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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

Professor Marcos Girão

I-) ASPECTOS CONTEXTUAIS DO TRÂNSITO BRASILEIRO:

A segurança no trânsito é um problema atual, sério e mundial, mas absolutamente urgente no

Brasil. A cada ano, mais de 33 mil pessoas são mortas e cerca de 400 mil tornam-se feridas ou inválidas em

ocorrências de trânsito. Nossos índices de fatalidade na circulação viária são bastante superiores às dos países desenvolvidos e representam uma das principais causas de morte prematura da população economicamente ativa . As ocorrências trágicas no trânsito, grande parte delas previsíveis e, portanto, evitáveis, consideradas apenas as em áreas urbanas, causam uma perda da ordem de R$ 5,3 bilhões por ano, valor esse que, certamente, inibe o desenvolvimento econômico e social do país. Estudos demonstram que os acidentes de trânsito têm um impacto desproporcional nos setores mais pobres e vulneráveis da

população. Estatísticas brasileiras indicam que cerca de 30% dos acidentes de trânsito são atropelamentos,

e causam 51% dos óbitos.

A educação para o trânsito deve ser promovida desde a pré-escola ao ensino superior, por meio de planejamento e ações integradas entre os diversos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito e do Sistema Nacional de Educação. A educação para o trânsito ultrapassa a mera transmissão de informações. Tem como foco o ser humano, e trabalha a possibilidade de mudança de valores, comportamentos e atitudes. Não se limita a eventos esporádicos e não permite ações descoordenadas. Pressupõe um processo de aprendizagem continuada e deve utilizar metodologias diversas para atingir diferentes faixas etárias e clientela diferenciada.A educação inclui a percepção da realidade e a adaptação, assimilação e incorporação de novos hábitos e atitudes frente ao trânsito enfatizando a co-responsabilidade governo e sociedade, em busca da segurança e bem-estar.

A mobilidade do cidadão no espaço social, centrada nas pessoas que transitam e não na maneira

como transitam, é ponto principal a ser considerado, quando se abordam as questões do trânsito, de forma

a considerar a liberdade de ir e vir, de atingir o destino que se deseja, de satisfazer as necessidades de trabalho, de lazer, de saúde, de educação e outras.

Sob o ponto de vista do cidadão que busca melhor qualidade de vida e o seu bem estar social, o trânsito toma nova dimensão. Deixa de estar associado, de forma preponderante, à idéia de fluidez, de ser relacionado apenas aos condutores de veículos automotores e de ser considerado como um fenômeno exclusivo dos grandes centros urbanos, para incorporar as demandas de mobilidade peculiares aos usuários mais frágeis do sistema, como as crianças, os portadores de necessidades especiais e os idosos.

O verdadeiro papel do estado é assumir a liderança de um grande e organizado esforço nacional

em favor de um trânsito seguro, mobilizando, coordenando e catalisando as forças de toda a sociedade.

Desde a promulgação do Código de Trânsito Brasileiro CTB em 1997, houve um despertar de consciência para a gravidade do problema. No entanto, o estágio dessa conscientização e sua tradução em ações efetivas ainda são extremamente discretos e insuficientes para representar um verdadeiro enfrentamento da questão.

II-) BREVE HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO BRASILEIRA

No decorrer de nossa história temos trânsito brasileiro regulamentado pelas seguintes normas:

1)

Decreto-lei nº 3.651, de 25 de Setembro de 1941;

2)

Lei nº 5.108, de 21 de Setembro de 1966 C.N.T

( primeiro código de trãnsito do Brasil) ;

3)

Decreto nº 62.127, de 16 de Janeiro de 1968 R.C.N.T e;

4)

Desde de 22 de Janeiro de 1988, por força da Lei Federal nº 9.503, de 23 de Setembro de 1997, encontra-se em vigor o atual CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO - CTB.

O C.T.B. tem por objetivo regulamentar o trânsito nas vias terrestres do territótio nacional, e sua

( Leis complementares, Decretos, Resoluções, Portarias, Acordos, tratadose

legislação complementar

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Convenções Internacionais) se destina a disciplinar, coordenar terrritório nacional.

III-) ASPECTOS DA CF/88 RELATIVOS AO TRÂNSITO

e controlar o trânsito nas vias públicas do

A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 22 e 23, fixa as competências dos entes federados no que tange ao trânsito e transporte, de forma a manter uma unidade de ação e normatização do universo que envolve o trânsito.

CF/88 Art. 22. Compete PRIVATIVAMENTE à UNIÃO legislar sobre:

(

)

IX

diretrizes da política nacional de transportes;

XI

TRÂNSITO E TRANSPORTE;

(

)

Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:

) (

XII estabelecer e implantar POLÍTICA DE EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO;

) (

IV-) CONCEITO DE TRÂNSITO E VIAS TERRESTRES:

Confome abordamos anteriormente temos no ARTIGO 1º, § 1º do C.T.B. o conceito por ele determinado de trânsito:

Art. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código.

§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por PESSOAS, VEÍCULOS e ANIMAIS, ISOLADOS ou EM GRUPOS, CONDUZIDOS ou NÃO, para fins de circulação, PARADA, ESTACIONAMENTO e OPERAÇÃO DE CARGA ou DESCARGA.

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A fim de entendermos melhor o conceito de trânsito, faz-se necessário também entendermos o conceito de VIA TERRESTRE URBANA E RURAL. O gráfico abaixo traz de forma prática o conceito dado pelo artigo 2º do C.T.B.:

de forma prática o conceito dado pelo artigo 2º do C.T.B.: V-) SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO

V-) SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO

6.1. CONCEITO E PRIORIDADES DOS ORGÃOS DO S.N.T:

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qualquer lugar! LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO Voupassar .com.br 6.2. DEVERES DOS ORGÃOS E ENTIDADES DO SNT :

6.2. DEVERES DOS ORGÃOS E ENTIDADES DO SNT :

Art. 1º.

§ 2º O TRÂNSITO, EM CONDIÇÕES SEGURAS, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, ADOTAR AS MEDIDAS DESTINADAS A ASSEGURAR ESSE DIREITO.

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6.3. PRIORIDADES E OBJETIVOS DOS ORGÃOS DO S.N.T.:

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E OBJETIVOS DOS ORGÃOS DO S.N.T.: Voupassar .com.br 6.4. RESPONSABILIDADES DO SNT: Art. 1º. § 3º

6.4. RESPONSABILIDADES DO SNT:

Art. 1º.

§ 3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, OBJETIVAMENTE, por danos causados aos cidadãos EM VIRTUDE DE AÇÃO, OMISSÃO OU ERRO na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro.

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6.5. ORGANOGRAMA REPRESENTATIVO DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO

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VI-) OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

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TRÂNSITO VI-) OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Voupassar .com.br VII-) COMPETÊNCIAS IMPORTANTES DOS ORGÕAS E ENT. DO SNT:

VII-) COMPETÊNCIAS IMPORTANTES DOS ORGÕAS E ENT. DO SNT:

O Capítulo II do C.T.B. elenca todas as competências dos orgãos e entidades dos SNT e apresentamos a seguir uma tabela com as competências mais visadas em questões e provas de concursos:

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COMPETÊNCIAS DESTAQUE DOS ORGÃOS E ENTIDADES DO SNT

ORGÃOS E ENTIDADES

COMPETÊNCIAS

I - estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional de Trânsito;

II - coordenar os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, objetivando a integração de suas atividades;

CONTRAN

( Art. 12 )

IV - criar Câmaras Temáticas;

VI - estabelecer as diretrizes do regimento das JARI;

VII - zelar pela uniformidade e cumprimento das normas contidas neste

Código e nas resoluções complementares;

VIII - estabelecer e normatizar os procedimentos para a imposição, a arrecadação e a compensação das multas por infrações cometidas em unidade da Federação diferente da do licenciamento do veículo;

XIV - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito da União, dos Estados e do Distrito Federal

II - elaborar normas no âmbito das respectivas competências;

III - responder a consultas relativas à aplicação da legislação e dos procedimentos normativos de trânsito;

IV - estimular e orientar a execução de campanhas educativas de trânsito;

V - julgar os recursos interpostos contra decisões:

CETRAN’S

E

COTRANDIFE

( Art. 14 )

a) das JARI;

b) dos órgãos e entidades executivos estaduais, nos casos de inaptidão permanente constatados nos exames de aptidão física, mental

ou psicológica;

VI

candidatos portadores de deficiência física à habilitação para conduzir veículos automotores;

- indicar um representante para compor a comissão examinadora de

VIII - acompanhar e coordenar as atividades de administração, educação,

engenharia, fiscalização, policiamento ostensivo de trânsito, formação de condutores, registro e licenciamento de veículos, articulando os órgãos do

Sistema no Estado, reportando-se ao CONTRAN;

IX - dirimir conflitos sobre circunscrição e competência de trânsito no âmbito dos Municípios;

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JARI’S

I - julgar os recursos interpostos pelos infratores;

(

Art. 17 )

III

- encaminhar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos

 

rodoviários informações sobre problemas observados nas autuações e

apontados em recursos, e que se repitam sistematicamente.

 

II - proceder à supervisão, à coordenação, à correição dos órgãos delegados, ao controle e à fiscalização da execução da Política Nacional

de

Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito

III

- articular-se com os órgãos dos Sistemas Nacionais de Trânsito, de

Transporte e de Segurança Pública, objetivando o combate à violência no trânsito, promovendo, coordenando e executando o controle de ações

para a preservação do ordenamento e da segurança do trânsito;

IV - apurar, prevenir e reprimir a prática de atos de improbidade contra a

pública, o patrimônio, ou a administração pública ou privada,

referentes à segurança do trânsito;

VI

- estabelecer procedimentos sobre a aprendizagem e habilitação de

condutores de veículos, a expedição de documentos de condutores, de

registro e licenciamento de veículos;

VII

- expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação,

os

Certificados de Registro e o de Licenciamento Anual mediante

delegação aos órgãos executivos dos Estados e do Distrito Federal;

DENATRAN

VIII - organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação - RENACH;

(

Art. 19 )

IX - organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM;

 

X

- organizar a estatística geral de trânsito no território nacional,

definindo os dados a serem fornecidos pelos demais órgãos e promover

sua divulgação;

XI

- estabelecer modelo padrão de coleta de informações sobre as

ocorrências de acidentes de trânsito e as estatísticas do trânsito;

XX

- expedir a permissão internacional para conduzir veículo e o certificado

de

passagem nas alfândegas, mediante delegação aos órgãos executivos

dos Estados e do Distrito Federal;

 

XXIII

- elaborar projetos e programas de formação, treinamento e

especialização do pessoal encarregado da execução das atividades de engenharia, educação, policiamento ostensivo, fiscalização, operação e administração de trânsito, propondo medidas que estimulem a pesquisa científica e o ensino técnico-profissional de interesse do trânsito, e promovendo a sua realização;

 

XXIX

- prestar suporte técnico, jurídico, administrativo e financeiro ao

CONTRAN.

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I - cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito

 

de

suas atribuições;

- realizar o patrulhamento ostensivo, executando operações relacionadas com a segurança pública, com o objetivo de preservar a ordem, incolumidade das pessoas, o patrimônio da União e o de terceiros;

II

III

- aplicar e arrecadar as multas impostas por infrações de trânsito, as

medidas administrativas decorrentes e os valores provenientes de estada e

remoção de veículos, objetos, animais e escolta de veículos de cargas super dimensionadas ou perigosas;

IV

- efetuar levantamento dos locais de acidentes de trânsito e dos serviços

de

atendimento, socorro e salvamento de vítimas;

 

POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL

V - credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;

( Art. 20 )

VI

- assegurar a livre circulação nas rodovias federais, podendo solicitar ao

órgão rodoviário a adoção de medidas emergenciais, e zelar pelo cumprimento das normas legais relativas ao direito de vizinhança, promovendo a interdição de construções e instalações não autorizadas;

VII

- coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre acidentes de

 

trânsito e suas causas, adotando ou indicando medidas operacionais

preventivas e encaminhando-os ao órgão rodoviário federal;

VIII

- implementar as medidas da Política Nacional de Segurança e

Educação de Trânsito;

IX

-

promover e participar de projetos e programas de educação

e

segurança, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;

X

- integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito

para fi ns de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação

à celeridade das transferências de veículos e de prontuários de condutores de uma para outra unidade da Federação;

e

 

XI

- fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos

veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido.

 

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II

- planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de

pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da

segurança de ciclistas;

III

- implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e

ORGÃOS EXECUTIVOS RODOVIÁRIOS DE TRÂNSITO DA UNIÃO, ESTADOS, DF E MUNICÍPIOS

os equipamentos de controle viário;

V

- estabelecer, em conjunto com os órgãos de policiamento ostensivo de

trânsito, as respectivas diretrizes para o policiamento ostensivo de

 

trânsito;

(

Art. 21 )

VI

- executar a fiscalização de trânsito, autuar, aplicar as penalidades de

advertência, por escrito, e ainda as multas e medidas administrativas cabíveis, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;

 

XIV - vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos.

