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DECRETO Nº 9662, DE 13 DE AGOSTO DE 2011. Regulamenta o tratamento diferenciado e simplificado aos MEIs, às MEs e às EPPs, no que diz respeito à formalização, incentivos, orientações e apoio ao crescimento e desenvolvimento de tais empreendedores no âmbito Municipal. SIDNEI FRANCO DA ROCHA, Prefeito Municipal de Franca, Estado de São Paulo, no exercício de suas atribuições legais e considerando o disposto na Lei Complementar nº 123, de 15 de dezembro de 2006, e às alterações e resolução posteriores; considerando a LDO 2011 da Secretaria Municipal de Desenvolvimento; considerando a Lei Orgânica do Município de Franca - Título IV - DA ORDEM ECONÔMICA, Capítulo I - DOS PRINCÍPIOS GERAIS; considerando a Lei 7482, 13 de dezembro de 2010, que trata da Educação Empreendedora de Franca; considerando a Lei 10.406, de 10/01/2002 em seus artigos 970 e 1.179, definindo micro e pequeno empresário; considerando o Decreto nº 55.660 de 30 de Março de 2010, que rege sobre a implantação do SIL – Sistema Integrado de Licenciamento; considerando o Decreto Municipal nº 8.919, de 24 de agosto de 2007, sobre a regulamentação do Alvará provisório em Franca; considerando o Decreto nº 8.887 de, 4 de Julho de 2007, que rege o Programa de Parcelamento Incentivado de Franca; considerando a Lei nº 7.261, de 02 de Julho de 2009, do Espaço Moda Franca, sobre a regulamentação do apoio a participação de microempresas as Feiras do setor calçadista; considerando a Lei nº 7.462, de 26 de Outubro de 2010, que regulamenta o apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Franca para realização da Expoíntima – Feira de Moda Íntima de Franca e região; e considerando a Lei Municipal 7.502 de 05 de Janeiro de 2011, que autoriza a abertura de créditos adicionais para a celebração de convenio com o Ministério do Turismo para a criação do CVT – Centro Vocacional e Tecnológico, D E C R E T A: Capítulo 1 – Disposições Preliminares Art. 1.º - Este decreto regulamenta a execução dos programas municipais de incentivo aos microempreendedores individuais e às micro e pequenas empresas, em especial: I – incentivo à geração de emprego; II – incentivo à formalização de empreendimento; III – Implantação do SIL – Sistema integrado de licenciamento; IV – Obrigatoriedade da observância, em nível municipal, dos benefícios genéricos destinados às micro e pequenas empresas referentes às compras públicas. V – Inovação tecnológica e educação empreendedora; VI – Incentivo ao associativismo e cooperativismo. Art. 2º. A fim de viabilizar o tratamento diferenciado e favorecido aos microempreendedores individuais, microempresas e Empresas de Pequeno Porte, doravante denominados MEIs, MEs e EPPs, fica definida a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, como principal articuladora do poder público municipal, responsável por executar políticas relacionadas no Art. 1º. Capítulo 2 – Definição de Empreendedor Individual, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Art. 3º Para os efeitos deste decreto, considera-se MEI, ME e EPP ou pequeno empresário nos moldes do Artigo 3º da Lei Complementar 123 de 14/12/2006 e da Lei 10.406, de 10/01/2002 em seus artigos 966, 970 e 1.179, caracterizado como Microempresa e com seu registro no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que: I. No caso do Microempreendedor Individual, o pequeno empresário conforme definido no caput e que tenha auferido receita bruta, no anocalendário anterior, de até R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais), optante pelo Simples Nacional dentro dos requisitos estabelecidos pelos parágrafos 1 a 14 do artigo 18-A e artigos 18-B e 18-C da Lei Complementar 123/2006 e alterações posteriores; II. No caso do agricultor familiar e empreendedor familiar rural, aquele que pratica atividades no meio rural conforme definido na Lei nº 11.326/2006, e alterações posteriores; III. No caso das Microempresas, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais); IV. No caso das empresas de pequeno porte, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). Capítulo 3 – Do Licenciamento, da Inscrição e Baixa Art. 4.