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FONTES RERUM CANARIARUM - XII
GASPAR FRUTUOSO

LAS ISLAS CANARIAS
(DE "SAUDADES DA TERRA")

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ISTITUTO DE ESTUDIOS CANARIOS
LA L A G U N A DE TENERIFE 1 964

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BIBLIOTECA ONiVERSiTARIA
LAS PALMAS DE G..< N." Documento. N.° Copia

LAS ISLAS CANARIAS

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CONSEJO SUPERIOR DE INVESTIGACIONES CIENTÍFICAS

I N S T I T U T O DE E S T U D I O S

CANARIOS

UNIVERSIDAD DE LA LAGUNA

FONTES RERUM CANARIARUM COLECCIÓN DE TEXTOS Y DOCUMENTOS PARA LA HISTORIA DE CANARIAS XII

RÉGULO Y S. J. TRADUCCIÓN. SERRA.GASPAR FRUTUOSO LAS ISLAS CANARIAS (DE «SAUDADES DA TERRA») PROLOGO. PESTAÑA LA LAGUNA DE TENERIFE 1964 . GLOSARIO E ÍNDICES E.

DEPÓSITO LEGAL: T F 144 1964 IMPRENTA GUTENBERG — LA LAGUNA DE TENERIFE .

PRÓLOGO .

por que tem passado o conhecimento do manuscrito seiscentista. nao se pouparam esfor^os e fizeram-se todas as diligencias para a sua execuqao. . formam-no seis livros: o I «conta o descobrímento das Ilhas Canarias e do Cabo Verde. com aquelas garantías de correcíáo. pagará a pena conhecer. O manuscrito das Saudades da Terra. as trágicas vicíssitudes. proporcionou a Direcgáo do Instituto de Estudios Canarios. pelo menos. nao obstante os seus firmes propósitos. ocorrida no dia 15 de Fevereiro de 1962. e dá razóes prováveis contra duas opinióes que há das Ilhas dos Azores. A inaug-ura§ao do Leitorado de Portugués na Facultad de Filosofía y Letras da Universidad de La Laguna (Tenerife). índispensáveis. havia muito elaborado. e por fim poem algumas conjecturas dos prímeiros e antigos descubridores délas». E o primeiro óbice que se levantou (e a principio —forzoso é confessá-lo— mostrou-se de difícil solu9áo) foi o de conseguir um texto fiel ou. 2. E. num trabalho da natureza daquele que era a finalidade do Instituto: por ao alcance dos estudiosos da historiografía das Canarias um elemento de consulta. Examinadas que foram as directrizes do plano. hoje em dia. aínda que sem descer a pormenores. uma fonte de informagóes. até o presente nao havia encontrado a satisfagao de todos os requisitos necessários á sua realidade.1. projecto que. para que se julgue das razóes dos nossos recelos e dos motivos da nossa exigencia. o definitivo alentó para trazer a lume urna edigio de Gaspar Frutuoso {Saudades da Terra). de Gaspar Frutuoso. organismo estabelecido na mesma Universidade e dependente do Consejo Superior de Investigaciones Científicas. respeitante ao Arquipélago das Ilhas Afortunadas. e Indias de Gástela.

por iniciativa do erudito vilafranquense Alvaro Rodrigues de Azevedo. entáo Professor do Liceu do Funchal. do Doutor Gaspar Frutuoso. na sua edí^áo. foram em número de 546 as que Ihe consagrou de seu punho com anotagóes e comentarios. foi atingida em 1590. o III (Ilha de Santa Maria). E fé-lo de tal maneira e com tanta competencia que. aínda que nao tanto quanto délas pregoam. ao que se sabe. aperfei^oamentos constantes e correcíóes e retoques até a sua redacgáo e. . que. o IV (Ilha de Sao Miguel). xvii. bom servido. e esta empresa nao pode nunca deixar de ser considerada como a «primeira pedra» do monumento. ao tempo (e hoje aínda. Esta. Robustos o m b r o s . o V (em que o Autor narra a Historia dos dois Amigos da Ilha de S. contando entáo Frutuoso a idade de 68 anos. constituíram urna obra notável de erudigáo e de exegese. E evidente que a eIabora9áo de urna obra de ámbito tao vasto como esta teria exigido do seu Autor canseiras de muitos e muitos anos. o VI (consagrado a Historia das Ilhas que constituem os distritos de Angra e Horta). finalmente. estudado e publicado!). a que tem jus o ilustre escritor a^oriano. Azores.o II (Arquipélagfo da Madeira). dar ao prelo sómente a parte concernente a este Arquipélago da Madeira». E o leitor verá que as Saudades tém merecimento. enquanto o texto frutuosíano ocupa 310 páginas. Mas publicar a obra toda fora-nos empresa impossível. 13) das Saudades da Terra. Sao obra memorada de quantos escrevem dos Arquipélagos da Madeira.* pág. Alvaro Rodrigues de Azevedo revela-nos deste modo como na sua alma despontou e se robustecen a ¡deia de táo atrevido empreendimento: «O acaso nos deparou urna copia (é o apógrafo descrito por Joáo de Simas. Resolvemos. O autor é famigerado e conhecido pela antonomasia de Historiador das Ilhas. pois. . Foi sómente em 1873 (mais ou menos tres sáculos depois). Canarias e Cabo Verde. faltavam-nos o tempo e os meios para a edigáo dos dois tomos do manuscrito de quase duas mil páginas de folio cada um. tém tentado o cárrego e aínda ninguém ousou tomá-lo. a sua conclusáo. nao obstante o muíto que se tem encontrado. portanto. CLXill. loe. que se publicou o Livro 11. cit. * As citas referem-se á Bibliog-rafia da pág. Miguel). Imprimi-las seria. . desde os esquemas e apontamentos.

. pág. Vil). Damiáo Peres». porquanto teve oportunidade de ler o índice dos seus 31 capítulos. Com os olhos postos ñas comemora^oes do quarto centenario do nascimento de Gaspar Frutuoso. o que se nao fez. é uma «obra precursora» {ibidem. do Prof. loe.C'^M P ^ ? . em 1925. bem como por Camóes». pág. cit. pág. a propósito da qual o Sr. nada mais. A Madeira sob os Donatarios. que «se adivinha que seráo influenciados por Bernardim Ribeiro. sujeitas a rectifica^áo). mas as dificuldades de toda a ordem que advieram apenas permitiram que o plano ficasse reduzido ao mínimo da edi^áo dos Livros III e IV. publicou-o. novamente. para ela. em boa parte.'^O *^'" ^^^^ cariosa observagáo: *edÍ9áo essa já mais cuidada. ao que parece. que (op. como também porque a dirigiu o Prof. nao só porque se fez.XI Deste Livro II. Buscan. Cristóváo Falcáo. ibidem. Joáo Franco Machado (pP. CLX). em 1939. urna copia {um texto mais perfeito). Garcilaso de la Vega. pág.. postas a par da sua estimativa de que o «opúsculo impresso em 1914. diz Velho Arruda. conforme os apógrafos disponíveis (o do Livro III. VI) do actual periodo de investiga^áo da Historia insular. nada menos que o apógrafo da Biblioteca do Pago da Ajada. sobre o texto do manuscrito original.. A respeito do Livro V. pág. 143 e seg. cit. que Joáo de Simas descreveu {op. que o sempre louvável desejo de servir a Ciencia. utilizada. E de acrescentar. Nao era da mesma opiniáo o Padre Fernando Augusto da Silva. Nunca foram editados os Livros V e VI. em Ponta Delgada. cujo texto corresponde ao de uma «copia existente na Biblioteca de Ponta Delgada (legado do Doutor Ernesto do Canto)» (Arruda. encontra-se na Biblioteca Pública de Ponia Delgada. o do Livro IV foi perten^a da biblioteca de José do Canto). O Livro I.. Manuel Monteiro Velho Arruda. Damiáo Peres». inexorávelmente (continuava) a sonegá-lo á divulgagáo da letra de imprensa» (Velho Arruda. Dr.) informou ter sido. cit. ocorrido em 1922. «um grupo de estudiosos propós-se arrancar o precioso autógrafo do mais antigo e notável cronista (dos Azores) ao obstinado sigilo que. pubücou-se a X edi^áo. que é. que esta 2" edi^áo tem «318 páginas. v). incluindo cerca de 20 páginas de inter'essantes e apreciadas notas» do historiador\:oimbráo. As palavras laudatorias do Dr. brilhante. Franco Machado (palavras. sem favor. podem denotar mais um propósito de agradar a pessoas.

enviou. . veio enriquecer o seu Arquivo. porquanto o valioso autógrafo. quando o [cotejou] com o manuscrito original» (sua carta de 20/5/1962). guardado ciosamente e a coberto. com o que. que muito honra a intelectualidade a^oriana. ibidem. a título precario. Como se vé. o mais franco. Mas a dedica9áo do Prof. CXXXlx). o Dr. o que bem servirá para dar uma pálida. Para tanto. do Liceu de Ponta Delgada.XII ibidem. todas as edÍ95es e excerptos das Saudades da Terra assentam sobre copias (e até copias de copias!). Cristóváo Falcáo e Sá de Miranda. mas eloquente. porque dispensou. á Junta Geral do Distrito. Gragas a sua colabora^áo. 4. E continua. da «falsa suposÍ9áo de que o texto esclarecía máculas na origem de multas familias» (Velho Arruda. . mesmo rápida. Joáo Bernardo Rodrigues foi muito mais longe: sabedor do apre90 do Instituto pelo famoso Escritor. assim. que se sabe inexactas e incompletas. XVII. Joáo de Simas {ibidem. xv). a parte do manuscrito atinente as Canarias. desde a primeira hora. até há poucos anos esteve sonegado pelos seus sucessivos possuidores. pág'. Joáo Bernardo d'Oliveira Rodrigues. Dr. pelo actual Marqués do titulo. em microfilme. das emendas apontadas nos deixa deveras impressionados. pensa também que podará resultar do seu conhecimento «alguma revelafáo que venha aclarar as vidas de Bernardim Ribeiro. o último dos quais foi a familia Praia e Monforte. Lamentável é . as correcgoes dizem respeito a má leitura ou acrescentamentos». «com a indicagáo das correc9Óes a que [proceden]. pág. tal o sem-número de lacunas através de todas as suas páginas. que o depositou na Biblioteca Pública de Ponta Delgada. ideia do valor ( ? ) dos apógrafos. Nao obstante este esclarecimento (e manda a verdade que se diga que no texto da 1° edÍ9áo nao se encontram graves faltas) é inegável que uma análise. 3. foi oferecido. foi possível conseguir-se um texto com o maior número de condifóes de fidelidade. Oliveira Rodrigues enviou. dizem. o seu exemplar da edigáo de Velho Arruda. um pouco mais abaixo: « . o mais entusiástico acolhimento a esta iniciativa tinerfenha de recordar o nome de Gaspar Frutuoso. e porventura até —conclui para condimento duma ansiedade mais forte e mais raivosa— algum elemento para a resolufáo definitiva do debatido caso do Crisfrah. Fiquem aqui expressos os agradecimentos do Instituto de Estudios Canarios ao prof. pág.

deve aparecer.. será possivel á Ilha de S. Pondo de lado a parte relativa ao Arquipélago A^oriano. como ñas páginas da sua crónica primeira. caminhos facéis para a conclusáo de que a sua prosa carece daquela elegancia característica do nosso século XVI. se resolveu.XIII que nao tivesse sido possivel utilizá-la. por vezes suscitadora de graves anacolutos. que. Todos os restantes se Ihe seguiráo. surgiráo os estudiosos. loe. se estivermos atentos as condi?5es do tempo e do meio. á data em que se recebeu a preciosa reprodugáo (principios de Janeiro do corrente ano). o ponto de partida para a ulterior investigagáo. E. a impressáo e a composi^áo do texto frutuosiano. De posse do decantado autógrafo. agora ou mais tarde. que terá como o maior dos escolhos o problema da pontua^áo. pois que o histórico. como sem dificuldade se compreenderá. cit. agora. com afá. Conforme anunciou há meses o periódico funchalense «Voz da Madeira». para manter a uniformidade. o primeiro dos varios volumes da edigáo integral das Saudades da Terra. ficando todos os outros em plano secundario: o etnográfico e o filológico. promovida pelo Instituto Cultural de Ponta Delgada e custeada pela Junta Geral do Distrito. . na sua edi^áo de 5 de Janeiro último. que é a mais vasta e. sim. uma edigáo crítica. honrando-a nos bancos da velha e prestigiosa Universidade de Salamanca (Rodrigo Rodrigues. depois. Miguel ver levantar-se a imorredoira consagra^áo daquele seu filho glorioso. o volume que primeiramente será publicado contém o texto do Livro VI. que. prosseguir no mesmo sentido até a sua conclusáo. Tem interesse pensar-se ñas fontes de informagáo das Saudades da Terra. antolha-se-nos que dois aspectos seráo de relevo extraordinario. votando-lhe vigilias e galas na suada rebusca de documentos e na recolha de seus pergaminhos. iam muito adiantadas já e. em breve. 6. Impor-se-á. a mais segura. dentro das exigencias da hermenéutica moderna).) e. abriu os caminhos da sua Fama e da sua Historia. ñas condi?5es aludidas atrás. pois. esse correrá diversa fortuna. antes de todos. confusáo labiríntica de ora^oes e complementos. como paragens da mesma romagem. examinaráo o labor literario de Frutuoso. 5. páginas XLII e sgs. Com um texto inspirador de confian5a (e ninguém ignora que esse é o fundamento. possivelmente. com base no manuscrito original. deste modo. assim. dos mais diversos pontos de vista. Para já.

para o Arquipélago das Canarias. comprova e análise. quando muito. E de aceitar que a informagáo oral. Dr. e esta nao foi incluida— ibidem. a ser certo. as fontes foram: a) «diversos cronistas e autores>. Gaspar Frutuoso percorre caminhos muito mais escorregfadios e difíceis. 43. . total e definitiva. Descobrimento da Ilha da Madeira e Discurso da vida e jeitos dos capitáes da dita Ilha (é possível ver-se urna alusáo a este livro no texto frutuosiano. escrito a seu pedido. b) «algumas cousas que mais pude alcanzar saber lidas e ouvidas». Como nao podia deixar de suceder. aqui. claro está que vamos encontrar aquele capítulo em que Gaspar Frutuoso discorre sobre os falares primeiros dos povos islenhos . págs. Abundante material desde género. que nesta edicao está na pág-ina 3. que apenas cita quatro referencias. linhas 28/29. de modo impressionante quando entra no campo de explicar a origem das cousas. Dentro desta orientagáo de fácil actividade especulativa. procura solucionar. já pela maior facilidade de observa9áo e de arquivos e. 6. escapou á observa^áo do Sr. por urna questáo sentimental.XIV a mais fundamentada. c) «que pude saber da informa^áo de alguns nobres e antigos islenhos». pág. e julgavam-se inteiramente resolvídos problemas. pág. Joáo Franco Machado. segundo o seu depoimento. levaria a palma a qualquer outra. 1. pág. . bordavam-se enredos de filigrana amorosa ou de outra índole. muito morosamente. os mais desenfreados devánelos da imagina9áo: encontravam-se analogías fonéticas. linhas 2/3. cujas díficuldades a Ciencia moderna reconhece e.^por exemplo. pude saber de testemunhas de vista e de ouvida». se serviu do manuscrito de Jerónimo Dias Leite. Xl/xiv). a lenda e a fantasía encontraram ñas suas páginas um acolhimento de fé. com documenta9áo e normas. linhas 33/34. Na verdade. neste caso. ao falar das materias dos Arquipélagos das Canarias. enquanto para o Arquipéiag-o da Madeira. inclusivamente. tratando-se das térras que Ihe foram bergo. d) «o que . pág. de segunda máo. temos na Toponimia. que sempre (até as modernas directrizes da Filología) provocou. da Madeira e do Cabo Verde. Tudo o que sabia sobre eles veio-lhe. já pelo possível conhecimento directo. 61. de maneira especial no que toca ao da conquista espanhola. por toda a parte. linha 15. no tempo dos Reis Católicos. porque isso era a natural consequéncia dos processos de que logrou servir-se. linhas 14 e 15 —o que. sem possibilidade sequer de verifica^io.

nobres e plebeus. ou na perpectiva de o serem. no entanto. descreve-nos curiosos costumes e usangas. uma vez por outra. raptos e batalhas. 11.XV (pág. 10 e em parte da pág. mostra algumas normas da regulamenta^áo da Justina. fala dos templos e dos mosteiros. tem considera^óes sobre a evolugáo da linguagem. dá-nos conta. uma vasta galería. É. Fala-nos dos aspectos verdadeiramente primitivos dos povos anteriores á domina^áo castelhana (moravam em covas e em fumas. nao se esquece (e fá-lo sempre a propósito e ás vezes com sua nota de erotismo) de proclamar a f ormosura das mulheres. em muitos quadros de impressionante realismo. descreve-nos as múltiplas e acidentadas fases da conquista (em que se empenharam nao só aventureiros das na^óes mais diversas. do movimento dos portos. De todas as Ilhas do Arquipélago das Canarias. para cumprir sua missáo e cevar a ansiedade de sangue e de pilhagem. da trágica existencia sobressaltada das populagoes insulares. pelejavam. até certo ponto . e também forjas regulares. nem tudo o que afirma é joio: no final da pág. marinheiros e capitáes. e mesmo assim conn supremacía para a primeira. na verdade. um testemunho. ladróes. que com a astucia). é evidente. pusilanimidade. na sua rudimentarissima arte de guerra. espreitava os mares e as riquezas. em geral. comerciantes. com saliéncia para aquelas de corpo airoso e branco e pele macia de veludo. Enfim. de ataques.). indica algumas especies zoológicas e refere-se á sua utilizagáo na vida prática. saques e roubos da pirataria que. astucia. mais com destreza física. que a Filologia aceita. quando vítimas. jogos e práticas religiosas. mais ou menos planeadas). da prosperidade de industrias. da pastoricia. diante dos nossos olhbs. com voracidade. mais empenhados na pista de escravos que noutro objectivo. corsarios. considera^Ses de ordem geral. cobriam-se de peles de animáis. a secura extreme dos arroios e das térras e. aponta algumas través da administragáo civil e eclesiástica. viviam. frades e sacerdotes. covardia. integradas em expedigóes. uma ben9áo de Deus. ainda que de todas elas trate. sao tres aquelas das quais nos dá maior colheita de pormenores: La Palma. enumera multas especies botánicas e explica o aproveitamento das suas virtudes. Tenerife e Gra Canaria. Reportando-se ao período posterior á dominagáo de Castela. entao. movimentada e colorida. 10 e sgs. denodo. como a do vinho e a do agúcar. a leitura destas páginas faz perpassar. soldados.

e procuramos definir. especialmente para estes trabalhos. uma pequenissima contribui?áo para um futuro Vocabulario de Gaspar Frutuoso. todos os passos seráo hesitantes. alguns daqueles vocábulos que mais interesse nos despertaram. quando nao vulgar. empresa que só será possivel tentar levar a cabo. mais do que na orla do mar). escrever a primeira crónica dos arquipélagos desta banda do Atlántico. duma época distante e atinente a um período pouco documentado. em consequéncia daquele fenómeno do conservantismo de formas de linguagem. entre a gente analfabeta dos campos e das serras (e. com os seus delicados matizes.XVI válido. de qualquer maneira. esclarecer ou revelar. em que se pressente urna intensa agita^áo e um emmaranhado jogo de interesses. Sem essa confianza. de semántica. por exemplo). desde o primeiro instante respigaram-se observagoes e apartamos os respectivos verbetes que. 7. E. com isso. entre estas. inclusivamente. abonámo-las com a frase ou segmento de expressáo. mais lá. facto novamente verificado. e. mais que outro embalador da idiossincracia do ILHÉU— aos seus riscos medonhos. de fonética. E. de sinonimia —tudo com o fim de esclarecer e orientar o Leitor menos apetrechado e familiarizado com os assuntos de linguagem. em punhado. dizer-se: por ocasiáo da correc9áo das provas tipográficas) deu-nos aso a colher. ou melhor: e. mais cá. lembrámo-nos de que algumas dessas palavras. em cuja unidade a significagáo toma corpo e sobressai. Porque se tratava principalmente de um Escritor insular. sem dúvida. ao passar sobre as frases deste Escritor de antanho. se referissem á vida do Mar —esse elemento táo familiar. indicar-lhes a etimología. interessou-nos. aos seus misterios e á esplendorosa aventura humana para o superar. A firmeza da autenticidade do texto é condi^áo sine qaa non. que viveu na última metade do século XVI (1522-1591) e que se propós. juntar-lhes pequeñas observagóes de regencia. em face duma edigáo critica do seu livro. da língua portuguesa do século XVI. Uma vista de olhos pelo nosso texto frutuosiano (poderia. em consequéncia de que a natureza do terreno é arenosa e movediza. A construgáo sintática dos verbos. como dissemos. Dispusemo-las por ordem alfabética. Muito embora se trate de uma nesga de texto (recorde-se que só as suas Saudades da Terra sao constituidas por seis . alcan^ou afortunada fama. as temos ouvido á gente do povo (na Madeira. caso curioso.

foram objecto de anota^áo no Clossário. pescar de cana. costado (35. 1947.16). muré (20.19. BIBLIOGRAFÍA ALBERTO ARTUR SARMENTÓ. 20.17. 1939.17). que nao levam indica9ao de página e linha. 4. deitar o prumo. barco. nao se poderá dizer despiciendos os resultados: alevantar áncora*. fustas. Funchal. 35. de Rodrigo Rodrigues. Esta edigáo do Instituto de Estudios Canarios é urna confluencia de canseiras e de esforgos para urna homenagem ao Escritor Portugués. navio. mar (1. o historiador e o valor da sua obra. com introdu^ao e notas d e j o á o Franco Machado. Fasquias e ripas da Madeira. fazer-se á vela. 12). 39. levar áncoras. nascimento e morte.5. 1947. Elucidario ma- deirense. 8.7/8. com mais curiosidade. 19.3).7. remos (2. 35. embarcando. FERNANDO AUGUSTO DA SILVA. GASPAR FRUTUOSO. o humanista. mar océano (12. 1951. JERÓNIMO DÍAS LEITE. mar do ocidente (1. Ponta Delgada 1922. Descobrimento da Ilha da Madeira e Discurso da vida e feitos dos CapitSes da dita Ilha.. 5. Saudades da Terra.30/31. porto (2. 1940. 2" ed.. galé. . Funchal. se debru§ou sobre os formosos rincóes de térra espanhola que sao as Canarias.13). Pela Historia da Madeira. caravela. Noticia bibliográfica das Saudades da Terra. Livro I. FERNANDO AUGUSTO DA SILVA e CARLOS AZEVEDO DE MENEZES. precedido de um ensaio crítico por Manuel Velho Arruda. Julho de 1963 * As expressóes. Livro IH. 2" ed.XVII volumosos livros). grande mar océano (1. 42. d e j o á o de Simas. a familia. La Laguna. Funchal. 39.8). Saudades da Terra.8/9). mar da navegafáo de Portugal (1.17. que. GASPAR FRUTUOSO. ressacas. Ponta Delgada. ñau.29. banda do mar e banda do sul (35.39). lanchas.15).10). armada (3.18). velas e vlragóes do mar. com dois estudos: Dados biográficos. Coimbra.

CAPS. IX A XX .AS ILHAS CANARIAS (DE «SAUDADES DA TERRA=») LivRO I.

Seniíora. como neste mar houve dois senhores diversos. e nao entendo esta mistura. até que em tempo de El Rei D. que queréis saber de mim nisso. e outras que sao de El-Rei de Portug-al. houve nisso alguma mudan9a. Mas por agora quanto á dúvida délas. E o desengaño. mercé receberei desenganardes-me nesta. como também deixo para contar adiante o descobrimen. E pois em vos se acha o desengaño de 10 muitas dúvidas. sou contente de o dar. o segundo do nome. da maneira que o soube de diversos cronistas. e muito mais para vos. estas Ilhas dos Azores estarem néste grande mar Océano. que me preguntáis. Senhora. e néle mesmo estar a Uha da Madeira e Porto Santo. e autores. táo parto das Canarias. trata em gera! do descobrimento das Canarias e dalgumas coisas délas E querendo eu comegar a contar o que destas Ilhas sabia. como passando por éste mar da navegaíáo de Portugal as mandaram descobrir e povoar.20 to destas duas primeiras Ilhas dos Azores e das sete mais abaixo que desejais saber. que tao obrigada me tendes. Também me faz duvidosa a térra das Antilhas.—O cora9ao (Ihe disse eu) desengañado o tenho para todos.Em que a Verdade. Senhora. Joáo. e das outras que dizeis. e possuem pacificamente os Reis de Gástela. que os legistas e canonistas tem urna regra que diz: <primo occupanti conceditur locus» que quere . 15 e de meu antigo pai que o contava. que depois contare!. me disse ela: —Vejo. Verdade é que os Reis de Portugal tiveram alguns anos a conquista do mar do Ocidente. que sao de El-Rei de Gástela. e logo as Ilhas do Cabo Verde. 5 povoadas de portugueses. respondendo a urna de duas preguntas que Ihe fez a Fama. sabei.

fica pelo mesmo caso senhor déle». nem remos (porque. por um inglés. O que primeiro descobria alg-uma. e escreveu em urna pedra o nome seu e déla. por Ihe serem dadas pelo Papa Glemente sexto natural de Franga. e embarcando-se néle. que aofora chamara Ganárias. E por a amiga vir do mar enjoada.5 10 15 20 25 30 35 dizer: «o primeiro que ocupa e possue algum lug-ar. com os que tinha. foram ter á costa de África sem velas. capitao cartaginense. que fez de diversos descobrimentos) que néste meio tempo fósse a Ilha da Madeira descoberta. que estao cm vinte oito graus desta mesma banda. dizem os cronistas de seu tempo. e ela faleceu de anojada. E segundo isto. que se agora chamam do Gabo Verde. que a multo amava. que Ihe pediu ajuda D. se quería e podia sustentar sua posse. ñ'cava senhor déla. e a ñau com tempo se fez á vela. como claramente veréis nisto que irei dizendo. porque tamanhos principes nao se haviam de mover a esta empresa sem muita certeza. Hesperias e as Gorganas. que dizem Dorcadas. Pedro de Aragao. e temporal do Universo) foi isto determinado e limitado entre os Reis de Portugal e Gástela. Luiz de Lacerda. que alí havia muito grossa. porque nao teve mais que de passada a vista délas. e pós-lha por cabeceira. no ano de mil e trezentos e quarenta e quatro. quando a fortuna a alguém come9a . que vindo de Inglaterra para Espanha com urna mulher furtada. para ir conquistar as llhas Ganárias. partiu de Andaluzia com sua armada contra a costa d'Africa e Guiñé. o quarto. e dizem que éste foi o primeiro que neste caminho e jornada descobriu a llhas Bem •Afortunadas. E ordenando um barco do tronco de uma árvore. reinando D. um Hannó. já naquéle tempo havia muita noticia daquelas llhas por toda Europa. Quatrocentos e quarenta anos antes da vinda de Salvador do Mundo a ele. saiu em térra com alguns da companhia. e além délas outras. E depois da vinda de Gristo Nosso Deus. que se chamava Machim. até que pelo Santo Padre (como senhor que é supremo e logo-tenente de Deus na térra do espiritual. para sua sepultura fez uma ermida de Bom Jesús. Também querem (como escreve o Gapitáo Antonio Galváo no livro. quanto mais em Espanha. e a causa que os alí trouxera. neto de D. Joao de Lacerda. antes de serem dadas as conquistas délas. que está em trinta e dois graus. Machim. foram ter á Ilha com tormenta e surgiram naquéle porto que agora se chama Machico de seu nome tomado. mas nao ficaram suas. Isto se usava antig-amente nos descobrimentos das térras.

a que outros chamam Letencor. e que a Rainha Ihas dera e o ajudara. mas (segundo dizem alguns) descobrindo a Ilha do Porto Santo. sómente Langarote. houveram ¡sto por cousa milagrosa. para um fjdalgo francés seu párente. que a isto a moverá. c pela informagáo que desta Ilha deram éste inglés Machitn e a ñau de sua companhia. mas nao se sabe. a irem descobri-la e a o-ram Canaria. era descobrir a Ilha de Madeira. se foi isto á sua custa. Forteventura. que os acharam. e querem ainda que a principal causa. querem que fossem os primeiros que houvessem vista das Canarias. Henrique terceiro do nome. ainda que de pedra e barro. principalmente andaluzes. como direi adiante. chamado mossem ou mosiur Joáo de Betancurt. E segundo diz Joáo de Barros. com que conservasse o que tinha ganhado. Mas nao pode conquistar a grá Canaria. e por tal os apresentaram ao senhor da térra. e nao a achando. e crónica dos ilustres Gapitais da Ilha da Madeira. e a do Ferro. e os mais que os viram. no ano mil e trezentos e noventa e tres. Henrique terceiro. levando assaz gente e cávalos. os mouros. pelo principe seu filho D. mas por mais verdadeiro tenho. ou (como outros dizem) a do Inferno. segundo outros. que Machim achara. quando particularmente tratar déles. e cativassem canto e cincoenta pessoas. saindo em térra. ou Betencor. Joao (que foi o segundo Rei do nome) como gfovernadora dos reinos. Gomo quer que seja.ser contraria. couros. Catarina. lepuscanos. e saíssem nelas. o que de Machim se conta na historia. E chegado as ilhas. e do descobrimento déla. E ele pela mesma causa os mandou a El-Rei de Gástela. Henrique terceiro. Rubim de Bracamonte Almirante de Franca (que com copia de franceses (dizem que) ajudou a Ei-Rei de Gástela em uma certa guerra. Forteventura e a do Ferro. e comegando contratagáo de escravos. governando a Gastela a Rainha D. biscainhos. se moveram muitos de Franga e Gástela. Outros querem que fósse no ano de mil quatrocentos e cinco. e por éste servido) Ihe pedirá a conquista das Canarias com título de rei. 5 10 15 20 25 30 35 . de tudo o despoja). No ano de mil quatrocentos e dezassete. por achar nela muita resistencia de mais de dez mil homens de peléja. mulher que foi de El-Rei D. reinando em Gástela éste mesmo Reí D. um Mossem Rubem ou. que era naquéle tempo D. foram ter as Canarias. com éste merecimento. se de El-Rei. partindo entáo de Sevilha com boa armada o novo Rei de Canaria. Na de Langarote fez um bom castelo. ganhara Langarote.

dizem que o mataram. cera. Gran Canaria. e vendo D. se tornou. mandou lá El-Rei a um Pero Barba de Campos. Alegranga. por onde cessou esta contenda das Caná30 rias entre os Reis de Portugal e Castela. Roque e a dos Lobos. no ano de mil quatrocentos e t r i n t a e um. outros querem dizer que Mossem Joáo Betancor se fosse a Franga refazer de novo para esta conquista e deixara alí um sobrinho. e provendo o Papa Martinho por bispo destas ilhas a um religioso chamado Frei Mendo. ainda ficavam por conquistar estas. mel. veneziano. perto das Canarias. que elas sao. as quiseram largar até chegarem a direito diante do Papa Eugenio quarto. tirava interésse. visinho de . deu a conquista daquelas Ilhas por senten^a a EI-Rei D. que Ihe dera na Ilha da Madeira. Mas. e depois o Infante largou estas Ilhas á Coroa de Castela pelas ajudas que a Betancort dera. de doze Ilhas. cánfora. Joáo de Castela. como em seu lugar contarei adiante. Henrique. pedindo-lhe que deitasse éste príncipe daquela térra. que se chamava Mossem Menante. morto. e ganhava bom dinheiro o Rei Joao de Betancourt ou Betancor. ou ido a Franca sem mais tornar o Rei Joáo Betencor. vendo isto. o qual (dizem que) com ajuda de alguns 10 Castelhanos conquistou depois a Gomeira. que a santa fé haviam recebido. Inferno. E logo no ano de mil e quatrocentos e vinte foi desco5 berta pelos portugueses a Ilha da Madeira. o qual. por esta causa havendo algumas diferen9as. como ia contando. Fernando o grande gasto. como dito é. ia por capitáo raór déla D. chamado Mossem Menante ou Menaute. Joáo. que daquelas Ilhas mandava a Espanha. sangue de dragáo e outras alg^umas cousas. Fernando de Castro. se aqueixou o Bispo a EI-Rei D. Estando assim o Rei Mossem Joáo Betancor na conquista das Canarias. Santa Clara. E porque. que fazia. nem o Infante D.cévo. e deixara por seu herdeiro um párente chamado Mossem Menante ou Menaute. e como nunca mais de lá viera o párente que nao podia sustentar a guerra venderá as Canarias ao Infante D. 35 comegaram os insulanos a receber a santa fé. Graciosa. No ano de mil quatrocentos e vinte quatro mandou o mesmo Infante fazer uma armada para conquista 20 destas Ilhas Canarias. Mas os castelhanos contam isto doutra 25 maneira: que nem El-Rei de Portugal. fig'os. e como as gentes délas eram belicosas. como direi adiante. Henrique por 15 certa cousa. e segundo outros dizem. urzela. Mas vendendo ElRei Menante por escravos a muitos. sucedeu no Reino das Canarias seu parante. defenderam bem suas casas. Palma.

Fernando o quinto e D. com cujo favor veio em breve tempo ao dominio dos Reis de Castela toda a Ilha. que de sete principáis. restavam de conquistar estas tres (porque as outras estavam em poder de visinhos de Sevilha desde os tempos de El-Rei D. como atrás tenho dito). que a levou a Castela. o primeiro déste nome. E no ano de mil quatrocentos e oitenta e tres. Fernando de Castro. conde de Atouguia. capitáis dextros assim no mar como na térra. filha de El-Rei D. houve de El-Rei D. Fernando quinto e D. ainda que os Reis Católicos D. os quais deram de súbito sobre a Gran Canaria. e surgindo em gran Canaria. seu guarda roupa. em cujos descendentes e de outros visinhos de Sevilha se conservaram até os tempos dos Reis Católicos D. mandou o Infante alguma gente. Joáo segundo. e ele as vendeu depois ao marqués D. nao podia vender o senhorio e jur¡sdÍ9áo. natural de Xarez para conquistar as Canarias. Pedro de Menezes. em a qual achando dois Reis bárbaros. quando casou com a Rainha D. e passados alguns anos desistiu o Infante délas. D. Depois em tempo de El-Rei D. porque reinando éles em Castela no ano de mil quatrocentos setenta e oito. mandaram urna boa armada com Pedro de Vera. vendeu as Ilhas ao mesmo Pero Barba. Duarte de Portugal. Catarina. que duraram tres anos. favoreceram a um. Henrique estas Ilhas de Canaria por doa^áo. para favorecer os canarios que lá ficavam convertidos á fé. que era da Coróa de Castela. E Pero Barba fez o mesmo a um fidalgo de Sevilha chamado Fernáo Peres. que pugnavam sobre o dominio. Joana. fidalg-o. Isabel sua mulher tinham come^ada a guerra de Granada e esperavam a de Navarra. por se entremeter nisso El-Rei de Castela. que Ihe délas fez. e deseobertas. foram notáveis as cousas que os castelhanos fizeram em as conquistas délas. e por capitáo déla Antáo Gon9alves. Mas o doutissimo Joáo de Barros. porque se Maciot venderá a fazenda e térras que tinha aproveitado. mandando com urna boa armada Afonso de Muxica e Pedro de Vera. acometeram outra contra estas ilhas do Océano Atlántico. Henrique o quarto do nome em Castela. a gran Canaria. Tenarife e á de Palma. e o marqués as 5 10 15 20 25 30 35 . Isabel. que elas sao. Martinho de Ataide. com tres náus armadas e por fim El-Rei Menante por concertó e licen^a da Rainha D.Sevilha. dando razóes como Ihe pertenciam. Desta maneira contam esta historia os cronistas castelhanos. no livro primeiro da primeira decada de sua Asia no capítulo doze diz: — que depois de tornar das Canarias D.

. e mandou logfo tomar posse délas por um Diogfo da Silva. como nele se poderá ver. com quem casou um D. Guillen Peraza seu filho. Henrique. direi das sete mais principáis algumas cousas que mais pude alcanzar saber lidas e ouvidas.vendeu ao Infante D. por 5 nome Fernao Peraza. por morte do qual Fernáo Peraza as herdou uma sua fílha. e com Forteventura leste oeste. o que é uma memoria em Portugal dos trabalhos que o Infante D. o qual as comprara a D. Além do que Joáo de Barros no mesmo capítulo escreve dos ritos e costumes dos moradores destas Ilhas. foi D. e demoram da Ilha da Madeira do sul até o sueste desta maneira: a Gran Canaria que está em vinte e oito graus. Fernando. por nome D. Inez Peraza. Diogo García de Herrera (Nota de Velho A m i d a ) . Manrique. na conquista é gfovernan^a délas. Henrique. irmáo de El-Re¡ D. desistiram délas. estando ainda lá por parte do Infante D. posto que o senhorio e jurisdigáo délas fósse trespassado em Gástela na ma25 neira ácima dita. que eram e sao habitadas. ficaram partiveis as Ilhas de Langarote e Forteventura. chamada Ilha dos Lobos. que houve déla. e Forteventura com Langarote está norte-sul tres leguas uma da outra. 20 Joáo da Silva. doze leguas. em quem Maciot Betancor as trespassara por via de doa^ao com procuragao que tinha de seu tio Joáo de Betancor. es10 crituras e provisoes dos Reis de Gástela em confirmagáo das tais compras. em •'meio do qual tempo veio a Portugal um cavaleiro castelhano. por parte de sua mái a condessa tem heranga que Ihe renderá passante de trezentos mil reis. de que hoja é intitulado conde D. estáo quási todas arrumadas de leste-oeste. porquanto ele as tinha comprado a um Guillam de las Casas. e de Langarote ' Alias D. com quem casou Diogo da Silva.^ fidalgfo castelhano. Henrique levou na conquista destas Ilhas. portugués. E vendo Ei-Rei e o Infante sua Justina. em que D. que depois foi conde de Portalegre. demora-lhe o cabo Bo35 jador ao sueste. 30 Estas Ilhas Ganarlas. entre as quais está uma Ilha pequeña dcspovoada. conde de Nebla. Afonso e sobrinho do Infante D. segundo conde de Portalegre. Maria 15 Daiala. mostrando para isso bastantes procura^oes. e que se chamam as Beatas ou Bem Afortunadas. e á quarta do sul. García de Herrera. e porque as Ilhas da Gomeira e Ferro eram feitas em morgfado. e entre os fUhos. pedindo restituigáo délas.

e (como disse) correm-se estas ilhas principáis umas com as outras quási leste-oeste. A Gran Canaria é a principal. e está a Palma em vinte oito graus e meio. Estáo em vinte e oito graus da parte do norte. há nela muitos engenhos de a5ucar. ainda que nao vi carta nenhuma de marear. e da Alegran^a as Ilhetas de Canaria haverá trinta e tres leguas. em que a achasse. os naturais déla se chamam Canarios. e bem povoada. e também leste-oeste com as ilhetas de Canaria. 5 10 15 20 25 30 35 . e a melhor de todas. e vinte e cinco leguas da ilha Canaria. e dalgumas das outras se carrega muita quantidade déle para diversas partes. e de Langarote á Graciosa. está bem povoada e dá muito pao e vinho. e déla á Gomeira sao seis leguas. que navegantes sabem e véern claramente sessenta leguas antes de chegar a ela. que dizem ser urna das cousas mais altas. De Canaria a Tenarife há treze leguas. e éste é o mais perto caminho das Canárias até á costa de térra de mouros. colhe-se ncla muito pao e vinho e mel. e a maior noite outras tantas. Esta Gran Canaria é redonda. Tenarife é outra ilha destas maior de todas. há treze leguas. e canal limpo entre urna e outra. tem una serra que alguns chamam o pico de Teide. tem muito gado. ainda que de Forteventura ao Cabo Bojador. e desta tomaram o nome geral de canarios os habitadores das outras. e sao estas Ilhas de Canaria doze (como disse) contando a do Inferno. nao por ser maior em quantidade. e da Ilha de Canaria trinta leguas. Distam de Espanha duzentas leguas. ainda que tenham também seus particulares nomes. os naturais déla se chamam Gauches. que faz como praga no cume déla. mas sete sao as descohertas e mais principáis. De Canaria á Palma sao trinta leguas.á Alegranga serao duas leguas. do Duque de Maqueda. se veem todas as outras Ilhas e parece cada urna délas un hairro pequeño. que é um canal entre ambas. e outros de Tereira. que está na Bcrberia. com estar algumas distantes mais de cincuenta leguas. a qual Gomeira está em vinte oito graus menos um quarto. e da costa de África dezasete. e por isso tem o nome de grande. por haver nela grandes cáis. por particular mcrce de Sua Majestade. e está a ilha do Ferro em vinte e sete graus e dois tergos. quando o mar está em calma. e da Gomeira ao Ferro há seis leguas. e desta. e ter outras tantas de circuito. a qual Tenerife está em vinte e oito graus e um ter^o. que é térra despovoada. como diz Joao de Barros. porserem muito enrochadores. haverá meia legua sómente. e de um ferreiro. Tem o maior dia treze horas.

a qual cai em um tanque. que vieram em ajuda de sua conquista acharam e fundiram ferro nela. por livrar um seu filho da morte. pelo muito enxofre que nela se acha. com nüo nevar jamáis em todas agüelas ilhas circunstantes. como há muitos na Ilha de Te35 narife. que parece escoria de ferro. mas tém muito gado cabrum. sem esperar por barco. que se chamam Ferrenhos. do qual se fazem muitos. Forteventura que é mais comprida. estes nao tem agua de rio. Esta árvore nunca envelhece. e bons queijos. e dalí estila continuamente agua pelas folhas. parecem uma s6 folha farpada. e dizem que tem as folhas quási como maneira de tres folhas de silva miudas. mas uma árvore grande perto do lugar em um alto. como um quarto de legua. do pao branco. os gados se mantém com ramos e erva verde. que já alguns biscainhos. e rijeza e cortar. mas sempre está em um ser. A Gomeira é boa liha.8 a qual é verde no pé e sempre nevada no meio até o S. estao mui juntas uma da outra. Joáo. de que levam a Espanha grande copia. que há nesta Ilha de Sao Miguel. E dali até ao fim de Agosto podem subir a cía. a que ia condenado por justiga. e ainda mais forte e rijo. sobre a qual se assenta uma névoa pela manhá. estes se chamam Gomeiros. mas nao o é. havendo nela muita o 5 restante do ano. Dizem que se quer parecer com o almástico. A Palma é pequeña. O Ferro tem 20 um lugar de poucos visinhos. com suas folhas verdes. e Langarote sao duas Ilhas algum tanto despovoadas. e a costa fragosa da mesma maneira. nem cresce. e as árvores sao ásperas e ferrenhas. nem pogos. está com nevé. há nela muito gfado. e é boa agua. á maneira de nuve branca mui clara. os naturais déla se chamam palmeiros. porque há nela pedras que parecem ferro. e déla bebem os homens e os animáis. . como a Ilha Gomeira. nem fonte. e é rasa e fumosa a tempos no alto. 15 E contam que uma mulher islenha nadou éste espago de Forteventura a Langarote. que todas tres. de um Rei chamado Gomeiro ou Gomauro. nao se¡ por que razáo. o almástico tem o parecer. os moradores déla se chamam Maforeiros. dizem. 30 tem além disto algumas cisternas em que recolhem agua para as bestas e para seu servigo. e as vezes cinco juntas. por ter a Ilha multas palmas. como rócio. é Ilha pequeña e toda 25 frag^osa. tem grande abun10 dancia de gado e pao e vinho e acucar e muita urzela. que dá almecega. levando provisao e perdáo do governador que entáo estava em Forteventura.

semeavam cevada sem nada. e sao pretas á maneira de azeviche). um chamado teimaste. Comiam gofio de cevada torrada. nao usavam de pao nem de vestido. leite e carne de cabras. e agora. os trajos feitos destas peles chamam tamarcos. ferro. que eram de muito esfórgo. alevantando as máos ao Céu. Rei de Gástela. que é rijo. assada e cozida. Senhora. com as quais. porque todas estas Ilhas estáo povoadas já de gente de Espanha e doutras partes. guerra mui rija com estes canarios. natural do Xarez. que cada dia rociavam com leite de cabras. as davam a seus senhores por grande honra e por outra razao que dá Joáo de Barros. Tinham seus oratorios. bodes e cabras. e outro tabaiba (de que se faz o visgo) que é brando. por nao ter fogo. a que chamavam animáis santos. os quais ainda nao tinham armas. 5 10 15 20 25 30 35 . letras e bestas de cárrega para seu servigo. no ano de mil e quatrocentos e oitenta e tres. cada ilha a sua. que havia na térra. lavrando a térra com cornos de bois. Antes disso. algumas cousas que particularmente pude saber de cada urna délas. dizendo primeiro o que se diz da variedade de suas linguagens. que agU9avam com as mesmas pedras tubonas. depois que o tiveram ou inventaram fazer com dois paus. como com dardos. Comiam raizas de ervas. casavam-se com multas mulheres. Tinham também sua linguagem bárbara. Contare!. cozidas com córrelas do próprio couro e com sovelas de osso. porque eram todos mui valentes e desenvoltos. que agugavam com pedras mui ag^udas (as pedras se chamam tubonas. passavam as adargas e escudos. de ovelhas. Há nestas Ilhas uns pássaros que chamam canarios. teve Pero de Vera. e por esta razao foram bons de converter a nossa fé. E de todos éles ficaram muito poucos. Fernando. cortidas com casca de pinho. e algum trigo. e também atiravam pedras com muito grande fórga. sómente se cobriam com peles de animáis de cabras. e ficava o couro cortido délas á maneira de baio. mas por fim foram vencidos e reduzidos a sujeigáb de Espanha e ao culto divino. rogando um no outro. e primeiro que as conhecessem. com que se entendiam. porque nao tinham ídolos. que era o que mais Ihe importava. Careciam de fogo. Tinham casas de ramos e covas onde moravam. e frutas de árvores e alguns querem dizer que também comiam a carne crua. e colhiam muito fruto. usavam de varas. Adoravam a um só Deus.Quando foram depois conquistadas estas Canarias (como tenho dito) pelos espanhois em tempe do católico D. cavaleiro. que em Espanha sao de muitos estimados.

ou povos seus subditos. por se éles dividirem uns dos outros em 25 diversas ilhas. que sem trazerem estes Canarios as línguas cortadas. Também pode ser. que naqué'. a povoar aquelas sete Ilhas desertas. 5 os quais saíndo pelo estreito de Gibaltar. foram ter as Canarias. ou os seus descendentes. cortando as línguas a muitos. com que se entendiam. como agora tém. e déstes Cartagineses se povoaram. E por isso cada uma destas Ilhas tinha a sua 10 diferente das outras. Também se diz nestas Ilhas Canarias. Ihe mandaria cortar parte das línguas. e em uma mesma Ilha se achavam também diferentes linguagens em diversas partes déla. ou delito. cortou o discurso do tempo (que tudo muda) e mudou a primeira linguagem. e como nao tinham línguas inteiras com que falassem. e em varios lugares de cada uma délas. e há esta presungao. por castigo de alguma rebeliao. e vencendo-os nela. com as línguas cortadas. Dizem que fazendo guerra os Romanos aos de Cartag-o. e os deitaria fora de sua térra em embarcagóes. em diferentes e diversas. e assim varia- . onde em diversos lugares desembarcaram. com que os alvoro^os e amotinagoes se fazem.Do que se diz das linguagens de todas estas Ilhas Canarias Já disse que tinham os moradores destas Ilhas de Caníiria sua linguag-em bárbara. novas linguagens.e tempo estavam desertas. donde vieram ter as Canarias. e em cada uma délas 20 inventaram os sem línguas. cada Ilha a sua. os puseram em navios no mar. que algum Rei daquela parte de Berbería a elas mais chegada vizinha com algum nojo 15 que teria de alguns seus vassalos. seus filhos e descendentes inventaram cada um na Ilha que habitavam nova linguagem. que éles de principio falavam.

e que foi natural de Cáliz de Espanha. Ihe respondeu Antáo Delgado. ou por ventura seus subditos. que com os olhos viram. porque se foram daí. nao mudaram alguns costumes de sua térra. aquéle insigne e notável Imperador de Roma. Mas com todas estas razoes sobreditas nada disto afirmo. que donde podiam proceder senáo dessa Berbería. e a mesma língua. morador que foi no lugar de Rabo de Peixe. que nao podia isso ser. dizendo. e parece. ñlho de Antáo Martins da casta dos Monizes desta ilha de Sao Miguel. pois os canarios toda a maneira tinham dos mouros em seus costumes. E parece isto ser assim pela razáo. Dizem que era éste Imperador Trajano grao filósofo. os quais por serem 5 10 15 20 25 30 35 . nao havia ainda a seita de Mafámede. e usam de gofio como mouros. que agora tem os mouros. a de Canaria. deseobertas e achadas por seu grande saber e industria. Ihe foi dito. urna das sete llhas Canarias. o qual. e. passando a liha de Tenarife. sorrindo-se. e mandando fazer gente de guerra para ajuntar grande exército contra seus inimigos. porque eu entendo tres línguas. E ainda que os canarios tinham variedade. convém a saber. a de Tenarife e a de Gomeira. que todos traziam juntamente. que deu um André Martins. Ao que Antáo Delgado respondeu. que bem parecía isto ser assim. que havia certa nagáo de gente belicosa e usada ñas armas perto de seu Imperio. porque tém suas moendas de máo. porque outros afirmam que estas llhas de Canaria tem muito antigo principio. parece. suas linguagens quási todas tém um modo da dos mouros. e havendo lá residido muitos anos. e lá entre si costumavam. astrólogo e matemático. e povoadas por seu mandado. que ainda que mudaram a linguagem que traziam de principio. E André Martins Ihe replicou.11 ram as ling^uagens pelo muito número dos anos corromper a primeira língua antiga. e foram já em tempo de Trajano. tiveram a lei. homem nobre e honrado. termo da Vila da Ribeira Grande desta mesma Ilha. e todas váo quási parecendo a linguagem dos mouros. tendo particular amizade com um homem honrado canario. preguntando-lhe se tinha disso alguma noticia. que se chamava Antáo Delgado. E disse mais Antáo Delgado. para que se haja de ter por certo. espantando-se de nao terem memoria os naturais daquelas llhas donde procederam. e seita dos mouros. que estava ali táo perto. natural de Gran Canaria. que naquele tempo em que os moradores destas llhas Canarias vieram aqui ter da térra da África. o qual governando o Imperio.

pelos extinguir. mais que outra nagáo. e mulheres e mogos e os que nao pudessem tomar armas. e que sempre ficaram sem castigo. que havidos em seu exército. Agora já tém perdido estes islenhos a constelagao ou inclinagáo de mudáveis. e exércitos de alguns seus antecessores. como os mais polidos castelhanos de Espanha. ainda 35 que na policía e trajos do vestido sao já agora quási todos táo Gustosos. reservando vivos sómente os vélhos. 15 dando regimentó. os duma nao entendiam a linguagem das outras. e devotos de Nossa Senhora. moram ñas cavernas da térra e covas e furnas das rochas. que a todos matassem. saltam. navegassem nao muito longe da Costa de África direito au Sudoeste. Sabido isto por Trajano. porque todos sao mui valentes e animosos destros e ligeiros em todos os 25 exercícios de guerra. que 5 fazem alguns tudescos. As mulheres sao pela maior parte limpas. como dizem. e que a certos graus achariam as sete ilhas bemafortunadas. que os exércitos estao a ponto de se romper. Sao dados a criagóes de gado. e sao firmes na amizade. O que parece ser assim. mandando a seus capitais. ainda que seja a tempo. . Trazidos diante dele os mandou levar em navios. e nelas deitassem aquela gente sem línguas. repartindo em cada Ilha certo número deles. polidas. e para que os que déles sucedessem. sao afabiles. indo-se para quem mais sóido ihes dá. mas nao dados a vinho. que era serem muito mudáveis. usassem os tais de sua má inclinagáo. lougás e de rara formosura. em todas estas sete ilhas. ainda que nos costumes eram. se podia haver com éles gram victoria. e nao buscando curiosidade de cagas. pelejavam a pé táo esforzadamente. e costume. e apartar de seu 20 mau nascimento. porque. 10 por onde nao pudessem executar sua malicia. correm. pelo que se haviam causado já mui notáveis danos em outros encontros semelhantes. nao soubessem dar conta de seu principio. lutam e tiram funda e langa. ordenou um meio. nem causar algum daño sua mudanza ou cubÍ9a. pelo qual muitos dos conquistadores. que prometem. e sao semelhantes. mas que arreceavam.12 montanheses. ou quási todos. éles e elas. e facéis de tornar atrás. que entrados no Mar Océano. se casaram nestas Ilhas e nao tornaram a 30 Espanha solteiros. onde os deixassem. e na religiáo crista. alegres e amigos de banquetes. e cortadas as línguas Ihos trouxessem.

com que casam seus filhos e filhas. e outro em Oliva. Fernando e D. e outro principal sobre estes dois tinha mais dentro da Ilha sua estancia. creado dos Reis Católicos D. e já sao liados com os espanhóis. e trazem multa presa déles. a houveram os espanhóis em pouco tempo e sem muito daño. com quem tém grande trato e comercio. Oliva. como os de Gram Canaria. o Porto e Curralejo. mas como a térra é mui descoberta. que dizia ser povoada por Forteventura. tirando Langarote. tem quatro povoagóes pequenas. Sao leáis a portugueses e a castelhanos. ainda que é a maior ilha de todas. aonde váo fazer muitos saltos. Os moradores sao criadores de gado miudo e de camelos. por causa do vinho e mel de canas. que estáo povoadas. que 5 10 15 20 25 . e inimigos de mouros de Berberia. Tem esta Ilha quarenta leguas em circuito. E tem éste neme. um fóra do Curralejo á banda de Berberia. por se achar nela urna escritura em pedra. de que pudessem fazer algum modo de armas. Os islenhos e islenhas sao grandes de estatura. ainda que com os gados e com suas fundas se defenderam aiguns. foram facéis de ganhar. mas nao é frutífera por ser pedregosa a maior parte déla. bem dispostos e direitos. e as mais Ilhas. Tinha esta Ilha tres Reis. a Vila. que vendem para a Ilha da Madeira. E por nao terem árvores. Isabel.De algumas cousas que outros dizem das duas Ilhas Forteventura e Langarote Das Sete Ilhas de Canaria. dizem aiguns que a chamada Forteventura foi a primeira conquistada. que está tres leguas do porto de Roque. porque guardam bem o rosto do sol e do ar. quási morenos. E que a conquistou um Saiavedra. e elas alvas e formosas.

e ligeiro antes de ser casado. 5 10 15 20 25 30 35 . pelo que sao frescos e gordos. Bartolomeu. o Rio do Ouro que chamam Arguim. S. e muito membrudos. Afonso de Lugo. e como eram valorosos. chamado Nuno Ferreira. A Ilha de Langarote dizem tcr este nome por o Rei principal déla ser assim chamado. e está muito perto déla a oesnorocstc. que há mui poucos. o que fazia ' Está escrito aoesnoroeste. que a elas está chegada e vizinha. portugués. como agora direi. Dizem alguns que foi tomada esta ilha dia de S. Filipe e Santiago. e Nuno Ferreira por seus ajudadores.14 Ihes levam por ser perto. Sao g'randes comedores de carne de res miuda. como é Cabo Branco. ligeiros e fortes. comegou a dar-se a fazer saltos em Berberia. Vendo-se éste senhor D. Dizem que foi conquistada logo depois de Forteventura. Agostinho de Herrera. Agostinho de Herrera. é quási táo grande. Teide. o qual conde em sua mocidade foi mui dado a estas entradas e saltos em Berberia. também por outro capitao criado da casa dos Reis Católicos já ditos. detiveram-se os conquistadores pouco cm sua conquista. E outros dizem que deraní os Reis Católicos a conquista e descobrimento destas Ilhas de Canaria a um fidalgo de sua casa chamado D. como na de Forteventura. Tem esta Ilha duas povoagoes mediocres: a Vila e Faria. genro de Pero da Ponte de Tenarife. porque este é seu oficio. mas depois Ihe custou caro a ele e a toda sua Ilha. dar-lhes cargo de semelhante empresa. e outros lugares. por razáo de se darem de principio muito as entradas e saltos contra os alarves da Berberia. e bem podia ser virem dois Saiavedra. por ser térra descoberta de arvoredo. bebem o leite de cabras. e Conde destas duas Ilhas D. ou D. muito párente do Conde da Castanheira. mancebo bem disposto de grandes forjas. E agora condado. Luiz de Lugo. Os islenhos destas duas ilhas se chamam mahoreros. Entre os moradores de!a há fidalgos dos Perdemos e Saiavedras e de outros apclidos.' a maior parte infrutifera. Sao tao misturados com os da Berberia. e com tal morgado e bons subditos e parentes do mesmo esfórgo e altos espirites. porque sua principal igreja é destes apostólos. como Forteventura. Comem mais g-ofio que outro pao. que em nossa linguagem quera dizer criadores de gados. que nao tenham alguma cousa de mouriscos. com que enriqueceu muito. e de ovelhas por agua.

se Ihe dessem sómente o Conde. que. senáo por um feito que dizem cometer 35 éste Senhor com uma mulher de um seu vassalo.25 ram tao fiéis seus vassalos. nem fustas de mouros á sua Ilha. onde havia mouros de guar5 nigao e polidos (porque estes xilmeiros sao pobres criadores e pastores de vacas em aquela térra cha e arenisca. quási a todos os moradores prenderam. por nao serem até ali os inimiqfos déles salteados. ou chocas. como os de Argel ou seus semelhantes. deram muitas vezes a pag-a aos de Langarote e aos de Tenarife. até que chegou noticia. alvares e berberiscos pela térra dentro. 30 Pelo grande desejo que estes infieis mostraram de haver á sua máo o Conde e a Condessa. onde com suas mulheres e filhos fazem sua morada. ou nove.15 tanto a seu salvo. e a outros corsarios turcos. ainda que se eré que muitos sabiam o lugar onde ele estava. Agostinho de Herrera com seus vassalos sem sobressalto nem receio de chegarem gales. ricos e versados na Sfuerra. e campiñas cobertas de urna mata baixa povoada de uns aduares. sendo ela muito formosa e recolhida. correndo a fama de tantos saltos e entradas que o dito D. E estando D. da freqüéncia das entradas e do daño que déle haviam recebido os ditos alarves. Do qual feito se vé estar já mudada. e fo. cativaram e roubaram. o qual indo negociar algumas cousas a uma das outras Ilhas e deixando sua mulher e filhos pequeños em Tenarife. deram na 20 dita Ilha sobre éles sete ou oito fustas bem apercebidas e armadas. nem pela industria dos mouros. natural de Tenarife. niataram. se suspeitou e afirmam que nao eram estes turcos alí vindos pela causa que atrás disse. posto que os mouros ou turcos Ihe prometiam soltar-lhe a presa e cativos. no ano de mil quinhentos sessenta e oito. e entrando na térra. como em seu lugar direi. estes alarves. Desta continua§áo déste Conde se vieram apelidar e avisar os xilmeiros. ou extinguida neles a mudanga de seus predecessores. que quási nao havia quem Iho estorvasse. Aorostinho de Herrera com os seus Ihe fazia. que foi uma grande magua e maior perda. dados a buscar junto da costa ambre de baleias) e como os mouros 10 de dentro da térra sao destros de cávalo. O conde e sua mulher escaparam como milagrosamente escondidos em urnas covas. e viverem em seus aduares sem alíjum sobresalto. E nao podendo sofrer tantas afrontas e perdas (parece que 15 para ter melhor vinganga) se socorreram ao Turco de Larache. dizem que entrou o dito Senhor em . levando consigo mulheres e meninos. jamáis puderam acabar isto com éles.

Faz-se sal nestas ilhas muito alvo. Dissimuiando ele esta injuria e consolando-a. como era homem de grande espirito. e para a saúde de bons ares. e. onde vendeu a fazenda que lá tinha. dando-se tanta pressa na defensáo. dos quais nao se soube mais que dizer o mestre depois que jurara éste homem de nao descansar até nao haver á sua máo o dito D. e táo dessemelhada. e tenham em um monte alto perto da vila uma torre 30 para vigia. Vindo o marido desta mulher e achando-a triste e coberta de dó chorosa. com que ficou 20 táo destruida que aínda até hoje nao está restaurada. que quási a nao conhecia. que é um lugar de criadores pequeño dis25 tante legua e meia da vila. fazem também bons queijos.16 sua casa contra sua vontade. e já fizeram render muito maior número de franceses corsarios. se em África nao pudesse ser socorrido do Turquinho e de outros corsarios. preguntando a causa de táo estranha mudanga. E finalmente térra belicosa. Ihe contou ela sua desaven5 tura. como está a vila do Porto dos Arrifes quási legua e meia. nem em nenhuma das outras. Agostinho de Herréis ra. e com os franceses duas ou tres vezes que na térra quiseram entrar. por nao poder aguardar sua forte 35 e apressurada resistencia. por ser térra pobre só de criagoes de gado miudo e de camelos. sao de grande esfór50. e tornando a Langarote. como os de Forteventura seus vizinhos. nem se viu. fazendo pouco caso desta ofensa. dizendo que os senhores das térras tinham g-rande poder sobre seus vassalos. Do caso atrás contado da destruigáo que os mouros ou turcos fizeram na térra os regentes e ouvidores de Gram Canaria quiseram . logo se apercebem e defendem com ánimo valente. apartados do porto. para que com suas fustas viessem a Langarote e o vingassem. que por 10 todos eram oito pessoas. pelo que se eré trazer éste os turcos a esta liha e nela fazer o destrogo já contado. e para isto se passaria a Turquia. fez por fórga navegar ao mestre para Larache. em descobrindo navios. como mostraram no triste sucesso dos turcos. sao as salinas do Conde. váo a elas por Faria. deitou fama que se mudava a Tenarife. onde desembarcoi! com os sete de sua casa. em que nao deixaram cousa que alguma cousa valesse. A gente é mui afabil. peste. e ainda que sao poucos. nem se soube em algum tempo haver nela. sao destros a cávalo. E embarcando-se ele e sua mulher e filhos com alguns parentes. porque. se partiu para Tenarife. que os franceses caíam vivos no mar e se afogavam a montes.

E aparecendo diante déles. e povo se pos no campo. que estando escondidas em urna cova a mulher e uma filha do Conde. o qual se partlu para a Corte. parece que escrito pela máo do autor (Nota de Bernardo Rodrigues). . levando-lhe isto em conta. por do caso da mulher deshonrada nao se achar bastante prova. e. Saiavedras. levando sámente as trezentas almas cativas e muito despojo. se foram. depois de andarem os mouros alguns dias na térra. e foram cativas com toda a gente de sua casa que resgataram por dezassete mil cruzados. que déle se diz. sujeitos á gran Canaria. de que todos os islenhos sao mui devotos. Cré-se que Iho proibiram.^ Há nesta Ilha fidalgos Perdomos. as descobriu uma moura. g-ente de muito lustro. Cifontes. e. querendo antes dar a conta disto a Sua Majestade. e que pela defensáo da iiha. sendo remetido ao Regente e ouvidores. foi Deus servido de o livrar. e táo descontentes. mas nao foi ouvido. sem fazer mais entradas em Berbería.17 tomar conhecimento. ou (o que é mais para crer) por estar inocente neste caso. e ele e a Condessa ficarem roubados de toda sua fazenda. e milagrrosamente escapou dos inimig-os. e foi tornado e reduzido a seu estado. encomendando-se a Nossa Senhora da Candelaria. 5 10 15 20 25 ' Em entrelinhas. como muito animoso. tem uma igreja paroquial bem ornada. Herreras e Betencores. mandando por ante si chamar ao Conde. No ano de mil e quinhentos e oitenta e seis (1586) dizem que vieram sete gales de mouros a esta Ilha de Langarote e cativaram até trezentas almas. e outra filha solteira indo fugindo ao longo do mar se acolheu em um barco para a Ilha de Canaria. como todas as mais Ilhas destas sete. e outras duas ou tres ermidas.

queijos e outros frutos que em todas as mais délas há. E diocese e cabe9a de todo o Bispado. os quais julgam e sentenceiam e executam os governadores de cada urna délas. é de quarenta leguas em circuito. Tenarife e Gran Canaria. chamada Gram Canaria Dizem alguns que a Ilha chamada Gram Canaria foi a terceira que depois de Forteventura e Langarote se conquistou. por haver nestas ilhas um continuo trato e comercio de diversas nagóes por causa dos bons adúcares e vinhos. pois D. Palma. duramente puderam também ofender aos espanhois. senáo os crimes. ou D. onde váo ter todas as casos e negocios de todas as outras ilhas. Luiz. e desembargo de tres ouvidores seculares e Regente. tinha cinco ou seis Reis. que. tresladando a ala a cadeira da de Langarote. E o mesmo tem cada urna das outras Ilhas. e as outras couberam a diversos capitais. com os necessários oficiáis do Santo Oficio. nao conquistou mais das tres. de 5 10 15 20 25 . e dista délas vinte leguas.De algumas cousas da Ilha. que Carlos quinto felicissimo Imperador mandou á dita Ilha para destruigao de quaisquer heresias ou cismas que houvesse. defendendo-se. pouco mais ou menos. como fica tocado atrás. e usavam de armas de pau lavradas com pedras queimadas e tostadas ao fogo. breu. porque nesta Gram Canaria há por si só governador que tem jurisdi^áo de barago e cútelo. onde dizem que primeiro esteve. onde reside o tribunal e audiencia real. defenderam-se os islenhos muitos dias. alta e grossa. demorando-lhe a loessudoeste. cuja cidade das Palmas foi erigida em episcopal de todas sete. foi esta Ilha a mais dificultosa de conquistar de todas elas. onde tem assento a Santa Inquisigao. cabera e metrópele de todas as sete. Afonso de Lugo. las. como adiante se dirá. quási redonda. em tanta abundancia e com tal artificio agujadas.

E executa-se com tanto rigor a justiga no crime corao na corte de Sua Majestade. por serem bravos contra quem nao é seu dono. tem outras duas ou tres paróquias e dois Mosteiros de Franciscos e Dominicos bem ornados. No cabo déste porto há umas estaiagens. ainda hoje em día. antecessor do que agora é. E dali até estes nossos tempos foi sempre em crescimento e aumento de todas as cousas e grande comercio. sete ou oito contos. e de obra e traga rriui custosa. Joáo de Padilha. está a Igreja Catedral situada em uma grande praga. O porto da banda de leste corre em praia quási uma legua norte e sul. e mais e menos. principal cabera. pela boa ordem que há na defensáo e armas. dois contos. no qual comprimento estáo a lugares baluartes e fortes bem artilhados. que sogigam a fortissimos touros. e. A principal e última peleja foi em Guimar. e sao os moradores de sua condigáo belicosos e destros. como os espanhóis a acharara disposta e fértil. aplicando-lhe todos os frutos necessários á vida humana. bem assentada e situada com urna igreja catedral grande e rica. com grande dificuldade e trabalho foram vencidos. e de tal presa. o Inquisidor. de todas as outras. onde está uma fortaleza bem situada. o Bispo. a cuitivaram tanto. tinha mais de mil e quinhentos cruzados de renda. porque. que a cidade proveu para remedio e colheita de estrangeiros e navegantes. sera ninguéra ousar de Ihos tomar. que terá de subida quási meia legua e raais largura. onde há um formoso chafariz. que levam na boca cestos de carne dos a^ougues e outras cousas. Tem esta llha estas povoa^oes: a cidade de Santa Ana. donde se cometa uma ladeira para o norte. esta Cidade de Santa Ana (que tem éste nome por ser ganhada a ilha néste dia) é de tudo bem bastecida. há alguns maiores que lobos. servida com muitas dignidades e cónegos de grossas prebendas. no fim a qual da parte de oeste para a banda 10 15 20 25 30 35 . ainda que outros dizem que em Arucas. Chama-se Gram Canaria (como tenho dito) por razáo dos grandes cáis que acharara nela. e por curiosidade dos mestres se tornara táo domésticos. e de grossos mercadores que tratara quarenta e cinqüenta mil cruzados. onde tera muitas bandeiras.19 que finalmente. ainda que muitas vezes cometida. da cidade até uns ilheus. que sempre será cabe?a. O Daiáo D. cora que traz grande casa. nunca foi de contrarios entrada. que terá mais de tres mil vizinhos. tomados e desbaratados. sao brancos e malhados. como agora e. com o que é nestas Ilhas cada um senhor do que tem.

Parte esta cidade uma grota que traz em tempo de chuvas garande ánchente. e dizem os moradores ser melhor. com que uns e outros dáo muito proveito á térra. fértil. porque em maio se vendem uvas na pra^a. nem chove. ao sul. Sómente á banda do sudoeste. pelo que estas ilhas nao sao húmidas. estáTelde. e dá de proveito a seu dono mais de quinze mil cruzados. como ao redor da cidade. por haver ao lado déle um cascalho que da térra sai táo branco e crespo que parece confeitos. Tem aqui um Pero Seiráo um engenho onde mantém seis meses do ano mais de cento e cinqüenta homens. muito nem multas vezes neias. ainda que nao se viu nunca sair tanto de madre que faga daño. e nos carretes do. Desta cidade. nenhum dos quais abaixa de safra de seis. De Telde váo a Guia. Néste porto se abrigam os navios quando venta leste e Íes-sueste. mas os islenhos sao mais dados a criar gado. figos e bébaras e meloes. se os homens se sabem reger. que quere competir com o da Ilha da Madeira.20 de Tenerife está outro porto que chamam o Confeital. que nao há palmo de térra que nao esteja plantado e cultivado para todo género de frutos. distancia de duas lég^uas. de meado abril. de mui alvo adúcar. em que se faz adúcar. onde há também povoagóes e fazendas de agúcar. até que vaze mais a maré. Servem-se nesta cidade. e por estar parto do dos llheus se encontram os mares e ressacas em ág'uas vivas e quási continuamente. e ainda das febres dizem ser causa estar esta ilha e outras perto do mais quente de Berbería para a parte do rio de Teide [?] e Sam Bartolomeu. abundante e sádia. e enriquecem o povo de Telde. tanto que alg'umas vezes ag'uardam para passar os que váo da cidade ás ditas estalag^ens ou pousadas. nobre povoagao onde há dois ou tres engenhos de adúcar da g-ente da térra que sao disto grandes lavradores e de vinhas e alg'odoes. haverá em toda a ilha até vinte e quatro engenhos de afúcar.porto de camelos. mas nao há outras enfermidades. pela qual causa se chamam os ilheus ou ilhetas. é témpora de frutos. de que alguns morrem. e a Guimar e Arucas. vila em que também há outros engenhos. 5 10 15 20 25 30 35 . pelo que é táo frequentada de diversas nagoes e táo rica. dáo febres. tudo táo bom e maduro como em Espanha no estio e outono. sete mil arrobas. que é mui torrada do Sol. que há muitos na Ilha. vila de até quinhentos vizinhos. por causa dos engenhos. que tem outros. Os espanhóis alí moradores sao táo benfeitores.