 

- realizar, fiscalizar e controlar o processo de formação, aperfeiçoamento, reciclagem e suspensão de condutores, expedir e cassar Licença de Aprendizagem, Permissão para Dirigir e Carteira Nacional de Habilitação, mediante delegação do órgão federal competente;

II

III

- vistoriar, inspecionar quanto às condições de segurança veicular,

registrar, emplacar, selar a placa, e licenciar veículos, expedindo o Certificado de Registro e o Licenciamento Anual, mediante delegação do

órgão federal competente;

ORGÃOS EXECUTIVOS DE TRÂNSITO DOS ESTADOS E DF

IV

- estabelecer, em conjunto com as Polícias Militares, as diretrizes para o

policiamento ostensivo de trânsito;

 

V

- executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas

(

Art. 22 )

administrativas cabíveis pelas infrações previstas neste Código, excetuadas aquelas relacionadas nos incisos VI e VIII do art. 24, no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito;

 

VI

- aplicar as penalidades por infrações previstas neste Código, com

exceção daquelas relacionadas nos incisos VII e VIII do art. 24, notificando

os infratores e arrecadando as multas que aplicar;

VIII - comunicar ao órgão executivo de trânsito da União a suspensão e a cassação do direito de dirigir e o recolhimento da Carteira Nacional de

Habilitação;

XIV - fornecer, aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários municipais, os dados cadastrais dos veículos registrados e dos condutores habilitados, para fi ns de imposição e notificação de penalidades e de arrecadação de multas nas áreas de suas competências;

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II - planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

III

- implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e

os

equipamentos de controle viário;

V

- estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de

trânsito, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito;

VI

- executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas

administrativas cabíveis, por infrações de circulação, estacionamento e

parada previstas neste Código, no exercício regular do Poder de Polícia de

 

Trânsito;

VII

- aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa, por

ORGÃOS E ENTIDADES EXECUTIVOS DE TRÂNSITO DOS MUNICÍPIOS

infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código,

notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;

VIII - fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e lotação

(

Art. 24 )

dos

veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar;

 

IX

- fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as

penalidades e arrecadando as multas nele previstas;

X

- implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo pago

nas

vias;

XVI - planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes;

XVII

- registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, veículos

de

tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando,

aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações;

XVIII - conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e

de

tração animal;

POLÍCIAS MILITARES DOS ESTADOS E DF

III

- executar a fiscalização de trânsito, quando e conforme convênio

firmado, como agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou

 

executivos rodoviários, concomitantemente com os demais agentes

(

Art. 23 )

credenciados;

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A qualquer hora e em qualquer lugar! LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO EXERCÍCIOS Voupassar .com.br I-) Acerca do

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EXERCÍCIOS

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I-) Acerca do C.T.B julgue os itens a seguir:

1. (

) Estabelecer as normas regulamentares referidas neste Código e as diretrizes da Política Nacional

de Trânsito, compete ao CETRAN.

2. (

) Compete às JARI solicitar aos órgãos e entidades executivos de trânsito e executivos rodoviários

informações complementares relativas aos recursos, objetivando uma melhor análise da situação recorrida.

3. ( ) É objetivo básico do Sistema Nacional de Trânsito estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito, com vistas à segurança, à fluidez, ao conforto, à defesa ambiental e à educação para o trânsito, e fiscalizar seu cumprimento.

4. ( ) O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto de órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade o exercício das atividades de planejamento, administração, normatização, pesquisa, registro e licenciamento de veículos, formação, habilitação e reciclagem de condutores, educação, engenharia, operação do sistema viário, policiamento, fiscalização, julgamento de infrações e de recursos e aplicação de penalidades.

5. (

) Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em

grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

6. ( ) O Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN, com sede no Distrito Federal e presidido pelo dirigente do órgão máximo executivo de trânsito da União, compõem-se de um representante do Ministério da Ciência e Tecnologia um representante do Ministério da Educação, um representante do Ministério do Exército, um representante do Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, um representante do Ministério das Cidades e um representante do Ministério da Saúde.

7. ( ) Entenda-se por condomínios constituídos por unidades autônomas aqueles edificados horizontalmente, fechados e que mesmo possuindo controle de acesso possuem vias de circulação interna. No entanto, deve ficar claro que a circulação em Shoppings, canteiros de obras, propriedades privadas (particulares), não são regidas pelo C.T.B.

8. (

9. (

) Normas são instituídas pelo CONTRAN, e procedimentos são estabelecidos pelo DENATRAN.

) A responsabilidade a que se submetem os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional

de Trânsito quando causarem dano ao cidadão é a responsabilidade SUBJETIVA INTEGRAL.

10.

(

) A Polícia Rodoviária Federal está subordinada ao Ministério dos Transportes.

11.

O Sistema Nacional de Trânsito é composto pelos seguintes órgãos e entidades:

a) CONTRAN, CETRAN, COTRANDIFE

b) Órgãos e entidades executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios.

c) Órgãos e entidades executivos rodoviários de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos

Municípios.

d)

Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares dos Estados e do Distrito Federal, Juntas Administrativas de

Recursos e Infrações.

e)

As alternativas se completam

12.

Estabelecer diretrizes da Política Nacional de Trânsito é um dos objetivos básicos do:

a) CONTRAN

b) DENATRAN

c) d) SISTEMA NACIONAL DO TRÂNSITO

DENATRAN

e) CETRAN

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13. Arrecadar os valores provenientes de estada e remoção de veículos, objetos e animais no âmbito das estradas e rodovias federais, é competência:

a) Dos Municípios e dos Estados

b) Dos Estados e do Distrito Federal

c) Do DENATRAN

d) Da Polícia Rodoviária Federal

e) Do Distrito Federal

14. Além de um representante do ministério ou órgão coordenador máximo do Sistema Nacional de

Trânsito, o CONTRAN apresenta em sua composição um representante de cada um dos ministérios:

a)

Da Ciência e Tecnologia

b)

Da Defesa

c)

Do Meio Ambiente

d)

Do Transportes e da Saúde.

e)

As alternativas se completam

15. Das alternativas abaixo qual não incide as regras da Lei 9.503/97:

a) Praias não abertas ao público

b) Caminhões

c) Vias de trânsito rápido

d) Vias internas dos condomínios

GABARITO:

1. E

6. E

11. E

2. C

7. C

12. E

3. C

8. C

13. D

4. E

9. E

14. E

5. C

10. E

15. A

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I-) CLASSIFICAÇÃO DAS VIAS TERRESTRES NO CTB:

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Revisando o conceito de vias, segundo o CTB, estudado na aula anterior temos:

Art. 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens, as estradas e as rodovias, que terão seu uso regulamentado pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre elas, de acordo com as peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.

Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são consideradas vias terrestres as praias abertas à circulação pública e as vias internas pertencentes aos condomínios constituídos por unidades autônomas.

Podemos neste primeiro momento dividir AS VIAS TERRESTRES ABERTAS À CIRCULAÇÃO em vias MANTIDAS PELO PODER PÚBLICO e VIAS MANTIDAS POR PARTICULARES:

PELO PODER PÚBLICO e VIAS MANTIDAS POR PARTICULARES: 2-) VIAS MANTIDAS PELO PODER PÚBLICO: Neste estudo

2-) VIAS MANTIDAS PELO PODER PÚBLICO:

Neste estudo vamos destacar as classificações e subclassificações que têm sido objeto de concursos público.

1.2.1-)VIAS TERRESTRES RURAIS ( Anexo I CTB )

As vias classificam-se em:

a) RODOVIAS: são vias rurais pavimentadas

b) ESTRADAS: são vias rurais não pavimentadas

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Tipos de Vias Rurais

Existe pavimento ?

RODOVIA

SIM

ESTRADA

NÃO

Perceba que o elemento caracterizador dessas vias é o PAVIMENTO, que deve ser entendido como qualquer beneficiamento feito à via, como, ASFALTO, CONCRETO, etc

1.2.1-)VIAS TERRESTRES URBANAS

( Anexo I CTB )

AS vias urbanas classificam-se em:

a) VIA DE TRÂNSITO RÁPIDO - aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem

interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.

b) VIA ARTERIAL - aquela caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo,

com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade.

c) VIA COLETORA - aquela destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade.

d) VIA LOCAL - aquela caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao

acesso local ou a áreas restritas.

Quanto à classificação das vias urbanas, percebe-se que os elementos caracterizadores são o semáforo e o cruzamento (interseção em nível), que têm o condão de retardar o trânsito em determinado sentido.

Tipos de Vias Urbanas

Há semáforo?

Há cruzamento?

Característica adicional

Via de Trânsito Rápido

NÃO

NÃO

 

Via Arterial

SIM

SIM

Liga bairros (região)

Via Coletora

SIM

SIM

Está dentro de um bairro (região)

Via Local

NÃO

SIM

 

1.2-) VIAS MANTIDAS POR PARTICULARES:

As vias particulares que têm aplicação do CTB são apenas os condomínios constituídos por unidades

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autônomas, que estão regulamentados em apenas dois dispositivos do CTB, mais especificamente em seus artigos 2 0 , parágrafo único e 51 abaixo citado:

Art. 51. Nas vias internas pertencentes a condomínios constituídos por unidades autônomas, a sinalização de regulamentação da via será implantada e mantida às expensas do condomínio, após aprovação dos projetos pelo órgão ou entidade com circunscrição sobre a via.

Perceba que o tema foge à regra, uma vez que o CTB, por ser uma lei administrativa e, consequentemente, regular à.atividade da administração pú blica, não deveria estar fazendo menção à propriedade particular; com isso, como os dispositivos são normas de exceção, devemos interpretá- los de maneira restritiva, pois, caso contrário, daremos uma abrangência à norma de forma distinta daquela desejada pelos representantes do Povo.

Por outro lado, enquadrando-se os condomínios dentro da definição de via, temos aqui unia área que, embora de propriedade particular, não têm os condôminos ingerência sobre ela, como para fechá-la, por exemplo, uma vez que o interesse público se sobrepõe aos interesses dos particulares proprietários, restando-nos concluir que tais áreas devem sofrer limitações administrativas, para que seus proprietários não possam dispor delas. Acredito que tais regulamentações levam existir em locais que ocupem uma posição estratégica dentro de uma municipalidade.

Sendo assim, fica fácil notar que não há aplicação do CTB em pátios de postos de gasolina, estacionamentos de Shopping Centers, embora se tenha a sensação de que se referem a vias terrestres abertas à circulação. Vamos dar duas razões pra confirmar o que foi exposto acima: em primeiro lugar, quando falamos em vias terrestres abertas à circulação, estamos nos referindo a vias terrestres abertas de forma incondicional, o que não acontece com os shoppings, que têm seus portões fechados às 22 horas, a critério de seu proprietário; em segundo lugar, o CTB faz apenas fez menção a uma propriedade particular com aplicação do CTB, que são os condomínios, não se admitindo interpretação extensiva.

II-) LIMITES DE VELOCIDADE NAS VIAS TERRESTRES NO CTB:

Em primeiro lugar, analisemos o Art. 61 e seus parágrafos 1º e 2º a fim de pensarmos na questão das normas de sinalização de velocidade máxima e mínima nas vias terrestres urbanas e rurais:

Art. 61. A velocidade máxima permitida para a via será indicada por meio de sinalização, obedecidas suas características técnicas e as condições de trânsito.

A responsabilidade na regulamentação da velocidade máxima para cada tipo de via é autoridade de trânsito executiva ou rodoviária, com circunscrição sobre o local.

Segundo o que regula o Art.61 em seu parágrafo 1º :

da

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Ao analisar o esquema acima, e seu referente artigo, concluímos que quando estivermos transitando em vias urbanas, independentemente do veículo que estivermos conduzindo, o limite de velocidade será o mesmo. De forma diferente, quando estivermos trafegando em vias rurais classificadas como rodovias, como se verá abaixo, a velocidade máxima dependerá do tipo de veículo que estivermos conduzindo. Já quando a via rural for classificada como estrada, o limite de velocidade será o mesmo, para todos os tipos de veículos. No Brasil não há limite máximo de velocidade, pois o parágrafo primeiro regula o limite quando não houver sinalização regulamentar e o parágrafo segundo reproduzido abaixo - deixa a cargo do órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via, a regulamentação de velocidade, a qual poderá ser superior ou inferior às estabelecidas no § 1°.

“ § 2º O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via poderá regulamentar, por meio de sinalização, velocidades superiores ou inferiores àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.”

A velocidade máxima estabelecida na norma apenas será a referência nas vias não sinalizadas, uma vez que se houver a sinalização, esta terá prevalência sobre as velocidades da norma. Desse modo, dois comentários são relevantes diante do exposto: primeiro, quando as autoridades competentes forem sinalizar uma via, com os limites regulamentares de velocidade, devem ter como referência os do esquema acima, podendo como já vimos, variar em torno desses valores, para mais ou para menos, de acordo com as condições operacionais da via; e como segundo comentário temos o fato que, em provas, as bancas examinadoras exploram o conheci mento deste tópico para saber s e o candidato saberia tipificar na infração de excesso de velocidade prevista no artigo 218 do CTB.

