demanda moralidade, profissionalismo e excelência da Administração

Pública, bem como melhor qualidade de vida e redução das desigualdades sociais. O cidadão vem deixando de ser sujeito passivo em relação ao Estado, passando a exigir melhores serviços, respeito à cidadania e mais transparência, honestidade, economicidade e efetividade no uso dos recursos públicos. Nesse aspecto, o Tribunal assume papel fundamental na medida em que atua na prevenção, detecção,

10

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIME STRE DE 2013

SOBRE O TCU

correção e punição da fraude e

transparência e melhoria da gest ão e do desempenho da Administração Pública.

do desvio na aplicação de recursos federais, be m como contribui para a

O TCU tem jurisdição p rópria e privativa em todo o território naciona l, a qual abrange, entre

bens e valores públicos

perda, extravio ou outra irregularidade que re sulte dano ao Erário; e recursos repassados pela União mediante co nvênio ou instrumento

outros: qualquer pessoa física o u jurídica, que utilize, arrecade, guarde, gerencie

federais; aqueles que causarem responsáveis pela aplicação de congênere.

Leis diversas têm amplia do o rol de atribuições do TCU, a exemplo das se guintes: Lei de Licitações

Responsabilidade Fiscal

(Lei Complementar nº 101/200 0); Lei que regulamenta a partilha dos recur sos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econôm ico incidente sobre a importação e a comercializ ação de petróleo e seus derivados, gás natural e seus de rivados, e álcool etílico combustível - Cide (Lei n º 10.866/2004); edições anuais da Lei de Diretrizes Orça mentárias e da Lei Orçamentária; Lei de Parceri a Público-Privada (Lei nº

e Contratos (Lei nº 8.666/1993);

Lei de Desestatização (Lei nº 9.491/1997); Lei de

11.079/2004); e a Lei de Contrata ção de Consórcios Públicos (Lei nº 11.107/2005).

Também merece destaq ue a ampliação do leque de competências do Trib unal de Contas da União

por meio da Lei nº 11.578, de 2 6.11.2007. Tal ato normativo, que trata da tran sferência obrigatória de

do Crescimento (PAC), União (CGU), fiscalizar a

aplicação desses recursos e prev ê situações em que deverá ser encaminhada denú ncia ao Tribunal.

recursos financeiros para a ex ecução das ações do Programa de Aceleração estabeleceu que compete ao T CU, juntamente com a Controladoria-Geral da

das ações do Programa de Aceleração estabeleceu que compete ao T CU, juntamente com a Controladoria-Geral

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

SOBRE O TCU

Além disso, o Congresso Nacional edita decretos legislativos com demandas para realização de fiscalização em obras custeadas com recursos públicos federais, com determinação expressa de acompanhamento físico-financeiro, por parte do TCU, da execução de contratos referentes a obras que constam do orçamento da União. O quadro a seguir apresenta, de forma sintetizada, as competências do TCU estabelecidas na Constituição Federal:

Competências

Constitucionais

Artigos

Apreciar as contas anuais do presidente da República.

71, inc. I

Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos.

71, inc. II

Apreciar a legalidade dos atos de admissão de pessoal e de concessão de aposentadorias, reformas e pensões civis e militares.

71, inc. III

Realizar inspeções e auditorias por iniciativa própria ou por solicitação do Congresso Nacional.

71, inc. IV

Fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais.

71, inc. V

Fiscalizar a aplicação de recursos da União repassados a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios.

71, inc. VI

Prestar informações ao Congresso Nacional sobre fiscalizações realizadas.

71, inc. VII

Aplicar sanções e determinar a correção de ilegalidades e irregularidades em atos e contratos.

71, inc. VIII a XI

Sustar, se não atendido, a execução de ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal.

71, inc. X

Emitir pronunciamento conclusivo, por solicitação da Comissão Mista Permanente de Senadores e Deputados, sobre despesas realizadas sem autorização.

72, § 1º

Apurar denúncias apresentadas por qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato sobre irregularidades ou ilegalidades na aplicação de recursos federais.

74, § 2º

Efetuar o cálculo das contas referentes aos fundos de participação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e fiscalizar a entrega dos recursos aos governos estaduais e às prefeituras municipais.

161, § único

3.2.

Estrutura

O Tribunal é integrado por nove ministros, seis deles escolhidos pelo Congresso Nacional. Os

demais são nomeados pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal, sendo dois escolhidos alternadamente entre ministros-substitutos e membros do Ministério Público junto ao TCU.

O TCU é órgão colegiado, cujas deliberações são tomadas pelo Plenário e pela 1ª e 2ª Câmaras.

O Plenário é integrado por todos os ministros e presidido pelo Presidente do Tribunal. As Câmaras são

compostas por quatro ministros. Os ministros-substitutos, em número de quatro, participam dos colegiados, substituem os ministros em seus afastamentos e impedimentos legais ou no caso de vacância de cargo.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

SOBRE O TCU

O Plenário e as duas Câmaras do Tribunal reúnem-se de 17 de janeiro a 16 de dezembro em sessões ordinárias e, quando necessário, em extraordinárias.

No dia 12 de dezembro de 2012 o Ministro Augusto Nardes tomou posse como Presidente do Tribunal de Contas da União para o ano de 2013. Na mesma ocasião, o Ministro Aroldo Cedraz assumiu a Vice-Presidência do TCU. Ambos foram eleitos no dia 5 de dezembro de 2012 para mandato de um ano, permitida uma reeleição pelo mesmo período. O Ministro Augusto Nardes assumiu a Presidência do Tribunal em sucessão ao Ministro Benjamin Zymler, que o presidiu no biênio 2011-2012.

A complexidade dos tempos modernos exige do TCU agilidade no aprimoramento de sua estrutura e na sua forma de atuação. Assim, o Tribunal iniciou 2013 com nova estrutura organizacional (Resolução-TCU nº 253, aprovada no final de 2012). Essa reestruturação foi mais uma iniciativa na busca pela excelência do controle externo. A principal modificação diz respeito às secretarias subordinadas à Secretaria-Geral de Controle Externo (Segecex), unidade responsável pela coordenação e execução das fiscalizações do Tribunal. As mudanças implementadas buscam viabilizar a especialização das secretarias de controle externo, de acordo com o Plano Estratégico do TCU (PET 2011 - 2015).

Desse modo, a atuação das unidades técnicas do TCU será pautada pela especialização. Isso significa que a clientela do Tribunal passa a ser dividida entre unidades temáticas. Não existem mais as Secex 1, 2, 3, 4, 5 etc. Com a reestruturação, foram criadas na Segecex quatro coordenações-gerais de controle externo, definidas de acordo com áreas temáticas, sendo que as secretarias sediadas em Brasília foram reorganizadas e identificadas segundo as áreas de especialização.

Assim, a clientela do TCU está agora distribuída por essas quatro coordenações-gerais, as quais são: dos Serviços Essenciais ao Estado (Coestado); da Área Social (Cosocial); da Área de Desenvolvimento Nacional (Codesenvolvimento); e da Área de Infraestrutura (Coinfra). Cada uma dessas coordenadorias desdobra-se em secretarias de controle externo especializadas em temas como Educação, Saúde, Desenvolvimento Econômico e Administração do

de controle externo especializadas em temas como Educação, Saúde, Desenvolvimento Econômico e Administração do 13

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

SOBRE O TCU

Estado. Foi criada, ainda, uma secretaria específica para fiscalizar contratações de bens e serviços de Apoio Logístico dos órgãos federais.

O propósito é que as secretarias tenham uma maior identidade em sua atuação,

concentrando-se, essencialmente, em áreas relevantes para o cidadão brasileiro. Além disso, espera-

se que cada unidade possa identificar com maior facilidade as respectivas situações de risco e relevância de sua área, com vistas a melhor planejar suas ações, bem como compreender os modelos e os instrumentos de governança que as cercam, atuando sobre seu aprimoramento.

Isso, sem prejuízo da continuidade do trabalho especializado já desenvolvido pelas secretarias que fiscalizam as obras públicas, os processos de desestatização, os atos e gastos com pessoal e as transferências constitucionais. Também foi criada uma unidade específica para fiscalizar as contratações de bens e serviços de apoio logístico de todos os órgãos federais localizados em Brasília.

As unidades técnicas subordinadas à Segecex possuem sede em Brasília e nos 26 estados da

Federação. O endereço das unidades nos estados está disponível no Portal TCU:

http://www.tcu.gov.br. O Anexo I deste relatório apresenta o “Organograma do Tribunal de Contas da União”.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIME STRE DE 2013

SOBRE O TCU

Ministro Augusto Nardes Presidente E-mail: min-an@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7201

Presidente E-mail: min-an@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7201 Ministro Valmir Campelo E-mail: min-vc@tcu.gov.br Tel.

Ministro Valmir Campelo E-mail: min-vc@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7708

Autoridades do TCU

min-vc@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7708 Autoridades do TCU Ministro Walton Alencar E-mail: min-war@tcu.gov.br Tel.
min-vc@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7708 Autoridades do TCU Ministro Walton Alencar E-mail: min-war@tcu.gov.br Tel.
min-vc@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7708 Autoridades do TCU Ministro Walton Alencar E-mail: min-war@tcu.gov.br Tel.

Ministro Walton Alencar E-mail: min-war@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7446

Alencar E-mail: min-war@tcu.gov.br Tel. 61 3316-7446 Ministro Benjamin Zym ler E-mail: min-bz@tcu.go v.br Tel.

Ministro Benjamin Zym ler E-mail: min-bz@tcu.go v.br Tel. 61 3316-7470

Ministro Aroldo Cedraz Vice-Presidente E-mail: min-ac@tcu.gov.br Tel. 61-3316-5402

E-mail: min-ac@tcu.gov.br Tel. 61-3316-5402 Ministro Raimundo Carreiro E-mail: min-rc@tcu.gov.br Tel.

Ministro Raimundo Carreiro E-mail: min-rc@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7403

Carreiro E-mail: min-rc@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7403 Ministro José Jorge E-mail: min-jj@tcu.gov.br Tel.

Ministro José Jorge E-mail: min-jj@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7281

José Jorge E-mail: min-jj@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7281 Ministro-Subst Augusto Sherman E-mail : aud-asc@tcu.gov.

Ministro-Subst Augusto Sherman E-mail: aud-asc@tcu.gov. Tel. 61-3316-7409

Sherman E-mail : aud-asc@tcu.gov. Tel. 61-3316-7409 Ministro José Múcio E-mail: min-jm@tcu.gov.br Tel.

Ministro José Múcio E-mail: min-jm@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7253

José Múcio E-mail: min-jm@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7253 M inistro-Subst Marcos Bemquerer E-mail : min-mbc@tcu.gov.b

M inistro-Subst Marcos Bemquerer E-mail: min-mbc@tcu.gov.b Tel. 61-3316-7474

Bemquerer E-mail : min-mbc@tcu.gov.b Tel. 61-3316-7474 Ministra Ana Arra es E-mail: min-aa@tcu.g ov.br Tel.

Ministra Ana Arra es E-mail: min-aa@tcu.g ov.br Tel. 61-3316-750 5

Arra es E-mail: min-aa@tcu.g ov.br Tel. 61-3316-750 5 Ministro-Subst André L uís E-mail : min-alc@tcu. gov.

Ministro-Subst André L uís E-mail: min-alc@tcu. gov. Tel. 61-3316-7476

André L uís E-mail : min-alc@tcu. gov. Tel. 61-3316-7476 Proc-Geral Lucas Furtado E-mail : lucasRF@tcu.gov.br Tel.

Proc-Geral Lucas Furtado E-mail: lucasRF@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7615

Furtado E-mail : lucasRF@tcu.gov.br Tel. 61-3316-7615 Ministro-Subst Weder de Oliveira E-mail : min-wdo@tcu.gov.

Ministro-Subst Weder de Oliveira E-mail: min-wdo@tcu.gov. Tel. 61-316-5290

15

15

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTR E DE 2013

SOBRE O TCU

3.3. Deliberações dos Colegia dos

resolução, decisão

normativa, parecer ou acórdão. Sã o publicadas, conforme o caso, no Diário Ofici al da União e/ou no

Boletim do Tribunal de Contas da U nião e podem ser acessadas no Portal TCU: http: //www.tcu.gov.br.

As

deliberações

do

TCU

assumem

a

forma

de

instrução

normativa,

da Lei nº 8.443, de

1992, pode expedir normativos sob re matéria de suas atribuições e sobre a organ ização dos processos

que lhe devam ser submetidos. N esse intuito, no 1º trimestre de 2013 o TCU ap rovou duas decisões normativas e duas portarias, confor me apresentado a seguir:

O Tribunal, considerando o

poder regulamentar que lhe confere o art. 3º

Decisão Normativa - TCU nº 125, de 6 de fevereiro de 2013

•Aprova, para o exercício de 2013, os percentuais individuais de participação dos Estados, do Distrito
•Aprova,
para
o
exercício
de
2013,
os
percentuais
individuais
de
participação dos Estados, do Distrito Federal e d os Municípios
brasileiros nos recursos previstos no art. 159, inciso
Constituição de 1988 (Cide-Combustíveis).
III
e
§
4º,
da

Decisão Normativa – TCU nº 126, de 10 de abril de 2013

•Dispõe sobre procedimentos a serem observados re lativamente à inclusão e exclusão de nomes de
•Dispõe sobre procedimentos a serem observados re lativamente à
inclusão e exclusão de nomes de responsáveis condenados ao pagamento
de débito ou multa pelo Tribunal de Contas da Uniã o no Cadastro
informativo dos créditos não quitados do setor público fed eral (Cadin).