Migue!. onde agora está situada a cidade da Alagoa. todavía se acolheram á serra. de um de sete. Chegando o adiantado a ela. ou nove Reinos. os esperaram em um 5 10 15 20 25 . trabalhosa e dificultosa de ganhar. Dizem que quando a conquistou o primeiro adiantado (que dizem ser D. que todas as outras ilhas. que agora se chama Orotava (que está quatro leguas do campo. Mas os naturais da ilha. e assentando seu arraial. como entre estas ilhas dos Agores a mais rica e principal é esta ilha de S.De algumas cousas da Ilha chamada Tenerife A ilha de Tenerife dizem que foi a quarta conquistada e é logo a segunda Ilha depois da Gram Canaria mais principal de todas as outras. onde agora está a cidade). e tomando-lhe seus gados. que entre si traziam. que é de muitos pinhais e outras árvores de diversas maneiras. que ali váo ter em diversos tempos. e cativar os moradores. por ser a gente déla muito belicosa e exercitada em guerras. como homens mui ligeiros e desenvoltos. que é uma legua de porto <Je mar pela térra dentro costa arriba da banda do oriente. que havia na mesma ilha. armadas e navegagoes. pois ela rende só mais que todas as outras juntas. donde partiram. onde está uma fortaleza. se tornaram os espanhóis. quis um dia fazer um salto sobre um lugar grande. em cujo porto está uma freguesia de Santa Cruz. que eram. e conquistando a térra o mesmo adiantado. Luiz) foi a mais rija. o é também por a razáo das escalas. e tomando-os de sobressalto. foram sobre ele para Ihe tomar seus gados. ainda que a Palma o seja ñas escalas das armadas e navegagoes. vindo por riba pela serra. mas a Ilha Terceira além de ser mais principal por ser a cabega do Bispado.

conhecendo a verdade. e dando modorra nos naturais de Tenerife. que tornou a Espanha. a foi vencendo e ganhando. e ainda agora se chama. outros nove. Há nesta ilha de Tenerife urnas árvores baixas como murteiras. porque as mulheres beneficiavam a térra. se chamou. 25 e resistiram mais que nenhuns de todas as outras ilhas de Canaria. por serem homens fragueiros e valentes. que ali houve nesta batalha. aquéle lugar a Matanga. por onde daquela só ilha traziam canarios cativos. foram e sao muí obedientes e bons cristáos. Mas depois os mesmos naturais de Tenerife. Mas foram vencidos. o pau das quais é aromático e cheira bem. que eram nela. e sempre ficaram Senhores de sua térra. e estas langas com as pontas feitas e tostadas no fogo. prometendo-lhes dadas e repartigóes de térras na própria ilha de Tenerife depois da guerra acabada. o viraram sobre os espanhóis. vindo depois o tem20 po de mais necessidade. e ficou sua gente muito desbaratada. que chamam Icnhonoe. porque era ilha muito fragosa. e morreu muita gente de ambas as partes. que mais fácilmente se renderam. e nao das outras. já convertidos e pacíficos. uns dizem sete. esta foi a causa. e os homens sempre andavam em guerra entre si. uns reinos com os 35 outros. e que lá o favoreceu o Duque de Medina com oito centos homens. sem mais outro ferro á maneira de azao^aias. e de caminho levou consigo 15 muita gente dos naturais de Gram Canaria. e faziam suas lavouras de cevada para seu gofio. Vendo-se o adiantado desbaratado de gente. do cerne do qual queimado se faz o breu. os cativaram. com que os meteram em muito aperto. falando a sua linguag-em ao gado. Nesta guerra dizem que quebraram um olho ao adiantado. Dizem que 30 se estes ganches foram concordes uns com outros. alembrando-se seus filhos e netos e mais descendentes das promessas feitas a seus ante-passados.22 lugar. que é um pau de pinho. nem das térras. e como os mesmos canarios naquéle tempo nao faziam tanta conta das dadas. nunca os puderam vencer. Indo o adiantado com esta gente. e aguardando-osali. e por serem reinos divididos os puderam vencer. como chegfaram. do qual levam para Espanha para fazer déle cofres e contas . porque os da ilha pelejavam com 5 grande ánimo com pedras e langas de tea. e pela muita mortanda10 de. que agfora se chama Montahha Obscura. e porque foram táo trabalhosos de vencer. com os quais se tornou a conquistar a mesma ilha de Tenerife. dizem. se moveram e movem a fazer muitas demandas sobre elas.

e os matam. quando as semeiam. como quando come^am a engraecer. que se leva para Espanha e para outras partes. mais pequeñas. uma se chama tabaiba doce. que deita de si. assim os curavam ao sol e ao ar. urnas que chamam cardoes. Há também urnas ervas á maneira de árvores. que nao há dúvida. chamadas guirres. Nesta ilha de Tenerife (que parece que ardeu mais que nenhuma outra Ilha) há grandes e altas rochas e grotas pela térra dentro do mar á serra. porque Ihe tiram os olhos. c principalmente mais da banda do sul. e também nos gados miudos. A outra especie de tabaiba tem o leite. e vestiam e atavam com suas córrelas de couro em peles cortidas'. onde faziam suas sepulturas. que podem caber. e gavioes. ou lenha santa. há também outras duas maneiras e qualidades de árvores que chamam tabalbas. e algumas pessoas trazem esta massa déle na boca. Há nesta ilha muitos corvos. que do norte.23 cheirosas. que comem animáis que acham mortos. e morar nela duzentos e trezentos homens juntos. e se o deitam na agua. e ficaram nestas rochas e grotas grandes algares. ou covas. e tem a cor como de losna. pelo que as máis os ciam muito deles. e o cardomilho tem mais forte pefonha que o cardáo. e muito mais posto ao sereno. estas estáo mais baixas ao longo da térra cha. e nos pináculos mais altos há muitas covas e algares. e há cova entre elas táo grande feita daquela rocha de pedra. em quanto sao pequeños. Ihe tiravam o ventre (como aos outros mais baixos faziam) embalsamando-o com manteiga de gado miudo (porque nao tinham outro. e guardam. em que os ganches naturais da térra moravam. que fazem muito daño. se faz visgfo. morrendo algum principal déles. que do pé lan^am muitas bastes sem folhas. cega-os. por dizerem ser boa para alimpar os dentes. as quais ordenavam desta maneira: quando faleciam. há também outras aves quási táo grandes como patas. e acores e outras aves de rapiña. quando nascem. e os metiam em aquelas 5 10 15 20 25 30 35 . cujo sumo de ambas é pe^onhento. pelo que se guardam muito déle. o qual é alvo como massa de pao de trigo. que sao maiores. onde há peixe. nem havia entre eles gado vacum). á maneira de mortalha. brancas e pretas. caindo nos olhos. e ha bilhafres e milhanos ou miláos. táo forte. Também há outras árvores baixas e rasteiras que chamam lenhos santos. á maneira de moradas. a qual verde arde. assim ñas sementeiras. que do leite déla. que sao como bilhafres. e comem. logo fica amortecido e sobreaguado. e outras cardomilhos.

e se algum travesso Ihe vai deitar algum daqueles corpos morios e mirrados pela rocha abaixo. porque estes. como guardados onde nenhuma cousa Ihe chegasse. os que procedem déles se injuriam. chamada Alagoa. e feito isto se iam entáo dali com esperanza da chuva que desejavam. bem situada dista do porto de Santa Cruz uma legua. levando os gados a lugares grandes e espa^osos. há nela duas igrejas paroquias. e ainda ag-ora. como pravas. e tangendo o gado ao redor como quem debulha em eirá. que com tal modo e superstigáo Iha pediam. Parece que quando a gente que povoou estas ilhas das Canarias foi ter alí. e nao a sua déles. costuma dar a ruim vizinhanga. e ensenhoreando cada um o que pode. até que de esvaecido o mesmo gado caía um para uma parte. que em nossa linguagem quere dizer valentes. a que chamavam e chamam ainda hoje bailadeiros. que tinham já limitados para isso. Os islenhos se chamam guanches. nesta ilha de Tenerife sairam nove casáis. dizem. Quando ihe faltava chuva para as suas searas e pastos e havia grande seca. donde vieram a elas mouros por duas vezes. Corre esta ilha leste oeste quinze leguas de comprido. e afrontam muito. e desembarcaram e povoaram em diversas partes da mesma ilha. 5 10 15 20 25 30 35 . Ihe faziam dar tantas voltas. o enrochadores. se vieram a chamar nove reis nela. e á banda da Teide quási dez. é térra mui alta. se Ihe vio bulir com éles. a qual Deus mandava. e de Langarote e Forteventura. Tem em si doze ou treze povoagóes: a cidade e cabega principal. Mas nesta Ilha de Tenerife houve mais reis que em nenhuma das outras. e outro para outra. para a pedir a Deus faziam suas procissóes. e assim o sao os que há ainda agora. Eicode e Acadeixe. e de largo a lugares oito e a lugares seis. assim foi o número dos reis que entre si tinham. e foi conquistada nao muitos días depois da Gram Canaria. levaram délas alguma gente cativa. e trinta leguas de Tenerife. e roubando-as. que se vé a Costa de Berbería.24 covas altas daquelas grotas e rochas. Dizem que dista Tenerife de Gram Canaria quási quinze leguas. Langarote e Forteventura estáo em algumas partes tres leguas uma da outra. como é por Chasna. quando era a vontade do mesmo Deus. tem dois mil fogos pouco mais ou menos. que em cada uma délas desembarcaram. e outros semelhantes góstos ou desgostos. e ñas outras ilhas conforme ao número dos casáis.

ou os dao em casamento.25 a Concei^áo e Sao Cristóváo. donde há sempre bons pregadores. tem esta vila de Orotava lavradores ricos de pao. tem um mosteiro de Dominicos. fiam e tecem nela. tem a cidade á banda do norte junto do mar. e ñas mais tudo tanto a direito. frutas e verdura. Tejina. Indo da cidade para oeste. em todo o mais váo á cidade. é mui sá. onde como em outras vilas destas ilhas Canarias nao há mais Justina. por os fazerem na térra de lá de muito gado ovelhum. onde há também marcadores ricos. Tem mais a cidade muita e honrada clerezia de ricas prebendas. que quási nao tem necessidade de cousa alguma de fora. há nela mais de quarenta homens de cávalo. que um alcaide com aleada de até oito centos reis. ou cidades. e sao conventos de muitos religiosos. como sao Gram Canaria e a Palma. e poem pre^o as cousas comuns de pao e vinho. e se tivera em si azeite fóra excelente. o qua! procede com tanto rigor que a ninguém perdoa. há também outro convento de freirás de Santa Clara algum tanto fora da cidade. e trazem nesta Ilha. que tem jurisdifáo sobre os pesos e medidas. porque além de ser fértil. como juiz pedáneo. que há em todas as sete ilhas. com seu meirinho e escriváo. fértil e abundante. ainda que está quatro leguas déla. e os templos bem servidos. como regam as vinhas e canas. linho. se nao de especiarla. há doze regedores perpetuos. e de frescas aguas. por estar situada em um campo chao. trigo. estes lugares: Tegueste. outro de Agostinhos e outro de Franciscos. calgado. que nao se perde ponto de Justina. Destes doze saem cada mes dois por deputados. como na cidade. vinho. afúcar. que dáo a execufáo as posturas da cámara. Taraconte e a Matanga. sao os cávalos todos mouriscos e haverá duzentos nobres de cávalo. mel. 5 10 15 20 25 30 35 . com que quási toda se pode regar. há além déstes um fiel executor. está a vila chamada Oratava de até trezentos vizinhos. vinho e atucar. e os outros a quatro e a cinco mil quando se vendem com licen^a de El-Rei. por ser ganhada dia do mesmo santo. A vila de Orotava está situada em um fresco sitio de aguas e verduras. cuja primeira voz no cabido vale dez mil cruzados. panos se podiam escusar de fora. sedas também se dáo. no meio da ilha de mar a mar á parte de leste. por ser toda a térra muito grossa. da qual nao se vé o mar. Taguavava. bem bastecida de todas as cousas. e os melhores e mais destros ginetairos. que acodem aos alardos gerais da cidade. sombreiros.

Flandres e Inglaterra. 35 E esta vila de Garachico abundante de mantimentos. como na cidade. mas quem vir os pinhos. onde há muitas vinhas e malvazias. e urna legua cada urna délas da Orotava. certificara ser feita toda dum pau de tea. há nela dois alcaides ordinarios. a esta vila de Garachico vem grande escala por ter bom porto. ou por si ou por seu logotente. tem 30 boa igreja paroquial. e deputados. dista esta vila da cidade nove leguas. o qual sendo de altura de uma torre de boa altura. e dois meirinhos. e um povo pequeño perto do mar pela banda do norte. Sao povos cada um de mais de cem vizinhos. tem á entrada do porto por muro um rochedo mui alto de pedra viva com uma grande cruz em cima. até Garachico há duas leguas todas plantadas de vinhas e canas de agücar. e daí a duas leguas está Icode dos Vinhos. e há também nelas gente de cávalo lustrosa. Logo adiante está S. tem estala25 gens públicas bem providas. e dois regedores. lugar de bons lavradores. criados e eleitos pela cidade. ricos de lavouras e a9Úcares. lavouras e cria95es. que tem ali as mais das térras ocupadas de canas. onde se fia e tece muita. nao o terá em muito. Desta ilha nao se pode levar dinheiro para fora déla. por ser vidro mui rijo. senáo empregado. porque o ano de mil e quinhentos cinqüenta e nove foi esta vila quási ala- . e fazer 15 aguas fortes para as minas. e algumas vezes para as Indias de Gástela para estilar.26 Logo adiante caminhando para Garachico estáo duas vilas que chamam Realejos norte sul uma da outra. onde tudo 10 sao vinhas. Joáo no mesmo sitio. há nesta vila uma casa de seda junto ao porto. onde se 20 carregam muitos vinhos e agúcares. viram já os moradores coberto de mar. cuja cápela com ser grande e de madeira bem lavrada e de artesáo. faz-se aqui muito vidro. e um mosteiro de Franciscos. como todas se querem regadas. será de quinhentos vizinhos. que há na ilha e sua grandura. cousa que parece impossivel. Déste Icode dos Vinhos a diferen^a de outro. e guardas do porto. que vai para as outras ilhas. que da banda do norte se fazem para as Indias de Gástela. que também é vila de duzentos vizinhos. Assiste o governador o mais do tempo na cidade e visita cada vila e lugar de tres em tres meses. ainda que sao muito maiores na ilha da Palma. no Realejo de Riba está um eng-enho 5 do adiantado. que se regam pelo pé com frescas aguas. quási todos portugueses ricos de vinhos. tem bons templos. que fica atrás chamado dos Trigos. do Realejo de Baixo se vai á Rambla.

De Adeixe váo a Nossa Senhora da Candelaria. os canaviais ocupam mais de quatro leguas de comprido. as perdas que fez ñas casas se repararam logo por haver na dita vila ricos lavradores de vinte até trinta mil cruzados de renda. e nos de fora. onde se fazem muitos milagres. e de suas lavouras e engenhos próprios de adúcares. disse sua mulher D. quando morto ele pelos Indios. Pedro de multa romagem. nove mil arrobas. que é pequeño lugar. Daqui váo direitos ao pico de Teide. sudoeste tenha um vulcáo que de si deita continuamente fumo. ainda que da banda do sul. pela banda de Malpais mais de dóis tiros de besta. mas dita esta blasfemia á tarde do dia. que está quási no meio da ilha. que correu do vulcáo. Desta vila para a banda de sudoeste está Boa Vista. Miguel no ano de mil quinhentos e vinte dois a vinte e dois dias de outubro. onde o mais do ano há no mar calmarlas. saindo da madre. há alguns que o véem da banda de Gram Canaria. que nao Ihe podia Deus fazer maior mal. que correu no tempo do capitáo Alvarado. que vem a ela em romaria. como foi Vila Franca desta Ilha de S. Beatriz. váo por Chasna a Adeixe. que está menos de tres leguas por chao.27 gada do mar. que demora ao sueste déste pico. que durou cinco horas sem perigar pessoa. e afirmam os que o viram. 5 10 15 20 25 30 35 . Correndo a ilha ao redor. que por sua grande altura aparece do mar em distancia de cinqüenta e sessenta leguas. neva muitas vezes neste pico com que muito tempo do ano está com as neves muito alvo. ser mais alto que o da ilha do Pico. nem quanto alcanyou a térra. que parece^ se ajunta com o Céu. que moem cada ano nos seis meses da agafra oito. e foram as casas e rúas todas alagadas com uma grande maresia de levadla repentina. á banda do sul. e bom caminho por ser pela faldra da ilha pela parte do sul. e entrou por ela. ' parece: foi acrescentado em entrelinhas por letra do autor (?) com tinta diferente (Nota de Bernardo Rodrigues). sueste. vindo pela parte do sul. estao aquí dois engenhos de adúcar dos Pontes. que nao fósse subvertido. onde em um alto tem a igreja de S. ao outro pela manhS nao ficou ela nem cousa sua. como é notorio em toda a ilha nos naturais. A qual igreja é de grande romagem. como o vulcáo de Guatimala das Fonduras.

e finalmente quieta e ditosa térra. mui exercitados em escaramugas e armas. Seus moradores sao tementes a Deus. e a outros de diversas partes e reinos. que nela moram lavradores. é abundantissima em todos os frutos. e de boa conversagáo.28 Também a ilha de Tenerife enriquece nao somante a seus naturais. e mercaderes e oficiáis. de ares saos e frescos. nem sequeada. bem governada e regida. pois nunca foi de inimigos entrada. afabiles. que a ela váo. . mas a estrangeiros portugueses.

Dalgumas cousas da ilha da Palma principalmente de sua principal cidade A Palma. e nao podendo mais. e nao ousando sair. é térra mui alta e fructífera. chama-se Palma pelas muitas palmas que houve. algumas casadas com portugueses. e as mulheres trocaram depois as comprei^óes. e muitos de seus maridos se meteram ñas covas das altas rochas. e algumas com castelhenos. e as mulheres de feras. e há nela grandes. de que agora está a cidade povoada. sao muito formosas. e ligeiros. bravas e guerreiras se tornaram urnas cordeiras mansas. que dáo támaras. se renderam. acontece algum homizio. está ao noroeste da ilha de Tenerife dezoito leguas pouco mais ou menos déla. sao de gentil corpo. cantar e danzar. que estáo ñas mesmas fumas alvejando. que é urna das maiores ilhas das sete de Canaria. que os homens sao agfera táo esforzados. Os que ficaram déstes. que é seu costume. tanto. afáveis e conversáveis. e em outros lugares. e mui altas. dizem que as mulheres pelejavam. graciosas no falar. ou pessoa de qualquer outra na^áo. nao foi táo trabalhosa de conquistar como Tenerife e Gram Canaria. foi (segundo alguns dizem) por D. e se véem no Barranco Seco. que é alta grota. éles o 5 10 15 20 25 . que se algum portugués ou castelhano. alvas e discretas. que excedem a todos os das outras ilhas. e disposi?áo. porque os islenhos déla (ainda que grandes homens de corpo e bem dispostos) nao eram guerreiros. é fidelissima gente a quem deles se fia. tinha em si quatro reis. ainda que sao poucos os mestizos. valentes. de que dáo testemunho hoje em dia os ossos déles. corteses e bem ensinadas. morreram nelas miserávelmente de fome. Luiz de Lugo ganhada nao muitos dias depois da de Tenerife.

pespontar juboes. Nao sao ciosos. donde dá. por mais que os afaguem. posto que a térra é assaz calraosa. nem tecer. tanto 15 que nenhuma outra nagáo Ihes pode ganhar. Nao tem por araigo o que nao quero comer e beber com éles. e ainda que seja tres langas de alto se lángara abaixo. nem descoberto pelos filhos pequeños de casa. quando váo á cidade. e tem tambera moinhos pequeños de máo. e com a cozida mal cozida bebendo duas partes de leite. Elas sao táo galantes e vestcm táó custoso que parecera ter grossas rendas. Sao todos creadores de ovelhas e cabras. de vinte.30 escondem em lug^ares de covas táo secretos. ou pedra. como á barreira. e se vera a por no chao cora tanta facilidade que parecera aves. sera poder fugir do lugar. e mantém com carne assada. lavram bem. leite e ágfua. Deitam-se cora urna langa levada ao comprido do corpo do horaera. e comem disto 10 com a carne táo assada. em que tostam ao fogo sobre brasas o trigo e cevada. e porque afora uns badulaques. duas vezes no dia. seu comer é gofio de trigo e cevada amassado com azeite. até que busquem ordem para os em5 barcar. nao guar25 dam mais que mulher. em que o moem. e rauitos no alvo. pode ser achado. mas 30 quási nao sabem fiar. e custosos seráos cora libres de seda. tirara muito urna lan^a e um dardo táo certo a um alvo. tersada 20 de raaneira que póem um tergo primeiro na térra. e fazer obras de rede mui custosas. que quando váo pelas festas á cidade. filhas e irmáas. e tudo sustentara cora os queijos que fazera. sao causa dos cavaleiros e senhores fazerem multas 35 gentilezas a cávalo. sao estas islenhas táo formosas. só era fazer camisas. trinta passos atrás. como os mais polidos castelhanos. que poera sobre um pau fincado no chao de altura de sete ou oito palraos. mel e Jeite. que quasi a qucimam. que chamam mudas. que póem espanto. váo tara bem tratados e limpos. que por mais que o busquem. saltara. e sao táo valentes e ligeiros. e urna de agua. onde dáo com ura ferráo de ago. gofio. e encravara no pau. o que deixam para as portuguesas. tudo envolto (que éles chamara beberagem). tem tostadores. e assim andam táo chelas de ouro e sedas. tirara urna pedra a raanera de barra. andam embugadas no campo com seus chapéus na cabega . lavrar almofadas. que éles mesmos fazem de barro muito lizos e limpos. que a langa traz dura palmo de comprido com seu caigo. ganhara para todos os seus gastos. de que usara. que váo arrastando pelo chao de ciraa dos cávalos. lutam. com o que andam táo luzidos e gordos. porque nunca as queima o sol. ou ameacem.

Miguel de Santa Cru2 da Palma. a intitulou de S. franceses e ingleses com seus tratos. Miguel de Santa Cruz da Palma. Foi-se engrossando a térra. biscoitos. aragoneses. que veio a ser a maior escala de Indias. espessuras e montanhas. caía no cume e alto déla um manjar do Céu miudo e mui alvo. e aquéle dia o comiam. Depois de feita pelo dito imperador cidade a vila de Apurón. o qual coziam muito cedo. Dizem mais que em quanto na vila. felicíssimo imperador de Alemanha. que por isso mesmo é invitíssimo. nunca deixou de chover esta gra^a de Deus e maná. cismáticos e incrédulos. e nao aparecen mais. a qual Ihe deixe gozar muitos anos em paz e sosségo para extirpa9áo e diminui^áo dos infléis. tirando as térras de canas de 5 10 15 20 25 30 35 . como os houve. que éles chamavam graqa de Deus. e com a noticia de sua fertilidade concorreram a ela framengos e espanhóis. e as ladeiras altas e baixas. que há florescido e floresce com maravilhosos triunfos. Dizem os islenhos desta ilha que antes. tanto. e de todas as outras ilhas. e S. plantaram vinhas. que dava grande sustentagao e consulagáo a quem o comia. levantiscos. grotas. encheram desta planta toda a térra até entrar pela serra grande espa9o. que a situaram e Ihe deram principio. cataláes. para gloria do mui alto Senhor e memoria de táo insigne e glorioso príncipe de gloriosa memoria. e depois que foi tomada. como confeitos muito' miúdos. e maná de grande cheiro. a quem a maior monarquía do Mundo hoje por Deus Todo Poderoso está entregada. pai do católico Rei Filipe que agora vive. com que conservan! muito sua alvura. e vendo a grande abundancia de vinhos que davam. ou cidade. Mas depois foi feita cidade por Carlos Quinto. herejes. os conquistadores. mas que. pelo que muitos filhos de reg-edores e de homens principáis da cidade e de ricos mercadores se casam com elas. invictissimo Rei de Espanha. tanto que a banda do sul. a chamaram muitos anos a vila de Apurón. logo se perdeu. nao houve tratos de mercadorias. pedragais e brenhas. e viva muitos anos. dezoito leguas que tem de compridao esta ilha todo o mais sao vinhas.31 e luvas ñas maos com as pontas dos dedos descobertas. que agora é de mais de dois mil vizinhos. de tanta suavidade. como coluna e sustentador da fé católica e de toda a república crista. Quando á funda^áo e orig:em da cidade da Palma. de que foi em tanto aumento. portugueses. e sempre vencedor de seus contrarios.

cento trinta fanegas por fanega. mantinham-se sómente com carnes. e tirando algumas poucas térras de pao. ano houve.32 adúcar dos salgueiros. que ninguém podia sofrer fora de casa. e da banda do norte de pao trigo e cavada. o mais todo ficou assado e destruido.^ E a dez de junho do ano de sessenta e um. quanto ao rendimento do pao. até as cepas se queimaram de tal maneira. em que especialmente em Agatavar e Tixarafe respondeu a cento e quinze. e se algum vinho escapou. E como aterra é mui larga e comprida. e daqui veio a ter grande comercio e escala quási de todas as na^óes. que lá chamam sauzes. e vinha que dava quatrocentas pipas ou botas de vinho. mas os dois anos atrás fo! táo grande esterilidade e carestía de trigo. seis mil pipas de dízimo. nao deu dois barris. que matase o pó da térra. veio um fógo ou quentura do Céu. estando já as uvas maduras e trazendo-as a vender á pra^a da dita cidade. que dá cinco. foi no termo da vila de Santo André. nem se colhendo pao nem vinho estes dois anos. como sao a Ponta Cha e Balravento no principio da ilha. . que é também utn grosso fruto. e em tres horas que durou. pelo qual» (Nota de Bernardo Rodrigues). que dois turcos cativos comegaram a introduzir na [ilegível] até que foram castigados com sus sequazes. porque naqueles dois anos arreo nao choveu cousa. senao 5 10 15 20 25 30 ' Seguem-se no manuscrito duas linhas riscadas com tinta que parece a mesma empregada pelo autor. nao ficou vinha em toda a ilha. Também de trigo nada se colheu. em que nao queimasse as uvas todas. assim para vinhas. sem ficar cacho por queimar pouco. inhame e leite. e só o sitio da cidade dá duas mil. que por mais de quatro anos arreo nao deram vinho. e que dizem o seguinte: «de que se viu claramente ser castigo de Deus pelo pecado nefando. queijos. como dantes. sem morrer pessoa alguma de fome. inda que agora é mais custoso por causa das aguas. que nao se comia em toda a ilha por muitosdias pao. e em tanto crescimento de bens que ela só rende de entradas e saídas de direitos da alfándega mais de trinta mil cruzados a seis por cento. como para trigo e canas. valeu entáo a fanega do trigo a quatro reales. foi sempre esta ilha táo fértil de vinhas quando nao há ai alforra. e o ano de mil e quinhentos sessenta e tres respondeu a cento e dez e a cento doze fanegas por cada uma de semeadura. com que se regara. ou muito. tem térras para tudo. nao chovendo. e morreram muitos á fome. que se dá nela bem. e nos Salgueiros junto do rio.

em táo breve espado. Tornando ao principio: A cidade está bem situada junto ao mar. que havia 10 desgarrado com temporais. quando já tinha chegado um mestre. natural da ilha da Madeira. chegou véspera de Lázaro. com que se abasteceu a térra. o qual fez com os rededores tanto. que também com a seca nao deram pao. e andavam as gentes. 35 ' Se?uem-se oito palavras riscadas. que partindo da ilha o primeiro domingo de quaresma do ano de sessenta e tres. onde se ajuntaram mais de duas mil almas sem levar que comer. e também a colheita do vinho foi fértil. ainda que fez vento e choveu no cume da serra. Salvador da dita 25 cidade aquela noite da tornada. porque já a esta sazáo nao ficaram nem se achavam ervas. como pasmadas. quási no meio da ilha. donde trouxe duas naus 5 de trigo. parece com tinta empreñada pelo autor. primeiro de mar^o do ano de sessenta e dois. que mandaram a um homem honrado flamengo mercador. que 30 de uma fanega de semeadura se colhiam cento e dez. e as outras ilhas. E em uma véspera de Nossa Senhora da Assungáo. quatorze de agosto do dito ano^ choveu súbitamente tanto. que comessem. a Flandres e a Bretanha. e a Foncallente da parte de oeste. chamado Silvestre Jorge com uma caravela carregada de trigo. Maria Belhida. Mas a todos mantéve dois días que ali estiveram um Luiz de Vendaval flamengo. que fartou a térra de agua. vizinho da cidade de Ponta Delgada desta Ilha de Sao Miguel. e se estas naus e caravelas nao chegaram. e toucinhos de um Gongalo Diniz mercador da vila da Ribeira Grande.33 fóra por um padre Francisco prégador. morreram muitos á fome. há mais de dez leguas. porque déla a Garafia. honrado e rico. que está á banda de leste. e cento e doze. . fazen. E é de notar que nao se apagou a cera na procissáo aquelas tres leguas de caminho aquéle dia. Tais palavras sao: «acabando de queimar o derradeiro dos delinquentes no pecado nefando» (Nota de Bernardo Rodrigues). pelo nao haver na térra. do qual se fez uma prática na igreja maior t¡.S.15 do procissoes: a principal foi a uma ermida de Nossa Senhora de Ta^acorte tres leguas da cidade. chamado Anes Bantrilha. e logo no ano seguinte de sessenta e tres deu Deus tanto trigo na ilha. natural 20 da mesma Ilha dos principáis déla. tio de Luiz Dolfos flamengo. quando se mostravam as reliquias dos santos antes de se despedir a gente. casado com D. para acudir a táo bom tempo.

34 sete ou oito. nem artilharia. que vale vinte mil cruzados. A principal igreja é de Sao Salvador. 5 10 . e sem suspeita de ser saqueada. que lá chamam cavaleiros. corre leste oeste como a ilha. vale cada regimentó dois e tres mil cruzados. inda que descuidada. como logo direi. por se vingar da morte dum capitáo que Ihe mataram. que sao procuradores da cidade fídalgos. a qual casa é táo rica. tem mais dois conventos de dominicos e franciscos. pelo que nao tinha fortes. em sexta feira de cada semana entram em cámara. a primeira voz no cabido. esteve muito rica e próspera esta cidade. tem ricas igrejas e casas de cabido e de rededores. e dois jurados. o que foi causa e motivo de os franceses a entrarem. e saquearem e queimarem. que sao dez perpetuos. ou por pecados dos moradores déla.

sairam em térra. que de industria fa. e desapercebida. e assim tomaram a cidade.20 ziam. urna véspera da Madaletia a vinte e um de julho do ano de mil e quinhentos cincoenta e tres apareceram sete velas pela banda de leste a horas de terga. porque toda a gente fugia sem aguardar marido por mulher. e a pé de pau seu geral) eram destros e soldados velhos. cuidando todos serem de Espanha. que é principio da cidade. comegaram a disparar seus tiros com tanta furia nos da térra. que ninguém ousou aguardar néle. e chegando ao porto. e entretanto que a artilharia jogava. onde se encontraram e pelejaram. que délas vieram fugindo do Cabo de Gué. como já disse. posto que duas naus flamengfas. e na cidade. encobertos com a fuma9a déla e outros artificios. de que quási por escarneo sairam algumas companhias mal ordenadas á horta do cabo. se abrigaram a esta ilha também por seu daño. e outros seis. mas 10 nao abastou o que disseram para os crer a gente da térra. afirmaram serem corsarios. dizendo os franceses aos homens e mulheres que viam atravessar fugindo: «Vete a la sierra. e traziam já as lanchas chelas de 15 soldados armados de armas brancas mui luzidas pelo costado das naus da banda do mar. nem pai por fílho. sómente a um clérigo sacristáo chamado Joáo de 25 . que Ihe defendesse a saída. Jaques Soria. e escapando. sem temer adversidade descuidada. e 5 com bom vento chegfaram mals prestes do que se esperava ao porto da dita cidade. vete a la sierra». táo soberba com o seu grosso comercio.Como foi saqueada a cidade de Santa Cruz da Palma por corsarios franceses Estando a cidade tao rica com seus abundantissimos frutos. os franceses (que traziam bons capitáis. sem haver algum.

pelejando com estes franceses. que a mal de seu grado os encurralaram em uma só rúa e praga da alfándega. onde se fizeram peda90s. por mais que outras vizinhas honradas Iho diziam e requeriam. e com éles um valentissimo flamengo. ás quais ela respondía. que junto com Pero Fernandes de Justa andava também por capitáo ajudando aos da térra. como de fato. sem serem dos franceses sentidas. e a outro leigo. foram alí mortos. e táo animoso. porque tornando a gente da térra sobre si. ficando em casa com sua filha e creadas. que sairam em térra. Descobriu-as um menino pequeno de uma ama. onde estiveram dois dias. Tomada a cidade em menos espago de urna hora. se esta mulher nao fóra. nem desmandar-se pela cidade. pois nao era tempo de ag^uardar. dizendo a sua mulher e filha que saissem após ele. porque nada tinham tirado. que dantes haviam vindo. que nao podendo escapar dos franceses carregadas de agúcares. indo dando surriada com seus arcabuzes por todas as janelas e portas. e sem falta Pé de Pau com todos os seus. que como mora/am multo apartadas do porto tiveram tempo para escapar se quiseram. como um Alexandre. aconteceu que um Diogfo de Estupinháo regador saiu fugindo de sua casa. que por seu capitáo traziam um valoroso islenho chamado Pero Fernandes de Justa. donde resultou multo daño. fizeram tanto contra os franceses. assim de dinheiro. donde levaram multo tesoiro de ouro. Ihe tinham morto um seu irmáo homem de grande esforzó e rico. e só com uma espada e rodela cada um ajudados de outros islenhos. ainda que tinham a casa tomada. Nao tardou multo que nao aparecessem os franceses pela rúa. pelo que se esconden a dita Belchiora de Socarra com sua filha e c'eadas em um lugar multo secreto de sua casa. e se algum safa. que com urna garrafa que tinha chela de vlnho na máo. tomou tanta coragem contra éles. senhor das duas naus. como depois foi. Ihes picou as amarras e se vieram á costa. tapetarla e alfalas. onde estiveram sem ousar de sair. o qual assim por esta perda. logo pelos islenhos era morto. havia de pelejar contra éles. grande homem de corpo.36 Mangano mataram duma arcabuzada. e foram logo levadas cativas ás naus. sem querer sair. baixelas e joias. prata e roupa. o que sua mulher Belchiora de Socarra nao quis fazer por que havia de ser a destruigáo da Palma. especialmente os islenhos. que se Ihes puseram diante. o 5 10 15 20 25 30 35 . como porque lá no Cabo de Gué. que traziam de Trudante.

e de tal maneira os tinham encerrados naquela pra9a. que sob pena de morte nenhum homem de qualquer condigáo. se Ihe seguia a ele notável mal. dizendo o estado das cousas da cidade. como se fóra a mais justa e santa coisa do mundo. nem daño algum. nem fósse em favor de matar a algum francés. e regedor da cidade andasse em térra com o tenente Pero de Arguijo. matasse. filha e creadas cativas. se foi ao tenente Arguijo. senao pór-lhe fogo com tea. que nao redundava mais que em seu proveito particular. que se buscava para assim os queimar todos. e daño. e que dando os islenhos Santiago nos franceses aquéle dia. breu e alcatráo. e a sua filha. procurando o remedio disto. e a altas vozes Ihe comegou a fazer grandes requerimentos. como estava determinado e matando-os. que houve. por se alevantarem sem autoridade da justiga. de que era mui destro. e nenhum remedio tinham os franceses senáo morrer. e urna ou duas creadas filhas de homens honrados. escriváes e porteiros deitar pregáo real. como os via cessar de de suas curriadas. esquecido do bem comum e da honra da patria. porque a éste tempo se alevantou o mar de súbito táo bravo e furioso em dia de Santiago. e cumpria ao servido de Deus e de El-rei deixarem pacificamente embarcar os ditos franceses sem Ihes fazer mal. e seus capitáes ser matarem aos franceses naquéle santo dia. e do servido de Deus e de seu Rei. e é éste: Como os franceses tivessem no mar cativas ñas naus as ditas Belchiora de Socarra ou Socárrate. e como se nao fóra mais o proveito 5 10 15 20 25 30 35 . que fósse da térra. e visse a determina^áo dos islenhos. que parecia pelejar o Senhor pelos islenhos contra seus contrarios por intercessáo e merecimentos de seu glorioso Apostólo Patráo Geral de Espanha. o que seria causa de desonrarem a sua mulher e as mais. nao pode ser haver vitória destes inimigos por um estórvo e revés. nem desse ajuda para o tal aos capitáis islenhos. e posto seu giolho em térra por debaixo das lorigas os estoqueava e matava ajudado de Pero Fernandes de Justa. ao que o dito tenente soccedeo com tanta facilidade. e perda de sua honra. que estava em Boavista acolhido com outros fora do perigo. por ter sua mulher. que nao havia mais que fazer. que Ihe requeria da parte de Deus e de ElRei mandasse logo á cidade meirinhos. e metido urna vez entre éles matou nove á espada coberto com sua rodela.37 flamengo os acometía com grande esforzó. e Joáo de Estupinháo seu marido.'Mas como os pecados dos homens sao causa de privagao de bens e gloria.

arremeteu para o matar. que sem temor de Deus e contra sua lei saem de suas patrias a infestar e roubar as térras pacíficas de cristáos. que quanto tinham ñas naus da térra. com que poucos a poucos se pudessem embarcar e livrar dos da térra. porque nao havia em seis centos. de que havia assaz pelas logeas e adegas. Iho estorvavam. e assim nao o estorvavam nem impediam aos imigos. e daqui veio alargarem os franceses tanto o passo. e fazendo tais insultos. que o nao matassem porque quanto havia ñas naus do saco e cativos. vilas e lugares. que assim se fizesse. em térra um frasco cheio de pólvora. chegou um de novo muí valente chamado Joáo Ángel. tinham havidos tres indios. e aceitando-o os islenhos. e deitá-las á costa todos sete. em que pudessem atar algum cabo. nao quiseram em nada mais entender. como pedia. e ainda por ventura em roubar. todo Ihe faria dar por seu resgate. fazendo dos templos sagrados sujas estrebarias. que das náus por alguma via Ihe deitassem. algum tanto fora da cidade para a banda do norte ainda entre as casas e arrebalde déla. o qual Ihe pediu. procurando de fazer urna jangada. de que nenhum perigo se Ihes seguia. os mais que estavam vendo sua determina^áo. destruindo honras. profanando as cousas sagradas. que éste dia e a éste tempo e conjun5áo. e buzios.38 e honra de todos. e ao capitáo prenderam. cessaram de ir adiante com sua determina9áo. como sao obedientes á justÍ9a. ir ás naus. e atravessando-o com um 5 10 15 20 25 30 35 . e éles se encontravam no roubo. que tudo cumpriria. que logo cobraram alentó. e vendo o francés capitáo ser imigo. queimando as igrejas. Mas como Ihe foi proibido aos islenhos e flamengos e a outros animosos mancebos da térra. e logo foi feito. os mataram. e estavam todos rendidos. derrotas e vias. os islenhos. Ihe dariam por éle só. fazendas e vidas. que um capit^o párente do mesmo Pé de Pau saiu com alguns soldados seus. que p6e médo dizé-los. salteando portos. nao podendo sofrer vé-lo vivo. acabando Estupinhao seu requerimento sem mais considera^áo nem dila^áo mandou Arguij'o. que em comer e beber. que podiam ser os imigos. e os da térra. cidádes. dizendo. e picar as amarras e cabos délas. gentis nadadores. quanto mais cometé-los. e de vir a ser grande servido de Deus e de El-rei alcanzar vitória de inimigos luteranos. nao tornará éste mais a Franfa. ao que Joáo Ángel disse. e visto pelos islenhos. ouvido o pregáo e mandado. que era capitáo e párente de Pé de Pau. que se atreviam andando o mar pelo ar bravo e alterado.

da qual nao saíam abaixo. porque dissimulando os franceses por industria e recado do mesmo Pé de Pau. a horta de Santa Catarina e a horta do Cabo era ocupada dos da térra. biscainho que. que haviam de ter com os da térra. e também grande daño para a térra. o que foi outro impedimento de alcanzar a vitória. que trazia de um ferro comprido deu cora ele morto em térra. pediram. disseram depois o bom tratamento e respeito. porque os franceses. e fazer biscoitos aqueles dois dias. se nao souberam. e o prego e resgate. mandou Pé de Pau por fogo á cidade com muitos barris de pólvora e alcatráo. a outra. e de outro mercador da dita Palma chamado Beltráo de Curoagua. em os quais tiveram lugar de por pólvora e alcatráo pelas portas e casas desde a praga de Vorcirq para baixo. o qual recebendo éste dinheiro. e outorgou-se-lhe. Francisco. cu particular de pecados. o que passava e Ihe mandou logo pólvora. entregues a um Anes Bantrilha. que havia defendido. vieram a concordar em cinco mil. que logo Ihe mandou o regedor Joáo de Estupinháo por Anes Bantrilha e Beltáo de Curoagua. mercador muito rico. que por outros pregos foram resgatados. e S. querendo já os franceses alevantar áncora. que se havia de dar da dita Belchiora de Socárrate e filha e creadas. em paga. nem tomar agua. flamengo. que Pé de Pau a estas mulheres tinha. que entre as máos tinham. vendo que tinham por si a justiga da mesma térra. e a ordem e fingimento. como suceden.39 dardo. e mais munigáo com muito alcatráo e instrumentos de fogo. trazida a térra a nova do resgate. nem outros da térra suspeitar. de quem se fiou o Pé de Pau. que é a maior parte da cidade. que ninguém Ihe estorvasse embarcar. pois ainda da boa oportunidade e ocasiáo. vizinho da mesma cidade. e quanto se pedia por elas. por 5 10 15 20 25 30 35 . teve para éste efeito o francés seu ardil táo dissimulado. pena e castigo de Ihe matarem seu sobrinho. que Ihes nao fizessem mal por causa dos cativos. ou nao puderam aproveitar estes islenhos. que é para Assomada. que era geral de toda esta armada. e mal para a térra. que ele tinha em sua ñau capitaina mui veneradas e acatadas. logo pode ser avisado dos seus de tudo. que o nao puderam os islenhos. feito isto. donde parece claro ser éste e outros semelhantes sucessos castigo geral. Foi a morte deste capitáo muito pior sucesso. mandou logo as mulheres e mais cativos. que dando o tempo lugar e abonangando o mar. que eram oito mil cruzados. por ser sobrinho de Pé de Pau.

era vé-la arder urna grande magua. que havia de regedores. Embarcada sua aguada. havendo treze dias que possuiam a cidade. que nenhum dos da térra aparecesse. que era formoso.40 dar lugar aos franceses que se fóssem mais prestes sem receio do daño que éles queriam fazer. puseram fogo na pólvora e alcatráo. outro. com que estavam ornadas com historias. hospital bem próvido. agúcares e todo seu roubo. escritorios ricos. dinheiro e joias. nem ás casas táo ilustres. baixelas. pondo como mái azinhavre azédo ñas tetas. táo rica e abastada. tirando de nos o superfluo e dañoso. e saque. e fez causar uma tristeza perpetua. e alevantar nossos espíritos a buscar outra riqueza e manjar mais alto de vida eterna. com piedosissima máo castiga os filhos. para nos destetar e apertar dos mimos e regalos da térra. táo solta na injustiga e vicios. tanto que fazia. tapetarías. e o daño que fizeram em a queimar e destruir. tenteado bem. Nao perdoou o fogo e incendio desta desditosa cidade ao templo e casa de Nossa Senhora das Dores. E Deus cala e dissimula com os semelhantes algozes. com que os franceses luteranos tiveram sua embarcagáo livre. ricas oficinas e enfermarlas. que é Ele mesmo. com seus ricos patios e fontes de agua. e convidando-nos com o necessário e proveitoso. biscoitos. e os soldados sua arcabuzaria em térra pelas bocas das rúas a-fim. comefaram as naus no mar a disparar sua artelharia por alto. e cavides cheíos de langas e 5 10 15 20 25 30 35 . ouro ¿ prata. Era esta cidade táo vá e soberba. convento mui aprazível. com que como benigno pai. e adegas chelas de pipas e botas de vinhos. cada uma de quinze e dezasseis mil cruzados. tudo queimaram e destruíram. e alfaias ricas de casa. fidalgos e ricos mercadores. e muiti mais. finalmente o que estes corsarios nao puderam levar. fresco e bem situado. e madeira de tea táo disposta para arder. nem areceava castigo. um contó de ouro. o que déla levaram estes franceses que a saquearam. que ateando-se a um mesmo tempo ardeu toda a cidade. tudo cheio de vestidos de sedas e brocados. e táo dada a deleites com sua fertilidade. que nao temia a adversidade. com sua claustra. por donde bem mereceu ser cauterizada em sua inchada presungáo. era dantes muito para ver as casas ricas chelas de caixas e cofres encourados. e descuido: Soube-se. que eram multas de valor. que podia montar. Nem perdoou ao templo de Sao Domingos. á sua vontade. e táo isenta e senhora. vinhos. em que se curavam diversas enfermidades. táo lougá e pomposa.

como os fidalgos e regedores. como em outras partes e na^oes fazem muitos inchados. e mulheres. adargas e rodelas. Táo rica era entáo aquela ilha e tais cousas sofría. que passavam alguns de duzentos mil cruzados. e muitos oficiáis os tem e sustentam. se aperceberam e fortificaram o melhor que puderam. os homens. toda sua gloria ardeu.41 alabardas. Pé de Pau com sua companhia a estavam vendo arder das naus com grande contentamento. porque nao há naquela ilha homem honrado. cotas de malha com outras ricas armaduras. Pediu esta cidade ao católico Reí Filipe Ihe desse com que se fortificassem. e tirou disto grandes bens. de que se nao usa mais daquéle dia. os de Tenerife. por nao se veré em outro tanto. Com éste contentamento se partiram do porto e foram sobre a Gomeira. e sao dos mais nobres estimados e buscados. conversando-se todos. 5 lo 15 20 25 30 35 . que a saquearam. que nao se háo-de deixar conversar de todos. fazendo-se agora táo forte que é inexpugnável. os quais ñas festas de canas e escaramuzas todos saem á praga. Havia nesta cidade homens táo ricos. destrÓQo e miseria. e passou com táo infeliz sucesso. e nao invejados. mal diziam seus pecados. que nao tenha dois. nem murmurados. querendo dizer perú. e mais ilhas Canarias. Mas Deus. e os franceses. que sabe curar tais enfermidades com abaixar os altos e humilhar os soberbos. tres cávalos mouriscos. e nao podendo de magua vé-la assim queimar. onde vestem cal?áo. cadeiras de muito pre^o. Gram Canaria e as mais ilhas sentindo-o também e suspeitando o que seria. e concedeu-lhe Sua Majestade. receando. e todos choravam e ajudavam a sentir a dór e perda de seus vizinhos. que fóssem estes piratas a seus portos. o tem remediado em dóbro e mais. Ihe chamavam o Peruche. e com saudável mézinha se permitiu que padecesse táo grande calamidade. que Ihes parece serem sagrados. logo suspeitaram o que era. que com outra nao menos crueldade mandou queimar a Roma e a olhava de Tarpea. mostrando ser outro Ñero. ardendo toda a cidade em grandes chamas. meninos e velhos a altas vozes choravam. arneses. o contrario do qual se usa nesta ilha da Palma. armas e jaezes riquissimos de cávalo de selas com mochilas e cobertas de brocado com muita pedraria. e cavalgam táo Gustosos os oficiáis de oficios mecánicos. de que em seu lugar direi. pelo que era táo soberba e vá. porque se pos a térra em cobro. vendo o grande fogo na Palma. e indo a seráos disfar^ados com libres mui Gustosas.

casas mais altas. Senhora. formosas e custosas. fez uma cápela logo junto da maior déste convento. como por a térra acudir com prósperas novidades. Domingos muitas vezes melhor do que dantes estava. e mandando-lhes armas e muita artilharia grossa. para que se animem os ricos do Mundo a ser amigos dos necessitados. ou mal gastar em vaidades. dando-Ihe também um rico retábulo e ornamentos. com todos os ornamentos necessários de brocado. que está mais avantajada do que soía. e munigoes tudo. o que rendesseí» suas alfándegfas (que importa muito) pelo tempo necessário.42 para as fortifíca^óes artilharia. que é de S. mandando-lhe fazer o licenciado de Santa Cruz a cápela mor de seus bens muito alta e custosa. ouro e prata. para a qual tem dotado mui grande patrimonio além dum riquissimo pontifical de brocado. e de extremado pincel. e assim por isto. e imposigoes. e os mais próprios do conselho. E Luiz de Vendaval. e o convento de S. e do Maná sua figura. se restaurou tanto em dez anos. e nao para os guardar. 5 10 15 20 25 . e do Culto Divino. a qual tem de fábrica cinco mil cruzados. porque reedificaram templos mais ricos e sumptuosos. pois nao os fez Deus táo proprietários que os escusasse de dispenseiros dos bens que Ele Ihe deu graciosos. para repartirem em semelhantes obras e com os pobres. com seu retábulo com a historia do Santissimo Sacramento. Salvador. Quis dizer isto déstes nobres. pois déle os receberam. acrescentando-os em tudo. que deu para a igreja maior da cidade. alto e grande. á banda do sul muí alta e fermosa. que no tempo da fome mantéve a gente os dias atrás ditos.

grotas e rochas. que chamam Barranco Seco. que pude saber da informa^áo de alguns nobres e antigos isienhos. e se véem algumas na grota. e dizem que era táo polido e entendido. e no de Nogais e no de Santa Luzia. que parece urna taga. até que junto com sua mai cairam mortos. defendeu muito a entrada. e nelas esteve a maior de(ensáo de sua ilha. Na conquista desta ilha houve pouco que fazer. sem mais quererem sair déles. que foí conquistado. que nesta Ilha da Palma dizem ser o primeiro lugar. Ganhado éste lugar Tagacorte. porque os homens dizem que foram muito pusilánimes. urna pela d¡sp'os¡9áo do sitio. foi pouco o trabalho que tiveram em alcanzar a Vitoria. e morreram miserávelmente. e fugindo de médo dos espanhóis. de que hoje em dia^ se acham covas no áspero da térra cheias de ossos déles. tem éste nome por duas duas razóes.De TaQacorte até Miraflores Ta?acorte. mulher e filhas de grande estatura. d'El-Rei Tago. o qual se chamava Tago e tinha mai. e deixaram o feito as mulheres. e vendo armas fugiam todos ao mais áspero das serras. que dantes se chamava corte. que há na ilha. acolhidos a ásperos lugares. tinha nesta parte sua corte. ou do sitio de feitura de 5 10 15 20 25 . e outra. das quais há verdadeira noticia serem mui belicosas. mas como eram mulheres e os espanhóis pelejavam com armas. morriam. pelo qual os seus ficaram rendidos. que no tempo que foi conquistada tinha pagos e edificios mui semelhantes aos de Espanha sómente feitos e tragados de seu saber e bom engenho. ou por razáo do nome do rei. El-Rei Tago. ousadas e animosas. que neste lugar tinha sua corte. porque o rei mais principal dos que havia nela.

Tomou-se éste lugar pelos espanhóis em dia de S. nem se vé nela morrer alguém de tisico. nem de hidropisia. constelagao. que hoje tem. daqui vai a Tagacorte. donde se colige o grandor da dita Caldeira. de que (além das muitas particulares em mosteiros. porque a qualquer hora. e em toda a térra firme por causa de sua grande fertilidade. Lázaro pelo excesso de comerem leite e pescado. e de largura de nove leguas. nem as aguas causaram algum daño. E pela fresquidáo destas aguas. como em triángulo. que chamam Chorrilho. uma vai direita á cidade e outra aos Salgueiros. nem se viu paralisia nesta ilha. Estáo ao 35 nascer divididas. que há néle de grandissimo rendimento e proveito. E ao presenteu m dos melhores sitios. que todos os creadores tem usando déla para . nem enfermidade contagiosa. que pode haver ñas ilhas. e 10 á parte de leste tem sobre si a Caldeira. pouco mais ou menos. é táo sádia 20 a ilha. e por serem táo poucos nao há casa deputada para Lazaros. e de se aproveitarem nele mais os homens 5 pobres. a da cidade é tanta. que moem 25 seis ou sete casas de moinhos com ela. que se bebe. da qual saem tres ribeiras de muitaágua mais doce. e dista déla quási tres leguas. e sao todas iguais. ou de dia. casas de nobres e hortas) se fazem cinco fontes do conselho repartidas em bairos e pragas: uma junto da igreja maior de S. Sebastiáo. e tem o porto da banda do noroeste. e engfrossarem os ricos em dois engenhos de agúcar. que quantas se podem achar. ou de noite. Salvador na praga principal. outra na rúa Real. cabras e carneiros. ou pelo sao e bom clima. que da Caldeira saem. que com a vertente faz por esta parte de largura as ditas nove leguas. ou Sauzes. os espanhóis Ihe puseram nome Tafacorte. pelo qual fizeram logo uma igreja dedicada a éste arcanjo. chamada assim. que as duas da banda do sul déla distam uma da outra quatro leguas. em que se compreende o mais grosso da ilha.44 urna taga. ou de ambos juntos. nao faz 15 mal. outra no porto. e outra junto a Santa Catarina perto do Telhal. porque é uma cova semelhante a ela de grande altura. outra arri30 ba de S. que é néste lugar a da ilha. tem dentro em si grandes pastos para ovelhas. Nasce esta ribeira da serra. senáo só em seis pessoas tocados do mal de S. nem peste. As ditas tres ribeiras saem táo apartadas umas de outras. e todas estas tres ribeiras parece claramente terem sua origem na Caldeira. afora a que atraz tomam para ir por canos á dita cidade. ou a loesnoroeste. como um tergo de altura por subir em direito. clara e sá. Miguel de Maio.

que se chamou assim por um algar ou cova grande. mas com grande industria de um Lesmes de Miranda á custa de Joáo de Monteverde se tirou desde o ano de mil e quinhentos e cincoenta e cinco até o de cincoenta e sete. é táo proveitoso éste sitio para crear e engordar estes gados. e seus canaviais por lugares táo perigosos. que déla tirou com grande custo agua para o dito engenho. onde está outro engenho de a9Úcar. e a carne muito gostosa e táo sá. onde capiosamente multiplicam e engordam. o engenho de Argal. nem guarda. E é de notar que na multiplicagáo parem as ovelhas e cabras místiyos. ainda que passa por junto dos lugares de Tagacorte e Argual. e assim se chamam. oito mil arrobas de adúcar cada ano. e parecem a bodes e carneiros. que por antre a penedia e pináculos se mostrara mui grossos e altos. que enviam a Flandres. que em toda a ribeira de Guadiana em Espanha o nao há em sua qualidade melhor. que pareceu ao principio impossivel tirar-se da mái. e entáo os come9am a tirar para os a^ougues. e o de Ta^acorte á banda da serra. que nao se aproveita nihguém déla. que a dos extremes. nao pode atinar a sair daquéle lugar. que foi de Joáb de Monteverde. forram os senhores déles muitos gastos por terem muitos escravos e camelos para cortar e acarretar as canas e lenha. e trazé-la ao dito lugar de Argal. rompendo grandes rochedos. subindo 5 10 15 20 25 30 35 . depois de ser embaixo no lugar mui espa^oso e fundo. e sao grandes os proveitos dos méis e reméis. Tem éste lugar. que faz todo aquéle sitio a modo de fundo vale.45 seus gados. que nao cabe mais de um homem por ela. que lá chamam dos Lhanos entre si. cujas peles sao mais prezadas para botas e calcado. e descido o gado por suas veredas. porque nao fazem néles menos de sete. e custou mais de doze mil cruzados. moendo de Janeiro até julho sem cessar. matam-nos por Pascoa de RessurreiQáo. por cima do qual vai come9ando a serra mui agrá e fragosa até os pinhais. mas foi causa de grande proveito uestes dpis engenhos e fazendas. como de cousa comum a todos. que sao avaliados em mais de duzentos mil cruzados. em que se acabou de tirar. que se dá a enfermos. metendo-os nela no principio do invernó por urna entrada táo estreita em seu curae á banda de Tagacorte. e assim os trazem todos sem pastor. Sai pela banda do nornoroeste uma ribeira de muita agua por um estreito e muito fundo lugar e vai correndo por uma grota táo funda até entrar no mar. que fica para o sueste.

pelo que Ihe chamaram Lhanos. e quási uma de largo. inda que muitas vezes é vista e buscada. que lá chamam Foncaliente. e nela se curam sarnosos. movendo contenda natural. e acabam-se com umas térras também chas. e todo o que á parte do noroeste e oeste fica déste sitio. que chamam de S. nao Ihe faltara mimos das cpusas que a térra dá de si. onde estáo outras casas e cafuas de gado. e se inflamaram. que seráo espado de legua e meia de comprido. é tnuito chao. brotaram para fora por aquéle lugar e sitio. Brandáo ao parecer nao muito longe da Palma. onde residem os islenhos mais ricos de gado. e junto do caminho.-a qual secou e tornou a correr. a qual nunca puderam acertar. que se mostra. além está logo a Fonte Quente. e váo fazendo uma volta e ponta para o sudoeste. nem achar. como a ilha de Gomeira. que cá chamamos chaos.46 até ao cume da serra. nao faz impressáo néle. e o lugar chamado Tehiaja. tem feito aquéle escorial. e térras de pao e pastos. a qual com o sol claro dá uma reverberagáo. E déste lugar quási ao sol posto aparece a ilha do Ferro. que inda que está cinco leguas da cidade. Passado éste escorial. como um cascalbo miudo de escoria pura. deixando a Caldeira á banda do nordeste. e nem porque venham correntes de chuvas. porque tem muitas frutas e lugares deleitosos de muita recreagáo. por onde passam. que ali havia de agua muito quente. a maneira de redonda. Além está o lugar de Tigualate. mas muito ardidas. agora dizem que já tem igreja. que é espanto imaginar quáo grande incendio devia ser aquéle nateiro de escoria. gotosos e enfermos de outras enfermidades. tomou o nome éste lugar de uma fonte. conforme aos tempos de fazer seus queijos e tosquias. ou inunda96es. comega o sitio da Fonte Quente. que dizem ser qualidade de minerais que entre si peleijaram. e todos éles ficam sem moradores quando mudam seus gados para outras partes e pastos. váo déstes dois lugares ouvir missa aos Chaos. feito uma cousa estanhada. nem erva. por onde váo da Brenha á parte do norte pelos Paus Fincados até o mar. que está calvo e estéril sem produzir fruto. pois nao háo tentado descobrir alguma parte déle. e também outra por descobrir. mostrando-se uma térra negra nao mui alta. e ardendo. limitam-se pela parte do ponente com o mar. como sao o capitáo Pero Fernandes 5 10 15 20 25 30 35 . se nao está toda continua quási até o mar que é mais de legua e quarto. que parece dar o sol em cousa de estanho. ou Lhanos. que correram do cume da serra. onde moram islenhos creadores de gados.

e quanto mais cortam 5 10 15 20 25 30 35 .47 de Justa e seus irtnáos. criam gados. que querem d ¡ zer cortinhas. muito docicada e carou9osa. onde há o mesmo que em Tigualate. chamados assim cora nomes islenhos. como se chama em Gástela. a qual defesa. como sao faias. que dizem os médicos ser esta agua. louros. ou mocanes. duas leguas déles. que é uma espessa defesa. vinháticos. que tem a folha mui verde e denegrida da feigáo da da oliveira. ou cortijos. Váo ouvir missa á igreja de S. que era o nome desta infanta. onde chamam os Paus Fincados. Recolhem muito trigo e vinho e mel de abelhas. chamada mocáes ou mocanes. tem nestes lugares por nao haver fontes. no cabo redonda. chamada a ponta de Mazo por ser grossa de penedia. Logo está Tigorte. que é uma madeira de pinho. de maneira que parece da feigáo duma maga de magar linho. váo ouvirmissa a Mazo lugar de muitos vizinhos. porque como era áspera e pouco seguida. que bebem os islenhos. e seguiam. barbuzanos. de que procederam os de Justa. que fazem urnas calhetas que chamam Charcos das Ligas. a qual conservam táo fria e gostosa. e ainda hoje os tem. que deita ao mar. limítam-se estes sitios pela parte do mar também ao sudoeste. os quais morreram todos na defensáo da conquista. mas nao táo comprida. e pela parte do noroeste com os lugares atrás ditos. cerra o sitio de Mazo. Dizem os islenhos que neste sitio habitava antes de conquistada a ilha um rei dos mais graves de toda ela. como por balisas. e depois ficou Mazo. onde está a freguesia de S. azevinhos e mocáes. estes e os de Tiguerote e Tigalate. £ o mocáo árvore como oliveira na madeira para bem arder e edificar. e na parte de térra delgada. algum tanto larga e comprida. chamada assim. e deita tres pontas ao mar. pelo que Ihe chamaram ponta do Mago. que se chamava Maxerco ou Maxorco. fincavam paus. mas difere na folha e fruto. que dáo muitos queijos e manteiga. e pela parte do norte com a montanha. chamado assim por uma ponta. um quarto de legua. dá fruta que se come quási como cerejas pretas. que tinha filhos e filhas. que há alguns que levam mil botas de agua. Braz. adernos. e sabipeduiaes cheirosos como cedros. peixes que nelas sie tomam. causa de serem táo saos. ou cafuas de gados. tanques táo grandes feitos de pau de tea. de que se faz o breu. ou floresta. indo e vindo por éles sem errar. toda destas árvores. cabras e ovelhas. que chamam mocáo. para atinar aonde haviam saido. e mais larga. nao tem igreja. há nesta montanha árvores silvestres. escapando só uma fílha. Além está o Mocanal. tiis. Braz.

que cá chamamos losna. onde se recolhiam os islenhos na rocha. retamas e ascénsios. capitao portugués. O mesmo tem Boavista. que é outra freguesia. e o Penteado. Confina éste sitio com a Caldeireta. que sao duas fazendas grandes também de vinhas. aonde há muita fruta de espinho. pelo que Ihe chamaram Boavista. Boavista tem uma igreja de Nossa Senhora da Conceifáo á vista da cidade. tem éste lugar e sitio um quarto de legua de comprido. chama-se Agacéncio por ter dantes muitos agacéncios. e na de cima a de S. e logo está a Vinha da Fraga. e a de cima e a de baixo. e além o Barranco. José. como sao tagetes. e a grota de Joáo Maior. romas. mandou assestar dois tiros do mar a esta rocha. Além está outro sitio. coelhos e perdizes. e melhor de toda a ilha. Pedro. e depois o vale de Miraflores. que por nao se poder andar por ela. que naquelas fazendas criam. e as Covas Fragosas. onde há tantas vinhas. de grande sustenta^áo e gósto. Na brenha de baixo está a freg-uesia de S. que chamam as Mecheiras. onde dizem os antigos islenhos. que chamam Velhas. que choveu muito tempo urna cousa como maná branco e suave. e bebem os moradores da fonte de Agacéncio. que é uma subida mui agrá do mar até á dita igreja. com que fez melhor o caminho. que dáo de dizimo cada ano mais de mil e quinhentas botas de bom vinho. e muitos pavoes domésticos. onde nao tém agua. que chamam tabaibas. e vai-se alargando até o cume da serra. que éles apanhavam antes do meio dia. pomares e jardins. cardos e outras frutas. dá também trigo. indo ali ter. tanto mais nasce. passavam os caminhantes com baixa-mar ao longo da costa. 5 10 15 20 25 .48 déle. e quebrou parte déla. Adiante está o Verodal e Figueiral de figueiras de inferno. Além do Monacal estáo duas brenhas de pedra como biscoutal. que caía sobre as árvores baixas e espessas.

todos estes vales e grotas sao povoados nao só de vinhas temporáes. Do barranco.25 . e déle até a serra há campos chaos cober. e a grota. perto da cidade. ou Grota Seca sobem á Ponta Cha por Mirca. que Ihe cai para a banda de leste. ou grota de Nossa Senhora das Dores. que também se chama da Agua por se tomar néle a agua. Galga e Gálguitos e Lomban. e confinam com o lombo de Mata Velhas. urzes e poejo. que com enchentes de chuvas póem muitas vezes em perigo a cidade. que val ter á cidade. e a do Rio está urna ermida de Nossa Senhora da Encarnagáo de grande romagem. que é caminho direito para os Saúzes. e em Valoco. mas de frutas de diversas sortes de agro. até a horta do Cabo. que se chama o Barranco Seco por nao levar agua. e passa por urna ermida de Nossa Senhora das Neves. romans. e outras muitás. em que se colhe multo pao. até chegar a Aroyos.De Miraflores até ao Barranco. que há em Boavista. e ao barranco. ou Salgueiros. ou Grota da Agua.5 simas vinhas. da Vila de Santo André O Vale de Miraflores tem éste nome por déle se verem todos os pomares. e em ambos estes vales há grossas fazendas e riquis. baixa mar. ou barranco dos Moinhos. No campo de Mirca nao há mais árvores que uma palma. dito assim por ser fundo ou váo. que se estendem ao norte meia legua até aos pinhais da parte de Tenagua. meia legua da 10 cidade. da qual cuido que tomou nome a ilha. onde andam muitos coelhos. e neste espado váo da serra muitas 15 grotas direitas ao mar. lesnordeste. E entre a grota de Mirca. peras pardas. jardins e fazendas. e fazem grandes danos. Santo André.20 tos de murta. há também outra grota.

que chamam almecega. senáo em roda. Come9a Tenagua da saida de Barranco Seco. nem caparosa. indo todo éste termo até á parte do norte desde as rochas. arriba um pouco desta fonte come?am as térras lavradias de Tenagua.50 das. toda a embebe em si. que nasce na térra cha. que por muita agua que chova. porque nao crescem muito em alto. a qual dizem que mandaram fazer Luiz Alvares e Rodrigo Anes de Tenagua. A térra é táo grossa e magapés. e por esta parte sao mui altas. e acabando de subir. que caem sobre o mar. e dá muito trigo cercado ao ' ñas quais está escrito no original ñas entrelinhas com letra que parece do autor. onde logo toma seu nome. e como árvores rqais ninguém corta délas mais que alguns ramos pequeños e folhas para mézinhas. fazem tinta mui fina para escrever sem Ihe deitar galha. ou porque há ao redor deste lugar quatro ou cinco fontes até chegar ao barranco de Santa Luzia. lavatorios e tinta. e é sua sombra mui fresca. mas mais baixas. entre urnas lages movedÍ9as. porque acaba seu limite ao tanque de Luiz Alvares. ñas quais^ se dá muito pao. que é medicinal para muitas cousas e para fazer fino verniz. jamáis perde a folha. nem a verdura. e em vinho branco com alguns ferros velhos dentro. a substituir urna palavra riscada (e ilegivel) por ele. pelo que parece. arriba muito ingreme. junto aos murtais. como abobada na mesma rocha. tem a folha mui densa e macia. nao produzem estas árvores fruto senáo sómente dáo aquela graxa. e do sul á banda do norte quási outra meia legua. e logo abaixo um tanque. onde bebem os gados e lavam a roupa de toda aquela vizinhanfa. a qual cozida em agua. e por isso se chama (segundo meu parecer) Tenagua. com um sombreiro. que os pos Deus neste lugar junto do caminho para alivio dos que por ele váo. nem Ihe cai. que ao picáo e escoda se fez na mesma rocha. tornam a descer para Tenagua. onde nasce. 5 10 15 20 25 30 35 . fazendo como ladeira. nem algum outro material. e até os almásticos nao há por ali outra planta senáo cardoens e cardos ao redor das rochas. o baixa-mar abaixo em direito desta fonte é mui chao. á parte de baixo do caminho está urna fonte bem lavrada feita em quadra em pedra viva. segundo se depreende do aspecto da tinta. que cobre toda a fonte. onde há urna fonte de boa agua. indo para a Ponta Cha até á entrada do barranco de Santa Luzia mais de meia legua de largo leste oeste. Os almásticos sao tres ou quatro árvores a modo de oliveiras.

porque passam de dez palmos de quadra os que se podem serrar. tem éste lugar uma grande fonte. Além estáo vinhas de outros bar. como o Granel^ de um granel grande. e de alto.20 rancos. e arvoredo. e de largo do mar á serra. onde há muitas sabinas. toro de trinta e quarenta palmos em comprido. que sobre esteios está feito mui antigo. e o Sabinal. está o barranco de Nogales. como muro. chama-se éste lugar Lhancon onde. tudo feito por máo do autor. com que podiam regar as vinhas. que em sua 5 linguagem chamam Punta Lhana. tem legua e meia de termo. mas nao é costume. Tornando ao barranco de Santa Luzia. se quisessem. que em todo o restante da serra. e o Sabinal. 15 que é mais de legua e meia de comprido. mas mais alvo na cor. E toda esta parte do ' Granel e o estáo ñas entrelinhas no manuscrito original com letra do autor. há muitas cracas e marisco. por 10 onde se vé que é mais fértil que Tenerife. Há outros moradores nobres e rieos. que cabera uma grande ñau por ela. | 30 35 . que é um pau á maneira de cedro. os quais dois moios de térra de baixa-mar se chamam Ponta Cha. onde os moradores dali guardavam seu trigo. Joáo de cem vizinhos. que é de grosso ma^apés. onde chamam o Granel. onde se costumam regar. e de melhor cheiro. e nesta parte sao os pinhos e teas mais grossos. e há bons vinhos onde chamam o Granel e o* Sabinal. porque para a parte do barranco de Nogales faz uma ladeira. que 25 chamam franceses. que tem éste nome por urna ermida que nele está desta Santa e é cerrado de rochas de ambas partes. onde há muitas nogueiras e castanheiros. chamado assim. e pode servir para gales. indo para os Sauzes. que pela parte do sul tem sua entrada táo larga. em especial peras pardas e limoes de talhada. bastecida de carnes e frutas. e outro moio onde se chama o porto da Ñau distante da Ponta Cha mais de meia legua. está a igreja paroquial de S. e á entrada tem urna fonte. onde há uma espagosa e funda baía. mas porque chega do fim de Tenagua até a Galga. porque cometa abaixo do lugar da Galga. toca no baixa mar. térra de pao e vinhas. Passado o Sabinal. e pastos. de cardoens grandes espado de dois moios de térra. todos lavradores. nem necessário regá-las nesta ilha.51 redor. e todo agro. e o lugar afastado meia legua toma o nome de Ponta-Chá. e há néle muitas árvores de frutas. que tem. 2 como o Granel está escrito ñas entrelinhas a substituir tres palabras riscadas ilegiveis. Além das térras de Santa Luzia e depois da Ponta Cha.

e é térra táo quente e baixa. tem sua igreja da advoca9áo do Nascimento de Nossa Senhora. e sao medicináis á alvorada. Alguns dizem que como Berberia está tao perto destas ílhas. que nao conderí'se as chuvas e vapores de sobre estas duas 25 ilhas altas. por isso nao tem as ilhas de Canaria viragóes do mar frescas como a ilha da Madeira. e á tarde sao dañosas. porque os outros sao teas. nem em veráo. dita asim. vinhas. que nao deixe de nevar. é éste lugar de lavradores e serradores. e para os Sauzes pelo caminho real que vai por éste 5 lugar. E no dito Pico de Teide assiste a nevé todo o ano. que recreia os baixos. e por isso os filósofos e médicos desta ilha aconselham aos moradores que madruguem pela manhá por gosar aquela frescura. que nao há outro em toda a ilha. que nela cai. onde há muitas árvores e frutas. ainda que tem o vulcáo no meio do pico. o que nao é a parte do oriente da ilha por ser de rochas talhadas e mui ingremes. donde vem frescura. Estáo nesta parte além do Granel as térras do Pinho. os pobres fazem casas de outra madeira. se cometa a entrar 35 pelas térras lavradias da Galga. fontes e aguas. hortas e legumes. como se vé até no estio estar coalhada muitos anos. ditas assim por estar nelas um pinho manso. senáo nevoas. e nesta ilha nao se vé outra tormenta nem em in15 verno.52 ponente é muí cultivada. e nao abasta 10 agua para o apagar. quando as nevoas sobem ao mais alto das encumeadas da serra. e sem nevoas. e com muito grám trabalho. e é povo de até . por ser um sitio redondo a modo de uma galga que deitam a rodar por uma ladeira. mas perigosas com o fogo. que continuamente arde e deita fumo. nem outro impedimento que impida a grande quentura. que vSo para Santo André. se ateia e arde com gram furia. e como Tenerife e a Palma sao táo altas. mas com mantas molfaadas o atalham. As nevoas da serra causam na ilha da Palma no veráo e 30 estio suave recrea^áo. que neva nos altos. E por isso no mais alto déste barranco cortam os ricos a sua no verio. como em alcatráo. pois distam sessenta leguas no mais déla. Acabando de passar o barranco fundo. E da frescura destas duas ilhas Palma e Tenerife. todavía nao impede esta quentura ordinaria ao frió natural. de que fazem os ricos as casas com ele mui cheirosas e perpetuas. que na tea. 20 que está perto destas de Canaria. colijo eu que vém as vira^óes á da Madeira. e a voltas váo subindo os de pé e de cávalo. trigo. e coalha a nevé no Pico de Teide.

espafo dum tiro de arcabuz. e o mais rochas talhadas. que é todo de vinhas. ou Espanha. que sao árvores que nascem em lugares ásperos e táo ingremes que parece impossivel ir onde estáo. pelas bordas da qual se dá muito inhame branco. que em anos caros supre por pao. Saindo deste barranco para a parte do norte está o lugar de Galguitos. e bons vinhos para carregafáo das Indias. que se chama de S. porque sao baixos de costa brava. Joáo pela parte do caminho real. e por os da escala das Indias. ou grota do Biscainho. e com trabalho tomar carangueijos de noite com lume de tea. e na 10 Galga. que toma do mar a serra todo plantado de vinhas ñas ladeiras de ambas as bandas.20 mens se podem defender contra mil. que deixaram de fazer. Saindo deste lugar. Logo se segué o barranco. por Ihe dar o sol depois que nasce. mas nao temem ser entrados por elas de imigos. Tem duzentos vizinhos. ou váo á Galga por ordem do Bispo. e Ponta Cha houve já muito pastel. Tem até vinte vizinhos. porto que disse em que carregam os agúcares para Flandes. onde. como 35 no barranco de Nogales. por haver mais proveito nos vinhos e trigo. e o que vem das Lombadas e Galguitos se ajun. onde carregam seus vinhos e aQÚcares. até que 5 se p6e. . que váo ouvir missa a S. logo se entra em outro barranco pequeno. sendo cozido. ermida da Vila de Santo André. e colhem déles uma goma táo vermelha como sangue.15 tam em um á entrada da Vila de Santo André quatro leguas da cidade de lavradores ricos de vinhas e trigo. de que é frequentada aquela ilha. que sobeja da regadia dos canaviaes e moendas. e junto a ele há dragoeiros. que tem boas moendas. Concluindo éste barranco de S. mas todavía váo. que vai da cidade. e ñas mais grotas de toda a ilha. Dois tiros de arcabuz para leste está uma ermida de Nossa Senhora da Piedade.30 dias. nao pedirem senáo vinhos. O barranco da Vila de Santo André. Nao tem moinhos. 25 como em receptáculo toda a agua. que se chama de Agua pela continua ribeira que por ele corre. todo plantado de vinhas. e é aqui quasi o meio déla. onde vai ter. Deste porto adiante pela baixa-mar tudo sao rochas e pene. será meia legua de comprido a parte do norte toda cultivada de vinhas e pomares. onde dez ho. está o Guindaste. váo moer aos Sauzes. onde escassamente podem pescar de cana. Joáo. que chamam sangue de dragáo. Joáo. porque a ilha é algum tanto nordesteada. tem duas calhetas da parte do sul.53 cincoenta vizinhos. e adiante. e faz uma comprida e estreita alagoa.

senáo sómente em uma alagoa da Gomeira. e pondo-lhe de baixo em que ca!a. e por isso as aguas deste e dos outros barrancos sao limpas e frescas. ainda que a tenha em sua propriedade. 5 10 15 . ou lirio espadanal. E neste barranco sao mais grossas e altas estas árvores. e fica urna goma para multas mézinhas proveitosa. por ser árvore real. pelos g-olpes dá éste sangue de si. Desta goma urna sai de si por entre gretas da cortina da árvore. e com elas moem os engenhos de agúcar que há nelas. ou espada. que em caindo. senáo é já no fim. que fazem. que é a mais ñna e prezada. que em toda a ilha. sao dos que algum' furacáo arranca. Nao se criam nestas ilhas Canarias ras. e para conservar limpas as armas sem tomar ferrugem. sua folha é como a de espadaña. Sao estas árvores a maneira de palma direitas arriba. de que fazem grandes e pequeñas gamelas do tro90. log^o coaIha. onde em cima fazem copa redonda. ninguém tem licen^a para cortar alguma. e as rodelas e vazilhas. como palma sem pencas. e do costado rodelas. nem cobras. nem sapos. untando-as com ela brandamente derretida com pouca quentura.54 ferindo-o com urna fouce. e poucas tem bracos. táo rija que fazem déla tamisa para ataduras e cordas. e outra cai de gota.

que da Vila de Santo André vai os Sauzes ou Salgueiros. Os sauzes sao quási á maneira de sal. dito assim pela muita cop^a des'tas árvores. ou porco. nem quebra tanto. porque qualquer boi. que á parte do nordeste caem. a folha dos v. Em um engenho destes estéve um feitor chamado 15 Plazéncia que curava a enxaqueca com ensinar a beber o vinho nuro tendo já o jarro da agua na outra máo.nhat. • i i F dura que é todo o termo dos bauzes. cuja igreja paroquial é de advocacáo de Nossa Senhora de Monserrate. que mandam a Espanha de presentes para fazer os dentes alvos. que em si tem ao longo das ribeiras. ou outro gado. nao é tá'o oco. onde estáo dois ricos engenhos de adúcar. beberem logo os enfermos a agua após o vinho. barbusanos. Ha neste lugar muitos 'ardins e frutas. é muito branco. em tirando o copo ¿ boca.ta lenha. tudo sao canaviais até o barranco da 5 prido. e ouira mcic & . mocáo til.cos faz daño as 20 alimárias. vinháticos e adernos.f. as ^ua. logo torna a brotar. que a come se embebeda de maneira que estao a par da morte.Q mpía de lareo. Tem éste lugar mu.Do barranco da Agua da Vila de Santo André até Foncallente fim da Ilha da parte do ponente Tornando ao caminho direito.. •••(„] Cortando-se aqui a lenha. que e ah 25 . que será meia legua de com•1 .10 audro!^'mas de outra casca e pau. como o salgueiro. c ji. E debaixo até riba. todo éTadeira ácima até entrar na pra9a ou campo. ainda que a folha é toda urna. com o qual remedio saravam. todos as bestas muarés. para. e déle se fazem uns pauzinhos cozidos em vinho branco com sanue de dragoeiro. que no dito lugar d s Sauzes está. e sobre „„nrp<! as quais sem nenhum remedio morrem. pelo que jamáis faltara nesta parte até chegar aos pinhais e cume da serra.