º - O licenciamento do micro empreendedor individual, microempresas e empresas de pequeno porte dar-se-á através do SIL – SISTEMA INTEGRADO DE LICENCIAMENTO e a inscrição, alterações e baixa junto ao cadastro municipal darse-ão pelo sistema de Requerimento de Cadastro Mobiliário – RECAM online. § 1º - A Prefeitura de Franca disponibilizará em seu sítio na rede mundial de computadores acesso: I – ao SIL – Sistema Integrado de Licenciamento, programa estadual que centraliza em um único sistema, informações de todos os órgãos relacionados com os licenciamentos de empresas recém formalizadas, de acordo com cada atividade da empresa; e II - ao sistema de Requerimento de Cadastro Mobiliário – RECAM online, programa municipal de cadastro de pessoas jurídicas ou naturais que exercem atividades no município. §2º - Quando solicitar o licenciamento inicial ou sua alteração pelo SIL – Sistema Integrado de Licenciamento, na forma prevista no inciso I do parágrafo 1º, o interessado ficará obrigado, observada a regulamentação do município, a solicitar a inscrição ou alteração cadastral junto ao Município por meio do sistema de Requerimento de Cadastro Mobiliário – RECAM online, de que trata o inciso II do parágrafo 1º, informando o número de protocolo emitido pelo SIL. § 3º - O empresário poderá acompanhar pela internet seu processo para aquisição do certificado de licenciamento integrado, bem como de sua inscrição cadastral junto ao município, podendo alimentar com informações e documentos que possam agilizar sua certificação e licenciamento. § 4º - O SIL – SISTEMA INTEGRADO DE LICENCIAMENTO está regulamentado pelo Decreto Estadual nº 55.660 de 30 de Março de 2010 e o sistema de Requerimento de Cadastro Mobiliário – RECAM online deverá ter a sua regulamentação implementada e disponibilizada no sítio da Prefeitura Municipal de Franca. § 5º - As taxas para abertura e licenciamento do Microempreendedor individual fica reduzida a zero nos termos do art. 4º, § 3º da Lei Complementar Nacional 123, de 14 de Dezembro de 2006 e pelo Decreto Municipal 9.329, de 08 de Setembro de 2009. Art. 5.º O Programa Municipal “Sala do Empreendedor” tem como objetivo orientar os empreendedores, simplificar e reunir os procedimentos para a expedição das licenças municipais para que o estabelecimento tenha seu regular funcionamento. Art. 6º. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento orientará os procedimentos para: I – emissão da Certidão de Zoneamento na área do empreendimento; II – inscrição nos cadastros municipais, estaduais e federais, bem como sua regularização; III - Obtenção do Alvará Definitivo, que para atividades de baixo risco será emitido pelo SIL – Sistema Integrado de Licenciamento imediatamente após o devido preenchimento das informações necessárias no sistema, de acordo com as legislações estadual e municipal (cetesb, visam, corpo de bombeiros, código de obras e posturas municipal, lei de uso de solo e zoneamento municipal). IV - emissão de certidões negativas e de regularidade fiscal; V - registro comercial do empreendimento § 1º Na hipótese de indeferimento de suas licenças, o interessado será informado sobre os fundamentos e será oferecida orientação para adequação à exigência legal. § 2º O Programa Municipal “Sala do Empreendedor”, funcionará no Parque Fernando Costa, sob responsabilidade e administração da Secretaria Municipal de Desenvolvimento. Art. 7º Constatada a inexistência de “habite-se” ou “carta de ocupação” o interessado será intimado a apresentar protocolo de processo de regularização do prédio ou do processo de pedido de “habite-se” ou “carta de ocupação”, caso já tenha projeto aprovado. Art. 8° Serão pessoalmente responsáveis pelos danos causados à empresa, ao Município e/ou a terceiros, os que prestarem informações falsas ou sem observância das Legislações Federal, Estadual ou Municipal pertinente, sobretudo as que definem os crimes contra a ordem tributária. Art. 9° O Alvará Provisório ou Definitivo será cassado, nos termos da Lei 2.047, de 07 de Janeiro de 1972, se: I - quando for exercida atividade diferente da requerida e licenciada; II - quando o proprietário licenciado se negar a exibi-la à Assessoria de