Portaria - TCU nº 75, de 6 de março de 2013

•Atualiza o valor máximo da multa a que se refere o nº 8.443, de 16
•Atualiza o valor máximo da multa a que se refere o
nº 8.443, de 16 de julho de 1992.
art. 58
da Lei

Portaria - TCU nº 45, de 22 de janeiro de 2013

•Define a composição das Câmaras e os respectivos presid entes, designa os membros das comissões
•Define a composição das Câmaras e os respectivos presid entes, designa
os membros das comissões permanentes e temporária s, e designa o
Ministro responsável por supervisionar a edição da revis ta do Tribunal,
para o exercício de 2013.

O quadro e os gráficos a s eguir discriminam o quantitativo de sessões r ealizadas e acórdãos

proferidos por Colegiado no 1º trim estre de 2013 e no mesmo período do exercício de 2012.

Colegiado

Sessões

Acór dãos

 

2012

2013

2012

2013

Plenário

20

18

735

707

1ª Câmara

9

8

1.503

1.618

2ª Câmara

9

8

1.947

1.421

Total

38

34

4.185

3.746

16

16

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIME STRE DE 2013

SOBRE O TCU

2000

1000

0

Acórdãos Proferido s

Plenário 1ª Câmara
Plenário
1ª Câmara

2ª Câmara

 

Plenário

1ª Câmara

2ª Câmara

Acumulado 2012735 1.503 1.947

735

1.503

1.947

Acumulado 2013707 1.618 1.421

707

1.618

1.421

20

0

Sessões R ealizadas

Plenário 1ª Câmara
Plenário
Câmara

2ª Câmara

 

Pl enário

1ª Câmara

2ª Câmara

Acumulado 201220 9 9

20

9

9

Acumulado 201318 8 8

18

8

8

17

17

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4. A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

O presente capítulo expõe os principais resultados decorrentes das ações de controle do TCU no 1º trimestre de 2013

O controle externo é exercido pelo Congresso Nacional, conforme preceitua o art. 70 da

Constituição Federal (CF). Dentre as competências estabelecidas, incumbe ao TCU auxiliar o Congresso Nacional na fiscalização da Administração Pública Federal, por meio de determinações em questões relacionadas à detecção de fraudes e desperdícios, recomendações de melhorias para a gestão pública, adoção de medidas preventivas e punição de responsáveis por má gestão, gestão ilegal ou fraudulenta. Assim, a ação do Tribunal contribui para a transparência e a melhoria do

desempenho da Administração Pública.

A diversidade e a abrangência da atuação do TCU alcançam desde a avaliação de

desempenho de órgãos públicos e da efetividade de programas governamentais à legalidade dos

atos de receita e de despesa.

O Tribunal também fiscaliza obras de engenharia, desestatizações e concessões de serviços

públicos, bem como outras áreas de atuação governamental. Examina, ainda, atos de admissão de

pessoal e de concessão de aposentadorias, reformas e pensões, entre outros.

4.1. Fiscalizações Realizadas

Os instrumentos de fiscalização adotados pelo TCU, conforme estabelecido em seu Regimento Interno (Resolução TCU nº 155/2002), são: acompanhamento, auditoria, inspeção, levantamento e monitoramento.

Ao término do trimestre, 160 fiscalizações haviam sido concluídas e 142 estavam em andamento. A tabela e os gráficos a seguir apresentam as fiscalizações concluídas e em andamento ao final do período, por instrumento de fiscalização e por iniciativa.

18

18

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

1º trimestre

2013

Acumulado

1º trimestre

2012

Acumulado

Fiscalizações

concluídas no

160

160

160

160

período

Fiscalizações em andamento ao final do período

142

142

166

166

Total

302

302

326

326

Do total de fiscalizações do período (concluídas e em andamento - 302), 29,1% (88) foram solicitadas pelo Congresso Nacional e o restante, 70,9% (214), foi de iniciativa do próprio Tribunal.

Os gráficos a seguir apresentam as fiscalizações concluídas no período por tipo de fiscalização e por iniciativa. Do Total, 26,91% (109) foram solicitadas pelo Congresso Nacional e o restante, 73,09% (296), foi de iniciativa do próprio Tribunal.

Fiscalizações concluídas e em andamento, por instrumento, em 2013 e 2012 Monitoramento 9 5 Levantamento
Fiscalizações concluídas e em andamento, por instrumento, em 2013 e 2012
Monitoramento
9
5
Levantamento
19
32
Inspeção
49
27
Auditoria
73
78
Acompanhamento
10
0
Concluídas
Monitoramento
9
7
Andamento
Levantamento
20
33
Inspeção
39
35
Auditoria
82
87
Acompanhamento
10
4
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
2012
2013

19

19

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTR E DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Fiscalizaçõ es realizadas no trimestre conforme a iniciativa

es realizadas no trimestre conforme a iniciativa 296; 73,09% Congresso Nacional TCU 109; 26,91% 4.2.
es realizadas no trimestre conforme a iniciativa 296; 73,09% Congresso Nacional TCU 109; 26,91% 4.2.

296;

73,09%

es realizadas no trimestre conforme a iniciativa 296; 73,09% Congresso Nacional TCU 109; 26,91% 4.2. Processos

Congresso Nacional

TCUconforme a iniciativa 296; 73,09% Congresso Nacional 109; 26,91% 4.2. Processos de Controle Ex terno Autuados

109;

26,91%

4.2. Processos de Controle Ex terno Autuados e Apreciados Conclusivam ente

matéria de controle

externo. No mesmo período, o T ribunal apreciou, de forma conclusiva 1.176 p rocessos da mesma

natureza.

No 1º trimestre de 2013,

foram autuados 1.361 processos referentes à

O quadro a seguir aprese nta o quantitativo de processos de controle

externo autuados e

apreciados conclusivamente no 1º t rimestre de 2013 e no mesmo período do exercí cio de 2012.

Processos Autuados e Apreciados Con clusivamente no período (exceto processos de pesso al e sobrestados)

Classe de Assunto do Processo

 

Autuados

Apreciados

1º

trimestre 2012 1

1º trimestre 2013

1º trimestre 20 12 1

1º trimestre 2013

Consulta

17

16

11

14

Contas

21

7

110

104

Denúncia

77

74

90

85

Fiscalização

255

114

163

141

Outros*

139

119

116

108

Representação

445

352

527

450

Solicitação do Congresso

14

27

17

13

Tomada de Contas Especial

285

652

306

261

Total de processos

1.253

1.361

1.340

1.176

*Processos do Tipo: acompanhamento, monitoram ento, comunicação, desestatização e contestação de coeficientes de tr ansferências obrigatórias.

1 Valores revisados em relação ao publicado no

conclusivas e à reclassificação de tipos processua is de pessoal

Relatório de Atividades de 2011 devido a alterações nos critérios

de cômputo de apreciações

20

20

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIME STRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Os gráficos a seguir apr esentam o comparativo de processos de contr ole externo autuados e apreciados conclusivamente no 1º trimestre de 2013.

Comparativo Autuados x Apreciados no ano

Total de processos Tomada de Contas Especial SCN Representação Outros processos Fiscalização Denúncia Contas
Total de processos
Tomada de Contas Especial
SCN
Representação
Outros processos
Fiscalização
Denúncia
Contas
Consulta
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
Tomada de
Outros
Representaç
Total de
Consulta
Conta s
Denúncia
Fiscalização
SC N
Contas
processos
ão
processos
Especial
Apreciados 2013
14
104
85
141
108
450
13
261
1.176
Autuados 2013
16
7
74
114
119
352
27
652
1.361
Autuados 2013 16 7 74 114 119 352 27 652 1.361 Apreciados 2013 Autuados 2013 Di

Apreciados 2013

16 7 74 114 119 352 27 652 1.361 Apreciados 2013 Autuados 2013 Di stribuição dos

Autuados 2013

Di stribuição dos processos apreciados em 2013

Consulta SCN Denúncia 1,19% 1,11% 7,23% Con tas 8,8 4% Outros proces sos 9,18% Fiscaliz
Consulta
SCN
Denúncia
1,19%
1,11%
7,23%
Con
tas
8,8 4%
Outros proces sos
9,18%
Fiscaliz ação
11,9 9%
Tomada de Contas
Especial

22,19%

Representaç ão

38,27%

4.3. Atos de Pessoal Autua dos e Apreciados Conclusivamente

O TCU aprecia, para fi ns de registro, a legalidade dos atos de adm

issão de pessoal e de

reforma e pensão. Também fiscaliza a le galidade das despesas de pessoal, inclusive quanto à adequação à s exigências da Lei de

concessão de aposentadoria, efetuadas com o pagamento

21

21

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTR E DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Responsabilidade Fiscal. No trime stre, foram autuados 27.217 atos de pessoal atos dessa natureza.

O quadro e o gráfico a se guir apresentam os atos de pessoal autuados trimestre de 2013 e no mesmo pe ríodo do exercício de 2012.

Atos de Pessoal Autuados e Apreciado s Conclusivamente

e apreciados 29.240

e apreciados no 1º

Classe de Assunto

1º trimestre 2012

1º trimestre 2013

Total 2012

Total 2013

Autuados

30.814

27.217x

30.814

27.217x

Apreciados

32.075

29.240

32.075

29.240

Ilegais

114

580

114

580

Legais

31.961

28.660

31.961

28.660

a

admissão, aposentadoria, ref orma e pensão

tiveram registro

negado em razão de ilegalidade s. Nesses casos, o órgão de origem deve ado tar as medidas regularizadoras cabíveis, fazend o cessar todo e qualquer pagamento decorrente d o ato impugnado.

apreciados no trimestre, 580

Do

total

de

29.240

a tos

referentes

A consulta ao an damento de processos e aos acó rdãos proferidos pelos colegiados po
A consulta ao an damento de
processos e aos acó rdãos proferidos
pelos colegiados po de ser feita por
meio do Por tal TCU:
http://www.t
cu.gov.br

Julga mento de Atos de Pessoal pela Ilegalidade

580 28.660
580
28.660

Legalpor meio do Por tal TCU: http://www.t cu.gov.br Julga mento de Atos de Pessoal pela Ilegalidade

Ilegalpor meio do Por tal TCU: http://www.t cu.gov.br Julga mento de Atos de Pessoal pela Ilegalidade

22

22

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4.4. Medidas Cautelares

A tempestividade na atuação é fundamental para conferir efetividade e relevância às ações de controle externo. A atuação tardia, além de lesiva à imagem institucional, não contribui para a defesa dos interesses do erário, nem para o atendimento às expectativas do cidadão.

O TCU deve responder de forma célere, tempestiva e completa às demandas que lhe são apresentadas. Atuar de forma preventiva e simultânea e agir proativamente são condições essenciais para assegurar a efetividade do controle e melhorar a imagem do Tribunal perante a sociedade.

Em caso de urgência, de fundado receio de grave lesão ao erário ou a direito alheio ou de risco de ineficácia da decisão de mérito, o Plenário ou o relator pode, de ofício ou mediante provocação, expedir medida cautelar, determinando, entre outras providências, a suspensão do ato ou do procedimento impugnado, até que o TCU decida sobre o mérito da questão suscitada.

A expedição dessas medidas não necessariamente gera impacto econômico imediato, mas visa ao resguardo tempestivo da legalidade e da moralidade na aplicação dos recursos públicos federais.

No 1º trimestre de 2013 foram adotadas 37 medidas cautelares contra atos e/ou procedimentos de órgãos ou entidades, as quais envolviam a aplicação de recursos públicos federais superiores a R$ 3,2 bilhões, conforme se verifica no quadro adiante. No mesmo período de 2012, foram expedidas 35 medidas cautelares envolvendo um montante de R$ 1,8 bilhão.

Medidas Cautelares Expedidas por Tipo (Quantidade e Valor)

Suspensão de contratos 4 R$ 26 mi
Suspensão de
contratos
4
R$
26 mi
Suspensão de licitação 27 R$ 1,6 bi
Suspensão de
licitação
27
R$
1,6 bi
Suspensão de repasse/pagamentos 5 R$ 81,3 mi
Suspensão de
repasse/pagamentos
5
R$
81,3 mi
Outros 1 R$ 1,5 bi
Outros
1
R$
1,5 bi
Total 37 R$ 3,2 bi
Total
37
R$
3,2 bi

23

23

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4.5. Julgamento de Contas

Nos casos de omissão na prestação de contas, de não-comprovação da aplicação de recursos repassados pela União, de ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos, ou, ainda, de prática de ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao erário, a autoridade administrativa competente deve instaurar Tomada de Contas Especial (TCE), para apuração dos fatos, identificação dos responsáveis, quantificação do dano e obtenção do respectivo ressarcimento.