E é o caminho dos Sauzes a Garafía. 30 Passando a cruz dos Frades. o qual remediaram com remedios de seu alforge. fizeram por alí aquela cruz. com os que váo e vem a Espanha. e discorre até Joáo Adalid. onde anda grande copia de gado de toda sorte dos moradores daquéles loga35 res. e assim se desencontram do rumo destas ilhas. depois déles está o barranco da Ferradura. nunca as foram buscar os moradores déla ocupa20 dos em seus tratos e lavouras. pelo que nao pode entrar lá gado vacum. como a de Tenerife. como dezoito leguas de comprído. e outros morreram. a qual alguns dizem ser assim criada em principio. que parece ter. E aos que dizem que por aquela parte é o mar mui lavrado e cursado. mas nao parece assim. e outros se perderam cora a névoa. e os que váo á ilha da Madeira levam a proa um pouco a leste até quási descobrir a Langarote. E ainda que esta ilha. se entra logo em um espésso pinhal. alguns dizem ser a ilha da Madeira. e os que váo da Palma poem a proa a leste. donde se vé toda a caldeira que tem nove leguas em circuito. e táo fria a maior parte do ano esta encumeada que se háo gelado muitos homens nela. que é a parte de oeste. que é muito fresco de árvores silvestres e domésticas. é a modo de uma ferradura. que desta cruz dos Frades demora ao sueste. por ser em cimaes5 calvada e sem abrigo. vindo á Palma. que demora ao mesmo rumo. Olhando desta cruz para a parte do nor15 deste se ve algumas vezes urna ilha grande e mais alta da banda de leste táo chegada. Logo mais adiante no mesmo caminho que vai e vem a Garafía. porque nenhuma aparéncia tem urna com a outra. E por nao esquecer éste caso. e adiante de Santo Antonio. acharam um homem morto de frió. Brandáo se véem desta ilha da Palma mui claras. porque os que vem de Espanha p5em a proa a oeste. e ilha da Madeira. cuja largura de duas leguas chega até Garafía.56 o mais alto da ilha. que parece nao terem ra25 záo. está urna cruz 10 que chamam dos Frades. por onde se atravessa a ilha de nove légfuas. e compridáo de cinco até Agua Tuvar e Candelaria. digo. porque nao há sinal de pedra algum que corresse. e a de S. e outro quási morto. que tomou nome deles. Mas tornando aos Suazes da costa do sul. por melhor cobrar e poder tomar a mesma ilha da Madeira. dito assim. senáo as rochas agras. . frutas. está o termo dos Sauzes entre o barranco do Rio e éste da Ferradura. porque por onde vai o caminho para Balravento. e se abaiva por ele. porque passando por esta parte dois franciscos a pedir sua esmola.

está um campo chao. pelo que os moradores tomam por valedora a Santa Marta. que fazem grao daño. ou penédo junto a costa. e moradas de islenhos fidalgos por ser lugar de recreaíao. cria^oes de gados e algumas casas de lavradores ainda da fregues.57 vinhas.do assim por mar como por térra. que quanto ao pastar deles sao as térras comuns. e disposto para nos chaos de suas saídas trazerem seus gados. onde váo á missa.Iha chamado S. do qual até Foncallente corre a ilha leste oeste dezo. e com o espesso arvorédo pela térra. onde vai fenecer. e levam ñas 5 10 15 20 25 30 35 . freguesia dos Sauzes. e por isso os islenhos se mudam com seus gados de urnas partes a outras muitas vezes. e pendo (s/c) de baixa mar de Balravento come?a a voltar a ilha pela parte do norte do oriente para o ocidente com asnera e agrá costa.a do lugar de Balravento. Passado éste termo dos Sauzes.to leguas de compr. onde e o comeco desta ilha. em cujo dta fazem grande festa na igreja de Nossa Senhora de Monserrate. ainda que magapes diferente de toda a ilha que é de puro ma9apés. ainda que d. onde estáo as casas dos nobres e ricos Aparicios. que ao pé da vertente da serra se faz.mao García. por ser também a térra arenisca. E se chovesse nela. perto do lugar de Santo Antonio antes de Garaha O porto desta granja. mas os vinhos com a quentura sao bons e as frutas estremadas. pela qual parte está povoada a costa baixa de homens honrados fregueses da Igreja de Nossa Senhora do Rosario do lugar de Balravento de oitenta vizinhos que está situado em um campo chao todo cercado de arvoredo'como no meio do cume da serra. que destroem muita uva. senáo os que tem fruto. e abaixar a dita serra para a banda de leste. Desta ponta. e se comeca o'termo de Balravento estendido para o mar. E ainda que com rerael do agúcar nos engenhos matem muitas. e por éste baixamar está um cirne. todo de térras de pao com algumas boas vinhas. e cria tantas lagartixas. onde se carregam os vinhos que ela da.stam tres leguas atea granja e fonte nova que é de um regedor da . colheriam muito mais vinho. todavía há ai tantas e mais que em outra parte da ilha. como em outras partes daria tantos mantimentos que nao teria sua igual. e algums fajas de vinha ao pe da rocha ao Iongo do mar. Se nao houvesse neste barranco lagartixas. e nao há lugar proibido. Entre o qual lugar e o de Balravento para o mar está um alto monte de penedia e rochedo que abriga éste barranco da parte de leste e sueste. pelo que é calidissimo. e fontes.

Tem uma grota ou barranco que se chama Grande. e Joáo Dalid e S. que cai em gotas de riba da abobada. que dista déla quínze leguas. que chamam 10 Gordo entre o lugar e o mar. Joáo Dalid. e em baixo feita como um pogo sempre no fundo com grande quantidade de agua. Domingos. Joáo dali. sem nunca Ihe faltar. e alguns deles moram em outras covas ou furnas. como urna pequeña calheta. Ihes dizer «nao passara hoje. onde déla podem ir lá ouvir missa. dito assim por ter aqui o convento desta ordem da cidade uma sua herdade de até vinte vizinhos. povoada 15 de moradores ricos portugueses. senáo éste e o de Taga-corte. fica já o cume da térra á parte do sul. onde se nao pode semear. Celebra-se a festa desta paroquia de Nossa Senhora da Luz em dia de sua Natividade. 5 Partíndo desta granja para o lugar de Santo Antonio. sem haver outro porto da banda do norte para barcos sómente. donde se provéem os moradores daquele termo. Domingos 30 em a faldra cha. de que bebem á parte de oeste. que se chama de Joáo Dalid. que está abaixo de Santo Antonio mais de meia legua. Saindo déste barranco dos Pinhais até o mar tudo sao térras de pao. igreja paroquial. pois é só espafo de meia legua por entre alto arvoredo. que ali está toda de pedra ao redor. por um homem déste nome. chamou aquele sitio Garafia. e em espanhol rancho ou morada. a Cova da Agua e a Luz. e uma fonte. Domingos. e logo come^am as térras e vinhas do sitio de S. S. Tem urna fonte junto da igreja. e muitas frutas. e terá duzentos vizinhos. e agua vertente da serra um quarto de legua de largura e outro de comprido até a Cova da Agua. pelo ele 25 ser dum quarto de legua de comprido. passando no principio por ali com seus companheiros. que granjeam vinhas e gados em um monte. até quarenta vizinhos. que em 20 lingua islenha quere dizer aifaraga. Domingos. que assim se chama todo o termo de Garafia. onde há covas e furnas em que vivem alguns fregueses. e dos lados. Tem o termo de S. ou . porque inclue seu termo. até a Cova da Agua que tem 35 éste nome por uma grande cova. indo para Garafia. está ao noroeste déla feito. daqui». nem coIher trigo. E haverá no dito lugar de Santo Antonio. que nesta parte há muito e bom os mais dos anos. e dalgumas vinhas. Garafia.58 botas á toa em barcos á cidade. E indo mais abaixo aonde está Nossa Senhora da Luz. e outro tanto de largo plantado de vinhas. onde também está uma fonte do Pinhal. onde tem tanques de agua da chuva sem ter fonte.

das quais. em que se queiman os toros da madeira. ou forno com tal furia. como a que nesta ¡Iha de S. Miguel chamam biscoutal ou biscoito. quebrando a térra e pedra. e tea primeiro no primeiro forno. por onde corre o breu. e está abaixo outra cova em quadra táo grande. que a parte do sul caí tres leguas. como quando se acende o lume em azeite ou cera. á maneira de um tavoleiro de xadrez. com que logo ali em térra cha fazem uns repartimentos. e feriu outras tantas dos que iam apanhar camaróes que a maré trazia. onde éste homem rico tinha suas casas e herdades. quando as fazem. senáo uma terrivel chama. domingo de ramos. e do barranco de Fernáo Gil. como no ano de mil e quinhentos e cincoenta e cinco caiu uma lapa que estava sobre o rio de Sacavém junto de Lisboa. e táo inflamado. está cheio de pinhais grossos e mui altos. e se chama entáo alcatráo. que há antre a cova da Agua e a Ponta Gorda. que chamam tendáis apegados uns a outros em ordem. Estando pois assim o alcatráo derretido e inflamado no primeiro forno. que vem fervendo derretido dos fornos. Estende-se éste sitio da Cova da Agua pelas faldras dos Pinhais. que nem o metal quando fazem algum 5 10 15 20 25 30 35 . e tem seus lugares abertos. que havia de vir da outra parte de povos. Atoram estes troncos. e limite da Ponta Gorda. como tres fornos de cal. antes de ser a segunda vez cozido. e estáo uns fornos. ou covas na térra fundas. que poe a derreter na tacha. que faz por cima daquéle breu. que sobreveio. estendendo-se os pinhais para o cume da serra e caldeira. e corre logo para a segunda cova. e para a cruz dos Frades tres ou quatro. que nao se pode apagar. e doutros que estavam aguardando pela barca. senáo com se tirar do fogo. Ihe destapam o cano por baixo com um engenho de madeira. que com algum furacáo caem alguns anos desta maneira. e matou mais de quarenta pessoas. se acolheram alí onde os alcangou tal desastre. onde tem a igreja de Santo Amaro. freguesia de todo aquéle termo. que possa caber nela todo o que na primeira se derrete. onde está sómente derretido. tiram os torróes. E todo o espago. onde estáo os tornos de breu e alcatráo. depois de bem queimada a tea sem aparecer tÍQáo. que sao bons de fender e cortar. e matar seus habitadores. a qual chama é. faz-se aqui o breu dos pinhos táo grossos como um tonel. que só nesta parte da ilha se faz. ou pedra.59 cavernas da térra. que está mais de meia legua da costa. que chamam alcatráo. e algumas vezas acontece cair alguma destas casas. e com uma chuva.

que se quando está alcatráo. ali Ihe fazem o segundo cozimento. que é tal antes. para ir aos tendáis feitos a modo de em xadrez de umas casas a outras com tal quentura e for^a. o soltassem por um rio de agua fria. de que bebem e fazem tanques para os gados. aguas vertentes da encumeada da Caldeira. pois responde a cem fanegas por fanega em anos de chuvas.60 grande sino. que se estendem duas leguas de térra. sao tudo faldras. por ter ali sua ermida. Nao tem aqui vinhas. que está cavado todo em tendáis a modo de em xadrez. onde também está o barranco do Bom Jesús. e por ser alta e redonda. E indo de Tixarafe para os chaos que chamam Lhanos. e serio entre todos oitenta vizinhos. sem se apagar até todo se consumir. que é um vale de meia legua povoado de sete ou oito islenhos creadores de gados. por sua agrá e 5 10 15 20 25 30 35 . ou rei grande. Dali o levam os moradores da Cova da Agua ao porto de Fernáo Gil. e de un forno podem sair cem quintáis de breu. Logo entram em Agua Tuvar. por nao haver outro em toda aquela'i banda até o de Taga-corte. e urna noite. que se devera chamar térra de pao. E estando neste segundo forno quadrado. e ardem as vezes cinco. e em breve espago enche todo um campo táo grande. estando primeiro Tinigara. que nao se pode ninguém chegar a ele. para déle o levarem á cidade. por dentro da térra há um barranco mui profundo. indo por Tinigára. e meia legua de largo. está aqui a igreja de Nossa Senhora da Candelaria. conforme as covas que fazem» e ao grandor délas. que se chamam as voltas de Magar. seis covas destas. Depois que se coze aquéle dia e noite neste lugar. como um jogo de pela. herdou éste nome. ou mais ou menos. por onde passam por grandes e íngremes voltas. a que chamam fornos. por sair ali urna ponta ao mar um quarto de legua de comprido. e assim Agua Tuvar se podia melhor chamar Agua Tomar. Chama-se também éste termo Ponta Gorda. como disse. pois a tomam da chuva. Da Ponta Gorda pela parte do norte cinco leguas até Tixarafe. iria ardendo. paroquia destes tres termos. leva tal inflamagáo. E nao se tira dali ainda aquéle dia. nem fontes. em que estáo todo um dia. e dista da cidade sete leguas. no qual dizem que um rei tinha sua morada chamado Altini que quere dizer bom rei. o tiram por seus canos feitos na térra. Agua Tuvar Tinigara e Tixarafe. nem frutas. mas ao outro seguinte já está dispósto para tirar os tendáis. que se recolhe em covas de lagens. até ver estar já gastada a furia e crueidade daquela materia.

mas nem por isso a deixara de andar todos os dias os islenhos cora seus gados. Desta encumeada váo á cidade.nte. Bartolomeu. senáo no amargoso destas voltas. e neves que a continuara rauito. 5 10 15 20 25 30 . seu calgáo atado na cinta em faldra de camisa.a t a j a la b r u m a . e distará deste caminho a Fonte Quente seis boas leguas. com que umas e outras fazem as dezoito. e em todolas outras particularidades por estar bem segura no zelo do servi?o de sua raajestade.m chamara á névoa. passando a umas e outras partes com sua langa ao ombro e o saco ao tiracolo com sua vitualha. e se vai acrescentando com mui grossos fortes e baluartes. Ma deste barranco aos chaos. toda a encumeada é de pinhais e outras árvores táo verdes. pelo que vendo esta ilha a de Tenerife. e deste lugar indo á parte do oriente até o cirne. nao com a dogura dos engenhos de adúcar. que seráo mais de v. que a ilha toda tem de comprido. e divisara o arvoredo de longe. E tirando meia legua de Escurial.que ass. Com o que tenho concluido o que desta ilha da Palraa pude saber de testemunhas de vista e de ouvida. zorabando e dizendo um ao o«tro pariente . e reformada nos eosturnes pelo grande cuidado e vigia que nisso tera o Reverendissimo Bispo D. que acabando de a subir. e assim esta ilha da Palma conclue seu fim. estremado prelado. que e caminho pelo cume de gente. sobre cuja sombra fazem os sequiosos caminhantes este ohcio que Ihe deu tal nome. e tres á cidade. indo pelo caminho direito ao Pinho de Vaza Borrachas. que ao presente está aumentada. e de gados até a dita Foncallente^ onde se acaba a ilha ao ponente. ou penedo. menos de meia legua. comegar lo«o a descer caminho aprazivel. em que comegou. e alguns picos rasos pela parte do meio da caldeira. que nunca Ihe falta folha. quando a deixam as névoas. sempre parece verde. que por esta parte nao é mais grossa. ou Lhanos. ou da parte do sul. e déste pinho á cidade duas leguas pequeñas e boas de passar a encumeada.61 áspera e amargosa subida. como é indo pelo escunal. em que se come?a a ilha em Balravento doze leguas. e também o que há pelo meio desta encumeada deste caminho para a parte de Foncalliente.

Como foi achada e tomada a Ilha chamada Ferro e de algumas cousas que há nela A ilha chamada do Ferro. que foi. o que dizem. E ilha mui pequeña e quási triangulada. que se mostra assim. e assim fica a ilha de tres 5 10 15 20 25 . E porque a povoa^áo. e da Verde a ponta do Sueste pela parte de oeste e sudoeste e sul até o sueste legua e meia. biscainho. que por esta parte do norte e noroeste sao mui espéssos. Tem bom porto e entrada á parte do nordeste. e dando a volta por leste e nordeste até a dita ponta de Santo André há outro tanto caminho. antes de entrar nos pinhais. que agora é. e outras verduras. comegando na de Santo André. que se chama Porto do Ferro entre as duas pontas. há de uma ponta á outra. está quási no meio da ilha. que ao ponente da ilha da Palnna está distancia de doze légfuas. que entáo havia. por ter em si altos e verdes feitos e gamoes. indo na viagem das Indias. o qual está da vila. e nao disse mal. onde'faz a ilha como duas pontas a maneira de baía. com seu comprimento de pouco mais de legua e meia sueste noroeste. terá em circuito tres lég-uas e meia. Chama-se ilha do Ferro pela chamar assim um Joao Machim. quási urna legua. quando se achou. á boca de urna faja seca e arenosa. que nao parecem senao ferro. que é o comprimento. e agora há. disse: esta é a ilha do Ferro. pois a mostra da pedra bem o parece. senáo de sua costa ao redor. e o porto está mais perto da ponta de Santo André que da Verde. nao quero logo tratar do povoado. a de Santo André e a ponta Verde. e indo á Verde. o qual vendo a costa ser de pedras e rochas ferrugentas. que a achou. onde dá volta a ilha pela parte do noroeste mais de meia legua. A qual comegando deste porto.

ou pelos ventos Ihe serem contrarios. o qual levando (como disse) a derrota das Indias. sem ter outro algum porto. senáo o que está dito. nem tem ao redor de si outra cousa notável. se deliberou de a reconhecer e entrar nela. a de gram Canaria e Tenerife. por Ihe haver feito El-Rei D. Sendo pois a ilha táo pequeña. que viu dispósto para ancorar. e seg-undo alguns afirmam. onde ouviam as vozes. Forteventura. vindo-se seu pai nela morar. espantados 5 10 15 20 25 30 35 . e chegando á vista desta pequeña ilha. Alta de costa e lombada. de que tinha noticia. que a esta hora o Rei desta ilha com todos os que nela havia. senáo alg'uns penedos e rochedos. e surto no porto. depois de tornado já Colon. Como quer que seja. e conhecendo nao ser alguma das já ganhadas se espantou. por nao serem sentidos. que ofereciam ao modo gentio. estavam em um geral sacrificio. e ouviu multas vozes. estiveram quedos. e é grossa tanto para urna parte como para outra. sem achar pessoa alguma. como afirmam duas filhas suas Maria Machim e Luzia Machim. vendo-o. Fernando mercé de muita parte déla. e entrado mais dentro.63 légfuas e meia em circuito pouco mais ou menos. indo para as Indias éste Joáo Machim. moradores na Palma. vendo que era táo pequeña. onde viu mais gado. depois de subido aquéle primeiro vale achou um campo chao. que nao viram o que era. inda que outros dizem que antes que o dito Fernáo Cortez fósse ao descobrimento de México. ainda que nao sao mui dados a éste exercício. de cuja derrota tinha faltado. e o primeiro espanhol. biscainho. que nela entrou. onde com dificuldade podem ir a pescar de cana alguns mancebos islenhos. pelo que viu nao ser nenhuma das outras. parecendo-lhes que ouviam cantos. pela nao saber bem tomar ao sair de Espanha. fóra Joáo Machim com dois navios na volta das Indias. e vendo rasto de gente e gados. e havendo já sido conquistadas as ilhas de Lan^orote. espantado passou adiante. a quem preguntasse o que era. isto Ihe acontecen a Joáo Machim. e ido Fernáo Cortez. que podiam ser seis ou sete pessoas. as quais na ilha de Ferro se crearam. Mas éste é o primeiro descobrimento desta ilha. e assim era. e antes que Magalháes soubesse navegar. saiu em térra. Joáo Machim com os seus correu para aquela parte. nem Santo Domingo. que faz a banda do sul um de outro dois tiros de arcabuz. e derrota batida chegou á vista desta ilha do Ferro. como adiante se dirá. e pode ser que também a Palma. as quais estiveram atentos ele e os que em sua companhia iam. e nao andaram muito.

senáo cobertos com suas rodelas. dando maiores gritos. onde haviam de ter maiores e melhores cousas que as que ali possuiam. se iriam log^o acometé-los. que estava aínda como suspensa e embebida ou transportada no sacrífício. Vendo isto el-rei seu pai. Era isto entre éles já mui comunicado e notorio. acordaram. e desta maneira estivessem advertidos e avisados. o que vendo Joáo Machim e os seus disseram: a éles. que nao ihes fariam nenhum mal. se chamaba Ossinisso. dizendo mais que quando estes santos e bons homens os viessem tirar daquele cativeiro. deu-lhe uma bofetada á mo^a. segundo os antigos islenhos afírmam. e a suas máos uns com outros em suas pelejas se feriam. e como Joáo Machim. disse ao seus: nao sao 5 10 15 20 25 30 35 . nao mais de como estavam chegar a éles como fizeram. e posto que el-rei seu pai viu que Ihe tinham tomado a filha. mas alevantaram-se todos assim juntos retirando-se atrás a um logar mais alto. e os tinha previndos (sic). tanto mais ela chorava. puderam tomar pedras e seus paus tostados. mas consentiu que a tivesse Joáo Machim pela máo. que. E aconteceu que a filha d'EUreí. aínda que nao com espadas desembainhadas.64 de ver a maneira com que faziam seu sacrificio. que a éste tempo estavam com El-Rei. E indo Joáo Machim já mais depressa para onde os islenhos e El-rei estavam. ou se tornariara aos navios a trazer mais gente e melhor aparelho para fazer a presa. e aínda que muitos deles. para tomar alguns. que em sua iingua quere dizer rei que guarda justiga. e Joáo Machim a come(ou afagar. o quai usava muito estes sacrificios para que Deus Ihe mostrasse o que havia de ser déle e daquela sua gente. ao que a mo9a se pos a chorar. nao se alevantou. nao o fizeram. senio bem. pela qual cousa nada se alteraram. os que os haviam de livrar daquele lugar cercado de agua. viriam a éles pacíficamente. que com seu tamarco de couro vestida estava. imaginando como dariam neles. e ihes haviam de dar grandes e boas cousas. a viu. Éste rei. e podía ser nao a ter El-rei achado menos. e todos tinham esperanza de ser dali a melhor lugar transferidos. os conheceriam por isto. que ia diante. ou pelo permitir Deus para bem seu. nem por isso se moveu donde estava. quando Joáo Machim se descobriu com os seus. e quanto mais a afagaba. passaram por onde a mo9a fílha de El-rei estava sem se haver levantado. com que. tomemos alguns. e tinha dito aos seus que umas gentes santas e boas os haviam de levar daí a outras partes. a éles. deitou máo déla. o que nao sofrendo Joáo Machim (ou seriaalgum dos seus).

que de 35 Espanha veio com seu pai e mái ao Ferro. Isto contava um islenho chamado Joáo Rodrigues Ferrenho e Maria Machim. senáo com ferro. mulher nobre antiga. era muito mais moga. sem falta foram 20 tomados e mortos. Mas Joáo Machim. se recolheram pelo vale abaixo. Sua . E por ser tarde. os quais logo foram ao socorro. e tambera porque Ihe nao mordesse com raiva no pescógo. que em 10 breve espa?o chegou ao porto com ela. e assim se foram o melhor que puderam.15 Iheres. chegando os das naus. que muitos acudiam das covas. e desta maneira se puderam embarcar os espanhóis sem impedimento. de espantados se puseram mais a olha-las que a segui-los abaixo. que puderam tirar daquela briga ao Machim e seus companheiros quási mortos. que com trabalho podiajoáo Machim virar o rosto a um cabo e a outro para ver o que os companheiros faziam. e assim sao rijos como ferro. O que levava a mo?a pos tal diligencia. retirando atrás. os islenhos os seguiram. Dizendo isto se moveram contra Joáo Machim os seus ás pedradas. até que viram o porto e descobriram as 30 naus. porque se a isso chegaram. e com seus paus tostados táo rijos como de ferro a ferir néles. porque tinham já muita necessidade. que a levasse ás naus. antes que a Palma se ganhasse. tornando o da mo^acom éles. por nao serem cercados dos islenhos. e por nao se atreverem contra tantos. E estando em tal perigo. onde ao embarcar poderam fazer muito daño. que podiam ser uns e outros até cincoenta homens afora os marinheiros que nos navios ficavam. que parece serem já idos do sacrificio quando o Machim chegou. e avisou do que passava os companheiros. disse Joáo Machim: nao pelejam estes gentíos com paus. todos os seis que eram foram mortos. fizeram tanto. a qual dizia que. e fizesse vir prestes gente sua com 5 armas para se defenderem dos islenhos. ainda que assaz velha. deu a mo?a a um dos seus. se ganhou o Ferro. moradora na Palma. homens e mu. Acudiram contra Joáo Machim e os outros mais de trezentos islenhos. onde viram que se podiam melhor defender. que a tomou ás costas com a boca para riba. E senáo chegaram a éste tempo os 25 que vinham das naus.65 estes os homens bons e gente santa que nos vem a buscar. porque mais a cegasse o sol. vendo-as. que valeroso biscainho era. e táo ousadamente os acometeram sem ter de ver com as espadas que os espanhóis traziam. mo^os e mo^as com paus e pedras. Luzia Machim irmá desta Maria Machim. e contava o mesmo posto que nao havia conhecido a seu pai.

e por testemunha Ihe levarei esta moga táo formosa que tomei. e levemos-lhe esta pega. Tenerife. e a D. o Joáo Machim. e disse mais: tornemo-nos daqui a dar conta a El-rei meu Senhor desta ilha do Ferro. Outros dizem que disse mais: e oferecer-Ihe-emos a primeira ilha que se vio com gente. pesava-lhe de nao haver tomado outra moga ou pessoa daqueles islenhos. O qual com os seus vendo que nada tinham aproveitado aquéle día na empresa. Seja como fór. pelo que disse o Machim que bem pareciam paus de ferro e nao de madeira. que nela com tanto trabalho ganhamos e far-nos-á mercés. e tomar os que pudessem. ou por alguma outra razáo) acordaram os islenhos de nao se apartar daquéle lugar sobre o porto. e vendo ser inútil seu propósito. nem os espanhóis táo pouco Ihe tinham feito muito mal (por donde parece claro que nao levavam arcabuzaria. Canaria. assim o era nos paus e dos gentíos déla. estando já curados e descansados (s/c) do trabalho daquéle dia. e acordou com os mais de sair pela manhá outra vez a éles. até ver se saiam ao outro dia fóra seus contrarios. porque morta a muiher que trouxe éste Machim se casou com urna formosa islenha segfunda vez. Mas coi^o em amanhacendo vissem todos os gentíos juntos. entenderam que nenhum déles escaparla. E assim parece. Afonso. que tomaram de pelejar com tSo poucos.66 mái era islenha. Joao Machim e os seus que mui espantados estavam de como os islenhos os haviam tanto perseguido. e que com razáo Ihe chamaria ilha de Ferro. e com grande alarida. e a Palma a D. o Ferro e a Gomeira aos de Ayala de Xerez. para que se apaziguara aquela formosa moga. e a Machim e a seus companheiros. ou por ainda senáo usar. pois Langarote e Forteventura couberam aos Sayavedras e Ferreiras. que com nao fazer mais que deitar pedras com os pés. Pelo que créem alguns que o Ferro foi a primeira ilha que se descobriu. e posto em extremo de se perder. pois como o parecia ñas pedras. sem poder tomar algum déles. Fernando motivo para mandar quem as conquistasse todas a um tempo por diversos conquistadores. se curaram das escalavraduras dos paus e pedras que tinham recebido. e queriam dizer que também era filha deste Reí Ossinisso. e feridas de ferro e nao de pau. porque desta vez teve El-rei D. se Ihes 5 10 15 20 25 so 35 . nem fazer presa. e feridas como se foram feitas com dardos de ferro. nao poderiam subir. se determinassem sair em térra. porque estavam os inimij^os em tal lugar. Luiz de Lugo seu irmáo. ainda que nao a primeira que se tomou.

porque tinham de carnes frescas havida grande copia. emquanto Machim com os raais andaram la no encontró do sacrificio. e todos sem paus nem pedras. com bastante armada logo no ano seguinte a esta empresa. principalmente conhecendo a Machim que dantes tinham visto na primeira entrada. e logo El-rei se foi fazer o mesmo a D. fazendo sinal com as máos umas em cima doutras de querer paz. Fernando o que passava. como por ordem d'El-rei traziam. em um instante desapareceram todos. deu crédito a Machim. mas como viraní tantos. se abragaram. que os que ñas náus ficaram. com o qual tendo tempo. ou por ser já muito velho. e porque Machim soube da filha seu pai se chamar Ossinisso. se alevantaram. e fóssem a volta de Espanha a dar conta disto a El-rei. e vista a moga que traziam. com os que vinham. elevassem áncoras. A o qual mandou com outro capitáo chamado Ayala. e tomaram muito gado cabrum que mataram. e outras cousas que déla pode aprender na lingua islenha por a moga ir tomando em breve a lingua espanhola. dizendo: Ossinisso tu leyva Nisa (que leyva em islenho ferrenho quere dizer filha e Nisa era nome própno da filha) manda por ti. E El-rei que entre todos se adiantou Ihe foi dando a máo a maneira de paz e conhecimento. foi o mesmo Machim também com sua máo tomar a de El-rei. E outros querem dizer que Ayala e Machim vieram tres anos depois que a Palma foi ganhada e as outras ilhas. nao quiseram pele jar. em que saiu El-rei primeiro. mas sairam a ver de curiosos a térra. e salgaram. mas bem podia éste nao acertar. nao estiveram ociosos.67 mudou em que al^assem as velas. metendo-se em suas covas. Diogo d'Ayala. o que todos 5 10 15 20 25 30 35 . donde nenhum saiu aquele dia até o outro. sem nenhum temor saltaram em térra. onde sabido por El-reí D. conforme ao que Maria Machim dizia. como logo fizeram. pois nao sabia de conta ao tempo que foi tomado. em poneos dias chegaram a Espanha e á corte.s déla também estavam em outro sacrificio. e sendo dos islenhos sentidos. que por capitáo-mór vinha com Machim para conquistar outras ilhas. Ossinissa (sic) fez sinal aos seus que se viessem oferecer aos capitáis. E como traziam aviso dos nomes das cousas que Ihes era necessário tratar. como os espanhóis lam apercebidos e soubessem bem o que haviam de fazer. e Joáo Rodrigues Ferrenho afirmava. e chegando á dita ilha um dia de Santo André a tempo que os natura. que Ihes serviu. Estando El-rei e os capitáis assentados em toda paz. mandando-lho assim seu rei. que dalí a um ano.

que lá dizem Lhanos de Santo André da ilha do Ferro a qual está assentada em um campo ou grota á maneira de varzea. assim como puderam. e outras cousas que seria longo processo contá-las. abasta em suma dizer que éles ficaram para sempre verdadeiros cristáos. e quis por éste meio trazé-los ao gremio da igreja e a seu conhecimento. Fernando mandou levar muita copia. receberam baptismo e em quatro meses que estiveram os capitais na térra fizeram casar sacramentalmente aos que acharam juntos. que foi servido nao se perderem as almas destes islenhos desta e das mais ilhas. nem irmás queriam ver senSo aos espanhóis.68 fizeram. e todos louvaram a Deus pela mercé que Ihe fez. E desta maneira se irmanaram todos em breve espado. dentro em um mes se Ihe disse missa na igreja feita e acabada. e 5 10 15 20 25 30 35 . fizeram logo a igreja do Apostólo Santo André. como se de longo se conheceram. ao que respondeu Machim que por seu amor o fariam. com as quais obras os obrigaram tanto. Os capiáis pelo regimentó que de El-rei levavam. o que éles admitiram de boa vontade. ou faja. informou-os Machim pela lingua na fé. que ai ficou com cargo de justiga por El-rei. Aceitaram a fé com grande amor e devogáo. mandando das naus trazer outras cousas e vestidos para Ossinissa e muitos mantimentos. vinho e frutas de Espanha. Ficaram com éles clérigos e gente espanhola. informados que aquéle era o divino e verdadeiro sacrificio. onde duma e outra parte tudo sao covas em rocha. Vila dos Chaos. El-rei ficou como capitáo de todos. E El-rei niandou trazer uns vasos a modo de pratos de barro (que éles fazem mui lisos ás máos lavrados. que nem irmáos. E assim acabou de confirmar Ossinissa. e bruñidos com calhaus) cheios de requeijóes e natas. E ihes fez presente de tudo isto com grande amor dizendo a Machim na sua linguagem que comessem ele e o capitio Ayala. mas dando a obediencia a um irmáo de Ayala. o que bem parece vir ordenado por Deus. e de gofio amassado com leite. ou vale. que Deus Ihe mandara aquéle bem para os tirar da gentilidade e caminho de perdifáo. puseram em execugáo o que convinha. e de todos os mimos que os capitais traziam para suas pessoas. puseram nome á vila. a igreja e duas ou tres casas que os espanhóis fizeram. E acabando de por em ordem todas as cousas. de que tostada e moida entre pedras. Deram-lhe vestidos e cal9ado de que El-rei D. porque tinham uso de cevada. e assim comeram de tudo. e trazer ao caminho da verdade. ou pisada e limpa o faziam a seu modo.

era lávrada a térra com paus tostados de tea e til. e ainda que tivessem uso de cevada e a colhiam. porque sempre as covas estáo chelas déles. dia de Santa Luzia se partiram para ela. mas bebiam leite. os quais deixaremos em sua viagem por tornar a particularizar as cousas que há na ilha do Ferro. Ihe tinha dado um estranho socorro nao com tanta abundancia. como urnas logeas bem trabadas. logo se deram a ir-se daí a outras partes. E é desta maneira a fora o que de outras informagóes disto tenho contado. que dista oito ou nove leguas urna da outra quási noroeste sueste. e como os espanhóis e islenhos até hoje sao os habitadores déla. e nao fazem casas senáo algumas. ou quási a do sueste donde divisaram e viram a ilha da Gomeira. Há . e cairam em bom uso de razio. que Ihe ficaram instrumentos de ferro. que cai á parte do sul. como é depois. nem ribeira que seja manifesta. e nao Ihe ficando instrumentos de fragua e fogo com que pudessem fazer ferramenta para cultivar a térra. e já no tempo dos islenhos. ainda que cavem até o centro. 30 J á t e n h o dito como esta ilha do Ferro é pouco mais ou menos de tres leguas e meia. Avala e Machim. consumiu o tempo tudo. sem nenhuma humidade. que se casam com portugueses. Dizem que também das raizes dos feitos e gamoes comiam assadas. nem de po?o. e como nao há fonte em toda ela nem agua alguma manancial. com que recolhiam para seus goños. parece que quando estes antigamente ai foram deitados. mas nao táo alta no cume como 5 10 15 os picos déla. que o ampHaram. com que as fizeram. e como Ihe pareceu que estava mui perto. mas parece que jamáis se extinguiráo até o fim do mundo. sitio e moradas que tem. 25 ainda que nao sao muitos agora. e o nome. nem pó^o algum. o que haviam mister. como na Ilha de Santa Maria. havendo primeiro corrido e andado toda a ilha posto que estava cheia de arvoredo e pinhais. Mas Deus que nao deixa ninguém sem remedio proveu esta térra. porque como foram práticos.69 em térra feitas as mais délas á máo também lavradas e repartidas dentro. que os espanhóis entraram nela. e cozidas com a carne. especialmente para a ponta de Santa Luzia. que até alí nao 20 era achada. e a pouco espago que cavem logo dáo com a pedra. porque em toda aquela ilha nao há agua corrente de fonte. tudo é sequissimo e estéril. dando o Senhor a industria. e quanto há do porto á Vila. e quási sua semelhante na aparéncia da térra e grandura. antes 35 de serem conquistados.

e os meirinhos tém a chave e se reparte por todos. e se Ihe falta alguma hora do dia. o qual sempre está com muita. se póem tanta guarda nesta agua. assim na folha como na casca. e havendo mais necessidade. por estar algum tanto como em uma cova. e a seus gados. tem as folhas estreitas^ e compridas quási como de pereira. E é cousa maravilhosa. que é quási preta. a qual. que está como em urna quebrada em urna faja pequeña. tres ou quatro vezes cada semana. como para lagares. A árvore em que o Senhor pos éste bem táo necessário. senáo que é mui verde e obscura. que faz ao pé e ao redor dele (sic) charcos d'água. Bendito o Senhor em todas suas obras. que jamáis está vazio. nos quais tomaram e foram tomando tanta agua. Ninguém ousa chegar a cortar nela. e • estreitas e compridas está escrito ñas entrelinhas pela mesma letra com que se fizeram os acrescentamentos e substituifoes atrás vistos (Nota de B. ainda que nao cheio. a qual está fechada. e fizeram tudo ao redor da árvore por baixo um tanque em quadra táo grande que levará mais de tres 20 mil pipas d'água. que ai foi ter da ilha da Madeira afirmou ser til. e mais comprida e nao táo lisa. ou vale sombrío. ainda que para tudo sobeja. Vendo os espanhóis ser éste lugar remedio único para haver agua. R. a casca é como a do vinhá35 tico. que Ihes abastava a éles. onde os islenhos tinham feito com paus e pedras cavando a térra 10 umas covas a maneira de tanques. dizem alguns. que táo prestadlo remedio foi servido dar para tal necessidade. nem entra senáo manso e brando. pelo que con5 tinuamente nesta parte há nevoa. usaram os homens de mais industria. e é táo boa e sá.70 urna só árvore garande indo para a encumeada nao mui longe déla. dispuseram-se a cortar tea e fazer caixas grandes e grossas. Um 30 serrador de madeira ou carpinteiro. Crescendo depois mais o povo. mas por causa dps gados ove25 Ihuns e cabruns. e a árvore também Santa. pondo por baixo da 15 árvore alguns déstes tanques de madeira. em que tomavam aquela agua que bebiam. que há agora mais que nunca houve. onde o vento nao chega rijo. tanto. logo destila agua de si em tanta abundancia. nao se conhecer de que especie seja. que a chamam a Agua Santa. ou pogas. é árvore que se parece muito com o barbusano em sua pretidáo e postura. e quási parece á do castanheiro.) . nao passa outra que nao acuda logo a névoa sobre a grande árvore. mas nao na folha. como tenha em si a nevoa. e da que corria sobeja destas po^as davam de beber a seus gados.

senáo quando a serra e encumeada acerta de se toldar toda. Senáo já apartado em Santa Luzia. e de que todos bebem. por nao ser lugar disposto e conveniente para isso. ainda que nao na cor preta a verde obscuro que mostra: finalmente é cousa maravilhosa querida e dada por Deus.25 radas por nao ser causa de expelir aquéle bem da nuvem. mais que ter maior aparéncia de til que doutra alguma árvore. O trato da térra é las. a mais doce. pois está claro nao suceder isto a caso (sic). posto que sejam as árvores atractivas da humidade. 35 . e ás vezes para a Palma. fazem muitas chacinas de gado miudo. Seja o Senhor louvado para sempre universal e gracioso provedor. e logo estila agua. da parte do sul. nem ser tanto obra natural. como esta. pois 10 fez uma só árvore apartada de todas as outras que estáo na subida para o cume da ilha. Está esta fonte desta árvore da Vila de Santo André mais de um quarto de legua. que quási vai a leste tem plantado de vinhas. Tem a vila mais de cem vizinhos. nem fazem lavouras pela mesma razio. Cousa é de admiraíáo e para por ela louvar 15 muito ao Senhor. nem distingue bem. Nem pusaram edificar ali mo. como todos véem. de que trato. ou quási sueste. ou que pau seja. e nao atraem névoa assim particular. e todos sao creadores liberáis e bons cristáos. de que fazem gofio os islenhos.71 se o cerejeiro tivera a folha mais larga e romba da ponta. breu. Do Machim e da filha de El-rei Ossinisso direi na descrigáo da Gomeira. também carregam nela navios de cevada para Espanha. atractiva das nuvens e névoas. muí aparente Ihe fora. O pao. que tendo esta ilha. proveu sua Divina Clemencia e sumo poder por via táo maravilhosa de táo bastante remedio. Digo via maravilhosa. sá e saborosa que se tem visto. e como tal nao se compreende. e nos Chaos. E nao edificaram a vila junto déla. mas como há outras muitas pelo mesmo vale arriba muito espessas. mas esta 20 nao assim senáo que o mais do tempo se poem sobre ela a névoa. Isto é o que desta ilha pude saber em soma {sic). que fazem muito. por ser a maior parte pinhais. a Santa Luzia come^am a faeer outra povoagáo. O mais de outro vale do povo para o mar á parte do nordeste. por obra natural estéril de aguas. e sem refugio de se poderem haver para o uso humano. que postas em cima a maneira de cobertura e manto estila-se de si continuamente agua. que mais se dá nesta ilha é cevada 30 branca muito boa. que éles chamam Lhanos. se é certamente til ou nao. há muitos porcos que se criam nos feitais. queijos.

mas nao fugiu. que por ali traziam seus gados. Aquéle dia se deixaram estar ali ancorados por ser já tarde. e correndo todos ao mar. pondo-se em um alto de urna ponta. aqui se fará uma igreja do Bemaventurado S. quando váo contentes do vinho. pelo . levando-a sempre á vista. E partidos para ela. onde ag-ora chamam S. E cheg^ados com suas tres naus. como fizeram logo depois da ilha entrada. o qual. na dianteira dos quais andava um velho branco de cábelo comprido mais ornado de seus tamarcos de peles. disse o capitao Ayala a Joáo Machim: parece aquéle S. como os do Ferro. e o lu20 gar dificultoso de entrar. a souberam bem demarcar. pelo que ambos estes capitáis disseram: se Deus nos deixa tomar esta ilha. e de algumas cousas déla A ilha chamada Gomeira (em que tocou Cristovam Colon quando no ano de mil quatro centos noventa e dois ia descobrir as Indias Ocidentais ou Antiihas) foi achada e tomada depois da do Ferro por Machim e Ayala. viram vir ainda mais islenhos sem paus e sem pedras. crescendo cada vez mais. José. chegaram em breve espado aquéle próprio dia á parte do norte. os gentíos islenhos. capitáis. aguardando até o outro. 25 como fazem os flamengos. chamando e apelidando uns a outros. José. fazendo conta de correrem a costa com algfuma barca. José 15 que se espantou com os tres Reis do Oriente. senáo chegou-se a éles. se 10 comegaram ajuntar. para ver onde seria melhor a saída. senáo com os brafos uns sobre outros.Como foi descoberta e bomada a Ilha chamada Gomeira. os quais como a vissem. espantados de ver o que nunca viram. Vinda a manhá. e áspero. 5 estando no Ferro dia de Santa Luzia. ainda que nao muí alto. e pegados uns dos outros.

E vindo a manhá do outro. e um sitio táo deleitoso e gracioso. e em outra. para que sejam verdadeiros cristaos. senáo que eram pastores de gados cabruns. nem tinham com qué. aínda que cha por cima. Estiveram os islenhos grande espago olhando para as naus (era perto de Nossa Senhora da Esperanza antes da festa do Natal) e comegando andar ao longo do mar pelo alto da rocha da banda de leste para a parte do sueste. ancoraram. E chegando ao primeiro porto. e dali foram com as barcas vendo para baixo a costa. onde viram a povoagáo. nao por ser bom de passar. ao qual som foi tanto gentio islenho junto. rogo-vos Senhora. disseram: éste outro é bom passo para rodear a estes amanhá que é dia de Nossa Senhora sairemos por ele. que tem. Diogo d'Ayala e Joáo Machim mandaram levar áncoras e com tempo. que logo fez a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe naquéle próprio lugar depois de entrada a ilha. que viam andar pelas rochas. que á borda do mar comegava. e quedos defronte das naus.José. E chegando áquela ponta. onde estavam as naus. folgaram aquéle dia. E mandando deitar o prumo. que á vela iam correndo a costa com suas bandeiras e estandartes estendidos tocando seus tambores e trombetas. se nao naquela pequeña ponta de S. os gentios se ajuntaram muitos mais. sem quererem ir mais abaixo pela parte do sul" e tornando. á ponta de Guadalupe (nome que Ihe ficou para sempre). cheio de palmas mui altas. e ele cumpriu sua promesa. que iam buscar indo-os seguindo os islenhos por térra. que os convidava a sair néle logo. que Ihe servia. nome posto pelos dois capitáis. até que descobriram um bom porto.73 que entenderán! estes capitáis que nao eram dados a pelejar. senáo porque viram tantos islenhos amontoados néle. que vendo-os D. crendo que iam buscar o porto do povoado. foram rodeando a ilha. rogueis a Deus que esta na?áo se venha a nos em paz e nos recebam sem daño. e quedos se puseram a olhar para as naus. achando ser íKjuela costa limpa. E acharara outro porto qualquer déstes disposto para poder por ele entrar na térra. que redonda se mostrava por todas as partes. E assim foi Deus servido de Ihe cumprir seus desejos. se moveram para a povoagao que tinham visto. e quantos. que eu vos prometo de neste lugar onde agora os vejo juntos sobre aquela ponta fazer vossa igreja. que de entao se chama o porto de Nossa Senhora de Bom-passo. Viram aquéle vale. D. que é d'alta rocha. emquanto estes estáo embebidos a olhar para as 5 10 15 20 25 30 35 . Diogo de Ayala disse: valha-me Nossa Senhora de Guadalupe.

para o que mandaram 20 tocar seus instrumentos de guerra. que pouco antes (parece) fora conquistada. ou iriam 25 com bestas. e nao se sabe se levavam alguns arcabuzes. e nao querendo os fariam render por fór^a. assim em formosura. ainda que muitos eram. se alegrón Machim com éles. cuidando ser sua linguagem. por isso Ihe ficou éste nome.74 naus que já estavam surtas. os quais descendo pelo vale abaixo. ou se já se usavam. onde ficariam senhores dos islenhos. senáo que os espanhóis cobraram a ilha da Gomeira aquéle . mas nao sei se acertam. cada um espanhol levou o seu pelo brago daqueles que ao vale desceram. e muito almásticos e alguns dragoeiros. mas nao que buscassem modo de pelejar. e que o pai a viu casada com ele antes de sua morte. tornando a Espanha se casou com ela por amor da grande amízade que com Ossinisso. determinaram de cometer aos islenhos. a que com a filha de Ossinisso tinha aprendido. chegados 30 onde os capitáis estavam. Clara foi depois uma insigne muiher. a qual D. e daí veriam se queriam antes paz que guerra. tendo éste conselho por bom. Como os capitáis aquela noite acordaram de sair pelo porto de Bom-passo para desembarcar. o puseram por obra. que depois se chamou Clara. Come9ando pois os tambores e trombetas ao outro dia muito cedo dar sua alvorada das 15 naus. tanto quanto Ihe era mandado a tomar os islenhos que pudessem. Vendo-se ali. que daquela parte era raso sem arvores. ou Ossinissa. 10 pois podia ser que trouxessem seus surróes chelos de pedras. entendendo de os entender. já eram postos em cobro. E outros Ihe cha5 mam Gomeira por outra razáo que adiante se dirá. com que os gentíos se alvora9aram. Como também á ilha chamaram Gomeira. como 35 em virtude e prudencia. todos correndo goma de si. onde agora está a ermida de Nossa Senhora da Esperanga. e quando o sentiram. que na ilha do Ferro ficou. os que éstavam na praia. como tinham recebido dos mouros de Granada. Vendo isto os capitáis acordaram de mandar a éles alguns de seus soldados cobertos de seus escudos e rodelas. chamada Nasci. porque em dia de Santa Clara a fízeram crista. com que podiam receber daño. se puseram no mais alto daquela subida. sem os sentirem. E. por verem aquéle vale cheio de palmas altas com seus frutos e dactiles. E disto nao sei mais. estando os islenhos pasmados e ocupados em ouvir e ver no outro porto. seu paí tivera. e subindo por uma ingreme ladeira. sairam os espanhóis no do Bom-passo. e querem dizer que o Ayala. por ser alto sobre todo o vale.

mas nao se entenderam uns a outros. e toda redonda de nove leguas em circuito. E assim chegaram com esta pompa. com todos os seus que os cercavam postos ém térra. onde agora chamam Armigua. senáo Só por acenos se veio dar a entender e a entende-los. como quem diz manilha. porque te honrem. e saídos da sua maneira de andas se foram ele com as máos estendidas. quando soube que outras gentes tinham entrado na ilha. á maneira de padiolas. ou Gomeiroga. por isso a chamaram Armigua. toda se mete por uma caverna da térra. mais que o modo e meneios que se faziam. que em sua lingua se chama Angira. As andas em que vinha cada um. José a Santiago. e de S. que sao os olhos das palmas para comer tenros e gostosos. que já os estavam esperando. Diogo de Ayala e a Machim. e os capitáis Ihe puseram nome Armigua. e nao deixavam por fazer cousa que vissem ser aos espanhóis agradável. dos quais foram bem recebidos e festejados 5 10 15 20 25 30 35 . pode ser que se corrompeu o vocábulo. ou por outra razáo nao sabida. outros dizem que de doze. que cinco havia na ilha. Machim nada entendeu da linguagem déstes. porque uma grande ribeira de boa agua. Chegados o Gram Rei e sua filha Aregoma ou Aremoga. porque estes sao filhos de Deus. e a filha com trajo mui honesto e alegre rosto a D.75 dia de Nossa Senhora. todo era um. vamo-los a ver. que ali a Natureza creou e nao se vé mais. que em lingua islenha. por onde em breve tempo se vieram a entender e consentir que os baptizassem. principalmente porque traziam alguns islenhos do Ferro para éste fim de serem linguas. senao que tinham quatro bracos de cada banda. que aqui vem de mais adiante um grande espaco. tem um vale chamado do Gram Rei. que é do norte ao sueste. que era lugar de agua. Esta dizem que. dactiles e palmitos. E logo seu pai e ela vieram como em andas a ver os capitáis e naus. e podes Ihe dar obediencia. disse a seu pai: Deus quere ser com nos outros. e os íslenhos se vieram a éles com dansas a seu modo. mas tu nao serás rei. avisados de todos os outros reis. quere dizer Gomeira. carnes. o qual tinha uma filha chamada Aremoga. Mais adiante do meio da ilha tomando de leste a loeste. onde agora estáo os moinhos. que é o mesmo que mulher sabia. que é muito maior que a do Ferro. dando as novas uns aos outros por todas as partes da ilha. e quanto ao comer e trajo. eram uns paus tecidos com palmas. a qual traziam aos ombros oito daqueles islenhos. ainda que para isso devera dizer Armilha. e ofereceram aos capitáis seus requeijóes.

e som de trombetas e menistris. seu pai. e a ilha do Ferro ao noroeste. que de pobre fidalgo o fez conde. sem nenhum por dúvida a se vestir e calíar. como do que vinha ñas naus.de que ao presente digo que a descobriu com Joáo Machim. que de seu bisavó tinha lido e ouvido ao Conde D. com o qual os capitáis se fízeram amar e obedecer déles. Fernando. Em toda a costa ao redor se apanha urzela. Dizem que viveu muitos anos e foi mui prudente. e do Ferro. e bem acondÍ9oado. dista uma da outra nove leguas. e a outras pessoas. em que os deixaram destros e cristáos em cinco eu seis meses. e com quatro ou cinco igrejas feitas. que era de melhor entendimento que os quatro. e éste seu bisneto D. demorando-lhe Tenerife a les-nordeste. como viam fazer aos espanhóis. bisneto do conde primeiro desta ilha. e os foram ensinando a entender a lingua espanhola. pelas quais partes se dá muito pao. espantados de suas presen9as e atavíos. os capitáis tomaram antre si o Gram Rei. e noroeste. leste e nordeste. que agora é conde. Foi esta ilha. irmáo de D. Todo o dito até aqui se soube de D. e a Palma ao norte. e de porto a porto onze. e um areal á entrada da ponta. conde que agora é da Gomeira. senáo uma fonte a S. redonda e alta. de térra a térra. pelada e descoberta de árvores á banda do norte. e a do Ferro havidas sem morte nem daño de alguém. José. e a filha. que. e fizeram que se vestissem de ricos vestidos. Toda a costa é de uma rocha ruiva. como disse. que ai estiveram. onde um islenho achou uma vez um táo grande 5 10 15 20 25 30 35 . que para éste efeito mandaram trazer das naus a éste lugar apartado quási uma legua do porto. e estrondo de tambores e trombetas. Fernando. E mandando estender toalhas e tapetes para se assentarem naquéle prado. que foi o terceiro conde desta ilha. e ela oposta a todas ao contrario destes rumos. a melhor que vai a Flandres. que de industria os capitáis ordenaram para melhor e com mais vontade os atrair á policia crista. e agradável a El-rei D. Acabando de comer. E a Gomeira da Palma outras nove. ainda que nao tem agua. contou isto. e todo o necessário para celebrar nelas.76 com toda música de instrumentos. Afonso. que foi primeiro capitáo. Diogo de Ayala. e estando os outros quatro reis já juntos comeram e beberam. como no Ferro. e de porto a porto doze. E de Tenerife de térra a térra cinco. e casou na Palma. se ordenou de comer assim de carne assada da térra. ao que El-rei e sua filha sucederam com mostras de grande obediencia. Fernando de Ayala.

senáo que o faria saber ao imperador. que dizem ser mais de um grande quarto déle. e leste oeste com a ponta de Nagua de Tenerife cinco leguas. José há mais 30 de duas leguas e meia. nem descida em toda a banda do norte. dizendo-lhe que se fósse aquilo cousa boa.10 tisse. apartados da ilha no mar.77 monte de ambre. foi com pessoas de sua casa aonde o ambre estava escondido pelo 5 islenho meio portugués. como na Go. pela qual causa satisfez o conde ao pobre islenho que se contentou com o que Ihe deu. que está no meio da ilha. que vendeu por milhares de cruzados. o houve o conde á sua máo com cor de ir todo em urna pipa. e alguma cousa que Ihe deu. e de Arure ao porto de Bom-passo a leste quatro leguas e meia. E lá se aproveitou do ámbar. como o soube. há duas leguas. Da ponta de S José á de Arure. o faria homem. que está com a boca ao sueste e é um dos melhores que há ñas ilhas todas. que diria ser de afúcar. que levaría. com que pagou 15 grandes dividas que devia em a ilha. Afonso de Ayala. e outras 35 quatro e meia até o porto de Santiago. requerendo-lhe que Ihe pagasse.25 dia. trabalhou de contentar ao islenho com afagos. Sabido isto pelo islenho. se se calasse. se fora para isso. parece que conheceu mal o que era.20 meira se conta. que mandou vir de . José está direito norte sul com a brenha da cidade da ilha de Palma oito leguas e meia. o qual porto de S. Indo pela parte do norte do porto de Bom-passo ao de Guadalupe há mais de legua. Diogo de Ayala fundar ali uma ermida deste apostólo com pedra branca que ali havia lavrada por oficiáis. e com todo se foi a Espanha. E descobrindo-lhe o islenho que tinha mais um saco cheio em sua casa. e do de Guadalupe ao de S. onde dificultosamente podem abaixar ao areal e nao há outro porto. crendo todavía ser alguma cousa boa. para que ninguém o sen. o qual. alguns déles bastardos. se assim é. indo com ele para Espanha. tem éste nome por D. e a do sul parece haver fontes e árvores verdes. e uma maneira de parecer porto. e tinha muitos filhos. pai do que agora é. deixando ao islenho. dizendo-lhe que era seu. que podara fazer ricos a todos os da ilha. Junto desta ponta de S. José há esta fonte que disse. e descobriu-se a quem o disse ao Conde D. Como o conde o teve em seu poder. nem do noroeste. onde também nao há caminho por ser rocha talhada. A loeste estáo uns pequeños ilheus de pene. porque era amigo da corte. e quási por fór^a Iho tomou. á parte do sudoeste. foi ter com ele.

que nao há de um mar a outro mais grossura que de uma rúa. 30 porque como está com a boca para o nordeste. abaixo da qual é táo delgado a metade. grande artífice de cousas de ferro. e éste só daño tem. e a outra metade vai fazendo cabera. las e chacinas. e a esta parte a ilha de Tenerife seja mui alta com a encumeada do Pico de Teide. e em diámetro por todas as partes tres e meia pouco mais ou menos. cometeu o Conde D. é também mui alto todo de rochedo com que corta as amarras. pelo que éste porto fica abrigado pelo lan^o que entra no mar antre estes dois portos. mas nunca néle se perdeu navio. ainda que está com a boca a lés-nordeste. E entre o porto do Bompasso e o Grande. Belchior. cercadas ao redor de grandes vinhas. e fazem grandes calmarías antre estas duas ilhas nesta 35 parte a todos os ventos. queijos. De modo que contando 5 toda a costa com suas pontas e feigáo da ilha. nem para Deixe. e Almenara seu governador um casamento.78 Espanha para as fortificagoes da ilha. na parte que é grosso e largo. E tem mais bestas asnais esta só 10 que todas as outras. que é toda a boca de um vale. E esta ilha da Gomeira mui frutifera. ainda que é pequeño. e sem estas particularidades tem nove sómente. E a um Gaspar Borges. vinho. e a Ponta de Chasna muito baixa. porque do cume para ela corre muito costa abaixo. tem toda em circuito onze leguas e meia. tem uma honrada vila grande e bem situada. E depois mandou plantar aquéle vale de árvores de espinho. que da térra como espigáo sai ao mar tanto como um tiro de arcabuz do lugar onde está a igreja de Nossa 25 Senhora do Bom-passo. porque há muitos homens que tem cada um mais de cincoenta e sessenta asnos. se fez porto. O p6r20 to de Bom-passo. Também á banda de Nossa Senhora de . pelo que nao Ihe falaram mais nisso. dista do porto da vila quási duas leguas. por onde nao há vento que Ihe fa^a daño. senáo ao norte e noroeste. que foi ai ter roubado. rica e povoada de nobre gente. dizendo que além dos bois e fazenda de raiz e dinheiro Ihe dariam 15 cincoenta asnos. mas é abrigo a estes ventos por causa de uma comprida e larga ponta. e alargando-se mais que uma boa pra9a redonda. indo torcendo o pescólo sobre o bra^o esquerdo. ao que ele responden: se eu tal fizer seremos cincoenta e um. e de outras sortes de frutas que ali se d i o muitas e boas. afúcar. por terem néle abrigo os navios com o tempo sul e sueste. Mas ainda que é pequeña dá muitos proveitos de pao. com que faz ficar o dito porto de Bom-passo seguro de todos os ventos.

e logo torna a dar volta para o norte. o que é de coraprido o espigáo. em véspera de S. e doutras partes. Com a qual agua dos pofos que os moradores fazem em suas casas cavando sómente até duas bragas. chamando-se Serró do Camelo por ter no alto urna grande árvore com urna corcova de um bra^o. a qual afirmam todos ser a ribeira dos moinhos de Armiga. e cessando o impeto da ribeira. que será dois tiros de arcabuz. de que se provéem os navegantes. se metia por um algar na térra. e para a serra vai subindo até o cume déla. Com uma grande enchente de agua de Armiga. se acolheram as ladeiras altas do vale. que entre os dois portos está. escusam o servido de fora. que só ele é de agua salobre em toda a ilha. Na pra?a estáo tres palmas quási táo altas como a torre de Sevilha. cuidando os moradores ser subvertidos. e vai fazendo ésta boca urna volta para a parte do norte. que vai subindo cada vez mais. com que abrig-a um porto e outro do norte. e nao islenhos. mas nao ousou. mas nao dáo dactiles. como adiante direi. e gostosissima agua. E faz a ilha á banda do su!. e bota pela parte do norte a um forte. como em Espanha. e cerra-se arriba do vale com outro serró de Bom-passo. sendo muita. a de Samora. onde está a vila quási em redondo. onde há ras. a quem a vé . que se fez depois que Pé de Pau ali foi. e para o noroeste vai em quadra tanto. O porto Grande entra pela térra na boca daquéle vale. e acometeu esta ilha o ano de mil e quinhentos e cincoenta e tres. ou sueste outra grande sacada de meia legua ao mar em torno a maneira de um muro redondo. que pela mesma ribeira veiu. h^i poneos anos. onde agora é a Vila. Francisco está uma alagóa de agua doce. e alagando-a toda. da vila. Defronte do porto no meio do areal está urna torre de cantarla com seus tiros. a qual se parte em quatro rúas: a de Perotomel. dali para baixo é tudo vale chao e espagoso. que cansa a vista de olharsua altura. que disse. e afora éste po?o há mais de cento na vila. cessou a agua na 5 10 15 20 25 30 35 . genro do conde e cunhado do que agora é. como o vale é de largo. até se ajuntar com a do Camelo. Francisco. todo. arrebentou na vila. Pedro ad Vincula. a de S. nem a pode entrar. que quási todos tem em suas casas de doce. táo bem se souberam valer e animar os moradores déla islenhos. com que parece camelo. e mais para a praga está um pofo. e a que vai de casa do Conde por fora da pra9a a igreja.79 Guadalupe faz outra sacada muito grossa ao mar a maneira de meia rodela. e nao se vé mais. e mais para a vila á parte do Mosteiro de S.

parecendo-lhe ser grande número do gente e ser impossivel poder entrar na térra. informados uns de outros da boa gente que tinha. a qual deu ao conde e á condessa um grande Senhor que ia por vice-rei para as Indias. e esteve mais de vinte e quatro anos. estar sobre os altos. que o dia seguinte todo esteve disparando. e a gente das naus os viram. grave e devotissima imagem de Nossa Senhora de pincel. que Ihe nao pode negar. e o conde e condessa pela misericordia . Mais depois haverá seis ou sete anos. e há cinco ermidas. A igreja principal tem sete piares (sic) por banda. que os da Palma. em que se metessem. Pedro Ad Vincula. e os mimos. e outra ao caminho de Arraiga. que franceses tornassem a ela. foi entrada de noite por má vigía. 30 e como Pé de Pau. que se defendia melhor. e entrando com éste ardil. Francisco. ouvindo os gritos. sendo pedida pelos grandes presentes. que cercam o vale com seus tambores e bandeiras e paus por langas e arcabuzes. porque todos vieram á praia. Sebastiáo. 20 e a Bom-passo. Quando Pé de Pau foi ter a esta ilha da Gomeira depois de 15 saquear a Palma. e velas. que veio fora da vila as mulheres e mogos e mogas. que parece penetrar e in10 flamar em devogáo o cora9áo de quem a vé. ainda que se diz ficar a boca aberta da ág-ua que arrabentou abaixo da ermida de S. dizendo que saissem.80 vila. é da advoca^ao de Nossa Senhora da AssuníSo. E vendo os gomeiros que se deliberava o inimigo cometé-los. e tornou tudo a seu lug^ar. fazendo de noite trincheiras e covas na areia. pondo suas oito naus apartadas urnas das outras. por entao ser mau de defender e nao ter fortaleza come agora tem. nao é tudo urna cousa dactil e támara. mandaram a noite. mandaram algar áncoras. e outra em outro espigáo alí perto. que déles tinha recebido. Outras tres palmas estáo na horta do hospital. a defender a entrada do porto. ancorou no porto desta vila véspera de S. quando disparasse a artelharia. e segundo dizem. que dao támaras. como dantes. Mas os gomeiros souberam mais que ele. a fim de de fazer daño em todo o lugar. em urna das quais de Nossa Senhora dos Remedios está uma formosa. que bem aparelhadas Ihe tinham as mesas. e todas as pessoas que nao eram para 25 pelejar. para que o tomassem todo. se mostrou uma companhia ao Camelo. que parece vir gente de dentro da térra. E desta maneira ficou a térra livre. antes de sair o sol. e 5 outras palmas há na vila e no Mosteiro de S. e desafios dos gomeiros que Ihe chamavam feios e injuriosos nomes. e nao fóssem 35 fugindo.