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Por fim, no que tange ainda sobre limites de velocidade temos ainda o ART. 62 DO CTB que normatiza a respeito da VELOCIDADE MÍNIMA a ser praticada nas vias:

Art. 62. A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da velocidade máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de trânsito e da via.

as condições operacionais de trânsito e da via. III-) OS PEDESTRES E O C.T.B. (CAP. IV)

III-) OS PEDESTRES E O C.T.B. (CAP. IV)

Antes de começarmos uma análise da atenção dada aos PEDESTRES pelo C.T.B. vejamos primeiramente alguns conceitos de passeios, passarelas, obras de arte e pista de rolamento segundo seu ANEXO I :

a) PASSEIO - parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou

elemento físico separador, livre de interferências,destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

b) PASSARELA - obra de arte destinada à transposição de vias, em desnível aéreo, e ao uso de pedestres.

c) PISTA - parte da via normalmente utilizada para a circulação de veículos, identificada por elementos

separadores ou por diferença de nível em relação às calçadas, ilhas ou aos canteiros centrais.

Ao estudar o C.T.B., podemos claramente perceber a preocupação do legislador or iginário com os pedestres tendo como amparo legal sempre o que diz a regra do seu Art. 29, § 2º :

Art. 29

§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, OS VEÍCULOS DE MAIOR PORTE SERÃO SEMPRE RESPONSÁVEIS PELA SEGURANÇA DOS MENORES, OS MOTORIZADOS PELOS NÃO MOTORIZADOS E, JUNTOS, PELA INCOLUMIDADE DOS PEDESTRES.

Em seu Art. 68, do Capítulo IV que trata especialmente de normas de circulação do pedestre temos:

Art. 68. É assegurada ao PEDESTRE a utilização dos PASSEIOS ou PASSAGENS APROPRIADAS das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de PEDESTRES.

Na

seção

seguinte,

esquematizada.

temos

um

detalhamento

dos

outros

artigos

deste

capítulo,

3.1 - ) SENTIDO DE CIRCULAÇÃO DOS PEDESTRES

de

forma

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Art. 68 caput :

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EM VIAS URBANAS

DEVEM TRANSITAR POR PASSEIOS (CALÇADAS) E PASSAGENS APROPRIADAS (PASSARELAS)

EM VIAS RURAIS

DEVEM TRANSITAR PELO ACOSTAMENTO

Art. 68. § 2º :

EM VIAS URBANAS NÃO HAVENDO PASSEIOS OU PASSAGENS

EM VIAS RURAIS NÃO HAVENDO ACOSTAMENTO

CIRCULAÇÃO PELA DE ROLAMENTO (PRIORIDADE SOBRE OS VEÍCULOS)

CIRCULAÇÃO PELA PISTA DE ROLAMENTO (PRIORIDADE SOBRE OS VEÍCULOS)

BORDOS DA PISTA

BORDOS DA PISTA

EM FILA ÚNICA

EM FILA ÚNICA

(EXCETO EM LUGARES PROIBIDOS PELA SINALIZAÇÃO)

EM SENTIDO CONTRÁRIO AO DESLOCAMENTO DE VEÍCULOS

(EXCETO EM LUGARES PROIBIDOS PELA SINALIZAÇÃO)

3.1- ) OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

Importante observarmos o que informa e regula os § 5º E 6º do Art. 69:

§ 5º Nos trechos urbanos de vias rurais e nas obras de arte a serem construídas, deverá ser previsto passeio destinado à circulação dos pedestres, que não deverão, nessas condições, usar o acostamento.

Obras de arte são os viadutos, pontes e túneis. As vias rurais (rodovias e estradas, poderão ter trechos urbanos (delimitados pelo Plano Diretor do Município). Todavia, permanecerão sendo vias rurais, para todos os fins. Neste parágrafo há determinação relativa à segurança para os pedestres, nas obras de arte a serem construídas em rodovias, nos trechos urbanos.

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§ 6º Onde houver obstrução da calçada ou da passagem para pedestres, o órgão ou entidade com circunscrição sobre a via deverá assegurar a devida sinalização e proteção para circulação de pedestres.

Quando vai se construir ou reformar uma calçada ou passarela, deverá ser reservado e si nalizado tini lugar adequado para a circulação segura dos pedestres. Esta obrigação é do órgão com circunscrição sobre a via.

3.1- ) NORMAS DE CIRCULAÇÃO PARA OS PEDESTRES :

A preocupação do legislador sempre foi priorizar a segurança do pedestre. Contudo a ele, também cumpre zelar pela sua segurança e cumprir algumas normas. Aliás, o legislador também fez previsão de infrações de trânsito para os pedestres que descumprirem suas obrigações, conforme veremos na aula sobre infrações de trânsito. Segue, portanto, logo abaixo ilustrações que remetem aos Art. 69 e 70 do C.T.B.

logo abaixo ilustrações que remetem aos Art. 69 e 70 do C.T.B. www. voupassar .com.br 21
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III-) O CIDADÃO E O C.T.B. (CAP. V)

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Art. 72. Todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código.

Todo cidadão, individualmente ou através de uma entidade civil representativa, tem o direito de solicitar sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas deste Código. Tal solicitação deverá ser por escrito e protocolada, para, se for o caso, cobrar respostas. O artigo seguinte diz que os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, também por escrito, dentro de prazos estabelecidos, se atenderá ao pleito ou não, e o porquê.

Art. 73. Os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

Parágrafo único. As campanhas de trânsito devem esclarecer quais as atribuições dos órgãos e entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito e como proceder a tais solicitações.

Este parágrafo determina aos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito que esclareçam à comunidade quais as atribuições de cada órgão, principalmente nas campanhas educativas de trânsito. Esta providência deve-se ao fato de que poucas pessoas sabem quais são os órgãos que Lidem o Sistema Nacional de Trânsito e quais as atribuições de cada um deles, tendo dúvidas a reseito de a quem se dirigir para solicitar determinadas providências.

IV-) A EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO (CAP. VI)

Um diferencial significativo deste Código, em relação ao antigo Código Nacional de Trânsito, diz respeito à inclusão de um capítulo específico para tratar de Educação para o Trânsito. Os legisladores já fizeram sua parte. O CONTRAN já editou a Res. 30/98, que dispõe sobre campanhas permanentes de segurança no trânsito, onde devem ser desenvolvidos temas específicos relacionados com os fatores de risco e coma produção dos acidentes de trânsito, tais como: acidentes com pedestres, ingestão de álcool, excesso de velocidade, segurança veicular, equipamentos obrigatórios e seu uso correto. Agora, resta aos demais órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional cumprirem seu papel.

Embora muito caminho ainda se tenha de percorrer para a efetivação do tema tratado neste capitulo, paulatinamente vê-se que a Educação para o Trânsito começa a tomar corpo e efetivamente o caminho a ser seguido. A Lei está aí, basta cumpri-la. Não há dúvida que já está auxiliando, e muito fará pela segurança viária, principalmente em relação a crianças e idosos, por exemplo.

Art. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Assim como a Segurança Pública é um direito de todos, o é a Educação para o Trânsito. E mais, a Educação para o Trânsito constitui um dever prioritário para os sete órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, como visto no art. 7º. Cada representante de órgão de trânsito que, tenha a possibilidade de ter contato com as pessoas em seu ofício deverá atuar no sentido da educação

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para o trânsito.

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§ 1º É obrigatória a existência de coordenação educacional em cada órgão ou entidade componente do Sistema Nacional de Trânsito.

§ 2º Os órgãos ou entidades executivos de trânsito deverão promover, dentro de sua estrutura

organizacional ou mediante convênio, o funcionamento de Escolas Públicas de Trânsito, nos moldes

e padrões estabelecidos pelo CONTRAN.

Assim como a Segurança Pública é um direito de todos, o é a Educação para o Trânsito. E mais, a Educação para o Trânsito constitui um dever prioritário para os sete órgãos que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, como visto no art. 74. Cada representante de órgão de trânsito que, tenha a possibilidade de ter contato com as pessoas em seu ofício deverá atuar no sentido da educação para o trânsito.

Após quase sete anos de vigência desta Lei, o CONTRAN regulamentou o artigo, através da Res. 207/06, a qual estabelece critérios de padronização das Escolas Públicas de Trânsito, as quais destinam- se prioritariamente à execução de cursos, ações e projetos educativos, voltados para o exercício da cidadania no trânsito.

Dentre as competências da Escola Pública de Trânsito, previstas no art. 6° da citada resolu ção, está a de indicar educadores de trânsito para constituir seu quadro técnico; incenti var e promover a produção de conhecimento e de ações locais e inclusive organizar e manter biblioteca especializada.

Cumpre destacar ainda a Res. 265/07, a qual, considerando o disposto na Política Nacional de Trânsito (Res. 166/04) e sua diretriz que visa aumentar a segurança e promover a educação para o trânsito junto às instituições de ensino, instituiu a formação teórico-técnica do processo de habilitação de condutores, como atividade extracurricular em escolas de ensino médio, de acordo com os conteúdos estabelecidos na Res. 168/04.

Art. 75. O CONTRAN estabelecerá, anualmente, os temas e os cronogramas das campanhas de âmbito nacional que deverão ser promovidas por todos os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, em especial nos períodos referentes às férias escolares, feriados prolongados e à Semana Nacional de Trânsito.

No ano de 2007, embora já tardiamente, o CONTRAN estipulou os temas e cronograma de execução das campanhas de educação para o trânsito de âmbito nacional, através da Res. 240/07.

§ 1º Os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito deverão promover outras campanhas no âmbito de sua circunscrição e de acordo com as peculiaridades locais.

§ 2º As campanhas de que trata este artigo são de caráter permanente, e os serviços de rádio e difusão sonora de sons e imagens explorados pelo poder público são obrigados a difundi-las gratuitamente, com a freqüência recomendada pelos órgãos competentes do Sistema Nacional de Trânsito.

O art. 326 diz o seguinte:

"A SEMANA NACIONAL DE TRÂNSITO SERÁ COMEMORADA ANUALMENTE NO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 18 E 25 DE SETEMBRO".

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Art. 76. A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação.

Parágrafo único. Para a finalidade prevista neste artigo, o Ministério da Educação e do Desporto, mediante proposta do CONTRAN e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, diretamente ou mediante convênio, promoverá:

I - a adoção, em todos os níveis de ensino, de um currículo interdisciplinar com conteúdo

programático sobre segurança de trânsito;

II - a adoção de conteúdos relativos à educação para o trânsito nas escolas de formação para o

magistério e o treinamento de professores e multiplicadores;

III - a criação de corpos técnicos interprofissionais para levantamento e análise de dados estatísticos

relativos ao trânsito; IV - a elaboração de planos de redução de acidentes de trânsito junto aos núcleos interdisciplinares universitários de trânsito, com vistas à integração universidades-sociedade na área de trânsito.

Observe o destaque do tema "Educação para o Trânsito", tanto que o legislador estabele ceu que será promovido desde a pré-escola, até o nível superior de educação, envolvendo ações coordenadas entre os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito e de educação, da União, dos E stados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Art. 77. No âmbito da educação para o trânsito caberá ao Ministério da Saúde, mediante proposta do CONTRAN, estabelecer campanha nacional esclarecendo condutas a serem seguidas nos primeiros socorros em caso de acidente de trânsito.

Parágrafo único. As campanhas terão caráter permanente por intermédio do Sistema Único de Saúde - SUS, sendo intensificadas nos períodos e na forma estabelecidos no art. 76.

Art. 78. Os Ministérios da Saúde, da Educação e do Desporto, do Trabalho, dos Transportes e da Justiça, por intermédio do CONTRAN, desenvolverão e implementarão programas destinados à prevenção de acidentes.

Parágrafo único. O percentual de dez por cento do total dos valores arrecadados destinados à Previdência Social, do Prêmio do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre - DPVAT, de que trata a Lei nº 6.194, de 19 de dezembro de 1974, serão repassados mensalmente ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito para aplicação exclusiva em programas de que trata este artigo.

Os valores serão repassados ao Coordenador do Sistema Nacional de Trânsito, o CONTRAN , a

quem cabe a definição das linhas prioritárias dos Programas e Projetos a serem des envolvidos pelos Ministérios envolvidos, conforme o caput deste artigo. Já ao DENATRAN, caberá a

compatibilização e a consolidação dos projetos desenvolvidos e apresentados pelos referidos Ministérios, a fim de que seja elaborado o programa de ação do Estado para o cum primento de sua missão institucional de redução e prevenção de acidentes de trânsito, Nos termos da Res. 143/03.

Art. 79. Os órgãos e entidades executivos de trânsito poderão firmar convênio com os órgãos de educação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, objetivando o cumprimento das obrigações estabelecidas neste capítulo.

O que se tem visto são iniciativas excepcionais, mas isoladas, na forma de auxílio e

contribuição dos agentes de trânsito dos municípios, os Policiais Militares e os Policiais Rodo

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viários Federais, com seus próprios esforços, buscando implantar projetos de educação, realizando palestras em escolas e comunidades lindeiras às rodovias, na busca incessante de diminuir os acidentes de trânsito. No entanto, cumpre ressaltar que a Res. 265/07, considerando o disposto na Política Nacional de Trânsito (Res. 166/04) e sua diretriz que visa aumentar a segurança e promover a educação para o trânsito junto às instituições de ensino, instituiu a formação teórico-técnica do processo de habilitação de condutores, como atividade extracurricular em escolas de ensino médio, de acordo com os conteúdos estabelecidos na Res. 168/04. Assim, a escola autorizada expedirá certificado de participação na atividade extracurricular, conforme anexo IV da Res. 265/07, aos alunos com freqüência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento). Tal certificado será encaminhado pela escola para autenticação pelo órgão executivo de trânsito (DETRAN) que a autorizou. De posse do certificado autenticado, o interessado que quiser obter a Permissão para Dirigir Veículo Automotor, desde que preenchidos os requisitos do Art. 140 desta Lei, poderá encaminhar-se ao órgão executivo de trânsito responsável e dar início formal ao processo de habilitação.