No final de 2012, o TCU aprovou novo normativo que trata da organização e apresentação dos processos de tomada e prestação de contas. Atualmente, o tema está regulamentado por meio da Instrução Normativa - TCU nº 71, de 2012. As principais mudanças instituídas pelo novo normativo são relativas ao valor mínimo para instauração de TCE e ao prazo de encaminhamento desse tipo de processo ao TCU.

Agora, o valor mínimo é de R$ 75 mil. A instrução normativa anterior estipulava o valor mínimo de R$ 23 mil. Quanto ao prazo, a nova instrução normativa prevê encaminhamento ao Tribunal em até 180 dias, a contar do término do exercício financeiro em que se instaurou a tomada de contas especial. Antes, esse tempo era flutuante e determinado de acordo com o caso e com as limitações impostas à disponibilidade das informações.

No trimestre, o TCU julgou de forma definitiva contas de 1.019 responsáveis. Cabe esclarecer que cada processo de contas pode conter mais de um responsável cujas contas serão julgadas. Os gráficos a seguir apresentam o resultado do julgamento das contas dos responsáveis no 1º trimestre de 2013 e no mesmo período do exercício de 2012, bem como os motivos que ensejaram o julgamento pela irregularidade das contas.

24

24

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIME STRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Resultado do Julga mento das Contas

Irregular

Regular com Ressalva

Regular

mento das Contas Irregular Regular com Ressalva Regular 0 200 400 600 800   Regular Regula

0

200

400

600

800

 

Regular

Regula r com Ressalva

Irregular

2012727 380 367

727

380

367

2013496 239 284

496

239

284

Det alhamento em

2013

23%
23%

28%

49%

2013 496 239 284 Det alhamento em 2013 23% 28% 49% Regular Regular com Ressalva Irregular

Regular

496 239 284 Det alhamento em 2013 23% 28% 49% Regular Regular com Ressalva Irregular Motivo

Regular com Ressalva

alhamento em 2013 23% 28% 49% Regular Regular com Ressalva Irregular Motivo do julgam ento pela

Irregular

Motivo do julgam ento pela irregularidade das contas no 1º trimestre de 2013 8% 8%
Motivo do julgam
ento pela irregularidade das contas no 1º trimestre de 2013
8%
8%
28%
Omissão no de ver de prestar contas
Prática de ato
de gestão ilegal, ilegítimo
ou antiecoômi co
Dano ao erário
Desfalque ou d esvio de dinheiro, bens
ou valores púb licos
56%

25

25

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4.6. Condenações e Sanções Aplicadas

Entre os 365 processos de contas e contas especiais apreciados de forma conclusiva no trimestre, 195 (53,4%) condenaram 380 responsáveis ao pagamento de multa ou ao ressarcimento de débito. Além disso, em outros 33 processos de fiscalização, denúncia ou representação, foram aplicadas multas a 88 responsáveis.

A seguir, os quantitativos de processos julgados e de responsáveis condenados no 1º trimestre de 2013 e no mesmo período do exercício de 2012.

Quantidade de Condenações aplicadas

Natureza

Processos

Responsáveis Condenados

1º trimestre 2012

1º trimestre 2013

1º trimestre 2012

1º trimestre 2013

Prestação de contas

10

3

30

7

Tomada de contas

3

4

7

4

Tomada de contas especial

218

188

426

369

Subtotal – Contas com débitos e/ou multas

231

195

463

380

Outros processos*

35

33

89

88

Total

266

228

552

468

* Fiscalização, denúncia, representação

Nos processos de contas, os responsáveis foram condenados ao pagamento de multa ou ressarcimento de débito no valor de R$ 260,48 milhões, atualizados até 31.3.2013. Em outros processos, foram aplicadas multas que totalizaram R$ 723,3 mil.

Abaixo, os valores das condenações aplicadas pelo TCU no 1º trimestre de 2013 e no mesmo período do exercício de 2012.

Valor das Condenações Aplicadas

Natureza

1º trimestre 2013 (R$)

1º trimestre 2012

 

Débito

Multa

Total

(Débito + Multa)

Prestação de contas

0

41.192,70

41.192,70

547.499,26

Tomada de contas

0

17.091,90

17.091,90

6.580.660,99

Tomada de contas especial

252.890.556,93

7.532.079,08

260.422.636,01

199.371.219,45

Subtotal - Contas com débitos e/ou multas

252.890.556,93

7.590.363,68

260.480.920,61

206.499.379,70

Outros processos

0

723.348,45

723.348,45

529.361,72

Total

252.890.556,93

8.313.712,13

261.204.269,06

207.028.741,42

26

26

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Além das condenações de natureza pecuniária, o Tribunal pode aplicar outras medidas que alcançam o patrimônio jurídico daquele que fraudou ou utilizou mal os recursos públicos. No decorrer do 1º trimestre de 2013, 10 responsáveis foram considerados inabilitados para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança na Administração Pública Federal e 24 empresas declaradas inidôneas para licitar com a União.

Podem ser consultados no Portal TCU e no Anexo III deste relatório - “Sanções Não- Pecuniárias Aplicadas no Período” - os nomes dos responsáveis declarados inabilitados para o exercício de cargo em comissão ou de função de confiança no âmbito da Administração Pública, bem como das empresas consideradas inidôneas para participar de licitação realizada pelo Poder Público Federal.

Vale esclarecer que a página do TCU na internet apresenta informações de processos com julgamento definitivo de mérito, em que não há mais possibilidade de recursos, enquanto o citado Anexo III do presente relatório apresenta a relação dos responsáveis condenados no período, independentemente do trânsito em julgado da decisão condenatória.

4.7. Fixação de Prazo para Anulação e Sustação de Atos e Contratos

Se verificada ilegalidade de ato ou contrato em execução, consoante o preconizado no art. 71, inciso IX, da Constituição Federal, o TCU pode fixar prazo para que órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. Caso o órgão ou a entidade não cumpra a determinação, poderá o Tribunal sustar a execução do ato, comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, no caso de sustação de ato; ou ao Congresso Nacional, no caso de execução de contrato.

O gráfico adiante apresenta a distribuição dos processos deliberados no 1º trimestre de 2013 nos quais houve fixação de prazo a órgãos ou entidades para a adoção de providências, por tipo de determinação.

27

27

RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTR E DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Deliberações de fixação de prazo para anulação/sustação de atos/contratos,

por tipo

5

4

7
7

14

Anulação, revogação , suspensão e ajustes em licitaçõesanulação/sustação de atos/contratos, por tipo 5 4 7 14 Anulação, revogação , suspensão, rescisão e ajustes

Anulação, revogação , suspensão,revogação , suspensão e ajustes em licitações rescisão e ajustes em Contratos Suspensão de pagam ento

rescisão e ajustes em

Contratos

Suspensão de pagam ento ou ressarcimento/reten ção de valores em contratosrevogação , suspensão, rescisão e ajustes em Contratos Devolução e suspens ão de pagamentos indevidos a

Devolução e suspens ão de pagamentos indevidos a servidore s, procuradores, desembargadores e j uízesento ou ressarcimento/reten ção de valores em contratos o TCU apreciou, no 1º trimestre, diversos proces

o TCU apreciou, no 1º trimestre, diversos proces sos referentes a atos

de admissão de pessoal ou de c oncessão de aposentadorias, reformas e pen sões em que foram apurados indícios de ilegalidades. N esses casos, o Tribunal fixou prazo para que os órgãos ou entidades

envolvidos suspendessem, no todo ou em parte, os pagamentos considerados irreg ulares.

Além dessas deliberações,

Informações detalhadas so bre as deliberações do TCU que fixaram pra zo para anulação e sustação de atos e contratos pode m ser obtidas no Anexo IV deste relatório – “F ixação de Prazo para Anulação e Sustação de Atos e Cont ratos”.

4.8. Atuação do Ministério P úblico junto ao TCU

órgão autônomo e de atuação do TCU.

independente, cuja finalidade pri ncipal é a defesa da ordem jurídica no âmbito

Compete-lhe dizer de direito, oral mente ou por escrito, em todos os assuntos s ujeitos à decisão do Tribunal. Trata-se de órgão com posto por um Procurador-Geral, três subpr ocuradores-gerais e

quatro procuradores. Ao MP/TCU

também compete promover, junto à Advoc acia-Geral da União

(AGU), as medidas referentes à co brança executiva dos débitos e multas imputa dos por acórdãos do

Tribunal.

Atua, junto ao Tribunal,

Ministério Público especializado (MP/TCU),

No 1º trimestre de 2013 f oram autuados 480 processos de cobrança ex ecutiva, envolvendo cerca de R$ 101,64 milhões. No m esmo período, o Ministério Público junto ao TC U emitiu parecer em 2.940 processos.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Demonstrativo de pareceres emitidos pelo Ministério Público junto ao TCU, por tipo de processo

Classe de Assunto

1º trimestre 2012

1º trimestre 2013

Admissão, aposentadoria, reforma e pensão

2.415

2.236

Auditoria, inspeção e levantamento

20

14

Consulta

2

3

Denúncia

1

2

Representação

40

33

Solicitação do Congresso Nacional

1

2

Tomada e prestação de contas

154

171

Tomada de contas especial

496

469

Outros processos

4

10

Total de Pareceres

3.133

2.940

4.9. Benefícios Financeiros das Ações de Controle

Os benefícios das ações de controle são, em grande parte, imensuráveis em termos financeiros. Advêm da própria expectativa do controle, da prevenção do desperdício, de melhorias na alocação de recursos, da sugestão de aprimoramento de leis, da redução de danos ambientais e da melhoria de políticas públicas.

Alguns resultados, contudo, são passíveis de mensuração em termos financeiros, inclusive com geração de benefícios por tempo indeterminado.

No 1º trimestre de 2013, além das condenações em débito e multa, diversas deliberações do TCU resultaram em benefícios financeiros para os cofres públicos. Adiante, estão sintetizadas e quantificadas algumas dessas deliberações.

Benefício

Acórdão

Processo

Valor (R$)

Correção de irregularidades ou impropriedades

AC-301-6/2013-PL

000.079/2011-1

1.200.000,00

AC-666-10/2013-PL

006.234/2012-7

50.637.602,00

Incremento da economia, eficiência, eficácia ou efetividade de programas de governo

AC-101-3/2013-PL

013.548/2011-5

104.000.000,00

Redução de preço máximo em processo licitatório específico

AC-595-9/2013-PL

038.506/2012-2

6.222.613,08

AC-305-6/2013-PL

043.780/2012-1

19.775.172,42

TOTAL

181.835.387,50

29

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Ao valor dessas deliberações deve ser somado, também, como benefício das ações de controle, os valores das condenações em débito e aplicação de multas (R$ 261.204.269,06).

Assim, somados esses valores, o benefício financeiro total das ações de controle, no 1º trimestre de 2013, atingiu o montante de R$ 443.039.656,56, valor 1,33 vezes superior ao custo de funcionamento do TCU no período (R$ 331.438.864,55).

, valor 1,33 vezes superior ao custo de funcionamento do TCU no período (R$ 331.438.864,55). 1
, valor 1,33 vezes superior ao custo de funcionamento do TCU no período (R$ 331.438.864,55). 1

1 real

, valor 1,33 vezes superior ao custo de funcionamento do TCU no período (R$ 331.438.864,55). 1
, valor 1,33 vezes superior ao custo de funcionamento do TCU no período (R$ 331.438.864,55). 1

1,33 reais

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4.10. Atuação do TCU por Área Temática

Estão relacionados a seguir os resultados da atuação do TCU, no 1º trimestre de 2013, que se destacaram pela importância ou interesse das constatações verificadas. Esses trabalhos estão agrupados

conforme as dez Áreas Temáticas definidas pelo Congresso Nacional para a divisão setorial dos trabalhos de elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), quais sejam:

1. Infraestrutura;

2. Saúde;

3. Integração Nacional e Meio Ambiente;

4. Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Esporte;

5. Planejamento e Desenvolvimento Urbano;

6. Fazenda, Desenvolvimento e Turismo;

7. Justiça e Defesa;

8. Poderes do Estado e Representação;

9. Agricultura e Desenvolvimento Agrário; e

10. Trabalho, Previdência e Assistência Social.

4.10.1.

Infraestrutura

4.10.1.1.

Minas e Energia

TCU aprova concessão da Hidrelétrica de São Roque/SC

O TCU aprovou o quarto estágio do processo de acompanhamento da concessão de uso da

Usina Hidrelétrica de São Roque, no Rio Canoas, em Santa Catarina. Nessa fase, foram analisados o ato de outorga e o Contrato de concessão, que não apresentaram irregularidades.

A concessão é parte de leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciado em 2011.

A princípio, participariam do leilão oito hidrelétricas que, juntas, teriam um investimento previsto de R$

7 bilhões. No entanto, quatro delas não obtiveram as licenças ambientais necessárias, restando as hidrelétricas de Estreito, Cachoeira, Castelhano e São Roque. Até agora, apenas São Roque teve empresa habilitada para outorga da concessão de geração e venda de energia.