81 de Deus escaparam sos. como era bom apartador. os quais sao táo poucos. há perto de meia legua. vendo éste logar dispósto para esta crea^áo. há néle até doze vizinhos todos lavradores era casas apartadas urnas das outras. nome islenho. e quási sem vestidos. E a Arure foram á 5 10 15 20 25 30 35 . o qual havido. que com grande festa e sora de instruraentos levaram abertos e atravessados em azémolas com dois porcos do monte á Vila. De Arraiga e Benchehigua. corao Arure. indo por esta ilha para as Indias de Gástela. e matarara tres cervos. é muito fresco com urna fresca ribeira de boa agua. onde estáo os raoinhos. que cai á parte do norte. porque legua e meia. que nao há setenta moradores. raas de pau. segundo tém suas fazendas. de cor lionada. Afonso de Ayala por sua recreagáo. senáo os que estáo nos engenhos de adúcar que sao tres. pelo que se chama o vale do Grao Rei. tudo sao palmares. tera térra de pao. Arraiga. que dáo dactiles. onde há grande copia de veados. que de Espanha mandou trazer o Conde D. senáo que nao sao agudos na ponta. que ia Dor viso-rei as Indias a Perú com dois seus filhos e outros muitos fidalgos. que cora trabalho se pode andar entre ele. e nao sao as que dáo támaras. e os franceses a modo de turcos cativaram os que poderam tomar e saquearam quanto acharara aquela noite. e os mais dos que tem lá suas fazendas moram na vila. de que já disse. apartou em umas bacias nao de cobre. se foram sem estar mais no porto. que aquéle ano era entrado na térra e os levou a éste Chepude. por ser táo expésso o palmar. mui gostosos e rauitos. que nao tera nenhuma das outras ilhas. que o ano de cincoenta e cinco em setembro. um mestre Lourengo Florentim. e á banda do sul está Chepude cora o engenho d'agúcar de Preto Meleio. Arure em lingua islenha quere dizer casa d'Elrei. O ano de mil e quinhentos e cincoenta e cinco no principio de novembro foi a esta ca^a o Marqués de Canhete. que pode haver de Benchehigua a Chepude. é tambera grangeria. temendo nao Ihe viessem os de dentro da térra fazer algum mal. é um lugar quási urna legua da vila. e pela manhá Ihes deram resgate. que quere dizer térra fresca. em que se achara graos de ouro. sendo Conde D. Os dactiles sao como azeitonas pretas daquela feigáo e redondos. onde está ura engenho de agúcar dos Samoras. Belchior. onde há muitos pastos. onde esteve a corte do Grao Rei. e tirou graos que valeram tres cruzados. como se costuma. e Chepude térra de palmas. raultiplicados de dois pares déles. genro do conde.

passando urna serreta sera árvores altas. estendem-se para a banda do sul quási até o vale de Santiago. como em Gram Canaria o confeital. nao há mister mais artificio senáo bebe-lo. flor del vale del Gran Rei. a qual depois. quando se tornou crista. tem mais proveito estas palmas de dactiles. disse que se chamarla ela Ana. Sancho. e nao se tiraram dois cruzados d'ouro. mandou o Conde D. flor del valle del Gran Rei». Está Arare de Benchehigua meia legua. Nesta parte se mostra a térra mais comprida e larga que em todo o mais déla. de que há muitas da banda do norte. E de Benchehigua. por ser fraca a influencia que deu naquela areia. mas más saludad tengo de verte. dali ás rochas e costa. que também é mineral. e seu pai D. pelo que os islenhos cantam a dita endecha ou cantar soydoso. fazendo quási o mesmo de custo. Ana Sánchez. da qual por conselho dalguns que por ali passavam para as Indias. flor del valle del vállete. no baixo déla comega o vale do Grao Rei. onde nasce a agua de Armiga. se mostram grandes rochedos. há mais de meia lég-ua. chamada Aregoma ou Aremoga.82 caga de perdizes. senáo palmitos da parte do norte e noroeste. com que se enganam muitos. e enche todo aquéle vale do Grao Rei. E passando urna tresposta. Os outros palmares de Chepude sao muí grandes. Afonso um saco. que faz uma volta á parte do norte e se ajunta com outra. mái de Deus. de que usam como vinho táo agradável ao gosto que se bebe bem. com 5 10 15 20 25 30 35 . e tirado dali. que é raza e descoberta com algum mato baixo e verde. de que se fizeram ensaios em Sevilha. e há tavernas déle. poem um canal desde a ferida da palma até á boca de qualquer vasilha que querem encher. De Benchehigua indo por baixo de Armiga há vinhas que dáo bons vinhos. que procede daquela serreta como mineral. E para melhor o aproveitarem. e daquelas pedras miudas da grandura. e assim se chamou. estilam por ele licor. de que ela tomou Sánchez por sobrenome. que vai por detrás de Arure. Atravessando esta baixa serra cheia de palmas e outras árvores. deseo tengo de cogerte. E assim cantam os islenhos da Gomeira uma endecha: «Ana Sánchez. donde aparece da outra parte do norte uma quebrada de areia de cor dourada. por ser informada que Santa Ana foi mái da Virgem Nossa Senhora. E dobrando-a muitas vezes com grande sentimento dizem que a cantam pela filha do Gram Rei. cor e feigáo de confeitos. Chepude e Arure será á vila quási duas leguas. que dando-lhes'um golpe no meio do tronco. em que se acha muita urzela que dizem ser a melhor do Mundo.

e todo é frutífero. é de largo um quarto de legua. leitóes. e sendo tanta a gente espanhola que em térra saía cada dia. e tudo era cheio. fez um engenho de adúcar entre Benchehigua e éste vale do Gram Rei. nem ñas pravas.83 saudade déla que quis ir morrer a Espanha. queijos. que de sua fertelidade procedem. que se podem regar com duas fontes que tem. cabritos. e alguns pinhos.pre?os que na térra tinham. que com paus os matam. caga. de figura mais ovada que redonda. Dizem que Paulo Jaymes. pois no mes de outubro do ano de 1554. que Pero Meledez levava. E dizem que sendo esta donzela mui formosa nunca quis casar. nao Ihes faltou pao. Há ñas faldras destas serras a parte de noroeste e oeste muita ca^a de cervos e perdizes. e em pre?os táo comuns. frutas. E é táo rica de mantimentos. e também se acham porcos javalis. e nao como em outras partes. rico vizinho da vila. os coelhos sao tantos. e se dáo néle canas de adúcar. que ñera ñas rúas. e ver donde sairam os homens filhos de Deus que Ihe foram causa de tanto bem. os queijos a quatro e cinco reales como continuo se vendem. com que vem justa a conta das doze leguas que tem esta ilha de comprido. se vendiara sera exceder o modo. Lucas. Tem tambera térras de pao e de pastos. e todos os mantimeñtos nos mesraos. Pelas outras partes para oeste e norte sao palmares de palmitos. que erara sessenta naus e cinco galeóes de armada. outra ao outro. Isabel morreu bemaventuradamente. carnes. Tornando ao vale do Gram Rei. por que um castrado muí bom nao custava mais de dois. as quais se moem em um engenho que está néle. em tanta abundancia todos os dezoitos dias que esteve surta a frota. tres reales. véspera de S. nem no porto cabiam. chegando a ela a frota de Espanha. que tudo sobejava e nao faltava. e quatro de largo. e estando dezoito dias surtos no porto já dito da Vila da Gomeira sera terera tempo para a viagem. e estendendo-se de comprido até o mar mais de meia para a parte do sul. o que se vé bem claro nisto que agora direi. e todo refresco. Há também romas e cidras e fruta de espinho em todo aquéle sitio para a parte do mar. os ovos a dois reis. urna a um lado. que nao se sabe ilha táo pequeña tal como esta da Gomeira. leite. o arrátel de pao a doze reís. Dista éste vale do Gram Rei tres leguas e meia da vila. onde residem muitos creadores. as galinhas a tres reales. vinho. E nem era Sevilha se poderá achar tanto. do qual vale até o cabo da ilha haverá legua e meia. aves. como antes se comia. onde se usa 10 15 20 25 30 35 . e que na corte da Rainha D.

galipavos. Diogo de Ayala. E na Gomeira há caracóis que nao há em nenhuma das outras. de que o vice-rei e seus filhos e os fidalgos que com éie iam. e conserva do nabo do feito. ou gamonilha. e carangueijos de duas maneiras. afora o que a elas vem da pescaria. Isto é o que há ñas quatro Ilhas. foram boas testemunhas desta verdade. que por outro nome se chama raíz de abrotia. que agora é Marqués de Langarote e Senhor de Forteventura. nem entram com estas na fertilidade. mel. E em todas estas ilhas há muito pescado. fo¡ mui satisfeito de como é manjar táo sao. Forteventura e a Ferro por sua esterilidade nao dáo agúcar. ' «que agora é MarquSs de Langarote e Senhor de Forteventura» foi acrescentado mais tarde. como sao os que chamam mouros e judeos. Mas tornando ao que ia dizendo. E ela e a Palma só tem batatas mui extremadas e boas. burgaus. que nutre. em tanta abundancia. nao sei se contra caridade. em que fazem gofio. cebo. Cuido eu que se aos que hoje estáo no inferno fora concedido vir ao Mundo. até de gamoes. que levaram o mel de abelhas. Há também na costa desta ilha Gomeira muito e bom marisco. A ilha de Gram Canaria e a de Tenerife e a da Palma sao de Sua Majestade. Tenerife. mas Langarote. nao fazendo continuamente senao embarcar e gastar. queijos. de que ali há grande escala. las. acucar. de que levaram grande copia. as candeas. do qual nabo moido também fazem pao e o cozem com leite. e em todo o mais sao quási semelhantes.84 com os estrangeiros de muita crueza. amassada aqueta farinha de cevada com mel e azeite. se podessem. e engorda e causa muita for^a e ligeireza. A Ilha de Langarote e Forteventura sao do Conde D. Gram Canaria. alimpa. Agostinho de Ferreira. ameixas e cracas. vendendo o gato por lebre.^ e as ilhas da Gomeira e do Ferro dizem que sao do Conde D. e o mesmo parece que fariam com grande deshumanidade. e conservas todas as coisas que se podem fazer. a cevada com os moinhos. e carneiros. legumes. assim como tem gados. sem alevantar nenhuma cousa a maiores valias. a Palma e esta da Gomeira. até que se partiu para as Indias o viso-rei mui alegre e contente com todos os seus a tres de novembro do dito ano. que chamam denteabrum. parece que por letra do autor. as pedras por pao e a térra por fruta. cera. e por ele está a justiga. e cera. nao faltou também naquéles dezoito dias aos espanhóis naquela fértil ilha de doze leguas de térra a5Úcar. v e n d e r á agua por vinho. 5 10 15 20 25 30 35 . conservas. como tem todas as outras Ilhas Canarias. patos.

TRADUCCIÓN

[Capítulo] en el que la Verdad, respondiendo a una de las dos preguntas que le hizo la Fama, trata en general del descubrimiento de las Canarias y de algunas cosas de ellas.

í l 1 Y queriendo yo [la Verdad] comenzar a contar lo que sabía de estas islas, me dijo ella [la Fama]: —Veo, Señora, que estas Islas Azores están en este g^ran Mar Océano, y en el mismo están la isla de Madera y la de Porto Santo y otras que son del Rey de Portugal, tan cerca de las Canarias, que son del Rey de Castilla; y luego están las islas de Cabo Verde, pobladas de portugueses, y no entiendo esta mezcla, cómo en este mar hubo dos señores diversos. También me pone en duda la tierra de las Antillas, cómo pasando por este mar propio de la navegación de Portugal las mandaron descubrir y poblar y las poseen pacificamente los Reyes de Castilla. Y pues que vos poseéis la explicación de muchas dudas, recibiré a merced que me aclaréis ésta. - O corazón - l e dije y o - , aclarado lo tengo para todos y mucho más para vos. Señora, que me tenéis tan obligada; y la claridad que queréis saber de mí, en esto que me preguntáis, me propongo dárosla por lo que supe de diversos autores y cronistas y de mi anciano padre según lo contaba. Es verdad que los Reyes de Portugal tuvieron para si algunos años la conquista del mar de poniente, hasta que, en tiempo del Rey D. Juan II, hubo en ello la mudanza que contaré; como asimismo dejo para adelante el descubrimiento de estas dos primeras islas Azores y de las siete más abajo que deseáis saber. Mas ahora en cuanto a la duda sobre ellas y las otras que decís, sabed. Señora, que los legistas y canonistas tienen una regla que dice: primo occapanti conceditar locas o sea: [ 2 ] «el primero que ocupa y posee un lugar, queda por ello solo señor del mismo» Esto se usaba antiguamente en los descubrimientos de tierras, antes de que se realizase la conquista de ellas. El que primero descubría alguna tierra quedaba señor de ella, si quería y podía sustentar su posesión; hasta que por el Santo Padre, como Señor supremo que es y lugarteniente de Dios en la Tierra, en lo espiritual y temporal del Universo, fue esto determinado y limitado entre los Reyes de Portugal y Castilla, como claramente veréis en lo que ire diciendo. 440 años antes de la venida a él del Salvador del Mundo, Hannón, capitán cartaginés partió de Andalucía con su armada hacia las costas de África y Guinea; y

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dicen que éste fue el primero que, siguiendo este camino, descubrió las Islas Afortunadas, que llaman ahora las Canarias; y además de ellas las otras que se dicen Dorcadas, Herpérides y las Gorgonas, que se llaman ahora de Cabo Verde, pero no quedaron suyas, porque no hizA más que verlas de pasada. Después de la venida de Cristo N. S. Dios, en el año 1344, reinando D. Pedro IV de Aragón, dicen los cronistas de su tiempo que le pidió ayuda D. Luis de Lacerda, nieto de D. Juan de Lacerda, para ir a conquistar las Islas Canarias, que están a 28° en esta misma banda, por haberle sido dadas por el Papa Clemente VI, natural de Francia, y según esto ya había en aquel tiempo muchas noticias de aquellas islas por toda Europa, cuanto más en España, porque tales príncipes no se decidirian a esta empresa sin mucha certidumbre. También sostienen (como escribe el capitán Antonio Galváo, en el libro que hizo sobre diversos descubrimientos) que en este entretanto fue descubierta la isla de Madera, que está en 32°, por un inglés que se llamaba Machín,' el cual viniendo de Inglaterra hacia España con una mujer raptada, arribaron a la isla por tormenta y surgieron en el puerto que ahora se llama Machico, tomado de su nombre. Y porque la amiga venia mareada del mar, bajó a tierra con algunos de la compañía, y la nave, impelida por el viento, se hizo a la vela, y ella falleció acongojada. Machín, que la amaba mucho, hizo para su sepultura una ermita a la advocación de Buen Jesús, y escribió en una piedra los nombres de él y de ella con la causa que allí les trajo, y púsosela de cabecera; armó un barco con el tronco de un árbol muy grueso que allí había, y embarcándose en él con los suyos fueron a dar a la costa de África, sin velas ni remos (porque cuando la fortuna se aparta de uno, [ 3 ] de todo lo despoja). Los moros que los hallaron y los demás que los vieron tuvieron el hecho por milagroso y los presentaron al señor del país, el cual, por la misma razón, los mandó al Rey de Castilla, que era entonces D. Enrique III, y por la información que de esta isla dieron este inglés Machín y la nave de sus compañeros, reinando en Castilla el mismo rey D. Enrique III y en el año 1393, muchas gentes de Francia y de Castilla se decidieron a ir a descubrirla, y también a Gran Canaria, principalmente andaluces, vizcaínos, guipuzcoanos, llevando bastante gente y caballos; pero no se sabe si fue a su costa o bien a la del Rey. De todos modos dicen que fueron los primeros^ que vieron las Canarias y saltaron en ellas y que cautivaron 150 personas. Otros dicen que fue en el año 1405, pero tengo por más cierto lo que se cuenta de Machín en la historia y crónica de los ilustres capitanes de la isla de la Madera, como diré luego al tratar particularmente de ellos y del descubrimiento de ésta. En 1417,' gobernando Castilla la reina D* Catalina, viuda del rey D. Enrique III, por el principe D.Juan, su hijo (que fue el segundo del nombre), un Mossen Rubén, o para otros Rubín de Bracamonte, Almirante de Francia (que se dice que con muchos franceses ayudó al Rey de Castilla en cierta guerra), con este mérito y por este servicio le pidió el derecho de conquista de las Canarias, con

' La historia de este Machín, vizcaíno, que no inglés, ha sido aclarada recientemente. Cf. J. ALVAREZ DELGADO, Juan Machín, vizcaíno, «Anuario de Estudios Atlánticos». VII, 1961. - Es imposible rectificar los muchos errores, como éste, que inserta el autor. ' Fecha errónea, procedente de la edición de la Crónica de Juan II por Galindez Carvajal. Fue error muy divulgado.

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titulo de Rey, para un hidalgo francés su pariente, llamado Mossen o Mossiur Juan de Betancurt, a quien otros llaman Letencor o Betencor; y que la Reina se las dio y le ayudó. Partió entonces de Sevilla con buena armada el nuevo Rey de Canarias, y dicen todavía que la principal causa que le movió a ello era descubrir la ¡sla'de Madera, que había hallado Machín. Pero no la halló, sino la de Porto Santo; fueron a dar en Canarias. Y llegado y desembarcado en ellas, dicen que conquistó Lanzarote, Fuerteventura y la del Hierro, o para otros, la del Infierno. O, según dice Joáo de Barros, solamente aquellas tres; pero no pudo conquistar la Gran Canaria, por hallar en ella mucha resistencia de parte de más de 10.000 hombres de guerra. En Lanzarote hizo un buen castillo, bien que sólo de piedras y barro,» para conservar lo que había ganado; y comenzando la negociación de esclavo^, cueros, [ 4 ] sebo, miel, cánfora (resina),^ orchilla, higos, sangre de drago y aun otras cosas que mandaba a España desde aquellas islas, sacaba interés y ganaba buen dinero el Rey Juan de Betancourt o Betancor. Después, en 1420, fue descubierta Madera por los portugueses cerca de las Canarias, como contaré luego en su lugar. Estando así el Rey Mossen Juan Betancor en la conquista de las Canarias, dicen que lo mataron y que dejó por heredero suyo un pariente llamado Mossen Menante o Menaute, el cual, según se dice, con ayuda de algunos castellanos conquistó luego La Gomera; otros pretenden que Mossen Juan Betancor se fue a Francia a rehacerse para esta conquista y que dejó allí a un sobrino llamado Mossen Menante y, como no regresara más, el pariente, que no podía sostener la guerra, vendió las Canarias al Infante D. Henrique por algo que le diera en la isla de la Madera, como diré luego. Y como de doce islas que son quedaban por conquistar Gran Canaria, La Palma. Graciosa. Infierno. Alegranza. S t Cl Roque y la de los Lobos, en 1424 mandó el mismo Infante hacer una > „.,;«f!>r',as Iba por capitán mayor D. Fernando de Castro, y armada para conquistan-s. loa JJ H ,. . • • j n . i. j . .lUc rran belicosas defendieron bien sus casas, y viendo U. como las gentes de ellas crtí i i t i j-„ „ , , j;cr>..ndio Que consumía se volvió; y entonces el Infante dio Fernando el gran dispenai" M , , . , , n ^ t . , , n „„= Ar Castilla por las ayudas que había dado a Betancort. estas islas a la corona ae V, i./ -• j o . i„; Pero los castellanos cuentan esto de otra manera: que ni el Rey de Portugal ni 1 I f te D Henrique las quisieron soltar hasta que llegaron a derecho ante el P8Da*Eu«nÍo IV. veneciano, quien, visto esto, dio por sentencia la conquista de .. • I 1 D.« n luan de Castilla, en 1431, por donde cesó esta contienda aquellas islas al Key L'.j"»' , _ . , ,-, ,.,, r. -L i j de las Canarias entre los reyes de Portugal y Castilla. Pero como iba contando, j - „frr.c muerto o ido a Francia definitivamente el Rey Juan de v see-ún parecer de otros, inuo , _ . . , , , » « m ^ * j - 1. . „ «1 Reino de las Cananas su pariente llamado Mossen MeBetencor, sucedióle en ei i x c . ., , . . . ,. . i •i te o Menaute y habiendo promovido el papa Martin por obispo de estas islas ruVreligioso llamado Fray Mendo, comenzaron los isleños a recibir la santa fe. „ j - . «1 Rcv Menante a muchos que habían recibido la santa te Pero como vendiese ei rs.cy .„ r^ , . , . . , , . i por esclavos, el obispo se quejó al Rey D. Juan, pidiéndole que echase a este príncipe de aquella tierra, y habiendo diferencias por esta causa, el Rey envió ,1 i v,=n «ido hallados recientemente y, en efecto, son de piedras co* Los restos han SKI° h^^^'^^ H;^t„^¡^ Canaria». XXVI. 1960. 357-370. gidas con barro^ ^t^^ j,^ producido en Canarias. De no ser una de las muíral confutonls ¿el autor, puede entenderse resina de otras especies arbóreas.

Y viendo su justicia el Rey y el Infante renunciaron a ellas. reinando ellos en Castilla en 1478. obtuvo del Rey D. y el marqués las [ 6 ] vendió al Infante D. tiene por . quedaban partibles las de Lanzarote y Fuerteventura. 12. Joio da Silva. Fernando. pues si Maciot vendió la hacienda y tierras que había beneficiado. que de siete principales y descubiertas sólo quedaban por conquistar estas tres (ya que las otras estaban en poder de los vecinos de Sevilla desde tiempos del Rey D. Fernando V y D° Isabel. Hehrique. su «guarda-ropa». enviaron una buena armada con Pedro de Vera. Diogo de Meneses. cap. que eran de la Corona de Castilla. Enrique IV de Castilla se casó con la reina D" Juana. de que es titulado conde D. hija del Rey D. porque. Inés Peraza. y mandó luego tomar posesión de ellas a un tal Diogo da Silva. en el libro I de la primera década de su «Asia». para conquistar las Canarias. que luego fue conde de Portalegre. primero del título. Guillen Peraza. Por muerte de esta Fernán Peraza las heredó una hija suya de nombre D. a quien las había traspasado Maciot Betancor. como antes dije). segundo conde de Portalegre. Enrique estas islas de Canaria por donación que le hizo de ellas. capitanes diestros así en mar como en tierra. apoyaron a uno contra el otro. escrituras y provisiones de los Reyes de Castilla en confirmación de las compras. Fernando de Castro. aunque los Reyes Católicos habían comenzado la guerra de Granada y esperaban la de Navarra. vendió las islas al mismo Pero Barba. y él las vendió al Marqués D. conde de Atouguia. hidalgo castellano. y porque las islas de La Gomera y El Hierro constituían mayorazgo. que la llevó a Castilla. mandó el Infante alguna gente y por su capitán Antao Gongalves. vecino de [ 5 ] Sevilla. Juan II. estando todavía allá de parte del Infante D. hidalgo natural de Jerez. donde. que se casó con un D. que después de vuelto de Canarias D. y por fin el Rey Menaute. por cuanto las había comprado a un Guillen de las Casas. por entremeterse en ello el Rey de Castilla.90 allá a un Pero Barba de Campos. Martinho de Ataide. hermano del Rey D. su hijo. y llegando a Gran Canana los castellanos hicieron notables cosas. mostrando para ello las necesarias procuraciones. con tres naves armadas. María de Ayala. Conde de Niebla. Tenerife y la de La Palma. la Gran Canaria. emprendieron otra contra estas islas del Océano Atlántico. por vía de donación con poder de procurador que tenía de su tío Juan de Betancor. que duraron tres años. Así cuentan esto los cronistas castellanos. Y en 1483. que se dispufaben el dominio. en su conquista. y entre los hijos de ellos fue D. Afonso y sobrino del Infante D. para favorecer a los canarios que allí quedaban convertidos a la fe. dando razones según las cuales le pertenecían. con lo cual vino en poco tiempo al dominio de los Reyes de Castilla toda la isla. de nombre Fernán Peraza. Luego. pidiendo la restitución de ellas. en las que D. portugués. hallando dos reyes bárbaros. y después de algunos años renunció el Infante a ellas. no podía vender el señorío y jurisdicción. por concierto y licencia de la Reina D ' Catalina. y éste hizo lo mismo a un hidalgo de Sevilla llamado Fernán Pérez. quien las compró a D. D. con quien casó Diogo da Silva. Henrique en la conquista y gobierno de ellas. mandaron con una buena armada a Alfonso de Muxica y Pedro de Vera. y en este entretiempo vino a Portugal un caballero castellano. García de Herrera. Enrique. Duarte de Portugal. dice. los cuales dieron de repente sobre Gran Canaria. Mas el doctísimo Joáo de Barros. cuando el Rey D. en cuyos descendientes y de otros sevillanos se conservaron hasta los tiempos de los Reyes Católicos D.

estando el mar en calma. de La Gomera a El Hierro hay 6 leguas y la isla de El Hierro está a 27° y dos tercios y de Canaria 30 leguas. Estas Islas Canarias. no por ser mayor en extensión. No descubrimos la relación con ganches (sic). desde una terraza que tiene a manera de plaza en la cima. ya que su señorío y jurisdicción fue traspasado a Castilla en la manera dicha. Gran Canaria es la principal. tiene mucho ganado.' Tienen una sierra o montaña que unos llaman pico de Teide y otros de Tereira. hay 13 leguas y éste es el camino más corto de Canarias a tierra de moros. que es un canal entre ambas. De Canaria a Tenerife hay 13 leguas. cada una como un barrio pequeño. que dicen es uno de los puntos más altos que conocen los navegantes y ven claramente 60 leguas antes de llegar. Fuerteventura con Lanzarote están NS a 3 leguas una de otra y entre ellas está un islote despoblado. herencia que le rendirá pasados trescientos mil reis. solamente habrá media legua. ' Enrochadores. que es tierra despoblada. la condesa. Además de lo que Joáo de Barros en el mismo capitulo escribe sobre los ritos y costumbres de los moradores de estas islas. del Duque de Maqueda. están a 28° N y tiene el día más largo 13 horas y otras tantas la mayor noche. como en él se podrá ver. se cosecha en ella mucho pan.6 pero son 7 las descubiertas y más principales. de Lanzarote [ 7 ] a Alegranza habrá 2 leguas y canal limpio entre ambas. están casi todas alineadas de Este a Oeste y quedan de la isla de la Madera de S hasta SE de esta manera: la Gran Canaria. y de Lanzarote a Graciosa. la mayor de todas. con estar algunas a más de 50 leguas y tener otras tantas de circuito. y son 12 contando la del Infierno. por particular merced de Su Majestad.91 parte de su madre. Distan de España 200 leguas y 17 de la costa de África. que eran y son habitadas y que se llaman las Beatas o Afortunadas. la cual está 28° menos un cuarto y a 25 leguas de la Isla Canaria. sus naturales se llaman canarios. Henrique llevó en la conquista de estas islas. De Canaria a La Palma son 30 leguas y está La Palma a 28° y medio. [ 8 ] es verde al pie y siempre nevada en medio 8 El autor desconoce que este nombre se aplicó durante dos siglos a Tenerife. de Alegranza a las Isletas de Canaria habrá 33 leguas. la cuarta del S. el Cabo Bojador le queda al SE. Esta Gran Canaria es redonda y la mejor de todas y bien poblada y por eso tiene el nombre de Grande. y como dije estas islas principales se corren unas tras otras casi de E a O. lo que es una memoria en Portugal de los trabajos que el Infante D. aunque no vi carta alguna de marear en que se la seiialase. aunque tengan también sus nombres particulares. y esta Tenerife está en 28" y un tercio. diré de las siete más principales algunas cosas más que pude alcanzar a saber leidas u oídas. y de ésta tomaron el nombre general de canarios los habitantes de las otras. si bien de Fuerteventura al Cabo Bojador. hay en ella muchos ingenios de azúcar y de ella y de algunas de las otras se carga mucha cantidad para diversas partes. sus naturales se llaman ganches por ser muy fragueros. porque hay en ella grandes canes. y de ahí a La Gomera son 6 leguas. en Berbería. está bien poblada y da mucho pan y vino. como dice Joáo de Barros. . Tenerife es otra de estas islas. se ven todas las otras islas. que está a 28° y a 12 leguas EO de Fuerteventura. también EO con las Isletas de Canaria. vino y miel. llamado isla de Lobos.

Fernando de Castilla. curtidas con cascara de pino. . y se cuenta que una mujer isleña pasó nadando todo este espacio por librar a un hijo suyo de la muerte. con gran abundancia de ganado. se cubrían solamente con pieles de cabras y ovejas. muy agudas (que llaman tubonas" y son negras como azabache). no sé por qué razón. porque hay en ella piedras que parecen hierro y la costa fragosa del mismo modo que parece escoria de hierro. está con nieve. a veces. tuvo guerra dura con estos canarios. pero no lo es. con las cuales como dardos traspasaban las adargas y escudos. Hasta fin de agosto se puede subir. tiene mucho granado del cual se hacen muchos y buenos quesos. y los árboles son ásperos y adustos. que es la más larga. que afilaban con piedras. a manera de nube blanca muy clara. en las cumbres de Gran Canaria y tle La Palma. a que estaba condenado por justicia. no tienen agua de río. sino está siempre igual con sus hojas verdes. pero un gran árbol cerca del poblado en un alto. están muy juntas.^ La Palma es pequeña. los naturales se llaman palmeros por tener la isla muchas palmas. Este árbol nunca envejece ni crece. El Hierro tiene un lugar de pocos vecinos llamados herreños. vino. ellos se llaman gomeros. La Gomera es buena isla. sin esperar por barco. tiene además algunas cisternas en que recogen agua para las bestias y para su servicio. y es rasa y humeante a veces en lo alto por el mucho azufre que en ella se halla. pan. que era lo que más importaba. ni fuente ni pozos. usaban varas. los ganados se mantienen con ramas y yerba verde. al paloblanco que hay en esta isla de San Miguel y todavía es más fuerte y duro. cosidas con correas del propio cuero y con leznas de hueso que aguzaban con las mismas piedras tubonas. mas al fin fueron vencidos y reducidos a la sujeción de España y al culto divino. Dicen que se parece al almacigo. caballero natural de Jerez. aunque no tuviesen armas. es parecido. [ 9 ] Cuando después fueron conquistadas estas Islas Canarias por los españoles en tiempo del Rey Católico D. y dicen que tiene las hojas como a manera de tres hojas de zarza pequeñas. ' {Sic) por tahonas. sobre el cual se forma una niebla por la mañana. como hay muchos en la isla de Tenerife. Los moradores se llaman maforeiros. Pedro de Vera. como la isla Gomera de un Rey llamado Gomero o Gomauro. Fuerteventura. también arrojaban piedras con gran fuerza. los trajes hechos de estas pieles llaman tamarcos y el cuero curtido de ellas como ^ Sabemos que nieva también. llevando provisión y perdón del gobernador que estaba entonces en Fuerteventura. siendo asi que no nieva jamás en todas las islas circundantes. y de ella destila continuamente agua por las hojas como rocío. azúcar y mucha orchilla. pues eran todos muy valientes y ágiles. pero tienen mucho ganado cabrío. dicen que en tiempo unos vizcaínos que vinieron a ayudar a su conquista hallaron y fundieron hierro en ella. como a un cuarto de legua. el almacigo (lentisco) que da almáciga. en la dureza y el cortar. los cuales. mucha en el resto del año. isla pequeña y toda fragosa. del que llevan gran cantidad a España. que eran muy esforzados. la cual cae en un depósito y de ella beben los hombres y animales y e s buena. y Lanzarote son dos islas poco pobladas. Antes de ello no usaban pan ni vestido.Juan.92 hasta S. que las tres y a veces cinco juntas parecen una sola hoja rasgada. año de 1483.

cogían mucho fruto.'" Tenían casas de ramas y cuevas donde moraban. . También tenían su lenguaje bárbaro. que llaman canarios. •' Este error es incompatible con la cebada tostada y todo lo que sabemos de cierto por la arqueología. como gran honra. se casaban con muchas mujeres. que son en España estimados de muchos. por lo que todas estas islas están ya pobladas de gente de España y de otras partes. mal podía haber cuernos de ellos. pues no tenían ídolos. después que lo tuvieron o inventaron encenderlo con dos palitos. cada isla el suyo. algunas cosas que particularmente pude saber de cada una de ellas. y por otra razón que da Joao de Barros. Sembraban cebada sin más y algún trigo. Adoraban a un solo Dios. primero de la variedad de sus Jenguajes. rozando uno con otro. '^ Otro pintoresco disparate. En estas islas hay unos pájaros. y por ello fueron fáciles de convertir a nuestra fe. y antes de conocerlas las dadan a sus señores. con el que se entendían. Contaré. que es blando. y ahora asada y cocida. que rociaban cada día con leche de cabras. Señora. uno llamado teimaste. Y de todos ellos quedaron muy pocos." hierro. a las que llamaban animales santos. que es duro.93 bayo. Comían gofio de cebada tostada. Tenían sus oratorios. Carecían de fuego. y otro tabaiba (del que se hace el visco). labrando la tierra con cuernos de b u e y e s . levantando las manos al cielo. leche y carne de cabras y frutas de árboles y aun dicen que también comían la carne cruda. 10 No la hemos hallado. " cabrones y cabras. letras y bestias de carga para su servicio. por no tener fuego. . Comían raíces de yerbas. si no había bovinos.

sus hijos y descendientes inventaron en cada isla que habitaban un nuevo lenguaje. saliendo por el estrecho de Gibraltar. cortaron la lengua a muchos. término de la Villa de Ribeira Grande de esta misma isla. y extrañábase de que no tuviesen memoria los naturales de aquellas islas de dónde procedían. las cuales. uno cada isla. con el que se entendían. o pueblos sus subditos." habiéndolos vencido. el cual. hombre noble y honrado. y los echaría fuera de su tierra en embarcaciones que vinieron a parar a las Canarias a poblar aquellas siete islas desiertas. y así [ 1 1 ] los lenguajes variaron por el gran número de años que corrompió la primera lengua antigua que todos traían juntamente. También puede ser que sin traer estos canarios las lenguas cortadas. Dicen que haciendo guerra los romanos a los cartagineses. morador que fue del lugar de Rabo de Peixe. a causa de algún enojo que tendría de algunos vasallos suyos. y preguntándole si tenía de esto alguna noticia. que entonces estaban desiertas. [ 1 0 ] Ya dije que tenían los moradores de estas Islas Canarias su lenguaje bárbaro. Y por esto cada una de estas islas tenía el suyo propio. según los diversos lugares donde desembarcaron con las lenguas cortadas. le respondió Antón '^ Sería ocioso rectificar estas consejas de deslenguados cartagineses y romanos que llenan este capítulo. fueron a parar a las Canarias. a causa de separarse unos de otros en distintas islas y en varios lugares de cada una de ellas. el discurso del tiempo que todo lo muda cortó y mudó el primer lenguaje que ellos al principio hablaban en diferentes y diversos que ahora tienen. tuvo particular amistad con un hombre honrado canario. pasando a la isla de Tenerife.Lo que se dice de los lenguajes de estas Islas Canarias . para castigo de alguna rebelión o delito. Y como no tenían lenguas enteras para hablar. También se dice en estas Islas Canarias que algún Rey de aquella parte de Berbería que tes está más vecina. que se llamaba Antón Delgado. les mandaría cortar parte de la lengua. los pusieron en naves en el mar. y en cada una de ellas inventaron los sin lengua o sus descendientes nuevos lenguajes. de la casta de los Monizes de esta isla de San Miguel. y habiendo residido en ella muchos años. natural de Gran Canaria. con la cual los alborotos y motines se hacen. y aun en una misma isla se hablaban diferentes lenguajes en partes diversas de ella. una de las siete Islas Canarias. . y de estos cartagineses se poblaron. hijo de Antón Martins. Esto parece ser así por la razón que dio un Andrés Martins.

por lo que se habían producido graves daños en los ejércitos de bntecesores suyos. todavía no había la secta de Mahoma. Y le replicó Andrés Martins que no podía así ser. para que haya de tenerse por cierto.95 Delgado. el cual. pero no dados al vino. repartidas entre las siete islas. y pobladas por su mandato. los que no podían tomar armas y. porque yo entiendo tres lenguas. cortadas las lenguas aun a éstos. mandólos llevar en navios con orden de que en el Océano navegasen cerca de la costa de África. Lo que bien parece ser así. diestros y ligeros en toda guerra. Mas con todas las susodichas raiones nada de esto afirmo. Ahora ya han perdido estos isleños la inclinación de mudables y son firmes en la amistad y en la religión cristiana y devotos de Nuestra Señora. echasen aquellas gentes sin lengua en ellas. supo que había una nación de gentes belicosas y habituadas a las armas cerca de su Imperio o acaso subditos de él. . y que fue natural de Cádiz en España. como se dice que hacen algunos alemanes. que ahora siguen los moros. mientras en las costumbres eran y son semejantes: todos son muy valientes y animosos. a saber. se casaron en las islas y no regresaron solteros. Y aun decía Antón Delgado que bien podía esto ser asi. por ser [ 1 2 ] montaraces. rumbo SO. son afables. sus lenguajes casi todos tiran al de los moros. que habían visto con sus ojos y practicaban entre ellos allá. en llegando a las Islas Afortunadas. que se van a quien les da más sueldo. aunque en el cuidado y porte del vestido son ya ahora casi todos tan exigentes. gobernando el Imperio y mandando levar gente de guerra para juntar un gran ejército contra sus enemigos. que estaba de allí tan cerca. pues en las siete islas los de una no entendían el lenguaje de las otras. los cuales. la de Tenerife y la de La Gomera. pues los canarios tienen todas las maneras de los moros en sus costumbres. y no importándoles comodidades en sus casas. viejos y niños. como los más pulidos castellanos de España. pues otros aseguran que estas islas de Canaria tienen principio muy antiguo y fueron ya descubiertas y halladas en tiempo de Trajano. pero que había recelo que usasen de la mala inclinación que tenían de ser muy inconstantes y tornadizos. sonriéndose. que sus capitanes los matasen a todos salvo mujeres. por su gran saber e industria. que de dónde podían proceder sino de esta Berbería. luchaban a pie tan esforzadamente. y que. que habidos en su ejército podían ayudar mucho a la victoria. la de Canaria. astrólogo y matemático. pulidas. Dicen que era este Emperador gran filósofo. garridas y de rara hermosura. viven en cavernas bajo tierra y cuevas y oquedades de las peñas. dispuso para impedirles en lo sucesivo seguir su veleidad o codicia. Sabido ademas por Trajano que siempre habían quedado sin castigo. por lo cual muchos de los conquistadores. Son aficionados a la ganadería. porque si fuesen de allí tendrían la ley y secta de los moros y la misma lengua. o casi todos. el insigne emperador de Roma. luchan y tiran a honda y de lanza más que otras gentes algunas. alegres y amigos de banquetes. A lo que respondió Antón Delgado: — Parece que en el tiempo cuando los habitantes de Canarias de la tierra de África vinieron a parar aquí. Las mujeres son en general limpias. y usan gofio como moros y parece que aunque cambiaron el lenguaje que traían. saltan. asi sus molinillos de mano. ellos y ellas. y todas se parecen mucho a la lengua de los moros. a veces en el preciso momento de atacar. Y aunque los canarios tengan variedad. no cambiaron algunas costumbres de su tierra. para acabarlos y apartarlos de su mal nacimiento y para que los que les sucediesen no supiesen dar noticia de su procedencia.

y muy membrudos. y ellas blancas y hermosas. Los habitantes son criadores de ganado menor y de camellos y ya están ligados con los españoles. la mayor parte estéril. Oliva. Son grandes comedores de carne de reses menores. beben la leche de cabras y ovejas por agua. también por otro capitán criado de la casa de los Reyes Católicos llamado Nuno Ferreira. tiene cuatro pequeñas poblaciones. Y tiene ese nombre por haberse hallado en ella una inscripción en piedra que decía ser poblada por Forteventura. a causa del vino y miel que [ 1 4 ] les llevan. bien dispuestos y derechos. es casi tan grande como Fuerteventura. y está muy cerca de ella a ONO. por ser pedregosa la mayor parte de ella. Algunos dicen que fue tomada esta isla el día de San Felipe y Santiago. principal sobre estos dos. por lo cual son frescos y gordos. La Villa. ligeros y fuertes. Y por no tener árboles de que pudiesen hacer alguna manera de armas. salvo Lanzarote. con la que tienen gran trato y comercio. tenía su estancia más adentro de la isla. Tiene esta isla 40 leguas de circuito. Comen más gofio que otro pan. muy pariente del Conde de la Castanheira. Son leales a portugueses y castellanos y enemigos de los moros de Berbería. o Don Luis de Lugo. fueron fáciles de vencer. Dicen que fue conquistada luego después de Fuerteventura. portugués. y bien . y otro. la dominaron los españoles en poco tiempo y sin mucho daño. y que la conquistó un Saavedra. como los de Gran Canaria y las otras islas. adonde van a hacer muchos asaltos y traen de ellos mucha presa que venden con destino a Madera. otro en Oliva. bastante morenos. Entre los habitantes hay hidalgos de los Perdomos y Saavedras y de otros apellidos. a tres leguas del puerto de Roque. El Puerto y Corralejo. aunque es la mayor isla de todas. Otros dicen que los Reyes Católicos dieron la conquista de estas islas de Canaria a un hidalgo de su casa llamado Don Alonso de Lugo.De algunas cosas que dicen otros de las dos islas Fuerteventura y Lanzarote [ 1 3 ] De las siete islas de Canaria que están pobladas dicen algunos que la llamada Fuerteventura fue la primera conquistada. porque guardan bien el rostro del sol y el aire. pero no es fructífera. por ser cerca. criado de los Reyes Católicos. uno fuera del Corralejo. La isla de Lanzarote dicen tener ese nombre por el rey principal de ella que asi se llamaba. Esta isla tenia tres reyes. mas como la tierra es muy descubierta. con los que se casan sus hijos e hijas. por lo cual su principal iglesia está dedicada a estos apóstoles. aunque con sus ganados y con sus hondas se defendieron algunos. hacia la parte de Berbería. Los isleños e isleñas son de gran estatura.

pág. passim. que carece de sentido. . acudieron al Turco de Larache y a otros corsarios turcos. corriendo la fama de tantos asaltos que el dicho Agustín con los suyos les hacía. Con lo que se ve ya ha cambiado o se ha extinguido entre ellos la veleidad de sus antepasados. dedicados a buscar ámbar de ballenas junto a la costa). al S de Cabo Blanco. poblados de unos aduares o chozas donde tienen su morada con sus mujeres e hijos estos árabes. eam. que en nuestra lengua quiere decir criadores de ganado. comenzó a asaltar la Berbería. Descrip. el Río del Oro. y otros lugares.97 podría ser viniesen dos Saiavedra y Nuno Ferreira por auxiliares suyos. por no ser hasta entonces sus enemigos molestados y vivir en sus aduares sin sobresalto alguno. El Conde y su mujer escaparon como de milagro escondidos en unas cuevas. que casi no hallaba quién se le opusiese. antes de ser casado. por causa de darse desde el principio mucho a las entradas y asaltos contra los árabes de Berbería. cautivaron y robaron. y con tal mayorazgo y buenos subditos y parientes. como en Fuerteventura. que aunque los moros o turcos les decían soltarles si les daban solamente al Conde. 19. Viéndose este Señor D.'* y como eran valientes. Es ahora condado y Conde de esas dos islas D. y como los moros de tierra adentro son buenos jinetes.. Los isleños de estas dos islas se llaman mahoreros. con lo que se enriqueció mucho. Por el gran deseo " Sospecho una corrupción del texto: si leemos os en lugar de dois. "5 Antes. Agustín de Herrera mancebo bien dispuesto. como diré. que entrando en la tierra prendieron a casi todos los moradores. . aunque se cree que muchos sabían el lugar donde estaba. dieron sobre la isla siete u ocho fustas bien apercibidas y armadas. y estando Don Agustín de Herrera con sus vasallos sin sobresalto ni recelo de galeras ni fustas de moros en su isla. yerno de Pero da Ponte. por ser tierra descubierta. ha dicho que no sabía el porque de mahoreros. se les diese el cargo de la empresa. jamás pudieron conseguirlo. lo que hacía [ 1 5 ] tan a salvo. que llaman Arguim. c j r\ >' Usó ya este gentilicio (escrito schirmeiros) Valentim Fernandes. '^ porque éste es su oficio. lin. Agustín de Herrera. como los de Argel o sus samejantes. de Tenerife.'' San Bartolomé. la Villa y Haría." árabes y berberiscos por la tierra adentro hasta que llegó la noticia a donde había moros de guarnición y diestros (puesto que estos xilmeiros son pobres criadores y pastores de vacas en aquella tierra llana y arenosa y descampados cubiertos sólo de maleza. en el año 1568. el cual Conde en su mocedad fue muy dado a esas entradas y asaltos en Berbería. Y no pudiendo sufrir tantas afrentas. • . Son tan mezclados con los berberiscos. como es Cabo Blanco. como ahora diré. Teide. mataron. . 8. ricos y habituados a la guerra. tal vez para tener mejor venganza. llevándose consigo a las mujeres y niños. que fue grande lástima y mayor pérdida. que está tan vecina. De esta repetición de las acciones del Conde se vinieron a llamar y avisar los xilmeiros. pero luego le costó caro a él y a toda su isla. del mismo esfuerzo y alto espíritu. para designar a los pescadores azanegues de las islas y costa de Arguim. de grandes fuerzas y ligero. pág. 18 Lugar no identificado. traduciremos los y no dos. y fueron tan fieles sus vasallos. que muy pocos hay que no tengan algo de moriscos. poco se detuvieron los conquistadores en dominarla. Tiene esta isla dos poblados mediocres. o al siguiente. 42-63. dieron muchas veces su paga a los de Lanzarote y a los de Tenerife.

de la que todos los isleños son muy devotos o. mandando llamar ante sí al Conde. En estas islas se hace sal muy blanca. natural de Tenerife. que los franceses caían vivos en el mar y se ahogaban a montones antes que aguardar su fuerte y rápido ataque. de aires buenos. su vecina. prefiriendo dar antes cuenta a Su Majestad. se fue a Tenerife. como Fuerteventura. Agustín de Herrera y que para ello se pasaría a Turquía si en África no pudiese ser socorrido del Turquillo o de otros corsarios que con sus fustas viniesen a Lanzarote y le vengasen. el cual partió para la Corte. también hacen buenos quesos. el cual yendo a negociar algunas cosas a una de las otras islas y dejando su mujer e hijos pequeños en Tenerife {sic). y comparecido ante ellos. por ser inocente en el caso. sólo apta para criar ganado menor y camellos. ni se vio ni se supo en tiempo alguno haber habido peste en ella ni en ninguna de las otras. Disimulando él esta injuria y consolándola diciendo que los señores de las tierras tenían gran poder sobre sus vasallos. le contó su desventura. sino remitido al Regente y oidores. que es un pequeño lugar de pastores distante legua y media de la Villa.98 que estos infieles mostraban de hacer a su mano al Conde y a la Condesa. su mujer e hijos con algunos parientes que en todo eran ocho personas. y alguna vez hicieron rendir a un número mayor de corsarios franceses: pues se daban tanta prisa en la acción. apartados del puerto hizo por fuerza navegar al maestre hacia Larache. donde desembarcó con los siete de su casa. como era hombre de gran espíritu. y preguntando la causa de tan extraña mudanza. aunque son pocos. Quedó tan destruida. y para la salud. y embarcándose él. buenos jinetes. los regentes y oidores de Gran Canaria quisieron [ 1 7 ] tomar conocimiento. donde vendió su hacienda. de los cuales no se supo más que lo que decía el maestre después: que juraba ese hombre no descansar hasta haber a su mano al dicho D. y como además se puso en campaña animosamente para defensa de la isla y su pueblo. en descubriendo navios en seguida se preparan y defienden con valiente ánimo y. en fin. Viniendo el marido de esta mujer y hallándola triste y cubierta de luto. La gente es muy afable. lo que es más de creer. pero no fue oído. siendo ella muy hermosa y recogida. a las salinas del Conde se va por Haría. son de gran esfuerzo. porque del caso de la mujer deshonrrada no se hallaron pruebas bastantes y él y la Condesa quedaron robados de toda su hacienda y tan descontentos. ni por industria de los moros. se le tuvo esto en cuenta. y volviendo a Lanzarote echó fama que se mudaba a Tenerife. pues como la Villa está casi a legua y media del Puerto de los Arrecifes y tienen en un monte alto cerca de la Villa una torre para vigía. que todavía hoy no está restaurada. llorosa y tan desemejada que casi no la conocia. se sospechó y afirmó que no eran estos turcos venidos de allí por la causa que dije. fue Dios servido de . que milagrosamente escapó de los enemigos encomendándose a N* S* de la Candelaria. sino por un hecho que dicen había cometido este señor con una mujer de un vasallo suyo. Finalmente es tierra belicosa. por lo que se cree que trajo éste los turcos a esta isla y en ella hizo el destrozo ya contado en que no dejaron cosa que valiese. Del caso contado de la ruina que los moros o turcos hicieron en la tierra. dicen que entró el dicho señor en [ t 6 ] su casa contra su voluntad haciendo poco caso de esta ofensa. por ser tierra pobre. de la frecuencia de las entradas y del daño que de él habían recibido los árabes. como mostraron en el triste caso de los turcos y con los franceses dos o tres veces que quisieron entrar en la tierra.

. y estando escondidas en una cueva la mujer y una hija del Conde.000 cruzados. pero sin hacer más entradas en Berbería. como todas las otras islas de estas siete. Créese que lo prohibieron. En 1586 dicen que vinieron siete graleras de moros a esta isla de Lanzarote y cautivaron hasta 300 almas. gente de mucho lustre. Herreras y Betencores. Saiavedras. sujetos a la Gran Canaria. y otra hija soltera huyendo por la costa se acog-ió en un barco que fue a Gran Canaria. En esta isla hay hidalgos Perdomos. que se rescataron por 17. Cifontes. y fue vuelto a su estado. Tiene una iglesia parroquial bien adornada y dos o tres ermitas más. las descubrió una mora y fueron cautivas con toda la gente de su casa. y después de andar los moros algunos días por la tierra se fueron llevando solamente las 300 almas cautivas y mucho despojo.99 librarlo.

[ 1 9 ] que finalmente con gran dificultad y trabajo los vencieron. quedándoles a O SO. o D. como luego se dirá. 5. tenia cinco o seis reyes y usaban armas de madera labradas con piedras. Es diócesis y cabeza de todo el Obispado. La principal y última pelea fue en Güímar. sembrando en ella todos los frutos necesarios a la vida humana. los isleños se defendieron mucho tiempo. ya que en esta Gran Canaria hay por sí gobernador que tiene jurisdicción de horca y cuchillo. donde van todos los casos y negocios de todas las otras islas.De algunas cosas de la isla llamada Gran Canaria [ 1 8 ] Dicen algunos que la isla llamada Gran Canaria fue la tercera que se conquistó. tomaron y desbarataron. " ¿Precisa advertir que Güímar está en Tenerife? En Arucas se libró más bien el primer combate de Pedro de Vera y los canarios. lanas. alta y maciza. y desde entonces fue siempre en crecimiento de todas las cosas y gran comercio. quesos y otros frutos que hay en la mayor parte de ellas. casi redonda. y las otras cupieron a diversos capitanes. que no sólo valían para defensa sino también podían ofender a los españoles. sólo conquistó tres: La Palma. Es de 40 leguas en circuito. donde tiene asiento la Santa Inquisición. Acaso Güímar esté por Gáldar. para destrucción de cualquier herejía o cisma que hubiese. donde reside el Tribunal y Audiencia Real y magistratura de tres Oidores seculares y Regente. . pez. lins. salvo los criminales. dista de ellas 20 leguas.'^ aunque otros dicen en Arucas. después de Fuerteventura y Lanzarote. sentencian y ejecutan los gobernadores de cada una de ellas. Alonso de Lugo. Tenerife y Gran Canaria. que siempre será '* Antes mostró algún conocimiento de los conquistadores de Gran Canaria (pág. por haber en estas islas un continuo comercio y trato de diversas naciones a causa de los buenos azúcares y vinos. Luis. donde dicen que estuvo primero. pues D. y lo mismo tiene cada una de las otras islas. Cabeza y metrópoli de todas siete. que mandó a dicha isla Carlos V. la cultivaron tanto. al trasladar a ella la silla de la de Lanzarote. quemadas y tostadas a fuego en tanta abundancia y con tal artificio aguzadas. pues éstos los juzgan. pues como los españoles la hallaron dispuesta y fértil. cuya ciudad de Las Palmas fue erigida en episcopal de todas siete. 19-23). felicísimo Emperador. con los correspondientes oficiales del Santo Oficio.'* Fue esta isla la más difícil de conquistar.

pues en mayo se venden uvas en la plaza. antecesor del que ahora es. pues tiene muchas banderas y los moradores son de condición belicosa y diestros. sin que nadie ose tomárselos por ser tan bravos contra quien no es su dueño. tanto que a veces tienen que agfuardar para pasar los que van de la ciudad a dichos albergues o posadas hasta que se retira la marea. por cuya causa se llama el lugar los Islotes o Isletas. por lo bien dispuesto de su defensa y armas. como ahora. nunca fue entrada de contraríos. aunque muchas veces acometida. bien asentada con una igflesia Catedral grande y rica y de obra y traza muy costosa. que en tiempo de lluvias trae gran riada. el Obispo tiene siete u ocho millones. tiene otras dos o tres parroquias y dos monasterios de Franciscanos y Dominicos. situada en una gran plaza donde hay una hermosa fuente de caños. El Puerto de cara al E forma playa casi una legua de N a S desde la ciudad hasta unos islotes donde está una fortaleza bien situada. está Telde. Sírvense en esta ciudad y en los acarreos del puerto de camellos. que sujetan a fuertes toros y por habilidad de los dueños se vuelven tan domésticos. villa de cerca de 500 vecinos. como dije. tenia más de 1. que muchos hay en la Isla. a distancia de dos leguas. y asi en estas islas cada uno es señor de lo que tiene. la iglesia Catedral. Un tal Pero Seirio tiene un ingenio en que mantiene seis meses del año más de 150 hombres y da provecho a su dueño de más de 15.000 vecinos. todo tan bueno y maduro como en España en verano y otoño. son blancos y moteados y de tal presa. . higos y brevas y melones en mediados de abril. Es temprana de frutos. Esta ciudad de Santa Ana (que lleva ese nombre por ganarse la isla en ese día) es de todo bien abastecida y hay grandes mercaderes que giran 40 o 20.101 cabeza. noble poblado donde hay dos o tres ingenios de azúcar de gentes del pais que son grandes labradores de caña y de viñas y algodones. Un barranco divide esta ciudad. En el extremo del Puerto hay unos albergues que la ciudad dispuso para remedio de los forasteros y mareantes. que llevan en la boca cestos de carne de los mataderos y otras cosas.000 cruzados. en razón de los g-randes canes que hallaron en ella. El Deán Donjuán de Padilla. Tiene esta isla estas poblaciones: la ciudad de Santa Ana. de todas las demás. el Inquisidor. Llámase Gran Ganaría. con que trae gran casa. está servida de muchas dignidades y canónigos con fuertes prebendas. gracias a los ingenios.500 cruzados de renta. Al S de esta ciudad. que tendrá casi media legua y más anchura. En este puerto se abrigan las naves cuando sopla del E y E-SE y por estar cerca del puerto de los Islotes se encuentran los mares y resacas en aguas vivas y aun continuamente.000 cruzados. pero los isleños son más dados a apacentar ganado. que tendrá más de 3. en cuya largura hay baluartes y fuertes bien artillados. dos millones. principal cabeza. al fin de la cual al O hacia [ 2 0 ] Tenerife está otro puerto que llaman El Confital por haber junto a él un cascajo que sale de la tierra tan blanco y crespo que parecen confites de blanco azúcar. Los españoles que allí viven son tan laboriosos que no hay palmo de tierra que no esté plantado y cultivado para todo género de frutos. con lo cual unos y otros dan mucho provecho a la tierra y enriquecen el pueblo de Telde. mas nunca se vio que saliese tanto de madre que hiciese daño. Y ejecútase con tanto rigor la justicia criminal como en la corte de Su Majestad. y aún hoy hay algunos mayores que lobos. allí comienza una ladera hacia el N. como en torno de la ciudad.

pero no hay otras enfermedades si las gentes se saben gobernar. ' " En vano intentaríamos orientarnos en este itinerario. y aun dicen que es mejor. y a Giiimar y Arucas. y aun de las fiebres dicen que las causa estar la isla cerca de lo más cálido de Berbería hacia la parte del rio de Teide y San Bartolomé. donde también hay poblaciones y haciendas de azúcar. abundante y saludable. que es muy tostada del sol. se dan fiebres. por lo cual estas islas no son húmedas y no llueve mucho ni a menudo en ellas. por ello es tan visitada la isla por diversas naciones y tan rica. Habrá en toda la isla hasta 24 ingenios. Solamente en la parte del S O .000 arrobas.'" villa que también tiene ingenios. a ninguno de los cuales baja su zafra de 6 a 7. que tiene otros donde se hace azúcar que quiere competir con el de la isla de Madera. de las que mueren algunos. . fértil.102 De Telde van a Guia.

por tanto la séptima. quemado. . y conquistando la tierra el mismo Adelantado quiso dar un asalto a un lugar grande que hoy se llama Orotava (a cuatro leguas del campo de donde salieron. gritando en su lenguaje al ganado. Dicen que cuando la conquistó el primer Adelantado (dicen que fue D. ya que ella sola rinde más que todas las otras juntas. que es uno de los siete o nueve reinos que había en la misma isla. además de ser más principal por cabeza del Obispado. se hace la pez.De algunas cosas de la isla llamada Tenerife [ 2 1 ] La isla de Tenerife dicen que fue la cuarta conquistada^' y es la sejfunda después de Gran Canaria como más principal de todas las demás. del corazón de la cual. que es donde ahora está la ciudad). en la parte de Oriente. que es una madera de pino. En este combate dicen que quebraron un ojo al Adelantado y quedó su gente muy desbaratada y por la mucha mortandad que allí hubo se llamó a aquel lugar. a una legua del puerto de mar. armadas y navegaciones que por allí pasan en diversos tiempos. así que con los ganados se volvieron los españoles. pero la isla Tercera. en cuyo puerto hay una vecindad de Santa Cruz con una fortaleza. Viéndose el Adelantado así derrotado. sin gente. hombres ligeros y diestros. lo es también por razón de las escalas. Miguel. y todavía ahora se llama. lo revolvieron sobre los españoles. cuesta arriba. con los cuales *' Es sabido que fue la última (1494-1496). y aunque los cogieron de sorpresa todavía se escaparon a la sierra. y estas lanzas con las puntas hechas y tostadas al fuego sin otro hierro usan a manera de azagaya. La Matanza. los esperaron en un [ 2 2 ] lugar que ahora se llama Montaña Obscura. y cuando llegaron. aunque La Palma lo sea por las escalas de las armadas y naveg'antes. yendo por la cima de la sierra que está llena de pinares y otros árboles diversos. así como en estas islas Azores la más rica y principal es ésta de S. Llegado el Adelantado a ella asentó su real donde está hoy la ciudad de La Laguna. pues los de la isla peleaban animosos con piedras y lanzas de tea. Luis) resultó la más dura. Fueron sobre él para tomar sus ganados y cautivar a los habitantes. trabajosa y difícil de ganar por ser su gente muy belicosa y ejercitada en guerras que entre sí traían. con lo que les metieron en muchp aprieto y murió mucha gente de ambas partes. dicen que volvió a España y que allí le favoreció el Duque de Medina con 800 hombres. Pero los naturales de la isla.

unos reinos contra otros. la fue venciendo y ganando. conociendo la verdad. acabada que fuese la guerra. luego quedan amortecidos y flotando. y algunas personas se ponen esta masa en la boca. y «bilhafres» y milanos que son como «bilhafres». Hay en esta isla de Tenerife unos árboles bajos como mirtos que llaman liñanoel. por esta causa sólo de esta isla traían canarios cautivos y no de las otras que se rindieron más fácilmente. porque es isla muy fragosa. viniendo después tiempos de más necesidad. el zumo de ambas es muy venenoso y mucho más puesto al sereno. los cautivaron. aunque no es fácil señalar la especie. otras dos calidades de árboles llaman tabaiba dulce. la madera de los cuales es aromática y huele bien y la llevan a España para hacer de ella cofres y cuentas [ 2 3 ] olorosas. que se lleva a España y a otras partes. pero acaso los de Tenerife fueron más abundantes en los mercados en algún momento. Yendo el Adelantado con esta gente y atacados de modorra los naturales de Tenerife. Hay muchos cuervos. y otras cardoncillos."^ mas luego los mismos naturales de Tenerife. se acordaron los hijos. ya convertidos y pacificados. Quedaron en estas peñas y barrancos grandes cavernas en que los " Cautivos hubo en la conquista de todas. Hay también otros árboles bajos y rastreros que llaman leña santa. a los que prometió datas y repartos de tierra en la misma isla. fueron y son muy obedientes y buenos cristianos. y si bien los mismos canarios entonces no hacían gran cabal de las datas ni de las tierras. aunque las madres se guardan mucho de ellos mientras son pequeños. por ser hombres fragueros y valientes. ¡tinerarium hispanicum. nietos y descendientes de las promesas hechas a sus antepasados y se determinaron a hacer muchas demandas sobre ellas. unas que llaman cardones. 48. otras aves hay casi tan grandes como patos. y como fueran tan trabajosos de vencer y resistieran más que otros algunos en todas las Canarias. que comen animales muertos. que son mayores. y más en la banda del S. porque dicen que es buena para limpiar los dientes. hoy port. se hace visco o liga."^ gavilanes. y el cardoncillo tiene veneno más fuerte que el cardón. . de cuya leche. que dicen eran siete. que sin remedio. Hay también unas plantas a manera de árboles que desde el pie lanzan muchas astas sin hojas. por lo que se guardan mucho de ella. p. y si la echan en agua donde hay peces. y por ser reinos divididos los pudieron vencer. porque les sacan los ojos y los matan y comen. aquí citado como diferente. si cae en los ojos. el cual es blanco como masa de pan de trigo. «Revue Hispanique». porque las mujeres trabajaban la tierra y hacian las sembraduras de cebada para su gofio y los hombres andaban siempre en guerra entre si. t. otros nueve. blancas y negras. a ellos se refiere Münzer. los ciega. Dicen que si estos ganches se hubiesen concertado unos con otros nunca pudieran vencerlos y habrían quedado siempre señores de su tierra. más pequeñas. milhafre. "' bilhafre. pero fueron vencidos. la cual arde aun verde y tiene el color como de ajenjo. que parece que ardió más que ninguna. que hacen mucho daño en las sementeras tanto cuando siembran como cuando comienzan a granar. pues se le supone equivalente al gavilán. 23. En esta isla de Tenerife.104 volvió a la isla de Tenerife y de camino llevó consigo mucha gente de los naturales de Gran Canaria. y también en los animales menudos cuando nacen. llamadas guirres. hay grandes y altas peñas y barrancos por la tierra adentro del mar a la sierra. azores y otras aves de rapiña. La otra especie de tabaiba tiene la leche que arroja de sí tan fuerte.

y las hay tan grandes bajo la piedra. éstas están más bajas. que pueden caber y vivir en ella 200 o 300 hombres juntos. desde ésta no se ve el mar por estar situada en un campo llano a mitad de la isla de mar a mar hacia la parte del E. que en nuestra lengua significa valientes o fragueros (montañeros). Dicen que Tenerife dista de Gran Canaria casi 15 leguas. hay también otro convento de monjas de Santa Clara un tanto fuera de la ciudad.000 hogares poco más o menos. y aún todavía hoy. y en las cimas más altas hay otras cuevas y cavernas en donde sepultaban sus muertos. se hilan y tejen en él. en los cuales hay siempre buenos predicadores y muchos religiosos. a lo largo de la tierra Uaná. bailaderos. a la . trigo. pues hacen en el país de la lana del abundante ganado ovejuno. sombreros. y hecho esto se iban con esperanza de la lluvia deseada. Hay 12 o 13 poblaciones: la ciudad y capital principal. asi que casi no tiene necesidad de cosa alguna de fuera. llamada La Laguna. dista del puerto de Santa Cruz una legua. En esta isla de Tenerife hubo más reyes que en otra alguna. fértil y abundante. como riegan las viñas y las cañas. y azuzando el ganado en torno como si trillasen en la era. y los metían en aquellas [ 2 4 ] cuevas altas de los barrancos y peñas donde no les llegase cosa alguna. que están tres leguas una de otra. vinieron a llamarse nueve reyes en ella. para rogar a Dios hacían procesiones. que con tal modo y superstición la pedían. quedan a treinta leguas de Tenerife. Icode y Acadeje. tiene frescas aguas con que se puede regar casi todo. y asi son los que hay todavía. es tierra muy alta y fue conquistada poco después de Gran Canaria. [ 2 5 ] la Concepción y San Cristóbal. le hacían dar tantas vueltas hasta que desvanecido el mismo ganado se echaba por el suelo. Lanzarote y Fuerteventura. con correas de cuero. asi que además de ser fértil y muy sana. por Chasna. de esta manera: cuando fallecía algún principal de ellos le sacaban el vientre (como también a los otros) y los embalsamaban con grasa de ganado menor (pues no había entre ellos ganado vacuno) y así los curaban al sol y al aire y los vestían y ataban. otro de Agustinos y otro de Franciscanos. La isla corre de E a O 15 leguas de largo y de ancho de 8 a 6 y en la parte del Teide casi 10. la cual Dios mandaba cuando era su voluntad y no la de ellos. Paños se pueden excusar. las robaron y se llevaron alguna gente cautiva. tiene un monasterio de Dominicos. calzado. Los isleños se llaman guanches. conforme al número de familias que en cada una desembarcaron. La ciudad. por ser ganada el día de este santo. llevando los ganados a lugares espaciosos como plazas que tenían ya señalados para esto y que llamaban. vino. estos y otros semejantes disgustos acostumbra a dar la ruin vecindad. y si tuviera aceite sería excelente. miel. Cuando les faltaba lluvia para sus sementeras y pastos y había gran sequía. azúcar.105 g-anches naturales de la tierra habitaban. lino. y de ellas dicen que se ve la costa de Berbería. salieron nueve familias y desembarcaron para poblar en diversas partes de la misma isla: y dominando cada una lo que pudo. si no es especiería. sedas también se dan. Parece que cuando la gente que pobló estas Canarias se llegó hasta esta de Tenerife. en pieles curtidas a manera de mortaja. bien situada. asi fue el número de los reyes que tuvieron. hay dos iglesias parroquiales. bien abastecida de todas las cosas por ser toda la tierra muy profunda. y en las otras islas. Todavía ahora los que proceden de ellos se ofenden y afrentan mucho si van a tocarlos o si algún travieso va a tirar alguno de los cuerpos muertos y mirlados de la peña abajo. de donde vinieron a ellas moros por dos veces. tiene 2.

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parte del N cerca del mar, tiene estos lugares: Tegueste, Tejina, Tagiiavava,** Tacoronte y La Matanza. Yendo de la ciudad a poniente esta la villa llamada Oratava, de unos 300 vecinos, donde, como en otras villas de estas islas, no hay otra justicia que un alcalde con alzada hasta 800 reales, como juez pedáneo con su merino y escribano; para lo demás van a la ciudad o ciudades como en Gran Canaria y La Palma. Esta villa de Orotava tiene ricos labradores de pan, vino y azúcar como la ciudad, donde también hay mercaderes ricos y los mejores jinetes de todas las islas; los caballos son moriscos y habrá 200 nobles de a caballo; hay doce regidores perpetuos, cuya primera voz en Cabildo vale 10.000 cruzados y los otros a 4 o 5.000, cuando se venden con licencia del Rey o se dan en casamiento. De estos 12 salen cada mes dos diputados que ejecutan las ordenanzas del Cabildo y tasan las cosas comunes de pan, vino, frutas y verduras y traen en esta isla y las otras todo tan derecho, que no se pierde punto de justicia. Hay además un fiel ejecutor con jurisdicción sobre pesas y medidas que procede con rigor y a nadie perdona. La ciudad tiene además mucha y buena clerecía y de ricas prebendas y los templos bien servidos. La villa de La Orotava está situada es un fresco sitio de aguas y verduras; hay más de 40 hombres de a caballo que acuden a los alardes generales de la ciudad, aunque está a 4 leguas de ella. [ 2 6 ] Más adelante, caminando hacia Garachico, hay dos villas que llaman Realejos, una al N de la ojtra, a una legua de La Orotava. Son pueblos de más de 100 vecinos cada uno, ricos de sembrados y azúcares. En el Realejo de Arriba hay un ingenio del Adelantado, que tiene allí las más de sus tierras plantadas de cañas; tiene buenos templos y también hay en ellas gente lustrosa de a caballo. Del Realejo de Abajo se va a la Rambla, donde hay muchas viñas y malvasías que se riegan por la cepa con buenas aguas, como todas se deben regar. Más adelante está S. Juan, donde todo son viñas; es un pueblo pequeño cerca del mar por el lado del N, y a dos leguas de él está Icode de los Vinos, que es también villa de 200 vecinos, casi todos portugueses ricos de vinos, sembraduras y gañanías; aquí se hace mucho vidrio que se manda a las otras islas y a veces a las Indias de Castilla, para destilar y hacer aguas fuertes para las minas, por ser vidrio muy duro. De este Icode de los Vinos, a diferencia de otro que queda detrás llamado de los Trigos, lugar de buenos labradores, hasta Garachico hay 2 leguas plantadas de viñas y cañas de azúcar; a esta villa de Garachico viene gran escala por tener buen puerto en que se cargan muchos vinos y azúcares que en Qsta parte del N hacen, para enviar a las Indias, a Flandes y a Inglaterra; de esta villa a la ciudad hay 9 leguas y tendrá 500 vecinos; tiene dos alcaldes ordinarios y dos merinos y guardas del puerto y dos regidores y diputados, nombrados por la ciudad; tiene albergues públicos bien provistos como en la ciudad. De esta isla no se puede llevar dinero a fuera sino es en géneros; el gobernador está por lo común en la ciudad y visita cada villa o lugar cada tres meses, por si o por su lugarteniente; junto al puerto hay en esta villa una casa de seda en la que se hila y se teje mucha; tiene buena iglesia parroquial y un monasterio de Franciscanos, cuya capilla, con ser grande y artesonada de madera bien labrada, certifican estar

^* Error de transcripción por Tag(u)anana, tomadas las n por u y éstas transcritas V. Prueba ello que el autor tomaba sus datos de un texto escrito y no de informes de viva voz.