Quando nosso País conseguir implantar, na plenitude, o trânsito será humanizado, pois os futuros condutores de veículos estarão conscientes da importância da educação e da gentileza no trânsito, desde o período pré-escolar.

EXERCÍCIOS AULA 02

I-) Acerca do C.T.B julgue os itens a seguir:

1. ( ) Durante uma viagem um condutor pára seu veículo próximo a um posto da PRF e solicita

orientação do agente a respeito da velocidade máxima que deverá atingir na via em virtude da mesma ser uma via rural sem pavimentação. O agente informa que mesmo que, independente do veículo, a velocidade máxima a ser atingida é de 60km/h, conforme estabelece o C.T.B.

2. (

velocidade máxima o condutor poderá atingir no máximo 110km/h.

) Ao dirigir uma camioneta em via rural pavimentada, que não possua a sinalização vertical de

3. (

regulamentadora de velocidade máxima, o condutor não poderá exceder 70 km/h.

) Ao dirigir uma caminhonete em uma via rural não pavimentada e sem sinalização vertical

II-) A relação física entre motoristas e pedestres é extremamente desfavorável a estes. Por isso, o CTB vigente contempla dispositivos que amenizam essa disparidade. Nesse sentido, julgue os seguintes itens:

4. ( ) Como forma de atenuar a disparidade física entre pedestres e condutores, nas infrações em que cometerem, apenas estes serão apenados com multa, enquanto aqueles serão advertidos.

5. ( ) Os pedestres que estiverem atravessando uma via sobre faixa para esse fim que não disponha de sinalização semafórica terão prioridade de passagem. Nesse aspecto, o ciclista equipara-se ao pedestre, em direitos e deveres, esteja ele, ou não, desmontado e empurrando a bicicleta.

6. Circulando em uma via urbana classificada como de trânsito rápido, você se depara com uma

sinalização vertical de regulamentação de velocidade máxima que estabelece o limite de 60 Km/h para o trecho seguinte. A velocidade máxima que você pode imprimir ao seu veículo para este trecho é:

a) 80Km/h, que é a velocidade máxima estabelecida pelo Código para vias de trânsito rápido.

b) 96Km/h, que é a velocidade máxima estabelecida pelo Código para vias de trânsito rápido

mais a tolerância de até 20%.

 

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c) 70Km/h, que só poderia ser a regulamentação de trecho posterior a trecho com a velocidade máxima estabelecida pelo Código.

d) 60Km/h, que é a velocidade regulamentada.

 

e) 72Km/h, que é a velocidade regulamentada mais a tolerância de até 20%.

III-) Com referência a velocidade, julgue os itens subseqüentes:

7. ( ) Considere a seguinte situação hipotética: Paulo, em uma via urbana arterial desprovida

de sinalização regulamentadora de velocidade, conduzia seu automóvel a 60 km/h, velocidade

indicada em radar eletrônico instalado adequadamente no local onde se realizava uma blitz. Nessa

situação, por estar trafegando a uma velocidade 50% superior á máxima permitida na via,

Paulo cometeu uma infração de natureza gravíssima.

 

8. ( ) O CTB define 4 tipos de vias urbanas e limites de velocidade diferentes para cada uma delas. As rodovias e estradas são consideradas vias rurais.

9. ( ) O excesso de velocidade é causa de aumento de pena nos delitos de trânsito. A velocidade máxima permitida para cada tipo de via, quando indicada por sinalização, poderá determinar velocidades superiores ou inferiores aos limites estabelecidos, de acordo com as suas características técnicas e as condições de trânsito.

10.

(

) Considere a seguinte situação hipotética:

Joana conduzia sua camioneta em uma rodovia com condições normais de circulação, em um trecho que não apresentava regulamentação de velocidade. Cuidadosa com a carga frágil que transportava - louças de porcelana - desenvolvia uma velocidade de 50 km/h. Nessa situação, Joana transgrediu o estabelecido no CTB.

IV-) Tendo-se em vista a classificação das vias abertas á circulação e os nomes das mesmas abaixo, responda às questões abaixo:

 

I. VIA ARTERIAL

 

II. RODOVIAS

III. ESTRADAS

IV. VIAS COLETORAS

11.

Dos quatro itens acima, são consideradas vias urbanas:

a) I e IV

c) II e III

b) I

e II

d) II e IV

12. Dos quatro itens acima, são consideradas vias rurais:

 

a) I e IV

c) II e III

b) I

e II

d) II e IV

13.

Não havendo sinalização regulamentadora de velocidade, em uma via arterial a velocidade

máxima será de:

 

a)

80 km/h

c) 100 km/h

b)

60 km/h

d) 40 km/h

14.

Já nas vias de trânsito rápido, não havendo sinalização regulamentadora de velocidade, o

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máximo será de:

a)80 km/h

c) 100 km/h

b)

60 km/h

d) 110 km/h

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15. Em uma rodovia de pista dupla e duas faixas em cada sentido, onde não existe placa limitando a velocidade, constitui infração, para um automóvel, transitar à velocidade de:

a)

40

km/h;

d) 90 km/h;

b)

60

km/h;

e) 110km/h.

c)

80 km/h;

16.

[ Agente de Fiscal. Trans. e Transp. 2008) A velocidade máxima permitida será indicada por meio

de sinalização, obedecidas às características técnicas da via e as condições de trânsito. Onde não

existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima, nas vias urbanas, será a seguinte:

a) Trinta quilômetros por hora, nas vias locais.

b) Quarenta quilômetros por hora, nas vias arteriais.

c) Sessenta quilômetros por hora, nas vias coletoras.

d) Noventa quilômetros por hora, nas vias de trânsito rápido.

17. [ Agente de Fiscal. Trans. e Transp. 2008) A velocidade máxima permitida será indicada por meio

de sinalização, obedecidas às características técnicas da via e as condições de trânsito. Onde não existir sinalização regulamentadora, a velocidade máxima, nas vias rurais, será a seguinte:

a) Nas estradas, oitenta quilômetros por hora.

b) Nas rodovias, oitenta quilômetros por hora para ônibus e demais veículos de transporte coletivo.

c) Nas rodovias, cento e dez quilômetros por hora para quaisquer veículos tracionados.

d) Nas rodovias, cento e dez quilômetros por hora para automóveis, camionetas e motocicletas.

GABARITO:

1. C

6. A

11. A

2. C

7. E

12. C

3. E

8. C

13. B

4. E

9. C

14. A

5. C

10. C

15. A

16. A

17. D

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I-) SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO

1.1-) INTRODUÇÃO:

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Antes de se começar um estudo mais aprofundado da sinalização de trânsito, faz-se necessário analisar o Art. 89 do C.T.B.

Art. 89. A sinalização terá a seguinte ORDEM DE PREVALÊNCIA:

I - AS ORDENS DO AGENTE DE TRÂNSITO SOBRE AS NORMAS DE CIRCULAÇÃO E OUTROS SINAIS;

II - AS INDICAÇÕES DO SEMÁFORO SOBRE OS DEMAIS SINAIS;

III - AS INDICAÇÕES DOS SINAIS SOBRE AS DEMAIS NORMAS DE TRÂNSITO.

Importantíssimo que tenhamos substancialmente em mente esta ordem de preferência. Acima de tudo, não podemos esquecer que, onde o trânsito for controlado por agentes, suas determinações se sobrepõem sobre quaisquer outros sinais ou normas.

A obrigação de sinalizar e manter em boas condições de visibilidade e legibilidade, durante o dia

e a noite, é do ÓRGÃO EXECUTIVO DE TRÂNSITO OU RODOVIÁRIO com circunscrição sobre a via.

Tal responsabilidade será da concessionária de rodovias, quando esta for pedagiada.

A sinalização destina-se aos condutores de todos os tipos de veículos e também aos pedestres e

sua colocação correta e manutenção adequada são fundamentais para a segurança no trânsito.

Art. 80. Sempre que necessário, será colocada ao longo da via, sinalização prevista neste Código e em legislação complementar, destinada a condutores e pedestres, vedada a utilização de qualquer outra.

§ 1º A sinalização será colocada em posição e condições que a tornem perfeitamente visível e

legível durante o dia e a noite, em distância compatível com a segurança do trânsito, conforme normas e especificações do CONTRAN

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1.2-) PRESERVAÇÃO DA VISIBILIDADE DA SINALIZAÇÃO:

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1.3-) CLASSIFICAÇÃO DOS SINAIS DE TRÂNSITO

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Estudaremos agora, de forma bastante detalhada a classificação dos sinais de trânsito. Temos primeiramente a classificação dos sinais dada pelo Art. 86 do C.T.B. e logo em seguida mostraremos em detalhes seus tipos e espécies de acordo com a RESOLUÇÃO 160/04 que substituiu o texto do ANEXO II do C.T.B.

com a RESOLUÇÃO 160/04 que substituiu o texto do ANEXO II do C.T.B. www. voupassar .com.br

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qualquer lugar! LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO Voupassar .com.br 1.4-) RESPONSABILIDADE PELA SINALIZAÇÃO INSUFICIENTE OU

1.4-) RESPONSABILIDADE PELA SINALIZAÇÃO INSUFICIENTE OU CORRETA

Art. 90. Não serão aplicadas as sanções previstas neste Código por inobservância à sinalização quando esta for insuficiente ou incorreta.

Aos órgãos responsáveis pela implementação e manutenção da sinalização verti cal e horizontal, cabe mantê-la em plenas condições de visibilidade, bem como a colocação de forma correta. Já aos agentes de trânsito, ao observarem que o órgão não cumpriu com es ta obrigação, cabe comunicar de forma oficial, solicitando a adoção de providências, principalmente em se tratando de local com alto índice de acidentes ou cometimento de infrações de trânsito. Da mesma forma, ao agente de trânsito, não cabe fazer autuaçõ es no local, por motivo de desrespeito a sinalização, quando esta estiver incorreta ou for insuficiente, em cumprimento ao dispositivo legal do caput deste artigo.

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§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via é responsável pela

implantação da sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência ou incorreta colocação.

§

2º O CONTRAN editará normas complementares no que se refere à interpretação, colocação

e

uso da sinalização.

Aos engenheiros de tráfego, cabe cumprir tais normas. Por óbvio, todos somos sabedores da realidade das nossas rodovias e estradas, bem corno da dificuldade financeira para recuperá-las e mantê-las. Todavia, ao Estado cabe a responsabilidade objetiva pelos danos causados pela sinalização incorreta, insuficiente ou inexistente.

II-) C.T.B CAPÍTULO VIII ASPECTOS RELEVANTES

Art. 93. Nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em pólo atrativo de trânsito poderá ser aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via

e sem que do projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.

Esta determinação obriga ao empreendedor que inclua no seu projeto de edificação com vidas a tornar-se pólo atrativo de trânsito, a exemplo de um shopping center ou um supermercado, uma área específica e adequada ao estacionamento de veículos, bem como a indicação das vias de acesso. O projeto deverá ser aprovado pelo órgão com circunscrição sobre a via.

Art. 94. Qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, tanto na via quanto na calçada, caso não possa ser retirado, deve ser devida e imediatamente sinalizado.

O anexo II da Res. 248/07 estabelece a infração ao servidor público do órgão com circunscrição sobre a via, que constatou a existência do obstáculo e não o sinalizou. A multa diária terá o valor de 50% do dia de vencimento ou remuneração devida enquanto permanecer a irre gularidade.

Parágrafo único. É proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de velocidade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN.

O objetivo principal e inicial da determinação deste parágrafo é de proibição de colocação de ondulações transversais e sonorizadores nas vias públicas, com o objetivo de fazer com que os Condutores de veículos reduzam a velocidade. Outra solução de engenharia mais adequada deveria ser utilizada, assim como as atividades de fiscalização de velocidade por agentes de trânsito. Porém, previu exceções, dentro de critérios estabelecidos pelo CONTRAN.

Art. 95. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.

Tal determinação deve ser observada, em especial pelos órgãos responsáveis pelo saneamento e telefonia, que dependem de obras na pista de rolamento e deverão ter

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prévia permissão do órgão de trânsito com circunscrição sobre a via, bem como deverão ter sinalizado adequadamente o local.

§ 1º A obrigação de sinalizar é do responsável pela execução ou manutenção da obra ou do evento.

§ 2º Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via

avisará a comunidade, por intermédio dos meios de comunicação social, com quarenta e oito horas de antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem utilizados.

§ 3º A inobservância do disposto neste artigo será punida com multa que varia entre cinqüenta e trezentas UFIR, independentemente das cominações cíveis e penais cabíveis.