O prazo da concessão é de 35 anos e o início do suprimento está previsto para janeiro de 2016.

(Acórdão nº 25/Plenário, de 23.01.2013; TC 029.150/2011-6; Relator: Ministro Raimundo Carreiro,

Unidade Técnica: SefidEnergia).

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

TCU avalia andamento de programa de reassentamento na Usina Hidrelétrica de Itaparica

Auditoria do Tribunal realizada na Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) e na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) avaliou o andamento do Programa de Reassentamento de Itaparica, que tem por objetivo reassentar as famílias deslocadas da área inundada pelo reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaparica, atual Luiz Gonzaga, localizada entre Pernambuco e Bahia.

O TCU identificou atos antieconômicos, decorrentes da ausência de uma coordenação central no Programa. A falta de medidas para efetivar a transferência da gestão dos perímetros públicos irrigados de Itaparica para os reassentados e do patrimônio de uso comum para a Codevasf geram o dispêndio anual de R$ 104 milhões para a Chesf.

A auditoria apontou que, se a atual forma de gestão do Programa for mantida, não há perspectivas para que sejam adotadas, em curto prazo, as medidas necessárias para a execução prevista do projeto. O TCU também constatou insuficiência de acompanhamento e fiscalização da execução dos termos de cooperação técnico-financeira celebrados com os municípios por parte da Chesf.

celebrados com os municípios por parte da Chesf. O Tribunal determinou à Casa Civil, aos ministérios

O Tribunal determinou à Casa Civil, aos ministérios de Minas e Energia e da Integração Nacional, à Chesf e à Codevasf que elaborem e enviem o plano de ação da execução do Programa, com especificação de atividades, prazos e responsáveis. Além disso, multou o Diretor Presidente da Chesf, à época. O relator do processo, Ministro Raimundo Carreiro, afirmou que não há impedimentos para a transferência do patrimônio de uso comum para a Codevasf e da gestão dos perímetros públicos irrigados para os reassentados, desde que haja coordenação e integração da ação pela Casa Civil, assim como o provimento de estrutura e orçamento para a Codevasf, a identificação da existência de pendências nos perímetros em questão e a análise do estabelecimento de subsídios e tarifas sociais.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

A partir da construção da Usina Hidrelétrica de Itaparica e em função da formação do lago de

Itaparica, 10.500 famílias foram deslocadas, das quais 6.100 eram de pequenos agricultores, e entre estas, estavam 200 famílias indígenas da tribo Tuxá. No período entre 1985 e 2010, o volume de recursos aplicados pelo Governo Federal para a execução do programa alcançou montante superior a R$ 3,08 bilhões. (Acórdãos nº 101 e 102/Plenário, de 30.01.2013; TC 013.548/2011-5 e 017.355/2005-1;

Relator: Ministro Raimundo Carreiro, Unidade Técnica: Secex-PE).

TCU fiscaliza obras de manutenção do sistema de energia termonuclear das usinas Angra 1 e 2

Auditoria do Tribunal constatou impropriedades em duas contratações para obras de manutenção do sistema de geração de energia termonuclear de Angra 1 e 2, a serem executadas pela Eletrobras Termonuclear S.A. (Eletronuclear). A fiscalização apontou falhas relativas à divulgação restrita do edital de licitação somente à imprensa de âmbito nacional, mesmo se tratando de concorrência internacional, e ao adiantamento de pagamentos sem previsão de garantias suficientes para cobrir os valores adiantados. As contratações foram feitas com uma empresa japonesa e somam mais de R$ 51 milhões.

O primeiro Contrato destina-se ao fornecimento de mecanismos de acionamento das barras de

controle do reator nuclear, isolamento térmico, acessórios e a execução de serviços de troca da tampa

do vaso do reator de Angra 1 (Control Rod Drive Mechanisms – CRDM), no valor de mais de R$ 39 milhões. O segundo busca o fornecimento de uma tampa para o vaso de pressão do reator de Angra 1, com valor em torno dos R$ 12 milhões.

Após analisar as manifestações da Eletronuclear e da empresa contratada, o TCU acatou as justificativas apresentadas. A relatora do processo, Ministra Ana Arraes, ressaltou que “a divulgação do edital apenas em âmbito nacional pode ser considerada falha formal”. Ainda frisou que, em licitações internacionais, a ausência de divulgação do instrumento convocatório na imprensa internacional afronta o entendimento firmado pelo Tribunal.

O TCU determinou à Eletronuclear que adote providências, se ainda não houver feito, para

ajustar o prazo e cronograma de execução do contrato, de forma a contemplar a nova previsão para execução do serviço de substituição da tampa e de recebimento dos CRDM.

O Tribunal acompanhará o fornecimento dos CRDM, conforme estabelecido no cronograma

utilizado no Contrato. (Acórdão nº 220/Plenário, de 20.02.2013; TC 007.285/2011-6; Relator: Ministra

Ana Arraes, Unidade Técnica: SecobEnergia).

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

TCU aprova mais um estágio do leilão para compra de energia elétrica da Usina Baixo Iguaçu

O Tribunal aprovou o quarto estágio do processo de acompanhamento do leilão realizado pela

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) referente à compra de energia elétrica a ser produzida pela Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, localizada no Rio Iguaçu, nos municípios paranaenses de Capanema e

Capitão Leônidas Marques.

O primeiro, segundo e terceiro estágios do Leilão Aneel nº3/2008 foram aprovados pelo TCU em

fiscalizações anteriores. A assinatura do contrato de concessão com a empresa vencedora ocorreu em agosto de 2012. O instrumento contratual define que a potência instalada mínima da Usina deve ser de

350,20 MW, e a concessionária deverá recolher anualmente à União mais de R$ 1,15 bilhão, como pagamento pelo uso do bem público. O prazo da concessão é de 35 anos, sem previsão de prorrogação.

O TCU não constatou irregularidades nas etapas até então analisadas do leilão conduzido pela

Aneel. (Acórdão nº 327/Plenário, de 27.02.2013; TC-031.113/2012-5; Relator: Ministro Raimundo

Carreiro, Unidade Técnica: SefidEnergia).

Tribunal detecta falhas em medição de petróleo e gás natural

Auditoria do TCU na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) detectou falhas no controle de medição da produção de petróleo e de gás natural que constitui a base de cálculo para pagamento de compensações financeiras – participações especiais e royalties – devidas pelos concessionários produtores à União, aos estados e aos municípios.

A fiscalização do Tribunal teve por objetivo conhecer e avaliar a forma como a Agência realiza o

controle (acompanhamento e fiscalização) da medição da produção de petróleo e gás natural, aferindo os aspectos operacionais para a execução dessas atividades.

O TCU verificou que o Sistema de Fiscalização de Produção da Agência (SFP) não possui todas as

funcionalidades disponíveis. Não foram implementados, por exemplo, o processamento automático dos dados e das informações dos pontos de medição fiscal recebidos pela ANP, bem como a validação individualizada dos boletins mensais de produção. Também não estão ativadas a manutenção cadastral de calibrações dos instrumentos de medição, o carregamento de dados como testes laboratoriais relativos ao

teor de água e sedimentos e a emissão de relatórios por configurações dos computadores de vazão.

“Em vista de o valor devido ser calculado proporcionalmente ao volume produzido desses hidrocarbonetos, evidencia-se que falhas nas medições de produção podem representar uma perda de

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

receita para a Administração Pública de milhões ou até mesmo de bilhões de reais”, advertiu o relator do processo, Ministro Raimundo Carreiro.

O Tribunal recomendou que a ANP adote providências necessárias à implementação definitiva de todas as funcionalidades previstas para o SFP, em especial aquelas destinadas a tornar possível a validação individualizada dos boletins mensais. A Agência também deverá formalizar o estabelecimento de diretrizes e a regulamentação para elaboração e execução de planos periódicos de fiscalização, de modo a aprimorar o processo de planejamento das atividades e garantir expectativa de controle a todos os operadores.

Sistema de Fiscalização de Produção da Agência (SFP) – Trata-se de instrumento de acompanhamento utilizado pela ANP para aferir a fidedignidade dos volumes de petróleo e gás natural produzidos e reportados nos Boletins Mensais de Produção (BMPs). Tem como objetivo principal a validação automática e individualizada dos dados e informações dos BMPs (Acórdão nº 657/Plenário, de 27.03.2013; TC-010.147/2012-8; Relator: Ministro Raimundo Carreiro, Unidade Técnica: SefidEnergia).

4.10.1.2.

Transportes

Irregularidades em obras da BR-230 no Pará geram prejuízos de R$ 12 milhões

Análise do TCU verificou irregularidades nas obras de construção da BR-230, que liga o trecho entre Marabá e Altamira, no Pará. Na fiscalização foi verificado que o projeto básico possuía incorreções e que as alterações contratuais desequilibraram a equação econômica-financeira estabelecida no contrato. O prejuízo é de aproximadamente R$ 12 milhões.

a equação econômica-financeira estabelecida no contrato. O prejuízo é de aproximadamente R$ 12 milhões. 35

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

O Dnit-PA/AP foi instado a se manifestar sobre a assinatura do contrato com itens em duplicidade e o correspondente 6º termo aditivo, que ensejou o mencionado desequilíbrio econômico- financeiro. A empresa contratada para a obra também foi chamada a se manifestar sobre o benefício indevidamente auferido com os valores pagos em duplicidade e o suposto “jogo de planilhas”.

O relator do processo, Ministro Walton Alencar, resaltou que ficou caracterizado “desequilíbrio

econômico financeiro, fruto do conhecido e nefasto “Jogo de planilha”, representado pelo aumento da

quantidade dos itens com sobrepreço e pela redução dos itens com desconto” estipulados no contrato.

Diante disso, o Tribunal determinou aos responsáveis o recolhimento da dívida aos cofres do Órgão, atualizada monetariamente desde a época em que as irregularidades ocorreram, acrescida de juros. O TCU também multou, individualmente, a empresa e o gestor responsável pelo contrato, em R$ 30 mil, e julgou irregulares as suas contas (Acórdão nº 86/Plenário, de 30.01.2013; TC 001.958/2009-8; Relator: Ministro Walton Alencar, Unidade Técnica: SecobRodov).

TCU realiza auditoria em obras de duplicação da BR-392/RS

O TCU realizou auditoria na unidade regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de

Transportes (Dnit) do estado do Rio Grande do Sul (RS). O objetivo foi verificar a qualidade das obras de duplicação no trecho Rio Grande – Pelotas, da BR 392/RS, que passa pela região central do Estado e o atravessa diagonalmente.

A fiscalização mostrou que a superfície da rodovia estava em boas condições de trafegabilidade

na data da fiscalização, porém, em alguns trechos da obra, detectou-se impropriedade na espessura da junta longitudinal que coincide com o eixo da rodovia. Também foi detectada irregularidade longitudinal em dois pontos isolados e quebras em formato de cunha de pequenas dimensões em alguns pontos ao longo do trecho de 27 km. Além disso, a obra não apresenta termos de recebimento provisório nem definitivo. Outra falha detectada foi a não previsão de avaliações objetivas sobre a qualidade da obra no contrato, que deveriam ser realizadas após a entrega do empreendimento. O TCU notificou o Dnit sobre

as deficiências, a fim de que o órgão as corrija antes do recebimento definitivo da obra.

A auditoria, relatada pelo Ministro José Múcio, faz parte de um conjunto de fiscalizações do TCU

que têm por objetivo avaliar a qualidade de algumas das obras rodoviárias recém-concluídas, motivadas pela oportunidade de fechar o ciclo de avaliação de obras habitualmente procedido pelo Tribunal:

realizam-se auditorias nos projetos e editais, fiscaliza-se a execução das obras e, por fim, verifica-se a qualidade dos empreendimentos concluídos, como é o caso deste trabalho (Acórdão nº 218/Plenário, de

20.02.2013; TC 033.398/2012-7; Relator: Ministro José Múcio, Unidade Técnica: SecobRodov).

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Irregularidades em obras da BR-230 no Pará geram prejuízos de R$ 12 milhões

Análise do TCU verificou irregularidades nas obras de construção da BR-230, que liga o trecho entre Marabá e Altamira, no Pará. Na fiscalização foi verificado que o projeto básico possuía incorreções e que as alterações contratuais desequilibraram a equação econômica-financeira estabelecida no contrato. O prejuízo é de aproximadamente R$ 12 milhões.

A auditoria identificou duas rubricas orçamentárias que se destinavam a remunerar dispêndios

extraordinários ou imprevisíveis, o que pode caracterizar pagamento em duplicidade. Além disso, o TCU também verificou que o preço do metro cúbico do serviço de dragagem foi elevado em relação ao estipulado no projeto básico. O Centro de Excelência em Engenharia de Transportes (Centran), órgão de assessoramento técnico da Secretaria Especial de Portos (SEP) da Presidência da República, argumentou que o ajuste teve o propósito de adequar o orçamento base à necessidade de reduzir o prazo de execução da primeira etapa dos serviços. O projeto básico previa contratação de equipamentos que só poderiam

realizar a dragagem em 13,4 meses, mas a conclusão dos serviços estava prevista para 11 meses.