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hecha toda de un solo tronco de tea; cosa que parece imposible, pero el que vea los pinos que hay en la isla y su tamaño no lo tendrá en mucho, aunque son mucho mayores los de La Palma. Esta villa de Garachico abunda en mantenimientos; la entrada del puerto tiene por defensa un roque muy alto, desnudo, con una gran cruz en la cima; el cual, aun siendo de altura de una buena torre, una vez vieron los moradores cubierto por el mar, ya que en el año 1559 esta villa estuvo casi anegada [ 2 7 J por la mar que entró por ella salida de madre, por la banda de Mal País, más de dos tiros de ballesta, y las casas y calles todas anegfadas por una gran marejada de leva repentina, que duró cinco horas sin peligro de personas; las pérdidas que causó en las casas se repararon pronto por haber en la villa labradores ricos de 20 a 30.000 cruzados de renta y de sus sembrados e ingenios propios de azúcares. De aquí hacia el SO está Buenavista, que es lugar pequeño que en un alto tiene la iglesia de S. Pedro, de gran romería. Corriendo en torno a la isla se va por Chasna a Adeje a la banda del S donde hay calmas en el mar la mayor parte del año; aquí hay dos ingenios de azúcar, de los Pontes, que muelen cada uno en los seis meses de zafra 8 o 9.000 arrobas; los cañaverales ocupan más de 4 leguas de largo. De aquí se va directo al pico del Teide, que casi está en medio de la isla, que por su gran altura se divisa desde el mar a distancia de 50 y 60 millas, y los que lo vieron afirman que es más alto que el de la «la del Pico;" viniendo del S algunos lo ven de la banda de Gran Canaria, que queda al SE del pico, que parece se junta con el cielo; nieva muchas veces en el pico, por lo que gran parte del año está blanquísimo con las nieves, aunque por el lado del S, SE, SO tenga un volcán qne echa continuamente humo, como el volcán de Guatemala de las Honduras que corrió en tiempo del Capitán Alvarado cuando, muerto por los indios, dijo su mujer Doña Beatriz que no podía Dios hacerle mayor mal, pero dicha esta blasfemia en la tarde del día, al otro por la mañana no quedó ella ni cosa suya ni cuánto alcanzó la tierra que corrió del volcán que no quedase subvertido; como fue en Vila Franca de esta isla de S. Miguel en 1522, a 22 de octubre. De Adeje se va a Nuestra Señora de Candelaria, que está a menos de 3 leguas por el llano y buen camino por ser por la falda de la isla por la parte del S. Es iirlesia de grande romería, en que se hacen muchos milagros, como es notorio en toda la isla entre los naturales y los de fuera que vienen a ella en romería. 1281 También la isla de Tenerife enriquece no solamente a sus naturales sino además a extranjeros, portugueses que viven en ella como labradores, mercaderes v artesanos; y a otros de diversas partes y reinos que a ella van; es abundantísima de todos los frutos, de aires sanos y frescos, bien gobernada y regida. Sus habitantes son temerosos de Dios, afables y de buena conversación, muy ejercitados en escaramuzas y armas; y en fin es quieta y dichosa tierra, pues nunca fue entrada de enemigos ni saqueada.

'6 Una de las Azores. Desde l u ^ o el Teide, con sus 3.718 m es mucho más alto cue el Pico, que sólo alcanza 2.322 m, si bien está todavía mucho más cerca de la costa.

Algunas cosas de la isla de La Palma, y de su ciudad principal

[ 2 9 ] La Palma, que es una de las mejores islas de las siete de Canaria, está al NO de Tenerife, a unas 18 leguas. Es tierra muy alta y fructífera, que dicen que fue ^ranada por D. Luis de Lugo, poco después de Tenerife. Toma su nombre de las muchas palmas que hubo y hay en ella, grandes, altas, que dan dátiles; tenía cuatro reyes; fue más fácil de conquistar que Tenerife o Gran Canaria, porque sus habitantes, aunque hombres de ^ran cuerpo y proporcionados, no eran guerreros; dicen que peleaban las mujeres, y no pudiendo más se rindieron y muchos de sus maridos se metieron en las cuevas de los acantilados y, no osando salir, murieron en ellas miserablemente de hambre, de lo que dan testimonio hoy todavía sus huesos,-^ que están alveando en las mismas cavernas, como se ven en el Barranco Seco, que es un profundo barranco, y en otros sitios. Los que quedaron de ellos y las mujeres cambiaron después su disposición, tanto que los hombres son ahora tan esforzados, valientes y ligeros, que exceden a los de las demás islas; y las mujeres de fieras, bravas y guerreras se tornaron mansas ovejas, afables y conversadoras; son muy hermosas, blancas y discretas, corteses y bien educadas, algunas están casadas con portugueses, otras con castellanos, aunque los mestizos son pocos. Son de cuerpo gentil y en proporción, graciosas en hablar, 'cantar y danzar según su costumbre. Son gente fidelísima a quien de ellos se fía, tanto que si algún portugués o castellano o de otra nación, de que está poblada hoy la ciudad, se ve precisado a huir, ellos lo [ 3 0 ] esconden en lugares de cuevas secretas y lo mantienen de carne asada, gofio, leche y agua, que es inútil que lo busquen, ni lo descubren los niños por más que los halaguen o amenacen, hasta que hallan manera de embarcarlos. Todos son criadores de cabras y ovejas, comen gofio de trigo y cebada amasado con aceite, miel y leche. En tostadores que hacen de barro, muy lisos y limpios, tuestan sobre brasas el trigo y cebada y tienen también molinos pequeños de mano en que muelen; y esto comen con la carne tan asada que casi la queman; y con la cocida, mal cocida, bebiendo dos partes de leche y una de agua mezcladas que ellos llaman beberaje, dos veces al día, por lo que

" Claro que estos huesos eran de cuevas funerarias indígenas y no de muertos de hambre.

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andan tan lucidos y gordos. Son tan valientes y ligeros, que admira: luchan, saltan, tiran una piedra a manera de barra, tanto que ninguna otra nación puede ganarles; tiran una lanza y un dardo tan certeros a su blanco, que ponen sobre un palo clavado en tierra de altura de 7 u 8 palmos, como a la barrera, desde 20 o 30 pasos atrás y dan en el palo y muchos en el blanco. Arrójanse con la lanza, llevada a lo largo del cuerpo del hombre, terciada de manera que ponen un tercio primero en la tierra o piedra donde dan con una contera de acero que trae la lanza, de un palmo de larga con su cubo, sin que pueda desviarse de donde da, y aunque sea tres lanzas de alto se tiran abajo y vienen a ponerse en el suelo con tanta facilidad, que parecen aves. No son celosos, no guardan sino mujer, hijas y hermanas. No tienen por amigo a quien no quiere comer y beber con ellos; cuando van a la ciudad van tan bien trajeados y limpios como los más pulidos castellanos. iÉllas son tan galantes y visten con tanto costo, que parecen tener grandes rentas, y lo sostienen todo con los quesos que hacen; bordan bien, pero casi no saben hilar ni tejer, cosa que dejan para las portuguesas; sólo en hacer camisas, pespuntar jubones, bordar almohadas y hacer obras de red muy costosas ganan para todos sus gastos y asi andan tan llenas de oro y sedas, que cuando van por fiestas son causa que los caballeros y señores hagan muchas gentilezas y costosos bailes con libreas de seda que van arrastrando por tierra, montados en los caballos. Estas isleñas son tan hermosas, porque nunca las quema el sol, aunque la tierra es bastante caliente, y porque, aparte unos afeites que usan que llaman mudas, en el campo van embozadas con sus sombreros en la cabeza [ 3 1 ] y guantes en las manos con las puntas de los dedos descubiertas, con lo que guardan mucho su blancura; y asi muchos hijos de regidores y de hombres principales de la ciudad y de ricos mercaderes se casan con ellas. En cuanto a la fundación y origen de la ciudad de La Palma, los conquistadores que la situaron y dieron origen la llamaron mucho tiempo 4a Villa de Apurón y San Miguel de Santa Cruz de La Palma. Pero luego fue elevada a ciudad por Carlos V, felicísimo Emperador de Alemania, invictísimo Rey de España, padre del Católico Rey Felipe, que vive ahora, y que sea por muchos años, como columna y sustentador de la fe católica y de toda la república cristiana, a la que ha adornado con tan maravillosos triunfos, siempre vencedor de sus contrarios, al cual ha sido dada la mayor monarquía del mundo por Dios Todopoderoso, que se la deje gozar muchos años en paz y sosiego, para extirpación y desarraigo de infieles, herejes, cismáticos e incrédulos, gloria del Señor y memoria de tan insigne príncipe. Hecha ya ciudad, la tituló de San Miguel de Santa Cruz de La Palma. Los isleños dicen que antes y después de ser tomada la isla caía en la cumbre un manjar del cielo, menudo y blanco, como confites, tan suave, que daba sustento y consuelo a quien lo comía; ellos lo llamaban Gracia de Dios y maná oloroso, y lo cocían -' muy temprano y lo comían el mismo día. Todavía dicen que mientras en la villa o ciudad, que ahora es de más de 2.000 vecinos, no hubo tratos mercantiles nunca dejó de llover esta Gracia de Dios y maná; pero, en cuanto los hubo, se perdió para no volver más.

" coziam, seguramente por cogían, que estaría, así en castellano, en el texto aprovechado por el autor.

lio
Fue creciendo la tierra y con la noticia de su fertilidad acudieron flamencos y españoles, catalanes, arag^oneses, levantinos, portugueses, franceses e ingleses con sus negocios, de lo que vino tanto aumento, que vino a ser la mayor escala de Indias y de todas estas islas; plantaron viñas, y al ver la gran abundancia de vinos que daban, llenaron de cepas toda la tierra hasta meterse en la sierra y en las laderas altas y bajas, barrancos, espesuras y montañas, eriales, pedregales y breñas, tanto que por el S en las 18 leguas de largo que tiene la isla todo son viñas, quitando las tierras de caña [ 3 2 ] dulce de los Sauzales (que aquí llamamos salgueiros), que es también una gran producción que se da bien, aunque ahora es más costosa, por las aguas con que se riega; y hay también algunas pocas tierras de pan llevar, como Punta Llana y Barlovento, al principio de la isla. Y como la tierra es muy ancha y larga, hay sitio para todo; tanto para viñas como para trigo y cañas; siempre fue fértil esta isla para las viñas, pues no hay roya (por la parte del N lo es para el pan de trigo y cebada), que da 5 y 6.000 pipas de diezmo y sólo en el sitio de la ciudad da 2.000. De aquí viene tan gran comercio y escala de todas las naciones y tanto crecimiento de bienes, que ella sola rinde de derechos de entradas y salidas de aduana más de 30.000 cruzados a 6%. En cuanto a rendimiento de pan, año hubo en que especialmente en Agatavar y Tijarafe respondió a 115, o 130 fanegas por hanega de tierra y el año 1563 dio a 110 y a 112 por fanega de sembradura; y entonces valió la fanega de trigo 4 reales, pero en los dos años antes fue tan grande la esterilidad y carestía de trigo, que no se comió en muchos dias pan en toda la isla; porque durante aquellos dos años arreo no llovió gota que matase el polvo de la tierra; manteníanse solamente con carne, queso, ñames y leche sin que muriese nadie de hambre, sin llover ni cosechar pan ni vino estos dos años. Y a 10 de junio del año 61, estando ya las uvas maduras y al traerlas a vender a la plaza de la ciudad, vino un fuego o calentura del cielo que nadie podía sufrirlo fuera de casa, y en 3 horas que duró, no quedó viña en toda la isla en que no se quemasen todas las uvas sin dejar muestra; viña que daba 4(X) pipas o botas de vino, no dio 2 barriles; hasta las cepas se quemaron de tal manera que tardaron 4 años a dar vino como antes, y si algún vino escapó fue en el término de San Andrés y en Los Sauces junto al río; lo demás quedó todo asado y destruido. Tampoco se cogió nada de trigo, y muchos hubiesen muerto de hambre, si no [ 3 3 ] fuese un padre franciscano predicador, natural de la isla de Madera, que tanto hizo con los regidores que enviaran a un honrado mercader flamenco llamado Anes Bantrilha, tío del flamenco Luis Dolfos, vecino de la ciudad de Ponta Delgada de esta isla de S. Miguel, a Flandes y a Bretaña, de donde trajo dos naves de trigo, tan presto que, partiendo de la isla el primer domingo de Cuaresma del 63, llegó víspera de Lázaro, cuando ya había llegado un maestre llamado Silvestre Jorge con la carabela de trigo, y tocinos de un Gonzalo Diniz mercader de la villa de Ribeira Grande, que había perdido el rumbo por los temporales, para acudir a tan buen tiempo, con lo cual se abasteció la tierra. Y las demás islas tampoco dieron pan, por la sequía, de modo que si estas naves y carabelas no llegaran, hubiesen muerto de hambre muchos; ya que en este momento no quedaban ni se hallaban hierbas que comer y las gentes andaban como pasmadas, haciendo procesiones: la principal fue a la ermita de N'. S". de Tazacorte, a 3 leguas de la ciudad, en la que se juntaron más de 2.000 almas sin llevar nada que comer, pues no lo había en la tierra. Pero a todos mantuvo dos dias que allí estuvieron un Luis de

[ 3 4 ] 7 u 8 y corre el E-O como la isla.^' hay más de 10 leguas y a Fuencaliente. o por pecados de sus moradores. por lo cual no tenía fuertes ni artillería. la primera voz en Cabildo. Volviendo al comienzo: la ciudad está bien situada junto al mar casi al medio de la isla. cuando se mostraban las reliquias de los santos antes de despedirse la gente. Y en una víspera de N". aquella noche a la vuelta. tiene además dos conventos. saqueasen y quemasen para vengarse de la muerte de un capitán que les mataron. que vale 20.000 cruzados. que son diez perpetuos y dos jurados que son procuradores de la ciudad. Y es de notar que no se apaj^ó la cera en la procesión en todas aquellas tres leguas de camino. y en el año siguiente de 63. y también fue fértil la cosecha de vino. aquel día primero de marzo del 62. aunque hizo viento y llovió en la cumbre de la sierra. pues de ella a Garafía. como luego diré.000 cruzados. el viernes de cada semana acuden a sesión y su casa es tan rica. flamenco. S". Muy rica y próspera fue esta ciudad. casado con D ' . sobre lo cual se hizo una plática en la iglesia mayor de S. Salvador. '* El mapa del autor estaba mal orientado: E es N y O léase S. aunque descuidada y sin sospecha de ser saqueada. honrado y rico. La principal iglesia es de S. de la parte de O.111 Vendaval. de la Asunción. María Belhida. que está a la banda del E. Salvador de dicha ciudad. lo que fue causa de que los franceses la entrasen. natural de la misma isla. hidalgos que allá llaman caballeros. . 14 de agosto de dicho año. tanto que hartó la tierra de agua. llovió súbitamente. que de una fanega de sembradura se cogían ciento y diez y aún ciento y doce. de Dominicos y Franciscanos. de los principales de ella. Tiene ricas iglesias y casas de Cabildo y de regidores. Vale cada regimiento 2 o 3.dio Dios tanto trigo.

Cómo fue saqueada la ciudad de Santa Cruz de La Palma por corsarios franceses [ 3 S ] Estando la ciudad tan rica con sus abundantes frutos. No tardó mucho que aparecieran los franceses por la calle. pues no era tiempo de aguardar. por más que otras vecinas honradas se lo decían y requerían. que es principio de la ciudad. atronando con sus arcabuces por todas las ventanas y puertas. aparecieron siete velas por la banda del E a la hora tercia. a las cuales ella respondía que con una garrafa que tenía llena de vino en la mano pelearía con ellos. salió huyendo de su casa. Jaques Soria y otros seis. saltaron en tierra sin que nadie se les opusiese pues todos huían sin aguardar marido por mujer ni padre por hijo y así toda la ciudad. los franceses (que traían buenos capitanes. afirmaron ser corsarios. y Píe de Palo. su general) eran diestros y soldados viejos y traían ya las lanchas llenas de tropa armada de armas blancas muy lucidas por el lado de las naves no visible de tierra. por lo que se escondió la dicha Belchiora con su hija y criadas en un lugar muy secreto de su casa. no quiso hacer. Tomada la ciudad en menos de una hora. Mas no bastó lo que dijeron para ser creídos de la gente de tierra. ocurrió que un Diego de Estupiñán. pensando todos que eran de España. una víspera de Magfdalena. aunque dos naves flamencas que venian huyendo de ellas desde el cabo de Guir. lo que su mujer. y mientras la artillería jugaba. de la que casi por escarnio salieron algunas compañías mal ordenadas a la huerta del Cabo. 21 de julio de 1553. que se les pusieron delante. regidor. como dije. diciendo a su mujer e hija que viniesen tras él. donde se encontraron y batieron y escapando se abrigaron a esta isla para su daño. y en llegando al puerto comenzaron a disparar sus tiros con tanta furia sobre las compañías y la ciudad. lo que había de ser causa de la destrucción de La Palma. tan soberbia con su gran comercio. encubiertos con la humareda y otros artificios que de industria hacían. y con buen viento llegaron más pronto de lo que se esperaba al puerto de la ciudad. Belchiora de Socarra. diciendo los franceses a los hombres y mujeres que veían cruzar huyendo: «¡Vete a la sierra!. sin temer adversidad y desapercibida. y se quedó en casa con su hija y criadas. que como vivían muy lejos del puerto teman tiempo para escapar si quisieran. que nadie osó aguardarlos. donde estuvieron dos días sin ser sentidas de los franceses . ¡vete a la sierra!» Solamente a un clérigo y sacristán llamado Juan de [ 3 6 ] Manzano lo mataron de un arcabuzazo y a un lego. sin querer salir.

tapicerías y atavíos. y si alguno salía pronto era muerto por los isleños. junto a Pero Fernández de Justa iba también por capitán ayudando a los de la tierra. donde se hicieron pedazos. pues es seguro que Pie de Palo con todos los suyos que saltaron a tierra hubiesen allí muerto. tomó tanta ira contra ellos que. los acorralaron en una sola calle y plaza de la Albóndiga. cubierto con su rodela. mal de su grado. que andaba en tierra con el Teniente [de gobernador] Pero de Arguijo. su marido y regidor de la ciudad. se exportaron azúcares. y ningún remedio quedaba a los franceses. especialmente los isleños que traían por capitán un hombre valeroso llamado Pero Fernández de Justa. en efecto. hombre de gran esfuerzo y rico. de la misma raíz árabe que alfándega y que entonces era seguramente equivalente: 'almacén y merdado público de granos'. y a grandes voces comenzóle a hacer requerimiento diciendo el estado de las cosas en la ciudad y que dando los isleños ¡Santiago! sobre los franceses aquel día como estaba pensado y matándolos. vajillas y joyas como de vestidos. ayudados de otros isleños. a no ser por esta mujer. que no pudiendo escapar de los franceses. de la honra de la patria y del servicio de Dios y de su Rey. pez y alquitrán. dueño de las dos naves que habían llegado antes. por bajo de las lorigas los estoqueaba y mataba. de gran cuerpo y animoso como un Alejandro. le habían muerto un hermano suyo. '" Alfándega es hoy 'aduana'. Las descubrió un niño de una ama y luego fueron llevadas cautivas a las naves. De tal manera los tenían encerrados en aquella plaza. pero creo preferible traducir alhóndiga. plata y ropa. El [ 3 7 ] flamenco les acometía con gran esfuerzo al verlos cesar en sus correrías. para así quemarlos a todos. y procurando remedio que sólo redundaba en su provecho particular. no se pudo haber victoria de estos enemigos por un estorbo que surgió: como los franceses tuviesen cautivas en las naves a las dichas Belchiora de Socarra o Socárrate. a su hija y a una o dos criadas. Juan de Estupiñán. refugiado con otros fuera del peligro. se fue al Teniente Arguijo. puesto que se levantó entonces el mar súbitamente tan bravo y furioso en aquel día de Santiago. que no parecía sino pelear el Señor por los isleños por intercesión de su glorioso Apóstol. Porque volviendo la gente del país sobre sí. hijas de hombres conocidos. y viese que era determinación de los isleños y sus capitanes matar a los franceses en aquel santo día. de lo que resultó mucho daño. que estaba en Buenavista. que. puesto que nada habían sacado. . olvidado del bien común. Mas como los pecados de los hombres son causa de privación de bienes y gloria. se le '' Es Tarudant. asi dinero. de la cual sacaron gran tesoro de oro.113 aunque tenían la casa tomada. patrón general de España.-" picotes las amarras y vinieron a dar en la costa. capital del Sus. el cual. de donde. peleando con ellos. ayudado de Pero Fernández de Justa.'" donde estuvieron sin osar salir ni desbandarse por la ciudad. y venía con ellos un valentísimo flamenco. cultivo e industria introducidos por los mismos canarios en el siglo XV. pensó que ello sería causa de deshonrar a su mujer y las demás. en lo que era muy diestro: puesta la rodilla en tierra. que no había más que ponerle fuego con tea. que se estaba buscando. en el siglo XVI. y metido una vez entre ellos mató a nueve a espada. cargadas de azúcares que traían de Trudante. tanto hicieron contra los franceses. así por esta pérdida como porque allá en el cabo de Guir. y sólo con espada y rodela cada uno. sino morir. cuando frecuentaban el mercado de Tagaos. no lejos de Agadir.

Pero Juan Ángel dijo: <No volverá éste más a Francia». destruyendo honras. los cuales este día y precisamente en este momento habían procurado tres indios. y que cumplía al servicio de Dios y del Rey dejar embarcar pacificamente a los dichos franceses sin hacerles mal ni daño. haciendas y vidas. no pudo aguantar de verlo vivo y arremetió para matarlo. pues. puesto que todo lo que en las naves había del saco y cautivos. del que ningún peligro se les seguía.114 seguía a él gran daño y pérdida de su honra. que da miedo decirlos. sin más consideración y dilación mandó Arguijo que se hiciese como pedia. ágiles nadadores y buzos. los isleños. y esto fue otro impedimento de alcanzar la victoria y también gran daño para al país. quemando las iglesias. hasta fuera de la ciudad por la parte del N. cesaron de seguir adelante su propósito. cuanto más cometerlos. a ir hasta las naves y picarles las amarras y sus cabo^ y así estrellarlas todas siete en la costa. villas y lugares. no supieron o no pudieron aprovecharse de ella estos isleños. de que había abundancia en las ventas y bodegas. Habiéndolo aceptado los isleños.dardo que traía con un hierro largo. como son obedientes a la Justicia. ni diese ayuda para ello a los capitanes isleños que se habían levantado sin autoridad de la Justicia. que pronto cobraron alientos. los mataron y prendieron al capitán. profanando las cosas sagradas. y atravesándolo con un [39]. todavía entre las casas y arrabales de ella. ya no quisieron ocuparse en otra cosa que en comer y beber. y unos y otros se encontraban en los robos. y le requería de parte de Dios y del Rey mandase luego a la ciudad merinos. rutas y caminos y haciendo tantos insultos. pero. por tener su mujer. ciudades. a pesar de lo bravo que estaba el mar por el recio viento. y aun tal vez en robar. lo tenflió muerto en el suelo. los que estaban viendo su propósito. escribanos y porteros a echar pregón real que bajo pena de muerte ningún hombre del país matase ni intentase matar a ningún francés. todo se lo haría dar por su rescate. y viendo que el capitán francés era enemigo. asaltando los puertos. se lo estorbaban. procurando hacer una almadía en que pudiesen atar algún cabo que les echasen desde las naves y con el cual poco a poco pudiesen embarcarse y librarse de los de tierra. que un capitán. Y hecho y oído el pregón y mandato. De ahí vino que los franceces se alargaron tanto. De donde se deduce que estos y otros semejantes sucesos son castigo general o particular de pecados. Pero como se les prohibió a los isleños y flamencos y a otros animosos muchachos de la tierra. que era capitán y pariente de Pie de Palo. dicíéndole que cuánto había en las naves cogido en tierra lo darían sólo por él. y estaban todos rendidos. vistos por los isleños. llegó nuevamente allí un valentón llamado Juan Ángel. hija y criadas cautivas. haciendo de los sagrados templos sucios corrales. a lo que accedió el dicho Teniente con tanta facilidad como si fuese la más justa y santa cosa del mundo y como si no fuera de más provecho [ 3 8 ] y honra de todos y gran servicio de Dios y del Rey alcanzar victoria de enemigos luteranos que sin temor de Dios y contra su santa ley salen de sus nidos a infestar y robar las pacíficas tierras de los cristianos. por . Y así no lo estorbaban ni impedían a los enemigos. salió con algunos soldados. el cual pidió que no lo matasen. Y acabando Estupiñán su requerimiento. La muerte de este capitán fue suceso todavía mucho peor para el país. que asi todo lo cumpliría. que se atrevían. con la buena ocasión que tenían entre las manos. pariente del propio Pie de Palo. pues no había entre los 600 que podían alcanzar los enemigos en tierra un frasco lleno de pólvora.

la huerta de Santa Catalina y la huerta del Cabo. era de oro y valdria una dobla de Castilla. que después dijeron el buen trato y respeto que tuvo Pie de Palo para estas mujeres. y queriendo ya los franceses levantar las áncoras. No adivino a que palabra puede corresponder. general de toda esta armada. muy respetadas y miradas. que es haCia la Asomada y San Francisco. ¿Acaso Moreiro? . tan dispuesta para arder.115 ser sobrino de Pie de Palo. El cual. bizcocho. por causa de los cautivos. disimulando los franceses. vecino de la ciudad. azúcar y todo su robo y saqueo a su voluntad. en represalia de haberle matado a su sobrino. entregadas a un Anes Bantrilha. que había prohibido que les molestasen. tan lozana y pomposa. durante los cuales tuvieron espacio de poner pólvora y alquitrán por las puertas y casas desde la plaza de Vorciro'^ hacia abajo. a fin de que no apareciese nadie de los de la tierra. el resto. pudo ser avisado de todo por los suyos. Embarcados la aguada. nos pone amargo acíbar en las tetas como madre que nos quiere destetar y quitar de mimos y regalos de la tierra y levantar nuestros espíritus hacia otra riqueza y manjar más alto. por industria y encargo del mismo Pie de Palo. que en seguida mandó el regidor Juan de Estupiñán por los dichos Bantrilha y Curoagua. alquitrán y madera tea. que usó de común el autor para valorar las cosas. como benigno padre. Esta ciudad era tan vana y soberbia. de quienes fio Pie de Palo. estaba ocupado por los de la tierra. flamenco. y pusieron fuego en la pólvora.000.^' vizcaíno.000 cruzados. quitándonos lo superfluo y dañoso y ofreciéndonos lo necesario y provechoso. que eran 8. pues los franceses. porque. que. y tuvo para ello el francés su propósito tan disimulado. se acuñó en Portugal desde Alfonso V y en tiempos de los reyes españoles. Coruña? '^ Esta moneda. mandó Pie de Palo poner fuego en la ciudad. Que Dios calla y disimula con semejantes verdugos. castiga piadosamente a los hijos. unos 4'50 gramos. cuando hacía trece días que poseían la ciudad. el de la vida eterna. tan rica y bien provista. comenzaron las naves desde el mar a disparar su artillería por alto y los soldados su arcabucería en tierra por las bocacalles. ardió toda la ciudad. por medio de muchos barriles de pólvora y alquitrán. que es El mismo. 33 Vorciro es inverosímil. ni hacer aguada y bizcocho aquellos dos días. recibido este dinero. sin recelo del daño que querían hacer. pidieron y se les concedió que no se les estorbase al embarcar. con lo que los luteranos franceses tuvieron bien libre su embarque. merced a la mejoría del tiempo y bonanza del mar. les mandó pólvora y munición con mucho alquitrán e instrumentos de fuego y la orden del fingimiento que habian de llevar con los de la tierra y el precio o rescate que se había de exigir por la dicha Belchiora de Socárrate. que tenia él en la nao capitana. que prendiendo al mismo tiempo. tan suelta en la injusticia y los vicios y tan dada a deleites con su ferti- " ¿Acaso por Curogna.'^ se vino a concordar en 5. que fueron rescatados por otros precios. envió luego las mujeres y los demás cautivos. vino. de donde no salían hacia abajo para [ 4 0 ] facilitar a los franceses que se fuesen más pronto. mercader muy rico. hija y criadas. con los que. que no pudieron sospechar ningunos de la tierra. Traída a tierra la nueva del rescate y cuánto se pedía por ellas. que es la mayor parte de la ciudad. viendo que tenían a su lado la Justicia del mismo país. y otro mercader de la isla llamado Beltrán de Curoagua. Esto hecho.

y el daño que hicieron. que causaba tristeza perpetua. pidió la ciudad al católico rey Felipe que le diese medio de fortificarse. que así era tan soberbia y vana. cotas de malla con otras ricas armaduras. con sus ricos patios y fuentes de agua. que tenian algunos más de 200. armas y jaeces riquísimos de silla con arzones y cubiertas de brocado con mucha pedrería. verla arder era gran dolor. como en otras partes hacen muchos envanecidos. humillando a los soberbios y con saludable medicina permitió que padeciese tan gran calamidad. que sólo se usan para un día. otro o mucho más. adargas y rodelas. artillería y municiones todo lo que rindiesen sus aduanas.116 lidad. pues no hay en aquella isla hombre distinguido que no tenga dos o tres caballos moriscos. con su claustro. recelando no fuesen estos piratas a sus puertos. Súpose. sillas de brazos de mucho precio. que no temía la adversidad ni recelaba castigo. vajillas. que lo que de ella se llevaron estos franceses bien podía montar a un millón de oro. de lo que hablaré en su lugar. tapicerías adornadas con historias y alacenas llenas de lanzas y [ 4 1 ] alabardas.000 cruzados. convento muy apreciable. antes. hombres. y muchos artesanos los tienen y sustentan y en las fiestas de cañas y escaramuzas todos salen a la plaza y son de los más nobles estimados y buscados. todo consumido por las llamas. los de Tenerife. lo mismo que en Gran Canaria y las otras islas en cuanto tuvieron sospecha. y tan libre y señora. y todos lloraban y participaban en el dolor y pérdida de sus vecinos. Ni perdonó al templo de S. que era hermoso. mostrándose otro Nerón que con igual crueldad mandó quemar a Roma y lo miraba desde Tarpeya. doloridos al verla quemar. Con este éxito se marcharon del puerto y fueron sobre La Gomera. lejos de envidiados ni murmurados. maldecían sus pecados. viendo el gran fuego en La Palma. pero Dios sabe curar tales presunciones. que se creen ser sagrados y no toleran que les hable todo el mundo. dinero y joyas. que es mucho. oro y plata. que eran muchas de gran valor. ricos escritorios y todo lleno de vestidos de seda y brocado. Había mucho que admirar. por lo cual bien mereció ser cauterizada en su vana presunción y descuido. toda su gloria ardió y pasó con tan infeliz suceso. Pie de Palo y sus compañeros la veían arder desde las naves tan contentos. todo lo quemaron y destruyeron. en las casas llenas de cajas y cofres guarnecidos de cuero. hospital bien asistido. bien calculado. y más sacó de ello grandes bienes: se puso la tierra en cobro y se ha hecho ahora tan fuerte. Tan rica era entonces aquella isla y tales cosas sufrió. arneses. quemándola y destruyéndola. y Su Majestad le concedió [ 4 2 ] para las fortificaciones. que es inexpugnable. cada una de 15 y 16. fresco y bien situado.000 cruzados. pronto sospecharon lo que era y se apercibieron lo mejor que pudieron. y lo ha remediado en doble. abatiendo a los altos. Domingo. El fuego e incendio de esta desdichada ciudad no perdonó al templo y casa de N" Sr° de los Dolores. y bodegas llenas de pipas y botas de vinos y todo el ajuar de tan ricas casas. al contrario se usa en esta isla de La Palma y demás islas Canarias. destrozo y miseria. y por el . conversando todos juntos y yendo a saraos disfrazados con libreas muy costosas. ni las casas tan ilustres de regidores. donde se curaban diversas enfermedades. en donde visten calzón y cabalgan tan lucidamente los oficiales de oficios mecánicos como los hidalgos y regidores. y los franceses la llamaban el Peruche. niños y viejos lloraban a gritos y. ricas dependencias y enfermerías. En esta ciudad había hombres tan ricos. lo que estos corsarios no pudieron llevarse. queriendo decir Perú. en fin. hidalgos y ricos mercaderes. mujeres.

117 tiempo necesario. además de un riquísimo pontifical de brocado que dio para la iglesia mayor de la ciudad.000 cruzados de fábrica. hermosas y valiosas. Señora. la capilla mayor la ha mandado hacer de sus bienes. Esto quise decir. muy hermosa con su retablo de la historia del Santísimo Sacramento y del maná. . la de S. reedificaron templos más ricos y suntuosos. grande y de hábil pincel. y los impuestos y otros propios del Concejo. oro y plata. que ya aventaja a lo que spiia. dándole también rico retablo y ornamentos. y les mandó armas y mucha artillería gruesa. como dije. Luis de Vendaval. pues no los hizo Dios tan dueños que los excusase de administradores de los bienes que El les dio. con todos los ornamentos necesarios de brocado. Salvador. se restauró tanto en diez años. muy alta y costosa. acrecentándolos. que tiene 5. al lado S. casas más altas. Por esto y porque la tierra acudió con prósperas novedades. que los recibieron para repartirlos en semejantes obras y con los pobres y no para guardarlos o malgastarlos en vanidades. al cual ha dotado con gran patrimonio. el convento de Santo Domingo mucho mejor que estaba antes. el licenciado de Santa Cruz. para que se animen los ricos del mundo a ser amigos de los necesitados y del culto divino. su alegoría. hizo una capilla junto a la mayor de este convento. que en el tiempo del hambre mantuvo a la gente.

Tampoco se ha visto parálisis. ya por hechura del [ 4 4 ] lugar. barrancos y peñas que hay en la isla y dejaban el asunto a las mujeres. ya sea por el nombre del rey. osadas y animosas. Lázaro por tomar leche y pescado en exceso. y otro porque el rey más principal tenía allí su corte. que parece una taza. hechos y trazados solamente con su saber y buen ingenio. les peleaban con armas. y por ello en seguida hicieron una iglesia dedicada a este Arcángel. como se ve hoy en las cuevas que se hallan en lo áspero de la tierra. los españoles le dieron el nombre que hoy tiene. más dulce. Este lugar fue tomado por los españoles. hasta que cayó muerto con su madre. mujer e hijas de gran estatura. día de S. y aún la Tierra Firme. y en ellas estuvo principalmente la defensa de su isla. con lo cual los suyos se rindieron y huyendo de miedo de los españoles se acogieron a ásperos lugares y no quisieron jamás salir de ellos. de donde salen tres arroyos de mucha agua. de las cuales se sabe de cierto que eran belicosas. Ganado este lugar de Tazacorte. Uno. tuvo nombre de dos motivos. de ancho de 9 leguas. de gran profundidad. llenas de sus huesos. que pude saber por información de algunos nobles y antig-uos isleños. y asi morían y murieron miserablemente. defendió mucho la entrada. Es ahora de los mejores sitios de las Islas. pues a cualquier hora que se beba. que en esta isla de La Palma dicen ser el primer lug^arque fue conquistado. Miguel de mayo. que es en este lugar la de la isla. de gran rendimiento y provecho. de noche o de dia. no les costó mucho alcanzar la victoria. algunas se ven en el barranco que llaman Seco y en el de Nogales y el de Santa Lucía. que tenia aquí su corte. porque dicen que los hombres fueron muy pusilánimes y viendo armas huían todos a lo más áspero de las sierras. y a la parte del E está. el puerto está al N O . llamado antes Corte del rey Tazo. y de provecho para los hombres pobres y aumento de los ricos. ni enfermedades contagiosas. La Caldera. el cual se llamaba Tazo y tenia madre. pero como eran mujeres y los españo-. encima. si no es en seis personas tocadas del mal de S. En la conquista de la isla poco hubo que hacer. por la disposición del sitio. clara y sana de cuantas se puedan hallar. que cuando fue conquistada la isla tenia palacios y edificios muy semejantes a los de España.De Tazacorte hasta Miraflores [ 4 3 ] Tazacorte. con dos ingenios de azúcar que hay. así llamada porque es una hoya de esta forma. no daña. y dicen que era tan pulido y entendido. El rey Tazo. y por ser tan pocos no hay casa diputada . por su gran fertilidad. o ambas cosas.

que sacó agua del arroyo con gran coste para dicho ingenio y sus cañaverales. otra en la Calle Real. que allí llaman Los Llanos. uno va directo a la ciudad y el otro a Los Sauces. de aquí se va a Tazacorte. Nace este arroyo de la sierra como a un tercio de altura subiendo derechamente. Tiene este lugar. y asi todos se crian sin pastor ni guarda. pues no se hacen en ellos menos de 7 u 8. hasta entrar en el mar. Al nacer están divididos como en triángulo y son todos iguales. y el de Tazacorte a la banda de la sierra que queda ol SE. el ingenio de Argal. ni peste ni las aguas hacen algún daño. Por la frescura de estas aguas que de La Caldera salen. cerca del Tejar. y la carne muy gustosa y tan sana que se da a enfermos. que no pasa más de un hombre por ella. que dista de ella casi tres leguas. los dueños de ellos cubren muchos gastos de muchos esclavos y camellos que tienen para cortar y acarrear las cañas y leña. pero fue de gran provecho de estos dos ingenios y haciendas. con gran industria de un Lesmes de Miranda y a costa de Juan de Monteverde. que llaman Chorrillo. los matan por Pascua de Resurrección y entonces los comienzan a sacar y llevar a los mataderos. en que se acabó la obra. donde hay otro ingenio de azúcar que fue de Juan de Monteverde. y parecen cabrones y'carneros. pero. casas nobles y huertas. trabajando desde el año 1555 al 57. Los tres arroyos dichos salen tan alejados unos de otros. Por la parte del N N O sale un arroyo de mucha agua por un estrecho y profundo lugar y va corriendo por un barranco tan hondo. y habiendo bajado el ganado por sus veredas. que ni se ve morir en ella de tisis ni de hidropesia. cuyas pieles son más apreciadas para botas y calzado que las de los puros. que mueve seis o siete molinos. es tan saludable la isla. el de la ciudad es tan copioso. aparte las muchas particulares en monasterios. y otra junto a Santa Catalina. que no se aprovecha nadie de él. Sebastián. cuando está abajo. que en toda la ribera del Guadiana en España no hay otro mejor. que coge lo más grueso de la Isla. no atina a salir de él. por lugares tan peligrosos y rompiendo grandes peñas. metiéndolos allí al comienzo del invierno por ujia entrada tan estrecha en su cumbre. que los dos de la parte del S distan uno de otro cuatro leguas. o por el clima sano o constelación. dentro tiene grandes pastos para ovejas. aunque pasa junto a los lugares de Tazacorte y Argual. de la que. cruzados. moliendo de enero a julio sin cesar. en la plaza principal. y tan provechoso es este sitio para ' criar y engordar ganados. mientras se multiplican y engordan copiosamente.000 arrobas de azúcar cada año. por encima del cual comienza la sierra muy agria y fragosa hasta los pinares.000 cruzados. aparte del agua que toman y llevan por caños a dicha ciudad. que con la vertiente hace por esta parte la dicha anchura de nueve leguas. que todos los criadores usan de ello para [ 4 5 ] sus ganados como de cosa común. Y es de notar que en la multiplicación paren las ovejas y cabras mestizos. en lugar muy espacioso y hondo. otra arriba de S. de donde se colige la grandeza de dicha Caldera. se sacó. que se llamó así por un «algar» u hondonada grande que hace todo aquel sitio a manera de hondo valle. Salvador. se hacen cinco fuentes del Concejo repartidas en barrios y plazas: una junto a la iglesia mayor de S. con grandes provechos de las mieles y remieles que envían a Flandes. cabras y carneros. a la banda de Tazacorte. que al principio parecía imposible sacarla de la madre y traerla al dicho lugar de Argal. que están valorados en más de 200. otra en el puerto. que asi se llaman. y costó más de 12. y parece claramente que los tres arroyos tienen su origen en La Caldera.119 para ellos. que se .000.

muy espesa de esos árboles que llaman mocanes. Por no haber fuentes en estos lugares tienen tanques de agua tan grandes. según los tiempos de hacer quesos y esquilas. donde hay lo mismo que en Tigualate. donde viven isleños criadores de ganados. que se llamó así porque. dulce y con hueso. como son el capitán Pero Fernández [ 4 7 ] de Justa y sus hermanos. a dos leguas. que es espanto imaginar cuan grande incendio debía ser aquel depósito de escoria que se muestra. que algunos llevan 1. como por balizas. por el N con la montaña donde dicen los Palos Hincados. como una cosa estañada que con el sol claro da reflejos que parecen de estaño. dejando La Caldera al NE. y también otra por descubrir que llaman de San Brandan. redonda como la isla de La Gomera. y se inflamaron y ardiendo brotaron fuera por aquel lugar. la cual dehesa o floresta cierra el sitio de Mazo. da fruta que se come. lugar de muchos vecinos. Más allá está el lugar de Tigualate. que es una madera de pino con que se hace la pez. más allá está la Fuente Caliente. Luego está Tigorte. se muestra como una tierra negra no muy alta. y todo lo que queda de este sitio hacia NO y O es muy llano y tierras de pan llevar y pastos. aunque muchas veces es vista y buscada. Más allá está El Mocanal. pero muy requemadas. tomó nombre de una fuente que allí había de agua muy caliente. que es más de legua y cuarto. casi como cerezas negras. de estos dos lugares van a oír misa a Los Llanos. y a ella nunca se pudieron acercar. pues tiene muchas frutas y lugares deleitosos de mucha recreación. ahora dicen que ya tienen iglesia. que aunque se halla a cinco leguas de la ciudad. llamada mocanes. y todavía los hay. y junto al camino por donde se pasa aquel escorial ha producido un cascajo menudo de escoria pura que dicen ser calidad de minerales que entre sí pelearon. y ambos quedan sin habitantes cuando mudan sus ganados a otras partes. ni aunque vengan inundaciones le hacen ninguna mella. la cual se secó y tornó a correr. que es lo que se llama en Castilla una dehesa. gotosos y otros enfermos. y el lugar de Tehiaja. que corrieron de la cumbre de la sierra por donde van de la Breña a la parte del N por los Palos Hincados hasta el mar. que tienen hoja muy verde y denegrida de la forma de la de olivo. Estos sitios se limitan al SO por el mar y por NO con los lugares ya dichos. que será espacio de legua y media de largo y casi una de ancho. y son llamadas así con nombres isleños. que los médicos dicen que es gracias a esta agua que beben las isleños el ser tan sanos. pero más corta y ancha. donde está la parroquia de S. Desde este lugar casi al ponerse el sol aparece la isla de El Hierro. y seguían de uno a otro sin errar. para atinar el camino. también llanas. no hay iglesia y van a oír misa a Mazo. que así lo llaman. que es calvo y estéril sin producir fruto ni hierba. no le faltan finezas de las cosas que la tierra da. que quieren decir corralitos o cortijos o cuevas de ganados. que aqui decimos «chaos». que conservan tan fresca y gustosa. que así se llama por una punta que avanza en el mar. por ser áspera y quebrada. por el poniente lindan con el mar y van haciendo una vuelta y punta para el SO y se acaban con unas tierras. pues no se ha intentado descubrir parte alguna de él. Blas. donde hay otras casas y corrales de ganado y residen los isleños más ricos de ganado.000 botas de agua. la . sino que está extendido casi hasta el mar. y se curan en ella sarnosos.120 muestran gordos y altos entre las peñas y que suben [ 4 6 ] hasta la cumbre de la sierra. al parecer no muy lejos de La Palma. hincaban palos. Pasado este escorial comienza el sitio de Fuencaliente. por lo cual lo llamaban Llanos. hechos de madera de tea. moviendo contienda natural.

que por no poder subir por ella los caminantes pasaban con la marea baja a lo largo de la costa. crian cabras y ovejas que dan mucho queso y manteca. con lo que hizo mejor el camino. donde hay mucha fruta de espino. que tenia hijos e hijas que murieron todos en la defensa. también da trigo. Blas. Luego está otro sitio que llaman Las Mecheiras. y luego el barranco de Juan Mayor y después el valle de Miraflores. el mejor de toda la isla. que es una subida muy agria del mar hasta dicha iglesia. En la Breña de Abajo está la parroquia de S. que se llamaba Maxerco o Maxorco. a un cuarto de legua. Llámase Agacencio por tener antes muchos ajenjos (agacencios. que dan de diezmo cada año más de 1. que son dos haciendas grandes también de viñas. bastante ancha y larga. de manera que tiene la forma de una maza de machacar lino. Buenavista tiene una iglesia de Nuestra Señora de la Concepción a la vista de la ciudad. por ser de gruesas rocas. y el Penteado. adernos. aceviños. pero difiere en la hoja y fruto. de higueras de infierno. Cogen mucho trigo. habiendo llegado allí. la de Arriba y la de Abajo. barbuzanos. que sólo escapó una hija de la que proceden los de Justa. granados. y echa tres puntas hacia el mar que hacen unas caletas que llaman Charcos de las Lisas. mandó disparar dos tiros desde el mar a esta roca y la quebró en parte. Oyen misa en S. Adelante está El Verodal y El Higueral. vino y miel de abejas. y luego está la Viña de la Fraga. vergeles y jardines. que era el nombre de esta infanta. en esta montaña hay árboles silvestres como son fayas. capitán portugués. Es el mocan árbol como el olivo en la madera para bien arder y edificar. que llamamos losna). de gran sustento y gusto. retamas y ajenjos. por lo que la llamaron Buenavista. mocanes y sabinas olorosas como cedros.José y en la de Arriba la de S. que llaman Viejas. y las Cuevas Fragosas. Lo mismo tiene Buenavista. loros. tilos. que caía sobre los árboles bajos y espesos como son tagetes. donde se recogían los isleños en la roca. conejos y perdices y muchos pavos domésticos que crian en aquellas haciendas. donde hay tantas viñas. viñáticos. Este sitio tiene un cuarto de legua de largo y vase ensanchando hasta la cumbre de la sierra. Confina con La Caldereta. que son peces que en ellas se cogen. allá donde dicen los isleños antiguos que llovió mucho tiempo/una cosa como maná blanco y suave que ellos recogían antes del mediodía. donde no tienen agua y beben de la fuente de Agacencio. en su extremo redonda y en la parte de tierra delgada. Pedro. [ 4 8 ] tanto más nace.121 punta de Mazo. cardos y otras frutas. que es otra parroquia.500 botas de buen vino. que llaman tabaibas. Dicen los isleños que en este lugar habitaba antes de la conquista un rey de los mayores de la isla. y cuanto más lo cortan. . Más allá del Mocanal están dos Breñas de piedra como bizcocho.

Los almacigos son tres o cuatro árboles como olivos. de agrios. . de la que creo tomó el nombre la isla. en las cuales se da mucho pan. hay una ermita de N*. Andrés [ 4 9 ] El barrio de Miraflores se llama así. en los que andan muchos conejos. que por esta parte son muy altas. sino de diversos frutales. y pasa por una ermita de N". San Andrés. porque desde él se ven todos los vergeles.^* hay también otro barranco llamado Seco. En el campo de Mirca no hay más árboles que una palma. por tomarse en él la que va a la ciudad. ponen muchas veces en peligro la ciudad y hacen grandes daños. peras pardas y otras muchas. Entre el barranco de Mirca y el de El Rio.. cerca de la ciudad. que nace en tierra llana. con las crecidas. asi llamado por ser hondo o hueco. de las Nieves. un poco encima de esta fuente comienzan las tierras labrantías de Tenagua. S". granados. entre unas lajas movedizas. desde el XIV.De Miraflores hasta el barranco del Agua de la Villa de S. plural que fue malentendido como singular por los cartógrafos españoles. donde hay una fuente de buena agua. hasta la huerta del Cabo. de gran romería. y en este espacio bajan muchos barrancos derechos de la sie^rra al mar que. La Galga y Galguitos y Lombandas. ENE. en lo alto muy escarpada. Todos estos valles y barrancos están poblados no sólo de viñas tempranas. haciendo como ladera. pues crecen no por lo alto. y hasta Los Almacigos no hay por ahí otra planta. que le cae por el lado del E. y de él a la sierra hay campos llanos cubiertos de arrayán. pero en los primeros mapas. de los Dolores. jardines y haciendas que hay en Buenavista y en Valoco. y se extienden media legua al N hasta los pinares de Tenagua. y en ambos valles hay grandes haciendas y riquísimas viñas hasta llegar a Aroyos y al barranco de N°. S". pero más bajos. asi el nombre no aludía a una palma particular. suele llevar en italiano Isola delli palme. S*. yendo todo este camino hasta la parte del N desde las rocas. y confinan con el lomo de Mata Viejas y el barranco de los Molinos. sino cardones y cardos en torno a las rocas que caen sobre el mar. media legua de la ciudad. sino en torno. tienen la hoja muy gruesa y luciente. [ 5 0 ] y acabando de subir vuelven a bajar para Tenagua. que se llama también del Agua. y se coge mucho pan. bajamar. la cual cocida 2* Se llamó así desde el siglo XV. por no llevar agua. brezos y poleos. que es camino recto para Los Sauces. Del Barranco Seco suben a Punta Llana por Mirca. de la Encarnación.

pero ni es costumbre ni necesario regarlas en esta isla. está cerrado de rocas por ambas partes y a la entrada tiene una fuente con la que podían regar las viñas y arbolado si quisiesen. distante de Punta Llana más de media legua. y como árboles reales nadie corta de ellos sino algún ramo pequeña para medicinas. con una visera como bóveda i n la misma roca. toza de 30 a 40 palmos. no producen estos árboles otro fruto que aquella goma que llaman almáciga. que le llaman asi porque comienza abajo del lugar de La Galga. tierra de pan y viñas y pastos. Hay aquí una gran fuente y muchos árboles frutales. que es de gruesa arcilla. o porque hay en torno cuatro o cinco fuentes hasta llegar al barranco de Santa Lucia. que llega del fin de Tenagua hasta La Galga. este lugar se llama Llancón. donde hay una bahía honda y espaciosa. toda la embebe. La tierra es tan profunda y arcillosa. yendo a Los Sauces. La bajamar o costa debajo de esta fuente es muy llana y da mucho trigo. que es más de legua y media de largo. que llaman franceses. espacio de dos modios de tierra. muy abundante en clacas'' y mariscos. debajo del camino está una fuente bien labrada. y todos los agrios. todos labradores. nombre de Punta Llana. y luego abajo un tanque donde beben los ganados y lavan la ropa de todo aquel vecindario. . que es medicinal y sirve para hacer barniz fino. fue registrado ya por Viera y Clavijo. cercada en [ 5 1 ] torno a modo de muro. Viven otros vecinos nobles y ricos donde llaman El Granel y El Sabinal. que habrá sido cambiado varias veces y corresponde a varias especies. y un lugar apartado media legua. a. como El Granel por un granel '^ La daca es un crustáceo que. Pasado El Sabinal. donde hay muchos nogales y castaños. que cubre toda la fuente. la cual dicen que mandaron hacer Luis Alvarez y Rodrigo Anes de Tenagua. con unos hierros viejos dentro. yendo hacia Punta Llana hasta la entrada del barranco de Santa Lucía. por lo que parece que los puso Dios en este lugar junto al camino para alivio de los que por él van. v. y de ancho de mar a sierra. que tiene por el S una entrada tan ancha. que a picareta y escoda se hizo en la misma roca donde nace. donde toma su nombre. junto a los arrayanes.123 en agua y en vino blanco. aunque no figura en los diccionarios castellanos. hay buenos vinos donde llaman El Granel y El Sabinal. por lo que se ve cuánto más fértil es que Tenerife. sin añadirle agalla ni caparrosa. y de altura. Juan. y otro modio donde se llama el Puerto de la Nave. no pierde jamás la hoja ni la verdura y su sombra es muy fresca. que cabe una gran nave y puede servir para galeras. y del S a la banda del N casi otra media legua. Volviendo al barranco de Santa Lucía. toma el. pues acaba su límite en el tanque de Luis Álvarez. Más allá de las tierras de Santa Lucía y después de Punta Llana está la iglesia parroquial de S. Más allá hay viñas en otros barrancos. donde se acostumbra regar. Diccionario de Historia Natural de las Islas Canarias. tiene legua y media de término. abundante de carnes y frutas. El nombre científico que le da es Balanus maritimus. toca en bajamar. de más de media legua de ancho de E a O. pues pasan de diez palmos de cuadra los que se pueden aserrar. limones de tajada. asi llamado por una ermita de esta santa. peras pardas. de grandes cardones. estos dos modios de tierra de bajamar se llaman Punta Llana. hace tinta muy fina para escribir. hecha en cuadrado en piedra viva. Comienza Tenagua desde la salida del Barranco Seco. con cien vecinos. y por eso se llama (según creo) Tenagua. lavatorios y tinta. que por mucha agua que llueva. está el barranco de Nogales. y pinos y teas más gordos que en el resto de la sierra.

Señora y hasta [ 5 3 ] unos 50 vecinos. que se prende y arde con gran furia en la tea. que va del mar a la sierra. porque por el lado del barranco de Nogales hace una ladera que tiene muchas sabinas. tiene su iglesia del Nacimiento de N*. con que los ricos hacen sus casas olorosas y perpetuas.^° y El Sabinal. Desde este lugar luego se entra en otro barranco pequeño llamado de S.' Sigue el barranco del Vizcaíno. Las nieblas de la sierra producen en la isla de La Palma. en donde. los pobres hacen las casas de otra madera. se comienza a entrar en las tierras labrantías de La Galga. que las llaman así por un pino manso. Pasado que se ha el Barranco Hondo. por ello los hombres cultos y médicos de esta isla aconsejan a las gentes que madruguen para gozar de aquella frescura. tan cerca de estas de Canarias. plantado de viñas en ambas laderas. es lugar de labradores y aserradores. invierno o verano. pues los demás son teas. siguiendo el camino real que pasa por este lugar. Dicen algunos que como Berbería está tan cerca de estas islas y es tierra tan caliente y baja. por ser de rocas cortadas y muy pendientes. y son medicinales al amanecer y dañosas por la tarde. trigo. en que los moradores guardaban su trigo.124 grande muy antiguo que está sobre esteos. Por eso en lo más alto del barranco cortan los ricos la suya en verano. ni otra defensa que alivie el gran calor que cae en ella. así dicha por ser un sitio redondo como una galga que echan a rodar por una ladera. cuando suben las nubes hasta la cumbre de la sierra. Andrés. y nada sirve el agua para apagarlo y sólo lo atajan con mantas mojadas. o van a La Galga. que arde siempre y arroja humo. sólo con un gran trabajo y dando vueltas van subiendo ios de a pie y de a caballo que van a S. pues distan 60 leguas solamente. Y toda esta parte del [ 5 2 ] poniente está muy cultivada. de donde viene frescura que alivia la tierra baja. hubo mucho pastel que dejaron de sembrar por tener ^^ Este granel o granero sería un hórreo. viñas. que es una madera a manera de cedro y de mejor olor. sin embargo este calor no impide el frío natural que condensa las lluvias sobre estas dos islas altas. suave ambiente. sin nubes. por eso las Canarias no tienen virazones frescas del mar como la isla de Madera. y así se ve muchos años estar cuajada hasta el estío. porque les da el sol desde que nace hasta que se pone. Además de El Granel hay en esta parte las tierras del Pino. Saliendo de este barranco hacia el N está el lugar de Los Galguitos. como alquitrán. pero peligrosas al fuego. hay muchos árboles y frutas. por orden del obispo. sino estas nieblas. Tiene hasta 20 vecinos que oyen misa en S. en primavera y verano. así como en La Galga y Punta Llana. que no hay otro en toda la isla.Juan. que nieva en lo alto y cuaja en el Pico del Teide. ni deja de nevar. siendo de grandes dimensiones se parecería más a los asturianos que a los gallegos actuales. y como Tenerife y La Palma son tan altas. Andrés y a Los Sauces. y de la frescura de estas dos islas colijo yo que vienen las virazones a la Madera. pero más clara en el color. al contrario de la parte de oriente de la isla. y en esta isla no hay otras tormentas. Juan. huertas y legumbres. . En dicho Pico de Teide persiste la nieve todo el año. todo plantado de viñas. todo de viñas que dan buenos vinos para enviar a las Indias. aunque tiene el volcán en medio del Pico. ermita de la villa de S. ya que la isla es algo nordesteada y aquí es casi el medio de ella. fuentes y aguas.

Son 200 vecinos. está una ermita de N". por la orilla del mar. por ser árbol real. que hacen de ella cordel para ataduras y cuerdas. la hoja es como la de la espadaña o lino espadañal. que hace una estrecha y larga laguna. Andrés. 4 leguas de la ciudad.125 más provecho con viñas y trigo y porque los de la escala de las Indias que frecuentan la isla no piden sino vinos. Estos árboles son como palmas. De esta goma una sale por si por entre las grietas de la corteza del árbol y otra cae a gotas. pero nadie tiene licencia para cortar ninguno. es villa de labradores ricos de viñas y trigo. y del costado rodelas. que son árboles que nacen en lugares ásperos y tan abruptos. donde hacen encima una copa redonda. si no es ya al fin. que es la más fina y apreciada. que en años escasos suple al pan. de la Piedad. En estas Islas Canarias no se crian ranas ni sapos ni culebras. En este barranco son más gruesos y altos estos árboles que en toda la isla y hacen grandes y pequeñas gamellas de la toza. que se llama del Agua porque corre por él continuamente en media legua de largo. salvo en una laguna de La Gomera. que no toman herrumbre. a la parte del I N esta todo cultivado de viñas y vergeles. porque son bajos de costa brava. una vez cocido. al E. pero también van y cogen de ellos una goma tan roja como sangre.tan tiesa. puerto donde cargan los azúcares para Flandes o España. untándolas con ella derretida suavemente con poco calor. A dos tiros de arcabuz. por las heridas desprende esta sangre. está El Guindaste. que tiene buenas moliendas. todo son rocas y peñas en que escasamente se puede pescar con caña. S". pero no temen ser atacados por ellas de enemigos. tiene dos caletas por la parte del S. en cuyas orillas se da mucho ñame blanco. aunque esté en sus propiedades. la mayor parte rocas acantiladas en las que diez hombres pueden defenderse contra mil. El barranco de la villa de S. donde va a parar como en un receptáculo toda el agua que sobra del regadío de las cañas y molinos. que llaman sangre de drago. [ 5 4 ] hiriéndole con una hoz o espada y poniéndole debajo un vaso en que caiga. que luego cuaja y queda una goma provechosa para muchas medicinas y para conservar limpias las armas. que parece imposible llegar donde están. No hay molinos y van a moler a Los Sauces. y con ellas muelen los ingenios de azúcar que hay. y con trabajo coger cangrejos por la noche con hachones de tea. y junto a él hay dragos como en el barranco de Nogales y en la mayoria de los barrancos de la isla. en las que cargan sus vinos y azúcares. se juntan en uno a la entrada de la villa de S. . Adelante de este puerto. y adelante. rectos hacia arriba y pocos tienen brazos.como palma sin palmones. Andrés. a un tiro de arcabuz. Juan por la parte del camino real que va de la ciudad y el que viene de Las Lomadas y Los Galguitos. y por esto las aguas de los barrancos son limpias y frescas. Concluido este barranco de S. y las rodelas y vasijas que hacen son de los que el vendaval arranca.

que es [ 5 6 ] lo más alto de la isla. hallaron un hombre muerto de frió y otro poco menos. Más adelante en el mismo camino que va a Garafia hay una Cruz que llaman de los Frailes. Hay mucha leña. Andrés va a Los Sauces. de él se hacen unos palillos cocidos en vino blanco con sangre de drago. beber los enfermos el agua tras el vino. En este lugar hay muchos vergeles. sino las rocas agrias. Dicen algunos que asi se formó en principio. que caen al NE. que mueren sin remedio alguno. a lo largo de los arroyos donde hay dos ricos ingenios de azúcar. jardines y frutas. apenas apartada la copa de la boca. al cual '^ Recuérdese que el autor está desorientado: su poniente es en realidad el S. por lo que no puede entrar ahi ganado vacuno. Y por alli va el camino de Los Sauces a Garafia. En uno de estos ingenios estuvo un factor llamado Plasencia. hasta llegar a los pinares y cumbre de la sierra. mocan. que todo es término de Los Sauces. así dicho por la abundancia de este árbol. y es tan fria la mayor parte del año esta cumbre. pues no hay señal de piedra alguna que corriese. barbuzanos. Andrés hasta Fuencaliente. pero de otra corteza y madera. que muchos hombres se han helado y otros se perdieron con la niebla y aun murieron por ser una cima calva y sin abrigo. es muy blanco. cerdo u otra res que la come se emborracha de manera que se pone en trance de muerte. sobre todo las bestias mulares. que tiene 9 leguas de circuito. y asi jamás faltará en esta parte. remedio con el que sanaban. que mandan a España para blanquear los dientes. que cruza la isla en 9 leguas. porque pasando dos franciscanos para pedir limosna. no es tan hueco como el salgueiro ni quiebra tanto. todo es ladera arriba hasta entrar en la plaza o campo que hay en dicho lugar de Los Sauces. pues cualquier buey. Los sauces son casi como <salgueiros>. que curaba la jaqueca enseñando a beber el vino puro teniendo el jarro del agua en la otra mano para. De abajo a arriba en media legua y otro tanto de anchura todo son cañaverales hasta el barranco de la Herradura. til.' .*' [ 5 5 ] Volviendo al camino derecho que de la villa de S. viñátigos y adernos. la hoja de los viñátigos hace daño a los animales. aunque la hoja es la misma. Apenas cortada la leña vuelve en seguida a brotar. La iglesia parroquial es de N* S" de Monserrate.Del Barranco del Agua de la Villa de S. desde donde se ve toda La Caldera. fin de la isla por la parte de poniente.

más alta por la banda del E. Y si lloviese como en otras partes daría tanto. ya vimos tubonas por tahonas. así dicho porque por donde va el camino a Barlovento y se baja por él es a manera de una herradura. el término de Los Sauces está entre los barrancos del Río y este de la Herradura. y en esta parte está poblada la costa baja de hombres honrados. Si no hubiese en este barranco lagartijas que destruyen mucha uva. extendido hacia el mar. día en que hacen gran fiesta en la iglesia de N* S" de Monserrate. Antonio. pues aunque con remiel del azúcar matan muchas en los ingenios. pero los vinos con el calor son buenos y las frutas excelentes. y por esto los isleños se mudan con sus gana<J()S a menudo de unas a otras partes. Dicen algunos que es la isla de Madera. tan cercana como Tenerife. Pasando la Cruz de los Frailes se entra en un espeso pinar. hay un alto monte de peñas y roquedos que abriga este barranco por el E y SE. que está al O y discurre hasta Juan Adalid y adelante de S. pero no parece ser asi. que queda al SE de esta Cruz de los Frailes. cuya anchura es de dos leguas hasta Garafía y de largo 5 hasta Agua Tavar^» y Candelaria. [ 5 7 ] viñas. todo de tierras de pan con algunas buenas viñas. parece tener 18 leguas de largo. situado en un campo llano rodeado de arboleda como en la cima de la 38 Agua Tuvar en el original. por ser lugar ameno y a propósito para apacentar ganados ' " '°s llanos de sus salidas. cogerían mucho más vino. Pasado este término de Los Sauces está un campo llano que se forma al pie de la sierra donde están las casas de los nobles y ricos Aparicios. y comienza el término de Barlovento. el autor a menudo pone u en lugar de n. seguramente por mala lectura de una a más o menos abierta. diferente de toda la isla. ya que los que vienen de España ponen proa al Ó viniendo a La Palma y los que van de La Palma la ponen al E. nunca fueron a buscarlas estos habitantes. que es de arcilla pura. y hacen gran daño. parroquianos de la iglesia de N' S° del Rosario del lugar de Barlovento. que cae al mismo rumbo. que es muy fresco con árboles silvestres y domésticos. todavía hay tantas y más que en parte alguna de la isla. por lo que estas gentes toman por valedora a Santa Marta. Y a los que dicen que por aquella parte el mar es muy frecuentado por ser el rumbo de España y dq la isla de Madera. fuentes y moradas de isleños hidalgos. Entre este lugar y el de Barlovento. En nombres propios o desconocidos. pues en el pastar las tierras son comunes y no hay más lugar prohibido que los frutales. también por ser la tierra arenosa. y aunque esta isla y la de S. con lo que es calidísimo y cría tantas lagartijas. pues no se parecen. ocupados en sus tratos y labores. Brandan se vén desde la de La Palma bien claras. aunqucfde arcilla. los que van a la Madera llevan proa un poco al E casi hasta descubrir Lanzarote para cobrar mejor y tonjar la misma isla de Madera. está después el barranco de la Herradura. donde anda gran copia de ganado de toda clase de los pobladores de aquellos lugares. que no tendría igual. hacia el mar. parroquia de Los Sauces.127 remediaron con recursos de su alforja. Pero volviendo a Los Sauces de la costa S. de 80 vecinos. . Mirando desde esta Cruz al NE se ve a veces una isla grande. digo que no parece que tengan razón. y para no olvidar el caso hicieron poner allí aquella cruz. y así todos se apartan del rumbo de esas islas. frutas.

rebaños de ganados y algunas casas de labradores todavía en la parroquia de Barlovento. iglesia parroquial. y algunos de ellos viven en otras cuevas o furnias o [ 5 9 ] cavernas de tierra o piedra como la que llaman en esta isla de S. como una pequeña caleta. Habrá 200 vecinos incluidos sus términos. asi llamado porque el convento de esta orden en la ciudad tiene ahí una heredad. donde hay también una fuente del Pinar. de la Luz cae el día de su natividad. que se llama Juan Dalid. *' No identificamos esta palabra. y luego comienzan los cultivos de Santo Domingo en la falda llana de la sierra. Juan Dalid. Tiene un barranco llamado Grande. donde cargan sus vinos y los llevan [ 5 8 ] en cueros improvisados embarcados a la ciudad. y no hay otro puerto en toda la parte N. de 20 vecinos. que es el comienzo de la isla. de aquí». Tiene una fuente junto a la iglesia y muchas frutas. poblado de habitantes ricos portugueses. S". queda el extremo de la tierra a la parte del S. Miguel «biscoutal» o bizcocho. lleno al fondo de mucha agua. por un hombre de este nombre. donde viven algunos feligreses. que cae en gotas de la bóveda y de los lados.. en la cual apenas hay algunas fajas de viña al pie del acantilado junto al mar. antes de Garafia. Domingo. salvo éste y el de Tazacorte. aunque distan 3 leguas hasta la granja y fuente nueva. donde no se puede sembrar ni coger trigo. y ocurre a veces caerse alguna de estas casas. habrá 40 vecinos. adonde pueden ir a oír misa. S°. Antonio. que es de un regidor de la isla llamado Simón García. que en lengua isleña quiere decir «aifaraga». plantado de vinas con cuevas y furnias profundas.^" Y yendo más abajo.128 sierra. '* En cualquier mapa actual se ve que esta costa desde Barlovento corre E a O unos 20 a 25 km. cerca del lugar de S. Al NE está el puerto de esta granja. Desde esta granja al lugar de S. *" Este juego de palabras se pierde en la traducción. que en esta parte hay mucho y bueno los más de los años. Antonio. Saliendo de este barranco." en español rancho o morada. tras una amplia curva. y allí va a acabar y bajar la dicha sierra hacia el E. que tiene tanques de agua de lluvia sin haber fuente. El término de Santo Domingo. quien pasando a principio por allí con sus companeros les dijo: «No pasará hoy. que benefician viñas y ganados en un monte que llaman Gordo entre el lugar y el mar. Juan de allí. y una fuente al O. hasta la Cueva del Agua. de la Luz. desde el cual hasta Fuencaliente corre la isla EO 18 leguas. Garafia. La fiq^ta de N'. En esta costa hay una peña o roque junto a ella.''-' Desde este punto y peña de la costa de Barlovento comienza a girar la isla de oriente a occidente con costa muy brava. . cuarto de legua de ancho y de largo. por serlo de un cuarto de legua de largo y otro tanto de ancho. la Cueva del Agua y La Luz. espeso arbolado por la tierra. En este lugar de S. pero luego. pues sólo es a media legua por entre alto bosque. que dista de aquí 15 leguas. de la cual se proveen los vecinos del término. Antonio. toda de piedra en torno y suelo como un pozo. se dirige hacia el S hasta Fuencaliente. que está debajo de S. que así se llama todo el término de Garafia. yendo a Garafia y Juan Dalid y S. Antonio más de media legua. hasta la Cueva del Agua. llamó aquel sitio Garafia. de los pinares hasta el mar todo son tierras de pan llevar y algunas viñas. donde está N'. que toma nombre de una gran cueva que hay allí. que nunca les falta. Santo Domingo.