Planejamento, ao ser solicitado a fazê-lo; III - quando não dispuser das necessárias condições de higiene ou de segurança; IV - quando no estabelecimento forem exercidas atividades prejudiciais à saúde ou higiene; V - quando se tornar local de desordem ou imoralidade; VI - quando o funcionamento do estabelecimento for prejudicial à ordem ou ao sossego público; VII - quando tenham sido esgotados, improficuamente, todos os meios de que disponha o fisco para obter o pagamento de tributos devidos pelo exercício da atividade; VIII - quando o responsável pelo estabelecimento se recusar obstinadamente ao cumprimento das intimações expedidas pela Prefeitura mesmo depois de aplicadas multas ou outras penalidades cabíveis; IX - nos demais casos previstos em leis; X - quando a atividade do estabelecimento comercial, industrial, prestador de serviço ou similar, não estiver satisfazendo o interesse da coletividade. Capítulo 4 – Dos Tributos e Contribuições Art. 10 O Programa “Sala do Empreendedor” orientará os empreendedores quanto aos benefícios do Simples Nacional regulamentado pela Lei Complementar Nacional 123/2006, podendo ainda, disponibilizar material para compreensão e capacitação do empreendedor. § Único- Os empreendedores com débitos de ISSQN poderão parcelar suas dívidas nos termos do Programa de Parcelamento Incentivado – PPI, autorizado pela Lei Complementar Municipal 118, de 19 de Julho de 2007 e regulamentado pelo decreto municipal nº 8.887 de, 4 de Julho de 2007. Capítulo 5 – Do Acesso aos Mercados Seção I – Acesso às Compras Públicas Art. 11 – As divisões de compras da Prefeitura Municipal observarão, obrigatoriamente, em seus procedimentos, o disposto nos arts. 42 a 45 da Lei Complementar 123/2006 a fim de se garantir os benefícios genéricos das micro e pequenas empresas nos procedimentos licitatórios, a saber: Art. 42. Nas licitações públicas, a comprovação de regularidade fiscal das microempresas e empresas de pequeno porte somente será exigida para efeito de assinatura do contrato. Art. 43. As microempresas e empresas de pequeno porte, por ocasião da participação em certames licitatórios, deverão apresentar toda a documentação exigida para efeito de comprovação de regularidade fiscal, mesmo que esta apresente alguma restrição. § 1º Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal, será assegurado o prazo de 2 (dois) dias úteis, cujo termo inicial corresponderá ao momento em que o proponente for declarado o vencedor do certame, prorrogáveis por igual período, a critério da Administração Pública, para a regularização da documentação, pagamento ou parcelamento do débito, e emissão de eventuais certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa. § 2º A não-regularização da documentação, no prazo previsto no § 1º deste artigo, implicará decadência do direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 81 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, sendo facultado à Administração convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a assinatura do contrato, ou revogar a licitação. Art. 44. Nas licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte. § 1º Entende-se por empate aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% (dez por cento) superiores à proposta mais bem classificada. § 2º Na modalidade de pregão, o intervalo percentual estabelecido no § 1º deste artigo será de até 5% (cinco por cento) superior ao melhor preço. Art. 45. Para efeito do disposto no art. 44 desta Lei Complementar, ocorrendo o empate, proceder-se-á da seguinte forma: I - a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame, situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado; II - não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte, na forma do inciso I do caput deste artigo, serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese dos §§ 1º e 2º do art. 44 desta Lei Complementar, na ordem classificatória, para o exercício do mesmo direito; III - no caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte que se encontrem nos intervalos estabelecidos nos §§ 1º e 2º do art. 44 desta Lei Complementar, será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta. § 