O aumento do custo teve reflexo imediato na formação do preço unitário e do preço global das

obras. De acordo com o relator do processo, Ministro Walton Alencar, o referencial mais caro para o serviço de dragagem “implicou aumento do orçamento base da licitação e a seleção de proposta mais

onerosa à contratante.”

Ainda foi detectado descompasso entre a supervisão e a realização das obras. O contrato assinado previa entrega de 13 relatórios de execução dos serviços. Porém, como o acompanhamento começou quatro meses após o início das obras, o Tribunal determinou à SEP que adote providências para celebração de termo aditivo com objetivo de reduzir mais de R$ 580 mil do valor do contrato, devido à impossibilidade de entrega de todos os relatórios previstos (Acórdão nº 28/Plenário, de 23.01.2013; TC 007.158/2010-6; Relator: Ministro Walton Alencar, Unidade Técnica: 4ª Secob).

TCU constata sobrepreço em obras de dragagem no Porto de Santos/SP.

O Tribunal realizou auditoria na Secretaria Especial de Portos da Presidência da República

(SEP/PR), com objetivo de verificar as obras de dragagem no Porto de Santos, em São Paulo.

As obras compreendem o aprofundamento e alargamento do canal de acesso e da bacia de evolução do Porto até a profundidade de 15 metros e a largura de 220 metros. O canal de acesso é a área reservada para as evoluções necessárias às operações de atracação e desatracação dos navios.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

A fiscalização do TCU encontrou as seguintes irregularidades: inadequação de estudos de

viabilidade técnica da obra; inadequação de providências adotadas para sanar interferências que poderiam provocar o atraso da obra; orçamento incompleto ou inadequado; sobrepreço decorrente de itens considerados em duplicidade; e critério de medição inadequado ao objeto real pretendido. O sobrepreço identificado é decorrente de duplicidade de itens no orçamento base, sem motivação ou

justificativa.

Assim, o Tribunal determinou instauração de tomada de contas especial, procedimento que tem por objetivo apurar o dano aos cofres públicos, identificar os responsáveis e promover o ressarcimento do erário.

O TCU também determinou à SER/PR que não aprove o orçamento-base para licitação de obras

de dragagem sem a devida transparência quanto às fontes utilizadas para parâmetros de cálculo, sem memórias de cálculo, ou justificativas adequadas para adoção desses parâmetros. A SER/PR também deverá adotar providências para que, nas próximas licitações de serviços de dragagem, todas as informações utilizadas para elaboração dos orçamentos estejam disponíveis aos participantes da Concorrência (Acórdão nº 302/Plenário, de 27.02.2013; TC 007.337/2010-8; Relator: Ministro Aroldo

Cedraz, Unidade Técnica: SecobHidro).

Auditoria no Aeroporto Santos Dumont/RJ gera economia de mais de R$ 6 milhões

O TCU constatou sobrepreço no orçamento

do edital de licitação promovido pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para contratar as obras de restauração dos pavimentos do pátio de estacionamento de

aeronaves do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro/RJ. Os recursos fiscalizados alcançaram o montante de mais de R$ 47 milhões. Entre os benefícios da auditoria, destacam-se as melhorias dos controles e processos relativos à licitação de obras e economicidade na planilha orçamentária de mais de R$ 6 milhões.

Após questionamentos do TCU sobre o preço de diversos itens ou serviços que compunham o orçamento da obra no aeroporto, a Infraero apresentou,

sobre o preço de diversos itens ou serviços que compunham o orçamento da obra no aeroporto,

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

ainda durante a fiscalização, adequações na planilha orçamentária que representaram redução significativa em relação ao valor original. Também foi detectado sobrepreço decorrente do uso de metodologia inadequada para o serviço "demolição mecânica de pavimento rígido em placas de concreto- cimento", o que igualmente foi corrigido pela Infraero antes da conclusão da auditoria.

As correções realizadas pela Infraero no orçamento da obra, em decorrência da fiscalização, resultaram em redução de R$ 6,2 milhões em relação ao valor original estimado para o empreendimento.

As obras de restauração dos pavimentos do pátio de estacionamento de aeronaves no Santos

Dumont compreendem: delimitação das áreas a demolir, adequação geométrica e altimétrica, demolição de placas de concreto e camadas subjacentes do pavimento deteriorado, limpeza geral e preparação de áreas, reaplicação de fragmentos de concreto nas camadas inferiores do novo pavimento, remoção e transporte de expurgos, reconstrução e compatibilização do sistema de drenagem de águas pluviais, reconstrução do pavimento rígido e nova sinalização horizontal, entre outros serviços associados (Acórdão nº 595/Plenário, de 20.03.2013; TC 038.506/2012-2; Relator:

Ministro Raimundo Carreiro, Unidade Técnica: SecobEdif).

TCU reitera determinação ao Dnit acerca do programa de controle de velocidade

O Tribunal realizou monitoramento de decisão anterior- Acórdão 2.758/2012 – Plenário-

exarado em decorrência de auditoria no Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV), sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e

constatou atraso no cumprimento da determinação.

O Órgão deveria indicar a data prevista para início de aplicação das penalidades aos infratores.

“Embora o Dnit tenha demonstrado empenho em resolver o problema, realizando diversas gestões junto à empresa contratada, o fato é que o sistema ainda não havia entrado em operação até o final de

2012”, disse o Ministro José Múcio, relator do processo.

No Acórdão antecedente, foi determinado que o Dnit informasse ao TCU, em 30 dias a contar da decisão, as medidas adotadas no âmbito do Contrato 382/2012, cujo objeto é a gestão do processamento de infrações de trânsito por parte de empresa contratada. No entanto, à época do monitoramento, a determinação ainda não havia sido cumprida.

O TCU reiterou a determinação e fixou novo prazo de 30 dias para a prestação de informações

sobre o andamento do Contrato 382/2012 e para a indicação da data prevista para o início da aplicação

de penalidades aos infratores.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

PNCV – O Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade, instituído em 2009 pelo Dnit, abrange doze contratos, cujo objeto é a execução de serviços necessários ao controle viário nas rodovias federais, mediante a instalação, operação e manutenção de equipamentos eletrônicos. O orçamento do Programa é superior a R$ 1,4 bilhão, estando previstos créditos na Lei Orçamentária Anual de 2012 superiores a R$ 152 milhões. Ao todo, são 2.696 aparelhos contratados para processar infrações de trânsito (Acórdão nº 685/Plenário, de 27.03.2013; TC-041.534/2012-3; Relator: Ministro José Múcio, Unidade Técnica: SecexRodovia).

4.10.1.3.

Comunicações

TCU constata problemas na execução das ações da Anatel para a Copa

Fiscalização do Tribunal avaliou as ações a cargo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), para viabilização da Copa do Mundo de 2014. O TCU verificou falta de tempestividade na formulação e proposição das ações e recursos na área de telecomunicações, pois o Brasil foi confirmado como País sede da Copa ainda em 2007, mas, somente em 2012, por meio da Resolução 8 do Grupo Executivo da Copa do Mundo FIFA 2014 (Gecopa), foram disponibilizados recursos.

Devido à complexidade das contratações inerentes à execução dos projetos da Anatel, concluiu- se que ela enfrentará dificuldades em implementar tempestivamente a parte que lhe cabe no compromisso assumido pelo Brasil de apresentar uma moderna estrutura de telecomunicações. As ações sob responsabilidade da Agência estão pré- avaliadas em R$ 171 milhões, segundo dados da Matriz de Responsabilidade do Mundial. Observou-se que, até dezembro de 2012, apenas uma licitação havia sido concluída, outra se encontrava em andamento e que os valores envolvidos nos dois processos equivalem a 11,52% do previsto para 2012.

O dispêndio dos recursos está previsto para acontecer ao longo dos anos 2012-2014, sendo: R$ 45,7 milhões em 2012, R$ 100,6 milhões em 2013 e R$ 24,7 milhões em 2014. As ações que receberão investimentos no âmbito da Anatel são: uso

milhões em 2013 e R$ 24,7 milhões em 2014. As ações que receberão investimentos no âmbito

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temporário do espectro; fiscalização e monitoramento do espectro; acesso a banco de dados e mobilidade; e infraestrutura crítica – prevenção de situações de emergência e desastres.

Sobre o andamento das ações, constatou-se que a Agência não tem publicado informações no Portal de Acompanhamento da Copa (www.copatransparente.gov.br), nem no seu próprio site. O TCU determinou prazo para que ela atualize o Portal de Acompanhamento da Copa com as informações sobre investimentos incluídos na Matriz de Responsabilidade do Mundial, além de recomendar a criação de página específica em seu site para publicação de dados sobre o andamento das ações da Anatel relacionadas ao megaevento.

O Tribunal detectou, ainda, oportunidades de melhoria no modelo de governança adotado pela

Anatel. O Grupo de Trabalho para Grandes Eventos Internacionais (GTE) foi criado para assessorar o Conselho Diretor da Agência, mas, até o final de 2012, houve apenas duas apresentações aos conselheiros sobre o acompanhamento do orçamento da Copa (em maio e setembro de 2012). Além disso, o Caderno de Orçamentos, documento que lista os projetos de forma mais específica e com seus valores previstos, não teve o crivo do Conselho Diretor, reforçando o seu distanciamento em relação ao

cotidiano da execução.

De acordo com o relator do processo, Ministro Valmir Campelo, “tais apresentações carecem de proximidade e tempestividade para situar a Direção da exata noção do andamento dos projetos.” O TCU recomendou ao Conselho Diretor da Anatel que defina uma periodicidade mínima para que o Conselho aprecie o andamento das ações da Agência para a Copa do Mundo e também seu cronograma. (Acórdão nº 136/Plenário, de 06.02.2013; TC 028.470/2012-5; Relator: Ministro Valmir Campelo, Unidade Técnica: SefidEnergia).

4.10.2.

Saúde

Auditoria em hospitais universitários detecta falhas na área de licitações

O Tribunal identificou fragilidades no controle interno da área de licitações e contratos de seis

hospitais universitários. As falhas mais comuns decorrem da carência de pessoal capacitado e da ausência de controles específicos aplicáveis à área de licitação e contratos. O TCU fez uma série de determinações e recomendações específicas no sentido de contribuir para a correção das irregularidades apontadas em cada hospital.

As auditorias foram realizadas nos hospitais das universidades federais do Espírito Santo, do Maranhão, do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Rio do Janeiro e do Triângulo Mineiro. Foi

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constatado que a maioria dos hospitais não conta com servidores estatutários para as atividades relacionadas à área de licitação e contratos. Em função disso, o trabalho é realizado por estagiários, comissionados ou profissionais terceirizados contratados sem critério objetivo que não possuem vínculo estável com a Administração, o que potencializa o risco de fraudes.

Outro ponto recorrente verificado foi a ausência de treinamento específico para funcionários que lidam no dia a dia com contratações nos hospitais. Em muitos casos, sequer há manuais com os procedimentos rotineiros que devem ser observados por esses agentes na condução dos seus trabalhos.

No Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, o TCU verificou que não há órgão de auditoria interna próprio e que os trabalhos de controle na unidade são realizados pela auditoria interna da Universidade, que conta com apenas três servidores. Verificou-se, também, deficiências nas normas e manuais que regulamentam as principais atividades envolvidas nas licitações.

Em relação ao Núcleo do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossiam, órgão suplementar da Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, o Tribunal detectou falta de monitoramento das atividades e do desempenho da área de suprimentos e aquisições, bem como ausência de canais para recebimento de denúncias e de critérios para seleção de servidores com a função de pregoeiro.

No Instituto Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, unidade do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o TCU apontou: insuficiência de treinamento para a utilização do sistema de controle de estoque, carência de recursos humanos, qualificação inadequada de pessoal terceirizado para as tarefas administrativas e ausência de programa de treinamento para a área de suprimento e aquisições, incluindo a de licitações e contratos.

Sobre o Hospital Universitário Júlio Müller, vinculado à Universidade Federal do Mato Grosso, o TCU identificou que os servidores da área de licitações e contratos não participam com regularidade de cursos de capacitação e

que os servidores da área de licitações e contratos não participam com regularidade de cursos de

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atualização nessas áreas. Além disso, o Tribunal detectou ausência de normas ou manuais com orientações sobre as principais atividades inerentes a licitações.

No Hospital Universitário Cassiano Antônio Morais, vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo, o Tribunal verificou falta de monitoramento das atividades e do desempenho da área de licitações e contratos e ausência de regras formais, internas à Entidade, para contratação de terceirizados.

Em relação ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, o TCU observou deficiências quanto à segregação de funções no âmbito do setor de licitações e contratos, além de ausência de procedimento específico para licitação de maior vulto.