De un horno pueden salir 100 quintales de pez. donde este hombre rico tenía sus casas y heredades. cuando está dispuesto para sacar los tendales.129 deshecha la tierra y piedra y matar a sus habitantes. de esta manera: cortan esos troncos. unos juntos a otros en orden así como un tablero de ajedrez. que está cavado todo en tendales como dije. por no haber . Allí están los hornos de pez y alquitrán. y en breve tiempo llena todo un campo tan grande como un juego de pelota. que tienen sus aberturas por donde corre la pez que viene hirviendo derretida de los hornos en que se queman los troncos de tea. después de bien quemada la tea. Este término de Punta Gorda se llama así por una punta en el mar un cuarto de legua de largo y media de ancho que es alta y redonda. y sobreviniendo lluvia se acogieron allí donde les alcanzó el desastre. cuando los hacen. con tal calor y fuerza. dista de la ciudad 7 leguas yendo por Tinizara. La pez se hace de pinos tan gordos como un tonel. poblado de 7 u 8 isleños ganaderos. de los cuales. junto a Lisboa. que puede caber en ella todo lo que en la primera se derrite. sacan los terrones con que luego allí en tierra llana hacen unos compartimientos. que cae 3 leguas al S. está lleno de gruesos y altos pinos. que ni el metal cuando hacen alguna [ 6 0 ] gran campana lleva tal inflamación. y en ese segundo horno cuadrado le hacen el segundo cocimiento. parroquia de aquel término. y a la Cruz de los Frailes 3 o 4. que no se puede apagar sino apartando del fuego. primero está Tinizara. donde está la iglesia de San Amaro. lo sacan por sus caños hechos en la tierra para ir a los tendales a modo de ajedrez. que es tal antes. que si soltasen este alquitrán por un río de agua fría iría ardiendo sin apagarse hasta consumirse del todo. aguas vertientes de la cumbre de La Caldera. Los habitantes de Cueva de Agua llevan la pez al puerto de Fernán Gil y de allí a la ciudad. y en la tierra hay unos hornos o cuevas hondas. y mató más de 40 personas e hirió otras tantas de los que iban a coger camarones que traía el mar. un valle de media legua. y otras que estaban aguardando la barca que debía venir de otros pueblos. que llaman tendales. y debajo está otra cueva en cuadro tan grande. Los pinares se extienden hacia la cumbre de la sierra y La Caldera. y corre a la segunda cueva u horno con tal furia y tan inflamado. quiere decir buen rey o rey grande. todo laderas. en el cual dicen que un rey llamado Altini tenía su morada. y no se saca de allí hasta el día siguiente. la cual llama es coijio cuando se prende aceite o cera que ponen a derretir en sartén. Este sitio de Cueva de Agua se extiende por las faldas de los pinares y límite de Punta Gorda. y del barranco de Fernán Gil. sino una terrible llama que se levanta por encima de la pez que llaman alquitrán antes de ser por segunda vez cocida. en que están todo el día y una noche. como en el año 1555 cayó una laja que estaba sobre el río de Sacavém. le destapan la tobera por debajo con un instrumento de madera. Después de cocerse aquel día y noche. hasta que ven que está ya gastada la furia y cruedad de aquella materia. de una casilla a otra. Y todo el espacio que hay entre Cueva de Agua y Punta Gorda. que sólo se hace en esta parte de la isla. como tres hornos de cal. Estando pues el alquitrán inflamado en el primer horno. que son buenos de partir. De Punta Gorda por el N hay 5 leguas a Tijarafe. primero en un horno donde solamente se derrite y se llama alquitrán. y a veces arden cinco o seis a las que llaman hornos. que nadie puede acercarse. Domingo de Ramos. que está a más de media legua de la costa. sin dejar tizón. según sean las cuevas y su tamaño. que algunos años caen con el huracán.

y unas y otras hacen las 18 que tiene la isla de largura. Está también el barranco del Buen Jesús con su ermita. que son continuas. su calzón atado a la cintura y en faldas de camisa. pasando de una a otra parte con su lanza al hombro y su alforja con sus vituallas. que serán más de 20. *^ bajo cuya sombra los sedientos caminantes hacen el oficio que le dio tal nombre. yendo por el camino derecho al pino de Vaza Borrachas. pues da ciento por uno en años de lluvia. bromeando y dicien* do uno a otro compadre: «Ataja la bruma*. hasta el peñón en que comienza la isla en Barlovento. áspera y amarga subida. Yendo de Tijarafe hacia Los Llanos hay un barranco muy profundo que salvan con grandes y empinadas vuetas. Vacia Borrachas: 'apura botas'f . 2 leguas pequeñas y buenas de pasar por la cumbre. parroquia de tres términos: Agua Tubar. que es camino de cumbre para gentes y ganados hasta dicha Fuencaliente. que debiera llamarse tierra de pan. que por esta parte no es más ancha. aqui está la iglesia de N' S* de Candelaria. donde se acaba la isla a poniente y tendrá 6 buenas leguas. por estar muy celosa del servicio de Su Majestad. Y así esta isla de La Palma acaba no con la dulzura de los ingenios de azúcar con que comenzó sino con la amargura de estas vueltas. siempre parece verde y ven el arbolado de lejos cuando las nieblas y nieves lo dejan. pues en acabando de subir comienza el descenso por camino apacible. pues la toman de la lluvia que se recoge en aljibes de lajas de que beben y hacen tanques para el ganado. yendo por el escorial. borracha "bota de cuero para vino'. no hay viñas ni frutas ni fuentes. Luego se entra en Agua Tubar. y quitando media legua de escorial y algunos picos rasos de la parte del medio de La Caldera. por lo que vista esta isla de Tenerife o de la parte del S. 12 leguas. De este barranco a Los Llanos hay menos de media legua y 3 a la ciudad. *^ Port. por su agria [ 6 1 ]. reformada en sus costumbres por el gran cuidado y vigilancia que en ello tiene el Reverendísimo Obispo D. excelente prelado. que asi llaman a la niebla. Bartolomé. con lo que concluyo lo que de esta isla de La Palma pude saber de testimonios de vista y de oída. De esta cumbre van a la ciudad que ahora ha aumentado y se va acrecentando con grandes fuertes y baluartes y en todo lo demás. todas las cumbres son de pinares y otros árboles tan verdes. y así Agua Tubar mejor se llamaría Agua Tomar. Tinizara y Tijarafe. que cojen dos leguas de tierra y serán entre todos 80 vecinos. pero los isleños no dejan por eso de correr esas cumbres con sus ganados todos los días. también lo es el que sigue por el filo de esta cumbre hacia Fuencaliente.130 otro hasta Tazacorte. que nunca les falta la hoja. y de este pino a la ciudad. que llaman las vueltas de Magar. Y de este lugar hacia la parte de oriente.

conociendo que no era ninguna de la ya ganadas. Gran Canaria y Tenerife. y haciendo derrota llegó a la vista de esta isla de El Hierro y. y dando la vuelta por el E y N& hasta dicha punta de S. Siendo tan pequeña. que está de la villa que hay ahora casi a una legua. De una punta a otra hay más de media legua y en la Verde la isla da vuelta hacia NO y de esta punta a la de SE por la parte del O y SO y S hasta el SEl. que tiene este color porque tiene altos y verdes heléchos y gamones y otras verduras. después de vuelto ya Colón e ido Fernán Cortés. cuando se halló. es isla muy pequeña y casi triangular. antes de entrar en los pinares. iba hacia las Indias este Juan Machín. pues el color de la piedra bien lo parece. el cual. Llámase isla de El Hierro. aunque otros dicen que antes que Fernán Cortés fuese a descubrir Méjico y Santo Domingo y antes que Magallanes supiese navegar. Andrés que de la Verde. Y porque la población que entonces habia. la de S. porque así la llamó un Juan Machín. sin otro puerto alguno ni otra cosa notable alrededor apenas algunas peñas que salen al S a dos tiros de arcabuz una de otra donde con dificultad algunos muchachos isleños pueden ir a pescar con caña. ferrugientas. está más cerca de la Punta de S. lo mismo que la que ahora hay está casi en medio de la isla. y tal vez también La Palma. la halló yendo de viaje a las Indias. tendrá en circuito tres leguas y media.Cómo fue hallada y tomada la isla llamada Hierro y de algunas cosas que en ella hay [ 6 2 ] La isla de El Hierro. por lo que . se sorprendió viendo que era tan pequeña. viendo que la costa era de piedras y rocas rojizas. había ido Machín con dos navios camino de las Indias. larga de poco más de legua y media SE NO. las cuales comienzan desde este puerto que se llama Puerto de El Hierro. aunque son poco dados a este ejercicio. Andrés hay otro tanto. y no dijo mal. y habiendo sido ya conquistadas Lanzarote y Fuerteventura y. y es tan abultada por un lado como por el otro alta de costa y alomada. y así la isla queda de tres [ 6 3 ] leguas y media en circuito. a la boca de una fajana seca y arenosa. dicen. Andrés y la Punta Verde. que está a 12 leguas al poniente de la de La Palma. que fue quien. que es el largo. vizcaíno. no quiero ahora hablar del poblado sino de las costas en torno. vizcaíno. según afirman. entre las dos puntas. dijo: «Ésta es la isla de El Hierro>. que en esta parte N y NO son muy espesos. legua y media. donde hace como dos puntas a manera de bahía. Tiene buen puerto y entrada al NE. y el puerto. que no parecen sino hierro.

por no ser sentidos. las cuales escucharon él y sus compañeros. Viendo esto el rey su padre dijo a los suyos: «No son [ 6 5 ] éstos los hombres buenos y gente santa que nos vienen a buscar». se llamaba Ossinisso. Como sea. sino que se levantaron todos juntos y se retiraron a un lugar más alto. pareciéndoles que oían cantos. Esto era entre ellos ya muy corrido y notorio. mas consintió que la llevase Juan Machín por la mano. Juan Machín y la compañía corrieron hacia allá y poco anduvieron que no viesen lo que era. y extrañado siguió adelante y. o si volverían a los navios por más gente y mejores medios para hacer presa. para coger algunos. tanto más ella lloraba y daba mayores gritos. Fernando de mucha parte de ella. donde se había establecido su padre por la merced que le hizo el rey D. yendo ya más aprisa hacia donde los isleños y el rey estaban. si luego. según afirman los antiguos isleños. y que los que |os habían de librar de aquel cercado de agua vendrían pacificamente. que quiere decir en su lengua rey justiciero. que viven en La Palma y se criaron en la isla de El Hierro. Y diciendo esto arrancaron contra Juan Machín y los suyos a pedradas y con sus palos tostados tan . entonces estuvieron quedos. tal como estaban. y todos tenían esperanza de ser pasados de allí a lugar mejor. diole una bofetada a la joven. y los tenia prevenidos para que. donde habían de tener mayores y mejores cosas que las que allí poseían. Y éste es el primer descubrimiento de esta isla y el primer español que vino a ella. Pensando cómo les atacarían. no se levantó. pasaron por donde estaba sin levantarse la hija del rey. le echó la mano. cojamos algunos>. si bien no con espadas desnudas. a ellos. lo cual viendo Juan Machín y los suyos dijeron: «A ellos. y tal vez el rey no la había echado de menos. o por permitirlo Dios para su bien. y no sufriéndolo Juan Machín (o acaso alguno de los suyos). como hicieron. que todavía estaba como suspensa y pasmada o transportada en el sacrificio. que estaba vestida con su tamarco. pues entonces el rey de esta isla con todos sus subditos estaban en un sacrificio público que ofrecían al estilo gentil. y había dicho a los suyos que unas gentes santas y buenas los habían de llevar de ahí a otras partes. no por eso se movió de donde estaba. se había apartado de su derrota por no saberla tomar bien al salir de España o por los vientos serle contrarios. y estando en el puerto que vio apto para anclar saltó a tierra. como luego se dirá. vio rastro de gentes y ganados. halló un campo llano donde vio más ganado y oyó muchas voces. y aunque muchos que estaban con el rey pudieron tomar piedras y sus lanzas tostadas con las que se herían en sus peleas unos a otros. y como Juan Machín que iba delante la vio. y así en nada se alteraron cuando Juan Machín apareció con los suyos. y asi era. aunque no vio persona alguna a quien preguntar. sino cubiertos con sus rodelas.132 conoció que no era ning'una de las otras que sabía. que serían seis o siete. no lo hicieron. aunque la joven se echó a llorar y Juan Machín comenzó a acariciarla. esto le sobrevino a Juan Machín y lo afirman dos hijas suyas. los conocerían porque no les harían ningún mal y les darían buenas cosas. extrañados [ 6 4 ] de ver la manera como hacían su sacrificio. Este rey. Y Juan Machín. Y aconteció que la hija del rey. llegarse a ellos. cuando estos santos y buenos hombres los viniesen a sacar de aquel cautiverio. María Machín y Lucía Machín. decidieron. el cual usaba mucho de estos sacrificios para que Dios le mostrase lo que había de ser de él y de su gente. el cual como dije llevaba la derrota de las Indias y llegando a vista de esta pequeña isla se propuso reconocerla y entrarla. y cuanto más la acariciaba. y aunque el rey su padre vio que le habían cogido a la hija. después de subido aquel primer valle.

Los isleños les siguieron. que al parecer ya se habían ido del sacrificio cuando llegó Machín. y con ellos el de la muchacha. se recogieron valle abajo. se casó con una hermo. y en breve tiempo llegó al puerto con ella y avisó a los compañeros. sino con hierro. El que llevaba la muchacha puso tal dilig-encia. habiendo llegado los de las naves. era mucho más joven. bien parecían palos de hierro y no de madera. decidieron los isleños no alejarse del mirador sobre el puerto hasta ver si saltaban a tierra otro día sus contrarios. que si esto alcanzaban. que con razón se llamaría isla de El Hierro. se curaron de las descalabraduras de palos y piedras que habían recibido y heridas como si fuesen de dardos de hierro. sin temor de las espadas que los españoles traían. pues tenían ya mucha necesidad. la cual decía que antes que La Palma se ganó El Hierro. así era en los palos de sus g'entiles. Contaba esto un isleño llamado Juan Rodríguez Herreño y María Machín. como decía Machín. muchachos y muchachas. aunque no la primera que se tomó. tanto hicieron. para no ser cercados de los isleños. aparte de los marineros. Contra Juan Machín y los demás acudieron más de 300 isleños. y por ser tarde y no atreverse contra tantos. Otros dicen que añadió: «Y le ofreceremos la primera isla que se vio con gente. que pudieron sacar de la brega a Machín y a sus compañeros medio muertos. los seis que eran habrían sido muertos. hombres y mujeres. sin poder tomar a ninguno.sa isleña. Pero Juan Machín. dio la joven a uno de los suyos. Lucia Machín. antigua moradora de La Palma. y por esto creen algunos que El Hierro fue la primera isla que se descubrió. que acudían muchos de las cuevas. que con trabajo podía Juan Machín volver el rostro a una y otra parte para ver lo que hacían los compañeros. bien seguro serían tomados y muertos. con palos y piedras. Juan Machín y su gente.133 duros como de hierro. que vino de España a El Hierro con sus padres. y pretendían que también era hija de este rey Ossinisso. porque muerta la mujer que trajo este Machín. Se fueron retirando lo mejor que pudieron hacia donde vieron que se podían defender mejor. que era un valiente vizcaíno. que quedaron en los navios. aunque de edad avanzada. por que más le cegase el sol y también por que no le mordiese rabiosa en el pescuezo. y Lanzarote y Fuerteventura . de sorprendidos se pusieron más a mirarlas que a perseguirlos. que. y tales las heridas. aunque no había conocido a su padre. y contaba lo mismo. y nos hará mercedes». mujer noble. puesto que el rey Fernando dispuso que se conquistasen todas a un tiempo por diversos conquistodores. u otra razón). ni tampoco los españoles les habían hecho mucho daño (de donde se deduce que no llevaban arcabucería o por no usarse todavía. que la llevó a cuestas cara arriba. que serían unos 50 hombres. su hermana. y por esto son duros como hierro>. y tan osadamente les acometían. pues si lo parecía en las piedras. y copio testimonio le llevaré esta muchacha tan hermosa que tomé>. pero cuando vieron el puerto y descubrieron las naves. muy escaldados de como los isleños les habían perseguido y puesto en tal peligro. El cual y los suyos viendo que nada habían sacado aquel día en el intento de pelear con tan pocos. que acudieron al socorro. y parece que fue así. Y aún dijo: «Volvámonos de aquí a dar cuenta al rey mi Señor y llevémosle esta pieza que con tanto trabajo ganamos en la isla. Su [ 6 6 ] madre era isleña. Y si no hubieran llegado a este tiempo los que de las naves venían. Y estando en tal peligro dijo Juan Machín: «Estos gentiles no pelean con palos. que la llevase a las naves e hiciese venir g-ente prontamente con armas para defenderse de los islefios. donde al embarcar pudieron haber hecho mucho daño. y asi los españoles pudieron hacerlo sin impedimento.

fue el mismo Machín con su mano a tomar la del rey diciendo: «Ossinisso tu Leyva Nisa manda por ti». Mas como al amanecer viesen a todos los g-entiles juntos y con garande alarido. y luego el rey fue a hacer lo mismo a D. que los que quedaron en las naves cuando Machín con los más fueron al encuentro del sacrificio. curados y descansados ya del trabajo de aquel dia. Juan Machín. rehusaron pelear. que iban apercibidos y sabían bien lo que tenían que hacer. de querer paz con los que venían.134 tocaron a los Saavedras y Herreras. pues los enemigos estaban en tal lugar. se [ 6 7 ] mudaron para tender velas. que Leyva en herreño quiere decir hija y Nisa era el nombre propio de ella. Canaria. Lo mandó con otro capitán llamado Ayala. Así lo hicieron. a lo que respondió Machín que por amor suyo lo harían. y tiempo favorable. Fernando lo que pasaba y vista la muchacha que traían. Y el rey se adelantó y les fue dando la mano como paz y conocimiento. Andrés. su hermano. de donde no salió ninguno aquel día. ya que la chica aprendió en breve la lengua española. Luis de Lug'o. entendieron que ninguno de ellos escaparía si salían a tierra. y vista la inutilidad del intento. y decidió. a dar cuenta al rey. vino y frutas de España y todas las golosinas que los . Ossinissa hizo señal a los suyos que viniesen a ofrecerse a los capitanes. pues tenían cebada que. al tiempo que los naturales estaban también en otro sacrificio. que ellos hacen muy lisos. unas encima de otras. se abrazaron. dio crédito a Machin. saltaron a tierra sin temor. según orden del rey que traían. con los más. Tenerife y La Palma a D. al año siguiente. Pero bien podía éste errar. y así lo hicieron todos. tostada y molida entre piedras o pisada y limpia. Y como traían aviso de los nombres de las cosas que les era necesario tratar. y como Machin sabía por la hija que su padre se llamaba Ossinisso y otras cosas que de ella pudo aprender en lengua isleña. sino que bajaron a ver la tierra y cogieron mucho ganado cabruno que mataron y salaron. sabido por el rey D. para que se apacij^uase aquella hermosa joven. alzar áncoras y dar vuelta a España. Diego de Ayala. lo hacían a su modo. y así lo hicieron y mandaron a las naves por otras cosas y vestidosvpara Ossinissa y muchos mantenimientos. los sintieron los isleños. haciendo señal con las manos. que acudieron. metiéndose en sus cuevas. les hizo presente de todo diciendo a Machín en su lengua que comiesen él y el capitán Ayala. El Hierro y La Gomera a los de Ayala de Jerez y a Machin y compañeros. con lo cual. le pesaba no haber tomado otros de aquellos isleños. según decía María Machín. y en un instante se desvanecieron todos. [ 6 8 ] El rey mandó traer unos vasos. donde. llenos de requesones y natas y de gofio amasado con leche. con bastante armada. viendo tantos. saltar a tierra por la mañana y cog'er los que pudiesen. no estuvieron ociosos. labrados a mano y bruñidos con callaos. y llegaron a la isla un día de S. que con sólo echar a rodar piedras con los pies no podrían subir ni hacer presa. Otros pretenden que Ayala y Machín vinieron tres años después de ganarse La Palma y las otras islas. o por ser ya muy viejo. en pocos días llegaron a España y a la Corte. Los españoles. principalmente por conocer a Machín. Alonso y a D. Como fuese. pues no sabía de cuentas cuando fue tomado. ya que habían conseguido gran copia de carnes frescas. Estando el rey y los capitanes concertados en todo. que antes habían visto en la primera entrada. y Juan Rodríguez Herreño afirmaba que sólo un año. como platos de barro. que así lo mandó su rey. y al otro salió primero el rey y todos sin palos ni piedras. que venía por capitán con Machin para conquistar otras islas. pero.

llamaron a la villa Villa de Los Llanos. habiendo corrido primero toda la isla. antes de un mes se les dijo misa en la iglesia hecha y acabada. El rey quedó como capitán de todos. la iglesia y dos o tres casas que hicieron los españoles. ya informados de que aquel era el divino y verdadero sacrificio. aunque estaba llena de arbolado y pinares. pero dando obediencia a un hermano de Ayala. que ni hermanos ni hermanas querían ver. en la cual. Y acabando de poner todo en orden. a los cuales dejaremos en su viaje para volver a ciertas cosas que hay en la isla de El Hierro. pues siempre las cuevas están llenas de ellos. . todo lo consumió el tiempo. baste decir que quedaron para siempre verdaderos cristianos. que dista 8 o 9 leguas casi NO SE. pero no tan alta en la cima como en sus picos. que está asentada en un campo o valle a manera de campiña cultivada. les quedaron instrumentos de hierro con los que las hicieron. como pudieron. como en la isla de Santa María. ejecutaron lo que convenía. Fernando mandó llevar en abundancia. con lo cual recogían para sus gofios lo que habían menester. hechas la mayoría de ellas a mano. y todos loaron a Dios por la merced que les hacía. que es casi su semejante en la apariencia de la tierra y tamaño. especialmente hacia la punta de Santa Lucía. recibieron el bautismo y en cuatro meses que estuvieron los capitanes hicieron casar sacramentalmente a los que hallaron ajuntados. que hasta entonces no había sido hallada. Aunque tuviesen cebada y la cogían. que no parece sino haberlo ordenado Dios. según las órdenes que del rey traían. y a poco que caven ya dan en la piedra. todo es sequísimo y estéril. sino a los españoles. a una y otra parte. Andrés de la isla de El Hierro. Y como los españoles e isleños son hasta hoy sus habitantes. mas narece que jamás se extinguirán. que fue servido que no se perdiesen las almas de estos isleños de todas estas islas y quiso por este medio traerlos al gremio de la Iglesia y a su conocimiento. y no hacen casas sino algunas que se casan con portugueses. Los capitanes. lo que admitieron ellos de buena voluntad. Quedaron con ellos clérigos y gente española. Avala y Machín. Dicen que también de las raíces de los heléchos y gamones. hacían comida y bebían leche. de donde divisaron la isla de La Gomera. y ellos aceptaron la fe con gran amor y devoción. aunque caven hasta el centro. con cuyos dones les obligaron tanto. Así se hermanaron todos en poco tiempo. asadas y cocidas con la carne. y así acabóse de confirmar Ossinissa en que Dios les enviaba aquel bien para sacarlos de la gentilidad y camino de perdición. bien pronto comenzaron a emigrar. hay cuevas en roca y [ 6 9 ] en tierra. que allá dicen Llanos de S.135 capitanes traían para sus personas. Andrés. pues en toda aquella isla no hav agua corriente de fuente ni arroyo que se vea ni pozo alguno. aunque no son muchos al presente como son prácticos y discurren bien. traerlos al camino de la verdad y otras cosas que sería largo de contar. la tierra era labrada con palos tostados de tea y til. y no quedándoles instrumentos de fragua y fuego con que poder hacer herramientas para cultivar la tierra. y tan bien labradas y repartidas por dentro como unas lonjas bien planeadas. que cae al lado del S casi al SE. como si de mucho se conociesen. sin ninguna humedad. que cuando los naturales fueron echados allí en lo antiguo. Les dieron vestidos y calzado de que el rey D. e hicieron después la iglesia del apóstol S. Machín informólos de la fe por la lengua. y como les pareció que estaba muy cerca. el día de Santa Lucía se fueron a ella. que quedó con cargo de justicia por el rey.

yendo para la cumbre. que hace al pie y en torno charcos de agua. Es cosa maravillosa que jamás está vacía. y como tal no se comprende ni se distingue bien si es ciertamente til o no. es árbol que se parece mucho al barbuzano en su negrura y porte. es cosa maravillosa. Aumentada luego la población y habiendo más necesidad. y cuánto hay del puerto a la villa. en los cuales recogieron siempre tanta agua. les había dado un extraño socorro. aparte lo que de otras informaciones tengo ya contado: Hay [ 7 0 ] un solo árbol grande. aunque no lleno.000 pipas de agua. por lo cual hay continuamente en este lugar una niebla. proveyó su Divina Clemencia. por vía tan maravillosa. y de la que corría sobrante de estas pozas daban de beber a sus ganados. tres o cuatro veces cada semana. fuera muy parecido. querida y dada por Dios. . sino manso y blando. antes de la conquista. y es tan buena y sana. pero no en la hoja. universal y gracioso proveedor. se pone tanta guarda en esta agua. que les bastaba a ellos y a sus ganados.^' el cual siempre está mediado. pero a causa de los rebaños de ovejas y cabras. proveyó esta tierra. unos hoyos a manera de tanques o pozas en que recogían el agua que bebían. darle remedio tan bastante! Digo vía maravillosa. no con tanta abundancia como hay después que los españoles entraron en la isla. un tanque en cuadra tan grande. pues hizo un solo árbol apartado de todos los demás. que llevará más de 3. como tenga en sí la niebla. así en la hoja como en la corteza. y ya en el tiempo de los isleños. éste está cerrado y los merinos o guardas tienen la llave. ¡Sea el Señor alabado para siempre. el nombre. Un serrador de madera o carpintero que fue a parar allí de la isla de la Madera afirmó que era til. luego destila agua en tanta abundancia. Pero Dios. que ahora hay más que nunca hubo. la corteza es como la del viñátigo. tanto que es casi negra y más larga y no tan lisa. ¡Bendito el Señor en todas sus obras. todo en torno del árbol por abajo. no pasa otra que no se concentre la niebla sobre el gran árbol. usaron de más industria e hicieron. que siendo esta isla por obra natural estéril de aguas y sin recurso para hallarla para uso humano. aunque sobra para todo. se dispusieron a cortar tea y a hacer cajas grandes y gruesas como para lagares. nadie osa cortar nada de él. que a nadie deja sin remedio. que lo ampliaron dando el Señor la industria. cómo no hay fuente ni manantial ni pozo. o casi SE. tiene la hoja estrecha y larga casi como de peral. aunque no en el color negro y verde oscuro que muestra. Viendo los españoles ser este lugar el único remedio para tener agua. sino que tiene más apariencia de til que de otro árbol alguno. poniendo debajo del árbol algunos de estos tanques de madera.136 Ya tengo dicho que esta isla es de unas tres leg-uas y media. por estar en una hondonada. que la llaman agua santa y al árbol también santo. parecida a la del castaño. que tan presto remedio fue servido dar para tal necesidad! El árbol en que el Señor puso este bien tan necesario algunos dicen que no se conoce de qué especie sea. Y éste. no lejos de ella. que '^ Una pipa son unos 480 litros. que están en la subida a la cumbre de la isla. aunque es muy verde y oscura. o qué especie sea. y se reparte entre todos. En fin. y [ 7 1 ] si el cerezo tuviese la hoja más larga y roma en la punta. donde el viento no llega duro. cavando la tierra. que está en una quebrada en una haza pequeña o valle sombrío. sitio y moradas que tiene. y si falta a alguna hora del día. hacia el S. donde los isleños habían hecho con palos y piedras. Es de esta manera.

pez. El pan que se da más en esta isla es cebada blanca muy buena de la que hacen gofio los isleños. . la más dulce. que no edificaron la villa allí junto. tienen plantado de viñas. Andrés. Esta fuente de este árbol está a más de un cuarto de legua de la Villa de S. ni es obra natural. sino que la mayor parte del tiempo se pone sobre él la niebla. sana y sabrosa que se ha visto. Los negocios de la tierra son lanas. pero éste no es así. De Machín y de la hija del rey Ossinisso diré más hablando de La Gomera. por no ser lugar dispuesto para esto. aunque sean los árboles atrayentes de la humedad. ni osaron edificar allí casas. hay muchos puercos que se crían en los helechales. no fuesen pausa de expeler aquel bien de la nube. también cargan navios de cebada para España y a veces para La Palma. hacen muchas chacinas de ganado menor. casi al E. Esto es lo que de esta isla pude saber en suma. que hacen mucha por ser la mayor parte pinares. y en seg-uida destila agua como todos ven y de que todos beben. sino cuando la sierra y cumbre acierta a nublarse toda. ni hacen labores por la misma razón. que puestas encima a manera de cobertura o manto destilan continuamente agua. mas hay otros muchos en el mismo valle arriba muy espesos y no atraen niebla así particular como éste. es cosa de admiración y para por ella alabar mucho al Señor.137 atrae las nubes y nieblas. quesos. y todos son ganaderos liberales y buenos cristianos. Lo más de otro valle del pueblo al mar hacia el NE. La villa tiene más de cien vecinos y en Santa Lucía comienzan a hacer otra población. pues es bien claro que no sucede esto al acaso. sino ya lejos en Santa Lucía y en Los Llanos.

llegfaron pronto en aquel mismo día a la parte N donde ahora llaman S. Y lleg-ados con sus tres naves. delante de todos iba un viejo de cabello blanco largo y adornado con sus tamarcos de pieles. y llegando a ** Nótese la contradicción: se supone a Machín y a Ayala descubriendo éstas islas al ir a indias. llamándose unos a otros y corriendo todos al mar. que se admiró con los tres Reyes de Oriente». pensando recorrer la costa con alguna barca para ver dónde desembarcar. José. antes de la fiesta de Navidad) y habiendo comenzado a andar a lo largo del mar por lo alto de la roca por la banda del E hacia el SE D.Cómo fue descubierta y tomada la isla llamada Gomera y de algunas cosas de ella [ 7 2 ] La isla llamada Gomera (en la que tocó Cristóbal Colón cuando en el año 1492 fue a descubrir las Indias Occidentales o Antillas) fue hallada y tomada después de la de El Hierro por Machín y Ayala. y en otra que iban a buscar. Pero no huyó. sino que acercóse a ellos. aumentando cada vez más. pero con los brazos unos sobre otros y cogidos entre sí como hacen los flamencos cuando van alegres de beber vino. sino que eran pastores de ganados cabrunos que veían andar por las rocas. como en efecto hicieron. aquí se hará una iglesia del Bienaventurado S. la supieron bien demarcar. José. aguardaron hasta el otro. José>. por ser ya tarde y el lugar dificultoso y áspero. llevándola siempre a la vista. los isleños gentiles que por allí pastaban sus ganados. . alterados al ver lo que nunca habían visto. Venida la mañana. seguidos por los isleños por tierra." creyendo que buscaban el puerto del poblado. y partiendo para ella. por lo que dijeron ambos capitanes: <Si Dios nos deja tomar esta isla. excepto en aquella pequeña punta de S. que se mostró redonda por todos los lados. y Colón tocando en La Gomera después que ellos. por lo [ 7 3 ] que entendieron los capitanes que no eran dados a pelear ni tenían con qué. vieron venir todavía más isleños. del cual poniéndose en lo alto de una punta. empezaron a juntarse. dijo el capitán Ayala a Juan Machín: «Aquel parece S. aunque no muy alto. los cuales al verla. Estuvieron los isleños mucho tiempo mirando las naves (era cerca de N* S* de la Esperanza. como los de El Hierro. José. después de ganada la isla. Aquel día se quedaron allí anclados." capitanes. sin palos ni piedras. Diego de Ayala y Juan Machín mandaron levar anclas y con tiempo favorable fueron bojeando la isla. estando en El Hierro en día de Santa Lucía.

de aquellos que descendieron al valle. muy altas. Y viéndose allí. que poco antes había sido conquistada. sin sentirlos los que estaban en la playa. si ya se usaban o bien iban con ballestas.139 aquella punta. mientras ellos están embebidos mirando a las [ 7 4 ] naves». sin árboles por aquel lado. y así verían si preferían la paz o la guerra. se movieron hacia la población que habían visto. que les convidaba a ir a él inmediatamente. un sitio tan delicioso y gracioso. descansaron aquel día. con lo que los gentiles se alborozaron. «¡Válgame N" S' de Guadalupe y toda la Corte Celestiall Ruégoos. que era raso. decidieron acometer a los isleños. Teniendo por bueno este consejo. lo pusieron por obra. que es día de N' S'. . aunque eran muchos. como lo habían recibido de los moros de Granada. Los capitanes acordaron aquella noche saltar por el puerto del Buen Paso. alcanzaron lo más alto de aquella si/bida. nombre que le quedó para siempre. mañana. hasta que descubrieron un buen puerto que tienen. Viéndolo. en la medida en que les era mandado coger de aquellos isleños tantos como pudiesen. y asi. por eso le quedó el nombre). aunque llana en la cima. desde donde vieron la población. donde ahora está la ermita de N° S* de la Esperanza. bajaron los españoles al del Buen Paso. y subiendo por una ladera muy pina. nombre puesto por los dos capitanes. Llegada la mañana del otro día. descendiendo por el valle abajo. sobre aquella punta». Habiendo comenzado al otro día muy de mañana los tambores y trompetas a dar su alborada desde las naves. Llegando al primer puerto (que desde entonces se llama de N* S" del Buen Paso. y no se sabe si llevaban algunos arcabuces. cualquiera de los dos apto para bajar a tierra. y cuando los sintieron ya estaban puestos en cobro. que es de alta roca. pero sin buscar modo de pelear. viéndolos. dijo D. pues luego hizo la iglesia de N" S' de Guadalupe en el mismo lugar de la isla. pues tal vez llevaran sus zurrones llenos de piedras para hacer daño. por ser alto sobre el valle. y él cumplió su promesa. no por ser bueno de pasar. saltaremos por él. por otra razón que luego se dirá. donde quedarían señores de los isleños. roguéis a Dios que esta nación numerosa se venga a nosotros en paz y nos reciban sin daño. Diego de Ayala. mientras los isleños estaban pasmados y embargados en oír y ver en el otro puerto. También a la isla la llamaron Gomera. Y llegados donde los capitanes estaban. y volviendo a donde estaban las naves. lleno de palmas. que dijeron: «Este otro es buen paso para rodear a éstos. sino porque vieron tantos isleños amontonados en él y quietos frente a las naves. Y así fue Dios servido de cumplir sus deseos. tocando sus tambores y trompetas. vieron aquel valle que comenzaba a la orilla del mar. anclaron y con las barcas fueron hacia la costa. los capitanes decidieron enviarles algunos de sus soldados cubiertos con sus escudos y rodelas. que yo os prometo hacer vuestra iglesia en este lugar donde ahora los veo juntos. cada español llevó el suyo por el brazo. por ver aquel valle lleno de palmas altas con sus frutos y dátiles. al son de los cuales se juntó tanta g-ente. y muchos almacigos y algunos dragos todos soltando goma de sí. pero no sé quién acierta. Hallaron otro puerto. que. para que sean buenos cristianos. y mandando echar el plomo hallaron que la costa era limpia. creyendo entenderlos. y si no era así les harían rendir por fuerza. para lo cual mandaron tocar los instrumentos de guerra. Otros la llaman Gomera. que ya estaban surtas. a la punta de Guadalupe. Machín se alegró con ellos. los gentiles se juntaron en mayor número y quietos se pusieron a mirar las naves que a la vela iban corriendo la costa con sus banderas y estandartes al viento. sin buscar más abajo hacia el S. Señora.

o por otra razón no sabida. de 9 leguas de circuito. y ofrecieron a los capitanes sus requesones. dátiles y palmitos. que después se llamó Clara. se mete todo en una caverna de la tierra que allí creó la Naturaleza. su padre. asi carne asada de la tierra como de lo que venia en las naves. pero tú no serás rey. Y no sé de esto más sino que los españoles ganaron la isla de La Gomera aquel [ 7 5 ] día de N ' S^ y los isleños se vinieron a ellos con danzas a su modo. el cual tenía una hija llamada Aremoga. tuvo. Y luego su padre y ella vinieron. a la manera de parihuelas.140 pues cuidaba que su lenguaje era el que con la hija de Ossinisso había aprendido. dijo a su padre: «Dios quiere ser con nosotros. Llegados el Gran Rey y su hija Aremoga. y no se ve más. que otros dicen 12. avisados de todos los otros reyes. que es mucho mayor que la de El Hierro. que son los cogollos de las palmas para comer tiernos y gustosos. vayamos a verlos para que te honren. se fueron. la cual D" Clara fue después mujer insigne. y aun porque traían algunos isleños de El Hierro a este fin de hacer de intérpretes o lenguas. porque son hijos de Dios». como en andas. habiendo vuelto a España se casó can ella por mor de la gran amistad que con Ossinisso (u Ossinissa). así en hermosura como en virtud y prudencia. comieron y bebieron como veían hacer a los españoles. él con las manos tendidas y la hija con traje muy honesto y rostro alegre. que tenían cuatro brazos a cada lado y la llevaban a hombros ocho isleños. y aun dicen que el Ayala que en la isla de El Hierro quedó. sino que sólo por signos se vino a dar a entendar y a entenderlos. que es lo mismo que mujer sabia. hacia D. admirados de su presencia y atavíos y son de trompetas y minístrales. que es del N al SE. y habiendo llegado ya los otros cuatro reyes. puestos en tierra y salidos de su manera de andas. se sirvió de comer. y que el padre la vio casada con él antes de su muerte. acaso se corrompió el vocablo. que los rodeaban. pero no se entendieron unos con otros sino por el modo y gestos que se hacían. aunque para esto debían decir Armilha. Más allá de media isla. y puedes darles obediencia. por eso la llamaron Armigua. por lo cual en breve tiempo vinieron a entenderse y consentir que los bautizasen. carnes. y no dejaban de hacer cualquier cosa que viesen ser agradable a los españoles. porque un gran arroyo de buen agua que viene de más arriba por un gran espacio. porque en día de Santa Clara la hicieron cristiana. que era lugar de agua. con todos los suyos. y los capitanes le pusieron Armigua. y en cuanto al comer y vestir todo era uno. toda redonda. y les recibieron muy bien y festejaron [ 7 6 ] con música de muchos instrumentos y estruendo de tambores y trompetas. tomando de E a O. a lo que se avinieron el rey y su hija con muestras de gran obediencia. en el lugar donde ahora están los molinos. a ver a los capitanes y naves. que ya les estaban esperando. con esta pompa llegaron donde ahora se llama Armigua. Esta dicen que cuando supo que otras gentes habían entrado en la isla. que había cinco en la isla. que en su lengua vale Gomera o Gomeiroga. tienen un valle llamado del Gran Rey. Después de comer los capitanes. como diciendo «Manilha> ('tubo de barro para conducción de aguas'). Y mandando extender manteles y tapetes para que se sentasen en aquel alegre prado. Diego de Ayala y Machín. y de San José a Santiago. Las andas en que venía cada yno eran unos palos tejidos con palmas. Nada entendió Machín de la lengua de éstos. tomaron entre sí al Gran . que en su lengua se llama Angira. llamada Nasci. y daban las noticias unos a otros por toda la isla. que de industria los capitanes habían ordenado para atraerlos mejor y con más voluntad a la educación cristiana.

). si para esto fuese. que pudiera hacer ricos a todos los de la isla. en lo que les dejaron diestros y cristianos en cinco o seis meses que allí estuvieron. y a otras personas. págs 149 y s. y con cuatro o cinco iglesias hechas y todo lo necesario para celebrar en ellas. y casi por fuerza lo tomó. 1959. en San Sebastián de La Gomera. Alfonso de Ayala. fundador de la mas tarde llamada Torre del Conde. Dicen que vivió muchos años y fue muy prudente. señor de Canarias por su esposa D» Inés Peraza. descubrióse a quien lo dijo al conde D. Parece que conoció mal lo que era. la mejor que va a Flandes. el cual. que de pobre hidalgo lo hizo conde. Alfonso. Si el supuesto D. Fernando. conquistador y compañero de Machín. Y el isleño le descubrió que todavía tenía un saco lleno en' su casa. primer ocupante castellano de la Isla. donde un isleño halló una vez un tan grande [ 7 7 ] montón de ámbar. J . de buena condidión y agradable al rey D. hermano de D. aunque no tenga agua. Todo esto se supo por D. La Palma al N.*" Cuando el conde lo tuvo en mano. que era de mejor entendimiento que los cuatro. un cuarto de alqueire. separado casi una legua del puerto. y El Hierro al N O . Régulo. aun creyendo que era cosa buena. Diego de Ayala. que llevaría yendo con él a España. con lo cual los capitanes se hicieron amar y obedecer de ellos y les fueron enseñando a entender la lengua española. sino hijos de Guillen P e r a z a d e Ayala. La costa es toda de una roca rojiza. ni pariente alguno de este nombre. en cuanto lo supo. pelada y desprovista de árboles por el N N O y el E NE. medida antigua. y de puerto a puerto. y a la hija. Fernando. ademas de su sentido general. trató de contentar al isleño con halagos y alguna cosa que le dio. hacia 1430 (Cfr. 5. padre de D Inés. como dije. que ahora es conde de La Gomera y de El Hierro. que fue primero capitán. con tal que se callase y que nadie lo supiese. Serra debe traducirse. en toda la costa se coge orchilla como en El Hierro.^'' Esta isla y la de El Hierro fueron ganadas sin muerte ni daño de nadie. Diego de Ayala. y ninguno puso duda en vestirse y calzarse. que dicen que era más de un gran cuarto. Así entiende el Sr. . de tierra a tierra. distan una de otra 9 leguas. quedan Tenerife a E NE. <" un gran cuarto.141 Rey. de tierra a tierra. e hicieron que se vistiesen de ricos vestidos. en estas partes se da mucho pan. editor. pero ambos no eran biznietos. biznieto del primer conde de esta isla. fue con gente de su casa a donde había escondido el ámbar el 'sieño medio portugués. ha de identificarse con una persona histórica. y lo obtuvo el go. diciéndole que si aquello fuese cosa buena. Alfonso no existió. su padre. Pestaña prefiera suplir «una cuarta parte del hallazgo». si no es una fuente en S. «Cuarto» signihco en portugués. y este su biznieto D.gs. que ahora es conde. La Gomera de La Palma otras 9. III. del que ahora digo que la descubrió con Juan Machín. Nobiliario de C a n a n a s . que fue el tercer conde de esta isla. padre del que ahora es. 11. existió también. el Sr. le haría hombre. Un conde D. diciéndole que era suyo. primer conde de La Gomera. José y un gran arenal a la entrada de la punta. De Tenerife. El bisabuelo fue Diego de Herrera. es redonda y alta. que a tal efecto mandaron traer de las naves a este lugar. Fernando de Ayala. tiene que ser con el tatarabuelo de aquellos hermanos. pero 12 de puerto a puerto. Fernand Peraza el el Viejo. casó en La Palma y contó esto que de su bisabuelo había oído y leído al conde D.

que no hay de un mar a otro más ancho que una calle. muy alta con su cumbre del Pico del Teide. de ellos algunos bastardos. y la otra mitad va haciendo cabeza y ensanchándose más que una buena plaza redonda. su gobernador. como en La Gomera se cuenta. por cualquier parte. De la punta de S. al S. Belchior y Almenara. porque hay muchos hombres que tienen cada uno 50 o 60 asnos. hay 2 l e ^ a s . gran artífice de cosas de hierro que. fue a dar con él y le requirió que le pagase. y por esto satisfizo el conde al pobre isleño. tiene una buena villa. Entre el puerto de Buen Paso y el Grande. aunque pequeño. que tiene la boca al SE y es uno de los mejores que hay en todas las islas. que se va torciendo hacia el lado izquierdo. dejando al isleño. por ser roca acantilada. donde con dificultad se puede llegar a tierra. El puerto del Buen Paso. rodeadas de grandes viñas. no hay pues viento que le haga daño. José. 5 leguas. rica y poblada de noble gente. debajo de la cual es tan delgado a la mitad. y la Punta de Chasna muy baja. ese nombre lo tiene por D. y asi no le volvieron a hablar de ello. pues de la cumbre hasta ella se va muy cuesta abajo. más de 2 Vá leguas. bien situada. y allá se aprovechó del ámbar. pero no hay otro. Cuando supo esto el isleño. 8 Vi leguas. Diego de Ayala. le darían 50 asnos. de diámetro. y EO con la punta de Anaga en Tenerife. si no es N y NO. se hizo puerto para tener abrigo en él las naves con tiempo S y SE. Con todo se fue a España. en toda la banda N. pues de lo contrario se lo haría saber al Emperador. Yendo por el N. que vendió por millares de cruzados. tanto como un tiro de arcabuz. que declararía ser de azúcar. De modo que. desde el lugar donde está la iglesia de N* S* del Buen Paso. pero está abrigado de estos vientos por una larga y ancha punta. diciendo que aparte de los bueyes y hacienda de raíz y dinero. pues era amisto de la corte y tenía muchos hijos. robado fue o parar allí. así este puerto queda abrigado por el trecho . ni NO.José hay la fuente que dije y una apariencia de puerto. costa donde tampoco hay camino. lanas y chacinas. Al O hay unos pequeños islotes de peñas. hay más de 1 legua. con los que pagó garandes deudas que tenía en la isla. que es toda la boca del valle. que fundó allí la ermita de este Apóstol con piedra blanca que allí había labrada por oficiales que hizo venir de [78J España para las fortificaciones de la isla. Junto a esta punta de S. tiene en círculo 1 1 % leguas.142 conde so color de ir todo en una pipa. si es así. vino. que sale de tierra como un espigón dentro del mar. seríamos 51». Y mandó plantar aquel valle de árboles de espino y de otras clases de frutas. José está derecho NS con la Breña de la ciudad de la isla de La Palma. tiene más bestias asnales esta isla sola que todas las otras. Es muy fructífera esta isla de La Gomera. pues como tiene la boca hacia el NE y a esta parte está la isla de Tenerife. grande. apartados de la isla mar adentro. y otras 4 % hasta el puerto de Santiago. que se contentó con lo que le dio. y de ahí a la de S. del puerto del Buen Paso al de Guadalupe. a lo que respondió: <Si yo tal hiciese. propusieron el conde D. con lo que queda dicho puerto seguro de todos los vientos. ni hacia Adeje. un casamiento. y este puerto de S. azúcar. Hay grandes calmas entre estas dos islas para todos los vientos. ni aun un desembarcadero. contando toda la costa con sus puntas y forma de la isla. José a la de Arure. aunque tiene entrada E NE. quesos. tiene 9 solamente. que está en medio de la isla. Aunque es pequeña produce mucho pan. del puerto de la villa dista casi dos leguas. que allí se dan muchas y buenas. y SO parece que hay fuentes y árboles verdes. A un Gaspar Borges. y sin estas sinuosidades. 3 % .

En la plaza hay tres palmas casi tan altas como la torre de Sevilla. de la Asunción. de ahí abajo todo es valle llano y espacioso. cesado el ímpetu del barranco. entre estos dos puertos. aun siendo copioso. pero no osó ni pudo entrar: tan bien supieron valerse y animarse los moradores. y más hacia la Villa. Esta boca va haciendo una vuelta hacia el N. Pedro ad Vincula. pero no dan dátiles. hacia el mar en torno. aparte de este pozo. la cual dio al conde y a la condesa un gran señor que iba de virrey a las Indias. excusan el servicio de fuera. que se llama Sierra del Camello. la de N*. después de saquear La Palma. que va subiendo más y más hasta juntarse con la del Camello.143 de tierra que entra en el mar. como un muro redondo. en una de las cuales. de pincel. y son de agua dulce y gustosísima. S". según dicen. a la parte del monasterio de S. También a la parte de N* S° de [ 7 9 ] Guadalupe tiene otro saliente muy g-rande hacia el mar. la de S. El puerto Grande entra por la tierra en la boca de aquel valle donde hoy está la Villa. donde está la Villa casi en redondo. que los vecinos hacen en sus casas cavando solamente hasta dos brazas. de media legua. todo de roquedo que corta las amarras. que casi todos tienen uno en su casa. en medio del arenal. tanto como tiene de largo el espigón que está entre los dos puertos y va hacia el N hasta un fuerte que se hizo después que Pie de Palo estuvo alli y acometió esta isla. por los grandes presentes que de ellos había recibido. siendo pedida. Francisco. ancló en el puerto de esta Villa. S". Francisco. que abriga un puerto y otro al N. que cansa la vista de mirar su altura. a la Iglesia. como luego diré.. Cuando Pie de Palo llegó a esta isla de La Gomera. de los Remedios. no es lo mismo dátil que támara. cesó también el agua en la [ 8 0 ] Villa y todo volvió a su lugar como antes. la de Zamora. víspera de S. que bajó por el mismo cauce hace pocos años. que parece penetrar e inflamar de devoción el corazón de quien la ve. con esta agua de los pozos. se acogiearn a las laderas altas del valle y. reventó en la Villa. víspera de S. hay más de cien en la Villa. afirman todos que es del arroyo de los molinos de Armiga. más hacia la plaza hay un pozo que es el único de agua salobre que hay en toda la isla. y hacia la sierra va subiendo hasta la cima de ella. Hay otras tres palmas en la huerta del hospital. Con ocasión de una gran crecida de agua de Armiga. que dije se metía por una cueva en la tierra y no se ve más. otras palmas hay en la Villa y en el monasterio de S. que dan támaras. hay una hermosa. pero nunca en él se perdió navio. La iglesia principal tiene siete pilares a cada lado y es de la advocación de N*. como media rodela. que. donde es grueso y ancho es también muy alto. Frente al puerto. está una torre de cantería con sus tiros. Francisco y la que va de casa del conde. luego vuelve a dar vuelta al N y se une arriba del valle con otra Sierra del Buen Paso. S". por tener en lo alto un gran árbol con una corcova que parece de camello para quien la ve desde la Villa y de otras partes. Sebastián. está una laguna de agua dulce. aunque se dice que quedó abierta la boca del agua que reventó por abajo de la ermita de S. año 1553. que será dos tiros de arcabuz. poniendo . del cual se proveen los navegantes. isleños y no isleños. Pedro ad Vincula. tenfiendo los vecinos ser arrastrados. yerno del conde y cuñado del que es ahora. que es el solo daño que tiene. que se reparte en cuatro calles: la de Perotomé. y al NO va en cuadra tanto como el valle tiene de ancho. por {uera de la plaza. que no se la pudo negar. donde hay ranas como en España. La isla por el S o SE hace otra gran salida. hay cinco termitas. anegándola toda. grave y devotísima imagen de N".

yendo a las Indias de Castilla. donde hay un ingenio de azúcar de los Zamoras. sino otro a poniente de la isla. otra en otro espigón allí cerca. y por la mañana les dieron rescate. es un lugar a casi una legua de la Villa. por lo que se llama Valle del Gran Rey. temerosos que viniesen los de dentro de la tierra a hacerles daño. fue entrada la isla de noche por mala vigilancia. recogió en unas bateas. y el conde y la condesa. como es costumbre. pepitas de oro que valieron 3 cruzados. al pasar por esta isla. pareciéndoles ser gran número de gente y ser imposible poder entrar a tierra. a modo de turcos. a la noche siguiente.*' es muy fresco con fresco arroyo de buena agua. que les tenían bien preparadas las mesas y los regalos. Armiga. y los franceses. (Armiga). habido el cual se fueron sin aguardar más en el puerto. como era buen apartador. Y de esta manera quedó la tierra libre y pasaron más de 24 años antes que franceses volviesen a ella. *' Naturalmente. yerno del conde. es también tierra cultivada. nombre isleño que quiere decir tierra fresca. según tienen sus haciendas. de que ya hablé. que entonces era difícil de defender por no tener fortaleza como ahora. en septiembre. con tambores y banderas y palos por lanzas y arcabuces. salvo los que están en los ingios de azúcar. . que no hay 70 moradores. donde pudieran meterse cuando disparase la artillería. porque legua y media que *' La Torre del Conde. todos labradores en casas alejadas unas de otras. que como decimos antes. que se defendía mejor que los de La Palma. Tiene tierra de pan como Arure. haciendo por la noche trincheras y hoyos en la arena. y así.*' De Armiga a Benchehigua. se mostró una compañía en el Camello. no de cobre. no es útil ante el uso eficaz de la artillería. que pareciese ser gente que venia de dentro de la tierra a defender la entrada del puerto. y los más que tienen haciendas allí viven en la Villa. mandaron alzar anclas y velas. escaparon solos y casi sin vestidos. en los arroyos de las Islas Canarias. ya existia. por misericordia [ 8 1 ] de Dios. unos de otros informados de la buena gente que había. que cae al N. hoy por lo menos. Pero después. que lo hizo todo el dia siguiente. donde estuvo la corte del Gran Rey. Y viendo los gomeros que el enemigo se disponía a acometerlos. habrá seis o siete años. sino de madera. que se situasen en las alturas que rodean el valle. y Chepude tierra de palmas. fuera de la Villa. que son 3. diciéndoles que bajasen a tierra y no huyesen.144 sus ocho naves separadas unas de otras. este nombre no es del Valle de Hermigua. que en el año 55. enviaron todas las mujeres y niños y todas las personas inútiles para la pelea. antes de salir el sol. oyendo los gritos y desafios de los gomeros. jamás ha habido pepitas de oro. a fin de que lo cogiesen todo e hiciesen daño en todo el poblado. Lorenzo Florentin. en que se hallan pepitas de oro. donde están los molinos. y al S está Chepude con el ingenio de azúcar de Prieto Melián. con este ardid. un maestre. otra en el camino de Armiga. los cuales son tan pocos. cautivaron a los que pudieron coger y saquearon cuánto hallaron aquella noche. y tiene muchos pastos. tiene hasta 12 vecinos. pues todos acudieron a la playa y a Buen Paso. y cuando Pie de Palo y las gentes de las naves los vieron. que los llamaban nombres feos e injuriosos. Arure en lengua isleña quiere decir casa del rey. hay cerca de media legua. '8 Es sabido que.*' Pero los gomeros supieron más que él.

que apenas se puede andar por dentro. cosa que no tiene ninguna de los otras islas. de aquella forma y redondos. y los llevó a Chepude y mataron tres ciervos. flor del Valle del Vállete. con dos hijos suyos y otros muchos hidalgos. Los dátiles son como aceitunas negras. pasando una pequeña sierra sin árboles altos. De Benchehigua. Chepude y Arure habrá casi dos leguas hasta la Villa. dándoles un machetazo en medio del tronco. otro provecho de estas palmas datileras es que. color y aspecto de confites. pero no son agudos en la punta. Se multiplicaron de dos pares que mandó traer de España el conde D. siendo conde D. no se sacaron dos cruzados de oro. fue a esta caza el marqués de Cañete. Alfonso un saco. Ana Sánchez. hacia el N NE. y muchos. El año 1555. Cantan los isleños de La Gomera una endecha que dice asi: Ana Sánchez. y se hizo casi lo mismo de costes.145 puede haber de Benchehigua a Chepude todo son palmares que dan dátiles. hay abundancia de venados. de la que se hicieron ensayos en Sevilla. que hace una vuelta hacia el N y se junta con otra que va por detrás de Arure. donde nace el agua de Armiga. Arure está a media legua de Benchehigua. sino beberlo. mandó el conde D. sino palmitos. que también es mineral y de aquellas piedras menudas de tamaño. en donde aparece a la parte del N una quebrada de arena de color dorado. mas más saludad tengo de verte. que se bebe bien. a su pie comienza el Valle del Gran Rey. con matojos bajos y verdes. viendo que este lugar era dispuesto para criarlos. de la cual. Belchior. muy grandes. que procede de la sierra como mineral y llena todo aquel Valle de Gran Rey. que no son de las que dan támaras. flor del Valle del Gran Rey. destilan por él un licor del que usan como vino. muy gustosos. Atravesada esta baja sierra llena de palmas y otros árboles. yendo por bajo de Armiga. por ser tan espeso el palmar. como en Gran Canaria El Confital. Para aprovecharlo mejor ponen una canal desde la herida de la palma hasta la boca de cualquier vasija que quieren llenar. y pasando una cresta. que con gran fiesta y a son de instrumentos llevaron a la Villa. por consejo de algunos que por ahí pasaban camino de las Indias.^" 5" Es seguro que estos versos están más o menos estropeados en el texto. abiertos y atravesados en acémilas. al Perú. de allí a los acantilados de la costa hay más de media legua. de las cuales hay muchas a la parte del N. tan agradable al gusto. se extienden hacia el S casi hasta e! valle de Santiago. Ciertas oscuridades de sentido pueden responder a palabras castellanas calca- . en las que se halla mucha orchilla. se muestran grandes penas. que es tierra descubierta. a principios de noviembre. por ser débil la influencia que dio en aquella arena. hay viñas que dan buenos mostos. con dos jabalíes del monte. flor del Valle del Gran Rey. que dicen es la mejor del mundo. deseo tengo de cogerte. A Arure fueron a [ 8 2 ] caza de perdices. que había entrado aquel año en la tierra. con los que se engañan muchos. de color leonado. De Benchehigua. Alfonso de Ayala para su recreo. y así sacado no hace falta otra preparación. En esta parte la tierra se muestra más llana que en el resto del país. que iba de virrey a las Indias. y hay tabernas de él. Los otros palmares de Chepude.

hacia O y N hay palmares de palmitos y algunos pinos. en la corte de la Reina Isabel. y asi fue. Dicen que Pablo Jaymes. Dicen que siendo esta doncella muy hermosa. madre de Dios. en tanta abundancia en todos los 18 días que estuvo surta la flota. Ni en Sevilla se pudiera hallar tanto y a precios tan corrientes. lechones. cidras y majuelos de espino en todo aquel lugar hacia el mar. luego que se volvió cristiana. y su padre D. rico vecino de la Villa. las gallinas. peso de unos 460 gramos. Volviendo al Valle del Gran Rey. como se pagaba antes. En octubre de 1SS4. a tres reales. las piedras por pan y la tierra por fruta. ^' Arrate. quesos. Es tan rica en mantenimientos. que no se sabe de isla tan pequeña semejante a esta de La Gomera. pero saludad es error por soledad. leche. cabritos. de que viven muchos ganaderos. Tiene también tierras de pan y de pastos. que se pueden regar con dos fuentes que tiene. Lucas. estuvo 18 dias surta en el puerto de la Villa de La Gomera. la cual. y todo es fructífero. pues un buen castrado no costaba más de dos o tres reales. Pienso yo que si a los que están en el infierno fuera dado venir al mundo. hizo un ingenio de azúcar entre Benchehigua y este valle del Gran Rey.llamada Aregoma o Aremoga.146 Y repitiéndola muchas veces con gran sentimiento. los conejos son tantos. una a cada lado. Sancho. Asi que los isleños cantan la dicha endecha o triste cantar soledoso. las cuales se muelen en un ingenio que hay. y lo mismo parece que harían si pudiesen vender el agua por vino. Hay ciervos y perdices. vino. que das sobre expresiones indígenas. y que. y todos los mantenimientos a los mismos precios que en la tierra tenían se vendían sin subir. de lo que ella tomó el Sánchez por apellido. vendiendo gato por liebre. que era de 60 naves y 5 galeones de armada. llegó a ella la flota de España. que llevaba Pedro Meléndez. nunca quiso casarse. lo que bien se ve en esto que contaré. nó faltó también en aquellos 18 dias a los españoles en aquella fértil isla de 12 leguas de tierra azúcar y conservas en tanta abundancia. víspera de S. carne. que ni en las calles ni en las plazas ni en el puerto cabían. serian buenos testimonios de esta verdad. Pero volviendo a lo que iba diciendo. y se extiende a lo largo hasta el mar más de media hacia el S. dicen que la cantan por la hija del Gran Rey. los quesos a cuatro y cinco reales. del cual valle hasta el fin o cabo de la isla habrá 1 Vá leguas. que corresponde al idiotismo portugués saudade. a dos reis. informada de que Santa Ana fue madre de la Virgen. hay también granados. y no como en otras partes donde se abusa [ 8 4 ] mucho con los forasteros. caza. de figura más bien oval que redonda. aves. entonces indudablemente equivalente al castellano soledad. que todo sobraba y nada faltaba. el arrate de p a n " a 12 reii. con lo que se cierra la cuenta de las 12 millas que tiene esta isla de largo y 4 de ancho. que todo estaba lleno. q u i l o s matan a palos. da cañas de azúcar. que proceden de su fertilidad. y siendo tanta la gente española que cada día bajaba a tierra. Dista tres leguas y media de la Villa. con [ 8 3 ] añoranza de ella. como se venden de continuo. porque el tiempo no era oportuno para el viaje. murió santamente. diré que es ancho un cuarto de legua. no sé si contra caridad. frutas y cualquier refresco. dijo que se llamaría Ana. sin humanidad. y también se hallan jabalíes. . los huevos. no les faltó pan. que prefirió ir a morir en España para ver de dónde salieron los hombres hijos de Dios que fueron causa de tanto bien para ella.

La isla de Gran Canaria y la de Tenerife y la de La Palma son de Su Majestad V en su nombre se ejerce la justicia. En todas hay mucho pescado. las candelas. burgados. También hay en la costa de esta isla Gomera mucho y buen marisco. también hacen pan y la cuecen con leche. por su esterilidad. como tienen todas las Islas Canarias. y cangrejos de dos clases. molida. pavos. Tenerife. aunque en todo lo demás son casi semejantes. que nutre.147 llevaron la miel de abejas. . así como tiene ganados. cera. que por otro nombre se llama raíz de abrótano. Fuerteventura y El Hierro. de lo cual el virrey con sus hijos y los hidalgos que con él iban quedaron muy satisfechos. patos. hasta de gamones o gamonilla. la cebada con los molinos que hacen gofio. La isla de Lanzarote y Fuerteventura del conde D. sebo y cera. ella y La Palma solas tienen batatas muy excelentes y buenas. no dan azúcar ni entran con éstas en la fertilidad. pero Lanzarote. lanas miel. amasada aquella harina de cebada con miel y aceite. que no hay en ninguna de las otras. Esto es lo que hay en las cuatro islas. Diego de Ayala. y las islas de La-Gomera y de El Hierro dicen que son del conde D. En La Gomera hay caracoles. Agustín de Herrera. y carneros. no haciendo otra cosa de continuo. muy alegre y contento con todos los suyos. de la cual. almejas y clacas. quesos. hasta que partió para las Indias el virrey. La Palma y esta de La Gomera. que ahora es Marqués de Lanzarote y Señor de Fuerteventura. limpia y engorda y da mucha fuerza y ligereza. y asi llevaron cantidad. como son los que llaman moros y judíos. legumbres. sin subir ninguna cosa a mayores valías. azúcar y conservas de todas las cosas que se pueden hacer. a 3 de noviembre de dicho año. por ser manjar tan sano. sino embarcar y gastar. Gran Canaria. aparte del que les viene de las flotas de pesca que frecuentan mucho las islas. y conserva de la del helécho que llaman helécho macho.

GLOSSARIO .

francés i. locufio adverbial loe. substantivo suf. verbo intransitivo vid.3. vide (veja-se) V. gent.o das linhas (Por exemplo: 4. nome g^entilico p .. ) separa a indica(S. verbo transitivo Importante: Na transcrifáo dos passos de Frutuoso e no índice. V. preposifio q. e. sob a palavra) V. A vírgula ( . linha 9). . i. queira ver subs. o ponto e virgula ( . r. id est (isto é) lat.9. participio presente pref. sub voce (na palavra. adverbio cast. prefixo prep. prep. adjectivo adv. p . tanto as páginas como as linhas sao indicadas por algarismos árabes. página 8. pr . t. cataláo cfr. 1 idv.EXPLICAgÁO DAS SIGLAS USADAS: adj. linhas 3 e 5. confronte fr. latim loe.S. deverá ler-se: página 4. castelhano cat. locufáo prepositiva n. 8. ) separa a indicafáo da página da ¡ndica(áo da linha. verbo reflexo V. V. participio passado p. sufixo S.

14. Assenta na primitiva forma do substantivo: condigó.) «estáo aqui dois engenhos de adúcar dos Pontes. A forma popular é: acartar. .: Werfor. .) «e é desta maneira. a b a s t a r (v.& b a r r e i r a (loe. Ganha aquele que as derrubar a todas.) «que nem El-Rei de Portugal. adv. além de. nove mil arrobas» 27. a excepfSo de. .10. documenta-o do século XV: «tomoulhe a darga e a azagaya». Se nao há ensfano. O significado favorável ou desfavorável provém do adverbio.s e (v.: safra.) «e foi mui prudente e benl acondifoado» 76.32. no seu Dicionário etimológico.: em direito. Assenta em carro. adv. que moem cada ano nos seis meses da ajafra oito. . Vid. . t. que se encontra no nome dum entretém popular: jogo da barra. Também se usa a preposifio simples: fora: «tudo está bem. Frutuoso alude a isso. nem o Infante D. postos a uma distancia combinada. que explicara: afora. mal acondifoado. como á barreira» 30.) «e acarretar as canas e lenha» 45.25.) e a c o l h e r .19. A» . . no seu Dicionário.s.20. Vid.) *mas nao abastou o que disseram» 35. 43. «por ter dantes muitos agacencios. versos 187/188. Temos as duas preposisóes a e fora.31.11. constituido por urna fila horizontal de layes de altura de mais de palmo.17. prep. 52. atiram com urna pedra. Em Gil Vicente: (a/ra «na «afra do apanhar / m e deu saturno quebranto» Inferno. de conditióne-. a d a r g a (subs. 70. f^Qg^fft^^ /g„t. 37. fora o que te diz respeito».8/9.16. e prep. Vid.) «passavam as adargas e escudos» 9.39.8. «trazem nesta Ilha e ñas mais tudo tanto a direito» 25. Tem por base: barra. a c a r r e t a r (v.22/23. t. *accóllígére a c o n d i c o a d o (adi.) losna» 48. Cándido de Figueiredo abona com um passo H C m'Io Gástelo Branco. Henrique as quiseram largar até chegarem a direito diante do Papa» 4.) «que póem sobre um pau fincado no chao de altura de sete ou oito palmos.12. r. que se Ihe junte: bem acondifoado. ^ a v a c d n c l o (subs. a fora o que outras informa. José Pedro Machado.oes» 69.) «cuja igreja paroquial é de advocacáo de Nossa Senho55.: losna.26. a f o r a (loe. adv. a c o l h e r (v. Do árabe ad-darghá. Do latim forá. Mais vulg'ar é: bastar. a d v o c a ^ f t o (subs. Vid. A forma a(afra apresenta o a prostésico. um de cada vez. Do lat. as quais os jogadores. que cá chamamos .) «fugindo ao longo do mar se acolheu em um barco» 17. a d e g a s (lógeas e -) a d l r e i t o (loe. t.

pr. Estes tres verbos assentam no latim leve-: alevantar. Opina José Pedro Machado (Di- . como há muitos na Ilha de Tenarife.2.36. plumo e prumo (documentado por José Pedro Machado. a l a r i d a (subs. do citado substantivo áncora.33. levar áncoras «mandaram levar áncoras» 73.35. de dejicére.: grado. com a prostésico. que dá almécega.36. Substantivagáo do p. achando ser aquela costa limpa.28. Eduardo Pereira. de José Pedro Machado: al-hurr.) «Dizem que (urna áryore grande.34.152 a g u a d a (subs. do lat. etc.) Vid. elevassem áncoras» 67. .7. que há nesta Ilha de Sao Miguel.. Elevar de elevare e levar de levare. á maneira de moradas.) 59.: almástico.) «embarcada sua aguacla> 40. topónimo. ad e aquari. que faz todo aquele sitio a modo de fundo vale» 23. Deitar é o lat.: homens de cávalo.27. o almástico tem o parecer e rijeza e cortar do pao branco. e ainda mais forte e rijo» 8. a l t o (em . 45. Repare-se na metátese que se deu em Argal. Do árabe: al-gar.33. no século XV: langaram o prumo e acharam quorenta e cinqo bragas). em que os gauches naturais da térra moravam» «e nos pináculos mais altos há muitas covas e algares.) <e ficaram nestas rochas e grotas grandes algares ou covas. E de notar a diferen^a de número: áncora e áncoras. recordemo-nos de que Frutuoso também usa desta forma: deitar o prumo: <E mandando deitar o prumo. Até certo ponto.29.16/17. do Pe. ancoraran» 73. Palavra de origem árabe. A palavra áncora é o lat. A forma alevantar.) Palavra indígena das Canarias. de levare. 50. pág. . ancora-. sem a preocupaíáo de particularizar este ou aquele elemento. 75.) Do árabe: al-'arD. o portugués foi buscar: chumbo. no seu Dicionário etimológico. e levantar ainda hoje alternam na linguagem do povo. a l a r d o (subs. Ao latim plamhu-. Vid. a l m á s t l c o (subs. p.) 8. do verbo aguar. 564: alforra (Pseudococcus) um do tipo citri e outro do tipo adonidum. elevar áncoras: «al^assem as velas.36.: alardo. através dó supino: dejectum.1.: levante-.34. Daqui se ve que as duas acíoes sao distintas: í/eííar o prumo é sondar o relevo do fundo do mar. onde faziam suas sepulturas» «O engenho de Argal.: dejectare. José Pedro Machado data do século XVI: «pranto popular em gritos c alarida>. Parece pertencer á mesma familia: alarida.24. conforme o Dicionário etimológico.: páu branca.) 32.15.7.) <e com grande alarida» 66. Vid. Para expressar a manobra contraria {preparativos de escolha da meIhor posigao do navio e paragem deste). Vid. a l g a r (subs.8. que existe na Ilha do Ferro) se quer parecer com o almástico. em roda) a mal de seu grado ftmbar (subs. de par com o verbo ancorar. no seu Dicionário. Do árabe:'anfiar. a través do p. que se chamou assim por um algar ou cova grande. a frase/azer-se ó i»e/a pode corresponder á mesma ideia. a l m é c e g a (subs. a l e v a n t a r P a c o r a S i o tres as expressoes sinónimas (encontradas sem preocupa^áo de busca exaustiva) as usadas por Frutuoso para se referirá manobra do navio que levanta ferro (esta é popularissima): alevantar áncora «querendo já os franceses alevantar áncora> 39. a l f o r r a (subs. a altura da agua. fazerprovisáo de agua. mas nao o é.: rancho. que aparece na terceira abonagio de Frutuoso. Das Ilhas de Zargo. Parece ter um sentido geral de abastecimento. Vid. a l c a t r S o (subst. Do árabe aZ-^aTran. de *levantare. a i f a r a g a (subs. de levantar.15: Viá. que. 50.4.

Variantes sao: ambre.: ámbar. veio o portugués perceber. v. material. 1 0 1 / i m n /I a r r e c e a r (v. 1961.37.1. donde o significado de: prepararse para. onde aparece o artigo al. como se vé. junto. O castelhano arreo.6.37. adv. Do latim appelítare.: a modo.) «que a come se embebeda de maneira que estao a par da morte» 55 22. ser objecto de aborrecimento (também in odio habere.: odio.32. 68.33.1. Do latim pare-. «em latim houve um verbo inodíáre. Sinónimas de a par. s. igual. semelhante.) «mas que arreceavam usassem» 12. a n e r c e b e r (v. prep. Regista-o Abel MarC Ideira em Fulares da Ilha. os dois passaram a par. ao pé. a n a r d e (loe. adv. do lat. t. verbo recear. o cataláo arreu sSo da mesma familia. a m o d o d e (loe.4. aborrecer). Aperceber é da mesma origem. completamente: abriu a janela de p l r em par. do verbo citado. Deverá escrever-se: arreio. a r r e o (adv. anojar terá um sentido moral. com a prostesn-u. O povo ainda hoje diz: vou-me aqueixar de si. RccBur.: ámbar. apossar-se de.. em par.: percípére. devagar.: Cándido de Figueiredo.: modo) regista a loe. ao lado. t. alevantar áncora. v. prep. a p o n t o d e (loe. Do lat. pelo contrario.s e (v. s.) «oito fustas bem apercebidas e armadas» 15. ao mesmo tempo: passou a par ele. Aqui.). .21. encontra-se em varias locugóes: a par (sinónima da deste verbete). com jeito.) «onde um islenho achou urna vez um táo grande monte de ainbre> 77. Arrecear e o I «™ n nrnstésico. ftncora (alevantar -) a n c o r a r Vid. a a u e i x a r . s.) «é a modo de urna ferradura» 56.30.) <E por a amiga vir do mar enioada> 2. Dicionário. mas o' prefixo a (de ad) indica uma finalidade.) «Desta continua^io déste Conde se vieram apelidar e avisar os xilmeiros'» 15. muito do gosto popular.27. 40.20. a m i s a (subs. Para o mesmo filólogo. ao/acto de: estar ao par de. Joáo» 4. ambra e alámbar. de par em par. ao lado um do outro. O seu significado de amante é popular ainda boje. Convém reparar na expressáo para traduzir perfeitamente o limite. Cándido de Figueiredo {Dicionário.10.19. r. Vid. Vid. José Pedro Machado {Dicionário etimológico) data a locu95o a par rfe de 1265 (século XIII). t.3.: ambre. Significa: seguidamente.). Segundo o Dicionário etimológico de José Pedro Machado. Ao que parece. a n e l i d a r (v. a la par e par a par (Vid. ao par de. paralelamente. tem outro valor: á semelhanfa de. v. enjoar. daí o portugués anojar*.153 cionário etimológico) que o vocábulo deve ter entrado no portugués na época da sua expansáo pelo Oriente. É muito usado no dialecto madeirense.) «que os exercitos estao a ponto de se romper» 12. a m b r e (subs.) «e ela faleceu de anojada> 2. a seguir.) «porque naqueles dois anos arreo nao choveu cousa» «que por mais de quatro anos arreo deram vinho» 32. a m b r e d e b a l e i a s «dados a buscar junto da costa ambre de baleias» 15. A palavra par (adj.) «se aqueixou o Bispo a El-Rei D. proveniente da locusáo in odió esse. por exemplo. Funchal. *rezelare. enjoar «é divergente de enojar'. á n c o r a s (elevar -) (levar -) a n o j a d a (adj. Vid. E o verbo queixar-se com a prostésico. 41.