1º Na hipótese da não-contratação nos termos previstos no caput deste artigo, o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame. § 2º O disposto neste artigo somente se aplicará quando a melhor oferta inicial não tiver sido apresentada por microempresa ou empresa de pequeno porte. § 3º No caso de pregão, a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada será convocada para apresentar nova proposta no prazo máximo de 5 (cinco) minutos após o encerramento dos lances, sob pena de preclusão. Seção II – Estímulo ao Mercado Local Art. 12. Pelos programas municipais “206012070 Apoio à Produção Vegetal, 206022071 Apoio à Produção Animal, 226612073 Apoio à Produção Industrial e 236912074 Apoio ao Comércio e Prestação de Serviços” , todos da Unidade Administrativa “02.12.00 Secretaria Municipal de Desenvolvimento”, no Anexo III da Lei 7.284/2009 - Plano Plurianual e no Anexo II da Lei nº 7.452/2010 - Lei de Diretrizes Orçamentárias, correspondentes também respectivamente aos “Anexos II e V – Descrição dos Programas Governamentais/Metas/Custos” do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a Prefeitura Municipal de Franca, nos limites da autorização legal e das leis orçamentárias: I – realizará, no Município de Franca, eventos ou feiras de artesãos e/ou produtores agrícolas e industriais dos setores produtivos do Município que possibilitem às micro e pequenas empresas a busca de novos mercados; II - apoiará missão técnica para exposição e venda de produtos locais em eventos ou feiras realizados fora do Município de Franca. § 1º Para o setor de agronegócios, a Prefeitura Municipal vem fortalecendo o setor através da realização e organização de feiras que trazem visibilidade ao setor em Franca e região, favorecendo a realização de negócios, trazendo maior movimentação nestes setores nos períodos de tais eventos. I – Expoagro – Exposição Agropecuária de Franca, feira já reconhecida nacionalmente entre os principais criadores de animais das raças de bovinos, equinos e ovinos. Através deste evento, criadores locais podem realizar contatos com demais criadores, objetivando a melhoria da qualidade de seus rebanhos e fomentar novos negócios no setor de agropecuária da região. Durante o evento, criadores e produtores locais podem também se atualizar e buscar orientações gratuitamente, através da palestras e congressos realizados durante os dias de evento. O setor de indústria, comércio e serviços do ramo de agronegócios, também se beneficiam com o evento, uma vez que podem divulgar suas marcas, produtos e serviços, fomentando assim estes setores interdependentes do agronegócio local; II – Expoverde – Feira de Flores, Frutas, Hortaliças, Plantas Nativas, Plantas Ornamentais, Plantas Medicinais, Agricultura Orgânica, Insumos, Máquinas e Implementos Agrícolas de Franca e Região, esta feira é realizada com o intuito de fomentar negócios em todos os setores relacionados com a agricultura e paisagismo de Franca e região, portanto microempresas e empresas de pequeno porte que vendem produtos ou serviços relacionados com os mesmos, tem uma oportunidade de ampliar sua rede de contatos e clientes, proporcionando novos negócios de curto e médio prazo, dando condições de crescimento e desenvolvimento do setor no município. § 2º Para o setor de indústria, a Prefeitura Municipal vem fortalecendo o setor através da realização e/ou apoio à realização de feiras que possam ampliar os mercados de fabricantes locais, favorecendo a realização de negócios. I – Expoíntima – Feira de Moda Íntima de Franca e região, Feira voltada ao setor de confecções de moda íntima e moda praia, promove a divulgação e fomento ao segundo maior setor industrial da cidade trazendo possibilidades de ampliação de mercados, bem como orientações importância de tendências de moda e gestão empresarial aos empresários do setor; O presente inciso está amparado pela Lei nº 7.462, de 26 de Outubro de 2010. II - Espaço Moda Franca (Francal e Couromoda) – Proposta de incentivo ao mercado local de calçados, o maior setor industrial do município, facilitando a busca de novos clientes para micro e pequenas empresas do setor, através de estandes coletivos, com custo