Segundo o relator do processo, Ministro José Jorge, as auditorias fazem parte de um conjunto de fiscalizações que o TCU realizou em 24 hospitais, distribuídos por 19 estados. O trabalho foi iniciado após reportagem televisiva noticiar esquema de fraudes em licitações no Hospital Pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Entre as determinações e recomendações feitas pelo TCU, destacam-se a instituição de regras para a contratação de servidores voltados às atividades de licitações e contratos, de modo a garantir que se pautem pelos critérios da competência e da integridade e a instituição de cursos e treinamentos de capacitação (Acórdãos de nº 411 a 416 /Plenário, de 06.03.2013; TC 009.242/2012-0; TC 009.305/2012-2; TC 009.380/ 2012-4; TC 009.422/2012-9; TC 009.580/2012-3; TC 010.174/2012-5; Relator: Ministro José Jorge, Unidades Técnicas: Secex’s MA; MS; RJ; MT; MG e ES ).

TCU aponta falhas na área de licitação do hospital universitário da UFAM

O TCU realizou auditoria no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), vinculado à Fundação

Universidade do Amazonas (UFAM), para avaliar os controles internos da área de licitações e contratos. Uma das deficiências encontradas foi a insuficiência de pessoal nesse setor. O Tribunal fez recomendações

e determinações para contribuir na solução dos problemas e prevenir possibilidades de fraude.

A auditoria observou que apenas três pessoas trabalham no setor de compras do hospital, área

considerada, pelos próprios gestores, a mais crítica dentro do processo de aquisições de bens e contratações de serviços. Detectou também a ausência de normas ou manuais para a realização das principais atividades envolvidas nas licitações, bem como as relativas ao recebimento e o controle de

entrada e saída de material.

Além disso, foi constatado que os trabalhos de auditoria interna da instituição são pontuais e pequenos, o que favorece a ineficácia do controle e pode ocasionar a não detecção de atos irregulares na

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área de licitações e contratos. Mais uma vez, constatou-se insuficiência de pessoal: a unidade de auditoria interna, vinculada à reitoria da UFAM, é formada por apenas três servidores efetivos e dois estagiários, para atuar em toda a extensão da universidade (20 unidades acadêmicas e 16 órgãos suplementares, dos quais faz parte o HUGV).

“Atitudes pouco prudentes na condução dos negócios e desconsideração de aspectos relacionados ao controle ou às boas práticas administrativas degeneram o ambiente interno e indicam riscos de controles”, alertou o relator do processo, Ministro José Jorge. Com o objetivo de prevenir fraudes e melhorar os processos de gestão, o Tribunal recomendou ao HUGV a criação de indicadores para facilitar o monitoramento, a formulação de normas ou manuais formais para a realização das

principais atividades do hospital e a inclusão de cursos ou treinamentos específicos para a identificação

de fraudes no plano anual de capacitação.

A auditoria faz parte de um conjunto de trabalhos do TCU nos hospitais universitários de todo o

País, que se originou devido ao esquema de fraude a licitações verificado no Hospital Pediátrico da

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (Acórdão nº 38/Plenário, de 23.01.2013; TC- 009.934/2012-0; Relator: Ministro José Jorge, Unidade Técnica: Secex-AM).

TCU aponta deficiências estruturais que comprometem o desempenho da Funasa

O Tribunal realizou auditoria na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para conhecimento da

estrutura da Instituição e dos fatores limitantes à sua atuação na consecução de obras de saneamento.

O trabalho concentrou-se na área de engenharia e nas unidades administrativas da Instituição

envolvidas na formalização e acompanhamento de convênios.

Foram detectadas diversas deficiências e o Tribunal concluiu que a entidade não tem desempenhado a contento sua missão institucional em decorrência de fatores internos e externos que impedem a eficácia e a efetividade de suas ações e proporcionam ambiente de risco para malversação

de recursos públicos.

O levantamento apontou falhas na elaboração e aprovação de projeto básico, dificuldades estruturais na realização de licitação e acompanhamento de obras, falta de transparência na aplicação de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e escassez de pessoal. Também foi detectada pulverização de recursos e falta de homogeneidade de controles e de processos nas superintendências estaduais da Entidade, entre outras. Para o relator do processo, Ministro Walton Alencar, as deficiências “impedem a eficácia e a efetividade das ações da Funasa e proporcionam ambiente de risco para malversação de recursos públicos”.

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Diante das constatações, o Tribunal determinou que sejam adotados procedimentos para garantir a publicidade e a transparência no uso de recursos transferidos a convenentes. A Funasa também deverá instituir controle nacional de prestações de contas e tomadas de contas especiais instauradas, além de adotar canais de comunicação entre as próprias unidades da Fundação envolvidas em transferências de recursos e entre essas unidades e convenentes.

A Instituição ainda deverá adotar medidas para melhorar a gestão orçamentária e financeira dos

recursos de transferências e para aperfeiçoar o controle interno e as fiscalizações das licitações realizadas pelos convenentes. O processo de análise dos planos de trabalhos e dos projetos básicos também deverá

ser aperfeiçoado.

O Tribunal também determinou a elaboração de plano com estimativa de pessoal adequado

para realização das atribuições da Funasa, a fim de substituir técnicos ou prestadores terceirizados que realizem serviços próprios vinculados à missão institucional da Fundação. As medidas citadas deverão constar em plano de ação a ser entregue em 180 dias ao TCU (Acórdão nº 198/Plenário, de 20.02.2013;

TC 006.993/2011-7; Relator: Ministro Walton Alencar, Unidade Técnica: SecobEnergia).

Persistem as irregularidades em obras de esgotamento sanitário em Pilar/AL

Auditoria do TCU avaliou medidas adotadas para sanar irregularidades em obras de esgotamento sanitário no Município de Pilar, em Alagoas. Verificou-se que ainda persistem irregularidades observadas em fiscalização anterior, tais como: indícios de sobrepreço de mais de R$ 340 mil (17% sobre o valor do contrato) e desembolso de recursos sem conformidade com o plano de trabalho correspondente. O Tribunal determinou que as irregularidades, caracterizadas como graves, sejam relatadas à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional, por representarem potencial ameaça aos cofres públicos.

As obras são realizadas por convênio entre a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Prefeitura de Pilar e envolvem R$ 2,17 milhões, sendo de R$ 2 milhões o repasse da Fundação.

Em decorrência de auditoria anterior (Acórdão 967/2012-TCU-Plenário), a Prefeitura do Município reelaborou a planilha orçamentária e o projeto básico da obra. Porém, a Funasa indica inconsistências, como divergências entre a taxa de crescimento populacional do projeto e a do memorial descritivo e dados da população final de plano não justificados. Além disso, a Prefeitura ainda não apresentou documentos imprescindíveis para a aprovação do projeto, como planilha orçamentária completa, cronograma físico-financeiro e licenças ambientais atualizadas.

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O Ministro Walton Rodrigues, relator do processo, destaca que a própria Prefeitura de Pilar

informou que o novo plano de trabalho ainda não foi aprovado (Acórdãos nº 29/Plenário, de 23.01.2013; TC 011.537/2012-4; Relator: Ministro Walton Rodrigues, Unidade Técnica: SecobEnergia).

4.10.3. Integração Nacional e Meio Ambiente

Tribunal amplia prazo para Ibama avaliar ocupações do Jardim Botânico do Rio

O TCU atendeu requerimento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ampliou, em mais 180 dias, o prazo para que a Autarquia avalie a regularidade dos imóveis instalados no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e no entorno do parque, em razão do número expressivo de ocupações irregulares (cerca de 600 unidades).

Decisão anterior do Tribunal, de setembro de 2012, concedeu ao Ibama 60 dias para encaminhar informações acerca da situação da área do Jardim Botânico e determinou que não fossem efetivadas titulações a ocupantes de imóveis no projeto de Regularização Fundiária de Interesse Social no Jardim Botânico, enquanto perdurassem irregularidades, tais como: regularização fundiária em áreas tombadas; proposição de cessão de áreas para uso incompatível com a missão do Jardim Botânico; previsão de regularização fundiária de edificações situadas em faixa não edificável (250 residências construídas às margens do Rio dos Macacos ou em encostas); e posse irregular de imóveis da União (Acórdão nº 304/Plenário, de 27.02.2013; TC 030.186/2010-2; Relator: Ministro Valmir Campelo, Unidade Técnica: Secex-RJ).

4.10.4. Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Esporte

TCU aponta irregularidades na aplicação da Lei de Incentivo ao Esporte

Auditoria do Tribunal, realizada no Ministério do Esporte, identificou irregularidades na aplicação de Lei de Incentivo ao Esporte. Foram examinados aspectos como a seleção e o acompanhamento dos projetos incentivados, bem como o procedimento de análise de prestação de contas a cargo do Órgão.

A Lei de Incentivo ao Esporte autoriza que, no período de 2007 a 2015, sejam deduzidos do

Imposto de Renda valores despendidos por pessoas físicas e jurídicas a título de patrocínios ou doações

a projetos esportivos e paradesportivos. Os projetos a serem beneficiados devem ser previamente aprovados por uma comissão técnica constituída para tal fim.

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As principais impropriedades verificadas foram relativas à aprovação de projetos que continham ações não esportivas e cujo proponente não tinha, em seu ato constitutivo, finalidade esportiva expressamente disposta. Foram encontradas também falhas na análise técnica dos projetos apresentados. As análises sobre custos, por exemplo, basearam-se unicamente nos orçamentos enviados pelos proponentes, não havendo aferição, por parte do Ministério, da adequação dos preços a partir de outras fontes.

Outras impropriedades indicadas pela auditoria foram a ausência de visitas in loco para acompanhamento da execução dos projetos, comprovação de despesas com notas fiscais emitidas após o período de validade do projeto e indícios de fraude nos pagamentos e documentos comprobatórios em um dos projetos fiscalizados.

A fim de corrigir as falhas, o TCU determinou ao Ministério do Esporte que defina e explicite, por meio de normativo, o prazo para a realização da análise das contas. O Órgão deverá também elaborar laudo de avaliação final sobre a aplicação dos recursos destinados aos projetos beneficiados pela Lei de Incentivo ao Esporte. Além disso, Tribunal recomendou a implantação de base de referências de preço e a elaboração de cronograma de acompanhamento e fiscalização de projetos selecionados. (Acórdão nº 92/Plenário, de 30.01.2013; TC 022.993/2009-9; Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman, Unidade Técnica: SecexEduc).

TCU monitora auditoria realizada em Programa de assistência ao jovem

O Tribunal realizou o monitoramento de determinações e recomendações feitas no início de

2011 aos órgãos responsáveis pela gestão e execução do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), que visa promover a reintegração do jovem ao processo educacional, à qualificação profissional e ao desenvolvimento humano. Foi considerado satisfatório o índice de atendimento às decisões do TCU e se propôs novos ajustes, com o objetivo de contribuir para o alcance de resultados ainda mais efetivos.

O Projovem tem quatro modalidades distintas (Urbano, Trabalhador, Campo e Adolescente)

voltadas a públicos específicos. Os órgãos federais responsáveis pelo Programa descentralizam recursos

para órgãos e entidades dos governos estaduais e municipais, assim como entidades privadas, mediante depósito em conta corrente, ou seja, sem necessidade de contrato, convênio ou instrumentos do gênero.

A auditoria identificou que houve melhorias na implementação de mecanismos de controle para impedir o acesso e a permanência de jovens que não atendem aos critérios de elegibilidade do Projovem, bem como no aprimoramento dos registros de frequência e de avaliações dos alunos.

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Também houve avanço nas fiscalizações, na prestação de contas dos órgãos executores e na recuperação de recursos utilizados em pagamentos indevidos.

Segundo o relator do processo, Ministro-Substituto Augusto Sherman, o monitoramento terá continuidade, pois ainda falta verificar se os beneficiários estão dentro dos critérios necessários para participar do Projovem e, também especificar a estrutura física mínima dos locais dos cursos e a possível alteração no conteúdo do material didático.

O TCU fez novas determinações e recomendações às entidades responsáveis pelo

gerenciamento e realização do Projovem. A Secretaria de Políticas Públicas de Emprego, do Ministério do Trabalho e Emprego, deverá analisar as respostas dos entes parceiros sobre ocorrências com indícios de irregularidade identificados, apurar montantes pagos indevidamente e tomar as providências para ressarcir o erário, se for o caso. Deverá também adotar rotina para cruzar as bases de dados do

Projovem Trabalhador e do Prouni, a fim de identificar beneficiários com o perfil fora do Programa.

Já o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação deverá adotar as providências em relação

aos executores do Projovem Urbano que não prestaram contas dos recursos repassados no ano de 2010, além de empregar medidas para concluir as análises financeiras dos entes executores com indícios de necessidade de devolução de recursos (Acórdão nº 337/Plenário, de 27.02.2013; TC-006.470/2012-2;

Relator: Ministro-Substituto Augusto Sherman, Unidade Técnica: SecexAdmin).

TCU determina atualização de prazos e valores nas obras da Arena Pantanal, em Cuiabá/MT

O Tribunal notificou o Ministério do Esporte sobre a necessidade de atualizar a matriz de

responsabilidades para a Copa do Mundo de Futebol 2014, no que se refere aos valores e datas de conclusão da Arena Multiuso Pantanal, em Cuiabá/MT. O TCU acompanha a operação de crédito relativa à construção da obra, formalizada entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e

o Governo do Estado do Mato Grosso.