§ 4º Ao servidor público responsável pela inobservância de qualquer das normas previstas

neste e nos arts. 93 e 94, a autoridade de trânsito aplicará multa diária na base de cinqüenta por cento do dia de vencimento ou remuneração devida enquanto permanecer a irregularidade.

Obras previsíveis, com interrupção total da via, devem s er comunicadas à autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via, pelo seu responsável, com antecedência, a fim de que se avise, através de programas de televisão, rádio e jornal, com quarenta e oito horas de antecedência, a realização da obra e interdição da via, indicando os caminhos alternativos a serem utilizados. Providência oportuna a ser tomada pela autoridade de trânsito, diz respeito ao contato prévio com as demais autoridades ou agentes de trânsito com circunscrição sobre as vias por onde o trânsito será desviado, para que estejam programados a auxiliar no desvio e com os itinerários bem sinali zados. Não raras vezes, o trânsito de unia rodovia precisa ser desviado pelas vias urbanas de uma cidade e, se os agentes de trânsito que ali atuam não souberem com antecedência, poderão não ter condições de prestarem auxílio adequado.

O anexo II da Res. 248/07, estabelece a infração ao servidor público do órgão com circunscrição sobre a via, responsável por aviso sem a antecedência estabelecida ou pela sua inexistência. A multa diária terá o valor de 50% do dia de vencimento ou remuneração devida enquanto permanecer a irregularidade.

EXERCÍCIOS

I - Julgue os itens abaixo conforme estabelecido no Anexo II do CTB Resolução n° 160/2004 CONTRAN

1.( ) As marcas separadoras de faixa de trânsito em vias de duplo sentido de circulação, quando proibido a um condutor a ultrapassagem, deverão ser respectivamente de cor amarela e contínua.

2.( ) A sinalização vertical é um subsistema da sinalização viári a que se utiliza de linhas, marcações, símbolos e legendas pintados ou apostas sobre o pavimento das vias.

3.( ) Os dispositivos auxiliares têm como função básica incrementar a visibilidade da sinalização ou de obstáculos à circulação, ou que requeiram maior atenção de forma a tornar mais.eficiente e segura a operação da via.

4.(

pista destinada ao rolamento, a sua divisão em faixas a divisão de fluxos opostos, as faixas de uso exclusivo de um tipo de veículo, as reversíveis, além de estabelecer as regras de ultrapassagem.

) As marcas de canalização separam e ordenam as correntes de tráfego, definindo a parte da

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5.

(

) Sinais luminosos móveis, posicionados verticalmente ao lado da pista, como indicação

de saídas, obras, desvios e velocidade permitida, podem ser regularmente utilizadas nas rodovias brasileiras e a legislação de trânsito identifica esse tipo de sinalização como painel eletrônico.

6.

(

) As linhas de divisão de fluxos opostos, contínuas ou secionadas,

são sempre

brancas. As linhas de bordo podem, excepcionalmente, ser apostas nas cores amarela.

7.

(

) As placas se sinalização vertical, de acordo com suas funções, são classificadas,

podendo ser de Regulamentação de Advertência e Indicação.

 

8.

(

) De acordo com o Anexo II, do C.T.B., a Sinalização Horizontal tem como padrão,

traçado contínuo, tracejado, seccionado e as inscrições de símbolos e legendas.

 

9.

(

) Os sinais de trânsito classificam-se somente em verticais, horizontais.

10.( ) A sinalização terá a seguinte ordem de prevalência, as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais; as indicações do semáforo sobre os demais sinais; e as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito.

11.

As placas de sinalização vertical de advertência têm fundo:

 

a)

Azul e símbolos e legendas brancos.

 

b)

Branco e símbolos e legendas pretos.

c)

Vermelho e símbolos e legendas prelos.

d)

Verde e símbolos e legendas brancos.

 

e)

Amarelo e símbolos e legendas pretos.

12.

Em uma rodovia de pista única e mão dupla de c i rculação a proibição da ultrapassagem

de

veículos nos dois sentidos é sinalizada pela linha:

 

a)

Simples seccionada na cor branca.

 

b)

Simples seccionada na cor amarela.

c)

Dupla contínua na cor amarela.

d)

Dupla, sendo a contínua na cor amarela e a seccionada na cor branca.

 

e)

Dupla, sendo a contínua na cor branca e a seccionada na cor amarela.

II - Em relação a sinalização vertical, julgue os itens a seguir:

 

13. ) É considerado infração o desrespeito às placas de Regulamentação;

(

 

14. ) A velocidade máxima permitida para a via, é indicada por meio de Placas de Indicação;

(

15. ) "Na dúvida não ultrapasse" é uma mensagem da placa: Educativa;

(

 

16. ) A frase "Use cinto de segurança" é uma mensagem das placas: Educativas; A placa

(

"Ônibus, caminhões, veículos de grande porte mantenha à direita" é de: Regulamentação.

 

III

-

Em

relação

a

sinalização

emitida pelo

apito

do

agente da

Autoridade

de

Trânsito:

 

17. ) Três silvos breves significa que o condutor deve parar o veículo para ser fiscalizado;

(

18. ) Um silvo longo e um breve significa que o condutor deve parar o veículo;

(

 

19. ) Um silvo longo significa que o condutor deve diminuir a marcha do veículo;

(

20. ) Dois silvos breves significa que o condutor deve ascender as lanternas do veículo;

(

21. ) Um silvo breve significa que o condutor deve seguir em frente com atenção.

(

 
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22. As placas quadradas, com uma das diagonais em posição vertical, com símbolos e legendas pretos e fundo amarelo têm a seguinte classificação e objetivo:

a)

de advertência - alertam para as condições potencialmente perigosas;

b)

de regulamentação - indicam proibições e obrigações;

c)

indicativas - informam direções e distâncias;

d)

especiais - apontam a ocorrência de situação de emergência;

e)

educativas - educam condutores e pedestres quanto ao seu comportamento no trânsito.

23.

Sobre os sinais luminosos podemos afirmar que terão como finalidade:

I.

controlar o fluxo de veiculas.

lI.

controlar o fluxo de pedestres.

III .promover advertência.

Estão corretas:

a) I

apenas

e

III

c) apenas II e III;

 

b) I

apenas

e

II;

d) I, I e III.

 

GABARITO:

1. C

6. E

11. E

2. E

7. C

12. C

3. C

8. C

13. C

4. E

9. E

 

14. E

5. C

10. C

15. C

16. C

17. E

18.

E

19.

C

20. E

21. C

22.

A

23. D

I-) VEÍCULOS

Esta aula é importante para que o candidato possa conhecer adequadamente a legislação de trânsito, pois em diversos momentos o CTB refere-se a tipos de veículos sem, contudo, defini-los. Nesta aula, vamos detalhá-los ao máximo analisando como o legislador e o CONTRAN trabalharam as possíveis classificações de veículos.

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1.1-) CLASSIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS

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De acordo com o Art. 96 do C.T.B., Os veículos classificam-se em:

com o Art. 96 do C.T.B., Os veículos classificam-se em: 1.1.1. QUANTO À TRAÇÃO Tração de

1.1.1. QUANTO À TRAÇÃO

Tração de um veículo é tudo aquilo capaz de fazer o veículo se mover. Neste tópico, vamos observar que no CTB foram agrupados os veículos que se deslocam por seus próprios meios; os que são fracionados por animais; os que têm propulsão humana, e aqueles que não se deslocam por seus próprios meios . As subclassificações deste item são: automotores, elétricos, reboque e semi- reboque, tração animal e propulsão humana.

Vejamos abaixo cada uma dessas subclassificações:

1.1.1.1. VEÍCULO AUTOMOTOR

Todo veículo a motor de propulsão (gasolina, GNV, diesel, álcool, elétrico, qualquer que seja o combustível) que circule por seus próprios meios e que serve, normalmente, para o transporte viário de pessoas e coisas ou para a tração viária de veículos utilizados para o transporte de pessoas e coisas. O termo compreende os veículos conectados a uma linha elétrica e que não circulam sobre trilhos (ônibus elétrico). Perceba que existem veículos elétricos que são automotores e existem veículos elétricos que não são automotores, a depender se transitam ou não sobre trilhos.

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1.1.1.2. VEICULO ELÉTRICO

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Embora não haja no CTB uma definição expressa desses veículos, podemos extrair do código algumas informações que são suficientes para isso. Sendo assim, aqui temos os veículos que se deslocam por seus próprios meios e que transitam sobre trilhos. Como exemplo, encontramos no Anexo I o bonde (veículo de propulsão elétrica que se move sobre trilhos). Ainda quanto ao bonde, temos no artigo 96, II, a, 10 que somente existe na espécie passageiro. De acordo com aos artigos 120, 130 e 140 do CTB, é possível extrairmos a informação de que é possível que sejam exigidos registro e licenciamento de veículos elétricos, assim como habilitação de seus condutores. Não deve o leitor se perder nessas informações achando que todos os veículos que transitam sobre trilhos estão sujeitos à tal disciplina, mas somente aqueles que porventura transitarem em vias abertas à circulação. Veremos nas próxima aula que tanto o licenciamento quanto a habilitação são documentos exigíveis nas vias, onde há a aplicação do CTB.

Por fim, aqueles veículos que comumente chamamos de trem não são men- cionados no CTB; sendo assim poderíamos defini-los de três formas:

* veículos que transitam sobre trilhos, de propulsão elétrica e da espécie carga;

* veículos que transitam sobre trilho, de propulsão que não seja elétrica;

* veículos de propulsão elétrica que se movem sobre trilhos, da espécie

passageiro, porém que não transitam em vias terrestres abertas à circulação.

1.1.1.3. REBOQUE:

Veículo que não se desloca por seus próprios meios, necessitando sempre de um veículo automotor para tracioná-lo. É destinado a ser engatado atrás de um veículo automotor. É muito comum as pessoas chamarem erroneamente o acessório "engate" de "reboque", assim como o "caminhão guincho (veículo destinado ao socorro mecânico de emergência nas vias abertas à circulação pública) de "reboque". Por fim, perceba que reboque é veículo, sempre tracionado, que, assim como os automotores e elétricos, está sujeito a registro e licenciamento.

1.1.1.4. SEMI-REBOQUE

Veículo que não se desloca por seus próprios meios, necessitando sempre de um veículo automotor para tracioná-lo. Apóia-se na sua unidade tratora ou é a ela ligado por meio de articulação. Note que aqui temos um reboque pela metade, ou seja, somente com rodas traseiras e, sendo assim, para que esta unidade possa ser tracionada, ela necessariamente deve se apoiar na unidade tratora, que é, em regra, um caminhão trator. Perceba que tal qual o reboque o semi-reboque é veículo, sempre tracionado, e que assim como os automotores e elétricos está sujeito a registro e licenciamento.

1.1.1.5. TRAÇÃO ANIMAL

Veículo que para se deslocar tem sempre animais à sua frente, que, em regra, são cavalos, conforme nossas tradições; porém o CTB referiu-se a animais de uma forma genérica, não definindo quais seriam. Cabe aqui ressaltar que existe a previsão neste Código que se regulamente o registro, o licenciamento e a autorização para conduzir esse veículo a ser feita pelo órgão executivo de trânsito do município, após a elaboração de uma legislação municipal, conforme os artigos 24, XVII e XVIII e 129, ambos do CTB. Há duas referencias a esse tipo de veículo na legislação, a saber:

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CARROÇA: veículo de tração animal destinado ao transporte de carga;

CHARRETE: veículo de tração animal destinado ao transporte de pessoas.

1.1.1.6. PROPULSÃO HUMANA:

Veículo que, para se deslocar, tem, na sua traseira ou sobre eles, sempre pessoas. Cabe aqui ressaltar que existe a previsão neste Código que se regula mente o registro, o licenciamento e a autorização para conduzir esse tipo de veiculo, a ser feita pelo órgão executivo de trânsito do município, após a elaboração de uma legislação municipal, conforme os artigos 24, XVII e XVIII e 129, ambos do CTB. Ainda quanto aos veículos de propulsão humana, no ANEXO I, temos as seguintes definições:

BICICLETA - veículo de propulsão humana, dotado de duas rodas, não sendo, para efeito do CTB, similar à motocicleta, motoneta e ao ciclomotor; CARRO DE MÃO - veículo de propulsão humana utilizado no transporte de pequenas cargas; CICLO - veículo de pelo menos duas rodas à propulsão humana.

1.1.2 QUANTO À ESPÉCIE

Como espécie de veículos devemos entender como a carroçaria colocada no veículo. Conto exemplo, poderíamos imaginar um chassi (parte rígida sobre a qual vai a carroçaria), com tinia carroçaria para transporte de passageiro (espécie passageiro); se a carroçaria for para o transporte de carga (espécie carga), se a carroçaria for de funeral (espécie especial). Vejamos então cada uma de suas espécies delas:

1.1.2.1 VEÍCULOS DE PASSAGEIRO

São os destinados ao transporte de pessoas e suas bagagens. Perceba que bagagem é algo diferente de carga, uma vez que veículos destinados a transportar pessoas e carga são os mistos. Embora não tenhamos na legislação de trânsito uma definição do que seria bagagem, poderíamos, num primeiro momento, defini-la como os pertences pessoais do condutor e passageiro. Veja abaixo alguns tipos de veículos de passageiros encontrados no ANEXO I do CTB:

AUTOMÓVEL: veiculo automotor destinado ao transporte de passageiros com capacidade para até oito pessoas, exclusive o condutor, de outra forma, pode transportar até nove pessoas;

MICRO-ÔNIBUS: veículo automotor de transporte coletivo, com capacidade para até vinte passageiros. Portanto, micro-ônibus é aquele veículo que transporta no mínimo nove passageiros e no máximo vinte; ÔNIBUS: veículo automotor de transporte coletivo, com capacidade para mais de vinte passageiros, ainda que, em virtude de adaptações visando à maior comodidade destes, transporte número menor.