subsidiado pela Prefeitura Municipal. O presente inciso está amparado pela Lei nº 7.261, de 02 de Julho de 2009. Capítulo 6 – Da Fiscalização Orientadora Art. 13 - A fiscalização municipal nos aspectos, tributário, de uso do solo, sanitário, ambiental e de segurança relativos às microempresas e empresas de pequeno porte deverá ter natureza prioritariamente orientadora, quando a atividade ou situação, por sua natureza, for compatível com esse procedimento. Sem prejuízo da legislação de regência. Capítulo 7 – Do Associativismo Art. organizarem 14 em A Administração consórcios Pública ou Municipal estimulará em busca os da microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas locais a se associações, cooperativas, competitividade, contribuindo para o desenvolvimento local integrado e sustentável. § Único - O associativismo, cooperativismo e consórcio referidos no caput deste artigo destinar-se-ão ao aumento de competitividade e a sua inserção em novos mercados internos e externos, por meio de ganhos de escala, redução de custos, gestão estratégica, maior capacitação, acesso ao crédito e a novas tecnologias. Art. 15 - A Administração Pública Municipal deverá identificar a vocação econômica do Município e incentivar o fortalecimento das principais atividades empresariais relacionadas a ela, por meio de associações e cooperativas. Art. 16 - Identificados os setores econômicos e produtivos do Município e a possibilidade de se organizarem por meio de associações e cooperativas, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento promoverá orientação e eventos para o incentivo à formação de cooperativas e associações, para viabilizar a criação e busca da competitividade e desenvolvimento local integrado e sustentável. Art. 17 - A manutenção e o desenvolvimento do sistema associativo e cooperativo no Município será, ainda, incentivado através do: I - estimulo à inclusão do estudo do cooperativismo e associativismo nas escolas, visando uma mudança de parâmetro de organização de produção, do consumo e do trabalho II - estimulo a forma cooperativa de organização social, econômica e cultural nos diversos ramos de atuação, com base nos princípios gerais do associativismo e na legislação vigente; III - estabelecimento de mecanismos de triagem e qualificação da informalidade, para implementação de novas associações e sociedades cooperativas de trabalho, visando a inclusão da população de nosso município no mercado produtivo; IV - criação de instrumentos que estimulem o contínuo crescimento da atividade associativa e cooperativa , sobretudo aquelas destinadas à exportação. Capítulo 8 – Do Estímulo ao Crédito e Capitalização Art. 18 - Para fomento e fortalecimento da economia local, o Município de Franca em convênio com o Governo do Estado de São Paulo, Termo de Convênio 138/04, (processo de renovação 0441/2004) de 10 de Novembro de 2009, disponibiliza o Fundo de Investimentos de Crédito Popular de São Paulo – Banco do Povo Paulista, destinado à concessão de créditos a microempreendimentos do setor formal ou informal instalados no Município, para capital de giro e investimentos em máquinas e equipamentos ou projetos que envolvam a adoção de inovações tecnológicas, nos termos do estabelecido na Lei nº 9533 de 30 de abril de 1997 e no Decreto nº 43283, de 3 de julho de 1998. § Único - A unidade local do BPP presta atendimento na Rua Campos Salles, 1441 - 2º Andar – Centro. Art. 19 - A Prefeitura Municipal analisará propostas para a celebração de convênios provenientes de instituições públicas ou privadas a fim de se criar linhas de crédito de apoio ao microempreendedor individual e às micro e pequenas empresas. Capítulo 9 – Do Estímulo à Inovação SEÇÃO I - Disposições Gerais Art. 20 - Para os efeitos deste decreto considera-se: I - inovação: a concepção de um novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando em maior competitividade no mercado; II – CVT – Os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) são unidades de ensino e de profissionalização, voltados para a difusão do acesso ao conhecimento científico e tecnológico, conhecimentos práticos na área de serviços técnicos, além da transferência