De acordo com informações do

Ministério do Esporte, até fevereiro deste ano a execução da obra estava em 62%. O relator do processo, Ministro Valmir Campelo, observou, porém, que, em maio de 2012, o Governo do Mato Grosso avaliava que a

do processo, Ministro Valmir Campelo, observou, porém, que, em maio de 2012, o Governo do Mato

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obra estaria concluída somente em junho deste ano, previsão considerada otimista pelo BNDES, que projetou o prazo para outubro próximo.

O TCU também fiscalizará a regularidade do 7º termo aditivo do financiamento da obra, pois essa

alteração contratual ultrapassou R$ 60 milhões, o equivalente a mais de 17% do valor inicialmente estipulado. O objetivo da avaliação é verificar a finalidade e a probidade do objeto de financiamento, em

especial quanto à adequação do ajuste com relação aos paradigmas de mercado. “Todas essas modificações no valor da obra exigem a paulatina atualização da matriz de responsabilidades, de modo a tornar público todos os investimentos direcionados à Copa do Mundo de 2014”, observou Campelo.

A licitação para a construção do estádio foi arrematada por consórcio no valor de R$ 342,06

milhões. O total do empreendimento, que inclui a urbanização do entorno, custará cerca de R$ 533,33 milhões, dos quais R$ 140 milhões são recursos dos tesouros estadual e municipal. A obra foi financiada pelo Programa ProCopa Arenas, no montante de cerca de R$ 393 milhões. Desse valor, R$ 107,5 milhões são destinados para a viabilização da urbanização do entorno da Arena e R$ 285,3 milhões para custear

o estádio propriamente dito.

O Tribunal dará continuidade ao acompanhamento das ações realizadas pelo BNDES para o

financiamento da Arena Pantanal. A partir da escolha do Brasil para sediar os eventos da Copa do Mundo 2014, diversas ações começaram a ser coordenadas e empreendidas pelo TCU e por outros órgãos de controle, com o objetivo de garantir maior eficiência e economicidade dos recursos públicos empregados nos investimentos para a realização dos eventos. Entre outras competências, cabe ao Tribunal a fiscalização das atividades do BNDES e da Caixa Econômica Federal relativas às operações de financiamentos concedidos para a construção de arenas e obras de mobilidade urbana para a Copa de 2014 (Acórdão nº 399/Plenário, de 06.03.2013; TC 024.741/2012-4; Relator: Ministro Valmir Campelo,

Unidade Técnica: SecexEstat e SecobEdif).

TCU analisa rede de educação profissionalizante

O TCU realizou auditoria na Rede Federal de Educação Profissionalizante, Científica e Tecnológica, que é formada preponderantemente por 38 institutos federais (IFs), espalhados por todas as regiões do País. O objetivo da fiscalização foi avaliar ações de estruturação e expansão da educação profissional no Brasil e analisou a atuação dos Institutos Federais em relação: à evasão escolar e medidas para reduzi-las; à interação com os arranjos produtivos locais; à integração acadêmica entre as áreas de ensino, pesquisa e extensão e à infraestrutura e suporte à prestação dos serviços educacionais.

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Nos cursos profissionalizantes de nível médio ofertados pelos IFs, constatou-se que os índices de evasão atingiram 24% do total de alunos matriculados nos cursos do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade Educação de Jovens e Adultos (Proeja),

e 19% nos Cursos Médios Subsequentes.

Outra constatação refere-se à comparação dos indicadores de conclusão dos IFs e as demais

instituições de ensino superior (centros universitários, faculdades e universidades). As taxas de conclusão apresentadas nos cursos superiores ofertados pelos Institutos Federais são consideravelmente inferiores

às encontradas nas demais instituições de ensino superior. De acordo com o relator do processo, Ministro

José Jorge, “embora a taxa de evasão tenha se mantido em patamares mais baixos, o percentual de

concluintes ficou aquém daqueles obtidos pelas demais instituições de ensino superior.”

A auditoria também apontou baixo nível de participação nas atividades de interação entre os IFs

e os setores produtivos locais, passando pela integração do tripé ensino, pesquisa e extensão. As

informações colhidas pelo TCU espelham que as atividades de pesquisa e extensão desenvolvidas pelos

Institutos Federais não se encontram plenamente integradas, o que pode favorecer a realização de pesquisas dissociadas das reais necessidades socioeconômicas locais.

A fiscalização revelou, ainda, que a participação dos alunos dos institutos em projetos de pesquisa foi de 1% em 2010. Quanto aos educandos envolvidos em projetos de extensão, somente 0,05% deles desempenhavam tal atividade em 2009; em 2010, esse percentual foi reduzido para 0,04%. Em ambos os casos, a participação foi inferior às praticadas em instituições acadêmicas de nível superior.

Também foi verificado que o principal fator de risco à qualidade dos serviços prestados nos IFs é

o número insuficiente de professores e profissionais de laboratório. Dados do Ministério da Educação

(MEC) indicam um déficit de 7.966 professores e de 5.702 técnicos de laboratório, o que corresponde, respectivamente, a 20% e 24,9% de cada quadro. No tocante à infraestrutura dos campi, verificou-se que os pontos deficientes estão ligados à ausência de computadores, bibliotecas, salas de aula e

laboratórios em seus respectivos institutos.

Diante desse cenário, o TCU determinou à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica, unidade do MEC responsável pela supervisão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que encaminhe, em 180 dias, plano de ação, em conjunto com os IFs, voltado para o tratamento da evasão na Rede Federal de Educação Profissional; que formule manual de orientação contendo as bases legais e instrumentos jurídicos próprios para formalização de parcerias entre os IFs e

o setor produtivo e outras instituições; que institua plano para ampliar as ações de inserção profissional

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de alunos da Rede Federal de Educação Profissional; e que adote medidas para promover a redução do déficit de docentes e técnicos de laboratório (Acórdão nº 506/Plenário, de 13.03.2013; TC 026.062/2011-9; Relator: Ministro José Jorge, Unidade Técnica: SecexEduc).

TCU avalia financiamento das obras da Arena da Baixada, em Curitiba

Auditoria do Tribunal avaliou a regularidade da operação de crédito feita entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo do Estado do Paraná para financiar o projeto de reforma e ampliação do estádio Arena da Baixada, em Curitiba/PR. O projeto é parte do esforço para realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

A viabilização do empreendimento envolve uma triangulação financeira entre o BNDES, o

Governo do Estado do Paraná e o Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE). O empréstimo federal foi realizado ao Fundo, que, por sua vez, financiou a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Arena da

Baixada, responsável pela execução da obra.

O TCU determinou ao BNDES que, para liberação de parcela superior a 65% do crédito total

financiado, encaminhe o projeto executivo ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) com antecedência mínima de 45 dias. Também determinou que o Banco não deverá liberar novas parcelas do financiamento que superem o limite de 65% do total financiado, caso o TCE-PR identifique irregularidades que envolvam possíveis danos aos cofres públicos no projeto executivo, até que venham a ser corrigidas.

O estádio terá capacidade para 41 mil espectadores, sendo que o valor total previsto para o

Projeto é de R$ 184,6 milhões. Em janeiro de 2013, a obra alcançava 55,82% do total para finalização,

segundo dados do Governo Federal. Quando concluída, a arena terá três níveis de estacionamento, sete pavimentos de uso geral e arquibancadas, além de um novo edifício.

Entre outras competências, cabe ao TCU a fiscalização das atividades do BNDES e da Caixa Econômica Federal, relativas às operações de financiamentos concedidos para a construção de arenas e obras de mobilidade urbana (Acórdão nº 644/Plenário, de 27.03.2013; TC 024.749/2012-5; Relator:

Ministro Valmir Campelo, Unidade Técnica: SecexEstat).

4.10.5. Planejamento e Desenvolvimento Urbano

Tribunal suspende homologação de edital do Ministério das Cidades

O TCU determinou, cautelarmente, ao Ministério das Cidades, que não homologue o certame para contratação de locadora de veículos para realizar, em âmbito nacional, serviços de transporte de pessoal,

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documentos e pequenas cargas. A decisão derivou da apuração de denúncias sobre irregularidades feitas pelo Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do Distrito Federal (Sindloc/DF).

O Tribunal identificou indícios de sobrepreço no edital, a exemplo da fixação de salário para a

remuneração dos motoristas com valor aproximadamente 50% superior ao estipulado em convenções coletivas da categoria. Benefícios mensais e diários, como auxílio funeral e “auxílio celular”, também estão

previstos na planilha de custos com indícios de sobrepreço. Outros exemplos são os valores calculados para o uniforme dos motoristas: meias de R$ 150, terno de R$ 600 e sapato social de R$ 580. Também estão previstos no edital taxa de lucro de 30% e percentual de 20% para custos indiretos, excessivos se comparados aos orçamentos de outras licitações.

O TCU deu prazo para que a Coordenação-Geral de Recursos Logísticos do Ministério das

Cidades se manifeste sobre a obrigatoriedade das licitantes cotarem os valores salariais mínimos pré- fixados, e encaminhe as pesquisas de preços e os memoriais de cálculo que embasaram o orçamento da licitação. O Órgão deverá justificar os percentuais de custos indiretos e de taxas de lucros, além da exigência de a escolha da empresa eventualmente subcontratada por parte da empresa vencedora ter de ser previamente aprovada pelo Ministério (Ata nº 03/Plenário, de 30.01.2013; TC 044.332/2012-2;

Relator: Ministro-Substituto Weder de Oliveira, Unidade Técnica: SecexAdmin).

TCU declara inidoneidade de empresas envolvidas na "Operação Sanguessuga"

O TCU declarou inidôneas para participar de licitações da esfera Federal empresas envolvidas

nas fraudes verificadas na “Operação Sanguessuga”, da Polícia Federal, esquema engendrado para

fraudar licitações relativas à compra de ambulâncias em diversos municípios do País.

“Essas fraudes envolveram um número significativo de empresas legalmente constituídas em nome próprio e outras fundadas em nome de terceiros, os denominados ‘laranjas’, para dar aparência de regularidade aos ilícitos praticados”, informou o relator do processo, Ministro Raimundo Carreiro.

O Tribunal solicitou dos responsáveis esclarecimentos sobre a participação ativa, por meio de

acordo com prefeitos, presidentes de entidades não governamentais e parlamentares, para execução de procedimento licitatório ilegal e fraudulento; e sobre a participação fictícia em licitação, com objetivo de compor número mínimo de participantes e dar cobertura para empresas com as quais havia acerto prévio ou que pertenciam ao mesmo grupo, o que caracteriza simulação e fraude à licitação pública. Segundo o Ministro relator, os elementos trazidos aos autos são suficientes para comprovar a participação das

empresas nas fraudes.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

O TCU recomendou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) que desenvolva

mecanismo, no âmbito do Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), que permita o

cruzamento de dados de sócios e/ou administradores de empresas que tenham sido declaradas inidôneas e de empresas fundadas pelas mesmas pessoas, ou por parentes, até o terceiro grau, que demonstrem a intenção de participar de futuras licitações. Essa medida foi sugerida pelo Ministro Carreiro com o objetivo de detectar casos em que sócios de empresas declaradas inidôneas cometam novos ilícitos por meio de constituição de novas pessoas jurídicas.

O Tribunal também recomendou ao Ministério que adote, caso nova sociedade empresária

tenha sido constituída com o mesmo objeto e por qualquer um dos sócios e/ou administradores de empresas declaradas inidôneas, após a aplicação dessa sanção e no prazo de sua vigência, as providências necessárias à inibição de sua participação, em processo administrativo específico, assegurado o contraditório e a ampla defesa a todos os interessados (Acórdão nº 495/Plenário, de

13.03.2013; TC 015.452/2011-5; Relator: Ministro Raimundo Carreiro, Unidade Técnica: Selog).

4.10.6. Fazenda, Desenvolvimento e Turismo

TCU realiza levantamento sobre proposta orçamentária da União para 2013

O TCU determinou à Secretaria de Orçamento Federal (SOF) que informe adequadamente as

medidas compensatórias para as renúncias de receitas previstas no Projeto de Lei Orçamentária de 2013 (PLOA 2013). A decisão decorre de auditoria do Tribunal que avaliou a previsão de receitas contidas na proposta da União para subsidiar os trabalhos da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional

e constatou falha relevante referente à ausência de demonstrativo das medidas de compensação às renúncias de receitas.

O PLOA 2013 detalha as desonerações instituídas em 2012 (R$ 14,73 bilhões), em 2013 (R$

27,29 bilhões) e em 2014 (R$ 24,43 bilhões), que somam R$ 66,35 bilhões nos três exercícios. Entretanto, não especifica as medidas compensatórias, o que contraria a Lei de Responsabilidade

Fiscal (LRF).

Entretanto, não especifica as medidas compensatórias, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 53

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

Quanto às receitas, a proposta de lei para o exercício de 2013 contempla o total de R$ 2.250,87 bilhões, sendo R$ 2.140,26 bilhões destinados aos orçamentos fiscal e da seguridade social e R$ 110,61 bilhões para o orçamento de investimento das estatais.