1.1.2.2 VEÍCULOS DE CARGA

É o destinado ao transporte de carga, podendo transportar dois passageiros, exclusive o condutor.

Veja abaixo alguns tipos de veículos de carga encontrados no ANEXO I do CTB:

CAMINHONETE: veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total de até três mil e quinhentos quilogramas;

CAMINHÃO: não temos uma definição expressa de caminhão no CTB, porém a resolução 291/08 do

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CONTRAN nos dá a seguinte definição: "veículo automotor destinado ao transporte de carga, com PBT acima de 3.500 quilos, mas, podendo fracionar ou arrastar outro veículo, desde que tenha capacidade máxima de tração compatível"

Ainda quanto a , veículos de carga e passageiro, conforme mencionado acima, faz-se necessário sabermos a diferença entre motocicleta, motoneta e ciclomotor, uma vez que são alvos de constantes questionamentos.

CARACTERÍSTICAS

MOTOCICLETA

MOTONETA

CICLOMOTOR

NÚMERO DE RODAS

 

02

02

02/03

VELOCIDADE

 

MONTADO

SENTADO

QUALQUER

 

POSIÇÃO

CILINDRADA

 

SEM LIMITE

SEM LIMITE

NÃO PASSA DE 50 KM/h

HABILITAÇÃO

 

“ A “

“ A “

“ A ou ACC “

ESPÉCIE

PASSAGEIRO

PASSAGEIRO

PASSAGEIRO

CARGA

CARGA

OBRIG.

DO

USO

DO

SIM

SIM

SIM

CAPACETE

 

Por fim, vamos encerrar este tópico mencionando a definição de quadriciclo, expresso na resolução 700/88 do CONTRAN, que nos informa que quadriciclo é um veículo de estrutura mecânica igual à da motocicleta, possuindo eixos dianteiros e traseiro, dotado de quatro rodas, classificado na espécie passageiro e com cilindrada até 200 cc, devendo possuir placas dianteira e traseira, no mesmo padrão das da motocicleta. Com a entrada em vigor do CTB, hoje, existe a possibilidade de termos quadriciclo na espécie carga.

Sendo assim, qualquer outro veículo, parecido com este, mas que fuja às especificações acima, não poderá transitar na via pública, devendo ser considerado como "brinquedo".

1.1.2.3 VEÍCULO MISTO

Veículo misto é veículo automotor destinado ao transporte simultâneo de carga e passageiro. É relevante ressaltar que ele transporta três passageiros no mínimo, mais o condutor; caso contrário, se enquadraria na espécie carga.

Veja abaixo alguns tipos de veículos misto encontrados no ANEXO I do CTB:

CAMIONETA: veículo misto destinado ao transporte de passageiros e carga no mesmo compartimento, conforme o Anexo I do CTB. Esta definição, embora precisa, é alvo de muitos questionamentos, uma vez que se pode ter a falsa impressão de que não se transporta simultaneamente passageiro e carga, o que vem da própria definição de veículo misto. De outra forma, poderí amos encerrar as controvérsias vendo a redação da Resolução n° 822 do CONTRAN, de 22/10/1996, que define a camioneta de uso misto, para efeito de reg istro e licenciamento, como "o veiculo da espécie misto, não derivado de automóvel, utilizado no transporte simultâneo ou alternativo de carga e passageiro, num mesmo compartimento, sem alteração das características originais de fabricação, a não ser a retirada ou rebatimento dos assentos, prevista pelo fabricante".Cabe ainda ressaltar que na Resolução n° 291/08 do CONTRAN, que dispõe sobre a concessão de código de marca/modelo/versão para veículos, em seu Anexo III, há um comentário interessante: ao alterar a lotação de uma camioneta, esta continua como camioneta até a lotação de nove pessoas (espécie misto). Se transportar dez ou mais de dez pessoas, sua classificação muda para o tipo micro-ônibus e espécie passageiro.

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UTILITÁRIO: veículo misto caracterizado pela versatilidade do seu uso, inclusive fora de estrada.

1.1.2.4

VEÍCULO DE COLEÇÃO

É

aquele que, mesmo tendo sido fabricado há mais de trinta anos, conserva suas características originais de fabricação e possui valor histórico próprio. Perceba que um veículo não sai de fábrica na espécie coleção, uma vez que é uma deliberação do proprietário do veículo registrá-lo nessa espécie, devendo ele, no entanto, atender a certos requisitos estabelecidos pelo CONTRAN em sua resolução de número 56/98 (alterada pela Resolução 127/01).

O

primeiro passo a ser dado pelo proprietário é providenciar a expedi ção de um certificado de originalidade, atestando que o veículo cumpre todos os requisitos para ser registrado na nova espécie; este certificado de originalidade deverá ser emitido por uma pessoa jurídica credenciada p elo DENATRAN. Sendo assim, as condições necessárias para registrar um veículo como de coleção são:

a)

ter sido fabricado há mais de 30 anos;

b)

conservar suas características originais de fabricação;

c)

integrar uma coleção;

d)

apresentar certificado de originalidade.

O Certificado de Originalidade de que trata a letra "d" acima atestará as condições estabelecidas nas letras "a", "b" e "c", e será expedida por entidade, credenciada e reconhecida pelo DENATRAN, de acordo com o modelo estabelecido no anexo da referido resolução, sendo o documento necessário para o registro.

A entidade apta a emitir o certificado de originalidade será pessoa jurídica, sem fins lucrativos, e instituída para a promoção da conservação de automóveis antigos e para a divulgação dessa atividade cultural, de comprovada atuação nesse setor, respondendo pela legitimidade do certificado que expedir.

1.1.2.5

VEÍCULO DE COMPETIÇÃO (Art. 110)

Para que tenhamos um veículo registrado na espécie competição, é necessária uma manifestação de seu proprietário no sentido de solicitar ao DETRAN de registro do veículo uma autorização prévia. O CONTRAN, no anexo da sua resolução 292/08, se posicionou no sentido de que veículos automotores, inclusive motocicleta, motonetas e ciclomotores poderão ser registrados na espécie competição. Já na resolução 291/08 temos o seguinte comentário: "as espécies 'competi- ção’ ou 'coleção’ devem ser registradas com o 'tipo' e 'carroçaria originais do veículo". Enfim, com o exposto, podemos concluir que dois passos são necessários a fim de registrar um veículo na espécie competição: o primeiro passo seria a vontade do proprietário, e o segundo seria este se posicionar no sentido de solicitar uma autorização prévia ao DETRAN de registro do veiculo para que seja providenciado o registro na nova espécie.

Ainda quanto aos veículos de competição, existem dois modelos que, devido à transformação sofrida, não poderão transitar na via, a saber: aqueles que sofreram alterações para ficarem mais potentes, e aqueles que foram construídos exclusivamente para competição (protótipos) e que também foram citados na legislação de trânsito. No primeiro caso, ou seja, o veículo que tiver alterada qualquer de suas características para competição ou finalidade análoga, só poderá circular nas vias públicas com licença especial da autoridade de trânsito, em itinerário e horário fixados, conforme o art. 110 do CTB. No segundo caso, estão expressos os veículos protótipos de competição, aqueles que foram fabricados exclusivamente para esta finalidade e que não necessitam ser diferenciados dos demais po r quem o fabrica, ou seja, não possuem os elementos de identificação veicular, VIN e VIS, conforme a resolução n° 24/98 do CONTRAN.

1.1.2.6 TRAÇÃO

Quanto aos tipos de veículos da espécie tração, o CTB se refere ao caminhão-trator, trator de rodas, trator de esteira e trator misto. Podemos defini-los da seguinte forma:

CAMINHÃO-TRATOR : veículo automotor destinado a tracionar ou arrastar outro veículo, conforme ANEXO I do CTB. Ainda quanto a caminhões-tratores, estes são citados na resolução 152/03 do CONTRAN, que estabelece os requisitos técnicos de fabricação e instalação de pára-

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choque traseiro para veículos de carga, como exceção, ou seja, os caminhões tratores não precisam ter seus pára-choques com, faixas reflexivas e rebaixados como os demais veículos citados nesta resolução.

TRATOR: veículo automotor construído para realizar trabalho agríco la, de construção e pavimentação e tracionar outros veículos e equipamentos. Quanto aos tipos possíveis, cabem alguns comentários, a fim de melhorar a sua compreensão, pois a legislação se refere ao trator de rodas como aquele que possui roda (pneumáticos); ao trator de esteira, aquele que nos lembra os tanques de guerra, e ao trator misto como aquele que possui esteira e pneus. Esses veículos, via de regra, não transitam em via pública, não estão sujeitos à identificação colocada pelo fabricante para diferenciá-los (VIN e VIS); porém, para transitarem na via, devem estar registrados, licenciados e possuir numeração especial.

1.1.2.7 VEÍCULO ESPECIAL

Veículo da espécie "especial" é aquele que não pertence à espécie passageiro, carga, misto, competição, tração ou coleção, ou seja, por falta de uma definição expressa, a melhor definição seria esta. Na verdade, a técnica adotada pelo legislador foi no sentida de não existir veículo sem classificação quanto à espécie. Sendo assim, o veículo que não se enquadra em nenhuma espécie (passageiro, carga, misto, competição, tração ou coleção) será classificado na espécie especial.

Na Resolução nº 291/08 do CONTRAN, que dispõe sobre a concessão de código de marca/modelo/versão para veículos, observamos que o que torna um veículo especial é a sua carroçaria. Podemos exemplificar da seguinte forma: se sobre um caminhão (plataforma) for montado um trio elétrico, teremos um veículo TIPO: caminhão, ESPÉCIE: especial, CARROÇARIA: trio elétrico. Outro exemplo seria o automóvel que se transformou em ambulância ou veículo de funeral; aí teríamos: veículo TIPO: automóvel, ESPÉCIE: especial e CARROÇARIA: ambulância ou funeral.

Há, no Anexo I do CTB, dois veículos que são da espécie especial, conforme o Anexo I da Resolução n o 291/08. Vejamos suas definições:

TRAILER: reboque ou semi-reboque tipo casa, com duas, quatro, ou seis rodas, acoplado ou adaptado à traseira de automóvel ou camionete, utilizado em geral em atividades turísticas como , alojamento ou para atividades comerciais. Quando acoplado ao veículo automotor, o condutor, para conduzi-lo, deve possuir habilitação na categoria "E". MOTOR-CASA (MOTOR-HOME): veículo automotor, cuja carroçaria é fechada e destinada a alojamento, escritório, comércio ou finalidades análogas. Para conduzi-lo, o condutor deve possuir habilitação na categoria "C", conforme Resolução n° 168/04 do CONTRAN.

1.1.3. QUANTO À CATEGORIA

Classificar um veículo quanto à categoria seria mostrar a que se destina determinado veículo ou a que finalidade se presta. Poderíamos também definir a categoria como a destinação dada ao veículo em caráter de permanência, uma vez que vem consignada num documento definitivo chamado CRV (certificado de registro de veículo). Como aplicação do exposto poderíamos exemplificar usando o artigo 154 do CTB, que faz menção aos veículos destinados à aprendizagem, um em caráter permanente e outro de caráter provisório. Sem maiores explicações poderíamos concluir que somente aquele utilizado em caráter permanente será da categoria aprendizagem; agora, a eventualidade da aprendizagem (caráter provisório) não tem o condão de mudar a categoria anterior do veículo. As categorias de veículos previstas no CTB são: oficial; de representação

diplomática, de repartições consulares de carreira ou organismos internacionais acreditados junto ao governo brasileiro; particular; de aluguel; de aprendizagem.

Cada categoria de veículo apresenta plac a de uma cor; no entanto, lembre-se de que ao mudar de categoria, um veículo somente muda a cor da placa, permanecendo os mesmos caracteres até sua baixa. Este tema será mais detalhado mais adiante, que trata da identificação de veículos.

1.1.4. VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA E VEÍCULOS PRESTADORES DE SERVIÇOS DE

UTILIDADE PÚBLICA

1.1.4.1. VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA

Temos duas menções na legislação de trânsito de quais os veículos que seriam veículos de emergência: unia no artigo 29, V11, do CTB, e outra na resolu ção 268/08 do CONTRAN. Então, vamos enumerar quais são os veículos de emergência previstos e, em seguida, quais são suas prerrogativas legais para transitar.

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São veículos de emergência previstos:

a) os destinados a socorro de incêndio e salvamento;

b) os de polícia;

c) os de fiscalização e operação de trânsito.

d) as ambulâncias;

e) e também os de salvamento difuso "destinados a serviços de

decorrentes de acidentes ambientais'.