de conhecimentos tecnológicos na área de processo produtivo. Os CVTs estão direcionados para a capacitação tecnológica da população, como uma unidade de formação profissional básica, de experimentação científica, de investigação da realidade e prestação de serviços especializados, levando-se em conta a vocação da região onde se insere, promovendo a melhoria dos processos. III – incubadora de empresas: ambiente destinado a abrigar microempresas e empresas de pequeno porte, cooperativas e associações nascentes em caráter temporário, dotado de espaço físico delimitado e infra-estrutura, e que oferece apoio para consolidação dessas empresas. SEÇÃO II – Do Apoio à Inovação Subseção I – Do Ambiente de Apoio à Inovação Art. 21 – O Poder Público Municipal, nos termos e limites da autorização legislativa concedida pelas Leis Orçamentárias, desenvolverá os seguintes programas de desenvolvimento empresarial, a saber: I - Incubadoras de empresas locais, com a finalidade de desenvolver microempresas e empresas de pequeno porte de vários setores de atividade. § 1.º - As ações vinculadas à operação de incubadoras serão gerenciadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento, e executadas na Rua Antônio Bernardes Pinto, 3366 – Vila Chico Júlio - Franca S/P. § 2.º - O prazo máximo de permanência no programa é de dois anos para que as empresas atinjam suficiente capacitação técnica, independência econômica e comercial, podendo ser prorrogado por prazo não superior a dois anos mediante avaliação técnica. II - Centro Vocacional Tecnológico de Franca. § 3.º - O CVT – Centro Vocacional Tecnológico de Franca que comportará laboratórios de análises de água, solos e alimentos para empresas e produtores do setor de agronegócios local, bem como dois laboratórios de informáticas e auditório equipados com equipamentos com acesso a internet, disseminando o mundo digital, tão necessário ao crescimento e desenvolvimento das empresas locais. § 4.º - O CVT de Franca, que funcionará no Parque Fernando Costa, também disponibilizará à população uma biblioteca com livros relacionados aos assuntos pertinentes e um local de atendimento exclusivo aos empreendedores locais. Nos termos do convenio nº 01.0164.00/2009 da prefeitura com o Ministério da Ciência e Tecnologia. Este projeto está amparado pela Lei Municipal 7.502 de 05 de Janeiro de 2011. Capítulo 10 – Da Agropecuária, dos Produtores Rurais, da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural: Art. 22 – Pelo programa de “206012070 Apoio à Produção Vegetal, 206022071 Apoio à Produção Animal, ambos da Unidade Administrativa “02.12.00 Secretaria Municipal de Desenvolvimento”, no Anexo III da Lei 7.284/2009 - Plano Plurianual e no Anexo II da Lei nº 7.452/2010 - Lei de Diretrizes Orçamentárias, correspondentes também respectivamente aos “Anexos II e V – Descrição dos Programas Governamentais/Metas/Custos” do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo a Prefeitura Municipal de Franca: I - Promoverá ou apoiará cursos de capacitação, palestras e congressos destinados: a) às áreas técnicas do meio rural e afins; b) ao gerenciamento da atividade rural; II – Orientará a regularização da área rural junto ao INCRA; III – Distribuirá alevinos como incentivo à piscicultura; IV- Auxiliará tecnicamente o pequeno avicultor nas compras destinadas a sua atividade. § 1º. A execução dos programas, “206012070 Apoio à Produção Vegetal e 206022071 Apoio à Produção Animal, se dará nos limites da autorização legal e legislação orçamentária. § 2.o - Somente poderão receber os benefícios das ações referidas no caput deste artigo pequenos produtores rurais que, em conjunto ou isoladamente, tiverem seus respectivos planos de melhoria aprovados por Comissão formada por três membros, representantes de segmentos da área rural, indicados pelo Poder Público Municipal, os quais não terão remuneração e cuja composição será rotativa. § 3.º - Estão compreendidas no âmbito deste artigo atividades de conversão de sistema de produção convencional para sistema de produção orgânico, entendido como tal aquele no qual se adotam tecnologias que otimizem o uso de recursos naturais e socioeconômicos, com objetivo de promover a auto-sustentação, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energias não renováveis e a eliminação do emprego de agrotóxicos e outros insumos artificiais tóxicos, assim como de organismos geneticamente consumo. § 4.