Dicionário etimológico.154 a r r i b a (adv. atinar que. e i.38. O azinhavre tem o mesmo efeito que o azevre. I. t.29/30. O significado. que tinham já limitados para isso. e bruñidos com calhaus» 68. que sao bons de fender e cortar» 59. estar á mao. o mesmo que lavrar á mao. Outras regencias: atinar com. a t e m p o s (loe.: toro. Corrente: as voltas. A expressáo bestas asnais poá^rk referir-se a muías.) «nao pode atinar a sair daquele lugar» 45. de baixo até riba. que é mais usado. data o vocábulo arriba de 1188.. lutar. para a pedir a Deus faziam suas procissóes. b a d u l a q u e (subs. arriba muito ingreme» 50. a v o l t a s (loe. E urna locu. e o sufixo -dura. Do verbo atar. estar perto.: tamisa. a que chamavaro • qhlkmam ainda hoje bailadeiros» 24.13. \ a t i n a r (y. está aparentado com o substantivo rumo.) 52. Lavrar as máos. t.) <e com muito grám trabalho e a voltas váo subindo os de pé e de cávalo» O substantivo volta é deverbal.3.: arriba de. fazendo como ladeira. adv. a t o r a r (v.2. Um exemplo curioso. Sebastiáo» 44. vir a mao. por meio das maos.s e (v. Estas sao filhas de burra e cávalo e burro e égua.) «Quando Ihe faltava chuva para as suas searas e pastos e havia grande seca. parece. Vid.10.5.: mudas. outra arriba de S.) «pondo como mii azinhavre azédo ñas tetas para nos destetar» 40. 50. a r r i b a d e (loe. levando os gados a lugares g r a n d t l « espa^osos.) «indo todo éste termo até á parte do norte desde as rochas. Corda. que serve. i. Vid.) «trazer uns vasos a modo de pratos de barro (que eles fazem mui lisos as máos lavrados. burro. a z l n h a v r e (subs. a r r u m a d o (adj. e. Atadura é substantivo muito conhecido do povo. e. Bestas asnais será o mesmo que muías asneiras? a t a d u r a s e c o r d a * Vid. A atribuifio do .) 30. com as maos.) «estáo quási todas arrumadas leste-oeste> 6.: de baixo até cima. b a l l a d e l r o (subs. temo-lo nesta frase de Gaspar Córrela. ligar. Esta loCU9Í0 substituí com a vantagem da elegancia a usual: de tempos a tempos.2. A presenta da preposi^áo até mostra que se deve escrever. contrariar. de *volta. do árabe: af-cibar.) «outra no porto.21.: riba. do latim *voltare. do latim -tara. e. Há também: riba. de volvere. prep. Do árabe: az-zinjar. como pra. Do latim asínu-.So muito popular: ir á mao de. falar a mao.) «porque há muitos homens que tem cada um mais de cincoenta e sessenta asnos» 78. r. interromper. i. do latim chorda. Daqui as designafoes: muías asneiras (filhas de burra) e muías eguarigas (fílhas de égua). do latim optare. 314: «um bacio de agua as maos de prata lavrado». Na língua actual: posto a am canto. adv. do latim ad ripam.as. adv. Lendas. em de riba de. a t e a r . chegar a razao de algaém. s.9. de cima de. por voluta. i. Da mesma familia: tino. Repare-se na regencia: atinar a. Vid. pelo paralelismo. vir as maos. hs m&O» (loe.) «atoram estes troncos. José Pedro Machado.8. v.11. posto no sea lugar. neste caso: de baixo e nao debaixo.: madeira de tea. Vid.31. a s n a l s (bestas -) a s n o (subs. do vjerbo voltar.) «e é rasa e fumosa a tempos no alto» 8.

caravela «com urna caravela carregada de trigo» 3. por intermedio do cat. Caravela é o italiano caravélla. O étimo remoto está no latim carabas.6. donde a mascunilizasio: barco. 33. No substantivo embarcafao. b a r r e i r a (á -) b a s t e c e r (v.) é o lat.5.) <e ficava o couro cortido délas [peles] á maneira de baio» 9. e século XVII: «sobre a minha embarcasSo». do verbo parassintético: embarcar.19.1. respectivamente. ñau. Daqui. 25.: bailare. b e b e r a i r e m (subs. além de vela (q. pouco usada. navio «os puseram em navios» 10. José Pedro Machado arquivou no seu Dicionário etimológico esta abonasáo do século XIII (1270): «Johanes egidij filius egidij carauela».8. a data do século X: «cum iUos barcos e cum illo porto et cum suos uillares». por pena.14. t. Mais vulgar: abastecer. 36.4. 20.e cútelo) b a r c o (subs. v. lancha <o traziam já as lanchas cheias de soldados armados» 35.9. náu é o latim: nave-.: balare. do lat.e o sufixo -pao. 5. ve-se o prefixo de movimento para: em. de baladeros.4.13.15. no seu Dicionário etimológico. José Pedro Machado. ibidem).5. Galé é o antigo francés galée.13. José Pedro Machado indica-Ihes. como resultado do seguinte: «tangendo o gado ao redor como quem debulha em eirá.33.) «é de tudo bem bastecida» «cidade bem bastecida de tSdas as cousas» 19. ibidem). Navio é o latim návíglu-.16.áo de .28.37. talvez.32. Fusta. Ihe faziam dar tantas voltas. O mesmo filólogo (e com razáo) chama a a t e n j i o dos etimologistas para a opiniáo de Dalgado.28. por intermedio do italiano (como em dúvida sugere o Prof. náu «e a ñau com tempo se fez á vela» 2.19. Baladeros. o verbo bailar.19.): barco «E ordenando um barco do tronco de urna árvore» 2. 51.17. e port. sempre. e em qualquer estadio da cívilizaíáo. 51. A palavra lancha é de uso posterior á existencia de l&nchara (1515. de esvaecido. do lat.) <e com a cozida mal cozida bebendo duas partes de .3.17. Condenado as gales era o individuo que tinha. até que. acompanharam as manifestasoes religiosas ou guerreiras do Hornera.18. Pertencem á mesma raiz: barco e embarcafao. sendo o elemento catalisador o substantivo baile.155 nome pode relacionar-se cora as práticas coreográficas.18. lendas. 38. por toda a parte. a condenaíáo a remar ñas gales.21. para onde levavam os animáis e onde estes balavam (do verbo: balar).37. principalmente na literatura popular: contos fantásticos.:/us/e-. 12. assira se chamariam «os lugares grandes e espafosos». 17.28. Frutuoso usa de varias palavras. É evidente o predominio do vocabulo náu. O Prof. possui ainda. o mesmo gado caía um para urna parte e outro para outra». h á l e l a s (ambre de -) b a r a g o (jurisdi. 35. b a l o (subs. o sentido um tanto tenebroso que a palavra. que. O mesmo filólogo documentou-o desde 1298 (século XIII): «das mhas Galéés». 51. pode ser documentado a partir do século XV: desenpachéés a dicta fusta. 39.21. Outra parelha de termos do mesmo tronco temos em: náu e navio. embarcafao «e o» deitaram fora de sua térra em embarcacoes» 10. 3.7. É o latim barc(h)a-. 16. fusta «para que com suas fustas viessem a Langarote» 15. Balar (cast.) Para a designasáo de barco. segundo José Pedro Machado.19. Assenta em: basto. galé «nem receio de chegarem galé». que originou barca. Régulo Pérez tem urna maneira de ver diferente e que tem interesse: Julga que bailadeiros será urna deformasao por etimología popular. que sugere o malaio: lancharan. nem fustas de mouros á sua Ilha» «vieram até gales» 15.

fazar.6. por sobras. Mais corrente é o sentido moral: protector. trabalho.: maos. lamaral.oes.: biberacüla?). temos bene. b e a t a s a s n a i s <e tem mais bestas asnais esta só que todas as outras [ilhas]» 78. nem tomar agua e fazer biscoitos aqueles dois dias».oes de Frutuoso: 39. por exemplo. 22. fila da semelhanfa.12.: pipas ou botas. no Dicionário— e explicar-se-á por extensio semántica.) cabo 68.: com cabrum (gado -). Miguel chamam biscoutal ou biscoito» 59.) «os que procedem déles se injuriam e afrontam muito. em que houve influencia do verbo beber..14. t. factor importantíssimo nestas amplia. b o t a s (pipas e -). como que um vocábulo adquire novas energías. se Ihe váo bulir com eles e se algum travesso Ihe vai deitar algum daqueles corpos mortos e mirrados pela rocha abaixo» 24.9.19. farelos ou sémeas. branco (páu -). Por este processo.: asno.13.156 leite e urna de agua. 59. conforme as covas q"ue fazem e ao grandor de las» 18. Vid. a mais vulgar é bulir em. 58.3.2. Biscoutal provém de biscoito (ou biscouto) e o sufixo -al. a que se junta agua. que nao há palmo de térra que nao esteja plantado e cultivado» 20.: biscoito. Vid. 48.19/20.) «e alguns deles moram em outras covas ou fumas. O étimo está no latim biscoctu-. Nao é vulgar este significado: trabalhador. O sentido pejorativo resultante disso é evidente. c a f u a s (casas e -). Do latim: bulliré. Como se depreende do contexto. Se nos recordarmos de que fazenda (do latim faciendo que é o gerundivo) significa também térras. pau de tea. Vid.19. ou pedra.2. que é o latim/acíore-.32. c feitor.) «Os espanhóis ali moradores sao t i o benfeitores. em gerai. constituida. b i s c o i t o (subs. do latim beneficia-.3. Na sua formagio. do verbo/acere. b r e u (subs. 47.33.35. como a que nesta ilha de S. 40. tudo envolto (que eles chamam beberagem). Do substantivo beneficio. ou cavernas da térra.27. A palabra beberagem (do lat. cafuas de gados «logo está Tigorte. alentos desconhecidos e motivos de perdura95o. quando muito ao arquipélago dos Aíores: «solo pedregoso. t.2. cozido duas vezes. onde há o mesmo que em Tigualate. ao modo de areal. donde o adverbio bem. Repare-se na regencia: bulir com.) «[tanques] que levam mil botas de agua» 47. o significado limita-se a S. b r u ñ i r (v. b e n e f i c i a r (v. 60. com lavas a descoberto» —como vem em Candido de Figueiredo. (pipas ou -). Vid. b e n f e i t o r (subs. Outras abona. Miguel.: ben/eitor. t.) Vid. . b u l i r (v.13. é corrente na liha da Madeira. Vid. Do francés: bruñir: pulir. Do francés brai. melhor se apanhará o valor de benfeitor.1. com o que andam táo luzidos e gordos» 30.16. b o t a (subs. neste passo de Frutuoso. langas de tea.) «porque as mulheres beneficiavam a terra> 22. tornar luzidio. b i s c o u t a l (subs. Vid.) «podem sair cem quintáis de breu ou mais ou menos. para expressar a comida que se dá aos porcos. Outro significado apresenta a palavra neste passo: «que ninguém Ihe estorvasse embarcar. duas no día.

c a m i n h o (de -)• c a n a (pescar de -) c a n a r i o (n.) «com que enriqueceu muito.: suprir) muito próximo do que tem o substantivo carestía.) «como urna pequeña calheta» 58.16. Nao parece que seja a mesma cousa. Parece proveniente do latim: capitaneu. por haver nela grandes cais».15. c a s a s e c a f u a s «onde estáo outras casas e cafuas de gado» 46..23. á outra. Hoje em dia: carga. mas por intermedio do italiano carestía. Do substantivo carolo e o sufixo -oso. gent. mesmo para os profanos. nivelou-se com ó: loro. ao lado de calhariz. este cardos e outro cardos (s. calle-. mais pequeñas» 23.5. c a r d o (subs. c a r a v e l a Vid. A palavra.: barco. mas depois Ihe custou caro a ele e a toda sua Ilha» 14.: cardoes e cardos) e. ainda que tenham também seus particulares nomes» 7. c a p i t a i n o (adj.: cardo.22. encontramo-la na toponimia madeirense e de Canarias (Tenerife. Vid.3c a i s (como étimo de canarios) «A Gran Canaria é a principal. que do pé lan^am muitas hastes sem folhas: urnas que chamam cardoes. v. o ditongo é fácilmente notorio. No exemplo de Frutuoso. cardoes e cardao. do castelhano calle. é correntíssimo. é. por exenjplo).5. carregar.) «fruta muito docicada e carousosa» 47. A leitura atenta de Frutuoso leva a pensar assim.2. c a r o (adj. 19. a lingua actual diz carogudo.9.) «Os naturais déla [da Gran Canaria] se chamam Canarios. . como favor.) 23. um rebento do espanholismo calhe. mesmo ñas regióes onde se ouve carga. que sao maiores. aqui. por exemplo) e do Centro e Sul (Lisboa. latim: carra-. «chama-se Gram Canaria (como tenho dito) por razio dos grandes cáis que acharam nela» 7. e desta tomaram o nome geral de canarios os habitadores das outras.13. c a r d o e s e c a r d o s «Nao há por ali outra planta senáo cardoens e cardos ao redor das rochas» 50. Do latim: cara-. cardos e outras frutas» 48. Funsáo adverbial. do capitáo. e outras cardomilhos. do lat. Vid.27. calheira. carreaba (subs. cor. á urna.13. romas. por exemplo) é a d i s t i n t i ó na pronuncia de louro: acola. Veja-se o valor de caro (s. letras e bestas de cárrega para seu servido» 9. nota-se o fenómeno contrario: caroufo por carofO. por haver nela grandes cáis. verso 2. os naturais déla se chamam Canarios. do lat.23. ferro.157 chamados assim como nemes islenhos. c a l h e t a (subs.: cardao. Para José Pedro Machado.) «careciam de fogo. II. Para sinónimo de caroufoso.) «dá também trigo. da mesma raiz latina. c a r d & o (subs.15. c a r d o m i l h o (subs.) «que ele tinha em sua ñau capitaina» 39. 22.19/20. c a r d o s (cardoes e -). c a r o u ^ o s o (adj. v.32. Uma das características fonéticas importantes entre o Portugués do Norte (Porto. no Dicionário etimológico. calheiros. calhelha. castoso. Cárrega está próximo da ^etimología. Supoe-se que carofo seja evolusáo de corogo.16. que querem dizer: cortinhas ou cortijos ou cafuas de g'ados> 47. No entanto.38.A ñau do chefe.) «ervas á maneira de árvores. em que figura o sufixo -ado. Camoes também disse: capitaina: proa capitaina. Os Lusiadas.

. que serve. o valor de pre<posigáo. O significado de inferir. . a palavra cabide (de que cavide é variante) tem por base o «radical árabe qahaDa. . E forma paralela. Esta frase pode esclarecer o sentido: os Mouros sao mujto ^iosos assj da sua térra como das molheres — arquivada no Dicionário etimológico de José Pedro Machado.19.31.: engraecer. e compridáo de cinco até Agua Tuvar» 56. colijo eu que vém as virajóes» 44.: grandor. t.) «para a banda de Tenerife está outro posto que chamam Confeital. retro. Ambos assentam no verbo: comprir.) «E da forma destas duas ilhas Palma e Tenerife. c o n f o r m e (prep. registado no Dicionário etimológico. Da familia de cío e cioso. 67.) 23.) «casavam-se com muitas muiheres. nao guardam mais que muiher.: complere. Cercar ao redor. por intermedio da forma: conhocer. Do lat. Do lat. Note-se a regencia: virar a . .) «nao sao ciosos. Os Lusíadas. havem<f-lo como adjectivo: que tem a mesma forma. . Do latim: *zelosu. dir-se-ia. n i o é vulgar. .) «pinhal cuja largura de duas leguas chega até Garafia. de origem discutida: rotaiore-. a . Compreende-se o sentido: com dificuldade. Cabo. . é o latim *capu-. . Cercar. t. X. por caput.) «e de um forno podem sair cem quintáis de breu. por haver ao lado déle um cascalbo que da térra s a i t á o branco e crespo que parece confeitos> 20. c o n f e l t o (subs. no seu Dicionário etimológico. . por via culta. Por último. conforme o grandor délas. É nesta categoría morfológica que pode reger a p r e p ó s i t o a.36. parece. redundancia já usada por Gil Vicente (Auto da Alma: cercae-me ó redor. c o n i t r a b a l h o «que com trabalho podia Joáo Machim virar o rosto a um cabo e a outro para ver o que» 65. andar a volta de. Vid.14/15. conforme as covas que fazem e ao grandor delas> 60. .39. verso 7. agarrar*. c e r c a r a o r e d o r d e «árvores . como neste exemplo. a castelhana: alrededor.158 c á v a l o (homens de -)• c a v l d e (subs. c i a r (v. do lat. 52.locus). ed. c o n c e d l t n r (primo occupanti . . e a . Depois a fun^ao adverbial: a certidáo está conforme. No último caso. do latim: conforme-.3. d o s o (adj.: cognoscere.24.) «e cavides cheios de lan?as» 40. filhas e irmaas> 30. c e n t o s (oito -). e primeíro que as coohecessem. . de José Pedro Machado: conforme sucessor ao sucedido — de Camóes. Seg-undo José Pedro Machado. como em Frutuoso. c o n l i e c e r (v.3. Sinónimo de comprimento.18. exactamente igual. a locu(io adverbial: ao redor de tem a palavra redor. do latim circare. mais corrente é: virar de .24. as davam a seus senhores p o r g r a n d e honra> 9. Prímeiramente. Tem o chamado sentido bíblico: ter relafóes aexaaií. cu mais ou menos. extremidade. cercadas ao redor de grandes vinhas» 78. de 1852). coligrir (v.27. Nesta regencia pode estar a fase da passagem de adjectivo á categoría de preposi(io. c o m p r i d & o (subs.: collígére. o uso hodierno da Hngua nao emprega a segunda preposigio a: conforme as covas. com o recurso de sufixos diferentes mas equivalentes: -dao e -mentó. Joáo Machim vivia um momento de grande risco e perigo de cerco e mal podia mover os olhos para cobrir qualquer falha que surgisse na defesa. t. Vid.

serve. conversari. observa: «o sentido de: ter o prefo de.35/36. c o r t l r (v. c u r a r (v.12.159 C O n t a (subs. que nao é nada vulgar: deixar conversar-se de todos. 41. t.: surriada. Do latim curare. A grafía preferida é curtir.: saber de conta. conversando-se todos.12. curioso (de -). por intermedio da forma coor (século XIII.2. Nao é muito vulgar este valor de situafao geográfica. r e g i s t a d a p o r Cándido de Figueiredo. i.2.37/38. José Pedro Machado. Hoje: dar conta. c o r t l f o (subs. Do século XVI. que nao se háo-de deixar conversar de todos> «onde vestem calcio e cavalgam táo custosos os oficiáis de oficios mecánicos.34. Em sentido figurado.) «porrem-se estas ilhas principáis umas com as outras quasi leste-oeste» 7.10. COUSa (subs. . data-o de 1145: corium curtidum. manter-se parado.) «como os via cessar de suas zurriadas» 37. conversando-se todos» 41. éles e elas. para fundamento do que se diz: um velhaquete sob cor de santárráo. c n s t O S O (adj.) «como em outras partes e nagóes fazem muitos inchados.1. Do lat. c o n t a (saber de -)• c o n v e r s a r (v. i.: cafuas de gados.) «assim os curavam ao sol e ao ar» 23. 34. 24. E o que para aqui convém.19.3. Vid. Do latim colore-. José Pedro Machado. Repare-se na construfio sintática: correr-se com.: cafuas de gados.13. como os mais polidos castelhanos de Espanha» «e vestem táo custoso» 12. t.) 47. Urna frase curiosissima. 30.14. no Dicionário etimológico. mesmo pela velha tradifio. Dicionário etimológico). O sentido de cusioso (em que entra o sufixo de abundancia: -oso) nestas frases de Frutuoso nao é corriqueiro: com despesa. Vid. Tem interesse aprozimá-las desta frase do Palmeirim de Inglaterra.) «O porto da banda de leste corre em praia quási uma legua norte e sul» «Corre esta ilha leste oeste quinze leguas de comprido» «corre leste oeste como a ilhti» 19. Do latim: carrére.28. de Francisco de Moráis. c o r r e r .30. sem artigo definido. r.13. de contérére.s e (v. Nao obstante a repetifáo da palavra cousa. José Pedro Machado. Nesta frase é o valor de secar que. c o r r e r (v. cfir (subs. no seu Dicionário etimológico.: correr. Vid. talvez se tivesse desenvolvido com os complementos de pre(o>. Vid. Do latim: *conterire.) 47. como os fidalgos e regedores. parece. pode comportar o valor de: aspecto exterior. O verbo portugués custar é originado do lat. usado pelos primitivos habitantes de Tenerife.) «o houve o conde a sua máo com cor de ir todo em urna pipa» 77.) «que nao deixaram cousa que alguma cousa valesse» 16.) «peles de animáis cortidas com casca de pinho» 9. Aponte-se a sintaxe. c o r t i n h a (subs. que Ibes parece serem sagrados.) «ainda que na polícia e trajos do vestido sao já agora quási todos táo custosos. a frase fica expressivamente válida.) «querendo antes dar a conta disto a Sua Majestade» 17. registada pelo filólogo citado: saindo táo ataviados e custosos e gentis homens. O Autor fala dum processo de embalsamamento.3. Vid. g u r r l a d a (subs. comum á área románica ocidental. o latim color.: constare. c o r d a s (ataduras e -).14. ser constituido. data José Pedro Machado {Dicionário etimológico) o sentido de falar com.

áo de poderá traduzir uma ideia de origem. d a r s o b r e «os quais deram de súbito sobre a Gran Canaria» 5. d e g o t a (loe. adv. d e c a m i n h o (loe. No portugués corrente. A sintaxe que este exemplo oferece tem interesse. Gota do latim: guita-.11/12. O mais corrente. deitou máo déla» 64.27. adv. de esvaecido. de gota em gota.1. puro e simples.) «pedindo-lhe que deitasse éste principe daquela térra» 4. E urna substantiva^io do participio passado do verbo dar. adv.s e (v. O valor de proibir é muito antigo. como informa José Pedro Machado. Dar sobre: atacar. Muito popular ainda hoje.6. O étimo está no latim curiosa-.37.6. que ia diante. Esvaecido é o p.) «e outra cai de gota» 54. O valor que para a frase de Frutuoso servirá é párente deste: matoa-o. que trazia de um ferro comprido deu com ele morto em térra» 39. d a r c o m «e atravessando-o com um dardo. Repare-se na sintaxe: dar-se a. Por exemplo: nao tenho agora lugar de escrever.160 c ú t e l o (jurisdi^io de barago e -).: evanescére. 15. Esta loe. a que o adjectivo. expulsar. . Aqui temos urna expressáo que bem pode esclarecer. Note-se a regencia: deitar de.—Com vista aqueles que costumam acoimar de galicismo tal significagio. possivelmente pela confusio que ocasionarla com a circunstancia de causa. d e c u r i o s o (loe.4.) «e de caminho levou jconsigo muita gente» 22. Vid. de pouquíssimo uso. d e i t a r (v. do período arcaico da lingua.: arriba de. d e i t a r m S o d e «e como Joáo Machim. E a locu(áo adverbial de causa que interessa sobressair. Dar é o latim daré. d a r o t e m p o lugrar 39. t. A prática moderna exigirla o aparecimento do adverbio: fora. Dar com ele pode significar: encontrar: procurou-o mas nao deu com ele. Do latim defenderé. curiosos.: de riba de). i. ou contribuir para isso. Da mesma raiz: dádiva.) «mas saíram a ver de curiosos a térra» 67. d a r . A preposi. exprime a causa. de esvaecer. talvez fosse empregar o adjectivo como atributo: mas eles.32/33.) «que havia defendido que Ibes nao fizessem mal» 39. no seu Dicionário etimológico: e mando e defiendo que nengúu non seia ousado de uijr contra esta carta.11. e.) «mas nao dados a vinho» «sao dados a cria96es de gado» «dados a buscar junto da costa ambre de baleias» 12. do lat. Presentemente. que tem cuidado.) «prometendo-lhes dadas e repartÍ9oes de térras» «e como os mesmos canarios naquele tempo nao faziam tanta conts das dadas nem das térras» 22. hoje. a facilidade que há na mudanfa de significa^ao. que será meia legua» 55.10. de vanu-. r. d a d a s (subs. a viu. o mesmogado» 24. d e e s v a e c i d o «até que.33. nao chega.: entregarse. isto é: nao tenho agora tempo de escrever. sairam a ver a térra. preferir-se-lhe-ia: deitar-lhe a máo. Também: em gotas (Vid.20.17. na linguagem de hoje. resultan matá-lo.32. Antes de tudo. E o latim: dejectare. Repare-se na regencia: deitar máo de. d e b a i x o a t é r i b a «e debaixo até riba.19. d e f e n d e r (v. t. donde vao. note-se a conjun9áo temporal como. p. /oí enccntrá-lo morto por si. adv.14.

No lat. Do lat.: dulce-.161 d e i t a r o p r u m o Vid.37.(prefixo de negafáo) e semelhada. s.2. Anotem-se as construfóes. assaltar. .e o verbo tetar.: odiante data do século XVI a variante odiantes: odiantes destes iom os reis.) Vid. Como adverbio. José Pedro Machado.) «e tomando-osde sobressalto» 21. d o c l c a d a (adj. Constituido pelo prefixo des.: serSo. Esta forma implica áNvariante: docicar. ibidem. de teta.21. com o sufixo verbal: -ear. Vid. d e s s e m e l h a d o (adj. d l r e l t o (a -). Usa-se ainda hoje: vestido de dó.) «que eai em gotas de riba da abobada» 58.: dolu-. O sentido é diferente do que se usa vulgarmente. De salto nasceu saltear.) 42. Actualmente. risco. é muito mais usado agora odiante. d ó (subs. do lat.) «Ihe contou ela sua desaventura» 16. para explicar a consoante palatal Ih. De dispenso e o sufixo -eiro. A ideia de ataque é posterior. d i s f a r ^ a d o (adj. p. no seu Dicionário etimológico. Nao o regista o Dicionário de Cándido de Figueiredo. que é o valor que aqui tem. d r a ^ S o (sangue de -). v.) «echando-a triste e coberta de dó chorosa» 16. através da forma arcaica: doo.19. Como termo de guerra primitiva. adv. No Dicionário etimológico de José Pedro Machado. d e s a v e n t u r a (subs. nem José Pedro Machado no seu Dicionário etimológico o inclui nos cognatos do nome doce. aut teta de mullere* — informa José Pedro Machado no seu Dicionário etimológico. .: intrare: o inimigo entrou a cidade — abonadlo registada no Dicionário de Cándido de Figueiredo. Pode ser adverbio: em primeiro lugar.) «vindo o marido desta muiher e achando-a . imprevisto. que se substantivou. .) «pondo como mái azinhavre azedo ñas tetas para nos destetar e apertar dos mimos e regalos da térra». d o b r o (em -). d l a n t e Vid. Aventura é vulgar com o valor de: proeza. de ad-de-in-ante.3. do lat. que quási a nao conhecia» 16. figura esta loeufao. que Machado.: saltar.) «porque nao teve mais que de passada a vista delas» 2. distribuir.23/24. Do p.: alevantar áncora.16.: saltare e saltaestáo os étimos de saltar e salto. Do lat. data do século XVI.: gracioso. d e S O b r e s s a l t o (loe. De des. do lat.: *simílíare. do verbo entrar. «Em texto escrito entre 1180 e 1230: aut pede. E sugestivo pensar-se na restrisSo que dispenseiros faz á palavra proprietários. táo dessemelhada. Hoje em dia mais usadas sao as formas: ventura e desventura. está intimamente ligado a entrada. d e p a s s a d a (loe. v.) «fruta muito docicada» 47. Rodrigues Lobo (exemplo colhido no Dicionário de Cándido de Figueiredo). Frequentissima é: de passagem. e preposigao: ante: dianie as nossas pastoras. assalto. d l a p e n s e l r o (adj. odiante e odiante de. por similare. veio o portugués dispensar. A l o e : em sobressalto tem um sentido distinto: com medo. vestida de luto.: dispensare.: deitar mao de. por via culta. o vulgar é: adocicar. dispensa e despesa. s i o preferidas: de assalto. adv.: arriba de. Vid. d e s t e t a r (v. participio de semelhar. s. datada do século XVI (Barros: se os tomasse de sobressalto). t. Diante tem uma constit u i d o parecida: de-in-ánte. Alias. prep. dispenso.4/5. d e r i b a d e (loe. em -).

t. porque nao crecem muito em alto. Alude ao hábito de vida primitiva dos íncolas primeiros ou. Hoje em día nao é vulgar como verbo reflexo. do latim grana-. e m e x t r e m o d e (loe. prep.) <Há nesta ilha muitos corvos. II.: alevantar áncora. formar sementé.: barco. assim ñas sementeiras. e n s a r n e c e r (v. O valor aqui parece ser: tornar mais rico. -ar. Embora nem sempre corresponda a realidade. e ensenhoreando cada um o que pode» 24. Apoderarse de. i. e. No século XIII (1282) a variante en dubro. Do latim: bucceu-. envinado (adj.32. por exemplo).) <e posto em extremo de se perder» 66. E muito expressivo este verbo para designar: p6r cerco a. com os que tinha» 2.. 229 (Obras. No prefixo en. ou antes grao.: duplu: Data-a do século XIV (1318) o Prof. grosso.) <o tem remediado em dóbro e mais> 41. o que é certo é que. mudas. adv.) 36.32. o prefixo en. e n s e n k o r e a r (v. em roda.) «nesta ilha de Tenerife sairam nove casáis e desembarcaram e povoaram em diversas partes da mesma ilha. Ora. em direito de também se encontra em Frutuoso. para cima. porque Ihe tirám os olhos. i.para os lados (em círculo).) 7. de Sá da Costa). adv. em quanto sao pequenos» 23.5.) <e engrossarem os ricos em deis engenhos» 44. José Pedro Machado data carral do século XI: etde cúrrales. De. ed. Vid. a derradeira plataforma. e m b u d a r Vid. Formado do prefixo en-. entre o povo. Com base no substantivo (e. mas mais baixas.38. 50. e n j o a d a (adj. Carral significa casa.(de in e ad) está a ideia de movimento para. Carral é o lat.18.: *currale. adjectivo) senhor. corteses e bem . á sua robustez. i. . prep. como quando comefam a engraecer.. A loe. e m b a r c a r .35.). donde o castelhano corral. t. r.) «por subir em direito» 44.e no prefixo a. e n c o r r a l a r (v. que alí havia muito grossa.32. t.. e m a l t o • • • e m r o d a «árvores a modo de oliveiras. boca. e m d o b r o (loe. menos possívelmente. Assenta no substantivo rocha. que fazem muito daño. Em Gil Vicente: *e peccais em dobro».) <e por a amiga vir do mar enjoada» 2.11/12.s e (v. pelo que as mais os ciam muito deles e guardam. e n r o c h a d o r (adj. . e m b a r c a ^ f t o Vid. «E ordenando um barco do tronco de urna árvore.) <(as mulheres da ilha da Palma] sao .: en-.36. Do lat.: grado. e os matam e comem. para traduzir o limite. senáo em roda> 50. e embarcando-se néle. é muito jrracioso este dizer de Frutuoso: em alto. t. José Pedro Machado {Dicionário etimológico): corregeria en dobro o mal e a penhora. adjectivo de: bucea.: ganche. e n g r o a a a r (v.18/19. Portante: formar grao. gra. De: en-. do substantivo carral e do sufixo -ar. -ecer. e m d i r e l t o (loe. Embugar e rebufar sao compostos: encobrir (com capa.10.e o sufixo -ear. quando as semeiam.162 e l e v a r á n c o r a s Vid. Repare-se na elegancia do dizer: em extremo de. Mais frequente é: assenhorear. quando nascem. Veja-se: anojada. é costume aproximar-se a gordura (a grossura do corpo) da riqueza. Ao que parece. Vid. lugar em que se junta e recolhe o gado. Sem dúvida alguma. e também nos gados miudos. patio. em direito é muito menos vulgar que: a direito.37.

que.27. de signum. f a n e s ^ a «quanto a rendimento do pao. 68. e n t r a d a s (saltos e -) e n t r a d a s e s a l t o s «por razio de se darem de principio muito as entradas e saltos contra os alarves da Berberia> 14. José Pedro Machado.osa de saber falar e escrever) usa nao de Faja.) <se curaram das escaiavraduras dos paus e pedras que tinham recebido> 66. possivelmente. Dicionário etimológico.: de sobressalto. marca. E um participio passivo com sig^nificafáo activa.: fítíctu-.34. do antig'o francés estoc.20. no sentido de térras.áo de formas teratológicas. 60. na segunda. pique. Gamao é irmao do espanhol gamón. na primeira frase. por influencia de feijSo. que indica forma metatésica.31. em que especialmente em Agatavar e Tixarafe respondeu a cento e quinze. 70. obediencia. t. i o : <e os botamos fóra assaz escalavrados. com esta a b o n a . t.30. O infinitivo ensinar. e s t o q u e a r (v. julja-se.5. No sentido d e haveres.) «que quási nao havia quem Iho estorvasse» <e assim nao o estorvavam» 15.: benfeitor. A palavra/o/a é dada por Cágdido de Fig-ueiredo. procedemos a investigasóes. perfeitamente explicável. mas de FeijS.8. e a costa fragosa da mesma maneira. ouve-se a flexio estroves. que se encontra como topónimo no Arquipélago das Ilhas Afortunadas. e nos tambem o ficámos». V. 869).) «O Ferro [a ilha] tem um lugar de poucos visinhos.163 ensinadas> 29.6. 48. Do Iatim: ej:/ur6are. 20.de).12. porque há nela pedras que parecem ferro. 33. abonando-a com um passo de Bulháo Pato: fajas virentes.33.2. assinalar. i. Dicionário. sairam os verbos: estocar e estoquear. f i a r (v. s. data o verbo escalavrar do século XVI. Antolha-se-nos que. por meio dos sufixos verbais: -ar e -ear. e s t o r v a r (v.s e & v e l a Vid. Ilhas de Zargo. « ' f e l t o (subs.16. ano houve. será urna evolufáo do castelhano (canario): fajana. ¿tfílix. como de uso antifo e regfionalismo a(oriano.1. por insighire.31. Do \aX\Ta. Para José Pedro Machado {Dicionário etimológico.19.) «Dizem que também das raizes dos feitos e gamoes» 69.) Do substantivo estoque. do iatim: *insignáre. Faja dos Vinháticos (Veja-se: Padre Eduardo Pereira. II. veio o nosio feto.20. Em Fruiuoso aparece a forma feito. gent. . naqueles nomes de lug'ar.) «ficarem roubados de toda sua fazenda» «fazendas de asúcar» 17.) «fajas de vinha ao p e d a rocha.) «mas nao sabem fiar» «de quem se fiou o Pé de Pau» 30. v.25. Vid. planta. que se chamam Ferrenhos. Faja de Ovelha. caminho sempre fácil á obten. pau. planta. 38.: fango) é o árabe fantqá. catabre.26.39. estaca. Repare-se no sentido colectivo. 62.29. espada. A palavra faja aparece na toponimia da Ilha da Madeira: Faja dos Padres. que mostra edacafao. f a z e n d a (subs. Faja de Nogueira. f a j a (subs. /erimentos. Vid. s.9. esvaecido (de -)• extremo (em . 49.14. e s c a l a v r a d u r a (subs. f a z e r . Do verbo escalabrar e o siifixo nominal -dura: golpes. por urna marca. 57. Pela chamada etimología popular.: vela. que parece escoria de ferro» 8. f e r r e n h o (n.10. e define: térra baixa e cha. No dialecto madeirense. nos levarlo a essa conclusáo. cento trinta fanegas por fanega» 32. muit a yente (e gente presun. Neste caminho. 45.

José Pedro Machado.4. 22. um). i o com estribo curto). át. g a m á o Vid. g a l é Vid.29. José Pedro Machado. define: aquele que montava á gineta (isto é: sistema de e q u i t a . 24. e outro tabaiba (de que se faz o visgo) que é brando. do verbo ganare. 70. W\d. no seu Dicionário etimológico. provém do latim: caprunu-. gent. Segundo ele.25. aqu'y.) «tiram funda e lanía» 12. g a d o c a b r u m «mas tém [Forteventura e Langarote] muito gado cabrum» 8. áefidcs.24/25. Esta terminaíáo -unu. filare. Ovelha é o latim óvícüla.25. fr&guSL (subs. Veja-se: gado cabrum. De vaca.originou o sufixo: -úu. de que fazem grandes e pequeñas gamelas do tro?o» 54..11. robando um no outro» 9.39. . no seu Dicionário etimológico. como decerto todos os mouros usavam estribos e .20. A palavra cabrum. depois que o tiveram ou inventaram fazer com dois paus.) «quando a fortuna a alguém comefa ser contraria.) «os naturais déla [da llha de Tenerife] se chamam Canches. . vacum. gaado (Alfonso X. Nao regista o cognato ginetário.164 39. que é rijo. g a d o s (cafuas de -) g a d o v a c u m «nem havia entre eles gado vacum» 23. f r u t o s (témpora de -). Sao as chamadas formas convergentes.13/14. no seu Dicionário. togo (subs.37. que Cándido de Figueiredo. O Prof.25. de filum. fio. veja-se: gado cabrum.6. um chamado teimaste.) «árvores . E o latim: funda-. 70. 13. Vulgarmente se usa com valor depreciativo.e o sufíxo -um.31. Vacum aparece no sécuio XVI (José Pedro Machado. por serem muito enrochadores» «dizem que se estes gauches foram concordes uns com outros» «que em nossa linguagem^quere dizer valentes ou enrochadores» 7. assada e cozida. ramo do mesmo tronco latino. por intermedio do castelhano. í/es<ino. é sinónimo de forja. por camella-.13. que é um adjectivo. do latim: vacca.:/ei<o.24. g^ado o v e l h u m 25. de cabra.30. de tudo o despoja» 2.: algores.: barco. gado (de 1426 em diante).: barco. Fragua. no seu Dicionário— e bola de chumbo. e agora. f u n d a (subs. -ú (un. Dr.32. f o r a (a -) f o r t u n a (subs. Aqui no sentido de:/ac/o. Sobre o sufixo -um. Do latim:/oríuna. fiar (ou melhor:/"ar-se). Dicionário etimológico). o Sabio). g a m e l a (subs. de ovis. . datou as seguintes formas: ganado (antes de 1096). vieram do árabe. mas por via do francés: forge. g a n c h e (n. f u s t a Vid. do l a t i m / a i r í c a . Machado diz: «Ora os cavaleiros zenetas (grande tribo de Marrocos). ¡KcoXk: fiar. g i n e t a i r o «e os melhores e mais destros ginetairos» 25. Tem duplo sentido este nome: aparelho para arremesso de pedras ou balas —como opina Cándido de Figueiredo. p. Do latim: *gamella-. 23. gaado (1262). p. tem largas consideragóes sobre a origem dos substantivos gineta e ginete.11.) «comiam a carne crua por nao ter iogo. A palavra gado é urna substantivaíáo de ganaíu-. 67. que aparece em ovelhum.fé.) «e nao Ihe ficando instrumentos de fragua e fogo» 69.

70.: breu. a primeira documentagáo é a Historia de la conquista de la Gran Canaria (de 1484). g i o l h o (subs. . Assenta no latim: gratíósu-. Pode estar aquí. Max Stefl^en. há duas notas dignas de saliSncia para o Autor das Saudades da Terra: I —a observagáo exacta de que nos textos frutuosianos a palavra é apresentada «como voz corriente.23. ibid. Régulo Pérez eré que o documento escrito que primeiramente cita a palavra gofio. Max Steffen (que em primeiro lugar o apontou) classifica de «interesante». p. Para sua historia há já contribuifoes importantes: Corominas. de primario. uma das etapas das expressoes estoreotipadas. 69.8. A variante: ginetairo explica-se como primairo. O Prof.) «donde se colige o grandor da dita Caldeira» 44. e o Prof. o Prof. porque se desconhece a sua origem. 68.1. diminutivo de genus. p. sin la atribución a los indígenas canarios que harán autores más tardíos»— do Prof.) «fizeram tanto contra os franceses.2. Moderno: yoe//io. Da atenta leitura dos trabalhos indicados. entre muitos outros. XXI. 22. linha 2. Antero Simón.) «estes se chamam Gomeiros. pois déle os receberam. proveio o portugués arcaico geolho ou giolho (variantes gráficas).) «comiam gofio de cevada torrada» «e usam de gofio como mouros» «Comem mais gofio que outro pao» «faziam suas lavouras de cevada parasen gofio» «e mantém com carne assada. Etnología y Prehistoria.6. facto que o Prof. para repartirem em semelhantes obras e com os pobres. n° 62. para o Prof. g o f i o (subs. XX.15. de um Reí chamado Gomeiro ou Gomauro» 8. 198. Max Steffen. Editorial Credos. p. o Prof. de grande e o sufixo -ura.31. Antero Simón. E de uso antigo. II —a importancia (aparentemente nula) da flexáo plural usada por Frutuoso: seus gofios. 1956. vol. Do latim: *granddre-.24. 250. guanche. La Laguna. gofio. no íeu Diccionario etimológico de la lengua castellana (4 volumes). Para Frutuoso servirá isso. Significa: por favor. 1943. J.37. de Pedro Gómez Escudero. g r a n d o r (subs. e. consagrou-lhe um artigo extenso. indicados atrás. Vid. em: a mal de seu grado. com excepgáo de um: o da página 30. g r a d o (subs. p. e nao para os guardar.11. 20/58. leite e agua» «seu comer é gofio de trigo e cevada amassado com azeite. gota (de-). «alrededor de 1500». J. o Prof. figurara na documentagáo aduzida por Max Steffen. na «Revista de Historia». Do latim: grata-.) <e posto seu giolho em térra por debaixo das lorigas os estoqueava» 37. Significa: vontade. 30.4. n° 115/116.36. é a Historia de los Reyes Católicos Don Fernando y Doña Isabel. 135. p. como a llha Gomeira.. 71. 84. em /leías de la Sociedad Española de Antropología. E sinónimo de: grandura. deste modelo: mal grado sea. 14. voi. Régulo Pérez. ou mal gastar em vaidades» 42.33.3. mel e leite» «de gofio amassado com leite» «com que recolhiam para seus gofios» «de que farem gofio os islenhos» «em que fazem gofio» 9. g r a c i o s o (adj. a bibliografia que Ihe respeita aumenta constantemente. 11. Álvarez Delgado. em que aparece a palavra gofio. que a mal de seu grado os encurralaram» 36. E palavra considerada aborígene. mau grado meu. de Andrés Bernáldez. gent.) «poís n i o os fez Deus táo proprietários que os escusasse de dispenseiros dos bens que Ele le deu graciosos. e dedicaram-lhe algumas páginas de criteriosas observagSes e valiosa documentagáo. Os passos de Frutuoso. Do latim: génüc(u)lu-. ibidem.24.165 langas curtas».11. S f o m e i r o (n. 60. n° 78.

que acodem aos alardos gerais de cidade» 25.1. despedir) teve a influencia do verbo pedir.12. Louisiana. Do latim: crupia.) «nem impediam aos imigos» 38.19. página 77. v. e impidir (Fernáo Mendes Pinto) com a flexio impida: «porque se nao impida de tua parte a clemencia do alto Senhor» (Vid. a finales del siglo XVIII. o contrario o qual se usa nesta ilha da Palma e mais ilhas Canarias.16. donde vive aún». La Laguna. Max Steffen. Sfulrre (subs. p. V. 1956. 1950. 45. g u a n c h e s Vid. Do latim: impediré. A grafía (e pronuncia?) impidir pode supor-se como resultante duma retroacfio das formas: impido.21.: José Pedro Machado. 40. i.33. A etimología que vulgarmente se aponta é o alto alemáo tuarten. procurar com a vista. despego. José Pedro Machado {Dicionário etimológico) fala duma forma hipotética: *Toardon.s e d e 23.) <e quási sua semelhante na aparéncia da térra e gfrandura» 26.10.: saltear. pelo menos no sitio que Ihe compete: impedir. Gil Vicente). o seguinte: «La voz fue llevada por los canarios. Vid. expedir. O s passos citados (Camóes e Fernáo Mendes Pinto) podem ajudar a esclarecer esse fenómeno de analogía. que nao se háo-de deixar conversar de todos. h o m e n s d e c á v a l o <há nela mais de quarenta homens de cávalo. 69.13. i m p e d i r (y. Frutuoso usa duma forma arcaica. V.15.: gauches. dá este substantivo como existente em Gran Canaria. de *petTre. El Hierro. Chegou até o secuto XVI (Camóes. Do latim: mlmlcu-. Do latim: . conversando-se todos» «inchada presunfáo» 41. s. como os fídalgos e regedores. t. v. no seu trabalho Lexicología Canaria.) «aves quási táo grandes como patas. 29. e cognatos: impeditivo.) <há grandes e altas rochas e g^rotas pela térra dentro do mar á serra» <e vendo armas fugiam todos ao mais áspero das serras.. pedes. evitar alguma causa. que nao é de uso. expido. E vocábulo tido por aborigene. pe.25. No índice remissivo deste notável trabalho do ilustre filólogo portugués. 24. q u e j ó s e Pedro Machado (Dicionário etimológico) datou do século XIV. que Ihes parece serem sagrados.28.13. brancas e pretas» 23.^uancAos e definiu: antigás habiiantes de Tenerife. A forma inimigo aparece neutros lugares. No século XVI aparecem as variantes: empedir (Camóes. nao figura. impedido. e informa. etc. despido — impeto. 23.: grandor. The Spanish Dialect in St. a la Luisiana.9. { f r o t a (subs. s.22.) Vid. por pétére {pefo. La Gomera. E conhecida a acfáo absorvente e niveladora que sobre estes verbos {impedir. O Prof. Vid. gretas e rochas» «parte esta cidade urna grota que traz em tempo de chuvas grande enchente> 20.14. etc. baseado no livro de Raymond MacCurdy. I m i s f o (subs. entravar. Repare-se na regencia. No seu Dicionárío. 96).38. g n a r d a r . iinicamente. i n c h a d o (p. expefo. Alburquerque. impidas.166 g r a n d u r a (subs. 43.26. Tenerife.oes fazem muitos inchados.): impido. embarazar. 49.34. com a flexáo empedem.22. o complemento objectivo vem precedido da preposi(áo a.: tabaiba.) «como em outras partes e na.: imigo. Os Lusiadas. Cándido de Figueiredo registou. Dicionário etimológico. que pode apresentar uma significa(áo diferente da que aqui se abona: guardarse de tentafóes. onde vestem cal(áo e cavalgam táo custosos os ofíciais de oficios mecánicos. por exemplo. e. Bernard Parish. deter. Em Frutuoso.16.

próximo do que em latim também possuia e que a constituÍ9áo de inveníre o mostra: in-venire: vir para.) «pelo que éste posto fica abrigado pelo lanfo que entra no mar» 78. A um ardina. o limite da acfáo do verbo: ir. A regencia moderna: ir em socorro. Socorra i um substantivo deverbal de socorrer.17. 24. Ir t e r «foram ter á Ilha com tormenta» 2.: fogo. 10. Vid.5. Do adjectivo latino pedánea-. mas pode ser adverbio: junto de. como juiz pedáneo» 25. 3. no seu Dicionário etimológico. l a n g a s d e t e a <Com pedras e langas de tea.12. julgavam de pé».18. do latim: intitulare. de Lisboa. corda. este exemplo. I n t i t u l a d o (adj. .: jancta-. vem do árabe maraf. A palavra barafo. por via erudita. Do latim laborare. j u n t o (adj. Este sentido está próximo d o que convém á frase de Frutuoso. veio o portugués: inchar. Significa: poder de condenar por forca ou por degola. a quem foi perguntado se era casado. . Na expressio de Frutuoso: invintaram fazer. i. pode ver-se o significado de descubrir. Deverbal do verbo lanear.. vivo amigado com urna mulher.: tea.20.29. e estas lanpas com as pontas feitas e tostadas no fogo.: barco.: succurrere.10. Ir a o s o c o r r o «companheiros. E adjectivo. É o sentido que convém a frase de Frutuoso. consignado por José Pedro Machado (Dicionário etimológico) tem muito va\oi: foy tomar outroabaixo guanta seria langa de uma pedra (Azurara). E o lat. t.) Vid. . que tem o comprimento dum pé.) <de que hoje é intitulado Conde» 6. Langa é o latim: lancea-.: lanceare. que é um pau de pinho. 30.30. . ñas localidades menos importantes. J u r i s d l f f t o d e b a r a g o e e n t e l o «governador que tem jurisdi$áo de bara. estranha a ausencia do artigo definido arábico. diminutivo de calter. Preste-se atendió em como o infinitivo ter traduz. fttca. J u l z p e d A n e o <um alcaide . do lat. e v. Pode ser mais extensa aínda a sua economía semántica: trabalhar.) «fizeram casar sacramentalmente aos que acharam juntos» 68. atirar a langa. l a n f o (subs. do cerne do qual queimado se faz o breu. os quais foram ao socorro» 65. do lat.36. i. J u b S e s (pespontar -). soprar em. pedáneo.32. d o verbo jungére. por via popular. ligar.20. O substantivo cútelo é o latim cultellu-. Há etimólogos que defendem a origem no francés: inventer. O participio passado pode substantívar-se: o inchado. Para a historia da evolusáo do sentido.28. através de inventare. que Cándido de Figueiredo (Dicionário) define assim: <diz-se dos juizes que. l a n c h a Vid. José Pedro Machado. l a v r a r (v. t. Inventar pode ser um frequentativo de inveníre. Ao qbe parece.5.o e cútelo» 18. a justa. veio peanho e.167 inflare. sen mais outro ferro á maneira de azagaias» 22. e. temos aquí os significados de trabalhar a térra e o de bordar. ouviu-se: eu sou junto. I n v e n t a r (v. José Pedro Machado (Dicionário etimológico) data a variante: lancea do século X e lan(a do sáculo XI. lafo.38.) «lavrando a térra com cornos» «lavram bem mas quasi nao sabem fiar nem tecer» 9. Do verbo: intitalarse.

quando mais grossa. em daas metades. mas acrescenta: «deve ser anterior». de téente. Do latim: locu-.: ligare. Referindo-se ao elemento lignum.: locas. I h e (pron. l o g o t e n t e «Assiste o govemador o mais do tempo na cidade e visita cada vila e lugar de tres em tres meses. áloes é genitivo (de origem grega). Diccionario. s. por isso delgado). l e n h o s a n t o «árvores baixas e rasteiras que chamam lenhos santos. Corominas. José Pedro Machado. E divergente de: ligar. de estevas ou outras plantas. l o c u s (primo occupanti conceditur -) l o g r e a s e a d e g ^ a s «nao quiseram em nada mais entender que em comer e beber. No portugués estáo representados os dois: lignu-. ou lenha santa.38. define-o deste modo Cándido de Figfueiredo. de que havia assaz lógeas e adegas» 38. em geral. lenho-aloés.2. que originou este vocábulo.28. ñas cozinhas. em: lignum áloes. que chamam lenhonoe.áo latina. 69. e tem a cor como de losna» 23. Hoje usa-se ainda: Iho (Iha). lugar.33. lenha. Significa: que tem o lugar. 24.168 l e n h a (subs. destinada a alimentar a combustao nos fornos. Adquiriu o sentido de: tempo: depois.18. Cándido de Figueiredo. plural de lignum. lenho-aloé. A pluralidade mantem-se na significa^áo colectiva que possui. é um composto: lináloes. como em: 23. Ihes os. uma racha de lenha (a pernada do pinheiro.) <para cortar e acarretar as canas e lenha» 45. o pau das quais é aromático e cheira bem> 22. Tente vem de tenente. Daqui as seg'uintes expressóes: am pau (ou: pauzinho) de lenha. E interessante notar que no trojo de frase: se Ihe vao balir com éles e se algam travesso Ihe vai deitar .: ligar. na origem. ligna-. encontramos. O vocábulo lenha. l e v a r á n c o r a s Vid. l e n h o n o e (subs. ou por si ou por seu logotente» 26. diz: «común a todos los romances.: tenere. {as). aunque algunos sólo han conservado el plural o el singular». o pronome pessoal Ihe com valor plural. Do lat.4. i.se pode ver em Ihe uma fundió do chamado dativo ético. l i a r (pron. Na combina. Vid. é fendida.) Em varias frases de Gaspar Frutuoso. Lenha é o latim ligna-. pes. pes.24. Dicionário etimológico. racha de lenha é cada uma dessas metades).3. l o g o (adv. Tenente é o participio presente do verbo ter.6.. arquiva as formas castelhanas: lignáloe e lináloe. utilizados na combustao. adega.19. consigna-lhe o século XIV.2. no seu Dicionário.) «e logo as Ilhas do Cabo Verde» 1.5. l o g o . a qual verde arde. v. Ihes o. regista somente formas diferentes deste nome. Ihe os. e. do latim: apotheca. um canelo de lenha (quando é rolifo. l e n h a s a n t a Vid. e isso era corrente no portugués antigo. Do lat. que. 2. lenho.t e n e n t e «como senhor que é supremo e logo-tenente de Deus» 2. (a).6.: logotente. lugar. mediante a forma: teente.) «árvores baixas como murteiras. do lat. Ihos (Ihas) podem representar: Ihe o. A presenfa do pronome Ihe pode estar intimamente exigida pelo verbo auxiliar da conjugafio perifrástica: ir {vao bulir e vai deitar). lenho-loé.) <e já sao liados com os espanhóis. no seu Dicionário: ramagem de árvores. lenho-loés. . Pareie-nos que ñas Ilhas portuguesas (e esse valor servirá para o passo de Gaspar Frutuoso) sao as pernadas dos pinheiros. e. com que casam seus fiIhos e filhas> 13. Lógea assenta no francés: loge.: lenho santo.: alevantar áncora.

as mais pessoas. m a d r e (subs. limite. m a l (a .) <e os mais que os viram» «os mais que estavam vendo sua determinasSo» 3. O portugués losna e alosna provieram do castelhano alosna. porquanto na primitiva constituisáo da expressio deve ter aparecido um substantivo. Do latim: lórTca-. m a h o r e r o (n. tal solugio nao é de seguir. pode servir para o outro passo. Do latim: matre. E o leito oa álveo dum curso de agua.1/2. mas também por concluir que o gentílico significa: homens do país. parece. «Torriani dice que Lanzarote y Fuerteventura fueron llamadas por los nativos del país: Maoh. Losna mostra-nos a aférese do a-. (moinho pequeño de -).) «por ter dantes muitos agacencios. de que se tira urna parte indefinida (partitivo).) «por debaixo das lorigas» 37. el país e que aparece en Benahoare. á primeira vista.: mahorero. 26. O Prof. e entrou por ela.31.13.: tea.: aloxínu-. 27. provávelmente. p.39. Vid. que significará: la tierra.a dano> «foi esta vila quási alagada do mar.35. nao sei por que razáo» 8.19. m a d e i r a d e t e a <e madeira de tea táo disposta para arder. que é extensivo as duas ilhas: Lanzarote e Fuerteventura. até que ponto a razio de Frutuoso poderá confirmar ou infirmar a hipótese do Prof. 41. ainda que nao se viu nunca sair tanto de madre que fa. pela banda de Malpais> 20. Alvarez Delgado? m a l s (adv.7.20. do lat.3. lug^ar (dar o tempo -). La Laguna. homens da térra. m a r (virasóes do -). Ainda que. (moenda de -). por las demás islas) y de majoreros (la misma forma de la otra isla con el sufijo hispánico en -ero) para los nativos de Fuerteventura». . vol.1. y por eso ellos se llamaron maohereri».21.19) declarou ignorar a razio por que se chamavam os habitantes de Forteventura maforeiros. que cá chamamos losna> 23. que em nossa linguagem quere dizer criadores de gados. gent. 207) tem as seguintes e interessantes consideraijóes a tal respeito: «El uso actual de Canarias conserva la denominación de majos para los nativos de Lanzarote (también llamados conejeros.5. m a f o r e i r o (n. Frutuoso (8. 53. courafa. no primeiro caso. Machado (Dicionário etimológico) data-as do século XIV.4. m&OS (as -). saindo da madre. con nombre hispánico. 31.Juan Álvarez Delgado («Revista de Historia». XI. Resta acrescentar: há pontos de contacto entre o informagSo de Torriani e Frutuoso: que o nome patrio é maohereri e mahoreros. Ainda que elas nao sejam irreconciliáveis entre si.26. que ateando-se a um mesmo tempo ardeu toda a cidade» 40. onde a preposifio de traduz a ideia de totalidadc. facilitada pela presenta do artigo.) «os islenhos [de Forteventura e de Langarote] se chamam mahoreros.) «Os moradores déla [de Forteventura] se chamam Maforeiros.169 l o r i g a (subs. as mais cousas.de). Doutor D. 25. m f t o (deitar . porque este é seu oficio». l o s n a (subs. 37. se nos afigure substantivasáo do adverbio. a que o adverbio atribuía um sentido indefinido de quantidade: os mais homens.14. 14.22. gent. Vid. 48. Aqui indica já o motivo.) «que traz em tempo de chuvas grande enchente. Também se usa: os mais de.de seu grado). E o ilustre Catedrático concluí nao só por estabelecer rela^áo entre Maoh e ahoh. 38.

Moinho. Cándido de Figueiredo (Dicionário) defíne-o assim: antigo empregadb judicial. quanto ao étimo. Talvez seja de atribuir a esta expressio o valor de maiha. Do latim *montáre. que chamam mudas [as muiheres da Ilha da Palma]. Rede. Do lat. meio.38. o l h o s (ver com os -) . mear.) <com algum nojo que teria de alguns seus vassalos».23.a» 65.20. de mons. o b r a (por por -).: témpora de frutos.30. Vid. méis e reméis. m o ^ O (adj. 10.20. no Dicionário. 1952. m o e n d a d e m S o «porque tém suas moendas de máo> 11.32.(de intensidade — Em Castilho. m o c a n e s (mocáes ou -) m o c S o (subs. do verbo moleré: coisas que devem ser moldas. o l t o c e n t o s <e que lá o favoreceu o Duque de Medina com oito centos homens» 22. m é l s e r e i n é i s <e sao grandes os proveitos dos méis e reméis que enviam a Flandres» 45. Ait.) 58. com o sentido etimológico: in odio. Muito mais conhecida é a prática de substantivo: no meado de Janeiro.: tentear.39. Vid. Moenda de mao é o mesmo que moinho de mao. a respeito do qual diz: árvore madeirense (Pittosporum coriaceam. encontra-se: verdade e reverdade): remel. m o d o (a . t. para exprimir a ideia dtjovem: este é o irmSo mais mofo. Do lat. 17. do latim rete-.13. no seu Dicionário. posp5e-se-lhe a preposifáe: de: oito centos de homens. Cándido de Figueiredo. registado por Cándido de Figueiredo.) Vid. Na linguagem actual. p. É o latim: majormü-. o b r a s d e r e d e «e fazer obras de rede». é um getundivo: molenda. andam embudadas no campo» 30.) <era muito mais mo. O plural de mel e remel pode ser duplo: meles e remeles.38.) 25.14.) de 6 a 8 metros de altura. Usa-se como adjeutivo.(scilicet: saxum). m u d a s <e porque afora uns badulaques.: barco.) Vid.32. m o n t a r (v. por meio do prefixo re.) 47. A palavra moenda. Dos cognatos: media-. Baseou-se no «Boletim da Sociedade de Geografía».: mediata-. regista as formas moca e mocano. 26. do adjectivo latino molinu. 30. veio o substantivo portugués mel.: mocao. p. Vid.23. n & n Vid.: barco.20/21. segundo informa Sousa da Silveira ñas suas LifSes de Portugués.: moenda de mao. m o r a d a (subs. XXX. m o c á e s o n m o c a n e s 47. 610. m e i r l n h o (subs. Frutuoso usa dun a forma que é adjectivo.: rancho.: melle-. de que usam. n a v i o Vid.conceditur locus).170 m e a d o (adj. Há também a locu^io: a meados de. Como adjectivo numeral: oitocentos. Segundo nos parece. o c c n p a n t l (primo . Vid. 113. quando se usa o numeral cento como substantivo. Tem parentesco com o castelhano mozo. n o j o (subs.: anejar. Em meado abril.de). correspondente ao moderno oficial de diligencias.9. m o i n h o p e q u e ñ o d e mfto 30. e mediare.

fogata triga. Para Cándido de Figueiredo {Dicionário). Vid. E popularíssimo. 14. p&O t r i s c o «e da banda do norte de pao trigo e cevada» 32. p e d f t n e o (julz -). Nova Floresta. Térras de pao. de que fazem gofio os islenbos» 7. Trigo. do latim trítíca-. .171 o r d e n a r (v. Encontra-se no Rabafali na Encumeada de S.36 Vid.32. Árvore a(Q|riana». p a u d e t e a «certificara ser feita [a cápela] toda dum pau de tea. 50.1. 8. as formas variantes: triigo e trijgo. .8. é especie lenhí-sa indígena da Ilha da Madeira. que o define assim: (Picconia excelsa). Fulares da Ilha.30. deram multas vezes a paga aos de Lan.4. nalguns lugares (Madeira. Compreende-se este valor especial. \. é a de adjectivo. 58. Cándido de Figueiredo (Dicionário) abona com Manuel Bernar Jes. e essa signifícafáo serve para Frutuoso.) . p a a s a d a (de -). por exemplo) ao basalto negro. que há na ilha e sua grandura. p a g a (subs.) «térras de pao e pastos> «térras de pao» «o pao que mais se dá nesta ilha é cevada branca multo boa. térras de trigo ou centeio. gent.: tahona. cujas raizes tem propriedades purgativas.: tea.36. A madeira emprega-se em construtoe» marítimas. p e n c a (subs. do Prof. consigna-o Cándido de Figueiredo (Dicionário).22. p a l m e l r o (n. 9. Do latim: ordinare. . . aqui. p a n b r a n c o 8.) <os naturais déla [da Ilha da Palma] se chamam palmeiros.. .31. Ao que parece. p a r (a .4.9.de).3.arote» 15.: pao.12.) «correndo a fama de tantos saltos e entradas . muito expressivamente. e. forma pan. Recorde-se a sintaxe inglesa: He ordered a suit. na serra da Boaventura. grande árvore sáo-tomense. José Pedro Machado no seu Dicionário etimológico. o u t r o (um . se chama. 1961). p. E o fenómeno da metonimia. Substantivo deverbal do verbo pagar. 32.13. . o v e l h u m (gado -). de que se faz o breu» 26. é: «folha grossa e carnuda».37. 50.28. no seu Dicionário etimológico. se tivermos em vista que . OBSO (sovela de -). data dos séculos XII e XIV. alada hoje.16. 76.) «onde em cima fazem copa redonda. Vid. como palma sem pencas» 54.: almástico.10.29/30.23.12. por ter a Ilha multas palmas» 8.) <E ordenando um barco do tronco de urna árvore> 2. p e d r a t u b o n a «que agufavam com as mesmas pedras tubonas» 9. como: farinha triga. Na Ilha da Madeira (Marques Caldeira. Vicente.27. i. Eduardo Pereira. Do latim:/7ane-. Vid. o seguinte significado da mesma roda: a planta do trigo: os pSes já sazonados. 25. nao o terá em multo» «tanques táo grandes feitos de pau de tea. 289. É assim que. data-a do século XI. Pau-hranco. Segundo informasáo do livro Ilhas de Zargo. p e d r a v i v a «um rochedo muí alto de pedra viva» 26. mas quem vir os pinhos. 71. 49. 46. Funchal.36. José Pedro Machado. t. p&O (subs. cousa que parece impossivel. 47.8. a funsáo de trigo.14. penca é «cada um dos grupos frutiferos dos cachos de banana». que é uma madeira de pinho.

Jubáo é o castelhano jubón. se é que nao foi tomada deste. colana. preferem: á cana. É urna formosa expressáo de: realizar. trabalho. alias mui afim da de meio.33/34.: pipas oa botas. picada. A origem de todas as formas é o árabe: al-jubbá.) «A igreja principal tem sete piares» 80. Do latim * pilare. No século XIX (abonafáo registada por Cándido de Figueiredo no seu Dicionário). José Pedro Machado julga adapta. está na origem do nosso prender.8. A forma divergente e moderna pilar é proveniente da castelhano: pilar. p i p a s e b o t a s Vid. também nao é despropositado vermos urna ideia de lagar por onde. del latim: pes. veio directamente: piar. ainda hoje em dia. nesta frase de Frutuoso. da familia do castelhano pipa. Repare-se na regencia: por por. e. Herculano: saiu hoje afanado com a sua aljuba nova. e. p o r v i a d e (loe. pas. nao deu dois barris» «adegas cheias de pipas e botas de vinhos» 32. sao brancos e malhados. quando desponta e durante certo tempo.: pesponto: ponto de costara. Bota. s. Em portugués do século XV (datado por José Pedro Machado.13.6. quando a sua tarefa está finalizada. urna cobertura carnuda e forte. por protec?áo maravilhosa. do mesmo modo a forma feminina: prensa. Há a variante: pospontar. há alguns maiores que lobos. tem a tapá-lo. p o n t o (a . Corominas (informa José Pedro Machado.31. Do part. Aqui.: préhendere.: panda-. Assenta no lat. Do latim: *piscáre. manto. Pipa.10. pode supor o inicio imediato ou o termo da execu^ao. pie». explica: presa. que usam os orientáis. p e s p o n t a r j u b S e s 30. no seu Dicionário etimológico) pensa tratar-se de «palavra común a los tres romances ibéricos: quizá fue primitivamente un adjectivo: hoja pe(d)enca.de) p 6 r p o r o b r a «tendo este conselho por bom o pusera por obra» 74. v. p i a r (subs. .172 cada um desses grupos de bananas. que se desprende. e de tal presa. que aogigam a fortissimos touros» 19. pela clareza. especie de loba. Em portugués também há: gibáo. ao lado de: por como.áo do italiano botte. veio preso. se pode interpretar como expressáo de meio. Hoje a regencia com a preposigio de nao é muito corrente. que José Pedro Machado (Dicionário etimológico) data do século XIV. por secagetn. no seu Dicionário.. por meio da forma prendere. caminho. naturalmente. por: piscari. vasilha para vinho ou agua.6. de pila.38. orificio resultante da picada. adv. recipiente e antiga medida ds capacidade. executar. p i p a s OU b o t a s <e vinha que dava quatrocentas pipas ou botas de vinho. Via é o latim: via. do úlimo: prensa-. do latim: ópera-. no seu Dicionário etimológico): antes meteo as maáos de só huüa aljuba que trazia. em que a agulha entra um pouco atrás do lugar por onde saia (para dar novo ponto). A palavra obra. donde o portugués: ponfo. 40.) «em quem Maciot Betancor as trespassara por via de doagáo» 6. E muito do gosto popular chamar presas aos dentes caninos. p r e s a «grandes cáis que acharam nela. E corrente esta locugáo com o valor de causa: eu lá fui por via de ti. p e s c a r d e c a n a <podem ir a pescar de cana alguns mancebos islenhos» 63. vestido. O lat. Boa defini^áo. i. quando o fruto já prescinde de resguardo e pode sbiinho evoluir. esta de Cándido de Figueiredo. depois de se operar a alteragáo semántica. substantivada. Em castelhano também existem: aljaba e juba.