Elemento de identificação

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emergência

Somente os veículos mencionados no inciso VII do art. 29 do Código de Trânsito Brasileiro (alíneas a, b, c, d acima) poderão utilizar luz vermelha intermitente e dispositivo de alarme sonoro. Embora os tipos de veículos de emergên cia sejam os enumerados acima, o artigo 1 o da resolução 265/08 do CONTRAN exclui da possibilidade de utilizar luz vermelha intermitente os veículos destinados a serviços de emergência decorrentes de acidentes ambientais, uma vez que não estão presentes no artigo 29, VII, do CTB.

Prerrogativas na condução

Os veículos de emergência somente poderão acionar o sistema de iluminação vermelha intermitente e alarme sonoro quando em efetiva prestação de serviço de urgência. Entende-se por prestação de serviço de urgência os deslocamentos realizados pelos veículos de emergência, em circu nstâncias que necessitem de

brevidade para o atendimento, sem a qual haverá grande prejuízo à incolumidade pública. A condução dos veículos de emergência se dará sob circunstâncias que permitam o uso das prerrogativas de prioridade de trânsito e de ' livre circulação, estaciona- mento e parada, para que tenha êxito na brevidade do atendimento.

1.1.4.2. OS VEÍCULOS PRESTADORES DE SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA

Devemos entender serviços de utilidade pública como aqueles destinados a atender a interesses de sujeitos indeterminados, prestando serviços públicos ou, de interesse coletivo ou geral. Esses serviços foram enumerados pelo CONTRAN, conforme os itens abaixo:

a)os destinados à manutenção e reparo de redes de energia elétrica, de água e esgotos, de gás combustível canalizado e de comunicações;

a) os que se destinam à conservação, manutenção e sinalização viária, quan do a serviço

de órgão executivo de trânsito ou executivo rodoviário;

b) os destinados ao socorro mecânico de emergência nas vias abertas à circulação

pública;

c) os veículos especiais destinados ao transporte de valores;

d) os veículos destinados ao serviço de escolta, quando registrados em órgão

rodoviário para tal finalidade; e) os veículos especiais destinados ao recolhimento de lixo a serviço da Administração Pública.

Elemento de identificação

Identificam-se pela instalação de dispositivo, não removível, de iluminação intermitente ou rotativa, e somente com luz amarelo-âmbar.

Prerrogativas no trânsito

Os veículos prestadores de serviço de utilidade pública gozarão de livre parada e estacionamento, independentemente de proibições ou restrições estabelecidas na legislação de trânsito ou por meio de sinalização regulamentar, quando se encontrarem:

I - em efetiva operação no local de prestação dos serviços a que se destinarem;

II - devidamente identificados pela energização ou acionamento do dispositivo luminoso e utilizando dispositivo de sinalização auxiliar que permita aos outros usuários da via enxergarem em tempo hábil o veículo prestador de serviço de utilidade pública.

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Cabe observar que é proibido o acionamento ou energização do dispositivo luminoso durante o deslocamento do veículo, exceto nos casos previstos nas alíneas "c", "e" e "f" do item 4.2.1, acima.

Autorização prévia

Perceba que os veículos prestadores do serviço de utilidade pública podem pertencera particulares, credenciados pelo Poder Público para facção dos serviços. Em virtude disso, o CONTRAN exigiu um controle dos DETRANs de registro desses veículos sobre a possibilidade de se tornarem ou não veículos prestadores de serviços de utilidade pública. De outra forma, a instalação de dispositivo, não removível, de iluminação intermitente ou rotativa, dependerá de prévia autorização do órgão executivo de trânsito do Estado ou do Distrito Federal, onde o veículo estiver registrado, que fará constar do Certificado de Licenciamento Anual, no campo "observações", código abreviado na forma estabelecida pelo órgão máximo executivo de trânsito da União. 1.3-) VEÍCULOS EXCEPCIONAIS

Analisemos as implicações dos artigos abaixo:

Art. 99. Somente poderá transitar pelas vias terrestres o veículo cujo peso e dimensões atenderem aos limites estabelecidos pelo CONTRAN. § 1º O excesso de peso será aferido por equipamento de pesagem ou pela verificação de documento fiscal, na forma estabelecida pelo CONTRAN.

§ 2º Será tolerado um percentual sobre os limites de peso bruto total e peso bruto transmitido por eixo de veículos à superfície das vias, quando aferido por equipamento, na forma estabelecida pelo CONTRAN.

Existem na legislação de trânsito alguns limites impostos para que veículos transitem na via, como, por exemplo, de peso e dimensões estabeleci dos pelo CONTRAN, de peso estabelecido pelo fabricante, assim como estar dentro dos limites de poluentes e ruídos estabelecidos pelo CONAMA.

Art. 101. Ao veículo ou combinação de veículos utilizado no transporte de carga indivisível,

que não se enquadre nos limites de peso e dimensões estabelecidos pelo CONTRAN, poderá ser concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, autorização especial de trânsito, com prazo certo, válida para cada viagem, atendidas as medidas de segurança consideradas necessárias.

§ 1º A autorização será concedida mediante requerimento que especificará as características do veículo ou combinação de veículos e de carga, o percurso, a data e o horário do deslocamento inicial.

Sendo assim, vamos neste tópico estudar os veículos que, de maneira excepcional, poderão transitar na via, ainda que excedam aos limites impostos pela legislação. O trânsito desses veículos se dará, de forma legal, se forem possuidores de uma AET (Autorização Especial de Trânsito) a ser fornecida pelo órgão com circunscrição sobre a via.

Vejamos, na legislação, quais os veículos que devem possuir AET pra transitar de forma regular:

1.3.1. CARGA INDIVISÍVEL

Ao veículo ou combinação de veículos utilizados no transporte de carga indivisível, que não se enquadrem nos limites de peso e dimensões estabelecidos a resolução 210/06 CONTRAN, poderá ser concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, Autorização Especial de Trânsito (AET), com prazo certo, valida para cada viagem, atendidas as medidas de segurança consideradas necessárias. É importante perceber que esta AET é válida por viagem, em função de

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ser fornecida pela peculiaridade da carga e não em virtude di veículo, conforme o art. 101 do CTB.

1.3.2. GUINDASTES AUTOPROPELIDOS

Quanto às cargas indivisíveis, temos os guindastes autopropelidos ou sobre caminhões, que se misturam com o próprio veículo. A esses veículos poderá ser concedida, pela autoridade com circunscrição sobre a via, Autorização Especial de Trânsito (AET), com prazo de seis meses, atendidas as medidas de segurança consideradas necessárias, conforme o art. 101 do CTB.

1.3.3. TRANSPORTE DE PASSAGEIRO EM VEICULO DE CARGA “PAU-DE-ARARA”

Art. 108. Onde não houver linha regular de ônibus, a autoridade com circunscrição sobre a via poderá autorizar, a título precário, o transporte de passageiros em veículo de carga ou misto, desde que obedecidas as condições de segurança estabelecidas neste Código e pelo CONTRAN. Parágrafo único. A autorização citada no caput não poderá exceder a doze meses, prazo a partir do qual a autoridade pública responsável deverá implantar o serviço regular de transporte coletivo de passageiros, em conformidade com a legislação pertinente e com os dispositivos deste Código. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9.602, de 21.1.1998)

O transporte de passageiros em veículos de carga, remunerado ou não, poderá ser autorizado eventualmente e a título precário, desde que entre localidades de origem e destino que estiverem situadas em um mesmo município, municípios limítrofes, municípios de um mesmo Estado, quando não houver linha regular de ônibus ou as linhas existentes não forem suficientes para suprir as necessidades daquelas comunidades. Essa autorização de transporte será concedida para uma ou mais viagens, desde que não ultrapasse a validade do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo-CRLV, conforme Resolução 82/98 do CONTRAN.

1.3.4. CTV - COMBINAÇÃO DE TRANSPORTE DE VEÍCULOS “CEGONHA”

Entende-se por "combinação para o transporte de veículos" o veiculo, ou combinação de veículos, construído ou adaptado especialmente para o transporte de automóveis, vans, ônibus, caminhões e similares.

As Combinações para Transporte de Veículos - CTV, construídas e destinadas exclusivamente ao transporte de outros veículos, cujas dimensões exce dam aos limites previstos na Resolução n° 210/2006 - CONTRAN, só poderão circular nas vias portando Autorização Especial de Trânsito - AET. Essa é a regra, mas existem exceções dispostas na Resolução 274/08 do CONTRAN.

1.3.5. CVC COMBINAÇÕES DE VEÍCULOS DE CARGA

. Há, também em nossa legislação, as Combinações de Veículos de Carga CVC, em que a unidade tratora está ligada no mínimo a duas unidades fracionadas. As Autorizações Especiais de Trânsito, nesses veículos, são dadas em razão do comprimento, quando este ultrapassar a 19,80m, ou em razão do peso, quando este ultrapassar a 57 toneladas, conforme Resolução n° 211/06.

1.3.6. VEÍCULOS TRANSPORTADORES DE CONTÊINERES

A estes veículos somente é possível fornecer a AET em função da altura, ou seja, esta pode ultrapassar o limite de 4,40 m, estabelecido para todos os veículos, desde que não ultrapassem 4,60 m. Cabe observar que o CONTRAN não se referiu a outras dimensões, somente à altura. A AET é somente para a unidade fracionada e com validade máxima de um ano. Enfim, devido ao tamanho excessivo de alguns contéineres, é que surgiu a norma, não havendo razão para

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estende-Ia aos caminhões- tratores.

1.2-) SEGURANÇA DOS VEÍCULOS

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Art. 103. O veículo só poderá transitar pela via quando atendidos os requisitos e condições de segurança estabelecidos neste Código e em normas do CONTRAN.

Esse artigo nada mais determina, senão que os veículos, para circularem em via pública, deverão estar em boas condições de trafegabilidade, para segurança dos que estão se deslocando em seu interior e para as demais pessoas e veículos. Nesta parte de nossa aula estudaremos os aspectos mais relevantes no que tange a respeito da segurança dos veículos. Começaremos com a

descrição dos equipamentos obrigatórios para os veículos segundo o artigo 105 do CTB. Cabe ressaltar que esse número de equipamentos é insignificante frente ao que já está regulamentado na

14/98

Resolução

.

frente ao que já está regulamentado na 14/98 Resolução nº . www. voupassar .com.br 48 www.

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1.2-) IDENTIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS

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1.2-) IDENTIFICAÇÃO DOS VEÍCULOS Voupassar .com.br 1.2.1. IDENTIFICAÇÃO INTERNA: A identificação de

1.2.1. IDENTIFICAÇÃO INTERNA:

A identificação de veículo abordada no Código de Trânsito é um dos títulos mais ricos

em regulamentações, devido à sua importância, uma vez que o veículo necessita ser individualizado quando for objeto de crime ou de infrações de trânsito.

Art. 114. O veículo será identificado obrigatoriamente por caracteres gravados no chassi ou no monobloco, reproduzidos em outras partes, conforme dispuser o CONTRAN. § 1º A gravação será realizada pelo fabricante ou montador, de modo a identificar o veículo, seu fabricante e as suas características, além do ano de fabricação, que não poderá ser alterado.

O fabricante do veículo tem a obrigação de individualizá-lo por meio de unia numeração que deve ser colocada no chassi (parte rígida do veículo sobre a qual deve ser colocada a carroçaria) e ou no monobloco (veículo inteiriço), em, pelo menos, um lugar, em se tratando de veículos automotores, e em dois lugares, em se tratando de reboque ou semi-reboque.

A Res. 24/98 do CONTRAN regulamenta que os veículos produzidos ou importados a

partir de 1° de janeiro de 1999, para obterem registro e licenciamento, deverão estar identificados na forma descrita acima. Excetuam-se os tratores, os veículos protótipos utilizados exclusivamente para competições esportivas e as viaturas militares operacionais das Forças Armadas que, em regra, não transitam na via.

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Além da gravação no chassi ou monobloco, os veículos serão identificados, no mínimo, com os caracteres VIS (número seqüencial de produção) previstos na NBR 3 n o 6066, podendo ser, a critério do fabricante, por gravação, na profundidade mínima de 0,2 mm, quando em chapas ou plaqueta colada, soldada ou rebitada, destrutível quando de sua remoção ou ainda por etiqueta autocolante e também destrutível no caso de tentativa de sua remoção, nos seguintes compartimentos e componentes:

I - na coluna da porta dianteira lateral direita;

II - no compartimento do motor;

III - em uni dos pára-brisas e em um dos vidros traseiros, quando existentes;

IV - em pelo menos dois vidros de cada lado do veículo, quando existentes,

quebra-ventos.

excetuados os

Sobre a identificação do ano de fabricação, o art. 3° desta resolução determina que seja atendida através de uma gravação no chassi ou monobloco, nas imediações do número de identificação do veículo (VIN), em 4 algarismos, na profundidade mínima de 0,2 mm e altura mínima dos caracteres de 7 mm, ou através de uma plaqueta destrutível quando de sua remoção. Para as motocicletas, motonetas, triciclos, quadriciclos e ciclomotores, deverá ser feita, no mínimo, em um ponto de localização, na coluna de suporte de direção ou no chassi/monobloco. Outro aspecto importante é quanto às regravações no VIN:

§ 2º As regravações, quando necessárias, dependerão de prévia autorização da autoridade executiva de trânsito e somente serão processadas por estabelecimento por ela credenciado, mediante a comprovação de propriedade do veículo, mantida a mesma identificação anterior, inclusive o ano de fabricação. § 3º Nenhum proprietário poderá, sem prévia permissão da autoridade executiva de trânsito, fazer, ou ordenar que se faça, modificações da identificação de seu veículo.

ordenar que se faça, modificações da identificação de seu veículo. www. voupassar .com.br 50 www. voupassar

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1.2.2. IDENTIFICAÇÃO EXTERNA:

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Art. 115. O veículo será identificado externamente por meio de placas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em sua estrutura, obedecidas as especificações e modelos estabelecidos pelo CONTRAN.