º - Competirá à Secretaria Municipal de Desenvolvimento disciplinar e coordenar as ações necessárias à consecução dos objetivos deste programa. modificados ou de radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, armazenamento e de Capítulo 11 – Da Educação Empreendedora e do Acesso à Informação Art. 23 - A educação empreendedora e acesso à informação compreendem os seguintes programas: I – Educação empreendedora para Franca; II – Caminho para o emprego – Do empreendedorismo ao profissionalismo; III – Parque Digital. § 1.º - Os programas relacionados neste artigo serão desenvolvidos nos limites das leis orçamentárias. § 2.º - Para efeito de se implementar a educação empreendedora para Franca, desenvolver-se-á ações de caráter curricular ou extra-curricular, voltadas a alunos do ensino fundamental de escolas públicas e privadas, assim como a alunos de nível médio e superior de ensino, nos termos da Lei Municipal nº 7.482, de 13 de Dezembro de 2010, que firma convenio com o Sebrae-SP para a implantação da Educação Empreendedora aos alunos de ensino fundamental das escolas municipais. Art. 24 - A prefeitura Municipal de Franca, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento executará o programa “Caminho para o emprego” com os seguintes objetivos: I – qualificar e capacitar profissionalmente a gestão empresarial – “Do Empreendedorismo ao Profissionalismo”; II - qualificar e capacitar profissionalmente as pessoas residentes no Município de Franca para atender a demanda de mão de obra local; III - proporcionar oferta de profissionais mais capacitados para às micro e pequenas empresas instaladas no Município. Art. 25 - O Programa “Parque Digital”, tem por finalidade fornecer sinal de Internet banda larga no Parque Fernando Costa via cabo ou wireless, para pessoas físicas, jurídicas e órgãos governamentais do Município. Art. 26 – O programa de inclusão digital tem como objetivo, promover o acesso de micro e pequenas empresas do Município às novas tecnologias da informação e comunicação, em especial à Internet. § único – Compreendem-se no âmbito do programa referido no caput deste artigo: I. A abertura e manutenção de espaços públicos dotados de computadores para acesso gratuito e livre à Internet, à exemplo do convenio nº 01.0164.00/2009 com o Ministério da Ciência e Tecnologia de implantação de um CVT – Centro Vocacional Tecnológico no recinto do Parque Fernando Costa, amparado pela Lei Municipal 7.502 de 05 de Janeiro de 2011; II. III. O fornecimento de serviços integrados de qualificação e orientação; A produção de conteúdo digital e não-digital para capacitação e informação das empresas atendidas; IV. A divulgação e a facilitação do uso de serviços públicos oferecidos por meio da Internet; V. A promoção de ações, presenciais ou não, que contribuam para o uso de computadores e de novas tecnologias; VI. O fomento a projetos comunitários baseados no uso de tecnologia da informação; e VII. A produção de pesquisas e informações sobre inclusão digital. Capítulo 12 – Disposições Finais Art. 27 – A Secretaria de Desenvolvimento, através do “Sala do Empreendedor”, divulgará as vantagens e benefícios estabelecidos no presente decreto, especialmente aqueles relacionados a regularização dos empreendimentos informais. Art. 28 – Para as hipóteses não contempladas neste decreto, aplicam-se subsidiariamente as normas da Lei Complementar Federal nº 123/2006 e suas alterações, Lei Municipal nº 1.672/1968 (Código Tributário do Município de Franca) e suas alterações, Lei Municipal nº 2.047/1972 (Código de Posturas do Município de Franca) e suas alterações, Lei Complementar Municipal nº 09/1996 (Código do Meio Ambiente do Município de Franca) e suas alterações, Código de Edificações do Município de Franca, Lei Federal nº 8.666/93 (licitações e contratos) e alterações. Art. 29 – Este decreto entra em vigor na data de sua publicação. Art. 30 – Ficam revogadas as disposições em contrário.