O TCU coletou informações junto à Receita Federal, à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e à

SOF. Foram analisados aspectos relevantes no processo orçamentário e financeiro governamental, como parâmetros macroeconômicos que serviram de base para elaboração das estimativas de receita; desempenho da arrecadação em comparação com os montantes previstos nos últimos três exercícios; previsões de receitas correntes e de capital para 2013 e medidas de compensação às renúncias de

receitas.

O projeto de lei orçamentária para 2013 apresenta previsão de receitas menor em relação ao

ano anterior, com diminuição de 0,3% no valor total. Contudo, os orçamentos de investimento das empresas estatais e da seguridade social apresentaram crescimento de 3,5% e 12,9%, respectivamente. Já o orçamento real, que representa o valor orçado menos o refinanciamento da

dívida pública, registrou crescimento de 2,4% de 2012 para 2013.

As receitas correntes do Tesouro Nacional também foram analisadas pela auditoria. Para o atual

exercício, a previsão demonstra crescimento superior a 11,4%, alcançando o valor de R$ 1,28 trilhão.

As receitas administradas pela Receita Federal, que englobam impostos e contribuições, também mostram consolidada tendência de crescimento. A previsão é que totalizem R$ 763 bilhões, líquidas de restituições e incentivos fiscais. A arrecadação previdenciária bruta para este ano deve ser de mais de R$ 342 bilhões (Acórdão nº 223/Plenário, de 20.02.2013; TC 024.940/2012-7; Relator: Ministra Ana Arraes, Unidade Técnica: Semag).

TCU aponta falha em alienação de investimentos do IRB-Brasil Resseguros

O Tribunal realizou auditoria no Instituto de Resseguros do Brasil S.A (IRB), empresa de

economia mista vinculada ao Ministério da Fazenda que atua no mercado de resseguros. A fiscalização teve por objetivo verificar a conformidade da operação da carteira de investimentos da empresa em shopping centers, cobrindo desde a constituição original e a gestão nos últimos cinco anos, bem como as

aquisições e alienações dos ativos componentes da referida carteira de investimentos.

A auditoria foi motivada por informações de que a Entidade pretendia promover a alienação de

seus investimentos em shopping centers, cujo valor contábil, em 31.12.2012, era superior a R$ 224

milhões.

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES – 1º TRIMESTRE DE 2013

A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

O TCU constatou que, nas alienações referentes às participações nos shoppings Iguatemi

Campinas e Iguatemi São Paulo, o IRB baseou-se somente em laudo de avaliação da Caixa Econômica Federal (CEF), sem a necessária observação do princípio da razoabilidade. Nas participações alienadas posteriormente (shoppings Amazonas, Iguatemi Maceió e West Plaza), o Tribunal observou que o IRB

utilizou uma segunda avaliação para a definição dos preços mínimos do leilão.

Com relação às falhas identificadas, o TCU determinou ao IRB-Brasil Resseguros que na alienação das participações da Empresa nos shopping centers observe, sempre, o princípio da razoabilidade (Acórdão nº 398/ Plenário, de 06.03.2013; TC 019.323/2012-3; Relator: Ministro Valmir Campelo, Unidade Técnica:

SecexEstat).

TCU suspende cautelarmente contrato da Caixa realizado sem licitação

O Tribunal determinou, cautelarmente, à Caixa Econômica Federal que se abstenha de adotar

quaisquer atos relativos ao contrato firmado com a empresa MGHSPE Empreendimentos e Participações S.A. para prestação de serviços de operacionalização da origem de crédito imobiliário. A decisão foi tomada após análise do TCU que verificou não haver justificativas suficientes para que a contratação tenha ocorrido de forma direta, ou seja, mediante dispensa de licitação. O valor estimado do contrato é de

aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

A Caixa argumentou que a contratação trata de negócio estratégico para a Instituição e que

detém o controle compartilhado da empresa, com a IBM. Assim, a empresa MGHSPE se enquadraria no conceito de controlada, o que justificaria a dispensa de Licitação. Segundo o relator do processo, Ministro Valmir Campelo, não há elementos que comprovem que a Caixa controla a empresa: “Trata-se de uma empresa privada, como qualquer outra, com uma única peculiaridade: entre seus sócios está uma entidade estatal”, afirmou.

O Tribunal ainda verificou que a IBM foi escolhida para fornecer serviços à Caixa sem nenhuma

licitação pública. O Plano de Negócios da MGHSPE deixa claro que a instituição financeira está adquirindo soluções da IBM, fornecedora exclusiva de hardware, serviços e software para a empresa.

Informações prestadas pela Caixa mostraram que a empresa MGHSPE está em fase de estruturação para iniciar a prestação de serviços e o início de faturamento estava previsto para março de 2013. Segundo a análise do Tribunal, a suspensão imediata da execução do contrato impedirá que este produza efeitos financeiros, até a deliberação de mérito sobre o processo (Ata nº 03/Plenário, de 30.01.2013; TC-029.884/2012-8; Relator: Ministro Valmir Campelo, Unidade Técnica: Selog).

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A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4.10.7. Justiça e Defesa

Ttribunal propõe melhorias nas ações de enfrentamento à violência contra a mulher

Auditoria do TCU identificou falhas nas ações do Governo para a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres. Precariedade de espaços físicos e de recursos humanos, concentração de unidades de atendimento em capitais e regiões metropolitanas e poucas ações voltadas à reabilitação dos agressores foram os principais problemas constatados. A fiscalização teve como parâmetros as disposições constantes da Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha.

A referida lei prevê que o Poder Público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares, no intuito de resguardá-las de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. A auditoria do TCU verificou se a rede de atendimento está preparada para orientar e acolher as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar; quais dificuldades enfrentadas pelas esferas policial e judicial, incluindo a análise jurisprudencial da aplicação da Lei Maria da Penha; e quais seriam as oportunidades de aperfeiçoamento no que se refere às atividades de prevenção desse tipo de violência.

Ao analisar a estrutura oferecida para acolhimento, o Tribunal observou que a quantidade dos centros de referência, unidades integrantes da rede de atendimento, não chegava a 20% do idealizado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). Para o relator do processo, Ministro Aroldo Cedraz, “a estrutura deveria ser composta de espaços acolhedores para que as mulheres e seus filhos se sentissem protegidos e amparados, mas o que se observou foram instalações em estado precário de conservação, em imóveis que demandam reformas e reparos”.

Ainda em relação à estrutura, as Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (Deams) estão presentes em menos de 10% dos municípios brasileiros – segundo a SPM, até 2011, havia 445 delegacias especializadas. O TCU verificou que apenas 7% dessas unidades oferecem atendimento durante 24 horas, sem interrupção nos fins de semana e feriados. Entretanto, o Ministro ressaltou que “o maior número de agressões ocorre no período noturno e nos fins de semana”.

de

pessoal, tanto nas delegacias nas

comuns,

Além

da

falta

como

ocorre no período noturno e nos fins de semana”. de pessoal, tanto nas delegacias nas comuns,

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A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

especializadas, o Tribunal constatou a necessidade de se intensificar a qualificação dos agentes policiais sobre a violência do gênero para que tenham uma compreensão mais adequada da Lei Maria da Penha.

Também foram analisadas as casas de abrigo, os centros de educação e reabilitação dos agressores e as Promotorias de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, onde se detectou problemas como estrutura inadequada e deficiência de pessoal.

A auditoria verificou que independência financeira da mulher e inclusão de atividades curriculares na educação relacionadas ao combate à discriminação de qualquer tipo são instrumentos relevantes para a diminuição da violência contra a mulher.

O Tribunal recomendou aos órgãos responsáveis a definição de estratégias para: a ampliação da

cobertura da rede de atendimento quanto à instalação de centros de referência e casas de abrigo (Secretaria de Políticas para Mulheres); a ampliação do número de Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (Secretaria Nacional de Segurança Pública – Senasp); e o aumento do número de juizados de violência doméstica e familiar, sobretudo em municípios do interior (Secretaria de Reforma do Judiciário – SRJ). O TCU fez recomendações, ainda, sobre a necessidade de intensificação de campanhas voltadas ao público masculino e sobre a instituição de uma base nacional comum e unificada

de dados sobre a violência doméstica e familiar.

O TCU determinou à SPM, à Senasp e à SRJ que encaminhem, em até 90 dias, Plano de Ação que

contenha o cronograma das medidas a serem adotadas para a implementação das deliberações do TCU. A auditoria originou-se por representação do Subprocurador-Geral do Ministério Público junto ao TCU, Paulo Soares Bugarin (Acórdão nº 403/Plenário, de 06.03.2013; TC-012.099/2011-2; Relator: Ministra Aroldo

Cedraz, Unidade Técnica: Seaud).

TCU verifica falhas na aplicação de recursos do Plano de Políticas para Mulheres

Auditoria do TCU na Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) detectou impropriedades na concessão e aplicação de recursos do II Plano Nacional de Políticas para Mulheres (II PNPM), em especial no tocante ao programa voltado para a prevenção e o enfrentamento sistemático de diferentes formas de violência contra as mulheres e para a promoção de atendimento integral, humanizado e de qualidade às que se encontram em situação de violência ou risco.

A auditoria, realizada mediante proposta do Subprocurador-Geral Paulo Bugarin do Ministério

Público junto ao TCU, foi motivada por relatos, em diferentes locais do País, de falhas no atendimento e na

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A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

proteção das mulheres vítimas de violência doméstica, principalmente nas localidades apoiadas com recursos federais do PNPM.

O Programa é executado por meio de convênios celebrados com municípios, estados, Distrito

Federal e entidades privadas sem fins lucrativos, cujas ações contemplam a ampliação e consolidação da rede de serviços especializados de atendimento às mulheres que enfrentam situação de violência; a capacitação de profissionais para atendimento a essas mulheres; o apoio a iniciativas de fortalecimento dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão; e o apoio, na SPM/PR, a iniciativas de

prevenção à violência contra as mulheres.

O TCU fiscalizou 39 convênios e constatou falhas, tais como: inexecução total ou parcial do

objeto; desvio de finalidade na execução do objeto; movimentação irregular de conta específica de

convênio; preços incompatíveis com os valores de mercado ou com os orçados e procedimentos fraudulentos em licitação.

Na Secretaria de Políticas para Mulheres, o Tribunal encontrou irregularidades nas análises de viabilidade, de adequação e de requisitos mínimos no plano de trabalho; ausência de cláusulas obrigatórias nos termos de convênio; deficiência na capacidade operacional da concedente para acompanhar e fiscalizar a execução dos convênios e para analisar a prestação de contas; e aprovação de prestação de contas que continham irregularidades.

O TCU identificou, ainda, ausência de parâmetros para a avaliação da qualificação técnica e da

capacidade operacional das entidades privadas sem fins lucrativos com as quais são firmados convênios. Para o relator do processo, Ministro Aroldo Cedraz, “a escolha de parceiros despreparados ou não estruturados para a realização das ações do Programa pode levar à ineficácia ou mesmo à não

consecução dos objetivos”.

O Tribunal determinou à SPM/PR que apresente plano de ação para elaboração de indicadores de eficiência relativos à capacidade técnica e operacional para fins de seleção de entidades privadas sem fins lucrativos com as quais venha a celebrar convênios. Ainda recomendou à Secretaria que somente formalize convênios no âmbito do Programa se tiver condições técnico-operacionais de avaliar adequadamente os planos de trabalho, de acompanhar e orientar a concretização dos objetivos previstos, e de analisar as respectivas prestações de contas (Acórdão nº 490/Plenário, de 13.03.2013; TC 003.435/2012-1; Relator: Ministro Aroldo Cedraz, Unidade Técnica: SecexEduc).

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A ATIVIDADE DE CONTROLE EXTERNO

4.10.8. Poderes do Estado e Representação

Cautelar suspende pagamento de passivos de pessoal dos TRTs

O Tribunal determinou a suspensão cautelar do pagamento da quarta e última parcela de

passivos trabalhistas aos magistrados e servidores dos Tribunais Regionais do Trabalho do País. A medida visa evitar liberação indevida de recursos e decorre de auditoria que encontrou graves falhas no cálculo dos valores a serem pagos. Segundo o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), caso adotados os critérios corretos, o total de passivos passa de R$ 2,5 bilhões para aproximadamente

R$ 1,3 bilhão.

O TCU verificou que os Tribunais Regionais estavam utilizando critérios e indexadores de

correção monetária e de juros diferentes do previsto na legislação para cálculo dos passivos. Ainda, foi detectado que as dotações que constam no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2013, na ordem

de R$ 800 milhões, também não tomaram por base o recálculo necessário dos valores devidos.

Os passivos se referem aos erros na quantificação da diferença resultante da conversão dos salários de unidade real de valor (URV) para o real (R$) devido a servidores e magistrados; das diferenças remuneratórias em face da consideração do auxílio moradia, do período de setembro de 1994 a dezembro de 1997; e do adicional de tempo de serviço no regime de vencimento a ser pago no período de janeiro de 2005 a maio de 2006.

Para fornecer informações requisitadas pelo TCU dur