) A regencia: responder a por . r e d e (obras de -). José Pedro Machado (Dicionário etimológico) data-a de 1220 (séc. Corresponder. introduzirá urna circunstancia de meio. Vid. Do significado: dar uma resposta. Note-se que previndo deu lugar a prevenido.) «sem vela. a talho de foice. o que se nao passou com vindo. Frutuoso (33. de venire: vindo. é de origem controversa. r a n c h o (subs. primo occupanti conceditur locus «os legistas e canonistas tem 1. Parece quadrar melhor o sentido de: declive. p r e v e i i l r (v. Funchal. donde. in Recopilación. Para o mesmo valor podia dizer-se: corresponder. como muito bem usa Gaspar Frutuoso. . E substantivagSo do part. E o castelhano resaca. . registado por José Pedro Machado.39. isto é.) «e os tinha previndos. E o latim: responderé. e cast. r e d o r (cercar ao -). que em lingua islenha quere dizer aifaraga e em espanhol rancho ou morada» 58. E interesante estp documento do ano 1026 (portante: secuto XI). como se vé em Cándido de Figueiredo (Dicionário).173 Em Diego Sánchez de Badajoz: «Un alano lleua fuerte / de presa y gran majestad» — La montería espiritual.7. do latim: crepare. O mesmo se nota em vir.occupanti conceditur locus). tomar avango. t. r e s p o n d e r (v.2. foi: previndo. r e m é i s (méis e -). 1961) regista a bela locugao adverbial: a remo. Candido de Figueiredo. que hoje se diz: prevenido. visto que julgamos a locu9ao nascida do facto de se observar que a acfáo vigorora e. méis e reméis. do latim: corresponderé. Recorde-se.11.5. urna regra que diz: primo occupannti conceditur locus» p r u m o (deitar o -) q u e b r a d a (subs. José Pedro Machado. depois: a propósito. Vid. chega-se fácilmente ao prego que tem na frase de Frutuoso. dizendo que> 64.:/anega. r e s s a c a «se «ncontram bs mares e ressacas em aguas vivas» 20. Dicionário etimológico. a direito. pas. p r i m o (. que nao serve para o texto de . diferentemente: de ama fanega de semeadara se colhiam cento e dez. a que nao é estranha a presenja do prefixo co-. cento e trinta fanegas. ultrapassar. É o latim: remu-.por exemplo: abrir / aberto. O verbo (port. alterando o jeito da frase: a ama fanega corresponderam cento e quinze. Do latim: praevenire. i. da mesma familia. ao que se nos antolha. Dicionário: et saleaste nobis de barcas. O sujeito gramatical pode entender-se como sendo: o rendimento do pao. nem remos» 2. r e m e l (subs. Madrid. Dicionário.24. desabrir / desabrido. O participio passado. XIII). simultánea dos remos (isto ocorre entre os pescadores) imprime ao barco urna direcfáo certa. dá esta definigáo. nao é nada vulgar. Para expressar a mesma ideia. A preposiíáo a. Abel Marques Caldeira (Falares da Ilha.) sacar.20. datou-o de 1338: «leuauam pera térra de mouros armas ou pez ou Remos ou madeira ou linho Canaue». de quebrar. especialmente.31) diz. r e m o (subs.) «e ainda que com remel do a9Úcar nos engenhos matem multas» 57.) «que está como em urna quedrada> 70. indica uma correlaQao. 1929.) «chamou aquele sitio Garafia.

que. do latim: computare. Na Península Hispánica deve ter existido urna {orma latina *roscíd5re. s a f r a (subs. todo Ihe faría dar por seu resgate» 38. que aludirá a las ramas rastreras de la sabina. (de . . O que Ihe acerta. s. . 66. que explica o portugués rociar. prop5em-se as seguintes considerajoes: 1. donde zimbro e zimbreiro. saindo em térra» «saíram em térra» 2. entra com igual prefo em outras expressóes: dar conta de. do latim *jeniperu. sabina ratiza. Consultado sobre o assunto o Enghenheiro-agrónomo Kui Vieira.12. Na previsio de que se nao trata dum erro de copia (sabe-se a que tropelías tean estado sujeito o autógrafo de Gaspar Frutuoso!).) «porque quanto havia ñas naus do saco e cativos.29.33. Para o passo apontado: orvalhar. que aquí aparece em cimeíro valor. o castelhano rociar e o catalio ruixar. provocado pela presen9a de rochedos ou aínda pela configura9Í0 protuberante do relevo submarino. havendo qualquer r e l a j o com sabina.: afafra. rtba. saiu em térra con alguns d a companhía» «e saissem nelas» <E chegadoAS ilhas. No Arquípélago da Madeira. (debaixo até -). coitio se sabe. Recorde-se que genebra é o antígo francés genévre. sabipeduíaes cheurosos como cedros» 47. r o d a (em alto . Plantas medicinales.). Cándido de Figu^iredo. 63. s a l r (v. ma» pfcnsa. «Es evidente palabra compuesta: sabi y peduiaes. consigna zimbro. r o c i a r (v. que é um pau á maneira de cedro. Como era prática no portugués antigo: salr em.8). Do latim: sabina-. do adjectivo róscidu.) «que cada dia rociavam com leite de cabras» 9. diz nao conhecer o vocábulo sabipeduiaes. «árvores ou arbustos semelhantes a cedros. O poyo dá-lhes . a qual existe ñas Canarias. sete mil arrobas» 20. vulj^arissimo na vida praietra: redemoinho das aguas do mar. t. é corrente na formaíSo de palavras designativas de árvores. . 35.34. . sabina chaparra (Font y Quer. Reparar na regencia desusada: restar de.: saque. e de melhor cheíro mas mais alvo na cor» 51. Vid. 3. t. na Madeira e no Porto Santo. borrifar. i. v. vestigio da preposí. sé ha confundido con el cedro por su olor». também na Regiáo Mediterránea. de par com zimbreiro. o nome de zimbreiros>. H.36/ 37. La sabina {Juníperas sabina) se llama también: sabina rastrera.37. Frutuoso alude a «ilheus ou ilhetas> (20.) «nenhum [dos engenhos de adúcar] abaíxa de safra de seis. .) «e por a amiga vír do mar enjoada. Vid.174 Frutuoso: «movimento feito pelas ondas quando se desviam de praia». Temos. do conhecímento de causa.de). muíto raros sao os exemplares conhecídos. Deverbal de contar. em -).) «há nesta montanha .) «onde há multas sabinas. No hallo pedaiqes. s a b i p e d u i a e s (subs. é estoutro. tomar conta de. pois nao sabía de conta» 67.32.). ¿pero será el castellano pedujales? Ahora bien: no comprendo cómo se ha hecho este compuesto. tratar-se da especie Juníperas phoenicea (L.31.io In para a expressáo da circunstancia de lugar para onde.33. s a b i n a (subs. Dicionário. sabina terrera. r e s t a r (y. assim. s a c o (subs. como sopa no mel. exacto. cujo sufíxo -eiro. A palavra conta. • a b e r d e c o n t a «podía este nao acertar.32.(por junípera). com o valor do actual Ir para. Formosa expressáo da certídao.) «restavam de conquistar estas tres» 5. en efecto.16.32/33. Também se usa: saír para.21. e informa que as «baga» desta árvore juníperácea se aplicam na composifáo da genebra».

: supplere. dragao. 55. Parece poder depreender-se do texto que os piratas. 55. cujas formas antig-as (Corominas. 6/7. i. A base está no substantivo jagum.: sauzes. • O C o r r e r .: succurrere. Drago é forma de nominativo. 41. Nao é corrente o uso da preposisáo a com o complemento objéctivo.28/29. • a u z e ^ «tirando as térras de canas de afúcar dos salgueiros. Dragoeiro assenta no anterior dragón e apresenta o sufixo -eiro. Sauze.) «e nao podendo sofrer tantas afrontas e perdas se socorreram ao Turco» 15.35. e saque» 40.37.15. Do lat. de ancorar. ^ • o v e l a d e OSSO «peles cosidas com correias e com sovelas de osso» 9. levantarse. Houve a variante soprir.) «e todo seu roubo. Vid. substituido inteiramente.10.t salicaria-.) «pelas bordas da qual se dá muito inhame branco que em anos caros supre por pao. • a r r i a d a (subs. O latim: subjagan originou as formas alotrópicas: sojogar. mVLTf[\t (v. oriunda das Canarias. Do latim: surgere. • a n y u e d e drag&O <e colhem deles urna g-oma t i o vermelha como sangue. sogigar e subjugar.17.avam as . •obre^^alto (de -).3. Do italiano sacco. 54.14. de sálix.23. • a l t o s (entradas e -). «Berbería. é o latim: saltee.16. • n p r l r (v. que chamam sang'ue de dragio» 53.30.) «sao brancos e malhados [os cáis] e de tal presa que sogigam a fortissimos toaros» 19.12. 14.2. aonde váo fazer muitos saltos* «come^ou a dar-se a faier saltos em Berbería» «quis um dia fazer um salto» 13.n marítima. Vid. sendo cozido» 53. parece exprimir a ideia de parar. além das ameafas com o» «rcabuzes. que lá chamam sauzes» 32. Do latim: *seranu-.: salgaeiro. Vid. • a l t e a r (v. do latim: dragone-.^ e (v. i. veio saco.: saco. Do laf. • a n t a (lenha -) • a u t o (lenho -) • a q n e (subs. depois. Vid.) «porque ja a esta sazio nao ficaram nem se achavaní ervas» 33.) 44. Do latim: satione-.13. Vid. 44. • O G o r r o (ir ao -). • O S f ^ í * ' (v. ambos do latim: *sSbella.) «e custosos seráos com libres de seda» «e indo a serSos disfarsados com libres mui custosas» 30. de sUbüla. 21.39. de que se extrai uma resina vermelha.: de sobressalto. por saque. Tem plural duplo: serSos e seróes.11.: de sobressalto. • a z & o (subs. •er&O (subs. Estafao do ano.24.9. conhecida pelo nome de sangue de drago ou sangue de dragao. t. Como vocibulo de linguage. Dragao. • a l t o (subs). alvoro.: de sobressalto.175 • a l g u e i r o (subs. 5.) «indo dando surriada» 36. 1.10/11. Em castelhano é dragón e drago. • a l t o s e e n t r a d a s 15. 38.24. Do lat. Dicionario) sao salce e salze. Repare-se na regencia: suprir por. O portug:ués sovela é paralelo do castelhano subilla.2. r. Vid. Repare-se na regencia socorrerse a.14.) «foram ter á Ilha com tormenta e surgiram naquéle porto» «e surgindo em Gran Canaria» 2. drago e dragoeiro sao nomes portug^ueses da arvore da familia das liliáceas.) <por nao serem até ali os inimig-os déles salteados> «salteando portos» 15. t.

com ela. B.. que nao há duvida. A tabaiba de que fala Frutuoso é urna das «diferentes especies de Eaphorbia» (Vid. tabaiba dulce (Euphorbia balsamifera.: fogo.) <há tambem outras duas maneiras e qualidades de árvores que chamam tabaibas. sobre essa planta subespontánea: «da América tropical.). 1956. que. com o nome de tunera e tuno. pelo que se g\iardam muito dele» 9.). Gonjalo. As cinco primeiras especies sao endémicas das Canarias. alias. o quai é alvo como massa de pao de trigo. Em Cabo Verde chamam ao tabaibo ou higo pico: figo do inferno. Poir. Brouss. táo forte. comum a Madeira e Porto Santo.: Max Steffen. pág. cujos frutos sao mais pequeños. encontram-se ñas Canarias. no Porto Santo. Ait. por dizerem ser boa para alimpar os dentes. existe também nos Aíores e na Madeira. porque. Esta fruta é doce e fresca. comunicou-nos: «que a designaslo espanhola tabaiba nao é especifica. os nomes de alindres ou alindreiro e também át figueira do inferno. «Que me lembre —diz na sua carta— há: tabaiba morisca (Euphorbia obtusifolia. W. Director d o j a r d i m Botánico da Madeira. que nao existe ñas Canarias. na Madeira. a quem se pediram esclarecimentos sobre isto. Há multas outras especies do género Euphorbia. em larga profusáo.). que deita de si.: (arriada. se faz o visgo. Em Sao Martinho (Madeira) há uma variedade de polpa amarela. mas a última (Euphorbia mellifera). 79). tabaiba majorera (Euphorbia atropurpúrea. é a única de porte arbóreo. O Engenheiro-agronomo Rui Vieira. Cándido de Figueiredo. Brouss. 23. tabaiba silvestre ou adelfa (Euphorbia mellifera.). tabaiba amarga (Euphorbia Regis-Jabae. como gema de ovo. 1956. existe grande quantidade de tabaibeiras. e também á máo revestida duma luva especial por causa dos espinhos. E evidente. higo picón.4. no Porto Santo. A especie da tabaiba silvestre tem. A tabaibeira e o tabaibo. Na Madeira sao conhecidas de toda a gente as palavras: tabaibeira e tabaibo. A outra especie de tabaiba tem o leite. Esta última designa^áo (mas só a última) atribuem á especie Euphorbia piscatoria (Ait.22. mas nao sei se Ihes atribuem a denominafio vulgar de tabaiba. 579. arquivou também o substantivo alhendros. que é impossível saber-se a que especie de tabaiba se refere Frutuoso.). mas para significar coisas muito diferentes: tabaibeira é a Opantia tuna. Tém muito interesse estas informaQÓes do erudito historiador que é ó Padre Eduardo Nunes Pereira. A tabaiba majorera existe apenas em Tenerife. Frutifica de Juiho a Setembro. Ait. no seu livro precioso Ilhas de Zargo.176 gentes com a vozearia própria do ataque a rúa da povoaíSo. se denominam varias especies do género Eaphorbia». No Campo de Baixo e Serra de Dentro. Parece que deverá escrever-se (arriada (Fernio Mendes Pinto).26. Vid. tabaiba salvaje ou iolda (Euphorbia aphylla.). Vid. que também chamam: higo pico. que se desenvolve e produz abundantemente ñas duas ilhas onde está naturalizada. O tabaibo é colhido á vara munida esta dum prego numa das extremidades para o perfurar. Lexicología canaria. Mili. caindo nos olhos cega-os. pág. e tabaibo é o respectivo fruto. secos e menos doces que os da Madeira. urna se chama tabaiba doce.). t a b a i b a (subs. outra de polpa roxa. mas é muito afim da tabaiba amarga». 48. Dicionário. Funchal. A designagao de higo chumbo está circunscrita á Espanha continental. que do leite déla. no sitio dos Arrifes». La Laguna de Tenerife. nem a decifragáo teria interesse de maior. A freguesia mais rica em tabaibas é S. e algumas pessoas trazem esta massa déle na boca. para sinónimo de alindres. entre o povo. .

do latim teda. primeiramente: temporaa. Do lat. tempos (a -).) «e tangendo o gado» 24. Vulgarmente. para relaciona9ao de ideia expressa com o que se pretende aditar. tocar. figos e beberás e melSes. t é m p o r a d e f r u t o s «é témpora de frutos. pela vulgar ditongasio da vogal tónica que assim evitou o hiato: teia.) «usassem os tais de sua má inclinasao> 12.: Lexicología Canaria. teria desaparecido em presen9a do convergente tentar. Do latim: *temporánu-. que na tea.9. t e a (langas de -). Cognato de tea é o verbo atear. de par com tamarco. 53. A expressáo ter tentó ajuda a conseguir o esclarecimento total de tentear. tenente (logo. bater-lhes para os estimular na marcha. t e m p o (subs. Na segunda frase. archote. Dicionário.) «Também querem que neste meio tempo fósse a Ilha da Madeira descoberta» «e a ñau com tempo se fez á vela» «em meio do qual tempo veio a Portugal um cavaleiro castelhano» 2. de que fazem os ricos as casas com ele mui cheirosas e perpetuas. podemos ver como que a primeira frase da mesma locuíáo: em meio do qual tempo. t e r (ir -).31.21/22. V.7. do Prof. 83.33. dá-o como regionalismo asoriano. regista também tamargo. A loe. por temporáneas.: tangére. tenteando be/n.-). Convergente de tea é tea do latim tela-.10. de meado abril» 20.17.11.originou. Vid.21. Tea originou. para segurar o bagafo. de temptare. isto é. Temporana. Palavra tida por indígena das Canarias. Em castelhano: tendal. t a m a r c o (subs. parece.13». que no meio do lagar. Vid. com bonanfa.) «tao rija que fazem déla tamÍ9a para ataduras e cerdas» 54. A forma tentar. Do contexto. (pau de -).) «os trajes feitos destas peles [de animáis de cabras e de oveihas] chamam tamarcos» 9. esta expressSo é usada para dizer: havendo tempo.38. SubstantivaQao do adjectivo. Nao está popularizado ta! sentido. pode tirar-se que significa compartimento. 72. fogo. (vir -).4. Aproximando-o do castelhano tomiza.para significar corda de feno e de outras plantas. um contó de ouro» 40. significa facho. breu e alcatrSo» «porque os outros sao teas. recebe a pressao. O substantivo tea.10.177 t a l (adj. José Pedro Machado fala do latim vulgar hispánico: thomícia. Candido de Figueiredo.: neste meio tempo pode significar: entretanto. de tentare.32. Aqui: tocar (alimárias). No terceiro exemplo de Frutuoso.7. t e n t e a r (v. 6. com tempo. que podia montar o que déla levaram estes franceses que a saquearam. Max Steffen. no Dicionário.11. t e a «p5r-lhe fogo com tea. adv.lugar). (madeira de -). . como define Cándido de Figueiredo.28. t e i m a s t e (subs. t e n d a l (subs.) «para ir aos tendáis» «cavado todo em tendáis» 60.13.) 9. frequentativo de ténére. 59. Reparar na inversao feita: u s a s e mais em referencia aos frutos que as térras suas produtoras. que. 52. pág-.) «soube-se. Possivelmente de tentó e o sufixo verbal -ear. t a m i $ a (subst.3. como em alcatrao. t.(taeda-). i. se ateia e arde com gram furia» 37. t e m p o (dar o . divisao. neste meio tempo. mas perigosas com o fogo.7. t a n g e r (v. 64. porque em maio se vendem uvas na praja.27.

d e J. que agugavam com pedras mui agudas (as pedras se chamam tubonas e sao pretas a maneira de azeviche)» 9. José Pedro Machado. Marques Caldeira.6/7. i. É o latim: tomare. que nao figura. replicar (eu. t o r n a d a (subs.: tornar.: gamela. 1961. t r o $ 0 (subs. obliquamente. e. 31. converter-se {tornou-se em servo). no Dicionário.) Vid. mais que outra na.7.) <e tiram funda e langa. pas. Fernando o grande gasto. v. «piedra azufrosa». na sua orig^em. t n b o n a (subs. 202).ao» 59. Do lat. t. com este derivado: que se aproxima de.». 1956) diz: tabúna. pág.14. V. em que tostam ao fogo sobre brasas o trigo e cevada» 30. XI. O u v e ' -se ali. a cuja familia pertence o adverbio transverse.25. Fulares. d e Hist. parece-nos. t o r o (subs.) «e se algum travesso Ihe vai deitar» 24. Pode tomar multas acep.) «Depois de bem queimada a tea sem aparecer ti.) . Para a forma atirar. supomos. P . mas em que se vé o vermelhaodo lume.: titione-.oes como: repetir (eu nao tomo afazer). é o part.io de voltar data-a do século XI (entre 1015 e 1065) o Dicionário etimológico de José Pedro Machado: ut ipso die tornemus ad domos nosfros. atribui-Ihe a data de 1510.) «aquela noite da tornada» 33. muito mais usado. informa: «palavra comum aos romances do Ocidente. reg^ista esta frase (a palavra é correntíssima entre o povo da Madeira): tíra-me agüele tifSo e deita•Ihe auga p' apagar.) e t o r n a r . Funchal. tem . Daqui a ideia de turbulento.) «ido a Franca sem mais tornar o Rei J o i o Betencor» <e vendo D. t r i g o (pao . do lat.) «varas. se tornou» 4. actualmente. O Prof. regressar. irrequieto. Max Steffen (Vid. E o latim: transversu-. de través. Substantiva. Da frase se tira que o sentido é: aparte de baixo da árvore.8/9. s. pres.32.So> «tiram urna pedra a maneira de barra» «tiram muito urna lanfa e um dardo táo certo a um alvo» 12. entao. embora como adjectivo.) «em que se queimam os toros de madeira» 59. A preposifio tirante. modelar ao torno. tem equivalencia a: excepto.15.) «em quem Maciot Betancor as trespassara por via de doagáo» 6. que. José Pedro Machado (Dicionário etimológico) documentou esta forma.: tostare e o sufixo de agente: -dor. com frequSncia: gosto muito de comer os trocinhos da couve). que éles mesmos fazem de barro muito lisos e limpos.178 t i ^ S o (subs.28.4. no seu Dicionário etimológico.áo d o part. podemos ver o si^fnificado primeiro.26. Vid. t i r a r (v. Repare-se na regencia: trespassar em. Lenha acesa ou meio queimada..22/23. que fazia. Este significado é ainda popular na Madeira: forte trofo da coive é este/ (Marques Caldeira. t o s t a d o r «tem tostadores. Na expressio: um vestido tirante a verde. trabalho (com -) t r a v e s í o (subs. de origem obscura». que para o sentido de arremessar é. Formado naturalmente de: tostar. E vulg^^ar o sentido de apartar. Funchal. Juan Alvarez Delgado («Rev. do verbo tornar.s e (v. La Laguna.. do ano 907: ad illa uia trauessa. r. 30.: Lexicólogo Canaria. t o r n a r (v. O Prof. O termo (aparente) do movimento é preferentemente expresso por a ou para. t. A significa. i. t r e s p a s s a r (v. L a Laguna. Machado. E muito conhecido o diminutivo tifaozinho. 1961. tornei-lhe). do tronco. Vale por voltar. em Fulares da Ilha. Do latim: toru: De toro se formou atorar.

de que é divergente t-ea. José Pedro Machado datou esta última do seculo XIII: com coita de arribar. . . É de notar a redundancia. Em Frutuoso: «foram ter á costa de África sem velas. v e r c o m o s o l h o s «que com os olhos viram» 11.: -fore-. v e l a (subs.).*/a é diferente: num lado. O preso da palavra i. J á tem sentido levemente diverso: navegar á vela.afcr. do verbo: advocare. Usar. donde vela. porquanto há investigadores que a g-eneraliram a outras ilhas. v e l a (fazer-se á -). que protege. i. subir para cima. l e m interesse reparar nesta frase de Gaspar Frutuoso. pedernal u obsidiana. onde a repetisio de palavras nao desfeia a expressáo. Steffen (loe.).) No latim: velu-.) «neste porto se abrigam os navios quando venta leste e les-aueste» 20. U « » d a ( p . p.).está na origera do castelhano vela. orseille (ir.) «gente belicosa e usada ñas armas» 11.26. . E popular. cit) encarece o testemunho de Fruhioso: pedras tubonas. e se é o pronome reflexo. Á vela i uma locutáo adv. a par desta forma.34. do lat. É muito corrente tgl recurso.10.179 observasóes interessantes: Nao aceita a r e s t r i í i o que Álvarez Rixo faz quando limita a Tenerife a palavra tahona. parece. para mais vigor de expressáo.38. e outro para outra» ¿4. comepar a navegar.5. é importante: «piedras duras y cortantes que (los guanches) arrojaban a sus enemigos y de las cuales se servían en lugar de cuchillos». ' Oi 1 7 * ^ * * • **"*'** *° mesmo gado caía um para uma parte. «vela (de navio) e. orcella (cat.Afonso X (Dieionário etimológico). Tal depende áo jeito que o autor consiga d a r . pasaría a significar con precisión cuchillo o instrumento cortante de obsidiana. etc. característicamente popular. 76. sijrnifícando primero y fundamentalmente piedra. aparte o que a limita geográficamente.4.). navio». noutro lado. É um líquene tmtório. de altus). do latim alfiare.) «[Gomeira] tem muita urzela» 8. Com razáo o Prof. Do verbo t. e pensa «que la palabra tuviera dentro del habla guanchinesca una evolución semántica. e talvez nao tenha sido notado isso. Corominas (Diccionario) regista. v e n t a r (v. De vento. urchilh (cast. Nada tem que ver com urze. é sinónima de alfar vela. nem remos» 2. do latim: *asare frequentativo vacnm (gado -) v a l e d o r (adj. A expressáo fazer-se a vela: («e a náu com tempo se fSz á vela» 2. do latim: valere. sa veaforom alfar . O plural vela.39. que a forma usada por Frutuoso é tubona.1 ¿. como o sufixo de agente -dor. do tatim: advocatione. A definiíáo de Álvareí Rixo. com o valor de: prepararse e sair dum porto.) «os moradores tomam por valedora a Santa Marta» 57. Participio passnro^com valor activo: com muita prática em.33). u r z e l a (subs. aproximando-as de urchilha (port. por extensáo. y luegro por evolución que lleva la voz de su sentido etimológico a su sentido practico. Equivalente é estoutra: fazer-se de vela. o próprio navio. (alfar.10. na nossa língua. A mesma ideia está expressa no verbete advocafáo. «apareceram sete velas» 35. É de notar. estoutra: orcela. do latim: uRce-. t a b o n a (pedra -). o conhecido utensilio de navegajáo.. entronca o portugés véu (veo).

6.4. v i r a f S e s d o m a r «por isso nao tem as Ilhas de Canaria virafoes do mar frescas como a ilha da Madeira» 52.6.: ir ter. no seu Dicionário etimológico): a virafom ventava temdemte ao lomgo do rrio. na Madeira. donde também visco.) cas» 15. tabaiba. Em Fernáo Lopes (século XV — conforme elucida José Pedro Machado. do latim: *vTr5re.22. por exemplo. Do verbo virar. v i v a (pedra -). v o l t a s (a -). x l l m e i r o (subs. Vid. 23. enviscar e víscido. Vid. 11.de).) 9.19.180 v i a (por . principalmente). v i r t e r <donde vieram ter as Canarias» <os moradores destas Ilhas Canarias vieram aqui ter da térra da África» 10. É correntissimo entre a gente do povo (do mar. «estes xilmeiros sao pobres criadores e pastores de va- . Do latim: visca-. v i s g o (subs.: fago.17.28. Ouve-se o dimuitivo: corria urna vira(aozinha branda.18.

ÍNDICE ANTROPONÍMICO E TOPONÍMICO .

Adalid. Aremoga 75.36.: Agostinho de Herrera. 57. Alagoa.4.18. Angira (na Gomeira) 75.: Aremoga.24.1.Vid. Argel 15.11.: Aremoga.17.38. Anes Bantrilha Vid. Afortunadas. Costa d' -. Afonso K(Rei de Portugal) 6.22.(pa Palma) 56.38.13.38. Ana Sánchez.18. Antonio.19.16.de Tenagua.8.1.:*Ouro.33. Gon. Antáo Gongalves Vid.30. Alegranía (ilha) 4. _ Cova da -. cidade de .32/33.Vid. vila de .25. 9.16. Santo .1. -) Vid. Afonso de Lugo (D. 82.35. Grota da ÁgMa Santa (no Ferro) 70.24/25. 82. Agatavar (na Palma) 32. Alvares. flor del vale del Cran Rei» 82.2.38. rio do » Armiga Vid.28.37.12.7. Ana. Afonso de Muxica Vid.23.2. Apurón.4.17/18. Adeixe (em Tenerife) 27.: Martins. -) (3° Conde da Gomeira) 76. Pero de .32/33.21.35.: Armigua.27/ 28. Altini 60.: Galvio.32. Agua. 55.25. Afores. 49. 53. Agostinho de Herrera (D. Agostinfto de Ferreira Vid.34. 27.21. Afonso (D. Agua Tuvar (na Palma) 56. Barranco da -.5. Alvarado (Capitáo) 27. 68. 52.14.(na Palma) 31.(na Palma) 59. 71. Ilhas dos . 21.(na Palma) 48.16.36.11. Afonso de Ayala (D.: Bantrilha. Amaro. Luís .: Ayala. Ponte de .38.23. Santo .1.: Delgado. André Martins Vid.2.31. 72.: Argual. 11. Ángel.Vid. 60.28! 7.11. Antonio Galváo (capitáo) Vid.1. Ana.: Muxica.32.9. África. AgacSncio.: Herrera.30/33.20. Santo . Antilhas.33. Lugo. 12.15.20.(em Tenerife) 21.14/15.alves. André. Joáo . 82. ' «Ana Sánchez.34.19. 24. 55.12/13. Aparicios 57. 49.(na Grá Canaria) 19. 38. 13.: Canarias.(na Palma) 56.: Martins. Antao Delgado Vid. Antao Martins Vid. Almenara 78. térra das .3. Argal Vid.8.13. Anes.26.50.17. Jo5o .: Ponta de Santo André. 7. térra da . Rodrigues . Santo .13.23.8.(no Ferro e na Palma) 32. . 58. Barranco de -. Argual (na Palma) 45. Santa . Arguijo. -) (Conde) Vid.36. Aragao. costa de -. Ilhas bem . Arguim Vid. -) (Conde) (Marqués de Lanfarote) (Senhor de Forteventura) Vid. Pedro de Aregoma Vid.37. André.28.Acadeixe (em Tenerife) 24.

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Armigua (na Gomeira) 75,27;29;32; 79,32;36; 80,29; 81,18; 82,15;16. Aroyos (na Palma) 49,6. Arrifes, Vila do Portos dos - (em Langarote) 16,28. Arucas (na Gra Canaria) 19,3; 20,28. Arure (na Gomeira) 77,34;35; 81,21; 23;39; 82,2; 14; 18. «Asia, Década da - Vid.: Barros, Joáo de Assomada (na Palma) 39,38. Assuníio, Nossa Senhora da Ataide, Martinho de - 5,36. Atlántico, Océano Atoaguia, Conde de /li/afe, Afonso de - 77,3/4;8;12;19; 81, 31/32. Ayala, Diogo d' - 67,10;31;33; 68,7; 34; 69,17; 72,4;14; 73,6/7;16; 74,35; 75,38; 76,19; 77,38; 84,37. Agala, Fernando de - 76,18/19. Ayala de Xerez Vid.: Xerez. Baixo, Realejo de Balravento (na Palma) 32,4; 56,32; 57,12;21;24;31;35/36; 61,15. Bantrilha, Anes - 33,3; 39,17;24. Barba, Pero - de Campos. Barranco (na Palma) 48,28. Barranco, - da Agua, - da Ferradura, - de Agua, - de Fernáo Gil, - de Nogales, - de Santa Luzia, - de Sao Joáo, - d o Bom Jesús, - do Rio, - dos Pinhais, - ou grota da Agua, - ou grota de Nossa Senhora das Dores, - ou grota de Biscainho, - ou grota dos Moinhos, - ou grota Grande, - ou grota Seca. Barranco da Ferradura (na Palma) 55, 5/6; 56,36;38/39. Barranco de Agua Vid.: Barranco ou grota da Agua. Barranco de Fernáo Gil (na Palma) Vid.: Gil. Barranco de Nogales (na Palma) 53,36. Barranco de Santa Luzia (na Palma) Vid.: Luzia. Barranco de Sao Joáo (na Palma) 53,9/ 10;14. Barranco do Bom Jesús (na Palma) 60,32/33. Barranco do Rio (na Palma) 56,38. Barranco dos Pinhais (na Palma) 58, 28. Barranco ou grota da Agua (na Palma) 49; 49,8;9; 53,33; 55. Barranco ou grota de Nossa Senhora das Dores (na Palma) Vid.: Nossa Senhora das Dores. Barranco ou grota do Biscainho (na Palma) 53,1/2. Barranco ou grota dos Moinhos (na Palma) Vid.: Barranco ou grota da Agua. Barranco ou grota grande (na Palma) 58,24. Barranco ou grota Seca (na Palma) Vid.: Barranco Seco. Barranco Seco (ná Palma) 29,14; 43, 23; 49,19/20;23; 50,24. fiarros, Joáo de - 3,34/35; 6,26; 7,14; 9,25/26. Barros, Joáo de -, Asia, Década 5, 25/26. Sarío/omeu (D.-) (Bispp) 61,32. Bartolomeu, Sao - (Berberia) 14,27; 20,38. Beatas, Ilhas Beatriz (D.-) (muiher de Alvarado) 27,26. Belchior (D. -) (Conde) 78,13; 81,36. Belchiora de Socarra Vid.: Socarra. Belhida, Maria - 33,20. Beltrao de Curoagaa Vid.: Curoagua. Benchehigua (na Gomeira) 81,18;25; 82,2/3;13/14;14/15; 83,18. Berbería 7,20; 10,14; 11,13; 13,6;23; 14,24;26;31;37; 17,13; 20,37; 24,26; 51,16. Betancor Vid.: Betancourt, Joáo de Betancor, Maciot - 5,31; 6,7. Betancourt, Joáo de - 3,26/27;29; 4,3/ 4;6/7;ll;24;32;6,9. Betencor Vid.: Betancourt, Joáo de -

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Betencores, fidaigos - 17,24. Biscainho, Barranco ou grota do Bispo das Canarias Vid.: Canarias. Boavista (Boa Vista) (em Tenerife) 27,8. Boavista (Boa Vista) (na Palma) 37, 25; 48,11;18; 49,2. Boa Vista Vid.: Boavista. Bojador, Cabo - 6,34/35; 7,19. Bom Jesús, Barranco do Bom Jesús, ermida de - (na Palma) 2,34/35. Bom Passo (na Gomeira) 80,20. Bom Passo, Nossa Senhora do -, Porto do -, Serró do Borges, Gaspar - 78,11. Borrachas, Pinho de Vasa Bracamonte, Rubim de - 3,21/23. Branco, Cabo - 14/27. BrandSo, S5o - (Ilha) 46,22; 56,18. Brás, Sao - (na Palma) 47,5;28. Brenha (na Palma) 46,8. Bretanha 33,5. Cabo, Horta do - (na Palma) 39,39; 49,15. Cabo Bojador Vid.: Bojador. Cabo Branco (Berbería) Vid.: Branco. Cabo de (¡jué Vid.: Gué. Cabo Verde, Ilhas do - 1,5; 2,14/15. Caldeira (na Palma) 44,10;19;34; 46, 1; 60,23. Caldeireta (na Palma) 48,20. Cáliz de Espanha 11,35. Camelo (na Gomeira) 80,28. Camelo, Serró do Campo, - de Mirca. Campo de Mirca (na Palma) 49,18. Campos, Pero Barba de - 4,39; 5,3. Canaria Vid.: Canarias; Gram-Canária. Canaria, Grá -, Gram Canaria, Ilha de -, Ilhas de -, Ilhetas de -, Rei de Canarias (Ilhas Canarias) (Ilhas de Canaria) (Ilhas Beatas) (Ilhas Bem Afortunadas) (Ilhas das Canarias) (Canaria) 1; 1,4/5; 2,12/13;20; 3.12; 25;32; 4,5;7;20;29/30; 5,9;27;37; 6, 30;31; 7,13;20/21; 9,1; 10; 10,1;5;13; 18/19; 11,7;17;31; 12,17; 13,1; 14,15; 22,25; 24,16/17; 25,18; 29,1; 41,11; 52,19;20; 54,16; 84,21. Canarias, Bispo das - 4,34. Canarias, Ilhas -, Ilhas das -, Reino das Candelaria (em Tenerife) 56,32. Candelaria, Nossa Senhora da Canhete, Marqués de Capities, Crónica dos ilustres Carlos V(D. .) 18,15; 31,8. Cartagineses 10,3;6. Casas, Guillam de las - 6,6. Casta dos Monizes Vid.: Monizes. Castanheira, Conde da Castela, Coroa de -, Indias de -, Rei de -, Rei D. Joáo de -, Reis de Castro, Fernando de - 4,20/21;22; 5, 27. Catarina (D. -) (Rainha, mulher de D. Henrique III) 3,19/20; 5,2. Catarina, Santa - (na Palma) 39,38; 44,31. Católicos, Reis Cha, Ponta Chaos Vid.: Lhanos. Chaos, Vila dos Charcos das Li(as (na Palma) 47,27. Chasna (em Tenerife) 24,36; 27,11. Chasna, Ponta de Chepude (na Gomeira) 81,22;24;25; 37; 82.5;14. Chorrilho (na Palma) 44,30. Cidade da Palma Vid.: Sao Miguel de Santa Cruz da Palma. Cifontes, Fidalgos - 17,23. Clara Vid.: Nasci. Clara, Santa - (Ilha) 4,17/18;20;23;28; 74,33. Clemente I//(Papa) 2.21/22. Colon 63,11; 72,1. Colon, Cristovam - Vid.: Colon. Conceigáo (em Alagoa) 25,1. „ . ConceÍ9áo, Nossa Senhora da '

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Conde da Castanheira 14,13. Conde da Comeira 76,19;24;26. Conde de Atoaguia Vid.: Martinho de Ataide (D. -). Conde de Nebla Vid.: Henrique (D. -). Conde de Portalegre Vid.: Silva, Dioj o da -,Joáo da Confeital (na Gram Canaria) 20,1. Coroa de Gástela 4,23; 5,33. Corte, Tafa Coriez, Fernáo - 63,13. Costa d' África Vid.: África. Costa de África Vid.: África. Cova da Ájua (na Palma) 58,23;31; 34; 59,10/11;14; 60,16. Covas Frag^osas (na Palma) 48,26. Crisiovam Colon Vid.: Co|on, Cristóvio, Sao - (em Teneriff) 25|1Crónica dos ilustres Capitáes», *\i\ntoria e • da Ilha da Madeira». Cruz, Santa Cruz dos Frades (na Palma) 56,)Q;16; 30; 59,19. Curoagua, Beltrio de - 39,19;24. Curralejo (em Forteventura) 13,6;17. Daiala Maria - 6,14/15. Dalid, Joio - (na Palma) 58,12/13;16; 18;23. Deize (na Gomeira) 78,34. Delgada, Ponta Delgado. Antáo - 11,9;12;15716;21. Dinis, Gonzalo - 33,9. DIO;o da Silva (D. -) (Conde de Portalegre) Vid.: Silva. Diogo (f Ayala (D. -) (capitáo) (Conde) Vid.: Ayala. Diogo de EstapinhSo Vid.: Estupinháo. Diogo Carda de Herrera (D. -) Vid.: Herrera. Dolfos.Lait- 33,3/4. Domingro, Santo - (Ilha) 63,13. Domingros, Sao - (na Palma) 40,30; 42, 8;13; 58,13;23;29;32. Dorcadas (Ilhas) 2,14. Dores, Nossa Senhora das Duarie (D. -) (Reí de Portugal) 5, 35/36. Duque de Maqaeda 7,33. Duque de Medina 22,12/13. Eicode (em Tenerife) 24,36. Encarnafáo, Nossa Senhora da Ermida de Sao Sebastiio (na Gomefra) S0,2/3. Escurial (na Palma) 61,17. Espanha 7,18; 53,25; 56,24;25; 65,36; 67,2;8; 68,10; 71,35; 74,36; 77,12;14; 78,1; 79,23; 81,31; 83,1;25. Espanha, Cáliz de Esperanza, Nossa Senhora da Estreito de Gibraltar Vid.: Gibraltar. EstupinhSo, Diogo de - 36,4. Esiupinhao, Joio de - 37,17/18; 38,8; 39,23/24. Eugenio IV (Ptipa) 4,26/27. Faria (em Lan(arote) 14,19; 16,24. Fernando (D. -), (D. -V), (D. - o Católico) Vid.: Reis Católicos. Fernando, Infante D. - (irmio de D. Afonso V de Portugal) (sobrinho do Infante D. Henrique) 6,1;11. Fernandes, Pero - de Justa. Fernando de Ayala (D. -) (Conde da Gomeira) Vid.: Ayala. Fernando de Castro (D. -) Vid.: Castró. Fernáo Cortez Vid.: Cortez. Fernáo de Magalháes Vid.:Magalhies. Fernáo Gil, Barranco de -, Porto de Vid.: Gil. Fernáo Peraza Vid.: Peraza. Fernáo Peres Vid. Peres. Ferradura, Barranco da Ferreira, Agostinho de Ferreira, Nuno - 14,13;17. Ferreiras 66,27. /errenAo, Joáo Rodrigues 65,34; 67,35. Ferrenhos (no Ferro) 8,20. Feffo 3,34;35; 6,17; 7,9; 8.19; 4^,21; 62; 62,1;7;10; 63,16;22; 65,36; 66, 16;18/19;23;28; 69,24;31; 72,4;5;23;

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74,36;, 75,6; 76,20;28;33;35; 84,27;37. Ferro, Ilha de -, Ilha do-, Porto do Festa do Natal 73,5. Fidalgos dos Perdamos Vid.: Perdomos. Fidalgos dos Saiavedras Vid.: Saiavedras. Fidalgos Herreras Vid. Herreras. Fidalgos Perdomos Vid.: Perdoraos. Fidalgos Saiavedras Vid.: Saiavedras. Fisrueiral (oa Palma) 48,25. Filipe / / ( D . -) 31,10; 41,38;39. Filipe, Sao - (em Forteventura) 14,5. Flandres 26,21; 33,5; 45,31; 53,25. Florentim, Lourenfo - 81,15. Foncaliente (na Palma) 33,35; 46,26; 27;28;31;32; 55; 57,29; 61,11;12;13. Foncaliente Vid.: Foncaliente. Foncalliente Vid.: Foncaliente. Fonduras, Guatimala das Fonte de A^acSncio Vid.: Agacencio. Fonte do Pinhal (na Palma) 58,16. Fonte Quente Vid.: Foncaliente. Forteventura 3,33;35; 6,19;34;35; 7, 19; 8,12;15/16;18; 13; 13,2;4;6;8;13; 15; 14,5;9;11;20; 16,22; 18,2; 24,23; 25; 63,9; 66,27; 84,27;34/35. Forteventura, Senhor de Frades, Cruz dos Frasfa, Vinha da Franca, Vila - (em Sao Mijfuel) 27,29. Francisco, Sao - (na Palma) 39,38; 79, 22. Galga (na Palma) 49.25; 51,15;30; 52, 35;36; 53,8;11. Galgfuitos (na Palma) 49,25; 53,4;15. GalvSo, Antonio - 2,26. Garachico (em Tenerife) 26,1;17;19;35. Garafia (na Palma) 33,34; 56,1;9;31; 57,38; 58,12;13;19;20;23. Garda, Diogfo - de Herrera. Garda, Simio - 57,37/38. Gaspar Borges Vid.: Borges. Gibraltar, estreito de - 10,5. Gil, Fernáo - (na Palma) 59,12; 60,17. Gomaaro Vid.: Rei Gomeiro. Gomeira 4,10; 6,17; 7.6;7;8; 8,9;11; 11, 20; 41,24; 46,24; 54,17; 66,29; 69,30; 71,39; 72; 72,1; 74,2;39; 75,17; 76,19; 29/30; 77,20/21; 78,17; 80,14; 82,30; 83.23; 84,18;27;29;30;37. Gomeira, Conde da Gomeira, Porto da Vila da Gomeiro, Rei Gomeiroga 75,17. Gonfalo Dinis Vid.: Dinis. Gongalves, Antáo - 5,29. Gorda, Ponta Gordo, Monte Gorganas (Ilhas) 2,14. Grá Canaria Vid.: Gram Canaria. Graciosa (ilha) 4,17;20;23;28; 7,3. Gram Canaria (Grá Canaria) (Gran Canaria) (Ilha de Canaria) 3,9;36; 4,17;20;23;28; 5,9;15;21; 6,33; 7.4;8; 10;21;25; 11,9;20; 13,10; 16,39; 17, 20;24; 18; 18,l;9;21/22; 19,8; 21.2; 22,15; 24,30;32; 25,21; 27,19; 29.7/8; 41,25; 63.9; 66.27; 82,27; 84,26;33. Gram Rei. Vale do Granada 74,12. Granada, guerra de - 5,13. Gran Canaria Vid.: Gram Canaria. Grande, Barranco ou grota r Grande, Porto Granel (na Palma) 51,14;27;31; 52,5. Grao Rei 81,12. Grao Rei, vale do- (na Gomeira). Grota, Barranco ou - de Nossa Senhora das Dores, Barranco ou - do Biscainho. Barranco ou - dos Moinhos, Barranco ou - Grande, Barranco ou - SSca, - da Agua, - de Joio Maior, - de Mirca, - do Rio. .Grota da Agua, Barranco ou ~ Grota de Joio Maior Vid.: Maior. Grota de Mirca (na Palma) 49.11. Grota do Rio (na Palma) 49,11. Guadalupe, Nossa Senhora de -. Ponta de -, Porto de Guadiana. Ribeira de Guatimala das Fonduras (vulcio) 27. 24.

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14.-) (de Portugal) 1.15. 81.13.: Salvador.: Gram Canaria.30/31.34. 3.32.18/19.(igreja paroquial) (na Palma) 51. Ilhas do Cabo Verde Vid.: Navarra. Joáo Dalid Vid.13. 5. 7/8.13. Guia (na Grá Canaria) 20.11.28. Santa Horta do Cabo Vid.27.8. Jaymes.32.16.8.13. 20.29.7.: Granada. Bom Joana (D.28/29.10. -) (Conde de Nebla) 6.10.14.23. 13. Guerra de Navarra Vid.: Tenerife.: Reis Católicos. Henrique III) (Rei D. indias 31. 56. Santa Isabel (D.15/16. 7.14. 52. 20.14.9. Icode dos Trigos (em Tenerife) 26.29. Ilhas Canarias Vid.: Soria. indias de Gástela 26. 3.18.11.24.: Canarias.: Dalid.14.: Casas. llheus ou Ilhetas (na Gram Canaria) Vid. 2. Henrique (D.: Canarias. Guindaste (na Palma) 53.21. Paulo .35.-) 3. Herrera. Guimar (na Grá Canaria) 19.: Sao Miguel. Sao .7. 4. Joao Adalid Vid. 84. Guillen Peraza (D.4/5. Lhanos de Santo André da Ilha do Pico 27. ermida de .de Santa Catarina. -) (filho de D.14/15. Ilha Terceira 21. Horta de Santa Catarina Vid.3.4.: Ángel. Horta.: Canarias. «Historia e crónica dos ilustres Capit i e s da Ilha daMadeira> 3. Ilhetas de Canaria 7. Ilhas das Canarias Vid. -) Vid.11. Indias Ocidentais 72. -) (de Gástela) 5. .33. 33.17.24.37.3/4. Herrera. Joao II (D. . Joao II (D. 36. 16.23/24. Hanno 2. Jaques Soria Vid.23.1. 6. Ilha de Santa Maria Vid. Infante D.23. Sao .9. .34.27.17. 70. 3.24. 84. Icode dos Vinhos (em Tenerife) 26.24.2/3. Inquisigio. Agostinho de . Ilhas de Canaria Vid.: Ferro.5. Ilha de Ferro Vid. 82.35.20.30.20/21.: Canarias. 26. Henriqae. Diogo Garcia de . Infante D.25. -) (Conde) Vid.17. -) Vid. Joáo de Gástela) 3. 5.35. Joáo.28. 4. 4. 81. Henrique IV (D. Cabo de .39. 15.18. 17.1.23.17. Joáo.: Catarina. Inferno (ilha) 3. Ilha de Canaria Vid. Inés Peraza (t).19. Ilha da Madeira («Historia e Crónica dos Ilustres Capitáes da -») Ilha da Palma Vid.19/20. Ilha do Porto Santo 1.29. Guiñé 2.: Ilhetas de Canaria. 28.19. 62.188 Gué.30.36. Ilhas do Océano Atlántico 5. -) (muiher de Henrique IV) (Rainha) 5. r^eraza.2. Sao -. 20.15/16.3. Hesperias (Ilhas) 2.14:21.17. 16. Igreja maior de Sao Salvador Vid. Inglaterra 26.28. Joio.5. Herreras.: Ferro.23.28. Jesús.(em Tenerife) 26.27.34.(na Palma) 53. Ilha do Ferro Vid. 63.: Henrique.18.36.2. Ilha do Ferro.: Palma.: Adalid.: Cabo.6. 15. Ilhas Beatas Vid.20. Ilha da Madeira 1. Henriqae III (D. Guillam de las Casas Vid. Catarina e D.28. 53. 6.31Guerra de Granada Vid. .6. Henrique Vid.: Peraza.35.do cabo.83. 37. Fidalgos .: Santa MaIlha de Sao Miguel Vid. Joño Ángel Vid.6. Ilha de Tenarife (ou) Ilha de Tenerife Vid.: Cabo Verde.

66. Manfano.14. Luz (na Palma) 58.37.: Estupinhio.1.27/28. 71. Seita de .38/39.14. 63.37. 66.13. 74. 69.27. 11.25/26.65.4.34.16. Luís de .: Lug'O.: Machim.25/26.10. Luis de Lugo (D. 46. Maqueda. 29. 18.: Padilha. 66.34.17.3. Joao de Padilha (D.: Silva.10.3.: Betancor. 72.'B4.38. 6.25.25. Voltas de Maio. Langarote 3. -) Vid. 4.32.23.38.4.14. Díanos (no Ferro) 71.32.23. 63. 18. 53. Justa (Infanta) 47.35.14.28. Grota de Joao Rodrigues Ferrenho Vid. Nossa Senhora da Luzia. Luis de Lacerda (D.189 Joao da Silva (D. Turco de Las Palmas 18. 7. 84.15.19. 46.28.: Mata Velhas.63.16. Justa.11.(na Palma) 43.37. Lesmes de Miranda Vid. ponta de . Lacerda.32. Joao de .5/6. Ilha daMafámede.2. 37.9/10.35.(na Palma) 48.20/21.24. 65.: Mangano.19. 56.7.18.: Dolfos.12. 16.15.2.30. 50.7. Lugo. Sao . 13.18. Luzia Machim Vid. Lhancon (na Palma) 51.31. 10.15.34.37. Luz.4.11. Luis de . 38. 66.2.4. Lugo.33.19/20.14. Luis Alvares Vid. 15.: Barros. Machim.38. Larache. 61. Joao Machim Vid.22.18. José. Jorge. Machim 2.2.: Ferrenho. Ligas. Ponta do Madeira. Letencor Vid. Luis Dolfos Vid.19i21/22.14. Machim. Sao Mig-uel de Maior.8/9. Joao de Monteverde Vid: Monteverde.20. 8.21.12. Marqués de Larache 16. / o 5 o de Lacerda (D. -) (2° Conde de Portalegre) Vid.27. Duque de Maria.4.37.8.6.18. 6. Afonso de .21/22. 12.7.21. 35. -) (DaiSo) Vid.: Vila dos Chaos.: Machim. -) Vid.30. 28.15. Malpais (em Tenerife) 27. MacAim. 19.: Joáo de Betancourt. Machico (na Madeira) 2.23.21.28. 34.: Lacerda. José. 75.35. Lombo de Mata Velhas Vid. 3.28.34.11. Luzia . Joáo de Estupinháo Vid. Lourenfo Florentim 81. Sao . Lázaro.37.36. -) (1° adiantado) 21.21. Luís de Vendaval Vid.25.23/24.9.39.10.19.21.28. 65. 76.33. Joao de Manzano Vid.^7.24.(no Ferro) 69. Lobos (Ilha) 4.5. 37.29.5.12.14. 1.14.20. 51. Sao . -) Vid. 60. Santa - . Santa -.7/8.23/24.8. 67.63. Maria . 18.44. Lacerda. Charcos das Licenciado de Santa Cruz (na Palma) Vid.14/ 15.5/6. Lhanos de Santo André da Ilha do Ferro Vid. Mago.35. Lhanos (na Palma) 45.17.6/7. Luis (D. Joáo Maior. Joáo (na Palma) 48.35.11. 75. 13.29. Joáo de Betancourt (Mossem ou Mosiur) (Letencor) (Rei de Canaria) (Rei) (Betancor) Vid. Lombadas (na Palma) 49. Silvestre .31.: Betancourt.(na Gomeira) 72.28.20/21.63.37. 17.26. 18.25.: Miranda.2.: Alvares. 73.: Lacerda. 76. Luzia.16. Santa -. Fernáo de .2.15. Langarote.: Vendaval.19.: Santa Cruz. 24.33. 71. Pero Fernandes de .34. Linguagem 10. Barranco de . Maciot Betancor Vid.26. Joáo de . 68.23.13. 67. Joao de Barros Vid. 14.16. Joao 62. 72.27. Magalhaes. Magar.7.24.8.

74. Martinho (Papa) 4. -) Vid.27.32. Vale de. Joáo de .4.: Maxerco. Marqués de Canhete 81. Mossem Rubem Vid. Barranco O M Grota dos Monacal Vid^ Monizes. Nagua. Mendo. Maxerco (Rei) 47.57.11/12. Antáo . Lombo de .27.: Ataíde.18/ 19.7/8.19. Nossa Senhora das Nisa (fila do Rei Ossinisso) 67. Mosteiros (na Palma) 34. Afonso de .(na Palma) 48.23.: Rubim de Bracamonte. Nossa Senhora da Luz (na Palma) 58. Pedro de . Marqués de Lanfarote Vid.11.48. Marta.30. 19.34. -) Vid.23. Mosteiros (em Alagoa) 25. Mazorco Vid.34. Muxica.10. 60. Festa do Ñau. S K igfuel. Neves.1. iraflores.18/19. Sao • de Santa Cruz da Palma.4.1. Campo de . Miguel.5.11. Guerra de . Ponta de . Nossa Senhora das Dores. Medina.: Belhida. Preto . Nogais (na Palma) 43.28. Martins. Duque de Meleao. Nossa Sfinhora de Montanha Obscura (em Tenerife) 22. Martinho de Ataíde (D.18. Santa . Barranco de i Nossa Senhora 82.\ Mirca. Mosteiro de Sao Francisco (na Gomeira) 79.2.22. Daiala.1.1. Nogales.24. -) (Conde de Atoug-uia) Vid.6/7.20.13/14.(na Palm«) 49.(Bispo) 4.de Tenerife. ^rant/a.32. Mosteiros (na Gram Canaria) 19.: Machim. Nossa Senhora da Candelaria (na Palma) 17.33/34.24. Mirca.(na Palma) 53.3.de Maio. Afenezes.190 María Belhida (D. Mossem ou - .45.83.. Mecheiras (na Palma) 48. Mosiur. Nascimehto de Nossa Senhora (Igreja) (na Palma) 52. Mossem Menante.22. Mossem Menante (Menante) (Rei Menante 4. Grota de Mocanal (na Palma) 47|15.11.33. Lesmes d«'.12/13. Monte Gordo (na Palma) 58. Nossa Senhora da Piedade. Nebla. Nasci 74. Maío (na Palma) 47. 27. 25.17.39. Barranco ou grota d« . iraflores (na Palma) 43. Sao «. María Machim Vid.23. Casta d o | . Monserrate.29.34.26. 49.11.7.29/30. Frei . Nossa Senhora da Esperanza (na Gomeira) 73. María Daiala (D. Conde de Ñero 41. Mossem ou Mosiur Vid.25. MenantCt Mosaem Menaute Vid.3.10.4. Porto da Navarra. Mirca (na Palma) 49.21.8/9.19.6/7.35. ermida de .io (na Gomeira) 80.39.21.7.(na Palma) 49.24. Meledet. Mosteiro (em Garachico) 26.: Ajfostinho de Herrera. Sao " igael. Nascimento de Nossa Senhora da Assun.81. Monteverde.33.5.35/36. Natal. Martins.4. Nogales (na Palma) 51. Nossa Senhora da Encarnafáo (ermida) (na Palma) 49.16.36. Matanza (em Tenerife) 22. Pero . Í8/29. André .13. Nossa Senhora. N|Jxico 63.9.5. 5.5. Moinho». Nossa Senhora da Conceifáo (Igreja em Boavista) 48. 49.45.13.: Joáo de Betancourt. 80. Mata Velhas.21.

cidade da Palma. Bom. '^rras do Pinho de Vasa Borrachas (na Palma) 61. Pernio . Vid. Nossa Senhora dos Remedios (na Gomeira) 80.4.27.24. Fidalgos-. Santo Oliva (em Forteventura) 13. Pero Seirao Vid. Ponta de Guadalupe (na Gomeira) 73. 78. Rabo de Penteado (capitáo portujrués) 48. Campos. 38. 57. Oratava Vid. Pero Barba de Campos. Poí/iZAa.10.11.16. Pero da Ponte de Tenarife 14.: Pedro de Vera.32/33.23. 63. 78.30.37.12.35. Nossa Senhora de Bom-Passo (na Gomeira) 73.17.14.32.26.6. Paus Fincados (na Palma) 46.8. 39.3. 67. Sao . 43. Sao .7. 26. 71.20/21. -) (Marqués) Vid. Nossa Senhora do Bom-passo Vid.28. 5.:Jaymes. 67.39.15. Nossa Senhora de Ta^acorte (ermida) (na Palma) 33.6.: Orotova. 36.27/28.26/27. iioii\te do Pinho.4. 8.5.32. 26.: Ossinisso. 41. Santo Palma 4. 50.: Vera.25.3. 17. Pinhais. Nossa Senhora do Rosario (igreja) (na Palma) 57. 51.28.21. Joáo d e .37. 79. 25.: Nossa Senhora de Bom-Passo. Fidalgfos dos 14. rio do .6. 52. 71. 56.9. Las Páscoa de Ressurreifio 45.1.23. Padre.22. FernSo . 22.11. Ponta de Chasna (em Tenerife) 78.12.5 36. Pedro. 46. 80. cidade de .21. 66. Pedro de Menezes (D. Orotava (em Tenerife) 21.17. Océano Atlántico. Perotomel (na Gomeira) 79.: Arguijo.S. 25. 68.17.32.20.6/7.: Ferreira.19. Perú 81. 29.35. 77.9.17. 29.1.32. Ossinissa Vid. Inés . Pedro de Vera Vid. Passo.: Seiráo.24. 52.11:25. Pedro. 65.23. Piedade. 80. 76.22/23. Pico.33.11.33.25.4. 84.35.27. Nossa Senhora de Monserrate (igreja) (na Palma) 55.8. Pedro de Aragáo (IV) (D.19. Pé de PauloJagmes V¡d.22.: Meledez.28. Perdomos. 78.1. Pero de Vfra Vid.9.Páu. 31.4. 47. Nuno Ferreira Vid. Ponta Delgada.24.6. 25.15. Ilha da Palma.31.39.24/25. 9.(Ilha de Sao Miguel) 33.191 Nossa Senhora das Dores (templo) (na Palma) 40. Pero Fernandes de Justa (Capitáo) Vid.38.7 18.14.27 29. Peraza. Guillen .3. 62. 61. Pico de Tereira (em Tenerife) 7. Nossa Senhora das Neves (ermida) (na Palma) 49. Sao Mijfuel de Santa Cruz da Palmas. Pero de Arguijo Vid. Ossinisso (rei) 64.: Menezes.3.(em Tenerife) 27. Peraza. -) 2. Nossa Senhora da Pinhais (na Palma) 59.11.21. Ouro.18.13. ^arranco dos Pinhal.6. 38. 74.26. .20. 49.18. Plazéncia 55. Nossa Senhora de Guadalupe (na Gomeira) 73. 7. 21. Pero Meledez Vid. Peres.6.: Justa. 32.10. Ponta Cha (na Palma) 32.14.16/17. 27. Palma. Ilhas do Oficio. 53. 41. 30.30.30. 66.21. Pé de Páu 35. Peraza.6.22. Ilha do Pico do Teide (em Tenerife) 7.34.21/22.9.25.1.(na Palma) 48.5.15.7.35.9.11.34.5.28. Peixe.18.

Vila da Rio. 9. Joao de Castela Vid. 13. Grao » Rei de Canaria Vid. Ponta do Sueste (no Ferro) 62. Rei de -. Rei de Portugal (Reis de Portugal) 1. Porto de Rosario. Realejo de Ribeira de Guadiana (em Espanha) 45. Conde de Porto (em Forteventura) 13.: Mazo. . Rei Menante Vid. Barranco do Rio.17.5. 4. Ilha do Portugal.23/24. 14.: Santa Luzia. 63.: Ponta Cha.38.36/37. 2.12. 18.12.: Rei de Castela. Romanos 10.25. 6. 66.29:35. Rambla (em Tenerife) 26. 76. 4. Ponta de Sao José (na Gomeira) 73. Porto do Ferro (no Ferro) 62. Porto da Ñau (na Palma) 51.21.7.22. Rodrigues Anes de Tenagua 50.7. Porto do Bompasso Vid. Roque. Rei.22.18. Rio do Ouro (Berbería) Vid. Porto Santo. 5.27.31. 4. Rei de Casiela (Reis de Castela) 1. Vila do . Isabel) 5. Porto Santo Vid.18. Ribeira Grande. Panta de Santa Luzia Vid. 17.30. Portalegre.33. Realejos (em Tenerife) 25. 29/30. Grota do Rio de Sacavem (junto de Lisboa) 59.4. Porto de FernSo Gil Vid.11. Reis Católicos (D.: Rei de Portugal. Reis de Portugal Vid. Rei Gomeira 8. Remedios. Punta Lhana Vid.28. Porto. Ponta de Santo André (no Ferro) 62. Reino das Canarias 4.17.22. 79. Gram -. 7.33. Lugar de .(em Sao Miguel) 11.15/16.24.2.25.9.30/31.Ferrenho. Porto do Bom-passo (na Gomeira) 74.2/3.19/20. -).: Bracamonte. Ponta Verde (no Ferro) 62. Porto da Vila da Gomeira 83.14.: Gil. Reis de Castela Vid.17/18. 78.dos Arrifes Vid. 14. Fernando V) (D.13/14.5/6.32.9.9.30.2.5. 15. Ponta Gorda (na Palma) 59.: Arrifes. Nossa Senhora do Rubem. ^ei D.33/34. 83. Sabinal (na Palma) 51.: Ouro.20. 67. Rio do Rodrigues. Rio de Teide (Berbería) 20. 23. Pontes 27.10. Rei Tato.24/25. Mossem Rubim de Bracamonte (Mossem Rubem) (Almirante de Franfa) Vid. 3. 77.16.12.23. Porto de Roque (em Forteventura) 13. 60.7.23.28. Realejo de Baixo • (em Tenerife) 26.30.25. Porto Grande (na Gomeira) 78. Porto de Guadalupe (na Gomeira) 77.29.19.43.. Ponta do Ma^o Vid. Páscoa de Riba. Ponte.14/15.11/12.de Tenarife.3.22. Realejo de Riba (em Tenerife) 26. Reis de Prasa de Vorciro (na Palma) 39. Roque (ilha) 4.27.: Joáo II (D. Pero da . 10.5. 68.]o8io .37.192 Ponta de Nagua de Tenerife 77. PretoMeleao 81.: Mossem Menante.4.33. 77. Nossa Senhora dos Ressurrei^áo.: Ilha do Porto Santo. Real (rúa) (na Palma) 44.: Joio de Betancourt.7/8. 36.5.20/21.4.30. Porto de Santiago (na Gomeira) 77. 21.7/8.: Porto de Bom-passo. 2. Rabo de Peixe.14.2.19.

Sao Miguel de . Santiago (em honra do Apostólo) (na Gomeira) 14. Sao Sao Brás Vid.23.27. Sao Domingos (templo) Vid. Sao SSo Pedro (igreja) Vid.3. 52. 17.: Marta.(na Gomeira) 44.15. Santo Padre 2.33.25. 49.28/29.193 Sacavém. 56. Santa Cruz.: Luzia. Simao Garda Vid.4. Seco.4.3. Agua Santa Ana. 24. 18. 75. Ponta do Ta5a-corte Vid. 7. Vila de . 58. S a o Sao José. 83. Saiavedras.20.8.4/5.30. Mosteiro de Sao Joáo Vid.: Jorge. 43. Sueste. SSo Sao SebastiSo.14. .: Domingo. Ilha de .24.27. Barranco de Santa María. Salvador. 45. 37.: Salgueiros.22.15. Lhanos de . SebastiSo.4/5. Santo Antonio Vid. Santa Marta Vid.: Garcia. 82.6. 44.1. Sao Miguel de Maio (igreja) 44. Sao Sao José (freguesia) Vid. 44.18. Santa Luzia Vid. Ilha de .15. Belchiora de . Jaques . Santo André. Salgueiros (na Palma) 32. Ilha de . Silva. Santa Cruz (em Tenerife) 21. Licenciado de . 51. Sao Brandáo. 55.: Amaro.: José.5. SSo .15/16.: Pedro.6. 33. 19.11. Sao SSo Miguel.10.: Domingos.25.38.14. SSo Pedro (freguesia) Vid. Santo André.2. (idalgos -.(na Palma) 33.4.da Ilha do Ferro. Sao Filipe (apostólo) Vid. 59. Samora (na Gom^eira) 79. 5. 42. Senhora. igreja de .15.2.: Pedro.20. Sao Sao Francisco. Santo Oficio 18.: Cristóvio. Porto de Santiago. Rio de Saiavedra 13.15.14. Nossa Senhor de Forteventura Vid.6.7.1.: Bartolomeu. Socarra.38.da Palma. Silvestre Jorge Vid.: Francisco.: Joáo. Samoras 81. Santa Cruz.: Ana. 44. SSo SebastiSo Vid. 39.: Catarina. Soria. Pero .5. Tasacorte (na Palma) 43.' Sancho (D. Sao Sao Francisco Vid. Barranco SeirSo. Sao Miguel de Santa Cruz da Palma (cidade) 31.: Clara.: SebastiSo.29. Sao Sao Cristóváo (na Alagoa) Vid.30.12.42.: Mafámede. 27.: Tajacorte. 53.33.: Brás.16.Vid. Ponta de Santo André.: Socarra.Vid.6¡15.35.35. Diogo da . 34. 11. fidalgos dos 14. ermida de Sauzes Vid. SSo SSo Salvador (igreja) Vid. Socárrate Vid. Sao Bartolomeu Vid.25.: Brandáo.19/20. Sao .22. Sayavedras 66.Vid.5. cidade de .Vid.24. Santa Inquisifáo 18. Santa Clara Vid.19. Santo Domingo Vid.: André. Santa Catarina Vid. Santiago. 35. Serró de Bom-passo (na Gomeira) 79.9/10. 21.24.32.35.36.: Filipe. Sevila 79. 37.: Lázaro. 14. Seita de Mafámede Vid. 38. mal de .6/7. Santa Santa Luzia.24. Ponta de Sao Lázaro. JoSo da . Silva.4.18/19. -) (Pai de Aregoma) 82.Vid. Vale de Santo.: Agostinho de Herrera.20.: Antonio. 57.69.8.24. Santa.: Salvador. 60.27.17.7. Porto Santo Amaro. Serró do Camelo (na Gomeira) 79.36.

8.20. Vera. 20. Vera. Terra das Antilhas Vid.28. Ayala de .16.14. Pico de Terra de África Vid. Telhal (na Palma) 44.22. Pico de -.19/20.33.14.66.: Tigorte. Rio de Tejina (em Tenerife) 25.22. 24.36/37.2.29.4.5.da Gomeira.1.17.25. Luis de .1. Mata Vendaval.7. 24. Vinha da Fraga (na Palma) 48.: África. Rodrigues Anes de Tenarife Vid.5. Vila Franca (Ajores) Vid.12/13. Vale de Santiago (na Gomeira) 82.8.15. 16.26. Tarácente (em Tenerife) 25. Vila dos Chaos (no Ferro) 68. Velhas (na Palma) 48. 81. Pino de . Miguel) 11. 52.(Veja-se a nota III da pág. Vila (na Gomeira) 79.31. Ilha de -. Teide (Berbéria) 14.: Orotava. Vila do Porto dos Árrifes Vid. 7. n> . Vale do Gram Rei (na Gomeira) 75. 23.39.18. 51.36/37. 15.6.5. Tinisara (na Palma) 60. Pra^a de . 22. 33.27/28.29/30.29. Porto da .5/6. 9/10.37/38.16. Vila (em Forteventura) 13.10.32.31. 41.27.36. Tixaraf e (na Palma) 32. 24. Tenagua (na Palma) 49. Turquinho 16.16. 23. 78. Valoco (na Palma) 49.194 Tasacorte.27. Tenarife. Ponta Verodal (na Palma) 48. 8.: Santo André. 76.27. Vasa. 21.30.16. Icode dos Vista.34/35. 195).22. Boa Voltas de Magar (na Palma) 60. Turco de Larache 15.39. 18.4.17.15. 26.: Tigualate. 61. Velhas.21.27. Vulcáo de Guatimala das Fonduras Vid. Pero de Verde. Vila de Santo Ándré Vid. Vila.1. Térras do Pinho (na Palma) 52.: Franca. 82. Vila (em Langarote) 14.9.16.38. Ilha Tereira. 51.31. 29. 66. Trajano (Imperador de Roma) 11.21. Tigalate Vid.31. Tehiaja (na Palma) 46. 11.: Árrifes. Icode dos Trudante 36. Tiguerote Vid.19. 34. Teide. Tenagua.37. Ilha de Tenerife.2.: Miraflores.27.27. Reí Taguavava (era Tenerife) 25. Cabo -.5. 81.4. Tuvar.15.35. 9.20. Tegueste (em Tenerife) 25. Trigos.: Antilhas. Vila de Apurón Vid. Pedro de . 7.1. 21. 47. 12.4. Nossa Senhora de Ta(0.2.37.13.: Apurón. 42.16. Agua Vale de Miraflores Vid. 50. 60.33. 63.16. Vila Vila Oratava Vid.15. Tiyualate (na Palma) 46. Tigorte (na Palma) 47.19.23.: Tenerife. Turquía 16.32.16.7. Xerez.31/32. Vale do Grao Rei Vid.20.Borrachas.1.11. Vorciro. 83.22.28.29.11. 15/16. 56.25. Teide (na Gram Canaria) 20.: Guatimala das Fonduras. Vinhos.23. 84. 28. 5. Pero da Ponte de Tenerife 5.^ Vila da Ribeira Grande (em S. Vila (no Ferro) 69. Ponta de Nag-ua de Terceira. .17.23. Teide (Tenerife) 24.19.: Vale do Gram Rei. Tenerife.

NOTAS I. Álvarez Delgado esta indudable identificación.l ki rcj ' ^ . com til. grafou-se: ú. líneas 36-37. linha: 22.: logotente. V. Cioránescu.: gado cabrum.. y además. linha: 3. III i 1 ' \^. sino leyendo *pra9a de Borreiro»: así la cita Torriani.» en el plano de la ciudad. Prescindiendo de la inicial equivalente. edic. Por faltar a letra: u. pespontar jubóes. grafou-se: é. y la r por rr es caso frecuente.: barco. no según las hipótesis que adelantamos en la nota 33 de la página 115. 39. la mención «praga de Vorciro» debe interpretarse. V. Debemos al Dr. V. pág. s. s. autor contemporáneo. claro que en la forma castellana «Borrero». linha: 7. En la pág. II. seguramente. no Clossario: s. V. la e fue sustituida por una c. no Glossário: s. linha: 3. todavía hoy existe con el mismo nombre. Por faltar a letra: e. 294. com til.

CORRIGENDA pagina linha diz una máo o a manera de quando invitíssimo matase sus de suas curriadas areceava muiti veré por duas duas razóes presenteu m abaiva alg'ums un preta a cinco eu seis de de fazer come deve dizer uma máo ou a maneira de quanto invictíssimo matasse seus suas (urriadas arreceava muito ver por duas razoes presente um abaixa algfumas um preta e cinco ou seis de fazer como 7 15 24 30 31 32 37 40 32 31 33 14 5 13 20 37 (nota) 41 43 44 56 57 60 71 76 80 2 20 24 28 2 2 37 33 13 2 16 17 18 .

ÍNDICE DO LIVRO .

da Vila de Santo André Do barranco da Agua da Vila de Santo André até Foncallente fim da Ilha da parte do ponente Como foi achada e tomada a Itha chamada Ferro e de algumas cousas qué há nela Como foi descoberta e tomada a Ilha chamada Gomeira. ou Grota da Agua. respondendo a urna de duas preguntas que Ihe fez a Fama.PRÓLOGO VII AS ILHAS CANARIAS: Em que a Verdade. trata em g-eral do descobrimento das Canarias e dalgumas coisas délas Do que se diz das linguag-ens de todas estas Ilhas Canarias De algumas cousas que outros dizem das duas Ilhas Forteventura e Langarote De alg^umas cousas da Ilha. e de algumas cousas déla TRADUCCIÓN GLOSSÁRIO ÍNDICE ANTROPONÍMICO E TOPONÍMICO NOTAS CORRIGENDA ÍNDICE DO LIVRO 1 10 I-' 18 21 29 35 43 49 55 62 72 85 149 181 195 196 197 . chamada Gram Canaria De alg-umas cousas da Ilha chamada Tenerife Dalg-umas cousas da ilha da Palma principalmente de sua principal cidade Como foi saqueada a cidade de Santa Cruz da Palma por corsarios franceses De Tagacorte até Miraflores De Miraflores até ao Barranco.

UNIV.BIBL.-LAS PALMAS DE GRAN CANARIA *470626* BIG 964.9 FRU ¡si .

C O N S E J O S U P E R I O R .