§ 1º Os caracteres das placas serão individualizados para cada veículo e o acompanharão até a baixa do registro, sendo vedado seu reaproveitamento.

Como vimos no artigo anterior, a identificação obrigatória do veículo dar -se-á através dos caracteres gravados no chassi ou no monobloco. Agora veremos a identificação externa do veículo, a qual dar-se-á através de placas dianteira e traseira, sendo esta lacrada em sua estrutura e obedecidas as especificações e modelos estabelecidos na Res. 231/07, que teve sua redação alterada pelas Res. 241/07 e 288/08.

É

fazem o primeiro reconhecimento do veículo, para fins de conferência com os dados cadastrais.

Portanto, é indispensável que elas existam e estejam em perfeitas condições de visibilidade

e legibilidade, tanto durante o dia quanto durante a noite.

através das placas que os agentes de trânsito e os equipamentos utilizados na fiscalização

As placas serão confeccionadas por fabricantes credenciados pelo DETRAN de cada esta do e Distrito Federal, obedecendo às formalidades legais vigentes. Atente que é obrigatória a gravação do registro do fabricante em superfície plana da placa e da tarjeta, de modo a não ser obstruída sua visão quando afixadas nos veículos e de modo que se possa localizar e responsabilizar aquele que cometer fraude.

Após o registro no órgão de trânsito, cada veículo será identificado por placas dianteira e traseira, afixadas em primeiro plano e integrante do mesmo, contendo 7 (sete) caracteres alfanuméricos individualizados, sendo o primeiro grupo composto por 3 (três), resultante do arranjo, com repetição de 26 (vinte e seis) letras, tomadas três a três, e o segundo grupo composto por 4 (quatro), resultante do arranjo, com repetição de 10 (dez) algarismos, tornados quatro a quatro.

Além desses caracteres, as placas dianteira e traseira deverão conter, gravados em tarjetas removíveis a elas afixadas, a sigla identificadora da Unidade da Federação e o nome do Município de registro do veículo. Exceção é feita às placas dos veículos oficiais, de representação, aos pertencentes às missões diplomáticas, às repartições consulares, aos organismos internacionais, aos funcionários estrangeiros administrativos de carreira e aos peritos estrangeiros de cooperação internacional. Vejamos abaixo algumas das exceções citadas:

1.2.2.1. VEÍCULOS OFICIAIS

As placas de veículos oficiais deverão conter, correspondente na própria placa, os seguintes caracteres:

gravados

nas

tarjetas

ou,

em

espaço

a)

veículos oficiais da União: B R A S I L;

b)

veículos oficiais das Unidades da Federação: nome da Unidade da Federação;

c)

veículos oficiais dos Municípios: sigla da Unidade da Federação e nome do Município.

1.2.2.2.

VEÍCULOS PERTENCENTES A MISSÕES DIPLOMÁTICAS

As placas pertencentes às missões diplomáticas, às repartições consulares, aos organismos internacionais, aos funcionários estrangeiros administrativo de carreira e aos peritos estrangeiros de cooperação internacional, deverão conter, gravados nas tarjetas ou em espaço correspondente na própria placa, os seguintes caracteres:

a) CMD para os veículos de uso dos Chefes de Missão Diplomática;

b) CD para os veículos pertencentes ao Corpo Diplomático;

c) CC para os veículos pertencentes ao Corpo Consular;

d) OI para os veículos pertencentes aos Organismos Internacionais;

e) ADM para os veículos pertencentes a funcionários estrangeiros administrativos de carreira de missões diplomáticas,

repartições consulares e representações de organismos internacionais;

f) CI para os veículos pertencentes a peritos estrangeiros sem residência permanente que

venham ao Brasil no âmbito de Acordo de Cooperação Internacional.

1.3. CORES DAS PLACAS

Quanto às possíveis cores de placas, temos:

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1.3.1. VEÍCULOS OFICIAIS DE REPRESENTAÇÃO PESSOAL

Muitas vezes esses veículos aparecem na legislação de trânsito como exceção, quando o tema abordado é identificação de veiculo. Vamos detalhar abaixo as cores diferenciadas que eles possuem, dependendo da autoridade a que estiver vinculado:

*** VERDE E AMARELA

Do Presidente e do Vice-Presidente da República, dos Presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, do Presidente e dos Ministros do Supre mo Tribunal Federal, dos Ministros de Estado, do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República.

*** FUNDO PRETO E CARACTERES CINZA METÁLICO:

Dos Presidentes dos Tribunais Federais, dos Governadores, Prefeitos, Secretários Estaduais e Municipais, dos Presidentes das Assembléias Legislativas, das Câmaras Municipais, dos Presidentes dos Tribunais Estaduais e do Distrito Federal e do respectivo chefe do Ministério Público.

No art. 2° da Resolução 32/98, temos a seguinte previsão: "poderão ser utilizados os mesmos

modelos de placas para os veículos oficiais dos Vice-Governadores e dos Vice-Prefeitos, assim como

para os Ministros dos Tribunais Federais, Senadores e Deputados, mediante solicitação dos

Presidentes de suas respectivas instituições"

*** FUNDO PRETO E CARACTERES DOURADOS:

Dos secretários de Estado do Governo Federal, conforme a Resolução n° 88/99 do CONTRAN, dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e oficias generais das Forças Armadas, conforme a Resolução n° 275/03 do CONTRAN.

Quanto aos demais veículos oficiais, as placas são, em regra, de fundo branco e caracteres pretos. Ainda quanto aos veículos oficiais, cabe ressaltar que, como norma de exceção, há um veículo oficial que poderá utilizar piaras particulares, somente quando estritamente usados em serviço reservado de caráter policial:

Art. 116. Os veículos de propriedade da União, dos Estados e do Distrito Federal, devidamente registrados e licenciados, somente quando estritamente usados em serviço reservado de caráter policial, poderão usar placas particulares, obedecidos os critérios e limites estabelecidos pela legislação que regulamenta o uso de veículo oficial.

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***TABELA COM AS CORES DAS PLACAS

CATEGORIA DO VEICULO

   

COR

 

FUNDO

CARACTERES

Particular

Cinza

Preto

Aluguel

Vermelho

Branco

Experiencia/Fabricante

Verde

Branco

Apresentação

Branco

Vermelho

Coleção

Preto

Cinza

Oficial

Branco

Preto

Missão Diplomática

Azul

Branco

Co r p o

co n su l a r

Azul

Branco

Organismo Internacional

Azul

Branco

Corpo Diplomático

Azul

Branco

O rg an i smo Consular / Internacional

Azul

Branco

Acordo Cooperação Internacional

Azul

Branco

Representação **

Preto

Dourado

1.3. VEÍCULOS QUE NECESSITAM DE IDENTIFICAÇÃO DE CAPACIDADE

Existem veículos que, pelo risco que pode causar aos demais, que pelo dano que pode causar à via e pela importância dada à sua carga, devem, além das identificações especificadas acima referentes à numeração VIN/VIS e placas, possuir uma plaqueta de identificação da sua capacidade.

No CTB, temos a seguinte previsão:

Art. 117. Os veículos de transporte de carga e os coletivos de passageiros deverão conter, em local facilmente visível, a inscrição indicativa de sua tara, do peso bruto total (PBT), do peso bruto total combinado (PBTC) ou capacidade máxima de tração (CMT) e de sua lotação, vedado o uso em desacordo com sua classificação.

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O CONTRAN acrescentou a o obrigatoriedade aos veículos de tração, sendo exigido, portanto, dos veículos de tração, de carga e dos de transporte coletivo de passageiros. Por fim, para um completo entendimento do significado de cada um desses indicativos de capacidade, vamos consultar o anexo da Resolução . 290/08 do CONTRAN:

a) TARA - peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da carroçaria e equipamento, do

combustível - pelo menos 90% da capacidade do(s) tanques(s), das ferramentas e dos acessórios, da roda

sobressalente, do extintor de incêndio e do fluido de arrefecimento, expresso em quilogramas.

b) LOTAÇÃO - carga útil máxima, expressa em quilogramas, incluindo o condutor e os

passageiros que o veículo pode transportar, para . os veículos de carga'e tração ou número de pessoas para os veículos de transporte coletivo de passageiros.

c) PESO BRUTO TOTAL (PBT) - o peso máximo (autorizado) que o veículo pode transmitir

ao pavimento, constituído da soma da tara mais a lotação.

d) PESO BRUTO TOTAL COMBINADO (PBTC) - peso máximo que pode ser transmitido ao

pavimento pela combinação de um veículo de tração ou de carga, mais seu(s) sem!-reboque(s), reboque(s), respeitada a relação potência/ peso, estabelecida pelo INMETRO - Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial, a Capacidade Máxima de Tração da unidade de tração, e o Emite máximo estabelecido na Resolução CONTRAN n o 211/06, e suas sucedâneas.

e) CAPACIDADE MÁXIMA DE TRAÇÃO (CMT) - máximo peso que a unidade de tração

é capaz de fracionar, incluído o PBT da unidade de tração, limitado pelas suas condições de

geração e multiplicação do momento de força, resistência dos elementos que compõem a transmissão.

A indicação de carga nos veículos automotores de tração será inscrita ou afixada em um dos seguintes locais, assegu rada a facilidade de visualização:

a) na coluna de qualquer porta, junto às dobradiças, ou no lado da fechadura;

b) na borda de qualquer porta;

c) na parte inferior do assento, voltada para a porta;

d) na superfície interna de qualquer porta;

e) no painel de instrumentos.

Nos veículos destinados ao transporte coletivo de passageiras, a identificação deverá ser afixada na parte frontal interna acima do para-brisa ou na parte superior da divisória da cabina de comando do lado do condutor. Na impossibilidade técnica ou ausência de local para fixação, poderão ser utilizados os mesmos locais previstos para os veículos de carga e tração.

Nos reboques e semi -reboques, a indicação deverá ser afixada na parte externa da

carroçaria na lateral dianteira. Nos implementos montados sobre chassi de veículo de carga,

a indicação deverá ser afixada na parte externa do me smo, em sua lateral dianteira.

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EXERCÍCIOS AULA 04

I. Com base no C.T.B. e legislação complementar, julgue os item abaixo.

01. As características dos veículos, suas especificações básicas, configuração e condições essenciais para registro, licenciamento e circulação serão estabelecidas pelo CONTRANDIFE. ( )

02. O artigo 96 do Código de Trânsito Brasileiro dispõe sobre a classificação de veículos. Acerca desse tema, relacione a segunda coluna à primeira;

Primeira Coluna

1. Classificação quanto à tração

2. Classificação quanto à espécie

3. Classificação quanto á categoria

Segunda Coluna

(

) Oficial, particular, de aluguel, de aprendizagem

(

) Automotor, elétrico, reboque ou tração animal

(

) De passageiros, de carga, de competição, de tração

a)

1, 2 e 3

b)

3, 1 e 2

c) 3, 2 e 1

d) 1, 3 e 2

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e) 2, 3 e 1

II. Considerando a terminologia e a tipificação de veículos automotores, bem

como os requisitos para que estes subseqüentes:

circulem em vias públicas,

julgue os itens

03.

O CTB classifica os veículos em: automotores, elétricos, de propulsão humana, de

tração animal, reboques e semi-reboques.

(

)

 

04. Os veículos elétricos não são automotores e, portanto, o seu condutor, ao atropelar um pedestre, não comete crime de trânsito, sendo julgado apenas conforme o Código Penal. ( )

05.

Características, especificações básicas, configuração dos v eículos e condições

essenciais para registro, licenciamento e circulação serão estabelecidas pelo Sistema Nacional de Trânsito por intermédio do CONTRANDIFE. ( )

 

06. Um veículo só poderá transitar pela via pública quando atender aos requisitos e condições de segurança estabelecidos no CTB e em normas do DETRAN. (

)

07.

O CONTRAN reconhece como acessórios os sistemas de segurança para veículos

automotores que, pelo uso de bloqueio elétrico ou mecânico ou por meio de dispositivo sonoro, visem dificultar o seu roubo ou furto. O dispositivo sonoro do sistema poderá emitir sons contínuos ou intermitentes de advertência por período superior a 1 minuto, desde que não ultrapasse a 3 minutos. ( )

08.

As características dos veículos, suas especificações básicas, configuração e condições

essenciais para registro, licenciamento e circulação serão estabelecidas:

 

a)

Pelo Sistema Nacional de Trânsito.

b)

Pelo CONTRAN

c)

Pelo CONTRANDIFE

d)

Por uma Política Nacional de Trânsito.

09.

Os veículos de propriedade da União, dos Estados e do Distrito Federal, somente